A Produção do espaço e a crise da Cidade Silva, Marcos A. Francelino Graduando em Arquitetura e Urbanismo (UFAL-Arapiraca)
RESUMO O objetivo do texto é discutir sobre a produção do espaço urbano pelo mercado. A produção do espaço urbano dentro das sociedades capitalistas é ditada pela dinâmica de mercado, que transforma a cidade (obra) em local de circulação de dinheiro, troca de mercadorias e produto. A obra (valor de uso) torna-se produto (valor de troca), essa transformação em produto impede a ocorrência de diversas relações socioculturais entre os indivíduos formadores da cidade, os espaços tornam-se cada vez mais privativos a cidade torna-se mercadoria dividida e vendida conforme a proporção preço-localização, dessa forma o sistema capitalista consegue sua manutenção e expansão, acumulando cada vez mais bens através do lucro de suas trocas. O sistema capitalista dinâmico e inevitavelmente expansível, segundo Marx é naturalmente caótico na produção de mercadorias sob o capitalismo competitivo, essa expansão acumulativa tem como consequência a produção intensiva de edifícios verticais, shoppings centers, construções de megaeventos (copa do mundo, olimpíadas) que tendem a causar gentrificação do espaço (pré ou pós o termino das obras), transformando o espaço urbano em um ambiente cada vez mais privado, esses ambientes hostis a classe do proletariado forçam ocupação de
zonas mais
periféricas e/ou de risco. A medida que o mercado expulsa a população de menor poder de consumo o numero de moradias nos subúrbios e favelas cresce em contrapartida os serviços de infraestrutura não alcançam essas zonas. Esse sistema caótico, expansível e algumas vezes acidentalmente harmonioso da vida a crise da cidade( transporte, saneamento, violência, etc.), a burguesia outrora idealizadora desse sistema se vê explorada manipulada pelo mercado, torna-se produtora e consumidora desses espaços, alienada na maioria dos casos. Palavras-Chaves: Mercado, Espaço, Urbano, Cidade, Produção, Dinâmica, Expansível e Caótico.