Recebendo a palavra de Deus Não é coincidência, é Deus
Ele é um CEO esperto
Volume 26, Número 3
CONTATO PESSOAL
em sintonia com Deus
Durante uma recente visita familiar, fiz uma caminhada pelo bairro com meu neto, o que me proporcionou a oportunidade de ouvir seus anseios e pensamentos mais profundos. Esse momento me permitiu conhecê-lo melhor e desfrutar de uma conexão inestimável. De forma semelhante, quando caminhamos com Deus, descobrimos Sua vontade para nós e experimentamos a presença, intimidade e segurança que só Ele pode oferecer, aprofundando nosso relacionamento com Ele.
A edição deste mês da Contato aborda diferentes aspectos de caminhar intimamente com Deus — não “de longe” (Mateus 26:58), mas lado a lado, em comunhão permanente, conversando com Ele. Seja fazendo planos juntos ou simplesmente aproveitando Sua companhia, devemos manter um diálogo constante com Deus em nossas ações cotidianas, como enfatizam os artigos desta edição.
Na Bíblia, o verbo “andar” muitas vezes se refere a um estilo de vida. Se desejamos incorporar os princípios cristãos em nossa vida, devemos caminhar com Jesus, seguir Seus passos e viver para Ele. Esse caminhar diário é essencial para mantermos uma convivência próxima com Deus. No artigo da página 3, Marie Alvero compara esse processo ao treinamento físico constante. Andar com Deus também é glorificá-lO em nossas ações diárias, como destaca o artigo principal, nas páginas 4 a 6.
Caminhar com Deus é estar em harmonia com Ele, indo na mesma direção (Amós 3:3). Para desfrutar plenamente dessa caminhada, é preciso humildade (Miqueias 6:8). A imagem bíblica do “andar” evoca uma jornada ou peregrinação — mais do que um simples passeio no parque, é um compromisso de longo prazo, em que nossos corações estão entregues a uma caminhada constante com Jesus, ganhando força a cada passo, até o dia em que O encontraremos face a face no Céu.
Embora essa “andança” possa parecer fatigante, paradoxalmente, andar com Deus nos leva ao descanso e à renovação, pois o Bom Pastor nos guia a águas tranquilas (Salmo 23:1–2). É uma aventura fascinante! Apesar dos desafios, Deus promete nos dar força, orientação e sabedoria para enfrentá-los.
Que os artigos desta edição sejam para você bênçãos em seu caminhar diário com Jesus.
Gabriel e Sally García
Equipe Editorial da Contato
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Recentemente, meu marido e eu começamos a frequentar a academia com regularidade. Durante anos, mantive uma rotina de exercícios em casa, com uma modesta coleção de equipamentos. No entanto, nesta minha primeira experiência em uma academia, confesso que me sinto um tanto intimidada. Nas últimas semanas, porém, percebi uma melhora significativa no meu condicionamento físico — o tipo de progresso que só a prática e a frequência regular podem proporcionar.
Existem habilidades específicas que desejo dominar e sei que levará tempo para alcançar a força e a capacidade que almejo. Ainda não usei todas as máquinas, então tenho consciência de que será uma jornada longa, um treino de cada vez.
Como isso se relaciona com minha fé? O ponto central é comparecer. Acredito que todos que amamos Jesus devemos buscar verdadeira intimidade com Ele, um tipo de conhecimento profundo que só se desenvolve pela comunhão diária.
Talvez, ao tentar se aproximar de Jesus, você se sinta como eu na academia — um pouco deslocada. É possível que a Bíblia lhe pareça um livro vasto de difícil interpretação. Você conhece pessoas que oram com facilidade, que entendem as Escrituras profundamente e
Amo os que Me amam, e quem Me procura Me encontra. — Provérbios 8:17
parecem estar muito mais próximas de Deus, mas sente que para chegar a esse nível precisará empreender um esforço gigantesco!
Meu conselho para você é simples: apenas comece.
Muitos personal trainers renomados garantem que o melhor que você pode fazer na academia é aprender a realizar com perfeição cinco ou seis exercícios básicos, aumentando gradualmente a resistência. Descarte modismos, tendências e se concentre no essencial. Isso também se aplica à sua jornada de fé.
Minha prática é simples. Todas as manhãs, vou ao meu jardim, que nem é tão bonito assim, e ali me sento com minha xícara de café. Sem olhar para o celular, leio a Bíblia ou um livro devocional, oro por alguns minutos e me permito um momento de silêncio. Às vezes, gasto menos de 10 minutos fazendo isso; em outros dias, mais tempo. O importante é que começo o dia conhecendo Jesus um pouco melhor, entregando-Lhe meus pensamentos, por mais confusos que estejam. Nesse silêncio, nossa intimidade cresce e se fortalece.
Marie Alvero foi missionária na África e no México. Atualmente, leva uma vida feliz e ocupada com seu marido e filhos na região central do estado do Texas, EUA. ■
GLORIFICANDO A DEUS NO DIA A DIA
Por Peter Amsterdam
A Bíblia nos instrui a entrar na presença de Deus com ações de graças e louvor (Salmo 100:2–4). As palavras hebraicas e gregas traduzidas como louvor destacam a necessidade de dar a Deus o reconhecimento Lhe é devido pelas Suas qualidades, obras e atributos. Isso envolve bendizê-lO, adorá-lO e expressar nosso agradecimento, apreço e reverência. Devemos manifestar nossa admiração e gratidão ao nos aproximarmos dEle com humildade, cientes de Sua grandiosidade e amor.
Ao refletirmos sobre o que Deus nos revelou sobre Si mesmo e Sua natureza em Sua Palavra, vemos que Ele é Pai, Filho e Espírito Santo —Deus em três Pessoas. Na Bíblia vemos Quem Ele é, o que fez, como podemos nos reconciliar com Ele e como Seu Espírito pode viver em nós. Por meio de Sua Palavra ensinou-nos também a conhecê-lO, amá-lO e confiar nEle, além de nos revelar o que Lhe agrada. Deus expressa Seu amor, fidelidade,
cuidado por nós e quer que O conheçamos mais profundamente, que o amemos, confiemos nEle e obedeçamos à Sua Palavra.
Dentro de nós, em nosso espírito, podemos adorar a Deus reconhecendo constantemente que Ele é o Criador do universo, Aquele que nos fez e que nos conhece intimamente. Mesmo com toda Sua majestade, Ele ama cada um de nós. Em Apocalipse, Jesus nos convida a uma relação íntima com Ele, dizendo: “Estou à porta e bato. Se você ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei e, juntos, faremos uma refeição, como amigos” (Apocalipse 3:20 NVT).
Em resposta ao amor de Deus, devemos amá-lO e glorificá-lO com todo o coração, alma, entendimento e forças (Marcos 12:30).
A Bíblia nos diz: “Aproximem-se de Deus, e Ele Se aproximará de vocês” (Tiago 4:8). Diariamente, podemos buscar viver em Sua presença, conscientes de quem Ele
é e de tudo o que faz. Podemos manter vivos em nossos pensamentos Seus atributos, Seu poder e Seu amor, admirando Sua criação e refletir na sua beleza e magnificência. Podemos reconhecer a bondade que Ele demonstra a todos e nos deixar enlevar pelo amor que oferece a cada pessoa. Podemos viver em reverência à graça e à misericórdia concedidas por meio da salvação, alegrando-nos por termos sido adotados em Sua família por meio do sofrimento e morte de Jesus na cruz. E, com profunda humildade, podemos nos sentir honrados ao saber que o Espírito Santo habita em nós (1 Coríntios 3:16).
Deus nos criou como seres únicos, para termos um relacionamento íntimo com Ele. Portanto, devemos nutrir e fortalecer essa relação, buscar habitar em Sua presença, amá-lO, expressar nossa gratidão, comunicar-nos com Ele em oração, e ouvi-lO ao lermos a Bíblia e ouvir Sua voz suave com a qual fala conosco. Podemos tornar nossas as palavras do salmista: “Uma coisa pedi ao Senhor e a procuro: que eu possa viver na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a bondade do Senhor e buscar sua orientação no seu templo” (Salmo 27:4).
Em nossos relacionamentos com os outros, devemos adorar e glorificar a Deus em nossas ações. Nós O glorificamos quando abraçamos e seguimos o que Sua Palavra ensina, quando vivemos de segundo Seus ditames e colocamos os princípios bíblicos em prática no dia a dia ( João 14:15). No nosso relacionamento com Deus, podemos segui-lO pela busca de Sua orientação em oração, tomando boas decisões e fazendo o que Ele nos diz para fazer. Cada um de nós é único e o Senhor pode nos dar orientações específicas para nossas vidas (Provérbios 3:5–6). Nós O honramos quando pedimos que Ele nos guie e quando seguimos Sua orientação pela fé.
Adoramos a Deus quando vivemos de forma a refletir Seu amor e os princípios de Sua Palavra. A Bíblia nos instrui a deixarmos nossa luz brilhar diante dos outros, para que vejam o que fazemos, como vivemos e conheçam o amor de Deus, glorificando-O por isso (Mateus 5:16). Nossas interações positivas com os outros, alinhadas com os ensinamentos bíblicos, irradiam a luz de Deus, atraindo outros para Ele.
Também glorificamos o Senhor diante dos outros quando compartilhamos a mensagem do Evangelho, quando contamos nosso testemunho pessoal de como chegamos à fé em Cristo. Quando compartilhamos literatura cristã ou ensinamos ou, por qualquer meio, falamos às pessoas sobre Deus e Seu amor por elas, estamos cumprindo a ordem que Jesus deu aos Seus seguidores (Mateus 28:19–20). Nós O adoramos quando ajudamos os necessitados, as viúvas e os órfãos, os carentes e os pobres, quando nos doamos de qualquer forma que reflita o amor e a preocupação de Deus pelos outros (Tiago 1:27).
Quando oramos e pedimos ajuda para nós mesmos ou para os outros e buscamos Sua orientação, estamos dando a Ele glória e honra. Demonstramos crer em Seu cuidado, desvelo por nós, na verdade de Sua Palavra e no poder de Suas promessas. Reconhecemos nossa necessidade, declaramos por meio de nossas orações nossa confiança de que seremos ouvidos e atendidos (1 João 5:14–15). Confessar nossos pecados a Deus é uma forma de honrá-lO, pois reconhecemos que erramos e que precisamos de Seu perdão.
Glorificamos a Deus quando amamos nosso próximo como a nós mesmos; quando fazemos aos outros o que gostaríamos que fizessem a nós (Lucas 6:31); quando amamos em ação e em verdade (1 João 3:18); e quando amamos, obedecemos e reverenciamos a Deus, seguindo Seus mandamentos, pois isso é o essencial para todo ser humano (Eclesiastes 12:13). Foi o que expressou o teólogo J. I. Packer: “Todas as atividades da vida também devem ser realizadas com o objetivo de prestar homenagem, honrar e agradar a Deus, o que é a glorificação na prática.”
A consciência de que Deus nos criou à Sua imagem deve nos motivar a fazer o nosso melhor para moldar nossas vidas, sintonizados ao exemplo deixado por Jesus e viver de uma maneira que O glorifique. Uma vida que glorifica a Deus, no entanto, não é uma via de mão única, onde todos os benefícios vão para Deus. Há bênçãos recebidas nesta vida e na vida por vir para aqueles que vivem para amar e glorificar a Deus, como lemos no Livro dos Salmos: “Sei que a bondade e a fidelidade me acompanharão todos os dias da minha
vida, e voltarei à casa do SENHOR enquanto eu viver” (Salmo 23:6).
Por compreendermos que o Senhor deseja que vivamos de forma a atrair Suas bênçãos e a ser uma bênção para os outros, temos a oportunidade de cumprir o propósito de nosso Criador nesta vida e de habitar em Sua presença para sempre, em alegria e felicidade, sempre sendo capazes de dar a Ele a glória que Ele merece.
Peter Amsterdam e sua esposa, Maria Fontaine, são diretores da Família Internacional, uma comunidade cristã. Adaptado do artigo original. ■
Tu, Senhor e Deus nosso, és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade elas existem e foram criadas. — Apocalipse 4:11
Se você ainda não tem um relacionamento pessoal com Jesus, pode convidá-lO a entrar em sua vida fazendo esta simples oração:
Querido Jesus, creio que Você é o Filho de Deus. Obrigado por morrer na cruz por mim, para que, pelo Seu sacrifício, eu possa viver para sempre com Você no Céu. Peço que perdoe meus pecados e abro meu coração para Você. Por favor, encha-me com o Seu Espírito Santo e ajude-me a viver de uma maneira que O glorifique. Amém.
ÁLGEBRA E ORAÇÃO
Por Joyce Suttin
Nas últimas semanas, tenho sentido como se Deus estivesse dizendo “não” repetidamente. Parece que não estou orando direito. Ou os resultados não aparecem, ou não são o que eu esperava. Isso tem sido um verdadeiro teste para minha fé.
Quando O consulto em oração, Suas respostas não me parecem claras. É como estar em uma aula de álgebra e não entender nada. Parece que todos os outros alunos estão acertando as respostas e aprendendo a lição, enquanto eu fico confusa e frustrada. Sinto-me fracassada. Com a confiança abalada, sinto-me como uma criança que sempre se destacou em Matemática, mas diante de um enigma que simplesmente não consegue resolver, joga a toalha e diz: “Odeio Matemática!”
Não odeio Matemática nem Álgebra, e certamente não odeio a oração. Sempre dependi da comunicação com Deus. É como o ar que respiro. Orar é parte de mim e imagino que meu último alento será uma oração.
Faze-me ouvir do Teu amor leal pela manhã, pois em Ti confio. Mostra-me o caminho que devo seguir, pois a Ti elevo a minha alma. — Salmo 143:8
E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem que falte a vocês coisa alguma. — Tiago 1:4
Minha frustração vem de não entender por que estou marcando passo, enquanto os outros parecem avançar com seus planos. Sinto-me parada em um sinal vermelho, esperando os carros passarem até que seja seguro seguir em frente. No entanto, tantas vezes na minha vida, ao olhar para trás, fico feliz que Deus não tenha respondido minhas orações rapidamente. Em retrospectiva, posso ver Seu plano mais claramente e, então, entender o caminho que deveria seguir.
Tudo se resume à gratidão e à confiança —gratidão pelo fato de que o Senhor sempre me mostrou o caminho e confiança de que Ele o fará novamente no Seu tempo perfeito. Então, enquanto isso, espero e Lhe agradeço por todas as Suas inúmeras bênçãos na minha vida, confiando que Ele está no controle.
Joyce Suttin é professora aposentada e escritora. Vive em San Antonio, no Texas. Visite seu blog em joy4dailydevotionals.blogspot.com ■
A PEDRA ANGULAR DA FÉ
Por G.L. Ellens
Cultivar um relacionamento íntimo e profundo com Jesus é a pedra angular da fé cristã. Podemos adotar hábitos que nos mantêm conectados a Ele, permitindo que Sua presença permeie todos os aspectos de nossas vidas. Aqui estão algumas práticas diárias que têm me ajudado a fortalecer meu relacionamento com o Senhor.
Começo cada dia colocando Jesus em primeiro lugar. Antes de olhar o telefone ou verificar minha caixa de entrada de e-mails, dedico um momento a Ele. Canto uma canção de louvor e expresso minha gratidão. Esse simples ato de adoração e agradecimento redireciona meu foco para Deus, enchendo-me com Sua paz e alegria. É
um lembrete poderoso de que Ele é digno de toda honra e glória, independentemente das circunstâncias.
A gratidão transforma nossa perspectiva e abre nossos corações para a bondade de Deus. Todos os dias, escrevo pelo menos cinco coisas pelas quais sou grata em meu diário de gratidão. Seja um belo amanhecer, uma palavra gentil de um amigo ou uma oração respondida, reconhecer minhas bênçãos me lembra da fidelidade de Deus. É um hábito que me ajuda a permanecer nos aspectos positivos da vida, reforçando minha confiança em Jesus e em Sua provisão.
Antes de mergulhar no trabalho, dedico um momento para orar sobre minha lista de afazeres. Peço ao Senhor
orientação, sabedoria e forças para realizar o que precisa ser feito. Essa prática não só me ajuda a dar às minhas tarefas a prioridade certa, mas também me lembra de que não estou sozinha em meus esforços. Ao buscar Sua direção, posso encarar o dia com confiança, sabendo que Ele está comigo em cada passo.
Estou determinada a permanecer próxima de Jesus ao longo do dia, buscando Sua orientação e agradecendo quando as coisas dão certo. Esse diálogo contínuo com Jesus me mantém sintonizada com Sua presença e me ajuda a enfrentar os desafios com confiança e dependência nEle. Seja uma oração rápida por paciência ou um momento de gratidão por uma pequena bênção, essas pausas intencionais mantêm meu relacionamento com Jesus vibrante e vivo.
Jesus nos chama para amar e servir aos outros, refletindo Seu amor em nossas ações. Procuro realizar atos de bondade todos os dias, sejam eles grandes ou pequenos. Isso pode significar ajudar um vizinho, oferecer-me como voluntária em uma instituição de caridade ou simplesmente estar disponível para escutar alguém que precise. Servir ao próximo mantém meu coração em sintonia com o coração de Jesus e me ajuda a viver Seu mandamento de amar o próximo como Ele nos amou ( João 15:12).
Terminar o dia com Jesus é tão importante quanto começá-lo em Sua companhia. Antes de dormir, reflito sobre o dia, agradeço ao Senhor por Suas bênçãos, confesso meus pecados, peço perdão e orientação para o dia seguinte. Essa prática me ajuda a encerrar o dia com o coração em paz, descansando em Sua graça e me preparando para um novo começo na manhã seguinte. Esses hábitos diários têm aprofundado meu relacionamento com Jesus, mantendo-me firmemente alicerçada em Sua Palavra, atenta à Sua voz e consciente de Sua presença. Ao priorizar o tempo com Jesus a cada dia, sou constantemente lembrada de Seu amor, graça e propósito para minha vida, o que não só fortalece minha fé, mas também me ajuda a ser um canal de Seu amor e luz para os outros.
G. L. Ellens foi missionária e professora no Sudeste Asiático por mais de 25 anos. Embora esteja aposentada, continua ativa em trabalhos voluntários e perseguindo seu interesse pela escrita. ■
JESUS E JIM
Conta-se a história de um certo ministro que ficou incomodado ao ver um velho malvestido, entrar em sua igreja todos os dias ao meio-dia e sair logo depois de alguns minutos. O que ele poderia estar fazendo? Então o religioso pediu ao zelador que questionasse o idoso. Afinal, o lugar tinha itens valiosos.
“Eu venho orar”, explicou o homem ao zelador.
“Sem essa!” — disse o emissário do pastor. “Você nunca fica tempo suficiente na igreja para orar.”
“Bem...”, continuou o velho, “eu não sei como fazer orações longas, mas todos os dias ao meio-dia venho aqui e digo: ‘Jesus, sou eu, o Jim.’ Eu espero um minuto e depois vou embora. Mesmo que seja uma oração curta, eu acho que Ele me ouve.”
Tempos depois, Jim foi internado por conta de um acidente que sofreu. Na enfermaria em que ficou, tornou-se uma influência maravilhosa. Pacientes rabugentos tornaram-se alegres e volta e meia as risadas tomavam o lugar.
“Pois é, Jim”, disse-lhe uma enfermeira um dia, “os homens dizem que você é o responsável por essa mudança na enfermaria. Dizem que você está sempre feliz.”
“Isso mesmo! Não tem como não ser feliz. Todos os dias recebo uma visita que me deixa assim.”
“Visita?” A enfermeira ficou intrigada, pois notara que a cadeira no quarto do idoso estava sempre vazia nos horários de visitação, pois ele não tinha parentes. “Que visitante? Quando ele vem?”
“Todos os dias”, respondeu Jim, com um brilho nos olhos. “Sim, todos os dias, ao meio-dia, Ele vem, fica aos pés da minha cama, sorri e diz: ‘Jim, sou eu, Jesus.’”
SEM BARREIRAS
Por Uday Paul
Muitas vezes, amigos me pedem para orar por questões relacionadas às suas vidas pessoais. Um amigo, sempre que me vê na rua, pede que ore por ele naquele exato momento! Gosto de orar pelas pessoas, pois isso libera o poder de Deus em suas vidas e situações. A oração intercessora também me beneficia, pois é um exercício de fé que me ajuda a manter a conexão com Deus. Jesus disse: “Se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso será feito a vocês por meu Pai que está nos céus. Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles” (Mateus 18:19–20).
Embora seja bom pedir orações aos outros, todo cristão deve ter uma conexão íntima e vibrante com o Senhor. Temos um mediador, Jesus Cristo, que intercede junto ao Pai em nosso favor (1 Timóteo 2:5). Como filhos de Deus, podemos nos aproximar do trono de Deus com confiança e receber misericórdia e graça para nos ajudar em tempos de necessidade (Hebreus 4:16).
Por meio do sacrifício de Jesus, recebemos o privilégio de entrar na presença de Deus. No momento da morte de Jesus na cruz, o véu do santuário mais interno rasgou-se em duas partes (Mateus 27:51). Sob a Antiga Aliança, apenas o sumo sacerdote podia entrar no santuário interno, proibido a todos os outros. Agora, por meio de Jesus, o sumo sacerdote da Nova Aliança, qualquer pessoa que crê nEle tem acesso a essa área, o santíssimo, no verdadeiro templo de Deus no céu. Todos os crentes são, juntos, “sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo” (1 Pedro 2:5).
Portanto, além de assegurar aos meus amigos que orarei por eles, também os encorajo a se aproximarem do trono de Deus pela oração. Jesus disse que grandes milagres são possíveis com uma fé do tamanho de um grão de mostarda (Mateus 17:20), e que todas as coisas são possíveis para aqueles que creem (Marcos 9:23). A Bíblia também diz: “Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração” ( Jeremias 29:13). Quando nos despertamos e derramamos nossos corações diante de Deus, Ele nos ouve e responde às nossas orações conforme sabe que é o melhor.
Uday Paul é escritor freelancer, voluntário e professor, residente na Índia. ■
NÃO É COINCIDÊNCIA, É DEUS
Por Keith Phillips
Quando Deus faz algo inexplicável em resposta à oração, meu amigo costuma dizer: “Não é coincidência, é Deus.”
Há alguns meses, um grupo do qual Michael e eu fazemos parte iniciou um grande empreendimento. Uma das primeiras coisas que ele e outro parceiro fizeram foi mapear todo o projeto. No papel, o plano parecia perfeito — simples, objetivo, garantido. No entanto, logo descobrimos que Deus tinha um plano um pouco diferente, que incluía nos ensinar a depender mais dEle como nosso infinitamente sábio “CEO”.
Cada membro do grupo contribui para o sucesso do projeto. E quando nossos esforços não são suficientes, buscamos em outra fonte os recursos que faltam. Na prática, isso significa orar para que Deus nos envie a pessoa certa para suprir essa necessidade. Já experimentamos várias vezes a providência divina, onde, de maneiras inesperadas, Deus nos conectou a pessoas que nem sequer conhecíamos, mas que Ele sabia serem as perfeitas para nos ajudar a superar o próximo obstáculo.
Esses momentos de “Não é coincidência, é Deus” trouxeram uma nova dinâmica ao projeto, que passou a ser mais guiado pela oração, paciência, positividade e confiança. Quando chegamos a um impasse ou nos falta algo, mesmo após termos feito tudo ao nosso alcance, em vez de ceder ao desânimo, sentimos uma crescente empolgação. Sabemos que Deus tem algo mais bem planejado do que poderíamos imaginar ou alcançar por nós mesmos.
Um bônus para mim tem sido como essa nova atitude de confiança em Deus está se expandindo para outras áreas da minha vida. Tenho encontrado mais facilidade em confiar nEle quando surgem problemas, o que me ajuda a permanecer calmo, a ser mais positivo e a pensar com mais clareza. Estou aprendendo, a cada dia, que os planos de Deus são muito mais amplos e melhores do que os meus. Ele, de fato, é o “CEO” mais inteligente que existe!
Keith Phillips foi o editor-chefe da revista Contato de 1999 a 2013. Atualmente, ele e sua esposa Caryn trabalham com pessoas em situação de rua nos EUA. ■
Quando a angústia pesar no coração, E seus planos começarem a ruir, Lembre-se de Deus, que com compaixão Está sempre pronto para nos assistir. Se o fardo for grande e pesar demais, Entregue a Ele e confie, sem temor, Pois, com Sua luz, guiará os teus passos, Trazendo de volta a paz e o vigor.
—Helen Steiner Rice
A PARÁBOLA DO SEMEADOR
Ao falar às multidões, Jesus frequentemente utilizava parábolas, histórias aparentemente simples baseadas em eventos cotidianos, circunstâncias e conceitos com os quais Seus ouvintes podiam facilmente se identificar. Mesmo assim, como nem sempre compreendiam plenamente a lição por trás da história, Ele também as interpretava para a multidão ou apenas para Seus discípulos.
A Parábola do Semeador é uma das poucas parábolas que aparece em três Evangelhos distintos: Mateus 13, Marcos 4 e Lucas 8. Nela, Jesus revela quatro possíveis reações à mensagem do Evangelho.
“Um agricultor saiu para semear. Enquanto espalhava as sementes, (1) algumas caíram à beira do caminho, e as aves vieram e as comeram. (2) Outras caíram em lugares pedregosos, onde não havia muita terra. Elas brotaram rapidamente, porque o solo era raso. Mas quando o sol
apareceu, as plantas foram queimadas e secaram porque não tinham raiz. (3) Outras sementes caíram entre espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas, de modo que elas não deram grãos. (4) Outras sementes caíram em boa terra, cresceram e produziram uma colheita—cem, sessenta e trinta vezes mais do que foi semeado.”
Jesus termina a história dizendo: “Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça” (Marcos 4:2-9).
Então Jesus interpreta a narrativa para Seus discípulos, que não a haviam compreendido: “Este é o significado da parábola: A semente é a palavra de Deus. As que caíram à beira do caminho são os que ouvem, e então vem o diabo e tira a palavra do seu coração, para que não creiam e não sejam salvos” (Lucas 8:11–12).
Quando a semente vivificadora da Palavra de Deus é lançada sobre o primeiro tipo de solo — endurecido e não receptivo — Satanás rapidamente a retira antes que possa ser compreendida ou criar raízes nas vidas dessas pessoas.
A Bíblia nos ensina que a fé vem pelo ouvir da Palavra de Deus (Romanos 10:17), mas também que “o deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Coríntios 4:3–4).
Quanto ao segundo tipo de solo descrito por Jesus, Ele diz: “As que caíram sobre as pedras são os que recebem a palavra com alegria quando a ouvem, mas não têm raiz. Creem durante algum tempo, mas desistem na hora da provação” (Lucas 8:13).
Esse segundo grupo de pessoas inicialmente acolhe a Palavra de Deus com entusiasmo e começa a mostrar sinais de crescimento espiritual. No entanto, diante de dificuldades ou provações, seu entusiasmo rapidamente se esvai e sua fé murcha. Isso ocorre porque, como Jesus afirmou, “não têm raiz em si mesmos”, pelo que nunca crescem e se tornam frutíferos. Espiritualmente, “morrem” e se afastam na hora da provação, pois sua resposta ao
Evangelho não é firmada em convicção pessoal ou fé real. Não receberam verdadeiramente a Palavra de Deus nem permitiram que a verdade divina criasse raízes em seus corações.
Na explicação de Jesus sobre o terceiro tipo de solo, Ele diz: “Outras ainda, como a semente lançada entre espinhos, ouvem a palavra; mas, quando chegam as preocupações desta vida, o engano das riquezas e os anseios por outras coisas sufocam a palavra, tornando-a infrutífera” (Marcos 4:18–19).
O solo espinhoso representa aqueles que recebem a Palavra, mas permitem que ela seja sufocada pelas preocupações e riquezas enganosas deste mundo temporal. As coisas e os assuntos deste mundo desviam seu tempo e atenção da Palavra de Deus, e seu crescimento espiritual é gravemente prejudicado, e os espinhos deste mundo sufocam sua frutificação.
Finalmente, o quarto tipo de solo que Jesus descreve revela o caminho para um crescimento duradouro e para a verdadeira frutificação: “E quanto à semente que caiu em boa terra, esse é o caso daquele que ouve a palavra e a entende, e dá uma colheita de cem, sessenta e trinta por um” (Mateus 13:23).
Diferente dos outros solos infrutíferos, esse solo fértil ouve, recebe e compreende a Palavra de Deus, perseverando pacientemente até que sua fé cresça e produza frutos para a glória de Deus. Os cristãos frutíferos são os que, além de ouvir, entendem a Palavra e permitem que ela transforme suas mentes, corações e vidas. Como resultado, essa transformação produz frutos em suas próprias vidas e impacta a vida dos outros, cumprindo o propósito divino (Isaías 55:11).
Que nossas vidas sejam um exemplo vivo de “boa terra”, como diz na Parábola do Semeador.
Adaptado de um artigo no livro Tesouros, publicado pela Família Internacional. ■
DEIXE A ÁGUA FAZER O TRABALHO
Por Daniel Olender
Quando eu era pequeno, minha mãe costumava me pedir ajuda com as tarefas domésticas. Concentrado na construção de minha torre de blocos ou algo do gênero, às vezes eu relutava, mas, mesmo assim, eu me esforçava para fazer de coração minha tarefa. Afinal, eu percebia o quanto minha mãe estava sobrecarregada com o cuidado de nossa animada família de seis filhos.
Minha tarefa preferida era limpar as janelas. Eu passava o rodo repetidamente até poder admirar os reflexos no vidro. Não deixava nada entre mim e a bela vista do céu.
Mas naquele dia, minha mãe me deu a tarefa de limpar o chão da cozinha. O quê?! O chão?! Sem glória! Sem reflexos! E assim que estivesse limpo, quase imediatamente ficaria sujo de novo.
Mas eu queria ajudar minha mãe. Então, com um esfregão maior do que eu, me esforcei para tirar todas aquelas manchas de sujeira. Aquilo era bem trabalhoso, mas como eu sabia que estava poupando minha mãe daquela tarefa árdua, sentia-me orgulhoso do que estava fazendo.
Quando veio me ver como eu estava me saindo, minha mãe notou minha dificuldade. “Daniel,” aconselhou-me, “deixe a água fazer o trabalho!” Mostrando-me, ela passou um esfregão bem molhado por todo o chão. Tudo ficou encharcado. Então me orientou a torcer o esfregão, esperar uns minutos e passá-lo novamente no chão. “Agora que água soltou a sujeira, fica bem mais fácil limpar o chão” — explicou-me.
Parecia um milagre! As manchas saíam como mágica. Até os lugares onde havia farinha, ovos e chocolate da
nossa memorável festa de panquecas do dia anterior ficaram instantaneamente limpos!
Muitos anos depois, volta e meia me sento em silêncio para ler a Bíblia. Tenho um novo Pai e uma nova vida. Mas, infelizmente, meu coração está longe de ser como o do Filho de Deus! Parece haver muita “sujeira” do pecado tenazmente agarrada à minha alma. E como posso limpá-la? Então, ouvi a voz suave do Senhor dizendo:
“Deixe a água fazer o trabalho! Encha o coração e a mente com a água viva da Minha Palavra. Deixe-a fluir em cada canto. Depois, espere. Não se preocupe com tantas coisas, apenas fique Comigo. Aí está. Agora você pode limpar sem esforço. Minha Palavra fez o trabalho, e a ‘sujeira’ do seu pecado está desaparecendo.”
“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” ( João 17:17).
Daniel Olender foi missionário na Europa por muitos anos. Ele agora cria jogos de tabuleiro cristãos que ajudam a tornar o aprendizado da Bíblia divertido e fácil. ■
O pássaro emaranhado
Por Curtis Peter van Gorder
Minha esposa e eu estávamos caminhando por um pasto na Austrália. Passamos por uma cerca que delimitava uma área onde alguns cavalos pastavam calmamente, quando, de repente, ouvimos um barulho lamentável. Um pequeno pardal estava preso em um pedaço de barbante. De alguma forma, seu pé havia ficado enroscado em um fio que pendia da cerca de arame, e o pardal se debatia e girava, tentando, em vão, fazer tudo ao seu alcance para se libertar.
Tentamos nos aproximar para libertá-lo, mas a pobre criatura ficou ainda mais assustada. Quanto mais nos aproximávamos, mais ele piava e batia as asas em desespero frenético. Minha esposa e eu procuramos em nossos bolsos algo que pudesse cortar o fio. Ela encontrou uma chave, que cortou a corda sem dificuldades. O pardal voou o mais rápido que pôde, sem sequer olhar para trás para nos agradecer.
Às vezes, podemos nos sentir como aquele pássaro: presos em circunstâncias e condições difíceis. Parece que, quando menos estamos preparados, os problemas surgem. Talvez sejamos demitidos, acometidos por uma doença, ou discutimos com alguém que amamos. Talvez sejamos atingidos pela depressão, pressões no trabalho ou dificuldades financeiras.
Talvez, se nos lembrarmos da situação desse pequeno pardal, isso nos ajude a perceber que Deus está sempre ao nosso lado, assim como Ele está para o menor dos
pássaros. “Contudo, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do Pai de vocês” (Mateus 10:29). Ele está sempre tentando nos ajudar —se apenas permitirmos. Confiar em Deus significa que nossos espíritos são libertos da preocupação e podem descansar, sabendo que Ele resolverá as coisas. Tudo o que precisamos fazer é acreditar e receber Sua ajuda do céu. Como o pardal, podemos experimentar um final feliz para nossos problemas.
Curtis Peter van Gorder é escritor freelancer e artista mímico. Dedicou 47 anos a atividades missionárias em 10 países. Ele e sua esposa Pauline atualmente vivem na Alemanha. ■
Se você está passando por uma tempestade agora, preste atenção: Você não está sozinho. Deus está com você. Encontre nEle o que precisa. Clame a Ele; peça Sua ajuda como o Salmo 50:15 ensina: “clame a Mim no dia da angústia; Eu o livrarei, e você Me honrará.”
Nosso Pai celestial é um Libertador fiel e confiável. Mesmo nos dias tempestuosos, Ele está agindo em nosso favor para nos proteger, nos carregar e nos resgatar. — Crystal Paine
Com Amor, Jesus
HABITANDO EM SUA PRESENÇA
Seu trabalho e sua vida na Terra são apenas um breve momento em comparação à infinita extensão da eternidade. A jornada terrena é uma oportunidade para o crescimento espiritual e para tomar decisões que o aproximem de Mim. Sua vida é um caminho de desenvolvimento espiritual, que busca moldá-lo à Minha imagem, com uma glória cada vez maior (2 Coríntios 3:18).
Aproveite seu tempo na terra para contemplar Minha glória e se tornar na pessoa que Eu o criei para ser por toda a eternidade. Permaneça em Mim e na Minha Palavra ( João 15:7), seja fiel em permanecer na Minha presença pela oração e comunhão Comigo, e seja vigilante para não permitir que as coisas deste mundo invadam seu caminhar Comigo (1 João 2:15–16). Ao cultivar uma visão voltada para a eternidade e compreender que suas ações e decisões têm consequências eternas, você não se conformará com os padrões deste mundo. Pelo contrário, será transformado pelo Meu Espírito, adquirindo discernimento para conhecer e seguir Minha boa, agradável e perfeita vontade (Romanos 12:2).
Seu amor por Mim o trará para mais perto de Mim, à medida que você permitir que Minha Palavra habite ricamente em seu coração (Colossenses 3:16). Quando tudo o mais se for, Minha Palavra permanecerá (Mateus 24:35). Mesmo que este mundo desapareça com todos os seus desejos, aqueles que buscam fazer Minha vontade permanecerão para sempre (1 João 2:17).