Revista InterBuss - Edição 319 - 06/11/2016

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ACIDENTE COM ÔNIBUS MATA 21 EM ESTRADA DO PR

interbuss PORQUE TRANSPORTE É VIDA | ANO 7 | N° 316 | 6 DE NOVEMBRO DE 2016

APARECERAM INTERESSADOS NA

Justiça confirma grupo de interessados na compra da Busscar. Veja na coluna de Adamo Bazani THERMO KING LANÇA NOVO AR PARA ÔNIBUS


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NESTA EDIÇÃO NOSSO TRANSPORTE

Busscar poderá voltar a operar

De acordo com Adamo Bazani, apareceram interessados na compr SUMÁRIO

6 NOSSA OPINIÃO 7 A IMAGEM MARCANTE 8 TODA SEMANA 14 ADAMO BAZANI 16 PÔSTER 18 DEU NA IMPRENSA A histeria busóloga pela Busscar

A foto que marcou a semana no setor de transportes

As notícias mais importantes da semana

Colunistas | Busscar poderá voltar a produzir em 2017

Jotave City, por Maicon Igor Barbosa

As notas da imprensa especializada

22 GEORGE AN 24 REDE SOCIA 25 LEGISLAÇÃO 26 ACESSÓRIOS 28 O MELHOR D 30 TECNOLOGI

Colunistas | O hábito de le

O seu espaço na InterBuss

Marco regulatório do tran

Thermo King lança novo a

As melhores fotos publicad

Novo protótipo visa reduç


ANO 7 | Nº 319 | DOMINGO, 6 DE NOVEMBRO DE 2016 | 1ª EDIÇÃO | CONCLUÍDA ÀS 20h26 (5ª) EDIÇÃO COM 32 PÁGINAS

ar em 2017

ra da Busscar

NDRÉ SAVY eitura dos motoristas

AL s

O nsporte entusiasma SC

S

ar condicionado para ônibus

DA INTERBUSS das no Portal InterBuss

IA ção de poluentes

HISTÓRIA EM ÔNIBUS

Os hábitos de leitura dos motoristas profissionais

Confira na coluna mensal de George André Savy

22

TODA SEMANA

18

Acidente entre caminhão e ônibus deixa 21 mortos no PR

Tragédia aconteceu em rodovia bastante perigosa

09

TODA SEMANA

População protesta pela volta de ônibus gratuito em Maricá

Justiça suspendeu circulação de ônibus da prefeitura

10

DEU NA IMPRENSA

Motor Volksbus 17 260 EOT faz 1 mi/km totalmente original

Veículo pertence à empresa do grupo da Julio Simões

19

ACESSÓRIOS

Thermo King apresenta novo ar condicionado para ônibus

Novo equipamento é mais fácil de ser operado pelo usuário

26


EXPEDIENTE

Uma publicação da InterBuss Comunicação Ltda. DIRETOR-PRESIDENTE / EDITOR-CHEFE Luciano de Angelo Roncolato JORNALISTA RESPONSÁVEL Luciano de Angelo Roncolato REVISÃO Luciano de Angelo Roncolato ARTE E DIAGRAMAÇÃO Luciano de Angelo Roncolato AGRADECIMENTOS DESTA EDIÇÃO Agradecemos à todos os colaboradores de todo o país pelas fotos enviadas esta semana para capa, matérias e pôster. SOBRE A REVISTA INTERBUSS A Revista InterBuss é uma publicação semanal do site Portal InterBuss com distribuição on-line livre para todo o mundo. Seu público-alvo são frotistas, empresários do setor de transportes, gerenciadores de trânsito e sistemas de transporte, poder público em geral e admiradores e entusiastas de ônibus de todo o Brasil e outros países. Todo o conteúdo da Revista InterBuss provenientes de fontes terceiras tem seu crédito dado sempre ao final de cada material. O material produzido pela nossa equipe é protegido pela lei de direitos autorais e sua reprodução é autorizada após um pedido feito por escrito, e enviado para o e-mail revista@ portalinterbuss.com.br. As fotos que ilustram todo o material da revista são de autoria própria e a reprodução também é autorizada apenas após um pedido formal via e-mail. As imagens de autoria terceira têm seu crédito disponibilizado na lateral da mesma e sua autorização de reprodução deve ser solicitada diretamente ao autor da foto, sem interferência da Revista InterBuss. A impressão da revista para fins particulares é previamente autorizada, sem necessidade de pedido. PARA ANUNCIAR Envie um e-mail para contato@portalinterbuss.com. br ou ligue para (19) 99483-2186 e converse com nosso setor de publicidade. Você poderá anunciar na Revista InterBuss, ou em qualquer um dos sites parceiros do grupo InterBuss, ou até em nosso site principal. Temos diversos planos e com certeza um deles se encaixa em seu orçamento. Consulte-nos! PARA ASSINAR Por enquanto, a Revista InterBuss está sendo disponibilizada livremente apenas pela internet, através do site www.revistainterbuss.com.br. Por esse motivo, não é possível fazer uma assinatura da mesma. Porém, você pode se inscrever para receber um alerta assim que a próxima edição sair. Basta enviar uma mensagem para revista@portalinterbuss.com.br e faremos o cadastro de seu e-mail ou telefone e você será avisado. CONTATO A Revista InterBuss é um espaço democrático onde todos têm voz ativa. Você pode enviar sua sugestão de pauta, ou até uma matéria completa, pode enviar também sua crítica, elogio, ou simplesmente conversar com qualquer pessoa de nossa equipe de colunistas ou de repórteres. Envie seu e-mail para revista@ portalinterbuss.com.br ou contato@portalinterbuss. com.br. Procuramos atender a todos o mais rápido possível. A EQUIPE INTERBUSS A equipe do Portal InterBuss existe desde 2000, desde quando o primeiro site foi ao ar. De lá pra cá, tivemos grandes conquistas e conseguimos contatos com os mais importantes setores do transporte nacional, sempre para trazer tudo para você em primeira mão com responsabilidade e qualidade. Por conta disso, algumas pessoas usam de má fé, tentando ter acesso a pessoas e lugares utilizando o nome do Portal InterBuss, falando que é de nossa equipe. Por conta disso, instruímos a todos que os integrantes oficiais do Portal e Revista InterBuss são devidamente identificados com um crachá oficial, que informa o nome completo do integrante, mais o seu cargo dentro do site e da revista. Qualquer pessoa que disser ser da nossa equipe e não estiver devidamente identificada, não tem autorização para falar em nosso nome, e não nos responsabilizamos por informações passadas ou autorização de entradas dadas a essas pessoas. Qualquer dúvida, por favor entre em contato pelo e-mail contato@portalinterbuss.com.br ou pelo telefone (19) 99483.2186, sete dias por semana, vinte e quatro horas por dia.

NOSSA OPINIÃO

Editorial

Histeria busóloga sobre a Busscar: Por que isso? A encarroçadora catarinense Busscar, cujas atividades foram encerradas há alguns anos em virtude de um processo de falência movido por vários credores após acusações de má gerenciamento da empresa nas mãos da família Nielson. A unidade colombiana, já nas mãos de outros administradores, continua operando até os dias de hoje, inclusive com vários lançamentos como o Urbanuss Pluss BRT e a nova versão do Double-Decker. No Brasil tudo continua parado e na semana passada saiu uma notícia que leva animação ao mercado, já que apesar de fechada, a Busscar tem várias empresas que são fiéis aos seus produtos, tido como o de melhor qualidade do mercado nacional. No encerramento das atividades o Grupo Belarmino, de São Paulo, ficou com as últimas unidades do Urbanuss Pluss que saíram da linha de produção e que hoje circulam na região de Campinas, no interior paulista. De acordo com a notícia, a produção pode ser retomada no ano que vem nas mãos de um grupo de investidores. Na época do fechamento a fábrica contava com alguns equipamentos bastante novos, o que foi constatado por nossa equipe de reportagem durante visita às instalações em Joinville, relatado em uma extensa reportagem de 18 páginas em nossa edição de primeiro aniversário. A informação sobre esse grupo de investidores ainda está sendo apurada e não está totalmente confirmada, mas já foi suficiente para gerar um grande alvoroço no mercado. Com a Comil em recuperação judicial e ainda sendo processada pela rival Marcopolo por plágio em um de seus modelos rodoviários, uma eventual volta da Busscar seria uma pá de cal nos planos da encarroçadora caxiense de querer dominar quase a totalidade do mercado brasileiro de carrocerias de ônibus rodoviários, já que no mercado de urbanos a Caio Induscar continua na frente. Paralelamente a tudo isso, estão os entusiastas do setor, também chamados de busólogos, que em sua parte se comportam muito mal em relação a esse assunto. Houve quem publicasse mensagem lamentando a falência da Busscar no dia de finados. Oras, quem em sã consciência seria capaz de fazer tamanha bobagem? O comportamento de parte dos busólogos acaba por comprometer todo o grupo, que em sua maioria é composto por pessoa sérias, que praticam o hobby da forma mais saudável possível e que preza pelas amizades que faz nas portas das rodoviárias, nos encontros que acontecem esporadicamente e tratam tudo realmente como uma mera diversão que é feita nas horas vagas. Uma minoria publica várias bobagens nas redes sociais, se comportam muito mal em eventos e encontros dentro de garagens, vivem para difamar outros colegas de hobby e ainda vivem apenas disso, deixando até de trabalhar unicamente para fazer fotos de ônibus (é isso mesmo, já houve quem deixasse o emprego simplemente para ir fotografar ônibus). Isso é atitude de pessoa normal? Será que um psicólogo não explica para um cidadão desses que hobby é algo que se pratica nas horas vagas como uma diversão e que não se trata de uma competição para saber quem tem mais fotos, etc? No caso da Busscar parte dos praticantes do hobby ficam totalmente histéricos ao simplesmente tomar conhecimento sobre qualquer possibilidade dela voltar a produzir, como se eles fossem comprar várias carrocerias produzidas por ela. Por isso tudo, pede-se: menos, menos...


A IMAGEM MARCANTE

Campo Limpo Paulista, SP Quinta-feira, 27 de Outubro de 2016

Um ônibus da empresa Rápido Luxo Campinas perdeu o eixo durante o itinerário na cidade de Campo Limpo Paulista, na região de Jundiaí. De acordo com informações, o ônibus estava lotado no momento do incidente, porém ninguém ficou ferido. A foto é do arquivo pessoal de Júlio César e foi publicada pelo site G1 Sorocaba e Jundiaí.


TODA SEMANA

São Paulo

AS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DA SEMANA NO SETOR DE TRANSPORTES

Velocidade média cai nos corredores de ônibus de SP G1 SP | notícias

A velocidade média dos ônibus caiu em 8 de 11 corredores da capital paulista em 2016 em relação ao ano anterior, segundo dados da SPTrans. A queda no horário de pico foi de até 7,1%, valor registrado no corredor Campo Limpo - Rebouças - Centro, onde a velocidade média caiu de 22,1 km/h para 20,6 km/h. Mais lentos, os ônibus se afastam da meta traçada pela gestão Fernando Haddad (PT), que é dar aos ônibus a velocidade de 25 km/h. A velocidade diminuiu tanto em regiões centrais como em corredores da periferia. Houve piora de desempenho até mesmo no Expresso Tiradentes, estrutura elevada sobre a Avenida do Estado por onde os ônibus passam sem ter de disputar espaço com os carros. A queda na velocidade foi de 6,6% O G1 considerou no levantamento os 11 corredores que já operavam em 2015. Assim, não entraram na comparação os inaugurados em 2016 – casos da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini e Ponte Baixa. Os corredores são estruturas segregadas do trânsito que ficam à esquerda, diferentemente das faixas exclusivas, que ficam à direita. Para a SPTrans, as variações são normais tendo em conta particularidades dos corredores e a complexidade do sistema de corredores da capital. Naquele mês, a prefeitura acabou com a restrição imposta aos taxistas e permitiu à categoria usar os corredores também no horário de pico, das 6h às 9h e das 16h às 20h, desde que haja passageiros nos táxis. No corredor das avenidas Santo Amaro e Nove de Julho, por exemplo, a velocidade caiu 7,6% entre maio e agosto deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, e os ônibus passaram a circular com 19,4 km/h. Entre janeiro e abril, antes da liberação dos táxis, a queda de velocidade foi de apenas 2%, mesmo com a interdição total do viaduto Santo Amaro para ônibus ao longo de fevereiro após um caminhão bater na estrutura. O corredor passa perto de diversas áreas de escritórios da cidade, como o Centro, a Avenida Paulista e o Itaim-Bibi. A SPTrans, porém, diz não ver influência da

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ADEQUADA Para a prefeitura, a velocidade está “adequada”. Foto: Márcio Pinho/G1 volta da circulação dos táxis na redução da do Departamento de Operação do Sistema velocidade. Viário (DSV) e da Companhia de Engenharia A restrição à circulação de taxistas de Tráfego (CET) revelaram que a presença em horário de pico nos corredores tinha de táxis nos corredores não resultou em imsido criada pela própria prefeitura em 2014 pacto significativo sobre a velocidade dos e a pedido do Ministério Público. À época, ônibus nessas vias segregadas à esquerda um estudo da administração municipal e que, por isso, houve a liberação. A secremostrou que a velocidade dos ônibus era taria, porém, não detalhou esses estudos. limitada em 31,6% em razão da presença dos táxis. A restrição foi retirada no dia 11 Melhora de maio deste ano, mesmo dia em que Se por um lado os ônibus perderam prefeitura regulamentou o transporte indi- velocidade na maioria dos corredores, por vidual por aplicativos, como o Uber, o que outro lado tiveram ganhos expressivos em revoltou os taxistas. O prefeito Fernando um deles: o corredor da Inajar de Souza e da Haddad disse então que a proibição aos Avenida Rio Branco. A velocidade aumentáxis não trouxe “ganhos expressivos” para tou 8%. os ônibus. O corredor foi um dos que receberam investimentos da prefeitura na Velocidade ‘adequada’ gestão Haddad. Foram 14,6 quilômetros de A Secretaria Municipal de Trans- pistas com novo piso e 28 novas paradas de portes diz considerar que as velocidades ônibus, além de 3 quilômetros de ciclovia. O médias alcançadas pelos ônibus nos corre- investimento foi de R$ 170 milhões. dores exclusivos e nas faixas exclusivas, con- A SPTrans afirma que a “política de siderando todo o período de um dia de ope- mobilidade implementada desde 2013 conração, inclusive nos picos, são “adequadas” e tribuiu para a elevação da velocidade média “estão dentro da expectativa e melhoraram da frota dos ônibus. A velocidade média dos de modo significativo ao longo dos últimos ônibus, considerando corredores e faixas anos”, garantindo fluidez e maior economia exclusivas à direita ficou acima dos 20 km/h de tempo para os usuários. em 2015. A secretaria diz que São Paulo é A empresa cita dados anteriores uma metrópole de sistema viário complexo a implantação das faixas exclusivas para com corredores e faixas exclusivas com mostrar que a velocidade dos ônibus nessas “particularidades claras” e que isso favorece vias saiu de 13 km/h para 22,8 km/h no sen“variações ao longo do tempo”. Segundo a tido Centro. E diz ainda que em vias como as pasta, outros indicadores que interferem marginais, já se supera a meta de 25 km/h. potencialmente na velocidade dos ônibus A criação das faixas exclusivas foi uma das são obras viárias e manifestações nas vias principais apostas da gestão Fernando Hadpúblicas. dad, que entregou mais de 500 km de faixas Ainda segundo a pasta, estudos exclusivas.


A

Paraná

Acidente que matou 21 no PR foi em rodovia perigosa G1 Norte e Noroeste PR | notícias A PR-323, onde 21 pessoas morreram em um acidente entre um ônibus e um caminhão na segunda-feira (31), em Cafezal do Sul, no noroeste do Paraná, já contabiliza 61 mortes desde janeiro. O número, conforme o levantamento da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) é quase o dobro do registrado durante todo o ano de 2015, quando 38 pessoas perderam a vida na rodovia, importante ligação entre o Porto de Paranaguá e o centro-oeste paranaense e principal acesso entre cidades da região. Considerada uma das mais violentas do estado, parte da estrada ainda é de pista simples. O contrato para duplicação de 220 quilômetros, no entanto, foi assinado em junho de 2014 e cancelado em setembro pelo governo do Paraná. O estado afirmou que a empresa Odebrecht, que liderava o consórcio vencedor da licitação, não comprovou capacidade financeira para executar a obra. Os prazos venceram e não há prazo para que seja iniciada. O investimento total seria de R$ 7,7 bilhões e previa ainda a construção de 41 viadutos e 13 passarelas, além de vias marginais nos trechos urbanos. O governo do estado informou que o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) faz estudos de melhorias na rodovia e que em 2017 deve abrir novas licitações. Ainda este ano, garantiu, obras de recuperação devem ser feitas entre Umuarama e Iporã, trecho onde ocorreu o acidente. Em nota, a Odebrecht afirmou que o contrato não foi cancelado e que ainda está em negociação para verificar a viabilidade de execução da obra. Motoristas que trafegam pela rodovia frequentemente e parentes das vítimas tentam entender o que aconteceu e se dizem inconformados com a demora para a duplicação do trecho. A obra, dizem, precisa ser feita urgentemente para que outras tragédias possam ser evitadas. “Acontece muito acidente aqui. Terceira faixa são poucas que tem. E, a promessa de duplicar isso aqui faz muitos anos que a gente escuta”, comentou o operador de máquinas Gilmar da Silva. “Eu passo aqui desde os anos 90 e sempre vejo essas tragédias”, lamenta o também operador de

TRAGÉDIA Motoristas morreram carbonizados. Foto: Rogério Pinheiro/G1 máquinas Alécio de Matos. Entenda o acidente O acidente na manhã de segundafeira deixou além dos 21 mortos outros 10 feridos. O ônibus pertencia à Secretaria de Saúde de Altônia e seguia para Umuarama com 28 passageiros - a maioria pacientes em tratamento. Na batida, morreram 19 moradores de Altônia e o motorista do caminhão. A polícia ainda vai investigar as causas do acidente, mas adiantou que o ônibus seguia no sentido a Umuarama quando bateu de frente com o caminhão que trafegava no sentido contrário. Após a colisão, o ônibus foi arrastado pelo caminhão e pegou fogo, sendo destruído pelas chamas. O caminhão que tinha acabado de descarregar uma carga de leite e estava vazio. O motorista Sérgio Ademir Luiz Scaravonatto, de 50 anos, morreu na hora. O corpo dele foi enterrado na terça-feira (1º)

no Cemitério Municipal de Pato Bragado, no oeste do estado. Outros 18 corpos ainda estão no Instituto Médico-Legal (IML) de Umuarama. Eles serão liberados após a realização de exames de DNA, pois segundo a Polícia Científica não há condições de identificá-los por impressão digital ou arcada dentária. O material genético de familiares de todos os mortos foi coletado, e as amostras devem ser encaminhadas na nesta quarta-feira (2) para Curitiba, onde será feita a identificação. O resultado deve ficar pronto em até 40 dias. Os passageiros do ônibus que sobreviveram foram encaminhados para o Hospital Cemil, em Umuarama. Uma das pacientes foi transferida para o Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Universitário de Londrina na tarde de terçafeira. Segundo a instituição, os outros nove feridos seguem internados, e nenhum deles está em estado grave. Os pacientes deviam começar a receber alta a partir de quinta (3). 06.11.2016 |

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TODA SEMANA Rio de Janeiro

Povo protesta pela volta de ônibus gratuitos em Maricá Brasil de Fato | notícias

A população de Maricá (RJ) vai às ruas pedir a volta das linhas dos Vermelhinhos, ônibus com tarifa zero da Empresa Pública de Transportes (EPT), que foram proibidas de funcionar pela Justiça, no dia 25 de outubro. Uma manifestação foi realizada nesta quinta-feira (03), no centro da cidade, para protestar contra a paralisação dos ônibus. Em entrevista ao jornal online Brasil de Fato, o prefeito de Maricá Washington Quaquá (PT) disse estar indignado com a proibição dos ônibus gratuitos. “Os interesses das empresas de ônibus prevaleceram sobre o interesse do povo. Proibiram algo que é constitucional, já que o transporte público é um direito da população e um dever do Estado. Essa decisão é contra a Constituição”, disse ele. A decisão de proibir os ônibus da prefeitura foi tomada pela desembargadora Marília de Castro Neves Vieira, da 20ª Câmara Cível, em uma ação movida pelo Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (SETRERJ), representante das empresas Nossa Senhora do Amparo e Costa Leste, que operam em Maricá. As empresas de ônibus alegam concorrência desigual, já que os ônibus da prefeitura são gratuitos. No entanto, a prefeitura de Maricá esclarece que não há concorrência, já que os Vermelhinhos não percorrem a mesmo trajeto das empresas concessionárias. Quem está sofrendo com a proibição é a população mais pobre. A faxineira Andreza Oliveira, de 39 anos, por exemplo, conta que sua rotina se complicou. “Estava desempregada e comecei a trabalhar recentemente. O Vermelhinho era ótimo porque não precisava de dinheiro para fazer meus serviços, também porque não tinha”, afirma a diarista, que semana passada já perdeu uma faxina por falta de transporte. Em Maricá, 75% dos moradores ganham entre um e três salários mínimos. Além disso, a criação das linhas do Vermelhinho vieram para suprir a necessidade de ampliação do transporte diante do crescimento da população nos últimos anos, segundo informou a prefeitura. Poucos lugares sentiram tanto a suspensão do serviço de transporte pú-

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VOLTA População pediu a volta dos ônibus gratuitos. Foto: Divulgação blico gratuito quanto a área onde fica o bus. Motoristas, inspetores de tráfego, Residencial Carlos Alberto Soares de Frei- mecânicos, controladores, correm o risco tas, condomínio do programa Minha Casa de perder o emprego. Todos contratados Minha Vida, no bairro de Inoã. Para as através de concurso público realizado pelo 1.500 famílias que se mudaram para o lo- município. cal, os Vermelhinhos eram a única opção Entretanto, o prefeito Washington de transporte, já que não há linhas licita- Quaquá disse que está recorrendo da decisão das para as concessionárias na área. Agora, judicial e que o poder municipal também vai quem mora ali precisa caminhar 1,5 quilô- romper o contrato de prestação de serviço metro até a rodovia. pelo menos com uma das empresas de ôni A tarifa municipal é R$ 2,70, mas bus. “Já que a decisão judicial foi no sentido a maioria dos ônibus que percorre o mu- de proteger a concessão dos empresários, nicípio atende a linhas intermunicipais, o nós vamos cassar essas concessões. Já estaque eleva o valor para R$ 4. mos vendo que a Costa Leste presta um pés Leci Vital, de 47 anos, é dona de simo serviço à população e que opera com casa e tem seis filhos. Um deles, com 13 ônibus sem condições de rodar. Então, estaanos, tem deficiência em uma das pernas. mos apreendemos esses ônibus e estamos Agora ela tem que pagar pelo transporte verificando que ela não cumpre o contrato”, cada vez que o menino precisa ir ao hospi- afirmou o prefeito de Maricá. tal onde recebe acompanhamento médico. “Usava o Vermelhinho também para ir ao Queda de braço centro sacar o dinheiro do Bolsa Família”, Desde o ano passado, a prefeitura acrescenta a dona de casa, que voltou a de Maricá vem lutando contra as grandes usar a bicicleta e tem que cruzar a rodovia empresas que fazem o transporte coletivo RJ-106 para se deslocar. no município. Há quase dois anos elas ten Desde sua implantação, em setem- tavam impedir na Justiça o funcionamento bro de 2013, o sistema de Tarifa Zero de dos ônibus gratuitos. A frota ficou um mês Maricá operava com 10 linhas e 23 veículos parada, em agosto do ano passado, mas na frota percorrendo todas as regiões do voltou a funcionar depois que a prefeitura município, sete dias por semana, 24 horas de Maricá venceu a queda de braço. Há 40 por dia. anos as empresas Aviação Nossa Senhora A suspensão também afetou os do Amparo e Costa Leste monopolizavam o funcionários da Empresa Pública de Ôni- transporte público no município.


Notas Rápidas

Justiça do RJ mantém a multa por ônibus sem ar O Globo | Notícias

A 8ª Vara de Fazenda Pública da Capital manteve, pela sexta vez, a decisão que obriga a prefeitura do Rio a climatizar toda frota de ônibus da cidade. Em sua decisão no último dia 20, o juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves ratificou a multa de R$ 20 mil por ônibus não climatizado, definida em julho. O magistrado ressaltou ainda que o município já deu sinais evidentes de que não cumprirá o acordo, “tendo em vista a pífia performance das concessionárias na aquisição de coletivos climatizados”, e não adotando “postura enérgica a estimular o cumprimento do que fora livremente pactuado”. O processo revela ainda que, dos 3.990 ônibus que devem ser climatizados até o fim deste ano, apenas 278 coletivos com ar-condicionado (7% da meta) haviam sido adquiridos até junho. De acordo com o juiz, a quantidade é insuficiente até mesmo para compensar o número de coletivos não refrigerados no ano de 2015, cuja meta era ter 2.233 novos ônibus com ar-condicionado e que, no entanto, só alcançou 1.553 coletivos refrigerados ao final do ano (70% do estipulado). Em sua decisão no último dia 20, o juiz também determinou a comprovação do cumprimento da meta em relação aos meses de julho, agosto e setembro, sendo que o prazo para esta comprovação vencerá na próxima segunda-feira. No processo da Justiça, consta também que os concessionários justificaram o não cumprimento integral da meta o fato de não ter havido reajuste em 2013, “o que impactou no poder de investimento das consorciadas, a crise econômica que se abateu no país, impactando na quantidade de passageiros transportados e mudanças nas regras de financiamento do BNDES Finame”. Ainda de acordo com o processo, segundo dados fornecidos pela própria prefeitura, em fevereiro de 2014, quando foi pactuada a obrigação de climatizar a frota de ônibus, somente 1.636 dos 9.237 coletivos da cidade eram climatizados (17% da frota). Em setembro deste ano, dados obtidos pelo GLOBO por meio da Lei de Acesso à Informação, mostraram que, em julho, dos 7.847 ônibus de linhas regulares da cidade, apenas 3.090 tinham arcondicionado, ou seja, 39,4% do total.

68 ônibus foram depredados durante feriado na cidade do Rio

G1 RJ | Notícias De acordo com a empresa de transportes Braso Lisboa, responsável pelas linhas 474 (Jacaré X Jardim de Alah) e 476 (Méier X Leblon), 68 ônibus foram alvo de depredações e tiveram banco rasgados, além de vidros e saídas de emergência quebrados, durante o feriado de finados, nesta quarta-feira (2), no Rio de Janeiro. Desses, pelo menos 30 ônibus ficaram totalmente depredados. A empresa esclarece que repudia os atos de vandalismo promovidos nos ônibus dessas linhas. Segundo a Braso Lisboa, a equipe de manutenção da empresa trabalhou em regime de mutirão durante toda a madrugada para fazer os reparos nos veículos e disponibilizar os ônibus para o transporte de passageiros na manhã desta quinta-feira (3). Em nota, a Braso Lisboa ressalta que as ações de vandalismo prejudicam a oferta de transporte aos passageiros. Apesar de todo o esforço, não foi possível colocar em operação 21 carros. Desde o início do ano, a empresa já registrou 179 ônibus depredados em atos de vandalismo, sendo 119 apenas nos últimos dois meses. No período de um ano, o custo de reparo dos ônibus depredados seriam suficientes para realizar a compra de quase dois coletivos. Imagens mostram vandalismo Os passageiros do ônibus 474, que faz o caminho entre o Jacaré e o Jardim de

Alah, viveram momentos de medo na quarta-feira (2), como mostrou o Bom Dia Rio. No bairro de São Cristóvão, na Zona Norte, a Polícia Militar foi chamada para conter uma confusão com vários jovens e retirou os passageiros do veículo e os revistou. Ainda assim, o ônibus teve os vidros quebrados. Alguns deles chegaram a viajar sobre o teto do ônibus. Três suspeitos de praticarem roubos em Copacabana foram presos à noite. Segundo PMs, os roubos começaram na saída da praia, num dia em que as orlas das praias das zonas Sul e Oeste ficaram lotadas. A temperatura chegou a 38,6 graus. Segundo testemunhas e PMs que estavam no local, dois dos suspeitos praticavam roubos a pé, e um terceiro, de bicicleta. A situação causou correria na altura da Rua Constante Ramos, em Copacabana. Alguns comerciantes fecharam as portas. Pedestres também se queixaram de menores viajando em cima de ônibus, situação que também se repetiu em alguns BRTs na Zona Oeste. Também houve princípios de tumulto em pelo menos outros dois bairros da Zona Sul. Em Ipanema, um roubo de cordão na altura da rua Joana Angélica provocou correria no fim de tarde, e houve quem confundisse o tumulto com um princípio de arrastão. Já em Botafogo, em frente ao Shopping Rio Sul, onde a PM montou uma blitz para abordar ônibus que seguiam da Zona Sul para a Zona Norte, houve discussão de PMs que retiraram menores de um ônibus e as mães deles. O clima ficou tenso, mas ninguém foi detido. 06.11.2016 |

interbuss 11


TODA SEMANA Mercado

Alfa Rodo Bus fecha a compra de novos Alamo

Novas unidades encarroçadas pela AMD foram comercializadas para a empresa de ônibus da capital paulista, que agora totaliza 16 veículos Alamo

Da AMD | assessoria A Alfa Rodo Bus continua apostando nas carrocerias Alamo, fabricadas pela AMD Encarroçadora, para qualificar ainda mais os serviços no transporte coletivo de passageiros. A empresa acaba de adquirir mais quatro modelos de médio porte para compor a sua frota. As unidades foram comercializadas pela Apta Caminhões e Ônibus, concessionária da rede MAN Latin America, com unidades em São Bernardo do Campo e Baixada Santista. Desde que a AMD lançou o Alamo, a Alfa Rodo Bus foi a primeira empresa a adquirir os modelos, em dezembro de 2015. A empresa, que atua em várias regiões da capital paulista comprou, logo após o lançamento, cinco unidades. Em julho deste ano adquiriu outros sete modelo e, agora, com os novos totalizam 16 carrocerias AMD em sua frota. Os modelos são equipados com ar condicionado, elevador para acesso aos portadores de necessidades especiais, cinto de segurança retrátil três pontos, amplo espaço interno, poltronas ergonômicas com

12 interbuss | 06.11.2016

apoios de cabeça, sistema de campainha por botão e sem fio e ainda iluminação interna que permite sensação aconchegante com tecnologia em LED. Os veículos foram encarroçados nos chassis Volksbus 15.190 OD e vão atender as linhas que circulam por vários bairros da cidade. Chassi Volksbus 15.190 OD O chassi Volksbus 15.190 OD com motor dianteiro que é ideal para o transporte urbano. Equipados com motor MAN D08 de 4 cilindros, os modelos incorporam nova embreagem com 395 mm de diâmetro e caixa de transmissão ZF 6S 1010 de 6 velocidades com servo assistência e transmissão por cabos, o que garante maior conforto e durabilidade de todo o conjunto. A AMD AMD Encarroçadora e Implementadora tem sede em Caxias do Sul, é uma das empresas do Grupo Diniz, além de outras empresas que atuam em diferentes segmentos como concessionárias de caminhões e ônibus MAN, limpeza urbana, coleta e destinação de resíduos, construção pesa-

da, locação de equipamentos, de imóveis e corretagem de seguros. A Concessionária A Apta é uma das mais modernas concessionárias da rede e está preparada para atender à demanda no setor de caminhões e ônibus, novos e usados. Possui unidades em São Bernardo do Campo e em São Vicente, no litoral paulista. O diferencial oferecido aos clientes está em sua estrutura e corpo de colaboradores focados no atendimento ao cliente. As instalações são amplas e modernas para atender confortavelmente o cliente. Na oficina há os boxes de serviços rápidos, na assistência técnica, o amplo estoque de peças garante a necessidade do cliente e o setor de pós-vendas é altamente capacitado para esclarecer dúvidas e necessidades dos proprietários dos modelos MAN/Volkswagen. As concessionárias atuam com uma linha completa e sua estrutura se divide entre vendas de caminhões e ônibus, novos e usados, peças e assistência técnica. Ambas certificadas pela ISO 9001/2000 com selo de qualidade garantido pelo IQA (Instituto de Qualidade).


Frota

Viação Ouro e Prata compra mais dez Paradiso 1350 Com chassis Mercedes-Benz, veículos encarroçados pela Marcopolo inclui também unidades do Viaggio 1050. Todos serão usados para renovar frota

Da Marcopolo | assessoria A Viação Ouro e Prata, um dos principais operadores de transporte rodoviário do Rio Grande do Sul, adquiriu 10 novos ônibus produzidos pela Marcopolo. Com os modelos Paradiso 1350, substituirão veículos da frota e farão linhas intermunicipais e interestaduais. Já as unidades do Viaggio 1050 serão utilizadas em rotas que ligam o Rio Grande do Sul ao estado do Pará até a cidade de Santarém. Segundo Paulo Corso, diretor de operações comerciais e marketing da Marcopolo, a Viação Ouro e Prata tem como objetivo oferecer serviços de elevado padrão de qualidade, conforto e segurança para os passageiros nas diversas rotas em que opera. “Os modelos de ônibus escolhidos apresentam importantes diferenciais para maior comodidade, segurança e conforto. Essas características foram fundamentais para a escolha além da parceria de mais de 60 anos”, explica o executivo. Considerado ideal para o transporte em viagens de médias e longas distâncias, as seis unidades do ônibus Paradiso 1350 apresentam baixo custo operacional e extrema robustez. Os veículos desenvolvidos para Ouro e Prata contam com poltronas do tipo semileito 1060 com descansas pernas, DVD com entrada USB, monitores, sistema de monitoramento com gravador de imagem, internet sem fio 4G (Wi-Fi) e tomada USB para carregamento de aparelhos eletrônicos em todas as poltronas. O Paradiso 1350 possui portas pantográficas com travamento automático e pneumático, parede de separação com porta deslizante, sistema multiplex, sanitário, cinto de segurança retrátil, porta-copos, porta-revistas e sistema de ar-condicionado com dutos individuais. Também possui como diferenciais o maior espaço para bagagens – 1.350 cm de saia lateral e a maior capacidade volumétrica do mercado, com até 20,75 metros cúbicos. Conta ainda com conjunto ótico com LEDs nas luzes de direção e de posição – Daytime Running (luz de posição diurna), que ampliam a segurança durante as via-

gens e aumentam a eficiência luminosa e a vida útil, diminuindo a necessidade de troca/manutenção. Os quatro ônibus Marcopolo Viaggio 1050 possuem visual diferenciado por ter 100 mm mais alto em função da região em que atuará. Por serem modernos e arrojados, oferecem elevado padrão de conforto e segurança aos usuários e baixa manutenção para o operador. O modelo é também o mais econômico da categoria, com menor

custo operacional, reduzido consumo de combustível e elevado preço de revenda. Destinado tanto para o transporte em trajetos intermunicipais, interestaduais e/ou serviços de fretamento e turismo, o Viaggio 1050 é equipado com poltronas do modelo semileito 1060, conta com tomadas USB para carregamento de aparelhos eletrônicos em todas as poltronas e possui vidros colados, sistema de ar-condicionado, DVD e gravador de imagem. 06.11.2016 |

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COLUNAS

NOSSO TRANSPORTE ADAMO BAZANI | adamobus@gmail.com

Busscar pode ser vendida e voltar a fabricar na meta A encarroçadora de ônibus Busscar, que teve falência decretada pela primeira vez em 2012, pode voltar a produzir na segunda metade de 2017. No final de outubro, um grupo de investidores ofereceu à Justiça uma proposta para arrematar as três unidades fabris: a planta de carrocerias em Joinville, a unidade de Piraberaba, e unidade de Rio Negrinho, com a fábrica de peças. Para não atrapalhar o andamento do processo, a justiça não divulgou oficialmente o nome dos integrantes do grupo de investidores. O Diário do Transporte teve acesso à decisão do juiz Walter Santin Júnior, da 5ª Vara Cível de Joinville, responsável pelo processo de falência da Busscar, que estipula as condições para o pagamento. A proposta ainda será analisada. A decisão sobre as condições de análise foi publicada no Diário da Justiça do Poder Judiciário de Santa Catarina. De acordo com o juiz, só será aceita oferta de quantia igual ou superior a 49% do valor da avaliação (R$ 133.151.088,11). E desta vez, a Busscar deve ser vendida de fato. Isso porque, a decisão deixa claro que, mesmo se houver nova proposta, a venda vai se concretizar, ou por leilão ou escolha do melhor valor. “… havendo contraproposta em valor superior ou mais vantajosa para os credores será designado leilão simultaneamente eletrônico e pessoal e não havendo licitantes será homologada a melhor oferta constante nos autos que, assim, vincula o proponente ao seu fiel e integral cumprimento” Além disso, de acordo com a decisão, oferecer proposta, ser selecionado e desistir pode custar caro: “Logo, em caso de desistência, fica estipulada a multa de 20% sobre o valor da proposta;” O jornalista Claúdio Loetz apurou que um grupo de investidores ofereceu R$ 67,15 milhões pelas três unidades fabris da Busscar, valor compatível aos 49% da avalição exigidos pela Justiça. A compra se daria em 52 parcelas: entrada de 14%, o que equivale a R$ 9,4 milhões, e o restante, R$ 57,74 milhões corrigidos por índice determinado pelo Tribunal de Justiça. Neste aspecto, a proposta também é compatível com a exigência judicial à qual o Diário do Transporte teve acesso: “em caso de oferta em pagamento parcelado, as prestações deverão ser corrigidas pelos

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índices fixados pela Corregedoria-Geral de Justiça do Estado de Santa Catarina” O grupo pretende investir ao menos R$ 100 milhões na fábrica e começar a produzir ônibus em meados de 2017. No mês de outubro, ao menos dez interessados visitaram as fábricas da Busscar, mas apenas um grupo investidor se interessou por toda a operação. Caso as três fábricas e as peças fossem vendidas separadamente, o valor arrecadado seria menor que os R$ 67,15 milhões propostos por este grupo. Uma das propostas negada foi de uma empresa imobiliária que ofereceu R$ 30 milhões apenas pelas instalações da fábrica de Joinville. BREVE HISTÓRICO A Busscar foi fundada oficialmente como Nielson no dia 17 de setembro de 1946, com iniciativa de Augusto e Eugênio Nielson que começaram uma pequena oficina em Joinville, atuando na construção de móveis e utensílios e fazendo reparos em carrocerias de caminhões e cabines. Em 1948, a Nielson fez seu primeiro veículo de transporte coletivo, uma jardineira – ônibus simples feito de madeira. O veículo da Nielson foi uma encomenda da empresa Abílio & Bello Cia Ltda, que fazia a linha Joinville – Guaratuba, em Santa Catarina. Foi na época do surgimento empreendimento dos Nielson, que o Brasil começava assistir mais intensamente o crescimento das cidades e também das relações comerciais entre as diferentes

localidades. Tudo isso demandava uma maior oferta de transportes. Assim muitos empreendedores compravam chassis de caminhão, como da Ford e da GM, e precisavam transformá-los em ônibus para enfrentar as difíceis estadas de terra e verdadeiros atoleiros. Nesta época, a Nielson & Cia Ltda. tinha o comando do patriarca da família, Bruno, e do filho Harold. Em 1958, um dos marcos para a Nielson foi o projeto de estrutura metálica para os ônibus. No início dos anos de 1960, ganhavam as estradas os modelos Diplomata, carroceria de dois níveis que lembravam os Flxibles norte-americanos que, quando foram importados pela Expresso Brasileiro Viação Ltda eram chamados de Diplomata. A Nielson então conquistava definitivamente o mercado. Nos anos de 1980, Nielson cresce mais e no segmento de rodoviário travava disputa acirrada com a Marcopolo e no segmento urbanos, a briga era com a Caio, praticamente de igual para igual. A linha Diplomata tinha recebido novas versões e o Urbanuss ganhava atenção dos frotistas. Por uma estratégia de negócios, a Nielson mudou a marca para Busscar. Inicialmete a marca foi conhecida como Busscar-Nielson. Surgiram os rodoviários El Buss e Jum Buss e os urbanos da linha Urbanuss. Em 2002, a Busscar começa enfrentar dificuldades financeiras. A família Nielson alegava problemas motivados pela variação cambial e também dificuldades


ade de 2017

Grupo de investidores ofereceu proposta de pagamento em 52 parcelas, que será analisada pela Justiça. Foto: Giovanni Bertoldi Foram várias tentativas de leilão da Busscar, três somente em 2016. No dia 8 de julho, terminou sem lance o terceiro leilão da empresa. No final de outubro, foi apresentada uma proposta por um grupo de investidores com o objetivo de retomar as produções em meados de 2017.

de créditos, mas já havia também erros administrativos internos. O BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social chegou a realizar empréstimos para empresa, que não foram plenamente honrados. A recuperação não foi plena, havendo novamente outro problema financeiro em 2004. A última crise da Busscar começou em 2008, quando a empresa começou a atrasar salários. Depois de uma dívida que se aproximou de R$ 2 bilhões, contando juros, impostos e débitos com fornecedores, trabalhadores e bancos, a empresa teve a falência decretada em 27 de setembro de 2012 pelo juiz Maurício Cavalazzi Povoas. A decisão, no entanto, foi anulada em 27 de novembro de 2013, após recursos judiciais. No entanto, os recursos caíram em 5 de dezembro de 2013. A família Nielson chegou a apresentar um novo pedido de recuperação judicial, mas o juiz Luis Felipe Canever, de Santa Catarina, após negativa por parte dos credores, decretou no dia 30 de setembro de 2014, nova falência da encarroçadora de ônibus Busscar, que já foi uma das maiores do Brasil. Os negócios continuam na América Latina com a atuação em parceira de outros grupos, com destaque para as operações na Colômbia. A Busscar Colômbia foi formalizada no ano de 2002 sendo fruto de uma aliança entre a indústria local Carrocerías de Occidente, empresa fundada em 1995, e a Busscar Ônibus do Brasil, fundada pela família Nielson em 17 de setembro de 1946.

CONFIRA DECISÃO NA ÍNTEGRA SOBRE AS CONDIÇÕES DE PROPOSTA 5ª Vara Cível – Relação TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA – COMARCA DE JOINVILLE JUÍZO DE DIREITO DA 5ª VARA CÍVEL JUIZ(A) DE DIREITO WALTER SANTIN JUNIOR ESCRIVÃ(O) JUDICIAL EDNA EDEANI DOS SANTOS EDITAL DE INTIMAÇÃO DE ADVOGADOS RELAÇÃO Nº 0548/2016 ADV: EDUARDO HENRIQUE VIEIRA (OAB 7680/MT), EUCLIDES RIBEIRO S. JÚNIOR (OAB 5522/MT) Processo 001999835.2016.8.24.0038 – Exibição de Documento ou Coisa – Atos Processuais – Autor: I. P. R. U. – Falido: Busscar Onibus S/A – Isso posto, afasto a ideia de preço vil e autorizo o processamento da modalidade de venda a que alude a empresa interessada, pelo preço ofertado, encampada pelo administrador judicial, na forma do art. 144 da Lei n. 11.101/2005 e, por consequência:Determino à leiloeira que dê ampla e geral publicidade pelos meios ordinários disponíveis, considerando o valor da oferta como o mínimo necessário para formalizar eventual contraproposta;Determino que no edital de publicação faça constar: b.1) que a contraproposta deve atender a condição de valor antes referida e que o compromisso de retomada da atividade operacional, no mesmo ramo da falida, assumida pela empresa interessada e que assina a proposta em curso, poderá ser levado em consideração pelo juízo na apreciação de eventuais novas ofertas, salvo se for oferecida quantia igual ou superior a 49% do valor da avaliação (R$ 133.151.088,11) ou que de alguma forma atenda aos interesses dos credores; b.2) que havendo contraproposta em valor superior ou mais vantajosa para os credores será designado leilão simultaneamente eletrônico e pessoal e não havendo licitantes será homologada a melhor oferta constante nos autos que, assim, vincula o proponente ao seu fiel e integral cumprimento; b.3) que não havendo contrapropostas ou ofertas em leilão, não será recebida qualquer outra oferta nos autos, nem mesmo por intermédio da leiloeira, mantendo-se apenas aquela

que inaugurou este incidente; b.4) que o produto da aquisição ou arrematação será entregue ao comprador ou arrematante livre de qualquer ônus, inclusive de natureza tributária; b.5) que em caso de oferta em pagamento parcelado, as prestações deverão ser corrigidas pelos índices fixados pela Corregedoria-Geral de Justiça do Estado de Santa Catarina; b.6) que os bens adquiridos ou arrematados ficam em garantia , logo, gravados por hipoteca judicial até a integral quitação de cada unidade considerada isoladamente;Determino, em caso de contraproposta por escrito de outro interessado, a realização de leilão (a ser brevemente designado) que, então, será regido pelo art. 142, I, da Lei n. 11.101/2015, ficando ciente o autor da contraproposta que, negativo o resultado do leilão, a sua oferta o vincula a aquisição do ativo operacional da massa e poderá ser homologada na forma do art. 144 da mesma lei. Logo, em caso de desistência, fica estipulada a multa de 20% sobre o valor da proposta;Determino a intimação da leiloeira para tomar ciência deste comando e atender as determinações acima, com a urgência, cautela e eficiência que o caso requer;Determino a intimação do Ministério Público para manifestação quanto à modalidade de alienação judicial eleita e sua pertinência para os interesses da massa e dos credores, ou para suscitar outras questões que reputar conveniente. Prazo: 5 dias.Determino a intimação da devedora e dos credores, estes por edital para ciência deste comando. Prazo: 5 (cinco) dias (CPC, art. 218, § 3º).Considerando a nova modalidade de venda adotada, fica estabelecida a remuneração da leiloeira em 5% sobre o valor da venda em caso de oportuna homologação.Postergo a análise das condicionantes descritas pela empresa interessada para momento oportuno, certo que, de nada adiantaria o juízo mergulhar em seu estudo se, oportunamente, a partir da publicidade ora determinada, existir melhor oferta que, por ser mais vantajosa aos interesses dos credores, venha prejudicar o inteiro teor da proposta ora recebida. Adianto que antes da decisão final admitindo a inexistência de outras ofertas e a regularidade na tramitação desta modalidade de alienação judicial todas as questões suscitadas pela empresa interessada serão apreciadas e, se ainda assim, persistir o seu interesse na aquisição do ativo operacional da massa, os autos serão conclusos para apreciação da homologação.Cumpra-se. 06.11.2016 |

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MAICON IGOR BARBOSA

Jotave City Viação Macir Ramazini, em Ribeirão Preto/SP



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RESUMO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DA IMPRENSA ESPECIALIZADA

“Uber” do transporte de cargas anuncia expansão

Do site | notícias A CargoX, transportadora que opera conectada em tempo real a uma rede de mais de 100 mil caminhoneiros autônomos, anuncia a abertura de mais 600 vagas para iniciar sua expansão em 2017. As oportunidades são nas áreas de vendas, marketing e desenvolvimento tecnológico, a última área com destaque para engenheiros com conhecimento em PHP, Android e Lidar para desenvolvimento da divisão de self driving technology. A grande parte das oportunidades tem como sede a cidade de São Paulo, onde fica matriz da companhia, entretanto as filiais já ativas no Mato Grosso e na Argentina, além das futuras na região Sul e Nordeste do Brasil, também irão selecionar profissionais para integração de suas equipes.

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A empresa busca candidatos jovens, criativos, com energia e vontade de fazer a diferença. Segundo Federico Vega, CEO da CargoX , as vagas são uma chance para quem deseja crescer e seguir um plano de carreira. “Valorizamos a performance da nossa equipe e acreditamos na meritocracia, onde todos podem crescer e os colaboradores mais valiosos são recompensados, isso mantém eles sempre preparados para atender nossos clientes da melhor forma, se tornando especialistas e transmitindo isso em suas atividades”, destaca. Desde o seu lançamento, em março de 2016, a companhia conquistou seu espaço no mercado por ter como seu principal diferencial a inovação, aposta na gestão colaborativa como item fundamental da sua cultura organizacional. A empresa já superou 90% dos R$ 48 milhões projetados

em sua meta anual de faturamento e deve ultrapassar esses números nos primeiros 12 meses de atuação. “Vamos intensificar as contratações para dar suporte ao nosso crescimento, mantendo o mesmo nível de qualidade no serviço e atendimento ao cliente.”, complementa Federico Vega. Para Guilherme Miranda, atualmente analista de logística da empresa, mas que iniciou na equipe como estagiário e faz parte do projeto desde o início, o crescimento da companhia impacta a todos internamente, já que observam as oportunidade surgindo e novos profissionais acrescentando conhecimento aos processos. “Ver que a empresa se movimenta para ser maior é muito motivador, nós ficamos animados, as chances surgem e todo seu esforço é reconhecido e recompensado, seja em forma de evolução profissional ou no acréscimode saber” completa.


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Motor VW OT original roda mais de 1 milhão de km

Do site | notícias Um Volksbus 17.260 OT, adquirido em 2011 pela JSL, está fazendo história na empresa: com mais de 1 milhão de quilômetros ainda roda sem nunca ter seu motor aberto para retífica. O modelo circula em média 18 mil quilômetros ao mês, na rota intermunicipal urbana de Mogi das Cruzes a

Salesópolis, em São Paulo. Leandro Melo, gerente de manutenção da JSL, conta que os Volksbus surpreenderam pela robustez e antecipa: há mais veículos perto de 1 milhão de quilômetros. “Temos mais de 700 ônibus VW em nossa frota, somos clientes da marca há muito tempo. Agora, em razão da situação econômica do Brasil, estamos restringindo a renovação e vemos que os

Volksbus são muito confiáveis e têm alta durabilidade”, afirma Melo. O pós-vendas é outro ponto alto da negociação. “A concessionária Tietê, responsável pela entrega, visita periodicamente nossa garagem e seguimos à risca as recomendações do manual”, destaca o cliente. A JSL tem 300 ônibus VW destinados ao transporte urbano e outros 400 destinados a serviços de fretamento. 06.11.2016 |

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MAN LA entrega 30 TGX 29.480 6x4 para a Supricel Do site | notícias A MAN Latin America, fabricante dos caminhões e ônibus VW e dos caminhões MAN, fechou a entrega de 30 caminhões TGX 29.480 6×4 para o Grupo Supricel. A negociação foi viabilizada por meio de leasing operacional, modalidade na qual a marca foi pioneira no mercado brasileiro de veículos comerciais, em parceria com o Banco Volkswagen. Dentre as vantagens desta modalidade estão parcelas financeiras mensais até 30% inferiores às do Finame e sem a exigência de um valor de entrada, além de prestações mensais fixas até o fim do contrato. As quinze primeiras unidades dos extrapesados já rodam todo o Brasil transportando produtos como resina, polietileno, cobre, barras e aços para construção civil. A média percorrida pelos veículos é de 10 mil quilômetros por mês. “Os motoristas passam muito tempo na estrada e os caminhões são sua segunda casa. Por isso escolhemos os veículos mais confortáveis do mercado e pudemos contar com a parceria da MAN Latin America e da concessionária Piracema para fecharmos um bom negócio”, comenta Carlos Alberto Olmos, diretor corporativo do Grupo Supricel, sediado em Piracicaba/SP. Parte da nova frota utilizará implemento com nove eixos tipo rodotrem e bitrenzão, otimizando o desempenho da operação, além de torná-la mais confortável. Marcelo Gerioni, motorista do Grupo Supricel, já passou por treinamento de quinze dias a bordo do TGX: “Viajei de Piracicaba ao Nordeste e conferi que o caminhão novo é econômico e muito confortável. O ruído na cabine é mínimo, o modelo é bom de guiar e tem uma cabine espaçosa, com cama grande. Sinto menos cansaço e consigo dormir melhor em lugares onde é preciso dormir no caminhão”, conta. Paulo Dechen, gerente de logística e transportes da Supricel, está satisfeito com os primeiros resultados dos testes da nova frota. “A MAN Latin America, junto da concessionária, está oferecendo treinamento aos motoristas, o que sem dúvida garante melhor aproveitamento dos veícu-

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los.” Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da MAN Latin America, celebra a negociação: “Está em nosso DNA a oferta de produtos e serviços adequados sob medida ao cliente e esperamos que a parceria com o Grupo Supricel seja próspera e duradoura”.

Portfólio de peso – A linha de extrapesados MAN TGX é composta pelos modelos 29.440 6×4 e 28.440 6×2, além dos 28.440 na versão 8×2 e o 29.480, caminhão mais potente da MAN Latin America. Toda a linha é composta por motor MAN D26 e transmissão automatizada MAN TipMatic de 16 marchas.


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Grupo Continental desenvolve nova solução de gestão de frota Do site | notícias

O Grupo Continental, um dos maiores sistemistas da indústria automotiva global, anunciou o desenvolvimento de uma nova solução de gerenciamento de frotas baseada no tacógrafo digital. A tecnologia, batizada VDO On Board, permite ao frotista gestão online dos seus veículos através de informações confiáveis enviadas através de sensor nos pneus. Através de uma plataforma online em nuvem, o VDO On Board aponta ao gestor da frota o perfil de direção do condutor de um caminhão, ônibus ou van, informando os níveis de aceleração, frenagem, rotação do motor, dentre outros dados. “Essa solução permite ao frotista redução sustentável dos custos operacionais com a frota. O VDO On Board eleva a eficiência da frota e ajuda na redução de custos com combustível e manutenção”, diz Júlio Gatti,

Diretor da unidade CVAM (Commercial Vehicle & Aftermarket) do Grupo Continental. Segundo o executivo, a tecnologia também contribui para o gerenciamento eficaz da logística, otimizando o planejamento de entregas a partir do momento em que o frotista sabe do local em que seus veículos estão. “Através de relatórios gerenciais, é possível planejar as rotas de uma maneira mais fácil e econômica”, ressalta Gatti. O VDO On Board tem um custo extremamente acessível ao frotista, podendo ser comparado com uma assinatura básica de telefone celular. O sistema do VDO On Board é 100%

web e pode ser acessado de qualquer localidade com internet, sem exigir do frotista uma infraestrutura própria de TI. Todos os dados, backups e atualizações de software são gerenciados pelo sistema. Dessa forma, frotas com diversas garagens não precisam mais de infraestrutura de TI dedicada em cada unidade, afinal, os dados estão sempre disponíveis em nuvem. Além disso, a tecnologia da Continental permite uma integração de sistemas, ou seja, o VDO On Board realiza a integração de sistemas via WebService para que os dados do tacógrafo sejam utilizados no ERP ou outros provedores de serviço do frotista.

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Iraque vai sediar na cidade de Erbil feira automotiva em 2017

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A Câmara Brasil Iraque apresenta a lista com as principais feiras internacionais de negócios que serão realizadas no Iraque em 2017. “A variedade e quantidade de feiras mostra que o Iraque segue no cenário internacional como uma boa opção para as empresas internacionais”, afirma Jalal Chaya, vice-presidente da Câmara Brasil Iraque. A entidade selecionou alguns eventos baseado na pauta de exportação brasileira indicando os nomes, cidade de realização e data. Na área automotiva vai acontecer em março a International Automobile, Automotive, Commercial Vehicles and Spare Parts Exhibition no Erbil International Fairground, em Erbil. “O mercado iraquiano conhece há décadas a qualidade do produto automotivo brasileiro”,afirma Chaya. De janeiro a setembro deste ano já foram faturados com vendas ao Iraque de produtos automotivos, incluindo maquinário e peças para equipamentos de

construção, US$ 7.638.452,00. O valor é mais que o dobro do total exportado em 2015 que foi de US$ 3.211.920. Os principais produtos vendidos foram tratores, freios, turbodiesel, componentes de transmissão e peças em geral para reposição. As empresas que se de-

stacam são Valtra, AGCO, Duroline, Caterpillar e Fras-Le além das tradings que atuam intermediando exportações. “Uma feira como essa é uma excelente vitrine para tornar conhecido seu produto em um mercado francamente favorável ao Made in Brasil”, diz o vice-presidente da Câmara Brasil Iraque. Pauta variada – A pauta geral de exportações é composta por produtos como açúcar, carne congelada de frango, boi vivo, carne bovina congelada, milho, farelo de soja, máquinas utilizadas em obras de construção, motores elétricos, lentes de contato, café solúvel, pimenta seca, papel e medicamentos para uso geral e área odontológica. “A variedade de produtos credencia o Brasil a conquistar mais oportunidades no mercado iraquiano”, avalia Chaya. As exportações brasileiras ao Iraque cresceram 34% de janeiro a setembro deste ano em comparação com o mesmo resultado de 2015. No total as empresas brasileiras faturaram US$ 584 milhões ante US$ 435,6 milhões no ano passado. 06.11.2016 |

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COLUNAS

HISTÓRIA EM ÔNIBUS GEORGE ANDRÉ SAVY | escritorpiloto@gmail.com

A Leitura no Mundo dos Motoristas Qual o hábito de leitura dos profissionais da estrada, motoristas de ônibus e caminhões? Em 2008 iniciei uma pesquisa sobre hábito de leitura da população em geral. Neste ano de 2016 o número de pessoas ouvidas chegou a 3500; dentre esse público profissionais de várias áreas, incluindo também motoristas. Mas recentemente passei a ouvir em certos dias da semana exclusivamente o segmento de motoristas. A decisão veio num momento propício, quando preparei o lançamento de um livro sobre o histórico das empresas de ônibus de Jundiaí e região. Dos números coletados até este momento, motoristas de transporte de carga e passageiros do urbano e rodoviário, o livro mais lido pela categoria é a Bíblia. Na conversa que se segue no momento das entrevistas, é bastante perceptível que a Palavra de Deus encoraja e transmite segurança a esses profissionais que lidam com público diverso e enfrentam tanto os perigos comuns da precariedade das estradas como o crescente número de assaltos. Alguns afirmam não frequentar igrejas, mas leem regularmente a Bíblia que carregam no veículo de trabalho. Em segundo lugar na preferência dos motoristas, vem as revistas do ramo. Publicações diversas que falam da vida na estrada são de interesse da maioria. Aí ocorre um aspecto mais diferenciado entre os profissionais de carga e de passageiros. Enquanto os motoristas de caminhões gostam de temas mais diversificados que trazem essas publicações, os motoristas de ônibus têm interesse especial em históricos e dinamismo das empresas do segmento. E isso ficou mais evidente agora, durante a apresentação do livro que traz as mudanças no transporte em Jundiaí, ascensão e queda de empresas no decorrer dos anos. Essa distinção ocorre, dentre outros fatores, pelo ambiente de trabalho. O motorista de ônibus, principalmente do urbano, está mais condicionado à influência da empresa. A área de trabalho é restrita, consequentemente existe uma fiscalização constante e a presença ali ao lado, de tudo o que acontece na empresa. É como a família presente o tempo todo, como se os parentes morassem todos no mesmo terreno e participassem um da vida do outro, criando o ambiente de problemas em comum. Surge então o interesse em acompanhar, saber

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o que se passa nos altos e baixos do cotidiano de cada parente. O colega da outra empresa urbana é um “parente”. Do ônibus de fretamento também. E o assunto em comum é o ambiente proporcionado pelas empresas. As novidades. A “saúde” de cada empresa. Troca de comando. Esse dinamismo positivo ou negativo, acelerado muito mais de quinze anos para cá, leva o profissional do setor de ônibus a concentrar mais a atenção no meio em que trabalha. Aí está o maior diferencial do profissional da estrada, sobretudo dos motoristas de caminhões. Além das empresas de carga não passarem por essas mudanças frenéticas como tem ocorrido

nas empresas de ônibus, o profissional do caminhão não está restrito a uma área de fiscalização constante, implacável. Embora tenha muitas vezes horários e itinerários determinados, o contato com o mundo, cidades diferentes traz um ganho a mais no aspecto cultural. Ao encontrar com outros caminhoneiros nas paradas, os assuntos ganham expansão. Cada um traz um fato, uma peculiaridade de cada lugar que passou. Os problemas em comum da categoria não se restringem às empresas em si, e sim na política nacional da categoria. O motorista de caminhão vai além da política da empresa para a qual trabalha. Ele se envolve nacionalmente na


questão, enquanto no segmento de ônibus a atenção é pontual ou regional. Isso influi nas opções de leitura e lazer. Ainda focando o ambiente de trabalho, o profissional da estrada, fora do círculo fechado de fiscalizações da empresa e da cidade (a rotina urbana), lê jornais diversos nos postos, vê uma novidade e compra, ouve músicas durante as viagens. Por essa diferenciação no ambiente de um profissional para outro, a pesquisa explica os pontos em comum e diferenciados no hábito de leitura. E também o porquê de haver mais publicações impressas destinadas aos caminhoneiros do que à categoria dos profissionais do ônibus.

Embora existam publicações na área de ônibus, some-se a estas também o livro que lancei neste mês de outubro, fica o desafio tanto aos gestores públicos como escritores e editores promover a expansão do interesse na leitura diversificada aos motoristas de ônibus, principalmente dos urbanos e suburbanos, cuja rotina de trabalho é extremamente estressante e dificulta o despertar para além do ambiente em que vivem, se dedicam. Não que a Bíblia deva ser “destronada”. Ela continuará sendo o livro que traz a almejada segurança e esperança aos profissionais do volante. Mas ao lado dela, existe um espaço vago a ser preenchido por

boas e úteis publicações que não fiquem restritas aos problemas e curiosidades da categoria. Não basta criar espaço para livros em terminais de ônibus como alguns municípios fizeram, simplesmente “deixar os livros no local”. É preciso ter a presença de pessoas ligadas à área de literatura e do poder público de forma frequente, criando e dialogando no local – “o calor humano”. Isto faz a diferença. Conseguir despertar o interesse destes profissionais à diversidade cultural (sadia) daqui para frente poderá representar melhoria ao próprio ambiente de trabalho deles e à qualidade de vida; o desafio está lançado. 06.11.2016 |

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Tôni Cristian | Marcopolo Paradiso G6 1200 MBB O-500RS

Paulo Rafael Viana | Marcopolo Viale MBB OF-1721

Rafael Xarão | Neobus Spectrum MBB OF-1418


LEGISLAÇÃO

Trabalhista

Marco regulatório empolga setor de transportes de SC

Reforma Trabalhista, que está em pauta há alguns meses em Brasília, também gera grande entusiasmo no setor de transportes rodoviário de cargas de SC Da Multimidia SC | assessoria Os dois temas estão em pauta há alguns meses, em Brasília, e os representantes catarinenses da área do transporte acompanham de perto as discussões e as audiências públicas feitas no próprio Congresso ou por entidades que buscam soluções para impasses que vão desde a falta de segurança jurídica, multas indevidas, condenações trabalhistas, entre outros pontos. No início do ano, os empresários entregaram aos deputados federais catarinenses reivindicações para discussão do marco regulatório. Este projeto é um conjunto de leis cíveis para regulamentar o transporte rodoviário de cargas e otimizar o trabalho dos três segmentos: autônomos, transportadoras e cooperativas. No momento o projeto está na Câmara dos Deputados, e a expectativa é que seja votado já no início de 2017. “ Acreditamos que alguns pontos polêmicos ainda sejam discutidos e a tendência é que saia ajustes, ou então, deve ir direto para votação”, pontuou o advogado membro da Comjur ( Fetrancesc), Cassio Vieceli. Apesar da previsão de votação no começo do ano que vem, por enquanto não estão agendadas novas reuniões por parte do legislativo para debater as propostas. A última estava marcada para 06 de junho, mas foi cancelada. Outro assunto que vem gerando expectativa entre os empresários do transporte é a oportunidade de discutir uma reforma trabalhista. No início de setembro, cerca de 40 transportadores que integram um grupo chamado Transportando Ideias e membros dos sindicatos catarinenses estiveram com o ministro Ronaldo Nogueira e tiveram a chance de expor as problemáticas. A reforma trabalhista quer possibilitar a segurança jurídica para várias classes que hoje sofrem com a insegurança, entre elas a do transporte. A intenção é “evitar aborrecimentos de ordem trabalhista após a contratação de colaboradores, pela grande quantidade de más interpretações ou até mesmo tendenciosas. Ficou claro para min-

istro que o problema não é o trabalhador, mas quem está por trás disso (palavras do ministro na reunião)”, pontuou Vieceli, que também participou do encontro. As mudanças propostas pelo ministério, devem ser encaminhadas ao Congresso até no segundo semestre do ano que vem. A ideia do Ministério do Trabalho é criar modalidades de Relações de trabalho como: celetista, por produtividade, funções técnicas e por horas trabalhadas. O fortalecimento dos acordos coletivos também deve ser levado em conta com mudança na legislação, possibilitando estritamente a aplicação da lei, sem outros entendimentos judiciais, como funciona hoje. De acordo com Vieceli, este é um grande problema enfrentado hoje pelo setor patronal, os diversos posicionamentos e entendimentos do judiciário. Porém, é preciso frisar que “ não será retirado nenhum direito do trabalhador e não será dado priv-

ilégio ao empregador. O que vai haver é um equilíbrio na relação de trabalho, que hoje não tem”, explicou. Para o presidente do segundo maior sindicato de empresas de transporte rodoviário de carga de Santa Catarina SEVEÍCULOS, Paulo Espíndola, este é um momento importante e decisivo para o setor. “ A lei trabalhista ela está defasada e precisa passar por um processo de revisão e mudanças. Mudanças que venham favorecer os dois lados, tanto o funcionário, quanto o empregador. Mudanças para melhorar, não estamos falando aqui em mexer nos direitos dos funcionários, até porque o empresário reconhece a necessidade destes colaboradores. Mas o empresário precisa contar com alguns benefícios, incentivos, hoje são impostos em cima de impostos, exigências em cima de exigências. É necessário que o governo perceba a importância do setor de transporte”, destaca Paulo Espíndola. 06.11.2016 |

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ACESSÓRIOS

Ar Condicionado

Thermo King lança novo ar condicionado para ônibus

Novo equipamento CF-1000 possui uma das menores cargas de gás refrigerante do mercado, baixo nível de ruído, pouco peso e fácil de operar Da Thermo King | assessoria

A Thermo King - fabricante de soluções para controle de temperatura para o transporte em uma variedade de aplicações móveis, e uma empresa do grupo Ingersoll Rand - apresenta ao mercado brasileiro o novo CF-1000, equipamento de ar-condicionado com uma das menores cargas de gás refrigerante do mercado, baixo nível de ruído, peso reduzido e facilidade de operação. A nova solução da Thermo King reúne, em um único equipamento, todas as especificidades técnicas para atender diversas aplicações, como ônibus urbanos, rodoviários e de fretamento. Com design compacto, a estrutura do equipamento - antes feita em alumínio - é composta de fibra de vidro reforçada com plástico, resultando em um equipamento 33% mais leve. “O CF-1000 possui alta eficiência e design compacto, o que o torna uma excelente opção para empresas de ônibus de qualquer segmento”, diz Gustavo Oliveira, coordenador de produto para as operações da Thermo King na América Latina. “O equipamento também possui um painel de comando simples e fácil de operar, simplificando seu manuseio”. O CF-1000 utiliza o gás refrigerante HFC R-134a, uma alternativa ecológica cuja ação não emite gases nocivos à camada de ozônio, tornando o equipamento ideal para clientes que buscam eficiência energética, sustentabilidade, diminuição de gastos com combustível e redução do custo operacional do ar condicionado. A carga de gás do equipamento é 63% mais baixa em comparação aos produtos anteriores da marca, resultando em menores custos operacionais e de manutenção. O novo equipamento utiliza o compressor X-430, projeto exclusivo e de fabricação da própria Thermo King, com durabilidade comprovada de mais de um milhão de quilômetros, sem necessidade de reparos, seguindo a manutenção preventiva recomendada. O CF-1000 também possui serpentinas do condensador aper-

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feiçoadas, que garantem mais eficiência na transferência do calor, e menor nível de ruído em função da tecnologia dos motores do condensador. O CF-1000 da Thermo King já está disponível para o mercado brasileiro. Para mais informações, acesse www.thermoking. com.br. Sobre a Thermo King® No Brasil desde 1974, a Thermo King é pioneira no desenvolvimento de soluções no controle de temperatura para transportes, incluindo unidades de refrigeração para logística de perecíveis e equipamento de ar condicionado para ônibus. Conta com uma ampla rede de Concessionárias Autorizadas que abrange todo o país, para assegurar o melhor atendimento aos clientes desde a concretização dos negócios

até sua continuidade no pós-venda. Sediada em Barueri, região metropolitana de São Paulo, a empresa, que faz parte do grupo Ingersoll Rand. Sobre a Ingersoll Rand® Ingersoll Rand (NYSE:IR) melhora a qualidade de vida criando ambientes confortáveis, sustentáveis e eficientes. Nossos colaboradores e nossa família de produtos — incluindo Club Car®, Ingersoll Rand®, Thermo King® e Trane® — trabalham juntos para melhorar a qualidade e o conforto do ar em residências e prédios; transportam e protegem alimentos e perecíveis e melhoram a produtividade e a eficiência industrial. Somos um negócio global de 13 bilhões de dólares, comprometido com um mundo de progresso sustentável e resultados duradouros.


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UMA SELEÇÃO DAS MELHORES FOTOS PUBLICADAS NAS GALERIAS DO PORTA

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Guilherme C. Janoski Busscar ElBuss 340 Volksbus 17 230 EOD | Transtusa

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Joseph Martins Busscar Jum Buss 380 MBB O-500RSD | Empresa Cruz 06.11.2016 |

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TECNOLOGIA

Emissão de Poluentes

Protótipo visa reduzir a emissão de poluentes

VanDyne SuperTurbo e a Allison Transmission anunciaram a colaboração para o desenvolvimento de um protótipo visando redução de poluentes Da Allison | assessoria A VanDyne SuperTurbo Inc. e a Allison Transmission Inc. anunciam a colaboração para o desenvolvimento de um protótipo de demonstração. As empresas pretendem combinar os benefícios de desempenho proporcionados pelos turbocompressores acionados mecanicamente da VanDyne com a transmissão Allison TC10® para cavalos-mecânicos pesados. Por meio da adoção de recursos de controle avançados, a combinação das duas tecnologias maximiza os benefícios do downspeeding (baixas rotações) do motor, e da eficiência promovida pela sobrealimentação e o turbo. O principal objetivo da parceria é demonstrar como estes dois produtos, quando combinados inteligentemente em um veículo, podem reduzir as emissões de dióxido de carbono e melhorar a eficiência energética sem sacrificar o desempenho. Com projeto inovador, a transmissão totalmente automática TC10 combina o conversor de torque Allison com um sistema de eixos duplos contrapostos. Esta associação proporciona maior força em cada marcha e otimização do consumo de combustível, garantindo maior produtividade e eficiência. A transmissão é ideal para cavalos-mecânicos, principalmente nas aplicações de distribuição onde o conjunto cavalo+reboque divide seu ciclo de trabalho entre cidade e estrada. O SuperTurbo™ utiliza um sistema continuamente variável acoplado a uma unidade que controla a rotação do turbocompressor e permite uma transferência de torque bidirecional. A chave para a perfeita combinação com a TC10 foi a capacidade do SuperTurbo fornecer pressão do turbo sob demanda. Isso possibilita mudanças de marcha mais eficientes, mantendo uma relação ar/combustível mais favorável e elevados níveis de potência. O SuperTurbo atua como um superalimentador transiente, combinando as potências geradas pela turbina e pelo motor para permitir a rápida elevação do

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torque e minimizar a necessidade da elevação das suas rotações. Esses recursos ficam ainda mais acentuados com os benefícios gerados pela TC10 totalmente automática. Além disso, a nova estratégia de controle incorpora mudanças de marchas predeterminadas e respostas mais imediatas do motor devido à presença do SuperTurbo. Desvendar todo o potencial do downspeeding dos motores para maximizar a eficiência do veículo exigiu a análise de vários sistemas. A Allison e a VanDyne iniciaram as avaliações desse sistema único para motores downspeeding em 2015, e este primeiro veículo de demonstração é o resultado desse processo. As aplicações potenciais que estão sendo avaliadas incluem transportes de longo curso, regional e urbano. Sobre a Allison Transmission

A Allison Transmission (NYSE:ALSN) é o maior fabricante mundial de transmissões automáticas para veículos comerciais médios e pesados, e líder em sistemas híbridos de propulsão para ônibus urbanos. As transmissões Allison são usadas nas mais variadas aplicações incluindo caminhões coletores de resíduos, bombeiros, construção, ônibus, motorhomes, militares e energia. Fundada em 1915, a Allison tem sede em Indianápolis, Indiana, USA, e emprega aproximadamente 2.700 pessoas no mundo. Com presença no mercado de mais de 80 países, a Allison possui escritórios regionais na Holanda, China e Brasil e fábricas nos Estados Unidos, Hungria e Índia. A Allison também tem aproximadamente 1.400 distribuidores independentes e revendedores em todo o mundo. Para maiores informações, visite www.allisontransmission.com.


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