[Title will be auto-generated]

Page 1

ESTUDOS DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO DOS RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM

RELATÓRIO FINAL - TEXTO Volume 1/22

Maio/2008

Centrias Elétricas do Norte do Brasil S.A.


Título:

INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO DOS RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM RELATÓRIO FINAL – TEXTO VOLUME 1/22

Número ELETRONORTE

TAP-I-000-000-RE-0001 Elaborado ORM/FLL Certificação

Verificado JLP/AFC

Número CNEC

EG219-GE.00-RT.0001

Revisão 0

Validade

Páginas 1/522 Data 16/05/2008

Aprovado Coordenador Eng. Flávio Ladeira Luchesi – CREA 5061524089 Responsáveis Técnicos ELN: Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D–RJ CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC


EG219-GE.00-RT.0001

ÍNDICE APRESENTAÇÃO ................................................................................................................. 7 Geral ................................................................................................................................ 7 Estrutura de Apresentação dos Trabalhos ......................................................................... 7 1.

INTRODUÇÃO................................................................................................................ 9 1.1.

Objetivo dos Estudos............................................................................................... 9

1.2.

Caracterização da Área Estudada ......................................................................... 11

1.3.

Estudos Anteriores ................................................................................................ 15

1.3.1.

Histórico ......................................................................................................... 15

1.3.2.

Estudo de Inventário Hidrelétrico da Bacia do Rio Tapajós............................. 17

1.3.3.

Estudo de Inventário Hidrelétrico da Bacia do Rio Teles Pires ....................... 18

1.3.4.

Estudo de Inventário Hidrelétrico da Bacia do Rio Juruena ............................ 19

1.3.5.

Estudos da Hidrovia do Tapajós ..................................................................... 19

1.4.

2.

Critérios Básicos.................................................................................................... 20

1.4.1.

Critérios Energéticos ...................................................................................... 20

1.4.2.

Critérios Econômicos...................................................................................... 22

1.4.3.

Outros Usos da Água ..................................................................................... 23

1.4.4.

Sítios Considerados para o Desenvolvimento dos Estudos de Engenharia .... 23

PLANEJAMENTO DOS ESTUDOS .............................................................................. 28 2.1.

Coleta e Análise de Dados Básicos ....................................................................... 28

2.1.1.

Dados Cartográficos e Topográficos............................................................... 28

2.1.2.

Dados Hidrometeorológicos............................................................................ 33

2.1.3.

Dados Geológico/Geotécnicos ....................................................................... 39

2.1.4.

Dados Ambientais .......................................................................................... 40

2.2.

Segmentação da Bacia.......................................................................................... 44

2.2.1.

Rio Tapajós .................................................................................................... 44

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 2 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 2.2.2. 2.3.

Rio Jamanxim................................................................................................. 48

Identificação de Locais Barráveis .......................................................................... 49

2.3.1.

Rio Tapajós .................................................................................................... 49

2.3.2.

Rio Jamanxim................................................................................................. 53

2.4.

Identificação de Restrições.................................................................................... 58

2.5.

Reconhecimento de Campo .................................................................................. 59

2.5.1.

Campanha de Reconhecimento Aéreo –Eletronorte/IESA –Maio de 1987...... 59

2.5.2. Campanha Realizada por Eletronorte/ Ministério de Minas e Energia em Setembro/Outubro de 2002 .......................................................................................... 61

3.

2.5.3.

Campanha Eletronorte – Junho/Setembro de 2003 ........................................ 63

2.5.4.

Campanha de Reconhecimento CNEC – Setembro/Outubro de 2006............ 64

2.5.5.

Campanha CNEC/Eletronorte – Novembro de 2006....................................... 65

2.5.6.

Campanha de Reconhecimento –Eletronorte/CNEC/Orbisat – Junho de 2006... ....................................................................................................................... 66

2.5.7.

Campanha CNEC/Eletronorte – Setembro de 2007........................................ 67

ESTUDOS PRELIMINARES ......................................................................................... 71 3.1.

Levantamento de Dados e Estudos Diversos Realizados ...................................... 71

3.1.1.

Cartografia...................................................................................................... 71

3.1.2.

Hidrometeorologia e Sedimentologia .............................................................. 81

3.1.3.

Geologia e Geotecnia ................................................................................... 129

3.1.4.

Meio Ambiente.............................................................................................. 140

3.1.5.

Cenários Básicos de Outros Usos da Água .................................................. 141

3.2.

Diagnóstico Ambiental ......................................................................................... 153

3.2.1.

Processos e Atributos do Meio Físico ........................................................... 153

3.2.2.

Ecossistemas Aquáticos............................................................................... 160

3.2.3.

Ecossistemas Terrestres .............................................................................. 162

3.2.4.

Organização Territorial ................................................................................. 166

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 3 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 3.2.5.

Modos de Vida.............................................................................................. 168

3.2.6.

Base Econômica........................................................................................... 170

3.2.7.

Populações Indígenas .................................................................................. 174

3.2.8.

Delimitação das Subáreas por Componente-Síntese.................................... 175

3.3.

Alternativas de Divisão de Queda........................................................................ 177

3.3.1.

Formulação das Alternativas ........................................................................ 177

3.3.2.

Considerações Sobre a Confluência dos Rios Juruena e Teles Pires........... 193

3.4.

Estudos Energéticos............................................................................................ 203

3.4.1.

Critérios Básicos e Dados de Partida ........................................................... 203

3.4.2.

Alternativas de Divisão de Queda................................................................. 204

3.4.3.

Sistema de Referência ................................................................................. 206

3.4.4.

Simulações Energéticas ............................................................................... 206

3.5.

Concepção dos Arranjos dos Aproveitamentos ................................................... 215

3.6.

Avaliação dos Impactos Ambientais por Aproveitamento..................................... 217

3.6.1.

Ecossistemas Aquáticos............................................................................... 217

3.6.2.

Ecossistemas Terrestres .............................................................................. 219

3.6.3.

Organização Territorial ................................................................................. 221

3.6.4.

Modos de Vida.............................................................................................. 224

3.6.5.

Base Econômica........................................................................................... 228

3.6.6.

Populações Indígenas .................................................................................. 231

3.7.

Dimensionamento e Estimativa de Custos........................................................... 234

3.8.

Orçamento Padrão Eletrobrás ............................................................................. 234

3.9.

Comparação e Seleção de Alternativas ............................................................... 238

3.9.1.

Índice Custo-Benefício Energético................................................................ 238

3.9.2.

Índice Ambiental ........................................................................................... 242

3.9.3.

Seleção das Alternativas .............................................................................. 242

3.9.4.

Caracterização das Alternativas Selecionadas ............................................. 243

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 4 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 4.

ESTUDOS FINAIS ..................................................................................................... 245 4.1.

Objetivo .............................................................................................................. 245

4.2.

Consolidação dos Dados e Investigações Complementares ............................... 245

4.3.

Consolidação do Diagnóstico Ambiental ............................................................. 246

4.4.

Estudos de Alternativas ...................................................................................... 246

4.4.1.

Alternativas de Divisão de Queda ................................................................ 246

4.4.2.

Estudos Energéticos .................................................................................... 255

4.4.3.

Estudos Ambientais ..................................................................................... 260

4.4.4.

Arranjos Finais ............................................................................................. 264

4.4.5.

Dimensionamentos e Estimativa de Custos ................................................. 267

4.5.

5.

Comparação e Seleção de Alternativas .............................................................. 272

4.5.1.

Índice Custo-Benefício Energético ............................................................... 272

4.5.2.

Índice Ambiental .......................................................................................... 276

4.5.3.

Definição da Alternativa Selecionada e Ordenação dos Aproveitamentos ... 276

CARACTERIZAÇÃO DA ALTERNATIVA SELECIONADA.......................................... 283 5.1.

Caracterização dos Aproveitamentos .................................................................. 284

5.1.1.

AHE São Luiz do Tapajós (TPJ-325) ............................................................ 284

5.1.2.

AHE Jatobá (TPJ-445 (M)) ........................................................................... 285

5.1.3.

AHE Chacorão (TPJ-685) ............................................................................. 286

5.1.4.

AHE Cachoeira do Caí (JMX-043) ................................................................ 287

5.1.5.

AHE Jamanxim (JMX-166 (J)) ...................................................................... 288

5.1.6.

AHE Cachoeira dos Patos (JMX-212)........................................................... 289

5.1.7.

AHE Jardim do Ouro (JMX-257) ................................................................... 289

5.2.

Quadro Geral e Fichas Técnicas ......................................................................... 290

5.2.1.

Quadro Resumo ........................................................................................... 291

5.2.2.

Fichas Eletrobrás.......................................................................................... 293

5.2.3.

Fichas SIPOT ............................................................................................... 384

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 5 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 5.2.4.

Orçamentos Padrão Eletrobrás – O.P.E.s .................................................... 422

6.

Conclusões e Recomendações .................................................................................. 466

7.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................ 467

8.

EQUIPE...................................................................................................................... 469 8.1.

Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. .................................................. 469

8.2.

CNEC Engenharia S.A. ....................................................................................... 469

8.2.1.

Coordenação Geral ...................................................................................... 469

8.2.2.

Equipe Técnica – Engenharia....................................................................... 469

8.2.3.

Equipe Técnica – Meio Ambiente ................................................................. 470

8.3.

8.3.1.

Coordenação Geral ...................................................................................... 472

8.3.2.

Equipe Técnica – Engenharia....................................................................... 473

8.3.3.

Equipe Técnica – Meio Ambiente ................................................................. 473

8.4. 9.

Eletronorte........................................................................................................... 472

Empresas Contratadas ........................................................................................ 474

DOCUMENTOS ANEXOS .......................................................................................... 475

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 6 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

APRESENTAÇÃO Geral O presente documento é parte integrante do Relatório Final dos Estudos de Inventário Hidrelétrico dos Rios Tapajós e Jamanxim, constituindo-se no volume 1/22, Relatório Final – Texto, conforme mostrado a seguir, e tem como finalidade apresentar os trabalhos realizados nas diversas disciplinas, as análises realizadas para seleção da melhor alternativa de divisão de queda para o aproveitamento do potencial hidrelétrico, e a caracterização dessa alternativa.

Estrutura de Apresentação dos Trabalhos Os trabalhos desenvolvidos no âmbito do Inventário Hidrelétrico dos Rios Tapajós e Jamanxim encontram-se consubstanciados em um Relatório Final estruturado conforme descrito em seguida.

Relatório Final – Texto Volume 1/22

Relatório Final – Desenhos Volume 2/22

Relatório Final – Apêndice A – Estudos Topográficos Volume 3/22

Relatório Final – Apêndice A – Estudos Topográficos Anexo 1 – Levantamentos Topobatimétricos Volume 4/22

Relatório Final – Apêndice A – Estudos Topográficos Anexo 2 – Levantamento por Radar Aerotransportado – Insar Tomo 1 – Texto Volume 5/22

Relatório Final – Apêndice A – Estudos Topográficos Anexo 2 – Levantamento por Radar Aerotransportado – Insar Tomo 2 – Cartas Topográficas Volume 6/22

Relatório Final – Apêndice A – Estudos Topográficos Anexo 3 – Levantamentos Aerofotogramétricos Tomo 1 – Texto Volume 7/22

Relatório Final – Apêndice A – Estudos Topográficos Anexo 3 – Levantamentos Aerofotogramétricos Tomo 2 – Cartas Topográficas Volume 8/22

Relatório Final – Apêndice B – Estudos Geológicos e Geotécnicos Volume 9/22

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 7 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Relatório Final – Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos Volume 10/22

Relatório Final – Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos Anexo 1 – Dados Básicos – Parte 1/6 Volume 11/22

Relatório Final – Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos Anexo 1 – Dados Básicos – Parte 2/6 Volume 12/22

Relatório Final – Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos Anexo 1 – Dados Básicos – Parte 3/6 Volume 13/22

Relatório Final – Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos Anexo 1 – Dados Básicos – Parte 4/6 Volume 14/22

Relatório Final – Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos Anexo 1 – Dados Básicos – Parte 5/6 Volume 15/22

Relatório Final – Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos Anexo 1 – Dados Básicos – Parte 6/6 Volume 16/22

Relatório Final – Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos Anexo 2 – Outros Estudos Volume 17/22

Relatório Final – Apêndice D – Estudos Ambientais Tomo 1 – Estudos Ambientais – Parte 1 Volume 18/22

Relatório Final – Apêndice D – Estudos Ambientais Tomo 2 – Estudos Ambientais – Parte 2 Volume 19/22

Relatório Final – Apêndice D – Estudos Ambientais Tomo 3 – Estudos Ambientais – Parte 3 Volume 20/22

Relatório Final – Apêndice D – Estudos Ambientais Tomo 4 – Estudos Ambientais – Anexos Volume 21/22

Relatório Final – Apêndice E – Estudos de Alternativas Volume 22/22

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 8 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

1. INTRODUÇÃO Os “Estudos de Inventário Hidrelétrico das Bacias dos Rios Tapajós e Jamanxim” foram elaborados conjuntamente pelas empresas Centrais Elétricas do Norte do Brasil S. A. – Eletronorte e Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. – CCCC, com respaldo em Termo de Compromisso firmado em 24/01/2006, e constitui mais uma etapa do esforço desenvolvido no sentido de avaliar o potencial hidrelétrico brasileiro, desta feita incorporando um trecho com significativa capacidade energética, incluindo áreas dos Estados do Pará, Amazonas, Mato Grosso e em menor escala em Rondônia, num total de 492.481 km2. A parcela dos trabalhos de engenharia e meio ambiente que coube à CCCC, segundo a matriz de responsabilidade, foi executada pela CNEC Engenharia S.A. A experiência adquirida pela engenharia nacional, sobretudo na avaliação hidrenergética, aliada à evolução do contexto legal e institucional ao longo dos últimos anos, reforçou a necessidade de incorporar no processo decisório os critérios socioeconômicos e ambientais, mormente aqueles ligados às áreas legalmente protegidas - Unidades de Conservação e Terras Indígenas. Hoje, sob a mesma ótica encontram-se em desenvolvimento pela Empresa de Pesquisa Energética – EPE os estudos de inventário das bacias dos rios Juruena, Trombetas, Jari, Branco, Aripuanã e Sucunduri, apenas para citar as mais importantes situadas em área amazônica. Apesar da experiência acumulada por Eletronorte e CNEC, os estudos de inventário dos rios Tapajós e Jamanxim, em face das dimensões da área, dificuldades de toda ordem, ausência de infra-estrutura, etc, representaram um desafio a ser vencido e constituíram uma oportunidade ímpar para a aplicação de novas metodologias, notadamente no campo da cartografia. Neste caso, cabe destacar a utilização do Radar Interferométrico, processo não invasivo, que permite o mapeamento efetivo do solo, independente da cobertura vegetal e das condições meteorológicas. Deve ser mencionado, por ser importante, que os primeiros estudos da bacia do rio Tapajós, com foco no potencial hidrelétrico, foram realizados pela Eletronorte, no período entre 1986 e 1991. Para o desenvolvimento e continuidade dos atuais estudos foi incorporado o conhecimento então adquirido, incluindo, sobretudo, a localização e descrição dos eixos prováveis, os levantamentos topográficos e as investigações geológico-geotécnicas . Nesta fase recente, os estudos demandaram 3 anos, definindo-se um potencial inventariado de 14.245 MW, a um custo de 36,7 US$/MWh (data base Dez/2007), realizável com um conjunto de 7 aproveitamentos em cascata, sendo 3 no rio Tapajós e 4 no rio Jamanxim. A exemplo de seus congêneres, os rios Tocantins, Xingu e Madeira, a faixa de transição entre os sedimentos Terciários e o Embasamento Cristalino permite a exploração de queda em trechos aquinhoados com vazão de valor considerável, resultando em aproveitamentos de economicidade garantida. O mesmo ocorre no rio Tapajós, justamente no trecho das corredeiras de São Luiz, onde é possível a implantação de um empreendimento com 6.133 MW, com um mínimo de impacto no Parque Nacional da Amazônia.

1.1.

Objetivo dos Estudos

O presente estudo de inventário teve como objetivo a determinação do potencial hidrelétrico e a definição da melhor divisão de queda dos rios Tapajós e Jamanxim, mediante a Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 9 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 identificação de um conjunto de aproveitamentos, considerando os critérios econômicoenergéticos, socioeconômicos e ambientais, conforme as diretrizes do “Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas”, Versão 2.0, da Eletrobrás, 1997. Para alcançar esse objetivo foram levados em consideração os estudos e projetos existentes e os dados secundários, que foram complementados com informações, levantamentos e investigações de campo. Também foram elaborados estudos básicos cartográficos e topográficos, hidrometeorológicos e sedimentológicos, energéticos, geológicos e geotécnicos, ambientais e de outros usos da água, além de projetos dos aproveitamentos, com suas principais características, estimativas de custo, índices custobenefício e índices ambientais, e tudo o mais, de acordo com o previsto no citado Manual, documento que norteou os estudos desenvolvidos. Conforme o Registro Ativo sob o processo no 48500.00623/05-92, da ANEEL, a área objeto do estudo, indicada na Figura 1.1-1, corresponde ao rio Tapajós, desde sua formação, na junção dos rios Juruena e Teles Pires, até sua foz na margem direita do Amazonas, abrangendo o curso principal do grande do rio, numa extensão de 825 km, e o curso do rio Jamanxim, principal afluente da margem direita, no trecho entre sua foz no Tapajós e a cidade de Novo Progresso, numa extensão de cerca de 370 km. A montante dessa cidade o rio percorre um longo trecho plano sem atrativo econômico-energético. No restante da bacia hidrográfica, nos formadores do Tapajós, existem estudos de inventário concluídos e em elaboração, conforme descrito no item 1.3, que foram considerados no desenvolvimento da presente análise. Como um condicionante locacional visualiza-se o trecho imediatamente a jusante das corredeiras São Luiz do Tapajós. A partir desse ponto, rio abaixo, todo o estirão apresenta-se com baixa declividade, com fluxo influenciado pelo rio Amazonas e até mesmo por efeito de maré, sem interesse hidrenergético. No trecho extremo de montante, nas proximidades da confluência Juruena Teles Pires, os estudos de partição da queda levaram em conta a necessária compatibilização com as partições dos mencionados rios. A divisão de queda do rio Juruena está sendo executada pela CNEC para a Empresa de Pesquisa Energética – EPE, o que facilitou essa adequação, inclusive cartográfica. Analogamente, foi verificada a adequação com a partição de queda do rio Teles Pires, a qual, devido à presença da Terra Indígena Munduruku, tem o primeiro aproveitamento previsto distante 287 km da confluência. Resumidamente, já que serão abordados em detalhe nos itens correlatos, apresentam-se, a seguir, os principais aspectos socioambientais e físico-territoriais, conhecidos, e que foram a priori considerados na escolha dos eixos e na formulação das alternativas de partição da queda: •

Parque Nacional da Amazônia (PNA), situado no setor noroeste da bacia, localizado à margem esquerda do rio Tapajós;

Floresta Nacional Itaituba I e II, Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós, Floresta Nacional do Crepori e Floresta Nacional do Jamanxim situadas no interflúvio dos rios Tapajós e Jamanxim;

Terras Indígenas Munduruku e Sai Cinza, situadas no trecho sul, a montante da cidade de Jacareacanga. A TI Munduruku é ainda contígua à TI Kaiabi no rio Teles Pires, onde se prolongam por cerca de 280 km, neste rio;

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 10 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Parque Nacional do Jamanxim, localizado em ambas as margens do rio homônimo, em seu trecho de maior declividade e Parque Nacional do Rio Novo, no alto curso deste;

Rodovia Transamazônica (BR-230) que cruza o rio Tapajós (travessia por balsa) na cidade de Itaituba e percorre um trecho de 112 km no PNA;

Rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163) que num trecho extenso se desenvolve paralela ao rio Jamanxim, na sua margem direita, cruzando inclusive o Parque Nacional do Jamanxim, sendo seu leito e faixa de domínio excluídos do Parque;

Parque Nacional do Juruena, no alto curso do Tapajós, em sua margem esquerda e Reserva Ecológica Apiacás, no interflúvio dos rios Juruena e Teles Pires;

Cidade de Jacareacanga, situada no km 620 e o longo trecho de rio, cerca de 75 km, de planícies aluvionares (zona “úmidas”).

Figura 1.1-1 – Área de Abrangência do Estudo

1.2.

Caracterização da Área Estudada

De acordo com a regulamentação adotada pela ANEEL na subdivisão de bacias do território nacional, a do rio Tapajós enquadra-se no grupo de mananciais integrantes da Bacia 1, denominada Bacia do Rio Amazonas. Este espaço territorial, por sua vez, é dividido em dez sub-bacias numeradas de 10 a 19, onde a do rio Tapajós é identificada como Sub-Bacia 17. Está compreendida, em seu todo, entre os paralelos 02°20’ e 14°50’ de latitude sul e os Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 11 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 meridianos 54°00’ e 60°05’ de longitude oeste, sendo parte integrante da Região Norte do Brasil. Tem uma extensão no sentido sul-norte de cerca de 1.500 km e drena uma área de 492.481 km2, abrangendo os estados de Mato Grosso, Pará, Amazonas e uma pequena parcela em Rondônia. A bacia apresenta forma alongada no sentido sul-norte, tendo como principais formadores os rios Juruena e Teles Pires que, após se juntarem, próximo ao paralelo 7º30’, passa a se denominar rio Tapajós. A partir deste ponto, depois de percorrer cerca de 825 km, deságua na margem direita do rio Amazonas. A declividade média de seu álveo é inferior às dos seus formadores, apresentando um leito acidentado até a Cachoeira de Maranhãozinho e onde se observa grande número de ilhas deste ponto para jusante. A bacia do rio Tapajós apresenta uma conformação assimétrica, com tributários de maior porte ocorrendo pela sua margem direita. Dentre os tributários, destacam-se o rio Jamanxim, que apresenta uma área contribuinte de 58.633 km2, e o rio Arapiuns, que se constitui no maior afluente pela margem esquerda, já próximo de sua foz no rio Amazonas. O baixo curso do Tapajós, abrangendo um trecho com cerca de 320 km, desde as cachoeiras de São Luiz até sua foz, apresenta muitas ilhas cobertas por vegetação, sendo que nos últimos 100 km forma um largo estuário, onde a distância entre as margens chega a alcançar mais de 20 km, afunilando-se na sua foz no rio Amazonas, onde deságua por um canal de apenas 1.120 m de largura. A influência da maré é registrada em todo este trecho de seu baixo curso, sendo que na região da sua foz o efeito deste fenômeno provoca uma oscilação de aproximadamente 0,40 m. Toda a bacia do Tapajós, desde sua formação na junção dos rios Teles Pires e Juruena até sua foz no Amazonas, apresenta, na maior parte, características geomorfológicas dos solos do embasamento cristalino cobertos por exuberante vegetação, que aliadas às condições do clima úmido com altos índices de precipitação, fazem com que a rede de drenagem seja extremamente densa, favorecendo o escoamento das chuvas para a alimentação dos rios. As características climáticas determinam a existência de apenas duas estações marcantes ao longo do ano, uma estação relativamente seca e outra com maior intensidade de chuvas. A área abrangida pela bacia do Tapajós se configura com um padrão uniforme de temperatura média do ar, com médias anuais de 26,7ºC e uma pequena variação sazonal, não se observando ao longo do ano médias mensais inferiores a 21ºC. Maiores valores de temperatura são registrados normalmente de setembro a novembro, condicionados pela reduzida cobertura de nuvens e alta incidência solar, entre outros fatores climáticos atuantes na região. Nos meses de janeiro a abril observa-se uma pequena redução nos valores da temperatura média do ar, em função dos fatores meteorológicos provocadores das precipitações, que estão em plena atividade durante o período chuvoso. O regime de precipitação, caracterizado por um período chuvoso abrangendo o verão e o outono e um período seco compreendendo os meses de inverno e primavera, é típico dos regimes tropicais. O semestre chuvoso se caracteriza por chuvas de grande intensidade, quando os totais mensais chegam a ultrapassar os 300 mm. O período seco se caracteriza por chuvas reduzidas, onde são registrados geralmente totais precipitados abaixo de 60 mm. Segundo Köppen, as características regionais permitem classificar a região como pertencente ao clima tipo Am3, quente e úmido de monções, caracterizado por uma faixa onde a precipitação pluviométrica média anual varia de 2.000 mm a 2.500 mm. Em menor Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 12 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 proporção aparece o clima tipo Am2, onde a precipitação pluviométrica média anual varia entre 2.500 mm e 3.000 mm, restrito à uma pequena área situada nas imediações da confluência dos rios Juruena e Teles Pires. A região dos estudos está inserida em área de ocorrência de unidades geológicas que variam desde o Arqueano até o Cenozóico. Caracterizam-se pela presença de rochas ígneas e metamórficas do embasamento cristalino e de rochas sedimentares da Bacia Amazônica e da Bacia do Alto Tapajós. Essas unidades são bem definidas em termos de domínios de ocorrência, destacando-se o Cráton Amazônico na região central, recoberto ao norte pelos sedimentos constituintes da Bacia Sedimentar Amazônica e a sudoeste pelos sedimentos da Bacia Sedimentar do Alto Tapajós. De modo geral, apresentam-se recobertas por espessos mantos de alteração e com seus contatos bem determinados. A interpretação geomorfológica, baseada no Projeto RADAM (BRASIL - 1980), possibilitou reunir formas de relevo e altimetrias com características semelhantes, em termos da esculturação, resultando na divisão em cinco Unidades Morfoestruturais. Planalto Rebaixado da Amazônia (Médio Amazonas), que se estende pelos dois lados da Sinéclise do Amazonas com altimetria média de aproximadamente 100 m com um sensível caimento na direção NW, englobando litologias pré-cambrianas, paleozóicas e cenozóicas. Sua denominação mereceu adjetivação de Médio Amazonas, em função do seu posicionamento dentro da bacia Amazônica. É representado por dois conjuntos de compartimentos, dispostos a norte e sudoeste da área estudada, e nesta unidade localizamse os centros urbanos de Santarém, Alter do Chão, Belterra, Aveiro, Itaituba, Comunidades de Miritituba e São Luiz do Tapajós, Jacareacanga (porção sudoeste), dentre outros. Planalto Tapajós-Xingu, bem delimitado na porção norte da área de estudo, limita-se em todo seu entorno com o Planalto Rebaixado da Amazônia na margem esquerda do rio Tapajós e na margem direita do rio Arapiuns, entre os municípios de Aveiro e Belterra. Apresenta rebordos erosivos, fato que se generaliza nas proximidades do rio Tapajós e do rio Arapiuns. Em algumas porções, o limite com o Planalto Rebaixado da Amazônia (Médio Amazonas) é gradativo, com altitudes oscilando entre 120 m e 170 m, constituindo-se de sedimentos terciários da Formação Alter do Chão, depositados sobre a Sinéclise do Amazonas. Nas proximidades do rio Tapajós o desnível existente do Planalto Tapajós-Xingu para a sua margem é de aproximadamente 150 m. Nesta área, o caimento da superfície de aplainamento é para leste. Esta unidade do relevo apresenta-se com extensas superfícies de forma tabular, com aproximadamente 100 km de norte a sul e 20 km de leste para oeste, identificadas como superfície tabular erosiva (Estb), conhecidas e denominadas na região como "platôs". Planalto Residual Tapajós, representado por compartimentos dissecados, com altitudes médias de 350 m, dispostos a centro e sul da área estudada. O compartimento central do Planalto, com caimento para NWW e SSW, constitui-se em divisor de águas dos rios Jamanxim e Tapajós. O outro decai para norte em direção aos patamares dissecados do Paleozóico, e para noroeste em direção à calha do Tapajós. Nesta unidade localizam-se os centros urbanos de Trairão e a Vila de Pimental, dentre outros. Estes relevos foram elaborados em rochas pré-cambrianas (Cráton Amazônico), intensamente fraturadas e falhadas mantendo relação direta com as rochas granitóides das Suítes Intrusivas do Paleoproterozóico (Paruari, Creporizão e Tropas). Apresentam como característica principal, uma intensa dissecação que não atingiu o nível regional do aplainamento baixo da Depressão Periférica do Sul do Pará, mas já ultrapassou a fase de blocos maciços das Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 13 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Serras e Chapadas do Cachimbo. Nesta unidade aparecem algumas formas de relevo residuais, com topos aplainados, similares às do Planalto Dissecado do Sul do Pará , porém, em altitudes inferiores, mais fragmentadas e descontínuas. Depressão Periférica do Sul do Pará, representada por três conjuntos de compartimentos, dispostos a centro-nordeste, sudeste e sul da área estudada, onde localizam-se os centros urbanos de Rurópolis, Novo Progresso e as localidades de Moraes Almeida e Jardim do Ouro, dentre outras. Estes relevos foram elaborados em rochas pré-cambrianas (Cráton Amazônico), mantendo correlação com as rochas granitóides da Suíte Intrusiva Maloquinha e do vulcanismo Uatumã – Grupo Iriri. A maior parte desta Depressão está confinada a oeste por conjuntos de relevos dissecados que constituem o Planalto Residual Tapajós. A noroeste, a unidade encontra-se em contato com partes pouco elevadas do Planalto Rebaixado da Amazônia. Nas imagens de satélite e radar caracteriza-se, em geral, por apresentar uma morfologia acidentada, dominada por morros e morrotes de topos arredondados, com médias declividades, associada a padrões de drenagem divergentes. Serras e Chapadas do Cachimbo, denominação dada ao prolongamento norte do conjunto de relevos dissimétricos, englobando serras e chapadas. O trecho mais uniforme desta unidade, as chapadas, encontra-se ao sul desta área. Estes relevos foram elaborados em rochas sedimentares da Bacia do Alto Tapajós, e têm altitudes variando de 150 a 400 m com caimento na direção NW-SE. A área de serras aparece incluindo relevos dissecados em cristas, colinas de topo aplainado, vales encaixados e ravinas. A parte desta unidade, situada a leste do rio Tapajós e entre os rios Juruena e Teles Pires, é caracterizada por uma extensa superfície de aplainamento. Em alguns trechos encontram-se sedimentos arenosos, em meio à vegetação rala. O uso predominante da área é a pecuária, principalmente ao longo da rodovia BR-163, entre as localidades de Novo Progresso e Rurópolis e no entorno de Itaituba. Na região do baixo Tapajós, que se caracteriza pela existência de comunidades ribeirinhas, predomina a agricultura de subsistência. Na região de Belterra, também no baixo Tapajós, e na margem direita da rodovia BR-163, próximo a Santarém, ocorre o avanço da agricultura mecanizada em grande escala, com o cultivo da soja. O Desenho EG219-GE.00-DE.0001 indica os principais acessos e localidades da área de interesse aos estudos. A descrição, a seguir, inclui observações obtidas durante a viagem de reconhecimento, efetuada por técnicos da Eletronorte e do MME em setembro/outubro de 2002. O principal pólo urbano da região de interesse dos estudos é a cidade de Itaituba, com população de 102.500 habitantes, segundo estimativa do Censo IBGE 2000, com acesso fluvial permanente a partir de Santarém pelo baixo Tapajós, e acesso terrestre pelas rodovias Transamazônica (BR-230), não pavimentada, e Cuiabá-Santarém (BR-163), com apenas um segmento pavimentado de aproximadamente 25 km (a partir da BR-230), sendo a travessia do rio Tapajós (BR-230) efetuada por balsa. O aeroporto local é pavimentado e servido por linhas aéreas regionais. A montante de Itaituba, pelo rio Tapajós, o próximo pólo urbano importante é o da cidade de Jacareacanga (distante cerca de 330 km), com uma população de 24.200 habitantes, com abastecimento elétrico regular (gerador diesel), sendo servida por aeroporto de pista pavimentada. O acesso a Jacareacanga se dá principalmente por via fluvial desde a localidade de Buburé (ponto de transbordo) na margem esquerda do rio Tapajós, localizada pouco a montante das cachoeiras de São Luiz do Tapajós, local este onde a navegação é impraticável na maior parte do ano. A ligação entre Buburé e Itaituba é feita pela Rodovia Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 14 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Transamazônica, não pavimentada, com percurso que atravessa o Parque Nacional da Amazônia. A montante de Jacareacanga o rio Tapajós tem sua navegabilidade dificultada no trecho das cachoeiras do Chacorão, devido à presença de diversos travessões rochosos que ficam proeminentes nos períodos de águas baixas, sem impedir, entretanto, a passagem de pequenas embarcações. O rio Jamanxim tem boa parte de seu curso desenvolvido próximo da Rodovia Cuiabá – Santarém, que lhe confere maiores facilidades de acesso. Localidades como Novo Progresso, com 20.600 habitantes e situada no extremo montante da área do estudo, a cerca de 380 km da foz no Tapajós, e Moraes Almeida, localizada na região do primeiro aproveitamento de montante, aproximadamente a 250 km da foz, serviram de apoio ao desenvolvimento dos estudos. Essas duas localidades contam com pistas de pouso, sendo que a de Moraes Almeida não é pavimentada; já a pista de Novo Progresso, tem maior importância regional pois dispõe de vôos regionais regulares. A partir da foz do rio Aruri Grande, o rio Jamanxim se distancia da BR-163, percorrendo cerca de 125 km até sua foz no Tapajós, sendo seu trecho intermediário (entre distâncias de 40 a 65 km da foz) caracterizado por muitas corredeiras e pequenas cachoeiras.

1.3. Estudos Anteriores 1.3.1. Histórico Entre os estudos prévios mais relevantes para a região de influência direta destacam-se os realizados pela Eletronorte no período entre 1986 e 1991, levados parcialmente até a Etapa de Estudos Preliminares. Estes estudos delinearam a potencialidade e limitações da bacia e estão sintetizados na seqüência. Outro estudo relevante e de interferência direta com o aproveitamento hidrelétrico da bacia refere-se ao Projeto Executivo da Hidrovia Tapajós - Teles Pires, foi desenvolvido pela Administração das Hidrovias da Amazônia Oriental – AHIMOR, e prevê a navegabilidade dos rios Tapajós e Teles Pires desde Santarém até as proximidades da Cachoeira Rasteira, já no Teles Pires, contando inclusive com um sistema de transposição de desnível na região das cachoeiras de São Luiz do Tapajós. Em dezembro de 2001, a Eletronorte, por meio de Convênio celebrado com o Ministério das Minas e Energia, foi autorizada a desenvolver os Estudos de Inventário Hidrelétrico da Bacia Hidrográfica do rio Tapajós, no trecho a jusante da confluência dos rios Teles Pires e Juruena, com o objetivo de fornecer os elementos técnicos, econômicos e ambientais imprescindíveis à análise da potencialidade energética da bacia, dentro de um enfoque de planejamento integrado de utilização dos recursos hídricos. A presença de importantes limitadores ambientais na área de estudo tais como, Parque Nacional da Amazônia, Florestas Nacionais Itaituba I e Itaituba II, outros parques e florestas em processo de “Consulta”, Terras Indígenas, etc., e as dificuldades inerentes à implementação de empreendimentos hidrelétricos na região amazônica, levaram a empresa a tomar cuidados especiais visando a elaboração dos Estudos de Inventário Hidrelétrico.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 15 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Em março de 2002 a Eletronorte encaminhou solicitação de Registro Ativo para a ANEEL, para a realização dos Estudos de Inventário do rio Tapajós e de seu contribuinte o rio Jamanxim, com previsão de conclusão em 30/05/2004. Durante o ano de 2002, com maior intensidade nos meses de abril e maio, a Eletronorte e o Ministério de Minas e Energia promoveram a realização de reuniões técnicas com a participação de diversas instituições intervenientes com os estudos de inventário do rio Tapajós, com o objetivo de discutir os objetivos principais desses estudos e receber sugestões e colaborações no sentido de torná-los mais compatíveis com os anseios interinstitucionais. Participaram dessas reuniões representantes do Ministério do Meio Ambiente, IBAMA, FUNAI, ANEEL, ANA, CEPEL, além do próprio Ministério de Minas e Energia e da ELETRONORTE. Foram efetuadas exposições dos aspectos metodológicos dos estudos de engenharia e ambientais que seriam empregados na realização do Inventário Hidrelétrico, em consonância com o Manual de Inventário da Eletrobrás de 1997. As discussões se estenderam à amplitude da área estudada e à abrangência das avaliações. Um dos aspectos que ficou evidenciado, à época, foi o cuidado recomendado por técnicos do MMA e IBAMA para a preservação da cachoeira de São Luiz do Tapajós nos cenários de aproveitamento hidrelétrico, que deveriam ser consideradas como uma das condicionantes principais dos estudos. Cuidados especiais também foram recomendados para as regiões de planícies (zonas “úmidas”) existentes na região de Jacareacanga e próximas da confluência dos rios Teles Pires e Juruena, de relevante interesse ecológico. Entre junho e julho de 2002 foram realizadas reuniões técnicas entre a Eletronorte, DNIT e AHIMOR, para a discussão dos estudos já realizados para a Hidrovia Tapajós – Teles Pires e do sistema de transposição de desnível para as cachoeiras de São Luiz do Tapajós e sua interação com os estudos de inventário a serem realizados. Na oportunidade a AHIMOR disponibilizou a totalidade dos estudos por ela realizados para a citada hidrovia. Paralelamente às reuniões interinstitucionais, a Eletronorte procedeu a uma consolidação dos dados dos estudos pré-existentes, com vistas à sua utilização como material de referência para a contratação de empresa de consultoria especializada para executar os estudos de inventário. Em setembro de 2002 foi efetuada visita multidisciplinar à região dos estudos, com execução de sobrevôo sobre os rios Tapajós, Crepori e Jamanxim, além de reconhecimento terrestre ao longo da BR-163, no trecho entre Moraes de Almeida e Itaituba, com vistas ao melhor detalhamento do Termo de Referência para a contratação dos estudos de inventário. As tratativas com as instituições ligadas à área de Meio Ambiente prosseguiram durante os anos de 2002 e 2003, sempre visando a criação de condições favoráveis para o desenvolvimento do estudo de inventário, para que o mesmo não viesse a sofrer solução de continuidade em face das previsíveis dificuldades de acessos às áreas de preservação ambiental. Um balanço dos resultados obtidos no período, no entanto, indica que estes ficaram aquém do desejável, principalmente quanto aos aspectos ligados às questões de Meio Ambiente. Por conta dessas dificuldades, o Registro Ativo concedido pela ANEEL em 2002 para a Eletronorte expirou em 30/04/2004, sem que a mesma pudesse avançar na efetiva contratação dos trabalhos. Em 20 de janeiro de 2005 a empresa Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A manifestou interesse em realizar os estudos de inventário do rio Tapajós e formalizou solicitação de Registro Ativo na ANEEL. A Eletronorte também requereu a reativação do Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 16 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Registro Ativo no início de fevereiro do mesmo ano. Devido ao interesse mútuo de ambas as empresas pelo objeto do estudo, foram realizadas diversas reuniões com o objetivo de conciliar esses interesses e buscar uma solução conjunta, com maior eficiência e otimização de custos, resultando na celebração de um Termo de Compromisso entre as partes em 21/01/2006. Tal compromisso foi comunicado à ANEEL, ocasião em que foi solicitada a unificacão do registro das empresas, tendo a agencia reguladora manifestado sua anuência em 03/02/2006, ficando o prazo de conclusão dos estudos ajustado para 31/07/2007. A partir dessa formalização os estudos passaram por uma etapa de planejamento geral, progredindo para a etapa do desenvolvimento propriamente dito. Devido à complexidade para a realização dos levantamentos de campo, em função das dificuldades de acesso, grandes áreas de reconhecimento e das condições meteorológicas adversas (períodos chuvosos ou de presença de fumaça de queimadas na região) que prejudicaram decisivamente os levantamentos de aerofotogrametria, os estudos sofreram alguns atrasos, e os prazos de conclusão foram revistos e ajustados com a ANEEL, primeiramente para 31/01/2008 e posteriormente para 30/06/2008. 1.3.2. Estudo de Inventário Hidrelétrico da Bacia do Rio Tapajós Em 1986, as empresas Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A – Eletronorte e IESA – Internacional de Engenharia S/A, firmaram o contrato para desenvolvimento dos Estudos de Inventário Hidrelétrico do rio Tapajós e seus afluentes. Os estudos previstos tinham como objetivo a avaliação das possibilidades de implantação de aproveitamentos hidrelétricos, respeitando o critério de Potência de Referência Mínima de 100 MW. Os trabalhos foram previstos para se desenvolver em conformidade com o estipulado no Manual de Inventário de Bacias Hidrográficas da Eletrobrás, sendo de 72 meses o prazo para sua realização. Os estudos consideraram toda a bacia hidrográfica do Tapajós, sendo sua abrangência definida principalmente pela potência de corte. Desta forma, foram estudados aproveitamentos nos rios Teles Pires, Juruena, Tapajós, Crepori, Jamanxim e seus tributários Tocantins, Aruri Grande, Novo e Claro. Estes tributários do Jamanxim não foram considerados para a continuidade dos estudos por não comportarem aproveitamentos com as características então procuradas. A fase de mobilização e organização geral dos trabalhos, iniciada em novembro de 1986, teve duração de 8 meses e correspondeu aos primeiros contatos com a região. Pode-se destacar, neste período: a viagem de exploração; os trabalhos de definição de diretrizes e procedimentos aplicáveis; o planejamento geral dos trabalhos; as definições estratégicas de ataque à bacia; e, a coleta de dados essenciais para início dos trabalhos. De maio de 1987 a fevereiro de 1988, os trabalhos caracterizaram-se por uma intensa atividade de aquisição de dados de campo destacando-se: o reconhecimento aéreo; o reconhecimento fluvial/terrestre; as medições hidrométricas nos principais rios; o levantamento cartográfico dos rios Tapajós, Jamanxim, Crepori, e Novo; o reconhecimento geológico regional de toda a bacia; e, os estudos multidisciplinares nos locais identificados no rio Tapajós. O período de março a dezembro de 1988 foi marcado pelos estudos multidisciplinares no rio Jamanxim e pelas medições hidrométricas em toda a bacia. A aquisição de dados correspondente ao ano de 1989 foi limitada à operação da rede hidrométrica da bacia e à prospecção sísmica em 4 sítios do rio Tapajós. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 17 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Por conta de problemas orçamentários ocorridos em 1988 e agravados em 1989, os trabalhos sofreram uma redução no ritmo até o final de 1990, sendo, por fim, totalmente paralisados em janeiro de 1991. Nessa ocasião, os trabalhos haviam sido levados, parcialmente, até o nível de Estudos Preliminares. 1.3.3. Estudo de Inventário Hidrelétrico da Bacia do Rio Teles Pires Com bacia hidrográfica situada entre os paralelos com latitude 7º 00’ e 15º 00’ S, e entre os meridianos com longitude 53º 00’ e 59º 00’ W, o rio Teles Pires é, juntamente com o Rio Juruena, um dos formadores do rio Tapajós. Nasce nas serras Azul e do Finca Faca, a uma altitude de média de 800 m, desenvolvendose no sentido SE-NW até a confluência com o rio Tapajós a uma altitude aproximada de 95 m, apresentando uma extensão total de 1.638 km. Com área de drenagem total de 141.770 km², sua bacia hidrográfica encontra-se nos Estados do Pará e Mato Grosso. Apresenta, até a latitude 11° S, forma bastante alongada. Já entre as latitudes de 11° a 7° S, a bacia apresenta forma circular/quadrada. De montante para jusante, os principais afluentes do rio Teles Pires pela margem direita são os rios Paranatinga, Caiapó, Peixoto Azevedo, Cristalino, São Benedito, Cururu–Açu; e pela margem esquerda os rios Verde, Paranaíta, Apiacás e Ximari. O Inventário Hidrelétrico de sua bacia hidrográfica, correspondente ao trecho entre as cabeceiras e a foz do rio Apiacás, foi elaborado por conta de Acordo de Cooperação Técnica firmado entre ELETROBRÁS, ELETRONORTE e FURNAS em abril de 2001. Os estudos realizados indicaram a atratividade de seis aproveitamentos, conforme mostrado no quadro a seguir, com uma geração total de 1.961 MWmédios e uma potência instalada de 3.697 MW. Os aproveitamentos integrantes da alternativa selecionada apresentam índices custo/benefício energético significativamente menores do que o valor de referência empregado para os estudos (US$50/MWh), com exceção do aproveitamento TPR 1230, que se aproxima desse valor. Rio Apiacás

Teles Pires

Aproveitamento

Potência Instalada [MW]

API 006

Foz do Apiacás

142,50

275

TPR 287

São Manoel

410,40

746

TPR 329

Teles Pires

1001,00

1820

TPR 680

Colider

177,70

342

TPR 775

Sinop

200,20

461

TPR 1230

Magessi

29,20

53

1.961

3.697

Totais

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

Energia Firme [MWmédio]

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 18 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 1.3.4. Estudo de Inventário Hidrelétrico da Bacia do Rio Juruena A bacia hidrográfica do rio Juruena está compreendida entre os paralelos 7º20’ e 14º43’ de latitude sul e os meridianos 55º34’ e 60º08’ de longitude oeste, e constitui-se num dos formadores do rio Tapajós, juntamente com o rio Teles Pires. Trata-se de uma área do território nacional ainda carente de rodovias e, em vista disso, os acessos, além de escassos, não apresentam boas condições de trafegabilidade, principalmente na época das chuvas. A maioria das rodovias estaduais não é pavimentada nem apresenta boa conservação. Com uma área de aproximadamente 190.940 km2, situa-se quase que integralmente no Estado de Mato Grosso. O setor amazonense da bacia está restrito a uma pequena parcela do seu baixo curso, dominada pelos afluentes da margem esquerda. A bacia apresenta uma forma alongada e assimétrica, orientada no sentido sul-norte, com os tributários de maior porte afluindo pela sua margem direita. Dentre os principais afluentes desta margem citam-se os rios Papagaio, do Sangue, Arinos e São João da Barra ou Matrinxã. Pela margem esquerda destacam-se os rios Juina e Camararé, na parcela de montante, e rio Bararati, próximo à junção do Juruena com o Teles Pires. Os Estudos de Inventário Hidrelétrico, contratados em 2006, encontram-se em desenvolvimento pela CNEC Engenharia S.A. para a Empresa de Pesquisa Energética – EPE, e o potencial energético estimado preliminarmente gira em torno de 10.300 MW. Desse total, cerca de 64% (6.600 MW) está concentrado na parcela de jusante da bacia (a jusante da foz do rio Arinos). Na bacia do Juruena existem diversos trechos e afluentes já inventariados, como os rios Arinos (a montante de Porto dos Gaúchos), Sangue, Juína, Sacre, Formiga, Buriti, dos Peixes e São João da Barra e os ribeirões Santo Antônio, Buritizal e Água Verde, além do próprio Juruena a montante da foz do Juína. 1.3.5. Estudos da Hidrovia do Tapajós Outro estudo relevante e de interferência direta com o aproveitamento hidrelétrico da bacia refere-se ao Projeto Executivo da Hidrovia Tapajós - Teles Pires, desenvolvido pela Administração das Hidrovias da Amazônia Oriental – AHIMOR, que prevê a navegabilidade dos rios Tapajós e Teles Pires desde Santarém até as proximidades da Cachoeira Rasteira, já no Teles Pires, contando inclusive com um sistema de transposição de desnível (em etapa de Projeto Básico) na região das cachoeiras de São Luiz do Tapajós. Os trabalhos mais significativos do sistema de transposição de desnível foram desenvolvidos a partir do Convênio com a FADESP entre 1995 e 1996. Estudos anteriores realizados pela Dreer Engenharia indicavam a instalação do sistema de transposição na margem esquerda, o que veio mostrar-se inviável na continuidade dos estudos, face aos grandes volumes de escavação que seriam demandados. Nos estudos da FADESP verificou-se melhores condições para implantação na calha do rio, próximo à margem direita, com recomendação de execução de um sistema composto de canais de acesso a montante e a jusante e de uma câmara de eclusa, previstos para atender a um nível máximo a montante na elevação 24,20 m, e mínimo a jusante na Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 19 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 elevação 7,41 m, associados a alguns diques de fechamento para controle de níveis nos diversos canais naturais da região das cachoeiras. A partir de dezembro de 1996, a empresa PETCON – Planejamento, Engenharia, Transportes e Consultoria Ltda iniciou a etapa de Projeto Básico, com a mobilização dos serviços de campo acontecendo em março de 1997. Os trabalhos foram paralisados em novembro de 1997, sendo retomados em setembro de 1999 e novamente paralisados em novembro de 1999, por questão de embargo judicial. Os estudos relativos à hidrovia foram desenvolvidos pela empresa Internave Engenharia S/C Ltda, no período 1996-1997, exceto para o local das cachoeiras de São Luiz do Tapajós, e constaram do projeto executivo de dragagem, derrocamento e balizamento do canal navegável dos rios Tapajós e Teles Pires no trecho compreendido entre Santarém e Cachoeira Rasteira. As extensões abrangidas pelos projetos de melhoria das condições de navegação em corrente livre foram de 815 km no rio Tapajós e 160 km no rio Teles Pires, em um total de 975 km de via navegável. Posteriormente, a AHIMOR determinou um comboio-tipo maior para o projeto, aumentando o comprimento do mesmo de 140 para 200 m, e a boca de 16 para 24 m.

1.4.

Critérios Básicos

Os estudos de inventário foram desenvolvidos de acordo com os requisitos constantes do “Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas”, da ELETROBRÁS – 1997 e tendo em conta alguns parâmetros adicionais estabelecidos especificamente para o presente caso, conforme apresentado em seguida. 1.4.1. Critérios Energéticos •

Sistema de Referência

De um modo geral é definido como sendo o conjunto de usinas geradoras de energia elétrica existente na época de implementação do potencial inventariado e em relação ao qual os benefícios energéticos das alternativas em estudo devem ser quantificados. Assim, o Sistema de Referência corresponde ao conjunto de usinas geradoras de energia elétrica em relação ao qual serão determinados os benefícios energéticos proporcionados pelo aproveitamento em estudo, refletindo a configuração do parque gerador quando da data de sua entrada em operação. Compreende as usinas existentes, em construção e previstas no horizonte de longo prazo, podendo ser simplificado retirando-se as usinas que não afetem significativamente a avaliação dos benefícios energéticos do projeto em análise. Como sistema de referência, adotou-se a bacia caracterizada pelo conjunto de aproveitamentos em estudo e os aproveitamentos já inventariados situados a montante do rio Tapajós, conforme orientação do próprio Manual de Inventário. •

Período Crítico

O período crítico considerado nos estudos energéticos foi junho/1949 a novembro/1956, perfazendo 90 (noventa) meses.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 20 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Volume Útil dos Reservatórios

O deplecionamento de cada reservatório foi fixado visando maximizar o benefício energético e tendo como base a energia firme da alternativa. Cabe observar, no entanto, que foi admitida a limitação do deplecionamento máximo a um terço (1/3) da queda bruta máxima para cada aproveitamento. •

Energia Firme

A energia firme foi assumida como a energia média gerada pelo conjunto de aproveitamentos considerados ao longo do período crítico do Sistema Brasileiro Interligado (junho de 1949 a novembro de 1956), considerando a possibilidade de absorção pelo Sistema de Referência, das flutuações de energia gerada pela bacia durante o período crítico, subentendendo-se a existência de capacidade de transmissão para as transferências de energia. •

Potência Instalada

Para determinação da potência instalada dos aproveitamentos inventariados foi adotado o critério do Manual de Inventário de Bacias Hidrográficas, o qual preconiza que inicialmente deve-se determinar a potência de referência, através da seguinte expressão: Pri =

Efi Fk

onde, Pri = potência de referência do aproveitamento “i”, em MW; Efi = energia firme local do aproveitamento ”i”, em MWmédios; Fk = fator de capacidade. Posteriormente, obtém-se a potência instalada através do emprego da seguinte expressão:

 Hl max i  Pi = Pri x    Hlmi 

a

onde, Pi = potência instalada no aproveitamento, em MW; Hlmaxi = queda líquida máxima do aproveitamento, em metros; Hlmi = queda líquida média do aproveitamento, em metros α = expoente que depende do tipo de turbina (1,2 para turbinas Kaplan e Bulbo e 1,5 para turbinas Francis e Pelton).

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 21 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Fator de Capacidade

No presente estudo foi adotado um fator de capacidade (Fk) = 0,55, conforme recomendado pelo Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas, da Eletrobrás. 1.4.2. Critérios Econômicos •

Data-Base dos Orçamentos

Para elaboração dos orçamentos e avaliação econômica das alternativas foi adotada a database de dezembro/2007. •

Taxa de Câmbio

A taxa de câmbio utilizada foi de 1 US$ = R$ 1,786, correspondente à média do mês de dezembro de 2007. •

Vida Útil das Instalações

Considerou-se uma vida útil de 50 (cinqüenta) anos para as usinas hidrelétricas. •

Taxa Anual de Descontos

Foi adotada a taxa de descontos de 10% ao ano. •

Custo Unitário de Referência - CUR

Foi tomado como base o valor do Custo Marginal de Dimensionamento do Plano Decenal de Expansão 2003 - 20121, do último período (2023 – 2027), que é igual a 46 US$/MWh (referenciado a junho de 2002). A atualização deste custo pelo IGP-DI/dólar recomendada no Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas, da Eletrobrás, de 1997, apresenta grandes distorções no período. Assim, o CUR foi atualizado para a data de referência do presente estudo através da variação do Consumer Price Index – CPI (inflação Norte Americana), o que resultou no valor de 53 US$/MWh, valor mais próximo das fontes de longo prazo que se vislumbram atualmente. Não estão incluídos os custos de transmissão associada. •

Custo de Operação e Manutenção – CO&M

Conforme recomendação do Manual de Inventário, os custos de operação e manutenção (CO&M) dos aproveitamentos foram determinados com base na potência, através das seguintes expressões: CO&M = 273,68 x [P] -0,6064, para P ≤ 146,7 MW CO&M = 25,17 x [P] -0,1281, para P > 146,7 MW

1

O Plano Decenal de Expansão 2003-2012 é o último documento oficial publicado que apresenta o valor do Custo Marginal de Dimensionamento. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 22 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Cabe salientar que da aplicação dessas expressões resultam custos em US$/kW/ano, já referidos a dezembro de 2007 (data de referência dos orçamentos). 1.4.3. Outros Usos da Água •

Compatibilização com Sistemas de Navegação

Tendo em conta o interesse do Governo Federal em prover uma via navegável ao longo do rio Tapajós, os estudos de inventário contemplaram a necessidade de inclusão de sistemas de transposição de desnível nos aproveitamentos ao longo desse rio. No rio Jamanxim não foram previstos sistemas de transposição, tendo em vista a inexistência de navegação de longo percurso em condições naturais, e pelo fato de se estar mantendo uma via navegável no rio Tapajós, o principal da bacia •

Usos para Abastecimento Público e Irrigação

O uso da água para abastecimento público e irrigação foi contemplado no item que trata dos cenários básicos de outros usos da água, destacando-se a irrelevância das vazões necessárias para o atendimento da população da bacia e das áreas irrigáveis, em relação à magnitude das vazões médias observadas nos postos fluviométricos de controle. 1.4.4. Sítios Considerados para o Desenvolvimento dos Estudos de Engenharia O atual estudo de inventário foi desenvolvido tendo como base os sítios e aproveitamentos (Cenário de aproveitamentos hidrelétricos) originários dos estudos realizados pela Eletronorte no período 1986 – 1991 e a busca de opções de menores interferências ambientais. Dessa forma, descrevem-se a seguir, os sítios considerados no presente estudo, identificados pelas letras do rio (TPJ para o Tapajós e JMX para o Jamanxim) seguidas pelo número que indica a distância até a foz em quilômetros. 1.4.4.1. Rio Tapajós •

Sítio TPJ-325

Situado a cerca de 53 km a montante da cidade de Itaituba, o Sítio TPJ-325 constitui-se num dos locais mais interessantes do ponto de vista energético, uma vez que compreende uma série de pequenas quedas d’água, que se distribuem em trecho de 5 km do rio, designadas Cachoeiras de São Luiz do Tapajós, que perfazem um desnível hidráulico natural da ordem de 14 m. Pela margem esquerda, seguindo de jusante para montante desde a região do pé das cachoeiras até cerca de 95 km a montante destas, tem-se o limite do Parque Nacional da Amazônia (PNA), unidade de conservação de proteção integral, que representa importante interferência ambiental para o sítio. Tendo em conta o conteúdo energético desse sítio e as interferências ambientais a ele associadas, foram procedidas análises de arranjos alternativos, de forma a melhor avaliar os benefícios energéticos e econômicos e os respectivos impactos ambientais, principalmente em termos de inundação na área do Parque Nacional da Amazônia e das Cachoeiras de São Luiz do Tapajós.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 23 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Considerando as alternativas de divisão de queda idealizadas preliminarmente pela Eletronorte foram previstas cotas de reservatório até a elevação 95,0 m, com um reservatório que atingiria a confluência dos rios Juruena e Teles Pires, inundando inclusive a cidade de Jacareacanga. Esse aproveitamento atingiria mais de 14.000 MW de potência instalada. Na concepção atual, a cota 66,0 m foi definida como o limite para esse aproveitamento em função das inundações na região de Jacareacanga e das planícies existentes também nas proximidades dessa cidade, além da proximidade com as Terras Indígenas Munduruku e Sai Cinza. Os estudos de engenharia e ambientais tiveram por objetivo avaliar a cota máxima recomendável para o reservatório, em função da ponderação entre os aspectos energéticos e ambientais. Também nesse sítio foi avaliada a interferência com a Hidrovia do Tapajós, verificando-se a compatibilização do aproveitamento hidrelétrico com o sistema de transposição de desnível (eclusas). A Eletronorte, em seu estudo inicial, previu a avaliação de quatro eixos alternativos nos quais seriam desenvolvidas campanhas multidisciplinares de investigação de campo (exceção feita à área contida no PNA), e estudos de avaliação, que de jusante para montante corresponderiam a: •

Eixo TPJ-325-Jusante

Assim denominado por estar situado a jusante e próximo ao eixo designado como “TPJ-325 Inferior” nos estudos da Eletronorte da década de 1980. Seu nível de restituição é o mais favorável, do ponto de vista energético, provocando, porém, o alagamento de todo o trecho das Cachoeiras de São Luiz do Tapajós e de áreas do PNA situadas abaixo cota do seu reservatório. •

Eixo TPJ 325 - Intermediário

Situado no local designado “TPJ-325 Superior” nos estudos anteriores da Eletronorte, esse eixo barra o rio no trecho encachoeirado junto à Ilha do Credo. O arranjo pressupunha a colocação da casa de força em área abrigada na margem esquerda (área interna ao PNA), necessitando de implantação de canal para adução até a tomada d’água. O posicionamento da casa de força permite a restituição a jusante do trecho encachoeirado, porém inunda as Cachoeiras de São Luiz do Tapajós e parte do PNA. Para efeito de planejamento foram admitidos aproveitamentos com reservatórios nas cotas 50 e 66 m. •

Eixo TPJ-325 – Montante

Situado no local designado “TPJ-325 PNA” em avaliações anteriores da Eletronorte, esse arranjo prevê uma disposição de obras visando preservar as Cachoeiras de São Luiz do Tapajós, além de minimizar as áreas inundadas no Parque Nacional da Amazônia (PNA). Nessa proposição, o barramento do rio é efetuado a montante das cachoeiras, próximo à localidade de Pimental, e através de canal de adução pela margem direita é feita a condução da água até a região da tomada d’água/casa de força posicionada na margem direita. Dessa última é efetuada a restituição ao leito natural do rio, através do canal de fuga. Uma variante, ainda nesse eixo, posiciona a casa de força próximo à ombreira direita no barramento a montante, empregando-se um canal de fuga substancialmente mais longo para se atingir as cotas mais baixas do trecho jusante das cachoeiras. Em qualquer das hipóteses, acredita-se que seria recomendável a implantação de algumas unidades Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 24 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 hidrogeradoras junto ao barramento, restituindo a montante do início das Cachoeiras de São Luiz do Tapajós, de forma a manter uma vazão mínima no trecho das corredeiras nos períodos em que não houver a operação do sistema extravasor. As cotas de reservatório admitidas para planejamento foram 50 e 66 m. •

Eixo TPJ-325 – Foz do Jamanxim

Situado a montante do trecho em que o Parque Nacional da Amazônia (PNA) estendia-se até a barranca do rio Tapajós (configuração que foi revisada posteriormente com o Parque avançando até a barranca do rio), esse eixo eliminaria as inundações no Parque, porém, a restituição em cota acima de 28 m, resultariam em perda energética substancial. Da mesma forma que para o arranjo anterior, seriam previstos reservatórios nas cotas 50 e 66 m. •

Sítio TPJ-445

O sítio TPJ-445, localizado a cerca de 120 km do sítio TPJ-325, foi selecionado em função das suas características geológicas apropriadas, onde predominam Granitóides Parauari (do Proterozóico inferior) e pelas características topográficas, com ombreiras altas e próximas ao rio em ambas as margens. A cota do reservatório foi admitida na elevação 66 m, pelos motivos expostos para o sítio TPJ-325. Considerando a necessidade de compatibilização com a Hidrovia do Tapajós, também foi avaliada a estrutura do sistema de transposição de desnível associada ao aproveitamento hidrelétrico. Cerca de 5 km a montante do local indicado nos estudos da Eletronorte, foi selecionado um novo eixo, denominado TPJ-445 (M), situado num estreitamento do rio Tapajós. Esse eixo fica imediatamente a montante do Igarapé Jacaré que, dessa forma, não seria inundado pelo reservatório. •

Sítio TPJ-685

O Sítio TPJ-685, localizado a 240 km do sítio TPJ-445, foi selecionado por constituir-se no primeiro local barrável identificado a montante da cidade de Jacareacanga, e também das planícies (zonas “úmidas”) existentes na região, de relevante interesse ecológico, como destacado no item 1.3.1. O local apresenta ombreiras íngremes nas duas margens, e o rio correndo em um vale amplo de fundo plano, constituído por rochas essencialmente sedimentares do Grupo Curuá. Nesse sítio foi contemplado o aproveitamento até a cota 96,0 m, correspondente ao nível d’água na confluência dos rios Juruena e Teles Pires. 1.4.4.2. Rio Jamanxim •

Sítio JMX-043

Esse sítio foi idealizado para combinar com o aproveitamento TPJ-325 na cota 50 m. O rio Jamanxim, no trecho entre os quilômetros 35 e 43, apresenta diversos locais apropriados para barramento, tendo sido escolhido o local do km 43 em função da condição topográfica mais favorável. Todo o trecho é geologicamente homogêneo e formado por rochas vulcânicas proterozóicas do Grupo Iriri. Foram contemplados aproveitamentos com níveis d’água nas cotas 80 e 85 m.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 25 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Sítio JMX-063

Esse sítio foi idealizado para combinar com o aproveitamento TPJ-325 na cota 66 m. O local se mostra bastante favorável topográfica e geologicamente, sofrendo limitações, não só devido a fugas em ambas as margens do reservatório, como também ao mesmo condicionante do eixo JMX-043, que limita o reservatório à cota 85 m. •

Sítio JMX-133/ARG009

Este local tem como característica principal o fato de condicionar a construção de uma barragem no km 9 do rio Aruri, uma vez que o divisor entre ambos é bastante baixo. A ombreira direita do JMX-133 constitui uma elevação isolada comum à ombreira esquerda do ARG-009. Neste último é necessária apenas a construção da barragem e do desvio do rio, situando-se o vertedouro e o circuito de adução no JMX-133, além do próprio desvio. A ombreira esquerda do JMX-133 é bastante alta e próxima ao rio. Foram contemplados aproveitamentos com níveis d’água nas cotas 120 e 129 m. •

Sítio JMX-166

O sítio JMX-166 foi escolhido no trecho que se estende entre os quilômetros 161 e 170 por apresentar excelentes características topográficas, com ombreiras altas e próximas entre si. Além disso, existem duas cachoeiras nas proximidades, a saber: a primeira, 1 km a jusante, com queda de 1,5 m e, a segunda, com queda de 2 m, situada 4 km a montante. A geologia ao longo do trecho se apresenta homogênea, constituída por rochas vulcânicas do Grupo Iriri e Granodiorito Jamanxim. A cota máxima de reservatório na elevação 176 m se deve à cota de restituição no eixo JMX-257 e a possíveis fugas na margem esquerda, além da localidade de Jardim do Ouro. Além do local indicado acima, também foi selecionado um eixo cerca de 1,5 km a jusante, denominado JMX-166 (J), que possibilita a redução do NA máximo normal do aproveitamento de jusante em cerca de 2 m, reduzindo as interferências na rodovia BR-163. •

Sítio JMX-183

Este local apresenta ombreiras altas sendo a direita próxima ao rio e a esquerda mais distante. Na ombreira direita predominam as rochas sedimentares da Formação Buiuçu de boa qualidade para fundação, na ombreira esquerda além das rochas sedimentares da Formação Buiuçu, ocorrem em contato abrupto vulcano-sedimentos da Formação Aruri e intrusões graníticas da Suíte Intrusiva Parauari. Como no sítio JMX-166, o reservatório não deve ultrapassar a cota 176 m. •

Sítio JMX-199

Este local apresenta ombreira direita alta e próxima ao rio, formada, no entanto, por rochas sedimentares (siltito e arenito fino) da Formação Cubencranquém. A ombreira esquerda é distante do rio, formada por arenito e rochas granitóides do Proterozóico Inferior. O reservatório não deve ultrapassar a cota 176 m pelas razões enunciadas para os eixos imediatamente a jusante.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 26 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Sítio JMX-212

Esse sítio não fez parte dos locais indicados pelos estudos anteriores da Eletronorte, porém julgou-se necessário prever a inclusão de um sítio adicional nessa região em função desse trecho de rio ter sido pouco estudado naquela etapa, e pelo grande desnível natural existente entre a região dos sítios JMX-199 (cota do nível d’água 129 m) e JMX-257 (cota 176 m), além de permitir a construção de alternativas de divisão de queda com significativa redução de impacto na BR-163. •

Sítio JMX-257

O local do km 257 situa-se imediatamente a jusante da foz do rio Novo, o que o torna energeticamente atraente. Deverá constar em todas as alternativas de divisão de queda, uma vez que o nível d’água do canal de fuga deste sítio é o limite máximo dos reservatórios de jusante. A presença da BR-163 nas proximidades, a extensão da área inundada, e o núcleo urbano de Novo Progresso limitaram a cota do reservatório ao nível 190 m. As extensas áreas de inundação, principalmente ao longo do rio Novo, podem recomendar aproveitamento nesse local em cotas ainda inferiores.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 27 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

2.

PLANEJAMENTO DOS ESTUDOS

2.1. Coleta e Análise de Dados Básicos Esta atividade abrange os trabalhos realizados junto a entidades e órgãos públicos visando de reunir dados e informações existentes e disponíveis, de natureza diversa e de interesse para o desenvolvimento dos estudos. Assim, foi pesquisada a existência de dados cartográficos, hidrometeorológicos, geológico/geotécnicos, e ambientais, além de estudos e projetos elaborados para a região. 2.1.1. Dados Cartográficos e Topográficos 2.1.1.1. Material Cartográfico Coletado Dentre as bases cartográficas disponíveis para a bacia hidrográfica do rio Tapajós foram adquiridas as consideradas de maior interesse, relacionadas em seguida: • Cartas Planialtimétricas da Fundação IBGE, na escala 1: 1.000.000: Nomenclatura

Nome da Folha

Ano

SD – 21

CUIABÁ

1960

SB – 21

TAPAJÓS

1960

SA – 21

SANTARÉM

1960

SC – 21

JURUENA

1960

• Cartas Planialtimétricas da DSG – Diretoria do Serviço Geográfico, na escala 1: 250.000 cobrindo a área da bacia hidrográfica: MI

Nomenclatura

Nome da Folha

Ano

0097

SA-21-Z-A

PARINTINS

1983

0098

SA-21-Z-B

SANTARÉM

1983

0118

SA-21-Z-C

BRASÍLIA LEGAL

1983

0119

SA-21-Z-D

AVEIRO

1983

0143

SB-21-X-B

AGROVILA PRESIDENTE MÉDICI

1984

0142

SB-21-X-A

ITAITUBA

1984

0141

SB-21-V-B

INAJÁ

1982

0166

SB-21-V-D

VILA MAMÃE ANA

1982

0167

SB-21-X-C

CARACOL

1984

0168

SB-21-X-D

ENTRE RIOS

1983

0195

SB-21-Z-B

RIO CURUÁ

1985

0194

SB-21-Z-A

VILA RIOZINHO

1982

0193

SB-21-Y-B

JACAREACANGA

1983

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 28 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 MI

Nomenclatura

Nome da Folha

Ano

0192

SB-21-Y-A

VILA PORTO FRANCO

1983

0222

SB-21-Z-D

RIO BAÚ

1982

0221

SB-21-Z-C

RIO NOVO

1982

0220

SB-21-Y-D

RIO CURURU

1982

0247

SC-21-V-B

RIO TELES PIRES

1982

0248

SC-21-X-A

SERRA DO CACHIMBO

1982

0249

SC-21-X-B

CACHOEIRAS DO CURUÁ

1983

• Cartas Planialtimétricas da DSG – Diretoria do Serviço Geográfico, na escala 1:100.000 cobrindo a área da bacia hidrográfica: MI

Nomenclatura

Nome da Folha

Ano

0471

SA-21-Z-A-II

JURUTI

1982

0472

SA-21-Z-A-III

VL. DO TABATINGA

1982

0473

SA-21-Z-B-I

CURUAI

1982

0474

SA-21-Z-B-II

SANTARÉM

1983

0525

SA-21-Z-A-V

VL. RECOROAÇÃO

1982

0526

SA-21-Z-A-VI

CACH. DO ARUÃ

1982

0527

SA-21-Z-B-IV

AMORIM

1982

0528

SA-21-Z-B-V

MUJUÍ DOS CAM.

1983

0588

SA-21-Z-D-I

BOIM

1982

0587

SA-21-Z-C-III

RIO INAMBU

1982

0586

SA-21-Z-C-II

IGARAPÉ CURI

1982

0649

SA-21-Z-C-V

RIO MAMURU

1982

0650

SA-21-Z-C-VI

BRASÍLIA LEGAL

1982

0651

SA-21-Z-D-IV

AVEIRO

1982

0652

SA-21-Z-D-V

IGARAPÉ ONÇA

1983

0717

SB-21-X-A-III

ITAITUBA

1982

0716

SB-21-X-A-II

CAPITUÃ

1982

0715

SB-21-X-A-I

IGARAPÉ IPIRANGA

1982

0785

SB-21-X-A-IV

ILHA MAMBUAI

1982

0786

SB-21-X-A-V

URUA

1982

0787

SB-21-X-A-VI

RIO ITAPACURA-MIRIM

1982

0861

SB-21-X-D-I

RIOZINHO DO ANFRÍSIO

1985

0938

SB-21-X-D-IV

RIO ARURI GRANDE

1985

1008

SB-21-Y-A-III

RIO CARAUIRI

1981

1009

SB-21-Y-B-I

GUARANI

1981

1010

SB-21-Y-B-II

JACAREACANGA

1981

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 29 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 MI

Nomenclatura

Nome da Folha

Ano

1011

SB-21-Y-B-III

VILA PORTO RICO

1981

1015

SB-21-Z-B-I

IGARAPÉ PIMENTAL

1983

1094

SB-21-Z-B-IV

RIOZINHO DAS ARRAIAS

1983

1090

SB-21-Y-B-VI

MALOQUINHA

1981

1089

SB-21-Y-B-V

ALDEIA KABRUA

1981

1088

SB-21-Y-B-IV

MARACATI

1981

1168

SB-21-Y-D-II

IGARAPÉ PARAUÁ-DOTI

1987

1169

SB-21-Y-D-III

RIO DAS TROPAS

1987

1170

SB-21-Z-C-I

RIO CREPORI

1986

1171

SB-21-Z-C-II

RIO NOVO

1986

1172

SB-21-Z-C-III

RIO CLARO

1986

1173

SB-21-Z-D-I

IGARAPÉ CURIMÃ

1986

1252

SB-21-Z-D-IV

RIO JAMANXIM

1986

1251

SB-21-Z-C-VI

RIO MUTUACÁ

1986

1250

SB-21-Z-C-V

RIO INAMBÉ

1986

1249

SB-21-Z-C-IV

IGARAPÉ BOA VISTA

1986

1248

SB-21-Y-D-VI

IGARAPÉ UARIRI

1987

1328

SC-21-X-A-I

RIO CURURU

1986

1329

SC-21-X-A-II

RIO CAITITU

1987

1330

SC-21-X-A-III

RIO MIRIM

1987

1331

SC-21-X-B-I

CÓRREGO ARRAIA

1982

1409

SC-21-X-B-IV

RIO TRÊS DE MAIO

1982

1408

SC-21-X-A-VI

RIO SÃO BENEDITO

1987

• Cartas Geológicas do Brasil ao Milionésimo, CPRM (2004): −

FOLHA TAPAJÓS

(SB.21)

FOLHA SANTARÉM (SA.21)

• Cartas Geológicas do Projeto Especial Província Mineral do Tapajós, na escala 1:250.000, CPRM (2000): −

FOLHA VILA MAMÃE ANÃ

(SB.21-Z-D)

FOLHA JACAREACANGA

(SB.21-Y-B)

FOLHA CARACOL

(SB.21-X-C)

FOLHA VILA RIOZINHO

(SB.21-Z-A)

FOLHA RIO NOVO

(SB.21-Z-C)

• Fotografias Aéreas em preto e branco: AST-10 (USAF) tomadas pela Força Aérea Americana, na escala de 1: 60.000, de 1964 a 1966. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 30 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 2.1.1.2. Levantamentos Topográficos e Topobatimétricos de Estudos Anteriores a) Estudos e Levantamentos da Eletronorte Em outubro de 1986 a Eletronorte iniciou os serviços de inventário hidrelétrico do rio Tapajós e seus afluentes, abrangendo estudos e levantamentos topográficos, hidrológicos, geológico-geotécnicos, socioeconômicos e ambientais, recursos minerais, divisão de queda e estudos de alternativas. De maio de 1987 a fevereiro de 1988, os trabalhos caracterizaram-se por uma intensa atividade de aquisição de dados de campo com destaque para o reconhecimento aéreo da bacia, o reconhecimento fluvial-terrestre, as medições hidrométricas nos principais rios da bacia, o levantamento cartográfico dos rios Tapajós, Jamanxim, Crepori, e Novo, o reconhecimento geológico regional de toda a bacia, e os estudos multidisciplinares nos locais identificados no rio Tapajós. • Levantamentos Cartográficos e Topográficos No período de 1987 a 1989 foram implantadas poligonais eletrônicas para o transporte de coordenadas planimétricas e altitudes ao longo dos rios Tapajós, Jamanxim, Crepori, Novo e Marupá, conforme mostrado no Quadro 2.1.1.2-1. Quadro 2.1.1.2-1 Resumo dos Levantamentos TRECHO (km)

RIO

LEVANTAMENTOS

Poligonal Principal. As coordenadas planimétricas do ponto de partida, TA-02, foram obtidas graficamente, a partir da carta do IBGE na escala de 1:100.000. Poligonal secundária apoiada na poligonal do rio Tapajós, teve Jamanxim 0 a 193 como partida o vértice TA-06, com azimute no vértice TA-05. 0 a 172 e 219 Poligonais secundárias apoiadas na poligonal do rio Tapajós Crepori a 240 tiveram como partida os vértices TA-24 e TA-23. 0 a 10 e Poligonais secundárias apoiadas nas poligonais dos Rios Crepori e Marupá e Novo 0 a 115 Jamanxim Tapajós, Jamanxim, Crepori, Determinação do perfil longitudinal do rio, através de pontos Novo e Marupá cotados de nível d’água, irradiados a partir das poligonais. Tapajós

325 a 802

As poligonais foram desenvolvidas por meio de circuitos duplos, já que não havia marcos com coordenadas conhecidas para o fechamento das poligonais e nem condições meteorológicas, além de prazo, favoráveis às determinações astronômicas ou rastreamento de satélites. O circuito duplo consistiu na implantação de duas poligonais, utilizando-se em ambas, os mesmos critérios de medição. Esse método permitiu a comparação das coordenadas de vértices comuns às duas poligonais e a eliminação de erros grosseiros. O transporte de altitudes foi realizado por meio de nivelamento trigonométrico, simultaneamente com o transporte de coordenadas planimétricas. Quando da retomada dos estudos, por parte da Eletronorte, em setembro de 2002, foi feito um novo reconhecimento de campo da área a ser estudada. Nos locais visitados, verificouse que as coordenadas planimétricas dos marcos das poligonais determinadas pela Eletronorte na década de 80, apresentavam diferenças de até 150 m, quando comparadas as novas medições efetuadas com a utilização de GPS de navegação. Diversos marcos Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 31 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 implantados nas campanhas realizadas de 1986 a 1989, não foram encontrados por terem sido destruídos ou encobertos por detritos despejados por garimpeiros, inclusive aqueles implantados para materializar os eixos. Na retomada dos estudos não foi feita a avaliação da altimetria. • Levantamentos Realizados na Região dos Sítios −

Sítio TPJ - 325 − Levantamentos topográficos; − Levantamento topobatimétrico ao longo dos eixos; e, − Levantamento aerofotogramétrico de uma área de 515 km², com cobertura na escala 1:25.000 e restituição de uma área de 250 km² na escala 1:10.000, com curvas de nível de 5 m em 5 m. Após análise do material verificou-se que a restituição digital não contemplava toda a área de interesse. Dessa forma, a Eletronorte contratou a complementação do levantamento utilizando aerofotocartas na escala 1:10.000, vôo LASA – AST-10 (USAF) de 1964 a 1966, com cobertura na escala 1:60.000 e curvas de nível a cada 5 m. O apoio de campo, a restituição digital e a edição das folhas foram realizadas em janeiro de 2004.

Sítios TPJ – 445, JMX – 043, JMX – 063, JMX – 133, JMX – 166, JMX – 183, JMX – 199, e JMX - 257 − Amarração dos marcos que definiram o eixo, à poligonal principal; − Picada ao longo do eixo, com piquetes estaqueados a cada 20 m; e, − Levantamento topobatimétrico ao longo do eixo.

b) Estudos e Levantamentos da AHIMOR Os estudos da Hidrovia do Tapajós foram desenvolvidos pela Administração das Hidrovias da Amazônia Oriental – AHIMOR, compreendendo o trecho entre Santarém e Cachoeira Rasteira (rio Teles Pires) e o sistema de transposição de desnível (eclusa) nas cachoeiras de São Luiz do Tapajós. Os trabalhos mais significativos do sistema de transposição de desnível foram desenvolvidos a partir do Convênio com a FADESP entre 1995 e 1996. Estudos anteriores realizados pela Dreer Engenharia indicavam a instalação do sistema de transposição na margem esquerda, o que veio mostrar-se inviável na continuidade dos estudos, em face dos grandes volumes de escavação que seriam demandados. Nos estudos da FADESP verificou-se melhores condições para a implantação na calha do rio próximo à margem direita, tendo-se recomendado a execução de um sistema composto de canais de acesso a montante e a jusante e uma câmara de eclusa, previstos para atender a um nível máximo a montante na elevação 24,20 m, e mínimo a jusante na 7,41 m, associados a alguns diques de fechamento para controle de níveis nos diversos canais naturais da região das cachoeiras. A Petcon - Planejamento, Engenharia, Transportes e Consultoria Ltda., iniciou a etapa de Projeto Básico em de dezembro de 1996, com a mobilização dos serviços de campo em março de 1997. Os trabalhos foram paralisados em novembro de 1997, sendo retomados em setembro de 1999 e novamente paralisados em novembro de 1999 por questão de embargo judicial. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 32 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quanto à hidrovia, os estudos foram desenvolvidos pela Internave Engenharia S/C Ltda. no período 1996-1997, exceto para o local das cachoeiras de São Luiz, constando do projeto executivo de dragagem, derrocamento e balizamento do canal navegável dos rios Tapajós e Teles Pires no trecho compreendido entre Santarém e Cachoeira Rasteira. As extensões abrangidas pelos projetos de melhoria das condições de navegação em corrente livre foram de 815 km no rio Tapajós e 160 km no rio Teles Pires, totalizando 975 km de via navegável. • Levantamentos e Estudos Cartográficos e Topográficos Ao longo do rio Tapajós, entre Itaituba e o rio Teles Pires, foram executados levantamentos batimétricos em vários trechos, compreendendo a determinação de profundidades da lâmina d'água cobrindo áreas do possível traçado da hidrovia. Esses levantamentos, envolvendo o trecho entre Buburé (km 350) e a confluência com o rio Teles Pires (km 815) estão relacionados no Apêndice A – Estudos Topográficos (Volume 3/22). Ao longo desses trechos, nas regiões onde as condições de navegação eram mais críticas, a batimetria foi executada em áreas isoladas, designadas como "Pedrais" ou "Passos". Ao todo foram levantadas 78 áreas, as quais estão relacionadas no Apêndice A (Volume 3/22). Na região do Sítio TPJ-325 a AHIMOR realizou extensos levantamentos topobatimétricos com vistas ao desenvolvimento dos estudos do Sistema de Transposição de Desnível (Eclusa), constituídos de levantamentos topográficos na margem direita e ilhas na região das corredeiras de São Luiz do Tapajós, batimetrias em áreas localizadas e seções batimétricas (levantamentos lineares), conforme detalhado no Apêndice A. 2.1.2. Dados Hidrometeorológicos Para o desenvolvimento dos estudos hidrometeorológicos a coleta de dados foi direcionada basicamente para a Climatologia, Pluviometria, Fluviometria e Sedimentometria. 2.1.2.1. Climatologia Dentre os pontos de monitoramento climatológico existentes, destacam-se as estações operadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia – INMET, para as quais se dispõe de dados de “Normais Climatológicas” compiladas com base no período histórico de dados 1961 a 1990. As normais climatológicas são expressas através das médias mensais e procedimentos de cálculos normatizados, obedecendo-se aos critérios recomendados pela Organização Meteorológica Mundial - OMM. Na composição da rede de interesse foram consideradas todas as estações situadas nos limites territoriais da bacia e nas regiões limítrofes, sendo contemplados os seguintes parâmetros: Temperatura do Ar; Umidade Relativa do Ar; Precipitação; Evaporação; Pressão atmosférica; Insolação e Nebulosidade. A pesquisa revelou a existência de 11 estações na área de interesse, as quais são relacionadas no Quadro 2.1.2.1-1 e identificadas através do código ANA (Agência Nacional de Águas) e do código da entidade operadora, o INMET. A localização destas estações é apresentada no Desenho EG219-GE.08-DE.0002 constante no Caderno de Desenhos (Volume 2/22). Desse total, 4 (quatro) estações foram consideradas nos estudos: Itaituba, Cidade Vera, Belterra e Diamantino, sendo que apenas esta última não se encontra dentro dos limites da bacia hidrográfica do rio Tapajós.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 33 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 2.1.2.1-1 - Estações Meteorológicas Operadas pelo INMET Código Nome da Estação

UF

Latitude

Longitude

Altitude (m)

Período de Operação

00155001 82178

Óbidos

PA

01° 55'

55° 31'

37,0

1971 / 1990

00254002 82181

Monte Alegre

PA

02° 00'

54° 05'

145,8

1974 / 1990

00256000 82240

Parintins

AM

02° 38'

56° 44'

29,8

1962 / 1990

00254003 82246

Belterra

PA

02° 38'

54° 57'

175,7

1967 / 1990

00358000 82336

Itacoatiara

AM

03° 08'

58° 26'

80,0

1964 / 1990

00359006 82331

Manaus

AM

03° 08'

60° 01'

71,9

1961 / 1990

00455000 82445

Itaituba

PA

04° 16'

55° 35'

45,0

1971 / 1990

00125600 83264

Cidade Vera

MT

12° 12'

56° 30'

415,0

1973 / 1990

01456005 83309

Diamantino

MT

14° 24'

56° 27'

266,3

1962 / 1990

01556002 83361

Cuiabá

MT

15° 33'

56° 07'

186,0

1961 / 1990

01657000 83405

Cáceres

MT

16° 03'

57° 41'

109,0

1971 / 1990

ANA

INMET

Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia – INMET.

Verifica-se que a área de interesse dos estudos dispõe de uma rede reduzida e espacialmente mal distribuída de estações meteorológicas, com uma maior concentração na região do baixo curso e junto às cabeceiras da bacia do rio Tapajós e uma carência de dados nas porções intermediárias da bacia, o que dificulta uma boa caracterização das condições climáticas. Os dados das estações meteorológicas de interesse, relacionadas no quadro acima foram obtidos da publicação “Normais Climatológicas" do INMET - Instituto Nacional de Meteorologia para o período de 1961 a 1990. 2.1.2.2. Pluviometria A coleta de dados pluviométricos baseou-se na pesquisa das estações operadas pela ANA Agência Nacional de Água e pelo INMET – Instituto Nacional de Meteorologia. Para a composição da rede pluviométrica de interesse, foram consideradas as estações situadas dentro dos limites territoriais da bacia do rio Tapajós e regiões limítrofes, procurando-se contornar todo o perímetro da bacia. Nesta pesquisa foram descartadas estações com períodos de observação curtos ou que apresentaram muitas falhas no período histórico observado. Nesse sentido, foram consideradas apenas as estações com período observado igual ou superior a 10 anos. As análises permitiram considerar uma base de dados composta por 129 estações, das quais 94 foram utilizadas nos estudos e estão relacionadas no Quadro 2.1.2.2-1 . A seleção das estações foi norteada pela extensão do período histórico observado e pela qualidade dos dados. A relação das estações pluviométricas encontra-se no Anexo 1 do Apêndice C Hidrometeorologia. A localização destas estações é apresentada no Desenho EG219GE.08-DE.0002 constante no Volume 2/22 do Relatório Final de Inventário. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 34 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 A coleta de dados pluviométricos abrangeu todas as estações de interesse situadas nos limites territoriais da bacia do rio Tapajós e nas vizinhanças, conforme relacionado no Anexo 1 do Apêndice C - Hidrometeorologia. As informações coletadas compreenderam as séries históricas de precipitações totais mensais, em grande parte de postos instalados nas décadas de 70 e 80. Todo o material coletado encontra-se também reunido no Anexo 1. Quadro 2.1.2.2-1 - Rede Pluviométrica Utilizada Código

Estação

Município

UF

00154000

Arapari

Monte Alegre

00154001

Boca do Inferno

00154003

Coordenadas

Operação

Latitude

Longitude

Início

Fim

PA

01º46'25''

54º23'50'

05/1972

06/2006

Alenquer

PA

01º30'00''

54º52'17''

06/1975

06/2006

Alenquer

Alenquer

PA

01º56'34''

54º44'21''

04/1989

11/2006

00155000

Oriximina

Oriximiná

PA

01º45'37''

55º51'44''

08/1968

12/2006

00155002

Vila Curuá

Alenquer

PA

01º53'17''

55º06'56''

04/1994

09/2006

00156000

Vista Alegre - Conj. 2

Oriximiná

PA

01º07'49''

56º03'12''

10/1977

12/2001

00157000

Cachoeira da Porteira - Conj 1

Oriximiná

PA

01º05'15''

57º02'49''

07/1975

12/2006

00254000

Santarém

Santarém

PA

02º26'35''

54º42'27''

05/1968

06/2006

00254005

Barragem - conj4

Santarém

PA

02º48'54''

54º17'52''

11/1977

12/2001

00255000

Curuai

Santarém

PA

02º16'06''

55º28'50''

05/1989

06/2006

00256002

Nhamunda

Nhamundá

AM

02º11'23''

56º42'38''

01/1984

03/2007

00257001

Barreirinha

Barreirinha

AM

02º47'32''

57º03'52''

01/1984

03/2007

00257003

Mocambo

Parintins

AM

02º27'20''

57º16'57''

03/1989

03/2007

00356002

Guariba

Juruti

PA

03º13'41"

56º35'10"

01/1986

03/2007

00357003

Mucajá

Maués

AM

03º53'48''

57º30'15''

01/1989

03/2007

00454001

Fazenda Marcondes

Itaituba

PA

03º57'59''

54º38'31''

01/1982

12/2001

00455000

Itaituba

Itaituba

PA

04º17'00''

55º59'00''

12/1966

05/1976

00455002

Cupari

Aveiro

PA

04º10'30''

55º25'37''

11/1977

12/2001

00455003

Km 1385 BR-163

Itaituba

PA

04º45'17''

56º04'46''

08/1980

12/2001

00455004

Rurópolis Presidente Médici

Aveiro

PA

04º05'22''

54º54'10''

04/1982

12/2001

00456000

Buburé (Sai Cinza)

Itaituba

PA

04º38'00''

56º18'00''

12/1977

09/1994

00456001

Km 1342 Transamazônica

Itaituba

PA

04º56'49''

56º52'56''

01/1989

12/2001

00554000

Cajueiro

Altamira

PA

05º39'01''

54º31'16''

11/1975

12/2001

00555000

Km 1326 BR-163

Itaituba

PA

05º10'57''

56º03'28''

08/1980

12/2001

00555002

Km 1130 BR-163

Itaituba

PA

06º40'17''

55º29'45''

12/1986

12/2001

00556000

Jatobá

Itaituba

PA

05º09'15''

56º51'20''

12/1972

12/2001

00655001

Km 1027 da BR-163

Itaituba

PA

07º30'24''

55º15'41''

06/1982

09/2001

00655002

Garimpo do Patrocínio

Itaituba

PA

06º58'04"

56º28'22''

11/1985

12/2001

00655003

Jamanxim

Itaituba

PA

05º30'00"

55º50'00"

01/1996

12/2001

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 35 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 2.1.2.2-1 - Rede Pluviométrica Utilizada Código

Estação

Município

UF

00658000

Santarém Sucunduri

Apuí

00754000

Aldeia do Baú

00755000

Coordenadas

Operação

Latitude

Longitude

Início

Fim

AM

06º47'54''

59º02'52''

04/1975

03/2006

Altamira

PA

07º20'00''

54º50'00''

08/1976

12/1997

Novo Progresso

Itaituba

PA

07º03'38"

55º24'28"

06/1997

12/2001

00757000

Alto Tapajós

Itaituba

PA

07º21'00"

57º31'00"

01/1930

05/1988

00758000

Barra do São Manuel

Borba

AM

07º20'20''

58º09'18''

10/1975

12/2001

00855000

Km 947 BR-163

Itaituba

PA

08º11'14''

55º07'10''

12/1977

10/2001

00857000

Santa Rosa

Cuiabá

MT

08º52'13''

57º24'59''

08/1982

12/2001

00954001

Cachimbo

Guaranta do Norte

MT

09º49'02"

54º53'09''

10/1984

12/2005

00956000

Alta Floresta

Alta Floresta

MT

09º52'13''

56º06'08''

02/1978

12/1997

00956001

Jusante Foz Peixoto de Azevedo

Alta Floresta

MT

09º38'33''

56º01'06''

09/1980

12/2005

00957001

Novo Planeta

Aripuanã

MT

09º33'57''

57º23'39''

03/1982

12/2005

01053001

Fazenda Santa Emília

Marcelândia

MT

10º32'21''

53º36'32''

06/1976

12/2001

01054000

Agropecuária Cajabi

Itauba

MT

10º44'46"

54º32'46''

08/1976

12/2005

01055001

Indeco

Alta Floresta

MT

10º06'45''

55º34'12''

10/1975

12/2005

01055002

Colider

Colider

MT

10º47'55''

55º26'55''

03/1982

12/2005

01055003

Fazenda Tratex

Colider

MT

10º57'21''

55º32'55''

01/1994

12/2005

01057000

Fazenda Agrotep

Porto dos Gaúchos

MT

10º52'53''

57º34'52''

05/1978

09/2001

01057001

Trivelato

Alta Floresta

MT

09º56'29''

57º07'55''

04/1982

12/2005

01058002

Núcleo Ariel

Aripuanã

MT

09º51'22''

58º14'49''

03/1982

12/2005

01058003

Juruena

Juruena

MT

10º19'56''

58º29'53''

09/1984

12/2005

01058004

Novo Tangará

Aripuanã

MT

10º50'02''

58º48'08''

09/1984

12/2005

01058005

Vale do Natal

Aripuanã

MT

10º35'17"

58º52'03"

03/1985

12/2003

01059000

Humboldt

Aripuanã

MT

10º10'29''

59º27'03''

06/1978

07/2005

01154001

Santa Felicidade

Vera

MT

11º55'45''

54º59'53''

04/1982

12/2001

01155000

Cachoeirão

Sinop

MT

11º39'11''

55º42'06''

11/1975

12/2004

01156000

Fazenda Itaúba

Porto dos Gaúchos

MT

11º28'17''

56º25'28''

03/1982

12/2005

01156001

Sinop (Fazenda Sempre Verde)

Sinop

MT

11º42'38''

55º27'50''

11/1983

12/2005

01157000

Porto dos Gaúchos

Porto dos Gaúchos

MT

11º32'09''

57º25'02''

09/1973

12/2001

01157001

Juara

Juara

MT

11º15'09''

57º30'21''

11/1983

12/2005

01158001

Fontanilhas

Aripuanã

MT

11º20'27''

58º20'13''

01/1979

12/2005

01158002

Juína

Juína

MT

11º24'31''

58º43'04''

09/1984

12/2005

01158003

Fazenda Tombador

Aripuanã

MT

11º24'17''

58º04'21''

09/1984

12/2005

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 36 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 2.1.2.2-1 - Rede Pluviométrica Utilizada Código

Estação

Município

UF

01254001

Agrovensa

Chapada dos Guimarães

01255001

Teles Pires

01255002

Coordenadas

Operação

Latitude

Longitude

Início

Fim

MT

12º48'47''

54º45'06''

03/1982

12/2001

Sorriso

MT

12º55'20''

55º47'30''

04/1976

12/2005

Núcleo Colonial Rio Ferro

Vera

MT

12º30'58''

54º54'38''

07/1976

12/2001

01257000

Brasnorte

Brasnorte

MT

12º07'01''

57º59'57''

09/1984

12/2005

01259001

Cachoeirinha

Aripuanã

MT

12º01'37''

59º39'01''

01/1984

12/2005

01260000

Vilhena

Vilhena

RO

12º44'00"

60º08'00"

01/1978

12/1985

01353001

Estância Rodeio

Barra do Garças

MT

13º50'31"

53º14'30''

10/1985

12/2001

01354000

Fazenda Agrochapada

Chapada dos Guimarães

MT

13º26'48''

54º16'50''

01/1976

12/2001

01355001

Porto Roncador

Diamantino

MT

13º33'25''

55º20'01''

01/1985

12/2005

01356002

Nova Mutum

Nova Mutum

MT

13º49'14''

56º05'03''

01/1985

10/2005

01357000

Nova Maringá

Diamantino

MT

13º01'39''

57º05'26''

03/1982

12/2005

01358001

Bacaval

Campo Novo do Parecis

MT

13º38'30''

58º17'15''

04/1983

12/2005

01358002

Fazenda Tucunaré

Araguaiana

MT

13º28'00''

58º58'30''

03/1983

12/2005

01359000

Padronal

Comodoro

MT

13º10'42''

59º52'28''

03/1983

12/2005

01359001

Vila Alegre

Vla. Bela da Santíssima Trindade

MT

13º46'41''

59º46'03''

01/1983

12/2005

01360000

Colorado do Oeste

Colorado do Oeste

RO

13º06'51''

60º32'54''

01/1983

11/2005

01453000

Passagem da BR309

Chapada dos Guimarães

MT

14º36'43''

53º59'55''

06/1976

11/2002

01454000

Paranatinga

Paratininga

MT

14º25'04''

54º02'58''

01/1973

12/2005

01454002

Nova Brasilândia

Nova Brasilândia

MT

14º53'39''

54º58'22''

11/1983

12/2005

01454003

Perezópolis (Ex Riolândia)

Chapada dos Guimarães

MT

14º45'14''

54º58'41''

10/1987

09/2006

01455008

Fazenda Raizama (Coimbra)

Rosário Oeste

MT

14º50'38''

55º51'18''

01/1981

09/2006

01456001

Arenápolis (Canaã)

Arenápolis

MT

14º31'12''

56º50'56''

08/1971

12/2005

01456003

Nortelândia

Nortelândia

MT

14º27'03''

56º48'49''

01/1971

12/2005

01456004

Quebó

Nobres

MT

14º39'10''

56º07'21''

08/1972

09/2006

01456005

Diamantino

Diamantino

MT

14º24'21"

56º26'47"

01/1930

12/2005

01456008

Rosário Oeste

Rosário Oeste

MT

13º06'51"

60º32'54''

11/1968

09/2006

01457000

Tapirapuã

Nova Olímpia

MT

14º51'02''

57º46'04''

07/1971

12/2005

01457001

Tangará da Serra

Tangará da Serra

MT

14º37'55"

57º28'05''

06/1969

12/2005

01457003

Deciolândia

Diamantino

MT

14º11'02''

57º30'24''

01/1982

12/2005

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 37 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 2.1.2.2-1 - Rede Pluviométrica Utilizada Código

Estação

Município

UF

01458002

Brasfor

Tangará da Serra

01559000

Pontes e Lacerda

01559006 08154000

Coordenadas

Operação

Latitude

Longitude

Início

Fim

MT

14º23'07''

58º14'03''

01/1982

12/2005

Pontes e Lacerda

MT

15º12'56''

59º21'13''

11/1974

08/2005

Vila Bela da Santíssima Trindade

Vila Bela da Santíssima Trindade

MT

15º03'48''

59º52'23''

12/1965

08/2005

Apalai

Almeirim

PA

01º13'13"

54º39'22''

07/1980

05/2006

2.1.2.3. Fluviometria e Sedimentometria A coleta de dados fluviométricos e sedimentométricos baseou-se na pesquisa das estações situadas na bacia dos rios Tapajós e Jamanxim e em bacias vizinhas, e operadas pela ANA - Agência Nacional de Águas. A partir desta base de informações, procedeu-se à seleção dos postos mais significativos em termos de período observado, localização e qualidade das informações, o que permitiu estabelecer uma rede fluviométrica composta por 54 postos, dos quais 18 foram considerados nos estudos e estão relacionados no Quadro 2.1.2.3-1. A relação das estações fluviométricas integrantes da rede existente encontra-se no Anexo 1 do Apêndice C - Hidrometeorologia. A localização destas estações é apresentada no Desenho EG219GE.08-DE.0003 constante no Volume 2/22 do Relatório Final de Inventário. Para o desenvolvimento dos estudos foram coletados, quando disponíveis, os seguintes dados: curvas-chave das estações; séries históricas de níveis d’água diários; séries de vazões observadas; relação de medições de descarga líquida; relação de medições de descarga sólida; dados de qualidade da água; e, perfis transversais das seções do curso d’água. Tais dados foram obtidos no Sistema de Informações Hidrológicas da Agência Nacional de Águas (http://hidroweb.ana.gov.br/). Todo o material coletado encontra-se reunido no Anexo 1 do Apêndice C - Hidrometeorologia. Os dados oriundos das estações fluviométricas foram objeto de análise e tratamento numérico, visando não só aferir a qualidade das informações como também proceder à extensão da série observada através de correlações ou da aplicação de técnicas de modelagem matemática chuva-vazão, tendo como referência dados pluviométricos de longo período disponíveis na região dos estudos. Quadro 2.1.2.3-1 - Rede Fluviométrica Utilizada Código

Estação

Rio

Município

UF

Área de Drenagem 2 (km )

Latitude

Longitude

15910000

Santarém Sucunduri

Sucunduri

Apuí

AM

13.938

06º47'41"

59º02'33"

17050000

Óbidos - Porto

Solimões / Amazonas

Óbidos

PA

468.000

01º56'50"

55º30'40''

17090000

Boca do Inferno

Curuá

Alenquer

PA

20.803

01º30'11"

54º52'22''

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Coordenadas

Página: 38 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 2.1.2.3-1 - Rede Fluviométrica Utilizada Código

Estação

Rio

Município

UF

Área de Drenagem 2 (km )

Coordenadas Latitude

Longitude

17093000

Fontanilhas

Juruena

Juína

MT

57.407

11º21'30"

58º20'34''

17120000

Porto dos Gauchos

Arinos

Porto dos Gaúchos

MT

36.928

11º32'11"

57º25'22''

17380000

Jusante Foz Peixoto de Azevedo

Teles Pires

Alta Floresta

MT

82.014

09º38'33"

56º01'06''

17430000

Barra do São Manuel Jusante

Tapajós

Borba

AM

332.649

07º20'23"

58º09'19''

17435000

Chacorão

Tapajós

Itaituba

PA

346.861

06º33'00"

58º20'00''

17450000

Missão Cururu

Cururu

Itaituba

PA

7.687

07º37'00"

57º35'00''

17500000

Fortaleza

Tapajós

Itaituba

PA

363.018

06º02'43"

57º38'34''

17650000

Jatobá

Tapajós

Itaituba

PA

386.711

05º09'09"

56º51'14''

17650002

Acará do Tapajós

Tapajós

Itaituba

PA

389.579

04º53'11"

56º43'23''

17660000

Novo Progresso

Jamanxim

Itaituba

PA

12.545

07º04'00"

55º28'00''

17675000

Jardim do Ouro

Jamanxim

Itaituba

PA

37.456

06º15'27"

55º46'21''

17680000

Jamanxim

Jamanxim

Itaituba

PA

40.310

05º30'00"

55º50'00''

17730000

Itaituba

Tapajós

Itaituba

PA

458.053

04º17'00"

55º59'00''

18650000

Cajueiro

Curuá

Altamira

PA

34.693

05º39'14"

54º31'16''

18700000

Pedra do Ó

Iriri

Altamira

PA

123.938

04º32'30"

54º00'03"

2.1.3. Dados Geológico/Geotécnicos Para subsidiar os estudos geológico-geotécnicos foi realizada uma ampla pesquisa cartográfica e bibliográfica, tendo-se coletado o material relacionado a seguir. •

Cartas topográficas na escala 1:250.000 do Ministério do Exército (1975); Folhas Itaituba (SB-21-X-A), Vila Mamãe Anã (SB-21-X-D), Caracol (SB-21-X-C), Rio Curuá (SB-21-Z-B), Vila Riozinho (SB-21-Z-A), Jacareacanga (SB-21-Y-B), Vila Porto Franco (SB-21-Y-A) e Rio Cururu (SB-21-Y-D).

Cartas Planialtimétricas da Fundação IBGE, na escala 1:1.000.000; Folhas Tapajós (SB-21) e Santarém (SA-21).

Carta Geológica do Brasil ao Milionésimo, escala 1:1.000.000, CPRM (2004); Folhas Tapajós (SB-21) e Santarém (SA-21).

Carta Geológica do Projeto Especial Província Mineral do Tapajós, escala 1:250.000, CPRM (2000); corresponde às folhas Vila Mamãe Anã (SB-21-V-D), Jacareacanga (SB21-Y-B), Caracol (SB-21-X-C), Vila Riozinho (SB-21-Z-A) e Rio Novo (SB-21-Z-C).

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 39 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 •

ALMEIDA F.F.M. de & HASUI, Y. Províncias Estruturais do Brasil. In: ALMEIDA F.F.M. de & HASUI, Y. (Coord). O Pré-Cambriano do Brasil. São Paulo, Edgard Blücher, 1984.

BAHIA, RUY BENEDITO CALLIARI. Projeto Especial Província Mineral do Tapajós – PROMIN – Escala 1:250.000. Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil – CPRM 2000.

CPRM - Carta Geológica do Brasil ao Milionésimo – Folhas TAPAJÓS (SB-21) e SANTARÉM (SA-21) - 2004.

Estudos de Inventário Hidrelétrico da Bacia do Rio Tapajós, Dossiê dos Estudos Geológico-Geotécnicos, realizados nos locais Barráveis Estudados multidisciplinarmente nos Rios Jamanxim e Aruri, ELETRONORTE/IESA - 1991.

Estudos de Inventário Hidrelétrico da Bacia do Rio Tapajós, Dossiê dos Estudos Geológico-Geotécnicos, realizados nos locais Barráveis Estudados multidisciplinarmente no Rio Tapajós, ELETRONORTE/IESA - 1991.

Fotografias aéreas monocromáticas de cobertura aérea 1:60.000, vôo AST-10 (USAF).

Projeto Básico para Definição das Obras e Serviços Necessários à Transposição Hidroviária das Corredeiras de São Luis do Rio Tapajós, no Pará, AHIMOR – 1999. A empresa Internave Engenharia, contratada pela AHIMOR, fez no ano de 1997, um levantamento do trecho compreendido entre a cidade de Itaituba e a Cachoeira Rasteira (PA/MT). Este trabalho apresenta um relato sobre a geologia regional do trecho. No âmbito dos estudos desenvolvidos pela empresa PETCON para a transposição hidroviária das corredeiras de São Luís do rio Tapajós, foram realizadas as seguintes investigações: −

5.098 m de levantamento geofísico por sísmica de refração, totalizando 46 seções;

07 perfis de levantamento geofísico pelo método GPR;

47 sondagens mistas (SP/SR), com diâmetro BX; e

17 sondagens a trado, 04 poços de inspeção em áreas de empréstimo e coleta de amostras de areia em bancos situados no leito do rio Tapajós.

Foram realizados, ainda, nos laboratórios da UnB em Brasília, os seguintes ensaios geotécnicos em amostras coletadas em áreas de empréstimo: −

amostras de areia: análise granulométrica

amostras de solo: caracterização, compactação, umidade natural e permeabilidade.

2.1.4. Dados Ambientais Iniciou-se esta fase dos trabalhos com o planejamento, levantamento, compilação bibliográfica e cartográfica de documentação técnica, abrangendo as bibliotecas das universidades, instituições de pesquisa e órgãos governamentais, visando enriquecer o diagnóstico ambiental e a etapa posterior de avaliação de impactos ambientais. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 40 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 A avaliação do material bibliográfico embasou-se nos conteúdos definidos na formulação dos componentes-síntese indicados para orientar a elaboração do Diagnóstico Ambiental na etapa dos Estudos Preliminares e Finais, bem como na consistência e atualidade das informações. Estes levantamentos foram complementados por trabalhos de campo que envolveram informações primárias e secundárias, conforme a avaliação das necessidades específicas de cada tema. O reconhecimento de campo ocorreu no período de 21/09/06 a 07/10/06. Além das observações de campo propriamente ditas onde se registraram dados sobre a vegetação, a fauna, o estado geral dos cursos d’água e de seu entorno imediato, a geologia, a pedologia e o relevo, registros e entrevistas sobre o uso das terras e os principais aspectos socioeconômicos das cidades e comunidades visitadas, foram também realizadas prospecções sobre informações secundárias disponíveis localmente por meio de reuniões e visitas técnicas a instituições de pesquisa, órgãos governamentais, empresas públicas e privadas, com o objetivo de complementar as informações adquiridas por meio da compilação bibliográfica. Assim, em campo, procedeu-se a continuidade da coleta de informações secundárias nas seguintes instituições locais: •

Secretarias Municipais de Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso e Santarém,

Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (SECTAM)

Secretaria do Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA)

Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM)

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM)

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA)

Universidade Federal do Pará – Santarém (UFPA)

Fundação Nacional de Saúde (Funasa)

2.1.4.1. Levantamento de Informações Temáticas A confecção dos mapas temáticos e de subáreas foi elaborada a partir de diversas fontes cartográficas e, principalmente, no caso dos mapas de subáreas de fontes documentais utilizadas no Diagnóstico. Ressalta-se que todos os mapas foram elaborados a partir do mapa de Base Cartográfica (EG219-GE.77-MP.0001, Volume 21/22 do presente estudo de inventário), produzido pela compilação de informações provenientes de diversas fontes de dados, conforme mencionado no Planejamento dos Estudos (Volume 18/22 – Apêndice D). O total de mapas produzidos pelos estudos, em número de 21, faz parte do Volume 21/22Anexos do Apêndice D. A seguir, descrevem-se as fontes específicas consultadas para cada tema ou componentesíntese:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 41 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 •

Processos e Atributos do Meio Físico

-

Aspectos Geológicos

A base dos produtos cartográficos produzidos foram as Cartas Geológicas do Brasil ao Milionésimo (CPRM, 2004), folhas SA-21 (Santarém) e SB-21 (Tapajós), escala 1:1.000.000. Utilizaram-se os mapas PROMIN Tapajós (2001), na escala 1:500.000, com o objetivo de relacionar as ocorrências minerais identificadas pela CPRM, com a base de dados do Departamento da Produção Mineral (DNPM), levantados em setembro de 2006. Foram utilizados ainda o Programa de Integração Mineral em Municípios da Amazônia (PRIMAZ) e o Sistema de Informações de Águas Subterrâneas (SIAGAS - 2006), disponibilizado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM). -

Aspectos Geomorfológicos

Tomou-se como base as informações cartográficas e as classificações utilizadas no Projeto RADAMBRASIL (BRASIL, 1975, 1976 e 1980), folhas Santarém (SA-21), Tapajós (SB-21), e Juruena (SC-21). Destacam-se também as fontes do IBGE (2006) e Ross (1995 e 1996), além das folhas topográficas 1:250.000 (DGC/IBGE), Rio Crepori (SB-21-Z-A), Rio Jamanxim (SB-21-X-C), Rio Curuá (SB-21-X-D) e Rio Cupari (SB-21-X-B). Para o levantamento de informações sobre as cavernas, além dos trabalhos de campo, foram utilizados dados do Grupo Espeleológico Paraense (GEP). -

Aspectos Pedológicos e Edáficos

As informações utilizadas tiveram como base vários mapas pedológicos pelo Projeto RADAMBRASIL, atualizados e sistematizados pela Fundação IBGE para o Projeto SIVAM/SIPAM, desenvolvido na Amazônia Legal (IBGE/SIVAM, 2004). -

Aptidão Agrícola das Terras

Utilizou-se como base os mapas pedológicos pelo Projeto RADAMBRASIL, atualizados e sistematizados pela Fundação IBGE para o Projeto SIVAM/SIPAM, desenvolvido na Amazônia Legal (IBGE/SIVAM, 2004). -

Susceptibilidade do Solo à Erosão

Utilizaram-se informações baseadas nas fontes relativas aos aspectos pedológicos e geomorfológicos. -

Hidrologia e Climatologia

Utilizaram-se séries históricas registradas nas estações pluviométricas e fluviométricas operadas pela ANA – Agência Nacional de Água e dados metereológicos de estações operadas pelo INMET – Instituto Nacional de Meteorologia. -

Qualidade da Água

As informações foram levantadas nos seguintes trabalhos: - Projeto Brasil das Águas – BDA (junho e agosto de 2004). Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 42 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 - Rede Básica Hidrometeorológica. - Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) e Plano Básico Ambiental (PBA) relativo ao Programa de Monitoramento Limnológico e da Qualidade das Águas do Projeto Juruti (CNEC Engenharia). •

Ecossistemas Aquáticos

Utilizou-se como principal referência o banco de dados da Coleção de Peixes do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, complementado por literatura especializada em ictiofauna. Estes dados foram complementados por levantamentos de campo, baseados em entrevistas com pescadores de peixes comerciais, de peixes ornamentais e com representantes das prefeituras e das associações de pescadores das cidades na área de estudo. •

Ecossistemas terrestres

-

Vegetação

Para complementar e atualizar os dados do Projeto RADAMBRASIL (1980), constituído, na área, pelas Folhas SA-21 (Santarém), SB-21 (Tapajós) e SC-21 (Juruena) (BRASIL, 1976; 1975 e 1980) foram realizados levantamentos florísticos e fitofisionômicos em vários pontos da bacia em estudo. Os mapeamentos realizados tiveram como base o projeto SIVAM/SIPAM - Sistema de Vigilância da Amazônia/ Sistema de Proteção da Amazônia em convênio com o IBGE e o mapa produzido pelo PROBIO “Cobertura Vegetal dos Biomas Brasileiros” (BRASIL, 2006). -

Fauna

Realizaram-se consultas às principais bibliografias disponíveis para o tema, complementando-se este trabalho pela consulta ao acervo das coleções zoológicas do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP). •

Organização Territorial

Foram utilizados dados do Censo de 2000 e da organização não-governamental Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON). Para o estudo dos centros urbanos e redes de cidades utilizaram-se dados do IBGE de 2000 e o Mapa do IBGE Amazônia Legal – Rede Urbano-Regional. -

Infra-Estrutura Regional

Utilizaram-se informações do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT, 2005) e da Secretaria Executiva de Transporte do Estado do Pará (SETRAN), além de dados do ROTAER, Manual Auxiliar de Rotas Aéreas. •

Modos de Vida

Foram consultados dados levantados pelos censos demográficos de 1980, 1991 e 2000 do IBGE, além da contagem populacional de 1996. As fontes de dados e informações para análise das condições de vida são: o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 43 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 – PNUD; o IBGE, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP e o Banco de Dados do Sistema Único de Saúde – DATASUS. -

Dinâmica Demográfica

Foram utilizados dados do IBGE – Censos Demográficos e Estimativa, 1991, 1996, 2000 e 2005 e das Informações da Agência de Desenvolvimento da Amazônia – ADA. -

Condições de Vida da População

Educação: censos do IBGE (2000), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP e o Ministério de Educação e Cultura – MEC. Saneamento e Saúde: bancos de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus), dados demográficos e socioeconômicos do IBGE, Secretarias Municipais de Saúde (dados de 2001), complementados com observações de campo. (CNM, 2000, op.cit.). Índice de Desenvolvimento Humano: PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, 2000 (disponível em http://www.pnud.org.br/atlas/tabelas/index.php).

2.2. Segmentação da Bacia 2.2.1. Rio Tapajós O rio Tapajós pode ser dividido em 5 trechos distintos: o baixo Tapajós, a jusante da Cachoeira de São Luiz do Tapajós; o médio Tapajós, entre a Cachoeira de São Luiz e a cidade de Jacareacanga; as planícies de Jacareacanga; o alto Tapajós, a montante da Cachoeira do Chacorão; e, a região da confluência, como indicado na Figura 2.2.1-1. PERFIL LONGITUDINAL ALDEIA MUNDURUCU SÃO MANOEL

140

PORTO JACAREACANGA

120

RIO DAS TROPAS RIO CREPORI RIO RATO

COTA (m)

100 80

RIO JAMANXIM

60

BUBURÉ

40

SÃO LUIZ DO TAPAJÓS

RIO JURUENA

20 200

200

COTA (m)

180

150

100

RIO TAPAJÓS 800

50

REGIÃO DA CONFLUÊNCIA COM RIO TELES PIRES

TPR 287

160

750

ITAITUBA 700

ALTO TAPAJÓS

650

600

PLANÍCIE DE JACAREACANGA

550

500

450

400

350

300

MÉDIO TAPAJÓS

250

200

150

100

50

BAIXO TAPAJÓS

140

RIO TELES PIRES

120 100 80 350

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO APIÁCAS

Figura 2.2.1-1 – Perfil do Rio Tapajós e seus formadores

2.2.1.1. Baixo Tapajós O baixo Tapajós, com cerca de 320 km de extensão, possui declividade extremamente baixa, sendo que em Itaituba registram-se níveis d’água inferiores à elevação 5 m (em 1997, foi registrado o nível d’água na cota 4,14 m). Esse trecho se caracteriza pelo grande número de ilhas cobertas de vegetação. Nos seus últimos 100 km o rio forma um largo estuário, Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 44 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

0 (km)


EG219-GE.00-RT.0001 onde a distância entre as margens chega a ultrapassar 20 km, como ilustrado pela Figura 2.2.1.1-1. A influência da maré é registrada em todo o trecho, e na foz do rio Tapajós provoca uma oscilação de 0,40 m, aproximadamente. Além da influência da própria maré, o escoamento, nos períodos de recessão de vazões do Tapajós é condicionado pelo nível d’água do próprio rio Amazonas. Verifica-se assim que esse trecho não apresenta vocação para o seu aproveitamento energético.

Figura 2.2.1.1-1 – Imagem de satélite do baixo Tapajós

2.2.1.2. Médio Tapajós O médio Tapajós, com pouco mais de 300 km de extensão, possui um desnível de aproximadamente 52 m. É o trecho que marca a passagem do rio Tapajós da bacia sedimentar amazônica para o cristalino, e se estende desde a jusante da Cachoeira de São Luiz do Tapajós (Figura 2.2.1.2-1) até a cidade de Jacarecanga. Trata-se do trecho do rio Tapajós com maior conteúdo energético.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 45 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 2.2.1.2-1 – Cachoeira de São Luiz do Tapajós, Canal Principal, no município de Itaituba Fonte: Prefeitura de Itaituba 1999

2.2.1.3. Planícies de Jacareacanga As planícies a montante de Jacareacanga constituem um trecho com cerca de 75 km e apenas 3 m de queda. Nesse trecho, o rio Tapajós caracteriza-se por extensas planícies aluvionares nas suas margens, como pode ser observado nas figuras 2.2.1.3-1 a 2.2.1.3-2. Esse trecho não possui potencial energético atrativo, e seu eventual aproveitamento implicaria em extensas inundações.

Figura 2.2.1.3-1 – Planícies a montante de Jacareacanga

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

Figura 2.2.1.3-2 – Detalhe de planícies aluvionares junto a Jacareacanga

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 46 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 2.2.1.3-3 – Detalhe de planícies aluvionares a montante de Jacareacanga

Figura 2.2.1.3-4 – Detalhe de planícies aluvionares a montante de Jacareacanga

2.2.1.4. Alto Tapajós O segmento que se estende por cerca de 75 km a montante da Cachoeira do Chacorão (Figura 2.2.1.4-1) apresenta declividade bastante acentuada, com mais de 25 m de desnível. Nesse trecho, o rio corre relativamente encaixado, e eventuais reservatórios ficariam praticamente restritos à calha do mesmo. Trata-se de um trecho com expressivo potencial e vocação energética. Vale ressaltar que a margem direita é ocupada pela Terra Indígena Munduruku.

Figura 2.2.1.4-1 – Cachoeira do Chacorão Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 47 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 2.2.1.5. Confluência dos Rios Juruena e Teles Pires Na região da confluência dos rios Juruena e Teles Pires e formação do Tapajós existe uma outra grande planície, que se estende pelos primeiros 50 km do Tapajós e pelos últimos 100 km de seus formadores. Nesse trecho, o desnível é de apenas 5 m, indicando a falta de vocação para seu aproveitamento energético.

Figura 2.2.1.5-1 – Confluência dos rios Juruena e Teles Pires (Fonte: Eletronorte – 1987)

2.2.2. Rio Jamanxim O rio Jamanxim pode ser dividido em 4 trechos principais, como apresentado na Figura 2.2.2-1. O baixo Jamanxim, com cerca de 65 km de extensão e 35 m de queda, constituindo um trecho com um potencial energético interessante; a planície da região do Aruri, com pouco mais de 100 km de comprimento e desnível inferior a 15 m, resultando num potencial energético de aproveitamento mais limitado; o médio Jamanxim com apenas 50 km de extensão e quase 90 m de desnível, sendo o trecho com maior potencial energético; e o alto Jamanxim que apresenta declividade muito baixa e potencial energético mais limitado.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 48 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 PERFIL LONGITUDINAL NOVO PROGRESSO

200 180 160 140

CACHOEIRA PORTÃO DO INFERNO

COTA (m)

120

RIO ARURI GRANDE

100

RIO TOCANTINS

80 60 40 20 390

350

300

ALTO JAMANXIM

250

200

150

MÉDIO JAMANXIM

100

PLANÍCIE NA REGIÃO DO ARURI

50

0 (km)

BAIXO JAMANXIM

RIO JAMANXIM

Figura 2.2.2-1 – Perfil do Rio Jamanxim

2.3. Identificação de Locais Barráveis A identificação de locais barráveis usou como base os sítios e aproveitamentos identificados nos estudos realizados pela Eletronorte, no período de 1986 a 1991, e a busca de opções de menores interferências ambientais. Para tanto, utilizou-se como base as cartas topográficas da DSG – Diretoria do Serviço Geográfico, nas escalas 1:250.000 e 1:100.000, as fotografias aéreas 1:60.000 AST10/USAF, as informações das viagens de reconhecimento, descritas no item 2.6, e levantamentos e investigações de campo realizadas no decorrer dos estudos. Dessa forma, além dos locais identificados anteriormente pela Eletronorte, foram acrescentados novos eixos e sítios. Buscou-se os locais com melhores possibilidades de implantação de aproveitamentos, considerando a existência de boas ombreiras para o apoio das estruturas, existência de acidentes geográficos (cachoeiras, corredeiras, etc.), menor interferência nas cidades ribeirinhas e rodovias existentes, sempre visando um menor comprimento da barragem e um menor custo do empreendimento. Os locais marcados foram alvo de uma primeira avaliação, o que resultou em um conjunto de eixos que apresentaram melhores características e tiveram os estudos levados adiante. Assim, podem ser destacados os sítios relacionados a seguir. 2.3.1. Rio Tapajós •

Sítio TPJ-325

Situado a cerca de 53 km a montante da cidade de Itaituba, entre as vilas de Pimental e São Luiz do Tapajós, junto às cachoeiras de Maranhão Grande e Maranhãozinho, o sítio TPJÁrea de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 49 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 325 constitui-se num dos locais mais interessantes do ponto de vista energético, uma vez que compreende uma série de pequenas quedas d’água, que se distribuem em trecho de 5 km do rio, incluídas as Cachoeiras de São Luiz do Tapajós, que perfazem um desnível hidráulico natural da ordem de 14 m. Pela margem esquerda, seguindo de jusante para montante desde a região do pé das cachoeiras até cerca de 95 km a montante destas, tem-se o limite do Parque Nacional da Amazônia (PNA), unidade de conservação de proteção integral, que representa a importante interferência ambiental. Tendo em conta o conteúdo energético desse sítio e as interferências ambientais a ele associadas, foram procedidas análises de arranjos alternativos, de forma a melhor avaliar os benefícios energéticos e econômicos e os respectivos impactos ambientais, principalmente em termos de inundação na área do Parque Nacional da Amazônia e das Cachoeiras de São Luiz do Tapajós. Dentro das alternativas de divisão de queda idealizadas preliminarmente pela Eletronorte, na década de 80, foram previstas cotas de reservatório até a elevação 95,0 m, com um reservatório que atingiria a confluência dos rios Juruena e Teles Pires, inundando inclusive a cidade de Jacareacanga. Esse aproveitamento atingiria mais de 14.000 MW de potência instalada. Na concepção atual, a cota 66,0 m foi definida como o limite para esse aproveitamento em função das inundações na região de Jacareacanga e das planícies existentes também nas proximidades dessa cidade, além da proximidade com as Terras Indígenas Munduruku e Sai Cinza, como será abordado no item 2.4. Nesse sítio deve-se considerar a Hidrovia do Tapajós, verificando a compatibilização do aproveitamento hidrelétrico com o sistema de transposição de desnível (eclusas). Nesse sítio, avaliou-se quatro eixos alternativos que, de jusante para montante, corresponderiam a: -

Eixo TPJ-325-Jusante Assim denominado por estar situado a jusante e próximo ao eixo designado como “TPJ-325 Inferior” nos estudos da Eletronorte da década de 1980. Seu nível de restituição é o mais favorável, do ponto de vista energético, provocando, porém, o alagamento de todo o trecho das Cachoeiras de São Luiz do Tapajós e de áreas do PNA situadas abaixo da cota do seu reservatório. Neste eixo, as ombreiras são constituídas exclusivamente por rochas extrusivas e declividade média a alta. Nestas ombreiras são poucas as evidências de erosão e instabilidade, ocorrendo extensos afloramentos, principalmente no leito do rio, na forma de travessões, ilhas rochosas e pontões. Em ambas as margens ocorrem espessos pacotes de solo residual e exíguos pacotes de material coluvionar e aluvionar.

-

Eixo TPJ 325 - Intermediário Situado no local designado “TPJ-325 Superior” nos estudos anteriores da Eletronorte, esse eixo barra o rio no trecho encachoeirado junto à Ilha do Credo, a 8,5 km do eixo de jusante. O arranjo para esse local pressupõe a colocação da casa de força em área abrigada na margem esquerda (área interna ao PNA), necessitando de implantação de canal para adução até a tomada d’água. O posicionamento da

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 50 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 casa de força permite a restituição a jusante do trecho encachoeirado, porém inunda as Cachoeiras de São Luiz do Tapajós e parte do PNA. Para efeito de planejamento foram admitidos aproveitamentos com reservatórios nas cotas 50 e 66 m. A característica mais marcante do leito são as corredeiras de São Luiz do Tapajós. Nesta área há um acentuado desnível topográfico, apresentando um grande afunilamento e aprofundamento localizado de sua calha. Associadas a estas feições formam-se concentrações de inúmeras ilhas predominantemente rochosas. Esse leito é condicionado por falhas normais com o soerguimento das margens e da Ilha do Credo e é formado por duas calhas que são seccionadas pela ilha do Credo. A calha do lado direito tem profundidade média menor que a da esquerda, o que a condiciona ter um menor gradiente hidráulico e, conseqüentemente, uma maior acumulação de sedimentos aluvionares do que na calha do lado esquerdo, onde a deposição é praticamente nula. A ombreira esquerda é extremamente extensa, com cerca de 13,0 km de comprimento, e totalmente recoberta por sedimentos coluvionares. Já a ombreira direita apresenta um longo aplainamento (cerca de 1,2 km de extensão), seguida da elevação de forma abrupta, da cota 20 para a 110 m. Esta ombreira apresenta uma planície aluvionar, embora muito pequena, e o coluvião recobrindo praticamente toda superfície. -

Eixo TPJ-325 – Montante Situado no local designado “TPJ-325 PNA” em avaliações anteriores da Eletronorte, e a cerca de 6,0 km do eixo intermediário, esse arranjo prevê uma disposição de obras visando preservar as Cachoeiras de São Luiz do Tapajós, além de minimizar as áreas inundadas no Parque Nacional da Amazônia (PNA). Nessa proposição, o barramento do rio é efetuado a montante das cachoeiras, próximo à localidade de Pimental, e através de canal de adução pela margem direita é feita a condução da água até a região da tomada d’água e casa de força posicionadas na margem direita. Dessa última é efetuada a restituição ao leito natural do rio, através do canal de fuga. Uma variante posiciona a casa de força próximo à ombreira direita no barramento a montante, empregando-se um canal de fuga substancialmente mais longo para se atingir os níveis mais baixos do trecho jusante das cachoeiras. Em qualquer hipótese seria recomendável a implantação de algumas unidades hidrogeradoras, junto ao barramento, restituindo a montante do início das Cachoeiras de São Luiz do Tapajós, de forma a manter uma vazão mínima no trecho das corredeiras nos períodos em que não houver a operação do sistema extravasor. As cotas de reservatório admitidas para planejamento foram 50 e 66 m. Nas ombreiras são poucas as evidências de erosão e instabilidade, ocorrendo extensos afloramentos, principalmente no leito do rio, na forma de travessões, ilhas rochosas e pontões. A ombreira esquerda que está inserida no Parque Nacional da Amazônia, tem aclive topográfico muito próximo da margem. A calha do rio é seccionada pela presença de duas falhas, que merecem atenção.

-

Eixo TPJ-325 – Foz do Jamanxim Situado a montante do trecho em que o Parque Nacional da Amazônia (PNA) Situado a montante do trecho em que o Parque Nacional da Amazônia (PNA) estendia-se até a barranca do rio Tapajós (configuração que foi revisada posteriormente com o Parque avançando até a barranca do rio), esse eixo eliminaria

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 51 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 as inundações no Parque, porém, a restituição em cota acima de 28 m, resultariam em perda energética substancial. Da mesma forma que para o arranjo anterior, seriam previstos reservatórios nas cotas 50 e 66 m. De um modo geral, pode-se afirmar que o sítio do eixo TPJ-325, em qualquer um dos eixos considerados, apresenta relativa abundância de materiais naturais de construção, levandose em conta a disponibilidade, a distância, a adequação e a facilidade de exploração para cada material. •

Sítio TPJ-445

O sítio TPJ-445 foi selecionado em função das suas características geológicas apropriadas, onde predominam Granitóides Parauari (do Proterozóico inferior) e pelas características topográficas, com ombreiras altas e próximas ao rio em ambas as margens. A cota do reservatório foi admitida na elevação 66 m, pelos motivos expostos para o sítio TPJ-325. Considerando a necessidade de compatibilização com a Hidrovia do Tapajós, também devese avaliar a estrutura do sistema de transposição de desnível associada ao aproveitamento hidrelétrico. Cerca de 5 km a montante do local indicado nos estudos anteriores da Eletronorte, foi selecionado um novo eixo, denominado TPJ-445 (M), situado num estreitamento do rio Tapajós. Esse eixo fica imediatamente a montante do Igarapé Jacaré que, dessa forma, não seria inundado pelo reservatório. A paisagem do sítio é caracterizada por relevo dissecado de baixa altitude, formada por morros e colinas com encostas convexas de baixa declividade, a montante do eixo onde ocorrem pequenas ilhas rochosas denominadas Mangabal. O rio apresenta largura média de 5,0 km, correndo em vale aberto de fundo chato, com profundidade média de 10,0 m. Os afloramentos de rocha são freqüentes em ambas as margens e no leito do rio, ocorrendo na forma de ilhas rochosas, lajeiros e pontões. -

TPJ-445 Neste eixo o maciço apresenta, no geral, excelentes características, com a rocha aflorante com baixo grau de fraturamento e alteração. A ombreira esquerda, assim como a direita, é capeada por coluvião cujas espessuras variam em profundidade de 3,5 m na encosta a 8,6 m no topo das ombreiras, porém na ombreira direita este material é argiloso com frações siltosas e na esquerda o solo é formado por silte pouco argiloso de coloração variegada, com fragmentos de rocha na base. O leito do rio é praticamente todo rochoso, formado por lajeiros, matacões e diversos afloramentos. A cobertura aluvionar é reduzida, com profundidade inferior a 1,0 m.

-

TPJ-445 (M) Neste eixo o maciço apresenta, no geral, excelentes características, com a rocha aflorante com baixo grau de fraturamento e alteração. Assim como no eixo de jusante, o leito do rio é formado quase que exclusivamente por rochas, em lajeiros, matacões e diversos afloramentos, com cobertura aluvionar muito reduzida, com profundidade inferior a 1,0 m, constituída por material heterogêneo. A ombreira direita tem 70 m de comprimento e é recoberta por uma pequena camada coluvionar, bem como a ombreira esquerda.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 52 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 De modo geral, pode-se afirmar que o sítio apresenta abundância de solo e material pétreo e carência de jazidas de areia, que ocorrem em áreas restritas (sendo as demais ocorrências, em outras praias e ilhas, poucos quilômetros a montante) e cascalho (a jusante do eixo ocorrem apenas alguns níveis centimétricos de conglomerados intercalados com arenitos). •

Sítio TPJ-685

O Sítio TPJ-685 foi selecionado por constituir-se no primeiro local barrável identificado a montante da cidade de Jacareacanga, e também das planícies (zonas “úmidas”) existentes na região, de relevante interesse ecológico, como destacado no item 1.3.1. Este eixo, previsto pelos estudos iniciais da Eletronorte, fica na região da Cachoeira do Chacorão, cortando a ilha do Cemitério. Pela margem esquerda localiza-se a aproximadamente 2,0 km a jusante do vilarejo de Vila Nova no Estado do Amazonas. O principal acesso é realizado a partir da cidade de Jacareacanga, a cerca de 75,0 km a jusante da região do eixo. Nesse sítio foi contemplado o aproveitamento até a cota 96,0 m, correspondente ao nível d’água na confluência dos rios Juruena e Teles Pires. O local apresenta ombreiras íngremes nas duas margens, e o rio corre em um amplo vale de fundo plano, com aproximadamente 2,8 km de largura e profundidade média de 10,0 m, circundado por diversas ilhas, onde se destaca a ilha do Cemitério, de forma alongada na direção da corrente, com cerca de 4,0 km de extensão e 0,5 km de largura. As ombreiras apresentam pequenas escarpas ou paredões, onde afloram rochas de granulação muito fina, resistentes ao intemperismo. No entanto, este relevo mais saliente é envolvido por áreas aplainadas, dominadas pelas colinas suaves formadas a partir de um substrato predominantemente de arenitos friáveis. Este sítio apresenta carência de áreas exploráveis de material impermeável, sendo estas áreas constituídas principalmente pelos coluviões que ocorrem nas encostas e no sopé das colinas, formados por material silto-arenoso, com concentrações de fragmentos de arenito. Outras possíveis áreas podem ocorrer no solo de alteração. No eixo são observadas grandes áreas potenciais para a delimitação de jazidas de areia em pacotes aluvionares de ilhas e, em regiões mais distantes, encontra-se superficialmente grande quantidade de areia nas margens. Foi encontrado material pétreo em boa quantidade, e esta rocha apresenta de modo geral uma elevada resistência mecânica com características que podem adequá-las para enrocamento. No entanto, a utilização destes materiais para agregado em concreto fica condicionada a testes de susceptibilidade química e recuperação em britadores. Não foram observadas grandes fontes aflorantes de cascalho, ocorrendo apenas alguns níveis centimétricos de conglomerados intercalados ao arenito à jusante do eixo. 2.3.2. Rio Jamanxim •

Sítio JMX-043

Esse sítio foi idealizado para combinar a jusante com o aproveitamento TPJ-325 na cota 50 m, e já constava dos estudos da Eletronorte na década de 1980. O rio Jamanxim, no trecho entre os quilômetros 35 e 43, apresenta diversos locais apropriados para barramento, tendo sido escolhido o local do km 43 em função da condição topográfica mais favorável. Todo o trecho é geologicamente homogêneo e formado por rochas vulcânicas proterozóicas Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 53 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 do Grupo Iriri. Foram contemplados aproveitamentos com níveis d’água nas cotas 80 e 85 m. O eixo está localizado em trecho limitado imediatamente a montante pela cachoeira do Caí e a jusante pela corredeira Laje Grande. O acesso é realizado apenas pela foz do rio Jamanxim, uma vez que não existe comunicação entre sua localização e a rodovia mais próxima (BR-163), distantes entre si cerca de 40 km. No local há um vale aberto, assimétrico, cujo relevo é irregular e acidentado, com elevações superiores a 120 m no topo das ombreiras e que nas planícies aluvionares variam entre as elevações de 45 e 50 m. Na margem esquerda ocorrem sedimentos essencialmente aluvionares, constituídos por areias finas intercaladas com siltitos, que cobrem uma camada mais espessa de solo residual. Na região topograficamente mais íngreme a ombreira apresenta rochas aflorantes da elevação 58 m até a 100 m. A margem direita apresenta uma planície aluvionar mais extensa, formada por sedimentos arenosos essencialmente finos cobrindo o solo residual. Nas maiores elevações, o solo residual se encontra praticamente superficial até a elevação de 63 m e, coberto por sedimentos coluvionares até a elevação de 80 m; no restante da elevação final da crista a rocha volta a ser aflorante. O leito do rio é constituído predominantemente por rochas aflorantes, em lajeiros, travessões e matacões formando ilhas rochosas. Apesar da alta declividade, não apresentam evidências de grandes erosões, apenas algumas poucas movimentações naturais de blocos. O sítio apresenta relativa abundância de ocorrências de materiais naturais de construção. •

Sítio JMX-063

Esse sítio foi idealizado para combinar a jusante com o aproveitamento TPJ-325 na cota 66 m, e também já constava dos estudos anteriores da Eletronorte. O local se mostra bastante favorável topográfica e geologicamente, sofrendo limitações, não só devido a fugas em ambas as margens do reservatório, como também ao mesmo condicionante do eixo JMX-043, que limita o reservatório à cota 85 m. Localiza-se a 1,0 km a jusante da cachoeira Urubuquara, onde o rio corre em canais estreitos divididos por diversas ilhas. A jusante encontra-se a cachoeira Santa Helena onde o rio volta a alargar. O acesso ao eixo se faz a partir do povoado de Aruri, situado no baixo curso do rio homônimo, onde o mesmo é cortado pela rodovia Cuiabá Santarém (BR-163); deste ponto percorre-se 12,0 km pelo rio Aruri até sua foz e aproximadamente 60 km a jusante pelo rio Jamanxim. O acesso também pode ser efetuado utilizando uma estrada secundária (ramal Santa Luzia) que inicia junto à BR-163 na altura da localidade homônima e após percorrer cerca de 20km, atinge a margem direita do rio Jamanxim. O eixo fica situado em um vale aberto, assimétrico, onde as ombreiras têm coberturas coluvionares delgadas com rochas aflorantes e o relevo é mais dissecado. Ambas as margens apresentam uma planície aluvionar muito delgada condicionada pelo gradiente e, principalmente, pelas condições geomorfológicas. No local do eixo, o rio Jamanxim apresenta aproximadamente 500 m de largura e uma profundidade máxima de 11 m. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 54 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 O sítio apresenta materiais naturais de construção em volumes adequados para a execução da obra de forma sustentável, sendo extremamente abundante em materiais pétreos e granulares. •

Sítio JMX-133/ARG-009

Esse sítio fica a cerca de 7 km a montante da foz do rio Aruri, e 6 km distante da comunidade Chapéu do Sol e tem como característica principal o fato de condicionar a construção de uma barragem no km 9 do rio Aruri, uma vez que o divisor entre ambos é bastante baixo. A ombreira direita do JMX-133 constitui uma elevação isolada comum à ombreira esquerda do ARG-009. Neste último é necessária apenas a construção da barragem e do desvio do rio, situando-se o vertedouro e o circuito de adução no JMX-133, além do próprio desvio. A ombreira esquerda do JMX-133 é bastante alta e próxima ao rio. No local, o rio Jamanxim apresenta larguras muito variáveis, entre 500 m na região do eixo e 800 m imediatamente a montante. O eixo se localiza entre duas ilhas: a da Careca a jusante e a da Galinha a montante, e é seccionado pela ilha do Chico Paulo. Pode-se afirmar que neste sítio e em suas imediações ocorre quantidade suficiente de solo e material pétreo para construção, porém as jazidas de areia em volume suficiente distam a partir de 5 km do eixo e as de cascalho apresentam-se em pequenos aglomerados ao longo do rio. •

Sítio JMX-166

O sítio JMX-166 foi escolhido no trecho que se estende entre os quilômetros 161 e 170 por apresentar excelentes características topográficas, com ombreiras altas e próximas entre si. Além disso, existem duas cachoeiras nas proximidades, a de jusante com 1,5 m de queda e a de montante, com 2 m de queda. A geologia ao longo do trecho se apresenta homogênea, constituída por rochas vulcânicas do Grupo Iriri e Granodiorito Jamanxim. A cota máxima de reservatório na elevação 176 m se deve à cota de restituição no eixo JMX-257 e possíveis fugas na margem esquerda, além da localidade de Jardim do Ouro. Além do local indicado nos estudos anteriores da Eletronorte, foi selecionado um eixo cerca de 1,5 km a jusante, denominado JMX-166 (J). Esse eixo, possibilita a redução do NA máximo normal do aproveitamento de jusante em cerca de 2 m, reduzindo as interferências na rodovia BR-163 provocadas por este. -

JMX 166 (J) Encontra-se a aproximadamente 10,0 km em linha reta da BR-163, próximo ao povoado de Aruri. O acesso ao sítio é feito por via fluvial a jusante, partindo-se do local do posto hidrométrico Jamanxim (ANA), ou pela margem direita se utilizando de estradas secundárias das fazendas ao longo da BR-163. O eixo situa-se num vale encaixado e retilíneo, com uma série de corredeiras, onde o leito tem 190 m de largura, com uma pequena cobertura aluvionar e inúmeros afloramentos e matacões de rocha em ambas margens. Nesta região, o relevo é acidentado com as encostas íngremes, atingindo cotas superiores a 350 m. As ombreiras apresentam perfis retilíneos convexos com declividade elevada, capeadas por coberturas coluvionares e com evidências de erosão e instabilidade, onde ocorre à degradação da vegetação. A heterogeneidade do material que compõe as ombreiras é uma característica que as tornam susceptíveis a fuga d’água, necessitando-se realizar a remoção deste

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 55 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 material. De um modo geral, pode-se afirmar que o sítio dispõe de fontes suficientes de materiais naturais de construção. -

JMX 166 Este eixo encontra-se a aproximadamente 10,0 km em linha reta da BR-163, sendo o acesso promovido de forma similar ao descrito para o eixo JMX166 (J). Está localizado sobre as corredeiras do Portão Grande, a montante das corredeiras Portão do Inferno e a jusante da corredeira Água Fria e da cachoeira da Fumaça. Neste local, o leito do rio tem uma largura de 140 m e uma profundidade máxima de 15,0 m. As margens apresentam uma pequena cobertura aluvionar e inúmeros afloramentos e matacões de rocha. Na região, o relevo é acidentado com as encostas íngremes, atingindo cotas superiores a 350 m. As ombreiras apresentam perfis retilíneos convexos com declividade elevada, capeadas por coberturas coluvionares e com evidências de erosão e instabilidade, onde ocorre a degradação da vegetação. O vale é encaixado e retilíneo com uma série de corredeiras, com inúmeros blocos e afloramentos de rocha. Da mesma forma como citado para o eixo JMX166 (J), pode-se afirmar que o sítio dispõe de fontes suficientes de materiais naturais de construção.

Sítio JMX-183

O eixo JMX-183, assim como previsto nos estudos anteriores, está localizado 10 km a jusante da foz do igarapé Machado (afluente na margem direita do Jamanxim) e 300 m a montante da ilha do Cabo Lino. O acesso se dá através da rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163), no km 1.240, onde há um ramal da Fazenda Jamanxim para a margem direita do rio, com aproximadamente 3,0 km de extensão, a partir da qual deve-se prosseguir de barco até o eixo. A localidade mais próxima é a cidade de Moraes Almeida, distante da região cerca de 50 km. Este local apresenta ombreiras altas sendo a direita próxima ao rio e a esquerda mais distante. Na ombreira direita predominam as rochas sedimentares da Formação Buiuçu de boa qualidade para fundação, na ombreira esquerda além das rochas sedimentares da Formação Buiuçu, ocorrem em contato abrupto vulcano-sedimentos da Formação Aruri e intrusões graníticas da Suíte Intrusiva Parauari. Como no sítio JMX-166, o reservatório não deve ultrapassar a cota 176 m. O eixo desenvolve-se em um vale aberto de ombreiras altas e contorno assimétrico, onde as ombreiras têm coberturas coluvionares delgadas, sem rochas aflorantes ao longo do eixo. Apresenta uma planície aluvionar muito delgada na margem direita e uma mais extensa na esquerda em função das condições geomorfológicas e topográficas das margens. A calha do rio apresenta-se em um estreitamento de cerca de 700 m. As duas margens apresentam irregularidades topográficas, sendo que os extremos das ombreiras são formadas por aclives abruptos, formando serras de cristas íngremes sustentadas principalmente pelos arenitos. De modo geral, pode-se afirmar que o sítio apresenta relativa abundância de materiais naturais de construção.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 56 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 •

Sítio JMX-199

Este sítio também foi previsto pela Eletronorte em seus estudos anteriores. O local fica a 6 km do igarapé Machado e 5 km a jusante da foz do igarapé Cazuo, ambos afluentes da margem direita. O acesso ao eixo se faz através da rodovia Cuiabá Santarém (BR-163), que no seu km 1.240 apresenta um ramal, na Fazenda Jamanxim, com aproximadamente 3 km de extensão, que propicia o acesso à margem direita do rio Jamanxim, a partir de onde se deve subir o rio cerca de 6 km. O reservatório não deve ultrapassar a cota 176 m pelas razões enunciadas para os eixos imediatamente a jusante. O eixo desenvolve-se em um vale aberto, de contorno assimétrico, e é formado, na margem esquerda, por rochas sedimentares (siltito e arenito fino) da Formação Buiuçu e granitos da Suíte Intrusiva Parauari (estes ficam nas porções topográficas mais altas), com topografia de aclive suave. A ombreira direita tem uma elevação topográfica abrupta junto à calha do rio, e é formada, em toda sua extensão, por rochas sedimentares da Formação Buiuçu. Em ambas as margens, os parâmetros geomecânicos são adequados à implantação de estruturas e topo rochoso a profundidades médias de 3,5 m de cobertura. O leito do rio é rochoso e praticamente aflorante em toda a extensão do eixo, fortemente afetado por intensos fraturamentos sub-verticais e estratificações sub-horizontais. De modo geral, pode-se afirmar que o sítio, apresenta relativa abundância de materiais pétreos e impermeáveis; no entanto, é carente em materiais arenosos e cascalhos. •

Sítio JMX-212

Esse sítio não fez parte dos locais indicados pelos estudos anteriores da Eletronorte, porém julgou-se necessário prever a inclusão de um sítio adicional nessa região em função desse trecho de rio ter sido pouco estudado naquela etapa, e pelo grande desnível natural existente entre a região dos sítios JMX-199 (cota do nível d’água 129 m) e JMX-257 (cota 176 m), além de permitir a construção de alternativas de divisão de queda com significativa redução de impacto na BR-163. O sítio está localizado 3 km a montante da foz do Igarapé Cazuo, 70 m a montante da cachoeira dos Patos e a cerca de 6 km, em linha reta, da BR-163 (Cuiabá-Santarém), e seu acesso se dá através de um ramal existente no local. Ao longo do sítio o rio apresenta diversos obstáculos, formados por travessões rochosos, corredeiras e ilhas aluvionares. As margens apresentam uma topografia que se eleva abruptamente próximo ao leito, formando uma paisagem com grandes morros sustentados pelas rochas que se apresentam sob forma de afloramentos superficiais, matacões e blocos. O eixo desenvolve-se em um vale fechado e simétrico, em um leito constituído por diversos afloramentos de rocha seccionado por uma ilha aluvionar e planície de inundação curta com menos de 10,0 m em ambas as margens. Para construção do empreendimento é estimada grande quantidade de solos, areias e materiais pétreos nas proximidades do eixo, não sendo encontrado nas imediações fontes Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 57 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 de cascalho, mas acredita-se que, devido às condições favoráveis da região, deva haver expressivo volume deste material no leito do rio. Sítio JMX-257

O local do km 257 situa-se imediatamente a jusante da foz do rio Novo, o que o torna energeticamente mais atraente. Com o acesso pela Rodovia do Ouro (Transgarimpeira), que cruza o rio Jamanxim no km 255, o eixo já constava dos estudos anteriores da Eletronorte. Este local comparece em todas as alternativas de divisão de queda, uma vez que o nível d’água do canal de fuga deste sítio é o limite máximo dos reservatórios de jusante. A presença da BR-163 nas proximidades, a extensão da área inundada e o núcleo urbano de Novo Progresso limitaram a cota do reservatório ao nível 190 m. As extensas áreas de inundação, principalmente ao longo do rio Novo, podem recomendar aproveitamento em cotas ainda inferiores, a serem verificadas nos estudos posteriores. O eixo desenvolve-se em um vale aberto, de contorno assimétrico, com nivelamentos de relevo nas proximidades do leito do rio seccionado em duas calhas por uma ilha aluvionar, com longas planícies de inundação em ambas as margens: 300 m na margem direita e 450 m na margem esquerda. De modo geral, pode-se afirmar que o sítio apresenta relativa abundância de materiais naturais de construção, desde material impermeável até areia, cascalho e rocha.

2.4. Identificação de Restrições Ao longo dos rios Tapajós e Jamanxim existem diversas restrições ao desenvolvimento do potencial hidrelétrico desses rios, tais como cidades, vilas, Terras Indígenas, Unidades de Conservação, planícies muito extensas, rodovias, etc. Algumas dessas restrições, conforme alinhado a seguir, foram consideradas condicionantes à formulação de alternativas de divisão de queda: •

Baixo Tapajós – como já apresentado, o trecho entre a Cachoeira de São Luiz do Tapajós e a foz do rio no Amazonas não possui nenhuma vocação para o aproveitamento energético, sendo submetido até mesmo a efeito de maré. Dessa forma, não foi considerada nenhuma alternativa de divisão de queda com barramentos no mesmo.

Cachoeira de São Luiz do Tapajós – como abordado no Capítulo 1, em 2002 a Eletronorte e o Ministério de Minas e Energia promoveram a realização de reuniões técnicas com a participação de diversas instituições, com o objetivo de difundir os objetivos principais desses estudos e receber sugestões e colaborações no sentido de torná-los mais compatíveis com os requisitos interinstitucionais. Participaram dessas reuniões representantes do Ministério do Meio Ambiente, IBAMA, FUNAI, ANEEL, ANA, CEPEL, além do próprio Ministério de Minas e Energia e da Eletronorte. Um dos aspectos que ficou evidenciado, à época, foi o cuidado recomendado por técnicos do MMA e IBAMA para com a preservação da Cachoeira de São Luiz do Tapajós nos cenários de aproveitamento hidrelétrico, que deveria ser considerada como uma das condicionantes principais dos estudos. Em face disso, e do fato dessa cachoeira consistir em um dos principais atrativos do Parque Nacional da Amazônia, adotou-se a premissa de não inundar a mesma, de forma que o

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 58 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 primeiro barramento do Tapajós será a montante das cachoeiras e corredeiras, que deverão ser mantidas no mínimo com uma vazão ecológica. •

Cidade de Jacareacanga – adotou-se como premissa a não inundação do núcleo urbano de Jacareacanga. Dessa forma, além de preservar a cidade, as planícies existentes a montante (zona “úmidas”), de potencial energético extremante reduzido, mas que possuem grande relevância do ponto de vista ecológico, também ficam preservadas.

Planícies da confluência dos rios Teles Pires e Juruena – considerando o perfil do rio Tapajós, complementado pelos perfis dos rios Juruena (com inventário em elaboração por EPE/CNEC) e Teles Pires, verificou-se que a melhor forma de aproveitar o potencial hidrelétrico da bacia não deve incluir barramentos nessas planícies, como será detalhado no item 3.3.2.

Cidade de Novo Progresso – da mesma forma que em Jacareacanga, adotou-se como premissa a não inundação do núcleo urbano de Novo Progresso. Em função disso, o aproveitamento do rio Jamanxim ficou limitado à cota 190 m.

As demais restrições, como rodovias, vilas, Terras Indígenas e Unidades de Conservação foram contempladas nos estudos, devidamente consideradas em termos de custo e por seus impactos ambientais, visando a seleção da melhor alternativa para a divisão de queda dos rios Tapajós e Jamanxim.

2.5. Reconhecimento de Campo Na bacia do rio Tapajós foram realizadas algumas campanhas de reconhecimento de campo no período de 1987 a 2007. Estas campanhas foram realizadas por equipes multidisciplinares das empresas Eletronorte e CNEC Engenharia S.A. e suas subcontratadas, IESA, Orbisat, Petcon, Geomensura, etc. O reconhecimento de campo teve como objetivo identificar os possíveis locais de barramento, as condições geológico-geotécnicas e ambientais dos possíveis eixos, além do planejamento das etapas posteriores. As informações foram obtidas através de reconhecimentos aéreo e terrestre, podendo ser este último por via fluvial ou rodoviária. A seguir apresentam-se as campanhas realizadas na bacia do Tapajós em ordem cronológica de ocorrência. 2.5.1. Campanha de Reconhecimento Aéreo –Eletronorte/IESA –Maio de 1987 Este reconhecimento aéreo teve o objetivo de identificar os possíveis locais dos barramentos através da análise das características geomorfológicas, além de possibilitar uma visão geral das principais peculiaridades fisiográficas e da presença humana na região do estudo. •

Equipe

Leonardo Humberto Caro González

Eletronorte

John Denys Cadman

Eletronorte

Antonio Carlos Oliva Ribeiro

Eletronorte

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 59 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Luiz Carlos Renato Rodrigues Araya

Eletronorte

Geverson Luiz Machado

Eletronorte

Roberto Vieira Sother

IESA

Ney Maranhão

IESA

Luiz Carlos Ferreira

IESA

João Carlos Mader

IESA

Ronald Costa

IESA

No dia 17/05/1987 foi feita a reunião da equipe no aeroporto de Itaituba e iniciou-se o sobrevôo no rio Tapajós com incursão no rio das Tropas, até a cidade de Jacareacanga, onde foi feito o reabastecimento da aeronave. Decolagem de Jacareacanga e sobrevôo do rio Cururu. Pouso e pernoite em Jacareacanga. No dia 18/05/1987 deslocou-se até Barra do São Manoel e realizou-se o sobrevôo do rio Teles Pires até a foz do rio Apiacás. Posteriormente, foi feito o deslocamento para Alta Floresta. Após o reabastecimento seguiu-se para a foz do rio Cristalino com incursão no mesmo. Foi feito o sobrevôo do rio Teles Pires, desde a foz do rio Cristalino até a foz do rio Apiacás. Em seguida deslocou-se para a foz do rio Cururu-Açu para sobrevoar os 50 km iniciais. Foi realizado também o sobrevôo do rio São Benedito, e, em seguida, deslocou-se para Alta Floresta para pouso e pernoite. No dia 19/05/1987 decolou-se de Alta Floresta com sobrevôo do rio Teles Pires, desde a foz do Cristalino até a foz do rio Peixoto de Azevedo. Após o sobrevôo do rio Peixoto de Azevedo, deslocou-se sobre a BR-163 até as cabeceiras do rio Jamanxim. Realizou-se o sobrevôo do rio Jamanxim com incursão no rio Mutuacá, até a foz do rio Novo. Na sequência deslocou-se para Moraes Almeida onde foi realizado o reabastecimento da aeronave. Foi feito o sobrevôo no rio Jamanxim até a foz do rio Tocantins, seguido de um sobrevôo no rio Tocantins e deslocamento para Moraes Almeida sobre a rodovia Transgarimpeira. A Figura 2.5.1-1 mostra o rio Jamanxim nos locais JMX-043 e JMX-063.

Figura 2.5.1-1 – Rio Jamanxim km 043 e km 063 (Fonte: Eletronorte – 1987)

No dia 20/05/1987 fez-se o sobrevôo do rio Novo, e, em seguida, deslocou-se para a foz do rio Marupá com incursão nos 20 km iniciais, com posterior sobrevôo do rio Crepori. Na Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 60 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Figura 2.5.1-2 apresenta-se o rio Crepori e o fim da Rodovia Transgarimpeira. Decolou-se de Jacareacanga para Barra do São Manuel, onde foi realizado o sobrevôo do rio Juruena até a foz de São João da Barra, e deslocou-se até Itaituba para pouso e pernoite.

Figura 2.5.1-2 – Rio Crepori – km 236 – Vila Creporizão – Fim da Rodovia Transgarimpeira (Fonte: Eletronorte – 1987)

No dia 21/05/1987 deslocou-se até a foz do rio Jamanxim, com sobrevôo até a foz do rio Tocantins. Na seqüência deslocou-se até a foz do rio Aruri e realizou-se o sobrevôo do mesmo, seguindo para as cabeceiras do rio Cupari sobrevoando até a sua foz. Na sequência deslocou-se para as cabeceiras do rio Arapiuns sobrevoando-o até a sua foz. Por fim seguiu-se até Santarém para pouso e pernoite. No dia 22/05/1987 as equipes retornaram, finalizando assim a primeira etapa do reconhecimento aéreo. 2.5.2. Campanha Realizada por Eletronorte/ Ministério de Minas e Energia em Setembro/Outubro de 2002 O reconhecimento de campo tem como objetivo identificar os possíveis locais de barramento e suas condições geológico-geotécnicas, por via terrestre e aérea. •

Equipe

Eng. Arnaldo Ferreira da Costa

Eletronorte

Eng. Cart. Aziz Sallun

Eletronorte

Eng. Luis Carlos Danilow

Eletronorte

Geól. Davi Alfredo Maranesi

Eletronorte

Geól. Nestor Antonio Mendes Pereira

Eletronorte

Geól. Bruno Leonel Paiola

Eletronorte

Geog. Carmélia de Maria Santos

Eletronorte

Eng. Aloísio Leoni Schmid

MME

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 61 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 •

Reconhecimento Aéreo

O reconhecimento aéreo iniciou-se no dia 24/09/2002, partindo da cidade de Belém seguindo em direção à cidade de Itaituba, com parada em Altamira para reabastecimento, seguindo-se imediatamente para a cidade de Itaituba. A partir da ponte sobre o rio Aruri, na BR-163 (Cuiabá-Santarém) sobrevoou-se o rio Jamanxim até a sua foz no rio Tapajós. Neste trecho sobrevoado foram observados os locais JMX-133, JMX-063 e JMX-043. Em continuidade, foi sobrevoado o local previsto para o aproveitamento TPJ-325 no rio Tapajós, localizado próximo ao vilarejo São Luiz do Tapajós, existente na margem direita deste rio, junto a uma região onde concentram-se inúmeras corredeiras. No dia 26/09/2002 foi realizado o sobrevôo entre as cidades de Itaituba e Jacareacanga, observando-se a região do aproveitamento TPJ-445. No dia 28/09/2002 o reconhecimento aéreo prosseguiu partindo de Jacareacanga, e subindo o curso do rio Tapajós, até a região de sua formação, na junção dos rios Teles Pires e Juruena, incluindo a observação da região do eixo TPJ-685. Deste ponto rumou-se para nordeste em direção ao garimpo Creporizão, onde, após efetuar o reabastecimento da aeronave, procedeu-se o reconhecimento aéreo do rio Crepori, no sentido montante – jusante, Em virtude das intensas atividades de garimpo na região, este rio apresentava água barrenta, com grande quantidade de material argiloso em suspensão. O sobrevôo seguiu novamente para nordeste em direção à ponte sobre o rio Aruri, junto à rodovia BR-163 (Cuiabá – Santarém), continuando o reconhecimento do rio Jamanxim no sentido jusante–montante até a região do eixo JMX-257, próximo ao vilarejo Jardim do Ouro, no ponto onde a rodovia Transgarimpeira (rodovia do Ouro), cruza o rio Jamanxim por meio de balsa. Em seguida rumou-se em direção à pista de pouso do distrito de Moraes Almeida, localizado junto a BR-163. Neste trecho foram sobrevoados os locais dos eixos JMX133/ARG-009, JMX-166, JMX-183, JMX-199 e JMX-257. No dia 30/09/2002 a equipe seguiu rumo à cidade de Santarém, e aproveitou para fazer o sobrevôo sobre as Unidades de Conservação localizadas na Floresta Nacional do Tapajós. •

Reconhecimento Terrestre

No dia 25/09/2002 o reconhecimento se fez através do deslocamento da equipe por via terrestre partindo de Itaituba, utilizando-se da rodovia Transamazônica, ao longo da margem esquerda do rio Tapajós, até o vilarejo de vila Raiol, onde voadeiras estavam aguardando para efetuar o reconhecimento por via fluvial até o aproveitamento TPJ-325. Este reconhecimento permitiu o acesso até os locais dos eixos pré-estabelecidos e à região a jusante das principais corredeiras, que são o Canal do Meio e o Canal do Inferno. Foi possível observar o tipo de rocha predominante na área e suas principais características geológico-geotécnicas, tais como graus de sanidade e padrão de fraturamento superficial da rocha. O reconhecimento prosseguiu por terra até a localidade de Uruá. As voadeiras foram transladadas, para a região a montante das corredeiras, para permitir o reconhecimento da outra área onde o rio apresenta uma série de ilhas e travessões rochosos a montante dos eixos selecionados. Nas proximidades de Uruá foi localizado um marco topográfico de azimute. Na margem esquerda do rio a jusante de Uruá foi encontrada uma régua instalada, de propriedade da AHIMOR. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 62 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Na seqüência, a equipe deslocou-se por terra até a localidade de Buburé, caracterizada como ponto de apoio à navegação, possibilitando a ligação fluvial com a cidade de Jacareacanga e trecho de montante, retornando-se para a cidade de Itaituba. Neste local foi encontrada nova régua da AHIMOR com os seus respectivos marcos de instalação. No dia 27/09/2002 a equipe efetuou o reconhecimento por via fluvial do trecho entre Jacareacanga até a região da corredeira do Chacorão, cerca de 80 km a montante desta cidade, local previsto para o aproveitamento TPJ-685. Foram visitados vários pontos sobre os quais se tinham informações prévias sobre a existência de marcos topográficos, que foram implantados para apoio da poligonal levantada anteriormente. No reconhecimento deste trecho foi possível efetuar uma boa caracterização dos tipos litológicos que ocorrem na área e sua correlação com as informações constantes do mapa geológico desenvolvido pela CPRM quando da execução do Projeto Especial Província Mineral do Tapajós, editado no ano 2000 na escala 1:250.000. Este trecho encontra-se cerca de 15 km a montante da cidade de Jacareacanga, junto à margem esquerda do rio, na aldeia sede da TI Sai Cinza. No dia 28/09/2002, o reconhecimento teve continuidade via terrestre até o vilarejo de Jardim do Ouro. A partir deste ponto seguiu-se por via fluvial até o eixo JMX-257, navegando também a montante do local do eixo até o sopé da cachoeira do Nazário, que possui uma pequena queda concentrada. Neste trecho navegado foi encontrado um marco auxiliar junto à lâmina d’água do rio, sem encontrar o marco principal. No dia 29/09/2002 a equipe partiu de Moraes Almeida com destino a Itaituba, com incursões ao curso do rio Jamanxim em dois pontos. O primeiro ocorreu na Fazenda Jamanxim, na altura do km 193, entre os eixos JMX-183 e JMX-199, onde o rio dista cerca de 3 km da rodovia. Neste local, com o apoio de voadeira, foi feito um reconhecimento fluvial em direção ao eixo JMX-199, onde foram também encontrados três marcos topográficos, sendo que dois deles encontram-se deslocados de sua posição de instalação. Deste ponto rumou-se até a ponte sobre o rio Aruri, a partir da qual seguiu-se por via fluvial, visando atingir a região onde passa o traçado do eixo ARG-009 e, posteriormente, navegou-se até a sua foz, e no rio Jamanxim no sentindo jusante-montante buscando alcançar o local do eixo JMX133. Retornando-se ao local da ponte junto à rodovia, a viagem teve continuidade até a cidade de Itaituba, concluindo-se assim a etapa de reconhecimento de caráter regional. 2.5.3. Campanha Eletronorte – Junho/Setembro de 2003 A campanha desenvolvida entre junho e setembro de 2003 teve por objetivo executar o reconhecimento geológico-geotécnico preliminar para os vários arranjos propostos para o Aproveitamento Hidrelétrico São Luiz do Tapajós. •

Equipe:

Geól. Davi Alfredo Maranesi

Eletronorte

Tec. José Leonardo Amorim de Freitas

Eletronorte

Foi realizado um mapeamento geológico-geotécnico expedito, com caminhamento ao longo dos eixos dos locais dos arranjos propostos, de alguns canais de drenagens naturais e margens e ilhas do rio Tapajós, além de 11 sondagens a trado, inspeção e descrição sucinta nos testemunhos de sondagens rotativas executadas pela AHIMOR. Paralelamente foi executada a identificação de algumas réguas limnimétricas/marcos topográficos existentes na área. Foram visitados 42 pontos com as respectivas coordenadas obtidas com GPS. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 63 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 2.5.4. Campanha de Reconhecimento CNEC – Setembro/Outubro de 2006 A campanha de campo teve o objetivo de completar a coleta de informações da bacia do rio Tapajós e possibilitar um diagnóstico ambiental que permita melhor aderência à realidade local. O reconhecimento foi realizado por uma equipe multidisciplinar com técnicos dos meios físico, biótico e socioeconômico, por via terrestre. •

Equipe:

Paula Vieira Rua Pinto Guedes

(Bióloga – Ecossistemas Terrestres)

José Roberto Pierre de Proença

(Geólogo – Meio Físico)

Peno Juchen

(Economista – Estudos Sócio-econômico)

Manoel Cordeiro

(Parabotânico – Ecossistemas Terrestres)

Osvaldo Oyakawa

(Biólogo – Ecossistemas Aquáticos)

O reconhecimento iniciou dia 22/09/2006 pela cidade de Itaituba com o objetivo de levantar informações junto aos órgãos públicos, estabelecimentos comerciais e consulta a população sobre dados relativos aos aspectos ambientais mais relevantes que caracterizam a região como tipos de uso de terra, áreas de turismo e lazer vinculadas ao rio, entre outros. No dia 23/09/2006 foi realizado o reconhecimento do eixo TPJ-325, observando os aspectos relacionados à qualidade ambiental dos ambientes aquáticos, os fatores de interferência sobre a qualidade da água (físico-biótico), as áreas de interesse cênico, turístico e paisagístico (praias, cachoeiras, etc) e as comunidades lindeiras ao rio Tapajós e afluentes. No dia 24/09/2006 foi percorrido o trecho Itaituba-Jacareacanga, para a verificação do trecho compreendido entre Itaituba e o Parque Nacional da Amazônia. Verificou-se, com especial atenção, o estado de conservação, o tipo e estágio sucessional da vegetação no entorno do Parque Nacional da Amazônia, áreas de potencial agrícola e mineral, as comunidades lindeiras, e os possíveis fatores de impacto sobre a qualidade da água, além das áreas de interesse cênico, turístico e paisagístico (praias, cachoeiras, etc). No dia 25/09/2006 foi percorrido o trecho Itaituba-Jacareacanga, para a verificação do eixo TPJ-445, observando os aspectos relacionados à qualidade ambiental dos ambientes aquáticos, os possíveis fatores de impacto sobre a qualidade da água (físico-biótico), as áreas de interesse cênico, turístico e paisagístico (praias, cachoeiras, etc), além das áreas de potencial agrícola e mineral e as comunidades lindeiras ao rio Tapajós e afluentes. No dia 26/09/2006 foi percorrido o trecho Jacareacanga-Itaituba verificando os sítios de influência do barramento TPJ-445 (montante e jusante). Observou-se os aspectos relacionados à qualidade ambiental dos ambientes aquáticos, os possíveis fatores de impacto sobre a qualidade da água (físico-biótico), as áreas de interesse cênico, turístico e paisagístico (praias, cachoeiras, etc), áreas de potencial agrícola e mineral e as comunidades lindeiras ao rio Tapajós e afluentes. No dia 27/09/2006 foi percorrido o trecho Itaituba-Novo Progresso. Neste trecho considerouse os aspectos relacionados à ocupação humana ao longo da BR-163 e a intensa exploração mineral local, enfocando as implicações destes aspectos sobre a qualidade dos ambientes aquáticos e terrestres. Verificou-se informações na cidade de Trairão junto aos órgãos públicos, estabelecimentos comerciais (mercado municipal) e à população local, dados sobre os aspectos ambientais mais relevantes que caracterizam a área como: tipos de uso da terra, produção agrícola, pecuária e pesqueira, fatores de pressão sobre os Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 64 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 ecossistemas (caça, exploração madeireira, tipos de pescado, áreas de extrativismo mineral e vegetal) com enfoque nos fatores que estimulam os processos intensivos de desmatamento regional, áreas de turismo e lazer da população vinculada ao rio, colônias de pescadores, fluxos migratórios recentes e histórico de ocupação da área principais comunidades ribeirinhas. No dia 28/09/2006 foi realizado o reconhecimento da região dos eixos, JMX-043 e JMX-063. Consideraram-se os aspectos relacionados à ocupação humana ao longo da BR-163 e a intensa exploração mineral local, enfocando as implicações destes aspectos sobre a qualidade dos ambientes aquáticos e terrestres. No dia 29/09/2006 partiu-se para Novo Progresso onde verificou-se informações junto aos órgão públicos, estabelecimentos comerciais e à população. No dia 30/09/2006 foi realizado o trecho Novo Progresso–Transgarimpeira para a verificação do entorno da Rodovia do Ouro ou Transgarimpeira. Foi considerado o meio físico, biótico e sócio-econômico relacionados à intensa exploração mineral local. Foi realizado também o reconhecimento das áreas próximas ao eixo JMX-257. No dia 01/10/2006 percorreu-se o trecho Novo Progresso – Itaituba e verificou-se as proximidade dos sítios JMX-133, JMX-166, JMX-183 e JMX-199. Neste trecho verificou-se os aspectos relacionados à ocupação urbana ao longo da BR-163 e a intensa exploração mineral local. No dia 02/10/2006 foi realizado o reconhecimento do trecho Itaituba–Rurópolis onde verificou-se informações nos assentamentos ao longo da BR-203 e na cidade de Rurópolis sobre os aspectos ambientais mais relevantes que caracterizam a área como: de uso da terra, produção agrícola, pecuária e pesqueira, fatores de pressão sobre os ecossistemas (caça, exploração madeireira, tipos de pescado, áreas de extrativismo mineral e vegetal) com enfoque nos fatores que estimulam os processos intensivos de desmatamento regional, áreas de turismo e lazer da população vinculadas ao rio, colônias de pescadores, fluxos migratórios recentes, histórico de ocupação da área, principais comunidades ribeirinhas. No dia 03/10/2006 percorreu-se Rurópolis–Alter do Chão onde verificou-se as informações nos assentamentos no entorno da BR-163. No dia 04/10/2006 o reconhecimento prosseguiu nas proximidades de Alter do Chão e verificou-se as praias locais. Esta verificação foi feita para caracterizar os aspectos ambientais mais relevantes. Foram feitas entrevistas com os pescadores e a população sobre a produção pesqueira e as principais espécies de peixes e outros organismos aquáticos. No dia 05/10/2006 seguiu-se de Alter do Chão para Santarém para a verificação das comunidades quilombolas Arapemã, Saracura, Tiningu, Murumurutuba, Bom Jardim e Murumuru. Foram feitas também visitas às instituições locais. 2.5.5. Campanha CNEC/Eletronorte – Novembro de 2006 A campanha consistiu no reconhecimento terrestre e fluvial do sítio TPJ-325 e a foz do Jamanxim.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 65 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 •

Equipe:

Eng. Hélio C. de Barros Franco

Eletronorte

Geol. Davi Alfredo Maranesi

Eletronorte

Eng. Francisco Carlos Granados Castro

Eletronorte

Eng. José Luiz Pettená

CNEC

Eng. Flávio Ladeira Luchesi

CNEC

Geol. Martim Afonso C. M. Camargo

CNEC

Focalizou mais especificamente o sítio TPJ-325, seus acessos e as localidades de Buburé, São Luiz do Tapajós e Pimental. O reconhecimento fluvial do rio Tapajós foi realizado entre as localidades de Itaituba e São Luiz do Tapajós. Foi também percorrido o trecho entre o sítio TPJ-325 e a foz do Jamanxim, e trecho de 10 km iniciais do próprio rio Jamanxim.

Figura 2.5.5-1 – TPJ-325 – Travessões e afloramentos no leito do rio

2.5.6. Campanha de Reconhecimento –Eletronorte/CNEC/Orbisat – Junho de 2006 Reconhecimento do trecho do rio Tapajós e planejamento do trabalho de Cartografia. •

Equipe:

Eng. Sérgio Monteiro Soares

Orbisat

Agr. Alcino José Bohnert

Orbisat

Eng. Aziz Sallum

Eletronorte

Eng. Flávio Ladeira Luchesi

CNEC

No dia 23/06/06 foi realizado o sobrevôo com a duração de 4h 20min, sobre a região a ser recoberta pelo processo de radar, com o reconhecimento sobre os locais para refletores ao longo da BR-230 (Transamazônica), do aeroporto de Jacareacanga, dos rios das Tropas, Crepori e Rato, além dos locais para a topografia densificar pontos de controle. Pouso em Jacareacanga.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 66 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 No dia 24/06/2006 a viagem prosseguiu via terrestre pela rodovia BR-230 com destino a Jacareacanga, até a localização da RN-1319 Z. No dia 25/06/06 foi realizado o reconhecimento da cidade e feitos alguns contatos para a logística, localização do nível máximo de enchente através de entrevistas à população e a localização das RRNN 1316-A e TA31C, informadas por CNEC/ Eletronorte que foram encontradas destruídas. Na parte da tarde tentou-se encontrar RRNN ao longo da rodovia Transamazônica, sem sucesso. No dia 26/06/06 retornou-se a Itaituba, procurando-se a RRNN, também sem sucesso. Foi realizado então, o reconhecimento e medição provisória dos pontos para colocação de três conjuntos de oito refletores ao longo da BR-230. No dia 27/06/06 o reconhecimento foi realizado em Itaituba onde foram feitos contatos para logística. No período da tarde foi feito o reconhecimento da BR-163 (Cuiabá-Santarém) e o reconhecimento e medição provisória dos pontos para a colocação de um conjunto de três refletores auxiliares. No dia 28/06/2006 foi realizado o reconhecimento afinado e medição provisória dos pontos para a colocação de um conjunto de oito refletores ao longo da BR-230. Foi feito o reconhecimento da Vila Buburé na margem do Tapajós e procurou-se a localização de RRNN indicadas pela CNEC/ Eletronorte. Posteriormente foi feito o reconhecimento da Base do Ibama onde descobriu-se um ótimo apoio para a topografia, o reconhecimento da Estação 93686 (Marco Geodésico do IBGE), além do reconhecimento da RN-INCRA que havia sido destruída. No dia 29/06/06 foi feito o reconhecimento e contatos no local para definição de logística. 2.5.7. Campanha CNEC/Eletronorte – Setembro de 2007 A campanha objetivou o acompanhamento dos levantamentos hidrométricos e inspeção de campo para o reconhecimento dos eixos TPJ-325, TPJ-445, TPJ-445 (M), JMX-166 (J) e JMX-212, e os respectivos acessos. •

Equipe:

Eng. Flávio Ladeira Luchesi

CNEC

Eng. Thiago Borges Ortega

CNEC

Geol. Paulo Martim da Silveira

CNEC

Geol. Martim Afonso C. M. Camargo

CNEC

Eng. Gilberto Tannús Elias

Eletronorte

Eng. Arnaldo Ferreira da Costa

Eletronorte

Geol. Nestor Antônio Mendes Pereira

Eletronorte

O eixo TPJ-445 (M) foi acessado partindo de Itaituba pela BR-230 (Transamazônica) até Buburé, e posteriormente navegando pelo rio Tapajós por cerca de 120 km, próximo às localidades de Machado e Jatobá.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 67 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 2.5.7-1 – TPJ-445 – Ombreira Direita

Os eixos JMX-166 (J) e JMX-212 foram acessados partindo de Itaituba pela BR-230 até a BR-163, sentido Cuiabá. As Figuras 2.5.7-2 e 2.5.7-3 apresentam imagens da BR-163.

Figura 2.5.7-2 – Rodovia BR-163

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 68 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 2.5.7-3 – Ponte sobre o Rio Aruri na BR-163 e ponte abandonada ao lado

Nas proximidades de Moraes Almeida, onde a equipe pernoitou, foram encontrados os ramais da BR-163 que acessam o rio Jamanxim próximos aos locais dos eixos. Para alcançar os eixos foi necessário prosseguir de barco pelo rio Jamanxim em trechos com inúmeras corredeiras e pequenas cachoeiras.

Figura 2.5.7-4 – Rio Jamanxim

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 69 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 2.5.7-5 – Corredeiras no Rio Jamanxim

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 70 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

3.

ESTUDOS PRELIMINARES

O objetivo básico dos Estudos Preliminares foi escolher as alternativas de divisão de queda que apresentassem o melhor conjunto de obras e instalações correspondente ao desenvolvimento do potencial hidrelétrico ambiental e economicamente aproveitável, para posterior detalhamento dessa seleção nos Estudos Finais.

3.1. Levantamento de Dados e Estudos Diversos Realizados Esse item apresenta as investigações e estudos básicos realizados nas áreas de cartografia, hidrometeorologia, geologia e geotecnia, meio ambiente e em relação aos cenários básicos de outros usos da água, e já incorpora os levantamentos complementares, a consolidação dos dados e a revisão dos estudos básicos referentes aos Estudos Finais, que foram utilizados para aprofundar os Estudos Preliminares. 3.1.1. Cartografia Apresenta-se, neste item, as metodologias de mapeamento cartográfico e os resultados obtidos com os levantamentos topográficos e topobatimétricos realizados no âmbito do presente estudo de inventário, conforme descritos com detalhes e ilustrações no Apêndice A – Estudos Topográficos (Volume 3/22). Os levantamentos topográficos e topobatimétricos foram executados pela Petcon – Planejamento em Transportes e Consultoria Ltda, os aerofotogramétricos pelas empresas Geomensura Engenharia e Aerolevantamento Ltda e Fiducial Engenharia e Aerolevantamentos Ltda e os com a utilização do Radar Interferométrico de Abertura Sintética (OrbiSAR-1), pela Orbisat da Amazônia Indústria e Aerolevantamento S/A. Inicialmente, para subsidiar os estudos, foi feita uma coleta de dados cartográficos disponíveis como cartas topográficas do IBGE e DSG e Modelos Digitais de Elevação – MDE provenientes da SRTM (Shuttle Radar Topography Mission), disponibilizados pela NASA (National Aeronautics and Space Administration). Um acervo de fotografias aéreas em preto e branco tomadas pela AST-10/USAF (Força Aérea Americana), na escala de 1:60.000, durante os anos de 1964 a 1966, também foi utilizado nos estudos de inventário. Empregaram-se três diferentes metodologias para a obtenção do mapeamento cartográfico da área. Para o rio Tapajós, utilizou-se o mapeamento por radar aerotransportado e os MDEs da SRTM. No rio Jamanxim, foi executado o levantamento aerofotogramétrico convencional. Além disso, foi levantado o perfil da linha d’água dos rios Tapajós e Jamanxim e seções topobatimétricas nos sítios. Na utilização dessas metodologias, pode-se destacar o uso de imagens e de MDEs obtidos de radar aerotransportado, na área do rio Tapajós, devido à mesma apresentar uma densa e abrangente cobertura florestal, além de áreas de acesso restrito como Terras Indígenas e Unidades de Conservação - UCs. Nessas condições, o apoio de campo, que fornece o suporte aos levantamentos de vôo, dificilmente poderia ser efetivado, de forma a atender os requisitos de precisão do projeto e sem impactos ambientais. Devido às dificuldades de acesso a área sul do projeto, utilizou-se, nesta região, dados altimétricos da SRTM. A utilização desta metodologia, sem prejuízo para a qualidade dos Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 71 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 trabalhos, foi possível em virtude de informações complementares existentes tais como perfil da linha d’água e seções topográficas executadas nos estudos anteriores. A área levantada por aerofotogrametria, no rio Jamanxim, apresenta-se, em comparação com a área do rio Tapajós, com maior alteração antrópica, além da existência de regiões desmatadas e de estradas. Essas características permitiram a execução de um apoio de campo adequado, fornecendo resultados compatíveis com a necessidade de precisão cartográfica preconizada. A Figura 3.1.1-1 ilustra a cobertura dos levantamentos cartográficos realizados e a articulação das folhas no padrão DSG/IBGE, assim como o desenho EG219-GE.34DE.0001, apresentado no Apêndice A – Estudos Topográficos (Volume 3/22), e também no Caderno de Desenhos (Volume 2/22).

Figura 3.1.1-1– Cobertura Cartográfica

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 72 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 3.1.1.1. Levantamentos Topográficos e Topobatimétricos Considerando a precisão exigida pelos levantamentos topográficos, topobatimétricos e dos perfis da linha d’água dos rios Tapajós e Jamanxim foram executados os serviços de implantação, recuperação e observação de Marcos Geodésicos, observação de RRNN oficiais do IBGE e outros marcos implantados por terceiros em réguas limnimétricas às margens dos rios. Com o mesmo objetivo foram levantadas poligonais geodésicas por GPS, sendo as principais localizadas nas calhas dos rios e nas rodovias Transamazônica e Cuiabá-Santarém. Os serviços tiveram início em setembro de 2006 com a localização de RRNN ao longo da BR-230 e nas cidades de Itaituba e Miritituba (PA). Após a localização dos RRNN do IBGE, as coordenadas dos mesmos foram transportadas por meio de GPS geodésico para os locais onde foram feitos os levantamentos topográficos do eixo TPJ-325. Apresenta-se, a seguir, uma descrição resumida dos serviços topográficos e topobatimétricos realizados pela Petcon, incluindo o levantamento do perfil da linha d’água dos rios Tapajós e Jamanxim. Os trabalhos realizados são apresentados detalhadamente no Anexo 1, do Apêndice A (Volume 4/22). •

Conferência do Mapeamento nos Locais Indicados pela Eletronorte

Nos locais onde havia pequena supressão da vegetação utilizou-se, no rastreamento GPS, receptores HIPER PLUS de dupla freqüência GLONASS e NAVSTAR, instalando um receptor em local livre de obstruções, próximo do ponto a ser verificado, e um segundo receptor no ponto a ser verificado. O pós-processamento GPS foi realizado com dados NAVSTAR, GLONASS e efemérides precisas, obtidas do site http://www.ngs.noaa.gov/GPS/GPS.html. Nos locais de vegetação mais densa onde não foi possível o rastreamento GPS, o transporte de coordenadas para o interior da mata foi realizado com a implantação de dois marcos distantes entre si de 400 a 1000 m, com posterior rastreio, nos dois marcos simultaneamente. Em seguida, o transporte de coordenadas para o interior da mata foi realizado com uso de estação total. Posteriormente, em função de requisitos dos estudos, foram determinados novos pontos. Os pontos adicionais foram levantados utilizando-se a mesma metodologia, porém, foram monumentados e considerados como marcos. A comparação desses pontos de controle com o levantamento cartográfico é apresentada no Anexo 2, Tomo 1, do Apêndice A (Volume 5/22). •

Implantação e Recuperação de Marcos Geodésicos

O serviço de implantação de marcos geodésicos contemplou: −

Determinação dos locais para implantação dos marcos;

Implantação de marcos;

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 73 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Rastreio com receptor GPS geodésico de dupla freqüência, por tempo determinado em função da distância entre o marco e a base de referência, de dois marcos simultaneamente;

− Transporte de coordenadas por meio de estação total nos locais passíveis de inundação. Em função das particularidades do trecho em estudo, o levantamento planialtimétrico das calhas dos rios Tapajós e Jamanxim exigiu uma definição adequada dos parâmetros básicos para o ajuste da rede de pontos GPS. Também foi necessário definir o método de aceitação dos resultados de processamento dos dados GPS e a determinação de tolerâncias limitantes nesses processamentos, visando garantir a qualidade técnica das informações, nos limites que não comprometessem a qualidade geral do trabalho, e o adensamento da massa crítica de dados. As principais poligonais de apoio foram levantadas nos seguintes trechos: −

calha do rio Tapajós, entre a cidade de Itaituba e Barra de São Manoel;

rodovia BR-230 (Transamazônica), entre Itaituba e Jacareacanga;

calha do rio Jamanxim, entre o km 300 e a sua barra no rio Tapajós;

− rodovia BR-163 (Cuiabá – Santarém), entre as cidades de Itaituba e Novo Progresso. O desenho EG219-GE.34-DE.0003, apresentado no Apêndice A – Estudos Topográficos (Volume 3/22), mostra em planta as poligonais de apoio levantadas ao longo dos rios Tapajós e Jamanxim. •

Levantamento de Seções Topobatimétricas

Para a execução das seções topobatimétricas nos eixos TPJ-325, TPJ-445, TPJ-445 (M), JMX-043, JMX-063, JMX-133, JMX-166, JMX-166 (J), JMX-183, JMX-199, JMX-212, e JMX257, o posicionamento foi realizado mediante a utilização do sistema DGPS em tempo real, com precisão tecnicamente adequada, a partir da correção de sinal GPS pelo sistema OminiStar. As seções topobatimétricas levantadas nos eixos de inventário, assim como as seções disponíveis dos estudos anteriores para cada um dos sítios de interesse, são mostradas nos desenhos EG219-GE.34-DE.0007 a EG219-GE.34-DE.0017, constantes do Apêndice A – Estudos Topográficos (Volume 3/22) deste relatório. O DGPS em tempo real consiste no envio das correções pelos satélites componentes do sistema OminiStar ao GPS instalado a bordo da embarcação. Na embarcação em movimento, o sistema de posicionamento DGPS está interligado ao ecobatímetro por meio do sistema Hypack e registra, simultaneamente, as coordenadas do local e a sua profundidade, num dado momento. Para a obtenção das profundidades do rio foi utilizado o ecobatímetro de registro analógico contínuo e saída digital, marca Raytheon, modelo DE-719D-MK2, com precisão de 0,5% da profundidade medida. O transdutor do ecobatímetro foi instalado na lateral da embarcação, fixado por meio de um suporte metálico e afundado a 0,30 m. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 74 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Levantamento de Seções Topográficas

Em face da peculiaridade do arranjo, a área do eixo TPJ-325, especificamente, na margem direita, na região da barragem, canal de adução e casa de força, teve que ser melhor avaliada, sendo realizadas 17 seções topográficas, totalizando uma distância de 11,47 km. As mesmas também serviram para a amarração das investigações geológicas e geofísicas. Os desenhos destas seções são apresentados no Anexo 1 do Apêndice A (Volume 4/22). Para possibilitar a amarração dessas seções topográficas foram implantados e observados oito marcos de apoio, designados por: Topo BTP 004, Topo BTP 005, Topo BPT 006, Topo BTP 007, Topo BTP 015, Topo BTP 016, Topo BTP 017 e Topo BTP 018. Posteriormente ao levantamento das seções, o marco S1/S2 também foi implantado e utilizado. As coordenadas geodésicas destes marcos foram obtidas por meio de observações com receptores GPS geodésico, no modo relativo estático. Em seguida, procedeu-se ao levantamento das seções, com estação total, nas normas determinadas pelo projeto. Para o controle altimétrico dos levantamentos topobatimétricos foram utilizados os RRNN do IBGE ao longo das Rodovias Transamazônica e Cuiabá - Santarém. Para o controle planimétrico utilizaram-se as bases da RBMC de Manaus: NAUS e o marco geodésico SAT 93686. •

Levantamento de Perfis de Linha d’Água

O perfil da linha d’água do rio Tapajós foi levantado no período de 18 de setembro a 31 de outubro de 2006, quando a equipe chegou à Barra de São Manoel, no final dos trabalhos na calha do rio Tapajós, numa extensão levantada de 480 km. O estudo do perfil da linha d’água do rio Jamanxim foi executado entre os dias 4 de novembro e 4 de dezembro de 2006, quando a equipe chegou à cidade de Novo Progresso. Aproximadamente 320 km do perfil longitudinal do rio Jamanxim foram levantados. Os desenhos EG219-GE.34-DE.0005 e EG219-GE.34-DE.0006, apresentados no Apêndice A – Estudos Topográficos (Volume 3/22), mostram os perfis longitudinais dos rios Tapajós e Jamanxim, respectivamente. •

Levantamento de Seções Transversais

Os levantamentos topobatimétricos de seções transversais tiveram como objetivo a caracterização morfológica dos locais cogitados para barramento nos rios Tapajós e Jamanxim, de modo a se obter, inclusive, subsídios para determinação das curvas-chave nos locais de aproveitamento. Nesse sentido, considerou-se a calha de escoamento dos rios, extrapolando os terrenos marginais, numa extensão suficiente para contemplar as inundações laterais. De acordo com a programação estabelecida, foram levantadas seções transversais nos sítios de interesse e nos locais que apresentavam singularidades, tendo resultado um total de 09 seções distribuídas no rio Tapajós e 31 seções no rio Jamanxim. A batimetria foi executada utilizando-se o Sistema GPS embarcado, acoplado a Ecobatímetro de Precisão com funcionamento integrado, registrando-se coordenadas e Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 75 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 profundidades. As seções levantadas foram niveladas com o emprego de níveis automáticos e amarradas topograficamente a RN´s oficiais. Tais seções são apresentadas nos desenhos EG219-GE.34-DE.0008 a EG219-GE.34-DE.0017, constantes do Apêndice A – Estudos Topográficos (Volume 3/22). 3.1.1.2. Levantamentos por Radar Aerotransportado O mapeamento cartográfico no rio Tapajós, no trecho entre as cidades de Itaituba (PA) e Jacareacanga (PA), foi executado com a utilização do Radar Interferométrico de Abertura Sintética – InSAR. Entre os produtos gerados pelo radar inclui-se o Modelo Digital de Superfície – MDS e orto-imagem da banda X, o Modelo Digital de Terreno (MDT) e orto imagem da banda P, as curvas de nível e cartas classificadas. Considerando o tipo ocupação da região, com diversas unidades de conservação ambiental, entre elas o PNA – Parque Nacional da Amazônia, a cobertura vegetal densa, e a conseqüente dificuldade para implantar o necessário apoio de campo de um levantamento aerofotogramétrico convencional, optou-se pela utilização da tecnologia de mapeamento por radar InSAR para o trecho do rio Tapajós entre as cidades de Itaituba e Jacarecanga, e o trecho de jusante do rio Jamanxim, onde a cobertura florestal é bastante densa. Essa região escolhida para o mapeamento pela tecnologia InSAR engloba uma área de 16.500 km², que foram mapeados na escala 1: 25.000 (representação em escala 1:25.000 porém com precisão compatível com escala 1:10.000), com curvas de nível eqüidistantes de 5 m, e precisão vertical de 2,5 m. A tecnologia de mapeamento InSAR permite que diversos produtos de informação geográfica sejam gerados de forma rápida e precisa, quando comparados com os métodos clássicos de levantamentos, topográficos e aerofotogramétricos, de modo a atender os objetivos cartográficos. As principais vantagens da tecnologia InSAR no Brasil, principalmente na Região Amazônica, são: •

Coleta dados independentemente das condições atmosféricas e da luz do dia, permitindo redução de prazo para obtenção dos resultados;

Utiliza duas freqüências de mapeamento simultâneas (bandas X e P), fornecendo tanto a medida de altitude da copa das árvores como a do solo sob a vegetação;

Gera, simultaneamente, a orto-imagem da área observada, o que permite a obtenção de uma imagem de alta resolução;

Processa todos os dados com computadores e servidores baseados na tecnologia de PC;

Gera Imagens Orto-Retificadas (ORI), MDS, MDT e produtos derivados;

Torna possível a geração de mapas topográficos, a partir das imagens ortoretificadas e do trabalho de campo (toponímias, simbolização e uso do terreno);

O SAR imageador, distintamente dos sensores ópticos (visível-infravermelho), que dependem do sol para prover informações físico-químicas dos alvos, opera no espectro das microondas, fornecendo informações geométricas e elétricas dos alvos e é o único sensor com penetrabilidade através da copa vegetal. Neste segmento de radares, encontra-se o Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 76 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 sistema de radar interferométrico aerotransportado OrbiSAR-1 (Figura 3.1.1.2-1), que apresentou uma nova maneira de mapeamento semi-automatizado.

Figura 3.1.1.2-1 – Localização do OrbSAR-1 no Interior da Aeronave

A Figura 3.1.1.2-2 ilustra a penetração de sinais das bandas X e P em zonas de vegetação densa do tipo floresta. As ondas da banda X refletem-se a partir do dossel, enquanto as da banda P penetram na folhagem e refletem-se a partir do tronco e do solo, retornando ao sensor com a informação da fase do terreno sem vegetação, que será convertida em altitude. A modelagem do terreno é então obtida com o processo descrito a seguir: •

O MDS é gerado a partir dos dados da banda X. Para tanto, implementa-se a interferometria da banda X, fazendo uso de suas três antenas. O MDT fusionado é gerado a partir da fusão do MDT, originado a partir dos dados da banda P, com o MDS, proveniente dos dados da banda X. A fusão é necessária por que:

O MDS, obtido a partir dos dados da banda X, é idêntico ao MDT final nas áreas livres de vegetação e apresenta uma melhor precisão altimétrica;

O MDT, gerado a partir dos dados da banda P, possui melhor precisão somente nas áreas de vegetação. Nas áreas livres de vegetação, esse MDT é menos preciso devido à baixa reflexão das ondas da banda P do radar nessas regiões;

Combinando o MDS, originado a partir da banda X somente nas áreas livres de vegetação, com o MDT, proveniente da banda P somente nas áreas com vegetação, obtém-se um MDT fusionado com maior precisão altimétrica;

As áreas com e sem vegetação podem precisamente ser definidas pela imagem da banda P. As áreas com vegetação refletem intensamente enquanto que a reflexão nas áreas livres de vegetação é muito baixa. A máscara para a floresta pode então ser diretamente derivada a partir da imagem da banda P.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 77 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 3.1.1.2-2 – Representação da Penetração dos Sinais das Bandas X e P

3.1.1.3. Levantamentos Aerofotogramétricos Este ítem faz referência aos levantamentos aerofotogramétricos convencionais executados no rio Jamanxim e na região da cachoeira Chacorão, no rio Tapajós. Os trabalhos realizados, assim como os resultados obtidos, encontram-se detalhadamente apresentados no Anexo 3 do Apêndice A – Estudos Topográficos (Volumes 7/22 e 8/22). A área objeto dos levantamentos aerofotogramétricos está compreendida entre as seguintes coordenadas planas UTM (N) 9.200.000 e 9.450.000 e (E) 550.000 e 700.000. Além do rio Jamanxim, o levantamento abrange ainda os rios Novo e Tocantins, o igarapé Salustiano, o rio Aruri, o riozinho das Arraias, o rio Claro, o igarapé Natal e outros tributários de menor porte. Margeando o rio Jamanxim está localizada a Rodovia Cuiabá-Santarém, onde estão situadas as cidades de Novo Progresso, Vila Riozinho e Moraes Almeida. O levantamento aerofotogramétrico da região da cachoeira do Chacorão, no rio Tapajós, onde está situado o sítio TPJ-685, está compreendido entre as coordenadas planas UTM (N) 9.272.000 e 9.290.000 e (E) 346.000 e 364.000. O planejamento geral e o plano de vôo foram executados utilizando-se as cartas topográficas de escala 1: 250.000. Pesquisaram-se as redes de RRNN do IBGE e dos pontos SAT, existentes, para a respectiva amarração dos trabalhos. Uma das linhas de nivelamento da rede do IBGE passa pela rodovia Cuiabá – Santarém. Apesar de já estar quase toda destruída, ainda foi possível a sua amarração em RRNN. O plano de vôo foi lançado sobre as cartas topográficas do IBGE na escala de 1: 250.000 e resultou em 55 faixas de recobrimento aéreo. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 78 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 A cobertura aerofotogramétrica, que apresentou um considerável grau de dificuldade devido às más condições meteorológicas locais, foi realizada no período de 12 de julho a 11 de agosto de 2007. O apoio de campo obedeceu a uma distribuição de pontos por blocos, de acordo com os detalhes do terreno, escolhendo-se pontos fotogramétricos visíveis e identificáveis. Nas regiões inóspitas, os pontos fotogramétricos foram levantados nas pontas de ilhas, pedras nas margens do rio e nos igarapés. Adotaram-se todos os procedimentos para o levantamento de pontos via rastreamento com sistemas GPS de dupla-freqüência. O Datum planimétrico utilizado nos cálculos dos levantamentos foi o SAD-69/96 (Chuá) e o altimétrico SAD-69/96 (Imbituba-SC), com as coordenadas planas no sistema UTM. O processo empregado na aerotriangulação propriamente dita foi o de ajuste por bloco utilizando-se os programas Aerosys AT e Geo Kosmos, por meio de estações digitais de última geração. Foram medidos por modelo: − 6 pontos fotogramétricos de orientação dos modelos estereoscópicos; − 4 pontos de ligação dos modelos; − 8 pontos de ligação de faixas; − 1 conjunto de pontos de ligação de blocos. Após os ajustes dos blocos, os modelos foram orientados e restituídos em estação digital, mapeando-se todos os detalhes visíveis e identificáveis nos modelos estereoscópicos, desde que compatíveis com a escala de representação. Foram representados em níveis específicos, os seguintes detalhes: rede hidrográfica, rios, lagoas; rede viária, caminhos, etc.; áreas alagáveis; regiões de garimpo; edificações; cercas e bosques; ilhas; curvas de nível de 5 em 5 metros; curvas mestras de 25 em 25 metros; pontos cotados nas margens dos rios, lagos, elevações, depressões e demais pontos notáveis; e, outros detalhes de interesse. Apesar de a restituição obedecer ao padrão cartográfico em escala de 1: 10.000, as folhas dos produtos finais foram recortadas em escala reduzida para 1: 25.000, de forma a diminuir o número de folhas, porém sem prejuízo da precisão para a escala 1: 10.000. As folhas foram editadas por meio de estação digital e formatadas em DWG (AutoCAD). A colocação da toponímia obedeceu aos critérios do IBGE, lançando-se os nomes oficiais de rios, povoados, divisas municipais e demais dados de interesse. As ortofotocartas foram geradas a partir do MDT de cada folha de 1: 25.000, obedecendo-se o mesmo formato da restituição. Ao final dos trabalhos procedeu-se, para cada folha, uma revisão final para a verificação e controle de qualidade, formatação dos arquivos digitais e impressão definitiva das ortofotocartas. Para aumentar a qualidade dos levantamentos aerofotogramétricos, durante o ajuste das poligonais geodésicas, foram implantados e amarrados mais 5 marcos geodésicos. Desta Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 79 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 forma, puderam-se restituir as feições vetoriais, na escala de 1: 10.000, incluindo o traçado das curvas de nível e de forma a garantir a precisão cartográfica preconizada para o projeto. 3.1.1.4. Utilização de Modelos Digitais de Elevação da SRTM Na parte sul do trecho inventariado do rio Tapajós, mais precisamente na região do reservatório do eixo TPJ-685, os trabalhos de apoio de campo para o levantamento aéreo foram prejudicados pela existência de terras indígenas e pelas dificuldades relacionadas ao ingresso nas mesmas. Por conta disso, foi utilizada uma metodologia diferenciada para a obtenção, tratamento e manipulação de Modelos Digitais de Elevação – MDEs e a sua utilização para a geração de curvas de nível que representassem a topografia da área em estudo. Os modelos utilizados foram obtidos a partir do mapeamento da SRTM (Shuttle Radar Topography Mission), disponibilizados pela NASA (National Aeronautics and Space Administration). A importação e manipulação dos MDEs, incluindo a geração e exportação das curvas de nível, foram feitas utilizando-se o programa Global Mapper, desenvolvido para aplicações cartográficas. Para a validação dos MDEs da SRTM foram realizados testes comparativos na região do rio Tapajós. Foram comparados os resultados obtidos com a metodologia da SRTM com medidas de campo realizadas por levantamentos topográficos e geodésicos precisos, como o perfil da linha d’água dos rios Tapajós e Jamanxim, amarrados por RRNN (oficiais do IBGE) existentes próximos ao leito dos rios. Com base nos resultados obtidos, considerouse viável a utilização dessa metodologia para a elaboração de um modelo topográfico da região. Na região do reservatório do eixo TPJ-685 (Chacorão) foram geradas curvas de nível de 5 em 5 m. Em situações especiais, como no caso da cota do NA máximo normal do reservatório, a curva de nível de cota 96 m também foi gerada. Foram geradas 10 cartas topográficas (padrão DSG), na escala de 1: 50.000. Estas cartas são provenientes do MDE da SRTM e da base cartográfica (hidrografia e estradas) 1: 250.000 do DSG, e são apresentadas nos desenhos EG219-GE.34-DE.0018 até o EG219-GE.34-DE.0027, do Apêndice A – Estudos Topográficos (Volume 3/22). Para a compatibilização cartográfica entre as curvas de nível provenientes dos levantamentos aerofotogramétricos e de radar e as geradas dos MDEs da SRTM, durante as operações no programa Global Mapper, foi possível definir o Sistema de Projeção de saída das curvas como o UTM (Universal Transverso de Mercator), o Datum Horizontal SAD-69/96, bem como o Datum Vertical de Imbituba – SC e o fuso 21. De forma sistemática, também foram geradas curvas de nível espaçadas de 20 em 20 m para toda a área da bacia hidrográfica do rio Tapajós, incluindo os rios Juruena e Teles Pires. Neste caso, isso foi feito para se obter, numa base comum, as áreas de drenagem de todos os postos fluviométricos e dos eixos estudados. No presente caso, a utilização dos modelos digitais de elevação da SRTM justifica-se pelos resultados obtidos em comparações feitas entre as curvas de nível geradas por três diferentes métodos: aerofotogrametria, radar aerotransportado e SRTM. Além da forma e da planimetria (posição) das curvas, comparou-se também os gráficos gerados pelos cálculos das curvas cota-área-volume. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 80 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 No Capítulo 7 do Apêndice A – Estudos Topográficos (Volume 3/22) é apresentado um histórico da SRTM, uma descrição básica do programa Global Mapper e os produtos cartográficos gerados para subsidiar os estudos de inventário. 3.1.2. Hidrometeorologia e Sedimentologia 3.1.2.1. Caracterização da Bacia A bacia hidrográfica do rio Tapajós está compreendida entre os paralelos 02º e 15º de latitude sul e os meridianos 54º e 60º de longitude oeste, situando-se a leste da bacia do rio Madeira e a oeste da bacia do rio Xingu, sendo parte integrante da Região Norte e CentroOeste do território nacional, conforme ilustrado no Desenho EG219-GE.00-DE.0001 constante no Caderno de Desenhos (Volume 2/22). Sua superfície recobre uma área de 492.481 km2 distribuída entre os Estados de Mato Grosso, Pará, Amazonas e, uma parcela muito pequena em Rondônia, correspondente à drenagem da margem esquerda do alto curso do rio Iquê ou Languiaru. A bacia de drenagem é apresentada no Desenho EG219-GE.00-DE.0003 e sua composição é mostrada na Figura 3.1.2.1-1.

Figura 3.1.2.1-1 - Bacia do Rio Tapajós e Formadores

A bacia apresenta uma forma alongada, com sentido sul-norte, tendo como principais formadores os rios Juruena e Teles Pires que, após se juntarem, próximo ao paralelo 7º 30’ de latitude sul, formam o rio Tapajós. A partir deste ponto, depois de percorrer uma Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 81 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 extensão de 825 km, deságua na margem direita do rio Amazonas conformado em um amplo braço de rio. O trecho final do Tapajós tem seu regime de níveis e vazões afetado pelo remanso do Amazonas e pela influência da maré. O rio Juruena, com área de drenagem de 190.931 km², nasce nas encostas setentrionais da Serra dos Parecis em altitudes próximas a 700 m. Recebe grande número de tributários até sua confluência com o rio Arinos, tendo já percorrido cerca de 850 km. O rio Arinos tem suas nascentes no tabuleiro de um contraforte da Serra Azul, em cotas aproximadas de 400 m. Percorre cerca de 760 km até unir-se com o rio Juruena. Sua declividade é acentuada nos primeiros 50 km, amenizando-se nos 710 km finais. Os rios Arinos e Juruena, não podem ser considerados navegáveis, devido ao grande número de obstáculos encontrados ao longo de seus cursos. O rio Teles Pires nasce na Serra Azul a uma altitude de média de 800 m, desenvolvendo-se no sentido SE-NW até a confluência com o rio Juruena e formação do rio Tapajós, na altitude aproximada de 95 m. Apresenta uma extensão total de 1.638 km e uma área total de 141.718 km². De montante para jusante, os principais afluentes do rio Teles Pires pela margem direita são os rios Paranatinga, Caiapó, Peixoto Azevedo, Cristalino, São Benedito, Cururu–Açu; e pela margem esquerda, os rios Verde, Paranaíta, Apiacás e Ximari. O rio Tapajós apresenta uma conformação assimétrica, com tributários de maior porte afluindo pela sua margem direita. Destes tributários, destaca-se o rio Jamanxim que apresenta uma bacia contribuinte de 58.633 km2 e o rio Arapiuns, que constitui o maior afluente pela margem esquerda, já próximo de sua foz no rio Amazonas. O baixo curso do Tapajós, abrangendo um trecho com cerca de 320 km desde as cachoeiras de São Luiz até sua foz, apresenta muitas ilhas cobertas por vegetação, sendo que nos últimos 100 km forma um largo estuário, onde a distância entre as margens chega a alcançar mais de 20 km, afunilando-se na sua foz no rio Amazonas, onde deságua através de um canal de apenas 1.120 m de largura. A influência da maré é registrada em todo este trecho de seu baixo curso, sendo que na região da sua foz o efeito deste fenômeno provoca uma oscilação de aproximadamente 0,40 m. Toda a drenagem do rio Tapajós, desde seu início na junção dos rios Teles Pires e Juruena até sua foz no Amazonas, apresenta características geomorfológicas dos solos do embasamento cristalino cobertos por exuberante vegetação, que aliadas às condições do clima úmido com altos índices de precipitação, fazem com que a rede de drenagem seja extremamente densa, favorecendo o escoamento das chuvas para a alimentação dos rios. Tais fatores climáticos condicionam um balanço hídrico muito positivo, com elevados deflúvios específicos, o que ressalta sua vocação para os usos múltiplos. 3.1.2.2. Aspectos Climáticos a)

Centros de Ação e Sistemas Atmosféricos

A bacia do rio Tapajós insere-se na zona equatorial da América do Sul, onde a circulação geral é comandada pelos anticiclones do Atlântico e dos Açores, pelo anticiclone migratório Polar, pela depressão do Chaco e pela faixa de “doldrums”. Esses centros de ação Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 82 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 determinam o jogo dos sistemas atmosféricos, os quais compreendem as massas de ar, as descontinuidades frontais e as correntes perturbadas. Os sistemas atmosféricos determinados por esses centros de ação compõem o quadro de circulação equatorial, no qual os sistemas que interessam de perto à bacia do Tapajós são o Equatorial Continental Amazônico (Ec), o Equatorial Atlântico (Ea), a Convergência Intertropical (CIT), o Polar Atlântico (Pa) e a Frente Polar Atlântica (FPA). O sistema Equatorial Continental Amazônico (Ec) tem sua região de origem na área aquecida e coberta de vegetação do interior do continente, onde dominam os ventos fracos e as calmas dos “doldrums”. Durante o verão, afeta grande parte do Brasil Central, sendo responsável por farta precipitação, apresentando valores de umidade em torno dos 90%. A temperatura é elevada e a nebulosidade, nesta estação, geralmente se expressa sob a forma de cúmulos e estrato-cúmulos e cumulonimbos. No inverno, o sistema permanece no alto do Amazonas. A nebulosidade, que se mantém elevada, resulta em chuvas e trovoadas antes do fim do dia; as máximas térmicas chegam aos 34 °C e as mínimas ficam em torno dos 24 °C. O sistema Equatorial do Atlântico (Ea) é constituído pelos alíseos de sudeste do anticiclone do Atlântico Sul, que se compõe de duas correntes, uma superior, quente e seca, e outra inferior, fresca e úmida. Ambas têm a mesma direção, mas são separadas por forte inversão térmica. Abaixo da descontinuidade das duas correntes, formam-se cúmulos, concentrandose a umidade nos níveis mais baixos. Durante o inverno, o sistema permanece na costa nordeste e norte do Brasil até Belém, determinando, no litoral, precipitações geralmente noturnas, sob a forma de pancadas sem trovoadas, enquanto, no interior, o sistema mantém-se seco. A amplitude térmica aumenta em direção ao interior da área sob domínio desse sistema, atingindo 16 °C, devido à limpeza do céu, ao forte aquecimento diurno e ao resfriamento noturno. No verão, o sistema limita-se ao litoral nordeste, aumentando a velocidade do vento e a nebulosidade. A Convergência Intertropical (CIT) é a faixa de encontro dos alíseos dos dois hemisférios. De posição aproximadamente equatorial, individualiza-se especialmente sobre os oceanos, estando sujeita a importantes flutuações, devido às variações de intensidade das frentes polares do norte e do sul. É mais intensa, em geral, no outono e na primavera, quando ocorre o maior contraste térmico nos dois hemisférios. Trata-se de uma zona quente, de copiosa precipitação em pancadas e de umidade elevada. No verão, as máximas e mínimas térmicas são elevadas, gerando fraca amplitude. A nebulosidade é forte registrando-se chuvas e trovoadas à tarde. Durante o inverno, a umidade relativa atinge índices elevados à noite, decaindo em torno das 14:00 horas para 50% e 70%, respectivamente, no interior e litoral. O sistema Polar Atlântico (Pa), cuja fonte é o anticiclone migratório Polar, impulsiona a Frente Polar Atlântica (FPA), faixa de descontinuidade que separa esse sistema dos sistemas tropicais. Seus avanços, após as perturbações frontais, produzem quedas na temperatura, constituindo, no período hibernal, verdadeiras ondas de frio. Em seu caminho para o norte, o sistema pode avançar pelo interior, através da depressão geográfica continental, a oeste do Planalto Brasileiro, ou pelo litoral. Nas duas trajetórias, são notáveis o aquecimento inferior e o aumento da umidade específica, sobretudo no verão, sobre o continente, e no mar, durante o inverno. A primeira, pelo interior, percorrida principalmente no inverno, quando pode chegar até o vale do Amazonas, provoca estratos, chuviscos e Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 83 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 queda na temperatura; é o fenômeno da “friagem”. Atingindo a latitude de 0°, o anticiclone frio ali permanece um a dois dias, incorporando-se em seguida ao sistema Equatorial Continental (Ec). Pelo litoral, o sistema ganha calor e umidade do mar, à medida que avança até o anticiclone do Atlântico, podendo chegar, no inverno, até os 8° -10° de latitude Sul. b)

Classificação Climática

A classificação climática expressa as condições médias da atmosfera terrestre, que apesar de apresentar variações diárias e sazonais, são traduzidas por faixas climáticas que se mantêm razoavelmente uniformes, dentro de um padrão médio de oscilação. Nestas condições será adotada a classificação climática de Köppen que se baseia em dois elementos climáticos de primeira grandeza, a temperatura média do ar e a precipitação que combinados permitem a identificação e delimitação dos diferentes tipos de clima. A área abrangida pela bacia do Tapajós se configura com um padrão uniforme de temperatura média do ar com médias anuais de 26,7 ºC e uma pequena variação sazonal, não se observando ao longo do ano médias mensais inferiores a 21 ºC. Maiores valores de temperatura do ar são registrados normalmente de setembro a novembro, condicionadas pela reduzida cobertura de nuvens e alta incidência solar, entre outros fatores climáticos atuantes nesta região. Nos meses de janeiro a abril, observa-se uma pequena redução nos valores da temperatura média do ar em função dos fatores meteorológicos provocadores das precipitações que estão em plena atividade durante o período chuvoso. O regime de precipitação é típico dos regimes tropicais, caracterizado por um período chuvoso abrangendo o verão e o outono e um período seco compreendendo os meses de inverno e primavera. O semestre chuvoso se caracteriza por chuvas de grande intensidade, quando os totais mensais chegam a ultrapassar os 300 mm. O período seco se caracteriza por chuvas muito reduzidas no período mais secos, onde são registradas geralmente totais precipitados abaixo de 60 mm. A distribuição espacial das precipitações indicam um total anual médio de 1.900 mm no setor da baixa bacia e valores crescentes de chuva a medida que se dirige para montante em direção aos seus formadores, respectivamente os rios Juruena e Teles Pires. Nesta porção particular da bacia observa-se o posicionamento de um núcleo chuvoso regional, aonde os índices pluviométricos chegam a totalizar 2.700 mm. As características regionais apontadas permitem classificar a região como pertencente ao clima tipo Am, quente e úmido de monções. Nos climas do grupo A, a temperatura do ar apresenta variações muito baixas, no tempo e no espaço. A amplitude anual é pequena, não se notando a existência de inverno, uma vez que a temperatura do mês mais frio é superior a 18 ºC e a oscilação anual de temperatura, de modo geral, é sempre inferior a 5 ºC. Trata-se de um clima quente, sem verão ou inverno sazonal. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 84 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 No subtipo climático m (clima de monção), as precipitações são excessivas durante alguns meses, o que é compensado com um ou dois meses com precipitações inferiores a 60 mm, o que permite a manutenção de florestas densas. O regime pluviométrico anual define uma estação relativamente seca e outra com maior intensidade de chuvas. Em função dos valores totais anuais de precipitação, o clima tipo Am é classificado de acordo com os totais anuais de chuva, onde são consideradas as seguintes subdivisões: • Clima Tipo Am1: Caracterizado por apresentar precipitação pluviométrica média anual superior a 3.000 mm; • Clima Tipo Am2: Representa as condições climáticas, onde a precipitação pluviométrica média anual varia entre 2.500 mm e 3.000 mm; e • Clima Tipo Am3: Caracterizado por uma faixa, onde a precipitação pluviométrica média anual varia de 2.000 mm à 2.500 mm. Nestas condições, o clima dominante na bacia do rio Tapajós é do tipo Am3. Em menor proporção aparece o clima tipo Am2, restrito a uma pequena área situada nas imediações da confluência dos rios Juruena e Teles Pires. c)

Principais Elementos de Caracterização Climática

Apresenta-se a seguir a caracterização de cada parâmetro climático tendo por base os dados monitorados nas redes de estações pluviométricas e meteorológicas operadas pela ANA e pelo INMET, onde são analisados os seguintes parâmetros: precipitação, temperatura do ar, insolação, umidade relativa do ar, evaporação, pressão atmosférica, vento e nebulosidade. Dentre os pontos de monitoramento climatológico existentes, destacam-se as estações operadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia – INMET, para as quais se dispõe de dados de “Normais Climatológicas” compiladas com base no período histórico de dados 1961 - 1990. Ressalta-se, no entanto, que a área de interesse dos estudos dispõe de uma rede reduzida e espacialmente mal distribuída de estações meteorológicas, o que dificulta uma boa caracterização dos seus atributos climáticos. Para os estudos foram selecionadas as estações meteorológicas situadas na bacia e nas vizinhanças imediatas, conforme mostrado no Quadro 3.1.2.2-1. Ênfase especial foi dispensada também aos dados de precipitação obtidos de estações operadas pela Agência Nacional de Águas – ANA e pelo Instituto Nacional de Meteorologia – INMET, e relacionadas no Capítulo 2, item 2.1.2.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 85 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 3.1.2.2-1 - Estações Meteorológicas Operadas pelo INMET Código

Altitude

INMET

Nome da Estação

UF

Latitude

Longitude

00155001 82178

Óbidos

PA

01° 55'

55° 31'

37,0

1971 / 1990

00254002 82181

Monte Alegre

PA

02° 00'

54° 05'

145,8

1974 / 1990

00256000 82240

Parintins

AM

02° 38'

56° 44'

29,8

1962 / 1990

00254003 82246

Belterra

PA

02° 38'

54° 57'

175,7

1967 / 1990

00358000 82336

Itacoatiara

AM

03° 08'

58° 26'

80,0

1964 / 1990

00359006 82331

Manaus

AM

03° 08'

60° 01'

71,9

1961 / 1990

00455000 82445

Itaituba

PA

04° 16'

55° 35'

45,0

1971 / 1990

00125600 83264

Cidade Vera

MT

12° 12'

56° 30'

415,0

1973 / 1990

01456005 83309

Diamantino

MT

14° 24'

56° 27'

266,3

1962 / 1990

01556002 83361

Cuiabá

MT

15° 33'

56° 07'

186,0

1961 / 1990

01657000 83405

Cáceres

MT

16° 03'

57° 41'

109,0

1971 / 1990

ANA

(m)

Operação

Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia – INMET.

Precipitação

Dentre os fatores meteorológicos determinantes do clima da região, o regime de precipitação se destaca, por apresentar uma ampla variabilidade temporal e espacial, sendo fator preponderante na determinação das estações do ano. No Quadro 3.1.2.2-2 são apresentados os valores das precipitações médias mensais das estações pluviométricas operadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia – INMET, tendo como registros dados históricos das normais climatológicas compiladas no período de 1961 a 1990. Quadro 3.1.2.2-2 - Precipitação Média Mensal nas Estações Operadas pelo INMET Estação

Precipitação Média Mensal (mm) Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Total

Óbidos

238,2 272,3 305,6 289,7 288,3 107,0 70,2 36,0 49,5 71,4 78,4 179,4 1.986,0

Monte Alegre

143,9 224,6 268,9 295,0 271,8 154,3 91,4 50,6 28,0 28,0 29,6 91,7

Belterra

183,5 258,3 302,8 283,4 264,5 125,7 93,5 52,4 41,8 47,6 77,3 180,4 1.911,2

Parintins

205,8 318,3 311,3 296,4 250,0 188,6 139,4 77,1 64,8 79,6 96,0 195,9 2.223,2

Itacoatiara 326,6 315,5 335,1 271,6 204,0 138,0 91,0 49,8 43,1 41,9 45,5 64,7

1.677,8

1.926,8

Manaus

260,1 288,3 313,5 300,1 256,3 113,6 87,5 57,9 83,3 125,7 183,0 216,9 2.286,2

Itaituba

206,4 292,2 276,1 231,8 188,8 109,6 67,3 92,4 74,8 82,6 128,1 199,7 1.949,8

Cidade Vera 317,0 365,6 485,0 139,6 46,9 15,0

2,2

23,2 178,1 178,5 263,4 359,3 2.373,8

Diamantino 268,1 235,5 203,4 137,8 55,5

6,9

27,3 72,2 151,0 204,5 248,0 1.619,8

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

9,5

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 86 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.1.2.2-2 - Precipitação Média Mensal nas Estações Operadas pelo INMET Estação

Precipitação Média Mensal (mm) Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Total

Cuiabá

209,9 199,0 171,4 123,1 53,9 15,9

9,6

11,4 58,0 115,0 154,4 193,5 1.315,1

Cáceres

263,2 182,1 169,6 104,4 48,2 27,5 24,1 26,0 51,3 78,2 155,6 218,1 1.348,3

Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia – INMET.

Verifica-se que a sazonalidade das precipitações é típica dos regimes tropicais, distinguindose dois grandes períodos: −

O período chuvoso: que abrange o verão e principalmente o outono, com início normalmente em outubro/novembro e prolongando-se até abril ou maio. Caracteriza-se, por chuvas de grande intensidade, quando, nos meses mais chuvosos, os totais mensais, chegam a ultrapassar os 300 mm. O semestre mais chuvoso é responsável por cerca de 80% do total precipitado no ano.

O período seco: que compreende os meses de inverno e primavera, com chuvas muito reduzidas nos meses mais secos.

De acordo com a carta de isoietas médias anuais, apresentada no Desenho EG219.GE.08.DE.0001, há uma elevada pluviosidade média na região, com valores entre 1.500 e 2.700 mm, ficando a média na bacia em torno de 2.000 mm. É possível distinguir os seguintes compartimentos espaciais: −

Trecho inferior (de Santarém, no paralelo 2º30’, até próximo do paralelo 6º), correspondente às partes baixas da bacia, onde são observadas pluviosidades médias anuais de 1.900 mm, com índices crescentes para montante, sendo observado, na altura do paralelo 6º, totais anuais de precipitação de até 2.500 mm. O trimestre agostooutubro é o mais seco e fevereiro-abril é o mais chuvoso. O mês mais seco é agosto e o mais chuvoso é março;

Confluência dos rios Juruena e Teles Pires, onde, a existência de um núcleo chuvoso regional confere a esta região, a maior pluviosidade da bacia, com índices máximos de precipitação da ordem de 2.700 mm. A estação mais seca se estende de maio a setembro e a chuvosa de novembro a abril. O mês mais seco é julho, que representa o centro do trimestre seco junho/agosto. O mês mais chuvoso é março e o trimestre mais chuvoso é janeiro/março;

Região das cabeceiras da bacia, onde são encontrados valores relativamente menos intensos de precipitação, com totais pluviométricos anuais da ordem de 1.600 mm. A estação seca se concentra entre maio e setembro e a chuvosa entre novembro e março. O mês mais seco é julho e o mais chuvoso é janeiro.

A estação pluviométrica Jatobá, operada pela ANA e localizada na área de interesse para o estudo, foi escolhida para representar o comportamento das precipitações na bacia do Tapajós e seus dados constam do Quadro 3.1.2.2-3.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 87 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.1.2.2-3- Precipitação Média Mensal - Estação Jatobá -Período: 1973 - 2001 Mês

Precipitação Mínima Mensal (mm)

Precipitação Média Mensal (mm)

Precipitação Máxima Mensal (mm)

Precipitação Máxima Diária (mm)

Número de Dias de Chuva

Jan

97,2

298,4

583,6

90,0

17

Fev

88,8

267,4

471,0

97,2

16

Mar

132,8

266,9

550,5

95,2

17

Abr Mai

60,7 59,9

274,6 183,2

575,6 423,3

250,0 72,0

17 14

Jun

0,0

83,5

307,8

64,0

06

Jul

0,0

45,0

147,8

83,2

04

Ago

0,0

62,1

155,0

62,1

05

Set

11,5

117,7

294,5

89,1

09

Out

34,0

129,1

268,7

80,3

09

Nov

21,6

148,8

348,4

97,0

09

Dez

105,7

239,5

477,8

95,5

13

Ano

0,0

2.116,2

583,6

250,0

136

Fonte: CNEC, 2007 (adaptado da base de dados da ANA – Agência Nacional de Águas).

A precipitação média anual de longo termo, obtida no período observado de 1973 a 2001, foi de 2.116,2 mm, sendo o ano de 1993 o mais chuvoso, com um total precipitado de 3.358,7 mm, e o ano de 1987 o mais seco, com uma altura de precipitação de 1.496,3 mm. A máxima chuva diária foi registrada em 27/04/1977, com um total precipitado de 250,0 mm. Nas figuras 3.1.2.2-1 e 3.1.2.2-2 estão apresentados, respectivamente, os histogramas dos totais mensais de chuva e do número de dias de chuva de cada mês para a estação pluviométrica de Jatobá. Mínima

600

Média

Máxima

Precipitação (mm)

500 400 300 200 100 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul

Ago Set Out Nov Dez

Figura 3.1.2.2-1 – Totais Mensais de Chuva - Estação Jatobá - Código ANA: 556000

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 88 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

20

Números de Dias de Chuva

17 16

16

17

17 14

13

12 9 8

6 4

4

9

9

5

0 Jan

Fev Mar Abr Mai Jun

Jul

Ago Set

Out Nov Dez

Figura 3.1.2.2-2 – Número de Dias de Chuva - Estação Jatobá - Código ANA: 556000

No Desenho EG219-GE.08-DE.0004, que mostra a rede de estações meteorológicas e pluviométricas utilizadas nos estudos, estão apresentados os histogramas de precipitações mensais de algumas dessas estações em locais de interesse, o que propicia uma visão abrangente do comportamento espacial e sazonal das precipitações na bacia. •

Outros Elementos

Os demais elementos, componentes da caracterização climática, tais como temperatura, Insolação, Umidade Relativa, Evaporação, Pressão Atmosférica, Ventos e Nebulosidade são apresentados no Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos (Volume 10/22). 3.1.2.3. Disponibilidade Hídrica Superficial A variabilidade espacial e sazonal da produção hídrica de superfície da bacia do rio Tapajós está intimamente associada ao regime das chuvas e às características dos solos e da vegetação presentes nas sub-bacias dos seus principais formadores: rio Juruena, rio Teles Pires e rio Jamanxim. Os tributários das cabeceiras dos rios Juruena e Teles Pires posicionam-se na região da Chapada dos Parecis e, grande parte dessas sub-bacias que formam o alto curso desses rios, drena terrenos quase que exclusivamente sedimentares, formados por arenitos de alta porosidade e constituem aqüíferos de elevada capacidade de armazenamento, fazendo com que as descargas dos rios sejam pouco variáveis ao longo do ciclo anual. Na época das chuvas, a maior parcela da água que atinge a superfície do terreno se infiltra e sofre um movimento descendente, até atingir uma zona onde os vazios, poros e fraturas se encontram preenchidos por água, passando assim a integrar o lençol d’água subterrâneo e contribuindo para a elevação da superfície freática. A característica fundamental dos arenitos, do ponto de vista hidrogeológico, é que eles constituem um aqüífero em exudação permanente, em função de sua disposição fisiográfica. Nos períodos de estiagem, a superfície freática sofre um rebaixamento, quando então a Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 89 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 água passa gradativamente à superfície, indo contribuir para a vazão de córregos e rios da região. Este comportamento exerce um processo natural de regularização das vazões, reduzindo-se os picos na época de chuvas e aumentando-se as descargas do rio no período de estiagem. Em muitas das sub-bacias dessa área as vazões mínimas correspondem a cerca de 90% da média de longo período. Por outro lado, na parcela da bacia do rio Tapajós situada em latitudes inferiores a 10º, onde se posicionam os contribuintes do baixo e médio cursos dos rios Juruena e Teles Pires e toda a drenagem do rio Tapajós após a confluência desses dois formadores, os terrenos são originários do embasamento cristalino, com baixa capacidade de retenção das águas das chuvas, dando origem a elevados escoamentos no período das chuvas e vazões de estiagem muito baixas. Na seqüência é descrito, de forma sucinta, o regime fluviométrico em cada um dos formadores do rio Tapajós e no seu principal afluente, o rio Jamanxim. •

Curso principal do Juruena - da cabeceira até sua foz

Para a caracterização do regime de vazões foram utilizados os dados dos postos Fazenda Tucunaré, Fontanilhas e Foz do Juruena. A produtividade hídrica média da bacia decresce das cabeceiras para a foz. A montante da bacia, no posto Fazenda Tucunaré, a produtividade hídrica média é de 30,0 l/s/km2. Mais a jusante, no posto Fontanilhas, a produtividade hídrica média é de 28,3 l/s/km2 e, no posto Foz do Juruena é observada média de 23,6 l/s/km2. O padrão sazonal das vazões deste curso apresenta o semestre mais úmido de dezembro a maio, e o período de estiagem ocorre de junho a novembro. As vazões máximas são observadas no mês de março e as vazões mínimas no mês de setembro. •

Curso principal do Teles Pires - da cabeceira até sua foz

Para a caracterização do regime de vazões da bacia do rio Teles Pires foram utilizados os dados dos postos Porto Roncador, Jusante Foz Peixoto e Três Marias. A produtividade hídrica média da bacia se mantém constante ao longo do curso do rio Teles Pires. O padrão sazonal das vazões deste curso apresenta o semestre mais úmido de dezembro a maio, e o período de estiagem ocorre de junho a novembro. As vazões máximas são observadas no mês de março e as vazões mínimas no mês de setembro. •

Rio Jamanxim em Novo Progresso

Para a caracterização do regime de vazões da bacia do rio Jamanxim foram utilizados os dados do posto Novo Progresso. A produtividade hídrica média da bacia é de 29,8 l/s/km2. O padrão sazonal das vazões deste curso apresenta o semestre mais úmido de dezembro a maio, e o período de estiagem ocorre de junho a novembro. As vazões máximas são observadas no mês de março e as vazões mínimas no mês de setembro. •

Rio Tapajós em Barra do São Manuel e São Luiz do Tapajós

Para a caracterização do regime de vazões da bacia do rio Tapajós foram utilizados os dados dos postos Barra do São Manuel e São Luiz do Tapajós. A produtividade hídrica média da bacia cresce das cabeceiras para a foz. A montante da bacia, no posto Barra do São Manuel, a produtividade média hídrica é de 25,1 l/s/km2, enquanto no posto São Luiz do Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 90 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Tapajós, mais a jusante, a produtividade hídrica média é de 28,0 l/s/km2. O padrão sazonal das vazões deste curso apresenta o semestre mais úmido de dezembro a maio, e o período de estiagem ocorre de junho a novembro. As vazões máximas são observadas no mês de março e as vazões mínimas no mês de setembro. 3.1.2.4. Levantamentos de Campo Após a compilação e análise dos dados coletados na fase anterior dos trabalhos, foram programados e executados os levantamentos de campo contemplando os sítios cogitados nos rios Tapajós e Jamanxim. As campanhas de campo visaram complementar as informações de natureza hidrometeorológica e, mais especificamente, aquelas necessárias à definição das curvas de descarga nos locais de canal de fuga, o estabelecimento de elementos para os estudos energéticos e as estimativas da vida útil dos reservatórios. Essas campanhas contemplaram levantamentos topobatimétricos de seções transversais, instalação e leitura de réguas limnimétricas e medição de descarga líquida e sólida. Todos os elementos considerados nos trabalhos de levantamentos de campo são resumidamente descritos em seguida. •

Instalação de Postos Fluviométricos

Foram instalados 15 postos fluviométricos, operados por CNEC/Eletronorte, conforme mostrado no Quadro 3.1.2.4-1. Em cada um dos locais de instalação foram materializados dois marcos topográficos próximos à margem e fora da influência das cheias, destinados ao nivelamento dos lances de régua e amarração a RN’s oficiais, o que permitiu a determinação da cota do “zero” da régua limnimétrica.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 91 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.1.2.4-1 - Postos Fluviométricos Instalados e Operados por CNEC/ELETRONORTE Local de Aproveitamento

Rio

Coordenadas

Área de Drenagem 2 (km )

“Zero” da Régua (m)

Latitude S

Longitude W

TPJ - 325 Casa de Força Principal

04º 30’ 57,7”

56º 14’ 43,4”

452.783

7,974

TPJ - 325 Casa de Força Complementar Margem Direita

04º 34’ 04,2”

56º 15’ 47,1”

452.783

24,041

04º 34’ 28,2”

56º 17’ 38,6”

452.783

23,126

TPJ - 445

05º 10’ 30,4”

56º 52’ 45,2”

386.711

42,027

TPJ - 445 - Montante

05º 11’ 15,7”

56º 55’ 37,9”

386.711

46,149

TPJ - 325 Casa de Força Complementar Margem Esquerda

Tapajós

TPJ - 685

06º 33' 00,0''

58º 20’ 00,0”

346.861

63,719

Foz do Jamanxim

04º 40’ 27,6”

56º 23’ 54,4”

-

-

JMX - 043

05º 04’ 59,8”

56º 28’ 05,8”

56.661

43,512

JMX - 063

05º 13’ 22,1”

56º 25’ 44,1”

56.129

63,360

JMX - 133

05º 24’ 02,3”

55º 55’ 26,6”

47.680

76,013

JMX - 166 - Jusante

05º 38’ 43,1”

55º 52’ 48,7”

39.888

77,823

05º 39’ 19,3”

55º 52’ 27,8”

39.888

83,001

05º 46’ 11,7”

55º 48’ 09,2”

39.492

114,534

Jamanxim

JMX - 166 JMX - 183 JMX - 199

05º 52’ 13,7”

55º 44’ 00,9”

39.111

121,335

JMX - 212

05° 55' 02,7’’

55° 45' 35,8''

38.758

136,521

As fichas descritivas destes postos são apresentadas no Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos, em seu Anexo 1 (Volume 11/22). •

Nivelamento de Postos Fluviométricos de Outras Entidades

As réguas dos postos fluviométricos, relacionados no Quadro 3.1.2.4-1, foram amarradas a RNs oficiais, de forma a se obter as correspondentes cotas dos “zeros”. O mesmo tratamento foi dispensado aos postos da rede básica da ANA – Agência Nacional de Águas, operados pela ELETRONORTE e relacionados no Quadro 3.1.2.4-2. Quadro 3.1.2.4-2 - Postos Fluviométricos da ANA LONGITUDE

COTA DO ZERO DA RÉGUA (m)

ELETRONORTE 04º 53’ 20,2” S

56º 43’ 25,9” W

32,062

Jamanxim

ELETRONORTE 06º 15’ 24,6” S

55º 46’ 15,8” W

167,439

Jamanxim

Jamanxim

ELETRONORTE 05º 27’ 20,7” S

55º 52’ 12,9” W

137,819

Barra do São Manuel

Tapajós

ELETRONORTE

07º 20’ 20”,3 S

58º 09’ 12,0” W

89,918

Bela Vista

Tapajós

ELETRONORTE 04º 29’ 40,7” S

56º 14’ 07”w

6,853

LOCAL

RIO

OPERADO POR

Acará do Tapajós

Tapajós

Jardim do Ouro

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

LATITUDE

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 92 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Campanhas de Medições de Descarga Líquida e Sólida

No período de março a setembro de 2007 foram realizadas campanhas de medição de descarga líquida e sólida nos postos Foz do Jamanxim e Jamanxim, situados, respectivamente nos rios Tapajós e Jamanxim. As campanhas foram realizadas com vistas à complementação das informações disponíveis na base de dados da ANA – Agência Nacional de Águas e são relacionadas no Quadro 3.1.2.4-3, enquanto que as planilhas das medições são apresentadas no Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos, em seu Anexo 1 (Volume11/22). Quadro 3.1.2.4-3 – Campanhas de Medição de Descarga Data das Campanhas

Foz do Jamanxim Medição de Descarga Sólida

Medição de Descarga Líquida

26/03/2007

X

26/04/2007

X

31/05/2007

X

Jamanxim Medição de Descarga Sólida

Medição de Descarga Líquida

10/09/2007 X

24/09/2007 X

08/11/2007

X

17/11/2007 04/12/2007

X

X

13/12/2007 24/01/2008

X

X X

27/01/2008

X

22/02/2008 X

26/02/2008

X

X

Operação dos Postos Fluviométricos Instalados

Os trabalhos de leituras diárias das réguas limnimétricas instaladas cobriram o período de dezembro de 2006 a dezembro de 2007 e foram realizados com base na sistemática adotada pela ANA - Agência Nacional de Águas, com duas leituras diárias (7h e 17h). No Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos, em seu Anexo 1 (Volume 11/22), são apresentados os boletins com as leituras diárias realizadas nos postos fluviométricos instalados para subsidiar os estudos de inventário. Para o trabalho de leitura dos postos procurou-se, na medida do possível, escolher pessoas residentes nas proximidades do local e que tivessem um grau de instrução suficiente para efetuar as leituras e anotação nas cadernetas de campo. Em alguns casos, os registros dos níveis d’água diários são de baixa qualidade, apesar do treinamento efetuado. Cabe citar que no posto TPJ-685 e em diversos postos instalados no rio Jamanxim, não foi possível efetuar leituras diárias de régua devido a ausência de moradores nas imediações. Nestes postos, contou-se com leituras instantâneas de régua, realizadas por ocasião das inspeções pelas equipes da Eletronorte e da CNEC. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 93 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 3.1.2.5. Estudos Realizados Neste item são resumidos os estudos hidrológicos desenvolvidos para a caracterização hidrológica e energética dos locais de interesse. Nesse sentido, são abordados os seguintes tópicos: Série de Vazões Médias Mensais nos Locais de Aproveitamento; Curvas Cota – Área – Volume dos Reservatórios; Curvas de Descarga nos Canais de Fuga; e, Vazões Extremas. a)

Vazões Médias Mensais nos Locais de Aproveitamento

A definição das séries de longo período de vazões médias mensais nos locais dos aproveitamentos teve por base os dados de vazões e de chuvas observados nos postos fluviométricos e pluviométricos selecionados para os estudos. Esse estudo objetivou a definição de uma série de vazões médias mensais nos locais de interesse, abrangendo o período de janeiro de 1930 a dezembro de 2005, cuja extensão extrapola a disponibilidade temporal de dados fluviométricos, já que grande parte dos postos foi instalada nas décadas de 1970 e 1980. Desta forma, a extensão das séries baseou-se em procedimentos usualmente utilizados na hidrologia, que incluem os tratamentos numéricos dos dados fluviométricos disponíveis e a aplicação de técnicas de modelagem matemática hidrológica determinística. O período mais recente, (1973 a 2005), foi obtido a partir das descargas observadas nos postos fluviométricos, enquanto que os anos anteriores (1930 a 1972) foram gerados por modelagem matemática chuva-vazão. Também foi de fundamental importância nesses estudos a definição, numa mesma base, das áreas de drenagem dos postos fluviométricos e dos locais dos aproveitamentos, para o que foi utilizada a base cartográfica do IBGE em escala 1:1.000.000 e as imagens de radar do SRTM – Shutle Radar Topography Model. Os trabalhos abrangeram a revisão e, quando necessário, o reprocessamento dos dados fluviométricos, bem como a análise e complementação das séries de dados de chuva dos postos com longo período de observação, neste caso, utilizando-se a metodologia do vetor regional. As estações fluviométricas consideradas nos estudos foram Barra do São Manuel, Acará do Tapajós, Jardim do Ouro e Jamanxim, enquanto que para a geração de vazões médias mensais foram efetivamente utilizadas as estações pluviométricas de Alto Tapajós, Vilhena e Diamantino. Cabe observar que, apesar do estudo de inventário considerar apenas a bacia do Tapajós, a partir de sua formação, na junção dos rios Juruena e Teles Pires, nos estudos hidrológicos foi considerada a bacia completa, incluindo as sub-bacias do Juruena e do Teles Pires, a fim de se obter a compatibilização das informações e uma melhor caracterização do comportamento hidrológico. As análises efetuadas obedeceram aos seguintes procedimentos: − Preenchimentos de falhas e extensão de séries de vazões observadas nos postos fluviométricos, utilizando-se o processo de correlação de vazões médias mensais; − Complementação do período não disponível de dados de vazões, fundamentada na aplicação de técnicas de modelagem hidrológica determinística chuva-vazão; Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 94 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 − Transferência das vazões para os locais dos eixos inventariados através de relação das respectivas áreas de drenagem. As séries de precipitações diárias foram selecionadas com vistas a extensão da série de descargas mensais nos locais dos postos fluviométricos, através do processo de simulação hidrológica chuva-vazão. A pesquisa resultou na composição de uma rede de postos pluviométricos, composta por 129 postos situados na bacia do Tapajós e suas proximidades, selecionados em função da extensão do período histórico observado. Cabe destacar que as séries de dados se caracterizam por apresentarem muitas falhas e apenas as estações pluviométricas de Diamantino, Vilhena e Alto Tapajós dispõem de longo período de observação. Quanto aos dados de evaporação, foi adotada a Normal Climatológica da estação de Itaituba, operada pelo Instituto Nacional de Meteorologia – INMET, que dispõe de padrão médio mensal. •

Extensão de Séries de Vazões por Modelagem Matemática

No presente estudo foi adotado um modelo de simulação chuva-deflúvio que, operando a nível mensal, representa os processos físicos do ciclo hidrológico, desde as precipitações até as vazões de saída de uma bacia, traduzidos através de uma série de expressões matemáticas e algoritmos. Na Figura 3.1.2.5-1 é apresentado o esquema físico do modelo, onde são individualizadas as diversas fases do ciclo hidrológico. O processo de transformação de chuva total mensal em escoamento é representado, no modelo, por 11 parâmetros físicos, dos quais, oito, representam as características físicas da bacia e três, as condições de estado no instante inicial da simulação. O modelo pode ser visualizado como constituído por três reservatórios hipotéticos representando, respectivamente: o escoamento superficial conjuntamente com o hipodérmico; a umidade da camada do solo sujeita a ação das raízes; e, o aqüífero subterrâneo. A cada evento de precipitação (P) é feito um balanço de massa. Inicialmente uma parte da chuva é interceptada pela cobertura vegetal, sendo esta parcela perdida por evaporação. Os volumes precipitados remanescentes são repartidos entre o escoamento superficial (SUP) e a infiltração (INFIL), cuja divisão de fluxos é regulada pela taxa de umidade do solo (TU). Isto implica que quanto maior a umidade do solo, maior a parcela dirigida ao escoamento superficial. A parcela infiltrada no terreno é adicionada ao reservatório que representa a umidade retida na camada do solo. Neste reservatório, a umidade é atualizada ao longo do tempo, através dos aportes devido à infiltração, das perdas de água devido ao processo de evapotranspiração (ES2) e recarga do lençol freático (REC). A recarga do freático, por sua vez, é limitada pela capacidade de campo do solo (FCAM), cujo valor retrata os níveis de umidade do solo abaixo do qual não há fluxo de água em direção ao reservatório subterrâneo. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 95 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Tanto o reservatório subterrâneo como o superficial/hipodérmico são deplecionados a uma taxa exponencial resultando, respectivamente, os escoamentos básico e hipodérmico/superficial. A alimentação destes reservatórios obedece à ordem hierárquica descrita acima, sendo a taxa de umidade de solo (TU) o denominador comum que governa as parcelas da chuva remanescente a serem adicionadas a cada reservatório. Precipitação

INFIL

SUP

ES1

HSUP

Rsup

QSUP

ES2

Rsolo HSOLO

SAT

REC

HSUB

Rsub

QBASE

Figura 3.1.2.5-1 - Representação Esquemática do Modelo de Simulação

O modelo requer, para sua operação, a definição dos parâmetros e valores iniciais das variáveis de estado, os quais são estabelecidos em função do tipo de solo e de vegetação natural, a qual decorre das características climáticas da região. A aferição do modelo é realizada através de um processo de tentativas sucessivas, até que as diferenças entre os hidrogramas de vazões geradas pelo modelo e os respectivos hidrogramas observados nas estações fluviométricas escolhidas para a calibração fiquem contidas dentro de uma faixa aceitável de erro.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 96 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Além da análise visual dos hidrogramas, foi verificada também, de forma conjunta, a preservação da média e do desvio padrão do período comum de dados das séries de vazões, simuladas e observadas, e do melhor ajuste do coeficiente de determinação (R2). O período de calibração foi estabelecido com base na pesquisa da série comum de dados disponíveis de chuva e de vazão, resultando na fixação do período de janeiro de 1975 a dezembro de 2005. Na calibração do modelo foram considerados os seguintes insumos: Chuvas médias mensais na bacia – Em virtude da carência de longos períodos de observação de dados de precipitação, as séries consideradas na modelagem foram baseadas em apenas três estações, Diamantino, Vilhena e Alto Tapajós. Dados de evaporação mensal – Foram considerados como padrão os valores das normais obtidas na estação climatológica de Itaituba, representativa das condições climáticas do rio Tapajós, operada pelo INMET, e apresentados no Quadro 3.1.2.5-1. Quadro 3.1.2.5-1 – Evaporação Mensal em Itaituba (mm) Evaporação Mensal em Itaituba (mm) Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

69,8 42,6 61,1 53,1 55,4

Jun

Jul

62,9 76,2

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Total

97,2 110,6 104,7 93,8

72,8

900,2

Maiores detalhes sobre o processo de calibração do modelo estão contidos no Capítulo 4 do Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos (Volume 10/22). •

Séries de Vazões Mensais nos Locais dos Aproveitamentos

A partir do modelo calibrado, procedeu-se à extensão das séries de vazões médias mensais nos locais dos postos fluviométricos, utilizando-se como subsídio os mesmos postos considerados no processo de calibragem. As vazões nos locais de aproveitamento foram obtidas, a partir dos postos fluviométricos básicos, através de relação de áreas de drenagem. Nos Quadros 3.1.2.5-2 a 3.1.2.5-12 são apresentadas as séries de vazões médias mensais compreendendo o período de janeiro de 1930 a dezembro de 2005.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 97 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.1.2.5-2 – Vazões Médias Mensais no Eixo JMX-257 – Área de Drenagem: 37.456 km Ano 1930 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Média Maximo Mínimo

Jan 1652 1710 919 1409 1406 1193 1726 1322 1806 3375 1828 1175 1521 1836 1103 1625 2050 1345 2328 1757 1123 1378 2093 2320 3509 1354 1537 2622 819 1173 640 2310 2136 1854 2851 2141 749 1072 768 1553 2187 506 614 1431 1503 1962 1143 1824 2663 1337 1473 1618 1664 777 1062 1795 2781 934 1043 1962 1640 997 1098 1411 2186 1701 1503 1243 494 647 1135 1881 1308 988 720 778 1541 3509 494

Fev 2287 1674 2812 1484 2400 1935 2381 2773 3101 4275 3159 2962 2036 4177 3818 2229 2508 2804 3840 3031 4720 2037 1724 2323 2320 1416 3282 4253 2092 2508 2077 2917 2471 1196 4262 3507 832 1906 1173 1872 1438 1261 2095 1665 2408 2987 2383 2566 2602 3125 2693 2097 3967 2404 1621 3268 2816 1216 1478 3208 1767 2406 2383 2104 2500 2455 1785 1789 1004 1150 2299 2298 1536 1743 2602 1386 2409 4720 832

Mar 2561 3738 3460 4217 3175 4427 3865 3009 3686 4147 5681 2158 5520 1536 4631 3082 2439 3646 3297 3564 4723 2249 3475 4937 2741 3026 1887 3580 4340 2241 3892 3568 3853 1284 7087 4435 2544 4086 1804 2495 2654 2789 3274 2654 3124 3054 2863 2752 4683 4130 4870 1883 3911 2226 2406 3588 3070 2097 2691 3663 2911 2775 2397 3269 3370 2904 2205 1997 1347 2397 2955 2522 1408 2951 3733 2813 3216 7087 1284

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

Abr 1587 2814 2969 3310 2207 3816 2938 3585 3598 2742 3837 4385 3292 2591 2152 4766 1607 5413 4170 2211 5740 4534 3923 4674 2443 4596 2297 2160 5739 3521 5167 3572 4436 2288 3782 6097 2565 2826 2167 3188 1769 2498 2603 3108 4302 3204 2368 2854 3654 2606 2976 2873 3422 2613 3289 3122 2632 2472 2813 3595 2290 2963 1837 2368 3136 3054 2602 3419 1500 2663 1687 2492 1472 3419 3048 2571 3145 6097 1472

Mai 1907 2056 1756 3283 2072 3830 1412 1103 1806 1689 1941 2276 1311 1009 1695 2927 1538 2375 2906 1438 3356 2772 2452 2412 1685 2353 2876 1311 3604 1129 2136 1400 2950 2299 1931 3513 1849 2709 3271 1655 2378 2259 2499 2783 3476 2027 1917 2733 2533 1560 1236 1248 2396 844 2886 3316 1925 1257 2082 2976 1099 2518 760 1518 1887 3466 2345 2658 993 2150 1294 1362 865 1789 1519 2103 2114 3830 760

Jun 537 731 639 866 688 1424 415 431 510 623 1299 645 728 357 458 1019 897 907 781 797 885 1401 710 1309 460 687 1929 397 1057 842 823 971 796 785 1034 920 715 783 1608 601 656 894 2140 1552 1892 655 875 1524 1243 666 513 511 961 448 977 1098 770 569 861 1251 469 1257 303 598 909 1424 760 1437 310 1025 489 797 390 769 721 769 868 2140 303

Jul 164 199 184 227 205 363 117 171 143 167 343 170 200 113 127 282 289 234 206 259 226 352 249 344 124 180 483 125 269 277 211 247 211 202 774 262 185 201 403 159 189 449 569 736 801 338 382 639 560 281 235 204 447 177 397 513 395 260 342 528 284 256 129 247 490 531 215 514 157 381 208 368 158 294 209 231 299 801 113

Ago 61 68 84 74 69 108 46 59 51 87 125 58 63 42 45 84 86 79 93 78 69 100 75 98 43 57 153 43 81 81 64 74 64 63 285 100 58 62 113 53 62 209 274 281 253 140 157 261 265 121 115 103 212 94 157 212 192 91 109 270 160 157 54 140 211 111 107 100 56 130 87 131 79 137 107 100 114 285 42

Set 51 36 58 59 162 60 29 52 28 130 55 269 31 25 25 36 37 223 56 34 30 42 55 40 24 27 63 25 32 36 32 31 29 29 87 40 29 28 47 38 66 163 446 148 179 105 104 171 174 185 88 84 174 77 145 127 145 53 45 152 50 120 132 127 142 72 92 56 48 24 90 102 32 67 137 57 84 446 24

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Out 161 103 40 316 198 77 57 45 61 327 318 171 252 120 137 213 115 221 223 75 147 487 172 918 103 110 80 213 92 107 119 62 111 20 69 38 130 28 193 364 90 117 434 193 230 112 242 428 350 195 159 110 236 134 187 250 449 104 188 212 185 79 93 145 153 70 123 81 104 38 177 198 120 107 214 72 173 918 20

Nov 124 268 260 1218 329 574 127 95 1107 1011 289 1373 336 217 612 470 177 425 566 291 181 519 180 752 62 425 1239 148 301 455 716 313 753 55 1055 529 269 676 434 316 174 355 379 719 392 197 486 553 369 490 438 379 246 271 420 428 501 176 403 431 247 110 183 281 176 188 409 55 253 108 351 240 181 125 438 153 402 1373 55

2

Dez 750 1184 1066 633 706 2178 958 410 2311 3359 696 1438 763 1016 903 1852 1156 1531 602 417 1218 1628 714 2593 1295 967 1321 488 811 413 1056 605 1733 1825 1193 535 1387 757 941 2469 531 867 1553 1494 1181 331 921 897 833 632 852 656 402 649 584 1340 494 333 1752 1149 477 399 1020 668 510 931 702 98 372 529 935 511 329 185 489 915 979 3359 98

Página: 98 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.1.2.5-3 – Vazões Médias Mensais no Eixo JMX-212 – Área de Drenagem: 38.758 km Ano 1930 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Média Máximo Mínimo

Jan 1710 1770 951 1458 1455 1235 1786 1368 1869 3493 1892 1216 1574 1900 1142 1681 2121 1392 2409 1818 1162 1426 2166 2400 3630 1401 1590 2713 847 1214 662 2390 2211 1919 2950 2216 775 1109 795 1607 2263 523 635 1480 1555 2030 1183 1888 2755 1383 1524 1674 1722 804 1099 1857 2877 966 1079 2030 1697 1032 1136 1460 2262 1760 1555 1286 511 670 1174 1946 1353 1022 745 805 1594 3630 511 1710

Fev 2366 1732 2910 1535 2483 2003 2463 2869 3208 4424 3269 3065 2107 4323 3951 2307 2595 2901 3973 3136 4884 2108 1784 2404 2400 1465 3396 4400 2165 2595 2150 3018 2556 1237 4410 3629 861 1973 1214 1937 1488 1305 2168 1723 2492 3091 2466 2655 2693 3233 2787 2170 4105 2488 1677 3381 2913 1258 1529 3320 1828 2489 2466 2177 2587 2540 1847 1851 1039 1190 2379 2378 1589 1804 2692 1434 2493 4884 861 2366

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

Mar 2650 3867 3581 4364 3285 4580 3999 3114 3814 4291 5878 2233 5712 1589 4792 3190 2524 3773 3412 3688 4888 2327 3596 5109 2836 3131 1953 3704 4491 2319 4028 3692 3987 1329 7333 4589 2633 4228 1866 2582 2746 2886 3387 2746 3233 3161 2963 2848 4846 4274 5039 1949 4047 2303 2489 3713 3177 2170 2785 3790 3012 2871 2480 3383 3487 3005 2281 2066 1394 2480 3057 2610 1457 3054 3863 2911 3328 7333 1329 2650

Abr 1642 2912 3073 3425 2284 3948 3040 3710 3723 2838 3970 4538 3407 2681 2227 4932 1663 5601 4315 2288 5939 4691 4060 4837 2527 4756 2377 2235 5938 3643 5347 3696 4590 2368 3914 6309 2654 2924 2243 3299 1830 2585 2693 3217 4452 3315 2450 2953 3781 2697 3079 2973 3541 2704 3403 3230 2723 2557 2911 3720 2370 3066 1901 2450 3245 3161 2693 3538 1552 2755 1746 2579 1523 3538 3154 2660 3254 6309 1523 1642

Mai 1973 2127 1817 3397 2144 3963 1461 1142 1869 1748 2008 2355 1357 1044 1754 3029 1592 2457 3007 1488 3473 2868 2537 2495 1744 2434 2976 1357 3730 1169 2210 1449 3053 2379 1998 3635 1914 2804 3384 1713 2461 2338 2586 2880 3597 2098 1984 2828 2621 1614 1279 1292 2479 873 2986 3431 1992 1301 2154 3079 1137 2605 787 1571 1953 3586 2427 2751 1027 2225 1339 1409 895 1851 1572 2176 2187 3963 787 1973

Jun 556 757 661 896 712 1473 429 446 528 645 1344 668 754 370 474 1054 928 938 808 824 915 1450 735 1354 476 711 1996 411 1094 871 851 1005 824 812 1070 952 740 810 1664 622 678 925 2215 1606 1957 678 905 1577 1286 689 530 529 994 464 1011 1136 796 589 891 1294 485 1301 313 619 940 1473 786 1487 321 1061 506 825 404 796 746 796 898 2215 313 556

Jul 170 206 191 234 212 376 121 177 148 172 354 176 207 117 132 292 299 242 213 268 234 364 257 356 128 186 500 129 279 287 218 256 219 209 801 271 191 208 417 164 195 464 589 762 829 350 395 661 580 291 243 211 462 183 411 530 408 269 354 546 294 265 134 256 507 549 222 532 163 394 215 381 163 304 216 239 310 829 117 170

Ago 63 70 86 76 71 112 47 61 52 90 129 60 65 43 46 87 89 82 96 81 71 104 78 102 45 59 158 45 84 84 67 76 66 65 294 104 60 64 117 55 64 216 283 290 261 144 163 270 275 126 119 107 219 97 163 219 199 94 113 279 166 162 56 145 218 115 110 103 58 135 90 136 82 142 111 103 118 294 43 63

Set 53 37 60 62 167 62 30 54 29 135 57 278 32 26 26 37 38 231 58 36 31 44 56 42 25 28 65 26 33 37 33 32 30 30 90 41 30 29 49 40 68 169 462 153 185 108 108 177 180 192 92 87 180 79 150 131 150 55 47 157 52 124 137 131 147 75 95 58 49 25 93 106 33 69 142 59 87 462 25 53

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Out 167 106 42 327 205 80 59 47 63 339 329 177 260 124 142 221 119 228 231 78 152 504 178 950 106 114 82 221 95 110 123 64 115 21 72 39 135 29 200 377 93 121 449 200 238 115 250 443 362 202 164 113 244 138 193 259 465 108 195 219 192 82 96 150 158 72 127 84 108 39 183 205 124 111 221 74 179 950 21 167

Nov 128 278 269 1260 341 594 131 98 1145 1046 299 1420 347 224 633 486 183 440 586 301 187 538 186 779 64 440 1282 153 312 470 740 324 779 57 1091 547 279 699 449 327 180 367 392 744 405 204 503 573 382 507 453 392 254 280 434 443 519 182 417 446 256 114 189 291 182 195 423 57 262 112 363 248 187 129 453 159 416 1420 57 128

2

Dez 776 1225 1103 655 731 2253 991 424 2391 3476 720 1487 789 1051 934 1916 1197 1584 623 432 1261 1684 739 2683 1340 1001 1366 505 840 427 1093 626 1793 1889 1234 553 1436 783 974 2555 549 897 1607 1545 1222 343 953 929 862 654 882 679 416 671 604 1386 511 345 1813 1189 494 413 1055 692 527 963 727 101 385 547 968 529 340 192 506 947 1013 3476 101 776

Página: 99 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.1.2.5-4 – Vazões Médias Mensais no Eixo JMX-199 – Área de Drenagem: 39.111 km Ano 1930 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Média Máximo Mínimo

Jan 1725 1786 960 1471 1468 1246 1803 1381 1886 3525 1909 1227 1588 1917 1152 1697 2141 1405 2431 1835 1172 1439 2185 2422 3664 1413 1605 2738 855 1225 668 2412 2231 1936 2976 2236 782 1119 802 1622 2284 528 641 1494 1569 2049 1194 1905 2780 1396 1538 1689 1738 811 1109 1874 2903 975 1089 2049 1712 1041 1147 1474 2283 1776 1569 1298 516 676 1185 1964 1366 1032 752 812 1609 3664 516

Fev 2388 1748 2936 1549 2506 2021 2486 2895 3238 4464 3299 3093 2126 4362 3987 2328 2619 2928 4010 3165 4928 2127 1801 2426 2422 1478 3427 4441 2184 2619 2169 3046 2580 1249 4451 3662 869 1991 1225 1954 1502 1317 2188 1738 2514 3119 2488 2679 2717 3263 2812 2189 4142 2510 1692 3412 2940 1270 1543 3350 1845 2512 2488 2197 2610 2563 1864 1868 1048 1201 2400 2400 1604 1820 2716 1447 2515 4928 869

Mar 2675 3903 3613 4404 3315 4622 4036 3142 3849 4330 5932 2253 5764 1603 4836 3219 2547 3807 3443 3721 4932 2348 3629 5155 2862 3160 1970 3738 4532 2340 4064 3725 4024 1341 7400 4631 2657 4266 1883 2605 2771 2912 3418 2771 3262 3189 2990 2874 4890 4313 5085 1966 4084 2324 2512 3747 3205 2189 2810 3825 3039 2898 2503 3414 3519 3032 2302 2085 1406 2503 3085 2633 1470 3081 3898 2937 3358 7400 1341

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

Abr 1657 2938 3100 3456 2305 3984 3068 3744 3757 2863 4006 4579 3438 2705 2247 4977 1678 5652 4355 2309 5993 4734 4097 4881 2551 4800 2398 2256 5992 3676 5395 3730 4632 2389 3950 6366 2678 2951 2263 3329 1847 2609 2718 3246 4492 3346 2472 2980 3815 2722 3107 3000 3573 2729 3434 3260 2748 2581 2937 3754 2391 3094 1919 2472 3274 3189 2717 3571 1566 2780 1762 2602 1537 3570 3183 2685 3284 6366 1537

Mai 1991 2147 1833 3428 2164 3999 1474 1152 1886 1763 2027 2376 1369 1053 1770 3057 1606 2479 3034 1502 3505 2894 2560 2518 1760 2456 3003 1369 3764 1179 2230 1462 3081 2401 2016 3668 1931 2829 3415 1728 2483 2359 2609 2906 3629 2117 2002 2854 2645 1629 1290 1304 2502 881 3013 3462 2010 1312 2174 3107 1147 2629 794 1585 1971 3619 2449 2776 1037 2245 1351 1422 903 1868 1586 2196 2207 3999 794

Jun 561 764 667 904 718 1487 433 450 533 651 1356 674 761 373 478 1064 936 947 815 832 924 1463 742 1367 480 717 2015 414 1104 879 859 1014 831 819 1080 960 746 818 1679 627 684 934 2235 1621 1975 684 914 1591 1298 695 535 534 1003 468 1021 1147 804 594 899 1306 489 1312 316 625 949 1487 793 1500 324 1070 511 832 407 803 753 803 906 2235 316

Jul 172 207 192 237 214 379 122 178 149 174 358 177 209 118 133 295 302 244 215 271 236 368 260 359 129 188 505 130 281 289 220 258 221 211 808 274 193 210 421 166 197 468 594 769 837 353 399 667 585 293 245 213 466 185 415 535 412 271 357 551 297 268 135 258 512 554 224 537 164 397 217 384 165 307 218 241 313 837 118

Ago 63 71 87 77 72 113 48 62 53 91 131 60 66 44 47 87 90 82 97 82 72 105 78 103 45 59 160 45 84 85 67 77 67 65 297 105 60 65 118 55 65 218 286 293 264 146 164 273 277 127 120 108 221 98 164 221 201 95 114 282 167 164 57 146 220 116 111 104 58 136 91 137 83 143 112 104 119 297 44

Set 53 37 60 62 169 63 30 54 30 136 57 281 33 26 26 37 38 233 59 36 31 44 57 42 25 28 66 26 34 38 34 33 30 30 91 42 30 29 49 40 69 171 466 155 187 109 109 179 182 194 92 88 182 80 151 132 151 56 47 159 53 125 138 132 148 75 96 59 50 25 94 107 33 70 143 60 88 466 25

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Out 168 107 42 330 207 81 59 47 64 342 332 179 263 125 144 223 120 230 233 79 154 509 180 959 107 115 83 223 96 111 124 64 116 21 72 39 136 29 202 380 94 123 453 202 240 116 252 447 365 204 166 115 246 140 195 261 469 109 196 221 194 82 97 151 160 73 128 84 109 39 185 207 125 112 223 75 181 959 21

Nov 129 280 271 1272 344 600 133 99 1156 1055 302 1433 351 226 639 491 185 444 591 304 188 542 188 786 65 444 1294 154 314 475 747 327 786 58 1101 552 281 706 453 330 182 370 395 750 409 206 507 578 386 512 458 396 257 283 438 447 523 184 420 450 258 115 191 293 183 196 427 57 264 113 367 251 189 130 457 160 420 1433 57

2

Dez 783 1236 1113 661 737 2274 1000 428 2413 3507 727 1501 796 1060 943 1934 1208 1598 629 436 1272 1700 746 2707 1352 1010 1379 509 847 431 1103 632 1810 1906 1246 558 1449 790 983 2579 554 906 1622 1560 1233 346 962 937 870 660 890 685 419 677 610 1399 516 348 1830 1200 499 416 1065 698 532 972 733 102 389 552 976 534 344 193 511 955 1022 3507 102

Página: 100 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.1.2.5-5 – Vazões Médias Mensais no Eixo JMX-183 – Área de Drenagem: 39.492 km Ano 1930 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Média Máximo Mínimo

Jan 1742 1803 969 1486 1482 1258 1820 1394 1904 3559 1928 1239 1604 1936 1163 1713 2161 1418 2455 1853 1184 1453 2207 2446 3699 1427 1620 2765 863 1237 674 2435 2253 1955 3005 2258 790 1130 810 1638 2306 533 648 1508 1584 2069 1205 1923 2807 1410 1553 1706 1755 819 1119 1892 2932 985 1100 2069 1729 1051 1158 1488 2305 1793 1584 1310 521 683 1197 1983 1379 1042 759 820 1624 3699 521

Fev 2411 1765 2965 1564 2530 2041 2510 2924 3269 4508 3331 3123 2147 4404 4026 2350 2644 2956 4049 3196 4976 2147 1818 2450 2446 1493 3460 4484 2206 2644 2190 3075 2605 1261 4494 3697 877 2010 1237 1973 1517 1330 2209 1755 2539 3149 2513 2705 2744 3294 2840 2211 4183 2535 1709 3445 2969 1282 1558 3382 1863 2536 2513 2218 2636 2588 1882 1886 1059 1213 2424 2423 1619 1838 2743 1461 2540 4976 877

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

Mar 2701 3941 3648 4447 3347 4667 4075 3173 3886 4372 5989 2275 5820 1619 4883 3250 2572 3844 3477 3757 4980 2371 3664 5206 2890 3190 1990 3774 4576 2363 4104 3762 4063 1354 7472 4676 2683 4308 1902 2631 2798 2940 3452 2798 3294 3221 3019 2902 4938 4355 5135 1986 4124 2347 2536 3783 3237 2211 2837 3862 3069 2926 2527 3447 3554 3062 2325 2105 1420 2527 3115 2659 1485 3111 3936 2966 3391 7472 1354

Abr 1673 2967 3131 3489 2327 4023 3098 3780 3793 2891 4045 4624 3471 2732 2269 5025 1694 5707 4397 2331 6052 4780 4137 4928 2575 4846 2422 2278 6051 3712 5448 3766 4677 2413 3988 6428 2704 2979 2285 3362 1865 2634 2744 3277 4536 3378 2496 3009 3853 2748 3137 3029 3608 2755 3468 3291 2775 2606 2966 3790 2415 3124 1937 2496 3306 3220 2744 3605 1581 2807 1779 2627 1552 3605 3214 2711 3316 6428 1552

Mai 2010 2168 1851 3461 2185 4038 1488 1163 1905 1781 2046 2399 1382 1064 1787 3086 1622 2504 3063 1516 3539 2922 2585 2543 1777 2480 3033 1382 3800 1191 2252 1476 3111 2424 2036 3704 1950 2857 3448 1745 2507 2382 2635 2935 3665 2137 2021 2881 2671 1645 1303 1316 2526 890 3043 3496 2030 1325 2195 3138 1159 2655 801 1601 1990 3654 2473 2803 1047 2267 1364 1436 912 1886 1602 2217 2229 4038 801

Jun 566 771 674 913 725 1501 437 455 538 657 1369 680 768 377 483 1074 945 956 823 840 933 1477 749 1380 485 724 2034 418 1114 888 867 1024 839 827 1091 970 754 826 1695 633 691 943 2256 1637 1994 690 922 1606 1310 702 540 539 1013 472 1031 1158 811 600 908 1319 494 1325 319 631 958 1501 801 1515 327 1081 516 840 411 811 760 811 915 2256 319

Jul 173 210 194 239 216 383 123 180 151 176 361 179 211 119 134 298 305 247 217 274 239 371 262 363 131 190 510 132 284 292 222 260 223 213 816 276 195 212 425 167 199 473 600 776 845 357 403 674 591 296 247 215 471 187 419 540 416 274 361 557 299 270 136 261 517 560 227 542 166 401 219 388 167 310 220 243 316 845 119

Ago 64 71 88 78 72 114 48 62 53 92 132 61 66 44 47 88 91 83 98 83 72 106 79 104 46 60 161 46 85 85 68 78 68 66 300 106 61 65 119 56 65 220 289 296 266 147 166 275 280 128 121 109 224 99 166 224 203 96 115 285 169 165 57 148 222 117 112 105 59 137 92 138 83 144 113 105 120 300 44

Set 54 38 61 63 170 63 30 55 30 138 58 283 33 26 26 38 39 235 59 36 32 45 58 43 25 28 66 26 34 38 34 33 30 30 92 42 30 29 50 40 70 172 470 156 189 110 110 181 184 195 93 89 184 81 153 134 153 56 48 160 53 126 139 133 150 76 97 59 50 26 95 108 34 71 144 60 89 470 25

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Out 170 108 42 333 209 82 60 48 64 345 335 181 265 127 145 225 121 233 235 79 155 514 182 968 108 116 84 225 97 112 125 65 117 21 73 40 137 29 204 384 95 124 457 204 243 118 255 452 369 206 167 116 249 141 197 264 474 110 198 223 195 83 98 153 161 73 130 85 110 40 187 209 127 113 226 76 183 968 21

Nov 130 283 274 1284 347 605 134 100 1167 1066 305 1447 354 229 645 495 186 448 597 306 190 548 190 793 65 448 1306 156 318 479 754 330 793 58 1112 558 284 712 458 333 184 374 399 758 413 208 512 583 389 517 462 400 259 286 443 452 529 186 424 454 261 116 192 296 185 198 431 58 267 114 370 253 191 131 462 162 424 1447 58

2

Dez 791 1248 1124 668 744 2296 1010 433 2437 3542 734 1516 804 1071 952 1953 1219 1614 635 440 1284 1716 753 2734 1366 1020 1392 514 855 435 1114 638 1827 1925 1258 564 1463 798 992 2604 559 914 1638 1575 1245 349 971 946 878 666 899 691 423 684 616 1413 521 351 1848 1211 503 420 1075 705 537 982 740 103 392 558 986 539 347 195 516 965 1032 3542 103

Página: 101 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.1.2.5-6 – Vazões Médias Mensais no Eixo JMX-166 – Área de Drenagem: 39.888 km Ano 1930 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Média Máximo Mínimo

Jan 1760 1821 979 1501 1497 1271 1838 1408 1923 3595 1947 1251 1620 1955 1175 1731 2183 1433 2479 1871 1196 1467 2229 2470 3736 1442 1636 2792 872 1249 681 2460 2275 1974 3036 2280 797 1141 818 1654 2329 539 654 1523 1600 2089 1217 1943 2835 1424 1569 1723 1772 827 1131 1911 2961 994 1111 2089 1746 1062 1169 1503 2328 1811 1600 1324 526 689 1209 2003 1393 1052 767 829 1641 3736 526

Fev 2435 1783 2995 1580 2556 2061 2535 2953 3302 4553 3364 3154 2168 4449 4066 2374 2671 2986 4089 3228 5026 2169 1836 2474 2470 1508 3495 4529 2228 2671 2212 3106 2631 1273 4539 3734 886 2030 1250 1993 1532 1343 2231 1773 2564 3181 2538 2732 2771 3327 2868 2233 4225 2560 1726 3480 2998 1295 1574 3416 1882 2562 2538 2240 2662 2614 1901 1905 1069 1225 2448 2447 1636 1856 2770 1476 2565 5026 886

Mar 2728 3980 3685 4491 3381 4714 4116 3204 3925 4416 6049 2298 5878 1635 4932 3283 2597 3883 3511 3795 5030 2395 3701 5258 2918 3222 2010 3812 4622 2386 4145 3799 4103 1367 7547 4723 2710 4351 1921 2657 2826 2970 3486 2827 3327 3253 3049 2931 4987 4398 5186 2005 4165 2370 2562 3821 3269 2233 2866 3901 3100 2955 2553 3481 3589 3093 2348 2127 1434 2553 3146 2686 1499 3143 3976 2996 3425 7547 1367

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

Abr 1690 2997 3162 3524 2351 4063 3129 3818 3831 2920 4086 4670 3506 2759 2292 5076 1711 5764 4441 2355 6112 4828 4178 4978 2601 4895 2446 2300 6111 3749 5503 3804 4724 2437 4028 6493 2731 3009 2308 3395 1883 2661 2772 3310 4582 3412 2521 3039 3891 2776 3169 3060 3644 2783 3502 3324 2803 2632 2996 3828 2439 3155 1957 2521 3339 3253 2771 3641 1597 2835 1797 2654 1568 3641 3246 2738 3349 6493 1568

Mai 2030 2189 1870 3496 2207 4079 1503 1175 1924 1798 2067 2424 1396 1074 1805 3117 1638 2529 3094 1531 3574 2952 2611 2568 1795 2505 3063 1396 3838 1203 2275 1491 3142 2448 2056 3741 1970 2885 3483 1763 2532 2406 2661 2964 3702 2159 2041 2910 2698 1661 1316 1329 2551 899 3073 3531 2050 1338 2217 3169 1170 2681 809 1617 2010 3691 2497 2831 1057 2290 1378 1450 921 1905 1618 2240 2251 4079 809

Jun 572 779 680 922 733 1516 442 459 544 664 1383 687 776 380 488 1085 955 966 832 848 942 1492 757 1394 490 731 2055 423 1126 897 876 1035 848 836 1102 979 761 834 1712 640 698 952 2279 1653 2014 697 932 1623 1324 709 546 544 1023 477 1041 1169 820 606 917 1332 499 1338 323 637 968 1516 809 1530 330 1092 521 849 415 819 768 819 924 2279 323

Jul 175 212 196 241 218 387 125 182 152 177 365 181 213 121 135 301 308 249 219 276 241 375 265 366 132 192 515 133 287 295 224 263 225 215 824 279 197 214 430 169 201 478 606 784 853 360 407 680 597 299 250 217 476 188 423 546 420 277 364 562 302 273 138 263 522 565 229 547 167 405 222 392 168 313 222 246 319 853 121

Ago 65 72 89 78 73 115 49 63 54 93 133 61 67 45 48 89 92 84 99 83 73 107 80 105 46 61 163 46 86 86 69 78 68 67 303 107 61 66 121 56 66 223 291 299 269 149 167 278 283 129 123 110 226 100 167 226 205 97 116 288 170 167 58 149 224 119 113 106 60 138 93 140 84 146 114 106 121 303 45

Set 54 38 62 63 172 64 31 55 30 139 59 286 33 26 26 38 39 238 60 37 32 45 58 43 25 29 67 27 34 38 34 33 30 30 93 42 31 30 50 41 70 174 475 158 191 111 111 182 185 197 94 90 185 82 154 135 154 57 48 162 54 128 141 135 151 77 98 60 51 26 96 109 34 71 146 61 90 475 25

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Out 172 110 43 336 211 82 60 48 65 349 339 183 268 128 146 227 122 235 238 80 157 519 183 978 110 117 85 227 98 113 127 66 118 22 74 40 139 30 206 387 96 125 462 206 245 119 257 456 372 208 169 117 251 142 199 266 479 111 200 225 197 84 99 154 163 74 131 86 111 40 188 211 128 114 228 77 185 978 22

Nov 132 286 277 1297 351 611 135 101 1179 1076 308 1462 358 231 651 500 188 452 603 310 192 553 191 801 66 453 1319 157 321 484 762 334 801 59 1123 563 287 720 462 337 185 378 403 765 417 210 517 589 393 522 467 404 262 289 447 456 534 187 429 459 263 118 194 299 187 200 435 58 269 115 374 256 193 133 466 163 428 1462 58

2

Dez 799 1260 1136 674 752 2319 1020 437 2461 3577 741 1531 812 1082 962 1972 1232 1630 641 445 1297 1734 760 2761 1379 1030 1406 519 864 439 1125 645 1846 1944 1270 569 1478 806 1002 2630 565 924 1654 1591 1258 353 981 956 887 673 908 698 428 691 622 1427 526 355 1866 1224 508 425 1086 712 543 992 748 104 396 563 996 544 350 197 521 974 1043 3577 104

Página: 102 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.1.2.5-7 – Vazões Médias Mensais no Eixo JMX-133 – Área de Drenagem: 47.680 km Ano 1930 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Média Máximo Mínimo

Jan 2103 2177 1170 1794 1790 1519 2198 1683 2299 4297 2327 1496 1936 2337 1404 2069 2610 1713 2964 2237 1429 1754 2664 2953 4466 1723 1956 3338 1042 1493 814 2940 2720 2360 3629 2726 953 1364 978 1977 2784 644 782 1821 1913 2498 1455 2322 3389 1702 1875 2059 2118 989 1351 2285 3539 1189 1328 2498 2088 1269 1398 1797 2783 2165 1913 1582 629 824 1445 2394 1665 1258 916 990 1961 4466 629

Fev 2911 2131 3580 1889 3055 2464 3030 3530 3947 5442 4021 3771 2592 5318 4861 2837 3193 3569 4888 3858 6008 2593 2195 2958 2953 1802 4177 5413 2663 3192 2644 3713 3145 1522 5426 4464 1059 2427 1494 2382 1831 1606 2667 2119 3065 3802 3034 3266 3312 3977 3429 2669 5050 3060 2063 4160 3584 1548 1881 4084 2249 3062 3034 2678 3182 3125 2272 2277 1278 1464 2926 2925 1955 2219 3312 1764 3066 6008 1059

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

Mar 3261 4758 4405 5368 4041 5635 4920 3830 4692 5278 7231 2746 7026 1955 5896 3924 3105 4642 4197 4536 6013 2863 4424 6285 3489 3852 2402 4557 5525 2853 4955 4542 4905 1635 9022 5646 3239 5201 2296 3176 3378 3550 4167 3379 3977 3888 3645 3504 5962 5257 6199 2397 4979 2833 3062 4567 3908 2669 3426 4663 3705 3532 3051 4162 4290 3697 2807 2542 1714 3051 3761 3210 1792 3757 4752 3581 4094 9022 1635

Abr 2020 3582 3780 4213 2810 4857 3740 4564 4580 3491 4884 5582 4191 3298 2739 6067 2045 6890 5309 2815 7307 5771 4994 5950 3109 5851 2924 2750 7305 4482 6577 4547 5646 2913 4815 7761 3265 3597 2759 4059 2251 3180 3313 3957 5477 4079 3014 3632 4651 3318 3788 3657 4356 3327 4187 3974 3350 3146 3581 4576 2915 3772 2339 3014 3992 3888 3312 4353 1909 3389 2147 3172 1874 4352 3880 3273 4003 7761 1874

Mai 2427 2617 2235 4179 2638 4875 1797 1404 2299 2150 2471 2897 1669 1284 2158 3726 1958 3023 3699 1831 4273 3528 3121 3070 2145 2995 3661 1669 4588 1438 2719 1782 3756 2927 2458 4472 2354 3449 4163 2107 3027 2876 3181 3543 4425 2580 2440 3479 3225 1986 1573 1589 3050 1074 3674 4221 2451 1600 2650 3788 1399 3205 968 1932 2403 4412 2985 3384 1264 2737 1647 1734 1101 2277 1934 2677 2691 4875 968

Jun 684 931 813 1102 876 1812 528 549 650 794 1653 822 927 455 583 1297 1141 1154 994 1014 1126 1783 904 1666 586 874 2456 505 1345 1072 1047 1237 1013 999 1317 1171 910 997 2047 765 834 1138 2724 1976 2408 834 1114 1940 1582 847 652 651 1223 570 1244 1398 980 724 1096 1592 597 1600 386 762 1157 1813 967 1829 395 1305 622 1015 496 979 918 979 1105 2724 386

Jul 209 253 235 288 260 463 149 217 182 212 436 216 254 144 162 359 368 298 262 330 288 448 316 438 158 229 615 159 343 353 268 314 269 257 985 334 235 256 514 202 240 571 724 937 1020 431 486 813 713 358 299 259 568 225 506 652 502 331 435 672 362 326 165 315 624 676 274 654 200 484 265 468 201 374 266 294 381 1020 144

Ago 77 86 106 94 87 138 58 75 65 111 159 73 80 53 57 107 110 101 118 100 87 128 96 125 55 72 195 55 103 103 82 94 82 80 362 127 73 79 144 67 79 266 348 357 322 178 200 332 338 154 147 132 270 120 200 270 245 115 139 344 204 200 69 178 268 142 136 127 71 166 111 167 101 174 136 127 145 362 53

Set 65 46 74 76 206 76 37 66 36 166 70 342 40 31 32 45 47 284 72 44 38 54 69 52 30 34 80 32 41 46 41 40 36 36 111 51 37 35 60 49 84 208 568 189 228 133 133 218 222 236 113 107 222 98 184 161 184 68 58 193 64 152 168 161 181 92 117 71 61 31 115 130 41 85 174 73 107 568 30

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Out 205 131 51 402 252 99 72 58 78 417 405 218 320 153 175 271 146 281 284 96 187 620 219 1169 131 140 101 271 117 136 151 78 141 26 88 48 166 35 246 463 114 149 552 246 293 142 307 545 445 248 202 140 300 170 238 318 572 132 239 269 236 100 119 184 195 89 157 103 133 48 225 252 153 137 272 92 221 1169 26

Nov 157 342 331 1551 419 731 162 121 1409 1287 368 1747 427 276 779 598 225 541 721 370 230 661 229 958 79 541 1577 188 383 579 911 399 958 70 1343 673 343 860 553 402 222 451 482 915 499 251 619 704 470 624 558 483 313 345 534 545 638 224 512 549 315 141 232 358 223 240 520 70 322 137 447 306 230 159 558 195 512 1747 70

2

Dez 955 1507 1357 806 899 2772 1219 522 2942 4276 886 1830 971 1293 1149 2357 1472 1948 767 531 1551 2072 909 3301 1649 1231 1681 621 1033 525 1345 771 2206 2324 1519 681 1766 964 1198 3144 675 1104 1977 1901 1503 422 1173 1142 1060 804 1085 835 511 826 744 1705 629 424 2231 1463 608 508 1298 851 649 1185 894 124 474 673 1190 650 419 236 622 1165 1246 4276 124

Página: 103 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.1.2.5-8 – Vazões Médias Mensais no Eixo JMX-063 – Área de Drenagem: 56.129 km Ano 1930 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Média Máximo Mínimo

Jan 2476 2563 1378 2112 2107 1788 2587 1981 2706 5058 2740 1761 2279 2751 1653 2435 3072 2016 3489 2633 1683 2065 3136 3476 5258 2029 2303 3929 1227 1758 958 3461 3202 2778 4272 3209 1122 1606 1151 2328 3278 758 920 2144 2252 2940 1713 2734 3990 2003 2208 2424 2494 1164 1591 2689 4167 1399 1563 2940 2458 1494 1646 2115 3277 2548 2252 1862 741 970 1701 2819 1960 1481 1079 1166 2309 5258 741

Fev 3427 2508 4214 2224 3596 2900 3567 4155 4646 6407 4734 4439 3051 6260 5722 3340 3758 4202 5754 4542 7073 3052 2584 3482 3476 2121 4918 6373 3135 3758 3113 4371 3702 1792 6387 5255 1247 2857 1758 2805 2156 1890 3140 2495 3608 4476 3571 3845 3899 4682 4036 3142 5945 3603 2428 4897 4219 1822 2215 4807 2648 3605 3571 3152 3746 3678 2675 2681 1505 1723 3445 3444 2302 2612 3898 2077 3610 7073 1247

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

Mar 3838 5601 5185 6320 4757 6633 5792 4509 5523 6214 8513 3233 8271 2301 6940 4619 3655 5464 4941 5340 7078 3370 5207 7398 4107 4534 2828 5364 6504 3358 5833 5347 5774 1924 10620 6646 3813 6123 2703 3739 3977 4179 4906 3977 4682 4577 4291 4125 7018 6189 7298 2822 5861 3335 3605 5377 4600 3142 4033 5489 4362 4158 3592 4899 5051 4352 3304 2992 2018 3592 4428 3779 2110 4422 5595 4215 4819 10620 1924

Abr 2378 4217 4450 4959 3308 5718 4403 5373 5391 4109 5749 6571 4934 3883 3225 7142 2408 8111 6249 3313 8601 6794 5879 7005 3660 6888 3442 3237 8600 5276 7743 5352 6647 3429 5668 9137 3843 4235 3248 4778 2650 3744 3901 4658 6447 4801 3548 4276 5476 3906 4459 4306 5128 3916 4928 4678 3944 3704 4215 5387 3432 4440 2753 3548 4699 4577 3899 5124 2247 3990 2528 3734 2206 5123 4568 3853 4712 9137 2206

Mai 2857 3081 2631 4920 3106 5739 2115 1653 2707 2531 2908 3410 1965 1512 2540 4387 2305 3558 4354 2155 5030 4154 3674 3614 2526 3525 4310 1965 5401 1692 3201 2098 4421 3445 2893 5265 2772 4060 4901 2480 3564 3385 3745 4171 5209 3038 2872 4095 3796 2338 1852 1871 3590 1265 4325 4968 2885 1883 3120 4460 1647 3773 1139 2275 2828 5194 3514 3984 1488 3222 1939 2041 1296 2681 2276 3151 3168 5739 1139

Jun 805 1096 957 1298 1031 2133 621 646 765 934 1946 967 1092 535 686 1526 1344 1359 1170 1194 1326 2099 1065 1961 690 1029 2891 595 1584 1262 1233 1456 1193 1176 1550 1378 1071 1174 2409 900 982 1340 3207 2326 2835 981 1311 2283 1862 997 768 766 1439 671 1465 1646 1153 852 1290 1875 702 1883 454 896 1362 2134 1138 2153 465 1536 733 1194 584 1152 1080 1152 1300 3207 454

Jul 246 298 276 339 307 545 175 256 214 250 513 254 300 170 191 423 433 351 308 389 339 528 372 515 186 270 724 187 403 415 316 370 317 303 1160 393 277 302 605 238 283 672 853 1103 1200 507 572 957 840 421 351 305 669 265 596 768 591 389 512 791 426 384 194 370 734 795 322 770 236 570 312 551 237 441 313 346 449 1200 170

Ago 91 101 125 110 103 162 69 88 76 130 188 86 94 63 67 125 129 118 139 117 103 151 113 147 65 85 229 65 121 121 96 110 96 94 426 150 86 93 170 79 93 313 410 420 379 209 236 391 398 182 173 155 318 141 236 318 288 136 163 405 240 235 81 210 316 167 160 150 84 195 131 196 119 205 160 150 170 426 63

Set 77 54 87 89 242 90 43 78 43 196 83 403 47 37 37 53 55 334 84 51 45 64 82 61 36 40 94 37 48 54 48 47 43 43 131 60 43 42 71 57 99 245 669 222 269 157 157 257 261 278 133 126 261 115 217 190 217 80 68 227 76 179 198 190 213 108 137 84 72 37 135 153 48 100 205 85 126 669 36

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Out 241 154 60 474 297 116 85 68 92 491 477 257 377 180 206 319 172 330 334 113 220 730 258 1376 154 165 119 319 138 160 178 92 166 30 104 56 195 42 289 545 135 176 650 289 345 167 362 642 524 293 238 164 354 200 280 375 673 156 282 317 278 118 140 217 229 104 184 121 157 56 265 297 180 161 321 108 260 1376 30

Nov 185 402 389 1825 494 860 190 143 1659 1515 434 2057 503 325 917 704 265 637 848 436 271 778 269 1127 93 637 1857 221 451 681 1072 469 1128 83 1581 793 404 1013 651 474 261 531 567 1077 587 296 728 829 553 734 657 568 368 406 629 642 751 264 603 646 370 165 274 421 263 282 612 82 379 162 526 360 271 187 656 230 602 2057 82

2

Dez 1124 1774 1598 949 1058 3263 1435 615 3463 5034 1043 2154 1143 1522 1353 2775 1733 2294 903 626 1826 2439 1070 3885 1941 1450 1979 731 1216 618 1583 907 2597 2735 1788 801 2079 1134 1411 3701 795 1300 2328 2238 1770 496 1380 1345 1248 947 1277 983 602 972 875 2008 741 499 2626 1722 715 598 1528 1002 764 1395 1052 146 558 793 1401 766 493 277 733 1371 1467 5034 146

Página: 104 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.1.2.5-9 – Vazões Médias Mensais no Eixo JMX-043 – Área de Drenagem: 56.661 km Ano 1930 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Média Máximo Mínimo

Jan 2500 2587 1391 2132 2127 1805 2612 2000 2732 5106 2766 1777 2301 2778 1669 2458 3101 2035 3522 2658 1699 2084 3166 3509 5307 2048 2325 3967 1239 1774 967 3494 3232 2805 4312 3239 1133 1621 1162 2350 3309 765 929 2164 2273 2968 1729 2760 4028 2022 2228 2447 2517 1175 1606 2715 4206 1413 1578 2968 2481 1508 1661 2135 3308 2573 2273 1880 748 979 1717 2845 1979 1495 1089 1177 2331 5307 748

Fev 3459 2532 4254 2245 3630 2928 3601 4195 4691 6467 4779 4481 3080 6319 5776 3372 3794 4242 5809 4585 7140 3081 2609 3515 3509 2142 4964 6433 3165 3794 3142 4412 3737 1809 6448 5305 1258 2884 1775 2831 2176 1908 3169 2518 3642 4519 3605 3881 3936 4727 4074 3172 6001 3637 2451 4943 4259 1840 2236 4853 2673 3639 3605 3182 3781 3713 2700 2706 1519 1740 3478 3476 2324 2637 3935 2097 3644 7140 1258

Mar 3875 5654 5234 6380 4802 6696 5847 4552 5576 6273 8593 3264 8350 2323 7006 4663 3690 5516 4988 5391 7145 3402 5257 7469 4146 4577 2855 5415 6566 3390 5888 5397 5829 1943 10721 6709 3849 6181 2729 3774 4014 4219 4952 4015 4726 4621 4332 4164 7085 6248 7367 2849 5916 3367 3639 5428 4644 3172 4071 5541 4403 4198 3626 4945 5098 4393 3335 3021 2037 3626 4470 3815 2130 4464 5648 4255 4865 10721 1943

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

Abr 2400 4257 4492 5006 3339 5772 4444 5424 5442 4148 5804 6634 4980 3919 3255 7210 2431 8188 6309 3345 8683 6859 5935 7071 3695 6953 3474 3268 8681 5326 7816 5403 6710 3462 5722 9223 3880 4275 3279 4823 2675 3779 3938 4702 6508 4847 3582 4317 5528 3943 4501 4346 5177 3953 4975 4722 3981 3739 4255 5438 3464 4482 2780 3582 4744 4620 3936 5173 2269 4028 2552 3770 2227 5172 4611 3889 4757 9223 2227

Mai 2884 3110 2656 4966 3135 5794 2135 1669 2733 2555 2936 3443 1983 1526 2564 4428 2327 3592 4395 2175 5077 4193 3709 3648 2549 3559 4351 1983 5452 1708 3231 2118 4463 3478 2921 5314 2798 4099 4947 2504 3597 3417 3780 4210 5258 3067 2900 4134 3832 2360 1869 1889 3624 1277 4366 5016 2912 1901 3150 4502 1662 3809 1150 2296 2855 5243 3548 4021 1502 3252 1957 2060 1309 2706 2298 3181 3198 5794 1150

Jun 812 1106 966 1310 1041 2154 627 653 772 943 1964 976 1102 540 693 1541 1356 1372 1181 1205 1338 2119 1075 1980 696 1039 2919 600 1599 1274 1244 1470 1204 1187 1565 1391 1081 1185 2432 909 992 1353 3237 2348 2861 991 1323 2305 1880 1007 775 773 1453 678 1479 1661 1164 860 1302 1892 709 1901 458 905 1374 2154 1149 2173 469 1551 740 1206 590 1163 1091 1163 1313 3237 458

Jul 249 301 279 343 309 550 177 258 216 252 518 257 302 171 192 427 437 354 311 392 342 533 376 520 187 273 731 189 407 419 319 374 320 305 1171 397 280 305 610 240 285 679 861 1113 1212 512 578 967 848 425 355 308 676 268 601 775 597 393 517 799 430 388 196 374 741 803 325 778 238 576 315 557 239 445 316 349 453 1212 171

Ago 92 102 126 112 104 163 69 89 77 132 189 87 95 63 68 127 131 119 140 118 104 152 114 149 66 86 231 65 122 123 97 111 97 95 430 151 87 94 171 80 94 316 414 424 382 211 238 395 401 184 174 157 321 142 238 321 291 137 165 408 242 237 82 212 319 168 161 151 85 197 132 198 120 207 162 151 172 430 63

Set 77 54 88 90 245 91 44 79 43 197 83 407 47 37 38 54 55 338 85 52 46 64 83 61 36 41 95 38 49 54 49 47 43 43 132 60 43 42 72 58 100 247 675 224 271 158 158 259 263 280 134 128 263 116 219 192 219 81 68 230 76 181 200 191 215 109 139 85 72 37 137 154 48 101 207 86 127 675 36

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Out 244 156 61 478 300 117 86 69 92 495 481 259 381 182 208 322 173 334 338 114 222 737 261 1389 156 167 120 322 139 161 180 93 168 31 105 57 197 42 292 550 136 178 656 292 348 169 365 648 529 295 240 166 357 202 283 378 680 157 285 320 280 119 141 219 232 105 186 122 158 57 268 300 182 162 324 109 262 1389 31

Nov 187 406 393 1843 498 869 192 144 1674 1529 438 2076 508 328 925 711 267 643 856 440 273 786 272 1138 94 643 1874 223 456 688 1082 474 1138 84 1596 800 407 1022 657 478 263 536 573 1087 593 299 735 837 559 741 663 574 372 410 635 648 758 266 609 652 374 167 276 425 266 285 618 83 382 163 531 363 274 188 663 232 608 2076 83

2

Dez 1135 1790 1613 958 1068 3294 1449 621 3496 5081 1053 2175 1154 1536 1366 2801 1749 2315 911 631 1843 2462 1080 3922 1959 1463 1998 738 1227 624 1598 916 2622 2761 1805 809 2099 1145 1424 3736 803 1312 2350 2259 1786 501 1394 1357 1260 956 1289 992 608 981 884 2027 748 504 2651 1738 722 603 1542 1011 771 1408 1062 148 563 800 1414 773 498 280 740 1384 1481 5081 148

Página: 105 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.1.2.5-10 – Vazões Médias Mensais no Eixo TPJ-685 – Área de Drenagem: 346.861 km Ano 1930 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Média Máximo Mínimo

Jan 7458 11743 9483 10936 11365 9511 9602 6996 13511 14317 13066 7544 12296 10614 9073 10816 11965 10237 13954 19630 11904 13972 11189 13071 16370 9039 11405 15345 9312 12024 9874 13934 14120 15144 11335 12219 8878 7094 7787 8138 13636 6957 8342 7823 9918 10633 8474 11555 18805 13825 10603 12580 13348 8746 9113 12558 14940 10341 11521 13603 15089 11367 8289 9397 13643 13993 11047 10762 5699 10596 12105 11273 16157 9342 10038 8633 11329 19630 5699

Fev 9805 9514 14923 16658 18260 17510 11039 12901 19880 17027 22184 13735 18538 19896 14369 14976 13381 18590 17956 21624 23425 15212 12337 13930 15413 13413 15130 20042 13831 19765 13855 17598 17543 11670 18279 15720 9352 11831 8053 7962 7441 9847 13772 11225 13795 15048 12387 13906 15143 20594 17438 15070 18508 13376 10509 17711 17373 13248 13946 18299 15265 18406 13126 11568 15012 15802 11589 13856 8344 9806 14594 12545 14603 14756 15936 11982 14776 23425 7441

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

Mar 14557 17029 19991 21309 19977 18192 19177 12760 17815 21505 29580 17210 24861 13796 19908 20425 19148 19767 18736 21614 22253 16424 17188 20848 19580 15801 13287 21051 17519 17179 19334 19144 21383 14305 21278 19940 15627 15428 14942 11891 12728 10423 15867 13832 16493 15740 15078 14528 21918 23701 22579 14619 19134 13046 13614 17307 16687 14986 19214 19477 19648 17255 15360 17195 17631 17326 14117 16608 13381 13221 17235 15515 14283 15813 21841 17060 17582 29580 10423

Abr 11536 17062 18730 18196 17419 21815 14020 17680 13863 19291 28660 22342 21867 15678 14872 25200 15175 24840 19589 16874 26850 26525 17395 22959 19927 22317 11741 16017 21186 20197 19831 20255 20487 13426 17483 26697 12203 14430 18988 12929 16772 14345 16183 15308 18428 16505 14160 13450 17701 17763 15914 15296 16751 13075 16286 18012 15328 13238 17544 18693 14282 19391 15889 13672 15788 17119 14637 18813 11344 11045 14972 14258 11974 19300 17457 15872 17409 28660 11045

Mai 8627 9741 11321 14008 14541 16258 8669 11330 8774 11407 17525 12851 13934 9519 10084 17768 9955 15279 13537 11214 16078 14575 12550 13167 11721 13830 13514 11133 16725 10758 12706 11180 15478 10871 10014 17658 8450 11660 16462 11530 9891 9686 10860 12105 14642 12578 10627 11210 13573 11047 9532 9877 12265 7141 12315 14148 11143 8834 12441 14659 9628 14179 10469 9251 10837 15101 11530 12553 7256 8967 9458 9091 7287 10894 10440 8670 11850 17768 7141

Jun 5235 5990 7134 7280 7592 8518 5244 6634 5316 6368 10443 6932 7677 5750 5823 9676 8353 8564 7231 6783 8150 10178 6940 8317 6597 7659 10034 6398 8771 6814 7226 7869 7969 6343 7370 8760 5723 6437 6002 5464 5822 7901 5542 6878 7971 7002 6842 8417 8997 7026 6054 5830 6943 5327 6960 7004 6761 5635 7659 7987 5827 8306 4469 5495 6829 8294 6586 7021 4350 5425 5233 6492 4737 6552 6400 5233 6939 10443 4350

Jul 3633 3880 4384 4449 4546 4894 3687 4173 3628 4110 5621 4354 4662 3950 3954 5348 4905 4930 4475 4437 4809 5524 4389 4820 4254 4581 5492 4210 5016 4334 4427 4673 4690 4092 4958 5027 3909 4122 3929 3713 3855 4132 4664 4770 4796 5046 4357 5091 5716 4908 4590 4301 4744 3707 4400 4880 4739 3910 4860 5831 4503 4323 3477 3777 5001 5173 4310 4646 3137 3654 3684 4193 3419 4175 4561 3792 4449 5831 3137

Ago 3074 3147 3390 3461 3483 3630 3145 3277 3043 3366 3947 3485 3615 3327 3301 3835 3681 3664 3553 3540 3639 3901 3471 3599 3438 3507 3850 3426 3711 3438 3454 3563 3543 3311 3670 3739 3283 3315 3210 3107 3168 3323 3521 3656 3597 3562 3237 3537 4298 3872 3687 3590 3751 3128 3426 3698 3802 3392 3626 4473 3522 3443 3110 3171 3599 3785 3484 3612 2713 2719 3028 3064 2995 3239 3493 2972 3466 4473 2713

Set 2936 2936 3159 3182 3234 3231 3000 3022 2885 3118 3429 3639 3298 3161 3122 3345 3302 3370 3262 3280 3271 3374 3220 3224 3201 3177 3328 3224 3294 3179 3160 3223 3188 3085 3242 3313 3117 3079 3045 2944 2983 3053 3386 3198 3463 3133 2967 3288 3723 4204 3527 3408 3866 2872 3419 3384 3796 3308 3242 3861 3476 3181 3937 3112 3244 3268 3230 3213 2575 2573 2953 2916 2735 2997 3205 2854 3228 4204 2573

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Out 3042 3055 3325 3229 3917 3012 2906 2933 2822 3504 3607 3334 3820 3231 3164 3392 3108 3361 3762 3107 3071 3682 3068 4835 3186 3162 3306 3769 3100 3041 2994 2983 3625 2837 2996 3212 3164 2880 3043 3153 2950 3129 4051 3703 3683 3309 3747 4511 4367 4068 4111 3533 4170 3514 3633 3985 4726 3233 3574 3978 4037 3152 3973 3316 3641 3482 3684 3139 2858 2743 3097 3337 2930 3902 3362 3099 3427 4835 2743

Nov 4016 5476 6253 4875 4678 4744 3187 3686 7199 5211 3926 8212 5004 5430 5330 4645 3686 5353 5420 4866 4140 4157 3483 5849 3339 3832 5662 3866 4175 4128 5237 3979 4915 3096 7452 6609 4396 4427 5005 4567 3871 4867 4262 5441 4461 4258 5000 6053 5609 5247 4751 5924 4408 4473 4974 5408 5544 3759 4914 5883 4748 4118 4190 4095 4375 4357 5532 3487 4225 4015 4824 4079 3762 5531 4398 3576 4762 8212 3096

Dez 6389 6805 8699 5205 6420 9746 5543 4771 9935 10702 6308 9606 8307 7821 7996 9135 7569 8734 7550 5568 7411 8236 5584 9828 7896 5070 10617 5609 7133 8175 7215 5737 7292 7873 9569 7786 5926 6356 7373 9720 4180 4326 6755 8287 7809 6400 7523 9168 8896 5777 7280 8204 5368 6317 6882 7186 6950 7427 8859 9684 6138 4986 7351 6231 8430 8538 7155 5024 6812 6350 7986 9961 5173 6401 5800 7902 7325 10702 4180

Página: 106 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

2


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.1.2.5-11 – Vazões Médias Mensais no Eixo TPJ-445 – Área de Drenagem: 386.711 km Ano 1930 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Média Máximo Mínimo

Jan 8745 14002 11282 13051 13403 11185 11368 8098 15876 17007 15484 8685 14526 12429 10599 12704 14093 11977 16403 23133 13904 16414 13091 15293 19359 10514 13282 18211 10810 14108 11568 16416 16580 17882 13300 14437 10363 8177 9046 9790 16171 7495 8995 9345 11517 12721 9922 13199 21481 14928 12334 14299 14739 10447 10755 14342 19261 12049 12693 15681 17092 13560 9602 10996 16110 15638 12954 12607 6731 12298 13763 13445 17766 10426 11293 10013 13201 23133 6731

Fev 11570 11431 17660 19741 21600 20625 12992 15052 23505 20168 26174 15964 21812 23339 16796 17586 15729 21817 21134 25604 27540 17880 14430 16380 18248 15633 17754 23705 16154 23256 16236 20762 20683 13857 21482 18543 10857 13743 9333 9953 8972 11189 16001 12996 16356 18226 14841 15618 17563 23960 20024 17361 21759 15372 12183 21318 20685 15542 15665 21514 17206 22230 15572 14050 18145 18579 13717 16151 9189 12025 16992 15550 16664 16831 18592 13989 17360 27540 8972

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

Mar 17372 20349 23882 25410 23859 21690 22736 15154 21343 25561 35151 20316 29470 16420 23573 24206 22666 23524 22247 25723 26490 19461 20288 24694 23188 18657 15804 25039 20740 20457 22901 22758 25399 16965 25268 23636 18394 18233 16861 14546 15551 13390 19349 16656 19816 18989 18149 17273 26042 27725 27137 16645 22914 15108 15955 21228 20337 17833 22099 23356 22968 20874 18853 20048 21591 21204 17156 19715 14768 15997 20866 18608 16889 18944 26324 20356 20936 35151 13390

Abr 13813 20301 22302 21672 20718 25729 16710 20743 16545 22873 33906 26174 25902 18347 17658 29625 17973 29204 23027 19999 31583 31031 20406 27025 23456 26115 13797 19004 24888 23727 23359 23854 24190 15808 20712 31315 14352 16981 21294 16321 18654 17003 18952 18616 23006 19914 17120 16568 21541 21631 18914 18043 20303 15664 19456 21671 19044 16290 20357 23045 16841 23532 19404 16038 20265 21516 17891 22594 13619 13439 18705 18150 14500 23318 21853 19111 20776 33906 13439

Mai 10420 11844 13726 16824 17409 19464 10391 13543 10514 13708 21081 15363 16685 11257 12006 21228 11846 18297 16104 13344 19264 17461 14884 15786 13980 16500 15983 13248 19923 12876 15181 13394 18458 12870 11996 21097 9962 13842 19941 13291 12421 12090 13519 15066 18340 15841 12976 14210 16213 13530 10912 11760 15147 9373 15056 17437 14284 10969 14834 18705 11524 16754 13123 11284 13404 19156 15049 15722 8993 11975 12307 11771 9459 13848 13013 9566 14403 21228 8993

Jun 6334 7284 8667 8853 9206 10345 6190 7933 6284 7627 12634 8280 9196 6698 6845 11687 9833 10307 8617 7995 9839 12155 8216 9929 7810 9155 11915 7553 10566 8074 8624 9335 9590 7473 8713 10614 6637 7629 7078 6404 6855 8853 7819 8530 9983 8699 8369 10662 10768 8399 6912 6693 8630 6589 8397 8660 8319 6870 9561 10273 6870 9965 5196 6511 8774 10762 8367 8625 5143 7290 6453 8447 5969 8106 7860 6296 8403 12634 5143

Jul 4289 4602 5217 5268 5373 5812 4178 4840 4120 4741 6690 5003 5391 4411 4449 6319 5647 5768 5138 5037 5604 6481 5003 5594 4830 5294 6436 4774 5882 4954 5104 5391 5468 4646 5714 5915 4362 4707 4464 4188 4377 4764 5466 5553 5648 5886 4988 6156 6630 5492 4950 4873 5653 4038 4852 5538 5789 4461 5620 7088 5024 5077 3873 4135 6123 6329 5049 5383 3350 4270 4266 5104 3810 4608 5267 4187 5142 7088 3350

Ago 3526 3607 3875 3930 3941 4120 3430 3642 3317 3655 4470 3793 3976 3563 3555 4310 4058 4075 3858 3839 4018 4363 3770 3973 3718 3853 4314 3712 4134 3752 3793 3925 3926 3596 4034 4155 3523 3618 3494 3367 3451 3628 3928 3954 3866 3861 3389 3841 4689 4085 3802 3865 4144 3264 3643 3852 4174 3645 3782 5000 3677 3824 3317 3323 3956 4184 3775 3961 2784 2891 3323 3337 3241 3432 3681 3051 3779 5000 2784

Set 3294 3281 3463 3480 3490 3525 3195 3241 3062 3277 3688 3706 3490 3296 3268 3591 3509 3541 3419 3441 3459 3603 3362 3406 3349 3353 3563 3370 3518 3350 3345 3419 3387 3249 3445 3529 3259 3253 3194 3108 3153 3232 3560 3356 3654 3272 3037 3383 3904 4446 3569 3600 4125 2973 3495 3444 4032 3443 3379 4185 3617 3404 4398 3240 3543 3403 3469 3350 2645 2617 3137 3045 2781 3096 3357 2929 3409 4446 2617

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Out 3415 3406 3672 3524 4318 3229 3077 3124 2980 3760 3866 3462 4094 3378 3313 3609 3253 3540 4017 3220 3188 3932 3175 5324 3320 3315 3510 4028 3253 3173 3128 3111 3893 2940 3132 3379 3315 3002 3204 3356 3110 3337 4436 3909 3928 3452 3846 4979 4697 4306 4308 3591 4664 3852 3780 4214 5261 3353 3840 4305 4368 3299 4272 3528 3954 3615 4062 3198 2915 2865 3397 3395 3136 4091 3486 3198 3643 5324 2865

Nov 4592 6322 7213 5505 5255 5296 3403 4020 8244 5834 4231 9376 5517 6027 5921 5101 3928 5935 6023 5326 4453 4489 3660 6580 3488 4108 6342 4152 4526 4469 5817 4291 5453 3231 8487 7453 4795 4851 5467 5063 4214 5445 4725 6206 4878 4796 5433 6483 6264 5919 5301 6251 4866 5061 5528 5958 6677 3872 5574 6713 5352 4457 4561 4762 4814 4700 6348 3595 4477 4214 5681 4379 4223 6104 4744 3636 5269 9376 3231

Dez 7499 8006 10261 5969 7408 11387 6274 5373 11670 12523 7126 11224 9558 9001 9223 10569 8654 10084 8667 6248 8452 9436 6237 11427 9009 5647 12400 6293 8147 9403 8289 6464 8390 9015 11175 8984 6706 7248 8374 11336 4744 4866 7801 9876 9065 7287 8512 9707 9578 6540 7967 9229 6029 7202 7825 8596 7927 8103 10464 10705 7195 5410 8844 6969 9278 9967 8393 5528 7649 7116 9178 10639 5852 7135 6568 8706 8363 12523 4744

Página: 107 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

2


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.1.2.5-12– Vazões Médias Mensais no Eixo TPJ-325 Área de Drenagem: 452.783 km Ano 1930 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Média Máximo Mínimo

Jan 11626 17050 12963 15581 15922 13319 14408 10408 19094 22896 18743 10750 17253 15658 12571 15582 17705 14372 20508 26350 15943 18914 16759 19368 25495 12904 16010 22843 12299 16237 12769 20493 20362 21208 18251 18210 11733 10064 10433 12530 20044 8387 10079 11868 14167 16182 11955 16396 26167 17263 14944 17152 17647 11879 12665 17499 24264 13748 14537 19142 20003 15401 11550 13493 19977 18626 15627 14837 7639 13513 15798 16775 20089 12171 12598 11425 15935 26350 7639

Fev 15555 14394 22603 22467 25890 24116 17150 19885 28998 27608 31792 21123 25483 30636 23414 21535 20131 26781 27842 31005 35800 21509 17490 20476 22367 18181 23480 31144 19851 27739 19912 25911 25078 16032 28904 24664 12369 17097 11406 13255 11509 13414 19697 15933 20604 23495 19039 20071 22129 29475 24755 21064 28687 19573 15038 27092 25675 17759 18283 27159 20327 26564 19769 17778 22589 22921 16882 19335 10944 14125 21043 19644 19404 19922 23173 16473 21611 35800 10944

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

Mar 21897 26894 30001 32821 29495 29412 29514 20404 27817 32850 45137 24180 39116 19199 31652 29679 27035 29947 28063 32032 34765 23474 26375 33302 28072 23969 19169 31366 28295 24474 29726 29038 32190 19324 37514 31386 22887 25330 20043 18947 20232 18309 25124 21338 25328 24377 23201 22115 34242 34983 35682 19968 29785 19012 20183 27565 25779 21576 26848 29816 28119 25817 23149 25770 27564 26384 21095 23308 17141 20242 26114 23086 19452 24149 32947 25340 26604 45137 17141

Abr 16654 25283 27569 27506 24681 32449 21861 27013 22809 27758 40757 33850 31748 22911 21490 37986 20885 38651 30312 23954 41609 39006 27243 35205 27831 34144 17821 22864 34838 29922 32332 30140 31942 19840 27327 41935 18835 21934 25117 21945 21774 21410 23544 24099 30595 25566 21328 21607 27983 26308 24151 23089 26334 20260 25233 27202 23752 20680 25306 29424 20889 28830 22758 20204 25879 26986 22516 28636 16314 18104 21821 22635 17166 29376 27313 23683 26325 41935 16314

Mai 13767 15464 16862 22566 21112 26158 12897 15564 13687 16724 24611 19384 19096 13085 15005 26417 14577 22521 21191 15924 25157 22346 19189 20044 16986 20662 21015 15613 26235 14934 18964 15915 23650 16894 15397 27273 13191 18571 25710 16211 16616 16075 17927 19975 24472 19497 16380 19037 20678 16341 13097 14002 19397 10957 20122 23269 17758 13244 18520 24018 13515 21188 14596 13992 16774 25297 19259 20436 10793 15819 14696 14262 11075 17080 15761 13179 18154 27273 10793

Jun 7320 8611 9856 10428 10483 12879 6958 8754 7215 8769 14983 9466 10534 7369 7691 13551 11453 11963 10035 9427 11454 14661 9507 12254 8673 10422 15306 8305 12479 9586 10113 11080 11050 8878 10555 12299 7909 9037 9869 7486 8036 10431 11595 11268 13320 9926 9955 13395 12993 9621 7839 7617 10372 7436 10150 10633 9730 7919 11151 12549 7736 12205 5760 7594 10447 13342 9777 11165 5723 9154 7365 9932 6716 9515 9181 7670 9972 15306 5723

Jul 4614 4990 5588 5710 5777 6491 4411 5176 4397 5067 7345 5336 5781 4635 4699 6865 6188 6223 5533 5518 6043 7144 5466 6230 5080 5649 7320 5025 6398 5466 5508 5860 5881 5026 7075 6421 4707 5089 5183 4489 4733 5566 6484 6851 7061 6517 5678 7311 7641 6008 5372 5258 6472 4360 5555 6450 6531 4939 6251 8069 5541 5563 4120 4577 7030 7308 5465 6303 3631 4956 4659 5790 4105 5135 5670 4605 5697 8069 3631

Ago 3661 3754 4051 4088 4090 4338 3527 3768 3423 3823 4718 3913 4109 3651 3649 4486 4230 4238 4036 3993 4162 4565 3919 4166 3811 3974 4605 3805 4301 3911 3926 4076 4061 3723 4541 4354 3637 3745 3706 3475 3577 4002 4419 4449 4311 4118 3665 4304 5165 4305 4005 4059 4530 3432 3924 4221 4526 3816 3977 5494 3959 4116 3423 3570 4337 4400 3975 4155 2884 3123 3492 3577 3393 3677 3875 3225 3993 5494 2884

Set 3406 3367 3582 3601 3781 3648 3258 3344 3122 3509 3800 4164 3556 3348 3320 3669 3585 3930 3525 3510 3523 3691 3464 3488 3400 3411 3686 3423 3589 3423 3412 3486 3449 3309 3606 3612 3318 3313 3285 3184 3276 3521 4325 3617 3970 3458 3218 3679 4211 4776 3721 3756 4437 3110 3745 3663 4293 3542 3465 4464 3713 3623 4654 3463 3804 3535 3641 3455 2731 2661 3303 3226 2839 3216 3600 3030 3564 4776 2661

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Out 3714 3605 3765 4078 4682 3375 3185 3214 3094 4331 4421 3760 4538 3592 3556 3984 3457 3925 4412 3355 3444 4773 3474 6908 3503 3512 3659 4407 3419 3362 3338 3224 4100 2982 3259 3454 3545 3058 3542 3985 3274 3550 5196 4249 4334 3650 4260 5736 5311 4653 4590 3781 5097 4102 4105 4652 6058 3538 4176 4686 4704 3443 4451 3787 4235 3742 4297 3339 3096 2938 3718 3734 3353 4286 3856 3327 3951 6908 2938

Nov 4842 6836 7721 7605 5853 6305 3633 4204 10187 7585 4741 11775 6121 6436 6996 5927 4244 6694 7021 5850 4781 5390 3976 7902 3603 4845 8481 4421 5059 5261 7066 4842 6762 3334 10341 8406 5278 6022 6233 5631 4532 6085 5397 7473 5569 5168 6284 7448 6934 6795 6080 6914 5313 5561 6276 6721 7605 4178 6301 7500 5812 4668 4896 5284 5142 5043 7096 3695 4922 4410 6335 4806 4562 6355 5508 3899 5984 11775 3334

2

Dez 8845 10090 12173 7092 8670 15180 7943 6109 15695 18323 8359 13766 10935 10800 10835 13797 10683 12764 9764 7002 10583 12269 7489 15917 11275 7321 14757 7166 9589 10188 10149 7538 11393 12178 13303 9973 9104 8589 10035 15619 5680 6368 10497 12510 11148 7910 10138 11260 11032 7661 9455 10410 6754 8361 8878 10958 8831 8714 13536 12717 8077 6114 10672 8151 10199 11641 9667 5729 8337 8064 10842 11550 6456 7500 7449 10308 10090 18323 5680

Página: 108 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 b)

Vazões Extremas

b1)

Vazões de Cheia

Os estudos de cheias foram baseados na análise dos parâmetros estatísticos das séries anuais de vazões máximas diárias de “d” dias consecutivos dos locais dos postos fluviométricos da própria bacia do rio Tapajós e de bacias vizinhas. Para caracterização das cheias de maior freqüência, utilizadas para definir as vazões de projeto das obras de desvio do rio durante a construção da barragem, foi explorada a metodologia de pesquisa da distribuição estatística de melhor ajuste. Já para a avaliação de cheias de baixa freqüência, utilizadas para o projeto do vertedouro, foi adotado o método dos estimadores robustos, definindo-se o tipo de distribuição com base na assimetria amostral. O procedimento adotado nos trabalhos constou de: • Seleção dos postos fluviométricos a serem considerados nos estudos; • Geração, para cada um dos postos fluviométricos considerados, das séries de vazões máximas anuais de “d” dias seqüentes, pelo processo de médias móveis; • Cálculo dos parâmetros estatísticos das séries de vazões máximas anuais de “d” dias seqüentes, em especial a Média Relativa, o Desvio Padrão Relativo, a Média dos Logaritmos dos valores das séries e o Desvio Padrão dos Logaritmos dos valores das séries, para durações de 01 a 90 dias seqüentes; • Plotagem dos valores de cada parâmetro em função da duração e análise dessas curvas; • Definição das Curvas Regionais dos parâmetros de interesse para o cálculo das cheias; • Estimativa das cheias diárias para cada um dos locais de aproveitamento. A seleção dos postos fluviométricos considerados nos estudos de regionalização baseou-se principalmente nas características fisiográficas das bacias, com destaque para o tipo de solo, vegetação e relevo. Daí resultou a escolha dos seguintes postos, situados em cursos d’água de bacias da região: Código

Posto

Rio

Período Observado

17430000

Barra de São Manuel – Jusante

Tapajós

1973 a 2005

17650002

Acará do Tapajós

Tapajós

1973 a 2005

15910000

Santarém Sucunduri

Sucunduri

1976 a 2005

18650000 18700000

Cajueiro Pedra do Ó

Curuá Iriri

1976 a 2005 1976 a 2005

Em particular, para o eixo TPJ-325 (São Luiz do Tapajós), os estudos de cheias consideraram a série de vazões diárias geradas no próprio local do aproveitamento, a partir dos dados disponíveis nos postos fluviométricos Barra de São Manuel – Jusante e Acará do Tapajós. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 109 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 A definição das cheias com período de retorno de até 100 anos foi realizada com base nas Curvas Regionais dos seguintes parâmetros dos valores das séries de vazões máximas anuais para durações de 01 a 90 dias seqüentes: Média Relativa; Desvio Padrão Relativo; Média dos Logaritmos dos valores das séries; e, Desvio Padrão dos Logaritmos. Uma vez estabelecidas as Curvas Regionais dos parâmetros necessários ao cálculo das cheias, procedeu-se à seleção da distribuição estatística a ser utilizada nesse cálculo. Para tanto, foram exploradas três distribuições estatísticas - Log-Normal, Gumbel e Exponencial – tendo sido avaliado o grau de ajuste de cada uma delas à série de vazões máximas anuais para duração de 01 dia em cada um dos postos analisados. A distribuição de Gumbel foi a que apresentou um melhor grau de ajuste de forma geral, sendo então selecionada para o cálculo das cheias com períodos de retorno de até 100 anos. Os valores obtidos para os picos das cheias com períodos de retorno igual a 5, 10, 20, 25, 50 e 100 anos, para cada um dos locais de interesse para os estudos de inventário, encontram-se apresentados no Quadro 3.1.2.5-13. Uma outra questão que se definiu aprioristicamente, no caso da cheia decamilenar, foi a da escolha do tipo de distribuição de probabilidades a ser utilizada na estimativa das vazões. A escolha da distribuição de probabilidades a se adotar nos estudos da cheia decamilenar suscita, sempre, controvérsias e diversas interpretações. A adoção dos critérios preconizados pela ELETROBRÁS no “Guia Para Cálculo de Cheia de Projeto de Vertedores” (1987), em face do alentado estudo desenvolvido veio, a propósito, resolver duas questões que geralmente causam polêmica nesse campo da hidrologia aplicada: em primeiro lugar esquiva-se da especulação sobre as distribuições de três parâmetros, dado que, com a utilização de dois parâmetros evita-se que as estimativas sejam influenciadas pela assimetria amostral; em segundo, introduz-se o conceito dos estimadores robustos para aquilatar a validade da distribuição. Um “modelo robusto é aquele capaz de estimar eventos extremos, qualquer que seja a população, sempre sem erros de estimativa desastrosos”. Destarte, os resultados dos estudos e pesquisas elaborados e apresentados no referido Guia conduziram à recomendação das distribuições Exponencial e Gumbel, estabelecendo, em princípio, que a opção entre ambas seja orientada pelo valor atribuído à assimetria amostral. Essa assertiva foi corroborada posteriormente, em 1990, pelo Eng. Cristovão V. S. Fernandes, em sua tese de mestrado na UFPR. Foi demonstrado que a distribuição Exponencial é a indicada para amostras com coeficiente de assimetria superior a 1,5. Para assimetrias inferiores a esse valor, a distribuição de Gumbel, com estimativa dos parâmetros pelo método dos momentos, mostrou-se mais robusta. No presente estudo, que englobou a análise regional de vazões máximas de seis estações fluviométricas situadas na bacia do rio Tapajós e em bacias vizinhas, os coeficientes de assimetria calculados para as séries de descargas máximas anuais de “d” dias seqüentes, para durações de 01 a 90 dias, sempre apresentaram valores inferiores a 1,5 (vide Apêndice C - Estudos Hidrometeorológicos (Volume 17/22)). Assim, em vista dessa constatação, pode-se afirmar, com justa convicção, que a distribuição Gumbel é a indicada para o cálculo da cheia decamilenar nos locais de interesse na bacia do rio Tapajós. Uma vez selecionada a distribuição estatística, a ser utilizada para a estimativa da cheia decamilenar, o passo seguinte foi o de estabelecer as Curvas Regionais dos parâmetros “Média Relativa” e “Desvio Padrão Relativo”, necessários para calcular as cheias nos locais Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 110 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 de interesse. Os valores obtidos para os picos das cheias decamilenares assim avaliadas encontram-se listados no Quadro 3.1.2.5-13. Quadro 3.1.2.2-13 - Vazões de Cheia para Diversos Períodos de Retorno nos Locais de Aproveitamento 3

PERÍODO DE RETORNO (anos)

TPJ 325

TPJ 445

TPJ 685

JMX 043

JMX 063

JMX 133

JMX 166

JMX 183

JMX 199

JMX 212

JMX 257

5 10 20 25 50 100 200 500 1 000 2 000 5 000 10 000

32.592 35.319 37.934 38.764 41.319 43.856 46.383 49.718 52.238 54.757 58.087 60.605

25.505 27.593 29.596 30.231 32.188 34.131 36.067 38.621 40.551 42.481 45.031 46.960

21.311 23.044 24.706 25.233 26.857 28.469 30.076 32.195 33.796 35.397 37.514 39.114

4.616 5.111 5.585 5.736 6.200 6.660 7.119 7.724 8.182 8.639 9.243 9.701

4.554 5.042 5.511 5.659 6.117 6.571 7.024 7.621 8.072 8.524 9.120 9.571

3.859 4.272 4.669 4.795 5.183 5.568 5.951 6.457 6.840 7.222 7.727 8.110

3.472 3.845 4.202 4.315 4.664 5.010 5.356 5.811 6.155 6.499 6.954 7.298

3.443 3.813 4.167 4.279 4.625 4.969 5.311 5.762 6.104 6.445 6.896 7.237

3.415 3.781 4.132 4.243 4.587 4.927 5.267 5.714 6.053 6.391 6.838 7.176

3.396 3.760 4.109 4.220 4.561 4.900 5.237 5.682 6.019 6.355 6.800 7.136

3.306 3.661 4.001 4.109 4.441 4.771 5.099 5.533 5.861 6.188 6.621 6.949

b2)

VAZÕES DE PICO (m /s)

Vazões Mínimas

Os estudos de vazões mínimas têm por objetivo fornecer subsídios para a definição das vazões sanitária e ecológica nos locais dos aproveitamentos. A “vazão sanitária” refere-se ao valor adequado à manutenção da qualidade da água. Por outro lado, o conceito de “vazão ecológica”, hoje considerado mais adequado, leva em conta os usos múltiplos da água a jusante da barragem, a sustentabilidade ecológica e a qualidade ambiental dos corpos d’água, podendo ser influenciada pelo regime hidrológico, processos ecológicos e, principalmente, pelo uso humano e dessedentação animal, uso industrial, irrigação e diluição para fontes poluidoras, como esgotos domésticos e agrotóxicos, além da utilização hidroviária, quando ocorrente. O estudo das vazões mínimas foi baseado nas seguintes análises: • das vazões mínimas históricas e vazões com 95% de permanência; • das vazões mínimas mensais e vazões mensais com 95% de permanência; • das vazões mínimas de 7 dias consecutivos e período de retorno de 10 anos (Q7,10). As vazões mínimas históricas foram obtidas do histórico das vazões médias mensais estabelecidas em cada um dos locais inventariados, abrangendo o período de Janeiro de 1930 a Dezembro de 2005 (vide alínea a). As vazões com 95% de permanência, por sua vez, foram obtidas das curvas de permanência das vazões médias mensais, construídas para cada local de aproveitamento (vide alínea e). As vazões mínimas mensais foram obtidas a partir das séries de vazões médias mensais estabelecidas nos locais inventariados, abrangendo o período de Janeiro de 1930 a Dezembro de 2005 (vide alínea a). Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 111 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 O estudo de vazões mínimas é apresentado de forma detalhada no Item 4.4.2 do Capítulo 4 do Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos (Volume 10/22). O Quadro 3.1.2.5-14 mostra, para cada local de aproveitamento, a vazão mínima de 7 dias consecutivos e tempo de retorno de 10 anos (Q7,10). Quadro 3.1.2.5-14 - Vazões Mínimas de 7 Dias Consecutivos e TR = 10 Anos

c)

Aproveitamento

Q7,10 3 (m /s)

TPJ-325

2.727

TPJ-445 TPJ-685

2.711 2.643

JMX-043

38,6

JMX-063

36,7

JMX-133

21,2

JMX-166

15,6

JMX-183

15,3

JMX-199

14,9

JMX-212

14,7

JMX-257

13,7

Curvas Cota x Área x Volume

As curvas cota x área x volume dos reservatórios foram definidas com base nos elementos planialtimétricos das respectivas bacias de acumulação, extraídos de restituições aerofotogramétricas e levantamentos topobatimétricos efetuados durante as campanhas de levantamento de campo. Para cada um dos aproveitamentos foram definidos, a partir de planimetria sobre as curvas de nível disponíveis, os valores da área da superfície líquida do reservatório para diversas cotas do nível d’água. Posteriormente, efetuou-se o cálculo do volume contido entre duas curvas de nível sucessivas partindo-se da equação do volume do tronco de pirâmide e, em seguida, obteve-se o volume correspondente a cada cota do nível d’água por acumulação dos valores anteriores. Tal procedimento permitiu a obtenção da curva cota x área do aproveitamento. Os valores resultantes dos processamentos realizados são apresentados nos quadros 3.1.2.5-15 a 3.1.2.2-25. Maiores detalhes da metodologia empregada são apresentados no Capítulo 4 – Item 4.3.2 do Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos (Volume 10/22).

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 112 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.1.2.5-15 - Curva Cota – Área – Volume Aproveitamento TPJ - 325 6

3

COTA (m)

ÁREA (km²)

VOLUME (10 m )

25

21,72

0,00

30

59,00

194,20

35

185,01

775,01

40

354,97

2.102,09

45

556,82

4.362,71

50

722,25

7.553,83

55

975,45

11.782,26

60

1.448,36

17.802,97

65

1.861,05

26.054,97

66

2.047,90

28.008,70

70

2.762,11

37.593,16

Quadro 3.2.2.5-16 - Curva Cota – Área – Volume Aproveitamento TPJ - 445 6

3

ÁREA (km )

VOLUME (10 m )

45

0,00

0,00

50

7,57

12,62

55

102,45

242,42

60

296,97

1.198,84

65

597,77

3.392,28

66

646,30

4.014,15

70

992,68

7.267,43

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

2

COTA (m)

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 113 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.2.2.5-17 - Curva Cota – Área – Volume Aproveitamento TPJ - 685 2

6

3

COTA (m)

ÁREA (km )

VOLUME (10 m )

70

0,00

0,00

75

19,30

32,17

80

116,41

337,36

85

161,43

1.028,90

90

211,15

1.957,56

95

413,82

3.491,83

96

616,23

4.003,51

100

1.773,23

8.564,62

Quadro 3.2.2.5-18 - Curva Cota – Área – Volume Aproveitamento JMX - 043 2

6

3

COTA (m)

ÁREA (km )

VOLUME (10 m )

50

0,41

0,55

55

12,80

26,41

60

30,93

132,46

65

41,34

312,50

70

57,04

557,39

75

115,54

980,32

80

223,45

1.813,08

84

385,12

3.015,65

85

420,00

3.418,08

90

639,44

6.047,55

Quadro 3.2.2.5-19 - Curva Cota – Área – Volume Aproveitamento JMX - 063 6

3

ÁREA (km )

VOLUME (10 m )

65

0,00

0,00

70

3,63

6,06

75

46,28

110,86

80

138,46

552,19

84

284,13

1.380,10

85

311,91

1.678,00

90

519,34

3.734,20

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

2

COTA (m)

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 114 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 3.2.2.5-20 - Curva Cota – Área – Volume Aproveitamento JMX - 133 6

3

ÁREA (km )

VOLUME (10 m )

75

0,00

0,00

80

15,08

25,14

84

74,60

189,44

85

84,63

269,01

90

154,32

857,73

95

189,17

1.714,98

100

222,16

2.742,18

105

249,02

3.919,50

110

278,55

5.237,75

115

309,58

6.707,40

119

340,19

8.006,47

120

352,82

8.352,95

125

390,54

10.210,55

128

413,07

11.415,80

129

419,65

11.832,16

130

425,32

12.254,16

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

2

COTA (m)

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 115 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 3.2.2.5-21- Curva Cota – Área – Volume Aproveitamento JMX - 166 6

3

ÁREA (km )

VOLUME (10 m )

90

0,57

1,42

95

0,92

5,10

100

1,93

12,06

105

2,66

23,48

110

4,84

41,95

115

8,34

74,49

119

12,20

115,33

120

14,44

128,63

125

23,66

222,95

128

28,93

301,71

129

30,25

331,31

130

32,01

362,43

135

43,56

550,62

140

58,75

805,43

143

74,45

1.004,76

145

82,08

1.161,22

150

114,88

1.651,33

155

163,35

2.343,35

160

213,06

3.281,63

165

277,51

4.504,50

170

360,39

6.094,73

175

462,34

8.146,27

176

486,74

8.620,76

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

2

COTA (m)

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 116 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 3.2.2.5-22- Curva Cota – Área – Volume Aproveitamento JMX - 183 2

6

3

COTA (m)

ÁREA (km )

VOLUME (10 m )

120

1,67

0,56

125

8,49

23,79

128

11,36

53,45

130

13,16

77,95

135

20,05

160,39

140

29,59

283,73

143

37,95

384,79

145

45,49

468,12

150

69,14

752,64

155

103,36

1.181,02

160

138,89

1.784,47

165

188,01

2.598,63

170

251,12

3.692,65

175

333,63

5.149,66

176

361,74

5.497,25

180

484,97

7.184,66

Quadro 3.2.2.5-23 - Curva Cota – Área – Volume Aproveitamento JMX - 199 6

3

ÁREA (km )

VOLUME (10 m )

130

0,59

0,00

135

2,68

7,54

140

5,83

28,31

143

8,41

49,55

145

12,10

69,95

150

22,54

155,21

155

36,72

301,94

160

54,48

528,49

165

83,67

871,26

170

131,69

1.405,14

175

201,00

2.230,78

176

223,74

2.443,05

180

335,69

3.554,39

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

2

COTA (m)

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 117 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 3.2.2.5-24 - Curva Cota – Área – Volume Aproveitamento JMX - 212 2

6

3

COTA (m)

ÁREA (km )

VOLUME (10 m )

145

0,81

2,69

150

1,92

9,32

155

2,74

20,91

160

3,95

37,53

165

15,32

82,61

170

46,46

230,04

175

100,35

588,52

176

116,50

696,84

180

211,15

1.342,83

Quadro 3.2.2.5-25 - Curva Cota – Área – Volume Aproveitamento JMX - 257

d)

2

6

3

COTA (m)

ÁREA (km )

VOLUME (10 m )

175

4,04

0,00

176

7,94

5,88

180

40,71

94,73

185

160,37

564,54

190

426,06

1.977,59

195

914,56

5.252,34

Curvas de Descarga nos Canais de Fuga

Na definição das curvas de descarga dos canais de fuga dos locais inventariados foram adotados os critérios e procedimentos recomendados pelo Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas (Eletrobrás, 1997). A metodologia geral empregada na definição destas curvas apoiou-se no estabelecimento de correlações de níveis e vazões com outros postos conhecidos, utilizando-se como base as curvas-chave disponíveis em postos fluviométricos da bacia do rio Tapajós e as leituras de nível d’água realizadas nos locais de interesse e admitindo-se, quando necessário, o incremento de vazões, dado pela relação de áreas de drenagem.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 118 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 d1) •

Locais de Aproveitamento no Rio Tapajós Aproveitamentos TPJ-325 e TPJ-445 O barramento principal do rio Tapajós no eixo TPJ-325, está previsto a montante da cachoeira de São Luiz do Tapajós, de forma a preservá-la em sua totalidade. A casa de força principal, por sua vez, situa-se a jusante das cachoeiras, de forma a aproveitar energeticamente também a queda natural do local. Junto ao barramento principal foi disposta uma casa de força complementar, visando o aproveitamento energético da vazão ecológica que será assegurada no local. No estabelecimento das curvas de descarga dos canais de fuga nos eixos TPJ-325 e TPJ-445, foram utilizados os seguintes dados de entrada: Curva chave na estação fluviométrica Acará do Tapajós (Código ANA 17650002); Leituras de régua nas estações fluviométricas Acará do Tapajós e Jatobá, realizadas no período de Janeiro a maio de 2007; Leituras de nível d’água efetuadas nas réguas limnimétricas implantadas nos locais dos canais de fuga. A determinação das curvas de descarga é descrita de forma detalhada no item 4.3.3 do Capítulo 4 do Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos (Volume 10/22). Na seqüência são apresentadas as equações das curvas definidas para os locais citados, considerando também a localização da casa de força complementar do eixo TPJ-325. TPJ-325 – Casa de Força Principal: Q = 1,8104113 x NA3,3971054 (NA < 16,67 m) Q = 0,2193611 x NA4,1472267 (NA > 16,67 m) TPJ-325 – Casa de Força Complementar (margem direita): Q = 5.486,82 x NA – 129.016,61 (NA < 25,96 m) Q = 0,2784356 x (NA – 18)5,1927327 (NA > 25,96 m) TPJ-445: Q = 4.071,48 x NA – 174.335,05 (NA < 45,62 m) Q = 15,6358151 x (NA – 37)3,061769 (NA > 45,62 m)

Aproveitamento TPJ-445 Montante

A definição da curva-chave no eixo TPJ–445 (M) fundamentou-se no estabelecimento de relação entre as cotas do nível d’água nesse local e no sítio TPJ-445, situado a cerca de 5 km de distância do eixo em questão. Para tanto, contou-se com as leituras de régua efetuadas nesses locais no período de setembro a dezembro de 2007. Foi feita uma análise prévia de consistência dessas leituras, a fim de se eliminar valores espúrios nas séries de dados. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 119 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 A descrição detalhada do processo de definição da curva-chave no sítio TPJ-445 (M) é feita no Item 4.3.3.1 do Capítulo 4 do Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos (Volume 10/22). A Curva de descarga está definida pelas equações a seguir. TPJ-445 (M): Q = 4.559,96 x NA – 216.093,23 (NA < 49,92 m) Q = 742,6951085 x (NA – 44,97)1,7166339 (NA > 49,92 m) •

Aproveitamento TPJ-685

O definição da curva chave do canal de fuga no eixo TPJ-685 não seguiu mesmo o procedimento adotado nos demais eixos do rio Tapajós, por não se dispor de um número suficiente de dados de leitura de régua que permitisse a definição de uma correlação entre os níveis d’água em estações fluviométricas da bacia e no local do aproveitamento. Os dados de entrada utilizados para a definição da curva de descarga no eixo TPJ-685 foram: Curva de descarga na estação fluviométrica Barra do São Manuel - Jusante (Código ANA = 17430000), que pode ser representada pela expressão 1,87817669 Q = 0,03714715 x (Cota + 100) Leituras de régua no eixo TPJ-685 realizadas no período de agosto a novembro de 2007. A curva de descarga no local inventariado foi obtida através da curva regional estabelecida a partir dos dados da estação Barra do São Manuel, tendo-se utilizado a MLT – Média de Longo Período como fator de regionalização. O posicionamento da curva-chave foi então realizado utilizando-se os pares de pontos, nível d’água-vazão, disponíveis no local do eixo. Os dados de nível d’água no local inventariado foram obtidos das campanhas de medição realizadas. Os correspondentes valores de vazão, por sua vez, foram obtidos por transferência das vazões medidas na estação Barra do São Manuel, através de relação entre as séries de vazões médias mensais nestes locais, resultando na equação a seguir. TPJ-685: Q = 225,6860505 x (NA – 62,77) d2) •

1,8781767

Locais de Aproveitamento no Rio Jamanxim Aproveitamentos JMX-043, JMX-063, JMX-133, JMX-166 e JMX-183

Para a definição das curvas de descarga foram utilizados os seguintes dados: − Curvas-chave nas estações fluviométricas Jamanxim (Código ANA = 17680000) e Jardim do Ouro (Código ANA = 17675000), representadas pelas expressões: 1,39571876

Jamanxim: Q = 198,91585311 x (NA - 140,3855)

Jardim do Ouro: Q = 149,2706679 x (NA - 171,160) Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

1,5064598

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 120 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 − Leituras de nível d’água nas estações fluviométricas Jamanxim e Jardim do Ouro realizadas no período de outubro/2005 a maio/2007. − Leituras de nível d’água efetuadas nas réguas limnimétricas implantadas nos locais dos canais de fuga, realizadas no período de setembro/2006 a setembro/2007, e as correspondentes leituras na estação fluviométrica Jamanxim, conforme apresentado no Anexo 1 do Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos (Volume 11/22). Para cada um dos locais inventariados, admitiu-se uma curva do tipo potencial e ajustou-se uma primeira equação, partindo-se dos seguintes elementos: curva chave na estação Jamanxim; relação entre as vazões nesta estação e no local inventariado; e, relação entre os níveis d’água nestes mesmos locais. A relação entre as vazões na estação Jamanxim e em cada local de interesse foi estabelecida por proporcionalidade de áreas de drenagem. A relação entre os níveis d’água, por sua vez, foi estabelecida a partir das leituras de régua efetuadas em cada local inventariado e das correspondentes leituras na estação fluviométrica. Foi realizada uma análise prévia de consistência das leituras nos locais de aproveitamento e na estação Jamanxim, a fim de se identificar e eliminar valores espúrios nas séries de dados. Num passo seguinte, foi ajustada uma segunda equação para a curva de descarga no local inventariado, de maneira análoga à descrita anteriormente, porém partindo-se das seguintes informações: curva-chave na estação Jardim do Ouro; relação entre as vazões nesta estação e no local inventariado; relação entre os níveis d’água nas estações Jamanxim e Jardim do Ouro; e, relação entre os níveis d’água na estação Jamanxim e no local de interesse. Em razão da insuficiência de leituras simultâneas de régua na estação Jardim do Ouro e nos locais inventariados, foi necessário um passo adicional para o ajuste desta segunda equação, que correspondeu ao estabelecimento de correlação linear entre os níveis d’água observados nas estações Jamanxim e Jardim do Ouro. A descrição pormenorizada da definição das curvas de descarga é apresentada no Item 4.3.3 do Capítulo 4 do Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos (Volume 10/22). As equações definidas para cada local são apresentadas a seguir. JMX-043: Q = 213,4963291 x (NA – 45,15)1,4491685 JMX-063: Q = 283,3050647 x (NA – 64,52)1,4513733 JMX-133: Q = 187,6867972 x (NA – 75,25)1,4502131 JMx-166 (J): Q = 127,2310642 x (NA – 79,56)1,4509837 Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 121 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 JMX-183: Q = 185,9414443 x (NA – 115,30) •

1,4463621

Aproveitamentos JMX-199 e JMX-212, no rio Jamanxim

O estabelecimento da curva chave do canal de fuga nos eixos JMX-199 e JMX-212 não seguiu o mesmo procedimento adotado nos demais eixos do rio Jamanxim, por não se dispor de um número suficiente de leituras de régua nestes locais que permitisse a definição de uma relação entre os níveis d’água na estação fluviométrica Jamanxim e nos locais dos aproveitamentos. Para estes eixos os dados de entrada utilizados foram: − Curvas-chave nas estações fluviométricas Jamanxim e Jardim do Ouro; − Leituras de régua nos locais inventariados realizadas no período de junho a novembro de 2007. As curvas de descarga nos locais inventariados foram obtidas através da curva regional estabelecida a partir dos dados das estações Jamanxim e Jardim do Ouro, tendo-se utilizado a MLT – Média de Longo Período como fator de regionalização. O posicionamento das curvas de descarga foi então realizado utilizando-se os pares de pontos, nível d’águavazão, disponíveis nos locais dos eixos. Os dados de nível d’água em cada local inventariado foram obtidos das campanhas de medição realizadas entre junho e novembro de 2007. Os correspondentes valores de vazão, por sua vez, foram obtidos por transferência das vazões medidas na estação Jamanxim através de relação entre áreas de drenagem. JMX-199: Q = 172,4756638 x (NA – 124,40)1,4465865 JMX-212: Q = 171,2546529 x (NA – 138,20)1,4465865 •

Aproveitamento JMX-257, no rio Jamanxim

A curva de descarga no eixo JMX-257 coincide com a curva já disponível na estação fluviométrica Jardim do Ouro. JMX-257: Q = 149,2706679 x (NA – 171,16)1,5064598 e)

Curvas de Permanência

Na elaboração dessas curvas foram utilizadas as séries de vazões médias mensais estabelecidas conforme descrito na alínea a, abrangendo o período de janeiro de 1930 a dezembro de 2005. No Quadro 3.1.2.2-26 são apresentados os resultados numéricos correspondentes a alguns valores apurados no processamento. A representação das curvas de permanência de Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 122 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 vazões médias mensais para cada um dos locais de aproveitamento considerados nos estudos encontram-se no Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos (Volume 10/22). Quadro 3.1.2.5-26 – Permanência de Vazões Médias Mensais 3

EIXO

f)

VAZÕES MÉDIAS MENSAIS (m /s) 10%

20%

30%

40%

50%

60%

70%

80%

90%

100%

TPJ-325

26.349

21.336

17.422

13.146

10.035

6.998

5.215

4.176

3.592

2.661

TPJ-445

20.873

17.006

13.998

10.759

8.382

6.025

4.744

3.895

3.408

2.617

TPJ-685

17.518

14.509

11.743

9.126

7.013

5.240

4.215

3.613

3.225

2.573

JMX-043

4.800

3.706

2.764

1.951

1.195

694

381

225

119

31

JMX-063

4.755

3.671

2.738

1.933

1.184

688

378

223

118

30

JMX-133

4.039

3.119

2.326

1.642

1.006

584

321

190

100

26

JMX-166

3.379

2.609

1.946

1.374

842

489

268

159

84

22

JMX-183

3.346

2.583

1.927

1.360

833

484

266

157

83

21

JMX-199

3.313

2.558

1.908

1.347

825

479

263

156

82

21

JMX-212

3.283

2.535

1.891

1.335

818

475

261

154

82

21

JMX-257

3.173

2.450

1.827

1.290

790

459

252

149

79

20

Assoreamento e Vida Útil

As análises tiveram a finalidade de avaliar o aporte de sedimentos ao reservatório de cada um dos eixos selecionados nos rios Tapajós e Jamanxim com o objetivo de se estimar a sua vida útil e, também, estabelecer as ações preventivas a serem consideradas no controle de sedimentos. Os dados utilizados nos estudos abrangem medições de descarga sólida em suspensão provenientes das seguintes fontes: • Rede de estações fluviométricas existentes na área da bacia do rio Tapajós e bacias limítrofes, operada pela ANA - Agência Nacional de Águas, conforme apresentado no Capítulos 2.1.2; • Campanhas de levantamentos sedimentométricos desenvolvidas no âmbito do presente estudo de inventário hidrelétrico, conforme apresentado no Capítulo 3.1.2.4. Dentre as 12 estações fluviométricas com disponibilidade de medições sólidas que compõem a rede fluviométrica considerada nos estudos, 7 foram selecionadas para as presentes análises, em função da quantidade de medições e da qualidade das informações coletadas. Tais estações são relacionadas no Quadro 3.1.2.5-27.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 123 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.1.2.5-27 – Estações Consideradas nos Estudos Código ANA

Estação

Entidade

Rio

Área de Drenagem 2 (km )

Nº de Medições

Período

17090000

Boca do Inferno

ANA

Curuá

20.803

192

08/77 a 06/07

17093000

Fontanilhas

ANA

Juruena

57.407

41

07/96 a 08/05

17120000

Porto dos Gaúchos

ANA

Arinos

36.928

41

09/96 a 07/06

17380000

Jusante Foz Peixoto de Azevedo

ANA

Teles Pires

82.014

43

07/96 a 10/05

17430000

Barra do São Manuel - Jusante

ANA

Tapajós

332.649

24

04/96 a 07/06

17650000

Jatobá

ANA

Tapajós

386.711

20

08/77 a 11/82

17730000

Itaituba

ANA

Tapajós

458.053

18

10/92 a 06/06

Os dados das medições de descarga sólida em suspensão nestas estações constam do no Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos (Volumes 12/22, 13/22 e 14/22). f 1)

Cálculo do Deflúvio Médio Anual

A partir de dados sedimentométricos disponíveis, foram estimadas as descargas sólidas totais através da sistemática preconizada pelo método simplificado de Colby, traduzida pelas seguintes expressões: Qst = Qsm + Qnm Qsm = 0,0864 x Q x Cs Qnm = qnm x K x L onde: Qst = descarga sólida total, em t/dia; Qsm = descarga sólida medida, em t/dia; Qnm = descarga sólida não medida, em t/dia; Q = descarga líquida, em m3/s; Cs = concentração de sólido em suspensão medida, em ppm; qnm = descarga sólida não medida aproximada, em t/dia; K = fator de correção; e L = largura do rio, em m. O valor de Qnm corresponde à descarga de arrasto somada à descarga não amostrada, sendo definida com o auxílio de ábacos a partir da velocidade média, da profundidade média, da concentração do sólido em suspensão medida e da largura da seção. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 124 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Com base nesta sistemática apresenta-se no Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos, em seu Anexo 2 (Volume 17/22), o resumo do cálculo da descarga sólida total, tendo como subsídio os dados disponíveis na rede de estações fluviométricas. A partir da citada série de valores procedeu-se ao estabelecimento de uma curva-chave de sedimentos, onde são correlacionadas as medições de descarga sólida e as medições de descarga líquida, expressa através da seguinte expressão: Qsólida = a x [Qliquida]n onde: Qsólida é a descarga sólida, em ton/dia/km2 Qliquida é a descarga líquida, em m3/s/km2 a e n são os coeficientes resultantes do processo de correlação Com base nos dados sedimentométricos disponíveis foram estabelecidas relações funcionais sintetizadas através da regressão dos logaritmos das descargas sólidas sobre os logaritmos das correspondentes descargas líquidas, obtendo-se duas famílias de curvaschave de sedimentos. Qsólida = 2,49950 x Qlíquida 1,14661

para

Qlíquida ≤ 0,0121864 m3/s/km2

Qsólida = 89,47907 x Qlíquida 1,95840

para

Qlíquida > 0,0121864 m3/s/km2

Com base nessas equações, foram calculados os valores da descarga sólida em suspensão, a partir da série de vazões médias mensais afluentes a cada eixo inventariado, definida para o período de janeiro de 1931 a dezembro de 2005, os quais são apresentados no Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos (Volume 17/22). No quadro 3.1.2.5-28 são apresentados os valores médios anuais de descarga sólida total para os eixos inventariados. Quadro 3.1.2.5-28 – Descarga Sólida Total

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

Eixo

Descarga sólida (ton/ano)

TPJ-325 TPJ-445 TPJ-685 JMX-043 JMX-063 JMX-133 JMX-166 JMX-183 JMX-199 JMX-212 JMX-257

19.824.921 14.961.194 11.966.831 4.794.440 4.749.423 4.034.516 3.375.096 3.341.652 3.309.431 3.275.559 3.169.421

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 125 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 f 2)

Estimativa da Retenção de Sedimentos nos Reservatórios

A relação entre o volume armazenado em cada reservatório, até a cota do nível d’água máximo normal de operação, e o volume médio anual das vazões líquidas afluentes é utilizado para avaliar a eficiência de retenção de sedimentos, definida pela razão entre a descarga sólida que fica retida no reservatório e a descarga total afluente. Com base na característica de cada aproveitamento foi calculada a relação: [capacidade do reservatório] / [volume afluente anual] a partir da qual, empregando-se a curva de eficiência de retenção de sedimentos em reservatórios, de acordo com o estabelecido por Brune, obteve-se o valor percentual de sedimentos retidos, conforme apresentado no Quadro 3.1.2.5-29. Quadro 3.1.2.5-29 – Estimativa de Retenção de Sedimentos

f 3)

Eixo

Vazão média LP 3 (m /s)

Volume Afluente Anual 6 3 (10 m )

TPJ-325

12.657

TPJ-325

N.A. Máximo Normal do Reservatório

Relação Cap./Vafl.

Retenção de Sedimento (%)

Cota (m)

Capacidade 6 3 (10 m )

399.425

50,0

7.554

0,0189

58

12.657

399.425

66,0

28.009

0,0701

81

TPJ-445

10.390

327.883

66,0

4.014

0,0122

48

TPJ-685

8.879

280.200

96,0

4.004

0,0143

53

JMX-043

1.934

61.032

80,0

1.813

0,0297

68

JMX-043

1.934

61.032

85,0

3.418

0,0560

79

JMX-063

1.916

60.464

85,0

1.678

0,0278

64

JMX-133

1.628

51.376

120,0

8.353

0,1626

90

JMX-133

1.628

51.376

129,0

11.832

0,2303

94

JMX-166

1.362

42.981

120,0

129

0,0030

10

JMX-166

1.362

42.981

129,0

331

0,0077

38

JMX-166

1.362

42.981

143,0

1.005

0,0234

63

JMX-166

1.362

42.981

176,0

8.621

0,2006

92

JMX-183

1.348

42.540

143,0

385

0,0091

41

JMX-183

1.348

42.540

176,0

5.497

0,1292

88

JMX-199

1.335

42.129

176,0

2.443

0,0580

80

JMX-212

1.323

41.751

176,0

697

0,0167

57

JMX-257

1.279

40.362

190,0

1.978

0,0490

75

Estimativa da Carga Anual de Sedimentos Retidos nos Reservatórios

Com base no valor percentual de retenção de sedimentos em cada eixo inventariado, foram estimadas as cargas anuais de sólidos retidos em cada reservatório, considerando-se a Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 126 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 operação de forma isolada (primeira adição), conforme mostrado no Quadro 3.1.2.5-30. Os cálculos admitem que 20% da descarga sólida total é constituída pela parcela de arraste de fundo, cujo montante foi considerado integralmente retido no reservatório. Quadro 3.1.2.5-30 – Estimativa de Carga Anual de Assoreamento Aproveitamento

f 4)

Eixo

NA Máx. Normal (m)

Descarga Sólida Total (ton/ano)

Sólidos Totais Retidos (ton/ano)

TPJ-325

46,0

19.824.921

13.163.747

TPJ-325

66,0

19.824.921

16.811.533

TPJ-445

66,0

14.961.194

8.737.337

TPJ-685

96,0

11.966.831

7.467.302

JMX-043

80,0

4.794.440

3.567.063

JMX-043

85,0

4.794.440

3.988.974

JMX-063

85,0

4.749.423

3.381.589

JMX-133

120,0

4.034.516

3.711.755

JMX-133

129,0

4.034.516

3.840.859

JMX-166

120,0

3.375.096

945.027

JMX-166

129,0

3.375.096

1.701.048

JMX-166

143,0

3.375.096

2.376.068

JMX-166

176,0

3.375.096

3.159.090

JMX-183

143,0

3.341.652

1.764.392

JMX-183

176,0

3.341.652

3.020.853

JMX-199

176,0

3.309.431

2.779.922

JMX-212

176,0

3.279.559

2.151.391

JMX-257

190,0

3.169.421

2.535.537

Avaliação da Altura de Sedimento no Pé da Barragem

O modelo da avaliação adota a sistemática proposta por Borland & Miller, e que foi desenvolvido semi-empiricamente a partir de dados coletados de diversos reservatórios dos EUA, considera que existe uma relação entre a forma do reservatório e a porcentagem de sedimentos depositados ao longo do leito em diversas alturas do lago. Os resultados numéricos, considerando-se um tempo de operação de 100 anos, são detalhados no Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos (Volume 17/22). No Quadro 3.1.2.5-31 são apresentados os resultados finais dos cálculos para cada aproveitamento, operando isoladamente (primeira adição). Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 127 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 O sedimento que se deposita no reservatório tem uma distribuição que depende de fatores relacionados à sua dimensão e tipos de partícula. As partículas mais pesadas, que geralmente são transportadas por arrasto, são depositadas na entrada do reservatório e as menores avançam mais para o interior do reservatório formando uma seqüência de deltas de acumulação evoluindo em direção ao eixo e acumulando junto à estrutura da barragem. Quadro 3.1.2.5-31 - Altura do Depósito de Sedimento no Pé da Barragem Cota da Cota do Cota N.A. Altura do Soleira da Vida Útil Sedimento Máx. Normal Sedimento Tomada Aproveitamento (100 anos) d’água (anos) (m) (m) (m) (m) 66,00

10,0

36,00

25

210

50,00

12,0

24,80

27

82

TPJ-445

66,00

15,0

28,00

50

Ver nota

TPJ-685

96,00

20,0

64,00

75

45

85,00

13,0

57,90

53

138

80,00

13,0

54,70

53

113

85,00

13,0

59,40

73

Ver nota

129,00

9,0

90,10

84

168

120,00

9,0

84,20

84

102

120,00

33,0

95,00

103

76

129,00

32,0

104,00

102

106

143,00

30,0

118,90

100

163

176,00

20,0

127,00

90

285

176,00

12,0

134,60

117

247

143,00

14,0

119,50

119

104

JMX-199

176,00

70,0

137,00

137

100

JMX-212

176,00

33,0

143,50

163

58

JMX-257

190,00

17,0

152,53

177

Ver nota

TPJ-325

JMX-043 JMX-063 JMX-133

JMX-166

JMX-183

Nota: A disposição do arranjo das estruturas hidráulicas, com a soleira da tomada d’água situada em cota abaixo do fundo do rio, como observado para os aproveitamentos TPJ-445, JMX-063 e JMX-257, faz com que os sedimentos transportados pelo rio passem na tomada d’água e pelas unidades geradoras, sendo assim veiculados para jusante da usina.

f 5)

Controle de Sedimentos

As áreas laterais com maiores cargas potenciais de sedimentos são aquelas que detêm em sua bacia de contribuição, maior quantitativo de parcelas consideradas de alta vulnerabilidade à erosão natural.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 128 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Na área de influência dos aproveitamentos inventariados do rio Tapajós, destaca-se o rio Crepori, afluente da margem direita, que se apresenta com alto nível de degradação, em função das atividades garimpeiras e que potencializam a produção de uma grande quantidade de sedimentos. Dentre os empreendimentos inventariados, observa-se que os eixos JMX-257, JMX-063 e TPJ-445, se situam em áreas potencialmente mais suscetíveis a produção de sedimentos. Por sua vez, no rio Tapajós, o aproveitamento TPJ-325 apresenta-se como de menor potencial de carga sedimentométrica por razões semelhantes, enquanto os demais se encontram em situação intermediária por conterem pequeno quantitativo de terrenos com estas características. Um dos fatores que podem alterar a dinâmica atual na produção de sedimentos é a tendência atual de avanço da fronteira agrícola. A experiência mostra que o principal agente condutor dos processos erosivos é a ação antrópica, que rompe o equilíbrio natural dos ambientes, com a retirada da vegetação natural. Em seguida aos desmatamentos sucedemse formas diversas de manejo, onde os solos ficam expostos e à mercê dos fenômenos erosivos. Mesmo que lhes sejam dadas diversas destinações após os desmatamentos, na realidade apenas se alterna a intensidade de agressão às terras e, por conseguinte, a intensidade de atuação dos processos erosivos. Sob esta ótica, é natural pensar que as alternativas de barramento que detiverem em sua bacia de contribuição o maior quantitativo de terras com boa potencialidade para lavouras cíclicas, serão potencialmente as mais atingidas por aporte de sedimentos e agrotóxicos, salvo se estas terras forem protegidas por algum instrumento legal. Dentre as diversas atividades agropastoris, algumas são consideradas mais agressivas por expor mais os solos, ou revolve-los mais, como é o caso da agricultura de lavouras de ciclo curto mecanizadas, e outras que são consideradas mais protetoras, como é o caso de pastagens e reflorestamentos. Acrescenta-se, também, que dentro dos limites do reservatório são adotadas medidas preventivas que contribuirão para a redução do assoreamento do reservatório. Dentre estas ações, cita-se a proteção das margens do reservatório recobrindo-as com mata ciliar. No âmbito da bacia hidrográfica, o controle de erosão demanda um planejamento que, na maioria dos casos, é de difícil operacionalidade, devendo ser feito com auxilio das entidades que operam na região. Esse controle, envolvendo a legislação setorial específica e a legislação ambiental, considera, entre outras ações, as práticas de conservação e manejo de uso dos solos na agricultura, das faixas de estradas, de áreas urbanas e de outros usos. 3.1.3. Geologia e Geotecnia Para o desenvolvimento das atividades buscou-se, primeiramente, o levantamento dos dados disponíveis referentes à área de estudo, bem como os materiais de apoio logístico e cartográfico, a saber: bibliografias específicas, mapas temáticos, cartas topográficas, imagens de satélite, fotografias aéreas, etc. Associadas a esses levantamentos foram realizadas visitas técnicas de reconhecimento (aéreas e terrestres), em toda a área estudada e em diversos potenciais eixos, de modo a subsidiar o desenvolvimento dos trabalhos. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 129 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Após a definição dos diversos sítios a serem detalhados, bem como as variantes dos eixos nesses sítios, foram desenvolvidos trabalhos de foto interpretação geológica de maneira a subsidiar o planejamento das atividades de campo subseqüentes. Os trabalhos de campo foram desenvolvidos em etapas distintas: Inicialmente, por Centrais Elétricas do Norte do Brasil S. A. – Eletronorte / IESA no período de 1986 a 1991; pela Eletronorte entre 2003 e 2006; e, finalmente, por Eletronorte / CNEC em 2007 – 2008. Foram também utilizados os resultados de investigações geológico-geotécnicas (poços de inspeção, sondagens a trado e sondagens rotativas) efetuadas nos arredores dos eixos TPJ-325 pela AHIMOR entre 1997 e 1999 durante os Estudos da Hidrovia do Tapajós. Os detalhes a respeito da geologia tanto regional, como no local dos sítios de barramentos são apresentados no Apêndice B – Estudos Geológicos e Geotécnicos, (Volume 9/22). Os itens 3.1.3.1 a 3.1.3.3, a seguir, ilustram os principais pontos desses estudos. 3.1.3.1. Geologia Regional A distribuição espacial das unidades geológicas presentes na bacia hidrográfica do rio Tapajós e Jamanxim é mostrada no desenho EG219-GE.77-MP.0002, constante do Apêndice D – Estudos Ambientais – Tomo 4 – Estudos Ambientais – Anexos (Volume 21/22). Uma descrição mais detalhada das características geológicas da Bacia Hidrográfica, assim como da caracterização geomorfológica da área, é apresentada no Apêndice B – Estudos Geológicos e Geotécnicos (Volume 9/22) e no Apêndice D – Estudos Ambientais – Parte 1 (Volume 18/22). A maior parte da área da bacia está assente sobre rochas ígneas e metamórficas do Embasamento Cristalino do Cratón Amazônico e seus extremos encontram-se sobre litologias sedimentares, a montante na bacia do Alto Tapajós e a jusante na bacia do Amazonas, tal como apresentado no encarte tectônico na Figura 3.1.3.1-1. As litologias formadoras do embasamento regional são de idade Pré-Cambriana, constituídas de rochas granitóides (granitos, sienogranitos, granodioritos, etc), extrusivas ácidas (riolito, quartzo-pórfiro), vulcano-sedimentares (ignibritos, tufos ácidos), além de rochas sedimentares e metassedimentares. Em seus extremos, ocorrem as rochas sedimentares de idade Fanerozóica, (arenitos, siltitos, argilitos, tufos), com predomínio dos sedimentos terciários na porção inferior da bacia junto à sua foz. Sedimentos aluvionares recentes, predominantemente arenosos ocorrem ao longo de toda calha do rio. Tanto as rochas constituintes do embasamento quanto às da Formação Borrachudo, dão origem a maciços rochosos com boas características geomecânicas, podendo ser considerados adequados como rocha de fundação. A bacia do rio Tapajós está inserida na porção central do Cratón Amazônico na província mineral do Tapajós consolidada no Arqueano e limitada pela Bacia Sedimentar Amazônica e Bacia Sedimentar do Alto Tapajós, com retrabalhamento durante o ciclo Transamazônico com reativações no Mesoproterozóico e intrusões básicas no Ciclo Brasiliano.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 130 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Na interface entre o Arqueano e o Paleoproterozóico eventos compartimentaram a região em blocos crustais amalgamados, separando-os em zonas suturadas por eventos colisionais. Ocorrendo posteriormente processos de pré-rupturas continentais com a movimentação de blocos através de falhas normais e transcorrentes, ocasionando a formação de bacias, que se caracterizam por um intenso magmatismo e uma restrita sedimentação. O inicio do Proterozóico se caracteriza por eventos magmáticos intrusivos na região afetada por eventos distensivos, com a instalação de uma extensa seqüência vulcano sedimentar, constituída por sedimentos essencialmente clásticos de ambiente continental, como arenitos, conglomerados, siltitos, argilitos e tufos, que marcam o término desta seqüência vulcano sedimentar recobrindo as rochas magmáticas, conforme apresentado na Figura 3.1.3.1-2.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 131 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 3.1.3.1-1 - Encarte Tectônico da Bacia do Tapajós (Carta Geológica do Brasil ao Milionésimo, escala 1:1.000.000, CPRM - 2004)

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 132 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 As manifestações magmáticas básicas de diabásio ocorreram, em menor escala, nesta fase, no entanto prosseguiram até o final do Neoproterozóico. O Fanerozóico é caracterizado pela intrusão de diques de diabásio (Figura 3.1.3.1-3) e extensas coberturas sedimentares Paleozóicas, constituídas por sedimentos clásticos costeiros em ambiente dominado por maré, com pouca influência fluvial e eventualmente a ocorrência de sedimentos arenosos continentais de origem fluvial. No Terciário e Quaternário ocorrem grandes depósitos aluvionares compostos por sedimentos arenosos (Figura 3.1.3.1-4) e siltosos inconsolidados a parcialmente consolidados, com níveis de cascalho associados (Figura 3.1.3.1-5), decorrentes da grande concentração fluvial, que recobre está região.

Figura 3.1.3.1-2– Eixo JMX-166 - Afloramento de Arenito silicificado

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 133 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 3.1.3.1-3 - Eixo TPJ-445 - Afloramentos de granito da Suíte Maloquinha cortado por dique de diabásio Jurássico

Figura 3.1.3.1-4– Eixo TPJ-685 - Planície aluvionar

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 134 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 3.1.3.1-5– Eixo JMX-257 - Planície aluvionar em material siltoso inconsolidado a parcialmente consolidado, com níveis de cascalho associados

Foram estudados 15 eixos distribuídos em 11 sítios. A maioria, incluindo seus respectivos reservatórios está inteiramente contido no domínio do Embasamento Cristalino (Figura 3.1.3.1-6). A única exceção é o eixo TPJ-685 (Figura 3.1.3.1-7) que se encontra fora da área do embasamento, posicionado sobre os sedimentos do Grupo Curuá – Formação Borrachudo. De modo geral, todos os eixos apresentam ombreiras bem definidas, relativamente curtas e ligeiramente assimétricas, favorecendo a implantação de aproveitamentos hidrelétricos.

Figura 3.1.3.1-6– Eixo TPJ-445 - Afloramentos de rochas granitóides no leito do rio

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 135 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 3.1.3.1-7– Eixo TPJ-685 - Afloramento, siltito arroxeado da Formação Curuá com acamamento sub-horizontal e fraturamento sub-vertical.

3.1.3.2. Levantamentos Realizados As atividades de campo foram planejadas e desenvolvidas de modo a atender às diretrizes do Manual de Inventário de Bacias Hidrográficas, da Eletrobrás, 1997. Para tanto, foram executados: • Sondagens elétricas verticais (SEV); • Seções sísmicas (SS); • Sondagens a trado (ST); • Abertura de poços de inspeção (PI), para a descrição e caracterização dos horizontes superficiais de solo existentes em cada eixo; • Mapeamento geológico da área do entorno de cada eixo; • Pesquisa de fontes de materiais pétreos; • Prospecção e cubagem de jazidas de solo para utilização como material de empréstimo; • Prospecção de depósitos de areia e cascalho para utilização como agregados, filtros e transições. A disposição inicial das investigações foi definida em planta, visando manter um espaçamento mínimo que garantisse uma caracterização confiável da geologia local, adotando-se os seguintes critérios: • Existência ou não de afloramentos nas ombreiras; • Variação litológica ao longo das picadas nas ombreiras; Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 136 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 • Topografia do terreno; • Cota de barramento; • Arranjo com associações entre sondagens elétricas e a trado, com o intuito equalizar as informações obtidas de forma direta e indireta. As investigações diretas foram executadas e descritas conforme normas e orientações da ABGE (Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental), sendo que, para as investigações indiretas, adotaram-se os métodos de refração sísmica para as seções sísmicas (SS) e o arranjo Schlumberger para as sondagens elétricas verticais (SEV). Essas investigações foram dispostas ao longo do eixo de cada alternativa conforme arranjo preestabelecido, e readequadas de modo a garantir a melhor caracterização possível em função dos resultados obtidos e das interferências encontradas na disposição inicial. Foram também utilizadas na prospecção de áreas de empréstimo e na obtenção de dados adicionais para a melhor compreensão do contexto geológico local. Os levantamentos de dados e as investigações foram realizados em três períodos: • Eletronorte – Estudos de Inventário 1987 a 1991 – Desenvolvimento dos primeiros estudos geológico-geotécnicos através de mapeamentos geológicos e execução de investigações de subsuperfície. Foram executadas um total de 99 sondagens a trado com cerca de 600,50 m de perfuração e de 53 SEV, conforme apresentado no Quadro 3.1.3.21. Quadro 3.1.3.2-1 - Quantitativo das Investigações realizadas nas campanhas de 1987-1991 Ano de realização

Sondagem Elétrica Vertical

Unidades

Metragem

TPJ-325 (Jusante) TPJ-325 (Intermediário)

1987 1987

05 07

05 10

19,9 67,4

TPJ-445 (Jusante)

1987

06

06

52,8

TPJ-685

1988

03

05

13,5

JMX-043

1988

04

07

35,1

JMX-063

1988

02

09

64,7

JMX-133

1988

09

15

111,7

JMX-166 (Montante)

1988

03

07

36,3

JMX-183

1988

06

14

82,5

JMX-199

1988

03

11

46,8

JMX-257

1988

05

10

69,8

53

99

600,5

Rio

Tapajós

Eixo

Jamanxim

Total:

Sondagem a Trado

• Eletronorte – 2003 a 2006 – Detalhamento dos estudos de Inventário do eixo TPJ-325, com execução de 24 sondagens a trado perfazendo um total de 134,7 m perfurados, 1 poço de inspeção com 1,17 m e 11,7 km de seções sísmicas. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 137 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 • Eletronorte / CNEC – 2007 – Detalhamento dos Estudos de Inventário dos Eixos TPJ445 (M) e JMX-166 (J) e levantamento de dados para o eixo JMX-212, quando foram executadas 22 sondagens a trado perfazendo um total de 49,0 m perfurados, conforme apresentado no Quadro 3.1.3.2-2.

Quadro 3.1.3.2-2 - Quantitativo das Investigações realizadas na campanha de 2007 Rio Tapajós Jamanxim

Eixo

Ano de Realização

Sondagem a Trado Unidades

Metragem

TPJ-445 (Montante)

2007

06

22,3

JMX-166 (Jusante)

2007

06

15,6

JMX-212

2007

10

11,1

22

49,0

Total:

Os mapeamentos geológicos realizados pela Eletronorte no período entre 1987 e 1989, adotados no presente estudo, foram elaborados a partir de fotointerpretações e da avaliação superficial da área do entorno dos sítios, através de reconhecimento e delimitação dos diversos litotipos existentes no local de seus respectivos solos de alteração e materiais transportados, assim como o levantamento das jazidas de areia, áreas de empréstimo e potenciais pedreiras. A prospecção de solos como fonte de materiais argilosos ocorreu simultaneamente aos trabalhos de mapeamento geológico. Dessa forma, ao ser identificada uma área promissora, essa era investigada objetivando o reconhecimento de suas características, espessura do material potencialmente aproveitável, extensão lateral e profundidade do nível d’água. A prospecção de depósitos de areia foi feita através da descrição dos materiais encontrados nos aluviões caracterizados pelos furos a trado. Os materiais pétreos foram igualmente prospectados durante os trabalhos de mapeamento. Sua pesquisa também se estendeu para alguns locais mais afastados, potencialmente favoráveis, indicados nos mapas geológicos disponíveis, em feições topográficas sugestivas. Estes estudos, norteados pelas diretrizes do Manual de Inventário, devem ser compreendidos como sendo uma aproximação qualitativa, de caráter comparativo em relação às unidades geotécnicas locais e um indicativo para a seleção, programação e condução de investigações geotécnicas de campo e de laboratório, das etapas seguintes. 3.1.3.3. Características Principais dos Sítios Para cada um dos eixos investigados, a planta de localização das investigações e o perfil geológico são apresentados em desenho específico, constante do Apêndice B – Estudos Geológicos e Geotécnicos -Volume 9/22.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 138 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 O Quadro 3.1.3.3-1 apresenta as unidades geológicas presentes nos eixos estudados. Destaca-se que em todos os eixos foram identificadas áreas potenciais para exploração de materiais naturais de construção, suficientes para suprir as necessidades estimadas em projeto. Em praticamente todos os eixos, as rochas de fundação podem ser utilizadas como fonte de material pétreo para enrocamento. Para sua utilização como agregado para concreto, filtros e transições deverão ser desenvolvidos estudos e análises laboratoriais específicas para melhor caracterização das qualidades dessas rochas. Jazidas de areia ocorrem na forma de ilhas e de bancos submersos no leito do rio. Áreas de empréstimo de solos foram identificadas, selecionadas, investigadas e quantificadas através de sondagens a trado, ocorrendo em volume suficiente às necessidades do projeto. Quadro 3.1.3.3-1 - Resumo da Geologia Presente nos Eixos do Rio Tapajós e Jamanxim Eixo

Formação geológica

Litotipos presentes

TPJ-325 (Jusante)

Formação Salustiano.

Riolitos, Dacitos e Metassedimentos.

TPJ-325 (Intermediário)

Formações Salustiano e Borrachudo.

Riolitos, Dacitos, Arenitos Caulinizados, Argilito e Conglomerados.

TPJ-325 (Montante)

Formação Salustiano.

Riolitos e Dacitos.

TPJ-445

Suíte Intrusiva Parauari.

Granitos e Granitóides.

TPJ-445 M

Suíte Intrusiva Maloquinha.

Granitos e Granitóides.

TPJ-685

Formação Borrachudo.

Quartzo Arenito, Conglomerado, Arcóseos, Siltitos Arroxeados e Pelitos.

JMX-043

Formação Salustiano e Suíte Intrusiva Maloquinha.

Riolitos, Dacitos e Granitóides.

JMX-063

Formação Salustiano e Suíte Intrusiva Parauari.

Granitóides, Riolitos e Dacitos.

JMX-133

Formações Salustiano, Aruri e Suíte Intrusiva Parauari.

Granitos, Granitóides, Riolitos, Dacitos, Sedimentos Vulcanoclásticos e Brechas Vulcânicas.

JMX-166 J

Suíte Intrusiva Parauari e Formação Salustiano.

Granitos, Granitóides, Riolitos e Dacitos.

JMX-166

Suíte Intrusiva Parauari e Formação Salustiano.

Granitos, Granitóides, Riolitos e Dacitos.

JMX-183

Formações Buiuçu, Aruri e Suíte Intrusiva Parauari.

Granitóides, Riolitos, Sedimentos Vulcanoclásticos, Arenitos, Argilitos e Siltitos.

JMX-199

Formação Buiuçu e Suíte Intrusiva Parauari.

Granitóides, Sedimentos Vulcanoclásticos, Arenitos, Argilitos e Siltitos.

JMX-212

Formação Aruri.

Tufos Ácidos, Brechas Vulcânicas e Ignibritos.

JMX-257

Suítes Intrusivas Parauari e Maloquinha.

Granitos e Granitóides.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 139 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Durante os trabalhos de mapeamento geológico e de fotointerpretação foram delimitadas áreas de empréstimo de solo em todos os sítios estudados, sendo seus volumes expeditamente cubados conforme apresentado no Quadro 3.1.3.3-2. Quadro 3.1.3.3-2 -Resumo das Características das Áreas de Empréstimo Área (ha)

Profundida de Média (m)

Volume Disponível Estimado 6 3 (10 m )

Eixo

Margem

Descrição do Material

TPJ-325

Direita

Argila siltosa

110

8,0

9,0

TPJ-445

Direita

Argila-arenosa

20

9,0

2,2

TPJ-685

Ambas

Argila siltosa

85

2

1,7

JMX-043

Ambas

Argila -arenosa

450

2,0

9,0

JMX-063

Ambas

Argila siltosa

320

2,0

6,4

JMX-133

Direita

Silte argiloso

300

2,0

6,0

JMX-166

Ambas

Argila-arenosa

280

2,5

7,0

JMX-183

Esquerda

Argila-arenosa

240

10

24

JMX-199

Esquerda

Argila-arenosa

90

7,0

6,3

JMX-212

Ambas

Silte Argiloso

45

2,0

9,0

JMX-257

Ambas

Silte Argiloso

250

6,0

15,0

3.1.4. Meio Ambiente Os trabalhos desenvolvidos, no âmbito do Inventário Hidrelétrico dos rios Tapajós e Jamanxim, na fase de Estudos Preliminares, confrontaram a identificação preliminar das alternativas de divisão de queda, aos aspectos ambientais mais significativos que puderam ser vislumbrados num primeiro momento, com objetivo de subsidiar a identificação das questões ambientais passíveis de influenciar a definição dos locais barráveis e que foram contemplados e confirmados no decorrer dos estudos. De acordo com o “Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas” (ELETROBRÁS, 1997) para a representação do sistema ambiental adotou-se uma organização analítica composta por seis componentes, denominados componentes-síntese: Ecossistemas Aquáticos, Ecossistemas Terrestres, Modos de Vida, Organização Territorial, Base Econômica e Populações Indígenas. Estes foram estruturados a partir da inter-relação entre vários elementos do sistema ambiental. Segundo a metodologia adotada, o meio físico atua como suporte onde se dão os diferentes processos ambientais, não sendo considerado como um componente-síntese, mas como base para o fornecimento de vários dos elementos necessários para as análises dos seis componentes analisados. Já os componentes-síntese são formados por elementos de caracterização que em conjunto formam a “síntese” de cada tema, com a finalidade de expressar o grau de articulação entre as diversas variáveis ambientais que constituem os Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 140 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 mesmos. Ressalta-se, que existem elementos de caracterização que estão presentes em mais de um componente, assumindo diferentes funções nos processos inerentes a cada um deles. A área de abrangência adotada nos estudos foi formada pela região que compreende da foz do rio Tapajós no Amazonas, até a confluência onde o Tapajós se divide nos formadores Teles Pires e Juruena, na divisa dos Estados do Pará, Mato Grosso e Amazonas. Considera-se que esta área é adequada aos estudos ambientais, uma vez que a bacia do Tapajós possui uma grande extensão territorial e abarca realidades ambientais muito distintas desde a porção alta da bacia localizada no estado do Mato-Grosso, até a sua porção média e baixa situada no Pará e no Amazonas, na região analisada pelos estudos em função da localização dos eixos de barramento. As informações coletadas foram estruturadas em um SIG – Sistema de Informações Geográficas, sendo georreferenciadas, sistematizadas e adaptadas para uma base cartográfica única (de acordo com orientação do “Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas”, versão 2.0, 1997), na escala 1:1.000.000, produzida a partir da Carta Geológica do Brasil ao Milionésimo (CPRM, 2004). As delimitações espaciais consideraram como área de influência para os elementos dos componentes-síntese Ecossistemas Aquáticos, Ecossistemas Terrestres, Modos de Vida, Organização Territorial, Base Econômica e Populações Indígenas, a totalidade da bacia hidrográfica dos rios Tapajós e Jamanxim, da foz até a confluência entre os rios Juruena e Teles Pires, com escala de representação em 1:1.000.000. Está área foi objeto de mapeamentos temáticos para todos os aspectos ambientais abordados no escopo dos trabalhos. Cabe ressaltar que para os elementos de caracterização e componentes-síntese dos meios físico e biótico, a delimitação da área de influência foi marcada pelos divisores de água da bacia, enquanto que para o meio socioeconômico a delimitação das áreas de influência foi feita utilizando-se como critério os limites dos municípios situados nessa porção da bacia. Destaca-se que a etapa referente ao “Diagnóstico Ambiental” desenvolvida nos estudos preliminares foi produzida com um nível de detalhe e aprofundamento que a isentou da necessidade de realização de revisão e consolidação na fase dos estudos finais. 3.1.5. Cenários Básicos de Outros Usos da Água 3.1.5.1. Considerações Gerais De modo geral, a bacia apresenta características físicas relacionadas aos solos do embasamento cristalino cobertos pela floresta ombrófila densa que, aliadas às condições do clima úmido com altos índices de precipitação, fazem com que a rede de drenagem seja extremamente densa, favorecendo o rápido escoamento das águas. A disponibilidade hídrica superficial assume destaque central tendo reflexos diretos nos processos relacionados ao meio aquático, dentre os quais podem ser citados os aspectos associados à qualidade da água, ao transporte de sedimentos e ao atendimento aos diversos usos da água. Toda esta dinâmica é regulada pelas condições climáticas da bacia, marcada por uma sazonalidade bem definida e média de precipitação da ordem de 2.200 mm. Próximo à Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 141 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 confluência dos rios Juruena e Teles Pires é verificada a ocorrência de um significativo núcleo chuvoso, com totais médios anuais da ordem de 2.500 mm. Os fatores climáticos apontados resultam em elevada disponibilidade hídrica com vazões máximas observadas no trimestre fevereiro a abril e mínimas verificadas no período de agosto a outubro, conforme mostrado no Quadro 3.1.5.1-1 e na Figura 3.1.5.1-1. Quadro 3.1.5.1-1 - Disponibilidade Hídrica de Superfície Mês

Contribuição Específica 2 (l/s/km ) Posto Flu Barrra de São Manuel

Posto Flu Acará do Tapajós

São Luiz do Tapajós

Bacia do Jamanxim

Jan

32,4

34,1

34,6

37,8

Fev

40,6

43,7

46,0

59,6

Mar

47,1

52,1

55,7

77,4

Abr

43,6

49,8

53,3

74,8

Mai

30,3

35,6

38,1

53,0

Jun

18,1

21,1

21,4

23,3

Jul

12,6

13,3

12,8

9,6

Ago

10,1

9,6

8,8

4,0

Set

9,7

8,8

8,0

2,8

Out

10,7

9,9

9,2

4,6

Nov

13,6

13,5

12,8

8,4

Dez

20,7

21,1

20,8

19,1

Média

24,1

26,1

26,8

31,2

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 142 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

90

Contribuição Específica (L/s/km²)

80 70 60 50 40 30 20 10 0 Jan

Fev

Mar

Barrra de São Manuel

Abr

Mai

Jun

Acará do Tapajós

Jul

Ago

Set

Out

São Luiz do Tapajós

Nov

Dez

Jamanxim

Figura 3.1.5.1-1 - Disponibilidade Hídrica de Superfície

Condicionado pelos elevados índices de precipitação incidentes na bacia, a disponibilidade hídrica aumenta no sentido de jusante, com valores médios de 24,1 l/s/km2 em Barra de São Manuel, 26,1 l/s/km2 em Acará do Tapajós e 26,8 l/s/km2 em São Luiz do Tapajós Na bacia do rio Jamanxim a produtividade hídrica é mais elevada com valores médios de 31,2 l/s/km2. Condições hidrológicas similares são observadas na bacia do rio Crepori . Outra característica observada é a marcante sazonalidade do regime de vazões, condicionada pela presença do substrato cristalino existente na área da bacia, que promove baixa regularização natural nas vazões, ou seja, ocorrência de valores elevados de vazões de pico e deflúvios de estiagem bastante reduzidos como pode se observar na Figura 3.1.5.1-1. A condição mais severa é verificada na bacia do rio Jamanxim, onde a vazão média do mês mais úmido (março), com 77,36 l/s/km2, corresponde a aproximadamente 27 vezes a observada no mês mais seco (setembro), com 2,84 l/s/km2. Para o curso do rio Tapajós, que é influenciado pelo regime de vazões de seu alto curso, a relação de vazões é menos expressiva, da ordem de 7 vezes. Essas condições permitem distinguir as bacias dos tributários laterais, Jamanxim e Crepori, em termos de características de produtividade hídrica e de sazonalidade de vazões, das parcelas abrangidas pelo curso do rio Tapajós. Em termos de disponibilidade de água subterrânea, foram identificadas sete unidades armazenadoras, através dos dados levantados pelo SIAGAS/CPRM, sendo elas em ordem de importância: Formação Alter do Chão, Formação Itaituba, Aluviões, Formação Monte Alegre, Grupo Curuá, Formação Maecuru e as Rochas Cristalinas (Suíte Intrusiva Maloquinha, Suíte Intrusiva Paruari). Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 143 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Destaca-se como principal aqüífero da bacia do Tapajós, o sistema aqüífero da Formação Alter do Chão (K2ac), onde estão inseridos 76,31 % dos poços tubulares cadastrados no SIAGAS (261 poços), sendo portanto a unidade que dispõe de informações técnicas mais abrangentes. Essa unidade vem sendo explorada com poços de 8 a 250 m, que permitem caracterizar produções da ordem de 1 a 230 m3/h (dados médios referentes à vazão indicam cerca de 145 m³/h, com um nível dinâmico de 58,3 m e profundidade média de 191,63 m). Outra unidade importante na região, devido à quantidade de poços, é o Aqüífero Itaituba, no qual foram cadastrados 53 poços, com profundidade média de 35 m (podendo chegar a 60 m, com uma vazão media de 5m3/h). Os níveis dinâmico e estático médios são de 18,55 m e 5,07 m, respectivamente. A vegetação da bacia do Tapajós detém fisionomia predominantemente florestal. A floresta ombrófila, também conhecida como Floresta Equatorial, Floresta Latifoliada Equatorial, ou Floresta Amazônica, na linguagem popular, recobre toda a região central e norte da bacia. Somente ao sul da área é que se verifica uma variação da vegetação, com a ocorrência de formações estacionais e savânicas, associadas aos Neossolos Quartzarênicos e ao relevo da Chapada do Cachimbo. As principais atividades econômicas da bacia estão diretamente relacionados à apropriação dos recursos naturais disponíveis. Predominam, nos municípios da bacia, as atividades ligadas aos setores terciário e primário, revelando a baixa importância da indústria na região. Cabe ressaltar que se trata de uma região na qual a utilização das terras encontra grandes restrições em função das extensas áreas ocupadas com matas e florestas naturais, geralmente integradas em unidades de conservação federais ou estaduais. De maneira geral, a bacia do rio Tapajós apresenta um baixo dinamismo econômico, que se reflete na sua baixa participação no total de geração do Produto Interno Bruto – PIB estadual. Em termos agropecuários, predomina na região a pecuária, pouco tecnificada e, em geral, implantada de forma precária. Em termos agrícolas prevalecem as culturas de subsistência, e alguns poucos casos de exploração mais consistente algumas culturas temporárias, tais como o arroz, e mais recentemente, a soja, restrita aos municípios de Belterra e Santarém. Vale destacar, no entanto, a importância das atividades extrativistas, sendo que, além do extrativismo mineral, predominante na formação atual da base econômica da bacia, ocorrem ainda o madeireiro, o pesqueiro e o vegetal. Este último detém menor magnitude e concentra-se no aproveitamento do açaí e da castanha-do-pará, assim como das ervas medicinais. A grande disponibilidade de recursos hídricos existentes na bacia oferece um ambiente ideal para a atividade pesqueira, tanto comercial, quanto de subsistência. A pesca dos ribeirinhos está voltada especialmente para o abastecimento alimentar, enquanto a pesca nas proximidades dos centros urbanos orienta-se essencialmente para a comercialização. Já a captura de peixes ornamentais é uma atividade amplamente difundida em vários pontos da bacia e constitui-se uma cadeia produtiva importante para a geração de emprego e renda. Em termos de ocupação urbana a região apresenta uma taxa baixa, sendo os municípios indicados no Quadro 3.1.5.1-2. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 144 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.1.5.1-2 - Populações dos Principais Municípios Censo 2000 Município

Estimativa 2005

População Total

População Urbana

Aveiro

15.518

2.980

18.426

Belterra

14.594

5.126

17.192

Itaituba

94.750

64.486

96.246

Jacareacanga

24.024

5.670

33.059

Juruti

31.198

10.780

36.170

Novo Progresso

24.948

9.628

37.067

Rurópolis

24.660

8.419

27.913

Santarém

262.538

186.297

274.012

Trairão

14.042

3.008

17.305

Bacia

506.272

296.394

557.390

Estado do Pará

6.192.307

4.120.693

6.970.586

3.1.5.2. Usos da Água Em relação ao levantamento de dados referentes aos usos múltiplos da água, foram realizadas coletas nos principais órgãos oficiais relacionados ao tema recursos hídricos, incluindo-se a AHIMOR – Administração das Hidrovias da Amazônia Oriental, com o objetivo de identificar as potencialidades da bacia, bem como elaborar cenários futuros de utilização da água na bacia. Também foram utilizadas informações contidas em estudos anteriores, tais como: “Inventário Hidrelétrico da Bacia do Rio Teles Pires” e “Diagnóstico e Zoneamento Sócio-Econômico-Ecológico do Estado de Mato Grosso na Formulação da Segunda Aproximação do Zoneamento Sócio-Econômico-Ecológico Enquanto um dos Componentes do Projeto de Desenvolvimento Agroambiental do Estado de Mato Grosso PRODEAGRO”. E realizou-se a comunicação desses Estudos de Inventário à Agência Nacional de Águas – ANA, em 27/11/2007, através dos ofícios PVN-060/2007 e PVN062/2007, apresentados nos anexos deste relatório (item 9). As análises foram realizadas por meio de estimativas indiretas, devido à impossibilidade de se obter informações sobre usuários da água da bacia e de registros atualizados de eventuais outorgas fornecidas pelas Secretarias de Recursos Hídricos dos Estados. Foram identificados os atuais e potenciais usos da água na bacia do Tapajós e que podem ser classificados como consuntivos e não consuntivos. a)

Usos Consuntivos

a1)

Irrigação

Na área dos estudos, de um modo geral, a agricultura está concentrada no baixo curso do rio Tapajós, nos municípios de Santarém e Belterra, a jusante de Aveiro, e ao longo da BRÁrea de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 145 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 163, até o município de Rurópolis. Essas áreas situam-se a jusante do ultimo barramento previsto no rio Tapajós (TPJ-325). Dessa maneira, o uso da água para irrigação não deve representar interferência ou gerar conflito. Na bacia do Jamanxim, a agricultura aparece de forma modesta nos municípios de Novo Progresso e Trairão, ao longo da BR-163. As lavouras, tanto as permanentes quanto as temporárias, ocupam pouca área nos municípios da bacia. O predomínio das lavouras temporárias sobre as permanentes indica provavelmente uma grande quantidade de culturas de subsistência, condizente com os baixos índices de produção. No período coberto pelo último censo agropecuário, realizado em 1996, a produção agrícola apresentava-se bastante incipiente e o escoamento da mesma encontrava sérias dificuldades causadas por estradas e rodovias precárias, características ainda hoje facilmente visíveis na infra-estrutura viária regional. Entretanto, vem ocorrendo, nos últimos anos, uma expansão da agricultura em alguns municípios, inclusive com o avanço do cultivo da soja, principalmente em Belterra e Santarém, e o aumento de áreas para o plantio de arroz e de milho, entre outras culturas. • Lavouras Temporárias Os dados mais recentes do IBGE, relativos ao ano 2005, revelam que o arroz é a cultura mais expressiva em termos de área colhida na bacia, somando 83.655 ha (45,3%), seguido do cultivo da mandioca, com 39.100 ha (21,2%). Merece destaque o desempenho significativo da soja entre os anos de 2000 e 2005. Nesse período, essa cultura passou a ter uma importância maior que a do milho, cultura tradicional na região. Em 2000, a soja ocupava apenas 50 ha na bacia, correspondendo a 0,1% do total da área colhida pelas principais culturas. Esse percentual subiu em 2005 para 19,4%, com praticamente 36.000 ha colhidos. As demais lavouras temporárias tradicionais, tais como o cultivo de abacaxi, cana-de-açúcar e a melancia possuem uma menor representatividade na bacia, com áreas colhidas que não ultrapassam os 700 ha. Em termos de participação percentual, a cultura de soja, apesar de recente e bastante concentrada em poucos municípios, é responsável por cerca da metade tanto da quantidade produzida quanto do valor da produção no total do Estado do Pará. Em termos de localização espacial das culturas temporárias, os dados mostram uma concentração nos municípios de Santarém, que lidera a área colhida de arroz, soja, mandioca e milho e de Belterra, que apesar de seu território de pequenas proporções quando comparado aos demais, desponta como o segundo maior produtor de arroz, soja, mandioca e milho. Merecem destaque ainda Itaituba e Juruti, ambos com a cultura da mandioca. No caso da bacia, destacam-se os casos dos municípios de Santarém, que têm se dedicado ao plantio da soja desde o início de sua produção no estado do Pará e Belterra que, apesar de praticar seu cultivo apenas em anos mais recentes, a partir de 2003, vem apresentando desde então um crescimento bastante significativo. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 146 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Enquanto a área colhida da soja aumentou 9% no Brasil como um todo e 81% no Pará, os municípios da bacia, representados exclusivamente por Belterra, Novo Progresso, Santarém e Trairão, cresceram significativos 127% no período entre os anos de 1997 e 2005. Esse crescimento fez com que a participação percentual da bacia aumentasse de 8,7% em 1997 para 52,4% em 2005. Esse crescimento deu-se principalmente em função do aumento expressivo da área colhida de soja em Santarém, cuja área colhida evoluiu de 50 ha em 1997 para 22.000 ha em 2005, além da entrada de Belterra no cultivo do grão em 2003 e cuja área colhida passou de 1.400 ha, naquele ano, para 13.500 ha em 2005. Observa-se que a participação da soja paraense na produção brasileira, em 2005, representa apenas 0,5% do total. Porém, essa cultura vem apresentando um crescimento significativo nos últimos anos, tendo sextuplicado sua área colhida entre os anos de 2002 e 2003, quase triplicado no período 2003/2004 e dobrado a área de 2004 para 2005. As informações do IBGE puderam ser confirmadas em contatos obtidos em viagem de campo. Essas informações indicam que a cultura da soja está presente e vem se expandindo em vários municípios da região, particularmente em áreas marginais às rodovias BR-163 e BR-230, assim como em suas estradas vicinais, abertas especialmente para promover a ocupação do meio rural. • Lavouras Permanentes No conjunto dos municípios da bacia, as áreas colhidas de culturas permanentes são bastante inferiores do que os espaços utilizados para as culturas temporárias e, ao contrário do que ocorre com as lavouras temporárias, as lavouras permanentes da bacia possuem uma pequena representatividade ao nível estadual. Em termos de localização espacial das culturas permanentes, o cultivo da banana é predominante nos municípios de Trairão, que concentra quase a metade da área colhida do produto (2.475 ha) assim como Rurópolis e Trairão, que juntos são responsáveis por 1.944 ha. Ressalte-se ainda a alta participação de Trairão na produção de cacau, de 700 hectares, praticamente metade do total da bacia, e de Rurópolis no cultivo de pimenta-doreino, com 1.145 hectares (74% do total da bacia). Finalmente, a análise dos dados referentes ao rendimento das culturas permanentes mostra que, com exceção de Juruti, todos os demais municípios da bacia possuem rendimento bastante elevado no cultivo da banana, principal produto da lavoura permanente. Em alguns casos, esse rendimento chega a ser quase o dobro da média nacional, como é o caso de Rurópolis. De um modo geral, a agricultura está concentrada no baixo curso do rio Tapajós, a jusante de Aveiro, nos municípios de Santarém e Belterra, e ao longo da rodovia BR-163, até o município de Rurópolis. Todas essas áreas estão situadas a jusante do último aproveitamento previsto no curso do Tapajós (TPJ 325). Assim, o uso da água para irrigação de áreas cultivadas não deve representar interferência ou gerar conflito. Além disso, a demanda para irrigação das áreas consideradas é insignificante, quando comparada com a vazão média de estiagem (3.350 m3/s) no extremo de montante do rio Tapajós (posto fluviométrico de Barra de São Manoel). Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 147 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Na bacia do rio Jamanxim a agricultura aparece de forma modesta nos municípios de Novo Progresso e Trairão, ao longo da rodovia BR-163 e, uma eventual demanda para irrigação não deverá ocasionar conflito de uso, já que a vazão média de estiagem estimada para a bacia do Jamanxim é da ordem de 106 m3/s. a2)

Saneamento Básico

No campo do saneamento básico merece destaque o uso da água para abastecimento doméstico e diluição de efluentes. Ao longo do curso do rio Tapajós destacam-se, de jusante para montante, os municípios de Santarém, Belterra, Aveiro, Itaituba e Jacareacanga, cujas populações totais estimadas para o ano de 2005 são apresentadas no Quadro 3.1.5.1-2. Com exceção de Jacareacanga, todos os demais estão localizados a jusante do último aproveitamento previsto (TPJ-325). Jacareacanga tem sua sede municipal situada a aproximadamente 75 km a jusante do primeiro aproveitamento previsto no estudo (TPJ685). Considerando-se o mês de setembro, quando a disponibilidade hídrica atinge seu valor mínimo (vide Quadro 3.1.5.1-1), a vazão média no posto fluviométrico Barra de São Manoel, localizado no rio Tapajós logo após a confluência do Juruena com o Teles Pires, é da ordem de 3.350 m3/s. Por outro lado, considerando-se um consumo per capita de 200 l/hab.dia, resulta que cada metro cúbico captado permite abastecer uma população de 432.000 habitantes, população essa superior a de qualquer município da bacia. No caso do rio Jamanxim, a contribuição específica média no mês de setembro é de 2,84 l/s.km2, o que resulta numa vazão da ordem de 106 m3/s e os municípios mais importantes (Novo Progresso e Trairão) não se encontram próximos do seu curso. Mesmo que esses dois municípios fossem abastecidos pelo rio Jamanxim, a vazão necessária não chegaria a 1 m3/s. Em face do exposto, pode-se concluir que a utilização da água para abastecimento doméstico não afeta a disponibilidade hídrica da bacia, não se constituindo em conflito. Analogamente, no que se refere à diluição de efluentes, a situação também não constitui problema, uma vez que grande parte da população não é servida por rede de esgotos e, a parcela da vazão de abastecimento que retorna ao curso d’água não é significativa, mesmo quando comparada com as vazões de estiagem. a3)

Usinas Térmicas

Não há registros de usinas térmicas na bacia do Tapajós. b)

Usos Não Consuntivos

b1)

Geração de Energia Hidrelétrica

Não há registros de usinas hidrelétricas na parcela da bacia do rio Tapajós objeto do presente estudo. Apenas nas bacias dos formadores do Tapajós, como já abordado no capítulo 1, onde além de PCHs nas cabeceiras, desde inventariadas até algumas já construídas, existem usinas inventariadas nos rios Juruena, Sangue, Teles Pires e Apiacás, além do próprio inventário do Juruena, em andamento. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 148 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 b2)

Navegação

O baixo Tapajós é francamente navegável numa extensão de cerca de 320 km, ou seja, no trecho compreendido entre Santarém e São Luiz do Tapajós. Neste estirão navegam, sem maiores dificuldades, em qualquer época do ano, comboios de empurra com grande capacidade de carga. Mesmo embarcações marítimas, de calado bem maior, podem adentrar o trecho em águas altas. Entre São Luiz do Tapajós e Buburé, tem-se a região das corredeiras de São Luiz, onde o rio Tapajós, encontra-se encachoeirado, em cerca de 28 km. A montante de Buburé, próximo à foz do rio Jamanxim, principal afluente da margem direita do Tapajós, há um trecho de 170 km em boas condições de navegabilidade. No trecho seguinte, de aproximadamente 50 km, há um estirão com várias corredeiras até a cachoeira de Mangabalzinho. O trecho seguinte com 147 km, que inclui a cidade de Jacareacanga, tem condições razoáveis de navegação até a cachoeira do Chacorão, que poderá ser vencida com a implantação de obras em corrente livre. A montante das corredeiras do Chacorão até a foz do rio Teles Pires, há um estirão de aproximadamente 111 km, com pequenos afloramentos rochosos que poderão ser superados com derrocamentos. No trecho final até cachoeira Rasteira no rio Teles Pires, com cerca de 192 km, serão necessárias, apenas dragagens para tornar este trecho francamente navegável. A montante desse ponto, o rio Teles Pires tem um grande obstáculo natural, representado por quedas e por cachoeiras para o qual não estão previstas intervenções, estando planejada uma alternativa, de mudança modal de transporte. A única rodovia que atinge o rio Tapajós é a BR-230 (Transamazônica) que cruza o curso d'água em Itaituba. De importância para a região, além da Transamazônica, há a rodovia BR-163 (Cuiabá - Santarém) em estado precário de tráfego no estado do Pará e as rodovias de Mato Grosso, que cruzam a parte superior da bacia contribuinte do rio Tapajós a montante da confluência dos seus formadores. Estas vias têm particular interesse porque direcionam à hidrovia as cargas provenientes da rica zona agrícola do norte do Mato Grosso e Centro - Oeste do País. b3)

Pesca

Devido à grande diversidade de espécies e a quantidade de peixes existentes, a pesca sempre foi uma atividade muito importante na bacia Amazônica, e o peixe é, até os dias atuais, a principal fonte de proteína na alimentação das populações amazônicas. De acordo com alguns autores, as taxas de consumo de pescado na Amazônia são as maiores do mundo, com média estimada em 369 g/pessoa/ dia ou 135 kg/pessoa/ano, chegando a cerca de 600 g/dia ou 220 kg/pessoa/ano nas regiões do baixo rio Solimões e alto Amazonas (Santos & Santos, 2005). A maior parte dos peixes pescados é direcionada ao consumo de subsistência, principalmente de populações ribeirinhas, e ao comércio nos centros urbanos. Nos últimos anos tem despontado também a pesca esportiva e turística e também a captura de peixes ornamentais comercializados no mercado interno e externo. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 149 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 A presente análise sobre as atividades pesqueiras está centrada nos municípios banhados pelos rios Tapajós e Jamanxim nos trechos previstos a terem parte de seus territórios atingidos por possíveis aproveitamentos voltados à geração de energia hidrelétrica. Nesse contexto localizam-se os municípios de Itaituba, Jacareacanga, Trairão e Novo Progresso. Itaituba é o município mais importante dentro dessa área tanto econômica quanto socialmente. Das cidades pesquisadas, é a única que possui um comércio de pescado comercial expressivo na região e também uma colônia de pescadores organizada e atuante, explorando grandes trechos do rio Tapajós a jusante de Itaituba e a montante, até São Luiz do Tapajós, onde se inicia o trecho encachoeirado do rio. Itaituba possui também quatro empresas que comercializam peixes ornamentais, cuja coleta é realizada principalmente nas comunidades de Pimental e São Luiz do Tapajós. Raiol é outra pequena comunidade do município de Itaituba, situada na beira do rio Tapajós e quase em frente à comunidade de São Luiz do Tapajós, onde alguns moradores se dedicam à pesca de subsistência e eventualmente da coleta de peixes ornamentais. Moraes Almeida, também distrito de Itaituba, distante cerca de 300 km ao sul da cidade de Itaituba, localiza-se na área da bacia do rio Jamanxim, junto da BR-163. As principais atividades econômicas do distrito são a madeira e o garimpo, não existindo pesca comercial nem ornamental. A Vila do Aruri, fica às margens do rio Aruri, afluente do Jamanxim. Os rios Aruri e Jamanxim possuem grandes trechos bastante encachoeirados e corredeiras, com habitats propícios para várias espécies de acaris, importantes na pesca ornamental. Na vila existem 10 a 15 pescadores, mas apenas um legalizado e associado à colônia Z-56 de Itaituba, e que vivem da pesca comercial e ornamental em pequena escala. O município de Jacareacanga localiza-se no sudoeste do Pará, próximo dos estados do Mato Grosso e Amazonas e da confluência dos rios Juruena e Teles Pires. O principal rio afluente do Tapajós na região é o rio das Tropas, que possui várias lagoas marginais no seu entorno. Aqui a pesca comercial é relativamente pouca, tendo-se constatado a venda de peixes somente em algumas poucas casas comerciais no centro da cidade, apesar do município possuir uma colônia de pescadores. Foi constatada uma empresa que coleta peixes ornamentais. O município de Trairão, que se localiza no eixo da BR-163, pouco ao sul e contíguo de Itaituba, tem um relevo muito acidentado e com poucas áreas de planícies marginais ao rio e por isso não possui áreas com lagoas marginais. A principal atividade econômica é a exploração de madeira, com a banana, o cacau e o mogno como atividades econômicas secundárias. Não exploram os peixes comercialmente, somente como atividade de subsistência. Existem algumas iniciativas de piscicultura com o tambaqui, com alevinos fornecidos por uma empresa de Santarém. Em Novo Progresso, segundo relato da Secretaria do Meio Ambiente do município, as práticas de pesca são bastante diversificadas, existindo atividades de pesca comercial, de subsistência e também ornamental. Anualmente, o município promove também um torneio de pesca esportiva que atrai pescadores de várias regiões de fora do município. A pesca comercial é feita para atender principalmente comerciantes que vem de Cuiabá para adquirir os peixes pescados na região. Parece existir pelo menos um pescador de peixes ornamentais no município que envia os peixes coletados para Santarém. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 150 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 • A pesca de subsistência As populações humanas amazônicas pré-européias sempre tiveram um contato muito direto com os rios e seus peixes. Mesmo após a colonização, esse hábito perdurou de maneira que os caboclos amazônicos, principalmente os ribeirinhos, ainda mantêm o costume de pescar, apesar de se dedicarem também à agricultura e à criação de animais como porcos e galinhas para suprir suas necessidades diárias de proteínas. Mesmo aqueles habitantes que possuem uma atividade fixa que não seja a pesca, saem à captura dos peixes quando a atividade principal está em baixa, como por exemplo, na entressafra de determinada cultura agrícola. Em todos os municípios visitados durante os trabalhos de campo, a pesca de subsistência é uma atividade bastante arraigada na população ribeirinha e inclusive naquela que vive nos centros urbanos. Assim, boa parte da população possui algum equipamento de pesca, seja rede, malhadeira, tarrafas, zagaia, arpão, arco e flecha, etc. Quando a pesca de subsistência é boa e o número de peixes é maior que o necessário para o consumo, o excedente pode ser vendido para os vizinhos, ou mesmo trocados por outros produtos de primeira necessidade. Devido a essas características de informalidade, é praticamente impossível quantificar economicamente esse tipo de atividade, no entanto estima-se que esta seja responsável por cerca de 60% da produção pesqueira total da Amazônia. • A pesca comercial A pesca comercial é uma atividade realizada num raio de 100 a 1.000 km a partir de grandes centros urbanos, sendo os produtos conservados em gelos durante períodos que podem variar de 15 a 40 dias, que é geralmente o tempo dispendido em cada pescaria. É uma atividade voltada principalmente para a venda do produto nos mercados dos centros urbanos. Atualmente, a produção pesqueira nas águas interiores da Amazônia brasileira está estimada em torno de 217.000 toneladas por ano, sendo Manaus o maior produtor e consumidor, com um desembarque que varia de 22.000 a 35.000 t/ano. O maior centro consumidor regional é o município de Itaituba que, segundo estimativas do IBGE contava com uma população humana na ordem de 96.000 habitantes em 2005. O mercado municipal de peixes de Itaituba, instalado na margem esquerda do rio Tapajós, nas proximidades do atracadouro de balsas, ocupa cerca de 1/3 do espaço da edificação onde se encontram oito bancas de pescados funcionando, estando duas desativadas. A oferta de peixes varia conforme a disponibilidade para captura, sendo influenciada inclusive pela vazão dos rios, ou seja, varia conforme as épocas de seca e cheia. b4)

Lazer e Turismo

O rio Tapajós corta a região, de sul para norte, até desaguar no Amazonas em frente à cidade de Santarém. Ao longo desse percurso o rio Tapajós, seguramente um dos mais belos rios da Amazônia, chega a atingir a impressionante largura de mais de 20 km no seus últimos 100 km, onde forma um largo estuário, que por si só, já constitui um patrimônio natural de relevante beleza. As feições de beleza cênica desenvolvem-se principalmente ao longo do rio Tapajós, onde se destacam lagos, ilhas, corredeiras/cachoeiras, e praias, ocasionando o desenvolvimento de lazer para as comunidades ribeirinhas. Ocasionalmente, essas áreas de lazer mostramÁrea de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 151 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 se bem estruturadas na forma de balneários, próximos às zonas urbanas, conforme relação dos destaques do patrimônio geomorfológico. As belíssimas praias do Tapajós representam uma das maiores atrações da região, com suas águas de coloração esverdeada, que durante o período da seca, deixa à mostra dezenas de quilômetros de praias, ao longo de ambas as margens. Durante os trabalhos de campo foram identificadas dezenas de praias ao longo das margens na região da RIA do Tapajós, muitas delas visíveis até mesmo do interior das aeronaves. Em seu trecho baixo, entre as cidades de Itaituba e Santarém, o rio Tapajós é navegável o ano inteiro por embarcações de médio e pequeno portes, onde se encontram dezenas de comunidades ribeirinhas, algumas das quais se dedicam ao artesanato e apresentam uma estrutura de turismo e lazer bem montada. Destaca-se aqui a vila de Alter do Chão, importante pólo turístico de alcance internacional. Destaque especial também deve ser dado às corredeiras e cachoeiras de São Luiz do Tapajós, como pode ser observado na Figura 3.1.5.2-1, desenvolvidas nos afloramentos rochosos do rio Tapajós, próximas da cidade de Itaituba. São as primeiras quedas d’água do rio Tapajós, que se formam próximas ao contato das rochas sedimentares da Bacia Amazônica com as rochas granitóides do Cráton Amazônico, proporcionando um local de destacada beleza cênica.

Figura 3.1.5.2-1 -Cachoeira de São Luiz do Tapajós, no município de Itaituba – Canal Principal Fonte: Prefeitura de Itaituba 1999

Finalmente, pode-se concluir que a partir da excelência de seus recursos naturais, caracterizados por imensas áreas de florestas e alguns dos mais belos rios da Amazônia, ecossistemas bem preservados, flora e fauna exuberantes, inúmeros atrativos espeológicos, a bacia do rio Tapajós demonstra imensa riqueza e patrimônio natural.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 152 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

3.2. Diagnóstico Ambiental 3.2.1. Processos e Atributos do Meio Físico •

Aspectos Geológicos

A região dos estudos do Inventário Hidrelétrico da bacia hidrográfica do rio Tapajós, situada nos estados do Amazonas e Pará, compreende unidades geológicas que variam desde o Paleoproterozóico até o Cenozóico. Caracteriza-se pela ocorrência de litologias complexas, recobertas muitas vezes por mantos de alteração de espessuras variadas, pois as severas condições climáticas da região propiciam uma elevada alteração intempérica das rochas. As grandes unidades, rochas ígneas e metamórficas do embasamento (Cráton Amazônico) e as sedimentares (Bacia Amazônica e Bacia do Alto Tapajós) são bem definidas em termos de domínios de ocorrência, destacando-se o Cráton Amazônico na região central, recoberto ao norte pela Bacia Sedimentar Amazônica e a sudoeste pela Bacia Sedimentar do Alto Tapajós. De forma geral, os contatos entre as unidades geológicas são bem determinados, conforme Mapa Geológico (EG219-GE.77-MP.0002, Anexo IX, Volume 21/22). •

Unidades e Principais Estruturas Geológicas (Litologias associadas)

Os trabalhos desenvolvidos na bacia do Tapajós permitiram a individualização de trinta e uma unidades litoestratigráficas distribuídas desde o Paleoproterozóico até o Quaternário. Estas se encontram descritas no item 3.2.1 Aspectos Geológicos (Volume 18/22, Apêndice D) e espacializadas no Mapa Geológico (EG219-GE.77-MP.0002, Anexo IX, volume 21/22). •

Potencial Mineral e Situação Legal

A atividade mineira na bacia do rio Tapajós, onde está inserida a maior província aurífera do mundo, ocorre desde o final da década de 50. O ouro vem sendo extraído dos aluviões através de garimpagem manual, ou por lavra com diferentes graus de mecanização. Em face ao grande número de garimpos na região, o Ministério das Minas e Energia criou a Reserva Garimpeira do Tapajós, através da Portaria nº 882, de 25 de julho de 1983 (Anexo I – Volume 21/22), a qual destina uma área aproximada de 28.745 km2 para a execução de tal atividade. A reserva localiza-se na porção centro-sul da área e foi delimitada em planta, de acordo com a Portaria acima especificada, conforme Mapa de Potencial de Recursos Minerais (EG219-GE.77-MP.0003, Anexo IX, Volume 21/22). O ouro, em conjunto com o diamante, a cassiterita, a columbita, a tantalita, a wolframita, dentre outros, em suas formas aluvionar, eluvionar e coluvionar, bem como diversas gemas (topázio, turmalina, ametista, dentre outros), consistem em minerais garimpáveis, de acordo com a Lei Federal nº 7.805, de 18 de julho de 1989, que criou o regime de permissão de lavra garimpeira. A atividade, ao lado da extração vegetal, é uma das principais fontes de geração de renda da população local, e o virtual esgotamento das reservas aluvionares nas áreas tradicionalmente garimpadas teve como conseqüência a atração e desenvolvimento de trabalhos de pesquisa mineral, investimentos de risco, na maior província aurífera do mundo Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 153 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 (Província Mineral do Tapajós), delimitada no Mapa de Potencial de Recursos Minerais visando à descoberta de mineralizações primárias. Os dados levantados estão representados no mapa de potencial mineral, permitindo a localização das ocorrências, agrupadas pelos seus diversos usos, e das poligonais dos processos minerários obtidos junto ao DNPM em 13/09/2006, agrupados pelas suas diversas fases. Existem 17.468 processos minerários distribuídos por toda a bacia do Tapajós, com suas diversas substâncias principais requeridas, conforme quadro em anexo. Apenas as concessões de lavra (11) e os requerimentos de lavra (4) serão representados pelos seus respectivos números de processos no mapa de potencial mineral. •

Aspectos Geomorfológicos

Este tópico tem por objetivo principal analisar descritivamente a geomorfologia da bacia do rio Tapajós. Essa descrição fundamenta-se nos compartimentos morfo-estruturais e morfoesculturais como unidades para compreensão do relevo regional. São identificados dois grandes conjuntos morfoestruturais no contexto regional da bacia hidrográfica do rio Tapajós: o embasamento cristalino e as bacias sedimentares da Amazônia e da Serra do Cachimbo. De um modo geral, os aspectos da geomorfologia da região de estudo são representados por um conjunto de relevo bastante diferenciado, o que é indicativo das diversas condições dos processos de evolução. O Cráton Amazônico é o principal conjunto para o entendimento da evolução geomorfológica da área. Tanto a tectônica mais recente, como os últimos ciclos erosivos deixaram como marcas na paisagem o relevo atual esculpido sobre o cráton. Aparecem áreas dissecadas com formas de relevo colinoso e de interflúvios tabulares, além de extensas áreas planas correspondendo a duas superfícies de aplainamento bem distintas, reconhecidas como de idade plio-pleistocênica e neo-pleistocênica (Planalto Tapajós-Xingu e Planalto Rebaixado da Amazônia). A interpretação geomorfológica, baseada no Projeto RADAM (BRASIL, 1980) possibilitou reunir formas de relevo e altimetrias com características semelhantes, em termos da esculturação, resultando na divisão de cinco Macro Unidades Morfoestruturais, conforme descrito abaixo. − Planalto Rebaixado da Amazônia (Médio Amazonas) Esta unidade morfoestrutural estende-se pelos dois lados da bacia amazônica com altimetria média de aproximadamente 100 m com um sensível caimento na direção NW, englobando litologias pré-cambrianas, paleozóicas e cenozóicas. É representada por dois conjuntos de compartimentos, dispostos a norte e sudoeste da área estudada, nesta unidade localizam-se os centros urbanos de Santarém,Vila Alter do Chão, Belterra, Aveiro, Itaituba, Comunidades de Miritituba e São Luiz do Tapajós, Jacareacanga (porção sudoeste), dentre outros. A litologia sedimentar terciária da Formação Alter do Chão alonga-se por toda a área. O rio Tapajós é o principal exemplo da drenagem na unidade morfoestrutural, com direção SWNE, sendo que o mesmo, na foz do rio Arapiuns, apresenta-se com mais de 20 km de largura em seu curso. Esta área aplainada pelo pediplano datado do Pleistoceno (Neopleistoceno) constitui uma das principais unidades de relevo da bacia. Sobre o Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 154 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 pediplano ocorrem mesas em áreas restritas e esparsas, com rebordos bem pronunciados e festonados. − Planalto Tapajós-Xingu Esta unidade do relevo apresenta-se com extensas superfícies de forma tabular, com aproximadamente 100 km de norte a sul e 20 km de leste para oeste, identificadas como superfície tabular erosiva (Estb), conhecidas e denominadas na região como "platôs". As formas tabulares apresentam-se com rebordos erosivos, entretanto em alguns trechos terminam com fraca declividade, unindo-se com relevos já dissecados. Entre as formas tabulares ocorrem faixas de áreas com relevos dissecados em interflúvios tabulares (it), interflúvios tabulares com drenagem densa (itd) e, em menores proporções, dissecados em colinas e ravinas (cr). Geralmente as formas de relevo limítrofes desta unidade fundem-se, gradualmente, com o Planalto Rebaixado da Amazônia (Médio Amazonas), dificultando sua delimitação. − Planalto Residual Tapajós É representado por compartimentos dissecados, com altitudes médias de 350 m, dispostos a centro e sul da área estudada. O compartimento central do Planalto, com caimento para NWW e SSW, constitui-se em divisor de águas dos rios Jamanxim e Tapajós. O outro decai para norte em direção aos patamares dissecados do Paleozóico, e para noroeste em direção à calha do Tapajós. Nesta unidade localizam-se os centros urbanos de Trairão e Pimental, dentre outros. Estes relevos foram elaborados em rochas pré-cambrianas (cráton Amazônico), intensamente fraturadas e falhadas mantendo relação direta com as rochas granitóides das Suítes Intrusivas do Paleoproterozóico. Apresentam como característica principal, uma intensa dissecação que não atingiu o nível regional do aplainamento baixo da Depressão Periférica do Sul do Pará, mas já ultrapassou a fase de blocos maciços das Serras e Chapadas do Cachimbo. Nesta unidade aparecem algumas formas de relevo residuais, com topos aplainados. Trata-se de formas de relevo similares às do Planalto Dissecado do Sul do Pará, porém, em altitudes inferiores, mais fragmentadas e descontínuas. O rebaixamento deste Planalto é pronunciado, resultando formas de dissecação variadas como colinas de topo aplainado, cristas, interflúvios abaulados, interflúvios tabulares e mesas. Nestas formas erosivas há evidências de uma retomada de erosão recente, demonstrada pelos encaixamentos dos vales e pelos ravinamentos observados nas principais estradas da região, BR-163 e BR-230. − Depressão Periférica do Sul do Pará É representada por três conjuntos de compartimentos, dispostos a centro-nordeste, sudeste e sul da área estudada. Nesta unidade localizam-se os centros urbanos de Rurópolis, Novo Progresso e as localidades de Moraes Almeida e Jardim do Ouro, dentre outras. Estes relevos foram elaborados em rochas pré-cambrianas (Cráton Amazônico), mantendo correlação com as rochas granitóides da Suíte Intrusiva Maloquinha e do vulcanismo Uatumã – Grupo Iriri. A maior parte desta Depressão está confinada a oeste por conjuntos de relevos dissecados que constituem o Planalto Residual Tapajós. A noroeste a unidade encontra-se em contato Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 155 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 com partes pouco elevadas do Planalto Rebaixado da Amazônia. Nas imagens de satélite e radar caracteriza-se, em geral, por apresentar uma morfologia acidentada, dominada por morros e morrotes de topos arredondados, com médias declividades, associadas a padrões de drenagem divergentes. A área descontínua desta unidade, ao sul, aparece com direção SE-NW, caracterizada por formas colinosas em retomada de erosão está parcialmente envolvida pela macro unidade morfoestrutural Serras e Chapadas do Cachimbo. O interior da Depressão compreende uma superfície baixa e aplainada, modelada extensivamente sobre litologias pré-cambrianas em altitudes de 125 a 180 metros. − Serras e Chapadas do Cachimbo Constitui a denominação dada ao prolongamento norte do conjunto de relevos dissimétricos, englobando duas partes morfologicamente distintas: serras e chapadas. O trecho mais uniforme desta unidade, as chapadas, encontra-se ao sul da área. Estes relevos foram elaborados em rochas sedimentares da bacia do Alto Tapajós. A área de serras aparece incluindo relevos dissecados em cristas, colinas de topo aplainado, vales encaixados e ravinas. A região abarcada por esta unidade situada à leste do rio Tapajós e entre os rios Juruena e Teles Pires, é caracterizada por uma extensa superfície de aplainamento. Em alguns trechos encontram-se sedimentos arenosos, em meio à vegetação rala. Sobre o nível de aplainamento pleistocênico ocorrem residuais, às vezes com topos aplainados, que testemunham uma superfície de aplainamento mais antiga. •

Aspectos Pedológicos

As informações utilizadas tiveram como base o Mapa Exploratório de Solos da Bacia do rio Tapajós, elaborado por meio das informações extraídas dos vários mapas pedológicos elaborados pelo Projeto RADAMBRASIL, em seu trabalho de Levantamento de Recursos Naturais do Território Nacional, recentemente atualizados e sistematizados pela Fundação IBGE para o Projeto SIVAM/SIPAM, desenvolvido na região da Amazônia Legal (IBGE/SIVAM, 2004). − Caracterização Geral e Distribuição dos Solos De uma maneira geral os solos da bacia do rio Tapajós têm sua natureza estreitamente relacionada aos tipos litológicos que lhes originam, particularmente no que concerne aos grandes domínios pedológicos. Pode-se, grosso modo, distinguir o domínio dos Latossolos Amarelos, situado no extremo norte da bacia, aproximadamente limitada ao sul pelo paralelo 4º 00’, associado a litologias sedimentares da Formação Alter do Chão. Embora muito pobres quimicamente, requerendo correções por meio de adubação e calagem para utilização com agricultura, apresentam boas características físicas e são de grande importância para a região, e por tal razão, vêm sendo objeto de vários estudos. Este tipo de solo é o mais comum nos platôs da região. Muito argilosos, em sua porção inferior é freqüente a exploração de bauxita, porém ocorrem também em condição de relevo acidentado e com textura média, neste caso associados aos sedimentos mais arenosos desta formação. Estes solos apresentaram, em alguns locais, Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 156 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 horizonte A do tipo antrópico, desenvolvido pela ação de povos primitivos, onde a presença de fragmentos de cerâmica e teores de fósforo elevados são algumas de suas características distintivas. Solos com este tipo de horizonte superficial recebem a denominação genérica de “Terra Preta de Índio”. Um outro grande domínio pedológico que merece ser destacado é o dos Argissolos Vermelho-Amarelos. Posicionam-se na porção leste da bacia, contemplando toda a região drenada pelo rio Jamanxim, associado à ocorrência de litologias paleoproterozóicas. Constituem solos minerais, bem drenados, profundos, em geral apresentam baixa fertilidade natural, alguns com ocorrência de cascalhos ou concreções no perfil, localizam-se em condição de relevo desde ondulado a forte ondulado. Embora se prestem à exploração com agricultura empregando-se sistemas de manejo desenvolvidos, são na maioria das vezes explorados com pastagens plantadas para exploração com pecuária bovina. Nitossolos Vermelhos Eutroférricos (Ex: Terras Roxas Estruturadas) distribuem-se localmente associados a ocorrências de intrusões básicas e Argissolos Vermelhos, também costumam ser significativos em áreas de rochas vulcânicas ácidas da Formação Iriri (riolitos, riodacitos, etc.), neste domínio. Na parte sul da área drenada pelo rio Tapajós, verifica-se extensa faixa no sentido SE-NW, ao longo da margem direita do rio, onde o domínio é amplo dos Neossolos Quartzarênicos Órticos (Ex.: Areias Quartzosas), que ocorrem associados à presença de quartzo arenito fino, siltitos, argilitos, arenitos caulínico a argiloso do Grupo Jatuarana e das Formações Ipixuna e São Manuel da Bacia do Tapajós (Cachimbo). Tais solos são de muita baixa potencialidade agrícola, condicionada tanto pela extrema pobreza química, quanto pela textura excessivamente arenosa que além de grande propensão aos processos erosivos dificulta a retenção de água e nutrientes. Sobre os mesmos é comum a formação de fisionomias vegetais associadas a solos distróficos, tais como campos (campinaranas) e cerrados. Ocorrências localizadas de outros solos arenosos como Espodossolos e Plintossolos Pétricos Concrecionários em meio a este domínio são comuns. Expressivas ocorrências de Neossolos Quartzarênicos são também verificadas na parte norte da bacia, próximas à foz do rio Tapajós e ao longo deste, em áreas pediplanadas, como pode ser verificado nas proximidades da cidade de Alter do Chão. Muitas vezes a vegetação de Cerrado está presente sobre os mesmos. No restante da área, drenada pelo rio Tapajós, freqüentes são os Latossolos VermelhoAmarelos de textura argilosa na sua porção mais ao norte, e Latossolos Amarelos de textura argilosa e média nas outras porções da bacia. •

Hidrologia e Clima

A bacia do rio Tapajós insere-se na zona equatorial da América do Sul, onde a circulação geral é comandada pelos anticiclones do Atlântico e dos Açores, pelo anticiclone migratório Polar, pela depressão do Chaco e pela faixa de “doldrums”. Os sistemas atmosféricos determinados por esses centros de ação compõem o quadro de circulação equatorial, no qual os sistemas que interessam de perto à bacia do Tapajós são o Equatorial Continental Amazônico (Ec), a Convergência Intertropical (CIT), o Polar Atlântico (Pa) e a Frente Polar Atlântica (FPA). Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 157 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 O sistema Equatorial Continental Amazônico (Ec) tem sua região de origem na área aquecida e coberta de vegetação do interior do continente, onde dominam os ventos fracos e as calmas dos “doldrums”. Durante o verão, afeta grande parte do Brasil Central, sendo responsável por farta precipitação, apresentando valores de umidade em torno dos 90 %. A temperatura é elevada. No inverno, o sistema permanece no alto do Amazonas. A nebulosidade, que se mantém elevada, resulta em chuvas e trovoadas antes do fim do dia; as máximas térmicas chegam aos 34 °C e as mínimas ficam em torno dos 24 °C. A Convergência Intertropical (CIT) é a faixa de encontro dos alíseos dos dois hemisférios. De posição aproximadamente equatorial, individualiza-se especialmente sobre os oceanos, estando sujeita a importantes flutuações, devido às variações de intensidade das frentes polares do norte e do sul. É mais intensa, em geral, no outono e na primavera, quando ocorre o maior contraste térmico nos dois hemisférios. Trata-se de uma zona quente, de copiosa precipitação em pancadas e de umidade elevada. No verão, as máximas e mínimas térmicas são elevadas, gerando fraca amplitude. A nebulosidade é forte registrando-se chuvas e trovoadas à tarde. Durante o inverno, a umidade relativa atinge índices elevados à noite, decaindo em torno das 14:00 horas para 50 % e 70 %, respectivamente, no interior e litoral. O sistema Polar Atlântico (Pa), cuja fonte é o anticiclone migratório Polar, impulsiona a Frente Polar Atlântica (FPA), faixa de descontinuidade que separa esse sistema dos sistemas tropicais. Seus avanços, após as perturbações frontais, produzem quedas na temperatura, constituindo, no período hibernal, verdadeiras ondas de frio. Em seu caminho para o norte, o sistema pode avançar pelo interior, através da depressão geográfica continental, a oeste do Planalto Brasileiro, ou pelo litoral. Nas duas trajetórias, são notáveis o aquecimento inferior e o aumento da umidade específica, sobretudo no verão, sobre o continente, e no mar, durante o inverno. A primeira, pelo interior, percorrida principalmente no inverno, quando pode chegar até o vale do Amazonas, provoca estratos, chuviscos e queda na temperatura; é o fenômeno da “friagem”. Atingindo a latitude de 0°, o anticiclone frio ali permanece um a dois dias, incorporando-se em seguida ao sistema Equatorial Continental (Ec). Sedimentometria

Grande parte da carga de sedimentos do rio Tapajós tem origem nas bacias dos seus tributários formadores, respectivamente o Juruena e Teles Pires. Após a junção desses tributários, o rio Tapajós é alimentado pelas cargas dos sedimentos oriundos dos afluentes laterais que em função das feições geomorfológicas condicionam em maior ou menor grau a produção e o transporte de sedimentos. Do ponto de vista da geomorfologia fluvial, a calha do rio Tapajós caracteriza-se por quatro segmentos bastante distintos: -

-

O primeiro segmento, de pequena dimensão, abrange um canal aluvial de baixa sinuosidade conformada em planícies largas e extensas, estendendo-se desde a confluência dos rios Juruena e Teles Pires até a foz do rio Cururu (inclusive). Este trecho de rio é marcado por uma declividade muito baixa o que induz a ocorrência da formação de bancos de areia. Um segundo segmento é compreendido entre a foz do rio Cururu e a região de Itaituba onde predominam as rochas do embasamento cristalino. Aqui o rio mantém o

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 158 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 regime de corredeiras e alto gradiente hidráulico, observando-se a presença de diversas ilhas em seu percurso. No entorno destas ilhas formadas por rochas dos tipos migmatitos, gnaisses e granitos observa-se, de forma descontinua, uma tendência a ocorrer processos de deposição de material sólido e a formação de pequenos bancos de areia, onde se alternam os processos erosivos e de deposição. -

-

Num terceiro segmento compreendido entre Itaituba e Aveiro, verifica-se a presença de uma seqüência de ilhas e áreas com predominância de deposição de sedimentos condicionada pelo menor gradiente hidráulico. Finalmente o quarto trecho do rio Tapajós, entre Aveiro e sua foz no rio Amazonas, conhecido como Ria do Tapajós, que se caracteriza por comportamento lagunar e regime de vazões afetado pela maré e remanso do rio Amazonas.

As áreas laterais com maiores cargas potenciais de sedimentos são aqueles que detêm em sua bacia de contribuição, maior quantitativo de parcelas consideradas de alta vulnerabilidade à erosão natural. Na área de influência dos aproveitamentos inventariados do rio Tapajós, destaca-se o rio Crepori, afluente da margem direita do rio Tapajós, que se apresenta com alto nível de degradação, em função das atividades garimpeiras e que potencializam a produção de uma grande quantidade de sedimentos. Dentre os empreendimentos inventariados, observa-se que os aproveitamentos JMX-257, JMX-063 e TPJ-445, são os que se situam em áreas potencialmente mais suscetíveis a produção de sedimentos. Por sua vez, no rio Tapajós o aproveitamento TPJ-325 apresentase como de menor potencial, enquanto os demais se encontram em situação intermediária por conterem pequeno quantitativo de terrenos com estas características. •

Qualidade da Água

A bacia amazônica constitui a mais extensa rede hidrográfica do planeta. Caracteriza-se por uma grande disponibilidade hídrica e ocupa uma área total de aproximadamente 6.110.000 km², desde as nascentes do rio Amazonas, na Cordilheira do Andes, no Peru, até sua foz no oceano Atlântico. O Brasil abarca cerca de 63,4 % dessa área que se estende também pela Colômbia, Bolívia, Equador, Guiana e Venezuela. Ao lado dessa oferta natural de água, a Amazônia concentra apenas 5 % da população do país. A associação entre a alta vazão específica e a baixa densidade populacional resulta numa região de alta disponibilidade hídrica por habitante. Nesse contexto, a sub-região hidrográfica do Tapajós, abrange uma das principais subbacias, envolvendo uma área de aproximadamente 493.000 km² e um contingente populacional superior a 820.000 habitantes, tendo como principais formadores os rios Juruena e Teles Pires. Estes dois rios se unem próximo ao paralelo 7 º30’ de latitude sul, na área que se situa entre os limites estaduais do Mato Grosso, Pará e Amazonas para formar o rio Tapajós. A dinâmica hidrobiológica da bacia do rio Tapajós é condicionada também pelas variações típicas determinadas pelo regime hidrológico anual. Os ciclos de enchente (novembro a janeiro), de cheia (fevereiro a abril), de vazante (maio a julho) e de estiagem (agosto a outubro) são determinantes na estruturação das comunidades que habitam rios e igarapés. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 159 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Sobre esses elementos, se sobrepõem as alterações resultantes de atividades antrópicas desenvolvidas nas distintas sub-bacias integrantes do rio Tapajós. Segundo a análise dos aspectos físico-químicos e bacteriológicos, verifica-se que o padrão estrutural dos ecossistemas aquáticos na bacia do rio Tapajós reflete sistemas hídricos caracterizados pela alta transparência, acidez elevada, em especial nos afluentes, e pequena disponibilidade de nutrientes minerais. No entanto, na bacia em estudo, a condição adequada dos ecossistemas aquáticos tende a ser alterada localmente nos trechos de rios que atravessam pequenos povoados dispersos na bacia, devido à contribuição de esgoto sanitário e lixo doméstico sem tratamento. Porém, a alta capacidade de diluição e autodepuração dos cursos d’água, em geral, mantém os ambientes em estado oligotrófico, com concentração de oxigênio suficiente para manutenção da vida aquática. Esse aspecto não constitui, pois, fator de relevância para conservação das comunidades aquáticas nos principais rios em estudo, a não ser nas imediações de cidade de maior porte, como Novo Progresso, Itaituba e Santarém. Os impactos mais relevantes na bacia do Tapajós dizem respeito às intervenções de natureza física na rede de drenagem, como aquelas decorrentes da construção de vias de acesso e, principalmente, da atividade de garimpo de ouro, que teve início no final da década de 50, quando foram descobertas as primeiras ocorrências do metal no rio das Tropas, afluente da margem direita do rio Tapajós (Rodrigues et al., 1994). Atualmente esta atividade está fortemente concentrada na sub-bacia do rio Crepori. 3.2.2. Ecossistemas Aquáticos Próprias da bacia amazônica são as grandes diferenças químicas entre os rios, os de águas brancas, ricos em sedimentos e nutrientes, e os de águas pretas detentores de elevada acidez e pobres em nutrientes. Associadas à fisiografia fluvial e ao grau de interferência antrópica local, estas características influenciam fortemente o desenvolvimento da biota nos ecossistemas aquáticos da região. Distintamente dos outros grandes tributários do rio Amazonas, o Tapajós não se classifica entre estes dois tipos de rios. Devido a sua origem sobre terrenos arrasados carrega pequena quantidade de material em suspensão, sendo considerado um rio de águas claras, detentor de relativa transparência (de 0,6 a 4,0 m), tanto na estação chuvosa como na seca, e de níveis de pH que variam entre o ácido ao ligeiramente alcalino, aproximadamente de 4,5 a 7,8. À medida que se aproxima da foz, a geologia da área é alterada e esta passa a se localizar sobre terrenos sedimentares e baixas altitudes, aqui a quantidade de material em suspensão e de sedimentos aumenta sendo potencializada pela mistura com as águas brancas do rio Amazonas. Estas características, somadas a influência do enorme volume de água do Amazonas e das marés, fazem com que, nessa região, o Tapajós chegue aos 20 km de largura, formando uma grande RIA1.

1

RIA: tipo de costa que apresenta vales largos com a foz em forma de trombeta, cujos rios possuem a foz afogada em virtude de transgressões marinhas. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 160 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 O levantamento das espécies de peixes ocorrentes na bacia do Tapajós baseados na literatura especializada e no banco de dados da coleção de peixes do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo resultou no registro de 14 ordens, 46 famílias, 227 gêneros e aproximadamente 435 espécies de peixes (Anexo III, Volume 21/22). No mercado municipal de peixes de Itaituba, instalado em frente ao rio Tapajós, na margem esquerda, nas proximidades do atracadouro de balsas, se encontram oito bancas de pescados em funcionamento. A oferta de peixes varia conforme a disponibilidade para captura, sendo influenciada inclusive pela vazão dos rios, ou seja, épocas de seca e cheia. Em Itaituba situa-se a Colônia dos Pescadores Z – 56 que integra o denominado “Movimento dos Pescadores do Oeste do Pará e Baixo Amazonas”. De acordo com informações obtidas no Sindicato dos Pescadores deste município, as principais espécies de peixes comerciais e a sua importância econômica no contexto regional podem ser verificadas no Quadro 3.3.8.2-1 (item 3.1.2, Apêndice D - Volume 19/22), onde foram diagnosticadas 38 espécies de valor econômico para a região, destas espécies como o traíra, a arraia e o mandi apresentam baixa importância no contexto econômica, já espécies como o curimatá, o dourado e o tambaqui, apresentam alto valor no mercado regional. Considerações sobre a ecologia das principais espécies comerciais da bacia hidrográfica dos rios Tapajós e Jamanxim podem ser verificadas no item 3.1.2, Apêndice D - Volume 19/22. •

Mamíferos e Répteis Aquáticos

Entre os mamíferos aquáticos, as lontras (Lontra longicaudis) e ariranhas (Pteronura brasiliensis), são espécies de ocorrência comum na bacia. Esta última consta da lista de animais ameçados de extinção do IBAMA na categoria “vulnerável”, Entrevistas indicam que especialmente nos rios Jamanxim e Aruri ocorre uma grande quantidade destes mamíferos e ainda de répteis, notadamente os tracajás (Podocnemis unifilis). A tartarugada-Amazônia (Podocnemis expansa) também é ocorrência conhecida, existindo inclusive no baixo Tapajós, região de Aveiro, um projeto do Ibama para repovoamento destes répteis. As espécies de jacarés diagnosticadas foram o jacaré-coroa (Paleosuchus trigonatus) e a jacaretinga (Caiman crocodilus), de provável existência em toda a área. Outros mamíferos aquáticos verificados na bacia por meio de entrevistas e registros em museu foram os botos tucuxi (Sotalia fluviatilis) e cor-de-rosa ou vermelho (Inia geoffrensis), bem como e o peixeboi-da-amazonia (Trichechus inunguis). Os dois últimos constam da listagem de animais ameçados de extinção do IBAMA na categoria “vulnerável”. Ressalta-se que todos os mamíferos aquáticos citados são de ocorrência restrita às regiões a jusante das cachoeiras de São Luiz do Tapajós, especialmente na ria do Tapajós. Estas espécies se encontram na “Lista de espécies de mamíferos da bacia dos rios Tapajós e Jamanxim” (Anexo VI, Volume 21/22). •

Indicadores de Doenças de Veiculação Hídrica

Das várias patologias associadas à veiculação hídrica na bacia, destaca-se a malária. Os mosquitos do gênero Anopheles são responsáveis pela transmissão dos protozoários do gênero Plasmodium, causador da malária. Os criadouros típicos destes insetos são águas profundas, limpas, pouco turvas e parcialmente sombreadas. As larvas e pupas geralmente são encontradas nas margens, junto à vegetação e sua atividade hematogênica ocorre na maioria das áreas amazônicas, ao alvorecer e ao anoitecer (Ferreira et al., 2003). Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 161 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Na bacia do rio Tapajós, os bolsões de malária estão concentrados em vários municípios, especialmente Jacareacanga, Itaituba, Novo Progresso, onde há intensa atividade de garimpo de ouro. Nesses locais, se associam à paisagem antrópica, a alta mobilidade da população, a baixa imunidade e percepção de risco e o difícil acesso, que resultam numa alta incidência e dinâmica instável da doença. 3.2.3. Ecossistemas Terrestres •

Vegetação

De maneira geral, as formações florestais distribuem-se ao norte da região de estudo em altitudes de até 100 m, formando a Floresta Ombrófila das Terras Baixas (BRASIL, 1976; SIVAM/SIPAM, 2001; Veloso, 1991); no centro e sul da área, incidem em maiores altitudes, até 200 m e um pouco acima disto, compondo duas fisionomias distintas, a Floresta Ombrófila Densa e a Floresta Ombrófila Aberta submontana. Áreas savânicas ou de cerrado também foram mapeadas nos extremos da bacia. Ao sul, observa-se a ocorrência de várias fisionomias savânicas associadas aos relevos alteados e aos solos litólicos da Serra do Cachimbo. Ao norte, nas proximidades de Santarém e Alter do Chão, também são verificadas estas formações. O Apêndice D – Estudos Ambientais (Volume 19/22) apresenta a caracterização florística e fisionômica detalhada das principais categorias vegetais ocorrentes na bacia dos rios Tapajós e Jamanxim. •

Fatores de Pressão Sobre os Ecossistemas

Diferentes formas de intervenção humana foram diagnosticadas na bacia hidrográfica do Tapajós. Entre as mais freqüentes e impactantes para os ecossistemas terrestres e aquáticos estão os desmatamentos, a exploração madeireira e minerária, a implantação de áreas agropecuárias, a caça e o comércio ilegal de espécies da flora e da fauna. Freqüentemente, em função dos processos e da intensidade da ocupação antrópica, ocorrem interações entre as diferentes pressões, tendo seus efeitos atuação sinérgica. De acordo com o Prodes, programa responsável pelo monitoramento das áreas de florestas da Amazônia Legal realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), até 2006, 17,04 % do estado do Pará, correspondente a uma área de 212.907 km2, havia sido afetado pelo desflorestamento. Deste percentual, os municípios situados na bacia do Tapajós contribuíram com parcelas relativamente significativas, de acordo com o exposto abaixo: -

Santarém: corresponde ao 12º município mais desmatado do Pará com um total de 4.394 km2 desmatados até 2006, que perfazem 19,21 % da área municipal,

-

Novo Progresso: corresponde ao 13º município mais desmatado do Pará com um total de 4.359 km2 desmatados até 2006, que perfazem 11,42 % da área municipal;

-

Itaituba: corresponde ao 14º município mais desmatado do Pará com um total de 4.242 km2 desmatados até 2006, que perfazem 5,04 % da área municipal;

-

Rurópolis: corresponde ao 48º município mais desmatado do Pará com um total de 1.571 km2 desmatados até 2006;

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 162 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

-

Jacareacanga: corresponde ao 60º município mais desmatado do Pará com um total de 1.240 km2 desmatados até 2006;

-

Juruti: corresponde ao 66º município mais desmatado do Pará com um total de 1.109 km2 desmatados até 2006;

-

Aveiro: corresponde ao 68º município mais desmatado do Pará com um total de 1.021 km2 desmatados até 2006;

-

Trairão: corresponde ao 71º município mais desmatado do Pará com um total de 900 km2 desmatados até 2006;

-

Belterra: corresponde ao 76º município mais desmatado do Pará com um total de 781 km2 desmatados até 2006.

Os desmatamentos ocorrentes na área são motivados por diferentes atividades, podendo-se dividi-los de acordo com estas em três tipos principais: -

Desmatamentos pontuais ocorrentes em função dos inúmeros garimpos de ouro localizados principalmente na bacia do rio Crepori e em menor densidade na bacia do Alto Tapajós e Jamanxim;

-

Desmatamentos extensivos cuja motivação principal é abertura das áreas para pastagem e agricultura, ocorrentes principalmente nos arredores da cidade de Itaituba (pastagem) e Santarém (agricultura de soja).

-

Desmatamentos extensivos cujo objetivo principal é a retirada da madeira, comumente situados no eixo da rodovia BR-163 destacando-se os municípios abrangidos pela área de entorno da estrada, principalmente Novo Progresso e secundariamente Itaituba e Trairão.

Particularmente, em Novo Progresso a expansão da fronteira agrícola a partir do norte do Mato Grosso e a notícia do asfaltamento da BR-163 fez com que os percentuais desmatamentos entre 2000 e 2004 se estendessem a mais que 100 % do total até este ano. Em 2000, o total de área desmatada no município era de 1.693,4 km² (4,43 % da área total do município), contra 3.830,9 km² (10,03 % área total do município) em 2004. A partir de 2005, com a intensificação dos procedimentos de fiscalização por parte do governo e com as restrições legais advindas da instituição da ALAP “Área sob Limitação Administrativa Provisória” os percentuais de desmatamento diminuíram significativamente, de modo que em 2005 a área desmatada no município era de 4.059,4 km² (10,63 %) e em 2006 foi de 4.359,8 km² (11,42 %). Ou seja, em dois anos, entre 2005 a 2006, a área desmatada totalizou aproximadamente 300 km², contra 2137 km² desmatados entre 2000 a 2004. •

Ecossistemas de Relevante Interesse Ecológico

− Unidades de Conservação (UCs) Grande parte da região abarcada pela bacia do Tapajós é coberta por áreas protegidas, que representam, na área, um total de 16 Unidades de Conservação. Destas quase 100 % são formadas pelo bioma da Floresta Amazônica. As formações savânicas ocorrem dentro de UCs somente na região do extremo sudoeste da bacia, no Parque Nacional de Juruena, apresentando áreas percentuais pouco significativas no contexto da bacia.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 163 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Entre as 16 Unidades de Conservação existentes, 12 são de uso sustentável e perfazem cerca de 40 % da bacia e 4, aproximadamente 12 % da bacia, são de proteção integral. De modo que, pouco mais de 50 % da bacia é protegida por UCs. Sete destas UCs foram criadas em 13 de fevereiro de 2006, mediante decreto da Presidência da República, juntamente com a ampliação da área original do Parque Nacional da Amazônia, primeira unidade de conservação de proteção integral estabelecida na região. Ao todo foram criados 6,4 milhões de hectares de áreas protegidas no entorno da BR-163. Nessa data ainda foi instituído, na região, o primeiro Distrito Florestal Sustentável do país. O Decreto que institui o complexo geoeconômico e social denominado Distrito Florestal Sustentável (DFS) da BR-163 consta no Anexo VII (Volume 21/22) acrescido do respectivo mapa de referência. Além destas áreas, a bacia do Tapajós possui também 2 Terras Indígenas demarcadas e uma Área Militar, que ainda que tenham sido criadas por diferentes objetivos e medidas legais, estando sujeitas às pressões distintas em função destes, acabam por atuar, em maior ou menor grau, como fator de proteção dos ecossistemas naturais. Os territórios indígenas constituem quase 13 % da área da bacia, onde se sobressai a Terra Indígena Munduruku, com quase 12 %. A Área Militar da Serra do Cachimbo forma 3.355 km², 2 % da bacia. Ou seja, áreas militares e territórios indígenas, totalizam cerca de 15 % da bacia. Estas informações constam no Mapa de Unidades de Conservação e Terras Indígenas (EG.219-GE.77-MP.0013, Anexo IX, Volume 21/22). •

Ocorrência e Distribuição Faunística

As áreas de endemismo na Amazônia têm seus limites fortemente associados com os cursos dos grandes rios. Inúmeras espécies e subespécies amazônicas, pertencentes a vários grupos animais, têm os rios como limites de suas distribuições (Sick 1967, Ayres e Clutton-Brock 1992). Em alguns casos verifica-se uma drástica mudança na composição animal em margens opostas de grandes rios, sem que se percebam diferenças relevantes na estrutura e composição da cobertura vegetal. Os rios Tapajós e Madeira são os mais importantes divisores de fauna da Amazônia Meridional. O rio Tapajós constitui o limite, tanto ocidental como oriental, de inúmeros táxons, muitos deles com distribuição restrita dois dos mais importantes centros de endemismo da Amazônia, os centros Rondônia e Pará (Cracraft, 1985; Bates, 2001). Entre os táxons que apresentam o rio Tapajós como limite leste de sua distribuição citamos: a cuíca-lanosa (Caluromys lanatus), o macaco-sauim (Callithrix humeralifera), o macaco-danoite (Aotus nigriceps), o esquilo (Sciurus spadiceus) e o rato-coró (Isothrix pagurus), entre os mamíferos; e jacu-de-spix (Penelope jacquacu), o rabo-branco-amarelo (Phaethornis philippii), a tovaquinha (Dichrozona cincta) e o corneteiro-da-mata (Lioceles thoracicus) e o uirapuru-de-chapéu-branco (Pipra nattereri), entre as aves. Dentre as espécies que tem o rio Tapajós como limite oriental de suas distribuições, são endêmicos da sub-região zoogeográfica do Madeira-Tapajós (Centro Rondônia) o sauá (Callicebus hoffmannsi), entre os mamíferos e o capitão-de-peito-marrom (Capito bruneipectus), a mãe-de-taoca-papuda (Rhegmatorhina hoffmansi), a mãe-de-taocaarlequim (Rhegmatorhina berlepschi) que substitui a precedente na margem esquerda do baixo Tapajós, a mãe-de-taoca-dourada (Skutchia borbae) e o uirapuru-de-chapéu-branco (Pipra nattereri), que avança para a margem direita do Tapajós, na região de cabeceira Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 164 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Por outro lado, apresenta o rio Tapajós como limite oeste de suas distribuições: o sauimbranco (Callithrix argentata), o sagüi (Callithrix leucippe), os macacos-da-noite (Aotus azarae e Aotus infulatus), o zogue-zogue (Callicebus moloch), o bugio (Alouatta nigerrima), o coatá (Ateles marginatus) e o morcego (Pteronotus parnelli), entre os mamíferos; e a mãede-taoca-de-cara-branca (Rhegmatorhina gymnops), a maria-mirim (Hemitriccus minimus), o dançador-de-coroa-dourada (Pipra vilasboasi) e a cabeça-de-prata (Pipra iris), entre as aves. Parte das espécies que apresenta o rio Tapajós como limite oriental da área de ocorrência é endêmico da região compreendida entre este rio e o rio Tocantins (Centro Pará). •

Espécies Ameaçadas de Extinção

Em comparação aos demais biomas sul-americanos, o bioma amazônico encontra-se em melhor estado de conservação, persistindo extensas áreas ainda não impactadas pelo homem, onde os processos ecológicos se mantêm inalterados. No entanto, a evolução da ocupação humana na região vem produzindo danos significativos, principalmente, em função da perda de hábitat, da fragmentação das populações animais e da caça. Estes figuram entre os principais fatores que contribuem para o processo deletério de perda de diversidade. Nesse processo algumas espécies são afetadas de forma mais crítica, levando em alguns casos a serem consideradas ameaçadas de extinção. Entre as espécies de vertebrados terrestres registradas para a bacia do rio Tapajós, são consideradas ameaçadas de extinção (IUCN, 2006 e IBAMA 2003): −

Mamíferos: a cuíca-lanosa (Caluromys lanatus), quase ameaçada (IUCN); a mucuravermelha (Caluromys philander), quase ameaçada (IUCN), a mucura-d’agua (Chironectes minimus), quase ameaçada (IUCN); a catita (Gracilinanus emiliae) vulnerável (IUCN); a catita (Monodelphis emiliae), vulnerável (IUCN); o peixe-boi-daamazonia (Trichechus inunguis), vulnerável (IUCN); o tatu-canastra (Priodontes maximus), vulnerável (IUCN e IBAMA); o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), vulnerável (IBAMA) e quase ameaçada (IUCN); o macaco-aranha (Ateles belzebuth), vulnerável (IBAMA); o coatá (Ateles marginatus), ameaçado (IUCN) e em perigo (IBAMA); o macaco-barrigudo (Lagothrix lagothricha), quase ameaçado (IUCN); os morcegos (Artibeus concolor, Artibeus obscurus, Rhinophylla fischerae, Vampyressa bidens, Cynomops abrasus e Molossops mattogrossensis) quase ameaçados (IUCN) e o morcego Saccopteryx gymnura, vulnerável (IUCN); a jaguatirica (Leopardus pardalis), vulnerável (IBAMA); o gato-do-mato (Leopardus tigrina), vulnerável (IBAMA); o gatomaracajá (Leopardus wiedii), vulnerável (IBAMA); a onça-pintada (Panthera onca) quase ameaçada (IUCN) e vulnerável (IBAMA); o cachorro-vinagre (Speothos venaticus), vulnerável (IUCN e IBAMA); a ariranha (Pteronura brasiliensis), ameaçada (IUCN) e vulnerável (IBAMA); a anta (Tapirus terrestris, Foto 3.4.8-35), vulnerável (IUCN); o cateto (Pecari tajacu), vulnerável (IUCN); e o boto (Inia geoffrensis), vulnerável (IUCN e IBAMA).

Aves: o uiraçu-falso (Morphnus guianensis), quase ameaçado (IUCN); o gavião-real (Harpia harpyja), quase ameaçada (IUCN); a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), vulnerável (IUCN e IBAMA); a ararajuba (Guarouba guarouba), ameaçada (IUCN) e vulnerável (IBAMA); a choca-de-garganta-preta (Clytoctantes atrogularis), criticamente ameaçada (IUCN); e o dançador-de-coroa-dourada (Lepidothrix vilasboasi), vulnerável (IUCN).

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 165 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Anfíbios: entre as espécies de anfíbios registradas apenas o sapo Atelopus spumarius é considerado vulnerável (IUCN); e

Répteis: a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa) considerada sob baixo risco (IUCN); a tartaruga (Podocnemis sextuberculata), vulnerável (IUCN); o tracajá (Podocnemis unifilis), vulnerável; e o jabuti (Geochelone denticulata), vulnerável (IUCN).

3.2.4. Organização Territorial A configuração da organização territorial observada na Amazônia reflete os modelos ocorridos em seu processo de ocupação e as condições econômicas e sociais daí resultantes, além de indicar tendências de expansão dos usos do solo. O sistema de transporte foi determinante na organização e integração do território amazônico, que se sustenta nas redes fluvial e viária. Durante séculos, a rede hidroviária determinou a localização das cidades, nas proximidades da calha dos rios da região amazônica. No entanto, nos últimos quarenta anos, a malha rodoviária implantada na região passou a se constituir no novo fator de localização das cidades, em plena terra firme. As políticas de integração da região amazônica ao restante do país, instituídas pelo Governo Federal nos anos 70, com o objetivo de integrar a região ao restante do país, deram origem ao que vem sendo denominado recentemente, principalmente em função do Plano Amazônia Sustentável (PAS) de “Arco de Povoamento”, também conhecido como “Arco do Desflorestamento”. Trata-se do elemento mais complexo e ativo da estruturação do território amazônico, onde diferentes processos ocupacionais se sucedem no tempo e avançam espacialmente em frentes subseqüentes. Esta faixa é marcada pelo forte processo de migração, pelo intenso movimento de urbanização, pela produção de grãos e madeira, produtos muitas vezes substituídos pela formação de pastos plantados e criação de gado. Já a franja externa da região, é marcada pela concentração fundiária e pelo surgimento de mão-de-obra assalariada, que se distingue dos pequenos estabelecimentos rurais, onde predomina o trabalho familiar. A bacia do rio Tapajós situa-se na porção sudeste do território amazônico, a mais dinâmica da região, no seu limite com a sudoeste. Não obstante a bacia encontrar-se hoje razoavelmente preservada e não apresentar uma dinâmica de ocupação expressiva, as pressões advindas do Arco de Povoamento já se fazem sentir a Leste, pelo eixo da rodovia BR-230 (Transamazônica), e ao Sul, do Norte do Mato Grosso, por intermédio da BR-163 (Cuiabá/Santarém). Entretanto, as más condições das rodovias e as dificuldades de implantação de uma hidrovia no rio Tapajós têm contribuído significativamente no refreamento do processo de expansão da ocupação da bacia. Nesse sentido, é necessário lembrar que a pavimentação da rodovia BR-163 é um dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê o asfaltamento de cerca de mil quilômetros entre Guarantã do Norte, no Mato Grosso, e Santarém, no Pará, facilitando o escoamento da crescente produção de grãos da região.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 166 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Organização Político-Administrativa

A bacia hidrográfica do rio Tapajós abrange uma área de aproximadamente 160 mil km² e uma população de cerca de 542 mil pessoas, que correspondiam a cerca de 0,3 % e 8,7 % da população brasileira e paraense, respectivamente, de acordo com dados de 2000 do Censo Demográfico do IBGE. Os municípios paraenses pertencentes à bacia são Santarém, Itaituba, Belterra, Aveiro, Novo Progresso, Juruti, Jacareacanga, Rurópolis e Trairão. Algumas considerações devem ser feitas acerca do município de Maués, o único município do Amazonas inserido na bacia. Apesar de possuir parte de seu território inserido na bacia hidrográfica do rio Tapajós, o mesmo não deverá ser objeto de análise no presente estudo, no que diz respeito aos aspectos socioeconômicos, pois apenas a porção do extremo sul do município localiza-se na bacia do Tapajós, ou seja cerca de 11 % dos 39.958 km² de seu território total. Sua sede municipal, onde se concentra grande parte das atividades econômicas, situa-se no extremo norte do território, fazendo com que haja pouca e difícil vinculação entre esses dois pontos, quais sejam, sua sede e a porção inserida na bacia. Com relação à participação na bacia, apenas os municípios de Rurópolis e Trairão possuem a quase totalidade (cerca de 99 %) de seu território inserido na bacia, seguidos de Itaituba, com 85 %, Jacareacanga e Novo Progresso, com aproximadamente 64 %. Os demais municípios possuem a metade ou menos de seu território na bacia. Todos os municípios possuem sua sede municipal no interior da bacia, com exceção de Juruti, cuja sede encontra-se muito distante da mesma, situando-se inclusive em outra bacia e sofrendo a influência de outras dinâmicas de ocupação da região amazônica Uma das questões de grande relevância na bacia, do ponto de vista político-administrativo, é a grande extensão dos municípios, que dificulta o atendimento às demandas de diversas localidades, que, na maior parte das vezes, ficam à mercê de sua própria sorte, sem poder contar com apoio da sede municipal. Um bom exemplo desta situação é a localidade de Moraes Almeida, situada no município de Itaituba, ao longo da BR-163, distante da sede municipal, e que demanda sua emancipação, em grande parte em função desta distância. O Mapa Político-Administrativo – Bacia do Rio Tapajós (Anexo EG.219-GE.77-MP.0014, Volume 21/22), apresenta os a rede hidrográfica, os limites da bacia e dos municípios, as sedes municipais e as principais rodovias existentes na bacia. •

Rede de cidades

De uma forma geral, a rede urbana do território amazônico ainda é bastante rarefeita e muito descontínua, como é o caso na bacia do rio Tapajós, sendo que apenas na faixa do chamado “Arco de Povoamento Adensado da Amazônia Legal”, essa rede encontra-se em processo de consolidação. Neste sentido, na estrutura da rede urbana da área da bacia do rio Tapajós, destacam-se apenas os municípios de Santarém e Itaituba, com uma população total de cerca de 260.000 e 94.000 habitantes e uma taxa de urbanização de 71 % e 68 %, respectivamente. Os demais municípios apresentam não apenas uma população total inferior a 30.000 habitantes (exceção feita a Juruti), como também em todos os casos a população rural supera a urbana. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 167 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 No geral, as cidades da região são carentes de equipamentos e serviços mínimos e a renda urbana é muito baixa. No entanto, apesar dos inúmeros problemas presentes nestas aglomerações e da fragilidade da rede urbana na bacia do rio Tapajós, os centros urbanos cidades são fundamentais para a promoção de um desenvolvimento regional sustentável, uma vez que se constituem nos principais vetores de indução de investimentos para suas áreas de inserção, e das redes de informação, que permitem articulações externas e internas à região. Os estabelecimentos industriais, comerciais e de serviços da área da bacia do rio Tapajós encontram-se essencialmente concentrados nas cidades de Santarém e Itaituba e estão diretamente associadas às atividades primárias predominantes na região. Neste contexto, destacam-se o comércio e os serviços voltados principalmente ao suporte às atividades agrícola e de garimpo, incluindo o fornecimento de maquinário e implementos agrícolas, sementes, inseticidas e outros insumos, além de serviços de transporte e armazenagem, de crédito, entre outros mais. O arranjo do sistema de transporte implantado na área de estudo reflete o processo de ocupação da região, configurando-se pela existência, por um lado, de um subsistema de transporte fluvial, concentrado na calha do rio Amazonas, independente e fracamente integrado, e por outro lado, de um subsistema de transporte rodoviário, estruturado pelas rodovias federais BR-230 (Transamazônica), no sentido leste/oeste, e BR-163 (Cuiabá/Santarém), no sentido norte/sul. Já a rede de estradas estaduais e municipais é muito reduzida, sendo insuficiente para permitir o escoamento regular e seguro da produção regional, assim como o deslocamento de pessoas. As duas rodovias federais existentes na área da bacia do rio Tapajós que estruturam o subsistema de transporte rodoviário, a BR-230 e a BR-163, foram abertas na década de 1970, seguindo o padrão perpendicular de rede de rodovias federais estratégicas, conforme planejamento do então governo federal, visando a integração da região amazônica ao restante do país. 3.2.5. Modos de Vida O modo de vida das populações residentes na bacia reflete as diferentes formas de apropriação dos recursos naturais disponíveis. Enquanto as margens do rio Tapajós são predominantemente ocupadas por comunidades que praticam uma economia de subsistência, a região entre os rios Tapajós e Jamanxim caracteriza-se pela intensa atividade de exploração das jazidas auríferas ali existentes que hoje, apesar de já quase esgotadas, ainda são muito exploradas. A inexistência de uma malha viária adequada nessa região, assim como a abundância de afluentes do Tapajós e do Jamanxim, favorecem o transporte fluvial daqueles que se dedicam ao garimpo, sendo ainda bastante comum o uso de aviões pequenos. Ao longo do rio Jamanxim a população dedica-se à exploração da madeira e, na região mais próxima à foz do Tapajós, nos municípios de Santarém e Belterra, avança o cultivo da soja. Santarém é o pólo regional, e Itaituba segue-a em importância. Jacareacanga, por sua vez, ressente-se do isolamento provocado pela distância em que se encontram os principais eixos rodoviários, a Transamazônica – BR-230, e a Cuiabá-Santarém, BR-163, que alteraram a dinâmica da região.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 168 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 A pesca é praticada por todas as comunidades ribeirinhas, seja para venda ou para consumo próprio, sendo o consumo de peixes a principal fonte de proteínas dos habitantes locais. A utilização de espécies da flora amazônica, mediante coleta, manipulação e comercialização, para alimentação, uso medicinal ou artesanato é importante no modo de vida da população, fazendo parte da cultura local e gerando trabalho e renda para a população. Existem, principalmente no médio curso do rio Tapajós, inúmeros pequenos aglomerados, muitas vezes com pequeno número de casas que, no entanto, podem ser considerados pequenos núcleos urbanos que servem de apoio às várias atividades praticadas no meio rural. Destaca-se, ainda, os igarapés que possuem uma importância vital para as populações locais, principalmente as ribeirinhas, permeando o modo de vida dos habitantes, sendo utilizados para transporte, pesca, abastecimento de água, lazer, banho, lavagem de roupa e limpeza de utensílios domésticos. Por tudo isso, os rios fazem parte da cultura e das tradições locais, e qualquer interferência na utilização destas águas deverá certamente provocar conflito de interesses. No que se refere aos aspectos populacionais dos municípios pertencentes à bacia do rio Tapajós, percebe-se uma dinâmica demográfica bastante diversificada, em termos de evolução absoluta, de taxa de urbanização e taxas de crescimento. A composição demográfica na bacia também se formou a partir de fluxos migratórios oriundos praticamente de todos os estados, sendo que os migrantes fixaram-se preferencialmente no meio rural e nas cidades, enquanto os nativos, por sua vez, vivem em povoados rurais tradicionais e comunidades ribeirinhas. Encontra-se uma grande diversidade de origem da população residente, com predominância de habitantes de outros estados, em especial nas inúmeras áreas garimpeiras ainda precariamente em operação, como por exemplo, nas localidades de Jardim do Ouro, Creporizão, Creporizinho, Comunidade do Penedo, Comunidade do Aruri, Vila Riozinho das Arraias, assim como na Vila Moraes Almeida. Embora, no geral, a bacia do Tapajós possua uma distribuição da população predominantemente urbana, com 58,5 % de sua população residindo em cidades, esse índice ainda é bastante inferior ao nacional, de cerca de 81 %. Nesse sentido, destacam-se os municípios de Santarém e Itaituba, que possuem as maiores taxas de urbanização da bacia, de 71 % e 68,1 %, respectivamente. No outro extremo, municípios como Aveiro, Jacareacanga e Trairão são predominantemente rurais, ou seja, mais de 75 % de sua população reside no meio rural e provavelmente depende desse meio para seu sustento. Dos vários aspectos relacionados ao crescimento demográfico, o componente migração deve ser ressaltado, visto que seu papel foi relevante na configuração do atual perfil demográfico da região amazônica, sobretudo a partir dos anos 1970. No início de sua ocupação, o movimento migratório para a Amazônia era principalmente proveniente das demais grandes regiões brasileiras que não a região Norte. Essa migração vem diminuindo em relação às décadas anteriores, tornando-se hoje predominantemente de natureza intra-regional. Informações da Agência de Desenvolvimento da Amazônia – ADA – evidenciam a importância das direções dos fluxos migratórios que balizam o povoamento atual e indicam a direção futura. No período compreendido entre os anos de 1991 e 1996, Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 169 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 os estados do Mato Grosso e do Pará, este último em sua porção leste, foram os que mais atraíram migrantes. Destaca-se na bacia, o município de Novo Progresso, com mais da metade de sua população oriunda de outros estados, seguido de Rurópolis, com cerca 43,8 % de sua população composta por migrantes. No outro extremo, Juruti apresenta o mais baixo percentual de migrantes, de apenas 2,5 %. Os dados do Censo Demográfico de 2000 para migração, mostram que, de forma geral, o estado do Maranhão é o de maior participação na população migrante, em quase todos os municípios da bacia. Esta população dirige-se, majoritariamente, para os municípios de Itaituba e Santarém, importantes pólos de serviços. No quadro geral dos municípios, a participação masculina ainda é maior que a feminina. 3.2.6. Base Econômica A região da bacia do rio Tapajós apresenta um baixo dinamismo econômico, que se reflete na pequena participação da área no total de geração do Produto Interno Bruto – PIB estadual. Predominam, nos municípios da bacia, as atividades ligadas aos setores terciário e primário, revelando a pouca importância da indústria na região. Esse baixo dinamismo econômico tem como conseqüência escassos níveis de renda para a população como um todo. As principais atividades produtivas na bacia refletem muito diretamente a apropriação dos recursos naturais disponíveis. Assiste-se, na região, à lógica que prevaleceu na ocupação da Amazônia ao longo dos anos, ou seja, a seqüência de ciclos de exploração dos recursos típico das regiões florestais. Assim, à exploração de madeira, realizada de forma majoritariamente predatória, seguiu-se a instalação, nas áreas já desmatadas, de pastagens para o desenvolvimento da pecuária de forma extensiva. Na seqüência, dentro dessa lógica, a atividade pecuarista foi substituída pela atividade agrícola, realizada de forma intensiva em capital, concentrada na produção de grãos, notadamente a soja. Cabe ressaltar ainda que se trata de uma região na qual a utilização das terras encontra grandes restrições em função das extensas áreas ocupadas com matas e florestas naturais, geralmente integradas em unidades de conservação federais ou estaduais. Em termos agropecuários, prevalece na região a cultura de subsistência, e alguns poucos casos de exploração mais consistente de algumas culturas temporárias, tais como o arroz, e mais recentemente, a soja, com alto grau de tecnificação. As pastagens ocupam porções significativas das terras da bacia, sendo a pecuária, em geral, implantada de forma precária. Vale destacar, no caso específico da bacia do rio Tapajós, a importância das atividades extrativistas, principalmente mineral, sob a forma de garimpo do ouro. O extrativismo também é representado pela exploração madeireira, realizada de forma predatória, causando impactos severos aos ecossistemas florestais. Já a extração vegetal de alimentícios concentra-se no aproveitamento do açaí e da castanha-do-pará, assim como das ervas medicinais. A abundante disponibilidade de recursos hídricos existentes na bacia oferece um ambiente ideal para a atividade pesqueira, tanto comercial, quanto esportiva, turística ou de subsistência. A pesca dos ribeirinhos está voltada especialmente para o abastecimento Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 170 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 alimentar, enquanto a pesca nas proximidades dos centros urbanos orienta-se essencialmente para a comercialização. Já a captura de peixes ornamentais é uma atividade amplamente difundida em vários pontos da bacia e, constitui-se uma cadeia produtiva importante para a geração de emprego e renda. •

Composição do Produto Interno Bruto

O Produto Interno Bruto – PIB é o principal indicador da atividade econômica, utilizado para medir o desempenho econômico de um país, de uma região ou mesmo de um município. O PIB representa o somatório de toda a renda de bens e serviços gerada numa determinada economia, em dado período. No caso específico da bacia do rio Tapajós, o PIB somava, em 2004, quase dois milhões de reais (R$ 1.947 mil), ou seja, pouco mais de 5 % do PIB total do estado do Pará, o que mostra uma economia ainda bastante incipiente. No entanto, a maioria dos municípios apresentou, entre 2000 e 2004 um crescimento significativo de seu PIB, registrando taxas de crescimento superiores às do país e do Pará. Esse incremento resulta, em grande parte, do fato de que se trata de uma região vem atraindo população e, conseqüentemente, atividades econômicas, fazendo com que sua dinâmica seja mais rápida que em outras regiões, já consolidadas economicamente. No que se refere à distribuição espacial do PIB nos municípios do conjunto da bacia, Santarém deteve a maior participação, em 2004, sendo responsável por mais da metade da totalidade da geração de PIB da bacia, ficando em segundo lugar Itaituba, com uma participação de 16,41 %. Esses dois municípios, mais especificamente Santarém, representam os dois pólos regionais mais importantes da bacia, concentrando grande parte de sua população e, conseqüentemente, de suas atividades econômicas. No outro extremo, encontram-se Jacareacanga e Aveiro, que participam com apenas 2,0 % e 1,5 % do PIB da região, respectivamente. Os demais municípios contribuíram com parcelas relativamente pequenas na formação regional do PIB. •

Setor Primário

O setor primário abrange a agricultura, representada basicamente pelas culturas temporárias, permanentes e de subsistência; a pecuária, que inclui, entre outros, os rebanhos de bovinos de corte e leite, suínos e aves; o extrativismo florestal, composto principalmente pela extração de madeira, alimentos, produtos medicinais e produção de carvão vegetal; e finalmente a pesca, em suas várias modalidades. Especificamente no caso da bacia do rio Tapajós, destaca-se a existência de diversas unidades de conservação, representadas por florestas nacionais e parques nacionais, assim como reservas extrativistas e terras indígenas, além de áreas de reserva legal obrigatórias nas propriedades públicas e privadas. Esse mosaico de Unidades de Conservação faz com que, em termos de utilização das terras, predominem as matas e florestas naturais, restringindo o espaço disponível para as atividades econômicas ligadas ao setor primário. Pastagens, em especial as plantadas, voltadas para a pecuária extensiva, são significativas em alguns municípios, tais como Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso e Rurópolis, ocupando aproximadamente 1/5 das terras agrícolas. Já em Santarém e Trairão, esse Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 171 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 percentual situa-se na faixa dos 12%. A expressiva quantidade de pastagens plantadas é reflexo do alto índice de desmatamento na região. As lavouras, tanto as permanentes quanto as temporárias, ocupam pouca área nos municípios da bacia. O predomínio das lavouras temporárias sobre as permanentes indica provavelmente uma grande quantidade de culturas de subsistência, condizente com os baixos índices de produção. No período coberto pelo último censo agropecuário, realizado em 1996, a produção agrícola apresentava-se bastante incipiente e o escoamento da mesma encontrava sérias dificuldades causadas por estradas e rodovias precárias, característica essa ainda hoje facilmente visível na infra-estrutura viária regional. Entretanto, vem ocorrendo nos últimos anos, uma expansão da agricultura em alguns municípios, inclusive com o avanço do cultivo da soja, principalmente em Belterra e Santarém, e o aumento de áreas para o plantio de arroz e de milho, entre outras culturas. Os dados do novo Censo Agropecuário, em andamento, provavelmente deverão mostrar um perfil diferenciado para a utilização das terras na área de estudo. Os dados disponibilizados pelo IBGE relativos à produção da atividade extrativa vegetal apresentam informações tanto para produtos alimentícios, quanto para madeira, com subgrupos para carvão, lenha e madeira em toras. É necessário ressaltar, no entanto, a existência de um elevado nível de informalidade nas atividades econômicas locais ou regionais, em especial naquelas relacionadas aos produtos da extração vegetal, que não se refletem nas estatísticas oficiais apresentadas por órgãos oficiais, como o IBGE. Os municípios de Aveiro e Novo Progresso foram os que apresentaram crescimento mais expressivo da extração de madeira em tora no período, em torno de 85% ao ano, sendo que sua produção passou, entre 2000 e 2005, de 1.400 para 31.500 toneladas e de 6.500 para 144.000 toneladas, respectivamente. No outro extremo, Santarém e Belterra apresentaram taxas negativas de crescimento da extração de madeira, ou seja, deixaram de extrair madeira e lenha das florestas. Destaquese que esses são também os municípios em que a soja vem ganhando força e se desenvolvendo de forma significativa no período, o que pode significar que a queda na extração de madeira ocorra em função do esgotamento das possibilidades de desmate. Especificamente na bacia do rio Tapajós, em relação ao extrativismo mineral destaca-se a extração de ouro, no entanto, percebe-se que o garimpo nos moldes tradicionais está em declínio acentuado. Ainda assim, embora não existam mais depósitos aluvionares atrativos e rentáveis para a extração aurífera nos métodos artesanais tradicionais, parte dos garimpeiros ainda persiste em diversas frentes de trabalho, com vistas à geração de renda. Em virtude da escassez e/ou do esgotamento dos depósitos aluvionares de ouro, a tendência é a realização da atividade mineradora de ouro dentro de um contexto companhias de mineração. Assim, em função da queda das atividades garimpeiras tradicionais, verifica-se a entrada, no ramo de extração mineral, de empresas mineradoras de médio e grande porte, que trabalham com a extração de ouro em moldes empresariais e industriais, tais como a SERABI Mineração Ltda. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 172 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Em virtude da quantidade de recursos hídricos existentes na região e, conseqüentemente, da abundância e variedade da ictiofauna local e regional, observa-se que a pesca realizada pelas populações ribeirinhas está voltada especialmente para o abastecimento alimentar, enquanto a pesca nas proximidades dos centros urbanos orienta-se principalmente para a comercialização do peixe, que pode ser feita em mercados de peixe, na rua, ou de casa em casa. A pesca de peixes ornamentais, praticada tanto nos rios de grande porte como em seus tributários, é importante fonte de geração de emprego e renda para a população local, desenvolvendo-se adicionalmente o suprimento de produtos e serviços voltados ao setor, assim como as atividades de transporte e comercialização desses animais aquáticos. •

Setores Secundário e Terciário

− Indústria O setor secundário, ao contrário do agropecuário, é pouco representativo nos municípios da bacia do rio Tapajós, onde praticamente não existem indústrias. Os dados de Produto Interno Bruto – PIB, analisados anteriormente, mostram que apenas 15% do PIB da bacia é gerado pelo setor industrial. Os dados apontam Santarém como sendo um dos municípios com maior percentual do PIB industrial no total do PIB municipal, ainda assim reduzido, de apenas 18%. Em Santarém, um centro urbano regional maior, a indústria é incipiente, e limita-se a estabelecimentos de pequeno porte, ligados basicamente aos setores de produção de alimentos (aqui incluídos alguns entrepostos de pescado) ou construção civil, artefatos de madeira, sendo que neste caso, muitas vezes, limita-se ao beneficiamento de madeira como matéria-prima para exportação. Nos demais municípios da bacia, todos de menor porte em termos populacionais, a indisponibilidade de infra-estrutura e o isolamento espacial fazem com que as atividades industriais sejam ainda mais limitadas. As indústrias, quando existentes, estão, em geral, ligadas ao setor madeireiro, realizando apenas beneficiamentos primários dos produtos florestais, voltadas para o atendimento do mercado interno e exportações. Encontra-se, ainda, nesses municípios, em escala reduzida, algumas olarias, que produzem telhas e tijolos, assim como pequenas unidades de beneficiamento de produtos alimentícios, para o atendimento dos mercados local e regional. − Comércio e Serviços O setor terciário analisado na área de estudo, compreende o comércio, tanto varejista quanto atacadista, assim como as atividades de serviços. Trata-se da maior participação na formação do PIB da bacia, sendo de 47%. Nos municípios da área de estudo esse setor, embora muitas vezes precário em termos de instalações, encontra-se relativamente bem estruturado nas sedes municipais, havendo oferta e disponibilidade de bens e serviços que suprem as necessidades e as demandas das famílias residentes na região. Em termos espaciais, é novamente no município de Santarém, principal pólo regional, que o PIB terciário encontra-se concentrado. O movimento comercial de Santarém pode ser observado principalmente nos atracadouros improvisados na foz do Tapajós, no centro da cidade, principalmente nos momentos de embarque diário de mercadorias. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 173 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 − Mercado de Trabalho e Renda A População em Idade Ativa, a chamada PIA, corresponde a um total de 374.404 pessoas na bacia como um todo, enquanto a PEA, População Economicamente Ativa, atinge um total de 194.136, fazendo com que a taxa de atividade da população seja de cerca de 52% do total da força de trabalho, no total dos municípios da bacia. Considerando que 172.492 pessoas estão realmente ocupadas na região, a taxa de desocupação ou desemprego aberto, para a bacia como um todo, é da ordem de 11%. A força de trabalho está fortemente concentrada no município de Santarém, refletindo o maior contingente populacional do município, com um total, no ano 2000, de 88.016 pessoas ocupadas, ou seja, 51% do total do pessoal ocupado da bacia. Esse município, juntamente com Itaituba, concentram cerca de 70% da força de trabalho regional. É, portanto, em Santarém que se encontra a maior concentração pessoas ocupadas, entretanto é lá também que se registra a maior taxa de desocupação (ou desemprego aberto) da região, da ordem de 13,42%. No outro extremo, situam-se os municípios de Novo Progresso e Trairão, que, com uma participação do pessoal ocupado no total da bacia de apenas 6,3% e 3,3%, respectivamente, apresentam as menores taxas de desocupação da bacia, de pouco mais de 2%. No caso da bacia como um todo, menos da metade da população ocupada, 46,2%, são pessoas inseridas na condição de empregados. Destes, 59,1% são trabalhadores ocupados na informalidade, ou seja, sem carteira de trabalho assinada. Já os trabalhadores proprietários de seu próprio negócio, ou estabelecidos por conta própria, representam 33,8% do total de ocupados. Os valores de renda per capita apresentados pelos municípios da bacia do rio Tapajós refletem o baixo dinamismo econômico presente na região, onde predominam as atividades ligadas aos setores agropecuários e extrativistas e onde impera ainda a informalidade. − - Finanças Públicas Municipais No contexto das receitas municipais chama atenção, como ocorre na maioria dos municípios brasileiros, o quanto é insignificante a parcela das receitas provenientes da arrecadação própria de tributos: apenas 9% da receita, no total da bacia do rio Tapajós. Na verdade, a grande maioria dos municípios da bacia depende completamente do repasse de recursos, tanto por parte do governo federal quanto do estadual. Esta fonte pode ser responsável por mais de 90% do total das receitas correntes, como é o caso de Belterra, Novo Progresso, Trairão e Itaituba. Tais patamares não mudam significativamente entre os municípios da bacia e são muito próximos, inclusive, da média do Estado do Pará, que fica em 80%. 3.2.7. Populações Indígenas A área desta bacia hidrográfica mantém a marca da ocupação pluriétnica. Ainda hoje, a sua principal característica é a pluralidade de relações intersociais: Munduruku, Apiaká, Tupinambarana, Cumaruara, Maytapu; Tapajó; Cara-Preta, Arapiun, Arara Vermelha e Jaraqui são algumas das designações a grupos étnicos encontradas em documentos oficiais e publicações acadêmicas contemporâneas. Nessa ocupação pluriétnica, verifica-se uma situação de significativa dispersão de famílias extensas, com destaque de Munduruku, que vai do alto curso do rio à sua foz, e a existência Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 174 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 de territórios nas mais diversas fases administrativas de reconhecimento e de regularização fundiária. Essas duas situações coexistem associadas à existência de comunidades em contexto de emergência de identidade étnica. As terras tradicionalmente ocupadas pelos Munduruku estão situadas ao longo de todo curso do rio Tapajós. Hoje há uma tendência de concentração populacional nos trechos alto e médio. A situação fundiária é bastante heterogênea e as terras encontram-se divididas em distintos momentos dos atos administrativos de reconhecimento. As terras que já passaram por todas as etapas são aquelas que estão registradas no Serviço de Patrimônio da União, cujo domínio é da comunidade e titularidade da União. As Terras Indígenas que se encontram regularizadas estão apresentadas no Quadro 3.2.7-1. Quadro 3.2.7-1 – Terras indígenas regularizadas com presença Munduruku. População Superfície Situação Terra Indígena Localização (hab) (ha) Fundiária Terras Indígenas habitadas por Munduruku na Área de Estudo da Bacia Hidrográfica do rio Tapajós Munduruku

4606*

2.340.360

Regularizada

Jacareacanga- PA; MD* alto Tapajós

Sai Cinza

852**

125.552

Regularizada

Jacareacanga- PA; MD e ME- alto Tapajós

Praia do Índio

81

28

Demarcação do Incra

Itaituba – PA; ME* médio Tapajós

Praia do Mangue

102

30

Demarcação do Incra

Itaituba – PA; ME médio Tapajós

Terras Indígenas habitadas por Munduruku e outras etnias situadas fora da Área de Estudo da Bacia Hidrográfica do rio Tapajós Coatá-Laranjal

Apiaká-Kaiabi

Kayabi

1768 Munduruku – Satere- Mawé 64 Muduruku Kayabi Apiaká 297 Muduruku Kayabi Apiaká

1.153.210

Regularizada

Borba – AM , bacia do Amazonas,

109.245

Regularizada

Juara – MT; Rio do Peixe;

1.053.000

Regularizada

Jacareacanga e Apiacás MT; rio Teles Pires

Fontes:*FUNASA, 2004, Melo (2206);:**Relação de aldeias, população e famílias no âmbito da AER Itaituba, Funai, 2006. Listagem de Terras Indígenas, DAF/FUNAI, 2006. *ME: margem esquerda; MD: margem direita. **Relação de Aldeias, População e Famílias, AER FUNAI/Itaituba, 2006.

3.2.8. Delimitação das Subáreas por Componente-Síntese Os “componentes-síntese” analisados neste diagnóstico - ecossistemas aquáticos, ecossistemas terrestres, modos de vida, organização territorial, base econômica e populações indígenas - tiveram como objetivo apresentar os principais aspectos dos meios Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 175 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 físico, biótico e sócio-econômico, de maneira abrangente, porém sintética, de modo que as informações balizassem os elementos passíveis de subsidiar e delimitação espacial dos componentes-síntese em subáreas homogêneas. As subáreas aqui propostas, destacam os principais processos pré-existentes na área de estudo passíveis de serem afetados pelos aproveitamentos. De modo que, aproveitamentos situados em uma mesma subárea tenderão a acarretar processos impactantes com perfis semelhantes por componentesíntese. A descrição e a caracterização das subáreas propostas para cada componente-síntese encontra-se no do Apêndice D – Estudos Ambientais (Volume 20/22). A seguir se apresenta a relação das subáreas propostas por componente-síntese. Ecossistemas Aquáticos: subárea A: sub-bacia do baixo Tapajós; subárea B: planícies aluvionares de Itaituba; subárea C: sub-bacia do médio Tapajós; subárea D: planícies aluvionares do alto Tapajós; subárea E: sub-bacia do rio Crepori; subárea F: sub-bacia do rio Jamanxim. Ecossistemas Terrestres: subárea A: Formações ombrófilas de terras baixas associadas à margem direita do Tapajós; subárea B: Formações ombrófilas de terras baixas associadas à margem esquerda do Tapajós; subárea C: Formações ombrófilas submontanas associadas à margem esquerda do rio Tapajós; Subárea D: Formações ombrófilas densas e abertas submontanas associadas à margem direita do Tapajós; Subárea E: Formações savânicas e estacionais associadas à Serra do Cachimbo. Organização Territorial: subárea A - Eixo Urbano/Turístico; subárea B – Eixo AgroPecuário, com atividades madeireiras, apoiado em Conexões Rodoviárias e Hidroviárias; subárea C – Eixo de Atividade Econômica com Circulação Mista e Menos Intensa; subárea D – Eixo Madeireiro Vinculado a Conexões Rodoviárias; subárea E – Eixo Garimpeiro; subárea F – Eixo Agrícola/Hidroviário; subárea G – Área de Ocupação Incipiente e Acesso Restrito; subárea H – Áreas Regulamentadas com Potencial Uso Sustentável; subárea I – Unidades de Restrição Total à Ocupação Modos de vida: subárea A – Populações urbanas ligadas aos aspectos histórico-culturais e a atividades turísticas; subárea B – Populações ribeirinhas associadas ao extrativismo vegetal e a atividades agrícolas de subsistência; subárea C – Populações com vínculos urbanos, ligadas a atividades agropecuárias e à exploração madeireira; subárea D – Populações sob influência do eixo da rodovia BR-163, associadas à extração madeireira e a atividades agropecuárias, polarizadas pelo Estado do Mato Grosso; subárea E – Populações associadas a restrições de acessos e a atividades econômicas diversas; subárea F – Populações ribeirinhas e lindeiras à rodovia Transamazônica, ligadas à agricultura de subsistência, à pesca, ao garimpo e a atividades de apoio; subárea G – Populações diretamente ligadas ao garimpo; subárea H – Áreas com restrições legais de uso Base econômica: subárea A – Município de Santarém; subárea B – Município de Itaituba; subárea C – Município de Novo Progresso; subárea D – Municípios de Juruti, Rurópolis e Trairão; subárea E – Município de Jacareacanga; subárea F – Município de Aveiro; subárea G – Município de Belterra

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 176 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

3.3. Alternativas de Divisão de Queda Para a formulação das alternativas de divisão de queda procurou-se aproveitar a totalidade da queda disponível, respeitando as restrições identificadas no item 2.4, que impediram a exploração hidrelétrica dos seguintes trechos e locais: •

Baixo Tapajós – trecho entre a Cachoeira de São Luiz do Tapajós e a foz do rio no Amazonas, sem vocação para aproveitamento energético, inclusive afetado pelo efeito de maré.

Cachoeira de São Luiz do Tapajós – foi adotada a premissa de não inundar a mesma, de forma que o primeiro aproveitamento do Tapajós será a montante das cachoeiras e corredeiras, que deverão ser mantidas no mínimo com uma vazão ecológica.

Cidade de Jacareacanga – adotou-se como premissa a não inundação do núcleo urbano de Jacareacanga. Dessa forma, além de preservar a cidade, também ficam preservadas as planícies existentes a montante (zona “úmidas”), de potencial energético extremante reduzido, mas que possuem grande relevância do ponto de vista ecológico.

Planícies da confluência – de acordo com o descrito no item 3.3.2, o aproveitamento de montante do Tapajós ficará limitado à elevação 96 m.

Cidade de Novo Progresso – da mesma forma que em Jacareacanga, adotou-se como premissa a não inundação do núcleo urbano de Novo Progresso. Em função disso, o aproveitamento do rio Jamanxim ficou limitado à cota 190 m.

3.3.1. Formulação das Alternativas Considerando essas restrições e as características topográficas, geológicas e ambientais de cada sítio, foi selecionado o eixo mais adequado, nos sítios onde há mais de um eixo identificado. No sítio TPJ-325, foi eleito o eixo de Montante como o eixo a ser estudado por ser o único que preserva a cachoeira de São Luiz do Tapajós, em atendimento às restrições identificadas. No sítio JMX-166, o eixo JMX-166 (J) possibilita a redução do NA máximo normal do aproveitamento de jusante e, portanto, reduz as interferências na rodovia BR-163, razão pela qual o eixo de jusante foi selecionado. Já no sítio TPJ-445, foi escolhido o eixo de montante, que, situado num estreitamento do rio Tapajós, apresenta condições topográficas mais favoráveis à implantação da barragem. Além disso, o eixo TPJ-445 (M) fica a montante do Igarapé Jacaré que não seria inundado pelo reservatório. Salienta-se que essa inundação é razoável, atingindo inclusive a BR-230, sem contudo contribuir em termos energéticos. Dessa forma, junto com os outros 8 locais identificados, chega-se aos 11 eixos selecionados, a partir dos quais, foi possível a composição de 13 alternativas de divisão de Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 177 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 queda para os cursos dos rios Tapajós e Jamanxim. Essas alternativas são apresentadas nas Figuras 3.3.1-1 a 3.3.1-13, a seguir, e nos desenhos EG219-GE.00-DE.0005 a EG219GE.00-DE.0017 constantes do Caderno de Desenhos (Volume 2/22). Essas alternativas podem ser divididas em dois grandes grupos: o primeiro grupo, com 8 alternativas, tem como principal característica o eixo TPJ-325 com reservatório na elevação 50,0 m, e, conseqüentemente, 3 barramentos no rio Tapajós (TPJ-325, TPJ-445 (M) e TPJ685); e, o segundo grupo, com 5 alternativas, tem como principal característica o eixo TPJ325 com reservatório na elevação 66,0 m, e, conseqüentemente, 2 barramentos no rio Tapajós (TPJ-325 e TPJ-685). Para o primeiro grupo de alternativas (TPJ-325 na el. 50,0 m), o primeiro eixo no rio Jamanxim é o JMX-043, pois esse local combina com a cota 50 do reservatório do TPJ-325. No extremo de montante do Jamanxim, o eixo JMX-257 aparece em todas as alternativas de divisão de queda, em função da sua limitação de cota. Assim, entre os eixos extremos do Jamanxim há um desnível da ordem de 90 m, que pode ser aproveitado por 1, 2 ou 3 aproveitamentos que podem ser combinados em 5 locais distintos (JMX-133, JMX-166 (J), JMX-183, JMX-199, JMX-212), resultando em 8 possíveis cascatas de aproveitamentos. No trecho intermediário do rio Jamanxim, a alternativa 1 foi concebida com três barramentos, JMX-133, JMX-183 e JMX-212 e a alternativa 2 com dois barramentos, JMX133 e JMX-183, e a alternativa 3, com dois barramentos, substituindo o JMX-183 pelo JMX199. As alternativas 4, 5 e 6 diferem das anteriores, respectivamente, por substituir o eixo JMX-133 pelo JMX-166 (J). A alternativa 7 apresenta, no trecho de variação, os eixos JMX166 (J) e JMX-212 e a alternativa 8 possui, neste trecho, apenas o eixo JMX-166 (J). O segundo grupo principal de alternativas (TPJ-325 na el. 66,0 m) assemelha-se às 5 últimas alternativas do primeiro grupo, diferindo dele por excluir o eixo TPJ-445 (M), e substituir o eixo JMX-043 pelo JMX-063 para combinar com o NA 66,0 m, permanecendo os mesmos eixos de montante.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 178 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

PORTO JACAREACANGA

TPJ 685 N.A. 96,00 100

TPJ 445(M) N.A. 66,00 N.A. 50,00

60

TPJ 325

40

ITAITUBA

COTA (m)

80

FOZ RIO JAMANXIM

PERFIL LONGITUDINAL

20

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

250 (km)

RIO TAPAJÓS

PERFIL LONGITUDINAL JMX 257 JMX 212

N.A. 190,00

200

N.A. 176,00 180

JMX 183 160

N.A. 143,00

JMX 133

140

N.A. 120,00

COTA (m)

120

JMX 043

100

N.A. 80,00 80

N.A. 50,00

60

40

20

390

350

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO JAMANXIM

Figura 3.3.1-1 – Divisão de Queda da Alternativa 01

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 179 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

PORTO JACAREACANGA

TPJ 685 N.A. 96,00 100

TPJ 445(M) N.A. 66,00 N.A. 50,00

60

TPJ 325

40

ITAITUBA

COTA (m)

80

FOZ RIO JAMANXIM

PERFIL LONGITUDINAL

20

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

250 (km)

RIO TAPAJÓS

PERFIL LONGITUDINAL JMX 257 JMX 183

N.A. 190,00

200

N.A. 176,00 180

160

JMX 133

COTA (m)

140

N.A. 120,00

120

JMX 043 100

N.A. 80,00 80

N.A. 50,00

60

40

20

350

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO JAMANXIM

Figura 3.3.1-2 – Divisão de Queda da Alternativa 02

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 180 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

PORTO JACAREACANGA

TPJ 685 N.A. 96,00 100

TPJ 445(M) N.A. 66,00 N.A. 50,00

60

TPJ 325

40

ITAITUBA

COTA (m)

80

FOZ RIO JAMANXIM

PERFIL LONGITUDINAL

20

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

250 (km)

RIO TAPAJÓS

PERFIL LONGITUDINAL JMX 257 N.A. 190,00

200

JMX 199 N.A. 176,00

180

JMX 133

160

N.A. 129,00

COTA (m)

140

120

JMX 043 100

N.A. 80,00

80

N.A. 50,00

60

40

20

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO JAMANXIM

Figura 3.3.1-3 – Divisão de Queda da Alternativa 03

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 181 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

PORTO JACAREACANGA

TPJ 685 N.A. 96,00 100

TPJ 445(M) N.A. 66,00 N.A. 50,00

60

TPJ 325

40

ITAITUBA

COTA (m)

80

FOZ RIO JAMANXIM

PERFIL LONGITUDINAL

20

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

250 (km)

RIO TAPAJÓS

PERFIL LONGITUDINAL JMX 257 JMX 212 JMX 183

N.A. 190,00

200

N.A. 190,00 180

JMX 166(J)

160

N.A. 190,00

COTA (m)

140

N.A. 143,00

120

JMX 043

100

N.A. 85,00

80

N.A. 50,00

60

40

20

350

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO JAMANXIM

Figura 3.3.1-4 – Divisão de Queda da Alternativa 04

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 182 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

PORTO JACAREACANGA

TPJ 685 N.A. 96,00 100

TPJ 445(M) N.A. 66,00 N.A. 50,00

60

TPJ 325

40

ITAITUBA

COTA (m)

80

FOZ RIO JAMANXIM

PERFIL LONGITUDINAL

20

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

250 (km)

RIO TAPAJÓS

PERFIL LONGITUDINAL JMX 257 JMX 183 N.A. 190,00

200

N.A. 176,00 180

JMX 166(J)

160

140

COTA (m)

N.A. 120,00 120

JMX 043

100

N.A. 85,00

80

N.A. 50,00

60

40

20

350

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO JAMANXIM

Figura 3.3.1-5 – Divisão de Queda da Alternativa 05

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 183 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

PORTO JACAREACANGA

TPJ 685 N.A. 96,00 100

TPJ 445(M) N.A. 66,00 N.A. 50,00

60

TPJ 325

40

ITAITUBA

COTA (m)

80

FOZ RIO JAMANXIM

PERFIL LONGITUDINAL

20

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

250 (km)

RIO TAPAJÓS

PERFIL LONGITUDINAL JMX 257 JMX 199 N.A. 190,00

200

N.A. 176,00 180

JMX 166(J)

160

N.A. 129,00

COTA (m)

140

120

JMX 043

100

N.A. 85,00

80

N.A. 50,00

60

40

20

350

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO JAMANXIM

Figura 3.3.1-6 – Divisão de Queda da Alternativa 06

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 184 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

PORTO JACAREACANGA

TPJ 685 N.A. 96,00 100

TPJ 445(M) N.A. 66,00 N.A. 50,00

60

TPJ 325

40

ITAITUBA

COTA (m)

80

FOZ RIO JAMANXIM

PERFIL LONGITUDINAL

20

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

250 (km)

RIO TAPAJÓS

PERFIL LONGITUDINAL JMX 257 JMX 212 N.A. 190,00

200

JMX 166(J) N.A. 176,00

180

160

N.A. 143,00

COTA (m)

140

JMX 043

120

100

N.A. 85,00

80

N.A. 50,00

60

40

20

350

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO JAMANXIM

Figura 3.3.1-7 – Divisão de Queda da Alternativa 07

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 185 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

PORTO JACAREACANGA

TPJ 685 N.A. 96,00 100

TPJ 445(M) N.A. 66,00 N.A. 50,00

60

TPJ 325

40

ITAITUBA

COTA (m)

80

FOZ RIO JAMANXIM

PERFIL LONGITUDINAL

20

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

250 (km)

RIO TAPAJÓS

PERFIL LONGITUDINAL

JMX 257 JMX 166(J)

N.A. 190,00

200

N.A. 176,00 180

160

COTA (m)

140

120

JMX 043

100

N.A. 85,00

80

N.A. 50,00

60

40

20

350

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO JAMANXIM

Figura 3.3.1-8 – Divisão de Queda da Alternativa 08

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 186 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

PORTO JACAREACANGA

TPJ 685 N.A. 96,00 100

N.A. 66,00

TPJ 325

60

40

ITAITUBA

COTA (m)

80

FOZ RIO JAMANXIM

PERFIL LONGITUDINAL

20

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

250 (km)

RIO TAPAJÓS

PERFIL LONGITUDINAL JMX 257 JMX 212 JMX 183,00

N.A. 190,00

200

N.A. 176,00 180

JMX 166(J) 160

N.A. 143,00

140

COTA (m)

N.A. 120,00 120

JMX 063

100

N.A. 85,00

80

N.A. 66,00

60

40

20

350

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO JAMANXIM

Figura 3.3.1-9 – Divisão de Queda da Alternativa 09

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 187 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

PORTO JACAREACANGA

TPJ 685 N.A. 96,00 100

N.A. 66,00

TPJ 325

60

40

ITAITUBA

COTA (m)

80

FOZ RIO JAMANXIM

PERFIL LONGITUDINAL

20

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

250 (km)

RIO TAPAJÓS

PERFIL LONGITUDINAL JMX 257 JMX 183 N.A. 190,00

200

N.A. 183,00 180

JMX 166(J) 160

140

JMX 063

COTA (m)

N.A. 120,00 120

100

N.A. 85,00

80

N.A. 66,00

60

40

20

350

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO JAMANXIM

Figura 3.3.1-10 – Divisão de Queda da Alternativa 10

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 188 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

PORTO JACAREACANGA

TPJ 685 N.A. 96,00 100

N.A. 66,00

TPJ 325

60

40

ITAITUBA

COTA (m)

80

FOZ RIO JAMANXIM

PERFIL LONGITUDINAL

20

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

250 (km)

RIO TAPAJÓS

PERFIL LONGITUDINAL JMX 257 JMX 199 N.A. 190,00

200

N.A. 176,00

JMX 166(J)

180

160

N.A. 129,00

COTA (m)

140

JMX 063

120

100

N.A. 85,00

80

N.A. 66,00

60

40

20

350

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO JAMANXIM

Figura 3.3.1-11 – Divisão de Queda da Alternativa 11

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 189 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

PORTO JACAREACANGA

TPJ 685 N.A. 96,00 100

N.A. 66,00

TPJ 325

60

40

ITAITUBA

COTA (m)

80

FOZ RIO JAMANXIM

PERFIL LONGITUDINAL

20

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

250 (km)

RIO TAPAJÓS

PERFIL LONGITUDINAL JMX 257 JMX 212 N.A. 190,00

200

N.A. 176,00

JMX 166(J)

180

160

N.A. 143,00

COTA (m)

140

JMX 063

120

100

N.A. 85,00

80

N.A. 66,00

60

40

20

350

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO JAMANXIM

Figura 3.3.1-12 – Divisão de Queda da Alternativa 12

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 190 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

PORTO JACAREACANGA

TPJ 685 N.A. 96,00 100

N.A. 66,00

TPJ 325

60

40

ITAITUBA

COTA (m)

80

FOZ RIO JAMANXIM

PERFIL LONGITUDINAL

20

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

250 (km)

RIO TAPAJÓS

PERFIL LONGITUDINAL JMX 257 JMX 166(J) N.A. 190,00

200

N.A. 176,00 180

160

COTA (m)

140

JMX 063

120

100

N.A. 85,00

80

N.A. 66,00

60

40

20

350

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO JAMANXIM

Figura 3.3.1-13 – Divisão de Queda da Alternativa 13

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 191 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 A principal distinção entre esses dois grupos, do ponto de vista ambiental, é dada pela área de inundação do aproveitamento TPJ-325, notadamente no Parque Nacional da Amazônia, onde o primeiro grupo reduz significativamente a interferência, como mostra o Quadro 3.3.11. Quadro 3.3.1-1 – Áreas inundadas em UCs pelo TPJ-325 Unida de Conservação

Área da UC (km²)

Parque Nacional da Amazônia Floresta Nacional de Itaituba I Floresta Nacional de Itaituba II

11.674 2.200 4.405

Área Inundada (km²) TPJ-325 (50 m) TPJ-325 (66 m) 99,35 0,85 % 405,28 3,47 % 0,78 0,04 % 40,43 1,84 % 203,68 4,62 % 618,05 14,03 %

Além disso, nesse trecho, a BR-230 (Transamazônica) cruza o Parque Nacional da Amazônia e também é afetada pelo reservatório do TPJ-325. As Figuras 3.3.1-14 e 3.3.1-15 mostram a interferência dos reservatórios (cota 50 e 66 m) nas unidades de conservação e na rodovia. Nessas figuras, verifica-se que para o reservatório na cota 50 m serão necessárias apenas obras pontuais nas drenagens e pontes da rodovia, ao passo que na cota 66 m, será necessária a relocação da rodovia em um trecho de mais de 100 km, dentro do parque.

Figura 3.3.1-14 – TPJ-325 NA=50,0 m – Impactos no PARNA e BR-230 Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 192 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 3.3.1-15 – TPJ-325 NA=66,0 m – Impactos no PARNA e BR-230

3.3.2. Considerações Sobre a Confluência dos Rios Juruena e Teles Pires No setor identificado como planícies da confluência, existe um estrangulamento do rio Tapajós imediatamente a jusante da confluência dos rios Juruena e Teles Pires, junto à vila de São Manoel, que poderia ser considerado um local barrável. Esse local já fora identificado nos estudos anteriores desenvolvidos pela Eletronorte na década de 1980. As Figuras 3.3.2-1 e 3.3.2-2 mostram imagens desse local.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 193 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 3.3.2-1 – Vista de jusante do estrangulamento em Barra do São Manoel

Figura 3.3.2-2 – Confluência dos rios Juruena e Teles Pires (Fonte: Eletronorte - 1987)

No entanto, como citado no item anterior, nessa região existe uma grande planície, que se extende pelos primeiros 50 km do Tapajós e pelos últimos 100 km de seus formadores, com desnível de apenas 5 m, aproximadamente, o que restringe a utilização do seu potencial energético. Assim, para avaliar a possibilidade de implantação de aproveitamentos na região foram realizadas algumas análises com base nos perfis levantados para os 3 rios e com auxilio de bases topográficas obtidas de modelo digitais de elevação da SRTM – NASA. Considerando que cidade de Jacareacanga é uma restrição à formulação de alternativas de divisão de queda e os locais barráveis identificados, verifica-se que o sítio TPJ-685 constará de qualquer alternativa de divisão de queda. Considerando ainda os dados do inventário do Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 194 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 rio Juruena (em elaboração pela EPE/CNEC), e o inventário do rio Teles Pires, pode-se montar o perfil apresentado na Figura 3.3.2-3, que apresenta a divisão de queda no Tapajós e no trecho inferior do Teles Pires, limitando o nível d’água do reservatório do TPJ-685 à confluência dos dois rios.

Figura 3.3.2-3 – Perfis dos Rios Tapajós, Juruena e Teles Pires

A análise dos perfis permite constatar a existência de dois locais barráveis muito interessantes, um no Juruena (no km 117) e outro no Teles Pires (aprox. km 160), ressaltando que o aproveitamento do Juruena aparece em todas as alternativas de divisão de queda propostas nos estudos de inventário que estão sendo desenvolvidos pela EPE/CNEC, em diversas possibilidades de cota de barramento. O aproveitamento do Teles Pires não aparece na divisão de queda do inventário, em função do mesmo não ter incluído barramentos na Terra Indígena Munduruku. Para aproveitar o potencial existente na região da confluência, compatibilizando-o com os níveis dos canais de fuga desses dois locais, destaca-se a possibilidade de um aproveitamento em Barra de São Manoel, com reservatório na cota 105 m, como apresentado nas Figuras 3.3.2-4 e 3.3.2-5.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 195 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 3.3.2-4 – Perfis dos Rios Tapajós e Juruena com Barra de São Manoel na cota 105,00 m

Figura 3.3.2-5 – Detalhe dos Perfis dos rios Tapajós, Juruena e Teles Pires, com Barra de São Manoel na cota 105,00 m

Nessa situação, o aproveitamento Barra de São Manoel teria uma queda bruta de 9 m, com 800 MW de potência instalada e reservatório de 1.217 km², conforme a configuração apresentada na Figura 3.3.2-6. Nota-se ainda, a complexidade ambiental da região, com a existência de duas Terras Indígenas e Unidades de Conservação. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 196 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 3.3.2-6 – Reservatório de Barra de São Manoel na cota 105,00 m

Trata-se de um aproveitamento com uma relação de potência instalada por área alagada difícil de justificar, segundo as atuais premissas setoriais, e com um reservatório de configuração problemática do ponto de vista ambiental. Além disso, esse aproveitamento teria um custo da energia pouco atrativo, da ordem de US$ 220/MWh, de forma que seria tecnicamente expurgado da divisão de queda, uma vez que o custo de referência (CUR) considerado neste estudo é de US$ 53/MWh. Outra forma de aproveitar o potencial hidrelétrico desse trecho da bacia seria incorporar esses 9 m de queda ao aproveitamento de jusante (TPJ-685), elevando o seu reservatório da cota 96,00 para 105,00 m, resultando na divisão de queda apresentada na Figura 3.3.27. Nesse caso, ainda seriam preservados os aproveitamentos no Juruena e no Teles Pires. No entanto, a área alagada do reservatório do TPJ-685 passaria a ser de 2.544 km². Com essa opção, um aproveitamento muito bom e viável (TPJ-685 na cota 96 m) seria substituído por outro onde o reservatório e, conseqüentemente, os impactos ambientais seriam sensivelmente maiores. Além disso, grande parte desse acréscimo de área estaria concentrada no rio Cururu, em trecho totalmente localizado dentro de terra indígena, onde se encontra boa parte das aldeias Munduruku. A Figura 3.3.2-8 mostra a conformação desse reservatório.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 197 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 3.3.2-7 – Divisão de Queda com o eixo TPJ-685 na Elevação 105,00 m

Figura 3.3.2-8 – Reservatório TPJ-685 na Elevação 105,00 m Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 198 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Como outra forma de aproveitar o potencial da região da confluência, existe a possibilidade de um aproveitamento mais alto em Barra de São Manoel, de maneira que o custo de sua energia fosse mantido em valores inferiores aos custos de referência. Nessa situação, seu reservatório poderia ficar na cota 120,00 m, concordando com o canal de fuga de um dos aproveitamentos identificados no Juruena pelos estudos de inventário da EPE/CNEC (em curso). Nessa situação, ter-se-ia a divisão de queda apresentada na Figura 3.3.2-9.

Figura 3.3.2-9 – Divisão de Queda com Barra de São Manoel na Elevação 120,00 m

Sobre essa opção, destacou-se que resultaria na perda de um dos melhores locais barráveis do rio Juruena e de um sítio muito interessante no Teles Pires. Além disso, o reservatório desse aproveitamento teria uma área de 4.389 km², numa conformação extremante prejudicial às condições ambientais, como ilustrado pela Figura 3.3.2-10, considerada incompatível com os critérios atuais para aproveitamentos hidrelétricos.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 199 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 3.3.2-10 – Reservatório de Barra de São Manoel na elevação 120,00 m

Nessas condições, outra maneira de se aproveitar o potencial do trecho de confluência seria manter o reservatório do TPJ-685 na elevação 96,00 m e implantar os aproveitamentos JRN-117 e TPR-“160”, que, nesse caso, ganhariam energia complementar, pois seus canais de fuga não sofreriam afogamentos de nenhum reservatório. Nessa situação, haveria um trecho de 117 km no Juruena e de cerca de 160 km no Teles Pires sem aproveitamentos. Não obstante, o aproveitamento inicialmente proposto para Barra de São Manoel tivesse 9 m de queda, considerando um reservatório na elevação 105,00 m, nesse trecho há apenas 7 m de queda bruta, pois segundo os critérios do manual de inventário o nível normal do canal de fuga corresponde à elevação 98 m. Além disso, no canal de fuga do JRN-117, a CNEC mediu NAs na cota 101 m, reduzindo ainda mais essa perda em determinadas épocas do ano. Essa divisão de queda é apresentada na Figura 3.3.2-11.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 200 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 3.3.2-11 – Divisão de Queda sem Barra de São Manoel

Nesse caso, seriam mantidos os dois locais extremamente interessantes no Juruena e no Teles Pires, e a região de planície na confluência ficaria preservada, para implantação futura de um aproveitamento de baixa queda, se as condições econômicas, energéticas e ambientais o viabilizarem. Com essa alternativa, representada na Figura 3.3.2-12, para a mesma cota de reservatório (120,00 m) a soma da potência instalada nos aproveitamentos extremos de jusante do Juruena e do Teles Pires seria superior a 2.000 MW, como uma área em ambos os reservatórios que somaria menos de 170 km². Isso, considerando a cota 120 m, pois ambos os locais comportam aproveitamentos mais altos. Destaca-se que a forma proposta para aproveitar o potencial na região da confluência dos rios Juruena e Teles Pires resultaria numa potência total de 5.200 MW, com reservatórios que somariam área inferior a 800 km², como mostrado no Quadro 3.3.2-1.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 201 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.3.2-1 – Aproveitamentos da região da confluência Barramentos

Dados

Total

TPJ-685

JRN-117

TPR-“160”

NA (m)

96,00

120,00

120,00

---

PI (MW)

3.180

1.120

900

5.200

Área do Reservatório (km²)

625

30

139

794

Relação (MW/km²)

5,1

37,3

6,5

---

Figura 3.3.2-12 – Reservatórios no Juruena e Teles Pires na Elevação 120,00 m

Em face dessas considerações, o sítio Barra de São Manoel foi descartado no presente estudo de inventário, cujo aproveitamento de montante no rio Tapajós foi limitado à elevação 96 m, que corresponde à confluência dos rios Juruena e Teles Pires. Foi realizada, no dia 20/02/2008, uma reunião na sede da ANEEL em Brasília, para exposição dessas considerações a respeito do aproveitamento do potencial energético da confluência, com a participação de representantes da ANEEL e MME. Nessa oportunidade, tanto ANEEL como MME acordaram com o encaminhamento tomado para esse estudo.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 202 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Dessa forma, fica demonstrado o compromisso do setor elétrico com a preservação ambiental, mostrando que o inventário já considera essas condicionantes, buscando a exploração ótima do potencial, de modo a conciliar, da melhor maneira possível, a preservação ambiental e a geração hidrelétrica, mesmo implicando em um potencial energético menor.

3.4. Estudos Energéticos Este capítulo apresenta as premissas, conceitos básicos e os resultados dos estudos energético-econômicos do inventário dos rios Tapajós e Jamanxim, desenvolvidos na etapa dos Estudos Preliminares. Nesta fase dos estudos propõem-se alternativas de divisão de queda para o aproveitamento do potencial hidrelétrico da bacia, avalia-se preliminarmente esse potencial e estimam-se os custos e impactos ambientais associados à sua utilização, visando selecionar as alternativas mais atrativas dos pontos de vista ambiental, energético e econômico. Desta forma, a avaliação energética tem como objetivo determinar os Índices Custo/Benefício – ICBs das alternativas de divisão de queda, para subsidiar a seleção daquelas que serão levadas para a etapa dos Estudos Finais. Esta seleção deve ser feita, tendo como base a eliminação das alternativas que apresentem baixos desempenhos sob o ponto de vista de cada objetivo isoladamente e a identificação, entre as alternativas restantes, do conjunto das não-dominadas. Para isto, inicialmente foi feito um pré-dimensionamento dos volumes úteis e das potências instaladas de todos os aproveitamentos inventariados. Após a obtenção da concepção preliminar destes, foram determinados os benefícios energéticos que, juntamente com os orçamentos, permitiram calcular o ICB de cada aproveitamento e das alternativas. Estes índices, produto final dos estudos energéticos nesta fase dos Estudos Preliminares de Inventário, foram levados para a avaliação das alternativas que passariam para a fase de Estudos Finais. 3.4.1. Critérios Básicos e Dados de Partida Os estudos energéticos desenvolvidos seguiram, basicamente, os critérios básicos preconizados pelo Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas, da Eletrobrás, de 1997 e contemplados no Capítulo1 – Item 1.4 deste Relatório. Além dos critérios básicos (energéticos e econômicos), foram utilizados os seguintes dados de partida: • Série de Vazões Médias Mensais de cada aproveitamento conforme apresentado no Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos (Volume 10/22). A série gerada em cada local de aproveitamento cobre o período de janeiro de 1931 a dezembro de 2005; • Curvas Características dos Aproveitamentos: para as simulações energéticas foram utilizadas as curvas cota-área-volume e curvas de descarga do canal de fuga de cada aproveitamento considerado, apresentadas no Apêndice C – Estudos Hidrometeorológicos (Volume 10/22); Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 203 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 • Evaporação Líquida nos Reservatórios: a partir dos dados de profundidade média e coordenadas geográficas dos reservatórios da bacia dos rios Tapajós e Jamanxim, utilizou-se o Sistema para Cálculo da Evaporação Líquida para os Reservatórios do Sistema Elétrico Brasileiro – SisEvapo, versão 1.0, desenvolvido pelo CEHPAR, para determinação da evaporação real e potencial, evapotranspiração real e potencial e evaporação líquida, de acordo com a metodologia de Morton, utilizando na regionalização as estações das normais climatológicas do período de 1961 a 1990. Os valores mensais de evaporação líquida, calculados pela diferença entre os valores de evaporação real e de evapotranspiração real, representam as alterações no balanço hídrico, em termos médios, decorrentes da formação dos reservatórios, e estão apresentados no Quadro 3.4.1-1. Quadro 3.4.1-1 – Evapotranspiração Líquida nos Reservatórios Aproveitamento

Evapotranspiração Líquida (mm) Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Sítio TPJ 325 A

20

20

11

3

3

-8

-17

-14

-3

12

20

42

Sítio TPJ 325 B

21

21

11

4

3

-8

-17

-14

-3

11

20

42

TPJ 445 (M)

12

14

5

3

3

-8

-15

-3

8

15

18

36

TPJ 685

18

14

4

-1

0

-13

-13

2

17

17

13

35

JMX 043 A

18

18

9

3

3

-8

-18

-10

3

13

18

40

JMX 043 B

18

18

9

4

3

-8

-18

-10

3

13

18

40

JMX 063

9

13

4

3

4

-5

-11

-1

9

14

15

31

JMX 133 A

21

21

12

4

2

-9

-19

-12

1

11

15

39

JMX 133 B

22

22

12

5

2

-9

-20

-13

0

10

15

39

JMX 166 (J) A

17

17

6

3

2

-8

-17

-6

6

13

14

37

JMX 166 (J) B

17

17

6

3

2

-8

-17

-7

6

13

14

37

JMX 166 (J) C

18

18

10

3

2

-8

-19

-8

5

13

14

38

JMX 166 (J) D

19

19

10

4

1

-8

-20

-8

3

12

14

39

JMX 183 A

17

18

5

3

2

-9

-19

-6

6

13

15

38

JMX 183 B

18

19

9

3

2

-9

-19

-7

5

13

14

38

JMX 199

17

18

5

3

1

-8

-18

-6

7

13

14

37

JMX 212

10

13

4

3

2

-6

-13

0

10

14

12

32

JMX 257

7

12

3

3

3

-5

-12

6

12

12

10

29

• Modelo de Simulação: para a determinação dos benefícios energéticos propiciados pelos aproveitamentos hidrelétricos, constantes das diversas alternativas de divisão de queda, foi utilizada a Versão 5.1a do SINV – Sistema de Inventário Hidroelétrico de Bacias Hidrográficas, desenvolvido pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – CEPEL. 3.4.2. Alternativas de Divisão de Queda Nos estudos energéticos desenvolvidos foram consideradas, inicialmente, 13 (treze) alternativas de divisão de queda para os rios Tapajós e Jamanxim, as quais estão descritas neste Capítulo, no Item 3.3.1, e relacionadas no Quadro 3.4.2-1. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 204 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.4.2-1 – Alternativas de Divisão de Queda – Estudos Preliminares RIO TAPAJÓS TPJ-325 TPJ-445 (M) CFC N.A. (m) N.A. (m) M J M J

1

50,0

14,2

50,0

23,7

66,0

2

50,0

14,2

50,0

23,7

3

50,0

14,2

50,0

4

50,0

14,2

5

50,0

6

ALTERNATI VA

TPJ-325 CFP N.A. (m) M J

RIO JAMANXIM TPJ-685

JMX-043

JMX-063

JMX-133

JMX-166 (J)

JMX-183

JMX-199

JMX-212

JMX-257

N.A. (m) M J

N.A. (m) M J

N.A. (m) M J

N.A. (m) M J

N.A. (m) M J

N.A. (m) M J

N.A. (m) M J

N.A. (m) M J

N.A. (m) M J

50,0

96,0 71,9

80,0

50,5

120,0

80,4

143,0

120,0

66,0

50,0

96,0 71,9

80,0

50,5

120,0

80,4

176,0

120,0

23,7

66,0

50,0

96,0 71,9

80,0

50,5

129,0

80,4

50,0

23,7

66,0

50,0

96,0 71,9

85,0

50,5

120,0

85,5

143,0

120,0

14,2

50,0

23,7

66,0

50,0

96,0 71,9

85,0

50,5

120,0

85,5

176,0

120,0

50,0

14,2

50,0

23,7

66,0

50,0

96,0 71,9

85,0

50,5

129,0

85,5

7

50,0

14,2

50,0

23,7

66,0

50,0

96,0 71,9

85,0

50,5

143,0

85,5

8

50,0

14,2

50,0

23,7

66,0

50,0

96,0 71,9

85,0

50,5

176,0

85,5

9

66,0

14,2

66,0

23,7

96,0 71,9

85,0

66,0

120,0

85,5

143,0

120,0

10

66,0

14,2

66,0

23,7

96,0 71,9

85,0

66,0

120,0

85,5

176,0

120,0

11

66,0

14,2

66,0

23,7

96,0 71,9

85,0

66,0

129,0

85,5

12

66,0

14,2

66,0

23,7

96,0 71,9

85,0

66,0

143,0

85,5

13

66,0

14,2

66,0

23,7

96,0 71,9

85,0

66,0

176,0

85,5

176,0

143,0

190,0 176,0 190,0 176,0

176,0

129,2

190,0 176,0 176,0

143,0

190,0 176,0 190,0 176,0

176,0

129,2

190,0 176,0 176,0

143,0

190,0 176,0 190,0 176,0

176,0

143,0

190,0 176,0 190,0 176,0

176,0

129,2

190,0 176,0 176,0

143,0

190,0 176,0 190,0 176,0

Área de Atuação: Energia

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

Página: 205 / 522

Responsáveis Técnicos:

ELN:

Revisão: 0

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 3.4.3. Sistema de Referência Como sistema de referência adotou-se o Sistema Interligado Nacional—SIN. Entretanto, conforme admitido pelo Manual de Inventário, o sistema em relação ao qual foram determinados os benefícios energéticos foi a bacia caracterizada pelo conjunto de aproveitamentos em estudo e os aproveitamentos já inventariados situados à montante do rio Tapajós. Tais aproveitamentos, situados nas bacias dos rios Juruena e Teles Pires, tiveram seus inventários aprovados, segundo Despachos ANEEL números 621, de 03 de outubro de 2002 e 1.613, de 20 de julho de 2006. O Quadro 3.4.3-1 apresenta os aproveitamentos hidrelétricos já inventariados no sistema de referência adotado no presente estudo. Quadro 3.4.3-1 – Aproveitamentos Hidrelétricos do Sistema de Referência N. A. (m) Rio

Aproveitamento Máximo

Mínimo

Jusante

Href (m)

Energia Potência Firme Instalada (MWméd) (MW)

Tipo de Turbina

Teles Pires

Magessi

358

358

341

16,7

29,2

53

Kaplan

Teles Pires

Sinop

300

289,5

268,5

30,9

200,2

461

Kaplan

Teles Pires

Colíder

268,5

266,5

244,7

23,3

177,7

342

Kaplan

Teles Pires

Teles Pires

220

220

161

57,8

1001,0

1820

Francis

Teles Pires

São Manoel

161

161

136,6

23,9

410,4

746

Kaplan

Apiacás

Foz do Apiacás

185

182

140,2

43,9

142,5

275

Francis

Juruena

Juruena

452

452

416,5

33,7

42,2

46

Kaplan

Juruena

Cachoeirão

337

337

296,5

38,5

59,4

64

Kaplan

3.4.4. Simulações Energéticas Nas simulações energéticas realizadas foram adotados os dados de entrada: •

Fator de Capacidade:

Seguindo, recomendação do Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas da Eletrobrás, o dimensionamento foi realizado considerando um mesmo fator de capacidade (Fk = 0,55) para todos os aproveitamentos. A única exceção foi o aproveitamento TPJ-325, que apresenta duas casas de força no mesmo sítio: uma Casa de Força Principal (CFP) e uma Casa de Força Complementar (CFC). Ao invés de se considerar Fk = 0,55 para cada usina do sítio, adotou-se Fk = 0,90 para a Casa de Força Complementar, que apresenta produtividade menor, e um Fk < 0,55 para a Casa de Força Principal, de maior produtividade, de tal modo que o aproveitamento como um todo apresentasse um Fk=0,55.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 206 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Vazão Ecológica – TPJ-325:

Para o aproveitamento TPJ-325, foi considerada a vazão ecológica a ser mantida no trecho das corredeiras igual a 30 % da Q7;10, ou seja, 818 m³/s. •

Características Físico-Energéticas dos Aproveitamentos:

As principais características físico-energéticas dos projetos contemplados neste estudo estão dispostas no Quadro 3.4.4-1. Quadro 3.4.4-1 - Características Físico-Energéticas dos Aproveitamentos Aproveitamento

NAMÁX (m)

Queda Bruta Máxima (m)

Vazão MLT 3 (m /s)

Perda Hidráulica (%)

Rendimento T/G (%)

Tipo de Turbina

TPJ 325 – CFP A

50

35,8

11.879

3

92

Kaplan

TPJ 325 – CFC A

50

26,3

818

2

92

Kaplan

TPJ 325 – CFP B

66

51,8

11.879

3

92

Francis

TPJ 325 – CFC B

66

42,3

818

2

92

Kaplan

TPJ 445 (M)

66

16,0

10.423

2

92

Bulbo

TPJ 685

96

24,1

8.908

2

92

Kaplan

JMX 043 A

80

29,5

1.940

2

92

Kaplan

JMX 043 B

85

34,5

1.940

2

92

Kaplan

JMX 063

85

19,0

1.922

2

92

Kaplan

JMX 133 A

120

39,6

1.633

2

92

Kaplan

JMX 133 B

129

48,6

1.633

2

92

Francis

JMX 166 (J) A

120

34,5

1.366

2

92

Kaplan

JMX 166 (J) B

129

43,5

1.366

2

92

Kaplan

JMX 166 (J) C

143

57,5

1.366

2

92

Francis

JMX 166 (J) D

176

90,5

1.366

2

92

Francis

JMX 183 A

143

23,0

1.352

2

92

Kaplan

JMX 183 B

176

56,0

1.352

2

92

Francis

JMX 199

176

46,8

1.339

2

92

Francis

JMX 212

176

33,0

1.327

2

92

Kaplan

JMX 257

190

14,0

1.283

2

92

Bulbo

Inicialmente, os volumes úteis dos aproveitamentos foram otimizados utilizando-se o modelo SINV 5.1a para a determinação dos benefícios energéticos. O deplecionamento de cada reservatório foi fixado visando maximizar o benefício energético, tendo como base a energia firme da alternativa. Observa-se, no entanto, que foi admitida a limitação do deplecionamento máximo a um terço (1/3) da queda bruta máxima para cada aproveitamento. Definidos os deplecionamentos ótimos, passou-se à determinação da energia firme e potência instalada. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 207 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 O sistema SINV adota para cada aproveitamento o maior valor de potência instalada encontrado, em cada sítio, após simular todas as alternativas simultaneamente. No entanto, como a energia firme de um aproveitamento depende da alternativa de divisão de quedas na qual ele se integra, o seu dimensionamento poderá variar de alternativa para alternativa. Desta forma, cada alternativa foi simulada individualmente para se obter valores de potência mais compatíveis com a energia firme de cada sítio. Assim, de forma a adotar o dimensionamento que não limita o aproveitamento do potencial em qualquer das alternativas, e minimizar a quantidade de orçamentos a serem determinados, foram selecionados subgrupos de aproveitamentos na mesma faixa de potência instalada. Dentro de cada subgrupo, adotou-se o maior valor de potência instalada para o aproveitamento em todas as alternativas onde o mesmo aparece. Fixados os valores de potência, nova simulação foi realizada para determinação das energias firme correspondentes. Este processo, apesar de ser um pouco mais trabalhoso que adotado internamente pelo SINV, permite a obtenção de ICBs bem mais precisos que o usual. Dessa maneira, um aproveitamento num mesmo local, e mesma cota, pode ter diferentes valores de potência instalada, como é o caso do JMX-043, que na cota 80,0 m pode ter 686 ou 760 MW, e que na cota 85,0 m pode ter 805, 880 e até 932 MW. Posteriormente, foi calculada a energia firme do aproveitamento em última adição, ou seja, qual o acréscimo de energia firme propiciado pela adição da usina considerando todos os demais aproveitamentos da alternativa como já construídos. Os Quadros 3.4.4-2 a 3.4.4-14 apresentam os resultados obtidos na avaliação energética para cada alternativa de divisão de queda dos Estudos Preliminares. Quadro 3.4.4-2 – Simulação energética - Alternativa 1 Aproveitamento

Nível Máximo (m)

Nível Mínimo (m)

Potência Instalada (MW)

Energia Firme Local (MWméd)

Energia Firme Última Adição (MWméd)

TPJ-325 CFP

50,0

50,0

6.000

3.226

3.183

TPJ-325 CFC

50,0

50,0

213

192

203

TPJ-445 (M)

66,0

66,0

2.343

1.274

1.265

TPJ-685

96,0

96,0

3.267

1.821

1.814

JMX-043

80,0

79,7

686

376

380

JMX-133

120,0

107,2

1.106

465

510

JMX-183

143,0

142,5

346

193

194

JMX-212

176,0

172,1

563

283

295

JMX-257

190,0

185,5

237

101

145

Alternativa

---

---

14.761

7.931

---

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 208 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 3.4.4-3 – Simulação energética - Alternativa 2 Aproveitamento

Nível Máximo (m)

Nível Mínimo (m)

Potência Instalada (MW)

Energia Firme Local (MWméd)

Energia Firme Última Adição (MWméd)

TPJ-325 CFP

50,0

49,9

6.118

3.290

3.244

TPJ-325 CFC

50,0

49,9

213

192

198

TPJ-445 (M)

66,0

66,0

2.343

1.277

1.261

TPJ-685

96,0

96,0

3.267

1.822

1.806

JMX-043

80,0

79,8

760

416

421

JMX-133

120,0

107,2

1.106

474

537

JMX-183

176,0

159,1

1.350

562

643

JMX-257

190,0

185,5

226

99

129

Alternativa

---

---

15.382

8.131

---

Quadro 3.4.4-4 – Simulação energética - Alternativa 3 Aproveitamento

Nível Máximo (m)

Nível Mínimo (m)

Potência Instalada (MW)

Energia Firme Local (MWméd)

Energia Firme Última Adição (MWméd)

TPJ-325 CFP

50,0

49,9

6.118

3.283

3.240

TPJ-325 CFC

50,0

49,9

213

192

202

TPJ-445 (M)

66,0

66,0

2.343

1.276

1.267

TPJ-685

96,0

96,0

3.267

1.822

1.813

JMX-043

80,0

79,8

760

413

416

JMX-133

129,0

113,1

1.476

591

678

JMX-199

176,0

166,7

938

438

471

JMX-257

190,0

185,5

226

99

138

Alternativa

---

---

15.341

8.114

---

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 209 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 3.4.4-5 – Simulação energética - Alternativa 4 Aproveitamento

Nível Máximo (m)

Nível Mínimo (m)

Potência Instalada (MW)

Energia Firme Local (MWméd)

Energia Firme Última Adição (MWméd)

TPJ-325 CFP

50,0

49,8

5.938

3.185

3.149

TPJ-325 CFC

50,0

49,8

213

192

196

TPJ-445 (M)

66,0

66,0

2.343

1.278

1.272

TPJ-685

96,0

96,0

3.267

1.821

1.815

JMX-043

85,0

82,9

805

418

419

JMX-166 (J)

120,0

120,0

517

284

280

JMX-183

143,0

142,5

346

186

183

JMX-212

176,0

173,9

521

273

274

JMX-257

190,0

185,5

249

105

139

Alternativa

---

---

14.199

7.742

---

Quadro 3.4.4-6 – Simulação energética - Alternativa 5 Aproveitamento

Nível Máximo (m)

Nível Mínimo (m)

Potência Instalada (MW)

Energia Firme Local (MWméd)

Energia Firme Última Adição (MWméd)

TPJ-325 CFP

50,0

50,0

6.000

3.236

3.183

TPJ-325 CFC

50,0

50,0

213

192

203

TPJ-445 (M)

66,0

66,0

2.343

1.274

1.256

TPJ-685

96,0

96,0

3.267

1.821

1.804

JMX-043

85,0

82,9

880

461

466

JMX-166 (J)

120,0

120,0

604

332

332

JMX-183

176,0

157,6

1.416

573

648

JMX-257

190,0

185,5

226

99

137

Alternativa

---

---

14.949

7.988

---

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 210 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 3.4.4-7 – Simulação energética - Alternativa 6 Aproveitamento

Nível Máximo (m)

Nível Mínimo (m)

Potência Instalada (MW)

Energia Firme Local (MWméd)

Energia Firme Última Adição (MWméd)

TPJ-325 CFP

50,0

49,8

5.938

3.192

3.152

TPJ-325 CFC

50,0

49,8

213

192

201

TPJ-445 (M)

66,0

66,0

2.343

1.278

1.273

TPJ-685

96,0

96,0

3.267

1.821

1.815

JMX-043

85,0

82,9

805

424

431

JMX-166 (J)

129,0

129,0

691

381

383

JMX-199

176,0

166,7

938

431

453

JMX-257

190,0

185,5

226

98

125

Alternativa

---

---

14.421

7.817

---

Quadro 3.4.4-8 – Simulação energética - Alternativa 7 Aproveitamento

Nível Máximo (m)

Nível Mínimo (m)

Potência Instalada (MW)

Energia Firme Local (MWméd)

Energia Firme Última Adição (MWméd)

TPJ-325 CFP

50,0

49,8

5.938

3.186

3.149

TPJ-325 CFC

50,0

49,8

213

192

196

TPJ-445 (M)

66,0

66,0

2.343

1.278

1.272

TPJ-685

96,0

96,0

3.267

1.821

1.814

JMX-043

85,0

82,9

805

418

419

JMX-166 (J)

143,0

141,9

892

481

479

JMX-212

176,0

173,9

521

273

275

JMX-257

190,0

185,5

249

105

138

Alternativa

---

---

14.228

7.755

---

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 211 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 3.4.4-9 – Simulação energética - Alternativa 8 Aproveitamento

Nível Máximo (m)

Nível Mínimo (m)

Potência Instalada (MW)

Energia Firme Local (MWméd)

Energia Firme Última Adição (MWméd)

TPJ-325 CFP

50,0

49,9

6.118

3.292

3.245

TPJ-325 CFC

50,0

49,9

213

192

199

TPJ-445 (M)

66,0

66,0

2.343

1.277

1.261

TPJ-685

96,0

96,0

3.267

1.823

1.806

JMX-043

85,0

82,9

932

492

503

JMX-166 (J)

176,0

150,0

2.284

965

1.068

JMX-257

190,0

185,5

226

99

129

Alternativa

---

---

15.383

8.139

---

Quadro 3.4.4-10 – Simulação energética - Alternativa 9 Aproveitamento

Nível Máximo (m)

Nível Mínimo (m)

Potência Instalada (MW)

Energia Firme Local (MWméd)

Energia Firme Última Adição (MWméd)

TPJ-325 CFP

66,0

66,0

8.515

4.560

4.544

TPJ-325 CFC

66,0

66,0

345

310

321

TPJ-685

96,0

96,0

3.267

1.821

1.816

JMX-063

85,0

84,4

405

214

215

JMX-166 (J)

120,0

120,0

517

284

283

JMX-183

143,0

142,5

346

187

188

JMX-212

176,0

172,4

546

277

286

JMX-257

190,0

185,5

237

101

135

Alternativa

---

---

14.178

7.755

---

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 212 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 3.4.4-11 – Simulação energética - Alternativa 10 Aproveitamento

Nível Máximo (m)

Nível Mínimo (m)

Potência Instalada (MW)

Energia Firme Local (MWméd)

Energia Firme Última Adição (MWméd)

TPJ-325 CFP

66,0

66,0

8.630

4.630

4.605

TPJ-325 CFC

66,0

66,0

345

310

333

TPJ-685

96,0

96,0

3.267

1.823

1.808

JMX-063

85,0

84,4

448

240

243

JMX-166 (J)

120,0

120,0

604

332

338

JMX-183

176,0

157,6

1416

574

658

JMX-257

190,0

185,5

226

99

145

Alternativa

---

---

14.936

8.008

---

Quadro 3.4.4-12 – Simulação energética - Alternativa 11 Aproveitamento

Nível Máximo (m)

Nível Mínimo (m)

Potência Instalada (MW)

Energia Firme Local (MWméd)

Energia Firme Última Adição (MWméd)

TPJ-325 CFP

66,0

66,0

8.515

4.566

4.543

TPJ-325 CFC

66,0

66,0

345

310

326

TPJ-685

96,0

96,0

3.267

1.822

1.814

JMX-063

85,0

84,4

405

217

217

JMX-166 (J)

129,0

129,0

691

379

380

JMX-199

176,0

168,8

883

422

444

JMX-257

190,0

185,5

226

98

130

Alternativa

---

---

14.332

7.815

---

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 213 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 3.4.4-13 – Simulação energética - Alternativa 12 Aproveitamento

Nível Máximo (m)

Nível Mínimo (m)

Potência Instalada (MW)

Energia Firme Local (MWméd)

Energia Firme Última Adição (MWméd)

TPJ-325 CFP

66,0

66,0

8.515

4.561

4.544

TPJ-325 CFC

66,0

66,0

345

310

322

TPJ-685

96,0

96,0

3.267

1.821

1.816

JMX-063

85,0

84,4

405

214

216

JMX-166 (J)

143,0

141,9

892

483

484

JMX-212

176,0

172,4

546

278

287

JMX-257

190,0

185,5

237

101

136

Alternativa

---

---

14.207

7.769

---

Quadro 3.4.4-14 – Simulação energética - Alternativa 13 Aproveitamento

Nível Máximo (m)

Nível Mínimo (m)

Potência Instalada (MW)

Energia Firme Local (MWméd)

Energia Firme Última Adição (MWméd)

TPJ-325 CFP

66,0

66,0

8.794

4.720

4.705

TPJ-325 CFC

66,0

66,0

345

309

328

TPJ-685

96,0

96,0

3.267

1.823

1.810

JMX-063

85,0

84,4

483

260

262

JMX-166 (J)

176,0

150,0

2.284

965

1.081

JMX-257

190,0

185,5

226

99

133

Alternativa

---

---

15.399

8.176

---

A seguir, o Quadro 3.4.4-15 resume as potências instaladas dos aproveitamentos nas diversas alternativas de divisão de queda.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 214 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 3.4.4-15 – Potência Instalada dos Aproveitamentos por Alternativa - Resumo Aproveitamento

POTÊNCIA INSTALADA (MW) 06 07 08 09

01

02

03

04

05

TPJ-325 CFP

6.000

6.118

6.118

5.938

6.000

5.938

5.938

6.118

TPJ-325 CFC

213

213

213

213

213

213

213

213

TPJ-445 (M)

2.343

2.343

2.343

2.343

2.343

2.343

2.343

2.343

TPJ-685

3.267

3.267

3.267

3.267

3.267

3.267

3.267

3.267

JMX-043

686

760

760

805

880

805

805

932

10

11

12

13

8.515

8.630

8.515

8.515

8.794

345

345

345

345

345

3.267

3.267

3.267

3.267

3.267

405

448

405

405

483

517

604

691

892

2.284

346

1.416

JMX-063 JMX-133

1.106

1.106

1.476

JMX-166 (J) JMX-183

346

1.350

JMX-199

604

346

1.416

938

JMX-212

563

JMX-257

237

Total

517

691

226

2.284

938 521

226

892

249

883 521

226

226

249

546 226

237

546 226

226

237

226

14.761 15.382 15.341 14.199 14.949 14.421 14.228 15.383 14.178 14.936 14.332 14.207 15.399

3.5. Concepção dos Arranjos dos Aproveitamentos Os arranjos dos aproveitamentos para os estudos preliminares foram concebidos já a partir dos levantamentos cartográficos e topobatimétricos. Para a definição das dimensões aproximadas das estruturas, utilizou-se as planilhas de dimensionamento da Eletrobrás relativas aos estudos finais. A seguir, descreve-se, de forma abreviada, a disposição do arranjo de cada um dos eixos estudados nos estudos preliminares. O arranjo para o eixo TPJ-325, apresentado nos desenhos EG219-GE.00-DE.0019 e EG219-GE.00-DE.0021 (Volume 2/22), tanto com NA na cota 50,0 m como na cota 66,0 m, possui duas casas de força: a principal, alimentada por um canal de adução implantado na margem direita; e a complementar, alinhada com o barramento, junto à margem direita. No leito rio, o fechamento é realizado por uma barragem de enrocamento com núcleo de argila, que vai da ombreira esquerda até o vertedouro, localizado no leito, próximo à margem direita. Na margem direita, o fechamento é completado por uma barragem de terra homogênea, com cerca de 3 km. No eixo TPJ-445 (M), o arranjo, representado no desenho EG219-GE.00-DE.0023 (Volume 2/22), apresenta uma casa de força encostada na margem esquerda, separada do vertedouro por muro de transição, ambos alinhados com uma barragem de enrocamento com núcleo de argila e cerca de 1,5 km de extensão. No eixo TPJ-685 a casa de força foi situada na calha esquerda do rio entre a barranca esquerda e a ilha do Cemitério, e o vertedouro na calha direita. A barragem de enrocamento com núcleo, e cerca de 1,3 km de extensão, fica entre as estruturas de concreto, como representado no desenho EG219-GE.00-DE.0025 (Volume 2/22). Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 215 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 O arranjo para o eixo JMX-043, tanto para NA 80,0 m, como 85,0 m, é composto de casa de força na margem esquerda, seguida do vertedouro e da barragem de enrocamento com núcleo, que chega na margem direita seguindo o mesmo alinhamento das estruturas de concreto, como indicado nos desenhos EG219-GE.00-DE.0027 e EG219-GE.00-DE.0029 (Volume 2/22). No eixo JMX-063 a casa de força foi implantada no leito do rio, na margem direita, com o vertedouro adjacente e a barragem de enrocamento com núcleo de argila ligando o vertedouro à ombreira esquerda, como ilustrado no desenho EG219-GE.00-DE.0031 (Volume 2/22). No eixo JMX-133 a casa de força foi locada na margem esquerda do rio Jamanxim, seguida de vertedouro e de extensa barragem de terra homogênea, nesta ordem, todos eles alinhados de forma retilínea. Além de uma barragem secundária, no rio Aruri, com galeria de desvio incorporada, e diversos diques em selas topográficas para garantir o fechamento do reservatório, como apresentado nos desenhos EG219-GE.00-DE.0033, EG219-GE.00DE.0034, EG219-GE.00-DE.0036 e EG219-GE.00-DE.0037 (Volume 2/22). O arranjo do eixo JMX-166 (J) varia de acordo com o N.A., sendo que nos dois menores níveis (NA = 120 e NA = 129) a casa de força esta inserida na margem esquerda, o vertedouro no centro e a barragem de enrocamento com núcleo à direita, como apresentado nos desenhos EG219-GE.00-DE.0039 e EG219-GE.00-DE.0041 (Volume 2/22). No caso do NA = 143 m, o vertedouro e a casa de força foram colocados na ombreira direita, como ilustrado no desenho EG219-GE.00-DE.0043 (Volume 2/22), e, para o NA mais alto (NA = 176), optou-se por implantar o vertedouro na ombreira esquerda, deixando na ombreira direita a tomada d’água e a casa de força, vide desenho EG219-GE.00-DE.0045 (Volume 2/22). Nas duas alternativas mais altas o desvio é realizado por túneis na ombreira esquerda. No eixo JMX-183, tanto para o NA igual a 143,0 m, como 176,0 m, a casa de força foi implantada na margem esquerda, seguida do vertedouro e de uma barragem de enrocamento com núcleo que fechou o rio do vertedouro à margem direita. Na margem esquerda, o barramento é completado por uma barragem, de terra homogênea. Esses arranjos são visualizados nos desenhos EG219-GE.00-DE.0047 e EG219-GE.00-DE.0049 (Volume 2/22). Para o eixo JMX-199 a casa de força encontra-se na margem esquerda, acompanhada pelo vertedouro, que avança na calha do rio. Como indicado pelos desenhos EG219-GE.00DE.0051 e EG219-GE.00-DE.0052 (Volume 2/22), à esquerda e a direita das estruturas de concreto há uma barragem de terra homogênea, além de diques em selas topográficas. O arranjo do eixo JMX-212, representado nos desenhos EG219-GE.00-DE.0054 e EG219GE.00-DE.0055 (Volume 2/22), possui extensas barragens de terra nas duas ombreiras e diversos diques em ambas as margens. A casa de força e o vertedouro foram colocados na margem direita. Por fim, no eixo JMX-257 a casa de força fica posicionada na margem esquerda, contígua ao vertedouro no leito do rio, e o fechamento realizado por uma barragem de terra homogênea, no leito do rio e na margem direita, com pequeno complemento na margem esquerda. Esse arranjo é apresentado no desenho EG219-GE.00-DE.0057 (Volume 2/22).

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 216 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

3.6. Avaliação dos Impactos Ambientais por Aproveitamento 3.6.1. Ecossistemas Aquáticos Considerando a escala de trabalho, a grande riqueza e diversidade dos ecossistemas aquáticos amazônicos e o fato de que as investigações sobre o tema são escassas e, em geral, localizadas, para a realização de estudos que pudessem dar respostas objetivas aos diversos impactos ambientais previstos para a construção das hidrelétricas no âmbito inventário hidrelétrico do Tapajós, foi de fundamental importância a utilização desde o início do planejamento dos trabalhos de aspectos da fisiografia fluvial. Somente pela análise destes como indicadores de determinadas espécies de peixes e de outros animais aquáticos, notadamente mamíferos e répteis, é que foi possível prever e quantificar os principais impactos aqui selecionados, conforme orientação do Manual de Inventário Hidrelétrico (Eletrobrás, 1997). A partir do acima colocado, os principais impactos ambientais previstos para os ecossistemas aquáticos avaliados foram: •

Perda de ambientes ecologicamente estratégicos para reprodução de espécies aquáticas, peixes, répteis e mamíferos. Indicador considerado: ilhas.

Perda de regiões com potencial pesqueiro para espécies comerciais alimentares. Indicador considerado: planícies aluvionares.

Perda de regiões com potencial pesqueiro para espécies comerciais ornamentais. Indicador considerado: cachoeiras e corredeiras.

Comprometimento de rotas migratórias. Indicador considerado: número de drenagens a montante.

Alterações da qualidade da água.

O Quadro 3.6.1-1 apresenta uma síntese de todos os índices de impacto ambiental considerados para o componente-síntese Ecossistemas Aquáticos. Cabe ressaltar que para os reservatórios projetados para funcionarem com deplecionamento sazonal, há a possibilidade de ampliação destes impactos ambientais sobre este componente-síntese. Assim, calcula-se que haverá uma ampliação dos impactos referentes “Perda de regiões com Potencial Pesqueiro para espécies comerciais alimentares” e “Comprometimento da qualidade da água”. O primeiro deverá ser ampliado em função da depleção pelo aumento potencial das flutuações do nível d’água do reservatório que poderão afetar as populações de peixes que desovam nos lagos e nas porções litorâneas, uma vez que um dos efeitos da depleção, proporcional ao seu grau, seria a exposição dos ovos destas populações a dessecação, acarretando uma diminuição gradual das mesmas. Sobre o segundo, relacionado à qualidade das águas, prevê-se a possibilidade de intensificação dos processos de eutrofização pela formação de poças e por canais do reservatório que poderão ser bloqueados, com a conseqüente proliferação de nutrientes e macrófitas aquáticas. O nível de deplecionamento nos reservatórios em estudo varia de 3,9 metros no aproveitamento JMX-212 até 26 metros no JMX-166 (J), em função dessa grande variação acrescentou a esses dois impactos um fator de depleção a cada 5 metros. Dessa forma, para os aproveitamentos com depleção de 1 a 5 metros, acrescentou 0,05 ao índice final; entre 5 a 10 metros, somou-se 0,1; 0,15 foi adicionado aos aproveitamentos com deplecionamento entre 10 a 15 metros; 0,25 aos aproveitamentos com deplecionamento Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 217 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 entre 15 a 20; finalmente, 0,4 foi acrescentado aos barramentos com nível de depleção superior a 20 metros.

Perda de ambientes ecologicamente estratégicos de espécies aquáticas para reprodução (peixes, répteis e mamíferos)

Perda de regiões com Potencial Pesqueiro p/ espécies comerciais alimentares

Perda de regiões com Potencial Pesqueiro p/ espécies comerciais ornamentais

Comprometimento de rotas migratórias

Grau de comprometimento da qualidade da água

ISAi = ∑ (Ii x Pi)

Pesos/ Aproveitamentos

0,10

0,15

0,15

0,20

0,40

1,00

TPJ-325 (50m) Subárea C TPJ-325 (66m)

0,22

0,24

0,65

0,97

0,25

0,45

0,92

0,44

0,88

0,97

0,47

0,67

TPJ-445 (66m)

0,70

0,25

0,24

0,83

0,24

0,41

Subárea D TPJ-685 (96m)

0,61

0,31

0,83

0,63

0,23

0,45

Sub-áreas

Impactos

Quadro 3.6.1-1 – Índices de Impacto Ambiental por aproveitamento para o ComponenteSíntese Ecossistemas Aquáticos

Subárea E

Subárea F

TPJ-325 (66m)

-

0,05

-

0,97

-

0,20

TPJ-445 (66m)

-

0,05

-

0,83

-

0,17

TPJ-325 (50m)

0,10

0,23

0,30

0,97

0,32

0,41

TPJ-325 (66m)

0,41

0,28

0,40

0,97

0,47

0,53

JMX-043 (80m)

0,45

0,30

-

0,96

0,21

0,37

JMX-043 (85m)

0,47

0,50

-

0,96

0,32

0,44

JMX-063 (85m)

0,30

0,35

-

0,96

0,20

0,35

JMX-133 (120m)

0,12

0,47

-

0,80

0,54

0,46

JMX-133 (129m)

0,14

0,58

-

0,80

0,69

0,54

JMX-166 (120m)

0,06

0,01

-

0,70

0,06

0,17

JMX-166 (129m)

0,08

0,01

-

0,70

0,10

0,19

JMX-166 (143m)

0,12

0,06

-

0,70

0,24

0,26

JMX-166 (176m)

0,23

0,43

0,30

0,70

0,81

0,60

JMX-183 (143m)

0,08

0,01

-

0,68

0,10

0,19

JMX-183 (176m)

0,20

0,27

0,30

0,68

0,53

0,45

JMX-199 (176m)

0,15

0,12

0,30

0,66

0,33

0,34

JMX-212 (176m)

0,12

0,06

0,30

0,66

0,19

0,27

JMX-257 (190m)

0,20

0,32

0,30

0,60

0,29

0,35

Fonte: CNEC, 2008

Subárea A: Sub-bacia do baixo Tapajós Subárea B: Planícies Aluvionares de Itaituba Subárea C: Médio Tapajós Subárea D: Planícies Aluvionares do Alto Tapajós Subárea E: Rio Crepori Subárea F: Rio Jamanxim Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 218 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 3.6.2. Ecossistemas Terrestres De maneira geral, a perda de hábitats é o principal impacto criado pelo homem aos ecossistemas terrestres. Este impacto é mais significativo quanto maior for a sua extensão absoluta. Isto ocorre em função da disponibilidade de recursos perdidos ser proporcional à extensão de hábitats afetados, fato que impõe restrições ao tamanho populacional das espécies relacionadas aos ambientes afetados. Considerando-se o exposto para o cálculo do impacto “perda de hábitats” foi utilizado como critério de avaliação a extensão total das formações vegetais naturais a serem afetadas que constituem hábitats para plantas, animais, fungos, liquens e demais organismos vivos. Mudanças na diversidade dos hábitats também alteram a diversidade de espécies, pela modificação do nicho ecológico utilizado por estas, de sua composição e produção de nutrientes. Do ponto de vista prático este impacto mede os tipos de hábitats que deverão ter as suas áreas sujeitas à inundação, e não à extensão das áreas de inundação já consideradas no item anterior. Já para prever-se o impacto “perda de áreas de unidades de conservação” em primeiro lugar procedeu-se o cálculo das áreas e dos percentuais de unidades de conservação de uso sustentável e de proteção integral existentes em cada subárea. Posteriormente, realizou-se o cálculo do índice de impacto propriamente dito a partir da somatória das áreas inundadas de UCs de uso sustentável e de proteção integral consideradas individualmente por aproveitamento. Esses valores foram divididos pelo valor total das UCs de uso sustentável ou de proteção integral por subárea. Pode-se afirmar que a alteração sobre a forma dos fragmentos e a grande exposição da vegetação aos efeitos de borda causados pela inundação sobre as formações de terra firme gerará impactos relevantes sobre os ecossistemas terrestres. Assim, outro impacto relevante sobre os ecossistemas terrestres a ser destacado é como a forma espacial dos reservatórios afetará os fragmentos florestais resultantes da inundação gerada pelos barramentos. Nesse sentido, a partir da análise deste elemento de avaliação, considerou-se a forma espacial gerada pelos aproveitamentos como fator impactante sobre as paisagens. Considerando o exposto acima foram definidos os seguintes impactos ambientais para o Componente-Síntese Ecossistemas Terrestres: 1) a perda de hábitats; 2) a diversidade dos hábitats afetados; 3) o comprometimento de unidades de conservação; e 4) o índice de borda do reservatório que implica em maior fragmentação das formações florestais. O Quadro 3.6.2-1 apresenta uma síntese de todos os índices de impacto ambiental considerados para o componente-síntese Ecossistemas Terrestres.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 219 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Diversidade de Hábitats

Perda de Unidades de Conservação

Efeito de Borda

ISAi = ∑ (Ii x Pi)

Pesos/ Aproveitamentos

0,40

0,05

0,40

0,15

1,00

TPJ-325 (A) 50m

0,14

0,40

0,22

0,6920

0,27

TPJ-325 (B) 66m

0,55

0,50

0,90

0,9250

0,74

TPJ-445 66m

0,06

0,50

-

0,2860

0,09

TPJ-685 96m

0,15

0,50

0,12

0,1450

0,15

TPJ-325 (A) 50m

0,230

0,400

0,029

0,692

0,23

Subáreas

Impactos

Perda de hábitats terrestres para fauna e flora de alta diversidade biológica/ importância ecológica

Quadro 3.6.2-1 – Atributos de Avaliação dos Impactos Ambientais por Aproveitamento Componente-Síntese: Ecossistemas Terrestres

Subárea C

Subárea D

Subárea E

TPJ-325 (B) 66m

0,790

0,500

0,11

0,925

0,52

TPJ-445 66m

0,170

0,500

0,021

0,286

0,18

JMX-043 (A) 80m

0,150

0,400

0,046

0,516

0,29

JMX-043 (B) 85m

0,350

0,400

0,128

0,535

0,22

JMX-063 85m

0,250

0,400

0,107

0,364

0,26

JMX-133 (A) 120m

0,340

0,400

0,189

0,206

0,31

JMX-133 (B) 129m

0,400

0,400

0,234

0,220

0,06

JMX-166 (A) 120m

0,070

0,300

0,009

0,088

0,06

JMX-166 (B) 129m

0,017

0,400

0,017

0,144

0,10

JMX-166 (C) 143m

0,070

0,400

0,049

0,234

0,39

JMX-166 (D) 176m

0,540

0,500

0,314

0,153

0,07

JMX-183 (A) 143m

0,030

0,400

0,025

0,157

0,28

JMX-183 (B) 176m

0,360

0,500

0,225

0,126

0,19

JMX-199 176m

0,220

0,500

0,122

0,156

0,10

JMX-212 176m

0,090

0,500

0,052

0,147

0,27

JMX-257 190m

0,390

0,400

0,086

0,395

0,18

TPJ-685 96m

0,2000

0,6000

0,215

0,1450

0,22

Fonte: CNEC, 2008 Subárea A – Formações ombrófilas de terras baixas associadas à margem direita do rio Tapajós Subárea B – Formações ombrófilas de terras baixas associadas à margem esquerda do rio Tapajós Subárea C – Formações ombrófilas submontanas associadas à margem esquerda do rio Tapajós Subárea D – Formações ombrófilas densas e abertas submontanas associadas à m. direita do rio Tapajós Subárea E – Formações savânicas e estacionais associadas à Serra do Cachimbo. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 220 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 3.6.3. Organização Territorial No que concerne à Organização Territorial, observa-se que a região de estudo se caracteriza por uma rede urbana pouco densa, o mesmo ocorrendo com o sistema viário. Como conseqüência dessa configuração espacial rarefeita em termos de ocupação, ambos acabam por responder pela organização e centralização da vida social e econômica dos amplos territórios municipais, condicionando os fluxos de pessoas, mercadorias e serviços no âmbito local e regional. Assim, a análise dos impactos relativos a estes dois temas é de grande importância no contexto da área de estudo. A perda de núcleos rurais, como comunidades e vilas, foi considerada significativa para a avaliação dos impactos deste componente-síntese pelo comprometimento das infraestruturas características e implantadas nessas localidades. Particularmente, este impacto incide sobre todos os critérios de avaliação considerados no Manual de Inventário Hidrelétrico (1997) para este tema, como: intervenção nos padrões de assentamento e mobilidade da população, comprometimento dos fluxos de circulação atuais e comprometimento da base territorial referente à organização político-administrativa do território. Nesse contexto, as pequenas vilas e comunidades ribeirinhas da bacia do Tapajós atuam de forma análoga, ainda que numa escala de importância bastante inferior, às cidades. Tratando-se de uma região onde a economia é muito pouco desenvolvida, em sua maior proporção voltada para o extrativismo, a subsistência e a produção de pequenos excedentes comercializáveis, principalmente, no âmbito local, as pequenas vilas ribeirinhas ou lindeiras às estradas, apesar de sua pobreza, na maioria dos casos formam os únicos locais de acúmulo de capital fixo que contém alguma infra-estrutura econômica ou social. Dessa forma, acabam por atuar como suporte para as populações rurais do entorno e para viabilizar a sua circulação. Já quanto ao impacto “perda de território”, deve-se ressaltar que o mesmo é inerente a qualquer empreendimento hidrelétrico, variando de magnitude somente em função do porte das usinas e da localização do município frente ao empreendimento. Ainda que este impacto seja irreversível e sem medidas de compensação cabíveis, uma vez que as terras pertencentes aos municípios afetados irão ser irremediavelmente perdidas pela inundação, não esta se avaliando aqui, de acordo com a orientação do “Manual de Inventário Hidrelétrico” (Eletrobrás, 1997), os benefícios e os impactos positivos que poderão ser criados aos municípios afetados, do ponto de vista econômico, a partir do aumento de tributos e mecanismos de compensação financeira. Consideraram-se os seguintes critérios de avaliação analisados no contexto regional como os principais elementos a serem afetados para este componente-síntese: •

Perda de núcleos: comunidades e vilas;

Perda de sistema viário;

Perda de território.

O Quadro 3.6.3-1 apresenta uma síntese de todos os índices de impacto ambiental considerados para o componente-síntese Organização Territorial.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 221 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.6.3-1 – Índices finais de impacto ambiental por aproveitamento referentes ao Componente-Síntese Organização Territorial Perda de Perda de Impactos Perda Viária ISAi = ∑ (Ii x Pi) Núcleos Território Pesos

Subáreas

0,20

0,35

0,45

1,00

0,17 0,17 0,17 0,17 0,17 0,17 0,17 0,10 0,44 0,34 0,02 0,33 0,25 0,25 0,25 0,25 0,25 0,05 0,20 0,15 -

0,02 0,01 0,01 0,01 0,01 0,01 0,07 0,03 0,01 0,02 0,02 -

0,06 0,15 0,01 0,02 0,02 0,03 0,03 0,10 0,52 0,35 0,16 0,18 0,04 0,04 0,04 0,04 0,14 0,05 0,23 0,08 0,05 0,06 0,04 0,03

0,06 0,11 0,04

Aproveitamentos

Subárea B

Subárea C Subárea D

Subárea E

Subárea H

TPJ-325 (50m) TPJ-325 (66m) JMX-043 (80m) JMX-043 (85m) JMX-063 (85m) JMX-133 (120m) JMX-133 (129m) TPJ-325 (50m) TPJ-325 (66m) TPJ-445 (66m) TPJ-685 (96m) JMX-257 (190m) JMX-166 (176m) JMX-183 (176m) JMX-199 (176m) JMX-212 (176m) JMX-257 (190m) TPJ-325 (50m) TPJ-325 (66m) TPJ-445 (66m) JMX-043 (80m) JMX-043 (85m) JMX-063 (85m) JMX-257 (190m)

0,05 0,05 0,05 0,05 0,07 0,35 0,24 0,08 0,15 0,07 0,07 0,07 0,07 0,12 0,03 0,14 0,07 0,02 0,03 0,02 0,01

Área de Atuação: Energia

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

Página: 222 / 522

Responsáveis Técnicos:

ELN:

Revisão: 0

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.6.3-1 – Índices finais de impacto ambiental por aproveitamento referentes ao Componente-Síntese Organização Territorial Perda de Perda de Impactos Perda Viária ISAi = ∑ (Ii x Pi) Núcleos Território Pesos

Subáreas

0,20

0,35

0,45

1,00

0,05 0,05 0,12 -

0,27 0,40 0,02 0,02 0,10 0,10 0,04 0,16 0,04 0,14 0,06 -

0,05 0,12 0,12 0,01 0,04 0,04 0,08 0,09 0,01 0,02 0,13 0,01 0,09 0,05 0,02

0,13 0,20 0,08

Aproveitamentos

Subárea I

TPJ-325 (50m) TPJ-325 (66m) TPJ-685 (96m) JMX-043 (80m) JMX-043 (85m) JMX-063 (85m) JMX-133 (120m) JMX-133 (129m) JMX-166 (129m) JMX-166 (143m) JMX-166 (176m) JMX-183 (143m) JMX-183 (176m) JMX-199 (176m) JMX-212 (176m)

0,00 0,03 0,03 0,07 0,08 0,00 0,02 0,11 0,02 0,09 0,04 0,01

Fonte: CNEC, 2008. Subárea A: Eixo Urbano / Turístico Subárea B: Eixo Agro-Pecuário, com atividades madeireiras, apoiado em Conexões Rodoviárias e Hidroviárias Subárea C: Eixo de Atividade Econômica com Circulação Mista e Menos Intensa Subárea D: Eixo Madeireiro Vinculado a Conexões Rodoviárias Subárea E: Eixo Garimpeiro Subárea F: Eixo Agrícola / Hidroviário Subárea G: Área de Ocupação Incipiente e Acesso Restrito Subárea H: Áreas Regulamentadas com Potencial Uso Sustentável Subárea I: Unidades de Restrição Total à Ocupação Área de Atuação: Energia

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

Página: 223 / 522

Responsáveis Técnicos:

ELN:

Revisão: 0

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 3.6.4. Modos de Vida Para a avaliação dos impactos ambientais incidentes sobre o componente-síntese “Modos de Vida” foram analisadas as informações primárias e secundárias constantes no Diagnóstico Ambiental, incluindo a caracterização de todas as subáreas estabelecidas. Conforme se prevê, a intervenção sobre o espaço físico nos vários aproveitamentos hidrelétricos em estudo poderá atingir de modo considerável o espaço social constituído, trazendo alterações no cotidiano das pessoas residentes nas proximidades das áreas afetadas, a partir de dois efeitos principais sobre as populações: a) remoção de parcela da população afetada pelas áreas de inundação das usinas e, b) aporte de migrantes atraídos pela ampliação das possibilidades de trabalho e renda nas regiões onde se localizam os empreendimentos. Considerando-se estes como os dois principais condicionantes das alterações sobre os modos de vida locais, analisaram-se os critérios que poderiam formar os índices de impacto passíveis de qualificação e quantificação, priorizando especialmente aqueles quantificáveis. Pretende-se a seguir apontar esses os impactos, procurando identificar, ainda que preliminarmente, o montante de habitantes que poderão vir a ser afetados pelas alterações geradas a partir das diversas interferências de seu modo de vida atual, de forma a balizar o grau de impactos de cada um dos aproveitamentos junto à população residente. Os impactos provenientes da implantação de empreendimentos sobre a cultura e a identidade sócio-cultural relacionam-se, principalmente, a movimentos populacionais (fluxos e refluxos de contingentes populacionais temporários, migrações, reassentamentos etc.) e a interferências em locais onde ocorrem manifestações culturais e/ou dos quais estas últimas dependem para peregrinações, apresentações, exposições, obtenção dos materiais de que necessitam para realizar-se etc. Já a análise da perda de áreas de significativo patrimônio histórico, tem por objetivo avaliar o comprometimento de bens constituintes do patrimônio histórico regional Assim, foram identificados impactos ligados aos quatro aspectos abaixo relacionados: •

Deslocamento compulsório de população e meios de sobrevivência praticados;

Processos migratórios gerados pela atratividade do empreendimento;

Identidade Sócio-Cultural;

Patrimônio Histórico.

A partir da definição destes impactos foram determinados critérios específicos a cada um deles para atribuição de índices e pesos, de maneira a permitir sua avaliação quantitativa. O Quadro 3.6.4-1 apresenta uma síntese de todos os índices de impacto ambiental considerados para o componente-síntese Modos de Vida.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 224 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.6.4-1 – Índices de Impacto Ambiental por aproveitamento para o Componente-Síntese Modos de Vida. Subáreas

Subárea C

Subárea D

Subárea E

Subárea F

Impactos Pesos Aproveitamentos TPJ-325 (50m) TPJ-325 (66m) TPJ-445 (66m) JMX-043 (80m) JMX-043 (85m) JMX-063 (85m) JMX-133 (120m) JMX-133 (129m) JMX-166 (120m) JMX-166 (129m) JMX-166 (143m) JMX-166 (176m) JMX-183 (143m) JMX-183 (176m) JMX-199 (176m) JMX-212 (176m) JMX-166 (176m) JMX-183 (176m) JMX-257 (190m) TPJ-685 (96m) JMX-043 (80m) JMX-043 (85m) JMX-063 (85m) TPJ-325 (50m) TPJ-325 (66m) TPJ-445 (66m) TPJ-685 (96m)

Deslocamento Compulsório

Processos Migratórios

Identidade Sócio-Cultural

Patrimônio Histórico

ISAi = ∑ (Ii x Pi)

0,40

0,30

0,10

0,20

1,00

0,17 0,17 0,17 0,17 0,17 0,33 0,02 0,32 0,80 0,51 -

0,90 0,90 0,40 0,20 0,30 0,20 0,30 0,30 0,20 0,20 0,30 0,40 0,20 0,30 0,30 0,20 0,10 0,50 0,90 0,90 0,40 -

0,85 0,50 0,55 0,50 0,55 0,50 0,45 0,45 0,45 0,45 0,75 0,40 0,45

0,75 0,40 0,45 0,40 0,45 0,45 0,40 0,35 0,35 0,25 0,10 0,10 0,10 0,25 0,55 0,20 0,25

0,27 0,51 0,12 0,26 0,30 0,26 0,30 0,30 0,06 0,06 0,09 0,12 0,06 0,09 0,09 0,06 0,13 0,12 0,28 0,25 0,02 0,02 0,02 0,49 0,78 0,40 0,10

Área de Atuação: Energia

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

Página: 225 / 522

Responsáveis Técnicos:

ELN:

Revisão: 0

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.6.4-1 – Índices de Impacto Ambiental por aproveitamento para o Componente-Síntese Modos de Vida. Subáreas

Subárea G

Subárea H

Impactos Pesos Aproveitamentos JMX-043 (80m) JMX-043 (85m) JMX-063 (85m) JMX-166 (120m) JMX-166 (129m) JMX-166 (143m) JMX-166 (176m) JMX-183 (143m) JMX-183 (176m) JMX-199 (176m) JMX-212 (176m) JMX-257 (190m) TPJ-325 (50m) TPJ-325 (66m) TPJ-685 (96m) JMX-043 (80m) JMX-043 (85m) JMX-063 (85m) JMX-133 (120m) JMX-133 (129m) JMX-166 (120m) JMX-166 (129m) JMX-166 (143m) JMX-166 (176m) JMX-183 (143m) JMX-183 (176m) JMX-199 (176m)

Deslocamento Compulsório

Processos Migratórios

Identidade Sócio-Cultural

Patrimônio Histórico

ISAi = ∑ (Ii x Pi)

0,40

0,30

0,10

0,20

1,00

0,25 0,25 0,25 0,25 0,25 0,05 0,05 0,12 -

0,20 0,20 0,30 0,40 0,20 0,30 0,30 0,20 0,10 -

0,40 0,45 0,40 0,70 0,65 0,60 0,55 0,65 0,25 0,55 0,20 0,25 0,20 0,25 0,25 0,15 0,15 0,15 0,30 0,15 0,25 0,20

0,20 0,25 0,20 0,30 0,25 0,20 0,15 0,25 0,45 0,75 0,10 0,15 0,10 0,45 0,45 0,35 0,35 0,35 0,50 0,35 0,45 0,40

0,08 0,10 0,08 0,06 0,06 0,09 0,35 0,06 0,31 0,29 0,25 0,25 0,14 0,23 0,05 0,04 0,06 0,04 0,12 0,12 0,09 0,09 0,09 0,13 0,09 0,12 0,10

Área de Atuação: Energia

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

Página: 226 / 522

Responsáveis Técnicos:

ELN:

Revisão: 0

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.6.4-1 – Índices de Impacto Ambiental por aproveitamento para o Componente-Síntese Modos de Vida. Subáreas

Impactos Pesos Aproveitamentos JMX-212 (176m) JMX-257 (190m)

Deslocamento Compulsório

Processos Migratórios

Identidade Sócio-Cultural

Patrimônio Histórico

ISAi = ∑ (Ii x Pi)

0,40

0,30

0,10

0,20

1,00

-

-

0,15 0,25

0,35 0,45

0,09 0,12

Fonte: CNEC, 2008. •

Subárea A: Populações urbanas ligadas aos aspectos histórico-culturais e a atividades turísticas

Subárea B: Populações ribeirinhas associadas ao extrativismo vegetal e a atividades agrícolas de subsistência

Subárea C: Populações com vínculos urbanos, ligadas a atividades agropecuárias e à exploração madeireira

Subárea D: Populações sob influência do eixo da rodovia BR-163, associadas à extração madeireira e a atividades agropecuárias, polarizadas pelo Estado do Mato Grosso

Subárea E: Populações associadas a restrições de acessos e a atividades econômicas diversas

Subárea F: Populações ribeirinhas e lindeiras à rodovia Transamazônica, ligadas à agricultura de subsistência, à pesca, ao garimpo e a atividades de apoio

Subárea G: Populações diretamente ligadas ao garimpo

Subárea H: Áreas com restrições legais de uso

Área de Atuação: Energia

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

Página: 227 / 522

Responsáveis Técnicos:

ELN:

Revisão: 0

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 3.6.5. Base Econômica Os elementos, critérios e metodologia adotados na avaliação dos impactos econômicos dos aproveitamentos hidrelétricos da bacia do rio Tapajós seguem as orientações especificadas no “Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacia Hidrográfica” (Eletrobrás, 1997). Deve-se ressaltar que, particularmente no que concerne a este componente-síntese, reconheceu-se o potencial de ocorrência de impactos positivos, no entanto, a análise contemplou somente a avaliação dos impactos negativos gerados pelos aproveitamentos, de acordo com as orientações do referido documento. As análises econômicas foram realizadas sobre dados municipais, seguindo a definição das subáreas do Componente-Síntese Base Econômica estabelecida no item 3.9.6 (Volume 20/22). A seleção dos elementos de avaliação destes impactos apóia-se em dados estatísticos oficiais disponíveis, divulgados por instituições públicas governamentais, que podem ser comparados por aproximação às investigações feitas em campo. Ou seja, a avaliação dos impactos aqui realizados enfoca, estritamente, as atividades dos segmentos formais da economia local passíveis de mensuração, a despeito das outras atividades econômicas que são desenvolvidas na bacia do rio Tapajós. Como ocorre em outras regiões da Amazônia, as atividades primárias relacionadas ao extrativismo constituem as principais bases econômicas da bacia. Estas, porém, devido a não regulação e/ou fiscalização de exploração dos recursos naturais envolvidos acabam operando de modo ilegal. Enquadradas nesta condição se destacam na economia da região de estudo: o garimpo de ouro, a extração madeireira e a coleta de peixes ornamentais. A ausência ou fragilidade de controle da comercialização desses produtos impede que seja aferida sua real dimensão econômica, uma vez que o registro das transações comerciais realizadas é precário e não captado pelas estatísticas oficiais. Assim, priorizaram-se para estas avaliações, os impactos econômicos sobre as atividades mensuráveis na bacia, particularmente as primárias relacionadas ao extrativismo mineral e as atividades agropecuárias. Neste sentido, a avaliação dos impactos econômicos focou a pecuária extensiva de corte, a agricultura, o potencial agrícola e o potencial mineral. De modo que, os impactos econômicos negativos foram avaliados por meio de variáveis quantitativas e qualitativas que buscam expressar como a implantação dos aproveitamentos hidrelétricos poderá interferir no arranjo territorial das atividades produtivas atuais e futuras da bacia do rio Tapajós. Os elementos econômicos selecionados para estabelecer os índices de impacto ambiental por aproveitamento encontram-se relacionados abaixo: •

Comprometimento das áreas de uso agropecuário atingidas;

Comprometimento das áreas com potencial agropecuário;

Processos minerários afetados

O Quadro 3.6.5-1 apresenta uma síntese de todos os índices de impacto ambiental considerados para o componente-síntese Base Econômica.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 228 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.6.5-1 Índices de Impacto ambiental para o Componente-síntese Base Econômica. Perda de áreas de uso agropecuário

Perda de Áreas com aptidão agrícola

Perda de áreas de potencial mineral

ISAi = ∑ (Ii x Pi)

0,35

0,25

0,40

1,00

TPJ-325 (50m)

0,0016

0,0508

0,0100

0,017

TPJ-325 (66m)

0,0073

0,0824

0,0600

0,047

TPJ-445 (66m)

0,0042

0,0390

0,0200

0,019

JMX-043 (80m)

0,0004

-

0,0200

0,008

JMX-043 (85m)

0,0025

0,00001

0,0500

0,021

JMX-063 (85m)

0,0025

0,00001

0,0400

0,017

JMX-133 (120m)

0,0041

0,00001

0,0600

0,025

JMX-133 (129m)

0,0042

0,00001

0,0700

0,029

JMX-166 (176m)

0,0023

0,00910

0,0200

0,011

JMX-183 (176m)

0,0023

0,00910

0,0200

0,011

JMX-199 (176m)

0,0023

0,00910

0,0200

0,011

JMX-212 (176m)

0,0023

0,00910

0,0100

0,007

JMX-257 (190m)

0,0062

0,05630

0,1400

0,072

JMX-166 (176m)

0,00005

-

0,0100

0,004

JMX-183 (176m)

0,00005

0,00003

0,0100

0,004

JMX-199 (176m)

0,00005

0,00003

0,0100

0,004

JMX-212 (176m)

0,00005

0,00003

0,0100

0,004

JMX-257 (190m)

0,00500

0,06400

0,7000

0,298

TPJ-325 (50m)

0,0023

0,1340

-

0,034

Impactos Subáreas

Pesos Aproveitamentos

Subárea B

Subárea C

Subárea D

Área de Atuação: Energia

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

Página: 229 / 522

Responsáveis Técnicos:

ELN:

Revisão: 0

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 3.6.5-1 Índices de Impacto ambiental para o Componente-síntese Base Econômica. Perda de áreas de uso agropecuário

Perda de Áreas com aptidão agrícola

Perda de áreas de potencial mineral

ISAi = ∑ (Ii x Pi)

0,35

0,25

0,40

1,00

TPJ-325 (66m)

0,0070

0,2520

-

0,065

JMX-043 (80m)

0,0012

0,0170

-

0,005

JMX-043 (85m)

0,0037

0,0400

-

0,011

JMX-063 (85m)

0,0036

0,0400

-

0,011

JMX-133 (120m)

0,0039

0,0570

-

0,016

JMX-133 (129m)

0,0045

0,0710

-

0,019

TPJ-325 (66m)

0,0200

-

-

0,007

TPJ-445 (66m)

0,2132

0,0460

-

0,086

TPJ-685 (96m)

0,0013

0,3140

-

0,079

Impactos Subáreas

Pesos Aproveitamentos

Subárea E

Fonte: CNEC, 2008. •

Subárea A: Município de Santarém

Subárea B: Município de Itaituba

Subárea C: Município de Novo Progresso

Subárea D: Municípios de Juruti, Rurópolis e Trairão

Subárea E: Município de Jacareacanga

Subárea F: Município de Aveiro

Subárea G: Município de Belterra

Área de Atuação: Energia

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

Página: 230 / 522

Responsáveis Técnicos:

ELN:

Revisão: 0

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 3.6.6. Populações Indígenas Para o componente-síntese População Indígena, o principal indicador de impacto adotado será o grau de interferência sobre as formas de reprodução da vida social. Com estreitos vínculos aos elementos de caracterização que integraram o diagnóstico ambiental, os elementos de avaliação buscam abarcar as dimensões das relações sociais estabelecidas no seio de grupos culturais distintivos (nesse caso os grupos étnicos que compõem a população indígena da bacia do Tapajós), desses com outros segmentos sociais e das especificidades das formas de uso dos recursos ambientais e da ocupação territorial realizados pelos grupos étnicos. A relação mútua entre elementos de caracterização e de avaliação foi explicitada de forma a objetivar os critérios de avaliação e a gerar condições de se estabelecer parâmetros quantitativos do grau de interferência sobre as formas de reprodução societária. No procedimento de avaliação de impacto foi realizado um esforço de objetivação dos elementos qualitativos. Nesse sentido, a metodologia preconizada pelo Manual de Inventário recomenda a representação espacial dos resultados dos estudos para cada componentesíntese. Dentre os procedimentos de representação espacial sugeridos, considera-se a compartimentação espacial do quadro referencial de cada componente-síntese, por meio de características de similaridade ou de diferenciação. Subárea é a denominação dada a essa compartimentação. Ocorre que o componente-síntese população indígena, em conformidade com o preconizado pelo Manual de Inventário, não foi compartimentado em unidades espaciais de análise – subáreas - porque os processos relativos ao componentesíntese não apresentam continuidade na área estudada. Por formar uma única área, será atribuído a este Componente-síntese o peso 1,00. A sua representação espacial será realizada por meio da indicação das áreas de uso e ocupação indígena na bacia hidrográfica. Essas áreas foram apresentadas e descritas no texto do Diagnóstico Ambiental, item 3.8.2 – Comunidades Indígenas: Tamanho, Natureza e Construção Histórica do Território (Volume 20/22). Especificamente no que concerne a este componente-síntese, os quatro aproveitamentos localizados no rio Tapajós são os que apresentam maior grau de interferência sobre as formas de reprodução da vida social. Para abarcar as especificidades do uso e da ocupação indígena, com foco no contexto étnico e cultural, serão considerados dois critérios de avaliação principais: potencialização de conflitos e comprometimento das condições etnoecológicas. A partir destes critérios foram identificados os impactos previstos sobre este componente-síntese, quais sejam: •

Situações de Conflito Pré-existentes;

Existência de invasão de território;

Relação território inundado / território disponível e importância do território inundado para o grupo;

Condição de Proteção Especial;

Comprometimento da unidade política;

Comprometimento do relacionamento interétnico;

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 231 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Comprometimento dos vínculos intragrupos e com outros grupos;

Importância do território inundado para o grupo;

Comprometimento do Patrimônio Arqueológico.

O Quadro 3.6.6-1 apresenta uma síntese de todos os índices de impacto ambiental considerados para o componente-síntese Populações Indígenas.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 232 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Situações de conflito préexistentes

Existência de situação de invasão do território

Relação território inundado / território disponível

Condição de proteção especial

Comprometimento da unidade política

Comprometimento do relacionamento interétnico

Comprometimento dos vínculos intragrupos e com outros grupos

Relação território inundado / território disponível

Importância do território inundado para o grupo

Comprometimento do Patrimônio Arqueológico

Quadro 3.6.6-1 - Índice de Impactos por aproveitamento

ISAi = ∑ (Ii x Pi)

0,05

0,05

0,10

0,20

0,18

0,10

0,04

0,08

0,10

0,10

1,00

Aproveitamentos TPJ-325 (50 m)

0,85

0,86

0,85

0,30

0,85

0,85

0,85

0,61

1,00

0,20

0,67

TPJ-325 (66 m) TPJ-445 (66 m) TPJ-685 (96 m) JMX-043 (80 m) JMX-043 (85 m) JMX-063 (85 m) JMX-133 (120 m) JMX-133 (129 m) JMX-166 (120 m) JMX-166 (129 m) JMX-166 (143 m) JMX-166 (176 m) JMX-183 (143 m) JMX-183 (176 m) JMX-199 (176 m) JMX-212 (176 m)

0,85 0,30 1,00 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15

1,00 0,85 1,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

1,00 0,61 0,30 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

0,30 0,30 1,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

1,00 0,30 1,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

0,86 0,30 1,00 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15 0,15

0,86 0,30 1,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

1,00 0,61 0,30 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

1,00 0,85 1,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

0,90 0,20 0,20 0,20 0,40 0,30 0,30 0,30 0,10 0,10 0,10 0,30 0,10 0,20 0,10 0,10

0,82 0,43 0,79 0,04 0,06 0,05 0,05 0,05 0,03 0,03 0,03 0,05 0,03 0,04 0,03 0,03

JMX-257 (190 m)

0,15

0,00

0,00

0,00

0,00

0,15

0,00

0,00

0,00

0,60

0,08

Impactos

Pesos

Área de Atuação: Energia

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

Página: 233 / 522

Responsáveis Técnicos:

ELN:

Revisão: 0

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

3.7. Dimensionamento e Estimativa de Custos O dimensionamento das estruturas que compõem os arranjos, em nível de estudos preliminares de inventário, foi elaborado seguindo a metodologia disponível no “Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas” (1997), com o intuito de produzir o “Orçamento Padrão Eletrobrás” (O.P.E.) para cada um dos aproveitamentos. De acordo com o estabelecido no item 3.4, os aproveitamentos com mesmo nível de reservatório podem apresentar potências diferentes em função da alternativa em que estão inseridos. Nesses casos, foram realizados dimensionamentos específicos para cada valor de potência. No Apêndice E – Estudos de Alternativas (Volume 22/22), são apresentados os dados de entrada, que inseridos na planilha para estudos preliminares, do Manual de Inventário, permite reproduzir os dimensionamentos realizados.

3.8. Orçamento Padrão Eletrobrás A partir dos dimensionamentos realizados, os orçamentos foram elaborados de acordo com padrão do “Orçamento Padrão Eletrobrás” (O.P.E.). Adicionalmente, foram incluídos os custos de acesso às obras (conta 16) e os custos da conta 10 – terrenos e servidões. Nessas contas, como simplificação, considerou-se que as pontes a serem construídas tenham todas fundação direta e 8 m de largura, e as rodovias a serem construídas como não pavimentadas do tipo arterial primária. Segundo avaliação imobiliária, executada com corretores da região de Itaituba, chegou-se ao valor de R$ 100,00, na data-base de dezembro de 2007, para 1 (um) hectare de terra em área rural, sem considerar as benfeitorias. Esse valor foi adotado para todas as desapropriações de áreas rurais. Considerou-se também que a área de limpeza corresponde a 90% de toda a área a ser inundada e, como área de preservação permanente, admitiu-se uma faixa de 100 m no entrono do reservatório. Para a elaboração do estudo de custos, foi considerada correção monetária que incidiu sobre os valores apresentados no manual e planilhas que constam no “Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas” (Eletrobrás, 1997). Na correção, os valores em US$ fornecidos pelo manual foram convertidos em R$ pelo câmbio da época (dez/95) de acordo com dados da FGV (US$ 1,00 = R$ 0,9680), e em seguida corrigidos para a data base de projeto (dez/07) por meio do IGP-DI fornecido também pela FGV (IGP-DIdez/95 = 123,1870 e IGP-DIdez/07 = 370,4850) e, finalmente, tais valores foram convertidos novamente para US$, pelo câmbio da data base de projeto, dez/07 (US$ 1,00 = R$ 1,7860). O Quadro 3.8-1, apresenta a estimativa de custo dos aproveitamentos, discriminado por contas e, no Apêndice E – Estudos de Alternativas (Volume 22/22), estão disponibilizadas as memórias de cálculo e os OPEs completos.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 234 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 3.8-1 – Estimativa de Custos dos Aproveitamentos (1/3) CONTA

CUSTOS DOS APROVEITAMENTOS (US$ x 10³) – DEZ/2007 DISCRIMINAÇÃO

JMX043 NA 80 m - P1

JMX043 NA 80 m P2

JMX043 NA 85 m P1

JMX043 NA 85 m P2

JMX043 NA 85 m P3

JMX063 NA 85 m P1

JMX063 NA 85 m P2

JMX063 NA 85 m P3

JMX133 NA 120 m

JMX133 NA 129 m

JMX166 NA 120 m - P1

JMX166 NA 120 m - P2

10

Terrenos e Servidões

22.203,60

22.203,60

45.326,69

45.326,69

45.326,69

36.528,75

36.528,75

36.528,75

51.432,70

61.067,40

1.062,59

1.062,59

11

Estruturas e Outras Benfeitorias

122.366,00

135.472,53

135.405,78

147.932,60

156.615,25

91.472,05

101.117,68

108.966,03

176.344,17

210.754,23

87.249,16

101.807,20

12

Reservatório, Barragens e Adutoras

184.250,00

188.891,31

196.568,40

202.229,60

206.007,54

145.284,70

150.066,83

144.378,12

353.975,28

519.044,54

147.617,91

152.910,23

13

Turbinas e Geradores

147.263,20

195.777,88

169.576,72

182.080,62

189.048,57

82.008,66

91.569,88

78.817,23

220.345,81

246.359,92

106.898,64

128.856,19

31.808,85

42.288,02

36.628,57

39.329,41

40.834,49

17.713,87

19.779,09

17.024,52

47.594,69

53.213,74

23.090,11

27.832,94

17.671,58

23.493,35

20.349,21

21.849,67

22.685,83

9.841,04

10.988,39

9.458,07

26.441,50

29.563,19

12.827,84

15.462,74

14 15

Equipamento Elétrico Acessório Diversos Equipamentos da Usina

16

Estradas de Rodagem, de Ferro e Pontes

11.969,33

11.969,33

11.969,33

11.969,33

11.969,33

20.258,68

20.258,68

20.258,68

1.916,88

1.916,88

4.381,99

4.381,99

17

Custos Indiretos

188.136,40

217.033,60

215.538,64

227.751,27

235.370,69

141.087,71

150.608,25

145.400,99

307.317,86

392.671,97

134.094,88

151.309,85

18

Juros Durante a Construção

145.133,79

167.425,92

166.272,67

175.693,84

181.571,68

108.839,09

116.183,51

112.166,48

237.073,78

302.918,37

103.444,62

116.724,74

Custo Total (US$ * 10³), com JDC

870.802,75

1.004.555,54

997.636,00

1.054.163,04

1.089.430,07

653.034,56

697.101,06

672.998,87

1.422.442,67

1.817.510,24

620.667,74

700.348,47

Potência Instalada (MW)

686

760

805

880

932

405

448

483

1.106

1.476

517

604

US$/kW

1.269,39

1.321,78

1.239,30

1.197,91

1.168,92

1.612,43

1.556,03

1.393,37

1.286,11

1.231,38

1.200,52

1.159,52

continua

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 235 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 3.8-1 – Estimativa de Custos dos Aproveitamentos (2/3) CONTA

CUSTOS DOS APROVEITAMENTOS (US$ x 10³) – DEZ/2007 DISCRIMINAÇÃO

10

Terrenos e Servidões

2.520,46

10.454,61

66.009,69

7.413,65

51.228,45

51.228,45

29.759,85

29.759,85

10.395,08

10.395,08

10.395,08

11

Estruturas e Outras Benfeitorias

104.401,97

117.066,11

241.109,54

70.030,38

179.514,12

188.227,10

127.780,47

135.677,42

90.401,75

94.705,24

97.631,06

12

Reservatório, Barragens e Adutoras

160.665,95

202.963,38

461.531,93

227.849,16

391.619,08

397.347,38

241.457,72

247.269,40

180.717,34

183.456,84

185.140,98

13

Turbinas e Geradores

134.784,34

100.610,47

210.501,86

84.970,93

155.780,89

163.576,62

142.006,79

149.052,88

109.438,68

112.957,31

115.564,17

14

Equipamento Elétrico Acessório

29.113,42

21.731,86

45.468,40

18.353,72

33.648,67

35.332,55

30.673,47

32.195,42

23.638,76

24.398,78

24.961,86

15

Diversos Equipamentos da Usina

16.174,12

12.073,26

25.260,22

10.196,51

18.693,71

19.629,19

17.040,82

17.886,35

13.132,64

13.554,88

13.867,70

16

Estradas de Rodagem, de Ferro e Pontes

4.381,99

4.381,99

4.381,99

2.957,47

2.957,47

2.957,47

1.429,44

1.429,44

2.902,70

2.902,70

2.902,70

17

Custos Indiretos

158.214,79

164.248,59

368.992,27

147.620,14

291.704,84

300.404,57

206.551,99

214.644,76

150.719,44

154.829,79

157.662,25

18

Juros Durante a Construção

122.051,41

126.706,05

284.651,18

113.878,40

225.029,45

231.740,67

159.340,11

165.583,10

116.269,28

119.440,13

121.625,16

Custo Total (US$ * 10³), com JDC

732.308,45

760.236,31

1.707.907,09

683.270,38

1.350.176,67 1.390.444,01

956.040,66

993.498,61

697.615,68

716.640,75

729.750,98

Potência Instalada (MW)

691

892

2.284

346

1.350

1.416

883

938

521

546

563

US$/kW

1.059,78

852,28

747,77

1.974,77

1.000,13

981,95

1.082,72

1.059,17

1.338,99

1.312,53

1.296,18

JMX166 NA 129 m

JMX166 NA 123 m

JMX166 NA 176 m

JMX183 NA 143 m

JMX183 JMX183 NA 176 m - NA 176 m P1 P2

JMX199 NA 176 m - P1

JMX199 NA 176 m P2

JMX212 NA 176 m - P1

JMX212 NA 176 m - P2

JMX212 NA 176 m - P3

continua Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 236 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 3.8-1 – Estimativa de Custos dos Aproveitamentos (3/3) CONTA

CUSTOS DOS APROVEITAMENTOS (US$ x 10³) – DEZ/2007 DISCRIMINAÇÃO

JMX257 JMX257 JMX257 NA 190 m NA 190 m NA 190 m - P1 - P2 - P3

TPJ325 NA 50 m P1

TPJ325 NA 50 m P2

TPJ325 NA 50 m P3

TPJ325 NA 66 m P1

TPJ325 NA 66 m P2

TPJ325 NA 66 m P3

TPJ445 NA 66 m

TPJ685 NA 96 m

10

Terrenos e Servidões

40.968,05

40.968,05

40.968,05

89.597,38

89.597,38

89.597,38

247.097,76

247.097,76

247.097,76

72.191,19

56.337,44

11

Estruturas e Outras Benfeitorias

59.242,68

62.105,36

65.227,63

1.023.179,36 1.033.403,52 1.052.861,81 1.232.035,98

1.247.907,08

1.270.539,88

569.744,17

617.577,67

12

Reservatório, Barragens e Adutoras

125.065,87

132.387,14

132.943,13

2.717.584,27 2.733.978,70 2.767.079,09 3.213.506,08

3.237.922,72

3.275.421,30

623.076,55

653.744,53

13

Turbinas e Geradores

83.179,88

85.869,46

90.982,82

1.241.783,15 1.255.445,87 1.277.000,61 1.086.369,75

1.101.465,18

1.119.216,43

813.617,46

841.866,72

14

Equipamento Elétrico Acessório

17.966,85

18.547,80

19.652,29

268.225,16

271.176,31

275.832,13

234.655,87

237.916,48

241.750,75

175.741,37

181.843,21

15

Diversos Equipamentos da Usina

9.981,59

10.304,33

10.917,94

149.013,98

150.653,50

153.240,07

130.364,37

132.175,82

134.305,97

97.634,10

101.024,01

16

Estradas de Rodagem, de Ferro e Pontes

537,27

537,27

537,27

492,91

492,91

492,91

492,91

492,91

492,91

1.528,03

2.550,82

17

Custos Indiretos

117.929,77

122.751,80

126.430,20

1.921.456,67 1.937.161,86 1.965.636,40 2.150.582,95

2.171.742,28

2.201.088,75

823.736,50

859.230,54

18

Juros Durante a Construção

90.974,39

94.694,24

97.531,86

1.482.266,58 1.494.382,01 1.516.348,08 1.659.021,13

1.675.344,05

1.697.982,75

635.453,87

662.834,99

Custo Total (US$ * 10³), com JDC

545.846,36

568.165,46

585.191,19

8.893.599,46 8.966.292,06 9.098.088,49 9.954.126,80 10.052.064,28 10.187.896,51 3.812.723,24 3.977.009,92

Potência Instalada (MW)

226

237

249

6.151

6.213

6.331

8.860

8.975

9.139

2.343

3.267

US$/kW

2.415,25

2.397,32

2.350,17

1.445,88

1.443,15

1.437,07

1.123,49

1.120,01

1.114,77

1.627,28

1.217,33

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 237 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

3.9. Comparação e Seleção de Alternativas A comparação e seleção de alternativas teve como objetivo a eliminação de alternativas não competitivas e a identificação das características particulares de cada aproveitamento, a fim de minimizar a relação custo/beneficio energético e mitigar os impactos ambientais negativos. A seleção das alternativas a serem examinadas mais profundamente na fase de Estudos Finais foi feita utilizando-se os índices de custo/benefício energético e de impacto ambiental, descritos nos itens subseqüentes. 3.9.1. Índice Custo-Benefício Energético As análises e comparações energético-econômicas dos aproveitamentos, assim como da alternativa como um todo, foram realizadas conforme os critérios do Manual de Inventário, tendo em vista que todos os aproveitamentos de uma alternativa devem ser economicamente viáveis, de forma que se eliminem os projetos que apresentem o ICB acima do CUR. Posteriormente foi calculada a energia firme em última adição, no qual o acréscimo de energia firme propiciado pela adição da usina considera todos os demais aproveitamentos da alternativa como já construídos, para cada um dos aproveitamentos. O índice custo/benefício energético de cada aproveitamento é definido como a razão entre o seu custo total anual e o seu benefício energético, conforme expresso pela seguinte equação: ICB = CT / 8760 * ∆Ef onde: ICB = Índice custo/benefício energético do aproveitamento, em US$ / MWh; CT = Custo total anual do aproveitamento, em US$; e, ∆Ef = Acréscimo de energia firme propiciado pela adição da usina, em MW médios, considerando-se os demais aproveitamentos da alternativa já construídos. O custo total anual CT de cada aproveitamento é calculado pela seguinte expressão: CT = C x FRC + Pi x CO&M x 103 onde: C = Custo do aproveitamento, em US$, incluindo juros durante a construção; CO&M = Custo anual de operação e manutenção de usinas hidrelétricas, em US$/kW/ano. Tais custos foram determinados aplicando-se as seguintes fórmulas (já referidos a dezembro de 2007, data de referência dos orçamentos): CO&M = 273,68 *(Potência) -0,6064, para Potência ≤ 146,7 MW Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 238 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 CO&M = 25,17 *(Potência) -0,1281, para Potência > 146,7 MW FRC = Fator de recuperação de capital, ao longo da vida econômica útil do aproveitamento, segundo a taxa de desconto adotada, definido pela seguinte expressão: FRC = j x (1 + j)z / ((1 + j)z – 1) onde: j = Taxa anual de desconto, adotada nos estudos, igual a 10%; z = Vida econômica útil do aproveitamento, considerada nas análises igual a 50 anos; e, Pi = Potência Instalada do aproveitamento i, em MW. Inicialmente, foram determinados os custos de operação e manutenção de cada aproveitamento, apresentados no Quadro 3.9.1-1. Quadro 3.9.1-1 – Custo de Operação e Manutenção dos Aproveitamentos por Alternativa 6

CO&M (US$ * 10 / ano)

APROVEITAMENTO

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12

13

TPJ 325

51,10 51,94 51,94 50,65 51,10 50,65 50,65 51,94 69,63 70,41 69,63 69,63 71,53

TPJ 445

21,83 21,83 21,83 21,83 21,83 21,83 21,83 21,83

TPJ 685

29,17 29,17 29,17 29,17 29,17 29,17 29,17 29,17 29,17 29,17 29,17 29,17 29,17

JMX 043

7,48

8,18

8,18

8,60

9,30

8,60

8,60

9,77

JMX 063 JMX 133

5,16

4,73

4,73

5,51

5,85

6,70

7,53

9,41

21,35

4,12

14,07

11,35 11,35 14,59

JMX 166 JMX 183

4,73

4,12

13,50

JMX 199

5,85

6,70

4,12

14,07

9,83

JMX 212

6,30

JMX 257

2,96

7,53

2,84

21,35

9,83 5,89

2,84

9,41

3,09

9,32 5,89

2,84

2,84

3,09

6,13 2,84

2,96

6,13 2,84

2,84

2,96

2,84

Tendo em conta as alternativas de divisão de queda, os valores das potências instaladas e dos ganhos de energia firme em cada um dos aproveitamentos para cada uma das alternativas consideradas, e os custos totais dos aproveitamentos, foi possível determinar o Índice Custo-Benefício Energético de cada um dos aproveitamentos para cada alternativa de divisão de queda considerada, conforme mostrado no Quadro 3.9.1-2.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 239 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 3.9.1-2 – ICB Energético em Última Adição dos Aproveitamentos ÍNDICE CUSTO-BENEFÍCIO ENERGÉTICO (US$/MWh)

APROVEITAMENTO TPJ 325 (50)

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12

13

32,24 32,21 32,22 32,38 32,22 32,31 32,41 32,17

TPJ 325 (66)

25,25 25,11 25,22 25,23 24,97

TPJ 445 (66)

36,58 36,71 36,59 36,39 36,86 36,44 36,42 36,65

TPJ 685 (96)

27,08 27,19 27,11 27,06 27,23 27,06 27,08 27,16 27,05 27,19 27,08 27,05 27,14

JMX 043 (80)

28,68 29,73 30,05

JMX 043 (85)

29,77 28,26 28,92 29,76 27,05

JMX 063 (85) JMX 133 (120)

37,40 35,48 37,03 37,29 32,03 34,65 32,92

JMX 133 (129)

33,31

JMX 166 (120)

28,28 26,74

JMX 166 (129)

27,91 26,29 24,41

JMX 166 (143)

24,64 20,71

JMX 166 (176) JMX 183 (143)

20,49 20,71

44,71

JMX 183 (176)

47,64 26,55

JMX 199 (176)

20,50 46,25

27,16 27,35

26,71 28,44

31,85

27,12

JMX 212 (176)

30,92

31,83

31,37

31,30

JMX 257 (190)

47,18 51,33 48,11 50,81 48,57 52,61 50,87 50,51 50,27 46,46 50,76 50,52 49,86

Considerando que todos os aproveitamentos de uma alternativa devem ser economicamente vantajosos, torna-se necessária a eliminação dos aproveitamentos não competitivos. Como a eliminação de um aproveitamento numa alternativa provoca alterações nos índices custo/benefício energético dos outros aproveitamentos, o processo de eliminação deve ser iterativo, garantindo que somente os aproveitamentos economicamente competitivos em última adição fizessem parte das alternativas. Para tanto realiza-se uma análise comparativa do Índice Custo/Benefício Energético de cada aproveitamento (ICB), com o custo unitário de referência CUR. Conforme recomendado no Manual de Inventário, o aproveitamento só é considerado economicamente competitivo se o seu Índice Custo-Benefício Energético for menor que o Custo Unitário de Referência (CUR). O valor de CUR foi adotado igual a 53 US$/MWh, como definido no item 1.4. Desta forma, constatou-se que nenhum dos aproveitamentos apresentava ICB, em última adição, superior ao CUR, logo todos permanecem nas alternativas, pois todos são competitivos. O índice Custo-Benefício Energético de cada alternativa foi estimado com base em uma homogeneização dos valores da energia firme promovidos em cada uma. Isto foi feito complementando-se a produção associada às alternativas com menor ganho de energia Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 240 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 firme, até o maior valor dentre todos, ao custo unitário de referência, avaliada pela seguinte expressão: ICB = ( CTa + 8.760 x CUR x ( Ef* - Efa ) ) / Ef* x 8.760 Onde: ICB = Índice Custo/Benefício Energético da alternativa, em US$ / MWh; CTa = Custo total anual da alternativa, após a eliminação de todos os aproveitamentos não econômicos, em US$; CUR = Custo unitário de referência, em US$ / MWh; Ef* = Somatório de Energia Firme fornecido pela alternativa com maior produção no conjunto das analisadas, em MW médios; e Efa = Somatório de Energia Firme fornecido pela alternativa, em MW médios. Os resultados são apresentados no Quadro 3.9.1-3. Quadro 3.9.1-3 – Índice Custo-Benefício Energético das Alternativas Alternativa

CTanual (US$)

Ef* (MWmédios)

Ef (MWmédios)

ICB (US$/MWh)

1

2.255.424.578

8175

7932

33,07

2

2.278.125.415

8175

8132

32,09

3

2.281.571.372

8175

8114

32,26

4

2.173.388.620

8175

7743

33,15

5

2.197.260.728

8175

7989

31,89

6

2.142.863.653

8175

7818

32,24

7

2.117.991.963

8175

7755

32,30

8

2.177.398.454

8175

8139

30,64

9

1.854.631.557

8175

7755

28,62

10

1.879.558.606

8175

8007

27,34

11

1.819.507.396

8175

7814

27,75

12

1.799.234.900

8175

7769

27,76

13

1.854.263.496

8175

8175

25,89

3.9.2. Índice Ambiental O índice ambiental de uma alternativa de divisão de queda expressa o grau de impacto sobre a área de estudo do conjunto de aproveitamentos que a compõe, considerando os cinco componentes-síntese: Ecossistemas Aquáticos; Ecossistemas Terrestres; Modos de Vida; Base Econômica; Organização Territorial; e, População Indígena. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 241 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Na etapa dos Estudos Preliminares são calculados os impactos ambientais por alternativa através da delimitação das sub-áreas relativas a cada componente-síntese, e os seus respectivos impactos ambientais. Na seqüência definem-se os pesos relativos dos impactos, de maneira a subsidiar a seleção das alternativas que serão contempladas nos Estudos Finais. Os impactos estudados, os pesos relativos e a metodologia de cálculo do índice ambiental estão apresentados no Apêndice D – Estudos Ambientais - Volume 20/22. Os valores dos índices ambientais para as 13 alternativas deste estudo estão apresentadas no Quadro 3.9.2-1. Quadro 3.9.2-1 – Índice Ambiental das Alternativas Alternativa

Índice Ambiental

1

0,3417

2

0,3433

3

0,3547

4

0,3421

5

0,3443

6

0,3431

7

0,3421

8

0,3654

9

0,4599

10

0,4623

11

0,4609

12

0,4599

13

0,4745

3.9.3. Seleção das Alternativas A seleção de alternativas que serão examinadas com maior profundidade na fase dos estudos finais foi realizada tendo em vista os índices custo/benefício energético e ambiental para cada uma delas. Para tanto, as alternativas foram comparadas através do gráfico da Figura 3.9.3-1, onde o eixo das abscissas representa o índice custo-beneficio energético (ICB) e o eixo das ordenadas o índice ambiental.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 242 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Estudos Preliminares 0,50

Alternativa 1 Alternativa 2 Alternativa 3

Índice Ambiental

0,45

Alternativa 4 Alternativa 5 Alternativa 6 Alternativa 7

0,40

Alternativa 8 Alternativa 9 Alternativa 10

0,35

Alternativa 11 Alternativa 12 Alternativa 13

0,30 20,00

22,00

24,00

26,00

28,00

30,00

32,00

34,00

36,00

38,00

40,00

Índice Custo Benefício (US$/MWh)

Figura 3.9.3-1 – Comparação ICB X IA

Este gráfico evidencia as alternativas que se apresentam com altos índices ambientais, razão pela qual são expurgadas. São elas as alternativas 9, 10, 11, 12 e 13. Em seguida, pôde-se excluir as alternativas dominadas: as alternativas 1, 2 e 4 possuem índice ambiental parecido com outras alternativas, e maior índice custo-benefício em relação a essas. Por fim, a alternativa 3 foi eliminada, por apresentar maior custo-benefício e maior índice ambiental, concomitantemente, em comparação com as alternativas 5 e 8. Desta forma, chegou-se às alternativas mais interessantes, ambiental e economicamente, que são as alternativas 5, 6, 7 e 8. Estas foram estudadas com maior minúcia, no próximo capítulo (“Estudos Finais”). 3.9.4. Caracterização das Alternativas Selecionadas As alternativas escolhidas para estudo em maior profundidade nos estudos finais têm em comum partição da queda do rio Tapajós em 3 aproveitamentos, com o reservatório do TPJ325 na cota 50,0 m, seguido dos reservatórios do TPJ-445 (M) na cota 66,0 m e do TPJ-685 na cota 96,0 m.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 243 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Além disso, o descarte das alternativas 1, 2 e 3 eliminou o eixo JMX-133, que implicava em extensos alagamentos na região do Jamanxim. Por outro lado, foi eliminada a alternativa 4, que dividia a queda do Jamanxim em 5 aproveitamentos. Os ganhos ambientais dessa alternativa, que possui a menor área alagada, não se mostraram suficientes para compensar o menor conteúdo energético e maior custo da alternativa. Assim, o potencial do rio Jamanxim foi dividido em 3 ou 4 barramentos, e, em todas as alternativas comparecem os eixos JMX-043 e JMX-257. Dessa forma, os estudos finais irão considerar 4 alternativas de divisão de queda, onde estão inclusos os eixos TPJ-325, TPJ-445 (M), TPJ-685, JMX-043, JMX-166 (J), JMX-183, JMX-199, JMX-212 e JMX-257.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 244 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

4. ESTUDOS FINAIS

4.1. Objetivo O objetivo básico dos Estudos Finais foi escolher a alternativa de divisão de queda que apresentasse o melhor conjunto de obras e instalações correspondente ao desenvolvimento integral do potencial hidrelétrico ambiental e economicamente aproveitável da bacia, tendo como ponto de partida as alternativas de divisão de queda selecionadas na fase de Estudos Preliminares. Nesse sentido, foram detalhados os estudos energéticos e revisados, tanto os arranjos, quanto o dimensionamento e a estimativa de custos dos aproveitamentos. Os estudos ambientais foram utilizados para subsidiar a concepção dos arranjos finais dos aproveitamentos e proporcionar uma base referencial adequada para a avaliação dos processos impactantes sistêmicos, de maneira mais detalhada do que aquela utilizada na etapa anterior. Foram então obtidos índices econômico-energéticos e ambientais para cada alternativa, que serviram como parâmetros de referência para a comparação e decisão sobre a seleção da melhor alternativa.

4.2. Consolidação dos Dados e Investigações Complementares Nos Estudos Finais, usualmente, são realizadas investigações adicionais para a consolidação dos dados, além da revisão e detalhamento dos estudos básicos, com foco nas alternativas de divisão de queda selecionadas nos Estudos Preliminares e/ou concebidas para os Estudos Finais. Destaca-se que, em face das peculiaridades do trecho em análise e da forma e ritmo com que os trabalhos foram conduzidos, os estudos hidrometeorológicos / hidrométricos / sedimentométricos, geológico-geotécnicos, levantamentos cartográficos, topográficos e batimétricos, etc., foram produzidos nos Estudos Preliminares com nível de detalhe e aprofundamento adequado à realização dos Estudos Finais. Não obstante, algumas investigações complementares foram realizadas posteriormente, como, por exemplo, os levantamentos topobatimétricos e sondagens dos eixos TPJ-445 (M), JMX-166 (J) e JMX212, entre outros, assim como a continuidade da operação da rede hidrométrica. Com base nessas investigações foram consolidados os dados e os estudos básicos foram revisados e aprofundados. A partir da análise desses estudos, que inclusive sugeriram novos eixos como é o caso do JMX-212, procedeu-se à revisão dos estudos, elaborando os trabalhos desta etapa, que contou inclusive com a adição e revisão de alternativas de divisão de queda. Assim, os dados e estudos básicos apresentados no capítulo 3 desse relatório já incluem todas as investigações realizadas e a consolidação dessas informações.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 245 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Todas as informações referentes a cartografia, hidrometorologia, geologia e geotecnia, meio ambiente e cenários alternativos de outros usos da água para os Estudos Finais são aquelas já apresentadas no capítulo 3, item 3.2. Essas informações são ainda apresentadas em detalhes nos Apêndices A – Estudos Topográficos, B – Estudos Geológicos e Geotécnicos, e C – Estudos Hidrometeorológicos (Volumes 3/22 a 17/22).

4.3. Consolidação do Diagnóstico Ambiental De maneira análoga, a consolidação do diagnóstico ambiental resultou na revisão do diagnóstico dos Estudos Preliminares, e, portanto, a caracterização ambiental da bacia utilizada nos Estudos Finais é a mesma já apresentada no capítulo 3, item 3.3, e detalhada no Apêndice D – Estudos Ambientais (Volumes 18/22 a 21/22).

4.4. Estudos de Alternativas 4.4.1. Alternativas de Divisão de Queda Para a elaboração dos Estudos Finais, foram consideradas as alternativas 5, 6, 7 e 8 selecionadas pelos Estudos Preliminares. Nestes Estudos Finais, estas alternativas foram renomeadas para A, B, C e D, respectivamente, e encontram-se representadas nos desenhos EG219-GE.00-DE.0059 a EG219-GE.00-DE.0062 (volume 2/22) e esquematizadas nas Figuras 4.4.1-1 a 4.4.1-4. Essas 4 alternativas apresentam a mesma divisão de queda no rio Tapajós, com 3 aproveitamentos (TPJ-325, TPJ-445 e TPJ-685). No rio Jamanxim, o aproveitamento mais a jusante é sempre o JMX-043, com reservatório na cota 85,00 m, e o mais a montante é o JMX-257, de maneira que as alternativas se diferenciam pela forma de aproveitar o trecho médio do rio, que fica dentro do Parque Nacional do Jamanxim. A alternativa D aproveita esse trecho com um único aproveitamento (JMX-166(J) – NA 176,00 m), enquanto as demais o fazem com dois aproveitamentos. As Figuras 4.4.1-5 a 4.4.1-8 mostram as interferências do aproveitamento do trecho médio do rio Jamanxim com o Parque Nacional, e com a BR-163, que nesse trecho atravessa o parque. Verifica-se que na alternativa C serão necessárias obras pontuais na BR-163, em algumas drenagens; já nas alternativas A, B e D será necessária a relocação de um trecho significativo da BR-163 (Cuiabá-Santarém), dentro da área do Parque Nacional do Jamanxim.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 246 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

PORTO JACAREACANGA

TPJ 685 N.A. 96,00 100

TPJ 445(M) N.A. 66,00 N.A. 50,00

60

TPJ 325

40

ITAITUBA

COTA (m)

80

FOZ RIO JAMANXIM

PERFIL LONGITUDINAL

20

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

250 (km)

RIO TAPAJÓS

PERFIL LONGITUDINAL JMX 257 JMX 183 N.A. 190,00

200

N.A. 176,00 180

JMX 166(J)

160

140

COTA (m)

N.A. 120,00 120

JMX 043

100

N.A. 85,00

80

N.A. 50,00

60

40

20

350

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO JAMANXIM

Figura 4.4.1-1 – Alternativa A

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 247 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

PORTO JACAREACANGA

TPJ 685 N.A. 96,00 100

TPJ 445(M) N.A. 66,00 N.A. 50,00

60

TPJ 325

40

ITAITUBA

COTA (m)

80

FOZ RIO JAMANXIM

PERFIL LONGITUDINAL

20

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

250 (km)

RIO TAPAJÓS

PERFIL LONGITUDINAL JMX 257 JMX 199 N.A. 190,00

200

N.A. 176,00 180

JMX 166(J)

160

N.A. 129,00

COTA (m)

140

120

JMX 043

100

N.A. 85,00

80

N.A. 50,00

60

40

20

350

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO JAMANXIM

Figura 4.4.1-2 – Alternativa B

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 248 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

PORTO JACAREACANGA

TPJ 685 N.A. 96,00 100

TPJ 445(M) N.A. 66,00 N.A. 50,00

60

TPJ 325

40

ITAITUBA

COTA (m)

80

FOZ RIO JAMANXIM

PERFIL LONGITUDINAL

20

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

250 (km)

RIO TAPAJÓS

PERFIL LONGITUDINAL JMX 257 JMX 212 N.A. 190,00

200

JMX 166(J) N.A. 176,00

180

160

N.A. 143,00

140

COTA (m)

JMX 043 120

100

N.A. 85,00

80

N.A. 50,00

60

40

20

350

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO JAMANXIM

Figura 4.4.1-3 – Alternativa C

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 249 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

PORTO JACAREACANGA

TPJ 685 N.A. 96,00 100

TPJ 445(M) N.A. 66,00 N.A. 50,00

60

TPJ 325

40

ITAITUBA

COTA (m)

80

FOZ RIO JAMANXIM

PERFIL LONGITUDINAL

20

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

250 (km)

RIO TAPAJÓS

PERFIL LONGITUDINAL

JMX 257 JMX 166(J) N.A. 190,00

200

N.A. 176,00 180

160

COTA (m)

140

120

JMX 043

100

N.A. 85,00

80

N.A. 50,00

60

40

20

350

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO JAMANXIM

Figura 4.4.1-4 – Alternativa D

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 250 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 4.4.1-5 – Alternativa A – Interferências na Região do Parque Nacional do Jamanxim e BR-163

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 251 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 4.4.1-6 – Alternativa B – Interferências na Região do Parque Nacional do Jamanxim e BR-163

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 252 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 4.4.1-7 – Alternativa C – Interferências na Região do Parque Nacional do Jamanxim e BR-163

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 253 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Figura 4.4.1-8 – Alternativa D – Interferências na Região do Parque Nacional do Jamanxim e BR-163

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 254 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 4.4.2. Estudos Energéticos Este capítulo apresenta as premissas e os resultados dos estudos energético-econômicos do inventário dos rios Tapajós e Jamanxim, desenvolvidos na etapa dos Estudos Finais. Nesta fase a avaliação energética tem como objetivo determinar os Índices Custo/Benefício – ICBs das alternativas de divisão de queda que foram selecionadas na fase de estudos preliminares, para subsidiar a seleção da melhor alternativa. Para isto, inicialmente foi feito o dimensionamento dos volumes úteis e das potências instaladas dos aproveitamentos inventariados selecionados para os estudos finais. Foram ainda determinados os benefícios energéticos que, juntamente com os orçamentos, permitem calcular os ICBs de cada aproveitamento. Cabe observar ainda que os estudos energéticos ora desenvolvidos seguiram, basicamente, as premissas preconizadas pelo Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas da Eletrobrás, de 1997. 4.4.2.1. Premissas e Dados Básicos •

Alternativas de Divisão de Queda

As quatro alternativas de divisão de queda que foram avaliadas na fase dos Estudos Finais estão apresentadas no Quadro 4.4.2.1-1. Quadro 4.4.2.1-1 – Alternativas de Divisão de Queda – Estudos Finais

Alternativa

Rio Tapajós

Rio Jamanxim

TPJ-325 CFP

TPJ-325 CFC

TPJ-445

TPJ-685

JMX-043

JMX-166

JMX-183

JMX-199

JMX212

JMX-257

N.A. (m)

N.A. (m)

N.A. (m)

N.A. (m)

N.A. (m)

N.A. (m)

N.A. (m)

N.A. (m)

N.A. (m)

N.A. (m)

M

J

M

J

M

J

M

J

M

J

M

J

M

J

M

M

M

J

A

50

14,1

50

23,7

66

50

96

70,4

85

50,4

120

85,4

176

120

190

176

B

50

14,1

50

23,7

66

50

96

70,4

85

50,4

129

85,4

190

176

C

50

14,1

50

23,7

66

50

96

70,4

85

50,4

143

85,4

190

176

D

50

14,1

50

23,7

66

50

96

70,4

85

50,4

176

85,4

190

176

176

J

J

129,1 176

143

Nota: CFP – Casa de Força Principal CFC – Casa de Força Complementar TPJ – Aproveitamentos no Rio Tapajós JMX – Aproveitamentos no Rio Jamanxim

Sistema de Referência

Foi considerado como sistema de referência o Sistema Interligado Nacional—SIN. Entretanto, conforme admitido pelo Manual de Inventário, o sistema em relação ao qual foram determinados os benefícios energéticos foi a bacia caracterizada pelo conjunto de aproveitamentos em estudo e os aproveitamentos já inventariados situados à montante do rio Tapajós. Tais aproveitamentos, situados nas bacias dos rios Juruena e Teles Pires,

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 255 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 tiveram seus inventários aprovados, segundo Despachos ANEEL números 621, de 03 de outubro de 2002 e 1.613, de 20 de julho de 2006. No Quadro 4.4.2.1-2 são apresentados todos os aproveitamentos hidrelétricos pertencentes ao sistema de referência adotado no presente estudo, assim como suas características principais. Quadro 4.4.2.1-2 – Aproveitamentos Hidrelétricos do Sistema de Referência

Rio

Aproveitamento

NAMÁX (m)

NAMÍN (m)

NAJUS (m)

HREF (m)

Energia Firme (MWméd)

Pot. Inst. (MW)

Tipo de Turbina

Teles Pires

Magessi

358,0

358,0

341,0

16,7

29,2

53

Kaplan

Teles Pires

Sinop

300,0

289,5

268,5

30,9

200,2

461

Kaplan

Teles Pires

Colíder

268,5

266,5

244,7

23,3

177,7

342

Kaplan

Teles Pires

Teles Pires

220,0

220,0

161,0

57,8

1001,0

1.820

Francis

Teles Pires

São Manoel

161,0

161,0

136,6

23,9

410,4

746

Kaplan

Apiacás

Foz do Apiacás

185,0

182,0

140,2

43,9

142,5

275

Francis

Juruena

Juruena

452,0

452,0

416,5

33,7

42,2

46

Kaplan

Juruena

Cachoeirão

337,0

337,0

296,5

38,5

59,4

64

Kaplan

Fator de Capacidade

De forma que a comparação dos benefícios energéticos dos projetos seja feita de forma homogênea, o dimensionamento foi realizado considerando um mesmo fator de capacidade (Fk) para todos os aproveitamentos. No presente estudo, foi adotado Fk = 0,55, seguindo, portanto, o recomendado pelo Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas da Eletrobrás. A única exceção é o aproveitamento TPJ-325, que apresenta duas casas de força no mesmo sítio: uma Casa de Força Principal e uma Casa de Força complementar. Ao invés de considerar Fk igual a 0,55 para cada usina do sítio, adotou-se Fk igual a 0,90 para a Casa de Força Complementar, que apresenta produtividade menor, e um Fk < 0,55 para a Casa de Força Principal, de maior produtividade, de tal modo que o aproveitamento como um todo apresentasse um Fk igual a 0,55. •

Vazão Ecológica – TPJ-325

Para o aproveitamento TPJ-325, foi considerada a vazão ecológica a ser mantida no trecho das corredeiras igual a 30 % da Q7;10, ou seja, 818 m³/s. •

Curvas Características dos Aproveitamentos

As curvas volume x cota, cota x área e de descarga dos aproveitamentos hidrelétricos inventariados estão apresentadas no capítulo 3. De modo a considerá-las no modelo de simulação energética adotado neste capítulo, ajustou-se às mesmas polinômios de até quarto grau, que encontram-se apresentados nas fichas SIPOT, capítulo 5.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 256 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 •

Séries de Vazões Médias Mensais

Para a obtenção dos benefícios energéticos dos aproveitamentos inventariados foram adotadas nas simulações energéticas as séries de vazões naturais médias mensais, correspondentes aos anos de 1931 a 2005, as quais são apresentadas no capítulo 3. •

Evaporação nos Reservatórios

A partir dos dados de profundidade média e coordenadas geográficas dos reservatórios da bacia dos rios Tapajós e Jamanxim, utilizou-se o Sistema para Cálculo da Evaporação Líquida para os Reservatórios do Sistema Elétrico Brasileiro — SisEvapo, versão 1.0, desenvolvido pelo CEHPAR, para determinação da evaporação real e potencial, evapotranspiração real e potencial e evaporação líquida, de acordo com a metodologia de Murton, utilizando na regionalização as estações das normais climatológicas do período de 1961 a 1990. Os valores mensais de evaporação líquida, calculada pela diferença entre os valores de evaporação real e de evapotranspiração real, representam as alterações no balanço hídrico, em termos médios, decorrentes da formação dos reservatórios, e estão apresentados no Quadro 4.4.2.1-3 a seguir. Quadro 4.4.2.1-3 – Evaporação Líquida (mm)

Aproveitamento

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out Nov Dez

TPJ-325

20

20

11

3

3

-8

-17

-14

-3

12

20

42

TPJ-445

12

14

5

3

3

-8

-15

-3

8

15

18

36

TPJ-685

16

12

3

-1

0

-12

-11

5

18

17

12

34

JMX-043

18

18

9

4

3

-8

-18

-10

3

13

18

40

JMX-166 A

17

17

6

3

2

-8

-17

-6

6

13

14

37

JMX-166 B

17

17

6

3

2

-8

-17

-7

6

13

14

37

JMX-166 C

18

18

10

3

2

-8

-19

-8

5

13

14

38

JMX-166 D

19

19

10

4

1

-8

-20

-8

3

12

14

39

JMX-183 B

18

19

9

3

2

-9

-19

-7

5

13

14

38

JMX-199

17

18

5

3

1

-8

-18

-6

7

13

14

37

JMX-212

10

13

4

3

2

-6

-13

0

10

14

12

32

JMX-257

7

12

3

3

3

-5

-12

6

12

12

10

29

Período Crítico

Corresponde ao intervalo de tempo em que o armazenamento do sistema vai de seu nível máximo (todos os reservatórios cheios) até o seu nível mínimo (todos os reservatórios vazios), sem ocorrência de reenchimentos totais intermediários. A quantificação das energias firmes dos aproveitamentos, apresentadas na análise energético-econômica, foi calculada considerando o período crítico atualmente adotado pelo setor elétrico para o SIN, e indicado pelo Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas (Eletrobrás). Este período é compreendido entre junho de 1949 e novembro de 1956 (90 meses).

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 257 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 •

Modelo de Simulação

Os benefícios energéticos propiciados pelos aproveitamentos hidrelétricos, constantes das diversas alternativas de divisão de queda, foram determinados utilizando-se o Sistema de Inventário Hidroelétrico de Bacias Hidrográficas (SINV-versão 5.1a), desenvolvido pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica - CEPEL. •

Determinação da Potência Instalada

Para a determinação da potência instalada dos aproveitamentos inventariados, foi adotado o critério do Manual de Inventário, o qual preconiza que inicialmente deve-se determinar a potência de referência através da seguinte expressão:

Pri =

Ef Fk

onde, Pri: potência de referência do aproveitamento, em MW; Ef: energia firme local do aproveitamento, em MWmédios; Fk: fator de capacidade; Posteriormente, obtém-se a potência instalada através do emprego da seguinte expressão:

α

 Hl max  Pi = Pr i.   Hlm  onde,

Pi: potência instalada do aproveitamento, em MW; Hlmax: queda líquida máxima do aproveitamento, em m; Hlm: queda líquida média do aproveitamento, em m; α: expoente que depende do tipo de turbina (1,2 – Kaplan e 1,5 – Francis). 4.4.2.2. Simulações Energéticas Inicialmente foram determinados, para cada alternativa em análise (A, B, C e D), os níveis mínimos dos seus respectivos reservatórios (deplecionamentos máximos). Estes níveis foram definidos de forma que haja o maior benefício energético (maximização da energia firme) na alternativa da qual o empreendimento faz parte. Posteriormente, passou-se para a fase de avaliação da potência instalada, definida seguindo a metodologia descrita anteriormente. A seguir, foram determinadas as energias firmes dos aproveitamentos, através da simulação da operação das alternativas isoladamente, utilizando o modelo SINV 5.1a. Os Quadros 4.4.2.2-1 a 4.4.2.2-4, a seguir, representam os dados dessas simulações.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 258 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 4.4.2.2-1 – Energia Firme – Alternativa A Aproveitamento

Nível Máximo (m)

Nível Mínimo (m)

Potência Instalada (MW)

Energia Firme Local (MWméd)

Energia Firme Última Adição (MWméd)

TPJ-325 CFP

50,0

49,7

6.000

3.231

3.192

TPJ-325 CFC

50,0

49,7

213

192

206

TPJ-445

66,0

66,0

2.338

1.280

1.268

TPJ-685

96,0

96,0

3.336

1.834

1.823

JMX-043

85,0

82,8

881

463

475

JMX-166

120,0

120,0

602

329

336

JMX-183

176,0

157,3

1.416

573

656

JMX-257

190,0

185,3

227

99

144

Alternativa

---

---

15.013

8.002

---

Quadro 4.4.2.2-2 – Energia Firme – Alternativa B Aproveitamento

Nível Máximo (m)

Nível Mínimo (m)

Potência Instalada (MW)

Energia Firme Local (MWméd)

Energia Firme Última Adição (MWméd)

TPJ-325 CFP

50,0

49,6

5920

3182

3.148

TPJ-325 CFC

50,0

49,6

213

193

201

TPJ-445

66,0

66,0

2338

1282

1.274

TPJ-685

96,0

96,0

3336

1834

1.827

JMX-043

85,0

82,9

802

423

430

JMX-166

129,0

129,0

683

375

379

JMX-199

176,0

167,5

911

426

448

JMX257

190,0

185,3

227

98

127

Alternativa

---

---

14.430

7.813

---

Quadro 4.4.2.2-3 – Energia Firme – Alternativa C Aproveitamento

Nível Máximo (m)

Nível Mínimo (m)

Potência Instalada (MW)

Energia Firme Local (MWméd)

Energia Firme Última Adição (MWméd)

TPJ-325 CFP

50,0

49,6

5920

3176

3.142

TPJ-325 CFC

50,0

49,6

213

193

197

TPJ-445

66,0

66,0

2338

1282

1.274

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 259 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 4.4.2.2-3 – Energia Firme – Alternativa C Aproveitamento

Nível Máximo (m)

Nível Mínimo (m)

Potência Instalada (MW)

Energia Firme Local (MWméd)

Energia Firme Última Adição (MWméd)

TPJ-685

96,0

96,0

3336

1833

1.825

JMX-043

85,0

82,9

802

418

419

JMX-166

143,0

142,2

881

475

473

JMX-212

176,0

173,1

528

272

275

JMX-257

190,0

185,3

227

98

130

Alternativa

---

---

14.245

7.747

---

Quadro 4.4.2.2-4 – Energia Firme – Alternativa D Aproveitamento

Nível Máximo (m)

Nível Mínimo (m)

Potência Instalada (MW)

Energia Firme Local (MWméd)

Energia Firme Última Adição (MWméd)

TPJ-325 CFP

50,0

50,0

6117

3292

3.241

TPJ-325 CFC

50,0

50,0

213

192

197

TPJ-445

66,0

66,0

2338

1273

1.254

TPJ-685

96,0

96,0

3336

1835

1.815

JMX-043

85,0

83,0

923

488

498

JMX-166

176,0

151,3

2227

957

1058

JMX-257

190,0

185,3

227

99

128

Alternativa

---

---

15.381

8.136

---

4.4.3. Estudos Ambientais O índice ambiental de uma alternativa de divisão de queda expressa o grau de impacto sobre a área de estudo do conjunto de aproveitamentos que a compõem. Na etapa relativa aos Estudos Finais, este índice é obtido para a hierarquização das alternativas em função da minimização dos impactos ambientais previstos, de maneira a subsidiar a comparação e seleção da melhor alternativa. Duas etapas foram necessárias para a construção do índice ambiental: •

O cálculo do índice de impacto da alternativa sobre cada componente-síntese (IAC – relativo ao conjunto de aproveitamentos sobre o componente-síntese);

O cálculo do índice de impacto da alternativa sobre o sistema ambiental (IA – relativo à agregação dos índices de impacto de todos os componentes-síntese).

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 260 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Nesta etapa, o principal desafio para a obtenção da alternativa final de divisão de queda foi a obtenção de IAs que apresentassem maior amplitude de valores entre si, para a distinção das alternativas mais impactantes. Assim, dois procedimentos principais foram realizados sobre as quatro alternativas já definidas: •

Consideraram-se somente componente-síntese.

Consideraram-se os impactos de maneira cumulativa “per si”, ou seja, isoladamente. Com o objetivo de se estabelecer, com mais clareza, os efeitos da cumulatividade sobre as alternativas, estes foram relativizados entre si. Uma vez que, nesta etapa, os índices devem expressar os impactos referentes ao conjunto dos aproveitamentos que compõem a alternativa, os critérios de estabelecimento dos índices de impacto por subárea definidos nos Estudos Preliminares não foram aqui empregados.

os

impactos

ambientais

mais

significativos

por

Em síntese, os elementos de avaliação relativos aos principais impactos ambientais foram utilizados de maneira cumulativa, porém, nesta fase dos estudos, não se adotaram os mesmos critérios de formulação dos IACs sobre as subáreas, uma vez que estes não se aplicam quando se avalia o conjunto dos aproveitamentos de cada alternativa. De modo que, a partir da reavaliação produzida nesta etapa, os principais impactos ambientais considerados foram: •

Ecossistemas aquáticos - Qualidade da água: Área de inundação e tempo de residência; - Rotas migratórias.

Ecossistemas terrestres - Perda de hábitat; - Perda de partes de Unidades de Conservação.

Organização Territorial - Perda de território; - Perda de rodovias.

Modos de Vida - Perda de Localidades Rurais; - Deslocamento Compulsório (migrações).

Base Econômica - Perda de áreas com potencial mineral; - Perda de áreas com uso das terras.

Populações Indígenas Possui somente uma subárea, de modo que os impactos são os mesmos, não atuando como elemento diferenciador.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 261 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 4.4.3.1. Índice de Impacto da Alternativa sobre cada Componente-Síntese (IAC) É obtido através da somatória dos maiores índices de impacto atribuídos a um aproveitamento para uma determinada subárea (Isai), multiplicado pelo fator de ponderação relativo à mesma subárea (Psai), ou seja:

IAC = ∑ IsaiX Psai onde: ISAI – índice de impacto sobre componente relativo ao conjunto de aproveitamentos que afetam a subárea i, calculado a partir do valor médio dos impactos avaliados por subárea; e PSAI – fator de ponderação relativo a cada subárea i, para determinado componentesíntese. Em função das considerações acima colocadas utilizou-se como referência para o estabelecimento do IAC, um valor aleatório e imediatamente superior ao valor máximo do ISAI de cada um dos impactos mencionados por subárea, com o objetivo de relativizar os índices por alternativa. Posteriormente, para se calcular o IAC final, procedeu-se à média entre os IACs parciais referentes a cada um dos impactos acima especificados. Nesta etapa também foram reavaliados os pesos dados as subáreas afetadas. Considerouse somente as subáreas que serão diretamente afetadas pelos empreendimentos para cada componente-síntese. Assim, conforme orienta o Manual do Inventário Hidrelétrico (1997), utilizaram-se fatores de ponderação para relativizar os índices das subáreas no contexto da bacia, de modo que se atribuiu aos mesmos, pesos em escala contínua de zero a um, sendo que a soma dos pesos de todas as subáreas foram iguais também a um, visando manter os valores de IAC entre zero e um. Cabe ressaltar que os fatores de ponderação foram estipulados em função da repercussão dos processos impactantes característicos de cada subárea no contexto da área de estudo. A descrição detalhada e as respectivas tabelas com os cálculos dos índices de Impacto da Alternativa sobre os Componentes-Síntese são apresentadas no Apêndice D – Estudos Ambientais – Tomo 3 (Volume 20/22). 4.4.3.2. Índice Ambiental por Alternativa Os índices de impacto de alternativa sobre o sistema ambiental expressam o seu impacto total sobre a área de estudo com o objetivo de considerar os impactos causados pela alternativa sobre todos os componentes síntese, por meio da fórmula:

IA = ∑ IACi X Pci onde: Pci – fator de ponderação relativo a cada componente-síntese (valor este também atribuído em escala contínua de zero a um, visando manter a soma dos pesos de todos os componentes igual a um). Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 262 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Para possibilitar a relativização dos índices de impacto sobre componente-síntese no quadro ambiental da área, os pesos determinados para cada componente-síntese foram estimados em função da importância de cada componente sobre os impactos previstos no conjunto dos estudos. Os fatores de ponderação utilizados neste caso foram revistos em relação aos considerados nos Estudos Preliminares. A principal alteração realizada foi no componentesíntese “Organização Territorial”, onde em função da importância da relocação das estradas, principalmente sobre Unidades de Conservação, os pesos determinados inicialmente foram ampliados. Na seqüência são apresentados os quadros relativos aos Índices Ambientais por Alternativa (IA). Quadro 4.4.3.2-1 – Índice Ambiental (IA) – Alternativa A ComponenteSíntese

Ecossistema Aquático

Ecossistema Terrestre

Modo de Vida

Organização Territorial

Base Econômica

Populações Indígenas

0,25

0,25

0,10

0,25

0,05

0,10

0,52

0,43

0,49

0,45

0,57

0,79

0,13

0,11

0,05

0,11

0,03

0,08

Pesos Aproveit. JMX-043 (85 m) JMX-166 (120 m) JMX-183 (176 m) JMX-257 (190 m) TPJ-325 (50 m) TPJ-445 (66 m) TPJ-685 (96 m) IACi X Pci IA

0,51

Quadro 4.4.3.2-2 – Índice Ambiental (IA) – Alternativa B ComponenteSíntese

Ecossistema Aquático

Ecossistema Terrestre

Modo de Vida

Organização Territorial

Base Econômica

Populações Indígenas

0,25

0,25

0,10

0,25

0,05

0,10

0,47

0,38

0,49

0,38

0,60

0,79

0,12

0,10

0,05

0,10

0,03

0,08

Pesos Aproveit. JMX-043 (85 m) JMX-166 (129 m) JMX-199 (176 m) JMX-257 (190 m) TPJ-325 (50 m) TPJ-445 (66 m) TPJ-685 (96 m) IACi X Pci IA

0,47

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 263 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 4.4.3.2-3 – Índice Ambiental (IA) – Alternativa C ComponenteSíntese

Ecossistema Aquático

Ecossistema Terrestre

Modo de Vida

Organização Territorial

Base Econômica

Populações Indígenas

0,25

0,25

0,10

0,25

0,05

0,10

0,45

0,35

0,49

0,36

0,56

0,79

0,11

0,09

0,05

0,09

0,03

0,08

Pesos Aproveit. JMX-043 (85 m) JMX-166 (143 m) JMX-212 (176 m) JMX-257 (190 m) TPJ-325 (50 m) TPJ-445 (66 m) TPJ-685 (96 m) IACi X Pci IA

0,45

Quadro 4.4.3.2-4 – Índice Ambiental (IA) – Alternativa D ComponenteSíntese

Ecossistema Aquático

Ecossistema Terrestre

Modo de Vida

Organização Territorial

Base Econômica

Populações Indígenas

0,25

0,25

0,10

0,25

0,05

0,10

0,52

0,48

0,49

0,49

0,58

0,79

0,13

0,12

0,05

0,12

0,03

0,08

Pesos Aproveit. JMX-043 (85 m) JMX-166 (176 m) JMX-257 (190 m) TPJ-325 (50 m) TPJ-445 (66 m) TPJ-685 (96 m) IACi X Pci IA

0,53

4.4.4. Arranjos Finais Apresenta-se, a seguir, para cada um dos locais de aproveitamento considerados na fase de Estudos Finais, uma breve descrição do arranjo geral das estruturas, levando em conta os dados e informações de geologia, hidrometeorologia e topografia coletados. Em cada um dos arranjos foi pesquisada a melhor configuração das estruturas componentes, do ponto de vista construtivo, de forma a reduzir os quantitativos de obras civis e, conseqüentemente, os custos associados. As estruturas de concreto foram assentadas nas regiões dos eixos onde existiam evidências de uma condição de fundação mais conveniente e levando-se em conta a existência de acessos para provisão de materiais, equipamentos e mão-de-obra.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 264 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Configurações do terreno, tais como curvas do rio, singularidades topográficas, etc., foram aproveitadas, onde possível, de forma a minimizar as escavações de canais de aproximação, de fuga, de desvio, etc. Para aproveitamentos de baixa queda, de uma maneira geral, o vertedouro foi localizado mais próximo, ou no próprio leito do rio para facilitar o desvio e o escoamento das cheias. Procurou-se localizar a casa de força sempre junto a uma das margens, facilitando assim o acesso às áreas de montagem. Para aproveitamentos de maior queda, o vertedouro foi localizado em cota mais elevada, a fim de se minimizar os volumes de concreto das estruturas. A seguir descreve-se, de forma sucinta, cada um dos aproveitamentos considerados nos estudos. •

TPJ-325: O arranjo, apresentado nos desenhos EG219-GE.00-DE.0063 a EG219GE.00-DE.0066 (Volume 2/22), possui duas casas de força: a principal, alimentada por um canal de adução implantado na margem direita, é equipada com 31 turbinas do tipo Kaplan com caixa semi-espiral de concreto nas alternativas A, B e C, e 32 turbinas na alternativa D, com potência instalada variando entre 5.920 a 6.117 MW em função da alternativa; e a complementar, alinhada com o barramento, junto à margem direita, equipada com duas turbinas do tipo Kaplan e com 213 MW de potência instalada, alimentada pela vazão ecológica de 818 m³/s (30 % da Q7;10). A casa de força principal contará com muro divisório que permite a sua construção em duas etapas. No leito rio, o fechamento é realizado por uma barragem de enrocamento com núcleo de argila, que vai da ombreira esquerda até o vertedouro, localizado no leito, próximo à margem direita. Na margem esquerda, o fechamento é completado por uma barragem de terra homogênea, com cerca de 3 km. O vertedouro, onde através de vãos rebaixados será realizado o desvio de segunda etapa, tem 17 vãos dotados de comportas segmento com 20 m de altura por 20 m de largura.

TPJ-445 (M): O arranjo, representado nos desenhos EG219-GE.00-DE.0067 a EG219GE.00-DE.0069 (Volume 2/22), conta com casa de força junto à margem esquerda equipada com 40 turbinas do tipo bulbo, totalizando 2.338 MW de potência instalada. Considerando o elevado número de unidades geradoras, foi introduzido um muro divisório nessa casa de força, dividindo-a em duas etapas, e permitindo antecipar a geração em uma delas. Contíguo à casa de força, no leito do rio, está localizado o vertedouro com 14 vãos de 20 x 20 m e por onde será realizado o desvio de segunda fase por vãos rebaixados. Completando o fechamento, alinhada com as estruturas de concreto, foi colocada uma barragem de enrocamento com núcleo de argila que tem cerca de 1,5 km de extensão.

TPJ-685: Os desenhos EG219-GE.00-DE.0070 a EG219-GE.00-DE.0072 (Volume 2/22) apresentam o arranjo proposto para esse local, que é constituído da casa de força, situada na margem esquerda e equipada com 21 unidades de turbina Kaplan com caixa semi-espiral de concreto totalizando 3.336 MW. Um vertedouro, com 11 vãos de 20 x 20 m, com vãos rebaixados e encostado na Casa de Força, também servirá ao desvio de segunda fase, e a barragem de enrocamento com núcleo de argila com cerca de 1,5 km se estendendo até a ombreira direita, dispostos numa linha reta. Da mesma forma, previu-se a construção de um muro divisor na casa de força, o que permite a antecipação da geração.

JMX-043: O arranjo, apresentado nos desenhos EG219-GE.00-DE.0073 a EG219GE.00-DE.0075 (Volume 2/22), possui casa de força alocada na margem esquerda,

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 265 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 equipada com 5 turbinas do tipo Kaplan, com caixa semi-espiral de concreto, e potência instalada variando entre 802 e 923 MW, em função da alternativa de divisão de queda. Encostado na casa de força está o vertedouro, com 4 vãos e 8 adufas, através das quais se dará o desvio de segunda fase. Entre o vertedouro e a ombreira direita, o fechamento é realizado por uma barragem de enrocamento com núcleo, que segue o mesmo alinhamento das estruturas de concreto. •

JMX-166 (J) – NA 120,00 m: Os desenhos EG219-GE.00-DE.0076 e EG219-GE.00DE.0077 (Volume 2/22) apresentam o arranjo proposto para esse local, que é constituído da casa de força, com 4 unidades Kaplan, e 602 MW de potência instalada, na ombreira esquerda, seguida por um vertedouro de 4 vãos com 8 adufas, através das quais ocorrerá o desvio de segunda fase. Alinhada às estruturas de concreto é prevista uma barragem de enrocamento com núcleo.

JMX-166 (J) – NA 129,00 m: Representado pelos desenhos EG219-GE.00-DE.0078 e EG219-GE.00-DE.0079 (Volume 2/22) a disposição da estruturas é muito similar ao arranjo anterior, diferenciado pela elevação da crista e pela potência instalada que aumentou para 683 MW.

JMX-166 (J) – NA 143,00 m: Nessa situação, que corresponde à alternativa C, a casa de força foi posicionada na margem direita, com 3 unidades Francis alimentadas por condutos forçados que somam 881 MW de potência instalada. O desvio do rio se fará por 4 túneis escavados em rocha na ombreira esquerda, sobre os quais previu-se a implantação de um vertedouro de encosta com 4 vãos e salto de esqui. A barragem será de enrocamento com núcleo e com 72 m de altura máxima. Esse arranjo é representado nos desenhos EG219-GE.00-DE.0080 a EG219-GE.00-DE.0083 (Volume 2/22).

JMX-166 (J) – NA 176,00 m: Na alternativa D, representada nos desenhos EG219GE.00-DE.0084 a EG219-GE.00-DE.0087 (Volume 2/22), a disposição das estruturas é a mesma do arranjo anterior, com a casa de força passando para 4 unidades Francis e com 2.227 MW de potência instalada. Nesse caso, a barragem atinge 105 m de altura máxima.

JMX-183: Os desenhos EG219-GE.00-DE.0088 e EG219-GE.00-DE.0091 (Volume 2/22) apresentam o arranjo proposto, que é composto pela casa de força com 5 turbinas Kaplan na margem direita, e 1.416 MW de potência instalada, seguida de um vertedouro com 4 vãos e 8 adufas, através das quais ocorrerá o desvio de segunda fase. A ligação entre o vertedouro e a casa de força se realiza por uma barragem de concreto a gravidade, sendo o fechamento do rio e o restante da margem esquerda realizado por uma barragem de terra homogênea.

JMX-199: No arranjo representado nos desenhos EG219-GE.00-DE.0092 a EG219GE.00-DE.0096 (Volume 2/22), o vertedouro com 4 vãos e 8 adufas fica no leito do rio, junto à margem esquerda. Na ombreira esquerda, ficam a tomada d’água e a casa de força, com 4 turbinas Francis que somam 911 MW. A ligação entre a tomada d’água e a casa de força é realizada por uma barragem de concreto a gravidade e nas duas margens o fechamento é realizado por 1.800 m de barragem de terra homogênea, que atinge a altura máxima de 61 m. Além disso, ainda existem diques de contenção para completar o fechamento em selas topográficas.

JMX-212: O arranjo, apresentado nos desenhos EG219-GE.00-DE.0097 a EG219GE.00-DE.0100 (Volume 2/22), possui as estruturas de concreto na margem direita, a casa de força com 3 unidades Kaplan e 528 MW de potência instalada e o vertedouro com 4 vãos e 8 adufas. No leito do rio, e nas duas margens, há uma extensa barragem de terra homogênea, que atinge uma altura da ordem de 50 m no leito do rio. Da

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 266 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 mesma forma, existem alguns diques para garantir o fechamento de selas topográficas ao longo do reservatório. •

JMX-257: A casa de força com 4 turbinas do tipo bulbo e 227 MW de potência instalada fica na margem esquerda, contígua ao vertedouro de 4 vãos, que rebaixados servirão ao desvio de segunda fase. O fechamento é realizado por uma barragem de terra homogênea, no leito do rio e na margem direita, e mediante pequeno complemento na margem esquerda. Esse arranjo é apresentado nos desenhos EG219-GE.00-DE.0101 a EG219-GE.00-DE.0103 (Volume 2/22).

4.4.5. Dimensionamentos e Estimativa de Custos Os dimensionamentos dos arranjos foram elaborados seguindo a metodologia do “Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas” (Eletrobrás, 1997). A elaboração do orçamento seguiu o mesmo manual, de forma que o produto final tem o padrão do “Orçamento Padrão Eletrobrás” (O.P.E.). De acordo com o estabelecido nos estudos energéticos, os aproveitamentos com mesmo nível de reservatório podem apresentar potências diferentes em função da alternativa em que estão inseridos. Nesses casos, foram realizados dimensionamentos específicos para cada valor de potência. Para estimar o valor dos juros durante a construção (conta 18), adotou-se o procedimento do manual, considerando a taxa de juros durante a construção igual a 10 % ao ano e a duração das obras de 4 anos para as usinas do Jamanxim, 5 anos para os aproveitamentos TPJ-445 e TPJ-685, e 6 anos para o TPJ-325, em função dos seus elevados volumes de escavação. Nos dimensionamentos das casas de força com turbinas Kaplan, adotou-se que o diâmetro da turbina não deveria exceder 9,5 m. Ainda para o dimensionamento da casa de força, o NA mínimo do canal de fuga foi considerado o maior valor entre o correspondente ao mínimo da série histórica de vazões e a menor vazão turbinada, onde a mínima vazão turbinada corresponde a 30% da vazão máxima turbinada para turbinas Kaplan ou Bulbo, ou 45% da vazão máxima turbinada para turbina Francis. Além das planilhas que integram o Manual de Inventário, fez-se necessária a criação de algumas memórias de cálculo para o dimensionamento e quantificação de estruturas ainda não atendidas pelo Manual, como é o caso do “desvio por vãos rebaixados”, e das “tomada d’água incorporada à casa de força” e “outras estruturas”, que englobam particularidades de alguns arranjos, como muros e demais itens existentes. Adicionalmente, foram incluídos os custos de acesso às obras (conta 16) e os custos da conta 10 – terrenos e servidões. Nessas contas, considerou-se que as pontes a serem construídas tenham todas fundação direta e 8 m de largura, e as rodovias a serem construídas como não pavimentadas do tipo arterial primária. Segundo avaliação imobiliária, pesquisada com corretores da região de Itaituba, chegou-se ao valor de R$ 100,00, na data-base de dezembro de 2007, para 1 (um) hectare de terra em área rural, sem considerar as benfeitorias. Esse valor foi adotado para todas as desapropriações de áreas rurais. Considerou-se também que a área de limpeza corresponde a 90 % de toda a área a ser inundada nos reservatórios do Tapajós e 85 % nos reservatórios do Jamanxim. Como área Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 267 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 de preservação permanente admitiu-se uma faixa de 100 m no entrono do reservatório. Admitiu-se, ainda, que 15%, da área, no Jamaxim, e 10 % no Tapajós, correspondem à área para reassentamento rural. Custos não especificados (“Outros custos”), bem como outras ações socioambientais que não aquisições e relocações, ainda na conta 10, foram calculadas como sendo uma fração do custo direto total das contas 11 a 16 (englobando estruturas, barragens, adutoras, turbinas, geradores, equipamentos diversos, estradas e pontes), de acordo com os valores do Quadro 4.4.5-1. Quadro 4.4.5-1 – Elementos da Conta 10 DESCRIÇÃO

PERCENTAGEM

Outros Custos, de Propriedades Rurais

0,05%

Outros Custos, de Aquisição de Terrenos e Benfeitorias

0,15%

Outros Custos, de Relocações de População

0,05%

Comunicação Sócio-Ambiental

0,30%

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

1,00%

Conservação da Flora

0,70%

Conservação da Fauna

0,40%

Qualidade da Água

0,40%

Recuperação de Áreas Degradadas

0,40%

Outros Custos, do Meio Físico-Biótico

0,20%

Saúde e Saneamento Básico

0,10%

Estrutura Habitacional e Educacional

0,10%

Salvamento do Patrimônio Cultural

0,20%

Apoio aos Municípios

0,25%

Outros Custos, do Meio Sócio-Econômico-Cultural

0,20%

Licenciamento

0,10%

Gestão Institucional

0,25%

Outros Custos, de Licenciamento e Gestão Institucional

0,05%

Usos Múltiplos

0,10%

Outros Custos, de Ações Ambientais que não Aquisições e Relocações

0,20%

Da mesma forma que nos estudos preliminares, realizou-se a correção monetária que incide sobre os valores apresentados no manual e planilhas que constam no “Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas” (Eletrobrás, 1997). Nessa correção, os valores em US$ fornecidos pelo manual foram convertidos em R$ pelo câmbio da época (dez/95) de acordo com dados da FGV (US$ 1,00 = R$ 0,9680), e em seguida corrigidos para a data base de projeto (dez/07) por meio do IGP-DI fornecido também pela FGV (IGP-DIdez/95 = 123,1870 e IGP-DIdez/07 = 370,4850) e, finalmente, tais valores foram convertidos novamente para US$, pelo câmbio da data base de projeto, dez/07 (US$ 1,00 = R$ 1,7860).

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 268 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 No Apêndice E – Estudos de Alternativas (Volume 22/22), são apresentados os dimensionamentos realizados, e os respectivos O.P.E.s para cada uma dos aproveitamentos. O Quadro 4.4.5-2 apresenta a estimativa de custos dos aproveitamentos, discriminados por contas.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 269 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 4.4.5-2 – Estimativa de Custos dos Aproveitamentos (1/2) CONTA

CUSTOS DOS APROVEITAMENTOS (US$ x 10³) DISCRIMINAÇÃO

JMX-043

JMX-043

JMX-043

JMX-166

JMX-166

JMX-166

JMX-166

JMX-183

A – NA 85,00 m

B e C – NA 85,00 m

D – NA 85,00 m

A – NA 120,00 m

B – NA 129,00 m

C – NA 143,00 m

D – NA 176,00 m

NA 176,00 m

10

Terrenos, Relocações E Outras Ações SócioAmbientais

75.943,82

76.324,25

75.943,82

32.854,28

35.328,54

50.210,81

117.473,58

104.353,97

11

Estruturas e Outras Benfeitorias

170.226,40

139.604,65

188.553,80

107.852,76

94.055,71

98.974,88

151.279,14

155.636,22

12

Barragem e Adutoras

195.518,72

194.192,58

196.263,82

156.581,20

181.915,04

333.827,25

606.620,28

414.966,63

13

Turbinas e Geradores

259.221,57

239.767,11

268.869,94

183.719,54

191.163,06

154.037,95

323.560,21

246.066,99

14

Equipamento Elétrico Acessório

53.658,87

49.631,79

55.656,08

38.029,95

39.570,75

31.885,86

66.976,96

50.935,87

15

Diversos Equipamentos da Usina

27.666,23

25.971,61

28.530,96

20.831,52

22.759,36

23.795,78

41.608,16

29.800,87

16

Estradas de Rodagem, de Ferro e Pontes

11.780,92

11.780,92

11.780,92

4.382,11

4.382,11

4.382,11

4.382,11

2.957,55

17

Custos Indiretos

204.573,58

188.515,00

213.629,28

143.659,38

148.959,74

192.222,60

337.715,12

285.334,96

18

Juros Durante a Construção

219.689,82

203.673,34

228.630,29

151.340,36

157.989,55

195.654,19

362.915,42

283.811,67

Custo Total (US$ * 10³), com JDC

1.218.279,94

1.129.461,26

1.267.858,91

839.251,09

876.123,87

1.084.991,43

2.012.530,99

1.573.864,73

Potência Instalada (MW)

881

802

923

602

683

881

2.227

1.416

US$/kW

1.382,84

1.408,31

1.373,63

1.394,10

1.282,76

1.231,55

903,70

1.111,49

continua

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 270 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 4.4.5-2 – Estimativa de Custos dos Aproveitamentos (2/2) CONTA

CUSTOS DOS APROVEITAMENTOS (US$ x 10³) DISCRIMINAÇÃO

JMX-199

JMX-212

JMX-257

TPJ-325

TPJ-325

TPJ-325

TPJ-445

TPJ-685

NA 176,00 m

NA 176,00 m

NA176,00 m

A – NA 50,00 m

B e C – NA 50,00 m

D – NA 50,00 m

NA 66,00 m

NA 96,00 m

10

Terrenos, Relocações E Outras Ações SócioAmbientais

74.172,49

39.727,42

61.519,99

432.828,39

432.828,39

432.828,39

195.832,92

208.343,58

11

Estruturas e Outras Benfeitorias

123.447,21

118.153,61

44.564,36

1.295.256,90

1.212.905,70

1.250.018,93

536.227,43

897.138,16

12

Barragem e Adutoras

392.586,59

160.225,37

68.215,72

2.558.033,48

2.372.277,69

2.580.001,85

442.810,93

537.221,87

13

Turbinas e Geradores

171.586,04

160.020,37

132.017,99

1.770.382,95

1.745.707,14

1.799.389,34

1.279.198,09

1.061.172,28

14

Equipamento Elétrico Acessório

35.518,31

33.124,22

27.327,72

366.469,27

361.361,38

372.473,59

264.794,00

219.662,66

15

Diversos Equipamentos da Usina

23.366,90

19.399,84

16.236,47

137.408,02

135.748,38

139.452,45

95.162,81

80.560,48

16

Estradas de Rodagem, de Ferro e Pontes

1.429,48

2.902,78

0,00

492,93

492,93

492,93

1.528,07

2.550,89

17

Custos Indiretos

233.727,36

145.751,27

100.010,25

1.639.983,19

1.560.165,58

1.640.141,84

675.600,99

750.094,95

18

Juros Durante a Construção

232.283,56

149.447,07

98.976,35

2.460.256,54

2.346.446,16

2.464.439,80

907.700,36

976.753,67

Custo Total (US$ * 10³), com JDC

1.288.117,94

828.751,96

548.868,84

10.661.111,67

10.167.933,34

10.679.239,12

4.398.855,60

4.733.498,55

Potência Instalada (MW)

911

528

227

6.213

6.133

6.330

2.338

3.336

US$/kW

1.413,96

1.569,61

2.417,92

1.715,94

1.657,91

1.687,08

1.881,46

1.418,91

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 271 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

4.5. Comparação e Seleção de Alternativas Na seleção de alternativas dos Estudos Finais, o benefício energético resultante do desenvolvimento do potencial de cada alternativa deve ser comparado com os custos de sua implantação e com os impactos causados pela sua realização. Dessa forma, sob um enfoque de objetivos múltiplos, deve-se escolher a melhor dessas alternativas. 4.5.1. Índice Custo-Benefício Energético Analogamente ao procedimento realizado nos estudos preliminares, inicialmente foi estabelecido o custo de operação e manutenção para cada um dos aproveitamentos, representados no Quadro 4.5.1-1. •

Custo de Operação e Manutenção (CO&M) - CO&M = 273,68 (Potência) -0,6064, para Potência ≤ 146,7 MW - CO&M = 25,17 (Potência) -0,1281, para Potência > 146,7 MW

Cabe ressaltar que, utilizando-se das fórmulas apresentadas, obtém-se os custos em US$/kW/ano, já referidos a dezembro de 2007 (data de referência dos orçamentos). Quadro 4.5.1-1 – Custo de Operação e Manutenção dos Aproveitamentos 6

CO&M (US$ * 10 / ano) APROVEITAMENTO A

B

C

D

TPJ 325

51,10

50,52

50,52

51,94

TPJ 445

21,79

21,79

21,79

21,79

TPJ 685

29,71

29,71

29,71

29,71

JMX 043

9,31

8,57

8,57

9,69

JMX 166

6,68

7,45

9,30

20,89

JMX 183

14,07

-

-

-

JMX 199

-

9,58

-

-

JMX 212

-

-

5,95

-

JMX 257

2,85

2,85

2,85

2,85

Em seguida, considerando os parâmetros econômicos, procedeu-se à obtenção dos Índices Custo-Benefício (ICBs) de cada aproveitamento, através do cálculo do ganho de energia firme em última adição, resultando nos valores do Quadro 4.5.1-2. •

Parâmetros Econômicos

- Data de referência: dezembro/2007; - Taxa de câmbio: US$ 1,00 = R$ 1,7860; - Vida útil: 50 anos; - Taxa de desconto: 10% a.a.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 272 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 4.5.1-2 – Índice Custo-Benefício dos Aproveitamentos (US$/MWh) TPJ685

JMX043

JMX- JMX- JMX- JMX- JMX166 A 166 B 166 C 166 D 183

A

37,87 41,90 31,76

31,79

30,99

-

-

-

B

36,72 41,72 31,68

32,52

-

28,90

-

C

36,84 41,70 31,72

33,39

-

-

D

37,53 42,36 31,89

31,51

-

-

ALTERN.

TPJ325

TPJ445

JMX199

JMX212

JMX257

30,08

-

-

46,30

-

-

35,57

-

52,50

28,68

-

-

-

-

24,16

-

-

37,11 51,16 -

51,83

Conforme se verifica, nenhum empreendimento apresentou-se economicamente inviável. Assim, passou-se para a avaliação dos ICBs das alternativas como um todo, sem haver necessidade de descarte de aproveitamentos. •

Determinação dos Índices Custo-Benefício das Alternativas

Com o intuito de se determinar qual a atratividade energético-econômica das alternativas, foram determinados os seus ICBs. Para tanto, as alternativas foram homogeneizadas, tomando aquela que apresentava o maior benefício energético (alternativa D) como referência. A diferença de energia firme entre a alternativa de referência e as demais alternativas, denominada energia complementar, foi valorada pelo CUR adotado no estudo. Custo Unitário de Referência (CUR): foi tomado como base o valor do Custo Marginal de Dimensionamento do Plano Decenal de Expansão 2003-2012, do último período (20232027), que é igual a 46 US$/MWh (referenciado a junho de 2002). A atualização deste custo pelo IGP-DI/dólar recomendada no Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas, da Eletrobrás, de 1997, apresenta grandes distorções no período. Assim o CUR foi atualizado para a data de referência do presente estudo através da variação do Consumer Price Index – CPI (inflação Norte-Americana), o que resultou em 53 US$/MWh, valor mais próximo das fontes de longo prazo que se vislumbram atualmente. Os Quadros 4.5.1-3 a 4.5.1-6 mostram os Índices Custo-Benefício detalhados para as alternativas A, B, C e D, separadamente.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 273 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Quadro 4.5.1-3 – Índice Custo-Benefício da Alternativa A Outras usinas da bacia

Usina Custo de instalação da usina (US$ Milhões) Custo anual de O&M (US$ 106)

-

Custo Anual de Implantação + O&M (US$ 106)

TPJ-325

TPJ-445 TPJ-685 JMX-043 JMX-166 JMX-183 JMX-257

10.661,11 4.398,86 4.733,50 1.218,28

-

51,10

21,79

29,71

-

1.126,37

465,45

507,13

-

Energia firme incremental da usina (MW med) Energia firme incremental da alternativa (MW med) Energia Firme de referência (MW med) Diferença de Energia a Complementar (MW med) Custo da Energia Complementar (US$ 106) Custo total (US$ 106) ICB da alternativa (US$ / MWh)

2.073,30

839,25

1.573,87

548,87

9,31

6,68

14,07

2,85

132,18

91,33

172,81

58,21

329,40

573,00

99,00

2.553,48 3.423,30

1.280,00 1.834,10

462,60

8.003,96 8.139,06 135,10 62,72 2.616,21 36,6938

ICB / CUR

0,6923

Quadro 4.5.1-4 – Índice Custo-Benefício da Alternativa B Outras usinas da bacia

Usina Custo de instalação da usina (US$ Milhões) Custo anual de O&M (US$ 106)

-

Custo Anual de Implantação + O&M (US$ 106)

10.167,93 4.398,86 4.733,50 1.129,46

876,12 1.288,12

548,87

-

50,52

21,79

29,71

9,31

6,68

14,07

2,85

-

1.076,05

465,46

507,13

123,22

95,04

143,99

58,21

375,40

425,80

98,20

2.071,60

2.469,10 3.374,10

1.282,20 1.833,60

423,20

7.813,36 8.139,06 325,70 151,22 2.620,32 36,75 0,6934

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

TPJ-445 TPJ-685 JMX-043 JMX-166 JMX-199 JMX-257

-

Energia firme incremental da usina (MW med) Energia firme incremental da alternativa (MW med) Energia Firme de referência (MW med) Diferença de Energia a Complementar (MW med) Custo da Energia Complementar (US$ 106) Custo total (US$ 106) ICB da alternativa (US$ / MWh) ICB / CUR

TPJ-325

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 274 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

Quadro 4.5.1-5 – Índice Custo-Benefício da Alternativa C Outras usinas da bacia

Usina Custo de instalação da usina (US$ Milhões) Custo anual de O&M (US$ 106) Custo Anual de Implantação + O&M (US$ 106)

-

TPJ-325

TPJ-445 TPJ-685

JMX043

JMX-166 JMX-212 JMX-257

10.167,93 4.398,86 4.733,50

1.129,46

1.084,99

828,75

548,87

-

50,52

21,71

29,71

8,57

9,30

5,95

2,85

-

1.076,05

465,37

507,13

122,49

118,73

89,54

58,21

474,70

272,30

97,60

Energia firme incremental da usina (MW med) Energia firme incremental da alternativa (MW med) Energia Firme de referência (MW med) Diferença de Energia a Complementar (MW med) Custo da Energia Complementar (US$ 106) Custo total (US$ 106) ICB da alternativa (US$ / MWh)

2.437,51

2.071,50

3.368,60

1.282,10 1.833,10

418,10

7.747,26 8.139,06 391,80 181,90 2.619,42 36,74

ICB / CUR

0,6932

Quadro 4.5.1-6 – Índice Custo-Benefício da Alternativa D Outras usinas da TPJ-325 bacia

Usina Custo de instalação da usina (US$ Milhões) Custo anual de O&M (US$ 106) Custo Anual de Implantação + O&M (US$ 106) Energia firme incremental da usina (MW med) Energia firme incremental da alternativa (MW med) Energia Firme de referência (MW med) Diferença de Energia a Complementar (MW med) Custo da Energia Complementar (US$ 106) Custo total (US$ 106) ICB da alternativa (US$ / MWh) ICB / CUR

TPJ-685

JMX-043 JMX-166

JMX-257

-

10.679,24

4.398,86

4.733,50

1.267,86

2.012,53

548,87

-

51,94

21,79

29,71

9,69

20,89

2,85

-

1.129,04

465,45

507,13

137,57

223,87

58,21

957,20

99,00

2.073,90

2.521,27 3.483,50

1.273,00

1.834,80

488,40

8.139,06 8.139,06 0,00 0,00 2.521,27 35,36 0,6672

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

TPJ-445

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 275 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 O Quadro 4.5.1-7 mostra os Índices Custo-Benefício resumidos para as quatro alternativas. Quadro 4.5.1-7 – Índice Custo-Benefício Alternativas

A

B

C

D

Energia Firme Incremental (MWmédio)

8.003,96

7.813,36

7.747,26

8.139,06

Energia Firme de Referência (MWmédio)

8.139,06

8.139,06

8.139,06

8.139,06

Energia Complementar (MWmédio)

135,10

325,70

391,80

0,00

Custo Investimento+O&M (US$ 106)

2.553,48

2.469,10

2.437,51

2.521,27

Custo da Energia Complementar (US$ 106)

67,72

151,22

181,90

0,00

CustoTotal Equivalente (US$ 106)

2.616,21

2.620,32

2.619,42

2.521,27

ICB (US$/MWh)

36,69

36,75

36,74

35,36

ICB/CUR

0,6923

0,6934

0,6932

0,6672

4.5.2. Índice Ambiental Nos Estudos Finais a composição do índice de impacto ambiental representa o impacto causado pelo conjunto de aproveitamentos em cada alternativa estudada. Priorizou-se a análise dos índices que apresentaram maior sensibilidade no cálculo dos impactos, além da revisão de alguns pesos para melhor representar e diferenciar os impactos do conjunto de aproveitamentos em cada alternativa, como apresentado no item 4.4.3. Esses aspectos são apresentados em detalhe no Apêndice D – Estudos Ambientais – Tomo 3 (Volume 20/22). Os valores finais dos índices ambientais de cada alternativa dos estudos finais estão apresentados no Quadro 4.5.2-1. Quadro 4.5.2-1 – Índice Ambiental das Alternativas Alternativa

Índice Ambiental

A

0,51

B

0,47

C

0,45

D

0,53

4.5.3. Definição da Alternativa Selecionada e Ordenação dos Aproveitamentos De maneira análoga ao realizado nos estudos preliminares, as alternativas são comparadas através de um gráfico, onde as abscissas representam o índice custo-beneficio energético (ICB) e o eixo das ordenadas o índice ambiental (IA). Nesse caso, para tornar a análise adimensional, o índice custo-beneficio energético (ICB) foi dividido pelo custo unitário de referência (US$ 53,00/MWh), resultando em valores que variam de 0 a 1, como o índice ambiental, uma vez que aproveitamentos e alternativas não competitivas não participam dessa análise. A hierarquização das alternativas é então dada pelo índice de preferência (IP), que é dado pela soma ponderada do ICB e do IA, de acordo com a expressão:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 276 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001

IP = p cb ×

ICB + p a × IA CUR

com:

p cb ≥ 0 pa ≥ 0 p cb + p a = 1 onde: IP = índice de preferência; pcb = peso da importância relativa entre os objetivos de minimização do índice custobeneficio energético; ICB = índice custo-beneficio energético; CUR = custo unitário de referência (no presente estudo US$ 53,00/MWh); pa = peso da importância relativa entre os objetivos de minimização do índice ambiental; IA = índice ambiental. Considerando os pesos da importância relativa entre os objetivos de minimização do índice custo-beneficio energético e do índice ambiental iguais a 0,5, ou seja, atribuindo a mesma importância aos critérios econômico-energéticos e ambientais, tem-se os índices de preferência do Quadro 4.5.3-1, onde o menor IP representa a alternativa mais interessante. Quadro 4.5.3-1 – Índices de Preferência (IP) Índice Peso Alternativa

ICB/CUR

IA

IP

0,5

0,5

1,0

A

0,693

0,507

0,600

B

0,692

0,465

0,579

C

0,693

0,446

0,569

D

0,667

0,529

0,598

Na análise gráfica pode-se traçar uma linha de preferência, que parte da origem do gráfico e tem coeficiente angular igual a pa/pcb. Considerando os pesos da importância relativa entre os objetivos de minimização do índice custo-beneficio energético e do índice ambiental iguais a 0,5, ou seja, atribuindo a mesma importância aos critérios econômico-energéticos e ambientais, essa linha tem, 45° de inclinação. O gráfico da Figura 4.5.3-1 representa essa análise, onde verifica-se que a alternativa C é a mais interessante.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 277 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Estudos Finais 0,7

0,65

Índice Ambiental

0,6

0,55

0,5

0,45

0,4 0,4

0,45

0,5

0,55

0,6

0,65

0,7

Índice Custo Benefício Linha de preferencia

Alternativa A

A lternativa B

A lternativa C

A lternativa D

Figura 4.5.3-1 – Comparação Índice Ambiental X Índice Custo-Benefício

Faz-se necessário verificar a sensibilidade dessas análises à variação dos pesos da importância relativa entre os objetivos de minimização. Para isso, variou-se a relação entre pcb/pa de 10%/90% até 90%/10%, de acordo com o representado pela Figura 4.5.3-2. Estudos Finais - Análise de Sensibilidade 0,68

Índice de Preferência (IP)

0,66 0,64 0,62 0,60 0,58 0,56 0,54 0,52 0,50 0,48 0,46 10%90% 20%80% 30%70% 40%60%

Privilegia Socioambiental Alternativa A

50%50% 60%40% 70%30% 80%20% 90%10%

Peso (ICB/CUR) / IA

Alternativa B

Privilegia Econômico-Energético

Alternativa C

Alternativa D

Figura 4.5.3-2 – Índice de Preferência Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 278 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Da análise desse gráfico verifica-se que a alternativa C seria a escolhida para relações de pcb/pa de 10%/90% até 70%/30%, ou seja, essa alternativa não seria a escolhida apenas no caso do componente ambiental ter peso de apenas 20% ou menos. Dessa forma, verifica-se a robustez da escolha da alternativa C. Adicionalmente, fez-se uma análise de sensibilidade, variando-se o valor do Custo Unitário de Referência (CUR), entre 40 US$/MWh e 80 US$/MWh, a fim de dar maior respaldo a escolha de alternativa, retratada nas Figuras 4.5.3-3 a 4.5.3-7, a seguir. Nestes gráficos é possível ratificar que a alternativa C permanece tendo menor índice de preferência em relação às outras alternativas, quadro revertido apenas em situações em que o Índice Ambiental recebe pesos pouco expressivos (da ordem de 25% ou inferior), quando a Alternativa D se torna mais atrativa.

Estudos Finais - Análise de Sensibilidade 0,90

Índice de Preferência (IP)

0,85 0,80 0,75 0,70 0,65 0,60 0,55 0,50 0,45 10%90% 20%80% 30%70% 40%60%

Privilegia Socioambiental Alternativa A

50%50% 60%40% 70%30% 80%20% 90%10%

Peso (ICB/CUR) / IA

Alternativa B

Privilegia Econômico-Energético

Alternativa C

Alternativa D

Figura 4.5.3-3 – Análise de Sensibilidade para CUR = 40 US$/MWh

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 279 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Estudos Finais - Análise de Sensibilidade

Índice de Preferência (IP)

0,75 0,70 0,65 0,60 0,55 0,50 0,45 10%90% 20%80% 30%70% 40%60%

Privilegia Socioambiental Alternativa A

50%50% 60%40% 70%30% 80%20% 90%10%

Peso (ICB/CUR) / IA

Alternativa B

Privilegia Econômico-Energético

Alternativa C

Alternativa D

Figura 4.5.3-4 – Análise de Sensibilidade para CUR = 50 US$/MWh

Estudos Finais - Análise de Sensibilidade

Índice de Preferência (IP)

0,65

0,60

0,55

0,50

0,45 10%90% 20%80% 30%70% 40%60%

Privilegia Socioambiental Alternativa A

50%50% 60%40% 70%30% 80%20% 90%10%

Peso (ICB/CUR) / IA

Alternativa B

Privilegia Econômico-Energético

Alternativa C

Alternativa D

Figura 4.5.3-5 – Análise de Sensibilidade para CUR = 60 US$/MWh

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 280 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 Estudos Finais - Análise de Sensibilidade

Índice de Preferência (IP)

0,55

0,53

0,51

0,49

0,47

0,45 10%90% 20%80% 30%70% 40%60%

Privilegia Socioambiental Alternativa A

50%50% 60%40% 70%30% 80%20% 90%10%

Peso (ICB/CUR) / IA

Alternativa B

Privilegia Econômico-Energético

Alternativa C

Alternativa D

Figura 4.5.3-6 – Análise de Sensibilidade para CUR = 70 US$/MWh Estudos Finais - Análise de Sensibilidade

Índice de Preferência (IP)

0,54

0,52

0,50

0,48

0,46

0,44 10%90% 20%80% 30%70% 40%60%

Privilegia Socioambiental Alternativa A

50%50% 60%40% 70%30% 80%20% 90%10%

Peso (ICB/CUR) / IA

Alternativa B

Privilegia Econômico-Energético

Alternativa C

Alternativa D

Figura 4.5.3-7 – Análise de Sensibilidade para CUR = 80 US$/MWh

Ordenação dos aproveitamentos

Os estudos de ordenação econômica da construção dos aproveitamentos da Alternativa escolhida (Alternativa C) foram feitos tomando-se como critério os custos incrementais. Ou seja, considerando-se dois aproveitamentos, o aproveitamento de menor custo incremental deve ser construído antes do de maior custo incremental. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 281 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219-GE.00-RT.0001 A Ordem Econômica de Construção da alternativa é, portanto obtida colocando-se os aproveitamentos da alternativa em ordem crescente de custo incremental. Como a obtenção dos custos incrementais depende do conhecimento da Ordem Econômica de Construção, esta ordenação é iterativa. O custo incremental de um aproveitamento ou de um grupo de aproveitamentos é calculado de forma similar ao índice custo/benefício energético, considerando como construídos somente os aproveitamentos existentes e aqueles aproveitamentos que na Ordem Econômica de Construção da alternativa analisada estejam apontados para serem construídos antes dos aproveitamentos em análise. A ordenação é realizada através das seguintes etapas. Calcula-se para cada aproveitamento da alternativa, os índices custo/benefício energético de primeira adição supondo como já construídos apenas os aproveitamentos existentes incluídos na alternativa analisada. Escolhe-se então, o aproveitamento de menor índice custo/benefício energético de primeira adição para ser o primeiro aproveitamento na Ordem Econômica de Construção da alternativa em análise. Em seguida recalculam-se os índices custo/benefício energético de cada aproveitamento, ainda não incluídos na Ordem Econômica de Construção. Por fim escolhe-se o aproveitamento de menor índice calculado anteriormente para ser adicionado à Ordem Econômica de Construção, até que todos estejam incluídos na Ordem Econômica de Construção. Apresenta-se no Quadro 4.5.3-2, a ordenação dos aproveitamentos da Alternativa Selecionada (C), hierarquizados com base nos índices custo-benefício energético incremental. Quadro 4.5.3-2 – Projetos Ordenados Crescentemente por Índice Custo/Benefício Incremental Aproveitamento

ICBi (US$/MWh)

Jamanxim (JMX-166)

29,41

Chacorão (TPJ-685)

31,56

Cachoeira do Caí (JMX-043)

33,86

São Luiz do Tapajós (TPJ-325)

36,62

Cachoeira dos Patos (JMX-212)

37,77

Jatobá (TPJ-445)

41,50

Jardim do Ouro (JMX-257)

51,16

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 282 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219/GE.00/RT.0001

5. CARACTERIZAÇÃO DA ALTERNATIVA SELECIONADA A alternativa de divisão de queda selecionada é composta por 7 aproveitamentos, sendo 3 no rio Tapajós e 4 no rio Jamanxim, conforme apresentado nos desenhos EG219-GE.00DE.0104 e EG219-GE.00-DE.0105 e ilustrado no Quadro 5-1 e na Figura 5-1. Os eixos que integram essa alternativa receberam nomes baseados em localidades e acidentes geográficos que ocorrem junto aos seus sítios. Quadro 5-1 – Alternativa Selecionada Níveis d’água (m) Aproveitamento Montante Jusante

Rio

AHE São Luiz do Tapajós

50,0

14,1

6.133

TPJ-445

AHE Jatobá

66,0

50,0

2.338

TPJ-685

AHE Chacorão

96,0

70,4

3.336

JMX-043

AHE Cachoeira do Caí

85,0

50,4

802

JMX-166 (J)

AHE Jamanxim

143,0

85,4

881

JMX-212

AHE Cachoeira dos Patos

176,0

143,0

528

JMX-257

AHE Jardim do Ouro

190,0

176,0

227

PORTO JACAREACANGA

TPJ 685 N.A. 96,00 100

TPJ 445(M) N.A. 66,00 N.A. 50,00

60

TPJ 325

ITAITUBA

40

20

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

RIO TAPAJÓS JMX 257 JMX 212 N.A. 190,00

200

JMX 166(J) N.A. 176,00

180

160

N.A. 143,00

140

JMX 043 COTA (m)

COTA (m)

80

FOZ RIO JAMANXIM

TPJ-325 Tapajós

Jamanxim

Potência (MW)

120

100

N.A. 85,00

80

N.A. 50,00

60

40

20

350

300

250

200

150

100

50

0 (km)

RIO JAMANXIM

Figura 5-1 – Alternativa Selecionada Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 283 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

250 (km)


EG219/GE.00/RT.0001

5.1. Caracterização dos Aproveitamentos Apresenta-se, a seguir, a descrição do arranjo de cada um dos aproveitamentos integrantes da alternativa de divisão de queda selecionada. Os desenhos que detalham esses arranjos são apresentados no Caderno de Desenhos (Volume 2/22). 5.1.1. AHE São Luiz do Tapajós (TPJ-325) [Desenhos EG219-GE.15-DE.0002 e 0003 e EG219-GE.00-DE.0063 a 0066] O eixo do barramento fica na localidade de Pimental, na margem direita do Tapajós, e a casa de força fica a montante da localidade de São Luiz do Tapajós. Na margem esquerda, a área integra o Parque Nacional da Amazônia. O acesso é realizado pela BR-230 (Transamazônica) na margem esquerda, dentro da área do parque, e pelas estradas que ligam Itaituba às vilas de São Luiz do Tapajós e Pimental, na margem direita. Até Itaituba, distante cerca de 65 km, o acesso se dá por rodovias não pavimentadas. Considerando a premissa de preservar a cachoeira de São Luiz do Tapajós, o barramento situa-se a montante das corredeiras, e um canal de adução alimenta a casa de força que fica a jusante, aproveitando o desnível natural. Para aproveitar a vazão ambiental a ser mantida no trecho das corredeiras, definida como 30 % da Q7;10, ou 818 m³/s, foi concebida uma casa de força complementar junto ao barramento. Todas as estruturas de concreto foram posicionadas na margem direita, aproveitando a morfologia do rio e reduzindo ao mínimo as interferências no Parque Nacional da Amazônia. O NA máximo normal do reservatório está na cota 50,00 m, sendo a usina operada com um deplecionamento de 0,4 m. O NA normal de jusante na cota 14,1 m para a casa de força principal, resulta numa queda bruta de 35,9 m, e potência instalada de 5.920 MW. A casa de força complementar, por sua vez, tem o NA normal de jusante na cota 23,7 m, resultando uma queda bruta de 26,3 m, com uma potência instalada de 213 MW. Dessa forma, o aproveitamento totaliza 6.133 MW. A casa de força principal, do tipo abrigada, tem 54,76 m de largura e 913,71 m de comprimento, sendo equipada com 31 grupos hidrogeradores dotados de turbinas Kaplan, com caixa semi-espiral de concreto. A adução é feita através de tomada d’água incorporada à sua estrutura e por um canal escavado com 3.780 m de extensão e 300 m de largura na base. Previu-se a construção de um muro divisor na casa de força, acompanhado de ensecadeiras, o que permite a antecipação da geração em 16 unidades. A casa de força complementar, do tipo abrigada, tem 47,45 m de largura e 52,95 m de comprimento, sendo equipada com 2 grupos hidrogeradores dotados de turbinas Kaplan, com caixa semi-espiral de concreto. A adução é feita através de tomada d’água incorporada à sua estrutura. O vertedouro de superfície, com crista da soleira na cota 30,00 m, é equipado com 17 comportas segmento de 20,00 m de largura por 20,00 m de altura e permite descarregar uma vazão de 60.605 m³/s, associada a um período de retorno de 10.000 anos. A bacia de dissipação foi dimensionada para a vazão de 43.856 m³/s que corresponde a um período de retorno de 100 anos, com piso na cota 5,05 m e comprimento de 153,57 m.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 284 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219/GE.00/RT.0001 A barragem, no leito do rio, de enrocamento com núcleo, tem 3.483 m de extensão, e crista na cota 54,00 m com 10 m de largura, atingindo a altura máxima de 39 m. Na margem direita, há uma barragem de terra homogênea com 3.451 m de comprimento e altura máxima de 28 m. Para a construção do aproveitamento foi previsto o desvio do rio em duas fases distintas, com as estruturas de desvio, para ambas as fases, dimensionadas para uma vazão de 41.319 m³/s, associada a um período de retorno de 50 anos. Na primeira fase o rio escoará pelo canal central do rio, e nas duas margens, abrigadas pela ensecadeira de 1ª fase, serão construídas as obras da casa de força complementar, vertedouro, bacia de dissipação e os canais de aproximação, adução, restituição e de fuga, além da antecipação de um trecho da barragem na margem esquerda. A construção do canal de adução e casa de força principal será realizada a seco na margem direita. Na segunda fase será feito o fechamento do rio através do lançamento das ensecadeiras, fazendo-se o desvio pelos vãos rebaixados do vertedouro. Também serão construídas ensecadeiras, a montante e jusante da 2ª etapa da casa força. As ensecadeiras de montante terão a crista na elevação 52,00 m, permitindo o enchimento do reservatório e início da geração da 1ª etapa da casa de força. Nesse período, será construído o maciço da barragem no leito do rio, e terminada a construção da 2ª etapa da casa de força. Considerando a possível implantação, no futuro, de hidrovia no rio Tapajós, o arranjo da Usina contemplou a possibilidade de se realizar, a qualquer época, a construção de um sistema de transposição das corredeiras para navegação, com a construção de duas eclusas na margem direita. A construção dessas eclusas, cujo dimensionamento considerou as dimensões de comboio estabelecidas pela AHIMOR, é viabilizada com o lançamento de algumas ensecadeiras.. 5.1.2. AHE Jatobá (TPJ-445 (M)) [Desenhos EG219-GE.15-DE.0011 e EG219-GE.00-DE.0067 a 0069] Está situado no rio Tapajós, cerca de 1 km a jusante da localidade de Jatobá, e das ilhas Tureba, e imediatamente a montante das ilhas Mangabal, num trecho do rio conhecido como cachoeiras Mangabal. O acesso é realizado apenas por via fluvial. Em função das melhores condições de acesso, o arranjo foi concebido posicionando as estruturas de concreto junto à margem esquerda. O NA máximo normal do reservatório está na cota 66,00 m, sendo a usina operada à fio d’água, e com o NA normal de jusante na cota 50,0 m, resultando uma queda bruta de 16,0 m e potência instalada de 2.338 MW. A casa de força, do tipo abrigada, tem 53,17 m de largura e 723,14 m de comprimento, sendo equipada com 40 grupos hidrogeradores dotados de turbinas Bulbo. A adução é feita através de tomada d’água incorporada à sua estrutura. Previu-se a construção de um muro divisor na casa de força, o que permite a antecipação da geração em 25 unidades. O vertedouro de superfície, com crista da soleira na cota 46,00 m, é equipado com 14 comportas segmento de 20,00 m de largura por 20,00 m de altura e permite descarregar uma vazão de 46.960 m³/s, associada a um período de retorno de 10.000 anos. A bacia de Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 285 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219/GE.00/RT.0001 dissipação foi dimensionada para a vazão de 34.131 m³/s, que corresponde a um período de retorno de 100 anos, com piso na cota 33,80 m e comprimento de 129,91 m. A barragem, de enrocamento com núcleo, tem 1.287 m de extensão, e crista na cota 70,00 m com 10 m de largura, atingindo a altura máxima de 35 m. Para a construção do aproveitamento foi previsto o desvio do rio em duas fases distintas, com as estruturas de desvio, para ambas as fases, dimensionadas para uma vazão de 32.188 m³/s, associada a um período de retorno de 50 anos. Na primeira fase o rio escoará pela direita, no canal natural e, na margem esquerda, abrigadas pela ensecadeira de 1ª fase, serão construídas as obras da casa de força, vertedouro, bacia de dissipação e os canais de aproximação, restituição e de fuga. Na segunda fase será feito o fechamento do rio através do lançamento das ensecadeiras, fazendo-se o desvio pelos vãos rebaixados do vertedouro. Também serão construídas ensecadeiras, a montante e jusante da 2ª etapa da casa força. As ensecadeiras de montante terão a crista na elevação 68,00 m, permitindo o enchimento do reservatório e início da geração da 1ª etapa da casa de força. Nesse período, será construído o maciço da barragem no leito do rio. A exemplo do eixo TPJ-325, previu-se, no arranjo da Usina, a construção de uma eclusa na margem direita, que poderá ser construída a qualquer época, sem interferência na barragem, e com um canal de navegação retilíneo. 5.1.3. AHE Chacorão (TPJ-685) [Desenhos EG219-GE.15-DE.0014 e EG219-GE.00-DE.0070 a 0072] O barramento corta a ilha do Cemitério, cerca de 7 km a montante da cachoeira do Chacorão, e aproximadamente 2 km a jusante da localidade Vila Nova, no Estado do Amazonas, e 6 km a montante da localidade de Pombal, no Estado do Pará. A cidade de Jacareacanga situa-se a cerca de 75 km a jusante, e o acesso é realizado apenas por via fluvial. Em função das melhores condições possíveis de acesso a partir da BR-230, o arranjo foi concebido posicionando as estruturas de concreto junto à margem esquerda. O NA máximo normal do reservatório está na cota 96,00 m, sendo a usina operada à fio d’água, e com o NA normal de jusante na cota 70,4 m, resultando uma queda bruta de 25,6 m e potência instalada de 3.336 MW. A casa de força, do tipo abrigada, tem 56,36 m de largura e 640,44 m de comprimento, sendo equipada com 21 grupos hidrogeradores dotados de turbinas Kaplan, com caixa semi-espiral de concreto. A adução é feita através de tomada d’água incorporada à sua estrutura. Da mesma forma que nos eixos TPJ-325 e TPJ-445, previu-se a construção de um muro divisor na casa de força, o que permite a antecipação da geração em 11 unidades. O vertedouro de superfície, com crista da soleira na cota 76,00 m, é equipado com 11 comportas segmento de 20,00 m de largura por 20,00 m de altura e permite descarregar uma vazão de 39.114 m³/s, associada a um período de retorno de 10.000 anos. A bacia de dissipação foi dimensionada para a vazão de 28.469 m³/s que corresponde a um período de retorno de 100 anos, com piso na cota 54,65 m e comprimento de 145,49 m. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 286 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219/GE.00/RT.0001 A barragem, de enrocamento com núcleo, tem 1.667 m de extensão, e crista na cota 100,00 m com 10 m de largura, atingindo a altura máxima de 40 m. Para a construção do aproveitamento foi previsto o desvio do rio em duas fases distintas, com as estruturas de desvio, para ambas as fases, dimensionadas para uma vazão de 26.857 m³/s, associada a um período de retorno de 50 anos. Na primeira fase o rio escoará por um canal à direita da ilha do Cemitério e, na margem esquerda, abrigadas pela ensecadeira de 1ª fase, serão construídas as obras da casa de força, vertedouro, bacia de dissipação e os canais de aproximação, restituição e de fuga. Na segunda fase será feito o fechamento do rio com o lançamento das ensecadeiras, fazendo-se o desvio pelos vãos rebaixados do vertedouro. Também serão construídas ensecadeiras, a montante e jusante da 2ª etapa da casa força. As ensecadeiras de montante terão a crista na elevação 98,00 m, permitindo o enchimento do reservatório e início da geração da 1ª etapa da casa de força. Nesse período, será construído o maciço da barragem no leito do rio e margem direita. A exemplo do cuidado tomado no desenvolvimento do arranjo do eixo TPJ-325, também para esse eixo foi prevista a possibilidade de implantação futura de sistema de transposição para navegação. Neste caso, a eclusa poderá ser construída a qualquer época, aproveitando trechos das ensecadeiras de 2ª fase de desvio do rio, implantadas na época de construção da Usina, para seccionar a barragem. 5.1.4. AHE Cachoeira do Caí (JMX-043) [Desenhos EG219-GE.15-DE.0017 e EG219-GE.00-DE.0073 a 0075] O eixo fica entre a cachoeira do Caí, a montante, e a corredeira Laje Grande, a jusante. O acesso é realizado unicamente por via fluvial, a partir da foz do Jamanxim. Para o melhor aproveitamento das condições topográficas locais o arranjo foi concebido posicionando a casa de força na ombreira esquerda, e o vertedouro no leito do rio. O NA máximo normal do reservatório está na cota 85,00 m, sendo a usina operada com um deplecionamento de 2,1 m, e o NA normal de jusante na cota 50,4 m, resultando uma queda bruta de 34,6 m, com potência instalada de 802 MW. O vertedouro de superfície, com crista da soleira na cota 67,50 m, é equipado com 4 comportas segmento de 16,20 m de largura por 17,50 m de altura e permite descarregar uma vazão de 9.701 m³/s, associada a um período de retorno de 10.000 anos. A bacia de dissipação foi dimensionada para a vazão de 6.660 m³/s que corresponde a um período de retorno de 100 anos, com piso na cota 34,50 m e comprimento de 135,56 m. A casa de força, do tipo abrigada, tem 50,95 m de largura e 138,51 m de comprimento, sendo equipada com 5 grupos hidrogeradores dotados de turbinas Kaplan, com caixa semiespiral de concreto. A adução é feita através de tomada d’água incorporada à sua estrutura. Para a montagem dos equipamentos eletromecânicos foi prevista uma área de montagem na extremidade esquerda. A barragem, de enrocamento com núcleo, tem 893 m de extensão, e crista na cota 89,00 m com 10 m de largura. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 287 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219/GE.00/RT.0001 Para a construção do aproveitamento foi previsto o desvio do rio em duas fases distintas, com as estruturas de desvio, para ambas as fases, dimensionadas para uma vazão de 6.200 m³/s, associada a um período de retorno de 50 anos. Na primeira fase o rio escoará por um canal escavado junto à margem direita e, na margem esquerda, abrigadas pela ensecadeira de 1ª fase, serão construídas as obras da casa de força, vertedouro, bacia de dissipação e os canais de aproximação, adução, restituição e de fuga. Na segunda fase será feito o fechamento do rio com o lançamento das ensecadeiras, fazendo-se o desvio por 8 adufas no vertedouro. Em seguida será construído o maciço da barragem no leito do rio e margem direita. 5.1.5. AHE Jamanxim (JMX-166 (J)) [Desenhos EG219-GE.15-DE.0028 e EG219-GE.00-DE.0080 a 0083] O barramento localiza-se a cerca de 1,5 km a jusante da corredeira Portão do Inferno, em um local onde o rio corre bastante encaixado. O acesso é realizado por via fluvial, a jusante, a partir do rio Aruri, ou por via terrestre, a partir da BR-163, através de estradas secundárias. Para o melhor aproveitamento das condições topográficas locais o arranjo foi concebido posicionando as estruturas de geração na ombreira direita, e o vertedouro e desvio por túneis na ombreira esquerda. O NA máximo normal do reservatório está na cota 143,00 m, sendo a usina operada com um deplecionamento de 0,8 m, e o NA normal de jusante na cota 85,4 m, resultando uma queda bruta de 57,6 m, com potência instalada de 881 MW. A casa de força, do tipo abrigada, tem 52,74 m de largura e 99,91 m de comprimento, sendo equipada com 2 grupos hidrogeradores dotados de turbinas Francis, com eixo vertical. A adução é feita através de 3 unidades de tomada d’água seguida de três condutos forçados de 11,68 m de diâmetro cada. O vertedouro de superfície, com crista da soleira na cota 137,00 m, é equipado com 4 comportas segmento de 13,45 m de largura por 16,00 m de altura e permite descarregar uma vazão de 7.298 m³/s, associada a um período de retorno de 10.000 anos. A dissipação, constituída pelo salto de esqui e bacia, foi dimensionada para a vazão de 5.010 m³/s que corresponde a um período de retorno de 100 anos. A barragem, de enrocamento com núcleo, tem 1.205 m de extensão, e crista na cota 147,00 m com 10 m de largura. A altura da barragem atinge 72 m no leito do rio. Para a construção do aproveitamento foi previsto o início das obras do circuito de geração na margem direita, e dos 4 túneis de desvio, com 13,10 m de diâmetro (arco retângulo), na margem esquerda. Após a construção dos túneis, faz-se o fechamento do rio através do lançamento das ensecadeiras, e em seguida será construído o maciço da barragem no leito do rio e o vertedouro sobre os túneis de desvio. O desvio foi dimensionado para uma vazão de 4.664 m³/s, associada a um período de retorno de 50 anos.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 288 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219/GE.00/RT.0001 5.1.6. AHE Cachoeira dos Patos (JMX-212) [Desenhos EG219-GE.15-DE.0033 e EG219-GE.00-DE.0097 a 0100] O aproveitamento fica localizado imediatamente a montante da cachoeira dos Patos, cerca de 3 km a montante da foz do Igarapé Cazuo. Da BR-163 o eixo dista cerca de 6 km, em linha reta. Para o melhor aproveitamento das condições topográficas locais o arranjo foi concebido posicionando as estruturas de concreto na ombreira direita. O NA máximo normal do reservatório está na cota 176,00 m, sendo a usina operada com um deplecionamento de 2,9 m, e com o NA normal de jusante na cota 143,00 m, resultando uma queda bruta de 33,0 m, com uma potência instalada de 528 MW. O vertedouro de superfície, com crista da soleira na cota 160,00 m, é equipado com 4 comportas segmento de 13,75 m de largura por 16,00 m de altura e permite descarregar uma vazão de 7.136 m³/s, associada a um período de retorno de 10.000 anos. A bacia de dissipação foi dimensionada para a vazão de 4.900 m³/s que corresponde a um período de retorno de 100 anos, com piso na cota 129,00 m e comprimento de 121,84 m. A casa de força, do tipo abrigada, tem 54,60 m de largura e 90,04 m de comprimento, sendo equipada com 3 grupos hidrogeradores dotados de turbinas Kaplan, com caixa semi-espiral de concreto. A adução é feita através de tomada d’água incorporada à sua estrutura. Para a montagem dos equipamentos eletromecânicos foi prevista uma área de montagem na extremidade direita. A barragem, de terra homogênea, tem 2.370 m de extensão na margem direita e 2.017 m no leito do rio e margem esquerda, e crista na cota 180,00 m com 10 m de largura. A altura da barragem atinge 50 m no leito do rio. Existem ainda 10 diques de terra para o fechamento de selas topográficas ao longo do reservatório. Para a construção do aproveitamento foi prevista a implantação das estruturas de concreto, na margem direita, sem necessidade de desvio do rio, mantendo septos naturais a montante e a jusante. Após a construção do vertedouro, o fechamento do rio é feito através do lançamento das ensecadeiras, fazendo-se o desvio pelas 8 adufas do vertedouro. Em seguida será construído o maciço da barragem no leito do rio. O desvio foi dimensionado para uma vazão de 4.900 m³/s, associada a um período de retorno de 100 anos. 5.1.7. AHE Jardim do Ouro (JMX-257) [Desenhos EG219-GE.15-DE.0036 e EG219-GE.00-DE.0101 a 0103] Situado no rio Jamanxim, cerca de 2 km a jusante da foz do rio Novo, o acesso ao local é realizado pelo km 255 da Rodovia do Ouro (Transgarimpeira), que liga o distrito de Moraes Almeida, às margens da BR-163, ao povoado de Jardim do Ouro, e estende-se até o povoado de Creporizão. No local há uma travessia de balsa do rio Jamanxim, cerca de 0,5 km a jusante do eixo. Em função das condições topográficas e de fundação, o arranjo foi concebido com as estruturas de concreto na margem e ombreira esquerda.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 289 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219/GE.00/RT.0001 O NA máximo normal do reservatório está na cota 190,00 m, sendo a usina operada com um deplecionamento de 4,7 m, e o NA normal de jusante na cota 176,00 m, resultando uma queda bruta de 14,00 m, com uma potência instalada de 227 MW. O vertedouro de superfície, com crista da soleira na cota 174,50 m, é equipado com 4 comportas segmento de 14,65 m de largura por 15,50 m de altura e permite descarregar uma vazão de 6.949 m³/s, associada a um período de retorno de 10.000 anos. A bacia de dissipação foi dimensionada para a vazão de 4.771 m³/s que corresponde a um período de retorno de 100 anos, com piso na cota 165,90 m e comprimento de 95,93 m. A casa de força, do tipo abrigada, tem 55,57 m de largura e 77,38 m de comprimento, sendo equipada com 4 grupos hidrogeradores dotados de turbinas Bulbo. A adução é feita através de tomada d’água incorporada à sua estrutura. Para a montagem dos equipamentos eletromecânicos foi prevista uma área de montagem na extremidade esquerda. A barragem, de terra homogênea, tem 305 m de extensão na margem esquerda e 812 m no leito do rio e margem direita, e crista na cota 194,00 m com 10 m de largura. Para a construção do aproveitamento foi previsto o desvio do rio em duas fases distintas, com as estruturas de desvio, para ambas as fases, dimensionadas para uma vazão de 4.441 m³/s, associada a um período de retorno de 50 anos. Na primeira fase o rio escoará pelo canal direito do seu leito natural e, na margem esquerda, abrigadas pela ensecadeira de 1ª fase, serão construídas as obras da casa de força, vertedouro, bacia de dissipação e os canais de aproximação, adução, restituição e de fuga. Na segunda fase será feito o fechamento do rio com o lançamento das ensecadeiras, fazendo-se o desvio pelos vãos rebaixados do vertedouro. Em seguida será construído o maciço da barragem no leito do rio.

5.2. Quadro Geral e Fichas Técnicas A seguir são apresentados, o Quadro Resumo da Alternativa Selecionada, as Fichas Eletrobrás e SIPOT para cada um dos aproveitamentos da alternativa e os respectivos Orçamentos Padrão Eletrobrás – O.P.E.s.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 290 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219/GE.00/RT.0001

5.2.1. Quadro Resumo

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 291 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


QUADRO-RESUMO - INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO

48500.00623/05-92 Eletronorte e Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. Rios Tapajós e Jamanxim Amazonas, margem direita Bacia do Tapajós 17 Pará e Amazonas

Nº do Processo Nome(s) do(s) Interessado(s) Nome do Rio e Trecho Afluente do Rio (citar também a margem) Nome da Bacia Nº da Sub-Bacia Nome(s) do(s) Estado(s)

1

2

3

5

6

7 Jardim do Ouro

São Luiz do Tapajós

Jatobá

Chacorão

Cachoeira do Caí

Jamanxim

RIO

Tapajós

Tapajós

Tapajós

Jamanxim

Jamanxim

Jamanxim

Jamanxim

E

579.312

508.875

354.604

558.959

624.344

637.246

636.656

UTM

NOME DO APROVEITAMENTO

N

9.494.884

9.425.579

9.281.078

9.437.935

9.375.712

9.345.869

9.307.490

LATITUDE

04º34'10"

05º11'48"

06º30'08"

05º 05' 05"

05º38'48"

05º54'59"

06º15'49"

LONGITUDE

56º47'06"

56º55'11"

58º18'53"

56º 28' 05"

55º52'38"

55º45'36"

55º45'53"

DISTÂNCIA DA FOZ (km)

321

456

699

44

171

212

259

ÁREA DE DRENAGEM (km2)

452.783

386.711

346.861

56.661

39.888

38.758

37.456

ÁREA DE DRENAGEM TOTAL (km2)

492.481 50

66

96

85

143

176

190

MÍNIMO NORMAL Namin

49,6

66

96

82,9

142,2

173,1

185,3

MÉDIO Named

49,8

66

96

83,8

142,5

174,3

187,4

MAX. NORMAL A JUSANTE Naj

---

50

---

50

85

143

176

DEPLEÇÃO

0,4

0

0

2,1

0,8

2,9

4,7

VOLUMES DO RESERVATÓRIO

TOTAL

7.553,00

4.014,15

4.003,51

3.418,00

1.004,76

696,84

1.977,59

6

(10 m )

ÚTIL

277

0

0

761,75

60,79

265,44

1.346,27

ÁREAS DO RESERVATÓRIO

NO N.A. MÁXIMO NORMAL

722,25

646,3

616,23

420

74,45

116,5

426,06

NO N.A. MÉDIO

715,63

646,3

616,23

377,03

72,62

92,68

288,44

BRUTA MÁXIMA - Hb1

37,2/26

15,6

26,4

34

57,7

32,5

14,5

MONTANTE

MÁXIMO NORMAL Namax

NÍVEIS D´ÁGUA (m)

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

4

Cachoeira dos Patos

COORD. GEOGR.

IDENTIFICAÇÃO DOS APROVEITAMENTOS

COORD.

NÚMERO DE ORDEM

3

2

(km )

QUEDAS (m)

VAZÕES (m3/s)

BRUTA MÉDIA - Hb2

35,7/ 26,0

16

27

33,8

57,5

31,4

11,3

LÍQUIDA MÁXIMA - H1

36,1/ 25,4

15,3

25,9

33,4

56,5

31,9

14,2

LÍQUIDA MÉDIA - H2

35,8/ 25,2

15,3

25,9

32,2

56

30,2

11,6

MÉDIA DE LONGO TERMO – MLT (jan/1931 a dez/2005)

11.890

10.423

8.908

1940

1.366

1.327

1.283

MÉDIA DO PERÍODO CRÍTICO - Q r

12.448

10.779

9.274

2122

1.494

1.451

1.403

Q MÍN MÉDIA MENSAL (m3/s)

2.661

2.617

2.573

31

22

21

20

Q MÁX TURBINADA (m³/s)

18.435,4 / 898,4

16.942,60

14.288

2.666,90

1.729,20

1.831,10

1.722,70

41.319

32.188

26.857

6.200

4.664

4.561

4.441

60.605

46.960

39.114

9.701

7.298

7.136

6.949

VAZÃO REMANESCENTE (m³/s)

818

---

---

---

---

---

---

ENERGIA MÉDIA (MW) médios

3.159

1.281,12

1.823,24

410,48

468,81

267,12

97,74

DE PROJETO DO DESVIO (TR = 50 ANOS) DE PROJETO DO VERTEDOURO (TR = 10.000 ANOS)

ENERGIA FIRME (MW) médios

3.369

1.282

1.833

418

475

272

98

(A) POTÊNCIA DE REFERÊNCIA (MW)

5.861/211

2.338

3.336

760

864

494,5

178,2

(B) POTÊNCIA INSTALADA (MW)

6.133

2.338

3.336

802

881

528

227

QUANTIDADE

31+2

40

21

5

3

3

4

TIPO DE TURBINA

Kaplan

Bulbo

Kaplan

Kaplan

Francis

Kaplan

Bulbo

TIPO DE EIXO

vertical

horizontal

vertical

vertical

vertical

vertical

horizontal

18.159,93

7.856,36

8.454,03

2017,22

1937,79

1480,15

980,28

2990,77

3360,29

2534,18

2654,24

2242,81

2993,23

5501,01

2961,02

3360,29

2534,18

2515,24

2199,53

2803,31

4318,41

65,4

74,12

56,37

60,47

52,53

67,46

91,37

CARACTERÍSTICAS ENERGÉTICAS

TURBINAS

(C) CUSTO TOTAL x 106 R$ (COM JDC) CUSTOS

CUSTO-ÍNDICE DE REFERÊNCIA (C) / (A) x 103 R$ / kW

REFERÊNCIA: DATA: DEZ/2007 US$ 1,000 = R$ 1,786

CUSTO-ÍNDICE DE INSTALAÇÃO (C) / (B) x 103 R$ / kW ÍNDICE CUSTO BENEFÍCIO - ICB R$ / MWh OBSERVAÇÕES

A energia firme do aproveitamento indicada é a energia firme local. O ICB é referente ao custo incremetal, de acordo com o ordenamento. Para o AHE São Luiz do Tapajós, as informações duplas referem-se à Casa de Força Principal / Casa de Força Complementar.


EG219/GE.00/RT.0001

5.2.2. Fichas Eletrobrás

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 293 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


FICHA TÉCNICA DE APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS ELETROBRÁS 1.IDENTIFICAÇÃO: Nome do aproveitamento

CACHOEIRA DO CAÍ

Rio

Jamanxim

Distância da foz

Bacia

Tapajós

Código DNAEE

Coordenadas geográficas

latitude

Estado(s)

PA

05º 05' 05"

044 17

longitude

Município(s)

56º 28’ 05" Itaituba e Trairão

2.DADOS BÁSICOS:

2.1 Topografia: 2.1.1.

Cartas geográficas disponíveis: Entidade

Nome

Número

Escala

Data

DSG

Caracol

SB-21-X-C MI-0167

1:250.000

1984

2.1.2.

Dados de sensoriamento remoto disponíveis:

2.1.2.1. Fotografias aéreas: Contratante

Executor

Serviço

Faixa

Fotos

Escala

Data

Eletronorte

Geomensura / Fiducial

Fotografia

-

-

1:30.000

2007

2.1.2.2. Imagens Multiespectrais: Entidade

Executor

Serviço

Escala

Data

Landsat

-

Imagem

-

2002

Entidade

Executor

Serviço

Escala

Data

-

-

-

-

-

2.1.2.3. Imagens de Radar:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 294 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

km


2.1.3. Mapeamentos aerofotogramétricos disponíveis: Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

Eletronorte

Geomensura / Fiducial

-

1:10.000

2007

2.1.4.

Mapeamentos topográficos disponíveis

Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

-

-

-

-

-

2.1.5.

Outros serviços topográficos disponíveis:(poligonais, seções, nivelamentos,etc):

Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

Eletronorte

Petcon

-

-

2006

Eletronorte

Iesa

-

-

1986 / 1991

2.2. Geologia: 2.2.1.

Reservatório:

Existem rochas ou feições geológicas que podem comprometer a estanqueidade do reservatório? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Existem encostas ou rochas que podem comprometer a estabilidade das encostas do reservatório? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Existem evidências geotectônicas que o reservatório pode sofrer influência de sismos naturais e/ou geral sismos induzidos? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 295 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


2.2.2.

Eixo da barragem:

Espessura média estimada do recobrimento do solo: No leito do rio:

0,0

m

Na margem direita do rio:

4,5

m

Na margem esquerda do rio:

4,8

m

Na ombreira direita na altura da crista:

7,9

m

Na ombreira esquerda na altura da crista:

1,2

m

Tipo de rocha predominante no local:

Riolitos, Dacitos e Granitóides

Existem feições geológicas que podem penalizar a implantação deste tipo de obra? (

)sim

2.2.3.

Materiais naturais de construção, disponibilidade de:

Argila: (

x

(

x

)sim

)não; descrição suscinta:

(

)não

distância das áreas de empréstimo na margem direita

0,7

km

distância das áreas de empréstimo na margem esquerda

2,0

km

1,5

km

distância das pedreiras margem direita

1,8

km

distância das pedreiras margem esquerda

1,4

km

Areia e cascalho:

(

x

)sim

(

)não

distância da jazida

Rocha: (

x

)sim

(

)não

2.3. Hidrometeorologia: Classificação climática:

Am3

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 296 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


2.3.1.

Temperaturas:

máxima:

°C

33,6

mínima:

°C

21,3

trimestre mais quente: set/out/nov

2.3.2.

média mensal

trimestre mais frio: fev/mar/abr

Evaporação líquida:

90

2.3.3.

°C

26,7

mm/ano

Pluviometria: Estações básicas utilizadas:

CÓDIGO DNAEE

NOME

00455001

PERÍODO DE OBSERVAÇÃO

Itaituba

06/1928 a 12/2005

Precipitação anual média

1847

Trimestre mais chuvoso

fev/mar/abr

2.3.4.

ÁREA DE DRENAGEM -----------

mm trimestre mais seco

fev/mar/abr

Fluviometria: km 2

56.661

Área de drenagem da bacia

Estação básicas utilizadas CÓDIGO DNAEE 17680000

NOME Jardim do Ouro

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

RIO Jamanxim

PERÍODO DE OBSERVAÇÃO

ÁREA DE DRENAGEM km 2

08/1987 a 02/2007

37.456

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 297 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Vazões e níveis d’água m3/s

1.940

MLT

Jan/1931 a Dez/2005

período:

l/s/ km 2

34,24

Vazão específica de longo termo Máxima vazão média mensal

10.721

m3/s

mês

Mar/1964

Mínima vazão média mensal

31

m3/s

mês

Out/1963

Máxima vazão diária observada

-------

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Mínima vazão diária observada

-------

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Vazão decamilenar

10.952

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

2.3.5.

Sedimentometria:

Existe medições ou estudos na bacia?

(X)sim não(

Estimativa da descarga sólida anual média

) 4.794.440

t/ano

Observações:

2.3.6.

Reservatório:

Nível d’água máximo normal (Namáx)

85,0

m

Nível d’água mínimo normal (Namín)

82,9

m

Nível d’água médio (Naméd)

83,8

m

3.418,08

Volume total

m3

volume útil

761,75

m3

1.672,5

m3

2,1

m

434,9 x 106

m3

Nível d’água corresp. a ½ volume útil

84,06

m

Área inundada no Namáx

420,00

km 2

Área inundada no Namín

328,54

km 2

Perda por evaporação

1,04

m3/s

Perda devido a outros usos da água

____

m3/s

Somatória dos volumes úteis a montante Depleção máxima Volume corresp. à crista da soleira do vertedor

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 298 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Vazão regularizada líquida

m3/s

Vazão regularizada bruta

m3/s

Tempo de residência

dias

20,5

3. PARÂMETROS ENERGÉTICOS: Queda bruta máxima (Hb1)

34,0

m

Queda líquida máxima (H1)

33,4

m

Queda líquida média (H2)

32,2

m

Queda líquida mínima(Hb1)

31,3

m

Vazão média no período crítico (Qr)

2.122

m3/s

Energia firme (Ef)

418

MW médios

Fator de capacidade de referência (Fk)

0,55

Potência de referência (Pr)

760

MW

Potência instalada (P)

802

MW

4. TERRENOS, RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS: 4.1. Terrenos e benfeitorias urbanas afetados: distrito

município

-

população total

hab.

-

estado

população tada

afe-

hab.

0

infra-estrutura urbana:

(

)boa

(

)média

(

)deficiente

padrão médio de edificação:

(

)boa

(

)média

(

)deficiente

%

4.2. Terrenos e benfeitorias rurais afetados: município

Itaituba

estado

PA

área total

6.204.100

ha

área afetada

9.160

ha

0,15

%

população total

118.194

hab

população afetada

0

hab

0

%

lavouras

0

ha

pastagens

705

ha

campos

0

ha

matas

8.455

ha

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 299 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


município

Trairão

estado

PA

área total

1.199.100

ha

área afetada

26.401

ha

2,2

%

população total

16.097

hab

população afetada

100

hab

0,62

%

lavouras

0

ha

pastagens

2.033

ha

campos

0

ha

matas

24.368

ha

4.3. Comunidades indígenas e/ou outros grupos étnicos afetados: nome

-

população total

-

área total

-

município

-

hab

população afetada

0

ha

área afetada

0

estado

-

hab

-

%

ha

-

%

4.4. Unidades de conservação e áreas de preservação permanente afetados: nome

Parque Nacional do Jamanxim

município

Itaituba/Trairão

estado

PA

área total

859.722

área afetada

15.688

1,82

%

nome

Floresta Nacional Itaituba I

município

Itaituba/Trairão

estado

PA

área total

220.034

área afetada

6.801

3,09

%

nome

Floresta Nacional Itaituba II

município

Itaituba/Trairão

estado

PA

área total

440.500

área afetada

20.468

4,65

%

ha

ha

ha

ha

ha

ha

4.5. Outras benfeitorias afetadas: -

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 300 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


4.6. Relocações: 4.6.1. Estradas de rodagem: federais pavimentadas

0

km

federais não pavimentadas

5,0

km

estaduais pavimentadas

0

km

estaduais não pavimentadas

0

km

municipais pavimentadas

0

km

municipais não pavimentadas

28,0

km

4.6.2. Estradas de Ferro: bitola

m

-

extensão

km

0

4.6.3. Pontes: tipo

Fundação direta

extensão

m

80

4.6.4. Sistema de transmissão e distribuição: tensão

4.6.5.

-

kV

tipo de torre

extensão

-

km

0

Sistema de comunicação: -

4.6.6. População: urbana

0

hab

rural

comunidades indígenas e/ou outros grupos étnicos afetados

150

hab

0

hab

4.6.7. Outros: aeroporto

-

porto fluvial

-

outro

-

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 301 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


4.7. Outras ações sócio-ambientais: 4.7.1. Limpeza do reservatório: área correspondente à depleção área total

79,3

ha

35.562

área a ser desmatada

ha ha

30.228

%

85

tipo de vegetação

4.7.2. Unidades de conservação e áreas de preservação permanente criadas: nome

-

área total

-

ha

município

-

área comprada

-

ha

estado

-

-

%

5. CASA DE FORÇA: Tipo

Kaplan com caixa semi-espiral de concreto

802

Potência instalada (P)

MW

Kaplan

Tipo de turbina

5

Número de unidades (N) Potência de cada turbina(P1)

163,3

MW

Potência de cada gerador(P1)

177,8

MVA

Velocidade síncrona (n)

88

rpm

Diâmetro do rotor (D3)

8,42

m

Rendimento do grupo turbina gerador

92

%

2.666,9

m3/s

Descarga máxima turbinada (Qt)

6. VILA DOS OPERADORES: População prevista

-

Localização

habitantes

-

7. DESVIO E CONTROLE DO RIO: Vazão de desvio

6.200

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

m3/s

Tempo de recorrência

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

50

anos

Página: 302 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Tipo de esquema (

)Através de túneis

(

x

)Através de adufas

(

)Através de galerias

(

x

)Através de canal

7.1. Túneis: Número de túneis

Localização

0

-

Uso exclusivo para desvio? (

)sim

(

)não

Forma da seção Diâmetro

-

m

Comprimento

0

m

Descarga máxima por túnel

-

m3/s

velocidade máxima

-

m/s

7.2. Galerias: Número de galerias

Localização

0

Dimensões

altura

-

Descarga máxima por galeria

-

-

m

largura

-

m3/s

velocidade máxima

-

m m/s

7.3. Adufas: Número de adufas

Localização

8

Dimensões

12,0

altura

Descarga máxima por adufa

1.213

Leito do rio

m

largura

5,9

3

m /s

velocidade máxima

15,0

127,5

m

m m/s

7.4. Canal: Localização : Dimensões

Margem direita profundidade

7,88

m

largura

Descarga máxima

6.200

m3/s

velocidade máxima

Área de Atuação: Energia

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

Responsáveis Técnicos:

ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

comprimento 6,17

415 m/s

Página: 303 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

m


8. BARRAGENS E DIQUES: Tipo :

Enrocamento com núcleo de argila vertical

Altura máxima

39,0

m

Comprimento

893

m

Altura média

27,1

m

Volume

4.813

m3

9. TRANSIÇÕES E MURO DE CONCRETO: Tipo :

Muro de arrimo

Altura máxima

44,0

m

Comprimento

127,0

m

Altura média

22,0

m

Volume

33.880

m3

10. VERTEDOURO: Tipo :

Ogiva alta, controlado, com bacia de dissipação e com adufa

Cheia de projeto

6.200

m3/s

tempo de recorrência

50

anos

Altura máxima

55

m

Comprimento

173,8

m

Altura média

51

m

Volume

139.3

m3

Número de comportas Dimensões comportas

das

Tipo de comporta

4

Largura

16,20

m

altura

Controlada m

17,70

11. TOMADA D’ÁGUA E ADUTORAS: 11.1. Tomada d’água: Tipo :

Incorporada a estrutura

Altura máxima

43,0

m

Comprimento

17,8

m

Altura média

43,0

m

Volume

11.445

m3

Número de tomadas

5

Descarga máxima por tomada Número de comportas

5

Dimensões das comportas:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

505,4

largura

Tipo de comporta 140,5

m

Ensecadeira altura

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

m3/s

15,0

Página: 304 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

m


11.2. Conduto adutor de baixa pressão: Tipo (

)canal

(

)túnel

número de túneis

Comprimento

0

Seção versal

-

trans-

-

m

velocidade

-

m2

vazão máxima por conduto

-

m

altura

0

m/s m3/s

11.3. Chaminé de equilíbrio: Tipo Diâmetro

-

m

11.4. Túnel sob pressão: Vazão aduzida

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Diâmetro

-

m

Comprimento

0

m

Comprimento do trecho revestido

-

m

Volume de escavação em rocha

-

Comprimento do trecho não revestido

-

m

Volume de escavação em solo

-

m3 m3

11.5. Conduto forçado: Tipo:

-

Número de condutos:

0

Comprimento unitário médio:

-

m

Diâmetro

-

m

Vazão por conduto

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

11.6. Canal de fuga: Vazão

-

Volume de escavação comum

-

Volume de escavação em rocha

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

-

m3

m3/s

Velocidade máxima

-

m3

Comprimento

0

Profundidade

-

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

m

largura

m/s m -

Página: 305 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

m


11.7. Túnel de fuga: Vazão

-

Volume de escavação comum

m3/s

Velocidade máxima

-

m3

Comprimento

0

-

Volume de escavação em solo

m/s m m3

-

12. ACESSO AO LOCAL DAS OBRAS: Arteria principal nãopavimentada

comprimento

tipo

-

comprimento

0

km

12.3.Pontes:

tipo

-

comprimento

0

km

12.4.Aeroporto:

tipo

12.1.Estradas de rodagem:

tipo

12.2.Estradas de ferro:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

24

-

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

km

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 306 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


FICHA TÉCNICA DE APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS ELETROBRÁS 1.IDENTIFICAÇÃO: Nome do aproveitamento

JAMANXIM

Rio

Jamanxim

Distância da foz

Bacia

Tapajós

Código DNAEE

Coordenadas geográficas

latitude

Estado(s)

PA

05 º38' 48"

171 17

longitude

Município(s)

55º 52' 38" Itaituba

2.DADOS BÁSICOS: 2.1 Topografia: 2.1.1.

2.1.2

Cartas geográficas disponíveis: Entidade

Nome

Número

Escala

Data

DSG

Caracol

SB-21-X-C MI-0167

1:250.000

1984

Dados de sensoriamento remoto disponíveis:

2.1.2.2. Fotografias aéreas: Contratante

Executor

Serviço

Faixa

Fotos

Escala

Data

Eletronorte

Geomensura / Fiducial

Fotografia

-

-

1:30.000

2007

2.1.2.3. Imagens Multiespectrais: Entidade

Executor

Serviço

Escala

Data

Landsat

-

Imagem

-

2002

Entidade

Executor

Serviço

Escala

Data

-

-

-

-

-

2.1.2.4. Imagens de Radar:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 307 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

km


2.1.4. Mapeamentos aerofotogramétricos disponíveis: Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

Eletronorte

Geomensura / Fiducial

-

1:10.000

2007

2.1.5.

Mapeamentos topográficos disponíveis

Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

-

-

-

-

-

2.1.6.

Outros serviços topográficos disponíveis:(poligonais, seções, nivelamentos,etc):

Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

Camargo Corrêa

Petcon

-

-

2007

2.3. Geologia: 2.2.1.

Reservatório:

Existem rochas ou feições geológicas que podem comprometer a estanquidade do reservatório? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Existem encostas ou rochas que podem comprometer a estabilidade das encostas do reservatório? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Existem evidências geotectônicas que o reservatório pode sofrer influência de sismos naturais e/ou geral sismos induzidos? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 308 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


2.2.3.

Eixo da barragem:

Espessura média estimada do recobrimento do solo: No leito do rio:

0,0

m

Na margem direita do rio:

0,2

m

Na margem esquerda do rio:

0,2

m

Na ombreira direita na altura da crista:

1,0

m

Na ombreira esquerda na altura da crista:

3,0

m

Tipo de rocha predominante no local:

Granitos, Granitóides, Riolitos e Dacitos

Existem feições geológicas que podem penalizar a implantação deste tipo de obra? (

)sim

2.2.4.

Materiais naturais de construção, disponibilidade de:

Argila: (

x

(

x

) não; descrição suscinta:

)sim

(

)não

distância das áreas de empréstimo na margem direita

0,0

km

distância das áreas de empréstimo na margem esquerda

1,5

km

3,5

km

distância das pedreiras margem direita

2,7

km

distância das pedreiras margem esquerda

3,2

km

Areia e cascalho:

(

x

)sim

(

)não

distância da jazida

Rocha: (

x

)sim

(

)não

2.3 Hidrometeorologia: Classificação climática:

Am3

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 309 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


2.3.1

Temperaturas:

máxima:

°C

33,6

mínima:

trimestre mais quente:

2.3.2

°C

21,3

set/out/nov

média mensal

trimestre mais frio:

fev/mar/abr

Evaporação líquida:

86

2.3.3

°C

26,7

mm/ano

Pluviometria: Estações básicas utilizadas:

CÓDIGO DNAEE

NOME

00455001

PERÍODO DE OBSERVAÇÃO

Itaituba

06/1928 a 12/2007

Precipitação anual média

1847

Trimestre mais chuvoso

fev/mar/abr

2.3.4

ÁREA DE DRENAGEM -----------

mm trimestre mais seco

jun/jul/ago

Fluviometria: km 2

39.888

Área de drenagem da bacia

Estação básicas utilizadas CÓDIGO DNAEE 17680000

NOME Jardim do Ouro

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

RIO Jamanxim

PERÍODO DE OBSERVAÇÃO

ÁREA DE DRENAGEM km 2

08/1987 a 02/2007

37.456

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 310 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Vazões e níveis d’água m3/s

1.366

MLT

Jan/1931 a Dez/2005

período:

l/s/ km 2

34,25

Vazão específica de longo termo Máxima vazão média mensal

7.547

m3/s

mês

Mar/1964

Mínima vazão média mensal

22

m3/s

mês

Out/1963

Máxima vazão diária observada

-------

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Mínima vazão diária observada

-------

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Vazão decamilenar

8.239

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

2.3.5

Sedimentometria:

Existe medições ou estudos na bacia?

(X)sim não( )

Estimativa da descarga sólida anual média

3.375.096

t/ano

Observações:

2.3.6

Reservatório:

Nível d’água máximo normal (Namáx)

143,0

m

Nível d’água mínimo normal (Namín)

142,2

m

Nível d’água médio (Naméd)

142,5

m

6

1.004x10

Volume total

m3

volume útil

6

60,79x10

m3

1.611,71

m3

0,8

m

275,4 x 106

m3

Nível d’água corresp. a ½ volume útil

142,62

m

Área inundada no Namáx

74,45

km 2

Área inundada no Namín

69,82

km 2

Perda por evaporação

0,21

m3/s

Perda devido a outros usos da água

____

m3/s

Somatória dos volumes úteis a montante Depleção máxima Volume corresp. à crista da soleira do vertedor

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 311 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Vazão regularizada líquida

m3/s

Vazão regularizada bruta

m3/s

Tempo de residência

dias

8,5

3. PARÂMETROS ENERGÉTICOS: Queda bruta máxima (Hb1)

57,7

m

Queda líquida máxima (H1)

56,5

m

Queda líquida média (H2)

56,0

m

Queda líquida mínima(Hb1)

55,7

m

Vazão média no período crítico (Qr)

1.494

m3/s

Energia firme (Ef)

475

MW médios

Fator de capacidade de referência (Fk)

0,55

Potência de referência (Pr)

864

MW

Potência instalada (P)

881

MW

4. TERRENOS, RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS: 4.1 Terrenos e benfeitorias urbanas afetados: distrito

-

município

-

população total

-

hab.

população tada

afe-

estado

-

0

hab.

infra-estrutura urbana:

(

)boa

(

)média

(

)deficiente

padrão médio de edificação:

(

)boa

(

)média

(

)deficiente

-

4.2 Terrenos e benfeitorias rurais afetados: município

Itaituba

estado

PA

área total

6.204.100

ha

área afetada

6.314

ha

0,10

%

população total

118.194

hab

população afetada

0

hab

0

%

lavouras

0

ha

pastagens

0

ha

campos

0

ha

matas

6.314

ha

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 312 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

%


4.3 Comunidades indígenas e/ou outros grupos étnicos afetados: nome

-

população total

-

área total

-

município

-

hab

população afetada

0

ha

área afetada

0

estado

-

hab

-

%

ha

-

%

estado

PA

0,65

%

4.4 Unidades de conservação e áreas de preservação permanente afetados: nome

Parque Nacional do Jamanxim

município

Itaituba

área total

1.301.120

área afetada

8.516

ha

ha

4.5 Outras benfeitorias afetadas: -

4.6 Relocações: 4.6.1

Estradas de rodagem:

federais pavimentadas

0

km

federais não pavimentadas

5

km

estaduais pavimentadas

0

km

estaduais não pavimentadas

0

km

municipais pavimentadas

0

km

municipais não pavimentadas

0

km

4.6.2

Estradas de Ferro:

bitola

4.6.3

-

tensão

extensão

0

km

Pontes:

tipo

4.6.4

m

-

extensão

0

m

Sistema de transmissão e distribuição: -

kV

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

tipo de torre

-

extensão

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

0

km

Página: 313 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


4.6.5.

Sistema de comunicação:

-

4.6.7. População: urbana

0

hab

rural

comunidades indígenas e/ou outros grupos étnicos afetados

0

hab

0

hab

4.6.8. Outros: aeroporto

-

porto fluvial

-

outro

-

4.7 Outras ações sócio-ambientais: 4.7.1

Limpeza do reservatório:

área correspondente à depleção área total

6.314

ha

tipo de vegetação

4.7.2

4,2 área a ser desmatada

ha

5.367

ha

85

%

Floresta

Unidades de conservação e áreas de preservação permanente criadas:

nome

-

área total

-

ha

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

município

-

área comprada

-

ha

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

estado

-

-

%

Página: 314 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


5. CASA DE FORÇA: Tipo

Francis com eixo vertical

881

Potência instalada (P)

MW

Francis

Tipo de turbina

3

Número de unidades (N) Potência de cada turbina(P1)

293,7

MW

Potência de cada gerador(P1)

326,7

MVA

Velocidade síncrona (n)

78,26

rpm

Diâmetro do rotor (D3)

8,43

m

Rendimento do grupo turbina gerador

92

%

1.729,2

m3/s

Descarga máxima turbinada (Qt)

6. VILA DOS OPERADORES: População prevista

-

habitantes

Localização

7. DESVIO E CONTROLE DO RIO: Vazão de desvio

m3/s

4.664

Tempo de recorrência

50

anos

Tipo de esquema (

x

(

)Através de túneis

(

)Através de adufas

)Através de galerias

(

)Através de canal

7.2. Túneis: Número de túneis

4

Localização

Margem Esquerda

Uso exclusivo para desvio? (

x

)sim

(

)não

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 315 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Forma da seção Diâmetro

13,1

Descarga máxima por túnel

m

Comprimento

354

m

m3/s

velocidade máxima

10,0

m/s

7.3. Galerias: Número de galerias

0

Localização

Dimensões

altura

Descarga máxima por galeria

-

-

m

largura

-

m

-

m3/s

velocidade máxima

-

m/s

7.4. Adufas: Número de adufas

0

Localização

Dimensões

altura

Descarga máxima por adufa

-

-

m

largura

-

m

-

3

velocidade máxima

-

m/s

m /s

7.5. Canal: Localização Dimensões

profundidade

Descarga máxima

-

m

largura

-

-

m3/s

velocidade máxima

m

comprimento -

0

m m/s

8. BARRAGENS E DIQUES: Tipo :

Enrocamento com núcleo de argila (barragem) e terra (diques)

Altura máxima

72,0 / 10,0

Altura média

31,4 / 7,3

m

Comprimento

1.224 / 80

m

m

Volume

3.370.831 / 10.463

m3

9. TRANSIÇÕES E MURO DE CONCRETO: Tipo Altura máxima

-

m

Comprimento

0

m

Altura média

-

m

Volume

-

m3

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

Página: 316 / 522

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Revisão: 0 Data: 16/05/2008


10. VERTEDOURO: Tipo : De encosta, controlado por comporta, com salto de esqui Cheia de projeto

7.298

m3/s

tempo de recorrência

10.000

Altura máxima

33

m

Comprimento

107,3

m

Altura média

29

m

Volume

34.721

m3

Número de comportas Dimensões comportas

das

4

largura

Tipo de comporta 13,5

m

altura

anos

Segmento 16,0

m

11. TOMADA D’ÁGUA E ADUTORAS: 11.1Tomada d’água: Tipo: A gravidade Altura máxima

31,0

m

Comprimento

15,4

m

Altura média

31,0

m

Volume

8.016

m3

Número de tomadas

3

Descarga máxima por tomada

m3/s

1.746

Número de comportas

2

Dimensões das comportas:

largura

Tipo de comporta 11,7

m

Vagão e ensecadeira altura

24,5

m

11.2Conduto adutor de baixa pressão: Tipo (

)canal

(

)túnel

número de túneis

Comprimento

0

m

velocidade

-

m/s

Seção versal

-

m2

vazão máxima por conduto

-

m3/s

m

altura

0

m

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

Página: 317 / 522

trans-

11.3Chaminé de equilíbrio: Tipo Diâmetro

-

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Revisão: 0 Data: 16/05/2008


11.4 Túnel sob pressão: Vazão aduzida

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Diâmetro

-

m

Comprimento

0

m

Comprimento do trecho revestido

-

m

Volume de escavação em rocha

-

m3

Comprimento do trecho não revestido

-

m

Volume de escavação em solo

-

m3

11.5Conduto forçado: Tipo: Aço Número de condutos: 3 Comprimento unitário médio:

221,8

m

Diâmetro

11,7

m

Vazão por conduto

581,8

m3/s

Velocidade máxima

7,0

m/s

11.6Canal de fuga: Vazão

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Volume de escavação comum

-

m3

Comprimento

0

m

Volume de escavação em rocha

-

m3

Profundidade

-

m

largura

-

m

11.7Túnel de fuga: Vazão

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Volume de escavação comum

-

m3

Comprimento

0

m

Volume de escavação em solo

m3

-

12 CESSO AO LOCAL DAS OBRAS: 12.1.Estradas de rodagem:

tipo

Arteria principal nãopavimentada

comprimento

9

km

12.2.Estradas de ferro:

tipo

-

comprimento

0

km

12.3.Pontes:

tipo

-

comprimento

0

km

12.4.Aeroporto:

tipo

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 318 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


FICHA TÉCNICA DE APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS ELETROBRÁS 1.IDENTIFICAÇÃO: Nome do aproveitamento

CACHOEIRA DOS PATOS

Rio

Jamanxim

Distância da foz

Bacia

Tapajós

Código DNAEE

Coordenadas geográficas

latitude

Estado(s)

PA

05º54'59"

212 17

longitude

Município(s)

55º45'36" Itaituba

2.DADOS BÁSICOS: 2.1 Topografia: 2.1.1.

2.1.2

Cartas geográficas disponíveis: Entidade

Nome

Número

Escala

Data

DSG

Caracol

SB-21-X-C MI-0167

1:250.000

1984

Dados de sensoriamento remoto disponíveis:

2.1.2.1 Fotografias aéreas: Contratante

Executor

Serviço

Faixa

Fotos

Escala

Data

Eletronorte

Geomensura / Fiducial

Fotografia

-

-

1:30.000

2007

2.1.2.2 Imagens Multiespectrais: Entidade

Executor

Serviço

Escala

Data

Landsat

-

Imagem

-

2002

Entidade

Executor

Serviço

Escala

Data

-

-

-

-

-

2.1.2.3 Imagens de Radar:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 319 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

km


2.1.3

Mapeamentos aerofotogramétricos disponíveis: Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

Eletronorte

Geomensura / Fiducial

-

1:10.000

2007

2.1.4

2.1.5

Mapeamentos topográficos disponíveis Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

-

-

-

-

-

Outros serviços topográficos disponíveis:(poligonais, seções, nivelamentos,etc): Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

Camargo Corrêa

Petcon

-

-

2007

2.2 Geologia: 2.2.1.

Reservatório:

Existem rochas ou feições geológicas que podem comprometer a estanquidade do reservatório? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Existem encostas ou rochas que podem comprometer a estabilidade das encostas do reservatório? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Existem evidências geotectônicas que o reservatório pode sofrer influência de sismos naturais e/ou geral sismos induzidos? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 320 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


2.2.2

Eixo da barragem:

Espessura média estimada do recobrimento do solo: No leito do rio:

0,0

m

Na margem direita do rio:

0,4

m

Na margem esquerda do rio:

0,4

m

Na ombreira direita na altura da crista:

3,6

m

Na ombreira esquerda na altura da crista:

1,1

m

Tipo de rocha predominante no local:

Tufos Ácidos, Brechas Vulcânicas e Ignibritos

Existem feições geológicas que podem penalizar a implantação deste tipo de obra? (

)sim

2.2.3

Materiais naturais de construção, disponibilidade de:

Argila: (

x

(

x

)não; descrição suscinta:

)sim

(

)não

distância das áreas de empréstimo na margem direita

9,0

km

distância das áreas de empréstimo na margem esquerda

0,0

km

6,0

km

distância das pedreiras margem direita

4,4

km

distância das pedreiras margem esquerda

4,3

km

Areia e cascalho:

(

x

)sim

(

)não

distância da jazida

Rocha: (

x

)sim

(

)não

2.3 Hidrometeorologia: Classificação climática:

Am3

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 321 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


2.3.1

Temperaturas:

máxima:

°C

33,6

mínima:

trimestre mais quente:

2.3.2

°C

21,3

set/out/nov

média mensal

trimestre mais frio:

fev/mar/abr

Evaporação líquida:

81

2.3.3

°C

26,7

mm/ano

Pluviometria: Estações básicas utilizadas:

CÓDIGO DNAEE

NOME

00455001

PERÍODO DE OBSERVAÇÃO

Itaituba

06/1928 a 12/2007

Precipitação anual média

1847

Trimestre mais chuvoso

fev/mar/abr

2.3.4

ÁREA DE DRENAGEM -----------

mm trimestre mais seco

jun/jul/ago

Pluviometria: km 2

38.758

Área de drenagem da bacia

Estação básicas utilizadas CÓDIGO DNAEE 17680000

NOME Jardim do Ouro

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

RIO Jamanxim

PERÍODO DE OBSERVAÇÃO

ÁREA DE DRENAGEM km 2

08/1987 a 02/2007

37.456

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 322 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Vazões e níveis d’água m3/s

1.327

MLT

Jan/1931 a Dez/2005

período:

l/s/ km 2

34,24

Vazão específica de longo termo Máxima vazão média mensal

7.333

m3/s

mês

Mar/1964

Mínima vazão média mensal

21

m3/s

mês

Out/1963

Máxima vazão diária observada

-------

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Mínima vazão diária observada

-------

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Vazão decamilenar

8.056

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

2.3.5

Sedimentometria:

Existe medições ou estudos na bacia?

(X)sim não(

Estimativa da descarga sólida anual média

) 3.279.559

t/ano

Observações:

2.3.6

Reservatório:

Nível d’água máximo normal (Namáx)

176,0

m

Nível d’água mínimo normal (Namín)

173,1

m

Nível d’água médio (Naméd)

174,3

m

6

696x10

Volume total

m3

volume útil

6

265x10

m3

1.346,27

m3

2,9

m

Volume corresp. à crista da soleira do vertedor

37,5 x 106

m3

Nível d’água corresp. a ½ volume útil

174,72

m

Área inundada no Namáx

116,50

km 2

Área inundada no Namín

75,29

km 2

Perda por evaporação

0,22

m3/s

Perda devido a outros usos da água

____

m3/s

Somatória dos volumes úteis a montante Depleção máxima

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 323 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Vazão regularizada líquida

m3/s

Vazão regularizada bruta

m3/s

Tempo de residência

dias

6,1

3. PARÂMETROS ENERGÉTICOS: Queda bruta máxima (Hb1)

32,5

m

Queda líquida máxima (H1)

31,9

m

Queda líquida média (H2)

30,2

m

Queda líquida mínima(Hb1)

29,0

m

Vazão média no período crítico (Qr)

1.451

m3/s

Energia firme (Ef)

272

MW médios

Fator de capacidade de referência (Fk)

0,55

Potência de referência (Pr)

494,5

MW

Potência instalada (P)

528

MW

4. TERRENOS, RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS: 4.1 Terrenos e benfeitorias urbanas afetados: distrito

-

município

-

população total

-

hab.

população tada

afe-

estado

-

0

hab.

infra-estrutura urbana:

(

)boa

(

)média

(

)deficiente

padrão médio de edificação:

(

)boa

(

)média

(

)deficiente

-

4.2 Terrenos e benfeitorias rurais afetados: município

Itaituba

estado

PA

área total

6.204.100

ha

área afetada

9.328

ha

0,15

%

população total

118.194

hab

população afetada

0

hab

0

%

lavouras

0

ha

pastagens

0

ha

campos

0

ha

matas

9.328

ha

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 324 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

%


município

Novo Progresso

estado

PA

área total

3.816.200

ha

área afetada

71

ha

0,002

%

população total

21.598

hab

população afetada

0

hab

0

%

lavouras

0

ha

pastagens

0

ha

campos

0

ha

matas

71

ha

4.3 Comunidades indígenas e/ou outros grupos étnicos afetados: nome

-

população total

-

área total

-

município

-

hab

população afetada

0

ha

área afetada

0

estado

-

hab

-

%

ha

-

%

estado

PA

1,05

%

4.4 Unidades de conservação e áreas de preservação permanente afetados: nome

Parque Nacional do Jamanxim

município

Itaituba

área total

859.722

área afetada

9.012

nome

Floresta Nacional do Jamanxim

município

Novo Progresso

estado

PA

área total

1.301.120

área afetada

358

0,03

%

ha

ha

ha

ha

4.5 Outras benfeitorias afetadas: -

4.6 Relocações: 4.6.1

Estradas de rodagem:

federais pavimentadas

0

km

federais não pavimentadas

0,3

km

estaduais pavimentadas

0

km

estaduais não pavimentadas

0

km

municipais pavimentadas

0

km

municipais não pavimentadas

0

km

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 325 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


4.6.2

Estradas de Ferro:

bitola

4.6.3

-

m

Fundação direta

km

extensão

40

m

0

km

Sistema de transmissão e distribuição:

tensão

4.6.5.

0

Pontes:

tipo

4.6.4

extensão

-

kV

tipo de torre

-

extensão

Sistema de comunicação:

-

4.6.6

População:

urbana

0

hab

rural

comunidades indígenas e/ou outros grupos étnicos afetados

0

hab

0

hab

4.7 Outros: aeroporto

-

porto fluvial

-

outro

-

4.7.1

Outras ações sócio-ambientais:

4.7.2

Limpeza do reservatório:

área correspondente à depleção área total

ha

9.399

tipo de vegetação

área a ser desmatada

7.989

ha ha

85

%

Floresta

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

36,6

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 326 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


4.7.3

Unidades de conservação e áreas de preservação permanente criadas:

nome

-

área total

-

ha

município

-

área comprada

-

ha

estado

-

-

%

5. CASA DE FORÇA: Tipo

Kaplan com caixa semi-espiral de concreto

Potência instalada (P)

MW

528

Tipo de turbina

Kaplan

Número de unidades (N)

3

Potência de cada turbina(P1)

179,6

MW

Potência de cada gerador(P1)

195,6

MVA

Velocidade síncrona (n)

80

rpm

Diâmetro do rotor (D3)

9,08

m

Rendimento do grupo turbina gerador

92

%

1.831,1

m3/s

Descarga máxima turbinada (Qt)

6. VILA DOS OPERADORES: População prevista

-

habitantes

Localização

7. DESVIO E CONTROLE DO RIO: Vazão de desvio

m3/s

4.900

Tempo de recorrência

100

anos

Tipo de esquema (

)Através de túneis

(

(

)Através de galerias

(

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

x

)Através de adufas )Através de canal

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 327 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


7.1 Túneis: Número de túneis

0

Localização

-

Uso exclusivo para desvio? (

)sim

(

)não

Forma da seção Diâmetro

-

m

Comprimento

-

m

Descarga máxima por túnel

-

m3/s

velocidade máxima

-

m/s

7.2 Galerias: Número de galerias

0

Localização

Dimensões

altura

Descarga máxima por galeria

-

-

m

largura

-

m

-

m3/s

velocidade máxima

-

m/s

7.3 Adufas: Número de adufas

Localização

8

Dimensões

11,8

altura

Descarga máxima por adufa

m

largura

4,7

3

velocidade máxima

15,0

m /s

700

Margem direita m m/s

7.4 Canal: Localização Dimensões

profundidade

Descarga máxima

-

m

largura

-

-

m3/s

velocidade máxima

m

comprimento

0

m m/s

8. BARRAGENS E DIQUES: Tipo :

Terra / Concreto convencional a gravidade

Altura máxima

34,3 / 27,0

m

Comprimento

6.875 / 21,0

Altura média

13,5 / 27,0

m

Volume

5.169.608 6.570

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

m /

m3

Página: 328 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


9. TRANSIÇÕES E MURO DE CONCRETO: Tipo :

Muro de arrimo

Altura máxima

32,0

m

Comprimento

194,0

m

Altura média

16,0

m

Volume

15.096

m3

10. VERTEDOURO: Tipo : Ogiva alta, controlado, com bacia de dissipação e com adufa m3/s

tempo de recorrência

10.000

Altura máxima

m

Comprimento

158,1

m

Altura média

m

Volume

85.068

m3

Cheia de projeto

7.136

Número de comportas Dimensões comportas

das

4

largura

Tipo de comporta 13,8

m

altura

anos

Ensecadeira 16,0

m

11. TOMADA D’ÁGUA E ADUTORAS: 11.1Tomada d’água: Tipo: Incorporada Altura máxima

39,0

m

Comprimento

17,0

m

Altura média

39,0

m

Volume

24.916

m3

Número de tomadas

3

Descarga máxima por tomada

m3/s

589,7

Número de comportas

2

Dimensões das comportas:

largura

Tipo de comporta 8,1

m

Vagão e ensecadeira altura

15,0

m

11.2 Conduto adutor de baixa pressão: Tipo (

)canal

(

)túnel

número de túneis

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 329 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Comprimento

0

m

velocidade

-

m/s

Seção versal

-

m2

vazão máxima por conduto

-

m3/s

m

altura

0

m

trans-

11.3 Chaminé de equilíbrio: Tipo Diâmetro

-

11.4 Túnel sob pressão: Vazão aduzida

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Diâmetro

-

m

Comprimento

0

m

Comprimento do trecho revestido

-

m

Volume de escavação em rocha

-

m3

Comprimento do trecho não revestido

-

m

Volume de escavação em solo

-

m3

11.5 Conduto forçado: Tipo: Número de condutos: 0 Comprimento unitário médio:

-

m

Diâmetro

-

m

Vazão por conduto

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

11.6 Canal de fuga: Vazão

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Volume de escavação comum

-

m3

Comprimento

0

m

Volume de escavação em rocha

-

m3

Profundidade

-

m

largura

-

m

11.7Túnel de fuga: Vazão

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Volume de escavação comum

-

m3

Comprimento

0

m

Volume de escavação em solo Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

m3

-

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 330 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


12 ACESSO AO LOCAL DAS OBRAS: Arteria principal nãopavimentada

comprimento

tipo

-

comprimento

12.3.Pontes:

tipo

Fundação direta

comprimento

12.4.Aeroporto:

tipo

12.1.Estradas de rodagem:

tipo

12.2.Estradas de ferro:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

6

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

km

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

0 0,002

Página: 331 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

km km


FICHA TÉCNICA DE APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS ELETROBRÁS 1.IDENTIFICAÇÃO: Nome do aproveitamento

JARDIM DO OURO

Rio

Jamanxim

Distância da foz

Bacia

Tapajós

Código DNAEE

Coordenadas geográficas

latitude

Estado(s)

PA

06º 15' 49"

259 17

longitude

Município(s)

55º 45' 53" Itaituba

2.DADOS BÁSICOS: 2.1 Topografia: 2.1.1.

2.1.2

Cartas geográficas disponíveis: Entidade

Nome

Número

Escala

Data

DSG

VILA RIOZINHO

SB-21-Z-A MI-0194

1:250.000

1982

Dados de sensoriamento remoto disponíveis:

2.1.2.1 Fotografias aéreas: Contratante

Executor

Serviço

Faixa

Fotos

Escala

Data

Eletronorte

Geomensura / Fiducial

Fotografia

-

-

1:30.000

2007

2.1.2.2 Imagens Multiespectrais: Entidade

Executor

Serviço

Escala

Data

Landsat

-

Imagem

-

2002

Entidade

Executor

Serviço

Escala

Data

-

-

-

-

-

2.1.2.3Imagens de Radar:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 332 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

km


2.1.3

Mapeamentos aerofotogramétricos disponíveis: Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

Eletronorte

Geomensura / Fiducial

-

1:10.000

2007

2.1.4 Mapeamentos topográficos disponíveis

2.1.5

Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

-

-

-

-

-

Outros serviços topográficos disponíveis:(poligonais, seções, nivelamentos,etc): Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

Eletronorte

Petcon

-

-

2006

Eletronorte

Iesa

-

-

1986 / 1991

2.2 Geologia: 2.2.1.

Reservatório:

Existem rochas ou feições geológicas que podem comprometer a estanquidade do reservatório? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Existem encostas ou rochas que podem comprometer a estabilidade das encostas do reservatório? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Existem evidências geotectônicas que o reservatório pode sofrer influência de sismos naturais e/ou geral sismos induzidos? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 333 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


2.2.2

Eixo da barragem:

Espessura média estimada do recobrimento do solo: No leito do rio:

3,5

m

Na margem direita do rio:

10,8

m

Na margem esquerda do rio:

8,2

m

Na ombreira direita na altura da crista:

3,0

m

Na ombreira esquerda na altura da crista:

14,0

m

Tipo de rocha predominante no local:

Granitos e Granitóides

Existem feições geológicas que podem penalizar a implantação deste tipo de obra? (

)sim

2.2.3

Materiais naturais de construção, disponibilidade de:

Argila: (

x

(

x

)não; descrição suscinta:

)sim

(

)não

distância das áreas de empréstimo na margem direita

0,8

km

distância das áreas de empréstimo na margem esquerda

0,3

km

2,0

km

distância das pedreiras margem direita

4,7

km

distância das pedreiras margem esquerda

3,0

km

Areia e cascalho:

(

x

)sim

(

)não

distância da jazida

Rocha: (

x

)sim

(

)não

2.3 Hidrometeorologia: Classificação climática:

Am3

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 334 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


2.3.1

Temperaturas:

máxima:

°C

33,6

mínima:

trimestre mais quente:

2.3.2

°C

21,3

set/out/nov

média mensal

trimestre mais frio:

fev/mar/abr

Evaporação líquida:

80

2.3.3

°C

26,7

mm/ano

Pluviometria: Estações básicas utilizadas:

CÓDIGO DNAEE

NOME

00455001

PERÍODO DE OBSERVAÇÃO

Itaituba

ÁREA DE DRENAGEM

06/1928 a 12/2005

Precipitação anual média

1847

Trimestre mais chuvoso

fev/mar/abr

-----------

mm trimestre mais seco

jun/jul/ago

2.3.4 Fluviometria: km 2

37.456

Área de drenagem da bacia

Estação básicas utilizadas CÓDIGO DNAEE 17680000

NOME Jardim do Ouro

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

RIO Jamanxim

PERÍODO DE OBSERVAÇÃO

ÁREA DE DRENAGEM km 2

08/1987 a 02/2007

37.456

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 335 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Vazões e níveis d’água m3/s

1.283

MLT

Jan/1931 a Dez/2005

período:

l/s/ km 2

34,25

Vazão específica de longo termo Máxima vazão média mensal

7.087

m3/s

mês

Mar/1964

Mínima vazão média mensal

20

m3/s

mês

Out/1963

Máxima vazão diária observada

-------

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Mínima vazão diária observada

-------

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Vazão decamilenar

7.845

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

2.3.5

Sedimentometria:

Existe medições ou estudos na bacia?

(X)sim não(

Estimativa da descarga sólida anual média

) 3.169.421

t/ano

Observações:

2.3.6

Reservatório:

Nível d’água máximo normal (Namáx)

190,0

m

Nível d’água mínimo normal (Namín)

185,3

m

Nível d’água médio (Naméd)

187,4

m

6

1.977x 10

Volume total

m3

volume útil

6

1.346x 10

m3

Somatória dos volumes úteis a montante

____

m3

Depleção máxima

4,7

m

Volume corresp. à crista da soleira do vertedor

0

m3

Nível d’água corresp. a ½ volume útil

188,09

m

Área inundada no Namáx

426,06

km 2

Área inundada no Namín

172,76

km 2

Perda por evaporação

0,60

m3/s

Perda devido a outros usos da água

____

m3/s

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 336 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Vazão regularizada líquida

m3/s

Vazão regularizada bruta

m3/s

Tempo de residência

3.

dias

17,9

PARÂMETROS ENERGÉTICOS:

Queda bruta máxima (Hb1)

14,5

m

Queda líquida máxima (H1)

14,2

m

Queda líquida média (H2)

11,6

m

Queda líquida mínima(Hb1)

9,5

m

Vazão média no período crítico (Qr)

1.403

m3/s

Energia firme (Ef)

98

MW médios

Fator de capacidade de referência (Fk)

0,55

Potência de referência (Pr)

178,2

MW

Potência instalada (P)

227

MW

4.

TERRENOS, RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS:

4.1 Terrenos e benfeitorias urbanas afetados: distrito

-

município

-

população total

-

hab.

população tada

afe-

estado

-

0

hab.

infra-estrutura urbana:

(

)boa

(

)média

(

)deficiente

padrão médio de edificação:

(

)boa

(

)média

(

)deficiente

-

4.2 Terrenos e benfeitorias rurais afetados: município

Itaituba

estado

PA

área total

6.204.100

ha

área afetada

13.569

ha

0,22

%

população total

118.194

hab

população afetada

0

hab

0

%

lavouras

0

ha

pastagens

1.248

ha

campos

0

ha

matas

12.321

ha

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 337 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

%


município

Novo Progresso

estado

PA

área total

3.816.200

ha

área afetada

24.052

ha

0,63

%

população total

21.598

hab

população afetada

200

hab

0,93

%

lavouras

0

ha

pastagens

2.213

campos

0

ha

matas

ha 21.839

ha

4.3 Comunidades indígenas e/ou outros grupos étnicos afetados: nome

-

população total

-

área total

-

município

-

hab

população afetada

0

ha

área afetada

0

estado

-

hab

-

%

ha

-

%

4.4 Unidades de conservação e áreas de preservação permanente afetados: nome

Floresta Nacional do Jamanxim

município

Novo Progresso

estado

PA

área total

1.301.120

área afetada

14.710

1,13

%

nome

Floresta Nacional de Altamira

município

Itaituba

estado

PA

área total

689.012

área afetada

1.033

0,15

%

ha

ha

ha

ha

4.5 Outras benfeitorias afetadas: -

4.6 Relocações: 4.6.1 Estradas de rodagem: federais pavimentadas

0

km

federais não pavimentadas

estaduais pavimentadas

0

km

estaduais não pavimentadas

0

km

municipais pavimentadas

0

km

municipais não pavimentadas

2,6

km

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

4

Página: 338 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

km


4.6.2 Estradas de Ferro: bitola

-

m

extensão

0

km

4.6.3 Pontes: tipo

extensão

Fundação direta

40

m

0

km

4.6.4 Sistema de transmissão e distribuição: tensão

4.6.5.

-

kV

tipo de torre

-

extensão

Sistema de comunicação:

-

4.6.6 População: urbana

0

hab

rural

comunidades indígenas e/ou outros grupos étnicos afetados

200

hab

0

hab

4.6.7 Outros: aeroporto

-

porto fluvial

-

outro

-

4.7 Outras ações sócio-ambientais: 4.7.1 Limpeza do reservatório: área correspondente à depleção área total

ha

37.621

tipo de vegetação

área a ser desmatada

31.978

ha ha

85

%

Floresta

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

249,8

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 339 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


4.7.2 Unidades de conservação e áreas de preservação permanente criadas: nome

-

área total

0

5.

ha

município

-

área comprada

0

ha

estado

-

0

%

CASA DE FORÇA:

Tipo

Bulbo

Potência instalada (P)

227

Tipo de turbina

Bulbo

MW

4

Número de unidades (N) Potência de cada turbina(P1)

58,2

MW

Potência de cada gerador(P1)

63,3

MVA

Velocidade síncrona (n)

84

rpm

Diâmetro do rotor (D3)

7,39

m

Rendimento do grupo turbina gerador

92

%

1.722,7

m3/s

Descarga máxima turbinada (Qt)

6.

VILA DOS OPERADORES:

População prevista

-

habitantes

Localização

7.

DESVIO E CONTROLE DO RIO:

Vazão de desvio

m3/s

4.441

Tempo de recorrência

50

anos

Tipo de esquema (

)Através de túneis

(

(

)Através de galerias

(

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

)Através de adufas x

)Através de canal

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 340 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


7.1 Túneis: Número de túneis

0

Localização

-

Uso exclusivo para desvio? (

)sim

(

)não

Forma da seção Diâmetro

-

m

Comprimento

0

m

Descarga máxima por túnel

-

m3/s

velocidade máxima

-

m/s

7.2 Galerias: Número de galerias

0

Localização

Dimensões

altura

Descarga máxima por galeria

-

-

m

largura

-

m

-

m3/s

velocidade máxima

-

m/s

7.3 Adufas: Número de adufas

0

Localização

Dimensões

altura

Descarga máxima por adufa

-

-

m

largura

-

m

-

3

m /s

velocidade máxima

-

m/s

265

m

7.4 Canal: Localização : Dimensões

Margem direita profundidade

Descarga máxima

8.

12,66

m

largura

4.441

m3/s

velocidade máxima

comprimento 4,90

435 m/s

BARRAGENS E DIQUES:

Tipo : Terra Altura máxima

21,0

m

Comprimento

1.118

m

Altura média

14,7

m

Volume

653.932

m3

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 341 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

m


9.

TRANSIÇÕES E MURO DE CONCRETO:

Tipo : Muro de arrimo Altura máxima

26,5

m

Comprimento

138,0

m

Altura média

13,3

m

Volume

9.518

m3

10. VERTEDOURO: Tipo Cheia de projeto

6.949

m3/s

tempo de recorrência

10.000

Altura máxima

32

m

Comprimento

117,0

m

Altura média

28

m

Volume

50.300

m3

Número de comportas Dimensões comportas

das

4

largura

Tipo de comporta 14,7

m

altura

anos

Ensecadeira 15,5

m

11. TOMADA D’ÁGUA E ADUTORAS: 11.1 Tomada d’água: Tipo : Incorporada Altura máxima

42,0

m

Comprimento

17,6

m

Altura média

42,0

m

Volume

27.871

m3

Número de tomadas

4

Descarga máxima por tomada

m3/s

450,15

Número de comportas

8

Dimensões das comportas:

largura

Tipo de comporta 6,6

m

Vagão com rodas / Ensecadeira altura

16,6

m

11.2 Conduto adutor de baixa pressão: Tipo (

)canal

(

)túnel

número de túneis

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 342 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Comprimento

0

m

velocidade

-

m/s

Seção versal

-

m2

vazão máxima por conduto

-

m3/s

m

altura

0

m

trans-

11.3 Chaminé de equilíbrio: Tipo Diâmetro

-

11.4 Túnel sob pressão: Vazão aduzida

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Diâmetro

-

m

Comprimento

0

m

Comprimento do trecho revestido

-

m

Volume de escavação em rocha

-

m3

Comprimento do trecho não revestido

-

m

Volume de escavação em solo

-

m3

11.5 Conduto forçado: Tipo: Número de condutos: 0 Comprimento unitário médio:

-

m

Diâmetro

-

m

Vazão por conduto

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

11.6 Canal de fuga: Vazão

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Volume de escavação comum

-

m3

Comprimento

0

m

Volume de escavação em rocha

-

m3

Profundidade

-

m

largura

-

m

11.7Túnel de fuga: Vazão

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Volume de escavação comum

-

m3

Comprimento

0

m

Volume de escavação em solo Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

m3

-

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 343 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


12 ACESSO AO LOCAL DAS OBRAS: 12.1.Estradas de rodagem:

tipo

-

comprimento

0

km

12.2.Estradas de ferro:

tipo

-

comprimento

0

km

12.3.Pontes:

tipo

-

comprimento

0

km

12.4.Aeroporto:

tipo -

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 344 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


FICHA TÉCNICA DE APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS ELETROBRÁS 1.IDENTIFICAÇÃO: Nome do aproveitamento

SÃO LUIZ DO TAPAJÓS

Rio

Tapajós

Distância da foz

Bacia

Tapajós

Código DNAEE

Coordenadas geográficas

latitude

Estado(s)

PA

04º34'10"

321 17

longitude

Município(s)

56º47'06" Itaituba

2.DADOS BÁSICOS: 2.1 Topografia: 2.1.1.

Cartas geográficas disponíveis: Entidade

Nome

Número

Escala

Data

DSG

ITAITUBA

SB-21-X-A MI-0142

1:250.000

1984

DSG

URUA

SB-21-X-A-V MI-0786

1:100.000

1982

2.1.2 Dados de sensoriamento remoto disponíveis: 2.1.2.1 Fotografias aéreas: Contratante

Executor

Serviço

Faixa

Fotos

Escala

Data

Eletronorte

Topocart

Fotografia

-

-

1:25.000

2002

2.1.2.2 Imagens Multiespectrais: Entidade

Executor

Serviço

Escala

Data

Landsat

-

Imagem

-

2002

Entidade

Executor

Serviço

Escala

Data

Camargo Corrêa

Orbisat

Cobertura aérea

1:25.000

2006

2.1.2.3 Imagens de Radar:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 345 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

km


2.1.3

Mapeamentos aerofotogramétricos disponíveis: Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

Eletronorte

Topocart / Gera

-

10.000

2002

2.1.4

2.1.5

Mapeamentos topográficos disponíveis Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

-

-

-

-

-

Outros serviços topográficos disponíveis:(poligonais, seções, nivelamentos,etc): Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

Eletronorte

Petcon

-

-

2006

Eletronorte

Iesa

-

-

1986 a 1991

2.2 Geologia: 2.2.1.

Reservatório:

Existem rochas ou feições geológicas que podem comprometer a estanquidade do reservatório? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Existem encostas ou rochas que podem comprometer a estabilidade das encostas do reservatório? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Existem evidências geotectônicas que o reservatório pode sofrer influência de sismos naturais e/ou geral sismos induzidos? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 346 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


2.2.2

Eixo da barragem:

Espessura média estimada do recobrimento do solo: No leito do rio:

0,0

m

Na margem direita do rio:

6,6

m

Na margem esquerda do rio:

1,1

m

Na ombreira direita na altura da crista:

5,0

m

Na ombreira esquerda na altura da crista:

14,0

m

Tipo de rocha predominante no local:

Riolitos e Dacitos

Existem feições geológicas que podem penalizar a implantação deste tipo de obra? (

)sim

2.2.3

Materiais naturais de construção, disponibilidade de:

Argila: (

x

(

x

)não; descrição suscinta:

)sim

(

)não

distância das áreas de empréstimo na margem direita

3,0

km

distância das áreas de empréstimo na margem esquerda

5,5

km

1,0

km

distância das pedreiras margem direita

1,8

km

distância das pedreiras margem esquerda

5,0

km

Areia e cascalho:

(

x

)sim

(

)não

distância da jazida

Rocha: (

x

)sim

(

)não

2.3 Hidrometeorologia: Classificação climática:

Am3

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 347 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


2.3.1

Temperaturas:

máxima:

°C

33,6

mínima:

trimestre mais quente:

2.3.2

°C

21,3

set/out/nov

média mensal

trimestre mais frio:

fev/mar/abr

Evaporação líquida:

89

2.3.3

°C

26,7

mm/ano

Pluviometria: Estações básicas utilizadas:

CÓDIGO DNAEE

NOME

00455001

PERÍODO DE OBSERVAÇÃO

Itaituba

06/1928 a 12/2005

Precipitação anual média

1847

Trimestre mais chuvoso

fev/mar/abr

2.3.4

ÁREA DE DRENAGEM -----------

mm trimestre mais seco

jun/jul/ago

Fluviometria: km 2

452.783

Área de drenagem da bacia

Estações básicas utilizadas CÓDIGO DNAEE 17430000

NOME Acará do Tapajós

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

RIO Tapajós

PERÍODO DE OBSERVAÇÃO

ÁREA DE DRENAGEM km 2

10/1975 a 02/2007

332.649

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 348 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Vazões e níveis d’água – C.F.C. m3/s

2.508

MLT

período:

Jan/1931 a Dez/2005

5,54

l/s/ km 2

Vazão específica de longo termo Máxima vazão média mensal

26.940

m3/s

mês

Mar/1940

Mínima vazão média mensal

807

m3/s

mês

___

Máxima vazão diária observada

-------

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Mínima vazão diária observada

-------

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Vazão decamilenar

67.498

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Vazões e níveis d’água – C.F.P. m3/s

11.890

MLT

Jan/1931 a Dez/2005

período:

l/s/ km 2

26,26

Vazão específica de longo termo Máxima vazão média mensal

44.330

m3/s

mês

Mar/1940

Mínima vazão média mensal

1.854

m3/s

mês

Set/1999

Máxima vazão diária observada

-------

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Mínima vazão diária observada

-------

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Vazão decamilenar

67.498

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

2.3.5

Sedimentometria:

Existe medições ou estudos na bacia?

(X)sim não(

Estimativa da descarga sólida anual média

) 19.824.921

t/ano

Observações:

2.3.6

Reservatório:

Nível d’água máximo normal (Namáx)

50,0

m

Nível d’água mínimo normal (Namín)

49,6

m

Nível d’água médio (Naméd)

49,8

m

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 349 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


6

7.553 x 10

Volume total

m3

volume útil

6

m3

277,62 x 10

2.434,25

m3

0,4

m

194,2 x 106

m3

Nível d’água corresp. a ½ volume útil

49,81

m

Área inundada no Namáx

722,25

km 2

Área inundada no Namín

708,69

km 2

Perda por evaporação

2,05

m3/s

Perda devido a outros usos da água

____

m3/s

Somatória dos volumes úteis a montante Depleção máxima Volume corresp. à crista da soleira do vertedor

Vazão regularizada líquida

m3/s

Vazão regularizada bruta

m3/s

Tempo de residência

3

dias

6,9

PARÂMETROS ENERGÉTICOS: C.F. Complementar

Queda bruta máxima (Hb1)

26,0

m

Queda líquida máxima (H1)

25,4

m

Queda líquida média (H2)

25,2

m

Queda líquida mínima(Hb1)

25,0

m

Vazão média no período crítico (Qr)

2.975

m3/s

Energia firme (Ef)

193

MW médios

Fator de capacidade de referência (Fk)

0,9

Potência de referência (Pr)

211

MW

Potência instalada (P)

213

MW

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 350 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


C.F. Principal Queda bruta máxima (Hb1)

37,2

m

Queda líquida máxima (H1)

36,1

m

Queda líquida média (H2)

35,8

m

Queda líquida mínima(Hb1)

35,7

m

Vazão média no período crítico (Qr)

12.448

m3/s

Energia firme (Ef)

3176

MW médios

Fator de capacidade de referência (Fk)

0,542

Potência de referência (Pr)

5861

MW

Potência instalada (P)

5920

MW

4

TERRENOS, RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS:

4.1 Terrenos e benfeitorias urbanas afetados: distrito

Pimental

município

Trairão

população total

800

hab.

população tada

afe-

estado

PA

800

hab.

infra-estrutura urbana:

(

)boa

(

)média

(x)deficiente

padrão médio de edificação:

(

)boa

(

)média

(x)deficiente

100

4.2 Terrenos e benfeitorias rurais afetados: município

Itaituba

estado

PA

área total

6.204.100

ha

área afetada

27.551

ha

0,44

%

população total

118.194

hab

população afetada

177

hab

0,15

%

lavouras

0

ha

pastagens

932

ha

campos

0

ha

matas

26.619

ha

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 351 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

%


município

Trairão

estado

PA

área total

1.199.100

ha

área afetada

10.066

ha

0,84

%

população total

16.097

hab

população afetada

0

hab

0

%

lavouras

0

ha

pastagens

340

ha

campos

0

ha

matas

9.726

ha

4.3 Comunidades indígenas e/ou outros grupos étnicos afetados: nome

-

população total

-

área total

-

município

-

hab

população afetada

0

ha

área afetada

0

estado

-

hab

-

%

ha

-

%

estado

PA

0,85

%

4.4 Unidades de conservação e áreas de preservação permanente afetados: nome

Parque Nacional da Amazônia

município

Itaituba

área total

1.167.379

área afetada

9.935

nome

Floresta Nacional Itaituba I

município

Itaituba/Trairão

estado

PA

área total

220.034

área afetada

78

0,04

%

nome

Floresta Nacional Itaituba II

município

Itaituba/Trairão

estado

PA

área total

440.500

área afetada

20.368

4,62

%

ha

ha

ha

ha

ha

ha

4.5 Outras benfeitorias afetadas: -

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 352 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


4.6 Relocações: 4.6.1Estradas de rodagem: federais pavimentadas

0

km

federais não pavimentadas

estaduais pavimentadas

0

km

estaduais não pavimentadas

0

km

municipais pavimentadas

0

km

municipais não pavimentadas

68

km

4.6.2

-

m

Fundação direta

0

km

extensão

80

m

0

km

Sistema de transmissão e distribuição:

tensão

4.6.5.

extensão

Pontes:

tipo

4.6.4

-

kV

tipo de torre

-

extensão

Sistema de comunicação:

-

4.6.7

População:

urbana

800

hab

rural

comunidades indígenas e/ou outros grupos étnicos afetados

4.6.7

km

Estradas de Ferro:

bitola

4.6.3

17

177

hab

977

hab

Outros:

aeroporto

-

porto fluvial

Buburé

outro

-

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 353 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


4.7 Outras ações sócio-ambientais: 4.7.1 Limpeza do reservatório: área correspondente à depleção área total

13,5

ha

37.617

área a ser desmatada

tipo de vegetação

4.7.2

ha

33.855

%

90

Floresta

Unidades de conservação e áreas de preservação permanente criadas:

nome

-

área total

0

5

ha

ha

município

-

área comprada

0

ha

estado

-

-

%

CASA DE FORÇA:

C.F.Complementar - Tipo

Kaplan com caixa semi-espiral de concreto

213

Potência instalada (P)

MW

Kaplan

Tipo de turbina

2

Número de unidades (N) Potência de cada turbina(P1)

109,2

MW

Potência de cada gerador(P1)

118,9

MVA

Velocidade síncrona (n)

88

rpm

Diâmetro do rotor (D3)

7,83

m

Rendimento do grupo turbina gerador

92

%

926,2

m3/s

Descarga máxima turbinada (Qt)

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 354 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


C.F.Principal - Tipo

Kaplan com caixa semi-espiral de concreto

Potência instalada (P)

5920

Tipo de turbina

Kaplan

MW

31

Número de unidades (N) Potência de cada turbina(P1)

198,0

MW

Potência de cada gerador(P1)

215,6

MVA

Velocidade síncrona (n)

80

rpm

Diâmetro do rotor (D3)

9,24

m

Rendimento do grupo turbina gerador

92

%

18.180,2

m3/s

Descarga máxima turbinada (Qt)

6

VILA DOS OPERADORES:

População prevista

-

habitantes

Localização

7

DESVIO E CONTROLE DO RIO:

Vazão de desvio

m3/s

41.319

Tempo de recorrência

anos

50

Tipo de esquema (

)Através de túneis

(

(

)Através de galerias

(

)Através de adufas x

)Através de canal

7.1 Túneis: Número de túneis

0

Localização

-

Uso exclusivo para desvio? (

)sim

(

)não

Forma da seção

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 355 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Diâmetro

-

m

Comprimento

0

m

Descarga máxima por túnel

-

m3/s

velocidade máxima

-

m/s

7.2 Galerias: Número de galerias

0

Localização

Dimensões

altura

Descarga máxima por galeria

-

-

m

largura

-

m

-

m3/s

velocidade máxima

-

m/s

7.3 Adufas: Número de adufas

0

Localização

Dimensões

altura

Descarga máxima por adufa

-

-

m

largura

-

m

-

3

m /s

velocidade máxima

-

m/s

1650

m

7.4 Canal: Localização:

Leito do rio

Dimensões

profundidade

Descarga máxima

8

6,4

m

largura

41.319

m3/s

velocidade máxima

comprimento

550 m/s

6,0

BARRAGENS E DIQUES:

Tipo : Terra / enrocamento com núcleo de argila vertical Altura máxima

28,0 / 39,0

m

Comprimento

3.451 / 3.483

Altura média

24,4 / 32,0

m

Volume

5.263.537 6.635.835

9

m /

m3

TRANSIÇÕES E MURO DE CONCRETO:

Tipo : Muro de arrimo Altura máxima

29,0

m

Comprimento

115,0

m

Altura média

14,5

m

Volume

19.644

m3

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 356 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

m


10 VERTEDOURO: Tipo : Ogiva alta, controlado, com bacia de dissipação e sem adufas Cheia de projeto

60.605

m3/s

tempo de recorrência

10.000

Altura máxima

43

m

Comprimento

180,6

m

Altura média

38

m

Volume

279.182

m3

Número de comportas Dimensões comportas

das

17

largura

Tipo de comporta 19,6

m

altura

anos

Segmento 20,0

m

11 TOMADA D’ÁGUA E ADUTORAS: 11.1

Tomada d’água:

Tipo : Incorporada (C.F.C.) Altura máxima

25,7

m

Comprimento

14,3

m

Altura média

25,7

m

Volume

17.222

m3

Número de tomadas

2

Descarga máxima por tomada

m3/s

449,2

Número de comportas

6

Dimensões das comportas:

largura

Tipo de comporta 6,8

m

Vagão e ensecadeira altura

13,5

m

Tipo : Incorporada (C.F.P.) Altura máxima

31,7

m

Comprimento

15,54

m

Altura média

31,7

m

Volume

372.659

m3

Número de tomadas

31

Descarga máxima por tomada Número de comportas

93

Dimensões das comportas:

largura

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

m3/s

594,7 Tipo de comporta 8,1

m

Vagão e ensecadeira altura

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

16,0

m

Página: 357 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


11.2

Conduto adutor de baixa pressão:

Tipo (

)canal

(

)túnel

número de túneis

Comprimento

0

m

velocidade

-

m/s

Seção versal

trans-

-

m2

vazão máxima por conduto

-

m3/s

11.3

Chaminé de equilíbrio:

m

altura

0

m

Tipo Diâmetro

11.4

-

Túnel sob pressão:

Vazão aduzida

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Diâmetro

-

m

Comprimento

0

m

Comprimento do trecho revestido

-

m

Volume de escavação em rocha

-

m3

Comprimento do trecho não revestido

-

m

Volume de escavação em solo

-

m3

11.5

Conduto forçado:

Tipo: Número de condutos: 0 Comprimento unitário médio:

-

m

Diâmetro

-

m

Vazão por conduto

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Velocidade máxima

1,5

m/s

11.6

Canal de fuga:

Vazão

18.435,3

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

m3/s

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 358 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Volume de escavação comum

18.520.230

Volume de escavação em rocha

19.239.093

11.7

m3 m3

Profundidade

Comprimento 12,0

1.800

m

largura

m 1.021

m

Túnel de fuga:

Vazão

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Volume de escavação comum

-

m3

Comprimento

0

m

Volume de escavação em solo

m3

-

12 ACESSO AO LOCAL DAS OBRAS: Arteria principal nãopavimentada

comprimento

tipo

-

comprimento

0

km

12.3.Pontes:

tipo

-

comprimento

0

km

12.4.Aeroporto:

tipo

12.1.Estradas de rodagem:

tipo

12.2.Estradas de ferro:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

1

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

km

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 359 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


FICHA TÉCNICA DE APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS ELETROBRÁS 1.IDENTIFICAÇÃO: Nome do aproveitamento

JATOBÁ

Rio

Tapajós

Distância da foz

Bacia

Tapajós

Código DNAEE

Coordenadas geográficas

latitude

Estado(s)

PA

05º11'48"

456

km

17

longitude

Município(s)

56º55'11" Itaituba

2.DADOS BÁSICOS: 2.1 Topografia: 2.1.1.

Cartas geográficas disponíveis: Entidade

Nome

Número

Escala

Data

DSG

CARACOL

SB-21-X-C MI-0167

1:250.000

1984

2.1.2 Dados de sensoriamento remoto disponíveis: 2.1.2.1 Fotografias aéreas: Contratante

Executor

Serviço

Faixa

Fotos

Escala

Data

AST10

USAF

Cobertura aérea

-

-

1:60.000

1964 / 1966

2.1.2.2 Imagens Multiespectrais: Entidade

Executor

Serviço

Escala

Data

Landsat

-

Imagem

-

2002

Entidade

Executor

Serviço

Escala

Data

Camargo Corrêa

Orbisat

Cobertura aérea

1:25.000

2006

2.1.2.3 Imagens de Radar:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 360 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


2.1.3 .Mapeamentos aerofotogramétricos disponíveis:

2.1.4

2.1.5

Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

-

-

-

-

-

Mapeamentos topográficos disponíveis Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

-

-

-

-

-

Outros serviços topográficos disponíveis:(poligonais, seções, nivelamentos,etc): Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

Eletronorte

Petcon

-

-

2006

Eletronorte

Iesa

-

-

1986 / 1981

Camargo Corrêa

Petcon

-

-

2007

2.2

Geologia:

2.2.1.

Reservatório:

Existem rochas ou feições geológicas que podem comprometer a estanquidade do reservatório? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Existem encostas ou rochas que podem comprometer a estabilidade das encostas do reservatório? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Existem evidências geotectônicas que o reservatório pode sofrer influência de sismos naturais e/ou geral sismos induzidos? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 361 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


2.2.2

Eixo da barragem:

Espessura média estimada do recobrimento do solo: No leito do rio:

0,0

m

Na margem direita do rio:

0,0

m

Na margem esquerda do rio:

0,0

m

Na ombreira direita na altura da crista:

6,5

m

Na ombreira esquerda na altura da crista:

3,5

m

Tipo de rocha predominante no local:

Granitos e Granitóides

Existem feições geológicas que podem penalizar a implantação deste tipo de obra? (

)sim

2.2.3

Materiais naturais de construção, disponibilidade de:

Argila: (

(

x

x

)sim

)não; descrição suscinta:

(

)não

distância das áreas de empréstimo na margem direita

0,0

km

distância das áreas de empréstimo na margem esquerda

2,3

km

3,0

km

distância das pedreiras margem direita

1,0

km

distância das pedreiras margem esquerda

12,2

km

Areia e cascalho:

(

x

)sim

(

)não

distância da jazida

Rocha: (

2.3

x

)sim

(

)não

Hidrometeorologia:

Classificação climática: 2.3.1 máxima:

Am3

Temperaturas: °C

33,6

trimestre mais quente:

set/out/nov

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

mínima:

21,3

°C

média mensal

trimestre mais frio:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

°C

26,7

fev/mar/abr Página: 362 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


2.3.2

Evaporação líquida:

88

2.3.3

mm/ano

Pluviometria: Estações básicas utilizadas:

CÓDIGO DNAEE

NOME

00455001

PERÍODO DE OBSERVAÇÃO

Itaituba

06/1928 a 12/2005

Precipitação anual média

1847

Trimestre mais chuvoso

fev/mar/abr

2.3.4

ÁREA DE DRENAGEM -----------

mm trimestre mais seco

jun/jul/ago

Fluviometria: km 2

386.711

Área de drenagem da bacia

Estação básicas utilizadas CÓDIGO DNAEE 1750000

NOME

RIO

Fortaleza

PERÍODO DE OBSERVAÇÃO

Tapajós

03/1983 a 03/2007

ÁREA DE DRENAGEM km 2 -------------

Vazões e níveis d’água MLT

m3/s

10.423

Jan/1931 a Dez/2005

período:

l/s/ km 2

26,95

Vazão específica de longo termo Máxima vazão média mensal

35.151

m3/s

mês

Mar/1940

Mínima vazão média mensal

2.617

m3/s

mês

Set/1999

Máxima vazão diária observada

-------

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Mínima vazão diária observada

-------

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Vazão decamilenar

52.238

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 363 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


2.3.5 Sedimentometria: Existe medições ou estudos na bacia?

(

Estimativa da descarga sólida anual média

)sim

não(

)

14.961.194

t/ano

Observações:

2.3.6

Reservatório:

Nível d’água máximo normal (Namáx)

66,0

m

Nível d’água mínimo normal (Namín)

66,0

m

Nível d’água médio (Naméd)

66,0

m

volume útil

m3

6

4.014 x 10

Volume total

m3

Somatória dos volumes úteis a montante

0

m3

Depleção máxima

0

m

2,5 x 106

m3

Nível d’água corresp. a ½ volume útil

66,0

M

Área inundada no Namáx

646,30

km 2

Área inundada no Namín

646,30

km 2

Perda por evaporação

1,83

m3/s

Perda devido a outros usos da água

____

m3/s

Volume corresp. à crista da soleira do vertedor

Vazão regularizada líquida

m3/s

Vazão regularizada bruta

m3/s

Tempo de residência

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

dias

4,5

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 364 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


3. PARÂMETROS ENERGÉTICOS: Queda bruta máxima (Hb1)

15,6

m

Queda líquida máxima (H1)

15,3

m

Queda líquida média (H2)

15,3

m

Queda líquida mínima(Hb1)

15,3

m

Vazão média no período crítico (Qr)

10.779

m3/s

Energia firme (Ef)

1.282

MW médios

Fator de capacidade de referência (Fk)

0,55

Potência de referência (Pr)

2.338

MW

Potência instalada (P)

2.338

MW

4. TERRENOS, RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS: 4.1 Terrenos e benfeitorias urbanas afetados: distrito

-

município

-

população total

-

hab.

população tada

afe-

estado

-

0

hab.

infra-estrutura urbana:

(

)boa

(

)média

(

)deficiente

padrão médio de edificação:

(

)boa

(

)média

(

)deficiente

-

4.2 Terrenos e benfeitorias rurais afetados: município

Itaituba

estado

PA

área total

6.204.100

ha

área afetada

19.750

ha

0,32

%

população total

118.194

hab

população afetada

503

hab

0,43

%

lavouras

0

ha

pastagens

1.366

ha

campos

0

ha

matas

18.384

ha

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 365 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

%


município

Jacareacanga

estado

PA

área total

5.330.300

ha

área afetada

3.164

ha

0,06

%

população total

37.073

hab

população afetada

800

hab

2,16

%

lavouras

0

ha

pastagens

219

ha

campos

0

ha

matas

2.945

ha

4.3 Comunidades indígenas e/ou outros grupos étnicos afetados: nome

-

população total

-

área total

-

município

-

hab

população afetada

0

ha

área afetada

0

estado

-

hab

-

%

ha

-

%

estado

PA

1,25

%

4.4 Unidades de conservação e áreas de preservação permanente afetados: nome

Floresta Nacional Itaituba I

município

Itaituba

área total

220.034,2

área afetada

2.753

ha

ha

4.5 Outras benfeitorias afetadas: -

4.6 Relocações: 4.6.1

Estradas de rodagem:

federais pavimentadas

-

km

federais não pavimentadas

estaduais pavimentadas

-

km

estaduais não pavimentadas

0

km

municipais pavimentadas

-

km

municipais não pavimentadas

18,3

km

4.6.2 bitola

3

km

Estradas de Ferro: -

m

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

extensão

0

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

km

Página: 366 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


4.6.3

Pontes:

tipo

4.6.4

40

m

0

km

Sistema de transmissão e distribuição:

tensão

4.6.5.

extensão

Fundação direta

-

kV

tipo de torre

-

extensão

Sistema de comunicação:

-

4.6.5

População:

urbana

0

hab

rural

comunidades indígenas e/ou outros grupos étnicos afetados

4.6.6

1.303

hab

0

hab

Outros:

aeroporto

-

porto fluvial

-

outro

-

4.7 Outras ações sócio-ambientais: 4.7.1

Limpeza do reservatório:

área correspondente à depleção área total

ha

22.914

tipo de vegetação

4.7.2

0 área a ser desmatada

ha ha

20.623

90

%

Floresta

Unidades de conservação e áreas de preservação permanente criadas:

nome

-

área total

-

ha

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

município

-

área comprada

-

ha

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

estado

-

-

%

Página: 367 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


5

CASA DE FORÇA:

Tipo

Bulbo

Potência instalada (P)

2.338

Tipo de turbina

Bulbo

MW

Número de unidades (N)

40

Potência de cada turbina(P1)

59,7

MW

Potência de cada gerador(P1)

65,0

MVA

Velocidade síncrona (n)

90

rpm

Diâmetro do rotor (D3)

7,1

m

Rendimento do grupo turbina gerador

92

%

16.942,6

m3/s

Descarga máxima turbinada (Qt)

6

VILA DOS OPERADORES:

População prevista

-

habitantes

Localização

7

DESVIO E CONTROLE DO RIO:

Vazão de desvio

m3/s

32.188

Tempo de recorrência

anos

50

Tipo de esquema (

)Através de túneis

(

(

)Através de galerias

(

)Através de adufas x

)Através de canal

7.1 Túneis: Número de túneis

0

Localização

-

Uso exclusivo para desvio? (

)sim

(

)não

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 368 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Forma da seção Diâmetro

-

m

Comprimento

0

m

Descarga máxima por túnel

-

m3/s

velocidade máxima

-

m/s

7.2 Galerias: Número de galerias

0

Localização

Dimensões

altura

Descarga máxima por galeria

-

-

m

largura

-

m

-

m3/s

velocidade máxima

-

m/s

7.3 Adufas: Número de adufas

0

Localização

Dimensões

altura

Descarga máxima por adufa

-

-

m

largura

-

m

-

3

m /s

velocidade máxima

-

m/s

1095

m

7.4 Canal: Localização : Dimensões

Margem direita profundidade

Descarga máxima

8

10,6

m

largura

32.188

m3/s

velocidade máxima

comprimento 2,7

350 m/s

BARRAGENS E DIQUES:

Tipo :

Enrocamento com núcleo de argila vertical

Altura máxima

35,5

m

Comprimento

1.287

m

Altura média

29,8

m

Volume

1.768.295

m3

9

TRANSIÇÕES E MURO DE CONCRETO:

Tipo :

Muro de arrimo

Altura máxima

25,0

m

Comprimento

87,0

m

Altura média

12,5

m

Volume

8.277

m3

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 369 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

m


10 VERTEDOURO: Tipo Cheia de projeto

46.960

m3/s

tempo de recorrência

10.000

Altura máxima

40

m

Comprimento

157,0

m

Altura média

36

m

Volume

216.618

m3

Número de comportas Dimensões comportas

das

14

largura

Tipo de comporta 18,9

m

altura

anos

Segmento e ensecadeira 20,0

m

11 TOMADA D’ÁGUA E ADUTORAS: 11.1

Tomada d’água:

Tipo :

Incorporada a casa de força

Altura máxima

44,5

m

Comprimento

18,1

m

Altura média

44,5

m

Volume

264.000

m3

Número de tomadas

40

Descarga máxima por tomada Número de comportas

80

Dimensões das comportas:

largura

11.2

m3/s

404,24 Tipo de comporta 6,3

m

Vagão e ensecadeira altura

16,0

m

Conduto adutor de baixa pressão:

Tipo (

)canal

(

)túnel

número de túneis

Comprimento

0

m

velocidade

-

m/s

Seção versal

-

m2

vazão máxima por conduto

-

m3/s

m

altura

-

m

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

Página: 370 / 522

trans-

11.3 Chaminé de equilíbrio: Tipo Diâmetro

-

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Revisão: 0 Data: 16/05/2008


11.4Túnel sob pressão: Vazão aduzida

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Diâmetro

-

m

Comprimento

0

m

Comprimento do trecho revestido

-

m

Volume de escavação em rocha

-

m3

Comprimento do trecho não revestido

-

m

Volume de escavação em solo

-

m3

11.5 Conduto forçado: Tipo:Número de condutos:0 Comprimento unitário médio:

-

m

Diâmetro

-

m

Vazão por conduto

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

11.6 Canal de fuga: Vazão

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Volume de escavação comum

-

m3

Comprimento

0

m

Volume de escavação em rocha

-

m3

Profundidade

-

m

largura

-

m

11.7 Túnel de fuga: Vazão

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Volume de escavação comum

-

m3

Comprimento

0

m

Volume de escavação em solo

m3

-

12 ACESSO AO LOCAL DAS OBRAS: Arteria principal nãopavimentada

comprimento

tipo

-

comprimento

0

km

12.3.Pontes:

tipo

-

comprimento

0

km

12.4.Aeroporto:

tipo

12.1.Estradas de rodagem:

tipo

12.2.Estradas de ferro:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

km 3

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 371 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


FICHA TÉCNICA DE APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS ELETROBRÁS 1.

IDENTIFICAÇÃO:

Nome do aproveitamento

CHACORÃO

Rio

Tapajós

Distância da foz

Bacia

Tapajós

Código DNAEE

Coordenadas geográficas

latitude

Estado(s)

AM/PA

2.

06º 30 '08"

699 17

longitude

Município(s)

58º 18’ 53" Maués e Jacareacanga

DADOS BÁSICOS:

2.1 Topografia: 2.1.1.

Cartas geográficas disponíveis: Entidade

Nome

Número

Escala

Data

DSG

JACAREACANGA

SB-21-Y-B MI-0193

1:250.000

1983

DSG

GUARANI

SB-21-Y-B-I MI-1009

1:100.000

1981

DSG

MARACATI

SB-21-Y-B-IV MI-1088

1:100.000

1981

2.1.2 Dados de sensoriamento remoto disponíveis: 2.1.2.1 Fotografias aéreas: Contratante

Executor

Serviço

Faixa

Fotos

Escala

Data

Camargo Corrêa

Geomensura

Fotografia

-

-

1:30.000

2007

2.1.2.2 Imagens Multiespectrais: Entidade

Executor

Serviço

Escala

Data

Landsat

-

Imagem

-

2002

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

km

Página: 372 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


2.1.2.3 Imagens de Radar:

2.1.3

Entidade

Executor

Serviço

Escala

Data

NASA

SRTM

-

-

2000

Mapeamentos aerofotogramétricos disponíveis: Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

Camargo Corrêa

Geomensura

-

1:10.000

2007

2.1.4

2.1.5

Mapeamentos topográficos disponíveis Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

-

-

-

-

-

Outros serviços topográficos disponíveis:(poligonais, seções, nivelamentos,etc): Entidade

Executor

Contrato

Escala

Data

Eletronorte

Iesa

-

-

1986 / 1991

2.2 Geologia: 2.2.1.

Reservatório:

Existem rochas ou feições geológicas que podem comprometer a estanquidade do reservatório? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Existem encostas ou rochas que podem comprometer a estabilidade das encostas do reservatório? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Existem evidências geotectônicas que o reservatório pode sofrer influência de sismos naturais e/ou geral sismos induzidos? (

)sim

(

x

)não; descrição suscinta:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 373 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


2.2.2

Eixo da barragem:

Espessura média estimada do recobrimento do solo: No leito do rio:

0,0

m

Na margem direita do rio:

7,0

m

Na margem esquerda do rio:

0,8

m

Na ombreira direita na altura da crista:

0,5

m

Na ombreira esquerda na altura da crista:

1,0

m

Tipo de rocha predominante no local:

Quartzo Arenito, Conglomerado, Arcóseos, Siltitos Arroxeados e Pelitos

Existem feições geológicas que podem penalizar a implantação deste tipo de obra? (

)sim

2.2.3

Materiais naturais de construção, disponibilidade de:

Argila: (

x

(

x

)sim

)não; descrição suscinta:

(

)não

distância das áreas de empréstimo na margem direita

1,5

km

distância das áreas de empréstimo na margem esquerda

0,5

km

0,0

km

distância das pedreiras margem direita

0,0

km

distância das pedreiras margem esquerda

0,0

km

Areia e cascalho:

(

x

)sim

(

)não

distância da jazida

Rocha: (

x

)sim

(

)não

2.3 Hidrometeorologia: Classificação climática:

Am2

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 374 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


2.3.1

Temperaturas:

máxima:

°C

33,6

mínima:

trimestre mais quente:

2.3.2

°C

21,3

set/out/nov

média mensal

trimestre mais frio:

fev/mar/abr

Evaporação líquida:

93

2.3.3

°C

26,7

mm/ano

Pluviometria: Estações básicas utilizadas:

CÓDIGO DNAEE

NOME

00455001

PERÍODO DE OBSERVAÇÃO

Itaituba

06/1928 a 12/2005

Precipitação anual média

1847

Trimestre mais chuvoso

fev/mar/abr

2.3.4

ÁREA DE DRENAGEM -----------

mm trimestre mais seco

jun/jul/ago

Fluviometria: km 2

346.861

Área de drenagem da bacia

Estação básicas utilizadas CÓDIGO DNAEE 17430000

NOME

RIO

Barra do São Manuel

Tapajós

PERÍODO DE OBSERVAÇÃO

ÁREA DE DRENAGEM km 2

11/1975 a 03/2007

----------------

Vazões e níveis d’água m3/s

8.908

MLT

Jan/1931 a Dez/2005

período:

l/s/ km 2

25,68

Vazão específica de longo termo Máxima vazão média mensal

29.580

m3/s

mês

Mar/1940

Mínima vazão média mensal

2.573

m3/s

mês

Set/1999

Máxima vazão diária observada

-------

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Mínima vazão diária observada

-------

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Vazão decamilenar

43.494

data

-------

NA

-------

zero da régua

-------

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 375 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


2.3.5 Sedimentometria: Existe medições ou estudos na bacia?

(X)sim não(

Estimativa da descarga sólida anual média

) 11.996.831

t/ano

Observações:

2.3.6 Reservatório: Nível d’água máximo normal (Namáx)

96,0

m

Nível d’água mínimo normal (Namín)

96,0

m

Nível d’água médio (Naméd)

96,0

m

volume útil

m3

6

4.003x 10

Volume total

m3

Somatória dos volumes úteis a montante

0

m3

Depleção máxima

0

m

93,2 x 106

m3

96

m

Área inundada no Namáx

616,23

km 2

Área inundada no Namín

616,23

km 2

Perda por evaporação

1,85

m3/s

Perda devido a outros usos da água

____

m3/s

Volume corresp. à crista da soleira do vertedor Nível d’água corresp. a ½ volume útil

Vazão regularizada líquida

m3/s

Vazão regularizada bruta

m3/s

Tempo de residência

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

dias

5,2

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 376 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


3

PARÂMETROS ENERGÉTICOS:

Queda bruta máxima (Hb1)

26,4

m

Queda líquida máxima (H1)

25,9

m

Queda líquida média (H2)

25,9

m

Queda líquida mínima(Hb1)

25,9

m

Vazão média no período crítico (Qr)

9.274

m3/s

Energia firme (Ef)

1.833

MW médios

Fator de capacidade de referência (Fk)

0,55

Potência de referência (Pr)

3.336

MW

Potência instalada (P)

3.336

MW

4

TERRENOS, RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS:

4.1 Terrenos e benfeitorias urbanas afetados: distrito

-

município

-

população total

-

hab.

população tada

afe-

estado

-

0

hab.

infra-estrutura urbana:

(

)boa

(

)média

(

)deficiente

padrão médio de edificação:

(

)boa

(

)média

(

)deficiente

-

4.2 Terrenos e benfeitorias rurais afetados: município

Maués

estado

AM

área total

3.995.295

ha

área afetada

15.041

ha

0,38

%

população total

47.020

hab

população afetada

18

hab

0,04

%

lavouras

0

ha

pastagens

450

ha

campos

0

ha

matas

14.591

ha

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 377 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

%


município

Jacareacanga

estado

PA

área total

5.330.300

ha

área afetada

32.542

ha

0,67

%

população total

37.073

ha

população afetada

0

hab

0

%

lavouras

0

ha

pastagens

0

ha

campos

0

ha

matas

32.542

ha

4.3 Comunidades indígenas e/ou outros grupos étnicos afetados: nome

Munduruku

população total

4.606

área total

2.340.360

município

Jacareacanga

hab

população afetada

0

ha

área afetada

12.137

estado

PA

hab

0

%

ha

0,52

%

estado

AM

0,51

%

4.4 Unidades de conservação e áreas de preservação permanente afetados: nome

Parque Nacional do Juruena

área total

1.957.000

ha

município

Maués

área afetada

10.040

ha

4.5 Outras benfeitorias afetadas:

4.6 Relocações: 4.6.1

Estradas de rodagem:

federais pavimentadas

-

km

federais não pavimentadas

estaduais pavimentadas

-

km

estaduais não pavimentadas

0

km

municipais pavimentadas

-

km

municipais não pavimentadas

0

km

4.6.2 bitola

3

km

Estradas de Ferro: -

m

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

extensão

0

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

km

Página: 378 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


4.6.3

Pontes:

tipo

extensão

Fundação direta

4.6.4

Sistema de transmissão e distribuição:

tensão

kV

4.6.5.

m

20

tipo de torre

extensão

km

Sistema de comunicação:

4.6.6 População: urbana

hab

rural

hab

comunidades indígenas e/ou outros grupos étnicos afetados

4.6.7

hab

Outros:

aeroporto

-

porto fluvial

-

outro

-

4.7 Outras ações sócio-ambientais: 4.7.1

Limpeza do reservatório:

área correspondente à depleção área total

ha

34.141

tipo de vegetação

4.7.2

0 área a ser desmatada

ha ha

30.727

%

90

Floresta

Unidades de conservação e áreas de preservação permanente criadas:

nome

-

área total

-

ha

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

município

-

área comprada

-

ha

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

estado

-

-

%

Página: 379 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


5

CASA DE FORÇA:

Tipo

Kaplan com caixa semi-espiral de concreto

Potência instalada (P)

3.336

Tipo de turbina

Kaplan

MW

21

Número de unidades (N) Potência de cada turbina(P1)

162,2

MW

Potência de cada gerador(P1)

176,7

MVA

Velocidade síncrona (n)

74,4

rpm

Diâmetro do rotor (D3)

9,42

m

Rendimento do grupo turbina gerador

92

%

14.288

m3/s

Descarga máxima turbinada (Qt)

6

VILA DOS OPERADORES:

População prevista

habitantes

Localização

7

DESVIO E CONTROLE DO RIO:

Vazão de desvio

m3/s

26.857

Tempo de recorrência

50

anos

Tipo de esquema (

)Através de túneis

(

(

)Através de galerias

(

)Através de adufas x

)Através de canal

7.1 Túneis: Número de túneis

Localização

Uso exclusivo para desvio? (

)sim

(

)não

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 380 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Forma da seção Diâmetro

m

Comprimento

m

Descarga máxima por túnel

m3/s

velocidade máxima

m/s

7.2 Galerias: Número de galerias

Localização

Dimensões

altura

Descarga máxima por galeria

m

largura

m

m3/s

velocidade máxima

m/s

m

largura

m

3

m /s

velocidade máxima

m/s

1.030

m

7.3 Adufas: Número de adufas

Localização

Dimensões

altura

Descarga máxima por adufa

7.4 Canal: Localização : Dimensões

Margem direita profundidade

Descarga máxima

8

14,4

m

largura

26.857

m3/s

velocidade máxima

comprimento 1,8

540 m/s

BARRAGENS E DIQUES:

Tipo : Enrocamento com núcleo de argila vertical Altura máxima

40,0

m

Comprimento

1.667,4

m

Altura média

36,9

m

Volume

3.603.354

m3

9

TRANSIÇÕES E MURO DE CONCRETO:

Tipo :

Muro de arrimo

Altura máxima

25,0

m

Comprimento

100,0

m

Altura média

12,5

m

Volume

8.277

m3

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 381 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008

m


10 VERTEDOURO: Tipo Cheia de projeto

39.114

m3/s

tempo de recorrência

10.000

Altura máxima

45

m

Comprimento

181,1

m

Altura média

42

m

Volume

267.589

m3

Número de comportas Dimensões comportas

das

11

Tipo de comporta

largura

19,0

m

altura

anos

Segmento 20,0

m

11 OMADA D’ÁGUA E ADUTORAS: 11.1

Tomada d’água:

Tipo : Incorporada a casa de força Altura máxima

38,5

m

Comprimento

16,9

m

Altura média

38,5

m

Volume

222. 821

m3

Número de tomadas

21

Descarga máxima por tomada Número de comportas

63

Dimensões das comportas:

largura

11.2

m3/s

651,1 Tipo de comporta 8,4

m

Vagão e ensecadeira altura

17,2

m

Conduto adutor de baixa pressão:

Tipo (

)canal

(

)túnel

número de túneis

-

Comprimento

0

m

velocidade

-

m/s

Seção versal

trans-

-

m2

vazão máxima por conduto

-

m3/s

11.3

Chaminé de equilíbrio:

m

altura

0

m

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

Página: 382 / 522

Tipo Diâmetro

-

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Revisão: 0 Data: 16/05/2008


11.4

Túnel sob pressão:

Vazão aduzida

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Diâmetro

-

m

Comprimento

0

m

Comprimento do trecho revestido

-

m

Volume de escavação em rocha

-

m3

Comprimento do trecho não revestido

-

m

Volume de escavação em solo

-

m3

11.5

Conduto forçado:

Tipo:Número de condutos:0 Comprimento unitário médio:

-

m

Diâmetro

-

m

Vazão por conduto

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

11.6

Canal de fuga:

Vazão

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Volume de escavação comum

-

m3

Comprimento

0

m

Volume de escavação em rocha

-

11.7

m3

Profundidade

-

m

largura

-

m

Túnel de fuga:

Vazão

-

m3/s

Velocidade máxima

-

m/s

Volume de escavação comum

-

m3

Comprimento

0

m

Volume de escavação em solo

m3

-

12 ACESSO AO LOCAL DAS OBRAS: Arteria principal nãopavimentada

comprimento

tipo

-

comprimento

0

km

12.3.Pontes:

tipo

-

comprimento

0

km

12.4.Aeroporto:

tipo

12.1.Estradas de rodagem:

tipo

12.2.Estradas de ferro:

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

km 5

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 383 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219/GE.00/RT.0001

5.2.3. Fichas SIPOT

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 384 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


FICHA TÉCNICA DE APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS PARA O SIPOT

Código do Aproveitamento: (Preenchido pela Eletrobrás)

Nome:

Codinome:

CACHOEIRA DO CAÍ

JMX-043

IDENTIFICAÇÃO Rio: JAMANXIM

Município: Itaituba/ Trairão

Fonte:

UF: PA

Latitude: 05º05'05"

Longitude: 56º28'05"

Proprietário: _____

ELETRONORTE

Situação na Divisão de Queda: x Integrante Excluído

Estágio:

Inventário

Código Jusante:

Tipo de Sistema:

SIN

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

Cota da Soleira do Vertedor (m)

67,5 SIM x NÃO

Cota Arbitrária ?

Área de Drenagem (km2)

56.661

Vol. na Soleira do Vertedor (hm3)

435

Queda Bruta Máxima (m)

34,0

Canal de Fuga Médio (m)

51,0

NA Normal Jusante (m)

50,5

Perdas Hidráulicas (m)

0,60

NA (m)

Área (km2)

Volume (hm3)

NA Máximo Normal

85,0

420,00

3.418,08

NA Mínimo Normal

82,9

328,54

2.656,33

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 385 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


MATRIZ COTA x ÁREA x VOLUME E POLINÔMIO Polinômio Cota x Área

Polinômio Volume x Cota

A0 = - 2,6738452E+05 A1 = 1,3712586E+04 A2 = - 2,6255006E+02 A3 = 2,2218379E+00 A4 = - 6,9985223E-03

A0= 5,8470775E+01 A1 = 2,7405832E-02 A2 = - 1,3971488E-05 A3 = 3,6308456E-09 A4 = - 3,5831006E-13

Pontos Cota x Área x Volume Cota(m)

Área(km2)

Volume (hm3)

70

57,04

557,39

75

115,54

980,32

80

223,45

1.813,08

84

385,12

3.015,65

85

420,00

3.418,08

90

639,44

6.047,55

CARACTERÍSTICAS ENERGÉTICAS Energia Firme (GWh)

3.661,68

Rendimento (%)

92

Energia Média (GWh):

3.595,84

Fator de Capacidade Mínimio (%)

7,0

Taxa de Indisponibilidade Forçada (%)

2,533

Potência Nominal (MW)

802

Queda de Referência (m)

33,4 Número de Unidades de Base:

3

Número Total de Unidades:

5 Kaplan

Tipo de Turbina:

CARACTERÍSTICAS HIDROLÓGICAS

Vazão MLT (m3/s)

1.940 3

Vazão Média no Período de Simulação (m /s) 3

Vazão Mínima Defluente (m /s) 3

2.122 31

Vazão Evaporada (m /s)

1,04

Evaporação Mensal(m3)

2,74x106

Área de Atuação: Energia

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

Responsáveis Técnicos:

ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 386 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Evaporação Média (mm) Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

18

18

9

4

3

-8

-18

-10

3

13

18

40

Média Anual:

90

NA Jusante x Vazões Polinômio Vazão x NA Jusante

Pontos NA Jusante x Vazões

A0 = 4,5453819E+01

NA de Jusante (m)

Vazão (m3/s)

A1 = 2,9117754E-03

45,45

0

A2 = - 4,1708216E-07

45,60

50

A3 = 4,2758245E-11

45,74

100

A4 = - 1,6163466E-15

46,02

200

46,55

400

46,81

500

47,99

1.000

49,93

2.000

52,75

4.000

53,92

5.000

59,46

10.000

60,26

11.000

DATAS NOTÁVEIS Início dos Estudos:

Janeiro de 2006

CUSTOS Dez/2007 Real

Data de Referência dos Custos: Moeda Corrente (na Época):

Código de Desembolso: Custo Total de Construção:

R$ 2.017.217.816,43

Cronograma de Desembolso Ano 1 2 3 4

Valor R$ 330.691.445,32 R$ 496.037.167,98 R$ 578.710.029,30 R$ 248.018.583,99

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 387 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


3

SÉRIE DE VAZÕES NATURAIS MÉDIAS (m /s) Data 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990

Jan 2.587 1.391 2.132 2.127 1.805 2.612 2.000 2.732 5.106 2.766 1.777 2.301 2.778 1.669 2.458 3.101 2.035 3.522 2.658 1.699 2.084 3.166 3.509 5.307 2.048 2.325 3.967 1.239 1.774 967 3.494 3.232 2.805 4.312 3.239 1.133 1.621 1.162 2.350 3.309 765 929 2.164 2.273 2.968 1.729 2.760 4.028 2.022 2.228 2.447 2.517 1.175 1.606 2.715 4.206 1.413 1.578 2.968 2.481

Fev 2.532 4.254 2.245 3.630 2.928 3.601 4.195 4.691 6.467 4.779 4.481 3.080 6.319 5.776 3.372 3.794 4.242 5.809 4.585 7.140 3.081 2.609 3.515 3.509 2.142 4.964 6.433 3.165 3.794 3.142 4.412 3.737 1.809 6.448 5.305 1.258 2.884 1.775 2.831 2.176 1.908 3.169 2.518 3.642 4.519 3.605 3.881 3.936 4.727 4.074 3.172 6.001 3.637 2.451 4.943 4.259 1.840 2.236 4.853 2.673

Mar 5.654 5.234 6.380 4.802 6.696 5.847 4.552 5.576 6.273 8.593 3.264 8.350 2.323 7.006 4.663 3.690 5.516 4.988 5.391 7.145 3.402 5.257 7.469 4.146 4.577 2.855 5.415 6.566 3.390 5.888 5.397 5.829 1.943 10.721 6.709 3.849 6.181 2.729 3.774 4.014 4.219 4.952 4.015 4.726 4.621 4.332 4.164 7.085 6.248 7.367 2.849 5.916 3.367 3.639 5.428 4.644 3.172 4.071 5.541 4.403

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

Abr 4.257 4.492 5.006 3.339 5.772 4.444 5.424 5.442 4.148 5.804 6.634 4.980 3.919 3.255 7.210 2.431 8.188 6.309 3.345 8.683 6.859 5.935 7.071 3.695 6.953 3.474 3.268 8.681 5.326 7.816 5.403 6.710 3.462 5.722 9.223 3.880 4.275 3.279 4.823 2.675 3.779 3.938 4.702 6.508 4.847 3.582 4.317 5.528 3.943 4.501 4.346 5.177 3.953 4.975 4.722 3.981 3.739 4.255 5.438 3.464

Mai 3.110 2.656 4.966 3.135 5.794 2.135 1.669 2.733 2.555 2.936 3.443 1.983 1.526 2.564 4.428 2.327 3.592 4.395 2.175 5.077 4.193 3.709 3.648 2.549 3.559 4.351 1.983 5.452 1.708 3.231 2.118 4.463 3.478 2.921 5.314 2.798 4.099 4.947 2.504 3.597 3.417 3.780 4.210 5.258 3.067 2.900 4.134 3.832 2.360 1.869 1.889 3.624 1.277 4.366 5.016 2.912 1.901 3.150 4.502 1.662

Jun 1.106 966 1.310 1.041 2.154 627 653 772 943 1.964 976 1.102 540 693 1.541 1.356 1.372 1.181 1.205 1.338 2.119 1.075 1.980 696 1.039 2.919 600 1.599 1.274 1.244 1.470 1.204 1.187 1.565 1.391 1.081 1.185 2.432 909 992 1.353 3.237 2.348 2.861 991 1.323 2.305 1.880 1.007 775 773 1.453 678 1.479 1.661 1.164 860 1.302 1.892 709

Jul 301 279 343 309 550 177 258 216 252 518 257 302 171 192 427 437 354 311 392 342 533 376 520 187 273 731 189 407 419 319 374 320 305 1.171 397 280 305 610 240 285 679 861 1.113 1.212 512 578 967 848 425 355 308 676 268 601 775 597 393 517 799 430

Ago 102 126 112 104 163 69 89 77 132 189 87 95 63 68 127 131 119 140 118 104 152 114 149 66 86 231 65 122 123 97 111 97 95 430 151 87 94 171 80 94 316 414 424 382 211 238 395 401 184 174 157 321 142 238 321 291 137 165 408 242

Set 54 88 90 245 91 44 79 43 197 83 407 47 37 38 54 55 338 85 52 46 64 83 61 36 41 95 38 49 54 49 47 43 43 132 60 43 42 72 58 100 247 675 224 271 158 158 259 263 280 134 128 263 116 219 192 219 81 68 230 76

Out 156 61 478 300 117 86 69 92 495 481 259 381 182 208 322 173 334 338 114 222 737 261 1.389 156 167 120 322 139 161 180 93 168 31 105 57 197 42 292 550 136 178 656 292 348 169 365 648 529 295 240 166 357 202 283 378 680 157 285 320 280

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Nov 406 393 1.843 498 869 192 144 1.674 1.529 438 2.076 508 328 925 711 267 643 856 440 273 786 272 1.138 94 643 1.874 223 456 688 1.082 474 1.138 84 1.596 800 407 1.022 657 478 263 536 573 1.087 593 299 735 837 559 741 663 574 372 410 635 648 758 266 609 652 374

Dez 1.790 1.613 958 1.068 3.294 1.449 621 3.496 5.081 1.053 2.175 1.154 1.536 1.366 2.801 1.749 2.315 911 631 1.843 2.462 1.080 3.922 1.959 1.463 1.998 738 1.227 624 1.598 916 2.622 2.761 1.805 809 2.099 1.145 1.424 3.736 803 1.312 2.350 2.259 1.786 501 1.394 1.357 1.260 956 1.289 992 608 981 884 2.027 748 504 2.651 1.738 722

Média 1.838 1.796 2.155 1.716 2.519 1.774 1.646 2.295 2.765 2.467 2.153 2.024 1.644 1.980 2.343 1.626 2.421 2.404 1.759 2.826 2.206 1.995 2.864 1.867 1.916 2.161 1.937 2.425 1.611 2.135 2.026 2.464 1.500 3.077 2.788 1.426 1.908 1.629 1.861 1.537 1.559 2.128 2.113 2.488 1.905 1.745 2.169 2.512 1.932 1.973 1.483 2.274 1.350 1.781 2.402 2.038 1.205 1.741 2.445 1.460

Página: 388 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Data 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Mínimo Média Máximo

Jan 1.508 1.661 2.135 3.308 2.573 2.273 1.880 748 979 1.717 2.845 1.979 1.495 1.089 1.177 748 2.328 5.307

Fev 3.639 3.605 3.182 3.781 3.713 2.700 2.706 1.519 1.740 3.478 3.476 2.324 2.637 3.935 2.097 1258 3.646 7.140

Mar 4.198 3.626 4.945 5.098 4.393 3.335 3.021 2.037 3.626 4.470 3.815 2.130 4.464 5.648 4.255 1943 4.878 10.721

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

Abr 4.482 2.780 3.582 4.744 4.620 3.936 5.173 2.269 4.028 2.552 3.770 2.227 5.172 4.611 3.889 2227 4.789 9.223

Mai 3.809 1.150 2.296 2.855 5.243 3.548 4.021 1.502 3.252 1.957 2.060 1.309 2.706 2.298 3.181 1150 3.202 5.794

Jun 1.901 458 905 1.374 2.154 1.149 2.173 469 1.551 740 1.206 590 1.163 1.091 1.163 458 1.319 3.237

Jul 388 196 374 741 803 325 778 238 576 315 557 239 445 316 349 171 456 1.212

Ago 237 82 212 319 168 161 151 85 197 132 198 120 207 162 151 63 173 430

Set 181 200 191 215 109 139 85 72 37 137 154 48 101 207 86 36 128 675

Out 119 141 219 232 105 186 122 158 57 268 300 182 162 324 109 31 262 1.389

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Nov 167 276 425 266 285 618 83 382 163 531 363 274 188 663 232 83 614 2.076

Dez 603 1.542 1.011 771 1.408 1.062 148 563 800 1.414 773 498 280 740 1.384 148 1.486 5.081

Média 1.769 1.310 1.623 1.975 2.131 1.619 1.695 837 1.417 1.476 1.626 993 1.585 1.757 1.506 837 1.940 3.077

Página: 389 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


FICHA TÉCNICA DE APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS PARA O SIPOT

Código do Aproveitamento: (Preenchido pela Eletrobrás)

Nome:

Codinome:

JAMANXIM

JMX-166

IDENTIFICAÇÃO Rio: JAMANXIM

Município: Itaituba

Fonte:

UF: PA

Latitude: 05º38'48"

Longitude: 55º52'38"

Proprietário: _____

ELETRONORTE

Situação na Divisão de Queda: Integrante x Excluído

Estágio:

Inventário

Código Jusante:

Tipo de Sistema:

SIN

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

Cota da Soleira do Vertedor (m)

127,0 SIM x NÃO

Cota Arbitrária ?

Área de Drenagem (km2)

39.888

Vol. na Soleira do Vertedor (hm3)

275,45

Queda Bruta Máxima (m)

57,7

Canal de Fuga Médio (m)

85,3

NA Normal Jusante (m)

85,5

Perdas Hidráulicas (m)

1,2

NA (m)

Área (km2)

Volume (hm3)

NA Máximo Normal

143,0

74,45

1.004,76

NA Mínimo Normal

142,2

69,82

943,97

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 390 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


MATRIZ COTA x ÁREA x VOLUME E POLINÔMIO Polinômio Cota x Área

Polinômio Volume x Cota

A0 = 2,6943720E+04 A1 = - 9,0700220E+02 A2 = 1,1369280E+01 A3 = - 6,3005090E-02 A4 = 1,3052770E-04

A0= 1,1116460E+02 A1 = 8,1367770E-02 A2 = - 1,0966010E-04 A3 = 9,0085820E-08 A4 = - 3,0015900E-11

Pontos Cota x Área x Volume Cota(m)

Área(km2)

Volume (hm3)

120

14,44

128,63

125

23,66

222,95

128

28,93

301,71

129

30,25

331,31

130

32,01

362,43

135

43,56

550,62

140

58,75

805,43

143

74,45

1.004,76

CARACTERÍSTICAS ENERGÉTICAS Energia Firme (GWh)

4.161,00

Energia Média (GWh):

4.106,80

Potência Nominal (MW)

881

Queda de Referência (m)

56,5

Rendimento (%)

92

Fator de Capacidade Mínimio (%)

16,67

Taxa de Indisponibilidade Forçada (%)

2,917

Número de Unidades de Base:

2

Número Total de Unidades:

3 Francis

Tipo de Turbina:

CARACTERÍSTICAS HIDROLÓGICAS Vazão MLT (m3/s)

1.366 3

Vazão Média no Período de Simulação (m /s) 3

1.494

Vazão Mínima Defluente (m /s)

22

Vazão Evaporada (m3/s)

0,21

Evaporação Mensal (m3)

0,55x106

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 391 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Evaporação Média (mm) Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

18

18

10

3

2

-8

-19

-8

5

13

14

38

Média Anual:

86

NA Jusante x Vazões Polinômio Vazão x NA Jusante

Pontos NA Jusante x Vazões

A0 = + 7,9891065E+01

NA de Jusante (m)

Vazão (m3/s)

A1 = + 4,7774286E-03

79,89

0

A2 = - 1,0585366E-06

80,13

50

A3 = + 1,6406202E-10

80,36

100

A4 = - 9,2547549E-15

80,81

200

81,64

400

82,04

500

83,76

1.000

86,38

2.000

90,19

4.000

92,04

5.000

94,76

6.500

96,16

7.550

DATAS NOTÁVEIS Início dos Estudos:

Janeiro de 2006

CUSTOS Dez/2007 Real

Data de Referência dos Custos: Moeda Corrente (na Época):

Código de Desembolso: Custo Total de Construção:

R$ 1.937.794.693,08

Cronograma de Desembolso Ano 1 2 3 4

Valor R$ 317.671.261,16 R$ 476.506.891,74 R$ 555.924.707,03 R$ 238.253.445,87

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 392 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


3

SÉRIE DE VAZÕES NATURAIS MÉDIAS (m /s) Data 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Média

1.821 979 1.501 1.497 1.271 1.838 1.408 1.923 3.595 1.947 1.251 1.620 1.955 1.175 1.731 2.183 1.433 2.479 1.871 1.196 1.467 2.229 2.470 3.736 1.442 1.636 2.792 872 1.249 681 2.460 2.275 1.974 3.036 2.280 797 1.141 818 1.654 2.329 539 654 1.523 1.600 2.089

1.783 2.995 1.580 2.556 2.061 2.535 2.953 3.302 4.553 3.364 3.154 2.168 4.449 4.066 2.374 2.671 2.986 4.089 3.228 5.026 2.169 1.836 2.474 2.470 1.508 3.495 4.529 2.228 2.671 2.212 3.106 2.631 1.273 4.539 3.734 886 2.030 1.250 1.993 1.532 1.343 2.231 1.773 2.564 3.181

3.980 3.685 4.491 3.381 4.714 4.116 3.204 3.925 4.416 6.049 2.298 5.878 1.635 4.932 3.283 2.597 3.883 3.511 3.795 5.030 2.395 3.701 5.258 2.918 3.222 2.010 3.812 4.622 2.386 4.145 3.799 4.103 1.367 7.547 4.723 2.710 4.351 1.921 2.657 2.826 2.970 3.486 2.827 3.327 3.253

2.997 3.162 3.524 2.351 4.063 3.129 3.818 3.831 2.920 4.086 4.670 3.506 2.759 2.292 5.076 1.711 5.764 4.441 2.355 6.112 4.828 4.178 4.978 2.601 4.895 2.446 2.300 6.111 3.749 5.503 3.804 4.724 2.437 4.028 6.493 2.731 3.009 2.308 3.395 1.883 2.661 2.772 3.310 4.582 3.412

2.189 1.870 3.496 2.207 4.079 1.503 1.175 1.924 1.798 2.067 2.424 1.396 1.074 1.805 3.117 1.638 2.529 3.094 1.531 3.574 2.952 2.611 2.568 1.795 2.505 3.063 1.396 3.838 1.203 2.275 1.491 3.142 2.448 2.056 3.741 1.970 2.885 3.483 1.763 2.532 2.406 2.661 2.964 3.702 2.159

779 680 922 733 1.516 442 459 544 664 1.383 687 776 380 488 1.085 955 966 832 848 942 1.492 757 1.394 490 731 2.055 423 1.126 897 876 1.035 848 836 1.102 979 761 834 1.712 640 698 952 2.279 1.653 2.014 697

212 196 241 218 387 125 182 152 177 365 181 213 121 135 301 308 249 219 276 241 375 265 366 132 192 515 133 287 295 224 263 225 215 824 279 197 214 430 169 201 478 606 784 853 360

72 89 78 73 115 49 63 54 93 133 61 67 45 48 89 92 84 99 83 73 107 80 105 46 61 163 46 86 86 69 78 68 67 303 107 61 66 121 56 66 223 291 299 269 149

38 62 63 172 64 31 55 30 139 59 286 33 26 26 38 39 238 60 37 32 45 58 43 25 29 67 27 34 38 34 33 30 30 93 42 31 30 50 41 70 174 475 158 191 111

110 43 336 211 82 60 48 65 349 339 183 268 128 146 227 122 235 238 80 157 519 183 978 110 117 85 227 98 113 127 66 118 22 74 40 139 30 206 387 96 125 462 206 245 119

286 277 1.297 351 611 135 101 1.179 1.076 308 1.462 358 231 651 500 188 452 603 310 192 553 191 801 66 453 1.319 157 321 484 762 334 801 59 1.123 563 287 720 462 337 185 378 403 765 417 210

1.260 1.136 674 752 2.319 1.020 437 2.461 3.577 741 1.531 812 1.082 962 1.972 1.232 1.630 641 445 1.297 1.734 760 2.761 1.379 1.030 1.406 519 864 439 1.125 645 1.846 1.944 1.270 569 1.478 806 1.002 2.630 565 924 1.654 1.591 1.258 353

1.294 1.264 1.517 1.208 1.774 1.249 1.159 1.616 1.946 1.737 1.516 1.425 1.157 1.394 1.649 1.145 1.704 1.692 1.238 1.989 1.553 1.404 2.016 1.314 1.349 1.522 1.363 1.707 1.134 1.503 1.426 1.734 1.056 2.166 1.963 1.004 1.343 1.147 1.310 1.082 1.098 1.498 1.488 1.752 1.341

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 393 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Data 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Mínimo Média Máximo

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Média

1.217 1.943 2.835 1.424 1.569 1.723 1.772 827 1.131 1.911 2.961 994 1.111 2.089 1.746 1.062 1.169 1.503 2.328 1.811 1.600 1.324 526 689 1.209 2.003 1.393 1.052 767

2.538 2.732 2.771 3.327 2.868 2.233 4.225 2.560 1.726 3.480 2.998 1.295 1.574 3.416 1.882 2.562 2.538 2.240 2.662 2.614 1.901 1.905 1.069 1.225 2.448 2.447 1.636 1.856 2.770

3.049 2.931 4.987 4.398 5.186 2.005 4.165 2.370 2.562 3.821 3.269 2.233 2.866 3.901 3.100 2.955 2.553 3.481 3.589 3.093 2.348 2.127 1.434 2.553 3.146 2.686 1.499 3.143 3.976

2.521 3.039 3.891 2.776 3.169 3.060 3.644 2.783 3.502 3.324 2.803 2.632 2.996 3.828 2.439 3.155 1.957 2.521 3.339 3.253 2.771 3.641 1.597 2.835 1.797 2.654 1.568 3.641 3.246

2.041 2.910 2.698 1.661 1.316 1.329 2.551 899 3.073 3.531 2.050 1.338 2.217 3.169 1.170 2.681 809 1.617 2.010 3.691 2.497 2.831 1.057 2.290 1.378 1.450 921 1.905 1.618

932 1.623 1.324 709 546 544 1.023 477 1.041 1.169 820 606 917 1.332 499 1.338 323 637 968 1.516 809 1.530 330 1.092 521 849 415 819 768

407 680 597 299 250 217 476 188 423 546 420 277 364 562 302 273 138 263 522 565 229 547 167 405 222 392 168 313 222

167 278 283 129 123 110 226 100 167 226 205 97 116 288 170 167 58 149 224 119 113 106 60 138 93 140 84 146 114

111 182 185 197 94 90 185 82 154 135 154 57 48 162 54 128 141 135 151 77 98 60 51 26 96 109 34 71 146

257 456 372 208 169 117 251 142 199 266 479 111 200 225 197 84 99 154 163 74 131 86 111 40 188 211 128 114 228

517 589 393 522 467 404 262 289 447 456 534 187 429 459 263 118 194 299 187 200 435 58 269 115 374 256 193 133 466

981 956 887 673 908 698 428 691 622 1.427 526 355 1.866 1.224 508 425 1.086 712 543 992 748 104 396 563 996 544 350 197 521

829

1.476

2.996

2.738

2.240

819

246

106

61

77

163

974

526 1.639 3.736

886 2.567 5.026

1367 3.434 7.547

1568 3.371 6.493

809 2.254 4.079

323 929 2.279

121 321 853

45 122 303

25 90 475

22 185 978

58 432 1.462

104 1.046 3.577

1.228 1.527 1.769 1.360 1.389 1.044 1.601 951 1.254 1.691 1.435 848 1.225 1.721 1.028 1.246 922 1.143 1.391 1.500 1.140 1.193 589 998 1.039 1.145 699 1.116 1.237 1.060 589 1.366 2.166

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 394 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


FICHA TÉCNICA DE APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS PARA O SIPOT

Código do Aproveitamento: (Preenchido pela Eletrobrás)

Nome:

Codinome:

CACHOEIRA DOS PATOS

JMX-212

IDENTIFICAÇÃO Rio: JAMANXIM

Município: Itaituba

Fonte:

UF: PA

Latitude: 05º54'59"

Longitude: 55º45'36"

Proprietário: _____

ELETRONORTE

Situação na Divisão de Queda: Integrante x Excluído

Estágio:

Inventário

Código Jusante:

Tipo de Sistema:

SIN

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

Cota da Soleira do Vertedor (m)

160,0 SIM x NÃO

Cota Arbitrária ?

Área de Drenagem (km2)

38.758

Vol. na Soleira do Vertedor (hm3)

37,53

Queda Bruta Máxima (m)

32,5

Canal de Fuga Médio (m)

143,5

NA Normal Jusante (m)

143

Perdas Hidráulicas (m)

0,60

NA (m)

Área (km2)

Volume (hm3)

NA Máximo Normal

176,0

116,50

696,84

NA Mínimo Normal

173,1

75,29

431,40

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 395 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


MATRIZ COTA x ÁREA x VOLUME E POLINÔMIO Polinômio Cota x Área

Polinômio Volume x Cota

A0 = - 1,8473548E+05 A1 = 3,3232150E+03 A2 = - 1,9959262E+01 A3 = 4,0028103E-02 A4 = 0,0000000E+00

A0= 1,5977027E+02 A1 = 7,8352125E-02 A2 = - 2,0445238E-04 A3 = 2,8223259E-07 A4 = - 1,4669871E-10

Pontos Cota x Área x Volume Cota(m)

Área(km2)

Volume (hm3)

160

3,95

37,53

165

15,32

82,61

170

46,46

230,04

175

100,35

588,52

176

116,50

696,84

CARACTERÍSTICAS ENERGÉTICAS Energia Firme (GWh)

2.382,72

Rendimento (%)

92

Energia Média (GWh):

2.340,00

Fator de Capacidade Mínimio (%)

11,67

Potência Nominal (MW)

528

Taxa de Indisponibilidade Forçada (%)

2,533

Queda de Referência (m)

31,9 Número de Unidades de Base:

2

Número Total de Unidades:

3 Kaplan

Tipo de Turbina:

CARACTERÍSTICAS HIDROLÓGICAS

Vazão MLT (m3/s)

1.327

Vazão Média no Período de Simulação (m3/s) 3

Vazão Mínima Defluente (m /s) 3

1.451 21 0,22

Vazão Evaporada (m /s) Evaporação Mensal(m )

0,57x106

Área de Atuação: Energia

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

3

Responsáveis Técnicos:

ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 396 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Evaporação Média (mm) Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

10

13

4

3

2

-6

-13

0

10

14

12

32

Média Anual:

81

NA Jusante x Vazões Polinômio Vazão x NA Jusante

Pontos NA Jusante x Vazões

A0 = + 1,3847989E+02

NA de Jusante (m)

Vazão (m3/s)

A1 = + 3,8651650E-03

138,48

0

A2 = - 8,4610059E-07

138,67

50

A3 = + 1,3281458E-10

138,86

100

A4 = -7,6599791E-15

139,22

200

139,90

400

140,22

500

141,62

1.000

143,77

2.000

146,94

4.000

148,47

5.000

149,97

6.000

151,55

7.333

DATAS NOTÁVEIS Início dos Estudos:

Janeiro de 2006

CUSTOS Dez/2007 Real

Data de Referência dos Custos: Moeda Corrente (na Época):

Código de Desembolso: Custo Total de Construção:

R$ 1.480.151.000,07

Cronograma de Desembolso Ano 1 2 3 4

Valor R$ 242.647.704,93 R$ 363.971.557,39 R$ 424.633.483,63 R$ 181.985.778,70

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 397 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


3

SÉRIE DE VAZÕES NATURAIS MÉDIAS (m /s) Data 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Média

1.770 951 1.458 1.455 1.235 1.786 1.368 1.869 3.493 1.892 1.216 1.574 1.900 1.142 1.681 2.121 1.392 2.409 1.818 1.162 1.426 2.166 2.400 3.630 1.401 1.590 2.713 847 1.214 662 2.390 2.211 1.919 2.950 2.216 775 1.109 795 1.607 2.263 523 635 1.480 1.555 2.030

1.732 2.910 1.535 2.483 2.003 2.463 2.869 3.208 4.424 3.269 3.065 2.107 4.323 3.951 2.307 2.595 2.901 3.973 3.136 4.884 2.108 1.784 2.404 2.400 1.465 3.396 4.400 2.165 2.595 2.150 3.018 2.556 1.237 4.410 3.629 861 1.973 1.214 1.937 1.488 1.305 2.168 1.723 2.492 3.091

3.867 3.581 4.364 3.285 4.580 3.999 3.114 3.814 4.291 5.878 2.233 5.712 1.589 4.792 3.190 2.524 3.773 3.412 3.688 4.888 2.327 3.596 5.109 2.836 3.131 1.953 3.704 4.491 2.319 4.028 3.692 3.987 1.329 7.333 4.589 2.633 4.228 1.866 2.582 2.746 2.886 3.387 2.746 3.233 3.161

2.912 3.073 3.425 2.284 3.948 3.040 3.710 3.723 2.838 3.970 4.538 3.407 2.681 2.227 4.932 1.663 5.601 4.315 2.288 5.939 4.691 4.060 4.837 2.527 4.756 2.377 2.235 5.938 3.643 5.347 3.696 4.590 2.368 3.914 6.309 2.654 2.924 2.243 3.299 1.830 2.585 2.693 3.217 4.452 3.315

2.127 1.817 3.397 2.144 3.963 1.461 1.142 1.869 1.748 2.008 2.355 1.357 1.044 1.754 3.029 1.592 2.457 3.007 1.488 3.473 2.868 2.537 2.495 1.744 2.434 2.976 1.357 3.730 1.169 2.210 1.449 3.053 2.379 1.998 3.635 1.914 2.804 3.384 1.713 2.461 2.338 2.586 2.880 3.597 2.098

757 661 896 712 1.473 429 446 528 645 1.344 668 754 370 474 1.054 928 938 808 824 915 1.450 735 1.354 476 711 1.996 411 1.094 871 851 1.005 824 812 1.070 952 740 810 1.664 622 678 925 2.215 1.606 1.957 678

206 191 234 212 376 121 177 148 172 354 176 207 117 132 292 299 242 213 268 234 364 257 356 128 186 500 129 279 287 218 256 219 209 801 271 191 208 417 164 195 464 589 762 829 350

70 86 76 71 112 47 61 52 90 129 60 65 43 46 87 89 82 96 81 71 104 78 102 45 59 158 45 84 84 67 76 66 65 294 104 60 64 117 55 64 216 283 290 261 144

37 60 62 167 62 30 54 29 135 57 278 32 26 26 37 38 231 58 36 31 44 56 42 25 28 65 26 33 37 33 32 30 30 90 41 30 29 49 40 68 169 462 153 185 108

106 42 327 205 80 59 47 63 339 329 177 260 124 142 221 119 228 231 78 152 504 178 950 106 114 82 221 95 110 123 64 115 21 72 39 135 29 200 377 93 121 449 200 238 115

278 269 1.260 341 594 131 98 1.145 1.046 299 1.420 347 224 633 486 183 440 586 301 187 538 186 779 64 440 1.282 153 312 470 740 324 779 57 1.091 547 279 699 449 327 180 367 392 744 405 204

1.225 1.103 655 731 2.253 991 424 2.391 3.476 720 1.487 789 1.051 934 1.916 1.197 1.584 623 432 1.261 1.684 739 2.683 1.340 1.001 1.366 505 840 427 1.093 626 1.793 1.889 1.234 553 1.436 783 974 2.555 549 897 1.607 1.545 1.222 343

1.257 1.229 1.474 1.174 1.723 1.213 1.126 1.570 1.891 1.688 1.473 1.384 1.124 1.354 1.603 1.112 1.656 1.644 1.203 1.933 1.509 1.364 1.959 1.277 1.310 1.478 1.325 1.659 1.102 1.460 1.386 1.685 1.026 2.105 1.907 975 1.305 1.114 1.273 1.051 1.066 1.456 1.446 1.702 1.303

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 398 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Data 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Mínimo Média Máximo

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Média

1.183 1.888 2.755 1.383 1.524 1.674 1.722 804 1.099 1.857 2.877 966 1.079 2.030 1.697 1.032 1.136 1.460 2.262 1.760 1.555 1.286 511 670 1.174 1.946 1.353 1.022 745

2.466 2.655 2.693 3.233 2.787 2.170 4.105 2.488 1.677 3.381 2.913 1.258 1.529 3.320 1.828 2.489 2.466 2.177 2.587 2.540 1.847 1.851 1.039 1.190 2.379 2.378 1.589 1.804 2.692

2.963 2.848 4.846 4.274 5.039 1.949 4.047 2.303 2.489 3.713 3.177 2.170 2.785 3.790 3.012 2.871 2.480 3.383 3.487 3.005 2.281 2.066 1.394 2.480 3.057 2.610 1.457 3.054 3.863

2.450 2.953 3.781 2.697 3.079 2.973 3.541 2.704 3.403 3.230 2.723 2.557 2.911 3.720 2.370 3.066 1.901 2.450 3.245 3.161 2.693 3.538 1.552 2.755 1.746 2.579 1.523 3.538 3.154

1.984 2.828 2.621 1.614 1.279 1.292 2.479 873 2.986 3.431 1.992 1.301 2.154 3.079 1.137 2.605 787 1.571 1.953 3.586 2.427 2.751 1.027 2.225 1.339 1.409 895 1.851 1.572

905 1.577 1.286 689 530 529 994 464 1.011 1.136 796 589 891 1.294 485 1.301 313 619 940 1.473 786 1.487 321 1.061 506 825 404 796 746

395 661 580 291 243 211 462 183 411 530 408 269 354 546 294 265 134 256 507 549 222 532 163 394 215 381 163 304 216

163 270 275 126 119 107 219 97 163 219 199 94 113 279 166 162 56 145 218 115 110 103 58 135 90 136 82 142 111

108 177 180 192 92 87 180 79 150 131 150 55 47 157 52 124 137 131 147 75 95 58 49 25 93 106 33 69 142

250 443 362 202 164 113 244 138 193 259 465 108 195 219 192 82 96 150 158 72 127 84 108 39 183 205 124 111 221

503 573 382 507 453 392 254 280 434 443 519 182 417 446 256 114 189 291 182 195 423 57 262 112 363 248 187 129 453

953 929 862 654 882 679 416 671 604 1.386 511 345 1.813 1.189 494 413 1.055 692 527 963 727 101 385 547 968 529 340 192 506

805

1.434

2.911

2.660

2.176

796

239

103

59

74

159

947

511 1.593 3.630

861 2.494 4.884

1329 3.337 7.333

1523 3.276 6.309

787 2.190 3.963

313 902 2.215

117 312 829

43 118 294

25 88 462

21 180 950

57 420 1.420

101 1.016 3.476

1.194 1.483 1.719 1.322 1.349 1.015 1.555 924 1.218 1.643 1.394 824 1.191 1.673 999 1.210 896 1.110 1.351 1.458 1.108 1.159 572 969 1.010 1.113 679 1.084 1.202 1.030 572 1.327 2.105

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 399 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


FICHA TÉCNICA DE APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS PARA O SIPOT

Código do Aproveitamento: (Preenchido pela Eletrobrás)

Nome:

Codinome:

JARDIM DO OURO

JMX-257

IDENTIFICAÇÃO Rio: JAMANXIM

Município: Itaituba

Fonte:

UF: PA

Latitude: 06º15'49"

Longitude: 55º45'53"

Proprietário: _____

ELETRONORTE

Situação na Divisão de Queda: Integrante x Excluído

Estágio:

Inventário

Código Jusante:

Tipo de Sistema:

SIN

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

Cota da Soleira do Vertedor (m)

Área de Drenagem (km2)

194,50 SIM x NÃO

Cota Arbitrária ?

37.456

Vol. na Soleira do Vertedor (hm3)

0,0

Queda Bruta Máxima (m)

14,5

Canal de Fuga Médio (m)

175,5

NA Normal Jusante (m)

176

Perdas Hidráulicas (m)

0,30

NA (m)

Área (km2)

Volume (hm3)

NA Máximo Normal

190,0

426,06

1.977,59

NA Mínimo Normal

185,3

172,76

631,32

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 400 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


MATRIZ COTA x ÁREA x VOLUME E POLINÔMIO Polinômio Cota x Área

Polinômio Volume x Cota

A0 = - 4,3656590E+05 A1 = 7,5494740E+03 A2 = - 4,3531580E+01 A3 = 8,3697620E-02 A4 = 0,0000000E+00

A0 = 1,8174511E+02 A1 = 6,5494667E-03 A2 = - 1,4635289E-06 A3 = 1,3271071E-10 A4 = 0,0000000E+00

Pontos Cota x Área x Volume Cota(m)

Área(km2)

Volume (hm3)

175

4,04

0,00

176

7,94

5,88

180

40,71

94,73

185

160,37

564,54

190

426,06

1.977,59

195

914,56

5.252,34

CARACTERÍSTICAS ENERGÉTICAS Energia Firme (GWh)

858,48

Rendimento (%)

92

Energia Média (GWh):

856,16

Fator de Capacidade Mínimio (%)

8,75

Potência Nominal (MW)

227

Taxa de Indisponibilidade Forçada (%)

1,672

Queda de Referência (m)

14,2 Número de Unidades de Base:

2

Número Total de Unidades:

4 Bulbo

Tipo de Turbina:

CARACTERÍSTICAS HIDROLÓGICAS

Vazão MLT (m3/s)

1.283 3

Vazão Média no Período de Simulação (m /s) 3

Vazão Mínima Defluente (m /s) 3

1.403 20

Vazão Evaporada (m /s)

0,60

Evaporação Mensal(m3)

1,57x106

Área de Atuação: Energia

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

Responsáveis Técnicos:

ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 401 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Evaporação Média (mm) Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

7

12

3

3

3

-5

-12

6

12

12

10

29

Média Anual:

80

NA Jusante x Vazões Polinômio Vazão x NA Jusante

Pontos NA Jusante x Vazões

A0 = 1,7147473E+02

NA de Jusante (m)

Vazão (m3/s)

A1 = 4,1452094E-03

171,47

0

A2 = - 1,0252466E-06

171,58

25

A3 = 1,6937392E-10

171,68

50

A4 = - 1,0123705E-14

171,88

100

172,26

200

172,98

400

173,31

500

174,75

1.000

176,86

2.000

179,90

4.000

181,41

5.000

184,12

7.100

DATAS NOTÁVEIS Início dos Estudos:

Janeiro de 2006

CUSTOS Dez/2007 Real

Data de Referência dos Custos: Moeda Corrente (na Época):

Código de Desembolso: Custo Total de Construção:

R$ 980.279.743,81

Cronograma de Desembolso Ano 1 2 3 4

Valor R$ 160.701.597,35 R$ 241.052.396,02 R$ 281.227.795,36 R$ 120.526.198,01

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 402 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


3

SÉRIE DE VAZÕES NATURAIS MÉDIAS (m /s) Data 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Média

1.710 919 1.409 1.406 1.193 1.726 1.322 1.806 3.375 1.828 1.175 1.521 1.836 1.103 1.625 2.050 1.345 2.328 1.757 1.123 1.378 2.093 2.320 3.509 1.354 1.537 2.622 819 1.173 640 2.310 2.136 1.854 2.851 2.141 749 1.072 768 1.553 2.187 506 614 1.431 1.503 1.962

1.674 2.812 1.484 2.400 1.935 2.381 2.773 3.101 4.275 3.159 2.962 2.036 4.177 3.818 2.229 2.508 2.804 3.840 3.031 4.720 2.037 1.724 2.323 2.320 1.416 3.282 4.253 2.092 2.508 2.077 2.917 2.471 1.196 4.262 3.507 832 1.906 1.173 1.872 1.438 1.261 2.095 1.665 2.408 2.987

3.738 3.460 4.217 3.175 4.427 3.865 3.009 3.686 4.147 5.681 2.158 5.520 1.536 4.631 3.082 2.439 3.646 3.297 3.564 4.723 2.249 3.475 4.937 2.741 3.026 1.887 3.580 4.340 2.241 3.892 3.568 3.853 1.284 7.087 4.435 2.544 4.086 1.804 2.495 2.654 2.789 3.274 2.654 3.124 3.054

2.814 2.969 3.310 2.207 3.816 2.938 3.585 3.598 2.742 3.837 4.385 3.292 2.591 2.152 4.766 1.607 5.413 4.170 2.211 5.740 4.534 3.923 4.674 2.443 4.596 2.297 2.160 5.739 3.521 5.167 3.572 4.436 2.288 3.782 6.097 2.565 2.826 2.167 3.188 1.769 2.498 2.603 3.108 4.302 3.204

2.056 1.756 3.283 2.072 3.830 1.412 1.103 1.806 1.689 1.941 2.276 1.311 1.009 1.695 2.927 1.538 2.375 2.906 1.438 3.356 2.772 2.452 2.412 1.685 2.353 2.876 1.311 3.604 1.129 2.136 1.400 2.950 2.299 1.931 3.513 1.849 2.709 3.271 1.655 2.378 2.259 2.499 2.783 3.476 2.027

731 639 866 688 1.424 415 431 510 623 1.299 645 728 357 458 1.019 897 907 781 797 885 1.401 710 1.309 460 687 1.929 397 1.057 842 823 971 796 785 1.034 920 715 783 1.608 601 656 894 2.140 1.552 1.892 655

199 184 227 205 363 117 171 143 167 343 170 200 113 127 282 289 234 206 259 226 352 249 344 124 180 483 125 269 277 211 247 211 202 774 262 185 201 403 159 189 449 569 736 801 338

68 84 74 69 108 46 59 51 87 125 58 63 42 45 84 86 79 93 78 69 100 75 98 43 57 153 43 81 81 64 74 64 63 285 100 58 62 113 53 62 209 274 281 253 140

36 58 59 162 60 29 52 28 130 55 269 31 25 25 36 37 223 56 34 30 42 55 40 24 27 63 25 32 36 32 31 29 29 87 40 29 28 47 38 66 163 446 148 179 105

103 40 316 198 77 57 45 61 327 318 171 252 120 137 213 115 221 223 75 147 487 172 918 103 110 80 213 92 107 119 62 111 20 69 38 130 28 193 364 90 117 434 193 230 112

268 260 1.218 329 574 127 95 1.107 1.011 289 1.373 336 217 612 470 177 425 566 291 181 519 180 752 62 425 1.239 148 301 455 716 313 753 55 1.055 529 269 676 434 316 174 355 379 719 392 197

1.184 1.066 633 706 2.178 958 410 2.311 3.359 696 1.438 763 1.016 903 1.852 1.156 1.531 602 417 1.218 1.628 714 2.593 1.295 967 1.321 488 811 413 1.056 605 1.733 1.825 1.193 535 1.387 757 941 2.469 531 867 1.553 1.494 1.181 331

1.215 1.187 1.425 1.135 1.665 1.172 1.088 1.517 1.828 1.631 1.423 1.338 1.087 1.309 1.549 1.075 1.600 1.589 1.163 1.868 1.458 1.319 1.893 1.234 1.266 1.429 1.280 1.603 1.065 1.411 1.339 1.629 992 2.034 1.843 943 1.261 1.077 1.230 1.016 1.031 1.407 1.397 1.645 1.259

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 403 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Data Jan 1.143 1976 1.824 1977 2.663 1978 1.337 1979 1.473 1980 1.618 1981 1.664 1982 777 1983 1.062 1984 1.795 1985 2.781 1986 934 1987 1.043 1988 1.962 1989 1.640 1990 997 1991 1.098 1992 1.411 1993 2.186 1994 1.701 1995 1.503 1996 1.243 1997 494 1998 647 1999 1.135 2000 1.881 2001 1.308 2002 988 2003 720 2004 778 2005 494 Mínimo Média 1.539 Máximo 3.509

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Média

2.383 2.566 2.602 3.125 2.693 2.097 3.967 2.404 1.621 3.268 2.816 1.216 1.478 3.208 1.767 2.406 2.383 2.104 2.500 2.455 1.785 1.789 1.004 1.150 2.299 2.298 1.536 1.743 2.602

2.863 2.752 4.683 4.130 4.870 1.883 3.911 2.226 2.406 3.588 3.070 2.097 2.691 3.663 2.911 2.775 2.397 3.269 3.370 2.904 2.205 1.997 1.347 2.397 2.955 2.522 1.408 2.951 3.733

2.368 2.854 3.654 2.606 2.976 2.873 3.422 2.613 3.289 3.122 2.632 2.472 2.813 3.595 2.290 2.963 1.837 2.368 3.136 3.054 2.602 3.419 1.500 2.663 1.687 2.492 1.472 3.419 3.048

1.917 2.733 2.533 1.560 1.236 1.248 2.396 844 2.886 3.316 1.925 1.257 2.082 2.976 1.099 2.518 760 1.518 1.887 3.466 2.345 2.658 993 2.150 1.294 1.362 865 1.789 1.519

875 1.524 1.243 666 513 511 961 448 977 1.098 770 569 861 1.251 469 1.257 303 598 909 1.424 760 1.437 310 1.025 489 797 390 769 721

382 639 560 281 235 204 447 177 397 513 395 260 342 528 284 256 129 247 490 531 215 514 157 381 208 368 158 294 209

157 261 265 121 115 103 212 94 157 212 192 91 109 270 160 157 54 140 211 111 107 100 56 130 87 131 79 137 107

104 171 174 185 88 84 174 77 145 127 145 53 45 152 50 120 132 127 142 72 92 56 48 24 90 102 32 67 137

242 428 350 195 159 110 236 134 187 250 449 104 188 212 185 79 93 145 153 70 123 81 104 38 177 198 120 107 214

486 553 369 490 438 379 246 271 420 428 501 176 403 431 247 110 183 281 176 188 409 55 253 108 351 240 181 125 438

921 897 833 632 852 656 402 649 584 1.340 494 333 1.752 1.149 477 399 1.020 668 510 931 702 98 372 529 935 511 329 185 489

1.386

2.813

2.571

2.103

769

231

100

57

72

153

915

832 2.411 4.720

1284 3.225 7.087

1472 3.166 6.097

760 2.117 3.830

303 872 2.140

113 301 801

42 114 285

24 85 446

20 173 918

55 406 1.373

98 982 3.359

1.153 1.434 1.661 1.277 1.304 981 1.503 893 1.178 1.588 1.347 797 1.151 1.616 965 1.170 866 1.073 1.306 1.409 1.071 1.121 553 937 976 1.075 657 1.048 1.161 996 553 1.283 2.034

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 404 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


FICHA TÉCNICA DE APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS PARA O SIPOT

Código do Aproveitamento: (Preenchido pela Eletrobrás)

Nome:

Codinome: TPJ-325

SÃO LUIZ DO TAPAJÓS

IDENTIFICAÇÃO Rio:

Município: Itaituba

TAPAJÓS

Fonte:

UF:

Latitude: 04º34'10"

PA

Longitude: 56º47'06"

Proprietário:

ELETRONORTE

Estágio: Inventário

____

Situação na Divisão de Queda: x Integrante Excluído

Código Jusante:

Tipo de Sistema:

SIN

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS – CASA DE FORÇA PRINCIPAL

Cota da Soleira do Vertedor (m)

30,0 SIM x NÃO

Cota Arbitrária ?

Área de Drenagem (km2)

452.783

Vol. na Soleira do Vertedor (hm3)

194,20

Queda Bruta Máxima (m)

37,2

Canal de Fuga Médio (m)

12,8

NA Normal Jusante (m)

14,2

Perdas Hidráulicas (m)

1,1

NA (m)

Área (km2)

Volume (hm3)

NA Máximo Normal

50

722,25

7.553,83

NA Mínimo Normal

49,6

708,69

7.276,21

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 405 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


CARACTERÍSTICAS FÍSICAS – CASA DE FORÇA COMPLEMENTAR

30,0

Cota da Soleira do Vertedor (m)

SIM x NÃO

Cota Arbitrária ?

Área de Drenagem (km2)

452.783

Vol. na Soleira do Vertedor (hm3)

194,20

Queda Bruta Máxima (m)

26,0

Canal de Fuga Médio (m)

24,0

NA Normal Jusante (m)

24,1

Perdas Hidráulicas (m)

0,6

NA (m)

Área (km2)

Volume (hm3)

NA Máximo Normal

50

722,25

7.553,83

NA Mínimo Normal

49,6

708,69

7.276,21

MATRIZ COTA x ÁREA x VOLUME E POLINÔMIO Polinômio Cota x Área

Polinômio Volume x Cota

A0 = 4,6051250E+04 A1 = - 4,3212080E+03 A2 = 1,4984660E+02 A3 = - 2,2727470E+00 A4 = 1,2833330E-02

A0= 3,1044960E+01 A1 = 5,7386240E-03 A2 = - 8,8132770E-07 A3 = 8,1552460E-11 A4 = - 2,8384700E-15

Pontos Cota x Área x Volume Cota(m)

Área(km2)

Volume (hm3)

35

185,01

775,01

40

354,97

2.102,09

45

556,82

4.362,71

49

688,43

6.848,56

50

722,25

7.553,83

55

975,45

11.782,26

CARACTERÍSTICAS ENERGÉTICAS – CASA DE FORÇA PRINCIPAL Energia Firme (GWh)

27.821,76

Energia Média (GWh):

27.674,65

Potência Nominal (MW)

5.920

Queda de Referência (m)

36,1

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

Rendimento (%)

92

Fator de Capacidade Mínimio (%)

1,129

Taxa de Indisponibilidade Forçada (%)

2,533

Número de Unidades de Base:

19

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 406 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


31

Número Total de Unidades:

Kaplan

Tipo de Turbina:

CARACTERÍSTICAS ENERGÉTICAS – CASA DE FORÇA COMPLEMENTAR Energia Firme (GWh)

1.690,68

Rendimento (%)

92

Energia Média (GWh):

1.624,63

Fator de Capacidade Mínimio (%)

17,5

Potência Nominal (MW)

213

Taxa de Indisponibilidade Forçada (%)

2,533

Queda de Referência (m)

25,4 Número de Unidades de Base:

2

Número Total de Unidades:

2 Kaplan

Tipo de Turbina:

CARACTERÍSTICAS HIDROLÓGICAS – CASA DE FORÇA PRINCIPAL Vazão MLT (m3/s)

11.890 3

Vazão Média no Período de Simulação (m /s)

12.448

3

Vazão Mínima Defluente (m /s)

1.854

Vazão Evaporada (m3/s)

2,05 5,40X106

3

Evaporação Mensal(m ) Evaporação Média (mm) Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

20

20

11

3

3

-8

-17

-14

-3

12

20

42

Média Anual:

89

NA Jusante x Vazões Polinômio Vazão x NA Jusante

Pontos NA Jusante x Vazões

A0 = 7,0996709E+00

NA de Jusante (m)

Vazão (m3/s)

A1 = 8,6694025E-04

7,10

0

A2 = - 3,5085315E-08

7,93

1.000

A3 = 8,0098907E-13

8,70

2.000

A4 = - 7,1122306E-18

10,06

4.000

10,65

5.000

12,99

10.000

15,67

20.000

16,58

25.000

17,40

30.000

18,13

35.000

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 407 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


18,70

40.000

18,89

45.000

CARACTERÍSTICAS HIDROLÓGICAS – CASA DE FORÇA COMPLEMENTAR

Vazão MLT (m3/s)

2.508

Vazão Média no Período de Simulação (m3/s)

2.975

3

807

Vazão Mínima Defluente (m /s) 3

Vazão Evaporada (m /s)

2,04

Evaporação Mensal(m3)

5,37x106

Evaporação Média (mm) Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

20

20

11

3

3

-8

-17

-14

-3

12

20

42

Média Anual:

89

NA Jusante x Vazões Polinômio Vazão x NA Jusante

Pontos NA Jusante x Vazões Vazão (m3/s)

A0 = + 2,3539980E+01

NA de Jusante (m)

A1 = + 1,4903621E-04

23,54

0

A2 = + 8,3104318E-09

23,67

807

A3 = - 5,9733086E-13

23,93

2.384

A4 = 9,8502425E-18

24,53

5.537

24,83

7.114

25,41

10.268

25,89

13.272

26,25

15.983

26,47

18.026

26,66

20.275

27,00

25.454

27,34

30.000

DATAS NOTÁVEIS Início dos Estudos:

Janeiro de 2006

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 408 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


CUSTOS Data de Referência dos Custos: Moeda Corrente (na Época):

Dez/2007 Real

Código de Desembolso: Custo Total de Construção:

R$ 18.159.928.943,60

Cronograma de Desembolso Ano

Valor R$ 698.458.805,52 R$ 2.095.376.416,57 R$ 2.793.835.222,09 R$ 2.933.526.983,20 R$ 3.492.294.027,62 R$ 1.955.684.655,46

1 2 3 4 5 6

3

SÉRIE DE VAZÕES NATURAIS MÉDIAS (m /s) Data

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Média

1931

16243

13587

26087

24476

14657

7804

4183

2947

2560

2798

6029

9283

10888

1932

12156

21796

29194

26762

16055

9049

4781

3244

2775

2958

6914

11366

12254

1933

14774

21660

32014

26699

21759

9621

4903

3281

2794

3271

6798

6285

12822

1934

15115

25083

28688

23874

20305

9676

4970

3283

2974

3875

5046

7863

12563

1935

12512

23309

28605

31642

25351

12072

5684

3531

2841

2568

5498

14373

13999

1936

7136

9922

13601

16343

28707

21054

12090

6151

3604

2720

2451

2378

2826

1937

9601

19078

19597

26206

14757

7947

4369

2961

2537

2407

3397

5302

9847

1938

18287

28191

27010

22002

12880

6408

3590

2616

2315

2287

9380

14888

12488

1939

22089

26801

32043

26951

15917

7962

4260

3016

2702

3524

6778

17516

14130

1940

17936

30985

44330

39950

23804

14176

6538

3911

2993

3614

3934

7552

16644

1941

9943

20316

23373

33043

18577

8659

4529

3106

3357

2953

10968

12959

12649

1942

16446

24676

38309

30941

18289

9727

4974

3302

2749

3731

5314

10128

14049

1943

14851

29829

18392

22104

12278

6562

3828

2844

2541

2785

5629

9993

10970

1944

11764

22607

30845

20683

14198

6884

3892

2842

2513

2749

6189

10028

11266

1945

14775

20728

28872

37179

25610

12744

6058

3679

2862

3177

5120

12990

14483

1946

16898

19324

26228

20078

13770

10646

5381

3423

2778

2650

3437

9876

11208

1947

13565

25974

29140

37844

21714

11156

5416

3431

3123

3118

5887

11957

14360

1948

19701

27035

27256

29505

20384

9228

4726

3229

2718

3605

6214

8957

13547

1949

25543

30198

31225

23147

15117

8620

4711

3186

2703

2548

5043

6195

13186

1950

15136

34993

33958

40802

24350

10647

5236

3355

2716

2637

3974

9776

15632

1951

18107

20702

22667

38199

21539

13854

6337

3758

2884

3966

4583

11462

14005

1952

15952

16683

25568

26436

18382

8700

4659

3112

2657

2667

3169

6682

11222

1953

18561

19669

32495

34398

19237

11447

5423

3359

2681

6101

7095

15110

14631

1954

24688

21560

27265

27024

16179

7866

4273

3004

2593

2696

2796

10468

12534

1955

12097

17374

23162

33337

19855

9615

4842

3167

2604

2705

4038

6514

11609

1956

15203

22673

18362

17014

20208

14499

6513

3798

2879

2852

7674

13950

12135

1957

22036

30337

30559

22057

14806

7498

4218

2998

2616

3600

3614

6359

12558

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 409 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Data

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

1958

11492

19044

27488

34031

25428

11672

5591

3494

2782

2612

4252

8782

13056

1959

15430

26932

23667

29115

14127

8779

4659

3104

2616

2555

4454

9381

12068

1960

11962

19105

28919

31525

18157

9306

4701

3119

2605

2531

6259

9342

12294

1961

19686

25104

28231

29333

15108

10273

5053

3269

2679

2417

4035

6731

12660

1962

19555

24271

31383

31135

22843

10243

5074

3254

2642

3293

5955

10586

14186

1963

20401

15225

18517

19033

16087

8071

4219

2916

2502

2175

2527

11371

10254

1964

17444

28097

36707

26520

14590

9748

6268

3734

2799

2452

9534

12496

14199

1965

17403

23857

30579

41128

26466

11492

5614

3547

2805

2647

7599

9166

15192

1966

10926

11562

22080

18028

12384

7102

3900

2830

2511

2738

4471

8297

8902

1967

9257

16290

24523

21127

17764

8230

4282

2938

2506

2251

5215

7782

10180

1968

9626

10599

19236

24310

24903

9062

4376

2899

2478

2735

5426

9228

10406

1969

11723

12448

18140

21138

15404

6679

3682

2668

2377

3178

4824

14812

9756

1970

19237

10702

19425

20967

15809

7229

3926

2770

2469

2467

3725

4873

9466

1971

7580

12607

17502

20603

15268

9624

4759

3195

2714

2743

5278

5561

8953

1972

9272

18890

24317

22737

17120

10788

5677

3612

3518

4389

4590

9690

11217

1973

11061

15126

20531

23292

19168

10461

6044

3642

2810

3442

6666

11703

11162

1974

13360

19797

24521

29788

23665

12513

6254

3504

3163

3527

4762

10341

12933

1975

15375

22688

23570

24759

18690

9119

5710

3311

2651

2843

4361

7103

11682

1976

11148

18232

22394

20521

15573

9148

4871

2858

2411

3453

5477

9331

10452

1977

15589

19264

21308

20800

18230

12588

6504

3497

2872

4929

6641

10453

11889

1978

25360

21322

33435

27176

19871

12186

6834

4358

3404

4504

6127

10225

14567

1979

16456

28668

34176

25501

15534

8814

5201

3498

3969

3846

5988

6854

13209

1980

14137

23948

34875

23344

12290

7032

4565

3198

2914

3783

5273

8648

12001

1981

16345

20257

19161

22282

13195

6810

4451

3252

2949

2974

6107

9603

10616

1982

16840

27880

28978

25527

18590

9565

5665

3723

3630

4290

4506

5947

12929

1983

11072

18766

18205

19453

10150

6629

3553

2625

2303

3295

4754

7554

9030

1984

11858

14231

19376

24426

19315

9343

4748

3117

2938

3298

5469

8071

10516

1985

16692

26285

26758

26395

22462

9826

5643

3414

2856

3845

5914

10151

13353

1986

23457

24868

24972

22945

16951

8923

5724

3719

3486

5251

6798

8024

12926

1987

12941

16952

20769

19873

12437

7112

4132

3009

2735

2731

3371

7907

9497

1988

13730

17476

26041

24499

17713

10344

5444

3170

2658

3369

5494

12729

11889

1989

18335

26352

29009

28617

23211

11742

7262

4687

3657

3879

6693

11910

14613

1990

19196

19520

27312

20082

12708

6929

4734

3152

2906

3897

5005

7270

11059

1991

14594

25757

25010

28023

20381

11398

4756

3309

2816

2636

3861

5307

12321

1992

10743

18962

22342

21951

13789

4953

3313

2616

3847

3644

4089

9865

10009

1993

12686

16971

24963

19397

13185

6787

3770

2763

2656

2980

4477

7344

9831

1994

19170

21782

26757

25072

15967

9640

6223

3530

2997

3428

4335

9392

12358

1995

17819

22114

25577

26179

24490

12535

6501

3593

2728

2935

4236

10834

13295

1996

14820

16075

20288

21709

18452

8970

4658

3168

2834

3490

6289

8860

10801

1997

14030

18528

22501

27829

19629

10358

5496

3348

2648

2532

2888

4922

11226

1998

6832

10137

16334

15507

9986

4916

2824

2077

1924

2289

4115

7530

7039

1999

12706

13318

19435

17297

15012

8347

4149

2316

1854

2131

3603

7257

8952

2000

14991

20236

25307

21014

13889

6558

3852

2685

2496

2911

5528

10035

10792

2001

15968

18837

22279

21828

13455

9125

4983

2770

2419

2927

3999

10743

10778

2002

19282

18597

18645

16359

10268

5909

3298

2586

2032

2546

3755

5649

9077

2003

11364

19115

23342

28569

16273

8708

4328

2870

2409

3479

5548

6693

11058

2004

11791

22366

32140

26506

14954

8374

4863

3068

2793

3049

4701

6642

11771

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Média

Página: 410 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Data

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

2005

10618

15666

24533

22876

12372

6863

3798

2418

2223

2520

3092

9501

Média 9707

Mínimo

6832

10137

16334

15507

9986

4916

2824

2077

1854

2131

2527

4873

7039

Média

15186

20885

25860

25647

17405

9200

4904

3191

2759

3147

5192

9299

11890

Máximo

25543

34993

44330

41128

26466

14499

7262

4687

3969

6101

10968

17516

16644

* Nota: A Série de Vazões apresentada acima, utilizada no modelo de simulação, corresponde a série de vazões histórica natural do rio descontada a vazão remanescente mínima que corresponde a 30% da Q7,10, ou seja 807m3/s. Logo, para reconstituir a vazão natural afluente basta adicionar o valor de 807m3/s aos valores acima.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 411 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


FICHA TÉCNICA DE APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS PARA O SIPOT

Código do Aproveitamento: (Preenchido pela Eletrobrás)

Nome:

Codinome:

JATOBÁ

TPJ-445

IDENTIFICAÇÃO Rio: TAPAJÓS

Município: Itaituba

Fonte:

UF: PA

Latitude: 05º11'48"

Longitude: 56º55'11"

Proprietário: _____

ELETRONORTE

Situação na Divisão de Queda: x Integrante Excluído

Estágio:

Inventário

Código Jusante:

Tipo de Sistema:

SIN

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

Cota da Soleira do Vertedor (m)

Área de Drenagem (km2)

46 SIM x NÃO

Cota Arbitrária ?

386.711

Vol. na Soleira do Vertedor (hm3)

2,52

Queda Bruta Máxima (m)

15,6

Canal de Fuga Médio (m)

50,4

NA Normal Jusante (m)

50,0

Perdas Hidráulicas (m)

0,30

NA (m)

Área (km2)

Volume (hm3)

NA Máximo Normal

66

646,30

4.014,15

NA Mínimo Normal

66

646,30

4.014,15

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 412 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


MATRIZ COTA x ÁREA x VOLUME E POLINÔMIO Polinômio Cota x Área

Polinômio Volume x Cota

A0 = 8,4223910E+04 A1 = - 4,1863470E+03 A2 = 6,8626330E+01 A3 = - 3,6944850E-01 A4 = 0,0000000E+00

A0= 5,6163280E+01 A1 = 3,5925030E-03 A2 = - 3,4597030E-07 A3 = 1,5635070E-11 A4 = 0,0000000E+00

Pontos Cota x Área x Volume Cota(m)

Área(km2)

Volume (hm3)

55

102,45

242,42

60

296,97

1.198,84

65

597,77

3.392,28

66

646,30

4.014,15

70

992,68

7.267,43

CARACTERÍSTICAS ENERGÉTICAS Energia Firme (GWh)

11.230,32

Rendimento (%)

92

Energia Média (GWh):

11.222,64

Fator de Capacidade Mínimio (%)

0,875

Potência Nominal (MW)

2.338

Taxa de Indisponibilidade Forçada (%)

1.672

Queda de Referência (m)

15,3 Número de Unidades de Base:

24

Número Total de Unidades:

40 Bulbo

Tipo de Turbina:

CARACTERÍSTICAS HIDROLÓGICAS Vazão MLT (m3/s)

10.423

Vazão Média no Período de Simulação (m3/s) 3

Vazão Mínima Defluente (m /s) 3

10.779 2.617 1,83

Vazão Evaporada (m /s) Evaporação Mensal(m )

4,80x106

Área de Atuação: Energia

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

3

Responsáveis Técnicos:

ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 413 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Evaporação Média (mm) Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

12

14

5

3

3

-8

-15

-3

8

15

18

36

Média Anual:

88

NA Jusante x Vazões Polinômio Vazão x NA Jusante

Pontos NA Jusante x Vazões

A0 = + 4,7405004E+01

NA de Jusante (m)

Vazão (m3/s)

A1 = + 1,9980054E-04

47,41

0

A2 = + 3,4177344E-09

47,95

2.617

A3 = - 1,6061216E-13

48,67

5.893

A4 = 1,8016173E-18

49,41

9.168

49,79

10.806

50,14

12.373

50,83

15.483

51,54

18.879

52,27

22.551

52,64

24.488

53,36

28.560

54,43

35.151

DATAS NOTÁVEIS Início dos Estudos:

Janeiro de 2006

CUSTOS Data de Referência dos Custos: Moeda Corrente (na Época):

Dez/2007 Real

Código de Desembolso: Custo Total de Construção:

R$ 7.856.356.102,85

Cronograma de Desembolso Ano 1 2 3 4 5

Valor R$ 623.520.325,62 R$ 1.247.040.651,25 R$ 1.621.152.846,62 R$ 1.870.560.976,87 R$ 872.928.455,87

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 414 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


3

SÉRIE DE VAZÕES NATURAIS MÉDIAS (m /s) Data

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Média

1931

14.002

11.431

20.349

20.301

11.844

7.284

4.602

3.607

3.281

3.406

6.322

8.006

9.536

1932

11.282

17.660

23.882

22.302

13.726

8.667

5.217

3.875

3.463

3.672

7.213

10.261

10.935

1933

13.051

19.741

25.410

21.672

16.824

8.853

5.268

3.930

3.480

3.524

5.505

5.969

11.102

1934

13.403

21.600

23.859

20.718

17.409

9.206

5.373

3.941

3.490

4.318

5.255

7.408

11.332

1935

11.185

20.625

21.690

25.729

19.464

10.345

5.812

4.120

3.525

3.229

5.296

11.387

11.867

1936

11.368

12.992

22.736

16.710

10.391

6.190

4.178

3.430

3.195

3.077

3.403

6.274

8.662

1937

8.098

15.052

15.154

20.743

13.543

7.933

4.840

3.642

3.241

3.124

4.020

5.373

8.730

1938

15.876

23.505

21.343

16.545

10.514

6.284

4.120

3.317

3.062

2.980

8.244

11.670

10.622

1939

17.007

20.168

25.561

22.873

13.708

7.627

4.741

3.655

3.277

3.760

5.834

12.523

11.728

1940

15.484

26.174

35.151

33.906

21.081

12.634

6.690

4.470

3.688

3.866

4.231

7.126

14.542

1941

8.685

15.964

20.316

26.174

15.363

8.280

5.003

3.793

3.706

3.462

9.376

11.224

10.945

1942

14.526

21.812

29.470

25.902

16.685

9.196

5.391

3.976

3.490

4.094

5.517

9.558

12.468

1943

12.429

23.339

16.420

18.347

11.257

6.698

4.411

3.563

3.296

3.378

6.027

9.001

9.847

1944

10.599

16.796

23.573

17.658

12.006

6.845

4.449

3.555

3.268

3.313

5.921

9.223

9.767

1945

12.704

17.586

24.206

29.625

21.228

11.687

6.319

4.310

3.591

3.609

5.101

10.569

12.545

1946

14.093

15.729

22.666

17.973

11.846

9.833

5.647

4.058

3.509

3.253

3.928

8.654

10.099

1947

11.977

21.817

23.524

29.204

18.297

10.307

5.768

4.075

3.541

3.540

5.935

10.084

12.339

1948

16.403

21.134

22.247

23.027

16.104

8.617

5.138

3.858

3.419

4.017

6.023

8.667

11.554

1949

23.133

25.604

25.723

19.999

13.344

7.995

5.037

3.839

3.441

3.220

5.326

6.248

11.909

1950

13.904

27.540

26.490

31.583

19.264

9.839

5.604

4.018

3.459

3.188

4.453

8.452

13.150

1951

16.414

17.880

19.461

31.031

17.461

12.155

6.481

4.363

3.603

3.932

4.489

9.436

12.225

1952

13.091

14.430

20.288

20.406

14.884

8.216

5.003

3.770

3.362

3.175

3.660

6.237

9.710

1953

15.293

16.380

24.694

27.025

15.786

9.929

5.594

3.973

3.406

5.324

6.580

11.427

12.118

1954

19.359

18.248

23.188

23.456

13.980

7.810

4.830

3.718

3.349

3.320

3.488

9.009

11.146

1955

10.514

15.633

18.657

26.115

16.500

9.155

5.294

3.853

3.353

3.315

4.108

5.647

10.179

1956

13.282

17.754

15.804

13.797

15.983

11.915

6.436

4.314

3.563

3.510

6.342

12.400

10.425

1957

18.211

23.705

25.039

19.004

13.248

7.553

4.774

3.712

3.370

4.028

4.152

6.293

11.091

1958

10.810

16.154

20.740

24.888

19.923

10.566

5.882

4.134

3.518

3.253

4.526

8.147

11.045

1959

14.108

23.256

20.457

23.727

12.876

8.074

4.954

3.752

3.350

3.173

4.469

9.403

10.967

1960

11.568

16.236

22.901

23.359

15.181

8.624

5.104

3.793

3.345

3.128

5.817

8.289

10.612

1961

16.416

20.762

22.758

23.854

13.394

9.335

5.391

3.925

3.419

3.111

4.291

6.464

11.093

1962

16.580

20.683

25.399

24.190

18.458

9.590

5.468

3.926

3.387

3.893

5.453

8.390

12.118

1963

17.882

13.857

16.965

15.808

12.870

7.473

4.646

3.596

3.249

2.940

3.231

9.015

9.294

1964

13.300

21.482

25.268

20.712

11.996

8.713

5.714

4.034

3.445

3.132

8.487

11.175

11.455

1965

14.437

18.543

23.636

31.315

21.097

10.614

5.915

4.155

3.529

3.379

7.453

8.984

12.755

1966

10.363

10.857

18.394

14.352

9.962

6.637

4.362

3.523

3.259

3.315

4.795

6.706

8.044

1967

8.177

13.743

18.233

16.981

13.842

7.629

4.707

3.618

3.253

3.002

4.851

7.248

8.774

1968

9.046

9.333

16.861

21.294

19.941

7.078

4.464

3.494

3.194

3.204

5.467

8.374

9.313

1969

9.790

9.953

14.546

16.321

13.291

6.404

4.188

3.367

3.108

3.356

5.063

11.336

8.394

1970

16.171

8.972

15.551

18.654

12.421

6.855

4.377

3.451

3.153

3.110

4.214

4.744

8.473

1971

7.495

11.189

13.390

17.003

12.090

8.853

4.764

3.628

3.232

3.337

5.445

4.866

7.941

1972

8.995

16.001

19.349

18.952

13.519

7.819

5.466

3.928

3.560

4.436

4.725

7.801

9.546

1973

9.345

12.996

16.656

18.616

15.066

8.530

5.553

3.954

3.356

3.909

6.206

9.876

9.505

1974

11.517

16.356

19.816

23.006

18.340

9.983

5.648

3.866

3.654

3.928

4.878

9.065

10.838

1975

12.721

18.226

18.989

19.914

15.841

8.699

5.886

3.861

3.272

3.452

4.796

7.287

10.245

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 415 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Data

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Média

1976

9.922

14.841

18.149

17.120

12.976

8.369

4.988

3.389

3.037

3.846

5.433

8.512

9.215

1977

13.199

15.618

17.273

16.568

14.210

10.662

6.156

3.841

3.383

4.979

6.483

9.707

10.173

1978

21.481

17.563

26.042

21.541

16.213

10.768

6.630

4.689

3.904

4.697

6.264

9.578

12.448

1979

14.928

23.960

27.725

21.631

13.530

8.399

5.492

4.085

4.446

4.306

5.919

6.540

11.747

1980

12.334

20.024

27.137

18.914

10.912

6.912

4.950

3.802

3.569

4.308

5.301

7.967

10.511

1981

14.299

17.361

16.645

18.043

11.760

6.693

4.873

3.865

3.600

3.591

6.251

9.229

9.684

1982

14.739

21.759

22.914

20.303

15.147

8.630

5.653

4.144

4.125

4.664

4.866

6.029

11.081

1983

10.447

15.372

15.108

15.664

9.373

6.589

4.038

3.264

2.973

3.852

5.061

7.202

8.245

1984

10.755

12.183

15.955

19.456

15.056

8.397

4.852

3.643

3.495

3.780

5.528

7.825

9.244

1985

14.342

21.318

21.228

21.671

17.437

8.660

5.538

3.852

3.444

4.214

5.958

8.596

11.355

1986

19.261

20.685

20.337

19.044

14.284

8.319

5.789

4.174

4.032

5.261

6.677

7.927

11.316

1987

12.049

15.542

17.833

16.290

10.969

6.870

4.461

3.645

3.443

3.353

3.872

8.103

8.869

1988

12.693

15.665

22.099

20.357

14.834

9.561

5.620

3.782

3.379

3.840

5.574

10.464

10.656

1989

15.681

21.514

23.356

23.045

18.705

10.273

7.088

5.000

4.185

4.305

6.713

10.705

12.547

1990

17.092

17.206

22.968

16.841

11.524

6.870

5.024

3.677

3.617

4.368

5.352

7.195

10.144

1991

13.560

22.230

20.874

23.532

16.754

9.965

5.077

3.824

3.404

3.299

4.457

5.410

11.032

1992

9.602

15.572

18.853

19.404

13.123

5.196

3.873

3.317

4.398

4.272

4.561

8.844

9.251

1993

10.996

14.050

20.048

16.038

11.284

6.511

4.135

3.323

3.240

3.528

4.762

6.969

8.740

1994

16.110

18.145

21.591

20.265

13.404

8.774

6.123

3.956

3.543

3.954

4.814

9.278

10.830

1995

15.638

18.579

21.204

21.516

19.156

10.762

6.329

4.184

3.403

3.615

4.700

9.967

11.588

1996

12.954

13.717

17.156

17.891

15.049

8.367

5.049

3.775

3.469

4.062

6.348

8.393

9.686

1997

12.607

16.151

19.715

22.594

15.722

8.625

5.383

3.961

3.350

3.198

3.595

5.528

10.036

1998

6.731

9.189

14.768

13.619

8.993

5.143

3.350

2.784

2.645

2.915

4.477

7.649

6.855

1999

12.298

12.025

15.997

13.439

11.975

7.290

4.270

2.891

2.617

2.865

4.214

7.116

8.083

2000

13.763

16.992

20.866

18.705

12.307

6.453

4.266

3.323

3.137

3.397

5.681

9.178

9.839

2001

13.445

15.550

18.608

18.150

11.771

8.447

5.104

3.337

3.045

3.395

4.379

10.639

9.656

2002

17.766

16.664

16.889

14.500

9.459

5.969

3.810

3.241

2.781

3.136

4.223

5.852

8.691

2003

10.426

16.831

18.944

23.318

13.848

8.106

4.608

3.432

3.096

4.091

6.104

7.135

9.995

2004

11.293

18.592

26.324

21.853

13.013

7.860

5.267

3.681

3.357

3.486

4.744

6.568

10.503

2005

10.013

13.989

20.356

19.111

9.566

6.296

4.187

3.051

2.929

3.198

3.636

8.706

8.753

Mínimo

6731

8972

13390

13439

8993

5143

3350

2784

2617

2865

3231

4744

6.855

Média

13.260

17.437

20.984

20.869

14.456

8.430

5.153

3.782

3.410

3.646

5.278

8.375

10.423

Máximo

23.133

27.540

35.151

33.906

21.228

12.634

7.088

5.000

4.446

5.324

9.376

12.523

14.542

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 416 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


FICHA TÉCNICA DE APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS PARA O SIPOT

Código do Aproveitamento: (Preenchido pela Eletrobrás)

Nome:

Codinome:

CHACORÃO

TPJ-685

IDENTIFICAÇÃO Rio: TAPAJÓS

Município: Maués/Jacareacanga

Fonte:

UF: AM/PA

Latitude: 06º30'08"

Longitude: 58º18'53"

Proprietário: ____

ELETRONORTE

Situação na Divisão de Queda: x Integrante Excluído

Estágio:

Inventário

Código Jusante:

Tipo de Sistema:

SIN

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

Cota da Soleira do Vertedor (m)

Área de Drenagem (km2)

76,0 SIM x NÃO

Cota Arbitrária ?

346.861

Vol. na Soleira do Vertedor (hm3)

93,2

Queda Bruta Máxima (m)

26,4

Canal de Fuga Médio (m)

69,6

NA Normal Jusante (m)

71,9

Perdas Hidráulicas (m)

0,5

NA (m)

Área (km2)

Volume (hm3)

NA Máximo Normal

96

616,23

4.003,51

NA Mínimo Normal

96

616,23

4.003,51

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 417 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


MATRIZ COTA x ÁREA x VOLUME E POLINÔMIO Polinômio Cota x Área

Polinômio Volume x Cota

A0 = - 1,9655350E+05 A1 = 6,9479820E+03 A2 = - 8,1817990E+01 A3 = 3,2122350E-01 A4 = 0,0000000E+00

A0 = 7,7098057E+01 A1 = 9,0883966E-03 A2 = - 1,4784135E-06 A3 = 1,0984555E-10 A4 = - 3,2543192E-15

Pontos Cota x Área x Volume Cota(m)

Área(km2)

Volume (hm3)

80

116,41

337,36

85

161,43

1.028,90

90

211,15

1.957,56

95

413,82

3.491,83

96

616,23

4.003,51

CARACTERÍSTICAS ENERGÉTICAS Energia Firme (GWh)

16.057,08

Rendimento (%)

92

Energia Média (GWh):

15.971,57

Fator de Capacidade Mínimio (%)

1,67

Potência Nominal (MW)

3.336

Taxa de Indisponibilidade Forçada (%)

2,533

Queda de Referência (m)

25,9 Número de Unidades de Base:

13

Número Total de Unidades:

21 Kaplan

Tipo de Turbina:

CARACTERÍSTICAS HIDROLÓGICAS

Vazão MLT (m3/s)

8.908 3

Vazão Média no Período de Simulação (m /s) 3

9.274

Vazão Mínima Defluente (m /s)

2.573

Vazão Evaporada (m3/s)

1,85

Evaporação Mensal(m )

4,86x106

Área de Atuação: Energia

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC

3

Responsáveis Técnicos:

ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 418 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Evaporação Média (mm) Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

16

12

3

-1

0

-12

-11

5

18

17

12

34

Média Anual:

93

NA Jusante x Vazões Polinômio Vazão x NA Jusante

Pontos NA Jusante x Vazões

A0 = + 6,2977420E+01

NA de Jusante (m)

Vazão (m3/s)

A1 = + 1,4229375E-03

62,97

0

A2 = - 1,0156067E-07

66,45

2.573,0

A3 = + 3,9504739E-12

67,37

4.013,7

A4 = - 5,5315717E-17

68,36

5.747,3

69,36

7.768,7

70,35

10.071,9

71,31

12.652,0

72,27

15.505,1

73,27

18.627,4

74,22

22.015,9

75,22

25.667,6

76,17

29.580,0

DATAS NOTÁVEIS Início dos Estudos:

Janeiro de 2006

CUSTOS Data de Referência dos Custos: Moeda Corrente (na Época):

Dez/2007 Real

Código de Desembolso: Custo Total de Construção:

R$ 8.454.028.407,95

Cronograma de Desembolso Ano 1 2 3 4 5

Valor R$ 670.954.635,55 R$ 1.341.909.271,10 R$ 1.744.482.052,44 R$ 2.012.863.906,66 R$ 939.336.489,77

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 419 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


3

SÉRIE DE VAZÕES NATURAIS MÉDIAS (m /s) Data

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Média

1931 1932

11.743

9.514

17.029

9.483

14.923

19.991

17.062

9.741

5.990

3.880

3.147

2.936

3.055

5.476

6.805

8.031

18.730

11.321

7.134

4.384

3.390

3.159

3.325

6.253

8.699

1933

10.936

16.658

9.233

21.309

18.196

14.008

7.280

4.449

3.461

3.182

3.229

4.875

5.205

9.399

1934

11.365

1935

9.511

18.260

19.977

17.419

14.541

7.592

4.546

3.483

3.234

3.917

4.678

6.420

9.619

17.510

18.192

21.815

16.258

8.518

4.894

3.630

3.231

3.012

4.744

9.746

10.088

1936

9.602

11.039

19.177

14.020

8.669

5.244

3.687

3.145

3.000

2.906

3.187

5.543

7.435

1937

6.996

12.901

12.760

17.680

11.330

6.634

4.173

3.277

3.022

2.933

3.686

4.771

7.514

1938

13.511

19.880

17.815

13.863

8.774

5.316

3.628

3.043

2.885

2.822

7.199

9.935

9.056

1939

14.317

17.027

21.505

19.291

11.407

6.368

4.110

3.366

3.118

3.504

5.211

10.702

9.994

1940

13.066

22.184

29.580

28.660

17.525

10.443

5.621

3.947

3.429

3.607

3.926

6.308

12.358

1941

7.544

13.735

17.210

22.342

12.851

6.932

4.354

3.485

3.639

3.334

8.212

9.606

9.437

1942

12.296

18.538

24.861

21.867

13.934

7.677

4.662

3.615

3.298

3.820

5.004

8.307

10.657

1943

10.614

19.896

13.796

15.678

9.519

5.750

3.950

3.327

3.161

3.231

5.430

7.821

8.514

1944

9.073

14.369

19.908

14.872

10.084

5.823

3.954

3.301

3.122

3.164

5.330

7.996

8.416

1945

10.816

14.976

20.425

25.200

17.768

9.676

5.348

3.835

3.345

3.392

4.645

9.135

10.713

1946

11.965

13.381

19.148

15.175

9.955

8.353

4.905

3.681

3.302

3.108

3.686

7.569

8.686

1947

10.237

18.590

19.767

24.840

15.279

8.564

4.930

3.664

3.370

3.361

5.353

8.734

10.557

1948

13.954

17.956

18.736

19.589

13.537

7.231

4.475

3.553

3.262

3.762

5.420

7.550

9.919

1949

19.630

21.624

21.614

16.874

11.214

6.783

4.437

3.540

3.280

3.107

4.866

5.568

10.211

1950

11.904

23.425

22.253

26.850

16.078

8.150

4.809

3.639

3.271

3.071

4.140

7.411

11.250

1951

13.972

15.212

16.424

26.525

14.575

10.178

5.524

3.901

3.374

3.682

4.157

8.236

10.480

1952

11.189

12.337

17.188

17.395

12.550

6.940

4.389

3.471

3.220

3.068

3.483

5.584

8.401

1953

13.071

13.930

20.848

22.959

13.167

8.317

4.820

3.599

3.224

4.835

5.849

9.828

10.371

1954

16.370

15.413

19.580

19.927

11.721

6.597

4.254

3.438

3.201

3.186

3.339

7.896

9.577

1955

9.039

13.413

15.801

22.317

13.830

7.659

4.581

3.507

3.177

3.162

3.832

5.070

8.782

1956

11.405

15.130

13.287

11.741

13.514

10.034

5.492

3.850

3.328

3.306

5.662

10.617

8.947

1957

15.345

20.042

21.051

16.017

11.133

6.398

4.210

3.426

3.224

3.769

3.866

5.609

9.508

1958

9.312

13.831

17.519

21.186

16.725

8.771

5.016

3.711

3.294

3.100

4.175

7.133

9.481

1959

12.024

19.765

17.179

20.197

10.758

6.814

4.334

3.438

3.179

3.041

4.128

8.175

9.420

1960

9.874

13.855

19.334

19.831

12.706

7.226

4.427

3.454

3.160

2.994

5.237

7.215

9.109

1961

13.934

17.598

19.144

20.255

11.180

7.869

4.673

3.563

3.223

2.983

3.979

5.737

9.511

1962

14.120

17.543

21.383

20.487

15.478

7.969

4.690

3.543

3.188

3.625

4.915

7.292

10.353

1963

15.144

11.670

14.305

13.426

10.871

6.343

4.092

3.311

3.085

2.837

3.096

7.873

8.004

1964

11.335

18.279

21.278

17.483

10.014

7.370

4.958

3.670

3.242

2.996

7.452

9.569

9.804

1965

12.219

15.720

19.940

26.697

17.658

8.760

5.027

3.739

3.313

3.212

6.609

7.786

10.890

1966

8.878

9.352

15.627

12.203

8.450

5.723

3.909

3.283

3.117

3.164

4.396

5.926

7.002

1967

7.094

11.831

15.428

14.430

11.660

6.437

4.122

3.315

3.079

2.880

4.427

6.356

7.588

1968

7.787

8.053

14.942

18.988

16.462

6.002

3.929

3.210

3.045

3.043

5.005

7.373

8.153

1969

8.138

7.962

11.891

12.929

11.530

5.464

3.713

3.107

2.944

3.153

4.567

9.720

7.093

1970

13.636

7.441

12.728

16.772

9.891

5.822

3.855

3.168

2.983

2.950

3.871

4.180

7.275

1971

6.957

9.847

10.423

14.345

9.686

7.901

4.132

3.323

3.053

3.129

4.867

4.326

6.832

1972

8.342

13.772

15.867

16.183

10.860

5.542

4.664

3.521

3.386

4.051

4.262

6.755

8.100

1973

7.823

11.225

13.832

15.308

12.105

6.878

4.770

3.656

3.198

3.703

5.441

8.287

8.019

1974

9.918

13.795

16.493

18.428

14.642

7.971

4.796

3.597

3.463

3.683

4.461

7.809

9.088

1975

10.633

15.048

15.740

16.505

12.578

7.002

5.046

3.562

3.133

3.309

4.258

6.400

8.601

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 420 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Data

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Média

1976

8.474

12.387

15.078

14.160

10.627

6.842

4.357

3.237

2.967

3.747

5.000

7.523

7.867

1977

11.555

13.906

14.528

13.450

11.210

8.417

5.091

3.537

3.288

4.511

6.053

9.168

8.726

1978

18.805

15.143

21.918

17.701

13.573

8.997

5.716

4.298

3.723

4.367

5.609

8.896

10.729

1979

13.825

20.594

23.701

17.763

11.047

7.026

4.908

3.872

4.204

4.068

5.247

5.777

10.170

1980

10.603

17.438

22.579

15.914

9.532

6.054

4.590

3.687

3.527

4.111

4.751

7.280

9.172

1981

12.580

15.070

14.619

15.296

9.877

5.830

4.301

3.590

3.408

3.533

5.924

8.204

8.519

1982

13.348

18.508

19.134

16.751

12.265

6.943

4.744

3.751

3.866

4.170

4.408

5.368

9.438

1983

8.746

13.376

13.046

13.075

7.141

5.327

3.707

3.128

2.872

3.514

4.473

6.317

7.060

1984

9.113

10.509

13.614

16.286

12.315

6.960

4.400

3.426

3.419

3.633

4.974

6.882

7.961

1985

12.558

17.711

17.307

18.012

14.148

7.004

4.880

3.698

3.384

3.985

5.408

7.186

9.607

1986

14.940

17.373

16.687

15.328

11.143

6.761

4.739

3.802

3.796

4.726

5.544

6.950

9.316

1987

10.341

13.248

14.986

13.238

8.834

5.635

3.910

3.392

3.308

3.233

3.759

7.427

7.609

1988

11.521

13.946

19.214

17.544

12.441

7.659

4.860

3.626

3.242

3.574

4.914

8.859

9.283

1989

13.603

18.299

19.477

18.693

14.659

7.987

5.831

4.473

3.861

3.978

5.883

9.684

10.536

1990

15.089

15.265

19.648

14.282

9.628

5.827

4.503

3.522

3.476

4.037

4.748

6.138

8.847

1991

11.367

18.406

17.255

19.391

14.179

8.306

4.323

3.443

3.181

3.152

4.118

4.986

9.342

1992

8.289

13.126

15.360

15.889

10.469

4.469

3.477

3.110

3.937

3.973

4.190

7.351

7.803

1993

9.397

11.568

17.195

13.672

9.251

5.495

3.777

3.171

3.112

3.316

4.095

6.231

7.523

1994

13.643

15.012

17.631

15.788

10.837

6.829

5.001

3.599

3.244

3.641

4.375

8.430

9.003

1995

13.993

15.802

17.326

17.119

15.101

8.294

5.173

3.785

3.268

3.482

4.357

8.538

9.687

1996

11.047

11.589

14.117

14.637

11.530

6.586

4.310

3.484

3.230

3.684

5.532

7.155

8.075

1997

10.762

13.856

16.608

18.813

12.553

7.021

4.646

3.612

3.213

3.139

3.487

5.024

8.561

1998

5.699

8.344

13.381

11.344

7.256

4.350

3.137

2.713

2.575

2.858

4.225

6.812

6.058

1999

10.596

9.806

13.221

11.045

8.967

5.425

3.654

2.719

2.573

2.743

4.015

6.350

6.760

2000

12.105

14.594

17.235

14.972

9.458

5.233

3.684

3.028

2.953

3.097

4.824

7.986

8.264

2001

11.273

12.545

15.515

14.258

9.091

6.492

4.193

3.064

2.916

3.337

4.079

9.961

8.060

2002

16.157

14.603

14.283

11.974

7.287

4.737

3.419

2.995

2.735

2.930

3.762

5.173

7.505

2003

9.342

14.756

15.813

19.300

10.894

6.552

4.175

3.239

2.997

3.902

5.531

6.401

8.575

2004

10.038

15.936

21.841

17.457

10.440

6.400

4.561

3.493

3.205

3.362

4.398

5.800

8.911

2005

8.633

11.982

17.060

15.872

8.670

5.233

3.792

2.972

2.854

3.099

3.576

7.902

7.637

Mínimo

5699

7441

10423

11045

7141

4350

3137

2713

2573

2743

3096

4180

6.058

Média

11.381

14.842

17.622

17.488

11.893

6.962

4.460

3.471

3.232

3.432

4.772

7.338

8.908

Máximo

19.630

23.425

29.580

28.660

17.768

10.443

5.831

4.473

4.204

4.835

8.212

10.702

12.358

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 421 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


EG219/GE.00/RT.0001

5.2.4. Orçamentos Padrão Eletrobrás – O.P.E.s

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 422 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE CACHOEIRA DO CAÍ (JMX-043) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .10.

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

TERRENOS, RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS

.10.10

AQUISIÇÃO DE TERRENOS E BENFEITORIAS

.10.10.10

PROPRIEDADES URBANAS

76.324

136.315

6.003

10.721

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.10

Reservatório

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.11

Canteiro, Acampamento, Jazidas e Áreas Afins

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.43

Cidades e Vilas

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

4.358

7.783 3.471

.10.10.11

PROPRIEDADES RURAIS

.10.10.11.10

Reservatório

ha

35.562

54,66

1.944

.10.10.11.11

Canteiro, Acampamento, Jazidas e Áreas Afins

ha

50

54,66

3

5

.10.10.11.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

20.213

54,66

1.105

1.973

.10.10.11.41

Reassentamento Rural

ha

5.334

54,66

292

521

.10.10.11.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

ha

0

0,00

0

0

.10.10.11.43

Cidades e Vilas

gl

1

684.618,90

685

1.223

.10.10.11.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.10.11.17

Outros custos

gl

1

330.474,33

330

590

.10.10.12

DESPESAS LEGAIS E DE AQUISIÇÃO

%

15

4.357.779,78

654

1.167

.10.10.13

OUTROS CUSTOS

gl

1

991.423,00

991

1.771

.10.11

RELOCAÇÕES

2.613

4.666

.10.11.14

ESTRADAS DE RODAGEM

km

2

684.618,90

1.643

2.935

.10.11.15

ESTRADAS DE FERRO

km

0

0,00

0

0

.10.11.16

PONTES

m

4

159.744,41

639

1.141

.10.11.18

SISTEMA DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO

gl

0

0,00

0

0

.10.11.19

SISTEMA DE COMUNICAÇÃO

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20

RELOCAÇÕES DE POPULAÇÃO

gl

0

0,00

330

590

.10.11.20.41

Reassentamento Rural

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.43

Cidades e Vilas

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.17

Outros custos

gl

1

330.474,33

330

590 0

.10.11.21

OUTRAS RELOCAÇÕES

gl

0

0,00

0

.10.11.13

OUTROS CUSTOS

gl

0

0,00

0

0

.10.15

OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS

54.988

98.209

.10.15.44

COMUNICAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL

gl

.10.15.45

MEIO FÍSICO-BIÓTICO

gl

1

1.982.846,01

1.983

3.541

42.761

76.370

.10.15.45.18

Limpeza do Reservatório

ha

30.228

736,78

22.271

39.776

.10.15.45.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

1

6.609.486,69

6.609

11.805

.10.15.45.45

Conservação da Flora

gl

1

4.626.640,68

4.627

8.263

.10.15.45.46

Conservação da Fauna

gl

1

2.643.794,68

2.644

4.722

.10.15.45.47

Qualidade da Água

gl

1

2.643.794,68

2.644

4.722

.10.15.45.48

Recuperação de Áreas Degradadas

gl

1

2.643.794,68

2.644

4.722

.10.15.45.17

Outros custos

gl

1

1.321.897,34

1.322

2.361

5.618

10.034

.10.15.46

MEIO SÓCIO-ECONÔMICO-CULTURAL

gl

.10.15.46.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

gl

0

0,00

0

0

.10.15.46.49

Saúde e Saneamento Básico

gl

1

660.948,67

661

1.180

.10.15.46.50

Estrutura Habitacional e Educacional

gl

1

660.948,67

661

1.180

.10.15.46.51

Salvamento do Patrimônio Cultural

gl

1

1.321.897,34

1.322

2.361

.10.15.46.52

Apoio aos Municípios

gl

1

1.652.371,67

1.652

2.951

.10.15.46.17

Outros custos

gl

1

1.321.897,34

1.322

2.361

.10.15.47

LICENCIAMENTO E GESTÃO INSTITUCIONAL

gl

2.644

4.722

.10.15.47.53

Licenciamento

gl

1

660.948,67

661

1.180

.10.15.47.55

Gestão Institucional

gl

1

1.652.371,67

1.652

2.951

.10.15.47.17

Outros custos

gl

1

330.474,33

330

590

.10.15.48

USOS MÚLTIPLOS

gl

1

660.948,67

661

1.180

OUTROS CUSTOS

gl

1

1.321.897,34

.10.15.13

Subtotal da conta .10 .10.27

EVENTUAIS DA CONTA .10

%

20

63.603.541,29

1.322

2.361

63.604

113.596

12.721

22.719

JMX 043_B_C.xls - 1 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE CACHOEIRA DO CAÍ (JMX-043) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

.11.

ESTRUTURAS E OUTRAS BENFEITORIAS

.11.12

BENFEITORIAS NA ÁREA DA USINA

.11.13

CASA DE FORÇA

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

139.605 gl

1

2.019.910,77

249.334

2.020

3.608

114.317

204.171

6.104

10.902

.11.13.00.12

Escavação

gl

.11.13.00.12.10

Comum

49.534

5,54

275

490

.11.13.00.12.11

Em Rocha a céu aberto

325.133

17,93

5.830

10.412

Subterrânea em rocha

0

0,00

0

0

gl

1

463.398,72

463

828

104.136

185.987

.11.13.00.12.12 .11.13.00.13

Limpeza e tratamento de fundação

.11.13.00.14

Concreto

m3

.11.13.00.14.13

Cimento

t

76.828

268,96

20.663

36.905

.11.13.00.14.14

Concreto sem cimento

275.236

138,55

38.135

68.109

Armadura

t

19.587

2.314,66

45.338

80.973

gl

1

3.613.507,83

3.614

6.454

gl

0

0,00

0

0

116.337

207.778

23.267

41.556

194.193

346.828

9.126

16.300

3.571

6.378 0

.11.13.00.14.15 .11.13.00.15 .11.14

Instalações e acabamentos VILA DOS OPERADORES Subtotal da conta .11

.11.27

.12. .12.16 .12.16.22

EVENTUAIS DA CONTA .11

%

20

116.337.205,81

BARRAGENS E ADUTORAS DESVIO DO RIO ENSECADEIRAS

gl

.12.16.22.56

Ponte de serviço

gl

0

0,00

0

.12.16.22.14

Concreto do defletor

gl

1

0,00

0

0

.12.16.22.19

Ensecadeira de rocha e terra

512.859

1,41

722

1.290

.12.16.22.20

Ensecadeiras especiais

gl

0

0,00

0

0

.12.16.22.21

Remoção de ensecadeiras

gl

1

2.382.936,10

2.383

4.256

Esgotamento e outros custos

%

15

3.105.270,80

.12.16.22.22 .12.16.23

TÚNEL DE DESVIO

466

832

gl

0

0

0

0

.12.16.23.12

Escavação

m3

.12.16.23.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.16.23.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.16.23.12.12

0

0,00

0

.12.16.23.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.16.23.14

Concreto

m3

0

0 0

.12.16.23.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.16.23.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.16.23.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

0

0

.12.16.23.23

Equipamento de fechamento

gl

.12.16.23.23.16

Comportas sem guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.16.23.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

Comporta ensecadeira

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

5.555

9.922

.12.16.23.23.17 .12.16.23.17 .12.16.24.

Outros custos CANAL OU GALERIA / ADUFA DE DESVIO

gl

.12.16.24.12

Escavação

m3

993

1.774

.12.16.24.12.10

Comum

179.211

5,54

993

1.774

Em rocha a céu aberto

0

.12.16.24.12.11

0

17,93

0

.12.16.24.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.16.24.14

Concreto

m3

0

0 0

.12.16.24.14.13

Cimento

t

0

0,00

0

.12.16.24.14.14

Concreto sem cimento

m3

0

0,00

0

0

.12.16.24.14.15

Armadura

t

0

0,00

0

0

4.562

8.148

1.163

2.077

.12.16.24.23.

Equipamento de fechamento

gl

.12.16.24.23.16

Comportas sem guinchos

gl

1

1.163.162,28

.12.16.24.23.56

Peças fixas extras

un

0

1.308.626,21

0

0

.12.16.24.23.17

Comporta ensecadeira

un

7

485.562,52

3.399

6.071

Peças fixas extras

un

0

1.308.626,21

0

0

gl

0

0,00

0

0

.12.16.24.23.56 .12.16.24.17

Outros custos

JMX 043_B_C.xls - 2 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE CACHOEIRA DO CAÍ (JMX-043) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .12.17 .12.17.25

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

BARRAGENS E DIQUES BARRAGENS E DIQUES DE TERRA E ENROCAMENTO

gl 3

45.447

81.168

36.678

65.506

195

348 0

.12.17.25.12

Escavação

m

.12.17.25.12.10

Comum

0

5,54

0

.12.17.25.12.10

Em jazida

0

0,00

0

0

.12.17.25.12.11

Em rocha a céu aberto

10.878

17,93

195

348

Em pedreira

.12.17.25.12.11

0

0,00

0

0

.12.17.25.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

1

5.094.202,56

5.094

9.098

.12.17.25.24

Aterro compactado

0

0,00

0

0

.12.17.25.25

Enrocamento

4.008.513

6,03

24.176

43.178

.12.17.25.26

Núcleo de argila

804.410

5,87

4.720

8.431

.12.17.25.29

Transições / Filtros

0

0,00

0

0

.12.17.25.27

Revestimento do paramento / Face de concreto

gl

1.676

2.993

.12.17.25.27.13

Cimento

t

3.263

268,96

878

1.568

.12.17.25.27.14

Concreto sem cimento

10.878

73,35

798

1.425

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

0

0 0

.12.17.25.27.15 .12.17.25.32

Proteção de taludes

gl

.12.17.25.32.18

Talude de montante

m

3

0

0,00

0

.12.17.25.32.19

Talude de jusante

m2

0

0,00

0

0

gl

1

816.364,36

816

1.458

0

0

0

0

.12.17.25.17 .12.17.26

Outros custos BARRAGENS DE CONCRETO

gl 3

.12.17.26.12

Escavação

m

.12.17.26.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.17.26.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

.12.17.26.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.17.26.14

Concreto convencional

m3

0

0

0

0 0

.12.17.26.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.17.26.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.17.26.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.17.26.14 .12.17.26.14.13 .12.17.26.14.14 .12.17.26.17 .12.17.27

Concreto compactado com rolo

m3

0

0

Cimento

t

0

268,96

0

0

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

8.769

15.662

51

90

Outros custos TRANSIÇÕES E MUROS DE CONCRETO

gl

.12.17.27.12

Escavação

m3

.12.17.27.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.17.27.12.11

Em rocha a céu aberto

2.825

17,93

51

90

1

34.377,00

.12.17.27.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.17.27.14

Concreto

m3

34

61

8.684

15.510

.12.17.27.14.13

Cimento

t

8.470

268,96

2.278

4.069

.12.17.27.14.14

Concreto sem cimento

33.880

73,35

2.485

4.439

.12.17.27.14.15

Armadura

t

1.694

2.314,66

3.921

7.003

.12.17.27.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

JMX 043_B_C.xls - 3 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE CACHOEIRA DO CAÍ (JMX-043) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

.12.18

VERTEDOUROS

.12.18.28

VERTEDOUROS DE SUPERFÍCIE

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

gl 3

47.162

84.231

47.162

84.231

966

1.725

.12.18.28.12

Escavação

m

.12.18.28.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.18.28.12.11

Em rocha a céu aberto

53.877

17,93

966

1.725

1

3.762.514,73

.12.18.28.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.18.28.14

Concreto

m3

3.763

6.720

32.219

57.543

.12.18.28.14.13

Cimento

t

24.227

268,96

6.516

11.638

.12.18.28.14.14

Concreto sem cimento

104.402

123,83

12.928

23.090

Armadura

t

5.519

2.314,66

12.774

22.815

.12.18.28.14.15 .12.18.28.23

Equipamento de Fechamento

gl

.12.18.28.23.16

Comportas e guinchos

gl

.12.18.28.23.17

Comporta ensecadeira

.12.18.28.23.56

Peças fixas extras

.12.18.28.23.20 .12.18.28.17 .12.18.29

9.290

16.591

1

6.859.905,68

6.860

12.252

gl

1

1.398.469,02

1.398

2.498

un

1

395.258,53

395

706

Guindaste

gl

1

636.103,80

636

1.136

Outros custos

gl

0

46.237.063,63

925

1.652

0

0

0

0

VERTEDOUROS DE FUNDO E OUTROS

gl 3

.12.18.29.12

Escavação

m

.12.18.29.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.18.29.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

.12.18.29.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.18.29.14

Concreto

m3

0

0

0

0 0

.12.18.29.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.18.29.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.18.29.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.18.29.23

Equipamento de Fechamento

gl

0

0

.12.18.29.23.16

Comportas e guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.17

Comporta ensecadeira

gl

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.20

Guindaste

gl

0

0,00

0

0

.12.18.29.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

62.719

112.016

.12.19

TOMADA D'ÁGUA E ADUTORAS

.12.19.30

TOMADA D'ÁGUA

gl

57.645

102.955

.12.19.30.12

Escavação

m3

2.264

4.043

.12.19.30.12.10

Comum

13.936

5,54

77

138

.12.19.30.12.11

Em rocha a céu aberto

121.940

17,93

2.186

3.905

1

368.989,16

.12.19.30.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.30.14

Concreto

m3

369

659

4.694

8.384

.12.19.30.14.13

Cimento

t

3.274

268,96

881

1.573

.12.19.30.14.14

Concreto sem cimento

11.445

130,83

1.497

2.674

Armadura

t

1.001

2.314,66

.12.19.30.14.15

2.317

4.138

49.188

87.850

28.835.540,62

28.836

51.500

4.884.897,56

4.885

8.724

2.103.149,26

2.103

3.756

.12.19.30.23

Equipamento de Fechamento

gl

.12.19.30.23.16

Comportas e guinchos

gl

1

.12.19.30.23.17

Comporta ensecadeira

gl

1

.12.19.30.23.56

Peças fixas extras

un

1

.12.19.30.23.20

Guindaste

gl

1

2.212.495,27

2.212

3.952

.12.19.30.23.21

Grades e Limpa-grades

gl

1

11.151.915,91

11.152

19.917

0

56.515.154,76

.12.19.30.17

Outros custos

gl

1.130

2.019

.12.19.31

CANAL DE ADUÇÃO

gl

2.658

4.746

2.658

4.746

.12.19.31.12

Escavação

m3

.12.19.31.12.10

Comum

46.548

5,54

258

461

.12.19.31.12.11

Em rocha a céu aberto

133.826

17,93

2.400

4.286

0

0,00

.12.19.31.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.31.14

Concreto

m3

0

0

0

0 0

.12.19.31.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.31.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.31.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.19.31.17

Outros custos

gl

0

0,00

.12.19.32

CONDUTO ADUTOR

gl

0

0

0

0

0

0

.12.19.32.12

Escavação

m3

.12.19.32.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.32.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.19.32.12.12

0

0,00

0

.12.19.32.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.32.14

Concreto

m3

0

0

.12.19.32.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

0

.12.19.32.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

JMX 043_B_C.xls - 4 de 6


Eletrobrás

Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE CACHOEIRA DO CAÍ (JMX-043) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

.12.19.32.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

.12.19.32.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

0

0

0

0

.12.19.33

CHAMINÉS DE EQUILÍBRIO

gl

0

.12.19.33.12

Escavação

m3

.12.19.33.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.33.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.19.33.12.12

0

0,00

0

.12.19.33.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.33.14

Concreto

m3

0

0 0

.12.19.33.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.33.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.33.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

.12.19.33.17 .12.19.34.

TÚNEL E / OU CONDUTO FORÇADO

gl

0

0

0

0

0

0

.12.19.34.12

Escavação

m3

.12.19.34.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.34.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.19.34.12.12

0

0,00

0

.12.19.34.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.34.14

Concreto

m3

0

0 0

.12.19.34.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.34.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.34.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.19.34.23

Equipamento de Fechamento

gl

0

0

.12.19.34.23.23

Revestimento metálico

gl

0

0,00

0

0

.12.19.34.23.24

Equipamento (Válvula)

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

2.416

4.314

2.416

4.314

.12.19.34.17 .12.19.35

Outros custos CANAL E / OU TÚNEL DE FUGA

gl

.12.19.35.12

Escavação

m3

.12.19.35.12.10

Comum

74.472

5,54

413

737

.12.19.35.12.11

Em rocha a céu aberto

111.708

17,93

2.003

3.577

Subterrânea em rocha

0

.12.19.35.12.12

0

0,00

0

.12.19.35.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.35.14

Concreto

m

0

0 0

3

.12.19.35.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.35.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.35.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

.12.19.35.17 .12.20

CONSTRUÇÕES ESPECIAIS

.12.20.36

ECLUSA E / OU PORTO

0

0

0

0

gl

0

0

.12.20.36.12

Escavação

m3

0

0

.12.20.36.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.20.36.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

.12.20.36.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.20.36.14

Concreto

m3

0

0

0

0 0

.12.20.36.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.20.36.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.20.36.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.20.36.23

Equipamento de Fechamento

gl

0

0

.12.20.36.23.25

Equipamento da eclusa

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

.12.20.36.17 .12.20.37

Outros custos OUTRAS CONSTRUÇÕES ESPECIAIS

JMX 043_B_C.xls - 5 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE CACHOEIRA DO CAÍ (JMX-043) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

Subtotal obras civis

101.414

181.125

Subtotal equipamentos

63.040

112.589

.12.27.98

EVENTUAIS DA CONTA .12 obras civis

%

20

101.413.974,43

20.283

36.225

.12.27.99

EVENTUAIS DA CONTA .12 equipamentos

%

15

63.039.835,55

9.456

16.888

.13.

239.767

428.224

.13.13.00.23.28

Turbinas

un

5

33.714.081,63

168.570

301.067

.13.13.00.23.17

Comporta ensecadeira

un

4

1.003.829,82

4.015

7.171

.13.13.00.23.20

Guindaste

gl

0

0,00

0

0

.13.13.00.23.56

Peças fixas extras

un

1

1.311.813,06

1.312

2.343

Geradores

un

5

6.919.120,29

.13.13.00.23.29

TURBINAS E GERADORES

Subtotal da conta .13 .13.27

.14.

EVENTUAIS DA CONTA .13

Equipamento Elétrico Acessório

.14.27

EVENTUAIS DA CONTA .14

55.855

15

208.493.141,97

31.274

49.632

88.642

gl

1

43.158.080,39

43.158

77.080

%

15

43.158.080,39

7.256.985,08

Subtotal da conta .14

.15.

61.788 372.369

%

EQUIPAMENTO ELÉTRICO ACESSÓRIO

.14.00.00.23.30

34.596 208.493

DIVERSOS EQUIPAMENTOS DA USINA

43.158

77.080

6.474

11.562

25.972

46.385

7.257

12.961

.15.13.00.23.20

Ponte rolante

gl

1

.15.13.00.23.20

Pórtico rolante

gl

0

0,00

0

0

.15.00.00.23.31

Equipamentos diversos

gl

1

14.386.026,80

14.386

25.693

21.643

38.654

.15.27

EVENTUAIS DA CONTA .15

%

20

21.643.011,88

4.329

7.731

24

410.771,34

Subtotal da conta .15

.16.

ESTRADAS DE RODAGEM, DE FERRO E PONTES

11.781

21.041

9.817

17.534

.16.00.14

ESTRADAS DE RODAGEM

km

.16.00.15

ESTRADAS DE FERRO

km

0

0,00

0

0

.16.00.16

PONTES

m

0

0,00

0

0

.16.00.17

AEROPORTO

gl

0

0,00

0

0

9.817

17.534

1.963

3.507

CUSTO DIRETO

737.273

1.316.769

CUSTOS INDIRETOS

188.515

336.688

Subtotal da conta .16 .16.27

.17.

EVENTUAIS DA CONTA .16

%

20

9.817.435,03

.17.21

CANTEIRO E ACAMPAMENTO

.17.21.38

CONSTRUÇÕES DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO

gl

1

26.910.383,08

.17.21.39

MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO

gl

1

11.679.309,50

.17.22

ENGENHARIA E ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO

.17.22.40

ENGENHARIA

gl

38.590

68.921

26.910

48.062

11.679

20.859

125.336

223.851

36.864

65.838

.17.22.40.36

Engenharia Básica

gl

0

0,00

0

0

.17.22.40.37

Serviços Especiais de Engenharia

gl

1

36.863.645,94

36.864

65.838

Estudos e Projetos Ambientais

gl

0

0,00

0

0

gl

1

88.472.750,25

88.473

158.012

163.926

292.772

%

15

163.926.088,76

24.589

43.916

925.788

1.653.457

203.673

363.761

1.129.461

2.017.218

1.408,31

2.515

.17.22.40.54 .17.22.41

ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO

.17.27

EVENTUAIS DA CONTA .17

Subtotal da conta .17

CUSTO DIRETO E INDIRETO

.18.

JUROS DURANTE A CONSTRUÇÃO

.18.23

SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO

%

22

TOTAL Custo em US$/kW e R$/kW Potência instalada

kW

Custo total (x10³)

US$ 1.129.461.263

925.787.920,82

802000

JMX 043_B_C.xls - 6 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE JAMANXIM (JMX-166) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .10.

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

TERRENOS, RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS

.10.10

AQUISIÇÃO DE TERRENOS E BENFEITORIAS

.10.10.10

PROPRIEDADES URBANAS

50.211

89.677

2.120

3.786

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.10

Reservatório

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.11

Canteiro, Acampamento, Jazidas e Áreas Afins

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.43

Cidades e Vilas

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

1.000

1.785 616

.10.10.11

PROPRIEDADES RURAIS

.10.10.11.10

Reservatório

ha

6.314

54,66

345

.10.10.11.11

Canteiro, Acampamento, Jazidas e Áreas Afins

ha

50

54,66

3

5

.10.10.11.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

5.059

54,66

277

494

.10.10.11.41

Reassentamento Rural

ha

947

54,66

52

92

.10.10.11.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

ha

0

0,00

0

0

.10.10.11.43

Cidades e Vilas

gl

0

0,00

0

0

.10.10.11.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.10.11.17

Outros custos

gl

1

323.451,91

323

578

.10.10.12

DESPESAS LEGAIS E DE AQUISIÇÃO

%

15

999.544,79

150

268

.10.10.13

OUTROS CUSTOS

gl

1

970.355,74

970

1.733

.10.11

RELOCAÇÕES

3.747

6.691

.10.11.14

ESTRADAS DE RODAGEM

km

5

684.618,90

3.423

6.114

.10.11.15

ESTRADAS DE FERRO

km

0

0,00

0

0

.10.11.16

PONTES

m

0

0,00

0

0

.10.11.18

SISTEMA DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO

gl

0

0,00

0

0

.10.11.19

SISTEMA DE COMUNICAÇÃO

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20

RELOCAÇÕES DE POPULAÇÃO

gl

0

0,00

323

578

.10.11.20.41

Reassentamento Rural

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.43

Cidades e Vilas

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.17

Outros custos

gl

1

323.451,91

323

578 0

.10.11.21

OUTRAS RELOCAÇÕES

gl

0

0,00

0

.10.11.13

OUTROS CUSTOS

gl

0

0,00

0

0

.10.15

OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS

35.976

64.253

.10.15.44

COMUNICAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL

gl

.10.15.45

MEIO FÍSICO-BIÓTICO

gl

1

1.940.711,49

1.941

3.466

24.008

42.879

.10.15.45.18

Limpeza do Reservatório

ha

5.367

736,78

3.954

7.062

.10.15.45.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

1

6.469.038,29

6.469

11.554

.10.15.45.45

Conservação da Flora

gl

1

4.528.326,80

4.528

8.088

.10.15.45.46

Conservação da Fauna

gl

1

2.587.615,31

2.588

4.621

.10.15.45.47

Qualidade da Água

gl

1

2.587.615,31

2.588

4.621

.10.15.45.48

Recuperação de Áreas Degradadas

gl

1

2.587.615,31

2.588

4.621

.10.15.45.17

Outros custos

gl

1

1.293.807,66

1.294

2.311

5.499

9.821

.10.15.46

MEIO SÓCIO-ECONÔMICO-CULTURAL

gl

.10.15.46.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

gl

0

0,00

0

0

.10.15.46.49

Saúde e Saneamento Básico

gl

1

646.903,83

647

1.155

.10.15.46.50

Estrutura Habitacional e Educacional

gl

1

646.903,83

647

1.155

.10.15.46.51

Salvamento do Patrimônio Cultural

gl

1

1.293.807,66

1.294

2.311

.10.15.46.52

Apoio aos Municípios

gl

1

1.617.259,57

1.617

2.888

.10.15.46.17

Outros custos

gl

1

1.293.807,66

1.294

2.311

.10.15.47

LICENCIAMENTO E GESTÃO INSTITUCIONAL

gl

2.588

4.621

.10.15.47.53

Licenciamento

gl

1

646.903,83

647

1.155

.10.15.47.55

Gestão Institucional

gl

1

1.617.259,57

1.617

2.888

.10.15.47.17

Outros custos

gl

1

323.451,91

323

578

.10.15.48

USOS MÚLTIPLOS

gl

1

646.903,83

647

1.155

OUTROS CUSTOS

gl

1

1.293.807,66

.10.15.13

Subtotal da conta .10 .10.27

EVENTUAIS DA CONTA .10

%

20

41.842.344,58

1.294

2.311

41.842

74.730

8.368

14.946

JMX 166_C.xls - 1 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE JAMANXIM (JMX-166) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

.11.

ESTRUTURAS E OUTRAS BENFEITORIAS

.11.12

BENFEITORIAS NA ÁREA DA USINA

.11.13

CASA DE FORÇA

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

98.975 gl

1

2.145.803,58

176.769

2.146

3.832

80.333

143.475

12.416

22.176

.11.13.00.12

Escavação

gl

.11.13.00.12.10

Comum

39.820

5,54

221

394

.11.13.00.12.11

Em Rocha a céu aberto

680.169

17,93

12.196

21.782

Subterrânea em rocha

0

19,92

0

0

gl

1

341.672,27

342

610

63.651

113.680

.11.13.00.12.12 .11.13.00.13

Limpeza e tratamento de fundação

.11.13.00.14

Concreto

m3

.11.13.00.14.13

Cimento

t

46.974

268,96

12.634

22.564

.11.13.00.14.14

Concreto sem cimento

168.474

138,55

23.343

41.690

Armadura

t

11.956

2.314,66

27.674

49.426

gl

1

3.924.510,84

3.925

7.009

gl

0

0,00

0

0

82.479

147.308

16.496

29.462

333.827

596.215

57.409

102.533

1.732

3.094 0

.11.13.00.14.15 .11.13.00.15 .11.14

Instalações e acabamentos VILA DOS OPERADORES Subtotal da conta .11

.11.27

.12. .12.16 .12.16.22

EVENTUAIS DA CONTA .11

%

20

82.479.069,90

BARRAGENS E ADUTORAS DESVIO DO RIO ENSECADEIRAS

gl

.12.16.22.56

Ponte de serviço

gl

0

0,00

0

.12.16.22.14

Concreto do defletor

gl

1

0,00

0

0

.12.16.22.19

Ensecadeira de rocha e terra

845.652

1,41

1.193

2.131

.12.16.22.20

Ensecadeiras especiais

gl

0

0,00

0

0

.12.16.22.21

Remoção de ensecadeiras

gl

1

313.496,77

313

560

Esgotamento e outros custos

%

15

1.506.437,08

.12.16.22.22 .12.16.23

TÚNEL DE DESVIO

gl

226

404

55.677

99.439

28.523

50.942

.12.16.23.12

Escavação

m3

.12.16.23.12.10

Comum

20.490

5,54

114

203

.12.16.23.12.11

Em rocha a céu aberto

1.024.230

17,93

18.365

32.800

Subterrânea em rocha

.12.16.23.12.12

206.382

48,67

10.045

17.940

.12.16.23.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

1

14.005.900,78

14.006

25.015

.12.16.23.14

Concreto

m3

7.497

13.389

.12.16.23.14.13

Cimento

t

6.592

268,96

1.773

3.167

.12.16.23.14.14

Concreto sem cimento

26.647

105,71

2.817

5.031

Armadura

t

1.256

2.314,66

2.907

5.192

5.651

10.093

.12.16.23.14.15 .12.16.23.23

Equipamento de fechamento

gl

.12.16.23.23.16

Comportas sem guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.16.23.23.56

Peças fixas extras

un

1

1.482.528,20

1.483

2.648

Comporta ensecadeira

gl

11

378.945,54

4.168

7.445

gl

0

0,00

0

0

0

0

0

0

.12.16.23.23.17 .12.16.23.17 .12.16.24.

Outros custos CANAL OU GALERIA / ADUFA DE DESVIO

gl

.12.16.24.12

Escavação

m3

.12.16.24.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.16.24.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

0

0

0

0 0

.12.16.24.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.16.24.14

Concreto

m3

.12.16.24.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.16.24.14.14

Concreto sem cimento

m3

0

0,00

0

0

.12.16.24.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.16.24.23.

Equipamento de fechamento

gl

0

0

.12.16.24.23.16

Comportas sem guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.16.24.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

.12.16.24.23.17

Comporta ensecadeira

un

0

0,00

0

0

.12.16.24.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

.12.16.24.17

Outros custos

JMX 166_C.xls - 2 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE JAMANXIM (JMX-166) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .12.17 .12.17.25

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

BARRAGENS E DIQUES BARRAGENS E DIQUES DE TERRA E ENROCAMENTO

gl 3

27.414

48.961

27.414

48.961

.12.17.25.12

Escavação

m

.12.17.25.12.10

Comum

.12.17.25.12.10

Em jazida

0

0,00

0

0

.12.17.25.12.11

Em rocha a céu aberto

9.985

17,93

179

320

Em pedreira

.12.17.25.12.11

184.550

11,08

2.225

3.973

2.046

3.653

0

0,00

0

0

.12.17.25.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

1

4.160.090,03

4.160

7.430

.12.17.25.24

Aterro compactado

8.774

4,81

42

75

.12.17.25.25

Enrocamento

2.587.853

6,03

15.608

27.875

.12.17.25.26

Núcleo de argila

552.070

5,87

3.240

5.786

.12.17.25.29

Transições / Filtros

0

0,00

0

0

.12.17.25.27

Revestimento do paramento / Face de concreto

gl

1.538

2.747

.12.17.25.27.13

Cimento

t

2.995

268,96

806

1.439

.12.17.25.27.14

Concreto sem cimento

9.985

73,35

732

1.308

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

4

7

.12.17.25.27.15 .12.17.25.32

Proteção de taludes

gl

.12.17.25.32.18

Talude de montante

m

3

1.668

1,63

3

5

.12.17.25.32.19

Talude de jusante

m2

825

1,63

1

2

gl

1

597.173,78

597

1.067

0

0

0

0

.12.17.25.17 .12.17.26

Outros custos BARRAGENS DE CONCRETO

gl 3

.12.17.26.12

Escavação

m

.12.17.26.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.17.26.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

0

0

0

0 0

.12.17.26.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.17.26.14

Concreto convencional

m3

.12.17.26.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.17.26.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.17.26.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.17.26.14 .12.17.26.14.13 .12.17.26.14.14 .12.17.26.17 .12.17.27

Concreto compactado com rolo

m3

0

0

Cimento

t

0

268,96

0

0

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

0

0

0

0

Outros custos TRANSIÇÕES E MUROS DE CONCRETO

gl

.12.17.27.12

Escavação

m3

.12.17.27.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.17.27.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

0

0

0

0 0

.12.17.27.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.17.27.14

Concreto

m3

.12.17.27.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.17.27.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.17.27.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.17.27.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

JMX 166_C.xls - 3 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE JAMANXIM (JMX-166) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

.12.18

VERTEDOUROS

.12.18.28

VERTEDOUROS DE SUPERFÍCIE

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

88.020 gl 3

157.204

88.020

157.204

71.380

127.485

.12.18.28.12

Escavação

m

.12.18.28.12.10

Comum

36.862

5,54

204

365

.12.18.28.12.11

Em rocha a céu aberto

3.969.557

17,93

71.176

127.121

1

398.441,03

.12.18.28.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.18.28.14

Concreto

m3

398

712

9.889

17.661

.12.18.28.14.13

Cimento

t

7.897

268,96

2.124

3.793

.12.18.28.14.14

Concreto sem cimento

34.721

102,33

3.553

6.345

Armadura

t

1.820

2.314,66

4.212

7.523

.12.18.28.14.15 .12.18.28.23

Equipamento de Fechamento

gl

.12.18.28.23.16

Comportas e guinchos

gl

1

.12.18.28.23.17

Comporta ensecadeira

gl

0

0,00

0

0

.12.18.28.23.56

Peças fixas extras

un

1

278.802,90

279

498

.12.18.28.23.20

Guindaste

gl

1

369.691,45

370

660

.12.18.28.17

Outros custos

gl

0

86.294.188,84

1.726

3.082

.12.18.29

VERTEDOUROS DE FUNDO E OUTROS

3.978.110,68

gl 3

4.627

8.263

3.978

7.105

0

0

0

0

.12.18.29.12

Escavação

m

.12.18.29.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.18.29.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

0

0

0

0 0

.12.18.29.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.18.29.14

Concreto

m3

.12.18.29.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.18.29.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.18.29.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.18.29.23

Equipamento de Fechamento

gl

0

0

.12.18.29.23.16

Comportas e guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.17

Comporta ensecadeira

gl

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.20

Guindaste

gl

0

0,00

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

.12.18.29.17 .12.19

TOMADA D'ÁGUA E ADUTORAS

0

0

108.191

193.229

.12.19.30

TOMADA D'ÁGUA

gl

21.418

38.252

.12.19.30.12

Escavação

m3

301

537

.12.19.30.12.10

Comum

2.294

5,54

13

23

.12.19.30.12.11

Em rocha a céu aberto

16.056

17,93

288

514

1

113.097,39

.12.19.30.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.30.14

Concreto

m3

113

202

2.612

4.664

.12.19.30.14.13

Cimento

t

2.089

268,96

562

1.003

.12.19.30.14.14

Concreto sem cimento

8.016

100,91

809

1.445

Armadura

t

536

2.314,66

.12.19.30.14.15

1.241

2.216

17.972

32.099

5.991.057,39

5.991

10.700

1.689.775,21

1.690

3.018

1

300.449,89

300

537

gl

1

2.288.509,40

2.289

4.087 13.757

.12.19.30.23

Equipamento de Fechamento

gl

.12.19.30.23.16

Comportas e guinchos

gl

1

.12.19.30.23.17

Comporta ensecadeira

gl

1

.12.19.30.23.56

Peças fixas extras

un

.12.19.30.23.20

Guindaste Grades e Limpa-grades

gl

1

7.702.699,77

7.703

.12.19.30.17

.12.19.30.23.21

Outros custos

gl

0

20.997.743,82

420

750

.12.19.31

CANAL DE ADUÇÃO

gl

17.476

31.213

17.476

31.213

.12.19.31.12

Escavação

m3

.12.19.31.12.10

Comum

55.965

5,54

310

554

.12.19.31.12.11

Em rocha a céu aberto

957.375

17,93

17.166

30.659

0

0,00

0

0

0

0 0

.12.19.31.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.31.14

Concreto

m3

.12.19.31.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.31.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.31.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.19.31.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

JMX 166_C.xls - 4 de 6


Eletrobrás

Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE JAMANXIM (JMX-166) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .12.19.32

ITEM

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

gl

0

0

.12.19.32.12

Escavação

m3

0

0

.12.19.32.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.32.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.19.32.12.12

CONDUTO ADUTOR

UN.

0

0,00

0

.12.19.32.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.32.14

Concreto

m3

0

0 0

.12.19.32.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.32.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.32.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

0

0

0

0

.12.19.32.17 .12.19.33

CHAMINÉS DE EQUILÍBRIO

gl

.12.19.33.12

Escavação

m3

.12.19.33.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.33.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.19.33.12.12

0

0,00

0

.12.19.33.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.33.14

Concreto

m

0

0 0

3

.12.19.33.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.33.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.33.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

.12.19.33.17 .12.19.34.

TÚNEL E / OU CONDUTO FORÇADO

gl

0

0

61.493

109.826

1.755

3.134

.12.19.34.12

Escavação

m3

.12.19.34.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.34.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

38.939

45,06

1.755

3.134

gl

1

1.278.962,75

1.279

2.284

18.447

32.945

.12.19.34.12.12 .12.19.34.13

Limpeza e tratamento de fundação

.12.19.34.14

Concreto

3

m

.12.19.34.14.13

Cimento

t

12.330

268,96

3.316

5.923

.12.19.34.14.14

Concreto sem cimento

49.320

112,48

5.548

9.908

Armadura

t

4.140

2.314,66

9.583

17.115

.12.19.34.14.15 .12.19.34.23

Equipamento de Fechamento

gl

.12.19.34.23.23

Revestimento metálico

gl

9.589

Equipamento (Válvula)

gl gl

.12.19.34.23.24 .12.19.34.17 .12.19.35

Outros custos CANAL E / OU TÚNEL DE FUGA

40.013

71.462

4.172,92

40.013

71.462

0

0,00

0

0

0

0,00

0

0

7.804

13.938

7.804

13.938

gl

.12.19.35.12

Escavação

m3

.12.19.35.12.10

Comum

20.505

5,54

114

203

.12.19.35.12.11

Em rocha a céu aberto

428.896

17,93

7.690

13.735

Subterrânea em rocha

0

.12.19.35.12.12

0

0,00

0

.12.19.35.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.35.14

Concreto

m3

0

0 0

.12.19.35.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.35.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.35.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

0

0

.12.19.35.17 .12.20

CONSTRUÇÕES ESPECIAIS

.12.20.36

ECLUSA E / OU PORTO

gl

0

0

.12.20.36.12

Escavação

m3

0

0

.12.20.36.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.20.36.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

0

0

0

0 0

.12.20.36.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.20.36.14

Concreto

m3

.12.20.36.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.20.36.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.20.36.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.20.36.23

Equipamento de Fechamento

gl

0

0

.12.20.36.23.25

Equipamento da eclusa

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

.12.20.36.17 .12.20.37

Outros custos OUTRAS CONSTRUÇÕES ESPECIAIS

JMX 166_C.xls - 5 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE JAMANXIM (JMX-166) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

Subtotal obras civis

212.771

380.009

Subtotal equipamentos

68.263

121.917

.12.27.98

EVENTUAIS DA CONTA .12 obras civis

%

20

212.771.079,82

42.554

76.002

.12.27.99

EVENTUAIS DA CONTA .12 equipamentos

%

15

68.262.566,12

10.239

18.288

154.038

275.112

3

30.917.824,20

92.753

165.658 6.897

.13.

TURBINAS E GERADORES

.13.13.00.23.28

Turbinas

un

.13.13.00.23.17

Comporta ensecadeira

un

4

965.475,48

3.862

.13.13.00.23.20

Guindaste

gl

0

0,00

0

0

.13.13.00.23.56

Peças fixas extras

un

1

843.767,71

844

1.507

Geradores

un

3

12.162.301,59

.13.13.00.23.29

Subtotal da conta .13 .13.27

.14. .14.00.00.23.30

EVENTUAIS DA CONTA .13

.15.

EVENTUAIS DA CONTA .14

35.884

15

133.946.047,00

20.092

31.886

56.948

gl

1

27.726.831,73

27.727

49.520

27.727

49.520

%

15

27.726.831,73

4.159

7.428

23.796

42.499

11.449.704,17

11.450

20.449

Subtotal da conta .14 .14.27

65.166 239.228

%

EQUIPAMENTO ELÉTRICO ACESSÓRIO Equipamento Elétrico Acessório

36.487 133.946

DIVERSOS EQUIPAMENTOS DA USINA

.15.13.00.23.20

Ponte rolante

gl

1

.15.13.00.23.20

Pórtico rolante

gl

0

0,00

0

0

.15.00.00.23.31

Equipamentos diversos

gl

1

9.242.277,24

9.242

16.507

20.692

36.956

%

15

20.691.981,41

3.104

5.543

Subtotal da conta .15 .15.27

.16.

EVENTUAIS DA CONTA .15

4.382

7.826

.16.00.14

ESTRADAS DE RODAGEM, DE FERRO E PONTES ESTRADAS DE RODAGEM

km

9

410.771,34

3.652

6.522

.16.00.15

ESTRADAS DE FERRO

km

0

0,00

0

0

.16.00.16

PONTES

m

0

0,00

0

0

.16.00.17

AEROPORTO

gl

0

0,00

0

0

%

20

3.651.757,21

Subtotal da conta .16 .16.27

.17.

3.652

6.522

730

1.304

CUSTO DIRETO

697.115

1.245.047

CUSTOS INDIRETOS

192.223

343.310

EVENTUAIS DA CONTA .16

.17.21

CANTEIRO E ACAMPAMENTO

.17.21.38

CONSTRUÇÕES DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO

gl

1

34.671.202,56

.17.21.39

MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO

gl

1

13.969.391,15

.17.22

ENGENHARIA E ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO

.17.22.40

ENGENHARIA

gl

48.641

86.872

34.671

61.923

13.969

24.949

118.509

211.658

34.856

62.252

.17.22.40.36

Engenharia Básica

gl

0

0,00

0

0

.17.22.40.37

Serviços Especiais de Engenharia

gl

1,00

34.855.732,10

34.856

62.252

Estudos e Projetos Ambientais

gl

0

0,00

0

0

gl

1

83.653.757,04

83.654

149.406

167.150

298.530

%

15

167.150.082,85

25.073

44.780

889.337

1.588.356

195.654

349.438

1.084.991

1.937.795

1.231,55

2.200

.17.22.40.54 .17.22.41

ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO Subtotal da conta .17

.17.27

EVENTUAIS DA CONTA .17

CUSTO DIRETO E INDIRETO

.18.

JUROS DURANTE A CONSTRUÇÃO

.18.23

SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO

%

22

TOTAL Custo em US$/kW e R$/kW Potência instalada

kW

881000

Custo total (x10³)

US$

1.084.991.429

889.337.237,29

JMX 166_C.xls - 6 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE CACHOEIRA DOS PATOS (JMX-212) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .10.

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

TERRENOS, RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS

.10.10

AQUISIÇÃO DE TERRENOS E BENFEITORIAS

.10.10.10

PROPRIEDADES URBANAS

39.727

70.953

2.004

3.579

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.10

Reservatório

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.11

Canteiro, Acampamento, Jazidas e Áreas Afins

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.43

Cidades e Vilas

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

1.098

1.962 917

.10.10.11

PROPRIEDADES RURAIS

.10.10.11.10

Reservatório

ha

9.399

54,66

514

.10.10.11.11

Canteiro, Acampamento, Jazidas e Áreas Afins

ha

50

54,66

3

5

.10.10.11.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

4.718

54,66

258

461

.10.10.11.41

Reassentamento Rural

ha

1.410

54,66

77

138

.10.10.11.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

ha

0

0,00

0

0

.10.10.11.43

Cidades e Vilas

gl

0

0,00

0

0

.10.10.11.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.10.11.17

Outros custos

gl

1

246.913,10

247

441

.10.10.12

DESPESAS LEGAIS E DE AQUISIÇÃO

%

15

1.098.272,20

165

294

.10.10.13

OUTROS CUSTOS

gl

1

740.739,29

741

1.323

.10.11

RELOCAÇÕES

772

1.378

.10.11.14

ESTRADAS DE RODAGEM

km

0

684.618,90

205

367

.10.11.15

ESTRADAS DE FERRO

km

0

0,00

0

0

.10.11.16

PONTES

m

2

159.744,41

319

571

.10.11.18

SISTEMA DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO

gl

0

0,00

0

0

.10.11.19

SISTEMA DE COMUNICAÇÃO

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20

RELOCAÇÕES DE POPULAÇÃO

gl

0

0,00

247

441

.10.11.20.41

Reassentamento Rural

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.43

Cidades e Vilas

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.17

Outros custos

gl

1

246.913,10

247

441 0

.10.11.21

OUTRAS RELOCAÇÕES

gl

0

0,00

0

.10.11.13

OUTROS CUSTOS

gl

0

0,00

0

0

.10.15

OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS

30.331

54.171

.10.15.44

COMUNICAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL

gl

.10.15.45

MEIO FÍSICO-BIÓTICO

gl

1

1.481.478,58

1.481

2.646

21.195

37.854 10.513

.10.15.45.18

Limpeza do Reservatório

ha

7.989

736,78

5.886

.10.15.45.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

1

4.938.261,94

4.938

8.820

.10.15.45.45

Conservação da Flora

gl

1

3.456.783,36

3.457

6.174

.10.15.45.46

Conservação da Fauna

gl

1

1.975.304,78

1.975

3.528

.10.15.45.47

Qualidade da Água

gl

1

1.975.304,78

1.975

3.528

.10.15.45.48

Recuperação de Áreas Degradadas

gl

1

1.975.304,78

1.975

3.528

.10.15.45.17

Outros custos

gl

1

987.652,39

988

1.764

4.198

7.497

.10.15.46

MEIO SÓCIO-ECONÔMICO-CULTURAL

gl

.10.15.46.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

gl

0

0,00

0

0

.10.15.46.49

Saúde e Saneamento Básico

gl

1

493.826,19

494

882

.10.15.46.50

Estrutura Habitacional e Educacional

gl

1

493.826,19

494

882

.10.15.46.51

Salvamento do Patrimônio Cultural

gl

1

987.652,39

988

1.764

.10.15.46.52

Apoio aos Municípios

gl

1

1.234.565,49

1.235

2.205

.10.15.46.17

Outros custos

gl

1

987.652,39

988

1.764

1.975

3.528

.10.15.47

LICENCIAMENTO E GESTÃO INSTITUCIONAL

gl

.10.15.47.53

Licenciamento

gl

1

493.826,19

494

882

.10.15.47.55

Gestão Institucional

gl

1

1.234.565,49

1.235

2.205

.10.15.47.17

Outros custos

gl

1

246.913,10

247

441

.10.15.48

USOS MÚLTIPLOS

gl

1

493.826,19

494

882

.10.15.13

OUTROS CUSTOS

gl

1

987.652,39

988

1.764

.10.27

EVENTUAIS DA CONTA .10

%

20

33.106.185,19

Subtotal da conta .10

33.106

59.128

6.621

11.826

JMX 212.xls - 1 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE CACHOEIRA DOS PATOS (JMX-212) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

.11.

ESTRUTURAS E OUTRAS BENFEITORIAS

.11.12

BENFEITORIAS NA ÁREA DA USINA

.11.13

CASA DE FORÇA

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

118.154 gl

1

1.561.426,72

211.022

1.561

2.789

96.900

173.063

7.048

12.589

.11.13.00.12

Escavação

gl

.11.13.00.12.10

Comum

42.658

5,54

236

422

.11.13.00.12.11

Em Rocha a céu aberto

379.913

17,93

6.812

12.166

Subterrânea em rocha

0

0,00

0

0

gl

1

310.961,40

311

555

86.998

155.379

.11.13.00.12.12 .11.13.00.13

Limpeza e tratamento de fundação

.11.13.00.14

Concreto

m3

.11.13.00.14.13

Cimento

t

64.394

268,96

17.319

30.932

.11.13.00.14.14

Concreto sem cimento

231.325

138,55

32.051

57.243

Armadura

t

16.256

2.314,66

37.628

67.203

gl

1

2.542.407,29

2.542

4.541

gl

0

0,00

0

0

98.461

175.852

19.692

35.170

160.225

286.163

4.570

8.162

1.447

2.585 0

.11.13.00.14.15 .11.13.00.15 .11.14

Instalações e acabamentos VILA DOS OPERADORES Subtotal da conta .11

.11.27

.12. .12.16 .12.16.22

EVENTUAIS DA CONTA .11

%

20

98.461.337,82

BARRAGENS E ADUTORAS DESVIO DO RIO ENSECADEIRAS

gl

.12.16.22.56

Ponte de serviço

gl

0

0,00

0

.12.16.22.14

Concreto do defletor

gl

1

0,00

0

0

.12.16.22.19

Ensecadeira de rocha e terra

450.747

1,41

636

1.135

.12.16.22.20

Ensecadeiras especiais

gl

0

0,00

0

0

.12.16.22.21

Remoção de ensecadeiras

gl

1

623.003,20

623

1.113

Esgotamento e outros custos

%

15

1.258.675,38

.12.16.22.22 .12.16.23

TÚNEL DE DESVIO

189

337

gl

0

0

0

0

.12.16.23.12

Escavação

m3

.12.16.23.12.10

Comum

0

0,00

0

0

.12.16.23.12.11

Em rocha a céu aberto

0

0,00

0

0

.12.16.23.12.12

Subterrânea em rocha

0

0,00

0

0

0

0,00

0

0

0

0

.12.16.23.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.16.23.14

Concreto

m3

.12.16.23.14.13

Cimento

t

0

0,00

0

0

.12.16.23.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

Armadura

t

0

0,00

0

0

0

0

.12.16.23.14.15 .12.16.23.23

Equipamento de fechamento

gl

.12.16.23.23.16

Comportas sem guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.16.23.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

Comporta ensecadeira

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

3.122

5.576

.12.16.23.23.17 .12.16.23.17 .12.16.24.

Outros custos CANAL OU GALERIA / ADUFA DE DESVIO

gl

.12.16.24.12

Escavação

m3

0

0

.12.16.24.12.10

Comum

0

0,00

0

0

.12.16.24.12.11

Em rocha a céu aberto

0

0,00

0

0

0

0,00

0

0

0

0 0

.12.16.24.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.16.24.14

Concreto

m3

.12.16.24.14.13

Cimento

t

0

0,00

0

.12.16.24.14.14

Concreto sem cimento

m3

0

0,00

0

0

.12.16.24.14.15

Armadura

t

0

0,00

0

0

.12.16.24.23.

Equipamento de fechamento

gl

.12.16.24.23.16

Comportas sem guinchos

gl

1

817.240,70

.12.16.24.23.56

Peças fixas extras

un

0

1.255.212,89

0

0

.12.16.24.23.17

Comporta ensecadeira

un

7

329.287,47

2.305

4.117

Peças fixas extras

un

0

1.255.212,89

0

0

gl

0

0,00

0

0

.12.16.24.23.56 .12.16.24.17

Outros custos

3.122

5.576

817

1.460

JMX 212.xls - 2 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE CACHOEIRA DOS PATOS (JMX-212) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .12.17 .12.17.25

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

BARRAGENS E DIQUES BARRAGENS E DIQUES DE TERRA E ENROCAMENTO

gl 3

.12.17.25.12

Escavação

m

.12.17.25.12.10

Comum

786.752

.12.17.25.12.10

Em jazida

.12.17.25.12.11

Em rocha a céu aberto

.12.17.25.12.11

Em pedreira

35.968

64.238

31.117

55.575

4.360

7.787

5,54

4.360

7.787

0

0,00

0

0

0

0,00

0

0

0

0,00

0

0

.12.17.25.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

6.985

57,05

399

712

.12.17.25.24

Aterro compactado

5.169.608

4,81

24.859

44.398

.12.17.25.25

Enrocamento

0

0,00

0

0

.12.17.25.26

Núcleo de argila

0

0,00

0

0

.12.17.25.29

Transições / Filtros

0

0,00

0

0

.12.17.25.27

Revestimento do paramento / Face de concreto

gl

0

0

.12.17.25.27.13

Cimento

t

0

0,00

0

0

.12.17.25.27.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

Armadura

t

0

0,00

.12.17.25.27.15 .12.17.25.32

Proteção de taludes

gl

0

0

889

1.588 907

.12.17.25.32.18

Talude de montante

m

3

311.710

1,63

508

.12.17.25.32.19

Talude de jusante

m2

233.766

1,63

381

681

gl

1

610.134,33

610

1.090

912

1.628

.12.17.25.17 .12.17.26

Outros custos BARRAGENS DE CONCRETO

gl 3

.12.17.26.12

Escavação

m

.12.17.26.12.10

Comum

2.244

Em rocha a céu aberto

.12.17.26.12.11

24

43

5,54

12

22 20

638

17,93

11

.12.17.26.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

1

34.007,30

34

61

.12.17.26.14

Concreto convencional

m3

836

1.493

.12.17.26.14.13

Cimento

t

670

268,96

180

322

.12.17.26.14.14

Concreto sem cimento

6.570

75,18

494

882

Armadura

t

70

2.314,66

162

289

0

0

.12.17.26.14.15 .12.17.26.14

Concreto compactado com rolo

m3

.12.17.26.14.13

Cimento

t

0

0,00

0

0

.12.17.26.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

gl

1

17.651,51

.12.17.26.17 .12.17.27

Outros custos TRANSIÇÕES E MUROS DE CONCRETO

gl

.12.17.27.12

Escavação

m3

.12.17.27.12.10

Comum

3.695

Em rocha a céu aberto

.12.17.27.12.11

18

32

3.939

7.035

50

89

5,54

20

37 52

1.628

17,93

29

.12.17.27.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

1

19.808,31

20

35

.12.17.27.14

Concreto

m3

3.870

6.911

.12.17.27.14.13

Cimento

t

3.774

268,96

1.015

1.813

.12.17.27.14.14

Concreto sem cimento

15.096

73,35

1.107

1.978

.12.17.27.14.15

Armadura

t

755

2.314,66

1.747

3.120

.12.17.27.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

JMX 212.xls - 3 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE CACHOEIRA DOS PATOS (JMX-212) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

.12.18

VERTEDOUROS

.12.18.28

VERTEDOUROS DE SUPERFÍCIE

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

43.102 gl 3

76.979

43.102

76.979

5.677

10.139

.12.18.28.12

Escavação

m

.12.18.28.12.10

Comum

98.861

5,54

548

979

.12.18.28.12.11

Em rocha a céu aberto

286.058

17,93

5.129

9.161

1

2.972.047,32

.12.18.28.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.18.28.14

Concreto

m3

2.972

5.308

26.616

47.537

.12.18.28.14.13

Cimento

t

19.802

268,96

5.326

9.512

.12.18.28.14.14

Concreto sem cimento

85.068

125,51

10.677

19.069

Armadura

t

4.585

2.314,66

10.614

18.956

6.991

12.486

.12.18.28.14.15 .12.18.28.23

Equipamento de Fechamento

gl

.12.18.28.23.16

Comportas e guinchos

gl

1

5.214.890,28

5.215

9.314

.12.18.28.23.17

Comporta ensecadeira

gl

1

933.633,48

934

1.667

.12.18.28.23.56

Peças fixas extras

un

1

358.870,71

359

641

.12.18.28.23.20

Guindaste

gl

1

483.669,36

484

864

.12.18.28.17

Outros custos

gl

0

42.256.380,96

845

1.509

0

0

0

0

.12.18.29

VERTEDOUROS DE FUNDO E OUTROS

gl 3

.12.18.29.12

Escavação

m

.12.18.29.12.10

Comum

0

0,00

0

0

.12.18.29.12.11

Em rocha a céu aberto

0

0,00

0

0

0

0,00

0

0

0

0

.12.18.29.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.18.29.14

Concreto

m3

.12.18.29.14.13

Cimento

t

0

0,00

0

0

.12.18.29.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

Armadura

t

0

0,00

0

0

0

0 0

.12.18.29.14.15 .12.18.29.23

Equipamento de Fechamento

gl

.12.18.29.23.16

Comportas e guinchos

gl

0

0,00

0

.12.18.29.23.17

Comporta ensecadeira

gl

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.20

Guindaste

gl

0

0,00

0

0

.12.18.29.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

51.767

92.457

.12.19

TOMADA D'ÁGUA E ADUTORAS

.12.19.30

TOMADA D'ÁGUA

gl

46.901

83.765

.12.19.30.12

Escavação

m3

633

1.130

.12.19.30.12.10

Comum

5.248

5,54

29

52

.12.19.30.12.11

Em rocha a céu aberto

33.660

17,93

604

1.078

1

247.952,88

.12.19.30.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.30.14

Concreto

m3

248

443

9.973

17.813

.12.19.30.14.13

Cimento

t

7.043

268,96

1.894

3.383

.12.19.30.14.14

Concreto sem cimento

24.916

128,94

3.213

5.738

Armadura

t

2.103

2.314,66

.12.19.30.14.15

4.867

8.692

35.127

62.737

18.587.555,60

18.588

33.197

5.235.885,81

5.236

9.351

1

1.141.709,60

1.142

2.039

gl

1

2.355.589,80

2.356

4.207

gl

1

7.806.341,14

7.806

13.942

0

45.981.125,72

.12.19.30.23

Equipamento de Fechamento

gl

.12.19.30.23.16

Comportas e guinchos

gl

1

.12.19.30.23.17

Comporta ensecadeira

gl

1

.12.19.30.23.56

Peças fixas extras

un

.12.19.30.23.20

Guindaste

.12.19.30.23.21

Grades e Limpa-grades

.12.19.30.17

Outros custos

gl

920

1.642

.12.19.31

CANAL DE ADUÇÃO

gl

2.034

3.632

2.034

3.632

.12.19.31.12

Escavação

m3

.12.19.31.12.10

Comum

23.584

5,54

131

233

.12.19.31.12.11

Em rocha a céu aberto

106.128

17,93

1.903

3.399

0

0,00

.12.19.31.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.31.14

Concreto

m3

0

0

0

0

.12.19.31.14.13

Cimento

t

0

0,00

0

0

.12.19.31.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.31.14.15

Armadura

t

0

0,00

0

0

.12.19.31.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

JMX 212.xls - 4 de 6


Eletrobrás

Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE CACHOEIRA DOS PATOS (JMX-212) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .12.19.32

ITEM CONDUTO ADUTOR

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

gl

0

0

.12.19.32.12

Escavação

m3

0

0

.12.19.32.12.10

Comum

0

0,00

0

0

.12.19.32.12.11

Em rocha a céu aberto

0

0,00

0

0

.12.19.32.12.12

Subterrânea em rocha

0

0,00

0

0

0

0,00

0

0

0

0

.12.19.32.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.32.14

Concreto

m3

.12.19.32.14.13

Cimento

t

0

0,00

0

0

.12.19.32.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.32.14.15

Armadura

t

0

0,00

0

0

.12.19.32.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

0

0

.12.19.33

CHAMINÉS DE EQUILÍBRIO

gl

.12.19.33.12

Escavação

m3

0

0

.12.19.33.12.10

Comum

0

0,00

0

0

.12.19.33.12.11

Em rocha a céu aberto

0

0,00

0

0

.12.19.33.12.12

Subterrânea em rocha

0

0,00

0

0

0

0,00

0

0

0

0

.12.19.33.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.33.14

Concreto

m

3

.12.19.33.14.13

Cimento

t

0

0,00

0

0

.12.19.33.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

Armadura

t

0

0,00

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

0

0

.12.19.33.14.15 .12.19.33.17 .12.19.34.

TÚNEL E / OU CONDUTO FORÇADO

gl

.12.19.34.12

Escavação

m3

0

0

.12.19.34.12.10

Comum

0

0,00

0

0

.12.19.34.12.11

Em rocha a céu aberto

0

0,00

0

0

.12.19.34.12.12

Subterrânea em rocha

0

0,00

0

0

0

0,00

0

0

0

0

.12.19.34.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.34.14

Concreto

m

3

.12.19.34.14.13

Cimento

t

0

0,00

0

0

.12.19.34.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

Armadura

t

0

0,00

0

0

0

0

.12.19.34.14.15 .12.19.34.23

Equipamento de Fechamento

gl

.12.19.34.23.23

Revestimento metálico

gl

0

0,00

0

0

.12.19.34.23.24

Equipamento (Válvula)

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

2.833

5.060

2.833

5.060

.12.19.34.17 .12.19.35

Outros custos CANAL E / OU TÚNEL DE FUGA

gl

.12.19.35.12

Escavação

m3

.12.19.35.12.10

Comum

69.676

5,54

386

690

.12.19.35.12.11

Em rocha a céu aberto

136.464

17,93

2.447

4.370

Subterrânea em rocha

0

.12.19.35.12.12

0

0,00

0

.12.19.35.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.35.14

Concreto

m3

0

0

.12.19.35.14.13

Cimento

t

0

0,00

0

0

.12.19.35.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.35.14.15

Armadura

t

0

0,00

0

0

.12.19.35.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

0

0

.12.20

CONSTRUÇÕES ESPECIAIS

.12.20.36

ECLUSA E / OU PORTO

gl

0

0

.12.20.36.12

Escavação

m3

0

0

.12.20.36.12.10

Comum

0

0,00

0

0

.12.20.36.12.11

Em rocha a céu aberto

0

0,00

0

0

0

0,00

0

0

0

0

.12.20.36.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.20.36.14

Concreto

m3

.12.20.36.14.13

Cimento

t

0

0,00

0

0

.12.20.36.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

Armadura

t

0

0,00

0

0

0

0

.12.20.36.14.15 .12.20.36.23 .12.20.36.23.25 .12.20.36.17 .12.20.37

Equipamento de Fechamento

gl

Equipamento da eclusa

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

Outros custos OUTRAS CONSTRUÇÕES ESPECIAIS

JMX 212.xls - 5 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE CACHOEIRA DOS PATOS (JMX-212) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

Subtotal obras civis

90.166

Subtotal equipamentos

45.240

161.036 80.799

.12.27.98

EVENTUAIS DA CONTA .12 obras civis

%

20

90.165.760,11

18.033

32.207

.12.27.99

EVENTUAIS DA CONTA .12 equipamentos

%

15

45.240.398,76

6.786

12.120

.13.

160.020

285.796

.13.13.00.23.28

Turbinas

un

3

37.440.560,22

112.322

200.607

.13.13.00.23.17

Comporta ensecadeira

un

4

1.114.108,96

4.456

7.959

.13.13.00.23.20

Guindaste

gl

0

0,00

0

0

.13.13.00.23.56

Peças fixas extras

un

1

795.221,24

795

1.420

Geradores

un

3,00

7.191.604,27

.13.13.00.23.29

TURBINAS E GERADORES

Subtotal da conta .13 .13.27

.14.

EVENTUAIS DA CONTA .13

Equipamento Elétrico Acessório

.14.27

EVENTUAIS DA CONTA .14

37.278

15

139.148.150,56

20.872

33.124

59.160

gl

1

28.803.667,16

28.804

51.443

28.804

51.443

%

15

28.803.667,16

4.321

7.717

7.268.207,05

Subtotal da conta .14

.15.

38.533 248.519

%

EQUIPAMENTO ELÉTRICO ACESSÓRIO

.14.00.00.23.30

21.575 139.148

DIVERSOS EQUIPAMENTOS DA USINA

19.400

34.648

7.268

12.981

.15.13.00.23.20

Ponte rolante

gl

1

.15.13.00.23.20

Pórtico rolante

gl

0

0,00

0

0

.15.00.00.23.31

Equipamentos diversos

gl

1

9.601.222,39

9.601

17.148

16.869

30.129

.15.27

EVENTUAIS DA CONTA .15

%

15

16.869.429,43

2.530

4.519

2.903

5.184

6

410.771,34

2.259

4.035

Subtotal da conta .15

.16.

ESTRADAS DE RODAGEM, DE FERRO E PONTES

.16.00.14

ESTRADAS DE RODAGEM

km

.16.00.15

ESTRADAS DE FERRO

km

0

0,00

0

0

.16.00.16

PONTES

m

1

159.744,41

160

285

.16.00.17

AEROPORTO

gl

0,00

0,00

0

0

2.419

4.320

484

864

CUSTO DIRETO

533.554

952.927

CUSTOS INDIRETOS

145.751

260.312

Subtotal da conta .16 .16.27

.17.

EVENTUAIS DA CONTA .16

%

20

.17.21

CANTEIRO E ACAMPAMENTO

.17.21.38

CONSTRUÇÕES DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO

gl

1

.17.21.39

MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO

gl

1

.17.22

ENGENHARIA E ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO

.17.22.40

ENGENHARIA

2.418.986,78

36.036

64.361

24.961.139,55

24.961

44.581

11.074.978,94

11.075

19.780

90.704

161.998

26.678

47.646

gl

.17.22.40.36

Engenharia Básica

gl

0

0,00

0

0

.17.22.40.37

Serviços Especiais de Engenharia

gl

1

26.677.680,83

26.678

47.646

Estudos e Projetos Ambientais

gl

0

0,00

0

0

gl

1

64.026.434,00

64.026

114.351

126.740

226.358

%

15

126.740.233,32

19.011

33.954

679.305

1.213.239

149.447

266.912

828.752

1.480.151

1.569,61

2.803

.17.22.40.54 .17.22.41

ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO

.17.27

EVENTUAIS DA CONTA .17

Subtotal da conta .17

CUSTO DIRETO E INDIRETO

.18.

JUROS DURANTE A CONSTRUÇÃO

.18.23

SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO

%

22

TOTAL Custo em US$/kW e R$/kW Potência instalada

kW

528000

Custo total (x10³)

US$

828.751.960

679.304.885,02

JMX 212.xls - 6 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE JARDIM DO OURO (JMX-257) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .10.

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

TERRENOS, RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS

.10.10

AQUISIÇÃO DE TERRENOS E BENFEITORIAS

.10.10.10

PROPRIEDADES URBANAS

61.520

109.875

7.574

13.526

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.10

Reservatório

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.11

Canteiro, Acampamento, Jazidas e Áreas Afins

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.43

Cidades e Vilas

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

6.210

11.090 3.672

.10.10.11

PROPRIEDADES RURAIS

.10.10.11.10

Reservatório

ha

37.621

54,66

2.056

.10.10.11.11

Canteiro, Acampamento, Jazidas e Áreas Afins

ha

50

54,66

3

5

.10.10.11.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

16.961

54,66

927

1.656

.10.10.11.41

Reassentamento Rural

ha

5.643

54,66

308

551

.10.10.11.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

ha

0

0,00

0

0

.10.10.11.43

Cidades e Vilas

gl

1

2.771.076,50

2.771

4.949

.10.10.11.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.10.11.17

Outros custos

gl

1

144.181,13

144

258 1.664

.10.10.12

DESPESAS LEGAIS E DE AQUISIÇÃO

%

15

6.209.620,59

931

.10.10.13

OUTROS CUSTOS

gl

1

432.543,38

433

773

.10.11

RELOCAÇÕES

5.858

10.463

.10.11.14

ESTRADAS DE RODAGEM

km

8

684.618,90

5.395

9.635

.10.11.15

ESTRADAS DE FERRO

km

0

0,00

0

0

.10.11.16

PONTES

m

2

159.744,41

319

571

.10.11.18

SISTEMA DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO

gl

0

0,00

0

0

.10.11.19

SISTEMA DE COMUNICAÇÃO

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20

RELOCAÇÕES DE POPULAÇÃO

gl

0

0,00

144

258

.10.11.20.41

Reassentamento Rural

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.43

Cidades e Vilas

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.17

Outros custos

gl

1

144.181,13

144

258 0

.10.11.21

OUTRAS RELOCAÇÕES

gl

0

0,00

0

.10.11.13

OUTROS CUSTOS

gl

0

0,00

0

0

.10.15

OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS

37.835

67.573

.10.15.44

COMUNICAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL

gl

.10.15.45

MEIO FÍSICO-BIÓTICO

gl

1

865.086,76

865

1.545

32.500

58.045 42.079

.10.15.45.18

Limpeza do Reservatório

ha

31.978

736,78

23.561

.10.15.45.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

1

2.883.622,54

2.884

5.150

.10.15.45.45

Conservação da Flora

gl

1

2.018.535,78

2.019

3.605

.10.15.45.46

Conservação da Fauna

gl

1

1.153.449,02

1.153

2.060

.10.15.45.47

Qualidade da Água

gl

1

1.153.449,02

1.153

2.060

.10.15.45.48

Recuperação de Áreas Degradadas

gl

1

1.153.449,02

1.153

2.060

.10.15.45.17

Outros custos

gl

1

576.724,51

577

1.030

2.451

4.378

.10.15.46

MEIO SÓCIO-ECONÔMICO-CULTURAL

gl

.10.15.46.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

gl

0

0,00

0

0

.10.15.46.49

Saúde e Saneamento Básico

gl

1

288.362,25

288

515

.10.15.46.50

Estrutura Habitacional e Educacional

gl

1

288.362,25

288

515

.10.15.46.51

Salvamento do Patrimônio Cultural

gl

1

576.724,51

577

1.030

.10.15.46.52

Apoio aos Municípios

gl

1

720.905,63

721

1.288

.10.15.46.17

Outros custos

gl

1

576.724,51

577

1.030

1.153

2.060

.10.15.47

LICENCIAMENTO E GESTÃO INSTITUCIONAL

gl

.10.15.47.53

Licenciamento

gl

1

288.362,25

288

515

.10.15.47.55

Gestão Institucional

gl

1

720.905,63

721

1.288

.10.15.47.17

Outros custos

gl

1

144.181,13

144

258

.10.15.48

USOS MÚLTIPLOS

gl

1

288.362,25

288

515

.10.15.13

OUTROS CUSTOS

gl

1

576.724,51

577

1.030

51.267

91.562

.10.27

EVENTUAIS DA CONTA .10

%

20

51.266.656,71

10.253

18.312

Subtotal da conta .10

JMX 257.xls - 1 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE JARDIM DO OURO (JMX-257) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

.11.

ESTRUTURAS E OUTRAS BENFEITORIAS

.11.12

BENFEITORIAS NA ÁREA DA USINA

.11.13

CASA DE FORÇA

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

44.564 gl

1

928.013,00

79.592

928

1.657

36.209

64.669

915

1.633

.11.13.00.12

Escavação

gl

.11.13.00.12.10

Comum

56.149

5,54

311

556

.11.13.00.12.11

Em Rocha a céu aberto

33.648

17,93

603

1.078

Subterrânea em rocha

0

0,00

0

0

gl

1

274.135,94

274

490

268,96

.11.13.00.12.12 .11.13.00.13

Limpeza e tratamento de fundação

.11.13.00.14

Concreto

m3

33.771

60.315

9.874

17.635

.11.13.00.14.13

Cimento

t

36.712

.11.13.00.14.14

Concreto sem cimento

131.866

19,23

2.536

4.529

.11.13.00.14.15

Armadura

t

9.229

2.314,66

21.361

38.151

gl

1

1.249.318,69

1.249

2.231

gl

0

0,00

0

0

37.137

66.327

7.427

13.265

68.216

121.833

7.288

13.016

7.288

13.016 0

.11.13.00.15 .11.14

Instalações e acabamentos VILA DOS OPERADORES Subtotal da conta .11

.11.27

.12. .12.16 .12.16.22

EVENTUAIS DA CONTA .11

%

20

37.136.964,32

BARRAGENS E ADUTORAS DESVIO DO RIO ENSECADEIRAS

gl

.12.16.22.56

Ponte de serviço

gl

0

0,00

0

.12.16.22.14

Concreto do defletor

gl

1

0,00

0

0

.12.16.22.19

Ensecadeira de rocha e terra

1.283.107

1,41

1.806

3.225

.12.16.22.20

Ensecadeiras especiais

gl

0

0,00

0

0

.12.16.22.21

Remoção de ensecadeiras

gl

1

4.531.658,76

4.532

8.094

Esgotamento e outros custos

%

15

6.337.376,94

.12.16.22.22 .12.16.23

TÚNEL DE DESVIO

951

1.698

gl

0

0

0

0

.12.16.23.12

Escavação

m3

.12.16.23.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.16.23.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.16.23.12.12

0

0,00

0

.12.16.23.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.16.23.14

Concreto

m3

0

0 0

.12.16.23.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.16.23.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.16.23.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

0

0

.12.16.23.23

Equipamento de fechamento

gl

.12.16.23.23.16

Comportas sem guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.16.23.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

Comporta ensecadeira

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

0

0

0

0

.12.16.23.23.17 .12.16.23.17 .12.16.24.

Outros custos CANAL OU GALERIA / ADUFA DE DESVIO

gl

.12.16.24.12

Escavação

m3

.12.16.24.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.16.24.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

.12.16.24.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.16.24.14

Concreto

m3

0

0

0

0 0

.12.16.24.14.13

Cimento

t

0

0,00

0

.12.16.24.14.14

Concreto sem cimento

m3

0

0,00

0

0

.12.16.24.14.15

Armadura

t

0

0,00

0

0

0

0

.12.16.24.23.

Equipamento de fechamento

gl

.12.16.24.23.16

Comportas sem guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.16.24.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

.12.16.24.23.17

Comporta ensecadeira

un

0

0,00

0

0

.12.16.24.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

.12.16.24.17

Outros custos

JMX 257.xls - 2 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE JARDIM DO OURO (JMX-257) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .12.17 .12.17.25

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

6.654

BARRAGENS E DIQUES BARRAGENS E DIQUES DE TERRA E ENROCAMENTO

gl 3

11.883

4.174

7.456

772

1.379

.12.17.25.12

Escavação

m

.12.17.25.12.10

Comum

139.344

5,54

772

1.379

.12.17.25.12.10

Em jazida

0

0,00

0

0

.12.17.25.12.11

Em rocha a céu aberto

0

0,00

0

0

.12.17.25.12.11

Em pedreira

0

0,00

0

0

.12.17.25.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

1

53.453,05

53

95

.12.17.25.24

Aterro compactado

653.932

4,81

3.145

5.616

.12.17.25.25

Enrocamento

0

0,00

0

0

.12.17.25.26

Núcleo de argila

0

0,00

0

0

.12.17.25.29

Transições / Filtros

0

0,00

0

0

.12.17.25.27

Revestimento do paramento / Face de concreto

gl

0

0

.12.17.25.27.13

Cimento

t

0

0,00

0

0

.12.17.25.27.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

Armadura

t

0

0,00

.12.17.25.27.15 .12.17.25.32

Proteção de taludes

gl

0

0

122

219 129

.12.17.25.32.18

Talude de montante

m

3

44.369

1,63

72

.12.17.25.32.19

Talude de jusante

m2

30.699

1,63

50

89

gl

1

81.852,03

82

146

0

0

0

0

.12.17.25.17 .12.17.26

Outros custos BARRAGENS DE CONCRETO

gl 3

.12.17.26.12

Escavação

m

.12.17.26.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.17.26.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

.12.17.26.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.17.26.14

Concreto convencional

m3

0

0

0

0 0

.12.17.26.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.17.26.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.17.26.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.17.26.14 .12.17.26.14.13 .12.17.26.14.14 .12.17.26.17 .12.17.27

Concreto compactado com rolo

m3

0

0

Cimento

t

0

268,96

0

0

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

2.479

4.428

25

45

Outros custos TRANSIÇÕES E MUROS DE CONCRETO

gl

.12.17.27.12

Escavação

m3

.12.17.27.12.10

Comum

666

5,54

4

7

.12.17.27.12.11

Em rocha a céu aberto

1.187

17,93

21

38

1

14.448,88

.12.17.27.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.17.27.14

Concreto

m3

14

26

2.440

4.357

.12.17.27.14.13

Cimento

t

2.379

268,96

640

1.143

.12.17.27.14.14

Concreto sem cimento

9.518

73,35

698

1.247

.12.17.27.14.15

Armadura

t

476

2.314,66

1.102

1.967

.12.17.27.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

JMX 257.xls - 3 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE JARDIM DO OURO (JMX-257) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

.12.18

VERTEDOUROS

.12.18.28

VERTEDOUROS DE SUPERFÍCIE

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

gl 3

20.895

37.319

20.895

37.319

436

778

.12.18.28.12

Escavação

m

.12.18.28.12.10

Comum

9.347

5,54

52

93

.12.18.28.12.11

Em rocha a céu aberto

21.406

17,93

384

686

1

2.322.816,54

.12.18.28.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.18.28.14

Concreto

m3

2.323

4.149

12.833

22.919

.12.18.28.14.13

Cimento

t

11.249

268,96

3.026

5.404

.12.18.28.14.14

Concreto sem cimento

50.300

98,50

4.955

8.849

.12.18.28.14.15

Armadura

t

2.096

2.314,66

4.852

8.666

4.789

8.552

.12.18.28.23

Equipamento de Fechamento

gl

.12.18.28.23.16

Comportas e guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.18.28.23.17

Comporta ensecadeira

gl

1

3.930.953,44

3.931

7.021

.12.18.28.23.56

Peças fixas extras

un

1

358.203,04

358

640

.12.18.28.23.20

Guindaste

gl

1

499.396,34

499

892

.12.18.28.17

Outros custos

gl

0

25.775.991,54

516

921

0

0

0

0

.12.18.29

VERTEDOUROS DE FUNDO E OUTROS

gl 3

.12.18.29.12

Escavação

m

.12.18.29.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.18.29.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

.12.18.29.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.18.29.14

Concreto

m3

0

0

0

0 0

.12.18.29.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.18.29.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.18.29.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.18.29.23

Equipamento de Fechamento

gl

0

0

.12.18.29.23.16

Comportas e guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.17

Comporta ensecadeira

gl

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.20

Guindaste

gl

0

0,00

0

0

.12.18.29.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

22.524

40.228

.12.19

TOMADA D'ÁGUA E ADUTORAS

.12.19.30

TOMADA D'ÁGUA

gl

20.802

37.153

.12.19.30.12

Escavação

m3

633

1.131

.12.19.30.12.10

Comum

13.800

5,54

76

137

.12.19.30.12.11

Em rocha a céu aberto

31.050

17,93

557

994

1

204.012,09

.12.19.30.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.30.14

Concreto

m3

204

364

11.752

20.988

.12.19.30.14.13

Cimento

t

8.083

268,96

2.174

3.883

.12.19.30.14.14

Concreto sem cimento

27.871

133,01

3.707

6.621

Armadura

t

2.536

2.314,66

5.871

10.485

7.559

13.501

.12.19.30.14.15 .12.19.30.23

Equipamento de Fechamento

gl

.12.19.30.23.16

Comportas e guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.19.30.23.17

Comporta ensecadeira

gl

1

2.656.320,27

2.656

4.744

.12.19.30.23.56

Peças fixas extras

un

1

1.094.972,95

1.095

1.956

.12.19.30.23.20

Guindaste

gl

1

1.821.673,30

1.822

3.254

.12.19.30.23.21

Grades e Limpa-grades

gl

1

1.986.434,59

1.986

3.548

1

653.932,62

654

1.168

.12.19.30.17

Outros custos

gl

.12.19.31

CANAL DE ADUÇÃO

gl

988

1.765

988

1.765

.12.19.31.12

Escavação

m3

.12.19.31.12.10

Comum

30.467

5,54

169

302

.12.19.31.12.11

Em rocha a céu aberto

45.700

17,93

819

1.463

0

0,00

.12.19.31.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.31.14

Concreto

m3

0

0

0

0 0

.12.19.31.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.31.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.31.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.19.31.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

JMX 257.xls - 4 de 6


Eletrobrás

Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE JARDIM DO OURO (JMX-257) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .12.19.32

ITEM

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

gl

0

0

.12.19.32.12

Escavação

m3

0

0

.12.19.32.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.32.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.19.32.12.12

CONDUTO ADUTOR

UN.

0

0,00

0

.12.19.32.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.32.14

Concreto

m3

0

0 0

.12.19.32.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.32.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.32.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

.12.19.32.17 .12.19.33

CHAMINÉS DE EQUILÍBRIO

gl

0

0

0

0

0

0

.12.19.33.12

Escavação

m3

.12.19.33.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.33.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.19.33.12.12

0

0,00

0

.12.19.33.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.33.14

Concreto

m

0

0 0

3

.12.19.33.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.33.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.33.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

.12.19.33.17 .12.19.34.

TÚNEL E / OU CONDUTO FORÇADO

gl

0

0

0

0

0

0

.12.19.34.12

Escavação

m3

.12.19.34.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.34.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.19.34.12.12

0

0,00

0

.12.19.34.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.34.14

Concreto

m

0

0 0

3

.12.19.34.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.34.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.34.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.19.34.23

Equipamento de Fechamento

gl

0

0

.12.19.34.23.23

Revestimento metálico

gl

0

0,00

0

0

.12.19.34.23.24

Equipamento (Válvula)

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

734

1.311

734

1.311

.12.19.34.17 .12.19.35

Outros custos CANAL E / OU TÚNEL DE FUGA

gl

.12.19.35.12

Escavação

m3

.12.19.35.12.10

Comum

32.033

5,54

178

317

.12.19.35.12.11

Em rocha a céu aberto

31.030

17,93

556

994

Subterrânea em rocha

0

.12.19.35.12.12

0

0,00

0

.12.19.35.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.35.14

Concreto

m3

0

0 0

.12.19.35.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.35.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.35.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

.12.19.35.17 .12.20

CONSTRUÇÕES ESPECIAIS

.12.20.36

ECLUSA E / OU PORTO

0

0

0

0

gl

0

0

.12.20.36.12

Escavação

m3

0

0

.12.20.36.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.20.36.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

.12.20.36.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.20.36.14

Concreto

m3

0

0

0

0 0

.12.20.36.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.20.36.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.20.36.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.20.36.23

Equipamento de Fechamento

gl

0

0

.12.20.36.23.25

Equipamento da eclusa

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

.12.20.36.17 .12.20.37

Outros custos OUTRAS CONSTRUÇÕES ESPECIAIS

JMX 257.xls - 5 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE JARDIM DO OURO (JMX-257) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

Subtotal obras civis

45.013

Subtotal equipamentos

12.348

80.393 22.053

.12.27.98

EVENTUAIS DA CONTA .12 obras civis

%

20

45.012.975,13

9.003

16.079

.12.27.99

EVENTUAIS DA CONTA .12 equipamentos

%

15

12.347.953,93

1.852

3.308

.13.

132.018

235.784

.13.13.00.23.28

Turbinas

un

4

21.451.749,80

85.807

153.251

.13.13.00.23.17

Comporta ensecadeira

un

2

942.137,77

1.884

3.365

.13.13.00.23.20

Guindaste

gl

0

0,00

0

0

.13.13.00.23.56

Peças fixas extras

un

1

417.374,19

417

745

Geradores

un

4

6.672.400,80

.13.13.00.23.29

TURBINAS E GERADORES

Subtotal da conta .13 .13.27

.14.

EVENTUAIS DA CONTA .13

Equipamento Elétrico Acessório

.14.27

EVENTUAIS DA CONTA .14

30.754

15

114.798.252,11

17.220

27.328

48.807

gl

1,00

23.763.238,19

23.763

42.441

23.763

42.441

%

15

23.763.238,19

3.564

6.366

16.236

28.998

Subtotal da conta .14

.15.

47.668 205.030

%

EQUIPAMENTO ELÉTRICO ACESSÓRIO

.14.00.00.23.30

26.690 114.798

DIVERSOS EQUIPAMENTOS DA USINA

.15.13.00.23.20

Ponte rolante

gl

0

0,00

0

0

.15.13.00.23.20

Pórtico rolante

gl

1

6.197.586,47

6.198

11.069

Equipamentos diversos

gl

1

7.921.079,40

.15.00.00.23.31

Subtotal da conta .15 .15.27

.16.

EVENTUAIS DA CONTA .15

%

15

14.118.665,86

ESTRADAS DE RODAGEM, DE FERRO E PONTES

7.921

14.147

14.119

25.216

2.118

3.782

0

0

.16.00.14

ESTRADAS DE RODAGEM

km

0

0,00

0

0

.16.00.15

ESTRADAS DE FERRO

km

0

0,00

0

0

.16.00.16

PONTES

m

0

0,00

0

0

.16.00.17

AEROPORTO

gl

0

0,00

0

0

0

0

0

0

CUSTO DIRETO

349.882

624.890

CUSTOS INDIRETOS

100.010

178.618

Subtotal da conta .16 .16.27

.17.

EVENTUAIS DA CONTA .16

%

20

0,00

.17.21

CANTEIRO E ACAMPAMENTO

.17.21.38

CONSTRUÇÕES DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO

gl

1

18.517.243,11

.17.21.39

MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO

gl

1

8.968.208,60

.17.22

ENGENHARIA E ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO

.17.22.40

ENGENHARIA

gl

27.485

49.089

18.517

33.072

8.968

16.017

59.480

106.231

17.494

31.244

.17.22.40.36

Engenharia Básica

gl

0

0,00

0

0

.17.22.40.37

Serviços Especiais de Engenharia

gl

1

17.494.112,10

17.494

31.244

Estudos e Projetos Ambientais

gl

0

0,00

0

0

gl

1

41.985.869,04

41.986

74.987

86.965

155.320

%

15

86.965.432,85

13.045

23.298

449.892

803.508

98.976

176.772

548.869

980.280

2.417,92

4.318

.17.22.40.54 .17.22.41

ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO

.17.27

EVENTUAIS DA CONTA .17

Subtotal da conta .17

CUSTO DIRETO E INDIRETO

.18.

JUROS DURANTE A CONSTRUÇÃO

.18.23

SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO

%

22

TOTAL Custo em US$/kW e R$/kW Potência instalada

kW

227000

Custo total (x10³)

US$

548.868.838

449.892.489,77

JMX 257.xls - 6 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE SÃO LUIZ DO TAPAJÓS (TPJ-325) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .10.

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

TERRENOS, RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS

.10.10

AQUISIÇÃO DE TERRENOS E BENFEITORIAS

.10.10.10

PROPRIEDADES URBANAS

432.828

773.032

19.632

35.063

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.10

Reservatório

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.11

Canteiro, Acampamento, Jazidas e Áreas Afins

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.43

Cidades e Vilas

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

9.469

16.912 3.672

.10.10.11

PROPRIEDADES RURAIS

.10.10.11.10

Reservatório

ha

37.617

54,66

2.056

.10.10.11.11

Canteiro, Acampamento, Jazidas e Áreas Afins

ha

250

54,66

14

24

.10.10.11.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

32.073

54,66

1.753

3.131

.10.10.11.41

Reassentamento Rural

ha

3.762

54,66

206

367

.10.10.11.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

ha

0

0,00

0

0

.10.10.11.43

Cidades e Vilas

gl

1

2.526.569,75

2.527

4.512

.10.10.11.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.10.11.17

Outros custos

gl

1

2.914.246,61

2.914

5.205

.10.10.12

DESPESAS LEGAIS E DE AQUISIÇÃO

%

15

9.469.012,91

1.420

2.537

.10.10.13

OUTROS CUSTOS

gl

1

8.742.739,83

8.743

15.615

.10.11

RELOCAÇÕES

27.604

49.301

.10.11.14

ESTRADAS DE RODAGEM

km

35

684.618,90

24.051

42.954

.10.11.15

ESTRADAS DE FERRO

km

0

0,00

0

0

.10.11.16

PONTES

m

4

159.744,41

639

1.141

.10.11.18

SISTEMA DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO

gl

0

0,00

0

0

.10.11.19

SISTEMA DE COMUNICAÇÃO

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20

RELOCAÇÕES DE POPULAÇÃO

gl

0

0,00

2.914

5.205

.10.11.20.41

Reassentamento Rural

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.43

Cidades e Vilas

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.17

Outros custos

gl

1

2.914.246,61

2.914

5.205 0

.10.11.21

OUTRAS RELOCAÇÕES

gl

0

0,00

0

.10.11.13

OUTROS CUSTOS

gl

0

0,00

0

0

.10.15

OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS

313.454

559.829

.10.15.44

COMUNICAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL

gl

.10.15.45

MEIO FÍSICO-BIÓTICO

gl

1

17.485.479,65

17.485

31.229

205.627

367.250

.10.15.45.18

Limpeza do Reservatório

ha

33.855

736,78

24.944

44.550

.10.15.45.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

1

58.284.932,17

58.285

104.097

.10.15.45.45

Conservação da Flora

gl

1

40.799.452,52

40.799

72.868

.10.15.45.46

Conservação da Fauna

gl

1

23.313.972,87

23.314

41.639

.10.15.45.47

Qualidade da Água

gl

1

23.313.972,87

23.314

41.639

.10.15.45.48

Recuperação de Áreas Degradadas

gl

1

23.313.972,87

23.314

41.639

.10.15.45.17

Outros custos

gl

1

11.656.986,43

11.657

20.819

49.542

88.482

.10.15.46

MEIO SÓCIO-ECONÔMICO-CULTURAL

gl

.10.15.46.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

gl

0

0,00

0

0

.10.15.46.49

Saúde e Saneamento Básico

gl

1

5.828.493,22

5.828

10.410

.10.15.46.50

Estrutura Habitacional e Educacional

gl

1

5.828.493,22

5.828

10.410

.10.15.46.51

Salvamento do Patrimônio Cultural

gl

1

11.656.986,43

11.657

20.819

.10.15.46.52

Apoio aos Municípios

gl

1

14.571.233,04

14.571

26.024

.10.15.46.17

Outros custos

gl

1

11.656.986,43

11.657

20.819

.10.15.47

LICENCIAMENTO E GESTÃO INSTITUCIONAL

gl

23.314

41.639

.10.15.47.53

Licenciamento

gl

1

5.828.493,22

5.828

10.410

.10.15.47.55

Gestão Institucional

gl

1

14.571.233,04

14.571

26.024

.10.15.47.17

Outros custos

gl

1

2.914.246,61

2.914

5.205

.10.15.48

USOS MÚLTIPLOS

gl

1

5.828.493,22

5.828

10.410

OUTROS CUSTOS

gl

1

11.656.986,43

.10.15.13

Subtotal da conta .10 .10.27

EVENTUAIS DA CONTA .10

%

20

360.690.324,58

11.657

20.819

360.690

644.193

72.138

128.839

TPJ 325_B_C.xls - 1 de 7


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE SÃO LUIZ DO TAPAJÓS (TPJ-325) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

.11.

ESTRUTURAS E OUTRAS BENFEITORIAS

.11.12

BENFEITORIAS NA ÁREA DA USINA

.11.13

CASA DE FORÇA

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

C.F.C.

43.046 gl

1

892.281,74

76.880

892

1.594

34.979

62.473

1.345

2.402

.11.13.00.12

Escavação

gl

.11.13.00.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.11.13.00.12.11

Em Rocha a céu aberto

75.006

17,93

1.345

2.402

Subterrânea em rocha

0

0,00

0

0

gl

1

180.489,11

180

322

32.270

57.634

268,96

6.394

11.419

.11.13.00.12.12 .11.13.00.13

Limpeza e tratamento de fundação

.11.13.00.14

Concreto

m3

.11.13.00.14.13

Cimento

t

23.772

.11.13.00.14.14

Concreto sem cimento

85.292

138,55

11.818

21.106

.11.13.00.14.15

Armadura

t

6.074

2.314,66

14.058

25.108

gl

1

1.184.098,02

1.184

2.115

gl

0

0,00

0

0

35.871

64.066

7.174

12.813

1.169.860

2.089.370

.11.13.00.15 .11.14

Instalações e acabamentos VILA DOS OPERADORES Subtotal da conta .11

.11.27

EVENTUAIS DA CONTA .11

.11.

ESTRUTURAS E OUTRAS BENFEITORIAS

.11.12

BENFEITORIAS NA ÁREA DA USINA

.11.13

CASA DE FORÇA

%

20

35.871.468,19

gl

1

6.981.578

C.F.P.

6.982

12.469

967.902

1.728.672

82.512

147.366

.11.13.00.12

Escavação

gl

.11.13.00.12.10

Comum

634.373

6

3.516

6.279

.11.13.00.12.11

Em Rocha a céu aberto

4.405.683

18

78.996

141.087

Subterrânea em rocha

0

0

0

0

gl

1

2.937.822

2.938

5.247

862.798

1.540.957

.11.13.00.12.12 .11.13.00.13

Limpeza e tratamento de fundação

.11.13.00.14

Concreto

m3

.11.13.00.14.13

Cimento

t

639.872

269

172.098

307.368

.11.13.00.14.14

Concreto sem cimento

2.297.018

139

318.261

568.413

Armadura

t

160.904

2.315

372.439

665.176

gl

1

19.653.867

19.654

35.102

gl

0

0

0

0

974.883

1.741.142

194.977

348.228

2.372.278

4.236.888

19.551

34.917

19.551

34.917 0

.11.13.00.14.15 .11.13.00.15 .11.14

Instalações e acabamentos VILA DOS OPERADORES Subtotal da conta .11

.11.27

.12. .12.16 .12.16.22

EVENTUAIS DA CONTA .11

%

20

974.883.278,71

BARRAGENS E ADUTORAS DESVIO DO RIO ENSECADEIRAS

gl

.12.16.22.56

Ponte de serviço

gl

0

0,00

0

.12.16.22.14

Concreto do defletor

gl

1

0,00

0

0

.12.16.22.19

Ensecadeira de rocha e terra

4.169.052

1,40

5.844

10.438

.12.16.22.20

Ensecadeiras especiais

gl

0

0,00

0

0

.12.16.22.21

Remoção de ensecadeiras

gl

1

11.156.131,08

11.156

19.925

Esgotamento e outros custos

%

15

17.000.469,51

.12.16.22.22 .12.16.23

TÚNEL DE DESVIO

2.550

4.554

gl

0

0

0

0

.12.16.23.12

Escavação

m3

.12.16.23.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.16.23.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

.12.16.23.12.12

Subterrânea em rocha

0

0,00

0

0

0

0,00

0

0

0

0 0

.12.16.23.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.16.23.14

Concreto

m3

.12.16.23.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.16.23.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.16.23.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.16.23.23

Equipamento de fechamento

gl

0

0

.12.16.23.23.16

Comportas sem guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.16.23.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

.12.16.23.23.17

Comporta ensecadeira

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

.12.16.23.17

Outros custos

TPJ 325_B_C.xls - 2 de 7


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE SÃO LUIZ DO TAPAJÓS (TPJ-325) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .12.16.24.

ITEM CANAL OU GALERIA / ADUFA DE DESVIO

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

gl

0

0

.12.16.24.12

Escavação

m3

0

0

.12.16.24.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.16.24.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

0

0

0

0

.12.16.24.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.16.24.14

Concreto

m3

.12.16.24.14.13

Cimento

t

0

0,00

0

0

.12.16.24.14.14

Concreto sem cimento

m3

0

0,00

0

0

Armadura

t

0

0,00

.12.16.24.14.15

0

0

0

0

0,00

0

0

0,00

0

0

0

0,00

0

0

un

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

123.085

219.829

88.592

158.226

.12.16.24.23.

Equipamento de fechamento

gl

.12.16.24.23.16

Comportas sem guinchos

gl

0

.12.16.24.23.56

Peças fixas extras

un

0

.12.16.24.23.17

Comporta ensecadeira

un

.12.16.24.23.56

Peças fixas extras

.12.16.24.17 .12.17 .12.17.25

Outros custos BARRAGENS E DIQUES BARRAGENS E DIQUES DE TERRA E ENROCAMENTO

gl 3

.12.17.25.12

Escavação

m

.12.17.25.12.10

Comum

.12.17.25.12.10

Em jazida

0

0,00

0

0

.12.17.25.12.11

Em rocha a céu aberto

28.814

17,93

517

923

Em pedreira

.12.17.25.12.11

1.398.217

5,54

8.266

14.763

7.749

13.840

0

0,00

0

0

.12.17.25.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

1

12.265.156,77

12.265

21.906

.12.17.25.24

Aterro compactado

5.263.537

4,81

25.310

45.204

.12.17.25.25

Enrocamento

4.795.637

6,03

28.923

51.657

.12.17.25.26

Núcleo de argila

1.178.753

5,87

6.917

12.354

.12.17.25.29

Transições / Filtros

0

0,00

0

0

.12.17.25.27

Revestimento do paramento / Face de concreto

gl

4.439

7.927

.12.17.25.27.13

Cimento

t

8.644

268,96

2.325

4.152

.12.17.25.27.14

Concreto sem cimento

28.814

73,35

2.114

3.775

Armadura

t

0

2.314,66

.12.17.25.27.15 .12.17.25.32

Proteção de taludes

gl

0

0

507

905 357

.12.17.25.32.18

Talude de montante

m3

122.673

1,63

200

.12.17.25.32.19

Talude de jusante

m2

188.236

1,63

307

548

gl

1

1.965.429,06

1.965

3.510

0

0

.12.17.25.17 .12.17.26

Outros custos BARRAGENS DE CONCRETO

gl 3

.12.17.26.12

Escavação

m

.12.17.26.12.10

Comum

0

Em rocha a céu aberto

.12.17.26.12.11

0

0

5,54

0

0 0

0

17,93

0

.12.17.26.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.17.26.14

Concreto convencional

m3

0

0 0

.12.17.26.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.17.26.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.17.26.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.17.26.14 .12.17.26.14.13 .12.17.26.14.14 .12.17.26.17 .12.17.27

Concreto compactado com rolo

m3

0

0

Cimento

t

0

268,96

0

0

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

34.492

61.603

Outros custos TRANSIÇÕES E MUROS DE CONCRETO

gl

.12.17.27.12

Escavação

m3

.12.17.27.12.10

Comum

154.400

Em rocha a céu aberto

.12.17.27.12.11

990

1.768

5,54

856

1.528 240

7.496

17,93

134

.12.17.27.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

1

158.941,12

159

284

.12.17.27.14

Concreto

m3

33.343

59.551

.12.17.27.14.13

Cimento

t

32.521

268,96

8.747

15.621

.12.17.27.14.14

Concreto sem cimento

130.082

73,35

9.542

17.042

.12.17.27.14.15

Armadura

t

6.504

2.314,66

15.055

26.888

.12.17.27.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

TPJ 325_B_C.xls - 3 de 7


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE SÃO LUIZ DO TAPAJÓS (TPJ-325) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

.12.18

VERTEDOUROS

.12.18.28

VERTEDOUROS DE SUPERFÍCIE

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

gl 3

209.794

374.692

209.794

374.692

25.845

46.159

.12.18.28.12

Escavação

m

.12.18.28.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.18.28.12.11

Em rocha a céu aberto

1.441.389

17,93

25.845

46.159

1

20.575.995,09

20.576

36.749

77.622

138.633

.12.18.28.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.18.28.14

Concreto

m3

.12.18.28.14.13

Cimento

t

64.461

268,96

17.337

30.964

.12.18.28.14.14

Concreto sem cimento

279.182

106,59

29.759

53.150

Armadura

t

13.188

2.314,66

30.526

54.519

81.637

145.804

.12.18.28.14.15 .12.18.28.23

Equipamento de Fechamento

gl

.12.18.28.23.16

Comportas e guinchos

un

17

2.434.549,88

41.387

73.918

.12.18.28.23.17

Comporta ensecadeira

un

17

2.200.046,59

37.401

66.798

.12.18.28.23.56

Peças fixas extras

un

1

1.918.205,66

1.918

3.426

.12.18.28.23.20

Guindaste

gl

1

930.807,92

931

1.662

Outros custos

gl

0

205.680.177,79

4.114

7.347

.12.18.28.17 .12.18.29

VERTEDOUROS DE FUNDO E OUTROS

gl 3

0

0

0

0

.12.18.29.12

Escavação

m

.12.18.29.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.18.29.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

0

0

0

0 0

.12.18.29.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.18.29.14

Concreto

m3

.12.18.29.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.18.29.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.18.29.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.18.29.23

Equipamento de Fechamento

gl

0

0

.12.18.29.23.16

Comportas e guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.17

Comporta ensecadeira

gl

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.20

Guindaste

gl

0

0,00

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

.12.18.29.17 .12.19

TOMADA D'ÁGUA E ADUTORAS

0

0

1.641.866

2.932.373 875.999

.12.19.30

TOMADA D'ÁGUA

gl

490.481

.12.19.30.12

Escavação

m3

5.123

9.151

.12.19.30.12.10

Comum

238.205

5,54

1.320

2.358

Em rocha a céu aberto

6.793

.12.19.30.12.11

212.115

17,93

3.803

.12.19.30.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

1

2.390.726,30

2.391

4.270

.12.19.30.14

Concreto

m3

137.458

245.499

.12.19.30.14.13

Cimento

t

103.804

268,96

27.919

49.863

.12.19.30.14.14

Concreto sem cimento

389.881

119,81

46.711

83.426

Armadura

t

27.143

2.314,66

62.828

112.211

.12.19.30.14.15 .12.19.30.23

Equipamento de Fechamento

gl

335.891

.12.19.30.23.16

Comportas e guinchos

gl

1

599.902

224.766.518,15

224.767

401.433

.12.19.30.23.17

Comporta ensecadeira

gl

.12.19.30.23.56

Peças fixas extras

un

1

11.818.317,90

11.818

21.108

1

10.026.012,98

10.026

.12.19.30.23.20

Guindaste

17.906

gl

1

3.963.715,44

3.964

.12.19.30.23.21

Grades e Limpa-grades

7.079

gl

1

85.316.642,69

85.317

152.376

1

9.617.556,83

.12.19.30.17

Outros custos

gl

.12.19.31

CANAL DE ADUÇÃO

gl

9.618

17.177

703.777

1.256.946

703.777

1.256.946

.12.19.31.12

Escavação

m3

.12.19.31.12.10

Comum

33.429.800

5,54

185.273

330.898

.12.19.31.12.11

Em rocha a céu aberto

28.917.430

17,93

518.504

926.048

0

0,00

0

0

0

0 0

.12.19.31.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.31.14

Concreto

m3

.12.19.31.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.31.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.31.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.19.31.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

TPJ 325_B_C.xls - 4 de 7


Eletrobrás

Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE SÃO LUIZ DO TAPAJÓS (TPJ-325) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .12.19.32

ITEM

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

gl

0

0

.12.19.32.12

Escavação

m3

0

0

.12.19.32.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.32.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.19.32.12.12

CONDUTO ADUTOR

UN.

0

0,00

0

.12.19.32.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.32.14

Concreto

m3

0

0 0

.12.19.32.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.32.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.32.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

0

0

.12.19.32.17 .12.19.33

CHAMINÉS DE EQUILÍBRIO

gl

.12.19.33.12

Escavação

m3

0

0

.12.19.33.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.33.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

.12.19.33.12.12

Subterrânea em rocha

0

0,00

0

0

0

0,00

0

0

0

0 0

.12.19.33.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.33.14

Concreto

m

3

.12.19.33.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.33.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.33.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

0

0

.12.19.33.17 .12.19.34.

TÚNEL E / OU CONDUTO FORÇADO

gl

.12.19.34.12

Escavação

m3

0

0

.12.19.34.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.34.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

.12.19.34.12.12

Subterrânea em rocha

0

0,00

0

0

0

0,00

0

0

0

0 0

.12.19.34.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.34.14

Concreto

m

3

.12.19.34.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.34.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.34.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.19.34.23

Equipamento de Fechamento

gl

0

0

.12.19.34.23.23

Revestimento metálico

gl

0

0,00

0

0

.12.19.34.23.24

Equipamento (Válvula)

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

447.608

799.429

.12.19.34.17 .12.19.35

Outros custos CANAL E / OU TÚNEL DE FUGA

gl

.12.19.35.12

Escavação

m3

447.608

799.429

.12.19.35.12.10

Comum

18.520.230

5,54

102.642

183.319

.12.19.35.12.11

Em rocha a céu aberto

19.239.093

17,93

344.966

616.110

.12.19.35.12.12

Subterrânea em rocha

0

0,00

0

0

0

0,00

0

0

0

0

.12.19.35.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.35.14

Concreto

m3

.12.19.35.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

0

.12.19.35.14.14

Concreto sem cimento

0

138,55

0

0

.12.19.35.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.19.35.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

TPJ 325_B_C.xls - 5 de 7


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE SÃO LUIZ DO TAPAJÓS (TPJ-325) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

.12.20

CONSTRUÇÕES ESPECIAIS

.12.20.36

ECLUSA E / OU PORTO

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³ 0

gl 3

0

0

0

0

0

.12.20.36.12

Escavação

m

.12.20.36.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.20.36.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

0

0

0

0 0

.12.20.36.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.20.36.14

Concreto

m3

.12.20.36.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.20.36.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.20.36.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.20.36.23

Equipamento de Fechamento

gl

0

0

.12.20.36.23.25

Equipamento da eclusa

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

1.576.767

2.816.105

.12.20.36.17 .12.20.37

Outros custos OUTRAS CONSTRUÇÕES ESPECIAIS

Subtotal obras civis Subtotal equipamentos

417.528

745.706

.12.27.98

EVENTUAIS DA CONTA .12 obras civis

%

20

1.576.766.733,06

315.353

563.221

.12.27.99

EVENTUAIS DA CONTA .12 equipamentos

%

15

417.528.360,69

62.629

111.856

.13.

73.845

131.887

.13.13.00.23.28

Turbinas

un

2

25.701.026,60

51.402

91.804

.13.13.00.23.17

Comporta ensecadeira

un

4

705.921,15

2.824

5.043

.13.13.00.23.20

Guindaste

gl

0

0,00

0

0

.13.13.00.23.56

Peças fixas extras

un

1

387.182,56

387

692

Geradores

un

2

4.799.921,07

.13.13.00.23.29

TURBINAS E GERADORES

C.F.C.

Subtotal da conta .13 .13.27

.13.

EVENTUAIS DA CONTA .13

TURBINAS E GERADORES

9.600

17.145

64.213

114.684 17.203

%

15

64.212.762,53

9.632

1.671.862

2.985.946

31

38.527.340

1.194.348

2.133.105 11.981

C.F.P.

.13.13.00.23.28

Turbinas

un

.13.13.00.23.17

Comporta ensecadeira

un

6

1.118.026

6.708

.13.13.00.23.20

Guindaste

gl

0

0

0

0

.13.13.00.23.56

Peças fixas extras

un

1

8.254.007

8.254

14.742

Geradores

un

31

7.886.572

.13.13.00.23.29

Subtotal da conta .13 .13.27

.14. .14.00.00.23.30

EVENTUAIS DA CONTA .13

EQUIPAMENTO ELÉTRICO ACESSÓRIO

.14.

EVENTUAIS DA CONTA .14

EQUIPAMENTO ELÉTRICO ACESSÓRIO

.14.00.00.23.30

Equipamento Elétrico Acessório

.14.27

EVENTUAIS DA CONTA .14

1.453.793.449,12

218.069

15.286

27.301

gl

1

13.292.042

13.292

23.740

13.292

23.740

%

15

13.292.041,84

1.994

3.561

346.076

618.091

gl

1

300.935.244

300.935

537.470

300.935

537.470

%

15

300.935.243,97

45.140

80.621

C.F.P.

Subtotal da conta .14

.15.

DIVERSOS EQUIPAMENTOS DA USINA

389.471

15

Subtotal da conta .14 .14.27

436.648 2.596.475

%

C.F.C.

Equipamento Elétrico Acessório

244.484 1.453.793

11.402

20.364

.15.13.00.23.20

Ponte rolante

C.F.C. gl

1

5.484.315

5.484

9.795

.15.13.00.23.20

Pórtico rolante

gl

0

0

0

0

.15.00.00.23.31

Equipamentos diversos

gl

1

4.430.681

4.431

7.913

9.915

17.708

.15.27

EVENTUAIS DA CONTA .15

%

15

9.914.995,20

1.487

2.656

Subtotal da conta .15

TPJ 325_B_C.xls - 6 de 7


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE SÃO LUIZ DO TAPAJÓS (TPJ-325) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .15.

ITEM DIVERSOS EQUIPAMENTOS DA USINA

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

124.346

222.082

.15.13.00.23.20

Ponte rolante

C.F.P. gl

1

7.815.326

7.815

13.958

.15.13.00.23.20

Pórtico rolante

gl

0

0

0

0

.15.00.00.23.31

Equipamentos diversos

gl

1

100.311.748

100.312

179.157

108.127

193.115

.15.27

EVENTUAIS DA CONTA .15

%

15

108.127.073,51

16.219

28.967

Subtotal da conta .15

.16.

493

880

.16.00.14

ESTRADAS DE RODAGEM, DE FERRO E PONTES ESTRADAS DE RODAGEM

km

1

410.771,34

411

734

.16.00.15

ESTRADAS DE FERRO

km

0

0,00

0

0

.16.00.16

PONTES

m

0

0,00

0

0

.16.00.17

AEROPORTO

gl

0

0,00

0

0

%

20

410.771,34

Subtotal da conta .16 .16.27

.17.

411

734

82

147

CUSTO DIRETO

6.261.322

11.182.720

CUSTOS INDIRETOS

1.560.166

2.786.456

EVENTUAIS DA CONTA .16

.17.21

CANTEIRO E ACAMPAMENTO

.17.21.38

CONSTRUÇÕES DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO

gl

1

237.785.132,86

.17.21.39

MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO

gl

1

54.455.913,05

.17.22

ENGENHARIA E ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO

.17.22.40

ENGENHARIA

gl

292.241

521.943

237.785

424.684

54.456

97.258

1.064.425

1.901.062

313.066

559.136

.17.22.40.36

Engenharia Básica

gl

0

0,00

0

0

.17.22.40.37

Serviços Especiais de Engenharia

gl

1

313.066.080

313.066

559.136

Estudos e Projetos Ambientais

gl

0

0,00

0

0

gl

1

751.358.592,83

751.359

1.341.926

1.356.666

2.423.005

%

15

1.356.665.719,10

203.500

363.451

7.821.487

13.969.176

2.346.446

4.190.753

10.167.933

18.159.929

1.657,91

2.961

.17.22.40.54 .17.22.41

ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO Subtotal da conta .17

.17.27

EVENTUAIS DA CONTA .17

CUSTO DIRETO E INDIRETO

.18.

JUROS DURANTE A CONSTRUÇÃO

.18.23

SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO

%

30

TOTAL Custo em US$/kW e R$/kW Potência instalada

kW

6133000

Custo total (x10³)

US$

10.167.933.339

7.821.487.183,91

TPJ 325_B_C.xls - 7 de 7


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM

Eletrobrás

Projeto: AHE JATOBÁ (TPJ-445) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .10.

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

TERRENOS, RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS

.10.10

AQUISIÇÃO DE TERRENOS E BENFEITORIAS

.10.10.10

PROPRIEDADES URBANAS

195.833

349.758

11.299

20.181

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.10

Reservatório

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.11

Canteiro, Acampamento, Jazidas e Áreas Afins

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.43

Cidades e Vilas

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

6.409

11.446 2.237

.10.10.11

PROPRIEDADES RURAIS

.10.10.11.10

Reservatório

ha

22.914

54,66

1.252

.10.10.11.11

Canteiro, Acampamento, Jazidas e Áreas Afins

ha

100

54,66

5

10

.10.10.11.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

17.580

54,66

961

1.716

.10.10.11.41

Reassentamento Rural

ha

2.291

54,66

125

224

.10.10.11.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

ha

0

0,00

0

0

.10.10.11.43

Cidades e Vilas

gl

1

2.754.776,05

2.755

4.920

.10.10.11.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.10.11.17

Outros custos

gl

1

1.309.860,66

1.310

2.339

.10.10.12

DESPESAS LEGAIS E DE AQUISIÇÃO

%

15

6.408.555,78

961

1.717

.10.10.13

OUTROS CUSTOS

gl

1

3.929.581,99

3.930

7.018

.10.11

RELOCAÇÕES

7.024

12.545

.10.11.14

ESTRADAS DE RODAGEM

km

8

684.618,90

5.395

9.635

.10.11.15

ESTRADAS DE FERRO

km

0

0,00

0

0

.10.11.16

PONTES

m

2

159.744,41

319

571

.10.11.18

SISTEMA DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO

gl

0

0,00

0

0

.10.11.19

SISTEMA DE COMUNICAÇÃO

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20

RELOCAÇÕES DE POPULAÇÃO

gl

0

0,00

1.310

2.339

.10.11.20.41

Reassentamento Rural

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.43

Cidades e Vilas

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.17

Outros custos

gl

1

1.309.860,66

1.310

2.339 0

.10.11.21

OUTRAS RELOCAÇÕES

gl

0

0,00

0

.10.11.13

OUTROS CUSTOS

gl

0

0,00

0

0

.10.15

OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS

144.871

258.739

.10.15.44

COMUNICAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL

gl

.10.15.45

MEIO FÍSICO-BIÓTICO

gl

1

7.859.163,98

7.859

14.036

96.406

172.181 27.137

.10.15.45.18

Limpeza do Reservatório

ha

20.623

736,78

15.194

.10.15.45.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

gl

1,00

26.197.213,25

26.197

46.788

.10.15.45.45

Conservação da Flora

gl

1,00

18.338.049,28

18.338

32.752

.10.15.45.46

Conservação da Fauna

gl

1,00

10.478.885,30

10.479

18.715

.10.15.45.47

Qualidade da Água

gl

1,00

10.478.885,30

10.479

18.715

.10.15.45.48

Recuperação de Áreas Degradadas

gl

1,00

10.478.885,30

10.479

18.715

.10.15.45.17

Outros custos

gl

1,00

5.239.442,65

5.239

9.358

22.268

39.770

.10.15.46

MEIO SÓCIO-ECONÔMICO-CULTURAL

gl

.10.15.46.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

gl

0,00

0,00

0

0

.10.15.46.49

Saúde e Saneamento Básico

gl

1,00

2.619.721,33

2.620

4.679

.10.15.46.50

Estrutura Habitacional e Educacional

gl

1,00

2.619.721,33

2.620

4.679

.10.15.46.51

Salvamento do Patrimônio Cultural

gl

1,00

5.239.442,65

5.239

9.358

.10.15.46.52

Apoio aos Municípios

gl

1,00

6.549.303,31

6.549

11.697

Outros custos

gl

1,00

5.239.442,65

.10.15.46.17 .10.15.47

LICENCIAMENTO E GESTÃO INSTITUCIONAL

gl

5.239

9.358

10.479

18.715

.10.15.47.53

Licenciamento

gl

1,00

2.619.721,33

2.620

4.679

.10.15.47.55

Gestão Institucional

gl

1,00

6.549.303,31

6.549

11.697

.10.15.47.17

Outros custos

gl

1,00

1.309.860,66

1.310

2.339

.10.15.48

USOS MÚLTIPLOS

gl

1,00

2.619.721,33

2.620

4.679

.10.15.13

OUTROS CUSTOS

gl

1,00

5.239.442,65

5.239

9.358

163.194

291.465

32.639

58.293

Subtotal da conta .10 .10.27

EVENTUAIS DA CONTA .10

%

20

163.194.099,39

TPJ 445.xls - 1 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM

Eletrobrás

Projeto: AHE JATOBÁ (TPJ-445) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

.11.

ESTRUTURAS E OUTRAS BENFEITORIAS

.11.12

BENFEITORIAS NA ÁREA DA USINA

.11.13

CASA DE FORÇA

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

536.227 gl

1

3.927.749,43

957.702

3.928

7.015

442.928

791.070

10.799

19.286

.11.13.00.12

Escavação

gl

.11.13.00.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.11.13.00.12.11

Em Rocha a céu aberto

602.245

17,93

10.799

19.286

Subterrânea em rocha

0

0,00

0

0

gl

1

2.198.381,40

2.198

3.926

420.971

751.855

268,96

84.333

150.618

.11.13.00.12.12 .11.13.00.13

Limpeza e tratamento de fundação

.11.13.00.14

Concreto

m3

.11.13.00.14.13

Cimento

t

313.554

.11.13.00.14.14

Concreto sem cimento

1.125.982

136,86

154.103

275.229

.11.13.00.14.15

Armadura

t

78.860

2.314,66

182.535

326.008

gl

1

8.960.208,17

8.960

16.003

gl

0

0,00

0

0

446.856

798.085

89.371

159.617

442.811

790.860

23.387

41.768

23.387

41.768 0

.11.13.00.15 .11.14

Instalações e acabamentos VILA DOS OPERADORES Subtotal da conta .11

.11.27

.12. .12.16 .12.16.22

EVENTUAIS DA CONTA .11

%

20

446.856.191,74

BARRAGENS E ADUTORAS DESVIO DO RIO ENSECADEIRAS

gl

.12.16.22.56

Ponte de serviço

gl

0

0,00

0

.12.16.22.14

Concreto do defletor

gl

1

0,00

0

0

.12.16.22.19

Ensecadeira de rocha e terra

4.935.268

1,41

6.957

12.425

.12.16.22.20

Ensecadeiras especiais

gl

0

0,00

0

0

.12.16.22.21

Remoção de ensecadeiras

gl

1

13.379.176,43

13.379

23.895

Esgotamento e outros custos

%

15

20.336.162,36

.12.16.22.22 .12.16.23

TÚNEL DE DESVIO

3.050

5.448

gl

0

0

0

0

.12.16.23.12

Escavação

m3

.12.16.23.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.16.23.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.16.23.12.12

0

0,00

0

.12.16.23.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.16.23.14

Concreto

m3

0

0 0

.12.16.23.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.16.23.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.16.23.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

0

0

.12.16.23.23

Equipamento de fechamento

gl

.12.16.23.23.16

Comportas sem guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.16.23.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

Comporta ensecadeira

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

0

0

0

0

.12.16.23.23.17 .12.16.23.17 .12.16.24.

Outros custos CANAL OU GALERIA / ADUFA DE DESVIO

gl

.12.16.24.12

Escavação

m3

.12.16.24.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.16.24.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

.12.16.24.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.16.24.14

Concreto

m3

0

0

0

0

.12.16.24.14.13

Cimento

t

0

0,00

0

0

.12.16.24.14.14

Concreto sem cimento

m3

0

0,00

0

0

Armadura

t

0

0,00

.12.16.24.14.15

0

0

0

0

.12.16.24.23.

Equipamento de fechamento

gl

.12.16.24.23.16

Comportas sem guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.16.24.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

.12.16.24.23.17

Comporta ensecadeira

un

0

0,00

0

0

.12.16.24.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

.12.16.24.17

Outros custos

TPJ 445.xls - 2 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM

Eletrobrás

Projeto: AHE JATOBÁ (TPJ-445) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .12.17 .12.17.25

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

BARRAGENS E DIQUES BARRAGENS E DIQUES DE TERRA E ENROCAMENTO

gl 3

62.090

110.893

14.834

26.493

.12.17.25.12

Escavação

m

.12.17.25.12.10

Comum

.12.17.25.12.10

Em jazida

0

0,00

0

0

.12.17.25.12.11

Em rocha a céu aberto

7.955

17,93

143

255

.12.17.25.12.11

Em pedreira

59.901

5,54

475

848

332

593

0

0,00

0

0

.12.17.25.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

1

3.259.101,67

3.259

5.821

.12.17.25.24

Aterro compactado

0

0,00

0

0

.12.17.25.25

Enrocamento

1.270.986

6,03

7.666

13.691

.12.17.25.26

Núcleo de argila

316.245

5,87

1.856

3.314

.12.17.25.29

Transições / Filtros

0

0,00

0

0

.12.17.25.27

Revestimento do paramento / Face de concreto

gl

1.225

2.188

.12.17.25.27.13

Cimento

t

2.386

268,96

642

1.146

.12.17.25.27.14

Concreto sem cimento

7.955

73,35

584

1.042

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

0

0 0

.12.17.25.27.15 .12.17.25.32

Proteção de taludes

gl

.12.17.25.32.18

Talude de montante

m

3

0

0,00

0

.12.17.25.32.19

Talude de jusante

m2

0

0,00

0

0

gl

1

353.358,36

353

631

0

0

0

0

.12.17.25.17 .12.17.26

Outros custos BARRAGENS DE CONCRETO

gl 3

.12.17.26.12

Escavação

m

.12.17.26.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.17.26.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

.12.17.26.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.17.26.14

Concreto convencional

m3

0

0

0

0 0

.12.17.26.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.17.26.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.17.26.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.17.26.14 .12.17.26.14.13 .12.17.26.14.14 .12.17.26.17 .12.17.27

Concreto compactado com rolo

m3

0

0

Cimento

t

0

268,96

0

0

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

47.256

84.400

23

41

Outros custos TRANSIÇÕES E MUROS DE CONCRETO

gl

.12.17.27.12

Escavação

m3

.12.17.27.12.10

Comum

663

5,54

4

7

.12.17.27.12.11

Em rocha a céu aberto

1.079

17,93

19

35

1

199.301,69

.12.17.27.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.17.27.14

Concreto

m3

199

356

47.034

84.002

.12.17.27.14.13

Cimento

t

45.873

268,96

12.338

22.036

.12.17.27.14.14

Concreto sem cimento

183.493

73,35

13.460

24.039

.12.17.27.14.15

Armadura

t

9.175

2.314,66

21.236

37.928

.12.17.27.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

TPJ 445.xls - 3 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM

Eletrobrás

Projeto: AHE JATOBÁ (TPJ-445) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

.12.18

VERTEDOUROS

.12.18.28

VERTEDOUROS DE SUPERFÍCIE

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

gl 3

120.274

214.809

120.274

214.809

12.439

22.216

.12.18.28.12

Escavação

m

.12.18.28.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.18.28.12.11

Em rocha a céu aberto

693.740

17,93

12.439

22.216

1

14.105.256,40

14.105

25.192

58.903

105.201

.12.18.28.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.18.28.14

Concreto

m3

.12.18.28.14.13

Cimento

t

49.424

268,96

13.293

23.741

.12.18.28.14.14

Concreto sem cimento

216.618

103,53

22.427

40.055

Armadura

t

10.016

2.314,66

23.183

41.404

31.827

56.844

.12.18.28.14.15 .12.18.28.23

Equipamento de Fechamento

gl

.12.18.28.23.16

Comportas e guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.18.28.23.17

Comporta ensecadeira

gl

1

29.375.726,10

29.376

52.465

.12.18.28.23.56

Peças fixas extras

un

1

1.562.172,53

1.562

2.790

.12.18.28.23.20

Guindaste

gl

1

889.479,48

889

1.589

Outros custos

gl

0

149.950.383,39

2.999

5.356

0

0

0

0

.12.18.28.17 .12.18.29

VERTEDOUROS DE FUNDO E OUTROS

gl 3

.12.18.29.12

Escavação

m

.12.18.29.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.18.29.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

.12.18.29.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.18.29.14

Concreto

m3

0

0

0

0 0

.12.18.29.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.18.29.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.18.29.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.18.29.23

Equipamento de Fechamento

gl

0

0

.12.18.29.23.16

Comportas e guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.17

Comporta ensecadeira

gl

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.20

Guindaste

gl

0

0,00

0

0

.12.18.29.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

165.359

295.331

.12.19

TOMADA D'ÁGUA E ADUTORAS

.12.19.30

TOMADA D'ÁGUA

gl

149.712

267.386

.12.19.30.12

Escavação

m3

12.786

22.835

.12.19.30.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.30.12.11

Em rocha a céu aberto

713.063

17,93

12.786

22.835

1

1.905.151,82

.12.19.30.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.30.14

Concreto

m3

1.905

3.403

111.314

198.807

.12.19.30.14.13

Cimento

t

76.560

268,96

20.591

36.776

.12.19.30.14.14

Concreto sem cimento

264.000

133,01

35.115

62.716

Armadura

t

24.024

2.314,66

55.607

99.315

18.573

33.171

.12.19.30.14.15 .12.19.30.23

Equipamento de Fechamento

gl

.12.19.30.23.16

Comportas e guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.19.30.23.17

Comporta ensecadeira

gl

1

3.548.089,03

3.548

6.337

.12.19.30.23.56

Peças fixas extras

un

1

11.617.395,92

11.617

20.749

.12.19.30.23.20

Guindaste

gl

1

1.623.543,25

1.624

2.900

.12.19.30.23.21

Grades e Limpa-grades

gl

1

1.783.870,54

1.784

3.186

0

256.719.990,30

5.134

9.170

.12.19.30.17

Outros custos

gl

.12.19.31

CANAL DE ADUÇÃO

gl

9.595

17.137

.12.19.31.12

Escavação

m3

9.595

17.137

.12.19.31.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.31.12.11

Em rocha a céu aberto

535.130

17,93

9.595

17.137

0

0,00

.12.19.31.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.31.14

Concreto

m3

0

0

0

0 0

.12.19.31.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.31.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.31.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.19.31.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

TPJ 445.xls - 4 de 6


Eletrobrás

Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE JATOBÁ (TPJ-445) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .12.19.32

ITEM

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

gl

0

0

.12.19.32.12

Escavação

m3

0

0

.12.19.32.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.32.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.19.32.12.12

CONDUTO ADUTOR

UN.

0

0,00

0

.12.19.32.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.32.14

Concreto

m3

0

0 0

.12.19.32.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.32.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.32.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

.12.19.32.17 .12.19.33

CHAMINÉS DE EQUILÍBRIO

gl

0

0

0

0

0

0

.12.19.33.12

Escavação

m3

.12.19.33.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.33.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.19.33.12.12

0

0,00

0

.12.19.33.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.33.14

Concreto

m

0

0 0

3

.12.19.33.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.33.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.33.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

.12.19.33.17 .12.19.34.

TÚNEL E / OU CONDUTO FORÇADO

gl

0

0

0

0

0

0

.12.19.34.12

Escavação

m3

.12.19.34.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.34.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.19.34.12.12

0

0,00

0

.12.19.34.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.34.14

Concreto

m

0

0 0

3

.12.19.34.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.34.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.34.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.19.34.23

Equipamento de Fechamento

gl

0

0

.12.19.34.23.23

Revestimento metálico

gl

0

0,00

0

0

.12.19.34.23.24

Equipamento (Válvula)

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

6.052

10.809

6.052

10.809

.12.19.34.17 .12.19.35

Outros custos CANAL E / OU TÚNEL DE FUGA

gl

.12.19.35.12

Escavação

m3

.12.19.35.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.35.12.11

Em rocha a céu aberto

337.520

17,93

6.052

10.809

Subterrânea em rocha

0

.12.19.35.12.12

0

0,00

0

.12.19.35.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.35.14

Concreto

m3

0

0 0

.12.19.35.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.35.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.35.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

.12.19.35.17 .12.20

CONSTRUÇÕES ESPECIAIS

.12.20.36

ECLUSA E / OU PORTO

0

0

0

0

gl

0

0

.12.20.36.12

Escavação

m3

0

0

.12.20.36.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.20.36.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

.12.20.36.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.20.36.14

Concreto

m3

0

0

0

0 0

.12.20.36.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.20.36.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.20.36.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.20.36.23

Equipamento de Fechamento

gl

0

0

.12.20.36.23.25

Equipamento da eclusa

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

.12.20.36.17 .12.20.37

Outros custos OUTRAS CONSTRUÇÕES ESPECIAIS

TPJ 445.xls - 5 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM

Eletrobrás

Projeto: AHE JATOBÁ (TPJ-445) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

16/5/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

Subtotal obras civis

320.709

Subtotal equipamentos

50.400

572.786 90.015

.12.27.98

EVENTUAIS DA CONTA .12 obras civis

%

20

320.708.840,48

64.142

114.557

.12.27.99

EVENTUAIS DA CONTA .12 equipamentos

%

15

50.400.276,86

7.560

13.502

.13.

1.279.198

2.284.648

.13.13.00.23.28

Turbinas

un

40

20.598.483,11

823.939

1.471.556

.13.13.00.23.17

Comporta ensecadeira

un

3

782.079,02

2.346

4.190

.13.13.00.23.20

Guindaste

gl

0

0,00

0

0

.13.13.00.23.56

Peças fixas extras

un

1

3.600.659,18

3.601

6.431

Geradores

un

40

7.061.498,59

.13.13.00.23.29

TURBINAS E GERADORES

Subtotal da conta .13 .13.27

.14. .14.00.00.23.30

EVENTUAIS DA CONTA .13

.15.

EVENTUAIS DA CONTA .14

297.998

15

1.112.346.164,21

166.852

264.794

472.922

gl

1

230.255.656

230.256

411.237

230.256

411.237

%

15

230.255.655,99

34.538

61.685

95.163

169.961

Subtotal da conta .14 .14.27

504.473 1.986.650

%

EQUIPAMENTO ELÉTRICO ACESSÓRIO Equipamento Elétrico Acessório

282.460 1.112.346

DIVERSOS EQUIPAMENTOS DA USINA

.15.13.00.23.20

Ponte rolante

gl

0

0,00

0

0

.15.13.00.23.20

Pórtico rolante

gl

1

5.998.380,39

5.998

10.713

Equipamentos diversos

gl

1

76.751.885,33

76.752

137.079

82.750

147.792 22.169

.15.00.00.23.31

Subtotal da conta .15 .15.27

.16.

EVENTUAIS DA CONTA .15

%

15

82.750.265,73

12.413

1.528

2.729

3

410.771,34

1.273

2.274

ESTRADAS DE RODAGEM, DE FERRO E PONTES

.16.00.14

ESTRADAS DE RODAGEM

km

.16.00.15

ESTRADAS DE FERRO

km

0

0,00

0

0

.16.00.16

PONTES

m

0

159.744,41

0

0

.16.00.17

AEROPORTO

gl

0

0,00

Subtotal da conta .16 .16.27

EVENTUAIS DA CONTA .16

%

20

1.273.391,15

CUSTO DIRETO

.17.

CUSTOS INDIRETOS

.17.21

CANTEIRO E ACAMPAMENTO

.17.21.38

CONSTRUÇÕES DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO

gl

1

82.958.622,18

.17.21.39

MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO

gl

1

25.876.281,58

.17.22

ENGENHARIA E ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO

.17.22.40

ENGENHARIA

gl

0

0

1.273

2.274

255

455

2.815.554

5.028.580

675.601

1.206.623

108.835

194.379

82.959

148.164

25.876

46.215

478.644

854.859

140.778

251.429

.17.22.40.36

Engenharia Básica

gl

0

0,00

0

0

.17.22.40.37

Serviços Especiais de Engenharia

gl

1

140.777.712,23

140.778

251.429

Estudos e Projetos Ambientais

gl

0

0,00

0

0

gl

1

337.866.509,34

337.867

603.430

587.479

1.049.238

%

15

587.479.125,33

88.122

157.386

3.491.155

6.235.203

907.700

1.621.153

4.398.856

7.856.356

1.881,46

3.360

.17.22.40.54 .17.22.41

ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO Subtotal da conta .17

.17.27

EVENTUAIS DA CONTA .17

CUSTO DIRETO E INDIRETO

.18.

JUROS DURANTE A CONSTRUÇÃO

.18.23

SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO

%

26

TOTAL Custo em US$/kW e R$/kW Potência instalada

kW

2338000

Custo total (x10³)

US$

4.398.855.601

3.491.155.238,65

TPJ 445.xls - 6 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE CHACORÃO (TPJ-685) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

23/6/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .10.

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

TERRENOS, RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS

.10.10

AQUISIÇÃO DE TERRENOS E BENFEITORIAS

.10.10.10

PROPRIEDADES URBANAS

208.344

372.102

8.852

15.809

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.10

Reservatório

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.11

Canteiro, Acampamento, Jazidas e Áreas Afins

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

0

0,00

0

0

.10.10.10.43

Cidades e Vilas

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.10.10.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

4.047

7.228 3.333

.10.10.11

PROPRIEDADES RURAIS

.10.10.11.10

Reservatório

ha

34.141

54,66

1.866

.10.10.11.11

Canteiro, Acampamento, Jazidas e Áreas Afins

ha

100

54,66

5

10

.10.10.11.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

10.795

54,66

590

1.054

.10.10.11.41

Reassentamento Rural

ha

3.414

54,66

187

333

.10.10.11.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

ha

0

0,00

0

0

.10.10.11.43

Cidades e Vilas

gl

0

0,00

0

0

.10.10.11.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.10.11.17

Outros custos

gl

1

1.399.153,17

1.399

2.499

.10.10.12

DESPESAS LEGAIS E DE AQUISIÇÃO

%

15

4.047.213,20

607

1.084

.10.10.13

OUTROS CUSTOS

gl

1

4.197.459,52

4.197

7.497

.10.11

RELOCAÇÕES

3.613

6.452

.10.11.14

ESTRADAS DE RODAGEM

km

3

684.618,90

2.054

3.668

.10.11.15

ESTRADAS DE FERRO

km

0

0,00

0

0

.10.11.16

PONTES

m

1

159.744,41

160

285

.10.11.18

SISTEMA DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO

gl

0

0,00

0

0

.10.11.19

SISTEMA DE COMUNICAÇÃO

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20

RELOCAÇÕES DE POPULAÇÃO

gl

0

0,00

1.399

2.499

.10.11.20.41

Reassentamento Rural

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.43

Cidades e Vilas

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.44

Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada

gl

0

0,00

0

0

.10.11.20.17

Outros custos

gl

1

1.399.153,17

1.399

2.499 0

.10.11.21

OUTRAS RELOCAÇÕES

gl

0

0,00

0

.10.11.13

OUTROS CUSTOS

gl

0

0,00

0

0

.10.15

OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS

161.155

287.823

.10.15.44

COMUNICAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL

gl

.10.15.45

MEIO FÍSICO-BIÓTICO

gl

1

8.394.919,05

8.395

14.993

109.386

195.364 40.433

.10.15.45.18

Limpeza do Reservatório

ha

30.727

736,78

22.639

.10.15.45.40

Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente

ha

1

27.983.063,50

27.983

49.978

.10.15.45.45

Conservação da Flora

gl

1

19.588.144,45

19.588

34.984

.10.15.45.46

Conservação da Fauna

gl

1

11.193.225,40

11.193

19.991

.10.15.45.47

Qualidade da Água

gl

1

11.193.225,40

11.193

19.991

.10.15.45.48

Recuperação de Áreas Degradadas

gl

1

11.193.225,40

11.193

19.991

.10.15.45.17

Outros custos

gl

1

5.596.612,70

5.597

9.996

23.786

42.481

.10.15.46

MEIO SÓCIO-ECONÔMICO-CULTURAL

gl

.10.15.46.42

Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos

gl

0

0,00

0

0

.10.15.46.49

Saúde e Saneamento Básico

gl

1

2.798.306,35

2.798

4.998

.10.15.46.50

Estrutura Habitacional e Educacional

gl

1

2.798.306,35

2.798

4.998

.10.15.46.51

Salvamento do Patrimônio Cultural

gl

1

5.596.612,70

5.597

9.996

.10.15.46.52

Apoio aos Municípios

gl

1

6.995.765,87

6.996

12.494

Outros custos

gl

1

5.596.612,70

.10.15.46.17 .10.15.47

LICENCIAMENTO E GESTÃO INSTITUCIONAL

gl

5.597

9.996

11.193

19.991

.10.15.47.53

Licenciamento

gl

1

2.798.306,35

2.798

4.998

.10.15.47.55

Gestão Institucional

gl

1

6.995.765,87

6.996

12.494

.10.15.47.17

Outros custos

gl

1

1.399.153,17

1.399

2.499

.10.15.48

USOS MÚLTIPLOS

gl

1

2.798.306,35

2.798

4.998

.10.15.13

OUTROS CUSTOS

gl

1

5.596.612,70

5.597

9.996

173.620

310.085

34.724

62.017

Subtotal da conta .10 .10.27

EVENTUAIS DA CONTA .10

%

20

173.619.649,12

TPJ 685.xls - 1 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE CHACORÃO (TPJ-685) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

23/6/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

.11.

ESTRUTURAS E OUTRAS BENFEITORIAS

.11.12

BENFEITORIAS NA ÁREA DA USINA

.11.13

CASA DE FORÇA

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

897.138 gl

1

4.895.650,01

1.602.289

4.896

8.744

742.719

1.326.497

37.797

67.506

.11.13.00.12

Escavação

gl

.11.13.00.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.11.13.00.12.11

Em Rocha a céu aberto

2.107.980

17,93

37.797

67.506

Subterrânea em rocha

0

0,00

0

0

gl

1

2.091.498,07

2.091

3.735

690.726

1.233.637

.11.13.00.12.12 .11.13.00.13

Limpeza e tratamento de fundação

.11.13.00.14

Concreto

m3

.11.13.00.14.13

Cimento

t

512.549

268,96

137.854

246.207

.11.13.00.14.14

Concreto sem cimento

1.840.751

138,55

255.043

455.507

Armadura

t

128.671

2.314,66

297.829

531.923

gl

1

12.104.766,45

12.105

21.619

gl

0

0,00

0

0

747.615

1.335.241

149.523

267.048

537.222

959.478

31.860

56.901

31.860

56.901 0

.11.13.00.14.15 .11.13.00.15 .11.14

Instalações e acabamentos VILA DOS OPERADORES Subtotal da conta .11

.11.27

.12. .12.16 .12.16.22

EVENTUAIS DA CONTA .11

%

20

747.615.135,64

BARRAGENS E ADUTORAS DESVIO DO RIO ENSECADEIRAS

gl

.12.16.22.56

Ponte de serviço

gl

0

0,00

0

.12.16.22.14

Concreto do defletor

gl

1

0,00

0

0

.12.16.22.19

Ensecadeira de rocha e terra

9.681.841

1,41

13.660

24.398

.12.16.22.20

Ensecadeiras especiais

gl

0

0,00

0

0

.12.16.22.21

Remoção de ensecadeiras

gl

1

14.043.460,37

14.043

25.082

Esgotamento e outros custos

%

15

27.703.957,42

4.156

7.422

.12.16.22.22 .12.16.23

TÚNEL DE DESVIO

gl

0

0

0

0

.12.16.23.12

Escavação

m3

.12.16.23.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.16.23.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.16.23.12.12

0

0,00

0

.12.16.23.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.16.23.14

Concreto

m3

0

0 0

.12.16.23.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.16.23.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.16.23.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.16.23.23

Equipamento de fechamento

gl

0

0

.12.16.23.23.16

Comportas sem guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.16.23.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

.12.16.23.23.17

Comporta ensecadeira

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

0

0

0

0

.12.16.23.17 .12.16.24.

Outros custos CANAL OU GALERIA / ADUFA DE DESVIO

gl

.12.16.24.12

Escavação

m3

.12.16.24.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.16.24.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

0

0

0

0

.12.16.24.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.16.24.14

Concreto

m3

.12.16.24.14.13

Cimento

t

0

0,00

0

0

.12.16.24.14.14

Concreto sem cimento

m3

0

0,00

0

0

Armadura

t

0

0,00

.12.16.24.14.15

0

0

0

0

0,00

0

0

0,00

0

0

0

0,00

0

0

un

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

.12.16.24.23.

Equipamento de fechamento

gl

.12.16.24.23.16

Comportas sem guinchos

gl

0

.12.16.24.23.56

Peças fixas extras

un

0

.12.16.24.23.17

Comporta ensecadeira

un

.12.16.24.23.56

Peças fixas extras

.12.16.24.17

Outros custos

TPJ 685.xls - 2 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE CHACORÃO (TPJ-685) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

23/6/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .12.17 .12.17.25

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

BARRAGENS E DIQUES BARRAGENS E DIQUES DE TERRA E ENROCAMENTO

gl 3

123.205

220.044

28.692

51.245

252

450 0

.12.17.25.12

Escavação

m

.12.17.25.12.10

Comum

0

5,54

0

.12.17.25.12.10

Em jazida

0

0,00

0

0

.12.17.25.12.11

Em rocha a céu aberto

14.063

17,93

252

450

Em pedreira

.12.17.25.12.11

0

0,00

0

0

.12.17.25.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

1

5.961.974,46

5.962

10.648

.12.17.25.24

Aterro compactado

0

0,00

0

0

.12.17.25.25

Enrocamento

2.645.125

6,03

15.953

28.492

.12.17.25.26

Núcleo de argila

627.457

5,87

3.682

6.576

.12.17.25.29

Transições / Filtros

0

0,00

0

0

.12.17.25.27

Revestimento do paramento / Face de concreto

gl

2.166

3.869

.12.17.25.27.13

Cimento

t

4.219

268,96

1.135

2.027

.12.17.25.27.14

Concreto sem cimento

14.063

73,35

1.032

1.842

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

0

0 0

.12.17.25.27.15 .12.17.25.32

Proteção de taludes

gl

.12.17.25.32.18

Talude de montante

m

3

0

0,00

0

.12.17.25.32.19

Talude de jusante

m2

0

0,00

0

0

gl

1

676.773,94

677

1.209

0

0

0

0

.12.17.25.17 .12.17.26

Outros custos BARRAGENS DE CONCRETO

gl 3

.12.17.26.12

Escavação

m

.12.17.26.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.17.26.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

0

0

0

0 0

.12.17.26.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.17.26.14

Concreto convencional

m3

.12.17.26.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.17.26.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.17.26.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.17.26.14 .12.17.26.14.13 .12.17.26.14.14 .12.17.26.17 .12.17.27

Concreto compactado com rolo

m3

0

0

Cimento

t

0

268,96

0

0

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

94.512

168.799

Outros custos TRANSIÇÕES E MUROS DE CONCRETO

gl

.12.17.27.12

Escavação

m3

.12.17.27.12.10

Comum

663

Em rocha a céu aberto

1.079

35,86

39

69

gl

2

199.301,69

399

712

94.068

168.005

.12.17.27.12.11 .12.17.27.13

Limpeza e tratamento de fundação

.12.17.27.14

Concreto

11,08

m3

46

82

7

13

.12.17.27.14.13

Cimento

t

45.873

537,91

24.676

44.071

.12.17.27.14.14

Concreto sem cimento

183.493

146,70

26.919

48.078

.12.17.27.14.15

Armadura

t

9.175

4.629,33

42.473

75.856

.12.17.27.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

TPJ 685.xls - 3 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE CHACORÃO (TPJ-685) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

23/6/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

.12.18

VERTEDOUROS

.12.18.28

VERTEDOUROS DE SUPERFÍCIE

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

gl 3

115.515

206.310

115.515

206.310

.12.18.28.12

Escavação

m

.12.18.28.12.10

Comum

1.305.572

Em rocha a céu aberto

132.611

17,93

2.378

4.247

gl

1

12.789.309,84

12.789

22.842

64.902

115.916

.12.18.28.12.11 .12.18.28.13

Limpeza e tratamento de fundação

.12.18.28.14

Concreto

5,54

m3

9.613

17.170

7.236

12.923

.12.18.28.14.13

Cimento

t

58.913

268,96

15.845

28.299

.12.18.28.14.14

Concreto sem cimento

267.589

95,04

25.431

45.420

Armadura

t

10.207

2.314,66

23.626

42.196

25.437

45.431

.12.18.28.14.15 .12.18.28.23

Equipamento de Fechamento

gl

.12.18.28.23.16

Comportas e guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.18.28.23.17

Comporta ensecadeira

gl

1

23.309.269,31

23.309

41.630

.12.18.28.23.56

Peças fixas extras

un

1

1.230.175,40

1.230

2.197

.12.18.28.23.20

Guindaste

gl

1

897.765,43

898

1.603

Outros custos

gl

0

138.637.164,92

2.773

4.952

0

0

0

0

.12.18.28.17 .12.18.29

VERTEDOUROS DE FUNDO E OUTROS

gl 3

.12.18.29.12

Escavação

m

.12.18.29.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.18.29.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

0

0

0

0 0

.12.18.29.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.18.29.14

Concreto

m3

.12.18.29.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.18.29.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.18.29.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.18.29.23

Equipamento de Fechamento

gl

0

0

.12.18.29.23.16

Comportas e guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.17

Comporta ensecadeira

gl

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.56

Peças fixas extras

un

0

0,00

0

0

.12.18.29.23.20

Guindaste

gl

0

0,00

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

.12.18.29.17 .12.19

TOMADA D'ÁGUA E ADUTORAS

0

0

181.470

324.105

.12.19.30

TOMADA D'ÁGUA

gl

181.470

324.105

.12.19.30.12

Escavação

m3

1.539

2.748

.12.19.30.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.30.12.11

Em rocha a céu aberto

85.820

17,93

1.539

2.748

1

1.663.294,11

.12.19.30.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.30.14

Concreto

m3

1.663

2.971

92.612

165.406

.12.19.30.14.13

Cimento

t

64.157

268,96

17.256

30.819

.12.19.30.14.14

Concreto sem cimento

222.821

131,87

29.382

52.477

Armadura

t

19.862

2.314,66

45.974

82.110

79.305

141.638

.12.19.30.14.15 .12.19.30.23

Equipamento de Fechamento

gl

.12.19.30.23.16

Comportas e guinchos

gl

0

0,00

0

0

.12.19.30.23.17

Comporta ensecadeira

gl

1

8.549.006,87

8.549

15.269

.12.19.30.23.56

Peças fixas extras

un

1

7.886.809,73

7.887

14.086

.12.19.30.23.20

Guindaste

gl

1

2.532.210,74

2.532

4.523

.12.19.30.23.21

Grades e Limpa-grades

gl

1

60.336.511,73

60.337

107.761

0

317.539.626,36

.12.19.30.17

Outros custos

gl

6.351

11.343

.12.19.31

CANAL DE ADUÇÃO

gl

0

0

0

0

.12.19.31.12

Escavação

m3

.12.19.31.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.31.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

0

0

0

0 0

.12.19.31.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.19.31.14

Concreto

m3

.12.19.31.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.31.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.31.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.19.31.17

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

TPJ 685.xls - 4 de 6


Eletrobrás

Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE CHACORÃO (TPJ-685) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

23/6/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA .12.19.32

ITEM

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

gl

0

0

.12.19.32.12

Escavação

m3

0

0

.12.19.32.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.32.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.19.32.12.12

CONDUTO ADUTOR

UN.

0

0,00

0

.12.19.32.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.32.14

Concreto

m3

0

0 0

.12.19.32.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.32.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.32.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

0

0

0

0

.12.19.32.17 .12.19.33

CHAMINÉS DE EQUILÍBRIO

gl

.12.19.33.12

Escavação

m3

.12.19.33.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.33.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.19.33.12.12

0

0,00

0

.12.19.33.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.33.14

Concreto

m

0

0 0

3

.12.19.33.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.33.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.33.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

0

0

0

0

.12.19.33.17 .12.19.34.

TÚNEL E / OU CONDUTO FORÇADO

gl

.12.19.34.12

Escavação

m3

.12.19.34.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.34.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.19.34.12.12

0

0,00

0

.12.19.34.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.34.14

Concreto

m

0

0 0

3

.12.19.34.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.34.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.34.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.19.34.23

Equipamento de Fechamento

gl

0

0

.12.19.34.23.23

Revestimento metálico

gl

0

0,00

0

0

.12.19.34.23.24

Equipamento (Válvula)

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

0

0

0

0

.12.19.34.17 .12.19.35

Outros custos CANAL E / OU TÚNEL DE FUGA

gl

.12.19.35.12

Escavação

m3

.12.19.35.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.19.35.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

Subterrânea em rocha

0

.12.19.35.12.12

0

0,00

0

.12.19.35.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

0

0,00

0

0

.12.19.35.14

Concreto

m3

0

0 0

.12.19.35.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.19.35.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.19.35.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

Outros custos

gl

0

0,00

0

0

0

0

.12.19.35.17 .12.20

CONSTRUÇÕES ESPECIAIS

.12.20.36

ECLUSA E / OU PORTO

gl

0

0

.12.20.36.12

Escavação

m3

0

0

.12.20.36.12.10

Comum

0

5,54

0

0

.12.20.36.12.11

Em rocha a céu aberto

0

17,93

0

0

0

0,00

0

0

0

0 0

.12.20.36.13

Limpeza e tratamento de fundação

gl

.12.20.36.14

Concreto

m3

.12.20.36.14.13

Cimento

t

0

268,96

0

.12.20.36.14.14

Concreto sem cimento

0

0,00

0

0

.12.20.36.14.15

Armadura

t

0

2.314,66

0

0

.12.20.36.23

Equipamento de Fechamento

gl

0

0

.12.20.36.23.25

Equipamento da eclusa

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

gl

0

0,00

0

0

.12.20.36.17 .12.20.37

Outros custos OUTRAS CONSTRUÇÕES ESPECIAIS

TPJ 685.xls - 5 de 6


Data:

ESTUDO DE INVENTÁRIO HIDRELÉTRICO RIOS TAPAJÓS E JAMANXIM Projeto: AHE CHACORÃO (TPJ-685) Item: ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS - ALTERNATIVA SELECIONADA

Eletrobrás

23/6/2008

Cálculo: Verificação:

TBO FLL

R$/US$ = 1,786 Preços de DEZ/07 CONTA

ITEM

UN.

QUANT.

PREÇO UNIT.

CUSTO

CUSTO

US$

US$ 10³

R$ 10³

Subtotal obras civis

347.307

Subtotal equipamentos

104.742

620.291 187.069

.12.27.98

EVENTUAIS DA CONTA .12 obras civis

%

20

347.307.386,12

69.461

124.058

.12.27.99

EVENTUAIS DA CONTA .12 equipamentos

%

15

104.741.749,20

15.711

28.060

1.061.172

1.895.254

21

37.129.684,11

779.723

1.392.586 12.271

.13.

TURBINAS E GERADORES

.13.13.00.23.28

Turbinas

un

.13.13.00.23.17

Comporta ensecadeira

un

6

1.145.154,67

6.871

.13.13.00.23.20

Guindaste

gl

0

0,00

0

0

.13.13.00.23.56

Peças fixas extras

un

1

5.559.773,68

5.560

9.930

Geradores

un

21

6.219.258,82

130.604

233.260

922.759

1.648.047 247.207

.13.13.00.23.29

Subtotal da conta .13 .13.27

.14.

EVENTUAIS DA CONTA .13

%

15

922.758.503,31

138.414

219.663

392.318

gl

1

191.011.010,18

191.011

341.146

191.011

341.146

%

15

191.011.010,18

28.652

51.172

EQUIPAMENTO ELÉTRICO ACESSÓRIO

.14.00.00.23.30

Equipamento Elétrico Acessório

.14.27

EVENTUAIS DA CONTA .14

Subtotal da conta .14

.15.

80.560

143.881

.15.13.00.23.20

DIVERSOS EQUIPAMENTOS DA USINA Ponte rolante

gl

1

6.382.255,70

6.382

11.399

.15.13.00.23.20

Pórtico rolante

gl

0

0,00

0

0

.15.00.00.23.31

Equipamentos diversos

gl

1,00

63.670.336,73

63.670

113.715

70.053

125.114

.15.27

EVENTUAIS DA CONTA .15

%

15

70.052.592,43

10.508

18.767

Subtotal da conta .15

.16.

2.551

4.556

.16.00.14

ESTRADAS DE RODAGEM, DE FERRO E PONTES ESTRADAS DE RODAGEM

km

5

410.771,34

2.126

3.797

.16.00.15

ESTRADAS DE FERRO

km

0

0,00

0

0

.16.00.16

PONTES

m

0

0,00

0

0

.16.00.17

AEROPORTO

gl

0

0,00

0

0

2.126

3.797

.16.27

EVENTUAIS DA CONTA .16

%

20

2.125.741,68

425

759

3.006.650

5.369.877

750.095

1.339.670

Subtotal da conta .16

CUSTO DIRETO

.17.

CUSTOS INDIRETOS

.17.21

CANTEIRO E ACAMPAMENTO

.17.21.38

CONSTRUÇÕES DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO

gl

1

109.618.376,44

.17.21.39

MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO

gl

1

31.507.615,24

.17.22

ENGENHARIA E ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO

.17.22.40

ENGENHARIA

gl

141.126

252.051

109.618

195.778

31.508

56.273

511.130

912.879

150.332

268.494

.17.22.40.36

Engenharia Básica

gl

0

0,00

0

0

.17.22.40.37

Serviços Especiais de Engenharia

gl

1

150.332.496,42

150.332

268.494

Estudos e Projetos Ambientais

gl

0

0,00

0

0

gl

1

360.797.991,42

360.798

644.385

652.256

1.164.930

%

15

652.256.479,52

97.838

174.740

3.756.745

6.709.546

976.754

1.744.482

4.733.499

8.454.028

1.418,91

2.534

.17.22.40.54 .17.22.41

ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO

.17.27

EVENTUAIS DA CONTA .17

Subtotal da conta .17

CUSTO DIRETO E INDIRETO

.18.

JUROS DURANTE A CONSTRUÇÃO

.18.23

SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO

%

26

TOTAL Custo em US$/kW e R$/kW Potência instalada

kW

3336000

Custo total (x10³)

US$

4.733.498.549

3.756.744.879,91

TPJ 685.xls - 6 de 6


VTAP-GE.00-RT.0001

6. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES O Termo de Compromisso firmado em 24/01/2006 entre as empresas Centrais Elétricas do Norte do Brasil S. A. – Eletronorte e Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. – CCCC, permitiu a elaboração dos “Estudos de Inventário Hidrelétrico das Bacias dos Rios Tapajós e Jamanxim”, incorporando ao potencial hidrelétrico brasileiro um trecho com significativa capacidade energética, incluindo áreas dos Estados do Pará, Amazonas, Mato Grosso e Rondônia, num total de 492.481 km2. Os estudos realizados, seguindo as diretrizes do “Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas”, Versão 2.0, da Eletrobrás, 1997, possibilitaram a definição da melhor alternativa de divisão de queda, considerando no processo decisório os critérios socioeconômicos e ambientais, notadamente aqueles relacionados às áreas legalmente protegidas - Unidades de Conservação e Terras Indígenas. Como demonstrado no capítulo 4, essa seleção fundamentou-se em análise multiobjetivo, obtendo-se uma solução robusta, que indica a mesma conclusão para uma ampla faixa de pesos entre os objetivos e também para diferentes valores do custo unitário de referência. Os trabalhos desenvolvidos nos rios Tapajós e Jamanxim, em função das dimensões da área, dificuldades de toda ordem, ausência de infra-estrutura, etc, representaram um desafio a ser vencido e constituíram uma oportunidade ímpar para a aplicação de novas metodologias no campo da cartografia. Cabe registrar a utilização do Radar Interferométrico, processo não invasivo, que permite o mapeamento efetivo do solo, independente da cobertura vegetal e das condições meteorológicas. Vale ainda destacar que os levantamentos cartográficos da grande maioria dos sítios foram executados com precisão e escala que atendem também aos requisitos da ANEEL para estudos de viabilidade. Os estudos indicaram um potencial de 14.245 MW, a um custo índice médio de 36,7 U$/MWh (data base Dez/2007), realizável com um conjunto de 7 aproveitamentos em cascata, sendo 3 no rio Tapajós e 4 no rio Jamanxim. A exemplo de seus congêneres, os rios Tocantins, Xingu e Madeira, a faixa de transição entre os Sedimentos Terciários e o Embasamento Cristalino permite a exploração hidrelétrica de trechos notoriamente declivosos e aquinhoados com vazão de valor considerável, resultando em aproveitamentos de economicidade garantida. O mesmo ocorre no rio Tapajós, salientando-se o empreendimento denominado São Luiz do Tapajós, com 6.133 MW. Em face dos promissores resultados obtidos e das perspectivas delineadas pelo Plano Nacional de Energia 2030, recomenda-se prosseguir com os estudos dos aproveitamentos considerados mais atrativos. Além disso, pode-se ainda alinhar outras três recomendações básicas: manter a operação da rede hidrométrica instalada na bacia, sobretudo para melhorar a definição das curvas de descarga dos locais dos aproveitamentos; pesquisar e desenvolver as técnicas de levantamento cartográfico pelo radar, visando aprimorá-las e reduzir seu custo de utilização, considerando o alentado potencial de sua aplicação em área amazônica afetada por densa cobertura vegetal; e, tomar providências no sentido de estreitar o relacionamento com as instituições encarregadas da gestão das unidades de conservação e terras indígenas, para que os estudos subseqüentes, em nível de viabilidade, possam se desenvolver em harmonia atendendo aos interesses efetivos das instituições envolvidas. Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 466 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


VTAP-GE.00-RT.0001

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ELETROBRÁS. Manual de Inventário Hidrelétrico de Bacias Hidrográficas, Versão 2.0, 1997. ELETROBRÁS. Guia para Cálculo de Cheia de Projeto de Vertedouros. Rio de Janeiro, 1987. ELETROBRÁS / Ministério de Minas e Energia. Diagnóstico das Sedimentológicas dos Principais Rios Brasileiros. Rio de Janeiro, 1992, 100p.

Condições

Departamento Nacional Fluviométricas. 1996.

de

Águas

e

Energia

Elétrica.

Inventário

das

Estações

Departamento Nacional Pluviométricas. 1996.

de

Águas

e

Energia

Elétrica.

Inventário

das

Estações

Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica. Sistemática para Análise de Consistência de Dados Fluviométricos. Departamento Nacional de Meteorologia. Ministério da Agricultura e Reforma Agrária. Normais Climatológicas (1961 – 1990) Brasília, 1992. CNEC. Vetor Regional. Análise de Consistência e Preenchimento de Lacunas em Séries Pluviométricas. Nota Técnica. HD.00/MN.002. 2003. Agência Nacional de Águas. (http://hidroweb.ana.gov.br/).

Sistema

de

Informações

Hidrológicas

HidroWeb

CARVALHO, N. O. Hidrossedimentologia Prática. CPRM / ELETROBRÁS. 1994. CHOW, V. T., Open Channel Hydraulics, McGraw-Hill, 1959. HENDERSON, F. M. Open Channel Flow. New York: The Macmillan Company. 1966. 522 p. MARQUES, M. Geografia do Brasil – Relevo e Clima. NIMER, Edmon. Climatologia do Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 1979. TUCCI, C. E. M. Hidrologia Ciência e Aplicação. Porto Alegre: Editora da Universidade. 943p. 1993. US Department of the Interior. Design of Small Dams. Eletronorte/IESA. Estudos de Inventário Hidrelétrico da Bacia do Rio Tapajós. Contrato PR – TPJ - 001/86.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 467 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


VTAP-GE.00-RT.0001 ELETRONORTE/IESA - Estudos de Inventário Hidrelétrico da Bacia do Rio Tapajós, Dossiê dos Estudos Geológico-Geotécnicos, realizados nos locais Barráveis Estudados multidisciplinarmente nos Rios Jamanxim e Aruri, 1991. ELETRONORTE/IESA - Estudos de Inventário Hidrelétrico da Bacia do Rio Tapajós, Dossiê dos Estudos Geológico-Geotécnicos, realizados nos locais Barráveis Estudados multidisciplinarmente no Rio Tapajós, 1991. AHIMOR – Projeto Básico para Definição das Obras e Serviços Necessários à Transposição Hidroviária das Corredeiras de São Luis do Rio Tapajós, no Pará, 1999. Colwell, R.N. Manual of Remote Sensing. Falls Church, ASP. 1983, p. 138-336. Companhia Docas do Pará – CDP – AHIMOR. Transposição Hidroviária das Corredeiras de São Luis do Rio Tapajós. Serviços Cartográficos, Geodésicos e Topográficos – Relatório Técnico. Abril, 1997. Companhia Docas do Pará – CDP – AHIMOR - Contrato No 96/003/00 / Internave Engenharia –- . Projeto Executivo de Dragagem, derrocamento e balizamento definitivo dos rios Tapajós e Teles Pires, no trecho Itaituba – Cachoeira Rasteira nos Estados do Pará e Mato Grosso – agosto/1997. Jet Propulsion Laboratory (JPL): Shuttle imaging radar-C science plan. Pasadena. JPL/NASA, 1986. 1v. (JPL Publication 86-29). Rodriguez, E., C.S. Morris, J.E. Belz, E.C. Chapin, J.M. Martin, W. Daffer, S. Hensley. An assessment of the SRTM topographic products, Technical Report JPL D-316392005, Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, California, 143 pp. Santos, P. R. A., Avaliação da precisão vertical dos modelos SRTM em diferentes escalas: um estudo de caso na Amazônia. Dissertação de mestrado. Instituto Militar de Engenharia, Rio de Janeiro, 2005. Werle, D. Radar remote sensing: a training manual. Ottawa: Dendron Resource Survey, 1988, 300p. ALMEIDA F.F.M. de & HASUI, Y. Províncias Estruturais do Brasil. In: ALMEIDA F.F.M. de & HASUI, Y. (Coord). O Pré-Cambriano do Brasil. São Paulo, Edgard Blücher, 1984. BAHIA, RUY BENEDITO CALLIARI. Projeto Especial Província Mineral do Tapajós – PROMIN – Escala 1:250.000. Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil – CPRM 2000. CPRM - Carta Geológica do Brasil ao Milionésimo – Folhas TAPAJÓS (SB.21) e SANTARÉM (SA.21) - 2004.

As referências bibliográficas específicas dos estudos ambientais são apresentadas no Apêndice D – Estudos Ambientais (Volumes 18, 19 e 20/22).

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 468 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


VTAP-GE.00-RT.0001

8. EQUIPE Os trabalhos dos estudos de inventário dos rios Tapajós e Jamanxim foram desenvolvidos pelos profissionais apresentados a seguir, nas áreas de atuação indicadas.

8.1. Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. • Superintendência Paulo Thadeu Rodrigues Bragagnolo (Engenheiro Civil) Alvimar Carneiro de Rezende (Engenheiro Civil)

8.2. CNEC Engenharia S.A. 8.2.1. Coordenação Geral • Diretoria José Ayres de Campos (Engenheiro Mecânico) • Gerência Maria Tereza F. R. Campos (Engenheira Mecânica) • Engenharia de Projeto José Luiz Pettená (Engenheiro Civil) • Coordenação Flávio Ladeira Luchesi (Engenheiro Civil) 8.2.2. Equipe Técnica – Engenharia • Hidrologia, Climatologia e Sedimentologia Lineu Asbahr (Engenheiro Civil) Humberto Jacobsen Teixeira (Engenheiro Civil, Físico) Orlando Matana (Engenheiro Civil) Raquel Chinaglia Pereira dos Santos (Engenheira Civil) Leticia Santos Masini (Engenheira Civil) Joyce Amorim Guimarães (Tecnóloga) Giovanna Angeli (Estagiária)

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 469 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


VTAP-GE.00-RT.0001 • Cartografia Everton Valiati Hemerly (Engenheiro Cartógrafo) Edgard Rodolfo Pereira de Sousa (Desenhista) • Geologia e Geotecnia Martim Afonso C. M. de Camargo (Geólogo) Manolo Morales Melo (Geólogo) Paulo Edison Martins da Silveira (Geólogo) Luiz Fernando Marinho dos Santos (Desenhista) • Arranjos e Hidráulica Akida Iha (Engenheiro Civil) Flávio Ladeira Luchesi (Engenheiro Civil) Gabriel dos Santos Cruz Rocha (Engenheiro Civil) Thiago Borges Ortega (Engenheiro Civil) Alex Ikegami (Arquiteto) Joaquim Koji Nakata (Tecnólogo) Anderson Fernandes Borges (Projetista) Camilla Ribeiro da Silva (Projetista) 8.2.3. Equipe Técnica – Meio Ambiente • Coordenação Geral de Meio Ambiente Paula Pinto Guedes (Bióloga, MSc. em Ecologia) • Supervisão do Meio Físico Mário Vital dos Santos (Geólogo) • Geologia e Potencial Mineral José Roberto Pierre de Proença (Geólogo) • Geomorfologia José Roberto Pierre de Proença (Geólogo) • Pedologia, Aptidão Agrícola e Suscetibilidade à erosão Virlei Álvaro de Oliveira (Engenheiro Agrônomo, PhD. em Geociências) • Climatologia e Sedimentometria Humberto Jacobsen Teixeira (Engenheiro Civil, Físico)

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 470 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


VTAP-GE.00-RT.0001 • Qualidade da Água Vilma Maria Cavinatto (Bióloga) Humberto Jacobsen Teixeira (Engenheiro Civil, Físico) • Supervisão do Meio Biótico Paula Pinto Guedes (Bióloga, MSc. em Ecologia) • Ictiofauna Osvaldo Oyakawa (Biólogo, PhD. em Zoologia) • Aspectos Fisiográficos Associados aos Ecossistemas Aquáticos Paula Pinto Guedes (Bióloga, MSc em Ecologia) Osvaldo Oyakawa (Biólogo, PhD. em Zoologia) • Vetores de Interesse Médico Vilma Maria Cavinatto (Bióloga) • Vegetação Paula Pinto Guedes (Bióloga, MSc. em Ecologia) • Fauna Fernando D’horta (Biólogo, MSc. em Zoologia) • Fatores de Pressão sobre os Ecossistemas Paula Pinto Guedes (Bióloga, MSc. em Ecologia) Fernando D’horta (Bióloga, MSc. em Zoologia) • Ecossistemas Conservação

de

Relevante

Interesse

Ecológico/

Áreas

Prioritárias

para

Paula Pinto Guedes (Bióloga, MSc. em Ecologia) • Ecologia da Paisagem Paula Pinto Guedes (Bióloga, MSc. em Ecologia) • Supervisão do Meio Socioeconômico Luciano Mouassab Chalita (Arquiteto) Ana Cristina Ablas (Economista) Ângela Elena Gonzalez Westphalen (Arquiteta) • Modos de Vida Peno Ari Juchem (Economista) Ana Corbisier (Socióloga) Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 471 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


VTAP-GE.00-RT.0001 Solange Caldarelli (Socióloga, PhD. em Arqueologia) Carlos Caldarelli (Advogado) Sônia Lorenz (Arquiteta) Arion César Foerster (Economista) • Organização Territorial Ângela Elena Gonzalez Westphalen (Arquiteta) Luciano Mouassab Chalita (Arquiteto) • Base Econômica Peno Ari Juchem (Economista) Arion César Foerster (Economista) Ana Cristina Ablas (Economista) Jácomo Chiaratto Jr. (Economista) • Geoprocessamento Osvaldo Nogueira Júnior (Geógrafo, PhD. em Geomorfologia) Maria Aparecida Galhardo Louro (Geógrafa) • Arte Gráfica Marina Hitomi (Designer Gráfica) • Apoio à Coordenação Michelle Mayumi Tizuka (Geóloga) Gabriela Maria de Moreira (Gestora Ambiental) Carolina Sampaio Farinaccio (Bióloga) Alessandro Braga Miagui (Engenheiro Ambiental) Viviane Cunha (Auxiliar Administrativa) • Secretária Maria Tereza Baines (Secretária)

8.3. Eletronorte 8.3.1. Coordenação Geral • Superintendência de Expansão da Geração Wandir de Oliveira Ferreira (Engenheiro eletricista)

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 472 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


VTAP-GE.00-RT.0001 • Superintendência de Meio Ambiente Antonio Raimundo Santos Ribeiro Coimbra (Engenheiro Civil, MSc em Hidráulica e Saneamento) • Engenharia de Projeto e Gerência Hélio Costa de Barros Franco (Engenheiro Civil) • Coordenação Arnaldo Ferreira da Costa (Engenheiro Civil) 8.3.2. Equipe Técnica – Engenharia • Hidrologia Fernando Arruda Café (Engenheiro Civil) Marcelo Almeida de Carvalho (Engenheiro Civil) Reginaldo Simões Longuinhos (Hidrometrista) • Cartografia Habib Sallum (Engenheiro Cartógrafo) Aziz Sallum (Engenheiro Cartógrafo) Joaquim Arthur Licínio de Carvalho (Engenheiro Cartógrafo) Akira Nitahara Souza (Engenheiro Civil) • Geologia e Geotecnia Nestor Antonio Mendes Pereira (Geólogo, MSc em geotecnia) Arnaldo Ferreira da Costa (Engenheiro Civil) Davi Alfredo Maranesi (Geólogo, PhD em geociências) Gilberto Tannús Elias (Engenheiro Civil) Sérgio Chigueru Kaji (Técnico de Geologia) • Estudos Energéticos Paulo Cesar Magalhães Domingues (Engenheiro Civil, MSc em Engenharia de Produção) Admir Martins Conti (Engenheiro Mecânico) Carlos da Costa Ferreira (Engenheiro Civil) André Felipe de Oliveira Soeiro (Engenheiro Eletricista) 8.3.3. Equipe Técnica – Meio Ambiente • Supervisão Geral Silviani Froehlich (Engenheira Química, MSc Engenharia Sanitária) Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 473 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


VTAP-GE.00-RT.0001 Bruno Leonelo Payolla (Geólogo, MSc em geologia regional) • Populações Indígenas Niviene de Deus Maciel (Antropóloga)

8.4. Empresas Contratadas As seguintes empresas participaram dos serviços, levantamentos de campo e trabalhos laboratoriais. • Topografia, Batimetria e Hidrometria Petcon – Planejamento em Transporte e Consultoria Ltda. • Cartografia - Radar OrbiSat da Amazônia Ind. e Aerolevantamento S.A. • Cartografia - Aerofotogrametria Geomensura – Engenharia e Aerolevantamento Ltda. Fiducial – Engenharia e Aerolevantamento Ltda. Topocart – Topografia e Engenharia S/C. Gera – Consultoria e Empreendimentos Energéticos Ltda. • Geofísica Alta Resolução – Geologia e Geofísica.

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 474 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008


VTAP-GE.00-RT.0001

9. DOCUMENTOS ANEXOS A seguir são apresentadas cópias dos seguintes documentos: •

Acordo de Cooperação Técnica que celebram Ministério de Minas e Energia – MME, o Ministério do Meio Ambiente – MMA e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, objetivando a realização de Estudos de Inventário da Bacia do Tapajós (4 páginas).

Carta CE-EEM-150/2007, ao IBAMA – Parque Nacional da Amazônia, solicitando a execução de levantamentos dentro do parque (2 páginas).

Carta PVN-060/2007, à ANA, Superintendência de Outorga e Cobrança (1 página).

Carta PVN-062/2007, à ANA, Superintendência de Usos Múltiplos (1 página).

Carta PVN-061/2007, ao IBAMA, Presidência (1 página).

Anotações de Responsabilidade Técnica – ARTs (38 páginas).

Área de Atuação: Energia Responsáveis Técnicos:

DIREITOS RESERVADOS ELETRONORTE – CNEC ELN:

Eng. Hélio C. de Barros Franco – CREA 27.307/D – RJ

CNEC: Eng. José Luiz Pettená – CREA 0600219777

Página: 475 / 522 Revisão: 0 Data: 16/05/2008






Brasília,24 de setembrode 2007.

CE-EEM-J5 0/ P2a)1 limo Sr. Márcio Feria Chefe doBrasileiro Parque Nacional Amazônia Instituto do Meio da Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA Avenida Marechal Rondon, s/n 68.181-010 Itaituba - PA

Referência:Inventáriohidrelétricoda bacia do rio Tapajós

PrezadoSenhor, 1

2

No Acordo de CooperaçãoTécnica, o MMA e o IBAMA se comprometema

3. autorizar a realizaçãode estudos necessáriosao inventáriohidrelétricoda bacia hidrográficado rio Tapajós,inclusivelevantamentose coletas de dados no interior das unidades de conservação,sempre em compatibilidadecom a categoria de manejoda unidadeestudada.

5.

Centrais Elétricas do Norte do Brasil SA Superintendência de Meio Ambiente

SCN I QIJadI1i6 Conjunto A Bloco C Sala 416

70716900BrasiliaDF

Tel: (61) 3429-5320 FAX:(61) 3327-3757 acoimbra@eln.gov.tx" www.ehI.gov.br


6. A placa de sinalização

é necessária para sinalizar a posição de uma seção perpendicular ao canal do rio Tapajós, que será utilizada para medições de descarga líquida do rio Tapajós. A função das placas é orientar a equipe de hidrometria que executará os levantamentos no canal do rio, uma vez que eles são efetuados com utilização de barco que necessita ficar estacionado durante um período de tempo em vários pontos ao longo da seção.

7

As sondagens de reconhecimento com utilização de trado manual na margem esquerda do rio Tapajós são necessárias para identificar os solos presentes nos locais e avaliar suas características geológico-geotéa1icas por meio de descrição visual no próprio local. Para a execução das sondagens com trado manual não é necessária a abertura de picadas e, conseqüentemente não é necessário o corte de indivíduos arb6reos.

8.

As coordenadasda posiçãopara instalaçãodas placas sAo: Latitude04° 40' 27,6sul e Longitude56° 23' 54,4- oeste. As coordenadasda posiçãoda sondagemde reconhecimentoutilizandotrado manualdo: Latitude04° 34' 41,3" sul e Longitude 56° 17' 58,2" oeste

9.

Na oportunidade encaminhamos cópias do Acordo de Cooperação Técnica celebradopelo MME, MMA e IBAMA, e de oficio da ANEEL informandosobre o registro ativo para realização dos estudos de inventário hidrelétrico da bacia hidrográficado rio Tapajósem nome da ELETRONORTEe CCCC.

Colocamo-nos a disposição para dirimir possíveis dúvidas

Atenciosamente,

Anto~~~~~

Superintendentede MeioAmbiente

BlP

Centrais Elétricas do Norte do Bnsil SA Superintendência de Meio Ambiente

SCN I Quadra6 ConjuntoA Bloco C Sala 416 7O116~~Df

Tet (61) 3429-5320 FAX:(61) 3327-3757 acoimbra@eln.gov.Ix' www.ebLgov.oc


~~.I~S~IV~

J..."1 , P, .?-V'

CAMAR,G<> coRR.;'e.A

Eletronorte Brasília, 27 de novembro de 2007. PVN -060/2007

A Sua Senhoria o Senhor Francisco Lopes Viana Superintendente de Outorga e Cobrança da Agência Nacional de Aguas - ANA Setor Policial Sul - Area 05 -Quadra 03 - Bloco L Brasília - DF 70610-200 Assunto: Estudos de inventário hidrelétrico do rio Tapajós, limitado a montante pela confluência dos rios Juruena e Teles Pires e a jusante pela foz no rio Amazonas, e seu afluente Jamanxim.

Senhor Superintendente, A Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. - Eletronorte e a Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A., detêm o registro ativo para o desenvolvimento dos estudos de inventário hidrelétrico do rio Tapajós, limitado a montante pela confluência dos rios Juruena e Teles Pires e a jusante pela foz no rio Amazonas, e seu afluente Jamanxim, sub-bacia 17, bacia hidrográfica do rio Amazonas, estado do Pará. Tendo em vista o exposto e de acordo com a orientação da Aneel, vimos comunicar a elaboração desses estudos, e solicitar a V.S8., as informações disponiveis sobre a gestão dos recursos hfdricos da bacia em pauta. /J

Atenciosamente,

~

FILHO Planejamento da

JOÃO Expansão

~ ~:\

""

CoordenadOf-..d~ Acompanham

DE PAULA e

S PRO'T N~~_6~iOS ~~---=.1

/"

OCOl..r~

\

R

PAULO TH U'R. BRAGAGNOLO Construções e om \rcio Camargo Corrêa S.A. Centrais Elétritas do Norte do Brasil SA

~Iirn:

.-~L

'oro;-i:

I~

SCN I Quadra6 Coni. A Bloco B Sala 610

Coordenaçã Acompatma

C:\PVN\ga

00000.026630/2007/99

www.eln.gov.br

, f?-

-

i "


~VM_IT~541~ ..\,P.~&

E~~~JAM..AR ao

coR.R.:e.A

Eletronorte Brasllia, 27 de novembro de 2007. PVN -062/2007

A Sua Senhoria o Senhor Joaquim Godim Superintendente de Usos Múltiplos da Agência Nacional de Aguas - ANA Setor Policial Sul - Area 05 -Quadra 03 - Bloco L Brasília - DF 70610-200 Assunto: Estudos de inventário hidrelétrico do rio Tapajós, limitado a montante pela confluência dos rios Juruena e Teles Pires e a jusante pela foz no rio Amazonas, e seu afluente Jamanxim.

Senhor Superintendente, A Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. - Eletronorte e a Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A., detêm o registro ativo para o desenvolvimento dos estudos de inventário hidrelétrico do rio Tapajós, limitado a montante pela confluência dos rios Juruena e Teles Pires e a jusante pela foz no rio Amazonas, e seu afluente Jamanxim, sub-bacia 17, bacia hidrográfica do rio Amazonas, estado do Pará. Tendo em vista o exposto e de acordo com a orientação da Aneel, vimos comunicar a elaboração desses estudos, e solicitar a V.S8., as informações disponíveis sobre a gestão dos recursos hfdricos da bacia em pauta.

Atenciosamente,

~

FILHO de Planejamento da

JOÃO

Co~ruldor

DE PAULA deiViabi~~r~..e.--",

AcompànflaM&~NAg6CiOS

Expansão

PROTOCOlO:.,GERAL"

\)

. ~-~em: R

l1\'J'I..Ji:J~ -1l:t:)

g~ r,.-

I H(M'8S:

PAULO Construções e

R.BRAGAGNOLO . Camargo Corrêa S.A.

-

;~O

4:,

,Por: -~al

Centl'Bis t;létri{'a~

rln Nnrtr

rln RnI~il SÃ

SCN I Ouadra6 Coni. A Bloco B Sala 610

~.JlW~~~-6119 l-v'T:ãX: (61) 3429-6187

Coordenação d Acompanhame

C:\PVN\gabin

i

00000.026631/2007/33

wilsonf@eln.gov.br www.eln.gov.br

i









































Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Issuu converts static files into: digital portfolios, online yearbooks, online catalogs, digital photo albums and more. Sign up and create your flipbook.