Sábado | 7.Setembro.2013
Director: Raul Tavares
www.semmaisjornal.com
semanário - edição n.º 777 • 6.ª série - 0,50 € • região de setúbal
Distribuído com o
VENDA INTERDITA
anos
Actual Divórcios na região caem pela primeira vez em 50 anos
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Especial Os nossos colégios de referência
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A REGIÃO SOMOS NÓS!
Cultura José Cid canta em Tróia
Queijo de Azeitão é o segundo melhor do mundo ABERTURA A Casa Fernando & Simões foi distinguida, num concurso internacional do Reino Unido, com um segundo prémio a nível mundial. O
galardão pode valer muito mais que o prémio, e guindar a guloseima artesanal a outros patamares. O acontecimento pode valer milhões. PÁG.2
Opinião Vítor Ramalho Analisa as ‘rentrées’ políticas e as declarações que não batem com a realidade.
Diocese de Setúbal vai inventariar a sua arte sacra contra roubos
Proença é finalmente candidato a Alcácer com ‘benção’ da justiça
Interdição da apanha de bivalves está a lesar desempregados
ACTUAL As centenas de peças que fazem parte do espólio de arte sacra da Diocese de Setúbal vão passar a ter uma espécie de bilhete de identidade. A ideia é inventariar as valiosas peças de arte, em defesa contra os roubos, que não param de aumentar.
POLÍTICA O tribunal Constitucional deu finalmente luz verde aos candidatos a braços com a Lei da Limitação de Mandatos. Vitor Proença vê assim consumada a sua candidatura a Alcácer. E quer vitória a 29 de Setembro.
ACTUAL Muitos desempregados que passaram a dedicar-se à apanha de marisco nas águas da região estão agora à beira de um ataque-de-nervos, devido à interdição da actividade. Sem rendimentos ficaram de pés e mãos atados.
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Jorge Humberto Disserta sobre um turismo baseada em sol e praia e suas especificidades.
David Sequerra Antevê o processo das várias candidaturas aos próximos Jogos Olímpcos de 2020.
ABERTURA
Arcolsa está muito satisfeita com distinção, que ganha relevo em tempo de crise
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Queijo de Azeitão é o segundo melhor do mundo Com esta distinção internacional, o queijo de Azeitão, que é um ícone da mesa da região, pode vir a ganhar uma nova dimensão além-fronteiras
A produção artesanal e sabor inconfundíveis valeram ao queijo da “Fernando & Simões” a honrosa distinção. As consequências repercutirão agora muito positivamente no Queijo de Azeitão como um tudo: as exportações devem crescer, bem como o volume de negócios, que em 2012 se fixou nos 2 milhões de euros. Bruno Cardoso
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m misto de ácido e salgado, com a presença, quase imperceptível, de um certo amargo e picante, foi o suficiente para que o queijo de Azeitão caísse nas graças dos jurados do concurso internacional “Great Taste Awards – The guild of fine food”. E a classificação que se seguiu mais do que superou as expectativas de toda a gente, já que elevou o queijo de Azeitão à condição de segundo melhor em todo o mundo. Nem a queijaria Fernando & Simões, que levou até ao Reino Unido o seu queijo, imaginava algum dia atingir este feito. Nem mesmo depois de já ter ganho no ano passado o Ouro na feira de Santarém, com o seu queijo fresco de ovelha, ou a prata, em Julho deste ano, por terras de França, país que domina como ninguém
as técnicas em torno da fabricação dos diferentes “fromages”. O nosso queijo de Azeitão continua a primar pela tradição e por uma produção bem artesanal, passada de geração a geração a queijeiros-artesãos, desde pelo menos 1830. E isso fez, naturalmente, a diferença. Produzido a partir de leite de ovelha cru, ao qual se junta apenas cardo e sal, o queijo de Azeitão é um queijo curado em forma de cilindro achatado, sem bordos definidos e com uma crosta amarelada. A pasta, também ela amarelada, é amanteigada e untuosa. Já a cura, essa é efectuada num período mínimo de pelo menos 20 dias, durante os quais os queijos vão sendo diariamente virados e lavados à mão, para que a crosta se mantenha lisa e limpa. Um trabalho meritório, reconhecido após 22 anos Rui Simões, proprietário da queijaria que viu agora o seu queijo ser eleito o segundo melhor do mundo, segue como ninguém esta tradição à risca. E transborda feli-
cidade, agora que viu um trabalho que começou em 1992 ser mundialmente reconhecido. «Iniciámos nessa altura apenas com o leite da nossa exploração, mas trabalho hoje em dia com leite arrendado, produzindo em média 700 queijos por dia», explica, ao Semmais. Agora, vai receber a distinção das mãos dos ingleses na próxima segunda em Londres. É obra. Mas a sua queijaria também se tem ressentido com a crise que se vive em Portugal. A produção para o mercado nacional caiu, mas têm-lhe valido as grandes cadeias alimentares. «Este não é um queijo barato, mas também não é um produto de luxo», afirma, convictamente. Com a austeridade que vai cá dentro, Rui Simões tem procurado alargar o leque de países para onde comercializa o seu queijo de Azeitão. As exportações valem já 15 por cento da facturação da sua queijaria, «a única com certificado artesanal», como, orgulhosamente, diz. Produção de queijo na região gerou 2 milhões em 2012
Queijaria artesanal… desde 1914 É a mais velha queijaria ainda a produzir queijo de Azeitão segundo informação oficial da Arcolsa. A produção, inicialmente do tamanho do da Serra, começou no tempo de Gaspar Henrique de Paiva, bisavô do actual proprietário, Domingos Soares Franco, e evoluiu primeiro para o formato das 300 gramas, seguindo-se os
queijos de 250 gramas e, por fim, os de 110 gramas. Estes dois últimos formatos são os autorizados actualmente. A produção dessa queijaria viria a encerrar na década de 40, embora tenha sido iniciada mais tarde na Quinta de Camarate. A produção manteve-se até ao ano de 2012, ano em que foi arrendada.
A produção de queijo de Azeitão gerou em 2012 um volume de negócios a rondar os 2 milhões de euros. Das nossas sete queijarias da região certificadas saíram no ano passado aproximadamente 677 mil queijos, uma média de dois mil por dia. Ainda assim, a produção deste queijo já foi bem maior. A crise tem feito as suas mossas, gerando uma diminuição acentuada da produção de leite. O consumo também tem caído, embora nos últimos meses haja indicadores que provem o contrário. Luís Macheta, da direcção da Associação Regional dos Criadores de Ovinos Leiteiros da Serra da Arrábida (Arcolsa), está por isso confiante relativamente ao futuro do produto, que gera, por alto, um milhar de postos de trabalho. A procura tem excedido a matériaprima, as cerca de 12 mil ovelhas leiteiras que fazem parte do efectivo das queijarias. «A legislação nacional, que por vezes se sobrepõe às normas comunitárias, também tem ajudado mais, dado o regime de excepção dos produtos artesanais no que diz respeito a alguns aspectos», acrescenta. Actualmente, entre 10 a 15 por cento desta produção é exportada para os PALOP, países do centro europeu, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos da América, onde a procura dá sinais claros de retoma. «Esta distinção do queijo de Azeitão como segundo melhor do mundo é o reconhecimento internacional do produto e ajuda a puxar pelo todo» enfatiza Luís Macheta, sem esquecer que o próprio queijo da queijaria Ambiqueijo, actualmente com produção suspensa, também ganhou o bronze no mesmo concurso há alguns anos atrás.
Denominação de Origem Protegida
A Arcolsa assumiu a competência de atribuição do uso da Denominação de Origem Protegida (DOP) «Queijo de Azeitão» somente a partir de 2003. Mas o processo de controlo e certificação iniciou-se oficialmente em 1994, desenvolvido também pela associação. Desde essa altura, é feito um controlo rigoroso através das condições higiénico-sanitárias de maneio e ordenha das explorações produtoras de leite e da verificação do estatuto sanitário dos rebanhos. O controlo nas queijarias incide na verificação das condições higiénicosanitárias e tecnológicas de fabrico, sendo realizadas análises físico-químicas e microbiológicas regulares ao leite e ao queijo. Já o controlo da qualidade do produto final e a aferição da manutenção das características do queijo de Azeitão tem lugar na realização regular de provas organolépticas ao queijo, o qual é submetido, em painel de provadores, à avaliação das características exigidas por um grupo qualificado e autónomo.
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Editorial // Raul Tavares
Aí está o mês das autárquicas Entramos agora na vertigem eleitoral das autárquicas. Resolvido que está a problema das candidaturas pendentes de decisão judicial, o cenário está composto e os eleitores poderão iniciar um processo mais assertivo sobre as suas escolhas. O que está em causa não é de pouca monta. Os poderes autárquicos têm uma relação directa com o bem-estar e com a qualidade de vida dos nossos territórios mais próximos. São, regra geral, figuras que conhecemos, sobre as quais podemos e devemos aferir da sua honestidade, empenho, espírito estratégico e de missão, capacidade de gerir destinos comuns e colectivos. Há particularmente no nosso quadro distrital uma nuance nada despicienda, que tem a ver com o facto de sete dos anteriores presidentes de câmara terem terminado a sua gestão municipal e, são agora, substituídos por outros autarcas mais ou menos incógnitos. É um facto que poderá (ou não) ditar mudanças. Julgo que as forças partidárias que sempre almejaram reforçar o seu peso político não cuidaram deste aspecto mais virado para a luta partidária. Mas, como em qualquer desdita, vamos pensar que está tudo em aberto. Resta-nos esperar uma campanha virtuosa, sem ataques, sem ruídos e sem barafundas. Uma campanha serena, que possa servir para que cada um de nós, sem sigla ou com sigla, possa julgar o voto como merecedor e escolher de consciência livre. Nas próximas edições o Semmais vai procurar contribuir para esse debate pública e para uma informação mais assertiva sobre os vários projectos. É a nossa missão e é isso que faremos procurando cumprir essa tarefa em igualmente de circunstâncias.
ficha técnica Director: Raul Tavares; EditorChefe: Bruno Cardoso; Redacção: Anabela Ventura, António Luís Cristina Martins, Marta David, Rita Perdigão, Roberto Dores; Dep. Comercial: Cristina Almeida (coordenação). Projecto Gráfico: Edgar Melitão/”The Kitchen Media” – Nova Zelândia. Departamento Gráfico: Dinis Carrilho. Serviços Administrativos e Financeiros: Mila Oliveira. Distribuição: José Ricardo e Carlos Lóio. Propriedade e Editor: Mediasado, Lda; NIPC 506806537 Concessão Produto: Mediasado, Lda NIPC 506806537. Redacção: Largo José Joaquim Cabecinha nº8-D, (traseiras da Av. Bento Jesus Caraça) 2910-564 Setúbal. Tel.: 935 388 102 (geral); Email: redaccao.semmais@mediasado.pt; publicidade.semmais@mediasado. pt. Impressão: Empresa Gráfica Funchalense, SA – Rua Capela Nossa Senhora Conceição, 50 – Moralena 2715-029 – Pêro Pinheiro. Tiragem: 45.000 (média semanal). Distribuição: VASP e Mediasado, Lda. Reg. ICS: 123090. Depósito Legal; 123227/98
Eles não sabem mas os números não têm alma
A
chamada reentrada política depois das férias de Verão foi assinalada mais uma vez pelas declarações dos líderes partidários. Nada de novo houve neste domínio. À data em que escrevo o presente artigo, só falta conhecer a intervenção de Jerónimo de Sousa, que se resguarda para o final da festa do Avante. Do que foi dito pelos demais líderes retive o óbvio, pela voz do presidente do PSD – que vem aí, a galope, o segundo resgate a Portugal. Com a pequenez política que se lhe conhece, sem rasgos e menos estratégica, Pedro passos Coelho culpa agora o Tribunal Constitucional pela inevitável ocorrência desse segundo resgate. Faz, ou pretende fazer, de nós todos estúpidos, com a agravante dos demais responsáveis do “seu” PSD, que não o da maioria dos seus militantes, desde o primeiro presidente do partido ao líder do grupo parlamentar, afinarem pelo mesmo diapasão. É estranho que não lhes trema a voz quando falam ou a mão quando escrevem. Estarão mesmo convencidos do que dizem, que a nossa Constituição não deve mesmo ser cumprida e que os nossos males têm a ver agora com os “malandros” do Tribunal Constitucional? Ou será para, na pequenez em que navegam, sustentada pela incapacidade e incompetência, fecham os olhos para não verem e tapam os ouvidos para não ouvirem? É tudo isto e muito mais, uma vez que a principal e única preocupação é a de procurarem preservar na máquina do Estado os empregos dos seus apaniguados, enquanto fomentam em crescendo o desemprego e a baixa de salários dos mais desfavorecidos, não poupando os reformados e pensionistas. É uma análise dura? É, mas é esta a nossa triste realidade. Nua e crua. O resto é conversa fiada. E é a triste realidade porque, ao contrário do que dizem, a situação tenderá a agravar-se. Daí o segundo resgate. Consciente disso, o presidente do CDS que procura passar sempre pelos pingos da chuva
Turismo e verão. Um duelo ao sol. Vítor Ramalho Advogado
Esta direita que nos desgoverna pensa em resultado de não estudar a História e de ser incompetente e incapaz, que poderá continuar a iludir e a enganar de forma permanente o povo português.
colocando sempre um pé no Governo e outro na oposição, moderou a crítica ao Tribunal Constitucional, admitindo que o Governo encontrará solução alternativa ao facto de não poder agora contar com o corte das verbas da Lei da requalificação dos funcionários públicos. Portugal e os portugueses que têm uma memória secular, fazendo parte da nação mais velha da Europa, já viram e experimentaram muito. Esta direita que nos desgoverna pensa em resultado de não estudar a História e de ser incompetente e incapaz, que poderá continuar a iludir e a enganar de forma permanente o povo português. Que ilusão! Quanto mais tempo passar pior será para ela. Disso não haja também ilusões. O preço a paga r? Bem, isso é outra coisa, de que falarei em tempo oportuno, mas a tempo. Chamando a atenção do que esta direita não sabe - que os números não têm alma e que basta espremê-los para eles confessarem o que queremos. Não é assim com o povo português que têm uma alma com nove séculos de História e quando é muito espremido reage. Sobretudo quando não aguenta mais.
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á muito tempo atrás. No velho oeste ou no nordeste brasileiro, teve lugar um duelo: entre o turismo e o sol. O sol ganhou. Ou não fosse o astro rei. Desde aí turismo e sol quase se tornaram sinónimos. E, no entanto, nada de mais errado. Pelo menos para nós, aqui na Península de Setúbal. Porque nós, se bem que no sul, estamos, na verdade, no sul do hemisfério norte. Portanto, para todos os efeitos, no hemisfério norte. Logo, temos e somos um sul muito particular. Temos 3 meses de verão. Só e apenas 3 meses. 3 meses de sol garantido. O resto são bónus. Eventualidades. Dias lindos que podem acontecer. Ou não. Imaginem então que o nosso turismo dependia do sol. E só do sol. Como, aliás, alguns destinos. Teríamos 3 meses de “luxo” e 9 de “miséria”. Hotéis abertos 3 meses e fechados 9. Precaridade no trabalho e uma gestão intermitente. Gerir a prazo. Trabalhar a prazo. Ser a prazo. Na verdade, e apesar das nossas magníficas praias, os nossos hotéis não fecham 9 meses. Estão abertos 12 meses. Todo o ano. E olhem que as nossas praias não são nada de se deitar fora. Senão, vejamos: Caparica, Lagoa de Albufeira, Meco, Sesimbra, Portinho da Arrábida, Galápos, Figueirinha. Já para não falar dos novíssimos membros do clube: a Ponta dos Corvos no Seixal e a Praia da Saúde em Setúbal. Além, claro, das fantásticas praias secretas de que eu não vou dizer nem o nome nem a localização. Segredo é segredo. Voltemos então aos nossos hotéis. Abertos 365 dias por ano e não apenas 3 meses. Vejamos, então, o que vale o turismo de 3 meses; o que é dizer de verão; o que é dizer de sol e mar. Em Setúbal “vale” 39%, em Sesimbra “vale” 47% e em Almada “vale” 35%. Embora estes números sejam significativos não são esmagadores. Revelam sazonalidade mas não uma dependência da sazonalidade. Entretanto, mesmo no verão, temos muitos turistas que nos visitam não apenas pela praia mas também pelos eventos, pelos percursos pela região e, também, por reuniões profissionais. Ao passo que em novembro ou em março pura e simplesmente não temos praias. Resta a pergunta. Então na Costa Azul. Exatamente costa e logo azul, os hotéis vivem, afinal, de quê? De quem? A resposta é: principalmente do turismo de negócios e das férias/percursos pela região (touring, em linguagem técnica).
Jorge Humberto Silva Técnico de turismo
E, quanto ao turismo de negócios, ele é determinante para manter as nossas empresas e os nossos empregos no turismo. Por uma destas contradições que dão um particular sabor à vida, que a tornam imprevisível e fascinante, são as indústrias, as atividades, as empresas e os portos que ajudam, e de que maneira, a “encher” os nossos hotéis. Mais atividade económica significa maior movimento de pessoas. Logo, mais turismo. Por esta razão o novo centro de congressos Freeport (CCF), em Alcochete, bem como o desenvolvimento de estruturas de promoção do turismo de negócios em Almada (Plataforma de Atores do Turismo) e em Setúbal (Associação da Baía de Setúbal) são sinais de que estamos a construir um setor turístico mais complexo e mais diverso. Também por isso o alojamento (a oferta hoteleira) é, ou por outras palavras, começa por ser, um serviço público. Tal como a energia, a água ou o saneamento. Uma cidade, média ou pequena, tem lugar para um hotel, também médio ou pequeno. Ainda assim um hotel. Neste sentido, na Península de Setúbal, devemos ter um desígnio: cada um dos nossos municípios deve possuir, pelo menos, uma oferta hoteleira. Que é dizer um serviço público. Na verdade apenas dois dos nove municípios não têm qualquer, mas qualquer, oferta hoteleira. Não vou dizer os nomes. Porque tudo indica que mais cedo ou mais tarde, preferencialmente mais cedo, vão ter essa oferta. Vão certamente ser parte da oferta turística da Península de Setúbal. A nossa região tem então, no turismo, uma característica muito importante: não estamos dependentes de um só produto. Temos diferentes e vários produtos. Temos distintas opções turísticas. E, entre elas, também ofertas com praias; ofertas de verão. Depois das férias. Que imagino foram ao sol. Respondendo aliás ao apelo do verão, chegou então o tempo de voltar. Por todas as razões e por todos os pretextos profissionais. O nosso turismo precisa exatamente do trabalho e da atividade económica. Essencialmente porque em setembro percebemos, de novo, que estamos, afinal, no hemisfério norte. Espero por isso que não tenham deitado fora as camisolas de malha. Nem as gravatas. Nem os tailleurs.
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PSP de Corroios ganha novas instalações O MINISTRO da Administração Interna, Miguel Macedo, inaugurou esta semana as novas instalações da PSP de Corroios, em Santa Marta do Pinhal. O novo equipamento, com capacidade para 60 efectivos, vai
ter serviço de atendimento, secretaria, gabinete de apoio à vítima, sala de comunicações e transmissões, entre outras. A Câmara Municipal do Seixal assinou em 2009 um protocolo com a Direcção Geral
de Infraestruturas e Equipamentos (DGIE) do Ministério da Administração Interna e a PSP, para a construção da esquadra, em terreno cedido pela autarquia avaliado em mais de 139 mil euros. Na
ocasião, Miguel Macedo reafirmou a necessidade de Portugal ver melhoradas as condições para as suas forças de segurança, assim que o país «tenha as condições financeiras mínimas».
A interdição da apanha dos bivalves está a deixar os mariscadores à beira de um ataque de nervos. Sobretudo os desempregados que encontraram nesta pesca uma forma de sustento. Roberto Dores
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A
s centenas de mariscadores da região, que diariamente procuram rendimento nas margens do Tejo e do Sado, garantem que a proibição decretada em torno da apanha de bivalves os está a deixar sem alternativa ao desemprego de longa duração. A maioria já perdeu direito a qualquer subsídio. «Sem a apanha da amêijoa o que vai ser deste pessoal todo, que não tem mais nada para governar a casa?», pergunta Álvaro Ferreira, um dos moradores do Samouco, que há duas semanas está sem ir ao rio. Recorde-se que a apanha de bivalves está proibida temporariamente em todo o litoral, justificando o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que esta medida se deve à presença de «fitoplâncton produtor de toxinas marinhas ou de níveis de toxinas acima dos valores regulamentares». Entre Setúbal e Sines, a proibição diz espeito à
O negócio contribuia para amenizar a falta de rendimentos
navalha, amêijoa-branca e a ameijola, enquanto no Estuário do Tejo e Lagoa de Albufeira é o mexilhão que não pode ser apanhado. «Esperemos que isto passe depressa e que ainda se consiga aproveitar o que resta do Verão, porque a verdade é que sem a amêijoa não temos mais nada», insiste Álvaro Ferreira, assumindo-se como portavoz de um grupo de “mariscadores sazonais”, como se designam estes residentes nos concelhos do Montijo, Alcochete e Barreiro. «Há quem continue a apanhar, às escondidas, mas não vale a pena arriscar, porque a Polícia Marítima anda sempre aí e já houve multas muito pesadas»,
insiste o mesmo mariscador, revelando que «os colegas que andam no Sado se queixam do mesmo. Ainda pensámos ir lá ver, mas é perda de tempo, porque as autoridades não dão hipótese». Apanha no Samouco tem vindo a disparar Recorde-se que o fenómeno não é novo, mas a apanha de amêijoa na zona do Samouco, por baixo da Ponte Vasco da Gama, tem vindo a «disparar», perante o aumento do desemprego na região, a que se junta a possibilidade de se garantir um rendimento médio diário de 30 euros.
Uma conjugação de factores que tem levado alguns grupos a arriscar nesta actividade. Deslocam-se para as margens do Tejo em grupos de quatro e cinco pessoas, dividem o combustível e chegam a dormir várias noites no interior das viaturas para aproveitarem os dias de melhores marés. «Há aqui centenas de pessoas a tentar ganhar a vida. Até famílias para cá têm vindo. Um grupo de três pessoas pode levar quase cem euros para casa», atesta o grupo de Álvaro Ferreira, sendo que todos os elementos já ultrapassaram a barreira dos 40 anos e alguns até já atingiram o desemprego de longa duração, vivendo sem qualquer subsídio. «Enquanto a construção civil deu alguma coisa, ainda fomos ganhando algum. Mas já no ano passado não arranjei trabalho e este ano nada mexe no sector das obras», explicam O negócio há muito que é conhecido por estas paragens. Antes da amêijoa ser apanhada já está toda vendida para Espanha, a dois euros o quilo. À distância, algumas carrinhas aguardam os pescadores que ali entregam a mercadoria e recebem em notas a recompensa pelo trabalho. Para quem não conhece os meandros, há contactos telefónicos afixados nas paredes: “Compro amêijoa”. São os intermediários que se encarregam de transportar os bivalves para Espanha. Aliás, é para o país vizinho que é encaminhada quase a totalidade a amêijoa capturada no Tejo.
92,6 por cento das mulheres que vivem no do Barreiro têm dificuldades em conciliar a vida profissional com a educação dos filhos, enquanto 80 por cento tem necessidade de ter mais tempo para si próprias. Estas foram algumas conclusões do trabalho de diagnóstico levado a cabo pela autarquia nos últimos meses e que sustentam a base do Plano de Igualdade de Género, Cidadania e Não Discriminação, que contou com o apoio do Plano Operacional do Potencial Humano. Em declarações ao Semmais, Regina Janeiro, vereadora que tutela a Inclusão Social, explica, ainda assim, que o município «não tem, compa-
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Barreiro arregaça mangas no combate à discriminação
O fenómeno ainda preocupa
rativamente, a outros, elevados índices de discriminação», embora acrescente que «há sempre trabalho por fazer». «A história do município, a dinâmica das suas gentes e as conquistas vanguardistas de direitos
poderão justificar estas percentagens», acrescenta. No plano de acção para o combate à discriminação vem também referido que 40 por cento das mulheres acusam a sobrecarga das suas tarefas domésticas, enquanto 46 por cento considera ter «demasiadas tarefas a cargo». «Temos feito um esforço para abrir mais salas de pré-escolar, por forma a reduzir essas desigualdades sociais, e temos igualmente disponibilizado terrenos a instituições particulares de solidariedade social para minorar estes dados», diz. Plano contempla quatro eixos de acção
Segundo a autarca, o plano estrutura-se em torno de quatro eixos de acção que passam pelo emprego e conciliação, pela educação e formação, pela saúde e estilos de vida saudáveis e pela solidariedade e coesão social. O trabalho da autarquia foi desenvolvido em parceria com o Conselho Local de Acção Social do Barreiro e várias outras entidades. «Independentemente da Constituição não contemplar a discriminação, é verdade que, quase 40 anos depois, há situações dessas a nível dos sexos, credos, entre outros, pelo que é responsabilidade das instituições minorar essas desigualdades», finaliza.
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Desempregados da região sem amêijoa em tempo de crise
O cantor e José Carlos Caleiro
Bonga apadrinha vinhos da Adega de Palmela A ADEGA de Palmela marcou presença na festa do 71.º aniversário do cantor Bonga, na passada quintafeira, no restaurante “Mulemba Xangola”, em Lisboa. A grande estrela da música angolana decidiu recentemente apadrinhar os vinhos da adega de Palmela por os considerar de «excelente qualidade e enriquecedores dos mais variados momentos», já sem falar da importância que têm para o concelho e para o país. Quer a acompanhar uma refeição, um petisco, ou, simplesmente, a servir de aperitivo são «fantásticos». O Vale dos Barris Syrah 2011, recentemente vencedor de uma Medalha de Ouro, na Alemanha, e reconhecido por Bonga como o seu «vinho preferido», abriu as portas à vontade do cantor de conhecer outras delícias da Adega de Palmela e o resultado não podia ser melhor: «São vinhos incríveis e por isso estou com a Adega para o que for preciso», frisou o cantor. A forte amizade entre Bonga e a Adega de Palmela foi oficializada durante a festa de aniversário do cantor. No decurso dos festejos foram servidos os vinhos premiados e o enólogo, Luís Silva, deu a conhecer as suas características e as melhores formas de serem apreciados.
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Diocese de Setúbal prepara acção para inventariar a arte sacra para combater roubos
A DIOCESE de Setúbal vai avançar com a inventariação dos bens culturais da igreja no distrito, para tentar combater o roubo de arte sacra que se tem generalizado por todo o país, sobretudo, entre os templos situados nas localidades do Interior, onde a falta de policiamento tem facilitado a vida a quem
mais difícil de se lhe encontrar o rasto. Peça sem identidade é como se não existisse
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A vaga de roubos de arte sacra na região está a preocupar as autoridades da Igreja. A primeira medida é criar um ‘bilhete de identidade’ para as centenas de peças espalhadas pelas paróquias da diocese.
Setúbal é uma das primeiras dioceses do país a proceder a este tipo de trabalho
se dedica ao furto destas valiosas peças. Mesmo em plena luz do dia. O projecto contempla o registo de centenas de obras de arte. O anúncio é feito pelo Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja (SNBCI), sendo que esta inventariação conta com o apoio financeiro da Fundação Calouste
Gulbenkian, prevendo dotar a diocese de Setúbal dos meios técnicos necessários, com recurso a sistemas informáticos, para desenvolver este trabalho minucioso. Setúbal está assim entre as dioceses portuguesas que integram a primeira fase deste projecto, onde também
será dada formação em segurança, depois de há já algum tempo a directora do SNBCI, Sandra Costa Saldanha, ter vindo a alertar que só com recurso à inventariação do património da igreja será possível travar o roubo de obras de arte, já que qualquer peça que não esteja identificada será
Sandra Costa Saldanha alerta mesmo que a ausência da inventariação significa que a determinada peça não tem um «bilhete de identidade», afirmando mesmo que «em caso de roubo, é com se nunca tivesse existido», sublinha. Já numa segunda fase, anunciada para 2014, outras dioceses irão participar na inventariação das suas peças de arte sacra. De resto, esta aposta da igreja merece o «aplauso» das forças de segurança, numa altura em que, segundo a própria PJ, a crise económica está a provocar o aumento de roubos de arte sacra, sobretudo «por causa das dinâmicas dos mercados
estrangeiros». Ou seja, as investigações realizadas têm permitido apurar que existe hoje um mercado que está receptivo a este tipo de peças em Portugal, mas também no estrangeiro. Sobretudo o Litoral Alentejano está entre as regiões que mais preocupam as autoridades, face ao isolamento que caracteriza alguns templos nas zonas rurais, onde não faltam exemplos de igrejas roubadas em plena luz do dia, com fontes policiais a alertarem para o esquema dos falsos turistas munidos de mochilas. Também se acumulam relatos de igrejas arrombadas durante a noite, lamentando-se vários casos de sinos furtados, mas também o roubo de crucifixos, pias batismais, cálices, ou caixas de esmolas. Pub.
Projecto de voluntários a dormir em igrejas Perante a recente onda de vandalismos que está a destruir monumentos religiosos do Litoral Alentejano, o director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, José António Falcão já admite vir a pôr voluntários a dormir nas igrejas, admitindo ser esta a reposta mais eficaz «num país onde não existe um plano nacional para salvaguarda do património religioso», denuncia. O mesmo responsável separa os dois fenómenos
que mais preocupam a igreja: furtos e vandalismo. Alega que em relação aos roubos há uma «dinâmica diferente», justificando que o objectivo de quem pratica este tipo de crime não pretende destruir obras de arte, nem de lesar directamente o património. «Digamos que será antes um problema económico em que nós ainda depositamos alguma esperança nas investigações da Polícia Judiciária em recuperar as peças», sublinha. Já em relação ao vandalismo, José AntónioFalcão considera
estar em causa a destruição de símbolos religiosos. «No fundo, isto é ofender directamente a comunidade religiosa. Quando esse problema alastra como uma mancha de azeite, temos que fazer o que fizemos em 2005 e 2001, colocando pessoas a dormir no interior de igrejas», assevera, revelando que a diocese do Baixo Alentejo tem identificados templos prioritários na sua carta de risco. Textos: Roberto Dores
Cinema no Rio Sul Shopping reabre até fim do AS SALAS de cinema do Rio Sul Shopping encerradas no início do ano vão reabrir até 2014. Essa foi a garantia deixada pela operadora Orient Cineplace, a nova empresa responsável pela exploração de diversas salas de cinemas de centros comerciais da Sonae Sierra. Ao todo, a
empresa, pertencente a um importante operador com presença no mercado brasileiro há 20 anos, vai explorar no país 60 salas de cinema. «O Grupo Orient é um operador com experiência, conhecimento da indústria e capacidade comprovada para operar com sucesso», afirma, em
comunicado, Cristina Santos, responsável pela gestão dos centros comerciais da Sonae Sierra. O Semmais tentou contactar a Cineplace Portugal e a Câmara Municipal do Seixal para obter comentários sobre o assunto, mas não obteve respostas antes do fecho desta edição.
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Número de divórcios na região “caem” pela primeira vez em cinco décadas NÃO se trata de uma travagem a fundo nos divórcios entre os casais da região. Longe disso. Mas 2012 fica marcado como o ano em que, pela primeira vez em mais de cinco décadas, o número de separações registou uma diminuição no distrito de Setúbal. Em 2012, verificaram-se 2070 separações na região, o que representa uma inversão da tendência que se vinha acentuando pelos tempos. Em 2011 separam-se 2209 casais. Até aqui, a curva tinha sido sistematicamente ascendente, analisando os registos desde 1960, quando se consumaram 50 divórcios nesta zona do país região, segundo revela o Pordata. O ano de 1995 já exibia números significativos, com um total de 1299 separações, aumentando, em 2001, para as 1897, enquanto em 2011 o fim do casamento atingia 2209 casais, traduzindo um recorde absoluto. Na capital de distrito a evolução dos divórcios ilustra a tendência que tem vindo a ser seguida pelo resto da região. Em 1960 registaram-se 24 divórcios, sendo que Pub.
em 1984 o fim do matrimónio atingiu 84 casais. Ainda assim, menos 200 divórcios do que em 1995, tendo chegado aos 355 em 2011, para baixar, finalmente, em 2012 para o 333. Curioso é ainda o regresso a 1960, ano em que Almada regis-
atingiu 122 e Almada 75. Seixal manteve a taxa de divórcios em baixa até 2001, quando passou directamente para a «liderança» das separações matrimoniais, com 458 divórcios, mais 29 do que Almada. E a curva prosseguiu a tendência ascendente até 2011.
tava apenas três separaç õ e s , enquanto Barreiro, Moita, Seixal e Sesimbra não exibiam divórcios. Já o Montijo atingiu os 23 e voltou a estar em destaque 24 anos depois com 51 separações, quando o Barreiro
Seixal, por exemplo, atingiu as 528 separações anuais e Almada chegou às 509, mas reduziu, pela primeira vez, no ano passado, quando Seixal baixou para 470 e Almada para 439.
Casais separados vivem debaixo do mesmo tecto Anália Cardoso Torres, investigadora e socióloga que esteve envolvida na elaboração na nova lei do divórcio em 2008, acredita que o número de divórcios está a diminuir, ao mesmo tempo que estará a aumentar o número de casais que vivem na mesma casa e que, na prática, estão separados. «Há cada vez mais pessoas que, não tendo meios económicos para se divorciarem e depois subsistirem em altura de crise, decidem continuar a viver na mesma casa. Não estão formalmente divorciados, mas estão efectivamente separados», diz a socióloga. A crise pode ser, por isso, uma das razões que estão a fazer diminuir o número de divórcios formalizados. «Momentos de crise como o que vivemos aumentam muito a conflitualidade nos casais, nomeadamente por dificuldades económicas e por um ficar desempregado», explica. Roberto Dores
SEIES lança campanha contra a violência doméstica ARRANCOU esta semana a campanha pública contra a violência doméstica, no âmbito do projecto VAIVÉM, promovido pela SEIES, Sociedade de Estudos e Intervenção em Engenharia Social. O projecto, que consiste na colocação de outdoors e outro tipo de publicidade com grande visibilidade pública contou com a participação de inúmeras figuras de Setúbal ligadas a diferentes áreas de actividade. Segundo os responsáveis da SEIES, a ideia é «promover uma onda colectiva de homens e mulheres que manifestam o seu repúdio contra a violência doméstica», um fenómeno que continua a preocupar as autoridades e cujos números na região assumem grande relevo no quadro nacional.
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O PRESIDENTE da Junta Metropolitana de Lisboa discorda «frontalmente» da reorganização das urgências nocturnas na área metropolitana, que implica desde a passada segundafeira a concentração rotativa das especialidades de oftalmologia e de psiquiatria nos hospitais de Santa Maria e de São José, ambos Pub.
Médicos da região não querem fazer serviço na capital
em Lisboa. Em declarações ao Semmais, Carlos Humberto diz que a decisão da tutela «não defende os interesses das populações, penalizando principalmente as populações de toda a margem sul». O autarca lembra que não existe ninguém, que não seja o próprio Governo, a favor da decisão agora
tomada, lembrando posições de autarcas, de movimentos de cidadãos, e dos próprios profissionais envolvidos. A Ordem dos Médicos, citada pela agência Lusa, diz mesmo que «todo o processo foi conduzido secretamente, com o intuito de esconder as suas fragilidades e os problemas potencialmente graves que vão recair sobre
as vítimas urgentes e emergentes da Grande Lisboa». Carlos Humberto acrescenta, por outro lado, que a concentração das urgências será toda ela feita em hospitais da capital, deixando a Margem Sul de dar respostas mais céleres e eficazes aos utentes. «Isto distancia as pessoas da assistência», vinca. O presidente da Junta Metropolitana de Lisboa diz ainda que a decisão pode atentar contra o Sistema Nacional de Saúde e prepara-se para pedir uma audiência ao Ministro da Saúde, Paulo Macedo. «É uma decisão que afecta gravemente os 2,5 milhões de habitantes dos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa», diz. Outras especialidades concentradas em breve
Num comunicado, a tutela diz que a reorganização agora levada a cabo se deve à necessidade de melhoria da qualidade da assistência clinica, de um esforço de racionalização dos recursos disponíveis e da necessidade de melhorar o modelo de governação clínica dos hospitais. «O modelo de concentração de algumas especialidades tem funcionado na cidade do Porto, portanto, poderá ser replicado noutras regiões do país, com as devidas adaptações», diz o Ministério da Saúde. A Administração Regional de Saúde avisa que vai avaliar as experiências agora envolvendo as especialidades de oftalmologia e cirurgia clínica para rever os prazos envolvendo as restantes. Nos próximos
meses, a ideia é concentrar, para efeitos de urgência, as especialidades de urologia e de cirurgia vascular, seguindo-se as especialidades de cirurgia plástica, cirurgia maxilo-facial, neurologia, gastrenterologia, cardiologia de intervenção e cirurgia cardíaca. Os doentes devem continuar, quando necessitem, a dirigir-se aos seus hospitais habituais, uma vez que estas alterações são do foro interno, coordenando-se as unidades posteriormente entre si. Durante o período diurno não existirão alterações no quadro das especialidades actualmente disponíveis. As câmaras do Barreiro e do Seixal, a título de exemplo, já vieram a pública mostrar total desacordo para com a medida. Bruno Cardoso
Musealização de galerias dá a conhecer história de Palmela Casa do Capelo também foi alvo de empreitada de consolidação. Empreitadas rondaram os 415 mil euros. Consolidação da muralha do castelo continua adiada ad eternum.
a ser intervencionada para que a edilidade possa musealizar o espaço e ali reinstalar serviços. Finanças não dão luz verde à muralha
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Junta Metropolitana diz que decisão atenta contra Sistema Nacional de Saúde. Presidente vai pedir audiência a Paulo Macedo, Ministro da Saúde.
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Junta Metropolitana garante que a concentração de urgências em Lisboa penaliza principalmente margem sul
Castelo de Palmela
A HISTÓRIA do município de Palmela vai passar a estar representada museologicamente nas galerias do castelo da vila. As galerias, seis no total, foram requalificadas numa empreitada ao abrigo do plano de acção para a recuperação e dinamização do centro histórico palmelense, que contemplou também a consolidação da Casa Capelo e mexidas profundas a nível da água e da electricidade no local. Adilo Costa, vereador da Cultura na Câmara Municipal de Palmela, explica que o objectivo da autarquia passa por trazer mais pessoas ao castelo, fazendoas interagir posteriormente com o núcleo histórico da
vila, que se encontra agora de cara completamente lavada. «Não basta que os cerca de 200 mil visitantes que anualmente vão ao castelo se fiquem por ali, é preciso que conheçam tudo o resto», sustenta o autarca. Ao longo das seis galerias, todas elas requalificadas, os visitantes do castelo poderão contactar com os vestígios da época árabe, com os artefactos neolíticos da Quinta da Cerca e com as descobertas do próprio centro histórico de Palmela, do Zambujalinho, de Chibanes e do Alto da Queimada. A maior atracção continua a ser, porém, o silo da época da Reconquista, do séc. XII. Já a Casa Capelo deverá, futuramente, voltar
«Infelizmente, não houve dinheiro para tudo», diz Adilo Costa. Este conjunto vasto de empreitadas rondou os 415 mil euros e contaram com o apoio de fundos comunitários. A autarquia vai agora proceder a um ajuste directo para ver novamente explorado o bar do castelo. Na parte exterior à muralha, deverá nascer também um estacionamento para melhor acolher os visitantes. À margem destas empreitadas, a autarquia continua a desesperar pela consolidação da muralha do castelo. O Ministério das Finanças, que tem responsabilidades directas na preservação deste monumento nacional, teima em não dar luz verde. Já o projecto da iluminação artística foi «preterida», para já, por questões financeiras. «É um projecto que queremos, contudo, levar por diante», vinca Adilo Costa. Bruno Cardoso
AUTÁRQUICAS 2013 Sábado // 7 . Set . 2013 // www.semmaisjornal.com 9
Seguro dá força a PS de Sines e PSD com ‘rentrée’ na Costa O LÍDER do PS, António José Seguro, vai marcar presença, este domingo, em Sines, na apresentação dos candidatos socialistas aos órgãos autárquicos daquele concelho. O partido da ‘rosa’ confia num bom resul-
tado em Sines, com a saída do ‘dinoussauro’ Manuel Coelho, eleito há quatro anos pelo Movimento SIM, e aposta em Nuno Mascarenhas. Entretanto, o PSD vai fazer, hoje, a sua ‘rentrée’ política no distrito
na Festa da Costa. A organização espera uma grande confluência de militantes de toda a região. Olíder da distrital, Pedro do Ó Ramos vai estar presenta, mas não foi anunciada nenhuma figura nacional.
Candidato estava em campanha quando recebeu notícia
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Constitucional desata nó de Vitor Proença em Alcácer On pe ad maio mo blaborist
A candidatura
BE original de Proença com campanha estava nas mãos dos tribunais, no Barreiro
Pub.
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candidato da CDU à presidência da Câmara de Alcácer do Sal, Vitor Proença, já se livrou da incerteza que rodeou, a sua corrida à autarquia, devido às dúvidas levantadas pelo Movimento ‘Revoluçao Branca’ a propósito da Lei da Limitação de Mandatos. Esta quinta-feira foi confirmado como candidato oficial, após acórdão do Tribunal Constitucional. Os juízes desfizeram as dúvidas dando razão à «confiança» que Proença
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O BLOCO de Esquerda inicia esta semana uma original campanha sob a sigla “procurase”, durante a qual serão entregues à população cartazes com imagens de edifícios ou equipamentos desaparecidos, que fazem parte da memória colectiva dos barreirenses. O BE diz que com esta iniciativa «pretende-se contribuir para que não caia no esquecimento essa parte da história da vida local, que faz deste território uma comunidade, um lugar único e valioso e, simultaneamente, avivar a necessidade de proteger o património ainda existente». E dá exemplos: «Têm desaparecido mais ou menos misteriosamente vários elementos significativos da cultura desta cidade, tal como os Moinhos de Maré, e o Teatro Cine, entre outros.
por causa da Lei de Limitação de Mandatos. Nas últimas semanas, as decisões foram contraditórias. Agora já é oficial.
Após algum tempo de impasse, Proença respirou de alívio
sempre manifestou ao longo do processo. «O tribunal confirmou a nossa interpretação da Lei quanto à elegibilidade da nossa candidatura, pena que todo este processo não tenha deixado de perturbar o ciclo eleitoral junto das populações», disse o candidato ao Semmais, logo a
seguir a ter confirmado a notícia. Um porta-a-porta surpreendente Proença estava em campanha de «porta-aporta» quando recebeu o telefonema do partido. E diz ter recebido, nas horas
seguintes, «centenas de mensagens e telefonemas», provando que a candidatura «esteve sempre serena e confiante deste desfecho». Agora refeito da incerteza, Vitor Proença, não esconde que houve «alguma perturbação» durante algum tempo, nomeadamente em alguns sectores da candidatura, mas isso, confessa, «nunca aligeirou» a nossa força junto da população nem o esforço de campanha. «Houve pessoas que já preparavam uma caravana caso a decisão fosse diferente e tudo fizeram para que isso viesse a acontecer», criticou. Sem grandes euforias, o candidato diz apenas que foi «uma pequena vitória», porque, acrescenta, a «grande vitória será no dia 29 de Setembro, quando através da voto a população de Alcácer confirmar a nossa vitória nas urnas».
João Ribeiro entusiasma Azeitão O CANDIDATO socialista à Câmara de Setúbal, João Ribeiro, defendeu esta semana, em visita às instalações da Santa Casa da Misericórdia de Azeitão, um trabalho mais efectivo do CLAS e garantiu que caso seja eleito presidirá activamente nas reuniões. «Quero sentar todos à mesma mesa para garantir a sustentabilidade ás IPSS e cobrir as necessidades das freguesias, dividindo áreas de intervenção e valências e, dessa forma, aumentar a capacidade dos serviços de apoio domiciliário, centros de dia e lares de terceira idade», afirmou o candidato. A visita de João Ribeiro aquela instituição, culminou uma série de iniciativas da candidatura do PS em Azeitão, onde foi recebido pelos presidentes das juntas de freguesia de S. Lourenço e de S. Simão e visitou as quintas do Poial, do Alcube e do Paraíso, cujos proprietários estão a levar a cabo projectos de agricultura biológica. João Ribeiro, uma das apostas fortes dos socialistas nas próximas autárquicas no distrito, fez um périplo completo pela zona e contactou com as populações locais.
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Tróia fecha o Verão em festa ESTE SÁBADO, às 20 horas, as portas dos cafés, restaurantes e das lojas do troiaresort estão abertas para realizar happy-hours temáticas, promoções, workshops e provas de vinhos. De
Ideias para Mostra de Almada
seguida, às 22h30 decorre o espectáculo de José Cid, no palco do Casino de Tróia, seguido, às 23h30 da grande festa de Verão no Casino de Tróia, com entrada livre, com DJ´s.
NO ÂMBITO da 17.ª Mostra de Teatro de Almada, o município está a promover a criação da imagem genérica da Mostra de 2013. A proposta deve ser original e inédita e terá de ser apre-
sentada, até dia 12, em vectores ou layers, de modo a poder ser trabalhada para inserção em diversos suportes, como cartazes, mupis, programas e folhetos, entre outros.
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Moita distingue duas colectividades
O historiador setubalense Fernando António Baptista Pereira coordenou a visita da equipa às obras do Convento de Jesus
Se tudo correr como o planeado a obra pode avnçar já em 2014
Convento de Setúbal à beira da recuperação Investidores europeus ficaram satisfeitos com o andar das obras no Convento manuelino e prometem ajudar a recuperação
A
definição de um plano financeiro especial de apoio à recuperação do Convento de Jesus motivou uma visita realizada na quarta-feira, em Setúbal, por responsáveis da organização Europa Nostra e do Banco Europeu de Investimento (BEI). «Este é um passo determinante
para a concretização de uma obra que todos queremos ver realizada», destacou a presidente do município, Dores Meira, à saída de uma reunião de trabalho realizada quarta-feira à tarde nos Paços do Concelho com a comitiva de responsáveis europeus. Dores Meira adiantou que a deslocação da comitiva serve para, em conjunto com todos, «debater modelos de financiamento e definir a participação do Estado na execução do plano de financiamento para a execução da obra de reabilitação global do Convento». Convicta da atribuição de um financiamento especial de apoio à recuperação total deste monumento, a presidente assinalou que, «se tudo
correr como planeado, estando todos os projectos concluídos, a obra pode avançar em 2014». A visita ao Convento deixou os elementos da Europa Nostra e do BEI «muito agradados e impressionados com o trabalho já realizado na joia manuelina», sublinhou a autarca, referindo-se à obra actualmente em curso no monumento nacional, assumida pelo município, que se destina a suster a degradação e a permitir a abertura parcial ao público. A intervenção representa um investimento de 3 milhões e 200 mil euros, com comparticipação de fundos comunitários a 65 por cento. A autarquia chamou a si a liderança deste processo após receber,
por protocolo, a posição de beneficiário da candidatura que pertencia ao IGESPAR, por este instituto da Administração Central. «Aproveitar os fundos comunitários para avançar com uma obra para suster a degradação do imóvel foi uma oportunidade única que a Câmara não hesitou em agarrar», afirmou Dores Meira. Guy Clausse, do Banco Europeu de Investimento, mostrou-se «impressionado com as obras e com o potencial do Convento», reforçando que o objectivo principal «passa agora por melhorar ainda mais o estatuto do projecto» apresentado.
Almada inaugura a maior escola básica do concelho
Santiago contra fim de pré-escolar
O NOVO pavilhão multiusos de Sines inaugura dia 14, às 17 horas, com um espectáculo dirigido pelo Teatro do Mar e com a presença de desportistas locais. Esta obra do município está orçada em cerca de 4 milhões e meio de euros. Sob a direcção artística do Teatro do Mar e produção da autarquia, juntam-se neste espectáculo os grupos Skalabá Tuka, Coral Atlântico, Marina Rodrigues, Angélica Evrard, Ana Pontes, André Nunes, Miguel Tira-Picos, Natália Cerqueira, banda filarmónica da SMURSS e músicos da Escola das Artes do Alentejo Litoral.
A MAIOR escola do concelho de Almada é inaugurada este sábado, às 16 horas. Trata-se da Escola Básica da Charneca de Caparica, localizada na Quinta de Santa Teresa, que tem capacidade para 350 alunos. Dispõe de 12 salas para o 1.º ciclo e três para actividades de educação pré-escolar. Está equipada com refeitório com cozinha, uma biblioteca escolar, uma sala polivalente/ginásio, para além instalações sanitárias e balneários, vários gabinetes de trabalho e sala de professores. No exterior tem recreio coberto, campos de jogos com equipamentos desportivos, zona de jogos lúdicos
O MUNICÍPIO de Santiago é contra o fecho duas escolas do préescolar itinerante, no Roncão e em S. Bartolomeu da Serra, que abrangem um total de 26 crianças. O município já questionou a Delegação Regional de Educação do Alentejo, que tenciona avançar com esta medida mas, até à data, não houver qualquer resposta. Para o presidente Victor Proença, trata-se de uma decisão «arbitrária, unilateral e lesiva dos interesses das crianças», pelo que o município tudo fará para que o Ministério da Educação autorize o funcionamento das duas escolas em risco.
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Multiusos de Sines abre no dia 14
2 milhões de investimento
e horta pedagógica. Construída de raiz, a nova escola representa um investimento do município de cerca de dois milhões de euros, que englobou o projecto, a obra e o apetrechamento.
O MUNICÍPIO da Moita, no dia 10, feriado municipal, às 11 horas, vai ser palco da cerimónia pública de atribuição das medalhas municipais, um momento de reconhecimento público a personalidades e instituições que, pelos mais variados motivos, têm contribuído para o engrandecimento do município da Moita Este ano, o município vai atribuir a Medalha de Honra do Município ao Ginásio Atlético Clube (75 anos de existência), na Baixa da Banheira, e à Sociedade Filarmónica Capricho Moitense (85 anos), na Moita. Ambas as colectividades têm-se distinguido, ao longo da sua já longa história, pelos serviços de cariz cultural e desportivo prestados à população do concelho, em particular das freguesias da Baixa da Banheira e da Moita. A cerimónia pública de atribuição das medalhas municipais vai contar também com momentos musicais.
Grândola dá a conhecer casas antigas da terra NOS PAÇOS do Concelho continua patente “As Casas da Câmara de Grândola” que, através de uma mostra documental e de um conjunto de peças representativas do povo grandolense, dá a conhecer os edifícios onde, desde 1544, estiveram instalados os Paços do Concelho e as cadeias. O edifício dos Antigos Paços do Concelho, não sendo um edifício monumental, constitui um dos mais antigos e emblemáticos exemplares do património construído do concelho, pelo seu valor histórico e patrimonial. Este facto justificou a decisão do município de procurar a devolução do edifício à população do concelho. Após um longo processo, o edifício foi finalmente devolvido ao município no final de 2012 e desde logo, por ser insustentável a manutenção da imagem degradada e o seu elevado impacto visual no contexto do centro tradicional de Grândola, o município fez obras de limpeza, conservação e restauro.
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Nova e moderna creche abre no Seixal espaços exteriores. A creche já está a funcionar e pode receber 33 crianças, desde a aquisição da marcha até aos 3 anos de idade. O equipamento surge para responder às necessidades nas áreas da primeira e segunda infância das freguesias de Arrentela e Paio Pires, identificadas no diagnóstico social do concelho, bem como para combater o acolhimento irregular de crianças, quer por amas clandestinas ou ilegais, quer por estabelecimentos particulares a funcionar sem licenciamento.
Dança dos candeeiros nas ruas do Montijo
Sesimbra requalifica marginal da Lagoa
“O BAILE dos Candeeiros” sai à rua este sábado, às 21h30. Esta animação de rua é promovida pela Artemrede e marca a abertura da nova temporada do Teatro Joaquim d’Almeida, no Montijo. Todos nós temos um universo mágico que carregamos da nossa infância. Inspirada em rituais e tradições que remontam ao final dos anos 60, a produtora Radar 360º foi buscar para esta criação o famoso Baile dos Cinco Candeeiros. Candeeiros humanos, autónomos, espalhados por pontos estratégicos, ganham as características dos espaços que habitam. Não percam.
A MARGINAL da Lagoa de Albufeira, desde o final da Estrada do Casalão até ao estacionamento próximo da Lagoa–mar, continua a ser requalificada pelo município. Os trabalhos, em fase de conclusão, incluíram a requalificação da faixa de rodagem, a duplicação dos lugares de estacionamento, aumentando a oferta, a instalação de uma passadeira em material reciclado ao longo de toda a marginal e iluminação pública. A entrada e saída de viaturas foi também salvaguardada com a criação de um troço com dois sentidos entre a Estrada dos Murtinhais e a nova rotunda construída na marginal. O acesso pedonal contará agora com uma escadaria entre a Estrada da Mata e a praia, o que vai beneficiar os moradores e aqueles que optem por deixar as suas viaturas mais afastadas do areal. Após o fim das obras, a praia apresentará mais condições para receber os milhares de pessoas que a procuram.
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NO DIA 9, às 17 horas, é inaugurada a nova creche Sonho Azul, da Cooperativa de Solidariedade Pelo Sonho É Que Vamos, situada na Quinta do Moinho de Vento, em Paio Pires. Trata-se de um equipamento construído de raiz, que representa um investimento de 615 mil euros, com uma comparticipação do Programa de Alargamento das Respostas e Equipamentos Sociais de 131 mil euros e da Câmara do Seixal no valor de 325 mil euros. O município cedeu o terreno, no valor de 150 mil euros, para a construção da creche e arranjou os
Animação pela noite dentro
Música abre inscrições
A HERDADE de S. Bento, no concelho de Alcácer, recebe no dia 14, o próximo “Alcácer dos 5 Sentidos”, que dá a conhecer os rituais de acasalamento de veados. Esta é uma oportunidade única de observar na natureza os rituais de acasalamento destes cervídeos, onde os machos, com os seus bramidos, tentam atrair as fêmeas e, ao mesmo tempo, afastar eventuais concorrentes, não sendo raro haver confrontos pela disputa da melhor fêmea e também pelo território. O ponto de encontro está marcado para as 8 horas na margem sul, em frente à cidade
ATÉ DIA 20 estão abertas as inscrições para a Escola de Música do Seixal, dirigida pelo Conservatório Nacional. Este pólo de ensino vai funcionar no edifício do Centro de Formação e Recursos, na Mundet, cedido pela Câmara do Seixal, com um programa pedagógico com o selo de qualidade do Conservatório Nacional.
de Alcácer do Sal, devendo os interessados em participar nesta iniciativa inscrever-se até ao dia 11, no posto de turismo de Alcácer do Sal. O número mínimo de participantes para a realização da actividade é de oito pessoas e o máximo são 25. A inscrição para os adultos tem o custo de cinco euros, enquanto as crianças até aos 12 anos pagam três euros. A acompanhar o programa está a mostra gastronómica “Sabores de Alcácer”, que inclui pratos temáticos que remetem para a época do ano e mostram uma riqueza gastronómica de influências costeiras e raízes alentejanas.
Alcochete recebe atletas do GDA O PRESIDENTE da Câmara de Alcochete, Luís Franco, recebeu, no salão nobre, em finais de Agosto, toda a equipa desportiva do Grupo Desportivo Alcochetense. Luís Franco fez votos para que os jovens «continuem a praticar desporto e a estudar porque é fundamental. É fantástico existir uma colectividade que além das áreas do desporto tem preocupações acrescidas em relação ao estudo e progresso na escolaridade dos seus atletas». O autarca endereçou também uma palavra aos seniores: «Há grande expectativa em relação à época que se vai iniciar em breve. Que essas expectativas também sejam factores de mobilização, que vos façam acreditar em vós, ter mais empenho, mais dedicação, e que consigam todos os vossos objectivos». «Para a Câmara e para quem ama Alcochete ter este panorama com tantos jovens a praticar desporto é de facto motivo de grande gratificação e regozijo».
Campanha destina-se a jovens
Transportes do Barreiro dão descontos ATÉ 31 de Janeiro de 2014, os Transportes Colectivos do Barreiro estão a levar a efeito uma campanha destinada aos clientes utilizadores do Passe TCB Jovem, que consiste na atribuição de um voucher no valor unitário de 5,50 euros por cada aquisição/carregamento do título TCB Jovem. Este vale de utilização na aquisição/carregamento futuro não é acumulável. Ou seja, um carregamento corresponde a um voucher com um desconto no carregamento seguinte. Mais informações sobre os TCB no Sítio Oficial da Câmara.
Palmela celebra protocolo com o Comité para a UNICEF A CÂMARA Municipal de Palmela vai assinar, no próximo dia 11, às 18 horas, na Biblioteca de Palmela, um protocolo de colaboração com o Comité Português para a UNICEF. O documento tem como objectivo desenvolver, em conjunto, o programa “Agir pelos direitos – Eu Participo!”, no âmbito da participação infantil e juvenil e da promoção dos direitos da criança, com entidades do concelho que trabalham com crianças e jovens, com vista ao seu reconhecimento como Entidades
Amigas das Crianças. Este programa pretende colocar a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança no coração da cultura de espaços e entidades que trabalhem com crianças, de forma a promover um ambiente inclusivo, participativo e respeitador de todos os que nele convivem e promover mecanismos locais de participação direita das crianças/ jovens, criando condições para fomentar atitudes e comportamentos inerentes à participação.
Diábéticos em Alcochete O CENTRO de Congressos do Freeport recebe o 7.º Fórum da Diabetes no dia 16 de Novembro, que levará a Alcochete 2 mil participantes. É um evento único, que envolve profissionais de saúde, pessoas com diabetes e familiares, sendo suportado por uma plataforma abrangente de Sociedades.
“Rota Agrícola das Figueiras” ESTE DOMINGO, às 9h30, realizase o passeio pedestre “Rota Agrícola das Figueiras”, organizado pela Sociedade das Figueiras com o apoio da Câmara e da Junta de Freguesia S. Isidro Pegões. No passeio poderá desfrutar da paisagem campestre e, assim, conhecer melhor o património ambiental do concelho.
Almada estreia “O Pelicano” ESTREIA dia 14, às 21h30, no Teatro Joaquim Benite, em Almada, “O Pelicano”, de August Strindberg, uma encenação de Rogério de Carvalho, com Teresa Gafeira e Pedro Lima nos principais papéis. “O Pelicano” retrata uma mãe que, ao invés do pelicano proverbial, sonega aos seus filhos comida e amor.
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 creche seixalense já está a funcionar e pode receber 33 crianças
Alcácer do Sal divulga acasalamento dos veados
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INICIATIVAS
Teresa Gafeira (à direita)
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Alcácer elege Miss UFC O POLIDESPORTIVO do União Futebol Clube dos bairros de S. João e Olival Queimado, em Alcácer do Sal, recebe o concurso para eleição da Miss UFC este sábado. A partir das 21h30 há baile com Gonçalo
& Vidigal Animações, num evento que vai contar com a presença da Miss República Portuguesa 2012, Ana Rita Tavares, e no qual se vai assistir a três desfiles de uma dezena de candidatas ao título.
Organização satisfeita com evento
Festa do Teatro com boa afluência de público
A Casa do Peixe continua a oferecer Sextas ao Fado.
Aconselha-se marcação prévia para o telm:969389809
VINHOS DA REGIÃO DE SETÚBAL Esta semana a nossa proposta para a descoberta de novos vinhos, sugerimos Herdade da Gambia, em plena reserva natural do Estuário do Sado. A Herdade da Gambia faz parte de uma paisagem natural que tem como pano de fundo o rio Sado, o azul do mar e a serra da arrábida, onde aloja um dos mais importantes santuários de aves migratórias.
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A
afluência de público durante a XV Festa do Teatro, que se realizou entre 24 e 31 de Agosto, em Setúbal, superou as expectativas da organização do certame, o Teatro Estúdio Fontenova (TEF). A actriz Graziela Dias, do Teatro Estúdio Fontenova, companhia que estreou “A noite antes da floresta”, aponta que «o festival cresce de ano para ano», com o público a considerar que esta edição apresentou «programação de excelência, uma oferta cultural diversificada e ecléctica». Graziela Dias salienta que o certame já tem um público fiel, que também vem de fora de Setúbal, o que «é extremamente gratificante», uma vez que a Festa do Teatro, organizada em parceria com a Câmara Municipal de Setúbal, foi destacada pela comunicação social nacional, como o jornal “Expresso”, a revista “Time Out” e o programa “Agora”, da RTP2. A actriz do TEF confessa que com a “crise”, a organização estava com «algum receio» em relação à apresentação de quatro peças no Fórum Municipal Luísa Todi, que acabou por correr «muito bem», com a sala «quase cheia».
Os franceses Dos à Deux encerraram no Forum a Festa com sala cheia
“A Estalajadeira”, pelos Artistas Unidos, e “Dos à Deux, 2.º Acto”, pelos franceses Dos à Deux, foram os espectáculos que levaram mais público ao “Luísa Todi”. Já as vinte cadeiras extra, para “Que Raio de Mundo”, na noite da abertura, não chegaram para acolher tantos espectadores no Parque do Bonfim, acabando alguns por assistir de pé à encenação trazida pelo Teatro Regional da Serra do Montemuro.
A organização da Festa do Teatro gostaria que houvesse, em futuras edições, uma «maior internacionalização», mas igualmente maior oferta durante o dia, com «ruas de Setúbal cheias de teatro». Para a concretização do «grande sonho» é fundamental o apoio empresarial. A prioridade, garante Graziela Dias, é que a «qualidade se mantenha» na organização de um «certame para o público».
QUEM ESTEVE POR CÁ...
“Verão Total” da RTP passa por Setúbal
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A GASTRONOMIA e os vinhos da região estão em destaque no programa “Verão Total”, da RTP, com transmissão em directo no dia 9, a partir do Parque Urbano de Albarquel, em Setúbal. A presidente, Dores Meira, irá falar das potencialidades turísticas,
culturais e de desenvolvimento económico do concelho, bem como a Associação Baía de Setúbal e a Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal. Ao longo de cinco horas, o programa, com início às 10 horas, mostra o melhor da gastronomia
setubalense e o Museu do Choco, acabado de abrir. Os vinhos da região também estão representados com as adegas Malo Tojo e Herdade da Gâmbia. Ao vivo, o artesão Júlio Figueiras, pescador de profissão, mostra como faz réplicas das embarcações típicas.
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Cartaz...
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As cantigas de Cid José Cid é um dos maiores talentos revelados pela música portuguesa. É autor/compositor e intérprete de alguns dos maiores êxitos da música nacional. A sua versatilidade garantiu a José Cid um lugar muito especial no coração do público. Casino de Tróia | 22h30.
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Notas soul de Áurea A santiaguense Áurea, que continua a brilhar na música portuguesa, com o seu segundo álbum “Soul Notes”, está de regresso à região para animar tudo e todos com os seus maiores êxitos. Festas da Moita | 22h30. Sexta
O soldado cobaia A peça de teatro “Woyzeck”, pelo Colectivo Vigilâmbulo Caolho, conta a história do soldado Friedrich que é usado no trabalho como cobaia das experiências do Doutor, em troca de um dinheirito a mais.
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Auditório Augusto Cabrita, Barreiro | 21h30.
Ganhe convites para “Grande Revista” Temos convites duplos para oferecer aos nossos leitores para assistirem à popular revista “Grande Revista à Portuguesa”, de Filipe La Feria, em cena no Teatro Politeama, em Lisboa, que continua a ser um sucesso de bilheteira. Para se habilitar aos convites duplos, para este espectáculo protagonizado por Marina Mota, João Baião e Maria Vieira, basta ligar para o 918 047 918 e solicitar a sua oferta.
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A AMARSUL, empresa responsável pela valorização e tratamento de resíduos sólidos da margem sul do Tejo apresenta o IV Amarsul Eco Fashion, no dia 20 deste mês, às 21 horas, no Largo de S. João, em Palmela. O evento pretende promover o reaproveitamento de materiais recicláveis a partir da concepção de colecções de moda. A moda, a música, a arte contemporânea, o enquadramento do evento aliado à requalificação histórica do património da sua área de intervenção, conferem versatilidade e dimensão ao Amarsul Eco Fashion, que já é considerado um evento de excelência em Portugal, tendo obtido reconhecimento a nível nacional pela Associação Portuguesa de Comunicação de Empresa, e a nível internacional, pela Summit International Award. A descoberta de novas abordagens e materiais é uma das experiências que a iniciativa proporciona ao público, desde 2010. «O conceito da valorização dos resíduos numa sociedade de consumo é extensível à moda, que é sinónimo de reciclagem e reutilização, não só em estilos e cortes, mas também em materiais e até nas próprias peças de vestuário antigas», refere a organização. Como convidados, vão passar pelo evento, Storytailors, uma dupla de criadores de moda portugueses, composta pelos estilistas Luís Sanchez e João Branco, que vão apresentar uma colecção de roupa, de várias estações, desenvolvida a partir de papel, páginas de revistas, folhetos de publicidade e jornais. Emmy Curl, uma cantora de 23 anos, apresenta o álbum «Origins», que a própria define como «dream pop». A apresentadora de serviço é Merche Romero.
Quinra
Palmela com desfile ecológico
Sábado
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Desfile criativo apela à reciclagem
O 11.º Festival Internacional de Esculturas em Areia, que está a decorrer em Pêra, no Algarve, sob o lema “Música”. É considerado o maior evento do género, pois foram utilziadas 35 mil toneladas de areia na construção das figuras, que representam vários músicos. Está aberto até Outubro e funciona das 10 à meia-noite. Para se habilitar aos convites duplos ligue 918 047 918.
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Ganhe convites para o FIESA
Sons da Eurovisão brilham no palco do José Afonso DEPOIS de espectáculos no Forum Luísa Todi, na quinta e sexta-feira, o 5.º Eurovision Live Concert Portugal, encerra este sábado, às 21h30, no auditório José Afonso, com entrada livre, com a homenagem a António Calvário, o primeiro representante de Portugal no Eurofestival e o primeiro vencedor do Festival RTP da Canção. A maior festa eurovisiva da Europa espera este ano ultrapassar as 6 mil pessoas do ano passado, que têm assistido em Setúbal à actuação de grandes nomes da música europeia e escu-
tado alguns dos grandes sucessos do Festival da Eurovisão. O dia começa com uma aula de Fitness, pelas 10h30, na Av.ª Luísa Todi, ao som de alguns temas do Eurofestival, seguindo-se, às 16 horas, no coreto da mesma artéria, o concerto instrumental de rua “Êxitos do Festival da Canção”. A Casa da Cultura, às 18 horas, é palco da apresentação do CD do grupo Jalisse (Itália). A festa encerra, com chave de ouro, no auditório José Afonso, pelas 21h30, com o concerto dedicado ao Festival Eurovisão da Canção, com
entrada livre, que junta artistas da Bélgica, Islândia, Israel, Turquia, Chipre, Itália, entre outros. A abertura do concerto, no auditório José Afonso, é protagonizada por um fã do Eurofestival, que este ano se tem destacado na área desportiva. Trata-se de Lenny Cunha, que conquistou nos Europeus de Istambul de Paralímpicos quatro medalhas de ouro e duas de prata. Há fogo-de-artifício, patinadores, bailarinos, coros e outras festas temáticas. Entre os apresentadores de serviço encontram-se Pedro Granger e Pedro Penim.
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PUBLIREPORTAGEM
O empresário tem vindo a consolidar o seu projecto de forma sustentável
Empresa sadina Gaiveo Luzio apaga 10 velas de um percurso sorridente
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Com uma boa imagem e credibilidade no mercado, a empresa de pintura de construção civil Gaiveo Luzio, está a celebrar os 10 anos de actividade. Famílias de pescadores setubalenses dão o nome a esta firma que já expandiu o negócio a Almada e Lisboa, sempre pautando por um serviço de total satisfação do cliente. Pedro Gaiveo Luzio, sócio gerente da empresa, fala de muita qualidade, profissionalismo e atenção pós-venda para vingar no mercado.
Pedro Gaíveo mantêm uma relação muito próxima com os seus clientes
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Semmais - Que balanço faz dos 10 anos da Gaiveo Luzio? Pedro Gaiveo Luzio - Faço um balanço muito positivo. Agradeço muito àquilo que aprendi na marinha, que me ensinou a ser organizado, disciplinado e bom líder. Somos uma empresa de referência e recomendada pela Robialac, com quem celebrámos um protocolo de cooperação desde o início. Somos a única empresa certificada do concelho de Setúbal em gestão de qualidade na área da pintura em construção civil. Temos muita credibilidade no mercado. Além disso, pertencemos ao BNI Atlântico, um grupo de 46 empresários de áreas diferentes, que defendem regras muito rigorosas, com vista a ajudarem-se uns aos outros, o que constitui uma mais-valia para a Gaiveo Luzio. Só em 2012, as empresas agregadas a este grupo conseguiram gerar uma facturação de 2 milhões e 600 mil euros. A boa imagem e a credibilidade da empresa permitiu a expansão a outras zonas… Sim, como o projecto de Setúbal tem corrido bem, a Robialac sugeriu que crescêssemos para Almada e Lisboa. Fui buscar os meus melhores trabalhadores e propus-lhes uma sociedade para abrirmos escritórios em Almada e Lisboa. Os meus funcionários ficaram muito satisfeitos e estão a lutar por uma coisa sua. Que trabalho já desenvolveram em Setúbal desde o nascimento da firma? Só na cidade de Setúbal já pintámos 472 prédios. Todas as torres grandes de Setúbal foram pintadas por nós. Sempre nos especializámos em grandes edifícios. Pintámos os hospitais de Setúbal e do Outão. O maior edifício da Avenida Luísa
Todi, junto ao Largo José Afonso, e uma das torres da Reboreda também foi pintado por nós. Além dos grandes edifícios, também trabalhamos com condóminos. Quantos colaboradores têm actualmente? Na época alta, agora, temos 42 colaboradores. Tenho pessoas muito bem formadas que fazem um excelente trabalho. 2012 foi um ano de grande aposta na formação. Demos formação a 32 pessoas, com o apoio da Robialac e de um projecto comunitário. Um dos grandes segredos da nossa empresa é a formação. Trabalhadores são a alma da casa Que incentivos têm dado aos vossos colaboradores? Os trabalhadores têm sido fantásticos. Faço reuniões com os meus colaboradores todos os meses. A empresa é deles e incuto-lhes as missões para que possam alcançar objectivos e ganhar prémios. Todos os meses são atribuídos prémios de melhor equipa e de produtividade. As equipas têm de cumprir as regras de segurança, produtividade, horários, satisfação do cliente, entre outras áreas. Além disso, todos os anos realizamos as festas de aniversário e de Natal, e jogos de futebol com outras empresas. Qual é o lema da Gaiveo Luzio? É a satisfação total do cliente, desde o início da empresa. Graças ao protocolo que celebrámos com a Robialac, conseguimos sempre resolver, em conjunto, muitas patologias que existem na casa das pessoas na área da pintura. Conseguimos arranjar sempre a melhor solução para cada caso. A nossa empresa tem cres-
cido bastante devido a este protocolo, porque transmite credibilidade ao cliente. A Robialac elabora os cadernos de encargos das obras e atribuinos certificados de garantia. O cliente fica com dois certificados de garantia, um da marca da tinta e outro da Gaiveo Luzio. A atenção pós-venda também faz parte do vosso trabalho? Claro. É importantíssimo. Se houver manchas ou um problema de infiltração de água numa casa, vamos ao local ver de imediato, mas apenas se estiver dentro da garantia. Estamos sempre ao lado do cliente, prontos para ajudá-lo a resolver os seus problemas. Somos uma empresa conceituada, que está bem vista no mercado. Temos uma excelente carteira de clientes. Ainda hoje os nossos clientes continuam a preferir-nos porque sabem que podem contar connosco. Também damos facilidades de pagamento aos nossos clientes. Quer destacar algumas das vossas missões na área da responsabilidade social? Uma dessas missões é o ambiente. Temos uma forte aposta na reciclagem e apenas trabalhamos com tintas aquosas e não sintéticas. Além disso, gostamos de ajudar as colectividades e associações. As sobras das nossas tintas são doadas a quem necessita. Porque foi escolhido o nome de Gaiveo Luzio para a vossa empresa? Gaiveo Luzio é o nome de duas famílias setubalenses de pescadores. Os Gaiveo são do Bairro de Troino e os Luzio são do Bairro Santos Nicolau. As minhas famílias sempre defenderam que a empresa deveria ser conhecida pelos nomes das famílias, porque somos gente séria e honrada.
AIP garante nova associação empresarial para o distrito
NEGÓCIOS Sábado // 7 . Set . 2013 // www.semmaisjornal.com 15
A REGIÃO de Setúbal vai voltar a ter uma nova associação empresarial já a partir de meados de Outubro. A garantia foi dada ao Semmais por fonte da Associação Industrial Portuguesa, cujos responsáveis têm vindo a desen-
volver contactos com empresários do distrito desde há seis meses. O dinamização da movimento associativo empresarial na região de Setúbal vai passar ainda pela transferência de projectos e de um plano estra-
tégico, documentos que deverão estar concluídos até ao dia 15 deste mês, segundo nota enviada ao nosso jornal. Recorde-se que a anterior Associação Empresarial da Região de Setúbal (AERSET), liderada então por
António Capoulas, encerrou portas devido à acumulação de um passivo considerável. E também por um grande divórcio dos empresários do distrito em relação ao movimento associativo.
Grupo do Porto abraça Setúbal com Hotel Premium
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Hotel Premium Setúbal, ex-Hotel Bonfim, de quatro estrelas e dez andares, após avultada remodelação, já está a funcionar desde o passado dia 15 de Agosto. Os investidores, um grupo do Porto, abraça, assim, a sua quinta unidade hoteleira no nosso País, sendo que a de Setúbal é a primeira a entrar em actividade na zona Sul, depois de ter aberto as portas aos hotéis do Porto, Maia, Ovar e Chaves. Para breve está prevista a inauguração oficial do hotel sadino, com pompa e circunstância, sendo que em construção estão um segundo no Porto e um
outro em Bragança. O Hotel Premium Setúbal está dotado de 112 quartos, com Hi-Fi e amplas varandas, dos quais 72 são twin, 32 duplos, 7 suítes e 1 suite executiva, 2 quartos twin para pessoas com mobilidade reduzida, 8 quartos comunicantes, seis salas multiusos e terraço, com capacidade para receber entre 25 a 120 pessoas, podendo totalizar, em conjunto, um espaço com capacidade opara 225 pessoas, não esquecendo o restaurante, bar, cozinha, SPA (que poderá ser aberto ao exterior), ginásio, piscina aquecida, jacuzzi, banhos turcos e massagens. Firmino Gomes, director-
geral do grupo Hotéis Premium, afirma que o hotel é «fantástico, bonito e está bem localizado». Sobre a beleza e hospitalidade da cidade de Setúbal realça que o grupo ficou surpreendido com o que viu. «Na verdade, trata-se de uma terra muito bonita e com uma grande hospitalidade. Ficámos muito surpreendidos com tudo e todos», vinca Firmino Gomes, que acrescenta que «o hotel vai brilhar em Setúbal, uma cidade muito bonita e barrista». Já Herculano Pereira, o director-geral do Hotel Premium Setúbal & SPA, diz que a nova unidade hoteleira veio criar 17 postos de trabalho
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António Luís
Porto de Setúbal cresce 42%
Nova unidade hoteleira conta com 120 quartos
directos e 25 indirectos. “Servir o cliente, acima de tudo” é o lema deste espaço, com excelente e abundante luz natural. Apesar dos 3 anos de actividade, o grupo Hotéis Premium decidiu agora proporcionar em Setúbal «conforto, decoração sóbria e vanguardista». «Estamos em contacto com os responsáveis do V. Setúbal e com outras empresas para reavivar as boas relações que existiram no passado.
Somos marcadamente um hotel de negócios. Um ambicioso plano de marketing vai avançar, a curto prazo, em toda a cidade», sublinha Herculano Pereira. Mais informações sobre o Hotel Premium Setúbal & SPA podem ser recolhidas junto do site www.hoteispremium.com, sendo que as reservas podem ser efectuadas através de reservas. setubal@hoteispremium.com
O PORTO de Setúbal movimentou, em agosto, 623 mil toneladas de mercadorias, um crescimento de 42%, comparado com as 438 mil toneladas movimentadas em agosto de 2012. Este desempenho coloca o Porto a crescer 3% face ao ano anterior. Agosto passa a ser o quarto mês, de 2013, em que se regista um movimento de mercadorias superior a 600 mil toneladas, o que se só verificou por duas vezes, em 2010, com recorde absoluto, de 7 milhões de toneladas, e no ano de 2011.
O MUSEU do Choco, restaurante de cozinha típica portuguesa especializada em choco, uma das especialidades da gastronomia setubalense, foi inaugurado no dia 30, com a presença de diversos convidados, entre os quais o cantor Toy, a empresária de vinhos Leonor Freitas e a presidente do município Dores Meira. Com gerência de José Santos, do grupo Batikanos, o Museu do Choco é um espaço, decorado em tons de branco e prata, que quer marcar a diferença em Setúbal. Localiza-se na Avenida Luísa Todi, ao lado do Forum Luísa Todi, e resulta de um projecto a cargo do arquitecto Romeu Martins. Além do restaurante, o espaço disponibiliza um pequeno museu alusivo à história do choco e da gastronomia setubalense. Maria João Aguiar é a chefe de cozinha. Os clientes podem experimentar cerca de uma dezena e meia de pratos confeccionados exclusivamente a partir do choco. Dores Meira, presidente do município, referiu que o espaço insere-se na estra-
Fotos: DR
Museu do Choco promete marcar a diferença com conceito inovador de pratos à base de choco frito
A presidente Dores Meira marcou presença
tégia de «desenvolvimento sustentado, alicerçado em ideias e projectos inovadores». Além de «criar postos de trabalho e gerar riqueza», o Museu do Choco, um desafio da edil lançado a José Santos há cerca de um ano e meio, «atrai visitantes nacionais e estrangeiros, contribuindo para a promoção turística e para o desenvolvimento económico de Setúbal». Para a edil, o choco assumese como «uma bandeira e uma marca» de Setúbal, a par das boas sardinhas assadas. Dores Meira confessou que o espaço está «lindíssimo», contribuiu para a recuperação de um
imóvel de interesse arquitectónico e da zona ribeirinha, e vai, de certeza, «projectar Setúbal no Mundo». Espaço agradável e simpático Fernando Paulino, presidente da Junta de St.ª M.ª da Graça, reconhece que o Museu do Choco era um espaço que fazia falta em Setúbal. «Estou muito satisfeito por este espaço, muito agradável e simpático, estar implantado na minha freguesia. Os setubalenses irão apreciar bastante». José Santos, que investiu 300 mil euros no projecto,
Na inauguração muitos quiseram experimentar o ‘pitéu’
afirmou que o Museu do Choco apresenta «um conceito gastronómico diferente, ou seja, destaca o que há de melhor na gastronomia de Setúbal e vai ser bem aceite pelos setubalenses e visitantes». Pedro Santos, filho do
proprietário do Museu do Choco, mostra-se orgulhoso pelo trabalho e coragem do seu progenitor, sublinhando que os objectivos foram alcançados em pleno. «São espaços como estes que acabam por animar e marcar a diferença em qualquer
cidade», vincou. O jornalista Luís Filipe Estrela deu uma ‘mãozinha’ na montagem do espaço museológico. «Uni a comunidade cultural setubalense, nomeadamente fotógrafos, escultores, pintores, poetas e músicos, em prol de um projecto gastronómico que tem a ver com as nossas tradições e com a cozinha gourmet, tudo baseado em pratos à base do choco». E conclui: «Setúbal já precisava de um espaço desta natureza». O lema é “O Melhor serviço e inovação gastronómica”. Criou 14 postos de trabalho. O Museu do Choco irá funcionar das 12 às 24 horas, sem interrupção. António Luís Pub.
ALUGA-SE Casas c/3 assoalhadas Na Quinta da Horta Seca Com parqueamento (Baixa de Palmela) Contacto: 212 353 320 | 916 916 395
APSS apoia Mundiais de Pesca
DESPORTO
A ADMINISTRAÇÃO dos Portos de Setúbal e Sesimbra apoia os Campeonatos do Mundo de Pesca Embarcada que decorrem, de 7 a 14, em Setúbal, organizados pela Federação de
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Onde vão ser os Jogos Olímpicos de 2020?
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Goleador do Vitória tem revelado grande confiança
temporada e, embora a saída em Janeiro não esteja prevista, nunca será colocada de parte. «Estou mentalizado no Vitória. Logo se vê à medida que os jogos forem decorrendo. Se tudo correr bem, posso encontrar outro clube e um contrato melhor», completou. «Começaram a chamar-me ‘Tacuarita’ durante a Copa Sul-americana. E como era parecido com o Óscar Cardozo, do Benfica, e já havia um ‘Tacuara’, passei a ser o ‘Tacuarita’»,
contou o jogador sadino, que em três jogos já conta com 2 golos marcados na última partida da Liga, no terreno do V. Guimarães. O avançado do V. Setúbal foi colega do novo reforço do Sporting, Iván Piris, no Cerro Porteño e faz uma descrição do lateral contratado pelos leões. «É um grande jogador, um lateral daqueles que ataca e defende , sem parar. É um lateral chato, nunca larga os avançados», referiu Cardozo.
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Repsol dá 40 mil euros a colectividades de Sines NO ÂMBITO da colaboração entre a Câmara Municipal de Sines, a empresa Repsol Polímeros e 13 colectividades do concelho, foram assinados protocolos relativos a 2013, no final do mês de Agosto, nos Paços do Concelho de Sines. O montante dos apoios atribuídos pela empresa foi de 40 mil euros, destinado a apoiar financeiramente as colectividades e instituições que desenvolvem actividades no desporto, cultura e solidariedade social. A distribuição dos montantes foi a seguinte: Academia de Ginástica de Sines (1 500 euros); Andebol Clube de Sines (2 000); Associação Caboverdiana de Sines (4 000 para apoio à construção do novo centro social e da interculturalidade); Associação dos Bombeiros Voluntários de Sines (10 000); Associação para o Desenvolvimento de Porto Covo (3 000); Associação Recreativa de Dança Sineense (1 500); Clube de Natação do Litoral Alentejano (2 000); Clube de Ténis de Sines (500); Contra Regra/ Teatro do Mar (4 500); Hóquei Clube Vasco da Gama (2 000); Indepen-
O V. SETÚBAL defronta este sábado, às 10 horas, no Campo da Bela Vista, em Setúbal, o Comércio e Indústria. Trata-se de um jogo de preparação antes da equipa treinada por José
Pesca Desportiva do Alto Mar. O evento engloba o 49.º Campeonato do Mundo de Pesca Embarcada Sénior e o 13.º Campeonato do Mundo de Pesca Embarcada Sub21.
Ramon Cardozo quer lutar pela Bola de Prata avançado paraguaio Ramón Cardozo, a figura desta época do V. Setúbal, confessa que pretende lutar pela Bola de Prata na Liga Portuguesa, ao serviço da equipa sadina. «Quero estar na luta pelo melhor marcador e marcar 20 golos esta época. Esse foi o objectivo que tracei», afirmou Ramón Cardozo. Sobre a qualidade do plantel do Vitória, Ramon afirma: «Temos um plantel muito forte. É óbvio que queremos um bom campeonato e podemos lutar por um lugar nas provas da UEFA se conseguirmos o primeiro objectivo», completou o paraguaio. Antes de rumar ao V. Setúbal, Ramon esteve quase a alinhar pelo Dínamo de Bucareste, mas o clima e a língua fizeram-no pensar duas vezes. O empresário falou-lhe de Portugal e do V. Setúbal e Ramón arriscou. Confessa que está radiante com a escolha e adora o sol português. Ramón Cardozo chegou a Setúbal por empréstimo do Tacuary. O contrato dura apenas até ao final da
V. Setúbal jogo com Comércio
Assinatura do protocolo
dentes Futsal (2 000); Siga a Festa Associação de Carnaval (3 500) e Vasco da Gama Atlético Clube (3 500). No acto de assinatura dos protocolos, o presidente da Câmara Municipal de Sines, Manuel Coelho, destacou a importância das colectividades e instituições e manifestou o seu reconhecimento pelos serviços prestados pelo movimento associativo à sociedade de Sines. O presidente da Câmara manifestou também o seu reconhecimento à Repsol pela atitude de apoiar as colectividades e disse esperar que, em próximos anos, o montante dos apoios possa aumentar, tendo em conta o que representam estas colectividades no seu trabalho em prol
do desenvolvimento de Sines. José Font, director-geral da Repsol Polímeros em Sines, enquadrou os apoios atribuídos na política de responsabilidade social da empresa. O empresário disse que a fábrica da Repsol tem atravessado dificuldades e mostrou-se esperançado de que em anos futuros o montante dos apoios possa aumentar, pois isso quererá dizer que os resultados da empresa melhoraram. Ao longo dos quatro anos do mandato da Câmara Municipal que agora termina, o total de apoios protocolados da Repsol às colectividades de Sines totalizou 155 mil euros. Em todos os anos foi seguido o mesmo modelo de colaboração entre a Repsol e a autarquia, a quem coube indicar, com a aprovação da empresa, os montantes a atribuir a cada entidade, de acordo com as suas actividades e necessidades financeiras. Na cerimónia de assinatura de protocolos, José Font fez questão de reiterar a sua confiança neste modelo de apoio ao associativismo local.
aqui a breves dias vai ficarse a saber em que cidadesede se realizarão os Jogos Olímpicos de 2020 em sucessão directa da edição de 2016, no Rio de Janeiro. A decisão, a cargo do “Arcópago” do Comité Internacional, vai ser tomada em Buenos Aires e é densa a expectativa envolvente de toda a vasta “família olímpica”. Há 3 cidades concorrentes ao super-evento de 2020: Istambul, Madrid e Tóquio, por ordem alfabética como parece lógico referir. A capital nipónica já foi sede de Jogos Olímpicos, no ano distante de 1964. A Espanha, através de Barcelona, já testemunhou a festa olímpica em 1992. Quanto à Turquia, através de Istambul, adiciona agora uma 4ª candidatura sem proximidades de êxito, em quadriénios anteriores. O que irá acontecer em Buenos Aires? É público e notório que tanto Madrid como Istambul passam por graves momentos de instabilidade social. Principalmente Istambul parece estar, uma vez mais, fora da corrida. Para um número considerável de votantes a proximidade dos Jogos de Barcelona pode constituir razão de recusa que a nós, portugueses, tão próximos da capital hispânica, não agrada nada. Resta Tóquio, com toda a sua pujança urbana, a sua modernidade arquitectónica e, apesar de alguma recessão nos últimos tempos, bastante poderosa para
Mota receber, no Bonfim, o Marítimo. Este encontro aproveita a paragem da Liga Sagres, devido ao jogo Irlanda do Norte-Portugal, para apuramento do Mundial do Brasil.
David Sequerra Colaborador
merecer um bom apreço dos senhores do Comité Olímpico Internacional. Do que conheço destas andanças eleitorais ao longo de sucessivas décadas, desde BadenBaden, em 1981 versus Seoul/88, ouso vaticinar que a votação, cerradíssima e complicada, ditará a eleição de Tóquio para 2020. Haverá quem argumente que os jogos de 2008 decorreram em Beijing/Pequim, em proximidade geográfica com Tóquio. E, também, quem relembre que a edição mais próxima (Rio de Janeiro) vai cumprir-se fora da Europa, o Continente-berço do Olimpismo coubertiano, paralisado sem Jogos durante 2 ciclos. Dos 108 membros do COI vão estar em Buenos Aires, nada menos do que 40 representam Comités Olímpicos de Ásia e de África, certamente aliados na votação próTóquio, uma percentagem bastante significativa a pesar na suprema decisão. Acresce que o Japão conta com 2 membros bastante prestigiados, capazes de mover influências nos demais 68 representantes de países da Europa, Américas e Oceânia. São eles Chiharu Igaya, da Japan Sports Academy e Shun Okano, um poderoso empresário, bastante ligado ao futebol, membro do COI há 23 anos. A acção de “catequese”, destes dois ilustres japoneses vai pesar bastante na votação de Buenos Aires. Resta-nos esperar para ver e, provavelmente, aplaudir.
Atletismo e cicloturismo percorrem hoje as ruas da Moita ESTÁ marcada para este sábado, dia 7 de Setembro, às 17 horas, na Praça da República, na Moita, mais uma prova do AtletisMoita – Torneio em Atletismo das Colectividades do Concelho da Moita: 8 quilómetros ribeirinhos. Podem participar nesta prova, atletas federados e não federados, de ambos os sexos e agrupados nos vários escalões deste torneio. Às 9 horas deste domingo, dia 8 de Setembro, na Praça da Repú-
blica, na Moita, será dado o “tiro de partida” para o XXIX Passeio de Cicloturismo Moitense, integrado no programa das Festas em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem. Nesta iniciativa, organizada pelo Núcleo de Cicloturismo Moitese, com o apoio da Câmara Municipal da Moita, entre outras entidades, os participantes irão percorrer cerca de 56 quilómetros.
Colégios de referência do distrito de Setúbal Caderno próximas 6 páginas
Novo ano lectivo prova consolidação e vai ser marcado por projectos inovadores Com o arranque do ano lectivo, os nossos colégios de referência provam a sua consolidação e capacidade de oferta, registando um aumento de alunos, praticamente uniforme aos que fazem parte do grupo de frente. E não faltam novos projectos e muita inovação nos programas de enriquecimento curricular. São trunfos de uma região que combate estigmas, mas que prova, neste sector, grande empreendedorismo e projectos sustentáveis. Fazemos o retrato que se exige.
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Bem-vindos novamente no início de mais um ano letivo!!... A realidade atual não nos dá espaço para grandes euforias e quer queiramos ou não, as notícias não nos parecem deixar lugar ao otimismo. Mas não podemos defraudar a nossa história, enquanto país, e a memória do nosso povo em particular, o nosso caminho acredita no futuro, tem a direção do progresso e conhecimento... As dificuldades fazem parte do nosso crescimento, é nessa altura que nós aprendemos, escolhemos o caminho mais certo e criamos amarras para preparar o futuro. Aqui o projeto Atlântico é um menino irrequieto, que quer sempre fazer mais e melhor, e está constantemente em renovação. A educação continua a ser o nosso sonho e a melhoria é um objetivo, em cada dia que passa, na vida do nosso colégio, os resultados e o vosso apoio animam-nos a continuar. Neste ano letivo, as bases sólidas do nosso projeto, em que acreditamos, vão ser reforçadas, mas como em qualquer processo dinâmico, é preciso coragem e inovação, vamos arregaçar as mangas e apresentar algumas “grandes” novidades para o ano que agora começa: O Atlântico passa a ser uma escola bilingue – Português e Inglês, a partir do 1º ciclo e em regime opcional, os alunos podem obter a certificação externa da
CAMBRIDGE UNIVERSITY. O Mandarim vai continuar a ser uma língua estrangeira, em oferta extracurricular, para preparar os nossos alunos no mundo cada vez mais global. A Educação para a Autonomia e Empreendedorismo vai ser ainda reforçada: • Projetos “Junior Achievement” – 1º, 2º e 3º Ciclo • Projeto “I9atlântico”, em parceria com a Universidade de Lisboa – 6º e 9º ano • Projeto “Academia de Emprendedorismo”, em parceria com a BETWEIEN – 7º e 8º ano A Educação para a Saúde vai apostar forte na área de Desporto, nas modalidades de FUTSAL(federado), Voleibol e Badminton. O nosso colégio vai ser o responsável pela Parceria Multilateral, com escolas de 9 países da União Europeia(Chipre, Polónia, Holanda, Espanha, Roménia, Grécia, Lituânia, Turquia e Inglaterra) no âmbito do PROJETO COMENIUS, entre setembro/2013 e julho/2015, que vai abranger profissionais de todos os níveis de ensino. O nosso lema para este ano será: “NADA PESA DEMAIS QUANDO SE TEM ASAS.”
Colégios de referência 7 de Setembro . 2013
Colégio Campo Flores fideliza alunos e envolve famílias numa ‘cátedra’ de pensamento crítico O Colégio Campo Flores é uma das instituições de referência do ensino na região. A aposta no pensamento crítico, criativo e global constitui o tripé base da sua estratégia curricular. O líder, João Rafael, quer intensificar o conhecimento fora da escola com uma carteira de novos projectos de enriquecimento curricular. «Não queremos gerar doutrina, mas potenciar ferramentas para um saber critico», afirma. O ‘Campo Flores’ tem apostado muito num ensino que apela ao pensamento crítico. Quer-nos explicar melhor em que consiste essa
Líder optimista contra o estigma de falhar João Rafael é homem do leme de uma instituição que já leva 45 anos de actividade. É também um optimista. Acredita nas novas gerações e numa revolução de mentalidades que acabará por singrar mesmo com o país em crise. «Falhar ainda é um estigma em Portugal, quando em outros países é a fórmula para não voltar a errar. E o empreendedorismo no ensino pode dar muitas novas empresas. Esse é um caminho», acentua. Confia, para isso, nas escolas e universidades portuguesas, cada vez mais reconhecidas no exterior, desde que se abram mais à criatividade, inovação e empreendedorismo.
O director do colégio, João Rafael, é um entusiasta de um ensino com autonomia e crescimento humano
filosofia? João Rafael – O nosso conceito abarca um tripé-base que consiste em três áreas metodológicas, o pensamento crítico, o pensamento criativo e, algo que é muito relevante nos dias de hoje, o pensamento global. Para além do conhecimento, do saber, que gera as competências necessárias para quando se é adulto arriscar, não desistir, saber fazer e
tudo isso com motivação acrescida. Acreditamos num ciclo positivo, em que as nossas acções curriculares, alicerçadas num tipo de ensino rigoroso e exigente, ganhem um sentido crítico. Sem querer gerar doutrina rígida, incentivamos a que os nossos alunos pensem sobre a realidade de forma activa e precoce. Repare que actualmente as famílias tendem a dar aos seus filhos uma vi-
são muito limitada do seu espaço de actuação futura. A ideia é libertaremse dessa fasquia e colocarem o planeta como horizonte. E para isso não basta deterem as ferramentas cognitivas e académicas, é preciso desenvolver competências, de forma composta, ao nível do empreendedorismo, da educação financeira, da atitude positiva e do conhecimento sobre si mesmo.
É uma visão muito abrangente e imagina-se uma complexidade de acções e programas específicos em curso… Uma das situações que estamos a desenvolver inclui antigos alunos e filhos de antigos alunos que se encontram espalhados pelo mundo, em todo o tipo de situações profissionais e da investigação, e com quem vamos mantendo uma forte relação
Colégio do Vale – 20 anos a abraçar o futuro!
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ste ano letivo constituiu, sem dúvida, um marco importante na história do nosso Colégio, pois completámos os nossos primeiros 20 anos e simultaneamente consolidámos o nosso projeto como uma Escola de todos, por todos e para todos, tendo sido publicamente considerado um Colégio de referência, com uma equipa reconhecida e que apresenta o rigor, a qualidade de ensino, os valores, a segurança e os afetos como suas prioridades. Ao longo destes vinte anos, a nossa família tem crescido e tem reforçado os seus laços, porque é com alegria que acrescentamos, a cada ano letivo, novos alunos, novos pais, novas famílias e novos amigos, fazendo todos parte do que somos e do que temos para contar. Na verdade, é com muito orgulho que vemos os nossos bebés crescer, tornarem-se crianças, adolescentes e agora reconhecê-los (a muitos deles!) como os pais que confiam em nós, para cuidar dos seus filhos. Neste espaço, aprende-se regras, valores, mas, sobretudo, vive-se cada descoberta como algo único e essencial. Valorizamos a educação, a aprendizagem, o respeito pelo próximo, a defesa dos princípios morais e dos valores. Acreditamos que as bases são essenciais para uma vida de sucesso e consolidamos todos os conhecimentos adquiridos de forma
a que os alunos saiam da nossa instituição preparados para abraçar o futuro, qualquer que seja o desafio que tenham de enfrentar. Assim, cada ano letivo que passa no nosso Colégio é uma página de um livro cheio de emoções, desafios, vitórias. As salas de aula contam a história de muitos que por aqui passaram, ganharam asas e hoje são profissionais de sucesso, vencedores num mundo nem sempre fácil, nem sempre justo, mas que enfrentam, com segurança, com os olhos postos no futuro. Enche-nos de orgulho conhecer o percurso de cada um deles e saber que tudo começou aqui. O Colégio do Vale é uma instituição com uma identidade muito própria e que vale a pena conhecer. Quem nos visita, quer ficar. Quem parte, nunca nos esquece nem é esquecido. E é por isso que, este ano, criámos a Associação dos Antigos Alunos, para que passado e futuro estejam de mãos dadas numa casa que é de todos e intemporal. Temos um projeto forte, reconhecido, estamos conscientes do trabalho de excelência que realizamos, mas nunca nos conformamos com isso. Trabalhamos sempre mais e melhor e estamos muito atentos a tudo o que nos rodeia. Apostamos cada vez mais no aluno, trabalhando no seu percurso de acordo com as suas caracterís-
ticas, procurando otimizar todos os seus desempenhos, oferecendo cada vez mais apoios individualizados, programas de tutoria, acompanhamento pedagógico e outras medidas que têm dado os seus frutos, como a iniciação a duas outras línguas estrangeiras (Francês e Espanhol) a partir do 5º ano, para além da aposta que fazemos na língua inglesa (lecionada no Colégio a partir dos três anos de idade) e na língua espanhola, anualmente reconhecidas pela certificação que fazemos em parcerias com o British Council/Cambridge University e com o Instituto Cervantes, respetivamente, sendo Centro de Exames de ambos. Estamos também a apostar no mandarim em estreita parceria coma Escola Chinesa de Lisboa. Dinamizamos também clubes, onde o Desporto, a Música, o Teatro e as Artes Plásticas contribuem para o desenvolvimento de cada criança
como um ser autónomo, criativo e capaz. Desta forma, os alunos do Colégio do Vale são reconhecidos frequentemente em campeonatos nacionais (sobretudo de ténis, atletismo e natação), trabalhamos em parceria com várias instituições, apostamos fortemente na aprendizagem da música e de instrumentos como o piano, o órgão, a viola e bateria, dinamizando ateliers artísticos e promovendo o teatro, apresentando todos os anos um musical ou uma peça de teatro, estando sempre presentes no Festival de Teatro de Almada. Também na área científica somos ambiciosos. Desenvolvemos projetos, protocolos com escolas, universidades (sendo centro de estágios de muitas delas) e expomos trabalhos na comunidade. Frequentemente também dinamizamos concursos entre escolas do concelho (O nosso concurso regional “O melhor ditado” já conta com oito anos de existência, por exemplo). Gostamos sempre de abraçar novos projetos. Estamos abertos à inovação e à mudança. Um Colégio jovem, dinâmico, que procura um compromisso sólido e responsável entre a qualidade do trabalho e a alegria com que o fazemos; entre o que a realidade nos apresenta hoje e os desafios de um amanhã imprevisível.
Nas vitórias dos nossos alunos e ex-alunos, reconhecemos também as nossas próprias e a do nosso projeto. Acreditamos no que fazemos e temos consciência da nossa contribuição para um mundo melhor, mais estável e queremos continuar a crescer! Essa é também uma das razões porque tantas famílias investem no ensino das suas crianças/ adolescentes, optando pelo Colégio do Vale. E nós tudo fazemos para corresponder às expectativas, trabalhando sempre com empenho e profissionalismo, sem fechar os olhos às dificuldades que nos rodeiam. Na verdade, assumimos também uma estratégia de apoio à comunidade de que fazemos parte, promovendo atividades de solidariedade a várias instituições, contribuindo de diferentes formas e, a título mais individual, escutamos as famílias e procuramos apresentar-lhes estruturas de apoio. Não nos alhearemos nunca do nosso projeto comunitário. Estamos aqui para servir a nossa comunidade e queremos ser cada vez mais conhecidos como um Colégio de qualidade, responsável por lançar para o mundo aqueles que realmente hão de ser a voz de um mundo diferente, mais eficaz, mais determinado, mais justo, enfim, melhor! www.colegiodovale.pt
via Skype. É um processo de mentorado que estamos a estimular e a potenciar, com troca de experiências e de vivências. E já este ano, a partir de Outubro, vamos arrancar com um projecto de grande amplitude, que designamos por “Cátedra do Tempo Presente” em que todos os meses vamos convidar um personalidade de grande referência e reconhecimento técnico e profissional do país para vir ao colégio e emprestar-nos a sua experiência. Estamos a falar de figuras ligadas a questões chaves da sociedade, da política à economia, da religiosidade às ciências ou às tecnologias. A iniciativa dirige-se a toda a escola? O projecto, que vai ser coordenado pelo professor Reginaldo de Almeida, grande referência universitária e presença habitual nos ‘media’, dirige-se essencialmente às famílias dos nossos alunos. Mais uma vez o conceito é o envolvimento das famílias no processo educativo. Sabemos que não basta apenas trabalhar com os alunos. Nunca se conversou tão pouco em casa como hoje em dia. Na maior parte das vezes, estamos juntos e a comunicar, por diversas vias e cada um por si, pouco se conversa em conjunto. A intenção é promover, mesmo que seja em contraciclo, essa necessidade do encontro e de partilha de ideias para aumentar a massa crítica dos jovens estudantes. De facto, esse hiato é cada vez mais acentuado, numa altura em que a informação é vertiginosa e a tempo inteiro… Na verdade, podemos dizer que tePub.
Mais de mil alunos este ano O Colégio Campo Flores conta com um universo de 130 colaboradores, 80 dos quais docentes. Nos últimos sete anos foram investidos cerca de 2,5 milhões de euros. E já este ano cerca de 300 mil em novas salas e laboratórios. «Libertamos todos os recursos para investir nas condições do Colégio. E temos pena que deste montante tivéssemos liquidado ao Estado cerca de 600 mil euros que não puderam ser aplicados em novos projectos», critica o
mos muita informação, mas sentimos que a sociedade recebe-a tendo dificuldade de a gerir de forma crítica. Esta ‘Cátedra’ surge, sem qualquer soberba, para trazer um saber, uma experiência acumulada e sobretudo com a ideia de provocação, de agitar as mentes. Espera grande adesão por parte dos encarregados de educação dos vossos alunos? Já temos uma grande experiência com tertúlias que envolvem os pais. Mas este formato é diferente porque se pretende abrir ao mundo e a um pensamento mais global, sem se falar dos assuntos mais ligados da aprendizagem escolar. Temos a limitação do espaço, porque queremos fazê-lo em casa, e estamos constrangidos a 150 lugares. Um clube de história peculiar
responsável. Na forja está um pavilhão multiusos, orçado em cerca de 350 mil euros, que irá complementar os espaços desportivos existentes. A instituição, uma das mais antigas localizadas no distrito de Setúbal, em Lazarim, concelho de Almada, está longe de ser um ‘colégio elitista’ e por isso mesmo tem crescido em número de alunos, contando este ano lectivo com 1050 alunos, oriundos, sobretudo de Almada, Seixal, Sesimbra e Palmela.
Neste momento qual é a vossa oferta de enriquecimento curricular? Temo-la para todos os gostos. Nas áreas do desporto, da música e das artes. Esgrima, karaté, basquetebol e voleibol, órgão, guitarra, bateria, violino ou piano, artes plásticas, dança contemporânea, ballet e vamos iniciar este ano um Clube de História, abordando matérias de forma inovadora e moderna, nomeadamente falando do presente e procurando desmontar a informação, com trabalhos sobre os ‘media’, o cinema, teatro ou o vídeo. É um Clube aberto a todos os grupos etários e tem uma componente que passa pela saída da escola em actividade cultural durante os fins-de-semana. Já o fizemos este ano em parceria com o Teatro Aberto, com a Companhia de Teatro de Almada, com o Museu Nacional de Arte de Antiga, com a preciosa colaboração do professor António José Silva Marques.
Discute-se a peça, a encenação, as obras, as exposições e outros aspectos, directamente com o elenco no final dos espectáculos ou com historiadores da arte. Dá para aferir que o Colégio está muito virado para o exterior e para a relação com a comunidade e seus agentes? Temos a convicção de que os alunos e as suas famílias têm de se envolver cada vez mais na realidade que a todos nos cerca. É uma parte curricular importante. Considero que o Colégio é a ‘casa do conhecimento’, mas o conhecimento não está totalmente encerrado na escola. Essa é uma das nossas filosofias estratégicas. Daí os recentes protocolos com as universidades, como que uma extensão do vosso trabalho? Celebrámos acordos com a Faculdade de Ciências e Tecnologia do Monte de Caparica, com a Faculdade de Farmácia e com a Universidade Católica, para utilização dos seus laboratórios em determinadas áreas. É uma ligação que queremos amplificar, porque temos muito trabalho experimental nos nossos laboratórios, mas precisamos aprofundar esses conhecimentos, em áreas como a química, as ciências sociais, a genética, a robótica, as engenharias. Que outros projectos estão em curso? Estamos a lançar, também no secundário, já este ano, a obrigatoriedade de 25 horas anuais de serviço comunitário, mas com uma grande diferença, que passa por ser o próprio aluno a tratar do seu projecto, que pode ser dentro da escola, por exem-
plo no apoio a alunos com maiores dificuldades, ou no exterior. Nós já temos uma longa tradição em apoiar instituições de solidariedade social e queremos envolver ainda mais os alunos nesse contexto. O programa designa-se ‘Consigo’, que exprime duas ideias-força: de conseguir e de consigo com o outro. Depois temos o PIIN – Projecto Individual de Investigação, dirigido a alunos do 11.º ano e 12ºano, que dura os quatro semestres, e em que o aluno escolhe a disciplina em que pretende desenvolver a sua investigação, orientada pelo próprio, embora sob a coordenação de um docente. Aqui pretende-se trabalhar a metodologia, que é diferente de disciplina para disciplina. E é também, mais uma vez, a antecipação do que o vai esperar no ensino universitário, com muitos trabalhos e projectos. No 12.º ano temos o Projecto Empresa, baseado num trabalho de equipa em que cada elemento assume uma função na empresa e desenvolvem um plano de negócios, sempre na perspectiva da concretização de um produto inovador e útil. Sem esquecer, o fio condutor que vamos ministrando ao longo do percurso escolar, com projectos de Empreendedorismo, Educação Financeira e outros, dirigidos a outros ciclos de ensino, com a semente de lhes transmitir confiança, autonomia e tornando-os capazes de aplicarem os conhecimentos e saberes com atitude e com valores, em prol da transformação da sociedade. Não tenhamos dúvidas de que serão estas gerações (pais e filhos) os agentes de mudança tão necessária ao nosso mundo global. Tudo fazemos e faremos para lhes dar essa percepção.
Colégios de referência 7 de Setembro . 2013
Isabel Simão, directora pedagógica do colégio St. Peter´s School: «Somos uma referência de grande qualidade na área educativa» Sempre a crescer e a renovar-se, o colégio St. Peter´s School, em Palmela, orgulha-se de brilhar nos rankings nacionais pelo trabalho de grande rigor, qualidade, proximidade e apoio que exerce junto dos mil e poucos alunos que ali se preparam para uma carreira profissional de sucesso.
A directora Isabel Simão está muito satisfeita com o trabalho do colégio
Pub.
António Luís
Semmais - Que balanço faz dos 20 anos de actividade do colégio St. Peter´s School? Isabel Simão - Faço um balanço muito positivo. A comunidade onde nos inserimos entendeu e permitiu alargar os horizontes geográficos do colégio. Já temos alunos de Lisboa, Santo Estevão, Samora Correia, Almada e Sesimbra. Nos últimos anos, verificou-se um aumento geográfico considerável dos nossos alunos. Nós, na margem sul, com este projecto educativo de grande qualidade e com excelentes resultados, somos, de facto, uma referência. Almada estava fora do nosso âmbito e, hoje, já temos muitos alunos de Almada e Lisboa. Isto significa que o St. Peter´s School é um colégio de opção para muitas famílias. Aqui, nós marcamos, também, a diferença, pelo trabalho de grande proximidade e apoio
que se faz junto dos alunos. Eles sentem-se confortáveis e tranquilos no nosso colégio e os resultados, no final do ano lectivo, estão à vista. Porque é que se rotula a vossa instituição de referência incontornável no panorama educativo nacional? O nosso colégio é uma referência educacional no panorama nacional na medida em que tem vindo a desenvolver um trabalho de grande qualidade. A sua perspectiva do ensino assenta no rigor, na qualidade, mas também, numa gestão de transparência. É uma escola que permite às famílias colocarem os seus filhos no Jardim de Infância e fazerem o seu acompanhamento até à sua entrada na universidade, o que representa um grande conforto para os seus progenitores. Além disso,
Pavilhão gimnodesportivo em ‘stand-by’ De acordo com Engenheiro Armando Simão, o pavilhão gimnodesportivo, há muito ambicionado, teve de ser adiado. «Quando for oportuno, voltaremos a pensar no projecto, que já foi aprovado pelo Instituto do Desporto», frisa, acrescentando: «O projecto está concluído. É uma questão de nós compatibilizarmos as questões materiais com as institucionais», conclui. Nis nobistr umquidipsunt qui adipsam dolor audae. Us poreius, quam dolor re aut porepta sinvellApis is eum vit quo beati res peliquis etusand ipientio tem doluptaes eaqui soluptas dem latemporera cume raecto blaboreria
Áreas desportivas de luxo
também permite às famílias, ao longo do ano lectivo, terem uma noção, do trabalho de grande qualidade que aqui se desenvolve. Trabalhamos, essencialmente, para tornar os nossos alunos, jovens de sucesso, que primem pelo trabalho e competência, ferramentas essas que vão perdurar por toda a sua vida profissional. Permite, ainda, que estes jovens façam as escolhas acertadas nas universidades, quer em Portugal, quer no estrangeiro, por forma a brilharem nas suas carreiras. Apostar num colégio de qualidade dá trabalho a todos nós, mas, o fundamental é preparar bem os alunos para o futuro. St. Peter´s School continua no topo dos rankings dos exames nacionais… Qual é o segredo deste sucesso? É não descansarmos, é não pensarmos que já está tudo dado como adquirido, é cada dia que passa tentarmos fazer mais e melhor e sermos muito exigentes e autocríticos connosco próprios, de modo a que cada ano que passa, sermos cada vez melhores. É este o segredo do nosso sucesso. Aposta bilingue e o espanhol Pub.
O colégio de Palmela orgulha-se de ministrar um ensino de excelência e de pertencer às melhores escolas do País
O colégio de Palmela ministra um estilo de ensino baseado em que premissas? Apostamos num ensino bilingue. A grande carga curricular está na língua inglesa, não esquecendo a língua portuguesa. Mas, na realidade, hoje, apesar de sermos um colégio bilingue, somos, também, um centro de exames de Alemão, Espanhol e Inglês, e damos aulas de mandarim. E, além disso, os nossos alunos do 5.º ano começam a aprender Latim. Somos um colégio bilingue mas muito abertos a outras línguas, com
a devida acreditação. Não basta ensinar a língua, é necessário que os conhecimentos dos alunos sejam acreditados pelas entidades máximas em Portugal. Tudo decorre aqui dentro do nosso colégio, através de protocolos estabelecidos com diversas instituições. É uma mais-valia muito grande, para a grande competência futura dos alunos, que enriquecem aqui os seus conhecimentos na língua inglesa mas, também, noutras línguas que atrás já referi, porque, cada vez mais, vivemos hoje numa aldeia global. É isso que se
pretende: uma educação ecléctica, abrangente e universal. Em termos de actividades extracurriculares, quais são as mais procuradas pelos alunos? Temos cerca de 36 actividades extra-curriculares. As mais frequentadas são a natação, o ténis, o futebol, o râguebi e a dança contemporânea. Para o próximo ano lectivo, vamos arrancar com a equitação, porque surgiu-nos uma proposta interessante de uma nova empresa equestre. Mas também existem
no colégio aulas de viola, guitarra, piano, ballet, esgrima, entre outras. Todas estas actividades encaixamse numa educação abrangente para que os alunos cresçam com um grande conhecimento geral. Projectos para o futuro? Vamos avançar com a melhoria interna do novo edifício do 2.º ciclo. É o único edifício do nosso colégio que não está uniformizado com o modelo dos restantes, o qual será dotado de melhores condições de trabalho para os alunos e professores.
Colégios de referência 7 de Setembro . 2013
Creche Shalom continua a ‘voar mais alto’
A
Associação Baptista Shalom, IPSS sediada em Setúbal, inaugurou no ano passado, a 1 de Junho de 2012, o Edifício “Voar mais alto”, com capacidade em Creche para 81 crianças e no Pré-Escolar para 75 crianças. A Creche é constituída por 6 salas, e o Pré-Escolar por 3 salas, sendo as crianças distribuídas de acordo com a sua faixa etária. A estas salas acresce ainda as zonas de apoio de higienização e alimentação devidamente equipadas tendo em conta as necessidades específicas destas idades, assim como um parque infantil e um espaço polivalente onde se poderão desenvolver actividades de enriquecimento curricular, nomeadamente música e actividades psicomotoras. O Edifício “Voar mais alto” foi sonhado, pensado e projectado com o profundo desejo de criar um espaço educativo de excelência, onde cada criança possa vivenciar a diversidade respeitando a sua individualidade. Com este objectivo o edifício, o mobiliário, e o equipamento são de extrema qualidade e versatilidade, tendo em vista o desenvolvimento global de cada criança. A equipa educativa e de apoio é constituída por profissionais altamente qualificados e empenhados. Neste edifício no Piso 0 “Até às nuvens” localizam-se os serviços de cozinha, lavandaria e escritório. No Piso 1 “Voa, treina, aprende!”, encontrará três salas de Pré-escolar para as crianças entre os 3 e os 5 anos, com capacidade máxima de 25 meninos e meninas cada: “Partilhar
A escola tem instalações modelares e está bem localizada
descobertas”, “Voar além da perfeição” e “O Limite é o infinito” No Piso 2 “A perfeição não tem limites”, poderá encontrar no 1º Berçário duas salas “Sorrisos de amizade” (capacidade máxima para 10 bebés) e “Sonhos de Luz” (capacidade máxima para 8 bebés) ambas para os pequeninos entre os 4 e os 12 meses, com chão radiante (aquecido). O 2º Berçário é constituído também por duas salas “O Brilho da lua” (capacidade máxima para 13 crianças) e “O Céu e as estrelas” (capacidade máxima para 14 crianças) entre os 12 e os 24 meses. No 3º Berçário as crianças entre os 24 e os 36 meses terão ao seu dispor duas salas “Aventuras sem limites” e “Saltar até às alturas” com capacidade máxima de 18 crianças em cada
uma. O Edifício “Voar mais alto” está aberto todo o ano, num horário bastante flexível, de modo a apoiar as famílias com horários de trabalho mais complexos. A Creche funciona das 07h30 às19h30, e o Pré-Escolar funciona de 1 Setembro a 31 Julho (assegura-se o período de interrupções letivas), entre as 09h00 e às 17h00 com a possibilidade de prolongamento (07h30 às 09h00 e 17h00 às 18h30). O nosso primeiro ano letivo de funcionamento no “Voar Mais Alto” foi motivador e muito desafiante! Para voar é preciso imaginar… E ser criança é sinónimo de sonhar, criar… acreditar que tudo é possível e de uma forma genuína, AMAR! Com o projeto “Na Terra do Sonhar” viajámos pelas mais variadas temá-
ticas, onde foi proporcionado experiências significativas na qual a criança foi respeitada como ser único, ativo e social, desde a creche ao pré-escolar. É nosso desejo com o projeto “Na Terra do Sentir”, continuar a sonhar e voar para além da perfeição, onde o limite é o infinito, saltando até às alturas, com o brilho das estrelas, sempre com sorrisos repletos de AMIZADE e AMOR…. A temática escolhida pela Direção pedagógica para o presente ano letivo é: “Na terra do Sentir”. Com este tema pretendemos propor uma viagem pelo mundo dos seres vivos, começando por nos conhecermos a nós próprios e também aqueles que nos rodeiam. No entanto, este projeto contempla novas descobertas, pois pretendemos que as crianças intervenham sempre que desejem, propondo novas atividades e expondo as suas ideias. Continua a ser nosso objetivo proporcionar experiências adequadas em todas as áreas do desenvolvimento da criança, permitindo desta forma proporcionar-lhe uma aprendizagem ativa. Só uma interação afetiva adulto/ criança possibilitará estabelecer relações de confiança que lhe permitirão desvendar os mistérios com que se depara no seu mundo social e físico. Por outro lado, o ambiente físico da nossa creche é seguro, flexível e pensado para a criança, de forma a proporcionar-lhe conforto e variedade, e a favorecer as necessidades e interesses que o desenvolvimento em constante mudança impõe. Este ambiente inclui uma
grande variedade de materiais que a criança possa agarrar, explorar e brincar à sua maneira e ao seu ritmo. A prática pedagógica procura incutir valores de excelência, valores humanos, sociais e morais que ajudem a criança a conviver em grupo, a respeitar, e a treinar relações interpessoais. É importante proporcionar experiências positivas através de uma educação que forme atitudes coerentes em que as palavras são acompanhadas de ações e gestos que elevam competências ao nível do ser e do estar. A partilha, a solidariedade, a amizade, o amor, (…) são e serão valores apreciados e valorizados no seio da Instituição. Nas nossas salas um dos princípios orientadores é a real afetividade, para que a criança se sinta bem quando entra na sala e sinta esta como sua. Cabe aos adultos de referência proporcionar e promover momentos de afeto, brincadeira e descobertas valorizando cada conquista, incentivando a criança pela positividade e criando nela a vontade de explorar ainda mais. Pretendemos que exista cada vez mais um elo de ligação com a família para que esta participe e se sinta motivada em colaborar com a Instituição. Mais informações e inscrições no site www.abshalom.pt. Edifício Voar Mais Alto: Quinta da Amizade - 2910 337 Setúbal Telefone: 265 720 380 Emails: creche- voar.mais.alto@abshalom.pt pré escolar - pre-escolar@abshalom.pt
Atlântico abre ano com carteira de empreendedorismo Com uma filosofia de desafio constante e aposta num ensino de excelência, com base no empreendedorismo e na autonomia, o Colégio Atlântico não pára de surpreender. O ensino bilingue arrancou este ano, há novos programas de autonomia e uma maior ligação ao mundo global. E na forja uma empresaescola que aposta tudo no voltar à terra. Há uma filosofia muito própria do Atlântico que é uma espécie de ensino familiar que promove a liberdade e a autonomia. Qual a razão de ser deste conceito? António Pereira – Temos de facto uma cultura familiar e humana em tudo o que fazemos na nossa instituição. O facto de não impormos fardamento, por exemplo, significa mesmo esse pressuposto de proximidade entre direção, alunos, docentes e pais. O vestuário é também uma expressão da nossa própria liberdade, carateriza a personalidade e o nosso estado de espírito enquanto pessoa. Mas isso não implica nenhum aligeiramento das competências escolares. O colégio é tido como rigoroso em termos curriculares… Uma coisa está ligada a outra, porque incentivamos, com essa postura, a responsabilidade e o empenho dos nossos alunos. Temos uma aposta forte nos resultados escolares, prova disso é que nos aproximámos em média dos 70 por cento no Português e na Matemática, porque dis-
pomos de processos educativos eficientes. Este ano, por exemplo, estamos a testar as chamadas ‘turmas de nível’, em que vamos construir grupos com resultados melhores e outros menos satisfatórios, de modo a que possamos amplificar um apoio escolar mais substantivo e assertivo diferenciado. Adequar o apoio a cada aluno de acordo com as suas necessidades. A grande novidade deste ano, contudo, é o ensino bilingue… Somos um projeto irrequieto e essa mudança sempre esteve no nosso horizonte. Somos hoje, de facto, uma escola bilingue (português e inglês), a partir do 1.º ciclo e em regime opcional, com certificação externa assegurada pelo Cambridge University. Mas também contamos com o Mandarim, já iniciado o ano transato e que está a suplantar todas as expectativas, porque está a ter uma aceitação extraordinária.
O colégio prima por uma política de incutir autonomia nos seus alunos. Há novidades este ano a esse propósito? Temos o Projecto da Educação para a Autonomia e Empreendedorismo, que faz parte da nossa base de ação. E, neste sentido, são vários as iniciativas em curso. A parceria com a “Junior Achievement”, que abrange alunos do 1.º ao 3.º ciclo. Mas também os projetos “I9atlântico”, em parceria com a Universidade de Lisboa, para os 6.º e 9.º ano, e a “Academia do Empreendedorismo”, com a Betweien, que envolve alunos do 7.º e 8.º anos. Esta é uma área essencial para oferecer aos alunos ferramentas necessárias no seu percurso de vida em todos os aspetos, fomentando a ideia de que “Eu sou capaz”. E com estes projetos queremos contagiar todo o nosso universo escolar, incluindo docentes, trazendo os alunos para fora das salas de aula, motivandoos para a aprendizagem e estudo – em suma preparando-os para a vida.
Estado desbarata recursos e não promove a verdadeira democratização do ensino António Pereira, que gere o colégio com a esposa Tina e com os dois filhos, não compreende como o Estado «esbanja recursos» por se recusar a democratizar o ensino com os privados. «A massificação do ensino público ofereceu o mesmo modelo de ensino para todos, não respondeu às necessidades individuais do aluno e, por isso, continua a conduzir a elevadas taxas de insucesso e abandono escolar: “definitivamente a mesma camisa não serve para todos os alunos”. No entanto, mesmo com uma drástica diminuição de alunos devido à diminuição da taxa de natalidade, a máquina da educação continua a investir
em escolas novas, quando podia integrar os privados nesse processo», afirma. Exemplo disso, são as inúmeras escolas privadas, mais pequenas, que continuam a fechar portas. «Era mais que óbvio a necessidade de utilizar os recursos instalados, através, por exemplos da extensão dos contratos de associação ou mesmo dos cheques escolares. Todos ganhariam com isso», atira. E acrescenta: «A verdadeira democratização do ensino passa por dar às famílias a oportunidade de escolherem as escolas e as vias de ensino que pretendem para a educação dos seus filhos - esta é a verdadeira democracia».
António Pereira (director do Colégio Atlântico)
Há também a grande novidade de um intercâmbio com países europeus. É mais um trunfo estratégico do Colégio? É sobretudo uma grande aposta desta ‘casa’. Vamos ser responsáveis pela parceria multilateral com escolas de nove países da União Europeia (Chipre, Polónia, Espanha, Roménia, Grécia, Lituânia, Turquia e Inglaterra), no âmbito do projecto Comenius, que decorre entre Setembro deste ano e Julho de 2015. O que se pode saber deste programa? Trata-se de um projeto ligado a histórias tradicionais destes países e de um forte intercâmbio cultural sobre essas temáticas. Alunos e docentes de todos os níveis de ensino do ‘Atlântico’ vão visitar todos os parceiros e o mesmo acontecerá na recepção a comitivas oriundas dos outros países. Com estes avanços para quando a entrada em funcionamento do ensino secundário? Está para breve. Estamos a trabalhar para isso e julgamos iniciar esse ciclo até 2015. Sempre fizemos uma gestão muito racional dos nossos recursos. Estão a ser criadas as condições substantivas para arrancar com esse processo. Que balanço se pode fazer da parceria com a Academia de Musica de ‘Os Anjos’ e da concessão da vossa piscina ao “Atlantic Dimension”? São apostas ganhas, que tiveram uma fase de arranque e que estão hoje absolutamente integradas na nossa escola, com resultados muito relevantes. Fazem parte da ‘casa’, estão abertas à comunidade local e são projectos para continuar. E já agora, não podemos esquecer a área da educação para a saúde, com o reforço forte na área desportiva, nomeadamente no Futsal, que já é federado, no Voleibol e no Badminton.
Empresaescola ligada ao cluster agrícola O Colégio Atlântico vai lançar, em breve, a primeira empresa/escola do distrito de Setúbal e uma das primeiras iniciativas do género em Portugal. António Pereira está «muito entusiasmado» com o projeto, que deverá situar-se no Seixal ou no concelho do Montijo. A ideia é criar uma escola agrícola, com recurso a estufas hidropónicas, que permitem a produção horto-frutícola sem solo, alimentadas a água e a nutrientes essenciais no processo. «É um projecto que está consolidado e que pode fazer a diferença numa altura em que o regresso ao mundo rural está em cima da mesa», afirma o responsável. O conceito é ministrar os alunos de um saber fazer técnico, capaz de os dirigir à criação de empresas, numa lógica de rede. «Daremos numa fase posterior todo o apoio técnico, até na distribuição e pretendemos trabalhar em parceria com produtores locais, de pequena dimensão», explica António Pereira. A aquisição do terreno está para breve e os responsáveis do Colégio Atlântico esperam grande adesão e procura, porque, reafirmam, é um ensino com rumo e com «futuro assegurado». Mas a primeira investida é na criação das estufas, de modo a gerar as condições optimizadas para o arranque do projecto.