ca palestra do docente e investigador Paulo Ribeiro Claro, do Departamento de Química da Universidade de Aveiro e do CICECO-Aveiro Institute of Materials, sobre a Química do Amor Agradecemos a presença de todos!

ABC dos alimentos… Quinoa
Os buracos negros serão mesmo negros?
Stephen Hawking (1942-2018) foi um apaixonado pelos mistérios do Universo. Confrontou-se com grandes desafios, como a natureza do Big Bang, o início do espaço e do tempo, que estão ligados no chamado espaço-tempo, e os buracos negros, os fins do espaço-tempo. Tanto quanto sabemos, o Universo começou com o Big Bang, uma gigantesca explosão que colocou o espaço em expansão, e o Universo tem sorvedouros, os buracos negros, que não são buracos mas sim concentrações prodigiosas de massa e energia que encurvam o espaço-tempo. Esses fenómenos cósmicos são descritos pela teoria da relatividade geral de Einstein, a teoria física que melhor descreve a gravitação universal. Hawking legou-nos uma hipótese revolucionária: os buracos negros não são afinal negros pois, se considerarmos efeitos quânticos que não estão incluídos na teoria d a

relatividade geral, os buracos negros poderão ser luminosos. Como é que ele chegou a essa conclusão?
Um buraco negro é o núcleo de uma estrela de grande massa que explodiu, lançando fora o seu invólucro (essas explosões chamam-se supernovas). O que fica é tão pesado que atrai toda a massa à volta, uma vez que um corpo com grande massa exerce uma força muito intensa sobre outros corpos com massa que estejam próximos.
Tudo vai para dentro do buraco negro! Se um astronauta estivesse perto também ia lá para dentro, sem hipótese de retorno. Até a luz vai lá para dentro, uma vez que ela segue o caminho mais curto e o espaço está deformado em volta do buraco negro. O buraco é negro porque recebe luz e, pelo menos no quadro da teoria da relatividade geral, não pode emitir nenhuma. No filme Interstellar, aparece um buraco negro que é realmente ne-
gro. Contudo, na fronteira do buraco, na superfície esférica da qual, uma vez lá dentro, nada sai, existe, segundo a teoria quântica, a possibilidade de se formarem pares de partículas e antipartículas. Uma delas poderá cair dentro do buraco negro, enquanto a outra se escapa para o exterior. Ao conjunto dessas partículas emergentes (que podem ser de luz, os fotões) é que se chama “radiação de Hawking”. O astrofísico inglês chegou ao conceito juntando a teoria da relatividade com a teoria quântica de uma maneira intuitiva usando aproximações. Se estiver certo, os buracos negros poderão “evaporar-se”, pois as suas massas e a energia poderão diminuir. Mas existirá mesmo essa radiação?
A radiação de Hawking não foi até hoje detetada. Acontece que a especulação de Hawking nos permite perceber porquê. Buracos negros com algumas vezes a massa do Sol, como
aqueles que conhecemos, têm uma temperatura muito baixa e a sua radiação é insignificante. A radiação de Hawking seria detetada se existissem mini-buracos negros, esses sim muito quentes, que se tivessem formado no Big Bang. Mas, se foram formados no início do mundo, já tiveram mais do que tempo para se evaporar.
A ideia de Hawking é brilhante, digna de um Prémio Nobel caso fosse comprovada. Hawking já não está entre nós para receber esse prémio, mas a sua ideia permanece à espera de novas possibilidades de teste.■
Carlos Fiolhais(Professor de Física da Universidade e Coimbra)
Ciência na Imprensa Regional / Ciência Viva
A quinoa é originária dos Andes, onde começou a ser cultivada, há mais de 7000 anos, pelos Incas. As condições ótimas para o seu cultivo são altitudes elevadas, entre os 2500 m e os 3800 m de altitude, e temperaturas baixas, entre os 5 ºC e os 14 ºC. Juntamente com o milho e a batata, constituía a base alimentar desta civilização. Depois das invasões espanholas, o cultivo deste e de outros alimentos autóctones caiu em desuso e foi substituído por culturas mais consumidas na Europa, como o trigo e a cevada.
Apesar disso, chegaram até aos nossos dias uma enorme variedade de grãos de quinoa, podendo haver pequenas variações na sua composição química, de acordo com o tipo e local de cultivo.
Os tipos mais consumidos são a branca, a vermelha e a preta. Estudos realizados a estes grãos indicam que, de uma forma geral, a quinoa branca é a
que apresenta uma composição mais completa.
Devido à sua composição química peculiar, a quinoa é considerada um pseudocereal, por apresentar maior teor e diversidade de proteínas e maior quantidade de fibras do que os cereais. Pode ser combinada com leguminosas para constituir uma dieta mais completa do ponto de vista proteico, sendo também um excelente alimento para doentes celíacos, por não conter glúten. Para além da elevada quantidade de proteínas e fibras, é uma ótima fonte de manganésio, magnésio e fósforo. Por possuir todos os aminoácidos essenciais que o nosso corpo precisa para funcionar devidamente, é um elemento de alto valor biológico.

A quinoa pode substituir o trigo na produção de farinha, a soja na produção de óleo, o milho no biodiesel e o arroz na alimentação.■
No próximo dia 12 de março decorrerá na Fábrica mais uma sessão da atividade “Pai, vou ao espaço e já volto!” com o tema “Plutão, o rei dos anões”. Destinado a crianças dos 7 aos 12 anos, os participantes podem mais uma vez embarcar nesta viagem espacial, sob os comandos do astrónomo de serviço, José Matos, que irá conversar à velocidade da luz!
Mais informações: www.ua.pt/fabrica
mais informações em www.ua.pt/fabrica
21 fev
25 fev
Carnaval é na Fábrica, na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro. 10h00 > 17h00
Inauguração da Exposição “O cancro aos olhos de um cientista”, na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro. 15h00
26 fev 05 mar e
11h00 > 12h00
Domingo de manhã na barriga do caracol – “À roda na cozinha real!”, na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro.
Pai, vou ao espaço e já volto – Plutão, o rei dos anões, na Fábrica Centro Ciência Viva
Dia do Pai, na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro. 10h00 > 18h00 19 mar