O desfile e a cidade: O carnaval-espetáculo carioca

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/L EDSON SILVA DE FARIAS

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"DESFILE

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0

E A CIDADE' 0 CARNAVAL-ESPETACULO CARIOCA

Dissertac3o de Mestrado apresentada ao Departamento de Sociologia do Instituto de Filosof"ia e Ciencia:s: Hwnana.s da Universidade Estadual de Carnpinas 7 sob a orienta~ao~ do Pro£. DR. Renat.o Jose Pinto Ort..i~

Est.e exemplar corresponde a redacao fi~ da dissertacao defendida e

pela

aprovada

Co~sao j /

__d__b/

pela

J~~adora

+'J

.

em

Danca:

Prof.Ca>Dr.<a> Prof".(a)Dr.(a

Prof"".<a>Dr.(a)

Set..elllhro/1996

r

t

1.;!1··-c-,-.-.•-,----. ~IOfi(;.l. I;~_Nl'/tM.

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CH-00078617-7

FICHA CATALOGRAFICA ELABORADA PELA BIBLIOTECA 00 IFCH - UNICAMP

Farias, Edson Silva de

F225d

0 desfile e a cldade: o carnaval - espetaculo carioca 1 Edson Silva de Farias.- • Campinas, SP: [s.n.],1995.

Orientador: Renato Ortiz. Dissertacio (mestrado)- Universidade Estadual de Campinos, lnstituto de Fllosofia e Ciincias Humanas.

1. Sociologia da cultura. 2. Modemidade. 3. Rio de Janeiro (RJ) -Camaval. I. Ortlz,Renato,1947- II. Unlversldade Estadual de Campinas. Institute de Filosofia e Ciincias Humanas. Ill.Titulo.


Sou

Marly,

crat.o

pela

Esmeralda,

ao

maneira,

pacient.e

lado

Betaruo,

de

e

carinhosa~

JUnior,

Rosa

como

"

Lurdinha,

Silvana,

todos

sempre t.ao solicit.os no at.endiment.o aos meus pedidos. Est.endo mesmo agradeciment.o aos funcionitrios da Bibliot.eca e do CPD do JFCH.

o

Ao meu orient.ador, o Professor Renat.o Ortiz, quero ~radecer nao apenas pela leit.ura atenta do text.o e as sugestivas ind.icacOes feit.as ao lon:;o da confeccao dest.a dissert.ac3.o, mas sobretudo ao credito concedido a propost.a dest.e t.rabalho.

Agradeco t.ambem ao Professor Oct.avio Ianni pelo exemplar est.ilo, digno e vivaz, como exerce o oficio de soci6logo. E sem dUvida urn estimulo ao "novice"'. Aos amigos Wandencley Alves e Marcelo Carvalho devot.o profunda agradecimento pela pac1encia em discut.ir e revisar est.a dissert.ac3o e pela realizacii:o dos desenhos aqui apresent.ados. Nile s6 isso. A comunhao de princ1p~os e ideias t.em ajudado a t.racar o perfil da caminhada pe:rcor:rida e salva:r-me da solidao do pensament.o. Tania fico t.e devendo pela docura e at.enc;:a.o. Crisant.o, Crist.ina e Luis Fernando, pelos moment.os em Campinas.

pelo

aprec;:o.

Ag:radeco ao CNPq par t.er financiado est.a pesquisa. Apoio sem o qual pessoas como eu jamais poderiam dar cont.inuidade aos est.udos. As bases inst.it.ucionais ofa:recidas palo IFCH/Unicamp t.amb&m conco:rram na mesma di:ra.;:ao. Aqueles que est.iveram comigo t.odos os dias, diret..ament.e ou nao, est.e t.rabalho pert.ence t.ant.o quant..o a mim. Viveram-no nas minhas incert..ezas e a~onias; ofert.aram carinho~ afet..o e apoio. A paci9ncia e o :respeit.o demonst.rados inscrevem-se em cada uma das po3ginas aqui apresent.adas. Meus pais, i:rmas, sobrinhos ...obrigado!

-¡~'-'


SUMARIO

INTRODUCA0.•.....••....•................•..•.......01 Capitulo I 0 Carnaval na Metr6pole Moderna...•.. on05 1 -

0

2 -

A Cent.ralizac3o dos Fest.ejos na "Avenida"

PoliJD&nt.o da Folia

9 4 -

A Inst.it.ucionalizac.a.o do Carnaval-Espet..ilculo 0 Cort.ejo Operist.ico

Capi t.ulo II Desf'ile de Escola de Samba. ............. 56 1 -

Na Direcao do SubUbrio

2 - Escola, A ForJDalizaciio do Samba 3 -

A Conqui.st.a da "Avenida"

Cap.it.ulo III Um Event.o Cosmopolit.a..................102 1 2 -

Carnaval, Uma Festa Popular e Um Novo Centro: A Cidade a - Uma Imagem de Cart.ao Post.al 4 - 0 Teat.ro do Carnaval

Capit.ulo IV 0 1 -

Nacional

Supere:spet.ciculo.......•..•............146

Por Uma Imagem Brasileira

2 - A Cena Barroca Cap:it.ulo V As Ma.gicas Lu:zes do Samb6dromo ••••••••••• 196

1 2 -

A Privat.izacao do Popular A Fant.asia Concret.izada

DIGRESSA0••••••--······.................~ ••••••••••259

BIBLIOGRAFIA E FONTES•••••.•..•·-·······-·········262


INTRODUCAO

li t.erat.ura

A

fundamental

das

Benjamin<1991)

modernas

os

ingredient.es

modernizac8o

na

de

nUcleo

do

Muit.o

conhecer.

seminais

det.ect.am

infraest.rut.ural

na

cuja

ext.ens.fio

como

os

modes

capit.alist.a,

t.ais

de

o

dado

de

as

vaza

grandes

das

viver,

sent.ir

racional

cont.em

locais

dest.e

Simme1(1973),

social

secularizac8o

da

anot.ou

const.it.uic.So

''balbUrdia"

novas

JS.

vezes

met.r6polis

Trabalhos

Wirt.h(1973)

di versas

modernidade,

a

sociedades.

e

por

cidades

das

ci vilizat.6rio

conc;lomerado

cidades

pr-esenca

da

front.eiras

especializada

e

da

e

os

germes

de relacOes e processes que se t.em est.rut.urados em escala planet.3r-ia. As cidades met.r6poles concent.ram os t.Z'acos dessa at.ual

e

ao

mesmo

mercado

t-empo

mundial

pluralidade

const.it.uem

de

et.nica

e

social

met.ropoUt.anos aâ‚Ź:rilhoam

a

precedent.es largo

e

t.ern

consist.ido

humanidade

e

htst.6ricos.

alongado

do qual homens e

for- jou

inedit.as.

em

mais

dos

elos

at.ividades

em

uma

socializador

e

e

A

nllcleos

OS

socials mesma

exist.encia

civilizant.e

0

inst.it.ucionais

nada,

cent.ros

a

Delas

mat.erializar-se.

ar-t.ist.icas

de

port.ant.o

Sinalizam

irradiadores.

pOde

e

for-mac5es

Ant.es

suas

pr-ocesso

epicent.ros

part.iu

mercadorias

caract.er-ist.icas

de

seus

os

condic3.o

que

hoje

malha

sem

desse

espesso,

na

evolu~a.o

o

ambient.e

cont.ext.os

urbanos

global,

e

sociedades sao engendr-ados, cuja met.Mora

pollf&nico das mesma cidades. sent.ido,

Nesse modernos

exibe

es:s:encia

de

como

Marcu:s:/1991>.

0

a

crucial on de

lugares

apresent.a-se e

algo

densidade

a

sua

reflex3.o

sociol6gica,

encont.ro

0

idiossincrasia

desafio

grandes

dos

post.o

e

ent.re

a

saber, local

0

de

lidar-

com

as

inusit.ada

e

fundant.e<Peat.herst.one o

a

global

0

et.

alii/1991

realidades

dai

decorrent.es, ja que ::s:.a.o mar-cadas por- urn m.utantism.o que n8o as dissolve nas

clivagens

"massa"

ou

his1;,6ricas

ent.r-e

''pr-esent.e,''

"t.radicional"

e

cult.urais

simbiot.izam-se

com

os

t.ecno-administ.rat.lva, espet.acular

permut.a

e

,

"pret.9rit.o";

"rnoderno".

conf"ormam-se principios

desernpenho,

pela

exposic:3.o.

e

e

exigencia Tripe

Ist.o

nesse

do

"sistema

quant.o

ent.ronizado

1

porque

quadr-o

ef'iciencia

sobrevi vi!oncia nos espacos modernizados.

''erud.it.o",

e

a como

as

''popular''

de

part.icularidades

social

globalizado.

Ai

racionalidade

mundial" a

e

16gica

da

perfomance

capacidade

de

mobilida.de,

decisive

e

f'undant.e

da


Dent.ro est.udado

dos

limit.es

quant.o

do

com

novos

cont.ribuir

alcance

moderno. Sobret.udo o

espaco

int.ricament.os

est.e

f"loresciment.o

compreender do

Rio

o

especi:ficidade

est.a

de

ocorre

como

Janeiro

o

Para

processo

ist.o

a

de

relat.iva

a

at.ent.a-se

t.ranslocalizados,

agem

e

a

Cumplicidade revelada na imagem que ilust.ra a Samba

do

uma

em

uma

at.ividades.

M.orro

do

Pao-de-Acucar,

cont.emp.lar- a

urn

sorriso

f"achada do Samb6dr-omo e

def"inic8o

Rio de

do

janeiro.

capa da Revist.a Abre- Alas, Rio

que

as

o

cont.ext.o

de

Janeiro,

em 1995. Os

sinais da imagem exibem urn sol como que erguendo-se por sobre a do

malha

como

no

na.

do

crescent.e

a

e

Cidade do

cidade

aut.onomia

maneira

decisivament.e

nexo genero Des:file-Espet.iaculo de Carnaval e

procura

ci vilizador

de

int.ernaliza

f"unc5es

objet.o

peculiar-idade de

t.erreno

s6cio-cu1t.ural

int.erpenet.rac8o

publicada pela Liga das Escolas de

no

do

dissert.acao

alongado

modo

pluralidade

a

int.erdepend@.ncia e

pela

t.rabalho,

sobre

relacionament.os.

ent.re

confront.o de

cujo

s6cio-g-eograf"ico de

dest.e

dados

Procura-se

abrangent.e

t.ant.o

t.rajet.o analit.ico t.ent.a r-ast.rear- a

uma cult.ura popularmet.r6pole.

impost.os

cobre

de

luz

a

silhuet.a

cidade,

ao

pedras: port.uguesas do calcadao

de Copacabana, sob as quais chovem coloridas serpent.inas e conf"et.es. Diria que, as :forcas ilust.radas nest.a imagem e a

legit.imidade

chegada

dest.e

cult.urais

exercicio

social

com

do

urbana.

compreensao

a

ent.ret.eniment.o, do

ilust.rar

f"ormadoras

realidade t.omar

de

conjunt.o isso,

a

t.oda

uma

int.elect.ual. ref"erido

Ja

que

nexo,

Just.if"ica-se da

e

sociedade,

o

no

sao

o

seu

de at.ividades

ident.if"icar

a

socials

singularidade

como

as

hlst.oricament.e mesmo

ao

bern

como o

e

pr.3t.icas

sociol6gico

Desf"ile,

esse

part.ida

const.it.ut.ivas

maneira de uma lent.e capaz de f'acult.ar

complexo

de

aport.e,

t.ambem

do

prOpria imagem,

pont.o

empreendiment.o

especializacao

a

da se

de

conheciment.o

det.erminado.

conglomerado

E se

deixa apreender- e sent.ir enquant.o realidade plausivel e passive!. Tl'MA E PROBLEMATICA '

Em Janeiro,

a

sua

t.ese

sobre

ant.r-op6loga

o

Desf"ile

Mar-ia Laur-a

das

Escolas

Viveir-os

urn out.ro vies para os est.udos t.emat.izando a JUio

o

vinculado

as

dist.inc5es

ent.re

os

2

de

de

Samba

Cast.r-o

do

Cavalcant.i

Rio

de

pr-opOe

cult.ura popular urbana, que

gr-upos

socials

e

os

niveis

de


cult.urai.

A seu ver, rituals da macntt.ude do Carnaval carioca devem ser

est.udados ge:radas

levando-se

e

em

na

ambient.adas

mediacOes

0

grande

cidade.

das

pr-.Stt.icas

e-xt.ensa

mais

conceit.uac.i.o

as

cont.a

as

ent.:re

que

de

het.erogeneidades

ant.emiio

cult.ur-a

da

uma

suc;ere

cit.a.dina

popular

cont.empor8nea. Em raz§.o de t.essit.ura do

Desf"ile

central t.ensa a

de

e

relac;.:Oes

premissa,

coligadas

Escolas

das

do

t.al

de o

cort.ejo

est.abelecida,

enredo

marcada

seu

pela

t.rajet.o

forma

Pois.

Samba".

fundament.al

dinamica

o

"est.et.ica

argument.a,

anuabnent.e

dist.o

e

a

cult.ural partir

precisa

da

uma

reciprocidade.

chama

que

e

renovado

pela repuls:a

desvenda uma

analit.ico

intriga

negociac;.:Zto Encont.ra

urbana

"pot.lach

de

ai

cont.emporaneo''(1993),.

Cavalcant.i, cultura

no

que

popular o

met.r6pole.

Cont.udo

fest.ejo

fat.ores

t.ange

urbana,

espet.aculo

do

dest.a

propost.a

A

seja

a

aut.ora

cidade,

t.ribut..Qr.ia

seu

o

de

cat.egorizaca.o

reconheciment.o

de

est.ar

para

o

est.udo

do

ritual

respeit.o

permanecem

at.uant.es

premissa

da

post.ulado

silencia a

e,

ist.o

s6cio-hist6ricos

ao

quant.o

privilegiado

locus

na

pesquisa

para

a

em

prOpria

da

suspenso

em

uma

formalizaca.o condic;Oes

as

conformac3o

da

I orma

na

sit.uado

de

inst.it.ucional

e da

Fest.a-Espet.aculo carioca. lmediat..ament.e Quais pelos

condicionant.es sinais

de

diant.eira ent.re as medida o

part.icipam

plat.S.ias? pr3t.ic.as

Por

acompanham

format.ac3o

da

"Opera-bale"

uma

de

ent.ret.enimento

indagac;.:Oes

algumas

que

do

deambulant.e est.e

e

o

nexo entre o

const.at.ac;.:ao. emblemat.izado vistas

com

format.o

de

desfile

na

Janeiro propicia a

modalldade espet.acular de part.icipac;:3o fest.iva? dissert.ac;:8o

cort.ejo,

carnavalescas organizadas

cont.ext.o urbano do Rio de

tal

ao

t.oma

cidade? Em

a

que

consagracao dessa

Com efeit.o,

o

t.ema dest.a

g:&nero Desfile de Carnaval e

a

cidade onde

aparece e se tern desenvolvido. Logo,

0

espet.3q_ulo

det.erminado

observado dissert.~:.o

alcanc;:ada

se

por

gira est.a

em

da

rea.lizado

alga

pill>lico<Pavis/1987),

t.orno

r-ealidade

significa

a

problentat.ica

inst.i t.ucionallzacao

da

Fest.a-Espet..Qculo,

um ai.gni.fi.ca.t.i.vo con junto f. A a.ut.orc di.c.l.oga. com popul.a.r eda.e Eecol.c.squa.i.a o t.coma. d:c. c;:ul.Lur-a. de vista. dos confti.toe pel.o ponto ou resolve-a• Quei.roz/J.992> ou sob Rodri.gues/i9?8 exemplo, s6ci.o-ra.ci.a.i.a(consu U.or Rodri.gue-e/i984>.

3

ond&

""

de 0

para

e

se.-

dest.a

legi t.imidade

simbiot.izarn-se

i.nL6rpretea, Sc.mba., om

entre pri.sma.

a 0&

pa.rli.cul.a.r, clc~ses<ver, por

doe

confrontos


f'"est.a

e

popular

cult.urai:s:

a

16gica

sociedades

nas

da

exibic.i.o,

modernas<ver

a

nodal

e

produc.iio

Benjamin/1975).

ao

Analise

essa

est.at.uida do Carnaval-Espet..ciculo carioca, com primazia sabre vi~encia,

acOes humanas nos seus Umit.es de fat.o

configurado

cult. ural

cosmos

no

a

ent.endendo-a

simb6Uco

e

consume ordem

campo das

0

maneira de urn

inst.it.ucional

da

modernidade. analise

A

ao

experiencia, est.ilos

de

do

longo

dest.e

feit.a,

s6cu1o,

deslanchar-

do

processo

das

principais

civilizador

a

assim, a

uma sociedade que

de

capit.alist.a,

moderno,

dos

seus

modes

conjunt.ament.e

not.adament.e

indUst.riais

agencias

luz

reorganizacao

com modernizacao

vida,

suas

e

genera

ap6s

cult.urais,

o

com

o

advent.o

comercio

0

e

de

lazer e de t.urismo e o mercado ampllado de bens: simb61icos<Ort.iz/1991). objet.o

0

especializadas,

ent.idades

a

t.radicSo<pressupost.o

de

cidade,

not..abilizada

pelo

formal

das

laicas.

Poder-se-ia

a

limit.ac;:ao

dizer,

a

do

das

sant..ido

de

concurso

fest.ivo

Des:Cile-Espet.ciculo

o

met.ade

s6culo

XIX,

variac;:Oes)

est..6t..ico,

apresent.ac;:5es

suas

modalidade

saber

segW'lda

na

ainda

Iniciado

e

quest.ao

em

anuais,

respeit.o

do

Car-naval .

at.ualment.e

na

popular do

plat.6ias

a

uma

compreende

caract.erizador

volt.adas:

2

de

cult.ura

da

ent.re

conjunt.o amplas

consagrado

e

Desfile

das Escolas de Samba, que consist.e em wn subgenera daquele genera maior. 0

t.ermo

regras

genera

que

6

empregado

ÂŁormalizam,

recepc;:ilo e

as

Desfile.

ÂŁinalidade

A

significacional aqui

ut.ilizado

codificar,

as

a

urn

conjunt.o

expect.at.ivas

com

a

a

audi&ncia.

maneira

int.en;:ao

de

Nesse

Jesus

ent.re

o

16gicas

e

mat.erialidade do a

est.abilidade do

conceit.o

de

ou

de

emissor

dent.ro

Mart.in-Barbeiro,

as

ent.re

sent.ido,

sist.errtat.ico

for jar

de

expressivo-comunicat.ivo>

at.o

0

a

corresponde

mediae; Be

d ..

forum

relaca.o

circunscrevem na t.ext.ualidade expressa, a

par-a

necessaria

ao

em

seja,

cont.rat.o genera

consist.e

da

producao

de

explanac;:3.o

e

e no da

circulacao/consumo(1987:239-42). Em

vis:t.a

privilegia

a

prop6sit.o

da

sint.et.iza

zPara.

as

disso,

a

hist.oricizaca.o anAlise,

o{l'ca.o do

genera

int.roduzo

t.ransf'"ormac;:Oes

met.odol6gica

a

em

um

cat.egoria

est.rut.uradas

em

de.!!lti.le eer& Q pa.la.vra. o g&nero, dvs1.gnar &mpr&go do mesmo di.f~n¡enci.6.-Lo do objelivo 8 ou um reepecti.vo espeeU'ieasa.preaent.o.Cl!oee serao gri.fa.dcs em a.no. Ta.mb8m delermi.na.do pa.rli.ci.pa.nlea do evento.

perf'"tl de

alongado.

do

t..ema

Para

espetacular-izac;;llo.

t.orno

da

org-anizaci\o

gri.fa.da. em termo eortejo, ca.i.xa.-a.Lt.a.

ca.i.xa.-a.tta..

est.e Ela das 0

deP"'ominar rea.Li.zo.do em as ent.i.da.des


pr3:ticas

carnavalescas

est.&t.icas. longos aut.or-~

e

est..r-ut.urados

pela

cujo

sociedade.

Nest.a

e

E

dos

ac8o

plasma

deflnida

moderat;:So

de

a

vaza

impulses,

poliment.o dos at.os e

ent.:r-e

det.erminados

de

uma

os

preponderant.e

sob:r-e

os

est.e

est.:r-ut.ur-adas~

relacionament.os individual

societ.aria

t..endo

aos

t'l'uic.ยงo

Para

planes

economia

e-

Elias

combinat;:Oes

de

r-acionalizacao~

de

f'at.or

Nor-ber-t.

simult.aneament.e

rot.inizaca.o

modalidades

exibicAo

da

civilizadores"(199S:26S).

civilizado:r-es

int.e:r-depend.S.ncia

raio

principia

concepc.ao de

"pl"ocessos

t.r-at.am-se os processes

humanos,

pelo

A cat.egol'ia basea-se na

const.it.uidas

da

nort.eadas

por

diversos

e

geral.

t'oco modos

a de

expressOes humanas, marcant.e do ajust.e das part.es

na t.ot.alidade ci vilizada. A vel'i:ficar sonoras

part.ir a

desse

seguint.e

encontradas

r-efe:r-encial,

hip6t.ese: no

a

De.sfile

o

objet.ivo

mater-ializaclio de

Carnaual

dest.a em

dissert.acao

forma:s:

carioca

vi:s:uais

sinaliza,

e e

como

expres.slio, uma das faces tomada.s pela expan:s:lio do proce.sso ciuilizador moderno.

5


1.

0 CARNAVAL NA METR6POLE MODERNA

Enl<io

n5.¢

el vil~zg.cQ.o

noe

cleeenvolver

•m

em f a.z

mo.\. a

qu•

aeneacO.a •.. nQdQ de&aa. di.ve(&i.dode,

......

..

~.

E

mui.lo

volUpi.o

~-­

provO. vel

A c~vi.LLza.cao dl.verei.dco.de da.e

a.doCa.? nbe a.

-

que

doaon¥o~,.;.,..onh•

0

homem

o;1ea.be

jci

l&lo Doeloi.8vslci.

OGJ a.Li..•no.doe fora.m a.Loja.doe por cl~eee, No.eho.do de Aaai.a

oa ma.i.s a.jui.z~a. n6&, Lemos To..tos uma no mi.olo doi.di.c• 0 rei.na.d.o corrermoa exi.bt-\.o. 0 oem rl.eco do p=o hoeptei.o ou pCU'a. • . . poU.cla.

dose

""

Fon-FonU.?-02-:1.9!2)

6

do folia. 0


Procuro

experienciado

XIX

at.e

par

dest.e

urn

Rio

de

de

descrever

expOem

d9cada

vint.e

do

cot.idiano

e

com

:r-ealizado.

A

nossa prospost.a e

at.ual.

desde o

do

de

final

valores do

agudas

folg-uedo

dos

s9culo

em

seu

carnavalesco

nele

evidenciar quais elementos mediados nesse

as

que

analisar alguns

t.rans:formacOes

conseqtiencias na nat.ur-eza

possibili t.am

e

deslocament.o

0

Janeiro que conhece

a

cont.ext.o

capi t.ulo

r-elacionados~

quando

que,

iat.os

lo~o

ao

iniciat.ivas

modernizant.es

do

periodo

enformern as prS.t.icas carnavalescas, :r-es:s:ignificando-as.

:r-eicao espet.acular do

niicleo da preocupac.Bo est.a. na origem da

0

e:

genera Desfile de Carnaval. A pergunt.a que se quer responder suas

mat.:r-izes

folia cal"ioca, forma

s:6cio-cult.uroais?

t.arnpouco desc:roever o

des:flle; averigUo

consolidac.Bo

dest.e

int.erior

fest.ejo,

do

Escolas

de

se

N.8.o

modele

Samba,

e

que

urn a

foment.ando

cuja

:r-az.Bo

cont.a:r-

a

as

hist.6ria

da

longo percurso do desenvolviment.o da

condio;:Oes:

quais

pret.ende

quais

formals

genera

e

especifico

const.it.uic3o

principal

sociol6gicas

de

de

de

vicejarn

prest.igio

ent.idades

e

exist.ir

a

no

as

como

part.icipar

dos

concu:r-sos fest.ivos. 0

POLIMENTO DA FOLIA

Quem primeiro chamou a at.enc.Bo para a t.rans:formacOes est.et.icas e com

o

st:kulo

advent.o XIX,

nos serve

aqui

urbanizac3.o

da

f"oi

Maria de

formais

Isaura

conex.Bo exist.ent.e ent.re as

pelas quais passa o

mais

Pereira

3.vida de

cidade,

da

Carnaval desde

Queiroz<1992).

carioca

meados

do

sensibilidade

Sua

no t.rat.o com algumas: int.er-pr-ot.;;ao;:Oes sobr-o o

bUssola~

f"est.ejo nes:s.e periodo. Par-a Queir-oz, as modifica.;:3es: no Ca:r-naval devem-se especiabnont.o a

det.erminadas:

de

urn

n.a

janeiro concent.rava na sif;nif"icat.i vo

const.it.uiam sec;ment.o

export.acao.

mercado

Ult.imas

As: da

lavoura

si.m&~ont1P8") von por arat.o. e• •xpa.nd• ca.rno.vo.l em bri.ncar o ClCOlhi.do.e • •ra.m

e

or-gani!Zac;:&o da

consumidor

Uberais. que

result.ant.es:

cafeeira

no

Vale

do do

como, Cl. pCLrLi.r o.veri.gua. • eondi.ei.onCI. CL r•gi.® eonaonCinci.CL Qa modaa que eti.le, ••tor••

••

7

Ambos

ajudou

at.i viclades

ligados

ainda

cidado

0

Rio

alt.a buroc:racia do Est.ado imperial

p:r-ofissionais

de

comerciant.es

de

est.r-ut.ur-a

&poca a

nUmero

import.ant.e

principalment..e

•olga.

de:flni.;:Oas:

a

de

ciclo Paralba

da

e

segment.os

enriquecer

o

import.ao;:a.o

e

mine:r-acliio

e

Fluminense ,

que

do. Corl• i.mp•ri.o.l, o di.suaemi.no.cao eM a•li.los da. Europa. ch•go.va.m a.o Ri.o como parle do mode to


vivia sua fase dessa

para o

p~oducao

basea-se

0

porto

me~cado

para

econOmico

Queiroz

exe:r-ce

a

desest.abilizando

ent..i.o

Ul"banos

aos

o

principal escoadouro

moldes

s:eja,

em

est.rat.if1cac.Ao de

e

novas

socioeconOmica

Paris, em

o

oposic3.o

busca

uma

de

maior

Os

de

0

a

nos

vida e

set.ores

queriam

modo

cena.

cosmopoli t.as,

consagram-se

onde

ao

a

ident.i:ficada

nort.e-ocident.ais. espelho

fat.or-

hie~arquizac.So

mais

colonial

Paulat.inament.e,

cujo

agent.es

vent.os

aos

eUl"opeus

social,

p:r-ot.agonist.a na

t.:r-azendo

cidade

vigent.es.

"civilizados"

Ou

subalt.ernas:.

papel

a

est.:r-ut.ura

p:r-ocuram em Londres

homogeneament.e

o

da

sociais,

abriu

modos pr-ovincianos ainda

elit.e

ent.ao

exLe~no.

acelerar

classes

consider-a~

cont.ext.o ~

no

desde

e/ou

camadas

est.ilos

carioca era

caract.erizacao do Rio de Janeir-o enquant.o uma sociedade urbana

A

das

Aurea.

enxergar

se

ser

camadas

das

uniformidade

de

de

classe.

inicia-se a het.erogeneidade da sociedade em seu conjunt.o.

Carnaval,

diz,

que

assume

urn

fora

hie:r-ar-quizac.i.o de

social. s:e

espraia

por

simult.aneament.e bailes:

de

as

demais:; a

do

inst.ant.e t.oda

mais

"polida"Cidem:50-3).

privilegiado

simb6lica

comuntdo

Nest.e

f"eic.i.o

moment.o

classe dorninant.e e

mit.o

as met.amorfoses observadas no

es:t.a s:it.uac8o, Queiroz at.ribui

A

dos

t.At.icas

das

de

part.icipar

carnaval

engendrasse

o

de

t.ambem

modele

Rio

a

rnilscaras:(t.:r-aduzindo

dist.incao

es:t.rat.if"icacao social assume

modos:

Europa,

de

f'olia

at.ingindo

folia,

da

aparencia

a

consolidado

e

Lisboa

o

conhecia.

as

bailes

0

na

a

es:t.ilo

de

brincar-

at.o de barbhie e policial e e

o

anos

dimens3es:

de

Queir-oz

1940,

passa

relegados

a

a

ao

ent.:r-udo,

classes nos

jornais

const.at.a

que,

ent.re

o

desmembra

a

cl;l.va,;em Donrlnan.t.e

denominar

rnar-ginalidade,

os

os:

cena

fest.ejos

memb:r-os:

da

e

que

o

e

It.a.J.ia

Port.o

nos

e

nos

desf'iles

de

f"orma de fat.o agora

como

perseguic3o

S.poca(Clement.ina/mimeo

folia

do

seculo

carioca

:f'olsuedo,

comemorados das

do

:r-est.a a

final do

de

equalizacao

ident.ificado

popular-as,

aspect.o

mat.erializava-se

venezianos)

veiculado

uma

.assimltt.r-icas:.

Carnaval"

car-naval;

selvager-ia das

preconceit.o

Per-ei:r-a./1992).

aos

o

a

Franca

Cidade

nos

ent.re

ainda

de

p:r-est.it.os(grandes carros aleg-6:r-icos). ImpOe-se es:t.a como a civilizada

folguedo~

0

classes:

palos

0

pas:sado em

duas

''Grande bu:r-gueses;

des:f"avorecidas

au

t.or-naram-se me:r-os espect.ado:r-es do brinquedo dos ricos ou "resist.iram" no chamado ..Pequeno Car-naval"',

H3. na aborda~em da aut.ora o

merit.o de correlacionar as mudancas

no Carnaval com as reo:r-ient.acc5es rnais: gerais: em cur-so na vida do Rio de

8


Janeiro e dos

mesmo do pais, naquele periodo. Perspect.iva em pai"t.e cont.rar.ia

hist.oriadores 1

acont.eciment.os ant.eparo

como

re:flexos

1ocais(1993:23).

Torna-se

per:iodo

out.ro

sabre

cont.ext.o

brasilianist.a

conc:ret.a

numa

a.scendent.e

o

como

brasileiro,

bur~uits-capit.alist.a.

t.ransformac.Bo

eixo,

a

meio

Est.a

se

par-que

exe:r-cendo

a

no

de

ana..u.se a

de

plano

s:obr-e

urn

da

do

escalada

urobanas

hegemonia

f"osse

t.ais

despr-ovida

det.ect.a

szociais

da

v&em

socioeconOmicas

colo car

ral.ac;:Oes

d.as

:repr-oduc8o da mat.er-ialidade, f"osse

condic;:Oes

Queiroz

ascend~ncia

a

neo-colonial,

das

pr-incipalment.e

complexo

em

post.ur.a

uma

passive!

universe

do

de

que

Nedell 1

Jet"f"rey

o

pacfroii.o

p:roduc;:ao

e

no hesit.ant.e esfo:r-c;:o de mode:r-nizacao,

vislumbrado na expans.8o da base indust.rial e

de conformac;:So cent.ralizada

do poder em um laico Est.ado nacional, inspir-ado no modele euroopeu. obst.ant.e a

N3.o

desdob:rament.os superest.ima disjunt;:So,

da

propost.a de Queiroz deixa de ident.ificar quais os

conex5o

ent.re

polaridade

a

que

deixa

de

"Pequeno"

urbandzacao

popular ser

versus

analit.ica

carnavais.

e

carnaval

burguits,

ao

evidenciada

t.o:rnar-se

de

empirica,

e

t.end~ncia

r-ecor-r-ent.e ent.re muit.os dos int.&rpret.es desse periodo da

que,

maneira,

na

ent.re

"Grande"

0

cert.a

quando

:repet.e

a

vida

carioca, de t..oma-lo como mer-a ciclo, moment.o aquele quando as fracOes de classe

dominant.e,

Encilhament.o, nos

endinheradas

levaram-se

t.r6picos".

Alucinacao

e

popul.ares

classes

pelo

com

deliria

o de

responsilvel

e

f"aze:r pelo

element.os

seus

caf"e

a

do

especulacao

Rio

expurgo

simb6licos>

do

"civilizat;:ilo

uma

e

repressiio

ent.a.o

vist..os

das como

expressOes da b.ar-bWia<Velloso/1997 e Needell/1993). Os fest.ejos se

que:r

evidenciar

elit.is:t.a<volt.ada ainda

cidade, M.

para

ent.re

demonst.ra, carnaval

par

popular

e

a

dur-ant.e Cont.udo

da

"higienizador

dominacao

do

e

sido

Seu

com

virada do

concepc8o

de

Queiroz,

Mo

apont.a

part.icipac.S.o

popular

civilizant.e••

cerceament.o

dos

por

qual

no

cot.id.iana

da

Leonar-do Affonso

de

das

:raspait.o

XIX

para o

XX,

dissolul;O.i.o

do

persecuido~

a da

a

n.3o

a

nat.ureza

f'olguedo.

lit.erat.os

part.e

vida

seculo

emboz-a

a

sobre

mas

da

Apenas

epoca,

eli'tes

quando

modern! dade

de

hist.o:riogrilflco

na

periodo,

a

af"ricana.

carnaval

esse

recor:rent.e

enclave

urn

europeus) est.udo

'

objet.o

urn

ent.re

colonial lusa e

&Memplo.

refut.ando

t.ransf"or-mac&o

cheque

cost.umes

as

lit.erat.ura

t.ransf"ormacao. apelo

est.e

paisa~em

uma

Per-ei:r-a(1993),

relac;ao

carnavalescos t.em

da

sua

aludida

ident.ifica

no

e:xpressa.o

da

as

populac:Oes

subalt.er-nas. Nesse

sent.ido,

seu

ar-gument.o

9

desllza

~a

uma

cont.:r-ad.ic3o


int.erna.

Pais

a

maneira poderosos~

imposicOes dos habit.o)

oriundo

agonist.icos e condut.a

dos

compromat.idos

Ou seja, t.ao

populal'es

do

lugaz-

em

soment.e

a

ent.rudo, de

perspect.iva

qua.lquer-

de

procuravam arnalgamar ao sent.iment.o de povo o da

fest.a

Logo,

passava

pa%'a

pelo

crivo

ordenador

dos

reit.eracao

do

defensiva.

imperio.s:idade E

conf"ig-ura

se

modernizant.e,

inst.rument.o

est.imulado

civilizat.6rio

republicano,

quando

ideal de nac;:ao, o

res;-at.e

da

de

a

0

est.ou

que

int.er-pret.es

do

cont.role,

mesmo

Ha

argument.os.

neles

int.rinsecament.e elit.es.

Ao

polaridade. ent.re

t.endo

vist.a

e

surgiment.o dos Ranchos e se

esse

mesmo

dimensOes

da

vida

de

como

Rio

de

conjun:t.o. mani:f"ast.a

Logo, no

a

adiant.e

se

desses seus

sociol6gicas

o

burgues

das

e

mat.izar

t.al

as

mediac5es para

cruciais

a

de

pont.o

a

o

da

cidade

composicOes

da

de

de

observMcia

sabre da

cidade,

a

Maria

uma

Isaura

e

a

grupos

P.

pa:l'ece-me

Queiroz

de

do .e:spa~;o urbane do

t.ot.alidade

est.rut.ura

ambigUidade

10

grupos

com out.ros

s6cio-hi:st.6rica.

por um proce:s::s:o modernizante

import.ant.es

diversas

comunicat;:Qo.

luz da redefinir;S.o vist.a

0

papel

0

nas

dos

das

sobre

local

reconsiderar

relacionament.os

ideia

resson&ncia

sociedade

port.ant.o

os seus

carioca

da

f"oram

observa

na

no nuanc;ar

a

Car-naval

versus

veremos

int.erpret.es

ret.enho

est.a at.ravessada

conseqUencias

que

nor-t.eia

nat.urezas

duas

carnavais

inevi t.avel

colet.iva e

do

que

capit.ulo

ocorridas

Carnaval

Janeiro,

Tot.alidade de

o

do

apresent.ac8o

dest.e

e, pr-incipa.lment.e, nos modos de expr-ess.&o e

apreender

epoca.

da

camadas subalt.ernas

analit.ica

ci vilizac;:3o/modernizac;:iio

eieit.o,

a

dominado

objet.ivo

de

int.erf"erencia exercida sabre Com

uma

post.eriorment.e do Desfile das Escolas de Samba.

iolia, pela

desempenhado

de

jornais

repressao,

das

com

16g-ica

popular

o

mais

da

"poliment.o"

o

que

conjunt.o

t.ransformacOes

a

S

''Pequeno''

o

de

r-eac;8o

demonst.rar

afirrnac;:ao

a

disso

em

"Grande"

o

carioca

inconciliitveis:

cont.rilrio

pelos

No

Venoza.

violencia inscrit.a nest.e projet.o.

pret.endendo

Carnaval

europ9ia.

f"olia

expressive

algo

inclusive

passou considerar ''selvageria popular-''. A responderia negat.ivament.e

Ist.o

do

ai

Pereira,

de

a

int.elect.uais

carnavalesca dever-se-ia inspir-ar nos modelos de NioG, Rom.a e ent.ender

jogos

seus

OS

canones

ap6st.olos

OS

as

t.r-ansfor-rnacao

que,

regime

resist.ido

com

conservadora,

r-ecem-inst.alado

0

t.eriam

caract.erizou-se pela

ColOnia,

da

defende

com

classes

af"irrna ele,

most.ra-se

aut.or

0

as

t.empos

gl'ot.escos.

popuLar

porque

como

da

fri;il,

sociedade

cont.ida nesse cons:t.it.uir

a

porem

em

seu

moviment.o

lent.e

e

propicia


para

reconsiderar

o

papel

dessa

moderniz.ac§.o

sobre

relacionarnent.o ent.re os grupos no Rio de Janeiro, alguns

ajust.es

conceit.uais,

bases

para

a

os

modos

daquele moment.o.

exposic3o

e

a

de Faco

ana.J.ise

post.eriores. Ist.o porque se t.om.armos a socialment.e int.er-agir groupaie~

r-ealizada,

e

simbolizar mundo,

no

penumbra.

se

ent.relacam

experi9ncia

a

p:r-opost.as:

as

negligenciam

que

0

qual

para

noc.So de cult.ur-a como uma t.ot.alidade

de

urn

ant.eriores

direc;B:o

dados

uma

de

Civilizacao locais

empiricos

e

incipient.e

wna

Mas

aos

seus

principios

jil

pont.os

alguns

sao

na

f"en6menos

de Car-naval carioca

OS

quais

ser,

a

apont.ando mais

congregando

part.icularidades

racionalidade

ampla,

na

civitizat.6ria

circulaca.o,

de

f"azer,

configuracOes

ext.raordin.arios,

formacao

Moderna<Ort.iz/1991:245).

ou

mant.â‚Źtm

principalment.e

hist.6ricos:

de

grupo

ent.recruzament.os cult.urais acont.ecidos:, para os evidencia

modos

a

desernpenho

e

mat.er-ializados no dia a dia pela vigEmcia das suas inst.it.uir;Oes

parece-me ocorrida

dicot.omia

insat.islat.6l"'ia no

cerne

a

at.ribui-la modela

a

isso

Por-

da

maneira

como

embr-ia.o

concor:r-em cult.ural.

par-a

a

mont.agem

dos

ocorl'idos

e no

que

produ;;:ao

gl'andes est.eio

e

da

condiciona

as

o

Janeiro

Rio

de de

est.udada

como com

e

o

ntais

os

dos

Ou

melhor,

do

e

vinculados

de

Os

aos

a

p:rocesso

de

cult.urais

em

algumas

const.it.uic;8.o

est.a

a

quais

fat.ol'es

t.ot.alidade

da

do

manifest.aca.o

encont.l'os

met.ic:ulos:idade

:fluxes

est.rut.ura

sociol6gico

encont.rados

Carn.aval

e

8poca.

da

:r-efel'e-se

polidos

cidade.

gerada

formas

condicionant.es

capit.ulo

dest.e

agrupament.os

novas

''popular''

e

ressignificacao

fat.o

no

grande

rit.mq

social

de

p:ressupost.os

exarni~

propost.a

A

modalidades

ser

ent.endido

profunda

considerando

consume

a

''bur-guE!-s"

a

het.erogeneidade

complexes

aos

Carnaval

just.arn.ent.e

ela

a

rnodernidade

Carn.aval-Espet..&culo Requer-

carnavalesca.

novas

problem.at.ica

A

p:r-St.icas

de

de

ent.re

cornpr-eender

cult.urais:,

s:ur-giment.o na cidade esse

para

fest.a

cont.at.os

os

t.e6rica

do

carioca.

t.ot.a.lida.de.

Jl!r.

espet.acularoizant.e

det.onado. De 0

inicio,

principia

social

em

recor-ro

de i#oda a "formar

o

a

uma id9ia de

argument.a;:ao. cent.ro

de

modelos para out.ras classes e acei t.os

par

especial de comet.ida

a

elas,

j2.

urn

pressupOe

de

criar

Not.a ele

que

processo

e,

Elias a

wna

s:i t.uac8.o em

modelos

11

virt.ude

dest.a

e

a

de

detinear

wna

f"orma,

classe

ÂŁornecer

sejam dif'undidos e

social da

visando

acao

de que est.es modelos

sociedade como urn t.odo, funcao

Norbert.

e

qual

out.ro

uma a

urn

est.rut.ura circulo

difundi-lo

e e


assimiJa-los"<1990:124>.

carnavale:s:cos

europeus

aspirac.i.o

da

ocident.al,

apesar

das

cons:ist.iu

t.ambem

em

sob

burguesia

valores,

part.icipacOes

na

nat.iva

urn

a:s:pect.os

de

em

na

sua

modernizant.e

folia

diant.e

carioca

e

iria

na

cujos

respost.a

e

cidade as

ao

desaf"io

precis:ava

pes:soas

do

s:er

seu

post.o

por

cont.rolada,

uma nova hierarquia est.Hos

OS

mesma

com

ex-escravos~

"pacificada"(a Abolic;.§o dos

imensa

desde

at.e

circulo

uma

seu

das

populac8o

prOprio

das

as

Por9m

de:s:dobrament.os

e

que

t.ambem

chegava

relacionament.o

demais:

par exemplo,

das

sociabilidades.

A pos:t.ura de segment.os da burguesia funciona como press.i.o mas uma

a

civilizada

:s:ociedade.

classificar

t.ot.alidade

Sig-nificou

humanidade

da

pre:s:ent.es

element.o:s:

dos

converÂŁ'ent.e:s:.

compart.ilhar

esforco

ado~;ao

a

funcionaram como paramet.ros a

dali

que

doi:s

defici9ncias

engendraram pr3t.icas e de

t.omar

vero:s::s:imel

De:s:t.e

esferas,

t.o:rnar3.

o

a

com

enf'im,

negro

urn

personagem jit ruio mais escamot.eitvel socialment.e). Ironicament.e,

que

aut.ocont.role

t.eve

principabnent.e

no

erguidos

o

pacat.o t.erreno

para

e

cont.role de

se

que

para

aos

aos

apreens:ao das imagens:<visuais e segrnent.a a porque

os

encadeament.o

"ignalac;3o"

e

ambigUo,

circulam,

moldado

"diferenciacÂŁio",

da

pUblico,

lst.o

o

rit.mo

semeou

E

localizado urn

s6

o na

t.ernpo

int.ernaliza em urn jogo de equilibrios, at.raem

procuram dele ext.rair st.at.us e

os assimilam e urn

legi t.imados

monarquia.

e

mundanos

abandonavam

prest.igio

maier

at.it.udes

e

de dist.inca.o social), que a

sociedade mas t.ambem a modelos

pUblicos

que a

suas

urn

''civilizadas''.

espac;os

durant.e

do

nas

como

populac;Oes,

t.orno

dominant.es

visualiz3.vel agora

vigent.e

ern

classes

das

novas

dessas

lares

disput.a

a

t.ornar

t.angia

convivio

recolhido

exi.giu

definidas

manifest.ac;a.o,

de

formas

o

a

do

urn

s6

out.ros ascens&.o t.empo

decorre

qual

agent.es

quais

social. Sobressai

pelo

urn

os

principia

especifico

da

c6digo

de. prest.igio social, por&m prenha das mat.rizas que o modalou.

Herscham e

Lerner(1993~,

est.udando a

difus3.o dos esport.es

ent.re

os segment.os de elit.e no periodo da Belle Epoque carioca, const.at.am que a

import.ac;..io

I"el.at.i vo

a

sensualidade

das

pr3.t.icas

nos

espacos

se deu., exemplif"icam,

Tais

fat.ores

especif'ica e

dos

economia

o

inglesas

impulses,

concent.I"ando

inst.it.ucionalizados

do

apareciment.o dos clubes

int.erferiram no

sobret.udo

delineament.o

no de

desenvolviment.o um

novo

perfil

port.e at.ltit.ico significa ent.Jio saUde moral e

1Z

obedecia

a

a

jogo

e

urn

violencia do

de

:f"isica -

uma bela:z:a: o

e

laze%'.

de regat.a e

de

empenho

de

esfera o

a

Assim

fut.ebol.

lU.dica

exuberant.e

sport.man. Condiz


t.amb&m com uma vis8o

as

ext.r-apola

front.eil"'as

sociabilidade

dos

ressignificacao,

as

ident.if"icado Os

regras desde

dos

pais

coloniais bebida,

seculo

et.ica

c6digos

brigas

pro3t.icas

Na

mesma

XIX,

exult.ando

de e

a

definindo-a

processes

e

ImpE!r>io

feit.a

na

alva

de

aos

modelos sabre

coercivament.e

nos

aos

cost.urnes modo,

ent.rudo

caem

a

em

implicariam

"progresso"(ldem:64).

Est.ados

feit.o

Unidos

e

nit.idez

quase

Eur>opa

mode los

de

populacao,

da

ociosos,

inspiracao

int.ervenc;:Oes

formacao vi~iados

''desvios"

OS

paradigma

moderno

e

de

e

como

Dest.e

disciplinant.es

as

no:rmat.ivos

ao

e

cidade

da

moder•adas

civilizant.e.

ganhavam

familia

at.aques,

at.it.udes

pe:rs.eguic6es.

urn

medidas

cot.idiano

do

porem,

37).

ident.ificados

cidade

t.r•abalhador-es

empenham-se no int.uit.o de orient.ar- a combinadas

agol"'a,

t.omada

obst.3culos

similares

A

fora

e

juridicas

ent.re

de

r>egener•ador·

enquant.o

anormalidadeCMat.t.os/1992:19). do

adocao

no

na

int.rigant.o

urna

conjunt.o de

carnavalesco

verdadeiros

medicas

classif"icacOes

jogo

p:r-ojet.o

r-ep:r-e-ssa.o,

de

a

populares

desenvolveu-se

o

comparecer

produt.ivist.a

o

o

para

f"ut..c;:.bol

0

incorporado

disciplinant.e

r-ec:riminacao

galo

"at.rasadas",

simult.aneamente

e

a

cost.umes

segundo

direc;:ao,

esquema

passam

alva de

porque,

em

padr-ao

que

Os

t.or-nam-se

desgraca,

e

e

conhecendo

chamam at.encao

purit.ana

socials.

as

pl"'i vilegiadas

populares, o

R-lo.pid&UTtent.c;:.

pr3t.icas lUdicas do homem do povo<Idem:15 a

do

A

camadas

mant.em

mesmos aut.ores

fim

comedidas.

das

set.ores

socializadoras 0

ur-b.:.;ano-i:n.dus;t.rial.

cont.ext.o

no

m.ilquina,

a

corporeidade dbail, no eent.ido de;:. g.:f'"iaic;:.nt.c;:. oo.rno

da

pat.riarcal

e

medica

de

nllcleos

pelo

Est.ado

pedag6g-ica mais

f"amiliares legal,

e

pr-at.icos

he:rdada

at.uando

marais

dos

ind.ividuos(Mur-icy/1999). Est.es funcion.a.:ram -eo:rno do

cor-po

e

discu:rsos

mesmos supor-t.&

t.empo.

do

id.o.ol6gico

Resist.iz-

e

'

pat.ol6~ico.

individuo(Salvat.ore/1992).

e

passam

a

~ient.i:ficas

Sevcenko, civiliza.;:8.o

a

est.ar

A

a

ins:t.aladas

na

maneira

abrupt.a

ur-bana

e

vezes aut.orit.iu-ias e

a

do

como

capit.alist.a

violent.as,

pat.olo~ia

se

obst.acularizar(1983:26 e seg-s).

13

regener-at.iva

das

procurou

int.egrar

a

t.udo

aut.oridades

lembra

na

quant.o

do

am~amadas

sao

p:r.9.t.icas

uso

padr3es

vist.a

de

Como

em relaca.o

dos

moral

a

"nuill"

0

est.at.al.

r-ecorreu

ou

dent.r-o

pont.o

juridicos,

aos

"bom"

int.er-pr-ot..::..;:Oo5r

int.er-vencao

burocracia

o

p:rodut.iva,

ident.ificado

e

ali ados

quali:f'icar-

no~~;~~:~,;uo~

pobreza

sujei t.as:

par-a

at.ividade

a

domin.oa:n.t.e5r, .adquir-o depreciat.ivo

medicos,

a

Nicolau

cidade maio:ria.

viesse

a

na das

lhe


.acomoda;.3o

A modernizar acordo

atendia

com

cujos

os

e

ao

maximos

emoc5es.

moradores

novas

imperative

cri t.Sorios

principios

impulses

dos

de

de

eram

os

que

est.a

Ainda

racionalizar

urbanidade

e

do

calculo

e

exigencia

nao

dificuldades

mundo do

descont.inuidades pret.endida

na

nacional,

que

ia

com

suas

expertencia da

6t.ica

caf'eeira

cont.ra

os

int.eresses,

razao

flut.ue

nas

proeminent.e

pr6prias

das

part.icularidades

a

sua

jornadas desmesuradas:

escravo

depuseram

Sem

cont.ar

af"eit.a e

dos

entre os segment.os

obreira,

pouco

aut.ocont.role

t.rabalho

do

indust.rial-capi t.alist.a.

olig3rquica lhe

livre,

t.ransmissa.o

homogeneizaca.o

burf>ues:ia

da

recent.e

a

remuneradas,

t.rabalho

de

nort.e-ocident.ais,

valor em si

em

cent.ralidade

uma

que ria

colet.iva

racionalizant.e

da sociedade emerr;ent.e em ajust.ar as

t.ot.alidade. 0

mal

a

leva

se

vida

do

no relacionament.o end6geno dos grupos e

ela

sociais,

a

ci vilizacclo

diversas direc5es da sociedade da epoca, como o de convi via

que

cidade

ainda a

e

as

e

contra o

a

poderio

indust.rializacao desvaloracao

racial

do t.rablhador nef>ro. LD!&'O, acont.ecia como

individual

ent.relacament.o relac;:Oes

cont.rolam

de

que

os:

t.ant.o

corpos,

das

:feixe

e

nao

Est.as

grupo

sociais

que

inst.i t.uicc5es

formando

mesmo

de

urn

de

funcOes

Ent.ret.ant.o era vast.o o nesse

equalizacao

normais. ou

bifurcar-se.

urbana

a

conjunt.ament.e

razoavelment.e

vont.ade de

cont.ext.o

0

uma

percent.ual ent.re

os

diferencicilo

det.erminadas

post.uras,

compreendiam

os

especif'ico,

mas

se

diversificam,

como

nova

dos

incluidos

as

nita

das

social vist.as de

uma

result.ava

do

efeit.os

formando

impulses

modelagem

populac;:3o

da

A

e

urn

elo

consciEmcias:

personalidades

2 •

incluido

diret.ament.e

a

codiiicac;:ao

resist.Emcias

burguesa most.ravam-se t.amanhas. As conseqiJE!ncias quant.o a modos

no

part.icipacilo

de

est.a cesura, veremos, recaem sabre os carnavalesco.

folguedo

Ant.es,

cont.udo,

a

se faz reveladora, quando se const.at.a observacao do aspect.o demografico ,, a

diver-sificac;:3.o

e

int.r-icament.o

das

iuncOes

sociais

nesse

moment.o

da

vida car-iOC.Q e dos: flanoos nela cont.idos.

z TUTOZZl.U,9BP> .

de Engenha.ri.a. di.vulga. em :l88? projetoe operdri.oe, Evi.denci.a. como a. i.ni.ci.a.ti.va. de dos 0 c=~ profi.sa:i.ona.Li.za.ntes di.sci.plina.dores da mS.O-de-obra. e CUl"SOll pro mover i.ndU.stri.a.&. Ati.tudelii embuti.da.& peta.s no mesmo conl$xlo do i.ncent.i.va.da. regenera.c:ao on. . lilliil i.nclui.o.m ao.nea.mento a. cg.mpo.nho. hi.gi.&ni.&Oltl. Cruz urba.noe de O•va.ldo ~ come:> mc:>dc:> de di.•ci.pli.na.menlo hi.gi.eni.zc:a.e:ao doa c:c:>rpc:>a, a. i.nlereaea.nte i.nterpreta.dio Juro.ndi.r Frei.re da. Coata.U.P?P, reapei.t.o do. di.••emi.nc::u;a.o do rnodel.o de ••pa.t;;o la.mi.UGI" burgu.•• no Broei.l. pa.rti.c:i.~ de di.fue&o do. i..:Ui.a. de i.ndi.vtdu.o • do i.mpul.eo eo oo-di.menLo. moa:tra. ea.nea.mentc:>

..

como

0

Clube

••

.,.


Falo

Janeiro

do

ent.:re

avido

as

decadas

t.ermos num9ricos,

a

para

443

811

mil

a

somado

cresciment.o

e

ent.rada

salt.a

no

de

ana

pais

a

chegavam

ex-escravos>,

com

est.ranceiros

de

274

f'ora

849

mil

de:st.e

pelo

nordest.inos

contingent.e,

115

XX.

Em

em

1972,

migrat.6rio,

ent.re

os

da

171

est.avam

quais

Ja

as

mil

716

Bahia.

seja,

779

mil

de

out.r.as regiC)es:

da

ou

Rio

incremento

nat.ur-ais de

popuJ.ar;ao,

da

seculo

fluxo

0

pessoas(mui t.os

dos

24,83%

do

habit.ant.es,

972

responsavel

em 1900, os:

predominilncia

t.ot.al

e

no

curse

t.rint.a

anos mil

em

1906(Lobo/1978:469).

que

519

const.it.uiam

individuos. Do

os

imigrant.es,

populac2io ur-bana. Haja vist.o do

e

1880

de

cidade

populacional

oficialment.e

empre:ados. Aproveitando o crescimento da demanda motivado pela expansao da

parcela!s

urbana,

ma1ha

t.emporat>ios(biscat.es) perseguiam

o:s

"hi,ienizac:ao¡¡

minado'

imensas

driblando

ou

vendedores

os

fiscai:s:

ambulant.es,

services

realizando

prefeit.ura

da

central cit.adina. A cidade constit.ui urn 3tri to e aos confli tos que explodiam

30

simult.aneament.eCCarvalho/1984), .3vidaCj3 em 191:0, a

no

popu.lac8o

rast.ro

Rio de

do

de

uma

concent.rac2i:o

supg.r&tv&~

J.aru;,i:ro

que

campanha

da

dent.ro

area

da

f ertil

permaneciam

o

de

campo quase urbana

wai.lhQo.

uft'l

do

pessoas>.

o

cont.rast.e

Elias(1993:248) relacOes

ao

que

r-elacOes

as

ou

sist.emat.icarnent.e

principia

a.t.ing&

sooiedade

UI'bano-indust.rial

ent.ao

as

ractonalizant.e

pais e

t.em

parocalaQ

Ianni

bases

se

em

desliza na

t.al

acelera

Ist.o

aparat.o

ideol6gico

deveres

bur~ueses,

em

raz3o

com

do

de

vida,

no

.seja

ordenador.

de

lsso

conjunt.o

da.

dado

por

nivel

das

valores, na.o

ainda

est.ejam

do

populsu;::&o

esoopo

organizaca.o

assume signi:Cica

est.rut.uradas

a

as

emel"'s.iio

nas

de

de

urn

da

sociedade

uma

rei vindicacOes

condicOes

indi vidualismo

ur-bana;

Most.l"'a

e

da

a

o

asboc;:o

univer-so

a

urbana

:nm do

de

met.amor:fose

pais,

herdadas

15

da

economia

de

direit.os

do

no

t.rabalho

consigo

t.:r-azerem

i'"ualdade

de

t.endencia

civilizac2i:o pelo

0

pat.riarca.l

brasileira

que

urbanas

mecanismos f'undament.ais

econ&mica do

wna

no

em operilrio urbano<1987:49). Ao mesmo t.empo, os lindt.es post.os :r-eordenac.iio

a

ant.e

sent.ido

hierarquia

excrescencia.

decisiva import.imcia

escravo.

coloca-nos

urbana-indust.r-ial(vert.ical-compet.tt.iva).

pont.uaiSI

ret.ira'

de

de

seu

16gica

acima

aut.o-orient.acao,

de

p:r-oce&SIO

Oct.S.vio

e

t.ermos

sociais pela

da

em

st.at.us

o

descrit.a

comediment.o

mercant.is

paulat.inament.e

cena

racionalizac3.o

a

onde

sociedade

na

0

e

ex-escravo

a

prOpria

a:gro-export.adora e


da

est.rut.ur.a olig3rquica

vao rest.ringir a f'OJ:"QIOI

0

breve

do

relat.o

periodo

poll t.ica.

f'rowdd.ao

de

:financas~

Rui

que

especulac.iio

E

em

um

do

t.rabalho

escravo,

vendedor- livre

nU.cleo

est.a como

uma unidade

No

inst.it.uido

capit..al<maqui.n3rio circulaca.o

dos

para

da sua

de

pl'oduc.io

hens

de

e

nas

dominando

a

cidade

reprodur;ao

t.rabalho

sabre

por

do

t.ras

fundado Rio

de

marxist.as,

de

das

mel'cadorias).

assalar-iado,

est..avel

divis3.o

social

concent.r-am-se

m.i.os

de

urn

recem-criado

despoja-se

e

Enf'"im,

o

economist.a

que,

t.ermos

das

indUstria moderna{ent.endendo

dimensao

produzidos.

inclusive

a

a

indust.rializant.e

em

da

minist.ro

Peixot.o,

a

Quando

result.ado

ent.ao

present.es:

passagem,

economia

ambigilidade.

para af"irmar

projet.o

ÂŁ8brica,

a

pelo

Floriano

a

mercado

produc&oCcapit.alizando-as) p:rop:riet.Srios:,

na

inst.alac;Oes)

e

um

pela

Encilhamento,

evid9ncias

inst.ant.e,

int.roduz

e

mesma

do

Governo

havia

est.ava

o

da

event.o

o

bitsica

vi venciadas

implement.ada

dtli'ant.e

n.aquele

j3.

art.esanalidade

o

encont.ra f'ort.es

cujo

e

mat.rizes

cambial

at.ividades manufat.ureiras

que

as

desenfreada,

condicBes,

janeiro.

inst.it.uic8o

da.

t.ransformacOes

signif"icou

Barbosa,

EuUill.a Lobo(1978)

das

evidencia

o

nas

e

"met.amorf"os:e do es:cravo"

reint.erpret.a

da

poder

t.:rabalho.

c;kJ.

carioca

do

do

abarcant.e do

t..rabalho

as

condicOes

reduzido me:rcado

e

a de

de

r;rupo

de

a

capit.ais

no

pcd.o.

A aut.ora encont.ra o de

t.ransf"ormacOes

que

a meio a

con.f"ere

econOrnicos novas papeis, em do

Paraiba

pont.o de part.ida do processo no amplo leque

Fluminense.

Nesse

cidade

e

a

da

Enquant.o

ext.in.;;:S.o a

credit.icia

oli:;arquia em

emergent.es

ou

sent..ido,

eHt.e

d.iz

perf"il

de sao Paulo em

agro-export.ador

defendia

a

disput..a

do

pais.

os

f'accOes

nat.iva<Idem>. do

com

f"r~ilidade

desenvolviment.o

janeir-o e

a

producao e export.aca.o do produt.o, ' carioca iam na cont.r-amao, defendendo a

manunt.encao

explicitaram a

paulist.a

emblem8.t..ica

a

selando

asseguradas

do

e

Lobo,

pollt.ica

indUst.:ria

estavam

agent.es

da

incipient.e a

z;;:eus

expansiio

rela.;:-8o

da

pe:rrnan&ncia caf"eeira

de

decadencia da cult..ura de caf"e no Vale

ent.re os r-epresent.ant..es das elit.es do Rio de t.o:rno

alguns

de sua:s:

A

modelo a

conf'"i:rmac;:Bo

do

agro-expor-t.ado:r,

he~emonia

dos

Acor-do cujas

ca:f"eicult.ores

prot.ecao

a

de

Taubat.&,

bases

polit.icas

na

:f"ederaciio,

do desempenho dos novos at.ores urbanos para o at.ividade:s:.

Ainda assim

alas :f"rut.if"icam

mudancas

na c:.apit.al do pais. 0

deslocament.o da posicao do port.o do Rio naquele moment.o, ajuda

16


funcao

de

pl"incipal

da

escoador

produc.io

cafeeira,

colocava ent.re os 15 mais import.ant.es do mundo, attvidades

das

de

est.rut.urais a port.e,

importacao.

que

0

a

leva

o

port.o

do

Rio

se

em raza.o do incremento

implement.ac.io

de

reformas

fim de possibilit.ar- o anco:rament.o de embarcacOes de grande

consagrando

cidade

a

como

cent.ro

dist.:ribuidor-

at"t.igos

de

e

equipament.os para o mercado de consume int.erno<Idem:449). Desde indicado

ja esta c.laroa a

mudanca

c:resciment.o

p:roduc.So

pelo

da

expans.&o do set.or secundS:rio da areas

volt.adas

para

sociedades

pr-imeiras

esses

e

os

anOnimas

bens

t.oma

de

indust.riais

vult.o

t.ransport.es

int.e:rna,

Jocais.

p:rincipalment.e

urbanos

prot.agonist.as

nacionais,

demanda

da

e

A

nas

fiac.&o

de

const.it.uic8o

f"erment.ando

das

at.ividade

a

mercado de aci5es da cidade do Rio de Janeiro. E f"oram os

financeira e

o

benef"iciados

com o

f"acilidade

sao

padr-Oes

de

economia

infra-est.rut.ura

t.ecidos. Pat"t.icularment.e

dos

de

benep.la.cit.o

import.acao

de

da

polit.ica de

maquinaria

e

o

aument.o

na

t.raduzido

Encilham.ento,

inst.alac:Oes

das

produt.ivas<Idem:481). Procure incremento o

deslocament.os

t.ais

int.erdependencia

da

e

objet.ivo

como

examinar

relacOes

func:Oes

e

sociais.

as

de compreender as condic3es que ela est.abelece

f"est.ejos

carnavalescos.

Vale

a

pena

remanejament.os oc:orridos na cidade com a a

expansao

da

part.tr

desenvolviment.o recipient.es manisfest.o pelo

a

out.ros

sobret.udo

ent.a.o

pref"eit.o

mot.ivando o

sociabilidades com

a

e

e

ref"orma

Pereira

Passes,

conect.ar ambigUo

em

dest.aque

const.rucao

de

t.ranspor-t.es,

ao da

pOr

r-efere os

reest..rut.uracao da sua ecologia

at.i vidades

das

comunicao;:Oes

das

assim

0

post.uras

ambient.adas no Rio de Janeiro do periodo, not.adament.e no que se aos

do

part.iciparn

convivio

entre

1903

Deslocament.o

central,

e

1906.

ent.re uma modernidade

e

est.abelecendo

pUblico.

regiSo

sua

civil

coordenada

Mais

vacilant.e

uma

e

vez

for-mas,

diria, coloniais recicladas. A

Enviado engenheiro, ele

a

' CENTRALIZACAO DOS FESTEJOS NA ""AVENIDA"

pelo

exercit.o

Pereira Passos

f'unc.ao

de

her6i

f"ot

nacional um

civilizado.t>,

dos

Franca

jovens

mediando

cujo

dest.ino

geograf"ica

f"o.t>mac5es s6cio-cult.urais di:t"erent.es. Sua ida para a ChaussH

respondia

aos

prop6si t.os

tnt.eressados em moder-nizar- o

de

brac:o armado

17

pal'a

segment.os do Est.ado

e

se

reservava

a

cult.ur-alment.e

Ecole

des

da

elit.e

Pont.s

e

milit.ar

brasileir-o, ap6s a


adquirida

consciencia

a

engenharia

de

t.:r-adt.;:.i.o

com

saint.-simounianos

por

just.if"icaram a

e

obr-as

dos

mundo,

pelo

La, Pereira Passos conhece o reescalonament.o

escolha.

concepcOes urbanist.icas ingleses f'"eit.as

po:r• HC?tussmann durant.e

A

escolas

nas

influ&ncia

a

gr-andes

de

Paraguai.

do

sac:r-alizada

Napole.i.o

cons:t.r-uc.i.o

na

Guerra

da

f"r-anceses

dos

incent.tvadas

poll t.&cnicas

experiEmcia

a

das

afamada

:l'ef'o:l'ma Qe Pa%-ia(Needell,...o"1003:4b-60).

De

volt.a

ao

Brasil,

t.ot.alment.e

fascinado

pela

ideia

de

saneament.o urbane vist.o na Europa, Passes se int.egra ao corpo t.ecnico do Est.ado

imperial,

t.endo

f"erroviit.r-io

brasileiro.

ao

o

assumi:r-

cargo

dest.acado

N3.o de

reco:r-re

ao

paradigma

modelo

eta

cidade

obst.ant.e,

Prefeit.o

de

papel

da

sera.

no

Capit.al

planejament.o

"espet.it.culo

na

governo federal,

os

do

que

o

em

uma

como

"vit.rine"

:recursos de

do(e

Hau.s:smann.

par-a

int.ervir

de

cont.rol3.vel

t.ornando-lhe

o)

novo

pais

republicano,

acor-do

pri vilegiado

imensa

parcela

at.endendo ant.i~;as

ao

sao E

circutacao

de

indust.riais e o:rla

abert.as

da

da

:rede

e

socials

sobressai

epit.et.o

os

no

com

int.eresses

espaco

da

urbana,

normat.izacao

das

novas,

const.it.uicao

e

pessoas

conect.ando

a

par-t.ir

elet.:r:-if'"icacAo, Um

nest.a

novo

e

Em

o

de

da

redef"inio:;.io

aos

e

ur-banist.ica.

das

as

ruas

sist.ema

urn

de

bair:r-os

incipient.&

pist.as

grupos

lugar-,

t.racados

a

cent.ro

aos

das

de

vocacionando-os

perf"il

seu

obedecendo

a

jovem Zona Nort.e

desabrigando

cosmopolit.a~

uniformidade

out.ras

cr-escem

abaixo,

t.rabalhadora.

projet.o

'

post.a em execucao. A

regi3.o

novas

:f"uncOes

vias de

relacionament.os possui

Ela

.:;erme da est.et.izac:3.o da paisagem. Alga emblemat.izado ''cidade maravilhosa'', desde os anos dez insert t.o como 0

referencia nacional e ecu!il&

de

e

e

vai

no

que

resid&ncia.

incipient.ement.e

pobre

sur-gem

operaz.ios da sui,

colonial,

t.:rans:par-9ncia e

mercadorias

veraneio

pelo

e

ident.i:f"ic8vel

marit.ima

.

passado

populacao

principia de

cont.ando

Sevcenko/1093>.

do

a..largadas

ret.il!nios.

da

he:ranca

Velha.,

com

de

Du:r-ant.e t.r-es anos urna serie de reformas Cidade

projet.o de

a imagem da cidade

aut.ori t.ariament.e

locus

oonaoiitnoia&J(Co!iU'valho/1094 e

de

0

sent.idos"CBenjamin/1991:41>,

objet.ivo era f'ixar

banc.Brias inglesas e

casas

caCeeira

bur-guesia

Janeiro. 0

Alves,

engenheiro

implement.ado nas g:randes: ob:ras da ref'"orma de Par-is, baliza o modernizaca.o do Rio de

sistema

Rodrigues

inspirado

urbana

par-a

inst.alacao

ext.erna do

t.ema. Salt.a aos olhos a

Rio

de

Janeiro -

mais

adiant.e

corr-e.lat;Jio da obra de engenharia e

18

vol1t.o a

W"banismo


com

int.eresses

financeira, se~unda

provenient.es

selados

met.ade

est.r-ut.ura e

com

do

fundacao

seculo

do

indust.rial,

Clube

pUblico

:remodelac';ao:

conc:ret.izada a

escolha de

na

Cent.:ral

Avenida

frances,

eclet.ismo

dominant.e

seus dez andares). Ou ainda a Belas

Ar-t.es,

uma

do

Teat.ro

at.ual

fachada

da

Rio

superficie

na

na

emblema

da

Onde

se

Branco.

a mist.ura do neo-ci.assico

arquit.et.Onica

dos

edificios

t.orre sede do Jornal do Brasil e

e

Arquivo

do

t.ransnrlss.So de

como

irnpon8ncia present.e 8s fachadas

Muncipal

a

sinaliza

e

valorat.ivas

as

ainda

a concepcao de rua e

avenida

desart.e, urn simbolo, porque condessa processes sociedade

e

que chama at.enc8o na ref"orma

altos para 9poca, ali inst.alados<como a

de

e

em colo car a

esCor-co

0

dest.acavam(dest.acam> os prSdios art. nouveau e e

En~enharia,

de

XIX<Turazzi/1989:16> e

irnobiliklria

equipament.os urbanos em respost.a ao aument.o populacional e

do t.r3.f"ef;O geral. 0 espaco

a

esfera

da

sua

t; lobais

de

t.ext.ura

E a

Nacional.

fat.o

Avenida,

ent.So em cur so na

det.ernrinadas

de

Museu

do

orient.acOes

mat.erial

e

recipient.e

experi&ncias individuais e colet.ivas. Ant.es

urbana :rec9m

e

de

mais

organizada a

represent.acOes

o

socials

art.icula~.io

seguir a

sua

seu

marco,

desde

de

f'at.os

e

novo

Dest.e

indica

que

nor-t.eador

modo

int.eresses

a

paisagem

que

age

na

ent.:re

simbolos

prSt.icas

e

brevement.e

a

das

examine

sua consolidac§o como o

combin.at.6ria

numa

cidade~

o

ent.&o.

novo cent.r-o do Rio de Janeiro e da

concret.ude

part.ir de urn crit.â‚Źorio de cent.ralidade, que t.em na

A venida

fundada

a

nada,

coniormacao

do

nUcleo moderno

..

inst.Emciais

socioeconOmicas Sit.uado

urn

em

pont.o

privilesiado,

ent.roncament.o de diversas zonas de

janeiro

inc:re~nGnt.o

da

e de

as

do

do

mesmo

aceler.ac;:So

que

port.uhia,

a:rea

no

passam a essa

do sS.culo

lirnia:r

processo

urbano<Ribeiro/1985:14-5). de

no

~eopolit.icas

est.ar

XIX.

sist.emas

De

p:r&dios de

reajust.e

de

signiflcat.ivas poda%>

do

de

de

do

o

Rio

conhece

Result.ado

inicio

mercant.ilizacii.o t.al

baixo cust.o,

produc;:a.o

valore:s:

que

mudant;:as.

Est.ado

dividir

T'egi.So

em

0

pa:rt.e

capit.al

dest.inados

fora

a

do

de

e

lhe

Nesse

legisl.ar

circula~iio

cost.uma

ser

moment.o, sob:re

de

a

no

inicio

vida

para

rnassa humana ant.es complexif"icac5.o

rnercadorias:,

paralelo,

solo

mobilizado

ref"erida, que chegava cada vez mats ao Rio. A expansao e dos

corao:;ao

capit.al m.ercant.il para o mer-oado de im6veis, em " seculo, o seu desenvolviment.o as.s:inala t.ambem a

do

const.ruo:;Ao

da

sua ocupacBo

t.%>anlilt'et%"itncia

meados

ma:rgens

pois

e

o

incorporam

dest.e

individual

seculo, e

vir-t.ual

a

Area

inf1a

colet.iva

o na


re~ular

cidade; novos decretos pa:s:s:am a t.oda uma parament.ac;ao t.ecnica e const.:r-uc;:Jiilo de imOveis mas a

o

uso do solo urbano, exigindo

burocritt.ica que nao apenas encarece a

:r-est.:r-ince.

Logo o prec;o dessa Mea se inf'laciona t.ambem, o espaco para nas maos

do

capit.al

const.ruc5es com4rcio

rest.ringe

as

as

requint.ados ali

poder

sedes

novas

passa

econOmico

e

a

subliminarment.e,

aos

aos

que

modo

urn

edilicios

cobrado

de

de

ou

luxo

urn

a

a

margeam de

as

primeira:s

c6digo

e

aflnal

exibic.Bo

t.ambem

t.8cit.o

diversao

Avenida,

diferenciac.a.o

ao

inst.it.uicc3es

e

nova

porem

pela.s

escrit.6rios,

privadas

hot.eis

s6cio-polit.ico;

obediencia

valor

aos est.abe!eciment.os de lazer e

ocupant.es

significar

a

alt.o

empresas

de

bancaz.tas:,

casas

0

ocupac.a.o

viat;em da cidade e

agencias de

est.ar

sua

a

sofist.icado,

governament..ais,

rnais

especulat.ivoCidem:17>.

do

compreende,

formalizant.e

dest.a

exposic.io na Avenida-Pas.sar-ela, abert.o no nU.cleo daquele t.errit.6rio. largo

0

boulevard

1.800

de

amplas para os padr&es da epoca e dividindo-a em duas candelabras

de

p:roduca.o

a'Linc-e

e19t.rica.

usina

da

os

de

cont.endo

Iluminac.ao

Fort.es,

73.369,490

era

cen.ar.to

um

possivel

pela

kw<Anu3rio

lat.erais

as

Light.

cidade

desf"azer-,

despont.a:r

no

co:rrigir

int.eligent.e o

de

novo

urn

t.:r-an.sf"o:rrnar

e

t.empo:"A

t.udo

isso.

bast.ant.e para compreender que

de ser da sugest.ao doent.ia e

com

Light./1969).

da

e

calcadas

cant.eiro

ent.rada

cuja

Inaug-urada

sob

prOpria rendenc8o Central

urn

veio

administ.rador

rua est.reit.a era a

a

em

d&cada,

Avenida

Houve

o

a

naquela

chuva, o at.o fora acompanhado na sua di vulgac3.o como a da

de

possuia urn canteiro central arborizado

pist.as asfalt.adas,

iluminacao

f"uncionarnent.o

metros

raza.o

bast.ant.e en&rgico para prover a cura, mesmo

com a. oposit;:ii.o do p:rovaval cur-ado"<Revist.a Kosmos/1906). Pa:ra

objet.ivos

os

dest.e

est.udo

e

import.ant.e

Avenida, semelhant.e aos bouleveres<modelo a Haussmann

ci:rculac::So po:r-&m

em

ParisCBerman/1988),

acele:rada

-t.amb&m

•

dos

f'"luxos

implicit..a

relacionament.os.

jo.:;o

0

de

uma

signiflcou coisas

acao

sobY.e

socials

t.ant.o

e

das

urn

ma-t.eriliza

e

tambem urn espac;o e

f"ormas

se

OS

det.erminadas post.uras, discriminando out.ras. A urn s6 tempo, a Avenida

inscreve

nas

que

.

a

espat;o,

discursa

e

de

urbanas,

pa:rs:ol'\alid.a.des

aneladas

par

espaco

mult.id5es

a

exultam

no

um par.funet.ro e

que

sua criac8o) inaUE;urados

das

f"orcas

considerar

que

urn element.o de mediac.§o cult.ural dent.ro dos limit.es

sociais fic:urados em sua apar&ncia. Na

Avenida, 0

a

Iihl:~em

~aant.ido

ret.ilinia Po,.

20

da

perspect.iva ras:peit.o

consagra a

o

art.&ria


nobre

reconhecidament.e exibic.So;

acordo

para

com

dominant.es

os de

ou

adot.avam

como

iluminada

pelos

producao e

pUblico.

da

urge

mais e

uma a

equalizac;::ilo

de

pelos

''modernos''.

de

lojas

das

de

seduc;::ao

do

luz

elS.t.I'ica,

a

Mais

c6digos

uma

v&z,

da

caudat.8ria

crit.erios

at"quit.et.ura

de

legit.imos

dif'erenc;::iac3.o alguns

passarela

nela

pUblico), Avenida

A

igualacao.

localizadas

art.ificialment.e Cent.ral

induz

consume de imagens visuais segundo urn sist.ema de expect.at.i vas

de

cen3rio

os

a

observar

est.rat.egia

post.ulado

0

como

''civilizados''

vi t.z-ine<cuja

clar-Oes

t.amb&m

dest.aque

g-anhar

seja,

de

condizia

quant.o

corn

dos

que

cidade

uma

possibilidades

das

hieral"quizant.e

sociais

· f'az-se

sociol6gico,

vist.a

uma

de

mane ira

e

descrit.os

gost.os,

ant.erior

necess:idade

cidade,

circular

modelos

de

pont. a

do

ali

da

adequacao

ser

deveria

uso

ao

habit.os

do

da

"mode rna,

espaco

populacSo

ao

confort.a.vel

e

civilizada''(Bar-ros/maio de 1904). 0

novo

aut.o-disciplina

passive!

nas

concepc.§o A!ern

o

de

rnodernizant.e,

J.

C.

complement.o.

de

por

qual

Mariz

eram de

A

da

eles

seu

bojo

post.ura

dos

que,

produdio

es:creve:r-

acalo:r-ados

Carvalho,

em

o

do

at.rav9s

policiarnent.o

das

e t.em

""

olhai-

cronist.as

jornalist.icas, na

epoca

expunham

def"esa

est.ava

da

da

inserido

uma

civilizac8o. no

p:r-ojet.o

deiensores(Schwarcz/1987:17) . rneio

ao

e

int.elect.ualidade

uma

como

cornpart.ilhadas

de

at.o

prOprio do

em

rnedida

a

condic5es

rnundo 0

t.raz

principalment.e

sent.ido,

novas

disso

deles,

seu

nest.e

import.ant.e

urbana

out.ro,

do

at.it.udes

cen3rio

andarnent.o

ob:r-as,

das

Urn

em

1904, profet.izava: As rua.s formoso&

ampto.s edi.ficios,

extensa.s, mU.lt~pl.CUi

ta.rgo.s pro.ca.s diversOes de

••

at.ividade

urn

de

pil.~inas

produca.o

pUblico

prevent.iva.

Ol.avo

dos:

jo:r-nais, veiculacao

e

~est.es

de

anOnirno,

pr-ocuravam

Bilac,

cert.o,

por

f'oi

personagens

mensagens exercer quem

de

21

VI..V&

a

seu belo< . . . )(Apud

sobre

rnaior

0

r-ecent.e.s n.a

Jll.lOlis

alcance,

para

didat.ioa

u~

concent.rou

OS no sentido quando do momenlo 0 Est.• oficio de jornalista.. proh.ssionali.za.m o ca.pi.lcr.li.stos, nU.mero de a.ncr.Lfcr.beto• o do poder do a.lt.o 00 o.ba.ndona.m popul..a.cii.o, peri.Odi.cos segmentoa nolici.a.~~ pa.nflet6.ri.o, i.nvesti.ndo na. producO.o heterog.nea.(Lobo/2.9?8 e SU•••ki.nd/.:lP&?>.

...

a.lt.oe pra.Z"er( . . . Jque

que

lra.nsiorma.c;:5es do me1..o necesso.r~.-o.menle esso.s a.compa.nha.m modi.fi.ca.r seue h6.b~.-tos. 00 i.nfl.uu h&o popul..a.c;:ao, deepert.a.r-lhe 0 goato do co.r6.t.er<. . . ), N•edel..\./j.99.a:<Sel.

Das

a.ja.rdi.na.do.&, si.mples

em

s:eus

••Mesmotorna.rem nos Q.qui.si.t.i.vo o

t.ext.os empresa.s li.mit.es

de

cr.mp\.oe

c.ud~oincia.

poli.Uco lei.t.orcr.

perfil


com mais empenho

t..omou a olhos:,

via

conclamando

que

insist.ia em

regras

se

e

exibir

seu

do

urg&ncia

em

aquela

de

al:;o

de

ali

dos f" o:rmat.os: que

valida

o

que

que

0

da

Avenida

ret.&m as

cl'onist.a

encont.ra

do

para

o

progress:o

Revist.as Semanal e sof'ist.icar-

civilizac.i:o.

local,

seja,

ou

t.recho

a

por-

disseminada

"insalubridade"

a

anos

vest.ir

se

e

das

no

preocupacao com a dos

mesmo

sani t.arist.as.

t.ransforma

em

pat.&t.ica

t.erno,

gravat.a,

chapSu quando do t.:rilnszit.o nos loug:radouros pUblicos da cidade. t.emat.izacOes

musicais(SUssek.ind/1986 e

cidada) se:r-

ela

vai

bam

em

raz.B.o

decno

pe:rpassar

a

ecolo~ia

ali

a

ef"ervesc8ncia

Concent.:rava-se convivio

For tanto, o

e

t.ambem

humoradas

das

revist.as

Velloso/1997).

Avenida def'inida como o

a

usa

de

0

sapat.os e

disso,

o

cidade

d.at.ada

comparacendo

ob:rigando

a

jo:rnalist.ica.

cient.if'izant.e

pobres

dez,

edit.orial

legis.lacao

Tambem

dos

dos

vist.os como

elegant.e Fon-Fon, propunham-se

pret.endia

ment.alidade

na

comparecia

devot.adas

propost.a

pedagogia

uma

e

inst..it.uicOes.

e

clarament.e

Eis

Avenida

com sent.ido de

gl'upos

":r-equint.e da moda" franco-inglesa. Em ambos os casas a apar-&nc:ia

da

da higiene, f"at.ol'es

Kosmos. Out.ras, como a

vida

a

a

e

f"ormas

t.ransi t..asse,

mensagens

com

t.ransmissilo das ideologias da assepsia e

c:ondenando

"barbMie"

"luzes".

das

individuos?

para

impresses

sao

deeprendia-se

glamouro

as:sum.ira quem e

Re:;ra

not.ado.

post.ulado

expost.o aos

das

cenario

ci vilizadora

mult.idi:o

pela. .Aveni.do. Centra.l urn co.rroc;a.o o.Lulha.do de romei.ros a.mplo boulevor ee:pL8ndido, nc:tquele e:obre a.e:f o.Lto 0 rica dos pr8dios (1 fa.cha.da. a.lLo&, contra deahla.va.m, o enconLro do velho vei..culo(, . . ) mo a.na.croni•mo: um Q reae:urei.COO

que

Eniim,

a

anacronismo

redut.o

o

uma

quando

ain.Qia amit.ido& palo novo aapa.:;:o:

e ca.rros impre••ao

nodais

que,

polir

no

como

milit.Mcia

A

e

cont.ra o

inadivert.idament.e

uso.

p.a..ssa.r <. •• >vi Penh a., contra. polido,

Peri6dicos

a

bast.ant.e reveladol' de

:r-a&paldo no&

ser

Exemplo disso

requint..ada, ele prot.est.ou

como

da crOnica

est.a missao.

era

das

o

pOlo

ent.ao pont.o

sociais

valores

mais

mapeament.o

da

"cent.ral" do sist.ema u:robano,

relacOes dos

implant.ado

bern

do

Rio

t.ornados iluminado

de

Janeiro.

essenciais e

ao

freqtientado.

que de born vi esse acont.ecer no Rio deveria ressoar em seus

quadrant.es. A

nxaca.o

da A venida enquant.o pont.o de

convercencia central,

signiflca ao

mesmo t.empo que ela conf'er-ia, por- condensar, cent.ralidade a

t.udo quAnt.o

cir-cula nola -

haja

vigt.o agt.avam ali

22

lil&diados

os:

principais


jornai:s:

A

cariocas.

Avenida

Cent.ral

invade

a

cidade

como

o

seu

cart..&o

post.al. carnaval

0

a

t.ranslado

na.o

carioca

sacadas e

a

ser,

o

passarela

E

ir

onde

acordo

com

int.ensif"ica

a

corso

para a

vist..o

calcadas

das

e

aut.omOveis

"Avenida"

como

a

r-econheciment..o divisilo

uma

social

em

disput.a funcOes

port.ant.o

o

aut.orit.E.ario

no convivio e

de

o

at.e

ou

do

alt.o

das

e

Grandes

fala

t.orna-se

r-econhecidas

do

saber-fazer

t.orno

dest.a como

modernizant.e

excludent.e,

se

das

part.icipac;;:S.o no :fest.ejo. E ela a

classif'icadas

projet.o

desf'ile

hoje

compet.encias carnavalescas ser.S.o

inst.it.ucionalizando

pais se

imediat.ament.e

acanhado r-ecint.o da Rua do Ouvidor.

principalment.e,

simbolo de pr-est..i,;io e

E

e

ele

concent.rar o que era dest.acado como o "melhor-" da

elegant.e

Sociedades.

folia.

t.amb&m

t.er-r-ac;;:os dos pr-edios. Ass:im se f'azem dist.int.as as bat.alhas de

conf'et.e,

de

regra:

nova Avenida. deixando o

Sobret.udo? ela passa a folia

a

fugira

ainda

coligadas

carnaval.

Fat.o

aparic;;:So

nob!'es

revela-se

assim

e

no

legit.ima,

cont.ext.o

amplament.e

int.roduz-se

que

da

arnbigUo,

sedut.orament.e

no imaginilrio d.a cidade.

A crucialidade dest.e pont.o para os propOsi t.os dest.e t.:r-abalho e

t.amanha cont.roversia que fundament.a os debat.es a an31ise

maior

um

redef'inic8o do

e

quest.Jio

det.alhament.o

folguedo

inst.aurac;;:Ao advent.o

ou

definir-

sociedade~

n.So

de

uma

car-naval,

do

quais

ordenac8o

as

sociedades

debat.e

prat.ando

abaraar

objat.ivo da.

cai'navalesca,

liberdade e

f"az,

ref'erencia a

aust.ralianos:l' s~roado

e

por da.

crit.erios

apenas

aondic;::Oas

a

prOpria

avaliar

A OS

est.a na polemica em t.orno da relac3o

na

uma

aspect.os de

a

met.ropoliza.

para

espac;;:o-t.emporal

prOpria

ent.re

t.6piaos do

ent.re

com

o

homogeneidade cot.idiano nas

mult.if'acialidade

as:oons&o

disjunc;;:a.o

do

durkheimiana<1989>~

dos

sabre

a

pl'ofano,

aobert.o

envolver

cidade que se

OS

apresent.a

enf"ocando

part.i:r-

que t.rat.am da fest.a .

•Ver,

ao

que

imprescindiveis Desf'ile

t.empo

e

no

nilo

ao

int.erior

espaco

da

rot.ina di&ria.

A que

as

respei t.o, exigem para a

descont.inuidades definidoras do

Abordo

compreendor

de

cena

aqui.

silo

problemat.izada

0

uma

cujo nU.cleo

ef'er-vescent.e da fest.a e hist.6ricas.

exposicSo,

no cont.ext.o de

just.ament.e

nexos ent.:r-e fest.a e

na

a

exemplo, Wa.Lt.a.(:t.,.;oa,

disjunc.io

e

de

int.ervencao

colet.ivo

esp~o-t.emporal

e

dos

ent.re

povos

as

t.e6rica t.ribais

dimensOes nos

do

aut.ores

sabido, Durkheim cont.empla esses rit.uais no co.lloi.aC:l5>88>,

tra.bo.lhoe

t.ranse

a

diroet.a ou indiret.ament.e recorrent.e

Como

00

••

rit.uais

quant.o

111!5).

conault.a.r o. obro. de .Jeo.n Duvigno.ud<1P93> e

uma. crlt.i.ca. Bo.st.ide<1PPZ>.

PC11"o.

concepcCio

de

Durkhei.m,


sag"rado;

do

funbit.o

colet.iv.a,

ef"ervescencia cot.idiano

ent.ende

prof"ano.

diferenciado,. no qual a e

a

despojada

fest..a~

A

neles

que

como

dos

exist.e

condensada

int.ez-di t.os

celebr-acao~

uma

e

mor-osidade

const.it.ui

moral

int.ecrat;:&o

individuo/colet.ividade

pois a

consciencia colet.iva perpassa os sent.idos e

cult.o como

a

checa at.it.udes

do

moment.o

urn

sociedade t.ransf"ig"ur-ada se of"erece ao

f"orca

a

t.oda

plenit.ude,

de

t.odos

os

seus membros, soldando-os numa unidade int.ransicent.e condensada no mit.o.

A primeira vist.a, poder-se-ia deslocar para o mes:ma at.mosfera. Se a

Talvez,

ent.ant.o, os int.Srpret.es e

no

disposiciio ao envolviment.o f"isico

os

rit.uais~

no

caso

ha

cont.udo

dessa

out.ros,

folia

dado

urn

urbana,

de

e

o

palco

dest.Oem.

sensorial :faz assemelhar

sociol6cico

que

crupos

pessoas

de

colet.i vi dade

pela

ident.ificados

Carnaval carioca a

os

f"est.iva

dist.ingue.

Trat.a-se,

est.ranhos

nao

e

ambos

uns

aos

a

celebrando

at.ualizacao de urn mesmo passado comum. A quest.ao parece imprensada ent.re dais

mar-cos:

ou

a

fest.a

acompanha<Duvignaud/1983~

nas

sociedades

condicOes

f"eica.o

Bakt.hin/1993

modernizadas

oriundos

incompat.ivel

e

capist.alist.a

social

t.orna-se

fest.a

da

o

advent.o

da

desencant.ada

Callois/1988)

est.a

ou

submet.ida

ordem

que

a

"

permanEmcia

aos

profano<Ort.iz/1980

cotidiano

do

e

com

interdit.os

e

Queiroz/1992).

e

Penso se:r possivel v&-la em out.:r-o :r-¡egist.:r-o. A

met.ropolit.anos deste

seculo,

parSgrafos

e

modernizant.es

t.endo

fixada

icone

procure

no

centro

especifica

uma

Fest.a-Espet.8culo. de

par

ult.eriores

carnavalesca cons:t.it.ui

con junto

do

P""

Vejamos

Fest.a-Espet.8culo

descrit.o que a

vazam

Avenida

do

Rio

em que

de

o

f"ecundo

o

a

fatores

espa.;::o

do

no

argument.o

Janeiro, no

aqui

medida

o

de

Central,

desenvolver

r-ealidade ~

most.:ra-se

acima

luz

de

que

inicio

a

deste

no

an&l.ise

do do

dos folia

seculo,

conceito

heurist.ico

da

no

encadeamento

inicio

condensada valor

local

socials

de

conceit.o cont.ext.o

periodo, ,, relacionado com a ascenrsilo da legit.imidade do Car-naval do cent.:r-o, no moment.o da sua sublimizacii.o como a "fest.a da

s6c1o-hist.6rico

do

A INSTITUCIONALIZAC:.il.O DO CARNAVAL-ESPETACULO

No Carnaval do Rio

de Janeiro do:s: ano:s: dez, o

fat.o

que

chama

at.encii.o e o esf"orco observado na epoca em circunscreve-lo como uma fest.a universal,

moment.o

de apazi,;-uament.o das di:ferencas,

Z4

mediadas

ent..i.o

pela


levado

a

cabo

pelos

cronist.as

lit.eril:t.os

do

periodo<Pereira/1992),

ern si sintom3tico de uma p:rof"unda transf"ormac.io: a hierarquicament.e espraia-se

a

em

est.rat.os

na

crenca

sociais,

at.e

inclusividade

civis ent.re as homens. Dest.e modo se o

urna "brincadeira com o dias( ... )

que

clivada

mesmo

t.empo

igualdade

de

direit.os

Carnaval do Rio nato corresponde a

int.errompe

seu

f'luxo

renovado"(Cavalcant.i/1993:40),

ret.orna

e

t.empo

e

social

ao

e

est.a

cidade

ant.aÂŤOnicos,

ja

por

ist.o

uns

poucos

ao

remet.e

0

mesmo complexo de tnt.er-depencia entre as f'uncOes sociais, em urn momenta quando a

Rio

moriologia do

pressOes de

de

elementos que

ent.iiio ent.ender a

Janeiro

comeca a

que se

est.abelece

as

uma met.r6pole. Como

paulat.inament.e t.ornam-na

diversidade

volumes e

condensar

ent.re

fest.a e

cot.idiano,

ao pont.o de vislumbra-Ios a maneira de p6los inverses? Aut.ores limiar

como

HabermasC1976)

modernidade

da

int.erdicOes

europeia

provenient.es

chamam

urn

de

"espaco

dinSmica

da

at.encao

para

pUblico"

capi t.alist.a

e

formacao

no

sujeit.o

as

n.i.o

ordem

da.

juridica

baseada na propriedade privada burguesa. Espaco compromet.ido assim com a dialo~ia

a

ident.idades,

part.ir

mesmo

0

burguesa,

j.a.

vida

social

po~t.a

espaco

0

egoist.as.

const.at.a ela

pUblico

capit.alist.a

narcis:icos e

pUblicos

dos

maculando-o

e

cot.idiana

dialE!!t.ica

a

No seu ent.ender,

o

espaco

nest. a

as

cena

privados

int.eresses

ingerE-ncias

das

e

da

e

emancipadament.e

inscri t.a

com

das

concepca.o

int.erpessoal

racionais,

germe

0

a

f"ulcro

comunicac.So

uma

Habermas

que

''feudalizando''

de

e

coersa.o

de

sujeit.os

de

ref'"lexibilidade aut.&nomos.

livres

semelhant.es,

ent.re

disparidades

dos

individualismos

e

pUblico

da

deformado ao

se t.ornar uma vi t.:r-ine de exi.bic~o das imagens publici t..artas.

Em cores

f"alando

se

muit.o

pr6prias

int.e:rof'a:r>itncla

ao

mercado

ant.em.io descart.avam a f"azia

da

se

not.adament.e sensivel

comercial

As

causacion.a.das

esc:r>avoo:r>at.a

am

mundial

e

a

sit.uaca.o

t.em

p:roincipalmant.o

pe.la

a

cons6rcio

o

com

est.ament.os

dos

burguesias

llberal-democrat.tca

t.ransfo:r-macO&s

est.ende ao sua

XIX,

brasileira,

modelo

s;u;~nhoriais

europeias.

Ambos

de

igualdade ent.re os homens, em t.ermos de cidadania,

ideologia

paisCSchwarz/1977)_ seculo e

s&culo

social

ar-t.iaulador

agr&:r>io-expo~t.ado~,

e

no

inszt.it.uic.ao

d.a.

pat.rimonialist.as

f"orrnaca.o

da

capit.al

lo~o

na

dos

deslocament.os

e

post.eriorment.e

aaonomia ,as:r-o-expor-t.ador-a e

do

que

visiveis

o

Rio com

indust.rial.

de

a

As

base

durant.e

o

no

mesmo

paisa,:em brasileira,

Janeiro formacao

e

a

de

disparidades

est.r-ut.ura social do

25

sem

suaedem

at.ual, ref"ormulam a

Etpoca;

da

se

idt:Ha

Imperio,

part.e

urn

capit.al

advindas se

mats

da

agudizam


com o

advent.o do modele societ.Mio vert..ical-compet..it.ivo e

nacao

uma

~versabment.e

cidadaos

de

equalizados.

na.o

aut.orit.arismo imiscuem-se de modo conf'uso porem Vislumbra-se relacOes

sociais

est.imulo

a

na

cidade

urbanizacao

dispersam, e

mundo

:formam

duplo

um

em

ant.agonismos,

o

para

as

est.ravag3.ncias

sociedade

conflit.os. Porem ao

inclusiva em

mercado

da

parcelas enormes relacOes

das

e

populacao

produc8o

de

int.ercede,

que

capacit.e-se

ele

a

jogo

no

como

e

extgencia

resolucao

urbana sequer prevalecia

e

de

civil

povo-nacional

com

ai

que

comunicacao.

aut.onomizadas

ent.idade

:formacao

Rio,

e

0

dinfunica

t.radicionais

racional-legal,

nao-mercant.ilizacao

regularizada

esf'era

uma

sociadade

a

ao

imagen.s

par-t.es

das

grupos

t.ens3.o.

uma

de

percepc8.o

de

Est.ado-Nacao

Delinea-se

capi t.alist.a.

a

necessaria

paJ.ido

lant.ent.e

implement.o novas

de

t.enue

com

compet.it.ivo

e

excludent..e no mesmo

de

dissolve-sa

maneiras

conjunt.ament.e regular

ao

chegada de

esboco

um

Paralelament..e.

moviment.o,

consonimcia

caudat.8rias

suas

Democracia

na int.ensificac.io crescent.e da int.erdepend&ncia das

mercant.il-individualist.a incii:.a a se

post.ulado de

0

de dos

pert.enciam nat.ureza

a

localist.a-oligaz..quiaa. do poder governist.a.

Log-o a

t.essit.ura de wn espaco pUblico na cidade e

incongruencias oprimado

de

f'r-ust.ada;

aqui

3.mbit.o de

do

processo

uma o

ampla

s6cio-hist.6rico

eli alogia

espaco

pUblico

publicizac8o de

ent.re

modernizador

cidadS.os

incorpo:ra

muit.o

iguais. cedo

privadas.

A f'est.a

pot.encialidades nessas condicOes. Por que? 0

t.erreno

const.rucOes

sent.ido

carnav ales co

f'olctJeado

de

modele

uma

colet.ividade agor-a

de

e

rit.ual,

a

original,

j2

urn

mesmo do

passado

present.e.

especif'ico

deve

Parece

ai

residir

a

pot.encialidade

lugar

int.roduzir

da

a

ant.es,

fest.a

e

desde

logo

ordenaciio como

as

propicio

por

rit.o.

de A

repet.ic.iio

paralisar;.iio

o

uma

novidade

pela do

da

cena mesmo

diniunica

mas et.ernizar o

popular

0

abolir

favor

a de

cont.radicOes.

organizador, da

most.:r-a

sent.ido

no

coesa do

exemplar

hist.6rica do t.empo, nao para ret.ornar ao

Pais

t.orna-se

em

hist.6rica

Em

pais.

ult.:rapassit-las,

aparencia explosiva e

f'alt.a

mit.o

de

passi vel

a

no

carna.valesca

mit.icas,

ref'rat.3r-ias

individual

'

na

de

t.ipo

ant.emao

consciencia

unissona

est.e

de

most.ra-se

experi&ncias:

das

do

manifest.acOes

de

solidif'icacao

imagens

marcado pelas

agora.

ressemant.izada

pelo

crist.ianismo. A devoc.iio nela present..e ao riso e e

pz-At..i.oOSI

oKCioaaiVQSI

como

:f"ont.ets.

26

de

a

zombaria, o apego

rn;at.a:rializaJ;:.iio

da

as

feliz

f'ormas ut.opia:


onde

sao

t.odos

~ especializada

mani£est.aciio de dancar e

dos

cant.ar. E nascer e

do

ext.remo,

semelhant.ement.e

possibilidade<no

humanos, recursos

not.adament.e

do

prOprio

50).

a

at.o

as formas

fazer

corpo,

nos

at.os

mor-rer cancelam-se nesse moment.o limiar,

inst.ant.e<Bakt.hin/1993:01 de

gracas

grot.escas

a

guarda

fest.a

A

diarias)

de

t.ornar

o

prOximo, est.ranho, mesmo nefando e inver-t.er o que parece est.avel.

Eis het.er-ogenea, como

essa

ine:rent.e,

.&vida

de

mesma aos

adequ8-los a

necessilrios

element.os

OS

conf'iguracilo

flea

s6cio-hist.6r-ica

mant.er-se

os

axiol6gicos

universalment.e

medula

da

leva-nos a

met.amorfose

A

pensar

j8 nB.o

.facet.as

imbricadas umas

ist.o<ao da

ent.endida

cont.rario

escat.olol!:ia

ainda

imaget.icament.e

o

as

corpo

no

como

medieval

relat.ada

incomplet.o,

que

do

organizado

de

da

a

por

sua

da

alegria

unidade

de

E-lhe

renas:cer1 algo

crucial isso,

que

pa:ra

para

desvencilhar-se

para

combinacao

A

dever-s:e-a

Bakht.in)

realizando-o

encant.ament.o.

rebent.ar

pret.endida

degenera-s:e

Mais

Iest.a,

de !he

univoco

buf6nico

ent.rudo.

aut.o-cont.rolada.

imaginilroio

signo

exagero

0

flm

mas comunicac3.o ent.re dispares

comunhao

despojament.o

em

sam

a

saber

t.ens.S.o

a

ant.e

de

t.eor aut.orit.Srio da sua

const.ruiram:

out.ras.

cena

aleg:r-ia

da

espet.8culo

da

do

present.e

imagem

mecanismos

quais

sent.ido,

fest.a

cont.a

reformat.ou,

inclusiva

nem cont.est.ar- o

sociedade

uma

por

e

est.rut.ura vert.ical-compet.it.iva e polit.ica.

de

quadro

indagac8o

imperat.i vos:

seus

saber:

A

ident.idade.

no

fixar-se

deve ser

realizar

vist.o

descrit.a

na

como

perfaz

a

rooalidGdo qu"" chamo d"" Po.at.o.-El.apot..Qculo.

const.it.uic3.o desse

A

a

ei8mera, em cont.rapa:rt.ida os

int.eresses

na area

cent.ral do

t.er-mos da a

ela. de

dos

volume

grupos

conflit.os

frelbment.os, de

musdcal alecria

Rio

locus

na de

diversosr; t.orna-&le o

e

de

coes~o

da

espaco

inclusiva

uma

comunidad&

het.erogeneidade p:rovocada pela Iriccao ent.re

encont.ra urn

vicejador

fest.ividade

carnavalesca

mat.erializaca.o.

impo:rt.Sncia na vida cia cidade

e

num

ident.,tf"icacao

e

privados,

nicho

colet.iva social

coligados durant.e a

E

o

marcado

c:resciment.o

em

result.a da conf'lu8ncia

t.eat.r-o abert.o ao f:remir

ambivalent.& 15

Seu

realizada

ambient.e pela

art.ificial

proliferaca.o

de dos

vir;encia abrangente da :formacao ritimica

do

car-naval.

Conf"ir-ma.-se

e

des£rut.e

dos

como

prazeres

da

o

cenario

carne

e

quent.e,

do

mCln.i.rCl Cc;wva\.ho como durant.• do notg,cJgment.e da Penhc LQrgo • do Ot.ei.ro as fe•laa de ondo r•ceplciculoe lornc.m-•• CCU'n<Lva.l fc.mt\.i.c.e; mU.ai.cCL ttri.cCL • brcs.nco•. boemi.o• • o;u\.'-o• olro-broe\.\.o\.roe<SP8c».

Z7

eferves:cent.e

maravilhament.o,

na

R•pUbU.cG v.tha. ot.Ori.a • 0 ocorr•m; neg roe ca.loli.ci.emo


compart.iment.ac;ao cot.idiana

do

t.rabalho

ideal"~

''mundo

da

racionalizada e

dos

realizado

em

diversao;

alazeres

t.res

ordinSrios,

dias.

da

diversa par

is.so

Par

monot.onia

ser

os

virt..ual

o

c:r-onist.as

a

f&st.al

saudavam:''P:rodigiosa.

invent.ar-t.e"(O Malho/11-03-1916). Out.ros asseveravarn: ( . • . >n6s horo.z

somos

durante

reerei.o

$

o

po.reei..dos

o

e

dta

ca.rno.va.l(Di..Ctri..o

de

Port.ant.o

igualar-se

aos

ela a

eotegi.o.i.s; da

etes

daseanso,

a.s

tro.ba.Lha.m

do

racreLO.

ta.nta.s 0

nosso

vit.rine par-a onde se volt.am os olhos da

diferenciar

se

crit.e:r-ios

os

algumas

Noti.ci.a.Ls/04-09-t89C>l.

e

Ao mesmo t.empo, urbanidade.

eom

t&m

vist.o

como

nela

normais

e

vai

implicar

de

bom-gost.o.

t.ambem

um

Trat.a-sE'.>

de

uma sit.uac;:ao que t.raz nas suas condicOes os fat.o:r-es de combinac;:S:o com as consciQncias, que

a

t.ext.ura

econOmicas de

e

da

folia

compromissos.

inf'ilt.rando-se

em

lest.a

do

realizar--s:e

como

suas tn.agua.s e 0

pl"6prio

coligada

t.orna-se

fluxo

d.iA:r•io,

j3

cot.idiano.

limiar-,

que

da

no

Iest.a

em

ela

urn

apart.ar·

concluir

pode

Ieixe

prOpria

vai

a

que,

car-isma

do

dest.a

sociedade

a

qual

esleras

nas

explos.9.o

a

ent..endo,

possi vel

possivel

pal" a

da

essas

a

jogar ludicant.e com seus

e

fest.a

ao da

alicerce cidade,

mane ira

or-denadament.e

fant.asmas,

cuidar

de

simb6lico

na

a

qual

lhe

conformador:

carnavalidade

t.rat.a-se

convida.

dai

"t.odos"

a

o povo, civilment.e Ol"ganizado e o:r-deiro. r-Qconhecido

Dor-;:;;;.vant.e "incandecent.es" quando da

cult.ura.

se

que

isso,

exult.ar apert.ados abr·acos. Traduz-se urn out.ro sent.ido para

d.a

part.icipar- -

est.ar

ao

Por

menos

espaco-t.empo

Iest.ejo

em diant.e

de

carismat.ico

permit.e escapar da rot.ina,

prSt.icas.

vez

do

IenOmeno

0

carnavalesco.

das

ig-ualment.e

imp:r-es:cindivel

t.ol"na-se

rot.inizaca.o

razilo

r-ot.ina

na

t.ao

cada

Dai

a

modelagem

muda

pol:it.icas,

radicalment.e

a

crucial

alga

ado:r-m&c&m

volUpia

da

explosao

A

parament.at;:2lo

~

&

civilizada

o

t.l"abalho

opulenci.a emocao,

para

Car-naval

0

laico

a

art.ificializada logo.

t.ornar

e

como

passa

corpo.

a

di.as

peniiria.

E

ocorre

ar~e£at.os

nos

imprescindir

da

da

fant.asias<indument.arias)

As

pos:s:ibili t.am precisar esse argument.o. A

folia., que

mascara e

consist.em podem

na.

fant.asia,

nat.uralizados na epoca como emblemas da

possibilidade

esconder-s:e

individualidade. mediat.i vas

a

Po rem

pert.encent.es

dos ambas

a

de

des:nudament.o

out.ros sao

gl"am3.t.ica

28

e

desfrout.ar

t.amb&m

da

subjet.ividades,

OS

fest.a

t.oda

legit.imos civilizada,

a

sua

element.os cujo

vest.ir


implica o

int.erar-se no cont.rat.o

brincadeira

porque

Ist.o

individualidades.

invadir-

onde a irxiument..8r-ia esconde o que

pret.ende

plasmar.

car-navalidade. ou

Modist.as bela.s

invent.ar

sunt.uosidade e part.e de

e

out.ras

cost.ureiras:

sao

morcegos,

sao

a

"apropriadas,.

condenadas

sit.uac.ao

mediat.icos

element.os

alegres

naqueles

e

£azem

requisit.ados

dominO,

indices

OS

para

da

con£eccionar

import.fulcia

conferida

mesmo

as

sao

do

noit.e

complet.a

dessa

est.ilizaca.o

Considero

cabivel,

de

vest.iment.as

perseguido

no

aonvivio

prest.igiadas

part.icipaca.o

OS

signiiicat.iva

pUblico

do

na

ruas,

no

veiculos conversiveis, durant.e a

sabado

espet.acular

diabo

de

iant.asias

olhax-es

dos

de

desprovido

uma

vagar sabre

0

passagem

na

t.rimsit.o

vest.es

As

epoca colonial, como as

pot.encializam

diant.e

t.empo-espacc da diversa.o.

o

Aiinal

que

dias,

corso,

ou

expurgado,

Cent.ral.

Avenida

grande

pierrot.,

experH!ncia j.it embebida do regist.ro £ot.ogrilf'ico.

uma

:fest.ejo,

disposica.o de posar, marcam est.a modelac'em da aparic;ao,

a

associadas aos resquicios ..barbaros·· da ou

no

da

esplendor aos olhares

arlequim,

A

demais

deliria

0

t.eat.ral

o

se

exibi~;a.o•.

de

iorma.s

revel.a

aolombina,

de

e

romanos

egipicios,

gregos,

durante

sent.ido

um

anonimat.o e

roupas

As

out.ro,

ser

0

£az

carnavalesca,

t.acit.o do relacionament.o com as

para

domingo,

era

par-t.icipacao

da

t.radu~;ao

a

Iolia

da

rnaneira

a

na

Avenida".

expect.at.iva principal,

dos

croni.st.as popular,

mais

enx:ergam nela o mocos e

com

siJnbolos

de

Carnaval

como

a

mais

cort.esas, brancos e da.o

sent.ido

de

sent.ido

mat.erializada

na

de

coesao

natureza

"nossa

iest.a Quando

porque se ig-ualam, 0

escudo da

remanejament.o

em

condicOes ofer-ecidas,

represent.aca.o

a

present.e do:s:

do

as

Enf'at.izam

polida

a

negros, sob

cont.a

conf'eccionar

out.ra

republicana."

se mist.uram as classes,

ao mesmo t.empo oper-am com

no

do

int.erpret.ar

sincera,

imagina.da"(Ander-son../1999).

universalizar;ao inst.ant.e

o

Not.icias:/14-02-1893),

.s:ociedade e

''comunid.ade

~

de

modo,

t.omar

mas

velhos, senhoras e

na

os

em

locus onde "

m8scar-a"(Gazet.a cur.s:o

dest.e

de

pot.encial.idade

a

no

cort.ejos

event.o,

uma

de

naquele

··1uxuo:s:o:s:''.

Em

de ent.Cio pa.rli.r a.leli.•r•• onde nomee Loco.L •La.bora.m exub•ra.nt.ea f a.nlca.i.ca. quo pCl.l"t.i.ci.pg,rn "aCl.i.r boni.lo" ou ....t.6. expreasO•• concurso&. E as boni.t.e~" no• di.a.a foJ.i.g, si.nteti.zg.m c di.sposi.~&o i.mpLLci.\.g. de Legi.li.mg,z- g. preaen.;- na. fest.g.,

Cri.a.m-••

a.

a.lla.-coat.~o~ra.

•Do roma.no

oc:ordo com a.gl.utina.

t.rionf"o

doa

Com

0

a. a.&

descri.cao de BurckhardUtPO:t:25.--!5), po.&aea.to.& de ma.sca.radoscqua.ndo

comg.ndantea roma.noa, RenCUici.mento, paaaa.fl'l

o

forma.lo do coreo seculari.zadas e OS tra.naforma.doa em cortejoe teg.tro.i.a a.a claaaea a.ba.at.a.da.a toma.r parte do


que medida? 0 t.oda

f"est.ejo

carnavalesco,

wna ressemant.izaca.o,

enquant.o

fazendo-se

part.e do

simbolo

processo social,

de

unidade

de comunh3o. Exat.ament.e pela c:r-enca na capacidade coes.&o urn

social,

conjunt.o

pelo

logo

inscrevendo-se

Ao

cot.idiana,

nllcleo

classiÂŁicac0es das prilt.ica.s e

de

par-t..icipant.e

:folguedo.

como

no

mesmo

sent.ido

t.empo.

t.ornara-se

a

mant.er

de

mant.er-se

condic;:llo

de

16gica

a

e

norma.s

ser

observado

int.egracao

de

no

da

monot.onia

:ftll11;8o

sua

p:r-escrevendo

a

de

da

dist.anciado

consciencia,

folia em :renovar- a

da

dest.acado

a

essencial

de

soire

vida

divert.iment.o

popular, embora perpassada pelo t.ranscendent.e principia da civilizacao. Para

compreender

especialment.e

em

alguns

a

dos

est..rut.urac;iio da sociedade t.empo

susci t.a

t.3t.icas

cent.ralidade

seus

em

de

pat..arrtal'

urn

relacionament.o. pr-essionam o

Desde

t..orna-se

est..e

prS.t.icas principia

urn

o

de

t.er

consorciac3o

e

de

pela

fest.a,

em que

imposicao

necessidade moderacao

a

"Grande" ou

mais

precise

pela

de

ment.e ao

a

mesmo

dominac§.o,

compromet.iment.o ent.re os individuos e

moment.o,

Carnaval, t.ant.o

da.s

desCacam

de

diierenciacao

aut.o-cont..rolando

OS

e

moment.os,

just.ament.e porque t.raduz t..ambitm o grupos,

alcanc;:ada

violent..as

paciiicac3.o e

o

e

do

e

o

dist..anciament.o

"Pequeno",

exigindo

grot..escas.

chancela

os

inexor8vel

hom

0

limit.es

do

se

que

convi via passa

que

a ser ou na.o considerado belo, limpo e apreciavel.

A

postca.o

oxigenadio expans.lio

das das

dos

mudancas pr3t..icas

polit.ico-inst..it.ucional

ma~ot..es

paut.a

o

moldada

implant.acao

do

de como

r-egime

Os

tnt.elect.ual.

da

part..ir

impulse

ideia

para

a

de

desde

e

universe

da

est.e

t.raduzem

t.ema

maneira

da

de

ordem

urbanizaca.o

que

coloca

int.egraca.o

para

sacedort.es

em das

Renat.o

escravid3.o

sobressai

debat.e

0

0

da

Est..ado-Nac3.o.

s6cio-simb6lico.

Abolic3.o

a

uma

de

e

pela

at.raves

de

urn

cidade.

nacional

movido

brasileira,

e

indust..rializant.e

republicano

cronist.as

o

ÂŁundament.ac3.o

da

mesmo

urn

Colocando-se

jornalist.ico.

e

ident.idade

dent.ro

demonst..ra

a

assim

local

desenraizados

da

Ort.iz<t984)

sociedade

impulso

0

humanos

problema

het.ero~eneidades

na

repercut.e

capit..alist..as

vimos,

Conjunt.ament.e, deslocou

cronist.as

e

a

na

refle>dio

0

universo

do

sist.ema

unificador.

Essas pariunet..ros iniciat.iva p:z-ojei,o dtot

condi~;Oes

para de UJ'J1a

a

.sociai.s

organizaca.o

cl.assi:ficar

o

~ora

e

manif"est.aca.o

folguedo

na.;:Zlo ai5tt.omat.icuarnont.o

30

present..es, da

carnavalesco int.og:z-ada

def~ram

cult.ura. como

oco:z-r-a

Por

out.ros isso

expressao

a do

om t..al aont.axt.o.


Ao

··pacifica"

ambito

sociedade.

Principalment.e

t.ot.alidade 7

onde

o

ent.re

ci vilizac.So

cont.ra

o

de

e

e

a

cont.undent.es

a

carnavalesca,

out.ros

sem

ja nos

nacional

por

com

a

na

modele

anos

de

desfazer

t.al

ex:cel&ncia",

o

dos

dez

a

cabe

define

do

uns

sociais

part.icipaciio

da

impost.a

solid.irio

pelo

gimero

re:ferem

"'a f"est.a

do

espirit.o

nat. ural

''admirar''

no

papel

0

Iest.a1 de

peri6dicos

os

Sociedades

obrigacOes

da

rit.ual

cont.radic.&o

espet.acular,

disciplinadora

ext.ens.So)

pOI'

A

da

uma

como

das

t.eat.ralizado

insist.em:

a:f"inal

pais

0

defesa

aspect.o

codificacao

decada

da

assumida,

confli t.os

OS

hegemonia.

"'espect.ador"',

f'un.c8o

isso

brasileiro,

carioca(e

t.omasse

0

de

o

da

Dent.ro

Des:file,

conjunt.ar

explicit.ada

reveladora.

part.ii·

congracament.o.

de

empurrar

como "--ia Isaura P. Queiroz(1983), I'UU."

~-·-.J. .::u.cu·

--a P c:u. "at.or-"

burgues

barbitrie,

e

quer

se

dilema

0

modele

ent.rudo,

QUa! >

cult.ura

da

''adorar''

e

0

ca:r-naval<Pereria/1992:54). Ocorre que a ent.re

at.ores

da

:falt.a de

cena

espessura da sociedade

a

sornada

urbana-indust.rial

organizada

civil

insuf"icH!ncia

do

em cobrir esse Ilanco, impossibili t.ava ao Carnaval-Espet.a.culo cumprir int.eirament.e a seu papel esbac;:ado. Est.e def1nia-se pela int.enc3o Est.ado

colet.ivo, cat.M>t.ica do espet.3.culo nat.u:r-eza da int.ermedio por de, mest.i¢a:r- a sociedade, colando-a selet.ivament.e se~un.do os cilnones de uma t.radic:io

brasileira,

ordenada

pelos

valo:r-es

que pe:r-manecia como aspi:rac:io ou promessa.

aparat.o

policial

sabre

pr3.t.icas

as

alcance da mediac.5a farmadora pe:r-calc;:os,

ci vilizador

process:o

0

import.ant.es:.

Not.adament.e

no

folia

na

imaginilrio mode rna

es:paca

eur-ap6ia.

0

A int.erferencia repressiva do

populares

dest.e

madernidade

da

indicam

unif"icador.

des:t.acado

pelas

Apesar

com

circula

o

luzes

pouco desses

repercussOes do

cent.ro

da

cidade, onde mat.e:r-ializava-se a aspiroac;:.&o de modernidade. Algumas

not.icias

do

ont.andimant.o possibilit.ou,

sabre

jo:r-nais

e

a

epaca

da

oo.;;:aQionado

impaat.o

urbanos,

equipament.os

de

percepc&o

e

as

heurist.icas

int.roodw;:Ao

pela

orc;anizaca.o

da

sao

vida

da

maneiras

de

para

novos

do~

humana

part.icipar

do

que

OS

fest.ejo.

Em sua ediciio de 19 de fevereiro

de 1906, loco imediat.ament.e post.erior

ina.ugurac.ao

jornal 0

em

t.orno

da

do

grande

Avenida,

primeiro

o

Carnaval

brincado

Pais

vocaliza as

sabre

aquele

o

a

expect.at.ivas asf"alt.o,

mas

prescreve as r-ecras de part.icipaca.o no novo cen8rio:

o

ca.rnava.t.

na

A veni.da..

esplendidas aler;orias a.nti.gequi.p0-9ene

••t.r•i.t.orno.menla.i.s;

IS&O

em que

8r'"C1

de

hQ.

muU.o

carro:s :sunt.uo:so:s

••m

l tnha.mos; oalenla.r o as ma.saa.a com

det.i.ci.a.r

32

aspi.rcu;ao. a. medi.clcl. doe c:u-eos Ga. bri.l.ho de ma.gnUicas ent.re 0 o.puro

uma


admiracOes

pret.6ri.los,

ari.st.ocr<ili.ca.,

oh

i.st.o

que

balo

est.i.mulos, deeperlar orgutho e

numa.

qua

exlenaa.

i.aao

de

h<i

e

large. Como va.i

••r.

a.veni.da. ~orda.r

prazer<gri.fo meu>.

Dias depois, o mesmo cronist.a recorda, ainda. sob efeit.o do deslumbr-e: urn memento em que o pU.bli.co pOde conlemplar foi proporciona.do vez lhe pela. pri.mei.ra. CLO noaao edi.ftc'i.o pQ.Saa.va.m em frenle permei.o a. deixa.ndo de oa.ndole~>broe mu\.lidao quo esprei.ta.va. do a.pla.usos Tenentee que cruzava.m na. Avoni.da. Centra.l,

Em ambos os o

carnaval

no

digno

event.o

louva

est.a

ele

a

de

ser

sobressai o

vist.o,

deiinida

iorma

para isso, a

~rechos

pela

ci vilizada

at.eru;ao do

ou

melhor,

posio;:ao do

iorma~o

de

as

ca.rna.vo.lesca.s,

••

o

Democr<iti.co•

que passa a caracterizar se

e/ou

das

que

elOt.rica

luz

legit.imidade

ver

des:file

cronist.a

a

espet..ciculo

est.e

Houve

Grandes

part.icipa~a.o

da

fazer

ver,

Sociedades.

condio;:Oes que a

enfim

Not.a-se

as

Avenida oferecia

Sociedades em brindar com element.os maravilhosos ao pUblico que delas se dist.inguia. ~l... var-

a

Ressalt.a

ainda

import.imcia

a

a

moder-na est.a conect.ado cont.role

soc:ial(10B4:27).

c:onheciment.o

luz

Para

art.ificial.

iluminac;:a.o

do

elet.rica

do

olhar

A

luz,

e

art.i:ficial

recurso

do

out.ro

desenvolviment.o

0

do

como

mit.o

pequeno

assim

aiirma,

suport.e

o

ele~

mat.erializao;:ao

ident.i:ficaca.o

e

observao;:8o de Abram Moles a

de

do

out.ro.

da

dist.inc;:ao

es:pet..9.culo

0

Eu

fragment.o

imaf:ens

ine:t.r-ument.o de aul.ocont.role e

expressa

a

elet.rif"icac;ao

da

do

Rio

divindade

da

dizendo

t.empo

de

que

veiculadas

a

como

funciona

como

int.ernaliza<;:;ao da dis:ciplina.

est.udo da hist.or-iador-a Amara Rocha<1996) sabre o

0

artificial

permanent.e

ac:rescent..ar-ia

das

respeit.o

met.r6pole

da

iluminac3.o

da

legit.im.as n.a paisagem urbana modernizada. Ao mesmo

t.orno

como

gr-Qr,t..if"ioac;::Ao da plat..titia.

Nesse pont.o vale recordar a

e

luz

da

Janeiro

ent.re

1892

e

imaginario em

1914 1

insere

a

inst.alac3.o da empresa canadense Light. na cidade no quadro de expans:ao do capit.alismo a

monopolist.a,

a

aut.ora,

empresa

naquele

inst.ant.e,

int.eressava

em

sobret.udo

escala os=

int.ernacional.

indicosz

do

aaola%"at;;:.iiio

indust.rial e

de concent.ra~ao ur-bana, for jando urn promissor mercado

explorado. 0

advent.o

t.ens6es

na

da luz elet.rica,

versus

as

''t.revas··~

o

at.raso

a

ser

det.ona uma s9rie de

represent.ar;Oes

vinculada

cidade

''moderno/civilizacao··

most.ra Amara,

Para

arcaico

das

ent.re cla:sses

populares. Loco, o format.o Desfile nB.o i:mplica soment.& em uma pedagogia. mas inscreve

t.arnb<&m

na

sua

pr-Opr-ia '32

mat.erialidade

o

per-1'"!1

cia&

r-gia.;..S. ...o


que

sociais

inst.i t.ucional pr-ocesso

de

t..ipi:ficacao e

agent.es.

De

t.al

est.ao

A

OQt.a

Car-naval-Espet.Sculo.

do

objet.ivid.ade

E

onsendroa.

0

forma,

J"nOmont.o

0

Vejo

af

.a

a:ruaia.l

inst.it.ucionalizacao

a

cont.:r-ole compart..ilhado mut..uament..e que

diria,

sua

em

t.omada

pelas

pe:r-f"omances:

det.erminadas

pelo

imperat.ivo

da

de

s:eus:

exibicao

no

por at..os e

ext.erioriza~;a.o

a

vis-encia

fes:t.ivas:

f'~.8.o

at.oras:

f"oliOes:

ou

est.&t.ica,

e

paz-a

pr-ecisar- o ar-gument.o, do espet.3culo. Ist.o

que:r-

valor--de-exibi~;a.o audiencias

8

que

o

par-a

permis:s.So

ou

det.enha

de

o

apenas encorpar- a

a

adequado

modele

a

lugar-

especif'ica ser

anAlogo no

es:pet..&culo, a

audiovisual,

necess:idade

a

quant.o

mist.erios

nova

ot.irnizar;a.o

do

exibivel

no

uso

rit.ual

Cabe-lhe

consa~:raca.o

de

cult.ur-a popular encont.r-a nes:t.e for-mat.o

de

E na est.eir-a

par-a a

func;:ilo

ao

do

s:imb6licos.

abert.a

ao

colet.ivo

plat.eia f"ruint.e.

brech.a

po:rque

nos

produt.ores

papel de

concedido

desf"rut.e

iniciado

dos

e

pr-imordial

int.imo

e

f'r-uidor

cult.ural

desf'ile

urbana conlerida

a

part.icipac.So

da s:uprern.a.ci.a do genera

sem

pUblico

capit.al

o

irnediat.o

individualizadas,

da

do

dizer-

diver-t.iment.o urn

t.eat.ro-passarela

midia mais lust.ros:a

da

Avenida Cent.ral. necessilrio pelo

mobilizados descrit.a,

de

"educar"

de

como

nada,

Carnaval,

assim

no

como

bojo

da

stt.uacao

e

respeit.i.tvel

st.at.us

de

cent.ro

verdadeiro

simbolo

do

carnaval

f1uido

as

mas.sas

o

formais

soci016gica

cornunicat.ivament.e da

folia;

aclarnado

e

civilizado

populares<Pe:r-eir-a/1992:29

circul.ar- como

para

element.os

os

ao

modernament.e

mais

compreende:r-

suficient.ement.e

Elevando-se

cronist.as

ant.es de

Des:file

t.orna-o

ef"icient.e. pelos

:iinalment.e

modele

a

consa~rado

capaz 31).

E

ent.:re

g:r-uparnent.os difer-ent.es da sociedade urbana da epoca.

0 CORTEJO OPERiSTICO A Carnaval do

do

pont.o

Rio

de

"civilizac8o". folia,

conÂŁ ~:rida

cent.:r-alidade

por

de

Janeiro,

vist.a Muit.os

das

no

desfile

principia

r-epre.sent.ac8es,

c:r&nist.as

considera-lo

ao

de

jo:rnal

inst.rument.o

das

do

seculo, id&ia

na

o

G:randes

que:riarn

indispens3.vel

a

Sociedades

est.ava de

a

abolic8o,

arcaicos<Idem/1992;30-1).

def"init.iva, Para

os

dos

cost.umes

lit.erat.os,

33

a

da

t.ransf'ormar;:ao

do

coloniais,

riqueza

e

simbolo

Brasil em uma sociedade mode:rna, t..amb9m quando fest.ejava. signi:Cicar

sust.ent.ada,

"prograsso"

como

no

dos

Em razao vist.os

de

como

prest.i t.os

e


ori:;em

badalada

sua

proporcionava

a

est.e

da

e

pelas

folia carnavalesca,

qual,

part.ir do

elites

de

dos cost.ume.s:, a

de

iluminist.a

que

ja

forma

ele

sabre

est.et.ica as

apont.a

o

no

sent.ido

conjunt.o

manifest.acOes

de

da

cunho

advent.o da Abolic;ao dos escravos, moment.o

a

sujeit.o

perse@Ouic.ao

policial

massa de a:f'ro-brasileiros comeca a

rit.mo s:incopado, cant.os e

europeus

cosmopoli t.ismo

sent..iment.os e

os

cent.ros

pelos comentadores recent.es do

periodo.

uma

suf"ocando

mesmo

feic;:So

nesse

popular. Principalment.e ap6s o a

import.ant.es

mais eruocado

o

carnavalesco

imposic;3.o

a

modele

alme jado. Esse aspect.o

acont.eciment.o

<le

folias

dancas, deflaâ‚Źrando o

e ao pat.r-ulhament.o

t.orn.ar as r-uas com seu

combat.e ent.re "Grande" e

''Pequeno'' carnavais(Queiroz/1992:55).

ua.

urn

out.ro

aspect.o

carnavales:ca. Ou seja, a e

cujo

divers:.ao,

Des:file

Percep.;:ao

que

concent.rad.as

no

vao

as

Chef"e

de

Est.ado

Policia

do

a

mesma

sua t.ransf"ormac8.o em

mat.erializar¡.

o

envolvendo

Grandes

das

int.erf"ere

r-econsiderac8.o

urn ri t.ual urbana

Sociedades

no

modo

classificar os majest.osos

Dist.rit..o

Federal,

Sociedades conslderando-as como

Francisco

"socledades

de

de lazer

parece

mesmo

melhor

as

como

pr9st.it.os.

Valadares,

forcas Em

se

diversOes

1907,

re:feria

que

e

folia

da

t..odos

anos animam o carnaval carioca"{Moraes/1958:227).

int.erpret.acao mesmas

a

legit.imidade

crOnicas

imposic.ao

de

raciocinio

esse

Seguindo

ut.ilizadas

classe,

as

ruas,

mot.ivando

inclusive

isso,

por

Rancho, passa a 8

:falam

dos

exibiam-se

os

de

Carnaval.

ar-gument.os

sucesso

do

out.ra

a

Pais

respei t.o

pelas

obt.ido

as da

Grandes

camadas ''populares'', dUl"ant.e as suas passagens pelas a

:formacao

met.ade

da

de

d9cada

da

acaloradas 1910,

de

Mais

t.orcidas.

uma

nova

ent.idade,

que o

disput.ar- com as Sociedades, no int.er-ior do mesmo genera,

at.ancii.o dos espect.adores r-icos e

popular-

Des:file

palo

sust.ent.ar

para

t.amb6m

Sociedades junt.o

volt.a

gozada

ent.abular

passive!

primeiz-os

como

e,

ao

verdadeiro2ijl

seja~

a&~t.a

mesmo

t.empo,

na

t.eat.:r-os

lfricos

deanabul.ant.es,

cada ano urn novo enredo, at.raves do ale'"or-ias-cen8rios. Ou

int.a:r-s&~sant.e

pobrss. 0

cant.o, da

inovacilio

danc;:a~

das

na

t.razem:

que

n.ar-rando r-oupas

modelo etas Gr-andes Sociedades for-a

o

origem

e

a das

t.omado

e :redimensionado. 0 do

1110delo

Des:flle

remane jament.o enf"ocado. parece-me~

co~np:reende:r-

prop6sit.o dest.a sze.;:.&.o, porot..Qnt.o, 8

Ja

das

que

const.it.ui

de

Car-naval,

relat;:tSes:

a

sociais:

t.aref"a

apenas

at.ent.ando,

wna

.34

no

mis.sionBria part.e

do

rnais

Rio

uma

<le

vez,

Janeiro

ci vilizadora processo

oat.a oi:r-aul.ac;:Ao

social

ao

moment.a

no

<los

prOprio

crOnist.a:s:,

maior,

aludido


acima,

ar-gument.ac;:iao

t.ambam

est.avam

qual

do

f"eit.a

at.e

agora,

sujeit.os.

pret.endo

Man tendo

sust.ent.ar

a

coerEmcia

cia

sucesso

do

o

que

ror-mat.o DesfUe r-eper-cut.e, do pont.o de vist.a da per-cepc;:So e

da es:::t.et.ica,

um deslocament.o mais ger-al. que

0

f"ormat.o

se

Desf"ile

valor-aeDes:,

quer

Car-naval

de

e

evidenciar

seguint.e

0

condensar-

r-esult.a da f'ormacSo

convivio

dos que assist.em em cir-cuit.os de

r-elacOes

posicionament.o diferenciaca.o

que

ocupam

crescenta

exposir;3.o

est.9t.ica

ar-t.iculac8o

e

dos

int.el"'iol"'

produc8o

seus

produt.os.

principios seja

incont.orn3.veis:

bela.

irnagem)

Ou

melhor,

pas:sa

a

a

supor

para

a

as

e

a

e

alegria

est.e

par-t.ir

da de

objet.ivos

relacionament.os, o

Cont.udo o

car-.S.t.er

de

dUbio

de

exigindo

o

aut.ocont.role fazem-se

e

execucao

cont.emplacAo

a

ex:ibem e

a

com

0

suas

especiÂŁicidades

simb6lica,

confeccao,

beleza(que a

fixa

de

e

se

define-.se

racionalizac8o e

poliment.o const.ant.e dos at.os. A

que

vencilhados.

fest.a

os

fat.o

0

civilizac;:ao

agent.es

Assim,

sabr-e

age

de

sociais

que

na

dif'er-enciac3.o

dos

da

sociedade,

da

especializados

subgrupos

no

ideia

a

e

post.ulado:

manifest.ac3.o

fruic.S.o

do

que

urna

idEda

em

sent.iment.o

de

de

do

emocao, ambas provocadas no rit.ual do Carnaval-Espet.a.culo. Aqui reside o

espet.acularizac;:ao

t.roca de

do

sociedade

inerent.es

lindt.ac;:Oes vinculac3.o

nU.cleo do argument.o propost.o nest.e est.udo. Por- que

do

Carnaval

f'est.ejo

ao

carioca

principia

de

mel"'cadorias

cult.urais,

be=

s:imb6licos:.

que

local

nos

t.ermos

abst.:r-at.o

no

impossibilit.am

interior

frankfurt.ianos

universalizant.e de

urn

sociologicarnent.e

pensar

do

mercado falando

de valor

a

wna de

especializado inex:ist.e

urn

pU.blico-consumido:r- de uma cult.ura popular de massas no Rio de Janeir-o do momenta. Tamb&m o uma

t.ot.alidade

esquema t.&cnico-inst.r-ument.al est.ava Ionge de ciment.aro

s:ocio-hi.st.6rica

que

s6

ocorrer-a.

no

Brasil

a

part.ir

dos anos ses:sent.a do present.e seculo. Porem

a

mesma

t.eorizac.&o

:frankÂŁu:rt.iana

Ior-nece insumos para comp:r-e;ender- a do

moment.o.

Ador-no

homerico

seus comandados e her6i o

faz

Horkheime:r-,

int.erpret.am

E.sclarecimento, UlissesCher6i

..

da

ancoradas

at.it.ude

Odiss6ia),

no

cEilebY.e

no

a

a

mode:rnidade

peculiaridade da int.r-ojecao do

p:r-.S.t.icas

Carnaval-Espet.&.culo

sabre

em

folguedo, da

com

cera

do

ast.ut.a

de

os

ouvidos

de

ele prOprio amarrar-se ao t.im8o da nave. Para ambos, o

no int.uit.o de resist.ir aos encant.os das sereias e

curso progressive da nau at.& It.aca,

~-

especializaro

objet.o

a

naquele

Dial9tica

racionalment.e

t.apar

modele

cult.ur-a,

t.ornando-a

35

despert.a:; de

8 1

mant.er o

post.ura burguesa de

cont.ernplacZ.o,

o

prOprio


espet.aculo.

Imperat.ivo

desquali:f'icando-a

em

aut.ocont.:role

nat.UI"eza

da

psicol6gicoC1987:45). forma

as:sumida

Renasciment.o,

seus

pelos

t.an'Lo

at.ribut.os int.e:rna,

Nesse

em

exi~e

que

mesmo

dos

onde no

se

consolida

as:pect.o

n.§o

principalment.e

civilizac.So,

a

t.at.il

t.endo

em

olho

vist.a

humana

sens:ibilidade

da

do

cult.ura

de

vida

os o

que

a

ap6s

0

urbanos,

e

emo~Oes.

cent.ros

cont.role

0

individuo

da

cont.encao das

no

como

const.at.a

Elias

modes

natureza,

divines,

fundac.So

Nor-bert.

caract.erizada pelo const.ant.e dist.anciarnent.o e Elias encont.rar no ouvido e

a

rnanifest.acOes

het;emonia

a

e

mit.icos

necessaria

e

eta

dist.anciamen'Lo

mitgicos,

sent.ido,

objet.os

meio

o

Dai

corp6reos evidenciado

hist.oricament.e

const.ruida

no processo civilizador<1990:200-1). Tan.t.o

ver-sa.o

a

espet.acularizac.So da Carnaval DesfUe nos

car-ioca. de

cult.ur-a

por

a

e

signi£icam

ficandos

como

a

a

uma

a

circulacao

que

do

espet.acular-

do

inf"ormalidade

se

t.endEmcia

a

manifest.ac3.o

para

dist.int.ament.e

:revelado:r

que

0

curso, t.endo ent.r-e seus indices o clrculo

ho:r-izont.al

baseada

dos

elos

a

irnprescindivel

individuo

de

juizo

c:r-it.ico,

ancor-ada,

que se pode

pal'a

ser

exibida

cor-:respondendo

uma vez

po:rt.ado:r-

pliblicos

dos

for-macao

de

cada

e

comunit.S:r-ios

capacidadade

na

org-anizada

indi vi duos~

de

pUblico

urn

expect.at.ivas:.

det.e:r-minadas

cultural

lolia

da

moderniza

cult.uralment.e, nos parSment.ros da modernidade burguesa. E o in£erir da

secular-izac.a.o ernancipado

mais

de

uma

inclusive

e

da

t.emat.iza.;:.io

modele

da

r-espeit.o

a

est.a

do

f"or-malizacao sociedade

Elias

de

ofer-ecem element.os

consolidac.io

A

Car-naval

t.ermos:

f'r-ankf'ur-t.in.a

a em

do

razoabilidade

est.et.ico.

Fat.or

espet.Aculos

dos

modernos.

Mas em

e

precise sempre t.e:r- em ment.e que o es:t.ava

s:ociedade

cur-so

ent.3.o

s:ujeit.o

pr-ovocadQQ

descont.inuidades

ou

incap.a2es

supo:rt.es

per-fll da racionalizacSo

inst.i t.ucionali2ar-

de

socio-cult.ural

urn

mode:rno. .funbi t.o

No

da cena

ca:rnavalesca,

as

conseqtiencias

dessa

carEmcia

se evidenciavam na dificuldade do Est.ado em impOr o modelo ·aspir-ado como sin&nimo mesmo

de

t.empo_.

Dl:f"iculdade em pode

civilizacao

1914,

dizer

inst.it.uicOes

da

conjunt.o

o

car-St.e:r

as:se«'urar-

manlfest.a na ajuda

ao

aos

Cor-dOes,

para

a

o

acusando-os do

folia.

prat.icas

democr-.8t.ico

veem&ncia como

impossibilidade

volt.adas

das

pode7"

pr-efeit.o de

36

populacao

conf'erido Barat.a

"desol."dei:ros".

pUblico

Exp:ressa,

da

por

em

ao

e,

fest.ejo.

Ribeir-o

nega,

mesmo

se

subvencional."

as

exemplo,

0

ao

no

vet.o

do


ent.io pre:feit.o Ant.Onio Prado JUnior ao projet.o de lei que cria uma caixa para

especial

Car-naval,

0

classif"icado

como

"fest.a

just.if"icat.iva complement.ar do pre:feit.o ao vet.o t.I"aduz a poderdo

pUblico

Est.ado,

fest.a

em

j.8.

da

que

est.a

iniciat.iva

cent.ralidade

sequer

ao

de

folia

da

exist.ia.

e

part.icular-

port.ant.o,

cabendo

a

ajust.ar

Concluira

car-at.er

o

cult.ural

acao

"wna

carnaval

manifest.adament.e

nenhuma

acaso~

pollt.ica

ser

A

incapacidade do

uma

a

cidade".

da

popular,

€Overnament.al"'(Apud

Moraes/1959:230).

A

maior

inconsist.&ncia

o

rne!'cado, urbana.

da

sociedade

epoca

iniciat.iva

A

pr3.t.ica

das

conjunt.o

do

dos

modele

bases

sociais

gl'upos

aparece

part.icipacc5es

no

perfiladas

po:r·

que

na

pais

leque

a

o

a

16gica

espaco

promover

e

pUblico

est.imular 9

a

possi vel

sust.ent.acao

pr-ofissionalizao;:ao

de

de

exemplar _ A

fest.a,

alt.ernat.i va

folguedo, amplo

em

na

esbar-rava

segundo

t.omava

"civilizado" a

t.amhem

relacionar,

comerciant.es

como

espet.acular

ern

sociais

considerado

mecenat.o

dest.e

da

jornais e

dos

fosse

quant.o

t.udo

formalizacao

consumidores

supunha

cult.urais,

o

que per-manecia uma quimera para a Qpoca.

Por modernidade

uma da

no

vocac3o

interior

t.rat.a

dos

carn.aval

o

de

uma

reconst.it.uir fest.a~

da

espet.acular-

individualizacao

fest.ejar se

procure

isso

no

cent.ro

espaco

de

os

fo:r-ma..lizant.e

Ranchos

Enquant.o

na

os:

os Ranchos

..

t.enham

Em um

margem

nos

pUlblico

a

cidade.

espera

como

caract.erist.ica

melhor

a

da

Weber)

de

forma

Porem

bases

de

ainda

socials

Ranchos

dos

pais

revaladora,

ent.:recruzament.o dos: element.os mediados: pela

rela.cOes

da

set.ores hi.et.Ori.a.

sociais

dos

ag:r-aciados

no

chamados

a

corn

a

popuJ.ar.es,

duas

ca..rna.vo.l. a.quel.es

Os jorna.i.s e deela.que. Vo.Le

Ou

seja,

nat.urezas Enei.dc:L

ongra.ndoci.menlo \.embra..r, por toto.\. com reverenei.a.doe promovi.a. junto Fon Fon tts f 6.bri.cCI.& d• revi.&t.a. Q entre ~ oper6.ri.a.. ra.i.nh<:L Do ••eother promovi.a.m orgoni.zavam oe Lornei.oe de Oro.nclee Soci.edc<i.e • Ra.nchoe.

37

dos

e

de

ainda

..

CordOes. t.re~as:,

s:em

jo:r-nais

que OS

e

policial

dos:

Est.avam

urbana.

capoerist.as

simpat.ia civil.

do

cont.ext.o

perseguic8o

sociedade

a.gra.decer fesla..

de

dest.a

&spet.acularid.a.de em germ&.

conheqeram

consa.gradas

originado

l.i.vro ••u co.ptt.ul.o

s.§o

sent.ido

como

especializacao,

opost.a

Ult.imos

logo

inst.it.uir;:Oes

das:

possiveis

civilizadora,

desfiles

t.emat.izacao

a

const.it.uem essas ent.idades o dinillmica

miss1io

de

promessa

modo

na

concW"sos

que possibilit.em d&sabrochar a

Dest.e

t.omando-a(no

anunciada

do

carninhos

OS

muit.o

out.ras

qua

SQ

dis:t.int.as

woro.ee

para

0

CQmerci.a.nt.e& est.ao eMemplo, que o. leei.da.s concursos pri.ncipa.i.e

jorno.i.a


inser~Oes

def'inem os modes de suas respect.ivas Pens:o

cont.ribuiu da

para

bast.ant.e

incipient..e

fr~ilidade

a

que

a

do

deixou

a

civil

sociedade.

da

e

segment.os medias

modernizant.e

ent.re

dais

os

pl"oporcionar-

de

possivel do amplo cont.i"ent.e ches-ado ordena~ao

proce:s::s:o

r-adic::alizacao

indust.l"ializacao

na folia.

p61os.

a

Logo

nBo

favor-ecendo

das camadas oper8rias. FracOes enor-mes da

a

seu

sabr-e

incluidos exer-cendo

capit.alist.a.

Em

est.udo

Marcos Luiz Bret.as most.ra que a

cat.egox-ia

na

palldez

at.i vidades

de

Mo

rnaior

ampliaca.o

a

paralelos ou

inicio do seculo,

A

cidade no esquema de mercado e

expedient.es

:formal

cidade

f:requ&ncia

local permaneceram sobrevivendo de economia

na

t.rabalhadores vincu.Ladas

ao

sem

os

dos

populac.§o

t.ransversais

capoeirist.as

maioria era de profiss8.o

p61o

mode r-na

na

do

jovens

definida

au

economia

da

eram cocheiros, cavouqueiros, carroceiros, ent.re out.rosC1999:59). Ainda assim Roger Bast.ide r-egist.:r-a

que

urbanizaca.o

a

no

Rio

de

Janeiro r-epr-esent.ou impor-t...ant.e fat.or- de z•eint..eg:r-acao de gr-andes par-celas da

populacAo

buroc:r-acia

negr-a,

est..at.al

ap6s o

f'im da escravid.Eio. Ist..o devido

e

aparat.o

do

milit.ar-

somados ao cr-esciment..o do set.ol" operhio e de services ligados ao

a

expansao da

pela

promovidos

RepUblica,

ainda cont.ando com uma serie

t..rabalho domest.ico nas casas da bur-guesia ou dos

segment.os

mS.diosC1993:129-30).

condir;:5es,

principalment.e

Ranchos

Os

aquelas

sur-gem

suscit.adas

acompanhando

pela.

ampliac;:8.o

ass as

do

set.or

secundario da econontia carioca. Most.ra

Maria

econOmica

polit.ica

econOmicos

novo

cont.a

a

.t;;~ot.o:r-

que

r-egime.

j.Q

em

aut.ora

a

est.udo

do

Imperio

a

economia

r-eint..er-p:r-et.a

de&~de

pr-oporcionou de

..

1SB5.

hist.6r-ico

RepUblica,

da

queda

Encilhamento

dot.onado

seu

anos

aceleram

A

polit.ica do

indusrt..r-iAl

Levy,

primeiros

dos

int.ricados

aur-ora do que

Bhbara

Nala

anunciam

carioca

a

o

indust.riais de a

cidadeCt.999:26

opo:r-.c.z.iado

cidade,

f'o:r-rnat.o proAt.icas,

pr-oduca.o

desde a

o

f'inal

int.er-aca.o

a

dizia r-espeit.o cons:iderando

0

do

que

t.arde

mais

alocat'am-se seculo

os XIX.

possibilit.ou

o

Exat.ament.e

A

part.ir-

ambient.e

de

desses

apareciment.o cujo

cost.umes

represent.ado

e

de

t.r-aco

habit.os:, pelo

bar-co

neeseS

muit.os no:r-dest.inos

inst.it.ucionali2adas,

r-essi1!;'ni:Cicac;8.o novo

41>.

do

t.Gxt..il.

Est.e se t.o:rna o :ramo de pont.a da moder-nizac.ao da economia local e do

a

dando

ampliac3.o

da&~t.aca

lila

a

fat.or-es

OS

e

bases

sabre

migrados espacos

urn

para

ganhou

conjunt.o

de

car-act.erist.ico ao

espar;:o

que

parece,

Ul"bano.

A

t.r-ansf'ormaca.o dos Ternos de Cucumbis em Ranchos ocorre em t.al cont.ext.o) cont.ando com o

supor-t.e econOntico decorrent.e da sit.uac.S.o de assalariados

38


de muit.os membros desses C'I"Upos .

Sendo

Ternos

uma

passeat.a

cont..arn com a

desdobrament..o

da

nat.lll"eza

acao

e

cat.6licas

ent.re

nas

cult.u:r-ais.

passeat.a da

cucumbis e epifania, da

folias

Taieras

e

epopei.a

ern

dos

concerto

do

s:§o

Rei

Congo,

fus.S.o

as

R.eis

do

as

XIX,

sua maioria,

do

do

Rec3ncavo

p:t"incipio

das

sobremaneira a

regUla

no

Nordest.e e

de

Rio

no

.

Rio

do

inspirado entr•

Ri.o

urbana

grupos

e

forma

da

no

novas

t.ambtim

durant.e

o

Nordeste, ext.rat.os

e

Ranchos

pela

o

sao

OS

fest.ejo

da

na encenar;:ao

profanes

cr-i.am os

das

fest.as

e

Cabral/1975

baianos~

Sodre/1979). carnavalescos

at.uar;:ao

com

oriundos

habit.os

associac;::Oes

das

Como

do

ample

grande

part.e

urbanos,

Ternos(Tinhar3.a/s.d:19-9), dos

em

jS imbuidos

lUdico-profanas,

navios

que

Nova,

habit..avam os

chap it us

fiar;:ao, ou

em sao

associat.ivas

nos

carninho de

zona vizinha ou a

clubes

e

de

com na

fins

epoca

t.rouxerarn

do

Cr-ist.ov&.o

forarn

au nas

consorciadas

burgueses

au

fabri.a ealaa t...tni.~•• de Ja.noi.ro l•m di.voraa.a

das

da.

Aveni.da.

28

de

Selembro,

e

suas

aos

camadas

bebidas

imediacOes.

asquamas medias

ou

0

de t•ci.do Confl.a.nCa. ai.lua.da f6.bri.ca. proj•to a. reurbani.za.cao do. a.mpLQ do com \.nl•roaaea Li.g<Mioa no Drumond, do aa.rao d• •qui.pam•nloe urbane& do lrunaport••<bond•e>. t.•rmoe va.i parti.cipa.r do. r•forma. paie09"i.etica do

bouleva.rd

conjunt.o de

urn

aliment.os

ai.gni.hco.ti.vo.e. d. vi.ta L•va.da. u r..-• .-.t.

exempLo. r-uL\4

largo

de

cidade.

de

Rio(pr6Kimo

Cumpr-ido

iniciat.ivas

convi vencia

pecas

sao Benedit.o ou a

de

e

janeiro,

familiarizados

as

t.ecidos,

de

suas

cert.o,

dos locais onde t.rabalhavam como est.ivador-es ou no Arsenal de

Ioca.lizadas Ai

e

fest.i vas

Mar-inha) au na Cidade

f.abricas

as

conf'rarias

port..uiu'-ia

os

:r-esult.ant.e

t.ais

comunidades

qual se

cont.igent.e de baianos migr-ados para a

da resUio

procissilo

Ma.gos:(Bast.ide/1971,

no

Em

inf"ormararn

a

0

nee;ro-caboclo

element.os s.3€rados

est.eio cult.ural sabre o seculo

as

desagregada

expressivos dessa sint.ese,

E est.e o £ina.l

par

bebem

africanos:.

colet.ivo

prof'ano-religiosas,

Tr8s

unindo

barrocos<que

.af'ricana

past.oris, que percorriarn

panda

coloniais,

const.it.uindo,

e

jesuit.as:,

mes:mo

memOria

pe!o

coroac8o

A

nat.ivos

"

reelaboradas

f"ormat.ado

dos

cucumbis

encenac3.o em format.o de prociss.§.o) aos elementos

mat.eriais

s:inc:ret.izacOes

aos

dramat:Urgica

aut.o-sacrament.ais

t.eat.ral renascent.is:t.a a simb61icos

remont.a

pedag6c-ica

e

religiosos

mis:t.er-ios

que

de lugur,

conat.rucao oncl.

faci.Li.La.ndo

••

0

ci.vt.L uberto

acesso

de se foli.a. Poe

• 0

e

dirigi.rctm pa.rcela.s de do mao-de-ol:>ra. e mercCLdori.a.s, Pa.ra. LC. introduziro.m 0 que frevo Rio de Jla.nei.ro, perna-mbt...tcano•, mi.gra.n~•• famoao clu.be Vaasouri.nha.a. Eat.e o.provei.la.r 0 0& reorga.ni.za.ndo grande di.sputando loma.r 0 om a.lenyao com OS feet.ejoe P""Q c\.rcuLoc;:iicl

RCLnchoa •

deefi.l•• de cor•o•.

39


reorganizaram pelos nas

pr6pr1as

mecanismos de solidariedade post.os em funcionament.o

est.rut.u:ras

fabris.

Urn

dos

ent.a.o

IundadoJ· dos primeiros Ranchos: cariocas, jovino",

"Tenent..e

nos

just.ament.e iabricas

e

lembr-a Ternos

fazem

que

que

compost.os

part.e

das

Hilario

Jovino,

dos

origem

a

moradores

pelas

dessa

ou

Ranchos

"familias

filar-mOnicas:

regiS.o,

simplesment.e est.&

dos

baseada

oper-.Srios

incent.i vadas

por

alguma

indUstria, na epoca"<Cabral/1974:11)u..

a

necessidade

observada na est.rut.u:rac.S.o dos Ranchos, com o

objet.ivo de

Tenent.e jovino, no seu depoiment.o, d.S forte enfase de organizacao

"sucesso" em wna empreit.a. Lembra:"As t.ant.as da noit.e, reuni o qual

disse

fundado

Do is

o

rim

0

rancho,

daquela o

pr-imeir-o

ent..&o:

Ac::resc:ent.a,

cariocas

jornais

facult.aram

a

origem

padrOes

dos

int.r-inseca

a

epoca,

da

e

acesso

de

sociais fundac8o

da

t.er

hem

definit.ivament.e

que

visit.a

saimos sido

com

exist.isse

j.&.

por

urn

fizerarn

aos

pr-incipais

diversas

mediacOes

ao

celebrado

como

forma.lizados Des:t.e

pela

cronist..as

as

ent.idade.

meu).

licenciados

f acili t.ada

o

de

evidenciando Ca:rnaval

g:rifo

apoio

0

que

normalidade,

nova

se

ficou

pr6pria"Cldem:12

licenca

a

Ressalt.a

carnavalescos(ldem).

c:aroioc:a,

cont.a:rem

e

pUblico

iuncionSr-io

a

de

fat.o

ent.ao

or-ganizados,

"Perfeit.ament.e

ao

Alude

policia''.

r-ancho

e

or&;anizacilo

sern

Ouro,

de

brincadeira

pessoal e

modo,

na

em

nobre,

que

dent.ro

"organiz.acao"

pouco

t.empo

os

Ranchos t.r-ansferem suas passeat.as do Lar-go de sao Domingos{at.ual P:rac;a

XJ) para o espaco f'ee:rico da Avenida Cent.:ral. A organizacao a 0

desf'ile

e

administ.rac.S.o modo,

esferas no cujo

daquelas

e

pr-esident.es

conside~armo~

impulsiona

que

e

a

c3.lculo

e

as

vinculadas

p~evig&Q

e

pos

redunda

port.ant.o

dos

e

at.os

at.os

art.ist.ica

a

de

associac3.o de acOes cujo fim

supOe

ent.idade. conjunt.o dos qual a

est.Ao

a

A de

das

40

ao

de

Dest.e dos

funcionalizac8o

das

t.eat.ralidade pritt.icas

impulses

e

lado

encenada

disciplinadas,

t.ornavam

possivel.

per:fomance na ap:resent.ac.&o

i.nt.erpret.co. 0 Sco.nt.oeU..H.:U i.noent.i.vo Ru!i.no doo oper6.ri.oe, •nt.re oe esport.i.va.& no i.ntci.o do pr6.t.i.ea.a do eonfi.n~ de uma. P':'d.ti.ea. 0 go.st.o denola.li va. LU.diea.s. fi.&ico-emocionais em di.scipti.na.d.as alivi.da.des P•nso dessas a.pa.nha.r de ma.nei.ra. a.nd.Loga. o. ini.eia.ti.va mesma.s aubvenci.ono.r grupos cora.i.s & ti.la.rmOni.ca.& ent.re ee~w~s empregaclos. lw

f'uncOes

ca:rnavalescas.

dir-et.o:res

que

moderac8o

De:fine-se uma. divis8o de f'uncOes sem a

int.erna

per-f'omance e

da

urn

.... JoeL

a

divis.3.o

a

vice-president.as

adrninist.rat.iva

desf'ile

que se :ref'ere

oa.ri.ooa.e como de exceseo• ser posslveL empresa.s; em


se

t.ornaria

cor-t.ejo

invi3.vel

no

caos.

e

indif"erenciada

Porque

o

respeit.o

dos

dos

que

a

Ranchos

assist.ia, ao

desabando

monop6lio

do

usa

0

da

f"orca Hsica pol' part.e do Est.ado, dissolve o medo quant.o a acao violent.a ent.re

os

membros

int.ervencao ansiedade:

perda

e

socio16gico

uma

policia.

da

a

de

No

cont.ra

ent.ant.o

int.roduz

di:fer-enc;::a,

da

formal,

ent.idade

e,

ist.o

out.ra

a

urn

encenacao

em

out.ro

ent.endendo-a

cia

ou

como

relac;::a.o

sent.iment.o

perda

deambulant.e

de

para

a

de

sinais

audiâ‚Źmcias

leigiHil.

Ao

mesmo

baseada no

cont.udo,

pro:fissionalismo.

improvisac;:Oes par-ent.esco des:files.

t.empo,

e

no

recurso

localidade,

e

se

t.r-at.a

racionalizacao

a

pritt.icas

para

e

simbiose

Uma

E

nao

a

uma

de

nao

implica

t.r-adicionais,

iundarnent.ac;::B.o

est.abelecida:

a

dif"erenciacao

no

abandono

como

da

os

de

laces

de

sist.em.S.t.ica

inf"or-malidade

dos

br-incadeira

da

ampar-a-se no poliment.o dos comport.ament.os visualizados no espac;:o da r-ua e

con:for-marn a ident.idade art.ist.ica dos: Ranchos. Est.e

origem

dos

lugar de da

mesmo Ranchos.

import.acB.o no

Ist.o

revela-se

porque

na

alguns

polissemia

hist.oriadores

orie;inaz..io dos see;ment.os populares, o

alga

Veneza,

hidridismo

das

classes

int.uit.o

de

medias

se

cort.e,

da

dif"erenciar

f"eit.a

do

ern

relac;::8o

alegam

que,

Rancho junt.o

carnaval

em

t.eria surg-ido

ao

do

a

Carnaval

de

populacho,

o

"t.ernivel" brinquedo do ent.rudo. Impor-t.ac;::a.o ocorrida ern urn rnornent.o quando a

nobr-eza

Ranchos

:r-ealiza.

ern

os

ba.iles

associacOes,

Sociedades,

por&rn

de

mascaras.

inspira.das

sam

o

perspect.iva,

OS

no

Transformando-se

modele

propbsit.o

carnavalesco

depois

das

pan:f"lat.Qr.io

os

Grandes

aont.est.ador

dest.as<Dut.ra/198!5). Dessa est.et.ica cort.es

europS.ias:

de

diversas

desde

o

lirica,

como

Ranchos

guardam

t.rionCo

it.alianos,

apinhadas

manif"est.acOes

Renasciment.o

Mozart. Ji!

t.ambem com

"divert.ir"'

at.e

seu

Jit.Urgica

ou

compromissada

Expressariam a com

durant.e

Etnf"ase

amparo

par

das

cort.ejo

pessoas

de

plat.8ias

Rossini,

t.racos

decoradas(Burckhardt./1991).

mUsica,

t.eriarn

o

sorvido

dr-amat.tcas

exist.ent.es

XIX.

s&culo

:fisionornia

a

Nest.as

nas

pecas

pant.ornima se ent.recruzavarn. Para elas cont.ribuiram expoent.es da

drama e

miisica

operist.ica

Ranchos

exemplo.

passeat.as

dos

engal.anado"

de

fant.asiadas

Obedece:r-iam

os

Ranchos

os

dias

de

com

uma

reat.ualizacao

:folia,

seminal da Camerata na

recit.acao 41

Da

e

o

sem do

mesma

:forma~

seculares mas::cara.dos:,

as

grandes naves

e

carr-uagens

:mesmo

sent.ido

qualquer mit.o

de

mot.ivac;ao

comunit.ario.

Fiorentino do drama sabre a a

r-eleviancia

conf'"e:r-ida


in~vid~~de,

Filho/1997:14).

pianos

nos

As

bases

par-a o

nobr-eza port.uguesa no

inst.alou

se

da

Bx-as:U

t.:r-anslado

d:r-amat.Ur€icos-mu.sicais.

A

do

formacao de uma mao-de-obr-a e

a

desenvolviment.o

longo

as

do

genera

super-producOes

inauguracao de

1909.

do

Est.e

ao

operist.icas

Teat.ro t.eat.ro

de

Real

e

p:r-esent;:a

na

do

desanove,

encenar-

Teat.ro

desse

aos

~ant.e

em

fruir;:ao<Bapt.ist.a

sao

da

quando

espet.ci.culos

Joao

ab:r-i€DU

a

incol'po:r-acao de t.ecnicas fundament.ais ao seculo<Idem:17).

bales

MunicipalCinspirado

dai

d&cadas

europeu

fundac8.o

e

encont.l'avam-se

primeix-as

das

Mbit.o

0

ernissao

na

mont.ados

na

6pera

cons:t.it.uiu

a

Alicerce

de

cidade

Paris),

principal

est.e com

a

a

part.ir

iont.e

onde

a

espet.acu.larizaca.o do car-naval so:r-ve:r-3 t.ecnicas e ma.o-de-obra. A

dos

pol&mica

e

Ranchos o

pert.o.

bast.ant.e

e

Rancho

analises sabre o 0

quant.o

in£lu&ncia

a

sugest.i va

urn

element.o

e

det.erminant.e

cabe

para

explor3-la

negligenciado,

surgiment.o

pouco

urn

urn

de

o

modo

mais

Carnaval carioca, ao que parece por- nao est.ar nem ent.re

part.e

do

chamado

"Carnaval

Popular"Co

Samba). Just.ament.e par- isso enxergo nele o sendo

dis:t.incOes; convencionaUidade

e

int.er-st.icio,

0

per-mdte

refazer

o

do

Deslile

das

r-evela

arbit.:r-itrio

0

percur-so

e

dest.a

uma

projet.ar

impor-t.a obser-vaz- que a

ressignificac;:ao

pela

moviment.o

apesar

disso

Mo

int.er-essant.e

pela eles:

e

conli~ur-acSo

significa

dos

Rancho

acena

par-a

e

dos

especifico, "Popula:r·"

rnont.ado.

aomple,xo

o

c;rau de incipi&ncia dest.e cult.ura

dissoluc;;:ao

relacionament.os ou

carnavales:ao

das

agent.es

relac;;:Oes

sociais

cabal das

mat.:r-izes

ou

socials sao

na

ainda

"Paquano"

for-rna.ca.o

na

0

no

que

o

eles

vinculados:,

devido

e

supos;

combinadas medida

ou

int.ar-io:r

do

hlb:roido

do

t.odavia

relacionado aos ent.recl'uzament.os

a

post.a

''modernos''

c:a:rat.a:r

cidade,

Rancho

cidade

em que

Cr-e)definidos

Sociologicament.a, ern

e

cidade

out.r-a

na

quais element.os sao apropriados e

car3.t.er

"Gr-anda" s::is::t.ama

a

averi~uar-

um

t.omam

cont.rover-sia apont.a para a

complexificac;;:.iio

de

nU:cleo cont.radit.6rio de ambas

aut.ent.icas do

em

nem

Escolas

inler-&ncia. Com efeit.o, menos que buscar as origens

o

nas

geral,

"Grande Carnaval" bur-gu9sCrepres:ent.ado pelas Glrandes Sociedades) e

fazer

de

a

dos

r-evela

o

niveis de

das

f'rouxida.o

segment.acOes sociais provocadas pelas recent.es t.ranslor-mac5es urbanas. Por isso o de

faza:r-

despojado

car-naval dos

Rancho t.raz como dado original a naquele

Cord5es,

inst.ant.e. audaciosos

J8

deslile

de

carras

aleg6ricos:.

42

compr-eende

grupament..os

sobressaiam os int.ri!pidos capoeirasCLima e simples

n.ao

r-edef1nic.iio do modo

dent.x-o

ele

o

dos

Lirna/1992). Tambem nao

Trazta

seus

jeit.o quais era o

component.es


fant.asiados, cont.ava grupo

o

a€rupados

enredo

ent.oando

no

sent.ido

art.ist.as

mais

narroa,

a

moderna

encant.ar

a

organizam

ope:rist.ica,

t.ant.o

cong:regava

da

sociedade

sern

seguras

bases

Com a

a

£ut.u:ros

t.a.nt.o

na

os

Ranchos

Para

isso,

aos

at.o:res

uma

no

de

e

um

passam

a

cont.rat.am

moldes

des:f"ile.

dos

clubes

cult.u:ra

da

E

o

a

pUblicos

popular

e

de

sua mais

operMios

urbana,

daqueles

que

dinamica

max-ginalidade,

caso

urn me i o d e

prest.it.o

suporot.e

0

com

£unciona:rios da

de

a:rt.e

envolvidos

caminho

sociedade.

pelo

Dante,

de

"Rancho-Escola."

cont.eU.do

pais por&rn

que

iam a.inda

procllr'avam

. • e 1nse:rcao soci al 12 .

Vl"da

au

de

Ameno Reseda

sendo

pas:sa

sist.ernicament.e

a

corn o

p~ofissionais

p.last.icas

a1e~o~ias,

imediat.ament.e conside~ar-

a

art.iculada t..eat.~al

caract.e:rist.ica

e

do

cau.s:ar- impact.o no

e

Am<Stno

do

li:rico

a

o

ser-

£ant.asias incorpo:rada como

mont.ada

t.eat.~o<cen6g:raf"os,

pUblico,

da

uma.

est.rut.u:ra

a

0

funcional en~re

pot.ent.e

a

efeit.o

po:rt.a dest.as sociedades

flgu:rinist.as,

ma.quinist.a.s:),

urbanos.

exibic3.o

que

ent.idades.

june a a urn

o

dos

FOrmula

out.~as

a

de

visuals

po~

at.ingindo ab~e

va:riedade

~oupas).

sabre

dive:rt.iment.os

a, part.ir

e

Divina

aper£eicou

mat.e:riais

dos

musicalidade,

dos

na

A

epit.et.o

0

que

j.ft

insist.indo

desfile

inclusao

r-ecebeu

ambulant.e",

Res<Stda. que se

mundo

pela

Rainha Aida,

a

Rancho

exuber.3.ncia

apresent.ados{est.anda:r~es,

causa sensac3.o,

Est.e

ap:resent.aca.o,

na

como

Corte Ecipciana e

"t.eat.ro

na

e

pormenores

pedag6gico,

Traviata.

A

dr.arnat.ico

audiovisual. E

a.s:sim

agent.es

meio

t.emas: lit.e:ra:rios cl.assicos: A

art.es

gerais~

or-quest.ra

e

f'undaca.o do Ameno Reseda em 1908, os en:redos dos Ranchos

m.ar-cados

pa:ra

uma

pUblico.

hist.6:ria

uma

. 1 samb a encont. ra:r- no :rit. mo mus1ca

sent.ido

de

administ.racao

jo:rnalist.as,

post.os

como

Com.6dia

scm

0

Desenvolvendo

manei:ra

def'inindo-se

sao

ao

dr-am8t.ico

nao se f'echam ent.re seus pares, mas pr-ocu:ram exibir-se como

aqueles

quant.o

acor-do com urn argument.o

Em linha.s

marchas.

as

cosmopoli t.a.

exist.encia

de

alegorias,

suas

de

p!Ast.icos,

bu:rgueses e alga

em

coral

desfilar

em alas,

de

0

impe:rat.ivo

inovac5es

das de

deflag~adas

pela at.ualizacao dos t.emas,o mot.iva nest.a direc.io: pr4tati.toa

..

parli.ci.pa.ntea, • moaculi.na.a

Arne no do harmoni.oao corpo cora.\. i.nclui.a.m di.vi.di.a.m, ca.nla.ndo ca.da. qua.\.

••

9 ..........

OOM

quo SUQ

vozea

.....:.

......... femi..ni.na.. pa.ra.

pa.rt~tura.,

sUva., CartoLa., ent.re de Donga., outros, est.ivera.m OS como Nemes Ra.nchos, toma.ndo-o&: como refer9ncias de vi.ncula.doe liiUa. juvenlude e torr6ea mlt.i..coa da. o.urora. do aa.mba carna.va.L PopuLar. Aa • do corea verde rcra.m 'busco.do.a roaa. do. Eacota. de sa.m'ba. Ma.nguei.ra. per ca.rtota. nu.m Ra.ncho no aua. i.nt.&.nci.a. pequeno-burgueaa. ba.i.rrc 0 Ra.ncho Arrepi.a.dotDa. Si..lva. e Lcurei.ro/~1>89>.

..

43


depoi.~

junt.arwm num de c::&nl i..cos

vullo•o bangala. alegori.as,

gambi.a.rra.c. tai.s

urbana

carnaval

como

format.o

0

t.ransformacOes

profundas

e

na

uma

no

plat.eta,

prop6sit.o

renovac§.o

de

assinala

cidade.

faz

se

o

de

Jo:r-nal

do

pa:r-t.ida

ao

incorporado

de

conceber

qualidades

a

f'ormais

~randiloqUencia(como

e

Tant.o

do

B:r-asil,

Ranchos a

part.ir de 1909, dest.acava assim a

3.vidos

e

co:r-t.ejo

mas

de

firme

gost.o.

promot.or

dos

A

t.ant.o

0

est.et.izac§.o

da

cult.ur-ais.

que

de d~

gui.rlandos!Jolg.

rnist.ico-relicioso

profanados

j3.

dramat.tco

pont.o

modo

vist.osidade

£egos

d-

suas

comp:r-omisso

olhos

niicleo

do

A

conjunto

0

ser imperat.ivas nas exibicOes orient.adas

qualque:r-

deliciar

anual

sinaliza quant.o

sem

a.pote6ti.co. E i.lumi.nados par

no

profundas

nos t.emas operist.icos) passam a para

e

drarnat.Urgico-musicado

raizes

desfiles

uni&sono fa.rlamente

•v\.d8nci.a. o luxo eata.nd<1rtes

OS

processual

deit.a

nos

apresent.acilo

vo~ume

•6

vi.brantes, . >punha. •rn

dessas

p:r-3.t.icas

concursos

ent.re

apresent.ac.8.o do Arneno Reseda

ern 1917: Ro;o.aed.i, fi.el (uo aua.a tra.d.i.COes esl&Li.oas, v•m ma.i.e umo. v•z pompoao, con&o.grar-ae dO Belo e 0. Arle, o.preaenta.r-•e o.o povo ca.ri.oca, obedecendo garridcunent.e as ordens eJDanadas Majest.ade MoDlO, a. •ua. ha.rrnoni.oaa. e l.uz1.da. oorte. \.nept.ra.do. porsua dos aeua ca.nla.reso rnel.odi.osos e encant.a.rnent.o de aua.e cia.nt;as nCI. magia ~:~\.mb6hca.e e a.tra.ente~:~"<Apud Nora.es/~059!~35> - gri.fos moue>. A mono

0

ufa.no c:i.vi.li.zCI.do

Vale observar no t.recho a melhor,

disciplinax"povo

os

e

Ranchos

dernais

ci vilizado ...

carioca

consagr-az. o

carnavalesca''

''ordem

uma

de

"Bela" e

a

definica.o de uma ideia de

ent.idades

Est. a

ordem,

''Arot.e'', exigia o

ao objet.ivo de magicarn.ent.e en.can.t.ar a modalid.ade

de

f&:zer

prociss5es

caz.naval

Cont.rat.ualidade est.a que mat.erializaclio agora,

porem

em com

se

formas a

cujas

f"az

sent.ir

visuais.

descric.SO

da

se

apresent.a:t'em

met.as

ou se

ao

de

seriam

as:pa.ct.o ''pomposo'' par-a sa. chegaxquem lhes assist.ia. nest.e

compromisso

urn

dever-iarn

qual

a

pal"a

jA est.a definida.

marcha'

em

segundo

carnaval,

na

Volt.o

inst.ant.a, quem

com

conjugacao ao

passeat.a

de

Uma especif'ica

ent.re

confer-indo fruia.

OS

t.ema e

desfile

do

Amana

1917

:f'eit.a

pala

sua

Reseda, cronist.a

Eneida de Moraes:

n••••

Ameno 4de gra.nd. ri.quezo., poi.& a.no o A desori.C® do desfi.le da.s tloro&ta.a, bosquea, doa di.vi.nda.des dos ResedO. i.nterprelou ••a.s eampos e da.a monlanha.s, segundo a mi.lologi.o.. " tranaforrnadoa •m quCLtro No. comi.aalio de Frenle v\.nha.m quatro ··o JUp\.ter, doe vi.nho. po.i. depoi.a d•ua•• eacadores";

44

"""


..quatro predi.let.o. Qgui.o."; OUO ••gui.o.m-•• meto.morf oseQd.os rU.sli.coa om prtnci.pes co.co.dores .. ; .. po.nrei. o.preliento.vo.-ae como cri.a.doro... , no.lurezo. orco.des e de honro. sei.s sei.s vi.nha pequeno<> guardo. Po.n ..; ga.la ni.nfo. predi.leto. do como formoso. •egundo-me•tre

c:avo.lgo.ndo

home~.

deuses si.lvo.nos, o meslre-so.lo. lendo Ego., .Juno,

por ··a deue

.,.

pro!.,.to.

P"""'<- . • H:l915B:.t.ai>-~O>.

do.

A ap:r-esent.acSo de urn t.ema onir-ico mi t.o16gico concedia. uma

enor-me

rn.a:r-gem

de

ma.nob:r-a

cap.azes de exe:r-ce:r- urn fort.e 0

pa:r-a

cr-iacao

de

figlli"inos

ent.idade alegorias

e

cont.emplava~

impact.o sabre quem o

a

qu<;;~;r

f"osse

pUblico quer :fossem os jurados do concUI"so. E nao s6 t.inharn suport.e na

mao-de-ob:r-a emp:r-egada na 8roea t.eat.r-al mas cont.avam t.ambem com pessoas f"ormadas:

pela

Nacional

:formac;:So

na

incindia

Escola

de

pint.ores

de

Fr-ancisco

Amoedo,

ant.i~o

:revelador-a

de

como

beneficiava-se

ef"eit..o,

Com

const.i t.uidos. alt.ernat.ivas

de

int.roduzi.a t.Scnicas ~ost.os

padr5es de

ent.re

po:r

algumas

niveis

OS

conf"e!"'i.a

a

f"undament.ais

:familiarizados

e

com

vezes

popular

mercados

mao-de-obra

a

t.ant.o

econOmico~

ganho

acadEhnica a

mi t.o16gicas(Cipini uk/1985).

Escola 1

iunbit.os

de

t.radicSo

est.eve

e

ResedaCEf'eg9/1965). Tal pr-esenca

Ameno

f"alt.a

da

a

escult.ores

da

mediac8o

a

onde

paisagens

diret.or

pa:rt..icipando do car-naval do

Art.es,

e

ou

alegorias

conf"ecc;:So

Belas

de

codif"icacao de

aos

e:rudit..o

e

dist.int.ament.e

er-udit.a,

p!"'est.igio

bern

ansiosa

Ranchos

quant.o

suas apresent.ac;:Oes

dos segment.os sociais cuja voz :ressoava nos

de

nos

jornais e

out.ras inst.3ncias p:rivUG>giadas da sociedade.

r-ep:resent.ac;:Oes ao

acervo

heber-,

pr-ocu:r-avam

local

populac;:.i.o

que

popular

ainda

t.ern.at.ica

quest.ao

Est.a

as

ident.i£icasse

colonial.

ness&

a

moment..o

civilizacao

resgat.e

0

heu:r-ist.ica.

mais

da

hist.6rico,

europeia,

ant.igilidade

da

Fai"as

em

das

oposic;:3o

grego-lat.ina

ioi

uma. t.3t.ica const.ant.e: pr-oliferar-am ent.3o as "almas dos helenos" ent.:re os lit.e:r3t.os ou lor-am as vias

a

neo-c!assicas. mats !

avida

A

t.odo

cust.o

pa:r-t.icipac.iio

de

isso

insc:revendo-a

~

t.ornadas

pelas

inspir-ava-se

predios

dos

a:r-qui t.et.ura

pUblicas

o

empenho

alguns

no

o

set.ores

de

dignif"icar

sociais

r-emet.esse

que

e

cont.ornos

nos

er-a

"bat.a.lhas de floras"

no

solucOes

a

cada

espac;:o

a

e

vez

pUblico, "t.:r-adicao

uma

ocident.al"(Velloso/1987a:23-5).

ident.i:ficado primit.iva, medias

e

no e

a

af

SUI"ge

o

seio

do

0

ent.re

oposic;:8o

popular.

sent.iment.o

mesmo

recem-formadas.

sugest.iva

ent.r-e de

sinOnimo

"apoUneo"(olhar) par-celas

int.er-essant.e

e

das

"dionisismo"Ca at.ra:so

das

elit.es,

camadas

just.ament.e

45

o

a

e

audic;:3o)

de

selva€eria

dos

segment.os

populares

consat:racao

dos

urbanas

canones


pl.ast.icos-visuais(de legitima.

A

Ap6lo)

linguagem

di:fe:renciados

em

o

permitir

visual

I".az.8.o

descolar-se

podiam

como

modo

0

e

uma

dist.anciando-se

ingresso

dos

novas

de

nat.uroeza

do

grupos

mani:fest.acao

art.efatos

seus

cont.e:rem

de

de

chao

urbanos

cultural

expressao

cosmopolit.a,

sao

ou

seja,

brasileiro("b3rbar-o") na

suposta

e

universalidade

mode rna. complexes

Tais

"polidas",

sensibilidades incorporaremm

um

"civilizado".

mUsica

no

A

localismo

Opera,

depuradas

sist.ema

de

por

e

n3.o

A

cat.eg6rica

a

vez

ser

a

por

mUsica

suboY.d.inac3o

com

est.ar

lirica,

a

som

do

suas

local.ist.as,

compat.ivel

discriminada

as

devido

excesses

dos

represent.ar;Oes

sua

"anacrOnico".

gra<;:as

dist.in~uiriam-se

sociais

o

ao

modele

ent.ranhada

not.adament.e

est.abilid.:.:.do

a

plÂŁ.st.ica

da cena e dos limites definidos pelo libret.o. Se,

obviament.e,

des:envolvia-se o

problema

segment.os

urn

era

confront.o

o

de

E conjunt.ament.e o

na

produca.o

ser

exercida

t.ipo

de

pela

embasado. gm

semi6t.ico

novo

cur-so

e na

naquele social

pianos

inst.-ant.e 1 passa

e

da

e

o

econOmica.

e

olhar, pela

mais

ampla

a

Ainda

assim

o

visual

j3

com

crucial

na

representacOes de

nele

reproduc;:ao

t.ranst'ormac;:5.ag da

os

"b3rbaros".

do

papel

de

ent.re

disputa

heg-emOnia

da

grat'ica.Q

e

pr6p:ria remodelaca.o da

olhar d.as mult.id3&s an.8nim.a.s.

s6cio-hist.6rica

modo

a

linguagem

d..aQ

e

onde

usa dos sent.idos

meio

t.ecnicas

dos jornais:

organizada.

em

t.eve

das

realidade no

peLa

examplo),

simb6lico

primazia

A

uma

&poca,

da

"ci vilizados"

conjunt.o

do

~&nsihilizar-

t.raduzidos est.ar

a

por-

diag:ran~ac.ii.o

cidade, cuj.a met.a es:t.ava em Dois

a

inst.ante

modele

do

percepcOes e

s6cio-politica

naquele

cinema,

nivel

ocorria

oferecido

ext.ra-semi6t.icas,

cont.ext.o

int.erat.ivas.

dis:s:eminaca.o

Falo

imagam(f'ot.ogr-at'ia

as

cultural enla;:ado

dif"usao do

no

dicot.omia

da

civilizado,

modernidade

suport.e

consolidacB.o

visuais

sentido

est.at.ut.o

sig-nificat.iva

part.ir

discursividades

como do

front.eiras

no

linguagens

das

fore as

sut.i1

de af"irmar- um modele

de

represent.ado implant.adio

a

hier3rquica

de

ideol6gico

marcar

socied.ade

da

alinhamento

no

am par ada

est.ava

diferencia~a.o

t.al

a

como

Molda-se

se

dimensao

desde

interpenet.ravam simb6lica

ent..S.o

por

da

uma

vida dupLa

.sit.uat;::3.o. N3.o se t.r-at.a mais de uma cosmovis.3o compar-tilha.da por- memb:ros:

da

comunidade;

artificiais het.erogeneo ist.o 1

a

verif"ica-se mediac8.o

de e

a

facult.em

que

estrat.ificado,

dimensa.o

t.ransformaca.o

e

de

simb6lica int.erna-se 46

0

dos

simbolos

int.eragi:r-

relacionarnent.os nwna esfera

em

element.os

num

ambient.e

vota.teis.

Mais

organizada no

que

sent.ido


de

monopolizar

somat.6r-ia

de

apropr-iado

por

a

elaboracAo

inst.it.uicOes

nao-mat.er-ialidades:.

de

onde

especialist.as~

repet.6rio

o

os

quais

Emer-ge

ela

simbolos

de

desenvolvem

e

de

t.ecnicas

ooJRo

a

c6digos

e

con:feccao

de imagens senoras e visuais de comunicac8o. efeit.o,

Com

urbana(ent.endendo-a cult.uras:)

pressupost.os e cidade gera

apesar

da

conjunt.o

saber

uma

o 19

ent.relacament.o

dos

impulses

e

de

infilt.rado

nos

pUblicos~

de

urn

o

o

modo

da

t.endo

que

se

vist.a

em

het.erog9neo

dist.anciament.o

t.empo,

s6

no

onde devem as pessoas

out.ros,

ent.ant.o,

int.roduz

na aparencia,

Iazem

cont.emplacao

e

o

crescent.e,

imperiosas

comed.ida(do

a

"ver

t.ooax- "). A

descr-icao

do

encadeament.o

visual-plast.icidade,

aliada

"Emera

cena

DesCile

jus:t.ament.e Est.a

e

aos

vazada

pela

enquant.o pec;a de ent.ret.eniment.o,

cult.ural

oiert.a

oniricos-mit.o16gicos, cidade.

o

quest..iio

A

ao

ao

no qual agencias

dos:

pela com

0

cent.ral

g€mero

t.r3.nsit.o

sobret.udo

pist.as

assurnida

int.rinseca

dar-se

qual

carioca,

Xalia

palco

da

t.eat.ralidade

a

16gica

cl"escent.e

enredos

carnavalesca

bist.oricizar

no

imagam

na

cort.ina

a

dest.a

import.iancia

compreensSo

e

No

exigEtncia

a

diversidade

uma

olhar

na exibic8o e

urbana A

do

civilizacao

adensarnent.o dos :r-elacion.ament.os na

cont.emplac;So

Iisica.

de

ser

pode

especificidade

englobant.e

0

significados.

''apolinea''

p:redominio

E!-nfase

a

objet.os

proximidade

mode:r-acao &~am

como

do

uma

apresent.ac3o nos espacos

det.erminados

anonimat.o

de

fazeres cot.idianos

a

o£erecem

alcancar

a

gradualment.e

diz respeit.o s:e

enquant.o

gest.ac;So~

em

plast.icidade

revelador

como

compreendido

apelo

0

e

est.udado.

art.ifices

da

ressignificada

ser-

produt.oras

de

cult.ura

pUblico diferenciam-se. Est.es

g"rupos

dos

julgament.o

esplendor''.

e

impret.el"ivelment.e formada visuals:

um

bo:r-dado:r, urn parcel.as :LSFlorCL

de

pri.netpi.o

um

pint.or

urn

art.esa.os:

reaLi.clad•

• do

do

pc;lr'

nQ

um

cen6gra:fo, per-i t.o

am

nca com sonora 0.

di.reeao

considerando

comissao

A

especializados

avalih.-los

profissionais

ligados

escult.or,

indument.az..ta.

na

a

con£ecc;ao

mUsica e

um

Os de

di.eeemi.n<=ao

de

nC1 UmQ

47

dc:l.a aoei.edG.d.

pereepcCio

junt.os

''carnavais'',

Ri.o

era

_as art.EtS

musicist.a~

quais,

t.eeni.ea.

clo do

just.ament.e

julgarnent.o

de

aapi.ro.eCio de pa.rc•Lcs cia. a. expa.nsao da.s a.Li.vi.da.des • vi.sua1<folografi.o., fon6gro.fo,

eneadeament.o

eo.rlCLZ, e8eul.o

e

eneont.ra.

rnoderni.de~d&

mecO.ni.ca.

•reeLCLme

li t.e:rat.o,

Stieeeki.nd

..ascender··

Deveriarn

concursos.

conjunt.o

"art.e,

especialist.as simb6licos est.avarn encarregados do

de

urn oom

pas:sam

popuLc.cao •m de reproduca.o cinemo;;;~.tograio

publ.i.ei.t.Mi.oe

de

«•""

.Ja.n•i.ro

v•z

do do


a

responder

pro:fissionais

..

Carnavalescas

cat.e~::oria

pela

que .

dos

faziam

a

agora

mesma

A

cenografia

conhecer

Cabe

"t.ecnicos".

<las

melhor

cat.egoria

Gran des

est.as

dos

Sociedade:s:

organizacOes,

esp8cie

de mat.rizes do processo de espet.acuJ.ax.izacS.o do Carnaval, conside:r-ando papel

mediadores

de

cult.urais

exercido

po,.

cont.ribuiram de maneira decisiva par-a consagr-ar

esses o

t.ecrucos:,

0

que

Desf'ile de Carnaval no

espac;:o "quent.e" da folia carioca ent.re os anos dez e

sessent.a do s8culo

XX: a Avenida Cent.ral.

Acompanhamos ant.es as t.rans:formacOes vivenciadas pela at.ividades econ6micas

no

limiar

dest.e.

locais

t.ambe.m

por

Rio

Do

jeffrey

de

pont.o

e

mesmo

que:

inicialment.e

represent.ant.es anos

os

da

o:s:

seus

iuncionament..o

ou

do

liberais,

t.ornarn-se

convivio feic5es

ou

cult.urais

e

de

enclaves

na

ou

periodo

meros

o

passar

ajust.ados

financist.as

de

e

cidadeC1993:94).

as

econOmicas

or~anizac8o

ainda

nos

const.at.a

com

a

vincul.adas

polit.icos.

modernos

cort.e,

at.ividades

a~encias

suas

o

eram

pr6prias,

de

r-ealizada

Needell

urbanos

e

elit.e:s:

das

desde

ass:im,

da

XIX

cont.inuidade

de

set.ores

desenvolviment.o

burgueses,

Negociant.es

no

plano

sucederam

Ainda

seculo

do

genealogia

A

t.raco

se

~an.haram

polit.ica

Est.ado

que

desses

rural

final

moment.o.

RepUblica.

membros

int.eresses

meade

const.ant.e

da

pelo

no

cidade

oligarquia

int.ernacionalizad.as

privadas.

na

inicio

p:romovidas

conexOes

urn

o

relac;:Oes: :s:ociais, o

das:

modificacOes,

revela

no

durant.e

vis:t.a

privilegiados

imperial

dos

de

conhecia Needell

grupament.os

se

janeiro

e

ent.idades

profissionais consorciacS.o

A

desses element.os formam a "alt.a sociedade" carioca. A definic8o de um padra.o mais urbane de vida. compromet.idos com valores e

civilizaca.o

da

modos

Janeiro,

de

de

~;~nt..il.o

vid.Q

1908,

em

urbana-indust.rial

a

vida

A

mar-co

da

valo:re&

e

e

pUblica

da

inst.1 t.ucionais

ascansM

convidados

e

nelas

su:rgem

dur-ant.e

as

OuimcrCi.ea a.tuois ccrna.va.Leseollil trabo.lho<1.P90:ZP>.

a

os

"g:randes

fest.as

com

enc:ontra. neaeee cia.& Eaeolo.a

48

dos

vida

sa15es", seus

do

novas

diOI

96).

"'boa sociedade"

da

dos

Univ<Otr-l!iilal

int.er-as.;;~e&

Nort.e-Oeident.al. A arquit.et.ura das: casas t.orna bur-guesas

emblema

um

Expos=ic8o

expansao<Hardman:1988:87

p:r-ivada

element.os

um

c.Qnop&lil,

OQ

t.ornara-se

dalineados:.

c:onst.it.ui

alit.e implicados com

cont.ext.o,

franco-ingles:a,

UJ'nQ

Rio

gr-upo&:

do de

modo:rnidado

Dent.ro carioca

mundana

est.ilos

de

incorpora

da

Eur-opa

como paradigma as mansc3es const.ruidos

bailes

profi.esi.ona.\.s de So.mba.,

para

receber-

elegant.es,

quando

a.ntepOIIBO.dO& &emelhanea

doo do


de:sf1lavam

requint.e

no

e

nat.i vas<Souza/1989

e

refinament.o 1840 dos t.omado

como

bailes

marco

anglo-francesa

Needell/1993:130-42>.

civilizac;B.o,

chamados

moda

da

em de

de

iest.a,

mascaras

no

Carnaval

do

burguesias

mesmo

t.ermos

inst.alacao

da

0

as

a

marca

"Grande

sent.ido

de

int.roduc;B.o

em

carioca.

Event.o

Carnaval'',

de

que

e

inspirac3o

europ8ia, not.adament.e veneziana(Mo:r-aes/1958:29). Na out.ra margem,

t.ais como o

mundanos, A

do

a

"mundo da

Teat.:r-o Lirico, o

onde

ingles:es,

clubs

inspirados

masculine,

A

concatenados.

no

neg6cios:,

partir

Club dos

modele

t.ipo.

discuss.S.o

deste

lit.eratos:,

Os

des:envolviment.o dess:a.s

paradigma,

drarn3.t.icas-musicais

polit:icos

e

espacos

mais,

diria,

e

advogados pOde

liberal

divers3o

na

Iundacao de

a

na.o

frent.e

do

o

de

jogo

rnanifest.ac;:Oes

pax-a

cont.ornos

est.avarn

inst.it.uicOes do

es:t.iveram

e

dos

cidade,

desenvolver-se

danc;:ant.es Os

Jockey Club.

selet.os locais de

dissemina-se

ligeiras.

o

organizacao

polit.ica

o:r-ganizac;:Oes. Nelas

de

urn

erigindo ambient.es

Diaz..ios e

de

apenas entre os int.egrant.es da alt.a elit.e, a mesmo

f'oi-se

Ult.imos co:r-r-espondiam a

excecao do primeiro, os dais

convivio

rua",

uma

de

cult.ura

urbana popular ganha leve feit.io. aspect.o

0

moment.o

mundanas. 1856.

S3.o

criadas

t.ipo

um

no

a

com

associacSo,

de

cont.ext.o

ent.So

coube

compromet.idos

no mas

do

previst.o

pionerismo

0

em

secular,

Iundament.o carnaval,

!Udico

calendario as

"civilizac;:&o

do

pais",

part.iciparam. Moment.o esse que se somou

medidas

t.omadas

para ocupar o

novas

espaco

segment.os

de

com

de

f'estivas

o

de

pUblico da cidade, principalment.e ap6s

o

d ...

Jos9

de

out.r-as

sociedade

da

em

funda~S.o

cuja

conjunt.o

p:r-est.igio

0

Carnavalescas,

como

no

seu

para

prat.icas

Sumidades,

Alencar-,

pelos

as

Sociedades

das

acordo di.reciona

0

crist.ao

Grandes

Sociedade

a

cat.6lico,

de

local,

advent.o da

RepUblica e nas: condicOas of'eracidas pela :r-eforrna de Per-eir-a Passes. No t.emas

das

caso

escolhidos

re:fer&ncia a Sob:r-et.udo

Sociedades 7

para

Europa e

sere.m

sociedad.e emerg-ent.e no do

pais

mundo

t.orna

a

carr as

assist.9ncia

de

a

inspiracao

alegOricos, urn

nos

os

pr6prios

cort.ejos

pUblico

oompat.ibilidade

a

Nort.e-Ocident.al, muit.o

fossem

ape@:am-se

c;randes

repr-esent.ados

mat.a:r-iali2ar-

seus responsaveis

import.ant.e

Queiroz,

names

t.omavam

e

par

davam cont.a da er-udicZ.o dos: seus: membr-os<1992:51).

procurava-sa

socioeconOmicas

segundo

insat.isfat.6rias:

de

valo:rgs

embora as

para

isso.

pais

cort.ejos 0

anOnimo

49

modelo qua

em

de

forma

t.eat.ral

Mesmo

assim que

se

pa:sseat.a:s

de

volt.a-se

ordeiramant.e<ou

a

condic;:Oes

missao civilizat.6ria. Nesse sent.ido nos

com

para

a

civilizadament.a)


as

f'ruisse,

das

p:ret.ens:Oes

par-.a. .as

desflle

f'azendo

dos

ruas

pedag6gicas

carros

aleg6l'icos

do

humor

dos

se

nas

f'armas

no

ao ar livre

int.elect.uais caso

de

grandios:idade

A

dos

e

1S

t.eat.ros

ment.ores

fazia.,

16 cidade .

para os ricos em visit.a a acompanhada

verdadeiros

ef'eit.os

dos

Nice,

grupos.

par

0

example,

das alegorias

citnicos,

palco

e

es:t.ava

conseguidos

no

recur-so a maquin3rios e art.iflcia.s como a furna.<;:a, par exemplo. para

t.ranslado

0

brasileiro

Carnaval

0

rnant.em

mesmos

OS

aspect.os, mas out.ros lhe sao acrescent.ados, ret.irados das folias de Roma mascarados::

VenezaCos

e

out.ros:).

e

polichinello

aplaudido

par D'Pedro

Imperial.

0

Quixote,

banda rendas de

des:file

e

familia

no

foi

.abe:rt.o

p9la.

fora

mornent.o

urn

exibiciio

da

brancas

cobriam

em

ucranianos. carros

os

homenagem no

er.Lo.nto

aleg6ricos.

nob:res

mandarins,

Fernando

a

de a de o.leg6ri.cos.

Coleches,

do

o

quo

urn

colchas

Vieram

caucaso, Cat.61ico

de

Passe

ao

uma

cossacos

m.6vel

frent.e

seguido por grupament.os empunhando clarinet.es es:cosseses e em

es:cult.uroa

apot.e6t.ico,

espet.&culo

Dom

bailadeiras,

•• Devo

result.ado

0

dominO,

colombina,

grande

vest.ida

fant.asias

arlequim,

pierrot.,

de

damasco

post.eriorment.e

ao

Duque

alas

Orandes

Benvenut.os.

e

e

de

Ouisse

eala.d.Cl do mi.ssao

Dom JoQ.o ci.da.de Vl, fro.r.c&&Cl pCllroc~ no.da pelo B&U8 membros,eepeci.o.l~slo.s trouxe construc;:o.o Regenle no de Prtne~pe Joeeph Roy • seu fi.lho H~ppolyle<Bilter.court e carroG aleg6ri.co~ Louie t?BcS, poT oeo.~~ai.5.o da Ferno.ndez/t967>. Ar.tes, em organ~:zo.C5o do.s feslo.s bod(U; 0 mesmo Prtnc~pe entre Dom Jo5.o v:r com a Prt.nceso. pa.ra comemora.r Ant6n~o tenente o.grego.do Frar.ct.eeo urn 0 Soaree orga.r.iza. Joa.qui.na, car toto carros o.Leg6ri.cos. A t9cn~ca com da perspectiva. fora. presl~lo r.o. confecc&o do.s peca.s. uti.h:zada. Trazi.o.m ela.s fogos lo.rga.mer.to do mi.Lol6g~coe e represer.ta.vg.m oe Vulca.no, JUp~ter, Ba.co a.rt~fl<:i.o • Serei.a.s Mouro&, c. Co.vCllhada. Joeosos. Serao a.s ir.gerS.nci.a.s c.indCl OS E~lado 0 catequ~smo da do l.greja. eo.t6Uec. sobre as e fen6menos cultural& popula.rea e OS re&pon&6.vei.s condensar pelo doe presldos. Esta. lradi.C5.o dura.r.te ca.rna.va.l a 0 s9culo x:rx no pri.r.ci.po.l formato do como 0 cor.sa.gra-ee expos~cao pUblica eonheee

lembro.r

de~fi.le

de

CQ.TTOS

• ""

A

deehtee de ca.rroe 00 doe i.ncorpor;,a.doe durar.l• a J:do.do navalis pa.gO.oa, a&o Med~a. a.oe f eale joe pela.s corporO.C:Oea de oflci.o. Algun& delee ca.rno.va.Lescos, orga.ni.zados o da Nave dos Loucos ou c8Lebre&, o do Schembart de como tornara.m-Ke ltenasci.ment.o com o the& sao o.crescel"''lodos uma Nuremberguecsi.dro/1P8?>. t9cr.tcas reforCa.ndo oa co.r~t.erea dra.m6.t.i.coe do tuki.e de i.nver.COes maqui.nciri.oe efolt.o~ c&nteos, projelodos i.r.elusi.ve • com cencirtoa m6vei.s, Brur.elleaco!Burckhardl/:lPP£:2~U.-2), Torna.r-ee-.S.O Da v~nei. e Leonardo por expressao uli.li.za.do do modo posteri.ormenle ~ntore5isant.e moi.o de ta.rde o mor.a.reae fa.rao oe recorr•nte peloe pri.nc~pee. wa.i.e dura.nle a. R•volucao Fra.nceaa r.ota.da.menle na. Fra.r.c;:a., • abeoLuloe, Do de Nice, obeerva. Peler papel si.mi.ta.rcDuvi.gno.ud/~!PS:SU. ti.veram em um outro no s&cul.o XIX, quando o. sao rev~ vi.dos BurkeC~J)8P), culluro deapor.Lo charist.&S(CQJ'TOII a.le<]Ori.eoe> comercta.l do. exptora.c;ao eao confeector.a.dos com LCll tr.tui.Lo.


est.avam

emparelhadas

Sociedades

sao

''p:rogresso••

17

grupos

exalt.ada.s

por

educarem

E

JUnior/1957).

aos

int.roduzirem

a

ajuda

ca:rioca.O

logo

que

fat.o:r

consagrar

a

primordial

sociedades

out.ras

compet.ic.So

popular-es;

Tenent.es

do

dia

0

como

de

o

para

ao

vocacionando-o

pont.o

est.a

N8o

elas,

Dia.bo

e

a

format.o majest.oso do

alt.o

de

o

apoio

das

arrast.am

da

popular-,

de

decisao

a

conformac8o

Fenianos

esperado

suces:s:o

surgem, com

Grandes

das

mais

e

escalada

cont.ando

demora

o

apresent..acao

carnav ale seas

ent.re

comerciant.es.

e

principia dest.e,

Terca-Feira Gorda,

a

folia

jornais

sunt.uosidade"CFranca

e

pais,

0

Aa

<Pe:reira/1993:91 e segs).

espet.aculo

est.abelecer

cavalo<Mor-aea/1969:69>.

"luxo

ci vilizadament.e

Ao lOil(;O do seculo XIX e

Sociedades:,

a

mont.ados

dos

grandes

preferencias

mult.idOes

para

lhes

assist.ir- e sust.ent.am ca.Iidas riva.lidades(Moraes/1998). A int.roducao do difer-enciadora

dest.e

porem, per-fomance e

dest.e

paz·

part.icipa;.§o

ent.:re

:r-egr-as,

sob:r-e

exat.ament.e

modo,

obt.encao

de

a

do

faze-las

ag-ir

Antes

p:rociss5es

a

p:r&t.ica

pelo

:res:ult.ado

de

uma

espe:rado.

hem a.rt.iculada.s

forma,

se

t.orna

concret.a pUblico

car.S:t.er

rot.inizacSo

uma

malha 0

depende

dest.a

da

de

que

de

ent.idades,

arquit.et.ura.

Por

port.ant.o,

no

at.o

vis:ando

est.rut.u:rac.iio

sua

vez,

ja. que

a

a

formal,

impe:rat.ivo

ef"icient.es; cada set.or

demais,

de

susci t.ado,

t.endo em vist.a o

f"unciona.lrnent.e

e

not.6ria

a

definidas

abst..rat.a

coordenadas a

mais

ins:c:reve

exposic;:So.

acOes

demanda

com aut.onomia porem sincronizado aos

conjunt.o

virulencia int.egrat.iva e

carnavalesca.

dive:rsas

const.it..uindo

seja bu:roc:riat.ica ou art..ist.ica das de

t.r-az consigo a

na folia em um conjunt.o de combinac5es mor-fol6gicas

incidencia

avali.B-la

modele

t.o:rneio

0

as:segu:radas

cuja

concurso

deve

harmonia do

t.al

principia

t.ens.9to

ine:rent.e

implica

na cent.:ralizac;:ao das f"unc;Oes de comando. Ent.ret.ant.o p:rocesso, po:rque 0

lugar

a.1go

desf"ile

0

opor-t.unos

supost.o

na

para

e

levar

moder-acao.

faz~r

desloca

cont.:r-ole

Loco do

em

cont.a

a

uma experiencia que deve observar 0

racionalizacao

ponderada o

p:recisO

&

a

t.empo

o

born lance do

at.o,

r-aalidade dos

do

pilares

concurso de

uma

est.e

t.empo e acaso

e

paradoxa.lment.e,

a

comunicat.ivo.

cobrando-lhe,

a

Ora,

como

t.:r-adica.o,

o

experi9ncia para

uma

sit.uac;:So prec3ria anco:r-ada no present.e. A forma n.Ei.o assegura po:r- si s6 o

bom result.ado da performance; o cont.role passa a ser uma busca const.ant.e com

pri.mei.rCl prl.mei.ro

dCl ci.dade, o

0

Soct.edClde

••bu:rgu£a" •

0

o

de Progr•eeo surge no fina.t do e&cuto na. regi.ao da. Ci.da.de Nova.. Parace li:er a.nceat.ra.l do.s medl.a.c;:Oee i.nt.erli.ga.m, no

••populo.r".

51

xrx

a.

el..Cl

o

CClrnvCll..


de at.ualizac;.8o: for-ma

do

element.o

novidade

det.em ent.ao

t.ant.o

est.Qt.ica

qua.nt.o

genera,

indi vidualiza a

o

ent.idades

as

ao

coloca-las

quest..So da ident.i:Iicac;:a.o ent.r-e urn e

int.e~I'a

pl'imazia e

a

organizacional.

dist.int.as

do

Est.a

a

at.it.ude

pUblico>

t.ornando p:rooblema espinhoso a

out.r-o p6lo o

ser en:Irent.ado no Desfile pelas¡ inst.it.uic;:5es carnavalescas:. A

sit.uaciio

de apazig-uar

Urge

a

promove:r-

delasagem ef"eit.os

sobrernaneira

:Iest.iva

carnaval.

a

que

compreendido

ai

o

espaco

do

como

t.eat.ro

sujeit.as: ao de

avaliar

crivo a

e

luxe) do

julg-ador

engenhosidade

pelas

do

quesit.o

"maquinaria"

A alegoria carnavalesca t.orna-se o

just.ilicat.iva

A

element.o

vis:ual~

acompanha

a

colet.iva, expresso da

desint.egracao

con:Iigul"ac3.o

na

pedacos

simb6licos

efemer-o,

sent.ido

o

os::a.:;.pa

no

cult.ura.l

edif"iaio

rnao-da-obr-a ori~em

d&

est.a

not.adament.e incor-poram, na

t.eat.ro

aa:r.8.t..a:r

art.e

de

abert.o

es:ot.~zo.ioo

o

e

cort.ejo,

carnavalesca

Cavalcant.i(1993:167-8),

no

carnaval

da

experi8-ncia

cidade.

A

f'orca

simul.ar

junt.o

alego:ri.a

e

exa.t.ament.e,

mundo,

Fat.o

concat.enar

par-

ainda

urn,

met.ropolit.ano. a

dos Por

modiev.o:U;

t.eodi.su;;u5ia

Daf

esse

comunicacional

polif'onia

baror-oc.a

como

que

que isso

a !he

f'".alt.a-lhe

o

por-

a:rt.is:t..as vi.stu.ais:: se d&szt.a.ca pelo p:rooesso que forma. Sua

ap6s

a

ao

desenvolviment.o

vinda

Lisboa~

da

t.ecnicas

represent.ar

post.er-iorment.e, t.ambem

e

mont.ados.

na

Iarnilia

da

at.ividade

real.

Mui t.os

oriundas

EU%'opa.

Ai,

das

t.eat.ral desses

desde

a

Franca,

se

com&dia e

a

da

nort.e Franca,

americanos sao

e

disseminados

52

Brasil,

vivenciadas espalham

os

ope:roet.a, que

cassinos f:ranceses

r-evist.as OS

no

profissionais

t.ransiormacOes

:redunda nos JnUSic hall, nos espet.3.culos dos cabares e

t.a%-de,

concepcBo

dearnbulant.es

gz.ande

t.eat.ros de divert.iment.os, numa mist.ura ent.re a

e,

de

incumbido

de

anOnimo.

est..a

do

do

da

comum

ligada

via

visual)

con.s:en.s:ualidade,

de

ci:rcuit.o

aquele

alegoor-ia

da

pUblico

consagrados

pJ.ast.icas:

durante

mem6rias. comuni t.3rias

urn

de

element.o

alegoria.(como

da

sugoest.ao

a

das

de

niicleo do Carnaval-Espet.3culo.

desenvolviment.o

do

ruas

cenarios

escalada

aceit.ando

marcant.e

cont.empla

dessa

sit.uac.3.o

<decorada.s com at.rizes

deslizar

beleza dos

e

do

imp:roescindivel

a

post.as

plat.eta,

cont.igent.e

art.es

r-ot.inizao;::Ao

doravant.e

a

na

urn

das

capazes

I:r-uic.3.o/consumo.

"bela''

que

e

mont.agem das arrebat.ado:r-as cenografias m6veis prost.it.ut.as de

e

sensibilizern

para

cont.:roibuisse Pessoal

mediat.ivas:

producao

su:Iicient.e

universe

ao

folia.

da

e!abo:roac;:iio

o

aquila

Carnaval

no

ent.:roasse

de at.uac;:Oes

exist.ent.e entre

Abriu-se

ligados

profissionais

necessidade

Ior-t.es

observando do

a

sug-ere

chamados

musicais.

Mais

espet..aculos

de


"fant.asia", bailados,

nos

quais

apot.e6se,

e

povos

t.ext.o

e

"apelos

uma

visual

mi t.ol6"icos,

cenarizacOes

Iundament.ando

impact.o

s:e

uniam,

hist.6ricos

e

alusOes

exbticas"(Ruiz/1988:121).

est.et.ica

sobr-emaneira

visual

for-ma

na

a

Acima de

e

out.ros

de

muit.o

de

t.udo

rnovirnent.o

c&nico. eli rna

0

go las

art.ificios

de

permanent.e plat.eias:,

desses

maravilhando-as.

emplumadas,

insinuant.es

da

as

complement.ando de

colocam

a

vibr-ant.es. ci t.adino

visualidade, de

aqueles

0

do

fulâ‚Źor

configurando-se t.endo

na

t.oda

regra fundant.e de

quem

como

e

esse

r-aizes

das

prest.igio

ext.erioriza.;:3.o

do

genera

em

do

cont.empla

t.E-cnicas,

o

seu

t.ablados

se

:re:flet.o:res

as

do

produ.;:3o

visual

nos

de

cort.ejo

carnavalesco. da

na

disposicOes,

dos

fest.ejo~

do

exist.encia.

valores,

aglut.inador.

no

Car-naval

int.erioriza-se

sist.ema

niicleo

em

onde

post.erior

seja

e

inseri-se

Est.e

e vai

conformando a

Carnaval: produzir impact.o nos

simb6lico

especialist.a

da

beleza

um

e

bra.;:os

escadarias

int.e:rio:r

sua

da

part.icipar

Desf'ile de

As

alt..as

pluricromat.iza.;:Oes

pa:ra o

t.oda

as

cav adas

cujos

dos

pelas

como

o

e

uni verso

manifest.aca.o

plano

a

0

com

e

rnUsica

espelhos

mediado

seja

do

e

A

busca

sensibilizar

roupas

rebolat.iva

valorizados

na

&splendor-as

est.imulando-a.

aos

elaboradoras

no

de

"queijos"(pequenos

juntos

pr-ofundas

anonimament.e

despont.a

os

pritt.icas

conquist.a

organizar

as

ou

envolvidos

deit..a

das

lant.e joulas,

alegria.

modele c&nico que

que

realizac;:ao

os

melhor,

deslumbre,

o

modo,

ou

de

encant.o, e sent.ido

luz

realiza-se

capazes

lancinant.ement.e

formam

Eis

par

brilhosas

vedet.es)

cenar-izacOes

des:t.e

convidavam

cachoeir-as

as

est.rat.agernas

Surgern

corporeidade

sorrident.es

labios

forma

e

espet.acwos

Nes:s:e

olhos

moment.o

inst.it.uicionaliza.;:.§.o

do

Carnaval-Espet.aculo. Em at.uac3.o como

t.ermos

brasileiros

para esses grupo

"art.ist.as"

e

de

do

s9culo

e

XIX,

rest.rit.o

oficiais do glamour-,

desproviQos

do

arnparo

de

nao

urn

o

espaco

reconhecidos

esquema

de

ainda

profissional.

Cont.empor.â‚Źtneos de

urn periodo no qual a

ideia de uma esf'era aut.Onoma da

cult.ura,

erudit.a-bur-guesa

popular

de

que

vida

fosse

part.icipava

do

apresent.ava consumidor

t.empo

horizont.e

pouca

para

marginalidade jus:t.ifica

a

o

serem

au fat.o

possivel,

mont.a.

os

seus

quando de

amant.es

Sem bens,

muit.o

muit.as dos

a

ou ja

base

at.rizes

ricos

proporcionada

est.avam

t.eriam de

a

colocados

viver

at.uar-em

do

como

freqtient.adoras

53

massa,

dos

nem

mundana par sob

sequer no

urn a

pais

mercado

6rbit.a

da

apadrinhament.o.

0

corist.as

mesmo

clubes

e

ao

que

c:arnavalesc:os,


desf"ilando

sabre

os

ca:rros

e

art.ist.as

pl.;3st.icos

p:roduc8o

dos

Grandes

Sociedades

pessoas:

e

I.a.

Para

t.eat.ral

realiza.dos

e

p:resti t.os

seus

t.rabalho~

ar-ea

da

ali

divertimentos

privile¢"iado de

aleg6ricos.

em

do

t.ambem bu:sca

favor

t.ornam-se

convergiram t.rabalho

na

poderosos.

As

de

dos

urn

ent.3.o

com ret.orno em t.ermos monet..3.rios e

espac;:o

esp8cie de

vit.rine onde o t.alent.o ganhava publicidade. Dent.ro pelos

"t.ecnicos",

coniecc3.o

de

maquinist.as, art.iculados

t.al

de

no

sit.uaca.o, Brasil,

alegorias

esquema

pode

p:roduca.o

sit.uados nos chamados at.elier Samba(Guimar.a.es/1990:20>. erudit.a,

sendo

oriundo

dos

o

comerciant.es

ent.re

e

esp8cie

quais

elaborado

perfil

exat.o,

do o

genera

o

desfile

ca:rnaval

e

orient.ar

a

comandar

o

t.rabalho

de

T ados

se:r8o

aos

Grandes

Belas

poucos

Sociedades.

do

s6lida

Art.es.

prolissionais liberais,

E e

carnaval

as

que

o

amplas

as

no

espaco

event.o com mais de

Grandes

dent.ro

t.or-na

plat.eias,

observa

financiament.o

facult.ou

se

formacao

como

"laborat.6rios"<Idem:24),

apr-esent.ado

j3 iluminado para o

realizar

det.inham

de

t.ais

de

volt.ado

Desf'ile-Espet.a.culo

Cent.ral

do

profissionais

t.ornarem-se

format.o

out.ros.

Escola

Sociedades fora

e

"t.Scnicos"

da

coniibio

de

det.ida

germes dos at.uais bar-racOos de Escola de

Alguns

prolessores

Helinese Guimar3es,

Al8m

aderecist.as

de

espet.acuLarizant.e

idealizar-,

roupagens.

e

cost.ureiras, no

linguagem

a

dos

dominant.e:

ou

sendo

f'e&rico

o

mais

Avenida

da

cinquent.a mil Iampadas

dosde 1911. emancipaca.o

A

as

corresponde carioca, sent.ida

f'est.ejo

t.r-an.sformac5es

vivida.

0

campo

dos

dos

nichos

mais

epoca, que afet.am a

da

e

do

ger-ais

natureza mesma efeit.os

no da

apar&ncia

da

port.ant.o~

comunit.Arios,

conglomerado realidade

cogniscivel,

a

ascende

social

par-t.e

do

est.at.ut.o ont.ol6gico dest.a :r-ealidade. A

lembranc;:a

apreco

gozado

pUblico.

Relat.a

Grandes

Sociedades

que

o

fest.ivo, t.omado

palo que

requint.ado

especialment.e o

da

gfanero ent

192!?,

Palace

Eneida

der-

os

concursos

a

Hot.el

coqueluche anunciara

of'ereoe

indioo~~;~

do

Caz.n.;;;:.va.l

junt.o

ao

Ranchos

e

Moraog

Desfile-Espet.8culo

const.it.uiam

de

dos:

desf'Ues

de

do

Ca:rnaval

carioca.

nos

jornais

t.er

t.erraco para os seus h6spedes assist.irem dali

comercializando como

cronist.a

seminal

de

o

espaco

uma

da

assist.encia.

me:rcant.ilizaciiio

At.o

vindoura.

que

Po.r-

Tant.o

preparado o

t.orneio

pode

est.a

ser

oca.s:i3o

t.amb9m surgem as primeiras in:lormacOes sabre a met.amorfose dos Blocos em alga hoje chamado Escola de Samba. Roger

Bast.ide(1992>

sepa:ra

54

o

"sagrado

selv.agem"

do

"sagrado


domest.icado"~

int.er-esse

colet.ivo,

ent.8o que, anos

encont.r-ando

o a

f"undament.aca.o

cont.role

r-it.ualidade dest.as:

normas

da.

na

a

consagrada

como

classificado

de

a o

das

mais

a

permanâ‚Źtncia

ordenadora

do

das

part.icipadio

e

do

legit.ima,

modo

ent.idades no

event.o

de

de

mais

ao

dir-eca.o

dos: fut.uros

incremento

da

sempre

mais

grande

cidade.

0

par-

malha

indust.r-ializacao,

socials

det.onado

subUrbios. A

est.ilizados,

processo

essas

novas

de

em

brincar

complexa

passa

o

conson.ancia

limit.es da experiEtncia urbana.

55

que

pr-Opria

vai

ocorr-er

a

segundo

o

da

folia

em

modernament.e

e

uma

se espraiava

urbanidade,

aliada

comport.ament.os

polifonia crescent.e do

o

exemplar-

carnaval

definir

a

espet.acularizaca.o

!orcas:

dos

a

na

nada,

cidade cuja populacao beirava aos dais rnilh6es de pessoas e na

Diria

t.or-no

e

"domest.icada"

antes

mas

"civilizado"

em

Carnaval-Espet..Sculo;

part.icipacQo

A

r-i t.o.

do

r-econhecer-mos como uma t.radicao,

apr-esent.acOes

iniciac;.i.o

urbana.

mais

6lt.imo

hist.6r-ia do Carnaval carioca,

inst.it.ucionalizadas

socieda.de

do

t.r-adicao

gener-a Desfile, se caso o

cir-cWlScr-eve

as

manifest.ac8o

crist.alizado

nesse moment.o da

vint.e~

segundo

na

Carnaval

carioca

paradigmat.izam

da

e OS


2.

DESFILE DE ESCOLA DE SAMBA

0

olho.

o

bloco

de

sujo,

que

no.o

tern

f o.nta.si.a., mo.s que tom o.legrt.a pg,rc:. gente sa.mbg.r / Olha o

bloeo de sujo, vern no. La.ta., al.;;ogri.a ba.rata.,

Ca.rnavo.l

.&

\;.g,lendo

bri.neo.r • • .

<Luiz Rei.sl Jo~ui.m

Morreu a PoLCl

Jose

da Si.lvo. Xavier/

vi.nte •

um de o.bri.l,

i.ndependenc:i.o. do

Bre~.ei.l.i.

Penlea.do

si.tva.>.

.

>

-

escol.a.s A& correm 0 perder 0 motor de &UQ a comunica.o;O.O com o pUbli.co.

<Arthur

56

xex&ol

de

exi.st.9nci.a.:


Mant.endo

no

a

socioecon6micos, carioca,

const.at.ac;So

t.r-az

a

o

aqui

diria cena

a

est.et.ica

novas

do

pr-imado

di"Ya:rent..as

espet..aculai>

como

na

do

di:r-ec3o

das

ou

ajust.&

at.ores,

audiovisual

Ior-mados, est.r-at.os cent..r-o

da

D&s:f"ile

das

deve

se

nao

element.o r-it.mo-musical samba.

da

e

Gr-andes

visada

pelo

sociol6gica, urn

por-qu&

conjunt.o

de

do

r-edimensionament.o

uma 16gica a

e<apesa1··

A

Sociedades.

p:r-incipalment.e

prbprio genera Desfile de Carnaval, segundo cont.inuidade

cult.. ur-al

separ-adament.e

r-esponsaveis

mat.er-ializacOes

e

olha:r·

Ranchos o

po.-

modelo

est.e_, o

impOe

carnavalesca

mediadio

t.om3.-lo

de

dos

des:fUes

do

mesmo

decisao

A

de

cir-culacao,

consagr-acao

amplio

nos

simbolos

de

elementos

de

do .fat.o singular

obser-vavel inovacao

e

Samba.

de

Escolas

nos

pr-ocesso

do

int.er-ior-

Iolia

eruase

disso)

urn s6

da

t.empo

de

valorizaca.o

dos

elementos percussi vos e mel6dicos. Tal

valoraca.o

combinac;&o e

o

dos:

inclusiva.

A

combinac;a.o

mat.erializa

novas

malha

agent.es

segui:r·_. ent.r-e

a

o

modele

vint.e

e

inicio

carnavalesco. Escolas

de

carioca,

Para

Samba,

dos

a

sit.uacao

espet.acular

nos

condicionant.e

ressignif'icado mesma

e

o

enfocar ecologia

da

sociais

pela

onde

como

se

uni verso

da

:fest..a

conforma

simb6-lico

a

dest.es

inst.it.ucionalizaca.o das Escolas de Samba nos

:linalment.e

consag1~ado,

que nos leva a

r-elac;Oes

Ca~naval

t.rint.a,

enquant.o

de

gradualment.e

a

no

aver-igtio

segment..os, exat.ament.e com a anos

assumida

P:r-imeir-ament.e,

cruciais.

que

inse:r-cao

p:r-opor·cao

t.ema dest.a inst.3.ncia de analise. 0

pont.os s6-ciourbana

a

e

cuja

acompanhar

unidade

ano:s

e

f"inalidade a

soment.e

:Cor-malizac;iio

medi.8.t.ica

sessent..a,

t..&o

de

do

vedet.e

no

j.8.

n.a

des:lile

cort.ejo

part.icipa.;:ao

como

o

das:

Car-naval

r-enomeada

Avenida Rio Branco(ex-Cent.:r-al).

NA DIRECAO DO SUBURBIO Vimos

que

o

"Yat.o

Passes t.er- como simbolo a mercadorias e social

mais

a

pessoas

ger-al,

no

qual

de

a

re"Yo:r-ma

ur-bana

implement.ada

por-

Per-eir-a

const.:r-uc;:ao de uma gr-ande via de ci:r-culaca.o de A venida Cent.r-al -

e

det.onada

a

9

o

emblema de urn pr-ocesso

ordenacao

da

cidade

do

Rio

de

Janeir-o como nUcleo ur-bana met.ropolizado. E sobret.udo pudemos observar o quant.o

est.e

t.ornando-a for-mas

mesmo t.ant.o

m.ais

prot.agonizado

processo mais

legit.imas pelo

ressigniflca

inclusiva

quant.o

a

manifest.acao hier-3.rquica,

de part..icipa.;:.ao na folia.

g&nero

Desiile,

cujo

57

cent.ro

0

r-ank.ihf;

e

exei"Cido

carnavalesca,

ao

classificar-

desde ent.ao

e

por-

e

Ranchos


Grandes

Sociedades.

Dominic

na fixacao

expresso

processo ampliar sua

met.ropoliza~S.o

processo

const.it.uic.ao

das

post.eriorment.e

de

da

fat..o

his:t.6rico

a

det.alhadament.e

modelo

e

sua

rodovi3.ria,

pr-ojet.ada

MUller,

art.iculando

cidade.

Melho:r

cidade.

Assim

Alves,

com

sist.ema, a

as

Zona a

President.e

Nort.e_.

at.raves

da

cais

port.o

do

da

Avenida

define

urn

vazam

o

de

t.raco espa~o

complament.a a

da

cidade

s:ociabilidades

A

premiss&.

cult.ur-a

a

de

.algumas

aqui

medida

sociedade suburbanas.

do

uma

de

o

vez

loi

e

Lauro

uma

out.ra

int.erligada ao

nUcleo

Brasil

cujo

principia

eixos

perpendiculares,

maior

visibilidade

f"errovi;~rio

do

Avenida

Avenidas

das

ao

ligaca.o

via

Sul,

a

Rodrigues

possibilit.ou a

a

maiha

mapeiam

Avenida

gracas

geom&t.rico

e

vist.o

Ist.o

em

cidade si

binOmio

o

que

a,;-ilidade adiant.e

dQ:f'"in.e-s:e

ambient.e

modele

do

que

social

proaesso

pela

:facult.a

fixavarn-se OS

na

nas

inst.rument.os

de

Escola

modernizado

de

mani:fest.ac;Oes no p6lo cent.ral da folia carioca.

58

novas

aivilizador

hip6t.&s&

Carnaval-Espet.a.culo.

liidicas-recreat.ivas ent.a.o

inst.i t.uam

circulac;;::-.5io/com.unic.ac;;::-3.o

mat.erializada o

ou

mediant.e aos canones do genera

prat.icas

local,

VE>J•f"icada

que

f ormat.ar,

das

ao

urbana

circulaca.o

sent.ido de

t.:ra2

quan.t.o

menos

se-r

popular

realiza-se bases

pelo a

Vejamos

referenda

ent..a.o

da

post.erior

na

arnbient.ados

cot.idianidade

cuja

engendroou~

sua

mont..ando

t.ransport.e

Samba.

invent.a

Bicalho,

com

conferido-lhe

janeiro,

expansao dos eqWpament.os urbanos modernos vazam os

comuni t.az-.ios

f"ulc:ros

ret.as

de

da

malha de comunicac;:Oes.

Dest.e modo a

a

de

desde

alinhament.o~

o

da

est.e

Pereira Pas:sos

relormada,

poi· e

de

visivel

const.ru~ao

const.:l'u¢ao

grandes

sist.ema

0

acesso.

A

que

Francisco

Nort.e

Rio

qual

sist.emat.izacao

Cent.ral_: que

complet.a

de

do

A venida

Zona

da

Vargas

geopolit.icas t.al

do

na

mais

engenheiros

que

Beir-a-Mar<Neede-11/1993:56-7).

e

dos

part.icipando

a

mesma Avenida Cent.ral.

part..e

dizey·

area

set.or

a

equipe

zonas

abert.ura

mesma

out.:r-o

com

a

a

pela

seria

margeando

cent..ro

Avenida

ajudar-am

Trat.a-se

Esco.las

s6cio-hist.6rica

fora

const.ruc.a.o

folia.

das

argument.o, t.omando como pont.o de part.ida a

A

Desfile,

suburbanas

simb6lico

sit.uacao

de

da

cent.ral

e

des:dobr-ament.os

cujos

do

perifericas

zonas

niche

cidade,

circulac.a.o

enquant.o

consolidac;ao

ma1s

nobre

no ent.ant.o no bojo da mesma g-rande obra wn out.ro .aspe-ct.o du

de

o

mesma

!? e~uardadas

Cent.ral como palco para B>ssa:s: badala.daE!

Ha

da

0

&st.a

de

proporciona

qual

as

inf'orma<no Carnav aD

segment.os

rec&m-fundadas de

social.

que

Des£ile de

amp los

que

inser-cao

da

regiOes dessas


Vimos do seculo

no at.e

XIX

aument.o

nUme:r-o

de

para

de

5

int.ensivo

e.s:t.ado

fazendas:,

em

voJt.ado

de

o

t.ransport.es,

que

abre

o

E

mercado

Slll"gidas com o

pUblicos

at.ual,

ist.o

se

a

Encilhament.o,

met.ad9

final

vert.iginoso

observar

que

as

na

1870,

fundi3r-ia de

e

part.e de

suas

capit.al agricola

cust.o.s:

const.ruckio

hoje

regUio,

de o

aos

ainda

conhecem

cint.urao

um

empresas

possam agir

epoca

desapareciment.o

surgiment.o em

Janeiro salt.a

na

de

desde

pelo

devido,

Rio de

regiOes

p:roproiedade

n.a.o

para

do

aquelas

mot.ivado

urbana,

espacos

a

compreende pode

na cidade

at.inge

quando

diferenciam.

para

do

ent.:re

ocupacBo do espaco urbana. Ent.re 1870 e

est.agnac8o,

moment.o

um

se

no

periodo,

rurais <Ribeiro/1985:19 >.Est.a.s,

de

classificadas

171,

o

E

cidade.

na

logradouros

mil

que

decadas

quant.o se amplia a

19:3:3, o

imobiJi3r-io

ant..erior

p:rimei:ras

as

populac8.o

da

const.at.ando o

503

capit.ulo

com civil,

conbecida

como

Zona Nor-t.e.

Primeirament.e, sao avenidas e a

vilas de casas que aparecern. PorGm

ent.rada macica do capit.al imobili.itrio -

capi t.al

em

t.orno

est.agnada.s, 193:3,

de

dispara

e

Out.r-a

capit.ais

dos

do

conseqU&ncias

t.iveram

par

3.r-eas

mais

da&:

das os

pob:ras

inat..::...l..:t.;:&o~

Oz.la

set.or

para

o

esbocava a

visa

reser-vado,

pela

a

da

nas

e

Pereira

a

caso,

const.rucao

cidade.

da

paz-i:f"&r-icas

areas

O~anQZ.6.

no

Aind.a

civil.

pr-eco

doQ

szeU&:

dessas

nacionais

irnobiliilria

dos

perversa, m..;;ris

aro-

aqueles

clima,

de

pois

pro6>dmas-

m.ar-g~do

t.orz.onosz,

melhor

....

que

o

mest.r-a do seu f'ut.uro como balnefu-io t.ropical e do

e

das

'

amenidade

como

Algumas

subuz.ban.as, .a

em

consoz.ciaca.o de

Alavanca

poroqu.so

Assim,

surge

empresas

de

rura.is

m.aos

escandalosa especulacao

cent.rais

in:f"lacion.a.ment.o

Nesse

t.erras

as

suburbana.

Passos

Est.ado

e

im6veis

om

de

complexes. do

zona

est.avam

r-eforma

face

comprando

fut.ura

da

bancos,

.as

indusrt.:r-iai&r

vivia

Sul

a

mais

de

z.Gis

baldios

ve:z

est.rangeiras

t.errenos

de

lot.eament.o

cornpromet.iment.os

int.eresses

ampur-ra

cont.os

t.errenos

empresas<Idern:29). pont.a de

o

dos

70%

1.000

com empres:as possuidoras de urn

espaco sit.uacao

socioecon&mica. Nest.e

sent.ido,

a

der-rubada

dos

:regi.io c':ent.ral leva muit.os t.:rabalhadores morros,

dando

locals

origem

cont.i"ent.e~

mais

as

pr6ximos

do

Cent.ro

favelas(Rocha/1982:125-6).

somados

aos

novos

migorant.es, 59

cort.icos

e

improvisaro

a e

dos

Cont.udo,

se

vai

das

est.alagens

suas

ambient.es

a

maior-

avent.urar

mo:radias de

na

nos

t.:rabalho,

part.e

de:sse

pelas

zonas


mais

da

int.erioranas

colet.ivo

impedia

a

cidade.

fixacao

Em

dessas

um

pl'inteiro

pessoas

moment.o,

periferia,

na

bonde circulava apenas em ilrea.s: jit urbanizadas.

A Est.rada de

S3o Crist.ova.o. ligando

Ferro

Campo de Sant.ana a

o

Dom

Queimados(na

hoje

Baixada

vez

uma

que

0

Bot.af'ogo, Tijuca e

ent.re

II,

Pedro

t.ransport.e

0

Cent.ral do

Fluminense),

Brasil,

desde

de

1858, rest.:ringia-se aos: t.ransport.es de cargas ruraisCcafe e cit.ricos). Mesmo a Francisco

inauguracao das es:t.acOes de Ca.scaduz¡a, Engenho Novo .. sao

Xavier,

MaxambombaCat.ual de

suburbana

Sao

Nova

lguacu)

passageiros.

e

rurais

sedes

implicou

preco

0

de

alt.o

sao

implant.ac;ao

das

passagens

ant.igas

ret.alhadas

inicio do decrescimo das passagens lerroviarias e

est.acOes(ern Ierrea

e

Tinguit

para

regiC)es imensa

nUme:ro

abez-t.a, o

Rio

a

e

se

cinco).

de

cent.Z>o

Nort.e area

Deodoro)

na

as

1860,

Iazendas

de

SapopembaChoje

do

t.ransport.e

afugent.ava

Olarias, e

e

os

curt.umes,

post.as

em

lei13.o,

ruas sao abert.as. E nessa epoca, por volt..a de 1870, ocorre

Iot.eament.os e 0

n3o

desde

usuitrios. nUcleos

Crist.ov.iio,

n•ouro,

do

Rio,

Oest.e

ao

repart.e

em

esse

corn fin.a.lidade

de

possibilit.ando a

t.errit..6rio bairros

em

const..rur;.iio de mais

pez•iodo,

out.Z>a

levar agua

incorporaca.o

habit.o3vel

cia

t.orno

Orla

da

Serra de

da

de

linha

faixas

cidade.

Uma

Nort.e

da

out.ra

Baia

da

de

int.erligacao de duas out.ras ferrovias. E acompanhando a

Guanabara, com a

mudanca da linha ferrea que a j3 que a

da Leopoldina

por

Tambern

a

cort.ava, passa a

concessao

e

ser conhacida como regHlo

t.rans::ferida para a

empresa inglesa

Leopoldina Railway.

engenheiros

urbana', nessa

a

a

Mangueira

f'ase

de

1903,

r-ef'orma

Cent.ral

pela

t.axa

39,6% 1

segundo

Paulo

de

t.ocant.e

ao

Brasil.

Sua

linha,

que

cort.ava

uma

Canso

Municipal

pr9dios de

A

dos

set.o:r ligava

area,

grande

indU.S:t.riais<Abreu/1984). dos

Farro

Front.in(um

no

cresciment.o o

Est.rada

a

carioca,

do

Sapopernba, ~e

quando

Gust.avo

est.abeleciment.os

muit.os

medida

em

Andre

pela

incorpor-ada

de

floresciam

por

r-espons3veis

e

t.rMego),

ancerrado

dirig1da

Melhorament.os,

est.aca.o

e

sist.ema

0

a

onde

expansa.o

domicilios,

e

de

e

1920(Lobo/1979:432-3),

superando o aument.o da populac3o, calculado am t.orno de 27 ,6%. A

produca.o

barat.eament.o de

libras

Ferroviaz.ia modernizac3o incorpora ao

do

sao

ener,;ia

hidrelet.rica

t.ransport.e f'errovii&rio de gast.os

Cent.ral da

de

do

no Brasil.

Est.rada

conjunt.o

de

de

f'inanciament.o Quase Fe:rro

o

a

elet.rificacao

e

pa.ssageiros. Em 1929, 1

mil.hao

da

Rede

da

masmo

eletrificac;ao mont.ant.e

9

Leopoldina(Lobo/1978:851>.

t.ransfor-macOes

60

possibilit.a

socioecon8micas

aplicado 0

iniciadas

que

a se

com a


reforma

de

Pereira

AbreuC1984):

maier da

do

Pas:sos,

disseminacao

na

Est.ado

t.endencia de-

comunidades

n.a

exemplar,

pais

paisagens

que

primado

de

ingerencia

das

a

a

t.empo

est.a

''dimens:Oes:

est.rut.u:ras e qual

por

de

limit.es

do

na

relacOes

e

Quando direciio prat.icas

mi t...1co

passado

pelo

present.e

element.o

t.empo

sus:cit.a

p:romovido

pela

cent.r-alida.de

do

"lugar"

vida''(1991:26-7).

da

t.empo

"cenario

onde

do

moderna.

r-elaciio

como

geograf'icament.e '',

sociais

respei t.o

sociedade

t.r-adicionais a

algumas

e

fisico

em

ocor-r-em advent.o

0

modos de vida model'nos implica no esvaziament.o do t.empo, o vez

sua

que

esvazia

o

em

''fant.asmag6r-ico'', relac5es,

especies

apont.a

impost.as

a

descl'ever•

nos

ideia de Anthony Giddens a

social< ... )sit.uado

presenca

do

espaco

pela

forma

africanas~.

ancest.rais s:ubul'banas

nas formacOes sociais

preenchlda

at.ividade

da

e

cert.a

pela memOria de urn

import.ancia

"desencaixe"

espaco

iu-eas

advent.o

experi&ncia individual e colet.i va.

ernprest.imo a

Most.:r-a Giddens que

de

ident.idades

descont.inuidades

indicacOes. Torno de entre

o

rnessa operaria.

pre-indust.I'iais,

as

sempre

genez-aliz8o8o

a

Escola de Samba de

t.I'adicOes

or-ient.adas me nos

sent.ido,

pUblicas,

a

Maur-icio

int.ervencao

maior coligaca.o ent.re as

int.r-oduziam out.ros paramet.ros Nest.e

a

indust.rialismo com

idilicas,

das

urobanist.a

compromet.e

circunscreviarn

sugere a

cidade,

a

ambient.e

const.it.uic.Bo

e .•

cont.r-a:t-ia, ist.o f'uloi-~

ao

a

ob:ra.s

expansa.o do

meio

a

aut.Onomas

que

g:rande.s

bibliograiia sobre a

meio

em

respondendo par-ece

desse

part.e da

origens

ma.is

de

palo

assalariado,

a abert.ura dos subUrbios

formacao

A

sint.et.izadas

t.rabalho

execucao

da Primeira Guerra e

local,

do

pat.rao-empregado, a

relac8o

suas

assim

da

a

passam

t.ornando

espaco,

ser

e

ampliac3.o

o

alga

dist.anciament.o

t.amb9m,

feit.as

lugar,

as.sim,

ent.re

pr-incipalment.e,

com

''ausent.es''. No

s6cio-hist.6rico

cont.ext.o t.em

sociabilidades

que

de

mat.erializava-se origem

ern

locais.

Implicando,

por

r-acionali.zac;:.Qo

exic;enctas diversas e

exemplo,

no

iat.o

cidade

' ver 2

8 .

out.:ras

Des:locament.o

por exemplo Da Silva e

Vole

ma.do.me",

oc:rt;~seent.a.r

loeali.za.das

quo

at.i vidades :facilit.ado

sant.os/:tPSP'.SP e mui.t.a.s 00

em

sit.uadas com

o

de,

em

do

espaco

irredut.iveis a

sua

maioria,

a

masculina, a.st.ar- empregada nas

popuiacao adult.a da regi3.o, not.adament.e a

ou

desencaixe

t.al

nUclaos;

OS

p:r-a.t.ic.as

urbana, que po:r- sua vez respondem a es:ses

vislumbrado,

iaoeas

mais

desenvol viment.o

cent.:rais

do

da

t.:ransport.e

Lopes/~~~:33.

rnulheree la.d:oe

t.raba.lhavam

Zona.

61

Sut

chamado.s c;:a.ri.oc;:a,

no

"ea.s4S c::oni.ext.o

de

••


ferroviario.

Conjunt.o

cot.idianidade?

segundo

e

t.empo

em

dos

Rit.mo

que

at.os

o

condicionant.es

impulsionado impel"at.ivo

igua.Lac8.o

que

inclusi vidade

organizado

t.ol'na-se

de

rit.mo

com

de

a

societ.itria;

mesmo

urn

cons6rcio

mercadorias. vida

esse

par

urn

pela

da

compreende

hierarquias

refe:r-encial

de

e

ai

socioeconOmicas. aos

0

de

planes

principia

urn

do

circulacao

v.ar-iados:

em

conviv9ncia

um.a

mediat;::3.o abst.rat.a

pl"oducao

iniUt.r-a-se

invent.a

que

cia

bilsico,

apaziguament.o

ci:r-culos

de

grupos

int.erdepent.&s no espaco da cidade. quadro

0

expressivas

dos

cot.idiano novas

emoldurado

limit.es

r-ot.iniza

conformadores

Nest.e sent.ido, as manifest.acOes lU.dicas e bases,

que

sugest.ivo. que

Em

t.ant.o

seu

cult.o

no

t.ransformar;:Oes inicio do

por exemplo, sociedade

gerais A

seu ver,

o

em

como

quant.o

paralelo

urn

demonst.ra que

ent.endidos

ela

das

luz

b:r.asilei:ra,

desde

o

comediment.o caract.erist.ico da umbanda,

as

responde

uma

mero

cidade.

em out.l"as

modificar;:Oes

sociedade

na

pr3t.icas

na

Ort.iz(1991)

as

ser-

desenvolviment.o

a

cult.o

0

oferece

Renat.o

de vern

curso

em

urbana.-indust.:r-ial

part.icipant.es(inclusive

a

religi.S.o

em relacao ao candomble,

abre

que

XX.

dest.a

de

experi9ncia

da

popular

umbanda,

afro-brasilei:r-o

mais

seculo

a

sabre

sS.rie

cult.urais ancoram-se

religiosidade

A

est.udo

surgiment.o

o

int.roduz

redefinem.

as

uma

exig£-ncias

nest.e

maior

espect.ado:r-es)

post.as no

seculo

pais.

apresent.a

0

dos

individualizacao e

pela

d.isposit.ivos

legi t.imacao da :r-eligi.ao no B.mbi t.o do mercado religiose.

E: passive! est.ender a mesma met.amorfose para out.ras dimensOes da vida

dos

segment.os

import.ant.e finais de

de

considerar

semana

va.rzea,

sociais

.as

que

mui t.as

"peladas",

populares. a

das

Par-a

implant.a.:;:3.o brincadeiras

consagram

um

os da

e

.semana

jogos.

t.empo

em t.orno da c:r-escent.e popularizac§o do fut.ebol modernas Ca.bricas de Lerner-/1993:39 a

objet.ivos

de

As

dest.e

ingle.sa

est.udo limit.a

&

aos

part.idas

em campo

sociabilidade

masculina

nos

subUrbios,

t.ecido da epoca t.iveram decisive

no

que as

papel{Herschmann e

49)g.

i.nforma.i.s do presta.cao de servi.Cos. reta.cOes E mui.los does jovens homons; a.dullo~:~ vi.vi.a.m do m(l.5;c:uli.nos e &ervi.Co& temporCu-i.o&, "bi.ac:a.t•s", obra..a de c:onstruc:ao ci.vi.l om reai.dionc:i.a.s. eom•rci.a.i.s meama. regi.Q.o no centro ou da. Zona. suL, i.nfta.doa pela. ou de Co.pi.ta.l Federa.l do Ri.o entao. Fa.lo responscivet poatca.o de fi.xa.cao pela. de grupos enga.nja.doa na. c:Lda.de do outre. pCU"o.lelo em eato.belec:i.dca a.li.ngi.u i.nterdepend•nc:i.a. o. respei.to, Roger BCl.sli.de<.1PB3:.11P-91). 8

wui.lopopula.cao ci.dg,cie, Q.

des so& pobre, prGt.i.oco.

esla.belec:i.menlos que oc:upa.va.m do (utebol e

nos

do

pa.i.s.

Com

ni.v•i.•

i.ndualri.a.i.s eua.e vilGS o co,..o dQ.

efei.lo, bCl.&lla.nle

E&t=io

no;ci.ong,l,

o

sem

c:oefi.ci.enle •i.gni.fi.ca.li. voa.

da. Ver

di.seemi.nCl.l"a.m junto oper.iri.GS nos &ubUrbi.os ( O.Ori.oa. cA. leci.dos lla.ngu,

""'


0

principia

reunir eslorcos e

de

iazer

coisas

~muit.as

aut.o-superarac.S.o, vezes:, a

das

gremi.os,

pequenos

de

a

proporciona

fim

de

ent.r-e

at.ingir

t.imes,

germe

da

de

acordo

com

de

divis.iao

de

cor e

o nome do

melhores:

0

resultados,

redundando na const.it.ui<;.:a.o burocr3t.ica

organizacao

as

de

exigencias:

ind.ividua.c.ao

e

poder de dirigil" e

crescent.ement.e o

iniciat.iva

localidade<Zaluar/1986).

da

0

onde

est.abilidade

maior

simbolo a

fus:Eto

desenvolvia-se

administ.racao

que

a

caJnpeonat.oo Q:rt.iaulando -

est.:rut.urando

como

grupo

aquele de

imperat.ivo levou

mot.ivou

mesmo bairros: dos: subUrbios. Nessas compet.icOes a elegia

t.ime

equipe

cot.izar recursos para ort;anizar;ao de times de fut.ebol

e insumos necessArios aos jogos ~ ruas e

em

entidade.

da

conferir

Concent.ra-se

decid.ir os rumos em poucas maos, no

t.ar-efas

a

com

as:cendencia

da

elaborac.ao

int.elect.ual, no quadro de uma. rot.inizacao, sobr•e as at.ividades lUd.icas. Semelhant.e

de

empreendiment.o

a

Mant.em-se

mesma

out.ros

ent.idades. Miguel, de

Nomes

Unidos

de

Manguei:r-a,

:fest.as:

para

d.ao

o

4

iniciat.iva

de

de

dias

OS

hoje

como

famosos,

Vila

Isabel,

cont.a

arrecadar

ou

a

dos

para

dos

compra

r-ep:r-esent.ant.es

Ou

formacao

do

de

ainda

de

Est.ac.Bo a

local, out.ras:

das

Independent.e

Salguei:r-o,

ident.ificaca.o.

0

comediment.o

dist.inguindo-os

do

Blocos

confecc.So de est.andart.es

Mocidade

AcadEmricos

dessa fundos

como

folguedo,

e

cot.izacao

a

dos

t.raduzem

pr3t.icas

das

agrupament.o.,

do

apareciment.o

Eles:

mat.eriais necess3rios:

d.ist.int.ivos dur.ant.e

exibidos

marca vint.e

anos:

dos

racionalizac3o

inst.rument.os musicais e

e

organizat.i vo

volt.a

por

carnavalescos, impulsos.

perfil

Padro~

Primeira

or-ganizac.Bo

"caixinhas"

reunindo

de a

nomo;.,

zona Oeste ci.do.de. Is to cri.ou as ma.~s lo.rde o.po.rece&sem mui.tos para. qu~ jovens que f~zero.m bra.sitei.ros com ce>m~aa. est6.di.os da cra.que& na.ciona.l., no le>l.vez de .. envol.ve>m a. e peaquiac. exter~or. o.pura.d.a. do.quel.e C>cupo.m-•• quo 0 ex•mpto aobr• o a.co.bo.do procee•o 0 a.ut.oree a.propr~om eoneei.to civi.tize>dorloa .g.di.a.nt.o ca.rioeQ..8 t.ext. ... ia •poea.: Oe>rrinehe>. peta.. fO.brico.a Atquem cri.odo e Fa.bri..l., &~ituo.do. Distrito empr ...gddo no. A.m.-ri.ca. Pa.u-Ore>nd., Munici.pi.o fundo.

do

0

mosmo

•e

cond~COeo;

••

•A

ocas;;t.ao

a.i.nda. aurgi.rom

£

0

4o>

da.-

no& Mui.to& durante

..

Perna.-de--Pau 0 a.ereecento coT'It.ext.o Vi.nL&m, Vi.LCL

••

'

de Mo.g&<t992:U.4-34-), ··po&~ta.do.s··,

.. ubU.rbi.o&

de

pa.rt.i.dCl& um

momont.o

futebol

para.

em

depoi.menlo do compositor Ti.S.o2i.nho da. Ncuoc\.do umo. •nlrevi.•to. jorna.Li.at\.ca.. lembrou:··pa.ra. fa.\.g.za. verdel.de, de bola. bei.roda. do ca.mpo, ba.lendo &

v6.r2ea.,

ma.ne jos

me>i.& ta.rde tra.n.sf orma.dos ~m o fe&t.ejo da.s t.orci.dG\& integre>ntea J:ndep ... nd ... nt.e de Pddr... wi.gu ... t, Mocid~ a.t.uo.l Bei.ja.-Fl.or de Ni.l6pol~&. origem

63

de

Ce>mpos

ba.luca.da.c,

o

E&col.a.&

ca.nloli

era.(e de

·~ ••

SClmba., t.im•• ba.irro . ou Bl.oco :lreneu lttulo do exempl.o, Moci.clc:t.de a.utor, no cri.a.do fa.vel.a. de ou goela.va.. Nou

""•

""

=

ca.nlo.ndo

UT\S

pc:t.godes""(Q


cont..ribuicio

dos

recursos

cargo

a

Isnard/1978:9).

part..icipant.es de

part.ictpat.i v a

para

a

de

est.ando

associat..iva

submet.idos

disporx:lo

e

a

administ.raciio

g-rupo<Soares/1985:101

do

organizacao

membros

nao

capit.alist.a,

faccao

uma

Alias

associados

ao

t.odo

oferece

ri t.mo

sociadade

da

dadicax-

para

&:

flexibilidade

produt.i vo

t.ernpo

0

Candeia

e

a

dos

a.quelas

at.i vidadog lUdicas- r-ecr-o.a.t.i vas.

organizaca.o, do

disso,

OS

mar-cam

wna

sem

improvisacao foliOes sem

vest.idos

cronograma

uniformidade

rnais

ou

it.iner.3.rio),

e

Blocos

cores

da.s

cuja honr-a de car-reg2-lo est.ava a

no

Carnaval

de

pela.s

ruas

rnanifest.acc3es

nas

homogeneidade, no

pela

aglomerados

maneiras saiam

definidas

de

ideal

caracet.erizados

int.roduzem

de

sent.ido

urn

vest..es

das

os

popular

previo<quando

diversas

urn

Rancho

CordOe.s,

dos

e

no

part.icipaca.o

planejarnent.o

variadas

Carnaval

no

populares

cont.r.fu-io

qualquer

das

na

redefiniciio

Ao

Janeiro.

de

Rio

t.inham

que

Blocos:,

expresso

pavilh.ao

da

cargo da port.a-est.andart.e -

na

ent..idade, esp€-cie de

vers&.o das balizas dos Ranchos{Soaras/1995:99). Sao bat.eria

corn

assume

principalment.e dia

de

folia

os

Blocos luga:r-

um

porque se t.oma

e

t..arnbem,

par

volt.a

rnais

diferenciado

comeca a

produzir

vult.o

a

exig-Emcia

de

dos

em

anos

vint.e,

relac.§o

rnUsicas

aos

que

corist.as,

especialment.e

reg-ular-iclade

de

a

urna

para o

rnarcao;;.3.o

fort.e o sWicient.e par-a mant.er o ri t.mo em meio ao deslocament.o ent.:roosado

etas

alas

de

cornponent.es.

Algo

prOximo

do

modele

exist.e clara dist.ino;;.ao ent.re os que t.ocarn e ainda,

moment.o de~s

a

h3

conf'ecc3.o

lll€ar

o

de

do

cornposit.or

0

part.icipant.es.

orquest.ra

mU.sicas

cort.ejo

dest.aque,

obedece

ent.re

ent.rosament.o

0

para

Ranchos,

o

desfile

uma

a

part.es,

qual

anual.

ascendendo

assim

no

que apenas cant..am e,

aqueles

exclusi vas ganha

do:s

Nest.e

frent.e

aos

est.rut.ura

que

co.n£erindo-lhes

lug ares

sist.emat.icament.e diferenciados po:r-9m complem9nt.ar-es no percurs:o. Est.a

mesma

porque

Blocos,

cot.idianizac.io dir1cem

de

e

at.as

a

dos

e

organizar

adrninist.rat.ivas dist.incue

de

Ja da

as,

cort.ejo, dos

t.orna-se em

1922,

reg-Hio

uma

ocorre

t.ambem

unidade

do

difa:r-encia-se

.segWldo e

t.arefas

' p:r-epaz.at.ivo.s

est.at.ut.os

Oswaldo CruzCbairro

de

exig-Sncia

organizam

compart.iment.acOes.

se

divisSo

0

por

qual

na

out.ros

o

inst.:rument.o exemplo~

0

Bloco

carnavaJ.escas.

p:r-esident.es

64

e

&

Baianinhas

diret.ores

de

Brasil) procurava

ent.re 0

que

elabo:r-aciio

decisive

suburbana da Cent.ral do

propriament.e,

A

dos

cert.a

dos

grupo

desfilant.es:.

diferenciar;::a.o

os

uma

int.ernaliza

cart. a

hierarquicament,e

direc;§.o

na

.secOes

esquema dos

mont.ado

mest.res

de


cant.o

e

de

mit.ico:s

na

part.es que

das

elit.e

que

ent.idades

o

de

dirigia ou

periodo,

pacificas

baluart.as

Escolas:

adrninist.rat.i va,

viveram

os

A liB,

hi:st.6ria

da

capacidade os

bat.eria.

onde

Samba, ut.ilizar

capacidade

havia

ioram,

verdadeiros

antes

clima

urn

t.erminologia

a

em

de

herbis

nada,

mais

inst.it.uic5as.

inicia.lment.e

para

a

fundadoras,

"organiz.S.-las"

a

propenso

comum aos

A

ent.re

moldes

diversao

de

"ordeira",

os fazia difarent.a.s do.s demais component.es do circulo do samba.

Fundador

exemplar. Port.ela,

Paulo

de

caso

0

Paulo

inserido

na

de

Cruz

const.elacao

mas

seguir

porque

concent.racao

a

at.ribuido

t.ambBm

21

de

Escola(det.ent.ora

e

concorrent.es)(Candeia

part.e

in.s:creveu

t.it.ulos,

mit.os

do

Samba

de

samba

n3.o

s6

como veremos logo

"t.riunvirat.o"

ao

na

nUmero

hist.6ria

de

da

t.odas

as

memOria

a

ent.re

elementos

e

qual

organizacao

pela

sucesso

0

Port.,!a,

da

Escola

que,

Os

Isnar-d/1978:16).

l"espeit.o dele def"inem a

do

maior

0

da

negros"

criat.ividade

de

origem,

des de

implement.ad.a

fazia

e

dos

porque t.eri.a unido as "cult.uras de brancos e a

Paulo

0

Oswaldo

de

Bloc a

do

est..S.

Benja.TT!in

sua habilidade como urn dom quase mist.ico do set'

sambist.a, esp9cie de arqu9t.ipo do g&nero: existia.

Antiga.monte mulhere& qua.l

antes

qu~onla-fei.ra

do

f~ogura,

a.

fosse

ou

exi.sli.a de

l1.nho.

do

me

ele

voz,

la.dainha.

e

bloco

ao;og"unda.-feira.

na.

que

ser

pa.ra.

foss&,

era

No

No

0

Pa.ulo, 0

sa.i.a.

desfile

des

eu

hnha

como

Pa.ulo.

saiam

&6

coi.sa.s.

eSSO$

o

rancho

bloco

homem.

o

ca.rnava.L. leva.va.

0

ra.ncho.

ca.rna.va.l.

Tocou Paulo

um

no pouqui.nho

can tar

urn

foi

• fosse

blocos

de

nao

homens homem,

Iosse sa.mbisto.

um pa.ssista., urn ba.t.uqueiro. Pa.ulo nao era isso, ca.nto mesmo. sa.bia. de Ele mui.ta COLSOO., a.prendl.a. mui.to. estava sempre foro., ele ar.da.vo. pel a coi.sa, cidea.de<. . l. En tao ele novida.dee Portela.. mui.la.s 0 lro.zia mui.ta.e coi. .. a.s, ole ca.beca.. entr<U' mu~ota. ti.nha lugCU', la oe i.ntrodu,..i.u Compunha. ea. mba. com rnCLsculino. infiltra.ndo. vo• no 4.12, primeira. eede NO do femi.ni.na.. Portela., cui.da.vo. da lulebol. Paulo .;. que querio.. i.rnp1.a.nlo.r •o.mbo.. ao Eat.C..c1.o, na. wa.nguei.ra.. Pa.ulo cha.ma.va os outroa, 0 Claud.ionor, turma. toda. que h,...ho. LC.., pro. i.r com ele. Ni.,...gu•m lo niio, t.i.nha. mad.o. Ele iij:OZinho(Apud Do. Silva e Sa.nto.,.....l9BV.cSO-:U . conform&

o.ssi.m

mo.i.a

••

•a

Por ser um relat.o, a a

recomp5e.

Bast.a

"ant.iE;ament.e"'. at.ribuido pela ac:Zto

Impor-t.a,

Paulo do

perceber-

Benjamin.

her6i

e

hist.6ria a

indef"inicAo

no

ent.ant.o,

0

dis:cl.D"so

iundador se

mit.if1cada pelo present.e de quem

justament.e just.apOe

t.orna

part.e

Ros6.rio, de Erna.ni auar.da. da. Eeeola. de Sa.mba Portela..

='Depoimenlo

65

quant.o

hoje

ao o

urna

t.empo: per-fil

.s6rie

de

o

indefinido

mi t.ico-her6ico

event.os

da epop6ia do samba. membro

do

E

que ele Velha.


quem percebe o responsievel ambos

os

samba

no

iut.uro de sucesso do samba e inser.;:ao das mulheres

pela

regist.:ros

vocais.

Car-naval da

Coube-lhe

cidade,

haja

o

impOe ao fut.ebol; & ele o

nos Blocos,

que

sambas

a

t.aref"a

de

os

Blocos

ant.es

t.amb&m

vist.o

criar-

ao

para

int.:roduzir

o

des:fUavam

na quint.a-feira anterior ao calendil:rio of"icia.l da folia. Ao sua

mesmo t.empo, a

a

sagacid.a.de

comwUt.ar-ia, assim

ousadia

par

vice-ver-sa.

Logo,

aut.oridade

baseia-.se

memOria. cont.udo

a

t.radicSo

dos

port.ais

ao

seu

fulcra

fo:ra

de

babalorixa

ancest.ral

bast.ant.e

quando

ele

um

a

da

no

para

cont.ribuicAo

chdnce.ld

original

para

e

dent.:ro

candombie,

ao

cir-cunscri t.a

significative

abor-dar-

express.Qo de

alem

ext.ernos

poder de

do

pont.o

par-a

element.os

e

ideias

na

urn

r-et.or-n.ar-ei

circular

ambtt.os

difel"'ent.e

e

Est.e

de

dive:rsos

int.er-mediarizar-

o poder de Paulo e

fala at.ribui

cuja

local

nossa

dest.as

e

de

analise,

mediacOes

no increment..o da post.ura Iormal do Des:fUE> das Escola de Samba. Pol' h.Jra, int.er-essa enf"at.izar a disper-se,

impondo

Paulo

modo,

colocando que

ao

cada

rit.uais

em

seu

que est.ava

devido

o

res:ult.ado

de

iniciacao

pela

indi vidualizar-,

de

peca

parece,

os

presidia

f6:rmula

a

det.inha

ordem,

sur-t.ia-lhe,

sensibilidade Dest.e

pel'Spic3.cia de Paulo em sabe:r· ordenar- o

Jugar.

Tal

aut.oridade. sambist.as,

dos

especializa.;:.§:o,

0

art.ist.a

popular. Em

que

observa

Michels

Ou,

aut.oridade"(s.d:53),

porque

a

uma

exigS.ncia

do

encaminhament.o

t.endo

vist.a

0

de

vis.§:o

de

ent.idade Sendo

ent.re

que

es:t.a

classiflcadas ref'erent.es a A

como

do

e

dignas

dirigent.e

de

t.rabalho

f"oment.a

a

aut.oridades

t.ecnicas

e

''especializacao sist.ema

das

disciplina.

significa

cent.ralizadoz·,

se

just.ifica-.se

na

processo,

precise e

Robert.

decisOesCidem:106), Most.ra

Michels

que

organizac.§:o em urn f"im em si rnesrno,

ve compelida

s:e

do

polit.icos,

cuidar-

cujos

des:dobrament.os

e

uma

maioria

a

abdicar

em

dividem

a

dirigida(Idem:15).

favor

pe.rmanent.ement.e

de

das

pessoas ques:t.Oes

rot.ina. da associacao.

per-spect.iva

moviment.o

de

segment.os

dos

agent.es

cot.idiano

no

urn

aut.oridade

minoria

Ult.ima

de

,~st.r-ut.ura,

complexa uma

a

r3.pido

pr-oporcionar

e

Michels,

abrangent.e

t.empo concorre para t.ransform.ar- a complicada

part.idos

divis.§:o

composic3.o

impossibilit.a

em

da

os

inst.it.ucionalizando

t.ermos

nos

sabre

pr-1ncipio

o

f"unc:Oes,

especializacao gerenciai.s:.

est.udo

cl.-3ssico

seu

de

formalizacao set.ores

Michels das

e

sugest.iva

~fest.acOes

populares,

urbana

e

dos

66

impulsionado r-equisi t.os

pal'a

lUdicas,

pela

dominant.es

compreensao

por

part.e

inserca.o no

do de

desses

Carnaval

da


cidade.

Agora,

as

condicOes

ur-banas-indust.r-ias

atividades

comercializac3.o pont.os

do

folguedo

uma

como

out.roa

dimens.ii.o

naquele

dospont.am

apenas

e

caronavalesco

int.erfel"ir

sem

de

t.eor dest.a formalidade. N3.o se pede esquecer que as

moment.o relat.iviza o

em

t.ant.o

no

conjunt.o

ainda

alga

folia.

da

t.6pico,

Pol"t.ant.o,

localizado divisSo

a

do

t.l"abalho, seja no int.erio:r- das ent.idades ou nos modes de part.icipa.;:.So no Carnaval, est.& em germe, lange de perfazer- a A

observada

criat.ividade

de

Paulo

urn espet.aculo.

realidade de

Benjamin e

a

sua

capacidade

de

atuar

em diferentes lrent.es, acumulando IuncOes, sao revelador-as dest.e est.agto de pr-ocaroieda.de.

Est.a ressalva nao inviabializa, no ent.ant.o, a a

de

consolidac;:a.o Samba

Blocos

apresent.a

Mi.chels.Em

linhas

de

gerais,

funcOes

e

sua

semelhanca observa-se

maos

nas

das

administracao

carnavalescos

fat.ores

muito

decisiio

de

pode:r-

dos

no

t.ransformac.So

com a

int.erior

o

quadro

crescent.e

pequenos

de

const.at.acao

grupos

dessa:s:

inst.i t.uicOe:s:

espacos

de

ensaio

desenvol viment.o

au

na

aparencia

materializado

que

as

t.oma

Escolas

descri t.o

ocupados

passes dos dernais. E tendo papel crucial no

centrale dos

em

que

par

concent.racao

ent.idades,

das

de

do

com

a

possuindo

0

desenvolviment.o seja

exibicOes

nos

em

seus

pUblico.

E

import.ant.e t.er em mente os fat.ores que concor-r-em par-a t.al diferenciacaio social, e a hier-arquia de poder que a acompanha.

urn

Em

dos

HalbwachsC1990) que a

seu.s

chama

ensaios

a

at.encao

sobre

a

Mem6r-ia

necessidade

de

Maurice

Coletiua,

bases

est.rut.ur-ais

para

memOria do grupa se realize no cur-so da sua vi vencia cot.idiana. A

t.rad.icao, desde

o

quando

passado

modalidades

rit.ualizada exemplar-

cult.ura..is

just.ament.e

aqui

ident.idade

da

os at.ores

de vist.a que

modo

deste

part.icipa

memOria

e

par-a

urn

de

narz¡ada os

e

g2"upo

os

e

nos

passes

analisadas do

universe

simb6lico

rni t.os:,

da

faz-se

delas pr-6pr-ias.

cenaz..ios

s:ociais

N.Qo

int.er-r-egional,

pelos

int.eresses

0

c.aso

das

ambos

deflagradores

da

podomoQ

pQ.:r"'dQ<r•

decor-rem de pr-ocesses de

impost.os mot.i vadas

a

dest.oa

diaspora negra<a escravid3.o) e

migraca.o

qual

referencia

comunidad&.

desagregac3o, combinando pela

no

os deslocament.os

as

aliados expans.3.o

t.rans:ferencias

urbana

do

Rio

de

Janeir-o.

Uma

a

vir

t.radicao secr-et.ada perdeu assim qualquer nicho onde pudesse

se

carnavalescas, folia,

as

suas:

at.ualiza:r-. cujo

objet.ivo

ident.idades

isso,

Po:r>

conf1guradas

encont.ra-se

n8.o

est..3.o

67

na

como

part.icipacao

amparadas

no

espaco

inst.it.uicOes exibit.iva

na

rest.rit.o

de


Annal

"rupo.

qualquer

necess:ilrias

a

f"I'acOes

de

camadas:

sujeit.as

a

conclui

diferencia~ao

nao

do

exist.ir

ident.ificado

com

inst.it.uicOes.

a

Sao

urn

moviment.os

que

que

sociedade

da

grupo

De

onde

a

se

hi.st.bria

abarc.ant.e Escolas

de

e

int.rinsecament.e

projet.am

as

ausS.ncia

pela

cosmologias

abrangent.e.

t.ot.alidade

a

sent.enciar

o:rigem

na

j.Et

complexidade

de

futur-o,

0

cabivel

caz.act.erizarn-se

na

hist.6rico-social

os

de

desp:rovidos

uma ancest.ralidade; trat.am-se de

part.icularidade

para

E

par

a.I't.iculadas

processo

Escolas.

carioca

Carnaval

calcada

sociais

mn.am.ica

est.ao

est.es

dessas

de

raizes

do

Samba

comuni t.az.ias,

est.ando sua essS.ncia na funcao abst.rat.a de "fazer- carnaval". A presenca acent.uac3o

dest.a

divis3o

principalment.e

se

met.ropolit.an.a.

Com

de

efeit.o,

cult.urais

conect.ando

as

das

Escola.

A

cada

bases.

objet.ivo

da

e

a

e

nac3.o

uma

uma

da

folia

concepcao

capaz

for-ca

agern

t.odo

polit.ica

como

e

16gica

dos

"fil6sofos",

uma

fornecendo das

ident.it.ar.io

recorrent.e:

a

const.i t.uem e

as

homogeneizacao

urn

sabre

Pais

segundo

conjunt.o

A

exist.ent.e.

ocorre

que

no

imprescindivel

suas

int.erpret.acOes

logo,

func:;Oes,

mais

vez

dando-lhes

cujo

ideologia

das

social

ai

interior,

e

t.orna-se

disparidades,

suas

seu

t.I'abalho

deit.a

inst.it.ucional,

part.ir

em

complexidade

mediadores

ideologia

do

verifica

a

concat.enar

~p¡upos

dos

part.es

a

abst.l'at.o

fala-se

a

"nacao

da

mangueirense'' ou da ''nacao salgueir-ense'', t.r-ansfor-mando as Escolas em urn lugarque

pat.r-io, objet.o de urn

jogo

de

het.erogeneidade

daz¡

poder-

com s:eu

r-esult.ant.e

e

ciment.ai'

a

se apropriar

do

face

da

especie de arnor civico. Porem o

uma

as

car-t.as;

p:r-ojet.o, det.9m a

quem

melhor

legit.irnidade de

cornando da inst.it.uiciio. disjunc3.o

A

est.rut.ura

.socio16gica

agrupament.os

de

ent.idade

ao

ciz.culo

enquant.o

unidades

alas

poder.So

mat.e:rializando solidariedade~

diret.oria

dessas de

conex3.o

principia

just.ament.e

As alas t.ecem assim

de

da

e

desfilant.es

A

inst.it.uic5es.

comuniat.fu-io

ar-reeiment.aro

o

e

component.es

dramat.ic~

am gr-ande medida da

cid.ade;

ent.:r-e

t.ern

narrac.Bo

do

na

en:r-edo,

da

inclusivist.a

cont.ando

sociabilidades

com

no

a

nao

o

meio

ideologia

desen:r-aizadas

e

as

viabilizador

da

da

met.r6pole,

carnavalesca

da

da

Escola.

como

most.ra

virt.ual

p:r-6pr-ias,

da

alas,

espaco abst.rat.o

anonirnat.o

ident.idade

dos

limi t.acao

Tor-nar-se-ao

ent.re as agrerniacOes no component.es

visivel

aut.onornizacB.o

mar-gens

localidade.

a

o est.udo de Cavalcant.H1983). NSo t.rocam

de

e

sem mot.i vo que na hist.6ria das Escola de Samba mui t.as alas

ag-:r-emiacOes

e

es:t..i.o

68

sujeit.as

a

uma

const.ant.e

:r-ot.acao

de


int.ecrant.es:.

Cont.udo

inclusiao

a

no

Des:flle

cobra-lhes

reproduciao

.a

da

mesma formalizacao burocr8t.ica nort.eadora do fol:;uedo em seu conjunt.o e ~

da.s Escola.s, em par-t.icu.lar. Haja vist.o quo est.a

semp:r-e

espet.aculo.

Do

a

p:roesidindo

mesmo

uniiormidade

imperat.ivo

consubst.anciado

no

par alt.o

cort.ejo;

Est.a

das

supost.o,

s9quit.o

Escola

t.eor

de

- 7. eli versao

e

aeDes.

legimit.idade,

simples

de

impulses

e

equipe,

agora

como

funcOes

Muit.o

universalizavel. iundament.e

novas

calcado

ideologia

n.a

t.endo

que

est.as

embora

modos

em

da.

de

adrninist.:racllo

vist.a

novas

o

e

sucesso(a

modalidades

de

de

acordo

de

quando

grupos a

o

de

pr3.t.icas

de

no

de

ent.re

as

mais

de

poder-,

o:r-ganizadas

concur-so).

solidariedade

dos

funcionalidade

conseqtient.ement.e

vit.6ria

em

int.uit.o

car.St.er

compet.encias

de

poliment.o

c:onvivio

principia

das

momenta

0

de

de

t.rabalho,

aut.ocont.r-ole

com

sociais,

e

como

mesmas

maior

mesmo

hier.arquia

do

canal

de

simult.ilneo

par-itmet.ros 0

uma

associat.ivas

6cio

dessas

de

t.ecnicas

por

ernblemat.izado

pessoas,

esforco

at.os,

dos

o ala,

formas

carnavalesca

grau

um

modo,

pode leva:r novas

novas

int.eraca.o

valorizando

racionalizacao

s:inc:ronizar-,

a

de

sazonal

pela

diierenciando

um

int.ernos

.

fest.a

hi>

assim,

increment-a

6

nessas

prOpria

a

Dest.e

const.it.uido

dispiclina,

Ainda

qual

0

r-elacOes

dizer

de

reconflgurando

ent.idade,

o

pe:r-manencia ioli3o

burocrat.ico.

da

port.ant.o,

model a

urn

lazer

feriado

rnes:mo

regiment.os

a

mero

0

apropriar-se da d.i:reca.o geral da ent.idade

inclusive

t.Qcnico;

apresent.am

alas

exibida

seu

1nt.erior

ao

as

d.ist.ingue

e

administ.rador-chefe acesso

urn

modo,

hieritr-quica

16gica

par

dg S.:;unb.r;:.

n& E&ool.Q

const.it.ui urn ilt.omo da coreogra:f"ia dramat.tca most.:roada durant.e

deslilant.e 0

det.erminada

inQ&rc8o

est.a.o

na.

Poder-se-ia c:ondicionadas

pelo imper-at.i vo mais geral da cir-culac;::ao-c:omunicac;::iio. A

analogia,

suge:rida

Es:colas de Samba a mais

uma

Benzaquen

vez

de

muit.os

depoiment.os

s:obr-e

a

o:rigem

da.s

par-t.ir- de t.imes de b.irlrr-o, ant.r-e car-naval ,;. fut.ebol

heu:rist.ica. AraUjo

faz

,,Em

sua

algumas

Leopol.dl.U.978) scivi.o •pi.•Odi.o• exempLa.r•s a. ee•• respei.to.

7

nos

pesquisa sugest.Oes JUUa.

sabre

0

passiveis

fut.ebol, de

Q

Ricar-do

pernrit.ir-

o

oferecem

s8cut.o xrx o eata.beLeoer com•Ca. a. de Ja.nei.ro. J:ni.ci.a.-e& da. experi.8nda. frontei.ras Oi.dden•Ct!QPt), do do como procea•o, Longo 0 eapa.c;::oe, no uma e•peci.a.Li.zac;::a.o tecni.ca. do• l•mpora.li.dcl.cle lra.ba.l.ho, do. producao do eonh&ei.mento e do que eonfi.guro. o• efalto, a.s l.ei.s que po.ssam a. regula.r o outra... Com la.zer cul.tura. • do di.f ee;sa. land&nci.a. A arenci.a. doi.s avi.denci.a.r lagi.st.a.cao vao 6ci.o campo•: o do lc.:zer Leglti.mo • a.quele eapl1t"i.o da vad~a.gem • do jogo. Desde

a

U.lli.ma. entre

..,

d8ca.do.

do

69


ent.endiment.o tambem da part.icipaca.o nos Blocos e de Samba. Principalment.e

que exige

urn rnodelo de eiiciencia, no ent.re

virt.uose

o

insc:reve a

quando

individualist.a

e

do

a

mais t.ar-de nas Escolas

per!"ormance nesse esport.e em

pa:rt.icipant.e o

disciplina

:rigida.

ajust.e const.ant.e 16gica

A

do

jogo

basea-se assim na concat.enac.ao das pecas de t.al modo que uma nao anule a

carnavalesc.as a

eiiciencia, cant. a

do

unif"ormidade

No

que

mesma 16gica se explicit.a no A

conjunt.o.

do

60-1).

e

demais<1980:47

f"uncao

t.omado

r-equisit.o

e

subordina

inst.it.uicOes

as

harmonia

de

em

valor-

como

:r-it.mo

do

e

t.ange

si,

r-ef" or-ca

des£ilant.es

OS

imperat.ivo de combinac.i.o f"uncional na est.rut.ura da pas:seat.a. 0 pat.ent.e

a

import.Sncia

reit.erando seja,

a

assumida

pela

modelo

carnavalesco

dos

experi&ncia

carnavalesca

do

o

exibicB.o Ranchos bairr-o

i:r-ent.e

a

Grandes

e

busca

t..ot.al

no

que

uma

deixa

plat.eia,

Sociedades.

pOlo

"

ao

central

Ou da

Iolia carioca o seu espelho. A consolidacao do t.rem como t.:r-anspo:r-t.e de passageiros em meados

dos

dez,

anos

"desencaixe"

no

Rio

de

janeiro..

exper-iencias

das

parece

dos

det.er

subllrbios

crucial

9

signilicado

Vejamos

.

nesse

exemplo.

um

Na

biogr-af"ia que Iazem de Paulo da Port.ela, Da Silva e

Sant.os cont.am que a

diret.oria

vagOes

Central

do do

Bloco

de

Brasil

Oswaldo

Cruz

decidir-

par-a

se

r-eunia

sabre

o

nos

dest.ino

da

dos

t.rens

ent.idade,

da

enquant.o

seus membros iam au volt.avam do t.rabalho. Mas, ao mesmo t.empo, o veiculo assume

papel

quando assim da

det.erminant.e

radio

0

o

meio

Cidade",

ainda

palo

nao

qual

segundo

como

element.o

havia

sido

circul.avam

uma

16gica

as

de

comunicacao,

popularizado. inlor-rna.;:Oes

s1mb6lica,

classif"icavam,

mais

uma

vez,

como

t.rem

0

elaboradas

a

concat.enada

relacOes socioecon6micas ent.re os segoment.os socias e as

em

urn

t.empo

compr-eendia no

"Cent.ro

a.ssimet.ria

das

regiOes do Rio, que

"civilizadas"

ou

"modernas",

no

sent.ido de es:t.ar-em mais em sint.onia com os "bans modos". Talvez Mo seja exa€ero

d.izer

que

a

cent.ralidade

do

Carnaval

da

Avenida

Cent.ral

chegoou

t.arnb&m pelos t.rilhos da ast..r-ada de ferro. 0 vicejam

o

cont.ext.o

material

emoldur-ament.o

r-epr-es:ent.ado

sob

de

.as:pect.o

a

e

urn

da

int.erpenet.racao quadro

fest.a

dent.r-o

de do

realrnent.e

valores qual

o

popular-

•Em

e

modelos

Carnaval da

e

cidade,

cr6ni..ca.a. Li.m<:L Bcrret.oU.s>!:i9> auaa a.lguma.a ob•erva. 0 luga.r do f errovi.C.ri.a.s deala.qu• ocup<:l.do pela.s esla.c:Oee no convtv~o soc~a.bi.Li.dades das paocoa.s nos ou bUrbi.oa c<:l.rLocQ.&. A relacao lrens subUrbi.o no c~da.d• e <1lgo sobr•<:leenlucw:ic no• d~v•reoo• produca.o cult.ura.L bra.aU•i.ra.. o qra.nde rel.6gi.o no <:l.lt.o do. t.orr• do pr8di.o do C•nlra.l do um tempo Lndi.ce ai.mbol.o de. Braai.L •6 euburba.ni.da.de no do Ri.o

....

Ja.n•~ro.

70

• •


si~niiicando

dela ou

prOpria

mais

a

est.ar abert.a

part.icipac8o

~radacao

uma

dist.int.as.

Logo,

t.axi.nOmica

o

folguedo

na pracinha do subU:rbio nao t.em o e

de

t.odos.

No

diferenciando

b:rincado om

ent.ant.o,

const.a

part.icipacOes

t.o:rno

do

menos

oo:rot.o

a:rmado

mesmo valor das p.assaat.as dos Rancho10:

.a

Grandes Sociedades, que arrast.avam mult.id5es

Avenida. Pegar o

t.rem e

ir- ao "Cent.ro" ver-

passar t.ais ent.idades const.it.ui ent.ao um at.o de quem

sabia aproveit.ar

que

o

Garnaval t.eria

t.orna

se

condicOes

quais

o

circularn,

circunsc:revendo

urn

espac;:o sag:rado da folia vai cust.os podem po:r·

de

sua

epoca

semelhanca a

o

seu

e

t.oda

do

subUrbia

.

t..S.cit.as,

priori,

de

uma

Demarca-se

apana.gio.

0

pa:rt.icipac8o na Avenida jQ

forma.

port.ant.o

apareciment.o

pragrrtat.ica

a

assirn seg-undo

~remiacOes

requerer observQ-la e

mat.erializacSo.

reinvidicar

essa

a

Ver-se

9

re~ras,

inst.ant.e as

melhor.

possivel

inserirem-se no epicent.ro da folia Nest.e

de

inscrit.a

Obt.er

consagracao

no

t.er como arcar com os quem das em

ou

quais

Escolas sua

g-rupos

de

Samba

hist.6ria

t.em

urn episOdic de obsedada busca de ser possuido pelo modele e

t.omar para si a forma consagradora do Carnaval-Espet.a.culo.

ESCOLA, A FORMAUZA(:AO DO SAMBA

Jose carioca,

Murilo

conhecida

de

Carvalho sugere que,

como

rnigrant.es

sobret.udo

por

africanos

mulcumanos.

religiSo,

fert..ilizam-se

carnavalescos

Sallde,

e

negros

Ali,

invent.ando

e

afirma, novo

no

novo ext.rat.o cult.ur-al chegou p

formou-se

o

samba

a

P:r·a~a

na regi.iio

uma

mest.icos

"Pequena

Port.uQria habit.ada

descendent.es

"sua

mUsica

criando

moderno"C1984:136). XI,

Zona

Africa",

baianos

reelahoraram ambient.e

da

sua

ranchos

OS

Mais

e

de

t.arde

est.e

onde comecou sua escalada de

hi.st.Ori.a Blocoe doo E•cola.e do meamo ba.i.rro por do obt.er !"ea.li.2:adoao ofioi.ai.a na concul"IIIO& centra.l noo ci.da.de, da eob melhor ou~ l"epresen~a.r reapecti.va.a locCI.Li.dC~.dea. a.L•gG-~;0.0 de corr••pondem i.luetra.ti.vos ba.sta.nle deale a.rl"a.njo da.s pa.rtea a. epi.a6di.os om um amp to, qua.t oe ba.i..rros proceaao sao di.sposloe no sOoi.o-pol U.i.oo om eubordi.no.dcl. ecologi.a. centro urba.no. exempto, oa c:&tebrea, por enfrenlQ.mentoa Uni.doe Torna.ra.m-ae amba.a subUrbi.o ca.pelo. • Aprendi.zes de Luca&, do Lucca, no AO

desfi.te

Longo

da

pri.nci.pa.l.

Fundi.dC!o&

...

.<>67.

jama.i.s consegui.ram emoldurar de fate ra.z&o do.s ri.va.Li.da.des i.nlel"ncu=. )da.i.s que uma. Eocola d• gra.nde porte. em 0 c:La.sai.fi.co.cao i.mporla.va. a !rente da. outre~.. Lugar. pri.mei.ro cti.enleli.sla.e, peraona.Lismos elei.torel"O& • vai.da.dee doe Intere•ees enti.da.dee, al&m di.ri.genlea di.feren~as loea.lmente grupoa papel, eorto. ti.veram deci.si.vo eslee o6 tornam altmenta.da.s, dcz. pugna. em torno do 0 Luz visi.bi.li.da.de pUblica. eompreenslvei.s ofereci.do pelo espa.Co do earn a. val-Espet<lculo .

•=

om

71

••


popularidade. 0 conlel"ido

a

capi t.ulo ~

os

Ranchos. do

est.a

Cont..udo .• se

ambient.e

Ul"ha.no,

e

das

a

criando

model"no",

a

reelaboracao como

baianos

parece-me

simb6lico

"samba

t.9m

feliz

vimos

ist.o

dest.acado

papel

na

quant.o

a

indica.;:.3.o

a

regi.3o~

de

de

deixa pois

pl"eciso mat.izar-

e

possibilidade

t.endencia

a

fat.o~

De

manifest.ac5es

n.ao

cit..ada

exist.e

Africa".

"Pequena

migr-ant.es

universe

urn

e

t.r-echo cont.9m sugest.Oes valiosas_, mas

cult..urais falar

a

t..ivemos

organizat..iva

uma

a

a

dos

l'ecicla.gem grupos

ascend&ncia

l"est.ric3.o

oport.unidade

da

p:r-imeir-o

fundac&.o

desses

sabre

inquiet.ar

no

peso

0

par-t.icipaca.o

de

no de

dest.a

most.rar

no

Carnaval

da

populac.iao

disseminada pelas diver-sas regiOes da cidade. deslocament..o,

0

do

Rio

de

Janeiro,

al"eas

baianos,

det..eve foi

a

conferida

como

c€.Jebr-e,

Af'r-ica

ent.endido

Ao

u:r•bana

"Cent.ro".

como

t.ant..o

0

mft.ioa

COnlO

a

as

mesmo

ecologia

apr-eender

samba, XI

Praca

da

para

migrant.es

OS

reelabora.;;ao.

adequado

do

passad.o,

t.ambem

r-edefinicao

julgo

a

e

s9culo

nest.a

do:r-avant.e

que

do

parcelas

incluidos

a

''moder-nizac.Elo''

Pequena

amplas

d8-cadas

import.ancia

condic5es

desenvolviment.o

de

cidade,

da

const..at.ar

espaco

est. as

segundo

acima,

U.lt.imas

consideravel

possi vel

urn

est.abelece

as

desde

perifer-icas

fut.uras

t.empo .•

r-elat.ado

part.ir·

das

cor-rei.as

de

mediacao que agiram na circulacoio do modele espet..acular- de car-naval. N3o est..ou

das de

re~i5es,

duas

Janeir-o

a

mode:r-no", pr-Oximo

no

a

com isso

pret.endendo cont.est.ar a

mas

ve-Ias

periodo.

A final

Escola Pr-aca

de

.9: luz do pr-ocesso de o

Samba..

No

XI.

da

at.u.al

da

Deixa

Escol.;;;.

F.alar-,

de

car-iocas. Sanabe

at.ent..ar,

proce:s:so e

sua

compreendel" primazia

exat.ament..e

aos

a

sur-ge

a

menos

penso,

adnome

ao

Est..Scio,

como

o

Bloco

do

na

chamado

regHio

que

o

do

do

Rio

"samba Est..acio,

su:r-giment..o

at. or-

d9

Oswaldo

em 1926. Logo ant.&s

pr-imeir-a

ident.if'icac;:ao do

visi vel

obser-vamos

sociol6gica. Corn

sambist..as

composit.o:r-.sambist.a,

est.e

example~

como

'

mais

reordenament.o

de

rnesmo est.ilo ocor-:r-e quase simult.aneament.e

Po:rt.ala,

penso,

nat.ureza

ganha

Po:r-

consagr-ada

Import.ando

element.o

ent.ant..o

ent.idades compromet.idas com o

em out.r-as r-egi3.:u:::

impor-t.3.ncia hist.6rica

Escola

de

pionerismo, e:feit.o, do

a

j& social

0

72

apar-ic.&o em

vale

a

at.ribuicao

da

a nUcle.o

aludida a.cima.: sua. eme:rg&ncia po:r-t..a a 16gica do espet.itculo.

or-igem

ex:at.ament.e

principia

que

d...,

Samba~

mas

porque

Cr-U%,

posic.§o da

1027.

ao

pena

de de

mediac.ao


Seja as

"bambas"•

1

da

Manguei:ra,

sejam

aqueles

de

Oswaldo

Cr-uz,

t.odos: sao un.furimes em afirmar que "aprenderam" samba com as sambist.as do

exist.iam

Sant.o.s/1999),

Silva

Est.acioCDa

e

bat.uques

l'it.mos

sincopados

naquelas

r-egiOes.

Ocorre

que

os

homens ligados ao samba na :r-egi.io do Largo do Est.acio de sa ireqtient.avarn urn universe comum -

e

part.it.uras

danca,

represent.ant.es das anexam

ao

rit.mo

t.eat.r-os de revist.a da Praca Tir-adent.es ou a

XI,

Praca

da

t.orno

ern

area

bares e

pont.i.lhada

cervejarias,

a.Iern

casas de e;ravaciito

sincopado

de de

po<-

jornais

art.ist.as

e

dos

E nest.e int.erc.itmbio que

discos.

r-ebu.scament.o

o

des

de

casas

cinet.eat.ros,

lit.erario

cia

t.ipico

rnelodiosa

mUsica popular do moment.o{ldem:70). Est.es homens do samba er-am t.ambE-m ligados aos Ranchos. E ser.ao exat.ament.e Fa.lar

do

esses

per-s:on.agens

Est.acio

cult.urais,

pais,

t.or-nar-se

de

Sa,

segundo Rancho,

urn

apresent.ac3.o

rea.lizada

Buraco

como o

de

1928,

Bloco,

Samba

cujo

no

Esport.e

do

objet.ivo

diver-sos

ree;i6es

a

Carioca,

na

Mangueira.

Na

Clube

de

era

como

f6rrea,

Morro

Deixa

mediadores

diversas

em

linha

r-epl'esent..ando

de

ver-dadeiros

da

zonas

das

Escola

exibicOes

it.inerario

uma

ent..idades

out..ras

ocasiao,

B.loco

Agem

fazer

janeiro

Quent.e,

o

int.er-pret.es, a

0

em

inndam

1927.

corneca

acompanhando

do

em

ale;uns

perifS.ricas,

regiao

que

do

bairros

Rio

est.iverarn present.es a

est.e e;erme do concurso ent.re as Escolas de Samba.

0

not.iciado

epis6dio

t.ant.o

ioi

em

alguns

jornais,

como

cont.ou

com

o

policiament.o do Oit.avo Dist.rit.o<Cabral/1974:23). A gr-ande novidade dos sarnbist.as do Est..3cio est.ava em adequar as

desfilant.es Donga, seja,

urn

ser-ia

o

basico

dos

neg.ar-a

esquema

de

me.lodiosas

cancOes

Blocos.

Par

est.e

a.ut.ozo.ia

a

:r-esult.ado pioneiro do

d..a

modo

da

de

de

Ismael

do

Samba:

da

aut.&nt.ic:o

pat.icumbum, ,,

Silva,

sambas,

J"essignificao;::ao

c:r-iador

"bumbum, Es:cola

a

ist.o,

pudessem

que

mas

po.lc:a samba

ser-

em

sua

apenas

eu:r-op9ia. pal'a

pr-ugUZ"undum",

cant.adas pol&rnica de

ma.xixas,

com ou

J.S. ele, I.smael,

desfilar;

t.r-aduo;::.iio

cant.o/danca/evolucao,

pelos

baseado

aut.o:r-

do no

do

t.r-inOrnio impulse

r-ft.mico prop:roocionado pela bat.e:r-ia<Soar-es/1985:94-5). ut.i.li.ze~.do entre o• pr6pri.oe ea.mbi.et.Q.& • oe mei.oe do ref erenc::i.g,r Cr.quelea c::onsi.dera.do• mealrea na. do ri.lmo musi.ca.l sa. mba. c;:ujcu; ba.luca.r 0 8/0U confundem ~m hi.al6ri.e~. do ao.mba. ousa.di.a., verda.dei.ros ba.luCU"les, que enfrenlQ.re~.m Q. na.ta. dos compreendem pressOes more~.i.s ern urn tempo qua.ndo so.mbo. era. poli.ei.a.l e &o.mbi.sla. ma.la.ndro"" mg,rgi.na.i.s ··coi.ea. pertenci.a.m um do

f*Terrno de di.vulgdec1.o c::a.nlCU' c::ompor,

bi.ografi.CI8, ou aeje~., persegui.Ciio consi.dera.do meemo co.mpo •em<inti.co.

••

73


Est.e t.:r-inOmio consagrado pela Escola de Samba, acr-edit.o, det.&m a chave pal"a ent.endermos melhor como se const.it.uiram os vasos comunicant.&s entre

dit.os

os

Grandes

"Pequeno"

e

carnavalesca.s,

Sociedades

c.az..n.avais.

"Groande"

em urn desfile

milit.ar.

abrindo

XIX,

os

jose Ramos

cort.ejos

de

embalados

pela

som

bandas<1972:152).

de

capoeiras,

percuss.S.o

que

abriam

e

procissi5es

Esses

caminho

a

e

''passis:t.a")

porque

lembr-a

surgiam

grupos

grupos

dar.S.o

das

que,

surgem

as

i.st.o

e,

e

marcha,

durant.e

de

negros

da

seculo

bailando

famoso

procissa.o

ao

t.ernidos

elaborando

o

como

milit.ares,

aos

origem

danca do samba -

o

paradas:

passeat.as,

herdando

a

ri t.mo

religiosas

f:r-ent.e

mais t.arde f"icaria conhecido como a pe"<dai

conferir urn

Tinhor.a.o

cant.o,

quando

int.r-oduzem

&las

agrupament.os inst.rument.ais capazes de

Pois

o

que

"samba no

a

cat.61ica

caract.erist.ica do cant.o unissono.

originou

os

Ranchos,

que

raiz

na

t.ambem

quando

embri3o,

Esse

Blocos<Idem:154).

adot.arn

da

t.res

As

cong-lomerado uma

especie

aos

Ternes

de

orquest.:ra.

formacao

dos

CordOe:s

ent.idades,

como

vimos,

diret.a da Escola de Samba. Salt.a port.ant.o o

est.ao

est.ando

Ou

dos

e

baianos,

dos

post.eriores ancest.ralidade

na

int.ricamento ent.re o

bat.uque

angolo-conguense com as formas percussivas de o:rigem eu:ropeia, em wn elo ent.:re

:rit.mo

variar;:Oes

bast.ant.e

relacionament.o seu samba do a

exibic;::ao.

e

Explica:"O havia

de

est.ilo(ant.igo)

uma

A

iniciat.i va

coisa.

0

nao

samba

assim:

bum

at.encao

bast.ant.e

de

a

evoluc3o

dava era

just.arnent.e em

ancfar..

pa:ra

tan

assim:

bum

paticunbum ',

p:reocupacao

a

No

das

de

desejo

conside:rar

Gr-andes

de

empr-est.ar

os

Sociedades~

0

Silva

maneiras

desfile

urn

Eu

Ismael

de

comer;:ei

tan

obt.er

de

OS

Blocos:

carnavales:cos,

ou

"agr-upament.os de bai:rr-o". Bast.a ve:r- que o

74

samba

component.es:. a

not.ar

tantan.

N3o

viabHizado:r

a

sua

a.;:Ao,

que dava.

fazer Chama

urn

de

desf'iles

dominant.e.

Ismael

dos

Talvez

novidade de sua emp:reit.a est.eja engendrada pela insurgEmcia de modalidade:

o

oxi~;;~t.ia.

p:rest.igiados ent.ao

o

just.if'ica

gent.e comecou a

algo

de

dist.inguir

necessidade

a

de

post.uras

de

sent.ido.

tantan

o:riginalidade

modelo

dessas

encobre

prucurundum"CSoares:/1985:95). em

bast.ant.e

j3

cont.udo,

dif'erent.es

Ismael

desf"ilar, de um exibir--sre, difer-ent.e do que ont..3io

deixa

uma

sugest.i va nesse

base

servir

cada

que urn bloco ia andar na :rua assim? Ai a

Como e samba

t.er-

cont.inuidade,

supOem

quais

samba maxixeado e

"c:riado"

ele

ent.re

as

dist.incao fâ‚Ź:it.a t.omando por

por

aparent.e

signif'icat.ivas

Carnaval,

do

part.icipar

A

co:r-eografia.

e

se

como

esfo:rr;:o

e.

o

dizia

Silva

Ranchos

e

porque

a

uma nova

na

de adequa:r- o

9poca, rit.mo


musical samba

no

sant.ido

formaliz3-1o

na

repet.ir

Ranchos

t.ant.o

os

o

r-azao

realce

a

de Ismael

adoc8o

combin8.-lo com

alga

de

as

e

conferido

a

ser

Gr-andes

ao

novo

de

a

fo:rma

exibido,

"esrt.ilo",

desf'Ue- 1

sem

Sociedades.

isso

com

Dai

t.alvez

a

crit.ic:a..

como

ou

seja,

rancho''Cldem:105).

Por&m

sua

d&

merament.e jU&~~t.iÂŁiog-og

m.ais

de Samba das alegorias.

por part.e da:s Escolas

''coisas

e.st.as

serern

de

t..ardG>, Alegava

empreit.a

j.Et

embebia-se do rnodelo espet.acular no impulse que o organizou. Jose chamada

"mUsica

moviment.o no

Mig-uel

das

com

mllsica

modal".

feit..ura assirn

principia

de

bat.ucada

afr-o-brasileira

configuraciio acorre

a

complet..ar¡

com

o

ser de

assimilado uma

g-9nel"O

urn

que

samba

sit.ua

cir-cular,

rit.mo

na

e/ou

a

cant.ando

e/ou

uma

A ao da

out.ra

Paulat.inament.e

a

possibilidade

dancando)

ir~eve~sibilidade

porque

t..empo.

ret.orna

supOe

sucumbi

producao

est.ilizacao

hist.6ria.

e

sincopado

ao

do

que

:ri t.ualizado,

assent.ada

quant.o

da

r-epras:ent..ac.a.o

car-navalescos

des:files

da

sociologicament.e

colet.iva

para

do

o

pUblico t.orne

ent.re produc.§.o/emissao e 0

a

apropriac8o da

int.erior

os

de

vazios

comanda

a

mani:fest.ac;:.iio simb61ica em urn hem cult.lll"'al(Sodr9/1979) a

par-

fOrmula

a

no

aleat.6rio

Difer-ent.ement.e

acaso~

t.rans:forma9ilo eta

sent.ido

principalment.e

comunal

corpo(bat.endo

pelo

susci t.ados

pelo

africana

mit.oC1989:71-3).

socio-cult.ural,

formalizaca.o

percuss.ao

onde

t.empo

o

origem

e

t..amh&m

urn

a

est.a

not.as

comunidades

a

revela

inclui

Define

das

escala

da

undverso

coincide

Wisnik

surge

a

ample.

Ist.o

facilment.e

demanda-lhe

reconhecivel

a

e

desenvolviment.o

equalize

recepciio, em t.ermos da t.l'oca de

como

result.ado

dessa

fOrmula,

no

a

relac;:&o

equivalent.es.

cont.ext.o

carioca

do principia do s4culo. 0

simb6lica)

Q

pr-oduc8o

espaco

no

emerge

macrocosmo

sociol6~ico,

0

samba~

plat.eia,

~eir-a

de

individu.ac.81o

como

par que

como

"sambist.as",

produt.iva<mat.erial

desig~

det.erminant.e operar

Alguns:

det.ent.ores

ast.ronOmica,

ur-ba.na-indust.r-ial

e

pr-ivada

devera

formada.

abst.rat.a

d.iniunica

"imperat.i vo

t.ot.alidade

individualizados

ent.idade

socieda.de

genS.rico

apr-opl"iada

ident.ifique

como

part.icu.laridades

das

art.icula.do~a

:fixa-se

ai

t.empo

grupos.

com

A no

d ..

g~upos

da

pelos

c6digos

que

come<;;: am

compet.encia

de

a ser

produ:zir

em det.z.iment.o da elaboraca.o colet.iva; out.ros daverao est.ar como que

r-esponde

aos

sinais

emit.idos.

Porem

a

mesma

t.ot.alidade

da

es:fera do ent.ret.eniment.o os coliga efemerament.e. 0 na

argument.o acima evidencia-se nos ajust.es por cert.o mais gerais

composic;:ao

dos

simbolos

e

manifes:t.ac;Oes

75

a:fro-brasileiros

no

cont.ext.o


da cidade. No ensaio Samba. 0 t.ranslormao;:Oes dScadas

XX,

do

neg-ros

ocorridas, no

ent.:re

modo

mest.icos

e

de

exe:rcidas

pela

burguesa,

a

acomodac;;ao

ver,

do

e

elabo:racao

as

janeiro.

de

a

de

e

cent.elha

as

de

de

cult.ura

da

longo

de

marais

pressOes

processo

cidade, de

sob:r-evivencia,

de

exigQ.ncias

As

urn

da

primeiras

cult.uralment.e

reproducao

rest.ricOes

t..S.t.icas

as

e

as

de

inst.it.uicOes

acenderam

XIX

seculo

exp:roessa:r-se

Rio

no

das populacOes negras conjunt.o

complexo

ÂŁim

ve:rt.ical-compet.it.va

e

policia

seu

o

ambient.ados

sociedade

int.egraca.o

Dono do CorpoC1979), Muniz Sodz-& :roel.at.a as

de

acordo com

inlo:r-mando

0

amest.it;ament.o dos cost.umes(:18). Ent.re e.s:t.as sob:r-e.s:saiu a sen.sualidade bat.uques,

o

Sod:re

se mais

vez

a

est.et.ico.

medida

circulaca.o

desse

dat.ada

pelo

em espacos

lolguedo

feit.os

porem

na..s

de

1917,

convivio

peca

de

argument.a,

o

com

a o

pUblico,

o

samba

de

maxixeado

e

ou

colet.ivo

samba"(ou

desprovidas

da

a

sua

r-epr-oduc.iio

ern

adequado

a

e

liid.ico

cara.t.er

format.o

diver:s:ao

rnit.ica

usa

"rodas

dos

Observa

mat.riz

da

chamadas

acordo

com

de

ind.i vidualizadas,

con.sagx•ados

de

como

p:r-ocesso,

"suavizaca.o"

carnavalesco.

afro-brasileira

composicOes

3mbient.es

primeira

exibicao

consolidacao

longo

a

ant..erior,

nos

sua

improvises

e

reversibilida.de

da

a

em acompanhament.o

mUsica

da

cede

"pagodes")

maneios

consolidado

da

Na est.eira

bat..uques

e

t.:r-at.asse

descolament.o

religiosa

d.isco(a

gest.os

quando

cada

papel

dos

dos

moderac.iio do usa do corpo, d.imunindo a

Pelo

Telefone,

gravado por Donga). Apesar

de

considerar

pr-oblemat.ica

Emfase

a

no aspect..o de acao polit.ica vist.o na mudanca de

e

possivel

ma.rcant.e

visualizar

da

p:resenca

nest.a

as

x-ecorrent.e t.x-a2

em

seu

dile:renciaca.o agent.es e

d.i:rigent.es

nos

bojo au

carnaval-Espet.aculo dos

personalidades

em

aeDes

das

o

car.9.t.er

afro-brasileiras

no

agent.es, ambigUo

Carnaval

do

Escolas

bast.ant.e

de de

part.iciparSamba)~

nit.idos:

sao ent.:roonizados:

a

a

prOpria

serem

como

folia(post.ura

da

part.icipacao

observados

nat.u:r-ais:

as

para

f"unc;:O&s:

de

ent.idades carnavalescas que assumem.

Ent.endo que a

complexo

fo:rmas

das

limdt.es

ent.ao~

post.ul""a desses

consist.a em urn eslorco de diferenciacao frent.e

pr-est.igiadas

e

demais

manifest.acOes

das

Rio de Janeiro. Ainda que

:reo:r-ient.acao

deposit.ada por- Sodz¡e

confol"macao desses agent.es no lor-mat.o modelar- do

apont.a para urn remanejament.o

relacionament.os no

apresent.ar-se

Rio

de

para

sociais

Janei:r-o, plat.&ias,

76

com

daquele

mais

incidencia

inst.ant.e.

assumindo

a

A

amplo~

na

formacao

gradual

f'"orma

calcado

de

no das

d.isposica.o procissOes


introduzindo

proianas~

evidenciado:ra. Sobressai percussao vez

airicana

e

dramat.Ur-gicos-operist.icos?

urna armac;:ao formal na qual o

seus

desenhos

coreogrSficos

esqueme.

ao

submet.idos

rnais

t.racos

de

rit.mo sincopado da

corporais

poliment.o

est.Jid

cada

configura

e

a

esoet.acularizac;:ilo de t.ais manilest.acOes Embora

nesse

moment.o

disposicao

na

apenas

mundanos abre

a

ao

de

seg-ment.os

medida que as lest.as

e

a

folia

no da

conjunt.o

musical

Carnaval.

cidade,

ent.r-osament.o

Ionogrilfica

reproducao oriundos

not.urna

um

aqui,

producao

da

pr.3.t.icas

vida

flanco

urn

sit.uac.ao

das

na

t.an~encie

int.er-pr-et.es

mais

pobres_.

que

carnavalesca,

not.adament.e

na

espacos

client.ela

variada,

as

ligados

angariam

de largo_. da Igr-eja da Penha e Praca

t.arnb9m

de

composi t.ores

de

sociais

por

engendram

incidindo

desenvolviment.o

0

urn

e

popular,

frequent.ado

ent.re

fat.ores

de

casas

e

mUsicos

not.oriedade

do Ot.eiro da

XI,

de

ganham

a

GlOria,

popularidade,

abrigando gent.e de diferent.es posicOes sociais. A

int.roducao

mercado

do

ext.rat.o

cultural

mUsica

disco

popular

a

gravaca.o

part.ir

dos

result.ant..e urbana,

mlisica

carnavalesca

com a

polifonia

indi vidualizaca.o

como

0

o

da

do

OS

como

''art.ist.as

agilizam

mesclas

e a

esboco

de

urn

coniormacao

de

urn

flmbit.o

da

samba

no

do

ocorridas do

no

genero

elementos

no

rast.ro

se

sazonal..

cult.ura

sambist.a

Brasil

dos

sociedade

da

no

apareciment.o

qual,

genera

esf"era

como

reconhecidos

vint.e

diversas

vicejando

cr-escent.e

uma

de

anos

das

afro-brasileiros(Pereira/1967).

ensaio

elâ‚Ź-t..rica

popularizaca.o

de

cont.ext.o

da

vai

urbana

carioca.

no

emerge;

populares",

consolidacao

da

popularizando

moderna

grupo

simb6licos

No

acordo

int.eriol'

Brasil sao

no

em

desse

que

eles

mesmo

da

a

doravant.e

andament.o

da

ampliaca.o do anonimat.o urbana. No os

mesmo

"sambis:t.as"

seus:

f oli5es

at.uac;:.§:o

dos

dif"erenciador.

da

j3

compasso,

os

e

as:sist.&ncia limit.ado

pelo

int.r-oduzem

limit.ando pode:r-

o

com

Se,

vimos,

eles

agem

a

espaco

pUblico

reconheciment.o

sambist.as como

Blocos

a

cor-da, de

difer-enciando

divert.iment.o

det.e:r-minados

popular

mediando

porem niveis

dos

locais. o

A

dado

espar;.:os

compo.ro.ca.o, Roger Bast.i..de om eou A t.U.ulo do &st.udo eobro~~as reli..gi.Oee Dra..si.l<!l!>?2.) obs-erva. quo no deo;.a.grega.r;.:ao a.fri.ea.r.a.& da. memOri..o. e do a.fri.eano no e6ei..o-cultura.l tri.ba.l Ri..o, detor.a.ndo concerto desde o fi.m do x:n,, como redundou em fa.toe "ma.cumba. e.Pculo t.uri.sta.s". Nesta ra.mHi.ea.CO.o, di..z, 0 e devota.da. em sa.t.i.sfa.zer o. expect.o.t.i. vo. do. preocupo.CO.o cli.entelo. 6.vi.da. de Porta.nto o erotl.smo. ri.tua.l tra.nsf ormo.-se numa. esp&ci..e mlati.co, com predomi.ni.c eopet.aculari..do.de doo efe\.t.ce, do i.tusi.cni.smo.

77


socio-culturais diversos e sociedade

que

assimet.l'ia dispOe do

impessoaliza,

se

das

pr6ximas

nos

favelas

e

hier.arquicament.e

do

em Como

vit.al

invisivel<orun>,

prest.igio

quando

concent.rado,

uma os

int.egrant.es

mit.ologia

iorubana,

int.ermediando ''bambas:''

OS

mais

int.roduz

demais

na

Ufi'kiill

int.ermediarios

axe

0

jus:t.ament.e par sit.uarem-se

de

aos

ExU

o

d""'

sociabilidades iat.or

ambigi.ia

relacao

dif"er-enciam-se que,

suas t.al

posit;:.8.o

A

samba".

e

visivel<ai&)

das

sublirbios

principia

do

ambit.o

desni velados

"mundo

men.sageiro

dimensOes

dos

int.~r-ior-

det.er- not.or-iedado no

no

relacionament.os.

recem-criado

orixa

passam a

do

na encruzilhada,

t.ransf"orma-se

em

as

samba•

<2

acumulando urn

J3

poder-.

que

sao

classi:ficados como det.ent.ores de urn mana, uma energia result.ant.e do f"at.o

seus

de

serem

corpos

"art.ist.as", urbana -

que

que

prest.igio

vB.o

sujei t.os

ocupando

chamo

pUblico aos

cent.ros

OS

de

e

no

das

int.erioz·

espet.acular

nao

t.ao

do

o

segment.o

nUcleo

sornent.e

art.e

da

lugar

no

popular poder

dest.e

comunit.3r-io

inst.it.uicao

da

cri tS.rios

prest.acOes.

e

cult.ura

da

assent.ado no

a

passam

est.a:r-

urbana

popular

de

da

e

dinamica do seu mer-cado especifico. polemica ocorr-ida ent.re

A

e

o

pessoal dos Cordc5es det.em a

Pais e

os

Cor-dOes,

"pr-imit.ivos"

pr-Oposit.o expansao

em

de

de

confronto

chave

pelos

aos

de

os

para

ent.endiment.o como

de

reuniam

ou

ponto.

"barbaros"

civilizadora

da

sem

0

pre-est.abelecidos. violent.as

em

envolvia

esses

com

desse

Carnaval

no

espaco

Isso

Deixa Falar

resquicios

pacif"icacao

t.erminava

copoeiras:.

host.il

muit.o

se

tempo

sempre

ent.re

jornais

que

limit.es quase

par-a o

par-amet.ros

pessoas

e

impulses

ant.em.9.o

de

relacao

exibicao

dos

moment.o

ident.if"icados

congregavam

sociedade,

j3

os org-anizadores do f"amoso

a

grupos,

b:r·igas,

acao

A

no

policia.l,

vistas

como

desordeiros malandros(Velloso/1987:32-3 e Bret.as/1989:57 a 67). parcelas

Quando

capi t.aneando acirra-se,

coes:ao

e

econOmicas

a

pelo sa. mba.

0

est.ivadores(possuindo

dos

se

social>

part.icipacao ,, de criteria Lom

&lmbolo(Soc.ire/:t97P> a.tra.ve& ori.xci me&mo

de

per-t.enciment.o

ou

n.§.o

:E)fu

mesmo

~0

a

t.anta.. •

do.

c;U'ri.eano.

urbo.ni.do.de,

di.veraa..

a.ssi.m

Marco.

pa.reeLa.a

a

do

00

mundcl.no.

pat.ente

baixa

&a.mbi.sta.s del. fi.gura. si.mb6Li.ea. ea.li.mb6"". do Persona.gem

deesa.

direcao

de

""rei. 0 pi.ti.ntra. co.poeri.sto. percussao. do sensual.~do.de. • d~ compo.rt.i.m•nt.a.cao

na

mill t.ar-es

ori.xci

no

ent.richeram

tempo

78

Blocos,

oper.Etrios, prest.igiado

auo. i.c.ientLheCldoe

aquet.e

que

r•asi.gni.fi.ea.cia. como

eecuLa.ree,

e

lugar-

o.mbi.gti.a.

onde

a.propri.~O••

dos

oorpo··

•""

esfero.

sa.mbo.

urn

bases

umba.nda. ma.la.nc.iro ze do bo&mi.o, toCGdor do i.nstrumentos

ressi.gni.fi.cQC; ao

o

melhores

desfr·uta

dos

daquel.e t.a.mb&m

que a

especUi.ea.

b•m

eultu.ro.L,

do.

vi.da. di.epoat.o


junt.o

ao

A

pobres. com

J.3

a

pUblico,

clivagem

diierenca

indU.st.r-ia

que

a

ent.re

do

ent.rosament.o

com

na

16g-ica

ref"ormulac3o

de

t.oda

Carvalho/1980).

Com

que

seja

populax-

••.

o

urbana: especial

sort.e

da

t.orno

de

bairro

do

com

dos

vinculos:

dividQ

prof"issionalizacao

exibicao valor-

per-ant.e

e

urn

a

urn

inscrevem

OS

na

int.er:ferindo

cult.uralCPereira/1967

a

uma

ou

pela

e

Samba

seu

e

orient.a~;ao

out.ra

hegemonia

da

Escola

de

car-naval

ja

social,

pert.enciment.o

gira em

muit.os:

a

priit.ica

sua

do

m.;;dandr-o.&r''

mobilidade

a

que

A

um

de

e:feit.o,

host.ilidade

agent.es

pr-omess:a

na

sociedade det.er

ambigUament.e

det.ona uma

t.er

a

a

a

passa

pUblico-plat.eia

''v.agabundos

OS

passam

out.r-o

aqueles

sambist.as<ar-t.ist.as),

disco,

pr-imeir-o.s:

os

ent.re

definicao

do

Desf"Ue

anual

SaCismael

Silva,

decide-se no moment.o dessa pugna. Quando Bide,

Rubens

Baz.cello,

organizado de e

acende-se

Ult.imos

"deixa

part.icipacao denominado

Escola

de

ant.agonismo de

ac;ao

repressi va

camada:s:

populares;

que

convivio)

marcada

au

pela

t.ant.o

Sanilia

que ainda a Siio palavra Carnava.l.

e

at.o

:s:er·

pelo

sociedade

da

con:f:ront.o urbana,

a

eles,

a

acordo os

os

limit.es

inst.ant.e.

processo

Silva

0

quanta

de

t.eria Samba,

t.ranscende das

d.iierencia

canones

do

classi:ficados t.ermo

Os aos

carnavalesca

que

com

got.a

r-endido

se

policial

mesma

est.ilo

Cord5es.

Ismael

forca

o

(.tlt.. ima

dos

part.icipacao

com

a

pr-imeira Escola

a

naquele

memOria do

cai

t.eriam

:forma

polida(de

Samba,

porque

re:fer@ncia

no

consagram

grupos

of"icialment.e

A

de

as

respost.a

apont.a

poderia

cons:erva a

Em

nomeou

ela

Est.a

.

policia.

exercida

part.icipac3.o.

estes

"acovardament.o",

pela

:frase

ent.re

f"alaz."{Soaz.es/1985:98).

civilizados

u

out.ros)

impo:s:t.os a

Grande

Est.acio

ent.re

o

pronunciado

do

Ot.elo,

acusava-os

f"reios:

a

sambist.as

os

hom como

Escola

condensa o

a

de

principia

incit.a ao moviment.o. rnuit..as:

escola

no

Al~uns

.as:

versOes

cont.ext.o

est. ud.iosos

da

'

da

e

int.e:rpret.acOes

par-t.icipacao mUsica

popular-,

c.ounadas como

a

presgn.;:-...

doa

subalt.GJrnoGaS

no

at.ribuem

mesma epoea, M&ri.o de Anc:h-adeu.rnz> eoloca.ndo t.eor real.mente na.ei.ona.l do &o.mba urba.no ent.roni.:~:ado fonogrO.fl.ee~.. Anc:h-a.de di.•t.i.ngi..ii-o doe ba.tuquee exa.lc:a.ment.e ~ndU11t.ri.a. pe~a. to.::a.doa nos meorroa • Levadoa C&a ruC&S peloe CordOea, emboro. reconh.eendo o co.r-o:iter populo.rda.quele em ra.zQ.o .;iQ. ori.gem no ••i.o do "'povo•·. Na.~• ta.rde Darcy Ri.beiroU.P7.5l ta.mb8-m vialumbra.rci nele espoici.e de "'di.lui.9ao" do o a.ulor, formo.do na coLOnia.. Con~i.tui.ri.a., populCU" cutlurol plC&Smado desenvot v~da. segmenlot; •·cullurCl. da exemplar um umo. di.seuasCi.o sobre es&e i.ncorpora.clo auba.lternos urbo.ni.za.dos=, Pa.ra. popula.r urbg,no. no Braai.l, .::ondi.ci.ono.do. pelo. b. prob~em6.ti.ca. d.a. mUei.ea. da moderni.zac;ao urba.na.-i. ndualria.l vor mudo.nCo. aoci.Cl.l Ma.LII dUvi.da.&

ou meno11 a.o qua.nt.o

no.

d.as

para

C<lr'V<Ilho!.t!PSO>.

79


a

adocao

na

cont.ido

a

t.omado

sa,

iniciat.iva

a

de

apropriar

ordem:"Escola,

s:ent.ido!".

Escola

como

sit.uada na

Normal,

maximo

D

inst.rument.al

educa~a.o

t.odos

Import.a,

o

rit.mo,

ao

0

Silva

diz

imedia.;:Oes

do

Est.acio

de

encont.ra

ai

Moss(19BB>

just.apost.os

samba,

elit.es

com

o

a

e

sin&nimo

e

moralidade

pela

cont.a:r-

paradoxalment.e

insLit.uicB.o-mor

da

ma:r-ginali:z.ac;:So

da:

burguesa,

de

f"ormalizac3.o

do

apro>drnando-o

dos

represent.ada

na

16gica de

no

Car-naval

disciplina

do

de

a

long-a

de

do

elo

ent.:r-e

do

de

isso

sent.ido

a

Deixa

em

1928,

impulsionado

ao

o

hist.6ria:

sua

e

de

desenvolvido

surge

t.em

nat.ureza

legit.irna

racionalizant.e

Par

que

dif"e:r-enci.a-Jo

express3.o

ce:r-t.a

se:r-

o•Henrique,

ao

de

dent.r-o

t.ema

f"erment.o

Samba

de

a

a

ao

e

ent.idade

musicalrnent.e.

o

pert.inent.es

apont.a

como

Inf"ant.e

rUst.ica,

Escola

modos

do

que

e

apresent.ac3o e

sejarn

inst.it.ucionalizacao

sint..et.izados

hist.6ria

samba,

dos

a

ptast.ica

maneira

de

Des:f"ile

origens

:r-ealidade

part.icipacao

visual, a

e

samba,

dado

para

mesmo

danca,

de

passeat.a,

a

seja:

no

a

exibindo,

a

dele

Qual

modele

pedag6g-ico-t.eat.:r-al, durant.e

ret.e:r-

e

diver-sao

condizent.e

genera

povo,

est.ao

disciplina,

lsmael

H.amilt.on

signi:ficados

nomear.

cant.o

e

cult.ura

Falar,

que

pela

esses

penso,

forma conceit.ua 0

Ja

de

milit.a:r-

f"ormal inst.it.uida corn a escola. Talvez

t.ermo.

nas

Tijuca,

medida

das

vida

de

populares

modos

do

emocao

da

racionalldade

na

pr-Oprio

0

in.spirac.§o(Soares/1985:98).

urna carnavalesca ironia,

impe:r-at.ivo

0

mesmo

a

t.empo

audiovisual,

com

o

c:r-it.S.:r-io de comunicar a uma plat.i.ia que julg-a e/ou aplaude: A

no

FCI.la.r

D&LXCI.

eob

vermel.ho

vo.l.enl.emente

aberto

cedi. do& fa.nfa.rro.

pela do

em

Cent.ral do

c:omi.ss<io

1929,

j3.

os

sambi.sto.s col.o.borg.dorea, "'e

saira

como

frente

t.oc:a.vo. c:a.rroe

lsmael Silva nao se

t.udo

no.turo.l.mente

de

que

d.a.ri.ns

cont.inha de

plane jar-a:••t.odo

pela.s ti.nha.

Blocos,

vindos

Brasil<cujo predio sit.ua-se prOximo

do

tons c:orda.s

o

moslra.va

numa.

da

·=

felicidade mundo

subUrbia

seu

c:a.va.los

i.mi.ta.c;Cio

ao

:f"im do

b:rincou

result.ado da empreit.a fora bern rnais alguns

doe nos

bem

flori.das

espont&.neos

mi.l.i.la.r. pol.i.ci.o. desfi.l.e dos

apanhar da policia"'. 0 secuint.e,

estrO ..a. protegi.dos

por

Cont.am que porque

de

trepa.de~l"ClS

brCI.nc:o c:ont.i.da.s

c:a.mi.nho

cort.ejo,

desfi.l.e

de

doasel

urn

amplo. nos

da Pra;a XD,

sem

No ano

t.rens

da

assumiram a

designac;:3o Escola de Samba, t.endo em vist.a que m.ais que uma denominac3o, compreendia

um

est.abelece-se

a

canal

de

inserc;:3.o

dist.inca.o

respeit.3.vel.

hier8rquica

80

ent.:r-e

Desse Escolas

moment.o e

em

Blocos,

diant.e com

0


dominic

primeira

da

e

o

desaguadour-o

evoluc;:a.o

da

se o:r-ganizassem o suficient.e. 0 imperat.ivo da

dos Blocos que art.ist.ica

represent.ando

bu:r-ocrA:t.ica

Escola de Samba.

a

E

perpassa

o

r-azao

sua

da

modo

par-t.icipac;:.Qo

inst.it.ucional,

como

o

''nat.ur-al''

or~anizacao

car-navalesca

p&r-c&be

Mar-ia

da

JUlia

Goldwasser, analisando o caso da Est.ac;:.3.o Pl'imeir-a de Mangueira: A

Ee:cola.

carnavaL Lugar

urn

pa.ro.

e

onde

do

substrato

0

transf ormar-ae

rua.s

carnavo.L:

sua organi.z.:;u;;Go. carnava.l. perde

A

elo.

surg\.u

de

Samba

Escola

seu carC.ler empreendimenlo

0

nurn

do

em

decorrenc~a

de

anti.festa

urn

ca6ttca adminLstrado

rol~nizado

do

,e.

Nanguei..ra

bur ocr at >.ca.mente<.t9'i'!!l'::l~) •

Parece-me Apenas

Samba.

precisa

acrescent.aria

haja

part.icipacao-

ent.r-elac;:ament.o apaziguada

e

graca Falar

nilo

car.Qt.er-

das

Est.e inicio

"t.aca", Ver-de

do

Cu:rios:ament.e,

pais:

de

dest.e

result. ado,

a

ent.:r-e da

Vizinha

de

Falar,

Faladeira

ao

na

Samba.

a

empenho

as

Praca

XL

0

t.orneio,

E.st.ao:;a.o

Prirneira

e

a

Vai

Como

Deixa

Falar,

como

Rancho,

.se

clis.solvendo

pouco

t.empo

depois.

e

ntes:nto

t.ambEtm o

viva, de

Sociedades,

sac:::r-i£icada

t.empo,

ann

ou a de

dissolvem

iazendo-se

se:r

inver-sa,

Um

nelas

o

modelo

concret.izaca.o

a

absolut.a

a

simb6lico

do

Pequeno E

t.ambem

das

E.scolas

e

Ranchos do

da

Port.ela).

at.o

t.:r-ajet.6:r-ia dos

1929,

pret.ende:r-a,

:r-us:t.icidade

da

de

Ma.ng-ueira,

sempre

o

be las

di.sput.a

rit.o de iniciacao do Carn.aval Popular-.

heur-i.s:t.ica" par

reilexos,

a

Deixa

da rua.

mar-gens

PodeCat.ual

a

unt

da

oferecer

no

0

folia,

considerando

em

o

exibindo

est.reia

me:smo

aguardava

que

possibilit.ou

Escola.s

Deixa

prop6sit.o?

desiilam

A

E

supOe da

a de

carioca.

dent.r-o

uns

Ali

porque

pais

:runcOes

fas:cinados.

quant.o

aciist.icas) ao pUblico

ah?m

como

de

modele

ao

organizacao,

divert.iment.o.

dUvida

ocorra

devido

seguida,

rnet.Mora Samba:

da

Escola

da

Carnaval-Espet.aculo

configur-adas

desiile

sur-girnent.o

em

Car-naval mas a

supremo

sent.ido

logo

a

Q,

advent.o

cont.emplaZ"em

de

do

paradigma,

urn

out.ro:s

do

concurso

Ama.relo,

o

o

de

primeiro

reuniu

t.ornara-se

e

t.alvez,

Iorma

margem

emb:r-ionSrio

imagensCvisuais

o

para

deixa

com

pr-at.icas

enquant.o

beleza

que,

pactrao

0

const.at.aca.o

tornado

se

legit.imado

DesfUe

genera

essa

Grandes

modelo

do

Caronaval-Espet...Bculo carioca.

A CONQUISTA DA AVENIDA Est.a de

um

perspect.i va a qui

conjunt.o

de

obras

que

defendida corre iixam

81

nos

na

anos

cont.rarrtao

t.:r-int.a,

da

t.endencia

sobret.udo

corn

a


oficializaciio

de

Esc:ola

do

Carnaval

e

Samba

int.ervencao

da

aut.oridade

coment.adores, naquela

exist.e

alt.ura

do

det.er-minando a nas

agora

port.ant.o

a

quant.o

poder

pUblicas

de t.ernas exalt.ando a

t.ais

£es:t.a,

aut.orit.ario

inic:ial

da

hist.6:r-ico-social.

A

pelo

de

mais

at.o

acordo

de

duran-Le

por

nacionalist.a

censura

A

Carnaval.

com

mobilizar

par3met.ros

de

Ent.re

Ent.re

OS

par-t.e

do

Est.ado,

Vargas,

de

regras

as

ser apresent.ado

quais,

a

exig&ncia

nacao em seus vilrios aspect.os. A acao imposit.iva do

Imprensa

prop6si t.os.

o

de

int.egrat.iva.

imposic.Qo

a

pe:r-iodo

lat.o

:r-essalt.ada

nacional, cert.eza

o

1935,

adocilo pelas Escolas de Samba do per£11 a

exibic;Oes

Depart.ament.o

em

enquant.o

e

cent.:r-al

organizar a

sociedade

wna

Est.ado,

Des:file

seu

forc;as no sent.ido de

de

pelo

e

Propaganda<DIP>

prSvia e

a

t.eria

orient..aca.o

sido

primordial

nacionalist.a

para

dominariam

os des£iles naquele moment.o.

Com

i6rmula

eieit.o,

e

ana.lit.ica,

est.ilo

de

de

desfilavam

e

por

J6rio

vez;

dist.orcao

curso

o

ai

aos

de

presenca

a

funcionalizando, crit.itrios

da

forma

hoje

se

Sociedades.

Ou

em

da

da

:r-ego:ras~

Escola

de

expressao

uma

fere-lhe

Escolas

e

criavam,

comunidad.:.

respon.savel

de

ao

regul.ament.os dos e

Samba,

das

seio

classes

longo

dos

pela

enquant.o

a

Pois

impost.as

impost.os,

(neg:ros)s&ambis::t..a&T.

de

popular-

Rodrigues,

Maria

marais,

a

maculado

OS

"infilt.rac3o"

das

presenca

afro-brasileira(1984:38).

dos

indust.:rial

int.roduzem

a

t.eria

a

do

aleg6ricos

que

Ana

indiferent.es

"pur-a"

caudat.h.rias

Samba

ent.re

est.&t.icas

ju:rados

dramat.Urgica,

seja,

ent.endem

desmant.elando

hist.6ria

funcao

sociedade

AraUjo

est.a

caract.eriza.

car-ros

definida

de

seg-undo

lhe

fazem

t.eat.ral-did3t.ica

memOria

em cumprir

como

Hiran

limiar-

nat.ural

ob:rigat.oriedade

subalt.e:rnas,

Escolas

as

Samba,

preocupacao

'' est.ranhas'' (1969:290).

o

lUdica

pela

sem a

G:r-andes

cort.&jo,

manifest.acao

t.ant..o

que

mecanica,

percebe

no

t.eat.ral

cult.ura

A

int.erfe:rencias

sua

forma

e

B.

"alheios"

assist.iam

isolada

de

conriss3o-de-£rent.e,

diria,

solidariedade,

e

Ranchos

espont.aneidade.

aut.ent.ica

Escolas

aleg6ricos,

Amaury

element.os

a

das

maneira simples,

abre-alas,

et.cCRiot.uro/1991). desses

de

elementos

operist.ico

alegorias

Desiile

inoculado

Dos Blocos f"ormados desprovidos

no

do

alt.o,

classes est.ancou,

Adequetndo-a

capit.alist.a,

que

ho:r-a

ia se consolidando no pais.

A dest.e do

exposicao

cap:i:t.ulo

samba

apont.a

como

cidade, sob a

desenvolvida para urn

g9ne:r-o

forma

de

ao

out.ro

arg-ument.o.

:rit.mico-musical desfiles de

rua,

92

e

sua

dois A

it.ens

prOpria

inserc;ao

revelam o

quant.o

no a

ant.eriores

e:specializa~;.ao

Carnaval

da

ident.idade do


:s:ambist.a como art.ist.a popular proce.s:s:o

social

de observar a

inte:rvenc;So Desfile de a

no

pais.

J8

Estado.

suport.e

inconsist..encia

de

a

Des:f1le

1939.

a

e

lado,

out.ro

redefini~.Qo

prOpria t.ivemos

hist.brica.

Em

urn

ideologia

da

t.rabalho

a

do

oport.unidade

transformac;Qo

da

Est.ado

Novo

sof're

recentemente

sabre

do

publicado

do

hist.oriadora Monique Augras demonst.ra que,

oficializado em 1935, a

nacionais

respeit.o

a

mat.eria.lizacao

exigencia

exclusivament.e

Por

hip6t.ese

regulament.ac:So do event.o, a

se o

a

conca.t.enada

ant.erioridade da adoc;&.o do modele espet.acular- em :rel.Q..;:.Q.o &..

do

em

urbana

est.a

criacao do

no

re{;ulamento

s:6

e

da

impost.o

gove:rno Dut.ra, no int.uit.o de cont.er a

em

DIP ocorrera apenas em

de

apresent.acao 1947.

Ou

seja,

t.emas

durant.e

o

expansao cornunist.a nas Escolas de

Samba, pela at..mosf"era gerada com a Guerra Fria(1993:90-B). Para Augras.,

nos

ras.t.ros

institucionalizacao do

concurso de

principal

de

Est.ado.

do

empenho

Dest..e

racionalizac.Bao

eles

camadas

foment.ado A

Pereira de

Samba consist.e

classes

populares

buroc:rat.ica

possibilit.ando-o

absor-c.ao

a

hoje

mat.er-ializadas legalidade

da

transformac3.o

das

Queiroz~

diz-nos

perigosas" ~

das

est.rat.egias

das

Isaura

est.rut.uracao

a

event.o,

subalt.er-nas.

Maria

Escolas de

coopt.acao

t.oda

do

r-esult.ou

mercado, t.eriam

modo,

de

''rn.assas

fora

no

par

a

element.o part.e

do

respons.3.ve1

pela

int.r-oduzir-se

no

nos

da

Queiroz,

prenrios,

ordem

global

ur-banas''

obst.r-uida

pais pelas

em

''classes

pozo

est.a

ope:racZ..o<1092:109-10). Mesmo CarnavaJ

como

pacificac3o

da

corroborando part.e

de

sociedade,

r-elacionament.o

hlpost.asiar

0

exist.&nci.a dos

do

cor~cur-sos

social~

aspect.o

consist.ir

heurist.ico

det.ive-me

nas

a

espet.acularizac.aio

do

e

a

a

cujo

empenho

consolidacao

parece-me pr-oblemSt.ica a Do

pont.o

de

vist.a

pr.3.t.icas

das

t.endencia em

c:ronolbgico,

a

ent.r-e Escolas da Samba .ant.acede ern seis .anos .a t.eve nos

a

dest.e

s:it.uac.ao

do de

'

circulacao

t.o:r-neios ent.:t'e

reconf"iguracao breve

formal

de

cort.ejo

anual

genera

es:clareciment.o

dos

das

do

a

paradigma

civilizador.

for-macao

legit.imac.ao

do

do

processo

cont.ext.o socio-t.empo:ral enfocado,

cont.udo 7

a

civilizador>

decisive

Est.ado.

condit;:Oes

inst.it.ucionali:zant.es: observar-

t.omar

Ranchos

e

Gr-and&s

rnod1101lo inspi:r.ador-.

Penso o

processo

urn

ingerencia do poder- pUblico e Soc:di!Oidadag o

propost.a de

cr-it.S.rio

modernas de

papal

a

medida

que

Desfile

de

dess:e

83

agent.es

das

Desfile-Espet.aculo

isso~

Por

Escolas

Desfile

do

de

at.e

e Samba,

vai

Carnaval.

t.ebrico

agora

ent.idades

Escola.s

nele se

refe:rencial

se

cabe de

agora

Samba

no

desenvolver a Faco

ant.es

nort.eador

, da


corresponde

da

t.orno

ao

esfort;o

de

weberiana,

Bourdieu

se

ju.s:t.ifica

um.a

a

dominacao

poder-

est.ende-a

em

r-elacao

se:r¡,

inse:r-e

a

a

cult.ivar

legit.imo,

out.ros

a

aceit.ac.So

conservando-se

seja

Weber"crenca"

um.a

de

modo

t..3cit.o,

int.erpret.ando

dominies

da

problema

no

em

legit.imidade

conscient.e(1992:139),

Par-que

reconheciment.o em

se

Pois

como

modo

polit.ico.

3mbit.o

de

sua exi.st.encia

reconhecido

ele

adiant.e.

implement.ada

anMise

social

da

diferent.e

do

a!e¡m

""dist.incao"

exist..&ncia que

de comum, vulg-ar, at.uando, porS.m, como se assim niio o

de

ast..a

seja

defini~B.o

a

sociedade,

da

em

do

e

alg-o

do

como

classif'icado

f"izesse em campos

de disput.a aut.onomizados, os "campos"<1983:87-B). Nesses

Samba sao

de

Escalas

t.er-mos, as

Carnaval-Espet.aculo quais:,

par

humanas.

.s:U;;t

vist.as

em

capit.ulo

dest.e

argument.o

prilt.icas visando a

e

t.ot.alidade

a

apenas

t.ornando

direca.o,

social

t.aci t.ament.e

algumas

mas

alcanca

que

0

e:~o.":er-cem

vez,

t.al

consagrac.So

a

nisso

e

maier

moderna

apr-esent.aveis,

consist.e

legit.imidade

que

cens:ura

event.o das

do

o

com

0

cons:t.it.ui.

sobz-e

as

Os

condut.as

pr-ocesso

o

o

de

espet.acuiarizacao. Dest.a respeit.o

a

per-spect.iva,

int.erpret.acao

r-et.omo que

o

raciocinio

da

f"az

natureza

Aug-ras,

de

pr-agm3t.ica

no

das

que

diz

acOes

no

curse da hist.6ria do Desf"ile das Escolas de Samba. A

hist.oriadora

Escolas

de

Samba

como o

"maior espet.3culo da

e

desenvolve

a

hlst.6ria

"docilidade,

resist.Snci.a,

modalidades

de

ent.re

soluc.3.o

expressao

a

pat.rocinadores

a

de

urn

Desf"ile de processo que lhes

nesses

o

E.s:cola de Samba e s6cio-hist.6rico7

e

na

est.rut.urou em suas

clubist.ica

au

cont.ext.o preciS0 7 a

da

como

uma

s:dt.uac3.o

do

e>dgencias

a

sao

objet.ivo

ou

t.3t.icas

t.em

sido

a

privilegiar-

de

a

inst.it.uic3o

elementos

sobr-eviver

na

.at.ivos no

sit.uacao

social

problema em t.orno de como a Escola de

linhas

"'Opera-bale

Car-naval

divel"sos

t.urist.ica

aut.ora,

cujo

diversa.s:

de

indUst.ria

&

equivale

t.ent.at.iva

Samba se

as

de

necessid.ade,

a

e

Desf"ile

af"ir-ma,

cena

em

desejo

seu.s: agent.es como

ambient.e. Dest.e modo, o

do

das

de Samba.

debat.e os

o

conchrl

hist.6ria

sucessivos,

pondo

Est.ado,

pragmat.ismo 7

~scolas

t.er-mos

ao

que,

"saudavel"

er:it.re

at.endiment.o

ligados

J.3.

rnanunt.encao e expansao das POr

conflit.o o

e

eles

cont.ravencB.o"(1993:93).

expressivas

o

negociac3o,

a

que

consagradoras

Terra'". Silo epis6dios

para

sejam

de

est.rat.egias

das

confront.o,

genuina

argument.o

o

mest.ras7

seja

ambulant.e"" 7

carioca

como

deve

naquele

uma

ser

inst..ant.e.

associac;ao

apanhado Sendo

no mais

necessidade de reconheciment.o n.a disput.a com as ent.ao vedet.es

84


da

folia

carioca(Rancho:s

de

Desfile

Sociedades),

Car-naval~

marca

se

or~anizar

de

maneira

e

complexificacAo

a

de

e

popular,

a

art.iculac.a.o ent.re

qual

o

samba

express8o

cons411 g:r-ado

event.o.

Porern

inst.au:r-ada

a

prOpria

a

pela

acelerada binOmio

desloca

inclusive

pena ret.orrta.X>

g&nor-o

no

deslanche,

criadores,

o

papel

da

t.emporalidade

na

suge.st.a.o feit.a acima quant.o

uma mlls:ica popular ur-bana, dent.ro da

de

mer-cado

no

t.endo

de

carro-chefe,

ao

vinculados

do

cult.ura

seus

delinicao

fez

se

a

Iat.ores

Ne.s:se sent.ido, vale a a

primeva

f"ase

sociedade,

da

urbar.dzacao-indust.rializacao mUsica

incluidas

e

de

o

desenvolviment.o

ent.l'et.eniment.o,

dos

modos

esbocado

de

nos

anos

qualit.at.ivo

como

vint.eCWisnik/1983). decada

A

de

volt.ada

ou

espet.acularizada,

emissoras

as

novo,

significa

urn

salt.o

de

uma

const.it.uic.Elo

na

quant.it.at.i vament.e

element.o

t.rint.a

de

para

r.3.dio

publici t..arios<Ort.r-i wano/1985:15-6),

veiculac.3.o

da

necessidade vivo,

de

orquest.ras

Conjunt.ament.e~

de

poderoso,

exposic;a.o

inst.it.uic;Oes

canalizam

a

p:r-oduca.o

rest.ri t.o, cassinos e

inspi:r-adas

perfil

segment.os

de

nas

para

cultural

de

t.em

popular

jb

0 nos

pat.amar

para

impusera

a

feit.os

ao

int.rument.ist.as mais

um

consumidor,

incorporada

e

duas

ainda

aos

e

canal,

Est. as

cult.u:r-ais.

pUblico

urn

apoiado

audit.6rios

composi t.ores,

fonogr3f'ica

a

t.raz,

magnet.icos

mercadorias

suas

consumidoras.

out.ro

programas

indUstria

de

urn

gravadores

as

gradualment.e

nas

A

jazz-band,

sociais

emp:r-esa.s

incipient.e mercado. com

a

audiencias

cult.ur-a

da

que

shows

de

de out.ras casas not.urnas, impulsionadas pela moda das mUsicas

danc;ant.es

acont.eca

par-a

de

mercado

urn

est.abelecendo

cant.ores.

ausencia

A

esfera

comerciais,

esquemas

mllsica.

t.ant.o

alem

possibilit.a cult.ura,

da

comercializac;3.o

agent.es<Tinhor.Eio/1969). composi t.or 1

Noel

emblernat.iza

o

A

Rosas:,

process:o

fig-ura

do

que

uma

rebolado.

popu.Jar.

o

est.a

que

o.s

novas

da

dominio

do&

pequeno-burgues virada

t.imida no

vern

p:rof"is,.ionaliza~&o

jovem

novo

Urn

racionalizac;ยงo

garant.ir

mU:sica

da

not.abiliza t.r-az

t.eat.ro

visando

de

ala

do

que

mUsica

sesment.os

liiiQUS

se

t.orna

popular.

mS.dios

para

Ela o

alinhament.o de forcas no qual 9 desenhado uma cult.ur-a popular ur-bana. Ness:e novas

f'orc;as

moment.o soci.ais

pat.ent.if'icava-se alt.er.ar-

os

o

pi.J.ar.es

fat.o de

de

uma

conjwninacao

sust.ent.ac8o

brasileira de ent.ao. Os rit.mos int.ernos buscam acompanhar de

wna

ci vilizac3.o

mode rna

e

do

85

mercado

mundial

da

de

sociedade

os andament.os

capi t.alist.a,

figurados


no

binbmio

pr-odur;.io

indust.rialismo

econOmica

ajudam

a

rede:finir

gr-andes

lugar

novas

inst.rwnent.os

simb6lico

vi vencia

descrtt.as,

pois

just.a

a

de

a de

de

uma

urbanos:

por

o

epicent.ro

desenraizament.o

ai

das

a

se:ro

passa

diant.eir-a

memOria

0

nacional.

origem

relacionament.os

plano

do

e

cujo

nat.ivo

do

com

na

int.ricament.o

s6cio-cult.ural

elada

ent.re

t.ransformac:Oes

pelas

int.eg:rac.ao

de

t.ecnol6gicos

sist.emas

da

o

fen&meno

:road.io:f"onia t.oma a

discussao,

das

conglomerados

susci t.ados

da

especializaciio

na

cont.:roapart.ida

uma

da

de

t.oda

0

pr-oblem8t.icas

t.ema

0

paut.as

nas

proeminencia

as

complexo

abst.:rat.os.

t.orna-os

conedo

t.ona

um

dos

a

deslocament.os

OS

vern

medida

de

par-ament.a.;:ao

gr-andes

dos

comunicac.ยงo. Apropriada pelo Est.ado, os

de

t.endo

maximizado;

implant.acao

na

ident.tficada

crescent.e

met.ropolit.anas.

cult.uras

e

populac5es

o

t.endS.ncia modernizant.e

concent.rac5es

racionalizaca.o

incremento

do

ainda

a

A

acompanhada

!ado

Brasil conhece das

avolumada,

ao

t.ecnol6gica, at.tvidades,

urbanizac~o.

e

ganha

quest..ao

do

post.eriores,

o

a

processament.o e cont.role de informac5es. Ent.re debat.e

em

caminho

os

t.orno

fins

quest..ao

da

nort.eado

anos

dos

pelo

duas

nacional

e

modernist.a

a

vangua:rda

e

no

especializada

lit.erat.ura

do

as

e

primado

popular-<:folclo:re)

colonial

dez

Ja

t.ema

decadas

do do

ser

brasileiro

elo

ent.re

mode rna

debat.eu

a

t.orna

o

t.radica.o

int.e:rnacional.

A

sat.is:fat.oriament.e

a

t.:rans:f"ormac;:.ao do campo cult.ural b:r.asileiro nesse moment.o, quando passa a compo:rt.ar-

a

propost.a

Cult.ura

passado

colonial,

reposic8o

do

popular-

primit.ividade

como

a

:font.e

a

de

de

const.rucao

Junqueira/1992), Revolucao es:fera

de

do

rnUsicos e nm

do

cuja

Trint.a

de

poder

ocorridas just.ament..e

obr-a e

da

o

element.o

projet.o

urn

e

Vargas

' pa:rcelas do

polit.ico

exemplar.

t.r-ansfere

dos

e

o

como cult.ura

legit.imada

ideol6gico

de

Ort..iz/1994

e

advent.o

da

0

selet.ivament.e

gr-upos

pais<mtlit.ar-es,

na

aquela

nacional<Topi.lan/1993,

Villa-Lobos

Era

ent..ao

t.orna.

Pois

apreendem

E

nac.ao.

se

brasilidade).

modern.ist.as da

popula:r

urbanos

empresBrios,

para

imbuidos

a da

academicos,

de al.guma forma envolvidos com as manifest.ac;:Oes pelo

oligilrquico os

vartos

dos

Velloso/1987b).

de

est.at.al

durant.e

Broasiletra,

para

modernizac.ยงo

out.ros) e

os

ident.idade

uma

e

Brasileira<da

or-igin3ria

insumos

poder

ment.alidade

mest.icagem

da

ont.ol6gico

nU.cleo

de

e

da

anos

supremacia

vint..e<Brit.o/1993>.

int.elect.uais

devot.ados Incluem-se

do

ao

ocupados

t.ema

como

86

do

modelo Ent.re

com

a

agro-export.ador,

esses, t.entat.ica

incluiam-se da

Cult.ura

popular(Schwarzman/1984

especiaUst.as

simb6licos,

e

verdadeil"os


t.ut.o:res

represent.a<;:Oes

das

pritt.icas

cult.urais,

socials

imprescindiveis

e

dos

na

modos

t.arefa

de

claGsi:CiaacQo

art.iculadora

das

inclusa

nas

at.ividades do ordenament.o polit.ico cent.ral. isso,

Para

cult.UI'al

t.odavia,

universe

no

rnodalidades

de

cult.ura

assumida

Iisionomia

mist.er

complexo.s

dos

popular

most.r-aram-se

inst.ant.e,

fez-se

for-macao

a

rnet.r-opolit.anos

ernergent.es

no

sugest.iva

polit.ica

cidade

mUsica

na

pela

Rio

de

no de

urn

ext.z.at.o

pais:

algumas

Janeiro,

cult. ural

daquele

nacionalist.a;

rit.mica-percussiva

a

ilumina

delinearnent.os sociais mais ger-ais. Ern que medida? No

est.udo

Nicolau

Sevcenko

cidade,

desde

baseada na a

sob:r-e

observa

que

:fundada

t.ecnol6gico"(l992:67).

e

sincopados: ao

t.arnbem,

cult.o

alga

de

e

ao

diaz..io

pelos

rit.mos

no

vi.st.a

aut.or,

sinal

pont.o do

de

"aqui

hom6logo

agor-a",

e

no

do

capi t.alismo est.rut.ura

na

ao

!ado

uma

com

0

percussivos

dest.a

dos

cult.urd

esport.es.

A

rnonopolist.a

indust.:r-ial

desses

gracas

const.it.uem

''a.rcaico

do

da

cidadania

da

caos

moviment.o

sirnbiose

hist.oriador

cresciment.o

assumida

rna quina

da

do

popularidade

hedonist.a

bin3ria

encont.:r-ar-ia

A

vibracao

o

apar-eciment.o

0

sobr-epOe-se

na

Paulo,

result.ant.e

viceja

energia,

sao

de

alienaciio

dez,

hornogenea,

din.3:mica

a

a

pujanca de :r-it.uais onde

devot.ada

met.ropolizacao

••emoc§o". Est.a, especifica,

realidade

e

a

rit.mos

musicais

e

dancant.es, ca.pa.zes de pr-ornove-z• "Gxt.ase-s 6rficos". possivel,

seja

Talvez compreender a

ctest.e

br-asilei:r-a("moderna") pela

da

rnit.o

0

populaz·

pOde

mem6:r-ia

assim

da

ac.3o;

a

encampa-Ia

como

simbolo,

em

novas

de

int.eres:.sa nessa o

e

Sevcenko,

de

moderno

amplos

e

segment.os

pela dinatnica das t.ant.o sensibilizados oxp,;orimont..Qndo a lancinoG~ont.o .;;;,.ao;oler-.....;:-.Qo do t.empo. Nos

inferencia

sensualidade exult.ada da bat.ucada do samba como igualment.e

mat.erializador-a

acolhida

part.ir

a

~c:iona.l

&

a

digrass&o

dais

aonf'"igura.;:ao

meio

de

manobras

int.erf"e:r-encia Maria

do

Isaura

ancoradas vacuo,

nacional

mest.i~agem

poder

baseado

nela da

sambist.a,

Est.ado

Pereira

no

mas

do

na

de

pela

fest.a

pr-opo:rc;ao

mat.erializado, complexa

manif"est.acao

Quei:r-oz(1992),

cent.ral

na

enquant.o

descont.inuidades

quant.o

uma

.=t.

co.nbina.;:-~o

cult.uro<il

no

art.ist.a

popular-

87

int.e:resse

carnavalesca

assumida

cont.ext.o

malha social

popular,

carnavalesca.

o

urbana.

pelo da

Por

sua

urbanos,

nos anos t.rint.a. A eruase em um e out.ro pont.o pe:rmi t.e ent.ende:r social

a

sociais

aspect.os:

de

ident.idade

nao

mit.o

cidade, isso

quando

novas ocorre

da

urbana

o espao;;:o

Explico.

das

ant.re

Segundo forcas em

urn

solidariedade

possibili t.ando coube

da

ao

a

element.o


musical, o

o

eiervescent.e

interior

produc3.o

papal

de

mobilizal'

do iest.ejo. Bast.a. lembrar a

music.al,

consagrando

soci.::.do&~de,

a

exist.&ncia,

e

ast.ros

na

est.r-elas,

caz-.r-eando-a

epoca,

que

populares

em

prog-ramas

fonogrMicas. · E

samba

e

shows

acompanha

ou

por

est.endia

meio

popularizacao

a

emit..idas

radioiOnicas

ondas

as

via

o

rAdio

de

folia

reproducOes

Carnaval

Rio

do

a

do.s art.ist.a.s

das

do

uma

t.oda

de

para as moment.os ordin8rios, seja pela part.icipac.ao ao vivo

par-a

carioca,

Janeiro

par-a

0

paillii(Vianna/1994}. Revela membros do educacao

Piment.a

Velloso(1987b)

g-overno Vargas em

pat.ri6t.ica"

iniciat.iva grande

Monica

de

seus

fes:t.a

"civilizar o

massas

das

como

locus

de

A

int.S.rpret.es

Samba!

org-anizador-es

os

o

Carnaval-Espet.a.culo

exposic.S.o

de

hens

seus

consist.e

simb61icos

mesmo modo,

niio se

t.rat.a de

t.r3nsit.o

muit.os

sambist.as

Faz-se

pr-imeiros

de

necessaria

aproveit.ar

mero

acaso

nos

averiguar

o

vit.rine

no

parcelas

circuit.os

cont.ext.o

do

"peca de

est.ava

na

t.ambem

da

para

das

momQnt.o

ou obra

por•

suas

casual t..erem sido

administ.radores

amplas

a

ou

nao e

ent.iio

dele

cont.rapart.ida

proiissionalizac.io

e

demonst.rado

iazendo

de

imag-ens: pUblicas. Pode parecei· r·edundant.e mas :s:ambist.as

empenho

samba",

populares.

e

produt.ores

o

de

Escolas

de

pz•ivilGgiado

de

sociedade.

Do

da

volicOes

poder

OS

pessoais

local

e

o

nacional.

s6cio-hist.6rico

brasileiro

dos

t.rinta

o

periodo

de

como

det.ent.or

do

anos t.rint.a, onde os sambist.a.s t.ransit..avam. panorama

0

iort.alecirnent.o monop6lio

do

inclusividade sociedade t.aref"a aquele

da

uso

e

capit.alist.a

cent.r·alidade

da

maxi mizar; ao

brasileiro

violGncia., lucros

dos

da

ordenaca.o

dos

gr-upos

dos do

Est.ado

da

dina.miza.c;a.o

com

a

de

urn

r1a

nacional(lanni/1963:17

"int.eg-radora"

do

concat.enaca.o

da

anos

racional-legal da

ordem

aceleracao padrao

processo

do

societ.ario

dos

s:eus

indust.r-ial

organizado

pela

26).

es:t.a

urn

dos: ,J;rupos:

membr-os:.

volt..a.da

compet.it.iva-vert.icalizada

Indo

proces:s:o

no

de

perfil

conglornerado

Pois

conect.am-sze

mais:

mor-t.e, a

condi.;:Oesz

da

supost.a

de

na

alongado,

ins:t.it.ucional

Sociedade cuja vont.ade de poder- quer decidi·r sabre a emoci5es:

econOmica

e.s:t.rut.ura a

Est.ado

abrans-e

moderno.

vida e

cidadania

as

e

mercado de t.:rabalho.

a

Paralelament.e, cobrando

relacionament.os, dizer

que,

esbocado, meio

a

o

desenho

incide

sua

na

da

urbanizacao est.abilidade divis.So

condut.a

especializacao

das

social

racionalizant.e

como

art.ist.a

88

crescent.e post.uras. do

0

t.rabalho

adot.ada

popular.

int.rinca

A

pelo

que

OS

SiE;nifica

cult.ural,

ent.ao

sambist.a,

aut.o-orient.acao

em est.a


art.icu..lad.oa

sirnet.ricament.e

sit.ua~;ao

exigidas na

observar do

sociais

da

e

comediment.o

ambient.e.

A

primado e

:foment..a o

Port.ela

e

sempre

para

mant.ivessem

Sant.os/1989),

dos

ai

prOprio

os

da

seu

0

mediacao

famosos campo

alguBrn

e

pes

ao

do

cult.ural

que

par

cobert..os"

ganhou

das

em

depar-t.ament.o-s ma.o-de-obra de t.er

Marinha side

e

dos

envolvidos

roupas

fraque

e

t.ambS.m das

a

dos

Est.e

:C.a.t.or

.;:;;.

e

fez

de

a

como

um

Paulo

da

exigencia

Cruz

Oswaldo

requint..adaCDa Silva aos

gost.os

social do

das

fazia

par

nos

Ele

negro.

cont.at.os

Colloz·,.

corn

names

exemplo)

Cassinos

da

do de

dos

mesmo

da

e

do

Urea

e

t.eat.ro

das

de

Rancho de

int.erc.a.mbio

Met.ro

foi e

Grande

alocada do o

t.rajes

a

fat..o

de os

inspirados cart.ola,

Port.ela,

ant.es

plumas ou apresent.ar carros com efeit..os.

respons.i..vel

pe.l.a

p.ou-a

que

consolidac;:.Qo o

e.vent..o

no

:f"&minina

d.isS"olv&Q&~<IOI>

.a

a

Arsenal

Sociedade

Goldemayer:

possibili t.a

ele

Cl"iando

Ou ainda

frent.e(com

da

musicais

e

quais

r-evist..a.

cenarizacOes.

do

por

Port.ela ..

administr-at..ivas, numa

comissao

dec:isivo

maneira

novidades

e

usar espelhos e

Musical

pionerismo

ext.raiu

danca:r·inos

Por-t..el.;:;.

Esc:ol.a.s,

do

leit.ura

que

alas

que

especializadas

a

par-

samba;

int.egrac;ao

Lindolfo

profissionais

com

Escola

bengala).

das demais, a

razOes

comis:sOes

t.ecnica

est.a

nesse

Caf'E. Nice:l-6.

int.roduziz·

element.os aleg6ricos, nas

as

sugere

comand.ada,

conviver

grupo, ja que para ele est.ava na

e

exibicOes

o

cor-responder

not..oriedade

ex-rninist.ro

meio

de

de

ascens§.o

de Icarai ou em lug ares como o Ist.o

moral

exercida

"polir"

Conjunt.o

crit.€-rio

chave da

polit..icaCo

da

pard

cabe

da

definit..ivament.e

cult.ural

em

esforco

component.es

obedecia

samba) a

loi

lhe

embebidos

exigida

imp.Oe-se

plat.9ias para as quais se apresent.ava o sua art.e(o

clarament.e

impulses,

cult.ur.a

caso

"pesco~;os

os

hegemOnicos,

d.a

o

emblem3t.ico.

que

par sua sobreviv&ncia e

desenvolviment..o do campo art..ist.ico popular.

vez

uma

compet.ir

economia

est..et..izac3.o

Mais

e

onde deve

c6di~os

os

p:r-oviaibilidaclo

E

int.erior-

Q.Coim"'

do:;.

s:er- ele uma a.z.ana onde s:e degladi.av.am .ar•ru.ac;:a.iros ir-:r-..,.spons.a.veis.

sera

a

part.ir

primeira, mU:sica e

de

'

uma

ideia

de

enredo sao combinadas. 0

Paulo

que

em

1939 ~

pela

vez

t.ema era Teste do Samba; os

con&:tam epis6di.o• si.gnif'i.ec;~.ti.vog. Em sua bi.ogro.fi.a. c:i.e.,roni.o..., ~ uma. a.utori.da.de eetra.ngei.ra. i.n8di.ta., do um~ Esc:ola. en tao de vis:i.ta., samba, a. do profea&:or da Sorbonne de Po.ri.s, Henri. Wall.a.n, Port•le... li:m S939 parti.ci.pou da. •xibi.c;:ao, "folel6ri.ca.", a.lri.z Jo••phi.n• Ba.ker. Dei• enos depoi•, parti.c:i.pa do eepetC..culo mo.estro • musi.c:6logo ta.mb&m norte-a.meri.ca.no Aaron copla.nde. No mesmo a. no, da.nc;:o. paro. outre norle-a.meri.cano, o empresari.o da cultura. Walt Disney. Exi.stem espec:ula.c;:Oe&: no senti.do de a.tri.bui.r a. essa. oca.si.Q.o o fa.t.o inspi.ra.dor do persona.g•m CariocalDQ Si.l.va. & Sa.nloa/:lP&.I>::l30-:U.

""

ze

89


component.es

urn

vieram

quadro

e

de

ouro",

as

ali

apaz-ece

do

bicho,

ele

cansoli UCLI'a

o

ern

a

1932,

Escolas

quando

ordenacao

da

da

iniciat.iva

de

carioca,

da

t.omavam

do

do

t.ipo

t.ant.o

ou

que

como

t.ambem

alegor-ia

•est.eve

inst.it.uiciio e

assinavarn

por o

a

a

isso

de

comandant.e

do

do

no

nos

"livre

valores

"pat.rono"

popular·

ja

Nat.al

que

do

doavam

figura

banqueiro lendaz.io

o

jogo

ascende

no

"pat.r-ono

da

set.ent.a

se

anos

a

cenc:o.

urbana,

confeccao

do

de

ident.ificado part.e

f'igura

a

cordas

a

lendaria

excecao

em

t.ermos

da

decisi vo

ao

ficou de

da

baiana.

quando

as

Ora,

ja.

est.abelecida

baianas.

Maria

na

inserida

inst.r-ument.o

subalt.ernas

colonial,

p:rocissOes

nas

na

af'ro-brasdleira,

classes

memOria

quant.o

re~ulament.acao

t.r-adic3o

pPest.igio

fundament.ais.

alas

das

o

Paulo

poliment.o

regularnent.o,

presenca

das

de

dimensOe.s:

ganha

da

de

Mas

principia

primeiro

uma

par-t.icipacao na

o

percebe

Queiroz

de

aumsnt.asss

lhe

Port.ela.

da que

que

volunt.a.rismo

no

regulament.o t.ambem det.e:I"mina a sopro

E

elaboracOes

Deslile

rna'Le:rializada

personagem

sambist.a

prOprio Caz-naval da cidade, como

acumular

"invencSo"

legi t.imidade

bairro

Silva

obrigat.oriedade

Pereira

Isaura

do

apre:s:ent.acOes

das

macro-est.rut.uracao

em

t.endo

.

compar-ece

exuber3.ncia

das

pr-of'essor-, 0

com lorca:

da

do

embr-i3o

avidez

dist.incao

aju.st.e

de

Port.ela

impulse.

primei:I"a

ent.idade e

... __ . 1!5')

t.omou

Nat.alino

a

com

comerciant.es

vez

Jose

A

Paulo,

Isnard/1978).

t.ambem

Escolas,

pela

int.erior da

Foi

qual

no

monet.itrios

e

e

e

set.e vit.Orias seg-uidas da Escola no concurso, ent.re os anos

quarent.a.

alegria"(S.

alunos

nebro(Candeia

comando das t.rint.a

de

Car-naval

no Alina! negras

sinc:r9t.icas(1992:175-8).

de

0

est.e baianas masmo

p:I"oibica.o da presenca dos inst.rument.os de do

cavaquinho.

0

prop6sit.o

e

clara

em

si

do de aza.r, em pro\.bicao jogo 1947, i..mergi.u 0 bl.cho Lei e islo a.celerou o. suo. expa.naao pel.os subUrb~os co.r~oco.s, o conlra.venCCio com a. a.acens<io do.s E•col.o.s d.. Sa.mba.. A fa.n>o. de oc:orre entrecruza.ndo go.nhos pelo. Portela., quo a.dmi.ni•trou nes•e i.nato.nte, grc:LC....,. c:LO& li.t.ul.oe contudo, que Q "m&o-de-ferro". E precise f,r:i•o.r, eUQ entro.da. para do entidCLd.•. o que 0 d~ferenci.a. Clg'r&mia.t;Go ocorre nos prim6rdio& do& Ai.nda tornou-ae bi.cheiros. aim urn modolo i.noo:pi.ro.dor patronos futuroa pa.ro. Por

oe contrc.vent.ore•, em exemplo, em tP8?.

camerC&SI

de

exi.bi.ca.o

fei.ta. f ora.m

m•todoa

TV

a.o pel.a.

Lcdo

Portela. o.ssi.mi.La.do& e

r~ao

do

Na.t<:Ll do

Roi.nha.

a.

Ani.%

Abrao

preat~gi.o

a.Lco.nco.do com Carno.vo.l. 0 fot.ogrcJi...... jorna.l.W.ti.ocae • Eli2abeth II da Ingl.alerra, gro.Ca.s a celebri.da.da em vi.aita. a.o Rio.

poeou

pa.ra.

.,.

pa.roa.

Da.vi.d

e

um

exemplo,

Ta.nla.e

o que leri.a si.do exa.lt.a.do na. i.mprensa.,a.o ba.ncOT umo. "revol.uCCio" est.9li.ca Sa.mba. e moderni.za.d.ora. do. :Eacola de B&ija.-FLor de Ni.l.6poti~~> do pr6pno ca.teg6ri.co Ca.rnava.l, ete em afi.rma.r que gra.nde "c:c.prendeu com carna.val", i.n•t.a.ura.ndo o Na.t.a.l m••mo pa.drC.o di.lalori.Q.L do coma.nclo na "•ua." Eec:ola.,

e

90


mesmo:

normat.ividade

na

diferenciar

o

percussiva

do

A

urn

desfile

samba.

ent.ao

condicionant.es

elementos

no

ent.:r-e

consist.e

const..at..ar

na

o

as

iuncOes

ent.re

e,

diret.orias).

era

de

frent.e"), os

sambist.as

casal de Em

enr&do). emana

e

rit.mo

era

sociedade. crencas

dos

que

sociais

e

pelas

saldando

comissOes

pelo

primeiro

e

versador Eis

de

o

at.uando

t.abulet.as

pUblico

casal

que,

em

na

na

samba{cuja

dest.acada

At.r3.s

os

sob

o

da

pelo

grupament.o

e

sent.ido(direcao

s:eu _pe:r-cus:o cont.a

da

de

harmonia,

nas

presenca

just.ament.e as

Oscar-

das

das baianas:.

Bigode

<Da SUva e Sant.os/1989:61) -

lat.erais,

"herdeiras

e

Na

segundo

e

versador.

da

ao das

de

qual

:mar-cha

Mas

Ros3r-io,

unidade

alas

a

concepc3.o

Ernani

ent.!io na Portela, elas ali est.avam para "mant.er a

como

o

puxado:r-

plat.Bias:.

segunda

exibiarn-se

significado)

divers.iio

S.poca

cai-manch3o

desfilavam

segundos

das

mest.e-sala

de

do

"pede

nome

frent.e{chamada.

puxador

diret.orias.

br.asileir.as",

populax-es

e

do

permit.e

bat.eria,

indiana,

de

not..ar

agent..es

que

0

da

fila

cant.o

posic;:8o

a

dos

cerimoniais

encerrada

em

harmonia do

possivel

fut.uras

por

Unidade,

E

OS

informam

das

fica

diret.ores

da

dize:r-,

como

anOnimos fant.asiados{germe

int.eressant.e

ant.i~o

e

e

palas

das

em

t.radicOes:

born

disposic;;:a.o

pr3.t.icas

abert.os

Escola

cor•t.ejo).

fes:t.iva-espet.acular

cordas,

e

a

do socialment.e aceit.o.

port.a-bandeira e

iam os

pr-ociss:Zto

0

no

int.egrant.es

desses, A

as

embora a

manei:ra

de

aos

evidencia

com fit.as de papel nas cores da agremiacao,

mest.r-e-sala

t.orno

da

primeiros

improvisada

de bambu decorado os

nome

precedido

port.a-bandeira e part.e

o

Logo

''linha

de

a

inst.ant.e.

da

forc;:as

eram

abst.rat.o,

t.ant.o

passagem"{cont.endo

e

Samba,

expresso,

16gica

e

rit.mac;ao

exclusividade

de

e

t.ext.o dos primeiros desfiles dos anos t.rint..a, de um

Dit..o ist.o, o

urn

a

relac;:Oes

das

na

t.axionomias

naquele

carnavalesco

ent..recruzament.o

ver

em

seja,

ent.idadas

fr-ouxo,

observ.ar

t.ecnicas

concret.izac;:3.o

modelagem do vis:ualiz3vel, ist.o

modo

ou

ent.idades

das

ainda

que:r-endo

impo:r-t.a

a

Escolas

algo

t.ran.sfig-urados

3.mbit.o

do

int..erioz¡

est.ou

das

as

assent.a-se

modo

dest.e

fosse

ap:resent.ar;:Oes,

que

j3

cor-t.ejo

maquiavelico;

const.it.uint.es

conluio

rit.ual

Nao

sociais

das

objet.ivac.So

o

Garant.indo

acima.

descr-it.a

uniformizar

demais,

exi.st.ent.e

int.encionalismo

que

dos

economia semi6t.ica do

codificac;::So sit.uac;::3o

seu

codificadora~

0

!ado

dado

das

melhores de

dois

at.uant.es

do conjunt.o" 0

ver- mapa 01.

que r-em,

manunt.enc3.o

91

do

rit.mo

da

de

or-ganizacao

da

evolucao

coreogrMica,

mas


~~-------EP~e~d~e~P~a~s~s~a~g~e~m:___________1 -u~

u;----J·

(\(\ Comissao de frentel

\____/~

Porta-bandeira

1£ Yiestre-sala

t?

lQ Puxador

"<+ p

12 Versador m !-'· ~

m

CarmanchS:o

2Q Porta-bandeira

2£ Mestre-sala

Dire tor de ba teria

w 0


t.ambem

a

unidade

he~emOnicos

grupos

respeit.3.vel

no

a

devot..ado

reguladores prOprio

do

t.ransformado

cont.undent.e

lugar

0

do

0

os

me-smo

caminhos a

Desf'ile dos

das

t.:recho abaixo

de

dos

Escolas,

o

na

e

o

mesmo

o

samba.

Corn

do

b<:U~•o.dos

volume

de

que

do

sez·

ocorre

samba

um

desloca

at.e

classificacao,

lode.

manifesto

o

os

at.o

apoio

inst.ant.e

das

ern

grandes

que

0

ent.ao

seu

prirneiro

musical

para

deixa

fazer

do

sociedades, procura

se

present.e

na

amalgarnado

j.9.

president..e,

:reivindicar

as

financeiro

dit.ando-lhes

criador

ri t.rnica-musical

oom

nUcloos,

mU.s~cCl

esaenci.o.t

suas

a

Fl.8.vio

junt.o

a

associadas.

0

quant.o

as

e

o.gremi.o.~a<:>,

sob

a.prox~ma.c:lo

tota.L

prOpri.oe

ext.ensas

as

cada

vez

r•ssurgi.r

ee

fei..t.o

bases

a Jnais

tern

em que

po.trocini.o,

mi.t

componenles,

........

corte joe

de

0

em

ruo., Feela.

t.eor nacionalist.a das E:scolas de

sociais

das

pot.encialidade numerosas:

92

i.mp~m~ndo

VOGSO

do

fo.zendo

ressalt.ado o

evidenciar

que!'

ng.ci.ona.l.,

br0$i.Li.dcu:ie. (. , . >Expli."'<>.da.e

pr6prl..o.,

associado

ent.re

afiliadas,

naquele

verda.de~r<:l

culti.vo. cunho

motivoa no.ciono.i.s, a. propo.go.nd<:l que

Not.a-se o

o:riginada

o

cult.ural

t.runfo,

g&.nero o

suas

st.at.us

Element.o

t.arnanho

Federal

••

onde

um~

dirigent.e

lhes

esclarecedor. Apresent.a as Escolas: de Samba como:

compoal<:1

e

dai

para

Alga

disso,

de

Augras/1992:92).

dealo.

Samba

raz.iio

est.ilo

event.o marca em 1934

ocasiao.

peculiaridade

prest.igio

20

de

urn

dispunham

sist.erna

das

hegemOnicos

blocos"(Apud

0

bo.ee

disposit.ivos

part.ir·

manifest.aca.o

em

seu

que

valor

Samba. A raz3.o da ent.idade est.ava em

Na

"alcanca:r

Dist.rit.o

nUcteos

l•ndo

E,

camando

sambist.as

nacional.

do

o

dos

e

carreou

Os

maximo,

exat.ament.e

invest.ir

Prefeit.ura

do

nos

brasilidade.

codificacao do

percorridos.

capaz

ranchos

Costa,

est.at.ut.o

o

Por

alt.o

0

desenvolver

que

na

insercao

carioca.

significat.ivo

de

Brasileira.

ser

met.a

simbologia

podem

0

ident.i:ficar

pr6posit.o de

orgilo a

alga

nat.ureza

enr-aizada

enfat.izar

a

Cult..ura no

~

simbolos

da

exi.st.ent.e)

dancant.e

da UniS.o das Escolas de

como

pat.ent.e

do

aos

passa

pela

Carnaval-Espet.i.tculo

saber,

e

lut.a

saus

&

inst.£:.ncias especializadas na produc.3o dest.e bern simb6lico.

de fundacao

as:sumir,

a

inst.it..uic3as

na

carnavalesca

Fazem

musical

que

legit.irno,

produt.ores e

:folia.

da

ant.eparos

sociedade

uma

do

legi t.imidade

prest.igio?

em

invest.ir

Desfile-Espet.aculo,

rit.mica,

mat.eria-prima

a

compet.E-ncia

genera

con:ferir

poderia

signa

de

pa:rt.icipar

de

da

das

signif'"icacion.al

inst.lt.ucional

sent.ido

:forma

e

dispost.os

campo

reconhecerem{no

em

ideol6gica

Escolas:.

de

camadas

0

discurso

do

popuLaridade{pois oper3:rias

urbanas)


nos

ser-iarn

est.es

samba

as

tornados na

gr9mios

novas

cont.ida

baseados

populacOes

como,

nas

sociedade,

reenfat.izar

elo

corn

explo:racao

p:r.agm3t.ica

do

musical

g&nero

Samba, a rua.

A

seu

ver,

sarnba-enredo como

port.ant.o,

t.at.ico

mui t.o

Uni8o das Escolas de

bras1"li· da. d e

de

ela ..

foi

dramitt.ica,

OS

07

de

proibir

no

da ana

Sant.os/1989), inst.it.uic8o

reconhecida

ind.icam

do

mas

Era

adequar

do

realismo

avaliacao

julgador-es<em t.ema

o

precise esses

sua

folclore).

do

urn

de

pr6prios

que

seu

na

corpo n3.o

via de

crit.er-ios

a

e

<6

propagados

e

Samba Vizinha

de

e

a

Est.e os

jurados

decis.&o

t.inha

Silva base

e na

eram

escolhidos

pela

do

concu:r·so, grupos

dos

preocupados

int.r-oduc.&o

de

elementos

crit.S.rios

int.elect.uais

pela

Faladeira

irnaginac;3o"(Da

pUblica:

e,

Br-anca de Neve

cor-te jo,

aos

pelos

desclassificac.ao,

A

de

do

Est.ado

0

de

com

o

"novidades"

compoai..loree Eala.Ciio Prime-i.ra. coro de do Mo...-.gu•i.:ro. onda.a d• r.C.di.o. It a. E•coLa., em :LPB?, pela.a Alemo.nho. Compo.sitores do do Sonho do.s Morro, fctla.ndo juala.menl• vi.a rcidio, chega.r a. lodo& oe cClntoe -.do mundo, repr•••nlctndo o llrG..ai.l. Em

de

didat.icament.e

valorac;Oes

const.ant.e

Escolas

.

t.Acit.o.

apenas

jornalist.as explica

au

pact.o

exibic;:3o

adequar-se

maioria, 0

da

do

"est.rangeit~o

t.ema

julgament.o

submet.idos Prefeit.ura.

seguint.e

ost.ent.ac; .&o

na

tra.nsformac;ao

exalt.ando

par t.er· apresent.ado urn enredo considerado int.ernacional apesar

e

Nesse

.

consolidac;.§o

Samba

lados.

Samba, em 1938 da Escola

ent.ao

est.ava

pela

&

brasileira

Escolas

ambos

na

sao

objet.ivo 06

0

Desfile como uma Opera de

reforma Capanema

as

&st.es

que

o

det.ido

isso

pa>-a

r-elacionar

he~emOnicas

Para

nacionaD,

his:t.6ria

da

para

ja

nacionalist.a(expresso

o

e

Logo,

Augras(1992).

ent.re

r-elacionament.o

pob:roes,

demais<pois

nos

int.enc.ao

sent.iment.o

narrac;.1io

epis:6dios

A

discursivas

definit.ivament.e

manuais hlst.or-iogr.§.iicos, ap6s a 0

o

simbolo

de

ausent.es

brasileiro.

decisive

fat.or

unidade

e

personagens

OS

em

f"ormat.ou 0

e

t.r-unf"o

samba

for-ca que

povo

Monique

do

sociais

r-epres:ent.acOes

s~a

ent.re

elit.ist.as).

segment.os

"aut.ent.ico"

concordo

senti do,

dos

diversas

0

o

~rupos

em

..

carnavalascos

chegou

•n:r..,.do 8<:lmba.,

17 o

&exempLar. A si.gni.fica.ti.va. mobi.liza.cao da epi.&6di.o do. segundo. Oue-rra. alguns grypos da eoc~edade ci. vi.t, em aoeiedcu:ie na.ci.ona.l, rea.li.zetd.a per a.o lo.do dos defesa. da fa.vor do. pa.rlicipa.Cao bra.si.lei.ra. onda pa.tri.6ti.ca.. VClri.os expedi.entes fora.m uma moti.vou democra.ci.a., feetejoa carnCLVClleaeoe, Mo.rchi.nha.s fora.m i.nclu.i.ndo o• utlli.zo.doa, no.ci.ona.l mesmo ··carnava.l de Guerra·· axa.lta.ndo G. cora.gem um compoat.a. Eaco\.a.. samba, orga.ni.za.doCTupy/1984}. de forCL o.c\.o.ma.ndo oa fei.t.os tupi.ni.qYi..ns l""'lolo.dam•nt• a Portela, •lCLboro.m certo, t~l i.ni.ci.a.ttva. conta.bi.Li.zou no confli.to i.nterl""'la.ciona.L. Escol.a.s jul""'lto preci.oaoa pontoe na. legi.ti.mi.da.de segment.os m8di.os em rota.cao ~ atmosfera. da soci.eda.de ca.ri.oca, sensi.bi.lizo.dos pa.tri.6ti.ca., com eco nos meo.l""'ldroe do poder ofi.ci.o.l..

N••l•

93


ao

iormat.o

dos

quesit.os

t.ant.as

Desfile e

do e

a

mudanr;:a

ob:ri~ar;:Oes

das

desobedecido

vezes

inst.ant.e surgem as

pe:rmanent.e

das

Escolas

ansia

na

reclamacOes

de

nos

previst.as

superar

cont.:ra a

it.ens

as

de

nos

julgament.os

:reg-ulament.os,

concor:rent.es.

Nesse

dos

''descaract.e:rizao:;:ao

desf1le

de samba: que oe a.presenta.ra.m, tra.dt.r;:Oee, outro. que verda.det.ra. fi.nali.dade. Vi.mos eecola.e i.nstrumentoG sopro, de comisaOos

escota.s

a.LgumCLS gua.rda.r

Se

&oubero.m completo

OUQ

Q

a.leg6ricos,

ca.rros l:ato

parcialidade

pragmat.ica

pelo

concurso

a

cent.elha

uma

plat.eia.

E

event.o.

Haja

t.rint.a e

da

e

vist.o

quar-ent.a

est.ao

es:t.rut.ur-ant.e

inU.meras

as

com o

int.uit.o

represent.at.i vos

de

uma

int.roduc;:ao

gr-andes

or-quest.:ras

exemplar

present.es

as

o

nas

as

de

aspiracOes

da

elaboradoras:

do

surgidas

nos

anos

des:f'iles,

de

lo~o

ist.o

faze-los

''brasilid.ade".

a

dos

a

dos

necessidade

t.elllrica,

moment.o,

Log:rar

desenvolver

"balanc;:o" aos

bat.erias

enquant.o

inst.rument.alizacao

rit.micas

nacional

do

passado

dispos:ic;:Oas:

mais

respons3vel

obriga-lhes de

QS

para.

mot.ivada

ag:remiacOes.

car-navales:cos),

ident.idade

a

bast.ant.e

das

dar

empolgant.es(e

fazB--los

corn

com

etc.

com

Est.ado,

cont.empo:ranea

novidades de

o

submet.idos

pais

ea.mba. ca.va.Lo, perdendo

aca.ba.r

e

as

ent.:re

mecanismos

cujos

••

consorciac3.o

jurados)

e

cat.ivant.e,

t.orna-s:e

na

insat.isfar;:.ao

a

hist.6ricos

ret.6rica

ist.o

ma.i.ort.a., de$vi.rtua.ra.m

a.cLt.ma.ta.ndo

vao

Escolas

expressa

compet.icao

persuasao,

de

apresent.at"

gera

••

estao

rcmchos

ent.re

e

int.eresses

El=

OS

relacao

desfiles.-

afet.ivos

m6veis

na

pUblico<anOnimos

do

modalidades

e,

dos

dos

devido

simpat.ia

samba..

de

••

pela

valo:r,

escola.

mO.LS

nesle a.nda.r, cida.de Not.l.ci.a..e./1a-o2-19a7>. de

da rodc.s eLQ.liCOo.zeta.

A

samba

de

su~

prat.os

inspiradas

nas

E

met.31icos, congi!-ner-es

amer-icanas. out.ro

De

ent.r-e

as

angulo~

Escolas

e

indicado

inst.it.ucional,

Avenida

Sociedades

e

Rio

corsos

sambist.as,

pUblico

poder

onde

aut.om6veis. ao

apoio

est.ivesse

t.raco

recusas

se A

confer-ia ao

urn

Desf"ile da Praca Xl

Branco,

de

ernbora

par-cialidade

nas ' const.ant.es

inconsist.encia em :relac3o aos

mesma

0

moment.o, em t.ransf"erir o ent.B.o

a

precar-iedade

Pr-efei t.ura~

para o

palco nobre

mesma

oflcializado

de

da

apresent.avam

monet.B:r-io

relacion.ament.o

Ranchos:~

hesit.ao;:.ao par o

era

pal"t.e

event.o.

do 0

naquele da -

Grandes

revelada pode:r-

que

ja

na.

pUblico

leva

Paulo

da Port.ela ao prot.est.o abert.o em 1946: Pre£ ei.tura. bom

c::omo

••

do

do

i.mpo~t.oa,


lal

i.nlc:~oo

do

como

om melhores estabelecer, de samba, ftnancliiro Qs escolas I'Riixi.mo do poVO(Apud Da. SUva. e

no

H.§.

apenas

argument.o

de

int.erior

do

Desf'ile

possibili t.a

post.ular

urn

out.ro

Samba.

Elas

n3o

Escolas

:rocos

de

de

at.racao

exercido a

uma

pelas

Escolas:.

realidade

claro.s

ga:rant.ir-lhes

urn

prOprio

urn

vive

signilicava com

o

a

Onus

o

capaze.s

cuidado

por

efet.ividade

de

um

as

diferent.es

IanniC1971)_,

fala

incipiencia

est.udando de

uma

acao

e,

a

no

Est.ado.

qual

o

capaz

ins:t.3ncias

polit.icas

da

do

ost.ent.a

que,

ou

est.e

dinamismo

arcar

de

n.fio

t.ot.alment.e

sociedade

econ6micas

a

superior

Escolas

das

grande

as

sendo

vai

nao

Alâ‚Ź-tn

!he

e

novo

moment.o,

cult.Ul"ais

que

t.ornaram-se

dado

aut..onomia

do

planejada

0

n9.o

relacao

prot.agonismo

ordenament.o

as

em

coadjuvant.es;

hens

no

carioca,

aut..or-idades

cujo

de

divertimento

reacomodament.o

popular.

part.e

t.ransic3o,

o:rganizar

urn

t.endencia

a

e

a.uxtli.o

meueL

Carnaval

das

po.ssibilit..ar

especial

gri.loe

de

diversao

mercado

de

t.urist.as: -

meras

de

de

do

prOprio

periodo

Octavia da

de

assim

consolidada:

delineament.os

do

folguedo,

Ainda

mundi.a.L,

pa.ga.mento

indicios

mais

sao

do

guerra.

o

Sa.ntos/:l!P89:128

mas

e

aegunda.

de

t..rat.ament.o

t.urist.ica

mercadol6gica

percepcao

atracao

Paulo

no

da

condi.COes,

nacional.

gove:rnarnent.ais,

par

part.e

do

no

modo

de

Est.ado

naquele

momeotnt.o. Est.a

fragilidade cont.idas

pot.encialidades exploracito. adot.ar mesmo Dai sob

de

a

suas

aca.o

a

a.cim.a.

sedes.

Haja

vist.o

empenho

fac.cOes

in:fluent.es

da

recursos econOmicos a A

car&ncia

ordem, as

DIP,

nas a

de

cont.ext.o

de

r-uas

durant.e de

polit.ica

0

efet.ivo

fundarnent..al

est.at.al

para

para

aut.o:res pUblico

Costumes)

nao

da

respaldo

policial,

poder

f'ast.ejo

essa

au

populares.

os

Turismo

mereado

a

ao de

para

t.UI"ist.ico

ressalt.a

ligadas

sua

r-ecursos

int.ervenca.o

Delegacia

do

0

na

pela

t.ambem

Samba)

soc::iedade,

Escolas

uma

abert.o

manilest.acOes

como

Divisao

de

falt.ava

E

Escola

ao

ordenado

no

BrasilCFerraz/1992). carnavalesca(a

da

exibir

das

as

com

lidar

desenvolviment.o

0

basicament.e

est.aroem

se

par-a

esbor;ado,

apenas

dar

se

campo

modalidades

ideol6gico

concess3o(enrlt.ido

Subordinada urn

visando

usa

Est.ado

carioca,

diversas

manunt.enc.ao

cia

nec::ess&rio

rnais

do

mesmo

Carnaval

cult. ural

do

pela

soment.e-

coniigurar

as

polit.ica

alegaca.o

alvar-ar

no

implement.ac3o

po:rque

elencados

t.ao

Falt.ava-lhe

uma

int.erferiu

do

e chegou um

a

set.or

cult.ura nova

ent.idade

provenient.e

acumular

no

das

prest.igio

e

serem invest.idos na ampliacao da sua legimit.adade.

econOrnica

junt.ament.e

1>5

com

a

t.imida

part.icipacao

do


poder

pUblico,

superar

posicao

sua

alt.ernat.ivas delas,

em

somada ao

patrocinios.

1947.

Despert.ando

porto,

com

o

subalt.erna

de

f'undadores

de

iniciat.iva

a

leva

a

Escola

de

seto:res

e

a

em apoio

repet.e

o

f'eit.o

por

ent.re as Escolas. Uniao

de

ja na

quat.r-o

Foment.a

Escolas

das

mais

a

elit.e dos

18

e

o

as

ligados

polit.ico

Essa dois

de

out.ro,

o

desfiles,

Cont.ando

inf'luent.es

de.

nova Escola t.ern

hegemonia

oficial,

ao

est.ivador-es do cais

primeira pai't.icipacao no

vezes.

c:r-iacao

Samba

f'aze:r-

Samba

Serrano(Oliveira/1999:51-4).

est.ivado:res

campea

de

libe:rais

tanto na P:refeit.u:ra do Rio como no Palacio do Cat..;.t.e, a ascens:ao vert.ig-inosa:

de

o flanco que t.raz o PCB para junt.o

Imperio

dos

:reuni:r- es:for-<;os capazes

Carnaval,

e

Est.e

do

econOmico

apoio

no

cont.ra-a~aque,

governo Dutra ao do

impe:rat.ivo

concurso

urn

mot.iva

urn

pel.a

racha

coo:r-denado

novat.a

e

pela

Federacao

das Escolas de SambaCidem:55).

0 x·eunir-

sucesso

do

diver-sas,

as

embor-a

Serrano,

cont.udo,

esparsas,

1945,

Ern

algumas.

Vejarnos

Imperio

deveu-se

novidades

ao

t.razendo

imperat.ivo

de

conjunt.ament.e a

comissao

de

iluminac;:ao da

do

Imper-io esses

Ser-rano, t6picos.

int.r-oduzidas a

enfim,

ocor:re

mUsica,

como

e

a

embora

aut.o-int..it.ulando

o

"t.eat.ro

de

rua",

obedecer

baseado

Tir-adentes,

obrigatoriedade imposic;:ao

em

co:rtejo

o

a

a:rgument.o

names

Homsna,g9m

e a

da o

e t..ant.o

adociiio

Iizessem.

incorpora

partir

de

iiguras

mais

port.a-bandeira

assim

o

enredo,

e

con junto),

do

ja

alego:rias,

de~iam

a

est.avam

j3

int.:r-oduzira,

ja

Escola

uniiornrizando

essencialment.e a

as

a

dos

mlisica submissa

bandei:ra

e

mest.re-sala

Desfile.

dever

encenado

indument.3riaCfantasia

1947,

alas,

uma

bat.eria,

Em t.e:ma

Escola)

Exaltaciio

har-monia~

samba,

de

regulament.o

do

de

nacional.

se

bases

:Fant.asias

Sobret.udo

pela

se:r

br-asilei:ra.

•• como

o

proposto:

central

pa.ssa

e

As

de

parte dos sambas nao

dramat.icament.e

item

paz-a

p:r·E!st.it.o.

hist.6rica

t.ema

out.:r-o

pont.o

ent:re

complet.a."

urn

quesit.os

Ir-ent.e

combinacao

t.ematica

narrar

aos

de

cont.agern

let.ra

que

Tant.o

post.as.

a

no

enfiit.ico:''i:

composit.ores das escolas ou quem responder pela 22 improvisar,

capacidade

int.r·oduzid.as

regulamento

0

a

do

da 0

t.odas enredo

dest..aque<t..arnbe.rn do

enredo.

epis6dios Castr-o

da

Alves,

E

est.e

hist.6ria Batalha

si.ndi.c:a.lo Reei.et.enei.a. l:mpOri.o Di.a.& deti.nha. amplos pe>deree ree<.~ree>• o.rmQJ" o c:QJ"go de Clsea.L p\.o.lo.formo. era. i.mporla.nle estra.t.ilogi..a.s. a.\.gumae no ca.i.s do porto, joi momenlo quo rell!lponso.bi.Li.zo.va.-se pe\.oe no.quel• grupe>s de lra.bo.lha.doree i.slo SeUB rendi.menlos era.m "l•rnos", a.grupa.ment.os quo nUmero do vi esse hsea.ti.ZQJ". EnlS.o proporci.onai.s quo funcao a.peno.s conceder mora.as•m na.e i.medi.a.c;:.See del £Loy d•ci.de Eeeo\.a. de Sa.mba. • ee di.epueeseem a. doa..r C.. enti.da.d. 0 equi.va.l.enle recebi.do do tro.bo.lho d• urn terno<Do. SUva. & oli.vei.ra. Fi.l.ho/S~.t:?4). Serrano,

presi.dent.e E\.oy

do

Anthero

=

••

96


Naval

do

Rtachueto,

melodiosos e

foram

alguns

dos

t.it.ulos

que

pas:sam

a

oont.a:r·

longos sambas-enredos cobrindo em seus versos a

oom

propost.a da

narrat.iva(D.a Silva e Oliveira Filho/1981). em

de

Samba,

Escolas Escolas

de

Samba.

apresent.ando na

na

XI.

Praca

0

ocorre que

recem-fundada sucesso

Ja a

de

comdssao-de-£rent.~

narrando o a!egorias nUmero essa

t.ema nas

sao

de

t.res,

aludindo

alem

passagens

definiram

urn

de

modo

de

narrar

junt.o a

as

as

alegorias

camadas

art.ist.as

quant.o

evident.e

urn

iorma

do

medias

a

na

be!eza

e

capit.ulo

d9-cada

e

A

est.es

enredo

da

sociedade jornal

dessas

io!clbrica

urbana; A

ant.erior

e

do

par

const.it.uirem

g&nero

pr•eocupac.&o

Des:f"ile

crescent.&

no

das

ao

E

carioca1-P

...

cort.ejo

com

bat.eria.

As

Escolas

em Por

i!ust.rando

ou

cenogrMicos

part.es,

sendo

eles

as

out.r-os

das

event.o. Escolas

Suas apr-esent..acOes

no

alegor·ia

e ali

est.ava

crit.icavam

da

pela. como

aument.ar em nUmero

emb!emas Car-naval Escolas

Cabral<1974)

int.elect.uais

uns,

Para

Escolas

das

Sergio

iocalizacao

cada

do

0

julgament.o.

6!eo,

envo!vendo

cenograf"ias.

com o

cent.r-alidade

em

Relat.a

Globo,

0

"t.osco''(1974:125).

assiduos

das

popularidade

carioca.

c~municacato

mais

t.res

exige

dif"erenciadas

alas

e!ement.os

em

est..ilo

cont..ar

corpo

a

o

realidade),

sem

ent.rava

pint.ados

cor-r-esponde ao int.ent.o de vez

poderia,

incandecent.e

ao

"Segundo",

consolida

na

sugest.iva, porque e!as comecam a

sofist.ica;:;;.&o I.

da

art.e

aspect.o

cent.ro da pol&mica ainda

de

nao

t.erm6met.ros

nat.ureza

exemplo

seu

j3.

no

veicu!ada

poliemica,

sao o

o

se

ver mapa 02.

divis:br-ias<Ar-alljo/1987:121) Silo

paines

enredo.

a

c!ar-o,

que

das

e

car-t.ola,

inseridas

abr-e-a!as,

grandes

do

e,

Associacao

Vargas,

component.es,

baianas

a

principal,

Escola

e

das

o

ocorrida

g:r•avat.a

lidaranc;;as

Serrano

nenhuma

300

Iraque,

do

Imperio

as

grupos;

President.e

pelo

definit.ivament.e

surgem

ocasi3o

Avenida

(mica,

dois

em

est.abi!idade

roupas,

ent.ao

dividido

agora

ant.re

ent..idade

uma

alcancado

me nos

com

apaziguarnent.o

e

concurso

0

regulament.o(confirmando apresent.ar

o

fundam

desfilar.

de

t..eat.ra!

1951

S6

da

da em

t.radicao cidade

de

ver-

ape:r-:f"eico.B.-las

pUblico dos: s:egment..os medias:

pode moment.o

ser

int.erpret.ada

mais

consagrado

haviam desbancado as cong&ner-es de

como da

a

folia

Ranchos:

Em 1.957 o Dc.pa.rla.mc.nlo de Turi.somo do Diatri.to Fedora.\. ma.ndou oonfocei.OI"'>a.r uma. seri.e de ea.rla.zes di.vutga.l"'>do o Ca.rna.va.l do. ei.da.do. Womenloe fotogra.fa..do~;~: do De1111fi.le da..e Eaeold. Sa.mba. fora.m eeeol),i.doa pa.ra. fi.gura.r 1'\&sses mtd.i.a..e turi..sti.eoso. A pa.rti.ei.po.o;::O.O de i.ntelectua.i.s fotclori.slas, como Ed$;on Ca.rna.ei.ro, mombro a.sstduo do juri. dos desfi.l&& ci.nquento., eonta.ra.m a.nos pontos oo• lvgi.ti.mi.da.d& do evonlo.

97


'

...--'p:..e_d_e_pa_s_ea__:_gem____

I__

X

X

rl

L

X X Xde~ frente X

X

Comissao

I

J

carro; ale gb co

Forta-bandeira cf1>o 1212 Mestre-sala

'"

(;)

c: 0

pastor as

,_

t-'

b

~-

f, ,

bateria

!2

0 (;.-

... c"' - - - a l a s de componentes - - -

Porta-bandeira Mestre-sala

- - - - - a l a de

~.

S':

UJ'I-d

d~s------

ala de baianas

"'

"'0

0

1\.)


e

Grandes

Sociedades,

t.empos"~

dos carnavais dos "velhos par

Talvez a

t.B.o

nobr-e

isso,

como

iniciam

de:s:pres:t.igio.

de

descapit.alizacao

que

processo

J3.

t.omados

acent.uado como

1956,

a

ar-t.eria,

iluminada

E

jurados.

do

names

e

Iamosos

da

da

ecologia cent.ral

a

Des:file das

Escolas de

alt.a

oficial

seus

cidade

Samba ocupa

como

os

Escolas.

t.recho

ent.re a

da

Bibliot.eca e

OS

GuinleCpropriet.3.rios iarn

int.ernacionais,

Mas

pist.as

das

Branco,

das

predio

t.empos

OS

redimens:ionara;

se

Rio

aut.o:r-idades

Brasileira.

uma

no

convidados

Cult.UI'a

da

ao

saudo:s:o:s:

.

Des:fUe

com

sociedade,

e

Palace)

simbolos

como

aplaudi-las

palanque

0

Copacabana

celebre

out.ros

Cinel.imdia, onde em frent.e

inst.alado

er-a

Naciona.l

a

e

2

Avenida

o

comport.a

decad9ncia

r-e:s:quicios

Elas conhecem ent.ao urn out.ro est.3gio, apres:ent.ando-s:e Rua Sant.a Luzia at.e

de

do carnaval de "verdade"

em

en:Iim,

ambicionada

urn

o

agora

Avenida

da

sao

grande

Pres:ident.e

Vargas. Nascida para enlirn complet.ar a

e

o

Arsenal

de

indust.r-ialist..a inaugur-ada

Marinha, da

em

do

met.ade

1944,

t.raduz

prest.acao de services que sS.culo. AlS.m

de,

jB.

almejada

pelo

seculo a

ligacao ent.re Barao

XIX,

expansao

das

caract.erizam o

Maua

de

Avenida

a

met.ro.s)

r-egiOes

do

int.er-vent.or

s:e

deu a

a

Nort.e,

Henrique

e

Sul<Lima/1988:184-90>.

Doswor-len(1937

const.ruc3.o da Avenida. Havia,

percepc3o

t.ornado

Cent.ro

do

poder

mercador-ia,

pUblico

recursos.

de

gr-andes

concent.radores de

seu

Alina!

do

com

que

daquela

aplicaca.o

sedes-imagens

de

a

o

1945),

e

o

se

t.ornara

capit.al,

poderCidem:192-97).

periodo da

prec;os

2

o

longas

dos

ent.re

gover-no

Var-gas,

solo

na

dis:put..as de

de

que

Segunda Guerra, no

consist.ia de

e

Janeiro nest.e

durant.e

ansiosos Os

de

invest.iment.o

alva

Vargas,

mercadorias,

advent.o

cent.r-al

surt.o

ext.en.sament.e

Foi no

o

comerciais

Rio

pist.as, laze::r- lrent.e ao aurnent.o do llux:o de pessoas e as

durante

Presdient.e

at.ividades

cent.ro do

por suas quat.r-o lar-g.as(80

Praca da Bandeira

a

urbana,

solucao ent.r-e

ali

t.errenos

OS

inst.alar na

area

d&afi.lea de Rancho& a.na.eroni.za.c ao doo e Ora.ndee Soci.eda.dee E&:la. Jorna.t.s do ped.odo, no.s r-eporla.gens dos Q..S eua.s evi.denci.a.-ae que rel0-la.m Aveni.da. pa.eaa.gena" palo. va.zi.a. de "mela.nc6li.ca.e pUblico. Ou qua.ndo "a.nhga.mente", •poca. O.Urea. doo 0 com bCUllea.da.e eompa.ra.m cortejo•• uma. soirt.e de peequi.ea.e rea.lt.:z:a.da.e noo o.noe de i.nformo;~;COes de 0 •~o ta.zer a. a.rqueologi.a. foli.a. li.vro empenha.cia.s em eo.ri.oca.. de 0 a. hi.&t.6ri.a. do Co.rna.va.l :I.P5B, sobre ca.ri.oco. reenfo.ti.va. est.o. Enei.da., forcr.m OS semelhc;mt.e di.recao prot.est.cs de Jot.a contra si.t.uo.c;:a.o. Em Efege 0 fo.vor Escolo.s Ranchos em d= de Samba., a.ba.ndono doe pr6pri.o.s As :e:scolGS a. poei.cao enredoe de deela.quet.reldu2em em quo a. deefrut.Q.l" ··moderno", ca.rna.vCLl da.ndo-se o.o emblema.s do como luxo recorr&nt.ement.e "Ri.o a.nti.go" moat.ra.rem-ee noat.6.Lgi.ea.. um eeua ca.rna.va.i.a preloiri.los, no& qua.i.• domi.ng.va.m, e.-ua vethos ri.vai.e, Ra.ncho& • Ora.nde• Soci.•da.de•.

.......

98


sobem de Cr$ 10 mil por met.ro quadrado para at.e Cr-$ 38 mil. As mar-gens da

Avenida

sao

dais andares. expressa

erg-uidos

0

com

ent.ao clareza

que

est.et.ica

sao

monument.alidade e

mas.sa

est..udo sabre a

art..S.r-ia

a

no

da

urbani.st.i.co,

e da

A

velha

ample

e

pequena

de

seg-undo

nos

Zona

a e

que

gGbGri.tos

mai.or

de

fa.vora.volmente

pes.a.rO.

Evelyn

ambient.es

Furquim

Lima <Idem)

do

pode:r-

que

alga

Spear.

,a

aut.oridade

em

ali

ganhe

Samba

Avenida para

Rio

seus

ImpS-rio

como

"maioz·

0

elevada

carnavalesca, de

simbolo

a

at.r-at.ivos

capazes

da

de

o

de

do

como

mobiliza%'

mesmo:

dos

signos

largo

o

exult.o

onde, 1982

por

£,

da

a

cenario

segundo as

o

Escolas

1973, no novo t.emplo da

plat.eia

cultur-a

podez·

o

majest.oso 2

seu

e

t.amb&m

es:t..reit.a

espet.liaculo

cl.a.ssificado

meio

espigOes,

Serr-ano

cr-es:cent.e

er-a

ret..ilineo

Eis

t.ornara-se

a

pOI'

Exist.e

sent.ido.

com

Branco

acomodar

no

em

encomendados

sent.ido

0

t.racado

no

:rea.liza:r-.

Vargas

de

g-randiosos

Albert.

Depreende-se

Escol.as

possuidora

equi.llbno ~ dela.

..,. £99}.

r-ever€-nci.a

Escola

divulgado

Des£He

da

AvenLda

do 0

va.lort.:eacao

arquit.et.os de

President.e

f'olia.

e

c:larC. roa~co bo.nciu-i.o. ·E

o.bertura.

cons:t.ruiram seu "apogeu" ent..re os anos de 1963 e

ent...So

polit.ico

do Al.fanc:lego. eLo deso.I ogo.nc:lo 0 centro

levGndo

d•

ins:pii·acao

do

para

samba-enredo

e

Passes,

£uncionalidade

imperat.ivo

o.rqui.le-tOni.cos

elemento

espaco.

Candelaria

ent.:roe

vint.e

Edison

out.ros-s1..m,

ci.da.de,

no

exalt.ac.So

grandiosidade

pelo

v~sta

conjuntos

impress0es

encadeados

engenheiro

os

mesma Avenida, obedeceu ao crit..erio de simbolizar o

g-rupo

pr-oduzir-

de

concorrer6.,

const.ruido,

t..eve

e

ult.rapassam

art.iculac;i.io

Docas

urba.na.''<Apud Li.ma./£P88:£Qo?

espaco

ao

..

o

Viacao,

Ca.nc:let6.ri.o.,

pont.o

0

,;;.e-rO.

la.r9Uf'O.. tra.nalorma.c;Cio

Hit..ler

de

sent.ido

do

novo& Elo.

di t.ador

o

g-abarit.os

inst.rument.alizas

Va.rga.s edi.fi.cGda

tri.butilri.a.,

do

de

Branco

acrescent.a:"sob

0

Secret.3rio

Zgreja

Pres.ident.e

cujos

da. rent.abilidade econOmica:

Aveni.da Do monumental.

da.

pr-edios

para

que

ia

o

cort.ejo

ver

aquele

mundo''(Eneida/1958). 0

cent.r-o

popular t..So

da

f'es:t..a

br-asileira

diversos

0

e

int..eresses

como diferent.es visit.ant.es avidos dela p.arot.icipar. Durante

a

pesquisa de

peri6dicos

da epoca obervou-se uma

nit.ida

t.ransf'ormac;:B.o no t.rat.ament.o dado pela imprens:a ao event.o. A regul.aroidade como os das:

••

A

jornais

do

periodo

fazem

referEmcia

Es:colas sint.om.at.iza novas int.ricament..os e lelf'CI.

do.

preci.saa

mU.si.co.

do.

mem6r1.o.

no • , )"<B•lo

do eompo.aso/0 s:em-Bra.co ..,.

do

ci.da.de. cres-e•u/Na.

so. mba. Ma.cho.do>.

Al.olei.o

99

ao

novo

pUblico

const.it.ue

o

do

cort.ejo

t.ermbmat.ro

da

conferi.do 40 SIO.Cro.li.do.d• o.llu:-o.:":E po..eeo eerto. Ca.nd.tCu-i.g, construi.u sou


alcan~;ada.

le;it.imidade

acenarn

para

uma

emblemat.izada pela confluencia ent.re quant.idade e AE.

<Qscola.s,

atra.cao hoJ&

transf orma.m-se Lnlerno.C"Lona.L,

que

I~to

nO.o

pormQ.nocondo

do

s.;ogu~nt~.

relativa.mente em g-rande.,

di.a

f <;~.Lc.r

pe

perder

Nos anos sessent.a, eixo

urbana;

de

ci:r·culao;:.io

as

at.i vidades

relacionament.o

na

Sul com a

int.erno,

massa

industrial e

os

em 0

a

at.ingir

ou

agora

a

Assim.

no

dia.

do

,.o,

onde

abast.eciment.o.

harmonia

das

mudanca

pelo

da

modelo

expansiio

indUstria

do

sabre

a

Rio,

do

a

Avenida

cent.ro

0

nele

car-ioca) do

cant.o de

se

o

bat.erias

a

expans3o

import.ac5es

e

indust.:r-iais,

p6lo

sociais

encont.ram<por

abriga:r•

de

vindas

urbana

como

segment.os

ba.lneilr-io

unissono

prodw;.ao

realinha-se

t.:r-opical milhares dos

:r-it.mo

Or-la

de

vozes

acent.uado,

Ali

par-a

Result.ant.e

t.ribut.a.ria

acelerado

da

subU:r-bios.

set.ent.a<Queir·oz/1992:80-2).

anos

rural,

a

concent.ram-se

ambient.ando

per-cuss.a.o

nos

de

nort.eado

da

col'acao

Nort.e,

Carnaval

pela

exodo

subst.it.uio;:3.o

clare,

hora.s um.;~.

medida

supremacia

da

principalment.e,

do

340%, do

onze de

populacional est.ava cr-escendo em urn

OS

basicament.e de

de

impr-essionant.e

pais,

decrescem

da Zona

Mas,

r-it.mada

no

services.

nervoso

adensament.o

em

no~le

cont.at.o ent.re as &reas das camadas media da Zona

de

mar-ch.a,

e

decorrent.e

post.os

int.ernacionalizados.

Sul e

seu&

aos

desf~La

desfiLe...

Avenida President.e Vargas t.raduz a

cidade

oper3ria

iinanceiro

epicent.ro

dez

a.s

f c. mo.

d&

uma

va.ro.

0

port.u3rias

est.abelecia sobret.udo o

0

a

ag:r·o-export.adora.

at.ividade

donas

Hora./1.:1-o•-:1~).

concorrentee<ULt,mo.

do

a.te

carnav<;~.l

do

tur~sto.s

que

vezeG

mui.to.s

quE~"rer

sem

nova de

povo,

no

sociol6gica

popularidade:

vedeteE>,

mil hares

<;~.tro.em

realidade

do

desde

processo

o

lim

da

ult.:r-apassa

as

Segunda Guerra.

limiar

No

dois

milhOes

e

energia el€-t.:r-ica de

kwh

no

dos

anos

meio vai

ano

de de

de

Lit;ht./1965).

populacao

Nest.a

mil.hao

600

1

Nest.e

e

Rio

ocasiBo,

kwh.

em 1950,

ana,

milhOes

p.arcelas

do

mesma

mil

mesmo 5

dos

60%

mont.ant.e

Dest.e

a

pessoas.

1960.

abso:r-ve:r-am

t.e:rci.ario

sessent.a,

os

f'oram

consurno

para

set.ores

kwh

de

o

3

de

milh6es

indust.rial

e

gerados(Relat.Orio

a

desviadas

recem-criada

ilurninao;:ao ieS.rica da Avenida-Passarela de Carnaval. Fat.ores

esses

quando

capit.alist.as

da

sociedade

ramif'icao;:Oes

do

mercado

sirnbolos.

estes novas

de

sao

Janeil"o(f"eit.o

a

combinadas

ost.est.arn expandem-se

ctao

cont.a

perfis inclusive

mais para

de

que

as

e

as

t.erreno

dos

profundos 0

condicionant.es que at.uam para conf'erir

imagem-post.al

de

lugar

ensolarado

do

bases

p:raze:r

ao

Rio

e

do


hedonismo), conce~~o

ao seu

socioeconOnrico consolida-se

ocasiSo

es~~U~~a.do

em

nele

sist.&ma

das

domingo o

uma

espet.aculo

16gica do st.at.us e

Samba

Ult.imas para os gl"upos inferiores.

No cume da

&'<Otgundo

Escolas,

relacionament..os.

fascinant.e

Nessa

de

Escolas

no

prin1<0tir~

16gica

''grandes"

pat.amar-

especif"ica

in~e~naciona.is:.

de

DesfUe

moment.o de gala da iolia na cidade; o

out..~o

posic8o

cult~a

da

de

nurna

consagl"am-se

hierarquia,

Desf"ile,

-

grupos,

descez·

a.o

me~cado

do

e

0

t..r&s:

ascendem corn o

em

carnaval e

fazem-se

ent.ao

A

qual

a

fazendo

noit.e

da

de

espet.aculo compromet.e-se

folia

sinOnimos

popular

da

aura

do

0

event.o,

na

na est.rut.ura/sist.ema do consurno de eli versao:

de deafi.Le escola.s atro.entEo new look do carna.va.t 0 como Torna.ra.m-ee pont.o Rancho&. eecoLo.e. agora. 0 aos suc&dEora.m ea.mba. festa carnavale,..co. enseja. Avidos do espetO.culo folc1.6ri.co que a a.lto desfile compet.itivo, co.da qual v9-1.Q.S>, de a.~a•LJ:~ti.r ao eeu de tra.jadae, poesi.vel, a.grupa.ndo .,las rtca.ment& maLS 0 engalo.,..,ando-e.., s6 "ba.tano.s rt.cas", aqut a.portam turi.st.a.s. veem ex1..bi.ndo sua.s TemoG

ouvem

t.a.mb9m< . . . >todo o. ent.C.o, con~lo.to.m,

como

1..6&0,

Bu•ca.m £J>"Lfoe

primeiro

e

desceria

concurso

etcltilti.ma.

percussO.c..

de

Lhe~

outrod>

que

Hora./i.i-04-1964

inusit.ado uma

g-ent.e

6rf'ico,

sedut.ores

em

e

dancando pelo

rit.mada. sua

event.o,

do

acont.eciment.o,

do

rust.icidade

em 1932, foi

as Escolas,

entre

pl"omot.or

Sport.ivo,

Mundo

ex6t.ico

ext.ase

do.qui.lo

m&u~a;>.

0 jornal

mervelleux.

vonderfut.

com

descrevem

primi t.i vo

tnstrumento.L ve.-acLdo.de

concerto quase

just.ament.e

quando

cant.ando

urn

at.o

musicais

ca.Iido

Urn

subUrbios

desint.eressado

inst.rument.os

p:rimit.iva.

e

cora

musical do samba. Est.a imagem dionisiaca percorre

do Desf'ile

Escolas:

seu

desfecho

sao

ent.a.o

no

na

mont.ados

de Samba

e

plast.icidade no

t.eat.ro

nos

do

an1plo

anos

s:essent.a,

espet..aculo Avenida

da

veremos,

audiovisual.

de

t.ambem

ef'ervescido

pela pel"cuss3o das

pelo

carat.er

pelo

morros

dos

em

de

not.iciado

o

curse

encont.ra

Seus ·cen.Etrios

President.e

Vargas,

para

mult.id5es de espect.adores. Cont.udo humanos

e

desloc~ent.o

org-anizados: em alas e de

a

par-adas:

das

f'o:rca

descont.rac~o

aleg:ria

e

pelo

do

Quer

fest.iva

exercida

inst.it.ucional

colet..iva

milit.ares.

simet..ricament.e leones

ample

no

rit.mica-coreog~&f'ica,

consag~a

e

0

na

aleg6ricos:,

t.~an.spar-ent.e

e

p~es:ent.e

dizer,

s:ocia.lment.e apar9ncia

simbiot.izam-se,

Carnaval-Espet.aculo ~

civilizat.6ria

moderna,

pais.

''"I

.101

ret.ilineo

que

do

pela forma espaco

grande

no

ent.:ao

quadro

se

a

operist.ica

racionalizado,

organizado,

ost.ent.ando

magot.es

de

.&

ma.neira

coz·t.ejo, ordem dominfulcia

da

fazia

da

consorciac3o he~em6nica

no


3. UM EVENTO COSMOPOLITA

Minho.

canto.,

a.Lma.

VeJO

0

Ri.o

de

eu

goslo

••

.Ja.nei.ro<. \, . , )Cnsto ea. mba

Esle Voce/ A

90

vo.i.

mulo.t.Cl

i.nt.ei.ro

porque

pa.esa.r,

Ri.o

••u

Rto de prd.i.o., sot

e

mo.r/

pou<>.:>•

' · • • llli:m

••La.r•..,~•

a ...teao . . .

<Tom Jobim) PQ.ro.tso de

Sol e

Esl<ioi..o

s&. foi.

Ri.o Que

corpo

bo.la.r.Co.r/

de

poeei.o. e sao

ca.lor/ quem fundou/

a.mor

sebasli.Cio

o.bent;:ou(. .• )

<Vicent.inho)

102:


capit.ulos

do is

Nos

ant.eriores:

experiment.ado

ci vilizador

pela

formalizacao continua dos modos de t.ema

dest.e

est.udo,

ajust.e das

o

pr-At.icas

fest.ejo

inst.it.uic;::Oes~

t.ais

de

caract.erist.ica

diversao

de

como

Escolas

das

Desf"ile

brasileira

or~anizacao

da cult.ura. Em t.ermos do

carnavalesco

Carnaval.

Desfile

as

Escolas

do

de

de

no

Rio

modelo

que

0

E

de

espet.acu.l..ar

a

conhece

dest.e

com

a

de

funo:;§.o

Gospirit.o

que

fig-urado

leg-i t.imidade

o

mat.erializado

emergencia

a

ident.ificadas

dent.ro

alcanca

engendra

Janeiro

semina

Samba,

genera.

Samba

pr-ocesso

0

sociedade

nele ambient.adas ao

no

que

observamos

o

como

espet.aculo popular·, t.o:r-nando-se o cent.r-o da folia carioca.

part.ir

A

do Desfile das

de

um

dest.a

Escolas

mercado

de

de

demonst.rar·

de

e

t.urismo

desempenho

de

consolidando

um

e

do

condicionant.es

acont.ecer

do

Escolas de Samba, ale ado desde seja, int.erado a

0

cort.ejo

o

empenho

event.o

ao.s

set.ore.s

considero

de

pont.o

caritt.er

de

sua

fest.a

a

popular

sociol6gicos:

ana.lit.icos

esse

nexos

decadas

de

sabre

st.at.us de

de

carnavalesco

sociedade

1960

e

1980.

delineado

ret.omar

de

no e

o

pais,

art.iculado est.a

em

modo

rne.smo

de

prot.agonizado

pelas

event.o cosmopoli t.a,

ou

amplitude

0

OS

objet.ivo

import.itncia

no 0

periodo mesmo

como

a

NACIONAL

dis:cus:sao

pr-incipalment.e

t.ema,

da

da

s:e

carioca,

problema.

de

condicOes

que

versa.o

int.erpret.es

a

cont.ext.o

o

urn padr.§o int.tor-nacional dto ent.ret.eniment.o.

Decididament.e em

ao

interesse

carnavalesco

ent.ao ao

at.ent.ando

nacionalment.e

CARNAVAL 7 UMA FESTA POPULAR E

Brasileiro,

o

no

indust.rialist.a

agem

.3.rnbi t.o

sent.ido,

e

int.e~rado

insercao

Nest.e

isso

U!'banizador

a

sessent.a,

ent.ret.eniment.o,

Par-a

mundial.

aqui

anos

art.iculam

e

lazer·

consumidor·

t.ais

que

discut.ir

dos

ampliados.

Est.ado.

capialismo

do

como

cornpreender

de

do

mercado

engrenagens

organdzar

services

vai

volt.a

mediac5es

process:o

do

par

cult.urais

as

fundament.al

acelerac.S.o

as

Samba,

bens

consist.e em

se

const.at.ac3.o

aquele

103

nacional. quais

pr-evist.o

quando

urn

"Brasil

que

Focalize

o

e

Car-naval

t.ange par-a

est.abelecem

alcancada

es~udado

do

no

sabre

seu

ao

isso

t.r&s

paramet.ros

0

comp:reander

pela

£est.a

0

novo

int.ervalo perfil

do

em fest.a"CRio,

OS

com

ent.re

as

moment.o

Samba

e


Carnaval/1976),

onde

t.odos

podem

part.icipar

da

grande

"obra

de

art.e

colet.iva". const.ant.e

Carnaval

Brasileiro,

cariocas,

I rases

festival

de

enunciando-as: 0

mi t.o

da

da

de

fest.a

congra<;::.ament.o

se~·

e

at.encao

para

segundo

os

sociedade

do

Maria

como

o

A

espet..8.culo

popular

o

que

reali:zar

em

hipot.et.ica

despojadas:

a

de

forma<;::Oes

de do

quer-

se

ut.opia

out.r-o

mundo",

at.ualizar-

no

rit.uais

de

em

a

e

calcadas

objet.ivo

ideol6gicas

Samba

sublinhar

e

est.a.o

reunidas

ao

democ~·.8.t.ica

nat.ureza

porque

at.ividades

com

present.es apanha coesao

de

classes da o

que

n3o

respeit.o

~ema

Revelado,

da

homem pobre -

a

neles

processo fest.a

das

o

da

na

como do

especie

da

de

poi·

do

Desfile

a

0

=

das

en~regar

grande

event.o

co~idianos,

sociais

Ana

det.urpadora

negro, em sua maioria -, ao se pelo

uma

sociedade

efei~o,

Com

amnesia

promet.ida

Chamam

dis~orcida

concepc;3.o

poder.

a

ressignifica

exigido

anest.esiador"

de~erminan~es

dos

lhe

e

Maria

esfurn.a:

s6cio-hist.6rico.

caract.eris~ica

e

Ana

e

ideologia

consciencias,

dominacao

ela,

a

popular

pensada

alegria''

de

qu"

no

"carat.er

0

para

"expec~at.i va

que

o

Queiroz(1983)

de

ant.agOnicas,

ideologia,

sobre

""

Pereira

enunciados

que

esquecendo

carnavalesco, est.iliz.ados

em

Samba.

da

t.opor

Escolas

Just.ament.e

lsaura

nesses

fala

da consci&ncia do

ao

a

das

nas

Maria

quest.a.o

in~erage

de

e

discurso

Rodrigues

Escolas

sint.ese

cont.radi<;::5es

cindida

real,

povo''.

individuos,

imper·at.ivos

capit.alist.a.

devido

refer-encia

em

das

pe:rceber-

Carnaval

publicacOes

brasileiro.

desvendam

divis:Oes

as

como

ent.re

Aut.oras Rodrigues

do

agonist.ico

divert.iment.o ess9ncia do

humana,

''fest.a

dificil

do

Desfile

maior

de

escopo

t.uris:t.icos:,

ao

t.ipo:"o

e

Nao

capacidade

comunh§.o

espont.iulea conceit.o

seguint.e

t.odos''. a

guias

ou

part.icularment.e

do

no

encont.rarmos

publicit.ar-ias

jornalist.icas,

"o

entao

e

est..ado

Entbora acompanhe a, mesma linha de raciocinio, o

en£ oque

de Maria

Isaura Pereira de Queiroz det.em maior envergadura. A seu ver, n&o apenas 0

g'l"UpO

pela

et.niCO

seducao

dos da

negros(sambis~as)

ideologia

nacional em seu conjunt.o alt.erar- a

e

da

e

fest.a

OS

demais

carnav alesca,

soldada pelo mi~o

hierarquia de classes e

foli5es

envolvidOS

a

sociedade

mas

rit.ualizado

o st.at.us quo dominant.&:

104

s3.o

no

fes~ejo,

sem


cujo de st::lmbo., enorme sucesao ma.tor escotas lrClnsforma na Ri.o co.rno.va.l do do oomo do Br-i.l, defi.n•m-•.,. fg.tor i.mportante no reforco da. co-e•ao i.nLerng. do.s di.ver•os nlv•i.e da soci.edclde do pate, exercendo i.nflu&nci.a. sobre globa.U.dade, uma SUQ vez que o superespet.&cWo ae tornou um doe component.ee do orgulho do di.cmte nacao; as vi.bra.c.S•e de enlu51i.&mo, que s:a.codem 0 pa.ls da. belezg. dos desfi.lee, consti.tuem ma.ni.feet.a.CO.O vi.ei.vel uni.iio no nlvel da. tota.Li.do.de na.cional.U.s>92::U.~ - grl.fo meu>. As

A

longa

cit.ac8o

se

a

just.ifica

medida

que

insere

o

t.ema

Desf'ile das Esco.las de Samba no bojo de urn debat.e mais ample: a ent.re das

e

cult.ura

pollt.ica;

expressOes

da

concret.ude

das

pela

unicist.a

cont.radic;Oes,

o

nexo

sociais

febz.il

do

relac2o

art.iculador

conc:ent.radas

Carnaval

por

no

t.r3s

carioca,

a

ordem dominant.e

burguesa,

at.relando

int..egrat.i vo

nacional.

Sobre

e

a:Iirma,

do

post.o

desmobilizando

brasileira~

ident.idade

realca

:forcas

harmonia

de

principia

ao

precise,

as

popul.ar

cult.ura do povo

da

popular

0

mais

empenho de Queiroz organiza-se em deslindar

apar&ncia

fascinant.e

apropriacilo

cult.ur-a

da

Est.ado nacional. 0

sendo

do

a

nccional

camada

as

pollt.icament.e

a da

populacOes

subalt.ernas, ''acomodando-as'', perspect..iva de Renat.o Ort.iz<1984) at.ribui

A

a

essa

problema

part.ir

a

raciocinio

eMercida

excedent.e

mat.erial

aut..or,

a

const.rut.or

facc§o

de

respeit.o

pela

acao

a

car-r-eada

do

pop~

elabor-acao

da

em

populares

o

o

dominant.es(det..ent..ores

do

revela

t.orna-se

esquema

a:r-qui t.et.o

como

um

a a

mat.erta-prima e:fic3.cia

A

mat.erial das expressOes de

e

oper-am

pr-ocesso,

ideol6gica.

alquimia

o

qual

do

nest.e

concorre

represent.ant.es

uma

at.uali:za

na

E

disperse

&,

lst.o

de

part.ir

a

ret.oma- o

hegemonia

grupos

comum,

Ort.iz

Est..ado~

no

nacional.

ideolbgica reside em t.ransforJnaro classes

grupos

desses

cult.ur-al

fragment.ada

conceit.o.

Int.roduzida

int.elect.ual

verdade

const.rucao

dos

sirnb61ico).

Na

do

da

consci&ncia

da

het.erogeneidade

canOnica

a

edificio

urn

const.it.uicao

crucial

e

nacional-popular. base

da

gramsciano

sociedade,

do

do

t.emat.izac;3o

out.ro significado

urn

mesmo

da:s

espirit.o

nacional-popular. Dest.e

modo,

part.icu.laridade memOria

do

nacional,

sublinh.a

popular no

Ort.iz,

quando

cont.ext.o

da

a

conf"ront.ado sociedade

em

problem.at.tca

a

universalidade

brasileira~

e

compreens.ao da const.ant.e r-eelabora.;:iio discursiva do t.raco int.rinseco

a

cult.ura

do

povo.

Logo,

105

a

t.orno

het.eroc;eneidade

da

de

uma

resolvida

pela

mest.ic;o feit.o

nela

evidenciada


devido na

a

presenca

t.rilha

do

plural mas do

resquicios

pensament.o

dist.int.a

Carnaval

t.rint.a,

de

como

de

qualquer· de

embut.ido

est.aria

Gilbert.o

de

simbolo

indigenas, Freire,

out.ra ao

e

brancos,

sin6nimo

ser

brasilidade, nesse

negros

a

igual

ap6s

esquema

de si

uma

ident.idade

mesma.

advent.o

o

t.orna-se,

A eleiciio

da

r-evoluctio

de

e

baseado

na

ident.i t.lu-io

aparEmcia mest.ica do £est.ejo. Para

Ort.iz,

as

submet.e

e e

f'est.a

sobreacent.uado

os

cordialment.e

unidade

nacional

classes'

nao

ideol6gicos

que

e

ern

ciment.am

uma a

que

social,

despert.ados

no

ess&ncia brasileira, da

de

cosmologia

dominacao

de

nacao.

t.ranscende

e

delirnit.a

0

seu

do

acont.ecer·; exibe- o

sauda

uma

sociedade

da

nos

mas

ordem

caso

No

f'est.a

pianos

uma

0

cuja face

A

mit.ica,

nacional,

univoca,

ele

nacional"<Idem:138).

t.elUrico

o

t.ot..a.lidade

realidade

mult.iplicidade

sabre

sobz·e

t.ot.alidade

sent.iment.os

alegre

f'undada

urna

est.a

da

urn.a

discurso

a

ident.idade

saud.ada por encenar

espirit.o

e

Est.ado

da

const.ruca.o

pelo

populares

concret.os

element.os

de

carn.aval~

a

brasileiro:"O

os

quadro

ont.ologizaca.o,

part.icularidades

Est.ado-Nac.3.o int.egra

essa

de

mecanismos:

e

polit.ica

econ6mica

hist..oricament.e f'igurada(Ort.iz/1980:41-2). Os

dais unidade

pret.ensa. discurso

dos

cont.rast.am

int.erferencias

do

capital.

Cont.udo

deslocam

par-t.iculart.em.a.t.ic:a

do do

nac:ional

mobilizador

event.o

a

a

para

sua

como

da

de

urn

na

din3mica urn

mesmo

Em

se

de

Os

Est.ado

nivel

de

rna.t.izes

do

f'at.o que

signif'icat.ivas

no

as

Capt.am

comunidade

da

element.os

t.rat.ando

nacional,

nacional

uma

Iragment.adora

esp.:.cificidade

ideologia.

t.radic&.o

de

no

deiendida

capi t.alist.a.

soldagem

romper-

a

popular

est.abilidade

sociedade

dist.inguem.

carioca,

do

const.i t.uic3o

at.uant.es

complement.ar-

hist.or-icidades

cujas

da

uma

de

ideol6gicas

ima~;inada 7

nacional

a

na.:;::3.o_;

his:t.oricidade

limit.es

nos

Brasil,

a

da

jus:t.ament.e

brasileir-a

cult.ur-a

da

guardHies

com

devot.am-se

anali t.icos

eixos

reproduciio e

sit.ua.:;::Oes

em

carnaval,

social

imerge

na

o

referendam

como

da

sociedade,

s.iio

secnndarizados. Com Samba, naciio, em

do

e::feit.o, seu

conferir

Queiroz

"superespet.8culo",

permanece

sua

quando

em

suspenso

mat..erializac8o t.amanha

forca.

o

quais

exat.ament.e Da

mesma

106

at.ribui poder

ao

sucesso

de

"reforcar

at.ribut.os c:omo

sao

a

Escolas

de

a

coesao"

cia

agenciados

espet.3.culo

forma,

das

popular-,

relevimcia

no

event.o,

para

emprest.ada

lhe

a


reint.erpret.a~iva

at.uar;.i.o

indiret.ament..e

com

t.ema

t.ransformac;:3o

em

do

no

fest..ejo

do

sig-nificado

o

in~elect.uais,

dos

Est.ado

nacional,

conjunt.o

urbana-industrial

ocupados

da

e

sugere

sociedade,

de

consume,

o

ou

problema

do

iase

na

sem

diret.a

com

de

isso

sua

revelar

como as maquinacOes entre as relac;:Oes sociais ampararam mat.erialment.e as ressignificac5es Carnaval

carioca

fabricant.e

como

expressa

na

no

vislumbrado manifes:t.aca.o

parcela

significac;:5es

de

aspect.o

0

igualment.e

e

especificidade

das

quadro

cultural

no

nos

lugar

seu

0

processo

a

presenca

pr-ocesses

e

relar;5es

de

produt.or

es:t.rut.urado

da

de

que

experiGoncia

det.erminadas

que

compromissos

do

sent.ido

de

con£igurar;:iio

por

de

aqui

de

assumida

cadeias

e

est.udado

emer-anha.da

sociedade;

es:sa

est.r-ut.u:ram

social

promovidas.

modelagem

pr-at.icas,

e

envolvem

a

do

pais

em

uma sociedade moderna.

A

luz

hist.orizar;:a.o de at..e

do

do

result.a

uma

que

se

cot..idiana,

dos

exercer,

Com

e:feit.o, t.ambem

a

uma

dist.inr;:lio.

clivagem

est.udo.

o

acent.uado

produc.§.o

Do

facult.am.

amago,

0

do

a

ja

que

part.icipar

marcadas segundo os limit.es da a

e

da

out.ras dos

dimens5es

social

p.aul.at..inament.e.

fix.ad.a

vida

da.

deslocament.os

seus

divis§.o

En£im,

ao

mesmo

como Bourdieu, do

vez

ag:rilhoado cobra-lhe

legi t.imidade

int.ernalizando

apropriaclio

da

maior

campo.

A

ao

t.:r·abalho

do

esleJ~a

na

se

e do

da

urbana~

o

sociedade.

depu:rament.o

compet.encias

despojadas

individualiza

campo da cult.ura ample

consagr-a

das

da

mesma

enquant.o

set.or,

Carnaval e

especializadas. da

f'est.a,

material

espet.acularizacao

se

e

empregando simb6lica

reproduz

10'7

Est.as

em

cada

ext.ensao

A

da

£ormas<poliment.o),

como est.rut.urant.e da oxt.ariorizacao

legit.imidade riqueza

que

' const.ant.e

insit.ut.ic6es

da

part..icipac5es

conjunt.o

o

urn modele

em

agent.es,

a

t.empo

para falarmais

int.erna

progressiva

frent..e

dist.int.as

carnavalescas

no

que

desde

de

imiscuindo-o

£alia,

nes:t.e

do ent.r-et.eniment.o. Nela,

sempre

mecanismos

acelerac-ao

pela

pra.t.icas

codi:fica-lhe

urbano-indust..rial

cont..ext.o

experiment-ada l.azer- e

rot.inizaciiio

adot.ado

revela urn processo

janeiro

est.et.ica das

formalizaca.o

prop5e

no

hist..6ricos.

a

de

em urn ambito de front..eiras

carnavalesco func§.o

Rio

organizat.iva e

vist.o,

de

t.e6rico-met.odol6gico

Carnaval do

Iormalizaca.o agora

enfoque

passam

a

para ist.o

pUblica disput.ar

dos:: a

a

acumulac.§.o

dist.int.ament.e

dist.ribuida

escalas

mais

ext.en:s:as

no


circuit.o dest..a formalizac3.o pr-ogr-essiva. Dest..e

insist.ir que

Sngulo,

a

o

ar-gument..o

espet.acularizacao

crescent.ement.e

abarcant.e

modernizadora.

e

Porem

niveis.

significou out.ro

a

def"inido

no

mesmo como

novo

e

Rio

cont.J-adic5es Robert-o

social.

na

dinarnica

os

dif"erent.es

pr6digo. Janeiro

qual

sociedade

brasileira

seja:

passa

no

do

sent.ido

poi·que

para o

um

;3.mbit.o

sao

CJ-eio

Ort.iz,

e

em

redef"inic&o apreendem o

as

I•it.ualidade

que

exemplai-es

dar

parilment.ro.

a

assim

de

se

o

sua

nacionaL

t.ema.

a

compreende

simbolicament.e

sociedade

t.enhamos em ment.e de onde e

e de

inf"raest.rut.ural concorre

da Mat.t.a acerca

civilizador

sua

como

em

ent.rela;;:ament.o ainda maier que imbrica a

resolvem da

modo

capit.ulo

relacionament.o o

em

carnavalesco no Rio

t.ot.alidade

manilest.a

pelo

def"ine-se

processo

do

brasileira

nest.e

convivencia

f"at.or

bojo

adiant.e

encampam os seus resultados nos mais

"mediadores simb6licos",

as

do

Carnaval

o

a

a

quais

Nesse sent.ido,

de

palavras~

event.o

do

nas

condio:;:Oes

f"est.ejo do

no

t.ambern

visualizado

int.erior

Em out.ras

mat.erializac;;::8.o

do

levado

sociedade

da

periodo

elevac3o

pat..am.ar-

da nacao.

0

ser

ocor!'e

grupos sao inseridos no processo e diversos

a

proposicOes

as

:r-eveladora.s_.

caso

quando as infe:r-e. Apanho em linhas gerais o

a:rgume.nt.o do aut.ol'.

E: sabido que para Robel't.o da Mat..t.a a t.emat.ica das manifest.acOes carnavalesca sociologia seu

pais

onde

de se

uma

es:t.udo

cantpo

e

dos

t.alvez,

a

no

insere-se

dos

conexao

da

Mat.t.a

va.lor-es,

nossa

palo

'

profunda

na

obra

do realidade"~

nele

qual

0

mundial

e

com

urn

Cavalcant..i C1992), do

aut.oi·

nac:ional,

se

ent.re

obser-v;eo

inve-st.igar

o

''( ... )invent..;:;,.,

ant.:ropblogo,

pois

o

burguesa

po&~sibilit.a-lhlil'

r-it.u.al

uma

pal'a

e.

capit.alismo

sbc:io-s:iJnb6lico

que,

aque-lo

mais

do

do

de

basica ist.o

t.rad.ic§o(1978).

na

exist.ent.e

est.udo

projet.o

brasileiro"_.

racionalidade

uma

sist.ema

do

seu

propost.a

concert-o

valores

enraizadas

na

"dilema

no

do

part.e

t.ambem 0

perif"erica

int.er-pr-et.ac;:.&o

de

como

int.erpret.al"

plano

just.ament.e

opca.o

a

de

va.loracOes

de

conjunt.o

que

mas

sociedade

chocam

Carnaval

comparece

brasileira,

empreendiment.o

perfil

no

no

as

processam

esco.lhas que "irAo det.erminar o curso das ac0es"(ldem:15 e 31). A

valo:res essa

f"est.a

passive!

"promover

const.it.uir

"a

carnavalesca em

a

uma

e

sociedade

ident.idade

exigEmcia

de

um

a

assim

express3.o

complexa,

social Iugar

108

e

porque,

const.ruir

onde

o

rit.ual

t.odo

0

do

af"irma, seu

plano

permit.e

carat.ei'"

predomine

dos

sabre

a

ao as


partes, o

o

colet.ivo

ajudar

a

fragment.aca.o

e

a

consubst.ancia a

post.o

em

o

moviment.o,

ao

Rese:r-va

relacional

Desart.e,

maneira

ent.re

urn

brasileiro.

Ressalt.a

de

brasileb:•a> formas

nos

seus

ent.re palco e

A encont.ra

do

realizaria

a

inclusivist.a, paralisacao

mit.ica

se

da

do

rit.o

mane ira

se

povo.

de

resoluc;::a.o

o,

que

dessa

aboli~a.o

"rua"),

diz

para Po~

o

na da

sociedade

diferencia

dialogia

das

Mat..t.a,

"lundado

da

inver-sao

a

dilema

abrangent.es

e

di.aJ.ogo

e

do

meio

casa(1981:38).

est.ar

crit.icos

mesma

par

t.ransferir

da

por

urn

com

pela

como

o

compet.e

burgues{da

em

lac;:: as

lun~a.o

em

pos:si vel

I'esponsavel

t.ermo

globais,

consigo

Carnaval

sociedade,

dos

da

brasileiro.

da

nacional",

planes~

social

ao

Car naval

port.ant.o

mat.erializar

ser

"semi-t.radicional"

valores

Alga

ao

de

niveis

o

Iest.as.

s6cio-simb6lica{ideol6gica)

maussiano,

do

de

ret.ot.alizao;:ao

a

indiuidualismo

lore;: a

E:

sist.ema

ri t.ual

ver_,

ele

0

"rit.ual

muit.os

altura t.ema

seio

a

da

ut.opia

pra.t.icas

manifest.ac;::ao de

possivel t.emporfu-ia

"communit.as"

as

do

de

int.el'pret.acao

e

brasileiT"o

colet.ivo"

quando

das

promovida

t.empor.S.ria

das

inclusive

cesuras,

plat.9ia{1995:92).

ao

no

E

espet.acularizadas

est.a

privilegiado

seu

afet.i vi dade

a urn

sociais .•

hierarquiais

da

rua,.

dramat.izar

bur(!;Uesas

reinado

dai

problema

que

possibilit.a

diversos

e

a

sociedade" C197B:35).

nossa

os

social

ent.a.o

como

define-a

possibilidade

o

de

urn

unidade-

t.ot.al

prest.ac;::Oes.

sist.ema

da

impessoalidade

a

social

"casa")

holismo(da df?

pelo

fat.o

int.egra

fun~;ao

a

int.rinseco,

de

dilacerador

isso

fest.ejo

do

procediment.o 0

const.at.a

Mat.t.a,,

resolver

seguir

sist.ema

enquant.o

na sua sinc:r-onia,

:r-econjunt.ar,

da

at.emporalidade

a

brasileirOt esse

argarnassando-a

a

a

a

Averiguo

Carnaval

sent.iment.o

urn

sgs).

e

Roberto

brasileira apelando

Cavalcant.i

propost.a do aut.or. ele,

nacional.

assumido par

descont.inuidade

Para

sociedade,

de

individual"<Idem:24).

sociedade

carnavalesco(ldem:OS

Quando

o

"'ide6logo da nac;::3.o"

papel de

propOe

sobre

~

populares

do

relacionarnent.o part.iT"

do

cot.idiano

carnavalesca,

da

t.ot.al,

inversiii.o

o

a

niche

p9lo

de

folia

vigent.e das

homem

urn

Ele

"ideal

carnavalesca

na.

part..icipac&.o

hiel"arquia.s

do

lugar

reilexa.o.

sua

individualist.a-bUl"gu9s

prot.agoniza

urn

I'eserva

na

popular,

confrat.ernizacao;

a

Mat.t.a

com

0

&

da

advent.o

povoC19B1).

H3

nest.a valorac;:ao urn aspect.o ambigtio que se revela inversament.e no carat.er gen&rico da noca.o de povo mobilizada pelo ant.rop6logo.

109


Tal

int.erpret.acao

s6cio-hist.6rico:

most.ra

mobilizado

volt.a

nacional~

par

sobret.udo

sabre

Ruben

dos

o

Oliver(1989)

anos

t.omando

popular que

uni verso

ocorre

o

na

sessent.a

o

nao

m&t.odo

das

vacuo

ant.ropolbgico

compreensao

simb6lico

urn

em

da

G

t.ot.alidade

carna.das

populares

como t.erm6met.ro. A feic3o mest.ica do popular perrna.nece como urn problema, o

l"epet.indo a

maneira

dos

brasileiro.

sua

realidade

est.a

pois

sao

Na

!ados.

Mais

uma

e

vez,

aspiracOes

cena

principia

como

lembra

pelo

j8

ou

nacional

at.ravessado

t.omada

cot.idiano

0

do

do

seculo.

heurist.ica a

Oliver_,

ao

Ent.ret.ant.o_.

ent.endiment.o

cat.egoria

de

popular

do e

:sao manejad~. A mesma realidade porem embaralha o

empirica

procediment.o, modernidade

int.elect.uais

modernist.as,

ser

os

dos

impasse

e

n3o

enclaves

daquele

aquele rodeados

per-iodo

complicador

de

o

qual

no

por

t.ema

uma

OS

element.os

t.radicOes

de

cult.ur-a

da

sociedade

de

t.odos

brasileira

significat.ivament.e

ur-bano-indust.rializada. Acrescent.a parcelas

Oliver

int.elect.ualidade

da

moment.o de decidir a de

definir

dilema. est.aria

que

seria

e

apreendida

submet.ida

moderno

no

a

pais.

Os

simb61ico

"nossa

nacionalidade".

uf'3nica,

e

realidade consolida,

era

inarant.ag

int.erpret.es

Ist.o

da

se

o

alva

o

da

na

est.eira

de

at.ent.ados

da

cult.ura

A

p~bpriog

g~upog

pop~ag,

do

hora

aomplexo

verdadeira at.it.ude do

dep.a-nd<Otndo

raiz

no da

nost.i:tlg-ica

"progresso". inscrit.a

proporcOes

t.amb&m

o

social

circunscreve-la

dificuldade

impulso modernizant..e ocorria

no

condens:a

ecologia

popular,

larg-as

preocupac;:Oes.

sua

uma

dos

de

mesmo na

expansao

"aut.ent.icidade"

consume

das

a

por

faz

de

devido

ent.ao

popular

porque

esiorcam-se

popular

mercado

aoa

degradac;:a.o

"val.idos" e

em

loment..am

Oscilam

modalidade

ameacado,

alga

manifest.ao;Oes

do que o

const.at.ac;=3o

como

deiensivo

das

urn

de

condicionant.es hesit.ant.e.

A

cult.ura<Idem:77).

delendendo

mercant.ilizacao

at.it.ude

uma

agressi va

espac;:o

e

novas

esses

ident.idade dos produt..ores

o

Ela

que

A na

que

se

est.ava

na

por

mot.ivac;:O&iii:

da

si t-uac;: ;S.o

sociolOgica na qual est.avam inse:r-idos. A propost.a de Mat.t.a de t.omar o de

unificac;:ao

popula:res, para

isso

desses

da

naca.o,

revest.e-se o

t.ot.al

prbprios

complexidade

baseado

agora

silencio

de

do

no

s&gment.os,

urbana-indust.rializada.

plano

uma

aut.or

Carnaval dos

valores

complexidade em

relac;:il.o

p:r-incipalment.e Ao

brasileiro como urn rit.o

mesmo

110

as

su~est.iva.

camadas

E

assimet.rias

quando

t.empo,

das

not..avel no

bojo

inseridos

na

se at.ent.armos

que

o


nas

condir;Oes

sem

paralelo

de

met.ropolit.ano novo

int.ensiftcacao

uma

na

do

hist.6ria

Rio-Sao

element.o

e

Carnaval Como Ritual de Passacem

seu ensaio seminal 0

pais

Paulo

pal'a

o

do

e

cujo

sabre

:r-elevo

processo

o

modernizant..e

fOle11;o

amplia

conjunt..o

confe:rido

a

escrit.o em 1973,

o

carioca

do

papel

brasilei:ro,

Iolia

capit.alist.a eixo

urn

obt.S.m-se

nessa

H3

obra.

duas Iacet..as que se complement.arn no quebra-cabeca. Fossem agencias

os

sist.emas

cult.urais

do

de

Est..ado .•

comunica.c3o

f"osse

o

e

divulgacao iilt.egrado

empenho

mercado em art.icular nacionalment.e a

sociedade, o

express.§.o

expandiram-se

e

organizacao

Mesmo sendo modo

paradoxa!,

como

define

ret.ot.alizac3o ao

impulse

ha

fest.ejo

est.a

percepcao

mest.icag:em

a

popular

E sint.omat.ico

nacional. da

do

16gica

capi t.alist.a

no

e

just..ament.e no plano dos s:imbolos consciencia:s:,

haja

vist.o

a

ob cecados em equalizar

o

pais

do

regime,

ver a

Golbery

f'est.a

dos

governos

1'i t.mo

agent.es as

do

bases

de

nacional. Mat.t.a..

no

um

ri t.ual

de

ocorra

em

fragment.a

problema

das

de

como

delinic3o

que

acao

dimensa.o

da est.a

mesmo

em

que

inLervenr;Oes

agudiza o

no

e

Iat.o

a

dos

nas

pais.

preocupac&o

de consume t.a.rdia brasileira ide61or;os

que

e

a

meio

sociedade

da int.egrar;3o

milit..a1'es,

da sociedade

na

das

9poca,

indust.rial e

respeit..o as recomendac;Oes de urn dos

Cout.o

e

Silva,

no

livre

Geopolitica

do

9rasilU967).

no

e

que chama at.enca.o

0

naquele

Brasil,

inst..ant.e,

raciocinio

aporia

o

plano

dos

de

simbolos,

simplesment.e

opor

de

como os deslocament..os nas relar;Oas sociais

comparecem

Mat.t.a.

que

Pais

a

uma

rnercado

eslera

t.ambem

pr6prias.

e

cult.ura em urn projet.o

a

cult.ura

soldar

carb.t.er

0

exemplo.

sinais

pa.ra

univocos,

simb611co

Est.a

ist.o

comp:r-omet.ido

e

com

como

simbolos

dos

signos a

n&o

dao

em

t.ambem

no

agora

se

"povo"

ancorada

especializacS.o

wna _ t.ot.alidade,

e,

se

colocam

a

"elit.e".

Ha

urn

cult.u:ra se vai inscrevendo na sociedade

ideo16gico. Torna-se

poli:f6nico

t..empo

sb

modificac;Oes

aut..onomizada~

especilica,

urn

"modernidade",

ent.recruzament..o no moment.o que a como

a

complexif'icam;

S&

"t..radic3.o"

as

e

port.ant.o o

fez

cada

codif"icados

comunicaca.o

dificult.a

t.emeroso

mais

bojo

ampliada,

prat.icas

conjug:ar

Gilbert.o

vez

no

em

no

de

polit.ica recorrer

Freire,

fecham

se

de

um

par

em

sist.ema

cont.ext.o

de

uma

sociedade complexa e soldada sempre mais pelo consume cult.ural. Diria, sinuosas

o

com

novo

efeit..o,

panorama:

que a

a

sua

obra

de

mediac;:a.o

1U

Mat.t.a cult..ural

const.at.a

e

par

frust.ada

vias

Quando


ret.oma

uma

represent..acao

ele se depar-.a com o

marcant..e

na

ideologia

o

brasilei:ra,

remanejament.o rnais {;eral dos simbolos,

Car-naval,

por est..arem

colados 3s mudancas na maneira como det.errninados g-rupos ou conlormacOes mais

sociais

experil!ncias, "rua"

0

projet.o

int.eragem

de

agora

em

conhecem,

perenidade

uma

out.ro

mediada

nacional

conciliacao

sent.em,

ext.ensas

nacional

plano

de

de

carregada

de vi do

heurist.ica

Janeiro

element.os

t.ransformacOes,

a

pr-oducao

orient.adas

pelos na

lhe

regHio

esfera de

especialist.as

que

de

a

confere

Cent.ro-Sul,

sent.idos,

producao

de

hens

fest.a

emerge

mit.ico Rio est.a dessas

enquant.o

raciono;;diz.:;:r.cOQ&:: produt.ores<os

de

pela

a

urna

simbolo

epicent.ro

cult.ura

e

um

de

ao

grupos

simb6licos)

e

dificult.am

o:rganizac:L:. sagundo

dos

"casa"

a

como

apego

a

expressam

carnavalesca do

hist.6ria

onde

privados

int.eresses

a

ample

por&m

e

relacional

E

sua

e

malogra:

valores

candinho

pelo

passado colonial, :repost.o no :rit.o momesco. de

t.ransmi t.ern

16gica

prOpria

dos

procediment.os no set.or de ent.ret.eniment.o.

E exemplar nesse seni...ido 0

Car-naval

t..~em

t.rat.a-se folia, alva

carioca

das

int.eresses

mundo",

agencias

gracas

a

eficiS.ncia

para

at.ividades

p:rim.ai:rao=

-.E

tndi,ce

nos

piiagin~

deasa.

popula.ridade

dos lado

sambas-enredo da. colorida A~, 00 Aveni.da. PreiSiid&nle Vo.rgo.s:, a.rqui,ba.ncg,da& a.pinhCl.do..s de grava.eOes

e&po,nhot,

ale mao,

•

e

de

nas

0

vaiculc>

long para

folografi.a

represent.ar;Oes

pelas

governament..ais

des de

social,

in1presso

de

mais

ocupa

1963

plays

e

cuja

t.ecnol6gicos

c.gt.Qntpgndo

0

e

amp los

de

desempenhado

aparat..os

diecoe

dessa

"oit.ava maravilha

dos

Sambo.

Mas

pais,

divert.iment..o

comunicadlio

pb.-.-cQZ'n.avglo.-.cag

i.menso.

na

cent..ro

papel

exemplo,

ca.pa doe Escola.s de.

de

insi...it.uic;Oes

aprimorament.o

ti>dic5.a,;;;

o

"confundir"

popularidade

mundo" ou a

pelas

porliiiUa>:~

da

cultural

divulgacao

Manchet.e,

Mat.t..a

brincado

int.ernacionais

popular do

a.nos d;;::u;;l

bern

comercial

revist.a

t.elecomunicac ao 1.-.

folguedo

da

consubst.ancializava

est.a

o

Robert.o

ascend&ncia

de

t.urist.icas,

com

cont.ava

prest.igiado

se

sist.ema

do

acao

que

0

de

do

da

e

"maier fest.a

Concorreu

das

periodo

int.ernas

imbrincados. a

conjunt.o

individualizadas

ai...enc;:Oes

definindo-a como do

o

daquele

leic5es

com ja

com

fat.o

o

ÂŁ"ot.o101

.oonter.d.o

Desfi.le

de

d.;:. ae

1971.

po.nor&mi.ca. do evenlo no margens por Longg,e altaa especta.dores, ha !ro.ses, stogo.ns, em \.nglOs, i,to,lio.no portugu8e a.nur.ci.g,ndo quo 0 Co,rnaval tornado.

em

•

U2

BUQS


"~rande

cobert.ura do

mesma

A

pais,

circunst.Mcia

est.abelece

popular

no

det.ect.a

uma

desf'ile" das Escolas cariocas

os

de

par3.met.ros

Carnaval cisa.o

do

Rio.

nos

redefinidio

para

do

j3.

a

ai,

no

seu

dedicado

ao

t.ema

Reflex5es), de

rua".

livre

e..

Ist.o

es:facela

que

est.a

que

aquele

em

o

a

bur-ocrat.izant.es espont.anea,

na

que

est.ava

e

uma

a

Carnaval vivo! Bibliot.eca

mort.e

Nacional,

da

vida;

durant..e

o

ist.o

urn

t.odo

da

se

li v:r-o

Imae9n.S

e

a

e

Ai

ele

met.r6pole

da

est..3.

s6

"se

Carnaval

me

est.udos.

ocupando

popular.

mesmo

"Esse

e

eiiciencia

c:r-iat.ividade

buroc1~acia

cot.idiano

individualist.a

popular",

meus

povo

propost.a.

aut.ent.icament.e

ianque. o

do

"carnaval

da

pela

t.ema

povo". E

racionalidade

iniciava

mili t.ar-,

sua

no

charnado

o

"valor-de-usa"

imperialismo

dent..ro

onde

pelo

quando

di t.adura pelo

sabre

palco

do

Carnaval:

int..erior·"<Idem:28).

do

passada,

pela

selvagem,

capi t.alismo

re~ido

vilas

dE!.cada

mort.o

e

do

"mais

da

da

escreve

int.eirament.e o

simb6lico

Mat.t.a

''fest.a do

quando

como

por

do

"racionalidade

carioca(Un·iverso

definido

t.rabalho

mil

1981,

post.a

part.icipaca.o

Carnaval onde

rua

Carnaval

imposic;Oes

das

abert.o

de

do

&nfase

a

em

pensament.o:

plano

revelia

burguesa", int.:r-ojet.a-se t.ambS.m em parcelas da ref'let.e

.

apropria.;:ao

Tambem

valores,

2

diziam

Riot..ur,

a

pelo

imagem

as

escadarias

pode

ent..rar

do da com

medo w na pont.a doe: p9s(ldem:07).

Sao

escassas?

de

Escolas

brasileira,

na

Samba. porem

da

a

idSda de

normalizacao

forma,

0

ent.ender de E 2

nAo

do

Desfile Mat.t..a,

cumpre,

peaquil!lo.do.s Foro.m 0. revi.eLo. Quo.nt.o p&ri.odi.cida.d& pel.o.

t.ant..as peca

Weber,

a

na

~rande

como

relacionadas

da

popular.

a

nessa

segundo

do

aos

da

uma

modelagem

t.ext.o, a

esquemas

Da

para

ant.it.E!.t..ica,

cent.ral

••

·=

'""" f o\.

meio

mesma

de um script., do miss.iiio

a

Riot.ur"

seria,

fest..a.

No.ncheteoe o.noe o cruzeiro, o o.compo.nho.mento ed\.COee irregul.d.r, not.cu:Ia.mente a. pa.rti.r dos a.noe

U3

arrolada

at.ribuido

burocracia

da

das :folia

carisma carnavalesco, em

dimensao

aut.or,

da

sua

FaLor

result.ado

do

Des :file

3.pice

sua vinculaca.o " cult. ural, cujo

imprescinde do vis.§.o

ao

espet.3.culo(da

rot.inizaca..o

organiza::_se

ainda

crit.icas

do

valor-de-t.:r-oca

porque

re:ferencias

cult.ural

mercant.il

industrial

da

as

absolut.izado

selvagem")

''capit.alismo

ret.omar a

de

enquant.o

16~ica

do "homogeneizant..es

ent..ant.o.. €-poca

mot.ivo

"descaract.erizac.a.o" ent..ronizaca.o

no

no

enredo.

da

fest.a:

'""".

pre ju.di.o.;~.do eetenta; ver


permitir ao divisB.o de

povo

ent.:r-e

que,

na

"t.ornar-se

os

donas

e

participante

seus

de

abordagem

urn

urn

7

at.or,

seguidores"Cldem:107)a_

a

Mat.t.a,

maier

acabando

Fica

individualizacao

a

com

a

impressao

do

Desf"ile

o

expulsa do acervo simbOlico do povo. par-t.ir dest.e recort.e na int.erpret..ac;3o de

A

que

seus

impasses

nort.eador dest.e

da

analise

est.udo

int.egrando

geradas r-az.&o

de

lOgica

inst.it.uicao

do

cosmologia

event.o

o

com

a

mais

complexidade

De:sf"ile

do e-sse

a

no

pais:;

o

argument-a

desenvolviment.o

o

at..ualizar.

nesse

de

f"ormat.o

0

Uma

aquela

de

com

Br-asil.

cria as fOrmulas

e

Just.ament.e-

dinamica

de o

em

poliment.o

da

acont.eciment.o qualquer•

de

descolada

examinar

o

E

compromet.iment.o

hegemoniza

vivenciada

Opera

individualizado<plat.eia).

homologia

das

pais.

ant.emao

laico

se

t.ecnicas

do

est.Gt.ica,

que

part.indo

no

na

chave para

simbOlico

e

dispor

pUblico

ger•ais.

grupos,

de

Desf"ile

g9ner-o

possibili t.a

0

ident.if"icada

urn

argument.o

urbano-indust..rializaciio

Se

do

moder-nizacao

exibi.;:ao

da

sist.ema

t.ransf"ormacOes

Desenvolvo

que

novas

pr-est.igio,

volt.ado

com

seguir

implement-ada.

armada

t.ambem. t.al perspect.iva. penso. a do

a

part.ir de etu'edos t.odos os anos renovados

cult.o

0

e

de

exponho

hist.oricidade

Carnaval-Espet.aculo.

para

f"est.ivo

a

moderno

ressignif"icados

a

diant.e

conglomerar-se

para ou

em

mecanismos

OS

deambulant.e mont.ado a condic6es

sugest.ivos,

corret.o,

cen3rio

o

de

daqui

est.iver

secret.a

Carnaval

t.em

Robert-o da Mat.t.a, no

no

compasso

de

S&

pelo

conjunt.o

r-eacornodacOes repercuss5es

da

sociedade.

pr-ovocadas

pela

e

processes

nos

r-elacOes sociais. nEtst.a segunda met.ade de seculo. UM NOVO CENTRO: A CIDADE

Em seu est.udo sabre as dados

sob:r-e

t.r-ansf"or-maci5es sugest.i vo

por

"t

~i.nt.omoit.i.co

qua.t

ee vi-

do

no

s&cio-hlst.br-ico,

espet.aculo

apont.ar-

const.it.uidores 7 consumidor

ambi~nt.e

o

o

pais~

encont.ro de

um

a.aai.at.i.ndo o

Deati.te

e

art.iculado est.e-ja.m

quo

peaaoa..

ent.re

amplo

por-

exa.mplo,

ref"eridas a

aqui.

complexidade pot.ent.e

sist.ema

do

umo

sa. 0

dos

int.ernacionalment.e,

a.oompa.nha.dc.a

peta. t.etev\.aao.

114

per-spect.ivas: da ur-baniza.;:ao

ond.;,,

carnavalesco,

mercadorias,

de

t.end2-ncias e

as

dQ.

Est.udo

e

processos

produt.or com

t ot.ografi.a.

e

uma no


int.rigant.e

base

peculiares

em

europ~:Has

e

urbano-indust.rial,

aspect.os,

muit.os

seus

mesmo

possuidora

Vejamos com mais det.alhes a

na

economia

Es:t..ado cent.ral, a

import.acOes, consume com

seja

advent.o

a

soldalda ambos

bases

at.iva

dinam.ica

a

do

hens

modos

simb6licas.

set.or

ao

int.elect.ual

a

na

a

dimensa.o

hens

de

capi t.al ..

de

a

16gica mercado

urn

equipament.os

economia ..

da

de

quais

as

de

E

mercadorias-signos.

veiculacao

sabre

e

de

e

recursos

t.el'ciario

de

cont.udo,

formacao

de

do

urn parque

de

produt..ivos

1940,

consume

e

modernizant.e

subst.it.uic3.o

de

de

dos

acao

int.ermedi<:l.rios

Desde

de

pl'ocesso

espaco e

0

os

t.ransformac5es

t.ornou sede

set.ores

dos

ut.ilizacao

simb6licas

e

mat.eriais

dos

milit.ar.

na

formulac.ao

or~anizar-se-a.

pela

polit..ica

ent..relacament.os

os

conect.andos

sao

sel'vicos.

governo

ot.imizacao

A

nacional.

consolidac;:So

post.eriorment.e

do

sobre

de:fini t.i vas

encabecada

pela

seja

pela e

indust.rializant.e

pelas

pujanca dessa base UT'bana a

duraveis

o

Incindido

t.ot.alidade definida.

brasileira..

incent.i vado

indust.rial

con~eneres

sabre as suas formacOes

favorecida

Sobremaneira

mu1t.o

caract.erist.icas

compa:r-adas

se

nort.e-americanas<1991:102).

de relacionament.os ent.re os ~rupos e

dinamizadas

de

valores.

t.oda

qual

no

as

disp5em

est.rut.ura

Ul'banas assumem o

os

social

cent.ro do

novo

cont.ext.o nacional<Sant.os/1993:27). t.ema

0

da

cult.ura

nacional?

s:ociedade-meJ."'cado

complement.a imperat.ivo

a

e

const.at.ando

formacao

relacionados

no

de lembrado

ou

composicao sejam

que

comunica~a.o

da

de

vai

modelos

compat.iveis,

em

consens:os

t.empor2trios~

expr-ess.So

e

de

des

0

cibernet.ica"

a

da

de

adequacao

pot.encialidade

de

ent.re

os

a

em

serem

que

deve

mas

a que

a

ser

sua lhe

de

simulac£io

de

suport.es

mat.eriais

de

circuit.o

do

ci.be:rn8li.ea." foi loma.da. "'memOria do i.d9i.a profe•sor Rena.t.o Orli.:z, ,.;. i.nlei.ro.menle mi.nho. a. a.propri.o.CCi.o que fQC;o.

115

0

armazenaveis

no

inst.rument.alizacao

•So

pelo

Vislumbra-se

present.e~

in£or-macion.al

se

Ela

est.ar

a

alcance

opera

do

element.os

16gica

passa

amplo

qual

de

engendrada

sociedade.

cont.igSncias

escolha

t.ermos da

as

a

,

que

de

dessa 4

e

a

essa

parcial.

simbolos

ident.it..3..rios

inscreve

se

t.ecnolOgico

respost.a

uma

abst.rat.o

segt.pldO

demandar

aparat.o

0

qualidade

nele

simb61icament.e

dest.errit..orializada.

"memOria

esquecido

porque

ciment.ar

seria

a

espar;:o-t.empo

uma

ent.ao,

Mediant.e

informa.;:.lio,

da

processament.o

desde

como

problem3.t.ica:

seguint.e

jo~o

infla

de

empr8eli.mo


consumo

de

6r-bit.as

univer-saliz8veis,

etnicos,

signos.

raciais,

element.os logo

regionais

do

problemat.izacao argument.acao

Enfim,

nao

ou

doravant.e,

fechados

mesmo

do

Car-naval

simb61icos em

Este

consist.e

premature

a

universes

nacionais.

Rio,

e

porem

capacit.ados

no

circular

em

aut.o-cent.rados

a

tema,

luz

minha

nUcleo

desenvolv&-lo

da

agora.

Trago

antes alguns outros dados. fat.ores

Os elevadas com o

t.axas

de

elencados

acima

cresciment.o

aument.o do

fluxo

veget.at.ivo,

migrat..6rio,

em

aliment.am. a

conjunt.o

expansa.o

do

com

sist.ema

as

urbana

deslocando para ele, no curse de t.res

ctecadas, mais de 30 milhOes de pessoas de urn campo secundarizado ant.e ao

empregos salta

no

dos

periodo. para

18

passada 68% nOs

dos

impact. as

int.erior

do

Com os

80

Iuncionais.

primeiro.

as

em

gerou

eleito,

ent.re

1960

e

1980

:r-epresent.ando

do

Est.e

pais.

sabre

sist.ema

0

socioecon6mica

de

milhOes

populaca.o

urbana

inicio

decada

da

significou

ent.re

social

do

t.rabalho

sobrepOe-se

ao

:r-ural e

met.:r-opolit.anas

simb6lica,

e

a no

di vis§o

urbano

aglome:r-acOes

20

:r-eordenament.o

a

t.oda

de

t..orno

milhOes,

redimensionais

ecologia

dessa

impulse

habit.ant.es

est.1~ut.uras

suas

Cujo

indust..rial.

imperio

t.omam

a

com

as

e no

rS.deas

do

hegemonia

conglomer-ado Rio-Sao Paulo(Faria/Idem:103). dizer-

Vale

a

format.ou

unilicada

segment.ada cara.t.e:r-

em

sua

os

novos

rumos

em

seu

conjunt.o

est.rut.ura

sociabilidades..

das:

principalment.e

ajust.es,

p.arad.igmat.izados

pelos

valor-es

Mais

consumidor-

sis;t..em&

public:::it.;ia-io,

a

do

per-mit.e

que qu&

sub jet.i vidades: Cldem:106),

"meio

isso,

diz,

a

ist.o

&,

uma

esfera

novas

dos

con&~umo

parcelas

aceler-ar

da

"classe

nessa

~rama

de

ca.lcada

ir-r-ompa da

ideais

no

CNidit.o no

ao

mer-cado

campo

das

me:r-cant.ilizar;:ao

dos

colet.iva.

t.ambem

pela

ocupando-se

do

enxerga como o cont.ext.o

no

Ior-mac3.o

delinida

impressionant.es

se:t'vicos

do

ao

0

imprescindivel

o

et..hos

sociais<Idem:105).

comport.ament.os

comunica<;;&o,

sint.onizado

a

dos

das

ampliaca.o

e

sofre

de

Sant.os<1993)

necess3z.io

Faria,

br-asileir-a

complexa

di versilicada,

comar-.:::ial

t.ecnico-cient.iiico¡¡ Ioi

ainda

hedonist.as

isso,

pela sociedade

desigualdades

redelinicao

hist.6ria da urbanizacao brasileira, o

do

mas

pe:r-sonagem

modos de experiencia individual e Milt.on

t.omados

de

obser-va

com

Ul"bana-indust.rial. e

p:r-enhe

consumidor-a'',

ur-bana

media

que

do

que

chaJna.

periodo

na

moment.o de expansao

geopoli t.ico

compet.encia

116

mesmo

de

baseada

nacional.

uma nos

Para

"t.ecnoesfera'', c:r-it.&rios

da


engrenagens

int.erligando

regular

mundial. At.ribui

a

pais.

do

por

movida

o

mais uma vez, a mediador

circular

nacional

a

vet.or

do

uma

e

assegura,

ao

mesmo

racionalizant.e

da

rede

de

capaz

de

bases

em

esc ala

t.empo,

e,

ist.o

grau

das

capit.alist.a

objet.o,

a

por

alt.o

independent.e

emersao,

discurso

urn

fazem

socializacao

import..3.ncia

para

inst.rument.alizam

Est.a esfera,

t.errit.6rio

0

mesma

as

por

mobilizada

t.ecnol6gica,

que

uma homologia ent.re essa e

const.ruindo

elo

e

analit.icas

e

volt.ada

usa,

seu

agent.es

int.ercambiada

mas

out.ra esf'era

de

espac;:o

econontia

a

r-egionais,

do

o

eficiencia

da

especializadas

de informac;Oes

numerico canais

e

cient.ifica

racionalidade

do

de

seu

vont.ade

uma

desejo,

individual .. consume. E

est.rut.ura social do

inst.3ncia da cult.ura mode:rna surge em sua conclus3o como

de

as

ambas

esieras<Idem:45-7,.

ver

t.ambem

Sodr8/1983:63

a

70 e Cost.a/1986:22-3 e 138-55-80). A est.at.ut.o

problem3.t.ica sociedade

da

de

consume> Nos

Baudrillard(1979:78).

por

3

vincula-se

conio:rmacao

denominado

necessidade sao per-passados desde o t.roca

e

mercant.il

espirit.ualizam

simult.anea:ment.e

t.ambem

suas

vias

no

de

uso

a

e

pela 16gica do esquema da

individual

segment.adores A

est.abelece

que

legit.imos

obedece

assim

sociedade,

da

art.iculadoras.

mercadol6gico

nicho

nesse

at.ivada

vida

valor

sociais

conformidade"

de

significados

dos

escolha

A

de

est.ilos

dos

param.et.ros

objet.os.

OS

at.ores

"ideal

0

seu int.imo

hierarquia

da

de

t.ermos,

seus

dos

t.em3.t.ica

do

aos

porem consume

out.ras

organizac;:.iio e express.ao da cult.ura. A

do

par

dest.e capit.ulo do

popular

aludida

do

nessas

novas

pelos

processo

int.rigant.e"

sociabilidades sociol6gico condic;:Oes,

a

0

ser

'

impact.o

invest.igado.

art.iculac;:.Qo

ent.re

ressignif"icados,

simb61icos fundament.al nao t.ant.o

e

a

aos

int.eresses

celebra~ao

moderno

sist.e:ma

coloca,

e

no da

0

no

nivel

da

socioeconOmica

Brasil.

cult.ura,

socializacao rast.ro

a

caso

do

e

mit..o

est.udo.

Pois

lunda

Just.ament.e

OS

seguido

do

a

.&

da,

com

a

como

ent.re

como o

ao

par-que

ajust.es

rit.o

fest.a

cultural,

brasileiro

inst.it.uicOes

.

e

con jug ados

capit.alist.a

ser-

agent.es

de

r-eordenacao da cat.egoria

urbano-indust.rial

novas

dest.e

a

pano

o

modernizac;:iio,

de

ingredient.es

do

descrit.o,

circunst.ancias

civilizador

caract.erizacao

"complexo e

macroest.rut.ural

base para os seguint.es -

promovida

oxigenadas avanc;:o

e

horizont.e

as

nexo ness.as

elementos

car-navalesco,

concat.ena,

agora,

au reposic3.o da memOria de urn grupo rest.rit.o: seu

H7


e

horizont.e resolvido

present.e

0

por

uma

da

sociedade

especializacao

na

0

qual

iuncional

das

t.ema

da

prat.icas

recreacao

e

dos

e

sent.idos

nela produzidos<Canclini/1983).

i: dest.a perspct.iva Desiile

pelo

alcancado

mesmo

e

nacionais

a

ent.ender

no

se vai prescrut.ar-

que

Escolas

das

ext.er-ior.

coniormac3o

Ou

de

Samba

melhor,

event.o

do

como

com

inst.it.ucionalizacao inst.3.ncia,

U.lt.ima

Em

ampliados.

a

espet.acularizac3o

e

publicado

1975

sabre

ja

visivel

a

em

cornbinacao

t.ravado

cult.urais,

indUst.rias

profissionalizadas, burguesia

da

e

al9m

cada

vez

da

ent.re

dando

as

Escolas

0

de

diagn6st.ico

inscl'eve

ent.re

aut.o-suiicient.e,

enxergil-lo

no

qual

no

MOnica

do

da

e

de

Rect..or

qual, da

produt.o

de

uma

realidade

t.rat.a-se.

ambient.adas

cult. ural processo

A

as

e

lazer

"ao

em

da

observa

no

realidade

urn

ao

art.igo

espet.aculo"

relacOes

t.odo

de

cult.urais

urn

de

plat.eias;

bern

insere.

se

do

ien6meno

de

o

respeit.o

curse

t.ornando-se o

ser

bens

a

prest.am-se

interior

ressemant.izador

mas

No

cult.ural

exposic8.o

consurno

e

circulacao

produc3o

de

debat.e

plano

Samba

urbanas,

conferindo

mercado,

de

media

disjuncao

mais..

urn

de

a

ent.ret.eniment.o.

de

"monwnent..alidade

cont.a

passa

mercado

semiot.icist..a

a

a

urn

t.ermos

em

geral da sociedade,

mais

I"ealidade.

out.ra

cariocas,

:funcao

prOprio

0

Desfile,

classe

consumo"<Idem:119). par-a

o

em

de

''sucesso''

assinalado

objet.ivo

0

Tomando-o t.ambem como t.erm6met.ro do ajust.e cont.racen3-lo

o

urn

de

plat.eia

e no

valor

produc3o, des de

aucliencia-pagant.e.

Os classiiicac;:a.o Dest.a 6t.ica, problema da

nat.ivas as

no

inst.it..ucional

cur-so do plat.tHa

com

pUblico

a

ÂŁ&st.e-jo do

no

publicit.a:t-ias nova

e

Est.ado

it..em post.erior

em

ensinam

coerent.es

ÂŁrases

e:nirent.ado

part.icipa~;.Eio

nival

nos

ant.rop6logos

ab'2rdo a

pagant.e,

bojo

dos

cit.adas

sit.uacao

p,;.:ropassada ou

considerar

a

no

a

just.ament.e o

carioca:

a

cot.ejando ent.re

UMA IMAGEM DE CARTAO POSTAL

a

quest.ao seja

no

cult.u:roais.

No

t.ransf'ormacao

da

produt..or,;.s

como fio condut.or.

118

sugerem

de

cult.urais.

t.ema da aucli&ncia,

dos

relac3o

cat.egorias

sist.emas

Carnaval

pelo

quest.So,

t.omando

ant.es,

do

nivel

seus

as

Carnaval

e

t.urismo


A

discussao

decididament..e cult.urais Botu"dieu porem

a

sabre

presenc;:a

produzidos ocupam

a

o do

para

assim

Carnaval-Espet.aculo Desfile

pllblicos lugar

urn

cont.ext.ualizac;:.ao

no

de

Carnaval

ampliados.

import.ant.e

espac;:o

carioca

As

no

a

campo

brasileiro

incluir

dos

hens

de

elaborac5es

const.ruc.ao

na

social

passa

do

Pierre

argument.o,

impOe

ressalvas

si~nificat.ivas.

linhas

Em respeit.o a

a

gerais,

est.rut.urac.ao de

da

aut.onomizac8o de

hens simb61icos.

0

t.odo

o

circuit.o

mecanismos de

pert.in&ncia<Idem:99). submet.er esse

a

esquema

do

aut.o:r-es

campo 0

a

jo3

cult.ura subent.ende

circulaca.o

elas

e

consume

no

os

caract.erizada,

oposic.9.o

percalcos

e

brasileiro

e

em

a

dest.it.ui-se

observaram

conside:r¡ado

do

de

qual esferas

aut.o-legislarem;

se

ext..erior

cult.ural

mot.ivo

primordial

desempenho

da

a

vist.a mais amplo est.a embut.ido no

poder

aut.onomizae-.§.o em uma sociedade pelo

produc.ao,

unicament.e

Alguns

analit.ico.

especifico

Bourdieu(1992)

legit.imidade pr6prios const.it.uem-se

qualquer

realidade

Pierre

de

desencat.ament.o da sociedade,

Cabendo

de

int.erferencia

de

de urn pont.o de

que

out.ras.

as

umas

mercado

urn

concert.o de urn processo de gozando de

t.eorizac §.o

de

se

lat.ino-americano

just.ament.e

quant.o

de

a

o

t.ema

a da

sua modernizac.ao.

e

Est.ado<Canclini/1990

Vejamos em que med.1da t.ais considerecOes ressoam sabre o

Ort.iz/1994).

processo est.udado

nest.a dissert.ac.ao. No do

Brasil

ordenament.o

nao

execut.ivo,

poder

socioeconOmica.s 0

o

Est.ado foi

na

sociedade,

da

expans.ao

o

com

de

efet.iva

seja

0

do

advent.o

0

reforcou

ins:erdio

do

em na

pais

'

com o

dit.adur-aCCout.inho/1982).

conjunt.o capit.al

burocrSt.ica naciona.l em

imP,Os

a

e

seja

dos

ordem

capit.alist.a

ist.o,

o

diversos

necessidade

de

Est.ado cujos

niveis;

int.egrar

consume.

119

a

agent.e

:rast.:ro

do

passou

do

part.icipa.;:3.o: p6s-II

empreendido a

Guerr-a anos

abrigar

>..una

da

como

a

nos

deit.a:ram-se

increment.o sociedade

p:r-3t.ica.s:

como

no

est.a

membr-os o

as

desenvolviment.o

0

mundial

modernizant.e

t.ecnocr-.at.ica

seus

inedit.as

relacOes

t.ransformacOes

das

milit.ares,

ent.ao

supremacia

das

diret.ament.e

governos

empenho

t.ot.al

jogo

planejando

bases

Pa:r-a

no

t.rint.a,

agindo

e

com

juridic.ament.e

os anos

produzindo

capi t.alist.a,

1964,

parafernalia

r-egulament.ar-

est.imulando-as,

cont.ou definit.ivament.e da

de

cent.ral,

int.erferiu

mot.or, sobret.udo ap6s

econOmicoCianni/1971). golpe

apenas

int.uit.o

o

politico

sabre

acumuJ.a.;:ao me:r-cado

de


infraest.rut.ura(viMia~

A mont.agoem da e

inst.alaciies

indust.riais

A t.essit.ura port.ant.o de

de

base),

a

cargo

ener"et.ica, de comunicac;Oes do

polit.ico seu art.ifice-rnor. E no int.erior

a

e

sob:r-e

no

moder-nizacao

a

hornolo~ia

uma 0

soldada

es:forco

cult.lU"al

hist.6rica da

fort.alecirnent.o

de

ent.re

o

do

avanco

do

e

caract..er-izada

pelo

de

hens

aspect.o

Est.ado aut.orit.ario no set.or est.a combinada

de

est.irnulo

e

ampla

g-arna

uma

mercadol6gicos. convers.&o paroa na

de Os

iniciat.ivas simbolos

hens de

em

cult..ural

est.eira e

sao

Empresa

a

int.er-essa -

em

est.l"ut.uras

volt.adas

sยงio

uso,

met.amorfosear-se

esf"era

das

ao

rnedidos

soment.e

principalment..e

mas

mercadorias.

criadas.

Dest.e

Ent..re

Bra:sileira

de

Iormado no ana seguint.e o

em

modo ..

Tur-ismo

e

aparece

post.ura

objet.ivos

capacidade

a

de

disponbilidade inst.it.uicOes

mais

que

o

1966.

em

a

com

diversas

e

est.as

no

privilegia

pela

ralacao

com

Est.a

ent.ret.eniment.o

nยงio

mat.erial

rnesma

capit.alist.as.

que

encont.r-a

simb6licos

a

no

est.udo

censor-repressive,

presenca do

gel'enciament.o

No

Or-t..iz(1988)

indust..rializacยงo

mercado

t.eve

cont.ext.o

econ8mico.

Renat..o

da

n6s

mesrno

desenvolvirnent.o

sociedade,

na

produc3.o

Embora

pais<Idem:114).

redirnensionada.

urn sOlido rnercado capit.alist.a ent.re

.am.bit.o do cult.ura

e

Est.ado,

Na

nos

rnesma

Sist.ema Nacional de Turismo e

ocor-:re

o I Encont.ro O:f"icial de Turismo Nacional. Est..es t.lll"'ist.icas~

Ao

novas

at.e

discut.irem

Gela:s La.je

e

element..os:

ent.ยงio

pouco

t.urismo

o

Paulo

v9rn

consider-adas

como

cesar-

pr-eencher-

campo

de

Milone(1991)

pelo

poder

r-elacOes

most.ram

f"lan.co

urn

nas:

at.ividades

pUblico

b:rasilei:ro.

econ6micas,

como

a

Feira

Beat.riz

H.

Int.e:rnacional

do Rio de janeiro em comemoracยงio aos cern anos da Independi!ncia, em 1922, relaclio ent.:re Est.ado e

pode ser t.omado como marco da De:s:de

ent.ao~

junt.a.ment.e

a

r-ecS.m-f"lll'lda.da Associac3o Bra:silei:ra

ABT, de pais Touring- Club do

Brasil,

o:r-ganizado(Jdern~20).

viagens: p:r-imair-a&

Cili""da101

da

t.urismo

UniAo

0

urn esquema de

hot.Sis e

no Brasil. de

Turismo

ag-encias

ABT

qu~

Int.liJ:r-nacion.al

doit

de das

Or-ganiz,g,c&.o

doit

Assunt.ol!iil

Tur-io:at.ioog, :f'und..._cU;._ g.m 1024.

'

Apesar do impulse inicial, a at.enc3o,

rnui t.o

dit.adura

de

dedicadas p:rimei:r-a Joandre

a

Vargas, 3:%-ea

f'undada Ant..Onio

ainda

no

aparecam

as

embora

t.urist.ica just.ament.e

Fel'l'az{1992),

os na

verdade inicio

que o

dos

primeiras

apenas

t.rint.a,

inst.it.uicOes

capit.al em

set.or recebeu

anos

depal"t.ament.os

ent.a.o

120

e

1938

e

federal,

pouca

durant.e

g-overnament.ais

comdssOes(sendo em

aparecem

a

1932>.

algumas

a

Seg-undo norrnas


le;ais visando dar

a

rest.rit.o

obrigat..or-iedade

~overno

ao

para

diz

Fer-r-az,

e

Imprensa porem suas

est.a

ern

dividia

o

Minist.er-io

da

Ainda

e

inst.i t.uida

diret.ament.e at.o

nacional

t.urismo.

"E

de

Comercio

sua

da

de

nat.urais

do

plane jar,

para

isso

a

Ferr-az

germe

de

urna

dir-eit.o

econ6mico

planejament.o

t.urist.ico

no

cult.urais.

e

mero

Juscelino

RepUblica. 0

das

Combr-at.ur,

est.ando

fundac.iio

modelo

0

de

pret.endia-se

embri.9.o

de

mui t.as

Turismo

Presidencia

Em

Turismo,

permanecia

set.or..

expresso

hens

dos

o

de

o

concebendo

disciplina

na

cent.rado

a

subordinada

de

gover-no

fiscalizar:

desenvolver

juridico-posit.ivo de

e

Est.a.do

Brasileira

de

quest.ao.

Divis.§.o

1958,

Comissao

en£im..

Brasil,

no

t.urist.ico

a

muit.o

Combrat.ur

no

em

do

a

da

quando

Depart.ament.o

0

bojo

aut.orizacao

just.if"ica

ocupado

IndUstria

papel

o

Apenas

gerenciar~

polit.ica

assim,

se

inst.aura seu

obst..ant.e t.er se pedir

de

imposicao

1.915

t.raz

nao

viagem

Imi~racao

qual

com

agent.es,

de

A

o

organizar,

const.at.a

passagens.

Decr-et.o- Lei

0

prop6sit.o

0

agencias

Depart.ament.o de

fiscalizador(Idem:3Q-1).

com

acao dos

Propaganda,

at.ribuic;:Oes.

Kubi t.schek,

das

vender

sabemos que est..ava o 1939,

a

reg-ularidade

apoio

producao e no incent.ivo ao consurno"<Idern:34). Porde

meio

o

surge

1961,

da reorganizac3o Departament.o t. ur-isrno

do

compr-eensao

do

Minist.6rio

Nacional

como

de

da

IndUstria

Turismo.

atividade

que

0

o

mesmo

principia

que

econ6mica

uma ordem capit..alist.a nacional aut.orpar

do

at.o no

c:r-it.&rio

a

se

qual

mont..agem

est.abelece os objet.ivos a 0

papal

nao

planes,

soment.e

responsabilidade

pelo

a

polit.ica

inf"raest.rut.ura

e

Decret.o-Lei 55 nacional

est.at.al

de

mas

pr-ojet.os.

est.udo, do

de

Fora

mercado

foment.ar t.ambem

t.urist.ico

o governo

a

plano

de

1966,

t.urismo .•

para

o

set.or

o

e

se

Embrat.ur coube at.ribuida

!he

como

de

t.endo

financiament.o

o

a

especifica,

cult.ura no

se:r-ern alcanr;ados. Com efeit.o,

disciplinador e

prograrnas

conceit.ua da

edic;:ao do

na

a

organizar-

Comer-cio

evidencia

t.ransformando em hens t.udo quant.o a ele se vinaulasse. Porem Castelo Br-anco

e

sist.erna.

E

de

a

ainda

pr-omover- at.ividades e f'iscalizaz- as agent.es do ramoCidem:38). 0

polit.ica

t.ext.o

est.at.al

normas, quando

de

Decret.o-Lei

implement.ada. ar-t.iculadas

"desenvolviment.o f'ont.e

do

renda

do

deixava Pais

pelo

t.urismo",

nacional··.

o

pat.ent.e conjunt.o

planejament.o de como

No

iniorma

decorrer

121

o dos

o

conceit.o

das

t.odos t.ext.o, anos

suas os

nort.eador

da

diret.rizes

e

seus

niveis ao

equaciona-o

"como

seguint.e:s,

novo:s


instrumentos t.UI'ist.ico. conceit.o

juridicos

Int.eressa

viajant.es

a

1989.

par

capit.alist.a

reconbeciment.o

Ele

de

as

pa!lt.lca

de

a

que

do

:r-ealizac;:Oes

ent.ra no

compreendel'

a

Est. ado

no

set.or

par

est.e b reve

orient.adas

~ac amos ,.

t. .. -,·sma • <.LO-"

em

int.ernacional.

t.urist.ica

ajuda-nos

int.ervem;ao

a

hor-a

moviment.o

do

classe

da

ampliarn

an t. es

t.ermos

Brasil ent.:r-e

crescent.e

urn

nUmericos, os

anos

import..Stncia

de

de

1960

est.rat.egica

do set.or no conjunt.o da economia nacional: Se const.ant.e

em

1964

ent.raram

at.B

1967

em

no

ano

de

mais

a

seg-uint.e, 35%

Ana

1989.

apenas o

1972

quando

nUmero

mil.

450

A

Rio

o

de

a

1972,

d6lares.

de

Riot.ur,

met.r6pole colocava

Por

a

Bl"'asil

da

para

o

os

aument.o do f"luxo desses visi t.ant.es Pal"'a isso. a

do Est.ado em est.imul.ar- o

set.or.

algo

bilhOes

em

t.o:r-no

sessent.a.

mant.em

invest.isse mais Guanab.ara padr3o

do

const.:ruidoo;;z. da

c}agQo

como

A

Rio,

fQiXQ

t.u.r-i10rt.ica

Mer-idiem,

&la

pOlo de

os

201

at.ingi:ra

lit.or-.§.noQ implant.ado,

em da

tOBO~

Or-loliil

d.-nt.roo

Ot.hon,

13

S:ul

do

det.em

ar-ea.

da.do&

foro.m

a. nos d.

num9r-i.coe

roeol h-i.dos i.P?O

nos

sobr~

o.

Bolet.-i.ns

do

0

no

sai

dos

Desde de

de

set.or.

A

quar-t..os

470

.Qbr-iga oQ

o

do

t.ur-i.st.cw

""

Embra.lur.

comploMo

gr-upo.o;;r

primazia.

1972.

Todo

mil

1969,

a

quem

Est.ado

de

citra.

no

bilhOes

75

de

2

para

50%

ent.&o

dos

neJe

d9cada

mil

Anua.i.&

122

Turismo

da

ern

ent.ra.da.

a. .t.PPJ..

de

"maior-

visi t.ados

milhOes

t.urist.ico empref:aVa 64 mil 362 pessoas, em 1973, e

•Oa

a

em

"

1975.

na

qUA..! a

cidade

criada

era

final

salt.ou

602

897

do Egit.o .

of"erecidos

invest.iment.o

bilhOes

'

Sherat.on e

no

em

moment.o .•

a

rnais

conceder- isenc.ao Iiscal

naquele

pais

769.,

e

como

e

esf"era lede:r-al invest.e

hot.9is

empreendiment.os

maier

par-a

mil

17

em

417%

do

1968

aos

de

mil

acornpanhado pelo empenho

cruzeiros~

de

apart.ament.os

polit.ica de

const.it..uia o

de

especif"ico

a

de

cambial

milhOes

de

chega

e

1970..

Embr-at.ur

dais

nllmero

0

em

294.

de

e

402

Mundial

paises

No

763.

urn saldo de 16

Rio

Organizacao

mil

set.or,

do

planet.a. Abaixo apenas da Espanha, dos Est.ados Unidos e 0

333

mant.eve-se

divulgar-:

ent.re

pais

milhao

1

municipal

f"azia

lugar

no

400 mil em 1989 e

America Latina". A quar-t.o

em

at.inge

Janeiro

empresa

ent.usi.a.smadament..e

t.urist.ica o

isso

t.UI'ist.as

subira

cifra

m.ais visit.ada por 50% desses t.lll'ist..as milhOes

mil

125

No de

911

caso hot.Q.is:

hot.oloir-o

t.r-aTUilnacionaiiil,

o

conglomerado

soma 365 mil empre;os

\.nvest.\.ment.os A

pesqu-i.sa

no cobr-i.u

set.or os


6

no ano de 1989 . Out.ro indice import.ant.e da expansao do set.or- de

e

e part.icularment.e na cidade~

t.urismo no

o aurnent.o das empresas ligadas ao ramo de

nUmero de agencias de viagens e

prest.aca.o de servic;:o. 0

pais

t.urismo consist.e

no t.ermOmet.ro da ampliacao no set.or. Porque em 1967 eram apenas 134, das quais 6

eram t'iliais.

para

subiram . 7. f" 1'li al.S

perfil

Para

do

dessas

Em 1972,

51.

Ern

em

1994

viajant.e

1989

que

da

emprego~

font.e

de

para

12

mil

de

t.ransport.e

guias

de

urn

830

1.684.

.a_

Chega

principal

empresas

const.avam

at.ingir

empresas<Relat.6rio

os

haviam ent.3.o

agencias,.

89%

com

t.urist.ico

e

As

exist.ent.es 62

da

182

de

ao

servic;:os

con:s:t.it.uem

Onde

ox-g.aniz.a~ao

de

as

OS

classe

Rio.

Hliais

consonilncia

ag&ncias

no

as

incluindo

ut.ilizam

hot.eis

123

e

217

ern

deles

RiOt.ur/1988:07).

t.urismo

de

Cresciment.o

cidade:

junt.o

t.ot.al

a

t.urist.ica, t.ambem

event.os

36

est.ao

inst.alada.s.

t.J.~oux...

no

recUT"sos

m..Uores passou

pais)

a

para

o

set.or

com

o

primei:ro

cont.ar

capacidade para os grandes boing.s: e do

empresas aereas operam no set.or apenas 4 sao

Em Em

1970,

indicando

nac1.ona.~s

a

rala~ao

o

desembarcado

na

semana

e

do

620

pelo

pais

naquele

da

Carnaval

t.urist.as

de

.aa:rovi.S.:rio

com

jat.o, pont.a de lanca

passageiros.

At.ualrnent.e

42

Galeao,

ent..re

as

os

dados:

cont. em urn

t.raco

peculiar-.

Embrat.ur-

t.rQZ

lii'Qc;:Qo

Qgp..,.ci.al

daquelQ

ano

est.rangeiros.

UJn.lilo

na

ano.

Ent..ret.ant.o,

dest.es,

Guanabara..

Esses

comparados aos 324 mil e

par-ecer inexpressi vos quando passar-am

est.abelecimant.o

int.ernacional do

carioca,

est.at.ist.ico

mil

8

cidade(pioneirament.e

quais

.

capi t.al

Anu.G.rio

que,

B

A

out.ros a.vi5es a

t.ransport.es

de

mundial

comercio

t.urist.ico.

nU.meros

303

109.363

haviam podem

visi t.ant.es est.iveram

que na

,,.,., . 7

.l969-73-PO-P4 Embro.tur de retCll6ri.o nU.merb de Clg.S.no;i.a.s de e turi.smo om sao d.:ts: 94.1Cs&ndo 25 fi.t\.o.i.G) Pcwlo z' 707{da.s quais 3ZZ H>92. Tai.e da.dos 00 aoo de i.rnport.ant.es, fi.ti.a.i.a> o;onsi..d<il'rClndo que PGUl.O 50H mo.i.a do doe t.uri.et.Q.e do dorn&eli.eo• Eeto.do qu• esta.o 00 Dura.nt.e .l'Clne-\.ro. o o;CU'na.vo.l de .1995, R\.o de 270 0 v\.s\.t.g.m um uni.v&rso de !500 mi.l. A reLevQ.no;i.o. do dentr•o de nU.mero de fi.l.i.a.i.s mi.l jusot..:tmenle de vi.o.gens eet6. li.ga.do. ~ ex:pa.n~;;6.o no.ci..onal das agenci.a.s

Fonte: Ne.alo

Anu6.ri.os peri.odo, mesmo om :lP6C-, BCU.,

0

sao

"""

i.nt.ernaci.onal do fl.uxo

Fonle:Depg.rt.a.menlo de-

desses

vi.o.janles.

Avi.o.c;a.o Ci.vi..l.

123


Guanabara

:s6

no

essa sazonalidade

end6genas

primado

assumido

a

po!it.ica

fat.ores, no

j3.

conii~;urado

de

Janeiro

as

enfim

eficient.e.

Haja

at.ividade para

at.encao se

fazem

como

qual

o

vis:t.o

que

o

divulgacao

quais

das

e

da

nos

o

desses

Aralijo(1987),

de

post.al

Samba saiu

da

e

cidade,

comunicat.ivament.e

anos

cidade

HQ

calibrando

alguns

Hiran

a

explicar

vao

se

signa

ainda

Cat:>naval

para

EscoJas

cart.ao

cult. ural

It.amarat.i.. do

ali

document.o

int.ensidade.

t.al

I"epet.ir

Des:Cile

e

pelo

rapidament.e

para

int.ernacionaJ

mel"cadoria

as

Pincelo

desembocar,

espet.a.culo

por

experimentadas

set.or.

do

dedicada

just.ifica

t.urist.ica,

o

t.endencias"

de

A

circunst.ancias

pela

como

t.rabalho

Rio

eles

de

do urn

verao.

nacional

que

"caldeir.3o

do

no

razOes com

periodo

no

:s:ess:ent.a,

ext.erior,

inicia

t.rabalho

int..ensificado na decada seguint.e. As bast.ant.e

condicOes

diminuindo Jugar

da

busca

drast.ica

reducao

de

Janeiro

para

0

principal

font.e

de

sua cidade

de

paulist.a t..empo,

no

o

a

grande

antigo

t.ant.o no

concer-t.o

alt.e:r-nat.ivas

como 0

pais

do

his:t.oriador para

os:

ocorreu

Jose

Murilo

em.penhados no

moment.o

de

cart.Oes

post.ais, que

a

"cidade

Redent.or,

e

visibUidade

no

uma

'

comecam a

dado

A

do

nos

Mo:r-ro

l1gac8o de bondinho ent.r-e o dest.aque

a

do

parque

para

o

federal

mercado

!he

enseada

de

deixar

"Cidade

poet.isa

cam

a

doacao anos do

pela

t.rint.a

mais

cida.de,

da

pont.o

t.arde

uma

idilizado Cont.a

o

Rio

jU.bilos

do

diversos: o

0

do

inicio

olha.ndo

Morro

de

maiores

ma:c-,

grupos

£at..o vao

es:t.3.t.ua

cs

incorparar do

Crist.o

est.rat.€-gico

conjunt.ament.e

Ba:i.rr-o da U:r-ca ao

124

no

palos

no

Coi"'covado,

Bot.af"ogo,

dos

Franca

mesmo

not.oriedade

ambient.e

as anos dez,

surg:ir desde

Ao

heranca

o

urn

£ranee-sa.

imagem da

industrial

Maravilhosa''.

cidade,

Apr-opr-iad:;:,.

a

a

rest.aurant.es.

e

ser eJaborada

da

uma

do

mot.iva

int.erno.

conf"irira

que

prest.ado

:redef"inic3.o

A

consolidacao

Ca:r-valho{19B4)

quando

fixacao

alt.o

ent.3.o.

cult.ural.

afamada

maravilhosa".

sua

at.e

e

remodeJac.Elo

na

sao

pais (Singer/19B7 :143-4),

socioeconOmico

da

passa a

con£undiarn-s:e

frase

renda

merveilleuxl''.

ville

o)('c::!amou:"Le

do

de services de bares e

j.3

a

sessent.a

administ.rat.ivos

int.ernacionalment.e > al9m de

Janeiro,

de

para

rest.ant.e

capital

mat.9ria-prima que

de

Rio

decada

services

produt.ivo

de

da

do

dos

medida

pOlo

st.at.us

como

lintiar

mundial

razoaveJ est.rut.ura hot.eleira e A

no

uma

Rio

pelo

cidade

t.ransf"erencia

A

diflceis.

significou

da

ao

pela

inicio

da

do P3.o-de-Ac;:Ucar-, ao

somados

as

praias

de


Copacabana

aos

e

de

Ipanema, balneario

do

olhos

t.odos

ajudal"arn

tropical,

a

mont.ar

celebrado

o

cen6trio

ir-r-esist.ivel

int..ernacionalment.e

nas

canc5es de Tom Jobim. Mas

a

imagem

compr-eende

signico-visual,

inscr-it.o

na

t.ambern

algo

urbana~

paisagem

a

e

exper-iment.a

conhecer,

a

e

apreender

cen3.rio

e

"idS.ia"

o

Rio

de

Janeiro,

de

t.ant.o

no

pais

a

e

posicS.o

f'uncS.o

cidade

"cidade

quant.o

a

maneira

sobl'e

define-se

0

De

mesmo

respei t..o de

se

deixa

ent.l'e

o

inst.i t.ucionaliza t.urist.ico

locus

modo

est.rut.ura

localment.e

ao

conUbio

ma:r-avilhosa"

na

con:st.rut.o

como

ele,

int.er-nacional.

readimensiona

mundiais.

cult. ural

sociedade faz a

e

conheciment.os

de

definit.ivament.e abrangS.ncia

mesma

do

consist.e

represent.ar-<Durkheim/1993:170).

e:st.oque

0

dela

alS.rn

imagern

t.empo em urn conjunt.o de represent.ac;:Oes que a si

out.ro

implicit.o,

a

socioeconOmica

a

divisao

social

do

t.r-abalho. raciocinio

0 seguint.e

p:r-opost.a:

o

desenvolvido

doravant.e

organiza-se

conjunt.o

at.i vidades

vinculadas

ent.ret.eniment.o

art.iculadas

quais,

carnavalesca

Par-a

a

lelia

ÂŁalar

sent.ido

como

Weber,

suas

das

relacionament.os

t.ece

set.ores

"cidade

idS.ia

a o

Ist.o

envolvidos

aut.Onomo

lazer

as

represent.acOes. t.em

bases

as

nest.e

o

dos

conglomer-ado

pOe

cujos

ao

&

ent.re

inst.it.uicao

que

prOprio.

cult.urais

3quelas

encorpam

pela

ao

maravilhosa"

agrilhoado que

dele

relat.i vament.e

corpo

urn

logo,

agent.es

condicionado

sociais dos

ent.idade est.ara

os

ac5es

profissionalizar;3o

na

de

da

p6lo

e

forma,

desempenhos

sera.o

:r-efe:r-enciado.s pelo cosmopolit.ismo da export.a.;:.Eio cult..u.l'al. A

quest.ao

capazes

mas

cid.ade

unive:r-saliza.vel. un1a

da:s met..a do

"voca.;:3o"

da

p:r-incipalment.e Marina

Rio.

brasileira~

pelos

As

ut.ilizac3.o

de

concat.ena-la Car-los

Lacerda,

t.ais

recursos

em

urn

iniciado

seu p:r-ojet.o "Novo Rio", incent.ivar o o

cidade com

ao

l"eorient.ar;ao~

a

de

gover-no

GlOria

da

encomendado

do

0

e

post.a

que

const.~~r;3.o

a

da

e

t.urismo.

elaboradas

no

refo:r-ma

cal<;:ada.o do

Burle

privilegiar-

represent.ar;Oes

int.elect.uais

do

implant.aca.o

pai.sagist.a vai

A

o

cenQrio

ufanicas

Inst.i t.ut.o

posit.ivist.as

Parque

da

125

a

do

respeit.o

Hist.6rico

e do

como

que se t.ornara

de

da

Orla.

do

de

mar-

das

da

Flamengo, dessa

e

mont.anha

da

paisagem

Geografico s9culo,

uma Sul,

Copacabana,

At.er:r-o

il

diria,

t.em

emblernSt.ico.s

t.ropical

virada

1960,

em

praia

sao

Max,

pat..amar,

paisagist.ica

da

int.risecos

Nacional,

pa:s:sam

de


a

const.ruc:;:Oes ideolOgicas Ja

o

pl'imeiro

imagem concret.izada na fisionomia da cidade. plano-diret.or

Ant.Onio Pr-ado JUnior no final frances

Donat.-Alf:r-ed

Agache

do

Rio,

dos anos de int.roduz

a

no

curso

1920, encomendado

id€-ia

de

explor-ar

cidade como paisagem post.aL No ent.ant.o ser.Qo os Le

Corbusier

Quando

a

sob:r-evoou

apr-oximou

as

para

base

o

Rio

curvas

mont.agem

dai

e

riscou

rnont.anhas

das

do

administ.ra~ao

da

idilico

aspect..os

daquelas

a

ensaios

cena.rio

da

ao al'quit..et.o aparencia

da

urbanist.icos

de

t.ropical

cidade,

inspiradas

o

car-ioca.

arquit.et.o

nos

corpos

de

negros. A ascensao de alguns de seus

discipulos aos post.os de comando do

Est.ado,

cr-iou

apOs

pr-ojet.os 1940 a Sul

a

de

Revolucao

Baia

de

infra-est.rut.ura carUio post..al

9

espet.acularizant.e .•

element.os

desde

diagrama-os

e

complexes

ao lonco

do

com

pela

brilho glamour-oso da

d€-cadas

de

lit.or.3nea de

emoldurar-

urn

mesmo

urn de

det.erminados

deslumbre, para

£est.a

da Orla

dot.3-la

iniciat.i vas

do

os

f"aixa

e

disposic.§.o

que

parcelas

para

grama.t.ica

a

para

das

Nest.a

hot.eleiros

essas

responsi:lvel

compat.iveis

no format.o

s6lidos

invest.iment.os

t.odas

permeia

post..ulado

que

corpo

nUcleo(1991:11-7).

ab:r-igar

de

que

0

.

como

esf"orcos

capaz

t.omasse

alicerces

imagem da enseada de Bot.afogo e

Guanabara,

concent.I'ados

sao

Trint.a,

r-eforma paisagist.ica

de 1970. t.endo a

da

de

o

a

qual

f"ascinio

de

individuoSOI.

verao gradualment.e ascende

0

Rio

de

vibr-ant.e

alegre, idilica

da

bin6mio

0

Janeir-o.

flora,

"quent.e''

e

relacionada

encaminhadas ex6t.icoi.

Pa:z-a

~ugeatl.vo

ei.da.d.a,

sol

usar-

a

no

Jato

o. ,....sp&lto o d .....de oe o.noe

do

£eit.o povo

uma

a

de de

qu.arento.,

Ur.i.doD

r.o

eorpo

d...

um

de

principal est.acao do

signa

sensualidade

Buarque

o

de

.

•A nos

rna. is

personalidade

Rio

exuber.3ncia dos

nat.ivos

com

cenZtrio

Holanda,

fixa-se

a

,..,.pl"&l!>&ntQ.t;:O•.,. de· .... p,.,<;:o fi.sLeo em aeu bojo o el .. nco d .. e-Q.r\.ooc.. Em

••

do Rio d• Ja.nei.!'o, • E.~:~ta.doa . ' ci.dade compOem a. po.lea.gem geogr-Q!i.ca. desta.ca.da.. turi.st\.co& do. mQ.pa.

da

colorida

A

ident.ilicar

a.lguma.e t.r-a.zerem

di.vutga.

,.,

carioca.

pr-et.ensa

Sergio

no

eH•mplo,

posic;:§.o de a

e

sent.ido

ideia

a

j6c.i.a .-.o

qua.l

00

por.loe

um U.vro Lo.ncruio Esto.dos no• Uni.dos sobre vingens e Bl'asi.L, descreve o.ssLm a ci.da.de e seu povo;"O Ri.o de Ja.nei.ro co.pi.t.o.l. bro..sil.&i.ra. indi.ecuti.vel do pra.zer. ~ Seus ha.bi.to.ntes, os sao f O.ffiO.IIOii por sua Q.vi.da. bueca. do cari.ocCl8, pra.zer e incessa.nte adorac&o Rio urn do& luga.rQ.II rna.i..~:~ boni.tos ao sot. 0 do mundo urn~ ci.do.de vi.brg,nle, pulso.ndo com a bo.tido. exci.tanle, do samba., a.t.i.va. noi.te di.a"<Poller /i!095>:i B 2> . tarde,

dedi.ca.do

126


imagem da

re

da

cidade

no

signa

vist.o

facilment.e e

do

de

do

parais:o", livre

nacional, paraiso

celestial

figura

a

cal.ido

"vis:ao

crist.a-cat.61ica

convert.ida sol,

como a

a

imagem

tropical

branca,

pont.os

modo

ser

aconchegant.e

de

do

Rio,

de

pecado.

Rendent.or

PrOxima

do

verde{o

a~or-a

sigonif"icam

vi ver

"aben.;:oada"

a

ceu e

do

do

Corcovado),

ident.ificada

ao

ent.ao

carioca.

"sempre abert.os" do Redent.or, disseminados em post.ais e divul~acao ..

De simbolo

Crist.o

pedest.a1

0

e

do

hedonist.a.

sabre

diversos

do

brat; as

Os

out.ras for mas de

solidariedade

de

um

povo

e

sua cidade "maravilhosa":U. A carnavalidade r-esult.a, ent.ao, como signa mesmo de urn povo cuja marca passa a

ser

Carnava.l/'1984:33). M&nique

fest.a .• a

Augraz

A

t.raz

mllsicas

e

o:s:

anos

pelas

de

1948 a

das

3.573

numa freqtit9ncia

t.ram.a

realizada

por

em

imagem

at.ribui

manifest.a~".;Oes

coibindo 0

que

t.er-ia

lev ado

t.emas

adot.arem

det.alhe

seguint.e "fest.a"

o

moment.o

governo

do

polit.ica

do

diret.orias

:f"olcl6X'ico.s

mais

car.&t..er

Escolas

sao

e

0

part.ir dos anos sessent..a. A

sit.uac.Qo

e

261

revelador

aut.orit..3.ria

composi t.ores

OS

de

a

cont.r.itrias

colocadas

mobilizadas.

idilica

A veriguando

hist.oriadora chega a

0

int.efer~ncia

fat.o

0

a

sociedade.

quando esses t.ermos sobr-essaem: just.ament.e a Aut.ora

relacao

primeiras

palavl"as

7 ,30%.

de

samba-en:r-edo

da

a

t.oda e

quat.ro

1975,

de

Samba

do

sugest.ivos

na

cant.adas

est.at.ist.ica:

"car-naval"',

dados

alegria"{Rio,

da

discur-so

elaborada

cont.elldo

de Samba ent.re

do

alguns

ent.ao

amost.ragem

''capit.al

analise

c.a:rnavalesc.a das

irreverencia; seu espirit.o. sint.ese

verdadeir-a

bl"asilidade,

a

a

pais

das

na

epoca,

ent..idades

l:'egionais,

e

milit.ar

a

serem

po>'

"evasivos"(1992:14-6). Talvez

•• A

que

a.nO.li.se

Local e pUblico tro.nsformo.COee ao uma

propri.o.ment.e procuro.vo.m o.rgumentoso da.e ndo

ca.uso.r

••

do

a.pen08

t cu:endo

u mo.

ocorre

em

au tori. dade

mobi.Li.za.cao

por

o

caso

fo.r-0.

de~

do.qui.

mo.ne1.rC1

ooorri.da.s

no

de

Q.nciltse

Va.lho-m•

decLcu-o.r

A

do

de

pl.a.tei.a.s,

tendo

do do

oo

Logo f a.la.nteU.990:21-8>. expressOes exi.stent.e nos

ci.d.o.de.

127

em

J.

L.

proferi.mento

do

pela pocler

efei.to

da

que

unt-la.e reapei.to

Auat.i.n

ca.ract.eri.ll'!om-ae

mundo, li.nguo.g•m.

da

fala

e

tro.b.:~.lho

Q

um

0

vi.et.a.

do

emprego

fundar

d1.acurso~

qua. i.e

fo.toe

apont.ado

comuni.ca.C&o nol'-c'-ou SCI-mba., nao

do veri.fi.ca.r

=

i.nloreseo.

om

de!>

de

concepc;:.S.o

di. ..eureoe, de deecrever oe

fat..or

o.l9uns.

proposta

do

o

vei.culos .E.ecola.s

di.acurai.vo

no

consi.der.:~.cae

d~o.nte-

em

como alguns evento

cont.eUdo.

··performa.t.i.va.e"

subest..imar

sem

respe~t.i.va.s

no.&

vetcula.dos.

moda.Li.da.dee

c:Grno.va..t. •

seja

novo

nexo

do Q

entre


aut.ora,

consisderar a

sobl"et.udo

vez

de

mercado

no

Escola de

Samba Unidos

Turistico.

pais,

do

olicial

carnavalesca, como

hens,

para

do

realo:;:ar

ent.re os quais

brasileira

sao

Carlos

do

do

em

1971~

"belezas

urn

incluido o

t.u:r-ist.ica exemplo,

pox-

louvando

ressalt.a

prOprio

onde a

enredo sint.om3t.ico,

pat.ri6t.ico

a

nacionais"

e

conjunt.o,

seu

cult.ur-al

Em

enredo

socioeconOmica

Condicao

pe~a

apresent.ou

uianismo

as

e

como

simb61ico.

argument.o

0

reorient.aca.o pOs-1964.

Des file

lu€:ar

Em

da

dit.adura

0

de

luz

sociedade

ampliado

embut.ida

Brasil

a

da

inst.i t.ucionalizado

a

problema

reformat.ava

que

cult. ural

o

a

hist.6ria

a

iest.ividade

serem

desfrut.adas,

Desfile

de

Carnaval

das

Escolas de Samba ca:riocas. concluir

possivel e

nat.uraisCpaisagem cult.ura local.

na

clima)

administ.ra-se

que

conjunt.ament.e

elaboracao de

uma

a

imagem

seleciondas

post.al

:r-ecu:r-sos

OS

express6es o

cidade

da

da

cena.rio

met.ropoli t.ano t.ropical. Eis o perfil delinido para os seus visi t.ant.es: Amo.r:.t,;. mUsicc:u, d"' odor 9 a~ gul.ats-e

de

ol.hoio&

s-upremo. com.o;.

co:roolt;~.CO.o

do

pa.lrt.ota

c~da.d.e.

sua

urn

bo.t.rro, CO.l't.OCO. ir:.ca.r.sO.v.,.l . . . ;, va.i

oeu

paquerador

1.mportcir:.c1.a r:.a tuclo e toclos->, • cor.stanl,;..

0

filosofLa vo.~ cl.,. Sem

melhor na.ct.ona.L.

humor, cri.li.ca., conversa.s descor.tra.i.mer.to. No pa.po se cl&spe todo mundo. <2 deuaes n,;.s-e& ol i.mpo da ea.co.r.agem<:rd,;.m/.1976) .

0 hwnorado 2

~ Ir.i.ci.a.ti.va. QOW•

Lrecho e

R>.O,

Qa.Wtb.:o.

pert.odici.da.de eeus cida.de, prl.va.da.s ci.rcui.to

,.

0

do

sensual,

lace

do

de

urn

mesmo

a.nunc~<~.nt.es,

ma.i.ores

•turisticoihot4is, tornou-SQ-

eventos prim6.ria.

no do

0

de

modo

ca.rna.va.l do.dos,

nos

quais

de

ne-rvo

toda.s

apenas

e

definida

aleg-re a

as

sa.grado.

nao

0

dt.scureo

grcu;::o.

Na.do.

como

0

ho

mas

cidade J.a.

Mo.tto&, e<;onlo.ndo Ri.ot.ur, o i.ni.l•rrupta.mer.\.e cieacle ~P?2, oom hot4is, ba.res, re-ato.uro.r.te-s da

a

ra.mos.

com

vi..a.ger.s,

doe Por

como

do

Ma.urtci.o

de

co.rioca..

a1.nda.

b6.sico.e 0

de

tudo,

p~a.da.,

povo

conjunta.mente

dl.versos

ag8nci.o.sporlo.-vo2

curao

eCLI"luni5:lo. de&enhos

a

li-e lor do .. mpreeO.rt.o do Ri.o d• do aoverno do • C<U""nova.l • •di.ta.d.a. o.nuo.L. Tern nos gro.l"ldes

lra.ns-na.cl.ona.is

espetcieuLos~.

gra.r.dea

mui t.o

do

a.po~o

0

evidencia

co.ri.ocal, d6 novo,

fo.to fal.cu que, em ir.ve-m:;:Q.o car~oca.,

papo, digo.m o que d1.&serem 0 do Bro.s-i.l, i.ncorporando a.s te-ncl&r.c1.as para. compre-encler OUV\.1" quo

es-pir-1.to:

de

do

&o!,;xual

somtno. e-lf a.to<o

do

esto.la.is restrila.

aa

ca.sa.s coorder.a.m

o•

a.eroporlos, promovem a. uli.l.i.zo

que

i.ss-o

corpus

o.nos aess•nta. a.l.guns ha.bi.t.o:nleS

empresa.s ct.rcu\.o.COo

do

seja. o.qui. a.nO.ti.ao. A

eeter.t.a. lipHico.doe

prociuz~u

UMa

do

como

e6-ri.e c'l.clo.de


Sobret.udo

ins:ere

apaziguant.e,

urn

de

popular-

e,

ist.o

ent..e

het.erogeneidade

a.

a

et.nico

origem

cuja

nest.a

Permit.indo

redunda

descri t.o .

di.ferent;:a

ent.ao

"maior

da

colet.ivo

espet.aculo

0

met.r6pole

carioca.

aut.or

Carnaval,

0

"povo".

do

espont.anea

ident.idade

hospit.aleiro>

mundo",

do

plural

da

social

Zalar

manifest.acao invent.i vi dade

da

assim,

como

uma

"demonst.racao da alegria permanent.e do carioca, do seu born gost.o, da sua sensibilidade bela

e

pelas

empolgant.e",

Spice

det.erminada

cult.ura de

report.agem

da

e

t.udo

pOl'

calendario

urn

cient.ificos,

cult.urais,

event.os

e

art.es

esport.e

de

revist.a

anual

Rio,

realment.e

fest.as

de

et.c,

Samba

e

que

aquila

out.ros

e

como

esclarece

Carnaval(1985:33-8).

e

A

t.ot.alidade colet.iva da fest.a sobrepOe-se as part.es.

Guanabara e ao

Rio.

celebra

a

Definit..ivament.e ambient.e

a

:r-it.ualidade

alquimia,

da

simbiose

ent.re

cent.raliza

Deslile

0

cidade.

cent.en3r-io

quinto

do

da

cidade,

governo

0

da

as Escolas acordam para que os enredos fossem em homenagem

at.o

0

ano

1965 .•

Em

que

Carnaval

doravant.e t.al

fest.iva

faz

o

do

Rio

em

M.at.t.a

casa abert.a

uma

nova

:feic;ao

"espirit.o''

0

qual

a

e

a

da

carioca. t.orna-se

pa:r-t.icipac;.So

o de

"t.odos":

Enlre, Q urn axplos&.o R~o. o.peno.~

vocE.

do

quo.renleno.

ou

brae~le-i.ra

rni.lhOes

de

de

urn

popula.r

o

si.no.l

c.m1.gos.

R~O.

0

o.

pri.vi.L.&g1.o.

G.uerernos qu& do Rl.o Ooverno Quar d~r~~~-la..

reit.era a

t.ra.;:o p.:.rmanant.e do t.ext.o Eo sua neut.ralidade ant.e o

comproeende a

pe:rmanencia da

8pooa.

eet.a.va.m

••

A

como

c~da.de.

cor.

e

r.o.

E

o

oom dUv\.da., oonheci.do, ma.\.e eecullurcl d& uma fi.ei.or.omi.a. oulro a urn quo ga.nha.m ea.mba. ehova do

Co.rnaval

passo.r&la.

da.s

rne1.o

enl5.o

Prefa~to

Marcoe

129

do ruas,

do.

tyr~slo.

popular,

o

poder- pUblico

just.ament.e porque ela

a do mul.o.t.a., beleza i.rnpulso,

Norro

d&

do

a.mboe.

exib~ndo

Ta.moi.o

do

PCio-d&-ACUCQT Ta.mb&m

mulo.lae

no "ma.po." • do

NCio umo.

E

como alga aut.ent.icament.e flor-ado

0

pra.ia.,

dasta

insist.9ncia como

a

fest.ejo

fest.a

povo

tour~st-bus~n&,.s.

feeto.. NCio queremo~ como urn a.v1.so d<O< Quere-mos que voc& se rn~slur"' no vocE. ~e e>-nto c:erco.do por C>-nc:o ~r.lerfer& no f&sla. apano.s abnr QS portas das no

palavra

pop1.1l.CLT, nam pretend& e dt.zer:"S&ja bam-vi.ndo"(:rd•rn:3).

0

do

como r~tmo

ern

lugo.r

S&l.l

de

i asta

arqu~bancadas

ascr.:.vando

do

0.

gov&rno

a.rmar

ga.rant.~r

povo,

pe-Lo

g&n~o

do

cu~damos

pa.ra

sepo.rC.-lo

bem-v~ndo

Saja.

orga.n~.zado

aspontO.nea NOs

feela

sua..

fe-st~vaL,

i.nsi.nua.nlemenle

quo

f)eeta

nOo


"goâ‚Źmio"

do

flagrar o a

povo.

int.erf"er&ncias

efeit.o ideol6gic:o -

l'ealidade

conjunt.o Est.ado

As

embut.ido

de

ab:re

quem

de

mas

visi t.ant.es,

a

que

fee rico

ensaiadas

t.odas

principalment.e daquela

as

o

espet.acular-

de

para

assist.ir

enc:erra-se

a

Est.ado.

Alga

promocao de cid.ade,

Po rem

ele

onde

porque a

uma serie

desde

de

not.adament.e

logo,

a

a

rnesrna

seminaries e

focalizando

o

pelo

isso

sabre

modele

0

audi6ncia,

gerEmcia

ctecada

dos

simp6sios a

event.o do

a

pagar populaz-

"povo" cargo

sessent.a

respeit.o

samba e

e

sua mist.ura

manifest.ac.aio do

sua

t.et.o

na.o

disionisisrno

0

e

arquibancadas,

Por

como

0

aos

prograrnadas

as

cala

"povo".

e

"bem-vindos"

fest..ejo.

devem,

mu;

urn

exemplo.

dist.int.a

ali

t.ambem

pelo

est.ando,

evidenciado

nobre_,

arma

no

Po:r

daquelas

mais

l'epl'esa

privilegio de quem pode bancar a

invent.ada

pUblica,

a

quem

est.abilidade apolinea,

coisa

facult.am-nos

ele

dizer¡

Soment.e

como

preparado:

aleg-:ria

numa

Iundida

da

a

01't.iz

t.rec:ho.

para

part.icipar;:oio

brasileira.

f"est.a

de

rua"

ele

p:reciso escrever na t..est.a o "br-incadeira"

e

neut.ralidade:

pr6p:rio

l"uas?

reconhecida

modo

de

no

da

glori:fica.

circunscrevendo

na

pl'incipio

"po:rt.as

as

Queil'oz

no sent-ida de urn disc:UZ'so em def"asagern com

no

cont.radicOes

de

as

do

com

do

e a

Carnaval

Escolas,

corn

respaldo da Secl"et..al"ia de Turismo.

E

fat.o

realizadas

dest.as-

em

cont.ext.o da cerimOnia quem

paga

nela

para

da

t.ipificacao

pl"oduc;ao

at.oros da

gomp:ro.o &

acima

de

conclus8o

.om.

plat.Gia ins:t.it.ua

part..icipac.ao,

haja

publicizacao de

que

o

cult.ul"al

Embor-oliil;

o:rog.:o.ni:zado

aid.oodo;o

a

car-ioca.

individual

prescreve 9qui

de

do

t.rabalho

dest.err-i t.orializando- a;

na

ampliando

inserc;B.o

130

no

o

c:ornpl"eende

a

part..icipaca.o aon.st.it.u&o o

o

no

Canclini

f"est.ejo

alga

modolo

mesmo

"voce"

A propost.a de

sociedade 0

ao

eieit.o

de

p:roopo:ro.;:OOO>s

concedida

pelo

admirac.aio

uma

t.:r-001tt.ado

rn.aio:roo;;o&

est.at.ut.o moderno do cons:umo sunt.u.fu-io, que a social

at.rair

do event.o, perm.anece o

primazia

Car-naval

nexo

do

de

Com

espet.acularidade

f"lifn8mo;;.no

o

UJn.Q

a

mas

a~ nat.ureza

vist.o do

Enfim,

rurais

nacionalment.e,

consumidores.

sent.ido

cult.ul"as

as

comuni t.ilrias

int.egrados

ressignificado no

par-t.icipac.Elo

da

estudar

fest.as

visit.ant.es

os

mesma

ao

as

urbanos

pa:r-t.icipar-.

individu.alizada<Id<iJm:112). dogdo

para

e

natureza

dist.ingue

cent.ros

volt.a:r-em-se

a

Canclini(1983),

capi talisrno,

no

populares

engencll"a

Gar-cia

Nestor

est.irnulada.

daquelas:

aspec:t.o

est.e

t.ema t.ext..o

leva

responde

a ao

o:rganiza no bojo da divis3.o

urbana

acont.eciment.o

de pa:r-a

conswno, alem

dos


imperat.ivos cosmol6gicos de urn grupo rest.rit.o. Nest.e fol"ma

mais

sent.ido,

a

avida

administ.rada

pelo

a

manifest.ac5es

legit.imas

ao

p:rat.icas

processo

t.omadas

folguedo as:pect.o

!Udico?

vai

pela

no

de

services.

na

esfera

do

lei

est.:rut.u:ral

do

ordenament.o

dai

as

acont.eciment.o

do

ou

lazer

a

manilest.acOes

a

no

e

das

t.rat.o

do

Defini-se

de

sob

niveis.

ac;So

compet.ent.es

p:rest.ac;Oes

engendrado

diversos

A

anelada

impu.ls:ionada

det.erminadas

cult.u:ra.

legit.imament.e

inserido

moment.o

bl"asileira".

da

ver-se-a

monop6lio

0

art.icula

mercant.iJ

quando

est.ar

"cult.ura

como

seus

det.e:r·

pont.e:

como

ca:rnavalesco,

de

da

como

Iunciona

simb6licas

li v:re,

lllt.imo

nesse

em

brasileiro

Est..ado

dest.e

carnavalesca

capit.alist.a~

acumulacao

just.if1cat.i va

est.at.al

.fest.ividade

part.ir

seja,

t.ambem

alocado

valo:r•

das

no

o

t.empo

mercadorias

e do seu circuit.o de produc;.iao, circulac;.iao e consume. Cont.udo est.a sist.emat.ica desenvolve-se sobremaneira no de

urna

de

indi vidualidade

difer-enciac;.iao

corr-esponde qual

o

assim

t.empo

pelo na.o

livre

como

signilicacao

faz

urn

de

dos

de

prazeres

hera

perg-unt.ar

melhor

conguntido1~

Europa

:redunda

0

o

at.ribuido

impol"t.£tncia

car-naval

do

carne

quant.o

na

degust.ac;3.o

e

Jof'f:re

no

a

e

audi&ncia;

a

modele

per-cepc;&.o de

cont.ida

no

t.rocada se

cl"escent.e

locus

na

prat.ica

no

sociol6gico

Nort..e-Ocident.al

do

a

como

est.at.ut.o

ao

t.al

indi vi duos

a

valor•

a

de

lazer

prest.ac;3o

conswnida

exult.o

decol"l"e

o

que

uma

incent.i var

dos

quadro

de

assurnida

visual,

mas

libel"ac;a.o inst.ant.e.

dest.e

e Po:r-

visi t.ant.e

''pr-azer-''.

Dumazediel"

t.rabalho, poder-

mat.erial

com

~nos

Est.ados

obser-va

relacionadas aquisit.ivo

apareciment.o

"cult.ura t.urist.ica". .Lazar

g-ast.a .•

expansao das prat.icas e

do

aument.o

da

ser

mas

necessidades

no

observa

6cio

Quando est..uda a

sessent.a, esfera

dG>

e

ou

no

das

permi t.adas

94).

acomodac;§.o

objet.os

sat.is:facao des

a

e

reside

Dai

t.e:r-mos

Baudril.Lar-d

necessidade

porque

em

desejos

at.ividade

afirmac;a.o

a

sobremaneira

dos

prest.igio<s.d:76

nat.uralizado.

aparS.ncia

e

uma

t.orna

mesma

par-t.icipac;oio

ope:r-ando

mercado.

a

se

principia,

possibilidade

pela

sat.isfac;.iao

e

:Iornecido

escolhas

consumidora_.

horizont.e

do

de

valor

as

amplos

as

t.urist.icas

vol't.a

t.ransf'ormacOes

t.urismo

da

por

da.s

car-gas

segment..os

demandas

supremo

131

Unidos,

diminuic3o

chamado

Igualment..e, o

a

que

at.ividades

de

por

liberdade 1

hor-.!u-ias

e

conf'ort.o

anos

ocorridas

daquelas

massa

dos

a

arcabou~am

e

na ao

sociedades,

mesmo e

na

de

conex.3.o urn

uma do

out.ro


patamar para as empreendiment.os turisticos e set.or(1976:54-5). A

busca de

"avent.ura" por

e depois aos cencS.rios ex6ticos sit.uados vult.osa impol"t..ancia.. 0 apelo a evae&.o "desejos"

out.ras

alinhavam

ent.idades

um

envolvidas

cujo

d.iscursos,

evas.iio

do

do

Rio,

t.rabalho

de

out.ros pelas

quando

de

· v 1agens

agEmcia.s

s:e

pOem

do

carioca

aspect.os

ai,

conleccionar

manifest.ac;Oes

pelo

onde

o

mundo.

"sonho"

pl"ovavelrnent.e

a

e

o

ao

redundam

codiiica.;-a.o

fest.ivo

e

Promet.em-Ihe

e

sug-est.ivos

rit.mo

event.o

a

espaJ.hados

dancando<Idem:161).

divulg-aciio

ganham

viagens

de-

p Ubli co '" .

povos

conieriu.

mont.anhas

cont.inentes,

paisagens

Carnaval

Tres

· as

.._

nas

o

samba.

expect.at.iva

qual o

inclui

do

de

esse

concret.izar-

percussive

inclusao:

ramo

ex6t.icas)

Dumazedier

pode.l"-se-ia

rit.mo

em

r-ecorr-ido

aspirat;:Oes

folcl6ricas<ent.enda-se Curiosament.e,

no

me1"o

objet.ivo

tais

mat.erializar

imagin.fu-io

uma instit.ucionalizacao do

de sam

dest.a

paisabist.ica

perfil

do

pUblico

priorizado. Os

dois

Ult.imos

internacionalizaJ:· como

int.ernacionais promover a

fest.a.

a

sempre

As

pais.

do

vit.rine

aspectos

poder-se-iam

revelam-sG art.iculada

pa.rt.icipat;:Oes ser

imagern folcl6rica. do

t.omadas pais.

no

a

como

europeus

part.icipa.r

pouco do

Rei

t.arde..

mais

Dist.rit.o

principais

Est.ados com

Federal, capit.ais

Morna,

inst.aurada,

Do

como

mesmo

mllsicas

N=

fra.nceaea

131).

vio.gen• turtsticCI.li

espirit.o

500

modo

que

f'igura

"

ern

pl'omoveu a do

Iest.ejo de-

ana

em

da

exposicOes

iniciati va

da

1927,

ag9ncia

a

vinda de

1933, fez

e

a

invers3.o

de

Urn

Pref'eit.w·a

es:palhal'

burla

de

t.urist.as

carioca.

a

pelas

fest.a

do

jornal

do

rolica

dQ

cidade

da

nas

redat.ores

bonachona

pela

postal

divulgando

pelos

inequivoca

cons~Qn~~

Carnaval

Turismo,

cart.azes

naquele

A

Rei

do A

da

zombaria

da

car-navalesca.

Porem

aaobQ:rot.ad'"" pQlO &.at.ado.

est.e

carnavalescas.

tr9s i.ngleses(e

mil

universal,

fng~i t.uio-Z.o

do

Comissao

:r-epresent.acao

t.roat.av,g,-g.;. d... uma

••

da

europ9ias,

e

para

oficializa.;-a.o

per-sonagem inst.ituido

seria.

cont.endo

a

at.rav9s

Noit.e<Moraes/1958:117 Folia

Unidos

g-ermes:

Efet..ivament.e Une

dos

imagern

brasileiras

viagens norte-americana Lamport. Holt e

es£orco

produz>

¢ravadas

deca.das,

a.1.emCi.es,

recentemenle

em

em

1936,

ingles,

urn

albUm

frances

norte-a.merica.noe,

oe jg.poneses), eoncentra.rg.m mundi.o.i.s. (Fonte:orga.ni.za.eQ.o Nundia.l de Turi.•mo-<~.5>94>.

132

.ronog-rMico

e

espanhol>


pelos

Est.ados

' .. .... ur1s .... as 1(5 .

Unidos

da

int.eres.se.s .figura

..

ent.re

dist.ribuidas

cont.inent.e morenas.

de

tropical

Durante

Ca:r-mem

Copacabana_, f":r-eqUent.adas corn

mais

aspect.o

mesmos clubes:

t.urist.as nobr-es

Flamengo e

belas e

t.urist.as..

pelos

cidade,

como

j3. em fins

"e'¡~ase .........

t.ot.al"

da

os

:fazer

da

publicit..at-io

signo

o

samba,

praias

apareciment.o t.ipo

urn

e

jazz

de

das

de

sensuais boit.as

mU.sica

bailes

Sirio

de 1950 ..

mat.e:r-ializavam-se

e

urn

de

em

dancant.e Os

samba(Tinhorao/s.d:37).

Libano ..

d6cada

vivo

a

com

o

Sut'ge

Mont.e

cons6rcio

ajudou

organizadores o

em

promovida

hollywoodiana,

com

combinando

visados

out..r-os, de

promessa

por

boa-vizinhanca

Guerra,

bananas>

cinquent.a,

polido>

da

Mi:r-anda

palmeiras,

anos

da

Sesunda

cinemat.ograt"ica

com

os

polit.ica

a

durant.e

indUst.ria

nacionalist.a

A

em

carnaval

Libanes,

nos

em

de

quais

Flum:inense ..

e

a

acesso

a

conf'ort..o

camarot.es

e

"dispon.iveis" mulheres.

0 TEATRO DO CARNAVAL

e

Mas

em

iniciat.i va

assume

exemplares

nest.a

Tw-ismo da

e

direc.ao.

Conclui

dezembr-o,

pois

preleit.o,

abor-do

o

Mi.lhares desses

o

na

ca:rnaval o

do

mais 1960>

o

epoca

Mario

Nest.e

out.ras

convidados.

ent.idades Conclui

i.nforma.cao

dura.nte

foi.

entrevi.st.a.

rot~ra.dc

no

lat.os

sao

Depart.ament.o

denlln.cia em

obsol&ncia

aut.arquia

ja em

e

que

f'ever-eir-o.

da

vir

lalt.a

ao

par-

de

car-naval, Segue

maiores

inst.ant.e

da

ele

do

alojament.os est.e na

esclarce

urgencia

ano,

Fa.nzi.n&

para

qual

para

por

mesma

o

en.viarei

t.urist.as.

na.o

t.er

onde

report.agem .. o

ao

t.urist.a

Carnaval

as

pode:r-

t.em

em

necessidade de Esco!as: de Samba a

alt.ura

em

melho:r-

de-poi. menlo

~33

exposit;:.S.o

f'acilidades

e-st.ar-em

progro.ma.

Na

o

ou

aprovadas

em

para

a

de

com urn ana de ant.ecedSncia, e

caronavalescas dizendo

a

devem

mente, ao est.abelecer- como f'undament.al a e

do

t.r-ansf'ormac;:.§.o ver-bas

Samba

Alguns

diret.or

Saladini,

que,"as

Not.icias/24-02-60).

Carnaval.

ent.ao

de

Escolas

carnaval

de

dir-igent.e

das

cont.undent.es.

sua

a

problema

deixaram

de

.reivindicacOes

Deslile

Guanabara,

o:r-c~ment.o

ser impos:t.as no

f'icar''(Diilrio

da

Em

encoraja

e

super-int.endenci.a.

ao

proporc5es

¡cert.ames

inst.i t.uic3.o

assist.i%'

relao;:3.o

do do

de

r-eceber

at.ender-

as

ra.di..a.l.i..eta. Fa.uet.o TV Co.~Lt.~.tra.

os

novas

Escolas, Ma.ce-d.o,

sao


por

serem

elas

encaradas ao

papel

"element.os

t.ambS.m

quant.o

inst.rut.ivo

carent.es

do

roubando"

e

ao

dessas

subUrbio.

''espet.a.culos

est.ran"eiros.

Ai

a

0

j3

qual

depoiment.o

0

desse

que

procediment.os

refer9ncia

era

aos

diret.or,

quando

vist.o

est.ar-iam

Escolas,

aos

shows

o

samba ..

ou

para

onde

visit.ant.es

carioca..

sambist.a<passist.a de

menores

··nao

para as

cultural

elenco

elegia

repet.indo o rernet.e ao

diret.or, pe:r-fil

refeY>endada

em

cont.ernplat.iva diant.e

Carnaval

0

rit.mist.a

t..urist.as

uma

em

sent.ido~

carioca.

A

t.orna-se

0

de

das

visit.ant.es

podar

t.ornando a

seria

Escolas

pois

parecer

ot.imizar

pal"'t.icipat.iva.

pUblico

de

dizer,

Samba.

que

0

p:r-et.endida

t.em

e

a

cada

melhor

plat.S.ia

a

"bem-est.a:r-"

e

na

at.it.ude

Inst.au:r-a-se

inst.rumant.alizando

e

dai

em

recursos

Avenida de Desfile no grande t.eat.ro

ent.re

Est.ado

o

carat.er t.at.ico e

"bern

principal

pode

para

"brincar",

para

inse:r-cao

relacao

abandonam r-apidament..e o

observado

ser

"con:for-t.o"

est.rat.Sgica do

e esiorcos nesse

hoje,

e ver-balizaz- urn conjunt.o

faz

Carnaval

des

como

urn parantet.ro

ac.Eio

Carnaval

carioca

valores

valores

ele

de

fim de fazer frent.e ao iluxo maier que a

"as:sist.il'" o

de

que

dever--se-ia

infraest..rut.ura do Est.ado a

do

o

sel'

junt.o

volt.ados

do

um leque de vat.icinios. Cont.udo, o

ano

produt.o

devem

e hot.9is.

boit.es

de

maries,

at.or,

part.icipa

Sua

diz .•

espacos-sedes

do

folclore,

sambando_.

folcl6ricos''

dest.e

nosso

carnavalescas

quando de

de

social"<Idem).

inst.it.uicOes

perpet.uacao

ocorrel"ia na formacao cantor).

iundo

const.ru~a.o

a

sugere

seu

Pois.

acont.eceriam

ou

preponderant.es

pUblico"~

e

precario ,; o

cult.ural .•

Escolas

as

Desfile cidade.

da

de

de Cit.o

Samba

Carnaval alguns

pont.os exp:r-essivos da iniciat.iva de semi-esrt.at.izac.Eio do event.o: Em

pr6xirnos a proc~a

lugar-

Cine18ndia,

crescan~a

QQo

a

principia,

subst.it.uicao

j3 que

Associacii.o para

as

Vargas. as

0

das

ar-quibanca~,

para

Escolas

de

apr-esent.a~Oes,

c:r-esciment.o

ast.rut.uras

armadas

para hospedaJ.• a

de

m.ont.ad.as

concorrem

palanque.s

est.es se t.ornam acanhados

nUma:J:'o Escolas

ant.igos

dos

decis3o

de

Samba

exp.andir-em-se horizont.alment.e

t.ransferi:r-

ensaia

porem

das

em

1962.

Logo

no

ano

do

lo"o

ver-t.iginoso

met.alicas

inaugur&das

da

ent.ao

e

of'ert.a

at.ingir

134

a

local

de

reinvindicar

definida

arquibancadas at.e

o

e

a

A venida

procura

subi:r-em cifl"a de

urn

e

de

desfiles. lu"ar

A

fixo

President.e

espacos~

leva

simult.aneament.e

cern mil lut"ares,

na


se~da

met.ade

dos

anos

para

set.ent.a.

decorar

concurso

pUblico

local

desfiles<Ar-aU.jo/1987

de

plAst.icos se

pist.a

E

a

e

int.roduzido,

cidade,

no

a

g-eral,

Riot.ur-/1991).

A

cuja

cont.rapart.ida o

at.encao

t.rabalho

est.aria

e

de

ent.re

a

vinculado

inflada

sabr-e

desses art.ist.as empl'est.am urn

1963,

urn

especialrnent.e

disput.a

t.orna int.ensa.. afinal seu nome seria

iluminada ..

part.ir

0

ar-t.ist.as

consagrada

em

Mas

ela.

brilho e

nome

urn

legit.imo, j2t que oriundo do universe erudit.o, ao espaco carnavalesco.

pode:r·

do

capacidade int.roduzindo

o

Tanto que a

dos

Avenida

a

1974,

Em

local

conf'ort.o

em

subst.i t.uir

a

para

des£1les

ganha improvise

0

const..elacSo

de

pela

sumidades

pela

comodidade,

nela

present..es.

Revist.a Veja :Fez da iniciat.iva., manchet.e:

Portal.a:T'l6. vom PorteLa":. cantou na Av. Presidente Anl6nl.o ..:.tti.mo domLr>go samba.. 0 governa.dor cha.gc.s da.& escolas d.., cont1.r.uou estrela, do di.atri.bui.do -·. Fo.rtament.e allo.r. Co.rna.va.l s:a.mbo. Reo bQl!ita.nte

Eata.do,

"'ui.t.,.. aa.leta.

d;;;.

de

nao

cho.pagne

fra.nc&s.

mgtes.

Engenhosos

E

de

vindos

Ipanema,

ha

do

o.nl i t.:ri.Oea corn

com

<.nusttado pott.rono.s

perfumados,

al&m

voLori:<:odo

do

deshle a.o la.do

ca.bi.ne-

requtnt.e: o.Leochoa.cia.s,

de

urn

sort1.do

eacoces governa.mer.ta.l I a.la.va.-ee convtte ou credenci.o.is,

s6

no reca.nto tei.moeos "pen&tra.s ·,sam consegui.ram boas

e

noi.t~ 0

Pixingu1.nho. fa.sci.cu.lo

eom,

d•

toelet.es fr\.Q.S

no 0$6\.si.i.ndo

FrGI.tas.

convi.do.doe &sla equi.pa.da.

provo.

ma.qu.i.la.g9m,

M:~nell.i.

LI.ZO.

Carlos.

a.,iudou ao.mbo.s.-enredos do governo do e&~peci.o.l

do•

umo umo

not.oriedade

a.comodo.C Oes<. . . >(Ravi.sta.

VeJ0./06-02 -:1.974).

Ut.ilizo r-epot"t.agens no

da.

cont.exto

simb6licos

como recurso

analit.ico

revist.a Veja.

em :r·azao do

de

consolidaciio Brasil.

no

jornalismo impressa, a

empresariado

e

a

n.a

publicizac§.o

set.or

sao esses grupos

de

dir-ecionada

bz.asileira~

ou

fen&meno aqueles

aqui

que

se

Fat.or

meio

ao

que

aposs:am

de

hem

out.ras

peri6dico

indust.riais

e

informat.ivas

no

r-eordena.ment.o

das

ext..endidas com

gar-ant.e

pais,

do

segment.os

OS

set.ores:

est.udado,

hens

revist.as

para

seja,

argument..o

mesmo

de

urba.nas

sociedade{Miceli/1984).

do

int.erno

Veja suz-ge em 1967 em pais,

do

significado

dos

urbano-indust.r-ializacao de opinia.o

ilu.s:t.rat.ivo

merca.do

do

Lider-

no

cult.urais

indUst.riais

do

e

voz urn

ent..r-e mais:

na

a

f'or-macao

out..r-os a

alt.o

com

out.ro

que

do

pat..amiU'

mot.ivos,

met.ade

da

renda nacional e moviment.am o mercado de consume int..erno. Dest.e

modo~

em 1976, ano do primeiro Carnaval ap6s a

135

fus3.o ent.re


Guanabara~

as ant.igos Estados do Rio e da janeiro

de

invest.em

conjunt.ament.e

o Estado e a Prefei tura do Rio

32

de

milhOes

cruzeiros

com

ar-quibancadas. Cada escola recebe 106 mil, porque, na versao da revist..a:

'·

a.

sob

prs-val.eeer

ma.Ls

podern >n&c. arqui.bo.ncado. ou swu apla.uso que

Oo

antlgos.

esqo..~emas

atrac;5o;os lelevi.sS.o. exlge o vencedor, come• a 30

pel.o. decide

0

especi.ai..s. anos. Mas

d& di.scos compro.doe; e frequ&nclo sambt.sta.s apresenlac;S.o de ano lntenro, tern samba. ga.nho1.1 merco.do. ee pa.gou urn 0 concreto.

ma.t.s

admi.ra<;S.o. pr6xuno

forma

a no

ofereeer

alto

consldera.m

rest a

sernpre

pri.rni.tlva.,

da

bo.tlado

Mais uma vez, em 1977, a

holoca.uato porl(1- b(1r.dei.ra

eorn

ma.i.s

.&

NS.o sua.

bern

mu\.tos prec;o que persona.t .. da.dtsua

do

m&slre-sa.ta

e

des:t..acada na

at.uaciio do poder- pUblico

organizac.9.o do grande "show": de

empenhc.

Nease

agra.dar

cruzetros s6 mtlhOes f ora.m

pU.bli.co,

ao

O.s

subver.COes

em

convi.dados. a.no. est a

decoro.C&c, palo consumtdos enf elta.rao que gera.lment.e la.mosoe., prov6.vels dos lLsla. a

presenc;a.,

j6.

Lamartine,

do

a.compa.nhada domLngo

do.

col'lflrma.da..

p6lo foha.

volta Polanski.<. . l. prome.lem ve:z,

Arlequinada da

e

Cl.dadG. L Clnema do supercolun6.vet.s

mili.on6.rio dlO.S

toma.da.s

prec;o

el&tri.co.s,

9"' la.det.ro.s gar,hou qus

J>a.ra.

t.l'lclu\. Ji.m

como <;oonforlos medldo. ca.rna.va.l, pa.ssou De dlvertimento, de LnveJ6.vel

a&Y a.o di.nhei.ro,

a.

fa.:zer

Randa.tlcchegam soci.a.i&>,

ati.

di.retor

do

Vargas, urn,

f:r-eqUent...ador-es

1984

ha

tmplement..ada

do

da.quelee

eem

rerna.joro.doe, di.nO.mi.co.

pU.bli.coa.

17

.

A

o..~m

lt? obvi.o.mente

a:r-quibancadas.

desfecho~

o

(UI!IIi.stOncio.

de

com&

pl"eocupacao doe

Desfi.Le de condi.COes de a.ci.ma. doe ta.mbem

e-nt.r-a

os

sua po' cama.role-s

OS

i. nsta.La.r-se

eom

vel'lttla.doree( . . . >. Esa& ga.nhou la.mbOm protec;:&o oflc1..a.l. rnesmo tempo uma efi.ci.er.te rapi.da.mente ca.no.li.zo.do p<M'O OS

oapa.zas

Com a

ve:r-emos com

relll~.tlta.doa

a da.

de

pr6di.go. em exempto,

rela.cS.o

compr-ar-

inaugurac;.9.o .adiant.e~

qualidade

Q.s

des sa

dos

polit.ica

ser-vicos doa

do tempo, foi. doe i.ngressoa, do perl.odo.

t6.ti.ca.s degro.~.ts

136

ca.mQ.rot...es

e

de os

do S.amb6dromo no ano

comerci.o.li.za.Cdo

Ca.rna.va.l, o.o Longo o.rca.r com os prec;os l.ndi.cea infla.ci.on6.ri..os

PO'

a

Romc.Tt

Em 1981 surg-em as cadei:r-as de pist.a visando at.ender uma. f.aixa congumidor-es int...e-rrnsdiQr-ios

de

des de a Ber6nSoro,

Mo.ri.sQ

eada decidi.r

quem

P=a port6.let.s f a.ma.,

~.B

hospeda.gem Lnterna.clona.l.

,.

ae

10. 000

d•

outros

de

...

'·

de

Carnaval

alrl:Z a.mer\.Cano

mLl.hOes

11

0

co Lunas cart.OCO. do o.tor Jack Ni.choleon arqui.ba.nca.da.s no AV. President&

r.ovi.da.des,

deverCi.o

empregou samba(.

dt-

mod6lo

mo.ndo, 0 concord··, exulta.m

...

Rlolur

a

escola.s

de do

pUblica

oferecidos~

lugarea

a. o.no A

d•

exclusiio o. a.no mesma.

di.ferer.ci.a.cao

doe

descoberloe


leva a

Riotur

usu3rio.

a

introduzir questiona.rios :r-ecept.ividade

boa

A

dest.e

a

lim de

Ultimo

conhecer

passa

a

ser

a

opiniao

do

nas

ut.ilizada

est.rat.egias de divulg'acao do evento carnavalesco no pais e no mundo. objet.ivos. as

Em cons6rcio quanta aos mesmos t.uristico henviam seus noites de

de

gala

cinqlient.a,

cidade? concurso

pronwters em busca de at.:r-at;;:Oes que cint.ilem nas

Carnaval

quando

o

Teat.:r-o

do

0

do

Passarela de

Des:fHe

car-ioca.

grande

das

p:r-atica

o

era

Local

luxo.

doe

Essa

palco

Municipal.

Xant.asias

doe

ernpresas do setor

t.ivera

baile

tanlb&m

Escolas: . de

Samba

vai

na

carnavalesco

da

Paulat.inament.e ,.

inicio

olicial

sessent.a

anos

absorvendo

do

da

grande

do

l"ealizaciio nos

d!§.cada

Teat.ro

a

as

at.encOes. Nesse moment.o :CreqUent.ar os locais de ensaio das Escolas passa a

conlerir

inlorma

st.at.us

uma

e

curiosa

mais

ainda

sit.uacao.

des:Cilar

Desde

nas

ent.ao,

alas.

A

para

at.rai:r-

novas part.icipant.es> os riscos das roupas passarn a confect;:iio

a

cap.azes de

fantasias

das

conferir-

produt.o final.

maier

selecionando

br-ilho, de

r-esist.encia

ant.em.ao

democr-acia social que

quem

volume.

pode

a

l'evist.a Veja se :I'e.Ie:I'ia aos 15'0 mil espect.adol'es e

er-am desfilant.es de

Fr-ancis

"rebocou

Esco!as des

concursos de

For-d Copola

ao

fo:I'madas

Brasil

e

de

urn

urn

porluxo.

5

mil

colunist.a. igualment.e

frances,

dos

sofist.icados.

0

Corn

que

encarece o

e

delimit.ando

efeit.o>

em

rnais

de 20

aos

pessoas,

Enumera a

prest.igio

at.encao

vest.i-!as

,. OCOI'l'el'

pr-et.ensa

com

a

mais

a

component.es,

pudesse

e

do

ser mais esmerados e

mat.eriais

int.roduz

16gica

dos

quais

confusao, Edgard

car-navalesco

da

1975.

mil

muit.os

presenc;:a

Schneider-, desfile

que

de

"povo··. A ~nLc\.O.tLVQ fora juat.ifi.ca.cio. pelo a.locar gra.tuLto.Tfl&rot& o Nev&a, do. seguLnt.e cinLca. e L&vi. S&cret.6:.ri.o de Tu:ri.smo, baralo;··FLcar do empr·&st.i.mo um al\.VLsmo tom a quo forma, folclor~sta co;u·na.val e coi.se~. de est.ra.ngei.ro. ( . . . >bra.si.lei.ro nao consegue senlado no vendo samba pa.ssa.r··d.Jlti.mQ Hora./1968}. ldo.LS lQ.rde os mesmos f i.ca.r senta.do

par-a en tao

to.mb&m comercia.li.zo.dos, gera.ndo ft.la.s lug ares desconfort6.veoi.s So.mb6dromo o.qu\.si.cao. A .o.rquLt&t.uro. do euo para. enorm&e coniueOee os aet.ores ··popula.res·· o<.< est.O.o descrLt.a, j6. que L6gi.co. Col cri.stali.za d&sfi.le, q<.<ando a. EscoLa. ensa.i.a. s<.<as pri.meira.s inici.o do locali.zo.dos ApoeleBe, cujCJ.~;~ a.rq<.<i.ba.nca.da.s dista.rn na. '' Pra.C a da. no fi.no.L, ou evotu.;:Oes

,.

do Zona. sul sesser..t.a. lojcu. dos a.nos exi.bi.r eu~ da. Manguei.ro., PorteLo. & pri.nci.pC~.Lrner.t.•. zncluei.ve fa.nt.asi.aa da vi. trines de expa.nsao do. moment.o base soci.CI.l dQ.& Escola.s, nesse surgem nova.a ci.da.de. As ma.i.s f amosOG eCi.o a. nUc:Leos essa regi.&o da. tendo por chi.qui.ta Ba.cana Ma.nguei.ra.(f<.<ndada. do da. port.eta e a. da Estudanles

NO

fi.na.l

membros de uma boutique de copa..c:o.bano.>.

1 137


personalidadesc ... )"(19-02-1975:20)

a

Paralelament.e cidade

como

mont..agem

de

espaco

do

t.ransforrnacOes

ainda

nos

Goldwasser envolveu a as

anos

lirniar

do

pr3.t.icas art.icular

sao

o

indllst.ria

do

mat.erial

modele

e

0

de ab:r-igar-

0

maier

de

civil.

com

Vislumbra

de

quadra

Maria

o

JUlia

Est.ado

se:r-em

que

const.it.uir

dai

uma

o

mais

imgem

seg-uido.

o na

sent.ido

de

proporcionar int.eressant.e

pUblica

Modele

obra

a

despont.a

no

de

acumulados. PorGm

com

porque

orient.ada

de pUblico pag-ant.e

nU.mero

nova

sua

a

cobert.os,

Primeira

Escola,

negociac5es

racionalidade

part.ir

a

a

MangueiraC1975:41).

ent.idade.

da

imperat.ivo

agrerniaca.o

da

ao

de

Est. as

passam

depois

e

na

Samba

direc;:a.o.

Est.acao

sabre

de

Escolas

t.erreiros

obras

as

const.ruc.Eio

da

capazes,

meios

Escola

hot.eleira

iacet.as da const.rucao, colocando em cena

e

uma

dirigent.es

de

de

murados

A

est.udo

processo 2

''empresariament.o'' dos

seu

das

sedes:

iniciando

t.ant.o

mesma

na

e

cobert.os.

longo

part.e

primeirament.e

Em

doac.ao do t.erreno da

par

ensaio

movirnent.o ~

sessent.a.

desenvolviment.o valorac&o

o

descreve

int.eresses

de

ginasios

pioneriza

infraest.rut.ura

ocorrem

locais

est.es

amp los

t.ornando-se Mangueira

e,

ist.o

da

desfiles >

significat.i vas

manifest.am-se nos seus "quadras".

19 .

por

expresso

a

pa:r-t.e

no

0

da

cri t.erio

poss1'I"o~ ve . .1. ert.an d o

para

boit.es do hotelarLo., e~aes ~"'conaorcta.dol!! pr-on-at.er-s Escoto. de Sa.mba. gra.co.s 0 l6gLca. Lnc:lusi.vi.sta. no e o.ut6noma i.nlroduzem-se lei. a. c:omponentes. E esto.betecido. umo. de rei.a.t;Oes o.Lo.G de a.rtLc:uia.ndo dos o.La., a intermedta.t;Cio da.s a.g.S.ncLo.s via.gen,;., dos do hot&~ .. direcao da. 0 0 visLto.nte i nt<'>rna.c:i.ono.t corn 0 d. outros esta.dos promoter-, do pais. do c:ompra.r po.c:ote a.utom6.lLco: 00 0 de 0 tunsLo. pode processo 0 da.ndo-lhe di.I'&LlO 0 umo fantasia., a.quete do suo opta.r no pa.rltci.pa.CO.o setenta. a. nos

coubEt rede

0

de prO.tica..

a. socialite Ana. hoi t..es Regi.netespa.lha.

Tra.zi.o. nom&s dee so. ini.ci.a.l La. nee .,..ndi.nhei.ra.doa para. engroBsa.r a.s filei.ra.s de o.lguma.& Eecola..!O. 2

Eel a.

do•

t•m ai.do t•rr•noe 4e

umo.

de

cl~er.teli•t.a.a

do

ir.t•r•••• 0 como ca.rna.va.t esta.tuto do.&

..

pa.ga.:m•nlo de

Eat <>.do

em

produto i.nsti.tui.c;:Oes

di.versos fa.moeos ou

pod..,.r

pr6:1.i.co.

Eeoola.e

Torna.ghL,

f o.t.o

do

sem

polltico•,

0

moe

doa.c&.o de

110bret1.1do expree01a. que ta.r.ge 00 que, situa.da.s no

no

Cons:.i.dero.r.do fins

nos

menoira.

0

turl~'tt.co.

nCio

A

muit.cuo

mCioe r•La.C<'l.o

liga.do. pa.ises),

tucra.tivos,

a.i.nda. estao

di.spenso.da.s

do

tri.but.oo •

gra.ndilongUent.e indi.c& do prtma.do i.mp\.Lci.t.o na enverga.d•..u•o. bom um dos nomes que OS ba.t.i.zCI.m, Po< exemplo, slio o.l.guns 0 ginc:\.&:i.os, .. Po:rt.eLQ.o•• euperla.ti.vo 0 do PorteLa.. M Clnguei.:ro. ou so.mba... do n&o Cl.pencwo do n.=orne a opul.&r.e\.a. mc..gno.r.i.mi.d.ad• do eepa.Co et.mboli.ca.mer.t& i.nst.i.tuic5es ta.mb&m fi.xa. em um universe de

.

138

desses

fi.si.co, cuLtu:ra.


isso

e

services

conlort.o?

bares~

como

embora def"inindo na divisao do espaco

o

rest.aurant.e 7 modo

banheiros.

cada urn.,

como

Muit.o

segundo

sua

inse:r-cao socioecon&mica e de prest.igio, pode usar o local. quadra

A

de

t.al ment.alidade.

e)lperiGncias

das

adequada

a

ensaio. A nos

4

reflet.e

dais pelo part.e

acessos

Cont.am t..ambem

como

ao com

sit.ua-se

uma empresa

da

das

dos

de

cabine,

bar-rest.aurant.e

bat.eria,

lnst.alson,

01

e

02)

est.rut.ura arquit.et.Onica de

a

no

mesma

palco.

.

como

Mas

pr€-dio

universe grande

divide

em

bar(cont.ornando out.ro

0

rua

ao

sanit..ar-ies

a

e

lado

cont.ando

quarent.a

com

chao

da

camarot.es.

pr6pries.

Ali

elet..ro-acUst.ica

de

respons3.vel

pela

som

no

puxadores de samba ao ainda

Alem

de

oliciais

do

do

pessoas,

do

se

a

ent.ender-

diver-sao, no carne

mais

do

part.ir·

alt..o,

os

sam dos

apresent.ador-es 22

e

mil

urn

No

paraf"ern3.lia

veicular o

localizados dos

vezes

da

ao

ligando

sit.uam-se

15

p3t.io

o

assist..encia;

daquele

equipada a

Dele~

a

as

com

part.icipar

ext..ensao

component.es.

~in3sio,

do

para

planes

U.lt.imas

encont.radas

arquit.et.Onico

prOximo

a

dedicado

dif"erenciados

service

plant.as

Escola<ver

e

mais

0

das

maneira

de

t.orne de

ampla

exemplar

acordo

de

paga

perfil

quadra.

da

ensaio

redo:r

a

0

ern

largo

para sincr•onizar- e

percussa.o

:r-epr-educao

de

cont.rat.ada

Samb6dromo -

abri~ar·

diverses

gradeado.

urn

local

que

uma

inst.ala.;:Oes

e

art.iculam

quadra)

especif"icos,

est.es

se

mais

de

da

post.os

pUblico

quadrados.

logo

resolvidas

ou

e

Nil6polis

ocorreu

comport..ar

de

lade

int.e:r-rl-3

do

de

1987,

em

f"ormas

as

ampliadas

met.res

ende

art..if"icio

improvisado

quadra,

no

Nela

pela capacidade de

per-em

post.o

const.ruida

presenca

interesse

0

segment.ade, palco,

a

Beija-Flor

planejadament.o

est.a.o

700

mil

sido

seu

facilit.ar

Samba

de

ant.eriores.

cemecar

seus

Tendo

quadras

out.ras

nas

Escola

erguidas,

agora

at.e

da

da

pr-opa{;)CU'

aut..o:r-idades

a

consagracao

processe

aqui

a da

dest.a

est.udado?

Recuo eut.r-a vez aos deciedvos anes sessent.a. d€-cada

Nessa domest.icos or.d• po.ro.

••r

poc:le c:l\.et.i.r.ca.o.

de o.llo gro.u. co.pit.a.Li.zo.c:lo

zzDura.nt.e

OS

qui.nt.a.s-feiro.s, po.rt.ir deesa..s

t.urist...as

que

est.rangeir-os

int.egrant.es <!os segment.os medics locais inseriam-se em urn

gra.r.de10

o.0

e

evidencia-se

meses

ru.,m&riea..s pod•m consenao em tor no como d\.f er•nco. no

de

di.a.s de visila.s elo.bore-i.

jo.nei.ro

tra.du2;\.r de .o.lgo, •ent.i.do

feverei..ro

das a.la.s. ensa.i.o a. descri..cao a..ci..ma..

139

quo.lid<:l.d.ee,

poi.e

do d~

o.por"!to.m E

\.1!11!10

d~

l6gico.

lodo.e Be\.ja.-Flor.

eel\.ve

da

A


1'LA~1'A

01

QUADHA DA ESCOLA DE SAJ\JllA JJEIJA-J<'LOR(T~RREO)

-r I I

bastidores

I

I I

I I I I

I

palCO

I I

\ I

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area de en.saio

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alarnbradO-·-·-·-·-·-·-·-•

area rese.rvacta ao pUblico

I I

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bar

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( bilheterias

·entrada de Vi ai tap.te's

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carr.arote 6

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SS!:J.O.renreo

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o.r~

/ '

jl{tl'B q

.


mesmo vet.or de press3.o, ao elegerem a Escola de Samba e seu Deslile como objet.o de

ent.ret.eniment.o,

Mangueira

em const.ruir

na

condic5es envolvida

naquele

cerimOnia

em

sua

visit.a

Monteiro

qual

em

Lobato,

pr-ogramac8o

t.odas

a

gravado

das

e

Com

t.erm&met.ro

heurist.ica

moment.o

daquele

pr-epara para desfilar

com oit.o

da

do

cont.ext.o:"Num

ano

na

mil figurant..es.

Par-t.icipou

gast.a

em

Encantado

de

sucesso

na

vendagem

de

t.or-nara

alvo

gozada

por

que

essas

BI'asil

do

Mangueira

se

do

mais

da

quando

se

Jor-nal em

est.ev&

Escola

alcanca

popularidade

da

se at.ent.armos

Mundo

Escola

r-epor-t.agem

Uma

carnavalescas.

0

a

primazia

Inglat.erra,

e

1969,

A

event..os.

da

radio

em

.

a

Pi t.man..

Eliana

de

efeit.o,

mesmo

II

samba-enredo

cant.ora

29

reveladora,

impor-t..ant.es

Elizabet.h

seu

pela

sessent.a

bast.ant.e

de

errrissoras

at.enc;Oes

inst.it.uic;Oes

bojo

0

anos

Bi- camp ea. (1967-8),

Rainha

1968.

d.iscos(AraUjo/1987:124). de

no

dos

e

ocorre.

periodo

pais

meados

uma quadra

homenagem

ao

nos

de

NCr$

15

mil

em cada ensaio, ha quem diga que o carnaval est..a morrendo"(15-01-1969).

corrobora conlundido-a 1nesmo

ano

dobro

do

noit.e.

Jiil a

mil.

pat.amar

0

com

uma

a

de

por

um

pUblica

ala

de

n3.o

grande

das

cust.ava

clube

par-a

com

uma

pare a

ajuda

do

Dest.e

os

que

seus

saira

modo,

NCr-$

bailes

por

Escolas,

pelas

at.ingindo

menos

mat.eria

da

t.recho

Ult.imas.

:r-oupa de urn dest.aque de lw.:o nao

Cont.ando

no

nUmeros

comercializacao

not.or-iedade

fant.asia

cobrado

aos

at.ribuida

import.3.ncia

A

naquele

400,00

de

t.oda

0

uma

menos de NCr$ 12

Est.adoCNCr$

12.900,00),

as

ent.idades apressaram-se em Iazer- de seus ensaios uma font.e import.ant.e de renda,

visando

carnavalescas.

financiar Ali3s.

suas

inspirados

cada

nos

vez

mais

shows

para

oner-osas t.ur-ist.as

apr-esent.ac;Oes 24

,

promovidos

d&ca.da. de um fi.roa.l do de comeCa.ra.m a ser veicula.da.s leoma.ti.:oo:o.ndo a.s Escolas e p<ira.- jorna.t ~ti.ca.s junto a. dt.vu.Lgandc.-os pUblt.cos ma.t.s a.mplos. Sem dUvi.da seu.s: desfi.les, l a.aci.culo• e..,.mo.roa.t."' do. hi..tOri.o. do f <:>rmo. de d.co.e E6colo.• publi.ca.eao em edi.tora. or6.ii.co. 0 ma.i..:. st.gni.fi.ca.ti.va., j<i qu& em ~O?S, suceeeo do venda.s a.Lca.nc;ou JUnto ao mercado formo.do goinero de. ur ba.roaa<Mi.ce L L i./ ~s;>84) • Fa.tor o. urn s6 eegmento,., por 0

tempo termomitro eo instrumento de

•• No foldore

seseento. surgem espet6.euloe que eeti.li.:oo:o.m pec;a.e do o formo.to co mum de uma folia. ea.rno.vo.leeca.. Entre foi. Bra.siliana, produzi.do bem-$ueedi.do pelo a lor Ho.roldo mo.i.a o e fi.guri.noe de Arli.ndo Rodrigues, cen6.ri.oa coreogra.fi.a. de com

inlei.o doe bro.si.leiro

todos Cost.a., Mercedes

publi.ci.za.cao do evento carna.va.tesco •

a. nos

sob

estrelo.da.s reta..ei.ona.doe

peto Escoto.

140

t.ri.o

do

do Sa.mba

vedeles o.. Aca.d&mi.coa do

i.rmas

Ma.ri.nho-

Sa.lguei.ro


por

es:pecializadas,

casas

de

fest.ivais

e

baianas

uma

cobrar

componen t.es

a

entrada

e

dane a

e

do

que

dos

ensaios

e

port.a-bandeira,

algumas

dist.int.ament.e

e

nos

comidas.

sit.uada.

No

caso

a

mais

Podiam

ent.3.o

Mangueira,

da

consurnia-se

ensaios.

ent.ao

Canedio,

fazer

a

se exibem.. ao som da bat...eria. para

bebidas

lembrava

comecam

mest.re-sala

fant.asiados

vender

noit.adas

nas

Esc alas

quais

cant.a

que

mesma r-eport.agem

que

nos

samba,

plat.eia,

as

mais

a

cerveja

do

prest.igiada

cas a

de

afamadas

Escolas

gspat.aculos da cidade.

fen6meno

0

conheceram

no

cot.idianas.

0

carnaval

da

horizont.aliza-se

redimensionarnent.o

depoiment.o

Escola de

a

Samba

dE>

Zona

no

popular.

di.stri.bu~cao

lt.nha a.

Portela,

fala

mat.s

havi.c. t&mpo,

Not.a-se

uma

a

Manchet.& Dava

no

em

qu&

de

cor,trole

do das

a

Est.ado

pesquisa

40%

dos

de

controlar 0 Mourt.sCO, A Port<a>lo.

conlrole.

deslaques.

rigido,

paga.ndo

E

c.legando

quanto

a

prest.denl,;.

0

que

Portel&o.

o

fi.cou

sem.8nt.ico

Em

a

PorteLa

1973

chegou

como

ele

se art.icula

do

a do

e

de

mesma

comeca 1969,

car-iocas

do

uma

a

da

infe:rida

Jornal

encomendada

com

consideravam

o

via

bases

ja ocorria no

ent.ao

agOncia

~

preocupacOes

economia.

Brasil

ai.nda

popula1~

cr-esciment.o,

privados

ser

a

o

d~

problemat.ica que

set.or-es

•

li.mi.te de componentes

basta.nte

idE.ias

das

manunt.encao

Escolas anct'

de

relac5es

&nsai.o.r t.naugul"ado.

l iTlhamos

;&or tao

Iala e

relacao

mes:mo

di vuJ.gam

cont.a

naeo

e

a.t.nda

deslocament.o

0

popularidade

das

mu~l.o

loucurc.;

a f echa.r ... ntroulgri.f oe

inst..8ncias

es:t.at.ist.icos::

mesmo

e

pessoas

econOmicas, d.a Escola. T:r-aduzindo

que

H>79

alas

urn

mi.l

6

evidenciada na

objet.ivas

nivel das:

om

estcivamos

fomos

part.icipacao

si

comissao

da

no. Escola. No &nredo desfilo.r, tomou pt.eta i.nte~ra comeCou aua.ndo concentrac&o. chegou pr6xi.mo ao

d.;,

Portela g&nt.e mui.ta

197~.

muit.o

e

carnavalescas

ex-membra

por

0

processo:

para

eslabelec&r

de

crescendo

desfi.lar-

Era

ft.gurt.nos

de

medo

estava

um

,;omponent&s, A &Scola havi.a comer; ado o SuL. e o Port&lO.o hav~c. acabado de. &&r

muito

&rc.

mais

experiencias

suas

de

PorteoLo.

na

eu

Quo.ndo

das

seguir,

forcas reor-denadoras de t.odo o

nUm&l"o

as

e

e

d&

Tant.o

em

t.ermos

a

Revist.a

publicidade.

Des:file

d=-

Pr-e.sident.e

que

int.:roduc;:a.o

Var-gas o mais impo:rt.ant.e moment.o do Car-naval. Poder-se-ia

••

Depoi.mento

de

Hiro.Tl

dizer~

relerendado

Ara-Ujo o.o o.ulor(26/0.t/1993),

141

em

Webel'~

a

da


a~ent.es a

pesquisa demonst.ra na ac;:i.o dos meios.

Algo

suscet.ivel

p:r-essupost.o event.o,

os

cult.ura.

0

nort.e

que

nort.eia

ag-ent.es

da

informalidade

da fest.a

comediment.o

urn

pot.encia1

t.orna

o

a

considerado

escalas

de

do

come:r-cializa.:;:3o

da

das

E

realizac;:ยงo. dos

de

sabre

quant.idades

ist.o

aparece

des:files

Inst.ala-se da

efe:r-vescS.ncia

a

densidade

a

racion.alida.de

desde

submet.e agora

ri"t.mico-musical

uma

ent.ao

popularidade

e

do

de

mercado

o

comando

coef"icient.e

cronomet.rag:em

A

seja

urn :r-igoroso cont.:r-o!e, po:rque t.rat.a-se

a

int.rinseco

di versas

t.oda

int.erferindo

a

caso

Nas

nele

plast.ico-visual.

ent.re

est.rut.ural

at.os.

de

t-empo.

o

consume"

ext.ens.iio

sua

compreendido

audiS.ncia

qualidade

com

do

seus

da

preocupa;ao

"t-empo

se:r-

vislumbram

imperat.i vo

mesmo

de

o:r-ient.ac.io da racionalidade dos

e

na

a do na

t.ensao de

exig:S.ncia

a

o

simbOlicos

hens

ampliados.

o

des de

acompanha

sig:nif"icat.i vas at.e o foi

urn hor3.rio

cada

limit.e

inicio,

ano

de

part.icular

permanecerem das

urn

para

porem

1969.

na

pist.a

vezes

exaust.ivament.e.

a o

quant.o

aument.o

o

jamais

hor-as

sabre

Cruzeiro desfile

das

e

ho:r-a Part.e

desf"ilando.

do

de

poder

1963,

de

samba

at.raso.

nllmero

pUblico

par

ano,

como

a

t.eve

com

que

se

pela primeira

carnaval",

t.orne vez

por

implicar

me1anc6lico a

di visao

do

o

at.e.

que

coibii>

em

urn

ern

comec;:ou

acabou t.ais

que

faziam

aguar-dar da

e

plat.eia

revist.a

o

abert.ura:''O

cedo.

S6

t.eve

t.arde"{16-03-1963). at.it.udes,

desde

j3

com

nolill

at.o

dois

da

impr<&lilllillionado

desf"ile"011t.ima

event.o

Escolas

seguint.e

a

via ao

as

de via

repol't.agem

sempl'e, de

0

desfilant.es

di:z&ndO-Iill&

urn "ent.l'ave

event.o, ficando

ent.ao

que

est.abelecei>

o fat.o de Escolas passarem at.e

Escolas,

iniciat.iva

a

Podiam

de

exemplo.

dest.e

Mas,

t.odo o

as

result..ados

con.seguira

concor:r-ent.e,

a

do

das

Desf"ile

0

Escolas

meia

Em

se

Escolas

a

quisessem{AI'aUjo/1987).

SUI'gem as :r-eclamacOes cont.:r-a os at.rasos e t.r-es

que

regra.

das

chegou

t.ermino de

cia

pr-ejudica:r-

par-a

Com

salvo

apresent.acao

mc3.ximo

0

previst.o para comec;:o e

exibicao

muit.as

sabre

discussao

A

"ant.it.u:r-ist.ico,

f"a.zendo

Hora/01.03.1968),

PropOe

dias

e

a

imp1ant.at;3.o

da

cr-onomot.r-agom dalill apr-alillc::.nt.acOeg. Porem apenas em 1971, ano quando Turismo

FUGENTUR,

e

f""ixado

e

est.abelecido o

urn t.empo maximo de

142

Fundo Geral de

e>ribit;3.o de

75

minut.os.


As

penalidades

t.orna

correspondiam

possivel

em

a

da

lunca.o

pe:rdas mudanca

Est.ado. Est.a passa ser :reg-ida por no

as

qual

cri t.erios

Escolas_.

de

responsavel

julg-ament.o

principal

resultados

Umbert.o

art.ist.ica.

expressao e

julgament.o.

entre

Ist.o

Escolas

as

pela

est.ao

objet.ivo

com

garant.ir-

o

aos

est.adual.

t.ot.alidade

a

t.orna-se

e

subordinadas

aut.oridade

iicando

se

services .

Como

dos

sempr-e

Iundarnent.al

Nesse

no

crucialidade do sent.ido,

t.empo,

para

t.ant.o

consumida

segundo

Desfile

Carnaval,

de

e

o

t.emporalidade, E

as t.emat.ica do

ele

consume~

do

seus maiot·

t.empo na relacao do fruint.e

desmembra

essa

t.al que

relacao

no

se

se

de

dist.ingue- o

disjun.;;ao

Iixacao

do

esquema

pist.a

experi€!ncia

percept.iva

det.erminacSo

do

poder-

e

seu

coincide

E

ao

como

com

do

plat.eia

dist.anciada

pUblico

o

9

do

desfecho

do

hailado

Iixada

uma

tempo

Deslile

de

de

em

urn

consume com

a

est.abilizan.do

privHegio

com

case

crist.alizada.

ar-quiban.cada.s/camarot.es>

e

ser

seu

o

cult.ul"al

bam

fat.o do

de

ser

da

assim

No

format.o

t.empo.

com a

PoNi!m

possa

e

do

tempo

fisicos.

espacializac3o

a

at.ores

ent.l"e

o

no

express3o

rua ..

A

que

exposic;So

pl"io:r-it.ar-io:

popular.

objet.os

objet.ifique

dizeJ"•

t.ol"na

de

teat.:r-o-passarela

demais

t.emporalidade<Idem:111-3).

de

tempo

os

art.e

poder-s.:.-ia

seu

est.e

a

especifica

seu suport.e o

como

e

sucesso

no t.empo do cont.eUdo. No primeiro aspect.o import.a o

viver-

consume.

seu

Eco(1989)

a

pt'azer- emaranham-se

operist.ico

:relacao

no

ao consumidor.

Para

objet.o

na

subvencionadas,

espet.aculo,

o

pont.os

urn cont.:rat.o de p:rest.acao de

decididos

pelo

econ&micos.,

comodidad~

coisa

agora

de

olhos.

dos

A

de

pr-ocesso

do event.o para sat.isfazer audi&ncias.

Seja a Iorma da express3.o e o cont.eUdo expresso vao reajust.ar-se par-a

moldar

urn

est.a

plat.eia

sem

t.em

escassez

na

est.e

espet.aculo

desde

vinculos

prat.icas colada

a

examinar

e

imediat.os>

t-emporal

ent.3o

est.et.ico-comunic.:at.ivo

insercOes

o

cosmopolit.as mercadoria

experiment-ados

como

de

int.eresses

n.a.o

que

para

minima

os

mas

agora

mercant.is. cultural

0 e

e

mesmos

na elaborac.iio

do

~43

que

niche

o

art.icula

a

do

me:rcado

e

urn

limi t.e:

e

0

est.at..ut.o

plat.9ia,

mS.ximo.

o

Desfile

0

impret.er-ivelment.e · no

event.o ao

do

est.e

cont.rat.ualidade

des sa

os

aos

exibic;.iio

ppnt.o

consor-ci.ac;Oes

ent..iio

pert.inent.e

car-n.avalesco

rebuscado

deslocament.os Desfile~

signa

simb61ico

municiando-o

e

novas

a

amhit.o

jS.

urn

das

simbolo

de

fest.a.

Vale

e

mat.erial

sao

para sat.isfazer-

os


novas

na

compromissos

desf"ilant.e.

0

int.roduz

a

o

ajust.e

alt.e:rnat.i va

da

Avenida~

j.a

de

f'6rmula.s

que

que

apresent.ada

basilar sera coadunar o

dilema

com variacOes que

per:fomance

a

via. vel

regula,

aproximam

do

leit.ura do

a

(':rui.;:ao

pont.o

produt.o

e

de

esquema

novo do

pela

sint.~t.ico

pUblico.

espet.aculo

vist.a

plat.9ia,

sua

do

gEmero

Est.a combinat.6ria no

t.aat.ro

f'o:rmal-est.et.ico, sem

aparencia

dest.ruir-

a

o

aber-t.o

encaixe

unidade

genera. Condic.ao decisiva par-a a formacao de uma auctiencia carnavalesca.

144

do


4.

0 SUPERESPETACULO

Lcigrima.s

I • • • >E

do

a.legri.a

J)iasabor Umidecem

0 rosto do Mei.o do cenario multi.cor Esl6. na. hora., & Carna.va.l!

arli.sla.

0

poet a.

um

original

(Aurinho e DidD Le&,

Cri.ou

LeO,

esqui.nd&

mU E a. Oi.ta.va Mara.vUha. Vern bri.l.ha.J'

belezas

Ne,le ca.rna.va.t do meu Bro.slt.

<Neg8 1 Negruinho e Dicl'O>

146

enredo


0

prop6sit.o

est..6t.icos

provocados

no

inserc;3o no mercado t.oma

analise

de

Desf"He

averic;uar

Escolas

das

de

moviment.os

0

a

part.ir

eixo

sua

da

exposi~So

da

e

como

qualit"ic.aram

0

event.o

facult.ando-lhe

a

simbiose

que

audiovisual~

nat.ureza

deslocament.os

OS

Samba

de hens simb61icos ampliados.

OS

superespet..S.culo

capitulo

dest.e

com

a

indUst.:ria da imagem.

POR UMA IMAGEM BRASILEIRA

o

pano

anterior

t.em

cont.ribuic8o

decisiva

de

sido do

absolut.a

de

alvos

e

ent.ao

sociedade 0 •~ JCS

t.omada

Os

t.elecomunicacOes

indicam

como

comunicac8o

social.

De

id9-ias

ao

"polit.ica veiculo

t'ort.e

t.ant.o

e

das

at.ingido

2,26%

do

PIB,

nacional".

"const.ruca.o

int..egrat.iva

1968,

urn

de

na

Hygino set.or

par

meios as

A

moder-no'',

no

est.at.ais

de

meios

Cornunicac5es

pelos

em

part.e

int.egrac3o

os

cult.Ul'alment.e

at.it..ude

a

a

perempt.a

conjunt.ura

de

seguranca

pr-imordial

a

na

prop6sit.o

de

capitulo

const.it.uiu

Tornam-se

capi t.alist.a.

o

com

necessidJ=tde,

invest.iment.os

privUegio

0

moderniza

a

Minist.ro

ent.3.o

do

desde

t.elecomunicacOes

das

da

como

se

ali ava

que

cent.rais

desenvolvido

que de

acumulacao

Corset.t.i<Veja/12-01-72).

Est.ado,

set.or

economicament.e

grande?

af"irmacao

argument.o

ideo16gico

a

pais

comunicacao

BrasH

do

esforco, cunt.role

do

t.elt?visS.o

uma

Est.ado.

nesse

dit.at.orial,

fundo

de

part.e

do

elet.r&nicos

invest.iment.os

de

at.ingem

3,28% no ano de 1975{f"ont.e: De:Fesa Nacional/LXIV:22). mer-cado

0

modernidade

concr-et.a

modernizant.e

por-

aparelhos

TV

de

no

no

micro-ondas em

1972

emiss5es nesse

dais

nUmer-o

1971

bern

A

aquece

A

pelo

t.el"rit.6r1o

int.l"oducao ainda

mer-cado de t.elevisor-es era a

mais

pais, 4

dos

12

quadr-o

via

milhOes

inauguraca.o

sist.ema nacional

mil

o

do

Telebr-ils, f"ossem

set.or-.

A

base

de

empenho

500

e

de

mil

1955.

sistema

cobert.os

0

maior-

permit.ira

t.ransmissiio

da

f'"aixa ocupada

147

exist.iarn

esse

cresciment.o brasileir-o como o

mundialment.e.

do

pelo

dist.ant.e

'

t.elecomun.icac5es,

ano,

Em

190%, t.ornando o

t.ercos

sint.omat.iza

exper-iment.ado

Est.ado.

Brasil,

t.eJevisuais.

mesmo

do

moment.o

nas

t.elevisores

de

virt.ual

e

par-t.e

cresciment.o chega a vel"ificado

venda

de

de

que pelas

colorida, de

ampliacao

do

pelos segment.os do operar-iado


urbana,

em cz-escent.e

expans8o

J&

no Cent.:roo-Sul br-asileil"o.

em 1972

eles

t.6m nas milos 60% dos 6 mUhOes de aparoelhos de TV exist.ent.as no Bl'asil.

0

censo

IBGE

do

possuiam t.eleviso:r- Congl'egando 70% da dos

.la:r-es

do

veiculo

ligados

ao

condic;:Oes

post.as

1990,

inser-ido

sist.ema

54,9%

como

pela

s:ociedade

de

Const.ituiu

t.elevtsao.

reor-ient.adas

domicilios

bl'asilei:r-os

bem-est.ar

social.

Sr-ea ur-bana apl"esentava 73J!%

mereado

urn

de

dos

indicadol'

t.elevisual.

de

empresas

das

em

populac§o brasileir-a, a

gr-adu.alment.e

se:r-So

e

este

formacao

a

progr-amacOes

que,

const.ava

popularizac3o

consumddor-audiencia p:r-ogl"'amacOes

As

para

essa

at.ender

urbana-industr-ial

o e

das

novo o

paz.a

emissol"'as

pUblico,

nas

mercado

nacional

junca.o

entre a

de consume de bens mat.eriais e simb61icos. Armand

tecnologia polit.ica

a

de

cultural

o

Michelle Mat.t.elar-d<1989)

comunicacOes

"cultUl"a do

com

e

dos

nacional

OS

no

aut.ores

cat.8r-t.icos

televisAo

comerciais

Por-

Walt.er

tsso

milit.ares,

administ.rat.iva

e

aos

-'

fato:r

cont.ext.o

de

Clar-k,

do

artist.icament.e

econ6mica do capit.alismo tardio,

a

nos

principal

comuntcat.iva

aos

ao

A

grupo Rede

seus

cult.ura

e

t.ermos de

da

est.imulo

comp:r-omissada

incl"ement.e

aspectos pela

programa.cao

mat.erializar

membra

vet.or

decisive

essa

publicit.Srios.

cultural,

de

urn

urn conso!idado mercado de consume

Quant.o

definem

procura

o

digest.ao

paJ.s ,

indust.I'iais.

bens

express! vos, efeit.os

model'nidade

espet.Sculo"{de f"Scil

consumista no

de

a

governos

diver-t.iment.o)

imaginclrio

e

ent.endem nest.a

o de

execut.ivos

a

Glebo

af'irma est.ar

e

art.iculacao

das

universe

est.et.icos

que

da

sucesse

da

dos

emissoras

sirnb61ico

16gica

e

de

t.ecido.

articularam l"'acionalidade empresa

e

o

apoio r-ecebido dos governos da ditadura, em cons6rcio com compromisso de efetivar o mer-cade de consumo no pais(Veja/16-01-!980). A t.ransf"ormacao da aparencia do t

produt.o

t.elevisual correspondeu

.

Q sob:re no DG>\..1 G"Sl\..ldO producao de ben& c\..lll\..l:ro.i.s Prokop lend&nci.a eonsta.to. consoLi.dar o i. ndustri. ol1.zo.do.BCJ:PB6>, 0 quo a.t:ri.hui. Q 8nfa.$& f'-'nr;:ao deetee enlreteni.mento como emoci.ona.i.e e forlel! &nvolvi.m•nto• em a.pelo•, dessaa produCOes veicutacao om contextos tra.nsno..ci.onais cor.di.COes senti.mentai.a, volla.m-ae c:~.ntes na.dc:~. esti.mulos, no enlanto. Ta.i.a a.mpl.i.a.doa. do evi.ta.r a.llerOCOes si.9'ni.f1.ca.li.va.a cuja. fi.na.tida.de e aLgni.cos, efeltoa tao somente pri. vi.legi.a.-se a.qui.to ca.paz de espectadores; roli.nas doe n= "fa.nlaai.o-cli.ch&"> e a r-ea.ti.zot;Oo de repeti.caoco. pel a. eonforta.r, com essa.a mesmaa rei.tera.COesCidem:.tPS-4>. tenso jogo no aspi.ra.C5es. est&t i.ca.-expresai. va. ao perf\.l do a.cumuta.cao fi.si.onomi.a. COI'l4'Cla Prokop

n~~ter

••

ca.pi.ta.ti.ata. na. sua. fa.&~& tardi.a

148


a

£ace

Jose

visivel

Mario

Ort.iz

vivenciada

novas

d.iret.rizes.

Ramos

e

gover-no milit.ar- de que

Ao

naquele

Borelli<1999)

e

moment.o

demonst.ram

popt..llar

harmonioso.

sabr-e

ressigni£icado"

cult.ural.

Ou

pr-incipia

:s:eja,

no

crtt.erio

universalidade

do

com

mercado,

Carnaval

encont.r-ada foi

principais, periodo.

alcanca

Em

num

apinhadas,

do

clara

e

regional

exercido

pelo

adoc8o

a

o

"nacional

da

indUst.ria

audiovisual,

o

selet.ivo

de

resgat.e

o

urbane,

que Renat.o

de

linguagem

da

color! do

e

o

verossimelhanca

br.asileiro

cent.ro

o

exemplo,

par-

segtmdo

Desfile

e

jornal

event.o com a

mas

de

em

favor

da

din.3mico

do

p6lo

acordo

quais

das

Escolas

int.ernacional, Tribuna

de

crit.S.rios

no

Sant.os

0

de

Samba

curso

desse

na

not.iciava,

par-t.icipacllo de 30 mil sambist.as foi 500

horas(27-02-68).

16

III o

nacional

exager-o

durant.e

denomina

popular

capit.ulo

projecao

primeir-a p3gina, que o vist.o

0

part.icularment.e

par

1968,

brasileiros,

do

o eixo Rio-Sao Paulo.

e

Carioca,

de

Globe

1deol6~ic.as

exigi~ncias

implement.a

nacional

cujo

longo

ao

Vimos

empr-esa o

a

as

problema,

cont.eUdos

amenizar

de

capit.a.lismo no pais -

mesmo

dos

da

como

socioecon8mica

A solucao

prop6sit.o

nivel

ident.if"icados

0

o

pelo

mercado16gico

mot.ivos com

re£1et.indo

brasileira,

modarnizar;.i.o

de urn t.rat.ament.o realist.a est.ilizado dos t.emas

Ort.iz<1999),

t.elenovela

disseminadas imagens de urn Brasil

f"ossem

tnt.egradament.e

da

t.rat.ar

adequando-.as

pela sociedade

moderno e

Silvia

producOes

suas

o:rient.a

da:s

mil

pess:oas,

Relat.a

Jose

nas de

Luiz

arquibancadas Oliveira

que,

t.amb&m nesse ana, aparecem as pr-imei:ras p:res:sOes de part.e dos t;overnos miltt.ares

no

sent.ido

de

pbs-64 "(1989:69-70).

Desf"ile

e

o

Escolas

conjunt.o

0

sist.ema

adequa.rem

principalment.e

e

at.ualizados

"Jnais

as

de

de

t.ais

t.elevisao

seus

enredos

inspirar-em

se

fat.ores

come:rc:ial;

at.uou a

par-a

projecao

car-ioca como fest.a nacional oferecia os subsidies para o empresa como a ver-ossimil

de

aos

no

t.emas Brasil

aproximar do

o

Car-naval

objet.ivo de

uma

Globo, int.er-essada em produzir- uma imagem suf"icient.ement.e uma

r-ealida~

brasileir-a

popu.lal"'

mas

moderna.

0

encadeament.o de alguns fat.os sao exp:res:s:ivos a esse r-espeit.o. At.e o

final dos: anos sessent.a inexist.ia a

ao vivo para t.odo o

pais e

a

t.r-ansmiss&o

t.elevisiva

ap:resent..acao das Es:colas nao det.inha Jugar

..

2

cent.r-al na cobert.ura de carnaval das emissor-as . Apenas em 1971 ocorl"'e a 2

Da.ta. c:objet.i.vo

•• '""" ••

preeent;:a. cc:obri.r 0

pri.mei.ra. camera. event.o, por8m

14!>

0

TV sent.i.do

oom

0

sobret.udo


anUncios.

indtist.ria

A

urn anlincio do

Escola

da

legenda:"Saia

de

De:s:f1le

t.elevisor-es

das

Escolas

Color-ado

RC,

ef"et..iva:r

carro-chef"e

por

Samba

de

nos

exemplo,

de

Samba

rosa,

Mangueira

azul,

evoluindo,

sua

cobert.ura

carnavalesca.

em 1974 a decide Est.a

f"ot.o

cores

da

o

G1obo, a Desfile o

cent.ralidade

dest.aque na ediciio p6s-carnaval da revist.a Veja:

das a

Rede

t.ornar-

Rhodia

A

iJust.ra:r

ve.rmelho ...as

b.ranco,

uma prog.r.am.aciio em rede,

para

seus

produzir-a

pist.a.

principais revist.as, no ano de 1972, a

Rhodia". Com base nest.a popularidade do event.o, primeira a

de

publicit.fu-ias

das

verde,

de

event.o.

0

televisor- colorido t"lag.rando uma Escola na

est.ampa nas pclginas baianas

marca

a

ut.!llzem

int.egralment.e

mesmo periodo quando alr;umas pecas

sint.omat.tco que se ja o

impressas

cot.ejando

nacional

t.l".ansmissao

pl"imeil"a

ganhou

..,

ca.rnaVCl.l no CIS t.ma.gens do mudCl.m 0 nao menor dQ.S roupcas mulheres bCl.i.les, fugCl.:<:ment.e no• fotogrcl{ia, ou ast.Cl.mpCl.da.s numa na sun:tuosidade vidoeno crescent.e do desfiles d.as: escolas de samba. No s&mana passada, por&m, novida.des em de transmtssOes de detector foi po&sivel prtmdrtos fei.t.os tra.bCl.lhos Rede OS Tupi t.v. Exc:luindo-se Tel&vi.s2to coma.nda.do pela TV Ri.o de o fato Brasi.lei.ro :S:Lst.ema cobertura resulla.do da de ca.rnaval apres&r.lCl.da pel a 0 a no esle que A bg.ndona.ndo dos bC~.i.les quase perfei.lo. as transmtssOes foi. al.obo aede se tornam no video, eles ins-uporlg.vetmente mon6tonos ca.rr.g.va.lescos uma equipe do 2.SO p&ssoas, ti-cn'Lcos-, concer.t.rou entre Olobo apresvnt.Cl.dores, e na coberlura. do que reCl.lmS"nte rep6rteres prvt.ende ver 0 ca.rna.vaL (. . . >Na.s foi LnleressCl. parCl. do d~~~>efi.t& des esc:olCl.S cariocas, cobert.ura de SCl.mba princ:LpCl.lmente nCl. carlos, emissora mostrou AntOnio que a to del. suo Aveni.dCl. 0 forCCl.. no jornCl.llat.i.co perfeit.o esquemg. houve copi.osas i.nformC~.COes um com fi9urantes, a hi.st6ri.Cl. papel dos das e.scolas de sCl.mbCl., os 0 sobre a.presentadCUI no desfi.l.e mUsl.ca.s a lobo fg.l.hou apena.s enredos doe su~ toma.da.s 9erC~.i.e escola.s peLCl. Aveni.da, delg.lhe=• em forC~.m irrepreensi.veis(:lP-02-:lP?5 cor. pel a 00 9ri.fos valori.za.da.s g.no,

De Cl.no t.a.mCl.nho percebi.da.s

VO%

sao meus meus>.

0

possivel

esquema

conclutr,

de

cohert.u:r-a

pela

int.er-essant.e em "ve.r". 0

valor-ac,ao

do que

carnaval urn

da

emissor-a

det.erminado

que por sua vez subent.ende a

pUblico

150

e

considez-a

exist.encia de urn

pequena.a ou jornali.&lt.t.co-i.nforma.ti.vo, de algumas a reapet.to DCL leit.urCL progrCl.mO.C5.o. reviet.g. Veja. no fir.Cl.l publi.co.del.S T' > Cl. »eafi.le, lelevi.aug.l do por a.lvo 0 ·•equi.voco"' conslCl.nt.e t.•m recta.ma.c&o a fa.mo&oll do "'mundo do samba.'" ern nomes de pri. vil.egia.r olguna '"cordunlo do espelCt.cuLo'".

definido,

&

t.ranami.ssao decel.da. de das emiesorct.s <M-tri.mento do

""""


carnaval

organizado

det.alhes

e

nesse

sent.ido,

apresent.ado como a

t.ant.o

que

novidade

o

bin&mio

plano

.;era!

t.ecnica int.roduzida par-a

e

cobri:r

os desf"iles de f"ant.asias de 1uxo, mas sobret.udo na t.:ransmissB.o do grande Desf'Ue

Escolas

das

sunt.uosidade'".

Dest.e

Samba,

de

modo,

em 1976 a

pro.Iissionais para t.ransmit.ir o quais

du.as

dest.acados

espet.aculo,

port.St.eis

e~am

emissora

mont.a

cont.ando

apoiadas

uma

equipe

de

232

com 10 cameras,

das

dois

po~

''crescent.e

sua

po~

caminh5es

de

ext.erna<esp&cie de pequenos est.U.dios de TV, dot.ados de equipament.os para emi t.ir

as

objet.ivo

imar;ens

do

produzidas)

emprego

de

est.acionados nas

t.odo esse

aparat.o

ext.remidades da

era

most.:ra:r

os

pist.a.

0

"det.alhes"

e

"planes ge:rais"{Veja/10-03-1976). Do essa de

de

pont.o

epoca

o

Segundo

vist.a

chamado

pa:r~et.ros

t.S.cnico

"pad:r.iio

que passa a um

oferecer

de

Ana

pad:rao

publicit..Eu-io

mercado

de

imagem

nort.e-americano que

por

mais

de

uma

er6t.icas

figuras

dS.cada Normal

homor;eneo, adoc.ao

obedeceu

ent.ao

que

no

da

ca:rnaval,

def'iniu o

sua

Melhor

desenhadas

empresa), suger-iam

seja,

vist.oso

consolidac.i.o de uma

e

Globe

lanca

wn

po:r

conjunt.o

p:rogram.ac.ao da emissora no sent.ido

naciona!

femininas

visual de

Ou

po~

o

de

Hans

e

de

de

dest.aque

urn

est.Sgio

sofist.icacao

Globo lanca o

Car-naval.

conceit.o

principia

de

apr-esent.ad.as

qual

ao

assumia

est.rat.S.gia do

sofist.icado.

e

posic.i.o

modele

at.ingido pela empresa . Ern 1977 a

Programacao

programac3o

a

Rede

3

carnaval:

programao:;.?lo

est.a

a

qualidade".

de

inspirando-se

int.eg:rado,

agres:sivo,

a:rt.ist.ico,

orient.ar a

eficiencia t.ecno-bu:rocrAt.ica e

no

globe

Keh1{1986),

Rit.a

e

slo~am

cobert.ura As

coloridas

do e

Donner{designer

da

como

da

vinhet.as

est.S.t.ica.

de

fest.a.

que a emisso:ra visava. 3

suplemento Balanco Anua.l, do 0 setemb.ro pelo Jo.rnal Em SQo Paulo, most.rava os nUmero.e quo gara.nti.a.m a alobo Oa:z:eto. Me.rcanti.l de setor de entretenimento. Ano llde.r no de .1P?P, s6 na a. s6Li.da. post.cao de obteve uma. reeeita llquida a. emiseora d• .1 mi.lhQ.o 700 p.roe;o. de sao Paulo, que a. segundo. trios ve:.:es colocada. a R6.dio mil cru2eiroa, crescimento setor, 0 foi todo 0 de S.t,d,.: no mesmo Di..fusora-SP. Em 5~,7,.:. A sua audi8nci.a so:.:inha. ehegou o m&dia. na. Ora.nde peri.odo. A otobo 0 durant• metcu:le em torno de CS.J15 fi.na.l d6ca.da. de sao Paulo girou vo.rba.a om mldi.a publi.ci.dade, a Em setenla.. ·~ i.nveel i. rnentoetkehl/.11)&d::2.13-.1.,.,) . tamb&m a.bsorve Olobo Rode urn mo~~>reado publi.ci.llr.ri.o que proceeea om ae eonaolida. li.deranc;:a Eeea audi.&neia televieuat um merca.do de colocado em mundo e o aext.o do como

""

••

s&t.i motort i.:.:/.1~:2.1) .

181


clara

organicament.e

a

concat.enao;:8o

e

bans cult.urais.

objet.ivos

sist.ema comercial de

ser

no

vist.a da

t.elevis3o.

0

e

que

Desfile

int.eragir

que

refer-e

a

como

a

se

adiant.e

emp:resa,

pais

econ&mica

event.o iJl€redient.es

pUblico-audiE?ncia

do

0

t.ant.o

racionalidade

Ou seja, ha no

de

fat.o

mercadol6gicos

pela

delineada

significat.ivas

parcelas

a

expressiva

com os

iuncionalidade

ao

programacao t.elevisual,

com a

est.et.ica

unidade

quant.o

sugest.ao

do

adequa-se

capazes de

para

confirmado

persuadir volt.ado

qual

0

pela

de

mer-eado

maneira

como

0

o

depart.amant.o de mddia da empresa apresent.a sua programacao de verao aos Nela,

anunciant.es.

audiencia

vai

principais

nas

aliment.ar

consist.e

Desf'ile

0

pracas

uma acirrada

"urn

ern

publicit..U.ias

disput.a

entre as

pr-ograma

do

pais."

empresas

4

Est.e

.

de

s6lida

corn

at.ribut.o

t.elevis§o

palo

privilegio de cob.l"ir- o event.o. Vejamos alguns dos seus lances: grande

(. • • )O

ba.lalha

carl ada

Numa

transmi.ssao entanto, foi. Bandei.rantes esl~pul.ados

a

po.ra

bra.sil.eiros que h6.bi.to

dos

forte, desfiles

para pagou pela

a

basli.dores fo~ deci.dida olobo tentou cornprar carne. val do ca.r~oca.

dos

no

0

0

ol.obo parte

a.ssoc~acao

cobertura.

da

assi.stirao

0

ban car

0

do

cont.rato

das

Escolas

a.presenta.Ciio TV 0 pel a

de de

50

samba

dessa.s

n5o consegu~u. No desfile que mil hOes cruz<nros de R~o

do

escola.s. sunt.uoso.

semana pa.ssada. exclusivi.dade da

de

ASSI.m, Opera

Jane~ro,

milhOes de

rua,

deurn

••

cada carnaval. show de 0 dd.S escol.as do pruneiro grupo hord.S 0 tempora.do.(. . >A TV transmit& to do forte da. o desfile, mas e prato da mo.nhii, quando &ntra. a qu1.nta e 2 entre escola, verda-rosa 0 espet..oiculo comet;:o.L .. > que 0 grande ldo.nguei.ra., De enorme umo ca.bi.ne po.ro.f ern6.li.o. elelr6nico. equ1.po.da com umo e especi.almente conslrutda frieza fugi.r 0 dos no a.venida, p=o estU.di.os, o diretor-garal de Especiai.s da alobo, A loysi.o Legey, come>ndar6. Evenloa as Lmagens do que e considerado o maior espet.a.culo do mundo: 20. 000 eambi .. tas ser5o Vi.9lOS Lu><:uosas fantasias por trajando urn un1.verso social fi.gurOes politicos, abra.nga i.mporto.ntes que estrel.as i.nt.arnac1.onai.s, torcedores milion6.rios bichei.ros e fi&i.u. com i.nvesti.menlos que cruzeiros OS <00 milhOas de bai.ram qua.se tQ.nlo qug;nlo os das campe& 0 escolas com pretensOes 0 Olobo confi.a no born Cc:a.rnaval dQ equip& de dOO peseoa.s que traba.lhQm no Ri.o de .Ja.nei.ro. "NS.o est.aDWS int.eressados em produzir,, nada'', di.z Legey. "S.6 VaJDOS usar os de

cresce

duro.cao

por que

lodo

pais

0

a

"

desfile

-.

acont.eciment.os reaisC ... > Novent.a e cinco por cent.o das nossas imagens ser.&o ao vivo. 0 povo quer ver e o que acont.ece na Avenida.. ", concLui.(Veja../OP-02-i983 -

0

•Bolvl1.ns •

do

int.e!'esse

grifos meus>.

das do

empresas mldi.a

~PSB).

152

do

aede

se

..

just.ifica

a lobo

pela

prOpr-ia

Televi.aa.o,dezembro

do


mundo'.s.

A

event.o,

do

monumentalidade

list.agem

dos

apreendido

nllme:ros

e

como

''maier

0

inctdencia

da

de

t.amanha

presentes ao Desfile, definido como um "show'', corrobo:ram a t..E!cnica

e

os

entre

as

disso

t..eria

gast.os

empresas

audiencia

f'inanceiros

dispost.a

t.elevis3.o

de

qualquer

valor, se:r

em

exigidos para

caso

pela

exibir

na.o •exist.isse

"seduzida"

peJo

variedades

par-ament.acao

t.r.ansmissao

suas

e

imagens.

Desfile,

pugna

a

nada

Po:rem

amp1o

um

do

espet.it.culo

potencial

t..ornando-o

um

de

"prat..o

fort..e da t..emporada" junto ao mercado publicit.Mio. ano

0

inauguracao

da

da

fixa

Passarela

do

Samba

e

exemplar

a

a

divis8o

do

esse :respeit.o. Em DesfHe

a

1984,

ern

dois

eJetcao

dias,

exigern havia

as

Governador-

mot.ivou,

do event..o. Cont..udo, a

e se propOe a

do

de

Escolas o

de

Samba.

direi t..o

GJobo

A

de

Jo:rnal Nacional -

par-a apresent.ar

ause.ncia

bloco

carioca. Em ent.revist.a

cadeira." da

que,

exigiria

a

do

e

f"azer

urn

Desfile

e

ern de

o

no

jorna!

editorial

porem

ja

Na

•Na

case

era

anterior

maier-

audiencia

de

just.ificando o

a

por que da

cobert.ura

de

tarde:

s.abado

do

Desf"Ue

diret.or da emissora jo.§o Car-los

coisa

que

dais

dias:

urn

ample

pr-enda

0

t.elespect.ador

subvert.eria

a

equipament.o

sernana na Avenida. Compromet.endo comprornissos publicit..Etrios e prejudicaria a

pouco

210 milhOes de cruzeiros

Dedicou

seu

:r-evist.a Veja,

irnobilizacao

a

Globe

at.ras,

inint..errupt.os

"carnaval nao

0

Ac:r-escent.a:"O

rede,

int.eir-o

anos

1B

ap6s

volt.a

t.ransmissao.

urn

d.iz

Rede

bancar os cust.os da t.ransmissao -

perdido

Magaldi

a

Brizola

:r-ecern-inau"urada Manchet.e se aproveit.a da sit.uac§o

Fest.a-Espet.3culo,

sua

inicio,

Leone!

na

prograrnacao

por ja

t.oda

urna

assumidos

p:roduc3o da emissora"<18-02-B4).

rnesma

edicao

da

revist.a,

0

diret.or

da

Manchet.e

Moises

de :is>?S, a me!!lmo. revi.eto. Ve-ja como ieverei.ro com o 5'&gut.nte tLtulo:""De~fi.Le :EscoLQ.S reporta.gem .. uperespelQ.culo"". A reporlagem, no da corpo vi.t6ri.a. do Q sa.mbo. de el&ncando o. ospo.r.tosg. qua.r.Li.dade numer~ca exa.tamente i.nt.ci.a revi.elg., qu,_g.i.s se i.nclu~o.m os mo.i.e de uma. entre OS cenlena de evento, no 9nvolvi.da ereder.ci.ados cobri.-Lo. forma. eetrangeiroS", Deal a Jornali.stas, mui.to.s il'1teresse jornal i..sti.co, No a.no .segui.nle, a pr6pri.o 0 esta.va. justi.fi.cado &1'1{oco.r a.L&m de 0 Deefi.le, Lrouxe ai.nda urn carna.va.L edt.cao pr6xtma. do ma.tOri.c;~.

de

de

o<

ca.pa

de

a

esclareci.am QOS verbetes como cujos dicion6ri.o, pequeno edi.t;:Ci.o pr6.Lica., a.Li.C..:., veri.ficQ.Qg. na de as Escola!!l cobertura uma clara conjuncao &1'1lre revi.sta Exi.sle jornale. Lexlo da mo.teri.o. 0 quo pressupOe quo lelevi.eual, j6. tra,.,ami.ssao

doa

lei.tores

aesi.sti.rQ.o

0

"superespetdculo"'

pelo pais afora.

183

do

•u~

casa.e,

julgar mui.Loe •

0

mui.tos

eepalhada.s


Welt.eman

anW'lciava

p:re juizos",

parafern8J..ia levadas publicou

Samb6dromo mat.er-ia

uma

Manchete

sai

carnaval,

a

com

alta

que

voltou a

Rio

de

com

t.rabalhar a

para Manchet.e o

as

saida

longo

de

de

empresa.

No

o

t.it.ulo:

transmi.s.s5es

di:r-ecao

Janeir-o,

produciio

pela

da no

contra

das

de

a

popularizaca.o ".

anos

o

p:r-og:rama

p:r-evia:"Podemos Mas

0

Irineu

Roberto

perder

e

fat.o

que

ent.ret.eniment.o

toda

Fant..ast.ico dos

pe:r-deu;

audiovisual

o

Des£ile

de

forte

"pela

bat.ido

na.o

sair-a apelo

o

Ibope p:r-aca

do

Fest.ejou

o

represent.a

em 1966, £oi para Globe -

nUmeros

mas

da

Ap6s

do

Globe.

primei:r-a

p:r-efe:r-8-ncia

o

IBOPE

considerou

:r-ede

da

Globe,

banho"(14-02-84).

wn

cons:agrado junto

ao

sua

e

sera

vez

em

vice-president.e

audiencia,

Bloco

na

S6

Veja

a

Globo.

cobert.ura

po:r-que foi

0

nUme:r-os

a

8%

jo:r-na.list.as,

TV.

anos.

t.oda

e

feve:r-ei:r-o, na

os

seis a

70%

Isto

Marinho,

em

de

150

poderosa

Bloch:"Essa

popular. Execut.i vas da Globe duvidaram normal.

a

Corpo

inundacao do Rio,

ruas,

10

a

de

comemo:r-ava

empresas

mesmo que a

29

dia

edic8o

mai.s

s6

lucros,

dar

de

imagens,

car-naval depois bat.eu

vai

ilhas

Corpo

Manchet.e

emissor-a

di:r-et.o:r--superint.endent.e

a

a

nao

carnaval

cameras,

onze

indispensavel

ao

"o

alegando:

que

ainda

ao

como

peca

"grande

de

pUblico"

t.elevisivo. Por isso, a

rede

lide:r

ern audiS.ncia procu:ra

Os jornais cariocas divulgam informaciioes

da elit.e do de uma

jogo do bicho,

a

Rede

a

at.ingindo

plenament.e

ano

de 1986,

mil

component.es

t.ais

quando

as

prop6si t.os, Escolas

desfUaram,

pessoas,

a

20

logomarcas

67% vai

de

diz

a

c.funer-~,

audiS.ncia

caract.erizar

no o

dias.

Veja, wn

t.amb&m

Rio

e

desfUe

laser, pr-ojet.ado por- urn canh.S:o, a

a

ret.orna

Globo

de

leva

hellc6pt.e.ro. urn

o

Aiem

de

1987.

sao

de

1984

volt.ar t.ent.ar n§o

Embo:ra

.a

passarela.

cruzeiros SOO

e

0 50

t.ecnicos

e

A Manchet.e chega

helic6pt.ero

ern

de

Est.ado a

e

sua logomar-ca. Mas a 89%

p:rejuizo.

ano

event.o.

do

emp:resa

do

gast.aram 30 milhOes

elet.rOnico de 80 met.:ros quadrados com a peleja:

governo

t.ransmiss§o

da

o

lado da Embrat.u:r e

Globe part.icipa du:rant.e

jor-nalist.a ao Samb6dr-omo, 24 cAmeras e 520

ao

rnanunt.encao do Desfile em dois

exclusividade

a

conquist.ar

a

que,

inciat.i va corn int.ui t.o de pressionar o

at.r.as em r-elacao

com

de

desf'azer

Paulo.

urn

paine!

Globe vence A

br-iga

Ut.ilizando-se

de

das raios

Globo projet.ou sua mar-ca sabre o

que

se apresent.ava na pist.a. A int.enc.S:o era fazer- fr-ent.e ao imens:o let.l'eiro em neon post.o

pela Manchet..e no

154

pr&dio da Talerj, localizado em

uma

das


margens

Avenida

da

cabeceiras,

a

de

President.e

ent..rada

Vargas

pai'a

o

que

Des.f'ile,

compOe

just.ament.e

$amb6dromo.

do

uma

foi

E

das

est.e

o

dest.aque jornalist.ico, t.ant.o da Veja, como da revist..a ISTO E.

tao

0

Comprado para

esperado

pela

empresa

t.ransmissSo

do

t.roco

Socram,

Desf'ile

Globe

da

est..a

com a

a

fecha

Manchet.e urn

primeira

mil

d61ares.

recorreu

Posteriorrnent.e

inst.Mcias.

0

comerciais

em

benef'iciou pessoas

a

que

logo

exclusividade

t.rabalhando

no

correndo sob t.rilhos, Escolas. E venceu a

empresas

not.iciou

que,

est.a

result.ado

as

das

inserc;Oes

emissora

ent.re

800

nurna

das

final

pi5e

750

uma

quais

acompanha longit.udin.alment.e de cima a

p2tginas.

recebida

enfim,

edicao

na.

que,

evoluc;:ao

das

caso recebeu amp1a

pela

ambas

Globe.

empresas

Veja(24-02-1988),

da

est. a

uma

Desfile,

ao

vaia

E

reservada

Da

mesma

haviam

pooD

conjunt.ament.e<em

t.ransmi t.ir

assim,

o

da

negociacOes,

Ganhou

Par-em

c3meras

24

recusa

depois do carnaval; os embat.es juridicos entre as duas

dedicada a

Desflle,

Ainda

a

as

valores

os

carnavales:ca.

Globe.

da

ap6s

jus:t.ica.

da

r-enegociar-

a

exclusividade

de

ret.omar

concorrent.e de 67% contra 10%. 0

ganharam

not.iciando

mot.ivou

1988.

elevado preco fixa.do -

t.ent.ou

mediae So

programa.cao

sua

cobert.ura ant.es e

Manchet.e

vezes

duas

por

a

cont.rat.o

emissora,

Manchet.e em part.icipar do neg6cio, alegando o

em

ocorre

o

urn

a

Desf'ile

0

quat.ro

t.r-ansmissao,

maneira

chegado

das

peri6dico

acordo

para

carnaval

no

de

89(15-02-1989). A revist.a

longa

Veja

realidade:

0

''moderno'', t.elevisao t.oma-a

exposic.alo

como

pau1at.inament.e

quadros

da

part.e o

recint.o

do

mercado

como a

novidade ao

do

e

da

0

t.omando

como

event.o,

ao

ao

'

aut.Onoma

t.urismo, cult.ura

a

S.nfas:e

valor

de

na

at.ent.armos f'at.o

e

com da

da

inst.i t.uicOes

urbana,

individualidade

exposic;:ao

ao

a

ap:resent.ac;:ao

esfera

do

da de

Brasil

cot.idianizacao

t.oda

da

da

seguint.e

a

cult. ural

nessa

t.ecno!ogias

ampliada

report.agens

espet..aculo;

!ado

cont.racena

se

um

pe:ri6dico,

incorpora

racionalidade

cult.urais,

refOI"CO

se

Desfile

indUst.rias

no

desse

edit.orial

alvo

lst.o significa que nos

rot.iniza

se

fat.os,

significat.iva

font.e,

Desf'Ue

enquant.o

dest.es

a

publicizac.ยงo das

Escolas.

modernidade,

cult.ura,

como

comunicacao,

no

e

ernbebe-se

de

da

recepcao,

vislumbi"ada

consumidoi"

cult. ural.

valor-as

Ora

a

const.ruc;:So do Samb6dromo vern nat.uralizar est.a simbiose, quando cont.empla na aroquit.et.ura do espaco cabines especificas

155

a

mont.agem dos est.U.dios de


TV, uma t.orre para inst.alar ant.enas de micro-ondas e os

planes

onde

podem

volt.adas do

ger-ais

de

ser

fixadas

planes

aos

pe:riodo

f'r-ent.e.

de

t.elevisiio,

para

Ao

0

tempo,

J.a

Desfile.

em

a

sambist.as cariocas, as emissoras

de

0

o

viios

lat.er-ais,

as

cameras

para

impr-oviso

consolida

caract.er-ist.ico

uma

t.endencia:

nacionalment.e

int.egrado

mesma

a

1979,

f'en&meno:"Ret.r-ansmit.indo

pat'a

amplos

m6veis)

elimina

que

mesmo

de

t.ablados

pUblico-audiencia,

urn o

exist.encia

da

gr-uas{alt.os

f:ront.ais.

ant.er-ior-.

corUormacao

Alem

as cllmei'as visando

t.odo

revist.a

vapo:r

t.elevisiio

Veja

des:fUe

0

a

da

pela

at.ent.ava anual

dos

criaram di.scret.ament.e

uma

inacr-edi t.avel massa de aficcionados an&nimos{. .. )"{28-02-1979). int.roduciio

A

inovac:5es

de

no

mao-de-obra

emp:regada

import..3ncia

crescent.e do

t.S.cnicas

t.rabalho

event.o

de

e

const.ant.e

o

t.ransmissao

para as

emissoras

awnent.o

ciao

cont.a

t.elevis3o,

de

da da

apesar

das direcOes: das empresas insist.irem no fat.o de obt.e:rem pouco lucre com o

Desf"ile,

de.st.e

esperando int.erio:r

no

sobret.udo

o

Cult.lU'a

da

prest.igio

result.ant.e

Br-asileira.

Recorro

do

signif"icado vez

uma

mais

publicizacao da revist.a Veja: Durante

minutos

60

sa.pucat,

madrugada

na

••

ao

a

de

um

vivo

ou

pela

TV

t.r-echo

Samba

f'ormadores

da

impor-t.3ncia

civica pelo

pais af"o:ra

na

encar-naria

f'est.a

na

o

t.elevis3o

de

rit.mo

pela

f'azem

per-rnanent.ement.e

reproducao eletrOnica do event.o:

156

Os

cuja

a

um

pela.

esse

tao

implicit.a

t.elevisual, na

e

de

simbolos a ao

condiciio

de

nacional

:ri t.ualizaria

aleg:r-ia papel

simboto

Escolas

comwrldade

cena

Fo<

verde pU.bLi.co

de

de

f"ica

samba,

da

o

de do.s

momento

das

t.ransmiss.a.o

:represent.ant.es

alusa.o

forte.

retuzente

conjunt.o

tempo~

mem6ria

c.ar-navalesca,

ma.is

orgutho

Des!""He

do

Warquev des(Lte

emocLonou

seu

urn

alucinant.e a

qual

o

a do

num

Aveni.d<:l,

mesmo

prest.ado

solidar-iedade.

da

de

essencialldade b:r-a.silei:ra, um cent.:ro bordado sent.iment.os

escota.

a.sfa.Lto

Ao

b<:lteu

Sa.mb6dromo, na

re£erenci.ar-

nacional.

se:rvico

simb6lica

ef'ervesci-ncia

ao

BraaLt

o

mat.erializador

ident..idade do

no

cru:;;:or etapa

transmutado

reforr;ou

viu,

sugest.i vo

enquant.o

carioca

disseminar

e

••

po.ra

segundo

do

cora.cao

0

nacLonat; poucas vezes se empotgante do s<:lmbact9-02-1986>.

0

na

tLvess& verde-e-a.ma.reto verde e rosa que encheu

0

tevou

Mo.ngueLra t&rCa-feLra,

carioca,

samba

do

escoto.s como e rosa..

qua

urna

expans:ao

dos

empresas

de

desempenhado

pela


e

empresa NQ.o d&

0;

uma. urn dos Z e- do Rock

.

definidas no

um

fazer o carnava.l, porque 9 hear fora. do CC1rnoVa.l 6 lelevi.sS.o, de comum.ca.cS.o soci.a.l.

ma.iores

quo

6

urn 0

Bra.ei.L,

no

"compromisso

interior de da

urn

indUstria

social"

ocorre

comercio acirrado

espacialldade

da

racionalldade

do

mercado

cultural,

capaz

de

circunscrever o a

possibilidade

7

rock.

de

apresent.acOes

regras

dent.ro de

Dest'ile

0

de

Assim

compOe

equalizar

Se

a

genera

0

relac.&o

event.o nos limit.es de

f"ixar

uma

f"unciona

entre

do

a

no

o

t.ext.ualidade

cuja

out..ro

nivel,

f"est.a

da

0

nacional

de sse

imediat.as

int.erat.i va, respost.as

depois, 1994,

a

que

da

Os

int.roduziu

como

de

a

recepcS.o,

ao

fest.iva em

permit.e

relacS.o

ao

ressignificada

em

desfrut.e

de

pat-a

0

a

ela

de

t.elevisual

assist.e.

das

novidade

Desde da

variac5es pesquisas

cujo

no

imagens urn

oper-a de

ai',

por

chamada

TV

perfil

exi.c;e

t.abuladas

poucos

minutos

desf"iles.

dos

t.erm&met.ro

com

1991,

logo

da

divulgados

exibica.o

e

t.elefones>

resultados

a

durante

f"eit.a

int.roduziram

de

F6rmula I

8

t.ransmissao

orc;anizacao

at.raves

diretas,

Globe

pUblico

Manchet.e

at.:raves

comput.ador-.

poi'

a

do

e

Globo

cont.ext.o

da

conjunt.o

audiencia

fest.a

da

espet.acuLarizada

audiPncias dest.e:rri t.oi'ia.lment.e localizadas Dentr-o

ambito

urn

e

aparencia

t.elevisual.

simbologia

segundo

genera ent.ret..eniment.o, conf"ii"ma-se

midia

A

e

bern

mesmo

como

emissao

corr-esponder det.erminadas expect.at.ivas da

exemplo,

FOrmula.

relacOes

audioimagens

cu.J.t.ura.

da

fazer-

sondagens

do

lado

show no qual est.ao inseridos out.ros grandes event.os como a

as

compromi~;so

despresl tg~o ca.rnaval e

i.n Rl.o •

est.e

parametres

l.mporla.nle

Lucro de empr&sa.

cujo

Em

moviment.o

ascendent.e ou descendent.e media se a apresent.acao de uma Escola agr-adava 6

di.relor Legey, ALoysio de Depo\.ment.o Especi.ai.s da Rede Ol.obo, a.o a.utorcZ7/04/::l993). 7

da.s a. coberturo Deefi.lo d= no e-xlra.ordi.n<b-i.o, A

quo

8

pesquisa

do

dep.:u-tament.o

Eventoe

revi.sta. Ve ja., entreedlCS.ee da. peri6di..::o co.rna.val " do vci. gra.dua.Lment.e centrando-se Scmba per de 0 a.ape.::t.o do fenOmeno de Eecol.a.s fi.xado na. aec;:ao de- shove o divereO.o.

30

do

o

i.luslra.r a.s vinheta.s p=o sa.mbo-enredo composlo exctusi va.menle ··globeleza.·· Olobo ba.hza.da a.tusi.va.s da. progra.ma.cao ca.rna.va.Lesca. da. Rede convi.da!"Vem! Vem nessa pro respei.lo. Lelrc a evi.di-nci.a.s oferece pro. Lei soli.dCio/Vem! vem, vem, a. multi.dO.O set emba.l.a.r genle bri.ncar/E

a.r, sou globeleza./Eu lO no pra •er feLi.z/Eu TV, no me-i.o deaae povo, a.genle va.i. se ver na. Olobo(. .

157

,..

lO

que

lO,

lega.l/No

lela

""


pUblico. No final~

ou nao

0

quando

comparada

as

medias

definem wna media

pont.os comput.ados

OS

alcancadas

por

que,

Escolas,

perfazia

urn

o

informa

as

out.ras

result.ado nao-oficial da disput.a. Parte direcOes das Paulo

eta

implica

cost.urada

pela

gent.e

o

bonita.

Est.e

coerencia da

Unico

t.erna

sacudindo

e

t.elespect.ad.or frases

compOem

Fernando Globo.

Vanucci,

t.ransmissao

e

a

enquant.o

de

vai

frent.e

da

cort.ejo

narrat.iva

sobreviver

desde

visualmente,

desenvolvido na pist.a. eta

o

t.elespect.ador

e

convidado

decorrer

t.rans:miss.!io

nas

o

do

a

preenche-lo

enredo

noit.es,

t.odo

0

quais

"fazer

re~ularment.e

transmite Vanucci

int.eressant.e

do

"part.icipar",

repert.6rio

presenca

A

sua"

no

na

cent.raliza

capazes de

e

especial

se

"show

de a

1

durant.e

exult.ado o

duas

decorrent.e

da seqtiencialidade

conjunt.o-det.alhe

~alera<. .. )"

e

diniun:ica

novidades

conjunt.o

e

narrat.iva

de

a

isso,

que

IBOPE

cont.role.

uma

most.rar-

acompanhament.o

esquema

vir- "com t.udo, que a :fest.a Mais

de

det.a.lhe

Est.e

foment.a

cont.enha element.os

secundarizando a Importa sim

Ansia

no nao

TV.

espet.aculo

0

a

relacao

A

Escolas.

9

au eli'enci a .

da

empresas,

as

televisOes:

das

concorrent.e

que

entre

simult.aneament.e

o result.ado do monitorament.o que faz em sao

compor •....amen •.... o

ao

compet.ic.!io

das

din3mica,

transmissOes

quant.o

trabalho

mesma

da

pelo

o

est.ilo

a

fest.a".

ut.ilizado

Desfile

nest.a

da

das

Escolas

mediacao de

pelo

entre

locuc.ato

que

0

est.as

Todas

apresent.ador para

Rede

a

audiencia

empre~a.

e

Oriundo

do set.or de esport.es da empresa, no qual o apelo ao "born humor" est.iliza 0

discurso visual e

na

f'unc.ato)

sonora, as performances do apresent.adorCh.a dez anos

caract.eriza-se

pela

ao perfil fest.ivo

do

da

emissora,

em

set.ores

da

que

est.rat.S.gia

nxa

da

cer-t.os

esport.ivos". 0

Cal"'naval.

e

coloquialidade 0

est.ilo,

como

observSncia

se

de

experi S.ncia

t.raco marcant.e em tal direcao

descont.racao, pode uma

como

e

a

adequadas

concluir,

e

classificacao "laves,

parte social

ale~res

sugest.ao de int.imidade

....

••

Paulo como nUeleo de s&o mor.itoramo&or.to eleica.o jusot.ifiea. de o.udiimeia. obtido&" bons ali pelo Desfile. E'm t•rmoe do• a.l6m revi...sato. a.firma. Alpha., o merca.do pcruli.ata.. potenci.a.i.a, incluldoa a PauLo interior do Eet.a.do, det6m cerea. de 1.3 0 mi.lhOea Orand• sao 000 renda. a 1.. 91? d6Lo.res. 0 que supero. poder peasoo.s eom 0 de eompra. eneontra.do em muLtos pa.ises europeus<eita.do por Orli.%/.f.J:I94:20B>.

'o

vei..cuLa.do pela. parte do texto Rede trecho po.ra sua t.ra.nsmi..selio do Desfile, nos o.nos:~ de 1.902-P:!I-~.

158

Olobo

durante

chamada.


ent.re

o

prOpria

espect.ador; ha a

o

ident.Jf"Jcaciio

de

Fest.a-Espet.aculo.

Eis

mediant.e

a

1993:"Al0, pra

e

apresent.ador

voce ...Nao

g-ent.e

vai

e

acr-edit.ar-: desfile! E

ela

vem

mesma;

boca.

..~~

do

ent.re o Desf'ile e

a

nit.ida

da

a

par-t.ir

audiencias vista

do

1992,

quando

car-naval,

cla:ro,

clare que

muit.a

sua

feliz.

t.a

t..amb@m.

coisa

t.elinha.

Samb6dr-omo!

voce

pela

t.ransmiss.aio

prot.inha

jkt

o

fazer-

da

cumplicidade

provocados

da

Tern

ne?

per-t.o

det.onar

Pr-a

voc&? E

ret.irado

.Mocidade

t.em.a

da

ainda

E ... pode

iniciar

p:ra

o

colocar-

P:ra

Eu

de

t.O

que

Porque

um

n.ao

me

carnaval

e

reveladora

da

relacilo

est.abelecida

t.elevisa.o comercial. Mas essa r-elaca.o most.ra-se mais compreensS.o

e

a

do

natureza

linguagem.

Manchet.e

a

e

apresent.ador

t.elevisuais

deixando a

e

a

uma

''emoc.aio'')

ag-ora,

mais

de

.

post.ura

A

exemplo

dor-mJ:r-

olha

E,

aguent.o de felicidade. E glob e 1eza...

um

Chega

p:ra incendia:r!

sorriso na minha

sent.iment.os(.a

querer-

juntos.

cur-t.ir

procUI"a

int.ricament.o semi6t.ica

esse

A

resolveu

do

r-espeit.o,

event.o,

o

t.ransmi t.ir

ent.:r-e

mercado do

epis6dio a

pont.o

de

ocorrido

em

de

:Folia

das

Salvador,

Globe s6 no Samb6dr-omo, t.:r-az sugest.Oes int.er-essant.es. Ap6s o de

posse

dos

nUme:r-os

do

IBOPE,

que

ga:r-ant.i:r-arn

supr-emacia

absolut.a da Globe, ge:r-ou-se uma polS.rnica ern t.orno do pot.&nci.a.l ou n.S.o do t.elevisionament.o

de

vencedor-.a

o

par-a

uma.

ou

out.r-a

pr-ivile.gio

:fest.ividade.

concedido

ao

A

explicacao

Des:file

car-ioca

da

emissora

e

bast.ant.e

coe:r-ent.e com sua f1loso:fia de realismo est.ilizado: ma.t.s bon~to e urn ca.rna.vo.L rno.is feio. se voce bot.o.r urn carno.val cimo. de um po.Lco, depois de algum tempo nao tern em sambislo.s A mesmo. coisa e voce comec;:a a repeli:r os takes. mo.t.s o que mostrar. de um trio-elti-tri..co, di.recao onde tam urn coloca.r seis c<imera..s na tern luz de rotunda. Jt pra esl<i l<i, quem cantor. N5o segu:ra, nao apenas 0 som. quest&.o de vi.suo.l. co.nla.ndo e danCa.ndo, f~co. mostro.r rostos di.ferentes di.ferentes escola..s, em out:ro. coiso 9 voci> Ex isle

IOEHS

com delo.lhes diferentes

A capaz

de

fala

ser

..

wna

subent.ende most.rado

pela

ce:r-t.a

t.elevis8o

essencialidade:

e

out.r-a

que

exist.e

nao,

fora.m obti.dos Q Vanucci junto referentee dadoe Q tra.nemi.aaO.o, em grand. Bobre detalhea a.pontados fita.s de a.udi.ovideo-ca.a:eete depupagem do tra.balho de os deef't.l•a correapontee aos anos de 195>0 a 1P9.5.

""

. .D•pot.mento . de

. A l oya~o L&gey.

161>

um

como

car-naval se

essas

Rede olobo. Oo fora.m reti.ra.dos qua.is gravei.


nao int.eressant.e e nat.UI"'ezas

qual

0

ela

result.assem observar

se

calca:

a

t.ambem

de

especificas

pilar axiol6gico e

0

ideia

de

show,

hierarquico de

t.ant.o

que

o

pro~ramac:3o.

no

cuidadoso

a

cit.o

esforco em oferecer uma qualidade de

0

acabament.o

t.it.ulo

de

Unidos

da

relat.ivizados pret.endida quais

de

Vila

da

comum

"longe"

0

qualquer

verossimilhanca

e,

ist.o

como

"voce o

e

est.at.ut.o

realist.a,

reconheca

ou

a

est.a

seguint.es

viajando como

Para

apresent.ar

basea-se

t.ransmissiio,

ut.ilizar

ont.ol6gico.

por

filosofia de

ima~ens

"pert.o"

realidades

recebe

a

DUI"'ant.e

narrador

0

bat.eria( ... )''

Isabel".

at.e perderem

espect.ador

0

dent.ro

visualidade.

da

e

ilust.raciio,

expressOes:''Est.amos cima

t.6cnico

o

beleza sobre

event.o

part.e da emissora urn t.rat.ament.o nessa direciio, ar-t.icu.Jado sua

Mas

hist.oricidades.

por

que

sao

oferecer a

as

audioimar;ens

plausiveis,

demanda

wna

rninunciosa produca.o, que lanca mao do aprimorament.o t.ant.o do equipament.o ut.ilizado como da mao-de-obra emprer;ada, nada

a

com o

ant.es

de

mais

rot.inizac3o de t.oda uma engr-enar;em, na qual pecas sao art.iculadas int.uit.o

de

.abarcar as

diversos

set.ores

t.emas e

sinais que alcam;em,

sensibilidade

da

envolvidos

audiS.ncia.

impressOes

diversas

caudat.ilrio

assim

almejado

das

corresponde

mas

do

uma

de

no

facet.as

do

racionalizacao

t.rabalho

opera

e

com

na imediat.icidade da

Logo,

pUblico

o

event.o.

planejament.o

compreendem

abrangent.e a

et.apas

a

dos

est.ilizaciio

exibic.So e

"hom gost.o"

0

do

produt.o,

pesquisa

decisivas

dos

a

const.ant.e

da

producao

cult. ur-al. Em

t..ermos

da

Rede

Globo,

alvo

dest.a

pesquisa,

desde

set.embro,

sao realizadas reuniOes peri6dicas com os depart.ament.os envolvidos com o car-naval.

Sao

levant.adas

t.ransmissiio, a

e

definidas

quest.Oes

e

Define-se a

t.ransmissao int.ermediilria, ist.o e, o

p.assagem

pessoal empregado.

de

ident.ificadoras

em

dedi cam

uma

0

de

Dados

Samba,

passeat.a.

sao

depois

fa:z.

sao

t.ime o

que

ir.B

t.empo

de

dos

gast.os.

que ser-3. most.r-ado ent.re

t.res

vinhet.as:<imagens

Os

minut.os

t.elejornais diilrios

160

de

a

int.eresse em relaciio ao ser

coment.arist.as.

centro

de

nUmero de

exibido

pelas

Escolas

em t.ext.os minunciosos que descrevem

sint.et.izados

acomodacOes no Samb6dromo,

o

o:r-cament.o

"globeleza").

met.a de despert.ar o sabre

o

produzidas

pr-e-caranvalesco

periodo

o

se

empresa

levant.ados

Organiza-se

Ent.ao out.ra.

e

carnnval

do

t.odo

escola

cobe:r-t.ura, de acordo com a event.o.

ao

ocorr-encia ou n13.o do pool ent.re as emissoras, o

equipament.o

a

r-eferent.es

E

sao

mont.adas

t.ransmissa.o<sala de

corte,

cada

as sala


de jornalismo, de inf"o:rm.itt.ica com t.elex e t.ele1'onia>. Cuida-se ainda do almoxarif"ado t.&cnico e t.ransport..e, sao

dist.ribuidas

problema a

velocidade para o

pelas

o

dos

o

transmissa.o

televisual:

evento,

pista

Cuidados:ament.e

Porque,

.

diz

as

cameras

Aloysia

Legey,

0

"verossimilhanca da t.ransmiss3.o £rente a

da

ou

t.elespect.ador entender"

peda~ogia

social. 13

da

aconteciment.os",

deixa

de

o

"como

que se

cont.emplar est.a

seja,

algo

Ult.ima

t.itcito

ao

mediante

midia

evidenciam

Trint.a,

em

1976,

durant.e

plat.&ia

est. a

maier

minha

Brasil/OS-03-1976).

tal

l'espeit.o

da

uma

a

relaciona.r-se com o

maneira,

vendo

urn

produzem

0

carnavalesco

0

urn

casa,

const.itui

que

pl'emissa. a

Pint.o, exu.lt.ava os membros da sua equipe a

t.empo

dar

aprimol'amento

daqueles

outro

e

Entretant.o

.

diz

ent.revist.a

oitent.a,

anos

Nos

mesma

a

ern

14

longo

tempo

disposicOes

nas

video

conhecel' e

Da

exemplos

Dois

no

mesmo

elet.r&nico.

internaliza-se

espetaculo. joaozinho

o

acompanhar-

ver no

no modo como pessoas passam a

que

fala:"A

lat.erias

Des£Ue, 9

objet.ividade

fat.or

assist.encia

ser vencido pela reproduc.ao da imagem de acont..ecimentos como

FOrmula I e

a

e

a.liment..ac.Eio

comum, al&m do set.or de

jornal

Rio,

do

da

do

carnavalesco,

Fernando

caprich.arem no acabament.o das

alegorias, lembrando-os dos "close" da t.elevisii:o. Porem produt.os como o dependent.es

dinamica

da

Desfile de Carnaval na.o est.ao diretamente

int.erna

da

t.anto

''ext.raord.inat-ios"CFarias/1994) set.or

de

"event.os

t.ratament.o

especiais".

resel'vado

pela

emissora,

no aspect.o

Desfile,

int.ransit.ivo

devido

element.o,

exp:re.ssivo e

..

an&nimas

e Em

tJ.

"""'

compr-omisso

ao

com

pel.a

j3

que

comunicacional.

e

seus

se

ambos Ambos

das

diversao.

Em

sinais

chama-los

insere no

no

fat.o

de

int.ercAmbio

de

diversos

planos

palavras,

codi1'ica~;.ao

de

mesmo

um

de jorn.:tli.amo(port.o:itei.s>.

pelo

recur-so

no

d\.spersao,

Legey. As i.nformO.C5es o.ci..mo. arr-olddas de Aloys;i.o nepoi.monto dezembro de J.~ o. feverei.ro de meses de durante oe o.compo.nhai. o. prepa:ra.cao da. tr-ansmi.ssao do Deafi.le pel.:. Rede alobo.

161

e e

sent.ido

a

f"ont.es

25

eoneentr.:.cao,

na

volt.ados para audiencias: amplas

caract.erizam-se

a lobo

o

apl'esent.ada no

out:ras pelo

de seu

de

formas,

caracterizam

est.3o

est.A

combinac;:§o

sent.ido a

os

nexo

de wna homologia ent.re as 16gicas de

possivel falar out.ro

ao

quanta

aqui

urn

encont.rar

TV

Globe

a

curiosidade

A

prOpria natureza monumental, fo:rmada e

que

poder-se-iam

no

·-·

foro.m

o.Lto>

•••

obtl.dQ.S qu.:.ndo


simult.aneament.e visuais e senoras. A nUmerico

stmet.ria emana

tamb&m

cameras, ou melhor, a desenvolviment.o audiovisual

f"act.ualidade

e!;anha

exuberimcia

da

deambulante. da

mesma

dos

elementos

Conjuntament.e,

questiio

a

de

forte

a

est.etica

funda-se

d.ivulgac.So mode:rnas,

apelo

sabre

cena

da

o

volume

focalizada

pelas

constit.uintes

pl"oduc;ao

do

espet.3.culo

t.elevisual

cultural

supi3e

vinculada

TV,

revist.as,

est.at.ut.o do Jazer e

a ao

bern simb61ico ocorre segundo as

o:rganizadas pol' suas ag&ncias e

visuaJ<jornais,

o

aspect.o:

transmissiio

consume de urn pUblico cuja r-elac;.§:o com o condicOes de

seguint.e

expansao da para:f'ernaiia t.ecnica encont.ra apoio no

quant.it.at.ivo

int.erdependS.ncia

no

post.ais,

cart.azes>

eli ver-sao delineado

da

mid.ias e

na sociedade

urbana-industrial. A modo>

s:imbiose

n3o

t.em

nos

na

bin6rnio

o

a

ref'el'e-se

carnavalesco que

entre

urn

esquemas

visualizac;a.o

es:t.et.izacS.o

CarnavaJ-Espet.a.culo

DesfHe

e

a

indllst.l'ia

seu

os

desaguadouro.

do

pais>

inclusive

event.o carioca e cuja par

campo

no

urn

demanda pol' no

sist.ema

uma

espet..elcuJo

t.or-nar-se

nat.uraliza:r.a med.iados

o

pelo

o

de

int.eragil'

dos

a

ent.r-e

E

int.eresses

uma a

rnais

nada,

consolidac;So realizado.

crucial

de

3.vido de

o do

acao

A

e

ent.re

o

expans3o

e

encont.ra

inst.ant.e

que

urn

ambas

do rnercado do sirnb6lico.

negociac.ao

TV

pont.e

brasilidade

ne:s:se

no rnesmo fulcro de

na

t.elevis.§o

Samba.

comum

r-eJacionarnent.o fiJtr-o

como

verossimilhant.e

Escolas

.funbit.o

serve

f'o1€uedo

desenvoJviment.o capit.alist.a no

cornercial de

imagem

das

inst.it.uicOe:s passam a Est.e

cuJt.uraJ,

de

int.ercl\mbio

do Est. ado, vimos, empenhado em promover o

do

deste

Simson/1983:14-5-6),

Ant.es

decisive

pi.lares

t.eJevisual,

"forcado"

cult.ural<Von

s:emiot.izac;.§o

concerne

t.ransmissao

"enquadrament.o"

da

o

e

o

que

Carnaval

publicit..arios

e

da

aos

poucos

carioca,

pois

inst.it.uic;.§:o

das

t.eJe-audiencias consumidoras e fruidoras. 0

processo de fruic3o, se passa imprescindi:r- do solo do mercado,

exigir

val

cada

vez

mais

a

,int.eroac.ao

t.ant.o

orsanizacional

quant.o

da

forma de express3.o est.et.tca do event.o dent.ro dos c:tnones e nos modos de classificaca.o

d.a.

est.et.ica

ai

da

beleza inscrit.as est.a

comunicac3.o

ampliada~

esse

no

show

comprornet.ido sesundo

int.erior

compat.ibilizadoras

da

no

as

exibic3.o

etas

162

das:

sobremanetra

do

corn do

os

ao

padr3o

o

t.ema

designios

Jugar

ent.l"'et.eniment.o.

Escolas

En:f"trn~

audiS.ncias.

det.er-minacOes

esfera

da

sost.o

que As

de

e

da

fixado

mediaci>es imagens

da


elaborac5.o

ganham

audiovisual

do

indUstria

do

Carnaval

no

import.Ancia

carioca,

na

t"igur-a

pol.lmica

Pois as ambient.acOes cenograt'icas t.ornam-se o dos

varies

int.eresses

emaranhados

exige doravant.e atencao duplicacao Umbert.o na

a

esquema

a

audioimagem

Eco{1984)

qual

out.ro

em

e

'" ,

espet.acular

pat.amar-

nas

locus

realizacao

do

de

social

''ca:rnavalesco'',

de ent.recruzament.o

do

espet..Etculo.

0

que

predtsposic3o verif"icada no event.o para sua televisual.

consolida-se,

encenacao

na

processo

Pois,

ao

carnavalesca o.rganizador-

ver-,

t"echa

do

expe:riencias

meu

ret.omando

o

uma

mesmo

sist.ema

individual

de

e

uma

sugest.ao

const.ruc8o campo

de

t.elevis:ao

colet.iva

de

simb6lica

sent.ido

do

come.rcial.

embut.e

como mercado.ria-signo no circutt.o do mercado das audiencias e

o

Urn

Desf"ile

das f"ormas

de relacionament.o nele pogramadas.

A CENA BARROCA

Tivemos oport.wUdade de ver no capit.ulo I que o f"olia com

carioca e a

universe

inst.aurac3o

ocas:Uio,

escult.ores,

art.es3os,

ao

carreados:

!ado

pal'a

conf'eccao

dos

consolida

a

espacos

o

0

seus

funcao

cons:ar;rados

dos

t.eat.ral

concur-sos

envolvendo

cen6gr.af"os, de

inicia-se ainda

pl3st.icos

art.ist.as

int.erio:r-

das

luxuosos

p:r-est.it.os.

do

a

G:r-andes

"t.ecntco" mont.agem

em dos

A

dur-ant.e

ent.idades

f"igurinist.as,

o

for-macao

Sociedades, r-eg-ula:ridade

carnaval

e

OS

seculo

desf"ilant.es.

e

ader-ecist..as

de

cenB.:r-ios

t.ril..nsit.o ent.re a XIX, Nessa

grupos

e:r-udit.a,

f'oram

part.icipando desse

da

moviment.o

''at.elie:r-es''

deambulant.es,

de

como

def'inindo

o

lit.Urg-ico

e

especialist.a simb6lico do Carnaval-Espet.3culo.

,.

Mais

tarde,

quando

os

Ranchos

perdem

o

caritt.er

const.a.ta.va. no i.nleio dos a.nos oi.tent.a. uma. lra.nsforma.cao Eco umb&rto tra.nsmi.lisOes di.ta.s ""a.o vivo'" da. televiBC.o. Na dtioca.da de i.mporto.nte eventO>il como 0 entre 0 Prlnc~pe Ra.ni.er gra.ndeado •essenla., J(elly, a. preaenca a ara.ce TV oro eeri.mbni.a Cle&eaori.a e MOnaco ao a.tri.:t pr6pna.. abertet mui.la.s i.nterpret~5ea. nUpeics cont. a. oeorri.a. por da. :lngta.terra com Lo.dy Di.o.no., em ~98.t, n&o ch~les havia. do Prlnci.~ i.nterprelCLli.vo&: recorles umo. esrnera.da. producao lratou vlari.os espa.Co pdra a.cont.eci.ment.o do a.o t.ro.bo.l.ho cameras do 0$ de i.denti.H.ccr como espet.iculo, foi. ceno., 0 aenti.do o.bsoluti.za.do. como casa.mento 0 TV. interpreta.cao. 0 ma.ni.pula.C.!io. 0 preparo.CCio quo 0 0 di.:z:er p=o "':Isle evento j6. na.eeia. como t&levi.sOo preeedi.a.m a a.ti.vi.da.de dae telecarn.-ra.s. o Londres i.nlei.ra. linha fundam•nlalmenle 'fa.l!iiO', pronto pdra lrg,nemi.aa<io. sido prepCU'CldQ como um estUdi.o, conet.rui.do pdra. teve<:.t.Ps>>.

as

•=

163


assumem a para

fetcao

a

isso

cada

cenitrios m6veis oport.unidade

Samba

n3o

problema

dos

como

de

"t.8cnicos"

julgados,

no

desenvolvendo

especif"icas,

t.ambern

produzi-los.

Carnava.l

Nesse

ocor-r-eu

da

acao

Eis

os

out.ra

cidade.

da

sent.ido, em

a

emersa.o

vacuo

um

dessa

que

0

a

e

que para

na

carnavalesco

de

do

ele

port.a

pr3t.icas no int.erior dos

mat.erializacao de simbolos perpet..uados de geracao a

hoje os

mao-de-obra

hist.6rico-cult.ural;

reat.ualizada nas su.as concepcOes e

niches apropriados

fantasias

o

serem

narrat.ivas

conformador

fest.a.

da

urna memOria

ger.aca.o,

rua a

''int.rigas"

at.uacao

crit.erios

e

de

ano

de

exist.encia, n3.o apenas de uma t.radic3.o mas de urn conjunt.o de

event.ualidade Escola

es:pet..aculos:

det..erminaram

para

demonst.ra a t.8cnicas

de

barradioClocal

0

de

Define-se

desfiles).

con£ecc8o

uma

t.ambem

alegorias

das

esp8cie

de

e

ethos

encorpado na acao desses especialist.as simb61icos. Cont.udo, fat.o de a um

observa.

func3o

"produt.o

carnavalesco

prOpria

da

cont.rat.ados

de

pelas

Helenise

Escola

Escolas:

det.er

de

muit.os

Parece-me

f'Ueiras(1992:29).

Guima.r3es,

est.udando

cat.egoria,

a

peculiaridades que

Samba".

Para

ela,

carnavalescos

incomplet.a

a

a

n8o

t.eriam

def"ine

seriam

origem

just.ificat.iva.

Bast.a

o

como

apenas

em

suas

a

esse

respeit.o considerar alguns aspect.os apresent.ados no argument.o da pr6pria aut.ora.

Po.r-

Pamplona a nomear

o

exemplo,

dat.a

de

Sergio Cabral, a agent.e

1963,

no

escopo

da

ca:r-t.a

de

Fernando

primeira apa.r-ic8o do t.e.r-mo carnavalesco para

respons3vel

pela

elabo.r-ac§o

da

mat.erialidade

p.last.ica

exibida nos desfiles do genera. A cart.a e

de

Cabral

recair

quant.o

sobre

o

AcadS.micos

do

cinqiient.a,

uma

o

Bourbonne, e

int.eressant.e porque nela Pamplona cont.est.a a a

possivel

grupo

Salgueiro. art.ist.a

realizados

cruzeiros

pelo

desenho

da foram

Fernando Pa.mptono.

Pamplona francesa

para

Salgueiro, ele enf"at.iza a

reproducao

art.ist.as

pela

prof'lssionalizacao

pl..ast.icos, lembra

capit.aneado

ent.ao

especiallzada

que,

em

ja

t.eat..r-o

das por

na

Escolas ele

nos

dB-cada

medieval,

de

Dede

:f"amoso cen6g.r-afo de t.elevisao So.r-ensen haviam cobrado os

t.rabalhos

a.crescenta.dos

de

"culpa"

acusac5o

po:r

de

r:ort.ela cada

o

figurine

Ultimo

"'.

teria

Sobr-e

o

exigido

polemico

dois

mil

Grupo

do

di:ferenca de at.it.ude:

carla. exlro.i.dos Chi.neLLi.

a

e

enconlra.do. em do corpus

co.b:ro.tc.t.P?-6}. de

Co.vo.Lco.ntiU:BAC-UFRJrSPSI».

164

At gun..

enlr&vista

delalhe11

reo.tizo.da.

a.qui eam


em

enlrou

falo n6s refire-me 0 cobrou um centavo ja.mat.s .Joaozinho<Trint.a). Nem

quando

entramos,

Nos

1S:O:SJ>,

est&ti.ca.. loda. porque est&tica.-social. Est&lica pintei culturo. popular. Nao urn profiest.onc.l, ha.vi.a &poco. j6.

profi.ssi.onal

que

tern

uma. ela.bor-o.t;:Ci.o

sujei.to

que

Aconteo;e

Ja.neiroC • . .

i7

prof'issionalizacao e

A

que

det.er-minado

or-igin&ria

comuni t.S:ria impessoalidade esp~ia

do

mundo

presenca

da

do

largar

o

a

e

fa.zer

rcaz,

>Nessa

qu&

profissi.onc.d

de a.rtista

da

diret.o

era

proposto.

de

fQbr~ca

"

o.tt.t.ude

ainda:c ...

urn

urn

que

o.telier

exemplo era

1Pd0.

de

A crescenta.

tern

que

aqui sin6nimo

0

tao

carna.va.l primitive

no e

r:.ao

exist.&ncia

de

uma

Rio

r-ealizar- um servico encomendado, cobra

est.ando

pr-eco~

j6.

Julinho

0

mao- de-obl"a que, pal."a projet.ar e

um

hoje.

Julinho

Utuco

0

>.

d-e

deci.di

mg,i.s( • • • ).

>.

Nanguei.rac • • •

Juli.nho

eu

equips Salgueiro, Tinhamos

nossa

pro

assirn

desvincu.lada

da

Escola

de

do

t.!'abalho

no

carnavalesco

Samba,

pol' que

capi t.alismo.

t.er-ia

solidariedade

da

base

na

acusac3.o

A

na

ime:rso

sua

como

post.ura

de

int.Pomet.er-se em algo que nao lhes ex-a comum, simplesment.e at.ivada pela

monet.arizac3o pat.ent.e

o

"grupo"

no

£esse

a

ao

:fat.o

de

t.al

Salgueiro.

origem

s:uperac~o

carnaval

do

do

cont.ribuic.Sto

dos

dinheir-o;

empenho

0

sex-ia

ainda.

Escolas a

Faz

o

seu

pela

hist.6ria

especialist.as

em

ant.eceder quest.ao

papel

de

derivava

compet.ic3.o. do

apenas

Pamplona,

de

p:ro£issionalismo

cont.rat.ado,

inexor.avel

t.ornar

.

Mais

as

impost.a

,.

ganhar

ern

ganancia

e

vaidade

producao

port.ant.o, a

£risar: da

sirnb6lica,

do

seu qual

fosse

necessidade

est.a

niio

da

dei:xar

ent.rada

Talvez

Des£ile,

flagrar

0

de

perspect.iva,

faca como

just.ica ele,

para

as

Pamplona

em

rnet.amorfoses ocorr-idas no event.o desde os anos sessent.a. Dessa

6t.ica

ent.ende-se

o

mot.ivo

da

crucialidade

de

demar-ca:r a

difer-enca ent.re os meres "execut.ores de encomendas" e

"grupo":

def"inic.Sto

campo

a de

at.uacao

simb6lica fundada

implica

no

profissional,

no

aciimulo

da

est.abeleciment.o baseado

sambist.as

ant.agoonizam-se

est.abelecida~

mant.inham-se supremos. Nest.e pelo

poder

de

defesa

front.eiras de

wna

comanc:ial"

memento~

na

o

qual

de

urn

"carnaval os

"samba.. e

est.et.icament.e

seu

hierar-quia

compet.encia em s.abe:r- fazer-

moderno". Ist.o choca-se com a , hierarquia de

na

das

o

0

grupos "visual" cort.ejo

<7

,.

~dem.

Rodl'"i.guee(.t984). Ambos LopesC:1985» defer.dem Cor>aultar o.vi.lta.mer.to tg.nto como um de classes como CQr-r.a.va.leaco ex-erci.do pela. oei.der.t.a.li..da.d& bra.nea. mobz-e a. popu.la.eS.o negra. su.ba.ltez-na..

165

p;re&er.ea. ta.mb&m

do oitr.i.eo


c.aronavalasco. 0

de

ritpido acolhiment.o da nomeacao "cal'navalesco" se deveu ao fat.o

pernri~ia

que

ambien~e

urn

simb6lico

e

host.il

a

cult.urais no

est.et..icos,

Carnaval

iunbit.o

rnovido

Ao

do

a

nova~o

mesmo

Rio

propicio

pela

~rupo

do

presenca.

sua

do

conc:re~o

iden~idade

da

fixacao

t.ant.o

especialist.as objet.ivos

a

t.empo,

consist.ia

acao

polit.ica

volunt.ariedade

com

fren~e

espaco

para

esses

se

a

at.uar junt.o a cult.ura do povo. Ambas p:ret.ensOes pa:recern

o

conjugada

que

ao

aos

p:ropunham

prirneira vist.a

cont.radit.6rias, e de f'at.o assim se most.raram num f'Ut.llr'o rnuit.o breve, mas desses

prOximo

horizont.e

no

elas

agent.es

coerent.ement.e

complement.ares.

com o

lst.o

porque

Desf'ile

das

art.ist.icas'".

A

Esco.las

ausencia

do grupo novato e, Exat.ament.e: deveria

ser

dist.inguia-se

nao lhes import.ava

a

de urn

de Samba,

mas

uma

econ&mica

Desnle

como

urn

base

tempo,

s6

di:ferenciavam-se 0

ao

pos.suirem

desde

redimensionem ent.ao

como

o

t.odo.

diret.or

"Grupe

exame

0

ganhar-

em pr3t.ica

suas

s61ida

de

de

e

o

mont.ar- as

do Salgueiro",

at.est.am a

a.nsiavam. que

do

carnavalesco

0

":f116sofo"

do

lucidez

prOpria

pecas de

prSt.icas

a

que

ar-ena

Samba;

cena

das

a

dinheiro "criacOes

mot.i vava

concepc.ao

urna

Esc alas

das

grande

p&r

inst.ant.e

ofert.ava-lhes

tempos do event.o, aquele capacit.ado a elas

naquele

dos

novas

t.al :forma que

grupo,

reconhecido

per-spect.iva

acima.

As

suas :formulacOes se encadearoam, compreendendo uma serie de novidades que deslocava

a

t.orn.a-se

o

hist.6ria

brasileira

imagem pont.o

pr6prios

her6is

carnaval

floresce

e

g'lobal de

do

event.o.

part.ida;

em

Iugar

nesse

solo,

das

excit.am

convencional, epis6dios

aspect.o

0

encobert.os. com

a

A

t.emat.ico

celebracc5es 0

"povo"

chamada

impostc.ao

do

a

dos

aos

vult.os

narrar

"t.em.3.t.ica enredo

enredos da

seus

negra"

no

Palmare.s:,

em

1960: com~o:;:ou por eer uma temlili..ea. l')&gra.<. -. >. 0 "'pri.nceea. ••n.:..vi.o X•a.be1.·• & n&o pcuut.:..va. que eu. fiqu.ei. le1rrudinho na. de Be1.a.s Arlee, mg,i..a enlrar na pot.Lti.co.. na UNE. escola que me comeCei ou Woci.dade :rndependenle. chamava.-ve EU eaqueci. meu con to do como via. campo, pro. t.u.ta.:··.woci.do.de Independent&!". Sair fui. pro do E pollli.ca.<. . . L Mas foi. di.to.dura.. uma &poca. quo ou oetUlio, embuldo de que em t.oda. estou, a.cao a gente tom que a.i.nda e~;tava, "'Pa.1.m(:U'•a"' foi. mui.t.o 0 ma.i.a ou estuda.ndo poltti.coC. . . >. escra.vi.dOO tem6.ti.ca. reClCao contra.

negra.

coma.val da.t{ ••• ).

'""= •••

166


e

A fala interesse

bast.ant.e

clara

e

est.etico-artist.ico

do enredo. Alem de afirmar- a result.ante

uma

de

militMcia

ascendem com a

e

e,

ist.o

int.eirament.e da

popu.l.ar-'

valorizando

o

cat.egoria

novo

popular

populares)

e

''novo''{a

o

escapat'

sabre

ampla

um

aut.ent.ico

da

eixo

revolucao

hegemonia

para

ao

futuro, a

na

condens.ados e

Assim

do

a

Alias,

ut.opia

da

"ant.igo"(as

0

t.radicOes

''errar

com

errar

que

o

"alienada",

at.ingi-lo.

f""at.ores

de

embeber

impulse

de

a

que

post.ura

dirigido

s6cio-cult.ur-aD. danoso

da

a

nacionalidade

ent.re

messian.tca

segment.os

art.e

sem

de

escolha

aliou-se

moment.o,

uma

e

gama

em

direciio

a

modernizado:r-

me nos

''sempre

era

povo"

uma

encer-rava

acad&mica

naquele

0

urn projet.o politico

populist.a,

cot.idiana

processo

conjuncS.o

revolucionQria;

Afinal,

ent.r-e

na

ideo16gico

b:r-asileira na

significa

existent.e

imperant.e

democracia

deslizar o

e

da

coerent.e.

deposit.ario

um

de

ao

fundo

fo:r-maciio

ment.alidade

realidade

da

a

qual

sociedade

polit.ica

descolada

mohilizaciio

na

da

da

de

dependEmcia de ambas a

periodo

no

art.ist.ico

;fazer

luz

mudanca

urbana-indust.r-ial, Pamplona

A

art.iculaciio

mot.ivacOes

trajet.6ria

est.udant.iL

quant.o a

o

cont.ra

ele"(Guar-niere/1981:125). Na inseria-se

cabeca

durant.e out.ro

e

um

elaborador-es,

o

f&lego

t.empo.

devolver

guer-reiro

passado

0

rememol'izacao

a

de

prop6sit.o

no

dominadas

escravos,

unificaria

seus

perf""ei t.ament.e

classes populares como

dos

colonial;

pl'esent.e

africanos lut.a

a

Palmare.s

suhjulg-ados liberdade

pela

est.et.ico-ant.~opol6gica

pesquisa

A

des

ao

de

das

origens do homem br.asileiro movia-se pela locomot..iva da hist.6ria e

t.inha

a

ent.re

polit.ica

como

maquinist.a.

Era

ela

respons.Swel

pela

conciliac.ao

art.ist.as e classes popular-es. Log-o, ment.alidade de

vint.e~

mode~nizar

coligado

a

comungavam

iluminist.a para o

as

os

advinda

quais

o

membros ~das

de

desalienar

.p

Grupe

geracOes

int.elect.ual.

pais<.Mart.ins/1987:85).

t.aref'"a

do

0

as

Salgueir-o

mode:rnist.as

t.inha.

empenho massas.

do

nas

de E

va.J.ido

o

a

a

decada

missao

at.raso

t.racar

urn

tem6ti.~X~. negro. da no Carno.vo.L do umo. o.nC..li.~;~e Para ~dem. temo. Palmares, 0 Po.mplono. conf 8880. Al.nd.o. sobr-e ca.vo.lcanti.C1Sl90>. este o Uni.co temo. q'-'e •¡i.mpos b Eecola", justa.mente o pri.mei.ro.

167

mesma

desde

m.a.os

veneer

da

de

est.ava paralelo

Rl.o,

lor


com

a

concepcSo

hlmc;aro

dos

e

Moholy-Nagy

Lazlo

Bauhaus de Berlim,

da

pioneir-os

art.e

exemplar.

cor,

com a

a

educao:;:8o

figuracao,

os

peda~ogia

recorrem,

tnt.uit.o

de

maneira

a

da

nos

anos

af"irma,

na

vint.e

p.last.ica

carnavalesco

diria,

logocent.rismo

tribal

seu

af":r-icana

Escolas

de

ut.ilizados

da

oncial

e

Pamplona

das

seriam

A

element.os

os

ao veremos,

a

ser

visualidade.

se:r-iam

f'rent..e

nago-io:rubana

imagem,

da

valorizao:;:ao

direcao,

Desfile

semi6t.ica

a

pela

Picasso,

de

o

ele,

pias·t.ico

f'ormat.iva das massas, a

coincident.ement.e,

NSo

est.ilhacando

pedra,

a

revoluc;:ao,

"revolucionar"

element.os

Os

e

rit.mos

burgues<Nei va:1986:17). grupo

dos sent.idos,

dest..a

cruciais

Para

art.ist.a

0

nova humanidade result..aria de novas f'ormas

t.ambem a

de represent.acao. Prop5e Lazlo uma exercida

modernist.a.

Samba.

uma

como

imagem

no

aquele

at.e

moment..o do grande cort.ejo. at.it.ude

A

de

como

lapida-la sent.ido, a

vanguarda

de

locus

noc;:ao de

do

lE~xico

Salgueir-o

r-esidir-ia

na

aus@.ncia

profissional: de

uma

compet.encia, de uma at.i vi dade HS

urn

evident.e

int.ui t.o

aut.o:ri t.Sr-ias .

Mas

det.e:r-mina

car-navalesco. 0

esforco de

sob:r-et.udo

execut.ores de encomenda, a

media~ao

DesfUe

nao

no

e

desses

interior

do

da

cult.ura

me:r-cado

f'uncionaldade

em

no

mas

case

nessa

a

lugar

0

de

pr3t.icas

Nesse

Gr-upo

no

que

vezes

de

do

exe:r-cicio

int.elect.ual

post.ura,

diver-sas

os

de vai

post.uras

comando dos

do

meros

do processo que t.ransforma

decisiva

simb6lico

das

hierarquia,

CUT"SO

popular,

uma out.ra

do

em diferenciar- seu g:r-upo

inscrit.o no agent.es

import.S.ncia

assurnir-

Pamplona,

cult.ural

soment.e

a

est.et.ico-polit.ica.

a

pedag6gico

e

2

t.omar

t.S.cnica,

''esclarecedores''

como

def'inir

de

car-navalesco para esses agent.es abarcava

sem3nt.ica

elaborao:;:3o.

a

conscient.izacao

dimens8o

plena de

ser-ia

a

hens mas

inse:r-c;:§.o

definit.iva

ampliados.

t.ambem

da

Ist.o

a

posic;:.§o

do luz dos

agent.es na sociedade de ent.ao. A classificacao dos membros do Grupe como "ar-t.ist.a" possibilit.a ent.ender a art.iculacao ent.re os dais niveis.

2

..

Dono da prerrogat.iva n:a,oder-nizant.e, o

crttiea. exempto, experi.8nci.a.51

a.n6.loga. a penso:a.mento producao

di.rigida. poor de Carlos cultural do

Grupe prefi:r-ara c:r-iar novas

M.:.noel Estevan centro

Testes Marbns, Popular

i.do6togo cu.ttura do A UNECCPC>. populares como eon!lcionli:zador 0 tra.ba.lho ·•a.Lieno.do.s••, urgindo vanguarcla.s pottti.ca.s as ma.ssaa, reinter.:. cw elite• revolueion6.ria!l e intetectua.is junto como cgentes c:la ema.ncip.:.cao e quase natura.lmente deeignados por.:. o eomando. de

168

""


direcOes

para

£6rmulas

J&

Trint.a, a

o

DesfHe

Escolas

das

consac::radas.

Mesmo

"est.rut.Ul."'a fraca,

de

Samba,

enfrent.ando,

quase

folcl6rica"

a

me:rament.e

como

recorda

da

Escola de

:repr-oduzir joilo

Jorge

Samba daquele

moment.o, seus membros empenham-se ao maximo no ":ret.irar da caber;:a o que no bolso" nao havia(na acepc3o de Pamplona). seria

criat.i vi dade conhecimento

t.e6rico

est.i vesse ef'icient.e

ainda

a

manipular

de

e

para

g-randes

ondulant.e

mercant.Uizacao

da

possuia

t.ecnica

e

mat.eriais,

embora

a

Des:f"ile,

par-t.icular,

em

est.rout.Ul."'a

uma

e

Precariedade

Escolas

event.o,

est.eve

porem

na

invest.iment.o

criat.ividade

periodo. Poder-se-ia dizer

pelas

do

e

o

suporot.e

espet.oftculos.

Avenida

visual

quem

do

dar

recororoent.es na descric3.o do

preenchiment.o

de

seja,

t.em3t.icas

carioca

a quem

bast.ant.e

producao

sao t.ermos

para

maos

nas

Carnav.a.l

do

comercializac.So

t.runfo

0

Ou

no

filt.rado

que

o

compasso pela

acao

depur-adora dos art.ist.as p.Iast.icos.

ao

Assim, iorubana,

as

int.roduzem

gravuras de Rugendas e est.ilizados, uso

de

como

.lampadas

"ensinar-am" a o

o

maracat.u

na

imp9rio

Africa

negra,

cabeca,

e

o

pela

aliment.adas

reisado.

a

lnt.roduziram

planejament.o

mais do

roecent.ement.e

percurso,

at.raves

no

ambito

da

definicao

do

escondida

brilho,

t.elevisi vo. de

lugar

moviment.os,

plast.icos,

os

Em

OS

pr-oduzir-

nas

populares

bet.eria,

dificult.ando-lhes

nobroeza

inspiradas

bumba-meu-boi.

par-a at.roair- luz e

espelho o

da

do

o

como

jil

veroniz?

os:

renda, ent.re out.r-as mat.8r-ias-proimas empregadas nas

e

t.eat.rais

e

cores

past.or-as,

das

usa:r- o

e

nobreza

de Debret.. Com ela vieram os folguedos

art.i:Iiciais

candombJe

brocais, a

vest.es

congada,

roupas

sobre

faziam

a

a

subst.it.uirem

mont.a~ens

Formalizam

r-ot.eir-os

0

dist.ribuindo

alegorias, bat.eria, baianas e passist.as na pist.a, segundo posic5es 2 est.rat.S.gicas J:. Incluem a novidade dos t.roip8s m6veis, sabre 0 qual sao alas,

colocados

pecas

da

cenografia.

E

os

alt.os

est.andart.es

ao cort.e jo, inspir-ados nas: nas proociss5es cat.61icas Para esses pr6prios agent.es, o

•• Infor-ma.C5es

vert.icalidade

vero mapa 03.

processo defl.agrado significou um

EecoLc. da do Bel.oe do Ri.o Jane-ir-o, do no depoi.menlo dado Moria o.o autor-C.tcS-OL-.tP93>. Na.ri.a de-screvea for-macao Auguste do corncvcleseo como nos ··medieval": seri.a Eseola.e<a.s onde OS o conhecimento herdori.a.m dos seua o.pre-ndi.:zes mestr-ea, vendo-os tra.balhar. Pamplona. con~i.dera. a.luno. de di.aci.pulo. ELo. foi dele e de Arli.ndo Rodrigues; o sa.lguei.r-o 8, como fa.to. com afeto, sua. ··escola.-ma.··. da Augusta.

pr-ofessor-a Rodrigues,

d.a.o

·=

••

16!>


,_,,,,''')(' X XX Comissao de frente

.

"\

/\/\/\

./

t:estandarte abre alas:J

---a,le. de componentes _ __

L

m

¡-"+'H

-" Porta- ban:i e i.r a - ~ "' ":l _,

1ÂŁ l1lestre-Sala

w

"''" D

c

...r

u t';

~

UJ

~

..~I

bateria

~

0 CJl

I

carr a de sam

I

... c"'

n

D

carrel alegori co

ala de da.mas

ala de baiana.s

() 22 Porta-bandei~a 22 Mestre-sala

Cf'o

)Q

D''

Porta-:Sandeira Mestre- sal a

c' 0

0

'"


resgat.e

da

t.radic.io

urn

de

colonial,

mas

"bom-~ost.o"

seria

as

concat.enada

conheciment.o

no

fundadas

revolucion.Srias aquisic8o

popular

ret.orno

do

decorrent.e

A

present.e.

no

produzido

ent..a.o

formulacOes

fOrmulas simples encont..radas na prOpria realidade e memOria populares:

nao. foi ro;ot.rocesso. nao a.ceito.r do Foi do houvti> a.lgum t.ra.ba.tho ou foro.; lO.mpo.da.s Mt.ra.nda.. de ba.rriga do foi tira.r de Co.rmem ba.t.a.na sa.mb.::..-enredo ao a simpllft.ca.cao do de .::..cordo com espethos; foi bota.r ma.is uma retomad.::.. de poaica.o. Leva.r foi. muito sa.mba.s pra ver W:.::..cha.do; N.::..eion.::..l Debrel Ca.rlos Bibliot.eco. pra Lurmo. wa.tter Pinto. o modele Carlos Mo.cho.do pega.v.::.. Rugenda.s e nao pro. ver dos Est.::..dos E Unidos e Waller Pinto do. Franco.. pal"a OS seus shows copia.va.rn da uma ve:z, na At fomos os sambist.as etes Bibliotec.::.. N.::..ciono.l. S6 vendo pra tinha. crioulo de d6cado. 22 Debret

s...

•

•

principio

do

Embuidos

Fernando

didat.ico-cult.uralizant.e, com

o

casal

e

Dirceu

ciment..am

desde 1959 na concepc3.o e

laborat.6rio

despont.ava

da

do

na

Escola

a

de

de

alquimica

t.oda

na

Salgueiro

chamar-

Rodrig-ues,

inst.alados

no

fixando-a

polida.

Samba.

Como

visa.o

pela

dos

mest.res,

para

cidade.

durant.e

Eis: 16

o

de

junt.os

Salgueiro

como

anos~

"novo" ent.ao

t.eat.ral novas

Pamplona

jovens

conjunt.o

do

art.esanalidade

cent.ral

e

periodo

garant.iu

Rodrigues

quando

do

mais

sob

e

inseridos abriram

j3

primazia que

no

primeiro

t.eat.ral, a

que

encont.rada

personagen.s

do universe

que

carnaval

implant.ada

acadenUcos:{alunos

Escola de Belas Art.es) ou profissionais ampliado

ja

carnavalesco,

erud.it.a-academica

carnavalesco

bar:racao

do

Arlindo

e

Nery

preparacao

agora

fol"macB:o

da

func3.o

reacomodar;:ilo

fest.ejo,

auspicio

a

Pamplona

Louise

poderia

se

elaboracao do Desfile da Escola de Samba. A part.ir dai urn

vel"dadeiro

seio

MariP.

que

o na

bast.ant.e da

Escola

conquist.ar-

set.e

t.it.ulos, t.ornou-se o modelo de modernidade no Car-naval. 0

eixo

visuallzava-se

na

dos

nort.eadora hist.6l"ia

popular,

do

folclorizado,

ideologia

celebre

'

art.esao

mit.ol6gica negra Chica do

0

colonial

e

Ja

suport.e

a

t.odo

valo:r-at.iva referido minetro

t.:r-abalho

e

mest.icagens Palmare.s<1960).

A

Al&ijadinho<1961).

A

Silva<1963), escrava cujos encant.os t.ornou-a a

cobir;:ada dama de Vila Rica e 22

cult.ur-alist.a

escolh.idos.

t.emas

dava

que

nepoiment.o de Fernando Pamplona..

170

pr-opor-cionou urn cor-t.ejo

Uust.rado,

por


exemplo, o

com lit.eir-as,

minuet.o

••.

erudit.a

de

asfalt.o.

0

0

sal.io

argut.o

de

her-6i

negr-o

Min~one,

Francisco

met.a-carnaval

baile

de

r-etorno

a.os

medieval,

ao

ent.r-udo

port.ugues,

conjunt.o

rit.ua.is

bat.eria

a

dramat.Urgico

a

3.t.icos

congada

do

e

de

a

obr-a

Pret.o

do

bur-gues

a

fest.a.

do

sS.culo

pioneirament.e

passeat.a

no

Carnaval

Dionisio,

int.egrada

abrindo

Ouro

Hist6ria

a

na

com

no

not.avel

comissao de fr-ent.e formada por burrinhas em vime para fWldir a

hist.6ria

no

enredo,

dancavam

inspir-ado

carnaval

"pierrot.",

de

a

dedicados

luxo

bailar-inos

Rei<1964),

cont.ando

ao

de

a

da cidade com a

do

Chico

1965,

no

vest.indo

casais

est.ilizando

Carioca,

XIX,

onde

da sua ''fest.a maier". A epopS.ia da Hist6ria da Liberdade

Brasil<1967).

A

ousa.dia

sensual

de

Dona

A

Beija(1968).

exalt.acao

do

berea nacional em Bahia de Todos os Santos. quando uma prat.eada Iemanj6 de papier .mache aleg6rica(cercada de flor-es uma

f'eira

e

local

baiana

corn

eta

signos

fS.

t.odas

as

fr-ut.as,

afro-brasileir-a,

e

oferendas)e a

igua.rias,

causaram

produc;ilo de

pecas

do

art.esanat.o

f'risson

na

Avenida.

A

home nag em ao prOprio samba carioca na encenac3.o de Praca XI, Carioca da Gema<1970).

A

Brasil,

discipu.la

rei

Maria

manejou-se

economia

semi6t.ica.

africano

de

a

a

Africa

cort.ejo de

••

acessivel

palha,

.Mauricio

negra.

perde

a

ment.alidade

August.a

africana,

mest.icagem ent.re o da

t.oda

do

Para Um Rei NecroC197D. A

Festa

enredo ent..io

sint.ese

a

Mas

de

a

ajudando Nassau

esplendor da sobret.udo

solenidade

comunicacao.

a em

cort.e

sob:re vime,

compor-

que

do

art.es

par-a a

europtiia aqui

cara.t.er

compaz-ece

e a

figu:rat.ivas

recriar

visit.a

Pernambuco.

acent.ua-se

em favor 0

o

mat.erializada

no

part.ir da t.ese de mest.rado da

Rodrigues, est.opa,

e

Grupo

a

A

colorida

fict.icia

cena

fest.ivo, na

de

t.raduzia

exuber.fu-lcia

t.endS.ncia

t.ambem

a

em

no

urn a

ex6t.ica curse:

exibindo

verdadeira

o

signos fest.a

pr6priC1 Si.lvC1, earna.vc>l., peraor.ifi.ea.ndo a do no figurine. mulhe-r do preeident.epor Arl.lndo Rodrigue-s, a. deat.Clque do deaonha.do 0 i.ntere6.mbi.o entre :Isabel VQ\.enc;a. i.na.ugurou passa.relc:l Satguei.ro do f a.r.ta.si.a.s do de Sa.rnba. e doa eoncu:r'sos luxo. Sua vit6ri.o. no Escola5 do Ba.ite OfieiC11. da ei.do.de, no concur eo rea.Li..za.do eoncorri.do afa.ma.do a.no, t.ra.nsparece quo no..quele 0 poti.ment.o Muni.ei.pa.t, est6t.i.co d= de Samba. eomeca.va. Escota.a 0 eonf ormo.r no uni.verao do Desfi.te segmontos medi.os • mesmo do. ella. e va.1.ores doo burguesi.o... doa gost.oe cont.ri.bui.cCio de um a.g&nt.e a i.ntegra.do oeol"r-e com rao sistema. Pore.m i.•to novo persona.gem, just.a.ment.e 0 domi.na.nle, 0 earno..va.t•eeo: eimb6ti.eo Arti.ndo e Pa.mptonc jO. parti.ei.po..va.m do ei.reui.to dest•a cone1.1retoe. NetoSIIO'

171


gast.ronOmica

brasileira

mont.ada

na

pist.a,

quando

apresent.acao

da

do

enredo Do Canim ao Ef6 Com Moca Branca Branquinha<1977), inaugurando o humor

polit.ico-social no

a

aludindo

acervos

promovida

calibrada

desde

modernizador

em

de

Escolas

:formacOes part.e,

do

mao

Samba,

Assevera

caminho

decada

Gar-cia

a qui

pelo

vint.e.

de

se

polit.ico

de

a

reduziu de

est.et.ica,

porque

At.uaram

priori

ant.ag6nicas,

a

t.emporalidades vanguarda,

nacionais.

conformando

no

sent.ido

de

a

cor

algo

local

suas

adequado

urn

prim6rdios

nosso

modernismo

a

sociedades

ao

curso

do

projet.o

urn

de

e

art.i:fices

pat.amar

hlbrido

as

const.ru~a.o

ent.recruzando

nacionalizando

em

projet.o

urn

at.ualidade,

aliou-se

seus

impet.o

na

des de o

o

car3t.er

result.am

modernismo,

modernizacao mais geral das

ident.idades

moderno

pesquisa

com

o

da

perspect.iva

a

saber:

A

que

popular,

int.erna.cional

compromet.idos Canclini

frases

.

cot.idianidade

dest.e seculo. Ao cont.r3rio do seu congene:re europeu, nao

t.razer

ressoai-

lat.ino-americanas

t.omado

ao

cosmopolist.imo

art.ist.as

Nest.or

s6cio-cult.urais

o

24

a

ar-t.ist.a,

da

e

mesclar

e

do

modernist.as

int.elect.uais

de

em

t.radi~;:a.o,

da pela

os

nacional-popular. das

demonst.rado

int.eresse

dos

t.ecnica,

das

fame devast.adora de milhOes de bras:ileiros

0

prenhe

Desfile

a

mais

t.ecruca

de

universa.Uzavel,

t.empo

hist.6rico<1990:71

a 80). Desse qual

Brit.o

inseriam-:se que

aspirac.ao clima

de

consagrada.

a

os

no

de

ser

urna ent.re

t.r-opicalment.e

3mbit.o

membros

t.ent.a.t.iva

vanguardas

..

modo,

de

do

porem

"brasilidade"

europeias, colorida,

das

Grupo

modernizar

moderno,

n6s.

mesmo

do

cor

prendia-se mest.ica

e

p.last.icas

Salgueiro),

cult.uralment.e

volt.aram-se

cont.est.adora

Est.a

art.es

local,

os

o

mesmo

art.ist.as

Ronalda

calcava-se

na

pJ.ast.icos

ao

academica bus cando

figuracao ondulant.ement.e

visuais(no

observa

pais

da

e

de vivaz

ent.ao

solucOes

urna no

nas

paisagem

dia-a-dia

do

descri.ti.va. stnte111& a.pre.. enldd.a. nesses Pora. monta.r a doi.a pCU"bgra.f os, com fonlec, contei. di.ria., di.relo.s. J:slo infelizmen\.e nao porque os pla.nta.s CU"gument.os dos enrados croqui:s, desenhos, c:itados, c mcioria perdeu ou di.sperso. Apena.a recenlemente deale Lem hcvi.do a preocupa.cao de arquiva.r esse valio&~o a.cervo. Entao recorri. a.os depoi.mentos(o& de Pa.mplona., Joaozi.nho Trinta., t.a.ila. e Moria. Augusta., fora.m funda.mentai.s>, a excelenle etnogra.fi.a. de Heleroise Oui.mCU"aestt.P90) e a. r.-porla.g•ns d• peri.6di.cos. Pri.vilegei. as revi.sla.e Ne1nchete • cruzeiro, cuja.a longas peri.odi.ci.de1des de i!i'UCUJ edi.COes a.ba.rca.m o~a corroa.va.i.s foco.lizado& o.qui e o material fotogra!i.co nelC1B imprea•o oferecera.m momenlos ckul cena.e a.ludi.da.s a.ci.ma..

••

172


povo(1983:13-4). def"inia a

pelo

A

conjugacao

quest.B:o

dut.o

nacional

modernidade

da

s6cio-polit.ico

embebida

ent.re no

na

do

nacional

e

Brasil:

argarnassado

experi9-ncia

na

popular a

solucao

mais est.et.ica

const.it.uiciio

povo-nacao,

de

em

passava

uma

sua

vez

uma

cult.ura

pecullaridade

sincret.ico-mest.ica. Por isso, const.at.a Jose Carlos Durand, a campo

art.ist.ico

urbane

e

e

arquit.et.ura

da

industrial,

a

vist.a ideo16gico,

mas

no

est.eve

demarcac.3.o

pais

seguiu

sobremanei:ra

de

passado barroco dos sB-culos

dez

a

seculo,

re:formulac3o

janeiro

e

acompanhada

f'rent.e

ao

eclet.ismo

"neocolonial"

ent.r-e

pela

Escola

da

soberba

engenheiros,

e

XVI

de

do

sist.ema

pont.o

nUcleo

de

t.eve

XVII. Desde os anos

Art.es

do

pl.ast.icos

do

Rio

passado

f omentando

art.ist.as

do

cujo

Balas

valorizacao

imperante,

ent..iio

expansao

nacional,

como parantetro o dest.e

a

relacionada,

origem

urna

con:flguracao do moderno

colonial

ment.alidade

wna

e

de

arquit.et.os{1991:7

e 9 e Amaral/1970:56 a 72). A acomodacao no poder do Est.ado nacional de grupos compromet.idos

com

o

desenvolviment.o

dos

crtt.erios

segment.os

ancorados

de

int.electua.l,

elit.e

profissionais(mais

cria

as

bases

nacionalidade

na

part.ir

a

que

0

engrenagens

int.erno

propiciou

expansao

enganjados

tarde,

est.rut.uradas

pelos

relacionament.os na sociedade).

Em

de

como

e

inst.it.ucionalizac.iiio "renovac3o"

da

corpo

urn

num9rica

do

de

criado

o

encadeament.o da

e

desses

cult.urais

Minist.9rio

dos

t.9cnico

quadr-o

med.iadores

processes 1931

a

busca

na

formacao

da

a

e

para

nas dos

Educacao

e SaUde PUblica. Com a nomeac.ao de Gustavo Capanema para ocupar a

past.a,

em 1934, muit.os dos membros do moviment.o modernist.a chegam aos aparelhos estat.ais, contando assim com inst.rument.os para colocar em prS.t.ica part.e.s de seus

projet..os(ldem:12). Entre

na

defesa

t.oda a

da

e.st.es,

a

origem

da

polit.ica

de

valorizacao cult.ura

prot.ecao

est.et.ica

brasileira pat.rimOnio

do '

grupo da SPHAN. Muit.o mais, como infere invent.a-se uma t.radicao abarcant.e

de

do a

barroco

part.ir

cultural,

Maria

colonial,

dele,

vai

levada

incentivar

adiant..e

Velloso Mot.t.a do.s

t.oda diversidade

baseada

brasileira,

pelo

Sant.o.s, j.S. que

supOe uma m&m6ria nacional, ist.o &, os monument.os do barroco t..ornam-se simbolos Document.a-lo

mat.erializados e

preserv.it-lo

hist.6ria brasileira e

a

da

faz-se

"civilizacao urgent.e

sua abert.ura para o

173

a

brasileira''(t992:2). prOpria

:fut.uro. Pais

exist.S.ncia

e

da

est.e pa.ssado


que

se~undo

coerenci.a,

d8

cult. ural

do

pais.

sociedade,

Poder-se-ia

a

dispondo-a

discurso

nacional,

dizer, "'formacao surgida

int.elect.ualidade

da

at.uadio

o

mobilizacao

com

de

unif"icando

nacional"

e

prolixia

emoldurada

na

emergent.es

grupos

OS

t.emas

e

a

ar-t.ref'at.os

na

especificos

e

invent.ando uma unidade 6nt.ica. As

formas

exemplares fachadas pelos

desse

dos

colet.ivas

barroco

pal8cios,

jardins,

com

e

ser3o

"despreende-se

que

as

desde

suas

populares

das

escadarias

grandes

avenidas

t.ambem

apanbadas

paredes

da

majest.osas

que

em

invade a

de momenta, e dos se

rua

com suas

manif'est.a

na

carnavalidade

port.ador

art.ist.a-int.elect.ual,

p6r

a

inst3ncias

e

temas

objetivos

no

trat.ament.o

do

projet.o

plenament.e

a

do

da

cult.urais

service do futuro.

Enfim,

a

essEmcia

fest.ejar

Desf'ile

no

fervilhant.e

adquirida nas

horizont.es

ale~6ricos,

carros

est.ender

sua

pampa

at.inge at.e as almas, no rit.ual da polidez, no subjet.ivismo

sent.iment.os"(Bast.ide/1945:32-3).

popular

e

procissOes

das

com perucas e

azulados, para t.omar posse do corpo humane, complicando-o fitas,

igreja,

para

t.erminam

como

ment.alidade

de

essa

base

que

0

modernizadora

e

freqUenta.

e

barroca

Samba

nacional

forma

se

E

brasileiro.

Escolas

onde

cultural

pretendia

relevo dado ao barroco nos desf'Hes, seja nos

0

pJ.a.stico,

politico

peculiaridade

t.eria

desses

do

ent.3.o

grupos.

surgiment.o

do

a Mas

met.a

de

essa

versยงo

carnavalesco

af'irmar

na

os

delineia

Escola

de

Samba? A respost.a

exige a

comp1ement.aca.o de alguns out.ros fat.ores nao

cont.emplados na represent.ac3.o que Pamplona,

par exemplo,

enfocado.

depoiment.o

Quant.o

ao

Grupe

do

Salgueiro,

o

int.egrant.e ocorreu ern um moment.o quando a havia

consagrado;

volt.a

da

dE-cada.

a de

conf'ere

:fala

1960. Porem se

unidade o

de

do

seu

periodo principal

funcao de carnavalesco j3. se

a

t.odo

discurso

mesmo t.empo, na selecao de t.rac;:os de urn

f'az

e

processo

urn

det.ona.do

relata,

passado capaz

consiste,

de

desf'rut.ada por- es:s:a cat.egor-ia ' monop6lio que det.em. De cert.a maneira,

reafirmar

leg-it.imidade

at.ualment.e

de

cult.urais

o

invent.a-se

e

por ao a

pr-odut.or-es um

passado celebrador do present.e. A dat.ada de

prOpria 1963~

polemica

apont.a

no

envolvendo ent.ant.o

na.o t.ao simet.rica ent.re a e

a

anterior

sit.uacao

das

a

quest.ao

cont.radicOes

da

prof'issionalizac~o,

reveladoras

mediac.lllo cultural exercida pelos Escolas

174

de

Samba.

Em

seu

da

nat.ureza

carnavalescos

livro

sabre

os


Academicos

Salgueir-o~

do

dif'iculdades moradoras

enf'rent.adas do

Morro

do

HaroJdo por

corte

Marie

Salg-ueiro,

ou na nao

da cintura

roupa. Os cheques evidenciam confront.o.

:fr-ent.e

:faze-las

cwnprir

niveis sociais

fazer

mesmo mais

em

modo

pelo

em

do

outro,

0

legit.imos

como

classificados

Nery

concord§:ncia

dois

sabre

dominant.e

posic8o

para

condic5es

as

que

S6

Louise

exemplo~

po:r-

recorda

a

det.erminac8o

tal

mesmo

a

urn~

valo:res

a

como

na

simb6lico em

conferia

obediâ‚Źmcia

alt.ura

cavament.o

unive:rso

amplas

as

cost.ureiras

as

desacordo estava na obediencia quanta a

dos figurines riscados. 0 do

Cost.a(1984),

concerto

0

j.S das

relacOes ent.re os grupos se est.:rut.urava na sociedade naquele inst.ant.e. A

ref'Jexao

sociol6gica

sobre

encont:ros

OS

socio-cult.urais

j.S

demonst.rou que as prSt.icas de sincr-et.ismo n.ao envolvem simplesment.e uma :fus&o

entr-e

16gica na

dois

qual

sist.em.as

urn

dos

sistemas

t.racos no out.ro de acordo int.roniza-o cert.o

t.ransfol"mado

que

elementos posic3.o repOr

o

Grupe

simb6licos

cult.urais,

do

consist.e

na

simb61icos

t.orna-se

dominant.e

com as suas p:r-6prias

como

do

mas

part.e

Salgueiro

sua

da

especie

no

e

uma

recolhe

Bast.ide/1971).

de

ent.ant.o

o

dominant.e

exercida

pelo

sistema

erudit.o-formal.

encont.ro

cultural

nos

limit.es

da

o

de

det.er-minac5es, port.anto

e:fic3.ciaCver

promove

Carnaval Popular-,

atuac8o

t.ot.alidade

sincret.ismo f'az

a

part.ir-

Procure

a

E

com da

seguir

s6cio-hist.6rica

do

periodo, f'at.or coordenant.& desse encont.ro. Em t.ermos concretes, a entrada desses agentes na Escola de Samba

nao

se

t.ao

fez

A mediacao

estet.ico-social. moment.o

quando,

iniciat.iva 0

ao

privada

papel de

simplesment.e

ligada

planejar

cult.ural

&vent.o,

e

ao

sao

por-

eles

que

e

ao

exig9ncias

dos

lllâ‚Źar

plat.~ia-audi&oncia,

de

Desfile em urn frisas e

novos

t.eat.ro

r;rupos,

como Jl::les

o

int.eresses

desenvolvem

vimos,

de

projet.o

surgira do

em

urn

Est.ado,

da

e

laze:r-

diver-sao.

encont.ra sent.ido

ant.& o

das Escolas para at.ender as que

reservado

engrossam

com

a

as

fileira

t.:r-ansformar;:3.o

do do

popular de rua, com suas arquibancadas, camarot.es,

cadeiras de pist.a, ou ainda

int.ricando

implement.ada

comer-cia

imperat.ivo de polir<e rebuscar) as exibicOes

poll t.izado

urn

de

int.roduz!i_1dos

turismo

elaborar

obra

por

acont.eciment.o

aos

as

milh5es

lent.es de

das

ca.maras

de

t.elespect.adores

t.elevisao espalhados

pais, e masmo pelo mundo. Ao ser- f'ixa.do em uma passaroela iluminada, gozando da at.enc.ao dos olhares

mais

iniluent.es,

o

Desfile

175

t.orna-se

t.amb6m

alvo

de

cobrancas


mais severas, o Est.e

compromet.iment.o

out.ros

int.eresses,

port.ador

urn

de

mat.eriais,

que

modelo

alem

de

fundament.ais

a

Apesar

a

que

car3t.er-

do

t.ecnico

t.r-abalho

result.ant.e t.ecida

no

e

da

mundo

como

o

urbane

ocorrida no interior

a

ao

de

se

do

da :t-est.a carnavalesca

na

de

element.os dist.int.o

carioca,

divis8o

a

na

bojo

e

mesmos, zo saber geral ,

Carnaval

da

e

t.ernas

int.ervalo

complicada

no

de

func3.o-at.ividade

aninha-se e

os

si

evidenciam

insere

cat.e~:;oria

urn

conjunt.o

sint.ese,

Em

Desf'ile e

sobre

especializada

uma

no

produt.o

formulam

com

formas

das

det.inha

urn

possuidores

art.iculada

abr.angent.e.

modo

que

pUblico,

em

de

Enquant.o

mat.erializac.ao

prof'issionalizacao

a

int.elect.ual,

mais

do

emblemas

a

serie

acordo

c.2tlculo

agent.e

event.o

''fil6so:fos",

permanencia

ctao

o

no

novo

esse

ideologia

de

baseado

beleza do

uma

individuali:.~:.adas.

adequadas

c:ons:t.it.uir da

carnavalescos sao medida

t.t?cnicas

de

que?".

com o

com

fest.a

audiencias

espet.a.culo.

maneir-a

a

classific3-los os

de

da

valor-

racionalidade

do

fim

apr-esent.avel.

de

int.erdependencia

o

as

pespect.iva de

consume

do

sua

r-eorient.am

possuir

em sint.onia com a t.empo

na

implica

sat.isfazer

para

crit.erios

ser erUrent.ado e: "preenche-la e

problema a

de

social

fisionomia social

malha

complexificacao Escolas

da

e

seus

desf'iles. Vejamos mais det.alhadament.e o pr-ocesso. No mesmo est.udo refer-ida ant.es, Helenise Guimaraes const.at.a que, dlll""ant.e

as

dS.cadas

expansao do seu consolidado

e

1960

espaco

como

especializacao,

de

mat.erial

"espet.a.culo

que

marca

concep.;::ao

e

elaborac3.o

permit.iu

a

insercao

1970,

Escolas

simb61ico

no

pUblico'"(1992:65).

essas do

e

as

ent.idades

Desfile

daqueles

foi

Samba

escopo

a

de

necessidade das Escolas em preencher o

conquist.ar-am.

a

pist.a da

canones

da

imperat.i vo ext.ensas

est.ilo

do

e

assist.encia.

de

mont.at"em at..raent.es

Alem

oferecia uma vast.a

nos

barroco

disso,

0

concluir

desf"iles

ambi8ncias

cobrir-

acervo

mest.ico

do

varoiedade

ai.ntomil.tico Po.mplono. nao po••uirem umo. ··vim&o profissoiono.Lizo.c;:ao esse '"b\.tola.mento'".

de oa

176

t.ernas,

que

cenogr-a.t'icas

para

forrnas,

co.rno.vo.Le.51co• globo.t" do

est.a

de de

condicao simb6lico

espaco nobre que

est.ivera

suficient.e 0

e

t.rabalho

capit.al

um

a

Poder-se-ia

o

a

carioca,

t.endencia

origem,

imprescindivel

Avenida.

a

aprimorando

det.ent.ores

conhecem

da folia

Seguindo

desde

se

de

a

adocao

dos

subordinada

ao

m6veis

horizont.e

0

folclore

t.ext.uras mo.\.• joven&o proces•o.

amplas,

e

da

brasileiro

cores .a ser de jusoto.menLe Alr\.bul b.


Mas

explorada. cenogrMtca divert.i-lo,

da

cont.r3rio

desenvolvida aflnal a

cena

para

diversao

o

e

barroca

Desftle a

exctt.a

condic:S.o

- maneira como o discurso nat.ivo passou a

porem o

ou

n3o

publicidade,

Tais

simb61ica

que

novidades

em sint.onia

mais

definem-se

fundament.a.lismos. envolve-lhes

na

para

agrupament.os 26

de

int.utt.o

t.odo

o

event.o

que

sao

luz. Est.e

sent.ido

de

e.Jes

sensibilidade grupos

de

cujas

na

de

uma

de

Estes

cada

afeicoados

aos

sabre

o

hedonismo,

est.et.izaca.o assim

resson2ancias

ma1ha

a

relac3o

em

da

e

elaborar

correspondem

encont.ram

originados

Desfile

do

para

e

pianos

carnavalescos

prS.t.icas

sociais

aos

ser

ent.re

pUblicos.

t.eorias

que

at.uacao

desint.eressados

int.erado

Os

novas

o

deve

est.abilizac:ao

educados

det.erminadas

prazer

produc3o

capaci t.ados

dos

mais

port.ant.o

como

cent.ralidade

de

fixa

divis§o

a

a

est.ao

e

que

e a

sobre

sociedade

da

.

Veremos carnavalescos

deve

t.endem

experi€!-ncia.

cult.urais",

urbana moderna

no

do

que

condicOes invest.e

a

o

a

valoracao

busca

"int.ermedi3r-ios novos

A

da

informalizacao

co:r e

no

est.at.ut.o social

decisiva

como

moda,

da

deslocament.os

com

o

como

carnavalescos:

dos

compet.encia

OS

primordial

definit.ivament.e

manuals

Carnaval(AraUjo/1987).

vez

pUblico

classi:f'icat' o event.o.

codificando

ent.§o

e

int.elect.uais

hierarquta

e

quadro de escolhas

Crist.aliza-se

most.r-ado. prS.t.icas

o

ambiE~ncia

a

XVII,

superespet.aculo deriva da escolha dos ag-ent.es envolvidos com o

Carnaval, merece

seculo

cena barroca at.ual da forma ao superes:pet.8.culo,

desde aquele moment.o; a

0

do

as

a

est.et.ica

agent.es,

implica

tripS., por sua ve:z, um

det.erminado

superespet.aculos,

do

no

rnanejo

com

qual

da

a:rt.efat.os

de

OS

som .•

encaminha as per:fomances das Escolas

imagin3rio

como locus de realizacao de sonhos e

que

enxerga

pr.a:zeres. E

o

decide a

ent.r-et.eniment.o redefinic3o ou

••

cultur-a.is·• no r-C1Silr-o ··t.ntDr-mediO.rios conceito de Pu~rre 0 o conceito pg,rlir do conjunto novos de E:l.e defi.ne Bourdieu<1988). mbdi.C1SI cla.sses DmersrDnt.D&, que nao ori.ging,dos cullura.is produtores pequDno-burguDee ou com os pa.rdmDlro~ da. a. a.usleridade com identi.Hca.m alta. culture burguesa.. Sucua va.lora.C5es lradiC5es da. erudi.C5.o Q vida. como forma. de hbertecao. a.plica.do o esteti.cismo volta.m-se disti.nc;:ao. t.C..liccua n~ estra.t.Vgicua de como di.versos ecleli.smo&: N.a.nipula.m o meemo concei.to para. reftetir 0 mobilize Wike Featherstone Ta.mb&.m oci.denla.i.s contemporO.nea.s, i.ntegrando-o ~oci.eda.des cultural no.s conaumo gera.ciona.i.a formedores dg.s esferas e curses dos longos est.udo 40 23>. Eala. tilt.i.me pers-pecli. va., pa.rece, cut t.ura.iaU.s>s>4;0!5 sensi.bi.li.d.o.d••

••

complementa. a. pri.me-i.ra..

177


a

mesmo a exclusilo daquilo n.io pert.inent.e

isso,

Por direcao

de

1982,

est.ribilho

o

a

est.et.ica

uma

do

de

covardia<. .. >".

racionalidade

vertical

de

sit.uac&o

popular,

o

"santba

do

"ambic3.o" bicho<ver nao

desde

no

pi§.",

os

anos

espac;:o

nat.ural

dirigent.es

dos

razao

rit.mo.

sacudia

''poderosos''

est.et.ica

frase

A

Wliverso

com

o

do

advent.o

sambist.as'' do

do

vi am

se

carnavalesco

banqueiros

OS

pela

espont.aneidade

brut.alment.e

"vaidade"

a

Por enquant.o

o

express.§.o

da

ent.r-e

a

e

gent.e

a

e

do

jogo

do

V>. Muit.os sambist.as import.ant.es se afast.am, alegando

capitulo

int.encao

em

Machado,

"superalegorias".

3s

"verdadeiros

Os

Serrano,

responsabilidade

sessent.a

aut.ent.ica " sendo diluida

Em

escondendo

s.a"

a

cel&umas.

pr-esent.e

mesmo

int.eressa

na

Aloisio

ai

samba

Desfile

Imperio

e

combinac&o

at.ribuida

espet.3culo''(Lopes/1981>.

"carnaval alijados

que

bambas

est.aria

carioca:

Carnaval

a

crit.ica

dos

Samba

Brace

de

do

t.amanha:s

de

partes de

aspect.o,

de

Superalegorias,

f'lagrant.e

primeiro

degradant.e

uma

t.raduz

o

lado

Escola

da

s.a/

ver-t.ical, sugere que ambas compOem deixo

mot.ivo

"superescolas

econOmica

deslocarnent.o

Bet.o-Sem

samba

A

ao

fora

sarnba-enr-edo

lament.ava:''Superescolas bamba/Que

quant.o

composi t.ores

pelos

assinado

percepc3.o

ot.imizac&o dessa lbgica.

de

se

"manequins

t.ornarem

dos

carnavalescos"

27

por

E

.

t.odos os !ados, reclama-se o fenesciment.o das "t.radicOes do samba". No exerceram

capitulo o

sec;ment.os

papel

II,

observou-se

de

mediac3.o

subalt.ernos

e

Observou-se ainda que a

que

membros

cult.ural

as

faixas

entre

um

vet.or

de

prest.ic;io jWlt.o

medias

de

um

como

pel.a

f'igur-.as

da

mas

t.ambem

dos

que

0

uma

o

do

"mundo

solldificacao

de

brasilldade

e

do uma

posica.o

t.radic.ao

nacional

de

urbana.

e

comando

favelas,

~

passado

dos

em

proporcinou n§.o

OS

no

do

simb6lica

seu Desfile

samba"

her-deiros

sambist.as

sociedade

camadas das populacOes de subUrbios e

cont.ext.o

nat.uralizado

da

f'Wldac.3.o da Escola de Samba e

mobilidade social,

as

grupo

produc;:ao

a

muif..o t.ribut.ario da acito per eleS implement.ada. sb

do

seu

que

os

e

dent.ro

poder

e

conf'ol"'ma

colonial

e

da

ancest.ralidade af'ricana. A emergi-ncia da figura do ca:rnavalesco, ao lade de urn novo grupo

imbuido de 27

inserir-se

na

Escola.

compositor Pa.ulinho da. do da. Portela., compositores do TVE do Rio, em :1990. Fro.ae

·~

178

de

Samba,

VioLa. durant•

assumindo juetifica.r entrevista

o

comando 0

&OU

um

de

seus

deeLiga.mento progro.ma.

·~


passes,

melindra

conquis:t.ado

exat.ament.e

como

''es:pecialist.as

especializa.cao

que

"adve:rsaz..ios".

Os

mot.ivados

pe!a

indUstria

simb6lica das

do

em

samba''.

implant.am

deslocament.os

o

dos

sambist.as.

de

na

A

perda

suas producOes cuJt.urais incidiu no

a

popular-

e

dos

uma

ur-bana,

programas radio

de

e

publicizac3o

imagen do

da

seus

descapit.alizacao

espac:os

desprest.igio

p:r6p:ria

dos

no sist.ema de

para dos

haviam

penet.racao

orquest.ras

incidem

ser-a

mUsica

reformulacOes

fonogrMica<Ort.iz/1988), grupo

flanco

grandes

audit.6rio, devido as

"sambist.as"

OS

lr-onicament.e,

pr-oduzidos

etas

insolvencia

radiof'Onicos de na

est.es

que

posic8o

a

grupo.

Tais fat.ores ressoaram no pr6prio interior das Escolas. Ao t.elevisao,

passe cuja

suas

inseridos.

sincr-onia

das

const.i t.uia

a

es:calada

maiores

ascent.edent.e

bases

de

Se

ant.es

vozes

do

o

diret.or

grande

nos

centr-al

figu.ra

port.as

de

coral

das

pelo

t.eat.ro

proper

encomendando-lhes a

a

cri t.erio

propost.a a

dos de

let.r-.a e

primeiros

espet.3.culo

miisica e

a

escolha

de

para Vila

o

enredo

int.roduz

acesso

do

do

qual

Carnaval

let.r-as

samba-elll"edo

como o ritdio e

o

disco e

Escola

e

do

e

cUl."t.as

nas

rit.mo

vocabuJos

inst.imcias

da

anos

sessent.a

mais

o

det.erminada

o

se

vao

t.ema.

Fica

aproximou

deflagrado

urbana.

prosaicos,

da

impOe

funcionalizando

lsabeD,

cult.ura

bat.eria)

compost t.ores

ilust.r.ar-3

Vila

pe!a

da

aos

Carnaval

de

de

carnavalescos

composit.or,

Ilu.sOe.s<Unidos

de

mais

da

0

Rio

no

rit.mo

composic3.o

feit.a<Cavalcant.i/1993).

conjnnt.o

vez OS

melodia do samba que

a

l."esponsavel

o

sint.eses

extrema especializacao do sambist.a como

macro-est.rut.ura

cada

como

produt.ores cult.ur-ais

OS

m6vel;

dist.ribuir

e

enredos

OS

do

aos

des de

veiculo

fixam-se

com

alas

desfiles, A

plast.ico-visua!

um

harmonia(como

carnavalesco assume est.a posicao. projet.o

de

produc.ยง.o

sede da Rede Globo), abria

janeiro<com a nela

que

Em

na

1966,

Mart.inho

da

facilit.ando

o

popular

elet.rOnica,

part.icipa da mesma at.ualizacao do sambist.a como

especialist.a na cult.ura popular modernament.e inst.it.uida no pais. N3o e

por acaso que

~::s=t.as

t.ransformacOes est.et.icas nas

Escolas

de Samba s3.o det.onadas pe!a novat.a Academicos do Salguei:!'o. Lembra Alves Filho<1987)

que,

fnndada

des:t.aques entre os sobret.udo

por-

em

"bambas".

uma

funcionar-ios

pllblicos>,

int.elect.uais.

0

1954,

comerciant.e

Escola

Sit.uada no

de

populac3o desde

a

o local

179

bair-ro

classe

inicio Nelson

rui.o da

cont.ou Tijuca,

com

names

Mea

media{profissionais

at.raiu

moradores

Andrande

est.eve

da

de

habit.ada liber-ais, rec;iao

afrent.e

e de


parcelas desses moradores que comecam a

e

di vers8o

das

visibilidade

do

novo

pUblico

que

nS.o era uma Esco!a

imagens.

suas

ent.idade, manifest.ou desde cedo o procurava

corda

post.as

de

const.it.ur

ocupac8o

a

Nelson

dos

pr3:t.ica o

a

assist.i-lo.

lnt.roduz

planejament.o

durante

g-rupo

corda

espacos

Andrade

presidSncia

o

da

Desfile ao g-ost.o lema:

o

Sa.lgueiro

"nem melhor, nern pior, apenas diferent.e". Desde ja a

prot.eg-ia

que

alegava

em

a

Chegando

empenho em adequar o

quest.ao da novidade incorpora-se ao ideias

buscar na ent.idade urn espaco de

de

a.ig'o

a

sua

cort.ejos.

administ.rac.ao,

desfilant.es, ''medieval".

mais

assim

a

dos

foi

a

PropOe

"eficient.es

e

a

Ent.re

as

ret.irada

da

sint.omat.tca.

mais

ent.ao

out.ras

maneiras

modernas"(Cost.a/1984).

responsabilidade

de

bancar

a

Ele

Coube

presenca

dos

acelerament.o

do

art.ist.as-int..elect.uais no Salgueiro.

que

prov.avel processo

que

t.ransformava

das

desenvolviment.o individual

do

conjunt.o

decidia

imposicB:o,

A

cada

pressOes

per-sonagens no Avenida o

28

.

desfile

tarde,

est.e sao

privilegia

aspect.o

D

carnavalescos

••Esta

eles

do

rit.mo

eixo

os

a

artifices

de

especular.

da

mlisica em

o

valor.

A

sela

a

desfiles

a

concepcao

des

''arquit.et.o'' da e

assumida

organizacao

segundo

import.3.ncia

como o

e

sobre

espaco-t.emporal,

porque

quando

perfomance

a

decresce

fisionomia

dai

e

seleciona

urna

moment.o

sobrevivencia

des

cent.ralizao:::ao da

explicit.a

no

Cidade,

car-navalesco consagr-a-se

agent.e

pl.ast.ico-visual,

do

da

exibicao,

da

ent.So,

Melhor seria dizer: a por-

de

mercadol6g-icas,

mais

event.o. 0

principia

cronomet.ragem

redefinicSo,

vez

Pois

predominio

da

D

carioca.

Carnaval

horizont.alidade

mais

t.ransformac.ao.

cujo

D

no

Escolas

sambist.a, a

Carnaval

t.orna-se

espacos

preencher

o

percebido

t.enha

Andrade

do

elabor-ar-

pelo

Desfile

da cult.ura

classifica-Ios

que como

a vi vif'icac.ao mesma do carnaval moderno.

do a.rgumento de parte umo publi.eitQ.ria veicula.do. .t!>?s> em divorsa.s marco de revistas, a.nuncia.ndo ma.rca. do indUstria. de produlos qui.micos e,. petroqulmi.cos Rhodio.. A.o la.c:lo da. folo do Trinta., epoca na pentaco.mpedo seguido do Co.rnavo.l do Rio. Joi5.o2inho um genia.tida.de do a.rtisto. e a importd.ncia. de. empreso., sublinho. texto que produ.z maleria.~s ca.pa..zes do of ereca-r conf orto e embeleza.r a. vida., para. a. gra.ndeza. contri.buindQ deci.sivo.mo::tnle pl<ishca. do DesfUe d= certo, publicida.de est a. i.ndice do CQncerto Por a.mplo no Escoloa. • um qua.L o Desfi.le entao ae posi.cionava.. enlro

fra.se jo.neiro

foz

180


As

reacomodac Oes

no

cerne

da Escola

de

Be las

Art.es

cont.ribuem

bast.ant.e para formacao desse agent.e renovador da est.et.ica do Desfile das Escolas

de

"cria~iio"

sobre

a

defesa

A

Samba.

das

VaJ1€uardas

reproduc;:Qo at.inge t.amb&m e

de Janeiro,

not.adament.e ap6s os anos

a

geracao

primeira

reiut.ava

formada

convencional

a

art.ist.icas

na

t.rint.a.

Escola

est.ilizacao

de

universe

modernas

acad9rnico

Nesse

chamada t.amb&m

de

Criac;:ao

Belas

realizada

era

Art.es pela

experi9ncia

com

novas

reit.erado

des de

cuja

moviment.o

do

cot.id.iano

das

Ambas

de

de

frent.e

Art.e

aplicacao

sociedade

Decorat.iva,

para

da

est.ilos

de as

quais

a

correspondia

embut.idas

das

0

desvalorizac&o

a

t.emat.ica

est.avam

Sera

epicent.ro das

reproducao

busca

.A

Rio

orient.adio

academia.

pl..ast.ico-visuais,

zs> •

mat.eriais.

Bauhaus,

a

cadeira

porque

pesqutsas

essencial

0

a

superficial

desenvolvem-se

invent.ividade

flmdada

Forma,

da

como

decorat.ividade<vist.a envelhecidos)

e

inst.ant.e

do

Fernando Pamplona pert.ence

impulse t.omado com o advent.o do curso de Art.e Decorat.iva o t.ransformac5es.

da

no

objet.ivo,

no

art.ist.icas

t.ar-efas

indust.rializadas,

na

figura

dos

designers(Campofiorit.o/1971 Gropius/1974).

Ao

!ado

Plinio

de

docent.e da Escola de Bela:s Art.es, aproveit.ando promovido de

pelo

recursos

poder

pUblico.

econ6micos

at.ualizadas,

e

ent.ao

Est.e

Pamplona

ja

ideol6gicos

abert.as

a

ser

para

ext.raido

pint.ores,

em

cidade:

na

sensibilizara-se

do

sentiment.o

cenarizac;:3es

como

sociedade", 0

carnaval

o

potencial

fest.e jo. arqui t.et.os

cen6~rai os,

inst.rument.o de servir ao

expressando-o

part.icipa,

int.erac;:.S.o ent.re "art.e e

da

pl.ast.icos(mais

escult.ores) -detinha o formas

janelas

das

artist.as

de

grupo

urna

Cypriano,

Lopes

iest.a

da

pert.inent.es

ao

Tal

e

com

:feixe

de c;rupos e int.eresses que passam t.omar parte da brincadeira carioca. Da mesma forma, da

espaco

originalidade-

t.ecnicas que

o

as

de

do

c;S-nio

fi,g:uracao

t.eorias

carnavalesco

dos

criador,

acessiveis

ao

tornava-se a 3.vido

"g-rande

art.ist.as-pLast.icos

ZP

no

vitrine

para

desenvolviment.o pUblico".

encontram

exposicao de

Poder-se-ia um

novas dizer

acolhiment.o

do momanto Rio Ja.nairo fundo.d.o Nesse m&amo 0 Jt.IUili&U do Art& N:oderna.. a experiioncia eom eat&tic:C1 ··experi.mentaca.o cri.adora.··. Em eompromi.ssa.do Q i.ndustri.al.(i.ncluai.v• no campo di.nami.za.cao do proeeaso do outro plano, oxi.9ena a formClcao de um conligent.e ma.\.or pa.t.s, do ei.mb6li.co> no do conjugar beleza. e objet.oa ordinOri.oa, capa.:zea rotor profi.eai.ona.i.• estrat.egios seducao, i.ncorporo.d.o merecdori.a deci.ei.vo para = ca.pi.ta.li.atQ.

181


fun~ental

nos

grupos

concatenados da

dent.ro

maravilhosa'',

Grupe

e

caminho

de

Belas

Art.es

''c.itdade

entidade

a

inst.i t.uicJio

do

est.avam no

"revolucao est.9t.ica" do

chamada

Carnaval carioca viria com ou sem o Escola

da

central.

prOprio Pamplona percebe que a

0

torno

vimos~

qual,

lu~ar

Carnaval-Espet.aculo assume

em

do

Salgueiro:"Teat.ro Municipal

do

desfile".

Desde

o

s9culo

passado o carnaval const.it.uia urn campo de t.rabalho alt.e:r-nat.ivo para essa mao-de-obra. part.icipacao. Grupe

t.er

at.uar

no

de

agent.es nova

da

e.

pUblico

para

cen6graf'o.

do

projet.o

que,

Tanto

do Departament-o de

calcar

det.ent.ores

de

urn

compet.encia

capaz

de

Carnaval

carioca.

0

Escola

de

est.9t.ica

a

baile

de o

Colonial,

em

iss:o.

Municipal,

do

Professor

carnaval

do

t.urismo da cidade Mit?cio

Tat.i

d.a

entao

int.egrar

o

t.eat.ro,

not.oriedade

pelo

para

de

primeiro

o

mesmo

conferiu

convidado

fat.o

1957

venceu em

que

fora

1959,

do

no

a

se

Teat.ro

Rio

inst.it.ucionaliza

1933,

de

quanta

decoracS.o

ern

t.eria

econornia

exemplar

cen6graf'o

e

su~est.ivo

o

jovem

membros

Pamplona

Art.es

concurso com

per

transÂŁormacao

a

incremento

percurso Belas

Porem,

fest.a,

da

oficializacao

A

ao

diretor o

corpo

de jul"ados do Des:f"ile das Escolas de S.amba(Guim.ar-aes/1992:50-6). Ao cont.a

!ado

Pamplona

de

LUcio

t.er

Rangel,

assist.ido

ent.rou na pist.a, acent.uando o as pint.uras de Debret. -

ele

t.er

encant.ado

se

o

e

recebeu

para

assumir

o

o

por

e

carnaval

isso,

Capnaval

0 de

Car-naval,

e a

ext.ens3.o do 3

da

f'oi

em ser

1959.

Edison

Quando

Carneiro,

o

Salg-ueiro

paint?is reproduzindo

a

not.a

dez

apenas

para

~

diz

est.a

presidente Escola.

NS.o

do

demorou,

Mwrlcipal

c::idade)

Salgueiro,

Ar>lindo

e

Nelson

est.ava,

ao

Andrade, lado

concursos

dos

Rodr-igues,

do

par-a

t.r>ab.alha.ndo

na

.

sobre

o

especial

quaf os no

evidenciado:

processo

de

e

ao recint.o de apurac3o def'ender sua

Teat.:ro

da

deu

t.rajet.o de Pamplona ilumina a

f'ormalizac8o

aspect.o

do

no

figurinist.a(companheiro conÂŁecc8o de Palm.ar-es

desfile

Moraes

o enredo el"a Viacem Pitore.s:ca Pelo Brasil -

convite

3

de

vermelho nos t.rajes e

agremiac8o. No dia do r-esult.ado, not.a

Eneida

e

dos

agent.es

Desfile, ele

exist.encia de urn caminho em vias

como

cont.ribui

como

ele

int.roduziram-se

profissionais. ao

se

querer

int.ricament.os que ent..iio se

Depoi.menLo d& Fernando Po.mptona..

182

HA

no urn

cont.udo reve~

aceleravam.

a

Pois


deslumbre de Fernando Pamplona com a

a

muit.o

elahoracM

p!ast.ico-visual

passagem do Salf:ueiro, deveu-se em

do

desfile,

na

t.ambem art.ist.as de formacao acadS.mica, Dirceu Nery e especialist.as

em

em

insist.iu

primit.ivas

art.es

t.eat.rais"<Idem:49). t.odo sobre as

Marie

part.e

Louise

no

0

enredo,

0

cromilt.ica,

e

coreoe;rMica

cenografica,

coloniais.

conceber

de

h:-

Nery

planejament.o,

cujo

cargo

t.rabalho

''empregava

a

dois

de

ambos

uma

visao

espet.S.culos

aos

16gica

prop6sit.o

de

Marie Louise Nery,

pert.encent.e

descreve

a

epoca

de

dominic

almejava o

do

impact.o

visual proporcionado pelo conjunt.o: Anli.ga.mentee outr~.

eu

vi.su~l

tudo

••

&poca

aqui.to, urn

pe-na.s, mo.r de movt.me-nloa,

um

1er campos qu& i.mporlo.nle, a

pensei urn grupo ma.r

as

efeilo

do con Junto, de a.de-reCos de mao, ft.l<1$(. . . ), comac~va

no

de

tanlos

chego.va.m,

s~to.m,

si.mple-smenle

p&SSOQ.!>

no.

.,

materLCns e ma.is tra.nqu1.lo

o

Logo,

pro jet.o

de

mont.ar

OS

i.sso

formas

ma.leri.a.is. ( . . . )o que forma que mexe, os cri.a um exci.la.nle ri.lmo

••

a

ri.tmo,

0

••

Longe,

forma.s,

e coordenaC&o de cor di.ve-rsa.s tona.Li.dades, as

ou

de

vis los

que

cores,

·~

ri.tmo busquei. 0 voc& anlrava. com mexer, brilha.r, a cimg., via eaaes

cenograficas

ext.l'it.ament..e

eficient.es nos t.ermos do t.eat.ro ar-mado, recolhe do acervo barroco alguns

0

principios. opacas, nos

o

emprego

apelo

quais

moviment.o

e

vert.ical

ri t.mo

o

de

combinacOes e

sobret.udo

mat.izado

amplit.ude:

espect.ador. Mas ant.es

mot.ivat;Oes mais

de

a

busca

cores

das

f"ormas

de

o

de

efeit.os

conf'ere

poderosas

nada,

bulicos:a:s

para

t.irocinio

do

cenograt"icos,

idtiia

uma

out.ra:s

e

fisgar

o

geral

de

olhar

do

es:pecialist.a int.roduz

uma int.encionalidade fundament-al ao cort.ejo.

No limiar dos anos set.ent.a, compromet.iment.os compet.ic;8o pages

para

Escolas bancadas jo~:o

ent.re

do

por

.,

De-poi menlo

Escolas.

as

Dinamiza-se

fabricar

mec:enas

economicament.e

c:ont.rat.am de fat.o

esses

oc:orre.

Loui.ge

0

Ner-y

183

ant.e a

com

a

poderosos,

modele

com

como 0

visualizant.e

Heleni.••

de

m6veis.

"t.radic8o

art.if'ices

acirrament.o

0

formac;iio

cen3rios

os

implicar;J5es

que

••

e

Grupe do Salgueiro se dissolve: os cedem

maiores

bicho,

vit.6rias, o

est.et.icos-sociais

conceber

sem

o

profissionais

Basicament.e,

do

os

da

samba"',

porem

banqueiros

int.uit.o

de

as

do

obt.er

encont.ra assim

um


canal

de

expans.So

seus

d.iscipulos,

sem

quaisquer

orient.ados pelo

essa

e

Pamplona

Arlinda

passam

equipes

a

alicercado Lembra

dos

e

t.rabalho

em

condicOes que

prOprio

para

e

de

enquant.o

a

ele

por

dispor

de

prOpria

a

t.rabalho

dent.ro

''art.ist.as''

recrut.ado

para

da

cabeca

exigencia

diversas

carros

os

do

o

aleg6ricos

recursos

do

as

compor

que

c

bolso rigor,

s61idas.

mals

t.eve

e

o

maier

de

vezes

como

aument.a

administ.rat.i vas

e

oferoecidos

responde

profissionalizacao

pela

surgir

principia

"t.i:l'ar

econOmicas

comecaram

roealizados

pessoal da

a

e

simplesment.e

econOmicos

ganhos

a

se

subst.it.uido

mont.ar

e

Pamplona

comecam

ma.o-de-obra na divisao que,

de

ideo16gicas,

services

at.it.ude

na

independent.e

profissionais

pr-est.igio

Tant.o

do

carnavalescos

novas

nao cobravam, 0 ' 1o 32 . 0 ri t.mo faze-

Pamplona,

dinheiro

de

dessa

art.esanal<louvado

t.em")

Porem,

polit.icas

remuneracao

A

carnavalesco.

processo

ocasi8.o

alt.er-nat..iva

pela

cada vez maier

demanda

nao

por

rnat.eriali2ac.8o.

perspectivas

Carnaval.

perfil

e

de

aplicar

Salgueiro>

out.ros

abundant.es

para

realizar

<~i grandes pee as cenogrcu. cas 93 .

Vale, sociedade. por

nesse

No

circuit.o

profissiona1s

quant.o

a

sent.ido,

como

legit.imidade

pint.ores

e

das

gozada

e

nao

posicao

campo

sobre

Incluidos

art.ist.icos.

a Ora

o

agent.es lugar

sit.ua-s:e

art.ist.ico,

eles

desses

visuais,

e

figlll"'inis:t.as

pesa

cl"iadores

principalment.e

e

exemplo.

ent.rada na Escola de Samba, barat.a,

no

a

pl.ast.icas

pol"

escult.ores,

"t.ecnicos"

art.es

cen6grafos

''utili t.Wias'',

chamadas

observar

:frent.e nos

pecha t.al

ocupado

inleriorizado,

ao

t.rabalho

limit.es

das

s:erem

de

na

sit.ua~;ao

de

art.es apenas

facult.a

sua

porque vao const.it.uir uma m§o-de-obra mais

consider-ando

que

o

fechament.o

dos

cas:sinos,

em

razao da pl""oibicao do jogo de azar ern 1947, deixa urn vazio em t.ermos de locais de t.rabalho. Com ef'eit.o, no Carnaval encont.l""am um espaco t.ant.o de sobr-evi vencia

econ&mica

•• .

e

de

consagra~;ao

como

"genies

cl""iadores"(Cavalcant.i/1993) 32

depoimer.to

A

dddo

.:>.utor-

Hir-a.r.

Ara.ujo(26-0.t.-.t.993>. 99

. to deP o.mp l ono. • I>epo-.men

••

A

do do.

froae

ca.rr.o.vo.teeco entrev\.sto

QO

cer.6gra.fo Escoto.

e f\.gu:r-\.n\.sto. Artir.doRodrigue&, no. .ipoca., de Sa.mbd Impera.tr\.z Leopotdinenae, durante atobo, Telejornot RJTV da. Rede em .f.!)&?, bo.sta.nte barra.ca.o meu esse respe\.to:··o 0 a.t.et\.er . 0 Desfi.te

i.tust.ra.t\.vo m\.nha. vern\.ssa.gem. ··

184


Mui't.o

embo.ra

est.ejarn

subo.rdinados

a

16~ica

uma

colet.i va. Os carnavalescos :funcionam ai como ordenadol'es e

as

det.erminacOes

Escolas. de

Al&m

do

emit.idas que

escalOes

t.empo

habil de

produt.o seja compreensivel para o Import.a

que

os deprecia no t.ecnica

de

panorama

cor(F.rancast.el/1967:49). E

diferent.ement.e

acadS.mica,

na

Escola

de

do

e

art.ist.a

o

o.riginal<a

de

pec;a

.,

consume o

para

que

qual

fol'mas

e

inovac.8o)

e

do

da os

con:fecc;a.o

efeit.os

formas;

na

a

da

aproxima

OS

apreciac;3o

es:t.rat.S.g-ica

cujo

represent.ac.ao,

de

que

de

e

exat.ament.e

linguagem

crit.e.rios dado

do

cont.empor3neas,

at..ribut.o

t.rabalho uma

Eis

imperative

Des:file

t.empo

t.radicional

a 0

dos

no

necess3:rios

singularidade

sob:re

Samba

leit.ura.

espaco

esse

Car-naval.

t.ornam-se

fi:tcil

pl.ast.icas

o

pradominio

pa.lavra

de

o

as

administ.ram

obedecem ao

durant.e

producao

devem at.ender

apresent.3:-los no

pUblico

art.e

das

si~nifica

figuracao

a

t.endo

:fi~urac;Oes

concebam

que

superio.res

elabo:racOes art.ist.icas

suas

produzir element.os no

dos

de

conquist.a

de

a uma

audit§oncia poliforme, niio soldada por uma vis3.o de mundo Unica. 0 adept.o

caso

do

do

moviment.o

conservadora

Imp&rio

na Escola. Ern lugar Imperio,

nas

Serrano,

t.eatral

e

t.oma

a

enredos

colorido

Desfile;

codificado

do

modele

ir-revere.ncia

de

cot.idiano

pelas

nos

moderno

signos

da

cult.ur-a

Pint.o,

dent.ro

da

desenvolvido

eta uma guinada profunda quais

t.rabalhos

desliza

De

espet.3culo

t.ropica.J.ia,

da

Fernando

exemplar.

pat.ri6t.icos aos

mat.erializadas(inspiradas:

Assim o

cen6grafo

mais

0

o

e

Pamplona como exemplo e

dos

int.roduziu

lormas:

diret.or

t.ropicalist.a

par Arlinda Rodrigues e

o

e

at.or

j3

pop.

est.ava acost.umado

seja de

nos Hello

t.emas

Oit.icicca).

"carnavalizado" Prova

e

d.isso

ou

para que

o em

1972 surge na Avenida President.e Vargas em cores fortes AlO. Tai Carmem Miranda.

Ou seja,

urn

t.ema

ident.ificado

com

a

fest.a

e

com

o

brilho

do

prOprio show, recorrendo assirn ao repert.6rio de imagens j3 popularizadas pelo

cinema

alegor-ias

de

e

a mao

t.elevis.B.o. encheram

••

Os a

27

t.ripes

Avenida

de

e

car-r-et.as bananeiras

aleg6ricas

e

e

palmeiras,

SOO ze

ca.rno.vo.l.esco. .A premi.a.da. cen6gra.fc t.eo.lro.L Jtoeo. Nagalho!ie&, dura.nt.e 0 expressou aulorc1~-01-J.999>, a. a.mbigUida.de do. depoiment.o dado ao ouo corno.vaL:"Quo.ndo desenho, sinlo o trabalho como situ.o.dio de o.rti.st.o. no tra.ba.lho col.et.ivo". um Porlim a. hora. de exe-culor pri.mei.ra pa.rt.e meu. Ng; ba.slo.nt.e compromet.i.dg; qug;ndo lra.ba.Lho jO. a.poreee ela. expli.cg; o do B8U forma.a: .. A informa.cao tern que da. eoncepeao da.s aer po.aaa.da. pri.ndpi.o mostrad~ com eLore:.:a.. 0 coisa.a devem import.a.nt.e direta.; que pe=osocr.e rtl'conheca.m ra.pidament.e o qu& se quer most.ra.r .. ,

..,.

185


cariocas,

balan~andans,

Hollywood.

Opt.ou

clara

a

leit.UI"a

em

inicto,

em

edit.ar

a

do

desflle

e

est.andart.es

desdobrara

elenco

e

produt.o(t.it.ulo o

t.ema.

necessidade

Dest.e polemicas

modo,

at.it.udes

desclassi:ficar o celebre

ent.:r-e

aproximou

famosas

Fernando

na

por

composit.ores

de

r-esult.a~o:"Samba

de

shows.

em

E

t.erern

mais

No

crSdit.os

OS

quadros

escola

afrent.e

do

que

se

enfat.izou

''func5es

uma

de

Escolas

a

bern

de

aut.or

a

Samba,

de

mais

das

Silas de Oliveira,

que

samba-enredos,

de

o

mais

pecas

hoje

pr-opost.a de uma apresent.aca.o "mais ext:.ensa

let.ra

a

com

A

Silas.

dos

vedet.es.

das

ninguem menos do

incompat.ibilizava-se

concebida

Pint.o

hist.6ria

t.ornadas c.lassicas no genera. Porem a livr-e"

e

t.ornou

e

.

est.eve

samba de

nove

Bl'oadway

que

t.ripes,

''component.es"

os

o

a

lin~uagem

da

depois

at.rizes

lembl'ando

quadros,

obra),

t.omadas

os

o

por

sobre

Levou

definidas''<Veja/01-03-1972)

hist.6ria

da

36

ingles

mont. ados

t.odos

de

em

let.l'eil'os

ale~acao

de

e

mUsica

igual a

Pint.o

para

cat.eg6rica

foi

de

elaborada,

muit.o

encomenda,

de

0

ir;reja,

que

t.em seus mS.rit.os julgados de acordo com a sua funcionalidade"(Idem). 0

epis6dio

est.abelecidas visualidade que

o

t.orna

o

capital

pelo

em

sint.onizadas descont.racao,

as

soluc5es

a

consolidac3.o

mais

mao

na

est.et.ico

da

como

funcao

quem

da

do

est.ara

desfiles.

dos

signa

de

forca

valorizado

de

pl.ast.ico-visuais

event.o

de

imperat.ivo

0

carnavalesco

det.ermina

do

relacOes

Rio:

do

caminho

0

classificac3o

definiu

do

ist.o

decidir

de

a

e

as

conflgurar

Carnaval

simb6lico

sambist.a

adequar

com

ao

no

inst.ant.e

poder

0

capacidade

import.ant.e

naquele

possuido

doravant.e

e

A

t.em3t.icas

a

de

alegria

carnavalesco

e

e

sua

profissionali:zacao nos anos set..ent.a. Principalment.e cont.ribuiram

decidament.e

dimension.S-l.a em um conf'ormam urn a

necessidade

global,

porque

porque

para

OS

efet.ivar

p.at.amar de

pensar

nenhum

o

evento

det.alhe

a

que

passou

nat.ureza

t.eat.ral

exuber-ant.e rnonument.alid.ade,

conjunt.o impact.ant.e. de

cenBrios

do

Fernando sob

o

desfile

Pint.o, pr-isma t.em

•

196

de

mais

uli.li.2'Qf' sern termo o mat.&ri.a., mesmo neaaa ¡~At.n . d a. "profi.ssi.onal samba.". do a.presenlo.docomo o Pi.nlo carna.val" para "f o.zer a.o fa.t.o de ga.nhor quClnlo a. mi.lh5es de pessoo.s. pQf'a seu lraba.Lho, di.ri.gi.do vi.tri.ne

•

em 1972, urn

a

arquit.et.ar

do

Desf'ile

cujas ja

e

part.es

t.eori:zava

"<. .. )espet..Sculo

import.imcia

que

o

cCU'nava.leaco, Fernando ele Q. bern t.a.xati. vo ver no Desfi.le umo.


out.ro,.(ldem).

Porem sera

ern

1974,

mais

vez

uma

corn

Salc;ueiro,

o

ac;:o:ra

com um discipulo de Parnplona, que essa perspect.iva sera assumida de modo enf3t.1co.

mais

const.it.ui

uma

"grande

da

Opera

elementos

-a ulc 97 e s pt.e o,o Teatro

da

Part.indo

Opera

do

Rio

do

nele

das

se

diferenca

joan

Jorc;e

cinco

Escolas

de

t.ransformacOes

t.odos

os do

Guar-da- Roupa

do

Trint.a,

t.itulos

ou

"Jo.Bozinho

consecut.i vos

ao

que

cenicas

Samba

mobilidade

da

carnavalesco

do

de

encont.ram

Departamento

imagem

a

Desfile

a

com

conquist.ar

as

devido

o

pois

Janeiro,

ao

definitivament.e

superespet.aculo,

rua" •

chefe

de

not.abilizou-se

intrincou

de

e

que

de

erudit.a,

ex-bailar-ino

Municipal

Trinta .. ,

id6ia

e

modele

do

int.roduzi u

no

acont.eciment.o f"est.ivo-espet.acular. Em

de

a

Moraes,

cenografia alt.o,

o

art.igo sabre a

urn

luz

de

m6vel

uma

e

a

que

eles

t.rat.a-se

t.ornam

seguint.es o

como

aos

o

vazio

a

o

t.ema, o

e

porque

para

t.rabalho h8

no

o os

t.ais

de

Joiio

t.empo

para

lut.a-se

cust.o,

na

bomb3st.icos,

"niio

barroca,

qualquer

percebe

encont.rasse no

nele

Frederico

impulse

ef"eit.os

Embora

fest.a

na

Desflle,

aspectos:

apelo

exemplares,

evit.ar

de

os

no

sabre

t.odos os carnavalescos,

individuals:

perf"ormances horror,

se

barroco

excessivos(1987:22).

element.os na concepcao de Trint.a

do

bibliografia

oniricidade, e

ondulant.es

f"ormat.os

ampla

inst.it.uida,

ilusionismo

presenca

contra

t.empo

0

como no

espaco''(Idem).

t.ransf"ormacOes Desf"ile, mais

crit.eriosa

do

obt.endo

que

afinal

a

:facult.ou a

seguido. 97

Oo

r~oa

da.dos

arquibancadas:.

cort.ejo

Jo2tozinho Trinta 0

a.qui.

p:r6xi.mos

Est.as

no

sent.ido

isso,

a

ei.ta.dos pa:ril.gra.f os,

a do

ao

com

radicalizar

as

com

faz9r-se

acelerac;::8o

sao

0

do

vist.o modo

a.ut.o:r<0~01-1:P92>.

187

do

de

uma

est.e

t.eat.:ro

de

desf"ilar-

i.gua.lment.e depoi.ment.o

ja

variadas

direcionou

alt.as.

mais

o

em

ent.ao como

caminho :foi 08

A

mais

t.empo

at.uacao

A

no

conjunt.os

preparacao

pUblico.

t.ao

agudas

set.ent.a

alocar

t.ornaram-se

o

as

anos

solucOes

fo:rmas

ea.:rna.va.leseo, part.•

fim

perco:r:r-e:r

desejada

pist.a

sob:re

a

os

mister

f'ez

de

just.ament.e

desde

t.ambem

cronomet.rado

sobressai ocupar

curso

passarela

da

comunicac3o

imperiosidade Para

ext.ens:iio

tempo

do

int.z.oducao

hSbil,

de

da

sugez.e

em

espaco-t.emporais

result.ado

!ongos

Moraes

de

asseveracao

A

de

geradas, amplas, est.et.ico

imp:rescindivel. que

por

••


JB. em :fins dos anos v8o no

relevo

dar-

dizer

isso

de

ao

des:file

Pamplona,

c::arac::t.erizada

pela

ja

que

ind.ividualidades:

armacao

as

n1as

o

e

indianas e

cansat;:o

da

do

o

que

agrupament.o

as

alas

evolucao

e

espac;:o

o

"j3.?!"

ent.re

volume

tempo

o

do

harmonia

maior

assim

Obt.em-se

na

evit.ando

melhor

compact.icidade

"buracos"

eliminados,

os responsaveis pela direc8o do Sa!gueiro

:rilpido,

seria

uma

por

opt.ou-se

chamados

s-ent.a~

de

pois,

"ainda?!".

Para

desfUant.e

e

carros Escola

sao

o

espaco

da

conjunt.o exibic3o

na

Os

quase

que

passarela

prevalece

do

pist.a

aleg6ricos.

da

cobrem 0

plat.6ia,

sobre

passist.as

sao

38

.

as

agora

circunscrit.os a det.erminadas regiOes da ap:resent.ac.ao. Percorrendo suas

palavras,

exist.ent.es

o

mesmo

passeat.a

na

horizont.al

"sinuosidade

ja

jo.§ozinho

''caract.erist.icas

das

dos

Esco.las.

t.eat.rais

CompOe

de luxo do chao, pondo-os sobre

de harmonia Laila sint.et.iza a

do

os

propOe,

e

conf"orme

operist.icas''

ja.

pat.amar

a

out.ro

em

coreografias)

e

Sociedades(os

pe.las: Escolas de Samba. Dest.e

mais numerosos. Colaborador

Trint.a

ranchos''(fant.asias

Grandes

das

''vert.ical.idade'' incorpor-ados

as

reordenar

vet.or,

carros

modo,

com

a

aleg6ricos),

:r-et.i:ra os

dest.aques

carros aleg6ricos agora mais alt.os e

carnavalesco durante seis anos,

o

d.iret.or

import..ancia das suas cont.ribuicOes:

Aveni.da havi.o., pela lo.rgura da President.e VargO$, depois Na Avenida qua.se t.r&s met.ros ftcava com de um lado e t.r&s pra Ant.Onio Co.rlos, t.odo mundo po.ssa.r um funil pro. E era e ficava fei.a. j6 qu~ voc9 out.ro. nada. n&o tinho. 0 Joao acabou nao t.i.nha alas, com tsso. Porque D servia como uma po.rede pra carro .aleg6rico ampliado gent.e segura.r Porque nos ultrapassar. outros co.rnavo.i.s pea nao eu cansei. de at= componenles pa.ssa.vam pe-los carros Ent.&o quando ele t.eve esse.

ver escolas que os sequenc1.a do enredo. 3P o.chei ma.ravilho:so

A pela

preocupac;:3o

exigencia

respon:s:.8vel plast.icidade e vBzio

irrompe

cost.ura

como

2~.U.-U>93

de

a

t.odo

ele

Laila.. na uli.l.i.:z:o oulroa

Depoi.mento de

espaco,

curso

problema:

un1

i.nformo.C.Ses Devo t.o.i.& a frente So.l.guei.ro. W:ai.s;a

•m

0

o

volt.ado par-a alguem que o

98

..,

ocupar

manter

de

pela

de

Lai."Lo..

188

percebe-se,

narrat.ivo

do

espet..S.culo,

est.a

quebrava

om

det.erminada

t.ema,

a

definido

&poco. t.recho.e

a

ausencia

int.riga

pela

cont.empla do alt.o. Dai denot.a

a ou

1974,

de

sua

po:roque

0

sent.ido

di.relor do ho.rmon\.a. do seu depoiment.o

do fei.t.o


- - --Comissao de f r e n t e . - - - - -

carro abre-alas

\

~l

a. de bai.anas

\

ala d.e con:.pcnent.e::l

a===============

~:r---------------------------------------~

"'"'

t::.~

L

o4>o

"c

~

lQ

Porta- -oar..d e ira 10 Utestre-sala

"u:: ~ ,..,. "'"" t=;

fJ

"

~

"""

"'

~

p

.,..,

c

D

c

~

rn

,,lol ....

~

~ 0

I

I

carretas aleg6ricas

I

~

0'

I

o"

c

"' ~

H

w

"

0

~··

(':'

,..

::: c w

_, 0

cA0222'

Porta-bandel.ra Mestre- sal a

carro aleg6rico

~ 32 Porta-bandeira ~ 0 32 !Ue stre-sala

CJ

velha guarda


apl"eendido funcionalidade faca

o

prevalecer

segundo

mult.iplicacB.o

de

r-et.ira

t.endencia

0 que

seu

evit.em

nive1

as

det.alhes.

dos

at.encB.o prat.a

de

e

quem

o

riqueza)

os

a

As

fundem

a

t.enacidade

det.alhes

composicOes

quem assist.e e

a

por

sabr-e

t.ot.alidade

da

sugest.ao

pr-6pr-io que

barroca

lhe

nao

dando

cromat.icas

urn

entre

apelo

padr-.iio

conjunt.o.

no

carros

Da

carro) t.oda uma moviment.acao, ident.ificada com o

no

sossego

a

branco, indices

o de

cor-t.ejo.

0

branco

prat.a e

o

dolU'ado

forma

ofer-ec.:em

urn s6 t.ernpo conferem ao element.o a

au

o

aos

mesma

aleg6ricos

modalidades

espet.ilculo

do

ideol6gica(o

manter

os

maio!'

Ele

est.abelecer-

pr-ollferaram

majest.oso

embora

uma

Clai'os.

ao mesmo tempo homogeneidade; o

desse

humanas

mais

combinacOes

de

visual,

a

Pereira/1982:189).

nivel

est.es

os

inspirac§.o

uma

enfat.iza

pl'opol'ciona:r

sut.lU'ar

sempre

no

fr-ui.

possibilit.ava volume e f"aiscavam

seja

Ali3s,

dourado

com

f"ormas(Apud

e

audio

lhe

pol' de

Tl"int.a

pilar

0

excesso

o

primara:

f"lancos,

sabre

capazes

par-a

t.rabalho

joaozinho

aspect.o,

elementos

permit.e "rebusc.ar-, criar"

isso

calcada

part.es

das

dest..a

Por

olhar.

pelo

como

det.alhes

as

para

p:rincipio est.3t.ico{o

balance das alas ao sam

da bat.eria. A

maneira

element.os

musicais,

poderoso

esquema

chama-a

para

det.erminada t.inha

par

passeat.a

Operas

das

coreograf'icos

de

uma

persuasao ext..ase

glor-ificac.iio. met.a

A

exalt.ar

carnavalesca

de

e

mode rna

Quinault.,

espect.ador-:

olhar,

Rei

e

pJ.ast.icos-visuais

diferenc:a

o

maravilhament.o

Lully

do

do

momenta fugaz de diversÂŁlo e impet.o

de

o

porem

e

que

que as

a

prOpr-ia

unificaca.o

perfazem

jogo

lUdico

deve

ja.

o

legi t.imacao

a

concepcao

de

dos

mesmo formas

das

de

numa

Versailles

deslumbr-e f"est.a

da

da diversao como urn bern em si

cost.ura

urn

f"echar-:se

diver-sOes

Sol(BUX'ke/1994:29),

e

a

da.

como

mesmo. Est.e

a.present.aca.o

dir-igida

par Jo3o Tr-int.a. Vejamos ele

e

o

exemplo

sint.et.ico

desfile

obr-a

da

CriacGo

A

mit.ol6gico

do

do

do

planejado

par-a a

carnavalesco.

Mundo

Segundo

Beija.-Flor

Pa:rt.indo

a

de

Tradicao

em 1978

urn

t.ema

NagO

'

0

c:ar-navalesco opt.a pelo t.rat.ament.o da nar-x-at.iva pelo aspect.o fant..ast.ico e n§o

Jit.Urgico.

dir-ecao.

Tal

int.roduzida do

marflm,

Tecnicas foi

no

o

e

caso

carnaval

encont.r-ado

mat.eriais da

variados

soluc!ao

em

1971).

0

na

cena

t.ribal

189

das

mat.e:rial

foram b6ias

de

ser-viu

africana.

mobilizados

como

nessa

isopor(por

ele

r-ep:resent.acao

Adapt.ado

como

alt.os


p:resos

chap9us,

result.ado

0

dos

cost.as

:r-esplendo:r-es

foi

component.es,

conjunt.o

urn

aos

sornados

indurnent.8rio

alt.os

vert.icalizado,

unificado pelas combinacOes ent.re o fundo branco e as variacOes em prat.a e dotll'ado.

A mesma preocupacao de preencher espacos com element.os plitst.icos capazes

fascinar

de

modelar

a

pr-esenca

er-ot.icidade. OS

Desse

set. ores

biquinis

e

ondulacao

rat'ia,

meias a

alas{preso

em

figurines,

int.roduzindo

met.a16ide,

de

joao:zinho

t.ons.

Ou

valorizadas

urn

Ou

uso

0

as

e

ainda

a

alt.as

presenca

dada

ao

de

fit.as

de

dos

elisabet.anas

I<Olas

capas

efeit.o

de

nos

medievais

facult.ando

de

e

s:urrt.ai-ios

perneiras

mangas

e

alas

or-ient.acAo

e

de

moviment.o

de

bracelet.es das

urn

mao

efeit.o

padr.§o

em

obt.er

lancou

a

a1eg6ricos

vest.idas

volumosas

as

volume

pela

for-t.e

urn

carros

Par-a

Trint.a

ou

manguit.os

maier

negr-as

carnavalesco

0

segundo

imensos

desnudos .

facult.ou

leva

Desfile,

ocupou os

seios

plumas

eret.as

no

mulheres

alt.o,

alegorias.

com

mat.izes

1978,

os

penachos,

decoradas

m6veis

do

espect.ador-,

feminine

com

caiment.o

e

component.es)

modo,

simulando

hom

aos

corpo

vist.o

ser

cujo

do

passist.as

de

do

olhos

OS

ao

feit.as

t.rajet.o

em

t.ecido

desfilant.e

para

moviment.ar- os braces, :facilit.ado pelas roupas acent.uadament.e cavadas.u. jo§o mat.erias

""vale

Trint.a

alia

suficient.ement.e

o

aspect.o

!eves

e

fision6mico

capazes

de

do

:figurine

produzir

a

escolha

brilho.

Os

de

papeis

poi.s Q respeilo, queslO.o gerou cC.li.da.s Perei.ra/1982 Rodriguw~:~/:11)84). Lnclusive acad&micas;otver No pol.&micas. Q inspi.ra<;:ao Trint.a alribui umQ .Joao:zi.nho hi.pol&llco. depoimenlo, sou do em seus tro.balhos. Q adocO.o ALega que africana" 0 "cuUura abrir

um

po.rQ.nlese

a

esse

sen do

urnQ

festa. culpa provocado pelo. rt!tcalque corpo uma poti.lica do di.scule r-ei vindi.cam femint.slas movimentos cogt.umes mor-ai.s mudanCo. "oe fUai.co adeptos, QO ganha cullo 0 E da mesma modi.smo. i.mputsi.ona ca.rnaval,

""

momeonto urn crista. Por&m objeto como Q emancipaCCio

do

LLber-to.cao. nesse momento esl&tico e de

do

corpo

dQ

inclusive do a soc:Ledade pro.zer. muLher

Os e

Q

Q po.ra luz do coti.di.ano. prC.ti.co.J;~ moti.vando Q como do t.op less aparLt;:Cio &poc<1 a na aberlura do programo. da Rede Ol.obo. do. Plan eta dos Homens, a.tri2 humor-U.li.co Vi.\. mo. Diaa tamb&m eai.a daum<1 .. umtiri.o biqulni, ba.na.n<1, ••gura por urn mCJ.caco, veati.dG a-m umQ coreogralia er6li.c<1. E princi.palmente, as em 0 corpo cont.orcendo como o aigno cri.st.al.i:zada.s;o del .saoneuo.li.da.de "femini.na" do. mutatcw s-ac turi.sla.a, eepelCculos om c~~ br0$i.leira.", de shov. "OS "mul.her

ver-se, i.mportanle reforr;:o. Retirei

portanto, bases

asses

quo

de

dados

Q

o

la.nce comuni.cati vo do qu&, por acei.labi.li.da.de,

do

corpus

Ferrei.ra.C.tPIIZ:tOs>-2!5).

190

anali.sa.do

carna.valesco enconlra cert.o, contri.bui.u "0

por

Ma.ri.a.

Luci.a


laminados,

aluminio

diver-sas

modalidades

sao manipulados

c6digo

ident.ifi c:ado

homologia. Oitocentos

uma

qual o

a

epoca. Globo

t.odo

ent.r-e

feit.o

out.:r-os,

sabre

urn

as

cores

da

com

encont.ra

plast.icos

significat.ivo lancou

acet.at.o,

ordenada

nao

mat.eriais

dos

Rede

visual e

de

placas

incolo:r-es,

enr-edo

do

da

cenilrio

as

pro"ramacao

predominio

1976,

vidro,

celu16ides

t.em.S.t.ica

t.elevisual

em

no

-

a

a

Este

Pois

de

plast.icos,

com

cena

na

paralelo

de

f'ibras

obedecendo

Escola<Idem:209).

a

polido?

urn

registrar

prog-rama

em acrilico

er-a

Oito

o

a ou

dest.aque.

E

Est.acao P:r-imeira de Manguei:r-a, que contava com urn gr-upo de arquit.et.os

af':r-ent.e da sua Comissao de Carnaval, ao !ado da Mocidade lndependent.e de Padre

Miguel,

cen6grafo pelo

cujas

e

alego:r-ias

de

TV

Arlinda

emprego

do

mesmo

fant.asias

Rodrigues,

foram

material

foram

dest.aque

present.e

em

desenhadas

no

Desfile

muit.as

pelo

de

out.ras

1976

Escolas

naquele ano e nos seqUent.es. A os

leveza

seus

diversos

resist.encia, efica.cia que

o

e

t.ransparencias

desses

empregos,

que

ofer-ecem

simb6lica

t.orna

m.aio:r-

do

pl.a.st.ico

capaz de

consume, No

nas

case

sem

de

da

luz

r-evela-se

e

na

e

cor-es.

assim

a

insubst.ancialidade.

o

coisas

a

r-egr-as fundament.ais

just.ificam

flexibilidade

sua

t.ant.as

p.la:st.icos

Ainda

familiares

maier

e

sem

producao de objet.os em

para .largas parcelas de consumidor-es no tempo efemero do sociedades

especffico qual

0

alem

t.r-ansfor-mar-se em

cont.at.o visceral com nada lal"ga escala e

vibracao

mat.eriais

lll'ba.n.as

Desfile~

do

est.aria

a

indust.rializadas<Baudr-illard/1973:60-1).

evanescencia

inviabilizada

a

do

plSstico

prolifel"acao

de

er-a

o

t.emas

suport.e

oniricos

e

mit.o16gicos, ent.ao em voga. Mas

e

a

int.r-iga

espet.Sculo. TambS.m a pr-odll%irriqueza,

diversas

assim

ao

fat.o

ilusionist.a diesel

e

sua

dos

t.endo

t.emas de

e

nas:

de

empr-ego

a

est.eja

serem

art.if'icial, de

da

Maranhao

As.sombr-aclio,

do

pont.o

de

Jo3.o vist.a

Trint.a da

191

a

pot.encialidade

de

Escolas

ao

placas

propOe

do

a

lado

de

do

imaginacao

do

a

de

cenAx-ios.

Samba :r-ecurso

por

A

deve-se cS-nico

mot.ores

a

ali ado

na

Franca

na

invasao francesa

no

e.spelhos

enredo 0

narrar

suge.st.ao

em

de

aliment.ados

obt.encao do efeit.o esperado. Ern 1974, com o Ilha

planejamento

pl"esent.e

das

objet.ivo,

int.ensi vo

0

mat.e:r-ializadas

Car-naval

tal

luz

det.ermina

est.ara. condicionada quais

no

possibilit.ar

que

0

fulgor,

oniricos

canh5es no

escolha

imagens,

monument.alidade

int.rodut;:So dos

cont.ada

Rsi

ent.ao

um de

pequeno

Luis

XIV,


privilegiando

os

devaneios

t.ropicais

se

confundiram,

indigenas

do

novo

uso

dos

planejado e

de 1974

do

mesmo

lade

Ao

fant.Sst.ico

t.ons

branco

e

Candelabras como

a

gent.e

disso,

pela

primeira

foram apresent.adas. prat.a

est.e

fixando

espelhados

modo

a

fim

de

e

como

''ret.rat.o

e

o

e

as

vez,

os

lendas

carnavalesco

efeit.o

roupas

cant.ado

palmeiras

cort.e

da

Primou o

at..ing-ir

est.rit.ament.e most.rado nas alegorias

samba- enredo ~

ot.imizar- o

menino.

mundo.

brasileiras sabre o pelo

do

e

"surreal"

na

let.ra

desfile'',

do

format.o musical-dramat.ico do g€!-nero. Vejamos a

do

por

let.ra do samba

42 :

canta.ram om vao 0 poetc. e o sclbi.o./No. font& ri.bei.r.S.o do a.smombro..;:ao/Conto.m o rei. e quo cri.anca, vi.u a corte FranCa do matQ.SO 0 Wa.ranh.S.o/.Das fez sa.l.S.o no do espethos, do cand&lo.bro5> india corte polmerai.s/Da g~mt& 0 raol/F.e.z deouro aproto 0 mundo do mimo.do i.deal/Na i.magt.naC.S.o rei a. rainho oro deuao do um r.eLno ( . . . >NO.o tenda.s

pro.i.o. do.~> Lancoi.s arei.a a assombrc.CO.o/0 touro negro nom s &ba.sl i..S.o/E: mei.o.-noi.t& :rnh.S. Jansa vern, desc& do Al&m no fogo Vl.VO, do co.rruo.g&m/Do luz nobrezo./.Dos o.zulejos sa&m belazo. e 0 mo.rc.vilha.!, 0 serpente escro.va, que de pro.to. querodei.o. 0 Ilhc.( . . . >(Z8-di). en~o.nta.do/No.

coroad.o

&

Desse Minas

do

puxadas

Rei

de

Salgueir-o a

modo,

Salomllo

pir.funides

cavalos,

tantas

e

Hollywood, Viat:em

partir

••

ao

de

Pais

uma do

Jo.3.ozinho

na

AmazOnia.

e

esfinge

por

da.s

De

a

est.ilo Ou

dos

de

Saar-a

epicos

convidar

as

desfile

do

t.ropicais,

~ainha

povos: do

o

viag-em

a

Sab3. e

do

da

e

Af~ica

cinema

plat.eia

o

a

de uma

no car-naval de 1980, j3. na Beija-Flor, a

Haravilhas,

de

encharcar-

florest.as

surgiu

Mille •g.

uma

invent.a

assim

verdes),

melho~

no

B.

Cecil

comissao

POde

3rabes(onde

cenas,

Tr-int.a

egipicias,

negros de olhos

out.~as

dirigido

1975,

tendas

sequit.o de meninos negra

em

fr-ent.e

formada

por

Soldadinho.s

de

Chumbo

Tri.nto.. i.lustro.tivo a.cr&.lilcenta.r quo a. r&port.o.gem do resp&i.to do de&fi.t~ do Salgueiro de .lP74, reconheee } prim•ira. vez, umo •scolo. combinou d& mo.n•iro. prect.ao. a. com aa a.l&gori.a.e do ao.mba. fo..ntaet.o.s·•. Noa a.noa a•gui.ntee, vo..L ... ndo o.mploa poderes ga.ro.nti.dos pelo. doo po&ic.S.o de ea.rno.valeaco voncodor, .Joao funci.ono.lida.dGda Trint.a., al.•go.ndo o.. mUsica. b. tota.lida.d& do .Desfi.te, vai Depo~mento

Jornol. quo l.etl"O.

do

..,...

BrCL&il. pe-lo

Joao 0

do;o fundi.r sa.mbas: concorrenteg o.pli.car a t&cnico. no. di.sputo. interne. o prop6iii.to do monlar dew E&:eolaa. com ~;~onoraa, o C..udi.o, o.o a.rgumento do enredo e o.o planeja.mvnto vi.sual dos desfltes.

••A

elucidativo.

• comparo..Coo

em

tomdo

M'edagliacvejo./20-02-i.:PSO>.

192

• o.cuGO..Cao

do

maestro

anuo.t

JUli.o


abrindo urn cort.ejo digno dos musicais de t.odo

ab:r-e-a.J.as,

t.om

em

prat.a

e

Walt. Disney. Nele

espelhos,

port.ava

urn alt.o car-ro carrossel

urn

onde

cr-iancas, sabre cavalos alados, est.avam encimadas por- fadas madrinhas em

topless.

Fazia-se

falant.es,

Dona

seguir-

de e

Baratinha

est.ava mergulh.ado

Dom

color-idas os

enormes

imensos

os

Ratlio;

e

escult.lU'as e

Cozinheiro

per-sonagens

das

Mil

de

animais

caldeir.ยงo, e

Uma

onde

Noite.s;

a

Carrua,gem Ab6bor-a com Cinder-eta. Vieram Branca de Neve e os Sete .AnDes. 0

por- ai foi o

carro do Jotffo de Xadrez. Bruxas e

sor-riso gigantesco

de

palhaco

urn

colorido,

deliria at.e sur-gir o

represent.ando

o

Sol

da

Heia

Noite, o prOprio carnaval.

No ano seguint.e<1981) e

ser elevado a homenagem chafaris

o

mesmo carnaval assumido como

t.ema ao

condicilo de Oitava Maravilha do Mundo. Ant.ecederam-lhe na

alegorias

chorando

ilust..rando

jat.os

o

Jardim

as

agua),

de

Suspensos

Muralhas

da

da

Babil6nia(com

o

China,

Colosso

de

Rhodes, o Templo de Diana, a Estdtua de Zeus, m.ais uma vez as Pirdmes do

o Farol

Ecito,

Escola).

da

Alexandria(com spots

de

ai

$6

Stn'giu,

Maravilha",

''Oit.ava

a

alusivos

a

''visual",

fazia

mat.erializava,

e

t.ropical.

s:ensualidade

de

brasileiro,

vivo

monument.o

pompons

des:nudos

Carnaval

0

"urn

samba-enredo,

de

corpos

pelos

ilust.radas

girat.6rias

replet.o

girat.6l'ios iluminando a brilhosos

a da

flores t.elUrica

a

I rase

na

mult.icor<. .. )",

concepc.ao

e

mulat.as,

como,

Enfim,

passagern

prenhe

Escola fest.a

do

signos Samba

de

monumental

e

exuberant.e de suc;est.Oes de prazer aos sent..idos. Os t.re.s t..emas acima resumidos suscit.aram pol9-mica, ern funo;:ao de chocar a os

exigencia da t.emat.ica nacional.

apresent.aram sagraram-se

1981,

pois

Arlinda

a

vit.or-iosa,

Rodric;ues,

Lamart.ine

sensualidade const.ruir

Est.ava

agora

das

com

formas.

mat..erialidades

sujeit.as

ao

gost.o

Primaira

de

Mangueira,

t.radic5es do samba, Escola

de

Belas

a

das

(ou

Imperat.riz

homenageou

Babe).

ident.ificava-se

campe3s

A

vice-campe3.

que

p~odu.;:8o

p.last.icas audiencias. celebrada

a

e

ex6t.ico

o a

como

mesmo

Liana

193

Silveira

de

frent.e ano

de

reservat.6rio

para

do

a

colorido

1980,

a

disput.ar

por

brasilidade e

da

assim

em

est.as

das

ern

carnavalesco

empenha-se

cont.rat.a t.ambem urn c.ar-navalesco

Art.es,

prep.ar-ada

imagem

Escolas

verossimeis

Beija-Flor

composit.or

carnavalidade

das

No

a

Leopoldinense,

simplesment.e

pat.ent.e o

Ainda assim ambas as Escola que

condicOes a

Est.aca.o

mais

"puras"

pl'ofess:ora da o

t.it.ulo.

E


enredo Coisas Nossas,

escolhendo o folcl6rico,

est.ilizando

brasileira.

Mas

acervos

os

incit.ou

lament.os

a

leva

cult.ura

da

ao

Marques

de Sapucai

urn show

paisa~;em

t.ropical

da

e

secundarizar

o

t.radicional

verde

e

•• .

rosa em favor do branco e do prat.a "moderniza.;3o"

A

preciso

adequar-se

carnavalesco, o serem

a

compart.ilham ident.ificacao "cheio"

de

dizer t.em

do

modele

do

show.

agora

do

corn

irnae1:ens

empenho

facilment.e

projet.ar

Escolas Pint.o). seu

:fundament.o;

as

t.empo,

sobrevalorizando ident.incaveis

e

vivas

ent.re

o

o

esquema

como

na

det.alhes

inst.it.uicOes

as

mensagens a

do

suport.e

par-t.es

ambas

produzir

ern

simbiose

A

e

do

polemica

encont.r-a

const.r-ange

era

neo-barroca

"pre:ferem est.ar

t.elevisiva

mesmo

audiencia,

a

as

est.et.ica

que

Ao

significava

aflrmacao

na

Fernando

nessa

pois

est.et.ica

luxo" e de

consa~rava-se,

ist.o

e

que,

t.ransmissao

exuberimcia funcional t.ot.alidade

t.empos"

vist.a

"povo e1:ost.a de

e1:eral

e

det.alhe

da

em

Televis3o

Trint.a

cenogrMicas

aut.ent.icas"{no

e

Jo3ozinho

"novos

t.endo

superespet.3culo,

DesfUe

aos

ambient.acOes

execut.ar-

a

de

ritpida

de

percepcSo

pelo

cornpromet.idas

olhar

com

que

o

padr3.o do show classi:fica de "bela". A line1:uagern audiovisual

cant.ado

equivaler

deve

carnavalesco em razao 0

homem pobre.

significado

quando

desalinhada

verdade

ao

do

prescreve:

t.udo

cresciment.o

da

Rest.a ao especialist.a,

seja

Por

planejado.

Trint.a

Jo8o

quant.o

just.if'ica

cidade,

que

conclui, a

most.rado

isso,

vejo

ou

uma do

primazia

a

deslocou

para longe

missao quase

mist.ica de

mant.er viva .a t.radicS.o da f'est.a. Est..a missiio, diria, nS.o exp&e um.a ordem

mas

t.ranscendent.e, sent.ido

Durkheim.

de

funcionalidade t.ecnica

or~3nica

t.raduz

conheciment.os foment.a

a

manifest.a

e

a

mais ext.ensos e

lugar,

Em

de

com

o

hier•aroqu.ias

int.rfnsecos

a

t.ransfigurada

ent.ant.o,

no

de

se

complement.ares,

assimet.r-ica

d.ist.ribuida de

sociedade

d.iferencas

maneira

composic.iio

a

como

aument.o

a

da

baseadas

t.rat.ar

a

em

de

no uma

especializac3.o

produca.o divisS.o

raza.o~

em

do

monop6lios

social

de

t.rabalho

e

simb6licos

"esf'era da cult.ura. Dent.ro dest.a OS perit.os

feverei.ro revi.sto. de .Isto de 20 £. UMQ repor-to.gem edi.cao de al.a.rme. 0 tttul.o quatro p6.gi.nas ao epi.s6di.o, em tom da mat&ri.a e c.;~;to.cl. ismg,:"Co.rno. va.l. ca.rioco;; i.ntroducao tro.duzi.o. o cl.imo. d• cor os t&mpoa novo: o.t& o. Mo.nguei.ro. vo.>.. muda.r de Q pro.ta, tro.nsf ormo.r-se em branco e como &xi.ge 0 roso. a. v&rde e hol.l.yvoodi.no.no da. Aveni.da.",

194

dedicou a sua mundo levo.ra.m bri.lho


emergem

como

especialist.as

di:z,

como

invest.tr,

cult.urais.

Ai

t.ransformacao

na

holist.a": exat.ament.e por cont.ar com a nos

bast.ido:res

do

Te.a.t.ro

paulat.inamente

feit.os

Municipal

do

Des:f'Ue

em

Joiio

Trint.a

"espet.3.culo

urn

bagagem adqui.rida na longa

do

Rio,

simb6lico,

capital

a

possibilit.a-se

onde

no

acumulou

est.ada

conheciment.os

interior

engrenagens

espet.aculares do carnaval. Desde Cabe

essa

eJe

a

a

base,

"imaginar"(a

iniormacOes

rest.rit.as

mundo

ÂŁor mas

das

a

part.ii'

plenas

campasso

ant.igilldade, cult.ura do da

glamour,

comunicacito

o

quais

vist.os

at.uam

do

figuras

o

inst.it.uic;Oes

nas

cinema,

na

necess.3rio

e

da

do

de

opiniao

a

imprescindiveis ent.ret.eniment.o

o

do

ment.ais).

e

concretizar

pUblico

ainda

est.abilidade

''bela''~

maior

e

pela

do

vai

exigi!'

de-mandai' a

casas

maior

do

mais

civilizaca.o

a

at.uam

moderna,

Desfile

no

inst.alado

em

rot.inizaca.o

do

complexif1cac3o

da

const.ruc.S.o

result.a dos desdob!'ament.os da espet.acularizacBo.

de

''con:f'ort.8vel",

vimos.. um.a

da

similar(o

ainda,

e

da

show,

Desfile

uma capit.alizacao monet.itria de na

e

de

do

bem-signo

classificat.6rio,

represent.ada

195

Mas

de

valorizacao

est.et.ica

confeccSo

D

da

ja que operam

"excit.ant.e''

aceit.abilidade

ist.o

da

de

valor

um

ret.6ricos

na

cod.ificacao

na

passive!

como

at.uant.es

vida da plat.eia,

avido

profissionais

cassinos,

a

crucial.

acervo

um

mest.res

modernas

elaborados

do

Mas

os

piiblico-alvo.

(esquema

divisao do t.rabalho no Carnaval e A

a

esses

teat.ros,

ident.idades

classificacao

carnavalesco

proporcOes.

olhos

int.elect.uais

de

suas represent..acOes processo

as

est.ilos

modelos

como

mercado

sao

t.em

sociedade)

ca:rnavalesco; como

"gost.os" e

ver-dade

os

do

necess3I'io

"visual"),

nos

os

t.ecnico

ent.re

calcados

da

corpo

aproximac.S.o a

que

t.orna-se

noc;3.o de "sofist.icac.So" fixa-se

social(t.elevis.Eio,

acordo com os

acesso

encham

que

Ambient.ados

constit.ue-m

carnavalesco

sofist.as(Neiva/1991:169-213),

os

aparencia.

et.c),

ascensao

da

do

do

segmentos

amplos

entret.eniment.o. Por isso a no

ÂŁunc3.o

do

e;randes

Samb6dromo


5. AS MAGICAS LUZES DO SAMB6DROMO

vor

C.U&l"O

no

estrela. bri.lhar. nome no tuz fa.ze-r

t.odo

Alo

A

so

fesla.

0

Bri.lha

mou

luo.r-.

Vou

do

sa.mbQ.J'.

uni.verso

o.st.roe

OS

fulgor. a.le-gri.a.

m1.nho.

c&u

Escrever

0

i.rra.di.a.m prOpria vi.da enfei.lou. Est.6. espa.Co

unl.verso.

mcus

si.d&ro.l. hoje

ca.rna.va.l,

<Gibi e Ti3.ozinho) E carna.val 0

Ri.o abre a.e porta.s pro fott.a.

E

t.•mpo

de

eg.mba.r

Mostrar a.o mundo a

noeea. a.l•gri.a.

<Noca., Colombo e

196

do om

aerson>


o

present.e

const.ruc8o de responde,

capi t.ulo

espaco f"ixo

urn

conierindo-lhe

vislumbrada designios

do

ou

Est.ado

subrnet.ida. 0

pont.o de

inst.it.uicOes

as

int.rinsecas

a

aut.onornia

das

das

modalidade

de

e

part.ida

a

o

espet.aculo

vai

realizacao

a

a

regra

esfera

do

mundial

semiot.izant.e e

re!acionament.os ent.ret.enimento.

dessas

comercializar

de

eruase no apuro

A

pr3t.icas

das

pragm3.t.ica

de

ajust.ar de

invest.e

a

fest.a no seu

t.raz o

ampliados,

Samb6dromo

0

dos

emancipao;;:3o

f ormalizacao

sociais

se ja

est.eve

conjunt.o. A aut.onomia da Fest.a-Espet.3.culo c.arnavalesca com

Carnaval

quais

as

racionalidade<no sent.ido de concat.enar- as partes ao t.odo)

comprometiment.o

a

t.endimcia

devenir

0

A

de

Samba,

dependencia

of"ert.a.

e

demanda

permanent.ement.e

de

Desfile de C.arnaval.

cultural

bern

do

que

subordinar-

medida

int.ensos~

client.elismo

na

que

Desfile

Escolas

int.uic.&o de

diret.ament.e

seu produt.o -

do

qualidade

da

mais

grau

e

em

~enero

ao

da

colocam

sempre melhor o

compreender

dest.inado

e

ri t.mo

conquist.a

na

ob jet.i va

cujo

seu maior

e

fulcra

celebra

a

primado

0

iconoblasta da espet.acularizacao.

A PRIVATIZACAO DO POPULAR Durante vivenciadas Samba, de

na

o

capit.ulo

mat.erialidade

calcadas no

espaco e

assist.encia<altas

ent.ant.o~

a

de

do

processo

obrigando-a

organizar--se,

des:se

de

do

o

supor-t.e

a

apresentac.So

do

dando-lhe

cont.ratar

cot.idianarnent.e, e

e

do

em

de

ao

de

locais

cadeiras

montag-ern e

de

format.o

da

meg-ashow.

No

por-

part.e

Escola

da

mao-de-obra especializada,

ter-mos

gerencial

novos

camarot.es,

de

Escolas

exig-ir, concomitant.ement.e,

car-naval

forrnar

das

pelos

t.rat.arnent.o

passou a

t.ransformacOes

Desfile

inst.it.uido

ajust.e ocor-rido na

pr-odut.i vo

as

relevo

arquibancadas,

event.o,

administ.rat.ivo

dado visual

e

todo est.e redimensionament.o

expansao

Samba,

audiovisual

foi

p.last.ica

long-as

pist.a). Pr-ecipit.ando t.ambern t.ransmissao

ant.erior

urn

corpo

vert.iginos:o

bur-ocr.8t.ico

de

alem que

des:envolviment.o

experiment-ado. Profissionais nas

diretor-i.as

Riot.ur

e

das

Associacao

liberais: ent.idades das

dedicados ou

Escol.as

nos de

a

t.arefas

or~aos

Samba.

Os

mais

afins gerais

nomes

de

for-am de

alocados

comando

Amauri

J6rio

e

Hiran AraUjo sao certament.e os mais ilust.rat.ivos. Advogados. escrevem em

197


1969 o

primeiro livro

Ent.ram,

pouco

frmdar

a

ant.igu3ria

preservacao

da

funcional

Carnaval,

pesquisadores, cont.rat.ados

imbuidos

cen6grafos

para

conceber

escolhido

e

a

execut.ar

Hiran

Beija-Flor t'rust.ou cent.rou na f"igura

considerando o curso

no

visualidade

da

carioca.

desfiles

realinhament.os

Para

PO"

cort.ejo.

0

pont.o

de

poderes de

t.omo

de

de

eram

apresent.acao.

Trint.a

a

decisao

das

quest..3.o

3

e

o

j3.

E

.

A

a

que

passive!

empreit.as,

suas

no processo em do

financiament.o

ent.recruzando-o

analise

com

produciio,

pelo qual passa as engrenagens de elaborac;;:a.o da

grande

grupo

wn

aderecist.as

Jo.iio

esquema

condut.or,

fio

como

a

cont.radic8o

isso,

da

2

dest.e

aparent.e

na

racionalizacao

por

e

obt.ido

carnavalesco amplos e

enredo

lug-ar que ocupam no interior das Escolas e

dos

no

sucesso

desenvolviment.o

do

Carnaval

monet.ilrio

exibida

o

malog-ro

t.al

relat.ivizar

o

AraUjo,

folclorist.a

de

escult.ores

especializac.So t.ecnica fW".tdament.ava o modelo Para

o

cultural

paradoxalment.e

paradigma

no

figurinist.as,

e

principia

Mas

desfUes.

Leopoldinense,

depart.ament.o

popular.

1

seus

Imperat.riz

do

est.a

cont.ida:

a

primeiro

cult.ura

da

nela

pa%>a

0

implant.ada

ideia

import.imcia do

depots

agremiac;;:Oes,

dessas

hist.6ria

8s Escolas e

int.eirament.e

sessent.a,

anos

mesmos

nos

ajudando

dedicado

com

OS

aparencia

administ.rac;;:Sto

da

e

geracao dos recursos.. em uma producao cult.ural organizada pela 16gica de exposicao no mercado do ent.ret.eniment.o.

Mencionei Desfile

veio

confttri.r ent.i.do.des,

do

conjunt.ament.e

So.mba..

do jul.ga.mento do ou do a.ca.d9mi.coe ro.ci.ona.li.za.nte pa..pel pel a.

do

ma..ssa.".

Hi.ra.n tota.Lment.e

om edi.tada. promovi.do pela. jura.doe

para

dest.e

ve:z

pri.mei.re>

quo

oe

a

comercializaca.o

com

a

ensaios

e

Escola

de

da

grupo obra.,

se

grand&

na.doa obti.dos

ela.bora.CCio

ao

Sando

do

prOprio

Samba

em

Escol.a.

ca.rna.va..l

na.e de

concurso,

Samba.

respons6.vel

r&a.l.i.:zado

Idem

198

qual no

Lnserem-se d•

do

Carnaval,

vi.sa.ndo do i.e

"cullura.

a.bra.ngonte

coorde-na.dor

de

da.

OS

Morin,

mo. is

Hem6ria 0

nos

Edgar

uni.verso

pela.

carioca. Escola.s

no depoi.me>"\ot.o de Hi.ran AraUjo .

no

formul.a.C5ee

di.sso da.e

tra.ba.l.hos do port.a..nto, do

e-x.,.mplar,

i.nlel.ect.ua.i.e

t.a.mb&m

pela. Ri.ot.ur. :Indo-pendente Li.ga. o

de

i.nepi.ra.da

i.ncl.ui '-a.

Ara.Ujo dedi.ca.da.

jorna.l.i.st.Lca..

Deefi.l•· 2

dos

imperiosidade

concurso

pr6prLo na.turo:za. nest.o

a.i.nda.

o.utoree.

publi.caCS.o

que

em Des fileu.~}foi. Samba 0 pri.me-i.ra. t.e-nta.t. iva. Escola de do seja 00 t.e6ri.ca, percurso sist.emat.i.ci.dade hi.st.6ri.co dessa.s formai.s est.rulura.nt.es aspectos do aos Dfl'sfile Escol.a..s seja. enci.cl.op9di.co servi.u do Com cri.t.9ri.os texlo om b=o OS 0

ti.vro

0

ant.es

mesas

do

curso prepra.rar

a.nt.eri.ores


apresent.ar

espet.Sculos

pUblico

novo

A

carioca.

monument.ais,

part.icipa(assist.indo

que

escalada

g-ast.os

dos

alinhados

com

esse

mont.agem

dos

des:files

demanda

de

super-ar-

objet.ivo,

possibilit.a a

implicar

int.er:ferencia

entrelacament.o de

a

das

S\.U'gidas

sabre

lhe

elementos~

agent.es

Houve

na

t.ambem

a

cot.idiano

no

formadoras,

out.ra.

a

o

Car naval

de

novas

carnavalescos.

partes

uma

de

agradal'

do

int.roducao

insercao

os

de

des:filando)

ou

dificuldades,

de-

est.rate~ta

da

necess3I'ia

not.adament.e

a~remir;Oes,

na

dent.ro

com

s:em

Imp5e-se

isso

fi~ura

a

do

administ.rador. As modificacOes no

conjunt.o da sociedade ap6s

a

ctecada

de

1930,

com a presenr;a mais cont.undent.e do Est.ado, alt.eram as re!ac5es entre os ~rupos,

a

no que acelera o processo :formador de

racionalidade

e

t.ecnico-cient.ffica

cria

a~ent.es

conexOes

desdobrament.es sensiveis sabre as represant.ar;Oes e Isto

interfere

pllblicas: desde

par-a

sobremaneira o

set.ol"

por

1943,

sit.uar;So

habit.acional,

exemplo,

f'avelas~

na

d.irigiu

aqui

enfocada.

AlS.m

at.uarem

de

pelo

politicas

poder

executive

e

arquit.et.os

sociabilidades

desses

organizacao

na

com

As

sanlt.arist.as

int.roduzidos

locais(Valla/1989).

sociedade

na

experiS.ncias urbanas.

implement.adas

urbanist.as,

compromet.idos com

dos

primei:ros

moviment.os sociais dessas .areas(como as associar;Oes de moradores), esses a~ent.es

inf'luiram bast.ant.e no est.abeleciment.o de

julgament.o cultural,

da em

imagem meio

a

das

uma

populacOes

novos

subalt.ernas

valorizacao

da

crit.S.r-ios

e

sua

d.a

ment.alidade

para

o

produdio

nacional-popular,

junto aos segment.os medics urbanos dos quais faziam parte. 0

lugar

de

int.ermedi2rios

culturais

expressOes

quar-ent.a~

Freyre-<1945:432>.

Gilbert. a

manif'est.acOes fisionomia "dionfsiaco"

!Udicas

"mulat.a'' para

a

do da

"estilo

do

homem

do

cult.ura >

vo!at.ibilidade

imagem da in:fo:rmalidade brasileir-a, exemplo e no Carnaval carioca a de Samba est.eio "popu.l.al'

brasileiro '',

identificacao

A

povo

do

dane-a

que

qual

o

brasileiro".

desencant.adora

da

vida

pilares

t.er-ia

e

da

no

como

pa:ra

de

miisica.

corn

valorizac3.o

wna

sint.ese

urn

as da

impulse

Forma-se

uma

samba seu mais acabado

sua explos:to, not.adament.e com as Escolas

prova ent.a.o not.6ria de que "n.a.o f"omos

sobr-e

encont.ra

nacional

est.abelece

brasilei:ra, da

ocupam

do samba e do fut.ebol, desde os

em wn conjW'lto de formula.;-Oes que fazia anos

que

poder-se-a empr-eenderConcomi t.ant.e colet.iva

ao

urbana, 199

uma

cat.equizados .. .''. Eis o comer-cializacao

processo

de

do

laicizacao

manifest.ar;Oes


a

passam

populares

espont.aneidade;

ser

sao

elos

OS

como

abSOl"'Vidas ex6t.icos

l"'esel"'vat.6rio

possiveis

uma

de

at.mos.fel"'a

da

met.r-6po1e, dominada pela racionalidade dos meios.

DE.

cont.a

disso,

o

sucesso

obt.ido

por

empr-eendiment.os

cult.ur-ais

prot.agonizados por nomes: oriundos dos morros e

subllrbios da cidade

espacos :freqtient.ados pelos segment.os

sociedade carioca,

desde

shows

samba

Zicart.ola(sendo os

shows

ze

Ket.i,

sao

sessent.a.

anos

OS

no ao

dois

Teat.ro !ado

dos

exemplar-as s6cios

OpinUio,

de

medics

Nara

do

casal

o

qual

Leao,

a

casa

de

mangueiroense

part.icipou

celebr-ada

moviment.o de int.ermediac3o ent.re os dots

a

da

o

compositor

int.erpret.e planes

e

Zica

da

nacional-popular

pr-esent.e

no

CPC

da

Car-t.ola)

e

port.elense

bossa-nova".

0

realidade urbana, via

da

esf'er-a da cult.UI"a em consolidaca.o, cont.ava na epoca com a

esquerdist.a

de

nos

UNE,

no

ment.alidade

moviment.o

do

Cinema Novo e desdobrament.os da pr6pr-ia bossa-nova. Car-los Lira recorda: mui.to a bosso.-nova era volta de a indo. tendencia, dentro del g., de buscg.r as ha.via uma jO. M= ou fi.:z uma combi.nCI.cCio eom 0 keti.: ou ra.izes. Dol populo.res orisr•ns o.presento.va aos morro, escoto.s de so.mba. me ts.va.va. ao &te me em contraparti.da.. 0 levava chamo.dos "compositores autenticos e, eu turma da zona sul e o o.presentava.<e bosso.-ne>vaCAbril Cultura/H>?8: fa$ciculo 42). &poco.,

Na.queto. "c;urtida.··.

por

...

celebridade

A

das

vozes

desses

agent.es

import.ant.es

sabre

parcelas da populac3o da Zona Sul carioca, a urn s6 t.empo ch.ama. a at.enc3o para as manif'est.ac5es populares e a

de

aura

"primit.ivos".

:fenOmenos Part.icipam

livres desart.e

t.ambem confere-lhes respeit.abilidade e da

da

"art.if'icialidade

pedagogia

que

burguesa",

int.erna

o

quase

popular

no

•Nomes

Hermi..nio Co.rvatho, Albino Pinheiro e Bello do pOT de como OS cultura.i.9 exemplo, aparecem neeee momento li.go.doe C. a.nimac.S.o de do.s camddo.s populo.res em recinlos freqUento.dos petos segmentos soct.a.t.s como a m&dios. Sueui bases tnslituci..ono.is a.ssenta.va.m-se em orgaos pUbli.cos trQ.nsi.to, e po.tente secret6ri.a. Estdd.U;al de Educacao e Cultu.ro.. Para este desses meemos eegTnentoa passam 0 que fami.liarida.de oom a "'eultura. populo.r"". o exempto me~;i.s a cha.mo.do. cor.viver eom inlervi.r a.ssi.stente de Hebert Narcuse, Nuno que chegou a fit6sofo. do i.nu§itado Morrc;. sut, torna.-,.e freqUentddor do Na.ngueira e do no. zona Cri.o.do Vel.oao. musical de Co.rtolaCDo. sUva. oti.vei.ra parcei.ro poateriorm•nl• BU.apenso en lender ease delermi.nado fie a em =mo Peneo qu• Fitho/S989:98}. populCU' como uma. informa.lido.de o.vessa. 0 ima.gi.nll.rio va' Evenlos ersrui.da.s roti.no.e di.ciri.aa. do raciona.i.s-inslrumenla.is n= pru'•des d• l:pa.nema., por exemplo, no i.ntcio dos a nos funda.cao do Banda. port• do. expecta.ti vas em recriar 0 unt.verso sent.•nlo., guardam popular dos

..

Blocoa de Sujo.

200


imagin3rio

novas

de

segment.os

sociedade.

da

moviment.os sao realizados desde 1964 onde

figllr'as

dest.acaram-se Sar-gent.o,

Nelson

cult.ural(no

"raiz"),

ent.ant.o

sent.ido

de

da

Pautinho Salgueiro,

''morros

e

de

nao

t.ransfo:r-ma-se

s&:r-ie

de

shows

Rosa de Ouro, Henestrel e

do

des

mUsica

alt.ernat.iva no

a

Anescar-zinho

a

Principalrnent.e,

como

Uma

algo

Viola,

Elt.on

Clement.ina

subUrbios"

simult.aneament.e

out.ros,

Medeiros, Jesus.

de

convert.e-se

cont.aminado~

em

"pure''

hem

e

de

e

em de

divers3.o,

compart.iment.ado no mercado do ent.ret.eniment.o. Por

!ado,

no

capi t.u.lo

vist.o

pais Rio,

disp6e

em

volumes

na

produca.o e

e

out.ro

a

implant.ac3.o

complexo

conso:r-ciado

III

cidade novas

do

ag:r-upament.os cuja

supe:r-dimensionados,

a

mobilidade

acao

dessas programac5es sera o nas quadras

das

Escolas

moviment.o

profissionais

ident.i:ficacao

a

consume cult.urais ofert.a bases

proporciona

ao

urbano-indust.:r-ial

dos

e

t.ur-ist.ico

t.amb&m

com

as

no no

sociais

ar-eas

de

mex-cant.ilizaca.o dos simbolos

int.ermediarios

cult.urais.

0

pUblico

mesmo que cada vez mais ira buscar diversito

de Samba,

ou nos

ensaios

que

est.as

comecam a

reallzar nos bairros nobres da cidade(Araujo/1978:68). Os epis6dios acima evidenciam o um capit.al simb6lico

que,

conformado

t.r3nsit.o de grupos det.ent.ores de

as

necessidades

do

Carnaval carioca

naquele inst.ant.e, sera primordial ao reordenament.o de t.odo o

event.o das

Escolas de Samba. 0 mesmo deslocament.o observado na dimensiio est.et.ica do Desfile, revela-se t.ambem no comando das ac;:Oes int.er-nas das Escolas e sua ent.idade inst.it.uic;:Oes

de da

repr-esent.aca.o

ext.er-na

sociedade.

moviment.os

cidade aciona

uma

ent.idades.

e

E

Os

desor-~anizaca.o

na

sua

prec.5tria

nU.cleo

de

o

quant.o

dos

lendaria

legit.imidade

lider-anca

do

plano

ainda

funciona!-administ.rat.iva, a

do

junt.o

g:rupo

dos

poder

pUblico

na

sit.uacao

dos

valor-es

do no

configurac.ao

onde se

poderes

ao

ent..ao

sambist.as,

dissemina

ambit.o

o

e

da

dessas

est.rut.ura

quest.ionament.o

const.it.uidos, que

out.ras

e

Car-naval

de

de

baseados

desalojado

dos

na

post.os

de comando. Os novos agent.es apresent.am out.r-as f6rmul.as, p:ropOem dispordife.rent.ement.e

as

par-t.es

'

no interior-

da f'est.a

me:rcant.ilizada,

qual as Escolas est.a.o se dest.acando e procu:ram conquist.ar a

jovem nicho vimos,

da

as

e

Escola

moradoi' de

Samba

t.ransformac;:Oes

na

favela

localizada

Acad&micos mais

do

visiveis,

no

no

inicio

do

onde dos

da

p:rimazia.

Morro

Salgueiro,

dent.ro

se

anos

Sal~ueiro,

det.onou, sessent.a,

quando as Escolas assumem um luc;ar- import.ant.e no Car-naval carioca, Laila

e

um personagem impoi't.ant..e no

processo,

201

pois

o

vi venciou por

dent.ro e


t.em

sido

urn

a"ent.e um

har-monia,

Fernandez(1979) de

proporci5es com

a

dest.aca

problemat.ica

acont.eciment.os beneficiado dest.ino

da

dos

as

s6

maos,

da

or-dem

algo

que

sit.uacao

do

a

Nest.e

inclus3o

a

mas

negro

t.oma

especifico~

suas

pr3t.icas

memOria

aprovacao

t.arnb&m

que

de

Flor-est.an

o

quest.Oes

das

caso

das

Sua

t.empo,

como

diret.or

compet.it.iva-vert.ical

ent.recruzament.o social.

fat.os,

admirado

r-epr-oduc3es

Encorp.a

cult.ura.

urn

de

pela

a

o

com

da

a

rumo

fugir-lhe

onde

lid.ar

alem

aniillse

mobilidade

como

t.raz,

pelo

hoje,

sua

saber-,

A

ampliado

mereado

no

na

sociedade

uma

modo

ele,

sambas-elU"edos.

definit.ivas.

result.a do

E

r-espons&veis

dos

dos

fono~:r-Micas

condicOes

dele.

por

pelas

o

dilema

simb6licas

dos

respei t.o

a

pa:rt.e

lament.o

t.r-aido

raciais

de

a.l€u9m

de

t.er

vis:t.o

pr-6pr-ias

o

ambiciles

socialment.e inscrit.as: houve

buscando

est6.vamos

n6s

raci.al.

problema. soc\.eda.d•. o

qui:z. ( . . . }QUo.Tldo

genie

fora.m

toma.ndo

eor:.la..

prO.

A "modernizac3o" do

De

impreviseis. moviment.o diferent.es

racionalizant..e,

cujo

manuseit-la.

Ist.o

organiza:r

a

e,

grupo

vi.era.m

pel.o

E

etc•·

direc3.o:

uma

cart.a

da

a

no

de

sent.ido

foi

voce

de niio

que

pessoo.s

por

ciumada se

porqu&

prectso.

afa.sta.r

nossa "

el.es

jogada corn resu.lt.ados represent.acao dando-se

falar

possuia

na propost.a

Escolas

o

0

di.ngentes

integrar qu\.:z,

do

Escolas, para

Escolas,

fato

comeCou

int.ermediarios~

de

baseava-se

produc.ao

cresci.mento

Desf11e

rec&m-chegados

medics, e

mesrna

a

n\.ngu&-m ga-nt.&,

event.o foi

do

pud&ssemos

ma\.s

const.i t. ui u

poliment.o

com

cO.,

modo

urn

de

voce entendia.m.

quo

vei.o

n6s

So

mi.ni.ml:za.r

eramos

porque

Com

capaci.tada.

penso.va.m e "esse bronco

ent.endia.m parte

onde

di.mens&o.

ma.ior lenta..r

n6s

nao

cra .. ceu

do

soci.a.l

conosco,

traba.l.ho

carnaval

0

sombi.at.a.

mens

exi.stia 0

carna.va.l

Lntegra.C&o

a

que

amprega.r

quertamos

um

lor

se

de

pro jato

0

de

int.roduzir

p6los

weberiano, segment.os

dos

melhores de

em

modo

oriundos

urn

condic5es o

faze-las

de

planejament.o "crescer",

o

que encont.ra eco no es:piri t.o de- d.irigent.es como o do jovem Laila. Desde

aquele

inst.ant.e,

avalia-se

a

necesstdade

de

invest.ir

meios mas t.ambem ocupar-se dos cust.os da empreit.a. Enfim, o t.orna a

relac3.o

ent.re

t.&cnica

e

economia

administ.rat.iva.

problema se

Como

5

das

Depoi.ment.o de

pecas,

para se

obt.er

melhores

La.i.la..

202

result.ados.

Por&m

a

figura

alt.eradc

do bruxo, as novas a¢:ent.es apresent.am soluc5es nas quais lugar

nos:

o

0

pret.endido


nlio

simb6lica

ef'ic8cia

a

superespet.Sculo

adot.ado

pelas

a

sim

e

Escolas.

efici&ncia

Por

isso

do

t.9cnica

os

aspectos

modele

aiet.ivos

morais sao secundarizados ante a

imperiosidade da precis.Bo. A posse

informacOes

t.eria

vai

diferenciar-

AraUjo~

Samba. Ari

embora

quem

superest.ime

qual o

e

luger

t.al

aspect.o

e

de

na

Escola

de

e

preciso

ao

negat.ivo,

descrever a t.endS.ncia em curso:

••

£

eontabi.li.dad& a "ci.enlihca" om seus capazes alemenlos cri.am-s&

Escolos;

complt.ca

admi.ni.slracao

quadros;

i.mperar.

da

da..s

AlGG,

deefi.h·

0

uma

"dout.ores" produc3o

cont.inuaca.o

a

nova

seu

din&mica

dos mat.eriais

previo rigoroso

do

da

subordinando

elaborac§.o dentro do prazo a 1ucr-os(cobrando valor

os

alcancado

as

para

rot.inizadio

o

os

mai.s

das

hegemonia

urn

todo do

dos

rit.mo

da

planejament.o

previst.as

para

sua

imperat.ivo de proporcion.ar

ensaios)

decorreu

produdio

da

a

exige

ou

··sob em

acelerado

et.apas

ser observado. 0

ingresses

pela

carioca:

indument.arios

e

implica

Cultural p&los

evi.dentemente,

esluda.ra.m

ele

a

i.Titerno

<:>nredoe

Depa.rlamonlo

di.ri.gi.doa, a.fi.na.L,

Carnaval

aleg6ricos

execucao,

urn

de

pa.ssa

movi.menlo

0

Os

de

eLementos

burocraci.a

controta.r-

raciocinio.

do

a

"Alcuo

mao

Carnavo.t que,

pelos "cu!los", coi.aa.s"Cidem:css>>.

Na

a

pcuaea.m

de

Comi.seao

das

cri.o.Cao

da

Q\.rav•s

i.ntroduzem-•e

do

just.ament.e

carnaval

nas

Escolas.

des creve

a

especial import.3ncia assumida por urn grupo de arquit.et.os no interior

da

Est.acao

Quant.o

Escola,

ao

Primeira passam

inst.it.uic.lio, do

mesmo

amplo

president.e

cont.ext.o,

de

a

component.es

JUlia

De

meros

de

alas

assessoria

Imperat.riz

:freqtient.adores

Amauri

Leopoldinense

ingressam

dai

e

t.ecnica

Igualment.e,

gin..asio-sede.

de 1970, assumir o ent.~o

Mangueira.

prest.ando-lhe

da

Maria

Goldewasser(1975)

do

para

no

projet.o

j6rio

ensaios

da

na

direcao

da

de

const.rucao

t.orna-se-8.,

depois,

no

limiar

comando geral da Associacao das Escolas

primeiro, da

dt?cada

de Samba do

Est.ado da Guanabara - ASESG. Nos dez anos:

administ.rat.iva

da

afrent.e,, da Associac.3.o J6rio organizou a

ent.idade,

visando

dar

acOes em nome da inst.it.uic2io no interior

unidade do

ger-encial

comercio

j8 esbocado na cidade. Por isso defendeu sobr-et.udo o do event.o, as

dos

sob

dois

apresent.ac6e.s

Escolas, a

e

aspect.os: a o

empenho

r-einvindicacao

por

em

como

revert.er,

comercializacao das imagens visual e

203

de

e

est.rut.ura polit.ica

as

ent.ret.eniment.o

pot.encial ec:onOmic:o

urn

espaco

dividendos

fixo

para

para

as

.sono:r-a produzida.s para e


no Desflle. Ambas as frent.es propriedade

ent.idades

das

t:lll'ioso acomp.anhar- o privat.izacao event.o se

realizar-

uns aos

mot.ivada

pelo

t.udo que

popular-

o

cuja

out.ros.

impet.o

quant.o

se

lhes

desdobl"a.

o

ha

de

uma

acumulat.ivo,

Nele,

lst.o

direit.o

de

respeit.o.

E

pal"adoxa.lment.e, a

revela de

que,

urn

per-manent.e

expropria

a

pal"a

conjnnt.o

indi vidualizacao

t.ensao que

o

dissesse

envolviment.o

busca

Embor-a

mesma premissa:

cal"act.er-iza.

colet.ivament.e,

part.iculal"es,

int.er-esses anelados

sobre

moviment.o

fest.a

da

observavam a

OS

lhes

o de

coloca

at.r-avesse,

especificidade

do

out.ro e solda a especificidade do sist.ema carnavales:co carioca. o

ernissoras o

!30% do f'at.ur-ament.o com a

do event.o para o insist.iu

"espet.aculo

exemplar. A direcao da ASESG decidiu cobr.al' das

direit.o de t.l"anmiss3o do Desf'He. A TV Rio aceit.a os t.errnos

do cont.rat.o -

ent.ant.o

e

ano de 1972

venda da

as

ext.erior- seriam repassados em

ruio

pUblico'\

reconhecer

abert.o

a

o

t.odos,

acordo,

logo

audiovisual

reproduc~o

Es:colas. A Rede Globo no alegando

passive!

ser

ser

de

aquele

cobert.o

urn por

t.odas: as empresas de comunicacao. A ASESG pl"ocurou rebat.er, arr;ument.ando que,

ao

algo,

se

int.erseccionavam

as Escolas. A int.er-ferencia do pode:r- pUblico deu ganho

Globo,

ja

que

nยงo

reconheceu

mudat1t;:a

o

no

ar-t.ist..icos''

Est.ado e

a

na

fazeres

post.erior-rnent.e

causa

decisive

"diversos

verernos,

ent.re o de

ali

cont.rMio,

direit.o

relacionament.o

de

exclusidade,

passando por cima da decis.lio da Associacao das Escolas de Samba -

afinal

est.as eram subnrissas ao gover-no est.adual devido ao cont.rat.o de prest.acao de

services

assinado

em

1971<emblema

da

espS.cie

de

pat.ronat.o

pUblico,

exercido de acor-do com a polit.ica g-overnament.al para area de t.urismo). A just.ificat.iva do ent.ao Secret.ilrio de Turismo, Fer-nando

e

sug-est.iva,

dos pelo

pelos

int.er-esses prOprio

no .al'gument.o, sociedade,

do

Est.ado.

est.at.izaca.o

em

acrescent.ou:''No

cat.eg-orias na

pUblico

do

ana.J.og-as. figura

part.iculares, .ambi t.o

da par

sua

a

e

popular

cont.rat.o,

de

uma

da

a

ut.iliza

e do

ao

em

defesa

e

sust.ent.ada

popular

consist.em,

popular

modo,

inst.itucional

compet.S.ncia,

t.rat.ar-

pUblico

Dest.e

r-evelia

que

fest.a

da

event.o;

direit.o de vet.ar o

exclusividade,

no pais e

A

pUblico

represent.ado

ent.re

qualquer

de

carat.er

est.ava reser-vado o "acordo

conceit.os

Bar-at.a,

podel"

legit.imo

execut.ivo

est.adual,

pois correspondia a

administ.r-acao<piiblica).'' Secret.aria

fest.a

popular-

e cuja

da

cont.rarta

urn E

a

divulgar;ao,

no ext.erior-, ent.ende que deva ser- feit.a com rnaior liberdade e

amplit.ude''{cit.ado por Rodrigues/1984:89). Out.r-as at.it.udes do Est.ado na mesma dir-ec:ao foram semelhant.ement.e

204


just.if"ioadas. para

Em

con:;ressist.as

os

cumprimento

integral

apresent.ar o

do

cidade.

est.avam submet.idas governament.ais.

no

pouco

econOmica

das

modele

obr-.as

do

do

ent.idades,

Desf"Ue

na

escolha

e

Avenida

a

ASESG.

planejarnent.o art.ist.ica,

de

cont.inou

era

invest.iment.os de

um

a

impediram

lobes

0

alongado.

Avenida

mont.agem

da

e

de

inicio

e

das

realizac§o

do

reivindicar o

cort.ejo

a

das

facult.aria

permit.indo-lhes

0

inf"ra-est.rut.ur-al

e

a

Carlos,

grupos

iniciat.iva Desfile

0

desmont.agem

empreit.eiras

das

fat.o

f ont.es

o

Novament.e

Ant..Onio

de

de

definit.ivo

mat.erialidade

local,

faziam frent.e

a

para

:se

ausencia

as

vai

Escolas,

sua

a

para

J6rio

local

o

da

quando

permanent.e

t.emporal

precariedade

pois

Rio

o

det.erminac;Oes

nao

isso,

simples:

em

perfil

deslocado

sujeit.o

arquibancadas,

espaco

pUblico

as

que

Por-

Samba

pderiam

porque

medida

t.erceiros)

Amaur-i

Vargas,

poder

vista

de

ent.idades

elas

Escolas,

as

em

ajuda de

no

pelo

grande

rendiment.os

de

dent.ro

frust.ada:

urn

objet.ivo

0

est.abilidade

uma

f"oi

President.e de

em

adot.ado.

que

limit.ando-as

t.endo

met.ropolit.ano

const.ruc;3o

af"iliadas

e

superespet.3.culo

t.ransport.e

juridico

decorria

dessas

significou

organizado

Escolas

das

cobrou

puderam fazer

recursos das Escolas(os ensaios ao

Ist.o

designio

urn

Riot.ur

event.o

dependS.ncia

A

a

cont.rat.o.

E

a

Ast.a,

da

exclusivament.e

Carnaval da

aut.onomia

o bern suoedido desf'ile

1975, ap6s

anual

das

int.eressados

pesaram mais sobre a decisao do governo. 0

Escolas ASESG Muit.o

projet.o

f"racassou em

gr-avar

embora,

de

comer-cializacao/pr-o£is:s:ionalizac3.o

em out.ra f:rent..e, dist.r-ibuir-

e

por-

exemplo,

o

os

no

mesmo

per-iodo: a

samba-enredos

samba

dos

:feit.os

AcadEmlicos

t.emporada de

radio,

ganz~"-

Tape

carnavalesca

c:omo,

.assunrlu

explorando a

f'aixa

.a alias,

g:racas

de

0

oloaliobtev•

ca.so da. eficienles

1971,

nos

let.ra simples .ficou

e

conhecida

passivo

da

e

bailes curt.a a

falida

e

do

mUsica.

gr-avado:ra

das

refr-.So

1972, da

mercado

consolida

se

ao

longo

o

das

carnaval.

Festa

grande sucesso da

.:famoso

Em

propost.a da

Salgueiro

execuc;3o

na

da

a

ASESG,

das

emissoras "pega

gravadora

gravacao dos disc'Os de samba-enredo~ subg~ner-o

dScadas<AraUjo/1987:125) 6

de

De:s:f"ile

para

do

Para Um Rei Negro, do composit.or Zuzuca, t.enha side o

do

no Top

do:ravant.e

musical cuja

duas

Ult.irnas

6 .

Za.nC1s:::>s>4) esea. mo&-tr-a. gra. vo.dor-a. eapeci.a.ltzou-ee, r-epr-oduzi.ndo l enloe r-e fonogr-a.fi.ca.menl• a.t.e ent.ao vis los elementos simb6Licoa como folcl6r-i.eos mUsica. serla.ne ja.. a.us~ncia. uma. Legistac;ao e inslrumenlos a.ulora.is, direilos combina.dos ao de cobra.nca. de a.mo.dorismo dos

..

205


Uma

verdadeira

odiss&ia de

fra,;illdade

brecha, os

dos

pais

est.avam

projet.os

7

aut.ores .

mediadores

do

bicho

pr-et.endo

significat.i vo acordo

de

just.amenl..e mat.erial

e

mecenat.o.

Nao

ASESG

econOmica,

suf"icient.ement.e

eles

urn

b3sico,

0

compreender sirnb61ica

jogo

da

est.ava

apesar

do

esquema

cult.ur-ais.

A

insercao

ocol.'l.'e

just.ament.e

capi t.alizados

aqui

diret.ament.e

desenvolve:r-

por

para o

essa

f"inanciar

percurso

ou

:fundo as razOes do predominio desse grupo nas agremiac5es, o

recebeu

que

pelos

do

Escolas.

das

vascu.lhar a

papel

0

das

do

bicho,

no

por-

Rio

agent.e

j.S.

nesse

janeiro

pont.uavam

desde o

t.rabalho,

acumulacao

da

moment.o

''padroinhos ..

a

o

diversos

de

dest.e

cat.alizador

recorre:r-

de

part.e

pr6posit.os

desempenhado de

vimos,

OS

de

Esco.las

carnavalescas

banqueiros

t.rat.ament.o

com

alt.ernat.iva

a

Pois

inst.it.uicDes os

banqueil.'os

piflas

base

sua

implant.ado

t.&cnico-empresar-ial ascendent.e

de

sS.cuJ.o

int.erior

pelo

seu

marc a

as

XIX.

Mesmo

Escolas

das

de

Samba em dS.cadas precedent.es. A pela

di:fer-enca

at.uacao

dos

observa muit.o ao

empenho

revelada

banqueiros.

bern como

dos

pat.ronos

no Em

periodo seu

enf"ocado

est.udo

sabre

e

a

o

Desfile,

direcao

seguida

Cavalcant.i

os invest.iment.os nas alegorias est..ao submet.idos em

recebendo em t.roca respeit.o e

demonst.rar seu

poder

econ6mico

e

polit.ico,

prest.igio por part.e dos muit.os segment.os

sociais emaranhados na realizacao do event.o. Ou seja, permeia suas ac5es urn

principia

de

pessoalidade

elo.boro.dores, g&nero samba

vcleu-lhe

Nunes,

Carvalho

go.nhos

do

qual

decorre

a

at.it.ude

personalist.a

de

significa.ti vos. em urn m&rca.do

nesse inslante que 0 fonogr6.fico que sa ampl~a anda.mento ma.is acelera.do no pais. Caratenzado palo e por ser ··samba da.ncante, 0 cham ado ··samba uma mUsic a. ou de essenciatmente popular\. dade, tanto em execuCCio de mui.la emi.ssoras ah.nge embalo" de discos. a.o lado do lro.bo.lho na vanda de ca.nlorCl.$ como como clara r&.dio Beth

consegue

inlarar-se

e

que elenco comporam o dos di.seeminacao ehega. audioca.&I"S&les(porlltlei.s) contribui. que 0 menor.

Alcione. Muitos produ:ll'iu esse aparelhos to.mb&m

composi.tores de .Escoto. ruao do. indUstria do loco.-d~scos

segmenlos cresci.mento em

a.os 0

de

1.375:116"

do venda de lone; d&cada milh0esCOrli.z/.U>SB:.t.2?-8) e abre para dO uma sobe de Clmpla parCl produCOes culturai.s i.nctutdae no gionero samba. fonogrcifi.c:as

sobr-e bi.bli.ogra.fi.a Samba de Escol~ observg. ZCl.lua.rC.t.SI85) A

do

Samba

disco.

A

toeCl.$-r~tae

podor da.e

play, fati.a

aqui.si.ti.vo

por

do

i.ndUetri.as exempto, mercado

bClnquei.ros do jogo do bi.cho com o.&pecloe. ci.ta.r o.lguns a.uloree, cli.enteli.smo eom popuLClca.o 0 pobre; a medi.at;:iio ma.rginali.dade ressaltado no lra.ba.lho de Mochado<.t.S>PZ> revelam emeraao dos banquei.ros ordem"' e Cavalca.nli.C.t.PS>3) desLi.nda malha de-

a

relo.Cd.o

VCl$10.

doe

em

ordem legal entre Chi.netti. Glueiroz(.t.PP2>; num ··va.za.i.o da reci.proci.da.d•v ei.mb6li.cas maleri.a.li.za.da.s no

meeena.to.

206


doar fantasias onde

se

entre

e

joga

cust.ear

uma

as

alegorias,

"generosidade

a

parent.ese

no

campo

int.eressada''<1993:51)

racionalidade

t.urist.ico-cult.ural Chlnelli

defendem

como

est.rut.urado,

decisive

Machado<1992).

e

a

aspectos n.So sejam ant.agOnicos

colocaria

pelos

hegemonia do

a

economia

Talvez,

dadiva

promovida

assumir

em

da

que

0

t.ecno-econOmica

banqueiros no interior do Carnaval, mot.ivados complexo

assimet.rico

cont.udo,

Rio,

do

do is

OS

luz do processo que os envolve.

A maneira dos carnavalescos, os banqueiros ent.ram na Escola de Samba

a

sist.ema e

part.ir

de

juridico

com

administ.r-adores obrigou-lhes a sujei.to

das

Escolas,

e

t.amb9m

va.ri.a.C.Ses

eleitas 1

do

que

seu

conselho

poder

posicao

mesmo

enlidades,

que

paralelo, de

prop6sit.o

mesma ordenacao funcional,

as

set.or

evident.e

pela

o

no

urn

e

Se

.

o:f'erecido verdade

por

ao

embrioniu-io

Alocararn-se

.

manunt.enca.o

dinamizar ainda mais a .:.

9

obedient.e

sociedade,

da

inst.it.uic8o

publicizacao

de

canal

0

na

prest.igio e

funcional ,

ent.idades

diret.orias

poderes

pela busca de

manipulando

•Nesmo

amplos

nessas

as

est.rut.ura

de

sist.ematizador

desenvolvido

dominando

administrative,

moviam-se

esboco

racional-legal

post.eriorrnent.e

delibel."at.ivo

urn

onde se

eslrutura

adml.ni.slrati.va um a.dml.nielrali.vo 0 oulro serem gr&mios oom fine carnavalesco. Por l<...tcrali.vos, s6ci.os enli.da.des composla do forma.dores assembloi-i.Cl. di.recao d= respons6.vG>l pel a. eleic:ao soberano do conselho poder dell bero.li. vo, geral, membros del. di.retoria. escolher os i.ncumbi.do do E=olCl. & comandada orgao seus vices e divi.de-se em v&ria.s 0 seC Oes(secrel<::~.riCl., presidenle pelo social, esporle, relac:Oes pUblicC1S, po.lrLmbni.o, cultural 0 tesourari.a, 0 responliabilidade do. di.ret;:5o fisc.:.l>. E carnaval defi.ni.r 09 conselho de carnava.l, in.sohlui.C5o da comi.ssao CUJOS membros t&m siluacao elementos compeli.nci.a est6. sob oua organL:za.cao do desfi.le da prec6.rla. do esquema. Para um delalhamento a.qui. aumari.:za.do, vor Escolas. Riotur/11)9:1:19:1>-PO. da.

Escoto.

de

Samba

regula-se

por

do is aelores, recrea.livos

••

,

Para

••

1.ncrever

no

CarTla.val

regi.slrados eslalulos socia.i.s de ensaio, direloria. eapeciali:zada.CRiolur/1P91:189} .

•o

depoimento

de oli.mpio Independenle

da.

cidade,

em cart6ri.o, constilutda.

Correa, o de 'Padre

a 0

do a.dminislra.liva licent;:a. da

deve

posauir qua.dra delegacl.a.

..ao.Ucho··.

par a.l.gumo.a v•=•a pT-eaidenl& revel.a oe epis6dioa, mesmo do ma.rca.rCl.m a entrada AndrCl.de nesaa. escusoe, qu• E&col.a.. vereadoree, evitando que a.gremi.a.cao fosse de corrupcao de rebaixadCl. em 1~3. Seguida. eleicao de um "lest a ferro" do o &egundo grupo do i.nsli.tui.cao 0 presid&nci.a. da do jd. fa.moso conlra.ventor Mocidade

Miguel, Cas lor do

ca.rnavalesco Arlinda Rodrigue~;~ e a. renova.da pora. monlagem dos desfil&~;~. do Con~;~elho l>IB'libera.tivo da. Escola entidade -

forma.cao de uma equi.pe maior e Eales falos sao impli.cados Q. decis5.o de promover a ••moderni:za.cao.. da

ver enlrevisla feila por cavalccntici"BAC/25-0?-1PP.U.

207


insel'tam~

Cidade.

e

a

redimension.ar-

Per-cebem

ent.idades

no

que

a

part.icipac.So

est.ava

nas

context.o

at.ividades

de

e

pat.ronat.o pelo

imperat.ivo

ocastao

pela

pl'oducao

da

vimos,

mercado

Carnaval

dest.acada

a

t.urismo,

da

dessa.s

font.e

da

que, como empres3rios do set.or aument.o do nUme:r-o de

Car-naval.

do

os

f'araOnicos

hens

de

ampliado

ganha nit.ida.z na prima.zia da isso

e

lazer

no

Dest.a

maneira

0

exercido no compa.sso de uma organi.zacao da cult.ura ordenada

solidificado,

Por

rnais

hospedagem, int.er-essav3:-lhes o

cidade,

na

visi t.ant.es

Escolas

par-t.icipac~o

na

legit.imidade por eles pret.endida. Alem do de ent.ret.eniment.o e

das

de

hens

simb61icos

"ajuda" m.onet.3ria

delirios

dos

em

comercializ3veis,

dos

carnavalesco

no

pais.

0

que

8s Escolas.

hicheir-os

t.iveram

um

com.o

sail"

do

papel e t.ornarem-se realidade visual. Ali.SS, do

o

banqueir-o

t.r-abalho bicho.

do

do

carnavalesco

e

Tant.o

que

Rodr-igues

vai

pat.rocinada sucesso

p:rimeir-o

por

pa:ra

Cast.or de

names

est.eve

exemplos

Mocidade

p:rest.igiados

a

aliada

sao

perspect.iva

mais

pr-esenca

suficient.es.

lndependent.e

Andrade(poderoso

Leopoldinense,

Imperat.riz

na

Dois

financiadores.

desses

dos

ida

menor-es

para as Escolas ent.B.o consideradas algwn

a

decisive

;faz

se

de

baneada

por

Arlinda

Padr-e

Zona Oest.e),E

na

Luis

de

Miguel,

depois

faz

Drumond

de

Andrade<comandant.e das bancas na imensa :regiSo subur-bana da Leopoldina). JoSo Trint.a cont.ou com a

est.r-ut.ura e

o

dinheiro dos Abr-3o David(donos do

jogo na Baixada Fluminens:e), posicionados no oomando da Beija-Flor. Est.a referenciar

e

alias,

Escola,

o

exemplo

modele

0

est.S.t.ico-administ.rat.iva{Ar-aU.jo/1997:126 int.Q.r-ligando

d.iapoait.ivoa

desde dos

cont.-role

urn

cent.ralizado

pessoais,

garant.iram

a

anos<1976 a

1993). Na est.eria de

Beija-Flo:r

adm1nist.rat.1vo andar

de

urn

da

Escola

predio

especializados,

os

t.it.ulos

e

baianas,

criancas,

port.a-bandeira, cada

at.:raves

component.e.

Est.e

do

cinco

e

nele

alocado

as

:financas,

comissao

arquivament.o

aspect.o

t.r-aduz

208

o

de de

a

urn

em

escalonada pat.r-im&nio,

apenas

oit.o

espac;:o fisico do set.or

quadra-sede,

da

cuidam dos set.ores

bat.eria,

administ.racao

e

de

ent.idade,

da

mat.e:ria-prima

de

quer

im.plement.o

0

disciplina

a

t.ais m.udanc;:as,

cont.rolam

e divulgac;B.o de event.os e

e

se

modernid.ade

Pe:r-eir.a/1982).

sucessivos

sepa:rado

comercial,

quais

e

diret.oria~

da

quando

de

ger-enciament.o

0

monet.3:rios,

r-ecursos

recor-r-ent.e

fixado

corpo

definem

de as

em

t.odo

funcioniar-ios programac;:.Oes

t.ecnicos da Escolas, f:rent.e,

ficharios aut.onomia

como

mest.re-sala cont.endo

e

urn

e

dados

de

rot.inizacao

do


esquema

r-acional-legal

mel"cant.il

cidade.

delineado

Este

conduc.io

na

corn

peculia%'

o

advent.o

ajust.e

do

ernpresariamento

racionalidade dos meios como

da

do

ac;r-emiacao

da

supel"espet.S.culo

no

ao

pel"f"il

Car-naval

da

significa

a

int.rodu;3o

definit.iv.a

element.o cr-ucial

a

produc.iio e

r-ealizac.io

do fascinant.e show carnavalesco. Assim a emersao dest.es banqueiros cont.em mais que o t.roca dadivosa, acumulat.ivo

inseria-se

traduzindo-o e

na qual o

carnavalesca,

se

a

Complement.am compart.ilhando raciona.lizam

do

afirmac3o

uma

comando na

urn

ideal

lucre

t.ranforme

em

par-

dos

mesmo

de

que

raciocinio,

as

burocl"at.icament.e

sua

na

monet.Srio

e

seja,

ent.idades.

os

de

cot.idiana

acumulac.ila simb6lico.

ant.ecederam,

int.ensif'icam

vont.ade

A

valor-

agr-emiac3o,

na

materialidade

imediat.ament.e

qual

poder; o

con:formado

capital

agentes

do

int.roduzido

investiment.os

t.are:fa do

t.ermos

de

mavidos

que

monet.arta

nos

for-mas

nas

e.

desperdicio

principia da

adicOes

podel"

que

e os

manifest.a-se na intervenc.iio dir-et.a sabre os recul"sos da EscoJa de

move Samba, para

tornando-os o

mat.eria-prima

desenvolviment.o

do

ser

a

reeJaborada

superespet..aculo

par

font.e

meios

t.S.cnicos

seu

prest.igio

do

pUblico.

0

valol"

conferido

modernist.a

organizac3o

modeJo

demais EscoJas

se miraram as post.ura

ao

,

Beija-FJor,

da

espelho

onde

acompanhado pela e:srt..rema valoracao da

represent.ac5es

nas

Des::fiJe.

do

H

est.S.t.ica

jo§o

Para

Trint.a,

na

envoJvidos

a~ent.es

dos

moder-nizar

s:implesment.e

consist.e em "adequar-se aos novas t.empos". N§o se t.:r-at.aria de ext.erminar populares,

raizes

as

Seriam

es:t.es

eJement.os, met.ros:

os

alt.os

passiveis

e

de alt.ur-a

ext.ensao,

obrigou

dar-lhes

mas

e

de em

ext.ensos abl'igal"

t.orno

de

a

int.roduca.o

pos:suia os recursos

para fazer

peJa "moderonizaca.o" do carnaval:t

" No

em

••

tor

ae Ja.neiro

PCJ'C.

de

m~

ma.ior

o

mecmo

do pats(.Jorna.l

6

ao

<Veja/31-01-1979). A

15

pessoas,

de

largura

aspiral

0

:feit.ura

ost.et.ando por

t.ais set.e

metros

7

banqueira das

de

des:pesas

do

de

bicho

impasto

Vist.o pox- eJes, no dizer- do pat.rono da

Sitvi.o

&poco.

aleg6ricos.

especialist.as.

frent.e •

de

met.ros

do

elo

Pinto, raina.do

do

recordcc ..Gtuo.ndo lileija.-Flor-.

comeCei

Agent&

.....

fi..na.ncei.ro. grupo, de sse ono do cont.ro.vencCi.o cari.oca mUhOes di.o.ri.C1mlll'nle. Monta.nt.e que

b~•

i.d8io. Brasi.L, va.lor

mais

"vazos"

linhCl.

)"'(23-0!.-.t~L

no

NCz$

movi.ment.ou,

oquiva.lia.

era

:19?8,

carros

de

2

fi..guri.ni.at.o.

ca.rna.va.l, eopi.4f' o que el.a fa.2io.L .

fa.zer

quo

do

depoimento

novas

••

mobitiza.do

pela

do Brcsi..L/15-0f.-.t.PBB>.

209

""

do

sao

Rio

do no

bi.cho epoca.

Pa.uLo,

0


Beija Flor, Aniz Abrcio David,

just.ament.e

como

urn

processo

de

"melhoria"

am :r-ala¢&o ao passado"(Jor-nal do B:r-asil/09-11-1997).

E

int.eressant.e

como

not.ar

est.a

id&ia

desenvolvimant.o

de

das

Escolas de Samba aparece no modo como sao divulgadas, t.r-at.ando-se mesmo de

t.ermo

urn

set.ent.a,

consensual.

consolldam-se

edic;Oes

ao

nUmero de de

luxo,

os

os

component.es,

ntimeros

de

que,

int.eirament.e

jornais

nos ao

anos

Desf"Ue Globo,

cariocas CO

presenca neles de urn mesmo quadro

de

rit.mist.as,

grandiosidade

A

principais

dos

verifiquei

dedicados

Dia). :E regular a

0

leit.or

et.c.

pesquisa,

a

t.abl61des

carnavalescas

Jornal do Brasil e of"erecendo

DW"ant.e

cada

Escola

de carros

ntimerica

desf"ilant.e,

aleg6ricos,

de

uma

compreende

ou

seja,

dest.aques

valorar;ao

do

verif"ica-se

no

espet..Bculo. manifest.ac.ao

A consolidar

e

cujo

da

classif"icacao

espaco

uma

acolhida

das

Ent.re

carpint.eiros,

de

alegorias,

das

exemplo,

por

amplos

"fabrica

galp5es

com

Ierreiros,

em

madeira

Neles

t.res

e

a

decoradores,

13

e

et.apas

decoracao. cost.ureiras,

projet.ist.as, vigias

cozinha,

Uus0es"•

inf"ra-est.rut.ura

da

aderecist.as, da

de

cobert.os.

mont.ada

armacao

dest.a

pint.o:r-es,

pessoal

etc),

ce:r-ca

de

ser empregadas nos barracOes, compromet.endo 70%

no

do

os

Brasil/17-02-1995).

e

conswno

enc;enhei:r-o

0

uma

como

elas:

t.rabalhadores

proporcionar

de

desfiles

dos

t.rabalho

sao

ent.idades:(Jornal

vert.iginoso

capazes

do

recobriment.o

elet.ricist.as,

r-eceit.a

em

vidraceiros,

200 pessoas passaram a

aument.o

di vis§o

o

apoio<almoxa:rifes,

da

harracSo

art.iculadas.

I9rrea

chapeleiros,

do

inst.alado

crescent.e

porem

dist.int.as,

e

Iisico

''cresciment.o ''

do

pesquisa

ef"eit.os

de

pret.endidos

hidratilico

que

0

e

mat.eriais na

Gilbert.o

c;erou

solucOes

passarela. Rodrigues

urn

Em

19B1,

Cavalcant.i

part.icipou do t.rabalho de execuc.ao da aleg-oria Os Jar-dins Suspensos da concebida

BabilOnia,

cinco

llt.ros

100

cada)

e

chaf"arizes

e

po:r

uma

de Sg-ua.

Para

uma cent.ena

de

Jo§ozinho

cascat.inha isso t.ubos

Trint.a.

em

Sua

espelhos,

ut.ilizou quat.ro de

PVC,

alem

de

t.aref"a jo:r-r-ando

bombas uma

de

era ambos 5

const.:rui:r 2

HP<400

mil

e

quilos

base met.a.Jica precisa

que sust.ent.asse, sobre urn chassi de Onibus, as 10 t.oneladas de peso, sem incluir

••Eslc nos nG

as

mulheres

21

denominccao

fetlcs •nlra.dG

dcqueles do

colocadas,

meados doa anoe ou trcbclhcm Manguei.rc, um ca.rta:.::

cpa.rEtc. em que dirigem

barrGeao

da

dan¢ando,

ali. •• fcbri.ca "sonhos".

210

sabre selenta

Escolcs

a

pe~a<Bolet.im

do

la.xcti.vo

eer6.

do

r•eorrenle

scmba.. Afi.xa.do om clestcr quo


Clube de Engenhal"ia/Maroco de 1981:04). Ao mesmo t.empo, os deslocament.os ocorr-idos no ambi t.o da prOpria jo~o

cont.ravencao, tornando o

urn sistema, cujas zonas em que se divide

est.S:o sob ordem de urn nUmero reduzido de banqueir-os, t"oment.ou uma hem apar-elhada t.rabalho apenas

desenvolvido cont.rat.aram

esp&cie

de

nas

notas

Samba.

mas

que

A

serviu

partir

A

mot.ivaram

cont.rat.aca.o

de

dest.a

t.€-cnicas

por

uma

Escolas, do

porta-bandeira ou do puxador de uma out.ra, devido

conquist.adas

junto

ao

juri,

cond.icionou

a

mudanca

gradualment.e de

organtca com a

est.ar

fazer

de

n3o

agremiaca.o

uma

as

se

ao

base,

nas

relacionament.o entre os chamados sambist.as e

para

modelo

surgiment.o

o

compet.encias

das

especializaciio.

a

de

carnavalescos,

casal de mest.re-sala e boas

adminis:trativa,

Escolas

profissionalizacao

impulsionando

as

e

estrut.ura material

ancorado

mister

o

identidade

na

relevo

a

dado

Escolas: o

funcao

no

no

vinculo deixa instituicao

int.erior

do

sistema

carnavalesco. No

universe

profissionalizante amplia-se Seus

president.es

con£eccao

das

dedicam-se

ao

na

mont.am

direca.o

equipes

Na

fantasias. service.

sao

enviadas

respectiva Carnaval.

Escola

Espacos

Para

isto

especificos

de

contas

e

da

chapeleiros,

para com

a

colas

e

int.uit.o

e

de

desfilantes,

a

da

prOximo

formalizar

o

det.erminada

ant.ecipada de

servic;::os

da

e

ala

no

de

Alem

demais

int.eiras de

subent.ende compra

encomenda

sapateiros

dos

na

bat.izados

desfTlar-

out.ros).

at.uar

familias

e

quint.al.

de

passam

atividades

que

0

fundo

alugados

as

bancilrias

que

pessoais

"convite"

prover

tint.as,

sao

sob.r•e

de

casas,

dados

t.rajes.

equipament.os

arremat.adeiras,

com

o

de

linhas~

materiais<t.ecidos,

e

dos

capaz

financeirizacao compra

abrem

financiado

pa~amento

a

Samba

empresas

dos

t.endEmcia

a

remuneradas,

correspondS.ncias de

de

maioria

"barrac5es". Organizam-se arquivos quem

enredo

de

das

de

possi"bilit.ar

de

costureiras,

profissionais

ver

rnat.erial sabre as alas no final do capit.ulo.

Aos reconhecida sempre

nas

perfomances

dividindo

Entre

1976

bicho

venceram

colocac;::Oes prest.igio,

e

de

efi~iS.ncia

a

poucos,

entre

1995, 16

as

si

os

Escolas

dos

segundo,

facultado

bern

pela

20

administ.rati va

sucedidas

melhores

lugares

patrocinadas

concursos

t.erceiro

e

compet.Soncia 211

das

suas na

por

bicheiros

ag:r-emiac5es,

disputa

banqueiros

realizados. quart.o

dos

Isso

lugares.

demonst.rada,

sem A

pelo do

quase t.it.ulo.

jo~?;o

do

cont.ar

as

acumulac.§o

do

levou-os

a

dominar


t.ambem

os

Out.ra vez,

dest.inos o

mais

ger-ais

Escolas

das

e

seu

Desf"He

esquema funcional-administ.rat.ivo em germe e

desdobr-ado por

cont.r-avent.or-es~

agent.es como Amauri J6rio, ser-vir-a de janela par-a os demarcara o perfil das suas acOes. Em 1975, a

ASESG inaugura a

sede prOpria, t.oda em mar-more, indicando na const.rucao do o

Car-naval.

de

mas

sunt.uosa

espaco

fisico

vet.or de independS.ncia almejado pela ent.idade.. pois as:sim desocupava o

predio

cedido

cont.r-at.o

pelo

com

Estado.

Riot.ur,

a

Tres

no

qual

o

abraco

Trint.a, pelo

do

encont.ro

prefeit.o

Mar-cus

pela

imprensa,

flagra

espet.aculo

aos int.eresses

de mandat.o,

conceit.o

o

ent.ao

document.ado

deslumbrant.e

depois,

do

Escolas

as

de

assinam

pr-est.acao

urn

services

de

igualdade ent.r-e as part.es. E nest.c ana

det.ermina uma cert.a aut.onomia e que

anos

no

no

carnavalesco

sat.isfa;.ao

a

financiado

Est.ado

Tamoio

pelos

setol"

do

bicheiros,

poder

pUblico

porque

t.urist.ico<em

1990,

Jo3o

ia

em

de

final

Governador Moreira Franco chama diret.ament.e os banqueii"OS

o

ao seu Gabinet.e para "ag!'adec.§.-los pela colaborac3o"). Neste momenta a relacao entre o governo e a ASESG adent.ra out.l"o pat.amar.

A

Associac.3o

series{A e

B).

apropriado

para

impOe

seu

plano

TambGrn define-se a fixar

os

Rua

a

ao

dobro

assinat.ura

cobrar

0

de

do

valo!"

urn

dire ito

pago

acordo.

o

event.o

em

duas

Marqu&s de Sapucai como um local Em

1983,

aspirou

o

as Escolas. Est.as f"irmam pe quant.o a

pelo

pela

E

service

vez

pelas

arena

de

dividir

desfiles<AraU.jo/1987:126).

prazo de cont.rat.o ent.re a Riot.ur e elevac.§o

de

prest.ado.

primeira, irnagens

a

Torna-se

ASESG,

dif"icil

enf"im,

t.elevisuais

pOde

feit.as

do

Desfile(Jdem:127). A

inauguracao

divisor de a.guas

na

da

passarela

hist.6ria do

de.finit.iva

Cax-naval

cax-ioca

esgarcar de uma unidade j3. anemica, ant.e a comercializacao

e

insercao

individualizacao

do

superespet.a.culo

popular

no

Desfile acionou

em

como

a

foi Ultima

t.ant.o

o

got.a no

fisionomia delineada pela sua

est.at.ut.o

do

''g:randes''

Escolas

o

1984

disparo

da

consumo

cultural.

de

16gica

Samba

A

como

privatizant.e;

a

relacAo de ÂŁorcas ent.re os int.eresses assume out.:r-a proporca.o. As Escolas de Samba sao agora urn element.o de peso no enlacament.o. CUI"iosament.e, a forc;:a demonst.rada por est.as mot.iva uma crise sem precedentes no int.erior da

sua

p:r6p:ria

"grandes" e

as

dif"erenciado principalment.e

Associ,acao.

A

disc:repikncia

ent.re

"menores" leva as primei:ras a

por no

part.e que

do

t.an~e

Est.ado

e

dist.ribuicao 212

as

Escolas

reivindicar-

da das

direca.o ve:r-bas

denominadas

urn t.:rat.ament.o da

entidade~

result.ant.es

da


venda

de

fono~r-Mico.

disco do

ingr-esses

e

funda~;ao

apenas

formada

inst.it.uicSo

t.elevisionament.o

a

heurist.ica

Liga da:s Escolas

da

dez

pelas

Escolas

ent.endel"

Cabe

concursos.

Ult.imos

de

e

comercializacaio

A at.uacao dos bicheir-os r-esult.ou fundamental

racha sais;se a

1984,

dir-eit.os

hem

mais

significado

0

compreensao

do

pa%-a que

Samba

de

do

Liesa,

em

classi£icadas

implicit.o

empr-es.al'iament.o

Liesa,

na

das

nos

prat.icas

fulcradas no Car-naval do Rio. Diferent.e

as

dedicada

Associacao

da

a~remiacOes

das

Escolas

das

divisOes

de

desde

Samba

inf'eriores

Liesa

a

se

1994

org:aniza

como empresa privada sem fins lucrat.ivos, compost.a pelo pequeno clube de Escolas que a

fundou,

nao aceit.ando novas :filiacOes e

de vot.o rest.rit.o aos 33 membr-os f'undadores

president.e, di:recao

que

opera

a

e

execut.iva

t.ecnico-empresarial est.at.ut.o.

Se

!he

conjunt.ament.e as:sessoria Liga

da

cabe

de

com

pl"omove:r

dep.al't.ament..o

o

comunicacao

event.os

direit.o

da ent.idade. EJes escolhem o

manu·est.a

se

mant.endo o

no

e

:financeir-o,

imprensa.

car-3t.er

dedicados

ao

premissa

A

liberal lazer,

a

de

seu

cult.ura

e

divers:ao, ela est.a impedida de manifes:t.al"-s:e sobre ''assunt.os de natureza part.ida.r-ia,

nem

Liesa/1985).

Com

en~ajar-se

efeit.o,

de

campanhas

em

inadmit.e

qualquer

t.eor ''(Es:t.at.ut.o

t.ai

forma

de

d.ist.inc.S.o

de

da

"raca,

col', s:exo, r-eligi3.o, pr-ofissa.o e nivel econOmico"<Idem). conjunt.o

0

de

post.\U"a

assinalado

cr-it.icos

alguns

pi'incipalment.e

l"e~ras

de

aqueles

''modernizacSo''

da

ligados

e

acima

aos

moviment.os

uma da

de

cont.l"apar-t.ida

Escola

Samba,

de

cidadania

a

negr-a,

que

defendem est.as inst.it.uicOes como p.al't.e do acervo das classes populares e her-anca at.ualizada do

pat.rimOnio

&t.nico

afr-o-brasileiro.

discurso dos ad.minist.l"ador-es da Liesa, frases urn espet.i.tculo que t.ambem t.em samba, nao de

evit.a:r

ent.raves

ao

pr-imado

Escol.as

f'"iliadas,

par-a

isso

Com a elit.e

dos

dias,

os

••FrQ.Se

do

desfile

e

e

o

0 objet.ivo c.lal"o

da

Lies:a;

a

ident.idade

empenho em conferil" maier- aut.onomia

e.

prat.icas

de

no

mercado.

as 0

emblem3.t.ico ness:e sent.ido.

const.rucao da nova passarela, que cont.ou com t.ot.al avaJ da

banquei:ros c.al'navais

"lucrat.i vos"

14 soment..e'' ..

ajust..ando-se

percurso das conquist.as da Lies~

r-ecorr-ent.e

com est.e t.eo:r:"O

desenvolviment.is:t.a

universalist.a derendida ressoa o

E

pela ba.nqu&i.ro

do

de

jog:o

1984

e

do 85

bicho, foram

Riot.urCRelat.6:rio do

bi.cho

da

A.i.rton

entre i.P88 a. iPP!I.

213

e os:

a

divis3.o pr-imei:ros

Pl"ef"eit.ura Jorge

do

oui.ma.ra~a.

do

Desfile

em

clas:sificados

dois como

RJ/30-06-1965). Presi.doa-nl•

0


qui t.ou 70% das despesas com a

saldo gerado pagou os cust.os do event.o e obra do Samb6dromo<orcada que a

em

Cr$

53

milbOes

871

Ist.o

miD.

possibilit.ou

subvenc;\li:o paga pela Riot.ur subisse de Cr$ 19 milhOes para Cr$ 133

e

milhOes,

entre

1984

relacao

ent.re

Liesa

85.

e

nUmeros

Tais

governo

local.

decidiram

Est.e

a

out.ro

urn

principia

perf"il

prot.elando

na

em

negociar com os cont.:ravent.o:res. Mas os represent.ant.es do Est.ado t.iveram

a

de se render

fo:r-ca demons:t.:rada

1985,

afront.aram

para

out.ras de

algumas

da

venda

su.as

de

est.adual regi3o

da

ate

e

o

a

ameaca

met.ropolit.ana

reivindica.cOes,

ingresso<em

est.es no cornando das Escolas. Em

com

de aument.o e

40%)

Brasil" e

para

part.icipac.Bo

da

do

mercado

par isso

dar

Desf"ile

ver

aceit.as

result.ado

direit.o

de

arena

mobilizar nas

t.urist.ico na cidade

e

"Desfile

"deve

o

no

t.runfo que passam a

significado do event.o par-a o

para o

Rio,

do

no pais; calcar-se-ao na afirmacao de que o Janeiro e

deslocar

de

cobranca

na

t.ransmissa.o da t.elevislito. 0

negociac3es e

poder

cidades

de

a

relative

o

por

lucre

born pa:ra o para as

Rio

Escolas

de Samba"~~.

JS reconhecia

a

em

1986

Riot.ur

a

''inevit.abilidade

de

se

Liesa

urn

document.o

est.abelecer

de

transmiss.ยงo,

Grupo I

as verdadeiras prot.agonist.as do grande espet3culo, geradoras das

que

de

vendas''(Transas/set.embro

referidas

reconheciment.o

se

not.abiliza

venda

sao

1996).

pa.rt.icipacao

na

as

de

part.icipacao

direit.o

ent.ender

da

qual

sabre

por

provenient.es

uma

no

percent.ual

as

receit.as

a

enviou

esco.la.s:

de

Escolas

Liesa consegue obt.er junto a

no que se refere a

ana de 1991 rnarca a

do

samba

do

nos

arrecadados. As cifras t.erao urna ascensao de 3000% de 1984 a ano, a

e

repercuss.ao

A

das

ingresses

do

valores

1987. Nest.e

Riot.ur urn aumento do seu percent.ual

venda de ingresses

de 35% para 40%.

mudanca na relac.ยงo entre as Liesa e

Finalment.e o o

Est.ado:

sao

desde ent.ao s6cias no cont.rat.o de prest.aca.o de services, que passa a

ser

t.ambem de part.icipacao nos lucros. Por ser propriet.Ario da Passarela, ao municipio

do Rio

cabia organizar

e

mont.ar

a

inf":ra-est.rutur-a

do DesfHe. Deve coordenar os 'Services dos 19 org3.os locals,

est.aduais

exi.gencias

..

t5

fra.se

โ ข

de do

e

:feder-ais

seguranca, en tao

mobilizados

conforto,

presi.dente

do

no

event.o,

at.endiment.o Li.esa.,

Bra.si.l/Z~-Q~-~P&P>,

214

Airton

pliblicos pa.-a

medico, Jorge

operacional des

niveis

cobrir

iluminacao

Oui.ma..ra.&s(Jorna.l

as e do


_

sonorizacao dispost.as

dos

t6

A

.

as

Riot.ur mont.a o

cadeir-.as

sit.uados

rest.aurant.e

fora e

os

e

mesas

da de

prat.icado cobert.o de

de

Passarela buffet.<nos

e

pist.a

os

t.apwnes

17

do

Samba

Carnal"ot.es)

0

onde sao

Cai"pet.e

servicos

de

t.erceirizados

sao

a

impedindo

vis.So

e

ba.-

junt.o

a

ernpresas do eixo Rio-Sao Paulo. A Liga das Escolas de Samba se encarrega

e

desfi1es.

names

do

e

"ar-t.ist.ica''

par-t.e

c:hamada

da

o

corpo

de

in:forma

do

espet.i:tculo,

jurados<num

t.ot.al

de

cr-it.6rios

dos

de

ou

150

seja,

rnembros)

julgament.o,

pr6prios

OS

escolhe

urn

durant.e

os

cur so

realizado no mes que ant.ecede ao concurso-espet.aculo. A

mudanca

comercializac.§.o f'icando a porem

do

de

st.at.us

espaco

est.abeleceu

passarela, em 1992,

da

ja

pel"t.ence:ram

a

Liesa,

da

Liesa

nos

a

pressao event.o, o

daquela sem

paz-a

a

caberiam

a

no

da

recorrent.e Liesa

no

Nos

direit.os 0

t.elevisual

inst.alac3o

de

seguint.es,

a

anos

pelas

meio.

diversas

f'ormas

de

da Riot.ur. Da mesma maneir-a aument.a

int.uit.o do

pela

10%

Da

Riot.ur,

durant.e

t.ransmissa.o

cobrar

obt.idos

OS

execut.ados

a

sonorizacao.

dividendos

int.erferencia

element.o

administ.radores

ent.idade

com

Riot.ur

comercializacao do Desf'ile supera a

ent.idade

num9ricos.

paz-a

saiu

arrecados

rest.ando

equipament.os

e

part.icipacao

sera

70%

sambas-enredo

dos

valores

dos

90%

municipio

pelo

compos! t.ores

dos

mat.eriais

recebido

do

10%

Desf"ile.

do

par3.met.ros

Liesa com 30%. A venda de ingr-essos foi repart.ida meio a

aut.orais

a

novas

de

poder

a

assumir pUblico.

discurso

recorrent.ement.e

de

administ.racao compet.encia

A

privat.izacao.

comparam

a

A

t.ot.al

da

Liga

£ala

dos

perfomance

da

acao, dizem, "ineflcient.e" e "parasit.a" do Est.ado:

vem nos dez anos que complet.o.r tom provado quo vei.o ca.r~oco., pro povo brQa~Leiro pro povo pro enco.nt.a.r OS estro.ngeiros(. . . >. N6s devemos i.Gso a. turis-t.~ Castor de Andrade, 0 outroe. Quo fizera.m A.brao Da.v~d 0 do ca.rna.vo.l Ani% 0 quo ole conquisto.ndo respeit.o Prt.meiro 0 do povo hoje. bro.sileiro: t.udo quo d&c~dido, pelo ou o.qui nest.o. tro.t.o eacrLt.o, cumpre . Pro. nao d.eesa cultura popular. Em se perder 0 beleza julho 1999 qui.aemos Samb6drorno, conaeguimos. 0 nao Zri.Clmos aluga.r um co.:-no.vo.l 'etes nao nos Q\.119 fazemos, do melhor No.do. nos dao . nao saem dos cofres o ca.rno.vo.l do Munici.pio e do verbas para Est. ado federaL do governo E pr-oJelo desla coso. moderniz.;umenos o.i nda 0 dor povo do Rio de .Janeiro, felicida.® ao do Brasil gro.nde:za e OS A

Lt.ga

o.Legr~o.

••

••

<6

fora.m obt.ido.s informcu;:5es aqui durante Ao Assessor de Imprensa do. Riot.ur, Arthur Rocha., em :U.-0~-~903.

t?

o

Assessor

afi.rma.r que i.ngreesosH.

de tot

Comunicacao medi.do. e

Riolur

215

questao

fa:z

ga.ro.ntir

os

"direilos

no

do

entrevist.Cl

seu quem

com

0

depoi.WM9ont.o, po..gou

seus


turista.s que nos vi&oi.lam

compet.encia da Liesa

A cont.rat.os

aos

at.os

est.abelecidos.

est.rangeiro,

das

just.ificado:

pais

espet.B.culo,

devem

assim

compromisso

isso

se

sendo

poder3.o

mas

a

cat.eg"oria

de

producii.o

e

consume

do

e

grande

o

"povo"

o

e

imagem

pUblica

ident.idade individuos

pela

event.o,

e do

principalment.e Afinal,

alegria,

volt.ada

de

o

para

para

t.or-na-se

o

crucial,

acor-do

com

os

circuit.o

de

conf'ig"uraca.o

de

t.odo wna

"

di:reit.o

vedet.es

de

at.ividade

de

do

show.

uma

conclusivo

de

brasileiros com

do

de

submet.idos

defes:a

inst.r-ument.alizada

sua

bem-est.ar-

de

regula%-idade

ficam

beneficiadas,

monet.ar-izac3o

event.o em

t.enaz

"sel"vir"

com a

A

de

promot.oras

melhoria

aqui

privados.

organizados

ao

oferecer

e

est.e

arrecado

maiores

t.rat.ando

pUblico

basicament.e

se

se

e

que

com

preocupao;:ao

objet.ivos

:relacionament.os

na

e

E

A

grandes

invest.ir

Em

a

do

suas

ent.idades

provedor

client.ela<cariocas,

as

elas

como

cult.uraD.

parte

razao da obedi&ncta aos

em

acordados.

a

t.ambem

ser

ramo dos serviens,

exalt.ado

acert.os

rnaior

especializam.

ressalt.ada

consumidor

a

dessas

e e

"servir"

o

sabre

que

dos

de

enfim,

Escolas

porque

0

consisnat.a.rios

compromisso

ao

••

o

£orca

que

consumido:res:,

t.enham

de

confir-mados

sob o pr-isma de pr-odut.ores especializados, mesmo profissionais. agradeciment.o

0

dist.anciament.o,

que

0

que comanda o

banqueiros

aos

se

explica

afast.ado

ist.o

sim

independent.& out.ras

decididament.e

que

o

p:rocesso

dos

palavras,

execut.ivo como

a

hens

de

ingresses, a 18 Est.e Pau.to

Abnei.do.,

fecho.ram

Li.eao com•rci.o.li.zcr

da.

acao

doe

o

em

um ~vent.o,

privat.izant.e

diret.ament.e comercial

do cot.idiano

cult.urais.

e

Desf'ile

A19m

do

do

A

elit.e

da

que

as

Ri.ot.ur

do

CLt.uCLt

dos

a

t.r-az a

se

Desfile

quem

mant.em

mont.ada

cena a cabe

det.erminado obt.ido

Revela

bicheiros.

espet.aculo

meamo

preei.dent.e ano,

a

quo.l mant.em-se,

Em

pelos

f"igura do

administ.:rar-

segment.o

com

da.

a

do

Venda

Li.eao.,

Prefei.t.ura U.lt.i.ma

no

ent.a.nto,

orgaoa pU.bti.cos eonvolvi.dos na sua i.nfro-est.rut.u.ra.cao.

216

t.ur-ismo.

de

encomenda das ag@.ncias de viagens e

No.!lOt.e 0

em

:result.ado

a

peto

0?-0.t.-.t.~.

acordo,

cer-t.o

significa

e

client.elist.as

do Carnaval,

Pelo

er,unci.CLdo

urn

int.egr-ant.es

divert.iment.os

Liesa sobreviver sern eles e

consolidado

foi.

de

empresarial

cada ano mais volt.ado

di.scurso de

dos

sugere

comando das "suas" agremiao;:Oes ou t.enham ramo

est.rut.ura

g"est.o:r

posicionament.o

mercado

do

int.eresses

banqueiros f"acult.a a

0

carcer-e

bicho

jogo no Rio de Janeiro, em 1993, mas mEta

cont.ravent.ores: t.enham perdido o se

pelo

do

como

do

vereo.dor Ri.o

organi.:zo.r

e

a e

coordenadora


de

grandes

empresas,

que

os

repassam t.~&s

mont.ant.e arrecado em cada urn dos

dos

t.r&s

principais

eS!t.itdios

Pacaembu), nos dias do

Prefeit.ura

de

jogos

t.idos

dos

Est.es

UJ.t.imos

em

reprograma

qualit.at.ivament.e

incluindo-a out.ro

em

pat.am.ar-

cons6rcio

uma para

o

a

Liesa ret.ira

comercializacao

o

de

de

inst.alada

no

mat.erial as

pais,

f"onogranco.

miisicas

do

g:r-upo

embora rest.rit.a a a

cif"ra

de

urn

qual

na

o

da

at.ual

de

mesmo

bern

e

fit.as

plant.adas

Ariola,

BMG

Apenas

em

principal.

de

modo,

sust.ent.acao

t.ran.smissao

do

para

comunicac3.o,

quant.idades

das

no

concert.o

cult.ura,

da

est.abelece

social

abrangent.e.

Tape

de

o

direit.o

o

audiocasset.e

gravacao

no

mercado

audiogr.at"ico

e

1988,

cont.udo,

consegue

compilar

Apesar

disso,a

vendagem

desse

se

inscreve

dist.ribuir

Est.ao

espacos

da

anunciant.es

incluidos

passarela,

os

que

pat.rocinadores.

f"evereiro), supera

como

dos

mais

part.e

do

urn

bern

.

das

precos

As

t.odas

2

consist.e

Escolas.

verdade,

ser3o

o

produt.o,

desde

Ao de

em

comprar 1988,

as

o

cobrados

ut.ilizados

pela

para

cabeceiras

duas

t.:ripe

direit.o

de

ernissoras

de

t.elevis3o adquirem cot.as, cujo valol' fica em t.orno de 1 milh3o d6lares.

as

cont.endo

imprimir

e

e

assina urn cont.rat.o com

empresa

t.elevisionament.o

na

de

gravar-,

c6pias

finance-ira

Des:flle,

de

dist.ribuicao

t.eor

gravadora Top

sucedidos empreendiment.os no set.orDo

empresariament.o

t.ecno16gico

e

producao

o

t.r&s meses de circulacao(dezernbro a

milbao

merchandising~

gest.ao dos int.eresses das dez Escolas de Samba

mais

a

das

vendas do

e

como

reproducOes dos sambas. Funda seu prOprio selo e

uma das maiol"es e

e

"cl.assicos"<Relat.6rio da

imagem

complexo

a

discos

dos

0

Morumbi

t.elevisonament.o,

ao

event.o-espet.aculo

Pois assim que assume a filiadas,

grandes

reveladores

com

sit.uac3.o

client.es.

"'.

t.ermos

capit.alist.a,

e

brasileiroOtaracan.i.~

como

direit.os

subst.anciam o vet.ol' aut.onomist.a

f"uncionArios

Ult.imos anos superou o f"at.urament.o

fut.ebol

Somado

RJ/1994).

fonogr.aficas~

reproducOes

de

a

200

comercializac;.§o

inst.alar-

os

pist.a,

da

nomes a

mil dos dos

part.e

1P

fechou contr-a.t.o com umo. gr-o.nde empr&ao. de .t.~, o. Li.go. £ast.-£ood. pr-o.ca de aliment.o.c&o montada. no set.or do &e i.nst.o.touna concent.r-a.eao o.o acesao pU.bl.ico onde col.oca.doa t.et.Sea noa do Desf'i.te, fechado imagena t.etevi.sua.i.s do quo ocorri.o. na exi.bi.das quais ero.m pi.at.a-po.sso.reta.. Para.

Est.a.

2

e f&vereiro de 1~ de2embro fila.e de foram vendidaa(fora ordem de representando um fat.ur-ament.o Reviat.a Vejo./01-02-.t~}. Entr-e

Long

Play

""

·~

217

"""oa mi.th.Ses

mit cbpia& do disc laser}, de

r-ea.is<Font.e:


superior dos cron6met.ros post.os numa das lat.erais da passarela e

..

do recuo da bat..eria<po:r ali se

mais valori:zadas no cont.r-at.o

Os suport..es de enver~adura,

prest.ado,

~ast.os

de

Hollywood. dol.ares.

Sob

"just.o",

em

receit.a

t.ot.al

o

a

no

urn

acrescent.ar,

t.erm6met.ro

e

ou

Escolas

sao

as part..es

ost.ent.am

out.ra

concorrent..es, devido a A sit.uaca.o

de

algo

de

mant.er para

numa

em

mas

passa obt.ida

ern

melhores

posicionarnent.os

de

invest.iment..o

medida

o

ainda

homo~eneidade

da

no

carnaval

ao

seguint.e

t.em direit.o acirrar

do

a

espet.3culo.

maiores.

prepat..ivos

nos

modo

receber

visa

"nivel"

lucros

de

de

a

obed.i8ncia

a

de

dist.ributcao

mont.ado

conquist.a

urn

milh5es

30

na

Escola

que

&m

de

est.et.ica

Cujo

t.odas

as

as

ent.re

generalizaca.o do esquema do superespet.a.culo.

por

mais

evident.e

uma

exemplo,

t.orno

menor

dos

fat..urament.o

cada

alega

cert.a

most.r-a-se

1993,

o

crescent.ement..e

a

do

prOximo

hierar-quia

urn

Desf"ile),

cinemat.ogrMica media

colocac.ao

foi

Liesa

.aument.o

0

anos

seja,

acumule

A

isso

expresso

agremiar;Oes,

est.abeleceu

mais

Poder-se-ia

com

t.res

''democrat.izar''

ranking

suplement.ares.

consider-ada

TV),

da

prest.ac&o<o

da

equivalent..e

mont..ant.e

e

invest.iu

de

arrecadada,

Escola que

carnaval

das

uma producao

a

Ult.imos

Liesa

c:ompet.ic8o

No

financetra

objet.o-bem

nos

a

Tambem

~anhos

sust.encao

pret.ext.o

1991

det.erminando crit.erio: a

t.ransmiss.iio

.

semelhant.es

que

Valor

ant..erior.

a

area

responsavel pelo enquadrament.o do service de ent.ret.eniment.o

sint.et.izado

pat.amar

flxar-

a

de

port.e

Escola

com

BOO

mil

mi.lhao

1

gast..ou

post.ura das agremia;:Oe:s:.

na

BOO

mil

pret.ens5es

ao

t.ft.ulo

d61ares.

dol.a.res.

aquela

Des:s:es

valores

21%

sairam da venda dos ingresses result.ant.es do event.o no ano anterior; 10% da

t.ransmissao

receit..a.

Os

as

Couberam

da

ensaios

TV.

e

vendagem

A

programacOes

doac5es 26.5%. 0

do pat.rono, dono do dinheiro quando

a

Escola

ainda

que a que

nao

fonografica

cont..ribui

corn

renderam

34~5%.

primeira vista sobrevaloriza o

papel

realizadas

inicia a recebeu

na

compr-a

a

quadra

de

part.e

mat.er-iais que

lhe

em

A

Ol.obo,

julho,

cabe

comercializacao do espet.aculo, apenas d.ist.ribuido em out.ubr-o e janeiro Z1

da

8%

22

na .

comerci.o.ti.za.cao des cont.cr a fi.t.cs de vtdeoccsset.e qua carno.val, fa.t.urou 0 Desfi.Le com .to mi.lhOes de rea.i.s:. .o.os pa.t.roci.na.dorea domi na.das pelO& indUs:tri.as de

sem

pr~parc o.p6s o vendendo cot.(1S cerveja.CFont.e: Revist..o. Ve ja./O.t-02-1.99-:i).

22

E8tea olobo E•colaa,

do.doa sao axtr-a.-ofi.cio.ie, a.pr-eaenla.dos Rede OloboCOP-O.t-.tP93). Comunidad• do espet.<iculo e mesmo do no S&U

218

no

a.cesso conjunt.o, 0

de

t.olovia&o cs cont.o.s difi.cul.t.ado pel a

•=


Porem redef'1nem o

desde

acompanham

a

Escolas

prOpria

imagem

quadras-sedes

de

vist.a

de

pr8t.1cas

na

event.os

~randes

fonogrMico

fant.asiados

mUsica

com

os

represent.ando

as

areia

esquema

Cabendo-lhe

e

de

praia

das

urn

recursos.

e

no pais -

se

cada

divulgar

mais

mesmo fora

da

sua

t.ransformaciio

das

invest.e

mais

names

mobilizado.

uma

par

diret.oria

acont.eciment.os

enredo e

do

mao

na

vez

t.ais do

lanca

apresent.am

ger-enciados

lancament.o

0

A

onde

r-ecurso

t.ambem

Samba

de

ent.ret.eniment.o,

event.os.

maneira mais eficient.e passive!. em shows na cidade e

do

Escola

espet.3.culos,

popular,

especializada.

cada

absorver

de

urn

a

pais. A

da

part.icipac8o

comercializacao

nome de algumas Escolas mais "popula:T'es" como uma marca,

mesma

ent.idades

e

mat.erial

armadas

esfera

para

rot.inizando-se

segue a

do

grupos

int.erno,

da

casas

em

o

novas

na t.elevisS.o.

pUblica

da

do simbolo e

Coquet.l!§r.is

lancament.o

palanques

inst.it.uic.§o

de

de

verao, sao exemplos dest.a est.rat.egia, com ampla cobert.ura

pont.o

concorridos

do

em

na imprensa, no r-2adio e

nat.ureza

conjunt.o

paradi€ma empresarial eta Liesa. A

CI"Ucialment.e.

apresent.acOes

sambas-enredo,

urn

cultura.. segundo o

divulga;;:ao

concorridas no

ott.ent.a

Escola de Samba racionaliza sua part.icipacii.o no

int.ercede

publicizacao

Do

anos

modo como a

mercado ampliado da

principais

os

direca.o.

a

dedicado

Para

venda

t.ant.o, de

especializa-se

camiset.as,

urn

bones,

set.or

int.erno

nas

pl.ast.icos-adevisos_.

e

objet.os afins.

Ha cont.udo prB.t.icas mais ambiciosas, que insinuam quais poderao ser as desdobrament.os result.ant.es dest.e parament.ro de relacionament.o no mercado

cultural.

caso

0

Mangueira. Porque

mais

jB. em 1984

cont.undent.e

sua

diret.oria

empresa es:pecializada em market.ing a apenas at.raisse shows

pUblico

urn

mangueir-enses

em

a

jovem

viagens

e

o

cont.rat.a

sua quadra?

ar;encia

ent.revist.ados :r-epresent.ant.e

de

pUblicidade.

Os

consideravam

a

do

samba,

37%

pais.

Falt.ou

result.ados Escola se

demonst.raram simpat.ia em consumir i.sen.;::ao

do

t.endem

di.vulgo.r

pg,go.ment.o dado&

de

i.mpost.os

produt.os

por

e

como

219

de

de uma

ideia

mas

encomendada pesquisa a

a

dos

45%

t.radicional

t.orcedo:r-es

Eseolg,s suo.

que

mais

ou services

Q

a

f"Olego

seus

pa.rt.e quant.o

real.i.zo.do•.

os services

demonst.raram

disseram

eubfat.ura.dos

Primeira

como at.irass:e g:r-upos de

plant.ou uma sement.e r-et.omada em 1991. Nesse ana

wna

Est.acao

fim de conceber um projet.o que n3o

pelo

'

da

e

28%

relacionados de

reeei.t.o.

So.mbo.,

e

ao que

gCI.&'t.oa


nome

da

ag"l"'emiacB:o. novo

Samba urn

da imagem da

A

iniciat.iva

personagem: o Escola a

sel'

t.l"'ouxe

para

o

interior

da

Escola

execut.ivo de marok&t.ing. Ca.be-lhe o

veiculada

como

pl"odut.o

sedutor

e

de

fabrico

com

largo

apelo junt.o a diferent.es faixas do mercado de consume. A dil'ecao da Escola alia-se ent..B.o em sao Paulo a

publicidade e direit.o a

respons3vel

market.ing

25% dos rendiment.os.

empre.s:as.

Est.as

pagam

pelo

t.rat.o

dos

empresa de

ZMM,

seus

neg6cios

Foram mont.ados kits oferecidos a

para

ut.ilizar

a

marca

escolhidos da Escola fazem shows nas fest.as

Mangueira.

inst.alar

funcionarB: Os

uma

subsede

Component.es

promovidas por est.as firmas,

t.amb8m

result.ados

ar:r-ecadou

rest.aurant.e

urn

plasmam

urn

milh3o

600

1

agremiacB:o

da

e

de

pe:rfil

na

cas:a

uma

Avenida de

p:rojet.o

Paulist.a,

onde

sambaCVeja/16-02-1994).

aut.osu:f"iciS.ncia.

db lares.

mil

com

d.iver.s:a.s

em sua maioria sediadas em sao Paulo. At.ualment.e desenvolve-se o de

-

Em

Mont.ant.e

Escola

a

1993,

suficient.e

par-a

confeccionar a sua exibic3.o no Desfile do carnaval-94, no Samb6dromo. A ZMM t.ambem assessora a

oferecido.

da

mega-est.relas Veloso,

Gal

levou a

que

0

Costa

aprovac3o

do

poplllar-

mUsica

Bethania.

adocao

dest.e

enredo

Mangueir-a

fossem

invadidos

por

enredo

muit.o

com

valores

do

produt.o

aos

baianos

pot.enciais

em

homenagem

brasileira

Maria

A

acordo

de

consumido:res

e

dais anos.

locais e

est.ejam

de

faixas

nas

consensualizados

dizer,

quer

"vendaveis",

serem

escolha dos enroedos, no sent.ido de eles

Gilber-to

badalados

permit.iu que a celebridades

Gil,

dlU'ant.e

quad:ra

e

as

o

art.ist.icas

Caetano UJ.t.imos

desf"ile

e

da

visi t.ant.es

de out.ros est.ados, sobret.udo de sao Paulo. Tambem f"ez da Escola

alva das report.agens das principais emp:resas de comunicacao do

pais. Seu

samba-enredo foi o mais t.ocado na f"ase pre-carnavalesca. Como neut.ralidade de

Nem

no

pollt.ica,

escolha

a

e

fazer

que

nao

part.e

a

racial

urn

dinimdca modernizador-a sobre

no

se

pais).

novidade

pr-ojet.o

Escola, tendo em vist.a ot.imizar a

mer-cadol6gicos, em meio a

escolha

principia

consist.e de

a

ia

A

no

mais

t.emat.ica

da

primou

desenvolver-

Senzala(:focalizando

Nem

democracia

audiencia

Liesa,

da

j3

Grande,

Casa

miscigenac.ยงo t.emas

nivel

uma

crit.ica

pr-opost.a

cont.ext.o ample

a

do

de

de

pela

encen.ac3o a

ideia

de

adequar

os

Desf"ile,

mas

:racionalizacao

a da

sua f"unc3o de ent.ret.eniment.o, dispOe a

t.erreno mais

amplo

e

solidif1cado

wna :fest.a que em 1993 fez

meandros

circular 200 milhOes

de d6J.ar.es<Relat.6r-io Anual da Riot.ur/1994). A

relevS.ncia

do

t.ema

da

visibilidade

220

pUblica

das

Escolas

e

do


seu

produt.o,

Seja a imagem cidade

Des:flle

r-epresent.~cao

relacOes

das

o

do de

carnavalesco,

sociais sao acompanhant.es

espet.it.culo. inicio

1ocalizac3o

A

t.eve

aspect.o

ent.re as Zonas Nort.e e Sapucai

sdt.ua-se

ao

t..ambem

e

o

aquele

!ado

com

as

urn

local

conjunt.o

do

as

so:fist.icados.

services

t.elecomunicac;:Oes{o medida

XI,

cent.ro,

a

Cidade

e

economia

Nova,

expans3o

a

mant.e·r

economia

samba".

desde

vist.as

services,

o

como 20

os

a

anos

t.ornit.-lo

concat.enado

n.aut.ico

p6lo

, a

Mas

art.iculada

Hoje,

valorac.ao

sat.81it.es

de

sistema

do

com

de

do

e

Cidade Nova se vai

e

de

:financeiro

de

finance ira

conglomerado

do

encabeca

numa

da

Rua Marques de

que

administ.rat.i vo,

projet.o

Teleport.o)

da

cent.r-al

visava

"berea

mundial.

port.u3ria

cult. ural,

0

depurament.o

regi§o

na

lend3rio

flnanceiro

Zona

projecao

sua

da

condicOes.

margens da principal via de ligacao

Pl"aca

da

complexo

como

do

est.l"at.egico:

t.urist.ico<inspirado no Sout.h Seaport. de New York) consolidando

novas

Sul do Rio. Ale·m do que a

empresarial

ant.iga

da

Des:file

do

projet.os moderni:z.:ant.es

de

est.rut.uras

novas

revit.alizacao

da

inseparilveis

n1 t.idament.e

Oest.e e

sessent.a t.em sido alvo de

nest.as

espacial ou a insercao do event.o no espaco concret.o

event.o numa area de .facil acesso,

sede

sugere-se

do

globali:z.:ada,

na

local

passive!

art.i:ficiais,

des de

just.a com

a

anos

OS

set.ent.a<Harvey./1992:264). A

volt.ada

const.rucao

para

int.ernaliza

cult.ura, de

como

indices

o

exemplo, 1962,

:fat.urament.o

d61ares at.e chegar- a

o

par-a

pal"t.icipa

de

so:fist.icado

do 2 ".

signos,

setox-

exposicao

e

avaliar

de

di ve:rs.ao

e

em

no

ano

viajando

elevou-se

da

quando

passou

Nest.e 8

se

esforc;:o

mundial

1992.

dos

o

cult.ura,

e.scala

de

ele

que

passive!

t.urist.as

milh6es,

476

liquido

de

sist.emat.i:z.:acao

:E

divert.iment.o

nUmero

2!34 bilhOes

e

dessa

ent.ret.eniment.o

int.ernacional.

de

set.o:r

no

em

privilegiado

p6lo

ali

in:for-mac;Oes

de

padr.ao

desse

Por

rnilh3es 30 mil, pel'iodo,

espaco

urn

segundo

considerados.

Samb6dromo

comercio

0

concret.i:z.:ac.ao

alguns

do

sao de

81

mesmo

bi!h6es

de

A imagem do local mundiall:z.:ado assume

••Noa

do cai.s do porto estlio arma.:zene desati.vados hoj& i.nstalados pri.nci.pg,i.& EscoLa.s de Samba. 0 projeto previde atg~,.~ma.s da.s de vi.si.t~ao pUbtica., l.oco:i.e onde Q de fi.carao expoat.Qii g,legori.a.s e oeorreri.am shovs para turi.sta.s durante todo o c..no .

ba.rracOes

..

.......

que a Vale ac:rescentar con•li.t.ui. ho,;. Fonte:OMT/!l:PPS. atr6.e apeno.e da. Europa.. t.urlst.ico. mundio.t, Em 0 p6Lo de atra,eao 400 mU lurist.as. Al4om as mith5ea e di.•ao, uma. recebeu conlinent.e que o.temaes. fra.nees&s, dQ co.na.denees, OMT moslra pesquiao. dos via.ja.nt.&s a.nua.i.s ja.pones&s, em e nort.&-o.meri.co.nos

221


port.ant.o

import.ancia

crucial

implement.ad.o

congresses

proflssionais

de

disput.am

ent.re

para locac.ao publicizac3.o

de

a

filmes,

globalizada

diversas

at.ividades

ensaios

cont.ido

nessas

a

nos

respect.ivas

videos,

e

A circula.c3o da imagem

signos.

0

quais

represent.ant.es

suas

de

de

locat.ions,

e

midia

escolha

comercio

de

anuais

t.lll"ismo,

si

nesse

de

producOes,

e

o

de

pUblicos

como

et.c.

t.em

mi.lharas

org3os

cidades

fot.ogrMicos

que

0

cen3rios

pot.encial

alvo

de

ambicionado.

apar-9ncia concr-et.a capaz de fazer moviment.ar alavancar-

e

quant.ias

campos

de

t.ambem

variados<t.urismo e esport.e, por exemplo). Aut.ores como David Harvey t.em suger-ido que a t.elevis.ao

e

economia

os

equipament.os

capi t.alist.a,

quant.idade

de

audioimagens

quant.o

qualquer

int..eraja das

lugar-es

espaco local

abst.r-at.o

e

do

enfat.-izada Po:r-em,

especiais. format.o

e

acrescent.a

com

Har-vey,

as

p:r-ivadas

producao e

o

uso

e£9mero

implica

at.mos£era

que

a

t.orne

mundial.

ar-gument.o

de

prover

a

com

out.:r-as

vist.a

dii'er-ent.ement.e Harvey

e

as

a

ou

compOe

acessivel

problema

a

Toda

pais)

de

ao

urn uma

geografia

e

uma

capit.al

debat.ido do

se

dife:r-enca

t.ant.o~

espacialment.e

que

no

obedece~

as

de

eg:ide

qualidades

pois "se os capit.alist.as se t.or-nam cada vez mais sensiveis d.iferenciadas

a

local

governament.ais

regi.§o

do

A

devem

e

o

compet.ir

suas

Para

ag-rad3vel

heurist.ico

sob

localidades.

localidades

cidade(ou

que

g:lobalizada

unive~saliz3.vel<export.ave1).

para

areas t.orna a

especificar

de

de que

for-ma,

capit.alist.a,

sent.ido

no

a

enorme

0

espacialidade

mundial

uma

da

do mundo.

at.ivada cont.ando com esfort;:os das ag:8ncias

inst.it.uicOes

0

mer-cado

que

simult.aneament.e,

mesma

da

da

financeirizacao

da

possibilidade

abert.a

E

acumulac.S.o

t.o~nem

que as

produt;:.io

figlll"ac.ao

de

!ado

"encolham" os espacos

espacos<. .. )t.Qo

e

nova

formas

a

ao

pr-ovenient.es,

out.r-a. "<Idem:264).

nest.a

novas

sat.elit.e,

est.abelecem

diferenciadas do planet.a, "imagem de

de

combinac;:Qo ent.re a

aqui,

qua.J.idades mundo~

e

possivel que as pessoas e i'orcas que dominarn e.sses espacos os alt.erem de urn

modo

que

os

t.orne

mais

at.raent.es

par-a

o

capi t.al

alt.ament.e

m6vel.''(ldem:266). A exper-iS.ncia local do Rio de Janeiro plasma um empenho de

diversos

set.ores

mundial de diver-sAo e

da

sociedade

em

consolidar

a

cidade

consume cult.ural. Empenho que revela a

r-egular

como

p61o

import.ancia

est.rat.&gica assumida pelo set.or de ent.ret.eniment.o na economia da cidade, egcolheram vir para. terras a.meri.ca.na.B em busca. de ··a.traC5es cult.urais··.

222


do

mesmo

e

Est.ado

t.urist.ieas

ser

dest.e de

600

400

6,4%

de

milh5es

de

1

milh8o

origem

de

e

500

foi

90

mil

920 e

de

na

13

mil

425

t.ot.al.

est.iveram.

pessoas corn

0

no

cidade

brasileiros.

mil

at.i vidades

brasileiras.

40% desse

d6lares

de

as

export.ac::oes

t.urist.as

e

gerada

milhOes

exemplo,

t.urist.ico

est.rangeira

d6la:r-es

arrecadou

aPrefeit.ura

moviment.o

pelo

quando

mil

paut.a

da

por

janeiro contribuiu com mais

me dido

ver3o(1995),

1988,

Ern

pais.

represent.ax-am

cidade do Rio de pode

do

A

que

Ultimo

Sendo

Uma

que

l"eceit.a

empregadas.

S6

visi t.ant.es

do

OS

ext.er-ior. Algo dent.ro hoje

evidenciado se

do

t.odo

um

.andar-

financeiro

do

Rio,

at.ividades

e

mot.ivacOes

para

a

t.arnbem

no

a.linhament.o

a

de

sofist.icado

Avenida

dividendos

Rio

pl'edio

Branco

no

ins:eridos

realizacao

forcas

acao racionalizadora

inclui urn

de

conjunt.a

de

ent.re

int.er-esses,

Liesa

da

que

escr-it.6r-ios

a

volt.ado s:et.or.

e

no

cor-aca.o

apropriacSo

Jus:t.if'ica-se

poder

ocupa

das

as

as:sim

pUblico

iniciat.iva

privada de rnedidas visando dot.ar o Rio de infra-est.rut.ura para func8o de ent.ret.er-~ mas segundo as regr-as do empres:ar-iament.o.

Ao

!ado

do

bast.ant.e s:ig-nificat..ivo ern

um

cen.€trio

par-ais:o de

"sol~

parque

exist.ent.e

compet.it.ivo mar-~

de 26

na

mont.anha e

producao

~ a

prOpria

arena

::;

industrial paisagem

rnundial:

car-naval". A

2

0

Rio

de

local

audioima~ens:

e

convel't.ido

oferece-se

como

es:t.:rut.ur-a ar-quit.et.Onica

do

Samb6dromo erguida no coracao p6s-moderno(se considerado est.e t.ermo como

••Este • tendo

de urn o caso da. tmpla.nta.cao escri.t6rio especi.o.ti.za.do ern rnal'keti.ng meta. de melho:ra.r a. irna.g.ern da. ci.da.deco Convention Vis:it.ors cenas sucessi.vos Bureau), tao dega.st.ada com 0 de viot&ncto. urbo.na. somada.s Leva.-nos mi.s9ri.a. social. 0 crescente Zsto enlender 0 int.ervencao vel ada a.rmodQG no ano. 0 Utti.mo emP&nho da.e forca.s rnoixi.mo manter o Rio no ci.rcuito mundi.o.L do ta::eer a do compel i.ti vo di.versa.:., j<i agora. a quo tornou-8le a.meaca.dora.. Nordeste Nos Ulti.mos a.nos, presence. do 0 Prefeitura turi.stae com enqu&tes com OS 0 objetivo f&i.to de tam esta.belecer umo item mtni.ma. 0 oar atendi.da.. Em viotencia decresceu entre paula OS vi.srita.ntes, n&gat.ivos aponlados petos rest.a.ndo ponlo• 0 ··aujei.ra." 0 '"mi.sr&oria'". 0

' Prefeit.ura Ulti.rna d&cada a do Rio fbcou uma tonga fai.xa em .1a.ca.repaguC., !Zona Oeste, pa.ra i.mplant.at;:S.O de urn p6lo do vldeo. Al&m de alguns conglomerados japonesea que ali vao fixa.r cin• a. grande benefict.ada foi. a Rede Olobo de Televi.sdo, que pa.rc tel eat.U.dios, algun• doe s&ua nU.oleosr deproduc;:&o, expandi.ndo-oe numo. transferi.u hollyvoodiana, No. eat.eira. dest.a oonoenlra.CQ.o do grande oo.pit.a.l, di.m•nsCio de m&dias emprescs produlora.s surgem vi.sando concorrer na uma rede ou complemento de se:rvicos nest.e nU.cleo audiovisual presta.t;:ao 26

Durante territorial

a

t.ransn~ionali.zo.clo.

223


a

concett.uacao

uma

a

t.r-aduz

gr-au

do

emer~ent.e

dimensao

comunicac;:~o

cu.lt.ura e o

de

da

modernidade,

na

alcanc;:am st.at.us na exper-i9ncia social)

compr-omisso

assu.mido

pela

localidade

qual

cidade

da

nest.e

a

cont.ext.o

globalizado.

A FANTASIA CONCRETIZADA A part.ir da inauguracao do Samb6dromo, ganha vult.o a

vet.ores

na

pUblica

do

Especial",

relac;:So

t.eor-

do

ao

genera

Cont.udo

espet.a.culo,

poder-se-ia de

comport.ament.o

dizer

rnais a

dense.

que,

para

e

feit.ur-a

rigor-osos,

ser

post.o

nova

A

como

a

do

crivo

inf'o:rmal

de

Grupe

at.inge

pUblicos

pela

fe.st.a, uma

modalidade da

t.ais

imprescindivel dos

do

con:f"ere

manifest.acao

Desfile

imagem

de

"especial"

realizacao

da

desdobrar-se

nomeacao

uma

de

crit.erio

ao

"Desf1le

carat.er

mesmo

e

de:

pernrlt.e-lhe

.seu

aut.o-definindo

organizacao

alicerces

e

do

consolidao;:So

A

1991

econ6mico,

Carnaval

de

cot.idiano.

desde

invest.ido

popularidade

Desfile

cot.idianidade sob:re

just.ament.e

de

ident.idade

arcabouco

seu

do

e

carnaval e

denominado

event.o,

ordinariedade cujo

ent.re

inversa.o de

cult.ura.

objet.ivos,

uma

a

acomodacao

para

o

t.ipo

ident.ificados

de corn

det.erminados e.st.ilos de vida e agora acornodados na nova passarela. Procur-e Samb6dr-omo simb6lica

examinar

oferece

defendida

pelos

como

agent.es

da

disp5e

t.odos

cult.ural

inst.it.ucionalizada

const.it.uida

que

sua

pelo

hierarquia

Simult.aneament.e,

t.enho

element.os

OS

na

a

imprescindivel

Fest.a-Espet.aculo.

soci61ogica,

que

forma

espacializaca.o

mat.erial

espet.acularizacao, na

a

suport.e

amarracao

uma

encerra

urn

agora

chamado

manifest.aca.o

da

arquit.et.ura,

de

no

sent.ido

de

que formem um.a t.ot.alidade compact.a fascinant.ement.e vi.:s:ivel. A mot.ivadiio do argument.o a que

o

De.:s:file

int.erdependencias

de

Carnaval

socials

ser desenvolvido est.a na hip6t.ese de

carioca

mundializadas~

popular como forma de ent.ret.eniment.o. penso,

rnat.erializa

est.a

part.icipa

nova

hoje

ambient.ado 0

condicao

na

cenilrio da

a

do

complexo

esfera

da

Passarela

realizacao

e

de

cult.ura

do Samba,

consume

do

espet.3.culo carnavalesco. Desenho a segu.ir o meu post.ulado. No seu est.udo sobre o modernidade,

St.u.ar-t.

modernist-as Niemeyer -

Ewen(19BB)

consume de irnagens observa

que

a

e

est.ilo.:s:

ar-quit.et.ur-a

de

vida

feit.a

na

pelos:

caso do Samb6dromo, concebido pelo mest.re modernist.a Oscar

t.em a

c:aract.erist.ica de exalt.ar a

224

pur-a abst.raca.o.

0

emprego


de

f"ormas

geom&t.ricas,

concei t.ual, onde a

a

"i~inac3o",.

do

er-a

c&nica

evanesc&ncia

ao

vago.

"capit.alismo

parece-me

sugest.ivo

mot..ivado:ra

ent.ronizado

como

investiment..o

na

observa,

insere-se

t.oma o

Fat.or

o

espaco

dos

rasgos

bern

no

abst..raca.o

Dest.as

um

espaco

a

ape.la com

par-

como

element.o

um

mercado

do

e

conson3ncia

of'e:recidas

de

como

de

passar-ela

ampliado

comport.a-se

em

pist..as

imaginat.ivos

circui t..o

ele,

nova

da

busca

da subst.ancialidade

para

cultural,

especu.lat..ivo". pensar-

lugar

na

Ewen,

a

caixa

simb6lico

cultural.

possibilidade

a

de

0

dialogar

no t.empo ef"&mero da exibicB.o t.ransnacionalizada.

A

analise

espaco-t.emporal, em

seguint.e

no

grande medida,

sent.ido

cot.ejara de

quest.ao

represent.ac5es

observac5es

nas

a

feit.as

no

socio16gicas

per-iodo

o

sabre e

eixo

basea-se,

compreendido

entre

1992 e 1995, quando realizei o mapeament.o do campo empirico. I -

ESPACO

Em 19B5, urn ano ap6s a Samba e 0

Carnaval af"irmava que a

luxo",

dane a

inauguracao do Samb6dr-omo, a

com t.ot.al

elaborados.

Par-

exigindo

efeit.os

especiais

hist.6r-icos e

a

"inst.it.ucionalizado

vez

maiore

novas

p.lat.eias

f"ilosof"ia"

balizaria

das

a

sua

enr-edos,

havia

proedomin3ncia do espet.3.culo visual sabre

at.ribuia

e

nova passarela

Revist.a Rio,

"nova

uma

liberodade

plast.icas

se

para

cr-iar

mult.icores".

canto

a

em

escolha e

desuso

fim); o

e

a

"delirios"

OS

"fantasias"

Caiam

narrat.iva linear<comeco, meio e

o

dos

"invent.aras

t.emas

tempo agora era o

etas abst.r-ac0es'•<:10). 0

hist.6rica for-mas e em

t.ext.o defende a t.ese de que o novo espaco int..roduz uma r-upt.ura e o

est.rut.ural apelo a

mar-cha

Samb6dromo

anos

OS

Car-naval

do

como

Desfile.

Vimos

sessent.a,

exibidas

alt.e:ram na

pist.a.

carioca.

que

0

inst.it.ucit~malizacao

a

o

cont.eU.do

Alguns

e

dados

mont.adas

em

area

t..ot.al

est.rut.u.ras

de

85

nos

f"isica

e

dos

monument.alidade

das

sobr-e

a

0

compasso

da

a

do

leva

condicionament.os

j.S:

verdade t.ambem que as novas

redimensionam

colabo::ram par-a a compreensao dest.e Numa

a

acompanhando

present.es na dinilrnica mesma do event.o. Mas condic5es

que

t.emas de natureza onirica consist.iam numa t.endencia

des de

comer-cializac.So

no

o

const.r-ucSo

volume e

sua

das

formas

ar-quit.et.ura

ar~ument.o.

mil

met.ros

quadrados,

pr-6-moldadas{conswnidoras

225

de

55 17

mil mil

est.So met.ros


cUbicos de Sua

concret.o),

capacidade

mar,;eando

de

lot.aciio

para

cadeir-as de pist.as e

camar-ot.as,

em

cinco

m&dia

deg:raus

dos

acima

das

Municipal

os !ados 700 met..r-os

assist..encia,

chega a

met.:ros

a:rquibancadas

de

de ambos

do

ent.I"e

BB mil e

nivel

dist.anciam-se

do

em

pist..a.

arquibancadas,

500 lugares, inst.alados

JS,

chao.

met.ros

30

Engenha:ria/dezembro:vol.XXXJX)

de

ver

os do

alt.os

mais

solo<Revist.a

ilust.rac3o

na

p.9.gina

seguint.e.

A

magnit.ude

e

:fisica

somado

o

valor

simb6lico

cont"erido

pela

assinat.ur-a do .arquit.et.o Oscar Niemeyer ao pr-ojet.o, mas sobremaneira pelo sent.ido

t.radut.ora Ribeiro

de

foi

t.odo

naquela

const.rucSo:

o

espirit.o

precise

pel'feit.ament.e

obras

a

emprest.ado

quando

conscient.e

hora,

simb6licas<. .. ),

da

t.emplo

cidade a

Rio urn

da

de

para

fest.a

vice-governador

Darcy

obr-a:"Est.ava

urn

viviamos

do

definit..ivo

ent.So

0

inaugu:raciio

que

at.endendo

de

cidade.

na

de

a

dava-se

o

moment.o

Janeiro

a

sonho

dos

velho

e

est.ou

hist.6:rico.

principal

Ali,

de

sambist.as:

suas o

de

t.er uma casa definit.iva para o Carnaval"(ldern). !'ala

A

plasma

eixo

o

sabre

espaco de desfiles. Compreende a da

pr-Opria

fant.asia

forma,

uma

padr.iio

Passarela do Samba. 0 ant.e a locais

devam

oferecer mais

assist.Emcia,

melhor

caros.

agora suas at.o

pagar-

de

univoco

Enf'im, re~ras

producao

ali

o

ver

e/ou

o

confort.o,

modele

part.e

das

obriga

a

alguns

sao

espet.acula:r-

de

dependi-ncias

as

do

espaco

de

concreto

fest.a

out.ros,

e

por-

cust.am

pelo agent.es t.eat..ro.

exibicao

das

E

no

Alcancar

semi6t.icas

urn complexo de

e

embora

absolut.izado.

condicOes

de

imer-~e

just..ament.e

que

da

pist..a

part.icip-=-c.3o;

novo

t.oma

arquit.et.ura

set.ores,

do suas

mais ainda

fant.asia

da

observadas

novo

do

na divis8o ent.:re

carnaval

as quais t.razem embut.idas

const.it.ut.ivas

a

na

melhores

devem ser

obediE-ncia

dizer,

ext.raordin3rio

comercial

papal

o

sonho e

urn

crist.alizado

Desfile,

est.abilizam-se,

discursiva,

sociais

par.funet.ro

para

vis.ยงo

t.ornar

significac3.o

o

fixado

melhor

monument.alidade est.a.vel do pr9-dio. Fixa, de

t.odos

Seria

t.:r-ansit.6r-io e

dado

e

qual

concr-et.izacao de

carnavalesca. urn

ganha

o

de

relac5es pra.t.tcas

carnavalescas. uma t.emperat.u:ra de luz

Ilwninada a

t.om

cinza

como

a

base

crom.a.t.ica,

a

de

Passarela

90

mil

wat.t.s e

responde

ao

t.endo

o

primado

da

neut.ralidade, t.raduzido n.as represent.acOes de alguns membr-os das Escolas como

um

conferem

local

"f"rio".

sobriedade.

0

As

linhas

branco

da

ret.as

e

pist.a,

esp&cie

226

a

inspiracao de

vert.ical

rebat.edor

da

!he luz,


~•

~-· 3l s··

_o

"' '"m' roc

0>· ~·

< ro. ,.

, o' ~

.,

·''

·~

~·~

••• '"ro ~

~

-

• co co ~ "'•


ressalt.a

Escolas,

prot.agonismo

0

dist.inguindo

homog@-neo do rest.ant.e. Port.ant.o, cabem a

elas

a

cont.inuo

aquele

concret.iza;;;a.o da f'est..a

carnavalesca. Devem t.omar o espaco, jil que nele nao cont.am se quer corn a decor-ac~o

a&rea. cuidado

0

decisiva. t.al

Desde

como

1977,

concepcao

de

enredo

na

carnaval se

define

i:

a

recolhlment.o

da

de

do

cort.ejo

t.emas

de

do

lazer

carnavalesca

ligados

Maria

como

ela

quaresma." E uma cidade

mergulhar

em

e

ist.o

alia-se

ao

Rio,

feliz par essEmcia. t.r-es

dias

de

do

e

pais o

fant.as:ia.

uma pelo

Governador 27

e

cor"

da

carne, ent.rar

depots

Aqui

a

responsavel

mundana,

par-a

cidade,

da

aliados

f'est.a

E

f'est.a

libido

a

cot.idiano

llha

da

irnport..itncia

uma

est.iveram

fest.a.

"(. .. )wna

liberar

de

ao

August.a,

Uni8:o

da

.afirmando:"Carnaval para

assume

carioca,

pluricrom8t.ica.

hora

e

do carnaval. E privilegio

falando

epoca, opcSo,

coloracaio

ideia

desfile

a

erot.ismo.

a

a

Dominco,

o

just.i£ica

corn

est.a

a

0

do no

"cidade

ser hwnano t.em o

Tudo

vale

e

n.ada

e

feio"(O Globo/21-02-1993).

A descric&o de uma component.e da Escola Uniao da llha, no ano de

perfilament.o Not.a-se pelo

quant.o

elucidat.iva

1977, o

t..om

enredo:

esf"eras

do

Desf'ile-Espet.3culo lirico

apoiadas

do Amanhecer, o vist..a

em

Palavra t.ripSs,

pernas

vermelhas

BlusOes

lame

Domingo

no

enf'eit.ados Araut.os.

Rio. com

Araut.os

enredo conjuga-se

Meias

azuis

vermelhas, em

compOe

nUcleo

August.a

m.S.gica

de o

element.os

e e

dourado, Chapeus f'it..as do

a

de

let.ras

abre-a.J.as

malha,

verdes,

uma

azuais

e

da

brancas

f'rent.e

imit..ando

dourados,

alt.os.

mult.icoloridas,

o E

que,

Amanhece:r-<Colombina/1988:1

respons:avel grandes

escola<. .. ).

Araut..os

de

e

cada

verdes,

e ... Sapat.ilhas

nas

de

ma.os,

e

2).

A

cor.

No

verdes

e

douradas.

Copacabana

clarins

area-iris.

0

colorida".

em

calcad.a.o

como

a

no

at..e mesmo feia se

pern.a.

laranjas:

laranjas,

e

Rorigues

set.e

somados

"emocao

de

nome da fant.asia. Fant.asia simples, e

individua.lment.e.

conjunt.o,

como

comovido:"Maria

Domingo.

de

composic§.o

a

dourados

Clarins

progr-amac.ao

de do

t.em8t.ica que apanha o Rio de janeiro como cenArio de

sol e mar. M.iisica, cor-eogr.afia e

cores compOem urn conjunt.o que t.raduz a

exuberAncia da "cidade maravilhosa ... Ora, mais que um est.ilo, a

concepcao do "desf'ile !eve.. cont.em os

,;ermes do modelo que as condicOes do Samb6dr-omo absolut..iza como padrSo:

... , ...... Depot.m•n o

ort.o

,

ugus o.

227


a

imaÂŤ:em da f'est.a det.ermina o

medida

que

os

humor-ist.ico

t.emas

t.omam

de

da

Escolas.

efervescencia

das

A

dit.adura

for-mas:"ja

r-everberacao.

viram

visuals,

as

apelam

do

cores

a

det.onar-?

mesma

pollt.ica

inicio

e

car-naval

si~nificar

e

no

oco:rre

No

os

"quent.es"

no

ela

"sao

a e a

das

mult.icor-

explode

luz

loucura

como

mais

com

visual

rit.ual<Rio,

carnavalescos,

pois

do

fer-vi.l.ha.r

delirios,

no

sat.irico

oit.ent.a,

coloracao

Car-naval de

cunho

anos

res:salt.ada

est.ados

direc.i.o

de

dos

maior

exorcizada

porque

Na

social

Desflle,

cor-

Pret.ende

Carnaval/1986:17).

no

milit.ar,

bendit.a

e

sant.a

crit.ica

Jug-a!'

decadencia

apelo ao discurso das cores. just.ament.e

e

t.ornada

Samba

e

programadores

comunicat.ivas",

ou

seja, do signos incont.est.eis de carnavalidade. No chamada

cur-so

de

''carnavalesca'',

regularidade

a

Escolas Passarela

Samba

a

cort.e

est.S.t.ica moderna

aos do

de

samba-enredo

most.ra reis,

para

o

conjunt.ament.e na

visuals

e

mundo ent.ra

em

cont.inuidade

a fest.a

sua/ Nest.e delirio t.ropical/ 0 nest.a

folia

ilust.rat.iva

t.odo

mundo

observaca.o

e

t.ransmiss.i.o da Rede Globo, Referindo-se

ao

da

nobreza

clara,

haja

out.ra

verde

fest.a

pelo

dur-ant.e a

inusit.ado

da

Tit.o

o

locut.or

1994,

duas

dos

e

a

Bet.o

oferecida

dos

t.r-6picos su~ere

a da

seguint.e

t.recho

do

a

art.e

numa

na

as

cort.e

raizes

minha

raz8o da

t.raz

quant.o vida,

minha

Pernada/1994).

Fernando

dos

solidariedade

de

t.a.o

nova

emoc3.o/ E

Ou

Vannucci,

a na

passagem da Imper-at.riz Leopoldinse. "fest.a

brasileira"

&m

comparou:''Nobres assist.em ma.ravilhados, como est.aJDOs nOs ac;ora, a de indias e indios ent.:re :frut.as t.ropicais".

228

de

raizes

apelo

0

a

indigenas

f"rancesa

galera de

cont.inua,

e

uma

as

sent.iment.o

branco

a

epoca,

realcar

junt.a

vez<. .. )".

e

da

na

foram

cidade

brasileiro/Como

mesmo

Em

animais

cont.agiando a

carnaval

do

e

de

se

e

pot.encialidade

vist.o

cult.ura

ano.

da

de

:r-esult.ou

presenca

A

criacao

Serrano

europeia

int.enc3.o

o

a

aves

A

igual"(Lula,

feit.a

1550.

flora,

popular:''Assim...a "

t.ema:

da

:fest.a,

cena

ImpS.rio

t.emat.ica

carnaval

cada

habit.ant.es

em

Serrano:"A

int.eiro,

p1"6prio a

o

mesmo

barr-oco".

Imperio :faz a

engalanado

vicejado

reproducOes

Imperio

dimensao/Hoje o

e

pelos

a

mult.icrom.itt.ico ao

a

ent.re

alt.ernat.ivas

aparecem

Medicis,

carnavalesca

do

o

organizada

"deliria

:fest.a

geral

Leopoldinense

element.os

combinac.i.o

padr3o

refel"ent.es

em

dos

a

anos

propocionar

0

defendendo

fest.a

confecc&o

por

ertl'edos

brasileira

na

para

mesclados

os

onze

e

Imperat.riz

do

brasileiros

para

como

t.ropical

Rauen

Ult.imos

deslumbrant.es:,

ima~ens

fest.a

dos

Rauen, danca


No

ent..ant..o,

:represent.acOes

pe:rmeando

sabre

a

como

t.ropical

mat.er-ializada

urn

como

event.o:

cr-eio,

plasmam

para

r-ecorrem

em

uma

nele

a

na

det.erminado

ap:resent..acao

exist.encia.

ambient.ados

sig-nos

posicB.o

a

just.ificat.iva

sua

audiovisual,

no

reside

t.odo

int.ecionalidade,

relacionament.os:

dos

producao

quest.~o,

fest.a oferece

Carnaval-Espet.i:tculo configurac~o

a

que

ocupada

concerto

0

pr-Opr-io leva

que

a

confir-mem

pela

o

esmer-o

ao

pr-Oprio

0

que

dest..as

na

sua

carnavalidade

superespet.3.culo.

inst.it.uicB.o

s6cio-cult.ural.

A

carnavalesca hist.oricidade

A

recent.e da t.endencia descrit.a, pr-ecisa o meu argument.o. De

e

coloca

o

do

proporcOes

de

cadeia

present.e

inst.it.uido

que

at.e

responde o

quem

a

cult.ura. Vejamos alguns depoiment.os Nos

po.ssado,

so pouc::os

mant.enhc.

a

So

quo

via

BO

0

uma

nao

ar-vore

••

00

Revi.ala

do

t.ipo

de

p:r-ocesso

ao

em

olhar

pri vat.izaca.o

de

0

da

inleiro.

uma

moldes

esc::ola,

a.rqui bo.nca.da.s

ae

e

via

so

nao

do se

que

como

a.rqu~tet.ura

prOpria

como

uma

houve

nos

import.ante

do

QB

hoje

dUvida

£

0

carne. vat

0

i.nduatri.o.l

do

cama.roles

a.ntarl.ormant.&.

pode

samba

0

Ri..o,

Claro

evoluir.

do

turialiea

nao

SUO.S

prandem

ao

que

••

eoncei.to fundo.mont.al

componentes a.bandona.r a ca.rno.vo.l.

&><po.ndl.rem. do

ralzes o.no.L~so..r

ter

uma

propost.a.

umo

Houve

mudanca

t8cniccs.

grandi.osidade

depoimenloe

••

resgat.a.r estes se pod&

quo

0

ae

frut.os •

Jduit.os

pessoa.s.

condiCOes:

t,

bona

pormitem

nao

evoluCCi.o 2 toenol6gi.ea.e

••

da&unvol.verci.

so

hist6rio. a int.e-rna. unidade &volu.;:ao pel a.

A

da

ca.rnaval

assis-tir.

pista

mantenha so component a por

const.it.uicSo

acesso

eem

urn

formadores

a

e

pO.

nao ola culluro.i.e

d~

gra.ndi.oso.

porlo.-bandeira, entre

precariedade

urn

t.er

16gica

Avenida

na

om

distCi.ncia

perrn~tem

nao Antes

eepelciculo

e

em

prop6sit.o:

&lementoa

OS

meslre-sala

So.mb6dromo,

o

coloca.do

fosse teria.m

0

baio.na.s,

no

com

acoslurnamos

A

deflagr-ado

a

com

porem

decorrent..es

de vera

que

0

acordo

de

porem

E

Samb6dromo. e

de

p:reparacao.

imposic5es

se

vez

uma

do event.o,

aspect.o

sua

ai

mais

audiovisual 0

a as

ent.ao

com

selecion.a

pUblico<pagant.e),

evolucao

pr-oblema que

o

inibindo

maiores,

cert.a manei:ra,

espet.a.culo

ampliado,

alga

preenchimento do espac o

bern

improvisac&o Liesa,

ang-ulo

urn

que

natural,

.ao

Samba.

de

vemo10

fa.2

Ltci.a.

nQ..&I

hoje pa.rt.o

da

Lo.oerda.,

Ca.rna.vo.LU.PP:U.

229

escola..s mudo.nca

Lilian

linha da

Ra.bolo

de vido.

acontecer. o

Vi.ria.t.o

A

descobert.a.s

Ferreira.


Os depoiment.os dos t.r&s carnavalescos COI'l'espondem pel'feit.amente ao

interesse

de

produt.ores

aos

concerne

de

mundo

result.ado

Contudo

urn

de

t.rabalhos

seus

superdimensionado.

grupo

evoluc3o

da

os

social

Ent.endem

Carnaval

ur.riversal

pol'

Car-ioca

Samb6dromo

simb6lico

e

econ&mico

reveladores

natural

de

como id9ia

produt.ores

uma

de novo

0

t.ar-efa

a

concep.;::S.o

de

adequar-se mercado

do

e

espetacuLaridade racionais

de

de

esp9cie

novidade,

e

da

mesmos,

ern

cult.urais

como

espaco

f"uncionamento

da

conferida

coadunando

do

conceber

imperat.ivos

valoraca.o

expresses

ao

est.:rut.ura

OS

do

comercializacao

expect.at.iva

toma

est.abilidade

valor sao

que,

natural,

cuja

urn

t.rechos

definidas

nivelacOes cult. ural.

cult.urais,

pllblicos

seus

consumidores: samba, niio resista. Mas sem urn born co.rnavat que um pn.vitegio. OS ehntos Samb6dromo, que espaC:o fi.xo, samba Com i.sso, imagens. OS escolo.s deti.rio prectso aos ca.rros aleg6rteos. rea.tce as fantasias precuoa.m d= que desfUe, para. conqutst.ar a.s pessoa.s brilhantes cores levo.r d&spi ao carnava.L< . . . }. Para li.berdade, dar mo.\.or agora chegando esi.Cio carros a.leg6rtcos desfi.la.m e h:.: com que os que pessoo.s bo.st.ante no carna.vot da. s-1> mex& art.t.culados. Tl..ldo om objetos tra.nsf ormem se bi.lho, na seJa si.mple-ament..G> arrast.a.do, som nada que. n5o Wocido.de, po.rar, im~to.ndo planeto.sse moviment.am .sem naves, bi.chos e As pi.si.a..

que do carnavat 0 o espetacutares, verdo.de

•

•

palavras

As

cEmico

do

formas,

Samb6dromo

cor-es

mat.erializal' em

1995

Clar-k

ele,

Isaac

e

principa.lment.e,

em

As:imov, do

o

t.recho

Telejornal apresent.ada expo•i.cOo Nuaeu

do

imagens

a19m

filme

seculo

XXI

da

de

a

em

dent.ro

0

devem

visuais

efeit.os de

do

qual

;eooz,

ao a

es:paco t.ext.ura,

de

Assim

cient.if'ica Al'thtll' Flash

Gordon

Odi.ss6ia

u~a

Um

basea-se

"deliria"

at.ingi:ria

shovs

impactant.es.

ficcao

no

dos

pl:'incipio

ao

Ziritfft.lidum,

brasileira

ao

da

obedecer

Kubrick,

argument.o

homenagem

reservam

cinemat.og:rat'ica

:;:ooz

cult.ura

de

aut.o:res

s9rie

fa,z parte entre vista da otobo, Hoje, da. Rede da trCLnscri.cao a. ret.i.rei rea.H.zadCl

moldur-a

St.anley

enredo

0

Estrelas<Veja/27-02-1985). limiar

Pint.o

criac5es

e

qua.dri.nhos

Fernando

de

partir da leit.ura dos

concebeu

Espaco~

natureza

a

t.emas

e

deli:rios a

carnavalesco

do

em

revista.s

vi.deo-game.s,

dos

a li.n~~a.g~&Jm de rock

Carnaual

toda

a

de Via

que

e,

no

nas no

L.itct.ea,

Ferna.ndo Pinto = reproducao aqu.i. como pa.rt.e ctfi.xo.do da

ca.rnavalesco

A

urn pa.i.nel ca.rnavaleeco

do Cc:a.rna.val, em 1P90.

230

morlo

em

1s:>S?

no


ent.~o

seria realizado ast.ros

nove

dos

urn mega carnaval int.erplanet.at-io, sistema

do

brasileiro. Vier-am assim: 0 Pirilampos MercUrio,

de

Marte,

Reisado

Siderais e

de

reaparece,

j3:

que

Afoxe

dos

Netuno,

Filhos

Frevo

de

Uraniano,

debochado

no

present.e

a

deliria

sociedade

exig&ncia

brasilidade de

de

cosmopolist.imo.

fut.urist.a

diferenca,

JUpiter

menos

Talvez

invest.ida como

de

dos

o

cosmos

perpassa

fosse

os

mais

de

irredut.ivel,

cult.ural Rio,

t.eor

0

e

no

Samba

Mocidade

e

e

o

do

e

popular

circuit.o

do

Carnaval projet.o

ai

t.urismo

ident.ificado mundial.

sublinhava dos

ao

agent.es

sit.uada

mesmo

familiaridade

a

banqueiros

do

jogo

do

cor.

os no

sinais

empenho

na

ent.re

est.a

mercado do

ano,

bicho,

cult.ur-a

da

com

o

pela

pensar

t.r2tnsit.o

Nest.e

e

promovida

jogar

mas

moderno

alegria

adequado

ao

o

carnavalesco

reordenacao

a

legi t.imidade

ident.idade

do

de dist.inc3o no int.eriol' de urn mesma esfer-a, onde funciona o simb6lico.

de

Fandancos

t.radicao e

t.ropicalist.a

conhece

indust.rializaca.o em seus diversos niveis; a

Pirilampos

venus.

folguedo popular brasileiro vest.iria no futur-o Porem

urn

popular

folguedo

Saturno,

premissa de dialet.ica entre a no

cada

Corso dos Mares da Lua, Boi Robt5 de Plutlio,

Rancho da Primavera de

Out.ra vez a

urn

adot.aria

solar

quando

indUst.ria a

revist.a

enredo

da

fundadores

da

o

Liesa: 0 l<:1Lve2 S&J<:l Esi& que, &ale de Andra.d&. :Indep&nda-nte( . . . } . Li.go. os ouiros pr&sid&r.ls-s

Pr&s\.der.i& do ra-un\.u dez Castor \.d&i.o. de dssa.mb<:1, escol<:1

proj&io a.no, A

de

de Honr<:1 do a-scol<:1, Ca.stor m<:1\.ora-s. escolas de so. mba. no de Andro.d&, ti.da-r de lodos & tro.nsf orma.ro. L\.go. numo. sof\.sti.co.CCio da Pa.sS<:lr9lo. do

beta-20. & super a-mpres<:1 & <:1provei.ta.ra. sa.mb<:1 pa.r<:1 a-xporia.r o ca.rn<:1v<:1l do Bra.si.l pa.r<:1 o mundo{1985:89).

Em lugar de ver ai apenas uma est.rat.â‚Ź-gia de produt..ores cult.urais embebidos por

uma

lideres

Escolas

ref'ere-a inserc3o cen.ario

cinica

da.

paradisiaco,

racionalidade

cidade

na

vit.rine

da

t.alvez

condicionant.es

de

result.e

econ&mica,

Civilizac3o

a

int.ransit.ivos.

Mundial Moderna

"brasilidade"

e

projecao

locus

dos Ist.o

no st.at.us

para

o

de

desfrut.e

hedonist.a. Algo obser-vado na concepc3.o de alguns enredos elabor-ados para o

event.o. No mesmo ano de

Adao

e

Eva.

Urn

"deliria"

jeneiro no Eden biblico,

cuja

onde

"anjos" dourados pelo sol da banana. 0

1985,

e

o o

a

Beija-Flor t.rouxe

narr-at.iva

revelava

casal primevo erarn "frut.o

pribido"

a

t.rat.ament.o dado ao t.ema most.rava o

231

o a

t.ema

de

jovens surfist.as,

os

fa.lica

Rio como o

do

de

Rio

figura

or-igem

Lapa

A

e

tropical

"paraiso do


pr-azer-

e

do

pecado",

ja

que

o

"Jar-dim

do

Eden"

t.ornou-se

a

ir-r-evel"'ent.ement.e car-navalesca "'Sodoma e GomOl"'l"'a'' da at.ualidade. 0

Carnaval-Espet.3cu.lo,

Janeil"'o,

const.it.ui-se

no

por-

Des:f"ile

est.et.ico

classif'icacao

"fest.a

t.ropical

excelent.e

:facilidade

nat.ureza,

a

capi t.al

que

o

Rio

e

t.urismo

o

sua

de

de

do

event.o

repr-esent.a

t.ol"na

do

t.ur-ismo

do

Janeiro das

objet.o

t.ur-ist.ica: absolute

Escolas

de

o

no

Samba,

poliment.o

de

Carnaval

nat.ur-eza

explicit.a

exubet"ant.e,

e

cult.uraisC. .. )

cidade,

ja

bonita

Rio

cont.a,

o

Mas

o

Riot.ur

hist.6ricos dest.a

de

ent.reteniment.o,

da

Af'ir-ma:''Sua

b:rasileiro.

at.rac3.o

e

Desfile

popular sem paralelo em qualquer maier

Desf'ile

do

relat.6rio

:fazem

Rio

pr6pl"'ia sob:r-evivencia

mundializado

at.rat.ivos

do

compr-omet.indo

racionalizac;:ito

0

acessos

novo

qual a

posicao

circuit.o

infr-a-est.t"ut.ura,

a

com urn

a

emblema

dest.e

a

compr-omet.iment.o.

acoplados

t.udo,

Porque

brasileira",

est.e

event.o

base, sem a

co:r-t"espondem

na

cont.undent.ement.e sua

ameacada.

obse:r-vados

carioca como

ve-se

o

car-l"'o-chefe

ag-rilhoant.e. Est.e impOe-se como do

sal'

parte

Carnaval rot.eiro

pelo

pol"

acima

do

mundo

Carioca.

0

e

e

que

int.ernacional

espet.itcu.lo

de

do

services

o:ferecidos''(199B:07). Inserido em t.al pat.amal' de compl'omet.iment.os, penso_, a conjug-ar Des:f"ile,

t.radicao

modernidade,

ressignificada.

e

t.ao

que

t.ot.alidade

Fest.a-Espet.3.culo campo

a

dist.ingue t.l'opical

economia

da

dos

a

di:ferenca

como

alt.eridade

bl"asileil"a

signos

de

resolve-se

desliza

imediat.o

do

do

nacional

condicDes,

mel"cado

produc.ao

local~

t.ais

no

na

disp5e os simbolos em uma int.el'acao simu.lt.anea ent.re o Sob

cir-culacao

t.ambem

mundial,

global.

A

emoldurada

popula1"

o

e

e

:fOrmula de

soment.e

na

reconhecivel(Or-t.iz/1994).

A

ent.ao

e

o

t.ot.alment.e

acessi vel

para

l'econhec:iment.o

0

e

censura-se o que mant.enha- na presa a idiossincrasias part.icu.lares. A para

essa

descl"ic.ao

do

perspect.iva.

"ziri{!:uidum" Fer-nando

nas

Pint.o

est.relas

el"a

:fol"nece

cat.eg6r-ico:"O

mais

insumos

Carnaval

quer

subir no Espaco. Os discos voadol"'es na Avenida sao os cont.at.os imediat.os com

o

samba"(Veja/27-02-1985). ' Sit.uo

des:fHe. 0

desenvolviment.o

narl"at.ivos

que

vice-versa,

ja

do

poderiam que

ru'io

enredo

sel' havia

sucediam ricas em det.alhes,

mas

est.as

:fl'ases

seguiu ao

apresent.ados uma

projet.o de

linear-idade,

compact.adas

na

no

t.raz mas bloco

concl"et.izac.ยง.o de

expor

p~a

Unico

set.ores

frent.e

imagens a

do

que ser

ou se

vist.o

do alt.o, dist.anciado para t.er o def'init.ivo efeit.o. A

pist.a

do

Samb6dromo

for-a

232

t.omada

pol"

ast.ronaut.as

com


bandeirinhas maquet.e

do

do

Brasil

na

comissao

solal'

sistema

com

os

de

ast.ros

girando

siderais", envolt.as numa nuvern

de

rit.rnist.as

mest.re-sala

aut.Omat.os

seres ex6t.icos, nos :filmes

de

t.res imensos no

espaco,

percuss:ao. 0 clima

da

ret.orno

Terra"

p.last.icos.

metamorfosear-se

o

t.ecido

vestia

o

brilhoso que

do

formas

lame

forrou

moviam-se

como

o

futur-o:

samba

pela

:fim,

carioca

o

usc

de

leveza

e

forrnat.ou

diversas,

que

Como

por

E

Predominou

acet.at.o,

ern

rnoscas,

gafanhot.os).

passado

Miie.

0

"rnulat.as

met.aleiros,

int.erplanet.8rios.

Naue

na

de

enorme

Vieram baianas

vespas,,

ao

romanos

!ado

just.ament.e represent.ando

OS

emborrachados,

e

o

ao

uma

port.a-bandeira

e

inset.os(besouros,

voadores,

como

ern

ja

branca fumaca.

cent.ur-iOes

"Carnaval

1eves,

esculturas.

de

cient.ifica,

e

discos

flexibilidade

o

:ficcao

o

mat.eriais

espumas

forma

ern

e~ipicias

pir3mides

dourados,

Se~uiu-se

£rente.

camadas

espessas

de

dancando

ao

da

:r-itmo

result.ado obt.ido :foi um maier volume nas pecas aleg6ricas e

met.a.tico

ou

esbranquicado

dos

cen.arios

fut.urist.as

do

cinema

de

ficc.8.o, ao modo de Jornada e Guerra na.s Estrelas, Barbarella ou Laranja Mecdnica.

"deliria" est.aria na conjuncao

0

formas

e

com o

exemplar

sent.ido real,

dest.a

de

a

repert6rio da cult.ura

que

popular-

just.ament.e

universalidade

uma

medida

unidade,

mobiliza

da

ao

cultural.

sinais

de

modernidade brasileira. ut.ilizar

Ou

:r.acil

seja,

dos

prOprio

0

t.emas o

t..emas e

desfile

forrnas

e

deliria

:r-econheciment.o

das

era

pelo

no

muit.o pUblico,

durante o exigtio tempo da apresent.acao da Escola. A apost.a

car-naval

como

fat.o de que

absolute" . sinais

mil

No

ent.ant.o

enredo :fant.asia

cada

complexo

pessoas

dimens~o

a com

0

opera

est..a

carnavalesca

de

irredut.ibilidade

a

e

desproposit.ada

HusOes

objet.ivo

com

ligada ao :r-ecor-l'e

produzir

ao

relat.iva

do ao

despojament.o acer-vo

si~nifica:c5es.

dos Deve

de que sur jam :fulglll"ant.es em cores as s:uas ambientac5es

envolver

superando a

do

brincadeira,

cot.idianizados

cotidiano 80

uma

"delir-ia"

"a: necessidade de c:r-iar

t.ambem, a: fim mbveis,

no

de

vez

mais

sua

est.ejam

elementos

el~bor-acao

envolvidas

de

humanos, "delir-ios".

diretament.e

t.ecnicos

e

Calcula-se

nela<O

idS.ias hoje

que

Globo/16-02-1993),

mao-de-obr-a empregada no set.or da const.rucao naval,

.Joao:i.nho Tri.nlo.CVejo./11!1.-02-J.P?P). Fr05& de El.o. eatd. enredo 0 Paraiso da Loucur-a. justi.fi.Frase do .Juato.rnenle rno.lerio.li::~:ado. "dimenaO.o ca.rna.va.lesco.", "del trio" isto fa.nta.ai.a.a, ritmo, do.nco. e o..L&9"07"i.a.e, enfi.m, no p7"0pl'""i.o Desfi.Le.

233

no

...

urno.

urn dos

i.nael'"ida. nc pr·oposlo. de mUsi.ca, nc


maior-es

do

Est.ado

do

Rio.

a.l.av.anca t..al. cont.igent.e e

A o

imper-iosidade

da

producao

em

habil

tempo

est.ende espao;co-t.empor-alment...e, dent..r-o de

uma

rot.ina .anual.

II - TEMPO

0

alongado

perfil

de

t.rint.a

metros

das

ar-quibancadas

definem

dimensOes para os carros aleg6ricos em t.orno dos 10 metros de altura. A bus:ca

de

plane jament.o

e

execucOes

gerenciament.o

cuidadoso,

implacavel

p:r-oducao.

E

concat.enados

da

par-que

repletas

de

detalhes

audiâ‚Źmcia.

Ist.o

dete:r-minou

projet.a-lo limite

julho.

em

iniciado

logo

escassos

indument.ilrias' p:r-es:ident.es:

de

que

de

abril.

uma

Do

se

a

mesmo

do

modo,

Escolas

as

to rna em

urn

mE-dia

per-iodo

par-a

durante

produzi:r-

de

"desfile

e

qualidade

nos

prot6t.ipos

das

ern

de

agora

en:r-edo

0

.a

des:file

polif'Onica

:feit.ura,

manter

urn

alegorias

da

de

urn

supervisor

12

concebe:r-

a

devem

chamado

ritual

demanda:

expect.at.iva

car-navalesco

ap:resent..adas

alas:

apuradas

const.:r-uir-

expansao

0

tempo, sao

tempo

precise

Levando

em

o

mais

out.ubro

aos

prot6tipos".

A

ador;§o por t.odas as ent.idades do Grupo Especial dest.e met.odo deve-se ao p:r-op6sit.o

de

que

carnavalescos,

as

para

negociar;Oes

modif1cacao

ent.r-e

de

os

det.alhes

president.es pecas,

nas

de

e

ala

nao

os

at.rasem

a

din3mica da producao dessas pecas, de em media dais metros de alt.tll'a. Tal desfiles

dinamismo

de

prot6t.ipos,

badalados

e

adept.os

ap:r-esent.o

capitulo. nos

permi t.e

podem

As

alas

Ult.imos

anos

as

not.adament.e

exi.bi-los

da

que

para

em

exemplares

Escola

de

t.&m

Samba

exi.bido

recint.os{bares

pllblicos

alguns

com

de

realizem

alas

seus e

ampliados,

di vulgacao

Cap:r-ichosos

de

ant.ecipacao

de

shopping-center da cidade. Ou pe:rmit.e que hoteis e

mais

boit.es)

visando a.l.a,

PHares,

suas

pr6prios

no por

fantasias

at.rair final

do

exemplo. em

um

agS.ncias de viagem as

comercializem no escopo de seus pacot.es t.urist.icos.

recursos criar;:.a.o,

assunti.._~

import..ancia

A

int.er:Cere

acelerando

plane jament.o

barrac5es,

vai-se

est.r-ei t.ament.o

e

a

dos ni veis de

administra;.a.o

di:ferenciacao

e

direc.ao

inscr-evendo

o

pela

uma

aquelas

espaco

que

as:

t.arefas

manuals.

No

espaco

baseada

mais

e

e

exat.ament.e

decisiva ser-a a

rest.r-it.o:

o

acesso

dos de

dos

no

:funcao

racionalizant.e

mais

parmi t.ido s6 a

pessoas aut.or-izadas. Bern dif'erent.e do pat.to de const.rucao

234

ocupa

t.empo

entre

hierarquia

comando: quant.o

do

est.a


das

alegol'ias

os set.o:res de

e

deco:racao, escult.ura e

abnoxa:rifado.

apresent.am divisOes t.enues, est.ando abert.o t.ant.o aos ope:r8rios e profissionais aqueles

envolvidos

no

t.rabalho,

permanecem

que

ambient.ados

ar-condicionado<ca:rnavalesco, as mist.erios a

e

port.eir-os

seja

segurancas,

muit.o

salas

31

e

.

demais

just.ament.e e

£echadas

com

dir-et.ores),

fabulando

Mui t.o embora o

acesso as

selet.ivo.

as

obedient.es

Depende

diret.orias

crivo

do

ent.idades.

das

de

Est.as

divulgac3.o pela imprensa das suas "armas" a

''grande

no

exibidas

supervisores.

em

serem revelados no espet.8culo

t.udo fazem par-a rest.ringir a ser.

aos

assist.ent.es

seus

do

dependencias

como

Est.es

dia''

prot.ege-las

ou

espionagem

da

das

concorr-ent.es. barracao

0

classi:ficacao

do

Beija-Flor

da

espaco

social

paradigma:tico.

const.it.uido

quat.ro mil metros quadrados, manif'est.a a

as

int.ernos

Escolas e

dest.as

cornpromet.iment.os

seus

decide

posicOes

e

com

a

hiera:rquias.

de

cerca

e de

manei:ra como os rela.cionament.os do

inst.auram

direcao

A

area

urna

inst.it.uic8o

amplos,

mais

ern

organizacao

A

Carnaval-Espet.3.culo cognic§o

urna

vertical

como

est.a

e

prOpria

e

mont.ado

o

ambient.e corr-esponde a escala de poder. Assim

dos

car-r-os

ger-enciament.o. onde

sao

pront.as, ent.3.o,

de as

por-

urn

barrulho.

Ali

urn

espaco

em

elevador o

de

ao

e

A

deaeri.COo

do:zembr-o

de

a.ei.mo. ~~

a.

resutta

cobert.uras

das

par-a

a

e

acesso

cont.endo

ao

segundo

Est.as

cob:r-i:r-

os

e

seu int.er-ioroferece

prot.egido uma

t.rabalham a

vis3.o o

funca.o

de

andar,

depois

de

carros.

S6

no

t.er-ceiro

e

do

pri vilegiada

de

do

calor-

carnavalesco de

as de

secret.aria

carnavalesco apar-ece

execuc.a.o "ambaixo". Ai

com a diret.o:ria da Escola -

e

escult.uras.

se:r-vico

assist..ent.es mats dir-et.os, aos quais :r-ecai

••

tern

as

gabinet.e- do

t.r-ansparent.e

esquelet.os

almoxarifado

se

barraca.o. Dent.r-o dele

ideias do "alt.o" com a

dos

eJet.ricas

escada

compensado,

janelao

do

um.a

junt.o

decoracOes

por- out.ra escada, Feit.o

const.rucao

inst.alacOes

aleg6ricos,

A t.raves

descem

a

t.er-r-eo das

eJabo:r-adas

paviment.o.

t.odo o

no

met.a!icos,

a:rmacOes madeira

fica

e

seus

int.er-mediariza:r as

t.ambem ocor-:r-em as reuniOes

ver- pla.nt.as de 03 a 05 .

·~

••

f&ver-ei.ro Uni.ao Mi.guet, l:ndopendent.• de Padre unidos de Vila Leopoldi.nense, excecOes, mesmo um exist.am a.Lg1.1ma.s ne&liles r-oci.nlos.

235

dura.nle 00 mesea de ba.rra.cO.s Eacola.s Moci.dade Eslciei.o Ilha., de S6., ~mp&:r-alri.:z Portela

••

uso

do

Beija-Flor. eapa.Co foi.

Embora observado


PLANTA OJ BARRACliO DA ESCOLA D~ SAU;BA llE!,JA-l!'LOR(TllHREO)

', sacretaria

''

'''

portaria

'

''

''

~----/'II r-------~

patio de

fabrica~ao

'

'' '' ',

''

''

e montagem dos carros

(ferragens, madeira, mec8.nica, hidr<iulica e e}etrica)

~ o."'

.:<>c"'

almoxarifado


I'LAN'rA 04 BARRACli:O DA ESCOl,A DE SAMBA BEIJA-"LOR(2o ANDAR)

refei t6rio

banhel.r as

./l

./[

.-/1

cozinha

•'

.•••

=

/

/

•l ti

''

costuras

'

''

''

''

~==-~~ ,.,.

~-

'"-<"v.

= ~-=

<!/<i

0

Q-0

decora~iio

'

"~

"

"'"'-0~

>'o

escultura e pintura

rrrmm

/'~

./1


PLAN'rA 05 BAR 8ACXO DA ilCiCGLA DE SAMBA !lEI JA-J<'LOH ( 32 AKDAR)

"'"' - - - - - - - - - . janelB:o

H 0

o[ZJ o[ZJ o[ZJ

~

"'"' "'o<d 0

0

""' rl "' ~ "' H

" "'

"

0

"'

"ro "

rl

transparentas

"' ~"'

banc~dus

de riscos

0

.;:; "'0 ~

·rl " '

"'

...p,O"' "' ~ 0

~

"' "' "'

rl ~ ,rl ·rl

mesa de desenhos

<l)

""'"

sala de criac:ao

.. .·.. .

.'

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.•·

L__J

~-------------------------~c·------------------------------------------------------------------------------------------------~ ~

H

0 rl

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·d ~

0 0

I

H

"


Roteiro do Desfile COMISSAO DE FRENTE Grupo de Apresenta!riio da Escola Quadripes

Quadripes Destaques A· William

B · Kiko C- Renato

D ·Joel 01 -Ala do Mar- Comunidade

Cavalos Marinhos - Grupo Abre Alas

Destaques.. 1 -Jorge Bras 2- Agatha Ferraz

5 - Isabel Fillardis 12- Roberta Vermont 2 - Ala T uaregas 3 - Ala odaliscas 4 - Ala Mercadores


A Grande Muralha

0@

0

0

Destaques 1 - T ereza de Aquino 2 -Jose Cerqueira 09 - Ala M.iscaras 10- Ala A Corte

Danp Afro - Grupo A Miie Negra - Africa

1- Watusi 2 - T ani Tornado 11 - Ala Guardiiies 12 -Ala Baliness 13 - Ala Saris 14:::: Ala Nobres

0 Boi como Maeda (A india)

63


0 quant.o

barracao, em t.al medida,

a

quadra

Escola

da

e

passa a

suas

as:

urn lug-ar t.ao cent.ral

ocupar

dimensOes

espaciais

t.endem

ser-

a

ampliadas, t.al como as divisOes em seu int.erior. E o micro-universe onde a

art.esanalidade

administ.rac£io

funde

se

e

irnpessoais

de

pr3t.icas

alt.a

a

com

rnandonisrnos

emprei t.as,

t.ecnologia;

a

ent.r-ecr-uzarn-se

equalizados

pelo

infor-malidade

especial,

j3.

t.rabalho

e

exist.ent.e. exemplo,

que

Jorge

passa

sala inst.alada

1990-91.

encomendas t.ext.eis,

e

no

de

at.ende

t.empos

o

"Chlquinho"

hor-as da

nos

de

carnavais

e

Iugar

envolvidos

no

orcament..Et:r-ia

de

at.ribufdo nos

na

muit.o

anos

informac5es

assessores,

por

ana,

t.odo

bicampe.&

seus

.

Independent.e.

E-lhe

de

32

det.em

base

correr

t.ransit.o

de

ent.re

cuida

das

mat.S.ria- prima{indUst.rias

supervisiona as

e

no

a

XI.

Praca

obras

decoracao,

diret.oria geral.

conjunt.o

no

Ult.imos

cost.ura

com a

dia,

na

de

espacos

Mocidade

da

pelo

car-naval

com

Escola,

carnavalesco

0

de

seu

det.erminada

out.ras),

e

do

de e

demandas

as

fornecedor-es

aos

idS.ia

os

12

e

func£io

const.ant.es reuniOes

a

cool"denar

ent.idade

at.elieres

confere

diret.or-

barrac.ao

quimicas

nos

do

sincronizar

mais

A sua

figura

Fr-ancisco,

da

set.ores:

OS

deve

ainda

pelo sucesso

a

cont.ext.o,

de

imperat.ivo

circulac§o no circuit.o monet..Et:r-io e financeiro, que os nor-mat.iza Nesse

de

t.S.cnicas

Desfile

A

mas

no

pat.io

deve

valorizacSo

at.ual,

det.ermina

producao

de

part.icipar que o

das

ele

prOprio

peso

polit.ico

adquirido pelo seu cargo:

o superquesilota uni.dad& con;unlo um lodoi. A comtes&o d• o mai.ori.a da escola at nda satndo, a na concent.racao. Esle S frenle d.OSQ.l'" 0 tempo Saber a escota. desfi.ta. methor: mtslS.ri.o. 0 = ategoriel$ d&eli.za.m, ba.ieri.a fa.nt0$i.CI.S a.pa.recem, aegura., samba. bem cantado. N&o ca.nsa o pUbl.ico HOJO,

de

••

A en£ase na dosagem da t.emporalidade de apresent.acao do conjunt.o t.raduz hor3.rio desfile

o

rigor de

e

como

inicio

e

set.orizada

o

regulament.o

t.ermino "de por

da

cada

let.reiros

Liesa

desfile.

sinalizadores

exige Dest.e do

92

o

cumpriment.o

modo,

comec;o.,

a

pist.a

meio

€'-

do de fim.

Q possi.vel peequi.aa foi. avl!i"ri.gucuque as Escota.a trabatham Duro.nte que the& prest. am sobretudo com empreea.e i.nformai.e, servi.co om O.reas elci. Est. as espectfi.cas<•erralheri.o., vi.dro.cei.roe UUi.ma.s contra.t.am os servi.Cos de uma sS.ri.e dE> profissi.onai.s, t.a.mb&m i.nforma.tment.e.

••

• Depotmento

de

Fra.nci.eco

ou.t.or<.:iB-.:iO-.:i!>-!>2>.

236


Candelabras - Grupo 0 Fausto da Corte e o Mercado de Escravos

1 - Silvia Bastos 2 - Marquinhos 3 - Klaus Haurberg 4 - !sara Spier 5 - Carlos Queiros

26 -Ala A Corte Imperial 27 - Ala A Guarda Real 28 -Ala Bela :Epoca 29- Ala Baianas

Do Imperio aRept'tblica

Destaque 1 - Reinaldo

Velha Guarda 65


Ult.ima ala

Assim que a

e

seguint.e ing-ressar

informada

para

imediat.ament.e

no

concorrent.e. Liesa,

Nas

duas

awdliados

par

t.ermino

ou alegoria

de

assumir percurso

cabeceiras

Ao

cronOmet.ros(inst.alados

em

lugar

set.or

passarela, de

video,

longo

1986),

no

de

compet.it.ivo, ap6s

da

equipament.o

Escola.

cada

EscoJa ant.erior at.inge

da

do

a

saida

posicionam-se gravar

t.rajet.o

est.ao

quant.o

meio,

a

concent.raca.o,

para

cont.abilizando

o

out.ra

da

fiscais

da

inicio

o

e

dis:t.ribuidos

foi

gast.o

dos

80

minut.os pe:rmi t.idos. Jst.o t.a.t.icas

de

leva as desfile,

ver

rot.eiros

exemplo,

por

Escolas

a

mont.ar

formulados

mapas des de

05

a

09.

em

diversas

A Mocidade

exige

1991,

ant.ecipadam.ent.e

dos

reuni5es

e

lndependent.e

president.es

c:ronogramas expresses

de

de

Padr-e

alas

e ern

Miguel, envio

0

ant.ecipado do nUmero e dados sabre cada urn dos seus membros. Alem disso, fixou o

cont.tgent.e maximo de

cobranca analoga,

uma

de

a

Escola

mult.a que

pont.o par minut.o. A imprescindivel desnlant.es,

deslilant.es. A

l'ef"el'ent.e

ult.l"apassa

a o

violacao

da regra

implica na

cada

element.o

a

mais.

De

t.empo

permit.ido

e

penalizada

manei:ra em

int.roduc3o da t.ecnologia do comput.ador result.a ent.3o

:f"rent.e

a

necessidade

t.ant.o

do

cont.I'ole

quant.o do calculo do deslocament.o de t.odo o

dos

nUmeros

A ent.::r-ada das alas e component.es

out.ro,

segundo

a

alegorias no cort.ejo obedece a

entl"am na

cronologia

concent.racao

dram3.t.ica

o::r-ient.adas no sent.ido de mant.er-se as alas devem fazer

o

a

mesmo. Cabem

do

par

urn !ado

enredo.

Os

a

uma

conf"usOes

no

danca

vibrante,

int.ez.io:r

mas

Cal"l'OS

desf'ilant.es

po::rsao

dist.3ncia de urn b::r-aco dos demais e

as

direc5es de

t.ambem e

das

•• .

um ::r-igoi'oso

e

conjunt.o,

harmonia, cuida::r- par-a que t.ant.o haja urn canto harmonioso e somado

de

corpo da Escola

no coi't.ejo, sem pel"mit.i::r- buracos ou COI'I'&I'ias, mas evit.ando at.l"asOs

esquema:

wn

devem

ent.l"e

evit.ar elas.

evolucao e consist.ent.e,

que

Ao

ocorram

cont.ra.rio,

''btll'acos''(ausencia de membros da Escola) podem se f"ormar, proporcionando vAcuos de sent..ido n.a unidade espet.aculai' da apresent.acao. Do mesmo modo, para evit.ar at.I'asos,

••

as

devem evacua%' imediat.ament.e

0

set.or

de

Eacola. de Samba. os component.es da. Aca.d9micoe do Sa.lg~eU'O fora.m piet.a. pa.ra. obr-i.ga.doe a. correr evi.t.a.r a. ponloe. li.tera.lmente a.leg6ri.coe a.la.e int.eira.s e da. .Eseola. de sa. Em .ts:I'P4, concentraca.o, no set.or do poi.s diret.orio. enti.do.de ret.idos fi.co.ram (mica a.llerna.ti.vc. pa.ra. ev\.to.r o descont.o devi.do da.a notas, consi.derou a. regula.mento da. Lieaa. muLto cronometra.gem. 0 e tambfli.m QO o.lr"Cl$0 no defi.ne-os os cla.ros dei.~a.dos pela.s a.gremi.a.cOea no cort.ejo, rigoroao com Em

.t993,

""

como ··ra.tta.s gro.ves".

237


~spe~sao,

te~ndno

ap6s o

decorre, sabemos, ele

agora

base

do

fat.or incisive do no

papel

decisive

sust..endora

t.ipo

relacionament.o

de

ent.re

do

"tempo

em

E:

event..o.

Escolas

do

forca

est.et.ica

ent..ant..o,

assumida

inst.3ncias

pela

t.elevisual

est.rut.ural

e

tempo,

No

t.ransmissao

out.ras

e

consume".

da

a

de

imperative

func8o

cont.rat.ualidade as

ao

atrelado

compromisso com o

desempenha

mercadol6gica

unidade

de

esfo~co

Esse

co~tejo.

do seu

do

o

present.e

mercado

da

cult.ura. Aloysia Legey capt.a os t.ermos que conf'iguram essa ident.idade: ri.gor

Esse

born

tempo

no

tranami.so.:.ao

objehvo.,

para

televutCio. po.ra a di.m\.nui 0 mostra o. noite voce manhS.. E shov; de A noi.te e quer mostrar-. colori.do, tem entro.da de lu:z. 0 carno.vo.l 0

A preocupacao com o

int.eresses

proporcionarn

cri t.erios

cot.as

do

noit.e

I'acionaliza

mot.! vo

t.empo

pelas

Samba

a

e

relacao

ambient.ac5es

a

semp.re

pist.a,

do

~I'eca.o

cont.ri:l.ria

inst.it.uindo-lhe,

As

Escolas

o

conseqtient.ement.e inf'ormac5es

acessiveis

jornalist.ica no de impel'at.ivo:

do

final

e

uma

mas

A

do

das

Desfile

circunscrevendo-a

TV,

cint.ilant.ement.e

lent.es

at.enca.o

da

ao

Escolas

cameras,

das

a

mult.iCOI',

das

audiencia,

COI't.ejo,

visualizando,

a

dimensao

dest.a

encher com

impact.ant.es A

limit.acilo

do

of'erece

capi£ulo.

anunciant.es

respon.sabilidade

nas

horiu-ios

dos

no

com

t.empo

deslocament.o da cantel"a de TV aS.rea

t.elevisual,

t.ela

da

da

e

show

0

enquadrada

procu.ram

Samba

a

event.o.

percurso

conjunt.o,

de

igual modo,

os

a

t.ant.o

annal

I'egularidade com

excit.adoras

ao

a

carnaval

e:t'eme.ro definido para sua exibic3o. 0 na

ehov.

negociacao

seja,

qual

mais

De

ent.re

prot.agonist.as

t.omar

..

ci.nco do onde reftetores pOe pOe canhCio A noi.te o.ca.ba

de.efi.le mostro.r:

t.elevis§.o,

de

como

a

est..i:lveis

programa~ao.

da

empresa

desfile

unificant.es,

lhes

es:t.:relado

de

t.empo

0

Tornou 0 eo.mba. d•

"t.elespect.ador" est.a int.imament.e relacionada da

comerciais

do

diminuic3.o

de

Agora

decfi.Le

aos

0 telespecta.dor. moatra.r 0 escola

fi.nahda.de

pO\.S

novidade

a vel'

.resposabilidade.

moldura

elementos

presenca que iguala t.odas as

pist.a,

da

encharcados

repi'oducao

assume

e

dest.e

de

modo

concol"rent.es

e

de

mat.eria 0

e

lug.ar forma

det.er-m.inado imagin3r-io a respeito da Fest.a-Espet3.culo: va.i.

&er

no

di.f erenle do

do

que

Sa.pucc..t

Como

mudou,

••Depot.m•nto . de

A l oysi.o Legey.

pa.ssou. com

escola.s

Em .1988 edi.tor-i.ai..s pculi.ram

238

as em

escola.s de samba enlro.ram ri.tmo de zi.ri.gui.dumc ••• ) • outros enredos. Fi.ca.ram


eel.et-i.eo.s( . . • >. ma1.s sobrevi.verCio lornam

Numa

festa

mundo, esti.los

ca.da.

refer&nci.o.

0 deve

tornou

e

mus1.ca.1.s se

1.nva.dem

ale~6rico

carro

nao

s6

cat.aliza em

elet.r-8nicos.

f3cil

leitura,

A

f'igllX'ac;:ao

inclusive

semelhant.es Renat.o

se

Mas

persuasiva.

e

Laje,

t.rat.am

Ist.o

de

signos

da

ao

cult.ura

art.ificios: olhos

da

s:inais

plat.Gia,

cujo

recorr-e ao apelo a

cores

quem

no

Juz,

cor

e

s:om,

urn

aJegol"'ia a

ce:rt.o

de

barroca

um

que

inst.abilidade,

Para quem a

como

o

comparece com

do

opera

com

a

a

de das

projet.o .•

0

"arquet.ipos

Ai

aparencia

de

sao

art.efat.o

que

informac6es.

Para

na

0

port.ant.o,

cor que

alet;or-ia

quant.o Maria

ao

dos

direcao

dos

cenografica,

de

inst.ancias

o

olhar

Bs

t.r-ans:e especular pelo

carnavalesca

Viveiros:

acao

uma

At.rela-s:e

do

imediat.ez

da

his:t.6r-ica. suarda J"'eal,

Cast.ro

figurac3.o aleg6rica das Es:colas: condiz com o

239

e

como

afiancado

a

empreendiment.o

mat.eria

dilaceramento

LaUl"a

cores

at.uam s:obr-e as

es:pet2tculo.

ident.it.ar.io,

ima6"em,

da

disparados

a

da

pois

das

espirit.ualizar

a

caract.eres

ins:t.rument.ac;ao

excit.ada.

forca

selecionados,

confeccao

at.enc;:.iio

o

a

manancial

na

sinais

ass:is:t.e

quer

elementos

aut.or

art.icular as

incit.ado a

de

afinidades:

seja

fosforecent.es

facult.em

que

caract.erizado,

port.ant.o

que

Joiffo Moderno,

de

expos:ic;:.ilo, que supr-ime a ausencia de prof'undidade af'et.iva e E

ano

a

sorriso sapeca,

s€-rie

£ormas mbveis:; estes moment.apeament.e £o:r-mam, dur-ante o de

Ano

impact.o

2tcidos

virt.uais.O

a

recur-sos: de 1uz e

de

mas

uma

audiovisual.

convocando-lhes

exercicio

ps:ico-s:ensoriais

e

Tais

comunicat.i vo-expres:s:ional est.S.t.ica,

de

cient.e

do

visiveis:,

iluminacao.

de

de

reclU'so

mecanisme

dos

ut.Hiza

figuracOes

out.ro

exacerbacao

fisica,

novidade.

da

simples''.

espect.ador

urn

se

bast.ant.e

de

gracas

primado

seus 6culos refletiam as imagens dos

imagens

as

met.onimicament.e o t.ant.o,

do

ponto

como

com bone de baisebol e

t.ons

OS

comuns; com .figur-acOes bern

memOria

o

t.ro.di.CCio

a

Mocidade t.rouxe, ilust.rando o

video-~ame,

manejava uma manet.a de jogos

est.e

proporcao

imensa escult.ur-a de urn menino,

cen6gra:Io

o

t.elevi.aac do de novo a ma.teri.a.i.s, curi.oso e

para sua.s i.nvencOesO!Ia.nchet.e/J.B-02-1P89).

superar-se

roupas,

ano: espa.Co do

guo.rdo.ndo

inovando quo a6 empoLgant.e(Jorna.t do

programas novos samba.

cada

renovo.,

capaz de provocar. Em 1993 a a

doo

urn

oxplodem

escola

eseoLCUI: sabem 0 &!:lpet6.eulo

a no

coda

a

j6. se quo mudanc;:as

v1.suai.s·

como

mel.hor

0

o

com

a

excesso,

Cavalcant.i.

pl"'oces:so social


de

elabor-acao

a

unidade,

na

locus

cidade

rnediadas.

int.eracao

na

e

ruina

progr-esso

mas

sent.ido

t.rocas

forma,

def"ende

agonist.icas

No

c.aso

do

na

a

de

ent.:r-e

est.et.ica

fragment.adas

fulcradas

inf"erencia

que,

de

percepcao

a

para

ent.ronizada como concepcao de mundo e

rnoder-no.

imanent.e

encont.:ra

Ent.ret.ant.o,

0 inst.ant.e fragrnent.itrio que int.errompe a do

urn

experiencias

das

baseia,

se

exist.e

Dest.a

met.r6pole(1993:168).

Benjarnin<1984)~

bar-roca, a

de

nao

sirnb61ica~

art.e

da

s6cio-cult.ur-ais o

que

ja.

Desfile,

sernelhanc;a

diferenc:as aleg6rica

do

ao mesmo tempo

repet.ic3o do mesmo na hist.6ria

Car-naval,

a

alegor-ia

compreende

a

comw"ricacao

eficient.e; a

busca da univocidade do sent.ido por- meio de

urn

simulacra

unidade{que

e

em

urn

e

da

de

sist.erna-cenog:rafico especializacao aut.omS:t.ica. cont.empla. uma

0

informac5es ao

o

a

Jim

que

excesso

t.ot.alidade

carro

t.ribut.3rio

tecnica

Pais

o

se

de

cuja

ot.imizar-

quer

provocar

det.alhes

dimensao

t.em

o

ocupa

est.a

t.ecnologia

da

objet.ivo

e

ident.ificacao

a

prop6sit.o o

de

signif"icacao

:Funcional

olhar.

evit.a-se

a

de

quem

de

simu.l.a:r

Bombardeia-o

apat.ia

unidade,

em

.ar-t.iculada

seu

t.odo

dispost.as;

het.erogeneidade

a

E

conquist.as

das

de

sist.emat.icament.e

t.rans:F ormar

aleg6rico).

do

com

espect.ador

conjunt.o

em

o

a

com

homogeneidade rit.mica-musical. Durant.e

o

Ult.imo

Beija-Flor

de

Canto

Cri.stal<homenagern

lilas

de

de

Nil6polis,

suas

quat.ro

a

carnaval<1985),

mil

aplausos

"chicot.e

seqUencia!",

Lido quais

de

e

Paris

da

Escola,

present.e

mesma

ainda

plat.eia.

Sai3o),

poi'

com diversos

observar

que

o

A

nas

int.it.ulado corn

dais

o

0

luzir

geradot'es

t.ecnologia

cenar-izacOes

canh5es

proporcionavam bordados pude

BidU

Escola

da

de 60 KVA -, controladas por um comput.ador,

e

cont.ou

abre-ala:s,

aliment.adas

da

a

passagem

da

carr-o

lirica

acalo:r-ados

pot.ent.es raios

barracao

cant.ora

13.mpadas,

respect.ivament.e, de 45 KVA e arrancou

do

apresent.acao a

quando

de

do

luz.

t.ipo

Na

ut.ilizada, fet?ricas

strong,

visit.a

carnavalesco{e

do dos

feit.a

ao

designer

de

moda) Milt.on Cunha mont.ou urn paine! simulando os dez set.ores cromat.icos em que dividiu o subt.ons). elaborados: ser

Algo os

que de

cont.emplado

visualidade

desfile(e os quais se subdividiam, lhe

uma do

m.axima,

peromit.iu

especte

alt.o. cont.ou

0

de

arco-iris

t.rat.o

corn a

t.est.aro

com

as

r-eluzencia

cada urn,

ern rnais

ant.ecipadament.e

os

seropent.eando

pist.a,

f"ormas dos

e

na

cores,

mat.e:riais

dez

ef"eit.os para

visando

pl.ast.icos

e

a a

t.ranspari-ncia dos t.ecidos sint.et.icos. Ambos funcionaram como rebat.edores coloridos de luz.

240


FLANTA 06 ATELIER DE G~Tl1LTO D:.iill0JA(PR£DIO DA Flili1HE/l2ANDAR) I I

I

s:.:Lla de

escri t 6ri o

aderer;amento

varanda I

banlwiro

.' .' '

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''

Ql

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''

Ql

'

"' .1;!" Ql

''

''

''

.. '

'

secretaria administrativa

depOsito de fantasias

-~---


PLANTA 07 ATELIER De: GET\JLIO BARll03A( GALPAD EXTERND )

-

"'··..

#' "'"

.•

J'<

/

·---J

I

000000 maquinas de costura

almoX<1Tifado de aderegos

re fe i t6rio

···...

Gsa de~~

...•.../ almoxa-rifado de costura

bancada de aderegos maquina de

aderc9aria

certe[2l

J1TflllJ! lililltli .,.o .,.o

"'

·§'

;,;"'

o'CY

"'

'11,"'!!

setor de solda


PLANrA 08 ATELIER DE GE'rtlLIO llARBOSA(PRi:JIO DA FRENTE/Tl!:RREO)

sala de escultura mciquina. de 11 Vacuo forming 11

''

''

'

oficina de modelagem

''

-------

''

' ',

'

' ' ',


Mesmo singulai".

Eeic3o

barroca

barroquismo

0

sulicien~e

a

para

e

envolver

explorado

comunicabilidade

mais

diret.a.

que

forma,

dissolva

combinac.ao est.So

a

de

Porem

em

ou

na

reenfant.izadas

qual

na

a

dado

sinuoso das

anarquia

o

linhas de

abert.ura

uma

pastiche

forma,

muit.o

geomet.ricos

buscar urn

e

seja,

pr-olixo,

int.roducao

se

de

comparece

ou

aspec~o

~races

exuber8ncia

express.ao,

a

OS

lug-ar

reinvent.ando-a,

t.ecnicas

seu

comport.a

art-nouveau

do

de~em

Eormas

em

eclet.ismo;

urn

florais

dos

e

finas

dessas

feit.o

da

carnavalescas

funciio

e

sent.ido

conjugam-se na direcao de urn mesmo efeit.o de sig-nificacao. Por out.ro !ado, a Escolas a de-

descent.ralizar a ~eia

complexa

na

qual

micro-empresas,

embut.idas

art.ist.a plast.ico Get.Ulio cen6g-rafo,

ent.rou

anos

se-ssenta.

t.ornou-seteat.I"o

no

pr-odut.oras

e

1972

de

pelo

sit.uacAo da firma.

Hoje,

Penha,

meses

per

ele

a

e

pelas

m.aos

mont.ou

se-u

a

set.ores

Arlinda

pi"6prio

de

t.:r-abalho

ano

em em

e<

fins 1979,

t.elevis8o,

a

com

as

jUI"idicament.e

a

1990,

subUrbio

pessoas

57

secret.Mia,

no

de

do

est.ilist.a

56

para

reg-ularizou

de

como

atelier.

No

trajet.o

0

Rodr-igues

services

cine-ma.

e

Comecou

.

de

Co!lor,

de

emersao

ausencia

A

service".

inst.alado em urn casarao o

variada.

de 36

prest.ar

governo

a

concorre

ce-na uma dive-rsidade de pequenas e

heur-ist.ico

comer-ciais

coo:r-dena

ano<nos

mao-de-obra

"prest.adoras

Comecou

post.as

da

como

carnaval

prot'issional.

exigEmcias Vila

insere-se

Barbosa

Em

Is~o

producao do carnaval.

formais de t.rabalho t.raz

con~rat.os

dos

expansa.o inst.it.uida com o Samb6dromo obriga as

carioca

empre~adas

cont.abilidade

da

set.e

pi"oducÂŁio),

e

int.eiramente dedicados ao Desfile no Samb6dromo. ver,

seu

A

ness a

t.rabalho "carreira"

e

fundaca.o

a

possibili t.ando-lhe

area,

urn

mercado

ref'ere-se a Lie-sa como a e do

t.ecnicas

no

pet.r61eo",

passou

pet.roquimica, Escolas(agoY..a

a

possivel cheias

96

de

os da.dos e o2-4-!5/02/S993.

cores

de

confeccao a

de

ele

ao

r-esist.encia

a

resu\.t.o.m deecri.cOes Ver p\.o..nt.o.s de Oei o.. 011:.

De

como igual

sugest.ivament.e fan~asias

f o:r-necida

ent"'iqueciment.o As

do uma

modo,

sit.uacOes

de

de

indUstria.

pela

monet.Srto a.Iem de

chuva,

das

ap.arecem uma maier

por

o.t.eher

"era

aderecos

e

conseqliioncias

Desfile,

que

241

carnaval

0

alegorias,

pecas no

"moralizac.§o"

entrada de novas mat.eriais

chama

..pet.r6leo ../dinheiro). das

a

compet.it.ivo.

materia-prima

sracas

enver-g-adura e

definir

pont.e que facult.ou a

poi"que

com

significou

bast.ant.e

Est.a nova fase

no maier volume e variedade

fechado,

Desfile.

con~ar

a

Liesa

da

exemplo, noe


por&m com t.ambem maior leveza e :flexibidade na composicao das formas.

e

Seu at.elier A

resinas.

pa:I"'t.ir

e

set.embro,

especializado no manejo corn est.r-ut.uras de ar-arne e

do

I"isco

do

Cai"navalesco,

os

arame,

0

r-esplendores(em

ut.ilizado

media,

de

quat.ro

soldadores

ern

est.rut.uras

met.a.J.icas

como base

para

e

80 cent.imet.ros), t.ornos

em

10

e

sS.rie,

rec:obert.as

por

t.ecidos

cont.ando

as

ja

sint.S.t.icos,

escu.lt.uras

sao

os alt.os

com

e

Est.a

colocada

Est.ados

Unidos,

nos

uma

mesma

mat.riz

de

anos

na

oit.ent.a,

06

plantas

palo

indument..arias

"media" e "pequeno" Dent.ro funcOes

gradualment.e

com

de

sag:r-ado

campe.a,

afirma 97

que

mui.ta.s

To.mb&om

faeili.t.Cl

0

•

des de

do

ficou

Tern

de

acet.at.o.

de

conÂŁerir

medida

os

na

a

set.or ou

dos

empregada aos

mais

de

t.empo

minimo

pelo

posit.iva

impress.aio

na

format.o

com o

de

isopor,

Trazida

sido

principalment.e

padr.3.o

de

t.emporal

planejarant.es,

"grande",

em

1988,

cen6gr-afo

Est..acio

de

quant.o t.odos

sa. ao

vez

ofert.a de

1974,

desenhando M3rio

mais

mS.rit.o

det.alhados;

a pelo

diluida

paulist.a

Chico

roupas. em

Escola

Assumiu 1991,

t.enha

t.it.ulo.

a

se

Mont.eil"o

Spinosa sublinha

que

tra.ba.lha.m com mesmo pa.drao. 0 possi.bili.t.CL vend&-l.o.s em Q fa.se pr&-ca.rno.vo.l.esca.. devi.do curto do. a.nteci.pa.da.menle o corpo do Algo

porque

na

para

de

f ant.O$ic.&,

perde

bases

as

o

de

coordenador

de

Mont.eiro,

Embora

di vis3.o

da

carnavalesco

especie

nal"rado, desde

do

carla

art.ist.ico",

carioca

projet.os

da.s

de

t.elevis.3.o

dUvida

e

espacial

t.arefa

badalado

eosturei.ra.s

com&rci.o

consist.e

e

espumas,

do

f'orming.

mas

agora

de

Carnaval

carnavalesco

deixou

vacuo

sob

"diret..or

Figurinist.a

afast.ament..o

posica.o

oxigenio

uma mat.riz

confeccionam

cent.ralizador

um

no

produzindo

argila

cost.ureiras

reol"ganizaca.o

exemplo

0

ent.rou

o

dest.a

de

argument.o.

Spinosa

nao

e

.

aspect.o

o

especializacao

o

feit.as

Carnaval carioca, a

no

est.S.t.ico.

37

de

em .lar-ga escala e

as

j.2.t

ar-madores

como

grupo

em

t.ecnologia

flexibilidade

08.

a

t.al

placas

diferent.es mot.ivos figurat.ivos,

pee as

a

e

com emborrachados e

primeiro

mh.quina

sabre

a

devido

macicament.e

ver

julho

go.las

solda,

mat.el"iais

t.rabalhados

moldadas

por

de

depois post.as sobre uma "cama de gesso", dai se faz I"esina.

de

chapeus,

t.rabalhado

maquinas

acet.ileno. sao depois for-radas as ar-macOes

em

meses

feit.o um molde ampliado, ent.regue aos pr-o:fissionais de ambos

os set.ores.

cost.ura.

ent.I"e

-

as

Ele la.rga

nao no peri.odo esc:o.la hoje de medi.r obri.go.t.ori.eda.de procure. mo.ssi. vo. de l.ugares nas a.la.s, vezes pele mui.tcw i.nvi.bi.g.li.zcu:io Q oulros eslc.dos ou pa.i..ses, toca.ti.za.da..e em que l9m a.cesso por peeeoa.a Desfi.te. Hoje di.a. mesmo do a.pena.s OS deslo.ques do luxo ou vesli.m&nla. no celebri.da.dee usa.m roupa.s fei.ia.s sob medi.da.s:.

242


solucOes cot.idianas que det.erminaram o t.raba.lho, foram suas. A polEmrlca remet.e a

incorpora divis8o

cadeia

t.rabalho

do

meio a

de

uma

concurso)

a

p.Etginas

plat.S.ia. Nemes

durant.e

o

Desfile,

out..ras

a

nocao

qual

funcOes

desfUe,

jornais

como

exemplo,

por

a

Des:file,

de

no

define

sistema

os

pode

e

signi:ficar

:revist.as

ou

anunciados

quando sao

da

aut.oria

ern

ovacionados.

pela

do

de

t.elas

da

t..it..ulos

:facilit..ado

de

De

TV.

no da

igual

cria expect.at..iva

Rosa

Magalh.ยง.es

e

Renat.o

locucao

oficial

da

Liesa,

assim

marcas

Const.it.uem

na hierarquia ent..re as Escolas de Samba e

funr;ao

padr3.o

0

acesso

nas

jo3.ozinho Trint.a.

de

part.es

mercadal6gico

adesao de novas component.es nas alas e

modo incent.iva a

Lai;e.

de

ressignif"icando

como

assinat..u:ra de urn art.ist.a{det..ent.or

det.e:rminado

nas

Escola

embora a

a

compromet.idos

medida que

const.ruir cen3rios de acordo com a

do

fest.ivo

int.erdependent..e

cult.ura. M.uit.o

~ent.es

de

exigencia de projet.ar e

t.rabalho,

na

maier

carnavalesco,

ent.ret.eniment.o

a

um processo que se impessoaliza

valorizadas

aquela part..icular exist.ent..e no

meio profissional dos carnavalescos.

colet.iva

da

producao

sist..ema que cultural t.errnos

ai

cont.radic3o

A

uma

concret.os,

conferido ao

no

qual

est..e

A

Desf"Ue

rnais

porque

a

element..os

e

est.abilidade de

inser-e-se,

aspect.o sempre Passarela.

os a

singularidade

org~zacao

e

ant.it.ese,

redist.ribui

ali

entre

est.rut.ura os

fisica

acelel.""ando

da

das

urna

pec;as

novidade

mais que

do

o

a

no

consume

que para

Ern

significado

processo

conf"eccionadas embut.ida

t..ensao

circulam.

e

Samb6dromo t.odo

est..rut.ura

uma

nela

quant.i:ficacao

t.raz

e

mercado16gica

valores do

criador

e

event..o

Carnaval agem sobre

ef'S.mero

valorac;ao

do

do

produt.i vo

det.er-mina

o

exibicao

na

obsolecS.ncia

como

essencial a t.udo quant.o ganhe mat..erialidade pl3st.ico-visual na pist.a. t.rabalho

0

do

carnavalesco

:fixa-se

na

con:feccao

de

brilhos

excit.ant.es mas imediat.os. Daf decorre que at.uacao desse agent.e nยงo pode colar-se

a

pee as

sobr-evivem

art.ist.ico; comunicat.iva

com

espir-i t.uallzem-se,

que

uma

. plat.eia eles

pl"ecar-iedade

da

an&nima,

art.ef'at.os engenhosos em tempo escasso e coligidos

de

di:ferent.es

pat.rocinadores.>. apreendida,

em

A

:font.es<de

conformacao

part..e,

pela

perpet.uando

a

qual

elaboradores

experiencia

na

e

de

sugest.iva:"O

carnaval,

como

a

TV,

243

e

a

r-ela.;ao

feit.ura

nest..a

m.i5.o-de-obra, 6rbit.a

indUst.ria

homologia desenhada por M&r-io Mont.eiro, t.ambem cen6graf'o

e

da

de

com uma variedade de recursos

rnat.tir-ia-pr-ima

dos

or-iunda envolve

fa.zer

seu

0

um

t..:r-abalho

pode

t.elevisiva. da

de serA

Rede Globo,

descart.avel.

Sou

โ ข


especialist.a

nesse

t.ipo

ceno~rafla.<. .. )Quando

de

barr-aca.o, acho

t.udo ult.rapassado.

fascina"(jornal

do

acent.o

0

Brasil/21-02-1993).

cont.ribui

e

ent.ret.eniment.o. Ele

para

prOprio

fest.as",

a

quem

a

alegorias

brilho ef&mero

Todavia

coni"er-e

dist.inc§o

a

da

volt.am

ao

cenogra!"ia

me

assinat.ura

do

a

Chico

do

event.o

de

Vale, por isso, descr-ever

grande

a

out.ros

bens

de

coordenador

pist.a.

Spinosa

ordenar-

cabe

"art.ist.a"

est.Ho{marca-signo)

dest.e modo urn mist.o de genio criador e

do const.rut.o visual levado 0

que

dif'er-enciador-

e

producao

o

Mas

as

a

reconhece

se

est.et.icament.e a

sua rot.ina

como

ent.idade

dUl""ant.e

a

urn

"oper3.rio

que

o

de

cont.r-at.a

produc;ao do

•• .

espet.3culo.

A principia escolhe urn t.ema com amplas possibilidades de const.it.uicB:o de imagens. Em 1994 concebeu o enredo Abrakadabra. 0

para a a

Uni§o da llha do Governador.

pot.encialidade

cidade/Amor,

que

a

mar-avilha1,

De posse do t.ema e composit.ores~

que

refr§o do samba-enr-edo deixa clara

0

t.emat.ica:"Amor~

da

a

a

noit.e dando

llha

pesquisa inicial,

da

partir

dela

brilha/A um

elaboraram

Ent§o

escala

de

mult.icor

a

procedeu cores

do

que,

cort.ejo,

realizac;a.o

mant.endo como se

de

a

uma

do

cor

de

qual

inscrit.as

no

Spinosa int.egrou

desenhos,

na

a

sinopse ent.regue aos

crom3t.ica,

"ent.rasse

encant.a

.f'elicidadeC..)".

canc5es

as

duzent.os

unidade

ma.gia

banho

escreveu a

concur-so int.er-no de samba-enredo da Escola juri.

Despertar dos Magicos,

segundo

cont.rola

out.:r-a·•,

o

sem

o

uma

ef"eit.o cair em

anarquismo. Cabe-lhe cola

colorida)

"modernidade'', elet.r&nicos -

e

f"azer-

est.ando a

deve

pr-incipia

de

de

de

escolher que

"a

leveza

no

t.S.cnicas os

gent.e

novas

figurines

conf"eccao a

habit.uados

aperf"eicoar

exemplo,

riscos

expr-esso na maior

escult.ores{t.ambem ainda o

pesquisar

igualment.e

do

eficient.es

gost.a

exibidos de

ve.r

exemplo,

a

carros

crit.8:r-io

da

t.rac;ado

cargo de

universe

corpos

e

mat.eriais(por

da

urn

e

sob

o

no

uso

grupo

na figlll"'acao nas

gent.e

alt.as

vest.indo

...

"".

e

t.are.f'a

imagens.

alegorias,

bonita. A gent.e gost.a, nessa fest.a paga, de ver corpos nus" 98

sua

E

das

bonita

ef"eit.os

f'igurinist.a

de

t.elevis§o).

de

Por

com

o

roupa.

Em 1994, o

Da.doa reeolhido• no depoimento de Chico Spi.noea. ao a.ut.ortto-o:t-.tP94> .

como fi.gurac;5ee modetos disputa.m eobrea.e a.le-gori.o.e. Atualmente atri.to di.vulgat;:S.O ftsi.eo ganhou mui.t.a entre du~ modeloso pelo Em .t993 Eeeola. samba. Oro.nde um ca.rro do Ri.o. respei.to, om A indo. Lugar a. nos con to. com a todos OS presenca do um contou quo grupo spinoaa s-e prepo.ro.m desde rapo.:zes(fisioculturist.as> quo do outubro 0 p=o paseo.relas da D.-sfi.Le. Nome-a fa.moeo& moda af erro.m-ee pelo di.reito do

•=

244


destaque do seu trabalho ficou por da

e

Escola.

Set.e

garrafas

bolas

de

imensas

esculturas

plitst.icas<cont.endo sur~iram

sab3o,

sem

para

medo

de

de

do

carl'o

cavalos

anilina

azuD,

saudar-

imagem :foi elogiada na imprensa. sentenciou:"Olha,

conta

a

que

fechou

o

marinhos,

:feit.as

em

replet.as

magia

da

apresentador

0

e

errar,

urn

de

Era

de TV,

dos

carros

luz de

desfile metal

solt..ando

e

Aqutirius.

Fernando mais

A

Vannucci, que

bonitos

passaram aqui, ontem e hoje. Chiquinho Spinosa abusou cia criatividade." carnavalesco

0

profissional

teve pela

contradada

de

ainda Escola

e

interagir

com

responsavel

core6grafa

a

elaboracao

pela

e

t.reino dos movimentos exibidos pela comissao de f"rente. Ambos negociarn a

uma homogeneidade fisica,

escolha dos int..egrant.es<que devem t.er ao

port.e

at.let.tco

figurine e a

uruao

repr-esent.ativa isso,

da

descobert.a

africanas. Durante a

ref"erenciarem o

suas

sint.et.izando e

a

envergadura espet..aculo. no

os

E

sent.ido

a

ideia

Tal format.o

do

alta

est.at.ura),

dos

t.res a

de

o

t.ipo

de

20 mil sao vest.idas

ant.igi.iidade.

na

est.ilizados

frente

de

comissao

homem

t.emas,

de

sido

como

Para

t.ribais

dane as

met.ros). ot.inri:zac3o

regular

"anfit.ri6es imagin2trias"

caract.erist.icos,

primando

pelo

aderecos

e

as

Escolas

magicos" dos

por

ef"eit.o

enredos.

encenac5es co:r-eografico

ut.ili:z.ados<em

Trat.a-se

de

urn

de

os

elementos

t.odos

que

a

show

dent.ro do

do

cort.ejo

impact.o. homogeneidade

audiovisual, pessoas

pelas

t.em

''viagens

ant.es

conferir

espet.3c:ulo

carnavalesco. Das 70 mil

anos

nas

roupas

das

deslumbrant.e

es!"orco

uma

pelo

frente

solenes,

geral a

de

imergir

explicit.am do

fogo

Ult.imos

Nos

g-estos

chega

t.rouxe

passes

comiss5es

magnit.ude

alt.a

de

evolucao do grupo de 16 homens, wna nuvem de fumaca

pUblico

Subst.it.uem-se

do

gest..os

envolvia.

os

convidam

homens

Governandor

do

coreografou-se

colorida

de

encenac.3:o propost.a na danca coreograf"ada. No ano de 1994, a Ilha

da

esport.ivo

t.endendo

que

Escolas"".

ao

para

em mE.-di.a

conjunt.o das

des:f"ilam n.as

Sao int.egr-ant.es

das

alas

amplia

t.aref"as duas de

o do

noit.es, baianas,

""rai.nhas¡¡. front& bo.ler-i.o.s como Em ou.trosr c:aaos, mul.hers-s como manequ.i.ns ge1nha.m pr-esllgi.o e a.lri.zes ocupa.ndo a.qu.el.e atri.z Luma. da hoje famoliiia do Oti.veira., deecobert.a. em .t.P87, c~o C:a.pri.chosoe de Pi.tares. A a.nsi.a. da.s Escola.s em sa.mbou pela. esla.bel.ece cs condi.COes deale especi.li.st.as de i.nsercao o pUbli.co

de-ttc:onheci.das l.uga.r. quando fgsci.na.r do. eeduC ao. 4

foi. o.ti.ngi.da a. part.i.r dos da.do51 qua.nlo a.o m.lmero de A mil>di.a. di.stri.bui.CO.o nos .s:etor&s, forneci.dos pela.s Escolas Q Li.eso., e sua. no. revi.s:la Abre-Ala.slconttulta.da. pelo corpo de juro.doa:>. publi.ca

245

desfi.la.nte.s: qu.,O!O C:onsul.tei.


mest.:re-sala e

porta-bandei:ras, comissao de

SAo

bat.erias.

chamados

OS

onde

''comunidade'' just.i:ficado

pelo

t.radicao

do

po:r isso

mesmo,

predominam

significado

e

Desfile

conformam

o

consist.em

em

''set.or-es

ao

mesmo

event.o

func5es

pessoas

tempo,

g€-ne:ro

semi6t.icas

na

no

nos

signos

de

ser-em

de

cult.ura.

e

hist.6:ria

e

concurso.

E

t.:radiciio

Signos,

p:reenchidas

e da

invest.iment.o

elementos

popular

a

0

desempenhado

consist.em

passist.as

das

negras.

desses

est:rat.S.gico

urn

como

t.ecnicos",

expressive

papel

o

as

cr-ian~as,

:fr-ent.e,

corn

que

po:rque

e:fici€-ncia,

t.endo em vist.a o :refo:rco da imagem do ..bale-6pera" de rua, prot.agonizado .. povo''

do

genialidade

pe.la

di:rigido

e

f olclo:rist.a

imagin.Str-io

aliment.ado pela lit.ur-at.ur-a jornalist.ica, publicit.3ria e par.a-int.elect.ual. Para tanto t.ais setores ensaiam mais de duas vezes na semana nos

meses antecedentes ao Desfile, quando recebem orient.ac-5es a gestos e

do t.ipo de coreografia a

:respeit.o dos

ser :realizado para realcar- mementos da

let.ra do samba-enredo ou do personagem que int.erpretam na narrat.iva. Por exemplo, em 1993 as baianas da Escola Acad€-micos do Salgueiro faziam urna

balance das

ondas,

a

assemelhava-se

eu vou/No mar

ondulacao

quando

braces,

OS

agrupamento

pelo

at.ingido

com

:r-emada

de

espS.cie

a

eu jogo

compacta

agit.ada

a

saudade,

dizia:"( ... )E

amor(. .. )".

longas

das

ondas,

das

mUsica

vista

efeito

0

rodadas

saias

quando

no

do

alto

ou

alas

de

fim

do

das arquibancadas e camarot.es ou das lent.es das cameras de TV. mesma

Da

comunidade

em

co:r-t.ejo seus

as

administ.racao:

costuma.m

disposicao

a

normalment.e

de

clientelismo doada

se

malhas

de

t.orna

urn

e

inicio,

meio

danca

. A escolha dos

sociabilidades

de

origem.

politico

..

das

Amizade,

ma:rcam elo

a

que

lacos

indicacao

dos

comp:romet.e

que

de

0

ent.idade: deve grat.uit.amente ded.icar-se aos ensaios com

Para

e

esta

..vest.ir

e

com

OS

dirigent.es,

• exalt.ada

dar

respectivQ.51

desfi.la.r

pelas

alegria

a.oso entre

por-

a.nos Q

a

Fonte: depoi.menLo de

essas

realizar sua de

mi.l

.9. 500) .

••

que

bair:ros

seus

fantasia

A

afinco.

ediCOea

aos

pr3t.icas

e

desfilant.e com a

as

set.ores

determinada

Escolas

integr-antes.

seja,

expllca

objet.iva obt.er maior harmonia de canto e

parent.esco

ou

Laila

determinados

component.es

vinculam

maier

forma,

La.ila..

246

o

papel da Escola de

comunidade".

......

promove-lhes

alas

Tais

a..s

Samba,

condicionantes

entida.de&

Q

componentes,

a

menores

maiores de

3

Q


Escolas

permit.iram carnavalesco.

TambEtm

post.eriores)

anos

realizando

uma

Nazare,

que

j3

ent.re a

novos

o

Salgueiro a

com

o

t.ema

o

seu

desf"ile

comuntdade,

cia

correspondent.e

cont.ava

sua capit.al at.e

abriu

ala

coreosrafia

de

Janeiro.

de

1993<e

do

e

regularidade

dais

cordas. de

Sirio

paraense

um

nos

por

romeiros

de

A

desempenho

seu

rode ada

aos

avent.uras

as

Rio

no

desdobrament.os

na

viag-em

consist.S.ncia

dos moviment.os result.ar-am de dois meses de ensaios permanent.es. No espet.3culo das Escolas de Samba nao ha o ensaio geral de t.odo 0

pois

conjunt.o,

especializaclto

as

simples

encorpam o

core de

cort.ejo

het.erogeneidade

da

indument.aria,

de

eiU"edo.

int.egra Nest.as

das

relac5es

pelo

art.efat.os

sociais

t.ais

conjunt.o narrat.ivos

cS.nico, do

ao

enredo

aperfeic;:oem

t.ecnicament.e

cont.rat.ac;:Oes passist.as,

de

por

as

puxadores

exemplo,

suas

de

performances.

samba,

condizem

a

ant.i€as

"t.ias"

do

da

Pr-aca

elimina

e

est..a em jogo n.§o perpet.uar

uma memOria grupal a imagem

uma

pr3t.icas carnavalescas

do

est..:3.o,

present.e, desart.e,

especializac;:B.o direc;:.So,

cr-iador

divinificador-a na

as

em

em respeit.o 3.s da

ser resgua.rdada, mas o

supost.as

N3.o

Da mesma forma, a

.

at.o

o

a

especialist.as

vest.idos de baiana,

XI,

encorparem

ala

os ma.landros t.r-avest.idos de baianas. Em t.odos os casas,

Escolas em

samba

No

port.a- bandeiras,

de 42

ent.:r-ada no cidade.

mesma e

disposic;:3.o

circularem com seu t.alent.o t.ecnicament.e desenvolvido inst.::r-uc;:ao da Liesa que p::r-oibe homens

Na

mest.re-salas

com

a

carnavales:co.

obst.ant.e, os set.ores mais expressivos conhec;:em uma maior e

int.egrant.es

na

f"ulcradas

de

set.or

0

evoluc.So dancada, abert.ura :fundament.al

dos

urn

desf"ilant.es

alas

formalizados

sao

ent.ant.o,

dos

maioria

a

do

nas

o

que

empenho

espet.aculo.

realizac§o

As

est.rit.a

do

modele espet.acular-fest.ivo. mesmo

0

subordina visual.

os

Em

prop6sit.o

aspectos foi

1991,

de

rit.micos

inst.alado

colocados

••t

na

.

di.zer

prec-..ao

hes\.La.nt.e. fami.li.area, sent.i.ment.o relaci.onament.os forma.i.s. desproporci.ona.l

bat.eria

Os

prcili.cas

do quo 0

ret.orno

aos

musicals empresa

sist.ema

de

designios

Inst.alsom,

compost.o

da

a.s

de

sol.i.dari.edades

apo.dri.nhamento

chega.m,

ent.roni.za.do pel.o

monet.ciri.o

menos

p=a

bs sua.s cont.ri.bui.c;:Oes.

247

• por

ma.i.ori.a.

plast.icidade pela

micro£ones

32

ut.ilizados

pelos

ba.stant.e comuni.t.llri.cw

cl.i.ent.el.i.smo, QO

impact.o

responsavel

por

micr-ofones

aos

f"ort.e

eapeci.o.li.zacao/profi.ssi.onal.i.zccao a.fet.i.vos,

bri.nca.dei.ra

n!io

e

art.iculado

e

qu& l.o.Cos

ident.idade

pela

urn

sonorizacllio

configurar

Carnavo.l, enquant.o, dessee

al.i.a.dcw ci.ment.o.m a

cont.rat.os

agent.e!l"

a.lgo


puxadOl"&S sonol"a

do

samba-enl"edo

simult.aneament.e

pist.a

e

pelos

corpo

da

conferindo

e

de

lares

aliment.ado

simetria

t.elevisao.

da

distribuida,

milhOes

Escola

e

ao

por

de

pelo

desempenho

0

uma

onde

se

rit.mo

da

de

t.odo

mesa

compet.encia

assist.a

o

bat.eria cortejo.

No

passistas.

Cabem

as

alas

mexerem

sincl"Onia

em

t.oda

a

Desfile.

Todo

o

voz

e

do

puxador,

ent.ant.o,

puxador e

samba como rit.mo musical, cuja danca e

dos

a

central,

mil wat.t.s de volume sonora abafam o coro das alas. 0 resumem ent.ao o

e

l"esult.ado

os

a

360

bat.eria

especializada na

progressivamente,

no

at.o de alongar- os braces para o alto, fazendo-os bailar. A posic3.o das bat.erias, proporcionar

e

manter

a

do samba-enredo e

a

hoje, ilust.ra bern a

cadencia

sit.uac3.o.

rit.mica-percussiva,

Cabe-lhes

a

vit.al

monofonia

expressiva coes3.o da evolucao dancada. Mas, alE!-m de

funcionarem como atrativo visual, em razao da massa compacta de mais 300 pessoas

agrupadas,

pr6prias

bat.Grias,

experiment.ar facult.ar a em

a

da

em

int.erna

conex8o

int.roduzi:r-

t.odo

por

"par-adinhas", altura

ctin.Emrlca

com

do

a

novidades

realizacao de shows

relacao

adotados

e

a

t.ot.alidade

anualment.e.

outras

Escolas.

Entre

os

por

t.amborins.

Est.es

recursos

levam-nas

raz3.o

instrument.os

deixam

alguns

por

sonoros

logo

destacam-se de

as

de

lhes

e

celebradas

t.ocar-

segundos

sincronizados. Ou ainda os florearnent.os agudos das de

em

isso,

t.odos,

samba-enredo

do

Ist.o

event.o,

das

padronizados

Artificios,

let.ra

do

inst.rumento

de expect.at.iva

cort.ejo.

t.odos

dP.

particulares mas indut.ores

o

quando

concerto

a

cert.a

ret.ornam

e

carla vez maio:r-es alas

impulsionam

o

deslocament.o

mais

:r-apido dos componentes, que desobrigados da danca com os pes, solt.am os braces

para

igualment.e t.orcida 0 s6

alt.o.

0

agit.a

os

organizada

Tambem

bracos, de

suscitam

muit.as

futebol,

das

empolgac3.o

vezes

contrat.ados

incent.ivada

pelas

plat.eia,

na

Escolas

par

que

grupos

para

anima-las.

result.udo tern side coreografias de milhal'-es de b:r-acos movendo-se a tempo,

dest.acada

nas

imagens

da

televis§o,

conjuntamente

de

emocionar

o

de

a

urn

evolucao

do conjunt.o desfilant.e. 0

cat.e~6rico

imperat.i vo

element.o

sist.emat.izador.

"gagues"

insex-idas:

Beija-Flor, int.el"ligam pUblico.

'I"

"'¡

na

Permanecem

sua

''Sacode!

ou

plat..eia

Nesse

e

sent.ido,

performance. Sacode!'',

desfilant..es

como solist.as

e por

248

pUblico

puxadores

OS

pox-

13rit.am~

injet.ando chegam duas

a

impOe-se exemplo,

termos alcancar-

horas

,

j.;3

funciona

como pelas

"olha

coloquiais

a que

reconheciment.o

n3.o

interessando


mats apenas complement.ar a voz das alas, como antes samba-enredo

facilit.am

a

sua

at.uac3.o.

mUsica, baseada na dimuic3.o e melodia,

com

consag-rac.§o depoiment.o as

do

o

t.inham

dramat.icos, romant.icos, a

foi

predominou

ao

Mart.inho

enredos

que

respondeu

aspect.o

nem

do

da

andament.o

int.ensidade

festival

alegres.

Carnaval foi refrao.

0

da

da

como

a

alegria.

0

cont.undent.e:"Ant.igament.e,

e1~am

sempre

alegre,

a

de

e

Vila

da

emocionant.es. 0

coisa

aceler-acao

A

simples,

lirnit.ou

composi t.or-

As mod1f'icac5es no

simplificaca.o da est.rut.ura das let.ras e

refr.So

Desfile

do

escolas

no

en.t'ase

•• .

Podiam

ganhando a

E

ser-

projecao

t.endimcia

e

foi

acelerar. "(jornal do Brasil/21-02-1993). Result.a

conjunt.o braces,

p!Sst.ico

cant.o

o

cabecas

alegorias,

c:obert.os

moviment.os

var-iados.

J.2t

f'ascinar-

as

sent.ido

de

produt.o

cultural.

engendrado

em

huma.na.s

figur-a.cOes

de

que

a

moviment.aca.o

plat.eias.

permit.e-lhe

0

mat.erializada

ern

sao

t.odos

qual

beleza

chapeus.

das

grandes

o

inst.ant.e,

luz

:fechament.o

do

forma

do

conseguido

da

ao

espat.aculo

signa

carros

para

significado

p.last.ico-visual

inequivoco

aleg6:r-icos,

de

altos

espa.:rramando

at.ua

campact.o

moviment.o

suave

e

nest.e

ar-t.ist.as;

roupas~

nas

colo:r-idos,

poliment.o

:fundi:r-se,

pelo

deslize

0

impr-ession.ant.e

pelo

formado

t.ecidos

enlace-se

ele

no t'est.ejo do carnaval: o no

explosive~

pessoas

mil

envolvidos

A

:r-esplendores.

suplant.ado

coral

quat.ro

de

e

ombros

e

galas

que

aleg:ria

danca

e

sorriso

dos :foliOes, apa.nhado na irnediat.icidade da sua apar-it;:a.o. Est.e

t.eor

publicados

coment..3r-ios "quent.e" ou e

na

"fria",

ist.o

DW'kheim.

"bern"

o

e,

ou

:foi

Evidencia-se,

ext..e:r-iorizaca.o

das

par-t.icipacOes

unive:r-so

sirnb6lico

o

conjunt.o

eng-lobant.e

do

as

•as· para

condicOes

em

a

ret.omar

a

id9ia

apanha

em

:l&to i.mpulsl.ona. a i.ndi.vi.dua.li.zacao do puxa.dor como monet6.ri.a. da. fest.a. & tra.z consi.go a. va.lori.za.cao pcu=oa• do puxa.dor bem sucedi.do no Desfi.l& & fi.xa.do em oporluni.do.d• de a..lua.r em ca.sa..s de shove fa.zer exterior, dura.nt.e todo o a.noCVeja./0•-os-t!>:!>Z). Dutro• .lenco de c:a.nt.ores d& sucosso, ca.eo dl!l- Negui.nho do. Bei.ja.-Flor.

wna

de

objet.ivat;:a.o,

de

obedi2-ncia

rit.mo

e

primado

0

no

como

Escolas

que

••

249

brilhou

que

ali.

lhe

ou

Samb6d:r-omo,

desf'ilant..e,

que

apresent.aca.o

empolgant.e feit.a

Os

permanent.ement.e.

cada

"efervescent.e",

logo,

arqui t.et.ur-a

sent.ido

pouco

seu papel

na

de

relat.am

Observa-se:.a cobrant;:a

mat.e:r-ializadas

invest.e

t.est..ado

algo

imprens:a

visual-p.la.st.icidade.

que represent.em de

fest.a

de

in:formam do

a

exibivel

det.e:r-minado

gr-ade

cognit.iva,

urn a.ni.ma.dor muU"i.ca.l funcao. 0 c:ha.ma.do d6la.rea a.bro-lho pelo no chega.m QO reslri.to


e

dentro da qual felicidade

classificado e

individual,

possibilit.a,

nos

e,

ist.o

seus

reconhecido como elemento realizador a

limit.es,

do

legit.imidade

viver

de

Desfile

acor-do

com

de

os

da

Carnaval

deuses

ou

a

perfeit.a ant.l"opolog:ia moderna. lst.o

que

Bast.ide(1971:253), func8o

da

Renata

Ortiz,

present.e

dizer rit.ual

o

mit.ologia isto

plena,

:format.o estes

t.al

Porem

fim

a

mecanismos

imposit.iva

do

de

nexo

a

ritmicos-percussivos,

esta

linguagem

16gica

do

humana

espet.aculo,

da

experi9ncias,

do

o

seja,

Ou

atuando

dramat.icos

ambito

expost.os.

em

sabre

como est. a

linguagem

coreograficos, popular.

de

a

alem

da

se

Mas

festiva

post.ulado

do

Pais

Vejo

uma

fundant.e

do

:fat.o

semi6t.icos

informalidade

mito

do

informados

:fest.a

da

da

e

pessibilidade

inclusive

de

sinais

implicar

compartilha

dis pOe

OS

genera

no

est.erilizado

modernidade.

de

organizacao

urn

no

elementos

significado

ancora-se

nos

pOI'

a

mecanismos

dos

signos

elementos

a

ela

modernidade.

razoabilidade

cuja

escolhas

com

condiciona

aos

que,

dado

re:ferent.e

logo

de

em

sent.ido

no

et.erna.,

concret.ude

est.et.icidade os

quer

convencido

assumir nas

entre

se

Roger

de

consist.e

Samb6dromo moderna

recorrer

ideoia

da

hist.oricidade.

fa.zendo-os

veiculados,

sincronia no fat.o

de

deve

at.uam

que

est.ou

de

no

Mit.ologia

palavra

mitologia

Des:file,

cont.eUdos

dos

a

partir

Desfile

despossuido

cont.radic5es<1990:27). estudado,

do

moderna. e,

a

que,

pela

identidade

de

sujeitos

acumular

novas

disciplina

das

''emocOes''(Dumont./1995, Giddens/1991 e Urry/1991). Por

cert.o

centemporaneo escolha

e

que

algW"lS

desfrute

o

versOes

das

uma

desse

interpret.es

idiossincr3.t.ico

e

mit.o

ident.ifica dos

pers:onagem

o

sua

objetos

singularidade de

e

signif'icacao

exemplo,

das

ativid.ades

eg6ica-reflexiva:

a de

0

individualidade.

luzes

do

dist.incao<Baudr-illard/1979:97 service

imperat..i vo No

esplendido,

da '

quadr-o

Samb6dromo sao

ser

de

do

acesas

pOI'

par

det.er

e

0

mercado

est.a

de

pol'

identidade

racionalizado as

"m.agicas"

cont.rat.ual; a

qualidade

servi.;os,

felicidade

da

a

16gica

imperative,

0

atendiment..o

est.a f'uncao segredo

0

com

compactua

primeira

mesmo

102).

a

a

com

use

programa.;3.o do est.at.ut.o da sociedade de consume, onde prevalece a de

social

individual,

posiciona o st.at.us do event.o.

Nas: premissa.

narrat..ivas Desfilant..es

part.icipant.es

de

regist.radas ou

ambos

pelos

membros set.ores~

250

da

jornais

aparecem

plat.eia

relatam

0

ou

indices

ainda

"&xt.ase''

dessa

pessoas vi venciado;


ref"erem-se a

"carga emot.iva" det.onada no Des:file, quando

"aut.ent.ico.s"

mais

"prazer"

na

sent.idos

empresario

um

a

vem

t.ona

figura

paulist.ano

e

por

do

e

isso

represent.am

"indiscrit.ivel". mulher,

sua

os sent.iment.os a

"aleg-ria"

duas

Vejamos

falas,

:figurant.es

ambos

de

e

0

a

de

alas

h.a

alguns arms. Ela t.est.emunha: em

Sa.i.r

do

Ri.o

.;

m~nha

ala

eela.va

escola

uma

desfi.l.ei.,

que

al9

Seu marido compart.Hha

cia

um

no

senaa.<;:5.o perle-

o

mesma

"f'S."

pri.mei.ra

~ndescri.li.vel..

da.

f cczi.o. c6cegas fi.m da vi.da.

som

mtnulo. 0 carnaval. cc:u·i.oca

sam bar desfi.l.a.r

uma

pa.r&L

nos

const.at.a

mas

a

d& trta

que

Resolvi.

p&s.

abrang-encia

do

rit.ual espet.3.culo: sa be

quem

Neamo

mara.vilhados.

Sambara.m

entra

comeCo o

para

no

.iunlo

desfi.l.o.r do

i anla.sta.s

reserv~u·am

.sa.rnba.r

qutserarn

alemO..s

ao

a.ntma.cao.

No

com

g&nle.

a

fi.m.

carna.va.l

a no

do

a.no

fi.cara.m

Eles

Oostaram

doi.s

pa.ssa.do,

ta.nlo

j6.

que

vernCFolha

que

de

SP/05-12-1993: 4-18).

Not.a-se, e

as

com isso,

t.ot.alizac6es

do

t.r3nsit.o ent.re a

o

processo

do

corpo

o

da

Fest.a-Espet.aculo

com

a

concent.r-acao

art.ificiais Ist.o

e,

do

ent.ret.eniment.o

alva de crenca

as

t.rat.ar-se

~eneralizada

volic5es,

est.a

paradi~ma

Ult.ima

Algo

esse

condicionant.e

part.e

p:r-6prio

Ou

que a

melhol",

conjunt.o.

Ele

espet.itculo; suscit.a a com o

a

novo espaco de

parcelas

int.ersecc8o

a

uma

como

format.o

e

do

com

capacidade

no

o

lugar

pr-incipia

t.empo

que,

socializador-

da

modele

espacos

conexa.o

Pois de

os

seus

de

objet.os

E

ent.re

cult.ural par-aisos

personalizaca.o.

simulacionais,

dos

sent.iment.os

moderno.

export.ac.ao

consume.

o

universalidade

de

folia

cia

t.ol"ne-se

cen3.rios-ambient.es dispost.os

"humanos".

Nao

int.l"ansit.iva,

a

em

posse

obst.ant.e

fechada

sabre

dos valores ''modernos'' lhe det.erminant.e. III -

Carnaval.

pelo

operarem

ideais de

const.ruido,

pelo

medida

imaget.icament.e,

individual, o

a

consagr-arn-se

concret.izar

socialment.e

promovida

e

civilizacional

no t.errit.6rio desencaixe

espet.aculariza.;:.So

maiol"es ent.re

0 .fULG:OR DA AURA

present.if'ica-se

no

p.art.e ' da conf'ormao;-ao

a

e!!!posic§o

det.ermina

no

define-se

o

aument.o

sent.ido

de

conjunt.o

do

como do

cust.o

elevac.§o do preco do seu valor apl"esent.ac.ao~

de

pUblico.

t.ecnologia

de

valor-

de

de

exposio;-ao Des:t'He

de

absolut.o

do

producao

do

exposic3o.

Est.e,

t.orna-se menos acessivel cliret.ament.e A

mediacao

comunicacao

251

e

t.elevisiva

viabiliza,

na

mercado

publicit.3.rio,

a


efet.ivaca.o

de

uma

t.er uma id&ia, a br.as:ileiro(com

assist.encia

dist.anciada.

do

DesfUe.

t.ransmissao do Desf'ile chegou a media

urn

espect..ador-es) e

de

pUblico

aos paises do Mer-cosul e

p~a

1995,

se

t..odo mercado t..elevisua.l

t.orno

<>m

Em

aqueles

20

de

da

milhOes

Comunida.de

de

Eur-opeia.

aiern do Jap§o e os Est.ados Unidos. No

ent..ant.o,

imprescinde

da

sua

pUblica.

imagern

se

rei t.er-acao

t.r-at.ar-

do

da

do

disput..a

social

realizada

ampliada.

proeminent.e fest..a,

cobet't.ura

A

nessa

tema

o

de

crucial

pela

t.orno

sua

do

status

se

ela

t.or-nar

a

das

idS.ia

elit.es,

desfilando

de

Edgar

seja

e/ou

Morin

politica,

assistindo

art.ist.ica-cultul"al, ao

espet3culo,

impresses,

abast.ece

o

por

exemplo,

t.:r-ansf DI"ma

Veja,

personalidades,

o

durante Escolas

e

Carnaval,

para o

Desfile

suas

"olimpianos",

de

de

divert.indo-se,

que

seu posicionament.o no

pontes

ranking

das

ou TV

para

econ&mica, ou

veiculos

a

l'evist.a

no

t.r-ansi t.ararn

acrescent..a

as

badalados

Quando

"gente"

uma

freqUenta

nomes

pela

simb61ico.

seciio

idiossincrasias_,

e.

esportiva

di vulgados

capital

sua

ist.o

da

definitiva

com

quem

d"

lugar

urn

dependS.ncas do Samb6dromo nas duas noi t.es. Urn coeficient.e alt.o de ret.omar

faz

comunicacao

trat.ando

vincula

pUblico

se

ambito

det.&m

se

em

no

de

evento

e,

da

esot.ericas

inst..it.uic5es do

valol'ac;:ao

consagracao

Desfile concorl'e

pelas

a

a

inst.imcias

dist.incao

part.icipacao

da

em

jornalist.ica

est.rat.egia

quest.ao

A

importimcia.

principalment.e

o

cult.ural

event.o

mesrnas

consagr-aca.o dos hens cult.ur-ais er-udit.os, publicizacao

hem

urn

significado

pr-oblema

0

de

desfrut.ando

Na.o

decisive.

por

ao

das

Passarela

na

espet.aculo

legit.imidades

no

das ramo

do ent.ret.eniment.o.

seguintes dados. at..raidos est.e

pelos

nllmero

imagens

dessa

influâ‚Źmcia

A

Dos

t.urist.as

pontos

sobe

publicizacao que

visit.aram

t.urist.icos,

para

72_.7%.

pode

no

Ao

caso

la.do

o

public:izac.9.o,

a

da

Embrat.ur/1991>.

Riot.Ul'

tmprensa

equipado

aparelhos

de

t.elex

inst.alou

corn

e

fax.

em

1993

comput.adores, 0

centr-o

pais,

dos

cart.Oes

66,2% em 1991

vieram

do

Rio

po:s:t.ai:s:,

dest.e

centr-o

service

atende

pelos

decisivos para a

Dent.ro urn

ident.ificada

especifico

televisuais sao cit.adas como fat.ores

v1agemCAnw3.rio

ser

de

cerca de

de

de

Janeiro

revist.as:

escolha da

principia operac.8.o

t.elefonia dois

mil

e

para

de a

prOprio,

jor-nalistas

credenciados, sendo que 250 sao est.rangeiros. Ao mesmo tempo, seja para as inst.it.uic5es de comunicacao ou os nomes farnosos:, seja os conglomerados empresariais(que adquil"em camarot.es

252


nos

leil5es

pois

e

espac o

o

mas

enfocado, uso

pUblicos),

ser

a

igualment.e

represent.acOes e:ficiencia

de

nele

de

cerveja)

na

convidados.

a

brilho que o dest.aca. Mas

Na

e

confi.;ur-ados

no

no sent.ido de as:sinala

a

in:finit.a.

Est.ar--se

cuja

que

vi sao

da

circular-idade

no

de

o

seus

como

quem

perfil

••

e

int.ernacionais,

wna

convida membros

qual

t.ransmissao

da

emocionadas

part.e

cada

event.o),

do dos

t.oma

celebres

do

out.ro

o

ent.orno

0

do

mas

.

propr~a

do

relacinament.os

o

maximo

imediat.ament.e idS.nt.ico,

espet.3.culo '

aut.o-referent.e

ofuscam

OS

just.ament.e,

o

alt.eridade do

Samb6dromo

e

45

,

na

mesmo sua

e,

ist.o

significado

na

de

do

que

proximidade,

aquila

que

n3.o

cont.inuidade

sua

int.eireza

sociais

de

aparS.ncia,

simulacl'o

e

aut.onomiza

sua

na

coloca-se

..,

••

is to simulo.cro, nunco. mo. is possivel do m= troca.ndo-se om real, mos st mesmo, circui.to t.roca.do por num e ci.rcunfer&nci.c. cuja refer&nci.a. e-neontrc.rn em La.do i.ni.nterrupto parte(. . > do sLmulo.CCio sLgno como reversO.o & nenhum< . . . J.

(. _.mao

irrec.l,

..

••

Lnclui-se i.nicia.tiva. n= ::1.992. A orgc.nL.za.c ao fica. em SCio Paulo, Vi.c::tor Ol.iva..

45

de

Se

no mundo como signa de sua pr-Opria refe:r-S.ncia:

••..

sao

modelos

signos .

e do

m.arcas;

ali

camarot.e

urn

mode los

aut.onomia,

buscam,

ela

r-eferencia

sao

pr6prias

f'alas

do

r-eproduz

diant.e

condiciona

permut.ando

inst.ala

apenas

benjaminiana .• mas aquela da "obra de ar-t.e

imperiosidade

algo

as

luzes

es:pet..Etculo

nao

tmagens,

luzidao do cen.cirio que os sublimiza.

a

incandecent.es

sua

delas

suas

Rede Globe insere-o no esquema da sua

circui t.o

objet.ivam uma aura, que nao a t.ot.al··.

espaco

pat.rocinadora

urn

dest.aque

orbit.am

socill tes,

ouvindo

publictza

ent.idades

Brahama,

econ6mico. E a

Forma-se

As

que

em

0

e

exposic3o

como

rep6rt.eres,

pOe

Pessoas

cervejaria

programacao<a

Samb6dromo

divulgador.

art.ist.as,

do poder polit.ico e

no

que

di:ferencas

:fi€urar

dispondo

o

:feit.o.

comunicat.iva

indUst.ria para

vi t.rine

uma

dele

ali

est.ar-

va.Lho-me

rea.li!i!'a.da.

a.qui. por

Espetticulo. termos reflexao "'i.mc.gom l:nfere,

de.

Eduardo o a.utor

representacao, plat.Onic:a, da kone, ou ent.Cio, que o

eatra.t&gia.e cargo do

augestao Subi.rala, enconlra

~-

de mo.rketing empresCu-i.o do

empre&a. entret&ni.mento

i.nacri.ta. no no sou uma

peaqui.ao. fil.o5lo:!>fica. a et.mol.o:!>gi.cc. estudo aobre c. Cultur-a como mesma ro::J.i.:t no lingua. OS gre-g a

simulacro e espet6.culo, deri Vo::J.ndo-o&, matri.z aemd.nti.ca eidalon, no duplo idolo, do si.mula.cro e espelciculo como si.mul<'l.ero Sli.gni.fi.ea "N;>-<oJ.-prege-nta.r"

da reali.dade, numa di.mensao teatral volt.ada c6pi.o. humana<speceare, rai:z de espet6.culo>, especificada cenog-rCUi.co e devota.do, como modele repr.:.•n•nlaci.ono.l, ontologi.ca.monle o

gar represenl<'1dO,

noturno

lomando-lhe o

253

lugar<1PSP:5P>.

mediante

a

a5p&cto de do mundo". a ... ntido do. contemplaCCio 0

c:ar6.t.er sobrepujc.r


todo. de aniqui.tamen1o qual.quer rea.l.i.da.cie: puro(B a.udri t tarci/1.!:19f:1.3> .

de

Pelo

e

Fest.a-Espet.3.culo que

func8o

e

de

e

de

que

sem

imagens,

as

pr-3t.icas

exper-H~ncia

operacao

imag"ens".

a

conexao

A

espet.acular

consume

e

crit..icar

espaco

genera

Desfile

1988,

a

diret.oria do

da

no

da

desf"ilar

uma

''negra",

para

ou

principal

pais.

pel.a

fez

pequeno. do

especie

de

op&-la

ao

f3cil"(paet.S.s,

Para

ele

cat.3lor;-o

do

de

o

belas

circuit.o

auto-bast.ar,

no

medi3t.ico.

A

nas

do

de

regras

0

que

ocorre

"carnaval

"paraiso e

das

do

vert.igem

ano,

das

artificial",

t.empo

efemero

o do

mic;:ang~,

elabo:rou

centenario

entao e

alga do

Samb6dromo, ''frivolo''

quaisquer br-ocais:,

do

A

de

extincao

do

primasse

present.e

de

pela lut.as.

propost.a era faze:r-

baseado ca:rna.val

materials

fit.as

da

sua

en:redo

urn

que

seu

em

formada

numa

est.9t.ica

"ocident.alizado''.

que

"promet.essem

e

met.alizadas

espelhos)

t.ecnol6gicas. compor

palha,

quest.ao Todos

:ret..ir-ar

Isabel,

Festa da Raca.

no

glaJnOur

f"oi

do

negr-o-af"ricana

Af"oxe

Vila

negro,

Idealizou-se

ancestralidade

medida

en~enhocas

optou

e

imagens.

Car-naval

de

movimento

Result.ou ent.ao no en:redo kizomba, a

brilho

de

Unidos

naquele

comemo:racao,

escravo

valoriza~ao

a

mili t.ant.es

por

protesto

A

c&nico

possivel"

t.ext.ualidades

previst..a

est.a

sua

dos

modele

das

fruicao

o

ent..re do

de

um

de

a

ast.uciosa armadilha.

Em

t:rabalho

a

e

no

especie

imagem

sat..isfac.io

para

medi3t..ica,

exibic;:ao

e

Nurna

a

"mundo

e

da

:relacOes

das

faz

o

de

abertura

espat;:o

realizando

comunh.io

out.ras

rei terac5es

soment.e

de

intencao

formate

maioria

tao

linguagem

quando

de

como

incessante

totalizada.

const.it..uem

t.orna-se

da

aspirac5es

a

se

carnavalesca,

simul.a.ero

0

vida

espet.acular

fant.asia

permit.ir

isso

da

desprendido

cla:r.io

circular

pr6pr1.o

magicament.e

aut.o-celebrando-se

das

comunica.;;iio

da

cobr-e,

com

tom

aeu

0

0

o

nao

ELo

remet.em in:f1nit.ament.e a

com

t.ransparent.e

mesmo

Sobret.udo

0

>.

sublime,

alegre

realizadio

represent..acOes

qual

da

durante

prazeres,

ao

rea.liza;

absolut.a divert.ir.

fest.a

da

o

•

que

luz

alcado

cot.idianament.e

concret.a

ref erencia< . . . oLo

os

o

"visual

f'elt.r-o,

e

t.ecidos

enf"at.izar:''Nosso

de

nossos

BrasiL/14-02-1988).

cor-da

af'ricano",

E

de

21

carros sao

fat.o

a

ca:rnava.lesco

Nilt.on

est.ampadament.e

ca:rnaval

e

t;randiosos:.

Escola

254

o

venceu

o

color-idos.

mas

barat.o, Espero

Siqueira

Mas

nao

ganhar"(Jornal

concurso.

0

prot.est..o


em

t.ransf'ormou

se

urn

espet.ilculo,

belo

abert.o

Guerreiros

pOI'

Africanos(com escudo e 1anc;:as), assemelhados com os recol"rent.es na serie de

convidando

Tarzan,

TV

conlrat.ernizac.So fHmes,

como

racial".

o

a

ambient.e

0

Quilombo,

de

plat.9ia

de

a

part.icipar

art.ificial

Caca

remet.ia

at.ores e at.ri:zes que at.uaram na producao, em 1984). de

combinacSo

uma

proporcional~

uma

cores

de

t.ons

graduac;:ilo

com

0

efeit.o

cenarios e

de

alguns

dos

conjunt.o t.raduzia visando

planejado,

det.alhadament.e

bast.ant.e

para

palhocas

Diegues(nas

de

''fest.a

daquela

visual,

confo:r-mando

a

af'ricanidade como urn est.ilo, mas obedient.e ao format.o espet.acular. No de

uma

ano

prov.9.ve1

Trint.a, a

radical nosso

car-naval.

est.ilo

de

impact. a

Ratos

enr-edo

guinada

Nessa

uma para

prost.it.ut.as Brasil"(jornal

do

gost.ava

e

de que

Lar-guem

Escolas:

desfile. t.odos

aprovei t.arem

os

de

"luxe",

a

de

Os

pee a

Joiiozinho

Misertiveis,

Fantasia.

P:r-op5e

wna

uma

reviravolt.a

no

nossa

escola

int.roduziu

urn

Com

os

Para

idS.ia

t.r-abalhos,

respeit.o

Samba:"E: a

esse

quem

cobri:r

que

dia

urn

a

Beija-Flor

pivet.es,

luxo

de

a

enredo,

mendigos,

rest.os

Brasil/05-02-1989).

seus

Hinha

de

no a

crit.icas a

t.eria causado a

passou,

convocacao

diversas

nos

que

luxe

e

lhe

das:

dS.cada

receber

fOrmulas

Urubus,

desfile

no

sunt.uosidade

fazendo

"povo"

repet.ic3.o

part.ir do

o

concebe

est.a

seguint.e(1989), ap6s

loucos

ainda

ha

sent.enciou

pist.a-passa:rela

que

de

e

no o

"lixo"

poderia ser considerada uma revoluca.o. No de

inicio

carnaval,

mal

a

t.rapilhos,

r-emet.ia

ao

inclusive

manha

Beija-Flor

absurdo,

formas

no

e

loucos

prot.est.o visava a variadas

da

do

t.oda

a

na.o

se

feverei:r-o plat.S.ia ruas:

das

vira

ali

a

de

com

o

1989,

t.erca-Ieira

levas

de

mendigos

ins61it.o

da

sit.uac3o

ost.ent.acao

cost.umeira.

0

sociedade moderna produz lixos das mais

principalment.e,

ambient.e

ela

como

sunt.uoso

espet.8tculo

a

cor- ja

maneira como a

"pr-ot.est.o" :s:it.uava-se no

de

"assombrou"

porque

e,

07

dia

do

se

rnanifest.a

Samb6dromo"

carnavalesco.

E

6

•

no

Brasil,

Ent.ret.ant.o

ist.o e:s:t.ava

0

pat.ent.eado

no imenso cart.az de urn dos primeir-os carros aleg6r-icos apresent.ados, que

...

convidava os mendigos

Este pol..tti.ca

co.rno.vo.Le~eo

lr-a.ta.do

da

desfUe

os:

soci.c:.t Ar-li.ndo tema.s.

Assombr-acOes,

par-a

um

Bei.ja-Ftor foi no Desfi.l.,

pa.ro.

"hal

Jna.Sque".

Nele,

o

lixo

cume da voga de enredoa Escola.s de Samba. Em expli.ei.tou c di.aposi.<;:ao com a.o FMl:, um doe qua.droa 0

Referindo-ae

eta.bora.do

grande

a

unia.o

FMl: o ccu-ro o.\.eg6rico G vi•toso, be\.ezo., com o carna.vat. "(0 Olobo/OD-02-.tP&cS>.

299

do. bem

deveria

d&

crtlico.

J.986, que

0

era.

do enredo :rtha, &le foi categ6ri.co:..o meu vermelho, compromisso com 0 Lem


se t.ransf'ormar em luxo, af'inal est.ava em moviment.o(nos t.ermos do pr6prio jo.Qozinho

Trint.a)

urn

Cinderela<ali.S.S,

"usina

se

deveria

mendigo

de

a

de

alegria"

dos

o

rei",

em

''transformar

e

que

Car-naval como

brasileiro; hist.Oria

na

met.amorfose de uma melancia

carros era a

mesmo

acont.ecendo com os "xepeiros", tornados nobres cort.es.Sos, gracas a da

Passar-ela

o

fazendas

Do

Folia).

"bloco

rasgadas.

de

met.iculoso sujo"

(pois

planejamento

0

t.rat.ament.o dos

concret.izou-se

com

em

suas

fantasias

F ada

t.omou

a

malhas

e

visuais

e

plast.ico-visual,

"sujos"),

de

padre

final de feira numa carruagem encant..ada puxada por rat.azanas, o

Hadr-inha

o

sonora: ouro ou la.ia./Formou a grande confuaOo/Q.ual ar&>.a (, . . >Reluzi.u. . . & no meu mundo eo pobreza farofa, e 0 l.uxo de ilusCio/XepCi, d& la pro ca vida urn da fol>.a eu Q da sou lLXO Xepe>./Sou de consome/Se fi.ca.r c• raio que peg a, ca>.r urubu riqueza, euf or to. emba.lQ o pOVO, corpo/A loucura mi.r.ha geraL/Larguem a come/V>.bra meu

••

fantasia,

de

fruios

Aver.i..da,

no

c

eu agon>.a!/DEnxe br>.ncar Q manif esiaC &o/E>.s e

que

alegr>.a

perfLl,

umo

t

carnaval/Fi.rme,

m&u

Bet.ja-Flor m<;>.g>.r.o.C C.orBei>.r.ho,

be-lo

linda/Derramando Oyv<;>.ldo,

eo Osmar}.

Dent.ro carnavalesca,

do

o

paradigma

delirio

foi

de

sincret.izacOes

t.:raduzido

marcant.e

em imagens::

visuais

mult.icrom8ticas que falavam de out.ras represent.ac&es de

Vintens,

vest.iu-se

de

Alice

Brecht.,

Chapeleiros

no

Pais

Cats

nos

exemplo,

por

Broadway,

fabula

Bert.old

O.s

e

o

quais

alusao

Loucos,

das

Maravilha.s.

0

a

das

muit.as

colorida

da

opulS.ncia

grot.esca

banquete,

aquele

de

rest.os

pLast.ico-vis~s

solucOes

irreverencia

urn

prOprio

do

''carnavalizac.So''

da

folia.

realist.a,

mont.ado jant.ar-

Dent.ro mesmo

no' filme da

alt.a

obra

cume

:reservado ao set.or Banquete dos Mendigos. 0 verdadeira

f"oi a

e

dist.ribuida,

porern

nas

f"iguracOes

cort.ejo,

urn

humanas chafariz

encenavam branco

est. eve

ali

foram

cit.adas a

cit.acao,

out.ra

ocorr-eu:

a

da

de

encenacao Frederico

de

produzidas.

champions,

Igualment.e

out.r-o

F'ellini.

Os

caviar-,

Nest.e ins::t.ant.e a

Lix.o do Sex.o -

256

a

at.ingir

excessiva,

OS

Car-:rol

apresent.acao

burguesia(faisOes,

banhava

bat.eria

A

pa:ra

dest.a

pervesOes

da

ut.ilizadas

Satiricon,

imar:;ens

orgia visualizada no carro o

da

sucessos

Lewis

de

carnaval:

Ja

Oper-a dos Trt?s

t.ema.

0

e

set.or do enredo marcou uma

champanhe et.c) er-am apropriados pe.los mendigos. seria

e

p:roducao

deslumbrant.es

grandes

Hi.ser-6veis,

grot.esco

a

dest.a

dellcia

f ellinian.a

sobre ele, escult.uras

escandalosas. mendigos,

E,

encerrando

"clar-eando-os";

0

a


ut.opia

da

saiu

imaginac3o

confrat.erna fest.a

ern

<?

e

. A

realizou-se

negac.So

na

t.omou

cena

dos

forma,

alvejados

visualizou-se.

pedint.es Indo

para

isso buscar o format.o das procissOes relig-iosas da c::rist.andade cat.61ica. magica do

A

a

vida,

que

ja

Desfile

de

o

Carnaval-Espet.a.culo at.ingira sua funcao:

reencant.ar.a

desflle

ao

a

Carnaval,

sua

inebriant.es,

mesmo

Diria que

g-ral1'1ilt.ica do

genera

a

baianas,

de

audiencia.

o

dest.aques,

promessa

a

de

cont.emporanea.

per-formadora do

reafirmam

frent.e,

fantasias

o

o

esquema

t.erreno,

as

modele:

deambult.ant.e dest.aques,

alas,

incorporaram

comunicac8o

reafirma

par-aiso

16gica

prOprio

ver-t.iginosas,

fest.a-espet.3.culo

da

mecanismos de

do

imagens

sociedade

que

Comissao

modo

da

revela; a

e

epinicio

urn

elaborar

variac5es

passist.as

out.ros

foi

mont.uro

mesmo

pl.ast.ico-visual.

t.ant.os

objet.ivou

de

eixo

var-iacao dest.e

A

do

de

espet.a.culo se

int.roducao

e

bat.eria,

sint.et.icas

capacidade

oriundas

ret.ornam sabre

ri t.mo-musical

Est.e

a

abre-se

novidades

se

Beija-Flor

da

solucOes

reconheciveis

pela

est.et.ico-expr-essivo.

cumprindo

sua

part.e

no

cont.rat.o comunicat.ivo. A crit.ica e assinou

Ventura Brasil. de

ar-t.igo,

cornparando

mostrar

que

ap6s

r-et.or-nar--

como

a

Joaozinho Trint.a se reconciliaram.

o

poesia

campea

operist.ico"

M.anchet.e,

Rober-t.o

do

de da.

diret.ores

t.ant.as

do

...

Escola

fez

t.eat.rais,

descri.COes vil.a.

1sa.be~.

argument.o.eao, o.ucli.ovtdeo-casseles, evenlo da enlre J.P88

chamou

ar-t.ificial,

que

ensaiaram

a.qui. e

qu<1l.

de alobo Red& a. 2.99:10. Em

rnelhor

deliravam, Para

conjunt.o mais

de

a

do

des

d&sfi.les oulros de-sfi.le.s corpus r-c:.colhi.do esl6. reproduzi.da 0

de

t.elevi.sCi.o do rela.CCio a.os

que est.i..ve no Sa.mb6dromo, a.ssi.sli.ndo o

o.no de ca.rna.va.i..s

Desfile

257

.,.,. de

ousadia

Escola

exalt.ar-am

n3.o

r-evist.a

da

0

TV

apenas

Manchet.e,

t.eatr-o do

absurdo

se assemelhavam aos

at.ingirde

a

coment.arist.a

]2..

do

pUblico,

0

aclamou

component.es

t.empo t.odo".

par

pela

esse

efeit.o,

desfilant.es,

t.res

meses

seu Grupe TO na Rua formaram a

a.presenlo.da.e la.mbem

0

atencao:"Os

ao

1922,

revist.as

e

Beija-Flor-.

espect.adores,

incorporar-

de

jornal

do

pr-osai.co"(QS-02-1989).

Jornais

esquinas''(25-02-19B9.

diret.or t.eat.ral Amir Hadad e 47

no

Ala dos Loucos repr-esent.ou o

na Sapucai: eles fit.avam os

dir-ecSo

da

pd.gina

moder-nist.as

t.orneio.

desfile

pl~imeira

par-aiso

cantam, eles int.erpret.am o

acr-escent.ou:"A

loucos

t.amb6m

do

Parr-eir•a,

na

aos

delir-ant.e

daquele

"aspect.o

dancam e

carnavalesco

"hS..

vir-t.ual

publicado

escrit.or Zuenir

0

a

at.ores

e

seguidos.

0

comissao de

•

Bei.ja.-Flor da. Uni.do .. a.ludi.do.s oe Longo da conjunlo de fi.la.a de lra.nsmi.ssCS.o lelevi.sua.l do des a.nos compreendi.dos 2.s>s::l2, P9 a.crescenlo

•

do.s Escola.s de Sa.mba..


frent.e curse em

de de

mendig-os. Teat.ro

Jovens

da

at.ores 7

Universidade

''moviment.os expressivos'',

se

Logo,

criat.iva

a

elabo:racao

do

Unirio,

exibidos

ent.re

de

:realcada.

o

os

mont.aram

dUl"ant.e

"loucura"

''su:rpreendent.e''

como

descrit.o

e

t.ema,

muit.os

a

¢rupos

do

do

especializados

Trint.a,

na

pist.a

e

Escola

da

•• . na

expressa

desfile

"ordem

pela

est.udant.es

apresent.ac§o

Jo3ozinho conjunt.o

quais

das

exuberitncia

cores''(09-02-1989). Fundem-se forrn.alidade e info:r-malidade. frase

A

respeit.o

do

inst.ant.e:"O

de

seu

t.rabalho

car-naval?

complement.ando o fest.ivos

do

espaco

da

apenas

as

encant.o

cada

a

capaz

sublime,

e

o

grande

ao

de

e

na

no

do

"bela

t.empo

dia-

diferenciar no

e

cot.idiano,

e

abst.rat.o

seria".

for-a

dos

o

quando

os

abert.os

a

nest.e Porque, port.ais

que

t.ransit.a

no

do

consume),

ha

silencio

na

cont.at.o

pirot.ecnico

serem

lapidar

obscure

0

realizar

:f'est.ival

ao

que

Escolas,

as

e

muit.o

forma"

a-dia,

pist.a-passarela,

seu

Escola campe.a

a

para

event.o,

brincadeira

uma

vaga

promet.ido

Escola

recolhe-se

jurados e

prest.a services

t.odo

onde

adormecidas

o

que

raciocinio, empenha-se em most.rar

t.revas

com

e

carnaval

deslocalizada

absolut.o

noit.e,

de

cu.lt.ur-a

do

de

0

e

Samb6dromo(ai

ausencia

ent.rada

art.es3o,

urn

que

fogos os

imediat.o

precede

a

acendem

a

envelopes

conhecida, em t.odo pais. Mas fica

a

dos

cert.eza:

as lu.zes do Samb6dromo brilharao magicarnent.e no pr-Oximo ano, confirmando a

vocacilo

de

maravilhar

do

Rio

de

Janeiro,

cujo {cO-ne.

iluminado

pair-a

com seus br-aces abert.os sobre a Passar-ela do Carnaval-Espet.3.culo.

48

obti.dolil nGdos cola.boroCLCao de fi.na.l. do ca.plt.ulo

junto sou

a.

Ala.

president&,

Uni.ri.o

Andre

258

·~

Porfi.ro.

Eacolo. V&r

Bei.ja.-Flor.

regula.mento

Agra.deco

da.

Ala..

no


..

,_:

~

.

. .~"- . gredos ··~""'e estado

_,

Momentos que f!Zeram a galera levantar

Surpresa no carnnval e aquilo que consegue aiTl!ncar da plat6ia o mesmo "uhTr' de urn quase gol em dia de Maracana. No caso mais famoso, o tiro quase saiu pela culatra. 0 enredo era "Ratos e urubus. larguem minh.a fantasia" ~- o carnavalesco Joiosinh.o Trinta bolou para a Beija-

FJor uma alegona de Cristo vestido como mendigo. Escondeu como pOde sua mvencio, proibindo fotogra· fias em jornais e revistas A Arquidiocese foi a Justi{:a e vetou o Cristo na Avenida. Coberto com pl:istico preto e uma falxa onde se lia ''Mesmo proibido, olhai por

,.


Nova IiUaQu, 18 de novembro de 1992. Prezado Cnmpnnente: Estamns cads vez mais pr~xim"s dn carnaval, I') samba jS f'ni esc,..,lhidn ,- as fantasias apresentadas, "Darraci('! funcinnando, tudn in~er11&ado

para a &rande

virada da Beija-

:Flnr.

ANOTE NA SUA AGENDA +APRESENTACAO DO PROT6TIPO DA FANTASIA DA ALA UNI-RIO DI.A 25 de ncvembro de 1992 A PARTIR DAS 2Q:OO ·h, LOCAL: BESTAURANTE PR!NCIPE DA ARABIA Rua Dezenove de Fevereiro., 21 ~ctafn&n• (Eata rua fica entre a Vn1unta rii"S da PStria e a sa~ Clemente. Deacer n~ Metr~ Entefngn pele sa~ Cleaente, a

2a. rua

a asquerda ,a

1~

e eem

e

sa!da.)

A partir dn die 24 a fantasia estara expnsta

•~

sal~ dn restaurante.

Venha e trasa seus amisns para verem sis para n Ca:no.aval 9). .'. ] , Um

\

n~sse fent~


lI

0 Informative Ala Uni Rio do mAs de eetembro de 94 foi recebido por poucos componentes~ 0 motive

I

alegado pelo extravio foi o grande nUmero de cartas, devido

ae eleic~ee. A justificativa n&o precede e eete informativo'jA

TELEFOHE5 IMPORTRNTES

ear& enviado atravea de outra ag8nc1a. Ao recebe-lo entre em cantata com um dos diretores

da Ala. No mea de novembro as ~NDRE

RUBINHO SERGIO DJALMA

:lUADRA

-

{021) {021) {021) {021) {021)

.camiaas da ala estarAo prontas. Quem quiaer ver o prot6t1po

221-4909 COD.27279 234-7034 767-3185 392-2528 RAMAL 234 791-2868

da fantasia ou a foto.e s6 ligar tambem.

ALA UNI RIO

..

ANDRI! PORFI RO

RUA LENITA, 52 iJARDIM STA.EUGENIA NOVA IGUACU - RJ CEP 26286-440 ~-- ~---

'

..

, ·-..:.-."

-$

~ !.,_

~

'-...0,


De Bidu Sayao aoa"eepantoe de Debret

0 ana de 1995 aer4 rico de informac~ese h1et6r1as na passarela da Sapucai. As Eecolae de Samba do grupo especial., moatrar!o enredos variS:doa e para todoa os gostoa. HaverA enredoe hist6ricos, biografiae. passando pelo ParanA, pelo time do Flamengo, ate a hist6ria do Padre Miguel. A noasa Bei~a-Flor de Nil6pol1s 1 vern contando a hiat6ria da cantora lirica maie importante do Brasil no I ' enredo Bidu SayAo e o Canto de Crietal. Abaixo a relacAo doe enredoe para o Carnaval de 1995. "

I,

ENKEDOS

ESCOLAS Hcija-Fior

Bidu Saiiio • 0 r:a111u de crista/

t ·aprkhost~.\

A LETRIA DO SAMBA BIDU SAYAO E 0 CANTO DE CRISTAL Bela menina "Voz de Crista!" Deslumbrava multidOea 0 seu talento, dom divinal Encantou os coracOea Grande guerreira que conquistou Seu lugar ao sol E festa 9 luz, e cor, 9 poesia E diva internacional. Neste palco surge ela,-Bidu Sayllo Sacudindo a paaearela,a Beija-flor Traz no peito a emoclo,vem aplaudir Bachianaa e 0 Guarani.

IJn term bmtei, 11egro .~u11 e o11ro virei Uma

· ' l-:sl:"1l'in

,.,.~

Essa carioca da gema Cultiva a vida inteira 0 sonho de voltar a pAtria E o orgulho de ser brasileira E aemeou de norte a aul deate pais Se canto lirico feliz E hoje 9 muea na Sapucai

Flame11go

l/i.\'ldri11 para nirmr 11111 pu1·u patriota

( ;r;mdc Rio

Mui.1· ml•• tllflje~'"' tflte mr t·arrt·~tu.•.

lmpt"l":llri:t

0 ll'mptJ m/11 pdra

lmpCri11 Sl·rruuu

,1 e.mlt'raldtt 1fo Atliilltico

.\langurira

/'min•

.\ I udt!ud1.' l'urtl"ia

Jli~tll'l,

1Jl/111i por mJs

fifl.\'/11 l(flf' 11/l' 1?1/rtJl'C(I () l"fl.\"1!

0 samba e amor. ~ nessa que eu vou Swinga minha bateria TO neate 6pera Extravasando alegria

d11 flllr (fCII.nJ

HtJdtt, gira, giro, mda

lluiiiu dulllau

111du dill Cdia de imlin

l 'nitlns d:J l'unlc \'nidus da Tljutu

0.1·

IW\"1? brun1.~

Cllm 1111 C"ll/"11(/ •

d11 Guara11i

Af dtw.~ /tiC"f!.~...

f 1.\ 1n'.1· t'.l/llllllfii 1/e JJehret

\ ira1lulln1

L~-------___.J

VOCI! IRA DESFILAR EM 95? ENTRE EM CONTATO AINDA HOJE COM UM DOS DIRETORES DA ALA UNI RIO <TELEFONES NA PAGINAJ. NESTE ANO SERAO SOMENTE 50 COMPONENTES E ALGUMAS VAGAS, JA ESTAO . "'

.

.

AQUI ESTA 0 DESENHO DA FANTASIA

~

DA ALA UNI RIO PARA 0 CARNAVAL 95.

DOMINGO Imperio Serrano Unidos da Ponte Beija-Fior Uniio da llha

SECUNDA Unidos da Tljuca Estilcio de.sa Vila Isabel Mocldade


REGULA!IENTO DO GRUPO

urn

RIO

I-DOS ODJETIVOS 1..:.. 0 GRUPO Uf!I RIO flo GRES Deija flor ter:1 Por ohjetivo bus-

cn_r

expP0SSiViclnrle cenica no C;'lrrtavnl etrr1ves cJC novii1CiltOS

A

r~IJrporR.ir-,

r;estos e inten<;Oes intcrlir:ados com o SA.f'\ba de'-

enredo.

2- Porie1

p.ctrticipar do GTWPO UT.JI TIIO qualquer per;son, indicacla

por un conponente, aprovacia pel a cliretoria e que acei te os

ternos de:::;se rer.ulancnto. 8-S~o obri~aQ~es ~os

conponentes:

8.) /len tar as cleterrlina<;Oes cta diretoria do grupo;

h)Participar dos ensaios ~Rpeclficos, en local deterninado pe-

la ctiretoria e dos gerais, na quadra da Deija Flor em IJilbpolis: 4-0 cor:1ponente que faltar 2(dois) ensaios consecutivos sera' autonaticA.nente desligado do grupo, salvo ern casas excepcionais. 5-0

co~potlente

que for

' e~cluldo,

au que decistir de desfilar,

n8o podera, e8 hipOtese al~u~a, passar sua fantasia para outro

soh pena r:1a pessoa que adquirir a fantasia n8.o desfilar. r.-o dinheiro paeo pelo cor.1ponenete desistente ou exclu:ido sera clevol vi do ser.1 RcrescirlOs, se o conponentc nUo ti ver eeraclo des-pesas ao r,rupo, neste caso, a irlportB.ncia sera clevolvida descontada as despesas. 7-As clevoluo;0es serrw fei tar. nA r.eJ:lflna nPcuinte no desfile clas

-

car:rpeas.

III- DAS FA!JTASIAS 8-A f'ant:=~.sia ser8_ rmstrada RO crupo em encontro marcado com antecectencia'parabeste fin

9-A entre~a das fantasias ser8. fei ta ern local,

cha e

hortirio

determinadas pela diretoria. ''¡

10-sO

receber.9. a fantasia o componete que estiver quitado a

mesma.


IV: DOS ENSAIOS 11-0s ensaios serao realizados as 2as., em local determina-

do pela diretoria e as 5as. na quadra da Beija Flor em Nilopolis. Os horarios serao definidos na 6poca. V -DO(S) DESFILE(S) 12-flo(s) dia(s) de desrile(s) os componenetes do GRUPO UNI RIO dever8.o estar na concentragao 30 minutes antes do horario prevista para a concentra98.o da escola em local determinado pela diretoria.

13-0s componentes tern obrigagao de realizar os movimentos determinados durante os ensaios e manterem seus lugares na arma-

cao

da escola e durante o(s) desfiDle(s).

14-0 conponente que trans?redir

0

item anterior sera excluido

do erupo no carnaval do ana seguinte.

1s-o componente

e responsavel

pela sua fantasia apOs sua entre-

ea. N8.o ser8. perr:titido o desfile do componente que transforme sua fantasia colocando ou retirando adere9os.

VI-DA DIRETORIA

.

16-A diretoria do GRUPO UNI RI6 e formada por um presidente

e urn diretor c9nico cabendo aos dais dirimirem quaisquer ctUvidas e definirem a organiza9ao do grupo.

VII-DAS DISPOSIQOES GER4IS

-

17-0s casas omissos neste regulamento serao resolvidos pela diretoria.

Eu, abaixo assinado, estou de acordo com este regulamen,'

<~.

to e concordo em.) participar do GRUPO UNI RIO .. • _:; >

·~·

--


DIGRESS.il.O

Vimos advent.o

de

um

capit.alist.a

na

epoca,

as

novo

e

do

redefiniu:

uma

para

acervos

not.ou-se

urn

de

for-cas,

se-

que

ent.idade

Logo

modalidade

a

classes

ela

fora

sucedeu

na

0

r-egâ‚Ź!-ncia

e

Mar-avilhosa

o

fest.a

cat.egoria

de

ainda

genera

compa.sso

Janeiro

pela

que

volt.ada

denominada

e

irredut.ivel

t.radicOes de

det.er-mina.do

rurais;

Carnaval,

pelo

sociais, a

a

correlat.o~

aqui

Desfile

e

funca.o

popular.

das

Car-naval-Espet.aculo

capit..al

epit.et..o

popular

:relacOes

das

o

o

mer-cado

sua

moment.o

forma

pelo

o

de

Rio

colada

de

ou

com

Para

o

ur-banas,

subalt.ernas

pUblica.

pais

at..est..am

singularizada

Em

a

arrumado

do

profundas;

''civilizada''

Nest.e,

brasileira

moderno.

moderna.

mult.idOes

carioca.

exibic3o

Cidade

simb6lico

cidade

pais.

sincret.ismo

seu sent.ido

:relacionament.o

universe

grande

das

das

RepUblica

mar-avilhos:a".

diversao

a

no

da

t.ransformacOes

o

a

Carnaval-Espet.aculo

aos

o

"cidade

inst.it.ucionaliza-se para

com

significou

enquant.o

vit.rine

prim6rdios

pat.a:mar

e

mundial

ist.o

refundado de

que

pelo

concer-t.o

de

encaminhou

a

simbiose

na

uma

qual ambos apa:recem complement.ar-es. combinacao ent.re urn e

Po:rem a

a

luz

de

uma

pr-ocesses niveis

locais,

capital,

a

de

ent.endiment.o laze:r,

per-

a

cult.o ao

monopolizados

em

em

do

do

uso

uma

e

presenca de

do

o

consume

out.l"os::,

e

a

0

uma do

t.tll'ist.ico

esfera

Car-naval

mundial

da

de

de

e

do no

Os

consagram o sao

grande conjunt.o

simb61icos,

a

das

sabre

da

:rit.mados

de

qual

o

imperat.ivo f~dade,

de

que

de

elementos

dent.r-o

status

o

at.ividades

desses

Rio

os

de

incid&ncia

vet.or-es

nos

e

ent.z.et.eniment.o,o de

de

foram

comunicac.ao

simb611ca,

signos

beleza¡¡,

259

e

cult.ur-ais,

perfil

economia

com

de

cult.ura.

abrang&ncia desse circui t.o.

no

valorizacao

e

engajament.o

desses

int.ricament.o

como

car-ioca e

o

int.ermediMios

co:rpo,

par-a

ascendem

na

t.ecnologias

ao

individuos.

Alguns:

mudanca

cult.ural

e

com

:realinhament.os

Est.ado

novas

r-el.ac.So tempo

a

arquit.et.ura 1nst.it.uc1onal

por

"'l"eferencia

de

aos

t.r-abalho,

pr-oducao

at.it.ude

espet.acularizac3.o uma

do

da

mont.ada

t.r-ansna.cionais.

emergencia

individuo,

moviment.o

econ6micos e

mundo

massas

confecciona

do

no

especialist.as

mudanca

e

nacionais

redefinic3o

sociedade,

novos

hist.6rico-social

s6cio-pollt.1cos

deslocament.os

da

t.ot.alidade

out.:ro s6 se most.l"ou compreensi vel

acelex'am Janeir-o

pel.a

a

como

not.a.vel


E prOpria

fact.ual

paisagem

cosmpolit.a sirnbiose sinais

que

essa

cult.ura

que

est.a Mas

Desfile

o

Moderna.

ambient.es

codificacao

urbana

int.ernacional.

ent.r-e

Mundial

a

e

mundial

t.amb6m

a

Cidade

nest.a

ao

n8o

Ult.ima

chama:T'

a

uma

par-ai.s:o.s:

de

da

das

tr-opicais

sist.ema

as fest.as

mundial

com

coletivas. At.est.am idiossincrasias

as

"desencaixar" e

cons6rcio

geogra:ficas,

hist.6ricas. Ou seja, sao espacos onde a capaz de

o

etnicas,

a

seus

Civilizacao

mat.rizes

de

ar-tificiais, paisagem

principios

do

cult.urais

e

diferenca consist.e em uma imagem

de urn "n6s'

part.icipar

dos

que

ern

ernblemat.izados pelo cenat-io espet.acular onde est.ao combinadas a paradisiaca e

da

padr8o

de

mat.er-ializa

const.itutiva como

urn

de

propost.a

apenas

e

ela

e

carnavalescas

paradigma

def"ensitveJ

moderna:

poderiam

pl'At.icas

relacionada

6

Int.roduz-se

se

das

difuso,

complexo,

que

se

insinua nos luga:r-es( ... )''(Ort.iz/1994:220). Urn

enquant.o Tarde,

trag-a

de

No

t.ext.o,

dos

o

edit.orialist.a

depend.§.ncias

represent.ados

edit.oriais

em

baianos

Afoxes

dados da suport.e a

de

urn

soment.e

tao

Salvador. dos

cort..ejo

exp~~essivo

conjunt.o

est.a hip6t.ese.

publicados assevera

desvencilhar-se

et..nica.s

jornal

urgencia

do

Conclama-os

a

const.ruir "novas degraus" na escada de sucesso que os poder-a conduzir mesma

e

riqueza

popularidade

do

Carnaval

carioca,

A

''obst.aculos''

dos

religiosa.s.

e

a

no

Par

no

f'ormat.o

a de

f'est..ivais coreog-ra:ficos(12-02-1989: Car-deno 02). Ant.es

de

pensarmos

em

uma imposic3o

da

"midia"

implicit..a

export..acao do modele carioca da Fest.a-Espet..aculo, nao seria o fat..ores

out..ros

supor

sociais

mais

abrangent..es,

"desencaixe'' das

pr3.t.icas carnavalescas nordest.inas

regiOes

e

do

processes

pais

da

sent.ido,

t.urist..icos circuit.o ano",

do

nos

a

as

"Carnaval

organizados

em

do

Talvez

est.ao

que

condicionando

e

seja

moment.o de

o

mesmo de case

0

out.ras

de

vasculhar

int.erferindo

a

no campo t.ranslocal do ent.ret.enimento. E: exemplar,

at.it.ude

quais

Latina?

civilizat.6rios

e

sociais

insercao dos festejos nesse

America

nessa

das

a~;&ncias

folias

car-iocas

Brasileir-o". d.ifer-ent.es

Ou

e

pais

baianas

t..ambem

cidades

Teat.ro-Passarela

via~;em,

de

do

carioca

os

pacotes

complement.am

"carnavais

pais.

e

se

mont..am

Neles

se

de

meio

de

combinam

"despojament.o•¡

0

no

a

dos

Blocos de Trio-Elet.rico de Salvador-. Poder-ia

ent.ao

reprocessando esses 16gica

da

se

dizer-

que

t.errit..6rios, e

export.ac.&o

o

carisma

do

espet.3culo

est.e ja

com ele os element.os sincret.icos pela

cult.ural?

260

Par-ece

sugest.ivo

vi ajar

nest. a


possibilidade,

aliment.ada

redefinicOes

em

sua

fat.o

e

de

Salvador

ur-bana,

ecologia

balne3rio"

''metr6pole

pelo

at.ualment.e,

modelada

no

ascender

ser-,

roteiro

pelo

de

alvo

paradigma

turistico

da

internacional,

puxada pelo car3.t.er de fest.a ".afr-o-baiana" do seu carnaval.

As

duas

da

pr-oducao

Nest.e

pont.o

sent.ido

ar-t.i.ficiais.

.Moderna, qual seja, o sociedade

torna-se

passa a

se:r

possuem

poderes

a

da

da

ent.ant.o,

imag-ens,

sinalizam

do

espaco

espâ‚Ź-cie

com

algo

mesmo

urn

de

es.for-co

s6cio-geogra.fico

idilios

evidenciador

t.ropicais

da

Civilizaca.o

primado das imagens, como sugel'e Susan Sont.ag:"Uma

'moderna'

producao

e

quando

o

de

para

experiencia

experiencia aut.ent.ica.. est.abilidade

das

uma

consume

ext.raordinarios

economia,

r-evelam

org~zacao

pela

de

validade

respeit.o cobicadas

no

caract.erizado

modernizant.e no

cidades,

suas

pr-incipais

at.ividades im~ens,

imagens,

quando

as

det.erminar-

nossas

exigencias

sSo

e

t.ornam-se

e

polit.ica

mesmas

elas

indispens.&weis

a

que com

subst.it.ut.as

a

boa sallde

busca

.felicidade

indi vidual"(1986:t 4 7-8). Talvez descrit.a

sejamos

par Weber,

urn amH de t.ubos

levados

haja

de

a

deixado

neon.

Par

pergunt.arde

ser-

serem

se

de

mais

jaulda

a

"ferro":

da

modernidade

met.amoforseou-se

sedut.ores,

a

"gaiola"

se

.faz

mais sor-rat.eir..a. As met.Mor-as dest.a con.fort.S..vel cadeia de luz, cor e d8o

cont.ornos

esconderijo

das

t.rans.for-mar

as

para

conhecer

sensacOes, t.ornam

cuja

semei6polis

Manifest.a-se

abnas.

imagens, ou

par-celas

os

modelos,

referendar-se:

l"evelam

ou

do

ext.ens§o

escondem planet.a

as

na

em

em

t.endencia

razOes

imagens

vont.ades,

abrange

som e

cont.emporanea

subst.anciais

habi t.am

desejos

pal"aisos

mundo

0

os

n3.o

ter-renos,

At.e

par-a

0

de

apenas

sent.iment.os

poderes.

e

em

e

mesmo

desfrut.e

0

daqueles possuidol"es de passort.e para circulal" nos seus deli:r-ias. Ao

cont.:r-Wio,

Tempestade,

porS.m,

da

terra

pl"enhe

ilha-simulacro estavel,

de

incapaz

principalment.e mant.S.m-se processavel

por-

Pr6spero

de Shakespeare -, alu cinado com uma nat.llr'eza viva,

lhe subvert.er, .a Amer-ica tropical que o.fert.a-se

encont.rada

com

e

de

uma

nat.ureza

Inuenclio

a de

de

per-mi t.ir-

que

fest.eja,

quando

novas

desenhos:

ag-or-a

0

a

Morel,

quando

voi.a.t.il

despont.a par-a

suficient.e

ca:risma. 261

service

do

oferece-se

a

0

olhos

homem.

como

urn

desconheca se

emociona.

export.a-se par-a

a

E

do

o

de

A

capaz de "mundo", Como

a

t.er-rit.6r-io

OS

pact.o

limit.es, colonial

nat.ureza-informacao,

r-eproduzir

seu

fascinant.e


BIBUOilRAFIA CITADA E CONSULTADA ~45

0

BASTIDE,R. -

- FREYRE,G. ~57

EDMUNDO~L.

-

-

Ima,gens do Nordeste mistico em branco e

preto -

RJ:

Cruzeiro.

FRANCA

JR.

-

Sociolo§"ia - RJ: Jose Olympia. 0 Rio de Janeiro do meu tempo - RJ: Conquist.a. - Politico e costumes - RJ: Civilizaca.o Bras:ileira.

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RJ: Civilizacilo Brasileira. - TINHORAO,J.R. - Trezentos anos de carnaval - RJ: Revist.a Senhor. ·65 - EFEGE,J. - Am.eno ResedG: o rancho que foi escola - RJ: Let.ras

e

Art.es.

·67

69

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e

Habermas)

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;t78

&

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179

180

~81

ARAUJO,R.B. Os Nacional. CARVALHO,L.F.M. Olympia.

antropof6gico

RJ:

Escola de samba, d-rvore que perdeu a

c€mios Ismael

da

pelota

Silva:

samba

RJ:

e

Tese

de

Mest.rado,

resisttfmcia

RJ:

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1967, 1985 e 1989

DEPOIMENTOS E ENTREVISTAS 'nt.revist.a com Fernando Pint.o{carnava!esco) 15/02/1985CTelejornal Hoje, :ede Globo) :nt.revist.a com Arlinda Rodrigues{carnavalesco) 14/02/1987CTelejornal :jTV, TV Globe) .nt.revist.a com Ayrt.on Guimaraes Jorge(administ.rador) - 28/01/1989CPrograma 'lobo Cornunidade, TV Globe) 'epoiment.o de Fernando Pamplona<carnavaleso) 12/1989{a Fillipina -hlnelli e Maria Laura Viveiro de Cast.ro e Cavalcant.i./IBAC-UFRj) nt.revist.a corn IHiozinho da Mocidade(composit.or) 18/10/1990CJornal 0 ·lobo)

'epoiment.o de Olimpio Correa{administ.rador) 25/07/1991 {a Maria Laura iveiro de Cast.ro e Cavalcant.i/IBAC) 'epoiment.o de Joaozinho T:rint.a{car-navalesco) - 06/01/1992(ao aut.o:r) 'epoiment.o de jos& F:rancisco{administ.rador) - 1S/10/1992(ao aut.o:r) :nt.revist.a com Ar~hur Rocha(assessor de comundcacao da Riot.ur), 11/02/1993 •epoiment.o de Rosa Magalhaes{carnavalesca) - 15/01/1993(ao aut.or) ·epoiment.o de Maria August.a Rodri;;ues{carnavalesca) - 16/01/1993{ao aut.or) •epoiment.o de Silvio Pint.o<carnavalesco) - 23/01/1993Cao aut.or> ·epoiment.o de Hiran Irax Araujo(administ.rador) - 26/01/1993(ao aut.or) epoiment.o de Get.Ulio Bar-bosa(empresario> - 04/02/1993(ao aut.or) 'epoiment.o de Aloysia Legey<diret.or de t.elevisao) - 27 /04/1993{ao aut.or) ·epoiment.o de Laila<diret.or de harmonia) - 26/11/1993{ao aut.or) 10/01/1994Cao aut.or) epoiment.o de Chico Spinosa<carnavalesco) 18/03/1994(Pro~;rama Fanzine~ TV 'epoiment.o de Faust.o Macedo(radialist.a) iult.ura>

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de Gladest.one epoiment.o Ferreira<diret.or de pe:squisa Liesa) da 1/01/1995. epoiment.o de Andre Porfiro(president.e de ala) - 28/01/1995(ao aut.or) epoiment.o de Milt.on Cunha(carnavalesco) - 05/02/1995<ao aut.or).

ROTEIROS DE ENREDOS DE ESCOLA DE SAMBA CITADOS nredo: "Chica da Silva" 1963, Escola de Samba Academicos do Salg-ueiro, ut.or Arlinda Rodrigues. nredo:"Hist.oria do Carnaval Carioca" 1965, Escola de Samba Academicos :> Salgueiro, aut.ores Arlinda Rodrigues e Fernando Parnplona. nredo: "Bahia de Todos os Deuses" - 1969, Escola de Samba Academicos do algueiro, aut.ores Arllndo Rodrigues e Fernando Pamplona. nredo: "AlO, Tai Carmem Miranda" - 1972, Escola de Samba Imperio Serrano, ut..or Fernando Pint.o. nredo: "0 Rei de Franca na llha da Assombra;iio" - 1974, Escola de Samba cademicos do Salgueiro, aut.or Joยงozinho Trint..a. nredo: "As Minas do Rei Salomยงo" 1975, Escola de Samba Academicos do algueiro, aut.or Joaozinho Trint..a. nredo:"Domingo" 1977, Escola de Samba UnHii:o da Ilha do Governador, ut.ora Maria Augus:t..a Rodrigues. nredo:"A criacao do mundo segundo a t.radir;::3o nagO" 1978, Escola de amba Beija-Flor de Nil6polis, aut.or Joaozinho Trint..a. nredo: "0 Sol da Meia Noit..e, Uma Viagem ao Pais das Maravilhas" 1980, scala de samba Beija-Flor de Nil6polis, aut..or Jo3ozinho Trint..a. nredo: "0 Carnaval do Brasil, a Oit..ava Maravilha do Mundo" - 1981, Escola e Samba Beija-Flor de Nilopolis, aut..or Joaozinho Trint..a. nredo: "Bumbwn, Pat..icumbum, Prugurundum" - 1982, Escola de Samba Imperio er:rano, aut.or Fernando Pamplona. nredo: "Ziriguidum 2001, Urn Carnaval nas Est.relas" 1985, Escola de amba Mocidade Independent..e de Padre Miguel, aut.or Fernando Parnplona. nredo: "A Lapa de Adao e Eva" 1985, Escola de Samba Beija-Flor de i16polis, aut.or Joaozinho Trint.a. nredo: "Kizomba, a Fest.a da Raca" - 1988, Esco.la de Samba Unidos de Vila sahel, aut..or Mart..inho da Vila. nredo: "Rat.os e Urubus Larguem a Minha Fant..asia!" - 1989, Escola de Samba eija-Flor de Nil6polis, aut.or joaozinho Trint.a. nredo: "Marraio Ferido Sou Rei" 1993, Escola de Samba Mocidade ndependent.e de Padre Miguel, aut..or Renat..o Lage . .nredo: "Uma Fest.a Brasileira" 1994, Escola de Samba Imperio Serrano, ,ut.ores Cid Camillo e Saincler Boiron. ;nredo: "Cat.arina de Medices na cort.e dos t.upinarnb&s e t..abares" 994, Escola de Samba lmperat.riz Leopoldinense, aut.ora Rosa Ma.ga.J.h.aes. :nredo: "Abrakadab.ra, o despert.ar dos Magicos" 1994, Escola de Samba rruao da llha do Governador, aut..or "'Chico Spinosa. :nredo:"O Cant.o de Crist..al" 1995, Escola de Samba Beija-Flor de il6polis, aut.or Milt.on Cunha.

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