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MUITA COISA NOVA NO CANCELA VELHA

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O mestre-escola

O mestre-escola

Há muita coisa nova nesse autêntico marco da gastronomia regional chamado Cancela Velha. Cada vez vale mais a pena ir a Marco de Canaveses só para almoçar ou jantar, seja para matar saudades do velhinho e sempre poderoso anho assado, seja para descobrir, ver e provar as novidades que passo a elencar.

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O que não é novidade para ninguém é a excelência e simpatia do serviço da família Monteiro que se mantém unida no Cancela. O Manel com os seus 50 anos de hotelaria continua a pontificar na sala, porque “não sabe fazer mais nada", como diz, com muita graça. À frente dos tachos e panelas mantém-se a Fernandinha, verdadeira alma mater do Cancela como afiança o seu filho Miguel que em termos oficiais é o novo rosto do Cancela Velha. Mas a família ainda inclui a irmã Ana e o cunhado Rui que dá uma ajuda forte nos doces que aparecem na bandeja na hora da sobremesa.

Mas voltando às novidades, a

O Verde Tinto Da Flor Da Moda

maior é que o famoso anho assado disponível aos almoços de quinta e domingo, pode agora ser também apreciado nos outros dias na sua versão grelhado na brasa. O que desde logo nos obriga a duas viagens seguidas ao Marco para podermos tirar teimas sobre qual é o melhor. No meu caso a vitória pende para o lado do fabuloso arroz de forno que bebe dos sucos do anho que para lá escorrem.

Para acompanhar estes petiscos podemos sempre escolher um vinho entre os 400 que compõem a garrafeira do Cancela, desde os verdes que já não são verdes até ao vinho especial do Cancela Velha, feito em parceria antiga com a Casa Agrícola Águia de Moura de Murça que já provei e aprovei mais do que uma vez.

Para os mais corajosos também existem umas magníficas entradas regionais e nunca esquecer de pedir os grelos que a Fernandinha faz como ninguém. Os últimos que lá comi ainda não me saíram da cabeça. t

Quinta do Barco | Vinhão Não é só para a lampreia, mas nesta temporada um tinto da casta Vinhão é mesmo indispensável. Sim! Aquele verde tinto intenso e desafiante, que pinta as paredes das tigelas e enche também qualquer mesa de cor e alegria. E se para a lampreia o Vinhão é indispensável, então nada melhor que um vinho com o selo da comunidade têxtil, como é o caso da Quinta do Barco. A par da Flor da Moda Confeções, e das marcas de Ana Sousa e Temperatura, a família Sousa tem também na produção de vinhos verdes outra marca distintiva. Também em Barcelos, neste caso na margem direita do Cávado, em Manhente, a Quinta do Barco tem uma área de vinha de 26 hectares e está situada numa das zonas mais propícias à produção dos melhores Vinhos Verdes. O tinto de Vinhão é, claro, obrigatório, mas o grosso da produção está focada nos brancos com base nas castas Loureiro e Alvarinho, que são agora a menina dos olhos de João Sousa. Na loja online, o tinto é vendido a 8,80€ cada garrafa.

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