Junho de 2013 passou pelas ruas do Brasil e arrastou qualquer ilusão de radicalização democrática que a Nova República, dos pactos oligárquicos, sequer foi capaz de sonhar. Com as estruturas da política partidária e institucional abaladas, o fino reboco da democracia representativa desmanchou de vez e, finalmente, transpareceu a fachada da crise da representatividade. Se de um lado os corpos não mais interrompem as vias internas das metrópoles, tampouco os caminhões as vias externas, como ocorreu recentemente, de outro os espectros de Junho de 2013 continuam a assombrar e desafiar a política institucional. Para fazer um balanço e uma análise sobre o fenômeno, a revista IHU On-Line, cinco anos depois, reúne uma série de pesquisadores e pesquisadoras para discutir os limites, os desafios e as perspectivas das Jornadas de Junho.