Greve 2007

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6/6/2007

Mobilização no pique Foi uma semana de panfletagens, reuniões e manifestações na UFRJ No país, segundo a Fasubra, já são 44 as universidades em greve Mas é preciso mais participação para fortalecer o movimento

Centenas nas assembléias Às 9h desta terça-feira, no Quinhentão, Assembléia Geral vai fazer a avaliação do movimento. Você não pode faltar! A mobilização dos servidores públicos federais (SPFs) cresce nos estados. Até a semana passada, estimava-se que mais de 100 mil já estavam parados Na terceira assembléia de avaliação da greve, na quarta-feira, 13, os técnicos-administrativos da UFRJ sustentaram o quórum das duas primeiras: cerca de 500 a 600 pessoas presentes. E por unanimidade, votaram pela continuidade da greve iniciada em 30 de maio. Tanto os trabalhadores da UFRJ como das 44 outras universidades federais que cruzaram os braços em todo o país têm demonstrado, com ações de rua e internamente, que só retornarão às atividades depois de atendidas suas reivindicações. A próxima assembléia da categoria é nesta terça-feira, 19, às 9h, no Quinhentão. A mobilização dos SPFs cresce nos estados. Até a semana passada, estimava-se que mais de 100 mil já estivessem parados. A unidade na luta dos SPFs é garantida por uma pauta única: contra o PLP 01 e em defesa dos serviços públicos; pela negociação coletiva; contra a restrição do direito de greve; pela isonomia salarial e de benefícios (piso e teto, começando pelo Executivo); pela paridade entre ativos, aposentados e pensionistas; contra o modelo de Fundação Estatal de Direito Privado, a transformação dos HUs em fundação estatal e qualquer reforma que retire direitos. A categoria definiu como prioridade para discussão na assembléia de quarta-feira a organização de ações que garantam maior adesão à greve de evasão, para que o movimento fique forte e coeso para enfrentar os ataques do governo Lula, e de atos ou manifestações que chamem a atenção da sociedade para o movimento e a justeza das reivindicações, principalmente as contidas na pauta nacional, que mexem com a vida da população. A greve nas unidades O Comando Local de Greve (CLG) tem sido convocado por várias unidades para discutir os motivos que levaram os trabalhadores da UFRJ à greve, para propor atividades e, também, para denunciar pressão de chefias para que furem a paralisação. Em todos os casos comprovados, o CLG interveio e resolveu o problema. A recomendação aos trabalhadores é a seguinte: não deixem de informar ao CLG qualquer atitude arbitrária de chefes durante a greve, para que o problema possa ser resolvido o mais rápido possível. Todos os incidentes deste tipo serão denunciados na assembléia com nome e sobrenome. É importante termos um movimento forte e coeso capaz de enfrentar os ataques do governo Lula aos nossos direitos. De acordo com informes dados na assembléia, os trabalhadores do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Fundão, propuseram a organização de um seminário para tirar uma proposta sobre os HUs. Também debateram se os hospitais devem ou não aderir totalmente à paralisação e as formas de se integrarem mais ao movimento nacional de greve. Os vigilantes informaram que decidiram adiar o seminário que fariam sobre segurança nos campi, na segunda quinzena de junho.


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