Edição 9 - Revista Conexão Comeécio

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Mensagem do Presidente Emerson Beloti de Souza Presidente do Sindicomércio - JF Vice-Presidente do Sistema Fecomércio Minas

Prezado Leitor, Na edição anterior, comentamos a respeito de alguns assuntos de grande importância e que são fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico de nossa cidade. Foram abordados: Iluminação Pública, Comércio Ambulante e Transposição da Linha Férrea. Nesta edição, continuaremos com: Transporte Urbano, Edifícios Garagens e Hidrantes. Na próxima, Código de Posturas, Segurança Pública e Revitalização da Área Central. O Transporte Urbano de nosso município possui uma frota nova e adequada às necessidades, porém não oferece conforto ao usuário. Alguns especialistas comentam que são necessárias campanhas de conscientização ou medidas mais contundentes para que as pessoas utilizem com maior frequência o transporte urbano. Entretanto, para que isso seja uma realidade, é necessário proporcionar mais qualidade neste tipo de transporte. Um exemplo seria a criação de linhas para ônibus seletivos, assim como existem em outros municípios, equipados com assentos confortáveis e ar condicionado. Evidentemente a tarifa seria outra, mas proporcionaria uma alternativa para aqueles que não costumam utilizar o transporte coletivo, incentivando-os a deixar seu veículo em casa. É bom lembrar, também, que o número da frota de taxis no município deveria ser revisto, pois a insuficiência numérica dos mesmos faz com que mais veículos venham para o centro da cidade. Além disso, o legislativo e o executivo deveriam rever as gratuidades praticadas, para que o usuário possa pagar apenas o valor equivalente à sua passagem, e não subsidiar passagens de outros. É fato que o trânsito de nossa cidade está cada vez mais caótico, isto porque faltam alternativas que não foram criadas no passado. As principais vias do centro de nossa cidade possuem não só muitos veículos, mas também, muitos ônibus e diversos mobiliários que impedem um bom fluxo. Cidades de médio e grande porte, como Recife, possuem terminais para os ônibus urbanos e Edifícios Garagens espalhados na cidade. A verdade é que, em nossa Juiz de Fora, não existem incentivos por parte do Executivo ou Legislativo para que essas edificações sejam erguidas próximo ao centro. Pelo contrário, existem leis que proíbem. Não é de hoje que o Sindicato do Comércio de Juiz de Fora questiona o número de hidrantes de nossa cidade, que são de responsabilidade do Cesama, na sua instalação, funcionamento e manutenção, e do Corpo de Bombeiros (Governo Estadual), na aquisição do material para ser instalado pelo referido órgão municipal. Com um centro comercial cercado de residências, devemos considerá-lo um elemento essencial ao combate de incêndio. Então, diante do exposto e como disse na edição anterior, recursos para as melhorias mencionadas podem ser viabilizados . Basta vontade, atitude e foco. Aproveito a oportunidade para fazer uma menção à matéria nesta edição que trata a respeito dos 60 anos do Sindicomércio-JF. Estamos convictos que o caminho do associativismo é o futuro da sustentabilidade das entidades representativas de todas as categorias. Deste modo, nosso trabalho é fomentar e agir com diversas ações para que o empresário do comércio possa se orgulhar de ser representado por um sindicato que possui atitudes para defende-lo em seus interesses coletivos.

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índice

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Reportagem Especial: Pichações tomam conta de Juiz de Fora

Diretoria 2010 / 2014 Emerson Beloti de Souza Presidente Rui Mussel da Silva 1º Vice-presidente Oddone Villar Turolla 2º Vice-presidente Nilton Ramos da Silva 3º Vice-presidente Paulo Roberto Lopes 4º Vice-presidente Nício Fortes Garcia 1º Secretário Marcelo Rodrigues Sepúlveda 2º Secretário

Carlos Alberto Martins de Pinho 3º Secretário Alexandre Tassi Brugiolo 1º Tesoureiro Gilson Guimarães Peixoto 2º Tesoureiro Zênio Fernandes Filho 3º Tesoureiro Sergio Costa de Paula Superintendente

Receita Federal começa a receber as declarações do Imposto de Renda 2013

28 Capa - SINDICOMÉRCIO 60 anos pelo desenvolvimento do comércio

03. Mensagem do Presidente 06. Notas 08. Reportagem Especial - Pichações tomam conta de juiz de fora 10. CDC amplia segurança jurídica aos empresários 11. Contrato de Experiência: Suspensão e garantias de emprego 12. Nova lei obriga discriminar imposto em nota fiscal 14. O que esperar da economia brasileira em 2013 15. Prepare-se para o Sped Social 16. Receita Federal começa a receber as declarações 18. Em vigor: Lei prevê proporcionalidade de multas 19. Vendas de Páscoa aquecem o comércio de JF 20. Pesquisas apontam motivos para falta de competitividade 22. Investimento: Imóveis comerciais são um bom negócio 24. Empresas e Fornecedores: Construindo parcerias 25. Fortalecimento da marca favorece a realização de negócios 26. Atinja os objetivos de sua empresa! 28. SINDICOMÉRCIO - 60 anos pelo desenvolvimento do comércio 30. Sua empresa possui profissionais qualificados? 31. Capacitação e novas profissões


Expediente: Conselho Editorial Emerson Beloti de Souza Sergio Costa de Paula Fernanda Assis Jornalista Responsável Fernanda Assis - 16754/MG Colaboradores: Rubens Andrade Dorival Cirne de Almeida Martins Lindomar Oliveira Manoel Netto CNC Fecomércio Minas Sesc Senac Sebrae Gustavo Henrique Vieira Emílio Amorim

30 Sua empresa possui profissionais qualificados?

38 Entrevista com André Borges - Diretor Presidente da Cesama

32. Idosos cada vez mais ativos contribuem para a economia 34. Novas regras para a venda e distribuição de gás de cozinha 35. Como garantir a segurança e a privacidade no mundo virtual? 36. Aumentando as vendas com anúncios na Internet 38. Entrevista com André Borges - Diretor Presidente da Cesama 40. CNC - Manual orienta atividades de ópticas 41. Fecomércio Minas participa da feira NRF Retail’s Big Show 42. SESC - Educação para formar o cidadão 43. SENAC - Mudança na gestão educacional do SENAC Juiz de Fora 44. SEBRAE - Preparados para crescer 45. O contexto atual do Planejamento Tributário 48. Diretoria do SINDICOMÉRCIO visita o Prefeito Bruno Siqueira 49. Especial - Mulheres de Negócios 50. História dos Associados 51. Novos Associados 53. Sua loja se estica bem?

Fontes: Jornais: Diário do Comércio, Diário Regional, Estado de Minas, Folha de São Paulo, O Globo, Sumário Econômico /CNC e Tribuna de Minas. Revistas: E-commerce Brasil, Época Negócios, Fecomércio Distrito Federal, Pacto e Senac. Sites: Administradores.com; Agência Brasil ; Agência Estado; Conjur ; Contabeis.com.br; Fecomércio Minas; Pequenas Empresas Grandes Negócios e Receita Federal. Outros: Fundação Dom Cabral, Fundação Getúlio Vargas e Fundação Nacional da Qualidade. Imagens e Fotografias: Arquivo Cesama Arquivo CNC Arquivo Datafor Arquivo Fecomércio Minas Arquivo Joalheria Exata Arquivo Las Casas Arquivo Loja Glamour Arquivo M Martin Arquivo Sebrae, Arquivo Senac Arquivo Sesc Wolmer Monteiro Imagens: Shutterstock.com Dpto. Comercial e Marketing: Ana Carolina Fernandes (32) 9198-0535 Projeto Gráfico e Editoração: ArtWork Propaganda (32) 3215-7075 Tiragem: 5.000 exemplares Impressão: Gráfica Central Contato: Telefone: (32)3215-1317 e-mail: sindicomerciojf@sindicomerciojf.com.br Site: www.sindicatodocomercio.org.br Twitter: @sindicomerciojf Facebook: Sindicomércio - JF Endereço: Av. Rio Branco, 2588, 5º andar – Centro - Juiz de Fora / MG Horário de funcionamento: De segunda a sexta, 8h30 às 18h30


notas Malha fina da Receita vai fiscalizar 4 milhões de empresas no Brasil Empresas de Lucro Real ou Lucro Presumido devem redobrar a atenção na prestação de contas à Receita Federal. Isso porque já está em operação à malha fina da pessoa jurídica, sistema que vai apurar automaticamente fraudes, omissões e/ou inconsistências nas declarações de contribuições previdenciárias e no cálculo de dívidas e créditos tributários das grandes empresas. As informações passarão mensalmente pela malha fina. Se for constatada alguma irregularidade, será emitido um extrato de cobrança com os valores devidos corrigidos. Além disso, o contribuinte será chamado para dar explicações ao Fisco. A Receita espera fiscalizar 4 milhões de empresas através do novo sistema, ampliando o cerco contra as empresas sonegadoras. Fonte: Folha de São Paulo

Ter o próprio negócio é o principal sonho dos brasileiros Ter o próprio negócio se tornou o principal sonho dos brasileiros com idade entre 18 e 64 anos. 43,5% dos entrevistados querem se tornar empreendedores, enquanto apenas 24,7% da população economicamente ativa deseja seguir carreira dentro de uma empresa. Outra questão apontada pelo estudo é que as duas opções anteriores superam o desejo pela casa própria e por viagens. A pesquisa também mostrou que 69% dos empreendedores abriram seu negócio a partir da percepção de uma oportunidade e não por falta de emprego. Essa pesquisa foi realizada pela Global Entrepreneurship Monitor em 69 países. Aqui no Brasil, o Sebrae em parceria com Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade colheram as informações. Mais de 10 mil pessoas, de todas as regiões do país, participaram da pesquisa. Fonte: Folha de São Paulo

Brasil é o país com maior potencial para o e-commerce na América Latina Segundo o Índice de E-commerce do Varejo 2012 (e-Readiness), que avalia o quanto um país está preparado para transformar a internet em um canal de vendas, o Brasil cresceu 31% no grau de desenvolvimento para ampliação do e-commerce nos últimos dois anos. Isso significa que no país o volume de mercado, bem como a infraestrutura tecnológica e penetração dos serviços bancários vem crescendo a passos largos. Hoje, o e-commerce brasileiro movimenta cerca de 10,6 bilhões de dólares por ano, colocando o país no primeiro lugar do ranking, seguido por Chile, Uruguai, México, Argentina, Porto Rico, Panamá, Venezuela, Colômbia, Peru e Guatemala. Fonte: Administradores.com

Dor nas costas é uma das maiores causas de aposentaria por invalidez Segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a dor nas costas está entre as principais causas de aposentadoria por invalidez no Brasil. Entre janeiro e novembro de 2012, mais de 116 mil pessoas receberam o auxíliodoença por esse motivo. Para o presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna (ABRC), Helber Montenegro, o problema vem atingindo a população cada vez mais cedo. Sedentarismo, má postura, obesidade e fumo são apontados como os principais motivadores das dores nas costas. Fonte: Agência Brasil

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notas

Financiamento imobiliário deve superar o crédito pessoal em 2013

Venda de Genéricos cresce 17% em 2012 O volume de unidades de medicamentos genéricos vendidos em 2012 aumentou 17% em comparação com 2011, chegando a 679,6 milhões, um crescimento mais lento do que nos anos anteriores. Contudo, em valores, a venda de genéricos movimentou R$11,1 bilhões em 2012, resultado 40,6% maior que em 2011. Apesar da tímida expansão, o segmento fechou o ano com 26,3% de participação de mercado em unidade, 1,4 pontos percentuais a mais que no ano passado.

Com a oferta crescente de novas residências e a ampliação dos limites e dos prazos para empréstimos imobiliários, a busca por recursos para financiar a casa própria tende a ser maior em 2013. Essa é a expectativa dos bancos, que vêem no crédito imobiliário um investimento mais seguro que os demais créditos pessoais. De acordo com o Banco Central, em 2012, o crédito pessoal representou 25,8% dos empréstimos, o crédito imobiliário 24,8% e o crédito automotivo 18,5%. O mercado imobiliário vive um bom momento desde 2008, com a estabilidade econômica, a expansão do emprego e aumento da renda dos brasileiros, pode crescer ainda mais, pois a parcela do financiamento imobiliário no país ainda é baixa, apenas 6%. No Reino Unido, essa porcentagem chega a 84% e nos Estados Unidos 76%. Fonte: Fecomércio Minas

Fonte: Agência Estado

Errata: Na edição 7, box matéria “Como contratar um trabalhador temporário”: onde se lê “Indenização por dispensa sem justa causa ou término normal do contrato, correspondente a 1/12 (um doze avos) do pagamento recebido, que substituiu o FGTS”, o correto é: Indenização por dispensa sem justa causa ou término normal do contrato, correspondente a 1/12 (um doze avos) do pagamento recebido e, foi substituída pelo FGTS. Na edição 8, entrevista com Eustáquio Norberto: “O direito à contagem da prescrição de débitos tributários nos termos do Código Tributário Nacional, ou seja, após cinco anos do prazo em que deveriam ter sido cobrados ou iniciada a sua cobrança e não a partir da ciência do fato pela repartição fazendária, como proposto.” Conexão Comércio - Mar/Abr Conexão Comércio - Mar/Abr 2013201307 07


Reportagem especial

Pichações tomam conta

de Juiz de Fora

O vandalismo vem tirando o sono dos juizforanos. As pichações estão por toda a parte, principalmente na região central e sul, trazendo prejuízos aos comerciantes e moradores locais. Os pichadores, em nome da vaidade, deixam suas marcas nas portas, portões, paredes e garagens, público ou privado, demonstrando total desrespeito em relação ao patrimônio alheio. Apesar de gerar indignação, estes atos ainda não são denunciados pela população. Em Juiz de Fora, a Lei Municipal nº 9.379/1998, prevê ações para a proteção dos bens públicos. A mesma estabelece multas e advertências aos infratores, além de obrigá-los a reparar os danos causados em até cinco dias. Outra Lei nº 11.221, sancionada em 2006, proíbe a venda de sprays para menores de idade. Por serem brandas, as punições não estão surtindo o efeito desejado, deixando a população com o sentimento de impunidade.

DISCUSSÕES Para discutir o problema, a Câmara Municipal de Juiz de Fora promoveu no último dia 19 de fevereiro uma audiência pública que contou com a participação dos vereadores, representantes da Polícia Militar, Civil e Guarda Municipal, comerciantes, populares e integrantes do movimento hip hop. A reunião foi convocada pelo vereador Rodrigo Mattos, que desenvolveu um vídeo para mostrar a situação da cidade. “É preciso tomar providências para resolver esta situação. Na minha opinião, a punição para esse tipo de infração deve ser mais dura, porém de cunho educativo”. O Sindicomércio-JF, em favor dos comerciantes, participou e teve a palavra durante a audi-

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ência. “As pichações estão sujando e desvalorizando o centro comercial de Juiz de Fora. Os lojistas até tentam recuperar suas fachadas, porém, é inútil, pois os pichadores logo voltam. O Sindicomércio está ciente do problema e, por solidariedade ao sentimento de indignação dos empresários, se propõe a discutir soluções e apoiar as autoridades no que for preciso”, declarou o superintendente do Sindicomércio-JF, Sergio Costa de Paula. O presidente da Associação Juizforana de Hip Hop, João Batista Medeiros, também expôs sua opinião. “Não basta punir, é preciso encaminhar estes jovens para projetos sociais, a fim de que eles possam aprender a arte do grafite”. “Cabe a Polícia Militar combater e coibir qualquer tipo de infração que cause dano ao patrimônio público e privado. Porém, sem uma denúncia ou um boletim de ocorrência, nada podemos fazer, a não ser em caso de flagrante”, afirma o responsável pela 30ª Companhia da Polícia Militar, Capitão Marcelo Monteiro de Castro. Segundo ele, a Polícia Militar está focada em ações preventivas para conscientizar a população. “Acredito que o projeto Olho Vivo vai ajudar a coibir e identificar os infratores”. O projeto ‘Olho Vivo’ é um sistema de monitoramento integrado, formado por 58 câmeras de vídeo que serão instaladas em oito bairros da cidade ainda neste primeiro semestre. Centro, Alto


reportagem especial Arquivo Sindicomércio

dos Passos, Bom Pastor, São Mateus, Santa Luzia, Manoel Honório, São Pedro e Benfica serão os primeiros bairros contemplados, justamente os mais prejudicados com as pichações. Para o delegado José Márcio Carneiro, da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Juiz de Fora, a falta de denúncias prejudica as investigações e a identificação dos infratores. “Normalmente, o medo de retaliação inibe as denúncias. O crime só é investigado quando há o interesse da vítima”, explica. Outra dificuldade encontrada pela Polícia Civil diz respeito ao perfil dos infratores, jovens entre 15 e 35 anos. “Quando o infrator tem mais de 18 anos, ele é enquadrado no artigo 65 da Lei Federal nº 9605/98 que discorre sobre crimes ambientais. A pena é de multa mais três meses a um ano de detenção. Se o patrimônio é um prédio tombado, a pena aumenta para multa mais seis meses a um ano de detenção. O problema é quando o infrator é menor de idade. Neste caso, a Polícia Civil só pode encaminhá-lo para a Vara da Infância e Juventude, onde os pais serão chamados para res-

ponder e se responsabilizar pelo delito do filho”, afirma. Por fim, o delegado ressalta que esse tipo de crime é considerado pequeno delito, praticado por jovens de diferentes classes econômicas, que buscam apenas o status social. O Ten. Cel. da Polícia Militar, chefe de Departamento da Guarda Municipal, Almir Cassiano de Almeida, também esteve presente na audiência pública. Segundo ele, este foi o primeiro passo para uma ação conjunta entre as equipes de segurança. “A Guarda Municipal é responsável pela proteção dos bens, serviços e instalações do município. Nossa ação se restringe aos espaços públicos da cidade como os parques, por exemplo. Podemos apoiar as ações da Polícia Militar, desde que solicitados. É preciso que a população entenda os limites de cada instituição”. Atualmente, a Guarda Municipal está realizando iniciativas de cunho educacional nas escolas municipais, através do Grupo de Prevenção e Educação nas Escolas (GAPE). Como foi apresentado nesta reportagem, a denúncia é o primeiro passo para coibir a ação destes infratores. Tanto a Polícia Militar, quanto a Polícia Civil e a Guarda Municipal têm telefones para receber denúncias. São eles:

Só com o apoio de toda a população conseguiremos proteger nossa cidade do vandalismo. Arquivo Sindicomércio


Coluna

direito e empresa

Rubens Andrade Rubens Andrade Advogados

Cdc amplia segurança jurídica

aos empresários

Depois de doze anos de espera, a Lei nº 13.515 de 2000, que instituiu o Código de Defesa do Contribuinte (CDC), foi enfim regulamentada através do Decreto nº 46.085, de novembro de 2012. O código proporcionará mais segurança jurídica aos contribuintes mineiros nas relações com o fisco estadual em suas atividades empresariais cotidianas. Essa norma jurídica tem extensa composição e diversos assuntos que são tratados separadamente: disposições preliminares, direitos do contribuinte, proteção, informação e orientação, concessão de benefícios e incentivos fiscais, nulidades e práticas abusivas, sistema estadual de defesa do contribuinte e reparação de danos patrimoniais e morais. Aumentar a segurança jurídica aos contribuintes é um dos assuntos mais importantes relacionados no Código. Isto porque, devido às garantias previstas na norma citada acima, os empresários poderão exercer suas atividades com a certeza de que há um órgão que os defenderão frente ao Fisco, sendo constituído pela Câmara de Defesa do Contribuinte (CADECON) e pelos Serviços de Proteção dos Direitos do Contribuinte (DECON). No CADECON e do DECON, os contribuintes poderão apresentar reclamações contra servidores que cometam atos arbitrários. Dentre os direitos previstos no Código, temos também: - Acesso aos dados e informações de interesse do contribuinte, registrados nos sistemas de tributação, arrecadação e fiscalização; - A efetiva orientação sobre procedimentos administrativos; - Prerrogativa de o contribuinte poder recusar a prestar informações por requisição verbal;

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- Proteção contra o exercício arbitrário ou abusivo do poder público nos atos de constituição e cobrança de tributo; - Educação tributária e orientação sobre os processos administrativos; - Ampla defesa no processo administrativo e judicial; - E a possibilidade de se comunicar com advogado ou entidade de classe durante ação fiscal. Neste sentido, através das garantias previstas no Código de Defesa do Contribuinte de Minas Gerais, a organização fazendária estadual deverá se preocupar não só com o decorrer dos processos administrativos, como também com a maneira de proceder eventual autuação e, principalmente, com a educação e prestação de informações para os contribuintes. Dessa maneira, será favorecido o bom andamento das obrigações tributárias estaduais, aumentando a transparência nas relações entre fisco e contribuinte. Por fim, afirma-se que a oportunidade entregue aos empresários por meio do Código de Defesa dos Contribuintes Mineiros é ímpar, podendo ser considerada uma grande vitória. Ele é de suma importância para resguardar seus direitos junto à administração fazendária a fim de evitar abusos por parte do Fisco Estadual, bem como conhecer suas obrigações tributárias de maneira clara e simplificada. Isso vai garantir que elas sejam corretas e justas, para que possam cumprir os contratos com a segurança e certeza de que praticou o ato corretamente.


Coluna advogado

CONTRATO DE EXPERIÊNCIA:

SUSPENSÃO E GARANTIAS DE EMPREGO

Dorival Cirne de Almeida Martins Escritório Dorival Cirne e Longotano Advocacia Associada

As garantias de emprego influenciam no término do contrato?

Quais os efeitos do afastamento do empregado durante a vigência do contrato de experiência? Nos termos do art. 472, § 2º, CLT, “nos contratos por prazo determinado, o tempo de afastamento, se assim acordarem as partes interessadas, não será computado na contagem do prazo para a respectiva terminação”. Em virtude de tal regramento, o afastamento do empregado, durante a vigência do contrato de experiência, inclusive em gozo de benefício previdenciário ou acidentário, só não será computado no período total de vigência, se houver ajuste entre as partes contratantes. Como, na prática, o empregador não ajusta tal cláusula, mesmo com o afastamento do empregado o contrato continua sua vigência normal, vindo a se extinguir no termo ajustado. Ao retornar ao trabalho, o empregado não fará jus à continuação de seu contrato pelo período que faltava (a partir de seu afastamento até o termo final), fazendo jus aos direitos rescisórios computados até a data de afastamento que, na hipótese de doença abrange os 15 primeiros dias conforme regra contida na Lei previdenciária nº 8.213/91.

Até 24 de setembro de 2012, nenhuma das modalidades de garantias provisórias de emprego (inclusive gestante ou decorrente de acidente do trabalho) permitia a automática prorrogação do prazo ajustado no contrato de experiência. Assim, mesmo que uma empregada se tornasse gestante durante a vigência do contrato de experiência, seu contrato poderia terminar no prazo ajustado, sem que o empregador fosse obrigado a respeitar o período da garantia (desde a confirmação da gravidez até 05 meses após o parto – art. 10,II,b, do ADCT). No mesmo diapasão, se um empregado se afastasse pelo INSS em virtude de acidente do trabalho durante a vigência do contrato de experiência, ao obter alta médica e retornar ao trabalho, poderia encontrar seu contrato extinto, não estando o empregador obrigado a manter o emprego durante 12 meses após a alta, conforme estabelece o art. 118, da lei nº 8.213/91. Após 25 de setembro de 2012,com o acréscimo do item III à Súmula nº 244 do TST, e do item III à Súmula nº 378 do TST, houve ostensiva transformação do entendimento anterior, no sentido de dar concretude a princípios e regras constitucionais relativas à condição da gestante e do trabalhador acidentado. Assim, a partir da data retro, a empregada gestante, no curso do contrato de experiência, tem direito de continuar a prestação de serviços, mesmo após o advento do termo ajustado (máximo de 90 dias), até o 5º mês após o parto. Da mesma forma, o empregado afastado por acidente do trabalho, ao retornar do INSS com alta médica, tem direito à continuidade de seu contrato de trabalho até o implemento do período de garantia de emprego, ou seja, até 12 meses após o retorno, quando seu contrato de trabalho será extinto.

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Colunado Coluna

RH contador

Lindomar Oliveira Prime Consultoria Empresarial

Nova lei obriga discriminar

imposto em nota fiscal

Entra em vigor a partir de 10 de junho de 2013 a Lei nº. 12.741/2012 publicada no Diário Oficial da União no dia 10 de dezembro de 2012 que obriga as empresas a informar os percentuais de impostos que incidem no preço final de cada mercadoria ou serviço comercializado. A lei é uma aspiração popular que teve início em 2007, a qual reuniu aproximadamente 1,56 milhões de assinaturas coletadas pela campanha nacional de Olho no Imposto, da Associação Comercial de São Paulo. Entre os tributos que deverão ser informados ao consumidor estão ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação), ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza), IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), IOF (Imposto Sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Imobiliários),

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PIS/Pasep; Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e o imposto que incide sobre a comercialização e importação de derivados de petróleo. A nova legislação exige que as notas fiscais discriminem no preço dos bens, produtos e serviços o percentual e o valor aproximado, em reais, de cerca de sete impostos: o municipal ISS, estadual ICMS, e outras cinco tributações federais (IOF, IPI, PIS/Pasep. COFINS e CIDE). Já o imposto de importação deve ser exibido apenas se representar mais de 20% (vinte por cento) da carga tributária total. No caso dos serviços financeiros, as informações sobre os tributos deverão ser colocadas em tabelas fixadas nos pontos de atendimento, como agências bancárias. O IOF deverá ser discriminado somente para os produtos financeiros, assim como o PIS e a Cofins, somente para a venda direta ao consumidor. A lei também estabelece que a nota fiscal deverá trazer o valor da contribuição previdenciária dos empregados e dos empregadores sempre que o pagamento de pessoal constituir item de custo direto do serviço ou produto fornecido ao consumidor. Sempre que os produtos forem fabricados com matéria-prima importada que represente mais de 20% (vinte por cento) do preço de venda, os valores referentes ao Imposto de Importação, ao PIS/ Pasep e à Cofins incidentes sobre essa matériaprima também deverão ser detalhados. A empresa que descumprir a lei pode ser enquadrada no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), que prevê sanções como multa, suspensão da atividade e cassação da licença de funcionamento.


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universo notícias jurídico

O que esperar da economia

brasileira em 2013?

O que esperar da economia brasileira em 2013? Depois da tradicional queima de estoques no princípio do ano, o comércio dá início ao planejamento de ações para impulsionar as vendas em 2013. Mas o que esperar da economia brasileira neste ano? Após o fraco desempenho de 2012, em que o nível de atividade econômica cresceu menos de 1%, espera-se que o PIB brasileiro retome o crescimento e feche o ano entre 3,0 e 3,5%. De acordo com a divisão econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o setor de serviços será o maior responsável pela expansão do PIB em 2013, o que já aconteceu no ano passado, quando o setor contribuiu com 68% do PIB, seguido pelo comércio com 11%, aproximadamente. Segundo um estudo, baseado na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE, a expectativa de crescimento do comércio varejista para este ano é de 7,5%. Um ritmo moderado, porém considerado positivo se comparado com incremento das vendas em 2012 (8,4%). O fator, que irá comprovar ou não essa estimativa, será a queda do nível de inadimplência dos consumidores, esperada para o segundo semestre.

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Em relação ao mercado de trabalho, espera-se que o mesmo mantenha o ritmo de 2012, gerando cerca de 1,7 milhões de novas oportunidades. Ainda de acordo com a pesquisa, o comércio se destacará neste quesito, sendo responsável por 26% do total de novos empregos.

inflação Sem dúvida, a grande preocupação dos economistas brasileiros neste ano será a inflação, que promete ser a maior dos últimos anos, com valores entre 5,5% a 6%. O fim das desonerações tributárias sobre os preços dos bens duráveis, junto com o reajuste do preço dos combustíveis e a desoneração do custo da energia elétrica podem justificar esse aumento. Para a CNC, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará entre 5,0 e 5,5%. De acordo com o economista Lourival Batista Oliveira Jr., o controle da inflação precisa ser revisto, pois ações pontuais não vão resolver o problema. “O governo brasileiro está ‘tampando o sol com a peneira’. Não adianta desonerar as folhas de pagamento de um lado e criar ou aumentar impostos de outro. O que precisa ser feito é diminuir o ‘Custo Brasil’, investindo pesado em pesquisas para o desenvolvimento de técnicas e equipamentos mais eficientes. Reduzir os custos com a logística, além de estratégico, é crucial para diminuir os custos da produção brasileira, tornando seus produtos mais competitivos tanto no mercado interno quanto no mercado externo”, conclui.


notícias

prepare-se para o sped social O SPED (Sistema Público de Escrituração Ditrole administrativo será o maior desafio dos pegital) é um programa do Governo Federal que quenos empresários”, afirma o sócio proprietário une diversos projetos como Escrituração Fiscal da JMS Consultoria Empresarial, Rodrigo Lima, Digital e Escrituração Contábil Digital com o obque acrescenta: “o SPED Social vai impor prazos jetivo de criar um grande banco de dados fiscal e rígidos, que se não obedecidos, vão gerar multas. contábil. Uma vez instituído, o SPED vai integrar Por isso, o empresário terá que rever seus procesas diversas autoridades tributárias, bem como sos administrativos”. aprimorar seu controle no combate as fraudes. Confira abaixo algumas mudanças que serão Esse processo vem sendo implementado desde estabelecidas pelo SPED Social: 2006 pelo fisco. A próxima etapa, o SPED Social, é considerada por muitos especialistas a maior e 1. A prestação de contas das obrigações acesmais complexa de todas. sórias trabalhistas e previdenciárias será unificada O SPED Social ainda está em fase de desenpelo SPED Social. Assim, o Ministério do Trabalho volvimento. Entretanto, devido sua abrangência e Emprego, a Caixa Econômica Federal e a Previe ao número de exigências, este assunto predência Social terão acesso às mesmas informacisa ser tratado desde já como prioridade. Ao ções. contrário dos anteriores, o SPED Social também 2. A folha de pagamento será padronizada. inclui as empresas do MEI, do 3. O livro de registro se tornará Simples Nacional e até mesmo digital. “O SPED é a alma das os empregadores domésticos, 4. Não será possível realizar ou pessoas jurídicas além das empresas de Lucro desfazer contratos com datas retrona mão do físico” Real e Lucro Presumido. ativas. O empregador deverá inforSebastião Luiz G. dos Santos Marileide Brandão, gerente mar com antecedência a necessidade relacionamento da Prosoft, de de admitir novos colaboradores. fala sobre o desenvolvimento do software. “Recentemente, o Governo FedePara a contadora Amanda Bonfim, do escriral decidiu adiar para 2014 a implementação do tório Globo Ético, o SPED Social vai acabar com SPED Social. Isso foi necessário porque a maioria a flexibilidade informal existente entre patrões das empresas não está preparada para fornecer e empregados. “Os empresários precisam estar informações detalhadas sobre questões trabaatentos e levar a sério o SPED Social, pois as esfelhistas e previdenciárias ao fisco”. ras de fiscalização (municipal, estadual e federal) “Com o rigor da fiscalização, a falta de conestarão mais integradas do que nunca para coibir fraudes e irregularidades. Será preciso mudar a cultura organizacional da empresa, bem como estar ciente das obrigações fiscais. A qualidade das informações que o contador passa ao fisco depende exclusivamente da capacidade e cuidado que os empresários têm em gerenciar as informações e documentos enviados a ele. Por isso, meu conselho aos empresários é que procurem se informar desde já, para que as mudanças aconteçam de forma natural e gradativa”.

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Receita Federal

começa a receber as Declarações do Imposto de Renda 2013 A declaração do Imposto de Renda (IR) da pessoa física 2013 (ano-base 2012) já começou. O prazo para entrega termina no dia 30 de abril. A Receita Federal (RF) espera receber 26 milhões de declarações este ano, um milhão a mais que em 2012. Segundo Joaquim Adir, supervisor da SRF, esse aumento se deve a maior formalização no mercado de trabalho e também ao crescimento da renda dos brasileiros. Neste ano, todas as pessoas que receberam mais de R$24.556,65 em 2012 devem declarar seus rendimentos, fazendo a opção pela forma completa ou simplificada. A contadora do escritório Athos, Patrícia Cristina Fonseca, aconselha aos contribuintes simular as duas formas de declaração, para saber qual é a melhor opção. Ela lembra que para a Receita Federal o que vale é o rendimento bruto e não líquido. Outra questão que não pode passar despercebida é o imposto retido na fonte. “Aquele trabalhador que, durante o ano de 2012, teve algum desconto do IR na sua folha de pagamento, deve declarar sua renda, independentemente do valor. Afinal, esta é a única forma para tentar receber a quantia retida na fonte”. O programa do Imposto de Renda 2013 traz algumas novidades. Na forma completa, na parte dos rendimentos, não será necessário inserir o CNPJ da empresa, se este já constava na declaração 2012. Dados sobre pagamentos efetuados a escolas e/ou planos de saúde também poderão ser importadosda última declaração. Será necessário apenas preencher o campo de valores, uma vez que o mesmo varia de ano para ano. É fundamental que o contribuinte fique atento a todos os detalhes para não cair na malha fina. Esquecer de incluir a renda dos dependentes, não declarar o recebimento de heranças (dinheiro, aplicações financeiras e/ou imóveis) e fazer deduções acima do limite são os erros mais comuns. Pessoas acima de 65 anos, com renda mensal superior a R$1.313,69, também precisam declarar seus rendimentos. Veja a seguir a lista com itens que podem ser deduzidos no IR 2013:

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É valido lembrar que na declaração completa não há limites de deduções, mas na forma simplificada, que implica a substituição de todas as demais deduções por um desconto fixo de 20%, o valor máximo é de R$14.542,60. O contador Antônio Pires Guerra, do escritório Polisseni, faz um alerta aos contribuintes que optarem pela forma simplificada. “Com a modernização do sistema e a facilidade de cruzar informações, em 2014, todos os optantes pela forma simplificada receberão da Receita Federal sua declaração semi pronta. Isso significa que no ano que vem, a maioria dos contribuintes terá apenas que aprovar e/ou corrigir


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as informações dadas pelo Fisco. Por isso, a declaração desde ano merece uma atenção especial dos contribuintes”. O contador acredita que este novo sistema será mais efetivo para os assalariados em geral, sendo de difícil ajuste para os empresários e profissionais liberais, uma vez que seus rendimentos são variáveis. Para a contadora Ana Paula Cintra, da Indica Assessoria Contábil, o mais importante é não deixar para última hora. “O contribuinte precisa entender que a Declaração do Imposto de Renda é

uma obrigação anual, que pode ser facilitada com a simples organização de documentos e comprovantes ao longo do ano. Quem declara primeiro, recebe sua restituição logo nos primeiros lotes. Mesmo com essa vantagem, 80% dos contribuintes deixam para entregar as declarações nos últimos 10 dias. Quem não cumprir o prazo (30 de abril de 2013) terá que pagar uma multa 1% ao mês, sendo o mínimo de 165,74 e máximo de 20% do imposto devido”. Se ainda restam dúvidas de como declarar sua renda, consulte um contador.

Tabela para cálculo mensal do Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2013, ano calendário 2012

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em vigor:

Lei prevê proporcionalidade de multas de acordo com o porte das empresas

Com a recente aprovação da Lei Federal nº 12.766/2012, as empresas que, por algum motivo, descumprirem o prazo de entrega das suas obrigações acessórias receberão multas com valor condizente ao seu porte. Isso significa proporcionalidade e justiça no tratamento das micro e pequenas empresas. Obrigações acessórias são todas as informações contábeis, fiscais e previdenciárias que uma empresa deve declarar aos órgãos fiscalizadores municipais, estaduais e federais, que podem ser mensais ou anuais. No ano passado, o atraso ou a não apresentação das informações exigidas pelo Fisco resultavam em multas de R$5.000,00 a todas às empresas, independentemente de seu porte. Com a nova lei, as multas variam entre R$100,00 e R$1.500,00. Veja abaixo a tabela com os valores das multas de acordo com o enquadramento das empresas:

Vale ressaltar que essas multas são aplicadas por mês-calendário ou fração de atraso, ou seja, seu valor é multiplicado pelo número de meses em atraso. Outra importante questão diz respeito ao não atendimento das intimações expedidas

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pela Receita Federal. Tal comportamento gera multa de R$1.000,00. A prestação de relatórios com informações inexatas, incompletas ou omissas também trará conseqüências ao bolso dos empresários, que terão que pagar multa de 0,2% sobre o faturamento do mês anterior ao da entrega, cujo valor não poderá ser inferior a R$100,00. Cabe ressaltar que as empresas optantes pelo regime de tributação do Simples são beneficiadas com 70% (setenta por cento) de desconto quando da aplicação de multa. A redução das multas não pode ser entendida pelos empresários como um prazo a mais para entregar as declarações ao Fisco. A empresa que possui uma gestão administrativa eficiente, não deixa para última hora o cumprimento de suas obrigações acessórias.


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Vendas de Páscoa

aquecem o comércio de JF

A corrida pelos ovos de páscoa já começou. Quem não se apressar pode não encontrar o produto que deseja. Neste ano, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) a produção será de 18 mil toneladas de chocolate aproximadamente. Para atender as expectativas das crianças, a indústria investiu em ovos com personagens de desenhos e programas infantis. Além dos tradicionais ovos de chocolate e caixas de bombons, os consumidores terão a disposição produtos de edição limitada, produzidos especialmente para a data como bombons finos, barras de chocolate recheadas, colomba pascal, entre outros. A expectativa é que as vendas mantenham no mesmo ritmo que no ano passado ou apresentam um pequeno crescimento, mesmo com o reajuste de 5 a 8% no preço das mercadorias. Sem dúvida, o lojista que for mais criativo ou tiver a melhor estratégia de venda vai sair na frente da concorrência. Segundo pesquisa encomendada pelo Sindicomércio, a maioria dos consumidores (55%) ficarão atentos as promoções, outros 25% buscarão a variedade de produtos. Propagandas na mídia (TV, jornal, internet e radio) podem influenciar 12% dos consumidores na hora da compra.

TÍQUET MÉDIO A pesquisa também perguntou aos entrevistados quanto eles estão dispostos a gastar com a Páscoa neste ano. 24% disseram entre R$30,00 e R$50,00 e outros 24% de R$50,01 até R$100,00. O pagamento em dinheiro continua sendo melhor opção para a grande maioria dos entrevistados (70%). Entretanto, 25% ainda vão pagar suas compras através do cartão de crédito.

MOVIMENTO Apesar das vendas aumentarem gradativamente ao longo da quaresma, os lojistas esperam um aumento significativo só nos dias que antecedem a data. O movimento deve se concentrar principalmente no período da tarde, pois foi o horário escolhido por 48% dos entrevistados. O importante é sempre planejar as compras para que ninguém fique sem presente na Páscoa.

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pesquisas apontam

motivos para falta de competitividade

No mundo globalizado, a palavra de ordem para se manter no mercado é ser competitivo. Há muitos anos, as empresas brasileiras vêm buscando alternativas para superar a falta de competitividade em relação aos produtos importados, que estão cada vez mais acessíveis ao consumidor final. Tributação, legislação trabalhista, infraestrutura e burocracia são os principais obstáculos enfrentados pelos empresários, segundo a pesquisa “Custos Sistêmicos e a Competitividade nas Organizações Brasileiras”, divulgada pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). De acordo com o estudo, a carga tributária é a maior dificuldade para 29% dos entrevistados, seguido pela legislação trabalhista (14%), infraestrutura (13%), burocracia (13%), educação pública e privada (12%) e corrupção (9%). Quando questionados sobre qual problema deve ser tratado como prioridade, 33% dos entrevistados apontaram a corrupção. Isso mostra o quanto os empresários estão preocupados com a concorrência desleal. O peso dos impostos ficou em segundo lugar, com 29%. Em terceiro, aparece a educação pública e privada, com 15%, indicando a falta de capacitação da mão de obra; e em quarto lugar a reforma da legislação trabalhista, considerada como prioridade para apenas 8% dos entrevistados. Esse baixo percentual mostra o descrédito dos empresários em relação às mudanças no regime trabalhista, mesmo considerando tal fator como o segundo maior obstáculo no desenvolvimento dos seus negócios. Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Estatística do Trabalho dos Estados Unidos apresenta em números o que os empresários já sentem no bolso. O estudo apontou o Brasil com a mão de obra mais cara frente aos seus principais concorrentes. Atualmente, o custo com o trabalhador chega a 32,4% do faturamento da em-

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presa, sem contar os benefícios extras que pesam na folha de pagamento. Veja no gráfico, com o custo da mão de obra dos principais concorrentes comerciais internacionais do Brasil. A Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), também desenvolveu outro estudo para calcular o custo do trabalhador para as empresas brasileiras. Segundo o Centro de Microeconomia Aplicada da FGV, o custo médio do trabalhador pode chegar a 183% do salário que ele recebe da empresa. De acordo com o levantamento, o valor final não deriva apenas dos encargos, mas de um conjunto de obrigações acessórias, incluindo benefícios negociados, burocracia e até gestão do trabalho. Com os altos custos da mão de obra, muitos empresários optam pela sonegação de impostos para reduzir seus custos. O caso mais comum de sonegação é o registro de funcionários com salários mais baixos, pagando a diferença “por fora”. Isso, além de ser um crime fiscal, que acarreta processos judiciais e multas pesadas às empresas, prejudica o funcionário, que na necessidade de usufruir de um direito trabalhista como auxilio doença e/ou maternidade, receberá apenas o valor descrito na carteira de trabalho, sem esquecer o prejuízo à sua futura aposen-


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tadoria. Vale lembrar que, com a implantação do SPED Social, sonegações dessa natureza ficaram insustentáveis, pois o Fisco terá em suas mãos todo tipo de informação trabalhista e previdenciária. Outra questão que aumenta consideravelmente os custos das empresas e dos seus produtos é a logística. Segundo o Núcleo CCR de Infraestrutura e Logística, da Fundação Dom Cabral (FDC), 13,1% da receita bruta das empresas é comprometida com a logística. A pesquisa apontou que o transporte de longa distância é o que mais pesa no custo logístico do país, participando, em média, com 38% do total, seguido por armazenagem (18%), distribuição urbana (16%) e portos/aeroportos (13%). As más condições das estradas, falta de intermodalidade entre os meios de transportes, restrições de carga e descarga nos centros urbanos e a burocracia governamental podem aumentar ainda mais estes custos.

Para o gerente regional do Sebrae, João Roberto Marques Lobo, responsável pela região da Zona da Mata mineira, existem outros fatores que explicam a baixa competitividade das empresas brasileiras: falta de estratégia adequada para atingir o mercado consumidor, falta de inovação para otimizar os produtos/ serviços e leis regulatórias que combatam a concorrência desleal. Ainda segundo ele, as principais consequências da baixa competitividade são: perda dos melhores mercados consumidores e baixa lucratividade. Assim, diante de tantos números e informações, precisamos refletir sobre algumas questões, para a partir delas tirar conclusões: Como anda a sustentabilidade das empresas brasileiras? O que o governo tem feito para proteger e expandir sua economia no mercado internacional? A implantação do SPED vai realmente combater a concorrência desleal ou irá apenas aumentar a arrecadação da União?

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investimento:

Imóveis comerciais são um bom negócio

Com a economia em franca expansão, a busca por imóveis comerciais vem crescendo em todo país, seja para alugar ou comprar, aquecendo o setor imobiliário. Em Juiz de Fora, quem tem um imóvel comercial não quer vender, mesmo que o inquilino tenha a intenção de comprar. Isso se justifica pela alta lucratividade do investimento, cuja valorização é superior a 20% ao ano. Uma das vantagens de ter o próprio imóvel é a estabilidade no local. Para quem não tem esse privilégio, a dica é buscar contratos mais longos, a fim de garantir o ponto de venda e reajustes menores. Para o corretor de imóveis, Alan Carlos dos Santos, da Clientt Negócios Imobiliários, não existe investimento mais seguro e com maior retorno do que um imóvel comercial. “A tendência do imóvel é sempre valorizar, porque a procura é muito grande. Acredito que não vale à pena comprar um imóvel apenas para deixar de pagar o aluguel. É preciso pensar na sua valorização e encarar a compra como um investimento”. Segundo ele, quem quer comprar um imóvel comercial no centro de Juiz de Fora precisa ter em mãos uma quantia considerável. Lojas dentro de galerias no centro da cidade estão avaliadas entre 450 a 700 mil reais, com frente para rua, o valor não é menor que 1 milhão de reais. “O que define os preços é a localização dos estabelecimentos. Quanto mais visível, mais valorizado. Imóveis comerciais localizados nos bairros também são uma opção. Não basta ter uma loja no centro, o principal é estar num ponto de passagem. Por isso, as lojas dos bairros também são atrativas. Existe negócio para todo tipo de lugar”. A proprietária da Casa Nova Imóveis, Taciana Fernandes do Carmo, explica como funciona o mercado imobiliário em Juiz de Fora. “O mercado

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Taciana Fernandes do Carmo, proprietária da casa nova imóveis

de imóveis comerciais aqui em Juiz de Fora é monopolizado por poucos empresários, o que por conseqüência aumenta o valor dos imóveis e seus aluguéis. A oportunidade para quem quer adquirir esse tipo de imóvel é investir na compra direto na planta”. Com experiência no mercado imobiliário, Taciana afirma que os empresários devem buscar primeiro a estabilidade dos seus negócios para depois investir na compra de um imóvel. “Normalmente, o investimento para estruturar e manter um imóvel, seja próprio ou alugado, é alto. Então, todos os gastos devem ser avaliados”. Finalmente, antes comprar ou alugar um imóvel comercial, observe a documentação do imóvel e verifique se todas as suas contas estão pagas.


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Empresas e Fornecedores:

Construindo parcerias

Uma das relações mais importantes do meio empresarial é a parceria entre as empresas e seus fornecedores, cujo trabalho precisa estar em sinergia com as demandas do mercado. Mais do que confiança, o sucesso dessa relação depende do compromisso de ambas as partes. Um bom fornecedor é aquele que faz seu trabalho com competência e agilidade, garante a qualidade de seus produtos e serviços, cumpre com os prazos estabelecidos, oferece o melhor preço e sustentabilidade da mercadoria. Além disso, a empresa precisa ter estabilidade e credibilidade no mercado. A escolha equivocada de um fornecedor pode trazer graves conseqüências para o negócio, desde um desgaste desnecessário com o cliente até suspeitas contra a idoneidade da empresa. Lembre-se que o prejuízo não é do fornecedor que atrasou o pedido ou entregou a mercadoria errada, mas da empresa que o contratou.

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Por isso, como imprevistos acontecem, é essencial contar com fornecedores secundários, que podem socorrer a empresa quanto o fornecedor principal tiver algum problema. Estabelecer um relacionamento interpessoal com os fornecedores também pode ajudar a resolver os problemas, além de facilitar a negociação de preços, prazos e formas de pagamento. Outra dica importante é estar atento as novidades. Se o seu fornecedor não lhe oferecer coisas novas é hora de repensar a relação, caso contrário, o seu negócio pode ficar ultrapassado. Seguindo essas dicas, a empresa garante uma relação harmoniosa e saudável com seus fornecedores e clientes.


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Fortalecimento da marca

favorece a realização de negócios O cuidado com a imagem do negócio pode tornar a empresa reconhecida e trazer vantagens competitivas. Ter uma marca forte significa ter um produto, objeto de desejo. O objetivo de uma marca é comunicar ao público a proposta da empresa e seus diferenciais em relação à concorrência. O lançamento de uma nova marca e/ou produto é uma excelente oportunidade para refletir a atuação da empresa. O Branding é o conjunto de práticas e técnicas que visam construir e fortalecer uma marca. Sua gestão tem três funções principais: conquistar, persuadir e fidelizar a clientela. Delimitar preci-

samente quem é e quais são as preferências do público-alvo determinará o sucesso do trabalho e a assertividade do investimento. Não restrinja o trabalho de branding apenas para os setores responsáveis como o de Planejamento, de Marketing e Comunicação. Envolva todos os seus colaboradores no processo, para que eles entendam as origens e a lógica das novas práticas. Conheça as cinco etapas para construir uma marca forte, independentemente do ramo ou segmento da empresa.

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Atinja os objetivos de sua empresa!

Saiba como traçar estratégias de marketing

Também conhecido como mix de marketing, o 4 P’s (Produto, Preço Praça e Promoção) é um conjunto de ferramentas utilizadas para atingir um determinado público-alvo e melhorar os resultados das vendas. Dentro desta estratégia, existem alguns pontos fundamentais para alcançar o objetivo de forma eficaz. Analisando os quatro fatores abaixo, seu produto/serviço se tornará mais competitivo e ganhará destaque no mercado.

Produto O “P” de produto refere-se a qualquer coisa oferecida para o mercado que satisfaça necessidades e desejos dos clientes. Abrange desde os serviços, bens, informações, lugares, organizações, até as ideias e experiências. É necessário definir bem quais são os atributos intangíveis e os benefícios diretos do produto, para que se torne desejado e satisfaça as necessidades do cliente.

Praça É o canal entre a empresa e o cliente, que estabelece a forma de acesso do consumidor ao produto. Tem como objetivo analisar como o produto/serviço será vendido e como chegará até o consumidor. O uso de intermediários (varejista e atacadista) aumenta a eficiência da distribuição e facilita o acesso do público-alvo ao produto. Os transportadores e armazenadores também auxiliam este processo. Estes devem ser continuamente analisados e controlados, para que a empresa tenha sucesso no mercado.

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Preço O preço é a percepção de valor que o cliente tem diante do produto, que leva em consideração a relação custo X demanda, bem como seus custos de produção. Para o consumidor, bom negócio é aquele que a satisfação é maior que o preço pago pelo produto. A demanda é que determina os preços, portanto, não se deve entrar na guerra de preços. É necessária uma pesquisa para ver quanto os seus clientes estão dispostos a pagar, porque nem sempre o valor mais baixo é o desejável.

Promoção É toda atividade de comunicação que tem como objetivo promover uma marca e/ou produto. É a combinação de métodos individuais, como: Propaganda, Relações públicas, Publicidade, Promoção de vendas, Venda pessoal, e Marketing direto. É necessário saber para quem, como, onde e com qual frequência comunicar. O objetivo é divulgar a empresa e provocar a compra como resposta.


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universo entrevista capa

jurídico Especial

SINDICOMÉRCIO: 60 ANOS A pelo desenvolvimento do comércio

década de cinqüenta, alcunhada por anos dourados, ficou marcada por muitas crises e problemas. Tanto governo, quanto iniciativa privada conviveram com as dificuldades geradas por conta das consequentes transformações econômicas, que provocaram também transformações sociais. As soluções dependiam de desafios, de união e de muito trabalho. Foi nesta lógica que, em 07 de julho de 1953, um grupo de comerciantes lojistas, interessados na superação das dificuldades que afetavam o setor, procurando buscar a retomada do desenvolvimento empresarial e, também, promover a integração do segmento para o incremento e aprimoramento de seus negócios, fundaram a “Associação Profissional do Comércio Varejista de Juiz de Fora”. Iniciada sua atuação, definidos seus objetivos, organizada sua estrutura e estabelecidas suas ações, a Associação, em pouco tempo, sentiu-se em condições de buscar junto ao Ministério do Trabalho o seu reconhecimento e, em 19 de janeiro de 1954, registrou-se como Sindicato do Comércio Varejista de Juiz de Fora. A partir de então, como legítimo representante do comércio varejista de Juiz de Fora, o Sindicomércio iniciou seu trabalho de apoio, de orientação e de luta na valorização do segmento, procurando sempre acompanhar o desenvolvimento econômico do país, para minimizar os reflexos na economia regional. Integrando o Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio - SICOMÉRCIO, o Sindicato tornou-se membro atuante da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais. Atento ao seu principal papel de moderador das relações entre capital e trabalho, busca garantir o pleno desenvolvimento do segmento empresarial do comércio. Assim, prosseguindo o trabalho das Diretorias que antecederam a atual gestão, cada qual marcada pelas condições de sua época, o Sindicomércio,

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desde 2007, em mandato renovado até o final de 2013,vem colocando em prática a proposta identificada com o lema: “fazer com seus associados um comércio forte, moderno e empregador”. O trabalho começou pela adequação da sede aos novos tempos e com ações que remeteram à reestruturação do departamento administrativo da Entidade, objetivando tanto receber, quanto atender ao seu crescente quadro de associados e de empresas representadas. Em 2009, o Sindicomércio foi autorizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego a ampliar sua base representativa, assistindo também as empresas do atacado e de serviços. Hoje, sessenta anos depois, o futuro já é uma realidade no Sindicomércio. Numa Visão Sistêmica, tendo como referência de ação um Plano Estratégico, o Sindicato mantém foco em sua Missão e Visão, onde princípios e bandeiras norteiam suas ações. Sua participação no SEGS – Sistema de Excelência em Gestão Sindical visa o aprimoramento de técnicas de gestão e de conhecimentos. Trabalhando com um organograma dinâmico e com departamentos, o Sindicomércio quer proporcionar a seus associados e representados as condições necessárias para o bom desempenho da atividade empresarial. Procurando estabelecer uma saudável sinergia entre empresários e colaboradores, o Sindicomércio tem se preocupado com a motivação e a capacitação do setor, estabelecendo por conta disso convênios e parcerias nas áreas de educação, saúde e lazer, com programas em parceria com as entidades do Sistema – SESC e SENAC, que atendem às categorias patronal e laboral, extensivo aos familiares, numa visão ampla do melhor desempenho dos segmentos de bens e serviços representados. Além disso, o Sindicomércio cumpre com uma programação de pesquisas de mercado nas principais datas do calendário comercial para manter as empresas informadas a respeito dos interesses dos consumidores para as compras.


São exemplos de trabalhos realizados pelos departamentos da Entidade: recrutamento e a seleção de candidatos para atender e/ou preencher vagas no quadro de colaboradores das empresas associadas, esclarecimentos de dúvidas trabalhistas ou situações de intervenção jurídica, que são tratadas adequadamente e pontualmente de acordo com as demandas, identificação e o acompanhamento das empresas usuárias dos benefícios oferecidos pelo Sindicato, bem como atualizações dos cadastros das empresas assistidas. O Sindicomércio-JF, em seus projetos futuros, abraça a ideia que é necessário a continuidade do

fortalecimento ao associativismo. Uma ferramenta capaz de impulsionar o maior sindicato patronal de Juiz de Fora, em número de filiados, e, por conta da realização de novos e inovadores projetos, ser um Sindicato diferenciado em seus objetivos e referência na excelência de gestão sindical. O presidente Emerson Beloti (centro), à sua direita o 1º Secretário, Nício Fortes Garcia, à sua esquerda o 1º tesoureiro, Alexandre Tassi Brugiolo e sua diretoria: Sr. Nilton Ramos da Silva, Carlos Alberto Martins de Pinho, Marcelo Rodrigues Sepulveda, Paulo Roberto Lopes, Zênio Fernandes Filho e Rui Mussel da Silva, respectivamente.

Foto: Wolmer Monteiro

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Arquivo Sindicomércio

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Sua empresa possui profissionais

qualificados?

Gestão de equipes, capacitação e treinamento de profissionais são algumas das funções do profissional de RH, que também é responsável pelo bom relacionamento entre as pessoas no ambiente de trabalho. Para atender a demanda crescente dos empresários, o Sindicomércio-JF oferece através do seu departamento de recursos humanos o serviço de recrutamento e seleção de candidatos a seus associados. Os associados poderão solicitar este serviço gratuitamente três vezes ao ano. Para os demais processos seletivos, as empresas terão que pagar um salário mínimo por função solicitada. A escolha correta dos colaboradores determina o desempenho das empresas. Por esse motivo, o processo de recrutamento e seleção deve ser feito por profissionais capacitados, que tenham a habilidade de reconhecer e traçar o perfil profissiográfico do candidato. A psicóloga Michelle Ronzani, responsável pelo departamento de RH do Sindicomércio, explica como é seu trabalho. “Para o exercício de suas funções, o colaborador além de possuir o conhecimento técnico, precisa estar de acordo com as necessidades do cargo. O perfil profissiográfico considera uma série de características cognitivas, que dizem quais são os valores e expectativas do candidato. De posse dessas informações, posso deduzir como será o processo de adaptação do candidato no novo ambiente de trabalho”.

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A psicóloga lembra que o relacionamento entre empresa e colaborador é sempre delicado, mas muitos conflitos podem ser evitados se houver transparência no processo de seleção. “É preciso que ambas as partes sejam sinceras quanto as suas expectativas e limites. O empregador só deve prometer aquilo que tem realmente a intenção de cumprir, pois se o colaborador perceber que seus objetivos e projetos não serão alcançados neste trabalho, ele buscará uma nova oportunidade. A rotatividade de funcionários é altamente prejudicial às empresas, por isso é importante conquistar os colaboradores”. Além de ajudar o empresário no processo de recrutamento e seleção de profissionais, o Sindicomércio também vai desenvolver cursos, palestras e workshops para disseminar o conhecimento e preparar os colaboradores. O cronograma de eventos já está sendo preparado, e em breve será divulgado nos meios de comunicação da entidade. Para mais informações: 3215-1317.


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Capacitação

e Novas Profissões Tornou-se um desafio para os empresários encontrar profissionais qualificados que estejam dispostos a desenvolver novas habilidades e vivenciar as diferentes situações impostas pelo mercado. As empresas buscam candidatos pró-ativos, flexíveis, criativos e empreendedores, que tenham iniciativa, análise critica e, principalmente, vontade de aprender. “O mercado atual exige do profissional uma formação multidisciplinar, para que seja capaz de compreender, produzir e compartilhar respostas em diferentes áreas de conhecimento. Afinal, o resultado de qualquer empresa é consequência das decisões tomadas por executivos de diversos setores”, afirma a coordenadora do curso de Administração da Faculdade Metodista Granbery, Karen Estefan Dutra. Segundo ela, quanto mais cedo o profissional se direcionar a outros conhecimentos e formas de abordagem, maiores são suas chances de ter uma carreira de sucesso. Sendo assim, a mudança deve começar nas instituições de ensino básico e superior, que precisam reavaliar seus métodos, a fim de adequá-los a nova realidade do mercado. Para André Luiz Carvalho, do SENAC, ainda há muito o que se fazer. “O maior desafio não é promover um curso de capacitação e sim transformar a mentalidade dos jovens que estão entrando no mercado de trabalho. O processo fica mais fácil quando os alunos exercitam diversas áreas de conhecimento ao longo dos anos”.

Mas, e aqueles profissionais que já estão no mercado de trabalho? “A regra agora é aprender. Isso vale tanto para os profissionais experientes, quanto para os que estão em início de carreira”, afirma a professora Karen. Ou seja, nenhum profissional deve considerar seu processo de aprendizado finalizado. O desafio é aprender novas habilidades de acordo com as demandas do mercado. Contudo, neste

Karen Estefan Dutra, coordenadora do curso de Administração da Faculdade Metodista Granbery

momento, a maior dificuldade pode ser o tempo. Muitos profissionais não conseguem organizar seu tempo a fim de dedicar parte dele ao aprendizado. Para que o autodesenvolvimento seja um processo contínuo, é preciso avaliar as prioridades. Quem almeja um salário melhor ou quer uma promoção no trabalho, tem que se empenhar ao máximo para diversificar ou ampliar seu conhecimento. As áreas de gestão e tecnologia, presentes na maioria das empresas, são as grandes apostas do mercado. Contudo, ambas exigem um amplo conhecimento técnico e multidisciplinar, cuja aprendizagem precisa ser contínua e dinâmica. A busca por capacitação não deve se restringir ao empregado. Os empresários também precisam atualizar seus conhecimentos. A nova realidade pede mudanças nos ambientes de trabalho que deixam de ser rígidos e hierarquizados, para se tornar mais auto-organizados e colaborativos.

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idosos cada vez mais ativos

contribuem para o desenvolvimento da economia Para por fim ao preconceito e a desconsideração social, a cada dia mais idosos estão se tornando economicamente ativos e independentes, traçando os rumos da sua própria história. De acordo com os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada quatro aposentados brasileiros está firme no mercado de trabalho. Eles somavam 4,7 milhões de pessoas em 2011 (ano da última pesquisa). Isso significa que eles estão dispostos ao trabalho e querem ser reconhecidos por aquilo que fazem. Mais do que se sentir útil a sociedade, os idosos voltam ao mercado de trabalho para ainda garantir a renda familiar. Contudo, outros buscam recuperar o vínculo social, superar a solidão, aprender novas habilidades e passar sua experiência aos mais jovens. Com sabedoria e qualificação no currículo, essas pessoas já são disputadas por algumas organizações, que perceberam seu maior comprometimento com o trabalho. “Por serem mais velhos, os idosos naturalmente exercem influência sobre os demais através do exemplo”, explica o assistente social José Anísio da Silva. Segundo ele, o maior desafio é estabelecer e delimitar as funções de acordo com a capacidade produtiva e cognitiva do idoso. “A reinserção profissional do idoso precisa considerar suas característica e limitações, de forma que o trabalho seja a fonte de sua motivação. Funções que exigem produtividade e competição não são adequadas a esse público. Porém, cargos de liderança ou que envolvem relacionamento interpessoal são boas opções”.

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Além de trabalhadores, os idosos também são bons consumidores. O setor de serviços já percebeu essa tendência e investe cada vez mais em produtos direcionados a este público. Com a expectativa de vida aumentando, os idosos se tornaram um grande mercado que está em plena expansão. Segundo o CENSO, em 2011, Juiz de Fora tinha 70.288 pessoas com mais de 60 anos. Alguns estudos apontam que em 2030 a população brasileira de idosos será equivalente a de jovens, o que nos leva a uma reflexão: Será que a nossa sociedade está preparada para envelhecer? José Anísio acredita que não. “Faltam ações mais assertivas às questões dos idosos. A cidade precisa superar a indiferença social para envolver seus idosos em programas e projetos sociais de cultura, lazer, esporte e saúde. Aos empresários, fica meu apelo: valorizem esses profissionais, dê a eles oportunidades de mostrar seu trabalho. Os idosos ainda podem contribuir muito para a sociedade”.



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Novas regras para

a venda e distribuição de gás de cozinha Com sua recente publicação no Diário Oficial do Estado, o Sindicomércio tem procurado estabelecer seus representados sobre a Lei nº 20.601/2013, que prevê novas regras para a venda a distribuição de gás de cozinha em Minas Gerais. As mudanças de cunho educativo têm por objetivo orientar os comerciantes e consumidores sobre sua utilização e riscos. A fiscalização ficará a cargo do PROCON, Inmetro, órgãos da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil. Os comerciantes de botijões de gás liquefeito de petróleo (GLP) precisam estar atentos a essas mudanças, pois a lei estabelece uma série de condições especiais para o funcionamento dos estabelecimentos.

Fica proibido por lei o uso de vasilhames de marcas diferentes daquela registrada, sendo os postos fixos obrigados a apresentar a identidade visual da empresa representada. Outra exigência é a permanente manutenção dos cilindros e botijões de gás e sua comprovação sempre que solicitada. O descumprimento de tais normas acarretará aos comerciantes, dentre outras sanções administrativas previstas no Código de Defesa Consumidor, advertências, multas, interdição dos estabelecimentos, apreensão e/ou inutilização do produto.

Em caso de fiscalização, será exigido:

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notícias

como garantir

a segurança e a privacidade no mundo virtual? Neste mês de março, entra em vigor no Brasil a Lei nº 12.735, publicada no dia 3 de dezembro de 2012, que tipifica as infrações cibernéticas. Apesar do grande avanço das tecnologias e do desenvolvimento de medidas administrativas e jurídicas para combater os crimes cibernéticos, essas ferramentas não são suficientes para garantir a segurança e a privacidade das pessoas no ambiente virtual. Mas então, o que fazer? Apesar dos riscos, a internet está cada vez mais presente no dia a dia das pessoas, seja no trabalho, em casa, na escola e no deslocamento entre esses espaços, através dos dispositivos móveis como tablets e smartphones. Receber e-mails pedindo a confirmação de dados bancários ou indicando pendências na Receita Federal e no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) está se tornando cada vez mais comum. Entretanto, esses órgãos não têm por hábito se comunicar com os clientes via e-mail, então desconfie! Outra situação corriqueira e bem perigosa diz respeito aos anexos. Nunca baixe arquivos de destinatários desconhecidos, principalmente aqueles que dizem ter fotos suas comprometedoras. Mas, mesmo quando o destinatário é conhecido, é preciso ter cuidado. Para verificar a idoneidade das mensagens, basta passar o mouse sobre o link (sem clicar) e observar no rodapé da tela se o endereço indicado corresponde ao site e/ou nome do arquivo. Links confusos que não direcionam aos sites indicados, não devem ser abertos. Evite visitar páginas para baixar músicas, vídeos e programas gratuitos, bem como banners animados que oferecem prêmios aos visitantes. Sem dúvida, estes são os mais perigosos. Utilizando a internet com bom senso e um pouco de precaução você pode navegar tranquilo pelo mundo virtual. Confira a seguir algumas dicas para manter seu computador e suas informações seguras:

Coloque senhas para iniciar seu computador, smartphone ou tablet, isso evita o uso de terceiros sem a prévia autorização. Mantenha o antivírus sempre atualizado. É ele quem vai te proteger da maioria das ameaças. Altere suas senhas constantemente e nunca use a mesma senha para tudo. Alguns computadores estão programados para salvar as senhas automaticamente, então cuidado para não salvá-las em computadores desconhecidos. Desconecte-se do serviço ao terminar de usálo. Isso vale para todas as redes sociais, emails, sites e, principalmente, bancos online. Antes de preencher qualquer cadastro na internet, verifique se o site é seguro. Neste caso, o endereço eletrônico (URL) vai começar assim: https://... Também observe se os dados requisitados são realmente essenciais. Só forneça informações indispensáveis. Cuidado com o que diz ou compartilha nas redes sociais. Sempre verifique a configuração de privacidade, trocando o status de público para privado quando julgar necessário. Escolha um navegador que tenha a opção de navegação anônima. Nela as páginas que você visualiza não são salvas no histórico e nem deixaram rastros como cookies, gravados no seu computador. Se você não quer realmente deixar pistas por onde passou, utilize softwares para mascarar seu IP. Por fim, não misture as ferramentas e os recursos do trabalho com os pessoais, isso pode evitar o vazamento de informações confidenciais.

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artigo

Especial

Manoel Netto Empresário e Gerente de Produtos da LeadMedia Publishing

Aumentando as vendas

com anúncios na Internet Atualmente, ter um site já não é mais um diferencial, é uma necessidade, principalmente – mas não exclusivamente – no varejo. Porém, uma das principais dificuldades enfrentadas pelos novos comerciantes nesse modelo, é o entendimento das diferenças entre a loja física e a virtual. E talvez o principal seja o “ponto”. No varejo tradicional, a escolha do local do estabelecimento é muito relevante para o sucesso do empreendimento. Já na Internet, esse conceito é completamente diferente. Na rede, todos os clientes passam por sua loja, e ao mesmo tempo ninguém passa. Daí a necessidade de utilizar anúncios e outras estratégias de captação de visitas, aliada a técnicas de conversão. GOOGLE TEM QUE SER SEU MELHOR AMIGO Uma das estratégias fundamentais para a atração de visitas é uma combinação de técnicas e trabalhos chamada de SEO (Search Engine Optimization, ou Otimização para Mecanismos de Busca). Trata-se, basicamente, de investir em uma boa estrutura de código e principalmente de organização de conteúdo, para que os futuros clientes consigam encontrar sua loja pelo Google, ao buscar por termos do seu negócio, como o nome do produto, funcionalidades ou serviços ofe-

recidos. O investimento inicial numa consultoria de SEO retorna facilmente em vendas nos meses seguintes. Também é possível anunciar no Google, nos resultados de busca, para os termos mais concorridos, onde é muito difícil superar a força de grandes magazines. Nesse modelo, é possível pagar por cliques, por visualização e até por vendas. APROVEITE A VITRINE DOS MAIORES Principalmente no início de um comércio eletrônico, vale a pena investir em anúncios em grandes sites geradores de tráfego e vendas. Sua loja pode contar em comparadores de preços (como o ShopBot, Buscapé e Shopping UOL), onde paga-se por clique gerado para sua loja, um modelo bem parecido com o do Google, porém, com uma chance maior de conversão, já que os usuários desses sites estão buscando o produto para comprar e não fazendo uma pesquisa genérica. O PODER DO DESCONTO Preço é sempre um ótimo apelo quando se trata de vendas pela Internet. O consumidor já sabe que, como os custos das lojas são menores, os preços também acompanham. E por isso, já procuram um determinado produto com termos relacionados a descontos (promoção, saldão, cupom). Investir em bons descontos em seus produtos pode ser bastante vantajoso e a loja geralmente tem um retorno muito bom em relação a anúncios tradicionais. Sites como o Busca Descontos, que agregam produtos em promoção e atraem um público fiel, são um ótimo ponto de partida. Aproveite as dicas e boas vendas.


grafica central

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universo entrevista

jurídico Especial

Entrevista André Borges

Diretor Presidente da Cesama O empresário André Borges de Souza, que assumiu a função de diretor presidente da CESAMA a convite da nova administração da Prefeitura de Juiz de Fora, é o entrevistado desta edição da Revista Conexão Comércio. André fala sobre as prioridades e desafios da Cesama nos próximos anos. Responde também a questões polêmicas como a cobrança de multas e cálculo de tarifas. Confira abaixo sua entrevista na

integra. Arquivo Sindicomércio

Conexão Comércio: Quais são os principais projetos para esta gestão? André Borges: A prioridade desta gestão é concluir as obras da adutora de Chapéu D’Uvas e a ampliação da Estação de Tratamento de Água “Walfrido Machado Mendonça”, ambas em fase final, com aproximadamente 90% dos trabalhos realizados. A conclusão destes projetos é de suma importância para a cidade, pois a adutora de Chapéu D’Uvas garantirá o abastecimento de Juiz de Fora nos próximos 30 anos e a ampliação da estação de tratamento irá aperfeiçoar o sistema de distribuição na Cidade Alta. A previsão é que essas obras sejam concluídas ainda este ano. Em seguida, daremos continuidade à despoluição do Rio Paraíbuna, com o projeto “Eixo Paraíbuna”, uma das prioridades do prefeito Bruno Siqueira. CC: Sobre hidrantes, sua instalação é de responsabilidade da Cesama? Quantos estão instalados na cidade? Existe algum estudo para aumentar este número? AB: Na região central da cidade, existem 21 hidrantes instalados. O número de equipamentos necessários para atender determinada região é levantado pelo Corpo de Bombeiros, sendo de sua responsabilidade, também, o desenvolvimento de novos projetos. O que prejudica a ampliação

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do número de hidrantes na cidade é determinar quem vai custear a compra dos mesmos. Segundo o Decreto nº 6.419, de 28 de abril de 1999, artigo 45, parágrafo único, “A Cesama poderá, nas redes existentes, instalar hidrantes, por solicitação do Corpo de Bombeiros, contra o pagamento do valor correspondente”. Assim, o trabalho da Cesama consiste na averiguação da viabilidade técnica do empreendimento e na instalação do hidrante em local apropriado. CC: A rede de abastecimento de água que atende à área central da cidade é muita antiga. Existe algum projeto para sua modernização? AB: Existe um cronograma, de longo prazo, para substituição da rede de água tratada e esgoto em toda a cidade. Contudo, a área central possui algumas características que dificultam a solução do problema. Primeiramente, não há um mapeamento detalhado dos dutos que existem na cidade, o que sabemos é que a infraestrutura é antiga. Em seguida, é preciso considerar a topografia da cidade, cuja região central é plana, cercada por elevações. Isso quer dizer que a pressão da água no centro da cidade será sempre maior que nas demais regiões, sendo contínuo o processo de manutenção.


entrevista especial

Arquivo CESAMA

Finalmente, não é possível fazer uma obra deste tamanho no centro da cidade sem causar grandes transtornos à população. Assim, a troca de dutos nesta região é feita dentro de um cronograma de longo prazo, com manutenções corretivas. CC: Em situações de reclamações por parte dos usuários a respeito de aferição de hidrômetros, sejam comerciais, industriais e/ou residenciais, a Cesama envia um profissional para a devida aferição. Se não é constatado nenhum problema no mesmo, a pessoa que solicitou a visita, paga alguma taxa? Qual a lei municipal que regulamenta a cobrança deste valor? AB: O Capítulo XII, do Decreto nº 6.419, prevê essas questões. Segundo ele, cabe a Cesama a responsabilidade de instalar, substituir, aferir e manter os hidrômetros e controladores de vazão. O Artigo 75 diz: “O usuário poderá solicitar a aferição do medidor instalado no seu imóvel, devendo pagar pelas respectivas despesas quando não se constatar nenhuma irregularidade”. Em seu parágrafo único completa “Constatada a irregularidade prejudicial ao usuário, a Cesama providenciará a retificação das contas até o limite de três meses”. Gostaria de lembrar que a vida útil de um hidrômetro é de cinco anos. Normalmente, quando este apresenta algum problema, ele tende a indi-

car um consumo menor do que o real, o que não prejudica o consumidor. Todos os anos substituímos cerca de 20% dos hidrômetros da cidade a fim de evitar qualquer tipo de problema. CC: A taxa de esgoto cobrada do usuário é conforme o consumo de água. Para onde vão esses recursos? AB: A tarifa de esgoto é calculada em função do consumo, ou seja, o consumo de água é diretamente proporcional a produção de esgoto. Quero ressaltar que a Cesama possui uma das tarifas mais baixas de Minas Gerais. Vamos considerar, por exemplo, o valor que é cobrado dos estabelecimentos comerciais cujo consumo é de 20 mil litros/mês. Pela Cesama, o consumidor irá pagar R$114,47, já a Copasa cobraria R$145,46. Isso representa 27,1% a mais no valor da conta. Como temos uma das tarifas mais baratas do Estado, parte do que é arrecadado na taxa de coleta de esgoto subsidia o consumo de água, outra parte é investida na manutenção das redes existentes e na separação das redes pluvial e esgoto. CC: Que porcentagem do esgoto produzido em Juiz de Fora é tratado adequadamente? AB: Atualmente, apenas 12% do esgoto produzido na cidade passam por um tratamento adequado. Com o projeto “Eixo Paraíbuna”, espera-se que essa porcentagem aumente para 50 e 60% aproximadamente. Hoje, 97% da cidade possui coleta de esgoto e 98% das residências tem água tratada. Arquivo CESAMA

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universo entrevista CNC

jurídico Especial

Arquivo CNC

Manual orienta atividades de ópticas

A Câmara Brasileira do Comércio de Produtos e Serviços Ópticos (CBÓptica), órgão consultivo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), acaba de lançar o Manual de boas práticas dos estabelecimentos de comércio, adaptação e dispensação de armações, lentes oftálmicas, óculos de proteção solar, lentes de contato e acessórios ópticos (MBP),obra que orienta empresários ligados à distribuição de produtos ópticos sobre as condições necessárias para garantir o respeito à saúde do consumidor e incentivar as boas práticas profissionais e empresariais. A publicação “tem o propósito de ser uma referência sobre os principais aspectos de interesse de empresas, profissionais, autoridades sanitárias e consumidores, entre outros públicos relacionados ao setor óptico”, afirma um de seus autores, Leandro Luiz Fleury Rosa. Para Fleury, o MBP, como os demais projetos da CBÓptica, quer reduzir a precarização do setor e resgatar valores profissionais e a qualidade de produtos e serviços.

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A ideia é que o manual auxilie os atores envolvidos no comércio óptico – indústrias, importadores, distribuidores e representantes comerciais –, para que entendam e cumpram as normas que vão garantir a distribuição adequada dos produtos. O coordenador da CBÓptica, André Roncatto, explica que a finalidade da publicação é orientar o empresário que queira investir no setor. “O segmento óptico tem normas muito específicas, e existe um regramento de compromissos com a saúde do consumidor. O empresário vai encontrar no manual o passo a passo sobre como empreender dentro da legalidade”. Mas a publicação também será útil para o poder público, ajudando na fiscalização dos estabelecimentos. “A CNC teve uma importante contribuição, ao reunir em uma publicação – a primeira do tipo – todas as informações mais relevantes para os segmentos ópticos e opto métrico. Mas tenho certeza de que quem mais ganha com isso é o consumidor”, destaca Roncatto. O manual traz informações sobre administração do estabelecimento, equipamentos essenciais, manutenção, conservação, higienização e sanitização, e também orienta sobre temas como infraestrutura e formação dos profissionais. O leitor ainda tem acesso às principais Leis, Decretos, normas e procedimentos do setor. A iniciativa contou com a colaboração de entidades sindicais do setor óptico, especialistas e organizações representativasde profissionais ligados aos segmentos ópticos e opto métrico.


Fecomércio minas

Fecomércio Minas participa da feira

NRF Retail’s Big Show, em Nova York Arquivo Fecomércio

Delegação FECOMÉRCIO em visita a feira NRF Retail’s Big Show

Para divulgar o potencial econômico das empresas mineiras, bem como estreitar as relações comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos, a Fecomércio Minas participou da 102ª edição da NRF Retail’s Big Show, em Nova York. A delegação foi formada por 16 membros, entre eles o vicepresidente da Fecomércio Minas, Emerson Beloti e o diretor-secretário do Sindicomércio-JF, Nício Fortes Garcia, o então diretor de escola do SenacJF, André Carvalho. Também participaram do encontro alguns membros dos sindicatos de Belo Horizonte, São João Del Rei, Araxá, Governador Valadares, Uberaba, Barbacena e Sete Lagoas. Durante a visita, que durou sete dias, a delegação da Fecomércio Minas participou de diversas palestras e reuniões com membros da comissão organizadora, da Câmara do Comércio Brasil – Estados Unidos (Brazilian-American Chamber of Commmerce), da Embaixada Brasileira nos Estados Unidos, da Organização das Nações Unidas e do Banco do Brasil em Nova York. Discussões sobre como construir uma nova imagem empresarial, a partir do uso de mídias

digitais como ferramentas de interação e abordagem ao público; a nova concepção de espaço dentro das lojas e a necessidade de formar e preparar equipes de vendas foram os assuntos mais discutidos durante as reuniões. Ao final do encontro, a delegação propôs outras visitas para acertar futuras parcerias comerciais e educacionais entre os dois países. Arquivo Fecomércio

Helton Andrade (Sincopeças BH), Oswaldo Santos Sarré (Banco do Brasil Nova York), Emerson Beloti (Fecomércio Minas), Luis Felipe Seixas Corrêa (Consul Geral), Roberto David de Azevedo (Diretor da Câmara de Negócios).

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universo‘s’ entrevista sistema jurídico Especial sesc

Educação para formar o cidadão

Sesc investe na capacitação para fomentar a inclusão social Arquivo Sesc

“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.” As palavras, do renomado educador Paulo Freire, servem de incentivo para o Sesc, que tem a educação como um de seus pilares. Com esse pensamento, são oferecidos, em todo estado de Minas Gerais, cursos de capacitação voltados para diferentes áreas do conhecimento, como educação, saúde e lazer. Na unidade do Sesc em Juiz de Fora estão disponíveis os cursos de inglês e informática. “O objetivo do curso de inglês é trabalhar e desenvolver nos alunos as quatro principais habilidades comunicativas (ouvir, falar, escrever e ler). As aulas serão voltadas para a simulação de situações do cotidiano, para que os alunos aprofundem a comunicação e sintam-se cada vez mais seguros. Já no curso de informática, os alunos aprenderão a utilizar os recursos de editoração de texto, planilhas eletrônicas, softwares, internet e demais aplicativos. O objetivo principal é a inclusão digital”, afirma a superintendente de Educação do Sesc Minas, Érica Freitas.

INGLÊS Serão ministrados quatro módulos (básico, elementar, intermediário e avançado) e as aulas acontecerão duas vezes na semana, com duração de 60 minutos por aula; ou aos sábados, com duas aulas de 60 minutos cada uma. A idade mínima para participar é 15 anos. As mensalidades variam de R$ 65 (sessenta e cinco reais) a R$ 130 (cento e trinta reais). O valor não inclui material didático. Os candidatos interessados em iniciar o curso em níveis superiores ao básico podem realizar uma prova de nivelamento. Nesse caso é necessário agendamento pela Central de Atendimento da unidade.

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Paulo Freire, Educador

INFORMÁTICA O curso apresenta duas modalidades: informática básica e excel avançado. As aulas acontecerão três vezes na semana. Todos os alunos receberão material didático gratuitamente. As mensalidades variam de R$ 33 (trinta e três reais) a R$ 66 (sessenta e seis reais). Serão oferecidas bolsas de estudo e, para participar, o candidato deve estar dentro do perfil do Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG) do Sesc, ou seja, possuir renda familiar bruta de até três salários mínimos ou ser idoso. O início das aulas está previsto para o mês de agosto. A idade mínima para inscrição é 15 anos. Mais informações sobre os cursos: (32) 3215-1908.


sistema ‘s’ senac

Mudança na gestão Educacional

do Senac Juiz de Fora

O comprometimento com a sustentabilidade e a necessidade constante de atualização e aprimoramento de conteúdos educacionais profissionalizantes faz com que o SENAC busque permanentemente melhorias e inovações. Com a responsabilidade de dar continuidade a estes processos, o SENAC Juiz de Fora apresentou no último dia 1º de fevereiro o novo Gestor Educacional, Sr. Luiz Henrique Andrade de Deus. Formado em Administração de Empresa e Pós Graduado em Marketing de Serviços, pela ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, Luiz construiu sua vida profissional em São Paulo, atuando na indústria hoteleira com a responsabilidade de implantar unidades pelas redes Transamérica, Marriot Renaissance. Desenvolveu estudos de viabilidade para implantação de novos empreendimentos, associações de classe, agência de viagens e entidades educacionais. Foi Diretor de Marketing e Vendas da HQ Global Workplaces, a maior empresa de soluções de escritório terceirizados no mundo, e consultor da Câmara Americana de Comércio. Iniciou suas atividades no SENAC há um ano, como Consultor de Negócios, tendo como responsabilidade a disseminação de um grande plano de capacitação profissional, viabilizando o acesso aos cursos profissionalizantes para 40 dos 62 municípios atendidos pela unidade do SENACJF. Agora na condição de Diretor e gestor educacional, tem como diretriz programar e possibilitar o acesso a qualificação profissional a todos os 62 municípios atendidos pela unidade. “Crescer e chegar cada vez mais longe é a nossa missão. Temos que ser pró-ativos e facilitar ao máximo o acesso da população à qualificação, aperfeiçoamento e capacitação profissional. Para tanto, faremos investimentos em unidades móveis, incrementando o programa de interiorização na região da Zona da Mata e aumentando a variedade de cursos oferecidos, bem

Arquivo Senac

Luiz Henrique Andrade de Deus, Gestor Educacional como adequando-os à vocação de cada município, ou seja, progredindo de forma continuada e planejada. Tudo em consonância com a filosofia do Sistema Fecomércio Minas, SESC, SENAC e Sindicatos pautada nos três “Is”: Internacionalização, Interiorização e Integração, buscando acima de tudo garantir a satisfação de nossos alunos”.

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universo‘s’ sistema entrevista jurídico sebrae Especial

Preparados para crescer Lojas de material de construção se integram à Rede Construir e planejam expansão até o final de 2013 Empresários da Zona da Mata, Campos das Vertentes e Sul de Minas decidiram unir esforços para fortalecer seus empreendimentos. Donos de lojas de material de construção, eles procuraram o Sebrae Minas e iniciaram, em 2011, a participação no Programa Central de Negócios – modelo associativo que permite compras, ações de vendas e de marketing conjuntas. O grupo – composto por 17 empresas – criou a Alomata, associação composta por estas lojas, e decidiu se integrar à Rede Construir. De acordo com o analista do Sebrae Minas, Marcelo Rother, a partir desse trabalho, os empresários desenvolveram a visão coletiva. Além das ações de marketing e compras conjuntas, foi feita padronização da identidade visual das lojas, automóveis e uniforme das equipes. As lojas estão nas cidades de Juiz de Fora, Matias Barbosa, São João Nepomuceno, Lima Duarte, Ubá, Rio Pomba, Leopoldina, Barroso, Carvalhos, Bom Jardim de Minas, São Vicente de Mina e Arantina. De acordo com Paulo César Pains, gestor regional de Negócios da Alomata/Rede Construir, o grupo teve, em 2012, um faturamento mensal de R$ 3,5 milhões. As 17 empresas empregam 300 colaboradores. Recebem, em média, 25 mil clientes/mês e têm uma área de exposição de 6.800 metros quadrados. São empresas tradicionais, com tempo médio de mercado de 22 anos. Paulo afirma que o grupo tem planos de expansão para 2013. “Queremos chegar ao final do ano com 30 lojas na região da Zona da Mata”. Para integrar-se à Rede Construir, a empresa precisa ter, pelo menos, dois anos de mercado, faturamento mínimo de RS 100 mil/mês e área mínima de 150 metros quadrados. Também é feita uma avaliação da saúde financeira da empresa. Os aprovados pagam uma taxa para admissão e precisam adequar a identidade visual do empreendimento.

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Arquivo Sebrae


Artigo

O contexto atual

Gustavo Henrique Vieira

do Planejamento Tributário

R$ 1,59 trilhão. O valor, de tão elevado, ultrapassa a capacidade de nos causar espanto, haja vista a incompreensão de seu tamanho ou a impossibilidade imaginária de sua materialização. Mas este é o montante recorde de tributos arrecadados pelo Estado no ano de 2012, conforme amplamente divulgado recentemente . Com a estagnação econômica, traduzida em irrisório crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), outro não poderia ser o resultado encontrado, senão o vertiginoso aumento da carga tributária, atualmente em 36,27% . Isso significa que 36,27% do PIB foram arrecadados pelo Estado para fazer frente ao seu custeio e a investimentos nos setores de sua competência. O Governo vem tentando driblar a crise econômica, seja reduzindo os juros, seja desonerando a carga tributária incidente sobre a folha de pagamentos. No entanto, tais medidas ainda não significaram muita coisa, como ensina a destacada doutrinadora tributarista, Mary Elbe Queiroz: “Embora haja luz no horizonte com as desonerações tributárias, como não se pode diminuir a arrecadação, a alternativa é tornar eficiente e reduzir o gasto público, as demandas judiciais, simplificar e desburocratizar o cumprimento de obrigações” . Como ainda não se vislumbra vontade política para avançar em uma eficiente Reforma Tributária, o empresariado aposta em ações pontuais do Governo como a desoneração da folha de pagamento e da energia elétrica, sem que o contribuinte sinta o reflexo direto das medidas tomadas. Diante deste contexto, surge a necessidade do empresário tomar atitudes para manter seu negócio viável, rentável e competitivo. Mesmo não sendo um instrumento jurídico novo, o Planejamento Tributário tem se tornado um mecanismo legal e eficaz na tarefa de reorganização fiscal de uma empresa (pequena, média

MBA em Direito Tributário pela FGV, Especialista em Direito Público pelo Centro Universitário Newton Paiva e sócio do escritório A. Vieira Advogados

ou grande), fazendo com que haja a diminuição dos encargos tributários incidentes sobre a atividade explorada. No entanto, o Planejamento Tributário, entendido como a elisão lícita de tributos, não pode e nem deve ser confundido com sonegação, evasão (lícita ou ilícita), simulação ou fraude. Assim, deve ser precedido estudo rigoroso sobre o objeto social da empresa e minucioso exame do cotidiano da mesma, a fim de desenvolver planejamento cuja vigência se dará dali em diante, nunca de forma retroativa. Observada a legislação específica para cada ramo empresarial e realizado sem abuso de finalidade (simulação ou dissimulação), o Planejamento Tributário tem se tornado tão essencial quanto o plano de negócios e o fluxo de caixa de uma empresa. Há quem diga que o Planejamento Tributário já pode ser comparado a um investimento. Reconhecidas empresas locais já realizaram seus planejamentos tributários, o que lhes renderam ótimos ganhos e solidificaram sua higidez para o enfrentamento de crises na economia e no embate com a concorrência. Sem qualquer presunção, talvez nesse aspecto resida importante diferença de gestão entre empresas do mesmo ramo de atuação, justificando o sucesso de muitas.

Fonte: www.g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2013/03/carga-tributaria-bate-recorde-em-ano-de-fraco-crescimento-no-brasil.html Fonte: Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário. “Reforma tributária brasileira é um mito”, Revista Consultor Jurídico, 13 de novembro de 2012.

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ESPAÇO DO universo entrevista EMPREENDEDOR

jurídico Especial

Classe “C” lidera o ranking

de futuros empreendedores De acordo com dados recentes divulgados pelo Data Popular, dos 19,7 milhões de brasileiros que gostariam ter o próprio negócio, 58,3% são da classe C. Este estudo confirma outra pesquisa realizada pela Global Entrepreneurship Monitor, que evidencia o Brasil como o terceiro país mais empreendedor do mundo, contando com 27 milhões de empreendedores. Para o consultor de Marketing do Sebrae, José Tarcísio Fagundes de Paulo, isso é conseqüência da representatividade da classe na sociedade brasileira. “Cerca de 53% da população está na classe C. Portanto, é natural a mesma seja a mais empreendedora”, afirma. O consultor entende que o crescimento do consumo da própria classe gera novas oportunidades e negócios. “O momento está favorável para todo o tipo de empreendimento em função do crescimento do país. De modo geral, as micro e pequenas empresas são de origem familiar e tem como principal objetivo ampliar a renda. Por isso, a dedicação do empresário é fundamental.” Ainda sobre este assunto, o Sebrae encomendou outra pesquisa que aponta o comércio como principal setor para abrir futuros negócios. O levantamento destaca alguns segmentos eleitos pelos empreendedores para investir: lojas de vestu-

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ário, salão de beleza, butiques, mercearias, alvenarias, lanchonetes e pequenos armazéns. Porém, o maior desafio encontrado por esses empreendedores é suprir a falta de conhecimento sobre o próprio negócio. “O nível educacional influencia muito na visão do empreendimento. Hoje, a falta de dados já não é mais justificativa para não planejar um novo negócio. O acesso a informação está muito mais fácil e rápido. Percebo que a maioria dos jovens empreendedores estão preocupados com a qualificação. Mas, isso não é o suficiente. É preciso criatividade para solucionar a baixa disponibilidade de capital e isso anda em falta no mercado”, acrescenta José Tarcísio. No setor de serviços, a grande aposta para investimentos futuros será no turismo, que visualiza boas oportunidades com realização de eventos esportivos internacionais no país.

José Tarcísio Fagundes de Paulo Consultor de Marketing do Sebrae,


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ações de universo entrevista representatividade jurídico

Especial

Arquivo Sindicomércio

Diretoria do sindicomércio

visita o prefeito bruno siqueira No intuito de promover uma aproximação entre o Sindicomércio e o novo prefeito, Bruno Siqueira, a diretoria fez uma visita à sede da Prefeitura de Juiz de Fora, no último dia 15 de fevereiro. Durante a visita de cortesia, o presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, apresentou ao prefeito, como sugestão, alguns indicativos que podem contribuir com o desenvolvimento sócioeconômico da cidade. Os diretores aproveitaram a oportunidade para sugerir, ainda, algumas ações para a revitalização da área central, bem como medidas para melhorar a segurança e o fluxo de veículos. Outras bandeiras defendidas pelo Sindicomércio, como a regulamentação do horário do comércio, a construção de edifícios-garagem e um espaço mais adequado para os ambulantes também foram lembradas. O presidente Emerson Beloti, ao fim da visita, manifestou que o Sindicomércio tem interesse em colaborar com a Prefeitura de Juiz de Fora, na disposição de parcerias nos mais diversos tipos de projetos.

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Arquivo Sindicomércio

Declaração Emerson

O prefeito Bruno Siqueira se mostrou atento as reivindicações da classe, e disse que apesar das dificuldades iniciais encontradas na sua recente admissão, está disposto a buscar mais investimentos para a cidade, a fim de concluir os projetos já iniciados pela administração anterior.


especial

Mulheres de Negócios No último dia 8 de março foi comemorado o Dia Internacional da Mulher. Por isso, a Revista Conexão Comércio traz nesta edição, a história de algumas associadas, que com determinação e muito trabalho, alcançaram o sucesso profissional e pessoal.

A empresária Rosa Batista de Almeida, da loja A Favorita Móveis, começou sua trajetória ainda bem jovem, com 14 anos, quando começou a trabalhar numa fábrica de máquinas de escrever da cidade. Há 39 anos está frente do seu comércio e acredita que além de necessário, o trabalho também é gratificante. “Já sou aposentada há muitos anos e não penso em parar. Gosto de me relacionar com os clientes. Aqui na loja não tem rotina. É gente nova entrando e saindo o tempo todo.” Rosa afirma que a experiência e o conhecimento adquiridos ao longo dos anos ajudam na administração do seu negócio. “No dia a dia, eu me multiplico e depois dividido para dar conta de todas as obrigações”, diz com bom humor. Arquivo Sindicomércio

Giselda Cardinelli de Oliveira, proprietária da loja Gestante e Bebê, está há mais de 30 anos à frente de seu negócio. Segundo ela, seu comércio vem se transformando ano a ano. “No início, trabalhávamos apenas com roupas para crianças de zero a 16 anos, hoje diversificamos nossos produtos como carinhos, acessórios, peças de decoração e móveis. O negócio foi crescendo junto com as famílias”. Para Giselda, trabalhar com gestantes é um privilégio, pois é o momento mais bonito de uma mulher. “Eu também sou mãe e passei dificuldades para criar minha filha. É difícil separar o lado profissional do lado pessoal e ainda ter tempo para ser mulher. A colaboração de toda a família foi fundamental para o sucesso deste negócio”. A empresária defende que para a mulher se destacar no mercado, ela precisa se diversificar e buscar novos conhecimentos e habilidades.

Arquivo Sindicomércio

A empresária Lucimar Las Casas, da Farmácia de Manipulação Las Casas, há 26 anos se dedica ao seu negócio. “Quando abri a loja, fazia de tudo um pouco. Manipulava os medicamentos, atendia o balcão, administrava as compras da farmácia. Logo o negócio cresceu e pude começar a contratar os funcionários. Hoje, minha equipe tem 50 colaboradores e estou muito feliz com o meu trabalho”. Mãe dedicada, ela se esforça para dividir o tempo entre o trabalho e a família. “É preciso ter jogo de cintura e flexibilidade para dar conta de todas as responsabilidades. Mas o segredo do sucesso é ter uma boa equipe tanto no trabalho quanto em casa”. Arquivo Las Casas

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história dos

associados

Loja Glamour

Com 59 anos de história, a Loja Glamour é um dos estabelecimentos mais antigos e tradicionais de Juiz de Fora. De origem libanesa, os primos Mukaiber e Mtanos Miana escolheram nossa cidade para viver, constituir família e trabalhar. Eles chegaram a Juiz de Fora no ano de 1950. Naquela época, a cidade era totalmente diferente. Havia muitas indústrias e o comércio estava crescendo. Em 1954, com a ajuda dos tios que já moravam na cidade, abriram o próprio negócio. Assim surgiu a Loja Glamour, cujo nome lembra realmente uma época glamourosa. O estabelecimento, dedicado à moda masculina, acompanhou de perto as transformações que marcaram a tradicional Rua Halfeld e as diversificações de seu tradicional comércio. Em 1975, o trecho entre as avenidas Getúlio Vargas e Rio Branco foi transformado em Calçadão, com exclusividade para os pedestres. Respeito e confiança são as marcas dessa sociedade, que se mantêm sólida desde a sua criação. “Somos sócios há 59 anos e nunca nos desentendemos. As pessoas acham isso curioso, muitos nem acreditam que é possível, mas o que todos querem saber é como conseguimos chegar até aqui. A resposta é bem simples: cada um de nós respeita e confia no trabalho do outro. Tenho minhas obrigações e ele tem às dele. É preciso estabelecer limites e, principalmente, não misturar família com trabalho. É claro que temos problemas, mas com serenidade e diálogo tudo se resolve”. Profissionalismo e senso de justiça são características marcantes dos empresários. “Nunca faltamos um dia de trabalho sem motivo, também nunca chegamos depois dos funcionários. Temos que ser exemplo para aqueles que trabalham conosco”. Para Mukaiber e Mtanos, o diferencial da Loja Glamour está no atendimento e na seriedade. “Os fregueses vêm em primeiro lugar. Conquistamos a fidelidade dos clientes com muito trabalho e dedicação. Eles voltam porque sabem que serão bem atendidos e vão sair daqui sempre satisfeitos”. Segundo eles, muitas famílias vêm de outras cidades para comprar na loja.

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Arquivo Loja Glamour

R. Halfeld, 720 - centro

Outro fato, do qual os sócios se orgulham, é a manutenção dos colaboradores. “Os funcionários fazem parte desta história, pois todos já trabalham conosco há muito tempo. Isso significa que eles se sentem felizes e valorizados. Sem dúvida, o sucesso desta loja é resultado do trabalho desta equipe maravilhosa”.


novos

associados

M Martin

Av. Itamar Franco, 2099 - São Mateus Av. Gov. Valadares, 519 - Manoel Honório já trouxeram resultados. No início de dezembro, a empresa inaugurou mais uma loja no bairro Manoel Honório. “O negócio está prosperando rapidamente, o que nos motiva a trabalhar mais e, principalmente, atender ainda melhor”. Arquivo Sindicomércio

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Com o objetivo de valorizar e diversificar o comércio local de móveis, estofados e colchões, a M Martin conquistou o mercado em 2012. “O maior desafio foi encontrar um atrativo que nos diferenciasse das grandes redes de móveis e eletrodomésticos. Neste setor, onde os preços são muito competitivos, é preciso inovar no atendimento. Assim, prezamos pelo conforto do cliente, que pode fazer suas compras por telefone. Nossa entrega é a mais rápida da cidade”, afirma à sócia-proprietária Marília De Martin Rocha Pereira. São mais de 250 itens distribuídos por cerca de 410m². “Temos uma localização privilegiada, por onde passam muitas pessoas e conta com diversas linhas de ônibus. Os moradores dos bairros e das regiões vizinhas são os nossos principais clientes”. Todo empenho e dedicação

Frota própria e agregada de vários modelos e capacidade de cargas que são adequados de acordo com a necessidade.

Veículos Leves, Médios e Pesados com carroceria baú e aberta.

Conexão Comércio - Mar/Abr 2013

www.costaoliveira.com.br

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artigo

novos Especial associados

Datafor

Rua Fonseca Hermes, 135 - Centro

Especializada no ramo de suprimentos e assessórios de informática, a Datafor está há 21 anos no mercado. Com o desafio de acompanhar o intenso movimento do setor de tecnologia, a empresa também se especializou no ramo de telefonia, numa parceria com a operadora TIM. Hoje, além da venda de material de escritório, suprimentos e acessórios de informática, hardware e software, a empresa presta serviços de manutenção de equipamentos de informática e impressoras, remanufatura de tonners e cartuchos de tinta. “Contamos com colaboradores qualificados para atender as necessidades dos clientes. Não buscamos apenas a venda, queremos propor soluções para seus problemas. Atualmente, 60% da demanda vêm do público corporativo”, afirma o proprietário Paulo César Bertges Lopes.

O empresário ressalta que um dos fatores que motivou a associação de sua empresa ao Sindicomércio-JF foi à visibilidade que o sindicato oferece às empresas associadas, principalmente na Revista Conexão Comércio. “Para o meu negócio, participar do Sindicomércio é estratégico, pois o foco dos nossos serviços é o setor empresarial”. Arquivo Datafor

Joalheria Exata Independência Shopping, L1 / loja 149 - Cascatinha Arquivo Joalheria Exata

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A satisfação com os serviços oferecidos pelo Sindicomércio motivou a Joalheria Exata associar mais uma loja. “Percebi uma significativa mudança no comportamento dos meus colaboradores. Eles estão mais motivados para o trabalho, e é claro que isso é muito bom para negócio”, afirma empresário Vinícius Máximo Cruzeiro. Segundo ele, o trabalho que o Sindicomércio realiza em favor aos associados está superando suas expectativas. “Acredito que ter um departamento de RH disponível para o associado vai ajudar muitas empresas na seleção de seus colaboradores. Essa é uma excelente iniciativa”. A Joalheria Exata tem 23 anos de tradição no comércio de jóias em ouro e prata, relógios e óculos importados.


Motivacional

Prof. Emílio Amorim Consultor em RH e palestrante empresarial

Sua loja se estica bem? Você entra em uma loja. Três vendedoras conversam animadamente. Uma delas olha para você. Você demonstra interesse em uma calça da vitrine. Ela pergunta sua numeração, volta-se à prateleira das calças e retoma a conversa com as colegas. Ainda escutando as colegas, ela volta com uma calça na mão e indica a cabine de prova. Você entra na cabine para provar a calça e pode ouvir que a conversa continua. Você sai do provador, devolve a calça para a vendedora, que a recebe, agradece e retoma a conversa. Você sai da loja. Exagerado! Você diria. Será? A língua portuguesa derivou do latim, por isso, o significado mais antigo das palavras que utilizamos, pode ser buscado nesta fonte. Atender vem de atendere que nasceu da mistura de ad (para) + tendere (esticar). Logo, atender significa esticar-se na direção de alguém. Mas, e a loja? Para esticar-se na direção de alguém é preciso, em primeiro lugar, ter flexibilidade. Uma pessoa pouco flexível, não consegue esticar-se em direção alguma. Para atender bem às pessoas é preciso ter a capacidade de “esticar-se” na direção delas. Se atendo a um jovem preciso saber como aproximar-me dele, se meu cliente é uma pessoa madura, não devo aproximar-me da mesma forma, provavelmente não vai funcionar. Mudar a forma de aproximação, o vocabulário, a atitude é ter flexibilidade! Para isso é necessário, conhecimento, aquisição de vocabulário, a cultura geral, a sim-patia (capacidade de sentir com os outros). Só posso esticar-me na direção de alguém, se sei onde esse alguém está. Óbvio? Nem tanto!

Não é fácil enxergar as pessoas e, muitas vezes, somos olhados, mas não vistos. Saber reconhecer as pessoas, suas diferenças, seus gostos, suas necessidades, é uma arte! Muitas empresas padronizaram seu atendimento em meia dúzia de frases prontas, dando a impressão de que, apesar da pessoa na sua frente, você está num terminal de autoatendimento. Tão importante é também a atenção, que deriva da mesma raiz que atender. Quando um cliente entra na sua loja, deveria ter a impressão de que a atenção do vendedor é realmente dele. E isso só acontece se houver pré-ocupação. Pré-ocupar-se significa ocupar-se de alguma coisa antes que ela aconteça. É necessário estar física e psicologicamente preparado para disponibilizar atenção. Gente cansada, distraída, ensimesmada, não atende bem. Para ter uma equipe que sabe “esticar-se” é preciso investir em recrutamento, seleção, treinamento e motivação. Isso não é tão caro quanto se imagina, e mais barato que a rotatividade de mão de obra, as vendas perdidas e os clientes não fidelizados. Não é algo simples que se resolva na leitura de um texto, nem tão complexo que não tenha solução. Investir nas pessoas que atendem aos seus clientes é investir naquilo que deveria ser a especialidade das lojas físicas: relacionamento interpessoal ou no jargão técnico, atendimento. Sem esse diferencial, fica muito difícil imaginar por que alguém não preferiria fazer suas compras pela internet.

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