Luta
Básica
Filiado à
BANCÁRIA Publicação do Sindicato dos Bancários do RN Ano XXXII
Nº 10 20 a 25 de abril de 2017
a r o h a u chego ral e
g e v e r g a r a z idir e organi
teatro Reforma da Previdência é discutida de forma lúdica nas agências bancárias.
dec
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terror
N
a próxima terça-feira, 25 de abril, o Sindicato dos Bancários do RN realiza assembleia a partir das 18h30 no auditório da Entidade, para debater a participação da categoria na GREVE GERAL que deve ocorrer no dia 28 de abril, em todo o Brasil. A paralisação é uma
construção que vem sendo feita em conjunto entre Centrais Sindicais e Sindicatos de diferentes posicionamentos políticos, pois entendem que, diante das ameaças aos direitos dos trabalhadores postos pelo Governo Temer, a unidade de ação é a melhor alternativa. A unificação de
várias manifestações ocorridas em março mostraram o caminho para barrar as Reformas Trabalhista e da Previdência. Agora, com a classe política mais enfraquecida com a abertura dos inquéritos da Lista de Fachin, é hora de pressionar. Dia 28 de abril, vamos parar o Brasil!
Para cobrar alcance de metas, Regional Natal toca o terror nas agências do Bradesco.
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Assembleia
25 de abril (terça-feira) - 18h30 auditório do sindicato dos bancários (av. deodoro, 419, petrópolis) www.bancariosrn.com.br
PDVE expõe aumento da demanda e superlotação nas agências da Caixa.
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Editorial
A
A lista de Fachin
fábula
s rodas de conversa, noticiários e redes sociais foram palco de acalorados debates sobre a polêmica Lista de Fachin divulgada na última semana. O Ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou abertura de inquérito contra nove ministros do governo Michel Temer, 29 senadores e 42 deputados federais. A lista foi baseada nas delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht e envolveram 415 políticos de 26 dos 35 partidos legalmente registrados no Tribunal
Superior Eleitoral (TSE). A lista deixou Brasília em polvorosa e fez subir o cheiro podre da corrupção que corrói o Sistema Político brasileiro. Com tal Congresso, o Governo não tem qualquer moral para atentar contra o direito dos trabalhadores como vem tentando fazer através das propostas de Reforma Trabalhista e da Previdência. Essa é a hora de se cobrar uma limpeza real e punição exemplar para os envolvidos com devolução ao erário de todo o dinheiro surrupiado dos cofres públicos e que é a verdadeira causa da ‘‘crise’’
que insistem jogar nas costas dos trabalhadores. A exposição dos envolvidos não causou a esperada atitude de Temer de afastar os ministros envolvidos, na verdade, já se fala em acordão entre os principais partidos envolvidos (PT, PSDB e PMDB) visando as eleições de 2018. Uma coisa é certa, o Sindicato dos Bancários do RN manteve-se coerente ao defender o FORA TODOS. Diante deste cenário, não há outro posicionamento que ofereça respostas à sociedade. ELEIÇÕES LIMPAS JÁ!
O PORCO E OS CARNEIROS
U
m porco tinha se misturado a um rebanho de carneiros e pastava com eles. Um dia o pastor o pegou. Como ele gritasse e resistisse, os carneiros o repreenderam: —Nós ficamos berrando quando ele nos pega? O porco replicou: —Questão de detalhe. Quando ele corre atrás de vocês, é porque quer sua lã ou seu leite, mas de mim ele quer a carne. Reclamas com razão quando querem tirar não teus bens, mas tua vida.
Teatro para esclarecer sobre a Reforma
C
om o intuito de esclarecer a população e fortalecer a luta contra a Reforma da Previdência, o Sindicato dos Bancários do RN realizou, entre os dias 9 de março e 17 de abril de 2017, uma série de apresentações teatrais nas agências de Natal e Grande Natal. A peça encenada pelos atores José Raimundo da Silva e Eveline Pinto explorou de forma lúdica os ataques do Governo, representado pelo Vampiro Temer e toda sua ânsia sobre o sangue da classe trabalhadora. As apresentações também contavam com esclarecimentos por parte da diretoria do Sindicato e convidava a população a se somar nessa batalha. Só a luta muda a vida!
Fonte: Fábulas de Esopo (2013), Coleção L&PM POCKET, vol. 68.
EXPEDIENTE
Humor
Luta Bancária é uma publicação do Sindicato dos Bancários do RN
SEDE/NATAL: Av. Deodoro da Fonseca, 419 - Petrópolis - Natal (RN) - CEP: 59020-025 FONES: (84) 3213-0394 // FAX: (84) 3213-5256
SEEB-RN abre inscrições para o curso CPA-10
Conselho Editorial Eduardo Xavier Gilberto Monteiro Matheus Crespo Jornalista Responsável Ana Paula Costa (1235 JP/RN) Ilustração Brum e Luiz Renato Almeida Assistente de Comunicação Juliana Cortês Impressão Unigráfica Tiragem 4.2 mil exemplares
O
Sindicato dos Bancários do RN abre inscrições para formação de turma do curso CPA-10 com o professor Roberto Sérgio. Previsão de início para o dia 2 de maio, aulas de segunda a sexta-feira, no horário das 19h às 22h. As inscrições podem ser feitas pelo telefone do SEEB-RN: (84) 3213-0394
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Regional Natal do Bradesco pressiona bancários e cria clima é de terror
O
Sindicato dos Bancários vem recebendo inúmeras denúncias de bancários do Bradesco contra a Regional Natal. Dentre as queixas destacamos a pressão para que os bancários cumpram as metas. Tal prática já se tornou rotina na maior parte dos bancos, sendo que na Regional Natal existe um agravante, as metas mensais que deveriam ser batidas em até 30 dias, estão sendo impostas já na primeira semana, ou seja, o que já é bem pesado para ser cumprido mensalmente, está sendo exigindo em sete dias. Para isso o Banco tem usado todo tipo de recurso, como mensagens via whatsapp marcando áudio-conferências. Tais mensagens são enviadas a qualquer hora, inclusive fora do horário de expediente, se somarmos a
Reuniões nas agências preparam para a Greve
isso o fato de que o aplicativo de mensagem não é um meio de comunicação oficial do banco, percebemos o quão grave são as denúncias. Além disso, nada pode ser questionado. Todas as me n sa g e n s d e v e m se r atendidas com um simples “Sim, senhor” ou o funcionário é advertido através de ligação telefônica. Todas as denúncias vieram acompanhadas de bastante apreensão por parte dos funcionários que temem represálias. O Sindicato dos Bancários a fi r m a q u e e s t á acompanhando de perto o desenrolar do caso e, se as práticas não mudarem, estará apresentando denúncia ao Ministério Público do Trabalho. Não podemos dar bobeira que o chicote no Bradesco volta a cantar. Estamos de olho!
À
s véspera s d a Greve Geral, o Sindicato d o s Bancários do R N intensificou as reuniões s o b r e a Reforma da Previdência nas agências. Os bancários precisam e s t a r conscientes e organizados p a r a enfrentar todos os ataques.
ERRATA
Edital de Convocação O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários no Estado do Rio Grande do Norte, com CNPJ nº 08.344.822/0001-00, por seu Coordenador-Geral, abaixo assinado, convoca todos os empregados do Banco Itaú S.A, da base territorial, para a Assembleia Geral Extraordinária, que se realizará dia 18/04/17, às 18h, em primeira convocação, e às 18h30 em segunda convocação, na sede social do Sindicato situada na Av. Deodoro, 419, Petrópolis, Natal/RN, para discussão e deliberação acerca da proposta de Acordo Coletivo de Regulamentação do Sistema Alternativo Eletrônico de Jornada de Trabalho. Natal (RN), 7 de abril de 2017. Gilberto Luís Fernandes Monteiro Coordenador-Geral
Abril Verde ilumina o Sindicato
O
Sindicato dos Bancários do RN está participando ativamente do Abril Verde. Mês de conscientização sobre as doenças do trabalho e formas de prevenção. Assim como outras Entidades, a fachada no Sindicato está iluminada nas cores da campanha, com o objetivo de chamar atenção para o tema. Números do INSS e do TRT comprovam que a categoria bancária é uma das que mais vem sofrendo com doenças psíquicas ocasionadas por estresse e assédio no ambiente de trabalho. www.bancariosrn.com.br
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Depois de PDVE, agências da Caixa superlotam e sobrecarregam bancários
O
Sindicato dos Bancários do RN, em visita às agências da Caixa Econômica Federal no Rio Grande do Norte, vem constatando a superlotação dos bancos. O desconforto para o cliente gera sobrecarga de trabalho para o bancário e c o n s e q u e n t e adoecimento. O problema de falta de funcionários na Caixa é antigo. Em 2015,
na assinatura do Acordo Coletivo com a categoria, a empresa se comprometeu em convocar cinco mil novos bancários. Em 2016 mais de seis mil empregados aderiram ao Plano de Aposentadoria e em 2017 mais de quatro mil ao Plano de Demissão. Ou seja, o déficit que era de cinco mil, saltou para 15 mil e o serviço só aumenta. Há agências em que os funcionários
Pegadinhas
da língua portuguesa
Por João Bezerra de Castro
ficam até altas horas para cumprir o trabalho, se colocando em risco e a u m e n t a n d o a probabilidade de doenças laborais. O c a o s f o i c o n s t a t a d o principalmente nas agências de Parnamirim, Zona Norte e Alecrim, mas as denúncias de multiplicam e pipocam nas redes sociais de clientes insatisfeitos com o atendimento. Na hora da greve
o Procon corre para ‘‘garantir o atendimento à população’’, já está na hora de se manifestar também e cobrar o cumprimento da lei das filas.
Procon
DIVISÃO SILÁBICA
A Base XX do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, firmado em 1990, trata da
que também já se ouvem como se neles véssemos os grupos consonantais –bl- e –br-
divisão silábica. Apresentamos alguns detalhes sobre a separação de sílabas.
: su-bli-nhar e a-brup-to. No caso desta úl ma teremos duas grafias: ab-rupto e
1. A divisão silábica faz-se pela silabação, isto é, pronunciando as palavras por
abrupto, e no caso de sublinhar duas divisões silábicas: sub-li-nhar e su-bli-nhar”.
sílabas. Na escrita, separam-se as sílabas por meio do hífen. (Cegalla). Vale relembrar
O VOLP (2009) chancelou a pronúncia “sub-li” ou “su-bli” para sublinha, sublinhado,
que, na língua portuguesa, a vogal é o elemento básico, suficiente e indispensável
sublinhador, sublinhar, e “sub-le” ou “su-ble” para sublevação, sublevado, sublevar.
para a formação da sílaba, isto é, não há sílaba sem vogal nem pode haver duas
Cegalla propõe a pronúncia abrup-to, “mais cômoda e natural. A pronúncia ab-rupto,
vogais na mesma sílaba. À vogal se agregam, ou não, semivogais ou consoantes. A
embora correta, é áspera e di cil”. A mesma proposição serve para abrup-tamente.
palavra degrau tem duas vogais (e e a). Portanto, duas sílabas. O “u” é semivogal.
7. Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu e qu, mas separam-se os dígrafos rr, ss, sc,
2. Não se separam os ditongos e tritongos: au-ro-ra, ó-dio, sai (3ª pessoa do singular,
sç e xc: cha-ve, fi-lho, ni-nho, san-gue, qui-lo, jar-ra, pas-so, pis-ci-na, nas-ça, ex-ce-
presente do indica vo: ele/ela sai); i-guais, sa-guões, U-ru-guai-a-na.
to.
3. Separam-se as vogais dos hiatos: ca-o-lho, du-e-lo, fi-el, ra-i-nha, Sa-a-ra, ví-a-mos,
8. Na divisão silábica, não se levam em conta os elementos mórficos das palavras
va-zi-o, vo-o, xi-i-ta, sa-í (1ª pessoa do singular, pretérito perf. do indica vo: eu saí).
(prefixos, radicais, sufixos): bi-sa-vô (e não *bis-a-vô); di-sen-te-ri-a, in-te-res-ta-du-
4. A consoante inicial não seguida de vogal permanece na sílaba que a segue: czar,
al, su-bor-dem, su-pe-re-le-gan-te, tran-sa-tlân- -co.
gno-mo, mne-mô-ni-co, pneu-mo-ni-a, pseu-dô-ni-mo, psi-co-lo-gi-a, psi-co-se.
9. O prefixo não se separa quando anteceder consoante: trans-con nental (o prefixo
5. As consoantes internas, sem a presença de vogal entre elas, ficam em sílabas
“trans” antecede a consoante “c”); bis-ne-to, sub-ge-ren-te, sub-lin-gual, subs-tân-
diferentes: ab-di-car, ad-vo-ga-do, ap-to, ét-ni-co, mar-car, obs-truir, op-ção, rép-til.
cia. A exceção ocorre com a palavra su-bli-me e suas derivadas, como: su-bli-ma-ção,
6. Não se separam as letras dos encontros consonantais formados de consoante + l ou
su-bli-ma-do, su-bli-mar, su-bli-ma-tó-rio, su-bli-má-vel, su-bli-mi-da-de.
consoante + r: a-pli-car, de-cla-rar, fla-ne-la, o-bri-gar, pa-trão, pre-ço, re-cru-tar.
10. Na translineação de palavras com hífen, se a par ção coincide com o final de um
Obs.: Evanildo Bechara ressalta: “Algumas grafias do sistema oficial favorecem novas
dos elementos, deve-se repe r o hífen no início da linha seguinte: vice-rei deixa o
pronúncias que alteram a divisão silábica tradicional, como em sublinhar e abrupto,
primeiro elemento (vice-) no fim de uma linha e o segundo (-rei) no começo da outra.
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Música e Poesia à serviço da emancipação política
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e s d e q u e f o i inaugurado o auditório José Campelo Filho, em setembro de 2015, a direção do Sindicato dos Bancários d o R N s o n h a e m transformá-lo em palco de atividades que possam estimular culturalmente a categoria e toda a classe trabalhadora. Em abril de 2017 esse sonho vai sair do campo das ideias e ganhar os holofotes deste que é um dos mais modernos auditórios de Natal. O projeto Quinta Cultural é uma idealização da direção do Sindicato, esculpido e capitaneado pelos produtores João Barra e Nando Pessoa. A ideia é usar a arte e a cultura como i n s t r u m e n t o d e emancipação da classe trabalhadora valorizando a cultura através da poesia e música, valorizando músicos, poetas e compositores do Rio Grande do Norte. O evento ocorrerá na última quinta-feira do mês, a partir das 18h30 no auditório do Sindicato dos Bancários em formato semi-acústico. Dividido em sarau e show musical, a apresentação contará sempre com duas apresentações de músicos e poetas. Infelizmente Natal está vivendo um momento
de pouca valorização cultural. Com dois dos seus três teatros públicos fechados, estando um deles sob ameaça de se tornar um shopping de comércio popular, o auditório dos bancários pretende se tornar um pólo de referência, sendo a Quinta Cultural uma excelente oportunidade de destacar a cultura independente da cidade. O produtor João Barra avalia que é um bom momento para o lançamento do projeto. “Uma cidade que já abrigou projet os como o Nação Potiguar e o Seis e Meia está carente d e p ro p o st a s d e qualidade cultural, acho que a Quinta Cultural poderá ocupar esse espaço e destacar a produção local”, avaliou. Os primeiros a se apresentar no projeto serão a cantora Khrystal e os poetas Daniel Valente e Igor Traço. Khrystal irá apresentar o show Pedra D'água, um show intimista, voz e violão, em que a cantora passeia livremente pelos
repertórios de seus três discos lançados, além de peças inéditas. Já o recital O Traço Valente revela uma afinidade poética e musical. S ã o d o i s j o v e n s apaixonados pela poesia que têm levado aos recantos da cidade a poesia como um alimento poético. A música e a poesia se misturam na performance, traduzido num belo e encantador espetáculo.
Edital de Convocação O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários no Estado do Rio Grande do Norte, com CNPJ nº 08.344.822/0001-00, por seu Coordenador-Geral, abaixo assinado, convoca todos os empregados do Banco Itaú S.A, da base territorial, para a Assembleia Geral Extraordinária, que se realizará dia 18/04/17, às 18h, em primeira convocação, e às 18h30 em segunda convocação, na sede social do Sindicato situada na Av. Deodoro, 419, Petrópolis, Natal/RN, para discussão e deliberação acerca da proposta de Acordo Coletivo de Regulamentação do Sistema Alternativo Eletrônico de Jornada de Trabalho. Natal (RN), 07 de abril de 2017. Gilberto Luís Fernandes Monteiro Coordenador-Geral
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Serviço Projeto Quinta Cultural Toda última quinta-feira do mês 18h30 Auditório José Campelo Filho Entrada Franca Abertura 27/04/2017 Show Pedra D'água, com Khrystal Recital O Traço Valente, com Daniel Valente e Igor Traço
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Dia Mundial da Saúde destaca a importância da prevenção
A
depressão t e m tratamento e o primeiro passo é conversar sobre o assunto. Essa é a proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Dia Mundial da Saúde, lembrado em 7 de abril. A doença, segundo a entidade, afeta pessoas de todas as idades e estilos de vida, causa angústia e interfere na capacidade de o paciente fazer até mesmo as tarefas mais simples do dia a dia. Os bancários têm sido apontados pelo INSS e pelos Tribunais do Trabalho como uma das categorias mais atingidas pela doença. O diretor de saúde do Sindicato dos Bancários do RN Robério Paiva avaliou a situação da categoria. “Os bancários hoje, infelizmente, sofrem com um nível de tensão muito elevado. A pressão é forte e as pessoas não conseguem dormir direito, final de semana não consegue relaxar. E nem todos procuram ajuda. Muitos têm medo de entregar um atestado de mais de 15 dias porque têm medo de se afastar, acha que vai ser perseguido, mal visto na empresa”, comentou. Robério lembrou que
este dia está interligado com o dia mundial em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho (28/04), e juntos fazem o Abril Verde. O momento é de debater e prevenir. “Todo acidente pode e deve ser evitado, e eles são apenas a ponta do iceberg, sem investimento em prevenção, o número de acidentes tende a crescer e deixam o Brasil em uma situação muito constrangedora. Oficialmente é o quarto país com maior número de acidentes de trabalho no mundo”, destacou Robério. Um dos maiores desafios é conseguir organizar um ambiente de trabalho que seja produtivo e salutar ao mesmo tempo. As questões de LER DORT, que são doenças relacionadas ao sistema músculo esquelético, se faz com a diminuição da jornada de trabalho, a contratação de mais funcionários diminuindo a sobrecarga de quem está nas agências, tem a questão dos móveis que precisam atender a NR 17 vinculados a ergonomia e postura e tudo que influencia na prevenção. A s d o e n ç a s psicológicas vêm crescendo de forma assustadora e ocorre, de certa maneira, porque o mundo
do trabalho se transformou muito rapidamente e a essa transformação foram associadas práticas maléficas à saúde dos trabalhadores. O assédio moral ameaça, amedronta, mutila os trabalhadores, faz o trabalhador adoecer na alma. É uma doença invisível, não tem como fazer exames que para detectar. Há alguma prevenção nos bancos? Os bancos estão apenas assistindo. As Sipats (Semana de Prevenção) ocorrem de forma muito tímida. Os Cipeiros, muitas vezes com indicação do banco, ou mesmo eleito por nós, não fazem uma atuação mais consistente. Quando os Bancos vêm agir, a situação está insustentável. A preocupação deles não é a prevenção, seria mais inteligente da parte do banco investir em prevenção, porque seria mais econômico. Evitaria o absenteísmo do trabalhador, a produção aumentaria. Mas o banco tem que enfrentar o problema. Conversado, adequando, resolvendo, diminuindo as jornadas de trabalho, conversando com o trabalhador, mas infelizmente é só pressão.
Pegadinhas
da língua portuguesa
Essa situação política de perseguição pode piorar as coisas? É um fator agravante. A terceirização precariza ainda mais o mundo do trabalho. Você tem uma certa estabilidade e é abalada com a terceirização. Uma ameaça constante. Além dos problemas que já temos, e são muitos, surgem outros que elevam a pressão. A saúde não tem preço. Não vale a pena você gastar sua saúde pra ganhar dinheiro e depois gastar seu dinheiro par ganhar saúde. Vamos viver um dia de cada vez, tijolo após tijolo.
ETNÔNIMO
Por João Bezerra de Castro
O substan vo masculino etnônimo designa tribo, etnia, raça, grupo humano definido,
Como os bancários poderiam se posicionar para evitar problemas maiores? O SEEB RN tem essa preocupação constante, nós temos confeccionado cartilhas, folders, palestras, orientando o bancário em relação aos seus direitos para ele se prevenir. Denunciar os casos em todas as instâncias, seja no sindicato ou na ouvidoria. Tem que combater com denúncias, tem que olhar pra dentro de si e, de certa forma, trabalhar dentro do seu limite, não além do que possa. A pessoa vai além das suas forças e aí a fatura é cobrada e é caro o preço.
foz do rio Paraíba do Sul (RJ), no séc. XVI. O Aurélio, assim como a maioria dos
nação. Segundo o Dicionário Houaiss, a grafia dos etnônimos brasílicos foi
gramá cos, registra a forma goitacá, plural: goitacás. Trata-se de um substan vo
estabelecida na 1ª Reunião Brasileira de Antropologia, realizada no Rio de Janeiro, em
comum de dois gêneros: o/a goitacá. Hoje, não se jus fica a grafia *goytacá nem
novembro de 1953. Nessa reunião ficou convencionado que, em trabalhos cien ficos,
*goitacaz.
os etnônimos são invariáveis e devem ser grafados com inicial maiúscula: os Apinayé,
.Guarani: Membro dos guaranis, tribo indígena que habita o Brasil (ES, MS, RJ, SP, PR,
os Bororo, os Caiuá, os Goytacá, os Guarani, os Nhambikwara, os Tapirapé, os Tupi,
SC e RS), o Paraguai, a Bolívia e a Argen na. .Ianomâmi: Indivíduo dos ianomâmis, povo indígena que habita o extremo norte de
etc. Alguns jornalistas se confundem e usam, na língua do dia a dia, o mesmo código internacional adotado pelos antropólogos para nomear os povos indígenas. De acordo com a ortografia oficial, os nomes de tribos indígenas devem ser adaptados ao português, isto é, são flexionados no plural e grafados com inicial minúscula. São invariáveis em gênero. Seguem alguns exemplos: .Bororo: Indivíduo dos bororos, indígena que vive em Mato Grosso. Pronuncia-se borôro/borôros. A palavra oxítona, bororó, designa uma espécie de veado do Brasil central, o veado-roxo, o menor da fauna brasileira, também conhecido por camocica. .Caiapó: Membro dos caiapós, tribo indígena que habita Mato Grosso. .Calapalo: Indígena pertencente ao grupo dos calapalos, que habita a região dos formadores do rio Xingu (MT). .Goitacás: De acordo com Houaiss, indígena pertencente ao grupo dos goitacases, hoje considerado ex nto, que habitava a região costeira entre o rio São Mateus (ES) e a
Roraima e do Amazonas, e a Venezuela. O VOLP não abriga a forma *Yanomami. .Nambiquara: Indivíduo pertencente ao grupo dos nambiquaras, tribo indígena de Rondônia e Mato Grosso. Forma variante: nhambiquara. .Pataxó: Pessoa pertencente ao povo indígena dos pataxós, que habita áreas da Bahia e de Minas Gerais. Os índios pataxós, as índias pataxós. .Tamoio: Indivíduo dos tamoios, povo indígena, hoje ex nto, que habitava as margens dos rios São Francisco (MG) e Paraíba do Sul (RJ). A língua rejeita a forma *tamoyo. .Tupinambá: Indivíduo dos tupinambás, tribo tupi antropófaga que habitava a costa brasileira desde o Pará até a Bahia, no século XVI. Outros exemplos: apinajé, apinajés (e não *os Apinayé); caiabi, caiabis (e não *os Kayabi); caingangue, caingangues (e não *os Kaingang); guaianá, guaianás (e não *os Guayaná); guaicuru, guaicurus (e não *os Guaykuru); tacuniapé, tacuniapés (e não *os Takunyapé); tupiniquim, tupiniquins (e não *os Tupinikim).
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