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Director Henrique Dias Freire • Ano XXVI • Edição 1110 • Semanário à sexta-feira • 4 de Outubro de 2013 • Preço € 1
DESTAQUE - ESPECIAL AUTÁRQUICAS 2 EXTENSÕES DE SAÚDE NA SERRA PODEM SER ENCERRADAS 6 SIMPLEX AUTÁRQUICO ALGARVIO VENCE A NÍVEL NACIONAL 8
ÀS SEXTAS EM CONJUNTO COM O PÚBLICO POR €1,60
ÁGUAS DO ALGARVE INVESTE 14 MILHÕES 9 CLASSIFICADOS 10
Onda rosa garante vitória autárquica aos socialistas fotos: d.r.
Conheça os 16 protagonistas p. 2 a 5
> Saiba o peso da abstenção, brancos e nulos
> Descubra quem é candidato a presidir a AMAL
> Compare resultados de 2009 e 2013
> Fique a saber o melhor e o pior resultado no Algarve
> Descubra quem perdeu, ganhou e quem surpreendeu
2013
2009
> Conheça todos os resultados, freguesia a freguesia
d.r.
NA SERRA
Extensões de saúde em risco de fechar >6
ECONOMIA & AMBIENTE
Águas do Algarve regressam ao investimento
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DESBUROCRATIZAÇÃO > São 14 milhões de euros de in-
vestimento em três projectos. Na calha a mais do que esperada ETAR da Companheira em Portimão e outra em Vila do Bispo, a que se soma uma obra de relevo ambiental na Lagoa dos Salgados p. 9
Simplex autárquico algarvio premiado
CA >8
SOLUÇÃO EMPRESAS Veja anúncio pág. 12
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2 | 4 de Outubro de 2013
MUNDITÁLIA
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Os 16 vencedores no Algarve Onze caras novas e cinco repetentes à frente dos municípios da região Osvaldo Gonçalves
Aljezur
José Amarelinho
Castro Marim
Faro
Lagoa
Carlos Silva e Sousa ÔÔ PSD
ÔÔ PS
ÔÔ PS
ÔÔ PSD
ÔÔ PSD (2)
ÔÔ PS
V: 4.847 %: 35,94
V: 1.091 %: 50,86
V: 1.651 %: 62,82
V: 1.863 %: 47,43
V: 8.306 %: 33,94
V: 3.821 %: 41,68
S/ maioria
C/ maioria
C/ maioria
C/ maioria
S/ maioria
C/ maioria
Lagos
Loulé
Albufeira
Alcoutim
Monchique
Francisco Amaral
Rogério Bacalhau
Olhão
Francisco Martins
Portimão
S. Brás de Alportel
Mª Joaquina Matos
Vítor Aleixo
Rui André
António Pina
Isilda Gomes
Vítor Guerreiro
ÔÔ PS
ÔÔ PS
ÔÔ PSD
ÔÔ PS
ÔÔ PS
ÔÔ PS
V: 4.000 %: 34,93
V: 12.991 %: 48,34
V: 1.737 %: 47,42
V: 5.102 %: 32,60
V: 5.921 %: 30,05
V: 2.321 %: 45,69
C/ maioria
C/ maioria
C/ maioria
S/ maioria
S/ maioria
C/ maioria
Silves
Tavira
Rosa da Palma
Vila do Bispo
Vila Real St. Ant.
Jorge Botelho
Adelino Soares
Luís Gomes
ÔÔ PS
ÔÔ PS
ÔÔ PSD
V: 5.495 %: 34,68
V: 5.760 %: 46%
V: 1.617 %: 58,14
V: 4.740 %: 53,61
S/ maioria
C/ maioria
C/ maioria
C/ maioria
ÔÔ CDU
ÔÔ Fica para o PS ÔÔ PS - 10 Câmaras ÔÔ PSD - 5 Câmaras ÔÔ PCP / PEV - 1 Câmaras ÔÔ CDS-PP - 0 Câmaras ÔÔ BE - 0 Câmaras
d.r.
DOZE ANOS DEPOIS de ter per-
dido a posição de partido com mais Câmaras na região o PS, com António Eusébio aos comandos, regressa à ribalta do poder autárquico com dez autarquias conquistadas. O PSD de Luís Gomes deu um trambolhão e perde quatro autarquias. A grande vitoriosa é a CDU (PCP/PEV) que regressa ao poder em Silves 16 anos depois de ter perdido aquela autarquia e 12 anos depois de ter deixado de figurar no mapa das presidências de Câmara no Algarve, pondo fim à hegemonia da dupla PS/PSD. De facto, a única força política que na região ganha em toda a linha é a CDU. Ganha a presidência da Câmara de Silves, soma mais sete mandatos do que em 2009 (passa de um para oito), cresce face a 2009, na votação para as Câmaras, 5,71 pontos percentuais (pp) (de 6,03% para 11,74%) e passa a ser a terceira força política mais votada na região.
AMAL - Comunidade Intermunicipal do Algarve
O mais rico e maior concelho da região, Loulé, cai assim nas mãos dos socialistas numa ida às urnas que ditou ao PSD, quanto às Câmaras Municipais, a perda de 10 mandatos face a 2009 e 21.292 votos, caindo de 32,30% em 2009 para 24,80%, o que se traduz na perda de 7,5 p.p.. Salvou-se a Câmara de Faro que se manteve ‘laranja’ com a coligação liderada por Rogério Bacalhau e que garantiu assim mais uma capital de distrito ao partido a nível nacional.
ABSTENÇÃO ARRECADA MAIORIA ÔÔ António Eusébio lidera o partido vencedor e devolve ao PS a AMAL 12 anos depois
PS UMA VITÓRIA COM MÁCULA A vitória do PS é inegável, os socialistas algarvios ganham a maioria das Câmaras e acima de tudo conquistam a presidência da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL). Somam a maior votação e percentagem de votos e conquistam mais dois mandatos, somando 51 contra os 49 obtidos em 2009.
Mas a vitória não está isenta de mácula, o PS perde na luta pelas Câmaras da região 18.584 votos, cai de 84.018 para 65.434, e sofre com isso uma quebra de 4,72 p.p.. Os socialistas falharam ainda a conquista da Câmara da capital de distrito com Paulo Neves a perder para Rogério Bacalhau apesar de José Apolinário con-
quistar a Assembleia Municipal da autarquia.
PSD PERDE QUATRO AUTARQUIAS O PSD/Algarve é o gran-
de derrotado da noite eleitoral do passado domingo, com os social-democratas a perderem as autarquias de Alcoutim, Lagoa e Loulé para o PS e a de Silves para a CDU.
A abstenção arrecada a posição de maioria e cifra-se em 52,43%, um resultado muito acima de 2009 e cuja expressividade é preocupante numa eleição local (ver notícia da página 4).
A FORÇA DOS INDEPENDENTES Os grupos de cidadãos candidatos na condição independentes obtiveram nas Câmaras um resultado que supera o de 2009 em 2,74 p.p., de uns inex-
pressivos 0,93% para 3,67%, e que soma neste acto eleitoral 6.534 votos, mais 4.645 do que nas eleições anteriores. Os independentes conseguem assim ficar à frente de partidos como o CDS-PP, mesmo quando coligado com o MPT e com o PPM, o PCTP-MRPP o PVP ou da coligação PPM/PPV/PND. Com estes resultados os independentes elegem nas Câmaras mais um mandato que somam ao que já tinham em 2009.
BLOCO SOBE CDS-PP DESCE Nas Câmaras o BE consegue mais 0,36 p.p. do que em 2009 (de 3,96% para 4,32%) e acumula mais um mandato, que soma ao que já detinha na última eleição, pese embora tenha perdido 319 votos. Já o CDS-PP cai no Algarve, ao contrário do que sucede a nível nacional, ficando-se pelos 0,71% dos votos para as Câmaras contra os 1,56% conquistados em 2009. O Partido de Paulo Portas perdeu no Algarve 1.897 votos.
4 de Outubro de 2013 | 3
especial autárquicas
ZZZ pág. ##
As votações vistas à lupa ALBUFEIRA Câmara
0 | ABST. 246 • 24,07 % | BRANCOS 30 •
447 • 38,80 % • 4 | PCP/PEV 51 • 4,43 % •
3,87 % | NULOS 19 • 2,45 % ~ VAQUEI-
0 | BE 36 • 3,13 • 0 | ABST. 701 • 37,83 % |
ROS - PS 230 • 60,05 % • 5 | PPD/PSD
BRANCOS 19 • 1,65 % | NULOS 29 • 2,52
PPD/PSD PS VIVA
4.847 • 35,94 % • M 3
132 • 34,46 % • 2 | PCP/PEV 14 • 3,66 %
% ~ AZINHAL - PPD/PSD 200 • 55,71 %
4.284 • 31,76 % • M 3
• 0 | ABST. 133 • 25,78 % | BRANCOS 1
• 5 | PS 119 • 33,15 % • 2 | PCP/PEV 16 •
1.534 • 11,37 % • M 1
• 0,26 % | NULOS 6 • 1,57 % ~ U. F. DE
4,46 % • 0 | ABST. 124 • 25,67 % | BRAN-
PCP/PEV CDS-PP (1)
1.317 • 9,76 % • M 0
ALCOUTIM E PEREIRO - PS 430 • 53,42
COS 7 • 1,95 % | NULOS 17 • 4,74 % ~
347 • 2,57 % • M 0
% • 5 | PPD/PSD 298 • 37,02 % • 4 | PCP/
CASTRO MARIM - PS 887 • 46,49 % • 5 |
19.402 • 58,99 %
PEV 52 • 6,46 % • 0 | ABST. 245 • 23,33
PPD/PSD 826 • 43,29 % • 4 | PCP/PEV 89
738 • 5,47 %
% | BRANCOS 12 • 1,49 % | NULOS 13
• 4,66 % • 0 | BE 41 • 2,15 % • 0 | ABST.
421 • 3,12 %
• 1,61 %
952 • 33,29 % | BRANCOS 37 • 1,94 % |
Absten. Brancos Nulos
Assembleia Municipal
PPD/PSD PS VIVA
4.400 • 32,61 % • M 8
PCP/PEV CDS-PP (1)
1.358 • 10,07 % • M 2
Absten. Brancos Nulos
NULOS 28 • 1,47 % ~ ODELEITE - PPD/
ALJEZUR
PSD 277 • 54,31 % • 4 | PS 180 • 35,29
Câmara
4.286 • 31,77 % • M 7 1.636 • 12,13 % • M 3 543 • 4,02 % • M 1 19.398 • 58,98 % 810 •
6%
459 • 3,40 %
PS PPD/PSD PCP/PEV Absten. Brancos Nulos
PSD 2.830 • 34,55 % • 8 | PS 2.445 • 29,85 % • 7 | PCP/PEV 918 • 11,21 % • 2 | VIVA 703 • 8,58 % • 2 | MIMA 320 • 3,91 % • 0 | CDS-PP/MPT/PPM 238 • 2,91 % • 0 | ABST. 14.051 • 63,17 % | BRANCOS 469 • 5,73 %
373 • 14,19 % • M 0 1.729 • 39,68 %
PS PPD/PSD PCP/PEV Absten. Brancos Nulos
| NULOS 269 • 3,28 % ~ FERREIRAS - PS
1.566 • 59,59 % • M 10 446 • 16,97 % • M 3 402 • 15,30 % • M 2 1.729 • 39,68 % 143 • 5,44, % 71 •
2,70 %
Freguesias
956 • 41,67 % • 5 | PPD/PSD 614 • 26,77
229 • 30,99 % | BRANCOS 15 • 2,94 % | NULOS 16 • 3,14 %
FARO Câmara
126 • 4,79 % 56 • 2,13 %
ÔÔ ÔÔ ÔÔ ÔÔ ÔÔ ÔÔ
PS - 42 PSD - 20 PCP / PEV - 3 Independentes - 2 CDS-PP - 0 BE - 0
PPD/PSD (2)
8.306 • 33,94 % • M 4
PS PCP/PEV CFC-SF BE PPV Absten. Brancos Nulos
7.911 • 32,32 % • M 4 1.404 • 5,74 % • M 0 1.180 • 4,82 % • M 0 338 • 1,38 % • M 0 31.590 • 56,35 % 1.371 • 5,60 % 843 • 3,44 %
Assembleia Municipal
PS 7.719 • 31,55 % • M 10 PPD/PSD 7.550 • 30,86 % • M 9 PCP/PEV 3.353 • 13,71 % • M 4 BE 1.559 • 6,37 % • M 2 1.528 • 6,25 % • M 2 CFC-SF PNR 497 • 2,03 % • M 0 Absten. 31.601 • 56,36 % Brancos 1.398 • 5,71 % Nulos 860 • 3,52 %
• 28,70 % • 4 | PCP/PEV 280 • 3,94 % • 0 |
3.821 • 41,68 % • M 4
ÁXERE - PS 681 • 58,96 % • 7 | LCF 148 •
BE 226 • 3,18 % • 0 | ABST. 7.338 • 50,77
3.608 • 39,35 % • M 3
12,81 % • 1 | PPD/PSD 135 • 11,69 % • 1
% | BRANCOS 260 • 3,65 % | NULOS 232 •
700 • 7,64 % • M 0
| PCP/PEV 92 • 7,97 % • 0 | CDS-PP/MPT
3,26 % ~ S. SEBASTIÃO - PPD/PSD 1.224
468 • 5,10 % • M 0
24 • 2,08 % • 0 | ABST. 1.021 • 46,92 % |
• 40,79 % • 7 | PS 1.146 • 38,19 % • 6 |
9.335 • 50,45 %
BRANCOS 49 • 4,24 % | NULOS 26 • 2,25
PCP/PEV 149 • 4,97 % • 0 | BE 114 • 3,80
321 • 3,50 %
% ~ U. F. BENSAFRIM E BARÃO DE S.
% • 0 | CDS-PP 114 • 3,80 % • 0 | ABST.
250 • 2,73 %
JOÃO - PS 402 • 37,57 % • 4 | PPD/PSD
3.219 • 51,75 % | BRANCOS 154 • 5,13 % |
319 • 29,81 % • 3 | LCF 155 • 14,49 % • 1
NULOS 100 • 3,33 % ~ U. F. QUERENÇA,
| PCP/PEV 104 • 9,72 % • 1 | CDS-PP/MPT
TÔR E BENAFIM - PPD/PSD 643 • 38,41
3.949 • 43,07 % • M 10
27 • 2,52 % • 0 | ABST. 789 • 42,44 % |
% • 4 | GCEPB 472 • 28,20 % • 3 | PS 422
3.135 • 34,20 % • M 8
BRANCOS 41 • 3,83 % | NULOS 22 • 2,06
• 25,21 % • 2 | PCP/PEV 50 • 2,99 % • 0 |
897 • 9,78 % • M 2
% ~ U. F. LAGOS - PS 2.425 • 29,39 % • 5 |
ABST. 756 • 31,11 % | BRANCOS 42 • 2,51
585 • 6,38 % • M 1
PPD/PSD 1.565 • 18,97 % • 3 | LCF 1.272
% | NULOS 45 • 2,69 %
9.335 • 50,45 %
• 15,42 % • 2 | PCP/PEV 1.197 • 14,51 % •
361 • 3,94 %
2 | CDS-PP/MPT 470 • 5,70 % • 1 | BE 372
241 • 2,63 %
• 4,51 % • 0 | PPM/PPV/PND 204 • 2,47 %
Freguesias
BRANCOS 83 • 6,43 % | NULOS 39 • 3,02
GUIA - PPD/PSD 739 • 46,92 % • 5 | PS
% ~ BORDEIRA - PS 119 • 51,52 % • 4
620 • 39,37 % • 4 | PCP/PEV 79 • 5,02 %
| PPD/PSD 76 • 32,90 % • 2 | PCP/PEV
• 0 | CDS-PP/MPT/PPM 40 • 2,54 % • 0 |
28 • 12,12 % • 1 | ABST. 108 • 31,86 %
ABST. 1.509 • 48,93 % | BRANCOS 63 • 4
| BRANCOS 2 • 0,87 % | NULOS 6 • 2,60
% | NULOS 34 • 2,16 % ~ PADERNE - PS
% ~ ODECEIXE - PS 338 • 66,27 % • 5 |
606 • 42,35 % • 5 | PPD/PSD 448 • 31,31
PCP/PEV 125 • 24,51 % • 2 | ABST. 277 •
% • 3 | MIP 210 • 14,68 % • 1 | PCP/PEV 72
35,2 % | BRANCOS 29 • 5,69 % | NULOS
• 5,03 % • 0 | CDS-PP/MPT/PPM 22 • 1,54
18 • 3,53 % ~ ROGIL - PS 319 • 53,43 %
MONTENEGRO - PPD/PSD/CDS-PP/MPT/
PSD 1.065 • 29,32 % • 4 | PCP/PEV 369 •
% • 0 | ABST. 1.291 • 47,43 % | BRANCOS
• 5 | PPD/PSD 116 • 19,43 % • 1 | PCP/
PPM 1.383 • 44,14 % • 7 | PS 854 • 27,26
10,16 % • 1 | BE 292 • 8,04 % • 1 | ABST.
47 • 3,28 % | NULOS 26 • 1,82 %
PEV 115 • 19,26 % • 1 | ABST. 294 • 33
% • 4 | PCP/PEV 286 • 9,13 % • 1 | BE 185
3.424 • 48,53 % | BRANCOS 130 • 3,58
% | BRANCOS 33 • 5,53 % | NULOS 14
• 5,90 % • 1 | CFC-SF 161 • 5,14 % • 0 |
% | NULOS 128 • 3,52 % ~ U. F. LAGOA
• 2,35 %
ABST. 3.330 • 51,52 % | BRANCOS 156 •
E CARVOEIRO - PS 1.833 • 47,55 % • 7 |
4,98 % | NULOS 108 • 3,45 % ~ STA. BÁR-
PPD/PSD 1.353 • 35,10 % • 5 | PCP/PEV
BARA DE NEXE - PCP/PEV 693 • 43,45
244 • 6,33 % • 1 | BE 163 • 4,23 % • 0 |
% • 5 | PPD/PSD/CDS-PP/MPT/PPM 455 •
ABST. 4.140 • 51,78 % | BRANCOS 146 •
28,53 % • 3 | PS 248 • 15,55 % • 1 | CFC-
3,79 % | NULOS 116 • 3,01 %
54 • 2,52 % • M 0 688 • 24,29 % 52 • 2,42 % 42 • 1,96 %
Assembleia Municipal
PS PPD/PSD PCP/PEV Absten. Brancos Nulos
Câmara
1.062 • 49,44 % • M 8 875 • 40,74 % • M 7
PPD/PSD PS PCP/PEV BE CDS-PP Absten. Brancos Nulos
100 • 4,66 % • M 0
42 • 1,96 %
Freguesias GIÕES - PPD/PSD 79 • 43,41 % • 4 | PS 75 • 41,21 % • 3 | PCP/PEV 19 • 10,44 % • 0 | ABST. 63 • 25,71 % | BRANCOS 4 • 2,20 % | NULOS 5 • 2,75 % ~ MARTIM LONGO - PS 377 • 48,58 % • 5 | PPD/PSD 326 • 42,01 % • 4 | PCP/PEV 24 • 3,09 % •
-SF 67 • 4,20 % • 0 | ABST. 1.523 • 48,85
1.692 • 43,08 % • M 2
% | BRANCOS 77 • 4,83 % | NULOS 55 •
116 • 2,95 % • M 0
3,45 % ~ U. F. CONCEIÇÃO e ESTOI - PS
80 • 2,04 % • M 0
1.583 • 50,67 % • 9 | PPD/PSD/CDS-PP/
24 • 0,61 % • M 0
MPT/PPM 665 • 21,29 % • 3 | PCP/PEV
2.007 • 33.82 %
328 • 10,50 % • 1 | CFC-SF 168 • 5,38 %
84 • 2,14 %
• 0 | ABST. 3.472 • 52,64 % | BRANCOS
69 • 1,76 %
178 • 5,70 % | NULOS 202 • 6,47 % ~ U.
Assembleia Municipal
685 • 24,18 % 69 • 3,21 %
1.863 • 47,43 % • M 3
PS PPD/PSD BE PCP/PEV Absten. Brancos Nulos
F. FARO - PS 5.758 • 34,63 % • 8 | PPD/ PSD/CDS-PP/MPT/PPM 4.967 • 29,88 % •
1.726 • 43,93 % • M 8
6 | PCP/PEV 2.173 • 13,07 % • 3 | BE 1.147
1.675 • 42,63 % • M 7
• 6,90 % • 1 | CFC-SF 1.084 • 6,52 % • 1 |
184 • 4,68 % • M 0
ABST. 23.263 • 58,32 % | BRANCOS 936
173 • 4,40 % • M 0
• 5,63 % | NULOS 560 • 3,37 %
PPD/PSD 311 • 33,66 % • 3 | PCP/PEV 78 • 8,44 % • 1 | BE 41 • 4,44 % • 0 | ABST.
372 • 49,14 % • 5 | PPD/PSD 310 • 40,95 % • 4 | PCP/PEV 38 • 5,02 % • 0 | ABST. 942 • 55,44 % | BRANCOS 28 • 3,70 % | NULOS 9 • 1,19 % ~ U. F. ESTÔMBAR e PARCHAL - PS 1.648 • 45,37 % • 7 | PPD/
LAGOS Câmara
PS PPD/PSD PCP/PEV LCF
4.000 • 34,93 % • M 4
CDS-PP (3) BE PPM (4)
2.006 • 33,8 % 112 • 2,85 % 59 • 1,50 %
Freguesias ALTURA - PS 570 • 49,48 % • 5 | PPD/PSD
Maior resultado
José Amarelinho (PS) Aljezur 62,82%
482 • 5,84 % | NULOS 263 • 3,19 %
LOULÉ Câmara
829 • 47,29 % | BRANCOS 25 • 2,71 % | NULOS 13 • 1,41 % ~ PORCHES - PS
Câmara
PS PPD/PSD PCP/PEV MICA CDS-PP Absten. Brancos Nulos
12.991 • 48,34 % • M 5 9.389 • 34,94 % • M 4
PPD/PSD PS MI PCP/PEV Absten. Brancos Nulos
1.204 • 4,48 % • M 0
Assembleia Municipal
723 • 2,69 % • M 0 564 • 2,10 % • M 0 30.788 • 53,39 % 1.176 • 4,38 % 828 • 3,08 %
Assembleia Municipal
PS 12.300 • 45,77 % • M 14 PPD/PSD 9.475 • 35,26 % • M 11 PCP/PEV 1.293 • 4,81 % • M 1 BE 1.092 • 4,06 % • M 1 663 • 2,47 % • M 0 CDS-PP Absten. 30.788 • 53,39 % Brancos 1.286 • 4,79 % Nulos 766 • 2,85 % Freguesias
1.737 • 47,42 % • M 3 1.179 • 32,19 % • M 2 385 • 10,51 % • M 0 181 • 4,94 % • M 0 1.502 • 29,08 % 101 • 2,76 % 80 • 2,18 %
PPD/PSD PS MI PCP/PEV Absten. Brancos Nulos
1.603 • 43,76 % • M 7 1.249 • 34,10 % • M 6 377 • 10,29 % • M 1 224 • 6,12 % • M 1 1.502 • 29,08 % 127 • 3,47 % 83 • 2,27 % Freguesias
ALFERCE - PS 150 • 60,48 % • 5 | PPD/ PSD 85 • 34,27 % • 2 | PCP/PEV 5 • 2,02 % • 0 | ABST. 105 • 29,75 % | BRANCOS 5 • 2,02 % | NULOS 3 • 1,21 % ~ MARMELETE - PPD/PSD 366 • 73,35 % • 6 | PS 84 • 16,83 % • 1 | PCP/PEV 16 • 3,21 % • 0 | ABST. 196 • 28,20 % | BRANCOS
1.982 • 17,31 % • M 1
ALMANCIL - PS 1.386 • 44,42 % • 7 | PPD/
25 • 5,01 % | NULOS 8 • 1,60 % ~ MON-
1.584 • 13,83 % • M 1
PSD 1.174 • 37,63 % • 5 | PCP/PEV 200
CHIQUE - PS 1.366 • 46,84 % • 5 | PPD/
1.542 • 13,46 % • M 1
• 6,41 % • 1 | CDS-PP 139 • 4,46 % • 0 |
PSD 967• 33,16 % • 3 | MI 286 • 9,81 %
730 • 6,37 % • M 0
ABST. 4.570 • 59,43 % | BRANCOS 118
• 1 | PCP/PEV 157 • 5,38 % • 0 | ABST.
435 • 3,80 % • M 0
• 3,78 % | NULOS 103 • 3,30 % ~ ALTE
1.201 • 29,17 % | BRANCOS 73 • 2,50 %
191 • 1,67 % • M 0
- PPD/PSD 553 • 50,32 % • 5 | PS 354 •
| NULOS 67 • 2,30 %
12.309 • 51,80 %
32,21 % • 3 | PCP/PEV 153 • 13,92 % • 1
654 • 5,71 %
| ABST. 695 • 38,74 % | BRANCOS 22 • 2
335 • 2,92 %
% | NULOS 17 • 1,55 % ~ AMEIXIAL - PS
Assembleia Municipal
PS PPD/PSD LCF PCP/PEV
MONCHIQUE
• 0 | ABST. 9.244 • 52,84 % | BRANCOS
FERRAGUDO - PS 456 • 49,35 % • 5 |
Absten. Brancos Nulos
% | NULOS 198 • 2,88 % ~ SALIR - PPD/
PS 4.075 • 57,27 % • 9 | PPD/PSD 2.042
• 16,67 % • 1 | ABST. 1.050 • 44,87 % |
906 • 42,24 % • M 2
11.233 • 62,06 % | BRANCOS 249 • 3,63
65 • 6,63 % | NULOS 24 • 2,45 % ~ ODI-
COS 100 • 4,36 % | NULOS 85 • 3,71 % ~
1.091 • 50,86 % • M 3
Freguesias
| NULOS 38 • 2,47 % ~ S. CLEMENTE -
2,96 % • 0 | ABST. 2.547 • 52,61 % | BRAN-
PS PPD/PSD PCP/PEV Absten. Brancos Nulos
% • 0 | PCP/PEV 214 • 3,12 % • 0 | | ABST.
% • 0 | ABST. 1.253 • 56,11 % | BRANCOS
PSD 235 • 18,22 % • 2 | PCP/PEV 215
CASTRO MARIM
5 | MICA 335 • 4,88 % • 0 | BE 221 • 3,22
330 • 2,88 %
1.049 • 40,58 % | BRANCOS 47 • 3,06 %
ALJEZUR - PS 718 • 55,66 % • 6 | PPD/
Câmara
51,16 % • 8 | PPD/PSD 2.137 • 31,12 % •
661 • 5,77 %
55 • 5,61 % • 0 | PPM/PPV/PND 20 • 2,04
178 • 7,76 % • 0 | CDS-PP/MPT/PPM 68 •
ALCOUTIM
• 3,86 % ~ QUARTEIRA - PS 3.514 •
12.310 • 51,81 %
• 4 | PCP/PEV 182 • 11,85 % • 1 | ABST.
% • 3 | VIVA 293 • 12,77 % • 1 | PCP/PEV
Freguesias
% | BRANCOS 122 • 5,82 % | NULOS 81
210 • 1,83 % • M 0
PCP/PEV 90 • 9,18 % • 1 | CDS-PP/MPT
Assembleia Municipal
PS PPD/PSD PCP/PEV BE Absten. Brancos Nulos
PEV 64 • 3,05 % • 0 | ABST. 1.820 • 46,46
516 • 4,51 % • M 1
PSD 703 • 45,77 % • 4 | PS 566 • 36,85 %
Câmara
3.122 • 12,76 % • M 1
Absten. Brancos Nulos
625 • 5,46 % • M 1
• 22,14 % • 2 | LCF 157 • 16,02 % • 2 |
LAGOA PS PPD/PSD PCP/PEV BE Absten. Brancos Nulos
CDS-PP (3) BE PPM (4)
LUZ - PS 352 • 35,92 % • 4 | PPD/PSD 217
% • 3 | PCP/PEV 22 • 4,31 % • 0 | ABST.
422 • 16,06 % • M 1
Assembleia Municipal
Freguesias ALBUFEIRA E OLHOS DE ÁGUA - PPD/
1.651 • 62,82 % • M 4
Distribuição das 67 freguesias:
OLHÃO Câmara
246 • 67,40 % • 5 | PPD/PSD 96 • 26,30 % • 2 | PCP/PEV 3 • 0,82 % • 0 | ABST. 108
3.614 • 31,56 % • M 8
• 22,83 % | BRANCOS 12 • 3,29 % | NU-
2.394 • 20,90 % • M 5
LOS 8 • 2,19 % ~ BOLIQUEIME - PPD/
1.569 • 13,70 % • M 3
PSD 1.106 • 52,74 % • 6 | PS 611 • 29,14
1.533 • 13,39 % • M 3
% • 3 | CDS-PP 113 • 5,39 % • 0 | PCP/
PS PPD/PSD PCP/PEV
5.102 • 32,60 % • M 3 4.115 • 26,29 % • M 2 1.869 • 11,94 % • M 1
Continua ➙
4 | 4 de Outubro de 2013
especial autárquicas Continuação ➙
BE NR CDS-PP PCTP/MRPP
Absten. Brancos Nulos
1.471 • 9,40 % • M 1
946 • 6,04 % • M 0 492 • 3,14 % • M 0 364 • 2,33 % • M 0 22.011 • 58,44 %
A mais alta abstenção de sempre em eleições autárquicas na região
849 • 5,42 % 444 • 2,84 %
Assembleia Municipal
PS PPD/PSD PCP/PEV BE NR CDS-PP Absten. Brancos Nulos
Abstenção recordista
4.841 • 30,94 % • M 8 4.032 • 25,77 % • M 6 2.042 • 13,05 % • M 3 1.801 • 11,51 % • M 3 1.002 • 6,40 % • M 1 544 • 3,48 % • M 0 22.015 • 58,45 % 945 • 6,04 % 441 • 2,82 %
Freguesias OLHÃO - PS 1.443 • 30,63 % • 5 | PPD/ PSD 1.160 • 24,62 % • 4 | PCP/PEV 722 • 15,33 % • 2 | BE 568 • 12,06 % • 2 | NR 277 • 5,88 % • 0 | CDP-PP 177 • 3,76 % • 0 | ABST. 8.328 • 63,87 % | BRANCOS 238 • 5,05 % | NULOS 126 • 2,67 % ~ PECHÃO - PS 520 • 38,89 % • 4 | BE 222 • 16,60 % • 2 | PCP/PEV 210 • 15,71 % • 2 | PPD/ PSD 169 • 12,64 % • 1 | NR 68 • 5,09 % • 0 | CDP-PP 45 • 3,37 % • 0 | ABST. 1.476 • 52,47 % | BRANCOS 68 • 5,09 % | NULOS 35 • 2,62 % ~ QUELFES - PS 1.663 • 32,23 % • 5 | PPD/PSD 987 • 19,13 % • 3 | BE 744 • 14,42 % • 2 | PCP/PEV 688 • 13,34 % • 2 | NR 426 • 8,26 % • 1 | CDP-PP 180 • 3,49 % • 0 | ABST. 8.562 • 62,40 % | BRANCOS 304 • 5,89 % | NULOS 167 • 3,24 % ~ U. F. MONCARAPACHO E FUSETA - PPD/PSD 1.843 • 41,53 % • 7 | PS 1.515 • 34,14 % • 5 | PCP/PEV 273 • 6,15 % • 1 | NR 189 • 4,26 % • 0 | BE 176 • 3,97 % • 0 | CDP-PP 169 • 3,81 % • 0 | ABST. 3.652 • 45,14 % | BRANCOS 167 • 3,76 % | NULOS 106 • 2,39 %
PORTIMÃO
e este dado mais do que expresso na percentagem, 52,43%, é absolutamente incontornável quando se sabe que, para a eleição das Câmaras, a abstenção foi superior à votação de todos os partidos que conseguiram obter mandatos no passado domingo. A soma das votações de todos os partidos com eleitos para as câmaras (ver quadro na página seguinte) totaliza 161.707 votos contra uma abstenção que se cifrou em 196.451. Mas a devastadora abstenção não se fica por aqui. Muito superior no Algarve (52,43%) à da verificada no apuramento nacional (47,4%), a abstenção na região destrona tudo e todos e somados os votos de todos os partidos que concorreram às câmaras - totalizaram 164.602 votos -, ainda assim a abstenção consegue sozinha ser superior. Castigar o Governo pode ter sido a razão, mas também o PS perdeu votos e percentagem na região, pelo que a haver penalização foi distribuída por todas as forças políticas ainda que de maneira mais ou menos expressiva em cada caso. António Eusébio, líder socialista regional, em declaraGRANDE - PS 682 • 40,57 % • 4 | PPD/
Câmara
PS
5.921 • 30,05 % • M 3 CDS-PP (5) 3.735 • 18,96 % • M 1 PPD/PSD 3.284 • 16,67 % • M 1 BE 2.419 • 12,28 % • M 1 PCP/PEV 2.385 • 12,11 % • M 1 Absten. 26.766 • 57,61 % Brancos 1.127 • 5,72 % Nulos 831 • 4,22 % Assembleia Municipal
PS
5.779 • 29,33 % • M 7 CDS-PP (5) 3.540 • 17,97 % • M 4 PPD/PSD 3.283 • 16,66 % • M 4 BE 2.584 • 13,12 % • M 3 PCP/PEV 2.535 • 12,87 % • M 3 Absten. 26.776 • 57,61 % 1.161 • 5,89 % Brancos Nulos 820 • 4,16 % Freguesias
PSD 385 • 22,90 % • 2 | PCP/PEV 163 •
2.538 • 54,14 % | BRANCOS 106 • 4,93 % | NULOS 56 • 2,60 % ~ MEXILHOEIRA
ções ao POSTAL, considera que “as pessoas optaram por ficar em casa, numa demonstração de que estão descontentes com a política e que já não acreditam no sistema político”: Já Luís Gomes, líder social-democrata regional, refere que os eleitores “optaram por penalizar o PSD mas, sublinha, não o fizeram em prol do PS por não verem naquele partido uma alternativa, preferindo Brancos Nulos
155 • 3,05 % 80 • 1,57 % Freguesias
% • 1 | BE 138 • 8,21 % • 1 | ABST. 1.455 • 46,40 % | BRANCOS 114 • 6,78 % | NU-
S. BRÁS DE ALPORTEL - PS 2.905 •
LOS 55 • 3,27 % ~ PORTIMÃO - PS 4.729
57,19 % • 8 | PPD/PSD 1.551 • 30,53 %
• 29,80 % • 7 | CDS-PP/MPT/PPM 2.897 •
• 4 | PCP/PEV 401 • 7,89 % • 1 | ABST.
18,25 % • 4 | PPD/PSD 2.648 • 16,68 % • 3
3.916 • 43,53 % | BRANCOS 140 • 2,76
| BE 1.989 • 12,53 % • 3 | PCP/PEV 1.977
% | NULOS 83 • 1,63 %
• 12,46 % •2 | ABST. 22.783 • 58,94 % | BRANCOS 912 • 5,75 % | NULOS 719 • 4,53 %
Câmara
PS PPD/PSD PCP/PEV CDS-PP Absten. Brancos Nulos
2.321 • 45,69 % • M 3 2.052 • 40,39 % • M 2 389 • 7,66 % • M 0 94 • 1,85 % • M 0 3.916 • 43,53 % 147 • 2,89 % 77 • 1,52 % Assembleia Municipal
PS PPD/PSD PCP/PEV Absten.
SILVES Câmara
S. BRÁS DE ALPORTEL
-PP/MPT/PPM 386 • 17,95 % • 2 | PPD/ 11,95 % • 1 | BE 254 • 11,81 % • 1 | ABST.
ÔÔ Luís Gomes sublinha a manutenção da capital de distrito, apesar da derrota que reconhece
9,70 % • 1 | CDS-PP/MPT/PPM 144 • 8,57
ALVOR - PS 816 • 37,95 % • 4 | CDSPSD 275 • 12,79 % • 1 | PCP/PEV 257 •
d.r.
A GRANDE VENCEDORA DA NOITE ELEITORAL FOI A ABTENÇÃO
2.719 • 53,52 % • M 9 1.672 • 32.91 % • M 5 454 • 8,94 % • M 1 3.916 • 43,53 %
PCP/PEV 5.495 • 34,68 % • M 3 PPD/PSD 4.329 • 27,32 % • M 2 PS 4.059 • 25,62 % • M 2 BE 806 • 5,09 % • M 0 Absten. 14.703 • 48,13 % Brancos 685 • 4,32 % 470 • 2,97 % Nulos Assembleia Municipal
PCP/PEV 5.238 • 33,07 % • M 8 PPD/PSD 4.376 • 27,63 % • M 6 PS 3.891 • 24,56 % • M 6 1.046 • 6,60 % • M 1 BE Absten. 14.707 • 48,15 % Brancos 788 • 4,97 % Nulos 501 • 3,16 %
antes a abstenção”.
NULOS E BRANCOS REFORÇAM IDEIA DE DESCONTENTAMENTO Brancos e nulos, expressão
máxima do descontentamento também subiram face a 2009, respectivamente cresceram 2,85% e 4.624 votos e 1,82% e 2.952 votos. Seguindo as pisadas da abstenção - que cresceu face a 2009 9,11% e 41.466 votos, nulos e
brancos são o voto do descontentamento militante e dão nota de uma saturação face aos políticos e à política numa região onde grassa o desemprego e a falta de oportunidades e onde a economia está absolutamente debilitada e o futuro é por muitos antevisto como negro e sem perspectivas.
O MELHOR E O PIOR RESULTADO Na luta pelas cadeiras do 5,58 % • 0 | MPT 167 • 3,55 % • 0 | ABST.
Abstenção nulos e brancos na região:
4.509 • 48,97 % | BRANCOS 224 • 4,77
ÔÔ Abstenção - 196.451 52,43 % ÔÔ Brancos 8.318 4,67 % ÔÔ Nulos 5.325 2,99 %
| PPD/PSD 492 • 26,03 % • 3 | PCP/PEV
Freguesias
% | NULOS 144 • 3,07 % ~ U. F. ALCANTARILHA E PÊRA - PS 797 • 42,17 % • 4 229 • 12,12 % • 1 | INDP. 229 • 12,12 %
PEV 229 • 12,86 % • 1 | ABST. 2.595 •
CACHOPO - PS 216 • 44,08 % • 4 | PPD/ PSD/CDS-PP/MPT/PPM 212 • 43,27 % •
F. ALGOZ E TUNES - PPD/PSD 1.480 •
3 | PCP/PEV 27 • 5,51 % • 0 | ABST. 234
57,97 % • 6 | PS 531 • 20,80 % • 2 | PCP/
• 32,32 % | BRANCOS 14 • 2,86 % | NU-
PEV 314 • 12,30 % • 1 | BE 73 • 2,86 % •
LOS 21 • 4,29 % ~ STA. CATARINA DA
0 | ABST. 2.165 • 45,89 % | BRANCOS 83
FONTE DO BISPO - PS 460 • 42,28 % •
• 3,25 % | NULOS 72 • 2,82 %
5 | PPD/PSD/CDS-PP/MPT/PPM 272 • 25 % • 2 | UPSC-CI 234 • 21,51 % • 2 | SCP-CI
TAVIRA PS
DE MESSINES - PCP/PEV 3.136 • 77,78
PSD/PSD (6)
% • 11 | PS 462 • 11,46 % • 1 | PPD/PSD
PCP-PEV BE Absten. Brancos Nulos
% ~ S. MARCOS DA SERRA - PPD/PSD 341 • 39,74 % • 4 | PS 254 • 29,60 % • 3 | PCP/PEV 216 • 25,17% • 2 | ABST. 326 •
• 39,89 % • 6 | PS 1.166 • 24,82 % • 4 | PPD/PSD 861 • 18,33 % • 3 | BE 262 •
5.760 • 46 % • M 4 4.517 • 36,07 % • M 3 866 • 6,92 % • M 0 515 • 4,11 % • M 0 10.256 • 45,03 % 552 • 4,41 % 312 • 2,49 %
Assembleia Municipal
27,53 % | BRANCOS 19 • 2,21 % | NULOS 28 • 3,26 % ~ SILVES - PCP/PEV 1.874
70 • 6,43 % • 0 | PCP/PEV 13 • 1,19 % • 0
Câmara
LOS 52 • 2,92 % ~ S. BARTOLOMEU
BRANCOS 71 • 1,76 % | NULOS 90 • 2,23
Freguesias
73 • 3,86 % | NULOS 70 • 3,70 % ~ U.
59,30 % | BRANCOS 72 • 4,04 % | NU-
273 • 6,77 % • 1 | ABST. 3.153 • 43,88 % |
BE 729 • 5,82 % • M 1 Absten. 10.258 • 45,03 % Brancos 640 • 5,11 % Nulos 324 • 2,59 %
• 1 | ABST. 1.987 • 51,25 % | BRANCOS
ARMAÇÃO DE PÊRA - PPD/PSD 955 • 53,62 % • 6 | PS 473 • 26,56 % • 2 | PCP/
poder nas Câmaras, o melhor resultado é atingido por José Amarelinho em Aljezur, que leva o PS até aos 62,82%, e o pior coube a Isilda Gomes, em Portimão, com 30,05%. Não obstante, o PS segurou as sobreendividadas autarquias de Portimão e Lagos, em que muitos viam mudança certa. Com duas mulheres, das três que foram eleitas para presidentes de autarquia no Algarve, Isilda Gomes e Joaquina Barros, os socialistas conseguem ganhar onde os anteriores executivos deixaram vastas dívidas para o futuro. O PSD, por seu turno, ainda que coligado, salva da hecatombe das autárquicas a capital de distrito. Em Faro Rogério Bacalhau ganha a Paulo Neves e o PS apenas consegue com José Apolinário a Assembleia Municipal. Para António Eusébio, “o PS/ Faro não conseguiu mostrar a mais-valia da sua proposta aos eleitores”, enquanto que “Luís Gomes destaca a vitória em Faro “pela sua importância estratégica e pelo reforço que Rogério Bacalhau conseguiu na diferença de votação face ao PS nas últimas eleições”, uma benece numa noite negra .
PS
5.240 • 41,85 % • M 10 PSD/PSD (6) 4.584 • 36,61 % • M 9 PCP-PEV 1.003 • 8,01 % • M 1
| ABST. 487 • 30,92 % | BRANCOS 12 • 1,10 % | NULOS 27 • 2,48 % ~ STA LUZIA - SLI 577 • 65,27 % • 7 | PS 228 • 25,79 % • 2 | PCP/PEV 42 • 4,75 % • 0 | ABST. 405 • 31,42 % | BRANCOS 20 • 2,26 % | NULOS 17 • 1,92 % ~ U. F. CONCEIÇÃO E CABANAS DE TAVIRA - PS 631 • 55,25 % • 6 | PPD/PSD/CDS-PP/MPT/PPM 274 • 23,99 % • 3 | PCP/PEV 89 • 7,79 % • 0 | BE 85 • 7,44 % • 0 | ABST. 1.153 • 50,24 % | BRANCOS 30 • 2,63 % | NULOS 33 • 2,89 % ~ U. F. LUZ DE TAVIRA E STO. ESTÊVÃO - PS 1.276 • 58,21 % • 7 | PPD/ PSD/CDS-PP/MPT/PPM 542 • 24,73 % • 2
4 de Outubro de 2013 | 5
especial autárquicas Resultados nacionais
Resultados regionais Câmaras
Câmaras
Notas:
PS 1.810.955 • 36,25 % • P 149 PPD/PSD 833.936 • 16,69 % • P 86 PCP/PEV 552.517 • 11,06 % • P 34 PPD /PSD (a) 379.137 • 7,59 % • P 16 Grupo de cidadãos 344.566 • 6,90 % • P 13
PS PPD/PSD PCP/PEV PPD/PSD (*) BE Grupo de cidadãos CDS-PP / MPT / PPM
(*) PPD/PSD / CDS-PP / MPT / PPM (a) PPD/PSD / CDS-PP (b) PPD/PSD / CDS-PP / MPT / PPM
Assembleias Municipais
4.082 • 2,29 % • M 0
PS 63.609 • 35,69 % • M 135 PPD/PSD 42.669 • 23,94 % • M 94 PCP/PEV 21.973 • 12.33 % • M 34 12.134 • 6,81 % • M 18 PPD/PSD (*) 10.757 • 6,04 % • M 15 BE Grupo de cidadãos 6.112 • 3.43 % • M 10 CDS-PP / MPT / PPM 4.083 • 2,29 % • M 5
1.272 • 0,71 % • M 0
CDS-PP
65.434 • 36,71 % • M 51 44.208 • 24,80 % • M 33 20.919 • 11,74 % • M 8 12.823 • 7,19 % • M 7 7.707 • 4,32 % • M 2 6.534 • 3,67 % • M 2
151.865 • 3,04 % • P
5
PPD/PSD / CDS / PPM
94.015 • 1,88 % • P
2
PPD/PSD / PPM
64.940 • 1,30 % • P
1
PPD/PSD (b)
23.551 • 0,47 % • P
1
Nos resultados nacio-
CDS-PP / MPT
730 • 0,41 % • M 0
CDS-PP / MPT
21.102 • 0,20 % • P
1
nais figuram apenas
364 • 0,20 % • M 0
PNR PPM / PPV / PND
CDS-PP
PS (c) Abstenção
(c) PS / BE / PND / MPT / PTP / PAN
CDS-PP
4.501.281 • 47,4 %
as forças políticas que
193.347 • 3,87 %
elegeram presidentes
PCTP/MRPP PPV PPM / PPV / PND
147.128 • 2,95 %
de Câmara
Abstenção
Brancos Nulos
Independente integra lista do PCP/PEV e ultrapassa PSD e PS d.r.
ROSA PALMA é a grande surpre-
sa registada na região durante a noite eleitoral do passado dia 29, recuperando para a CDU uma autarquia liderada pelo PSD há 16 anos, além de ter quebrado um jejum da coligação, que durava há 12 anos. Com 34.68 %, correspondentes a 5.495 votos, a nova edil de Silves ultrapassou PSD e PS num impulso impressionante face aos resultados obtidos pelo PCP-PEV em 2009, quando registou 18.67 % (menos 16.01 pontos percentuais) e foi apenas a terceira força política do concelho.
ÔÔ Rosa Palma Independente e apenas com quatro anos de experiência autárquica como vereadora, Rosa Freguesias
| PCP/PEV 119 • 5,43 % • 0 | BE 104 • 4,74 % • 0 | ABST. 1.815 • 45,30 % | BRANCOS 83 • 3,79 % | NULOS 68 • 3,10 % ~ U. F.
BARÃO DE S. MIGUEL - LUP 128 • 66,32
TAVIRA - PS 3.082 • 45,84 % • 7 | PPD/
% • 6 | PCP/PEV 31 • 16,06 % • 1 | ABST.
PSD/CDS-PP/MPT/PPM 1.462 • 21,75 %
77 • 28,52 % | BRANCOS 30 • 15,54 % |
• 3 | MT 1.306 • 19,43 % • 3 | PCP/PEV
NULOS 4 • 2,07 % ~ BUDENS - PS 445 •
389 • 5,79 % • 0 | ABST. 6.165 • 47,84 %
63,03 % • 7 | PPD/PSD 186 • 26,35 % • 2
| BRANCOS 267 • 3,97 % | NULOS 217
| PCP/PEV 41 • 5,81 % • 0 | ABST. 469 •
• 3,23 %
39,91 % | BRANCOS 18 • 2,55 % | NULOS 16 • 2,27 % ~ SAGRES - PPD/PSD 497 •
VILA DO BISPO
2.218 • 25,08 % • M 5 1.258 • 14,23 % • M 3 421 • 4,76 % • M 1 8.027 • 47,58 % 275 • 3,11 % 228 • 2,58 %
Freguesias
PEV 42 • 4,21 % • 0 | ABST. 569 • 36,31 % | BRANCOS 30 • 3,01 % | NULOS 13 •
MONTE GORDO - PPD/PSD 959 • 55,24
1.617 • 58,14 % • M 3
1,30 % ~ VILA DO BISPO E RAPOSEIRA
% • 6 | PS 408 • 23,50 % • 2 | PCP/PEV
934 • 33,59 % • M 2
- PS 488 • 55,20 % • 6 | PPD/PSD 321 •
295 • 16,99 % • 1 | ABST. 1.460 • 45,68
117 • 4,21 % • M 0
36,31 % • 3 | PCP/PEV 30 • 3,39 % • 0 |
% | BRANCOS 42 • 2,42 % | NULOS 32 •
ABST. 296 • 25,08 % | BRANCOS 25 • 2,83
1,84 % ~ VILA NOVA DE CACELA - PPD/
% | NULOS 20 • 2,26 %
PSD 920 • 53,21 % • 5 | PS 511 • 29,55 %
1.411 • 33,66 % 79 • 2,84 % 34 • 1,22 %
Assembleia Municipal
PS PPD/PSD BE PCP/PEV Absten. Brancos Nulos
4.442 • 50,24 % • M 12
49,80 % • 5 | PS 416 • 41,68 % • 4 | PCP/
Câmara
PS PPD/PSD PCP/PEV Absten. Brancos Nulos
233 • 2,64 %
• 3 | PCP/PEV 180 • 10,41 % • 1 | ABST.
VILA REAL STO. ANTÓNIO Freguesias
1.450 • 52,14 % • M 9 861 • 30,96 % • M 5 240 • 8,63 % • M 1 110 • 3,96 % • M 0 1.411 • 33,66 % 83 • 2,98 % 37 • 1,33 %
PPD/PSD PS PCP/PEV BE CDS-PP Absten. Brancos
1.600 • 48,06 % | BRANCOS 61 • 3,53 % | NULOS 57 • 3,30 % ~ VILA REAL DE STO.
soas e que estas “estão fartas de promessas por cumprir e de entregar o voto a quem não defende os interesses da população, mas apenas de alguns”, conclui.
PCP ALGARVE SATISFEITO COM RESULTADOS Os resultados
mostram à partida uma vitória socialista na região, contudo o PCP-PEV foi quem mais subiu em relação a 2009, registando um aumento de votos para as câmaras municipais de 5.71 %, registo que tem em Silves o ponto de maior relevo no mapa autárquico algarvio.
67.106 • 37,65 % • M 313 42.890 • 24,07 % • M 209 21.963 • 12,32 % • M 66 10.232 • 5,74 % • M 32 9.335 • 5,24 % • M 35 7.703 • 4,32 % • M 14 3.795 • 2,13 % •
M7
M 0 CDS-PP
937 • 0,53 % •
M0
625 • 0,35 % •
M1
CDS-PP / MPT
576 • 0,32 % •
M1
497 • 0,28 % •
M0
M0
M0
PPM / PPV / PND MPT
224 • 0,13 % •
210 • 0,12 % •
167 • 0,09 % •
M0
191 • 0,11 % •
M0
196.464 • 52,43%
Brancos Nulos
8.318 • 4,67 %
Assembleia Municipal
PPD/PSD PS PCP/PEV BE Absten. Brancos Nulos
Abstenção
5.325 • 2,99 %
Palma revelou ao POSTAL a sua satisfação pelo resultado obtido, considerando ter sido fruto de uma “campanha limpa, humilde e próxima das pessoas”. Ainda durante a campanha a ainda candidata estava expectante em relação ao reconhecimento que o eleitorado tinha sobre a forma de estar e de trabalhar da equipa que liderou, o que, segundo Rosa Palma, ficou demonstrado com o resultado eleitoral. Segundo a autarca, este resultado é também uma forma que os eleitores encontraram de mostrar “o descontentamento com o partido que têm liderado os destinos de Silves [PSD], percebendo a necessidade de fazer uma mudança radical no concelho”. Rosa Palma acrescenta que a eleição a faz acreditar nas pesNulos
PS PPD/PSD PCP/PEV PPD/PSD (*) Grupo de Cidadãos BE CDS-PP / MPT / PPM
191 • 0,11 % • M 0 196.451 • 52,43%
Brancos Nulos
Rosa Palma entrega Silves à CDU
338 • 0,19 % • M 0
1.207 • 0,68 % •
Assembleias de Freguesia
9.014 •
5,06 %
5.342 •
3%
196.482 • 52,44 %
Abstenção
Brancos Nulos
Ao POSTAL, Vasco Cardoso, responsável do PCP/Algarve, disse tratar-se de “uma progressão eleitoral assinalável, que espelha, por um lado, um sinal de confiança no trabalho, competência e honestidade dos candidatos da CDU e, por outro, a condenação da política de direita”. Contudo, o dirigente comunista rejeita a ideia de que a vitória de Rosa Palma em Silves se trate de uma surpresa, uma vez que, quer a candidata, quer o partido têm, em conjunto com a população, feito todos os es-
7.774 • 4,36 % 5.512 • 3,09 %
forços na defesa dos interesses dos silvenses nos últimos anos. Num plano mais geral Vasco Cardoso considera que “as eleições autárquicas serviram para provar que existe a compreensão de ser impossível continuar com a política actual, pois assim o país não tem saída”. A confiança nos portugueses na CDU, provada pelo aumento substancial do número de eleitores, é um grito de revolta para que haja uma alteração radical nas políticas do Governo”, conclui.
Jorge Botelho e Isilda Gomes na calha para a AMAL Pesos pesados estão entre as escolhas de António Eusébio A PRESIDÊNCIA DA COMUNIDADE INTERMUNICPAL DO ALGARVE (AMAL) é sempre o prémio
mais cobiçado das autárquicas no Algarve e cabe, desta feita, ao PS, 12 anos depois de ter ocupado pela última vez o lugar. A escolha do presidente, que tem de sair de entre os autarcas eleitos para as várias Câmaras socialistas é sempre um exercício de consensos, mas passa também muito pela posição do líder regional do partido sobre o tema. Afinal, o escolhido será uma voz privilegiada no Algarve e terá especiais competências
no relacionamento entre as várias autarquias, mesmo com as do PSD e a da CDU, assim como será a voz maior da região na Associação Nacional de Municípios, entidade que também ela passa das mãos do PSD para o PS. Ao POSTAL António Eusébio classifica a conquista da AMAL como “uma vitória histórica” e “acrescida”, uma vez que os socialistas ficam “com dez representantes, contra cinco do PSD e um da CDU”. No posicionamento político face à necessidade de escolher um rosto para liderar
a Comunidade Intermunicipal do Algarve, surgem à cabeça dois nomes de imediato, os pesos pesados Isilda Gomes, que lidera Portimão, e Jorge Botelho, à frente dos destinos de Tavira. Quanto a ambos, com uma vasta experiência política mesmo em cargos de administração desconcentrada do Estado e habituados às lides nacionais, António Eusébio apenas diz que estes “são de facto dois nomes com grande potencial e com grande experiência”. Resta apenas escolher.
PORTIMÃO:
oficiais e provisórios, disponibilizados
(5) CDS-PP/MPT/PPM
on-line pela Direcção Geral da Admi-
Legenda e ficha técnica: Legenda:
ANTÓNIO - PPD/PSD 2.573 • 47,85 % • 7
4.740 • 53,61 % • M 4
| PS 1.468 • 27,30 % • 4 | PCP/PEV 794 •
ALBUFEIRA:
TAVIRA:
nistração Interna;
2.034 • 23,01 % • M 2
14,77 % • 2 | BE 250 • 4,65 % • 0 | ABST.
(1) CDS-PP/MPT/PPM
(6) PPD/PSD/CDS-PP/MPT/PPM
Todas as freguesias apuradas;
1.147 • 12,97 % • M 1
4.967 • 48,02 % | BRANCOS 158 • 2,94 %
FARO:
Ordem de apresentação
Todos os mandatos atribuídos;
| NULOS 134 • 2,49 %
(2) PPD-PSD/CDS-PP/MPT/PPM
de resultados:
Textos e grafismo: Ricardo Claro
LAGOS:
Votos Percentagem Mandatos
Tratamento de dados: POSTAL
(3) CDS-PP/MPT
Ficha técnica:
(4) PPM/PPV/PND
Dados relativos à região do Algarve,
333 • 3,77 % • M 0 98 • 1,11 % • M 0 8.028 • 47,59 % 256 • 2,90 %
6 | 4 de Outubro de 2013
região ficha técnica
Sede: Rua Dr. Silvestre Falcão, n.º 13 C - 8800-412 Tavira - Algarve Tel: 281 320 900 | Fax: 281 320 909 E-mail: jornalpostal@gmail.com Director: Henrique Dias (CP 3259). Editor: Ricardo Claro (CP 9238). Redacção: Cristina Mendonça (CP 3258), Humberto Ricardo (CP 388), Pedro Ruas. Design: Postal do Algarve. Colaboradores fotográficos: José A. N. Encarnação “MIRA” Colaboradores: Beja Santos (defesa do consumidor), Nelson Pires (CO76). Departamento Comercial, Publicidade e Assinaturas: Anabela Gonçalves, José Francisco, José Cassapo. Propriedade do título: Henrique Manuel Dias Freire, inscrito sob o nº 211 612 no Registo das Empresas Jornalísticas. Edição: Postal do Algarve - Publicações e Editores, Lda. Contribuinte nº 502 597 917. Depósito Legal: nº 20779/88. Registo do Título (dgcs): nº 111 613. Impressão: Naveprinter Distribuição: Banca - Logista, à sexta-feira com o Público/VASP - Sociedade de Transportes e Distribuição, Lda e CTT. Membro: APCT - Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação; API - Associação Portuguesa de Imprensa.
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8.962 exemplares
Simplex Autárquico algarvio vence a nível nacional pág. 8
Extensões de saúde na serra podem ser encerradas ARS do Algarve admite fase experimental a partir deste mês A ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE (ARS) do Algarve
está a equacionar encerrar extensões de saúde na serra algarvia, num processo que pode ter uma fase experimental a partir do corrente mês, disse fonte do organismo. Depois de Luís Guilhermino, candidato do PS concorrente à Câmara de Castro Marim, ter dito à Lusa que o Governo se preparava para encerrar as extensões de saúde das freguesias serranas de Azinhal e Odeleite após as eleições autárquicas de 29 de Setembro, a ARS foi questionada sobre o assunto e admitiu a possibilidade. O vogal da ARS do Algarve
d.r.
Miguel Madeira disse que o eventual encerramento de extensões de saúde “é um processo em estudo” e uma “possibilidade que não será omitida”, mas ainda não há nem números nem locais que possam ser avançados e o encerramento definitivo será antecedido de uma fase experimental que pode começar “em Outubro”. “Há factores de risco, que temos identificado, e aquilo que vai existir vai ser um processo gradual, em que, numa primeira fase, iremos testar se a resposta que pretendemos passar a dar com a transferência de utentes de algumas extensões, como do Azinhal para Castro Marim, traz efectipub
ÔÔ Fase experimental ditará o encerramento ou não das extensões vamente ganhos de qualidade para as populações e para os utentes que são beneficiários”, afirmou o vogal.
ARS ABERTA A ESTUDAR NOVAS SOLUÇÕES Miguel Madeira fri-
sou que, “para prestar serviços de qualidade, são necessários meios” e considerou ser de fácil entendimento que “uma unidade de saúde presta serviços de maior qualidade se pu-
der prestá-los de uma forma contínua durante cinco dias por semana do que se estiver um dia por semana só aberto”. O dirigente da ARS acrescentou que, “depois desta fase [experimental], haverá uma avaliação” e, “se efectivamente se verificar que as vantagens associadas não superam de uma forma significativa as desvantagens”, a ARS “está aberta” para estudar novas soluções.
As extensões de saúde em causa estão situadas em freguesias da serra algarvia, nas quais a maioria da população é idosa, e são servidas por poucos transportes públicos. Muitas vezes são as câmaras que disponibilizam semanalmente os seus autocarros para fazer o transporte de munícipes das aldeias para as sedes de concelho. Questionado sobre a matéria há cerca de um mês, durante a inauguração da unidade de cuidados continuados do Azinhal, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, respondeu que o transporte era um factor essencial a ponderar para fazer essa reorganização de serviços, que está a ser conduzida pela ARS do Algarve. O governante disse que é necessário “ver se se consegue ou não compensar os inconvenientes, face aos benefícios que decorrem desta centralização”, mas deixou a garantia de que “as extensões serão mantidas ou não consoante o que seja, em primeiro lugar, a casuística da população”. “De certeza que não vamos manter extensões abertas a atender, por exemplo, uma pessoa ou duas por dia. E se houver transportes que compensem, essas pessoas ficarão inclusivamente melhor servidas”, considerou na altura o governante, remetendo mais explicações para a ARS. Lusa pub
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4 de Outubro de 2013 | 7 pub
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8 | 4 de Outubro de 2013
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Simplex Autárquico algarvio vence a nível nacional
NOTARIADO PORTUGUÊS JOAQUIM AUGUSTO LUCAS DA SILVA NOTÁRIO em TAVIRA Nos termos do Artº. 100, n.º 1, do Código do Notariado, na redacção que lhe foi dada pelo Dec - Lei número 207/95, de 14 de Agosto, faço saber que no dia vinte e cinco de Setembro de dois mil e treze, de folhas cinquenta a folhas cinquenta e uma, do livro de notas para escrituras diversas número cento e sessenta e seis A, deste Cartório, foi lavrada uma escritura de rectificação de justificação, na qual:
Projecto foi implementado pelos municípios que integram o Algarve Central O SIMPLEX AUTÁRQUICO, IMPLEMENTADO PELOS SEIS MUNICÍPIOS DO ALGARVE CENTRAL - Albufeira, Faro, Loulé,
Olhão, São Brás de Alportel e Tavira - foi o projecto vencedor a nível nacional na categoria de Desenvolvimento do Ambiente Empresarial dos Prémios Europeus de Promoção Empresarial 2013, divulgou recentemente o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e Inovação. O prémio reconhece e consagra assim o trabalho de cooperação, entendimento e concertação de esforços que os seis municípios têm trilhado em diversas áreas. Desde 2012, que os munícipes e empresas dos concelhos daqueles concelhos passaram a poder dar seguimento a as-
d.r.
suntos relacionados com urbanismo, taxas e licenças, em qualquer um dos balcões de atendimento das autarquias independentemente da competencia territorial, bem como, a poder contar com mais de cem formulários harmonizados.
Que outorgaram neste Cartório Notarial, no dia cinco de Junho de dois mil e treze, uma escritura de Justificação, exarada de folhas setenta e nove a folhas oitenta e um verso, do livro de notas para escrituras diversas número cento e sessenta e quatro - A. Que, rectificam a mencionada escritura, no sentido de passar a constar que o prédio rústico, que nessa escritura melhor se identifica, composto por terra de pastagem, sito em Poço das Corgas, freguesia de Conceição, concelho de Tavira, inscrito na matriz sob o artigo 4.717; descrito na Conservatória do Registo Predial de Tavira sob o número mil setecentos e dezassete, adquirido pela primeira outorgante mulher, por partilha amigável e verbal e nunca reduzida a escritura pública, feita com os demais titulares inscritos, em data imprecisa do ano de mil novecentos e noventa, é bem comum do casal e não bem próprio da outorgante mulher, como por lapso ficou mencionado.
DESCENTRALIZAÇÃO DE SERVIÇOS Conhecidas as dificul-
dades daqueles que tratam assuntos idênticos em diferentes concelhos com procedimentos, modelos de trabalho e formulários muito diversos, a iniciativa veio facilitar e simplificar o acesso aos serviços municipais. Com o Simplex, é facilitado o acesso informático às valências dos concelhos em rede e descentralizam-se os serviços. A apresentação da candidatu-
ADELINA TEIXEIRA FERNANDES DE JESUS, NIF 177.619.945 e marido JOSÉ DE BRITO DE JESUS, NIF 160.589.851, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, ambos naturais da freguesia de Conceição, concelho de Tavira, freguesia onde residem, no sítio dos Estorninhos, declararam:
Que, em tudo o mais se mantém o constante da escritura ora rectificada. Tavira, em 25 de Setembro de 2013
ÔÔ Simplex facilita a vida dos cidadãos e das empresas
A funcionária por delegação de poderes;
ra, que correspondeu a um desafio lançado a nível nacional foi desenvolvida pela parceria territorial “Algarve Central”, ao
abrigo das Redes Urbanas para a Competitividade e Inovação, co-financiada pelo QREN/PO Algarve 21.
Ana Margarida Silvestre Francisco – Inscrita na O.N. sob o n.º 87/1 Conta registada sob o nº. PAO 1229 / 2013 (POSTAL do ALGARVE, nº 1110, de 4 de Outubro de 2013)
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ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE TAVIRA EDITAL JOSÉ OTÍLIO PIRES BAÍA, Presidente da Assembleia Municipal de Tavira. TORNA PÚBLICO, que em sessão ordinária da Assembleia Municipal de Tavira, realizada no dia 16 de setembro de 2013, foram tomadas as seguintes deliberações: 1 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 135/2013/CM, referente ao Ajuste Direto – Aquisição de serviços de lecionação e desenvolvimento do Programa de Promoção da Atividade Física e Criação de Gabinetes de Apoio 2013/2014 – Compromissos plurianuais; 2 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 136/2013/CM, referente às Atividades de Animação e de Apoio à Família – Compromissos plurianuais; 3 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 137/2013/CM, referente ao Protocolo entre o Município de Tavira e a Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de Santa Luzia – Compromissos plurianuais; 4 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 140/2013/CM, referente à Inserção no domínio público de parcela de terreno, sito em Canada, freguesia de Cabanas – Conclusão do acesso a Cabanas de Tavira (PA1460-Div/10); 5 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 141/2013/CM, referente à Prestação de serviços de manutenção do ascensor instalado no Centro Escolar da Horta do Carmo – Tavira – Compromissos plurianuais; 6 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 143/2013/CM, referente à 14-Emp/13 – Conclusão do acesso a Cabanas de Tavira – Compromissos plurianuais.
Protocolos mensais com:
Albufeira: Centro Clínica Arcadas S. João ı Parafarmácia Mais Saúde (Ferreiras) ı Aljezur: Farmácia Aljezur ı Farmácia Odeceixe ı Castro Marim: Cruz Vermelha de Altura ı Faro: Farmácia Almeida ı Farmácia Alexandre ı Farmácia Huguette Ribeiro (Patacão) ı Casa do Povo de Estoi ı Lagoa: Clínica de Lagoa ı Lagos: Clínica Lacobrigense ı Farmácia Praia da Luz
ı Farmácia Bensafrim ı Loulé: Clínica de Medicina & Cirurgia - CMC ı Centro Clínico Almancil ı Policlínica Eurosaúde (Quarteira) ı Idealclínica - (Vilamoura) ı Assoc. In-Loco (Salir) ı Olhão: Policlínica Etienne ı Portimão: Policlínica da Mó ı São Brás: Clínica S. Brás ı Silves: Xelclínica ı Clínica Osteoreuma (S.B. Messines) ı Tavira: Cruz Vermelha de Tavira ı Parafarmácia Pharmaromus ı Farmácia Tavares (Stº Estêvão) ı Clínica
Santiago - Tavimédico ı Vila do Bispo: Parafarmácia MC Farma (Sagres) ı Vila Real de Sto. António: Clínica S. Cristóvão ı Clínica Stº António ı Baixo Alentejo: Farmácia Saúde Moderna (Relíquias) ı Farmácia Mil Fontes ı Parafarmácia Express Med (B. V. Pinheiros) ı Parafarmácia Express Med (Colos) ı Casa do Povo Stª Clara-a-Velha
7 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 146/2013/CM, referente ao protocolo entre a Escola Secundária c/ 3º. Ciclo do Ensino Básico Dr. Jorge Augusto Correia de Tavira e o Município de Tavira – Compromissos plurianuais. Nos termos do Regimento a sessão terminará com um período de intervenção do público, para apresentação de assuntos de interesse municipal e pedidos de esclarecimento sobre outras matérias, que não constem da Ordem de Trabalhos. Para constar e produzir efeitos legais se publica o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares de costume Paços do Concelho, aos 16 dias do mês de setembro do ano 2013 O Presidente da Assembleia Municipal, José Otílio Pires Baía
E ainda em todas as Juntas de Freguesia do Algarve e Baixo Alentejo
(POSTAL do ALGARVE, nº 1110, de 4 de Outubro de 2013)
4 de Outubro de 2013 | 9
região
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CÂMARA MUNICIPAL DE TAVIRA EDITAL Nº 39 /2013 Jorge Manuel do Nascimento Botelho Presidente da Câmara Municipal de Tavira
TORNA PÚBLICO, que em reunião de Câmara Municipal, realizada no dia 20 setembro de 2013 foram tomadas as seguintes deliberações: 1 Aprovada por maioria a proposta da Câmara Municipal número 147/2013/CM, referente à 12ª. Alteração às Grandes Opções do Plano e ao Orçamento;
Águas do Algarve investe 14 milhões d.r.
3 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 149/2013/ CM, referente à atribuição de apoio à Casa do Povo de Conceição de Tavira; 4 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 150/2013/ CM, referente à atribuição de apoio à Associação para o Desenvolvimento Integrado da Baixa de Tavira - UAC; 5 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 151/2013/ CM, referente à transferência das rendas de habitação social para as freguesias de Cabanas e Santa Luzia; 6 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 152/2013/ CM, referente ao programa municipal “Tavira Férias Ativas 2013 – revogação e atribuição de bolsa a jovens participantes; 7 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 153/2013/ CM, referente à alteração ao protocolo com as Estradas de Portugal, S.A. e a Rotas do Algarve Litoral, S.A. – Iluminação pública da rotunda das Salinas ao km 137+900 da ER125, concelho de Tavira; 8 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 154/2013/ CM, referente à adenda ao protocolo celebrado entre a Região de Turismo do Algarve e o Município de Tavira, em 7 de agosto de 2009, no âmbito da cedência recíproca de espaços; 9 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 155/2013/ CM, referente ao contrato de comodato com a Associação Casa Álvaro de Campos - prédio sito na Rua da Galeria, nº. 9 (antigo Posto de Turismo) e revogação de contrato de comodato, celebrado em 2 de novembro de 2010; 10 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 156/2013/ CM, referente à alteração ao contrato de concessão de exploração da loja “denominada de talho” no Mercado Municipal de Cabanas, concelho de Tavira;
12 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 158/2013/ CM, referente à atribuição de apoio à APTAV – Associação de Armadores e Pescadores de Tavira); 13 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 159/2013/ CM, referente à atribuição de apoio à Ritmo Alternado - Associação; 14 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 160/2013/ CM, referente ao contrato de comodato entre o Município e A-NAFA – Associação e Núcleo de Amigos Fotógrafos do Algarve. Para constar e produzir efeitos legais se publica o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares de costume. Paços do Concelho, 20 de setembro do ano 2013 O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL, Jorge Manuel Nascimento Botelho (POSTAL do ALGARVE, nº 1110, de 4 de Outubro de 2013)
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ÔÔ Jorge Moreira da Silva, ministro do Ambiente, ao centro Pedro Ruas/Ricardo Claro pedror.postal@gmail.com
O MINISTRO DO AMBIENTE, ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E ENERGIA, Jorge Mo-
reira da Silva, deslocou-se, na passada segunda-feira, à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve e anunciou investimentos nos sistemas de abastecimento de água e saneamento de águas residuais no Algarve, no montante de 14 milhões de euros. Este investimento repercute-se na substituição de duas estações de tratamento de águas residuais (ETARs) já obsoletas. Segundo anúncio do ministro, está prevista a construção de duas novas ETARs, uma na zona da Companheira, em Portimão, no valor de 10.8 milhões de euros, e outra em Vila do Bispo/Sagres, onde vão ser investidos 2,2 milhões de euros. Para o efeito, na mesma reunião decorrida na CCDR Algarve, foi assinado o protocolo en-
tre a Agência Portuguesa para o Ambiente (APA), a Águas do Algarve e a Algar (empresa responsável pelo sistema multimunicipal de tratamento de resíduos) e os concursos para a construção de ambas as ETARs deverão abrir ainda este ano. Jorge Moreira da Silva disse ainda aos jornalistas que “as novas infra-estruturas deverão contribuir para melhorar as condições de abastecimento de água e resolver alguns problemas de incumprimento das regras ambientais”, sublinhando a importância de uma maior coordenação e prometendo “maior articulação entre as entidades competentes para evitar situações como as que aconteceram este Verão no Algarve”, como foi o caso das descargas de águas residuais nos concelhos de Albufeira e Silves.
LAGOA DOS SALGADOS VAI SER REQUALIFICADA Paralelamente, foi anunciada uma terceira intervenção que, segundo Teresa Fernandes, responsável de comunicação da Águas do Algar-
Ana Amorim Dias - Escritora www.anaamorimdias.blogspot.com anamorimdias@gmail.com
De luz e escuridão
Ministro do Ambiente anuncia duas novas ETARs a serem construídas em Portimão e Vila do Bispo
2 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 148/2013/ CM, referente à atribuição de apoio à Casa do Povo da Luz de Tavira;
11 Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 157/2013/ CM, referente à Receção provisória das infraestruturas - Alvará n.º 2/2009 Alconru – Sociedade de Construção e Promoção Imobiliária, S.A. (Mato de Santo Espírito – Tavira);
OPINIÃO
ve, disse ao POSTAL, se trata de uma obra conjunta entre esta entidade e a APA. “A Águas do Algarve tinha a necessidade de construir uma estação elevatória, através de uma conduta num troço junto da lagoa, projecto aprovado pelas diversas entidades competentes, entre as quais a APA, que sugeriu a realização simultânea de um projecto que tinha para requalificar a zona da Lagoa dos Salgados”, refere. Este é um investimento estimado em 1,2 milhões de euros que, para além de resolver um problema que a Águas do Algarve tinha, vai permitir requalificar uma zona húmida privilegiada para a nidificação de aves. Por fim, de referir que estes investimentos só são possíveis porque a Águas do Algarve conseguiu recuperar 20 milhões de euros de dívidas dos municípios algarvios através do Plano de Apoio à Economia Local (PAEL), soma que representa um terço do valor total que lhe era devido.
- Ai mãe... Está tão escuro... Seguíamos de carro por uma estrada isolada, o João e eu. Liguei os máximos quase instintivamente, para ver se lhe passava. - Deixa-me explicar-te uma coisa, amor: a noite é escura, é mesmo assim, mas tudo o que vês de dia está igual durante a noite. Só que não se vê porque não há luz, percebes? Senti-o a relaxar um pouco ao medir a veracidade das minhas palavras. Mas não continuei a verbalizar os meus pensamentos. Quantas pessoas vivem na escuridão mesmo em plena luz do dia? A confiança e ausência de medos tolos lança tanta luz à noite como os medos infundados escurecem os mais luminosos dias. Não é uma divagação, é um facto. Há quem se desloque na noite com olhos felinos, vendo nas sombras difusas exactamente o que lá está e não inexistentes monstros. E há quem atravesse a luz com o esmagador e negro peso dos fantasmas nascidos no seu interior. Caminho por vezes às escuras, mas uso o passo firme e confiante da minha luz interior, a mesma que sabe que os mais perigosos demónios são os que a nossa imaginação se permite deixar entrar.
Nota de redacção: Na passada edição, o POSTAL refere, na pág. 2, que Alcoutim tem 40.828 habitantes, sendo o número correcto 2.917. Na pág. 8, onde se lê “... e Tavira, 81,8 milhões de euros)”, deveria ler-se “... e Tavira (1,8 milhões de euros)”.
10 | 4 de Outubro de 2013
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Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que, de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.
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AGRADECIMENTO A família enlutada cumpre o doloroso dever de agradecer reconhecidamente a todas as pessoas que assistiram ao funeral do seu ente querido, realizado no dia 23 de Setembro, para o Cemitério de Tavira, bem como a todos os amigos que manifestaram o seu pesar e solidariedade. Agradecem também a todos que rezaram Missa do 7º Dia, pelo seu eterno descanso, celebrada dia 29 de Setembro, domingo, pelas 18 horas, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo em Tavira.
“Paz à sua Alma”
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JOSÉ JOÃO GODINHO BRAGA 71 ANOS
AGRADECIMENTO A sua querida família cumpre o doloroso dever de agradecer reconhecidamente a todas as pessoas que assistiram ao funeral do seu ente querido, realizado no dia 17 de Setembro, para o Cemitério de Coruche, bem como a todos os amigos que manifestaram o seu pesar e solidariedade. Agradecem também a todos que rezaram Missa do 7º Dia pelo seu eterno descanso, celebrada no dia 22 de Setembro de 2013, domingo, pelas 11 horas, na Igreja de Santa Maria de Tavira.
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CARLOS ALBERTO BONANÇA ANDRADE 11-01-1944 / 26-09-2013
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Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que, de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.
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MARIA DA CRUZ COSTA 14-09-1917 / 27-09-2013
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AGRADECIMENTO Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que, de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.
AGRADECIMENTO Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que, de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.
AGRADECIMENTO Os seus familiares vêm, por este meio, agradecer a todos quantos o acompanharam em vida e nas suas cerimónias exéquias ou que de algum modo lhes manifestaram o seu sentimento e amizade.
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O POSTAL
Tiragem desta edição:
8.962 exemplares
regressa no dia 18 de Outubro
última História das ruas de Vila Real disponível no telemóvel Cidade é a primeira a ter sistema digital QR Code VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO É A PRIMEIRA CIDADE, a nível
nacional, a implementar o sistema digital QR Code (Quick Response Code) junto das placas toponímicas do seu Centro Histórico, prestando, desta forma, um serviço turístico e cultural gratuito a todos os visitantes. Para aceder a esta funcionalidade, basta dispor de um telemóvel/smartphone com tecnologia de reconhecimento QR Code e apontá-lo para o código de barras (holograma encriptado) disponível junto de uma das novas placas toponímicas existentes no centro da cidade. A partir daí, o utilizador receberá informação sobre o
topónimo da rua em questão, incluindo dados históricos e outras curiosidades associadas ao local. Durante a fase de arranque, os conteúdos estão disponíveis em português e espanhol. A curto prazo, a tecnologia irá estender-se ao comércio do Centro Histórico, permitindo a todos os lojistas uma divulgação mais eficaz dos seus produtos e uma maior presença nas redes digitais.
DINAMIZAÇÃO DO TURISMO Com este serviço, inovador no país, o município vila-realense está também a contribuir para a dinamização do turismo no concelho e para a valorização do património da cidade, re-
correndo a uma tecnologia de fácil utilização e sem custos para o utilizador. A implementação do sistema digital QR Code faz parte das intervenções do programa Jessica, um investimento avaliado em 1,5 milhões de euros, através do qual está a ser desenvolvida a maior operação de sempre de requalificação do comércio de Vila Real e da zona histórica da cidade. O projecto é gerido pela empresa municipal VRSA SGU e é acompanhado pela colocação de sinalética comercial e cultural no centro de VRSA e pela requalificação dos edifícios, monumentos e zonas mais emblemáticos da cidade. PUB
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O vibrador no cinema
p. 3
Aqui há espectáulo: d.r.
O ciclo autárquico e a decisão da programação cultural
Projecto Barril: Reinventar o território
p. 5
p. 4
Letras e leituras:
Gabo - eterna memória
d.r.
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p. 6
Da minha biblioteca d.r.
Álvaro de Campos:
António Ramos Rosa, pelas suas palavras p. 10
A última visita a Tavira 8
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04.10.2013
Cultura.Sul
Editorial
Espaço CRIA
Annus horribilis
O empreendedorismo é uma moda ou veio para ficar?
Ricardo Claro
Editor ricardoc.postal@gmail.com
Nunca podemos presumir que determinadas pessoas são mais relevantes do que outras, muito menos na morte. Não obstante, o ano que ainda corre é para a cultura no Algarve, e do país, um verdadeiro annus horribilis no que à matéria dos adeus físicos respeita. Não porque determinadas pessoas sejam necessariamente mais importantes do que quaisquer outras, mas porque o seu espaço vital era enorme na cultura e enorme é, pois, o vazio que deixam. É a segunda vez que ocupo este ano este espaço com um adeus a homens de grande valor. Primeiro Rosa Mendes e agora António Ramos Rosa. Vultos maiores, humanos de reconhecido valor e donos de um papel determinante e determinativo na cena cultural do Algarve, este editorial é um espaço que é seu por direito. O adeus fez-se com um singelo e simultaneamente imenso “Estou vivo e escrevo o Sol”. Aos 88 anos, António Ramos Rosa deixa o espaço que se enche agora da vida eterna dos seus poemas, das linhas imensas de significados que nos entregou como legado. Farense ilustre, laureado repetidas vezes por uma obra que muito consideram ímpar, o Prémio Pessoa (1988) e Poeta Europeu da Década (1991), nunca se deslumbrou pelas distinções, antes fê-las representativas de uma liberdade inabalável, nomeadamente, quando recusou uma distinção atribuída pelo poder em pleno Estado Novo. Há quem tenha o dom de se fazer dono de um tempo fora do tempo pela obra que deixa por este caminho que é o da vida. António Ramos é um desses exemplos de conquista da eternidade, e é-o mesmo que o não soubesse, de eternamente grande que foi em vida... “Vivi tanto que já não tenho outra noção de eternidade que não seja a duração da minha vida” Em Torno do Imponderável, 2012
Susana Imaginário Gestora de Ciência e Tecnologia no CRIA – Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia da UAlg
Nos últimos anos tem-se verificado o aumento da importância dada à temática do empreendedorismo, que, num sentido estreito, está associada à criação de empresas. Este conceito, embora seja utilizado desde o século XVII, ganhou mais importância na década de 40, do século XX. Todavia, agora que passou a ser estudado por outras ciências que não apenas as económicas, nomeadamente a Sociologia e a Psicologia, atingiu um novo apogeu. Portugal não tem ficado indiferente a este fenómeno, sendo cada vez mais frequente o aparecimento de concursos de ideias de negócios, o ensino de disciplinas de empreendedorismo nas escolas (principalmente ao nível do ensino superior) e a implementação de programas de educação para o empreendedorismo. Se, por um lado, as primeiras medidas estão mais voltadas para a população adulta, as últimas abrangem todas
as faixas etárias da população estudantil. Estes programas de educação para o empreendedorismo apresentam uma diversidade de abordagens práticas e dinâmicas que promovem a aquisição de conhecimentos e competências empresariais e empreendedoras, ao mesmo tempo que potenciam o desenvolvimento de competências
a criação de uma empresa na sala de aula, enquanto outros se baseiam no desenvolvimento de um plano de negócios para uma possível empresa e outros preveem o desenvolvimento de produtos inovadores. Quando se fala em competências empreendedoras é concordante a existência de características empreendedoras e de d.r.
pessoais e sociais, como por exemplo o sentido de responsabilidade e a capacidade de iniciativa. Embora os programas já implementados, ou em vigor, apresentem diferentes metodologias, é possível referir que existem modelos que pressupõem
características intraempreendedoras. Das primeiras pode-se destacar a adaptabilidade a diferentes situações, a persuasão, a assunção dos riscos e a competitividade. Relativamente às características intraempreendedoras, pode-se destacar a capa-
Ficha Técnica:
Direcção: GORDA Associação Sócio-Cultural
cidade de iniciativa, o trabalho independente, a capacidade de comunicação e de gestão do tempo. Com base nesta descrição, pressupõe-se então, que uma pessoa empreendedora não é apenas aquela que cria a sua própria empresa, podendo as suas características empreendedoras refletir-se em todos os aspetos da sua vida quotidiana. Desta forma, podemos ser empreendedores quando criamos o nosso próprio trabalho, quando procuramos um trabalho, quando nos empenhamos para manter o trabalho que temos e quando precisamos gerir o nosso tempo, a nossa casa e o nosso orçamento familiar. Tendo em conta a atual crise económica, muito marcada pelo aumento do desemprego e pela diminuição do rendimento mensal da população ativa, a educação para o empreendedorismo surge como uma necessidade para o desenvolvimento pessoal e profissional dos jovens, podendo até mesmo ser considerada como uma possível solução para fazer face a este problema. Neste sentido, torna-se essencial que exista uma aposta educativa no fomento do empreendedorismo e das competências empreendedoras, que deve ter início desde tenra idade com iniciativas adequadas à faixa etária em questão.
Juventude com arte e ideias! João Evaristo
Coordenador da Casa da Juventude de Olhão
Talento, rigor, empenho, dedicação e responsabilidade são algumas das características que regularmente tenho vindo a encontrar na maioria dos nossos jovens. Quem acompanha e apoia esses jovens, como é o caso da Casa da Juventude de Olhão, observa diariamente a concretização des-
Paginação: Postal do Algarve Responsáveis pelas secções: • Contos da Ria Formosa: Pedro Jubilot • Espaço ALFA: Raúl Grade Coelho • Espaço AGECAL: Jorge Queiroz • Espaço CRIA: Hugo Barros • Espaço Educação: Direcção Regional de Educação do Algarve • Espaço Cultura: Direcção Regional de Cultura do Algarve • Grande ecrã: Cineclube de Faro Cineclube de Tavira • Juventude, artes e ideias: Jady Batista • Da minha biblioteca: Adriana Nogueira • Momento: Vítor Correia • Panorâmica: Ricardo Claro • Património: Isabel Soares • Sala de leitura: Paulo Pires Colaboradores desta edição: Joana Pires João Evaristo Paulo Serra Susana Imaginário Parceiros: Direcção Regional de Cultura do Algarve, Direcção Regional de Educação do Algarve, Postal do Algarve
Juventude, artes e ideias
sas qualidades nas inúmeras actividades artísticas, desportivas ou de carácter social realizadas por todo o lado. Dos muitos obstáculos que estes jovens têm que ultrapassar, um deles não se compreende, refiro-me a alguma falta de reconhecimento ou até descrença por parte dos seus pares, mas mais grave por parte das gerações anteriores. Acreditar na juventude, reconhecer o seu valor, dar-lhes estímulo e apoio é uma responsabilidade de todos. O espaço J - Juventude Artes e Ideias tem cumprido bem esse papel. Para além de um excelente exemplo da dedicação e talento representados por Jady Batista, Mariana Ramos e Danie-
Editor: Ricardo Claro
d.r.
e-mail redacção: geralcultura.sul@gmail.com e-mail publicidade: anabelagoncalves3@gmail.com
on-line em: www.issuu.com/postaldoalgarve
la Rita, entre muitos outros colaboradores pontuais, tem contribuído, ao longo dos últimos 12 meses, para a divulgação das muitas iniciativas dos jovens junto da comunidade. Este espaço é hoje um orgulho para todos os que o acompanham, pelo conceito inovador e pela função que desempenha. A parceria com o «Cultura.Sul» e o «O Olhanense» permitiu uma
maior expansão da informação, dignificando o J e atraindo mais jovens para a imprensa local e regional. Nestas 12 edições podemos comprovar a qualidade do trabalho desenvolvido por estes jovens mas, acima de tudo, e caso dúvidas houvessem, a responsabilidade de iniciar um projecto e mantê-lo.Parabéns e continuação do excelente trabalho.
Tiragem: 8.962 exemplares
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8 OUT | LIKE SOMEONE IN LOVE, Abbas Kiarostami, França/Japão, 2012, 109’, M/12 15 OUT | UMA FAMÍLIA RESPEITÁVEL, Massoud Bakhshi, Irão/França, 2012, 90’, M/12 22 OUT | APENAS O VENTO, Benedek Fliegauf, Hungria/Alemanha/França, 2012, 95’, M/12 29 OUT | NOIVA PROMETIDA, Rama Burshtein, Israel, 2012, 90’, M/12 SEDE | 21.30 HORAS | ENTRADA GRATUITA CICLO MIKE LEIGH 1971-1996 10 OUT | LIFE IS SWEET, 1990 (leg. ing.) 17 OUT | MEANTIME, 1984 (leg. ing.) 24 OUT I NU, 1993 (leg. por.) 31 OUT I SEGREDOS E MENTIRAS, 1996 (leg. por.) FILME FRANCÊS DO MÊS | BIBLIOTECA MUNICIPAL | 21.30 HORAS 25 OUT | L’ARBRE ET LA FORET, Olivier Ducastel, Jacques Martineau, França, 2010
Um vibrador no cinema Enquanto estamos à espera de poder exibir um leque de filmes com bastante interesse (Beyond the Hills, The Guard, Dans la Maison, etc...), cujas cópias ainda não estão disponíveis para exibição em Tavira, este mês apresentamos dois filmes nacionais com interesse, ao mesmo tempo tentando cumprir a quota de 30% de filmes nacionais que o ICA exige que exibamos (ao longo do ano). Claro que a falta de disponibilidade de cópias tem a ver com o que escrevi no mês passado sobre a crescente “digitalização” da exibição cinematográfica no nosso país... Além destes dois filmes nacionais, um documentário sobre Gilberto Gil e a sua música: Viramundo; o último filme de Costa Gavras (Z, The Missing, etc...) sobre a mentalidade dos bancos nessa “crise” económica que inventaram (ai, blasfêmia!): “continuaremos a roubar os pobres para dar aos ricos”; e um filme que
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Hysteria, um filme sobre uma particular invenção
24 OUT | HYSTERIA (BOAS VIBRAÇÕES), Tanya Wexler, Reino Unido/França/Alemanha/Luxemburgo 2012 (100’) M/16 31 OUT | ATÉ VER A LUZ, Basil Da Cunha, Suíça/Portugal 2012 (95’) M/16
al (Secretary, Stranger Than Fiction, Away We Go, etc...). É sempre um prazer vê-la no grande ecrã, pela sua escolha e interpretação dos papéis... Divirtam-se!
de certa forma passou despercebido em Portugal: Hysteria (Boas Vibrações), sobre a invenção de uma ferramenta interessante e bastante popular: o vibrador. Ainda por cima o filme tem um elenco que conta com a Maggie Gyllenha-
Cineclube de Tavira
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Gestão de museus, breve história (1) Na Antiga Grécia “museion” significava o lugar das musas, protectoras das artes e das ciências, onde se reuniam sábios e conhecimentos de todas as disciplinas. Na Idade Média predominaram os tesouros religiosos e as relíquias de santos. As catedrais e igrejas eram os principais locais de exposição de objectos artísticos. Durante o Renascimento aparecem as coleções reais, da aristocracia e da Igreja, objetos produzidos pelo homem (artificiallia) ou pela natureza (naturallia). Em muitas cidades da Europa “gabinetes de curiosidades” e também as primeiras galerias de arte. Os visitantes desses espaços, embrionários dos atuais museus, eram os próprios donos ou seus convidados, sendo excepcionalmente abertos ao público em ocasiões especiais. Em 1564 a Galeria dos Uffizi em Florença, projeto de Giorgio Vasari, de planta rectangular com três alas contínuas, foi o primeiro edifício especialmente desenhado para a função museológica. Nos séculos XVII e XVIII os palácios começaram a integrar galerias onde se guardavam pinturas de artistas de renome e também objectos valiosos. A Grande Galeria do Louvre
d.r.
Imagem do claustro do Museu de Faro que integra a Rede Portuguesa de Museus, a par dos de Albufeira, Portimão e Tavira foi inaugurada em 1793 por Napoleão Bonaparte. Os acervos resultantes das conquistas militares e da colonização começaram a ser exibidos em edifícios adaptados para fins expositivos. Objetos retirados dos contextos de origem foram colocados nas capitais imperiais, como um obelisco de Luxor dedicado a Ramsés II instalado em 1833 na Praça da Concór-
dia em Paris. As galerias e museus deixaram gradualmente de ser territórios condicionados às elites e ao academismo que ditava dogmas e modelos de como cultivar as “belas” artes. Em Portugal o liberalismo extinguiu no séc. XIX as ordens religiosas e ao desocupar edifícios criou oportunidades para a criação de museus, arquivos e bibliotecas. Uma porta-
ria de 1836 determinou que todas as capitais distritais tivessem os seus museus, gabinetes de pintura e de “raridades”. Em 1883 surge o primeiro museu público, o Museu Portuense e no ano seguinte o Museu Nacional de Bellas Artes e Archeologia inaugurado por D. Luís I. Em 1911 este foi subdividido em Museu Nacional de Arte Antiga instalado nas Janelas Verdes e no Museu Nacional de Arte Contemporânea. No séc. XX o conceito de museu evoluiu nas suas características, finalidades e especializações temáticas. Em Portugal com a implantação da democracia registou-se um enorme esforço de renovação teórica e um aumento de novas unidades museológicas. As cidades possuem hoje espaços de memória, de educação e investigação, marcados pela arquitetura e o turismo cultural. Surgiram também novas unidades expositivas destinadas ao mercado da produção artística contemporânea, galerias privadas e certames dirigidos a compradores institucionais e particulares. Muitos museus são hoje estruturas complexas, integram sistemas de comunicação, buscam centralidades
e possuem corpos profissionais especializados. Outros projectos procuraram a afirmação das periferias, valorizando a história e património locais com modelos conceptuais alternativos, museus de território, ecomuseus e outros. No Algarve existem dois museus com origem no séc. XIX, ambos situados em Faro, o ex-Museu Industrial Marítimo (1889) actual Museu Marítimo Ramalho Ortigão sob tutela do Museu de Marinha e o Museu Arqueológico e Lapidar Infante D. Henrique (1894) atual Museu Municipal de Faro. A maioria dos museus algarvios surgiu depois de 1974, predominando os de tutela autárquica. A Lei-Quadro dos Museus Portugueses (Lei nº 47/2004 de 19 de Agosto), explicitou as funções museológicas e estabeleceu também os requisitos para pertença à Rede Portuguesa de Museus – RPM. Este enquadramento permitiu entre outros aspectos a evolução na democratização e também apoios técnico-financeiros a acções concebidas e propostas pelos museus portugueses. No Algarve integram hoje a RPM os Museus Municipais de Albufeira, Faro, Portimão e Tavira. Direção da AGECAL
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Cultura.Sul
Aqui há espectáculo
Novo ciclo, novas realidades se impõem a continuidade do esforço e a salvaguarda das metas ultrapassadas. Exige-se hoje como sempre, mas particularmente hoje e no futuro, engenho e arte para do pouco muito fazer e para de pequenos nadas soluções de relevo construir. O desafio que se coloca na área da cultura aos autarcas, sejam presidentes ou vereadores com competências no pelouro, é exigente, mas exigente é-o também a assunção de responsabilidades na gestão da
12 OUT | Gala Internacional de Dança Terpsícore, 21.30 horas, duração: 1h30, preço: 15 € 19 OUT | Abraça a CAuSA, com Sara Gonçalves, César Matoso, Virgílio Lança, Retro Nova, Dino, Nome e Tim (música), 21 horas, duração: 2h30, preço: 10 € 26 OUT | Sonho da Música III, 21.30 horas, duração: 1h45, preço: 10 € 30 OUT | 14ª Festa do Cinema Francês – “L’Écume des Jours”, de Michel Gondry, 22 horas, duração: 2h05, preço: 3.50 € 31 OUT | 14ª Festa do Cinema Francês – “Azur et Asmar”, de Michel Ocelot (10.30 horas), “Les Amants de Pont Neuf”, de Leos Carax (19 horas), “Alceste à Bicyclette”, de Philippe Le Guay (22 horas), preço: 3.50 € cada
Destaques
Mudam-se os tempos mudam-se as vontades. De quatro em quatro anos a ida às urnas para eleições autárquicas dita alterações de maior ou menos monta nos quadros dirigentes das autarquias, nomeadamente nas respectivas presidências e vereações, entre elas a da Cultura. Se esta é uma verdade para a maioria dos actos eleitorais, neste que decorreu no passado domingo é um facto notório. São dez caras novas na cadeira de presidente e, ainda
Teatro Municipal de Faro Programação: www.teatromunicipaldefaro.pt
26 OUT | Sonho da Música III, 21.30 horas, duração: 1h45, preço: 10 € É o terceiro “Sonho da Música” do Coral Ossónoba, já uma tradição em Faro, a que não se pode faltar. Dividido em três partes, Franz Lehár lidera a primeira. Árias famosas d’ “A Viúva Alegre” e “Giuditta” serão interpretadas pela
bem conhecida soprano Ana Ester Neves. A segunda parte é dedicada a Vinícius de Moraes, para comemorar o centenário do seu nascimento. Na terceira parte, é tempo de reviver momentos inesquecíveis do filme “Música no Coração”.
d.r.
AMO - Auditório Municipal de Olhão Programação: www.cm-olhao.pt/auditorio
Destaque
Até 26 OUT | Diálogos Pétreos, por Leandro Sindoncha (escultura), das 14 às 18 horas, entrada livre 5 OUT | Samirah (dança oriental), 21.30 horas, preço: 6 € 19 OUT | As Aventuras da Cigarra e da Formiga (música infantil), 16 horas, preço: 5 € (até aos 12 anos), 8 € (maiores de 12) 26 OUT | E Tudo o Casamento Levou (comédia), 21.30 horas, preço: 10 € (balcão), 12 € (plateia)
res publica. Aos que abraçam a função pública agora com novas responsabilidades ou com responsabilidades acrescidas, fruto da votação do passado domingo, importa dar o benefício da dúvida se mais se não quiser entregar, mas cabe acima de tudo aos algarvios olhar os novos titulares com o respeito que a função merece e, simultaneamente, seguir de perto a sua acção no sentido de acompanhar as decisões tomadas naquele que é um dos sectores fundamentais da vida. Sem Cultura há um empobrecimento radical das populações e seca-se um espaço vital no que respeita ao desenvolvimento, à criatividade e qualidade de vida. Este - muito embora aqui se não estinga - é o verdadeiro valor da Cultura e a sua importância no desenvolvimento integrado dos povos é um dado que, muitas vezes não palpável ou facilmente mensurável, justifica o máximo empenho. Aos autarcas pede-se isto tão só e não é pouco, mas ao pedir-se pede-se apenas o exigível em face de um direito inalienável dos cidadãos, o do acesso à Cultura. Ricardo Claro
Em digressão por inúmeras salas de espectáculo do país, é a vez do AMO receber esta comédia romântica que conta com Maria João Abreu e Almeno Gonçalves como protagonistas. E Tudo o Casamento Levou retrata a histó-
ria de um casal que se ama, que não pode viver um sem o outro, mas que também não consegue viver sem conflito. Prepare-se para rir bastante com episódios que decerto também já viveu.
Cine-Teatro Louletano Programação: http://cineteatro.cm-loule.pt 6 OUT | “O Sonho de uma Noite de São João” (cinema), 15.30 horas, duração: 1h25, entrada livre 10 OUT | “Até ver a Luz, de Basil da Cunha (cinema), 21 horas, duração: 1h35, preço: 3 € 17 OUT | “Contraluz”, de Fernando Fragata (cinema), 21 horas, duração: 1h45, entrada livre 20 OUT | “Turbo” (cinema), 15.30 horas, duração: 1h46, entrada livre 24 OUT | Improvisos à 5.ª, com “Ensinar-te”, 21 horas, entrada livre 26 OUT | Dead Combo (música), 21.30 horas, duração: 1h15, preço: 10 € 31 OUT | “Contrato”, de Nicolau Breyner (cinema), 21 horas, duração: 1h35, entrada livre 26 OUT | Dead Combo (música), 21.30 horas, duração: 1h15, preço: 10 € Os DEAD COMBO são Tó Trips e Pedro Gonçalves, músicos que encarnam duas personagens que poderiam ter saído de uma BD: um gato pingado e um gangster. Formado em 2003, o grupo já lançou 5 álbuns, três dos quais galardoados como
“Álbum do Ano” e/ou “Álbum da Década” em Portugal. “Lisboa Mulata”, o último registo de originais, foi editado em Outubro de 2011 e conta com a participação dos convidados Marc Ribot, Camané e Alexandre Frazão.
TEMPO - Teatro Municipal de Portimão Programação: www.teatromunicipaldeportimao.pt 8 OUT | Stacey Kent (música), 21.30 horas, duração: 1h30, preço: 18 € (plateia), 15 € (balcão) 17 OUT | Quem se importa, de Mara Mourão (documentário), 21 horas, duração: 1h30, entrada livre 19 OUT | Vol.2 (música), 21.30 horas, duração: 1h30, preço: 3 € (7.5€ com álbum autografado) 26 OUT | Caríssimas Canções, com Sérgio Godinho, Hélder Gonçalves, Manuela Azevedo e Nuno Rafael, 21.30 horas, duração: 1h30, preço: 16 €
Destaque
que alguns sejam mandatos de suposta continuidade ou novos presidentes com larga intervenção na gestão anterior de autarquias, a verdade é que estamos perante dez novos protagonistas, para o melhor ou para o pior. Desejamos todos, cidadãos, forças vivas e gentes das artes e da Cultura em geral, que estes rostos sejam a face de uma aposta na vertente cultural séria, despudorada e sustentável. Isso exige o esforço feito ao longo de anos pelas autarquias na promoção da Cultura e o largo investimento realizado no sector, independentemente de uma análise crítica das escolhas preconizadas. Construíram-se infra-estruturas, criaram-se públicos, apoiaram-se agentes culturais, desenvolveram-se estratégias em rede, apostou-se na qualidade técnica, edificada e discursiva e este esforço e os seus frutos não devem e, acima de tudo, não podem ser desbaratados. Ainda que a conjuntura se anuncie de continuidade na crise e na austeridade e as autarquias tenham hoje garrotes que durante décadas desconheceram, a verdade é que
Destaque
Desafio na área da Cultura é exigente
26 OUT | E Tudo o Casamento Levou (comédia), 21.30 horas, preço: 10 € (balcão), 12 € (plateia)
8 OUT | Stacey Kent (música), 21.30 horas, duração: 1h30, preço: 18 € (plateia), 15 € (balcão) A aclamada cantora norte-americana Stacey Kent regressa a Portugal para apresentar o seu novo trabalho “The Changing Lights”. Jay Livingston, três vezes vencedor de Óscares da Academia para Melhor Canção Original, escreveu: “Stacey Kent é uma revelação.
Não há ninguém hoje em dia que possa ser comparado com ela. Tem o estilo das grandes vozes como Billie Holiday e Ella Fitzgerald e canta as palavras como Nat King Cole: claras, limpas com um fraseado perfeito. E isto é do melhor que se consegue”.
Cultura.Sul
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Panorâmica
Eles não sabem nem sonham... Projecto Barril já é uma realidade
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As palavras de António Gedeão que lembram que “o sonho comanda a vida” são mais do que certas quando se fala do Projecto Barril. Assim diz o poema e, também ali, na antiga armação atuneira de Santa Luzia, o sonho comandou os destinos, e a vontade o tornou realidade. É da mente e perseverança de um outro António, Almeida Pires, que nasce a aposta numa revolução naquele que é o território da Praia do Barril. Um reinventar que se quer seja apenas a ponta do iceberg de um projecto em que as palavras de ordem são sinergias, envolvimento da comunidade e visão global integrativa. A Praia do Barril é por si só um local único, cujas potencialidades endógenas poderiam à primeira vista ser tidas como sobejantes para a satisfacção de um entendimento primário daquilo que pode ser o aproveitamento de um território. Mas António Almeida Pires e o Grupo Pedras, proprietário dos empreendimentos turísticos Pedras D’el Rei e Pedras da Rainha, não se ficaram pela elementaridade da análise e conceberam um verdadeiro conceito integrado de reinvenção de um produto eminentemente turístico. Sol, areal e mar a Praia do Barril tem naturalmente e uma infra-estrutura turística e balnear dentro dos moldes tradicionais também já aquele areal de excelência do concelho de Tavira tinha. A inserção dentro de uma reserva natural era um facto, o charme da viagem de mini comboio até ao areal e um enquadramento ambiental de excepção eram ali dados adquiridos. Mas tudo isto basta? Para António Almeida Pires, em declarações ao Cultura.Sul, não. O potencial do Barril é imenso e o aproveitamento que dele se faz exíguo face àquilo que em tese se poderia fazer. Este mote foi suficiente para que António Almeida Pires assumisse a missão de transformar a tese numa realidade palpável que
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será apresentada ao público este sábado, e que é já um projecto em andamento, com mais de um ano de preparação. No terreno estão já a desenvolver o projecto a Comissão Instaladora do Projecto Barril, formada pela Universidade do Algarve, a Câmara de Tavira, a Associação Portuguesa do Ambiente, o Instituto de Conservação da Natureza, o Instituto de Emprego e Formação Profissional, as associações Almargem e Raiz e o Grupo Pedras, e 12 profissionais em regime de estágio com o apoio do Instituto de Emprego e Formação Profissional que, durante um ano, farão do Projecto Barril a sua aposta profissional.
Aliar o conceito à comunidade
Barril e Querença projectos de futuro Na presidência da Comissão Instaladora do Projecto Barril está António Covas, professor da Universidade do Algarve responsável por um projecto de desenvolvimento integrado do território que já decorre em Querença e cujos resultados têm sido muito positivos. “No Barril a ideia de desenvolvimento do projecto está já a ser desenvolvida e consubstanciada na prática pelos estagiários que acompanharão cada uma das fases de implementação e que, simultaneamente, são responsáveis por propostas e soluções que tornem o projecto cada vez mais ambicioso e consolidado”, refere Almeida Pires. Os 12 profissionais seleccionados para integrarem o projecto, dominam áreas tão diversas como a Biologia Marinha, Aquacultura e Pesca, o Planeamento Urbano e Territorial, a Arqueologia, a Arquitectura Paisagista, a Engenharia Civil, as Ciências do Mar e a Geomática, a Agronomia e a Gestão Ambiental, bem como, a Gestão, as Relações Internacionais, as Artes Visuais e a Engenharia Alimentar. Multidisciplinaridade para um projecto multifacetado
e à competitividade de outros destinos, nomeadamente, na bacia do Mediterrâneo onde esta oferta ainda não está explorada de forma eficiente. Aliada a esta oferta está também a ideia de atrair ao Barril um outro tipo de turista, ligado ao nicho de observação de aves, potenciando o facto de se estar dentro de uma reserva natural com excepcionais potencialidades no campo da avifauna. Por outro lado, também a flora única da Ria Formosa e a sua fauna em termos gerais não serão esquecidas pelo Projecto Barril.
A equipa por detrás do Projecto Barril que quer aliar ao turismo de sol & mar uma miríade de outras respostas para os mais diversos públicos e que, de uma assentada quer lado-a-lado turismo e ciência, visitantes e comunidade local, lazer e património, aproveitamento dos recursos marinhos e agricultura, ambiente e gastronomia, história, arte e muito mais. Uma oferta diferenciada O património edificado da antiga armação do Barril está apto a ser uma valência polifacetada, capaz de dar acolhimento a várias iniciativas que podem ocupar o espaço da Praia do Barril e que permitem antecipar uma resposta eficiente ao combate à sazonalidade que grassa no turismo algarvio como uma praga capaz de dizimar aquele que é o principal potencial da região. O que se propõe no Projecto Barril é que se crie uma oferta diferenciada a nível regional e que este possa ser um projecto piloto para uma nova concepção daquilo que pode ser o aproveitamento das potencialidades da região.
“ESPECTÁCULO COM SEU JORGE” 11 OUT | 22.00 | Portimão Arena Para além de interpretar temas do novo disco, intitulado “Músicas para Churrasco nº 2” , o cantor e compositor promete incluir no alinhamento do concerto canções bem conhecidas
A aposta no mar e nos recursos marinhos, com a criação de uma estação náutica, com uma oferta de serviços ao longo de todo o ano e nas mais variadas áreas, como o mergulho, a vela, o kitesurf ou a pesca desportiva, entre tantas outras actividades, é um dos passos fundamentais do projecto. As estações de sky são um pólo turístico de primeira linha e o que se quer no Barril é o mesmo no que toca às actividades ligadas ao mar. O aproveitamento das construções da armação do Barril para acolherem exposições, mostras, encontros e reuniões, entre outros eventos, é outras das apostas do projecto que assim alia a vertente cultural ao conceito. Mas cultura é também património, material e imaterial, e neste campo o próprio edificado da armação do Barril é em si mesmo património a preservar e conservar, bem como o é, a história de um local associado a uma arte de pesca que durante anos foi fundamental para a região. Também aqui o Projecto Barril aposta em desenvolver um discurso museológico, mas não só, capaz de ser uma mais-valia
para a ideia de reinvenção daquela unidade territorial A desejada atribuição a Portugal, com Tavira à cabeça, da classificação como património imaterial da humanidade no âmbito da dieta mediterrânica é outra das mais-valias a explorar. Trata-se de valorizar a classificação da UNESCO em termos regionais e nacionais e com isso trazer valor acrescentado ao projecto com integração da gastronomia, cultura, tradições, usos e costumes, mas também do modo de vida associado ao conceito de dieta mediterrânica. O turismo sénior e acessível são outras duas áreas que se querem determinantes neste projecto. Tornar o Barril um destino de eleição para estes dois nichos do mercado global de turismo é uma ambição que António Almeida Pires quer ver conquistada em pleno. Trata-se de dois mercados potenciais de turismo que são certamente, uma vez aproveitados, um acréscimo de competitividade do Algarve enquanto destino turístico de referência na Europa e uma das respostas mais eficientes à sazonalidade
O Projecto Barril não se esquece do continente só porque está sedeado numa ilha. A oferta de alojamento sustentáculo, também ela, de todo o projecto está garantida pelo empreendimento Pedras D’el Rei, que garante resposta nesta área, mas acima de tudo o que os promotores da ideia desejam é que Tavira ganhe com esta ideia e muito em particular Santa Luzia, a comunidade mais próxima do Barril. Não se pode pensar o território sem pensar as suas gentes e envolvê-las na sua reinvenção e no desenvolvimento sustentável e integrado do seu potencial e assim se faz em grande medida o futuro do próprio Projecto Barril. Santa Luzia é uma comunidade âncora para o desenvolvimento de todo este conceito e a ligação entre o projecto e as pessoas é determinante na óptica dos responsáveis. Há um mundo de ideias que podem crescer dentro e a partir do Projecto Barril e a abertura dos promotores é completa, não se trata de um conceito fechado, mas antes de algo que se quer evolutivo e agregador por que na armação do Barril um futuro diferente já se começou a desenhar fazendo desse futuro um presente feito de desafio. Ricardo Claro
“A MAGIA DA MÚSICA CELTA IRLANDESA” 4 OUT | 21.30 | Centro Cultural de Lagos As canções de Linda Scanlon transportam o público pelos campos verdes da velha Irlanda, pelos seus pubs regados com música tradicional e por temáticas tão duras como a emigração massiva para a América
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Cultura.Sul
Letras e Leituras
Gabo - eterna memória
Paulo Serra
Investigador da UAlg associado ao CLEPUL
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Escrevo hoje sobre um escritor de eleição que me marcou na minha tenra juventude desde as suas primeiras linhas e que, infelizmente, tendo hoje cerca de 86 anos não mais voltará a escrever, por motivos de saúde. Gabriel García Márquez foi o pai do realismo mágico e laureado com o Prémio Nobel de Literatura em 1982, nomeadamente por uma obra que ainda hoje faz correr muita tinta: Cem Anos de Solidão, que deu um grande impulso ao chamado boom da literatura hispano-americana, fazendo com que o Velho Mundo passasse a ler toda uma nova geração de autores da América do Sul. Na escrita de García Márquez sente-se como a magia invade o real e rege as leis da natureza, em que os eventos fantásticos se tornam extraordinários junto de uma comunidade mítica, a célebre Macondo, que parece viver parado num período medieval, mais ou menos no século em que os conquistadores espanhóis chegaram àquelas paragens. A Macondo de Gabriel García Márquez, uma alegorização do espaço que representa todo o continente sul-americano, é o palco da acção da sua obra de estreia, A Revoada, sendo depois retomada em Cem Anos de Solidão, numa tentativa de retratar nessa povoação o percurso histórico, social e político da América Latina, bem como em Ninguém Escreve ao Coronel, perfazendo neste tríptico o chamado «ciclo de Macondo». Por outro lado, no seu conto «A incrível e triste história de Cândida Eréndira e da sua Avó Desalmada» desenvolve-se a história dessas duas personagens que tinham já aparecido num episódio de Cem Anos de Solidão. Mas, se lermos bem certas passagens dessa principal obra de García Márquez, podemos perceber como o extraordinário não é tão pacífico quanto isso: «Mal tinham começado quando Amaranta reparou que Remedios, a bela, estava transparente, com uma palidez intensa. (...) Fernanda sentiu que um delicado vento de
luz lhe arrancou os lençóis das mãos e desdobrou-os em toda a sua amplitude. Amaranta sentiu um tremor misterioso nas rendas dos seus saiotes e tentou agarrar-se ao lençol para não cair, no momento em que Remedios, a bela, começava a elevar-se. Úrsula, já quase cega, foi a única que teve serenidade para identificar a natureza daquele vento irreparável.» (p. 185). A anunciar este episódio, não só existe um intróito de tamanho bastante considerável, com cerca de duas páginas, acerca da natureza singular da
encarada pelos outros como idiota, como um «milagre» ou «prodígio», ainda que no decurso da narrativa outros eventos igualmente estranhos sejam facilmente aceites. Pode, portanto, haver convergência desses dois mundos, pode até haver aceitação, mas não se exclui, totalmente ou em parte, uma aura de estranhamento. Gabriel García Márquez justifica o realismo mágico como uma realidade ontológica das Caraíbas, um espaço que já é por si próprio um compósito de mestiçagem e hibridismo, onde as-
noite após noite com as suas histórias de além-túmulo.» (p. 87). Gabriel García Márquez responsabiliza assim esta matriarca pelo seu realismo mágico ou mítico, visto que, atendendo às suas palavras, o autor colombiano defende não ter criado nada de verdadeiramente original, d.r.
Gabriel García Márquez foi Nobel da Literatura personagem como se alerta para um volteface, onde predominam os vocábulos (aqui sublinhados) que contribuem para reforçar a aura de mistério ou de sobrenaturalidade. Linhas depois, como que para confirmar que este evento tem muito pouco de natural, ao contrário do que seria suposto no realismo mágico e contradizendo a ideia assente de que os autores mágico-realistas defendem uma ausência ou imparcialidade por parte do autor-narrador, para quem o mágico seria sempre tomado como possível e plausível. Ressalve-se também que ainda na história se falará desse acontecimento como algo de positivamente extraordinário, a que os forasteiros se referem como «patranha» enquanto outros pensam na ascensão aos céus dessa criatura,
sume a importante herança africana: «No Caribe, ao qual pertenço, misturou-se a imaginação transbordante dos escravos negros africanos com a dos nativos pré-colombianos e depois com a fantasia dos andaluzes e o culto dos galegos pelo sobrenatural. Essa capacidade de olhar a realidade de certa maneira mágica é própria do Caribe.» (Plínio Apuleyo Mendoza, O Aroma da Goiaba, p. 89). Gabriel García Márquez, em entrevista, acerca da influência que a leitura de A Metamorfose de Kafka teve em si, desde as primeiras linhas, exclama mesmo: «Porra - pensei - assim falava a minha avó.» (p. 86). O autor refere diversas vezes a avó enquanto uma grande influência igualmente decisiva na sua obra: «era uma mulher imaginativa e supersticiosa, que me aterrorizava
“OSSOS QUE CONTAM HISTÓRIA” Até 25 JAN | Museu Municipal de Tavira - Núcleo Islâmico Exposição dá a conhecer, entre outros aspectos, o esqueleto de peixes, anfíbios, répteis, mamíferos e aves, o seu modo de locomoção, a sua dentição…
tendo antes repescado no tesouro da mitologia local caribenha: «Para ela, os mitos, as lendas, as crenças das pessoas, faziam parte, e de forma muito natural da sua vida quotidiana. Pensando nela, apercebi-me de imediato que não estava a inventar nada, mas simplesmente a captar e a referir um mundo de presságios, de terapias, de premonições, de superstições (...).» (p. 99). A ideia de um mundo pautado por um pensamento típico da Idade das Trevas ecoa ainda em diversos momentos de colapso, próximos de um Juízo Final apocalíptico, como quando a obra Cem Anos de Solidão termina com o desaparecimento de Macondo da face da terra, da mesma forma que se foi assistindo a horrores como o massacre da companhia bananeira, baseado num
facto verídico que terá ocorrido em Ciénaga, em 1928, uma cidade localizada a norte de Aracataca, terra-natal do autor. É ainda emblemática a recorrente frase de Úrsula em Cem Anos de Solidão: «o tempo corre em círculos», especialmente numa saga familiar em que Arcadios e Aurelianos se vão sucedendo ao longo de gerações, como se fossem sempre ressurreições dos seus antepassados, com certas marcas características. A confusão gerada pela profusão dos nomes foi de tal ordem que em certas edições em castelhano se incluíram árvores genealógicas desta família. As metáforas ganham vida na escrita deste colombiano, a que acresce o realismo da descrição, como o rasto de sangue de José Arcadio Buendía: «Assim que José Arcadio fechou a porta do quarto, o estampido de uma bala ressoou pela casa. Um fio de sangue passou por debaixo da porta, atravessou a sala, saiu para a rua, seguiu um curso direito pelos passeios desirmanados, desceu escadinhas e subiu parapeitos, passou ao largo pela Rua dos Turcos, dobrou uma esquina à direita e outra à esquerda, virou em ângulo recto em frente da casa dos Buendía, passou por debaixo da porta fechada, atravessou a sala de visitas rente às paredes para não sujar os tapetes, continuou pela outra sala, evitou numa curva larga a mesa da sala de jantar, avançou pelo corredor das begónias e passou sem ser visto por baixo da cadeira de Amaranta que dava uma lição de Aritmética a Aureliano José, enfiou-se pelo celeiro e apareceu na cozinha onde Úrsula se preparava para partir trinta e seis ovos para fazer o pão./- Ave-Maria Puríssima! - gritou Úrsula.» (p. 107).
“ARQUITECTURA EM PERCURSO” Até 15 OUT | Teatro Municipal de Portimão Exposição apresenta fragmentos significativos do percurso criativo de alunos que são hoje arquitectos dos espaços algarvios e de investigadores do Mestrado Integrado em Arquitectura (MIA) do ISMAT
Cultura.Sul
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Momento
“Instalação pública bicicleta MENINA e MENINO” Portimão Foto de Vítor Correia PUB
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Cultura.Sul
Contos de Outono na Ria Formosa
A última visita de Álvaro de Campos a Tavira «(…) pus em Álvaro de Campos toda a emoção que não dou nem a mim nem à vida» Fernando Pessoa d.r.
Pedro Jubilot
pjubilot@hotmail.com canalsonora.blogs.sapo.pt
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Quando apertam as saudades da terra natal ao sul, onde também um rio encontra o seu mar, Fernando Pessoa mete-se frequentemente pelas ruas da baixa abaixo, até vislumbrar o rio que ali desagua num terreiro. Mas só isso não lhe basta para se encher de emoções. Vai parando pelas casas de vinho que encontra pelo caminho, e vazando copos com quem como ele se encosta aos balcões da vida por ali. Quando chega ao Martinho da Arcada, já quase a sede o matou. Envenena os amigos de tertúlia com poesias infantis, é o que eles dizem. Para ele, multifacetado criador de personagens, estes versos são tão bons como os outros. Isso diverte-o muito, mas desagrada-os a eles que esperam do poeta as grandes coisas a que os acostumou. Depois, já quase sem forças assoma-se ao grande rio, descendo os largos degraus de pedra do cais das colunas, onde se estacam dois simples obeliscos que marcam uma partida ou uma chegada. Ou apenas uma passagem, ou uma meta tão só, corrigiria ele. No entanto chega ali já muito cansado. Talvez assim consiga dormir melhor no comboio descendente. De Lisboa ao Algarve. Vai só pegar a mala de viagem. Na estação de Loulé, enquanto o comboio pára para largar e receber passageiros, entra um cauteleiro que o acorda numa cantilena. O homem vai soltando os números que se queriam da sorte, intercalados de uma poesia que parece improvisada a irónicas palavras vindas de um coração repleto de dor. Numa verdade dita de forma simples e acutilante, em quadras que embora de entendimento popular revelavam um conhecimento prático de vida. Gostava de lhe ter dito que arranjasse alguém que as escrevesse caso ele não soubesse. Assim estremunhado, pareceram-lhe boas, as que reteve: «O homem sonha acordado/Sonhando a vida percorre/E desse sonho dourado/Só acorda, quando morre!»; e «Sem que o discurso eu pedisse,/Ele falou; e eu escutei./ Gostei do que ele não disse;/Do que disse não gostei.». Da janela do trem já em andamento,
A Ponte Romana em Tavira perguntou-lhe o nome. Qualquer coisa Aleixo, foi o que conseguiu perceber. Desta vez decide fazer uma paragem na vila da restauração. Sai do comboio em Olhão para visitar o genial Dr. Francisco Fernandes Lopes, um extraordinário intelectual do seu tempo, que vivia ali. Disse-lhe dele Almada Negreiros: ‘Ele está, para mim, no meio da primeira fila dos que estão à frente disto tudo.’ Na troca de novidades e leituras, Pessoa perguntou ao seu anfitrião por João Lúcio, do qual lhe dera a conhecer um dos seus livros, em tempos lá na cidade. Ficou consternado ao receber a notícia de que o poeta, esse também ilustre advogado olhanense, tinha já falecido vítima da gripe pneumónica. Pena, teria gostado de o conhecer. Confessa ao amigo que é ao seu poema ‘A Dor das Pedras’: « (…)E ninguém sabe ver que pode o infinito/ Duma dor existir numa pedra do chão;/Que pode acontecer que um palmo de granito /Sofra, por vezes, mais que um grande coração. (…)», que Alberto Caeiro se refere quando diz no poema XXVIII: «Li hoje quase duas páginas/Do livro d› um poeta mystico (…)/ Porque os poetas mys-
ticos dizem que as flores sentem/E dizem que as pedras teem alma/E que os rios teem extases ao luar.// Mas as flores, se sentissem, não eram flores,/ Eram gente;/E se as pedras tivessem alma, eram cousas vivas, não eram pedras;(…)». Ao ouvir essa revelação, Francisco Lopes levou-o a passear até aos pinheiros de Marim, na zona leste de Olhão, onde ficou fascinado com a concepção que o próprio João Lúcio dera ao seu chalé, um belo exemplo de arquitectura simbolista em Portugal, do qual só conhecia a Quinta da Regaleira na sua amada Sintra. A obra impressionou-o. Pediu ao amigo que lhe mostrasse mais poemas dele e quis saber mais sobre a sua vida. Mais tarde o olhanense leu-lhe o poema ‘O Meu Algarve’. A conversa continuou até de madrugada. As aguardentes de medronho e figo deliciaram Pessoa. Como sempre tentou convencer o Dr. Lopes a passar uma temporada em Lisboa para coordenar estudos, lançamentos de revistas e organizar saraus, junto do seu grupo de amigos. Mas Francisco não queria abandonar a família e a sua terra. Tentou explicar a Pessoa os efeitos do inspirativo êxtase do cheiro da salmoura, a inconstância leve da brisa
“PEQUENAS E GRANDES MARAVILHAS DA NATUREZA” Até 9 OUT | Centro Autárquico de Quarteira Mostra fotográfica retrata algumas espécies botânicas e borboletas que se encontram nas Paisagens Protegidas Locais da Rocha da Pena e da Fonte da Benémola, do concelho de Loulé
do mar levantino, e a vista contrastiva que tinha dali das açoteias e mirantes, para o cerro de S. Miguel ou para as ilhas barreira na ria. Pela manhã foram às praças. Lopes mostrou-lhe o barco caíque, contando-lhe a aventura dos olhanenses que nele velejaram ao Brasil. Ficou impressionado com o movimento daquela pequena vila marítima. Depois subiram a larga avenida a caminho da estação desembocando num jardim. Mestre Caeiro teria expressado algo sobre a beleza daquele espaço e talvez percebido melhor o malogrado poeta João Lúcio. Embarcou com destino à bela e adormecida, a antiga, importante e histórica cidade de Tavira, a ‘Veneza algarvia’. Chega e começa a sentir à medida que vai tomando notas. Rabisca: «Cheguei finalmente à vila da minha infância./Desci do comboio, recordei-me, olhei, vi, comparei./(tudo isto levou o espaço de tempo de um olhar cansado).Tudo é velho onde fui novo». Pára diante da paisagem e continua a recordar transportando-se para uma vivência da sua infância algarvia: “Meu horizonte de quintal e praia!”; “Na nora do quintal da minha casa o burro anda à nora, anda
à nora / E o mistério do mundo é do tamanho disto”. Quem o vê passar reconhece o Álvaro de Campos que nasceu em Tavira, no dia 15 de Outubro de 1890. É engenheiro naval por Glasgow. Foi criado à imagem e semelhança de Pessoa. Desde o seu retrato físico (1,75 de altura, mais dois centímetros do que ele) à sua vida: «…O que conquistei? Nada./Nada, aliás, tenho a valer conquistado.». E ei-lo ali na sua cidade observando a paisagem vista da mesa do café que convoca um «Chá com torradas na província de outrora(…) Na ampla sala de jantar das tias velhas», no largo da Alagoa defronte à antiga igreja da Nª Srª da Ajuda. Mas o homem de gabardine cinzenta levanta-se, e sente: «Trago o meu tédio e a minha falência fisicamente no pesar-me mais a mala.». Atravessa a pé pela velha ponte romana sobre o rio de uma maré-baixa. Olha pró lado da barra e pressente ao fundo: «Ah, as praias longínquas, os cais vistos de longe,/ E depois as praias próximas, os cais vistos de perto.». Vira para um jardim de palmeiras que no meio tem um coreto vindo da fundição do ouro no Porto. Na residencial Sequa, o homem que de roupa interior branca acende um cigarro, aparece reflectido no espelho do guarda-fatos, como um tipo judeu vagamente português de cara rapada. Da janela do seu quarto observa a mulher que chega num carro preto e sai apressada fugindo da chuva oblíqua. Toca a campainha e sobe. Quer saber qual a porta do quarto do Sr. Engº. Bate e ele abre-a. Traz cartas, mapas e projectos. E também alguns livros. Cumpre-se o encontro. De novo só, o homem alto e magro de cabelo liso aparado, tem febre e escreve: «cada rua é um canal de uma Veneza de tédios», a frase solitária que surge na folha logo que premidas as teclas da máquina Royal. A noite levou-lhe o sono mas despeja-lhes os sonhos. «Esta vila da minha infância é afinal uma cidade estrangeira. Sou forasteiro, tourist, transeunte». Às primeiras horas da manhã a cidade está deserta. Chama um carro de praça. O sol já brilha timidamente sobre o pequeno rio do sul. Quer partir para Lisboa, não sem passar pelo cemitério onde repousa a sua grande influência: o tio-avô Jacques C. Pessoa, ‘livre-pensador’, assim mesmo escrito na sua lápide funerária. No cais de embarque crê que esta poderá bem ter sido a sua última visita a Tavira. Mas dizem que por vezes é visto por aí a dormir a vida.
“CONCERTO PELOS VOL. 2” 19 OUT | 21.30 | Grande Auditório do TEMPO – Teatro Municipal de Portimão Banda pop/rock portimonense apresenta o seu álbum de estreia “Viver o entretanto”
Cultura.Sul
04.10.2013
Espaço ao Património
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Sala de leitura
O Lugar da História da Arte no Três livros improváveis conhecimento do nosso Património
Joana Pires
Licenciada em História - variante História da Arte
Muitos se perguntam: o que faz um Historiador da Arte? O que faz? Pinta quadros? Executa esculturas? Intervém em escavações com os Arqueólogos e procura os vestígios do passado? No Portugal do século XXI, a profissão/formação do Historiador da Arte ainda se encontra pouco difundida num contexto onde os lugares dos técnicos de Património se encontram generalizados. Assim, poderemos facilmente identificar quais os propósitos de um Arqueólogo, de um Historiador, de um licenciado em Património, quanto ao Historiador da Arte, essa profissão/formação elitista que em pouco se associa ao sentido lato da palavra PATRIMÓNIO, fica a pairar no imaginário comum, onde se associam estes profissionais a técnicos de um Louvre em Paris, um MOMA em Nova Iorque ou o Palácio Pitti em Florença, mas sem lugar próprio no mercado de trabalho nacional. Em Portugal, estes profissionais, passam muitas vezes despercebidos, integrados em organismos públicos e privados ou em museus e que trabalham sobre as questões do Património, sobretudo edificado e móvel. Mas que preparação real possuem? Os Historiadores da Arte possuem uma formação de um tronco comum, a História, que se complementa com as disciplinas de Arte e outras completares ao estudo da História e a partir das quais se encontram capacitados para classificar, analisar objetos, artefactos e património artístico à luz do seu contexto histórico. Comummente associam o seu trabalho à arquitetura, como arte maior, ao estudo do imóvel histórico ou à pintura pelo peso que esta desempenha no contexto Europeu e dos mercados de Arte. Todavia, estes profissionais deverão contactar directamente com obra de arte num todo, tratando-se de uma Igreja ou um machado de pedra polida, uma arquitectura vernácula ou um edifico régio, fazendo a sua análise interdisciplinar com os Arqueológos e potenciando desta forma o conhecimento mais vasto da peça/monumento, através do enquadramento histórico, da ligação primordial entre o seu “encomen-
dante” ou de quem dela usufruiu, do ambiente que rodeava essa peça-objecto e quais os propósitos da sua execução/produção. Não nos esqueçamos que as grandes encomendas artísticas serviram vários propósitos ao longo de milénios. Propósitos individuais, de grupo restrito e elitista, de comunidade e, numa análise mais globalizante propósitos de propaganda política dos vários Regimes ao longo da História. Habituamo-nos ainda, a estabelecer uma relação relativamente à análise estilística e histórica de um d.r.
Pormenor da Vénus de Brassempouy quadro ou de um fresco como Arte dominantemente Europeia. A estes profissionais foi-lhes dado peso no contexto internacional dos grandes Museus dos vários centros Europeus de Arte. No entanto, a realidade Portuguesa e do Património Artístico Português em nada se pode igualar, quer na sua complexidade regional, quer na sua heterogeneidade geográfica, devendo o Historiador de Arte português integrar uma equipa de investigação in situ, ou uma equipa de Museu, quer estejamos a falar de Museus de Arte, Museus de Sítio, Museus Municipais ou Museus de Arqueologia. Esta abertura irá potenciar o
entendimento entre objeto e espectador/intérprete da obra, através da utilização de um discurso Museológico que realce a importância da peça enquanto objeto vivo, transmissor de uma mensagem, de uma linguagem própria e capacitado de encetar um diálogo com o seu visitante, afastando a imagem de mero objeto artístico de grande valor pecuniário. Já ao falarmos em trabalho de campo, o profissional de Arte poderá contribuir para a classificação de elementos arquitectónicos provenientes de escavações, de ruínas ou de locais abandonados. Com estes trabalhos, o conhecimento, a proteção e salvaguarda do património ganhará um relevo diferente com base em enquadramentos científicos de época histórica, de estilos artísticos ou de técnicas utilizadas que poderão estabelecer e correlacionar com paralelos extrafronteiras. Num âmbito mais alargado de Património Cultural Imaterial interessa ao Historiador de Arte, sobretudo, a procura mais aprofundada do conhecimento das relações emotivas e sociológicas no contexto de cultos, tradições que se personificam na manufatura através de objetos materiais e manifestações imateriais do quotidiano das populações. Poderemos, no final, fazer um reconhecimento destes profissionais e integrá-los na realidade portuguesa das várias ciências que se encontram à disposição do conhecimento, da investigação e da salvaguarda patrimonial com o devido alcance? Poderemos nós canalizar estes profissionais, ainda que inconscientemente, para um espaço pouco arrumado em que não se sabe muito bem do que se trata ou, em última análise, deslocá-los para espaços e funções definidas apenas ao nível das grandes metrópoles sem aproveitarmos o seu contributo internamente? Poderá o país e regiões como o Algarve demarcar-se da responsabilidade de aproveitamento de recursos qualificados sem verdadeiramente conhecer a especificidade da sua formação e atribuir-lhes competências no estudo, proteção, salvaguarda e divulgação do Património no seu todo? Deveremos questionar-nos sobre qual o lugar da História da Arte e o seu contributo para o verdadeiro conhecimento do nosso Património? Reflitamos então e reaproveitemos estes técnicos já formados e os que todos os anos concluem as suas licenciaturas e especializações. Ganha o Património, ganham as suas gentes e o reconhecimento do País enquanto criador de capacidade técnica e científica nas áreas das disciplinas Humanas, Sociais e Artísticas.
Paulo Pires
Programador Cultural no Departamento Sociocultural do Município de Silves
Nesta rentrée deixo três sugestões de leitura que podem constituir, pela suas abordagens e temáticas sui generis, boas estratégias para seduzir os mais cépticos, acomodados ou indiferentes, no sentido de uma maior aproximação (por uma via mais descontraída e informal) ao mundo dos livros. Começo por destacar a obra Nascido para mandar – guia prático para chegar ao Poder em Portugal, de José de Pina (Produções Fictícias/Gradiva). Se há livros positivamente out-of-the-box, este é sem dúvida um deles. Num original misto de rigor, ironia, sátira e desconcerto, o autor – reconhecido especialista em humor político veiculado pelos media – revisita os bastidores ora mais desnudados ora mais insondáveis dos universos político e futebolístico (e suas solidariedades e promiscuidades), as perversidades e contradanças de um regime (tido) democrático e, assim, as melhores estratégias para atingir uma efectiva posição de relevo nessa realidade que parece ter tanto de séria e formal como de cómica e hilariante. Trata-se também de uma incursão pela nossa capacidade de nos rirmos de nós próprios, pois “o humorismo alivia-nos das vicissitudes da vida, activando o nosso senso de proporção e revelando-nos que a seriedade exagerada tende ao absurdo” (Charlie Chaplin). Pelo meio, há conselhos práticos (o mamar e chuchar, as cambalhotas, os beijinhos, as petas, birras e os amigos imaginários…) para pais que querem que os seus filhos comecem cedo a ganhar sede de poder. Os locais onde comer, comprar roupa, adquirir viatura ou descontrair também não são esquecidos (com exemplos concretos de Lisboa e do Porto), sendo aqueles tipificados segundo a intenção de se ser conotado com a esquerda, o centro ou a direita (há ainda as modalidades mistas). Os desportos a adoptar, a relação com as mulheres (ter, não ter, ter muitas), os amigos
Um livro humorístico tremendamente sério a privilegiar, bem como as regras de conversação e comportamento também não fogem à lupa atenta, quase científica e tremendamente real do autor. Sublinho ainda a apresentação dos códigos de ética do político e do dirigente de futebol, de que realço dois dos mandamentos do político: os primeiros cinco dias de férias devem ser sempre, mas sempre, no Algarve, e depois pode ser noutro sítio qualquer; e nos comícios da rentrée os oradores devem envergar um blusão desportivo ou um pullover pelos ombros, e devem dizer várias vezes no discurso: “Vamos trabalhar”. Ficamos ainda a saber que há, grosso modo, três tipos de personalidade política: o Verbo-de-encher, o Espalha brasas e o Idiota útil, detalhadamente caracterizados, havendo inclusive um teste que cada leitor pode preencher para descobrir o seu perfil. Uma nota final para o “utilíssimo e criativo” conceito de irresponsabilidade subjectiva. Vale a pena ler atentamente este capítulo, que frisa a importância de ter sempre à mão um bom punhado de desculpas esfarrapadas (e singularíssimas) para defesa perante diferentes tipos de acusações. No fim da obra percebemos ainda como se deve morrer (há vários cenários conforme o efeito pretendido) para se ficar com nome de rua, jardim, escola, pavilhão gimnodesportivo, estádio ou aeroporto. Recomendo ainda duas obras únicas: A arte de dar peidos (ensaio teórico-físico e metódico), de Pierre-Thomas-Nicolas Hurtaut (editora Orfeu Negro); e A arte de pagar as suas dívidas e de satisfazer os seus credores sem gastar um cêntimo, de Honoré de Balzac (editora Nova Delphi).
10 04.10.2013
Cultura.Sul
Na senda da Cultura
Orquestra Clássica do Sul define programação da temporada A nova temporada da Orquestra Clássica do Sul (OCS) foi apresentada em Lisboa à comunicação social, numa sessão em que o maestro titular, Cesário Costa, deu a conhecer os perfis de evolução da OCS para a próxima temporada naquele que é o primeiro ano da orquestra que herda toda a história e responsabilidade da Orquestra do Algarve. Como o Cultura.Sul noticiou na última edição, agora com um território que se estende a todo o sul do Tejo, da OCS espera-se mais e melhor e maior responsabilidade, quer pela dimensão, quer pela abrangência. E a resposta não se faz tardia com a orquestra a agigantar-se para dar cumprimento ao seu novo desígnio fruto de um crescimento que lhe era mais do que natural. Assim, a OCS estende os seus concertos a todo o Alentejo e à Península de Setúbal, bem como, a terras da Andaluzia no cumprimento de um desígnio europeu de uma verdadeira União Europeia das regiões
d.r.
e leva até novas paragens não só os concertos carregados de erudição e mestria, mas também as actividades pedagógicas, educacionais e formativas e desafia todos a cooperarem no desenvolvimento da música como parte integrante da cultura e, mais do que isso, da própria vida. Novidades Entre as novidades, Cesário Costa, em declarações ao Cultura.Sul, realça a criação dos lugares de embaixadores da OCS. António Zambujo, músico, Nuno Júdice, ensaísta, poeta e ficcionista algarvio, e José Huan Diaz Trillo, escritor e político andaluz, são os primeiros ‘porta-estandarte’ da orquestra. “Temos de ser o mais imaginativos possível e estabelecer, cada vez mais, pontes com outras correntes artísticas” diz o maestro titular que vê na colaboração com estas personalidades uma mais-valia preciosa para a OCS. O maestro dá exem-
Cesário Costa apresentou a programação plos, com António Zambujo terão lugar concertos em parceria, que mostrarão novos arranjos para as músicas do cantor e com Nuno Júdice pretende-se reinventar as composições de poemas já hoje musicados de sua autoria.
Plataforma cultural Território de encontros é o que Cesário Costa pretende fazer da OCS e da sua intervenção no todo cultural, espaço para o cruzamento de artes e de artistas e de grande
divulgação da música, muito para além do irrepreensível trabalho da orquestra na área da música erudita. A OCS vai cruzar-se com a Orquestra de Jazz do Algarve, encontrar-se com músicos de outros géneros, manter os concertos promenade e as idas às escolas para mostrar aos mais miúdos uma das mais belas formas de arte que a humanidade foi capaz de criar. A par disto, e numa visão que antecipa muito trabalho e dedicação, lugar para os habituais concertos de Ano Novo, Natal e abertura do Ano Académico da Universidade do Algarve, bem como para os ciclos de música Barroca, Americana e Sacra e, ainda, para os prestigiados concertos Caixa Geral de Depósitos. A fechar as novidades uma parceria estrita a encetar com a Universidade de Évora e com o seu curso de música e espaço ainda para um concurso internacional para jovens maestros e outro para jovens solistas a par de um atelier para novos compositores. Uma rentrée em tudo promissora, porque afinal a música, como o saber, não ocupa lugar. Ricardo Claro
“Que gestão para os museus atuais?” em debate no Castelo de Loulé “Que gestão para os museus atuais?” foi o tema da Mesa Redonda organizada pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM) em parceria com a Direcção Regional de Cultura do Algarve, contando com o apoio do município de Loulé na cedência do espaço para o evento. A mesa foi constituída por elementos com forte ligação à museologia, tais como, José d’Encarnação, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e administrador do fórum Museum, Dália Paulo, museóloga e directora regional de Cultura do Algarve, José Gameiro, director do Museu de Portimão e júri do Fórum Europeu de Museus, Alexandra Gonçalves, vereadora da Cultura da Câmara de Faro e professora da Universidade do Algarve, e Emanuel Sancho, director do Museu de São Brás de Alportel e representante do Minom Portugal. APOM foi anfitriã do encontro A APOM esteve representada pelo seu vice-presidente, Pedro Inácio, e pela delegada regional do sul, Maria Luísa Francisco, que referiram que esta iniciativa “teve
fotos: d.r.
museus, a inovação e criatividade, as experiências museológicas em espaços urbanos e rurais, a função social dos museus e a ligação entre turismo e museus, nomeadamente a importância do envolvimento activo do turista na experiência museológica.
Profissionais em debate A assistência foi composta maioritariamente por profissionais de museus, elementos da Rede de Museus do Algarve (RMA) e ainda elementos de museus do Baixo Alentejo.
Os especialistas que orientaram o debate como principal objectivo o debate sobre as possíveis e inovadoras formas de gestão dos museus actuais, tal como, a reflexão sobre as potencialidades dos espaços museológicos, contratempos, metodologias, processos e práticas vivenciadas”.
A mesa redonda foi aberta a todos os públicos, não obstante o direccionamento em especial para os profissionais de museologia, tendo a partilha de experiências profissionais nesta área focado também os desafios da gestão privada de
Vista da assistência à mesa redonda em Loulé
04.10.2013 11
Cultura.Sul
Da minha biblioteca
«Uma página está cheia de caminhos.» António Ramos Rosa, pelas suas palavras As palavras inscrevem-se sobre o muro da mão só as letras sobrevivem sobre o muro a boca busca a boca branca do corpo que se dissemina sobre a página.
Escrever é anunciar um corpo que nunca será corpo
O corpo renascerá na folha violenta entre formigas pedras ervas no silêncio voraz na sombra opaca e deslumbrante das palavras?
Adriana Nogueira
Classicista Professora da Univ. do Algarve adriana.nogueira.cultura.sul@gmail.com
Todos os textos que tentei escrever sobre António Ramos Rosa me pareceram insuficientes perante a sua perda. Creio que os leitores desta página me compreenderão. Deixo excertos de poemas e prosa poética, a minha escolha de palavras suas, lidas e relidas na minha biblioteca. Hoje, a palavra é do poeta.
e manter a distância entre o dito e o inominável
(1977) In Boca incompleta, Lisboa: Arcádia, p. 34 d.r.
Diante da folha branca. A tentação de escrever. Porquê? Que tenho eu para dizer? Nada. Talvez nada. Desisto. Não. O papel branco branco. (…) O branco, a página? O branco da página? Uma página está cheia de caminhos. E que caminho escolher que caminho quando não se sabe qual o caminho ou se um caminho nos leva a algum lado?
As palavras vêm de lugares fragmentários de uma disseminação de iniciais de magmas respiradas do odor de gérmen de olhos As palavras podem formar uma escrita nativa de corpos claros
(1986), In Clareiras, Lisboa: Ulmeiro, p.29
Que são as palavras? Imprecisas armas em praias concêntricas torres de sílex e de cal aves insólitas
Quem escreve é uma sombra, quem respira é uma sombra? O corpo não respira. Ardem apenas sílabas No vento. Estou vivo na pedra. Entro na página E sob a cinza atinjo uma palavra nua.
Respirar é abrir na sombra uma sombra e respirar na sombra um corpo de sombra. Ninguém nos vê nem verá jamais. Respirar a sombra viva. (1975) In Respirar a sombra viva, Lisboa: Plátano, p.44
O meu corpo é uma ilha branca com os sulcos das armas e a única música é de areia e de ervas em que a aridez repousa e o ignorado adormece. Uma chuva verde limpa as cinzas e os destroços. O meu verdadeiro nome tem o aroma do iodo e as artérias de argila, mas eu não o pronuncio, apenas o respiro. (1988) In A imagem e o desejo,
Escrever é actualizar a possibilidade de me identificar com este obscuro fluxo que a palavra reaviva no seu silêncio essencial.
Sou somos uma face uma sombra uma sombra uma face.
(1991) In A intacta ferida, Lisboa: Relógio D’Água, p.67
Lisboa: Universitária Editora, p.22
(1981) O centro na distância, Lisboa: Arcádia, p.41
(1984) In Dinâmica Subtil, Lisboa: Ulmeiro, p.10
Ramos Rosa, desenho gráfico em vidro acrílico, de Helder de Carvalho (pormenor)
«Uma frase» Uma frase sem cor mas com o sabor do vento. Uma frase que veio do silêncio da claridade. E agora é o alto sossego na tensão de um dia pleno. Exacta é a fábula que os teus dedos quase tocam. Sob o solo entreaberto os teus lábios solares. Durmo entre folhas, entre braços abertos, em grutas silenciosas. Terra e corpo conjugam-se num só intenso ardor. Escrevo o dia, fonte absoluta, invento o que respiro.
As palavras são travessias brancas faces giratórias elas permitem a ascensão das formas elevam-se estrato após estrato ou voam em diagonal até à cúpula diáfana. As palavras são por vezes um clarão no dia calcinado (1983) In, Gravitações, s.l: Litexa, p.30
Frases frases já não complicadas mas orientadas para a plenitude do ser (1984) Dinâmica Subtil, Lisboa: Ulmeiro, p.94
Agendar
(1987) In No calcanhar do vento, Coimbra: Centelha, p.62
“UMA HISTÓRIA SOBRE MIM” 11 OUT a 22 NOV | Antigos Paços do Concelho de Lagos Pintura e escultura de Helena Björnberg. Em 2009 iniciou a produção em bronze dos projectos de esculturas que estava a desenvolver há vários anos, daí o tema da presente exposição
“SÉRGIO GODINHO APRESENTA CARÍSSIMAS CANÇÕES” 26 OUT | 21.30 | Grande Auditório do TEMPO – Teatro Municipal de Portimão Espectáculo baseado no seu livro de crónicas “Caríssimas 40 Canções...”, evocando alguns dos temas, intérpretes e compositores que marcaram o seu percurso artístico
12 04.10.2013
Cultura.Sul
Os Bens Culturais e o Turismo: um convívio difícil?
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d.r.
Os bens culturais são património nacional e constituem, no seu todo, um recurso de criação de conhecimento, de educação e de riqueza. A sua gestão deve procurar assegurar a prevalência do seu uso público sobre a sua apropriação em prol de interesses particulares. Não sendo fácil o convívio entre a preservação e o respeito pelos bens culturais e as atividades turísticas, constitui um enorme repto gerir o património cultural como um recurso útil para quem se desloca temporariamente para fora do seu local de residência habitual por motivos de ócio. O Turismo algarvio enfrenta atualmente grandes desafios, entre os quais uma absoluta necessidade de qualificação de um destino que, desde os anos 60 do passado século, se tem baseado quase exclusivamente no trinómio sol-mar-praia. Parece hoje consensual que a patente perda de competitividade do Turismo algarvio deve contrariar-se pelo investimento na formação de meios humanos e capacitação dos agentes que operam no setor e pelo incremento de qualidade e diversificação da oferta de produtos com potencial turístico. Nesta segunda vertente, os recursos culturais constituem um incontornável fator de complementaridade do já referido trinómio, que continua a constituir a principal oferta turística da região. Para intervenção prioritária no incremento do uso de visita e de aproveitamento dos bens culturais imóveis para fins turísticos, a Direção Regional de Cultura do Algarve identifica dois segmentos patrimoniais
marcantes da identidade regional: o património de matriz islâmica e o património dos Descobrimentos. É neste sentido que a Direção Regional de Cultura do Algarve tem vindo a desenvolver um trabalho de cooperação com o Turismo do Algarve e com o apoio do Turismo de Portugal em quatro projetos que estarão concretizados no horizonte 2014/15: 1. O projeto de Requalificação e Valorização do Promontório de Sagres, cuja primeira fase procura inverter um inegável processo de degradação daquele que é o principal monumento do Algarve enquanto significado imaterial para a memória coletiva nacional e em termos de projeção internacional do património algarvio, concretizando na sua segunda fase a consolidação do monumento como recurso turístico. 2. O projeto de cooperação transfronteiriça Descubriter, desenvolvido em parceria com a Fundación Nao Victoria (sediada em Sevilha), com o Turismo do Algarve e com os municípios de Vila do Bispo e Lagos, visando a criação e consolidação de uma Rota Europeia dos Descobrimentos a partir dos bens culturais existentes na Andaluzia e no Algarve, verdadeiro berço da expansão marítima ibérica. 3. O projeto de cooperação transfronteiriça Rota de Al-Mutamid, em parceria com a fundação Legado Andalusí (sediada em Granada) e com os municípios de Tavira e Silves e com a Associação de Defesa do Património de Aljezur, aprofundando o potencial cultural do
património de raiz islâmica preservado no Algarve e na Andaluzia Ocidental e consolidando uma das rotas dos «Itinerários do Ândalus», os quais corporizam um grande itinerário cultural reconhecido pelo Conselho da Europa. 4. O projeto circummediterrânico Umayyad / Omíadas, que explora os bens culturais coevos da dinastia que governou o Califado de Córdova até ao século X da nossa era, os quais constituem uma marca de convivência que é, simultaneamente, um dos mais interessantes recursos culturais comuns da Europa do Sul, do Próximo Oriente e da África setentrional. Às entidades públicas, nomeadamente da área da Cultura e do Turismo, compete a boa gestão destes recursos culturais. Mas é nossa convicção que só a dinâmica e iniciativa empresarial dos operadores e agentes turísticos os consubstanciarão em relevantes produtos turísticos. De contrário, nunca passarão de recursos. Os recursos culturais contribuem para a diversificação e qualificação da oferta turística do Algarve, constituindo um fator complementar do trinómio sol-mar-praia. A Direção Regional de Cultura do Algarve tem vindo a desenvolver um trabalho de cooperação com o Turismo do Algarve e com o apoio do Turismo de Portugal em projetos de valorização de dois segmentos patrimoniais marcantes da identidade regional: o património de matriz islâmica e o património dos Descobrimentos. Direção Regional de Cultura do Algarve
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