TCU CANCELA LICITAÇÃO DE BRT NA RADIAL LESTE
interbuss PORQUE TRANSPORTE É VIDA | ANO 7 | N° 305 | 31 DE JULHO DE 2016
VOLVO DO BRASIL COM NOVO PRESIDENTE
Fabiano Todeschini assumiu o cargo que estava com Luiz Carlos Pimenta PASSAGEIRA ACARICIA PERUEIRO EM CAMPINAS
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NESTA EDIÇÃO TODA SEMANA
Volvo com novo presidente
Fabiano Todeschini asssume o lugar de Luis Carlos Pimenta na Vo SUMÁRIO
6 NOSSA OPINIÃO 7 A IMAGEM MARCANTE 8 TODA SEMANA 14 ADAMO BAZANI 16 PÔSTER 18 DEU NA IMPRENSA As porcarias de faixas exclusivas em Campinas
A foto que marcou a semana no setor de transportes
As notícias mais importantes da semana
Colunistas | Cronograma de não poluentes em SP
Marcopolo Paradiso G7, por Anderson Ribeiro
As notas da imprensa especializada
22 GEORGE AN 24 REDE SOCIA 25 TECNOLOGI 26 PNEUS 28 O MELHOR D 30 ESTRADAS
Colunistas | Uma viagem a
O seu espaço na InterBuss
Telemetria para agronegóc
Bridgestone discute o futu
As melhores fotos publicad
O perigo das drogas entre
ANO 7 | Nº 305 | DOMINGO, 31 DE JULHO DE 2016 | 1ª EDIÇÃO | CONCLUÍDA ÀS 20h30 (5ª) EDIÇÃO COM 32 PÁGINAS
no Brasil
olvo do Brasil
NDRÉ SAVY ao passado
AL s
IA cio traz novidade
uro dos pneus automotivos
DA INTERBUSS das no Portal InterBuss
e os motoristas
HISTÓRIA EM ÔNIBUS
Uma viagem ao passado entre as carrocerias brasileiras
Confira na coluna mensal de George André Savy
22
TODA SEMANA
13
Perueiro é acariciado dentro de ônibus em Campinas
Passageiro filmou toda a baixaria dentro do veículo urbano
08
TODA SEMANA
Cooperativa de Brasília adquire micro-ônibus da AMD
Quatro unidades foram compradas da encarroçadora
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DEU NA IMPRENSA
Pointer vai gerir os veículos que rodarão pela Rio-2016
Empresa cuidará dos carros usados pelas delegações
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PNEUS
Bridgestone discute o futuro do mercado mundial de pneus
Inovações também foram propostas pela empresa japonesa
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EXPEDIENTE
Uma publicação da InterBuss Comunicação Ltda. DIRETOR-PRESIDENTE / EDITOR-CHEFE Luciano de Angelo Roncolato JORNALISTA RESPONSÁVEL Luciano de Angelo Roncolato REVISÃO Luciano de Angelo Roncolato ARTE E DIAGRAMAÇÃO Luciano de Angelo Roncolato AGRADECIMENTOS DESTA EDIÇÃO Agradecemos à todos os colaboradores de todo o país pelas fotos enviadas esta semana para capa, matérias e pôster. SOBRE A REVISTA INTERBUSS A Revista InterBuss é uma publicação semanal do site Portal InterBuss com distribuição on-line livre para todo o mundo. Seu público-alvo são frotistas, empresários do setor de transportes, gerenciadores de trânsito e sistemas de transporte, poder público em geral e admiradores e entusiastas de ônibus de todo o Brasil e outros países. Todo o conteúdo da Revista InterBuss provenientes de fontes terceiras tem seu crédito dado sempre ao final de cada material. O material produzido pela nossa equipe é protegido pela lei de direitos autorais e sua reprodução é autorizada após um pedido feito por escrito, e enviado para o e-mail revista@ portalinterbuss.com.br. As fotos que ilustram todo o material da revista são de autoria própria e a reprodução também é autorizada apenas após um pedido formal via e-mail. As imagens de autoria terceira têm seu crédito disponibilizado na lateral da mesma e sua autorização de reprodução deve ser solicitada diretamente ao autor da foto, sem interferência da Revista InterBuss. A impressão da revista para fins particulares é previamente autorizada, sem necessidade de pedido. PARA ANUNCIAR Envie um e-mail para contato@portalinterbuss.com. br ou ligue para (19) 99483-2186 e converse com nosso setor de publicidade. Você poderá anunciar na Revista InterBuss, ou em qualquer um dos sites parceiros do grupo InterBuss, ou até em nosso site principal. Temos diversos planos e com certeza um deles se encaixa em seu orçamento. Consulte-nos! PARA ASSINAR Por enquanto, a Revista InterBuss está sendo disponibilizada livremente apenas pela internet, através do site www.revistainterbuss.com.br. Por esse motivo, não é possível fazer uma assinatura da mesma. Porém, você pode se inscrever para receber um alerta assim que a próxima edição sair. Basta enviar uma mensagem para revista@portalinterbuss.com.br e faremos o cadastro de seu e-mail ou telefone e você será avisado. CONTATO A Revista InterBuss é um espaço democrático onde todos têm voz ativa. Você pode enviar sua sugestão de pauta, ou até uma matéria completa, pode enviar também sua crítica, elogio, ou simplesmente conversar com qualquer pessoa de nossa equipe de colunistas ou de repórteres. Envie seu e-mail para revista@ portalinterbuss.com.br ou contato@portalinterbuss. com.br. Procuramos atender a todos o mais rápido possível. A EQUIPE INTERBUSS A equipe do Portal InterBuss existe desde 2000, desde quando o primeiro site foi ao ar. De lá pra cá, tivemos grandes conquistas e conseguimos contatos com os mais importantes setores do transporte nacional, sempre para trazer tudo para você em primeira mão com responsabilidade e qualidade. Por conta disso, algumas pessoas usam de má fé, tentando ter acesso a pessoas e lugares utilizando o nome do Portal InterBuss, falando que é de nossa equipe. Por conta disso, instruímos a todos que os integrantes oficiais do Portal e Revista InterBuss são devidamente identificados com um crachá oficial, que informa o nome completo do integrante, mais o seu cargo dentro do site e da revista. Qualquer pessoa que disser ser da nossa equipe e não estiver devidamente identificada, não tem autorização para falar em nosso nome, e não nos responsabilizamos por informações passadas ou autorização de entradas dadas a essas pessoas. Qualquer dúvida, por favor entre em contato pelo e-mail contato@portalinterbuss.com.br ou pelo telefone (19) 99483.2186, sete dias por semana, vinte e quatro horas por dia.
NOSSA OPINIÃO
Editorial
As estapafúrdias faixas exclusivas de Campinas A cidade de Campinas está promovendo a implantação de faixas exclusivas para ônibus na região central. Já comentamos a respeito neste mesmo espaço, porém com as vias quase prontas para receberem os veículos grandes conseguimos ter uma visão um pouco mais detalhada disso. É algo que desanima. Parece que a prefeitura e a EMDEC não se esforçam para fazer algo de qualidade. O que foi feito na Avenida Campos Salles é no mínimo ridículo. A via já possui uma faixa exclusiva à direita que poucos respeitam. Nem os próprios ônibus respeitam essa via pois ao invés de transitarem em fila, quase sempre eles saem para continuar seu itinerário, causando uma grande confusão com os carros. Ao invés de otimizarem essa faixa e colocar uma outra ao lado dela para promover a ultrapassagem desses veículos, assim como acontece em várias cidades do país, colocaram mais uma faixa exclusiva mas na faixa da extrema esquerda, fazendo circular por ali os veículos que possuem porta à esquerda (que também é outro erro que foi herdado da administração do prefeito Dr. Hélio). Muito em breve começarão as reclamações por conta dessa faixa à esquerda já que as vagas que ali existem hoje para a parada de veículos particulares e de carga e descarga serão desativadas. Como em Campinas todo mundo reclama de tudo, o comércio local com certeza vai à imprensa fazer várias reclamações assim que a faixa começar a funcionar. E obviamente os motoristas também vão reclamar por não ter mais onde parar nessa avenida. A pergunta que fica no ar é: quem foi o gênio que teve essa ideia estapafúrdia? Será que a EMDEC não tem um setor de planejamento ou ele é muito incompetente a ponto de inventar as coisas sem sair de dentro da confortável sala com ar condicionado? Será que é tão difícil os técnicos da empresa saírem à ruas para vivenciar as dificuldades dos usuários do sistema de transporte, dos pedestres, dos motoristas particulares, dos comerciantes, dos munícipes em geral? Não podemos acreditar que esse setor “planeja” as coisas apenas em cima de mapas e de pesquisas realizadas à distância. Qualquer empresa de gerenciamento de trânsito e transportes que se preze faz um trabalho de campo para saber o que está acontecendo “in loco”. A prefeitura anunciou essas faixas exclusivas com muita pompa mas sequer toca no assunto do sistema BRT, obra que todo mundo já duvida que um dia sairá do papel tamanha enrolação e incompetência da administração municipal. O processo de licitação para a escolha da empresa que vai fazer o projeto executivo e a execução da obra foi suspenso pela terceira vez e de novo não tem sequer prazo para ser retomado. Enquanto isso a população do Campo Grande e do Ouro Verde, os dois mais novos distritos da cidade, seguem sofrendo com um sistema de transporte que não tem capacidade de atender toda à demanda. Os corredores são primordiais para melhorar a qualidade de vida dessa população e assim como foi em 2012 será mais uma vez pano de fundo da campanha eleitoral deste ano. Naquela ocasião prometeram a obra para começar em 2013 e terminar no final deste ano, porém nem uma pedra foi movimentada até o presente momento. A incompetência da prefeitura de Campinas é muito grande em vários campos e o prefeito Jonas Donizette não é o único culpado. Vários funcionários de carreira locados em diversos setores também mostram-se altamente incompetentes para gerir uma cidade do tamanho de Campinas e ainda acham que vivem em um pequeno vilarejo interiorano, tratando a população com pequenez. O horizonte é curto para os campineiros, infelizmente, e parece que nada vai mudar em um curto tempo.
A IMAGEM MARCANTE
Luis Correia, PI
Quarta-feira, 27 de Julho de 2016
Um ônibus de turismo transitava pelas ruas do município de Parnaíba com adesivo da Polícia Militar do Piauí. Com o adesivo, o veículo circulava livremente e conseguia passar por blitz sem ser barrado. No entanto, na última semana, a polícia desconfiou e parou o condutor do veículo. A PM identificou que o veículo estava irregular e que não deveria estar com o adesivo. O ônibus foi apreendido na região da Praia do Coqueiro. Além dessa irregularidade, o veículo não possui o lacre obrigatório e tinha mais de dez multas. A foto é de divulgação e saiu no site Jornal da Parnaíba.
TODA SEMANA
São Paulo
AS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DA SEMANA NO SETOR DE TRANSPORTES
Mulher acaricia perueiro em linha de Campinas
G1 Campinas | Notícias
Era para ser apenas mais uma viagem da linha 173, que faz o trajeto Jardim São Vicente – Parque Itália na quente tarde da última terça-feira (26), em Campinas (SP), mas a ação de uma passageira e do motorista acabou causando desconforto nos outros ocupantes do veículo. A mulher foi filmada enquanto fazia carícias no motorista. Vestindo uma calça vermelha, uma regata preta e sentada no motor do ônibus, a mulher parecia ignorar os outros passageiros até que percebeu a filmagem e, lentamente, retirou a mão direita de cima do motorista. Do outro lado da câmera estava Roseli Ferreira, que, indignada, decidiu publicar o vídeo em sua rede social. Segundo a postagem, o motorista ficou revoltado quando soube do vídeo e chegou a ameaçar Roseli, mas ela não se intimidou e escreveu: “Com uma passageira em pleno tráfico (SIC) às 15:20 h de hoje, quando descobre que foi filmado ameaça tomar meu celular”. Em menos de 20 horas a filmagem foi compartilhada mais de três mil vezes e gerou debates acalorados entre os que criticam e defendem o motorista e a passageira. “Tadinha tava sem o dinheiro da passagem ué”, ironizou uma pessoa. “Depois dizem que gay é que é promíscuo”, postou outro. “Muita safadeza, pouca vergonha. Tem que ser punido, tem que respeitar pais e mães de família, idosos e crianças que usam o coletivo diariamente”, decretou mais um leitor. Para Daniela Gonçalves, responsável pelo Departamento Jurídico da Altercamp, cooperativa que administra 20 linhas de ônibus na cidade, incluindo a linha 173, a atitude do motorista é reprovável. “Ele errou, sem dúvida, mas não podemos fazer nada.Conversei com o dono da linha e cobrei uma punição. Ele é quem deve punir. Acho que o motorista vai pegar uma suspensão”, acredita Daniela. Algumas pessoas aproveitaram a postagem para denunciar que o motorista costuma adotar uma postura agressiva, como frear bruscamente causando a queda de idosos. Apesar dos comentários a respeito de outras atitudes do motorista, a advogada disse que o número de denún-
08 interbuss | 31.07.2016
BAIXARIA Mulher parou quando percebeu que estava sendo filmada. Foto: Reprodução cias na cooperativa é muito baixo e que só “está completamente em desacordo com a é possível atuar quando a empresa recebe postura que um motorista do sistema de transporte público coletivo do município alguma denúncia consistente. “Quando reclamam, a gente apu- deve ter durante seu período de trabalho” e ra. O problema é que poucas pessoas rec- que qualquer desatenção do motorista “colamam. Neste mês, por exemplo, esta é a se- loca em risco a segurança e integridade dos gunda reclamação. São casos isolados. Não passageiros transportados”. A Emdec já iniciou a apuração do é tão corriqueiro assim”, garante Daniela. fato e acionou a cooperativa responsável pela linha, para que preste todos os esclareApuração Por meio de nota, a Empresa Mu- cimentos necessários. Quem quiser denunnicipal de Desenvolvimento de Campinas ciar casos relacionados à má postura dos (Emdec) lamentou o fato e disse que a ati- operadores do transporte deve telefonar tude do motorista pode comprometer a para (19) 3772-1517, que atende 24h por “credibilidade de todos os demais opera- dia, todos os dias da semana, ou fazer uma dores que prestam, com competência, o denúncia no pela internet. . Para denunciar é preciso informar a linha, horário e, se postrabalho de transporte público”. Ainda de acordo com a nota, a cena sível, prefixo do veículo.
A
Rio Grande do Sul
Último trecho de corredor em Porto Alegre é liberado
COMPLETO Trecho final de pouco mais de 680 metros já está em funcionamento. Foto: Reprodução
Zero Hora | notícias O trânsito no trecho que ainda estava em obras do corredor de ônibus da Avenida Bento Gonçalves - entre as ruas Paulino Azurenha e Guedes da Luz - foi liberado na manhã de quinta-feira. Depois de quatro anos, os trabalhos de pavimentação com placas de concreto, barreiras de proteção tipo New Jersey, sinalização e colocação de basalto no piso das estações de ônibus estão finalizados nos 680 metros que ainda estavam bloqueados. Com a conclusão, os sete quilômetros da via estão liberados para o tráfego. As obras na avenida estavam previstas para terminar antes mesmo do início
da Copa do Mundo de 2014, mas o faz e refaz de diversos trechos de concreto acabou atrasando o processo. Foi necessário substituir o asfalto para dar mais durabilidade ao piso para a passagem dos ônibus. - Demorou muito! Eu acompanhei as obras, quando foi feito a primeira vez. Aí depois desmancharam tudo, fizeram tudo de novo - comenta a aposentada Haydée Spetino, 68 anos, que visita a irmã frequentemente em Viamão e pega o ônibus na Bento Gonçalves. Segundo o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, todas as placas de concreto eram avaliadas e analisadas e várias delas tiveram que ser refeitas porque a mistura do material não foi a exigida na
licitação. De acordo com a EPTC, o trânsito ficará melhor para os passageiros de ônibus, pois as linhas de transporte coletivo não terão interferência junto ao tráfego de veículos particulares, como estava acontecendo durante as obras. Pelo corredor de ônibus circulam mais de 101 mil passageiros por dia, que utilizam 34 linhas urbanas, totalizando 2.250 viagens realizadas. No local, também trafegam linhas de ônibus metropolitanas. O investimento para a troca de pavimentação em todo o trecho foi de R$ 14 milhões. O serviço foi executado pelo consórcio vencedor da licitação, formado pelas empresas Sultepa e Conpasul. 31.07.2016 |
interbuss 09
TODA SEMANA Rio Grande do Norte
Após assalto, Natal fica sem ônibus por duas horas
G1 RN | notícias
Rodoviários de Natal deixaram a população sem ônibus por duas horas ao longo da manhã de quinta-feira (28). A paralisação aconteceu em protesto contra a violência que atinge o sistema de transporte público da capital potiguar. Na noite desta quarta (27), um motorista foi esfaqueado durante um assalto na Zona Norte da cidade. A categoria não descarta parar os ônibus novamente. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro/RN), os ônibus deixaram de rodar às 8h30 e voltaram a circular pouco depois das 10h30. Filas de ônibus se concentraram em três pontos de paralisação: próximo ao viaduto do Baldo, onde fica a sede do sindicato, no cruzamento das avenidas Prudente de Morais com a Bernardo Vieira, e no bairro da Ribeira, perto da Av. Duque de Caxias. “Cerca de 400 assaltos a ônibus já foram registrados este ano. Em todo o ano de 2015, foram aproximadamente 700”, afirmou Harley Davidson, diretor do Sintro/RN. Em resposta ao Sintro, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) informou ter registrado, “oficialmente até o dia 27 de julho de 2016, 123 roubos a transportes públicos de Natal, o que se equivale ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 128 casos”. A Sesed esclarece que eventuais divergências de números apresentados pelo Sintro se deve a subnotificações dos registros das ocorrências, já reconhecida pela própria categoria, o que dificulta o reconhecimento dos locais e itinerários mais críticos e uma melhor resposta por parte das forças policiais. Delegacia especializada De imediato, os rodoviários afirmam que não vão mais parar em pontos de ônibus localizados ao longo da Av. Felizardo Moura, no Bairro Nordeste, Zona Oeste da cidade. O local, segundo os motoristas, é a porta de embarque preferida pelos assaltantes que agem nas imediações da ponte de Igapó e bairros da Zona Norte, justamente onde David Flávio Fernandes da Silva, de 27 anos, foi vítima dos criminosos
10 interbuss | 31.07.2016
PROTESTO Ônibus fizeram fila próximo ao sindicato dos rodoviários. Foto: TV Cabugi na noite desta quarta. pelo local prestou socorro e o motorista foi O Sintro disse também que foi for- levado ao Hospital Santa Catarina. Em razão mada uma comitiva que vai se reunir na da gravidade, depois foi transferido para o sede da Secretaria de Mobilidade Urbana Pronto-Socorro Clóvis Sarinho, onde passou de Natal (STTU) e depois vai ao Centro Ad- por cirurgia. Por telefone, a mãe de David ministrativo do Estado tentar uma audiên- falou que ele está fora de perigo. cia com o governador Robinson Faria. O A PM ainda fez buscas pelos crimisindicato exige a criação de uma delegacia nosos, mas nenhum suspeito foi encontraespecializada em crimes contra o sistema do. de transporte público. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) ressaltou O assalto que tem intensificado as ações da Operação O motorista David Flávio, que trab- Transporte Seguro, integrando as ações dos alha na empresa Guanabara faz pouco mais quatro batalhões de PM na capital, além do de cinco meses, conduzia um dos veículos policiamento do Comando de Policiamento da linha 05 (Vale Dourado/Petrópolis) e Rodoviário Estadual, Companhia de Policiaparou o ônibus na Av. Felizardo Moura para mento Turístico (CIPTur), nos principais cordois rapazes entrarem. Já dentro do veículo, redores de transporte de Natal. a dupla anunciou o assalto e começou a Quanto ao caso ocorrido na noite ameaçar os passageiros com uma faca. O desta quarta-feira, a Sesed disse que está tomotorista tentou se defender, mas foi gol- mando as devidas providências para idenpeado. Os ladrões fugiram correndo. tificar e prender os envolvidos no crime, e A facada atingiu um dos braços e pede ajuda na identificação dos suspeitos. axila de David, que acabou perdendo mui- O Disque Denúncia atende 24 horas pelo to sangue. Uma ambulância que passava telefone 181.
Notas Rápidas
Justiça TCU cancela licitação determina da obra de corredor multa para na Radial Leste em SP cada ônibus sem ar no RJ
G1 RJ | Notícias A Justiça determinou nesta terçafeira (26) que a Prefeitura do Rio de Janeiro pague multa de R$ 20 mil por cada ônibus não equipado com ar condicionado em circulação na cidade. A decisão altera o critério de punição e aumenta a multa aplicada ao município em caso de descumprimento do cronograma de climatização de 100% da frota de ônibus até o fim deste ano. A multa anterior era de R$ 5 milhões. Com a mudança, a pedido do Ministério Público do RIo, o valor pode chegar a R$ 63 milhões se a prefeitura não acelerar o processo de climatização para atingir a meta de 3.990 ônibus refrigerados. Segundo o juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, da 8ª Vara da Fazenda Pública da Capital, quanto menor o número de coletivos com ar condicionado, maior será a multa. “Fica a certeza de que a meta de 100% de refrigeração da frota não será atingida, cabendo a este juízo a tentativa de estimular o município ao cumprimento do maior percentual possível até o final de 2016 (...) Talvez, assim, o município perceba a necessidade de honrar com o compromisso assumido nos autos do processo em favor da população usuária do Serviço Público de Transporte de Passageiros de Ônibus, que almeja o mínimo de conforto nas viagens realizadas no dia a dia”, justifica Grandmasson na decisão. O magistrado já havia negado, no início do mês, pedido da prefeitura de descumprir o calendário de climatização dos ônibus. A Prefeitura entrou com uma ação por dependência para tentar anular o acordo feito com o Ministério Público e homologado no Tribunal de Justiça do Estado Rio de Janeiro (TJRJ). Foto: Henrique Simões
Folhapress | Notícias A licitação do trecho 1 do Corredor de Ônibus da Radial Leste, em São Paulo, foi definitivamente cancelada pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Em decisão nesta quarta-feira (27), o órgão entendeu que houve restrição à competição na concorrência, vencida por R$ 439 milhões (valor de 2013) pelas construtoras OAS e EIT Engenharia. Além disso, os orçamentos da obra estariam com sobrepreço (valores acima do mercado) e o projeto básico era falho.O relator do processo, ministro Bruno Dantas, já havia suspendido no ano passado repasses de recursos do governo federal para essa obra. Esse trecho do corredor teria 12 quilômetros de extensão, ligando o centro à zona leste. A construção praticamente não foi iniciada -está com menos de 1% de avanço, segundo o relatório. Após receber explicações da prefeitura, do consórcio e da Caixa, que financiaria a maior parte da obra, de que os preços eram justificáveis pela complexidade da construção, que inclui túneis e viadutos pela cidade, o ministro aceitou parte dos argumentos e reduziu a estimativa de sobrepreço para R$ 49,6 milhões, equivalente a um sobrepreço de 12,73% em relação a todo o contrato. Em relação à restrição à competição, no entanto, o TCU entendeu que o critério de vetar que empresas ganhassem mais de um contrato para a construção de corredor
de ônibus -que para a prefeitura contribuiria para o aumento da competição- não era justificável para o caso. Além disso, o órgão de controle entendeu que os critérios de pré-qualificação adotados fizeram com que houvesse apenas 23 empresas para disputar 15 corredores, o que fez a concorrência ficar limitada a 1,5 empresa por contrato na hora da licitação. Em sua decisão, o ministro Dantas determina que os recursos federais continuem bloqueados para essa obra até que seja feita uma nova concorrência. A Prefeitura de São Paulo ainda não se posicionou oficialmente sobre o tema. IRREGULARIDADES Em agosto de 2015, auditores do TCU apontaram uma série de indícios de irregularidades na licitação da prefeitura para dois corredores de ônibus, com sobrepreço de R$ 65,8 milhões -agora reduzido. O valor acima do praticado no mercado na licitação do corredor da Radial era de R$ 36,2 milhões em agosto. À época, a prefeitura disse que “não há que se falar em sobrepreço” na licitação quando a análise é feita apenas com base em planilhas de custos e, portanto, nenhum contrato foi firmado com base nos valores previstos. A assessoria informou ainda que a concorrência continuaria paralisada até que os projetos dos corredores de ônibus fossem considerados adequados pelos órgãos de fiscalização. 31.07.2016 |
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TODA SEMANA Mercado
Cooperativa de Brasília renova frota com AMD
Foram adquiridos pela cooperativa Coopertran quatro unidades do microônibus Solum, fabricado pela encarroçadora AMD, sediada em Caxias do Sul
Da AMD | assessoria Mais uma empresa de Brasília (DF) adquiriu novos modelos de ônibus para atender ao transporte público da Capital Federal oferecendo mais conforto aos passageiros. A Cooperativa de Transporte Público do Distrito Federal (Coopertran) adquiriu quatro modelos Solum, fabricados pela AMD Encarroçadora, fabricante de Caxias do Sul. A Coopertran renova a frota com base na Resolução n° 176/86, do Conselho de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal, que prevê a substituição de veícu-
12 interbuss | 31.07.2016
los com idade máxima de sete anos. Além da Coopertran, outra empresa da Capital Federal também adquiriu novos modelos AMD neste ano. Os ônibus são dos modelos Solum, que contam com carroceria para 24 lugares, elevador para acesso aos portadores de necessidades especiais, cinto de segurança retrátil três pontos, amplo espaço interno, poltronas ergonômicas com apoios de cabeça, câmera e sensor de ré, iluminação interna que permite sensação aconchegante com tecnologia em LED. Os micros utilizam os chassis Volkbsbus 9.160 OD, levam motor Cummins ISF
de 3,8 litros, caixa de transmissão ZF 5S 420 de cinco marchas e itens que acentuam o conforto do condutor e passageiros, como o sistema de troca de marchas por cabos e embreagem servoassistida, que proporcionam maior precisão nos engates e menor esforço ao motorista. Além disso, o painel de instrumentos incorpora uma série de itens que facilitam a condução durante o percurso. AMD Encarrocadora e Implementadora tem sede em Caxias do Sul, faz parte do Grupo Diniz, que atua em diferentes segmentos como limpeza urbana, coleta e destinação de resíduos e construção pesada.
Mudança
Fabiano Todeschini é novo presidente da Volvo Bus LA
Ele substitui Luis Carlos Pimenta, que compriu trajetória de mais de trinta e cinco anos na empresa. Todeschini estava nos negócios da Volvo na Argentina
Da Volvo | assessoria Fabiano Todeschini assumiu, no dia 1º de julho, a presidência da Volvo Bus Latin América. Ele substitui Luis Carlos Pimenta, que cumpriu trajetória de sucesso ao longo de mais de 35 anos na empresa. Antes de assunir o comando da Volvo Bus no continente, estava à frente dos negócios de caminhões e onibus da empresa na Argentina. Fabiano Todeschini tem 42 anos e é natural de Curitiba, capital do Paraná. O executivo fez sua carreira no Grupo Volvo, onde começou a trabalhar em 1996, como estagiário. A partir dai, teve uma carreria de sucesso, passando por diferentes posições
dentro da empresa. Atuou como diretor de logística de pós-venda, de estratégia de pós-venda e também na área comercial. O conhecimento adiquirido ao longo de seus 20 anos de trabalho na empresa conferem a ele uma visão completa dos negócios e também das necessidades e do atendimento aos clientes. Técnico em Mecânica pelo CEFETPR e formado em Administração pela FAE Bussines School, Todeschini tem ainda dois MBAs, um em Logística e Pós-Venda e outro em Liderança. O executivo participou ainda de um programa avaçando de gestão de liderença. No comando da Volvo Bus Latin
América, Fabiano Todeschini assume o desafio de continuar ampliando a participação dos ônibus da marca no mercado latinoamaricano e de avançar com o projeto de eletromobilidade da marca no continente, mantendo a empresa na vanguarda em soluções para mobilidade urbana. “O mercado de ônibus é muito dinâmico e para continuarmos no caminho do crescimento rentável, não podemos parar de inovar e avançar, independente do momento que o mercado se encontra. Vamos manter o foco no sucesso dos nossos clientes para manutenção e construção de parcerias de longo prazo”, afirma Fabiano Todeschini, presidente da Volvo Bus Latin America. 31.07.2016 |
interbuss 13
COLUNAS
NOSSO TRANSPORTE ADAMO BAZANI | adamobus@gmail.com
Em três meses, MP deve estipular cronograma para ônibus não poluentes em São Paulo
Em aproximadamente três meses, o Ministério Público de São Paulo deve assinar com a Prefeitura da capital paulista, empresas de ônibus e fabricantes de veículos menos poluentes um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC para determinar a implantação de uma frota de ônibus menos poluentes em São Paulo. A informação foi confirmada pelo promotor Marcos Lúcio Barreto, que em dezembro instaurou uma ação para determinar que a prefeitura estipule um cronograma de substituição da frota atual movida apenas com óleo por veículos elétricos, trólebus, híbridos a gás natural, etanol, biocombustíveis, entre outras alternativas. Conforme apurou o Blog Ponto de Ônibus, o órgão realiza consultas aos fabricantes para verificar a capacidade produtiva da indústria deste tipo de ônibus. Entre os fabricantes ouvidos, estão os associados à ABVE – Associação Brasileira do Veículo Elétrico, que reúne entre os produtores de ônibus, a Eletra, BYD e Volvo. Também devem ser ouvidos fabricantes de motores de ônibus a etanol, biodiesel e gás natural. A Scania, por exemplo, desenvolve no Brasil a capacidade de produção de ônibus a biometano ou GNV na planta de São
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Bernardo do Campo e está interessada no mercado paulistano. Já a Mercedes-Benz junto com a Amyris desenvolveu a possibilidade de os ônibus serem movidos por óleo diesel feito a partir de cana-de-açúcar, que não é etanol e pode ser usado nos atuais motores. A empresa de origem chinesa BYD, que se instalou em Campinas, no interior de São Paulo, testa o ônibus 100% elétricos a bateria na capital paulista. A Volvo, de Curitiba, disponibiliza ônibus elétricos híbridos e a Eletra, de São Bernardo do Campo, oferece trólebus, ônibus híbridos e desenvolve um ônibus 100% elétrico articulado com recarga rápida em estações no meio do trajeto. A lei 14.933/09, chamada Lei de Mudanças Climáticas, determina que em 2018 nenhum ônibus da capital paulista dependa exclusivamente de óleo diesel para se movimentar. No entanto, a troca da frota deveria ser gradativa desde 2009, com a substituição de ao menos 10% do total de ônibus da cidade por ano. Hoje menos de 4% dos ônibus são menos poluentes, o que inclui 395 veículos com mistura A10, ou seja, 10% de cana-de-açúcar ao óleo diesel, 201 trólebus e 60 ônibus a etanol. O Blog Ponto de
Órgão está colhendo dados de fabricantes para saber qual a capacidade produtiva da indústria e criar metas para a prefeitura e empresas de ônibus
Ônibus também tinha mostrado que alguns ônibus a etanol da Scania operados pela MobiBrasil serão reformados. Em diversas declarações anteriores, o secretário Municipal de Transportes, Jilmar Tatto, disse que a indústria não teria condições de atender a demanda da frota de São Paulo, que hoje gira em torno de 15 mil ônibus. Com a licitação, devido à racionalização de linhas, a frota de ônibus deve cair para em torno de 13 mil veículos. No entanto, ainda é muito e, de acordo com secretário, seria impossível cumprir a Lei de Mudanças Climáticas. O Ministério Público de São Paulo quer saber o quanto a indústria de ônibus menos poluentes pode realmente produzir e assim, com esses dados em mãos, colocar uma nova meta para o poder público e empresas. Outra questão importante é a financeira. Essa troca acarretaria em maiores custos para o sistema por causa do preço maior dos veículos em comparação com os convencionais, aumentando a necessidade inicial de subsídio. Mas pelos dados que o promotor teve acesso, esse subsídio vale a pena pelo fato os custos com saúde pública serem altamente impactados por causa da poluição.
Candidata à prefeitura de SP estuda conceder Passe Livre aos finais de semana
O clima de disputa nas eleições municipais começa a esquentar, e o tema da mobilidade está presente em quase todas as entrevistas e sabatinas. O portal Uol, junto com o jornal Folha de São Paulo e o SBT estão promovendo uma série de entrevistas com os candidatos a frente da maior cidade Brasileira, e esta quarta-feira, 27 de Julho de 2016, foi a vez da ex-prefeita Luiza Erundina, do PSOL. A deputada afirmou que estuda maneiras de oferecer como compromisso de campanha a tarifa zero a todos os usuários aos finais de semana. Ela respondeu à questão, quando perguntada sobre seu antigo projeto de Passe Livre, durante sua gestão à frente da capital paulista, nos anos 90.
A afirmação da deputada pode jogar luz a uma questão bastante debatida nos últimos anos, sobretudo em 2013 quando foram realizados protestos em todo o país, onde entre outras reivindicações, se pedia o passe livre. A questão é polêmica e divide opiniões. Por um lado especialistas a favor dizem que transporte é um direito social, endossado inclusive por decisão ocorrida em 2015 onde o Senado Federal aprovou a inclusão dos transportes no Sexto Artigo da Constituição, que já prevê como direitos sociais educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância e a assistência aos desamparados.
A questão é polêmica e divide opiniões
Por outro lado, outra ala de especialistas questiona sobre os custos de se manter o sistema. Há quem diga que a qualidade dos serviços tende a cair sem a cobrança. Em Junho, o Blog Ponto de Ônibus teve acesso a dados de passageiros/equivalentes do sistema que mostram que, desde a criação das novas gratuidades a partir de 2013, 202 milhões de passagens deixaram de ser pagas em São Paulo. Os números têm como base a demanda de passageiros atendidos pelo sistema municipal de ônibus. Os subsídios ao transporte coletivo na capital paulista devem chegar neste ano a algo em torno de R$ 2 bilhões. (Por Renato Lobo, interino) 31.07.2016 |
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ANDERSON RIBEIRO
Marcopolo Paradiso G7 1200 Empresa V. Bortolotto, em Campinas/SP
DEU NA IMPRENSA
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RESUMO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DA IMPRENSA ESPECIALIZADA
Avião dá volta ao mundo apenas com energia solar
Do site | notícias
O Solar Impulse fez história ao completar a primeira volta ao mundo utilizando apenas energia solar. O avião pousou no ponto de partida do projeto, em Abu Dhabi, às 4h05 (hora local), depois de voar o último trecho de sua rota, com duração de 48 horas e 37 minutos, saindo da cidade do Cairo. “Este é um acontecimento verdadeiramente histórico, com enorme significado simbólico”, disse o CEO da ABB, Ulrich Spiesshofer. “Ele demonstra claramente que, com espírito pioneiro e tecnologias limpas podemos dar a volta ao mundo sem consumir os recursos naturais da Terra.” A ABB fez essa aliança de inovação e tecnologia com o Solar Impulse porque aquilo que o projeto alcançou no ar ela vem fazendo no solo, como pioneira das tecnologias de energia e automação. Na tentativa de realizar esse voo, o Solar Impulse teve de enfrentar muitos dos desafios que a ABB já resolve para seus clientes, como maximizar o rendimento da energia de células solares, integrando energia renovável aos sistemas de distribuição de eletricidade, além de melhorar a eficiência energética. “É um início histórico para as energias renováveis e as tecnologias limpas, não só para a aviação”, disse Bertrand Piccard, pioneiro, presidente e piloto do Solar Impulse quando chegou a seu destino. Por meio da combinação de suas forças, o Solar Impulse e a ABB foram capazes de mostrar como o avanço da inovação pode ser transformado em soluções possíveis, e como a energia pode ser produzida de forma mais eficiente, armazenada e utilizada para criar um mundo mais limpo. ” Em sua jornada, o Solar Impulse fez escalas em quatro continentes (Ásia, América do Norte, Europa e África) e voou através de dois oceanos (Pacífico e Atlântico), assim como o Mar Mediterrâneo e a Península Arábica. Nesse trajeto, ele estabeleceu vários recordes novos para a aviação, incluindo o solo de mais longa duração para um avião (117 horas, 52 minutos), alcançado por André Borschberg, no trecho do Japão para o Havaí, e a primeira travessia do Oceano Atlântico em um avião solar, realizada por Bertrand Piccard.
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Ford desenvolve projeto para transporte público Do site | notícias A Ford está desenvolvendo um projeto de mobilidade inovador, junto com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos EUA, para medir o movimento de pedestres e ajudar a prever a necessidade de transporte público programado em áreas urbanas. No estudo, uma frota de veículos elétricos equipados com sensores LiDAR e câmeras vai circular pelo campus da Universidade de Cambridge, em Massachusetts, e ruas da cidade, coletando dados que ajudarão a direcionar o serviço de ônibus e vans para as áreas de maior fluxo. Segundo Ken Washington, vicepresidente de Pesquisa e Engenharia Avançada da Ford, “o estudo permitirá desenvolver algoritmos eficientes para melhorar tanto os serviços de mobilidade sob demanda como a detecção e mapeamento de pedestres para o avanço dos carros autônomos”, diz Ken Washington, vice-presidente de Pesquisa e Engenharia Avançada da Ford. Laboratório de alta tecnologia – A pesquisa do MIT está sendo conduzida pelo Departamento de Aeronáutica e Astronáutica do Aerospace Controls Lab (ACL), que desenvolve sistemas autônomos e de controle para aeronaves, naves espaciais e veículos terrestres. Seus estudos abrangem áreas como estimativa e navegação, planejamento e aprendizagem em contexto de incerteza e veículos autônomos. Com esse sistema de mobilidade sob demanda desenvolvido no campus do MIT é possível estudar novos algoritmos de planejamento e previsão em um ambiente complexo, mas controlado, e oferecer ao mesmo tempo uma estrutura de teste para os pesquisadores e um serviço para a comunidade da universidade, diz o professor Jonathan How, diretor do Aerospace Controls Lab. tor do Aerospace Controls Lab. Os pesquisadores da Ford e do MIT planejam iniciar o serviço em setembro, com um grupo de estudantes e professores. Os participantes vão usar um aplicativo móvel no smartphone para chamar um dos três veículos elétricos até o local onde estão, para serem levados a outro destino no campus sem precisar esperar muito. Os veículos elétricos são pequenos
o suficiente para rodar nas calçadas do campus sem atrapalhar o tráfego de pedestres e têm cabine protegida para enfrentar o inverno rigoroso da região. Durante os últimos cinco meses, os veículos usaram os sensores LiDAR e câmeras para registrar o fluxo de pedestres entre diferentes pontos do campus. Muito mais preciso que o GPS, o sensor LiDAR é a tecnologia mais eficiente para a detecção e localização de objetos no ambiente. Por meio da emissão de pulsos curtos de laser, ele mostra a movimentação dos veículos, pedestres e objetos em um mapa. Com esses dados, os pesquisadores podem estudar o padrão geral de
tráfego de pedestres no campus e antecipar os locais com maior necessidade de transporte em cada momento. Outros fatores que afetam o movimento de pedestres, como condições do tempo, horários de aula e hábitos dos estudantes e professores em diferentes semestres, também são levados em conta no estudo. A pesquisa faz parte dos mais de 30 projetos desenvolvidos pela Ford em parceria com universidades dos EUA, Alemanha e China, dentro do plano Ford Smart Mobility, para buscar novas soluções de mobilidade. O objetivo da empresa é ser líder em conectividade, mobilidade, veículos autônomos, experiência do cliente e análise de dados. 31.07.2016 |
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DEU NA IMPRENSA Transpo Online
Inglaterra testa trator movido a gás metano
Do site | notícias
O trator T6.180 movido a metano da New Holland esteve em testes na Wyke Farms,uma das maiores produtoras de queijo cheddar do Reino Unido, que analisou sua resistência de uso em condições reais de campo. A máquina foi desenvolvida como uma solução 100% sustentável. As plantas de biogás das fazendas da região estão ficando cada vez mais comuns, se tornando importantes fontes desse biocombustível. Na Wyke Farms, em Somerset (Inglaterra), o protótipo do trator foi submetido a testes com uma cisterna de resíduos, transportando material para a planta de digestão anaeróbia (biometanização) da fazenda. Esses digestores processam dejetos gerados por mil vacas leiteiras, resíduos de cidra local e outros materiais. O metano resultante é utilizado para alimentar as caldeiras e gerar eletricidade para as fazendas e fábricas de queijo. O gás excedente é revendido para a rede de gás para abastecer a comunidade local. “Precisamos de veículos eficientes em consumo de combustível e com uma boa relação peso-potência para puxar tanques pesados pela fazenda. Minha primeira impressão foi de que o T6 a metano se parece e funciona como um trator a diesel”, disse Roger Clothier, diretor da Wyke Farms,que testou o protótipo da New Holland. O suporte de potência preferencial da fazenda para essa frota de tratores é de cerca de 170 hp. Eles realizam uma série de tarefas, principalmente transporte de tanque e reboque, além das aplicações tradicionais de uma fazenda, como a preparação do solo. O T6.180 movido a metano oferece potência máxima de 179 hp, portanto, capaz de realizar todas as funções necessárias na Wyke Farms. Para picapes, caminhões e ônibus também – O uso de gás natural comprimido em picapes, caminhões e ônibus é bem desenvolvido e só é limitado pela capacidade de armazenamento do veículo. A tecnologia do trator já é utilizada nos veículos da Iveco, marca também pertencente à CNH Industrial. A New Holland conseguiu comprimir 300 litros (52 kg) de metano no trator, o suficiente para seis horas de trabalho, dependendo da atividade e da carga.
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Durante o teste, a Wyke Farms conseguiu realizar o transporte de materiais por cerca de cinco horas. Roger comentou que, embora um trator a diesel comparável funcione por períodos mais longos com um tanque de combustível, o reabastecimento do trator movido a metano não chegou a ser um problema. O abastecimento dos nove cilindros de metano foi rápido e fácil usando uma única entrada no trator. A Wyke Farms usa aproximadamente 12 mil litros de diesel por mês a um custo de 4 mil libras (cerca de 17 mil reais). Embora não seja possível analisar os custos operacionais com o trator T6.180 movido a metano nesse teste específico, a New Holland calcula que seja possível alcançar uma economia de 25% a 40% em relação ao custo do combustível. Além disso, nenhum Ad Blue é necessário – uma solução líquida transparente, composta por água desmineralizada e uréia, injetado nos gases de escape de um motor a diesel para reduzir as
emissões de óxido de azoto em combinação com tecnologia de redução catalítica seletiva. Energia renovável – Roger Clothier explica os principais benefícios. “Além do trator movido a metano ter o potencial para reduzir emissões de poluentes em 80% e cortar significativamente nossos custos com combustível, ele também pode contribuir para nosso comprometimento em reduzir a emissão de carbono, um elemento importante da nossa iniciativa ‘100% verde’ na WykeFarms e que é muito valorizado pelos nossos clientes”. O teste do T6.180 movido a metano continua à medida que o protótipo percorre outros países europeus e deve chegar ao Brasil neste segundo semestre de 2016. Ele esteve em testes na fazenda autossustentável da New Holland na Itália, chamada La Bellotta, onde a marca vem trabalhando em sua estratégia Líder em Energia Limpa nos últimos 10 anos.
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Pointer do Brasil vai gerir os carros oficiais dos jogos Rio-2016 Do site | notícias
A Pointer do Brasil será a empresa oficial nos Jogos Olímpicos de 2016, atuando na gestão dos veículos responsáveis pelo tráfego, emergências e contingências. A multinacional israelense irá monitorar em tempo real cerca de 200 veículos, gerenciando e dando total suporte à CET RIO no controle do tráfego da cidade. Os veículos serão conectados às plataformas Pointer Webfleet e Pointer Cockip. A primeira promove localização em tempo real, histórico de rotas e um enorme portfólio de relatórios, alertas e lembretes, disponível de maneira fácil, intuitiva e visual, enquanto a plataforma Cockpit gerencia e consolida dados da frota para o cliente, garantindo a tomada de decisões assertivas. O sistema é interligado ao Centro de Operação do Rio de Janeiro, o maior centro de operações de mobilidade da América Latina. O sistema também estará simultaneamente integrado a CET RIO para ad-
ministrar, controlar e apoiar na gestão e direcionamento do transito no período das
Olimpíadas, unificando todas as decisões sobre o tráfego do Rio de Janeiro.
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Multinacional Valeo anuncia a compra da alemã FTE Automotive
Do site | notícias
Valeo, multiespecialista do setor automotivo, anuncia acordo para adquirir a FTE Automotive. A empresa alemã é uma das principais produtoras de sistemas hidráulicos e eletro-hidráulicos adaptados e integrados para automóveis e veículos comerciais do mundo. Além disso, fabrica componentes altamente tecnológicos para diversos tipos de transmissões de veículos. De acordo com o presidente e CEO mundial da Valeo, Jacques Aschenbroich, a compra da FTE Automotive está alinhada com a estratégia de redução de emissões de CO2 da companhia. “A FTE Automotive é uma empresa de crescimento acelerado e líder em tecnologia, com capacidade comprovada em combinar desenvolvimento e rentabilidade. Ela irá fortalecer a divisão de Powertrain do Grupo Valeo” .A aquisição, que deve ser concluí-
da entre o quarto trimestre de 2016 até o primeiro trimestre de 2017, de acordo com a aprovação das autoridades europeias e brasileiras, permitirá à Valeo fortalecer a
sua posição como fornecedora de tecnologia sustentável e soluções de sistemas integrados, além de reforçar seus negócios no aftermarket. 31.07.2016 |
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COLUNAS
HISTÓRIA EM ÔNIBUS GEORGE ANDRÉ SAVY | escritorpiloto@gmail.com
Uma viagem ao passado Imaginem voltar no tempo, quarenta anos atrás. Depararíamos com um cenário urbano bastante diferente do atual em se tratando de cores e mensagens. Letreiros comerciais, que disputavam a atenção dos consumidores com luzes coloridas cheias de “efeitos especiais” no alto das lojas e dos prédios. Tamanho era documento. No trânsito, igualmente uma diversidade de marcas e cores, fosse em automóveis ou ônibus. Mas hoje não vou falar da polêmica das cores, marca registrada dos empresários que está sendo substituída por marcas de gestões públicas. O sabor desta viagem ao passado se dará pela diversidade de carrocerias e modelos. Durante toda a década de 70 tínhamos surpresas ao viajar. De repente podíamos cruzar com um modelo rodoviário que teve poucas unidades fabricadas. Um certo “Corisco” da Furcare Nimbus teve quantas unidades? Ou existiu somente o protótipo, como um rodoviário da Carbrasa? Rodoviários da Metropolitana houve vários, mas não era muito comum encontrá-los. Viajar em busca de modelos raros se constituía numa “caça ao tesouro”. A mesma emoção e dificuldade se experimentava no segmento urbano. Numa cidade grande, com paciência, a qualquer momento poderia surgir um modelo exclusivo, único, que determinada empresa comprou para experimentar. Havia também os “redutos”. No Nordeste, por exemplo, era comum ver Aratu nas operações urbanas em cidades de todos os portes. Fora do Nordeste raramente se via esta carroceria. E a “caça” não se resumia a isso. Havia também os pormenores. Detalhes que só os focados no assunto identificariam. Por exemplo, as mudanças sutis nos três modelos TR da Furcare Nimbus ou os monoblocos “Incabasa”. Ora, o primeiro Incabasa que vi, no ano de 1978, não tinha nada de diferente do tradicional monobloco O-321, pelo menos para mim, que observava sozinho os ônibus, sem nenhum veterano ao lado para responder as dúvidas. Se não fosse o nome Incabasa grafado na carroceria, concluiria que seria apenas mais um monobloco O-321 igual a todos os outros. Para complicar, muitos nomes de modelos não eram visíveis ou então eram incompletos. Cito o modelo Bela Vista da Caio. Não era grafado I e II. Via-se a diferença, logo, qualquer leigo poderia definir por conta o primeiro e o segundo, ou I e II. Quando
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o Bela Vista foi substituído pelo Gabriela, não havia o nome Gabriela grafado. Bela Vista sim, mas Gabriela não. O primeiro Gabriela que vi com o nome grafado foi no finalzinho da produção, em 1982, e era na tampa do letreiro. Do lado externo, curiosamente, algumas plaquetas traziam as inscrições Caio Rio. Como também teve Caio Norte e Caio Sul. Tudo isso fazia da observação dos ônibus nas ruas e estradas uma fonte inesgotável de pesquisa naquela época. A expectativa sempre à flor da pele, afinal, era possível contar mais de dez carrocerias diferentes num só ano e numa só região...sem contar os modelos dessas encarroçadoras! Em Jundiaí, cidade que não chegava aos 300 mil habitantes em 1977,
era possível ver no segmento urbano as carrocerias Caio com Jaraguá, Bela Vista I e II, Nicola e na sequência os primeiros Veneza da Marcopolo, Grassi Governador, Carbrasa, um modelo de Striuli e Nimbus TR 2, deste foram cinco carros que a “marcopolista” Três Irmãos comprou para experimentar e duraram até meados dos anos 80. Toda essa diversidade teria vida um pouco mais longa se naquela época houvesse interesse do setor público e privado em adquirir ônibus para o transporte rural e escolar, que normalmente era feito por caminhões “pau de arara”. O Brasil foi rico em diversidade de ônibus. Mas não soube preservar e utilizar de forma ampla e melhor essa riqueza.
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José Franca Neto | Marcopolo Torino Volvo B10M
Vinicius Christófori | Marcopolo Torino MBB OF-1721E5
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Alex de Souza | Caio Apche Vip MBB OF-1722M
Tôni Cristian | Mascarello Gran Via Volksbus 17 230 OD
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TECNOLOGIA
Telemetria Veicular
Solução em telemetria para agronegócio é mais segura Empresa especializada em telemetria veicular cria solução para o segmento de agronegócio com foco na gestão de perfil de dirigibilidade do motorista Da MiX Telematics | assessoria A MiX Telematics, uma das maiores empresas de telemetria veicular do mundo, criou solução adequada para o segmento de agronegócios com foco na gestão do perfil de dirigibilidade do motorista, garantindo desde a segurança e eficiência do transporte dos animais, até a conformidade da distribuição de produtos finais, como cortes congelados. Além disso a MiX Telematics conta com uma solução complementar exclusiva, chamada MiX GO. Trata-se de aplicativo para smartphone que automatiza “check list”. Um exemplo prático é no momento da retirada do leite, quando é possível sincronizar informações do local, com fotos do produto coletado, observações da qualidade e assinatura do responsável pelo produto (fazenda). As informações são armazenadas no mesmo banco de dados das informações da telemetria, ou seja, do perfil de dirigibilidade do motorista, possibilitando ao gestor da frota tomadas de decisões rápidas e objetivas com foco em qualidade e segurança. A tecnologia MiX Telematics instalada no veículo associada ao software Web de gestão, mostram ao gestor da frota todo o trajeto do motorista, perfil de condução, excessos e infrações que podem colocar em risco a própria segurança do motorista ou a carga, no caso do leite que pode ser até contaminante dependendo do local de derramamento. De acordo com Bruno Santos, gerente de Vendas e Marketing, as soluções MiX Telematics trazem segurança à operação, permitindo ao cliente o acompanhamento do seu bem durante o deslocamento. Além disso, dão maior eficiência à operação de transporte, diminuindo gastos acidentes, com consumo de combustível, desgastes excessivos com manutenção e até mesmo controlando a utilização imprópria do veículo, o que pode contaminar o tanque. Por se tratar de uma solução global, o sistema está em mais de 12 idiomas diferentes, inclusive português brasileiro,
inglês e espanhol. Entre os clientes mundias, está a Nestlé, além de outras operações regionalizadas que usam o mesmo sistema. No Brasil, a empresa atende grandes transportadores com alto nível de comprometimento com seu processo, como a Via Láteos, VIC Transportes, Transportadora Canarinho e Serra Verde. Bruno ainda explica que o transporte do leite especificamente tem problemas de gêneros diferentes, como: Segurança: o motorista deve dirigir seguindo uma cartilha de segurança da empresa, caso contrário está transportando grandes cargas líquidas que podem levar o veículo a tombamento, caso dirija com excesso de velocidade, acarretando na perda de toda a carga e até mesmo contaminação de mananciais. Para isso a MiX Telematics conta com a possibilidade do monitoramento de áreas de interesse e georeferenciadas, que auxiliam na gestão da condução segura dentro de áreas de risco de tombamento. A solução conta com sensores embarcados que informam a aceleração lateral do veículo numa determinada curva e consequentemente alertas para risco de tombamento. Eficiência: A coleta do leite geralmente ocorre em área de difícil acesso, com possibilidade de estradas de terra com lama; isso pode acarretar na parada do veículo para aguardar melhora das condições do trajeto e essa espera será com veículo ligado ou desligado? Está consumindo combustível ou não? As soluções da MiX Telematics conseguem apontar essas “perdas operacionais” e melhorar a eficiência do processo, até mesmo diminuir efetivo para
fechamento de viagens, pagamento de motoristas etc. Conformidade: A solução da MiX Telematics permite controlar jornada de trabalho do motorista conforme Lei 13103, evitando gastos com multas, horas extras excessivas, entre outros itens, apontando exatamente e de forma eletrônica e fidedigna quando o motorista estava dirigindo ou em espera aguardando carga ou descarga do leite na fazenda. Sobre a MiX Telematics: Fundada em 1995, a MiX Telematics é lider global no fornecimento de informações de gestão de frotas, segurança do motorista e de soluções de rastreamento de veículos. A empresa ajuda clientes em todo o mundo a gerir eficazmente os seus veículos - uma oferta reforçada por serviços de valor agregado como a recuperação de veículos roubados, serviços de consultoria e formação dos motoristas. A MiX Telematics disponibiliza soluções de telemetria para mais de 566 mil veículos em 120 países através de sua extensa rede de parceiros e soluções de varejo disponíveis na África do Sul. A empresa está listada na Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE) e na Johannesburg Stock Exchange, possuindo escritórios na África do Sul, Uganda, Reino Unido, Estados Unidos, Brasil, Austrália e Emirados Árabes Unidos com mais de 900 funcionários. No portfolio de clientes estão empresas líderes globais tais como Shell, Linde, Nestlé, Parmalat, Pepsico, Schlumberger, Chevron, BP (British Petroleum), AGIP, GE, Scania e Greyhound. Para mais informações, visite www.mixtelematics.com.br 31.07.2016 |
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PNEUS
Futuro
Bridgestone discute futuro do segmento de pneus
Uma das maiores fabricantes de pneus de todo o mundo, a japonesa Bridgestone trabalha com uma visão sobre o mercado para o futuro Da Bridgestone | assessoria A Bridgestone Americas reconhece seis agentes de mudança que terão impacto no futuro do segmento de pneus e borracha. De acordo com Steve Charles, vicepresidente de Desenvolvimento de Produtos da Bridgestone Americas Tire Operations em Akron, Ohio, os avanços tecnológicos, as mudanças regulatórias, a necessidade de sustentabilidade ambiental, a busca pela condução automatizada e as mudanças na demografia mundial e nos comportamentos sociais são as forças motrizes que a Bridgestone leva em consideração para a pesquisa e desenvolvimento de pneus. Pesquisas da Reserva Federal dos Estados Unidos e das Nações Unidas preveem um crescimento da classe média em nível mundial de 5 para 25% entre 2005 e 2030. Sendo assim, um número maior de pessoas poderá comprar seus próprios veículos. As pesquisas também revelam que motoristas mais velhos têm maior probabilidade de escolher conforto em vez de velocidade, além de buscar algum nível de controle autônomo e comprar veículos pensados para viagens mais curtas. Charles afirma que a iniciativa inovadora da Bridgestone em relação aos fatores ambientais reduzirá o peso de seus produtos. “Um dos nossos principais focos é incorporar novos materiais e reforços que possamos utilizar para reduzir a massa de nossos produtos, beneficiando tanto a sociedade como o meio ambiente”. Com a redução do peso e a necessidade de melhorar a reciclagem de pneus, a Bridgestone pretende oferecer um produto totalmente sustentável e reciclável no futuro. O objetivo final, para 2050, é que toda sua linha de produtos seja completamente sustentável. Charles comenta também que o mercado está se voltando para os pneus run-flat, principalmente considerando a tendência de longo prazo de incorporar veículos autônomos. Ele afirma que o desafio dos pneus run-flat tem sido oferecer uma qualidade de condução e economia de combustível equiparáveis as dos pneus tradicio-
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nais. Com sua nova linha, a DriveGuard, a Bridgestone está tentando reduzir essa diferença. Com a demanda de que os fabricantes de automóveis atendam a padrões corporativos cada vez mais altos de economia de combustível, a resistência ao rolamento continua sendo uma das principais áreas de pesquisa e desenvolvimento. A Bridgestone está usando mais modelagem computadorizada no desenvolvimento de tecnologias para pneus e, como consequência, um dos benefícios foi a redução do tempo para lançamento de novos produtos no mercado. “Agora, podemos modelar, fabricar, testar e lançar ao mercado”, afirma Charles. De acordo com Charles, estes são alguns dos exemplos do que podemos esperar no futuro próximo: • Convergência de classes de pneus - é possível continuar avançando rumo à comoditização. • Independentemente das características de desempenho, pode haver um desgaste
no valor dos atributos de desempenho dos pneus. • Maior redução da resistência ao rolamento para auxiliar na economia de combustível e no cumprimento de outras regulamentações relacionadas ao CO2. • Aplicação de tecnologia de sensores para pneus inteligentes, principalmente para a coleta de dados em veículos autônomos e para a manutenção de frotas. • Maior sustentabilidade ao utilizar borracha feita a partir de biomassa, por exemplo. • Materiais aprimorados, maior sustentabilidade e sistemas de ligação cruzada reversível para permitir a reciclagem total dos pneus. • Mudanças no design dos pneus para que sejam mais altos e finos, principalmente para uso em veículos elétricos. • Maior uso da modelagem para a previsão do desempenho e o design dos pneus, aumentando a velocidade e diminuindo os custos de desenvolvimento. • Forte ênfase na mobilidade estendida; por exemplo, com pneus run-flat, autosselantes e com tecnologia não pneumática.
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O MELHOR DA INTERBUSS
UMA SELEÇÃO DAS MELHORES FOTOS PUBLICADAS NAS GALERIAS DO PORTA
Cosme Souza Oliveira Caio Apache Vip MBB OF-1722M | Benfica BBTT
Drill Silva Marcopolo Paradiso G7 1200 MBB O-500RS | Cidade Sol
Bruno Freitas Busscar El Buss 340 MBB O-400RSE | Irmãos Teixeira
Bruno Guimarães Caio Millennium Volksbus 17 260 EOT | Autotrans
Alicio Ferreira Dias Busscar Panorâmico DD Volvo B12B | A. V. Catarinense
Antonio de Bastos e Silva Junior Comil Svelto Volksbus 17 230 EOD | Sorriso de Minas
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S JÁ TAL INTERBUSS
Junior Schimitt Lima Irizar PB Scania K420 | Expresso Nordeste
Lucas Filipe da Silva de Paula Marcopolo Paradiso G7 1200 MBB O-500RSD | Expresso do Sul
Emerson Kbbssa Marcopolo Paradiso G6 1200 MBB O-400RSD | Santa Cruz
Felipe Pessoa de Albuquerque Marcopolo Viaggio GV1000 Volvo B12B | RD Transportes
Elton John de Oliveira Marcopolo Paradiso G6 1800DD Scania K124IB | Viação Cometa
Fábio Araujo Pinto Monobloco MBB O-400RSD | Transmelo 31.07.2016 |
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ESTRADAS
Perigo
Drogas estão cada vez mais presentes nas rodovias
Nova lei obriga motoristas a se submeterem a exames toxicológicos para verificar o índice possível de drogas no sangue; Testes anônimos já existem Da Buonny | assessoria
Diversos estudos realizados no Brasil mostram ao longo dos anos que o uso de drogas por motoristas profissionais prejudicam o desempenho no volante, causando acidentes graves e mortes. Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Trânsito, as drogas agem no sistema nervoso central do motorista, alterando a concentração, coordenação motora e percepção. O motivo do uso das substâncias é a necessidade de se manter acordado por muito tempo, visando trabalhar de uma maneira mais rápida. Este pensamento é crucial para a saúde dos motoristas, colocando em risco a própria vida e a vida de outras pessoas. Em 2010, um estudo feito nas 27 capitais brasileiras avaliou o uso de álcool e drogas por motoristas profissionais e particulares. 3.398 pessoas tiveram sua saliva coletada e analisada, mostrando que 4,6% (150 pessoas) haviam consumido drogas como cocaína (2,1%), cannabis (1,5%), anfetamínicos e benzodiazepínicos (1%). Entre 2008 a 2011, outro estudo analisou a urina de 993 motoristas brasileiros. 5,4% usavam anfetaminas, 2,6% usavam cocaína e 1,0% usava cannabis concluindo que quanto mais longa a viagem, mais anfetaminas eram usadas. O que estas substâncias causam? Anfetaminas: sensação de bem estar e disposição, também causam alucinações, delírios, convulsões, fadiga, torpor, sonolência e inibição mental. Cocaína: estimulante que causa euforia. Parece melhorar a disposição do motorista, mas causa nervosismo, irritabilidade, agressividade, paranoia e alucinações, causando perda do controle do veículo, colisões, direção agressiva e desatenta. Cannabis (maconha): relaxamento dos membros e euforia. Prejudica a condução de um veículo porque compromete a memória, atenção, tempo de reação, capacidade de aprendizado, coordenação motora, percepção de profundidade, visão
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periférica, percepção de tempo e detecção de sinais. Exames toxicológicos A Lei 13.103 exige os exames para prevenir e diminuir o índice de acidentes e mortes nas estradas. Os exames servem para detectar no corpo a presença de drogas consumidas até 90 dias antes do teste, melhorando a confiança entre a empresa
e seus motoristas. A Buonny Labs (www. buonnylabs.com.br) realiza os testes analisando amostras de cabelos, pelos e unhas – oferecendo pagamento facilitado para motoristas e condições especiais para empresas. Os resultados são entregues diretamente ao motorista, deixando a seu critério a decisão de apresentar ou não os exames ao DENATRAN e a empresa solicitante.
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