Revista Boutique

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BOUTIQUE EXCLUSIVO Entrevista com a Banda UĂ“, ganhadores do VMB 2011

MODA

as principais novidades em tecidos e produtos


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Bem-V indo à

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Derek estilist Cardigan é a couver e ilustrad um jovem , no C o anadá r de Vancido p . E o rados r seus des le é conheenhos em ed inspide m itoriai od s Boutiq a. Assim c e desfiles u o uma n e almeja mo Derek, ova fo rma d apresentar e ver a moda. 4

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A Primeira edição Caro leitor, A primeira edição da revista Boutique gira em torno da contradição entre o moderno e o retrô. Já reparou que atualmente, “estar na moda” é usar aquele casaquinho com a cara dos anos 50, ou aquela calça que você sempre via a sua mãe usando nas fotos do álbum de família? São fatos como esses que comprovam que a moda está em constante mudança. Essa característica é uma das mais inspiradoras para a criação da revista. Boutique nasceu no segundo semestre de 2010, como uma ideia para o projeto de conclusão de curso dos alunos de Comunicação Social - Jornalismo da PUC-Goiás. A equipe participou de todas as etapas de produção de uma revista. Por isso, podemos dizer que o projeto superou todas as expectativas. E é gratificante que, hoje, você esteja lendo esta edição. Aproveite os conteúdos das próximas páginas. Oferecemos os últimos lançamentos no mundo da moda, dicas e ótimas fotografias. Se você gosta de música e cinema, vai se deliciar com as nossas entrevistas e sugestões. Nesta edição, também mostramos as principais novidades sobre tecidos e sustentabilidade. Bem-vindo à Boutique. Equipe

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BOUTIQUE Perfil

Click

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Faça Você Mesmo

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Tendência 16

Inovações

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Ensaio

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Fique de Olho 28

Comportamento 30

Cardápio Cultural

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Opinião 36 Sustentabilidade

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ABC da Moda 40 Lado B 42 6

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“A costura está ligada comigo desde pequena. Eu amo o que faço” - Arlete Perrone A estilista goiana seguiu seu sonho e, hoje, tem uma carreira de sucesso em São Paulo. Novembro 2011

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So Nice – Diana Krall

PERFIL

Uma dama da

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Por Letícia Marina

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Arlete Perrone é uma das poucas estilistas que ainda se dedicam à alta costura. A goiana mantém um ateliê na Rua Augusta, em São Paulo, e sempre se dedicou à moda. Ela diz que essa é a sua paixão.

Eu fui criada por uma tia que costurava. Quando ela costurava, eu sempre ficava por perto, observando, então acho que influenciou em algo. Eu tinha apenas 4 anos e morava em Catalão, Goiás, e me interesso por costura desde essa época. Eu brincava de fazer roupinhas para as bonecas das minhas primas. Meu sonho sempre foi trabalhar com alta costura, então quando eu mudei para São Paulo, em 1964, comecei um curso de costura. A costura está ligada comigo desde pequena. Acho que é paixão mesmo, eu amo o que faço. Quando foi a sua primeira produção? Fiz minha primeira peça quando tinha 9 anos. Minha madrasta teve filhas gêmeas e um dia, quando ela foi levar uma delas para o médico, eu cortei um lençol para fazer um vestidinho para cada uma. Bordei com linha de algodão. Quando minha madrasta chegou, os vestidinhos já estavam prontos. Ela queria brigar comigo por ter cortado um lençol, mas não teve coragem. Qual a sua formação profissional? Meu primeiro emprego em São Paulo foi na antiga Vogue, que já não existe mais. O auge dessa loja de alta costura foi em 1960. Comecei fazendo apenas consertos e depois fui fazendo mais coisas. Fiquei lá até os anos 70, quando fui trabalhar com o Clodovil. Depois eu trabalhei com a Lourdes Nunes, uma grande modista também. Mas a gente está sempre apren-

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Arquivo pessoal

O que te levou a trabalhar com moda?

Arlete Perrone é estilista goiana e sempre se dedicou à moda

dendo. Hoje tenho meu próprio ateliê. Sempre digo que a gente não sabe nada, todos os dias aprendemos algo novo. Já participou de grandes eventos de moda, nacionais ou internacionais? Participei de alguns quando eu trabalhava com o Clodovil. Ajudava a vestir as modelos. Eu ia aos desfiles e no Programa da Hebe, mas sempre para ajudá-lo. Agora, já recebi alguns convites, mas não tenho muito tempo para me dedicar a esta área. O que é moda pra você? Hoje é tão difícil falar de moda, está tudo muito confuso. Algo que eu posso achar chique, o outro pode achar cafona. Existem coisas lindas que você vê esses costureiros novos fazendo e coisas horríveis que o pessoal gosta e acha que é moda. Atualmente é difícil encontrar ateliês de alta costura. Para você como a alta costura consegue concorrer com fast fashion e grifes?


Cada vez mais as roupas importadas estão conquistando espaço no país. Mas ainda tem algumas pessoas que gostam da roupa feita sob medida. Curte provar, escolher modelo, ver tecido. Mas existem outros que já preferem comprar pronto e não ter trabalho. Neste sentido, a alta costura está bem devagar. Eu lido tanto com pessoas de mais idade quanto a meninada, então eu nunca tive problema de dizer: “eu não tenho o que fazer nesse mês”. Hoje vemos uma volta do estilo retrô à moda atual. Você concorda que isso seja mesmo uma tendência? A moda anda muito bagunçada. Hoje você não pode achar que algo veio para ficar. Se algo está na moda, amanhã já muda tudo. Nada é eterno. Essa tendência representa falta de criatividade e inovação dos grandes estilistas? Eu acredito que seja mais um saudosismo, que vai e volta. Eu tenho clientes que pedem para fazer peças com um toque mais retrô ou até pedem para renovar algo que encontraram no fundo do baú. A gente tem que dar valor às coisas do passado. São roupas bonitas e algumas não saem de moda. Acho que é o romantismo que as pessoas ainda curtem. Você sente falta de grandes referências no mundo da alta costura?

tinha vontade de fazer e não sabia onde eu poderia trabalhar. Na primeira vez que eu o vi na televisão, eu falei para a minha sogra: “Eu vou trabalhar com ele”. Assim que eu saí da Vogue, eu já procurei pelo endereço do ateliê dele. Como era época de coleção, ele estava precisando de costureiras. Como era a sua relação com ele? Ele estava sempre no ateliê, com as costureiras. Mas as ordens eram passadas pelos contra-mestres. Durante a produção das peças, em que estágio você prefere atuar? Eu gosto de costurar. Cortar as peças e produzi-las. Não gosto muito de desenhar, tenho a mão pesada, então as minhas bonequinhas não saem muito bonitinhas. Sou um pouco complexada com isso [risos]. Quanto às peças, gosto de fazer vestidos. Faço de tudo um pouco, mas gosto de fazer roupas de festa. Você acredita que o mundo da moda terá inovações ou cada vez mais vai se voltar para o que já foi produzido? O mundo da moda está inovando cada vez mais. Tem muita gente interessante fazendo peças incríveis e novas. Mas a tendência é inovar cada vez mais. Mas acho que a alta costura não vai morrer. Sempre há quem queira um vestido mais suntuoso. B

Sim. Eu sinto. Os nossos grandes estilistas já foram. Agora entrou uma linha bem diferente do que a gente fazia. Tem muitos criando peças lindas, mas aqueles vestidos suntuosos de antigamente ficaram para trás. O pessoal está partindo para uma coisa mais prática. Quais estilistas são referências pra você? O Dener Pamplona de Abreu (Um dos pioneiros da moda no Brasil. Ele “criou” a moda de alta costura no país e popularizou a expressão “Um Luxo”. Ele era o principal concorrente do Clodovil). E o Clodovil também.

Trabalhei de 1969 até o fim de 1973. Foi uma época muito importante para a minha vida e minha carreira. O trabalho me possibilitou conhecer coisas que eu

Arquivo pessoal

Quanto tempo você trabalhou com Clodovil?

Arlete dando os últimos retoques em um de seus vestido de noiva

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amodados blogs.com

Por Letícia Marina e Roldão Barros

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Blind – Hercules and Love Affair

CLICK

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Você acabou de ouvir que a sua marca preferida de cosméticos está lançando um produto inovador ou que a loja de fast fashion perto do seu trabalho assinou uma parceria exclusiva para a próxima coleção? A notícia é muito nova e as revistas que você assina só serão lançadas daqui a 15 dias? O que fazer? Várias mulheres adeptas do mundo digital estão gritando “blogs” neste momento. Os blogs de moda estão se tornando cada vez mais conhecidos no país e os que trabalham no setor já podem considerar uma profissão. Eles chamam atenção pela ótima qualidade das fotos e muita opinião. Mas se você pensa que manter uma página é uma tarefa simples, está muito enganado...

A criação de um blog

“As informações chegam muito rápido e a moda passa cada vez mais rápido. Quem está de fora acha que é fácil, mas não é! Exige dedicação e muito amor”, diz Daniela Brandão, criadora do blog “Maria Sacola”. Daniela criou o blog em 2009, com a intenção de mostrar e vender as peças que ela produz. A blogueira dedica em torno de 12 horas por dia para manter o conteúdo do blog sempre atualizado. Quanto à rotina de postagens, ela conta que sempre agenda as publicações com um dia de antecedência. “Existem posts que dão mais trabalho para escrever. Outros já saem rapidinho”, explica. A moda é uma área ampla e possibilita inúmeras abordagens, mas é preciso estar atento ao que é destaque. “Eu leio algumas revistas mensais. E diariamente passo em dezenas de blogs e sites para me informar. O resto vem de inspirações, da observação do dia a dia”, explica Daniela. O interesse por moda é fundamental na hora de escrever. A blogueira goiana Nadima Chalup, dona do “Pérolas ao Chocolate”, conta que Daniela Brandão sua paixão pela moda vem da in-

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fância. “Já convivia com esse universo desde novinha. Minha avó, minha mãe e minhas tias já trabalhavam com moda. Com 13 anos eu decidi que queria estudar moda, com o passar dos anos, a ideia foi amadurecendo“. Nadima consegue conciliar vida de blogueira com as profissões de designer, produtora de moda e web writer em uma agência de publicidade. Para manter o blog sempre atual, ela procura livros e blogs. “Acesso muitos blogs de streetstyle, estou sempre presente em palestras de tendência e comportamento, leio bureau de estilo e também aprendo muito com o meu cotidiano de trabalho”, pontua.

Publicidade nos blogs

As blogueiras conseguiram desbancar até as celebridades no quesito influência. Segundo estudo realizado pelo site “BlogHer” nos Estados Unidos, cerca de 20% das americanas ativas nas redes sociais revelam ser mais motivadas a adotar um produto quando este é anunciado por um blogueiro conhecido do que

Nadima Chalup


o oferecido por uma personalidade famosa em um comercial. Daniela Brandão acredita que o sucesso dos blogs de moda se deve à agilidade e ao fato de ser mais pessoal. “As informações nos blog chegam mais rápido, muitas vezes até na mesma hora. Acho mais real”, acrescenta. A publicidade em blogs é muito forte na Europa. Não é raro encontrar blogueiras que se sustentam escrevendo para o próprio blog. As marcas e grifes internacionais encontram nos blogs uma nova forma de divulgar seus produtos. No Brasil, apesar de ser mais tímida, a publicidade nessas páginas começa a despertar o interesse dos anunciantes. Nadima Chalup conta que faz ações de parceria com algumas marcas, mas sempre leva em conta o perfil do blog. Já Daniela Brandão, utiliza o blog para divulgar a lojinha virtual.

Moda para os homens

Mas nem só de blogueiras vive o mundo dos blogs de moda. Existe muito marmanjo dando dicas de beleza e comportamento... alguns ensinam até técnicas de maquiagem. Quem diria?! Eles são muitos, no Brasil e em todo o mundo. É um movimento sem volta: os homens resolveram se cuidar. Ainda bem! Assim como as mulheres que citamos, os homens que resolveram dedicar o seu tempo para escrever sobre moda para outros homens, tem uma ligação especial com o tema. Até porque é impossível opinar sobre algo que não se entende. É essa a questão. Os homens estão assumindo cada vez mais que entendem de moda e de assuntos considerados “femininos demais” em um passado não tão distante. Um exemplo é o blogueiro Juan Alves, do “Homens que se cuidam”. Ele conta que resolveu criar o blog em janeiro de 2010 depois de buscas frustradas na internet. “Consegui achar blogs femininos de sucesso no Brasil e no exterior sobre a temática de cuidados estéticos e pensei: por que não criar um espaço destinado a nós homens?”. O “Homens que se cuidam” é apenas um dos exemplos de blog para o público masculino. Eles são muitos e bastante segmentados: existem blogs que falam sobre o universo masculino, outros que falam só sobre cosméticos para homens, uns que falam apenas de visual e tendências de moda, outros que falam somente de maquiagem (produtos e técnicas), outros de cuidados com saúde e com o corpo. Enfim, dentro do mundo dos fashion blogs os homens têm cada vez mais espaço. B

NAVEGUE GOIÁS Maria Sacola (mariasacola.blogspot. com) Blogueira: Daniela Brandão O que você encontra por lá: Muitas dicas de moda, indicações, mensagens e a lojinha virtual. Pérolas de Chocolate (www.perolasaochocolate.com) Blogueira: Nadima Chalup O que você encontra por lá: Dica de moda e produtos, editorias, indicações e lindas fotos. Coisas Para Homens (www.coisasparahomens.com) Blogueiro: Leandro Augusto O que você encontra por lá: De tudo um pouco. Moda, beleza, saúde, música, estilo, atualidades, mas sempre com textos rápidos e de fácil digestão.

BRASIL Petiscos (www.juliapetit.com.br) Blogueira: Julia Petit O que você encontra por lá: Dicas de moda, vídeos de maquiagem, indicações de produtos, a moda das celebridades e notícias sobre música e filmes. Moda Para Homens (www.modaparahomens.com.br) Blogueiro: Na verdade são vários blogueiros (homens e mulheres). A equipe conta com 11 integrantes, além dos colaboradores. O editor é o publicitário Guilherme Cury. O que você encontra por lá: Desfiles, tendências, dicas e muitos textos sobre atualidades. Homens Que Se Cuidam (www.homensquesecuidam.com) Blogueiro: Juan Alves O que você encontra por lá: Dicas de cosméticos, artigos sobre saúde e suplementação alimentar e dicas de beleza. Novembro 2011

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Trick Pony – Charlotte Gainsbourg

FAÇA VOCÊ MESMO

Desafio dos

estilistas

Por Bárbara Jobim e Letícia Marina

Boutique apresenta:

O desafio da camiseta branca O termo customização, novo para a língua portuguesa, é a tradução de uma expressão originária do inglês “custom made” – feito sob medida. Customização nada mais é do que dar novas características sobre algo já existente. Não é uma ação exclusiva apenas para o vestuário, mas também para automóveis, objetos de decoração, mobílias, objetos de escritório e até onde a criatividade puder chegar. Segundo estudiosos da moda, a customização da roupa surgiu e se popularizou em meados dos anos 60, com o movimento hippie. A geração Flower Power manifestava sua ideologia não apenas na música, nas ruas e nos meios de comunicação; as vestes daqueles jovens também traduziam seus pensamentos. Saias longas, batas e sandálias de couro, roupas leves, frescas e despretensiosas traduziam sua luta pelo amor livre, pelo fim das guerras e pelo respeito à diversidade cultural. Passaram a confeccionar suas

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próprias roupas através de trabalhos artesanais como o tricô, o patchwork e o tie-dye. Nos tempos de hoje, customização é sinônimo de individualidade, criatividade e estilo próprio. Segundo Sheth Mittal e Newman “a personalidade de um indivíduo refere-se aos modos consistentes de ele responder ao ambiente em que vive”. Características do Século XX, onde as pessoas se vestem de acordo com suas identificações. Além da característica da individualidade, a customização tem, hoje, uma importância sustentável: o reaproveitamento de peças e objetos, que iriam parar nos aterros sanitários, contribuindo, assim, para a preservação do meio ambiente. A customização é um ato democrático, acessível a tudo e a todos. A seguir, três jovens, munidos de uma camiseta branca, modificaram a peça conforme sua criatividade e seu olhar sobre a moda. B


#1 PARTICIPANTE: Alanna Sartori Messora Idade: 21 anos Ocupação: Estudante de Jornalismo e estagiária Como você se descreveria: Sou dos ventos, a

cada hora me agarro num galho, gosto de mudar, de viver minhas personagens a cada dia. Por isso, digo que sou como algo indescritível. JÁ CUSTOMIZOU OU CUSTOMIZA ROUPAS? “De vez em quando, mas gostaria de ter mais tempo para fazê-la com frequência.” VOCÊ JÁ COMPROU ROUPAS PENSANDO EM CUSTOMIZÁ-LAS? “Claro.” COMO VOCÊ VÊ A MODA? QUAL A IMPORTÂNCIA DELA PARA VOCÊ? “Para entender a moda, deve-se entender o meio. Este, o qual, influencia o modo das pessoas se vestirem, É pelo meio que você vai se expor e tentar ser aceito e é pelo meio que você toma ciência do estilo que você quer ter. A moda é um desses meios.” PROCESSO DE PRODUÇÃO MATERIAIS UTILIZADOS: Tesoura, compasso, canetão preto e lápis, alfinetes, argolas, medalhões médios e pequenos. QUAL FOI SUA INSPIRAÇÃO PARA CUSTOMIZAÇÃO? “O meu próprio estilo numa mistura punk e cigana.” QUANTO TEMPO DEMOROU? “Quase três horas”

Alanna vestindo a camiseta customizada

“Primeiramente, coloquei os pequenos medalhões em argolas para que não ficassem emburcados quando presos aos alfinetes. Em seguida, fiz as medidas na t-shirt com um canetão preto, traçados mais difíceis com lápis e compasso, como o do decote, e corteia seguindo as linhas delimitadas. Como a blusa era de um tamanho avantajado para a medida do meu tronco, prendi parte do tecido de ambos os lados da blusa com dois jogos de três alfintes na horizontal e um alfinete cortando suas transversais. Com a blusa já cortada, pude encaixar os médios e pequenos medalhões em alfinetes colocados em disposições de meio centímetro na barra da blusa, tanto em sua parte frontal, lateral e posterior. Por último, dispus quatro medalhões grandes em um alfinete e o coloquei no peitoral direito da blusa, um pouco abaixo, três medalhões pequenos e ajustei o decote aos seios, no próprio corpo, prendendo parte da blusa com três alfinetes na vertical, sendo o alfinete do meio carregado com um médio medalhão, e em suas transversais, mais um alfinete.”

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#2 PARTICIPANTE: Thiago Cardoso de Oliveira Idade: 26 anos Ocupação: Vendedor Como você se descreveria:

Amante da imagem, pseudo-designer e criativo ambulante. JÁ CUSTOMIZOU OU CUSTOMIZA ROUPAS? “Sim.” VOCÊ JÁ COMPROU ROUPAS PENSANDO EM CUSTOMIZÁ-LAS? “Sim.” COMO VOCÊ VÊ A MODA? QUAL A IMPORTÂNCIA DELA PARA VOCÊ? “Moda é o dia a dia, não apenas a roupa na vitrine ou o objeto de desejo é aquilo que está ao seu redor e te define enquanto imagem. A sua moda é a sua identidade.” PROCESSO DE PRODUÇÃO MATERIAIS UTILIZADOS: Botões coloridos e plumas QUAL FOI SUA INSPIRAÇÃO PARA CUSTOMIZAÇÃO? “Algo pop sem ser caricato.” QUANTO TEMPO DEMOROU? “Uma hora.” DESCRIÇÃO DO PROCESSO DE CUSTOMIZAÇÃO: “Foi pensando em um objeto de fácil assimilação visual e de uma formula mais pop, fui pegando os materiais e desenvolvendo as peças.”

Reprodução

COMO VOCÊ AVALIA SUA PEÇA? “Algo despretensioso colorido e leve.”

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Thiago se inspirou na cultura pop para customizar sua camiseta


#3 PARTICIPANTE: Fernando Moreira Marques

IIdade: 33 anos Ocupação: Vendedor e maquiador Como você se descreveria: Exótico e com a alma jovem

JÁ CUSTOMIZOU OU CUSTOMIZA ROUPAS? “Sim.” VOCÊ JÁ COMPROU ROUPAS PENSANDO EM CUSTOMIZÁ-LAS? “Sim.” COMO VOCÊ VÊ A MODA? QUAL A IMPORTÂNCIA DELA PARA VOCÊ? “Moda é você! Moda sou eu! Minha identidade, minha cara.”

Fernando deu outra cara à camiseta utilizando apenas tule e cola quente

PROCESSO DE PRODUÇÃO MATERIAIS UTILIZADOS: Tule e cola quente QUAL FOI SUA INSPIRAÇÃO PARA CUSTOMIZAÇÃO? “Os anos 1980.” QUANTO TEMPO DEMOROU? “Uma hora.” DESCRIÇÃO DO PROCESSO DE CUSTOMIZAÇÃO: “Pensei em elementos que remetessem aos anos 80. Música, filmes e características da época.”

Reprodução

COMO VOCÊ AVALIA SUA PEÇA? “Atual, leve e moderna.”

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Angry Charlie - Generationals

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TENDÊNCIA

moda

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Por Lays Vieira e Letícia Marina Fotos: Roldão Barros

ciclo da

A moda é como a “sociedade líquida”, do sociólogo Zygmunt Bauman, algo em constante mudança. Outro termo que se aplica é aquele velho jargão do ensino médio, atribuído ao químico Lavoisier: “na natureza nada se cria e nada se destrói tudo se transforma”. A moda é assim, ela se modifica, se reconstrói a cada estação, a cada ano. Esse paradoxo contem-

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A moda é conhecida por sua constante mudança. Várias peças que fizeram sucesso antigamente, voltam com uma nova modelagem. Confira a história das principais tendências usadas nesta temporada

porâneo tem raízes que vão além de roupas, sapatos, acessórios e maquiagem. Ele vem de todo um processo social observado em alguns momentos da modernidade em que se busca a recuperação de valores e ideologias do passado. A moda como espelho social vem sofrendo os efeitos desse “amor” moderno pelo que já passou.


Couro:

A 2ª Guerra Mundial conseguiu elevar o status de algumas peças do vestuário. As roupas feitas a partir do couro foram influenciadas por essas mudanças. Os jovens da década de 1950 aspiravam por mudanças, por isso, a moda deixa de ser ditada pela alta costura, e passa a ser definida pelo estilo das ruas. As jaquetas de couro representavam rebeldia e o desejo de mudança. Hollywood logo se dispôs a associá-las aos “bad-boys”. A peça era sempre vista em galãs do cinema como Marlon Brando e,

posteriormente, no rebelde indomável, James Dean. O couro é um tecido democrático, a sua rigidez favorece todos os tipos físicos, contanto que sejam proporcionais e não haja sobra de tecido. Ele também é muito fácil de ser combinado. Usar peças mais delicadas e tecidos mais leves pode ajudar a equilibrar o look. Combine com blusas mais larguinhas e sem decotes. Aposte em tecidos com brilho e tachas. O visual também permite que você abuse de meias coloridas e trabalhadas.

Transparência: A tendência foi vista nos principais desfiles deste

ano e promete se manter por várias estações. Por mostrar mais pele, ela é sempre associada à sensualidade, por isso, é bem-vinda em pequenos detalhes ou cortes. Mas cuidado ao escolher a peça, se ela focar na barriga, região dos seios ou lateral do quadril pode se tornar vulgar. Quem não quiser mostrar muito pode optar por usar uma camiseta feita de laise por baixo. Ela confere mais discrição à tendência. Opte por peças transparentes mais soltinhas, pois são mais elegantes.

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TENDÊNCIA

Estampa poá ou “polka dots”:

A origem de uma das estampas mais femininas já criadas ainda não foi confirmada. Alguns registros a associam com os imigrantes do leste europeu recém-chegados à América no Século XIX. Eles teriam trazido as pequenas bolinhas junto com o seu ritmo musical, a polca, daí o nome polka dots em inglês. O fato é que a estampa se popularizou em 1960, com a canção de Brian Hyland. A música ganhou versões em francês, italiano e alemão. No Brasil, ela ficou conhecida como Biquíni de bolinha amarelinho. O poá foi ícone do estilo pin-up da década de 1950 e teve Marilyn Monroe como garota propaganda. Atualmente, a estampa marcou presença nos principais desfiles de moda. Marc Jacobs e Stella McCartney foram alguns dos estilistas que apostaram no estilo. Para modernizar as bolinhas, aposte em um look inteiro com elas ou as combine com outras padronagens, como: listras do navy, animal print ou florais.

Animal print: As estampas animais vão reinar

nas próximas estações. Roupas, sapatos e acessórios, nada vai ficar fora desta tendência. A estampa de oncinha já esteve presente nos principais desfiles das últimas temporadas, mas o bicho da vez agora é a cobra. Usar este estilo demanda um cuidado maior, por isso, evite o excesso de acessórios. Quem estiver fora de forma, deve evitar peças mais justas ou escolher bem o tamanho da estampa. Quanto maior, mais engordará a pessoa que a veste. O animal print evoluiu e gerou o print animal. A tendência consiste em usar a foto do animal inteiro. As maxiestampas foram usadas pelas grifes Ungaro e Givenchy, que fizeram coleções com gorilas, lobos e rottweilers. No Brasil, Reinaldo Lourenço e Pedro Lourenço apostaram nesse lado selvagem.

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Tye-die (Amarrar e tingir):

Tye-die é uma técnica de tingir tecidos muito simples, mas que resulta em um belo trabalho. Antes de o tecido entrar em contato com a tinta, ele é enrolado e amarrado nas partes que não devem ser tingidas. Ele também é preparado para conseguir os efeitos em degradê. A origem do tingimento ainda não foi confirmada, mas a China é apontada como um dos prováveis locais. A técnica era usada no território durante a dinastia Tang, de 618 a 906 d.C.. No entanto, o tye-die se popularizou durante as décadas de 1960 e 1970 com o movimento hippie. Para dar um ar moderno à produção, use a peça com tye-die com acessórios mais ousados. B Novembro 2011

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O melhor da moda

high-tech Por Brunna Santos e Letícia Marina

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I Wanna Make It Chu – Queens Of The Stone Age

INOVAÇÕES

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Vá até seu guarda-roupa e veja se você tem espaço sobrando. Não? Então, arrume um cantinho para peças, produtos e acessórios tecnológicos. Eles já são uma realidade!

Universidades brasileiras e estrangeiras vêm realizando pesquisa visando à elaboração de tecidos tecnológicos (e-tecido) para facilitar e proteger a vida das pessoas. Hoje, alguns segmentos da indústria da moda investem na produção de roupas inteligentes capazes de, por exemplo, proteger contra os raios solares e também evitar a ação de bactérias. Além disso, se o seu desagrado é em relação ao próprio corpo, relaxe! Cientistas trabalham na fabricação de panos com menor quantidade de elastano, o que significa não marcar aquela indesejável gordurinha. Até os dias chuvosos ficaram interessantes com as roupas que não encharcam e calçados de solados mais leves. A professora do Curso de Design de Moda (UFG), Lavínnia Seabra, comenta que “as pesquisas ainda são pequenas no nosso país. Com custo alto, as empresas e as universidades criam um trabalho isolado e de forma tímida ainda”. A professora

cita pesquisadores da Universidade Federal do Ceará, que estão desenvolvendo malhas multifuncionais para melhorar o desempenho de atletas, e o estudo do professor Sérgio Takeo da USP que, “numa perspectiva mais futurista produz e-tecidos confeccionados com tecnologia da informação [TI]”. Em Goiânia, é possível encontrar poucos itens elaborados a partir de materiais têxteis inteligentes, como as peças anticelulite. “No mercado de venda de tecidos no varejo, ainda não temos acesso a esse tipo de matéria-prima”, afirma Lavínnia. Mesmo em um cenário pouco animador, as amantes de novidade no mundo da moda podem se divertir com produtos que estão ao alcance das mãos, literalmente. Os esmaltes vêm surpreendendo as consumidoras. Além da infinidade de cores, há aqueles que exalam cheiro, mudam de cor e revelam (acreditem!) como está o seu humor. B

Tecnologia nas unhas

Senses Magnetic

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A Sancion Angel promete conquistar as mulheres loucas por esmaltes com a coleção Senses. A linha traz cinco minilançamentos com três esmaltes cada. Ela retrata os sentidos humanos: tato, visão, audição, paladar e olfato. O toque é representado pela linha magnética. O produto forma desenhos nas unhas, com o auxílio de um ímã. O sentido da visão é esti-

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mulado pelos esmaltes holográficos. Eles podem ser usados sobre quaisquer esmaltes e refletem todas as cores do arco-íris. Ainda não inventaram esmaltes musicais, mas os grandes hits do mundo da música serviram de inspiração para outra mini-coleção. Esmaltes com glitters gigantes em forma hexagonal homenageiam as canções: Firework, Rehab e BedTime Stories. Os esmaltes que mudam de cor conforme a temperatura representa o paladar. E por fim, a coleção Secret Garden promete deixar um aroma perfumado nas unhas. No entanto, o efeito não dura por muitos dias.


A moda e o design Muitas pessoas observam o designer de um produto antes de comprar. Para muitos, ele é tão essencial quanto a qualidade. Por isso, não podemos desprezar a importância da moda para os principais lançamentos de diversas marcas. Não é difícil lembrar das inúmeras parcerias entre estilistas e grandes empresas que renderam celulares e até mesmo carros. O acordo entre Armani e a Samsung gerou três modelos de celulares que prometem sofisticação e exclusividade. O nome da grife fez com que o preço cobrado pelo produto fosse bem maior do que o visto no mercado. No Brasil, Alexandre Herchcovitch também segue a tendência e se une a Motorola para criar dois modelos exclusivos. O estilista participou até mesmo da escolha dos papéis de parede e toques de campainha. Outra união que deu certo foi a do estilista Yves Saint Laurent com a empresa Citroën. O modelo DS3 Yves Saint Laurent foi lançado em 2010 e combina as cores vermelho ou branco com preto. O logo da grife aparece na parte de cima do carro. Infelizmente, o modelo não ganhou as ruas, mas ainda é usado para transportar os convidados VIPs para os desfiles do estilista. Mas não foi só ele. Gianni Versace assinou uma versão especial para a Lamborghini. O modelo traz peças desenhadas pelo estilista e é uma opção para quem quer ainda mais exclusividade.

Modelo desenhado por Yves Saint Laurent

Tecnologia sensual

Intimacy White, o tecido pode ficar transparente

O projeto de moda intitulado Intimacy promete revolucionar o mundo da moda. Ele aposta em dois vestidos “inteligentes”, o Intimacy White e Intimacy Black. Os modelos são feitos de folhas eletrônicas opacas que são capazes de mudar de estado conforme as emoções e sensações do usuário. Ou seja, as roupas podem ficar transparentes de acordo com a satisfação do usuário em encontros pessoais. O nível de transparência é controlado pelo ritmo cardíaco, então, quanto mais batimentos cardíacos por minuto, mais a roupa fica transparente.

Tecidos Tecnológicos As peças feitas a partir de fios sintéticos oferecem mais possibilidades de uso que as demais. É possível criar roupas com fios em formatos irregulares para facilitar a evaporação do suor. Algumas também conseguem oferecer a mesma proteção de um filtro solar com fator 50. Mas as inovações não param por aí. Os tecidos tecnológicos prometem ser o melhor amigo das mulheres. Há algumas peças feitas com nanopartículas de cerâmica que irradiam faixas de infravermelho e ativam a circulação no local. Com isso, elas são capazes de evitar as temidas celulites.

Tecidos tecnológicos beneficiam a prática de exercícios

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Paradise Circus – Massive Attack

ENSAIO

&o retrô

O moderno FOTOS: Roldão Barros

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Luís de Camões

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ENSAIO Na página anterior: Ele: Fone de ouvido: Imaginarium Tênis: Osklen Óculos: Ray Ban Ela: Sapato: Animale Brinco como broche – Animale

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Jaqueta: M. officer Sapato: Rafael Steffens Gravata: TNG


Ele: Cardigan: Adidas Bermuda: Puma テ田ulos: Ray Ban Ela: Blazer: Zara

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ENSAIO Vestido: Tufi Duek Sapato: Animale Brinco: Animale

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Ele: Bermuda: Puma Sapato: Rafael Steffens Cinto: BobStore Restante – acervo pessoal Ela: Lenço, sapato e pulseira: Animale Novembro 2011

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LADO Por Letícia Marina

O animal print, ou as estampas de animais, andam dominando o guarda-roupa feminino. ”É um pouco de mistério. Mulheres gostam de oncinha em tudo: jaquetas, calças, camisas, regatas, lingerie. Talvez elas apenas gostam de ser sexy”, afirmou o estilista Domenico Dolce sobre uma das mais famosas e controversa estampa, a de onça. Mistério ou não, os estampados de tigre e leopardo alcançaram o auge de sua popularidade nos anos 1950. A novidade prometia prazeres primitivos às recatadas donas de casa. A mulher dessa época estava cada vez mais consciente do que vestir nas mais diferentes ocasiões da vida moderna, e tinha a sua disposição vários vestidos de noite. Os chapéus eram pequenos e despojados, a cintura cada vez mais apertada com saias amplas e vestidos tipo tubo. A silhueta feminina tinha seu ápice de elegância e glamour e a estampa ajudava a reforçar esta característica. A designer de moda Mariza Rodrigues acredita que a estampa representa o luxo. Ela já foi considerada “careta”, mas há muito tempo, era usada apenas pelas mais ricas e nobres. “São estampas atemporais, não saem de moda”, afirma a designer. O animal print está em alta, no entanto, é uma peça clássica, pode ser usada em qualquer época. A estampa mais explorada no mundo da moda também é uma das mais democráticas. Todas podem seguir esta tendência. Para a designer, as estampas podem ser usadas em qualquer situação, no entanto, é bom moderar. Em uma ocasião séria, opte por acessórios ou um sapato com o animal print. Outra dica é saber escolher o tamanho das “pintinhas”. Quanto menor, maior será o efeito para diminuir visivelmente a silhueta. Mariza sugere a

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mistura da estampa com o jeans, o que pode ajudar a valorizar o conceito. As mais tímidas que desejam entrar na onda do animal print, mas acham a estampa de oncinha muito extravagante, podem optar pelas peças inspiradas em cobras, lagartos e crocodilos. Os répteis, também em alta, são discretos, chiques e conseguem combinar com quase todas as produções. O de cobra é um dos mais tradicionais e contém diversas variações, do tom nude ao pink e fluorescente. Outra boa opção são as estampas de zebra. Quem busca impacto vai encontrar uma ótima aliada. A peça é conhecida por suas listras nada uniformes e chamam muito atenção, por isso, são muito usadas em detalhes, como laços, saltos e lapelas. Se você nunca usou peças animal print está mais do que na hora de arriscar. B

Fotos: stylescrapbook.com

Moves Like Jagger - Maroon 5

FIQUE DE OLHO


A estação das

CORES

Por Letícia Marina

bem juntas, como o azul e o verde. Se não quiser arriscar na mistura de sombras, pode escolher um batom forte com um traço leve de delineador colorido. A mistura de cores pode ficar muito interessante, mas cuidado, escolha bem a ocasião para usá-la. “Gosto do color blocking por ele permitir que todos os corpos usufruam dele, mas isso não significa carta branca, cada um sabe seus limites. O conforto é primordial”, ressalta Eduardo. Mas não são apenas as mulheres que podem entrar de cabeça nesta tendência. Os homens também podem usar e abusar das cores nas próximas estações. “Algumas grifes brasileiras como Alexandre Herchcovitch, Colcci, Reserva, João Pimenta e V.Rom. apostaram na tendência em suas coleções masculinas para o verão 2012. Mas se você ainda tem medo de ousar e entrar dos pés a cabeça, minha dica é começar pelos acessórios”, afirma o designer. O estilo demanda um cuidado especial. Mas não é impossível de usar. No país, quando falamos em roupas coloridas é fácil nos lembrarmos da banda Restart. Para perder essa imagem de adolescente, aposte em peças de alfaiataria. Elas garantem um look mais moderno e elegante. Se quiser inspirações, fique de olho nas produções das celebridades, como: Katy Perry, Olivia Wilde, Jennifer Lopez, Kate Bosworth e Rihanna. B

theblondesalad.com

As cores andam dominando as últimas coleções de moda. A expressão “color blocking” nasceu recentemente e, como o próprio nome diz, é um bloco de cores. A tendência consiste em combinar várias cores vibrantes em uma só produção. Nas coleções internacionais, Marc Jacobs, Prada, Dior e Gucci apostam no visual colorido. No Brasil, a tendência ainda é tímida. As brasileiras ainda não se interessaram em usar cores vibrantes e em camadas. “Eu conceituo em duas possibilidades, a primeira surgiu no ano de 2009, no auge do uso de referências dos anos 70 nas coleções de verão, onde o color blocking estava com força total no Brasil. Então surgiram as primeiras bandas de happy rock, o que fez com que muitos adolescentes se identificassem como seguidores dessas bandas, através de roupas coloridas. Isso fez com que os fashionistas e consumidores de moda se distanciassem desta tendência no Brasil. A outra possibilidade é o medo de ousar ou experimentar o ‘novo’”, diz o designer Eduardo Brito sobre a tendência no país. O color blocking combina muito com o verão. As cores garantem uma alegria a mais na produção. No entanto, também pode ser usado para colorir o cinza do inverno. Para usar a tendência, é necessário ter cuidado com a mistura das cores. “Aposte em cores análogas como vermelho e laranja ou o violeta e rosa quando quiser um look mais sóbrio e contido. Já para os looks mais vibrantes, invista em vermelho e verde ou o laranja e azul. Se quer ser mais social, opte por tecidos como tafetá, cetim ou seda”, pontua o designer. Uma boa dica é usar ao menos uma peça neutra para manter a sobriedade do look. Para isso, opte pelo roxo escuro, marrom, caramelo ou preto. E não é só nas roupas que a tendência vai influenciar. Ela também estará forte na maquiagem. Editoriais de moda mostram que as cores vibrantes podem ficar

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Guerra

invisível Por Lays Vieira

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Under Cover Of Darkness – The Strokes

COMPORTAMENTO

Há quem diga que a Europa é o berço do Ocidente. Se analisarmos quanto à moda, a resposta estaria correta e o berço certamente seria a França, pois são as sociedades aristocráticas de corte deste país que estão na base do desenvolvimento do estilo e dos gostos das sociedades modernas. Na corte francesa a roupa representava a posição social, nessa época o dinheiro não significava status social, pois isso se conseguia por meio de símbolos de distinção, como as roupas de cada um. Atualmente esse aspecto não é tão acentuado quanto naquela época, mas ainda existe. Muitos teóricos acreditam que a moda é um símbolo da sociedade de consumo de massa, pois difundem o mesmo modelo para um grande número de pessoas e em diversos lugares. E também por esses modelos estarem sujeitos a modificações que se repetem de tempos em tempos. Mas por outro lado, a moda também possui um caráter cultural, contestador, diferenciador e emissor de mensagens. O caráter distintivo da moda permanece até os dias de hoje, pois nos comunicamos todo o tempo, seja por gestos ou palavras, pela roupa que estamos vestindo ou o tipo de cabelo que usamos. Nosso corpo é uma máquina comunicacional. “Ele já é uma mídia em si,” afirma Flávia Martins dos Santos, professora do curso de Comunicação Social, da Universidade Federal de Goiás (UFG), que expressa sentimentos, ideologias, preferências e, por vezes, a classe social de uma pessoa. Para a professora, o corpo é uma forma de expressar a subjetividade, ou seja, a “alma” do indivíduo. E o que irá determinar a compreensão ou não das outras pessoas, frente a essa mensagem, é a sociedade em que ela está inserida, o meio onde ela

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Como nós, indivíduos, através da moda acabamos promovendo um debate no reino público sem ao menos percebermos

vive o grupo a que pertence e sua visão de mundo. Para Para Luciana Crivellari Dulci, em sua tese de pós-graduação pela UFMG, as revoluções pró-moda e as contra-modas (que seriam expressões ideológicas de vestimentas contrárias, marginais à moda vigente) não deixam de reafirmar a luta de classes na formação da sociedade, levando a uma tendência de hierarquização (social, financeira, ideológicas etc.). O autor Malcolm Barnard, descreveu, em seu livro Moda e Comunicação, uma teoria explicando simplificadamente a função da moda na sociedade, a chamada Teoria das cercas e das pontes. É uma cerca, pois, assim como estas separam territorialmente as pessoas, a moda serve como um meio de demonstração das diferenças entre os indivíduos (condição econômica, gosto musical, religião etc.). E pontes, por outro lado, porquê assim como estas ligam localidades, o modo de se vestir aproxima pessoas que possuem identidades e opiniões em comum. Um bom exemplo dessa função pertencente à moda,

Jovem punk em protesto na Inglaterra


Modelo desfilando com peça gótica

com algum viés político. O espaço público, a rua, funciona como um local de representação de diversas “tribos” que se diferenciam por suas opiniões e isso é exteriorizado, dentre outros meios, pelas roupas, sapatos,cabelos, tatuagens, etc. Assim essas peças acabam se tornando uma espécie de auto-classificação, de posicionamento no espaço social, já que “os próprios indivíduos possuem o poder de manipular sua própria imagem”, explica a professora Flávia. Roupas, sapatos, adereços e mais uma infinidade de componentes desse universo da moda não devem ser vistos apenas como símbolos do consumo, de status social, luxo ou banalidade. A moda também é um meio que promove uma espécie de debate ‘em público’. Uma luta invisível, sem vencedores ou perdedores, mas que está presente em todos os lugares com mensagens gritantes ou discretas, compondo esse “bolo” que chamamos de sociedade. B

Crianças com trajes típicos da cultura inca

Exemplo de botons (acima) e de cabelo Black Power (à direita)

Fotos: reprodução

e que muitas vezes é entendida por uns e mal compreendida por outros, são os punks. O movimento surgiu nos fins dos anos de 1970, na Inglaterra, e se caracteriza por contestar os valores tradicionais da sociedade. Para isso usam correntes dependuradas, calças rasgadas, cabelo moicano, dentre outros adereços (além da música, sua principal forma de expressão. Encontramos também os góticos. Grupo que possui como principal “ponte” o gosto por musicas que misturam o rock pesado a elementos clássicos como o piano e o violino, com letras de caráter mais sóbrio e subjetivo. Suas roupas sempre pretas e maquiagem escura acabam funcionando como “cercas” entre eles e as pessoas inseridas em outros grupos. Normalmente são vistos como malignos e adoradores de cemitério, entre outros estereótipos negativos. Como expressão cultural de um povo, encontramos a moda, por exemplo, nos trajes árabes e incas. Estes últimos foram o maior império da Meso-América (entre o Sul do México e o Norte da America do Sul) até a conquista e colonização espanhola. Os que ainda restam desse povo mantém suas tradições principalmente pela utilização de suas roupas típicas. Antes de estarem “na moda”, penteados como o dread e o black power eram uma forma de contestação ao racismo, desde a década de 1960 até o fim do século, presente nos Estados Unidos. Os bottons foram, e ainda é, outro adereço bastante utilizado para transmitir diversas mensagens, principalmente


Desculpa aí,

Pará!

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Shake de amor - Banda UÓ

CARDÁPIO CULTURAL

Sensação! Quem ouvia essa palavra dita de uma forma que lembrava por alto um vendedor de pamonha – já viu aqueles carros de som com a famosa frase “Olha a pamonha! Pamonha pura e saborosa” ou será que estou velho demais? – não imaginava que ela se tornaria tão real em tão pouco tempo. A Banda UÓ, como a conhecemos hoje, tem menos de um ano de existência. No começo a intenção era divulgar a Festa UÓ, no badalado Metropolis Retrô, de Goiânia. Mateus Carrilho era um publicitário recém-formado pela PUC Goiás e fazia vídeos desde criança. Davi Sabbag era – na verdade ainda é – um estudante de música na Universidade Federal de Goiás. Os dois eram DJs. Não deu outra: os amigos resolveram fazer uma versão eletrobrega de Teenage Dream (Katy Perry), intitulada Não Quero Saber para divulgar a festa em que tocariam juntos. O vídeo fez tanto sucesso que, além de promover super bem a Festa UÓ, ainda ganhou a atenção de

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gente muito grande como o DJ Diplo – que já produziu músicas de M.I.A., Shakira e Bruno Mars – e do blogueiro Perez Hilton – um dos mais famosos dos EUA, que participou do vídeo de abertura da turnê Circus, de Britney Spears, em 2009 e do clipe de S&M, de Rihanna, em 2011. Foi então que eles começaram a perceber que a coisa estava ficando séria e não se esquivaram do desafio. Toparam dar a cara à tapa e transformar a, então fictícia Banda UÓ em um sucesso instantâneo trazendo uma nova integrante ao grupo, a transex Mel Gonçalves. “Tudo foi acontecendo, mas quando vimos a oportunidade, trabalhamos muito pra fazer tudo com o máximo de qualidade possível”, diz Davi. Conversamos com eles logo após a vitória do prêmio de Webclipe no VMB, da MTV. A entrevista você confere agora.

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O que era brega virou puro hype. Muito dessa culpa é da Banda UÓ, uma banda goianiense que nasceu na brincadeira.

Por Roldão Barros

Em que momento vocês pensaram “É agora! A gente tem que seguir em frente”? Quando o Diplo twittou e disse que tinha achado muito bacana. E também quando o Bonde do Role propôs a produção e empresariamento.


Aqui em Goiás nós já vimos algum tipo de sucesso com duplas sertanejas, bandas de rock, cantores pop solo, mas, até o momento, não tinha chegado aos ouvidos do país alguma banda pop nascida aqui. Vocês pensaram nisso na hora de criar a banda ou tudo foi acontecendo por acaso? Tudo foi acontecendo, mas quando vimos a oportunidade, trabalhamos muito pra fazer tudo com o máximo de qualidade possível. Goiânia tem alguns festivais interessantes e vocês já se apresentaram neles, como o Vaca Amarela. Como foi participar de um festival voltado para o público alternativo? A recepção foi boa? A recepção foi incrível. Sempre, todas as noites, nosso show era o mais lotado. As pessoas ficam curiosas pra ouvir nossa música, e acabam ficando até o final do show. Falando em festival, vocês foram também ao Rock in Rio. Já se imaginaram se apresentando para um público grande de algum festival daqui ou da gringa? Topariam esse desafio se fossem chamados? Com certeza! A gente quer tocar em todos. Lollapalooza, Coachella, SXSW, SWU e todos mais que existirem pelo mundo! No palco vocês passam a impressão de serem bem diferentes um do outro, mas ao mesmo tempo de se completarem na performance. O Davi, por exemplo, parece ser o mais tímido dos três. Como cada um de vocês se definiria dentro da banda?

das pessoas, recepção calorosa. Ficamos mais empolgados e acabamos fazendo um melhor show. A melhor acredito que foi na nossa cidade Natal, no primeiro show no Martim Cerere. O pessoal foi a loucura. Vocês estão trabalhando em um cd para o ano que vem. Já tem uma previsão de lançamento? Ano que vem será lançado, mas já vamos cantar músicas novas nos shows deste ano ainda. O que a gente pode esperar desse novo álbum? Uma mistura doida de tudo com tecnobrega. Se vocês pudessem escolher um cantor/banda para parceria, quem seria? Espere e verás os featurings no CD. É uma galera nova em ascensão no Brasil. Queremos subir juntos. Mas alguém impossível nesse momento, em unanimidade dos três, seria Beyoncé ou Rihanna. E o VMB, gente? Vocês esperavam ser indicados? Como foi a reação ao saberem da indicação? Como rolou a oportunidade de aparecer em alguns programas da grade da MTV? Ficamos muito encabulados. Não imaginavamos nunca que seriamos indicados, quiçá que ganhariamos. Foi muito surreal. A MTV está sendo muito gentil com a gente de abrir as portas. Eles acreditam na gente e isso é muito incrível. Vimos que temos força ganhando esse prêmio. E na primeira indicação já. B

O Davi é a Posh Spice, a Mel é a Scary Spice e o Mateus é a Sporty Spice (embora ele ache ser a Emma). Cada um com sua personalidade completa o grupo, dando vazão para as pessoas se identificarem com cada um deles.

Fotos: divulgação

É melhor se apresentar em boates ou festival? O que deixa vocês mais animados? Os dois são vibes muito diferente. Em qualquer um deles, é sempre melhor quando vemos empolgação Novembro 2011

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CARDÁPIO CULTURAL

Notas @ Por Roldão Barros

ora vai?

Será que ag

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A jurada do X Factor americano e ex-Pussycat Doll, Nicole Scherzinger, anunciou sua primeira turnê sozinha. Os shows acontecerão em fevereiro, no Reino Unido – onde ela fez bastante sucesso com as músicas Poison e Don’t Hold Your Breath. Agora é esperar para ver como ela se sai. Estamos na torcida!

Não para nã

o!

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A última temporada do Project Runway, reality voltado para designers de moda, mal acabou nos EUA e já se fala de sua volta para 2012. A data da décima temporada do programa apresentado pela top Heidi Klum ainda não foi divulgada. Sucesso desde 2004, o Project Runway já possui versões em vários países ao redor do mundo – a mais recente é o Projeto Fashion, versão brasileira apresentada por Adriane Galisteu, na Band (www.projetofashion.com).

Ô destino!

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Que a multiplatinada Kelly Clarkson foi a primeira ganhadora do American Idol todo mundo sabe. O que talvez pouca gente saiba é que ela resolveu participar do programa porque não tinha dinheiro para nada – todos os candidatos recebiam uma quantia em dinheiro por terem participado do programa. “Eu não fui pensando que tudo isso poderia acontecer, eu fui pensando que isso podia pagar minha conta de luz”, revelou em recente entrevista. Agora, com 10 anos de carreira, quantas contas de luz ela já conseguiu pagar, hein? Alguém arrisca um palpite?

Tá boa... me

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smo?

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Lindsay Lohan teve um ano bem conturbado. Viveu problemas com a justiça, limpou um necrotério, foi para festas com os dentes “podres”... enfim. O ano definitivamente não foi o melhor da carreira de LiLo. Qual a melhor forma de terminar este 2011 tão polêmico então? Posando nua! Ainda não se sabe quando sairá a Playboy americana da Lindsay, mas o ensaio foi feito em outubro e dizem que o cachê foi de 700 mil dólares. Tomara que só os dentes estejam podres, né?! BOUTIQUE Novembro 2011


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Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany´s)

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EUA, 1961 Direção: Blake Edwards Elenco: Audrey Hepburn, George Peppard, Patricia Neal, Buddy Ebsen, Martin Balsam, José Luís de Villalonga, John McGiver, Alan Reed Gênero: Romance

Baseado no romance de Truman Capote, o longa se passa na cidade de Nova York, no início da década de 1960. Audrey Hepburn interpreta a garota interesseira Holly Golightly, uma mulher do interior do Texas que muda para a grande metrópole, em busca de fama e dinheiro. Qual a relação do filme com a moda? O estilista francês, Hubert Givenchy foi o responsável pelo figurino da personagem de Hepburn. Os modelos, na época, tornaram-se exemplos de sofisticação clássica, com seus vestidos pretos e formas limpas. Além de Givenchy, outra grande grife presente no filme é a de joias, Tiffany. As cenas iniciais mostram Holly Golightly tomando café e observando, calmamente, a vitrine da famosa joalheria, local esporadicamente frequentado pela personagem, para momentos de distração e reflexão.

Maria Antonieta (Marie-Antoinette)

França, EUA; 2006 Direção: Sofia Coppola Elenco: Kirsten Dunst, Jason Schwartzman e Steve Coogan Gênero: Drama Dirigido por Sofia Copolla e ganhador do Oscar de melhor figurino em 2007, Maria Antonieta conta a história de uma jovem austríaca que aos quatorze anos é levada para longe de sua família em Viena, para desposar seu prometido, o Rei Luis XVI (Jason Schwartzman). Sendo jogada no sofisticado e decadente mundo da corte de Versalles. Sozinha, assustada e confusa, a jovem Maria Antonieta se rebela contra a atmosfera isolada e cheia de caluniadores, manipuladores e fofoqueiros de Versalles. Acaba se tornando uma simples marionete em um casamento arranjado feito para solidificar a harmonia entre a França e a Áustria. Perturbada e cansada por todos os problemas, ela busca refúgio na decadente aristocracia francesa e em um secreto romance com Conde Fersen (Jamie Dornan). Seja ela idealizada por seu impecável estilo e elegância ou vilanizada por ser alheia aos assuntos do país, ela foi (e ainda é) uma das mais, se não a mais, famosa rainha da França. Para fugir dos rigores da vida na corte, Antonieta começou a se vestir com um simples vestido de algodão e um grande chapéu de palha. Foi pioneira no uso de trajes de montaria para mulheres e precursora do coquete robe polonês (vestido que mostrava o tornozelo), além de introduzir o uso do vestido chemise branco de musselina. Vale destacar a presença de um All Star.

Depois Daquele Beijo (Blow Up)

França, EUA, Reino Unido; 1966 Direção: Michelangelo Antonioni Elenco: Vanessa Redgrave, Sarah Miles, David Hemmings, John Castle. Gênero: Drama Considerado um dos principais longas da filmografia do diretor italiano Michelangelo Antonioni, o filme Blow Up – Depois Daquele Beijo narra a história do envolvimento acidental de um fotógrafo sobre um crime. Entediado com as sessões de fotos em seu estúdio, Thomas (David Hemmings) resolve passear por um parque londrino. Munido de sua câmera, o fotógrafo avista e dispara cliques sobre um casal se beijando. Mais tarde, ao revelar o negativo, Thomas observa um corpo estirado sobre o gramado. Blow Up é um filme icônico. Logo no início da trama o ator David Hemmings e a atriz e modelo Veruschka von Lehndorff protagonizam a cena de um ensaio fotográfico, para uma revista de moda, considerado, inclusive, um dos momentos mais sexy da história do cinema. O universo libertário da Londres dos anos 60 e o comportamento dos jovens da época também são retratados no longa. Destaque ainda para a trilha sonora, a cargo do músico Herbie Hancock. Novembro 2011

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Volcano - Beck

OPINIÃO

Afinal de contas, moda é cultura? Por Bárbara Jobim

Arquivo pessoal

Da redação

M

Moda refere-se à roupa, e a roupa nada mais é do que uma indumentária, um revestimento, uma proteção para o corpo. Logo, a roupa é necessária para o convívio social, e em certas ocasiões, inclusive, para a sobrevivência humana. Então, por que algo necessário agregaria tantos inconvenientes? O termo moda possui vários sinônimos, tais como: uso, maneira, jeito, modo, costume, gosto e vontade. Moda está ligada à identidade, é ela quem dá cara para um povo, uma crença, um sentimento, um estilo musical ou um período histórico. Sim, ela também está ligada à estética. No livro O Ócio Criativo, o sociólogo italiano Domenico de Masi trata do surgimento da arte e da necessidade do belo. “Entre dezessete e dezoito mil anos atrás, o ser humano criou um outro consolo: adicionar à estética da natureza, à beleza de uma nuvem, ou de um poente, uma estética artificial – a arte”. A descoberta da beleza surge como compensação, como consolo para a dor do

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homem primitivo. Domenico acrescenta ainda sobre a importância da estética para o homem hoje. “Entre todas as formas de expressão humana, a estética é aquela que, mais do que qualquer outra, é responsável pela nossa felicidade”. A estética, o belo, não possui função alguma, senão a de simplesmente embelezar, de enfeitar o nosso redor. A estética da moda caminha por vários campos artísticos, ela possui uma relação bilateral com as outras artes. Cinema, artes plásticas, música, dança, literatura... A moda possui um poder das quais as outras formas de expressão artística não possuem, no sentido da expansão da sua arte. A moda permeia por várias classes sociais, tribos urbanas e redes sociais. É um movimento mais democrático, afinal de contas, ela está, literalmente, exposta nas ruas; é uma arte aberta e dinâmica. Várias marcas já prestaram homenagens a grandes nomes da arte e a movimentos sócios culturais em suas coleções. Yves Saint Laurent expôs na passarela as linhas retas e as cores puras do holandês Piet Mondrian. A marca paulista Cavalera traduziu a melancolia e as cores vivas da mexicana Frida Kahlo. Dior explorou o movimento hippie e a contracultura pós-Segunda Guerra, e a americana Calvin Klein reproduziu o minimalismo dos anos 90, não apenas nas suas roupas, mas também para suas fragrâncias. A indumentária também consegue expor sentimentos. Seus recortes, formatos e cores conseguem transpor alegria, tristeza, sensualidade, romantismo ou rebeldia. A roupa é uma linguagem muda e pessoal e uma forma de expressão acessível a todos, pelo fato de não se exigir um talento específico para estar expondo sentimentos, vontades ou anseios. Qualquer coisa pode se tornar fútil e banal, dependendo da forma que o indivíduo a conduz. A moda vai além da roupa. Ela impressiona, contagia, emociona e manifesta. Moda é arte? Segundo o escritor E. H. Gombrich, “nada existe realmente a que se possa dar o nome Arte (...) Não prejudica ninguém dar o nome de arte a todas essas atividades, desde que se conserve em mente que tal palavra pode significar coisas muito diversas, em tempos e lugares diferentes, e que arte com A maiúsculo não existe.”


Lenços: do preppy ao street Por Rudolfo DiCarvalho

Arquivo pessoal

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O homem contemporâneo é sem dúvida o maior resgatador de tudo que já lhe pertenceu na moda de outrora em formas mais simples e práticas. O movimento do basic e street nos anos 90 e começo dos 2000 deixou a moda masculina, por mais de uma década, sem muitos atrativos. Ocasiões formais eram raros momentos onde os outfits se tornavam mais interessantes, mesmo que apenas por conta da riqueza dos tecidos nobres nos costumes, camisaria, gravatas de seda e sapatos de couro legítimo. O mais charmoso detalhe aliado a uma bela gravata ficaria a cargo dos pocket squares, o famoso lencinho no bolso do paletó. Geralmente de seda, as estampas clássicas de poá e quadriculadas identificavam um homem mais conservador, e os estampados coloridos um homem mais ousado, talvez irreverente. O lenço por vezes esteve presente de forma tímida no cenário masculino do homem urbano, sendo mais característico para o homem mediterrâneo - estampado étnico e colorido, exuberante e brilhante, decotado e sensual - cercado pelo badalado lifestyle dos balneários da Côte d’Azur, ilhas gregas e Toscana. Ou pelos sofisticados londrinos, parisienses e milaneses, que desde a rota da seda herdam de seus antepassados a moda onde agregam o alto valor da seda aos looks. Hoje os modernos japoneses de Tóquio, os novaiorquinos descolados, os lançadores de tendência alemães, sabem como ninguém aliar um belo lenço a looks que vão do mauricinho (preepy) à despretensiosos e práticos outfits, que vão do trabalho à happy hour. A exploração desse acessório tão leve, macio e brilhante (no caso da seda) deixa nesse verão 2012 a selaria da casa Hermès e se propõe a criar looks mais casuais com camisas abertas, scarfs enroladas de forma mais jogada, e para os mais ousados, estamparias de lenço em camisas, shorts e calças, como na coleção apresentada recentemente pela D&G - a dupla Stefanno e Domenico compõem para o próximo verão modernas e bem humoradas combinações em um balneário super urbano, que alia as matérias primas rústicas em tons neutros - crus e terrosos – e o

Gerente da loja Animale

jeans délavé (clarinho), às coloridas sedas. Acompanhando o entusiasmo modístico, o cantor Kayne West anuncia que lançará em novembro uma coleção de lenços de seda em parceria com o francês George Condo, que serão vendidos por 250 euros na super descolada e hype maison Colette, em Paris. E para quem sempre quis ter um Hermès, já chegou ao mercado europeu e americano a edição especial do tradicional modelo Yacht, da famosa marca de skatistas Vans, com estampas da grife francesa, assinados pelo artista Robert Verdi. Uma maneira mais acessível e irreverente de se ter um Hermès, já que os disputados lenços pintados à mão, que podem levar até 10 anos para se desenvolver uma nova estampa, fazem a fibra branca dos casulos do bicho-da-seda valer ouro! É hora de perder o estigma de inverno e trazer à tona esse acessório charmoso e sofisticado para o dia a dia, fazendo composições com blazers, jeans e sarja, shorts de barra dobrada, calças curtas e camisas abertas para mais casuais; cardigans leves e alfaiataria para mais sofisticados, e na moda praia, shortinhos curtos, chinelos de couro e mocassins coloridos e chapéus de ráfia. Requinte para esta temporada! Novembro 2011

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Sustentabilidade para vestir, usar e decorar Por Brunna Santos

Falar de sustentabilidade está na moda. Mas, apesar disso, poucos compreendem o significado desta palavra. O termo “sustentável” vem do latim e quer dizer sustentar, favorecer, apoiar, cuidar. O conceito começou a ser mais conhecido após a realização da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (CNUMAD), em Estolcomo, em 1972. Atividade sustentável é aquela ligada a aspectos econômicos, sociais, ambientais e culturais dos membros de uma sociedade. Ou seja, é preciso ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente diverso. Ser sustentável é também procurar desenvolver ações básicas da vivência humana, mas, que ao mesmo tempo, preserve a biodiversidade e recursos naturais sem comprometer as gerações futuras. Hoje, muitas empresas carregam o selo de “amiga do verde” procurando contribuir com a preservação do planeta e transmitir uma boa imagem aos consumidores.

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Arquivo pessoal

We Could Forever - Bonobo

PENSE VERDE

Árvore de natal feita com material reciclado


Artigos de moda Em Goiânia, a designer de moda Rochelle Patrícia pós-graduada em Gestão e Desenvolvimento Sustentável e Ambiental, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), inseriu a temática ecológica em sua profissão. Rochelle fundou uma empresa que produz bolsas, roupas, ecobags, acessórios, porta-treco, chaveiros e objetos de decoração fabricados a partir de materiais recicláveis (papel, papelão, metal, vidro, plástico, retalho de tecido). No começo, Rochelle tinha ajuda do irmão para a confecção dos trabalhos e contava com a colaboração dos vizinhos para o recolhimento da matériaprima: garrafas pet, caixa de leite e suco, sacolas plásticas, embalagem de desinfetante e shampoo, copos descartáveis, CDs, sacos de embalar frutas e verduras . “Às vezes [o material] vem para mim e eu vou pensar o que eu vou fazer com ele”, diz ela sobre o momento de escolher qual peça produzir com determinado elemento. Sobre a aceitação dos produtos, Rochelle comenta que “no início as pessoas gostavam, olhavam, mas eu percebia aquela coisa de não ter coragem de usar. Hoje, isso já mudou bastante. À medida que os meios de comunicação vão falando mais do assunto as pessoas vêm mudando seus hábitos de consumo. Elas estão procurando um artigo que tenha uma causa ambiental”. Referência em Goiânia, Rochelle participou de eventos em Goiás (Casa Cor, Só Para Mulheres, Mercado das Artes) e em outros Estados. Também expôs trabalhos no Fashion Bussiness Rio, em 2007, e foi um dos dez profissionais brasileiros selecionados para divulgar trabalhos na Design Connection, em Buenos Aires, Argentina, em 2007.

Reprodução

Coleta seletiva em Goiânia Quanto à atitude dos goianienses em relação ao descarte consciente de resíduos, Rochelle explica que a postura do cidadão precisa melhorar. De acordo com ela, muitos sabem que existe a coleta seletiva de lixo, mas poucos compreendem o porquê é preciso separar o lixo e colaborar com o meio ambiente e limpeza da cidade. Ela ainda defende a aplicação

Artesanato feito a partir de materiais recicláveis

A ecodesigner realizou oficinas com reeducandas da Agência Goiana do Sistema Prisional do Estado, e beneficiárias do programa federal Bolsa Família de Goiânia e Anápolis. Atualmente desenvolve projetos sociais com menores aprendizes durante os quais dissemina o conceito de “Cidadania Planetária”, que “consiste na capacitação de grupos em situação de risco para confecção de peças e comercialização das mesmas gerando assim uma fonte de renda para os envolvidos”. Ela revela que seu trabalho “não é uma coisa fácil. É uma coisa que dá trabalho. Para você ter um retorno financeiro demora, demora muito. É algo para quem é apaixonado”. A ecodesigner Rochelle expõe seus trabalhos no coletivo de ações culturais Fábrica Coletiva, localizado no centro da cidade. Ela está inserida no grupo de moda chamado Casulo que reúne outras 16 marcas. B da educação ambiental nas escolas para a formação de indivíduos mais esclarecidos. A administração municipal inaugurou em 2008 O Programa Goiânia Coleta Seletiva (PGCS) visando à diminuição de resíduo domiciliar encaminhado para o aterro sanitário de Goiânia. O recolhimento dos materiais é realizado de porta a porta nos bairros da capital em dias e horários específicos. Os moradores também podem separar o lixo reciclável do orgânico e depositar em pontos de entrega voluntários (PEV’s) que também recebem pilhas e baterias. Novembro 2011

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A história de

Por Letícia Marina

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All Mine - Portishead

“Quero ser parte do que está para acontecer”

“Meus amigos, não tenho amigos”, disse uma vez Gabrielle Chanel. A estilista, famosa por sua forte personalidade, se tornou um mito no mundo da moda. Gabrielle Bonheur Chanel nasceu em 19 de agosto de 1883, na pequena cidade de Saumur, na França. A origem pobre da estilista só se tornou pública após a sua morte, em 1971. Ainda na infância, Chanel perdeu a mãe aos 6 anos de idade e logo seu pai a mandou para um orfanato francês, onde ficou até a adolescência. Esse período influenciou muito na produção da estilista, conferiu uma certa austeridade às peças produzidas. Ela era obrigada a se vestir de preto, o que, posteriormente, iria se tornar a cor predominante de sua maison.

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ABC DA MODA

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este período já é possível ver um pouco da determinação que a estilista iria expressar em suas frases e produções. Antes da fama, ela trabalhou como balconista e até mesmo cantando em um cabaré. Foi com a canção Qui qu’a vu Coco dans le trocadero? que Chanel ganhou o apelido tão conhecido pelos franceses e pelo mundo, Coco. Antes mesmo da criação de sua primeira boutique, Coco também ficou conhecida por seus inúmeros amantes, sempre poderosos e ricos. O milionário Etienne Balsan a colocou em contato com a alta sociedade francesa, mas foi o cobiçado playboy inglês Arthur Capel, o boy, que a ajudou a montar a primeira loja em Paris. A Chanel Modes (Casa Chanel) foi aberta em 1909 e vendia apenas chapéus. O estilo simples de Coco logo chamou atenção das pari-

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sienses, então, a estilista resolveu se dedicar também à costura. Arthur Capel, que muitos dizem ter sido o primeiro e único amor de Coco, a ajudou a montar sua maison na prestigiada rua Cambon, número 31, em Paris. A loja existe até hoje, e é uma das mais famosas da grife. Chanel revolucionou a vestimenta feminina do século XX. Ela libertou a mulher de espartilhos e criou peças que podem ser vestidas sozinhas. “A moda virou uma piada. Os designers se esqueceram que existe mulheres dentro das roupas. A maioria das mulheres se veste para os homens e quer ser admirada. Mas elas também precisam andar, entrar num carro sem arrebentar a costura. Roupas têm que ter uma forma natural”, acreditava Coco. A estilista só fazia peças que gostaria de usar. Seu modo de produção era bem peculiar, ela não fazia desenhos de suas peças, simplesmente ajustava os tecidos ao corpo da modelo ou ao manequim, pois, desta maneira, a roupa se


adapta à forma e não ao contrário. As inovações promovidas por Coco não se restringem apenas à forma. Ela impõe o uso da malha de jérsei, antes só usada em roupas íntimas masculinas, ao vestuário da alta sociedade. “O decote de uma mulher não é uma caixa-forte”, afirmava Chanel, grande defensora das bijuterias. A estilista ficou famosa por seus inseparáveis colares de perólas fake. Foi por suas mãos que nasceu o little black dress ou o “pretinho básico”. Em 1926, o vestido preto da marca foi considerado como o “Ford dos vestidos” pela revista Vogue. Atualmente, é a peça curinga no guarda-roupa feminino. Gabrielle Chanel também era uma mulher de negócios, e mostrou isso ao investir em perfumes. O Chanel nº 5, apresentado no dia 5 de maio de 1921, foi o primeiro perfume sintético a levar o nome de um estilista. Ele foi criado por Ernest Beaux, famoso perfumista da época, a pedido de Chanel. Ela pediu por “um perfume de mulher com cheiro de mulher”. A essência é, até hoje, o perfume mais vendido em todo o mundo, sendo comercializado em mais de 140 países. Apenas uma guerra conseguiu frear o avanço de mademoiselle Chanel. A ocupação alemã em Paris durante a 2ª Guerra Mundial, fez com que Coco viajasse discretamente para o sul, fechando a maioria de suas botiques. Nesta época, a estilista se envolve com o oficial alemão Hans Gunther von Dincklage. Ele seria uma espécie de espião, que foi enviado pelos nazistas para preparar a capital para a invasão alemã. Segundo registros divulgados recentemente, Chanel teria ajudado a causa, o que lhe rendeu um exílio na Suíça. A história de Chanel envolve superação. Uma órfã de origem pobre que se tornou uma das maiores referências do mundo da moda. Não foi diferente em sua volta a Paris após o término da guerra. “Dez milhões de mulheres votam Chanel”, dizia a manchete da revista Elle após o desfile que marcava o retorno da estilista. E assim viveu a mulher que o mundo inteiro aprendeu a chamar de Coco. Ela trabalhou ativamente até o ano de sua morte, no dia 10 de janeiro de 1971, no luxuoso Hotel Ritz. Em seu funeral, todos

vestiram as suas roupas para homenageá-la. “Sou contra a moda que não dure. É o meu lado masculino. Não consigo imaginar que se jogue uma roupa fora só porque é primavera”, já dizia Coco. Seu desejo foi atendido. Suas peças se tornaram atemporais e, com a direção artística de Karl Lagerfeld, em 1983, as peças foram revitalizadas, mas sempre mantendo a elegância da época de Chanel. A grife Chanel se consolidou como um império da moda. A marca continua investindo em peças clássicas, maquiagens e perfumes. Karl Lagerfeld trouxe modernidade às produções, mas o conforto e minimalismo continuam sendo prioridade nas produções. Mesmo sem sua criadora, a marca ainda preza pelo conforto e qualidade. B

“A moda não é algo presente apenas nas roupas. A moda está no céu, nas ruas, a moda tem a ver com ideias, a forma como vivemos, o que está acontecendo”

Chanel nº 5 A essência que conquistou as mulheres O perfume mais famoso da marca conta com proporções inéditas até então. Ele contém mais de 65 substâncias em sua composição, dentre elas, rosas, flores raras do oriente e sândalo. Mesmo com mais de meio século de existência, a fórmula permanece inalterada. A grife até mantém os mesmos produtores e o mesmo local de produção, para não comprometer o aroma do perfume. A essência levou esse nome porque cinco era o número da sorte de Chanel. A superstição deu certo, o perfume alavancou os negócios da maison e se tornou um ícone. Marilyn Monroe ajudou a manter o sucesso do perfume. Ao ser perguntada sobre o que vestia para dormir, a queridinha da América respondeu: “Apenas algumas gotas de Chanel nº 5”. Estima-se que a cada 55 segundos um frasco é vendido no mundo. Novembro 2011

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DE GOIÂNIA

Reprodução

Por Brunna Santos

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Virginia Avenue – Tom Waits

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Grande parte dos goianienses já ouviu aquela máxima: “se não tem mar vamos pro bar”. Moradores e visitantes da jovem capital (78 anos), por falta de informação ou por hábito, resumem a cidade como sendo apenas um território de muitos bares, cantores sertanejos e parques. Não é atoa que Goiânia é conhecida como cidade-jardim por causa da exuberância e quantidade de praças floridas e árvores. Mas, as opções de lazer por aqui vão muito além das já consagradas. E para aqueles que gostam de novidade ou já estão “cheios” de visitar o Monumento às Três Raças e observar prédios de arquitetura déco, sugerimos aqui algumas opções de passeio, esporte, cinema, literatura e arte.

A livraria Hocus Pocus surgiu em 1992 quando os discos de vinil eram as “vedetes” do consumismo musical. Conhecido por sua variedade de publicações, o local também foi palco de shows musicais. Os fãs das histórias em quadrinhos de artes marciais, faroeste, ficção científica, humor, terror, mistério, cinema, erotismo, esporte, história, religião, literatura, música, jogos eletrônicos (Ufa!) estão sempre circulando por lá. Se você assistiu ao filme Aracnofobia, é saudosista da Copa Do Mundo - México 86, copia os desenhos do Ero-Guro (personagem erótico-grotesco de Suehiro Maruo, o mais importante representante do mangá

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underground japonês.), aprecia o som de Bob Marley, lê os livros de Victor Hugo, gosta dos personagens do Walt Disney e Turma da Mônica, sonha com a Mulher-Maravilha , tem pesadelo com o Lex Luthor e Galactus , procura minisséries completas, acha seus amigos parecidos com o Quarteto Fantástico ou simplesmente procura uma camiseta com o símbolo do Batman, a Hocus Pocus é o lugar onde você encontra tudo isso e bem mais. Contato: Endereço: Av. Araguaia, Número 959 – Sobreloja, 74030-100, Goiânia, Goiás, Brasil. Twitter : twitter.com/sebohocuspocus Telefone: (62) 8105-5102

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HOCUS POCUS


PEDAL GOIANO

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Idealizado por Eduardo da Costa e Silva e Fernando Accioly em junho de 2007, o Pedal Goiano é grupo de ciclistas profissionais e amadores que surgiu para incentivar a prática do esporte, difundir os benefícios da atividade física, diminuir a utilização de automóveis e lutar pela implantação de ciclovias em Goiânia e Região Metropolitana. O movimento, que ganhou força nas redes sociais, promove mobilizações por um trânsito mais humano e com espaços para a circulação das “magrelas”. De acordo com os organizadores, o Pedal possui mais de 1.200 mil seguidores. O grupo atua em parceria com órgãos públicos, entidades civis e líderes políticos. Sustentabilidade, saúde, mobilidade e meio ambiente são assuntos presentes nas reuniões do Pedal. Os passeios são realizados semanalmente nos períodos da manhã, tarde ou noite. Sempre juntos, crianças, jovens e adultos são orientados sobre regras de trânsito, uso dos equipamentos de segurança, roupas e acessórios adequados para pedalar. Eventualmente os coordenadores organizam passeios em datas festivas ou com alguma temática específica, exemplo: a Etapa Parques do Pedal (quando circularam no Parque Flamboyant e plantaram mudas de árvores), passeio em parceria com festivais de música, passeios ecológicos no interior do Estado, passeios culturais ( onde os ciclistas conheceram as construções de estilo à Art Déco no centro da capital) e ainda circuitos pela Paz no trânsito, em homenagem ao Dia dos Pais e volta às aulas.

(Da esquerda para a direita) Will Goya, Pablo Kossa e Antônio Leal

almente para tornar as tardes de domingo mais “reflexivas”. O Café Filosófico Entre Amigos, coordenado pelo professor e filósofo Will Goya, recebe convidados para discutir e debater temas variados como violência, amor, ética, redes sociais, etc. São encontros que duram cerca de 2h30min e ocorrem mensalmente. Aberto ao público em geral, o Café Filosófico conta com participação de professores, comunicadores, artistas, estudantes e profissionais de diversas áreas. Realizado no Bolshoi Pub, o ingresso para o Café Filosófico são dois quilos de alimento não perecível (exceto farinha, sal e fubá), não incluso a consumação nas dependências do ambiente. Contato Endereço: Bolshoi Pub, Rua T-053, 1140, Setor Bueno, Goiânia – Goiás – Brasil. E-mail: contato@bolshoipub.com.br Telefone (62) 3285-6185 - (62) 3274 - 1309 Site: http://bolshoipub.com.br CINE CULTURA

Contato: Facebook: http://facebook.com/pedalgoianociclistas Twitter: twitter.com /pedalgoiano Site: www.pedalgoiano.com.br CAFÉ FILOSÓFICO

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Atribuem a Platão a seguinte frase: “A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento”. E valorizando a capacidade de pensar, um grupo de pessoas interessadas em discutir filosofia se encontra eventuNovembro 2011

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Contato: Endereço: Centro Cultural Marieta Telles Machado, Praça Cívica, Número 2 , Centro. Telefone: (62) 3201-4670

Artesanatos expostos na Feira do Cerrado

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Fotos: divulgação

Se você é cinéfilo ou simplesmente gosta de assistir outros filmes além daqueles em cartaz no circuito comercial, o Cine Cultural é o lugar certo. Reaberto em setembro deste ano após passar por reformas, o espaço é referência na exibição de filmes brasileiros e estrangeiros raros, independentes, inéditos e com destaque em festivais, sejam eles ficção, não-ficção ou documentário. Mantido pela Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (AGEPEL), o Cine Cultura tem 98 lugares em uma sala com projetor de 35 mm. Funciona dentro do Centro Cultural Marieta Telles Machado. As sessões ocorrem na segunda, terça e sexta-feira às 18h30 e 20h30. Sábado e domingo às 17h e 19h. O ingresso custa R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia entrada).

FEIRA DO CERRADO Para quem deseja saborear a comida típica e conhecer a cultural goiana as feiras livres são uma opção de lazer para turistas e moradores da capital. Em Goiânia existem mais de 30 feiras especiais de acordo com a listagem da prefeitura. Dentre as mais conhecidas, a Feira do Cerrado se destaca pela comercialização de produtos artesanais relacionados à tradição regional e preservação do bioma Cerrado. No local há bancas de alimento, artesanato, quadros, móveis, esculturas, plantas, bordados, crochês e outros tipos de trabalho. Apresentações de música, teatro e dança são também oferecidas ao público. Fundada há pouco mais de sete anos, a feira tem o folclore, cultura, artesanato e culinária como valores. Dentre os objetivos da feira estão os de “resgatar, preservar e promover a divulgação da cultura dos povos do Cerrado e promover a educação ambiental e incentivar a preservação do meio ambiente”. A feira do Cerrado está localizada no Parque da Criança, entre o estádio Serra Dourada e o Fórum. Endereço: Avenida H, esquina com a Rua 72, no Jardim Goiás. Horário de funcionamento aos domingos B das 09h às 13h.


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Equipe

Revista Boutique boutiquerevista@gmail.com

Bárbara Jobim Repórter

Brunna Santos Repórter

Lays Vieira Repórter Diagramação

Letícia Marina Repórter Diagramação

Roldão Barros Repórter Fotografia / Edição de imagens

Salvio Juliano Farias Orientador

COLABORADORES

Modelos: André Mendes Anna Karolina Miranda Marcela Pina Nathan Freitas Thays Mendes Matérias: Alanna Sartoni Messora Fernando Moreira Marques Rudolfo DiCarvalho Thiago Cardoso de Oliveira

SERVIÇOS

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. . . m i s s a u i t s e

v e s á j Ele Cabelo Black Power

Golas enormes!

Pulseiras de ouro

“Secretária que trabalha o dia inteiro comigo. Estou correndo um grande perigo de ir parar no tribunal. Secretária às vezes penso em falar contigo. Mas tenho medo de ser confundido por um assédio sexual” 46

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Sim, o cantor das multidões, o ídolo das secretárias de todo país! Ele: Amado Batista! O goiano Amado Batista aparece na imagem acima trajando típica indumentária dos anos 70, período áureo da discoteca. A moda da Era Disco caracterizava-se pelos sapatos plataformas, pelas calças boca-de-sino e pantalona e pelas enormes golas nas camisas. Características presentes tanto no vestuário masculino quanto na feminina. Anéis, pulseiras, relógios e correntes, principalmente no tom dourado, eram adornos que complementavam o look da época. Os cabelos, quanto mais naturais e rebeldes, melhor! O penteado que melhor traduz o período é o Black Power.


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