Retomar o pensamento dos povos nativos do Brasil em uma perspectiva de reflexão teórica profunda exige desestabilizar o cânone de uma forma de estar no mundo baseada exclusivamente na lógica predicativa. Pensar para além da obsessão do ente foi um exercício, em alguma medida, tentado por uma vertente do Modernismo Brasileiro, que encontrou nas cosmologias ameríndias a inspiração para um movimento ético, estético e teórico que dá tintas tropicais a um pensamento tipicamente brasileiro. Dentro desta perspectiva, a presente edição da revista IHU On-Line reúne uma série de entrevistas que tratam de literatura a política, de arte a filosofia, para pensar a contemporaneidade.