Há tempos que eu não via uma ideia tão boa quanto esta de um cruzamento entre educação e sociedade do espetáculo, ainda mais na encruzilhada dos cinquenta anos do clássico de Guy Debord e do famoso maio de 1968. Os organizadores de Formação humana na sociedade do espetáculo reuniram um conjunto de textos capazes de questionar aspectos fundamentais do funcionamento do nosso mundo educacional e de arrancar cada leitor da sua zona de conforto.
Guy Debord foi um homem extraordinário com um profundo respeito pela vida ordinária. A releitura de sua obra produz estupefação: como foi possível a um homem mergulhado no seu tempo ver com tanta clareza as estruturas do sistema e as suas contradições? Em cada uma das suas famosas teses Debord descobre alguma coisa: destapa, dá a ver, faz emergir, desvela.