Edição 732 do Jornal O Noticias da Trofa

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Quinzenário | 31 de dezembro de 2020 | Nº 732 Ano 18 | Diretor Hermano Martins | 0,70 €

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TrofaTv parceira da TVI24

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Desagregação de freguesias já está no Parlamento //PÁG.3

Lares da Trofa começam vacinação na próxima semana

Ministro inaugura monumento dos 100 anos da Imagem Peregrina

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Bombeiros salvam homem que caiu ao Rio Ave pub


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31 de dezembro de 2020

Atualidade

APROLEP pede justiça no preço do leite “É preciso subir o preço do leite ao produtor!”. É este o título do comunicado da APROLEP - Associação dos Produtores de Leite de Portugal, presidida pelo bougadense Jorge Oliveira. CÁTIA VELOSO Numa já habitual comunicação de final de ano, a associação releva o papel dos “produtores de leite” para que “houvesse alimento na mesa dos portugueses” numa época marcada pelas “dificuldades inerentes à pandemia da Covid-19”. Apesar do esforço, o setor considera que continua a ser vítima de “injustiça”, refletida no valor do leite. “Este foi mais um ano com o preço do leite abaixo da média europeia. Em outubro, tivemos em Portugal um preço médio de 30,4 cêntimos por quilograma de leite, cerca de 4,6 cêntimos abaixo do preço médio comunitário. Foi o quarto pior preço entre os 27 estados-membros”, salienta a APROLEP, que sustenta o desagrado com o facto de os produtores comprarem “combustíveis, adubos e rações a um preço equivalente aos colegas europeus”. Face a este cenário, a APROLEP refere que só é possível manter a produção do leite com recurso “ao crédito”, ao “adiamento de investimentos”, à aquisição de máquinas “em segunda mão” ou ao recurso ao “sacrifício pessoal de agricultores e familiares, que abdicam de receber uma justa remuneração pelo seu trabalho”. “Para agravar, além da subida anunciada do salário mínimo e dos aumentos habituais da ener-

ASCOR Associação de Solidariedade Social do Coronado CONVOCATÓRIA José de Oliveira Barbosa, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da ASCOR – Associação de Solidariedade Social do Coronado, vem nos termos do nº. 2 do artº. 30º. dos Estatutos e a pedido da Direcção, convocar todos os associados para uma ASSEMBLEIA GERAL extraordinária a realizar na sua sede na Rua do Horizonte, 1008, São Romão do Coronado, no próximo dia 5 de janeiro de 2021 (terça-feira) pelas 21 horas, com a seguinte: ORDEM DE TRABALHOS 1. Discussão e votação sobre a extinção da Associação. 2. Nomeação da comissão liquidatária, no caso de aprovação do ponto um. 3. Outros assuntos. São Romão do Coronado, 22 de dezembro de 2020.

O s produtores preferiam dispensar os subsídios e receber um preço justo gia e dos restantes custos de pro- redução das ajudas do atual Regidução, ocorreu nos últimos meses me de Pagamento Base, devido à uma subida significativa no pre- convergência a 100 por cento em ço das matérias-primas e cereais 2026 nas áreas de cultivo destinausados no fabrico das rações, ne- das à produção de leite”. “Os produtores preferiam poder cessárias para equilibrar o bolo alimentar das vacas, baseada no dispensar os subsídios e receber milho e erva que produzimos nos um preço justo pelo leite produzinossos campos. Apesar da ração do, mas até que isso aconteça as comprada ser, em média, apenas ajudas serão essenciais para a so20 por cento da quantidade to- brevivência do setor”, sublinha a tal de alimento ingerida por uma APROLEP, que espera agora por vaca, representa cerca de 50 por “formas de mitigar a redução das cento dos custos de uma vacaria”, ajudas, nomeadamente através do reforço substancial do pagaacrescentou a associação. E o futuro não conforta os agri- mento ligado e da adoção de ecocultores, preocupados com a de- -regimes adaptados ao setor, que cisão do Ministério da Agricultu- permitam um futuro mais eficienra em relação ao período de tran- te e ecológico na produção de leisição 2021-2022, da qual estimam te, compensando os agricultores perdas de “12 por cento” na ajuda pelos serviços que prestam na deao rendimento do setor, e à refor- fesa do ambiente e no combate às ma da PAC (Política Agrícola Co- alterações climáticas”. mum) até 2027, “com a anunciada

Meteorologia

O Presidente da Mesa, José Oliveira Barbosa

NOTA: Se à hora marcada, não estiver presente a maioria dos associados, a assembleia realizar-se-á 30 minutos depois, com o número de associados presentes. Por causa da pandemia da COVID19, todos os associados terão de usar máscara.


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Atualidade

Lei para desagregação de Freguesias já está no Parlamento Com Lusa

Lares da Trofa começam vacinação na próxima semana Por ser um dos concelhos com maior risco de propagação do novo coronavírus, a Trofa é um dos que vai receber as primeiras vacinas contra a Covid-19. A vacinação decorre, nesta primeira fase, nos lares, abrangendo utentes e profissionais. Os utentes e profissionais dos lares do concelho da Trofa começam a ser vacinados a partir da próxima semana. O concelho é um dos 25 com maior risco de propagação do novo coronavírus e, por isso, considerado prioritário nesta primeira fase do plano de vacinação. Contactados pelo NT esta quarta-feira, responsáveis de dois lares do concelho confirmaram o envio da listagem das pessoas a vacinar, mas ainda não tinham sido informados, oficialmente, da data de início do processo. Marta Temido adiantou que serão abrangidos na primeira semana de vacinação 150 lares em 11 concelhos no Norte do país, cinco no Centro, um em Lisboa e Vale do Tejo e oito no Alentejo. Além da Trofa, são estes os concelhos prioritários: Armamar, Barcelos, Chaves, Crato, Espinho, Esposende, Fafe, Felgueiras, Gavião, Guimarães, Lousada, Marvão, Mondim de Basto, Mourão, Nisa, Pinhel, Póvoa de Lanhoso, Póvoa de Varzim, Valpaços, Vieira do Minho,

Vila do Conde, Famalicão, Vila Pouca de Aguiar e Vimioso. Quanto à última atualização dos dados Covid-19 por concelhos, no período de 7 a 20 de dezembro, a Trofa registou 405 casos, refletidos na taxa de incidência de 1054 casos por 100 mil habitantes. Comparado com o período anterior analisado (4 a 17 de dezembro), houve menos 75 casos identificados. Entre os concelhos vizinhos, a Trofa é o que mantém a taxa de incidência acima dos mil casos por 100 mil habitantes: Vila Nova de Famalicão tem uma taxa de 897/100 mil (1181 infetados registados), Vila do Conde 874/100 mil (698 casos), Santo Tirso 600/100 mil (408 casos) e Maia 505/100 mil (702 casos). Passagem de ano com recolher obrigatório às 23 horas Recorde-se que, na noite de passagem de ano, a 31 de dezembro, haverá recolher obrigatório a partir das 23h00. Neste dia, os restaurantes só podem estar abertos até às 22h30. Já nos dias 1, 2 e 3 de de janeiro, o recolhimento tem de ser feito a partir das 13h00, hora em que devem também fechar os estabelecimentos de restauração, exceto para entregas ao domicílio.

A luta pela desagregação de freguesias, nomeadamente por parte de Santiago de Bougado e Guidões, no concelho da Trofa, promete continuar em 2021. Esta segunda-feira deu entrada na Assembleia da República uma proposta de lei, aprovada em Conselho de Ministros a 22 de dezembro, para permitir a criação de freguesias através de desagregação ou surgimento de novas. O Governo quis deixar no sapatinho um presente a poucos dias do Natal e fez aprovar, em Conselho de Ministros, a 22 de dezemLuta pela desagregação promete continuar em 2021 bro, a proposta de lei, que remeteu esta segunda feira dia 28 de no processo, prevendo-se que a de lei do Governo, indicando que Dezembro para a Assembleia da ausência de parecer emitido no “são de verificação obrigatória”. Quanto à população e territóRepública para permitir corrigir prazo referido é considerada que rio, os requisitos são a existência a reforma administrativa levada “este é favorável”. a cabo em 2012, pelo governo de Merecendo aprovação pelas as- de mais de 900 eleitores por frePedro Passos Coelho e que agre- sembleias de freguesia e pelas as- guesia, à exceção dos territórios gou, na Trofa, a freguesia de Gui- sembleias municipais, a proposta do interior, em que se exige que dões à de Alvarelhos e a Fregue- de criação de freguesias é remeti- o número de eleitores não seja insia de Santiago de Bougado à de da à Assembleia da República, “a ferior a 300 por freguesia, a área São Martinho de Bougado, contra fim de aí ser apreciada”, nos ter- da freguesia não pode ser inferior a vontade das populações. mos da Constituição da Repúbli- a 2% nem superior a 20% da área do respetivo município e o terriDe acordo com a proposta de ca Portuguesa. lei do executivo de António Cos“Têm competência para apre- tório das freguesias é obrigatoriata que será discutida e votada sentar proposta de criação de fre- mente contínuo. Segundo o diploma do Goverem 2021 no Parlamento, a que o guesia um terço dos membros do NT teve acesso, “todas as assem- órgão deliberativo da freguesia no, a criação de freguesias pode bleias de freguesia envolvidas no ou de cada uma das freguesias ser concretizada pela agregaprocesso deliberam sobre a pro- em causa”, expôs o Governo, na ção da totalidade ou de parte de posta de criação de freguesia, de- proposta de lei, adiantando que o duas ou mais freguesias ou pela vendo esta ser aprovada em todas presidente da assembleia ou as- desagregação de uma freguesia elas, por maioria qualificada dos sembleias de freguesia em causa em duas ou mais novas freguerespetivos membros em efetivi- tem de solicitar ao órgão executi- sias, determinando que “as fredade de funções”, seguindo-se a vo da junta ou juntas de freguesia guesias a criar através de agreapreciação na assembleia muni- que, no prazo máximo de 15 dias gação podem pertencer a municípios distintos”. cipal, que também deve aprovar úteis, emita parecer obrigatório. A proposta define ainda que “por maioria qualificada”. Assim, a agregação de fregueQuanto ao papel das câmaras sias decorrente da aplicação da enquanto não estiverem constimunicipais, o parecer sobre a lei n.º 22/2012, que aprova o regi- tuídos os órgãos autárquicos das proposta de criação de freguesia me jurídico da reorganização ad- novas freguesias, a administradeve ser proferido no prazo de ministrativa territorial autárquica, ção das mesmas é atribuída a uma 15 dias, após solicitação pelas as- e da lei n.º 11-A/2013 de reorga- comissão instaladora, “cujas funsembleias municipais envolvidas nização administrativa do territó- ções não podem exceder o prazo rio das freguesias “pode ser cor- de seis meses”. O diploma indica ainda que rigida, por manifestação de vontade dos órgãos da freguesia e a “não é permitida a criação de frenão oposição da assembleia mu- guesias durante o período de seis meses imediatamente antecedennicipal”. Entre os critérios exigidos te à data marcada para a realizacumulativamente para a criação ção de quaisquer eleições a nível de freguesias estão a “prestação nacional”. Em relação ao período mínide serviços à população; eficácia e eficiência da gestão públi- mo de existência das novas freca; população e território; histó- guesias, o Governo pretende que, ria e identidade cultural; e vonta- após a criação de uma freguesia, de política da população, manifes- “a mesma tem de se manter ao lontada pelos respetivos órgãos re- go dos três mandatos autárquicos presentativos”, refere a proposta seguintes”.


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31 de dezembro de 2020

Atualidade José Pedro Maia Reis Memórias e Histórias da Trofa

S. Gonçalo em 1901

Criado movimento de doações e trocas na Trofa Nasceu na rede social Facebook, no fim de novembro, um movimento cívico criado com o objetivo de “fomentar a economia circular no concelho, através do envolvimento da comunidade”. “TNT – Trocas na Trofa” é o nome do grupo que conta, atualmente, com cerca de 300 membros e já com “transações” registadas, entre mobiliário, vestuário, livros, produtos de beleza, bijuteria, CD, DVD e videojogos. Transações não são mais do que doações ou trocas, já que, neste grupo, não é permitido o uso de dinheiro. “Os criadores desta plataforma, inspirados por outros movimen-

tos similares, são apologistas de que, através de doações, trocas e empréstimos, podemos contribuir para uma economia sustentável e para melhorar a vida de uma pessoa ou família. Melhor do que destralhar a nossa casa – e a nossa vida – é juntar isso com a contribuição para melhorar a vida de outra pessoa”, pode ler-se na descrição do grupo. O processo é simples. À publicação que interessar, o membro do grupo deve mostrar interesse através da caixa de comentários e depois tratar da troca ou recolha com o doador, por mensagem privada. No caso de haver trocas,

Pai Natal levou alegria às escolas do concelho Num ano diferente e carregado de restrições, há coisas que não podem deixar de acontecer… como proporcionar alegria às crianças na época natalícia. Apesar da pandemia, as associações de pais das escolas do concelho quiseram marcar o fim do primeiro período e esforçaram-se para tornar especial o último dia de aulas antes do Natal. Respeitando as regras do distanciamento social, o Pai Natal fez questão de visitar os estabelecimentos de ensino, para entregar prendinhas aos meninos, como comprovam as imagens publicadas pelas associações de pais nas redes sociais, que eternizaram os momentos natalícios.

o promotor deve privilegiar produtos simbólicos como frutas ou vegetais da época, para reduzir o desperdício alimentar ou recolha de alimentos para doar instituições. A administração do grupo alerta os membros que, “dada a situação atual, é fundamental cumprirem, escrupulosamente, as regras impostas pelas autoridades de saúde quando se encontrarem para as trocas”. Para fazer parte deste grupo, basta aceder ao link facebook. com/groups/trocasnatrofa e pedir para aderir. Em pouco tempo, será aceite na comunidade.

O fatídico ano de 2020 está prestes a terminar e com ele encerram bastantes dificuldades, algumas delas desconhecidas pela maioria da população. O dezembro termina e o mês que se segue é o janeiro, que marca um dos momentos mais importantes da cultura popular, com a comemoração de S. Gonçalo, na freguesia de Covelas, concelho da Trofa. Todos nós, certamente, teremos inúmeras histórias para contar sobre estas festas, sendo das poucas atividades que os trofenses ainda aderem em bom número e que permitem que o lado mais popular da sua vivência tenha grande destaque cultural. Uma festa de cariz popular iria ser capaz de atrair um elevado número de pessoas para um evento em que é impossível atestar a sua data de formação com certezas e rigor que a história obriga. A romaria que venho aqui abordar realizou-se, praticamente, há 120 anos, sendo um número bastante interessante, demonstrando a secularização destas atividades. O lado religioso, certamente para muitos, era colocado em segundo plano com a sua preocupação a estar sempre no lado pagão das festividades, por isso, com um plano amplo de atividades iria conseguir-se agradar à grande maioria dos elementos da comunidade. Os grupos de populares iam-se espalhando pelas montanhas próximas à capela e por ali passar o seu tempo e também merendando até à obrigação do cumprimento religioso com a participação na procissão. O farnel daqueles cidadãos presentes nas proximidades do santuário era centrado em dois produtos da região, concretamente a regueifa e o vinho verde. A regueifa era da localidade de Valongo, demonstrando a importância económica e também o peso da tradição, enquanto o vinho era verde também era um produto aqui da zona. O público aderiu em massa às festividades, porque o ambiente estava ótimo e convidava a participação nas atividades, sendo um escape para a rotina dos trabalhadores rurais que eram a maioria da população que se deparava com graves dificuldades. Passaram mais de cem anos, concretamente 120 anos, e pouco mudou, poucas mudanças na realização da tradição que é cada vez mais um dos marcos da cultura e identidade trofense, com a presença dos produtos locais à mesa dos romeiros. Termino com o desejo de um excelente ano de 2021 em que todas as suas dificuldades cessem neste novo ano e possa, novamente, pairar sobre todos o espírito de esperança e reconciliação no passado. Que 2021 venha rápido com força para marcar o retorno ao progresso da sociedade


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Mulheres Socialistas angariaram 1500 produtos de higiene

300 bens doados à APPACDM O grupo Ferrovia Sobre Rodas angariou cerca de 300 bens alimentares e outros artigos para apoiar a APPACDM da Trofa. Sob o mote “Seja um Super-Herói”, o grupo apelou à solidariedade, tendo como local de recolha o Café Ferrovia, em S. Martinho de Bougado. O resultado da ação al-

truísta foi entregue à instituição na semana do Natal. Entre os artigos doados estão alimentos não perecíveis como farinha, arroz, massa, açúcar, óleo, azeite, enlatados, mas também doces alusivos à época natalícia, como bolo-rei e aletria.

Mercadona doa parte das 80 toneladas de bens à APPACDM, Cruz Vermelha e ASAS

Parte das 80 toneladas que a Mercadona adquiriu, adicionalmente, aos fornecedores foi distribuída pela APPACDM da Trofa, delegação da Cruz Vermelha Portuguesa e ASAS, associação que gere o centro comunitário em Mosteirô, em S. Martinho de Bougado. Massa, arroz, leite, azeite, atum e outros enlatados são alguns dos produtos que compõe esta oferta. Deste modo, a empresa ajudou a reforçar a entrega de alimentos que estas instituições realizam diariamente, numa época tão importante e tradicional como é o Natal. “Esta doação especial de Natal

junta-se, assim, às mais de 1000 toneladas de bens essenciais que a empresa já doou ao longo de 2020, e que pretende continuar até ao final do ano. O valor é representativo do esforço feito pela Mercadona em termos de compromisso social, tendo em conta que a empresa detém apenas 20 lojas em Portugal. Ao longo de 2020, a Mercadona doou, com apenas 20 lojas em Portugal, mais de 1.000 toneladas de alimentos a instituições de solidariedade dos distritos onde está presente, Aveiro, Braga, Porto e Viana do Castelo”, explicou o retalhista, em comunicado.

H á um novo perfil de pessoas fragilizadas e às quais temos de ter atenção O Movimento das Mulheres Socialistas da Trofa angariou, durante o mês de dezembro, cerca de 1500 produtos de higiene, que vão ser distribuídos pelas famílias necessitadas do concelho. CÁTIA VELOSO Depois de uma campanha que contou com o envolvimento das Mulheres Socialistas da Trofa, a estrutura partidária entregou, esta segunda-feira, 28 de dezembro, cerca de 1500 produtos de higiene na delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa. Foi uma maneira de marcar o mês do Movimento com “uma atividade solidária”, à qual participaram “não só os elementos, mas também muitos outros trofenses”, a quem Ângela Moreira, líder da estrutura, agradeceu. “Temos cerca de 1500 produtos, desde escovas e pasta de dentes, a champôs, amaciadores, cremes, pensos higiénicos, géis de banho e fraldas. São produtos do nosso dia a dia que nem valorizamos, mas que são preteridos a favor de alimentação pelas famílias que passam necessidades”, explicou. Numa época em que as doações alimentares aumentam, a entrega de produtos de higiene surge no momento certo. “São aqueles produtos que muitas vezes ficam esquecidos. As pessoas têm sempre aquele sentimento de dar de comer, e, claro, é essa a primeira necessidade, mas nesta época, uma vez que essa área estava acautelada, quando nos questionaram qual seria a maior carência neste momento, referimos que eram os produtos de hi-

giene”, explicou Daniela Esteves, presidente da delegação da Trofa da Cruz Vermelha. Num ano marcado pelas dificuldades acrescidas inerentes à pandemia de Covid-19, a delegação da Cruz Vermelha redobrou esforços para chegar a todos os que pediram ajuda. “Acho que conseguimos, dentro dos possíveis, proporcionar um Natal feliz às pessoas. Felizmente, temos uma caixa forte do ponto de vista alimentar e o nosso trabalho chegou a todos os que procuraram a nossa ajuda”, frisou a responsável. Além de confortar as famílias do ponto de vista alimentar, a delegação conseguiu ainda levar alegria às crianças, distribuindo brinquedos e outros presentes, doados por várias entidades e grupos, como o BPI, já parceiro

habitual da Cruz Vermelha nesta época festiva. Mas as necessidades não são sentidas apenas nesta altura. Daniela Esteves revelou que, em 2020, os pedidos de ajuda “aumentaram muito”. “Desde março que tem havido um crescimento assinalável do número de apoios. Há um novo perfil de pessoas fragilizadas e às quais temos de ter atenção, porque têm vergonha de pedir ajuda. Por isso, deixo o apelo a quem saiba ou que precise, que procure a Cruz Vermelha”, frisou. Segundo Daniela Esteves, esse novo perfil de pessoas a precisar de ajuda refere-se àqueles que, tendo um nível de vida estável, viram os seus rendimentos caírem, significativamente, devido aos efeitos da pandemia no emprego e economia.


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Levaram 90 pés de flores do comboio de S. Romão Quarenta e oito horas depois de terem sido colocados, cerca de “90 pés de flores” desapareceram do novo elemento decorativo colocado pela Junta de Freguesia do Coronado na entrada de S. Romão. O comboio colorido, feito de barris, foi embelezado pelas plantas que acabaram furtadas na noite de Natal. “Lamentamos que, numa época onde muito se apela à solidariedade, ao amor, à união e ao respeito, há quem pratique este tipo de atos e 'destrua' o que vamos construindo”, referiu o autarca local, José Ferreira. Dois mil e vinte foi, aliás, um ano marcado por diversos episódios do género. “Desde a vandalização de equipamentos na Quinta de S. Romão aos vários assaltos no edifício da Junta e ao seu armazém. Estes 'ataques' têm sido contínuos e quem os pratica tenta prejudicar ao máximo o

P lantas foram furtadas na noite de Natal nosso trabalho mas, esquece-se que, no fundo, quem sai mais pre-

judicado são todos os romanenses e mamedenses”, sublinhou.

Lixo empilhado junto aos ecopontos depois do Natal cal (STAL), os trabalhadores reivindicam “a melhoria dos salários e de outras prestações pecuniárias, nomeadamente, do subsídio de refeição, transporte” e também “o respeito pela contratação coletiva e respostas sérias às propostas sindicais de negociação de um acordo coletivo de trabalho, que normalize e constitua um instrumento de efetiva melhoria das condições de trabalho”. A entidade sindical fez um balanço positivo da paralisação, situando-a entre os “80 e 90 por cento”, enquanto a Resinorte referiu que “27,8 por cento” dos trabalhadores aderiram à greve. Falta de civismo juntou- se à greve dos trabalhadores da R esinorte Cenário nada bonito de se ver, mas que se vai repetindo nalgumas ocasiões. Depois do Natal, alguns ecopontos ficaram “à pinha”, provocando empilhamento de lixo ao redor das estruturas, como no centro de S. Romão do Coronado, onde o NT registou em fotografia, na manhã de 28 de dezembro. Também outros trofenses publicaram outras imagens de cenários semelhantes, mostrando descon-

tentamento com a falta de civismo e ineficácia dos serviços de recolha dos resíduos. Porém, para isso contribuirá a greve dos trabalhadores da Resinorte, empresa responsável pelo serviço no concelho da Trofa, cumprida nos dias 28 e 29 de dezembro, que se seguiram aos dias de festa natalícia e fim de semana. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Lo-

Recolha do lixo com alterações na passagem de ano A recolha do lixo vai sofrer alterações durante a festa de passagem de ano. No dia 31 de dezembro e 1 de janeiro, o serviço não funcionará em Bougado, retomando a 2 de janeiro. Já no Coronado, Covelas, Muro, Guidões e Alvarelhos, a recolha de resíduos será suspensa no primeiro dia do ano, retomando no dia seguinte.

Grupo de Jovens anima Natal das famílias do Muro Neste Natal tão atípico, o Grupo de Jovens Juventude Sem Fronteiras do Muro não se mostrou indiferente e tomou a decisão de proporcionar um momento diferente e especial a todas as famílias da freguesia. No dia 25 de dezembro, o Pai Natal “apanhou” boleia de uma carrinha de caixa aberta e levou música e animação pelas ruas do Muro, chamando a atenção das famílias que se mantiveram recolhidos em casa, devido à Covid-19. Exceção para algumas crianças que não resistiram a ver de perto a viatura que levava o homem das barbas brancas e de outros que, em plena rua, deram um pezinho de dança.

Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa COMUNICAÇÃO António Manuel Silva e Sousa, na qualidade de Presidente da Mesa da Assembleia Geral cessante, comunica que no dia cinco de Janeiro do ano dois mil e vinte e um, pelas vinte e uma horas, dará posse em cerimónia a realizar no Salão Nobre do Quartel Sede da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa, sita na Rua D. Pedro V, desta Cidade da Trofa, aos novos Órgãos Sociais eleitos em Assembleia Eleitoral de dez de Dezembro de dois mil e vinte, dando cumprimento ao estabelecido no artigo 31º dos Estatutos desta Associação. Para este ato de posse convido todos os interessados a estarem presentes. Trofa, 21 de Dezembro de 2020 O Presidente da Mesa da Assembleia Geral António Manuel Silva e Sousa, Engº


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Homem perde a vida em despiste na EN104

Bombeiros resgatam homem que caiu ao rio

Um homem de 27 anos perdeu a vida num acidente de viação na EN104, a 19 de dezembro, na Abelheira, S. Martinho de Bougado. A viatura de transporte de pão circulava no sentido Trofa-Santo Tirso, quando entrou em despis-

te, colidindo com um muro, cerca das 6h30. No local não eram visíveis sinais de travagem. No socorro estiveram os Bombeiros Voluntários da Trofa com dez elementos e quatro viaturas, apoiados pela equipa da SIV de

Detidos em flagrante a furtar catalisador Militares do posto da GNR da Trofa detiveram, na terça-feira, dois homens por furto em veículo, no concelho da Trofa. Segundo comunicado da Guarda, depois de “uma denúncia” a dar conta de “movimentos suspeitos perto de um veículo estacionado na via pública”, em S. Martinho de Bougado, os militares deslocaram-se ao local e “surpreenderam os indivíduos em flagrante a furtar o catalisador com recurso a uma rebarbadora”. “No decorrer de diligências policiais, foi possível apurar que usaram um veículo furtado para se deslocarem, sendo que nenhum dos suspeitos era possuidor de habilitação legal para conduzir”, detalha a GNR. Na sequência da operação, foram apreendidos a rebarbadora, nove discos de corte, um macaco hidráulico e um catalisador. A viatura apreendida foi entregue à legítima proprietária. Os detidos, de 40 e 41 anos, têm “antecedentes criminais por ilícitos da mesma natureza”, e foram presentes a primeiro interrogatório no Tribunal Judicial de Santo Tirso. O caso baixou a inquerito e aguardam julgamento em liberdade.

A panhados pela GNR a furtar catalizador

Santo Tirso, VMER de Vila Nova de Famalicão e GNR da Trofa. O Núcleo de Investigação de Acidentes de Viação da GNR esteve também no local a investigar a origem do despiste.

Os Bombeiros Voluntários da Trofa resgataram um homem de 70 anos, que caiu ao Rio Ave, na tarde de 22 de dezembro, junto à ponte entre a Trofa e Ribeirão. A vítima, que se encontrava na margem do lado de Ribeirão, ter-se-á desequilibrado e caiu ao rio, tendo conseguido agarrar-se a um tronco de árvore, a cerca de dois metros de terra. O alerta chegou ao quartel dos Bombeiros Voluntários da Trofa cerca das 13h30 e para o local a corporação mobilizou seis elementos, apoiados por um barco, uma ambulância e uma viatura de apoio. A equipa da SIV de Santo Tirso também apoiou nas operações de socorro. Depois de resgatado, o homem, com hipotermia e várias escoriações pelo corpo, foi transportado para a unidade de Vila Nova de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave.

Bombeiros chamados para fogo nas chaminés de habitações

A lertas para incêncios originados nas lareiras O frio começa a apertar e, por esta altura, é habitual que as famílias recorram às lareiras para aquecer as habitações. No entanto, com a retoma do recurso a estas estruturas, há incidentes relacionados com a sujidade provocada pela combustão da lenha que, entranhada nos tubos de extração do fumo, pode provocar valentes sustos. Foi o que aconteceu esta se-

gunda e terça-feira, em duas situações que obrigaram à mobilização dos Bombeiros Voluntários da Trofa. A primeira teve lugar na Rua Carlos Oliveira, em Guidões, cerca das 19h10. Os soldados da paz foram acionados para um foco de incêndio e, chegados ao local, verificaram que no tubo de extração da lareira da habitação, detritos entraram em combustão, provocando chamas junto à chaminé.

Para esta ocorrência, foram mobilizados cinco elementos dos Bombeiros, apoiados por uma viatura. Já esta terça-feira, cerca das 18h00, na Rua Sacadura Cabral, em S. Martinho de Bougado, uma situação semelhante também obrigou à ação da corporação. Foram mobilizados sete efetivos e duas viaturas para resolver a situação.


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31 de dezembro de 2020

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Festa do Ano Novo A festa do Ano Novo é um evento em que se comemora o início do ano civil e corresponde, no calendário anual, ao começo do ano. Em muitas culturas (e países) de quase todo o mundo é celebrado, na véspera, com um jantar e/ou ceia ANTÓNIO COSTA

Os calendários primitivos mais antigos do Velho Continente, de que a História nos proporciona uma informação mais concreta, são (os dos povos) hebreu e egípcio. Ambos tinham um ano civil de 360 dias: curto para representar o ciclo das estações, mas grande para corresponder ao chamado “ano lunar”, que se define como um período de tempo igual a 12 lunações existentes no ano trópico, ainda desconhecido. O Ano Novo do calendário gregoriano é iniciado a 1 de janeiro, designado por “Dia de Ano Novo”, tal como acontecia no calendário romano. Há certas regiões do Globo que calculam a data de ano novo de forma diferente. A comemoração, no ocidente, tem origem num decreto do imperador Júlio César, que fixou o 1.º dia de janeiro como o “dia de Ano Novo” no ano 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de janeiro deriva do nome Jano, que tinha duas faces (sendo bifronte), uma voltada para a frente, visualizando o futuro e outra para trás, visualizando o passado. É sabido que os ro-

manos adoravam vários deuses (eram politeístas) e não existia nenhuma informação ou referência de que o povo judeu, à época, tenha comemorado o Ano Novo, tão pouco os primeiros cristãos o tenham feito. Há referências que, durante a Idade Média, vários outros dias foram comemorados e considerados como o início do ano civil: 1 de março, 25 de maio, 1 de setembro, até 25 de dezembro. Foi só recentemente que o dia 1 de janeiro voltou a ser o primeiro dia do ano. Em muitos países da Europa é feriado nacional. Com a expansão da cultura ocidental para muitos lugares do Mundo durante os últimos sécu-

los, o calendário gregoriano foi adoptado por muitos outros países como o calendário oficial e a data de 1 de janeiro tornou-se global para celebrar o Ano Novo, mesmo em países com as suas próprias comemorações em outros dias, como por exemplo Israel, China ou Irão. Véspera de Ano Novo/ Passagem de Ano/Reveillon A véspera de Ano Novo, também chamada de “Reveillon” em francês, termo que significa reanimar, despertar, (deixar de dormir) virada de ano (brasileiro), passagem de ano -, refere-se ao dia 31 de dezembro e que precede o dia de Ano Novo, nos países que seguem o calendário gregoriano. Na cultura ocidental, no final do dia 31 de dezembro, realiza-se uma ceia demorada e aguarda-se a chegada da meia-noite para, em família ou com amigos, saudar o início do ano com queima de fogo de artifício, comendo 12 uvas passas e brindando ao Novo Ano, que acaba de chegar, com espumante... Segundo o folclore português, esta celebração está ligada a uma lenda popular

que deu o nome da noite de São Silvestre a esta noite. No século XVIII, em França, o termo Reveillon designava as festas da nobreza, que duravam toda a noite. É também usado o termo Reveillon de Saint Sylvestre. São vários os eventos que se realizam em toda a parte, por ocasião da passagem de ano, numa clara alusão à “despedida do Ano Velho” e “Boas-vindas ao Novo Ano” que acaba de iniciar. Assim, além das já referidas reuniões familiares, há também algumas autarquias locais que organizam festas, a que não faltam os fogos de artifício. Em muitas cidades do nosso país, vários clubes ou associações desportivas organizam corridas de atletismo (a que chamam de Corridas de S. Silvestre). Para a história fica um evento “satírico-humorístico” que se realizou nos meados do século XX e se manteve durante vários anos. Este “Desfile/Funeral” realizava-se na noite do dia 31 de dezembro, nas principais artérias da então vila de Santo Tirso, e designava-se “Enterro do Ano Velho”. Este desfile terminava em frente às antigas instalações do Hotel Cidnay, hoje Banco Millenium. Neste local, era lido um Testa-

mento satírico (do Ano Velho) com críticas aos costumes de então, seguido dos “pedidos” e “promessas” ao Ano Novo que acabara de nascer. Festa de Santa Maria Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz A festa de Santa Maria Mãe de Deus é a primeira festa mariana que surgiu na Igreja Oriental e começou a ser celebrada no século VI, em Roma. É o dia em que a Igreja proclama a Virgem Santa Maria como a verdadeira Mãe de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Poucos dias após o nascimento de Jesus, e logo no início do ano civil (um novo ano), a festa da Solenidade de Santa Maria é uma oportunidade para todos os católicos pedirem a protecção da Virgem Maria para o ano que se segue. Além de ser dedicado à “Mãe de Deus,” este primeiro dia do ano é também chamado de “Dia Mundial da Paz”. Esta celebração anual, que é assinalada no primeiro dia do ano (civil) foi instituída pelo papa Paulo VI, no dia 8 de dezembro de 1967, entrando em vigor no dia 1 de janeiro de 1968.


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Religião Junta de Freguesia encomenda obra a De Velasco

Obelisco para eternizar origem da imagem de Nossa Senhora de Fátima Desde esta segunda-feira monumento que assinala os cem que mora em S. Mamede do Co- anos da imagem de Nossa Senhoronado um monumento evoca- ra de Fátima destaca-se também tivo do centenário da imagem pelo reconhecimento da “identide Nossa Senhora, que foi es- dade” de uma comunidade, feita culpida por José Ferreira The- “em torno da dimensão religiosa, dim e colocada na Capelinha cultural e económica”. das Aparições. CÁTIA VELOSO “Esta é uma terra estritamente religiosa e muito ligada a Nossa Apesar de simbólica, a inaugu- Senhora. O escultor da imagem ração do obelisco, obra assinada de Fátima, ao fim e ao cabo, mapelo artista De Velasco e situada terializou com as suas mãos aquiperto do Largo de Feira Nova, foi lo que já estava no seu imaginário. Esta dimensão continua nas apadrinhada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto gentes da Trofa e, concretamenSanto Silva, e pelo bispo do Por- te, no Coronado e se for expressa na escultura, com a dimensão to, D. Manuel Linda. Com a presença no evento, o económica e artística, juntam-se governante quis relevar a impor- aqui três setores que são muitância que a arte relacionada com to bons e que dão cunho de dea imaginária religiosa tem na for- senvolvimento local”, sublinhou. Com um investimento de “sete ma como Portugal é visto no mundo, ao contribuir “para a afirma- mil euros” e o apoio de “muitos ção da cultura” lusa na “dimen- mecenas que contribuíram para são religiosa”. “É também impor- a conceção e elaboração desta tante como elemento vivo das tra- obra”, a Junta de Freguesia do dições locais e das artes tradicio- Coronado materializou a obriganais. Trata-se de uma referência ção que sentia em contribuir para popular aqui no Coronado, atra- perpetuar, junto da comunidade, vés dos chamados santeiros, que o facto de “a imagem que, hoje, continua a verificar-se e que é tem o significado que tem, que preciso acarinhar e preservar”, ultrapassa fronteiras e que é uma das imagens de marca de Poracrescentou. Para D. Manuel Linda, este mo- tugal, nasceu aqui (S.Mamede), mento “feliz” que viveu ao tes- em 1920”. “São cem anos que muito contemunhar a inauguração de um

M inistro dos Negócios E strangeiros e Bispo do Porto inaiguraram obelisco nomes não devem ser apagados, tribuíram para que a comunida- pelo ofício. devido aos feitos que protagonide e a freguesia de S. Mamede zaram. Este monumento assinala “Este é um recado que do Coronado sentissem reperum facto que muita gente, ainda se deixa para os vindouros” cussões desse feito, tanto a nível hoje, desconhece, e outra gente económico, como na proliferaO obelisco, inspirado nos mo- que conhece e adultera, ao ponção e crescimento da produção da arte religiosa, que foi, até ao numentos típicos do Antigo Egi- to de se fazer passar por autor de início da década de 90, muito sig- to, constituídos por um pilar de coisas que não fez”, atirou. Na base do obelisco, há uma nificativa”, sublinhou o presiden- pedra em forma quadrangular alongada e uma pirâmide no topo, forma que imita “uma mola” que, te da Junta, José Ferreira. A passar por um “momento le- não foi escolhido por acaso. Ao “em vez de pendurar num sítio tárgico”, a arte sacra precisa, de- NT, o autor da peça, De Velasco, qualquer, está fixo para que tofende o autarca, de medidas que explicou que, tal como aquela dos saibam que, nesta terra, houcontribuam para a sua longevida- figura de pedra estava associa- ve uma pessoa com valor”. “Serve também para contrariar de. “É um marco histórico da nos- da às crenças dos povos egípsa freguesia. Se pudermos fazer cios, também este tem uma for- aquilo que se passa, hoje, a nível alguma coisa para a prolongar- te componente “religiosa”, por mundial e não só em Portugal, em mos no tempo, estamos dispos- assinalar o centenário da ima- que se valoriza aquilo que não se tos a pôr mãos à obra”, adiantou gem de Nossa Senhora de Fá- deve valorizar e aquilo que é vaJosé Ferreira, que, nesse sentido, tima. Mas mais importante que lorizável, muitas vezes, fica no esanunciou a criação de uma outra marcar a efeméride, era impor- quecimento e as pessoas morrem obra de arte, “muito direcionada tante deixar “um recado” para no anonimato”, concluiu. para os santeiros”, para homena- “os vindouros”. “As pessoas têm gear todos aqueles que passaram de saber que há pessoas, cujos


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Ano em revista

Um ano pandémico que prometeu lixo, fez correr rios de dinheiro em telefonemas e acabou com a (velha) boa-nova da vinda do metro Dois mil e vinte um foi um ano atípico para a Trofa. A Covid-19 seria razão suficiente para atestar a afirmação, mas a verdade é que muitos outros acontecimentos fizeram correr muita tinta e deram projeção nacional ao concelho. O NT, como é habitual, fez uma resenha do que mais significativo aconteceu em 2020, elegendo os temas mais quentes do ano e que não aconteceram apenas no verão. CÁTIA VELOSO

Frases que marcaram 2020 “O ministro João Matos Fernandes, para utilizar um termo simpático, é um alienado e um alucinado no Governo” SÉRGIO HUMBERTO | JANEIRO

“Nós temos à frente da Área Metropolitana do Porto o Hugo Chavez do Norte de Portugal” Sérgio Humberto, sobre Eduardo Vítor Rodrigues | fevereiro

“A vida como a vivemos antes do coronavírus, provavelmente só depois de uma vacina” ANA TATO, DIRETORA DO ACES SANTO TIRSO/TROFA | ABRIL

“Se não atuarmos iremos perder para sempre este legado das margens do rio Ave” A Assembleia da República aprovou um voto de condenação pelas declarações feitas por um funcionário da Câmara Municipal da Trofa, na rede social Facebook, que sugeriu que a Assembleia da República se transformasse numa “câmara de gás”, por estar contra as ceEm 2020, o presidente da Câmara Municipal da Trofa, o social de- rimónias de comemoração do 25 de Abril. O caso ganhou expressão, mocrata Sérgio Humberto Silva, foi constituído arguido no âmbito da uma vez que o perfil do presidente da Câmara surgia na lista dos que megaoperação de investigação das lojas interativas de Turismo com a “gostaram” da publicação. Entidade de Turismo Porto e Norte de Portugal. Neste processo, o Ministério Público (MP) acusa autarcas, empresários e outros dos crimes de corrupção, participação económica em negócio, peculato, recebimento indevido de vantagem, abuso de poder e falsificação.

BRUNO MATOS, ARQUITETO, SOBRE O PATRIMÓNIO MOLINOLÓGICO DA TROFA| MAIO

“Senhores autarcas, Covelas não é a cagadeira da Trofa” Padre José Ramos, sobre a intenção da Câmara Municipal de instalar um aterro sanitário| maio

“Se for preciso usamos a bomba-atómica (cortar estradas) para travar aterro na Trofa” Sérgio Humberto | junho

“Vós fostes o meu primeiro grande amor” Padre Rui, às paróquias do Muro, S. Mamede e S. Romão do Coronado, no anúncio da saída | junho

“Estamos num patamar em que somos obrigados a subir” Franco Couto, sobre a época 2020/2021 | julho

Crianças de todas as escolas do concelho da Trofa animaram o desfile de Carnaval, que encheu de cor e brilho a Avenida 19 de Novembro, na tarde de 23 de fevereiro, numa iniciativa da autarquia com o apoio da Federação das Associações de Pais da Trofa. No final, ganhou a Escola de Bairros com os “heróis da vida real”

“O futebol tem peso na história do concelho, porque foi dos poucos elementos agregadores da comunidade” José Pedro Reis, historiador | agosto

“Nunca ponham em causa o trabalho que está a ser feito pelas equipas de saúde pública” NUNO CARVALHO, DIRETOR DO ACES SANTO TIRSO/TROFA | novembro

“Há algumas situações que ferem gravemente este mandato do executivo municipal. (...), o dossier do aterro da Trofa não nos deixa indiferentes”

Já com a sombra da Covid-19, cumpriu-se a edição número 74 da Feira Anual da Trofa. O evento surgiu renovado com a construção de um picadeiro no futuro Parque da Samogueira.

A Resinorte negociou com a Câmara Municipal da Trofa a criação de um novo aterro sanitário, nos terrenos contíguos ao atual aterro sanitário de Santo Tirso, na freguesia de Co- Fernando Flores, PAN tROFA | dezembrO velas. A polémica durou semanas, com a população a mobilizar-se em diversas manifestações em Covelas e na cidade. O caso levou o presi- “Câmara está mal informada sobre os santeiros” dente da Câmara a dar o dito pelo não dito e a recuar no processo, que Jorge Brás, santeiro | DEZEMBRO culminou com o chumbo da CCDR-N. Apesar disso, o movimento criado contra a construção do aterro afirmou manter-se “atento”, no futuro.


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Atualidade Direitos reservados

Arrancaram as obras da nova ligação ciclável e pedonal na vila do Coronado, que terá uma extensão de 2,5 quilómetros uma obra com o custo de cerca de quatro milhões de euros.

Covid-19

Trofenses Fantásticos Alguns dos que 2020 levou

O novo coronavírus, cuja doença associada é designaOs irmãos gémeos Frando por COVID-19, terá surgi- cisco e Eduardo Campos Vítor Ferreira registou, do no final de 2019, na cida- são de S. Romão do Coro- a 19 de julho, uma fotograde de Wuhan, China. nado e integraram a tripula- fia que testemunha a pasA partir daí, o vírus propa- ção do navio-escola Sagres, sagem do cometaneowise, gou-se pelo mundo e chegou que começou a viagem que agarrando uma “oportunia Portugal em março. O NT tinha como objetivo reedi- dade única” que surge a fez a primeira notícia asso- tar a circum-navegação de cada 6800 anos. ciada ao vírus na edição de 5 Fernão de Magalhães, há José Manuel Fernandes de março e desde então que 500 anos. Devido à pandeo assunto não deixa de figu- mia, o navio teve de suspen- foi um dos nomeados para o galardão “Portugueses de rar nas páginas do periódico. der a viagem. Valor 2020”, atribuído pela A pandemia fez com que, LusoImpress Tv. perante o desconhecimento que havia inicialmente, deciA sonda Solar Orbiter díssemos não imprimir a edi- partiu em direção ao Sol ção seguinte do jornal, dis- com g ra ndes objetivos João Ramos, natural de ponibilizando-a, porém, em como a caracterização dos Alvarelhos e investigador formato digital gratuitamen- polos do Sol. Um dos res- no Instituto de Engenharia te, quando foi decretado o Es- ponsáveis pelo processo de de Sistemas e Computadotado de Emergência . conceção da sonda, à qual res, Tecnologia e Ciência, A partir daí, o NT e a Tro- está também ligado o gru- venceu o Prémio REN, no faTv têm desenvolvido várias po Frezite, é o bougadense valor de 25 mil euros, que ações para minimizar os efei- Nuno Silva, que trabalha distingue as melhores tetos do Covid-19. No primei- atualmente para a Deimos ses de mestrado no âmbito ro fim de semana de confi- Engenharia. O engenhei- da energia. namento, transmitiu o filme ro lidera também o projedo trofense José Calheiros to responsável pela mise até à reabertura das igre- são que vai remover lixo jas e capelas, transmitiu em espacial. direto as eucaristias dominiIrmãos Dinis e Martim Rocais, em emissões descentralizadas. Foi com sala cheia que cha campeões nacionais na Além disso, lançou uma Miguel 7 Estacas se apre- dança desportiva campanha de angariação de sentou em palco, no Centro novos assinantes com idade Cultural Municipal de Vila Alvarelhos recebeu Camsuperior a 60 anos, com des- das Aves, com o espetáculo peonato Nacional de Powerconto na anuidade e trans- da tournée “7estacas.zip”, lifintg mitiu aulas de exercício fí- que marca os 30 anos de sico disponibilizadas pelo carreira como comedian- Gonçalo Marques e Salvapersonal trainer Miguel Gui- te. A digressão acabou sus- dor Monteiro campeões namarães. pensa devido à Covid-19, cionais de tenis em sub-14 Também no primeiro con- mas retomou no outono, ter- e sub-12 finamento fez uma lista dos minando em outubro. Francisco Vila Nova na final restaurantes do concelho do Campeonato da Europa que serviam para fora e transmitiu, em direto, o conO trofense João Tedim, de Dressage certo ambulante de José Ma- investigador do CICECO lhoa, em S. Mamede do Co- – Instituto de Materiais de Mariana Serra campeã ronado, que contou com cen- Aveiro, foi agraciado com nacional de tiro tenas de milhar de visualiza- mais uma distinção pelo ções. Atualmente, e face ao trabalho feito ao nível do Fábio Costa campeão naimpedimento de haver pú- desenvolvimento de reves- cional sub-23 de estrada blico nos estádios, a TrofaTv timentos funcionais para tem transmitido em direto os substratos metálicos usa- Deolinda Oliveira campeã jogos do CD Trofense. dos na indústria automóvel, nacional de veteranos nos 2000m Durante a pandemia, hou- aeronáutica e marítima. ve várias manifestações de solidariedade como a das paróquias que, no total, cederam cerca de 90 mil euros aos hospitais, empresas e anóni- Depois de anos liderar a Juventude Socialista e de mos que ofereceram máscaavançar como cabeça de lista à Câmara Municipal da ras e viseiras a instituições. Trofa, em 2017, Amadeu Dias deu um novo passo na Depois de uma primeiprogressão no PS ao ser eleito presidente da comissão ra vaga com poucos casos, política concelhia. a Trofa foi fortemente afetada na segunda, chegando a estar no topo dos concelhos - Núcleos do Chega e do PAN foram oficializados no com maior risco de propagaconcelho ção no país.

Manuel Pontes

empresário e ligado ao movimento associativo do concelho janeiro

No desporto

Começou por considerar uma “loucura” construir o metro até à Trofa, depois deu à Área Metropolitana o poder de decisão quanto ao processo. A extensão da linha desde o ISMAI ao centro da cidade da Trofa foi novamente alvo de estudo e, no fim, inserida no plano de expansão da rede da Metro do Porto. Mas uma pequena parcela construída em linha de metro e o restante em metrobus. As cenas dos próximos episódios seguem dentro de momentos... até 2030?

Os Santeiros de S. Mamede do Coronado são uma das Sete Maravilhas da Cultura Popular Portuguesa. A vitória ganhou contornos polémicos depois de o Bloco de Esquerda ter criticado o facto de a Câmara Municipal da Trofa, promotora da candidatura, ter ajudicado um ajuste direto de cerca de 75 mil euros em chamadas de valor acrescentado para que os santeiros vencessem o concurso. A polémica assumiu grandes proporções, ao ponto de merecer tempo de antena no programa satírico de Ricardo Araújo Pereira, na SIC.

Bernardino Maia

ex-presidente da junta de freguesia de guidões maio

José Maria Moreira da Silva

ex-presidente da JF do Muro e um dos pais do concelho da trofa | setembro

Maria Júlia Padrão

Farmacêutica Outubro

Na política

Padre Manuel António

Fundador da casa do gaiato de Benguela, Angola dezembro


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Crónica Especial

Paróquia de Guidões - Fragmentos da sua génese 12.º Capítulo - Residência Paroquial e os Passais Desde a fundação da religião católica na península ibérica, os fidalgos fundavam cenóbios e doavam terras, assim como edificavam pequenos templos em torno da qual se fixavam a população granjeando os terrenos, como foreiros ou cabaneiros de pequenas glebas. A formação de uma igreja envolvia a existência de um clérigo o qual teria de ser sustentado e para tal os patronos das igrejas doavam terrenos, que se designavam passais, cujos seus rendimentos sustentavam o clérigo e a igreja. Para remissão dos pecados muitos doavam as suas terras à igreja e foi no reinado de D. Dinis (D. Denis) que foi legislado, proibindo a doação à igreja. A paróquia de Guidões também é fundada por um fidalgo casado com Ermesenda Gonçalves da Maia e que doa metade da igreja ao Bispo do Porto, como foi descrito na primeira crónica e implicitamente dotou-a de propriedade capazes de sustentar o clérigo e a igreja. Com a anexação por parte do convento de Vairão as propriedades passaram a pertencer ao mosteiro e o clérigo passou a ser sustentado pelas freiras. O abade Sousa Maia: Segundo os homens mais antigos de Guidões, esta freguezia foi primitivamente uma abadia importante, isto é, muito rendosa para o parocho, ainda que em população devia ser insignificante. Esses rendimentos provinham dos grandes passaes que possuía, e que eram constituídos pelos terrenos hoje pertencentes á casa Lopes (quinta do Pisão) e á antiga quinta dos Snrs. Vasconcellos. A casa Lopes possue ainda uma bouça, que, num prazo antigo, se denominava – bouça dos passaes da Igreja. Com o andar dos tempos, um abbade de Guidões, certamente representante dos fundadores ou padroeiros desta igreja, cedeu os seus direitos de padroado ao convento de Vairão, ficando por este facto os bens da igreja incorporados nos d’aquelle Mosteiro, e as religiosas oneradas com os encargos de manutenção do culto e sustentação do parocho. Os passaes foram emprazados a particulares, que ficaram pagando ao convento uma renda anual, como reconhecimento do domínio directo. Diz-se tambem que a cessão destes direitos em favor das freiras, principalmente dos dízimos, fôra confirmada por uma Bulla concedida por Paulo 3.º em 1534, Bulla que não pôde encontrarse. Consta ainda, e isto é curioso, que esta Bulla nunca recebeu o beneplacito regio, - os altos poderes não reconheceram então a legitimidade destas doações – no entanto extingue-se o convento, e os bens delle passam para o estado, sem que este se lembre de desfazer a injustiça a que negou beneplacito. Foi na verdade uma abadia no sentido lato da palavra, porque os historiadores afirmam que a denominação de abadia era derivada da sua riqueza e portanto a paróquia de S. João de Guidões era rica em passais que foram absorvidos pelas monjas de Vairão. Com a queda do antigo regime no século XIX e surgimento dos liberais nos anos trinta, do mesmo século, começou uma nova era em Portugal e em 1869 os passais, baldios, entre outros bens, são incorporados na Fazenda Publica, ficando salvaguardados a residência paroquial e terrenos contíguos necessário para o sustento do pároco, passal. No século XX, com a implantação da república esses bens salvaguardados são absorvidos pela Fazenda Publica conforme se comprova no arrolamento em que sobre o imóvel: residência paroquial e quintal ou passal tem o carimbo transferido para o Ministério das Finanças. Sem residência o pároco Joaquim Moreira da Costa viveu numa casa sua e quando veio o padre José Alves Miranda a família do Dr. Florido disponibilizou a sua casa para o acolher, embora se tivesse instalar a luz eléctrica e outros benefícios para dar habitabilidade a uma casa desabitada

há algum tempo. Aos vinte e oito dias de Setembro de mil novecentos e quarenta e um, a Comissão de Culto da Paróquia de Guidões, presidida pelo Pároco Joaquim Moreira da Costa, secretário Firmino Dias do Couto e tesoureiro Camilo Gonçalves da Costa, reuniu-se e decidiu em delegar ao presidente a venda de parte do adro da Igreja para poderem comprar a casa de Manuel Joaquim Oliveira que se encontrava à venda. Depois desta decisão foram iniciadas as diligências para concretizar este desidrato. Assim foi feito um requerimento ao Ex. mo Rev. mo Sr. D. António Bispo do Porto: Ex. mo Rev. mo Sr. D. António Bispo do Porto Diz Joaquim Moreira da Costa, pároco da freguesia de Guidões, do concelho de Santo Tirso, que, não havendo ainda na sua freguesia residência paroquial, para a freguezia, devido á sua pobreza, não ter podido fazer ou comprar casa que sirva para residência paroquial e vendendo-se nesta ocasião casa que está em condições de servir para residência e em boas condições de preço, resolveu ajustar a referida casa e respectivo quintal, Tudo pela quantia de seis contos. Para se poder custear a despeza da compra e de alguns reparos de que necessita a casa, vem solicitar de V Ex cia Re ma se digne autorisar a venda de parte do Adro da Igreja e que não faz falta, porque o adro fica ainda com espaço suficiente para a função de culto, como se vê do esquema junto. São 312 metros quadrados que são noventa escudos, obrigando-se o comprador a fazer á sua custa a vedação nas devidas condições. A referida casa e quintal tem uma superfície de cerca de novecentos (900) metros quadrados, morada pelo nascente, sul e poente e com ramada de vides que podem produzir vinho suficiente para o pároco. Consta a casa, que é sobrada e de boa altura, de 3 quartos, sendo 2 de tamanho regular e 1 mais pequeno, todos com janelas, uma sala bastante espaçosa e uma varanda que pode servir para escritório, ou quarto de espera. Debaixo dos 2 quartos e da sala há uma loja espaçosa, e debaixo de 1 quarto e da varanda outra loja mais pequena; cosinha terrea com 2 quartos ao lado que servem para arrumação e corte para um animal qualquer. Os esquemas juntos darão os esclarecimentos precisos. A casa dista da Igreja cerca de duzentos metros e dela se vê tudo que se passa no Adro da Igreja. Pede a V Ex cia Re ma se digne assim deferir V Ex cia Re ma Guidões 1 de Outubro de 1941 O pároco Joaquim Moreira da Costa Este requerimento foi a 7 de Outubro de 1941, obtendo um despacho favorável. Um guidoense, Ferreira Lopes, decide expressar-se, por escrito, o parecer de alguns paroquianos: Porto, 14 de Outubro de 1941 Rev mo Snr. Pároco de Guidões Alguns paroquianos dessa freguesia são de parecer que a venda do terreno do adro não é proveitosa para a freguesia, dando-se a circunstância de a casa que se projecta comprar para residência paroquial não estar bem situada, o que levo ao conhecimento V Rev mo para os devidos efeitos. Deus guarde V Rev mo José Ferreira Lopes Apesar deste desagrado a venda de parte do adro acabaria por se realizar com a escritura realizada no Cartório

na rua de S. António (actual 31 de Janeiro) no Porto, sendo o notário Dr. Diamantino da Mata Calisto a 16 de Outubro de 1941. Foram outorgantes o Padre Joaquim Moreira da Costa, como presidente da Comissão de Culto da Freguesia de S. João de Guidões e com poderes instituídos na última reunião acima referido e o comprador João Pereira Dias. Da escritura: …Que, pela presente escritura vende ao segundo outorgante, um terreno inculto, sito no lugar da Igreja freguesia de Guidões, concelho de Santo Tirso, a confrontar do norte com José Ferreira Lopes, nascente com o mesmo, sul com o adro da Igreja e poente com o caminho… Feita a escritura e desanexada parte do adro, inicia-se um trabalho árduo para conseguir adaptar a casa entretanto adquirida para residência paroquial. Para concretizar o desiderato foi necessário formar uma comissão composta por homens da terra encabeçados pelo pároco José Alves Miranda que para além do projecto e da sua concretização apelaram à generosidade dos guidoenses, especialmente aqueles que emigraram para terras de Vera Cruz, Brasil. O empenho e dedicação à causa dá frutos e no inicio dos anos cinquenta do século XX é editado uma brochura que referencia as dádivas de cada um, publicando o nome e montante e por último descreve as receitas, as despesas e o saldo. Seria interessante e justo, publicar a extensa lista de todos aqueles que em função das suas possibilidades contribuíram, mas não nos é, de todo, possível. Transcrevo só a capa e a primeira página e a última. Relação dos Donativos E contas da subscrição Para a construção da

Residência Paroquial DE

GUIDÕES CONSTRUIDA EM 1953 Tornando-se inadiável a construção da Residência Paroquial, problema já resolvido pelas freguesias vizinhas, a comissão abaixo assinada tem a honra de pedir a V. Ex.ª a sua ajuda e cooperação para tal fim. A nossa freguesia, que embora de fracos recursos, sempre tem dado provas de que deseja distinguir-se, progredindo, vem mais uma vez reafirmar as suas melhores aspirações de amor à terra, apelando para o coração de todos os seus filhos. Sabemos que tal empreza será superior às nossas forças, mas unidos e confiados na ajuda e boa vontade de todos, não duvidamos em ver realizada dentro em breve, esta velha e actualíssima aspiração, que ficará como padrão a atestar aos vindouros o nosso amor à terra que nos viu nascer. Assim, ousamos esperar acolhimento compreensivo e generoso, como é justo esperar dos nobres sentimentos bairristas e cristão de V. Ex.ª. Com os nossos maiores agradecimentos e elevada consideração. Abem de Guidões A Comissão P.e José Alves Miranda José Afonseca Júnior António Rodrigues Ferreira Cruz Abílio Gonçalves de Azevedo Maia António de Oliveira Torres Bernardino Ferreira da Silva


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Atualidade António Gonçalves de Oliveira Aureliano Dias Couto Camilo Gonçalves da Costa António Ferreira da Costa Campos Edgar Ferreira Campos Francisco Maria Abelenda Agostinho Ferreira de Castro Lopes António Dias da Silva Bento Manuel Gonçalves Ferreira Américo da Silva Castro António da Silva Castro Francisco da Silva Castro Contas Receitas Donativos de Guidões 29.330$00 Donativos do Brasil 51.015$00 Comissão rapazes Alto-falante 900$10 Juros 3 cadernetas C. G. D. 200$20 Portas vendidas da casa velha 150$00 Com. Recepção Sr. Abade (sobras)220$00 Valor da instalação vendida da Casa D. Clarinha 1.260$00 83.833$10 Despesas Contrato Crespim e aumento Quarto de banho Posso e seguro Ferragens Instalação eléctrica Projecto Residência Armindo Pereira da Silva David Sousa Ramos António Anjo 1 bacia para cosinha Instalação eléctrica Aluguer da casa Despesas Gerais

61.000$00 2.791$50 1.347$10 1.090$80 2.698$15 1.500$00 4.330$50 5.652$10 200$00 100$00 1.260$80 1.260$00 865$95 84.096$90

RECEITAS 83.833$10 DESPESAS 84.096$90 Em débito a Armindo S. Pereira 263$80 Concretizado o objectivo a paróquia retomou a normalidade e ao longo destes ainda existiu uma nova reforma dotando o espaço com um pequeno auditório, graças à generosidade e apego deste humilde povo de raízes maiatas orgulho do seu passado.

Notas finais destas 12 crónicas A história de um povo é mutável ao longo dos séculos e à medida que se vão encontrando novos documentos ou fragmentos do seu passado e é provável que muito do que está escrito nestas crónicas levantem dúvidas e possa ser alterado. Este trabalho era para dar a conhecer fragmentos da origem da paróquia de S. João de Guidões e dissipar alguns equívocos, mas no decorrer das pesquisas desenvolvidas e graças à colaboração do Lino Couto Oliveira, foi possível avançar um pouco mais. Ficou muito por escrever (alminhas, cruzes votivas, etc.), alguns documentos por revelar, por respeito e memória, e algumas barreiras por derrubar que não permitiu fundamentar melhor este trabalho. Não posso terminar sem contudo agradecer à minha mulher, penalizada com as minhas ausências resultantes do trabalho a que me dediquei, pela sua paciência. José Manuel da Silva Cunha

João Mendes

CRÓNICA

2021: A antevisão da batalha eleitoral que nos espera O novo ano que esta semana começa, entre outros desafios que nos reserva, será ano de eleições autárquicas. Para o jovem concelho da Trofa, nascido e criado em 1998, este será apenas o sexto acto eleitoral local, apesar de, por vezes, parecer que somos concelho há mais de 100 anos, a julgar pela forma como alguns apoiantes do regime vigente se referem ao autarca em funções como o melhor de sempre, como se o termo de comparação incluísse dezenas de autarcas, e Sérgio Humberto fosse uma espécie de Messias político, que comunica com o Criador através de um iPhone de luxo, pago pelo contribuinte.

nio Costa, só que mais fraquinho: teve melhores condições para governar que os seus antecessores, fez umas coisas boas, muito aquém daquilo que poderia ter feito, e distribuiu empregos, avenças e ajustes directos aos amigos e militantes do partido. Com as condições extraordinárias de que beneficiou, era expectável que, em oito anos, muito mais tivesse sido feito. Não obstante, praticamente todas os compromissos do programa de 2013 continuam por cumprir, estando apenas a obra dos Paços do Concelho em andamento, já com previsões de forte derrapagem face ao orçamento inicial.

Regressando às eleições É interessante verificar do próximo ano, as máquicomo este mito, habilmen- nas no terreno, numa dite construído na catacum- mensão nunca antes vista bas da propaganda políti- por cá, já as anunciavam a ca mais simplista e dema- alguns meses, e é de espegógica, é fácil de desmon- rar umas quantas inauguratar. Como se “ser o melhor ções (ou comícios pré-camautarca de sempre”, quan- panha pagos por nós, como do as restantes opções são preferirem), quiçá sem a apenas duas, fosse um fei- pompa de outros tempos, to extraordinário. Ou como porque os tempos que vise fosse extraordinário ter vemos são ainda muito inmelhores condições de go- certos, apesar da vacina, vernação que Bernardino mais ainda num concelho Vasconcelos, que teve que que teima manter-se entre começar do zero e nos dei- os estatisticamente mais xou uma dívida estratosfé- afectados pela pandemia. rica - o que não invalidou o Esperemos, todos, que por pagamento de uma avença pouco tempo. Que 2021 nos milionária ao então líder traga pelo menos a tranda JSD, Sérgio Humberto (a quilidade que não reina no história, agora como então, seio de muitas famílias trocontinua a repetir-se, pese fenses. embora o ajuste directo de Marta Almeida não seja A ntevê - se u m a no de tão chorudo como o do seu com bate pol ítico feroz . antecessor) - ou que Joana Com o surgimento e resLima, que, sendo também surgimento de novas ou uma presidente de má me- "adormecidas" forças polímória, governou durante os ticas, com um PS mais moquatro piores anos da pior tivado e robusto e uma cocrise financeira à escala ligação fragilizada por inúplanetária desde o Crash meros escândalos e procesde 1929. sos legais, ainda a recuperar da crise do aterro saniSérgio Humberto, no fun- tário, que minou a confiando, é uma espécie de Antó- ça de parte significativa do

eleitorado, não é expectável que assistamos ao “passeio no parque” que foram as autárquicas de 2017. Estas eleições vão dar mais trabalho a Sérgio Humberto e à sua equipa, para não falar na situação do vereador Renato Pinto Ribeiro , que será julgado no caso do desvio de fundos do CD Trofense, e do próprio Sérgio Humberto, que enfrentará também a justiça, na qualidade de arguido na Operação Éter, que investiga e julgará vários crimes, cometidos no âmbito da criação da rede de lojas interactivas de turismo do TPNP, entre os quais os de corrupção, activa e passiva, abuso de poder ou participação económica em negócio. Não obstante, num país onde a tolerância dos cidadãos com fenómenos como Isaltino Morais diz praticamente tudo o que há a dizer, todas estas condicionantes serão, quanto muito, um conjunto de pedras no sapato de Sérgio Humberto, que dificilmente afectarão o seu poder quase absoluto. Ou a histórica posição dominante do PSD Trofa, que nunca perdeu uma eleição autárquica na Trofa, excepto naquela vez em que a luta interna e violenta pelo poder fez cair Bernardino Vasconcelos e criou um vazio de poder que fez emergir Joana Lima. Águas passadas. Hoje, ninguém no seio do PSD Trofa ousa levantar um dedo contra Sérgio Humberto, nem quando este é constituído arguido num processo como a Operação Éter, nem quando é apanhado a negociar um aterro sanitário nas costas dos trofenses, nem quando se sabe que transferiu milhares de euros da autarquia para um jornal de propaganda, nem quando

persegue uma associação juvenil por motivo de vingança pessoal, nem quando desbarata recursos públicos em benefício próprio, seja no campo da projecção da imagem, seja através da compra de gadgets de luxo para si e para a elite que o rodeia. Como é bela, e absoluta, a vida na monarquia social-democrata Trofense! Bem, eleições e análises políticas à parte, quero aproveitar este último escrito de 2020 para desejar, a todos os meus conterrâneos, um excelente ano de 2021, com muita saúde, alegria, sucesso pessoal e estabilidade, a todos os níveis. Que seja um ano melhor que aquele que termina - não será muito difícil, esperamos - e que a recuperação, sanitária e económica, seja uma realidade pujante que nos permita regressar, passo a passo, à normalidade perdida. Que nos permita voltar a estar com os nossos, abraçar os nossos, beijar os nossos, e olhar para as máscaras e para o álcool-gel como uma recordação do passado. Sei que estou a abusar nos pedidos, mas se não encaramos o novo ano com optimismo quando ele começa, quando o faremos? Um abraço a todos, sejam felizes e que nada vos falte!


14 O NOTÍCIAS DA TROFA

31 de dezembro de 2020

Atualidade

José Calheiros

Escrita com Norte A extraordinária ceia de 1973

CD Trofense: Sai Barbosa, entra Duarte Sem grandes explicações nem alarido, o derrotas para o campeonato e gozar da Clube Desportivo Trofense anunciou, a 26 “melhor defesa do país”, com “um golo sode dezembro, a saída do treinador António frido em jogos realizados em casa”. Barbosa do comando da equipa profissio“Posto isto, resta agradecer a quem deu nal de futebol. “O Clube Desportivo Tro- a oportunidade; aos adeptos, sócios e simfense e o treinador António Barbosa sela- patizantes; a todos com quem colaboramos. ram a rescisão do vínculo contratual, que O que deixamos é fruto do compromisso, vigorava até ao final da temporada. Cabe- ambição e exigência dos nossos jogado-nos agradecer o profissionalismo e dedi- res, nunca se esconderam nas muitas dificação do treinador e de toda a equipa téc- culdades que enfrentamos e da força e denica no percurso realizado nos últimos me- terminação dos nossos grandes capitães ses ao serviço do Clube Desportivo Tro- que ajudaram a criar muitas soluções. Parfense. Obrigado Mister”, escreveu o clu- tilhamos valores, ideias e um objetivo. A be nas redes sociais. eles estamos muito gratos. Deixamos uma A informação, porém, pairava já nas re- equipa pronta para vencer qualquer jogo, des sociais, ainda antes do Natal e depois em qualquer estádio contra qualquer addo empate em Amarante, levantando mui- versário”, concluiu o treinador. tas dúvidas junto dos adeptos, sem compreender quais as razões que levariam a Rui Duarte é o sucessor direção do clube a prescindir dos serviUm dia depois de confirmar a saída de ços do técnico, que tinha a equipa no 1.º Barbosa, o Clube Desportivo Trofense lugar da série C do Campeonato de Por- anunciou o substituto: Rui Duarte. tugal. No entanto, a liderança é mantida O treinador de 42 anos, que como jogaà condição, já que o Leça, 2.º classificado, dor fez grande parte do percurso na Olhaconta com menos dois realizados que o ad- nense, tem uma carreira ainda curta nesta versário direto. função, tendo orientado o Casa Pia na époTambém nas redes sociais, o treinador ca passada, no qual conseguiu uma vitória despedido aproveitou para fazer uma re- em dez jogos. senha do trabalho feito, começando o texNas primeiras declarações feitas ao cluto com uma mensagem subliminar: “O fu- be, o técnico referiu que o “primeiro imtebol é do ser e não do parecer”. pacto foi positivo” e que “há qualidade O técnico recorreu à “história dos factos” para fazer um bom trabalho”. “Trazemos para o balanço da prestação no clube nas objetivos e vontade de ajudar. A equipa duas últimas épocas. “Do penúltimo lugar, tem princípios e com tempo queremos a sete pontos da linha de água, até ao 1.º lu- evoluir, apresentar as nossas ideias e tragar”, referiu o técnico, que enumerou ain- balhar para, em conjunto, fazer crescer o da as “12 vitórias” conseguidas “nos últi- clube”, atestou. mos 18 jogos”, restando “quatro empates e Os primeiros testes de Rui Duarte como duas derrotas, uma delas contra o SC Bra- timoneiro da formação da Trofa deverão ga e sem terminar os jogos 11 contra 11”. acontecer a 3 e 6 de janeiro, na Madeira, António Barbosa sublinha ainda o facto nos jogos que estão marcados diante do de o Trofense, na presente época, não ter Câmara de Lobos e Marítimo B.

Apesar de ter nascido no dia 26 de Dezembro de 1973, eu, dois dias antes, sem ter consciência de mim, comecei a animar de uma forma diferente uma ceia de Natal, quando o meu pai se ia servir pela segunda vez do bacalhau e dei um sinal de alarme à minha mãe: - É agora! O nosso menino vai nascer! – diz ela - Outra vez?! – interroga-se um dos meus tios, depois de se ter servido mais do vinho do que do bacalhau. - Acho que a Tininha não está a falar do Menino Jesus, mas do nosso filho, que trás na barriga! – clarifica o meu pai. Como quem se serve mais do copo do que do prato fica mais liberto de espírito, o meu tio exclama o que não teve coragem de dizer durante nove meses: - Pensei que a Tininha estava a ficar gorda!!! O meu avô, personagem expansiva e apreciador das diferenças, que sempre se animou com a felicidade dos outros, declara: - Deve ser o Messias...o outro! Aquele pelo qual os Judeus estão à espera! Meio perdido com a conversa e com uma espinha de bacalhau espetada na garganta, aquele que dois dias depois seria pai pela primeira vez, reclama: - Messias, não! O meu rapaz vai-se chamar José Augusto. (Tenho um tio, uma tia e uma prima que ainda me tratam por Gustinho) - Paizinho, paizinho... – grita, aflita, aquela que dois dias depois seria a minha mãe. (A melhor) Aquele que dois dias depois viria a ser avô pela quarta vez levanta-se e dirige-se para o telefone: - Estou! – e a minha avó a pensou que o meu avô estava a telefonar para a ambulância - Ès tu, António Absolum? Do outro lado respondem afirmativamente. É o amigo judeu do meu avô. - O vosso Messias vai nascer! Está aqui em casa, na barriga da minha filha...mas não te preocupes, vamos já para o hospital! Do outro lado da linha António Absolum diz algo, que faz o meu avô virar-se para o meu pai: - Ó Gusto! A vossa lua de mel... (Este jovem que viria a ser meu pai, o melhor, também é Augusto) E sem deixar o meu avô terminar a frase, e com os dedos metidos na boca a tentar tirar a espinha, a única coisa que saiu foi: - Quente! As noites estavam frias, mas a lua de mel foi quente! O meu avô preferia que o meu pai tivesse cuspido a espinha em vez daquelas palavras, e virado para o telefone. - A minha filha não vai dar à luz virgem! O vosso Messias também tem que nascer de uma virgem? O meu tio que se esqueceu de comer e só bebia, olhava admirado para a “pança” da minha mãe e eu, sem consciência de mim, dou mais um sinal vermelho. - ELE VAI NASCER!!! – berra a minha mãe. O meu avô regressa à mesa e ao pegar no copo de vinho, a minha avó, (A melhor) firme, ordena – Vamos já para o hospital. Já na rua, as chaves do carro passavam de mão em mão, não estando ninguém em condições de conduzir. O meu tio a pensar que a minha mãe afinal não estava gorda; o meu pai aflito com a espinha na garganta; o meu avô, fora da realidade, a pensar, “Que ser especial estará para nascer”; as mulheres não tinham carta e a minha avó, virada para o meu primo de dezasseis anos, que só bebeu Spur-Cola nessa noite, diz-lhe: - Levas tu o carro! – e passa-lhe as chaves para a mão, tendo sido esta a atitude mais sensata. Chegados ao hospital, o meu tio enquanto aponta para um frasco pendurado numa maca, diz, “Quero beber daquilo!”, e foi colocado a soro; o meu pai foi para “Clínica Geral”, para tirar a espinha, e o médico ao ver a minha mãe, firme e em alta voz, anuncia, “A CRIANÇA VAI NASCER.” E nasci...dois dias depois, no dia 26 de Dezembro de 1973. O meu avô telefonou ao seu amigo judeu e diz-lhe, “Nasceu-me mais um Messias! É o quarto, tão especial como os outros!”. Assim deviam ser as crianças, para os Seus...Especiais!


31 de dezembro de 2020

O NOTÍCIAS DA TROFA

Farmácias

Campeonato de Inverno de Provas Combinadas A Escola de Atletismo da Trofa (EAT) conseguiu um pódio no Campeonato de Inverno de Provas Combinadas, realizado a 27 de dezembro. Sandra Sá, em sub-23, conquistou o 3.º lugar no pentatlo - conjunto das provas de 60m/barreiras, salto em altura, lançamento do peso, salto em comprimento e corrida de 800m, com 1734 pontos. Já a sénior Ana Silva foi 4.ª classificada, também com 1734 pontos amealhados, enquanto a júnior Sofia Santos arrecadou o 7.º lugar, com 1462 pontos. Já no heptatlo (60m, salto em comprimento, lançamento do

peso, salto em altura, 60m/barreiras, salto à vara e 1000m), Ludgero Moreira conquistou o 5.º posto, em veteranos M35, com 982 pontos. Já no Corta-Mato de Preparação da Associação de Atletismo do Porto, a EAT participou com vários atletas: Alice Oliveira (1.º lugar, sénior), Deolinda Oliveira (1.º, V50), Júlia Sousa (2.º, V50), Ana Silva (4.º, sénior), Denis Tsybriviskyy (4.º, benjamim B), Bruno Sá (5.º, iniciado), Miriam Torres (11.º, infantil), Alessandra Silva (12.º, infantil), Kristina Tsybrivska (12.º lugar, benjamim B) e Tiago Faria (20.º, sénior).

Bougadense termina ano com série negativa O Atlético Clube Bougadense somou o oitavo jogo sem vencer, a 27 de dezembro, na derrota diante do Valonguense por 2-0. A série negativa de resultados – que se salda em apenas dois pontos conquistados nos empates com Lagares e Estrelas de Fânzeres – coloca a equipa numa situação delicada na série 2 da Divisão de Honra

da Associação de Futebol do Porto: está no 11.º lugar, com oito pontos e a apenas um da zona de despromoção. O início de um novo ano poderá ser um elemento motivador para a equipa contrariar a espiral negativa. O primeiro jogo de 2021 para o Bougadense acontece em casa, no Parque de Jogos da Ribeira, a 4 de janeiro, às 20h30.

Dia 31: Farmácia Moreira Padrão Dia 1 - Farmácia Barreto Dia 2 - Farmácia de Ribeirão Dia 3 - Farmácia Trofense Dia 4 - Farmácia Barreto Dia 5 - Farmácia Nova Dia 6 - Farmácia Moreira Padrão Dia 7 - Farmácia Ribeirão Dia 8 - Farmácia Trofense Dia 9 - Farmácia Barreto Dia 10 - Farmácia Nova Dia 11- Farmácia Moreira Padrão Dia 12 - Farmácia de Ribeirão Dia 13 - Farmácia Trofense Dia 14 - Farmácia Barreto

Sudoku

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Atualidade *

***

Telefones úteis Bombeiros Voluntários Trofa 252 400 700 GNR da Trofa 252 499 180 Centro de Saúde da Trofa 252 416 763//252 415 520 Centro de Saúde S. Romão 229 825 429 Centro de Saúde Alvarelhos 229 867 060

Necrologia Ribeirão - VN Famalicão Maria Amélia Gomes de Azevedo

7 diferenças

Faleceu no dia 23 de dezembro com 89 anos. Funerária Ribeirense - Paiva & Irmão, Lda

Lousado - VN Famalicão Agostinho Gonçalves da Costa e Sá. Faleceu no dia 24 de dezembro com 84 anos. Casado com Maria Emília Cerejeira Carneiro Funerária Ribeirense - Paiva & Irmão, Lda

Ribeirão - VN Famalicão Profetina de Jesus Faleceu no dia 26 de dezembro com 99 anos. Sogra de Ferreira dos Santos da Liga dos Combatentes Funerária Ribeirense - Paiva & Irmão, Lda

Muro José Armindo Fernandes Faleceu no dia 26 de dezembro com 59 anos. Casado com Maria Deolinda da Silva Moreira

Enigma Num sítio existem 21 bichos, entre patos e cães. Sendo 54 o total de patas desses bichos, calcule a diferença entre o número de patos e o número de cães.

Rocha Funerárias, Lda

Soluções da edição passada

Muro Augusto da Silva Marques Faleceu no dia 23 de dezembro com 88 anos. Casado com Leopoldina Pereira Maia da Silva Marques

Sudoku

Rocha Funerárias, Lda

Guidões Padre Edgar da Silva Afonseca Faleceu no dia 16 de dezembro com 92 anos. Rocha Funerárias, Lda

F icha T écnica

Enigma 1. A cobra entra na toca quando a sua cauda acaba de entrar na toca. É dado que 15 segundos se passam do momento que a cabeça da cobra entra na toca até que sua cauda entre. Assim: Comprimento da cobra = Distância percorrida em 15 segundos = (6 cm/s) × (15 s) = 90 centímetros. 2 . A cobra sai da toca assim que sua cauda sair. A dist â ncia percor r ida do momento que a cauda da cobra entra na toca até sair é igual ao comprimento da toca. Assim: Tempo para a cobra sair da toca após ter entrado = Comprimento da toca / Velocidade = (6.66 m) / (6 cm/s) = (666 cm) / (6 cm/s) = 111 segundos.

Diretor: Hermano Martins Sub-diretora: Cátia Veloso Editor: We do com unipessoal, Lda. Redação: Cátia Veloso, Magda Machado de Araújo Colaboradores: Atanagildo Lobo, Jaime Toga, José Moreira da Silva, João Pedro Costa, João Mendes, César Alves, José Pedro Reis, Moutinho Duarte | Fotografia: A.Costa, Miguel Trofa Pereira (C.O. 865) Composição: Cátia Veloso e Magda Araújo | Impressão: Gráfica do Diário do Minho, Lda., Rua de S, Brás, n.º 1 Gualtar, Braga| Assinatura anual: Continente: 18,50 euros; Extra europa: 45 euros; Europa: 35 euros; | Assinatura em formato digital PDF: 15 euros IBAN: PT50 0007 0605 0039952000684 | Avulso: 0,70 Euros | E-mail: jornal@onoticiasdatrofa.pt | Sede e Redação: Rua das Aldeias de Cima, 280 r/c 4785 - 699 Trofa Telf. e Fax: 252 414 714 Propriedade: We do com unipessoal, Lda. NIF.: 506 529 002 Nº Exemplares: 5000 | Depósito legal: 324719/11 | ISSN 2183-4598 | Detentores de 100 % do capital: Magda Araújo | Estatuto Editorial pode ser consultado em www.onoticiasdatrofa.pt | Nota de redação: Os artigos publicados nesta edição do jornal “O Notícias da Trofa” são da inteira responsabilidade dos seus subscritores. Todos os textos e anúncios publicados neste jornal estão escritos ao abrigo do novo Acordo Ortográfico. É totalmente proibida a cópia e reprodução de fotografias, textos e demais conteúdos, sem autorização escrita.


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31 de dezembro de 2020

O NOTÍCIAS DA TROFA

Atualidade

TrofaTv é parceira da TVI24 em novo programa informativo A TrofaTv é um dos parceiros da TVI24 no novo programa informativo que estreou no dia de Natal. “País24” compromete-se a ter “Portugal inteiro num só programa”, contando com a colaboração de mais de 50 órgãos de comunicação social regional. “Há um olhar de proximidade que a imprensa regional tem feito ao longo de muitos anos, de uma forma muito atenta. O que pretendemos é juntar essa fórmula com a proximidade que a TVI tem com os portugueses. Com estes dois olhares, acho que conseguiremos o casamento perfeito”, adiantou o jornalista João Fernando Ramos, diretor TVI/Norte. Por sua vez, Hermano Martins sublinha que esta parceria com a TVI “é mais uma forma” de levar a atualidade da Trofa mais longe. “Sabemos bem da importância que os meios de comunicação regional têm no panorama

Parceria

é mais uma forma de levar a atualudade da

T rofa mais longe

informativo e na capacidade de dar aos canais generalistas conteúdos diferenciados, acrescentando país ao país, mais do que Lisboa pode mostrar. Com mais de uma década de existência, a TrofaTv tem a sua posição consolidada e provas dadas de uma informação de qualidade. Isso mesmo acaba de ser comprovado com mais esta parceria. Foi com gosto e sentido de compromisso que aceitamos o desafio lançado pela TVI”, sublinhou o diretor da TrofaTv, Hermano Martins. O novo programa já estreou e a primeira reportagem disponibilizada pela TrofaTv foi a relacionada com o Mercado de Natal da ASAS, iniciativa de angariação de fundos para sustentar a atividade da associação, cuja ação no concelho da Trofa se faz através do centro comunitário situado em S. Martinho de Bougado. C.V.


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