Correio Imóveis 95

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Salvador - domingo, 12 de fevereiro de 2006 - Nº 95

Mercado imobiliário espera crescimento para 2006

O mercado imobiliário na Bahia está em crescente expansão. Somente em 2005, na Bahia, foram vendidos três mil imóveis novos por empresas ligadas à Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia - AdemiBA. Dessas vendas, a maior parte foi de imóveis de luxo e alto luxo, um setor que vem despontando em Salvador nos últimos cinco anos. Apesar do crescimento, o estado ainda está longe dos tempos áureos em comercialização de imóveis como nos anos 90, por exemplo, quando a Bahia chegou a vender 10 mil imóveis novos por ano. Porém, o mercado está bastante animado para 2006. De acordo com o presidente da Ademi-BA, Luiz Amoedo, a expectativa para esse ano é positiva. Espera-se um crescimento mais expressivo, já que em anos anteriores houve uma frustração por parte do mercado. Amoedo acredita que para uma cidade com o porte de Salvador esse volume de vendas de imóveis dos últimos anos é pouco, apesar do déficit de moradia da capital baiana, que está em 600 mil, com destaque para a classe de baixa renda. “O custo de vida hoje em Salvador é muito alto, já o poder aquisitivo da população é baixo. Fatores como esse fazem com que as pessoas percam a

condição de poder adquirir a casa própria”, assegura Amoedo. Um dos motivos que alimentam a esperança do mercado imobiliário este ano é a baixa dos juros que foram estipulados pelo Governo Federal. Atualmente, o valor está em 17,25%, fechado no mês de janeiro. É o quinto mês consecutivo de queda da taxa da SELIC. De acordo com Amoedo, apesar das constantes quedas, o valor ainda está muito alto, o que acaba assustando novos compradores e investidores do mercado imobiliário. “A cada três dias de trabalho um é de tributo. Temos uma carga tributária muito grande, é preciso estar atento e mudar essa situação”, ressalta. Vicente Mário Mattos, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Bahia - Sinduscon-Ba, concorda com o presidente da AdemiBA e afirma que é preciso se preocupar com a redução dos juros para que haja crescimento no setor. Com relação aos bancos privados nesse novo contexto, a grande aposta é a classe média baixa, com rendimento mensal a partir de cinco salários mínimos. Essas instituições visam expandir esse ano cerca de 40% a contratação de financiamentos imobiliários, principalmente com os recursos da caderneta de poupança em 2006, chegando a R$ 6,7 bilhões. Uma outra questão que vem

Carla Martins

para facilitar os investimentos no setor imobiliário é a “MP do Bem”, que agora é lei. Ela diminui a cobrança de tributos como o Imposto de Renda daqueles que adquirem imóveis. Vicente Mattos acredita que qualquer coisa que venha colaborar para facilitar o poder de aquisição das pessoas é sempre bom. Porém, ele lembra que a lei incentiva a compra, mas não de forma significativa. Para o presidente da Sinduscon – BA, o segredo do sucesso está em uma simples equação: menor juros e mais prazo para a população em financiamentos da casa própria. Investimentos na orla Para que se tenha crescimento no volume de vendas é preciso investimentos nas regiões potenciais da cidade. A questão da orla de Salvador é uma discussão que circunda o mercado imobiliário baiano este ano. “A previsão é que em 2006 se defina alguma coisa em relação à discussão do plano diretor no que diz respeito a verticalização da orla”, afirma Amoedo. As empresas de construção civil vêem neste local um grande potencial de vendas de imóveis, principalmente no setor de alto luxo. Prova da grande procura nessa região é o empreendimento Bahia Suítes, lançado ano passado, que nos primeiros 15 dias de lançado já tinha 65% das unidades comercializadas.

Luiz Eduardo Pelosi

Uma das expectativas para o mercado imobiliário em 2006 é que haja um crescimento mais expressivo do que no ano passado. Investir em determinadas regiões da cidade, como a orla, seria um dos caminhos para o aumento no volume de vendas.

Lista de materiais de construção que sofreram redução Produtos

Alíquota. atual

Nova alíquota

Tubos e conexões de plástico, caixas d’água, janelas, caixilhos alizares, 5% de madeira, portas, caixilhos, alizares e soleiras de madeira, fio-máquina para concreto, vergalhão (barra) para concreto, 7portas, janelas e seus caixilhos, alizares e soleiras, de ferro ou aço, material para andaimes, para armações e para escoramento, chapas, barras, perfis e semelhantes para construções, de ferro ou aço, fios de cobre, outros condutores elétricos para tensão inferior a100w.

0%

Códigos

Alíquota. atual

Nova alíquota

Tintas e vernizes à base de poliésteres, dissolvidos em meio não aquoso, tintas e vernizes à base de polímeros acrílicos e vinílicos dissolvidos em meio não aquoso, outros tipos de tintas, dissolvidos em meio não aquoso10%, outros tipos de vernizes, dissolvidos em meio não aquoso, tintas e vernizes dissolvidos em água, argamassa, pias e lavatórios, de plástico, assentos e tampas de sanitário de plástico, azulejos cerâmicos para piso ou revestimento, vasos sanitários, caixas de descarga, pias e lavatórios e outros aparelhos semelhantes para uso sanitário, de porcelana ou outro material cerâmico, vidro em chapas ou em folhas, pias e lavatório de aço inoxidável, Fios de cobre

10%

5%

Torneiras e registros do tipo usado em banheiros ou cozinha, Válvulas tipo gaveta

12%

5%

Medida incentiva setor O Governo Federal também lançou essa semana um conjunto de medidas para incentivar o mercado de imóveis. Medidas essas que beneficiam novos compradores por meio da redução de impostos e ampliação do crédito para a aquisição da casa própria. Ao todo, serão aplicados R$ 19 bilhões em habitação neste ano. São 8,7 bilhões de recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), voltados para a classe média, sendo R$ 2 bilhões operados pela Caixa Econômica Federal e R$ 6,7 bilhões pelos bancos privados. O restante do investimento (R$ 10,3 bilhões) será feito por meio de fontes sob gestão federal com destino prioritário à população de baixa renda. “Com esse montante, será possível atender mais de 820 mil famílias”, calcula o ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida. Já quem pensa em construir ou reformar a casa uma boa notícia anima a dar início às obras. É que o Governo Federal reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de itens da cesta básica da construção civil. No caso de alíquotas superiores a 10% houve redução para 5%, enquanto naqueles de alíquotas de 5% passou a haver isenção total. Entre os produtos estão os tubos e conexões de PVC, argamassa, esquadrias metálicas e de madeira, azulejos, cerâmica esmaltada, louças sanitárias, torneiras e registros, caixas d’água, tintas e vidros.


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