TC
cadernos de
Biblioteca
ConexĂŁo com a cidade Um novo conceito
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issuu.com/cadernostc
Cadernos de TC 2020-2 Expediente
Direção do Curso de Arquitetura e Urbanismo Alexandre Ribeiro Gonçalves, Dr. arq. Corpo Editorial Alexandre Ribeiro Gonçalves, Dr. arq. Rodrigo Santana Alves, M. arq. Simone Buiati, M. arq. Coordenação de TCC Rodrigo Santana Alves, M. arq. Orientadores de TCC Maíra Teixeira Pereira, Dr. arq. Rodrigo Santana Alves, M. arq. Detalhamento de Maquete Madalena Bezerra de Souza, E. arq. Seminário de Tecnologia Jorge Villavisencio Ordóñez, M. arq. Rodrigo Santana Alves, M. arq. Seminário de Teoria e Crítica Pedro Henrique Máximo, M. arq. Rodrigo Santana Alves, M. arq. Expressão Gráfica Alexandre Ribeiro Gonçalves, Dr. arq. Simone Buiate Brandão, M. arq. Secretária do Curso Edima Campos Ribeiro de Oliveira (62)3310-6754
Apresentação Este volume faz parte da coleção da revista Cadernos de TC. Uma experiência recente que traz, neste semestre 2020/1, uma versão mais amadurecida dos experimentos nos Ateliês de Projeto Integrado de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo (I, II e III) e demais disciplinas, que acontecem nos últimos três semestres do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário de Anápolis (UniEVANGÉLICA). Neste volume, como uma síntese que é, encontram-se experiências pedagógicas que ocorrem, no mínimo, em duas instâncias, sendo a primeira, aquela que faz parte da própria estrutura dos Ateliês, objetivando estabelecer uma metodologia clara de projetação, tanto nas mais variadas escalas do urbano, quanto do edifício; e a segunda, que visa estabelecer uma interdisciplinaridade clara com disciplinas que ocorrem ao longo dos três semestres. Os procedimentos metodológicos procuraram evidenciar, por meio do processo, sete elementos vinculados às respostas dadas às demandas da cidade contemporânea: LUGAR, FORMA, PROGRAMA, CIRCULAÇÃO, ESTRUTURA, MATÉRIA e ESPAÇO. No processo, rico em discussões teóricas e projetuais, trabalhou-se tais elementos como layers, o que possibilitou, para cada projeto, um aprimoramento e compreensão do ato de projetar. Para atingir tal objetivo, dois recursos contemporâneos de projeto foram exaustivamente trabalhados. O diagrama gráfico como síntese da proposta projetual e proposição dos elementos acima citados, e a maquete diagramática, cuja ênfase permitiu a averiguação das intenções de projeto, a fim de atribuir sentido, tanto ao processo, quanto ao produto final.
A preocupação com a cidade ou rede de cidades, em primeiro plano, reorientou as estratégias projetuais. Tal postura parte de uma compreensão de que a apreensão das escalas e sua problematização constante estabelece o projeto de arquitetura e urbanismo como uma manifestação concreta da crítica às realidades encontradas. Já a segunda instância, diz respeito à interdisciplinaridade do Ateliê Projeto Integrado de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo com as disciplinas que contribuíram para que estes resultados fossem alcançados. Como este Ateliê faz parte do tronco estruturante do curso de projeto, a equipe do Ateliê orientou toda a articulação e relações com outras quatro disciplinas que deram suporte às discussões: Seminários de Teoria e Crítica, Seminários de Tecnologia, Expressão Gráfica e Detalhamento de Maquete. Por fim e além do mais, como síntese, este volume representa um trabalho conjunto de todos os professores do curso de Arquitetura e Urbanismo, que contribuíram ao longo da formação destes alunos, aqui apresentados em seus projetos de TC. Esta revista, que também é uma maneira de representação e apresentação contemporânea de projetos, intitulada Cadernos de TC, visa, por meio da exposição de partes importantes do processo, pô-lo em discussão para aprimoramento e enriquecimento do método proposto e dos alunos que serão por vocês avaliados.
Maíra Teixeira Pereira, Dr. arq. Rodrigo Santana Alves, M. arq.
BIBLIOTECA Conexão com a cidade A arquitetura das bibliotecas desde o princípio influenciam nas impressões e experiências da sociedade, por constituir-se em um centro de saber, que disponibiliza serviços e a democatrização da cultura. A forma de projetar bibliotecas públicas está em constante evolução, inovando-se ao longo de todos os anos, de forma a atender as necessidades e as novas demandas da sociedade da informação. Portanto o projeto da Biblioteca Conexão, propõe uma nova proposta, com uma visão ampla, novas formas de aprendizagem com diversos programas e uma nova maneira de vivenciar a cidade com um espaço de identidade única, que tem a premissa de ressignificar o tecido urbano da cidade de Anápolis, atribuindo usos a um terreno de grande potencial ocioso e abandonado na malha urbana da cidade.
Amanda de Oliveira Marçal
Orientador: Maíra Teixeira Pereira
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Amanda Marรงal
INTRO DUÇÃO O ESPAÇO NA CIDADE
O espaço público constitui o enredo e a essência da cidade, pois molda e influencia sua percepção, imagem urbana, segurança, funcionalidade, e a identidade. Para conceber um espaço público, é necessário construir seu caráter sociocultural, suprindo as necessidade dos usuários, e entendendo sua capacidade de integração com seu entorno, de forma que dê continuação a malha da cidade, garantindo a vivacidade urbana e possibilitando a realização de atividades fundamentais da comunidade que o habita. A dinâmica das cidades devem ser moldadas por meios desses espaços, suas características, seus comportamentos e valores da comunidade de forma que crie ambientes urbanos mais democráticos, e participativos, contribuindo para a cidadania.
Na realidade muitas cidades brasileiras oferecem pouco desses espaços públicos que estimulam a participação, integração e convivência das pessoas, e o principal equipamento que deveria disponibilizar esses serviços importantes para a sociedade é a Biblioteca Pública. Milanesi (2003), destaca que a biblioteca pública que existe em milhares de municípios, são precárias, tendo pouca serventia, passando uma visão de espaço amontoado de livros velhos. Nesse contexto a cidade de Anápolis que é uma das mais importantes do estado de Goiás, não se difere das demais, pois oferece apenas uma biblioteca pública para toda a cidade, e ela se encontra em estado de precariedade.
Novo Conceito Biblioteca Conexão
Um Programa Atrativo
BIBLIOTECA
Nova Centralidade Bairro Jundiaí
SALAS DE MÍDIA
PLAYGROUND
ESPAÇOS LIVRES
PARQUE
ESPELHO D’ÁGUA
Uma Circulação Convidativa
O BAIRR
IAÍ ND JU
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Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
LEGENDAS: [f.1] Esquema gráfico apresentando o projeto. Fonte: Editado pelo autor.
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02 [f.2]
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Amanda Marรงal
BIBLIO TECA A ORIGEM DAS BIBLIOTECAS
Desde o princípio a humanidade apresenta uma forma especial de se comunicar que é por meio da utillização de diferentes formas de escritas e materiais. Através dessa comunicação foi e é possivel garantir a cultura de uma sociedade para outra e para as gerações futuras. Portanto nota-se a importância da preservação e organização desses recursos materiais.
‘’O homem tem se preocupado em registrar todo o conhecimento por ele produzido. Esta forma de registro evoluiu desde os blocos de argila até o armazenameno de dados de uma rede digital’’. (SANTOS, 2012, p. 175).
A fim de promover a continuidade, preservação e memória de todas as culturas, fez-se necessário a criação de espaços específicos e fisícos, que guardassem de forma segura essa diversidade de registros que o homem produz ao decorrer da história, e a biblioteca é a instituição capaz de garantir essa preservação da cultura de uma sociedade para outra, como também a troca de saberes.
Escrita em argila
Papiro
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
A palavra biblioteca tem sua origem da palavra grega bibliontheke, resultado da junção de duas palavras do idioma grego, que são elas biblio e theke, que significam respectivamente livro e depósito. Portanto ela era entendida como o depósito responsável pela guarda de materiais escritos, papiros e pergaminhos. Através dos seculos, coleções de livros serviam para simbolizar a cultura e o conhecimento, na maioria das línguas, a palavras biblioteca passou a significar não somente os livros, mas também os prédios que os abrigam. (CAMPBELL; PRYCE, 2015). É possivel destacar exemplos de diferentes projetos de bibliotecas que iniciou-se com as chamadas bibliotecas mineirais, que tinham seu acervo composto de tábuas argila, depois vieram as bibliotecas vegetais e as animais, constituídas de rolos de papiros e pergaminhos. Logo após as bibliotecas da antiguidade começaram a surgir e a de Alexandria representada na [f.2] foi a mais famosa e grandiosa da história.
Pergaminho
Livro
[f.3]
LEGENDAS: [f.2] Imagem da biblioteca de Alexandria considerada a mais famosa da antiguidadeFonte: Google Imagens. [f.3] Evolução dos muitos suportes de escritas. Fonte: Google Imagens.
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A IMPORTÂNCIA DAS BIBLIOTECAS
LEGENDAS: [f.4] Colagem com o número 1, representando a primeira biblioteca da história. Fonte: Acervo do Autor. [f.5] Biblioteca de Nínive, a primeira da história. Fonte: Google Imagens. [f.6] Material utilizado na época que era o pergaminho. Fonte: Google Imagens. [f.7] Icone representando ‘’fama’’, com a biblioteca de Alexandria. Fonte: Google Imagens. [f.8] Biblioteca de Alexandria considerada a mais famosa da antiguidade. Fonte: Google Imagens. [f.9] Imagem representando as biblioteca na Idade Média, época onde o acervo era protegido por correntes, nos conventos monacais. Fonte: Google Imagens. [f.10] Biblioteca no Monte Athos na Idade Média, em conventosmonacais.Fonte: Google Imagens. NOTAS: [1] FATIMA, Maria. A biblioteca e o bibliotecário na era antiga, na idade média e na atualidade. Belém, 2017.
A Antiguidade nos apresenta diversas bibliotecas, e muitas delas marcadas pelo sentido de restrição, serviam apenas como depósito de livros, os acervos ficavam restritos em armários, e as disposições arquitetônicas dos edifícios tinham o objetivo de impedir a saída de livros ou seja, eram lugares contrários à ideia de socialização e democracia, mas não se pode negar que elas preservaram, guardando e copiando manuscritos, hoje tão fundamentais para nosso entedimento histórico. A primeira biblioteca surgiu no século 7 a.C. na Mesopotâmia, era chamada de Nínive, foi fundada pelo rei Assírio Assurbanipal II, chegou a possuir cerca de 25.000 placas em sua coleção. A biblioteca de Alexandria era a mais famosa de toda a história, foi fundada em 280 a.C. por Ptlomeu I Sóter, e reuniu o maior acervo de cultura e ciência da Antiguidade. Possuia cerca de 700.000 rolos de papiros e pergaminhos, deixando assim um notável legado para o desenvolvimento geral da humanidadede. (MARTINS, 2002) As bibliotecas de Nínive e a de Alexandria, eram formadas pela nobreza e pelo clero, com o objetivo de desenvolver o conhecimento dessas categorias sociais. De um modo geral, as bibliotecas da antiguidade produziam pouco naquela época, e portanto não tinham o objetivo de disseminar o conhecimento, mas de prendê-lo, monopolizá-lo, poucos tinham o previlegio de adentrar aquele espaço. Em outras épocas como na Idade Média, as bibliotecas se tornaram guardiãs do conhecimento, mas seu armazenamento e divugação do acervo ainda era restrito ao público, mas ja começavam a ser substituidos de pergaminhos para folhas de papel. Essas bibliotecas carregavam fortemente um caráter religioso em sua arquitetura e nas ações de seus frequentadores, elas eram mantidas pelos conventos monacais, e a igreja era responsável por todo acervo produzido, a instiuição religiosa mais importante e célebre nesse período foi a do Monte Athos.
[f.4]
[f.5]
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[1]
Pode-se ter um olhar sobre a história das bibliotecas e de suas coleções, quando se entende à dificuldade para compreender os elementos materiais e imateriais que nelas se preservaram. De fato esses espaços são a memória do mundo, com todos os conhecimentos e saberes humanos reunidos em um só lugar.
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N 1°
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Amanda Marçal
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Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
O modelo de biblioteca tradicional vem perdendo espaço cada vez mais, por não responder mais as necessidades de seus usuários, e com o surgimento de novas mídias, meios de comunicação, como o computador, o celular e a internet, esse modelo comum começou a ser alterado. O espaço da biblioteca contemporânea, precisou ser reinventado, para que as novas tecnologias de informação integrassem a seu ambiente. Com a rapidez dessas tranformações, que se mantém até hoje, foi necessário integrar novas atividades ao convencional. Dessa forma passaram a se caracterizar como espaços para conhecer, discutir e criar, ressalta Minalesi (2003). Hoje existe um universo digital e audiovisual, que vem liderando as transmissões de informações, mesmo a escrita sendo a base da aprendizagem, as bibliotecas da atualidade passaram a reproduzir esses conteúdos digitais, mapeando, reunindo, selecionando, tratando, organizando, além do aumento na autonomia e liberdade de escolha do usuários que gerenciam e disseminam conteúdos gerados pela própria comunidade na qual está inserida. A evolução da arquitetura das bibliotecas é uma das histórias mais fascinantes no contexto de adptação e mudança arquitetônica. A era da conexão digital alterou as relações interpessoais, os suportes de leitura e consequentemente os espaços fisícos, ressalta Ken Worpole (2013). A conquista de novos espaços para as bibliotecas, depende do objetivo indispensável que é tornar ela um espaço flexível, cultural e de aprendizado, que estimule a comunidade, e seja atrativa á diversos usuários, pois se sabe que muitas informações não estarão disponíveis de forma eletrônica, assim como a interação humana que não é algo naturalmente substituível por programas de computador.
LEGENDAS: [f.11] Mediateca de Sendai. Fonte: Google Imagens. [f.12] Imagem do meio de comunicação utilizado na era da atualidade : o computador. Fonte: Google Imagens. [f.13] Programas amplos que as novas bibliotecas apresentam. Fonte: Google Imagens. [f.14] Centro de Conceito de Biblioteca DOK. Fonte: Google Imagens. [f.15] Diagrama de Novas tipologias de biblioteca parque. Fonte: Google Imagens. [f.16] Biblioteca Leon de Greiff, em Medellin. Fonte: Google Imagens.
O conceito de Biblioteca Parque é a tipologia mais recente e inovadora, a implantação dessas insituições em Medellín, foram muito bem sucedidas tornando-se referências mundial no quesito de desenvolvimento social, cultural e educacional na cidade. Esses equipamentos públicos possibilitam grandes mudanças na cultura e identidade da cidade, oferencendo espaços importantes para promover mais conhecimento, educação e incentivar a comunidade a utilizar das novas tecnologias com a inclusão digital, além de espaços necessários na cidade para troca diárias e interação.
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CRONOLOGIA Para que possamos entender os diferentes tipos de bibliotecas, que são de grande importância cultural e educacional para a sociedade, foi importante realizar um estudo de diversos periodos, iniciando-se na Antiguidade Clássica a arquitetura e a informação ja começam a se articular, e passa a ser criado o conceito de grandes bibliotecas, porém a maioria delas com sentido de restrição. Na Idade Média a igreja era responsável por todo acervo produzido, sendo totalmente privado, e mantido em conventos e mosteiros da época.
669 a.c
ORIGEM
280 a.c
963
241 a.c
IDADE MÉDIA
NÍNIVE
MONTE ATHO S
ALEXANDRIA
PERGÁMO
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HJORRING CENTRAL
ATUALIDADE 2008
08
2007
2007
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Nessa era da atualidade percebe-se que a arquitetura das bibliotecas se modifica apresentando edifícios icônicos, com diversas tecnologias e materialidades, como também disponibilizando plataformas digitais, livros, artigos e revistas, auxiliando o funcionamento e as atividades nos espaços das bibliotecas, melhorando o ato de informar e passar conhecimento, para a sociedade atual de diferentes maneiras das praticadas nos seculos passados.
2000 2004
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
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[f.17]
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Amanda Marรงal
A BIBLIOTECA CONTEMPORÂNEA
A forma de projetar bibliotecas públicas, vem se modificando ao longo dos anos, buscando atende novas demandas da sociedade contemporânea. A principal mudança em relação a essas bibliotecas diz respeito a sua forma de armazenamento que atualmente, não são apenas através dos livros, mas também por meio de mídias digitais que exigem uma nova configuração espacial. Além disso o programa dessas bibliotecas passaram a oferecer atividades distintas, se tornando mais dinâmica. Nesse contexto, a Biblioteca Central de Seattle representada na [f.20], ilustra bem essa tendência contemporânea de design moderno de bibliotecas, foi a percursora no uso de novas mídias, tem uma diversidade de usos, e novas formas de armazenamento, seu espaço é todo flexível e integrador. A Biblioteca Central de Seattle, se localiza nos Estados Unidos, foi projetada pelo renomado Arquiteto Rem Koolhaas, concebida em 2004, no centro da cidade de Seattle. O edifício possui um caráter monumental e se destaca na paisagem por sua estrutura, dimensão, cores, e uma beleza brutalista. O programa da biblioteca foi definido em blocos interligados por escada rolantes ou elevadores. Os ambientes foram projetados para serem reorganizados caso necessário, e os usos são sobrepostos e diferenciados em cada pavimento.
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
LEGENDAS: [f.17] Interior da Biblioteca Central de Seattle. Fonte: Google Imagens. [f.18] Diagrama concepcinal. Fonte: Google Imagens. [f.19] Diagrama do programa da Biblioteca. Fonte: Google Imagens. [f.20] Fachada principal da Biblioteca de Seattle. Fonte: Google Imagens. [f.21] Imagens do interior da Biblioteca mostrando ambientes coletivos e o espaço Red Hall. Fonte: Google Imagens.
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SEATTLE
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A CIDADE
ANÁPOLIS
A cidade de Anápolis possui uma área de 933km², é um das cidades mais importantes do estado de Goiás, sendo muito relevante por conta de suas atividades comerciais e industriais, e por ter o maior polo industrial do Centro-Oeste nomeado de Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA). O município tem uma localização estratégica entre as duas capitais, se situando no eixo de desenvolvimento Goiânia-Anápolis-Brasília, além de possuir também conexões com rodovias importantes do Brasil, como a BR-153, e a BR-060. A cidade foi escolhida por conta de sua localização privilegiada, e por ter grande vocação educacional, é considerada um ponto de apoio para diversos estudantes de uma rede de cidades vizinhas que não possuem infraestrutura adequada, e consequentemente esses estudantes precisam se deslocar para utilizar de equipamentos e serviços oferecidos em Anápolis. São oferecidos cerca de 258 instituições de ensino entre escolas públicas, privadas, colégios, faculdades e cursinhos. O setor de Anápolis que apresenta maior concentração dessas instituições de ensino, é o Bairro Jundiaí considerado (nova centralidade urbana) por conta de sua grande expansão e disponibilização de serviços e equipamentos. A partir desses dados levantados sobre o bairro favoreceu na escolha do terreno onde será criado a Biblioteca Conexão, que tem o propósito de estimular as pessoas a utilizarem de seu espaço, paisagem e programa, por meio de uma arquitetura acolhedora, que apresenta novas formas de lazer, integração e socialização. A necessidade de disponibilizar uma Biblioteca Pública para Anápolis, é pelo fato do municipío estar em constante crescimento, e desenvolvimento, e ter apenas 1 biblioteca que não atende a demanda da população, localizada no Setor Central (Biblioteca Municipal Zeca Batista) [pag. 16]. Portanto todos os outros bairros carecem de equipamentos públicos para seu enriquecimento cultural e informacional que é vital e importante para uma sociedade.
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
BR
GO
Av.Brasil Norte
414
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Anápolis GO-560
GO-222
060
153 Av.Brasil
GO-330
LEGENDAS: [f.22] Imagem do Símbolo da cidade de Anápolis. Fonte: Google Imagens. JUNDIAÍ
N SEM ESCALA [f.36]
[f.23]
[f.23] Mapa do Brasil, Goiás e Anápolis com destaque ao Bairro Jundiaí. Fonte: Adapta do pelo Autor.
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FRAGILIDADES
LEGENDAS: [f.24] Esquema gráfico com dados de Anápolis, e recomendação da Unesco. Fonte: Adaptado pelo autor.
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De acordo com Michael (1997), as bibliotecas públicas antigas convivem com problemas decorrentes, de instalações em áreas físicas insuficientes tanto para armazenar seus acervos, como para conceber serviços a seus usuários. Os prédios dessas bibliotecas foram planejados, para dar suporte a programas tradicionais que não utilizam muitos equipamentos, e portanto, não possuem a infra-estrutura fundamental para inovar com os novos sistemas de comunicação e programas informacionais. Portanto maiorias dessas instituições, não passam de um depósito de livros, longe de cumprir os objetivos estabelecidos e de oferecer espaços de qualidade, convidativos, e transmitir conhecimento em paralelo com as inovações informacionais. ‘’Em muitos estados brasileiros, o que existe são apenas espaços com amontoados de livros sem nenhum tipo de controle, organização, servicos e produtos para a sociedade, elas estão lá apenas para justificar as verbas recebidas. É dificil encontrar bibliotecas públicas do país com espaços que contribuam para que a população frequente esses espaços’’. (SOUZA, 2014, p. 15). As quantidades desses equipamentos são insuficientes na maioria das cidades, além de instalações físicas antigas e escassas. Geralmente quando foram criadas as bibliotecas não havia previsão da infraestrutura necessária para construção desses espaços e portanto eram projetadas em locais improvisados, com acervo desatualizado, e carência de recursos adequados. Nesse contexto a Biblioteca Municipal Zeca Batista, na cidade de Anápolis, não se diferencia da realidade da maioria das bibliotecas das cidade, ela não supre as necessidades de toda a população, é muito pouco divulgada, muitas pessoas nem tem conhecimento da mesma, os serviços prestados são convencionais, oferencendo poucas midias digitais e os ambientes são ruins e precários. A cidade de Anápolis oferece apenas 1 biblioteca pública para toda a cidade, as demais são todas privadas e localizadas dentro de escolas ou de instituições de ensino superior como mostra a [f.24]. A quantidade recomendada de bibliotecas pela Unesco é 1 biblioteca para cada 10 mil habitantes, considerando o tamanho da cidade e da população, a instituição se torna uma fragilidade urbana.
Anápolis - Goiás
População Estimada 2019 (IBGE) 386.923 habitantes
Bibliotecas Existentes: 1 Municipal e 10 Privadas
Recomendação da UNESCO: 1 para cada 10.000 habitantes
Número Ideal: 39 Bibliotecas Déficit: 28 Bibliotecas
Única Biblioteca Municipal da cidade de Anápolis
[f.24]
Amanda Amanda Marçal Marçal
Av.Brasil Norte
414
10
09 153
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GO-560
01
02 03 04 GO-222
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Av.Brasil
06
GO-330
N 0 km
01
Biblioteca Municipal Zeca Batista
1 km 2 km
06
5 km
UEG Centro de Ensino e Aprendizagem
Sesc Anápolis
07
IFG Instituto
Senai Roberto Mange
08
Faculdade Anhanguera
04
UEG câmpus de ciências humanas
09
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Faculdade Fibra
10
02
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[f.25]
UniEVAngélica
Faculdade Fama
LEGENDAS: [f.25] Mapa de Anápolis com a localização das bibliotecas da cidade. Fonte: Adaptado pelo autor.
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[f.26]
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Amanda Marรงal
BIBLIOTECAS EM ANÁPOLIS Na década de 1956, foi fundada a primeira biblioteca em Anápolis, denominada de Biblioteca Municipal Zeca Batista, com sua sede proposta no centro da cidade. A instituição foi sede de diversos encontros culturais ocorridos nas décadas de 1970, estando presente também em eventos importantes da história da cidade, como um suporte para a sociedade, pois com suas funções culturais foi essencial para a formação de muitos leitores, sendo atrativa durante um bom tempo com acervos atualizados, espaços específicos para crianças, entre outros. Durante muito tempo a biblioteca foi capaz de seduzir o leitor, pois fazia com que alunos permanecessem todos os dias depois da aula no local, buscando novas leituras e novos livros. Mas a realidade mudou, e de acordo com Matida (2007), os espaços de leitura na biblioteca de Anápolis não existem mais, ou melhor não existem como antes, e não são mais capazes de atrair leitores. O acervo bibliográfico da biblioteca, é de aproximadamente 60 mil livros, de literatura, braile, pesquisas, e dentre esse acervo tem quase 7 mil livros, de linguagem fácil e assuntos variados que chamam a atenção de todas as crianças e adolescentes. A frequência de uso atual da instituição, é em torno de 750 pessoas mensais, com uma média de 450 empréstimos por mês, que é um número pequeno comparado a densidade populacional da cidade de 86.000 habitantes. O público predominante que mais utiliza da biblioteca e de seu acervo são os estudantes do ensino médio, fundamental e vestibulandos.
Com a análise do espaço físico da Biblioteca Municipal Zeca Batista, percebe-se alguns fatores que implicam no funcionamento da mesma, pois por conta de sua estrutura precária, e acervo degradado acaba não atraindo o leitor. A instituição oferece apenas espaços voltados a leitura individual, cheios de estantes em estado ruim, a maioria dos ambientes apresentam problemas relacionados a conforto térmico, acústico e infiltrações nas paredes. ‘’O aspecto exterior do edifício de uma biblioteca confere a imagem de marca, causando impressões no usuários que podem levar a comportamentos no sentido de atraí-lo ou afastá-lo da biblioteca’’. (GASCUEL, 1987, P.16) Dessa forma acontece no edifício sede da Biblioteca, pois foi construido de forma improvisada na época, portanto não apresenta concepção arquitetônica, a estrutura do prédio não tem alteração desde a época de sua criação, se tornando antiga ou seja, não podendo acrescentar programas avançados de tecnologia e espaços de convivio e interação. A instituição está localizada no Setor Central da cidade, na praça Americano do Brasil, ao redor do principal polo comercial, de serviços e de equipamentos importantes da cidade de Anápolis, como o Terminal Urbano e a antiga Estação Ferroviária. Essa região tem muitas potencialidades e uma grande concentração de pessoas diariamente, porém mesmo assim a atual biblioteca não atrai o público.
LEGENDAS: [f.26] Foto da Fachada da Biblioteca Zeca Batista em Anápolis. Fonte: Acervo do autor.
[f.27]
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
[f.27] Foto da localização da Biblioteca Zeca Batista em Anápolis. Fonte: Acervo do autor.
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IAร ND JU
Praรงa Badia Daher
O BAIRR
04 Terreno
Praรงa Dom Emanuel
Parque Ipiranga
[f.28]
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Amanda Marรงal
NOVA CENTRALIDADE O BAIRRO JUNDIAÍ
Na década de 1940, inciou-se uma reconfiguração urbana na cidade de Anápolis por meio de políticas públicas, que permitiram a abertura de novas vias e investimentos privados em novos loteamentos, com destaque ao lançamento do Bairro Jundiaí, pela Sociedade Imobiliária Anápolina. Desde o inicio de sua criação ele foi planejado de forma estratégica, sendo locado ao leste do Setor Central, e cortado por vias arteriais e coletoras importantes que facilitam o deslocamento rápido dentro da cidade como a Avenida Mato Grosso, Avenida Santos Dumont, Avenida Minas Gerais e Avenida São Francisco. Por conta de seu grande desenvolvimento, o bairro se configura como um fenômeno urbano, denominado Nova Centralidade, expressando elevada autonomia em relação ao restante da cidade, pois nele se encontra diversos espaços públicos de lazer, comércios, serviços, escolas, clinicas, e uma rede de infraestrutura completa.
O surgimento de núcleos secundários, ou subcentros, em determinado aglomerado urbano é produto do processo denominado de nova centralidade, que constitui-se em uma miniatura do núcleo central, oferencdo uma gama completa de atratividades comerciais e de serviços. (CORRÊA, 1989) Além de ser um centro expadido, o bairro oferece espaços públicos immportantes como o parque ipiranga que é considerado o parque ambiental mais requisitados pela população Anapolina, e as praças Badia Daher e Dom emanuel como mostra na foto [f.27] que são espaços que guardam traços importantes da história da cidade. A seleção do Bairro Jundiaí desempenha um papel importante dentro de todo conceito de desenvolvimento do projeto Biblioteca Conexão, pois apresenta uma localização privilegiada, com infraestrutura disponivel, diversas instituições de ensino em seu perímetro, além de ser o bairro com maior densidade populacional da cidade.
Av.Brasil Norte
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O BAIRR
Anápolis GO-560
IAÍ ND JU
GO-222
060
153 Av.Brasil
N
N
GO-330
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Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
SEM ESCALA [f.36]
LEGENDAS: [f.28] Imagem aérea do bairro Jundiaí, mostrando espaços importantes, e o terreno. Fonte: acervo do autor. [f.29] Esquema Gráfico de Anápolis e do Bairro Jundiaí Fonte: acervo do autor.
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ESCALA MACRO CRO
A MI L A C TE ES
R RECO
PRAÇA ABADIA
COLÉGIO ADVENTISTA FEIRA COBERTA
O BAIRR
COLÉGIO GALILEU
SANTA CASA
IAÍ ND JU
COLÉGIO SÃO FRANCISCO SESC
PARQUE IPIRANGA
LEGENDAS: [f.30] Mapa Macro de usos do Bairro Jundiaí em Anápolis, mostrando os principais atratores de fluxo e instituições. Fonte: adaptado pelo autor. [f.2]
20
N
[f.30]
0
50
100
150
Escala Gráfica
Amanda Marçal
cio de Pina
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A escolha do Lugar
A partir da percepção da cidade e do bairro, algumas premissas provocaram a escolha do lugar sendo elas a utilização de espaços vazios, localização estratégica, proximidade de instituições de ensino, e grande fluxo de pessoas. A intenção é mudar a imagem de um terreno vazio que é interpretado de maneira negativa, por limitar a malha urbana de seu entorno. De tal maneira surge o propósito de inserir um novo uso nesse local, permitindo maior visibilidade não apenas para o bairro, bem como em toda a cidade.
50
100 [f.31]
A importância da criação do projeto no bairro afirma a conectividade que este pode ter com a comunidade local, e na sua capacidade multifuncional, na qual serão desenvolvidas diferentes atividades que podem enriquecer positivamente como valor acrescentado ao desenvolvimento urbano, e participação da população. A necessidade do projeto é apresentar uma arquitetura com toda sua escala, suas curvas e seu desenho, organizando espaços convidativos e criando programas diversos para a comunidade. LEGENDAS: [f.31] Mapa Micro do Bairro Jundiaí. Fonte: acervo do autor.
Vazio Urbano
Localização Estratégica
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
Instituições de ensino
[f.32]
[f.32] Diagramas de premissas do projeto.Fonte: acervo do autor.
21
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LEITURA URBANA R.
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Vias Arteriais
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Terreno
Vazios
Linha de Ônibus
Vias
LEGENDAS: [f.33] Mapa Micro do Bairro Jundiaí, destaque no Sistema Viário. Fonte: acervo do autor.
0
50
[f.33]
Fluxos
O bairro é cortado por vias estruturantes, arterias e coletoras importantes que fazem a conexão rápida dentro da cidade. O traçado viário estudado tem um fluxo de veículos que varia de tráfego mais intenso, até o tráfego mais moderado de acordo com as vias, com maior intensidade nas Av. Santos Dumont e Av. Mato Grosso.
A mobilidade do entorno, é bem disponibilizada facilitando o acesso dessa área, com duas linhas de transporte público. O fluxo de pedestres é intenso durante o período do dia, com o funcionamento dos comércios e serviços e instituições de ensino, e durante a noite o fluxo é moderado, por conta dos bares e restaurantes.
[f.34]
[f.35]
[f.34] Imagem da Avenida Arterial Santos Dumont, próximo ao terreno. Fonte: acervo do autor. [f.35] Imagem da Avenida Arterial Mato Grosso, próximo ao terreno. Fonte: acervo do autor.
22
100
Amanda Marçal
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N [1]
Mobiliário Urbano
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Infraestrutura
O Bairro Jundiaí foi o mais planejado da cidade, e portanto apresenta uma boa qualidade espacial, funcionalidade, dispondo de uma estrutura urbanística adequada e uma rede de infraestrutura completa com: saneamento básico, coleta de lixo, sistema de esgoto, cobertura asfáltica, sinalização correta, e iluminação pública.
Mobiliário Urbano
Os elementos de suporte e lazer urbano do entorno se encontram a maioria na praça Badia Daher, os mobiliários dela apresentam bom estado, possuindo todos os equipamentos necessários para atender a população, sendo eles os bancos, lixeiras, playground, pontos de ônibus e poste de iluminação pública.
LEGENDAS: [f.36] Mapa Micro do Bairro Jundiaí, destaque no Mobiliário urbano e Infraestrutura. Fonte: acervo do autor.
[f.37]
[f.37]
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
[f.37]
[f.37] Foto dos Mobiliários Urbanos, nas Proximidades do Terreno. Fonte: acervo do autor.
23
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Árvores de Médio e Grande Porte
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Insolação
Vegetação
Ventos Predominantes
A massa vegetativa dessa área é adensada, se caracterizando em sua maioria árvores de médio e grande porte, com maior concentração na praça Badia Daher. Já no terreno proposto tem uma pequena concentração de árvores.
0
50
Insolação
A insolação é maior nas fachadas Norte e Oeste, para proteção dessas fachadas serão utilizados brises, como também a implantação de vegetação para melhor aproveitamento dos espaços que recebem a incidência solar.
LEGENDAS: [f.38] Mapa Micro do Bairro Jundiaí, com destaque a vegetação, insolação e ventos predominantes. Fonte: acervo do autor. [f.39] Imagem da massa vegetativa ao redor da praça. Fonte: acervo do autor.
24
100 [f.38]
[f.39]
Amanda Marçal
TERRENO 1005
1005
1000
N
Terreno
O terreno esta situado em um meio urbano bem consolidado da cidade, possui uma área total de 5.411.40m², disponibilizando dimensões adequadas e satisfatórias para compor um programa bem amplo para o projeto da Biblioteca Conexão.
Topografia
A declividade da área é pouco acentuada, contando com um desnível de 10 metros da Avenida Santos Dumont até a Avenida Mato Grosso. No terreno o declive é de apenas 3 metros.
LEGENDAS: [f.40] Mapa de recorte Bairro Jundiaí, mostrando o terreno e topografia. Fonte: acervo do autor.
1003 78.54m²
84.18m²
1002 1003
5.5m²
1001
34.16m²
34.74m²
[f.41]
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
1000
[f.40]
68.90m²
5.411.40m²
100
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1002 1001
[f.42]
[f.41] Diagrama do terreno com as medidas. Fonte: acervo do autor. [f.42] Diagrama do terreno com a topografia. Fonte: acervo do autor.
25
[f.43]
26
Amanda Marรงal
[f.43] LEGENDAS: [f.43] Imagens aéreas do terreno e da praça, mostrando as principais vias que o envolvem. Fonte: acervo do autor. [f.44] Imagem da fachada principal do terreno pela Rua Vitor de Azevedo. Fonte: acervo do autor.
[f.44]
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
27
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[f.45]
Gabarito Praças e Parques Terreno
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1 Pavimento
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Uso do Solo Praças e Parques
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3 Pavimentos ou +
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BADIA DAHER
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Terreno Instituições de Ensino Residencial Comércio e Serviços Misto Institutos
META
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LEGENDAS: [f.45] Mapa com recorte do Bairro Jundiaí em Anápolis mostrando o Uso do Solo. Fonte: adaptado pelo autor. [f.46] Mapa com recorte do Bairro Jundiaí em Anápolis mostrando o gabarito. Fonte: adaptado pelo autor
28
Amanda Marçal
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
29
MAPEAMENTO DAS INSTITUIÇÕES EDUCACIONAIS [i.01]
LEGENDAS: [i.01] Sesc 900m. de distância.
[i.04] Colêgio Galileu 275m. de distância.
[i.08] Escola Cândido 510m. de distância.
[i.13] SEBRAE 700m. de distância.
[i.02] CNA 835m. de distância.
[i.05] Colêgio Adventista 450m. de distância.
[i.09] CCA 605m. de distância.
[i.14] Solução 680mm de distância.
[i.03] CCA 740m. de distância.
[i.06] META (Cursinho) 400m. de distância.
[i.10] Colêgio São Francisco 880m. de distância.
[i.15] SESI Jundiaí 1,5km de distância.
[i.07] Escola Gente Miúda 335m. de distância.
[i.11] Centro de Educação 905m. de distância.
[i.16] SENAI Roberto Mange 1,0km de distância.
[i.12] Skill Idiomas 930m. de distância.
[i.17] UEG Campus Anápolis 1,10km de distância.
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[i.02] [i.10]
O AV. SANTOS DUM
[i.03] [i.11] [i.04]
[i.09]
LEGENDAS: [f.47] Mapa mostrando as instituições de ensino próximas ao terreno. Fonte: adaptado pelo autor.
[i.12]
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[i.08]
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[i.13]
[f.48] Imagem do SESC. Fonte: adaptado pelo autor.
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[f.49] Imagem do Colêgio Galileu. Fonte: adaptado pelo autor.
[i.17]
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[f.50] Imagem do Colêgio São Francisco. Fonte: adaptado pelo autor.
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[f.51] Imagem do SEBRAE. Fonte: adaptado pelo autor.
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[f.52] Imagem do SESI Jundiaí. Fonte: adaptado pelo autor. [f.53] Imagem da UEG Campus Anápolis. Fonte: adaptado pelo autor.
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Escala Gráfica
Biblioteca Municipal Zeca Batista 2,6 km de distância da Biblioteca
[f.47]
[f.55]
SENAI ANCISCO
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[f.50]
[f.52]
SÃO FR
[f.48]
[f.54] Imagem do SENAI Fonte: adaptado pelo autor.
Distâncias á pé das instituições até a Biblioteca
100
GALILEU SESC
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[f.54]
[f.55] Diagrama de distâncias das instituições de ensino até o terreno. Fonte: adaptado pelo autor.
[f.53]
[f.49] [f.51]
30
Amanda Marçal
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
31
PERFIL DOS USUÁRIOS GA
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Um fator importante para enteder o público dominante no Bairro Jundiaí, e pela quanti dade de instituições de ensino, tendo uma grande concentração de estudantes, que podem utilizar a Biblioteca Conexão como um ambiente para ampliar seus conhecimentos, com espaços voltados a lazer, contemplação e diversão. O público em geral que utiliza as atratividades do bairro é diversificado, com jovens, adultos, crianças e idosos. Pensando nesse público a proposta abrangerá toda comunidade.
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LEGENDAS: [f.56] Esquema Gráfico com as distâncias das instituições de ensino do terreno, e a conexão do terreno com a cidade. Fonte: adaptado do autor. [f.57] Esquema Gráfico com os 3 conceitos do projeto. Fonte: acervo do autor.
32
PERCEPÇÃO
PERTENCIMENTO
PERTENCIMENTO CONEXÃO \ CIDADE
O nó e a invisibilidade do terreno será desfeita a partir do momento em que os usuários beneficiarem de seu uso atrativo.
Frequentando o espaço será predominante o sentimento de pertencimento, pois é onde o usuário se considera inserido e participativo na construção da identidade do lugar.
A Biblioteca Digital possibilitará a troca de ideias, o acesso à cultura e educação, além de conceber uma nova relação entre usuário - tecnologia - espaço público e cidade.
[f.57]
Amanda Marçal
ELABORAÇÃO DOS INTERESSES QUAIS SERVIÇOS DEVEM TER NO LOCAL?
CAFETERIA ARTE
IDENTIDADE
BIBLIOTECA
ESTUDAR
MULTIMÍDIA
INTERESSE DO PÚBLICO
ATIVIDADES CULTURAIS
100% 75% 50%
INTERNET
25%
LEITURA
0%
HORÁRIOS DIFERENTES
Pista de caminhada Parque Lazer
[f.58]
23:00
00:00
Leitura ao ar livre Oficinas Mídias
Espaço exposição Espaços culturais Espaços lúdicos
Café Anfiteatro Artes visuais
[f.59]
01:00
22:00
02:00 03:00
21:00 20:00
04:00
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18:00
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07:00 08:00
16:00 15:00
LEGENDAS: [f.58] Esquema mostrando o interesse do público do Bairro Jundiaí, quanto aos espaços da Biblioteca Digital Parque. Fonte: acervo do autor.
09:00 14:00
10:00 13:00
12:00
11:00
[f.59] Pesquisa referente aos serviços que o público gostaria nesse terreno. Fonte: acervo do autor.
Gráfico de utilização da Biblioteca [f.60]
PESSOAS DE OUTROS LOCAIS
[f.60] Demonstração com gráfico de como seria a utilização da Biblioteca. Fonte: acervo do autor.
contemplar participar de oficina participar de evento lazer mídia wi-fi
[f.61] Público que irá utilizar a Biblioteca, e as atividades que poderão exercer. Fonte: acervo do autor.
[f.61]
ESTUDANTE
COMUNIDADE LOCAL
consulta na biblioteca encontro de moradores participar de oficina participar de oficina participar de evento participar de evento espaço meu bairro trabalho em grupo lazer estudar mídia wi-fi
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
CRIANÇAS diversão espaços lúdicos entreterimento
JOVENS contemplar participar de oficina participar de evento mídia lazer mídia wi-fi
IDOSOS contemplar participar de oficina ver exposições lazer
33
05 [f.62]
34
Amanda Marรงal
REFERÊNCIAS PROJETUAIS BIBLIOTECA HJORRING
Bem-vindo à biblioteca do futuro, onde as pessoas se encontram através das lacunas de gerações e diferenças culturais. A Biblioteca Central Hjørring está localizada em Hjørring, na Dinamarca. Apresentando um novo design de interior, ela criou uma visão inovadora e moderna com ênfase na multifuncionalidade, oferecendo espaços diferentes. Sua arquitetura inspiradora foi projetada para criar uma afinidade com leitores de todas as idades, incentivando o envolvimento e a participação ativa.
Uma fita vermelha bem atrativa, marcante e original, percorre todo o departamento da Biblioteca Central de Hjørring, a notável instalação vermelha cria coerência, surpresas e experiências inesperadas para os cidadãos da cidade. A faixa de opções toma a forma de mesas, caminhos, seções de prateleiras, objetos de decoração e vitrines. A ideia principal para sua criação era para estimular os ambientes e contextos, induzindo o usuário a se estabelecer, se concentrar, se inspirar e ser tentado.
[f.64]
[f.64]
Biblioteca Pública Localização: Hjorring, Dinamarca Projeto: Schmidt, Hammer e Lassen Data: 2008 Dimensão: 5.090m² LEGENDAS: [f.62] Imagem do interior da Biblioteca Hjorring. Fonte: Google Imagens. [f.63] Planta baixa da Bibliotec, mostrando a faixa de opções em todos os departamentos. Fonte: Google Imagens.
[f.63]
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
[f.64]
[f.64] Imagens do interior da Biblioteca Hjorring. Fonte: Google Imagens.
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06 36
Amanda Marรงal
Biblioteca ConexĂŁo: Um novo Conceito.
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CONE XÃO CONCEITO
Uma nova proposta, uma nova visão, novos encontros, novas formas de aprendizagem, novas formas de vivenciar a cidade e um novo conceito de Biblioteca inovadora. Entender a importância dos fluxos e percursos na cidade, e sua inter-relação com a arquitetura, foi fundamental para elaboração do eixo norteador do projeto, que cria uma Conexão com a Cidade, de forma a possibilitar maior visibilidade e vitalidade do projeto no malha urbana. A concepção desse eixo surgiu após ser traçado uma linha reta, paralela a importante via da cidade, Av. Santos Dumont. A nova via criada tem a intenção de direcionar o fluxo, partindo de um percuso criado para os pedestres, de forma a convidar as pessoas a estabelecer-se na biblioteca, e contemplar de seu amplo programa.
Av. S an
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CONE XÃO COM A
LEGENDAS: [f.65] Diagramas de conceito do projeto. Fonte: acervo do autor. [f.66] Diagramas do processo criativo. Fonte: acervo do autor.
38
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CIDA DE
[f.65]
Amanda Marçal
O PROCESSO CRIATIVO O terreno é considerado um limite fisíco para seu entorno, por se localizar em uma área consolidada, dinâmica e movimentada do bairro, mas estar cercado de muros, impossibilitando circulação e usos em seu perímetro, dificultando o entendimento e a relação cotidiana das pessoas com o mesmo.
SITUAÇÃO ATUAL
SITUAÇÃO ATUAL
SITUAÇÃO ATUAL
Para potencializar esse terreno, foi proposto uma nova via de circulação de pedestres, buscando uma Conexão com a Cidade, de forma que convide as pessoas a integrar, contemplar e apropriar do novo projeto, bem como buscar maior visibilidade para o local em toda a cidade.
Após a criação do caminho principal, foi apresentado um segundo caminho paisagístico, com a implantação de novas espécies de árvores nativas, afim de explorar o clima local, a ventilação natural, auxiliar na sombra dos espaços, e contribuir para o conforto térmico do edifício.
CONEXÃO
CONEXÃO
PARQUE
ZONEAMENTO
ZONEAMENTO
O zoneamento surgiu após ser traçado os dois eixos do projeto, e portanto foi sendo setorizado o programa, com as atividades distribuidas pelo terreno, afim de dinamizar os espaços com diversas atrações que podem acontecer de forma simultânea.
CONCEPÇÃO
A intenção foi criar um edifício marcante, de forma a destacar o projeto através de uma arquitetura com identidade única. Sua composição formal foi criada de forma livre e convidativa, com riqueza de espaços, paisagismo e circulações.
CONCEPÇÃO
[f.66]
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
39
40
Amanda Marรงal
Biblioteca ConexĂŁo: Um novo Conceito.
41
PARTIDO
O Verde Conforta
O Azul Agrada
A Biblioteca Conecta
42
Equipamento Educacional + Diversidade Convivência + Comunidade
Relação Cidade - Edifício + Contemplação Integração + Vivacidade
PAISAGEM
[f.68] Esquema gráfico representando as características do projeto. Fonte: acervo do autor.
ESPAÇOS
LEGENDAS: [f.67] Esquema gráfico repesentando o partido do projeto Fonte: acervo do autor.
ACESSOS
Conexão/Criação de Fluxos + Diminuição de Barreiras + Percepção do Local
[f.67]
Novos Percursos/ Caminhos + Diversidade de Usos + Atrativo
LEITURA DO PROJETO
O Vermelho Convida
[f.68]
Amanda Marçal
REPRESENTAÇÕES Conexões, relações, e rotina na cidade.
Desejos da comunidade local.
Entendimento da área
Proposta Biblioteca Conexão
[f.68]
RAMPA ESCADA
Leitura
CONVÍVIO
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LEITURA ACERVO
BIBLIOTECA ESTAR
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Mídias
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AUDITÓRIO EXPOSIÇÃO
COMPUTADOR
MULTIMÍDIA ATELIÊ
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Interação LEGENDAS: [f.68] Esquema gráfico com as representações da proposta da Biblioteca. Fonte: acervo do autor.
Arte
ESTACIONAMENTO
Parque
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
[f.69]
[f.69] Esquema gráfico com o programa que a Biblioteca disponibilizará. Fonte: acervo do autor.
43
PROGRAMA
ESPAÇOS LIVRES
BIBLIOTECA
ENCONTROS
APRENDER
PLAYGROUND
SALAS DE MÍDIA
LÚD
ICO
EDUCAÇÃO CO NEX ÃO
MU
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ÍDIA
INTERATIVO
PARQUE
ESPELHO D’ÁGUA
AUDITÓRIO
APRENDER
INTERATIV0
ENCONTROS
RECREATIVO
voltado para o aprendizado dos usuários, possibilitando ampliar o conhecimento, com espaços para leitura e trocas.
área livre e cafeteria, inter-ligando lazer e convivência para os usuários LEGENDAS: [f.70] Esquema Gráfico com a setorização do programa de cada edifificação, com os cenários futuros das atividades oferecidas. Fonte: acervo do autor.
44
MULTIMÍDIA
ambiente para que o usuário possa produzir, e utilizar sua criatividade.
oferece palestras, e possibilita o contato entre as pessoas dando um novo olhar sobre o espaço público.
entreterimentos das crianças.
CONEXÃO
espaço para caminhada e circulação de pedestres [f.70]
Amanda Marçal
DIMENSIONAMENTO
APRENDER
150m²
200m²
150m²
Salas leitura Estudo e individual e Convivência coletiva
Acervo
40m²
40m²
SERVIÇOS
25m²
30m²
500m² Biblioteca
Copa Recepção Sala dos Guarda monitores Volumes
ENCONTROS INTERATIVO
RECREATIVO MULTIMÍDIA
50m²
150m²
150m²
Praça Interna
Café
Área de Alimentação
80m²
300m²
Jogos
Auditório
100m²
200m²
Espaço de leitura
Brinquedoteca
100m²
100m²
Espaço de Salas de Estar informática
200m² Cinema/ Leitura
300m² Multimídia [f.71]
LEGENDAS: [f.71] Dimensionamento do programa para a Biblioteca. Fonte: acervo do autor.
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
45
CIRCULAÇÃO CONVIDATIVA A circulação é uma das criações mais importantes dentro de um projeto, pois define a configuração do espaço arquitetônico, e através dela o percurso no interior de um edifício se torna mais fácil e rápido. É necessário pensar uma circulação que seja capaz de receber qualquer tipo de troca diária, com a capacidade de adaptação as atividades do programa, representando um elemento fluido e funcional. ‘’A boa arquitetura ‘se caminha’ e se percorre’ pelo interior e exterior. É a arquite tura viva’’. (Le Corbusier, 2005, p. 43)
LEGENDAS: [f.72] Esquema Gráfico da circulação representada em todos os edifícios. Fonte: acervo do autor.
A ideia principal para a circulação do projeto foi criá-la de forma dinâmica, envolvendo os edifícios, com percursos internos criativos, representados por uma faixa vermelha, beneficiando o espaço de forma que desperte sensações e percepções nos usuários, com várias possibilidades de usos. A articulação da circulação foi criada de forma ampla, fluida, se transformando em mesas, bancadas, prateleiras, brinquedos, com a intenção de fazer com que as pessoas apreciem os espaços e realizem diversas atividades com o auxilio da faixa.
[f.72]
[f.72] Imagem da recepção da biblioteca, e a criculação convidativa. Fonte: acervo do autor.
46
Amanda Marçal
[f.73]
Biblioteca ConexĂŁo: Um novo Conceito.
47
ESTRUTURA
Laje Nervurada
Viga de Concreto
Forro de Gesso
Pilar de concreto 30x30
Alvenaria estrutural de concreto. Parede Dupla 30 cm [f.74]
LEGENDAS: [f.74] Esquema Grรกfico da estrutura do projeto. Fonte: acervo do autor.
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Amanda Marรงal
TECNOLOGIAS
Paisagismo
Espelhos d’água
Caixa d’água
Captação de água
Biblioteca Conexão
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
[f.75]
LEGENDAS: [f.75] Esquema Gráfico representando as tecnologias do projeto. Fonte: acervo do autor.
49
MATERIALIDADE Concreto Branco
Parede Dupla de 30cm
Laje de concreto
Lâ de rocha
Reboco
Contra Piso de Concreto
[f.76]
Ripado de Madeira Sustentável LEGENDAS: [f.76] Imagem representando a materialidade do projeto. Fonte: acervo do autor.
50
Amanda Marçal
Vidro Sunguard (proteção térmica) Faixa Metálica
[f.77]
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
LEGENDAS: [f.77] Imagem representando a materialidade do projeto. Fonte: acervo do autor.
51
LEGENDA: Caixa d’água Paisagismo Espelhos d’água
Rampa Acesso Pedestre Acesso Veículo Amanda Marçal
53
Implantação Geral
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
N
52
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15
06
01 Espaço Aprender Recepção Biblioteca Acervo Estar
02
01
02 Espaço Encontros Café Área Livre Lanchonete
03 Espaço Recreativo Lúdico Acervo Estudos Playgorund
04 Espaço Multimídia Informática Tecnologia Exposição de Mídias
05
07 03
04
Espaço Interativo Auditório Jogos Exposições Estar
06
06 Circulação 05
07 Parque 08 Estacionamento
08
Planta do Térreo
N 54
0
5
20
10
Amanda Marçal
01 Espaço Aprender Recepção Biblioteca Acervo Estar
04 Espaço Multimídia Informática Tecnologia Exposição de Mídias Cinema / Leitura
03
01
Planta do 1° Pavimento
N Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
0
5
10
20
55
Corte AA
Corte AA
Corte BB
Amanda Marรงal
Corte BB
Biblioteca Conexรฃo: Um novo Conceito.
N
56
57 53 Corte CC
05
02 03
06
04
07
10
01
08 09 Bloco 1 Aprender N
01 Recepção 02 DML
58
03 Sanitários 04 Elevador
0
5
05 Escada 06 Escadaria / Leitura
10
07 Acervo 09 Circulação / Mobiliário Espaço de Estar 08 08 Espaço de Estar
Amanda Marçal
01
05
02
04
03
Bloco 2 Encontros N
01 Café 02 Balcão
0
5
03 Lanchonete 04 Lazer
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
10
05 Circulação / Mobiliário
59
01 05
02 03 04
06 07
Bloco 3 Recreativo N
01 Lúdico 02 Acervo
60
0
5
03 Estudos 04 Playground
10
05 Circulação / Playground 06 Leitura 06 Sanitários
Amanda Marçal
03
04
02
01
05
06 07
Bloco 4 Multimídia 0
5
N
01 Recepção 02 Elevador
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
08 10
03 Escada 04 Sanitários
05 Circulação / Mobiliário 06 Espaço digital
07 Exposição de Mídias 08 Estar
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2
1
1
2
01
06
3
3 4
5
6
6
5
05
4
02 04
03
Bloco 5 Interativo 0
5
N
01 Espaço de Estar 02 Circulação / Mobiliário
62
10
03 Sanitários 04 Auditório
05 Espaço de Jogos 06 Exposição
Amanda Marçal
Telha termoacustica i: 5% Calha de Concreto i: 2% Rufo Metálico Plantibanda Concreto Laje Nervurada Forro de Gesso Cor Branco Gancho Metal Forro de Gesso
Brise Metálico (branco)
Fixador do Brise Aço
Piso de Concreto Polido 3mm Laje Nervurada 40cm Parede Dupla de Concreto 30cm Reboco
Lã de rocha Isolamento
Porta de Madeira Fechadura Inox Piso de Concreto Polido Argamassa de Assentamento Contra Piso 2cm
Solo Natural Sapa Isolada Concreto Armado Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
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01 02
03
01
04
05
Bloco 6 Aprender N
01 Sanitários 02 Estudos
64
0
5
03 Circulação 04 Acervo
10
05 Sala de informática
Amanda Marçal
01
02 03
04 01
06 05
Bloco 4 Multimídia N
01 Sanitários 02 Espaço Token
0
5
10
03 Exposição de mídias 05 Cinema / Leitura 04 Circulação 06 Área técnica
Biblioteca Conexão: Um novo Conceito.
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Amanda Marรงal
REFERÊNCIAS MILANESI, Luis. O que é biblioteca. São Paulo : Brasiliense, 1983. (Coleção Primeiros Passos, 94). MILANESI, Luis. Ordenar para desordenar. São Paulo : Brasiliense, 1986 CAMPBELL, James W. P. A Biblioteca: uma historia mundial. São Paulo: Edições Sesc São Paulo, 2016. GASCUEL, Jacqueline. Um espaço para o livro: como criar, animar ou renovar uma biblioteca. Lisboa: Dom Quixote, 1987. 301p UNESCO. The public library: a living force for popular education. Paris : UNESCO; LBA, 1949. MARTINS, M. G. de; RIBEIRO, M. L. G. Serviço de referência e assistência aos leitores. Porto Alegre : UFRGS, 1972.S MARTINS, Wilson. A palavra escrita: historia do livro, da imprensa e da biblioteca. 3 ed. São Paulo: Ática, 2002. SANTOS, M. A Natureza do Espaço: técnica e Tempo, Razão e Emoção. 4. ed. 2. reimpr. São Paulo: Editorada Universidade de São Paulo, 2006. Bibliotecas pelo mundo: da antiguidade aos dias atuais, templos da arquitetura e do saber. por Editorial. São Paulo: Editora Abril, 1972.
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