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Centro Médico: Imunidade e Exercício Físico
EXERCÍCIOS FÍSICOS E
IMUNIDADE
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O mundo atual vive uma pandemia do novo coronavírus, levando a desafios econômicos, sociais e de saúde pública pouco vistos na história da humanidade. Junto com a pandemia, também veio o debate a respeito da importância da prática regular de exercícios físicos para a manutenção da saúde física e mental.
O exercício físico tem um profundo impacto no sistema imunológico, o responsável por proteger nosso corpo de infecções e doenças. Por exemplo, durante uma sessão de exercício físico, algumas células imunes viajam na corrente sanguínea para rastrear processos infecciosos e células danificadas, inclusive células cancerígenas. Além desse efeito, a prática regular de atividade física é capaz de produzir células responsáveis por manter o corpo saudável durante décadas, retardando o nosso envelhecimento e diminuindo a inflamação em diversas doenças crônicas como diabetes, hipertensão e obesidade, sendo assim, um fator protetor para diversas doenças, inclusive a Covid-19.
Isso vale para atividades de intensidade moderada a vigorosa de até 60 minutos podem fazer o papel inverso. Quando o exercício se torna extenuante, o organismo perde a capacidade de se proteger adequadamente, principalmente quando esse fator está somado a descanso e alimentação inadequados.
RECOMENDAÇÕES PARA A PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FISICOS
Todo indivíduo deveria procurar realizar semanalmente, de forma sistemática e planejada, três principais tipos de atividades físicas: exercícios aeróbicos, de força e de alongamento, o que certamente traria além de benefícios imunológicos, contribui também para o aumento da capacidade cardiorrespiratória, maior gasto calórico, ganho de resistência, e condicionamento físico, ganho de força, prevenção de quedas e maior controle postural.
A mais recente recomendação de atividade física para adultos foi estabelecida pelo Colégio Americano de Medicina do Esporte, recomenda-se exercícios de 30 minutos diários durante cinco dias na semana, totalizando 150 minutos por semana de atividade aeróbica, de intensidade moderada/vigorosa, 75 minutos por semana de atividade aeróbia vigorosa, ou a combinação delas.
Para benefícios adicionais à saúde, seria interessante aumentar a frequência semanal de exercícios para 300 minutos e realizar atividades de fortalecimento muscular que envolvam os principais grupamentos musculares, duas vezes ou mais na semana.
Indivíduos considerados iniciantes, ou seja, com pouco tempo ou nenhuma prática em relação ao determinado treino, deverão realizar as atividades num esforço ou ritmo relativamente inferior ao intermediário e, principalmente, quando comparado àqueles já mais avançados na sua técnica de execução e condição física, cujo grupo deverá partir do pressuposto que deverão seguir os sinais e “avisos” subjetivos dados pelo próprio corpo, durante a prática, quan- to ao nível de intensidade. Para definir isso, podemos usar a Percepção Subjetiva de Esforço, na qual o próprio atleta define a intensidade do exercício a partir da sua própria percepção de esforço no momento. Outra forma de definir a intensidade do exercício é observar em que momento o indivíduo não consegue manter uma conversa durante sua realização. Nesse ponto, o exercício é considerado intenso.
É importante também ter uma rotina ou programação semanal, o que inclui o repouso e a recuperação necessários em decorrência do tipo de esforço e estímulo gerados ao organismo, para todos os casos e grupos – do iniciante ao avançado. Dessa forma, é de extrema importância o acompanhamento com profissionais da área da saúde, desde o educador físico, até o médico do esporte, para adequar o volume de treinos ideal para cada tipo de pessoa, para assim, promover a saúde, principalmente diante de um cenário como esse que estamos vivendo.
Entretanto, é importante ressaltar que indivíduos praticantes de uma ou até mesmo das três vertentes de atividades estejam imunes a qualquer tipo de doenças, sobretudo sobre o COVID-19.
Dra. Giovanna Andrade Sperandio CRM 217015
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