COMPLEXO AUTOMOBILÍSTICO AYRTON LOLO CORNELSEN
brasileiros se encontra em maior parte defasado, com pouca ou inexistente adequabilidade.
Abrigando apenas atividades exclusivas aos veículos, muitos autódromos acabam se tornando grandes espaços subutilizados e com públicos específicos, restringindo os usos e os usuários que ali participarão. Desta forma, compreendeu-se que o espaço arquitetônico e paisagístico possui grande relevância para a formação humana e com isso entende-se a necessidade de promover através da arquitetura esportiva, espaços apropriados e democráticos para todos.
imagem:
grid de largada com paddock principal à esquerda e arquibancada principal à direita
refletiu diretamente em toda a base do trabalho. Seu olhar para além do automobilismo criou uma nova forma de pensar autódromos, os quais incluiam e priorizavam a participação de pessoas e não apenas dos veículos.
Infelizmente, toda sua dedicação e sabedoria aplicadas em seus projetos automobilísticos no Brasil foram negligenciadas e, devido as errôneas execuções, os autódromos de sua autoria em território brasileiro não conseguiram sustentar suas histórias e acabaram demolidos.
Portanto, além de um resgate histórico do esporte no país,
entorno imediato da região metropolitana do Rio de Janeiro, especialmente o município de Nilópolis, bem como objetivaram os projetos do “Lolo” que proporcionaram transformações de melhoria no espaço escolhido através da integração urbana das diversas esferas da população. Pretende-se também que o complexo automobilístico se torne um ponto de referência para o esporte e um ponto de encontro para a comunidade, sendo um local de promoção de saúde, educação e profissionalização. Se faz necessário propormaisdoqueumautódromo,sefaznecessárioreviver e relembrar o importante legado de Ayrton “Lolo” Cornelsen.
LOCALIZAÇÃO
DIAGNÓSTICO DA ÁREA DE INTERVENÇÃO
O terreno escolhido trata-se de uma fração do Campo de Instrução do Gericinó (CIG) que apesar de inserido nos limites municipais de Nilópolis, pertence ao Exército Brasileiro (EB). Após a proibição do treino de artilharia na região próxima à população, a a área deixou de ser explorada pelo EB.
O município de Nilópolis possui a 8ª maior densidade demográfica do Brasil ao mesmo tempo em que há um baixo nível de áreas verdes, correspondentes a apenas 2,27 m² de área verde por habitante, sendo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um valor mínimo de 12 m²/habitante.
Após a demolição do Autódromo de Jacarepaguá em 2012 para ceder lugar ao Parque Olímpico dos Jogos Olímpicos Rio 2016, agentes locais se movimentaram para a locação de um novo autódromo na região, escolhendo para tal fim um terreno impróprio para a ocasião, a Floresta do Camboatá, um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica nativa no Brasil. Imediatamente, a Secretaria Municipal de Convervação e Meio Ambiente (SECONSERMA) se posicionou contra o projeto em questão, indicando 5 terrenos propícios para a consolidação do projeto. Para a escolha do terreno onde foi desenvolvido esse trabalho, foi realizada uma análise secundária destes terrenos, levando em consideração aspectos como a proximidade com polos hoteleiros, polos logísticos (aeroporto e porto), polos hospitalares, conexão com a população local, vias de acessos e transportes públicos optou-se pelo terreno localizado em Nilópolis, na região metropolitana do Rio de Janeiro. terreno em questão possui aproximadamente 1.440.000 m² de área e será incorporado ao terreno ao lado com aproximadamente 1.000.000 m², atualmente utilizado como Parque Natural do Gericinó.
Capacidade de público: 60.000 pessoas
Área aproximada do projeto: 1.000.000 m²
Extensão da pista principal: 4.309 metros
Qualidades.
Boa distribuição de fluxos entre os diferentes públicos Diversidade de usos ao longo do ano Paddock com facilitando a instalação logística das equipes Deficiências.
Segregação visual e física com o entorno imediato Poucas atividades destinadas aos usos da população local Dificuldade de acesso para carga e descarga
Bahrain International Circuit - Sakhir, Bahrein Capacidade de público: 70.000 pessoas
Área aproximada do projeto: 2.400.000 m²
Extensão da pista principal: 5.412 metros
Qualidades.
Diversidade de atividades no complexo automobilístico Possibilidade de adaptação para corridas noturnas Variação de traçados de pista Deficiências.
Afastado da população
Falta de integração ao transporte público Diversidade de atividades ainda atreladas aos veículos
Circuit Gilles Villeneuve - Montreal, Canadá Capacidade de público: 100.000 pessoas
Área aproximada do projeto: 2.700.000 m²
Extensão da pista principal: 4.361 metros
Qualidades.
Instalação dentro de um grande parque local Atividades independentes do uso de veículos Participação da população para atividades de lazer Deficiências.
Falta de transporte interno nos limites do parque Inexistência de uma pista fixa para treinos e corridas Fechamento parcial do parque em preparação de megaeventos
LEGENDA
LIMITE� TE�RENO
CURVAS DE NÍVEL - 10 MET�OS
T�ILHA EXI�TENTE
SE�RA DO MENDANHA
ÁREA DE SALTO PARA VOOS LIVRE� ÁREASALAGÁVEIS
ÁREAMILITAR
POPULAÇÃODENILÓPOLIS CORPOS HÍDRICOS
E�COLAS DE SAMBA REGIONAIS
LEGADO E�PORTIVO OLÍMPICO
FLORE�TA DO CAMBOATÁ
No Plano Diretor Municipal, Nilópolis caracteriza a área como Macrozona da Área de Desenvolvimento Estratégico de Gericinó, indicando planos futuros para a região, como a expansão do parque e das vias de ligação metropolitanas. 1km
E�TAÇÃO MET�Ô + TE�MINAL RODOVIÁRIO AVENIDABRASIL AVENIDAGETÚLIODEMOURA
PROPOSTAS ESTRATÉGICAS
As deficiências e potencialidades levantadas do terreno auxiliaram na elaboração de diretrizes estratégicas para direcionar determinadas escolhas projetuais. Tais diretrizes buscam mitigar as problemáticas do terreno paralelamente potencializando as qualidades existentes do mesmo. Além da conexão metropolitana prevista no Plano Diretor foram propostas outras vias de ligação, conectando o projeto com o tecido urbano. Os aclives naturais do terreno foram aproveitados para a criação de mirantes que se mesclarão a grande densidade arbórea que contribuirão para os corredores ecológicos e sequestros de carbono Ademais, foi priorizado a requalificação do parque existente próximo à população nilopolitana, e a locação do autódromo ao fundo do terreno para que o mesmo não gere problemas à vizinhança.
LEGENDA
LIMITE� TE�RENO EXPANSÃO DA T�ILHA EXI�TENTE BARREIRA VEGETATIVA PE�IMET�AL REQUALIFICAÇÃO DO PARQUE EXI�TENTE DEMARCAÇÃO DOS LIMITE� ENT�E TE�RENO X ÁREA MILITAR
CORRE�ORE� ECOLÓGICOS
C�IAÇÃO DE LAGO ARTIFICIAL LOCAÇÃO DE E�PAÇO PARA POUSO DE VOOS LIVRE�
E�PAÇOS DE T�ANSIÇÃO LOCAÇÃOAUTÓDROMO
APROVEITAMENTO DE ACLIVE� PARA MIRANTE� DE VISUAIS
APROXIMAÇÃO DA POPULAÇÃO LOCAL AO PROJETO
C�IAÇÃO DE T�ANS�ORTE PÚBLICO (VLT)
IMPLANTAÇÃO DA VIA MET�OPOLITANA PREVI�TA
C�IAÇÃO DE VIAS DE LIGAÇÃO À MALHA EXI�TENTE
PARQUE EXIST ENTE LIMITE M UNICIPAL
1km
NILÓPOLIS NILÓPOLIS MESQUITA COMPLEXO
AYRTON LOLO CORNELSEN ALUNO. TIAGO OLIVEIRA PEREIRA ORIENTADOR. ANDERSON DIAS DE ALMEIDA PROENÇA TCC. 2ºSEM/2022 ARQUITETURA E URBANISMO. UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ / 10 02
RIO DE JANEIRO
AUTOMOBILÍSTICO
PROPOSTAS DE MOBILIDADE
01. AVENIDA PROJETADA 01 - DET.1
02. AVENIDA PROJETADA 02 - DET.1
03.
Houve o aproveitamento de caminhos não asfaltados pré-existentes para a promoção de vias projetadas às ligações do projeto com o tecido urbano existente a fim de melhorar os fluxos de deslocamentos entre as diversas regiões. Assim como previsto no Plano Diretor de Nilópolis, as vias projetadas 01 e 02 ligarão a população de Nilópolis diretamente ao trecho oeste da Avenida Brasil e também até as vias projetada 03 e 05 que serão responsáveis pelo acesso logístico de carga e descarga de equipamentos vindos dos terminais de aeroportos e portos localizados ao leste. Também conectado a via metropolitana, a via projetada 04 fará a conexão direta do projeto com o Corredor Presidente Tancredo Neves, o qual liga ao grande polo hoteleiro da Barra da Tijuca.
AV. GET. MOURA SENTIDO ME�QUITA
AV.GET.MOURA SENTIDO CENT�ORJ
PRE�ID. TANC. NEVE� SENTIDO BARRADATIJUCA
Em relação aos transportes públicos, há a presença de 5 modais de grande porte abastacendo a região, sendo 3 trens e 2 BRTs, os quais possuem paradas no grande terminal de Deodoro. A partir deste núcleo de intersecção foi traçado uma rota de transporte temporário que funcionará em épocas de grandes demandas e poderá facilmente transportar o público aos eventos. Além disso, aproveitando a proximidade da rodoviária municipal de Nilópolis com a estação “Nilópolis” foram alteradas as caixas viárias das ruas Alberto Teixeira da Cunha e Antônio João Mendonça, tornando-as um sistema binário tráfego para a implantação de uma rota fixa de ciclovia e transporte coletivo através do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), o qual tem a possibilidade de ser expandido para outros pontos da cidade futuramente.
DET. 1CRIAÇÃO CAIXA VIÁRIA AVENIDAS PROJETADAS 01 E 02 DET. 2CRIAÇÃO CAIXA VIÁRIA VIA EXPRESSA PROJETADA 03 DET. 3ALTERAÇÃO CAIXA VIÁRIA RUA ALBERTO TEIXEIRA DA CUNHA DET. 4ALTERAÇÃO CAIXA VIÁRIA RUA ANTÔNIO JOÃO MENDONÇA 02 06 06 08 07 03 01 09 10 01
VIA EXPRE�SA PROJETADA 03 - DET.2 04. VIA PROJETADA 04 05. VIA PROJETADA 05 06. AVENIDA BRASIL 07. AVENIDA GETÚLIO DE MOURA 08. CORRE�OR PRE�IDENTE TANCREDO NEVE� 09. RUA ALBERTO TEIXEIRA DA CUNHA - DET.3 10. RUA ANTÔNIO JOÃO MENDONÇA - DET.4 A. TRAJETO TREM JAPERI B. TRAJETO TREM DEODORO C. TRAJETO TREM SANTA CRUZ D. TRAJETO BRT TRANSBRASIL E. TRAJETO BRT TRANSOLÍMPICA 04 05 07 07 A A A C E B D 1km LEGENDA LIMITE� TERRENO E�TAÇÃO METRÔ + TERMINALRODOVIÁRIO ALTERAÇÃO DE CAIXAS VIÁRIAS EXI�TENTE� VIAS ASFALTADAS EXI�TENTE� VIAS NÃO ASFALTADAS EXI�TENTE� VIASPROJETADAS FLUXOS DE TRANSPORTEPÚBLICO(METRÔ TREM/BRT) TERMINALDEODORO FLUXO TRANS�ORTE PÚBLICO TEMPORÁRIO PARA MEGAEVENTOS
SENTIDO SANTAC�UZ
SENTIDO GALEÃO S.DUMONT
AV.BRASIL
AV.BRASIL
COMPLEXO AUTOMOBILÍSTICO AYRTON LOLO CORNELSEN ALUNO. TIAGO OLIVEIRA PEREIRA ORIENTADOR. ANDERSON DIAS DE ALMEIDA PROENÇA TCC. 2ºSEM/2022 ARQUITETURA E URBANISMO. UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ / 10 03
ÁREA TOTAL DO SETOR: 1.137.697 M² (46,47%)
SETOR PARQUE
FUNÇÃO QUANTIDADE ÁREA TOTAL (M²)
ESTAÇÃO VLT PRAÇA GASTRONÔMICA
O complexo foi desenvolvido através de três setores: setor parque, setor autódromo e setor transição. Alocado mais próximo da população, o setor parque conterá as atividades do cotidiano do público, convidando-os a participarem do projeto. Mais ao fundo do terreno foi previsto o setor autódromo com intenção de mitigar os ruídos oriundos dos motores dos veículos à comunidade local. Para que os dois principais setores dialogassem, o setor transição foi criado na intersecção dos mesmos, com atividades que visam a conexão entre o lazer público com atividades relacionadas ao automobilismo, integrando as pessoas às atividades do autódromo e desta forma, democratizando os espaços do equipamento.
11. ADMINI�T�AÇÃO AUTÓDROMO
12. CENT�AL DE ENE�GIA
13. CENT�AL DE OPE�AÇÕE�
14.ARQUIBANCADATEMPORÁRIA
15.PADDOCK
16. E�TACIONAMENTO CAMINHÃO DE EQUIPE�
17. MECÂNICA / PE�QUISA / DE�ENVOLVIMENTO
18. PI�TA OFF ROAD
* áreas g�amadas que podem se tornar e�paços pa�a e��acionamentos tempo�ários e�pecíficos de apoio pa�a o autódromo em dias de megaeventos
AUTÓDROMO FUNÇÃO QUANTIDADE ÁREA TOTAL (M²) PORTÃO DE ACESSO VEÍCULOS ARQUIBANCADA FIXA IMPRENSA ARMAZENAMENTO DE COMBUSTÍVEL ARMAZENAMENTO DE LIXO HELIPONTO POSTO MÉDICO ADMINISTRAÇÃO AUTÓDROMO CENTRAL DE ENERGIA CENTRAL DE OPERAÇÕES PADDOCK ESTACIONAMENTO MOTORHOME CAMINHÃO MECÂNICA / PESQUISA / DESENVOLVIMENTO OFF ROAD AUTÓDROMO 3 5 1 1 1 3 1 1 2 1 2 2 1 1 600 33.950 1.400 625 1.500 3.100 2.400 1.216 500 2.176 42.000 61.200 2.030 35.000 04 05 14 19 03 03 01 10 01. E�TAÇÃO VLT 02. PORTÃO DE ACE�SO VEÍCULOS 03. ARQUIBANCADA FIXA 04. PRAÇA GA�T�ONÔMICA 05.IMPRENSA 06. ARMAZENAMENTO DE COMBU�TÍVEL 07. ARMAZENAMENTO DE LIXO 08. HELIPONTO 09. PO�TO MÉ�ICO 10. E�TACIONAMENTO 02 02 02 02 24 26 26 07 06 10 14 17 12 10 16 15 16 08 08 09 13 14 12 11 10 15 03 30 10 29 10 14 10 10*
PROGRAMA SETORIZAÇÃO SETOR
10* 10* 10* 10 02 03 03 14 18 14 14 14 14 21 21 22 24 10 25 27 26 27 25 20 23 03 03 28 08
23.KARTÓDROMO 24. T�ILHA
ÁREA E�PORTIVA
ÁREA
28.BOSQUE 29. CENT�O DE CONVENÇÕE� 30.MUSEUDOAUTOMOBILISMO/AUDITÓRIO 100 0 200 500
19.CINEDRIVE-IN 20.LOCAÇÃODEEQUIPAMENTOSNÁUTICOS 21.LAGOARTIFICIALPARACONTENÇÃO 22.PRAIAARTIFICIAL
25.
26.ÁREADEAPROPRIAÇÃOLIVRE 27.
PARA POUSO DE VOOS LIVRE�
ESTACIONAMENTO ARQUIBANCADA TEMPORÁRIA
DRIVE-IN LOCAÇÃO EQUIPAMENTOS NÁUTICOS LAGO ARTIFICIAL PRAIA ARTIFICIAL TRILHA ÁREA ESPORTIVA ÁREA APROPRIAÇÃO
ÁREA PARA
DE VOOS LIVRES BOSQUE CENTRO DE CONVENÇÕES MUSEU DO AUTOMOBILISMO RECUPERAÇÃO DA FLORA 1 1 9 9 1 1 2 1 2 2 2 2 1 1 1 1 680 20.000 46.830 48.570 13.080 1.250 165.400 17.600 230.000 30.000 144.000 12.200 13.000 5.880 12.175 550.000 ÁREA TOTAL DO SETOR: 1.310.665 M² (53,53%)
SETORAUTÓDROMO SETOR T�ANSIÇÃO
CINE
LIVRE
POUSO
SETORPARQUE
COMPLEXO AUTOMOBILÍSTICO AYRTON LOLO CORNELSEN ALUNO.
TCC. 2ºSEM/2022 ARQUITETURA E URBANISMO. UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ / 10 04
TIAGO OLIVEIRA PEREIRA ORIENTADOR. ANDERSON DIAS DE ALMEIDA PROENÇA
PLANO DE FLUXOS E EVENTOS
Com a possibilidade de funcionar independente do setor autódromo, o setor parque se abre em sua totalidade à população de seu entorno, com algumas pontos de embarque e desembarque para veículos posicionadas na extremidade do terreno juntamente com estacionamentos fixos que servirão de apoio ao parque no dia a dia.
Uma vez que o autódromo é uma área mais restrita, seu acesso é feito pelos portões P2, P4 e P10, que permitem o acesso de veículos ao equipamento automobilístico em dias convencionais, restando aos portões P3 e P11 o uso exclusivo para apoio em megaevento, sendo portões de emergência
Todos os espaços e equipamentos do complexo foram pensados para serem flexíveis e ter a possibilidade de receber os mais diversos eventos e públicos A porção do setor autódromo foi idealizada com infraestrutura de arquibancadas fixas e temporárias, para que assim, o equipamento possa se adaptar de acordo com o porte do evento e sua capacidade de público.
As arquibancadas fixas foram pensadas como itens esculturais e de destaque no projeto, além de aproximar a população às atividades do autódromo. Já as arquibancadas temporárias são alocadas em pontos estratégicos de espaços para abrigar o maior número de público, principalmente para os megaeventos sediados pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
Com isso, todo o setor autódromo contempla 15 subsetores de arquibancadas e que de acordo com a “Norma Técnica de Eventos Públicos e Centros esportivos e de Exibição - Requisitos de Segurança Contra
ARQ.
CLASSIFICAÇÃO DE ARQUIBANCADAS
ACE�SO PRINCIPAL (VEÍCULOS)
SECUNDÁRIO / EME�GÊNCIA (VEÍCULOS)
DE EMBARQUE / DE�EMBARQUE
E�TACIONAMENTO FIXO PÚBLICO
E�TACIONAMENTO FIXO PRIVADO
E�TACIONAMENTO TEMPORÁRIO DE APOIO PONTODEPASSARELAELEVADA
PONTO DE T�INCHEIRA
ARQUIBANCADA FIXA ARQUIBANCADATEMPORÁRIA
FLUXO PARQUE (PÚBLICO)
FLUXO PE�IMET�AL (PÚBLICO / PRIVADO)
FLUXO SE�VIÇOS (PRIVADO)
CAPACIDADE DE PÚBLICO PORTÃO ACE SSO TIPO CARACTERÍSTICA A B C D E F G H J FIXA TEMPORÁRIA FIXA FIXA TEMPORÁRIA FIXA TEMPORÁRIA FIXA TEMPORÁRIA TEMPORÁRIA TEMPORÁRIA ESTRUTURA METÁLICA E CONCRETO “INFIELD” NO GRAMADO DO TERRENO ESTRUTURA METÁLICA E CONCRETO ESTRUTURA METÁLICA E CONCRETO ESTRUTURA METÁLICA TUBULAR ESTRUTURA METÁLICA E CONCRETO ESTRUTURA METÁLICA TUBULAR ESTRUTURA METÁLICA E CONCRETO ESTRUTURA METÁLICA TUBULAR ESTRUTURA METÁLICA TUBULAR ESTRUTURA METÁLICA TUBULAR 13.330 2.460 10.600 1.270 1.925 19.320 9.470 19.320 6.780 6.600 P1 P6 P2 + P3 P6 P4 P5 + P7 P7 P8 P9 P10
P1 P2 P3 P6 P7 P8 P9 P10 P11 P5 A C D E F G H N M L J K O B I 100 0 200 500 LEGENDA
ÁREA
ACE�SO
P4
COMPLEXO AUTOMOBILÍSTICO AYRTON LOLO CORNELSEN ALUNO.
ORIENTADOR.
TCC. 2ºSEM/2022 ARQUITETURA E URBANISMO. UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ / 10 05
imagem: passarela elevada sobre a pista, direcionando o público à arq. infield “L”
TIAGO OLIVEIRA PEREIRA
ANDERSON DIAS DE ALMEIDA PROENÇA
01. EIXO CENT�AL
02. VIAS DE ACE�SO
03.PADDOCK
04.APOIOPADDOCK
05. ARQUIBANCADA FIXA
06.ARQUIBANCADATEMPORÁRIA
07. PI�TA OFF ROAD
MECÂNICA 09. CENT�AL DE ENE�GIA 10. E�TACIONAMENTO FIXO 11. E�TACIONAMENTO TEMPORÁRIO 12. ARMAZENAMENTO DE LIXO 13. ARMAZENAMENTO DE COMBU�TÍVEL 14. PO�TO MÉ�ICO 15. CENT�O DE OPE�AÇÕE� 16. ADMINI�T�AÇÃO 17. HELIPONTO 18. E�T. CAMINHÕE� EQUIPE� PI�TA AUTÓDROMO ÁREA DE E�CAPE G�AMA IN�TALAÇÕE� E�PAÇOS TÉCNICOS VIA DE SE�VIÇOS
11
06 06 06
06 06
06
06
10 10
07 08 09
18 11
Posicionado aos fundos do terreno e cercado por vegetações para mitigar problemas oriundos de ruídos, o setor autódromo foi planejado para que fosse versátil e apropriado não somente por veículos, mas também a diversas possibilidades de uso através da variação de arranjos
O grande eixo central do projeto tem como intenção unir o autódromo, parque e cidade, a fim de convidar o público para dentro do equipamento automobilísitco onde encontrarão uma praça gastronômica com arquibancadas que se abrem ao traçado da pista voltadas para os dois lados da praça.
Através do eixo central foram idealizadas dois setores de pista e com a instação de um edifício de paddock em cada setor, foram possíveis diversas possibilidades de traçados, incluindo o traçado “Variação 1” de carater mais rápido e “Variação 2” com estilo mais sinuoso, que possibilitam por exemplo duas competições ou usos ocorrendo de forma simultânea.
A grande parte plana paralela à divisa com o terreno militar foi utilizada para a criação de uma grande reta, servindo um trecho como reta oposta para 3 variações de traçado e o outro trecho como reta para o circuito “Arrancada”
O circuito principal foi denomidado como “Grande Prêmio” e possui um traçado mais rigoroso, precisando desviar da reta de arrancada pois esta pista acaba ficando com mais borracha presa no asfalto, e consequentemente possui uma aderência diferente da permitida para obtenção do Grau 1 de traçado emitido pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
Ainda há a possibilidade de unir todos os traçados para a criação do circuito de “Resistência”, tipicamente usado para provas de longa duração onde as provas podem durar até 24 horas.
15 16 17 17 18
10 10 12 13
10
LEGENDA 05 05 05 06 06
02 02 02 02 02
14
10
09 11 11 10
imagem:
COMPLEXO AUTOMOBILÍSTICO AYRTON LOLO CORNELSEN ALUNO. TIAGO OLIVEIRA PEREIRA ORIENTADOR. ANDERSON DIAS DE ALMEIDA PROENÇA TCC. 2ºSEM/2022 ARQUITETURA E URBANISMO. UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ / 10 06
Além da parte operacional do autódromo, foram criadas 3 setores de vias de serviço na parte interna do autódromo, inseridas no trecho de “Arrancada”, “Variação 1” e “Variação 2”, sendo elas conectadas por trincheiras que acontecem por baixo da pista principal do autódromo, e criam a possibilidade de deslocamento técnico entre eles. Acessados pelas vias de serviços, foram previstos também grandes pátios para estacionamento de motorhomes e caminhões que trazem todo o equipamento necessário para que as equipes possam se abrigar e competir. 100 0 200 500 01 03 03 04
08. E�PAÇO
SETOR AUTÓDROMO
saída do pit lane, arquibancada e paddock principal voltados para reta principal do traçado “Grande Prêmio”
DETALHAMENTO SETOR AUTÓDROMO: SEGURANÇA DE PISTA
CORTE
+ DET. 05 DET. 05
H LEGENDA 100 0 200 500 10 0 25 50 5 10 0 25 5 PI�TA AUTÓDROMO VIA DE SE�VIÇOS ACE�SOS À PI�TA (A CADA 150 MET�OS) CENT�O MÉ�ICO LOCAL HELIPONTO MÉ�ICO + H A A 05 12 06 13 07 09 10 03 08 04 04 11 04 01 01 02 01.ARQUIBANCADA 02. G�AMADO 03. VIA DE SE�VIÇOS EXTE�NA 04. ACE�SO À PI�TA (AGULHA) 05. PI�TA AUTÓDROMO 06.ZEBRA 07. SUPE�FÍCIE PARA RETOMADA DE CONT�OLE 08. SUPE�FÍCIE DE DE�ACELE�AÇÃO 09. DISSIPADOR DE ENE�GIA (BARREIRA TECPRO) 10. CE�CA DE CONTENÇÃO 11.GUARDRAIL 12. VIA DE SE�VIÇOS INTE�NA 13. LIMITE DE PI�TA / ACO�TAMENTO LEGENDA: 01. VIA DE SE�VIÇOS INTE�NA 02.BLOCODEAPOIOAOPADDOCK 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 03. VIA INTE�NA PADDOCK 04.PADDOCK 05.PITLANE 06.PITWALL 07. PI�TA AUTÓDROMO 08. VIA DE SE�VIÇOS EXTE�NA 09.ÁREADESEGURANÇA 10.ARQUIBANCADAPRINCIPAL 11. G�AMADO EXTE�NO
E�QUEMÁTICO AA
imagem: área
imagem: entrada
COMPLEXO AUTOMOBILÍSTICO AYRTON LOLO CORNELSEN ALUNO.
ORIENTADOR. ANDERSON
DE ALMEIDA PROENÇA TCC. 2ºSEM/2022 ARQUITETURA E URBANISMO. UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ / 10 07
de escape da curva 1 do traçado “Grande Prêmio”, com arquibancada principal ao fundo (esquerda) e eixo central (direita)
do pit lane secundário à esquerda e área de escape à direita, com arquibancadas e bloco imprensa ao fundo
TIAGO OLIVEIRA PEREIRA
DIAS
SETOR PARQUE
09.LAGOARTIFICIAL
10.PRAIAARTIFICIAL
11. E�TACIONAMENTO
12. T�ILHA / MIRANTE
O setor parque foi alocado nas proximidades da população nilopolitana para estimular seu uso cotidiano. Ao lado esquerdo cria-se um subsetor mais característico aos usos poliesportivos típicos da região, com quadras de futebol, basquete, vôlei de areia, pista de atletismo e área de atividades sobre rodas Além disso, foi previsto um grande lago artificial que receberá as águas do rio Sarapuí para que possa funcionar não só para as contenções de cheias em dias chuvosos, mas também para abrigar atividades náuticas não poluentes. Paralelo ao lago foi idealizado uma praia artificial à população local para que possam se refrescar nos dias quentes e como forma de resgate histórico, uma vez que antigamente este mesmo rio era usado para tal.
Já ao lado direito, a trilha existente no terreno foi aproveitada para que fosse ampliada e melhorada a área da atividade natural, se apropriando do considerável aclive que a área possui. Ademais este subsetor ficou responsável em abrigar a maior parte das “atividades de transição” que servem como uso de lazer mesclando a relação com os dois setores e consequentemente aproximando a população ao tema automobilístico; entre as atividades incluem-se principalmente o Museu do Automobilismo para aproximar o público à história automobilística e o Kartódromo que além de competições funcionará como lazer cotidiano do parque.
O desenho da pista do parque foi idealizado a fim de que pudesse haver um diálogo estético com a pista do autódromo.
Para isso, foram projetados trechos com retas e curvas que seguissem as linhas do setor vizinho ao mesmo tempo que abrassassem os demais usos e atividades do parque. O eixo central que funciona como grande marco do projeto e conexão com o setor autódromo foi priorizado para acontecer em nível, visto que tal eixo será muito utilizado como acolhida da maioria do público que virá de transporte público ao equipamento. Desta forma, mesmo em períodos sem corridas, o público é convidado a caminhar pelo eixo onde ao final do mesmo poderá se apropriar da praça gastronômica e arquibancadas voltadas para a pista
13.POUSOVOOLIVRE PI�TA PARQUE
início do eixo central de convivência com arquibancadas, praça gastronômica, apoio e imprensa ao centro e traçados “Variação 1” (esquerda) e “Variação 2” (direita)
COMPLEXO AUTOMOBILÍSTICO
Partindo do conceito da bandeira quadriculada presente no esporte automobilístico, é demarcado um grid básico na malha
O caminho primário é desenhado considerando a fluidez e a dinâmica do movimento, criando um diálogo estético com a pista
Rasgos secundários convergem e divergem com o caminho principal em pontos estratégicos, criando entre eles, espaços
Alças de vegetação intercalam as atividades e os caminhos, complementando a experiência do usuário ao transitar pelo espaço.
GRID QUADRICULADO
CAMINHO PRIMÁRIO
RASGOS SECUNDÁRIOS
04
ALÇAS VEGETATIVAS
LEGENDA 100 0 200 500 01 03 05 06 04 04 04 04 11 11 11 11 12 12 13 13 14 15 16 17 17 17 18 18 11 07 08 09 09 10 02 02 02 02 01. E�TAÇÃO VLT 02. VIAS DE ACE�SO 03. EIXO CENT�AL 04. ARQUIBANCADA FIXA 05. PRAÇA GA�T�ONÔMICA 06.IMPRENSA
07.CINEDRIVE-IN 08.LOCAÇÃOEQ.NÁUTICOS
06 B B
DET.
imagem:
AYRTON LOLO
CORNELSEN
TCC. 2ºSEM/2022 ARQUITETURA E URBANISMO. UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ / 10 08
ALUNO. TIAGO OLIVEIRA PEREIRA
ORIENTADOR.
ANDERSON DIAS DE ALMEIDA PROENÇA
central de convivência, com arquibancadas voltadas aos traçados “Variaçção 1” e “Variação
central e acessos à arquibancadas, com bloco imprensa ao fundo
CORTE E�QUEMÁTICO BB 10 0 25 5 01.PADDOCK 02.PITLANE 03.PITWALL 04. PI�TA AUTÓDROMO 05. VIA DE SE�VIÇOS EXTE�NA 06.ÁREADESEGURANÇA 07.ARQUIBANCADAFIXA 08.ÁREADECONVÍVIO 01 02 03 04 05 06 07 08 07 06 05 DET. 06 PLANTA E�QUEMÁTICA EIXO CENT�AL (TÉ�REO) 10 0 25 5 DET. 06 PLANTA E�QUEMÁTICA EIXO CENT�AL (SUPE�IOR) 10 0 25 5 01 07 11 11 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 13 13 13 13 07 07 07 07 07 07 07 07 07 06 02 03 04 05 06 12 12 03 03 08 14. E�PAÇO COME�CIAL GA�T�ONÔMICO 02 02 02 02 02 02 02 02 02 02 01 01 01 01 01 01 01 01 01 01 PROJ. COBE�TURA ARQUIBANCADA PROJ. COBE�TURA ARQUIBANCADA PROJ. COBE�TURA ARQUIBANCADA PROJ. COBE�TURA ARQUIBANCADA PROJ. COBE�TURA ARQUIBANCADA PROJ. COBE�TURA ARQUIBANCADA PROJ. COBE�TURA ARQUIBANCADA PROJ. COBE�TURA ARQUIBANCADA imagem: eixo
2” imagem: eixo
COMPLEXO AUTOMOBILÍSTICO AYRTON LOLO CORNELSEN ALUNO. TIAGO OLIVEIRA PEREIRA ORIENTADOR. ANDERSON DIAS DE ALMEIDA PROENÇA TCC. 2ºSEM/2022 ARQUITETURA E URBANISMO. UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ / 10 09
DETALHAMENTO SETOR PARQUE: EIXO CENTRAL
VEGETAÇÃO E ILUMINAÇÃO
A principal estratégia norteadora para o posicionamento da massa vegetativa foi a preocupação de diluir os possíveis ruídos gerados pelo autódromo a fim de que o equipamento não se torne um problema à população do entorno. Para isso é necessário que as barreiras vegetais estejam implantadas no sentido da propagação do som (cone
acústico) posicionando as espécies de forma crescente da fonte sonora até os receptores. Desta forma há a eficiência na fragmentação das ondas de som e ocasionando o efeito da difração sonora, onde a cada obstrução, o som pode ser reduzido entre 5dB e 8dB, construindo uma “zona de sombra” próxima a população do entorno.
imagem:
entrada principal do complexo, com estação VLT no início do eixo central em passarela elevada sobre caminho do parque e autódromo ao fundo
As macroestratégias que nortearam o projeto luminotécnico do Complexo Automobilístico Ayrton Lolo Cornelsen priorizam a relação de escalas entre os diversos ambientes, eixos e setores, assim como hierarquizam a partir da coloração e intensidade de luz os setores e utilizações funcionais do espaço.
reforço da iluminação pública com lâmpadas de alta intensidade na tonalidade branca
instalações iluminadas se transformam em pontos focais nos espaços do projeto
utilização do sistema Total Light Control, que evita os reflexos para os pilotos, espectadores e câmeras de transmissão
iluminação de média intensidade amarela para gerar caminhos aconchegantes no interior do parque, ligando-o a
iluminação de alta intensidade na tonalidade azul ao longo do perímetro dos lagos artificiais reforçarão o elemento no projeto
iluminação de baixa intensidade embutida na borda do piso, criando pontos de atividades características do complexo
ILUMINAÇÃO PÚBLICA INSTALAÇÕES FIXAS PISTA AUTÓDROMO CAMINHOS CÊNICOS LAGO ARTIFICIAL ILUMINAÇÃO PISO 01 02 03 04 05 06 100 0 200 500
01 03 02 04 05 06
COMPLEXO AUTOMOBILÍSTICO AYRTON LOLO CORNELSEN
ORIENTADOR.
TCC. 2ºSEM/2022 ARQUITETURA E URBANISMO. UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ / 10 10
ALUNO. TIAGO OLIVEIRA PEREIRA
ANDERSON DIAS DE ALMEIDA PROENÇA