Relatos
Do Broadcast ao SocialCast: recriando a comunicação Março/2009
número 09 A
RP Rodrigo Cogo Conrerp SP/PR 3674
rodrigo@mundorp.com.br
II Digital Media Conference - CorpBusiness O Brasil vive o maior boom de crescimento em número de acessos residenciais à Internet desde 2000. Para quem trabalha, estuda ou gosta da área de marketing digital já tem reparado que a quantidade de investimentos no setor tem aumentado de forma quase que exponencial, ainda que com uma reconfiguração dos métodos de abordagem e de repercussão do discurso organizacional. A cada dia mais clientes procuram mais agências querendo uma inserção maior com campanhas e ações de relacionamento no meio, até pela constatação de que mesmo a classe C já tem 38% de penetração na rede. Este panorama instigou o II Digital Media Conference, seminário que reuniu no dia 11 de março de 2009 mais de 200 executivos no Hotel Tryp Paulista em São Paulo/SP, organizado pela CorpBusiness. São entre 50 e 55 milhões de usuários de internet no Brasil, já considerado o segundo maior meio de massa, com 25% do tempo consumido em mídias no país. O painel de abertura tratou das novas tendências e das novas mídias digitais com o consumidor no controle e várias mudanças conseqüentes na estratégia das empresas. Michel Lent, diretor de Criação da Ogilvy, não tem dúvida de que o mundo se digitalizou, que nunca esteve tão conectado com tanto acesso à produção de conteúdo, com ferramentas de fácil manuseio e de amplo alcance de publicação e debate. Sobre a profusão de materiais criados e em circulação, ele acredita que quantidade dá qualidade, e que a rede é o melhor filtro para selecionar as boas fontes. Até porque esta posição do “profissional” concorrendo com o “amador” é relativa, dado não ficar claro quem exatamente fica sob qual classificação atualmente. Talvez a única forma de separar os conteúdos seja porque os profissionais têm
condições de usar super-produções que geram um consumo com agregação de valor, afora utilizarem-se de “canhões de audiência”, como o MSN; o que, contudo, não garante aceitação pelos internautas. Ainda assim, opina que “a publicidade não será substituída pelo conteúdo gerado pelo consumidor, mas já foi profundamente impactada por ele”. Abel Reis, diretor-presidente da Agência Click, cita alguns “trends” para 2009. Para ele, os meios digitais tornam o tempo mais elástico e quatro grandes forças aparecem. O “nomadismo”, que é um conceito atribuído a tribos e raças que não têm sede fixa e vagueiam errantes, traz a noção de que o “celular, bluetooth, wi-fi são como carcaças exo-esqueleto-digitais para circular na vida urbana”. Já a “des-sitelização” diz respeito à fragmentação e não consolidação de contatos e conteúdos num mesmo ponto, outrossim disseminando a presença digital, o que indica uma perda de centralidade dos portais corporativos. Por “experiências cinestésicas”, ele trata do digital que vai ultrapassar a experiência de internet empacotada em determinados meios de telas, links e cliques,
Especialistas discutiram redes sociais
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