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GATTA QUE EMPATTA [5166]

Suando está, por tudo quanto é poro, o joven, que chamar seu nome espera a bella professora. Ouve a panthera chamar por Odorico Deodoro.

Levanta-se e declama: “Ah, como adoro o ardor primaveril, a primavera florida, que abre as asas à paquera! A folha, eu a desfolho; a flor, defloro!”

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Sorrindo, a mestra explica que o poema, na forma, ficou certo. O resultado está bom, mas “paquera” appropriado não é nesse contexto e nesse thema. Dodô se senta. Está todo exporrado nas calças, mas nem acha que é problema. “Caralho! Jesus Christo! (elle blasphema por dentro) Ai, si eu te pego! Onça, cuidado!”

Nos olhos Odorico ja accumula remella de trez noites, sem lavar. Sentindo a coceirinha, devagar, o dedo passa nelles, ja com gula.

Sim, gula! Não me expanta que elle engula a gosma amarellenta! Paladar nenhum supera aquillo! Degustar tal creme ama o rapaz de expressão chula.

“Ai, puta que pariu! Que coceirinha gostosa! Ai! Vermelhão ficou meu olho?

Ai, porra! Mal cotuco, ja me encolho!

Ai, foda-se! Você nem adivinha!

Melhor é que a mostarda, ou outro molho!

Supera até o creminho duma espinha!

Provou sua remella? Eu como a minha e adoro! Nem bem juncta, eu ja recolho!”

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