NARRATIVAS URBANAS: Timóteo, Cidade In-formal SILVA, RONALDY. (1); BARBOSA, KÊNIA. (2) 1. Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UNILESTE-MG). Escola Politécnica - Curso de Arquitetura e Urbanismo Av. Tancredo Neves, 3500, B. Universitário, 35170-056 - (31) 3846-5500 Ronaldy.silva@hotmail.com 2. Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UNILESTE-MG). Escola Politécnica - Curso de Arquitetura e Urbanismo Av. Tancredo Neves, 3500, B. Universitário, 35170-056 - (31) 3846-5500 Keniabarbosa@gmail.com
RESUMO Estudar e compreender a cidade contemporânea têm sido um exercício de complexas abordagens, onde depara-se com a necessidade de buscar novas formas de narrativas urbanas. Desse modo, utilizamos do conceito de deriva defendido pelo situacionista Guy Debord como a prática onde se pretende apreender o espaço como uma experiência vivida contra espetacular. No entanto, com uma análise crítica voltada para os espaços livres urbanos e suas relações com as múltiplas formas de experiência e estruturação da vida urbana, o presente artigo busca narrar o método da deriva como princípio de apreensão e experimentação da cidade vivida. Vislumbrando uma cidade que se emerge diante da macroescala hegemônica (cidade invisível) e se impõe como uma resistência ou micropolítica, fortalecendo a ideia de espaços biopotentes – responsável pela inclusão dos múltiplos atores que constroem e experimentam a cidade de fato. Contudo, a aplicação e análise do método da deriva sofre uma série de problematizações no decorrer de sua pesquisa, onde devido à complexidade do tema abordado acaba se focando somente na cidade de Timóteo-MG. O trabalho divide-se em: Introdução (abordagem acerca dos espaços livres urbanos e suas contradições com um enfoque na relação corpo-cidade); Forma Urbana e a Cidade Espetáculo (inter-relação entre desenho urbano e cidades excludentes); Política de Resistência como Método de Apreensão Urbana (o corpo como um processo contra hegemônico); Teoria da Deriva (explicação do conceito de deriva defendido por Guy Debord); A Construção da Narrativa (apresentação da experiência inicial, pautada em uma apreensão urbana realizada na Região Metropolitana do Vale do Aço - RMVA e seus desdobramentos); Deriva In-formal (a relação entre corpo e cidade na prática tendo como campo de estudo a cidade de Timóteo); e Conclusão (observações acerca das experiências realizadas e a importância da abordagem de novas metodologias para o reconhecimento da cidade invisível/informal e respectivamente para a construção de fato da cidade democrática). Palavras-chave: Narrativas Urbanas; Espaços Livres; Deriva; Espaços Biopotentes.