TATTOO ROCK FEST TÍTULO: Trilhas e rock n’ roll OLHO: Grupo Seriema Pedal mostra que o ciclismo é um esporte que além de fazer bem para o físico ainda é uma ótima opção de diversão. Letícia Marina
O Grupo Seriema Pedal completa dez anos de existência neste ano. Sobre o projeto, Nilson Braz Silva ou o Nilsinho, diz que são dez anos de muita união em torno da bicicleta. A história do grupo gira em torno da amizade. Em meados dos anos 90, os amigos Romar, Auriam e André Perfeição deram início às pedaladas. Não demorou muito para que o grupo crescesse e mais amigos se juntassem. Muito mais do que pedalar, os amigos buscam por adrenalina, aventuras e até cicloviagens. O Grupo Seriema Pedal foi um dos pioneiros a realizar as cicloviagens em Goiás. A diferença principal é que o grupo procura por locais com 100% de contato com a natureza, ou seja, estradas off Road. “Nossas aventuras são também sem o uso do carro de apoio, mostrando assim que a bicicleta é um meio de transporte autônomo, sempre tendo a cidade de Goiânia como partida”, explica Nilson. Nilsinho começou seu interesse pelo ciclismo há mais de 18 anos e até hoje mantém a empolgação de sempre para pedalar. Contato com a natureza “O Grupo preza muito por trilhas mais técnicas, que nada mais é que a prática do mountain bike em regiões com terreno mais acidentado, onde exige muito mais a destreza e habilidade do que apenas a força”, conta Nilson. O grupo se encontra semanalmente e tem como roteiro principal a região da Serra das Areias, em Aparecida de Goiânia. Nilson diz que é um dos melhores bike-parks do Centro Oeste. Se você tem o interesse de visitar locais para andar de bike, Nilson também sugere o Morro Feito, em Hidrolândia. Não se deixe levar pelo nome, de acordo com o ciclista, o nome do local não faz jus à paisagem, que é muito bonita. Mas, para realizar as cicloviagens, o grupo tem locais bem definidos. Uma das regiões mais visitadas pelo grupo a bela cidade de Pirenópolis, o que totaliza quase 150 quilômetros de estrada. Outro local que foi muito visitado pelo grupo é a histórica Cidade de Goiás. Para alcançar o destino, são mais de 200 quilômetros pedalando e uma passagem pelo Serra Dourada. Não é nem preciso destacar as belas paisagens, ótimas histórias e grandes experiências que o grupo acumula ao longo do tempo. “Dentre todas, a principal cicloviagem que fizemos foi a expedição ligando Goiânia ao Povoado de São Jorge, na Chapada dos Veadeiros. Foram 500 quilômetros de pedaladas, durante seis dias, cruzando o sertão goiano, inclusive por lugares que apenas cavalos e bicicletas passam. Foi uma experiência única”, recorda Nilsinho. Andando na cidade
O grupo realiza muitas viagens, mas também se exercita na capital. As pedaladas por Goiânia abrem os olhos para muitos problemas que os ciclistas ainda enfrentam ao praticar o esporte na cidade. “O principal problema é a falta de educação. Pensar em ciclovias e ciclofaixas é apenas utopia e conversa eleitoreira. É necessário campanhas educativas, orientando motoristas e ciclistas sobre direitos e deveres”, destaca Nilson. O ciclista destaca que o uso da bike pode ajudar a melhorar o trânsito urbano, que é cada vez mais caótico em nossa cidade. No entanto, é preciso haver algumas modificações para a própria segurança dos ciclistas. “Deve haver a adequação de prédios públicos e privados para receberem os usuários das bikes no dia a dia. Além do uso de rotas alternativas às avenidas de grande movimento, por parte dos ciclistas”, diz Nilsinho. Se após ler essa matéria você já quer subir na sua bike e sair pedalando por aí, saiba que, além de ser uma ótima forma de sair do congestionamento, pedalar também ajuda e muito o seu condicionamento físico. “Melhora a disposição, previne doenças, alivia o estresse, melhora o condicionamento físico e aumenta a interatividade com as outras pessoas”, destaca Nilsinho. Sobre o esporte, ele finaliza dizendo que “pedalar é uma paixão que vicia”.