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agro & negócios
ANO I
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NÚMERO III
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QUINZENAL
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SALVADOR, 14 DE abril DE 2014 manu dias/secom
A Região Cacaueira começa a se reerguer
SEGUNDA CAPA
Feira de Caxixis movimenta Recôncavo Baiano
A terra de coronéis e de grandes fazendas de cacau praticamente faliu, após a instalação, na região, da praga da vassourade-bruxa, a partir da década de 80. Mais de trinta anos depois, a força e a persistência dos cacauicultores parecem dar sinais de que vão vencer a guerra contra a estagnação da região. A receita para essa “volta por cima” é consenso entre os produtores: o trabalho incansável, aliado a investimentos em pesquisas e a verticalização dos produtos. Os novos produtores de cacau da Bahia estão organizados, conscientes e vislumbram outros horizontes financeiros. Muitas alternativas começam a surgir. Novas formas de plantio do cacau, o surgimento de fábricas de chocolate e até o aproveitamento turístico da cultura do cacau se tornaram alternativas. Nesta edição, apresentaremos as alternativas encontradas pelos produtores de cacau para manter o negócio de família em atividade e torná-lo bem mais rentável.
LEIA+
De 18 a 20 de abril, o município de Nazaré vai realizar mais uma Feira de Caxixis, este ano, com o tema “Balé das Mãos”. Além da exposição e venda das peças, haverá atrações como Psirico e Babado Novo (dia 18), Negra Cor, Renato Rocha, Adão Negro e Raro Swing (19), Saulo e Edcity (20) e artistas locais para animar, aproximadamente, 50 mil pessoas esperadas nos três dias de evento. Os cerca de 350 estandes (200 só para trabalhos em argila) venderão potes, moringas, vasos, pratos, tigelas, jarros, esculturas e artigos sacros. A estrutura montada pela Prefeitura de Nazaré conta com postos de saúde, ambulância de plantão, sanitários químicos, postos policiais, fiscalização sanitária, barracas padronizadas, praça de alimentação, entre outras facilidades e conforto para oleiros e visitantes. Além disso, está programada a tradicional encenação da Via Sacra durante a Semana Santa. Pg. 9
LEIA+
Como o cacau chegou ao Brasil e à Bahia. Pg.4
São Francisco do Conde recebe estudantes estrangeiros. Pg.11
Os problemas enfrentados pelos empresários do cacau e do chocolate. Pg.5
Pacientes avaliam o atendimento de médicos estrangeiros. Pg. 14/15
O turismo cacaueiro. Pg.5
política A lei virou armadilha Criada no dia 4 de maio de 2000, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, a Lei Federal 101/2000 representa um marco para o controle do dinheiro público ao estabelecer limites para o gasto com pagamento de pessoal. Mas tem muito prefeito insatisfeito com a legislação por causa das distorções acumuladas nesses 14 anos de sua vigência. O problema é que todos os programas e convênios oriundos dos governos federal e estadual, junto com as despesas de pessoal, são incorporados às contas municipais e ficam sujeitos aos índices previstos na lei.
Assim, se uma cidade recebe, por exemplo, R$ 100 mil, destinados ao pagamento dos trabalhadores, essa verba é anexada ao total da arrecadação e o prefeito não pode gastar mais que 54% para os salários (limite imposto pela LRF). De lá para cá o Governo Federal criou mais de 150 programas nas áreas de saúde, educação e assistência social, todos eles exigindo complementação de recursos. Resultado: mais de 70% das prefeituras baianas estão ultrapassando o teto legal para gasto com pessoal e não chega a 15% o percentual delas em dia com a lei. Pg. 16
colunistas cacau&Cia Daniel Thame Pg. 10
território das águas Maurílio Fontes Pg.11
cláudio heitor
divulgação
Feira de Santana é uma das cidades dentro da lei
metropolitana Angélica Parras Pg. 12
irecê&chapada Daniel Pinto Pg. 12
entrevista Maria Quitéria, presidente da UPB, fala sobre a situação crítica das cidades.
Pg.6
feira&região Edson Borges Pg. 13
descobrimento Geraldinho Alves Pg. 13