Arroba / Boletim Informativo #2

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BOLETIM INFORMATIVO

ANO 2017 • N.º 2 • MARÇO/MAIO • PERIODICIDADE TRIMESTRAL • DIRETOR PE. ANTÓNIO PAULO PONTE SOUSA • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

© SHUTTERSTOCK

EDITORIAL

A

O PROBLEMA É DE QUEM TRABALHA?

o longo da sua existência, o Arroba pretende dar conta do setor agrícola. A sua linha editorial será sempre a de informar os agricultores, os produtores de cana sacarina e os criadores de animais. O Arroba será assim o eco das preocupações e anseios dos nossos agricultores e criadores de gado. “A Agricultura dá!... É preciso acreditar!” Há 40 anos, num dia de trabalho de sol a sol, uma senhora ganhava 20 escudos, uma nota de Santo António como diziam na parte Norte da Ilha da Madeira. Atualmente, verificamos que as terras estão

ao abandono e, muitas vezes, esquecemo-nos que essas terras foram, em tempos, adquiridas com o suor de muitas pessoas, algumas delas trabalharam e fizeram sacrifícios em países distantes, tais como a Venezuela, Curaçau, África do Sul, França, entre muitos outros. O esforço desse trabalho da emigração está bem patente nas parcelas de terrenos que temos na ilha. A Agricultura persiste em ser de subsistência e não é por falta de incentivos. Será que “o problema é de quem trabalha a terra?” Então, se não trabalha a terra, podemos deduzir que

não tem problemas? E isto sem esquecer que muitas vezes a subsistência em vez de ser tirada da terra, aparece em subsídios como o rendimento social de inserção, ou o próprio desemprego… Os que se encontram nesta situação têm um dilema: se cultivam o seu poio têm de declarar os seus rendimentos, logo essas pessoas são obrigadas a devolver os subsídios. Por isso, muitos desistem da agricultura. Então insisto: “O problema é de quem trabalha a terra?” Se cria Gado, não falando das explorações existentes na nossa região, mas da detenção

caseira, e se por acaso tem um mau vizinho, prepare-se porque vai ter um problema! São estas e outras questões, que o Arroba procurará ser a voz de quem tem na agricultura e na criação de gado, a sua única fonte de rendimento, a chamada economia doméstica. No fim do mês, é mais um rendimento para o sustento da casa. Como fala o Papa Francisco, na carta encíclica “Laudato Si, mi Signore – Louvado sejas, meu Senhor”, temos de olhar pela casa comum, por este planeta que nos dá tudo o que é de bom. PE. ANTÓNIO PAULO

Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera.” TIAGO - 5:7


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