BANCÁRIA Nº 28
14 a 27 de dezembro de 2015
Luta
Ano XXX
Jornal do Sindicato dos Bancários do RN
www.bancariosrn.com.br
Independente e de luta
SEJA SÓCIO
Aliança Cutista e CTBista perde no tapetão
Ivanny Fonseca
D
urante o período eleitoral para a escolha da Diretoria deste Sindicato, gestão 2013/2016, os candidatos da Chapa 1 foram surpreendidos com uma Ação movida pelos bancários Iran Hermenegildo César, Ivanny da Fonseca e Silva, José Nailton Fernandes, Pedro Barboza de Carvalho e Urbano Guedes de Moura, orgânicos das governistas CUT e CTB. A ação é patrocinada pelo advogado Disraeli Macedo Heronildes. Inconformados com a decisão da Comissão Eleitoral de indeferir o registro da "Chapa", tendo em vista o total desrespeito às normas que regem o processo eleitoral, notadamente no que se refere à inclusão de nomes sem a devida concordância do "candidato", que sequer assinou a ficha de inscrição, entre outras irregularidades, os mentores da Chapa de Oposição recorreram ao Judiciário alimentados com a esdrúxula hipótese do "se colar, colou". Entre os pedidos, destacam-se: 1. A interrupção imediata do processo eleitoral; 2. A destituição da atual
condição da ação, impondo-lhes a primeira derrota. Apesar dos argumentos tão contundentes, tanto do MPT quanto do Juízo da 10ª Vara do Trabalho de Natal/RN, os reclamantes recorreram da sentença, indo o processo para a segunda instância, a qual confirmou, por unanimidade, a decisão do juízo primário, aplicando-lhes a segunda derrota. Ainda inconformados com essas decisões desfavoráveis, entraram, em 08/12/15, com um Agravo de Instrumento em Recurso de Revista. A categoria bancária está novamente em processo eleitoral. Esperamos que, desta vez, os opositores sejam capazes de manter uma chapa em obediência ao Estatuto do Sindicato e atuem dentro dos princípios democráticos, evitando a procura do Judiciário para resolver problemas que eles mesmos criaram por pura incompetência. Além disso, o Judiciário não tem meios de modificar a grande rejeição ao modo de atuação de um grupo que nada faz para melhorar a dura realidade da Categoria. Para comprovar, indagamos: Onde eles se escondem durante a Campanha Salarial, uma vez que ninguém os vê nos piquetes, muito menos nas assembleias que decidem a greve? Por que eles furaram a última greve? Fazemos nossas as palavras do Juiz Titular da 10ª Vara do Trabalho, Dr. Zéu Palmeira Sobrinho: "Como podem os demandantes objetivar a administração de uma entidade que afirmam inexistir juridicamente, haja vista que a respectiva inscrição seria nula de pleno direito?’’
diretoria; 3. A nomeação de uma Junta Governativa para adotar todas as p r o v i d ê n c i a s necessárias à legalização da entidade, desde seu registro nos órgãos competentes até a posse de uma diretoria legítima e legalmente eleita; 4. O bloqueio das contas-correntes Iran Hermenegildo do sindicato, até a assunção da Junta Governativa e 5. A reabertura do prazo para inscrição de chapas e o reaprazamento da eleição. Chamado ao processo nº 021100-20.2013.5.21.0010, o Ministério Público do Trabalho se manifestou, no item II - DOS FATOS E DA REPOSIÇÃO DA VERDADE, item 6.: "Como se não bastasse a ausência de lógica na exposição, de fundamentos válidos de direito e de coerência dos pedidos, o Autor ainda falta com a verdade quanto aos fatos e omite intencionalmente elementos importantes da demanda, tentando induzir o douto julgador ao erro, na esperança de se salvar das consequências legais". No mérito, o MPT, após chamá-los de mentirosos, julga a improcedência da ação (ausência de direito), com a consequente imposição dos ônus processuais, por ser de justiça e de direito. Na sentença de primeira instância, o Juízo julga improcedente a reclamação, extinguindo o feito sem resolução do mérito por falta de
Leia os destaques desta edição Eleição
Contas
BB
Caixa
Prazo para inscrição de chapa termina dia 17 de dezembro.
Prestação de contas do trimestre.
Agências do BB são filiais do purgatório.
Bancários conquistam direito a intervalos.
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