Revista InterBuss | Edição 441 | 28.04.2019

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INTERIOR DE MINAS RECEBE NOVOS CAIO

interbuss ANO 9 • Nº 441 • 28 DE ABRIL DE 2019

MOBILIDADE

&

TRANSPORTE

TRANSPORTE SEM DINHEIRO Em breve, pagamento de qualquer modalidade de transporte deverá ser feito apenas de forma digital. E vamos nos adaptar.


8 ANOS 400 EDIÇÕES MAIS DE 10.000 PÁGINAS

SEMPRE EM

A Revista InterBuss completa mais um ano de vida e chega à 400ª edição, mais uma vez renovada. Sempre acompanhando as tendências do mercado, buscando as informações onde elas estão e levando aonde o público está. Por isso estamos sempre mudando, pois estamos em movimento, assim como o transporte e a mobilidade urbana.


MOVIMENTO

interbuss MOBILIDADE

&

TRANSPORTE


Edição 4 4 1

28 DE ABRIL DE 2019

NESTA EDIÇÃO

NOSSOS CONTATOS 06 EDITORIAL A chuva que caiu em São Paulo afetou seriamente os transportes, mas a /portalinterbuss

Uma publicação da InterBuss Comunicação Ltda. ARTE E DIAGRAMAÇÃO InterBuss Comunicação SOBRE A REVISTA INTERBUSS A Revista InterBuss é uma publicação semanal do site Portal InterBuss com distribuição on-line livre para todo o mundo. Todo o conteúdo da Revista InterBuss provenientes de fontes terceiras tem seu crédito dado sempre ao final de cada material. As fotos que ilustram todo o material da revista são de autoria própria e a reprodução também é autorizada apenas após um pedido formal via e-mail. As imagens de autoria terceira têm seu crédito disponibilizado na lateral da mesma e sua autorização de reprodução deve ser solicitada diretamente ao autor da foto, sem interferência da Revista InterBuss. A impressão da revista para fins particulares é previamente autorizada, sem necessidade de pedido. PARA ANUNCIAR Envie um e-mail para contato@portalinterbuss. com.br ou ligue para (19) 99483-2186 e converse com nosso setor de publicidade. Você poderá anunciar na Revista InterBuss, ou em qualquer um dos sites parceiros do grupo InterBuss, ou até em nosso site principal. CONTATO A Revista InterBuss é um espaço democrático onde todos têm voz ativa. Você pode enviar sua sugestão de pauta, ou até uma matéria completa, pode enviar também sua crítica, elogio, ou simplesmente conversar com qualquer pessoa de nossa equipe de colunistas ou de repórteres. Envie seu e-mail para revista@portalinterbuss. com.br ou contato@portalinterbuss.com.br. Procuramos atender a todos o mais rápido possível. A EQUIPE INTERBUSS A equipe do Portal InterBuss existe desde 2000, desde quando o primeiro site foi ao ar. De lá pra cá, tivemos grandes conquistas e conseguimos contatos com os mais importantes setores do transporte nacional, sempre para trazer tudo para você em primeira mão com responsabilidade e qualidade. Por conta disso, algumas pessoas usam de má fé, tentando ter acesso a pessoas e lugares utilizando o nome do Portal InterBuss, falando que é de nossa equipe. Por conta disso, instruímos a todos que os integrantes oficiais do Portal e Revista InterBuss são devidamente identificados com um crachá oficial, que informa o nome completo do integrante, mais o seu cargo dentro do site e da revista. Qualquer pessoa que disser ser da nossa equipe e não estiver devidamente identificada, não tem autorização para falar em nosso nome, e não nos responsabilizamos por informações passadas ou autorização de entradas dadas a essas pessoas. Qualquer dúvida, por favor entre em contato pelo e-mail contato@portalinterbuss. com.br ou pelo telefone (19) 99483.2186, sete dias por semana, vinte e quatro horas por dia.

culpa é de quem?

07 A IMAGEM MARCANTE

Confiram a foto de transporte de maior destaque da semana

08 A GRANDE MATÉRIA

Não aceitam mais dinheiro no ônibus? Em breve será apenas dessa forma em todas as cidades.

10 MOBILIDADE NO BRASIL

Caio Induscar faz entrega de dezenas de unidades do Apache Vip para empresas de Minas Gerais

11 MOBILIDADE NO MUNDO

Uber vai abrir seu capital na Bolsa de Valores, mas vale investir em uma empresa que só dá prejuízo?

12 PÔSTER

Caio Millennium BRT, por Chailander Borges

14 DEU NA IMPRENSA

As notícias que foram destaque na grande imprensa especializada em transportes na semana passada

16 ACERVO PORTAL INTERBUSS

Confiram fotos que foram enviadas desde 2006 para o Portal InterBuss e foram publicadas na antiga Galeria de Imagens do site

20 REDES SOCIAIS

As melhores fotos de ônibus publicadas em redes sociais na última semana, com destaque para o movimento do feriado

22 VIAGENS & MEMÓRIA

Confira a coluna quinzenal de Marisa Vanessa N. Cruz


interbuss MOBILIDADE

Em breve, o pagamento pelo transporte será feito apenas por meio de transação digital

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&

TRANSPORTE


Editorial

Enchentes em São Paulo: de quem é maior culpa? A cidade de São Paulo e mais algumas localidades que ficam ao seu redor passaram por uma situação bastante difícil na semana passada, quando houve um forte temporal que deixou várias regiões alagadas. Como de praxe, o transporte coletivo também sofreu bastante com a quantidade de água que caiu na região, mas o que mais chamou a atenção foi o fechamento completo da linha 10 da CPTM - Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Grande parte da via ficou completamente debaixo d’água, incluindo algumas estações. O transporte ferroviário ficou paralisado por mais de um dia pois os trens não tinham a menor condição de circular. Tudo bem que o volume de chuva foi algo completamente fora do normal, porém um plano de emergência deveria existir para que houvesse a total dissipação da água em pouco tempo. Apesar da chuva ter caído em um dia, no dia seguinte as enchentes ainda persistiam, sobretudo nas estações. Foi muito comum ver imagens nas redes sociais e nas emissoras de televisão, as estações completamente cheias de água, muito lixo boiando e a

CPTM apenas esperando o que fazer. Não seria mais útil se os colaboradores da empresa ajudassem, de alguma forma, na evacuação da estação. Enquanto tudo estava debaixo d’água, o usuário ficou também bastante perdido pois já estava acostumado a ir para seus compromissos pelo meio ferroviário e do dia pra noite viu-se obrigado a achar uma alternativa de última hora. Diante de tal cenário, de quem é a culpa de tudo isso? Será que a culpa foi de São Pedro que mandou muita água para a região? Mais uma vez o maior culpado é o poder público, porém não podemos deixar de observar que o próprio usuário é culpado por toda essa barbárie que paralisou os transportes ferroviários de algumas linhas por causa das enchentes. Quando a pessoa come um salgadinho, ao invés dela jogar o papel em um lixo, ela joga imediatamente no chão. Isso acaba indo parar nas bocas de lobo, prejudicando o escoamento de água quando chove. Se a água dentro das estações estava acompanhada de muito lixo, a culpa foi do usuário que não jogou o lixo no recipiente correto. “Ah mas não tinha nenhuma lixeira por perto”. Essa é

uma das frases mais ouvidas nos últimos tempos e ainda serve como desculpa para jogar o lixo no chão. Não pode guardar uma garrafinha de suco em uma sacolinha ou dentro da bolsa até encontrar uma lixeira? Ou se não encontrar nenhuma, não pode levar para casa e jogar lá? Agora, em relação à culpa do poder público, está na manutenção das estações e das linhas férreas. Como que ainda nos dias de hoje pode-se usar estações que foram concebidas no século retrasado? Utilizar os mesmos espaços e os mesmos prédios é muito bom até para preservar a história da região, etc, mas o que deveria mudar era a forma de operar essas estações, adaptando-as à atualidade. Algumas delas foram construídas em péssimos locais, que no passado ainda tinha alguma funcionalidade, o que não ocorre mais hoje. Seria interessante se o Governo do Estado revisse algumas estações e construísse novas ou ao menos readequasse as antigas aos padrões necessários nos dias de hoje. Enquanto isso não acontece, a população segue vulnerável, mas já pode colaborar jogando o lixo no lixo.


A imagem marcante

Ibirama, SC

Sábado, 27 de abril de 2019

Uma colisão entre um ônibus da empresa Catarinense e uma carreta cegonheira fez pelo menos quatro mortos e mais de 15 feridos na BR-470, em Ibirama. O grave acidente ocorreu por volta das 11h no km 119 na Serra São Miguel. O ônibus, que fazia linha Joinville/Lages, transportava 26 passageiros, sendo que 16 foram resgatados e levados para o Hospital. Os outros receberam atendimento e foram liberados no local. Conforme a Polícia Rodoviária Federal, a carreta descia a serra, quando o reboque fez um “L” e atingiu o coletivo. As informações são da Rádio Catarinense.


A grande matéria

FIM DO DINHEIRO NO T

• Do Olhar Digital <olhardigital.com.br>

Andar com a carteira cheia em viagens, pagar altas taxas nas casas de câmbio e lidar com moedas e cédulas de diversos países sobrando na mala são preocupações do passado. O setor do turismo, assim como todos os outros, está se beneficiando da globalização dos negócios digitais. E não estou falando apenas de cartões de crédito internacionais. Buscando segurança e comodidade, os viajantes estão recorrendo cada vez mais a smartphones como forma de pagamento. Hoje, aplicativos de mobilidade, hospitalidade, passagens áreas e serviços financeiros contam com plataformas unificadas para operar em qualquer lugar do mundo. Para as empresas, oferecer bons serviços em diferentes países significa fidelizar o cliente independentemente de onde ele esteja. Para o consumidor, a mobilidade digital descomplica a experiência de viagem, além de resultar em uma redução de gastos com taxas de câmbio e permitir ao viajante aproveitar os destinos sem barreiras, sejam elas físicas ou digitais. Dados globais da Travelport’s Digital

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Traveler Survey 2018 mostram que cerca de 80% dos viajantes estariam perdidos sem os smartphones. Eles utilizam de 10 a 12 aplicativos durante a viagem, para se deslocar e também fazer pesquisas e reservas. Quando questionados sobre o motivo de utilizarem o smartphone no exterior, a resposta não surpreende: 90% se valem dos aplicativos que já estão instalados nos dispositivos para facilitar suas vidas. Dá para entender, afinal quando viajamos queremos contar com a mesma comodidade que temos no dia a dia. Serviços como o Uber e o Rappi, por exemplo, têm plataformas globais únicas e podem ser acessados pelo mesmo aplicativo em qualquer cidade do mundo em que estejam operando. Para utilizar os serviços, é possível utilizar o cartão de crédito já cadastrado, sem necessidade de atualizar qualquer informação. Outro exemplo são lojas de departamento ao redor do mundo, como a Macy’s nos Estados Unidos e a Bijenkorf na Holanda, em que é possível pagar com as mesmas carteiras digitais já presentes aqui no Brasil: Google Pay™, Apple Pay e Samsung Pay.

Conhecer o método de pagamento preferido nos destinos De acordo com a Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas (UNWTO), em 2017 foram mais de 1 bilhão de desembarques internacionais ao redor do mundo, e os viajantes gastaram cerca de 1,3 trilhões de dólares em solo estrangeiro. Mas para fazer compras em outros países, nem sempre é possível encontrar os meios de pagamento com os quais estamos acostumados no Brasil. Muitos países contam com seus próprios meios de pagamento digitais, que podem ser rapidamente instalados no smartphone para facilitar a transação com comerciantes locais. O estudo Global Payment Methods, da Adyen, mostra que na China, o quarto país que mais recebeu turistas internacionais em 2017, 70% das transações comerciais são feitas por Alipay e WeChat Pay - carteiras digitais locais com as quais o cliente paga via aplicativo de chat. Até mesmo feirantes de rua preferem receber pelos apps. Já na Austrália, onde mais de 41 bilhões de dólares foram injetados na economia local por turistas, 17% de todas as transações são


TRANSPORTE

Em vários países a forma de pagamento de meios de transporte já é feita só digitalmente feitas via carteiras digitais. Na Rússia, sede da Copa do Mundo em 2018, a carteira digital Qiwi é utilizada por 16,5 milhões de pessoas. Mas não são apenas as ewallets locais que influenciam os pagamentos internacionais. Outro método de pagamento digital popular é o débito direto. Dados da Adyen indicam que na Alemanha, nono país a receber o maior número de turistas em 2017, 60% de todas as transações são realizadas por débito direto, com os serviços Giropay, Sofort e SEPA débito direto. O mesmo ocorre na Holanda, com o iDEAL. O Brasil também tem suas peculiaridades para quem vem de fora. Os cartões de crédito e débito ainda são os preferidos pelos consumidores, contabilizando 74% das transações realizadas localmente. Na sequência, os brasileiros preferem pagar com boletos, meio de pagamento que só existe por aqui e que representa 15% de todas as transações. As recém-chegadas carteiras digitais, no entanto, estão ganhando cada vez mais espaço em território nacional e apresentaram crescimento de 50% no volume de transações nos últimos três meses

de 2018. Sem preocupação com o planejamento Ter bilhetes de embarque, comprovantes de check-in e cópias de documentos armazenados na nuvem, além de métodos de pagamento em um só dispositivo, é algo que modifica a experiência do turista muito antes do embarque. Dados do estudo Content e Mobile, do Digitalks, mostram que praticidade e agilidade são as principais razões para compras por smartphones para 81% e 71% dos consumidores brasileiros, respectivamente. São poucos cliques que permitem resolver passagem, hospedagem e outros detalhes da viagem. Bom exemplo disso é o da companhia aérea KLM, que permite a compra de passagens pelo Facebook e Twitter. O usuário que segue a empresa nas redes sociais não precisa se deslocar até o site para reservar passagens. Acessando o chat na página da KLM no Facebook, por exemplo, o usuário encontra diferentes opções de reserva de voo. O serviço também oferece reserva de hotel e aluguel de carro em parceria com outras em-

presas, além da possibilidade de se verificar o status de voos. A facilidade é um fator ainda mais determinante para compras de última hora. Dados da Allianz Worldwide Partners e da Adyen mostram que 16% dos consumidores contratam o seguro viagem no dia do embarque, pelo smartphone. O mesmo ocorre com a estadia: segundo pesquisa da Phocuswright, empresa de pesquisa voltada para o turismo, 38% das reservas de hospedagem acontecem no dia do check-in ou até, no máximo, dois dias antes. A mobilidade digital descomplica a experiência de viagem em virtualmente qualquer lugar do mundo e em todas suas etapas, permitindo que os viajantes se preocupem apenas em aproveitar o passeio. Com o avanço de tecnologias e regulações que impulsionam a mobilidade, a tendência é termos cada vez mais recursos na palma da mão não só para o dia a dia, mas também para explorar terras internacionais, a lazer ou a trabalho. Se hoje já é possível conhecer o mundo deixando a carteira e os cartões de crédito no hotel, no futuro é provável que eles sequer entrem na bagagem.

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Mobilidade no Brasil

68 APACHE VIP PARA MG

Empresa KCL fez compra para várias operações • Da Caio Induscar <caio.com.br> A empresa KCL adquiriu 68 Apache Vip, ônibus urbano de motor dianteiro, fabricado pela Caio Induscar, líder de vendas no país. A KCL é tradicional cliente Caio e tem a frota composta por 100% de veículos da marca. Das 68 unidades adquiridas, 41 são destinadas para Uberlândia e as demais irão operar no sistema municipal de transportes das cidades de Itaúna, Lavras, Montes Claros, Ribeirão Neves e Varginha. Os novos veículos contam com 12,6 metros de comprimento e lotação total de 84 pessoas. São totalmente acessíveis, com elevadores automáticos e assentos destinados para pessoas com deficiência (PcD), mobilidade reduzida e idosos. Todos os carros são equipados com itinerários eletrônicos em LED e sistema de monitoramento interno por câmeras, oferecendo maior segurança para todos que utilizam o transporte coletivo. Visando proporcionar mais comodidade e conforto térmico aos passageiros todos os ônibus possuem barreira aos efeitos solares nos

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vidros na cor fumê. As unidades que serão destinadas para as cidades de Lavras e Ribeirão Neves, também contam ar condicionado. A Caio Induscar, há mais de sete décadas, se preocupa em atender às demandas de seus clientes, oferecen-

do produtos de qualidade e excelência, colaborando para o mercado de transportes coletivo urbano do país. Por meio da equipe de pós-vendas, a marca também se diferencia fornecendo aos seus clientes toda assistência técnica necessária.


Mobilidade no Mundo

Empresa abrirá seu capital dentro de um mês. Vale comprar?

AÇÕES DA UBER EM BREVE • Do Tecmundo <tecmundo.com.br> Há um poderoso dilema pairando sobre o IPO da Uber, que acontecerá no próximo mês. Comprar uma ação significa apostar suas economias em uma empresa que faz receitas de US$ 21,5 mil a cada 60 segundos. Ao mesmo tempo, representa a aposta numa companhia que perdeu o equivalente a US$ 3,4 mil por minuto ao longo de 2018. A startup americana que mudou a definição a respeito de mobilidade no mundo fará a abertura de capital e a projeção é de que levante US$ 10 bilhões, o que será um dos 15 maiores IPOs da história — Alibaba, que fez US$ 21,8 bilhões em 2014, lidera o ranking. De acordo com a história oficial da Uber, seus dois fundadores , Garrett Camp e Travis Kalanick, não conseguiam um táxi numa manhã de neve em dezembro de 2008, em Paris. Ali decidiram pensar um aplicativo, o UberCab, que seria lançado em São Francisco, EUA, quatro meses depois. De início, era para chamar carros de luxo. A primeira corrida foi feita em julho de 2009. Em dezembro de 2011, ao internacionalizar a operação e estrear em Paris, mudou o modo como

pensamos a mobilidade. O IPO da Uber contém esse componente inescapável. Uma empresa disruptiva de um lado, mas deficitária do outro. Espécie de Dr Jekyll e Mr Hyde da tecnologia. Seu faturamento anual foi de US$ 11,3 bilhões em 2018, 43% acima do ano anterior. Suas despesas, porém, somaram US$ 14,3 bilhões, 19% mais que em 2017. O prejuízo no ano passado bateu US$ 1,8 bilhão (a conta exclui outras despesas com aquisições e/ou vendas de ativos), bem abaixo dos US$ 4 bilhões de 2017. Receita ascendente com despesas e prejuízos descendentes são bom sinal. Mas não no curto prazo. Em carta a investidores, o CEO, Dana Khosrowshahi, não esconde isso. “Não vamos deixar de fazer sacrifícios financeiros de curto prazo quando vemos benefícios claros a longo prazo.” O paradoxismo também se dá em terreno que envergonha a empresa. Por um lado, ela se tornou uma máquina de empregabilidade a pessoas de diferentes formações. Por outro, vive às voltas com casos de agressão sexual por parte de motoristas, relatos de assédio internamente, práticas de espionagem da concorrência e outros penduricalhos que culminaram, em

2017, com a saída de Kalanick do cargo de CEO. Para adensar o cenário, a concorrência aumentou. Tanto a local (Lyft) quanto a global (Didi, que no Brasil opera como 99). Esta, aliás, é a maior no segmento, com 550 milhões de usuários e 30 milhões de corridas diárias — a Uber tem 75 milhões de usuários (22 milhões no Brasil, seu segundo maior mercado) e faz 15 milhões de corridas por dia. Concorrentes de peso exigem recursos contínuos. Além disso, os serviços são cada vez mais diversificados. Scooters, aluguel de bikes, carros autônomos, delivery de comida, tudo entra no radar. O que pede mais dinheiro. Então, por que o IPO da Uber deve se tornar um dos maiores da história? Porque, entre outros motivos, estima-se que seu valor de mercado atinja US$ 100 bilhões. A Ford Motor Company vale um terço disso (US$ 37,1 bilhões), o que não deixa de ser irônico. Fundada em 1903, ela revolucionou a mobilidade ao introduzir, para a produção da série Ford T, a linha de montagem. Aí aparece uma startup 106 anos mais nova, que nem dá dinheiro, e é percebida como três vezes mais valiosa.

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interbuss MOBILIDADE

&

TRANSPORTE

CHAILANDER BORGES

Auto Viação Redentor, em Curitiba/PR



Deu na imprensa

Comunicado da CNT mostra como é possível diminuir custos

COMO BARATEAR O ÓLEO DIESEL • Da Transporte Mundial <www.transportemunidial.com.br> A CNT (Confederação Nacional do Transporte), explica como é possível seguir a política internacional de preço do petróleo e baixar a pressão no transporte de carga: A Petrobras não precisa abrir mão da política de paridade de preços internacionais para conciliar os interesses de seus acionistas com as demandas dos clientes e do mercado em geral. É saudável a política de preços para o óleo diesel alinhada às cotações internacionais. No entanto, a gestão dessas oscilações pode ser feita sem colocar em risco atividades essenciais para a economia nacional, como o transporte de cargas.Mais grave do que aumento de preço é a falta de estabilidade e de previsibilidade no custo do combustível. Hoje, o diesel representa 35% do custo operacional do transporte de carga. É o componente que mais pesa no preço do frete e, portanto, o que tem maior impacto nas cadeias produtiva, atingindo diretamente o controle inflacionário e a vida de todos os brasileiros.

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Oscilações constantes no custo do diesel inviabilizam a formação de preços justos e seguros para o frete. Essa situação expõe os transportadores a incertezas e a prejuízos insuportáveis. Se perdurar, pode levar à insolvência generalizada no setor. Estudos da CNT ajudam a compreender com precisão o complexo cenário do transporte rodoviário de cargas e apontam soluções perenes para dar estabilidade e eficiência ao setor no longo prazo.Em relação ao diesel, é possível adotar um mecanismo simples para garantir a política de preços flexíveis da Petrobras e, ao mesmo tempo, dar previsibilidade ao mercado consumidor. A CNT propõe o repasse das variações dos preços internacionais do diesel a intervalos de, no mínimo, 30 dias. Esse é um prazo razoável para o transportador negociar os preços de frete sem o risco de enfrentar grandes surpresas a qualquer momento. A Confederação também sugere a adoção de um ponteiro para indicar as oscilações do mercado internacional para que o transportador possa revisar seus custos a tempo de absorver as variações no preço do diesel.

Outra medida é a criação de um gatilho que dispare o repasse quando houver grandes oscilações do preço internacional do diesel. Por exemplo, sempre que a variação acumulada ultrapassar 10% para cima ou para baixo, o preço do diesel deve ser reajustado. Isso evitaria solavancos no preço mantendo o mercado mais estável e seguro. Para a Confederação Nacional do Transporte, encontrar um ponto de equilíbrio para o preço do diesel é fundamental, mas não é suficiente para aliviar a pressão sobre o transporte de cargas. Pelo menos, outros dois fatores pesam muito sobre o setor: a carga tributária, que chega a 24% do custo do combustível e a precariedade da malha rodoviária do país. (...) De acordo com o Plano CNT de Transporte e Logística, a redução desses custos extras depende de investimentos consistentes em infraestrutura rodoviária. O estudo indica a necessidade imediata é de R$ 48 bilhões para manutenção e de mais R$ 566,6 bilhões em obras de ampliação e modernização para adequar a malha rodoviária às necessidades do país.


FOTON OU CAOA?

Negociações ainda seguem em andamento em São Paulo • Da Transporte Mundial <www.transportemunidial.com.br> Segundo o governador de São Paulo, João Doria, avança bem a negociação entre Ford e o Grupo Caoa para a compra da fábrica de São Bernardo do Campo (SP), local onde são produzidos os caminhões da marca e o Fiesta. Outras duas montadoras também têm interesse e o nome de uma delas foi revelado pelo jornal “Valor Econômico”: “Marcio Vita, presidente executivo da Foton Aumark Brasil, representante da empresa chinesa no país, estará na China na próxima semana para explicar à direção da montadora que as instalações da Ford podem ser uma alternativa para o projeto de uma fábrica da marca no Brasil”. Pelo acordo em andamento com o Grupo Caoa, os caminhões serão produzidos em São Bernardo do Campo (SP) sob licença da marca Ford. O Grupo Caoa é um dos maiores distribuidores da marca. No que uma fonte adiantou, o acordo em discussão prevê a unidade industrial no ABC Paulista exclusivamente para a produção dos caminhões. As empresas, como de praxe, não

comentam o assunto enquanto a assinatura do contrato de compra e venda ocorrer e o que será comunicado à imprensa combinado entre as partes. Porém, segundo João Doria, quem teve a iniciativa de procurar um comprador para fábrica de SBC, as negociações caminham bem e que os funcionários da montadora retornaram ao trabalho. A produção é retomada com dois dias de produção por semana para que a Ford cumpra acordos comerciais. De acordo com o governador e publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, está sendo discutido que a Ford poderá passar a fábrica para o Grupo Caoa em novembro. Até lá, a empresa vai “aprendendo” como a operação de produção de caminhões funciona. Foton ou Caoa? O Brasil é importante para a Foton, mas é um mercado muito pequeno perto do que eles têm na Ásia. Para o Grupo Caoa, o mercado brasileiro é 100% foco deles e, se conseguiram a licença para produzir caminhões Ford, eles têm toda a América do Sul para explorar. Além disso, enquanto a Foton pensa se abre ou não fábrica no Brasil, o Grupo Caoa fez a imagem da Hyundai

ser de carros premium, fez uma fábrica respeitável em Anápolis, fez a joint-venture com a Chery com a criação da Caoa Chery e fez as vendas da família Tiggo crescerem 270% investindo apenas em mídias tradicionais. Apesar de marcas como Scania e Volvo estarem com produtos altamente avançados, conectados e no mesmo padrão oferecido no Brasil, isso tem um custo inicial alto, paga apenas por logísticas altamente eficiente e cargas de alto valor agregado. Assim, os embarcadores sempre terão carga para caminhões robustos, mais simples e de custo de aquisição inicial menor como são os caminhões Ford, o que justificaria a presença da marca ainda por muitos longos anos no Brasil caso algum outro grupo realmente compre a fábrica de S. Bernardo. Aliás, só faz sentido algum grupo comprar aquela fábrica para dar continuidade ao que é produzido lá. Fora isso, qual o sentido comprar uma fábrica antiga, com máquinas dimensionadas e funcionários treinadas para produzir caminhões Ford. Se for para produzir outro marca não seria mais barato adqurir outro terreno e começar o zero?

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Acervo Portal InterBuss

As fotos publicadas na antiga Galeri

Adamo Bazani

Adriano Minervino

Aislan Nascimento

Anderson Ribeiro

Caio Gabriela Mercedes-Benz LPO-1113 Cidade de Mauá

Mascarello Gran Via Mercedes-Benz OF-1418 Pevê-Tur

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Busscar Jum Buss 380 Volvo B12R Viação Itapemirim

Marcopolo Paradiso G6 1200 Mercedes-Benz O-500RS UTIL


ia de Imagens do Portal InterBuss

Diego Almeida AraĂşjo Marcopolo Paradiso G7 1050 Scania K340 Top Rio

Dalmo Pereira da Costa Caio Millennium Mercedes-Benz O-500U Transkuba

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Acervo Portal InterBuss

As fotos publicadas na antiga Galeria

Matheus Novacki

Raphael Malacarne

Maicon Igor Barbosa

Reginaldo Vieira

Marcopolo Paradiso G6 1200 Mercedes-Benz O-500RSD Viação Itapemirim

Marcopolo Paradiso GV 1150 Scania K113 Viação N. S. da Penha

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Marcopolo Paradiso G6 1200 Scania K340 Expresso Luxo

Busscar Urbanuss Pluss Mercedes-Benz OH-1518 Guerino Seiscento


a de Imagens do Portal InterBuss

Thiago Sione

Marcopolo Torino Mercedes-Benz OF-1722M Vera Cruz

Tiago de Grande

Marcopolo Viaggio G7 1050 Scania F230 Saritur www.portalinterbuss.com.br | 19


Rede Social

As melhores fotos de ônibus publicadas nas redes sociais

Thiago Vinicius

Luciano Formiga

Eduardo Felipe

Wesley Queiroz

Caio Apache Vip Via Metro OCD Holding

Caio Apache Vip Viação Verdun OCD Holding

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Busscar Vissta Buss DD Transnorte OCD Holding

Caio Apache Vip Itamaracá Transportes OCD Holding


Adriano Minervino Neobus Mega Salineira OCD Holding

Rafael Silva

Neobus Spectrum City Estrela Azul OCD Holding www.portalinterbuss.com.br | 21


Viagens & Memória

MARISA VANESSA N. CRUZ Conheça o site Mobilidade Total, de Jundiaí

O site Mobilidade Total, que abrange a SITU Jundiaí, ou Circula Jundiaí, é https://situ.jundiai.sp.gov.br. Nela, abrange pesquisas dos sete terminais de ônibus da cidade, com todas as suas linhas municipais, horários de partida e itinerários. São 3 viações que atendem o transporte municipal. Cada empresa é representada pelo milhar do prefixo: 1xxx - Viação Leme 2xxx - Viação Jundiaiense 3xxx - Auto Ônibus Três Irmãos A centena de cada prefixo corresponde ao ano de fabricação do veículo. Por exemplo... os prefixos de começam com 10xx correspondem aos veículos fabricados no ano de 2000 ou ano de 2010. Os dois últimos dígitos dos prefixos dos ônibus correspondem ao número de ordem, identificando cada ônibus. O SITU (Sistema Integrado de Transporte Urbano) abrange sete terminais, como Terminal Central, Terminal Vila Arens, Terminal Cecap, Terminal Hortolândia, Terminal Vila

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Rami, Terminal Colônia e Terminal Eloy Chaves. Cada linha de ônibus é identificado com três dígitos, sendo que o

primeiro dígito é composto por: 5xx - Linhas alimentadoras 7xx - Linhas alimentadoras 9xx - Linhas troncais (inter-terminais)


A MOBILIDADE DEVE SER PARA TODOS. PARA QUEM ANDA NA RUA E NA CALÇADA.

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TRANSPORTE


A INTEGRAÇÃO DOS MODAIS NÃO É UMA UTOPIA. CIDADE SUSTENTÁVEL É CIDADE INTEGRADA.

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