Odontologia de Grupo em Revista Nº 10

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ANO III Nº 10

jul/ago/set 2011

em revista

De olho no futuro

Simpósio destaca os desafios para a próxima década

Saúde no prato

Mantenha-se saudável com os alimentos e combata doenças

Maloclusão

Saiba o que pode acontecer quando há alterações na oclusão dental

Prêmio Sinog

Estudante e cirurgião-dentista do Rio de Janeiro são os vencedores

O médico e cientista brasileiro Miguel Nicolelis conta como a tecnologia revoluciona a medicina e fala sobre estudos para integrar cérebro-máquina

ISSN 2175-2419

Odontologia de Grupo



Odontologia de Grupo em Revista n 10 - Jul /Ago/Set - 2011 o

Índice Seções Mensagem.....................................3 Crônicas...................................................28 e 30 Espaço Livre......................................................29 Dados do Mercado e Cartas............................34

Odontologia e Saúde Recém-nascido - A voz do bebê................................7 TRM - Trauma grave................................................8 Esquizofrenia - Visão distorcida.............................11 Amígdala cerebral - Cérebro social......................12 Furúnculo - Pele em erupção.................................13 Congressos - Tecnologia com sustentabilidade.....15 Nutrição - Saúde no prato.....................................16 Maloclusão - Faltou encaixe................................ 21 Pesquisa - Beethoven contra o câncer. ............... 22 Calvície - Vaidade em xeque................................... 25

Organização e Negócios 6º Sinplo - De olho no futuro...............................4 Entrevista - Miguel Nicolelis................................18 Biografia - Pioneiro da saúde............................... 23 Logística - Cresce a automatização...................... 27 Regulamentação - Coparticipação ou franquia?.. 31 Eventos - Sinog faz entrega dos prêmios na Hospitalar 2011................................................ 33

Mensagem

15 anos a favor da Odontologia de Grupo

O

O Sinog foi fundado em 1996, mas tem sua raiz anterior a isso. Em 1972 com a criação da Aboe – Associação Brasileira de Odontologia de Equipe, então presidida por Junuário Napolitano, e, posteriormente em 1987, com a Abrago – Associação Brasileira de Grupos Odontológicos, representada por José Marcos Garbossa. Ambas tinham como propósito unir as operadoras odontológicas para aumentar o tráfego de informações e, consequentemente, divulgar a importância da saúde bucal para a sociedade. A Aboe e Abrago juntaram esforços no início dos anos 1990 em prol dos grupos odontológicos, resultando na criação do departamento de Odontologia de Grupo dentro da AbramgeSP – Associação de Medicina de Grupo do Estado de São Paulo. O propósito era vincular-se a uma entidade forte e com respaldo nacional, para assim possibilitar a troca de informações e conhecimentos acerca dos grupos médicos com um amplo apoio logístico. Com os esforços de ambas as entidades e em conjunto com a diretoria da Abramge-SP, representada por Alexandre Lourenço, houve então a movimentação para a criação de um sindicato que representasse a Odontologia de Grupo, que resultou na fundação do Sinog no dia 22 de agosto de 1996, constituído Dr. Carlos Roberto Squillaci para trabalhar a favor da melhoria constante do setor. Presidente do Sinog Hoje, decorridos 15 anos da criação do Sinog, é notável o quanto a Odontologia de Grupo evoluiu e se consolidou, não apenas como um segmento de crescimento vertiginoso, mas também como um setor essencial para proporcionar o acesso da população à saúde bucal, principalmente das classes C e D. De acordo com o último Estudo Setorial de Planos Odontológicos da All Consulting, a Odontologia de Grupo deve manter sua trajetória de resultados animadores. Com a economia nacional em alta, o consequente aumento de empregos e renda da população, o setor tem tudo para manter o cenário positivo, seja para o segmento, como para a saúde bucal dos brasileiros. Obviamente há fatores inibidores no crescimento da Odontologia de Grupo. A ANS, ainda que criada para orientar e regulamentar o setor da saúde suplementar, acabou dificultando o funcionamento das operadoras odontológicas, já que, desde quando foi criada em 2000, editou uma legislação de difícil compreensão e feita para os moldes dos planos médicos. O Sinog vem desde então auxiliando as operadoras a decifrar e cumprir as exigências da ANS, além de interceder junto à Agência para que mudanças fossem introduzidas por conta da especificidade do segmento, fatores decisivos para o crescimento e a consolidação das operadoras odontológicas. Nesses 15 anos, dos quais 12 colaborei como dirigente do Sinog, posso dizer que a entidade foi fundamental não apenas para o crescimento do setor como segmento econômico, mas também para o fortalecimento da importância da saúde bucal e na promoção do trabalho da odontologia. Iniciativas como o Prêmio Sinog de Odontologia e o Sinplo, Simpósio Internacional de Planos Odontológicos, integram o papel do Sindicato como agente decisivo no crescimento permanente do setor e aperfeiçoamento da relação entre operadoras, agência reguladora, prestadores de serviços e beneficiários. Desde a fundação de nosso Sindicato, houve diversas mudanças no setor, muitas instituídas em prol de melhorias e outras para adequação, ainda que adversa, às regras da Agência. Mas, mesmo com todas essas alterações, ainda há algo que permanece intacto, o papel fundamental que o Sinog exerce na consolidação da Odontologia de Grupo e que só tende a tornar-se mais forte com o tempo. Foram 15 anos na busca e obtenção de resultados de extrema importância para o segmento de planos odontológicos e agora é chegado o momento de uma nova fase. No dicionário a palavra debutar significa “estrear-se, começar”, e o Sinog está debutando, mas não com a imaturidade frequentemente associada a quem completa essa idade, mas sim com o vigor de quem tem muitos projetos a realizar pela frente, juntamente com uma diretoria forte, competente e disposta a continuar buscando a melhoria constante do setor.

Diretoria (2008-2011) Carlos Roberto Squillaci Presidente Reinaldo Camargo Scheibe Vice-presidente Wagner Martins Silva 1º Secretário SINOG – SINDICATO NACIONAL DAS EMPRESAS Geraldo Almeida Lima 2º Secretário DE ODONTOLOGIA DE GRUPO Flávio Marcos Batista 1º Tesoureiro Endereço para correspondência: Av. Paulista, 171 – 11º andar – Cerqueira César Walter Carmo Coriolano 2º Tesoureiro 01311-000 – Fone: (11) 3289-7299 Fernando Garcia Pedrosa Assuntos Profissionais Fax: (11) 3289-7175 Ruy Francisco de Oliveira Assuntos Institucionais Portal: www.sinog.com.br Wagner Barbosa de Castro Procurador E-mail: secretaria@sinog.com.br

Assessoria de Comunicação e Marketing Luís Fernando Russiano Ramos (Mtb 27.279/SP) - Jornalista responsável. Camila Pupo - Assistente de Comunicação Redatores, Repórteres e Colaboradores desta edição: Camila Pupo, Cecy Sant’Anna, Eli Serenza, Elisandra Escudero, Flávio Tiné, Keli Vasconcelos, Neusa Pinheiro, Paulo Castelo Branco, Renata Bernardis, Silvana Orsini, Sueli Zola. Revisão: Lia Marcia Ando. Ilustrações internas: Paulo Renato Moriconi. Pesquisa e documentação: Camila Pupo, Gustavo Sierra. Produção Gráfica: Morganti Publicidade. Impressão: Neoband. Tiragem desta edição: 5.800 exemplares

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6o Sinplo

De olho no futuro Evento destaca as relações entre operadoras, suas redes credenciadas e seus beneficiários como pontos fundamentais na melhoria da qualidade dos serviços Rodrigo Borges

Eli Serenza

O

ano de 2011 marca o início de uma década de ações, avanços e tecnologias que modernizarão cada vez mais o setor odontológico. A 6a edição do Simpósio Internacional de Planos Odontológicos, realizada no final de maio, em São Paulo, confirma esta tendência e o evento se consolida como um fórum para a apresentação de novos conceitos e ferramentas que visam atualizar o Geraldo Lima mercado. A constatação foi feita na abertura do e vento por Ger aldo Lima, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, responsável pela organização do Wellington de Carvalho Simpósio, em parceria com a ALAMI – Associação Latino-Americana de Sistemas Privados de Saúde. “Um dos pr incipais focos do Sinog é promover a excelência no atendimento da saúde bucal. Nesse sentido, apontar Helena Venceslau os desafios da Odonto-

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logia para a próxima década é uma forma de antecipar as demandas para as quais o setor odontológico tem que se preparar através das operadoras e redes credenciadas.” As relações entre operadoras, redes credenciadas e clientes; o novo perf il do usuário; e o papel do Ministério da Saúde e da ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar fizeram parte das discussões. Não faltou espaço também para os temas relacionados à rotina dos consultórios, como o empreendedorismo e o uso das redes sociais como ferramenta de divulgação e intercâmbio de informações. Fizeram parte da abertura do 6 o Sinplo o assessor técnico da Coordenadoria do Programa “Brasil Sorridente” do Ministério da Saúde, Wellington Mendes de Carvalho; a assessora especial da ANS, Helena Mulim Venceslau; além do palestrante Cristián Montero, subgerente odontológico da Megasalud, operadora de planos de saúde do Chile.

Demanda e regulamentação

Wellington Carvalho explicou que o governo vem concentrando esforços na prevenção, recuperação e manutenção da saúde bucal, desde 2004, na tentativa de reverter um quadro

grave revelado pela pesquisa realizada um ano antes. O levantamento mostrou que 28% dos adultos não possuíam nenhum dente funcional em pelo menos uma das arcadas e 15% não tinham acesso à prótese dentária total. A distribuição de água fluoretada, como método de prevenção às cáries, por sua vez, atingia apenas 15% da população do Nordeste, contra 82% no sudeste do país. Dados como Dagoberto Steinmeyer esses ajudaram a definir a política e as regiões com prioridade de atendimento do programa Brasil Sorridente, integrado ao SUS – Sistema Único de Saúde. Além do prog rama implementado pelo Cristián Montero SUS, o governo federal se ocupa da regulamentação e fiscalização das empresas do setor, por meio da DIOPE – Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras, da ANS, que esteve represenJorge Mendez tada no simpósio por


Luis Enrique Bernal

Polyanna C. da Silva

Roberto Porto

Plínio Tomaz

Fabiana Car

Santuza Mendonça

Helena Mulim. Para ela, a necessidade de regulamentação aumenta com o crescimento do setor, que apresentou um dos maiores saltos nos últimos anos, consequência da evolução do cenário macroeconômico e do aumento de renda, capacidade de consumo e evolução do índice de salários médios da população. O chefe da Assessoria Jurídica do Sistema Abramge/Sinamge/ Sinog, Dagoberto José Steinmeyer Lima, identificou alguns parâmetros de regulação dos planos odontológicos no cenário atual. Segundo ele, o assunto é polêmico, pois, embora a Constituição determine que a saúde seja direito de todos e obrigação do Estado, o modelo vigente é o do sistema misto, com os planos privados cobrindo cada vez mais a demanda do setor. No Chile, onde o quadro não é muito diferente do Brasil, o governo também vem aumentando sua atuação. Para isso, adotou uma política preventiva e escolheu como principal ferramenta a reforma do sistema de saúde, a partir dos dados demográficos obtidos pelas campanhas epidemiológicas. Cristián Montero revela que a meta chilena é reduzir em 50% o número de cáries em menores de 20 anos. Para obter esse resultado, o atendimento público prioriza as gestantes e as crianças com menos de seis anos.

A experiência na Colômbia foi registrada por Luis Enrique Bernal, gerente da Odontologia da Sanitas Colômbia. Segundo ele, com a inclusão do atendimento odontológico no Plano Obrigatório de Saúde, no ano passado, 90,1% da população passou a ser assistida, embora grande parte dos tratamentos odontológicos especializados não tenha cobertura, já que necessitam ter relação com uma patologia geral. Entre os pontos positivos, Bernal citou o atendimento personalizado das reclamações, a criação de parcerias com dentistas de todo o país, a unif icação de processos, procedimentos e autorizações e a utilização de estatísticas confiáveis na hora de apresentar resultados. Na Argentina, como informou Jorge Alberto Mendez, presidente da Odontocorp International, o atendimento de quase 90% da população pelos serviços públicos ou terceirizados não é atestado de eficiência do sistema de saúde no país, mas revela a dificuldade do setor privado em oferecer a melhor tecnologia por preços razoáveis.

Operadoras e consumidores

Para harmonizar a relação entre a rede particular e os interesses dos usuários, uma das obrigações do prestador de serviço é informar e educar o consumidor para que ele saiba o que está adquirindo. Essa foi a posição defendida por Polyanna Carlos da Silva, supervisora institucional da Proteste, na palestra sobre como lidar com o novo perfil de consumidor cada vez mais exigente. Para o consultor e presidente da Câmara Técnica de Odontologia de Grupo do CROSP – Conselho Regional de Odontologia de São Paulo, Roberto Porto, o melhor relacionamento das operadoras com a rede credenciada, passa pelo equacionamento do desconhecimento do dentista com relação ao mercado. Como estratégia para mudar esse quadro, ele sugere que as empresas do setor devam investir na capacitação administrativa do profissional.

Plínio Tomaz, diretor da Tomaz Gestão e Marketing, também indica alguns caminhos para uma parceria mais consistente e satisfatória com os credenciados. Entre suas sugestões, destacam-se a oferta de cursos técnicos e de especialização, financiamento de equipamentos, reformas e outras benfeitorias que ajudem a melhorar o atendimento e atraiam mais clientes.

Elaine Cappellano

Mercado em

Keller De Martini

transformação

A integração dos cirurgiões-dentistas com outros profissionais da área é uma estratégia para a otimização dos consultórios, segundo Fabiana Car, do Departamento de Bioquímica Rudá França Moreira Bucal da FOB/USP – Faculdade de Odontologia de Bauru. Referindo-se às tarefas dos técnicos e auxiliares de saúde bucal, ela lembra que já existe regulamentação específica para essas atividades, mas, na prática, Vitor Hugo Nunes pacientes e dentistas têm dúvidas sobre a atuação desses profissionais nos consultórios. Santuza Mendonça, do Departamento de Odontologia da SOMITI – Sociedade Mineira de Terapia Intensiva, Regina Juhás defende a participação do dentista nas equipes hospitalares. Para ela, a importância da equipe multidisciplinar no tratamento e diagnóstico do paciente permite uma abordagem biológica, psicológica, social e espiritual, na medida Ione Baron

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6o Sinplo em que contribui para a melhoria da qualidade de vida, humanizando o atendimento aos pacientes internados e debilitados pela doença ou Maurício Salvador tratamento. A capacitação para um mercado de trabalho em constante transformação foi abordada por Elaine Cappellano e Keller De Martini, especialistas em Odontologia Intensiva e que atuam em UTIs de alguns hospitais públicos. Eles apontaram Felipe Cabral a necessidade de implementação de cursos de aperfeiçoamento na área, pois, apesar da demanda crescente do mercado, essas disciplinas ainda não fazem parte da grade curricular nos cursos regulares de Odontologia. Felipe Chibás A promoção da saúde foi abordada por Rudá França Moreira e Vitor Hugo Nunes, ganhadores do Prêmio Sinog de Odontologia em 2010. Eles destacaram a necessidade de um ambiente confortável como forma de amenizar a relação Claudia Firmino entre o paciente e o tratamento odontológico. A humanização do ambiente nas operadoras, destacada por Regina Juhás, superintendente de Auditoria da OdontoPrev, em sua apresentação sobre o papel dos gestores nos planos odontológicos do futuro, torna-se consequência de uma postura mais ética em relação à qualidade do atendimento e a satisfação do cliente. De acordo com a especialista em Odontologia Preventiva e Social, Ione Baron, a importância da orientação do cirurgião-dentista na educação do paciente é primordial para que se adote uma rotina de cuidados com a saúde bucal. Ela revela que, embora os cremes dentais respondam por 61% do mercado de produtos de higiene bucal, o consu-

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mo de escovas de dentes registrado em 2008 foi de apenas 1,6 per capita/ano.

Redes sociais, marketing e mercado de trabalho

Como em outros setores do mercado, as redes sociais foram apontadas como ferramenta para manter e conquistar a clientela por vários profissionais que realizaram palestras no Sinplo. Para o fundador da Ecommerce School e da iHouse, Maurício Salvador, as redes sociais influenciam diretamente no comportamento dos consumidores e sua utilização deve envolver conteúdo de qualidade e investimentos compatíveis com o retorno que se espera. Felipe Cabral, diretor de comunicação da iDent, defende uma rede social exclusiva para dentistas que tenha, entre seus objetivos, a união da categoria, a aproximação entre profissionais do mesmo segmento e a atualização científica, como a que ele próprio ajudou a desenvolver com a iShareLife. Os diretores da Perfectu Consultoria, Felipe Chibás e Claudia Firmino, apresentaram os resultados de uma pesquisa (artigo na página 31) para saber das necessidades dos profissionais da saúde no que tange o empreendedorismo e apontaram as ferramentas disponíveis e as necessidades do mercado como táticas de se obter sucesso profissional na Odontologia. Para Nísia Teles, do Markentista, consultoria especializada na área odontológica, “estar presente na Internet de uma forma efetiva é essencial para a empresa que deseja fortalecer sua imagem no mercado e conquistar mais clientes. Mas, para se destacar, não basta ser visto. É preciso ser lembrado”. A especialista em Marketing e sócia-diretora da Ideia Publicidade e Consultoria, Marcia Nana, lembrou que as estratégias de mercado não dispensam o que o cliente procura: serviço de qualidade, profissionais capacitados e atendimento ágil e personalizado. Mesmo sustentado nesses pilares, no entanto, o marketing necessita de uma comunicação eficiente para transmitir a mensagem certa, como reforçou o mestre em Educação Corporativa, Reinaldo Passadori, do Instituto

Passadori, durante sua apresentação motivacional. Algumas regras para fazer a diferença foram apontadas por Fabio Alves, diretor da FA3 Comunicação. Ele lembrou que a segmentação do mercado determina a necessidade de incluir, entre as exigências profissionais, o bom humor, educação, simpatia, jogo de cintura e a elegância no trato com o cliente.

Avaliação geral

Por meio de todas as apresentações que fizeram parte do Simpósio, o 6 o Sinplo conseguiu sinalizar algumas das mudanças e transformações que ocorrem atualmente na saúde suplementar no Nísia Teles segmento odontológico. Na avaliação de Geraldo Lima, que é diretor operacional da São Francisco Odontologia, “isso ocorreu tanto no que se refere às imposições do órgão regulador quanto na necessidade de relacioFábio Alves namentos mais eficientes com os nossos parceiros”. Fazendo um balanço final do evento, Lima concluiu que “foi possível, também, entender a promoção de saúde bucal no âmbito da assistência suplementar dos países da América Latina, que, Marcia Nana apesar de diferenças estruturais de forma e de oferta, compartilham semelhanças e dificuldades de nossa realidade. O módulo voltado para a rede credenciada abordou assuntos que contribuíram para a melhoria da parceria aproximando Reinaldo Passadori os dois lados que têm o interesse comum da captação e manutenção do cliente, o que nos prepara para os próximos anos. Portanto, os objetivos do encontro que teve como tema os desafios da Odontologia para a próxima década foram alcançados”. P Veja mais fotos em www.sinog.com.br/6sinplo


Regulamentação

Coparticipação ou franquia? Estudo traça análise da rentabilidade econômica ao comparar os resultados de planos odontológicos que operam com as duas formas de financiamento Rodrigo Dias Villela

A

Lei no 9.656, de 3 de junho de 1998, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde, prevê, no seu artigo primeiro, parágrafo terceiro, inciso primeiro, alínea “d”, a possibilidade de adoção de mecanismos de regulação. A Resolução do Conselho de Saúde Suplementar – CONSU no 8, de 3 de novembro de 1998, dispõe sobre mecanismos de regulação nos planos e seguros privados de assistência à saúde, entre outros, a coparticipação e a franquia. Cientes desses mecanismos, faremos uma análise da rentabilidade econômica da operação de plano de saúde, comparando coparticipação e franquia e apontando seus resultados. A Resolução CONSU no 8 define em seu artigo terceiro os seguintes termos: Franquia: o valor estabelecido no contrato de plano ou seguro privado de assistência à saúde e/ou odontológico, até o qual a operadora não tem responsabilidade de cobertura, quer nos casos de reembolso ou nos casos de pagamento à rede credenciada ou referenciada; e Coparticipação: a parte efetivamente paga pelo consumidor à operadora de plano ou seguro privado de assistência à saúde e/ ou operadora de plano odontológico, referente à realização do procedimento. A Resolução Normativa – RN no 100, de 3 de junho de 2005, dispõe que a comercialização dos produtos estabelecidos no inciso I do artigo 1o da Lei no 9.656/98 deverá seguir os procedimentos definidos em Instrução Normativa específica, com as informações quanto à sua caracterização listadas, juntamente com cópia do

registro de operadora emitido pela Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras – DIOPE. Em seu anexo II, descreve em tópicos as características de composição do produto, que deverão ser informadas para a obtenção do registro. O tópico 10 (dez) descreve o Fator Moderador como a “existência de um mecanismo financeiro de regulação, isto é, se o beneficiário terá que participar no pagamento de cada procedimento, conforme classificação do artigo 3o da Resolução CONSU no 8: Coparticipação: é a participação na despesa assistencial a ser paga pelo beneficiário diretamente à operadora, após a realização de procedimento. Franquia: é o valor financeiro a ser pago pelo beneficiário diretamente ao prestador da rede credenciada ou referenciada no ato da utilização do serviço, por não ser responsabilidade contratual da operadora. Em 14 de julho de 2009, a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS publica a Resolução Normativa – RN no 195, dispondo novamente sobre a classificação e características dos planos privados de assistência à saúde, entre outras providências. E determina que os contratos de planos sejam ajustados conforme a resolução. A Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos – DIPRO publica em 8 de outubro de 2009, a Instrução Normativa – IN no 22, atualizando os procedimentos para o registro de produtos de contratação coletiva da RN no 195. O anexo II da IN no 22 descreve o manual de elaboração dos contratos de planos de saúde com as características gerais dos contratos de planos de saúde, tendo o tema “X” os mecanismos de regulação e em específico:

Definir as medidas de gerenciamento para regular a demanda de utilização dos serviços de saúde, observados os preceitos legais, em especial a regulamentação da Lei 9.656/1998 e a Resolução CONSU 8/1998; Especificar, nos casos de coparticipação e/ou franquia, na forma dos subitens 1 e 2 do item 10 do Anexo II da RN 100/2005, os eventos a que se aplicam e o seu valor monetário ou percentual, observando os limites máximos estabelecidos em normativo vigente; e Estabelecer os valores prefixados de coparticipação e/ou franquia nos casos de internação em planos hospitalares que não poderão ser indexados a procedimentos e/ou patologias. Somente para internações em transtornos psiquiátricos a coparticipação poderá ser especificada em percentual (artigo 2o, VIII, e artigo 4 o, VII, da Resolução CONSU 8/1998). Escrito isso, propõe-se analisar a rentabilidade econômica da operação de plano de saúde, comparando os mecanismos de regulação coparticipação e franquia e seus resultados. Para a análise, teremos: 1- Receitas: 1.1 Contraprestação pecuniária de plano de saúde: Pagamento de uma importância pelo contratante de plano de saúde a uma operadora para garantir a prestação continuada dos serviços contratados. 1.2 Fator Moderador 1.2.1 Coparticipação. 1.2.2 Franquia. 2 - Custo Assistencial: - Sinistro de tratamentos 3 - Tributos e Contribuições: 3.1 INSS – Instituto Nacional do Seguro Social Arrecadação federal destinada a custear o sistema previdenciário público nacional. As contribuições previdenciárias foram instituídas

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Regulamentação pela Lei 8.212/1991. Sua alíquota é variável de acordo com a situação do segurado e da empresa, que estejam enquadrados na situação de contribuinte, podendo variar de 8% a 20%. Sua base de cálculo poderá ser a remuneração paga ao segurado (pela empresa) ou por ele recebida (segurado). Adotaremos a alíquota de 20% na hipótese abaixo demonstrada. 3.2 ISSQN – Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza. É um imposto municipal, ou seja, somente os municípios têm competência para instituí-lo (Artigo 156, IV, da Constituição Federal) salvo exceções. Sua alíquota é variável de um município para outro, sendo fixado pela União, no máximo em 5% (cinco por cento) para todos os serviços e no mínimo em 2% (dois por cento), conforme o artigo 88, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, da Constituição Federal. Sua base de cálculo é o preço do serviço prestado. Adotaremos a alíquota máxima na hipótese a seguir demonstrada. 3.3 PIS – Programa de Integração Social Arrecadação federal destinada a promover a integração do empregado na vida e no desenvolvimento das empresas. A contribuição ao PIS foi instituída pelo artigo 239 da Constituição de 1988 e pelas Receita Contraprestação Fator Moderador Total Receita Custo Assistencial * Sinistralidade Resultado 1 - R$ Resultado 1 - % Tributos ISSQN INSS PIS Cofins Total Tributos Resultado 2 - R$ Resultado 2 - %

Leis Complementares no 7, de 7 de setembro de 1970, e no 8, de 3 de dezembro de 1970, e, atualmente, está regida pela Lei 9.718/98, com as alterações subsequentes. Sua alíquota é variável de acordo com a situação na qual esteja enquadrado o contribuinte, podendo variar de 0,65% ou 1,65% (a partir de 1/12/2002 – dependendo do regime de tributação e enquadramento pela Lei 10.637/2002) sobre a receita bruta ou 1% sobre a folha de salários, nos casos de entidades sem fins lucrativos. Entretanto, para determinadas operações, a alíquota é diferenciada. Adotaremos a alíquota de 0,65% na hipótese a seguir demonstrada. 3.4 COFINS – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social Contribuição destinada a promover o financiamento da seguridade social. A COFINS foi instituída pela Lei Complementar 70 de 30/12/1991 e, atualmente, está regida pela Lei 9.718/98, com as alterações subsequentes. Sua alíquota é variável de acordo com a situação na qual esteja enquadrado o contribuinte, podendo variar de 3% ou 7,6% sobre a receita bruta, dependendo do regime de tributação e enquadramento pela Lei 10.833/2003. Entretanto, para determinadas operações, a alíquota é diferenciada. AdotareRESULTADOS DA OPERAÇÃO Índices

30%

OP1 – Coparticipação

mos a alíquota de 3% na hipótese a seguir demonstrada. Dito isso, temos a tabela abaixo com os resultados em planilha, adotando para a operação com coparticipação a sigla OP1 e a operação com franquia a sigla OP3. A tabela mostra uma planilha com valores de contraprestação hipotéticos e compara os resultados percentuais das operações usando coparticipação e franquia. Observando a tabela, o Resultado 1 (Receitas menos Custo Assistencial) se mostra nominalmente igual, entretanto os percentuais diferem quando em relação às receitas, sendo maiores para a OP3. Também no Resultado 2 (Resultado 1 menos Total de Tributos) observa-se que, após a incidência dos tributos, a OP3 se mostra com resultados nominais e percentuais maiores, devido à variação da base de cálculo para a incidência das alíquotas de tributos. Na hipótese apresentada pode-se observar e fazer algumas considerações: a operação com franquia se mostrou mais rentável que a com coparticipação; a operação com coparticipação traz um maior volume financeiro à operadora; existe uma vantagem na base de cálculo, para a tributação na operação com franquia. P O autor é Consultor e Gestor de Operações em Operadoras de Planos Odontológicos. rdvillela05@ gmail.com

OP3 – Franquia

R$ R$ R$ R$

1.000,00 138,00 1.138,00 460,00

R$ R$ R$ R$

1.000,00 1.000,00 322,00

R$

678,00 60%

R$

678,00 68%

R$ R$ R$ R$ R$ R$

56,90 92,00 4,41 20,34 173,65 504,35 44%

R$ R$ R$ R$ R$ R$

50,00 64,40 4,41 20,34 139,15 538,85 54%

46%

5,00% 20,00% 0,65% 3,00%

* Sinistralidade: % média do ano de 2010. Fonte: Caderno de Saúde Suplementar ANS – jun/2011.

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Eventos

Sinog faz entrega dos prêmios na Hospitalar 2011 Rodrigo Borges

O Sinog também homenageou com um troféu a UERJ e seu respectivo corpo docente de Odontologia pelo trabalho acadêmico premiado. Além disso, em virtude da excelente qualidade dos trabalhos inscritos no prêmio, oito deles receberam a menção honrosa, sendo eles:

Comissão Julgadora e premiados de 2011

Categoria Cirurgiões-dentistas

N

o jantar de abertura da Hospitalar, realizado dia 25 de maio último, no Clube Monte Líbano, em São Paulo, foi entregue o 10o Prêmio Sinog de Odontologia pelo Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo. A premiação é uma iniciativa que visa incentivar e promover o trabalho da classe odontológica no Brasil seja no setor acadêmico ou profissional. Na categoria Cirurgião-Dentista, que teve como tema “Valorização da Odontologia: ações que contribuam para a ampliação e fidelização da rede credenciada das operadoras e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos beneficiários dos planos odontológicos”, o presidente do Sinog, Carlos Roberto Squillaci, entregou a Rowan do Vale Vilar o prêmio de 13 mil reais bruto, diploma e troféu, além da menção honrosa e troféu pela orientação do trabalho vencedor na categoria Estudante de Odontologia. Para os estudantes de Odontologia, cujo tema foi “Novas Tecnologias de Imagem em Odontologia: como essas ferramentas de diagnóstico e controle de qualidade dos serviços odontológicos podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação do credenciado com a operadora de planos”, a estudante do 7o sem. da UERJ, Univ. do Estado do Rio de Janeiro, Lilian Lessa França, recebeu do presidente do Sinog o prêmio de 8 mil reais bruto, mais o diploma e troféu.

• Lituania Fialho de Miranda – São Paulo, SP • Luciane Aparecida da Silva Pereira – Ituverava, SP • Simone dos Santos Silva – Rio de Janeiro, RJ • Plínio Augusto Rehse Tomaz – São Paulo, SP • Alexandre Takashi Tereza – Ribeirão Preto, SP

Categoria Estudantes de Odontologia

• Gabriela da Silva Marques e Thais Belchior Miranda, do 7o sem. da UERJ, Univ. do Estado do Rio de Janeiro, RJ • Fabiano Yukio Fukuda Rodrigues e Silvany Niemeier Meller, do 4o sem. da Univ. Luterana do Brasil, RS • Regina Gonçalves da Silva, do 8o sem. da Fac. de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora, MG A comissão julgadora foi presidida pela diretora do Sinog, Dra. Claudia Durante, e composta pelo Prof. Dr. Artur Cerri, coordenador-geral da EAP/APCD – Escola de Aperfeiçoamento Profissional da Associação Paulista de CirurgiõesDentistas; Prof. Dr. José Roberto de Magalhães Bastos, professor titular do Departamento de Saúde Coletiva da FOB – Faculdade de Odontologia de Bauru; Prof. Dr. Adriano Albano Forghieri, presidente da APCD – Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas; Prof. Dr. Ziró Yanagimori, tesoureiro da ABCD – Associação Brasileira dos Cirurgiões-Dentistas; e as Dras. Sandra Angotti Ossent e Maria Adriana Falcão de Abreu Araújo,

Carlos Roberto Squillaci, Jorge Kalil e Franco Pallamolla (Abimo)

ambas cirurgiãs-dentistas e ligadas às operadoras de planos odontológicos.

Prêmio Hospitalar 2011 – Personalidade do Ano na Área da Saúde O Sinog foi uma das entidades a oferecer, junto com a Hospitalar e outros 13 parceiros, o prêmio ao Dr. Jorge Kalil, médico imunologista e professor titular da Faculdade de Medicina da USP. Kalil é diretor do Laboratório de Imunologia do InCor, presidente do Conselho Curador da Fundação Zerbini, pesquisador 1A do CNPq e coordenador do Instituto de Investigação em Imunologia. O prêmio foi entregue ao Dr. Kalil em virtude de sua extensa atuação na área da pesquisa clínica e consequente contribuição para o avanço da medicina. Como pesquisador, ele tem mais de 350 publicações internacionais, além de ser detentor de várias patentes, algumas em novas vacinas. P

A presidente da Hospitalar, Waleska Santos, e o secretário de estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, entregam a homenagem a Jorge Kalil

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Dados do mercado

Tendência positiva na Odontologia de Grupo

O

s dados do mercado de assistência suplementar, apurados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, contidos na edição de junho de 2011 do Caderno de Informação em Saúde Suplementar, apresentam indicativos de crescimento contínuo do segmento odontológico no primeiro trimestre deste ano, com evolução de 4,08% no número de beneficiários, enquanto, no

mesmo período do ano passado, o índice chegou a 3,66%. Somente nas operadoras de Odontologia de Grupo houve um incremento de mais de 372 mil novos usuários nos três primeiros meses do ano. Nos últimos anos, a Odontologia de Grupo tem procurado gerir de forma mais eficiente suas despesas administrativas, como mostra a comparação com as cooperativas odontológicas. Em

Beneficiários por segmentação do plano Segmentação do Plano Odonto­lógico

Planos novos

Planos Antigos

(Posteriores à Lei 9656/98)

(Anteriores à Lei 9656/98)

14.836.286 97,17% Coletivos 12.390.170 81,15% Individuais 2.446.116 16,02%

431.807 2,83% Coletivos 204.141 1,34% Indivi­duais 71.537 0,47% Não Identificados 156.129 1,02%

Total 15.268.093

Filantropia 0,60%

Autogestão 0,37%

Medicina de Grupo 10,12%

Odontologia de Grupo 68,99%

Cooperativa Odontológica 16,51%

Sudeste

Aquisição de exemplares Para o recebimento gratuito das edições da Odontologia de Grupo em Revista, é necessário o preenchimento do formulário de solicitação que está disponível no endereço www.sinog.com.br/revista. Operadoras de Odontologia de Grupo associadas ao Sinog poderão solicitar número adicional de exemplares para distribuição interna, mediante solicitação pelo e-mail revista@sinog.com.br.

9,02%

34

Nordeste

Sul

A Odontologia de Grupo em Revista agradece pelas cartas e e-mails enviados pela ABO – Associação Brasileira de Odontologia, regionais do Distrito Federal, Pará e Paraná, APCD – Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas e Unincor – Universidade Vale do Rio Verde.

62,96%

16,55%

Norte

Prezado Senhor, Ao cumprimentá-lo, venho através deste parabenizar Vossa Senhoria pelo cargo de Presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo – SINOG, desejando-lhe pleno sucesso. Sirvo-me do presente para acusar o recebimento da Odontologia de Grupo em Revista. Assim sendo, agradeço a lembrança e faço votos de felicidades e aproveito a oportunidade para colocar meu gabinete à disposição. Atenciosamente, Eli Correa Filho – Deputado Federal DEM/SP

Cartas e mensagens eletrônicas poderão ser endereçadas para: Odontologia de Grupo em Revista. Avenida Paulista, 171 – 11º andar – Cerqueira César – 01311-000 – São Paulo – SP - E-mail: revista@sinog.com.br

DISTRIBUIÇÃO, POR REGIÕES, DOS BENEFICIÁRIOS DE PLANOS ODONTOLÓGICOS

3,84%

* Este material está disponível somente para as operadoras associadas ao Sinog e aos jornalistas da imprensa especializada.

Correspondências

DISTRIBUIÇÃO, POR MODALIDADE, DOS BENEFICIÁRIOS DE PLANOS ODONTOLÓGICOS Seguradora Cooperativa Médica Especializada em 1,26% Saúde 2,14%

2010, as operadoras de Odontologia de Grupo gastaram, per capita, cerca de R$ 38,5, enquanto nas cooperativas odontológicas o gasto foi de R$ 59. Com a tendência de crescimento ainda em alta, a expectativa é que as operadoras odontológicas invistam no aperfeiçoamento de seus produtos, inserindo-os em nichos e mercados mais amplos. Caso necessite do estudo completo*, entre em contato com nossa assessoria de comunicação e marketing pelo e-mail marketing@sinog.com.br. P

7,63%

Centro-oeste


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