Plano de Comunicação - Projeto O Ponto

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Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul ESCOLA DE COMUNICAÇÃO, ARTES E DESIGN - FAMECOS ​Curso de Jornalismo

JOÃO VARGAS MARTHA IZABEL MAURÍCIO CANSAN VITÓRIA SOARES

PROJETO O PONTO Jornalismo útil e relevante para as periferias Porto Alegre/RS Junho 2020


Índice 1. Apresentação do tema --------------------------------------------------------- p. 3 2. Apresentação Projeto V --------------------------------------------------------- p. 3 3. Matriz SWOT --------------------------------------------------------- p. 4 4. Missão, visão, valores --------------------------------------------------------- p. 4 4.1 Missão 4.2 Visão 4.3 Valores 5. Diagnóstico: estrutura e caracterização do projeto --------------------------------------------------------- p. 5 5.1 Contexto 5.2 Concorrência 5.3 Produto 6. Público ---------------------------------------------------------p. 8 7. Planejamento ---------------------------------------------------------p. 9 7.1 Áudio 7.2 Online 7.3 Vídeo 7.4 Planejamento Gráfico 7.5 Assessoria de Imprensa / Site e redes sociais 8. Estratégia ---------------------------------------------------------p. 14 9. Media training ---------------------------------------------------------p. 15 10. Gerenciamento de crise ---------------------------------------------------------p. 15 10.1 Discussões acerca de um nome para o projeto 10.2 Atividades feitas a distância: obstáculos para a captação das imagens 10.3 Atividades feitas a distância: dificuldades em reunir o grupo de trabalho 10.4 Necessidade de reinvenção do projeto com o eventual fim da pandemia 10.5 Problemas para conseguir chegar no nosso público-alvo 11. Q&A ----------------------------------------------------------p. 18 12. Precificação --------------------------------------------------------- p. 20 13. Imagem, identidade e reputação --------------------------------------------------------- p. 22 14. Mailing ----------------------------------------------------------p. 23 15. Releases --------------------------------------------------------- p. 23 2


1. Apresentação do tema Diante do tema geral definido para o Projeto V: Pandemias e seus impactos, nosso grupo escolheu trabalhar com um enfoque que envolve o assunto do momento, o novo coronavírus. Mas enquanto os veículos de mídia mostram a situação de grandes centros urbanos e capitais, buscamos nos aprofundar em uma outra perspectiva dessa pandemia, a das pessoas que moram em regiões ​periféricas e de ​baixa renda​. ​Esse recorte foi escolhido para que possamos abordar e dar visibilidade para a situação atual do novo Coronavírus inserido num contexto de extrema pobreza, que atinge mais de treze milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do ​Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2018. O objetivo do projeto é tentar solucionar o problema da desinformação e da falta de visibilidade dessas pessoas e de suas demandas em meio a pandemia. Queremos mostrar como os moradores de áreas periféricas e de baixa renda têm enfrentado o novo Coronavírus. Como têm lidado com o isolamento social e as recomendações contra aglomerações, num contexto em que muitos moradores de comunidades periféricas de baixa renda, precisam dividir um cômodo com várias pessoas. Pretendemos mostrar o que a grande mídia não consegue alcançar e impactar as pessoas com um conteúdo de qualidade, para combater a desinformação ao mesmo tempo que trazemos visibilidade para a situação dessas populações. 2. Apresentação Projeto V O projeto V foi criado pela Coordenação do curso reunindo disciplinas do quinto semestre, para a produção de materiais jornalísticos pelos alunos de jornalismo da Escola de Comunicação, Artes e Design - Famecos. O projeto de 2020 tem como tema “Pandemia e seus impactos”, a partir do qual os alunos irão produzir conteúdos. Ao longo do projeto serão propostas várias etapas, entre elas uma Hackathon, para definir as estratégias de comunicação para o tema central. As disciplinas que participam do

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projeto são Assessoria de Imprensa, Produção e Edição em Radiojornalismo, Telejornal, Produção em Jornal, Produção em Jornalismo Online e Empreendedorismo em Jornalismo. 3. Matriz SWOT

Forças

Fraquezas

A empatia, para entender as dificuldades A linguagem se adaptar ao nosso e se colocar à disposição para ajudar, por público-alvo. Não estereotipar situações meio da informação, nosso público-alvo. vividas na periferia como grande parte dos veículos acaba por fazer.

Oportunidades

Ameaças

Esse público gosta de falar e de ser O não contato presencial com nosso lembrado pela mídia. Muitas vezes público,

pois

não

conseguiremos

esquecidos e ocultados pelos grandes visualizar a situação de perto para veículos, quando surge a oportunidade podermos suprir do

jornalismo

auxiliá-los

eles se demandas

por

necessidade de parte

do

nosso

entregam para construir um bom consumidor-final. material. 4. Missão, visão, valores: 4.1 Missão Consolidar o projeto como uma fonte reconhecidamente segura e útil de informações que sejam coerentes com a realidade do nosso público-alvo, produzindo um conteúdo relevante para eles e sobre eles, preenchendo assim uma lacuna e tornando nosso projeto necessário no contexto da pandemia ao auxiliá-los em suas principais demandas e dúvidas. 4.2 Visão Criar um projeto de comunicação capaz de produzir conteúdos jornalísticos relevantes e úteis pensados especificamente para as populações periféricas e de baixa renda,

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auxiliando assim o combate a desinformação e a falta de visibilidade da situação dessas pessoas. 4.3 Valores ●

Produção de conteúdos de qualidade

Precisão e aprofundamento

Combate à desinformação

Informações claras, simples e acessíveis

Compromisso em trazer visibilidade à realidade das comunidades

Abordagem humanizada e empática da pandemia

Valorização do relato e da vivência

5. Diagnóstico: estrutura e caracterização do tema do projeto 5.1 Contexto O recorte escolhido dentro do tema Pandemias e seus Impactos foi ​a situação da pandemia do novo coronavírus entre a população periférica e de baixa renda. ​Nosso enfoque foi escolhido para que possamos abordar e dar visibilidade para a situação atual da pandemia inserida num contexto de extrema pobreza, que atinge mais de treze milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do IBGE de 2018. Ainda dentro da realidade dessa parcela da população, conforme apontaram os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) de 2018 realizada pelo IBGE, ​mais de trinta milhões de pessoas no país não possuem acesso à água para cumprir uma medida de prevenção simples como lavar as mãos com frequência por exemplo. A situação da pandemia nas favelas preocupa as autoridades e pesquisadores de saúde conforme noticiou no início de abril o ​Correio Braziliense​, já que esses lugares apresentam problemas que tornam propícia a disseminação da doença, como a falta de saneamento básico e acesso à água, além de ruas muito estreitas e condições de moradia que muitas vezes tornam inevitável a aglomeração de pessoas em um mesmo cômodo, segundo as informações da ​BBC Brasil​ e da ​Agência Brasil​. Notícias recentes mostram que a epidemia já chegou às comunidades. Conforme noticiou o ​G1​, na quinta-feira, dia 02/04, a Prefeitura do Rio de Janeiro havia confirmado casos de Coronavírus em pelo menos 6 comunidades da cidade. O primeiro caso foi confirmado no

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dia 22 de março na Cidade de Deus, zona Oeste da capital. Segundo informações do Estadão​, as comunidades de Rocinha, Manguinhos e Vigário Geral, três das maiores comunidades do Rio, já registraram pelo menos 11 óbitos confirmados por coronavírus. A realidade vivida nesses locais, classificados como ​aglomerados subnormais pelo IBGE, tornam as recomendações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde praticamente inviáveis para 14 milhões de brasileiros residentes dessas áreas. Além de não possuírem os recursos básicos para a prevenção e combate ao Coronavírus, os moradores dessas regiões também têm sentido os impactos da pandemia em diversas áreas e não apenas da saúde. Uma pesquisa online realizada entre os dias 27 e 29 de março na comunidade de Heliópolis em São Paulo pela União de Núcleos e Associações dos Moradores (UNAS) através do projeto ​De Olho na Quebrada e disponibilizada no site da organização revelou que dos 653 formulários respondidos, 68% das famílias da comunidades já tiveram perdas no rendimento mensal desde a adoção das medidas de isolamento, sendo que 19% afirmaram não contar com mais nenhuma renda. ​Uma pesquisa do Data Favela mostrou que a Covid-19 já alterou a vida de ​97% dos 13,6 milhões de moradores de favelas no Brasil. É importante que essa população receba uma atenção especial da mídia no contexto atual, visto a vulnerabilidade dela e a necessidade de terem suas demandas específicas atendidas. O cenário desses indivíduos possui várias especificidades que devem ser levadas em conta ao retratar e informar eles sobre medidas e formas de prevenção ao novo Coronavírus por exemplo. Nossa intenção é mostrar essa realidade que está fora da grande mídia ​— a situação e os impactos causados pela pandemia ​— e ao mesmo tempo, queremos produzir um conteúdo de qualidade, que seja relevante para essas pessoas e esteja de acordo com suas demandas, já que elas precisam de informações e orientações específicas para a sua realidade, que acabam por ficar de fora da maior parte dos noticiários. 5.2 Concorrência Há outros veículos que estão realizando coberturas jornalísticas com o mesmo enfoque que estamos propondo para o nosso projeto, mas nenhum grande portal ou veículo de mídia com grande alcance está abordando os impactos do novo coronavírus nas

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periferias e comunidades de baixa renda como tema central de seus noticiários e reportagens. Isso é um fator que já diferencia o produto criado pelo grupo, visto o ângulo que iremos abordar esse assunto e a busca por atender esse público especificamente. No entanto, apesar de grandes veículos de mídia não estarem abordando esse tema com destaque, iniciativas de jornalismo independentes estão realizando coberturas que atendem as singularidades dessa população. Todas têm como objetivo a clareza no modo que irão entregar as notícias e o público-alvo sendo os habitantes de regiões periféricas das cidades brasileiras. Alguns exemplos de iniciativas de portais e podcasts que estão realizando esse trabalho são: ●

Portal ​Desenrola e não me enrola​: o portal atua na informação de fatos

socioculturais das periferias de São Paulo e articulações culturais entre as comunidades por meio de reportagens escritas e em vídeo. Além disso, atuam desenvolvendo um projeto de educomunicação em que jovens das periferias podem produzir materiais para o portal e realizarem o trabalho de um repórter. Com a declaração da pandemia e o aumento de casos no Brasil, o portal começou a realizar mais coberturas sobre esse tema para disseminação de informação e mostrar a realidade das pessoas que vivem nessas comunidades. ●

Podcast ​Pandemia sem neurose​: produzido pela parceria de três portais de

comunicação independentes (​Alma Preta, Desenrola e Não Me Enrola e Periferia em Movimento) e a jornalista Gisele Brito, os episódios com duração de três a quatro minutos tem como objetivo informar sobre a prevenção, medidas do poder público e combate às fakes news. Os áudios são disponibilizados no YouTube e no Spotify e os apresentadores abordam sobre as notícias e temas do novo coronavírus e reportagens dos portais parceiros. ●

Agência Mural (e o podcast ​Em Quarentena​): a Agência Mural surgiu como um blog

em 2010 que tinha como objetivo realizar uma cobertura que preenchesse uma lacuna existente sobre a disseminação de informações sobre regiões periféricas. Enquanto essas localidades apareciam nos noticiários apenas de forma estereotipada ou para tratar de alguma atração cultural, como a Agência Mural aponta em seu site, a cobertura que eles realizam começou para quebrar esses paradigmas. Com o novo podcast Em Quarentena,

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disseminado pelo WhatsApp, site da Agência e aplicativo Spotify, eles tratam de questões relacionadas ao coronavírus para a população periférica da grande São Paulo, abordando assuntos como acesso a água, álcool gel, internet e o auxílio governamental, além de temas como saúde mental, home office e lazer. Os episódios novos são disponibilizados em dias úteis, desde o dia 23 de março. Sendo assim, o nosso diferencial se dá pela proposta de um contato com caráter informativo diretamente para essa população, na cidade de Porto Alegre. Queremos produzir um conteúdo que vá além de assuntos que mostrem a realidade dessas pessoas, mas que auxilie elas a entenderem a pandemia e quais as melhores orientações em meio a essa situação, de modo que facilite esse momento de transtorno. 5.3 Produtos A melhor forma de chegar até nosso público-alvo é o meio digital, então todos os produtos que apresentamos foram pensados para serem distribuídos digitalmente, via aplicativo de mensagens, redes sociais ou página na web. Além disso, nossas propostas estão de acordo com os dois objetivos principais do projeto. Sendo assim, alguns produtos estão mais ligados à questão da ​desinformação como por exemplo a ​cartilha com orientações sobre a Covid-19 e da newsletter em texto e áudio por WhatsApp​. Já outros produtos procuram trazer ​visibilidade para a realidade dessas populações, como a reportagem ​em vídeo sobre a falta de acesso à água e a ​série de perfis em áudio que juntos formam um ​documentário​, além da criação de uma ​página no Facebook​, um repositório online para a postagem de todos os nossos conteúdos e a criação de um plano de comunicação e divulgação​ através de Mailing e releases. 6. Público O público para o qual nosso produto se destinará está nas classes sociais C e D, que lida com dificuldades de encontrar e analisar o conteúdo jornalístico que os grandes veículos de comunicação distribuem. Além disso, também há a dificuldade de alinhar o material produzido por esses veículos com a sua realidade, já que temas específicos que atingem essas pessoas não são abordados ou são superficialmente tratados em alguma

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reportagem, sem aprofundamento e sem realmente informar essas pessoas a como lidar com os riscos do vírus e como ajustar a nova realidade a suas vivências. Como persona, alinhamos Dona Maria de Lourdes da Silva, de 52 anos. Ela é moradora do bairro Bom Jesus em Porto Alegre e consome informações pelo rádio que tem em casa. Até o início da pandemia, lia com frequência o jornal Diário Gaúcho. Maria é divorciada, dona de casa e tem dois filhos de 17 e 19 anos que ainda estão no colégio e já trabalham. Além disso, tem uma filha de 33 que não mora mais com a mãe e os irmãos. 7. Planejamento 7.1 Áudio Para a disciplina de Produção e Edição em Radiojornalismo, vamos realizar entrevistas para a criação de perfis com diferentes assuntos, mas que juntos formariam um grande documentário englobando temas .como: informalidade, educação, empregos e saúde. Esse material seria disponibilizado no SoundCloud e em nossa ​landing page, u ​ ma plataforma que funcionará como repositório online de todos os conteúdos produzidos pelo nosso projeto. A ideia é que esses perfis mostrem um panorama geral da situação da pandemia nas comunidades de modo abrangente, priorizando as vivências e semelhanças dessa classe. São diferentes episódios, mas cada um conta com o relato de uma pessoa relacionado ao assunto específico. Com esse produto de áudio, queremos fazer uma cobertura jornalística humanizada da pandemia, focando nas pessoas e suas histórias. Nós, do grupo, apenas fazemos a edição do material para que ele tenha um padrão e se enquadre num roteiro comum pré-estabelecido para todos os perfis, mas são as fontes que se auto apresentam, que conduzem a narrativa e contam as suas histórias, isso de uma forma muito natural, mais como relato do que uma entrevista.

Cronograma ​Abril 16/04 Feedback sobre a proposta de produto + Reunião com os professores para ajustes

Maio 07/05 Produção dos programas de entrevista

Junho 04/06 Debate no estúdio com convidados

23/04 Entrevista coletiva e 12/05 Realização do produção das reportagens programa de entrevista 1 e 11/06 Feriado entrega da reportagem a partir da coletiva

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30/04 Produção da reportagem a partir da coletiva

14/05 Entrega da gravação 18/06 Ajustes finais para o de entrevista por telefone 1 entregão de rádio Agendamento de entrevista para o debate

21/05 Realização do programa de entrevista 2

25/06 Apresentação interna

28/05 Aula expositiva sobre painel/debate

- 7.2 Online

Nossa proposta para disciplina de Produção em Jornalismo Online tem como base três produtos. O primeiro é uma ​Newsletter em texto e áudio ​disseminada pelo aplicativo WhatsApp que contenha informações atualizadas sobre a situação do coronavírus de maneira curta e objetiva. Já o segundo produto vai servir como um repositório online para que tenhamos como direcionar nossos leitores para diferentes plataformas, fora do aplicativo de mensagens, com os materiais que iremos produzir e disponibilizar. para fazer isso, a ideia é criar uma landing page ​e assim unir em um só lugar os conteúdos produzidos nas outras disciplinas e publicar na íntegra o texto das nossas newsletters. Além desses itens, o último produto será uma página no Facebook para trabalhar a divulgação do projeto e para alcançar tanto nosso público-alvo, como também para dar visibilidade para a situação dele.

Cronograma ​Abril

Maio

Junho

17/04 Reunião com os professores - Início do ciclo 1

01/05 Feriado

05/06 Produção da narrativa baseada em curadoria.

24/04 Produção da narrativa baseada em curadoria - Ciclo 1

08/05 Entrega do relatório 12/06 Entrega do relatório do Ciclo 1 do Ciclo 3

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15/ 05 Produção da narrativa baseada em curadoria - Ciclo 2

19/06 Elaboração do entregão e construção da apresentação interna

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22/05 Produção da

26/06 Construção do

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narrativa baseada em curadoria - Ciclo 2 -

29/05 Entrega do relatório do Ciclo 2

evento público

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7.3 Vídeo Na disciplina de Telejornal será desenvolvida uma reportagem em vídeo de quatro à seis minutos, editada em formato tradicional, com entrevistas, offs, trilhas e gráficos. A pauta escolhida pelo grupo foi a falta de acesso à água em comunidades periféricas e de baixa renda em Porto Alegre e na região metropolitana frente ao cenário da pandemia, já que esse problema recorrente de algumas comunidades se agrava com a situação de necessidade de água para prevenção da propagação e contração do vírus. Para construir a matéria serão entrevistados moradores e lideranças dessas localidades, uma fonte oficial do DMAE, um profissional da área da saúde e o diretor do projeto social Engenheiros pela Comunidade, Naiton Gama. A ideia inicial para as imagens usadas é que elas sejam gravadas durante as entrevistas em vídeo com as fontes e outras fotos e vídeos que também possam ser enviados pelos moradores ou algum arquivo que o projeto social possa disponibilizar, visto que não teremos como produzir imagens próprias dessas comunidades. Depois de pronta reportagem será disponibilizada em nossa página no Facebook e no nosso repositório digital.

Cronograma ​Abril

Maio

Junho

15/04 Aula para tirar dúvidas para a produção da pauta

06/05 Avaliação das imagens e sonoras captadas com os professores

03/06 Edição do material de vídeo e avaliação do esqueleto da reportagem

22/04 Entrega final da pauta.​ Aula para discutir modelos de reportagens e instruções para captação de imagens e sonoras

13/05 Entrega da primeira versão do roteiro

10/06 Finalização da pós-produção (efeitos, sonorização, arte e gráficos) e fechamento da reportagem

29/04 Avaliação das imagens e sonoras captadas com os professores

20/05 Fechamento e entrega do roteiro.​ Aula expositiva sobre edição.

17/06 Elaboração e entrega do script da reportagem

27/05 Versão final do roteiro e Início da

24/06 Data final do Entregão e Elaboração do

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Pós-produção (edição do material de vídeo)

espelho do telejornal

7.4 Planejamento gráfico Para a disciplina de Produção em Jornal será produzida uma cartilha informativa de em média 16 à 20 páginas, no tamanho 15x21cm. O objetivo principal é abordar um conteúdo pensado justamente para atender as demandas do nosso público-alvo, com orientações específicas que estejam de acordo com a realidade vivida pelos moradores de áreas periféricas e de baixa renda. A ideia é que essa cartilha ajude a combater o problema da desinformação e também possa esclarecer as principais dúvidas sobre aspectos de saúde, economia e trabalho por exemplo. Ela será disponibilizada digitalmente em modelo PDF para ler ou para ser baixada e compartilhada em diferentes plataformas. Ela contará com orientações sobre assuntos específicos, que serão as pautas desenvolvidas em cada página. ​Saúde mental na periferia; empregos e a informalidade; orientações sobre o que fazer na falta de acesso a itens básicos como água, alimentos e álcool em gel são algumas das sugestões de ideias de pautas a serem abordadas na cartilha.

Cronograma ​Abril

Maio

Junho

20/04 Suspensão das aulas conforme calendário acadêmico

04/05 Entrega dos textos das pautas de apoio para os professores e inicia a produção das seis pautas restantes

01/06 ​Entrega os textos d​as últimas pautas para os professores. E​dição​ dos textos das primeiras pautas e diagramação com os textos e suas respectivas imagens

27/04 Montagem do cronograma de trabalho para a disciplina

11/05​ ​Continuação da produção das primeiras pautas e início da montagem do “corpo” da Cartilha: ordem das pautas e identidade visual

08/06 Entrega final dos textos para os professores --------------------- Finalização d a edição dos textos. Continuação da diagramação

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18/05 Entrega parcial do texto (primeiras pautas) e da diagramação para os professores --------------------- Entrega os textos prontos d​as primeiras pautas para os professores ​e i​ nicia a seleção das imagens

15/06 Entrega da diagramação fechada para os professores --------------------- Finalização da diagramação e revisão do material

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25/05 Entrega final das 22/06 Feedback dos fotos professores para ajustes --------------------- finais e revisão do material Finaliza a seleção de imagens e entrega para os professores e inicia a produção das últimas pautas

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29/06 Finalização dos produtos --------------------- Revisão FINAL do material

7.5 Assessoria de Imprensa Produção de um plano de comunicação para o projeto e sua divulgação através de Mailing e releases.

Cronograma ​Abril

Maio

Junho

14/04 Ajustes no projeto inicial

05/05 Desenvolvimento de atividades de planejamento - Media Training, Gerenciamento de Crise e Q&A

21/04 Feriado

12/05 Desenvolvimento de 09/06 Produção de atividades de conteúdo: Release 2 planejamento - Precificação, Identidade, imagem e reputação, Mailing, Clipping, Blogs e formadores de opinião, os influenciadores

28/04 Desenvolvimento de atividades de planejamento

19/05 Desenvolvimento de atividades de planejamento - Comunicação digital, blogueiros e influenciadores

16/06 Produção de conteúdo: Release 3/ Desenvolvimento de atividades de planejamento

26/05 Entrega do Mailing

23/06 Finalização do Entregão e construção da apresentação interna

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02/06 Produção de conteúdo: Release 1

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30/06 Construção do evento público / Apresentação do Projeto V

8. Estratégia A estratégia a ser utilizada pelo grupo para divulgação do nosso projeto e para alcance do público-alvo é um maior contato utilizando redes sociais como ​Facebook e o aplicativo de mensagens ​WhatsApp​, visto que devido ao isolamento social não há como fazer contato direto de maneira presencial com as pessoas. Tendo isso em vista, a forma como iremos utilizar cada um desses recursos também é muito importante para garantir uma melhor entrega do nosso conteúdo. O objetivo ao usar o WhatsApp é compartilhar informações verdadeiras e conteúdo de qualidade em um meio em que circulam muitas notícias falsas diariamente. Esse trabalho será entregue no formato de newsletters em texto e áudio, além de usarmos o ​aplicativo também como ferramenta para checagem de informações​. Esses conteúdos seriam enviados para o nosso público mediante um cadastro, para quem manifestasse o interesse em receber os conteúdos e nos fornecem seus números de telefone. Para isso, contamos com o auxílio e divulgação também por meio de lideranças comunitárias que estamos contatando. Além disso, outra estratégia de divulgação possível é contatar rádios comunitárias de Porto Alegre, pois podemos enviar as newsletters que produziremos em áudio para eles e, através disso, ter um maior alcance e também maior procura pelo nosso material, aproveitando essa veiculação como forma de divulgação do projeto. O que viabiliza e aumenta esse interesse em consumir o que iremos produzir é exatamente o diferencial proposto para esse conteúdo, pois ele ​será produzido e organizado visando atender exatamente as especificidades da realidade desse segmento da população a quem nosso projeto se dirige. Além do material selecionado a ser entregue, a clareza e objetividade que propomos também torna o consumo do nosso material rápido e de fácil compreensão, auxiliando para que o interesse aumente, visto que ele visa suprir uma necessidade específica. Já em relação ao uso do Facebook, a estratégia a ser alcançada é uma maior visibilidade do projeto e um modo mais fácil e efetivo de chegar nessa população moradora dessas

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comunidades. Há algumas páginas de comunidades em Porto Alegre na rede social que divulgam suas ações e outras informações sobre a região que podem ser uma ponte para chegar até nosso público, pois já sabemos que essas pessoas estão presente naquele meio. O uso da rede não seria para produção de conteúdos exclusivos para ela, mas sim para postagem de alguns cards informativos com notas simples, também com o objetivo de atrair o público. Além de ser um meio para direcionar para a ​landing page do projeto, onde ficará unificado todas plataformas em que iremos disponibilizar nossos conteúdos e poderá direcionar diretamente para esses locais de acordo com o que a pessoa deseja consumir ao acessar o que produzimos. 9. Media training João Vargas será o responsável do grupo por fornecer explicações públicas sobre o trabalho. Ele foi escolhido como porta-voz em virtude da experiência que possui em assessoria de imprensa, por sua boa dicção e por ser o mais extrovertido do grupo. Além disso, é comunicativo, se expressa de forma clara, soluciona problemas com agilidade e tem uma excelente oratória, além de sua capacidade de persuasão. 10. Gerenciamento de crise 10. 1 Discussões acerca de um nome para o projeto Logo no início do projeto, quando começamos a definir a identidade visual, chegamos a um impasse: nós não tínhamos um nome e justamente por causa disso, não poderíamos montar nossa logomarca e dar prosseguimento aos trabalhos. Após um ​brainstorming (dinâmica de grupo que incentiva o pensamento coletivo), chegamos na sugestão “Projeto Ponto”. Trouxemos o elemento do ponto com o objetivo de trabalhar a ideia de que nós somos o

.​

ponto que separa a informação da (des)​ informação, mas para a nossa surpresa, encontramos um projeto de arquitetura homônimo. Pensamos então em outras sugestões, mas sem abandonar a ideia do ​ponto.​ ​Uma das opções era chamar de “Projeto Ponto de Jornalismo”, mas ficamos preocupadas de que esse nome remetesse ao projeto ​Ponte de Jornalismo​, por serem nomes muito semelhantes. Por fim, resolvemos o problema colocando o artigo “O” antes do “Ponto” e o nome ficou como Projeto O Ponto​.

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10.2 Atividades feitas a distância: obstáculos para a captação das imagens Com as medidas de prevenção ao coronavírus, uma das medidas tomadas pelas faculdades foi aulas na modalidade online. No entanto, se adaptar a esse novo formato foi bem difícil, principalmente por ser um semestre de muita produção de conteúdo e que a realização de várias entrevistas. A maior dificuldade encontrada pelo grupo foi na disciplina de Telejornal, pois é necessário realizar uma reportagem e toda captação tem que ser feita à distância, contando com a colaboração e disponibilidade de nossas fontes para gravar imagens e entrevistas e nos enviar esse material dentro dos prazos estipulados Para resolver isso foram feitas entrevistas por videochamada pelo aplicativo ​Zoom e a captação de fotografias e vídeos dos locais para serem usados em offs foram solicitadas às nossas fontes, que gravaram e nos enviaram esses materiais. Sendo assim, tivemos que explicar para eles o que queríamos que gravassem e em qual formato, além de cobrar constantemente esse material, pois como não podemos ir até os locais gravar, já que estamos em isolamento social, dependemos deles para ter esse conteúdo disponível para usarmos. 10.3 Atividades feitas a distância: dificuldades em reunir o grupo de trabalho Como cada integrante adaptou sua rotina de uma maneira diferente durante esse período, também houve momentos de dificuldade para reunir todos e discutir questões que em um cenário normal, facilmente seriam debatidas em aula. A fim de resolver tal problema, marcamos algumas reuniões pelo Zoom e Google Meet, aproveitamos alguns momentos dados em aula para debate e também fizemos um grupo no aplicativo WhatsApp para conseguir ter uma comunicação mais rápida e efetiva, para assim distribuir tarefas e combinar prazos para a realização das atividades. 10.4 Necessidade de reinvenção do projeto com o eventual fim da pandemia Mesmo que demore, o período de duração da pandemia irá acabar. Sendo assim, é preciso ter uma ideia de como podemos adaptar o nosso projeto e a produção de

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conteúdos futuros, já que atualmente ele se destina a falar sobre a pandemia e o cenário atual. O que nos permite solucionar esse problema de maneira mais fácil é exatamente o nosso diferencial na hora de entregar o conteúdo. O grupo buscaria manter uma linguagem fácil, acessível e explicativa e com conteúdos que continuem orientando e auxiliando nossos leitores. Através desse ideal, é possível que consigamos abordar outros temas e notícias, fora do contexto da pandemia, mas com o mesmo objetivo de simplificar conteúdos e entregar informações de qualidade e que sejam relevantes para pessoas moradoras de regiões periféricas e de baixa renda, cumprindo um dos nossos principais propósitos, que é informar, seja sobre a pandemia ou qualquer outra situação. 10.5 Problemas para conseguir chegar no público-alvo O público-alvo do O Ponto é bem específico e, de certa forma, distante da nossa realidade. Não podemos compartilhar o projeto para colegas ou familiares buscando ganhar visibilidade, então é necessário encontrar pessoas que sirvam de “ponte” entre nós e as comunidades e tentar entrar em contato com eles para mostrar e divulgar nossos conteúdos. Principalmente tratando-se da Newsletter montada pelo grupo, houve uma grande dificuldade de encontrar pessoas para realizar a assinatura logo no início, pois como tínhamos poucos contatos de moradores de comunidades em Porto Alegre, houve uma dificuldade maior em alcançá-los. Sendo assim, chegar nessas comunidades para mostrar e compartilhar o nosso trabalho, se mantém como um desafio constante para o projeto. Não poder ir até esses locais também traz dificuldades, pois restringe o contato com pessoas para as quais poderíamos falar sobre o projeto e pedir ajuda na divulgação. E é por isso que buscamos encontrar os líderes comunitários e páginas de comunidades através do Facebook (rede social em que temos a página do projeto), porque é a partir dessas pessoas que conseguiremos mostrar o nosso trabalho e fazer com que elas

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fiquem interessadas pelos conteúdos produzidos e pela qualidade entregue, incentivando assim, esses líderes, a compartilhar o que produzimos com suas respectivas comunidades, ampliando assim a divulgação e alcance do projeto. 11. Q&A 11.1 Qual o tema a ser tratado no projeto? Dentro do tema geral do Projeto V 2020/1, o projeto pretende trabalhar com o tema do coronavírus em regiões periféricas e de baixa renda. 11.2 Por que este projeto foi criado? O Projeto O Ponto foi criado para solucionar o problema da desinformação e da falta de visibilidade do nosso público-alvo - os moradores de periferias e regiões de baixa renda - , além de tentar atender suas demandas. 11.3 Por que divulgar informações já prontas pelo WhatsApp? A ideia de distribuir informações através de uma newsletter semanal é que possamos atingir nosso público de uma forma mais direta e efetiva, utilizando como canal um meio - O WhatsApp - em que diariamente circulam inúmeras fake news, que contribuem para a desinformação da população. Então o objetivo ao usar o aplicativo de mensagens, é informar com qualidade por um lugar onde as pessoas geralmente se desinformam. 11.5 Qual é o público que o projeto pretende atingir? São as pessoas que moram em regiões periféricas e de baixa renda. Esse recorte foi escolhido para que possamos abordar e dar visibilidade para a situação atual do novo coronavírus nesses locais. 11.4 Quais as dificuldades encontradas pelo público-alvo que serão supridas pelo projeto? O público para o qual o projeto se destinará está nas classes sociais C e D, que lida com dificuldades de encontrar e analisar o conteúdo jornalístico que os grandes veículos de comunicação distribuem, por isso nosso objetivo é suprir essa demanda produzindo conteúdos que sejam pensados especificamente para as suas realidades, com

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informações úteis e relevantes, além de uma linguagem simples, que permita uma fácil compreensão do que está sendo dito. 11.6 O que as narrativas expostas pelo projeto mostram? Todos os conteúdos publicados pelo projeto estão relacionados a questões políticas, econômicas e sociais do público-alvo, as pessoas de baixa renda, especificamente das classes C e D. Nossas narrativas contém informações relacionadas ao cotidiano desse público e os conteúdos são pensados para conversar com a realidade vivida por eles. 11.7 Por que as narrativas seriam diferentes de outras já existentes? Além da linguagem adotada, que será de fácil compreensão para o nosso público, a cobertura do Projeto se diferencia do que vem sendo feito por outros veículos e projetos jornalísticos, por ser toda focada em atender as demandas por conteúdos alinhados com a realidade do público-alvo e dar visibilidade para essa população específica. Muitos desses veículos de mídia abordam o tema em meio a outros assuntos, mas pretendemos trabalhar apenas com esse enfoque, de maneira mais objetiva e com a possibilidade de podermos fazer uma cobertura mais humanizada da pandemia. e próxima do público a quem ela se dirige. 11.8 O projeto é realista e viável? Apesar da dificuldade para conseguir chegar até público-alvo, sim, o projeto é realista e viável, além de ser muito relevante. E é por isso que buscamos encontrar os líderes comunitários e páginas de comunidades através do Facebook (rede social em que temos a página do projeto), porque é a partir dessas pessoas que conseguiremos mostrar o nosso trabalho e fazer com que elas fiquem interessadas pelos conteúdos produzidos e compartilhar com os moradores dessas regiões. 11.9 Qual abordagem foi escolhida pelo projeto para tratar os temas? A abordagem do projeto utiliza as mídias sociais como ferramenta de divulgação dos conteúdos, além da escolha de uma linguagem simples e clara - que poderá atender às condições do público-alvo - e de um viés mais humanizado da pandemia, trazendo não só informações sobre o cenário atual, mas também histórias, nomes e situações de

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pessoas que estão passando por esse período e que não podem ser tratadas apenas como números. 11.10 Quais são os valores propostos pelo projeto? Temos como valores do projeto: ●

Produção de conteúdos de qualidade

Precisão e aprofundamento

Combate à desinformação

Informações claras, simples e acessíveis

Compromisso em trazer visibilidade à realidade das comunidades

Abordagem humanizada e empática da pandemia

Valorização do relato e da vivência

12. Precificação 1. Valor por hora que deseja ser remunerado Remuneração pretendida por cada funcionário: R$ 1200 + 30% (impostos) = R$1560,00 Valor a ser pago por hora para cada funcionário:​ R$ 9,75 2. Estimativa de tempo envolvido mensal 160 horas mensais / 8 horas de trabalho por dia 3. Investimento necessário mensal para impulsionar essa divulgação Os gastos para impulsionar a divulgação são os gastos com o Facebook, nossa principal plataforma para descobrirem o projeto e gerar engajamento. Para iniciar o planejamento é preciso ter conhecimento do valor máximo que podemos gastar com isso, que é R$147,00 mensais para fazer essa divulgação (R$160,00 totais para hospedagem do site, design e impulsionamento nas redes sociais menos R$13,00 necessários para pagar pelo plano básico para ter o domínio da landing page no Wix, onde montamos ela). Além disso, outro fator importante é saber que para cada publicação no Facebook, é necessário pagar no mínimo R$29,55 para que ela seja impulsionada por 5 dias e obter uma média de 780 a 2.300 pessoas alcançadas por dia. Sendo assim, o planejamento é que das três publicações semanais que fazemos, uma seja impulsionada por esse período de 5 dias, no valor mínimo de R$29,55 que a rede

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social aceita. Ou seja, no mês, haverá 4 impulsões em nossos posts, totalizando um valor de R$118,20 e podendo gerar um alcance e interesse de 3.120 até 9.200 pessoas por mês. Os gastos mensais totais das impulsões mais o domínio (R$118,20 + R$13,00) somam um total de R$131,20, sobrando ainda uma margem de R$28,80 que serão mantidos como uma reserva de emergência para qualquer imprevisto que possa haver. 4. Incluir os custos administrativos e de estrutura por mês Salários dos dois funcionários: R$3120,00 Luz: R$ 125,00 Internet: R$ 90,00 Telefone: R$ 45,00 Hospedagem do site, design e impulsionamento nas redes sociais: R$ 160,00 Aluguel e encargos: R$ 1200,00 Manutenção de equipamentos: R$80,00. Total: R$ 4820,00 5. Prever cálculo dos custos fixos para o trabalho Valor da hora trabalhada: R ​ $9,75 Custos fixos mensais:​ R$4820,00 Custos fixos / 160h = ​R$30,10 Total do valor da hora trabalhada: R$9,75 + R$ 30,10 =​ R$39,85 6. Reserva para investimentos Salário-base: R$1560,00 Valor destinado a investimento (cursos, equipamentos, etc): R$ 78,00 (5%) R$ 78,00/160h = R$0,48 Total do valor da hora trabalhada: R$39,85 + R$0,48 = R ​ $40,30 7. Valor final da proposta de preço para o cliente (com carga tributária inclusa) Valor total a ser cobrado​ por hora ​pelos serviços: R ​ $ 41,80 8. Apresentação do valor final e resultado (lucro) previsto. Salário-base: R$ 1560,00 Valor da porcentagem pretendida de lucro: R$ 234,00 (15%) R$ 234,00/160h = R$ 1,46

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Total do v ​ alor da hora ​trabalhada incluída a porcentagem de 15% de lucro: R$40,30 + R$ 1,46 = R ​ $ 41,80 Total a ser cobrado do cliente por um mês de trabalho sendo incluídos todos os custos e a porcentagem de 15% de lucro previsto: R$ 41,80 X ​ ​160h = ​R$6688,00 13. Imagem, identidade e reputação: 13.1 Imagem O logo foi composto pensando principalmente em como cada elemento poderia representar o nome do projeto. No caso, o P na parte central remete ao Projeto​, o círculo que forma a letra é o próprio ​O e o pequeno círculo preenchido na parte interna da letra representa o ​Ponto​. Os outros elementos usados para a composição, como as tiras que assemelham-se a papel amassado foram escolhidos pois transmitem a ideia de algo que está em construção, como é o caso do nosso projeto. Além disso, a cor amarela foi escolhida pois ela tem o costume de ser ​interpretada como uma cor positiva, além de ser chamativa, gerando interesse nas pessoas e prendendo a atenção delas. 13.2 Identidade A identidade visual do projeto está ilustrada principalmente no logo e seu significado, além da hashtag que utilizamos em todas as nossas postagens nas redes sociais (​#NósSomosOPonto​) que remete a ideia apresentada pelo projeto de que nós somos o ponto na des.informação - ou seja, separamos o que é fake news do que são notícias verdadeiras visando entregar o melhor conteúdo para o público. Já a identidade corporativa está no conteúdo que entregamos, com postagens semanais com diversos temas, mas dentro de um cronograma que torna possível para o público saber o que iremos postar e entregar de conteúdo. Tudo sempre abordando a realidade dentro das periferias e que sirvam para auxiliar de alguma forma, desde apresentar uma prestação de serviço até passar dicas, tendo sempre como princípio nosso slogan, produzir um ​“Jornalismo útil e relevante para as periferias.”

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13.3 Reputação O público que teve acesso ao Projeto O Ponto considerou este trabalho como útil, confiável e pertinente, uma fonte segura de informações. Além da credibilidade, o público indicou estar satisfeito com as informações compartilhadas e classificou o conteúdo de muito relevante e de linguagem acessível. 14. Mailing O mailing do projeto pode acessado nesse link: https://docs.google.com/document/d/1oXf_ub4GiXOcmh1pHKCseviuLKREzPAhIM-O4 U3id_4/edit?usp=sharing 15. Releases 15.1 Release 1

Medidas de prevenção ao coronavírus não são possíveis para todos No Brasil, mais de 16% da população não têm abastecimento de água para prevenir-se do novo coronavírus e cumprir uma medida simples como lavar as mãos Por Martha Izabel Lavar as mãos com água e sabão é uma das medidas mais simples para se combater o novo coronavírus. Mas até mesmo cumprir uma orientação básica como essa não é possível para 40% da população mundial, segundo dados divulgados pelo ​Fundo das Nações Unidas para a Infância (​UNICEF). Conforme a instituição, duas a cada cinco pessoas não têm acesso a instalações básicas para lavar as mãos, esse número corresponde a 3 bilhões de pessoas. No Brasil, são mais de 30 milhões de pessoas que não possuem abastecimento de água, de acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). Em entrevista a alunos do curso de Jornalismo da FAMECOS que criaram o “Projeto O Ponto”, o diretor do projeto social Engenheiros pela Comunidade Naiton Gama, que realiza trabalhos de assistência em comunidades no Rio Grande do Sul, expôs a realidade enfrentada pelas pessoas que seu projeto atende. São lugares com

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problemas de infraestrutura como a falta de acesso à água, por exemplo, que dificultam mais do que o habitual a realidade dos moradores desses locais. Na entrevista, Gama afirmou que a situação de calamidade é constante e que menospreza o cidadão que ali reside. “É só mais uma humilhação que está na TV. O pessoal falando pra lavar a mão com água e sabão e algumas pessoas não têm uma torneira dentro de casa”, disse para os estudantes. Pensando nesse contexto, são necessárias recomendações e informações específicas, que estejam de acordo com a realidade desse público. Atender essa demanda é o objetivo do Projeto O Ponto, que busca tentar solucionar o problema da desinformação e da falta de visibilidade desse público e suas necessidades em meio à pandemia. O projeto faz parte de uma dinâmica do quinto semestre do curso de Jornalismo da PUC-RS, denominado de “Projeto V”. Além disso, o Projeto O Ponto tem como propósito mostrar como os moradores de áreas periféricas e de baixa renda têm enfrentado esse novo contexto em que é necessário passar por diversas adaptações. O grande diferencial da iniciativa é que ele visa mostrar o que a grande mídia não consegue e impactar as pessoas com um conteúdo de qualidade, relevante e útil, feito especificamente para elas e pensado levando em consideração as especificidades da sua realidade, como recomendações sobre o que fazer para se prevenir do novo coronavírus na falta de acesso de à água.

Martha Izabel Assessora de imprensa do Projeto O Ponto

Projeto o Ponto Iniciativa jornalística feita por estudantes do 5º semestre do curso de Jornalismo da PUC-RS. Produzimos conteúdos úteis e relevantes para as periferias. # ​ NósSomosOPonto E-mail:​ ​proj.oponto@gmail.com​ C ​ el: ​(51) 98043-1622 Site:​ ​bit.ly/ProjetoOPonto​ Facebook: w ​ ww.facebook.com/ProjetoOPonto

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Mailing: ​Para todos os veículos listados, EXCETO líderes comunitários. 15.2 Release 2

Desinformação atrapalha o combate ao novo coronavírus Além dos problemas sanitários enfrentados durante a pandemia, Brasil convive com fenômeno da “infodemia” Por Maurício Cansan A ​infodemia, ​pandemia de notícias falsas sobre a situação da Covid-19 no mundo, é outro problema a ser combatido, segundo a cientista-chefe da OMS (Organização Mundial da Saúde), Soumya Swaminathan. A especialista levantou esse debate ao destacar a importância do esclarecimento de informações erradas ou equivocadas pelos cientistas. Essa falta de acesso a informações verdadeiras e que estejam de acordo com diferentes realidades das pessoas, pode resultar em uma maior exposição dos indivíduos a situações de risco de contágio do novo coronavírus Além disso, Swaminathan ressaltou a importância da adoção de uma linguagem acessível para que todos possam compreender a situação atual e discernir o que é verdadeiro e o que não é sobre a pandemia. Os cuidados são necessários, principalmente, em um momento em que diversos governos não cooperam com o combate às notícias falsas e até mesmo as espalham. Nos Estados Unidos, uma sugestão causou espanto durante uma coletiva presidencial. O presidente Donald Trump recomendou, de forma jocosa e sem medir as consequências, a injeção de desinfetante como uma alternativa para eliminar o coronavírus. O que foi levado a sério por algumas pessoas que foram, posteriormente, hospitalizadas com intoxicação. Enquanto isso, no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro classifica a pandemia de “gripezinha” e tenta esconder dados oficiais sobre a Covid-19 no país. Exemplos como estes aumentam a desinformação, apontam as autoridades de saúde, quando o combate efetivo ao Covid 19 precisa de informações corretas e de orientação à população para que adote medidas e cuidados de higiene e isolamento social. A

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comunicação mais efetiva é necessária para alerta especialmente populações periféricas e de baixa renda que veem o coronavírus como uma doença distante e ficam suscetíveis a informações falsas, já que essa é, muitas vezes, a que consegue chegar até elas. Apesar das dificuldades, iniciativas como o Projeto O Ponto surgem para combater a desinformação e atender a parcela mais pobre da população, carente de informações a respeito da sua realidade. O projeto realizado pelos alunos do quinto semestre do curso de Jornalismo da PUC-RS, busca chegar até esse público através de canais como o WhatsApp por exemplo. Conforme a pesquisa Global Mobile Consumer Survey Brasil, 80% dos brasileiros que possuem telefonia móvel usam o aplicativo de mensagens que também é um canal disseminador de notícias falsas. Pensando em aproveitar o grande alcance da ferramenta para divulgação de informações verdadeiras, o Projeto O Ponto distribui semanalmente, pelo aplicativo, uma newsletter com um compilado de notícias voltadas aos moradores de comunidades periféricas. O objetivo é combater a desinformação e a falta de visibilidade das demandas desse público, esclarecem os estudantes responsáveis pelo projeto.

Maurício Cansan Assessor de imprensa do Projeto O Ponto

Projeto o Ponto Iniciativa jornalística feita por estudantes do 5º semestre do curso de Jornalismo da PUC-RS. Produzimos conteúdos úteis e relevantes para as periferias. E-mail:​ ​proj.oponto@gmail.com​ C ​ el: ​(51) 98043-1622 Site:​ ​bit.ly/ProjetoOPonto​ Facebook: w ​ ww.facebook.com/ProjetoOPonto

Mailing: ​Deve ser enviado para todo o mailing, veículos e líderes comunitários.

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15.3 Release 3

Pandemia pode agravar situação da fome no mundo e provocar emergência alimentar global Mais de 49 milhões de pessoas podem atingir a extrema pobreza devido à crise provocada pela Covid-19 segundo a ONU, nesse contexto, comunidades se mobilizam para amenizar a situação da fome Por João Vargas Antes do início da pandemia do novo coronavírus, centenas de milhões de pessoas já encontravam-se em situação de desnutrição e lutando contra a fome. Com a crise agravada pela propagação da doença, mais de 265 milhões de pessoas no mundo podem passar a fazer parte dessa mesma realidade. A informação sobre a desnutrição em 2019 e as projeções para 2020 foram publicadas em abril, num informe da Organização das Nações Unidas (ONU) e da ​Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Mais recentemente, no início do mês de junho, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apresentou um relatório que explica como a pandemia do novo coronavírus agrava os riscos de aumento da fome e da insegurança alimentar e nutricional, ainda mais quando trata-se de parcelas da população que já estão em vulnerabilidade social. Nesse sentido, as mobilizações para arrecadação e distribuição de alimentos às comunidades carentes ganham ainda mais importância nesse momento. Trabalhos como o do Vírus da Solidariedade, que atua em Porto Alegre, tentam minimizar essa deficiência alimentar através de doações. Em entrevista ao Projeto O Ponto - iniciativa jornalística realizada pelos alunos do quinto semestre do curso de Jornalismo da PUC-RS -, Lúcia Castêncio, uma das idealizadoras da iniciativa, ressaltou que a solidariedade permitiu que o projeto atendesse um grande número de pessoas “Com isso, em um mês, sem ajuda nenhuma do governo, com pessoas ajudando pessoas, nós alcançamos a marca de atender a 500 famílias”.

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Essas campanhas solidárias, amenizam a difícil realidade enfrentada por 135 milhões de pessoas que se enquadram, segundo o relatório da ONU, em nível de crise alimentar ou condições piores que essa. Isso significa que estão em desnutrição aguda ou passando por situações em que o acesso a alimentos é escasso e não permanente, além de não serem em quantidade e qualidade adequadas. Esse número pode quase dobrar antes do final do ano, devido aos impactos da Covid-19, alertou o secretário-geral. Conforme afirmou Guterres, se não forem tomadas medidas imediatas para atender essas pessoas, é possível que além da pandemia, haja uma emergência alimentar global. Só no Brasil, a estimativa do Banco Mundial é de que, por causa da Covid-19, cerca de 5,4 milhões de pessoas passem para a extrema pobreza. O total chegaria a mais de 14 milhões de pessoas até o fim de 2020. Projetos como o Vírus da Solidariedade, surgiram justamente para buscar suprir essa falta de políticas públicas que auxiliem as populações em vulnerabilidade e que contenham o aumento da fome. Com sede no bairro Glória, na capital gaúcha, a ação social tenta amenizar essa crise provocada pelas paralisações de atividades econômicas e pelo atraso no pagamento do auxílio emergencial do governo federal. Para isso, realizam uma campanha de arrecadação de alimentos e compra de mantimentos. Com os valores doados em dinheiro, montam cestas e distribuem para pessoas de comunidades periféricas que têm passado por necessidades devido ao contexto da pandemia do novo coronavírus. Itens básicos como arroz, feijão, óleo e polenta estão presentes em todas as cestas montadas pelo projeto que iniciou em abril, com a mobilização dos ativistas e líderes comunitários Jorge Maestrinho e Lúcia Castêncio. Através do auxílio da comunidade e principalmente de motoristas de aplicativos engajados na causa, a distribuição dos alimentos se firmou e a efetivação da ação social foi um sucesso no bairro porto-alegrense. Com doações de moradores, empresários e até mesmo pessoas de fora do estado, o Vírus da Solidariedade atendeu, com suas cestas básicas de alimentos, mais de quinhentas famílias. O cadastro para o recebimento dos itens era realizado na casa de Lúcia Castêncio e em média, 152 pessoas eram registradas por dia, porém, em virtude

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da alta demanda, o projeto encerrou provisoriamente o cadastro no dia 11 de abril. Atualmente, são oitocentas famílias inscritas, cerca de duzentas seguem na lista de espera para receber os alimentos doados pelo projeto. A líder comunitária salienta que para que a iniciativa possa atender as famílias que estão na lista de espera, o projeto precisa receber mais doações. Quem tiver interesse em ajudar o projeto pode entrar em contato por meio do fone: (51) 99188-9150.

João Vargas Assessor de imprensa do Projeto O Ponto

Projeto o Ponto Iniciativa jornalística feita por estudantes do 5º semestre do curso de Jornalismo da PUC-RS. Produzimos conteúdos úteis e relevantes para as periferias. E-mail:​ ​proj.oponto@gmail.com​ C ​ el: ​(51) 98043-1622 Site:​ ​bit.ly/ProjetoOPonto​ Facebook: w ​ ww.facebook.com/ProjetoOPonto

Mailing: ​Deve ser enviado para todo o mailing, veículos e líderes comunitários.

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