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I 12 - Novembro de 1945 -Ano
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ECBMíéMICB Aparecendo no primeiro sábado de cada mca, -
ECONÔMICO, publicado pela Editora Comercial Lt^ 'ób ***
auspícios da Associação Comercial de S;io Paulo e da''Fcd®''^' cão do Comércio do Estado de São Paulo, procura út»' ® preciso nas informações, correio.e sóbrio nos comentário» modo e elegante na apresentação, dando aos seus leitores
Empresa
de Transportes Urgentes Ltda.
panorama mcnaal do mundo dos ncr;"óci&c.
Revista de circulação obrigatória entre cg produtores São Paulo o os m.iicres do Brasil, tem por isso mesmo arnp'** divulgação no interior, nas capitais dos Estados © pri"* cipais países sul-americanos.
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Para publ'-c*.dado cp interessados pcderão diri " se Agências de PtjbÜcdarle ou diretamente co '^epartam-nto Publicidade da Editora Comercial Ltda. (ViaJuto _ 70 _ Xel.
07 "O/I Vista,
Distribuidor para todo o Brasil:
FornanJo Chinaglia — Rua do Rosário, SS-Scbrado Rio de Janeiro
Firmas que anunciam neste número: A Serviçal, Ltda.
A. Mesquita Sc Cia,
Alexandre Hcrnstein Ecnco do Comércio e Indús tria de São Paulo Biotonico Fontoura
Eracíleira Fornecedora Esco lar, 3. A. Cr.sa Odeon
Cia. Antártica Pioulista
Cia. Paulista de Papéis e Ar tes Gráficas
Fracalansut
Garage Piratininga, Ltda. Livraria Francisco Alves Luporini Comércio e Indús tria, S. A.
ESCRITÓRIOS CENTRAISi
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SAO PAULO
RaO-DI-JANIIRO
Rua Ouvidor, 2 (Esq. Jos6
Rua Morcflío Dias, 12
fipírilo Santo,241 Iitefoni 2-1480 CIH Pt RI 4
Bonifácio com Libero Badaró)
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Telefones 2.8S66 e 2-6661
Telefones 93.0791 e 23-0337
Machado Sant*Anna & Cia-»
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Móveis de Aço Fiel, Ltdn.
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Panambra, S. A.
JUIZ PE roRi
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Americana
S. Magalhães & Cia.
Er.iprêca S.E.S. de Transpor tes Urgentes, Ltda.
Seagern Gin Silimax, Ltda.
Escritório Aoruda Botelho
Sociedade de Assistência Fis
F. R. de Aquino & Cia.,
cal ao Comércio o à Indús
F3^rica de Cofres "Único", Ltda.
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S. A. Fabricas "Orion"
Comissária Nacional de Des pachos
Ltda.
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Sudan, 5. A. Tesiidora, S. A.
Campos de Jordi^ I I
SERViCOSI ÍECONOMICÕ^ ISEGUROSI
I 9 } Rua
Martlm Rtonso, 41 Tateíone 7379
DE DOMICILIO A DOMICILIO
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Sr. terá a impressão que seu escritório cj'e6ce«, tanto Olos estimulam a ordoim ampliando o rendimento do serviço, de lucrosi Náo deixo de conhecer os Mó veis Drusíleira Padronizados — Iruto do 80 anos do trabalho progressistal So licite nosso catálogo grátis.
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\^So LONGE 03 tempos da China antiga dos * mandarins, em que as fortunas acorriam sem» pre aos mesmos tesouros, aumentando o poderio
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pode ter garantido o seu futuro e o de sua fa>
íollia, graças aos modernos métodos de capita
lização. Um pequeno dcpdsito mensal, por meio de um dos planos da Prudência Capitalização, assegura fínanças tão folgadas quanto se desejem
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DESDE 1805
Para tôda e qualquer transação de compra e venda de imóveis ou para a administração de suas propriedades procure o
ESCRITÓRIO ilRRUOil BOTELHO SUGERS doDRAIII Va lÃOFAUlO
Filiado ao Sindicato dos Corretores de Imóveis
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OüflNDO PEDIR 6IN
E ÍERil' O MEEHOR
RUfl FLORlíRNO PEIXOTO, 40-10'>-Sala 104-Tel.: 3-5380 SÃO PÃULO sua PREFERÊNCia SERÃ RECOMPENSADA
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Qualquer que seja o nosso ar tefato, desde o mais simples bico ou chupeta, até os mais varia dos objetos domésticos e científicos
ou peças industriais, fabricamos a
maior variedade do país, e empre
gando sempre o melhor processo técnico de fabricação c garantindo
uma qualidade única, homogênea
BAIXELAS TALHERES
invariável — a qualidade mais alta
o MAU XtTO MOUO 01 fXCUiNCIA IM AAJtfATOS Ot fOUACHA
PANAM — CiH de Amigo»
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Banco do Comércio e Industria de São Paulo S/A. Fundado em 20 de Dezembro de 1889
Companlila Paulista de Sefuros A MAIS ANTIGA COMPANHIA DE SEGUROS DE sXo PAULO. fUNDADA EM 1006
Endereço Telegráfico para Matriz e Filiais: "INDUSCOMIO" Diretoria:
DR. NICOLAU DE MORAIS BARBOS DR. LAURO CARDOSO DE ALMEIDA
CAPITAL REALIZADO FUNDO DE RESERVA FUNDO DE RESERVA LEGAL
Cr$ 100.000.000,00 CrÇ 80.000.000,00 Cr$ 3.926.789.50
DR. GASTAO VIDIGAL
capitai Realizado
Patrimônio Social MATRIZ — São Paulo
Caixa Postal, 36 — Tel. 2-3191 filiais
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Responsabilidades assumidas m i944„—-p mais j r ode S DOIS BILHOElá DE CR
Rua 15 de Novembro n.® 289
RIO DE JANEIRO
Cr, 6.000.™».»»
Bens imavels (preço de custo)^
SANTOS
Caixa Postal, 230
Telefone: 23-17S6
Caixa Postal, 89
Interurbano: LD.4
Telefones: 20.22 e 24.85
Rua l.o de Março n« 77
j5
Novembro n." 109
Opera nos seguintes ramos:
INCÊNDIO, AC/DENTES fdo Trabalho e RESPONSABILIDADE
- Baurú — Bebedouro — Bo-
Catanduva I k ^""^Sança Paulista — Cafelândia — Campinas PPoços of de rald"" - Prudente Londrina MarHia _Preto Olímpia Caldas ~ Presidente — Ribeirão — Rio Claro - Sao Carlos São José do Rio Preto - São Manuel lanabi - Taquarilinga - Tupâ — Valparaiso.
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TRANSPORTES (Marittmos, r» viários e AéreosJ
crns SEGVRADOS NÃO DEMANDA COM SEUò
CORRESPONDENTES NO PAÍS E NO estrangeiro
Sede: SiO PAULO - R. Libero Batlaró, 158 - Tel. 4-4151 DIRETORIA:
Numa de Oliveira - Direíor-Piesidente Leonidas Garcia Rosa - Diretor-Vice-Presidente Jose da Silva Gordo — Diretor Superintendente Teodoro Quartim Barbosa e
Francisco B. de Queiroz Ferreira
Diretores-Gerentes
Calia Postal. :09 — End. Telegrállco: PAULI
AGENTES E REPRESENTANTES EM TODO O BRASIL
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DIGESTO
O KUNDO DOS HEGÚCIOS NUM PANCRAUA MENSAL Publicodo job cj auspícios da
ECONOMICO
ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO
FEDERAÇÃO DO ^MÉRCIO DO
o M U N DO DOS NEGÓCIOS NUM PANORAMA MENSAL
ESTADO DE SÃO PAULO
Ano I
São Panio - Novembro de 1945
N. 12
Oírefor-Superintendenf»; RUY lOMsECA Di elores;
RUY BlOkM
RUi NOGUcl.TA MARTINS
CONTRA A ALTA DOS PREÇOS
O Digesto Econômico
I
CerenPe;
W. A. OaSüva
tfEPRESENTANTES das classes produtoras
publicará no n.** 13:
do São Paulo se vêm reunindo tiltimamente, no afã muito louvável de um estudo minu cioso das causas cjue têm concorr/íío para a os cilação constante, no sentido da alta do preço
O DIGESTO ECONÓMICO,órgão de Inforimções econômicas e financei ras, de propriedade da Editora Co mercial Ltda.,é publicado no primeiro sábado de cada mês.
"IMIGRAÇÃO
E
das utilidades.
IMPERIALIS.
A direção não se responsabiliza pelos dados cujas fontes estejam devida, mente citadas, nem pelos conceitos
"NOVOS TERRITÓRIOS DO BRA SIL" — Redação.
emitidos em artigos assinados.
"A FÔRÇA INCONTESTÁVEL DA
tado de coisas. Bem pelo contrário,^ o que tem orientado o critério dessas reuniõc^ pro
movidas pela Comissão Estadual de Preços é a necessidade de definir-se a essénc uma situação, para daí deduzir-se tudo o que
i-
fÔr pratícável como remédio dos f'' vêm aflioindo intermediários e consumidores,
PROPAGANDA PLANEJADA" -
Na tra-..scrição de artigos pede-se cltaronome do DIGESTO ECONÔMICO
Aceita se Intercâmbio c/publicações congêneres nacionais e estrangeiras. Número do mês: Cr$3,00 Atrasada: . . . Cr$5,00
por J. A. Sousa Ramos. f
"AUTOMÓVEIS DOAPÓS-GUERRA IMEDIATO E AUTOMÓVEIS DO FUTURO" — Raul de Polillo. "TRATADOS
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imediato a ser conquistaao. Sen t . P ^
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já haviam influído entre os ^eus co^ para
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certa data em diante.
Essa
luntária seria o primeiro passo para medidas^ posteriores, das quais nua fosse estranho v próprio Estado, para controle do ntmo desor-
r m conjunto com o Bole tim Semanal di Assocla-
çãoComercialde São Paulo
Líado dos preços. O phno haveria, igual
Ano Cr$ 120,00 Semestre . . . . Cr$ 70,00
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na'fase crítica que atravessamos.
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ZérZr.r,VT^^^oTrosta a .enaa
A'SINATUfíAS!
VIADUTO BOA VISTA,67 —7.0 ANDAR TÊL 3-7499 - CAIX> POSTAI, 240-6
è
a admissão de
Dlgesto Econômico (ano) Cr$ 30,00
Redação e AdminisfroçSoi
Não se trata, porém, apenas
da verificação passiva de um determinado es
MO" — por Emílio Willems.
•
}■<'
1
mente, de compreender tôdo o pais pois nao se ignora a interconexão existente entre as nos sas diversas regiões econômicas.
Infelizmente a boa vontade demonstrada por comerciantes e industriais de Sao Paulo não encontraram um envoltorio propício. Pre
cisamente por essa época as ferrovuK' oumen-
nKiESTO ECOMHICO
DIGESTO
O KUNDO DOS HEGÚCIOS NUM PANCRAUA MENSAL Publicodo job cj auspícios da
ECONOMICO
ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO
FEDERAÇÃO DO ^MÉRCIO DO
o M U N DO DOS NEGÓCIOS NUM PANORAMA MENSAL
ESTADO DE SÃO PAULO
Ano I
São Panio - Novembro de 1945
N. 12
Oírefor-Superintendenf»; RUY lOMsECA Di elores;
RUY BlOkM
RUi NOGUcl.TA MARTINS
CONTRA A ALTA DOS PREÇOS
O Digesto Econômico
I
CerenPe;
W. A. OaSüva
tfEPRESENTANTES das classes produtoras
publicará no n.** 13:
do São Paulo se vêm reunindo tiltimamente, no afã muito louvável de um estudo minu cioso das causas cjue têm concorr/íío para a os cilação constante, no sentido da alta do preço
O DIGESTO ECONÓMICO,órgão de Inforimções econômicas e financei ras, de propriedade da Editora Co mercial Ltda.,é publicado no primeiro sábado de cada mês.
"IMIGRAÇÃO
E
das utilidades.
IMPERIALIS.
A direção não se responsabiliza pelos dados cujas fontes estejam devida, mente citadas, nem pelos conceitos
"NOVOS TERRITÓRIOS DO BRA SIL" — Redação.
emitidos em artigos assinados.
"A FÔRÇA INCONTESTÁVEL DA
tado de coisas. Bem pelo contrário,^ o que tem orientado o critério dessas reuniõc^ pro
movidas pela Comissão Estadual de Preços é a necessidade de definir-se a essénc uma situação, para daí deduzir-se tudo o que
i-
fÔr pratícável como remédio dos f'' vêm aflioindo intermediários e consumidores,
PROPAGANDA PLANEJADA" -
Na tra-..scrição de artigos pede-se cltaronome do DIGESTO ECONÔMICO
Aceita se Intercâmbio c/publicações congêneres nacionais e estrangeiras. Número do mês: Cr$3,00 Atrasada: . . . Cr$5,00
por J. A. Sousa Ramos. f
"AUTOMÓVEIS DOAPÓS-GUERRA IMEDIATO E AUTOMÓVEIS DO FUTURO" — Raul de Polillo. "TRATADOS
BILATERAIS"
Hugo Mamelli Passeroni.
A estabilidade dos preços ^ °
••A
imediato a ser conquistaao. Sen t . P ^
\ •'
tamenfe a gravidade da hora, / industriais dos mais esclarecidos de São Pmlo
já haviam influído entre os ^eus co^ para
^ ^^Jeltos de salários
certa data em diante.
Essa
luntária seria o primeiro passo para medidas^ posteriores, das quais nua fosse estranho v próprio Estado, para controle do ntmo desor-
r m conjunto com o Bole tim Semanal di Assocla-
çãoComercialde São Paulo
Líado dos preços. O phno haveria, igual
Ano Cr$ 120,00 Semestre . . . . Cr$ 70,00
SÃO PAULO
na'fase crítica que atravessamos.
■ -'i, r.
ZérZr.r,VT^^^oTrosta a .enaa
A'SINATUfíAS!
VIADUTO BOA VISTA,67 —7.0 ANDAR TÊL 3-7499 - CAIX> POSTAI, 240-6
è
a admissão de
Dlgesto Econômico (ano) Cr$ 30,00
Redação e AdminisfroçSoi
Não se trata, porém, apenas
da verificação passiva de um determinado es
MO" — por Emílio Willems.
•
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1
mente, de compreender tôdo o pais pois nao se ignora a interconexão existente entre as nos sas diversas regiões econômicas.
Infelizmente a boa vontade demonstrada por comerciantes e industriais de Sao Paulo não encontraram um envoltorio propício. Pre
cisamente por essa época as ferrovuK' oumen-
taram os seus fretes. Emprêsas de navegação lhe itnitaram o exemplo, taxas oficiais avolumaram as despesas portuárias, ao mesmo tempo que diversas
PltOTEÇÃO AO.TRABAtOO DA MUI.HEB
incidências, como as dos impostos de vendas e consignações e de consumo, traziam
por Luís Caiilos de Portilho
um contingente nada desprezível para nova majoração do custo da vida. Como nn pano de fundo, dominando todo o cenário, a inflação continuava e continua a ofe recer perspectivas desnorteantes, visto que nela os planos se sucedem e se emboralitam, numa sarahanda.
(Consultor, jurídico da Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais)
A leitura do "Diário Oficial" - escla rece o A. ~ nos dá a conhecer decisões reiteradas do Departamento Nactonat do Trabalho reprimindo, com scverula-
Toma-se imperativa, portanto, uma sondagem direta às matrizes que geram perniciosamente esses desequilíbrios todos. Já caminhámos bastante no sentido dc uma solução para o problema, pois já se fâz claro <fue os providências parciais o»
unilaterais serão improfícuas, e portanto ociosas. Observadores dos fenômenos verificados em São Paulo já chegaram à conclusão ae que se se tiver em vista o barateamento do preço das utilidades para o consu midor, pouco valerá o tabélamento na esfera da distribuição. Importa, isto sim, eíimínar a desproporção existente entre o custo da matéria /;rmw c o go manufaturado, como também controlar a exportação para vários países, entre 05 quais alguns de alto padrão industrial. A êste respeito, encontra inteira obser
rJn. têda e qualquer infração praticada
M
ra os dispositivos legais de prote lo trabalho feminino. Foi por isso
>no que tomamos a iniciativa de exar
através dêstes comentários, o
escreveu na lei a êsse receito
mindn, deste modo, o espírito
vância uma lei econômica ... -ba.stante conhecida: se o Brasil não possui^ auto-suficienciâ
qual produto, não poderá exportá-lo sem que os efeitos desta atividade
' reflitam incontinente no mercado interno.
aup h!{^'
situação vigente na indústria de tecidos não ignoram
VToihifln^^ da produção do "rayon" em nosso país, o que aconseífia seja aue nn ^ ^^portação, facilitando-se completamente a sua importação, a fim de
"jWO tempo em que "nas mullicrcs não se batia nem com uma flor", o sexo chamado frágil ficava em ca
sa fazendo "crocliet", serzindo meias,
abundantes ^essa^té]^*^'^ fábrica.s que dependem dos suprimentos rcgularcs c
fiando c tecendo, c esperando a notí
Patos semelhantes mero do na indústria de calçados. Ainda no presente núem oue em aup se op nnnr,f„ econômico ^ publicamos trabalho rraoaino ae de um um aos dos nossos nossos colaboradores oumuoiuuuit..-
combinado entre duas famílias.
artigos como solas ® para os vensáveic nn
de se estabelecer um limite de preço para certos
j
cabra e de porco, verniz, bezerros kips, etc-, 'JV® chegam até 300%. Sendo matérias primas indi^
cia de que um casamento havia sido De
pois da guerra 1914-1918, as mulheres
vieram, também, para a competição do "pão-nosso-de-cada-dia", e se in filtraram de tal maneira na luta pela
vida, que, em certa época, a sua pre
sença na comunhão dc trabalho passou a constituir séria ameaça ao trabalho
lu " vreçü comerciei junto ao consumidor. lizacão7omciTm^J7^"^^" da crise, no mercado interno, a fisco-já realizável através existentes, será elemento muito nnnrZ,:perfeitamente ^ ^ reaitzavei azravas de órgãos r tados durante a gguerra e que que aa iZh°1externospara conquisirjiu, ^ inabilidade dominantefregueses poderá afastar zona» econômicas concorrentes do Brasil
masculino.
Administradores dc men
talidade antiga relutaram bastante em
admitir, nas respectivas emprêsas, a
presença da "sáia", invocando razões as mais diversas para justificativa de .sua prevenção contra a colaboração
valores profissionais, dc
mente, nem
úm eTe-
Inento perturbadir?
?e°l.m"ntt'Sb-s bastante pertnrbadoras...
Os boméns
ria "revanche que vieram
"ações que a ° ^^,^5 exigino e os mesmos sa-
êles
do o S permitindo escocnficios, horários reIhcrem serviços le ^ h^n^em, que duzidos. Entret ha-de ser sempr
te do outro
diana prer-
povos e de
rogatiya de gover jg^igiação, tem expedir ou 1®"°^ , ^elar pela protido a da mulher em tod.js
feminina.
E quando cursávamos uma nova guerra mundial, verificámos quão po deroso foi o inestimável concurso que
as mulheres prestaram à produção em
decretado medidas nesse sentido, exc
todos os setores, do mesmo passo que
cumndo, respeitoso, compromisso as-
a dura emergência fêz com que os recalcitrantes à cooperação feminina se convencessem, pelo argumento contun dente da convocação militar, que ar rebatou numerosos de nossos melhores
slTdo em convenções mternamonms de trabalho. Cercando de garantias e
de- precauções o trabalho da mulher,
a Consolidação das Leis do Trabalho ..
-.
_
__x!
t-JO «
áOI
taram os seus fretes. Emprêsas de navegação lhe itnitaram o exemplo, taxas oficiais avolumaram as despesas portuárias, ao mesmo tempo que diversas
PltOTEÇÃO AO.TRABAtOO DA MUI.HEB
incidências, como as dos impostos de vendas e consignações e de consumo, traziam
por Luís Caiilos de Portilho
um contingente nada desprezível para nova majoração do custo da vida. Como nn pano de fundo, dominando todo o cenário, a inflação continuava e continua a ofe recer perspectivas desnorteantes, visto que nela os planos se sucedem e se emboralitam, numa sarahanda.
(Consultor, jurídico da Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais)
A leitura do "Diário Oficial" - escla rece o A. ~ nos dá a conhecer decisões reiteradas do Departamento Nactonat do Trabalho reprimindo, com scverula-
Toma-se imperativa, portanto, uma sondagem direta às matrizes que geram perniciosamente esses desequilíbrios todos. Já caminhámos bastante no sentido dc uma solução para o problema, pois já se fâz claro <fue os providências parciais o»
unilaterais serão improfícuas, e portanto ociosas. Observadores dos fenômenos verificados em São Paulo já chegaram à conclusão ae que se se tiver em vista o barateamento do preço das utilidades para o consu midor, pouco valerá o tabélamento na esfera da distribuição. Importa, isto sim, eíimínar a desproporção existente entre o custo da matéria /;rmw c o go manufaturado, como também controlar a exportação para vários países, entre 05 quais alguns de alto padrão industrial. A êste respeito, encontra inteira obser
rJn. têda e qualquer infração praticada
M
ra os dispositivos legais de prote lo trabalho feminino. Foi por isso
>no que tomamos a iniciativa de exar
através dêstes comentários, o
escreveu na lei a êsse receito
mindn, deste modo, o espírito
vância uma lei econômica ... -ba.stante conhecida: se o Brasil não possui^ auto-suficienciâ
qual produto, não poderá exportá-lo sem que os efeitos desta atividade
' reflitam incontinente no mercado interno.
aup h!{^'
situação vigente na indústria de tecidos não ignoram
VToihifln^^ da produção do "rayon" em nosso país, o que aconseífia seja aue nn ^ ^^portação, facilitando-se completamente a sua importação, a fim de
"jWO tempo em que "nas mullicrcs não se batia nem com uma flor", o sexo chamado frágil ficava em ca
sa fazendo "crocliet", serzindo meias,
abundantes ^essa^té]^*^'^ fábrica.s que dependem dos suprimentos rcgularcs c
fiando c tecendo, c esperando a notí
Patos semelhantes mero do na indústria de calçados. Ainda no presente núem oue em aup se op nnnr,f„ econômico ^ publicamos trabalho rraoaino ae de um um aos dos nossos nossos colaboradores oumuoiuuuit..-
combinado entre duas famílias.
artigos como solas ® para os vensáveic nn
de se estabelecer um limite de preço para certos
j
cabra e de porco, verniz, bezerros kips, etc-, 'JV® chegam até 300%. Sendo matérias primas indi^
cia de que um casamento havia sido De
pois da guerra 1914-1918, as mulheres
vieram, também, para a competição do "pão-nosso-de-cada-dia", e se in filtraram de tal maneira na luta pela
vida, que, em certa época, a sua pre
sença na comunhão dc trabalho passou a constituir séria ameaça ao trabalho
lu " vreçü comerciei junto ao consumidor. lizacão7omciTm^J7^"^^" da crise, no mercado interno, a fisco-já realizável através existentes, será elemento muito nnnrZ,:perfeitamente ^ ^ reaitzavei azravas de órgãos r tados durante a gguerra e que que aa iZh°1externospara conquisirjiu, ^ inabilidade dominantefregueses poderá afastar zona» econômicas concorrentes do Brasil
masculino.
Administradores dc men
talidade antiga relutaram bastante em
admitir, nas respectivas emprêsas, a
presença da "sáia", invocando razões as mais diversas para justificativa de .sua prevenção contra a colaboração
valores profissionais, dc
mente, nem
úm eTe-
Inento perturbadir?
?e°l.m"ntt'Sb-s bastante pertnrbadoras...
Os boméns
ria "revanche que vieram
"ações que a ° ^^,^5 exigino e os mesmos sa-
êles
do o S permitindo escocnficios, horários reIhcrem serviços le ^ h^n^em, que duzidos. Entret ha-de ser sempr
te do outro
diana prer-
povos e de
rogatiya de gover jg^igiação, tem expedir ou 1®"°^ , ^elar pela protido a da mulher em tod.js
feminina.
E quando cursávamos uma nova guerra mundial, verificámos quão po deroso foi o inestimável concurso que
as mulheres prestaram à produção em
decretado medidas nesse sentido, exc
todos os setores, do mesmo passo que
cumndo, respeitoso, compromisso as-
a dura emergência fêz com que os recalcitrantes à cooperação feminina se convencessem, pelo argumento contun dente da convocação militar, que ar rebatou numerosos de nossos melhores
slTdo em convenções mternamonms de trabalho. Cercando de garantias e
de- precauções o trabalho da mulher,
a Consolidação das Leis do Trabalho ..
-.
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áOI
Diciísto Econômico
m
encontro da realidade econômica, que
O artigo 446
Regulamentando e disciplinando o trabalho da mulher, quando 'procurou cercá-lo de garantias inerentes ao "sexo fraco", o legislador brasileiro
cm nunicro.síssimos casos tem exigi<lo a cooperação dos dois consortes X ^ A ^ 11 *• T^trri» para a manutenção do lar. \ío No Direi
to Comercial, a presença da mulher, nas sociedades mercantis, rc(iuer con
a mulher traz uma finalidade bem mais
sentimento expresso do marido, en quanto <|uc, no Direito Social, a au
nobre do que a nossa, qual seja a dc
sência da mulher nas comunhões _Jo
zelar pela perpetuação
da espécie,
trabalho .sòmcntc sc dá por exclusão.
através de suas responsabilidades no lar. Daí o Haver inscrito, na Conso
Método mais fácil, sem dúvida, e mais
não SC esqueceu de que, efetivamente,
lidação das Leis do Trabalho, a dispo
sição do parágrafo único do art. 446, declarando que ao marido é facultado
pleitear a rescisão do contrato dc tra balho
da
esposa,
quando a sua conti nuação fôr suscetível
consentânco com o ritmo da vidà mo derna.
Haverá ca.sos, e os leitores bão-de conhecer muitos dêles, cm que o ma
rido deva impedir que a mulher sacri fique os arranjos do lar em troca de ocupdções exteriores,
de acarretar ameaça
ou mesmo
aos vínculos da família
I
cie a estas, tendo em
condições peculiares da
446,
num sentido lato, es tabelecera presumir-se autorizado o trabalho
Sc a mulher trabalhar em local onde 'iraam exclusivamente pessoas dc sua
família c.staii(lo sob a <lircção do espo so, do pai, da mãe, do tutor, ou do fi
lho, não estará sob a proteção da le gislação especial que lhe diz respeito, mas, via de regra, os preceitos ([ue re
gulam o trabalho masculino são apli cáveis ao trabalho feminino, naquilo em que não colidirem com a proteção instituída para o trabalho feminino. Sendo de oito horas diárias a dura-
çàn normal do trabalho da mulher, a sua jornada, entretanto, poderá ser aumentada de mais duas horas me diante contrato Coletivo ou acordo fir mado entre empregados e empregado res, observado o limite dc quarenta e
oito horas semanais; tal como acon tece na prorrogação do horário do
principalmente,
mentares a porcentagem dc 20%, no
são
que resume, dc
modo tão singelo, to das as situações que
tando a esta, em caso
Doraçãó e condições de trabalho
"o perigo manifesto às condições peculia res à mulher", expres
da mulher casada, res
17
trabalho masculino, a prorrogação é
vista,
mulher; isso porque o
artigo
fazer
com que aquela renun
ou perigo manifesto as
referido
dc
i
Dir.EsTo EcoNÓxnco
possam ocorrer à ima
feita acrcsccndo-.sc às horas
suple
mínimo, sobre a importância do salá
rio. Exige a lei, contudo, que o acor
do 011 contrato coletivo dc prorroga ção do horário do trabalho feminino «eja homologado pela autoridade com
inicio do período extraordinário. Tal prorrogação, que deve ser remunera da com a porcentagem de 25%, de verá, outrossim, ser comunicada, por escrito, à autoridade c"onipetcnte den tro das quarenta c oito horas seguin tes.
Tão importante é a proteção ao trabalho das mulheres que, no art. 377, considera a CLT a adoção de medidas tais como dc ordem pública, salientan
do, ainda, que, em hipótese alguma, justificam elas a redução do salário. Competidora embora dos homens, os próprios homens sabem que é do seu
dever zelar pela integridade física da mulher. E nem podia ser de ontro modo, já que são elas, as mulheres, e
não
as cegonhas, as portadoras
da
função biológica de perpetuação da espécie humana. O trabalho noturno
^
Muitos empregadores, de boa-fé em bora. transgridem, ainda, as disposi
ções legais que regulam o trabalho da mulher. A ignorância da lei é, ain da, o clima em que vivem numerosíssi mos empregadores, os quais sòmente
vêm a ter conhecimento de suas dis-
de oposição conjugai,
ginação do leitor, t.ão
petente, c isso, naturalmente, para'que
o recurso ao suprimen
extensos
seja eficientemente fiscalizado o dis
posições quando são contundidos fiscalização oú uma reclamação
positivo do art. 375, onde se declara que "imilher nenhuma poderá ter o
do próprio interessado. O trabalho noturno da mulher, co
?cii horário <le traI)alho prorrogado,
mo o masculino, goza da proteção le gal, com a particularidade de que, sò-
e
multifor-
to da autoridade judi
mes são esses perigos,
ciária competente.
inclusive sob o aspec
^iao conhecemos, ainda, quaisc^uer decisões com fundamento no art. 446, apesar de concordarmos em que a dis posição. legal já tenha dado ensejo a que mais de uma decisão tenha sido
tomada pelos tribunais Competentes, quer para obtenção do consentimen
to marital para o trabalho da mulher, quer mesmo para a rescisão do con
trato da mulher casada em ação pro posta pelo cabeça do casal. Permitindo, ou melhor, presumindo
to moral.
Responsável pela família, o mariJo deve saber qual seja o momento em
que. à comunhão conjugai, não se torne mais conveniente a presença da mu
lher em qualquer comunhão de trab.iIho, e daí o direito que lhe assiste dc pleitear e, naturalmente, de.obtci sem mais discussões, a rescisão do contra to de trabalho da esposa, sem q ie
'cm que esteja para isso autorizada
por atestado médico oficial", ou por médicos particulares à inexistência
íUquele. Oconc, às vêzcs, que a em presa emprcgadora dc mulheres tem
neccsísdade súbita de »prori ogar, por
fórça de circunstância.s imperiosas, a duração do trabalho diurno além do limite legal ou convencionado e, ncSse caso, à mulher pode ser exigida uma
•ornada dc do.ce licras con.secutiv.-is, observados os dcscanso.s regulamenta-
autorizado o trabalho da mulher casa
esta fique obrigada, é certo, a quais-
rcs, aos quais sc acrescentára mais um
da, a lei andou acertada, pois veio ao
quer indenizações.
«•spccial, dc quinze minutos, antes do
j4
■
Diciísto Econômico
m
encontro da realidade econômica, que
O artigo 446
Regulamentando e disciplinando o trabalho da mulher, quando 'procurou cercá-lo de garantias inerentes ao "sexo fraco", o legislador brasileiro
cm nunicro.síssimos casos tem exigi<lo a cooperação dos dois consortes X ^ A ^ 11 *• T^trri» para a manutenção do lar. \ío No Direi
to Comercial, a presença da mulher, nas sociedades mercantis, rc(iuer con
a mulher traz uma finalidade bem mais
sentimento expresso do marido, en quanto <|uc, no Direito Social, a au
nobre do que a nossa, qual seja a dc
sência da mulher nas comunhões _Jo
zelar pela perpetuação
da espécie,
trabalho .sòmcntc sc dá por exclusão.
através de suas responsabilidades no lar. Daí o Haver inscrito, na Conso
Método mais fácil, sem dúvida, e mais
não SC esqueceu de que, efetivamente,
lidação das Leis do Trabalho, a dispo
sição do parágrafo único do art. 446, declarando que ao marido é facultado
pleitear a rescisão do contrato dc tra balho
da
esposa,
quando a sua conti nuação fôr suscetível
consentânco com o ritmo da vidà mo derna.
Haverá ca.sos, e os leitores bão-de conhecer muitos dêles, cm que o ma
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de acarretar ameaça
ou mesmo
aos vínculos da família
I
cie a estas, tendo em
condições peculiares da
446,
num sentido lato, es tabelecera presumir-se autorizado o trabalho
Sc a mulher trabalhar em local onde 'iraam exclusivamente pessoas dc sua
família c.staii(lo sob a <lircção do espo so, do pai, da mãe, do tutor, ou do fi
lho, não estará sob a proteção da le gislação especial que lhe diz respeito, mas, via de regra, os preceitos ([ue re
gulam o trabalho masculino são apli cáveis ao trabalho feminino, naquilo em que não colidirem com a proteção instituída para o trabalho feminino. Sendo de oito horas diárias a dura-
çàn normal do trabalho da mulher, a sua jornada, entretanto, poderá ser aumentada de mais duas horas me diante contrato Coletivo ou acordo fir mado entre empregados e empregado res, observado o limite dc quarenta e
oito horas semanais; tal como acon tece na prorrogação do horário do
principalmente,
mentares a porcentagem dc 20%, no
são
que resume, dc
modo tão singelo, to das as situações que
tando a esta, em caso
Doraçãó e condições de trabalho
"o perigo manifesto às condições peculia res à mulher", expres
da mulher casada, res
17
trabalho masculino, a prorrogação é
vista,
mulher; isso porque o
artigo
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com que aquela renun
ou perigo manifesto as
referido
dc
i
Dir.EsTo EcoNÓxnco
possam ocorrer à ima
feita acrcsccndo-.sc às horas
suple
mínimo, sobre a importância do salá
rio. Exige a lei, contudo, que o acor
do 011 contrato coletivo dc prorroga ção do horário do trabalho feminino «eja homologado pela autoridade com
inicio do período extraordinário. Tal prorrogação, que deve ser remunera da com a porcentagem de 25%, de verá, outrossim, ser comunicada, por escrito, à autoridade c"onipetcnte den tro das quarenta c oito horas seguin tes.
Tão importante é a proteção ao trabalho das mulheres que, no art. 377, considera a CLT a adoção de medidas tais como dc ordem pública, salientan
do, ainda, que, em hipótese alguma, justificam elas a redução do salário. Competidora embora dos homens, os próprios homens sabem que é do seu
dever zelar pela integridade física da mulher. E nem podia ser de ontro modo, já que são elas, as mulheres, e
não
as cegonhas, as portadoras
da
função biológica de perpetuação da espécie humana. O trabalho noturno
^
Muitos empregadores, de boa-fé em bora. transgridem, ainda, as disposi
ções legais que regulam o trabalho da mulher. A ignorância da lei é, ain da, o clima em que vivem numerosíssi mos empregadores, os quais sòmente
vêm a ter conhecimento de suas dis-
de oposição conjugai,
ginação do leitor, t.ão
petente, c isso, naturalmente, para'que
o recurso ao suprimen
extensos
seja eficientemente fiscalizado o dis
posições quando são contundidos fiscalização oú uma reclamação
positivo do art. 375, onde se declara que "imilher nenhuma poderá ter o
do próprio interessado. O trabalho noturno da mulher, co
?cii horário <le traI)alho prorrogado,
mo o masculino, goza da proteção le gal, com a particularidade de que, sò-
e
multifor-
to da autoridade judi
mes são esses perigos,
ciária competente.
inclusive sob o aspec
^iao conhecemos, ainda, quaisc^uer decisões com fundamento no art. 446, apesar de concordarmos em que a dis posição. legal já tenha dado ensejo a que mais de uma decisão tenha sido
tomada pelos tribunais Competentes, quer para obtenção do consentimen
to marital para o trabalho da mulher, quer mesmo para a rescisão do con
trato da mulher casada em ação pro posta pelo cabeça do casal. Permitindo, ou melhor, presumindo
to moral.
Responsável pela família, o mariJo deve saber qual seja o momento em
que. à comunhão conjugai, não se torne mais conveniente a presença da mu
lher em qualquer comunhão de trab.iIho, e daí o direito que lhe assiste dc pleitear e, naturalmente, de.obtci sem mais discussões, a rescisão do contra to de trabalho da esposa, sem q ie
'cm que esteja para isso autorizada
por atestado médico oficial", ou por médicos particulares à inexistência
íUquele. Oconc, às vêzcs, que a em presa emprcgadora dc mulheres tem
neccsísdade súbita de »prori ogar, por
fórça de circunstância.s imperiosas, a duração do trabalho diurno além do limite legal ou convencionado e, ncSse caso, à mulher pode ser exigida uma
•ornada dc do.ce licras con.secutiv.-is, observados os dcscanso.s regulamenta-
autorizado o trabalho da mulher casa
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rcs, aos quais sc acrescentára mais um
da, a lei andou acertada, pois veio ao
quer indenizações.
«•spccial, dc quinze minutos, antes do
j4
■
18
mente poderão dele participar as mu
lheres maiores de 18 anos, empregadas
dormir durante o dia, com a mesma
tranqüilidade reparadora éom que dor-^
íonia, radio-telegrafia, serviços de en
mimos nós enquanto se atira ao "ga-
fermagem, cm casas de diversões, ho
nha-pão" afiuéle outro mundo, desco nhecido de nós c que nós também desconhecemos, mas cjue opera pro
téis, restaurantes e estabelecimentos congêneres, ou, finalmente, as mulhe
res que, não participando de trabalho
contínuo, ocupem postos de direção. De um modo geral, o trabalho notur no é vedado às mulheres, consideran
do como tal aquele, que fór executado Mesmo ex
a "cruz" que um e outro deveriajn conduzir pela vida fora. A mulher
da autoridade competente. Seja como
foram reservadas as dores da mater
fór, entretanto, êsse descanso de 24 lioras é sagrado. Não sendo gozado
nidade, e, por isso mesmo, desde o comêço do Mundo, o respeito pela mu
no domingo, sê-lo-á em qualquer ou tro dia da semana.
Todavia, em se
tratando de mullieres, a lei quer, no
dígios, na calada da noite, como, por exemplo, as pacientes telefonistas ou as abnegadas enfermeiras.
art. 386, que, se houver traijalho aos domingos, seja organizada uma escala de revezamento quinzcnal, c|uc favore ça o repouso dominical e isso encon
Períodos de descanso
tra compreensão no fato dc ser o do
entre as 22 horas de um dia e as 5
horas do dia seguinte.
cessidade imperiosa de serviço, a juízo
motivo de conveniência pública ou ne
trabalha durante a noite, não podo
cm empresas de telefonia, radio-tele-
l!í
Dicesto Econômico
Dicesto EcoNÓ^^co
mingo o."dia da família", do qual não seria justo que, logo a mulher, — es posa, m.ãe ou filha — estivesse sem pre divorciada.
dependência de que os respectivos pa
O art. 382 da Consolidação das Leis do Trabalho, repetindo o preceito ge ral contido no capítulo "Da Duração do trabalho" (art. 66) determina que, "entre duas jornadas de trabalho, ha
trões apresentem, às autoridadc.s com-
verá um intervalo de onze horas con
cmpreRada .será concedido um período para refeição e repouso, o qual não
cluídas dessa proibição geral, as em
pregadas em casas de diversões, ho téis, restaurantes, bares, etc. ficam na
• petentcs, atc.stados a elas referentes, 'de que são portadoras de bons antece dentes e de que possuem capacidade
física e mental, do mesmo passo que a êles, patrões, corre o dever de fixar-Ihcs, como às demais, salário que • não sendo superior ao mínimo ou sen
do para serviço diurno, terá uma por• centagem suplementar de 20%, pelo
Durante a jornada de trabalho, à
secutivas, no mínimo, destinado ao repouso". Sabido que a jornada de
será inferior a uma hora ou superior
trabalho é o tempo em que o empre
a duas horas, observadas as exceções
gado, conforme o seu contrato, eslú
Icgai.s.
prestando serviço ou se encontra à disposição do empregador, para logo se percebe que a lei usou tal expres
ainda, a mulher um descanso especi.il de quinze minutos nos casos de pror rogação do horário de trahallio, as
são técrdpa, cm lugar de "dia de tra-
sunto que já foi examinado
ballio" precisamente porque,
atrás.
dentro
Além desse intervalo, terá,
linhas
Êsse intervalo, crue podo ser
menos. E. como ocorre com o traba
das 24 horas cronométricas, cada em»
maior de 15 minutos, terá lugar entre
lho masculino, g/ hora do trabalho no turno da mullier, isto é, entre as 22 horas de um dia e as 5 do dia seguin
prêsa, conforme o seu funcionamento,
o fim da jornada ordinária de trabn-
adota horários diversos para os res
Ilio e o começo da prorrogação, e um
pectivos empregados, e, assim, nem to
bem higienista acrescentaria que não
te, não tem sessenta minutos como a hora cronométrica. mas apenas 52 mijiuto.s c 30 segundos, eqüivalendo isto
dos trabalham durante o
faria mal que. a mulher Ingerisse uma
a afirmar-se, através de
cálculo cie comploxos, que a jornada
são legal. Terminada a sua jornada de trabalho, o empregado, do sexo
noturna do trabalho feminino é de 7
ma^jcnlino ou feminino, sòmente pode
horas apenas, sendo "serviço extraor dinário" aquele que exceder de.ssa
reatar o serviço onze horas depois e,
medida.
do, dormindo e... até sonhando. Ao cabo de seis jornadas de traln-
um
rápido
dia
como
nem todos traballiam durante a noite.
Jornada de trabalho é, pois, a expr ;s-
durante estas, deverá estar repousan
Razoável é, sem dúvida, que o traballio noturno seja reduzido de uma hora da jornada diurna, sabido que, qualquer esforço, à noite, acarreta
empregado, 24 horas de descanso, o qual, tanto quanto possível, deve coin
maior
cidir coin os domingos ("Deus fèz o
cansaço, como também
muito
lho, isto é, ao fim de uma semana, te rá a empregada, como. acontece com o
justo não deixa de ser que êsse traba
Mundo em Seis dias e
descansou no
lho seja melhor remunerado. E qccem
sétimo"), nó todo ou em parte, salvo
■
nova e boa dose de calorias, sob a for
ma de um copo dc leite ou o alimento mais adequado para a natureza do ser viço da empregada.
Quando chega D-. Cegonha Não foi o homem, muito embora ela houvesse sido feita de uma coste la dêle conforme se afirma de velha
data, quem traçou para a mullier o papel de "parte fraca", mas foi o próprio anátema bíblico quando, ver-
berando aquêle "negócio da maçã", expulsou do Paraíso o pai Adão e à
Bua inefável Eva, dando a cada qual
lher tem sido um imperativo em todus
os códigos, mesmo nos indígenas. A luta pela vida trouxe a iliulher pa ra a competição mercantil ou profis sional. Tenham elas cérebro privile
giado, dotes superiores às inyulgares qualidades de trabalho dos homens, seja como fôr, as mulheres scmpie go zaram c sempre lião-de gozar dc uma proteção especial, já agora inscrita nas leis do traballio.
No capitulo
r>
teção à maternidade", da Consolida
ção das Leis do Trabalho,
gislador a preocupação" de instai zai tòdas as medidas tomadas "pitu^ los anteriores e. logo, ^ 'idez via do matrimônio, ou da
não pode o patrão rescindir o coi^r^
to de trabalho da
mo modo que não são quer restrições PO^. fatos, alias auspiciosos,
3 ,-1fipscan-
quer dos dois. Garantmdo o dcscan^ so da mulher
Io
parto?''a Id decidiu Que-
trabalho para a mulhei" e PC S
'■
não permitiu que ela ^^5. cada nos seus salarios, o . . so que interpretações ' teriores já declararam, também, que
S nS perde o direito às f"ms embora ausente do serv.ço_ por ^ 30 dias com remuneração.
mente, a mulher que traa ° do outro ser, merece _c P«™°
das as atenções e nao P°<'"'^
olvidada na legislação do trabalho. Além do repouso remunerado, a mu
lher grávida tem, ainda, assegurado o seu direito
ao
auxílio maternidade,
conforme o instituto de previdência social a que pertença, dado que êsse
18
mente poderão dele participar as mu
lheres maiores de 18 anos, empregadas
dormir durante o dia, com a mesma
tranqüilidade reparadora éom que dor-^
íonia, radio-telegrafia, serviços de en
mimos nós enquanto se atira ao "ga-
fermagem, cm casas de diversões, ho
nha-pão" afiuéle outro mundo, desco nhecido de nós c que nós também desconhecemos, mas cjue opera pro
téis, restaurantes e estabelecimentos congêneres, ou, finalmente, as mulhe
res que, não participando de trabalho
contínuo, ocupem postos de direção. De um modo geral, o trabalho notur no é vedado às mulheres, consideran
do como tal aquele, que fór executado Mesmo ex
a "cruz" que um e outro deveriajn conduzir pela vida fora. A mulher
da autoridade competente. Seja como
foram reservadas as dores da mater
fór, entretanto, êsse descanso de 24 lioras é sagrado. Não sendo gozado
nidade, e, por isso mesmo, desde o comêço do Mundo, o respeito pela mu
no domingo, sê-lo-á em qualquer ou tro dia da semana.
Todavia, em se
tratando de mullieres, a lei quer, no
dígios, na calada da noite, como, por exemplo, as pacientes telefonistas ou as abnegadas enfermeiras.
art. 386, que, se houver traijalho aos domingos, seja organizada uma escala de revezamento quinzcnal, c|uc favore ça o repouso dominical e isso encon
Períodos de descanso
tra compreensão no fato dc ser o do
entre as 22 horas de um dia e as 5
horas do dia seguinte.
cessidade imperiosa de serviço, a juízo
motivo de conveniência pública ou ne
trabalha durante a noite, não podo
cm empresas de telefonia, radio-tele-
l!í
Dicesto Econômico
Dicesto EcoNÓ^^co
mingo o."dia da família", do qual não seria justo que, logo a mulher, — es posa, m.ãe ou filha — estivesse sem pre divorciada.
dependência de que os respectivos pa
O art. 382 da Consolidação das Leis do Trabalho, repetindo o preceito ge ral contido no capítulo "Da Duração do trabalho" (art. 66) determina que, "entre duas jornadas de trabalho, ha
trões apresentem, às autoridadc.s com-
verá um intervalo de onze horas con
cmpreRada .será concedido um período para refeição e repouso, o qual não
cluídas dessa proibição geral, as em
pregadas em casas de diversões, ho téis, restaurantes, bares, etc. ficam na
• petentcs, atc.stados a elas referentes, 'de que são portadoras de bons antece dentes e de que possuem capacidade
física e mental, do mesmo passo que a êles, patrões, corre o dever de fixar-Ihcs, como às demais, salário que • não sendo superior ao mínimo ou sen
do para serviço diurno, terá uma por• centagem suplementar de 20%, pelo
Durante a jornada de trabalho, à
secutivas, no mínimo, destinado ao repouso". Sabido que a jornada de
será inferior a uma hora ou superior
trabalho é o tempo em que o empre
a duas horas, observadas as exceções
gado, conforme o seu contrato, eslú
Icgai.s.
prestando serviço ou se encontra à disposição do empregador, para logo se percebe que a lei usou tal expres
ainda, a mulher um descanso especi.il de quinze minutos nos casos de pror rogação do horário de trahallio, as
são técrdpa, cm lugar de "dia de tra-
sunto que já foi examinado
ballio" precisamente porque,
atrás.
dentro
Além desse intervalo, terá,
linhas
Êsse intervalo, crue podo ser
menos. E. como ocorre com o traba
das 24 horas cronométricas, cada em»
maior de 15 minutos, terá lugar entre
lho masculino, g/ hora do trabalho no turno da mullier, isto é, entre as 22 horas de um dia e as 5 do dia seguin
prêsa, conforme o seu funcionamento,
o fim da jornada ordinária de trabn-
adota horários diversos para os res
Ilio e o começo da prorrogação, e um
pectivos empregados, e, assim, nem to
bem higienista acrescentaria que não
te, não tem sessenta minutos como a hora cronométrica. mas apenas 52 mijiuto.s c 30 segundos, eqüivalendo isto
dos trabalham durante o
faria mal que. a mulher Ingerisse uma
a afirmar-se, através de
cálculo cie comploxos, que a jornada
são legal. Terminada a sua jornada de trabalho, o empregado, do sexo
noturna do trabalho feminino é de 7
ma^jcnlino ou feminino, sòmente pode
horas apenas, sendo "serviço extraor dinário" aquele que exceder de.ssa
reatar o serviço onze horas depois e,
medida.
do, dormindo e... até sonhando. Ao cabo de seis jornadas de traln-
um
rápido
dia
como
nem todos traballiam durante a noite.
Jornada de trabalho é, pois, a expr ;s-
durante estas, deverá estar repousan
Razoável é, sem dúvida, que o traballio noturno seja reduzido de uma hora da jornada diurna, sabido que, qualquer esforço, à noite, acarreta
empregado, 24 horas de descanso, o qual, tanto quanto possível, deve coin
maior
cidir coin os domingos ("Deus fèz o
cansaço, como também
muito
lho, isto é, ao fim de uma semana, te rá a empregada, como. acontece com o
justo não deixa de ser que êsse traba
Mundo em Seis dias e
descansou no
lho seja melhor remunerado. E qccem
sétimo"), nó todo ou em parte, salvo
■
nova e boa dose de calorias, sob a for
ma de um copo dc leite ou o alimento mais adequado para a natureza do ser viço da empregada.
Quando chega D-. Cegonha Não foi o homem, muito embora ela houvesse sido feita de uma coste la dêle conforme se afirma de velha
data, quem traçou para a mullier o papel de "parte fraca", mas foi o próprio anátema bíblico quando, ver-
berando aquêle "negócio da maçã", expulsou do Paraíso o pai Adão e à
Bua inefável Eva, dando a cada qual
lher tem sido um imperativo em todus
os códigos, mesmo nos indígenas. A luta pela vida trouxe a iliulher pa ra a competição mercantil ou profis sional. Tenham elas cérebro privile
giado, dotes superiores às inyulgares qualidades de trabalho dos homens, seja como fôr, as mulheres scmpie go zaram c sempre lião-de gozar dc uma proteção especial, já agora inscrita nas leis do traballio.
No capitulo
r>
teção à maternidade", da Consolida
ção das Leis do Trabalho,
gislador a preocupação" de instai zai tòdas as medidas tomadas "pitu^ los anteriores e. logo, ^ 'idez via do matrimônio, ou da
não pode o patrão rescindir o coi^r^
to de trabalho da
mo modo que não são quer restrições PO^. fatos, alias auspiciosos,
3 ,-1fipscan-
quer dos dois. Garantmdo o dcscan^ so da mulher
Io
parto?''a Id decidiu Que-
trabalho para a mulhei" e PC S
'■
não permitiu que ela ^^5. cada nos seus salarios, o . . so que interpretações ' teriores já declararam, também, que
S nS perde o direito às f"ms embora ausente do serv.ço_ por ^ 30 dias com remuneração.
mente, a mulher que traa ° do outro ser, merece _c P«™°
das as atenções e nao P°<'"'^
olvidada na legislação do trabalho. Além do repouso remunerado, a mu
lher grávida tem, ainda, assegurado o seu direito
ao
auxílio maternidade,
conforme o instituto de previdência social a que pertença, dado que êsse
21
Digesto Econômico 20
Digesto Econômica
benefício, até agora, somente está sendo outorgado pela minoria dessos instituições. Às vezes, entretanto, a mulher não e feliz e, prematuramente, seus sonhos de mãe são burlados pelos contra
tempos e, ressalvada a hipótese 'Io art. 396 (aborto criminoso), tem ela direito a um repouso remunerado de
duas semanas, assegurada, ainda, a sua volta à.função primitiva,
Ela não
teve a Culpa de que "D. Cegonha" não a contemplasse com o justo prê
mio para uma longa e anciòsa espera. Deve ter uma reparação para o seu sofrimento decepção.
e
para
a
sua
sincera
quadros oficiais.
.A^tualmcnte, tanto
na América do Norte como na Ingla terra, as mulheres vinham trabalhando
em serviços perigosíssimos como a fa bricação de munições c em muitos outros dessa espécie, mas há a Consicifrar-se que o braço masculino fôra mo
tempo da "vóvó". Tanto quanto pos sível, o lugar da mulher deveria ser
no lar, e, dentre as que trabalham por
que ainda não experimentaram o so
(|ue demande o emprego de força mus cular superior a 20 quilos, para o tra balho contínuo, ou 25 quilos para o
trabalho ocasional, excetuada da proi bição a remoção de material feita pot E já ^
Central do Brasil, no seu novo edi fício, no Rio, emjjrega gentis moci nhas nos seus oito elevadores.
Pelo visto, a lei preserva a niullif
de traI)alhos pesados não sòmente pc Io fato de que a sua compleição fístc^ e as suas finalidades biológicas a cb
do mais de uma que nos tenha dito de sua aflição pelo desejo de voltar
volvido pelo músculo masculino, coni''
não permitem esforço igual ao dcseU' ainda pelo fato de que delas, deve ^
a ser mulher. Há, efetivamente, as que trabalham por desporto, isto é, as
sociedade exigir outra natureza de cH'
que
com a família.
recursos
necessários
à
aquisição de bonitas roupas e mais coisas destinadas ao complicado ves
tuário das filhas de Eva. Entretanto, as mulheres, que trabalham, na sua es magadora maioria, o fazem premidas
pela imperiosa necessidade'de dar re-
cargos, que são os-que se relaciona"'
Por outro lado,
cuidado impede a proliferação das in"' lheres "virago", das mulheres mascul''
frimento.
.\s outras, isto é, as professoras se c-iurcgain à missão de abrir-nos os
mar um barulho
surrar meio mund^
e despachar, com um .sôCo, o marid'-' para o outro planeta... Nobres ocupações da mulher
sem denúncia, de que elas, as profes
soras, percebiam remuneração muito inferior ao salário mínimo, pois foram
consideradas "domésticas"; e traba lhavam, coitadinhas, 10 horas a fio, em dois turnos, explicando, ralhando. estimulando ou afagando centenas de meninos. Os profissionais do ensino tiveram uma proteção especial — art. 317 a 324 da Consolidação das Leis do
Trabalho — c não sabemos oo.dc "foram" buscar para as professoras a óla.ssificação de "domésticas ,
crânios para meter-lhes dentro o alfa beto, as quatro operações o aquela
liouve. por certo, verdadeira desatenção ao que dispõe o art. 7. alínea
.sediça c famosa história de "um almi rante português ciue, fugindo às c'a1-
ceito cie empregado doméstico,
marias da costa d'Africa veio a avistar
uma elevação f|ue, em homcnage;n à data, ficou chamada o "Monte Pascoal" e muita coisa mais que nó.s
não queríamos aprender, inclusive os primeiros princípios de civilidade e cor tesia para com os semelhantes. Mal remuneradas via de regra, essas cria turas têna a responsabilidade, no en tanto, de haverem proporcionado io Brasil a formação de grandes talentos, dos mesmos talentos que, um dia.^o apogeu, delas se esqueceriam ou delas não se lembrariam
mais.
Raro terá
-sifío aquele, dentre nós, homens ou mulheres, que não tivemos, na nossa
alfabetização, a presença de uma pro fessora, de uma paciente me.stra.
nizadas c musculosas, capazes de "af
fòrço ao orçamento doméstico. Nem tudo, porém, podem fazer as mulheres, ou nem tudo a elas é dado
no exercício dessa profissão, desem
E porcjue a mulher é a famosa "parte fraca"', a lei proibe que o-' empregadores "usem-na" em serviço
absoluta necessidade, temos encontra
tenham
mo confiado aos seus cuidados, cias
representam um papel extraordinário penho sem valor sòmente para aqueles
quer aparelhos mecânicos.
Nós partimos do princípio ancestraHsta de que o "lugar da mulher deve ria ser no lar" mas sem a rigidez do
fisionomia do sofrimento. Sorrindo e procurando incutir otimismo no enfer
bilizado para as frentes de guerra.
impulsão ou tração de vagonetas sòbrc trilhos, de carros de mão ou quais*
O que a mulher não pode fazer
uma ternura igual para com pessoas desconhecidas c que, para o seu cora ção, têm uma só fisionomia, que é a
\ão faz muito tempo, numa vadia-
ção pelo interior, descobrimos uma esdolinha onde pontificavam duas ou três profe.ssoras; o estabelecimento, mantido por uma fábrica, destinava-se
à alfabetização dos filhos dos operá rios. Improvisando uma reportagem,
da C. L. T., onde se encontra o con semos algum prestigio J""to a ess diretores e, imediatamente, t^riamo mostrado o êrro em que
'
assim, faríamos com que eles paga
Lm á essas criaturinhas,
eficientes auxihares, nao -
^
salário mínimo, como ^'"Lsadõ e o í j
rença relativa ao tempo p
A "companheira
o tema é delicado. Vamos
euidS d'e um a.ssunto da
rt'-
queles que fazem peitabilíssima.s matronas
nariz". Qne cias nao ""j- "'"-f
se reaimentc, são nossas leitoras c se
Tos lerem, nâo nos
Ò
ã'anios cuidar da situaçao ta com
panheira", nome afetuoso qi^e a )U Hsprndéncia tjo -italiio tem ^ da^d^
fazer, não obstante a dedicação que
Dentre as ocupações femininas, sc"'
costumam empregar naquilo que lhes é confiado. A lei proibe o trabalho da mulher nos subterrâneos, nas mi nerações em sub-solo, nas pedreiras e
nenhum desaprêço às demais, considí'
ficamos sabendo muita coisa interes
Urét^Tem": vincuio tnatrimoniab
ramos como mais nobres, pelos se"'
sante que fêz crescer aos nossos olhos o espírito dos diretores da empresa,
proteção dispensada pela ieg.slaçao ao _
mas, infelizmente, a nossa bisbilhotice enveredou para o caminho do Direito
semos os nossos leitores em situaçao
.^nrial e fomos esbarrar na revelação,
de compreenderem, perfeitamente, o
objetivos e pelas suas altas finalidadcí' as exercidas pelas enfermeiras e pcb-
obras de Construção pública ou par
professoras.
Aquelas, num ha]>iti"''
ticular, assim como nas atividades pe rigosas ou insalubres, especificadas em
contato com a dor, são as mission"* rias pacientes que votam sua vida *
Ao cabo dêstes
trabalho feminino, parece-nos cjue pu
21
Digesto Econômico 20
Digesto Econômica
benefício, até agora, somente está sendo outorgado pela minoria dessos instituições. Às vezes, entretanto, a mulher não e feliz e, prematuramente, seus sonhos de mãe são burlados pelos contra
tempos e, ressalvada a hipótese 'Io art. 396 (aborto criminoso), tem ela direito a um repouso remunerado de
duas semanas, assegurada, ainda, a sua volta à.função primitiva,
Ela não
teve a Culpa de que "D. Cegonha" não a contemplasse com o justo prê
mio para uma longa e anciòsa espera. Deve ter uma reparação para o seu sofrimento decepção.
e
para
a
sua
sincera
quadros oficiais.
.A^tualmcnte, tanto
na América do Norte como na Ingla terra, as mulheres vinham trabalhando
em serviços perigosíssimos como a fa bricação de munições c em muitos outros dessa espécie, mas há a Consicifrar-se que o braço masculino fôra mo
tempo da "vóvó". Tanto quanto pos sível, o lugar da mulher deveria ser
no lar, e, dentre as que trabalham por
que ainda não experimentaram o so
(|ue demande o emprego de força mus cular superior a 20 quilos, para o tra balho contínuo, ou 25 quilos para o
trabalho ocasional, excetuada da proi bição a remoção de material feita pot E já ^
Central do Brasil, no seu novo edi fício, no Rio, emjjrega gentis moci nhas nos seus oito elevadores.
Pelo visto, a lei preserva a niullif
de traI)alhos pesados não sòmente pc Io fato de que a sua compleição fístc^ e as suas finalidades biológicas a cb
do mais de uma que nos tenha dito de sua aflição pelo desejo de voltar
volvido pelo músculo masculino, coni''
não permitem esforço igual ao dcseU' ainda pelo fato de que delas, deve ^
a ser mulher. Há, efetivamente, as que trabalham por desporto, isto é, as
sociedade exigir outra natureza de cH'
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com a família.
recursos
necessários
à
aquisição de bonitas roupas e mais coisas destinadas ao complicado ves
tuário das filhas de Eva. Entretanto, as mulheres, que trabalham, na sua es magadora maioria, o fazem premidas
pela imperiosa necessidade'de dar re-
cargos, que são os-que se relaciona"'
Por outro lado,
cuidado impede a proliferação das in"' lheres "virago", das mulheres mascul''
frimento.
.\s outras, isto é, as professoras se c-iurcgain à missão de abrir-nos os
mar um barulho
surrar meio mund^
e despachar, com um .sôCo, o marid'-' para o outro planeta... Nobres ocupações da mulher
sem denúncia, de que elas, as profes
soras, percebiam remuneração muito inferior ao salário mínimo, pois foram
consideradas "domésticas"; e traba lhavam, coitadinhas, 10 horas a fio, em dois turnos, explicando, ralhando. estimulando ou afagando centenas de meninos. Os profissionais do ensino tiveram uma proteção especial — art. 317 a 324 da Consolidação das Leis do
Trabalho — c não sabemos oo.dc "foram" buscar para as professoras a óla.ssificação de "domésticas ,
crânios para meter-lhes dentro o alfa beto, as quatro operações o aquela
liouve. por certo, verdadeira desatenção ao que dispõe o art. 7. alínea
.sediça c famosa história de "um almi rante português ciue, fugindo às c'a1-
ceito cie empregado doméstico,
marias da costa d'Africa veio a avistar
uma elevação f|ue, em homcnage;n à data, ficou chamada o "Monte Pascoal" e muita coisa mais que nó.s
não queríamos aprender, inclusive os primeiros princípios de civilidade e cor tesia para com os semelhantes. Mal remuneradas via de regra, essas cria turas têna a responsabilidade, no en tanto, de haverem proporcionado io Brasil a formação de grandes talentos, dos mesmos talentos que, um dia.^o apogeu, delas se esqueceriam ou delas não se lembrariam
mais.
Raro terá
-sifío aquele, dentre nós, homens ou mulheres, que não tivemos, na nossa
alfabetização, a presença de uma pro fessora, de uma paciente me.stra.
nizadas c musculosas, capazes de "af
fòrço ao orçamento doméstico. Nem tudo, porém, podem fazer as mulheres, ou nem tudo a elas é dado
no exercício dessa profissão, desem
E porcjue a mulher é a famosa "parte fraca"', a lei proibe que o-' empregadores "usem-na" em serviço
absoluta necessidade, temos encontra
tenham
mo confiado aos seus cuidados, cias
representam um papel extraordinário penho sem valor sòmente para aqueles
quer aparelhos mecânicos.
Nós partimos do princípio ancestraHsta de que o "lugar da mulher deve ria ser no lar" mas sem a rigidez do
fisionomia do sofrimento. Sorrindo e procurando incutir otimismo no enfer
bilizado para as frentes de guerra.
impulsão ou tração de vagonetas sòbrc trilhos, de carros de mão ou quais*
O que a mulher não pode fazer
uma ternura igual para com pessoas desconhecidas c que, para o seu cora ção, têm uma só fisionomia, que é a
\ão faz muito tempo, numa vadia-
ção pelo interior, descobrimos uma esdolinha onde pontificavam duas ou três profe.ssoras; o estabelecimento, mantido por uma fábrica, destinava-se
à alfabetização dos filhos dos operá rios. Improvisando uma reportagem,
da C. L. T., onde se encontra o con semos algum prestigio J""to a ess diretores e, imediatamente, t^riamo mostrado o êrro em que
'
assim, faríamos com que eles paga
Lm á essas criaturinhas,
eficientes auxihares, nao -
^
salário mínimo, como ^'"Lsadõ e o í j
rença relativa ao tempo p
A "companheira
o tema é delicado. Vamos
euidS d'e um a.ssunto da
rt'-
queles que fazem peitabilíssima.s matronas
nariz". Qne cias nao ""j- "'"-f
se reaimentc, são nossas leitoras c se
Tos lerem, nâo nos
Ò
ã'anios cuidar da situaçao ta com
panheira", nome afetuoso qi^e a )U Hsprndéncia tjo -italiio tem ^ da^d^
fazer, não obstante a dedicação que
Dentre as ocupações femininas, sc"'
costumam empregar naquilo que lhes é confiado. A lei proibe o trabalho da mulher nos subterrâneos, nas mi nerações em sub-solo, nas pedreiras e
nenhum desaprêço às demais, considí'
ficamos sabendo muita coisa interes
Urét^Tem": vincuio tnatrimoniab
ramos como mais nobres, pelos se"'
sante que fêz crescer aos nossos olhos o espírito dos diretores da empresa,
proteção dispensada pela ieg.slaçao ao _
mas, infelizmente, a nossa bisbilhotice enveredou para o caminho do Direito
semos os nossos leitores em situaçao
.^nrial e fomos esbarrar na revelação,
de compreenderem, perfeitamente, o
objetivos e pelas suas altas finalidadcí' as exercidas pelas enfermeiras e pcb-
obras de Construção pública ou par
professoras.
Aquelas, num ha]>iti"''
ticular, assim como nas atividades pe rigosas ou insalubres, especificadas em
contato com a dor, são as mission"* rias pacientes que votam sua vida *
Ao cabo dêstes
trabalho feminino, parece-nos cjue pu
<11'
>
22
DlGElSTO EcONÓMÍCO
aparcihamento Jurídico criado como c«->ncfrot'-'ação danuela as*sistência le
gal.
Por mais de uma vez, tivemos
tivas que, na ausência de herdeiros ne cessários — os discriminados em lei —
mnlliT c^mo rc«.pncial fl o rf»fôrco do orçamento doméstico. Geralmente, as "companhelfíis" — e isso há-de acon
devidamente inscritos pelo próprio se gurado, e provada a dependência eco
tecer em 99% dos casos — tamh-rni
f-^zem jus n pensão por êlcs deixada. E isso vai sendo muito comum, coni
trabalham fora do "lar", buscando, como o companheiro, recursos para a
manutenção da casa.
Lutam ambos,
como lutam todos quantos traballMm
em busca de uma situação de trançiuilidade imediata ou futura. Muitos de nós conseguimos nos aproximar Jos
100 anos, logrando a aposentadoria; daj até o dia de irmos para a última
residência, podemos gozar os proven tos de um peciilio que é a previdência
Conquistada através de uma pertinaz contribuição para um instituto qual quer; se morrermos, agora ou mesmo
antes da conquista gloriosa de uma aposentadoria, dr-ixamos para os nos sos — esposa e filhos — seguros, bens de raiz, apólices, ações, boas ou más e a pensão do instituto de previdência social, a que pertençamos. Entretan to. o mesmo não. ocorre para com a.s "companheiras"; não havendo entre elas e os respectivos "companheiros" um vínculo legal, falecidos êstes fi cam elas inteiramente desamparadas e assim, condenadas a carregar, sòzi'
nhas, a cruz da vida. As vêzés, elas
hoie atinge a quase tòdas as classes sociais, na maioria das quais se regista o fenômeno do casamento sem lei e
sem religião.
E que as "companhei
da em seu lugar e que, mensalmente,
i n t e r p c-
já em repouso, estava recebendo os
lado perante
seus proventos le.gais.
Trabalho
pela
ou
fiscali
zação, o que nos
a expansão da previdência social, que
lente que a empregada fôrà conserva
ria provar, se
a Justiça do
nômica em relação aos cx-associado$,
afirma
•\ leitura do "Diário Oficial nos da
a conhecer decisões reite^das do Dspartamento Nacional do Trabalho re primindo, com severidade, toda e qual quer infração praticada contra os chs-
ra, conside
positivos legais de proteção ao traba
rada a parti-
lho feminino. Foi Por isso niesmo que
cularidade de que, da gravidez, já
adiantada, rcsultava para a empregada a proteção dos artigos 391 e seguintes
escreveu na lei a respeito, prevenindo, deste modo. o espirito do
ras" trabalham muito, disso não le
tenha diivida; muitas delas estão por aí cansadas de lavar tanta roup»
ato dispensando os serviços da empre
isto é. do empregador que porventura
gada nessas condições, seria íatal-
"llSr disso, tomos
suja...
Fosse como fosse, o seu
tomamos a iniciativa^ de ' através destes comentários, o que ..e
da C.L.T.
mente interpretado, salvo prova mui to laboriosa, como uma fraude contra
Penalidades
o contrato de trabalho e, principal
mente, como uma fuga, muito simpló Ficam sujeitos à multa de cem'a mi!
cruzeiros os empregadores que infrin girem qualquer dispositivo do capítu lo dedicado à proteção do trabalho Jj mulher, e as penalidades serão impos
ria, ao seu dever de remunerar o re
pouso da mesma empregada, de 6 scmanas antes e 6 semanas após o par to... Soubemos, posteriormente, pe la voz do mesmo desconhecido consu-
exame, por uma
sincero esforço da
•
j.
r
,1q
cessidade. E, encontram sobre o
. esclarecidos gté saturadus,
meute da mulher que trabalha fora^l_ lar, nSo P°'' ''''TiVuos^os leitores se °
mulheresl..-
parcce que... cnega «.
tas pela autoridade competente do Mi nistério do Trabalho, Indústria e Co mércio, mediante auto de infração la vrado por fiscal do trabalho ou de ins
tituto de previdência social, mas elas
PRODUÇÃO MUNDIAL DE "RAYON"
serão aplicadas, sempre, no grau máxir"n. se ficar apurado o emprego artifício ou simulação para fraudar a
aplicação dos dispo.sitivos legais e no?
e.stão doentes. De qualquer modo têm que trabalhar para manter a ca sa vazia do "companheiro", para a própria subsistência e, já agora, o tra balho se torna mais perioso. Em muitos Casos, ficam dívidas para sol-
trato de trabalho verbal ou escrito,
ver.
pouco importa, celebrado com ela. me
Dessa.s criaturas, a quem o Destino indicou outros caminhos, não se es queceu a lei e, assim, a elas tem sido
ses atrás. Salientou o consulenk'. desde logo, que a despedida não se
assegurado o pleno direito à pensão deixada por associados de instituição de previdência social, desde, entretan
difícil lhe se
to, tenham sido elas inscritas em vida do segurado. São herdeiras faculta
oportunidade de aludir ao' trabalho da
2J
Dioesto Econômico
ca.sos de reincidência.
Ainda há pouco tempo, um consulen-
te desconhecido nos perguntava, pelo tf^leíone, se, estando grávida uma em pregada, lhe era lícito rescindir o con
fundava em falta grave e nem no fi to da gravidez, mas sim no-simples motivo de que já não havia servi<;0 para essa empregada. Respondemos ao consulcntc que, certamente, muito
J -iii? OOO toneladas métricas „ ^anto a produção ® toneladas métricas
A PRODUÇÃO mundial de "rayon" elevou-se " em 1934 para 630.000 toneladas métricas em
mundial de fibra de algodão subiu de 23.000 para
durante o mesmo período.
»
m os Estados Unidos,
Em 1942, os principais produtores de "rayon era ^
13S.OOO;
com 217.000 toneladas, ou um terço da produção o a ,
Alemanha, com 100.000; ItáHa, com 60.000 e Remo Uniao De fibra simples: Alemanha 400.000
metade da q Reino Unido
produção mundial; Estados Unidos, 70.000; França, com 20.000.
Nos Estados Unidos a produção de "rayon"
df^^algodSo para
para 227.900 e 258.000 toneladas, respectivamente, e de
?3.492 e 75.000 toneUdas métricas. A produção de 5^^^"
,94.494 toneladas métricas e de fibra de algodão apenas de 9
on
<11'
>
22
DlGElSTO EcONÓMÍCO
aparcihamento Jurídico criado como c«->ncfrot'-'ação danuela as*sistência le
gal.
Por mais de uma vez, tivemos
tivas que, na ausência de herdeiros ne cessários — os discriminados em lei —
mnlliT c^mo rc«.pncial fl o rf»fôrco do orçamento doméstico. Geralmente, as "companhelfíis" — e isso há-de acon
devidamente inscritos pelo próprio se gurado, e provada a dependência eco
tecer em 99% dos casos — tamh-rni
f-^zem jus n pensão por êlcs deixada. E isso vai sendo muito comum, coni
trabalham fora do "lar", buscando, como o companheiro, recursos para a
manutenção da casa.
Lutam ambos,
como lutam todos quantos traballMm
em busca de uma situação de trançiuilidade imediata ou futura. Muitos de nós conseguimos nos aproximar Jos
100 anos, logrando a aposentadoria; daj até o dia de irmos para a última
residência, podemos gozar os proven tos de um peciilio que é a previdência
Conquistada através de uma pertinaz contribuição para um instituto qual quer; se morrermos, agora ou mesmo
antes da conquista gloriosa de uma aposentadoria, dr-ixamos para os nos sos — esposa e filhos — seguros, bens de raiz, apólices, ações, boas ou más e a pensão do instituto de previdência social, a que pertençamos. Entretan to. o mesmo não. ocorre para com a.s "companheiras"; não havendo entre elas e os respectivos "companheiros" um vínculo legal, falecidos êstes fi cam elas inteiramente desamparadas e assim, condenadas a carregar, sòzi'
nhas, a cruz da vida. As vêzés, elas
hoie atinge a quase tòdas as classes sociais, na maioria das quais se regista o fenômeno do casamento sem lei e
sem religião.
E que as "companhei
da em seu lugar e que, mensalmente,
i n t e r p c-
já em repouso, estava recebendo os
lado perante
seus proventos le.gais.
Trabalho
pela
ou
fiscali
zação, o que nos
a expansão da previdência social, que
lente que a empregada fôrà conserva
ria provar, se
a Justiça do
nômica em relação aos cx-associado$,
afirma
•\ leitura do "Diário Oficial nos da
a conhecer decisões reite^das do Dspartamento Nacional do Trabalho re primindo, com severidade, toda e qual quer infração praticada contra os chs-
ra, conside
positivos legais de proteção ao traba
rada a parti-
lho feminino. Foi Por isso niesmo que
cularidade de que, da gravidez, já
adiantada, rcsultava para a empregada a proteção dos artigos 391 e seguintes
escreveu na lei a respeito, prevenindo, deste modo. o espirito do
ras" trabalham muito, disso não le
tenha diivida; muitas delas estão por aí cansadas de lavar tanta roup»
ato dispensando os serviços da empre
isto é. do empregador que porventura
gada nessas condições, seria íatal-
"llSr disso, tomos
suja...
Fosse como fosse, o seu
tomamos a iniciativa^ de ' através destes comentários, o que ..e
da C.L.T.
mente interpretado, salvo prova mui to laboriosa, como uma fraude contra
Penalidades
o contrato de trabalho e, principal
mente, como uma fuga, muito simpló Ficam sujeitos à multa de cem'a mi!
cruzeiros os empregadores que infrin girem qualquer dispositivo do capítu lo dedicado à proteção do trabalho Jj mulher, e as penalidades serão impos
ria, ao seu dever de remunerar o re
pouso da mesma empregada, de 6 scmanas antes e 6 semanas após o par to... Soubemos, posteriormente, pe la voz do mesmo desconhecido consu-
exame, por uma
sincero esforço da
•
j.
r
,1q
cessidade. E, encontram sobre o
. esclarecidos gté saturadus,
meute da mulher que trabalha fora^l_ lar, nSo P°'' ''''TiVuos^os leitores se °
mulheresl..-
parcce que... cnega «.
tas pela autoridade competente do Mi nistério do Trabalho, Indústria e Co mércio, mediante auto de infração la vrado por fiscal do trabalho ou de ins
tituto de previdência social, mas elas
PRODUÇÃO MUNDIAL DE "RAYON"
serão aplicadas, sempre, no grau máxir"n. se ficar apurado o emprego artifício ou simulação para fraudar a
aplicação dos dispo.sitivos legais e no?
e.stão doentes. De qualquer modo têm que trabalhar para manter a ca sa vazia do "companheiro", para a própria subsistência e, já agora, o tra balho se torna mais perioso. Em muitos Casos, ficam dívidas para sol-
trato de trabalho verbal ou escrito,
ver.
pouco importa, celebrado com ela. me
Dessa.s criaturas, a quem o Destino indicou outros caminhos, não se es queceu a lei e, assim, a elas tem sido
ses atrás. Salientou o consulenk'. desde logo, que a despedida não se
assegurado o pleno direito à pensão deixada por associados de instituição de previdência social, desde, entretan
difícil lhe se
to, tenham sido elas inscritas em vida do segurado. São herdeiras faculta
oportunidade de aludir ao' trabalho da
2J
Dioesto Econômico
ca.sos de reincidência.
Ainda há pouco tempo, um consulen-
te desconhecido nos perguntava, pelo tf^leíone, se, estando grávida uma em pregada, lhe era lícito rescindir o con
fundava em falta grave e nem no fi to da gravidez, mas sim no-simples motivo de que já não havia servi<;0 para essa empregada. Respondemos ao consulcntc que, certamente, muito
J -iii? OOO toneladas métricas „ ^anto a produção ® toneladas métricas
A PRODUÇÃO mundial de "rayon" elevou-se " em 1934 para 630.000 toneladas métricas em
mundial de fibra de algodão subiu de 23.000 para
durante o mesmo período.
»
m os Estados Unidos,
Em 1942, os principais produtores de "rayon era ^
13S.OOO;
com 217.000 toneladas, ou um terço da produção o a ,
Alemanha, com 100.000; ItáHa, com 60.000 e Remo Uniao De fibra simples: Alemanha 400.000
metade da q Reino Unido
produção mundial; Estados Unidos, 70.000; França, com 20.000.
Nos Estados Unidos a produção de "rayon"
df^^algodSo para
para 227.900 e 258.000 toneladas, respectivamente, e de
?3.492 e 75.000 toneUdas métricas. A produção de 5^^^"
,94.494 toneladas métricas e de fibra de algodão apenas de 9
on
Dicesto Econômico
pitais do país de origem.
Importância do capital-homem
O problema imigratório, entretanto não está sendo esquecido pelos nos sos estudiosos, pelas associações de
EYASAC
rio, procuram aparelhar-se para o me lhor aproveitamento das circunstâncias
ênl""^'e^W
favoráveis que as atuais conjunturas nos irão proporcionar. A matéria é,
a respeitáveis montantes, constituindo, por tal motivo, séria preocupação dos
todavia, complexa, envolvendo varie
países de emigração.
co
as conse^iienfês sociais,
econô
política - imigratória. Não no» inleressam as ondas passageiras de povM'
micas e políti
mento, meras fontes de sucções eco
cas dos vários povos, erige à
ções de fluxos e refluxos migratóriolr
primeira plana das preocupações ad-
mjnistrativas o problema das migra
nômicas. Nem, nos convém as oscib-
obstando o processo
de
assimilação
étnica e social e dificultando a segur* expansão de nossa economia.
ções internacionais.
No -BraMl, sobretudo, a
questão
atinge excepcional importância, à vi.sta dos seus interesses políticos e eco nômicos de povoamento do solo ina-
remarcava Roy Nash o interesse d'' fator imigratório com estas "palavras-
bitado, de dinamização de vastos re cursos inexplorados, e, em caráter mais imediato c premente, de suprimento ás .suas necessidades braçais, grandemen te agravadas pelo rigorisino de uma •política imigratória inadequada e pe lo desequilíbrio demográfico conse
res humanos desejarão emigrar pa' ra aquelas regiões da América, ondis
qüente ao recente surto índustrialista
se escreve "Oportunidade" com le
Ainda há pouco, indicando as con dições que se lhe afiguravam indispen
tra maiúscula.
sáveis ao Brasil, para conquista de es
o
que
o
Brasi'
ocupará no fim da presente guerraA economia da Europa é um caosCom suas casas destruídas e o ódío
cruelmente aguçado, milhões de se
Cabe aos brasileiros
dizer a quem desejariam dar as siws boas vindas" (1).
plêndida situação econômica e políti
ca prenunciada para futuro próximo,
classe, c mesmo pelos órgãos adminis trativos, os quais, segundo o noticiá
dade de prismas, desde os estritamen te políticos, ligados à preservação da soberania nacional, ate os sociais e os
econômicos, todos êles oferecendo as pectos favoráveis e desfavoráveis, cuja ponderação criteriosa se torna indis pensável à fixação de uma política imigratória es"clarecida e ao preparo da necessária regulamentação preven tiva.
"Jamais uma nação interessad» em imigrações ocupou um lugar tão
vantajoso conio
econômico do homem retirante. O va • lor dos primeiros (salvo quando o-j
DICÉSÍ^O "SrCOTrôNIICO^
0 t r ansformaçõês
transportados pelo emigrante, c capi tais representados pelo próprio valor países de destino subordinam o ingres so à existência de recursos econômi cos) é geralmente pequeno; o valo. cios últimos, entretanto, pode ascender
Eniro DE Carvalho Pinto
guerra,
Capitais
constituídos pelos bens transferidos ou
emigrado
(I) "O Brasil em 2044", 1944, pg. 38-
Dentre os aspectos desfavoráveis da imigração, há um, entretanto, que não tem sido devidamente ventilado.
Sua
importância reclama maior atenção dos estudiosos, especialmente tendo em vista a ingenuidade com que o nosso
espírito desprevenido e hospitaleiro costuma encarar a valiosa colaboração trazida pelas correntes imigratórias.
De fato, é intuitiva a importância do. capital-homem emigrado, e, muito embora seja difícil um cálculo do seu exato valor econômico (baseãdo no "custo de produção do homem , se
gundo uns, ou, tendo por medida a eficiência do seu trabalho no tempo
que lhes resta jiara viver", um critério mais realista e con e
râneo), não resta dúvida de que repre senta dedução apreciável na economia do país. (2) -
Entretanto, essa sangria inicial nao"
constitui uma operação de mitiya, ser computada exclusivamente a bene fício do país de destino: ela represen
ta apenas a primeira fase de um in tercâmbio econômico, com fluxo e icfluxo de capitais, do Qual denvanvafinal, compensadoras vantagens aos pai-
Refiro-me à drenagem de capitais do país, que o trabalho e a expansão do imigrante, muitas vezes, costumam ou
ses de emigração.
tendem a efetivar.
(2) V. A. Menano, "Economia Polí
A imigração, como se sabe, impor-,
ta, inicialmente, numa evasão de ca
tica apontamentos coligidos das preleções do Dr. Oliveira Salazar,
Dicesto Econômico
pitais do país de origem.
Importância do capital-homem
O problema imigratório, entretanto não está sendo esquecido pelos nos sos estudiosos, pelas associações de
EYASAC
rio, procuram aparelhar-se para o me lhor aproveitamento das circunstâncias
ênl""^'e^W
favoráveis que as atuais conjunturas nos irão proporcionar. A matéria é,
a respeitáveis montantes, constituindo, por tal motivo, séria preocupação dos
todavia, complexa, envolvendo varie
países de emigração.
co
as conse^iienfês sociais,
econô
política - imigratória. Não no» inleressam as ondas passageiras de povM'
micas e políti
mento, meras fontes de sucções eco
cas dos vários povos, erige à
ções de fluxos e refluxos migratóriolr
primeira plana das preocupações ad-
mjnistrativas o problema das migra
nômicas. Nem, nos convém as oscib-
obstando o processo
de
assimilação
étnica e social e dificultando a segur* expansão de nossa economia.
ções internacionais.
No -BraMl, sobretudo, a
questão
atinge excepcional importância, à vi.sta dos seus interesses políticos e eco nômicos de povoamento do solo ina-
remarcava Roy Nash o interesse d'' fator imigratório com estas "palavras-
bitado, de dinamização de vastos re cursos inexplorados, e, em caráter mais imediato c premente, de suprimento ás .suas necessidades braçais, grandemen te agravadas pelo rigorisino de uma •política imigratória inadequada e pe lo desequilíbrio demográfico conse
res humanos desejarão emigrar pa' ra aquelas regiões da América, ondis
qüente ao recente surto índustrialista
se escreve "Oportunidade" com le
Ainda há pouco, indicando as con dições que se lhe afiguravam indispen
tra maiúscula.
sáveis ao Brasil, para conquista de es
o
que
o
Brasi'
ocupará no fim da presente guerraA economia da Europa é um caosCom suas casas destruídas e o ódío
cruelmente aguçado, milhões de se
Cabe aos brasileiros
dizer a quem desejariam dar as siws boas vindas" (1).
plêndida situação econômica e políti
ca prenunciada para futuro próximo,
classe, c mesmo pelos órgãos adminis trativos, os quais, segundo o noticiá
dade de prismas, desde os estritamen te políticos, ligados à preservação da soberania nacional, ate os sociais e os
econômicos, todos êles oferecendo as pectos favoráveis e desfavoráveis, cuja ponderação criteriosa se torna indis pensável à fixação de uma política imigratória es"clarecida e ao preparo da necessária regulamentação preven tiva.
"Jamais uma nação interessad» em imigrações ocupou um lugar tão
vantajoso conio
econômico do homem retirante. O va • lor dos primeiros (salvo quando o-j
DICÉSÍ^O "SrCOTrôNIICO^
0 t r ansformaçõês
transportados pelo emigrante, c capi tais representados pelo próprio valor países de destino subordinam o ingres so à existência de recursos econômi cos) é geralmente pequeno; o valo. cios últimos, entretanto, pode ascender
Eniro DE Carvalho Pinto
guerra,
Capitais
constituídos pelos bens transferidos ou
emigrado
(I) "O Brasil em 2044", 1944, pg. 38-
Dentre os aspectos desfavoráveis da imigração, há um, entretanto, que não tem sido devidamente ventilado.
Sua
importância reclama maior atenção dos estudiosos, especialmente tendo em vista a ingenuidade com que o nosso
espírito desprevenido e hospitaleiro costuma encarar a valiosa colaboração trazida pelas correntes imigratórias.
De fato, é intuitiva a importância do. capital-homem emigrado, e, muito embora seja difícil um cálculo do seu exato valor econômico (baseãdo no "custo de produção do homem , se
gundo uns, ou, tendo por medida a eficiência do seu trabalho no tempo
que lhes resta jiara viver", um critério mais realista e con e
râneo), não resta dúvida de que repre senta dedução apreciável na economia do país. (2) -
Entretanto, essa sangria inicial nao"
constitui uma operação de mitiya, ser computada exclusivamente a bene fício do país de destino: ela represen
ta apenas a primeira fase de um in tercâmbio econômico, com fluxo e icfluxo de capitais, do Qual denvanvafinal, compensadoras vantagens aos pai-
Refiro-me à drenagem de capitais do país, que o trabalho e a expansão do imigrante, muitas vezes, costumam ou
ses de emigração.
tendem a efetivar.
(2) V. A. Menano, "Economia Polí
A imigração, como se sabe, impor-,
ta, inicialmente, numa evasão de ca
tica apontamentos coligidos das preleções do Dr. Oliveira Salazar,
Digesto Econômico
2B
ricanos), e a drenagem de capitais con
E' sabido que o dinheiro que nos
revertem ou começam a fluir para a pátria- de origem, estabelecem então
seqüente a esse regresso se acciUin
vcin do Brasil constitui
pela rcconliecida Capacidade de pro
nossas melhores receitas, pois êssc
uma interessante fonte de riqueza em
dução c enriquecimento desses imi grantes. Daí a orientação da políti ca italiana, que, como observou Car los Martins, "trausmudou essas cor rentes em fonte de riqueza: fiscalizaii-
dinheiro vem geralmente sôbrc Lon dres, em ouro, e sua influência nos
1.1o contemporâneos c Citeis efeitos eco nômicos, assim como, polo seu caiáJer geralmente reprodutivo, deixado elementos capazes de vitalizar a rique za ambiente c dc gerar apreciáveis de
eàinhios é das maiores.
senvolvimentos ou frutificações futu
Homens que retornam c bens que
benefício dos países de emigração, tão interessante que chega mesmo a cons
tituir, muitas vézes, o móvel utilitário das suas remessas demográficas.
À primeira vista podem parecer des
prezíveis as proporções désse rcfluxo, especialmente para as nações que vi vam na inconsciéncia estatística dos seu fenômenos econômicos. A reali
dade, entretanto, é bem diversa, c c na previsão de saldos econômicos fa
I
27
Digesto Econômico
voráveis que SC anima a política cmigratôria de muitos países. O próprio rcfluxo do capital-liomcni
é tão ponderável que às estatísticas revelam nas imigrações transoceânicas, tne«mo em relação a nações tidas, ccmo de emigração, "como a Itália, a Espanha, a Inglaterra e a Alemanha uma imigração líquida, ou seja, exces so de regressos ou entradas, sobre as saídas" (3).
do-as, organizando-as para conseguir proveitos econômicos, para enririuccvr com as economias ad(|uirídas no es
trangeiro, mantendo sempre os laços que unem o emigrado à sua pátria "(4), Hssc espírito de cnri(|uccimento não c estranho, também, à política cmigi-atória de Portugal, c encontra mesmo plena confissão de seus propósitos nos ensinamentos do professor dc Eco nomia Política (lué vem dirigindo o5 destinos da grande naç<ão. E' interessante relembrar as reco* mendações de Salazar :
uma
das
E' com es
se ouro enviado para Portugal pelos emigrantes que pagamos os nossos
encargos externos. Estaríamos com pletamente falidos sem esse auxílio que noo dá a miséria." (5)
ras. Todavia esse f^cnômcno dc deriva ção ou drenagem de capitais não de verá ser subestimado, principalmente
em relação àqueles elementos aliení genas cujas atividades iireferentemen-
tc SC cnquistam á margem da produ Fixação do homem à terra
ção, cm funções intermediárias, para lelas c transitórias, e c'ujas influências eco nômicas . não ultra
Como SC vê, a tcn-
clcncia
dc
derivação
passam o curto perío
de capitais do país <1*; destino do imigrante para o país dc sua
do da sua atuação.
Reduzindo, anulando,
origem, constitui iniliidívcl realidade, fruto
uu mesmo invertendo os efeitos econôimcos
ate
que os países novos j procuram tirar da mu-
dc uma
política
"Deve a emigração reduzir a produ ção do país donde se cmigi-a, ntas
econômica bem da c eficiente.
graçao,
esse desifalquc pode ser compensado,
P-stc aspecto do pro blema imigratório não
,Ie capital devem cons tituir motivo para se-^
e porventura com sobras, quando oi
avisa
-
tais
rias ponderações do le
Os italianos, especialmente, acusam uma elevada porcentagem de retôrno
emigrantes enviam os seus ganhoi
tem
para
devidamente meditado ou divulgado, c
gislador. na regulamentação preventi
à pátria ("birds of passage", como os denominaram, por tal motivo, os ame-
quando a êle regressam depois
a opinião i)ública cm geral não cal
va dos fenômenos imigratórios.
adquirida a fortuna que vão buscar-
cula a c.xtcnsão dos seus efeitos.
Não SC deve supor que o retôrno do
A fixação à ten-a do homem e seus haveres não pode deixar de ser um
imigrante, mesmo com o transporta do-s lucros auferidos, possa, importar num ])rcjuízo total para o país que o
pensamento nuclear de tòda po iticã imigratória. Não' nos interessam
(3) Júlio Revoredo, Imigração", 1934, pg. 30.
o
seu
país
(4) "Uma política 1929, pg. Iü2.
dc
dc
origem
oO
mngração
sido, cntretanio,
recebeu, pois. é dc sc supor que a ati • vidade pelo mesmo desenvolvida durante sua permanência haja produzi
Ü
(5) A. Menano, ob. cit., pg. 281. Aí.^.í'L'..-..t
■ ,
■
-
-
ondas passageiras de povoamento, me ras fontes
de sucções
econômicas.
Nem nos convém as oscilações de flu • xos "e refluxos migratórios, obstamio o processo de assimilação étnica e so-
Digesto Econômico
2B
ricanos), e a drenagem de capitais con
E' sabido que o dinheiro que nos
revertem ou começam a fluir para a pátria- de origem, estabelecem então
seqüente a esse regresso se acciUin
vcin do Brasil constitui
pela rcconliecida Capacidade de pro
nossas melhores receitas, pois êssc
uma interessante fonte de riqueza em
dução c enriquecimento desses imi grantes. Daí a orientação da políti ca italiana, que, como observou Car los Martins, "trausmudou essas cor rentes em fonte de riqueza: fiscalizaii-
dinheiro vem geralmente sôbrc Lon dres, em ouro, e sua influência nos
1.1o contemporâneos c Citeis efeitos eco nômicos, assim como, polo seu caiáJer geralmente reprodutivo, deixado elementos capazes de vitalizar a rique za ambiente c dc gerar apreciáveis de
eàinhios é das maiores.
senvolvimentos ou frutificações futu
Homens que retornam c bens que
benefício dos países de emigração, tão interessante que chega mesmo a cons
tituir, muitas vézes, o móvel utilitário das suas remessas demográficas.
À primeira vista podem parecer des
prezíveis as proporções désse rcfluxo, especialmente para as nações que vi vam na inconsciéncia estatística dos seu fenômenos econômicos. A reali
dade, entretanto, é bem diversa, c c na previsão de saldos econômicos fa
I
27
Digesto Econômico
voráveis que SC anima a política cmigratôria de muitos países. O próprio rcfluxo do capital-liomcni
é tão ponderável que às estatísticas revelam nas imigrações transoceânicas, tne«mo em relação a nações tidas, ccmo de emigração, "como a Itália, a Espanha, a Inglaterra e a Alemanha uma imigração líquida, ou seja, exces so de regressos ou entradas, sobre as saídas" (3).
do-as, organizando-as para conseguir proveitos econômicos, para enririuccvr com as economias ad(|uirídas no es
trangeiro, mantendo sempre os laços que unem o emigrado à sua pátria "(4), Hssc espírito de cnri(|uccimento não c estranho, também, à política cmigi-atória de Portugal, c encontra mesmo plena confissão de seus propósitos nos ensinamentos do professor dc Eco nomia Política (lué vem dirigindo o5 destinos da grande naç<ão. E' interessante relembrar as reco* mendações de Salazar :
uma
das
E' com es
se ouro enviado para Portugal pelos emigrantes que pagamos os nossos
encargos externos. Estaríamos com pletamente falidos sem esse auxílio que noo dá a miséria." (5)
ras. Todavia esse f^cnômcno dc deriva ção ou drenagem de capitais não de verá ser subestimado, principalmente
em relação àqueles elementos aliení genas cujas atividades iireferentemen-
tc SC cnquistam á margem da produ Fixação do homem à terra
ção, cm funções intermediárias, para lelas c transitórias, e c'ujas influências eco nômicas . não ultra
Como SC vê, a tcn-
clcncia
dc
derivação
passam o curto perío
de capitais do país <1*; destino do imigrante para o país dc sua
do da sua atuação.
Reduzindo, anulando,
origem, constitui iniliidívcl realidade, fruto
uu mesmo invertendo os efeitos econôimcos
ate
que os países novos j procuram tirar da mu-
dc uma
política
"Deve a emigração reduzir a produ ção do país donde se cmigi-a, ntas
econômica bem da c eficiente.
graçao,
esse desifalquc pode ser compensado,
P-stc aspecto do pro blema imigratório não
,Ie capital devem cons tituir motivo para se-^
e porventura com sobras, quando oi
avisa
-
tais
rias ponderações do le
Os italianos, especialmente, acusam uma elevada porcentagem de retôrno
emigrantes enviam os seus ganhoi
tem
para
devidamente meditado ou divulgado, c
gislador. na regulamentação preventi
à pátria ("birds of passage", como os denominaram, por tal motivo, os ame-
quando a êle regressam depois
a opinião i)ública cm geral não cal
va dos fenômenos imigratórios.
adquirida a fortuna que vão buscar-
cula a c.xtcnsão dos seus efeitos.
Não SC deve supor que o retôrno do
A fixação à ten-a do homem e seus haveres não pode deixar de ser um
imigrante, mesmo com o transporta do-s lucros auferidos, possa, importar num ])rcjuízo total para o país que o
pensamento nuclear de tòda po iticã imigratória. Não' nos interessam
(3) Júlio Revoredo, Imigração", 1934, pg. 30.
o
seu
país
(4) "Uma política 1929, pg. Iü2.
dc
dc
origem
oO
mngração
sido, cntretanio,
recebeu, pois. é dc sc supor que a ati • vidade pelo mesmo desenvolvida durante sua permanência haja produzi
Ü
(5) A. Menano, ob. cit., pg. 281. Aí.^.í'L'..-..t
■ ,
■
-
-
ondas passageiras de povoamento, me ras fontes
de sucções
econômicas.
Nem nos convém as oscilações de flu • xos "e refluxos migratórios, obstamio o processo de assimilação étnica e so-
Mjin
"*■ 28
Digesto Económíc»
■f"
ciai e dificultan
c assistencial, du adaptação d o
do a segura ex pansão
da nos
imigrante; o se
sa economia.
vés
numa
que radiquem o nossa
d é
em
terra,
e
desinteressar
o
retorno mediante determinações res
tritivas, deverão constituir dois pro cessos conjugados de um mesmo pen samento defensivo. O primeiro pren
de-se mais a um largo plano de valo rização econômica do meio, corrobo
rado por adequado sistema educativo
restrição de re messas de capi tais para o excondições que evi-
terior,
em
tem
ruinosa
a
política
drenagem
de nos
sa edonomia e ao mesmo tempo asse gurem a necessária tranqüilidade c atrativo às inversões de capitais es trangeiros em obras reprodutivas de interesse nacional.
I
em artiso publicado no número 10 < 'I u ler NUALMENTE, cm Nova Iorque, num modesto restauran
te, ,reunem-se alguns homens encanecidos, festejando uma data singular: —
das águas até Guajará-mirim.^no^^
Press", apenas cinco.
Mas quando,
no princípio deste século, partiram para o Brasil, eram dezenas. Ficou a maioria sepultada nas selvas, pou da civilização.
tornando -dezenove
Agora, os cinco ho Comemo
porque ela faz parte de sua história e de sua vida, mas os norte-americanos,
como os ingleses e os franceses que dos trabalhos dela participaram, ex ceto os cinco velhinhos, já perderam a memória do lugar onde ela se situa.
c»-
-• a
/
que prodigalizou^ a
* Sita
quem a natureza não negara
Çuatro pessoas, o banco não resistiu e veio 'abaixo, com
*
f
c-nto Antonto,
ajará-mirim, con-
a 144 metros <="
e cor-
quilo-
redeiras, num perc««
ji^^etro por
metros e meio (ou um ^ ^^.ado para dia do ano, com um y
os _s bissextos).
,.-í.oamento da boi-
Hoje é fácil o escoam^^^
Os brasileiros bem que a localizam,
, jn i.
t. a esi
metros de
Onde fica essa estrada?
' ■''"f ^
ra oeste.
cos foram os restituídos ao convívio
brando uma grande vitória.
Ias poesias que deixou, como pêhs eerve, viajava verve, viajava num num uonüe bonde no no Rio Rio dp de Senhor fora servido dotar de brÀt hn ú
o trabalhador à terra, foram
do com o último telegrama da "United
ventura fossem cinco generais relem
Certa vez, Emílio de Menezes, o vatP
concessionários, não cuidando «<? / •
de apanhados pela crise do
ram o término na luta, como se por
anomalia financeira
"Digesto Econômico", o A. relembra outras circunstâncias que cercaram a construção da Madeira-Mamoré, cujos
a da conclusão da estrada de ferro Madeira-Mamorc. São agora, de afôr-
todos os anos se reúnem.
racha brasileira na zona do
.cem os rios
des^
_• o Mamoré. o Guaporé. AbunS, o Beni o Guapore
oo Jaci-Parana. Mutum-Parana, ^ convergindo co^ ^^rada
mo espinha ^®_^^panha o principal de ferro que a
rio coletor, .f
^ p r-
,
cachoeiras do
to Velho "'t^^^c^da reembarcam. ^fadeira /m seg
♦
A Madeira-Mamoré, como seu no
me indica, é uma estrada de ferro que une trechos dêsses dois rios, afluente o segundo do primeiro e situados am bos
no atual
Território
Federal
do
A isso observou Emílio de Menezes:
Guaporé.
— E a primeira vez que acontece um banco quebrar-se por excesso àe
lhos. Pela margem direita do Madei ra avançam em sentido contrário ao
fundos.. .
OUDO
Voltando ao tema que já desenvolveu
criteriosa
mens, que são os que sobreviveram,
nde ^e^ondo^^^
DE
beis a efetivá-lo
de medidas
trabalhador
TDIEHOS
(especial para o "dicesto econômico")
rá os meios há
atra
DOS
por Matias 'Arrudão
gundo encontra
Animar a per manência
A ESTRADA
Em Porto Velho começam os tri
Jlf que que descem rorentes, ^ de arrastao, ^0leme. Ao serem recolhidas TstíoHn^do poSdaT e brilhantes, tal a vio lência do caudal . , J Vk c
Á íaril n
j.
,..,.-...40 ílíi hnr
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Digesto Económíc»
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ciai e dificultan
c assistencial, du adaptação d o
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da nos
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sa economia.
vés
numa
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em
terra,
e
desinteressar
o
retorno mediante determinações res
tritivas, deverão constituir dois pro cessos conjugados de um mesmo pen samento defensivo. O primeiro pren
de-se mais a um largo plano de valo rização econômica do meio, corrobo
rado por adequado sistema educativo
restrição de re messas de capi tais para o excondições que evi-
terior,
em
tem
ruinosa
a
política
drenagem
de nos
sa edonomia e ao mesmo tempo asse gurem a necessária tranqüilidade c atrativo às inversões de capitais es trangeiros em obras reprodutivas de interesse nacional.
I
em artiso publicado no número 10 < 'I u ler NUALMENTE, cm Nova Iorque, num modesto restauran
te, ,reunem-se alguns homens encanecidos, festejando uma data singular: —
das águas até Guajará-mirim.^no^^
Press", apenas cinco.
Mas quando,
no princípio deste século, partiram para o Brasil, eram dezenas. Ficou a maioria sepultada nas selvas, pou da civilização.
tornando -dezenove
Agora, os cinco ho Comemo
porque ela faz parte de sua história e de sua vida, mas os norte-americanos,
como os ingleses e os franceses que dos trabalhos dela participaram, ex ceto os cinco velhinhos, já perderam a memória do lugar onde ela se situa.
c»-
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que prodigalizou^ a
* Sita
quem a natureza não negara
Çuatro pessoas, o banco não resistiu e veio 'abaixo, com
*
f
c-nto Antonto,
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a 144 metros <="
e cor-
quilo-
redeiras, num perc««
ji^^etro por
metros e meio (ou um ^ ^^.ado para dia do ano, com um y
os _s bissextos).
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Hoje é fácil o escoam^^^
Os brasileiros bem que a localizam,
, jn i.
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metros de
Onde fica essa estrada?
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ra oeste.
cos foram os restituídos ao convívio
brando uma grande vitória.
Ias poesias que deixou, como pêhs eerve, viajava verve, viajava num num uonüe bonde no no Rio Rio dp de Senhor fora servido dotar de brÀt hn ú
o trabalhador à terra, foram
do com o último telegrama da "United
ventura fossem cinco generais relem
Certa vez, Emílio de Menezes, o vatP
concessionários, não cuidando «<? / •
de apanhados pela crise do
ram o término na luta, como se por
anomalia financeira
"Digesto Econômico", o A. relembra outras circunstâncias que cercaram a construção da Madeira-Mamoré, cujos
a da conclusão da estrada de ferro Madeira-Mamorc. São agora, de afôr-
todos os anos se reúnem.
racha brasileira na zona do
.cem os rios
des^
_• o Mamoré. o Guaporé. AbunS, o Beni o Guapore
oo Jaci-Parana. Mutum-Parana, ^ convergindo co^ ^^rada
mo espinha ^®_^^panha o principal de ferro que a
rio coletor, .f
^ p r-
,
cachoeiras do
to Velho "'t^^^c^da reembarcam. ^fadeira /m seg
♦
A Madeira-Mamoré, como seu no
me indica, é uma estrada de ferro que une trechos dêsses dois rios, afluente o segundo do primeiro e situados am bos
no atual
Território
Federal
do
A isso observou Emílio de Menezes:
Guaporé.
— E a primeira vez que acontece um banco quebrar-se por excesso àe
lhos. Pela margem direita do Madei ra avançam em sentido contrário ao
fundos.. .
OUDO
Voltando ao tema que já desenvolveu
criteriosa
mens, que são os que sobreviveram,
nde ^e^ondo^^^
DE
beis a efetivá-lo
de medidas
trabalhador
TDIEHOS
(especial para o "dicesto econômico")
rá os meios há
atra
DOS
por Matias 'Arrudão
gundo encontra
Animar a per manência
A ESTRADA
Em Porto Velho começam os tri
Jlf que que descem rorentes, ^ de arrastao, ^0leme. Ao serem recolhidas TstíoHn^do poSdaT e brilhantes, tal a vio lência do caudal . , J Vk c
Á íaril n
j.
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■T*?; I
Dice-sto Eco^•ó^m'1
80
dela era élc um torinento, mais um
O.S primeiros passos da
meio de sacrif;cio e de morte que dc
Trilhos dc ouro, dormentes que cus
subsistência e de vida.
taram cada um a vida de um homew são as c-xpressõcs mais vulgariza
*
♦
♦
Voltemos o relógio do tempo, re cuando
aos
liltimos
anos
do
século
passado, quando o Brasil dominava o mercado do ouro negro.
Esgotados os seringais
do
Bai.x.o"
Amazonas, os trabalhadores descobri
E.F.M-M.
das para definição do preço que a ferrovia custou, cm vidas c em dinhei
ro, aos c|uc encetaram c levaram a cabo sna construção.
As lendas, porém, por isso mesmo
que são lendas, vão além da realidado-
ram o Madeira, descobriram o Acre,
Há
descobriram
obra de engenharia ferroviária, que 4
a
própria
Bolívia.
O
rush que se estabeleceu não tem des crição. Plácido de Castro e Rio
Branco, com um grupo de capitalis
tas, mais que ninguém sentiram, a no va era que se abria à despovoada zona
da floresta e da maleita.
E para lá
correram os f|ue sonhavam com uma
lances
épicos
nessa maravilhosa
também um esplêndido trabalho dc engenharia sanitária, mas não é- ver dade que cada dormente custasse a
viíla de um traballiador. Nos
seus
365
foram .colocados
p o r m e
ganha
-
nor fala mc-
1hor
que
qualquer co
e mei^
clormcnfs
ra m
uma
fortuna.
Caríssimo, como se vê, mas não foi
te do Brasil avançou de Araçatuba'
truída cm meio de uma grande flo resta que não teve dormentes para sua
perdas. Quarenta mil toneladas pjiano, em ouro, correspondiam a tôda a exportação anual de café do Esta do de São Paulo. Então, atraídos pelas possibilida des da nova região, os capitalistas se anttcíparam a Rio Branco o a Plá cido de Castro.
Lendas que se não confirmam
Surgiu a Madcira-Mamoré. Bem poucas- c.slradas têm a rodear-lbe a história as lendas que acompanham
nú
Pistóia.
pela margem do Tietê, rumo da anti ga fortaleza dc Ttapura, corre noti
lo, perdiam-se vidas. Tombavam os batelões, rodava a borracha, os ho mens morriam. Só mesmo o ouro negro compensava tantas e tamanhas
os
Perfilados, objetivos, vivos e
bada pelo govêrno), preço para a épo
dia, era uma verdadeira epopéia, dig
tempo, perdia-se dinhci-
são
secos como as cruzes dq cenuterio
gais, íêz peor.
Perdia-so
aparece
lômetro (ou precisamente
(io nas outras vias férreas brasilcras. A falta dc macleireiros c de
A Madeira-Mamové
tornou-se talvez a iiníca estrada cons
linha. Do outro lado do mundo vieram os
o
que
§169.705,10 quantia oficialmente aver
em lodo o mundo c no próprio terri tório paulista, (jiiando a !'-• E- Noroes
de Cuiabá.
há,
outro
meros.
trada.
se acha o cadaver de.um operário. Não obstante, impressionantes sáe as cifras que se apontam sobre a E' F. M-M. conforme dados que pessoal mente colhemos cm íanciro último escritórios da estrada, cm Porto Ve
pouca
Quase duzentos mil cruzeiros por qui
uma tragédia. Varavam as canoas as cachoeiras vadeáveis e atravessa vam em seco os travessões de impos
ras do Tietê, rompendo pelo varadouro- de Camapuan em busca do ouro
o ii
no
cbra (lue se desviava para os serin
cia de que sob cada dormente tambén'
de
verdade,
verdade
serrarias na região, além da mão de
na de figurar ao lado das campanhas' dos bandeirantes através das cachoei
que
real
mente
o
nada há nela
dos qiic faleceram no serviço da es
Mai.s que tragé
sando
trilhos de ouro, custa-
Mas o transporte do produto era
i sível transposição.
s e pen
Quanto
tiulo. . .
Relatos semelhantes circulato
e
liomem ilude
aos alegados
e bem longe dêsse número andou o
boa carta de saldo.
campo
mentário.
O» trabalho»
ca várias vêzcs superior ao dispendi-
quilômetros
615.000
31
Digesto EcoNÓxnco
'
Os trabalhos em si mesmos consi derados foram uma
lha. Poucos meses apos construção, em junho e
Belt, medico chefe d
Jekyl, incumbida aos diretores dela drs auxiliares
^
^
afirmava
■ 35 ^ S07, ^ yani invalida-
75% dos naçmna.s ««avam ^ dos pela malana esperar-se
da
st.-
,,
troncos aparelhados que deveriam su portar e suportaram os trilhos de ou
viço de um oblema de enMais difícil que o P _i,je,na sa-
ro.
iiitário.
Dormentes da
Austrália,
pinho
genharia estava de pe E o
ser executado
oriundas da Noruega, da Finlândia c do Canadá — tudo nos chegou de fo
dos capitalistas
sem o pro-
lho.
ra para que a E.F. M-M violasse a
No período da construção, de ju nho de 1907 a julho de 1911, morri-
maior reserva florestal da .América do
blema sanitário.
ram nada menos de 1.547 homens(inclusive, por estimativa, os não re
'Não se confirmam as lendas, como
gistados oficialmente na regiái
o"
ocorridos entre Pôrío Vcllio e Beléi"
do Pará).
de Riga, além de outras
varied.-ides
Sul (1).
se vê.'
com o probleiTi^a s
desejo era mais
natureza.
A
"
te de 30.430 doentes — homen.s ro
bustos que não, resistiram à vida na floresta equatorial, sucumbindo de fe
bres palustres.
Anualmente, impor
tava c consumia êssc hospital cêrC de duas toneladas de quinino
e o
(1) Enquanto a E.
F.
Noroeste do
Brasil, na mesma ocasião, pagoi' seus dormentes a $2,00, a E. F Madeira-Mamoré era forçada a desembolsar por
unidade
de três vezes mais.
cerca
fantástico que
a prometer, agora
("bòrracl a alcançava uma cota-
O Hospital da Candelária
de 1908 a 1911, registou o internamen
desígnios da
que leh revogava ate
Mas a realidade, bem ponde
rada, é ainda mais impressionante. Porque, enquanto num caso a fantasia
jo pro
blema sanitarlo, e
Vi.. - impossíveis.
,
Fèz-se o impossível.
-
_
\ estrada significava dinheiro e atrás do dinheiro estavam os homens,
■T*?; I
Dice-sto Eco^•ó^m'1
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O.S primeiros passos da
meio de sacrif;cio e de morte que dc
Trilhos dc ouro, dormentes que cus
subsistência e de vida.
taram cada um a vida de um homew são as c-xpressõcs mais vulgariza
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Voltemos o relógio do tempo, re cuando
aos
liltimos
anos
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século
passado, quando o Brasil dominava o mercado do ouro negro.
Esgotados os seringais
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Bai.x.o"
Amazonas, os trabalhadores descobri
E.F.M-M.
das para definição do preço que a ferrovia custou, cm vidas c em dinhei
ro, aos c|uc encetaram c levaram a cabo sna construção.
As lendas, porém, por isso mesmo
que são lendas, vão além da realidado-
ram o Madeira, descobriram o Acre,
Há
descobriram
obra de engenharia ferroviária, que 4
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própria
Bolívia.
O
rush que se estabeleceu não tem des crição. Plácido de Castro e Rio
Branco, com um grupo de capitalis
tas, mais que ninguém sentiram, a no va era que se abria à despovoada zona
da floresta e da maleita.
E para lá
correram os f|ue sonhavam com uma
lances
épicos
nessa maravilhosa
também um esplêndido trabalho dc engenharia sanitária, mas não é- ver dade que cada dormente custasse a
viíla de um traballiador. Nos
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1hor
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e mei^
clormcnfs
ra m
uma
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Caríssimo, como se vê, mas não foi
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truída cm meio de uma grande flo resta que não teve dormentes para sua
perdas. Quarenta mil toneladas pjiano, em ouro, correspondiam a tôda a exportação anual de café do Esta do de São Paulo. Então, atraídos pelas possibilida des da nova região, os capitalistas se anttcíparam a Rio Branco o a Plá cido de Castro.
Lendas que se não confirmam
Surgiu a Madcira-Mamoré. Bem poucas- c.slradas têm a rodear-lbe a história as lendas que acompanham
nú
Pistóia.
pela margem do Tietê, rumo da anti ga fortaleza dc Ttapura, corre noti
lo, perdiam-se vidas. Tombavam os batelões, rodava a borracha, os ho mens morriam. Só mesmo o ouro negro compensava tantas e tamanhas
os
Perfilados, objetivos, vivos e
bada pelo govêrno), preço para a épo
dia, era uma verdadeira epopéia, dig
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secos como as cruzes dq cenuterio
gais, íêz peor.
Perdia-so
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lômetro (ou precisamente
(io nas outras vias férreas brasilcras. A falta dc macleireiros c de
A Madeira-Mamové
tornou-se talvez a iiníca estrada cons
linha. Do outro lado do mundo vieram os
o
que
§169.705,10 quantia oficialmente aver
em lodo o mundo c no próprio terri tório paulista, (jiiando a !'-• E- Noroes
de Cuiabá.
há,
outro
meros.
trada.
se acha o cadaver de.um operário. Não obstante, impressionantes sáe as cifras que se apontam sobre a E' F. M-M. conforme dados que pessoal mente colhemos cm íanciro último escritórios da estrada, cm Porto Ve
pouca
Quase duzentos mil cruzeiros por qui
uma tragédia. Varavam as canoas as cachoeiras vadeáveis e atravessa vam em seco os travessões de impos
ras do Tietê, rompendo pelo varadouro- de Camapuan em busca do ouro
o ii
no
cbra (lue se desviava para os serin
cia de que sob cada dormente tambén'
de
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serrarias na região, além da mão de
na de figurar ao lado das campanhas' dos bandeirantes através das cachoei
que
real
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o
nada há nela
dos qiic faleceram no serviço da es
Mai.s que tragé
sando
trilhos de ouro, custa-
Mas o transporte do produto era
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boa carta de saldo.
campo
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quilômetros
615.000
31
Digesto EcoNÓxnco
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Os trabalhos em si mesmos consi derados foram uma
lha. Poucos meses apos construção, em junho e
Belt, medico chefe d
Jekyl, incumbida aos diretores dela drs auxiliares
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^
afirmava
■ 35 ^ S07, ^ yani invalida-
75% dos naçmna.s ««avam ^ dos pela malana esperar-se
da
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,,
troncos aparelhados que deveriam su portar e suportaram os trilhos de ou
viço de um oblema de enMais difícil que o P _i,je,na sa-
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Dormentes da
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pinho
genharia estava de pe E o
ser executado
oriundas da Noruega, da Finlândia c do Canadá — tudo nos chegou de fo
dos capitalistas
sem o pro-
lho.
ra para que a E.F. M-M violasse a
No período da construção, de ju nho de 1907 a julho de 1911, morri-
maior reserva florestal da .América do
blema sanitário.
ram nada menos de 1.547 homens(inclusive, por estimativa, os não re
'Não se confirmam as lendas, como
gistados oficialmente na regiái
o"
ocorridos entre Pôrío Vcllio e Beléi"
do Pará).
de Riga, além de outras
varied.-ides
Sul (1).
se vê.'
com o probleiTi^a s
desejo era mais
natureza.
A
"
te de 30.430 doentes — homen.s ro
bustos que não, resistiram à vida na floresta equatorial, sucumbindo de fe
bres palustres.
Anualmente, impor
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(1) Enquanto a E.
F.
Noroeste do
Brasil, na mesma ocasião, pagoi' seus dormentes a $2,00, a E. F Madeira-Mamoré era forçada a desembolsar por
unidade
de três vezes mais.
cerca
fantástico que
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("bòrracl a alcançava uma cota-
O Hospital da Candelária
de 1908 a 1911, registou o internamen
desígnios da
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Mas a realidade, bem ponde
rada, é ainda mais impressionante. Porque, enquanto num caso a fantasia
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blema sanitarlo, e
Vi.. - impossíveis.
,
Fèz-se o impossível.
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_
\ estrada significava dinheiro e atrás do dinheiro estavam os homens,
32
Digesto Econôxuco
Permita-nos o leitor um ligeiro retrospecfto.
Em princípios de 1908 foi iniciada a • escavação do leito da futura via fér rea. Em setembro'estavam os tra
balhos no K 14, enquanto a exploração técnica atingia o rio Jact-Paraná, no K 90. Em março de 1909 mais de dois mil homens trabalhavam nas
obras e o movirriento de terras er«i atacado no quilômetro 54. Em 31 de?
maio de 1910 foi inaugurado o tráfego até Jaci-Paraná, em fins de 1910
a
inglesa em 1913, estas palavras expressivas: "A renda do tráfego tem sido feno. menal. Nos três primeiros meses de
1911 foi de £ 12.352; nos segundos trcs meses, de £ 24.480; nos terceiros,
quisto cravado no coração da Amazô nia.
Relata o jornal "Alto Made-
ra" dc 16 dc jullio dc 1944 (|uc ali
ra, sofriam os diretores c acionistas com o abandono dos seringais pelos
cometesse um crime c se refugiasse £ 48.579 e nos quartos, £ 55.244. E' na área da estrada, SÓ poderia ser verdadeiramente extraordinária essa preso mediante um processo seme renda bruta de £ 140.000 no primeiro |lhante ao dc c-xtradiçqo. pois depen
ano de exploração, em apenas | 142 dia de uma "rogatória" ao diretor in
milhas de- tráfego duma Unha situadi | glês
da E. F. Madeira-Mamorc.
.a duas mil milhas da foz do Amazo| \ão cuidaram
da fi.xaçâo do homem
à terra, prendendo-o ao
Calculava o engenheiro chefe que,
renda bruta e de £ 200.000 de renda
ao findar 1910, ultrapassaria 20 mil o
líquida por ano. como foi calculada. Aliás, no primeiro trimestre de 1912
voura, nenhum engenho, nenhum nú cleo agrícola. Tudo vinha dc Pórío
número de homens contratado.s para o serviço, sem que nunca pudesse ter na ativa mais de quatro mil diário.s.
Em 30 de outubro de 1910 o tráfego
ík
foi inaugurado até o K 152 e em 7 de
jpf setembro de 1911 até o Abunã (K, 220), porta de entrada para o Acre. Finalmente, em 30 de abril de 1912 cs
trilhos chegaram ao ponto terminal, em Guajará-mirim. mas os trens ain da demoraram algum tempo para cir cular por dausa da construção de pontes, boeiros e outros melhoramen tos.
Até hoje parece que
• ela estremece quando o grito agudo do vapor fere a palheta do apito.
No princípio, correu tudo
às
solo
pelas
Nenhuma la
história dêsse período é demasia do conliecida. O que poucos conhe cem
é como cia terminou, no capi
tulo referente à estrada dos trilhos de ouro.
Presos ao contrato de 60 anos, os
ingleses abandonaram pràticanicnto o
.serviço, que chegou a ficar reduzido ao ridículo coeficiente dc 0,34 homem-
a renda já foi de £ 70.110 e no segun
afinal a única carga que subia o Gua
-quilómetro, sem qualquer possibi.'-dado dc conscrvaçrio do material rodante c da via permanente. Ainda •SC agüentaram por algum tempo. Mas
do de £ 71.131".
jará-mirim, pois nada mais havia a
a falta de perspectivas no futuro, o
transportar senão borracha na viagem
surto de Singapura, o.s seringais fan
cie volta. /\ssim a crise (Io ouro ne
tásticos do Oriente, a desesperança
Diante de tanto dinheiro, os capi talistas e diretores ingleses não cuida ram da fixação do trabalhador, pelo incremento da agricultura. Trataram
de si, e depois outra vez de si.
Fize
ram um contrato de arrendamento ds
estrada pelo prazo de 60 anos, conta dos de 1.° de julho de 1912.
Co.ns-
truiram grandes edifícios de pinho dc figa em Porto Velho, sede da admi nistração da E.F.M-M, num estib telas finíssimas
A
floresta espantou-se com o silvo das
locomotivas.
raízes dc suas plantas.
homens (|ue tiravam o íátex.
Velho. Os gêneros alimentícios eram
gro
finalm ente,
liquidou-os.
K eni 1931,
apanhou
de fato e de
os ingleses da E. F.
direito,
M-M
jraram
completamente p
r e
da estrada e de todas as
dcsv
o
lar-
mao
henfeitonas.
-
niclos.
originário da índia, com proteção df
O logro das rendas fantásticas
Começaram os trens a correr.
Primeiro haviam sofrido os traba lhadores com as febres palustrcs; ago
liavia até um certo direito dc extra • -territorialidade. Se um indlvid-jo
nas — o que indica não haver nenhum í exagero no cálculo de £ 360.000 de
ponta dos trilhos alcançava o K 166 e a roçagem atingia o K 230.
^
'
33
' Digesto Econômico
mil
maravilhas. As orquídeas de Mr. Wilkelman, levadas para o King'8 Garden de Londres e de lá remetidas à Malásia, ainda não faziam concorrên
cia à borracha brasileira desmasca radas em autênticas seringas. ,0 dinheiro afluía em catadupas. São do livro "Impressões do Brasil
no Século XX", editado na capita^
contra
mosquitos c
outras defesas contra o calor equato rial. Levantaram uma fábrica de ge lo, lavandaria a vapor, serraria, de pósitos, residêndias, armazéns, esta
ção geradora de eletricidade e atí uma estação radiotelegráfica, repu* tada na época uma das mais podero sas do mundo.
E inverteram ainda
INVERSÕES NORTE-AMERICANAS NO ESTRANGEIRO
4S inversões realizadas pelos Estados Unidos, nos
atingiam no fim do ano passado a um total de 5.
sua distribuição por continente, com exceção da África, e a8 » Dólares
grandes somas em companhias subsi diárias, entrando resolutamente na ex ploração do seringueiro e da borra cha.
Com o arrendamento fundaram um
pequeno império. Porto Velho tor nou-se uma cidade inglesa — um
^dólares. A
• gg.,uinto:
Europa
América Latina
^
IÍi ^70
América do Norte Ásia Oceania V. V. V. ::
^
-oc 290.173 785 228.567.000
Total
■■
5.119.280.211
32
Digesto Econôxuco
Permita-nos o leitor um ligeiro retrospecfto.
Em princípios de 1908 foi iniciada a • escavação do leito da futura via fér rea. Em setembro'estavam os tra
balhos no K 14, enquanto a exploração técnica atingia o rio Jact-Paraná, no K 90. Em março de 1909 mais de dois mil homens trabalhavam nas
obras e o movirriento de terras er«i atacado no quilômetro 54. Em 31 de?
maio de 1910 foi inaugurado o tráfego até Jaci-Paraná, em fins de 1910
a
inglesa em 1913, estas palavras expressivas: "A renda do tráfego tem sido feno. menal. Nos três primeiros meses de
1911 foi de £ 12.352; nos segundos trcs meses, de £ 24.480; nos terceiros,
quisto cravado no coração da Amazô nia.
Relata o jornal "Alto Made-
ra" dc 16 dc jullio dc 1944 (|uc ali
ra, sofriam os diretores c acionistas com o abandono dos seringais pelos
cometesse um crime c se refugiasse £ 48.579 e nos quartos, £ 55.244. E' na área da estrada, SÓ poderia ser verdadeiramente extraordinária essa preso mediante um processo seme renda bruta de £ 140.000 no primeiro |lhante ao dc c-xtradiçqo. pois depen
ano de exploração, em apenas | 142 dia de uma "rogatória" ao diretor in
milhas de- tráfego duma Unha situadi | glês
da E. F. Madeira-Mamorc.
.a duas mil milhas da foz do Amazo| \ão cuidaram
da fi.xaçâo do homem
à terra, prendendo-o ao
Calculava o engenheiro chefe que,
renda bruta e de £ 200.000 de renda
ao findar 1910, ultrapassaria 20 mil o
líquida por ano. como foi calculada. Aliás, no primeiro trimestre de 1912
voura, nenhum engenho, nenhum nú cleo agrícola. Tudo vinha dc Pórío
número de homens contratado.s para o serviço, sem que nunca pudesse ter na ativa mais de quatro mil diário.s.
Em 30 de outubro de 1910 o tráfego
ík
foi inaugurado até o K 152 e em 7 de
jpf setembro de 1911 até o Abunã (K, 220), porta de entrada para o Acre. Finalmente, em 30 de abril de 1912 cs
trilhos chegaram ao ponto terminal, em Guajará-mirim. mas os trens ain da demoraram algum tempo para cir cular por dausa da construção de pontes, boeiros e outros melhoramen tos.
Até hoje parece que
• ela estremece quando o grito agudo do vapor fere a palheta do apito.
No princípio, correu tudo
às
solo
pelas
Nenhuma la
história dêsse período é demasia do conliecida. O que poucos conhe cem
é como cia terminou, no capi
tulo referente à estrada dos trilhos de ouro.
Presos ao contrato de 60 anos, os
ingleses abandonaram pràticanicnto o
.serviço, que chegou a ficar reduzido ao ridículo coeficiente dc 0,34 homem-
a renda já foi de £ 70.110 e no segun
afinal a única carga que subia o Gua
-quilómetro, sem qualquer possibi.'-dado dc conscrvaçrio do material rodante c da via permanente. Ainda •SC agüentaram por algum tempo. Mas
do de £ 71.131".
jará-mirim, pois nada mais havia a
a falta de perspectivas no futuro, o
transportar senão borracha na viagem
surto de Singapura, o.s seringais fan
cie volta. /\ssim a crise (Io ouro ne
tásticos do Oriente, a desesperança
Diante de tanto dinheiro, os capi talistas e diretores ingleses não cuida ram da fixação do trabalhador, pelo incremento da agricultura. Trataram
de si, e depois outra vez de si.
Fize
ram um contrato de arrendamento ds
estrada pelo prazo de 60 anos, conta dos de 1.° de julho de 1912.
Co.ns-
truiram grandes edifícios de pinho dc figa em Porto Velho, sede da admi nistração da E.F.M-M, num estib telas finíssimas
A
floresta espantou-se com o silvo das
locomotivas.
raízes dc suas plantas.
homens (|ue tiravam o íátex.
Velho. Os gêneros alimentícios eram
gro
finalm ente,
liquidou-os.
K eni 1931,
apanhou
de fato e de
os ingleses da E. F.
direito,
M-M
jraram
completamente p
r e
da estrada e de todas as
dcsv
o
lar-
mao
henfeitonas.
-
niclos.
originário da índia, com proteção df
O logro das rendas fantásticas
Começaram os trens a correr.
Primeiro haviam sofrido os traba lhadores com as febres palustrcs; ago
liavia até um certo direito dc extra • -territorialidade. Se um indlvid-jo
nas — o que indica não haver nenhum í exagero no cálculo de £ 360.000 de
ponta dos trilhos alcançava o K 166 e a roçagem atingia o K 230.
^
'
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' Digesto Econômico
mil
maravilhas. As orquídeas de Mr. Wilkelman, levadas para o King'8 Garden de Londres e de lá remetidas à Malásia, ainda não faziam concorrên
cia à borracha brasileira desmasca radas em autênticas seringas. ,0 dinheiro afluía em catadupas. São do livro "Impressões do Brasil
no Século XX", editado na capita^
contra
mosquitos c
outras defesas contra o calor equato rial. Levantaram uma fábrica de ge lo, lavandaria a vapor, serraria, de pósitos, residêndias, armazéns, esta
ção geradora de eletricidade e atí uma estação radiotelegráfica, repu* tada na época uma das mais podero sas do mundo.
E inverteram ainda
INVERSÕES NORTE-AMERICANAS NO ESTRANGEIRO
4S inversões realizadas pelos Estados Unidos, nos
atingiam no fim do ano passado a um total de 5.
sua distribuição por continente, com exceção da África, e a8 » Dólares
grandes somas em companhias subsi diárias, entrando resolutamente na ex ploração do seringueiro e da borra cha.
Com o arrendamento fundaram um
pequeno império. Porto Velho tor nou-se uma cidade inglesa — um
^dólares. A
• gg.,uinto:
Europa
América Latina
^
IÍi ^70
América do Norte Ásia Oceania V. V. V. ::
^
-oc 290.173 785 228.567.000
Total
■■
5.119.280.211
33
Digesto Econômico
Rebanhos paulistas: Porcentagem do aumento ou
7?^ L \ , Bovinos .. .. ...
A situação atual da pecuária cearense é bem melhor do que em 1940, e continua melhorando ininterruptamente, de modo
I>or PiMENTEL Gomes
que não há racionamento de carne cn» Estado vão substituindo lentamente M
renses de 1920 e de 1939, dados divul gados pelo anuário "Brasil".
192d
Ovinos
393.558
Caprinos .. ..
530.743
Suínos
183.737 sensi
do aumento
1939
1.200.005 283.400
445.800
No interior, na região scim-arida, o
'"o 'consumo de .carne "per capita", já indica a raiba c Pernambuco.
63,2%.
Rebanhos que melhoram
237,0%
car pelos pclos dados infra :
• I
do aumento
1939
40.564.839
Eqüinos
5.253.699
6.579.536
Asininos e muares Ovinos
1.865.259 7.933.437 5.086.655
3.944.998 10.713.008 6.037.202
16.168.549
21.776.770
18,37o 18,37c 111,47c 36,17c 18,67c
veram apenas um grande aumento em vinte anos, um aumento ([uasc escan daloso. Melhoraram também, e me
tância
relevo
um
referentes à pecliária
portância notável do progresso da pe
mesmo períodç:
mais
acentuado se examinarmos os dadoí
paulista,
la importação dc um número relativa mente grande de bovinos holandeses, que vieram melhorar de muito o gado batávico que aí existia.
c chácaras cpie por lá existem.
Essa impor
toma
Esse nielhoramcnto faz-se na região siib-úniida cm torno de Fortaleza pe
Há, hoje, em tôrno de Fortaleza, um
cuária naquele Estado. ainda
considcràvelmcnte.
dos melhores rebanhos holandeses do todo o Brasil. O rebanho é bom c vultoso. Parte dele vive cstabulado. Parte scmi-eslabulado nos i)ons sítios
34,67o
mais do que os do Brasil tomado em seu conjunto. A comparação das duas séries de dados põe em destaque a im
^ Ceará
gjv está conseguindo, embora
esteja exportando boiadas para
mos, (pie tniita coisa explicam?
por todo o Brasil, como c fácil verifi|lhoraram
34.271.324
muitíssimo
zebu está tornando o crioulo
Já .SC tinha pensado nesses algaris-
Êsse aumento foi proporcionalmen
Bovinos
taram proporcionalmente
tância do centro urlianò.
cearenses aumentaram de 106,97r.
Porcentagem
Todos os rebanhos do Ceará aumen
ra quase dozes vczc.s menos do que o
cearense (280,37c). Todos os outros rcl)anhos paulista.^ climinuirain, alguns
(liminuiram cm apenas 1,17c, mas os
Rebanhos brasileiros:
Caprinos
— 42.17c -- 30,57c
. Má razoável (piantidade de lette em Fortaleza, produzindo a pequena i
106,9%
69,2%
6ÓS.400 865.800 657.400
1920
24,57c — 18.87c
mentou sensivelmente (24,57r), embo
131,9% 280,3%
te muito" maior do que o conseguido
principalmente os asininos e muares (280,3%), os suínos (237,0%) e os bo-
_ 10,37o
de maneira accntiuulíssima: caprinos,
vinos (106,97o).
velmente, extraordinariamente mesmo,
Suínos
2.934.158
Consumo de carne
Mas os rebanhos cearenses não ti
Verifica-se que em vinte anos os rebanhos cearenses cresceram
326.079 96.885 252.711
42,17ü; suínos, 30,57o: ovinos, 18,87o; eqüinos, 10,3%. 0.s bovinos paulistas
Porcentagem
.. ... 580.Ü28 122.944 117.793
Asininos c muares Ovinos
O rcbanlio de asininos c muares au
Rebanhos cearenses:
Bovinos .. .. .. Eqüinos Asininos e muarcs
489.803
Suínos
produtos de importação mineira. interessante comparar os dados es É tatísticos sóbre os rcbanlios cea-
Eqüinos
— 1,17c
2.414.989 439.926 406.246 78.628 146.032 2.041.107
2.441.989
Caprinos
Fortaleza, e o queijo e a manlcif^a do
(especial para o "digesto econômico")
diminuição
1939
1920
no
O
viajante ([uc por ali transita está sem pre vendo boas vacas malhadas de preto e l^ranco em prados artificiais bem cuidados, que os cajueiros e man gueiras enchem de manchas de som bras.
Vejamos qual,
algum-is
mo dc carne "per cai cidades brasileiras,
diárias:
192 Rio Branco • • • _ .] .. 151 Goiânia 147 Pôrto Alegre 147 Curitiba • •• 133 Rio de Janeiro ;• •• •* ' . .. 136 Belo Horizonte •• • 135
' ■ * _ '
São Paulo Salvador Fortaleza .• Natal
116 113 113 .. .. 112
Florianópolis
107
Niterói .. •••;
. 106
São Luís Teresina
[
102 75 "'" 73 (jç)
Vitória . • • Manaus
.•
''*
33
Digesto Econômico
Rebanhos paulistas: Porcentagem do aumento ou
7?^ L \ , Bovinos .. .. ...
A situação atual da pecuária cearense é bem melhor do que em 1940, e continua melhorando ininterruptamente, de modo
I>or PiMENTEL Gomes
que não há racionamento de carne cn» Estado vão substituindo lentamente M
renses de 1920 e de 1939, dados divul gados pelo anuário "Brasil".
192d
Ovinos
393.558
Caprinos .. ..
530.743
Suínos
183.737 sensi
do aumento
1939
1.200.005 283.400
445.800
No interior, na região scim-arida, o
'"o 'consumo de .carne "per capita", já indica a raiba c Pernambuco.
63,2%.
Rebanhos que melhoram
237,0%
car pelos pclos dados infra :
• I
do aumento
1939
40.564.839
Eqüinos
5.253.699
6.579.536
Asininos e muares Ovinos
1.865.259 7.933.437 5.086.655
3.944.998 10.713.008 6.037.202
16.168.549
21.776.770
18,37o 18,37c 111,47c 36,17c 18,67c
veram apenas um grande aumento em vinte anos, um aumento ([uasc escan daloso. Melhoraram também, e me
tância
relevo
um
referentes à pecliária
portância notável do progresso da pe
mesmo períodç:
mais
acentuado se examinarmos os dadoí
paulista,
la importação dc um número relativa mente grande de bovinos holandeses, que vieram melhorar de muito o gado batávico que aí existia.
c chácaras cpie por lá existem.
Essa impor
toma
Esse nielhoramcnto faz-se na região siib-úniida cm torno de Fortaleza pe
Há, hoje, em tôrno de Fortaleza, um
cuária naquele Estado. ainda
considcràvelmcnte.
dos melhores rebanhos holandeses do todo o Brasil. O rebanho é bom c vultoso. Parte dele vive cstabulado. Parte scmi-eslabulado nos i)ons sítios
34,67o
mais do que os do Brasil tomado em seu conjunto. A comparação das duas séries de dados põe em destaque a im
^ Ceará
gjv está conseguindo, embora
esteja exportando boiadas para
mos, (pie tniita coisa explicam?
por todo o Brasil, como c fácil verifi|lhoraram
34.271.324
muitíssimo
zebu está tornando o crioulo
Já .SC tinha pensado nesses algaris-
Êsse aumento foi proporcionalmen
Bovinos
taram proporcionalmente
tância do centro urlianò.
cearenses aumentaram de 106,97r.
Porcentagem
Todos os rebanhos do Ceará aumen
ra quase dozes vczc.s menos do que o
cearense (280,37c). Todos os outros rcl)anhos paulista.^ climinuirain, alguns
(liminuiram cm apenas 1,17c, mas os
Rebanhos brasileiros:
Caprinos
— 42.17c -- 30,57c
. Má razoável (piantidade de lette em Fortaleza, produzindo a pequena i
106,9%
69,2%
6ÓS.400 865.800 657.400
1920
24,57c — 18.87c
mentou sensivelmente (24,57r), embo
131,9% 280,3%
te muito" maior do que o conseguido
principalmente os asininos e muares (280,3%), os suínos (237,0%) e os bo-
_ 10,37o
de maneira accntiuulíssima: caprinos,
vinos (106,97o).
velmente, extraordinariamente mesmo,
Suínos
2.934.158
Consumo de carne
Mas os rebanhos cearenses não ti
Verifica-se que em vinte anos os rebanhos cearenses cresceram
326.079 96.885 252.711
42,17ü; suínos, 30,57o: ovinos, 18,87o; eqüinos, 10,3%. 0.s bovinos paulistas
Porcentagem
.. ... 580.Ü28 122.944 117.793
Asininos c muares Ovinos
O rcbanlio de asininos c muares au
Rebanhos cearenses:
Bovinos .. .. .. Eqüinos Asininos e muarcs
489.803
Suínos
produtos de importação mineira. interessante comparar os dados es É tatísticos sóbre os rcbanlios cea-
Eqüinos
— 1,17c
2.414.989 439.926 406.246 78.628 146.032 2.041.107
2.441.989
Caprinos
Fortaleza, e o queijo e a manlcif^a do
(especial para o "digesto econômico")
diminuição
1939
1920
no
O
viajante ([uc por ali transita está sem pre vendo boas vacas malhadas de preto e l^ranco em prados artificiais bem cuidados, que os cajueiros e man gueiras enchem de manchas de som bras.
Vejamos qual,
algum-is
mo dc carne "per cai cidades brasileiras,
diárias:
192 Rio Branco • • • _ .] .. 151 Goiânia 147 Pôrto Alegre 147 Curitiba • •• 133 Rio de Janeiro ;• •• •* ' . .. 136 Belo Horizonte •• • 135
' ■ * _ '
São Paulo Salvador Fortaleza .• Natal
116 113 113 .. .. 112
Florianópolis
107
Niterói .. •••;
. 106
São Luís Teresina
[
102 75 "'" 73 (jç)
Vitória . • • Manaus
.•
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Dice-sto Econômico
38
Digesto Econókuco
Recife
.. ,. ..
66
te tocam a cada habitante de Belém
João Pessoa
55
salientam a sua triste situação de ci
Maceió
<13
dade mais esfomeada do Brasil.
Belém
II
A população
200 gramas constituem o consumo ótimo. Déle paradoxalmente quem mais SC aproxima é a pequenina cida graças à importação do gado bolivia
A situação da pecuária cearense, em franca prosperidade, reflete-se tam bém no próprio aumento da popula ção. O Ceará c uma província de na
no.
talidade muito elevada, ctijos
de de Rio Branco, capital do Acre, Fortaleza está bem situada, prin
cipalmente se considerarmos que o
filiios
melhor do que cm 1940, e continua inc-
ga cearenses irem lentamente substi
lliorancio ràpidamentc. A êsse melhoramento deve-se o fato de não haver racionamento de carne cm Fortaleza, c o queijo c a mantei
importação mineira. Nos outros setores da produção o
tuindo na província os produtos,de
pwifiMASO é também acentuado.
V
buscam, em parte, outros Estados. Sc há mais prosperidade, menos gente sc afasta c mais rapidamente aumenta a população. Vejamos os dados estatísticos:
Ceará de Estado importador de bovi nos passou a contribuir para o abas
tecimento de alguns Estados vizinhos. As 11 gramas de carne que diariamen
Porcentagem 1920
Sao Paulo Brasil
1.319.228
4.592 188 30.635.607
A população cearense em vinte anos
aumentou mais do que a paulista, o que é admirável. Se a população bra sileira tivesse aumentado proporcio nalmente tanto quanto a cearense, o censo de 1940 teria encontrado uns
do aumento
1940
59,8% 58.1%
2.108.100
7.263.200 41.700.000
32,8%
49 milhões de hal)itantcs c não menos de 42 milhões.
O aumento
também
é
notável sC
compararmos as populações de For taleza, Rio de Janeiro c São PawlJ cm 1930 e 1940.
Porcentagem 1930
Fortaleza .. ..
São Paulo ..
Rio de Janeiro
98.848
879.788
1.468.621
A 31 de dezembro de 1945, calcula-
-se que as três cidades terão a se guinte população: Fortaleza, 206.900 habitantes; São Paulo, 1.465.700 e o Rio de Janeiro 1.980.300. As razões do progresso
O progresso da pecuária cearense deve-se principalmente: a) à grande e
1940
182.800 1.322.800 1.787.300
do aumento 86,5%i
50,4% 21,7%
à divulgação dos conhecimentos agro-
nómicos; c) aos espírito progressista || de grande número dos atuais fazen- j deiros; d) ao melhoramento dos tran.''' portes; e) à importação clc reprodu tores; f) aos empréstimos efetuadi^'
pela Carteira Agrícola do Banco do Brasil.
à pequena açudagem, que vão aumen
Como êsses fatores se vão torna»* do cada vez mais eficientes, a situa*
tando anualmente a área irrigada; b)
ção atual da pecuária cearense é be»'
TM' REFORMA CONSTITUCIONAL NA COLÔMBIA A coni/tíiiipí7o da Colômbia, que daia de 1826, e cuja
1936, foi de novo modificada em fevereiro dé 1945.
dessas mo-
no tocan-
dificações se refere aos processos a seguir em várias esferas, epJ Ic à receita nacional, .çuce.sir7o presidencial e administração aa / J^j^gcinlento dos Reconhece-se o direito que têm todos os cidadãos ^"aresso às sessões oerno, reforçando-se os tio dispositivos utopti.omvuo que núblico, o qiiai podeatos do seu governo, o qual /?/! ntu'. trâs Semanalmente serão franqueadas íranoueadas ao }í«i:> (-túnaras. o Entre le i/i que, três semanalmente ão congresso, flp. de rá igualmente comparecer a todas todos as reuniões das comissões conitssoes e c preenchido ceros requisitos exigidos dos senadores figura agora o segumte: j^^^rsitário, ou halúhlicos especificados, a menos ^ Iwar lu<rar ao do que tos cargos puouiyuo «..c-inyo que tenha um i o <p exigid já exercido uma profissão liberal. O presente requisito sii^nificativo é a mauma cena certa renda Teriuu anual ciiiuui como cumu condição t^Liitu.tytiu essencial. vastuti^íut.. Outro — - , assembléias legislatiuelra por que são eleitos os senadores. Antes, elegiam-nos pelo povo. .te sao direito de uís departamentais, ao pas.in que atuidmentc são escolhidos^ ^ ^ d(t As mulheres, os mcinbro.s (ur: & ^.^0, embora tà
do sexo masculino, voto. Às primeiras sao vedados todo os cargos citamente. Esta, que antigamente pertencia aos colointnan ' anos. maiores de 21 anos, agora pertence a todos os nacionais inaiore -
A cidade de Bogotá como Capital do
jazê-lo mediante o pedido de três quartos do seu conselho municipal.
piquem
37
Dice-sto Econômico
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Digesto Econókuco
Recife
.. ,. ..
66
te tocam a cada habitante de Belém
João Pessoa
55
salientam a sua triste situação de ci
Maceió
<13
dade mais esfomeada do Brasil.
Belém
II
A população
200 gramas constituem o consumo ótimo. Déle paradoxalmente quem mais SC aproxima é a pequenina cida graças à importação do gado bolivia
A situação da pecuária cearense, em franca prosperidade, reflete-se tam bém no próprio aumento da popula ção. O Ceará c uma província de na
no.
talidade muito elevada, ctijos
de de Rio Branco, capital do Acre, Fortaleza está bem situada, prin
cipalmente se considerarmos que o
filiios
melhor do que cm 1940, e continua inc-
ga cearenses irem lentamente substi
lliorancio ràpidamentc. A êsse melhoramento deve-se o fato de não haver racionamento de carne cm Fortaleza, c o queijo c a mantei
importação mineira. Nos outros setores da produção o
tuindo na província os produtos,de
pwifiMASO é também acentuado.
V
buscam, em parte, outros Estados. Sc há mais prosperidade, menos gente sc afasta c mais rapidamente aumenta a população. Vejamos os dados estatísticos:
Ceará de Estado importador de bovi nos passou a contribuir para o abas
tecimento de alguns Estados vizinhos. As 11 gramas de carne que diariamen
Porcentagem 1920
Sao Paulo Brasil
1.319.228
4.592 188 30.635.607
A população cearense em vinte anos
aumentou mais do que a paulista, o que é admirável. Se a população bra sileira tivesse aumentado proporcio nalmente tanto quanto a cearense, o censo de 1940 teria encontrado uns
do aumento
1940
59,8% 58.1%
2.108.100
7.263.200 41.700.000
32,8%
49 milhões de hal)itantcs c não menos de 42 milhões.
O aumento
também
é
notável sC
compararmos as populações de For taleza, Rio de Janeiro c São PawlJ cm 1930 e 1940.
Porcentagem 1930
Fortaleza .. ..
São Paulo ..
Rio de Janeiro
98.848
879.788
1.468.621
A 31 de dezembro de 1945, calcula-
-se que as três cidades terão a se guinte população: Fortaleza, 206.900 habitantes; São Paulo, 1.465.700 e o Rio de Janeiro 1.980.300. As razões do progresso
O progresso da pecuária cearense deve-se principalmente: a) à grande e
1940
182.800 1.322.800 1.787.300
do aumento 86,5%i
50,4% 21,7%
à divulgação dos conhecimentos agro-
nómicos; c) aos espírito progressista || de grande número dos atuais fazen- j deiros; d) ao melhoramento dos tran.''' portes; e) à importação clc reprodu tores; f) aos empréstimos efetuadi^'
pela Carteira Agrícola do Banco do Brasil.
à pequena açudagem, que vão aumen
Como êsses fatores se vão torna»* do cada vez mais eficientes, a situa*
tando anualmente a área irrigada; b)
ção atual da pecuária cearense é be»'
TM' REFORMA CONSTITUCIONAL NA COLÔMBIA A coni/tíiiipí7o da Colômbia, que daia de 1826, e cuja
1936, foi de novo modificada em fevereiro dé 1945.
dessas mo-
no tocan-
dificações se refere aos processos a seguir em várias esferas, epJ Ic à receita nacional, .çuce.sir7o presidencial e administração aa / J^j^gcinlento dos Reconhece-se o direito que têm todos os cidadãos ^"aresso às sessões oerno, reforçando-se os tio dispositivos utopti.omvuo que núblico, o qiiai podeatos do seu governo, o qual /?/! ntu'. trâs Semanalmente serão franqueadas íranoueadas ao }í«i:> (-túnaras. o Entre le i/i que, três semanalmente ão congresso, flp. de rá igualmente comparecer a todas todos as reuniões das comissões conitssoes e c preenchido ceros requisitos exigidos dos senadores figura agora o segumte: j^^^rsitário, ou halúhlicos especificados, a menos ^ Iwar lu<rar ao do que tos cargos puouiyuo «..c-inyo que tenha um i o <p exigid já exercido uma profissão liberal. O presente requisito sii^nificativo é a mauma cena certa renda Teriuu anual ciiiuui como cumu condição t^Liitu.tytiu essencial. vastuti^íut.. Outro — - , assembléias legislatiuelra por que são eleitos os senadores. Antes, elegiam-nos pelo povo. .te sao direito de uís departamentais, ao pas.in que atuidmentc são escolhidos^ ^ ^ d(t As mulheres, os mcinbro.s (ur: & ^.^0, embora tà
do sexo masculino, voto. Às primeiras sao vedados todo os cargos citamente. Esta, que antigamente pertencia aos colointnan ' anos. maiores de 21 anos, agora pertence a todos os nacionais inaiore -
A cidade de Bogotá como Capital do
jazê-lo mediante o pedido de três quartos do seu conselho municipal.
piquem
PBOIILEMAS PARA AS RELAÇÕES
DIVISÃO AGRICOU EM ZONAS CLIMATEBICAS.
IATERNACIO]*AIS por George T. Renneu
{Membro do corpo docente da Universidade de Colthnbia)
J^ntre as variadas e constantes desinteligências que sempre marcaram as re
lações entre a República Argentina e os Estados Unidos da América do Norte
surge a da... geografia.
Da geografia pura e .simples, sim.
O A. estudando a diferença geográfico l e climática exhietUe entre os países ('•' globo, observa que os Estados Unidos sC encontram diante de um dilema-, o» <'
imperialismo, "com sensível aumento de possibilidades para nova guerra", p"
mas que deve ser levada em grande
a divisão do trabalho,
ra qualquer país, a necessidade de de-
das relações interregionais, conduzindo " mundo pura uma integração".
consideração, quando se apresenta, pu
^®"^ÍDar suas relações comerciais com
todas as nações do mundo, principal mente após a terminação da guerra,
"com aumento
americanas, que formam a solidarieda' de do hemisfério.
E' um velho axioma geográfico que a influencia poliHca e as relações de aniizade seguem sempre as rotas de co mercio. Nessas condições, os Estudos Umdos não podem estabelecer suas ro"
já enviando o armamento de que iic cessitava, já lhe dirigindo sorrisos gcU' tis. Quando, porém, a Argentina ii''
MILHO,TRIOO.
que e mais agradável ou simpático ne
sistiu em manter uma atitude isolad-» no seio das Américas, consideramos q>"'
AL&ODAO
tas comerciais, simplesmente decidindo
gociar com este ou aquele povo As rotas comerciais só podem ser determi nadas pela geografia.
Que podem as nações, localizadas cm certos e determinados climas e pontos geográficos, produzir que seja, exata mente, o que precisamos comprar? E que podemos, por nossa vez, produzir
Fomos sempre amáveis com essa rü»'
çuo, já lhe emprestando nosso dinheirfl-
era demasiada ingratidão.
No enlu"'
to, se prestarmos maior atenção aos !•'' tôre.s geográfico.s, poderemos entendd melhor sua atitude e posição e ligá-lo^' fãcílmente, aos últimos acontecimentii>'
Os fatôres geográficos são: a Arg'S''
tina produz, quase exatamente, tiidj' quanto temos ou fazemos. Não podeF'
que possa ser, em troca, a elas vendido?
portanto, existir entre os dois países u"'
O comércio se baseia na lei da ofer ta e da procura. E se procurarmos
situação coloca as duas nações em ri\"''
transformá-lo no "tudo dar" ou no "It.:-
do receber", redundará em completo fracasso. Essa lei, portanto, é aplicada nas relações dos Estadas Unidos da
América do Norte com todas as nações do mundo.
Nada, assim, poderia ilustrar mais cla
grande intercâmbio. Ao contrario. Es-^'
lidade crescente. A Argentina, nessfl' condiçõe.s, olha jjara a Europa e não pi*' ra os Estados Unidos, quando quer
mercado importador ou exportador e pera realizar magníficos negócios. Ess'' pensamento é exatamente o mesmo d"'
pastagens
_
CRIAÇÃO.AGRICULTURA FRUTAS MFDITERRANEAS LAT1CIWI03.MADEIRAS CINTURÃO INDUSTRIAL
ACAJÚ, BORTÍACMA. AQRICUITURA TROPICAL. GADO. -
ARROZ, COCO.BANAMA.
norte-americanos.
ramente as recentes dificuldades que por
Isso nos dá antevisão da situação qi'*' .surgirá, indiscutivelmente, em iruimen''
tanto tempo impediram o ingresso da Argentina no pujante bloco das nações
partes do globo, quando os Estados Uid' dos, cicatrizada.s as glorio.sas ferida^'
CAFEEIRO
PBOIILEMAS PARA AS RELAÇÕES
DIVISÃO AGRICOU EM ZONAS CLIMATEBICAS.
IATERNACIO]*AIS por George T. Renneu
{Membro do corpo docente da Universidade de Colthnbia)
J^ntre as variadas e constantes desinteligências que sempre marcaram as re
lações entre a República Argentina e os Estados Unidos da América do Norte
surge a da... geografia.
Da geografia pura e .simples, sim.
O A. estudando a diferença geográfico l e climática exhietUe entre os países ('•' globo, observa que os Estados Unidos sC encontram diante de um dilema-, o» <'
imperialismo, "com sensível aumento de possibilidades para nova guerra", p"
mas que deve ser levada em grande
a divisão do trabalho,
ra qualquer país, a necessidade de de-
das relações interregionais, conduzindo " mundo pura uma integração".
consideração, quando se apresenta, pu
^®"^ÍDar suas relações comerciais com
todas as nações do mundo, principal mente após a terminação da guerra,
"com aumento
americanas, que formam a solidarieda' de do hemisfério.
E' um velho axioma geográfico que a influencia poliHca e as relações de aniizade seguem sempre as rotas de co mercio. Nessas condições, os Estudos Umdos não podem estabelecer suas ro"
já enviando o armamento de que iic cessitava, já lhe dirigindo sorrisos gcU' tis. Quando, porém, a Argentina ii''
MILHO,TRIOO.
que e mais agradável ou simpático ne
sistiu em manter uma atitude isolad-» no seio das Américas, consideramos q>"'
AL&ODAO
tas comerciais, simplesmente decidindo
gociar com este ou aquele povo As rotas comerciais só podem ser determi nadas pela geografia.
Que podem as nações, localizadas cm certos e determinados climas e pontos geográficos, produzir que seja, exata mente, o que precisamos comprar? E que podemos, por nossa vez, produzir
Fomos sempre amáveis com essa rü»'
çuo, já lhe emprestando nosso dinheirfl-
era demasiada ingratidão.
No enlu"'
to, se prestarmos maior atenção aos !•'' tôre.s geográfico.s, poderemos entendd melhor sua atitude e posição e ligá-lo^' fãcílmente, aos últimos acontecimentii>'
Os fatôres geográficos são: a Arg'S''
tina produz, quase exatamente, tiidj' quanto temos ou fazemos. Não podeF'
que possa ser, em troca, a elas vendido?
portanto, existir entre os dois países u"'
O comércio se baseia na lei da ofer ta e da procura. E se procurarmos
situação coloca as duas nações em ri\"''
transformá-lo no "tudo dar" ou no "It.:-
do receber", redundará em completo fracasso. Essa lei, portanto, é aplicada nas relações dos Estadas Unidos da
América do Norte com todas as nações do mundo.
Nada, assim, poderia ilustrar mais cla
grande intercâmbio. Ao contrario. Es-^'
lidade crescente. A Argentina, nessfl' condiçõe.s, olha jjara a Europa e não pi*' ra os Estados Unidos, quando quer
mercado importador ou exportador e pera realizar magníficos negócios. Ess'' pensamento é exatamente o mesmo d"'
pastagens
_
CRIAÇÃO.AGRICULTURA FRUTAS MFDITERRANEAS LAT1CIWI03.MADEIRAS CINTURÃO INDUSTRIAL
ACAJÚ, BORTÍACMA. AQRICUITURA TROPICAL. GADO. -
ARROZ, COCO.BANAMA.
norte-americanos.
ramente as recentes dificuldades que por
Isso nos dá antevisão da situação qi'*' .surgirá, indiscutivelmente, em iruimen''
tanto tempo impediram o ingresso da Argentina no pujante bloco das nações
partes do globo, quando os Estados Uid' dos, cicatrizada.s as glorio.sas ferida^'
CAFEEIRO
40
Dicesto EcoNÓxttcc
provocadas np curso da guerra, tentarem construir o seu mundo comercial. Orientação aconselhável
Como resposta a essa dificílima situa
ção, muitos norte-americanos opinaram ser urgente que os Estados Unidos fa
çam empréstimos e encorajem, por to dos os meios e modos, outras nações para que desenvolvam novas indústrias
e, assim, possam produzir tudo aquilo de que necessitamos. Em limitada ex tensão, essa manobra é possível e mes
mo aconselhável, porém, quando é pro
posta como uma "solução geral" cons
titui perigoso erro e vem provar, sim plesmente, que seus proponentes icno-
ram os fatôres geográficos que regem a produção e o comércio mundiais. Comércio 6 troca de utilidades capaz de oferecer vantagem mútua. Isso"oóorre entre dois países somente quando e na medida em que produzem em exces so e se suas utiÜdades são diversas É
apim., vital para os Estados Unidos co' nhecerem que fatores causam essas dife renças.
Uma das principais causas das dife renças de utilidades, naturalmente, é a que se firma em básicas e permanentes
diferenças dos recursos físicos das pró prias naçõe's. Êsse será, na verdade o maior e mais difícil entre todos os pro blemas do após-guerra e que dará for tíssimas dores de cabeça aos diplomata."
chefes políticos e homens de negócios^ que não conheçam muito bem geogra
fia. E, desde que é assim tão impor tante, urge que cada cidadão norte-ame
ricano trate de saber alguma coisa a respeito.
Condições naturais dos E. U. A.
sente leitura mostra esse fato da manei
banido dc outros ]xn'ses, cujas regiões
ra mais clara possí\'el. A natureza di
climáticas são iguais às dos Estados Uni
vidiu nosso país em seis grandes regiões climática.s. Ao norte possuímos uma
dos.
Por nossa vez procuramos com
grande região do chamado clima do mi
prar matérias primas, somente dacjueles países cujas regiões .são diferentes das
lho c do trigo.
nossas. Isso vem a ser, infelizmente,
Ao centro e noroeste,
possuímos o território do chamado cli
ma do gado c da lavoura, incluindo-so
boa porção de área própria para o triga que fica mais ou menos isolada, nc.ssa
altura, porém mais para o oeste. Ao sul. temos a região do chamado cliim dos pastos e a zona das irrigações. Na Califórnia está localizada a região (Io c-líma das frutas mediterrâneas. Ào suc.stc está a imen.sa área do clima algodoeiro.
Sobreposto ao nordeste dos Estada'
como uma espada de dois gumes. Os países dõs quais compramos muito cons tróem grandes créditos em nossos ban cos. E usam, a seguir, esses crédit()s para comprar nossos automóveis, má quinas agrícolas c ferramentas dc todos os gêneros. Os paíse.s onde nada com pramos e para os quais também nao \'endemos, não o fazem especialmente como
medida de represália, jíorém por que, nações onde compramos c para as quais também vendemos,' simpatizam
giões constituem os Estados Unidos, po sequer dua.s delas lém algo de comunr Cada uma produz e oferece a outra di ferente lista de utilidades que pode ofe recer e, ao mesmo tempo, apresenta siu»
própria li.sta de utilidades, que descjii adquirir. Nessas circunstancias, a região nor
deste produz milho, trigo, carne de por co, gado cm pé, produtos secos, linlio.
aveia, centeio c batatas. Envia trigo linhaça pai-a a Argentina, trigo paVa a Austrália, porco para a Dinamarca, quei jo para o Canadá e pede inúmeros pro dutos dessas regiões, mesmo muitos <pu'
muito
conosco e procuram cooperar cntusiàsticamente com o nos.so governo.
aqueles países onde nada compramos c (juc, por sua voz, nada nos compram. Tais países não gostam dc nós. E — o
anormal que muito material grosseiro é
maior produtor dc em lodo mundo, ordinariamente vende fabulosa porcentagem dc sua produça ' jggta fiidos Unidos. E, desde o ^ guerra, vendeu-nos todo o seu açuca -
sólido na direção de Cuba.
O caso do Braàl
O Brasil, essa
"po'ssuiT são
território superior
^^
ferentes climas, j ^ conscquendo tipo chamado Ir I ' primeiro lu-
garem com nossos inimigos mais mortais, com êlcs cooperando intensamente.
cha, do
Aplicando-se esses simples princípios económico-gcográficos aos mais impor tantes negócios e acontecimentos que marcam a existência da nossa solidaiie-
dade continental, que devemos c pode mos entender?
Para tornar o problema mais simples, .suponhamos que devamos examinar sòmento a nossa posição relatixamente à Argentina, ao Brasil e Cuba. Procure
mos compreender esses trcs países, em
Isso cria uma situação de tal fonna
rência em nosso pai.s. Cuba, que e
bom podo levá-los ao extremo de se li
(juc é muito pcor — êsse anlagouisnío
sua.'; relações com os Estados Unidos
oeste, do sul e da região californiana.
próprios dêsse clima, encontram pou quíssima ou mesmo nenhuma conco
Isso,
der ou de comprar. Compra na Argen tina lãs, laranjas espanholas, passas r uvas gregas, azeite de oliva do tipo ita liano, enquanto outros Estados gosta riam do recebê-los ou fornecê-los. Adqui re, também, as utilidades da Flórida, da
Na região orien
Nenhum deles tom "duplicata nos lis tados Unidos e os produtos cubanos,
forçosamente, não poderia acontecer com
outras regiões do país gostariam de xen-
tituição, provoca as mais acentuadas di
naz e outras frutas.
tal, sempre varrida por um vento úmi do bá o melhor clima para as bana nas e os cliamados produtos fiorestais.
isso os impede de comprar. Contudo, as
trial urbano; outra.s isolada.s regiões in dustriais, menores, surgem em diferentes partes do país. Coletivamente, essas sete grandes re rém em seus interesses econômicos, nem
possui açúcar, tabaco superior, tanto pa ra cigarros, quanto para chanitos, una-
nada vendendo, não jiossucin crédito c
Unidos, surge o imenso cinturão indus
O clima, além de outros fatores atineníes ao solo e sua vegetação e cons
ferenças de recursos naturais. O mapa cios Estados Unidos, que ilustra a ijre-
41
Dice-sto Econômico
da América do Norte e talvez tenha
tementc, dos nossos. gar devemos citar
cobrc toda a
A maior parte da ilha de Cuba tem agricultura tropical e clima próprio pa ra a criação de gado. Daí resulta que
borrae
g inexplorada Baverdadeiros es-
cia Amazônica.
«rande maio-
faimados,
des-
ria desses
j,, recente guer-
tIr os fjí; nnmeiros clias interêsse. _ de coloca ra, em nosso P imensa mos milhões de a
área, com a espere
,
da à velha desprezadaj^ indústria da
rudimentar
'^ue os lucros ime-
nha custado mais do que^o
diatamente obtidos P
„s^aores, c, amabilis-
mos a "chave" para todo o hemisfério. O caso de Cuba
I
sin^s cono-^o.
Outra ai' '^
^ jr denominada
de gado. Essa região esta sendo agora
•
^
40
Dicesto EcoNÓxttcc
provocadas np curso da guerra, tentarem construir o seu mundo comercial. Orientação aconselhável
Como resposta a essa dificílima situa
ção, muitos norte-americanos opinaram ser urgente que os Estados Unidos fa
çam empréstimos e encorajem, por to dos os meios e modos, outras nações para que desenvolvam novas indústrias
e, assim, possam produzir tudo aquilo de que necessitamos. Em limitada ex tensão, essa manobra é possível e mes
mo aconselhável, porém, quando é pro
posta como uma "solução geral" cons
titui perigoso erro e vem provar, sim plesmente, que seus proponentes icno-
ram os fatôres geográficos que regem a produção e o comércio mundiais. Comércio 6 troca de utilidades capaz de oferecer vantagem mútua. Isso"oóorre entre dois países somente quando e na medida em que produzem em exces so e se suas utiÜdades são diversas É
apim., vital para os Estados Unidos co' nhecerem que fatores causam essas dife renças.
Uma das principais causas das dife renças de utilidades, naturalmente, é a que se firma em básicas e permanentes
diferenças dos recursos físicos das pró prias naçõe's. Êsse será, na verdade o maior e mais difícil entre todos os pro blemas do após-guerra e que dará for tíssimas dores de cabeça aos diplomata."
chefes políticos e homens de negócios^ que não conheçam muito bem geogra
fia. E, desde que é assim tão impor tante, urge que cada cidadão norte-ame
ricano trate de saber alguma coisa a respeito.
Condições naturais dos E. U. A.
sente leitura mostra esse fato da manei
banido dc outros ]xn'ses, cujas regiões
ra mais clara possí\'el. A natureza di
climáticas são iguais às dos Estados Uni
vidiu nosso país em seis grandes regiões climática.s. Ao norte possuímos uma
dos.
Por nossa vez procuramos com
grande região do chamado clima do mi
prar matérias primas, somente dacjueles países cujas regiões .são diferentes das
lho c do trigo.
nossas. Isso vem a ser, infelizmente,
Ao centro e noroeste,
possuímos o território do chamado cli
ma do gado c da lavoura, incluindo-so
boa porção de área própria para o triga que fica mais ou menos isolada, nc.ssa
altura, porém mais para o oeste. Ao sul. temos a região do chamado cliim dos pastos e a zona das irrigações. Na Califórnia está localizada a região (Io c-líma das frutas mediterrâneas. Ào suc.stc está a imen.sa área do clima algodoeiro.
Sobreposto ao nordeste dos Estada'
como uma espada de dois gumes. Os países dõs quais compramos muito cons tróem grandes créditos em nossos ban cos. E usam, a seguir, esses crédit()s para comprar nossos automóveis, má quinas agrícolas c ferramentas dc todos os gêneros. Os paíse.s onde nada com pramos e para os quais também nao \'endemos, não o fazem especialmente como
medida de represália, jíorém por que, nações onde compramos c para as quais também vendemos,' simpatizam
giões constituem os Estados Unidos, po sequer dua.s delas lém algo de comunr Cada uma produz e oferece a outra di ferente lista de utilidades que pode ofe recer e, ao mesmo tempo, apresenta siu»
própria li.sta de utilidades, que descjii adquirir. Nessas circunstancias, a região nor
deste produz milho, trigo, carne de por co, gado cm pé, produtos secos, linlio.
aveia, centeio c batatas. Envia trigo linhaça pai-a a Argentina, trigo paVa a Austrália, porco para a Dinamarca, quei jo para o Canadá e pede inúmeros pro dutos dessas regiões, mesmo muitos <pu'
muito
conosco e procuram cooperar cntusiàsticamente com o nos.so governo.
aqueles países onde nada compramos c (juc, por sua voz, nada nos compram. Tais países não gostam dc nós. E — o
anormal que muito material grosseiro é
maior produtor dc em lodo mundo, ordinariamente vende fabulosa porcentagem dc sua produça ' jggta fiidos Unidos. E, desde o ^ guerra, vendeu-nos todo o seu açuca -
sólido na direção de Cuba.
O caso do Braàl
O Brasil, essa
"po'ssuiT são
território superior
^^
ferentes climas, j ^ conscquendo tipo chamado Ir I ' primeiro lu-
garem com nossos inimigos mais mortais, com êlcs cooperando intensamente.
cha, do
Aplicando-se esses simples princípios económico-gcográficos aos mais impor tantes negócios e acontecimentos que marcam a existência da nossa solidaiie-
dade continental, que devemos c pode mos entender?
Para tornar o problema mais simples, .suponhamos que devamos examinar sòmento a nossa posição relatixamente à Argentina, ao Brasil e Cuba. Procure
mos compreender esses trcs países, em
Isso cria uma situação de tal fonna
rência em nosso pai.s. Cuba, que e
bom podo levá-los ao extremo de se li
(juc é muito pcor — êsse anlagouisnío
sua.'; relações com os Estados Unidos
oeste, do sul e da região californiana.
próprios dêsse clima, encontram pou quíssima ou mesmo nenhuma conco
Isso,
der ou de comprar. Compra na Argen tina lãs, laranjas espanholas, passas r uvas gregas, azeite de oliva do tipo ita liano, enquanto outros Estados gosta riam do recebê-los ou fornecê-los. Adqui re, também, as utilidades da Flórida, da
Na região orien
Nenhum deles tom "duplicata nos lis tados Unidos e os produtos cubanos,
forçosamente, não poderia acontecer com
outras regiões do país gostariam de xen-
tituição, provoca as mais acentuadas di
naz e outras frutas.
tal, sempre varrida por um vento úmi do bá o melhor clima para as bana nas e os cliamados produtos fiorestais.
isso os impede de comprar. Contudo, as
trial urbano; outra.s isolada.s regiões in dustriais, menores, surgem em diferentes partes do país. Coletivamente, essas sete grandes re rém em seus interesses econômicos, nem
possui açúcar, tabaco superior, tanto pa ra cigarros, quanto para chanitos, una-
nada vendendo, não jiossucin crédito c
Unidos, surge o imenso cinturão indus
O clima, além de outros fatores atineníes ao solo e sua vegetação e cons
ferenças de recursos naturais. O mapa cios Estados Unidos, que ilustra a ijre-
41
Dice-sto Econômico
da América do Norte e talvez tenha
tementc, dos nossos. gar devemos citar
cobrc toda a
A maior parte da ilha de Cuba tem agricultura tropical e clima próprio pa ra a criação de gado. Daí resulta que
borrae
g inexplorada Baverdadeiros es-
cia Amazônica.
«rande maio-
faimados,
des-
ria desses
j,, recente guer-
tIr os fjí; nnmeiros clias interêsse. _ de coloca ra, em nosso P imensa mos milhões de a
área, com a espere
,
da à velha desprezadaj^ indústria da
rudimentar
'^ue os lucros ime-
nha custado mais do que^o
diatamente obtidos P
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mos a "chave" para todo o hemisfério. O caso de Cuba
I
sin^s cono-^o.
Outra ai' '^
^ jr denominada
de gado. Essa região esta sendo agora
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1'
• ■ '>'«^'>f"i*
Digesto Econômico
43
Dicesto Econômico
colorada com métodos de maior efi ciência, mas seu desenvoKdmento é ain-
^ vagaroso, produzindo pouca quanti^de de açúcar e razoá\'el quantidade de gado, êste, entretanto, de qualida
de inferior ao nosso. A sua carne é menos rica e só de longe pode com
petir com a exportação norte-america na. Ao longo da costa oriental há o
chamado clima dos cocos, do arroz, da noz de côco e da banana, que não nos perturba nem interessa muito.
Logo, porém, atrás da linha costei
ra, surge um imenso platô de clima ca-
teeiro.
O Brasil é o maior produtor
ae caté em todo o mundo e nós somos os_ seus maiores compradores. Na re gião sulina, principalmente S. Paulo
sos Estados .sulinos. No noroeste ar gentino, os atuais mellioramentos na
americano aumentou sua colheita de vá
produto argentino que não faça con corrência a qualquer utilidade norte-
tido de conquistar as promissoras ter ras algodoeiras da Austrália, assim co mo a imediata conquista do cinturão aigodoeiro da China. E nenhum de nossos legisladores que planejaram es-
fico, dificilmente se encontrará algum americana.
plamente a produção nordestina do mes
ção argentina.
desenvolvendo constante e velozmente.
Essas similaridades e diferenças re gionais não são peculiares ao hemisfé
Essa região brasileira se vai
Entretanto, o seu ritmo ainda não pode
rio ocidental apenas.
]á comece a nos preocupar um pouco
do o esquema mundial, com suas re giões climáticas influindo na produção e no equilíbrio econômico em todos os
competir com o nosso e seu algodão ainda não nos prejudica muito, embora
e mais nos preocupará em futuro pró
ximo.
^
Se.-a como fôr tudo bem pesado e medido, o hemisfério está bastante só lido na direção do Brasil.
i ■r
O caso da Argentina
Entretanto a nação que pode ser talvez, considerada como a mais prós pera da América do Sul. a Argentina contém quatro tipos de climas, que são
como cópia de papel carbono dos cli
mas norte-americanos. Os Pampas são uma combinação de Kansas-Towa-North
Dakota, produzindo trigo, milho, aveia
centeio, com vastas criações de porcos e gado para corte. Em redor de cidadc«: como Buenos Aires, Rosário c La Plata. fá os argentinos iniciam a in dústria dos produtos secos e das fru. tâs em conserva, organizando grandio
samente seu mercado de cereais.
Durante a depressão de 1930, o Con gresso norte-americano entendeu dever elevar-o preço do algodão nos Estados do sul. Ràpidamente, o algodão, sul-
região desértica e alguns trabalhos c projetos de irrigação, já tiveram como resultado uma longa lista de utilidades próprias dos Estados de Arizona, Novo México e a parte mais ocidental do Te xas. No extremo sul, a Patagônia é uma espécie de Alto-Montana ou Wyoming. E, dentro desse quadro geográ
esta localizada a área do clima algodoeimo país.
'
tôdas as qualidades próprias aos nos
Consequentemente, o hemisfério se apresenta fraquíssimo na direção da sec-
ro, por excelência, a qual iá venceu am
:
A Bacia do Paraná é um poderoso
cinturão aigodoeiro, capaz de produzir
caminhos do globo.
Ainda existe to
E qualquer plano
{lara as relações internacionais terá que evar tal fato em grande consideração.
No entanto, muitos norte-americanos se" acostumaram a pensar que a região sul
da Califórnia é qualquer coisa de úni
ca no mundo.
fá hoje, porém, iguais
nância, mas uma tarefa delicadíssima
em que se terá que atender <às impor tantes realidades da geografia econô mica.
E quando o mundo se contrai mais
rios centos por cento. A mesma produ ção foi imediatamente estimulada na África do Sul. O Japão, grande com
e mais, numa compacta comunidade, camihhamos ràpidamente para um dile
deria totalmente êsse fornecedor, entrou
geograficamente nos suprem e criam barreiras contra aquelas outras cuja si
prador do algodão, alarmado com a elevação do preço do nosso algodão o sentindo que, mais dia menos dia, per a forjar planos e a manobrar no sen
sa.s erradís-símas medidas
controladoras
do nosso algodão nem tão pouco os
congressistas que transformaram tais medidas em lei, jamais pensaram nas
conseqüências mundiais de tal ação.
ma. Ou continuamos sob a política de tarifas protetoras em casa e um pro grama de subjugação econômica no ex terior e para tôdas essas regiões que milaridade constitui uma ameaça con
tra nós, ou adotamos um programa de comércio livre, capaz de permitir a ca
da região da terra descobrir por si mesma o que é geograficamente n^Ihor indicado produzir para o mercado mundial, sem nenhum auxílio artificial nem obstáculos de qualquer espécie. Na primeira direção chegaremos ao
imperialismo, com sensível aumento de possibilidades para nova guema.
Um dilema
.segunda, encontraremos a dMsfio geo
Êsses ligeiros exemplos talvez sejam suficientes para convencer qualquer pes soa de que a construção de um mun do de após-guerra perfeito não se re
relações interregíonais conduzindo O
sume a meia dúzia de resoluções astu
ciosas nem de frases de grande resso
gráfica do trabalho, com aumento das
mundo para uma integração.
O que, certamente, não poderá ha ver c um meio têrmo. ..
(Transcrito do "Eu Sei 2'udo".)
a ela estão arroladas cinco regiões no mundo.
O
clima
mediterrâneo
é o
mesmo em Santiago de Espanha, em
Santiago do Chile e em San Diego da Califórnia. Laranjas, azeite de oliva,
figos, uvas, maçãs, etc., crescem igual mente bem em tôdas as regiões seme lhantes.
Similarmente, nosso sul, com seu cin
turão aigodoeiro, não é nenhum fenô meno geográfico isolado. Existem qua tro outros cinturões algodoeiros de gran de potencial em todo o mundo. São eles: A China Central, a região sul da Austrália, o sudeste da África e a Ba cia do Paraná, na América do Sul.
/ Seja agradável sempre que fôr necessário mas comedido em suas amabilidades.
-■•ínWf
42
1'
• ■ '>'«^'>f"i*
Digesto Econômico
43
Dicesto Econômico
colorada com métodos de maior efi ciência, mas seu desenvoKdmento é ain-
^ vagaroso, produzindo pouca quanti^de de açúcar e razoá\'el quantidade de gado, êste, entretanto, de qualida
de inferior ao nosso. A sua carne é menos rica e só de longe pode com
petir com a exportação norte-america na. Ao longo da costa oriental há o
chamado clima dos cocos, do arroz, da noz de côco e da banana, que não nos perturba nem interessa muito.
Logo, porém, atrás da linha costei
ra, surge um imenso platô de clima ca-
teeiro.
O Brasil é o maior produtor
ae caté em todo o mundo e nós somos os_ seus maiores compradores. Na re gião sulina, principalmente S. Paulo
sos Estados .sulinos. No noroeste ar gentino, os atuais mellioramentos na
americano aumentou sua colheita de vá
produto argentino que não faça con corrência a qualquer utilidade norte-
tido de conquistar as promissoras ter ras algodoeiras da Austrália, assim co mo a imediata conquista do cinturão aigodoeiro da China. E nenhum de nossos legisladores que planejaram es-
fico, dificilmente se encontrará algum americana.
plamente a produção nordestina do mes
ção argentina.
desenvolvendo constante e velozmente.
Essas similaridades e diferenças re gionais não são peculiares ao hemisfé
Essa região brasileira se vai
Entretanto, o seu ritmo ainda não pode
rio ocidental apenas.
]á comece a nos preocupar um pouco
do o esquema mundial, com suas re giões climáticas influindo na produção e no equilíbrio econômico em todos os
competir com o nosso e seu algodão ainda não nos prejudica muito, embora
e mais nos preocupará em futuro pró
ximo.
^
Se.-a como fôr tudo bem pesado e medido, o hemisfério está bastante só lido na direção do Brasil.
i ■r
O caso da Argentina
Entretanto a nação que pode ser talvez, considerada como a mais prós pera da América do Sul. a Argentina contém quatro tipos de climas, que são
como cópia de papel carbono dos cli
mas norte-americanos. Os Pampas são uma combinação de Kansas-Towa-North
Dakota, produzindo trigo, milho, aveia
centeio, com vastas criações de porcos e gado para corte. Em redor de cidadc«: como Buenos Aires, Rosário c La Plata. fá os argentinos iniciam a in dústria dos produtos secos e das fru. tâs em conserva, organizando grandio
samente seu mercado de cereais.
Durante a depressão de 1930, o Con gresso norte-americano entendeu dever elevar-o preço do algodão nos Estados do sul. Ràpidamente, o algodão, sul-
região desértica e alguns trabalhos c projetos de irrigação, já tiveram como resultado uma longa lista de utilidades próprias dos Estados de Arizona, Novo México e a parte mais ocidental do Te xas. No extremo sul, a Patagônia é uma espécie de Alto-Montana ou Wyoming. E, dentro desse quadro geográ
esta localizada a área do clima algodoeimo país.
'
tôdas as qualidades próprias aos nos
Consequentemente, o hemisfério se apresenta fraquíssimo na direção da sec-
ro, por excelência, a qual iá venceu am
:
A Bacia do Paraná é um poderoso
cinturão aigodoeiro, capaz de produzir
caminhos do globo.
Ainda existe to
E qualquer plano
{lara as relações internacionais terá que evar tal fato em grande consideração.
No entanto, muitos norte-americanos se" acostumaram a pensar que a região sul
da Califórnia é qualquer coisa de úni
ca no mundo.
fá hoje, porém, iguais
nância, mas uma tarefa delicadíssima
em que se terá que atender <às impor tantes realidades da geografia econô mica.
E quando o mundo se contrai mais
rios centos por cento. A mesma produ ção foi imediatamente estimulada na África do Sul. O Japão, grande com
e mais, numa compacta comunidade, camihhamos ràpidamente para um dile
deria totalmente êsse fornecedor, entrou
geograficamente nos suprem e criam barreiras contra aquelas outras cuja si
prador do algodão, alarmado com a elevação do preço do nosso algodão o sentindo que, mais dia menos dia, per a forjar planos e a manobrar no sen
sa.s erradís-símas medidas
controladoras
do nosso algodão nem tão pouco os
congressistas que transformaram tais medidas em lei, jamais pensaram nas
conseqüências mundiais de tal ação.
ma. Ou continuamos sob a política de tarifas protetoras em casa e um pro grama de subjugação econômica no ex terior e para tôdas essas regiões que milaridade constitui uma ameaça con
tra nós, ou adotamos um programa de comércio livre, capaz de permitir a ca
da região da terra descobrir por si mesma o que é geograficamente n^Ihor indicado produzir para o mercado mundial, sem nenhum auxílio artificial nem obstáculos de qualquer espécie. Na primeira direção chegaremos ao
imperialismo, com sensível aumento de possibilidades para nova guema.
Um dilema
.segunda, encontraremos a dMsfio geo
Êsses ligeiros exemplos talvez sejam suficientes para convencer qualquer pes soa de que a construção de um mun do de após-guerra perfeito não se re
relações interregíonais conduzindo O
sume a meia dúzia de resoluções astu
ciosas nem de frases de grande resso
gráfica do trabalho, com aumento das
mundo para uma integração.
O que, certamente, não poderá ha ver c um meio têrmo. ..
(Transcrito do "Eu Sei 2'udo".)
a ela estão arroladas cinco regiões no mundo.
O
clima
mediterrâneo
é o
mesmo em Santiago de Espanha, em
Santiago do Chile e em San Diego da Califórnia. Laranjas, azeite de oliva,
figos, uvas, maçãs, etc., crescem igual mente bem em tôdas as regiões seme lhantes.
Similarmente, nosso sul, com seu cin
turão aigodoeiro, não é nenhum fenô meno geográfico isolado. Existem qua tro outros cinturões algodoeiros de gran de potencial em todo o mundo. São eles: A China Central, a região sul da Austrália, o sudeste da África e a Ba cia do Paraná, na América do Sul.
/ Seja agradável sempre que fôr necessário mas comedido em suas amabilidades.
45
Digesto Econômico
A:gtuíi*im
Posição dos principais produtos Vale a pena passarmos em revista a
dro seguinte, relativo ao total de nos so movimento c.xportador nos anos de
posição dos principais produtos de
guerra:
nossa balança exportadora, no decor 1940 3.237.000 toneladas; 1941 ..
aí511 «M
ção em 1.000 toneladas):
2.696.000; 1944 2.671.000 toneladas. 1941
1940
'^or Cristovam Dantas i^Í»ARA O "dICESTO ECONÓMICO")
algodão
4
9 288 297
26 154 330
20 108 297
83 72
26 78 287 85
115
102
19
224
Pinho Arroz
247
penderão sobretudo da capacidade aquisitiva
Cacau
107
do mosaico de povos europeus. Êsscs poccs,
Carnes
48
13 133 64
não obstante haverem,sofrido em demasia cofl
Fumo
17
18
a (guerra, têm fome de produtos de climatolo gia tropical e semi-iropical, como os elabomdos pelo Brasil.
Câmaras de ar e
• ••
41
Mate
50 63
tivemos c|uc concentrar o grosso àf nossa exportação nos mercados dí
O exame dos algarismos acima reve
corrente exporta
como
era
crença dominante em certos círculos
ctonomicos do país,
nos últimos meses de 1939 e no início cl<^ 1940.
O contrário preciF Vé o que nos ^ ocorreu. Perdendo a _^maior parte dos cen tros consumidores eu ropeus,
asiáticos
e
porém, qual fôsse a dose de boa vont^' cic dos povos irmãos, da .\mérica, ^
la que alguns produtos registaram au mento quantitativo de vendas enquan to outros, a maior parte, assinalaram
que a realidade de 1940 a 1944 se ii»*
recuo mais do que evidente.
Cumbiu de demonstrar é que nos cen
Alguns povos americanos, como o
tros de absorção dos povos colombin' nos não encontramos elementos non'
Canadá, a Argentina, os Estados Uni dos, e várias nações continentais não
meios para nos ressarcirem dos da
contemplaram
nos advindos da contração de nosjn
caudal exportador para os mercado-' não americanos.
Que SC manifestou, cm obediência n essa circunstância e a outras tantas, n declínio físico de nossas remessas es-
ternas, é bastante atentarmos ao qua-
o
mesmo
recuo
na
quantidade dc suas vendas. Além de
30
4
70 49 44
encerrada. Idealmente Je jane
na importância de zeiros.
uma fisionomia exportadora que, em
Tecidos de
volume, não foi de molde a conferir a
4 12 48 47
junho dêste ano. colocamos ^internae mercadorias nos "terçados cionais de cons„n,o pesando toneladas — de 1944 — do que em período i 353.OOO cru-
variarem o rol de seus produtos ven
Os"artigos que mais se destacaram foram os seguintes . Gafe em
toneladas; iaor;- Algodão
nós mesmos e ao estrangeiro em geral um testemunho de nossa virilidade
T
céonómica.
Cacau 33.005; Carnes 12.338; Outros produtos /lu.a/i.
O panorama de nosso comércio ex
terior, tal como êle se nos debuxou. .
42
.fro Hp 1945, nos leva, no primeiro semestre ^ contudo, a declarar 9"e a tração física de portador pode ser ianeiro a
dáveis, elevaram o seu volume. In felizmente, não nós foi dado verifi car o mesmo fenômeno no Brasil. Emergimos do conflito ostentando
O panorama no I.° semestre de 1945
II ÉUlIllSáiíPi- iláiltftÉ'»'
5 46 55 45
4
25
67 51 100
o Brasil, durante o con
dora,
150
5 1
Algodão em fio . -
50 17
2
Laranjas .. ■ . • •
PossCi
70
pneumátidos
africanos a nossa produção vcndávelr consumo de nosso hemisfério.
813
437
Algodão cm rama
europeu,
1944
663
logrou
flito
1943
723
Café Tecidos dc
A.s possibilidades do aunicitio do volume àc vossas exportações, no ano em andamento, rfí-
avolumar a sua
1942
607
Açúcar
]yAo
rer do qüinqüênio em apreço.
se colocaram desta maneira (exporta
3.536.000; 1942 2.661.000; 1943 ..
'■ P-
carnaúba 6.571; Pe?e, e couVosCê'ra "609;de Mamcna 84.103; A_
-^;iv;i;,4ac1p<: dn aumento do vo-
45
Digesto Econômico
A:gtuíi*im
Posição dos principais produtos Vale a pena passarmos em revista a
dro seguinte, relativo ao total de nos so movimento c.xportador nos anos de
posição dos principais produtos de
guerra:
nossa balança exportadora, no decor 1940 3.237.000 toneladas; 1941 ..
aí511 «M
ção em 1.000 toneladas):
2.696.000; 1944 2.671.000 toneladas. 1941
1940
'^or Cristovam Dantas i^Í»ARA O "dICESTO ECONÓMICO")
algodão
4
9 288 297
26 154 330
20 108 297
83 72
26 78 287 85
115
102
19
224
Pinho Arroz
247
penderão sobretudo da capacidade aquisitiva
Cacau
107
do mosaico de povos europeus. Êsscs poccs,
Carnes
48
13 133 64
não obstante haverem,sofrido em demasia cofl
Fumo
17
18
a (guerra, têm fome de produtos de climatolo gia tropical e semi-iropical, como os elabomdos pelo Brasil.
Câmaras de ar e
• ••
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Mate
50 63
tivemos c|uc concentrar o grosso àf nossa exportação nos mercados dí
O exame dos algarismos acima reve
corrente exporta
como
era
crença dominante em certos círculos
ctonomicos do país,
nos últimos meses de 1939 e no início cl<^ 1940.
O contrário preciF Vé o que nos ^ ocorreu. Perdendo a _^maior parte dos cen tros consumidores eu ropeus,
asiáticos
e
porém, qual fôsse a dose de boa vont^' cic dos povos irmãos, da .\mérica, ^
la que alguns produtos registaram au mento quantitativo de vendas enquan to outros, a maior parte, assinalaram
que a realidade de 1940 a 1944 se ii»*
recuo mais do que evidente.
Cumbiu de demonstrar é que nos cen
Alguns povos americanos, como o
tros de absorção dos povos colombin' nos não encontramos elementos non'
Canadá, a Argentina, os Estados Uni dos, e várias nações continentais não
meios para nos ressarcirem dos da
contemplaram
nos advindos da contração de nosjn
caudal exportador para os mercado-' não americanos.
Que SC manifestou, cm obediência n essa circunstância e a outras tantas, n declínio físico de nossas remessas es-
ternas, é bastante atentarmos ao qua-
o
mesmo
recuo
na
quantidade dc suas vendas. Além de
30
4
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encerrada. Idealmente Je jane
na importância de zeiros.
uma fisionomia exportadora que, em
Tecidos de
volume, não foi de molde a conferir a
4 12 48 47
junho dêste ano. colocamos ^internae mercadorias nos "terçados cionais de cons„n,o pesando toneladas — de 1944 — do que em período i 353.OOO cru-
variarem o rol de seus produtos ven
Os"artigos que mais se destacaram foram os seguintes . Gafe em
toneladas; iaor;- Algodão
nós mesmos e ao estrangeiro em geral um testemunho de nossa virilidade
T
céonómica.
Cacau 33.005; Carnes 12.338; Outros produtos /lu.a/i.
O panorama de nosso comércio ex
terior, tal como êle se nos debuxou. .
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.fro Hp 1945, nos leva, no primeiro semestre ^ contudo, a declarar 9"e a tração física de portador pode ser ianeiro a
dáveis, elevaram o seu volume. In felizmente, não nós foi dado verifi car o mesmo fenômeno no Brasil. Emergimos do conflito ostentando
O panorama no I.° semestre de 1945
II ÉUlIllSáiíPi- iláiltftÉ'»'
5 46 55 45
4
25
67 51 100
o Brasil, durante o con
dora,
150
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Algodão em fio . -
50 17
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Laranjas .. ■ . • •
PossCi
70
pneumátidos
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813
437
Algodão cm rama
europeu,
1944
663
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1943
723
Café Tecidos dc
A.s possibilidades do aunicitio do volume àc vossas exportações, no ano em andamento, rfí-
avolumar a sua
1942
607
Açúcar
]yAo
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se colocaram desta maneira (exporta
3.536.000; 1942 2.661.000; 1943 ..
'■ P-
carnaúba 6.571; Pe?e, e couVosCê'ra "609;de Mamcna 84.103; A_
-^;iv;i;,4ac1p<: dn aumento do vo-
46
Digesto EcoNÓvua.
andamento, dependerão sobretudo da
atinente aos preços médios por tone
capacidade
lada alcançados pelo café: 1938 2.236 cruzeiros; 1939 1940 2.199; 1941 3.042; 1942
aquisitiva
do
mosaico
de povos europeus. Êsses povos, não obstante haverem'sofrido em demasia
com a guerra, têm fome de produtos
de climatologia tropical e semi-tropical, como os elaborados pelo Brasil. Urge, pois, que saibamos prevalecer-nos dêsse estado de coisas, dando mais uma prova de que estamos em condições de ser um dos melhores ce leiros e armazéns do Novo Mundo à disposição do Velho Mundo. A valorização dos produtos
Um dos aspectos mais interessantes da economia brasileira, desde que ex plodiu em 1939 o conflito europeu se relacionou com a valorização em moe
da nacional da maior parte dos produ
tos que integram a nossa balança ex portadora.
Essa valorização foi a maior respon-
.savel pelo aCumuIo de saldos em nos so comercio internacional, na realida de dos mais elevados que jamais lo gramos obter, sobretudo nos três Ú1
1938 17.247 cruzeiros: 1939 14.827: 1940 17.156; 1941 22.586; 1942 31 2IÜ; 1943 41.774; 1944 .52.127.
Vejamos agora como se materiali zaram os preços médios por tonelada para os "outros produtos" de nossa c.xportação, tomados em conjunto:
1938 962 cruzeiros: 1939 1.050- l9ld 1.316; 1941 1.572; 1942 2.154; 1943 -• 2..337; 1944 3.156.
Os preços médios que vigorarai" nesses sete anos para o total de nos sas vendas externas foram :
1938-1.296 cruzeiros; 1939 1 342' 1940 1.532; 1941 1.902; 1942 2 819: 1943 3.237; 1944 4.015. No ano em que começou a luta af mada, o de 1939, os preços rriédios tonelada eram de apenas 1.342 cruzei'
cas reconhecidamente normais, como ^
ros.
Em 1944, alcançaram êles 4.01^ Em moeda brasileira, pel"
menos, a valorização da corrente e:<' portadora nacional alteou-se a nive''
muito acima dos prcvalecentes em épO' de antes do conflito.
Saberá o Brasil utilizar-se dos "sU' peravfts" obtidos em seu escambo de produtos com o estrangeiro, motiví'
dos por essa elevação e pela contra' ção quase que obrigatória de nossas aquisições externas, empregando-os compra de bens de produção e de va' lores econômicos imprescindíveis ®
melhoria de nosso padrão de vida, ^ intensificação da labuta económicf produtiva da nação, à ampliação e ^
produtos.
modernização de nosso sistema dê transportes, ferro e rodoviários e à aS'
De 1938 a 1944, aqui está o quadro
censão dos índices da renda nacional?
de
algodão
e
os
outros
(Cônsul do Brasil)
(especial para o "dicesto econômico")
bém ascensional:
quantos se encontram familiarizados com a nossa economia. Mas devido ao fato de os nossos artigos exportá
setor .se passou com o café, os tecidos
por Vinícius da Veiga
Os tecidos de "ouro branco" regis taram de seu turno esta curva, tam
cruzeiros.
de largas vendas internacionais, analisando-se, por exemplo, o que nesse
de Venda
1943 4.620;. 1944 4.770.
timos anos, os de 1942, 1943 e 1944 O total de nossas vendas quantitàti vas ao exterior durante a guerra dimi nuiu, como e do conhecimento de
veis terem obtido preços médios em cruzeiros melhores do que no período anterior a 1939, çonseguimos obter por um caudal exportador reduzido em volume um rendimento em nosso di nheiro mais alto do que outrora. E' possível, aliás, ter-se uma idéia da maneira como se processou a ele vação dos preços de nossos produtos
A Propaganda Comercial e os Métodos
2 257 4 500
^ERTA vez, nos Estados Unidos,"fui con vidado a comparecer a um almôço
Assim cotyio ynuitas ilhas
formaram pela lenta construção cios
que era oferecido ao cônsul do Brasil,
luscos que produzem coral,
representado em Baltimore pela mi nha humilde pessoa, e tive que falar do nossas relações comerciais com aque
vando colunas desde o fundo do no até a superfície, também Cjua q neaócio se constitui de inumeráveis talhes, hábitos, idéias e programas. importância que se dá às
le país. Durante o almôço fui, então, inter
rogado sôbre os gastos de nossas fir mas em propaganda comercial, e tive de confessar que as verbas destinadas para ôsse fim eram insignificantes, pois entre nôs a propaganda ainda não ti nha o valor que lhe davam na Améri ca do Norte.
Um dos meus interlo
cutores disse-me que a verba para pro paganda, ali, é um dos principais ele mentos a considerar quando se trata do capital necessário a uma nova indús
tria, novo produto ou mercadoria qiie se deseja lançar no mercado interno. Outro asseverou, num grupo, já quan do saboreávamos o café, licores e ci
garros: "watch out for little things in
sas freqüentemente causa os y
falências no mundo dos negócios.
your business and the larger maters will take care of themselves . Estas pequenas coisas,
eram justamente a cor e a
pacote de café, o desenho de
um
vidro
de perfume, a significaça , nominação ou o „„^"^„ercadoo lançamento de uma n
ria no mercado consumidor.
46
Digesto EcoNÓvua.
andamento, dependerão sobretudo da
atinente aos preços médios por tone
capacidade
lada alcançados pelo café: 1938 2.236 cruzeiros; 1939 1940 2.199; 1941 3.042; 1942
aquisitiva
do
mosaico
de povos europeus. Êsses povos, não obstante haverem'sofrido em demasia
com a guerra, têm fome de produtos
de climatologia tropical e semi-tropical, como os elaborados pelo Brasil. Urge, pois, que saibamos prevalecer-nos dêsse estado de coisas, dando mais uma prova de que estamos em condições de ser um dos melhores ce leiros e armazéns do Novo Mundo à disposição do Velho Mundo. A valorização dos produtos
Um dos aspectos mais interessantes da economia brasileira, desde que ex plodiu em 1939 o conflito europeu se relacionou com a valorização em moe
da nacional da maior parte dos produ
tos que integram a nossa balança ex portadora.
Essa valorização foi a maior respon-
.savel pelo aCumuIo de saldos em nos so comercio internacional, na realida de dos mais elevados que jamais lo gramos obter, sobretudo nos três Ú1
1938 17.247 cruzeiros: 1939 14.827: 1940 17.156; 1941 22.586; 1942 31 2IÜ; 1943 41.774; 1944 .52.127.
Vejamos agora como se materiali zaram os preços médios por tonelada para os "outros produtos" de nossa c.xportação, tomados em conjunto:
1938 962 cruzeiros: 1939 1.050- l9ld 1.316; 1941 1.572; 1942 2.154; 1943 -• 2..337; 1944 3.156.
Os preços médios que vigorarai" nesses sete anos para o total de nos sas vendas externas foram :
1938-1.296 cruzeiros; 1939 1 342' 1940 1.532; 1941 1.902; 1942 2 819: 1943 3.237; 1944 4.015. No ano em que começou a luta af mada, o de 1939, os preços rriédios tonelada eram de apenas 1.342 cruzei'
cas reconhecidamente normais, como ^
ros.
Em 1944, alcançaram êles 4.01^ Em moeda brasileira, pel"
menos, a valorização da corrente e:<' portadora nacional alteou-se a nive''
muito acima dos prcvalecentes em épO' de antes do conflito.
Saberá o Brasil utilizar-se dos "sU' peravfts" obtidos em seu escambo de produtos com o estrangeiro, motiví'
dos por essa elevação e pela contra' ção quase que obrigatória de nossas aquisições externas, empregando-os compra de bens de produção e de va' lores econômicos imprescindíveis ®
melhoria de nosso padrão de vida, ^ intensificação da labuta económicf produtiva da nação, à ampliação e ^
produtos.
modernização de nosso sistema dê transportes, ferro e rodoviários e à aS'
De 1938 a 1944, aqui está o quadro
censão dos índices da renda nacional?
de
algodão
e
os
outros
(Cônsul do Brasil)
(especial para o "dicesto econômico")
bém ascensional:
quantos se encontram familiarizados com a nossa economia. Mas devido ao fato de os nossos artigos exportá
setor .se passou com o café, os tecidos
por Vinícius da Veiga
Os tecidos de "ouro branco" regis taram de seu turno esta curva, tam
cruzeiros.
de largas vendas internacionais, analisando-se, por exemplo, o que nesse
de Venda
1943 4.620;. 1944 4.770.
timos anos, os de 1942, 1943 e 1944 O total de nossas vendas quantitàti vas ao exterior durante a guerra dimi nuiu, como e do conhecimento de
veis terem obtido preços médios em cruzeiros melhores do que no período anterior a 1939, çonseguimos obter por um caudal exportador reduzido em volume um rendimento em nosso di nheiro mais alto do que outrora. E' possível, aliás, ter-se uma idéia da maneira como se processou a ele vação dos preços de nossos produtos
A Propaganda Comercial e os Métodos
2 257 4 500
^ERTA vez, nos Estados Unidos,"fui con vidado a comparecer a um almôço
Assim cotyio ynuitas ilhas
formaram pela lenta construção cios
que era oferecido ao cônsul do Brasil,
luscos que produzem coral,
representado em Baltimore pela mi nha humilde pessoa, e tive que falar do nossas relações comerciais com aque
vando colunas desde o fundo do no até a superfície, também Cjua q neaócio se constitui de inumeráveis talhes, hábitos, idéias e programas. importância que se dá às
le país. Durante o almôço fui, então, inter
rogado sôbre os gastos de nossas fir mas em propaganda comercial, e tive de confessar que as verbas destinadas para ôsse fim eram insignificantes, pois entre nôs a propaganda ainda não ti nha o valor que lhe davam na Améri ca do Norte.
Um dos meus interlo
cutores disse-me que a verba para pro paganda, ali, é um dos principais ele mentos a considerar quando se trata do capital necessário a uma nova indús
tria, novo produto ou mercadoria qiie se deseja lançar no mercado interno. Outro asseverou, num grupo, já quan do saboreávamos o café, licores e ci
garros: "watch out for little things in
sas freqüentemente causa os y
falências no mundo dos negócios.
your business and the larger maters will take care of themselves . Estas pequenas coisas,
eram justamente a cor e a
pacote de café, o desenho de
um
vidro
de perfume, a significaça , nominação ou o „„^"^„ercadoo lançamento de uma n
ria no mercado consumidor.
.-V
•- ■♦-W';w
48
Dicksto Econójiíco
Naquela época, quando ouvi pela pri-
. '
meira vez tal observação, não llae dei a importância que merecia, mas nestes
últirnos anos compreendi o seu valor creio que todo industrial ou comer ciante deve meditar -sôbre isto.
,
Assim como muitas ilhas tropicais se formaram pela lenta construção dos mo luscos que produzem coral, vindo ele vando colunas desde o fundo do ocea
no até a superfície, também qualquer negócio se constitui de inumeráveis de
talhes, hábitos, idéias e programas. A importância que se dá às pequenas coisas^ freqüentemente causa os êxitos ou ralencias no mundo dos negócios. Nesta época de compeüção, todo de talhe na produção e lançamento de um artigo para o consumo público deve me-
estudo. Li morte que John D. Rockefeller, ®antes de sua inspecionava certa fábrica de refinação de
petroleo da Standard Oil Company de W que era o maior acionista e, de renen-
te, parou diante de uma máquina autornaüca, que enchia e selava latas de cinco galões de óleo lubrificante As Jatas eram trazidas pela esteira (con veyer) na proporção de doze por anel
sendo enchidas de óleo num segundo e
depois levadas para a prensa de soldar. Rockefeller, depois de observar com
atenção, logo após interrogou o supe
rintendente: "quantas gotas de estanho o senhor usa para soldar cada dúzia
de latas?" O empregado respondeu,
nuição de uma gota de estanho na sol-
dagem do suas latas.
Ora, observando nossa própria rida e or. nossos negócios, nós poderemos des
cobrir pequenas gotas de solda que se transformarão facilmente em gotas de ouro.
Pensemos
um
pouco sobre os
]ieqnenos nadas que influem na perso nalidade de um comerciante, a fim de
49
Dicesto Econômico
pessoal, como sejam as mãos limpas, as unhas feitas, os dentes polidos é claros, a barba feita todos os dias e o cabelo
cortado regularmente e bem penteado.
. Digo isto porque, como compradores nós instintivamente,
ao
entrar
nos
ne
que nie encontrava nas xdzinhanças e
E' humana, cm su
O vendedor ou a "vendcuse", por sua parte, nos tratará conforme a nos sa aparência e, pelo nosso aspecto físico ou nossa aparência pessoal, nos trará logo aquilo que nos agrada, ao passo que, para aqueles que se apresentam mal vestidos e aparvalhados nos mo
que nas bibliotecas já existe uma es tante destinada à Ciência ou a Arte dc
Vendedor, embora muita gente afirme
que o "bom vendedor" ou "comercian te" nasce, como os grandes artistas. Outros dirão que eles não existem com tais qualidades inatas.
Eu aci*edito, no entanto, 'que, pelo estudo e observação dos homens e das
coisas, das circunstâncias do tempo e
da época em que vivemos, podemos acreditar que o homem inteligente e ob servador poderá desenvolver na sua per
sonalidade um bom negociante, como
outros indivíduos se tornam grandes ad vogados, médicos ou artistas. E são, para mim, os detalhes ou pequenas coisas que lhes facultarão o sucesso desejado, na profissão que tiverem es colhido.
Tratemos de explicar.
Primeiro — Aparência pessoal
dos, será um trazer e abrir de caixas
com artigos os mais ordinários e feios da casa.
Cada fabricante para obter sucesso, também procura envolver os seus ar tigos em papel mais atraente pela qua lidade ou pela côr. Por exemplo: aqui está um maço de cigarros Camel.
É
a marca que se vende mais no mundo atualmente. No entanto, a H. J. Reynolds Company acaba de envolver essa marca em papel celofane. Cada comer ciante precisa compreender que sua vi trine, assim como os artigos que nela
expõe, deve ser de bela aparência bela
e
mesmo
artística,
a
fim
atrair a atenção dos fregueses.
de
E o
comerciante que não compreender o
Anúncio, por exemplo, é venda im pressa mas se ela não atrai a atenção
As máquinas foram ajustadas para vinte e oito gotas de estanho e experi
dinheiro.
resultado
ra correta e decente nas suas maneiras
É necessário ser, também, sempre cor tês ao aproximar-se do comprador e sem afetação ao topar com alguma pessoa
sem pestanejar:
"trinta" — "Experi
mentadas, mas a experiência não deii
satisfatório.
"Experimente
vinte e nove , acrescentou Rockefeller. De novo a operação de ajustamento foi
feita e as maquinas funcionaram à per feição.
O resultado final disso foi que a Companhia passou a economizar, por aüo, cinqüenta mil dólares pela dimi-
do público, o anunciante perde o seu Assim, também, o vendedor
que não se apresentar de uma manei
e vestuário, está exposto a não atrair a
atenção dos seus clientes, Naturalmente, não exigimos que êlf seja um Marajá da índia pela extra vagância e riqueza de sua indumentãria, mas que se vista bem e com bom
nunca
será
Um
E de mau efeito dizer: "Aconteceu
lembrei-me de visitá-lo", como se o
alcance disto
mente vinte e oito", disse Rockefeller.
continuadas de cigarros e charutos, pois ofertas desse gênero só se justiricam
vestido e cortês.
ma, essa atitude de nossa parte.
terra e nos Estados Unidos, de forma
Outro hábito a
quando o artigo seja da melhor marca.
seus processos comerciais.
sido escrito a esse respeito, na Ingla
tração de fôrça física.
e\itar-se por contraproducente é o de importunar seus clientes com ofertító
gócios, procuramos a moça mais sim pática 8 delicada ou o rapaz mais bem
aquilatar do sucesso ou falência dos Muito tem
ceridade não nasce da mera demons
sucesso.
Segundo — Aproximação
nos casuais encontros da vida, porque,
quando menos se espera, surge a inda gação curiosa de um ao outro sobre
cliente não merecesse uma visita espe cial, que poderá ser
maneira: "Fazia um calor ameaçava chuva, mas apesar não pude resistir ao prazer de
e ^
hidn -
As.sim o freguês ficará \magmando que.
naturalmente, o senhor k. proposta interessante. .Esta • sempre boa para iniciar neg "
é
ter idéia firme nem ^eseps certos^em
negócio é errôneo da parte dedor.
níTísntp ia to-
Contaram-me que
^ negociante
das as manhãs à casa ^e um n g
a pergimtar-lhe,
que lhe
-gp". Acontc-
o ontro lhe respon
da, também, que o , .
dia: — "Em nada, ohrigaao sultado era o
critório sem uma ene Simplesmente porqi de oferecer à venda iim
Q ra
Por que?
esquecia qualquer ^ ge
de que seu
êle lhe tivesse, me^mo^Cc xado uma amostra,
.i^trócios
tarde ''eahzariam bon^^ S
dei-
Se o
dever de um vend se pode evitar qi
fliS;
ne"6cio se entabule mais
tarde.
Terceiro'Conheça o seu ramo
Sem o conhecimento do seu ramo de
aualquer negócio. Para isso não é de negócio 8 os fatos básicos sobre o pro e.s'prezar um sorriso afável e cordial,
o um aperto de mão sem esforço de
gôsto é uma coisa essencial, sem des
mostrar as faculdades de um "boxeur"
prezar as pequenas coisas de higiene
profissional, porque, no fundo, a sin-
duto que se pretende lançar, é desne
cessário fazer esforços de propaganda 0 ofertas a torto e a direito, porque to-
.-V
•- ■♦-W';w
48
Dicksto Econójiíco
Naquela época, quando ouvi pela pri-
. '
meira vez tal observação, não llae dei a importância que merecia, mas nestes
últirnos anos compreendi o seu valor creio que todo industrial ou comer ciante deve meditar -sôbre isto.
,
Assim como muitas ilhas tropicais se formaram pela lenta construção dos mo luscos que produzem coral, vindo ele vando colunas desde o fundo do ocea
no até a superfície, também qualquer negócio se constitui de inumeráveis de
talhes, hábitos, idéias e programas. A importância que se dá às pequenas coisas^ freqüentemente causa os êxitos ou ralencias no mundo dos negócios. Nesta época de compeüção, todo de talhe na produção e lançamento de um artigo para o consumo público deve me-
estudo. Li morte que John D. Rockefeller, ®antes de sua inspecionava certa fábrica de refinação de
petroleo da Standard Oil Company de W que era o maior acionista e, de renen-
te, parou diante de uma máquina autornaüca, que enchia e selava latas de cinco galões de óleo lubrificante As Jatas eram trazidas pela esteira (con veyer) na proporção de doze por anel
sendo enchidas de óleo num segundo e
depois levadas para a prensa de soldar. Rockefeller, depois de observar com
atenção, logo após interrogou o supe
rintendente: "quantas gotas de estanho o senhor usa para soldar cada dúzia
de latas?" O empregado respondeu,
nuição de uma gota de estanho na sol-
dagem do suas latas.
Ora, observando nossa própria rida e or. nossos negócios, nós poderemos des
cobrir pequenas gotas de solda que se transformarão facilmente em gotas de ouro.
Pensemos
um
pouco sobre os
]ieqnenos nadas que influem na perso nalidade de um comerciante, a fim de
49
Dicesto Econômico
pessoal, como sejam as mãos limpas, as unhas feitas, os dentes polidos é claros, a barba feita todos os dias e o cabelo
cortado regularmente e bem penteado.
. Digo isto porque, como compradores nós instintivamente,
ao
entrar
nos
ne
que nie encontrava nas xdzinhanças e
E' humana, cm su
O vendedor ou a "vendcuse", por sua parte, nos tratará conforme a nos sa aparência e, pelo nosso aspecto físico ou nossa aparência pessoal, nos trará logo aquilo que nos agrada, ao passo que, para aqueles que se apresentam mal vestidos e aparvalhados nos mo
que nas bibliotecas já existe uma es tante destinada à Ciência ou a Arte dc
Vendedor, embora muita gente afirme
que o "bom vendedor" ou "comercian te" nasce, como os grandes artistas. Outros dirão que eles não existem com tais qualidades inatas.
Eu aci*edito, no entanto, 'que, pelo estudo e observação dos homens e das
coisas, das circunstâncias do tempo e
da época em que vivemos, podemos acreditar que o homem inteligente e ob servador poderá desenvolver na sua per
sonalidade um bom negociante, como
outros indivíduos se tornam grandes ad vogados, médicos ou artistas. E são, para mim, os detalhes ou pequenas coisas que lhes facultarão o sucesso desejado, na profissão que tiverem es colhido.
Tratemos de explicar.
Primeiro — Aparência pessoal
dos, será um trazer e abrir de caixas
com artigos os mais ordinários e feios da casa.
Cada fabricante para obter sucesso, também procura envolver os seus ar tigos em papel mais atraente pela qua lidade ou pela côr. Por exemplo: aqui está um maço de cigarros Camel.
É
a marca que se vende mais no mundo atualmente. No entanto, a H. J. Reynolds Company acaba de envolver essa marca em papel celofane. Cada comer ciante precisa compreender que sua vi trine, assim como os artigos que nela
expõe, deve ser de bela aparência bela
e
mesmo
artística,
a
fim
atrair a atenção dos fregueses.
de
E o
comerciante que não compreender o
Anúncio, por exemplo, é venda im pressa mas se ela não atrai a atenção
As máquinas foram ajustadas para vinte e oito gotas de estanho e experi
dinheiro.
resultado
ra correta e decente nas suas maneiras
É necessário ser, também, sempre cor tês ao aproximar-se do comprador e sem afetação ao topar com alguma pessoa
sem pestanejar:
"trinta" — "Experi
mentadas, mas a experiência não deii
satisfatório.
"Experimente
vinte e nove , acrescentou Rockefeller. De novo a operação de ajustamento foi
feita e as maquinas funcionaram à per feição.
O resultado final disso foi que a Companhia passou a economizar, por aüo, cinqüenta mil dólares pela dimi-
do público, o anunciante perde o seu Assim, também, o vendedor
que não se apresentar de uma manei
e vestuário, está exposto a não atrair a
atenção dos seus clientes, Naturalmente, não exigimos que êlf seja um Marajá da índia pela extra vagância e riqueza de sua indumentãria, mas que se vista bem e com bom
nunca
será
Um
E de mau efeito dizer: "Aconteceu
lembrei-me de visitá-lo", como se o
alcance disto
mente vinte e oito", disse Rockefeller.
continuadas de cigarros e charutos, pois ofertas desse gênero só se justiricam
vestido e cortês.
ma, essa atitude de nossa parte.
terra e nos Estados Unidos, de forma
Outro hábito a
quando o artigo seja da melhor marca.
seus processos comerciais.
sido escrito a esse respeito, na Ingla
tração de fôrça física.
e\itar-se por contraproducente é o de importunar seus clientes com ofertító
gócios, procuramos a moça mais sim pática 8 delicada ou o rapaz mais bem
aquilatar do sucesso ou falência dos Muito tem
ceridade não nasce da mera demons
sucesso.
Segundo — Aproximação
nos casuais encontros da vida, porque,
quando menos se espera, surge a inda gação curiosa de um ao outro sobre
cliente não merecesse uma visita espe cial, que poderá ser
maneira: "Fazia um calor ameaçava chuva, mas apesar não pude resistir ao prazer de
e ^
hidn -
As.sim o freguês ficará \magmando que.
naturalmente, o senhor k. proposta interessante. .Esta • sempre boa para iniciar neg "
é
ter idéia firme nem ^eseps certos^em
negócio é errôneo da parte dedor.
níTísntp ia to-
Contaram-me que
^ negociante
das as manhãs à casa ^e um n g
a pergimtar-lhe,
que lhe
-gp". Acontc-
o ontro lhe respon
da, também, que o , .
dia: — "Em nada, ohrigaao sultado era o
critório sem uma ene Simplesmente porqi de oferecer à venda iim
Q ra
Por que?
esquecia qualquer ^ ge
de que seu
êle lhe tivesse, me^mo^Cc xado uma amostra,
.i^trócios
tarde ''eahzariam bon^^ S
dei-
Se o
dever de um vend se pode evitar qi
fliS;
ne"6cio se entabule mais
tarde.
Terceiro'Conheça o seu ramo
Sem o conhecimento do seu ramo de
aualquer negócio. Para isso não é de negócio 8 os fatos básicos sobre o pro e.s'prezar um sorriso afável e cordial,
o um aperto de mão sem esforço de
gôsto é uma coisa essencial, sem des
mostrar as faculdades de um "boxeur"
prezar as pequenas coisas de higiene
profissional, porque, no fundo, a sin-
duto que se pretende lançar, é desne
cessário fazer esforços de propaganda 0 ofertas a torto e a direito, porque to-
Digesto Econômico
50
bre as caraterísticas do artigo oferecido, sobretudo quando se trata de novida des, como meias Nylon ou canetas a tinta sêca. Fazer o contrário, seria o mesmo que tentar pôr em marcha um automóvel sem gasolina.
Não basta ter
bom calibre, sem o que se toma inúlil tentar vender-lhe qualquer coisa. Entusiasmo ou melhor — otimismo, f. como o sarampo, muito contagioso, mas
desde que não seja fingido. De falo. como não se pode aquecer a água sem
amostras para exibir e uma lista de
calor, não se pode convencer ninguém
preços.
sem entusiasmo.
Eu próprio recusei comprar esses no vos suspensórios e cintos modernos por que, quando perguntei ao vendedor de
que eram feitos, êle me asseverou que eram de vidro, o que me pareceu ab surdo, pois o vidro é feito de sílíca areia e soda cáustica, não sendo de
forma alguma flexível a frio, passando eu a explicar-lhe que esses artigos são feitos de acetato, a mesma matéria de que se fabrica o rayon, isto é, à base de celulose. Minha recusa fôra tôda j. proposital, pois eu desejava os arHcos i em questão, mas tambéiíi queria ^à prova os conhecimentos do meu vendeO bom vendedor, vamos dizer de cal çado, deve nao somente conhecer os couros em geral e o processo por que sao curhdos como deve saber também das qualidades oferecidas por seus con correntes de outras fábricas. Os fatos portanto sòbre um artigo, sua origem è qualidades, sao de uma grande impor tância em negócios; sem isso qualquer vendedor ficará desarmado, como os sol dados sem canhões na linha de frente
o Plano Oevcrlfigc Ci*itU?ado por F. RAMOS DA COSTA
ÇuÍ7Xto — Fé e coixfiauça Sem fé e confiança em si próprio f na mercadoria do seu ramo, qualquer
negociante será um verdadeiro fracas so para a firma que representa, por quanto a profissão de vender não é uio leito de rosas.
Nada se conseguirá no
mundo sem fé e confiança.
Sem essas
duas coisas Cristóvão Colombo não te ria descoberto a América e vencido *
superstição e o mêdo da sua maruji'
amotinada, sobre as naus e sobre os
^ finalidade precípua do Plano Bcveridgc é a abolição da miséria de
A fim de convencer um cliente so
bretudo se é do sexo masculino é pre ciso entusiasmo sadio e a eloqüência de um Cícero, usando-se argumentos de
damos da "Seara Nova,
(í estudo econômico que res
pois da guerra. Construiu-sc, assim, um plano que, mediante determinada retribuição, garante ao trabalhador a mantcnça de um certo nível de vida;
seguir para o leitor hrasdet ,
rcmedcia a interrupção ou destruição
aqamçío em face dos valores,
Beoeridge é combate "
„ão
após-guerra". '•ff.,SZfpaetdlde de tornar mats equitatwa
flores
no
Sem fé e confiança GeorÇ'
do poder de ganhar e ocorre às des pesas extraordinárias provenientes
Washington nunca teria podido condo*
do nascimento, casamento ou morte:
zir seu exército em trapos, com fonif
abrange todos os cidadãos que não te nham um limite superior de rendimen
denados ou salario .
tos; toma" em consideração os dife
semana ou grupo^ ^^berá * subsídio
oceanos que o levaram à terra desco nhecida.
e com frio, durante sete longos anos-
até a vitória final com a independência americana. Nem Lindenbergh teri-'
voado através do Atlântico, no frági'
rentes modos de vida e, pára efeito de
avião "Spirit of St. Louis", para ater rar no solo glorioso da França.
aplicação, divide a população em qua tro grandes classes em idade de tra
Enfim, não posso alongar-me mais neste artigo, e seja-me permitido arre
matar pedindo aos leitores do "Digesto
balhar e duas outras abaixo c acima dessa idade.
Econômico", perante os quais apareço
pela primeira vez, se são negociantes,
Quarto — O entusiasmo
O A. publicou em 1943, na
At seis classes
fabricantes, vendedores òu cai.\eiros, qia" tenham fé e prestem sempre atençá"
aos pequenos detalhes da profissão «' da vida, se pretenderem ti-ilhar, coio sucesso, a estrada dos negócios..
E' a seguinte a composição do Pla no, de acòrdo com as classes beveridgeneanas:
I.-.—i i..--
,ará um só
^o, cada Por
essa co„tndu.çao
de desemprego ou mcciH
o trabalha, pensão de reforni
mento médico e subsidio para desp
sas de funeral.
2.a cl.a.e - Trabalhadores que tra balham por conta própna, cont ou
sem instalações "nterc.a.s c fabr . geralmente em regimes de
! pequenas empreitadas. Pagam um
só prêmio de seguro, cada semana ou grupo de semanas. Recebem o mes mo que os indivíduos da primeira c asse, com exceção apenas do subsídio
SC efetua colocando o sêlo do seguro
de desemprego ou incapacidade para
no documento ç deduzindo a partict■if fii «HCM ihWjillWlil^liá ^1 iii iMmi "f i'i
dos
de salários ou ordenados mensais, sem distinção de sexo e idade. Dá ori gem a uma contribuição patronal que
1.^ classe — Empregados em regime
jf O moderno homem de negócios faz da eficiência a sua senha
mercado.
Digesto Econômico
50
bre as caraterísticas do artigo oferecido, sobretudo quando se trata de novida des, como meias Nylon ou canetas a tinta sêca. Fazer o contrário, seria o mesmo que tentar pôr em marcha um automóvel sem gasolina.
Não basta ter
bom calibre, sem o que se toma inúlil tentar vender-lhe qualquer coisa. Entusiasmo ou melhor — otimismo, f. como o sarampo, muito contagioso, mas
desde que não seja fingido. De falo. como não se pode aquecer a água sem
amostras para exibir e uma lista de
calor, não se pode convencer ninguém
preços.
sem entusiasmo.
Eu próprio recusei comprar esses no vos suspensórios e cintos modernos por que, quando perguntei ao vendedor de
que eram feitos, êle me asseverou que eram de vidro, o que me pareceu ab surdo, pois o vidro é feito de sílíca areia e soda cáustica, não sendo de
forma alguma flexível a frio, passando eu a explicar-lhe que esses artigos são feitos de acetato, a mesma matéria de que se fabrica o rayon, isto é, à base de celulose. Minha recusa fôra tôda j. proposital, pois eu desejava os arHcos i em questão, mas tambéiíi queria ^à prova os conhecimentos do meu vendeO bom vendedor, vamos dizer de cal çado, deve nao somente conhecer os couros em geral e o processo por que sao curhdos como deve saber também das qualidades oferecidas por seus con correntes de outras fábricas. Os fatos portanto sòbre um artigo, sua origem è qualidades, sao de uma grande impor tância em negócios; sem isso qualquer vendedor ficará desarmado, como os sol dados sem canhões na linha de frente
o Plano Oevcrlfigc Ci*itU?ado por F. RAMOS DA COSTA
ÇuÍ7Xto — Fé e coixfiauça Sem fé e confiança em si próprio f na mercadoria do seu ramo, qualquer
negociante será um verdadeiro fracas so para a firma que representa, por quanto a profissão de vender não é uio leito de rosas.
Nada se conseguirá no
mundo sem fé e confiança.
Sem essas
duas coisas Cristóvão Colombo não te ria descoberto a América e vencido *
superstição e o mêdo da sua maruji'
amotinada, sobre as naus e sobre os
^ finalidade precípua do Plano Bcveridgc é a abolição da miséria de
A fim de convencer um cliente so
bretudo se é do sexo masculino é pre ciso entusiasmo sadio e a eloqüência de um Cícero, usando-se argumentos de
damos da "Seara Nova,
(í estudo econômico que res
pois da guerra. Construiu-sc, assim, um plano que, mediante determinada retribuição, garante ao trabalhador a mantcnça de um certo nível de vida;
seguir para o leitor hrasdet ,
rcmedcia a interrupção ou destruição
aqamçío em face dos valores,
Beoeridge é combate "
„ão
após-guerra". '•ff.,SZfpaetdlde de tornar mats equitatwa
flores
no
Sem fé e confiança GeorÇ'
do poder de ganhar e ocorre às des pesas extraordinárias provenientes
Washington nunca teria podido condo*
do nascimento, casamento ou morte:
zir seu exército em trapos, com fonif
abrange todos os cidadãos que não te nham um limite superior de rendimen
denados ou salario .
tos; toma" em consideração os dife
semana ou grupo^ ^^berá * subsídio
oceanos que o levaram à terra desco nhecida.
e com frio, durante sete longos anos-
até a vitória final com a independência americana. Nem Lindenbergh teri-'
voado através do Atlântico, no frági'
rentes modos de vida e, pára efeito de
avião "Spirit of St. Louis", para ater rar no solo glorioso da França.
aplicação, divide a população em qua tro grandes classes em idade de tra
Enfim, não posso alongar-me mais neste artigo, e seja-me permitido arre
matar pedindo aos leitores do "Digesto
balhar e duas outras abaixo c acima dessa idade.
Econômico", perante os quais apareço
pela primeira vez, se são negociantes,
Quarto — O entusiasmo
O A. publicou em 1943, na
At seis classes
fabricantes, vendedores òu cai.\eiros, qia" tenham fé e prestem sempre atençá"
aos pequenos detalhes da profissão «' da vida, se pretenderem ti-ilhar, coio sucesso, a estrada dos negócios..
E' a seguinte a composição do Pla no, de acòrdo com as classes beveridgeneanas:
I.-.—i i..--
,ará um só
^o, cada Por
essa co„tndu.çao
de desemprego ou mcciH
o trabalha, pensão de reforni
mento médico e subsidio para desp
sas de funeral.
2.a cl.a.e - Trabalhadores que tra balham por conta própna, cont ou
sem instalações "nterc.a.s c fabr . geralmente em regimes de
! pequenas empreitadas. Pagam um
só prêmio de seguro, cada semana ou grupo de semanas. Recebem o mes mo que os indivíduos da primeira c asse, com exceção apenas do subsídio
SC efetua colocando o sêlo do seguro
de desemprego ou incapacidade para
no documento ç deduzindo a partict■if fii «HCM ihWjillWlil^liá ^1 iii iMmi "f i'i
dos
de salários ou ordenados mensais, sem distinção de sexo e idade. Dá ori gem a uma contribuição patronal que
1.^ classe — Empregados em regime
jf O moderno homem de negócios faz da eficiência a sua senha
mercado.
52
subsídio de instrução que os ajudará a encontrar outro meio de subsistên
cia se lhes faltar aquele de que era objeto o seu trabalho.
exclusivamente
dedicadas
à
ocupação doméstica. Nada pagam mas cm virtude da contribuição de seus maridos têm assegurados: um
subsídio de maternidade, disposições para ocorrer à viuvez, separação c classificação para efeito das pensões de reforma. Se possuem emprêgo re munerado, os indivíduos desta classe receberão um subsídio durante treze semanas o que lhes permitirá abando
nar o trabalho antes e depois do parto. 4.a classe — Outras pessoas em ida
Ide de trabalhar: estudantes, mulheres, homens sujeitos à incapacidade par cial, etc. Esta classe também paga um so prêmio' de seguro, cada semana ou grupo de semanas.
5.^ classe — Pessoas abaixo da ida
O subsídio "de
é, evitar o desemprêgo em grande es
classe fruirá o benefício do subsídio
3.0 — Substituição do esquema atual de indenizações aos operários em
cala.
qu»
atinge tòdas as crianças cujo pai res
caso de acidente
ponsável é beneficiário de um seguro |
em troca um fundo contra acidentes e
ou de uma pensão, e mesmo tòdas as restantes, salvo um ou outro caso. 6.^ classe — Reformados acima da
doenças industriais dentro do esque ma geral dos seguros sociais unifica
Resumindo seu trabalho, Sir Wil liam Beveridgc declara entre outras
dos.
coisas: a miséria poderia ser abolida antes da guerra atual, por unia nova
65 anos para os homens. Esta classe '
de ser dependente da administração-
recebe pensão de reforma, paga de pois dos 65 anos para os homens e 60
dos auxílios em dinheiro e constituirá
O subsídio
de incapacidade continuará a ser pa go sempre à mesma taxa, sem se aten
der aos meios de que o sinistrado dis
põe, durante tanto tempo quanto du
re a incapacidade.
Todavia pode ser
limite estipulado. Esta taxa deverá ser aumentada sôbre a taxa base se a
cidade.
5.° — Reconhecimento das donas de
casas como uma classe particular den As inovações do Plano
tre as pessoas ocupadas, para efeito de seguros sociais com subsídios pró
Deve-se sempre frisar que o Plano
prios, de acordo com .suas necessida
Beveridgc não é uma transformação radical do Sistema de Seguros Ingle
Três pontos essenciais '
1.° — Unificação do seguro social
sem
observar
três
pontos essenciais:
í
a) — Remuneração para as crian
tência Social, responsável pelos segu ros sociais, assistência pública, inspe
ças, até a idade de 15 ou 16 anos, quando estão em pleno período de
ções e medidas de incitamento do se
educação.
substituído por uma pensão industrial que implique obrigatoriedade de um
ao alcance de todos os operários. 2.0 — Unificação do seguro social
tado se alguém se desse ao trabalho de o evitar. Também poderá^ st . í
que o povo inglês fique
pobre do que era, isto e, amda produtivo do que era no temP
' ^
nossos pais ou avos. A. respo esta pergunta — pode a niise
ções:
Mas, diz William Beveridgc, ne nhum plano poderá ser elaborado satisfatòriamente
c da assistência quanto à administra ção agora centralizada num dcpartainento único; o Ministério da Assis-
distribuição dos ganhos dentro das classes que recebem salários, sem afetar qualquer das classes mais ricas. Ela foi escândalo inútil que seria .evi
abolida? - é afirmativa se o mund observar as quatro seguintes condi
des.
de várias inovações entre as quais cumpre destacar;
Pode a miséria ser abolida?
abolida depois "desta guerra, a
reforma fôr adiada.
guro voluntário, tendo seus serviços
tratamento médico conveniente, ou de
um serviço amplo ao alcance de todos os cidadãos'compreendendo o trata mento de todas as formas de incapa
anos para as mulheres, na forma do
de leis sociais já existentes acrbscidas
lho e Instrução, depois de um certo
triando
4.° — A Assistência Médica deixa
Plano é: 60 anos para as mulheres c
desemprêgo, mas o desempregado se
período de .desemprego.
^ '
industrial,
idade de trabalho, cujo limite pelo
ses, mas apenas uma sistematização
de um serviço num Centro de Traba
c) — Conservação do emprêgo, isto
semanal em um único documento.
desemprego terá a mesma taxa sem verificação de meios, enquanto dure o
rá naturalmente obrigado à prestação
por meio de uma simples contribuição
de de trabalho, isto é, 16 anos. Esta ! à infância pago pelo Tesouro,
3.^ classe — Compõe-se de donas de casa,
53
Digesto Econômico
Digesto Econômico
b) — Serviços de saúde e reabilita
1 a _ Se as nações, por si mesmas, colaborarem na obtenção da paz. ao invés de se conjurarem para a guer
ra, quer aberta, quer secretamente. 2_a Se forem feitos os reajustamentos da estrutura e economia bri tânicas, necessários pelas condições alteradas do após-guerra, de tal maneira que seja mantido o
emprego
produtivo.
ção convenientes, para a prevenção c
cura de doenças, restabelecimento da
uma instrução profissional especiali
quanto às contribuições — os segu
capacidade de trabalho, à disposição
zada,
rados podem obter todos os benefícios
de todos-os membros da comunidade.
3a
Se fôr mantido um plano pa
ra a segurança social, isto é, paii a
52
subsídio de instrução que os ajudará a encontrar outro meio de subsistên
cia se lhes faltar aquele de que era objeto o seu trabalho.
exclusivamente
dedicadas
à
ocupação doméstica. Nada pagam mas cm virtude da contribuição de seus maridos têm assegurados: um
subsídio de maternidade, disposições para ocorrer à viuvez, separação c classificação para efeito das pensões de reforma. Se possuem emprêgo re munerado, os indivíduos desta classe receberão um subsídio durante treze semanas o que lhes permitirá abando
nar o trabalho antes e depois do parto. 4.a classe — Outras pessoas em ida
Ide de trabalhar: estudantes, mulheres, homens sujeitos à incapacidade par cial, etc. Esta classe também paga um so prêmio' de seguro, cada semana ou grupo de semanas.
5.^ classe — Pessoas abaixo da ida
O subsídio "de
é, evitar o desemprêgo em grande es
classe fruirá o benefício do subsídio
3.0 — Substituição do esquema atual de indenizações aos operários em
cala.
qu»
atinge tòdas as crianças cujo pai res
caso de acidente
ponsável é beneficiário de um seguro |
em troca um fundo contra acidentes e
ou de uma pensão, e mesmo tòdas as restantes, salvo um ou outro caso. 6.^ classe — Reformados acima da
doenças industriais dentro do esque ma geral dos seguros sociais unifica
Resumindo seu trabalho, Sir Wil liam Beveridgc declara entre outras
dos.
coisas: a miséria poderia ser abolida antes da guerra atual, por unia nova
65 anos para os homens. Esta classe '
de ser dependente da administração-
recebe pensão de reforma, paga de pois dos 65 anos para os homens e 60
dos auxílios em dinheiro e constituirá
O subsídio
de incapacidade continuará a ser pa go sempre à mesma taxa, sem se aten
der aos meios de que o sinistrado dis
põe, durante tanto tempo quanto du
re a incapacidade.
Todavia pode ser
limite estipulado. Esta taxa deverá ser aumentada sôbre a taxa base se a
cidade.
5.° — Reconhecimento das donas de
casas como uma classe particular den As inovações do Plano
tre as pessoas ocupadas, para efeito de seguros sociais com subsídios pró
Deve-se sempre frisar que o Plano
prios, de acordo com .suas necessida
Beveridgc não é uma transformação radical do Sistema de Seguros Ingle
Três pontos essenciais '
1.° — Unificação do seguro social
sem
observar
três
pontos essenciais:
í
a) — Remuneração para as crian
tência Social, responsável pelos segu ros sociais, assistência pública, inspe
ças, até a idade de 15 ou 16 anos, quando estão em pleno período de
ções e medidas de incitamento do se
educação.
substituído por uma pensão industrial que implique obrigatoriedade de um
ao alcance de todos os operários. 2.0 — Unificação do seguro social
tado se alguém se desse ao trabalho de o evitar. Também poderá^ st . í
que o povo inglês fique
pobre do que era, isto e, amda produtivo do que era no temP
' ^
nossos pais ou avos. A. respo esta pergunta — pode a niise
ções:
Mas, diz William Beveridgc, ne nhum plano poderá ser elaborado satisfatòriamente
c da assistência quanto à administra ção agora centralizada num dcpartainento único; o Ministério da Assis-
distribuição dos ganhos dentro das classes que recebem salários, sem afetar qualquer das classes mais ricas. Ela foi escândalo inútil que seria .evi
abolida? - é afirmativa se o mund observar as quatro seguintes condi
des.
de várias inovações entre as quais cumpre destacar;
Pode a miséria ser abolida?
abolida depois "desta guerra, a
reforma fôr adiada.
guro voluntário, tendo seus serviços
tratamento médico conveniente, ou de
um serviço amplo ao alcance de todos os cidadãos'compreendendo o trata mento de todas as formas de incapa
anos para as mulheres, na forma do
de leis sociais já existentes acrbscidas
lho e Instrução, depois de um certo
triando
4.° — A Assistência Médica deixa
Plano é: 60 anos para as mulheres c
desemprêgo, mas o desempregado se
período de .desemprego.
^ '
industrial,
idade de trabalho, cujo limite pelo
ses, mas apenas uma sistematização
de um serviço num Centro de Traba
c) — Conservação do emprêgo, isto
semanal em um único documento.
desemprego terá a mesma taxa sem verificação de meios, enquanto dure o
rá naturalmente obrigado à prestação
por meio de uma simples contribuição
de de trabalho, isto é, 16 anos. Esta ! à infância pago pelo Tesouro,
3.^ classe — Compõe-se de donas de casa,
53
Digesto Econômico
Digesto Econômico
b) — Serviços de saúde e reabilita
1 a _ Se as nações, por si mesmas, colaborarem na obtenção da paz. ao invés de se conjurarem para a guer
ra, quer aberta, quer secretamente. 2_a Se forem feitos os reajustamentos da estrutura e economia bri tânicas, necessários pelas condições alteradas do após-guerra, de tal maneira que seja mantido o
emprego
produtivo.
ção convenientes, para a prevenção c
cura de doenças, restabelecimento da
uma instrução profissional especiali
quanto às contribuições — os segu
capacidade de trabalho, à disposição
zada,
rados podem obter todos os benefícios
de todos-os membros da comunidade.
3a
Se fôr mantido um plano pa
ra a segurança social, isto é, paii a
iw|Ui f ' ii» 55 Digesto ECONÓ^UCO
54
4,a — Se a decisão quanto à orga-
nização désse serviço de Assistêncir Social fôr tomada ainda durante
a
guerra.
Quanto custa o Plano e quem o paga Pelo quadro abaixo podemos aqui-
Digesto Econômico
nefícios; mas a verdade é que o eus.
64% em relação ao Sistema dos Se
aquisitivo, na hipótese de uma ínflaça.»
ser apreciados, tomando em conside
guros Sociais anterior c é aproxima
da moeda ou dos preços.
ração que o Plano não propõe ou admite modificações profundas da es trutura econômica inglesa.
to total do Plano aumentou apenas de
damente de 64% o aumento que traz em benefícios.
Discute-se também
fraco do Plano a
como
ponto
circunstância
de
suas finanças ficarem ligadas às fi-
VERBAS EM MILHÕES DE LIBRAS o ^I «o *2 -.s I irt C es
—
03 s =3 u V _
W
£ S so
S W SC
^ «tg
W es
a2 t» § «
® C=P^' .2 o
S w"® J W ví cj ®
22 "C 'CS
o 3.5 £ 2 e;" W >^ u0
Segurados Patrões .. ..
Juros e outras receitas Total
»
As críticas feitas ao Piano
Entre as várias críticas
surgidas
contra o Plano, tanto na Inglaterra como no estrangeiro, destacaram-se
212
265
351
buições das classes tnbalhadoras
e
patronais, quando estas teriam duplo interesse em contrclar os seus dinhei-
ó
bastante elevada (27%); 2.°) porqu<'
55
- 69
194
192
da boa e honesta gerência das finan
•66
83
137
132
ças do Plano depende a .garantia dos
9
15
15
15
342
432
697
858
primeira elevou-se de maneira anti econômica e anti-social. Assim é que no aumento dos
benefícios
subsídios.
Outra fragilidade, não menos impor tante, é o fato de serem fixas e não
proporcionais aos salários, as'contri buições para o Plano. Tal circuns-
pode prejudicar muito o seu valoi Nos seus objetivos também falseia o Plano,. Q seu principal escopo - e combater a miséria no ^após-guerra. Mas nada conseguirá se nao
no domínio econômico as ^elaço > das classes do forma a tornar ma,s
ecuitativa a capacidade de aqu.s.çao em face dos valores, no
ra isso devem-se fazer largas eonce sões econômicas e sociais aos ^ duos da primeira classe '.tdo parasitismo social dos g cendentes, orientação que nao Plauo-
I Jv. a cias-
, Finalmente, e por outro a se IV, cuja contribuição tem uma elasticidade recrutamento ife
is-
de vir a ser um -fugio ó a-^ ^ mo social de elemenms da peq média burguesia.
trazidos
pelo Plano os segurados entram com
181,1%, mais ou menos o dobro do que pagam em conjunto o Tesouro
ra, argumentando o núcleo financeiro da City que a Inglaterra não pode sus
Público e os patrões, cujas cotas atin gem respectivamente 65% e 24,9%.
tentar, após uma guerra custosa co
(50%) mas ainda por ser o Estado quem guarda e administra as contri
519
particularmente as de ordem financei
mo a atual, semelhante encargo.
natiça.s gerais do Estado, não só pela cota-parte do Tesouro Público
ros: 1.°) porque sua participação
Tesouro nacional e taxas locais para
os Hospitais e Assistência Pública
tância dá uma rigidez à receita quç
latar dos encargos que o Plano representa, quer para o segurado, quer pa ra o Tesouro. Tais encargos devem
Também em relação aos benefícios
trazidos pelo Plano a contribuição dos
Outra crítica feita é sobre o enca-
segurados é elevada. Antes do Plano
recimento da contribuição da classe, trabalhadora bastante desigual em
o trabalhador adulto pagava 23,7-^ pence; com a aplicação do plano paga
relação às duas outras (patronal e o Tesouro Público); enquanto a estas é
rá 51 pence ou seja um aumento dí 115%. Êsse aumento de custo devia
conservado o mesmo coeficiente, o da
ser equitativo com o aumento dos be-
jf Não assuma jamais a atitude de um vencido. Enquanto houver vida e ânimo um homem não será jamais vencido definitivamente.
iw|Ui f ' ii» 55 Digesto ECONÓ^UCO
54
4,a — Se a decisão quanto à orga-
nização désse serviço de Assistêncir Social fôr tomada ainda durante
a
guerra.
Quanto custa o Plano e quem o paga Pelo quadro abaixo podemos aqui-
Digesto Econômico
nefícios; mas a verdade é que o eus.
64% em relação ao Sistema dos Se
aquisitivo, na hipótese de uma ínflaça.»
ser apreciados, tomando em conside
guros Sociais anterior c é aproxima
da moeda ou dos preços.
ração que o Plano não propõe ou admite modificações profundas da es trutura econômica inglesa.
to total do Plano aumentou apenas de
damente de 64% o aumento que traz em benefícios.
Discute-se também
fraco do Plano a
como
ponto
circunstância
de
suas finanças ficarem ligadas às fi-
VERBAS EM MILHÕES DE LIBRAS o ^I «o *2 -.s I irt C es
—
03 s =3 u V _
W
£ S so
S W SC
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® C=P^' .2 o
S w"® J W ví cj ®
22 "C 'CS
o 3.5 £ 2 e;" W >^ u0
Segurados Patrões .. ..
Juros e outras receitas Total
»
As críticas feitas ao Piano
Entre as várias críticas
surgidas
contra o Plano, tanto na Inglaterra como no estrangeiro, destacaram-se
212
265
351
buições das classes tnbalhadoras
e
patronais, quando estas teriam duplo interesse em contrclar os seus dinhei-
ó
bastante elevada (27%); 2.°) porqu<'
55
- 69
194
192
da boa e honesta gerência das finan
•66
83
137
132
ças do Plano depende a .garantia dos
9
15
15
15
342
432
697
858
primeira elevou-se de maneira anti econômica e anti-social. Assim é que no aumento dos
benefícios
subsídios.
Outra fragilidade, não menos impor tante, é o fato de serem fixas e não
proporcionais aos salários, as'contri buições para o Plano. Tal circuns-
pode prejudicar muito o seu valoi Nos seus objetivos também falseia o Plano,. Q seu principal escopo - e combater a miséria no ^após-guerra. Mas nada conseguirá se nao
no domínio econômico as ^elaço > das classes do forma a tornar ma,s
ecuitativa a capacidade de aqu.s.çao em face dos valores, no
ra isso devem-se fazer largas eonce sões econômicas e sociais aos ^ duos da primeira classe '.tdo parasitismo social dos g cendentes, orientação que nao Plauo-
I Jv. a cias-
, Finalmente, e por outro a se IV, cuja contribuição tem uma elasticidade recrutamento ife
is-
de vir a ser um -fugio ó a-^ ^ mo social de elemenms da peq média burguesia.
trazidos
pelo Plano os segurados entram com
181,1%, mais ou menos o dobro do que pagam em conjunto o Tesouro
ra, argumentando o núcleo financeiro da City que a Inglaterra não pode sus
Público e os patrões, cujas cotas atin gem respectivamente 65% e 24,9%.
tentar, após uma guerra custosa co
(50%) mas ainda por ser o Estado quem guarda e administra as contri
519
particularmente as de ordem financei
mo a atual, semelhante encargo.
natiça.s gerais do Estado, não só pela cota-parte do Tesouro Público
ros: 1.°) porque sua participação
Tesouro nacional e taxas locais para
os Hospitais e Assistência Pública
tância dá uma rigidez à receita quç
latar dos encargos que o Plano representa, quer para o segurado, quer pa ra o Tesouro. Tais encargos devem
Também em relação aos benefícios
trazidos pelo Plano a contribuição dos
Outra crítica feita é sobre o enca-
segurados é elevada. Antes do Plano
recimento da contribuição da classe, trabalhadora bastante desigual em
o trabalhador adulto pagava 23,7-^ pence; com a aplicação do plano paga
relação às duas outras (patronal e o Tesouro Público); enquanto a estas é
rá 51 pence ou seja um aumento dí 115%. Êsse aumento de custo devia
conservado o mesmo coeficiente, o da
ser equitativo com o aumento dos be-
jf Não assuma jamais a atitude de um vencido. Enquanto houver vida e ânimo um homem não será jamais vencido definitivamente.
'N- ---t" r-
57
Dicesto Econômico
tritivas para as plantas e das substân cias nocivas para a vida das mesmas. Os solos podem ser ditos primitivos ou derivados.
o APROVEITAMENTO RACIONAE DO SOLO
Primitivos são os originados "in si-
ttf", isto é, uma determinada exten
NO RRASIE
são
fAssiatente de Geologia e Paleontologia da Faculdade de Filosofia de S. Paulo) ^^SPECIAL PARA O "dIGESTO ECONÓMICO")
JJENOMINA-SE solo vegetal ou solo arável ao trato mcteorizado mais ou menos sólto que sustenta a vegeta ção; sub-solo'é o trato rochoso mais compacto, subjacente. A espessura do solo vegetal varia muito, alcançan do dc alguns centímetros até vários metros.
A pedologia ou ciência dos solos ocupa-se tanto com o estudo do solo
vegetal como da roclia originária dos
^ mesmos.
m Compreende-se com facilidade a
^ magna importância desses estudos uma vez que o solo nutro e suporta a co
bertura vegetal.
Deve ser nor iss„
objeto de especial cuidado para a agricultura. Mas se já não fôsse bas tanle ésse fato para impor à direção do.s Estados uma carinhosa atenção para os estudos em questão, ainda se
pode recordar que é sôbre os solos que .se edificam as cidades e se abrem as estradas. Ninguém ignora, por exem plo, quão acuradas pesquisas sôbre a consistência do terreno são necessá-
. rias no centro dc São Paulo para se erguerem os no.ssos arraniia-céus. Nin
sofre
mcteorização
tudo, na possibilidade de ser atacada _ a quente pelo ácido sulfúrico; os grãos de quartzo ficam intactos e os de feldspato frescos são pouco atacados. A proporção pode ser fornecida pelo peneiramento e lavagem, seguidos de um estudo mineralógico.
Outra série de pesquisas dar-nos-a a conhecer as reservas alimentares uti lizáveis pelas plantas.
Um novo grupo de análises culrni-
A pedologia — explica o A. — é a c/ên- '
tcr", como também da marcha dos
nará em revelar os teores em amonía
cia dos solos, e o seit conhecimento, jun'
processos de metcorização. por exem
co, sulfato de ferro, ácido sulfurico
tamente com o estudo
plo de uma lixiviação mais ou menos
livre, sulfeto de ferro, etc.
do
clima, tem
grande iniporlâncin pura o estabeleci' mcnlo da agricultura r«cíon«/. Contir
Ensaios especiais permitem ^staue-
intensa.
lecer o comportamento do solo en
do no Brasil, apenas o Estado de São Plínio foi agro-geològicamente levanln-
Derivados são os solos cujo mate rial constituinte sofreu transporte, localizando-se a uma distância variável
de amõnio, nitrato de potássio, de sa
(lO, e êsse levantamentà deve ser consP
da rocha "mater ".
derado ainda provisório.
Agora vejamos algo sõbre a análise
tal não raro motiva danos nos prédio? vizinhos ao .serem percutidas as esta
dos solos.
O primeiro passo é da tomada de amostras do solo e sub-solo no campo. Isso pode ser feito por meio da aber
cas.
Outro problema muito intimamente
ligado ao solo é o que se prende ao abastecimento de águas, seja por meio
tura de uma fossa ou de uma sonda
apropriada (a qual essencialmente não passa de uma sorte de bastão cujo comprimento se faz variar pelo acrés cimo de "gomos", na ponta do último dos quais se pode adaptar tanto uma
de poços ou por sistemas apropriados
dc drenagem.
Neste artigo oc'upar-mc-el mais da importância do solo para a agricultiira. O seu estudo individualiza hoje uma ciência à parte, a agro-geologia. Sob a denominação de solo com preende-se -uma variedade enorme <le tratos meteorizados. Cada uma des-
'
sas variedades possui um certo niime-
possivelmente, de más apreciações em tôrno cio embasamento em que se en terram as estacas- dos alicerces. O
manho dos elementos que o consti-
'
tuem, a sua composição química e proporção, suas relações com o ar, a água e o calor. Especialmente impor
í
tante para a agricultura é o conheci
mento da proporção de matérias nu
^ ca-"
tração, condutíbilidade calori lor específico, etc. etc.
,
Por aí se vê quão completo poc^e
ser o exame científico do so laboratório apropriado. _ ,trrtílii7Ír
Não se teve intenção de mt^o^uzir
aqui o leitor na pedologia. Tudo que
se referiu foi tão f
t.
idéia sôbre o elevado cabedal de co nhecimentos que essa ciência p necer.-nos.
rio a dissecação das amostras marca o primeiro passo para a análise me
lam que cada solo em P^/V- \ ,nn1to
cânica.
próprios. Tais carateristicos, aliados às condições climáticas locais, sao de primordial interesse para se conheUrem as possibilidades agnco as de
de análise é o da precipitação.
Dentre tais caracteres podemos citar
fosfato mono-cálcio), em gases, capacidade de absorção facilidade de dissecaçao,
peça perfuradora como um cilindro tomador de amostras). No laborató
Um dos métodos usados nesse tipo
ro de caracteres que a individualizam-
relação às soluções nutritivas (cjmeto dio ou de cálcio, sulfato de magnésio.
Análises
a profundidade efetiva do solo, o ta
terial que constitui o solo desta capi-
rocha.s
íluímica e mecânica da rocha "ma-
guém desconhece os fracassos eco nômicos e os desastres resultantes
pequeno grau de compacidade do ma
de
mais ou menos profunda, dando ori gem a um solo que não é transporta do, permanecendo no local. Nesse caso as propriedades do solo depen dem primàriamente da composição
por Josué Camargo Mendes
la lixiviação e análise química. A sua
determinação química repousa, sobre
Cer
tamente muitos outros são usados. Pa
ra se conhecer os constituintes do so
lo cstabelece-se, primeiramente, por via química, o teor do carbonato de cálcio e de magnésio; depois o teor (Io liumus. Verifica-se depois a pos.sível presença de ácidos húmicos. O teor de argila pode ser obtido pe
.
^
Justamente tais conhecimentos reve
sui uma série de carateristicos
dete"minadr região. O conhecimento
do "couple" solo e clima constitui o "pivot" da agricultura racional. Valor econômico dos solos É bem sabido que os povos antigos
já sabiam desfrutar a região aluvial
'N- ---t" r-
57
Dicesto Econômico
tritivas para as plantas e das substân cias nocivas para a vida das mesmas. Os solos podem ser ditos primitivos ou derivados.
o APROVEITAMENTO RACIONAE DO SOLO
Primitivos são os originados "in si-
ttf", isto é, uma determinada exten
NO RRASIE
são
fAssiatente de Geologia e Paleontologia da Faculdade de Filosofia de S. Paulo) ^^SPECIAL PARA O "dIGESTO ECONÓMICO")
JJENOMINA-SE solo vegetal ou solo arável ao trato mcteorizado mais ou menos sólto que sustenta a vegeta ção; sub-solo'é o trato rochoso mais compacto, subjacente. A espessura do solo vegetal varia muito, alcançan do dc alguns centímetros até vários metros.
A pedologia ou ciência dos solos ocupa-se tanto com o estudo do solo
vegetal como da roclia originária dos
^ mesmos.
m Compreende-se com facilidade a
^ magna importância desses estudos uma vez que o solo nutro e suporta a co
bertura vegetal.
Deve ser nor iss„
objeto de especial cuidado para a agricultura. Mas se já não fôsse bas tanle ésse fato para impor à direção do.s Estados uma carinhosa atenção para os estudos em questão, ainda se
pode recordar que é sôbre os solos que .se edificam as cidades e se abrem as estradas. Ninguém ignora, por exem plo, quão acuradas pesquisas sôbre a consistência do terreno são necessá-
. rias no centro dc São Paulo para se erguerem os no.ssos arraniia-céus. Nin
sofre
mcteorização
tudo, na possibilidade de ser atacada _ a quente pelo ácido sulfúrico; os grãos de quartzo ficam intactos e os de feldspato frescos são pouco atacados. A proporção pode ser fornecida pelo peneiramento e lavagem, seguidos de um estudo mineralógico.
Outra série de pesquisas dar-nos-a a conhecer as reservas alimentares uti lizáveis pelas plantas.
Um novo grupo de análises culrni-
A pedologia — explica o A. — é a c/ên- '
tcr", como também da marcha dos
nará em revelar os teores em amonía
cia dos solos, e o seit conhecimento, jun'
processos de metcorização. por exem
co, sulfato de ferro, ácido sulfurico
tamente com o estudo
plo de uma lixiviação mais ou menos
livre, sulfeto de ferro, etc.
do
clima, tem
grande iniporlâncin pura o estabeleci' mcnlo da agricultura r«cíon«/. Contir
Ensaios especiais permitem ^staue-
intensa.
lecer o comportamento do solo en
do no Brasil, apenas o Estado de São Plínio foi agro-geològicamente levanln-
Derivados são os solos cujo mate rial constituinte sofreu transporte, localizando-se a uma distância variável
de amõnio, nitrato de potássio, de sa
(lO, e êsse levantamentà deve ser consP
da rocha "mater ".
derado ainda provisório.
Agora vejamos algo sõbre a análise
tal não raro motiva danos nos prédio? vizinhos ao .serem percutidas as esta
dos solos.
O primeiro passo é da tomada de amostras do solo e sub-solo no campo. Isso pode ser feito por meio da aber
cas.
Outro problema muito intimamente
ligado ao solo é o que se prende ao abastecimento de águas, seja por meio
tura de uma fossa ou de uma sonda
apropriada (a qual essencialmente não passa de uma sorte de bastão cujo comprimento se faz variar pelo acrés cimo de "gomos", na ponta do último dos quais se pode adaptar tanto uma
de poços ou por sistemas apropriados
dc drenagem.
Neste artigo oc'upar-mc-el mais da importância do solo para a agricultiira. O seu estudo individualiza hoje uma ciência à parte, a agro-geologia. Sob a denominação de solo com preende-se -uma variedade enorme <le tratos meteorizados. Cada uma des-
'
sas variedades possui um certo niime-
possivelmente, de más apreciações em tôrno cio embasamento em que se en terram as estacas- dos alicerces. O
manho dos elementos que o consti-
'
tuem, a sua composição química e proporção, suas relações com o ar, a água e o calor. Especialmente impor
í
tante para a agricultura é o conheci
mento da proporção de matérias nu
^ ca-"
tração, condutíbilidade calori lor específico, etc. etc.
,
Por aí se vê quão completo poc^e
ser o exame científico do so laboratório apropriado. _ ,trrtílii7Ír
Não se teve intenção de mt^o^uzir
aqui o leitor na pedologia. Tudo que
se referiu foi tão f
t.
idéia sôbre o elevado cabedal de co nhecimentos que essa ciência p necer.-nos.
rio a dissecação das amostras marca o primeiro passo para a análise me
lam que cada solo em P^/V- \ ,nn1to
cânica.
próprios. Tais carateristicos, aliados às condições climáticas locais, sao de primordial interesse para se conheUrem as possibilidades agnco as de
de análise é o da precipitação.
Dentre tais caracteres podemos citar
fosfato mono-cálcio), em gases, capacidade de absorção facilidade de dissecaçao,
peça perfuradora como um cilindro tomador de amostras). No laborató
Um dos métodos usados nesse tipo
ro de caracteres que a individualizam-
relação às soluções nutritivas (cjmeto dio ou de cálcio, sulfato de magnésio.
Análises
a profundidade efetiva do solo, o ta
terial que constitui o solo desta capi-
rocha.s
íluímica e mecânica da rocha "ma-
guém desconhece os fracassos eco nômicos e os desastres resultantes
pequeno grau de compacidade do ma
de
mais ou menos profunda, dando ori gem a um solo que não é transporta do, permanecendo no local. Nesse caso as propriedades do solo depen dem primàriamente da composição
por Josué Camargo Mendes
la lixiviação e análise química. A sua
determinação química repousa, sobre
Cer
tamente muitos outros são usados. Pa
ra se conhecer os constituintes do so
lo cstabelece-se, primeiramente, por via química, o teor do carbonato de cálcio e de magnésio; depois o teor (Io liumus. Verifica-se depois a pos.sível presença de ácidos húmicos. O teor de argila pode ser obtido pe
.
^
Justamente tais conhecimentos reve
sui uma série de carateristicos
dete"minadr região. O conhecimento
do "couple" solo e clima constitui o "pivot" da agricultura racional. Valor econômico dos solos É bem sabido que os povos antigos
já sabiam desfrutar a região aluvial
'
58
Dicesto Econó^"^^'
p Kilo, bem como sè apínharam em orno cios vulcões na península italana, onde os terrenos eruptivos ga rantem boas culturas. No Estado de
oao Paulo o café encontrou o seu pa raíso nas "terras roxas".
Mas o Nordeste brasileiro, tão dra matizado pelo flagelo das sêcas, agora ja oferece alguma possíbiUdade agrí cola. desde que se iniciaram os traba
policultura; mas sobretudo um
®
em que sempre se abateram as ma impicclosamentc sem grande preocupa ção com o reflorcstamento. ^
da nossa portentosa faixa de florestas atlânticas?
Quantos são os campos
cerrados tragados pela volúpia das queimadas?
.
O Brasil é um país agrícola que cul
59
Dicesto Econónhco
legendas elucidativas. Pois bem, • o leitor Com certeza pasmará ao saber
que somente o Estado de S. Paulo fci agro-geològicamentc levantado e es se levantamento deve ser considerado ainda provisório.
Mas onde estão os nossos agro-geó logos?
exaurirem. Sim, um país "com m^is
Êles trabalham, sem dúvida. No Instituto,Agronômico de Campinas há uma Secção de Agro-Geologia; na Di
de 8.500.000 quilômetros quadrados do
visão do Fomento Agrícola há uma
superfície cpie nunca votou
cem os meios de torná-las novamente
importância ao estudo dos seus solos, ao seu bom aproveitamento, à sua .de-
Secção de Combate à Erosão, Irriga ção e Drenagem. Alguns, como Teo(lureto de Camargo, Paiva Neto, Paul
produtivas.
fêsa contra a erosão, ou à conserva
Vageler e José Setzer têm apresenta
ção da sua fertilidade.
do uma contribuição verdadeiramente
sejam, grandes esburacamentos moti
A famosa Mesopotâmia, que des frutou no seu portentoso passado as
vados pela erosão, sangram avassala-
gigante. Certos informes fornecido.saqui foram tirados ,dos seus trabalhos.
grandes possibilidades dos seus solos
doramente as terras outrora aproveitáveis para cultura. Em Franca, Ca-
ricos, hoje paga o tributo da sua iinprevidência. O mesmo se deu com a
O vulto do problema, contudo, exi ge muito mais. Faz-se necessária a
sa Branca, Itapetininga, Morro Gran
ampliação do corpo de técnicos.
Palestina, a Ásia Menor e muitas ou
não é só.
tras regiões.
indiferentismo
lhos de açudagem, enquanto que os cafeicultores paulistas falam a miúde em terras roxas "cansadas".
Entretanto os agro-geólogos conhe Em várias regiões do Estado de S.
Paulo as denominadas bossorocas, ou
de e outras cidades, as bossorocas pro-
tivou e que cultiva até as terras se
gridem tragando áreas e áreas de ter
reno. Quem Já percorreu o interior
de uma dessas "feridas do solo" que não raramente apresentam mais de 20
metros de profundidade e várias cen
tenas de metros de^ extensão, pode' ajuizar sobre a gravidade do proble ma da proteção ao terreno. Os cabo
clos atiram pedras e madeiras no inte. rior dessas escavações com a intenção
baldia de sustá-las. Os agro-geólogos j-abem, entretanto, que com o arraza-
mentb dos seus .flancos e o- r-— plantio do uu D-nrdiirn o mal fica I analíssimo í-nnini capim gordura sanado. sanauuMas ^porque não o fazem? Essa pergunta nos conduz a um outro nieniu
O que precisa ser feito Os leitores poderiam acusar-me aqu' de estar exagerando as coisas. Certa mente têm a cabeça voltada para oS
E
Êles encontram a miúde o
pelos
resultados
dos
seus estudos. E, o que é peor, indi ferentismo não só da parte dos agri cultores como, de certo modo, dos
próprios poderes públicos.
Aliás, neste particular, não se pode
pacidade de retenção de por p te desses terrenos durante a curta autoridades governa
mentais brasileiras ^mpreste^^ interesse ao estudo do
E' preciso criar ^^ntro do
r
Assim, surge
da criação entre "P . prepâração desses e
mente o «"Vio de a^J cialização nos Estados tais n^^didas devem
terísticas
magno alcance do estudo dos solos.
tempo atrás
dos
solos
c
aproveitá-los
mais racionalmente. É preciso forne cer-lhes elementos cientificamente con
trolados para salvaguardar a sua fe^'
Países
Antes devotavam menor atenção a es sas pesquisas.
Assim, a criação do "Soil Conser-
:• a;pecto do problema,
í Antes de mais nada recordemos que I' Brasil é um país eminentemente
veitainento racional dos solos de qiia''
transformando-o
quer país, deve iniciar-se com um bo"'
governo norte-americano resolveu or-•
'
levantamento agro-geológico do tci" ritório em questão, isto é, o estudo distribuição das suas diferentes cann''
ganizar um serviço especial dotado cie
^ ■ ínrtúnio dos nossos antepassados;
das, a sua sistematização, traduziiiJ'^
^ um
tudo isso em cartas apropriadas coih
■que, além de reduzir praticamente a
Qualquer passo no sentido de ap^j'
em
Foi só
deserto, que
o
todos os recursos necessários.
Qual a causa dessa seca drástica um deserto o " Middle-West
ainda
Cm^servation Serv.ce
trabalham cêrca de tnil.
mos
problerrta.
Ministério
da Agricultura uma mister, inteiramente aumentar. Para isso sera necessário antes do mais, o nume
adiantados como os Estados Unidos só nos últimos anos compreenderam o
o
após a dramática seca que durante vá rios anos flagelou o "Middle West",
oíc nue tenta agora a política da
sas épocas sêcas. sendo
não basta revirar a terra e atirar-lhe adubo. É necessário estudar as cara-
para
vidade.
paif
bre os seus campos limpos^ nas exten
no.
vation Service" data de 1935.
Var a borracha e o café marcaram ras'e fizeram a fortuna e também
tando dis.so um desequilíbrio do clima. Hoje os ventos arrastam po e areia so
os vastos algodoais, ou para os milharais verdejantes após as chuvas. Mas
Melhor se faz reclamando a sua
Mississip^i-
gura por 1.500 de comprimento, resul
recriminar duramente o nosso gover
atenção
do
-Missouri, vitimando quase um milhão de,habitantes? Eliminação das matas e queimadas anuais dos campos nu ma área de 1.000 quilômetros de lar
campos arados que observaram, para
tilidade e intensificar a sua produti
'^^fírnla: um país em que a cana de
acarretou inundações
mais breve pofsiveição agrícola e
centros de
^ possivet^
vejaèxemplo,
o 9ue acon
com o vale do
floresciam ali cs
vis-
c-afeeircs. ^^^^^Made dessa cultura.
arroz e a batata^ Um século a
'
produção
provinham do
P°ara'ba: Hoje ela descambou Tal:^fo5°/s6me' n.e da produção total^do Te toilíssSp vX que alimentou São Paulo e o Rio. , , . „iÂn-í
Talvez seja desnecessário ir alem
'
58
Dicesto Econó^"^^'
p Kilo, bem como sè apínharam em orno cios vulcões na península italana, onde os terrenos eruptivos ga rantem boas culturas. No Estado de
oao Paulo o café encontrou o seu pa raíso nas "terras roxas".
Mas o Nordeste brasileiro, tão dra matizado pelo flagelo das sêcas, agora ja oferece alguma possíbiUdade agrí cola. desde que se iniciaram os traba
policultura; mas sobretudo um
®
em que sempre se abateram as ma impicclosamentc sem grande preocupa ção com o reflorcstamento. ^
da nossa portentosa faixa de florestas atlânticas?
Quantos são os campos
cerrados tragados pela volúpia das queimadas?
.
O Brasil é um país agrícola que cul
59
Dicesto Econónhco
legendas elucidativas. Pois bem, • o leitor Com certeza pasmará ao saber
que somente o Estado de S. Paulo fci agro-geològicamentc levantado e es se levantamento deve ser considerado ainda provisório.
Mas onde estão os nossos agro-geó logos?
exaurirem. Sim, um país "com m^is
Êles trabalham, sem dúvida. No Instituto,Agronômico de Campinas há uma Secção de Agro-Geologia; na Di
de 8.500.000 quilômetros quadrados do
visão do Fomento Agrícola há uma
superfície cpie nunca votou
cem os meios de torná-las novamente
importância ao estudo dos seus solos, ao seu bom aproveitamento, à sua .de-
Secção de Combate à Erosão, Irriga ção e Drenagem. Alguns, como Teo(lureto de Camargo, Paiva Neto, Paul
produtivas.
fêsa contra a erosão, ou à conserva
Vageler e José Setzer têm apresenta
ção da sua fertilidade.
do uma contribuição verdadeiramente
sejam, grandes esburacamentos moti
A famosa Mesopotâmia, que des frutou no seu portentoso passado as
vados pela erosão, sangram avassala-
gigante. Certos informes fornecido.saqui foram tirados ,dos seus trabalhos.
grandes possibilidades dos seus solos
doramente as terras outrora aproveitáveis para cultura. Em Franca, Ca-
ricos, hoje paga o tributo da sua iinprevidência. O mesmo se deu com a
O vulto do problema, contudo, exi ge muito mais. Faz-se necessária a
sa Branca, Itapetininga, Morro Gran
ampliação do corpo de técnicos.
Palestina, a Ásia Menor e muitas ou
não é só.
tras regiões.
indiferentismo
lhos de açudagem, enquanto que os cafeicultores paulistas falam a miúde em terras roxas "cansadas".
Entretanto os agro-geólogos conhe Em várias regiões do Estado de S.
Paulo as denominadas bossorocas, ou
de e outras cidades, as bossorocas pro-
tivou e que cultiva até as terras se
gridem tragando áreas e áreas de ter
reno. Quem Já percorreu o interior
de uma dessas "feridas do solo" que não raramente apresentam mais de 20
metros de profundidade e várias cen
tenas de metros de^ extensão, pode' ajuizar sobre a gravidade do proble ma da proteção ao terreno. Os cabo
clos atiram pedras e madeiras no inte. rior dessas escavações com a intenção
baldia de sustá-las. Os agro-geólogos j-abem, entretanto, que com o arraza-
mentb dos seus .flancos e o- r-— plantio do uu D-nrdiirn o mal fica I analíssimo í-nnini capim gordura sanado. sanauuMas ^porque não o fazem? Essa pergunta nos conduz a um outro nieniu
O que precisa ser feito Os leitores poderiam acusar-me aqu' de estar exagerando as coisas. Certa mente têm a cabeça voltada para oS
E
Êles encontram a miúde o
pelos
resultados
dos
seus estudos. E, o que é peor, indi ferentismo não só da parte dos agri cultores como, de certo modo, dos
próprios poderes públicos.
Aliás, neste particular, não se pode
pacidade de retenção de por p te desses terrenos durante a curta autoridades governa
mentais brasileiras ^mpreste^^ interesse ao estudo do
E' preciso criar ^^ntro do
r
Assim, surge
da criação entre "P . prepâração desses e
mente o «"Vio de a^J cialização nos Estados tais n^^didas devem
terísticas
magno alcance do estudo dos solos.
tempo atrás
dos
solos
c
aproveitá-los
mais racionalmente. É preciso forne cer-lhes elementos cientificamente con
trolados para salvaguardar a sua fe^'
Países
Antes devotavam menor atenção a es sas pesquisas.
Assim, a criação do "Soil Conser-
:• a;pecto do problema,
í Antes de mais nada recordemos que I' Brasil é um país eminentemente
veitainento racional dos solos de qiia''
transformando-o
quer país, deve iniciar-se com um bo"'
governo norte-americano resolveu or-•
'
levantamento agro-geológico do tci" ritório em questão, isto é, o estudo distribuição das suas diferentes cann''
ganizar um serviço especial dotado cie
^ ■ ínrtúnio dos nossos antepassados;
das, a sua sistematização, traduziiiJ'^
^ um
tudo isso em cartas apropriadas coih
■que, além de reduzir praticamente a
Qualquer passo no sentido de ap^j'
em
Foi só
deserto, que
o
todos os recursos necessários.
Qual a causa dessa seca drástica um deserto o " Middle-West
ainda
Cm^servation Serv.ce
trabalham cêrca de tnil.
mos
problerrta.
Ministério
da Agricultura uma mister, inteiramente aumentar. Para isso sera necessário antes do mais, o nume
adiantados como os Estados Unidos só nos últimos anos compreenderam o
o
após a dramática seca que durante vá rios anos flagelou o "Middle West",
oíc nue tenta agora a política da
sas épocas sêcas. sendo
não basta revirar a terra e atirar-lhe adubo. É necessário estudar as cara-
para
vidade.
paif
bre os seus campos limpos^ nas exten
no.
vation Service" data de 1935.
Var a borracha e o café marcaram ras'e fizeram a fortuna e também
tando dis.so um desequilíbrio do clima. Hoje os ventos arrastam po e areia so
os vastos algodoais, ou para os milharais verdejantes após as chuvas. Mas
Melhor se faz reclamando a sua
Mississip^i-
gura por 1.500 de comprimento, resul
recriminar duramente o nosso gover
atenção
do
-Missouri, vitimando quase um milhão de,habitantes? Eliminação das matas e queimadas anuais dos campos nu ma área de 1.000 quilômetros de lar
campos arados que observaram, para
tilidade e intensificar a sua produti
'^^fírnla: um país em que a cana de
acarretou inundações
mais breve pofsiveição agrícola e
centros de
^ possivet^
vejaèxemplo,
o 9ue acon
com o vale do
floresciam ali cs
vis-
c-afeeircs. ^^^^^Made dessa cultura.
arroz e a batata^ Um século a
'
produção
provinham do
P°ara'ba: Hoje ela descambou Tal:^fo5°/s6me' n.e da produção total^do Te toilíssSp vX que alimentou São Paulo e o Rio. , , . „iÂn-í
Talvez seja desnecessário ir alem
61
Dicesto Econômico
tribuir muito para trazer a paz que to dos nós desejamos.
processo de reconversão parcial da guerra para a paz. A pressão domés
''^PRECISAMOS EXPORTAR TOGO"
A posição do nosso país (Estados Unidos) é difícil. Nós fomos educa dos nos princípios do protecionismo 'sem compreender seu verdadeiro sen
tica sobre as indústrias de produtos civis é tremenda. O mesmo fazem nossos fregueses estrangeiros, espe cialmente os da América Latina.
Por R. W. GIFFORD
tido. O Sr. William L. Clayton, assis tente do Secretário de Estado, disse re
Alguns podem dizer que nosso de ver é atender primeiro às necessidades domésticas, e cuidar dos mercados es
centemente: extremos —
Entre os homens de negócio repre sentativos do comércio e da industria doa Estados Unidos há duas corren
tes de opinião sobre a posição daquele pais em face da economia internacio nal no futuro próximo. Uma corren
te afirma que nos anos vindouros os n-stados Unidos não dependerão de
mercados externos para equilibrar seu sistema economico, acreditando que o
Precisaírios uão apenas exportar nossas
de um lado, e um sistema econômico
mercadorias, mas deoeríamos estendat
liberal de outro". Nosso Departamen to de Estado decisivamente favorece
nossas atividades produtoras a ouírcw países — afirmu o autor, presidente í/ú Borg-Warner International Corp., em
palestra proferida no Clube dos Expor tadores de Chicago, e que aqui conden samos de "Commerce Magazine^'.
mercado interno absorverá sua produçao. Outros acreditam que a prospe
ridade norte-americana dependerá de mercados externos que absorvam os
excedentes da produção de um parque industrial grandemente aumentado em tamanho e eficiência nestes últimos anos. No artigo que damos adiante
vemos as id^eias de um representante dessa segunda corrente de opinião.
SUPOSIÇÃO de que a maioria das guerras tem uma origem comer
cial deve .significar que a própria guer ra é o resultado do que aconteceu no campo do comércio durante os anos que a precedem. Se no futuro se quise rem evitar as guerras, é preciso resol
ver de modo mais inteligente os pro blemas econômicos mundiais. Se de vemos viver pacificamente como um jfrupo mundial de nações, precisamos
Nós enfrentamos do's nacionalismoi econômico
o último.
Maiores mercados externos
Nos próximos anos nosso país vai bretudo como algo que beneficie a to das as partes interessadas. Deveríamos visar um padrão de vida melhor nâo apenas para nosso próprio povo, mas
também para povos aliados que ainda se encontram gerações atrás, de nós.
Mesmo de um ponto-de-vista egoísta, todos compreendemos que, à medida que os padrões de vida melhoram, au menta o volume do comércio interna cional.
precisar de um comércio externo for temente estruturado. E' bastante olhar
liara o grande parque industrial que os Estados Unidos desenvolveram du
rante anos, c que teve tão grande ex pansão nos últimos tempos. Enquanto nós temos construído esta grande má-
t|uina industrial, outras
nações têm
feito o mesmo em grau maior ou me
nor. Todos precisarão de mercados maiores, tanto no interior como no estrangeiro. O comércio internacional se tornará um "campo tlc luta" mais
O comércio ajuda a paz
severo do que nunca, a não ser que
trangeiros depois. Essa atitude tem dominado nosso pensamento no pas
sado. Nós temos usado os mercado.^ estrangeiros apenas como meio de li bertar-nos de excedentes acumu ados aqui. Corremos o risco de mesma toisa.
Contudo, «.umuo..,
^o-^
ape„as_ exportar
•
não apenas expui
nnssas-
rias. mas deveríamos estender atividades produtoras a ostros - entpreendinrentos
sãos. Suponhamos
que
8
nossas perspectivas no =strange.ro at.
que a procura no interior do pa.s es teja satisfeita. Em três, quatro on cinco anos atingiremos nn, ponto em
que a procura e a produção domest.ca se equilibram. De então cm dian te a produçSo será superior a pro
cura, e nós estaremos diante do es pectro da snper-prcdnçSo. .Segundo a teoria de que o mundo deve desenvol
seu volume total possa ser aumentado-
ver mais negócios para todos, deve
E isso somente pode ser conseguido melhorando-se o padrão de vida em
mos não apenas cuidar de nossos fre gueses, estrangeiros, mas também aju
ao mundo muitos anos de paz. Estre*' tamente entrelaçado a êste problema
todos os países do mundo, inclusive
complicado está o problema geral do
para aumentar o desejo, no espirito de
dar a reconstruir algumas industrias no exterior. Mais um país se indus trializa, melhores serão cs mercados,
milhões de pessoas, de coisas melho
devido ao padrão de vida mais eleva-
As nações estão honestamente maf
chando para um objetivo que pode daí
considerar o comércio externo não
comércio internacional, o qual, se fói"
apenas em termos de dinheiro, mas so-
re.solvido de modo justo, poderá coU*
no nosso. A simples guerra fêz muito
res, Encontrámo-nos
no
momento no
61
Dicesto Econômico
tribuir muito para trazer a paz que to dos nós desejamos.
processo de reconversão parcial da guerra para a paz. A pressão domés
''^PRECISAMOS EXPORTAR TOGO"
A posição do nosso país (Estados Unidos) é difícil. Nós fomos educa dos nos princípios do protecionismo 'sem compreender seu verdadeiro sen
tica sobre as indústrias de produtos civis é tremenda. O mesmo fazem nossos fregueses estrangeiros, espe cialmente os da América Latina.
Por R. W. GIFFORD
tido. O Sr. William L. Clayton, assis tente do Secretário de Estado, disse re
Alguns podem dizer que nosso de ver é atender primeiro às necessidades domésticas, e cuidar dos mercados es
centemente: extremos —
Entre os homens de negócio repre sentativos do comércio e da industria doa Estados Unidos há duas corren
tes de opinião sobre a posição daquele pais em face da economia internacio nal no futuro próximo. Uma corren
te afirma que nos anos vindouros os n-stados Unidos não dependerão de
mercados externos para equilibrar seu sistema economico, acreditando que o
Precisaírios uão apenas exportar nossas
de um lado, e um sistema econômico
mercadorias, mas deoeríamos estendat
liberal de outro". Nosso Departamen to de Estado decisivamente favorece
nossas atividades produtoras a ouírcw países — afirmu o autor, presidente í/ú Borg-Warner International Corp., em
palestra proferida no Clube dos Expor tadores de Chicago, e que aqui conden samos de "Commerce Magazine^'.
mercado interno absorverá sua produçao. Outros acreditam que a prospe
ridade norte-americana dependerá de mercados externos que absorvam os
excedentes da produção de um parque industrial grandemente aumentado em tamanho e eficiência nestes últimos anos. No artigo que damos adiante
vemos as id^eias de um representante dessa segunda corrente de opinião.
SUPOSIÇÃO de que a maioria das guerras tem uma origem comer
cial deve .significar que a própria guer ra é o resultado do que aconteceu no campo do comércio durante os anos que a precedem. Se no futuro se quise rem evitar as guerras, é preciso resol
ver de modo mais inteligente os pro blemas econômicos mundiais. Se de vemos viver pacificamente como um jfrupo mundial de nações, precisamos
Nós enfrentamos do's nacionalismoi econômico
o último.
Maiores mercados externos
Nos próximos anos nosso país vai bretudo como algo que beneficie a to das as partes interessadas. Deveríamos visar um padrão de vida melhor nâo apenas para nosso próprio povo, mas
também para povos aliados que ainda se encontram gerações atrás, de nós.
Mesmo de um ponto-de-vista egoísta, todos compreendemos que, à medida que os padrões de vida melhoram, au menta o volume do comércio interna cional.
precisar de um comércio externo for temente estruturado. E' bastante olhar
liara o grande parque industrial que os Estados Unidos desenvolveram du
rante anos, c que teve tão grande ex pansão nos últimos tempos. Enquanto nós temos construído esta grande má-
t|uina industrial, outras
nações têm
feito o mesmo em grau maior ou me
nor. Todos precisarão de mercados maiores, tanto no interior como no estrangeiro. O comércio internacional se tornará um "campo tlc luta" mais
O comércio ajuda a paz
severo do que nunca, a não ser que
trangeiros depois. Essa atitude tem dominado nosso pensamento no pas
sado. Nós temos usado os mercado.^ estrangeiros apenas como meio de li bertar-nos de excedentes acumu ados aqui. Corremos o risco de mesma toisa.
Contudo, «.umuo..,
^o-^
ape„as_ exportar
•
não apenas expui
nnssas-
rias. mas deveríamos estender atividades produtoras a ostros - entpreendinrentos
sãos. Suponhamos
que
8
nossas perspectivas no =strange.ro at.
que a procura no interior do pa.s es teja satisfeita. Em três, quatro on cinco anos atingiremos nn, ponto em
que a procura e a produção domest.ca se equilibram. De então cm dian te a produçSo será superior a pro
cura, e nós estaremos diante do es pectro da snper-prcdnçSo. .Segundo a teoria de que o mundo deve desenvol
seu volume total possa ser aumentado-
ver mais negócios para todos, deve
E isso somente pode ser conseguido melhorando-se o padrão de vida em
mos não apenas cuidar de nossos fre gueses, estrangeiros, mas também aju
ao mundo muitos anos de paz. Estre*' tamente entrelaçado a êste problema
todos os países do mundo, inclusive
complicado está o problema geral do
para aumentar o desejo, no espirito de
dar a reconstruir algumas industrias no exterior. Mais um país se indus trializa, melhores serão cs mercados,
milhões de pessoas, de coisas melho
devido ao padrão de vida mais eleva-
As nações estão honestamente maf
chando para um objetivo que pode daí
considerar o comércio externo não
comércio internacional, o qual, se fói"
apenas em termos de dinheiro, mas so-
re.solvido de modo justo, poderá coU*
no nosso. A simples guerra fêz muito
res, Encontrámo-nos
no
momento no
62
DicESTO EcoNÓinco O problema da competição
está salpicada de clubes e associações de comércio exportador e estrangeiro-
UiGBSTO Econômico •■'cncial que algumas mercadorias nor te-americanas sejam enviadas aos nos sos fregueses estrangeiros logo que .se tornem disponíveis. E' necessário
talvez o controle de preços de produ
I*recisamos, portanto, exportar ime diatamente ou sofrer as conseqüências da acumulação de excedentes, o fecha
atividades sem integração com as oti'
mento de fábricas, o desemprego cres
também que esse volume dc comércio
tos acabados, sejam eliminados na pri meira oportunidade. Há uma conti nua necessidade de restrições sôbrc certas matérias-primas críticas. Mas
tras. Do mesmo modo existe uma ca*
cente e os outros males derivados de
esteja na proporção direta do aumen
a continuação do licenciamento
mara norte-americana de
uma produção desequiHl)rada. Então
to da produção.
em quase todas as cidades estrangc
iríamos aos que uma vez eram fregue ses em perspectiva;
"Agora temos
abundância de mercadorias, o que gos taria de comprar?" E a resposta se rá. Nada, amigo". Teremos per dido o bonde. Veremos que a GrãBretanha, a Rússia e outros países te rão chegado três, quatro ou cinco anos na nossa frente. Êles se terão
.entrincheirado firmemente como for necedores de produtos, dinheiro e téc nica.
Nós precisamos estabelecer-nos for temente na América Latina c outras
áreas desde logo, de modo que quan do nossa procura doméstica tenha si do satisfeita, nossos excedentes não sejam uma carga para nós, mas o ca
minho para continuar a alta produção, c incidentalmente, uma dádiva para o resto do mundo.
Enquanto todos têm um objetivo co
mum, cada um dirige suas próprias comercio
ras importantes. Elas também td" um objetivo comum, mas trabalha"' sozinhas. Êsses grupos comerciais ct"
-amcricanos devem ainda inverter seu
dinheiro e energia em outros países, na medida em que as desenvolvam.
os problemas em outras
contato com os déste país.
mundo.
Eu digo que elas deveriam esbunidas. Com sua fòrça dividida, sao muitas vozes fracas gritando no descf
condições se
Não há mistério sôbrc
cidades estrangeiras nem sequer
partes
do
importações são tão necessárias quan
seria muito mais capaz de impressio'
to as exportações.
nar o governo com a necessidade certa ação mais do que qualquer pcs'
no é uma espada dc dois gumes.
O comércio exter
tas companhias têm mentalidade do'
Quanto à responsabilidade do gover no, êle deveria estaliclecer um serviço cuja primeira responsabilidade seria agir no interesse da indústria norte-americana no estrangeiro. Eu gos
méstica porque sua visão atinge ape'
taria dc ver
nas as fronteiras dos Estados Unido^'
natureza trabalhando incansàvelmentc
Os cliefcs de mu''
Penso que cabe à
com
Exportar logo
a
um departamento dessa
indústria
interesse desta.
norte-americana
no
destinar uma parte razoável de s""
produção inicial de poucos artigos d. consumo, não há mais necessidade dc quaisquer controles da exportação de
quer explorar no
tunidades de expansão eni ^ estrangeiros, é emprésti-V vêrno subscreva ou ga mos e créditos particulares
organização central dc exportação que acabo dc propor. O governo precisi
estran-
geiro.
'
Reduzir as tarifas coisa de que
^-''-rr.rdrac:Xde\ecomercia, foi animadora,
Seus esforços deve
riam ser bem coordenados com os da
O industrial norte-americano de^'
Com exceção dos se
tores em que o govêrno precisa d?
ros farão com que a
Uma organização central como
dar sua atitude.
desnecessária.
A indústria c os governos ^^trangei PreciBamos importar
Há outra coisa: o industrial norte-americano deve compreender que as
soa, companhia ou associação. Além disso, a indústria precisa niU'
de
exportação de produtos acabados e
produtos destinados ao
to. Juntas, far-se-iam ouvir nos corre dores do Congresso c em tôda a parte-
indústria tomar a iniciativa. Organízaçao necessária
Os industriais norte-
niie o governo procure ga-
f;.:rl"r°:e.u.-anca nos inves.innen.o. no estrangeiro, e tome os passos ne
cessários para garantir que divide
• Na minha opinião, os que estão em penhados na exportação e no comér
consumo civil aos canais do comérC'
fazer um esforço sincero e sério para agir na sua verdadeira capacidade de
cio externo deveriam unir-se numa só
exportador desde logo.
servidor do público, e não como seu
voltar a êste país sem sacrifícios in
lida organização central.
vendas do interior pode ameaçar tirar-se, mas êle deve compreender '
senhor.
devidos. ividos.
Os deveres
de tal organização seriam representar
primeira produção de mercadorias d®
a indústria norte-americana nas suas
necessidade
relações com o governo,
imediato do comérçio e.xterno.
A nação
de
um
Seu chefe
desenvolvimett'" E'
Um rápido restabelecimento do co mércio externo exige que todos os controles governamentais, excetuado
dos sôbre tais investimentos possam .
.
Quanto ao trabalho, a produtivida-
62
DicESTO EcoNÓinco O problema da competição
está salpicada de clubes e associações de comércio exportador e estrangeiro-
UiGBSTO Econômico •■'cncial que algumas mercadorias nor te-americanas sejam enviadas aos nos sos fregueses estrangeiros logo que .se tornem disponíveis. E' necessário
talvez o controle de preços de produ
I*recisamos, portanto, exportar ime diatamente ou sofrer as conseqüências da acumulação de excedentes, o fecha
atividades sem integração com as oti'
mento de fábricas, o desemprego cres
também que esse volume dc comércio
tos acabados, sejam eliminados na pri meira oportunidade. Há uma conti nua necessidade de restrições sôbrc certas matérias-primas críticas. Mas
tras. Do mesmo modo existe uma ca*
cente e os outros males derivados de
esteja na proporção direta do aumen
a continuação do licenciamento
mara norte-americana de
uma produção desequiHl)rada. Então
to da produção.
em quase todas as cidades estrangc
iríamos aos que uma vez eram fregue ses em perspectiva;
"Agora temos
abundância de mercadorias, o que gos taria de comprar?" E a resposta se rá. Nada, amigo". Teremos per dido o bonde. Veremos que a GrãBretanha, a Rússia e outros países te rão chegado três, quatro ou cinco anos na nossa frente. Êles se terão
.entrincheirado firmemente como for necedores de produtos, dinheiro e téc nica.
Nós precisamos estabelecer-nos for temente na América Latina c outras
áreas desde logo, de modo que quan do nossa procura doméstica tenha si do satisfeita, nossos excedentes não sejam uma carga para nós, mas o ca
minho para continuar a alta produção, c incidentalmente, uma dádiva para o resto do mundo.
Enquanto todos têm um objetivo co
mum, cada um dirige suas próprias comercio
ras importantes. Elas também td" um objetivo comum, mas trabalha"' sozinhas. Êsses grupos comerciais ct"
-amcricanos devem ainda inverter seu
dinheiro e energia em outros países, na medida em que as desenvolvam.
os problemas em outras
contato com os déste país.
mundo.
Eu digo que elas deveriam esbunidas. Com sua fòrça dividida, sao muitas vozes fracas gritando no descf
condições se
Não há mistério sôbrc
cidades estrangeiras nem sequer
partes
do
importações são tão necessárias quan
seria muito mais capaz de impressio'
to as exportações.
nar o governo com a necessidade certa ação mais do que qualquer pcs'
no é uma espada dc dois gumes.
O comércio exter
tas companhias têm mentalidade do'
Quanto à responsabilidade do gover no, êle deveria estaliclecer um serviço cuja primeira responsabilidade seria agir no interesse da indústria norte-americana no estrangeiro. Eu gos
méstica porque sua visão atinge ape'
taria dc ver
nas as fronteiras dos Estados Unido^'
natureza trabalhando incansàvelmentc
Os cliefcs de mu''
Penso que cabe à
com
Exportar logo
a
um departamento dessa
indústria
interesse desta.
norte-americana
no
destinar uma parte razoável de s""
produção inicial de poucos artigos d. consumo, não há mais necessidade dc quaisquer controles da exportação de
quer explorar no
tunidades de expansão eni ^ estrangeiros, é emprésti-V vêrno subscreva ou ga mos e créditos particulares
organização central dc exportação que acabo dc propor. O governo precisi
estran-
geiro.
'
Reduzir as tarifas coisa de que
^-''-rr.rdrac:Xde\ecomercia, foi animadora,
Seus esforços deve
riam ser bem coordenados com os da
O industrial norte-americano de^'
Com exceção dos se
tores em que o govêrno precisa d?
ros farão com que a
Uma organização central como
dar sua atitude.
desnecessária.
A indústria c os governos ^^trangei PreciBamos importar
Há outra coisa: o industrial norte-americano deve compreender que as
soa, companhia ou associação. Além disso, a indústria precisa niU'
de
exportação de produtos acabados e
produtos destinados ao
to. Juntas, far-se-iam ouvir nos corre dores do Congresso c em tôda a parte-
indústria tomar a iniciativa. Organízaçao necessária
Os industriais norte-
niie o governo procure ga-
f;.:rl"r°:e.u.-anca nos inves.innen.o. no estrangeiro, e tome os passos ne
cessários para garantir que divide
• Na minha opinião, os que estão em penhados na exportação e no comér
consumo civil aos canais do comérC'
fazer um esforço sincero e sério para agir na sua verdadeira capacidade de
cio externo deveriam unir-se numa só
exportador desde logo.
servidor do público, e não como seu
voltar a êste país sem sacrifícios in
lida organização central.
vendas do interior pode ameaçar tirar-se, mas êle deve compreender '
senhor.
devidos. ividos.
Os deveres
de tal organização seriam representar
primeira produção de mercadorias d®
a indústria norte-americana nas suas
necessidade
relações com o governo,
imediato do comérçio e.xterno.
A nação
de
um
Seu chefe
desenvolvimett'" E'
Um rápido restabelecimento do co mércio externo exige que todos os controles governamentais, excetuado
dos sôbre tais investimentos possam .
.
Quanto ao trabalho, a produtivida-
64
Digesto Econômico
casos bastante baixa. Essas.condições
durante a guerra mais do que na In
não podem perdurar.
glaterra ou outro país, isso cquiva!e
Pois a indús
tria norte-americana não pode produ2ir mercadorias de consumo em com
petição com
indústrias
a uma redução de tarifas cm
TOMAZ
favor
EXPOSITOR DA DOUTRINA MERCANTILISTA
dêsse país.
estrangeiras
que pagam salários baixos sem uma alta produtividade individual. A alta escala de salários dêstc país
MESTRES DH EGOIVOMIJI
por S. Harcourt-Rivincton
Estamos enfrentando um período difícil e loerigoso tanto no que se re
não deve ser temida, a não' ser em
fere à nossa política comercial exter na, como quanto à paz mundial. Unn
certos tipos de indústria. Os salários são grandemente superados pelos nos
liderança inteligente em Washingtou, mais idéias e ações diligentes por par
sos métodos de produção em massa de grandes volumes. Notemos, con tudo, que se nossos salários subiram
com que nos defrontamos.
(Membro lia Sociedade Real de Economia de Londres) (especial para o "digesto econômico")
Vivendo numa época em que se realiza
c-oisas, agora comuns_ a toda
te do comércio norte-americano, po
ram grandes descobertas maritimast as quais alargaram enormemente a área do
zação, chegaram então, vez, ao conhecimento do
dem e devem resolver
mundo conhecido, Tomaz Munn preocu
os
problemas
pou-se em mostrar nas suas feses eco
nômicas a importância do comércio ex terior como fator preponderante da prosperidade interna de cada nação, cujo processo de eiu iquecimento deve ria consistir em exportar o máximo «? importar o mínimo.
'pOMAZ MUNN, o objeto deste pe queno estudo, não é, na galeria dos
A parte
Drake, que. em sua
Hind", completava a volta com ím sucesso ço anos mais cidas
conhe tásticas de Sir
as
pe-
Walter Raleigh.
e belo
Ia primeira vez, visit „ j j
iniciou
Estado da Cahforn>a-
uma colônia de ct
colônia veio
Améric-a do
em honra a
a chamar-se ^ ^ 'stituiumoderassim soberana bntani^ca.
suas idéias.
o berço dessa
tão
conhecido
E' verdade, sem dúvida,
que muitas das suas teses principais são lioje julgadas falsas. Mas, le
do flio Grande do Sul estêve sujeita a uma invasão de gafatéo-
peu. Quando Munn era ainda um me^ nino de nove anos, o Francis história inacreditável de Gold
como o justificaria a importância de
grandes economistas,
GAFANHOTOS NO RIO GRANDE DO SUL
P
vando-se em Consideração o período
Unidos da
"'ao mefmo tempo. NewAmerica. Ao me ^ eâtabeleci-
foundland, o mai
Canadá, era
mento inglês da costa
Argentina. I^corda-se que a maior invasão no gênero ocorretí entre 1935-36, quando^ naquele Estado 34 municípios foram atingidos pela praEOEm Canguçu, a tnvasao transformou-se, naquela época, em verdadeira calamidade pública, pois até^ casas de sapé dos colonos foram atacadas, o que provocou a /«gf
em que viveu e as condições que na época se achavam em franco desenvol vimento, os seus escritos aparecem ex etapa decisiva na evolução do pensa
ke, ^'^^^'^/^rregamentos de "tesou-
de seus habitantes.
mento econômico.
em grandes
'
>
t
r
t b
A propósito da nuvem de gafanhotos que há dias alcançou o Rio Grande do Sul, ali pouco se demorando, felizmente, a Divisão de Defesa Sanitária Vegetal do Ministério da Agricultura chamou a atenção dos lavradores para as possibiliaades do perigo do aparecimento dos saltões", provenientes da desova que se teria ueri/í';<'" do. Devem, assim, os agricultores das zonas por onde estiveram os gafanhotos, ficiit
vigilantes e preparados para combater os "saltões", no caso do seu aparecimento, utuizando para tal fim as vassouras de fogo. Vm técnico da Defesa Sanitária Ve
tremamente perspicazes, a marcar uma
Tomaz Munn nasceu em 1571 e che
agregado
J /terras feitas por ma-
viagens as nova
rinbeiros mglese ros" levados
Hawkins, Dra-
^ resultaram
regresso, de permeio maravilhosas
beteana", assim denominada em ho
com racont^ g^igtirem além dos ocea nos Ao lado do ouro, da prata e dos
menagem à célebre Rainha Virgem. Foi uma das épocas mais românticas
Velho Mundo, os navegantes descobri
gou à maturidade durante o período que os ingleses chamam a Era EHza-
da história, pois durante o seu trans
getal já foi designado para coordenar providências que evitem, tanto quanto pos
correr as partes habitadas do globo
sível, os prejuízos que uma surprôsa poderá causar.
dobraram
em
tamanho
e
numerosas
metkis preciosos transportados para o
riam um número considerável de pro-
64
Digesto Econômico
casos bastante baixa. Essas.condições
durante a guerra mais do que na In
não podem perdurar.
glaterra ou outro país, isso cquiva!e
Pois a indús
tria norte-americana não pode produ2ir mercadorias de consumo em com
petição com
indústrias
a uma redução de tarifas cm
TOMAZ
favor
EXPOSITOR DA DOUTRINA MERCANTILISTA
dêsse país.
estrangeiras
que pagam salários baixos sem uma alta produtividade individual. A alta escala de salários dêstc país
MESTRES DH EGOIVOMIJI
por S. Harcourt-Rivincton
Estamos enfrentando um período difícil e loerigoso tanto no que se re
não deve ser temida, a não' ser em
fere à nossa política comercial exter na, como quanto à paz mundial. Unn
certos tipos de indústria. Os salários são grandemente superados pelos nos
liderança inteligente em Washingtou, mais idéias e ações diligentes por par
sos métodos de produção em massa de grandes volumes. Notemos, con tudo, que se nossos salários subiram
com que nos defrontamos.
(Membro lia Sociedade Real de Economia de Londres) (especial para o "digesto econômico")
Vivendo numa época em que se realiza
c-oisas, agora comuns_ a toda
te do comércio norte-americano, po
ram grandes descobertas maritimast as quais alargaram enormemente a área do
zação, chegaram então, vez, ao conhecimento do
dem e devem resolver
mundo conhecido, Tomaz Munn preocu
os
problemas
pou-se em mostrar nas suas feses eco
nômicas a importância do comércio ex terior como fator preponderante da prosperidade interna de cada nação, cujo processo de eiu iquecimento deve ria consistir em exportar o máximo «? importar o mínimo.
'pOMAZ MUNN, o objeto deste pe queno estudo, não é, na galeria dos
A parte
Drake, que. em sua
Hind", completava a volta com ím sucesso ço anos mais cidas
conhe tásticas de Sir
as
pe-
Walter Raleigh.
e belo
Ia primeira vez, visit „ j j
iniciou
Estado da Cahforn>a-
uma colônia de ct
colônia veio
Améric-a do
em honra a
a chamar-se ^ ^ 'stituiumoderassim soberana bntani^ca.
suas idéias.
o berço dessa
tão
conhecido
E' verdade, sem dúvida,
que muitas das suas teses principais são lioje julgadas falsas. Mas, le
do flio Grande do Sul estêve sujeita a uma invasão de gafatéo-
peu. Quando Munn era ainda um me^ nino de nove anos, o Francis história inacreditável de Gold
como o justificaria a importância de
grandes economistas,
GAFANHOTOS NO RIO GRANDE DO SUL
P
vando-se em Consideração o período
Unidos da
"'ao mefmo tempo. NewAmerica. Ao me ^ eâtabeleci-
foundland, o mai
Canadá, era
mento inglês da costa
Argentina. I^corda-se que a maior invasão no gênero ocorretí entre 1935-36, quando^ naquele Estado 34 municípios foram atingidos pela praEOEm Canguçu, a tnvasao transformou-se, naquela época, em verdadeira calamidade pública, pois até^ casas de sapé dos colonos foram atacadas, o que provocou a /«gf
em que viveu e as condições que na época se achavam em franco desenvol vimento, os seus escritos aparecem ex etapa decisiva na evolução do pensa
ke, ^'^^^'^/^rregamentos de "tesou-
de seus habitantes.
mento econômico.
em grandes
'
>
t
r
t b
A propósito da nuvem de gafanhotos que há dias alcançou o Rio Grande do Sul, ali pouco se demorando, felizmente, a Divisão de Defesa Sanitária Vegetal do Ministério da Agricultura chamou a atenção dos lavradores para as possibiliaades do perigo do aparecimento dos saltões", provenientes da desova que se teria ueri/í';<'" do. Devem, assim, os agricultores das zonas por onde estiveram os gafanhotos, ficiit
vigilantes e preparados para combater os "saltões", no caso do seu aparecimento, utuizando para tal fim as vassouras de fogo. Vm técnico da Defesa Sanitária Ve
tremamente perspicazes, a marcar uma
Tomaz Munn nasceu em 1571 e che
agregado
J /terras feitas por ma-
viagens as nova
rinbeiros mglese ros" levados
Hawkins, Dra-
^ resultaram
regresso, de permeio maravilhosas
beteana", assim denominada em ho
com racont^ g^igtirem além dos ocea nos Ao lado do ouro, da prata e dos
menagem à célebre Rainha Virgem. Foi uma das épocas mais românticas
Velho Mundo, os navegantes descobri
gou à maturidade durante o período que os ingleses chamam a Era EHza-
da história, pois durante o seu trans
getal já foi designado para coordenar providências que evitem, tanto quanto pos
correr as partes habitadas do globo
sível, os prejuízos que uma surprôsa poderá causar.
dobraram
em
tamanho
e
numerosas
metkis preciosos transportados para o
riam um número considerável de pro-
68
Digesto Econômico
comuns, mas naquele tempo inteira
mente desconhecidos na Inglaterra. Cssas descobertas de tesouros e de
novos alimentos despertaram a imagi nação dos homens, que se puseram a conceber e consertar altos planos.
Não é de admirar, por isso, que Tomaz Munn, possuindo o instinto do negociante. compreendesse as imensas pos
sibilidades do "comércio exterior". Comercio
exterior e prosperidade interna
proeminente em todos os conselhos tb companhia.
Uma das práticas da emprêsa era
embarcar para o estrangeiro, com pro pósitos de comércio, os metais precio sos, que serviam para pagamento dcs
produtos do Oriente. Essa prática loi então acerbamente criticada na IngU" terra, pois naquele tempo acreditava' -se que a evasão do ouro e outros ihí"
tais traria o empobrecimento do
A orientação da Còmpanhia da índia foi atacada
por um famoso escritor
Em idade prematura, Tomaz Munn, que era filho de um comerciante in glês, concebeu um plano de transações
sobre o comércio da Inglaterra com
Comerciais com os países do Mediter râneo. Com aplicação diligente, en-
cava a política de sua organização.
genho pouco comum e julgamento equilibrado, conseguiu ràpidamente uma grande freguesia. Enquanto se ocupava em adquirir fortuna, nego
- ciando com as civilizações do MediterHb raneo e do Oriente Próximo
PP oslomcns, mais audaciosos, estabeleciar.i fundamentos de uma grande orga mzaçao em terras mais distantes. Êm
1600, quando Munn contava 19 formou-se uma companhia inglesa na' - ra comerciar com o Oriente e a Hm
de possibilitar o comércio, foram ciia
das varias colônias na costa de Malk'
bar, na índia. Tratava-se da famosa Companhia da índia Oriental, que do
minou a história dessa região Hnr-tn"
te dois séculos. Era fraca no prin cípio e encontrou grande resistência de parte de espanhóis, franceses e por tugueses, que também possuíam colô
nias no Oriente.
Não obstante tais
contratempos, a emprêsa cresceu cm
importância e prestígio. Munn previu-Ihe as imensas possibilidades.
Vendeu os seus interesses nas organi
zações do Mediterrâneo e' inverteu to da a sua fortuna nos empreendimen tos da índia, tornando-se um dos di retores e logo a seguir uma figura
chamado Missciden.
Munn respon
deu num panfleto intitulado "Discurso as índias Orientais", no qual justifi Em
sua crítica, Misselden estabele
67
Dioesto Econômico
o emprêgo do ouro em barra pa--a ali mentar o comércio estabelecido pelos ingleses no estrangeiro era justificável. Um comércio próspero e cm Constan
souro, o Nervo da Guerra e o Terror dos nossos Inimigos".
Algumas das proposições que ela borou foram as seguintes: a Ingla
te crescimento traria de volta, com o
terra deveria aproveitar as suas ter
tempo, e acumuladamcnte, maior quan tidade de metal do que a que tivesse saído. Empregava, para ilustrar o
ras desocupadas, reduzir ao mínimo o consumo de mercadorias estrangeiras, ter sagacidade ao vender para o e.v.-
seu ponto de vista, uma analogia na
terior, mantendo altos os preços das coisas que as outras nações eram obri gadas a comprar do Reino e baixos os dos produtos em que existiam con
agricultura, dizendo: "Um lavrador que fòssc visto, na época das planta
ções, deitando a semente à terra, pa receria um perdulário esbanjador; mas, observado na ocasião da colhei
correntes. Os artigos ingleses somen te deveriam ser transportados em na
ta, tornar-sc-ia evidente a sabedoria
vios inglêses, ganhando assim a naçao
de suas ações. "Munn foi o pioneiro das largas aplicações de capital no ex terior, e a prosperidade da Inglaterra durante trezentos anos, promovida pe
interno dos recursos nacionais devia ser
na venda e no transporte-, O consumo
sóbrio, destinando-se' à "exportação^ a maior quantidade possível. No m
ceu, em linhas gerais, a orientação a seguir no comércio transoceânico, eyplanando o que Adam Smith, escre
lo resultado das suas grandes inver
terior, a pesca e as
sões externas, demonstra amplamen te a justeza de suas idéias.
riam ser desenvolvidas. Ca Inglaterra tornar-se o centro
vendo um século mais tarde, chamou a "doutrina mercantilista". A teoria
Explanação de princípios
ensinava que a riqueza se identificava com
o "tesouro", constituído
pelos
teróâmbio entre outras
do lucros por meio de op.er^aÇ
Anos mais tarde, quando a sua po lítica já Se havia tornado um sucesso,
metais preciosos. Assim, uma nação, se desejava aumentar de riqueza, de
livro destinado a mostrar como se con
veria conduzir os negócios de modo
segue a acumulação da riqueza nacio
■ que o "tesouro" refluísse aos seus co
fres.
O método 'para o conseguir
Munn expôs os seus princípios num
nal.
O livro traZ' o título "O Tesou
ro da Inglaterra pelo Comércio Exte
era, segundo Misselden, exportar o
rior" ou "A Balança
máximo e importar o mínimo. A ba
Exterior é a regra do nosso Tesouro".
lança favorável seria paga em ouro c
Foi um documento notável e inspira
prata.
dor.
Para assegurar os melhores
do
Comércio
Nessa obra êle nos forneceu a
resultados, o governo deveria proibif a importação dos produtos de que o país não tivesse real necessidade: de
mais lúcida explanação da teoria mer cantilista de quantas já foram for
veria subsidiar a exportação;
um tratado sobre o desenvolvimento
criar
monopólios para as Kompanhias de comércio, e sobretudo restringir a exportação dos metais preciosos. Munn, em sua réplica, concordar'
com as teses gerais de Misselden, nia^ divergiu com referência à última par
muladas.
à
Munn apresentou, de fato,
do poder e da/iqueza nacional. Colo cou o comércio exterior como o de
maior importância para a prosperida de de um povo, declarando que repre
nanceiras. Incluiam-se seus postulados volver o comercio mt
negociando-se,
-
j,-.
deseng externo, ^tra- /
° [Lários e re- ^
vés dos /(jos intermediãduzindo-se o provento sóbre a rios: não colocar ^^^etais
exportação da preciosos,
„ como netransações com
outros países,
_ dinheiro como
cessano P^timular terra poderia
intermediária.
de
^
^ abolição
importação de
'fessenciais à indústria exporta-
çao. clU.
Defe,. e crítica do mcrcant,l..mo Em muitas coisas, Munn se achava
sentava "a lionra do Reino, a nobre
enf adiantamento sobre o seu tempo.
profissão do Comerciante, a
A êsse íato se deve que, sendo ele o
Escola
te da doutrina, opondo-se tenazmente
das Artes, o .Abastecimento das Ne
mais hábil dos expositores da doutri
contra quaisquer restrições à expor
cessidades, o Sustentáculo de nossa Marinha, os Recursos de nosso Te
na mercantilista, seja ao mesmo tem
tação de ouro e prata.
Afirmava
po, e paradoxalmente, um dos seus cn-
68
Digesto Econômico
comuns, mas naquele tempo inteira
mente desconhecidos na Inglaterra. Cssas descobertas de tesouros e de
novos alimentos despertaram a imagi nação dos homens, que se puseram a conceber e consertar altos planos.
Não é de admirar, por isso, que Tomaz Munn, possuindo o instinto do negociante. compreendesse as imensas pos
sibilidades do "comércio exterior". Comercio
exterior e prosperidade interna
proeminente em todos os conselhos tb companhia.
Uma das práticas da emprêsa era
embarcar para o estrangeiro, com pro pósitos de comércio, os metais precio sos, que serviam para pagamento dcs
produtos do Oriente. Essa prática loi então acerbamente criticada na IngU" terra, pois naquele tempo acreditava' -se que a evasão do ouro e outros ihí"
tais traria o empobrecimento do
A orientação da Còmpanhia da índia foi atacada
por um famoso escritor
Em idade prematura, Tomaz Munn, que era filho de um comerciante in glês, concebeu um plano de transações
sobre o comércio da Inglaterra com
Comerciais com os países do Mediter râneo. Com aplicação diligente, en-
cava a política de sua organização.
genho pouco comum e julgamento equilibrado, conseguiu ràpidamente uma grande freguesia. Enquanto se ocupava em adquirir fortuna, nego
- ciando com as civilizações do MediterHb raneo e do Oriente Próximo
PP oslomcns, mais audaciosos, estabeleciar.i fundamentos de uma grande orga mzaçao em terras mais distantes. Êm
1600, quando Munn contava 19 formou-se uma companhia inglesa na' - ra comerciar com o Oriente e a Hm
de possibilitar o comércio, foram ciia
das varias colônias na costa de Malk'
bar, na índia. Tratava-se da famosa Companhia da índia Oriental, que do
minou a história dessa região Hnr-tn"
te dois séculos. Era fraca no prin cípio e encontrou grande resistência de parte de espanhóis, franceses e por tugueses, que também possuíam colô
nias no Oriente.
Não obstante tais
contratempos, a emprêsa cresceu cm
importância e prestígio. Munn previu-Ihe as imensas possibilidades.
Vendeu os seus interesses nas organi
zações do Mediterrâneo e' inverteu to da a sua fortuna nos empreendimen tos da índia, tornando-se um dos di retores e logo a seguir uma figura
chamado Missciden.
Munn respon
deu num panfleto intitulado "Discurso as índias Orientais", no qual justifi Em
sua crítica, Misselden estabele
67
Dioesto Econômico
o emprêgo do ouro em barra pa--a ali mentar o comércio estabelecido pelos ingleses no estrangeiro era justificável. Um comércio próspero e cm Constan
souro, o Nervo da Guerra e o Terror dos nossos Inimigos".
Algumas das proposições que ela borou foram as seguintes: a Ingla
te crescimento traria de volta, com o
terra deveria aproveitar as suas ter
tempo, e acumuladamcnte, maior quan tidade de metal do que a que tivesse saído. Empregava, para ilustrar o
ras desocupadas, reduzir ao mínimo o consumo de mercadorias estrangeiras, ter sagacidade ao vender para o e.v.-
seu ponto de vista, uma analogia na
terior, mantendo altos os preços das coisas que as outras nações eram obri gadas a comprar do Reino e baixos os dos produtos em que existiam con
agricultura, dizendo: "Um lavrador que fòssc visto, na época das planta
ções, deitando a semente à terra, pa receria um perdulário esbanjador; mas, observado na ocasião da colhei
correntes. Os artigos ingleses somen te deveriam ser transportados em na
ta, tornar-sc-ia evidente a sabedoria
vios inglêses, ganhando assim a naçao
de suas ações. "Munn foi o pioneiro das largas aplicações de capital no ex terior, e a prosperidade da Inglaterra durante trezentos anos, promovida pe
interno dos recursos nacionais devia ser
na venda e no transporte-, O consumo
sóbrio, destinando-se' à "exportação^ a maior quantidade possível. No m
ceu, em linhas gerais, a orientação a seguir no comércio transoceânico, eyplanando o que Adam Smith, escre
lo resultado das suas grandes inver
terior, a pesca e as
sões externas, demonstra amplamen te a justeza de suas idéias.
riam ser desenvolvidas. Ca Inglaterra tornar-se o centro
vendo um século mais tarde, chamou a "doutrina mercantilista". A teoria
Explanação de princípios
ensinava que a riqueza se identificava com
o "tesouro", constituído
pelos
teróâmbio entre outras
do lucros por meio de op.er^aÇ
Anos mais tarde, quando a sua po lítica já Se havia tornado um sucesso,
metais preciosos. Assim, uma nação, se desejava aumentar de riqueza, de
livro destinado a mostrar como se con
veria conduzir os negócios de modo
segue a acumulação da riqueza nacio
■ que o "tesouro" refluísse aos seus co
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O método 'para o conseguir
Munn expôs os seus princípios num
nal.
O livro traZ' o título "O Tesou
ro da Inglaterra pelo Comércio Exte
era, segundo Misselden, exportar o
rior" ou "A Balança
máximo e importar o mínimo. A ba
Exterior é a regra do nosso Tesouro".
lança favorável seria paga em ouro c
Foi um documento notável e inspira
prata.
dor.
Para assegurar os melhores
do
Comércio
Nessa obra êle nos forneceu a
resultados, o governo deveria proibif a importação dos produtos de que o país não tivesse real necessidade: de
mais lúcida explanação da teoria mer cantilista de quantas já foram for
veria subsidiar a exportação;
um tratado sobre o desenvolvimento
criar
monopólios para as Kompanhias de comércio, e sobretudo restringir a exportação dos metais preciosos. Munn, em sua réplica, concordar'
com as teses gerais de Misselden, nia^ divergiu com referência à última par
muladas.
à
Munn apresentou, de fato,
do poder e da/iqueza nacional. Colo cou o comércio exterior como o de
maior importância para a prosperida de de um povo, declarando que repre
nanceiras. Incluiam-se seus postulados volver o comercio mt
negociando-se,
-
j,-.
deseng externo, ^tra- /
° [Lários e re- ^
vés dos /(jos intermediãduzindo-se o provento sóbre a rios: não colocar ^^^etais
exportação da preciosos,
„ como netransações com
outros países,
_ dinheiro como
cessano P^timular terra poderia
intermediária.
de
^
^ abolição
importação de
'fessenciais à indústria exporta-
çao. clU.
Defe,. e crítica do mcrcant,l..mo Em muitas coisas, Munn se achava
sentava "a lionra do Reino, a nobre
enf adiantamento sobre o seu tempo.
profissão do Comerciante, a
A êsse íato se deve que, sendo ele o
Escola
te da doutrina, opondo-se tenazmente
das Artes, o .Abastecimento das Ne
mais hábil dos expositores da doutri
contra quaisquer restrições à expor
cessidades, o Sustentáculo de nossa Marinha, os Recursos de nosso Te
na mercantilista, seja ao mesmo tem
tação de ouro e prata.
Afirmava
po, e paradoxalmente, um dos seus cn-
68
Digesto Econó>cco
ticos mais severos. Por exemplo, não
to do comércio exterior eram, como
perfilhava a tese do mercantilismo or todoxo de que a riqueza e o dinheirvi
se viu, os de um ganancioso e benr -sucedido homem de negócios — í
(ou tesouro, como se chamava) fossem
êle o era, por excelência — aplica
idênticos.
Além disso, opunha^se a
EGAÇÃO MERCANTE APÓS - GUERRA
dos em escala nacional para o benefí
NO
■♦:** + + * *♦♦♦****♦********
Já SC tem afirmado ,i*e petidas vezes
Quase todos os países já planejaram
que o comér
cantes para o comércio de após
cio
guerra.
que se considerasse como essencial a
cio de todo um país.
obtenção de saldo favorável na balan ça do comércio. Com referência aos
teando a estreita" cooperação do go-
negócios nacionais (aduzia) o que im portava nao era que o total do comér
especiais a determinadas organizaçõef comerciais, as suas teses deram oca
cional deverá
cio exterior fosse favorável ou desfa
sião, um século mais tarde, ao azorrs-
conhecer de-
pel vital não só no restabelecimento,
poi s
como também no maior dcsenvo vi mcnto da economia de cada pais e o
vorável. Mais de um século se pas saria antes que êsse princípio eco nômico fôsse reconhecido como verda deiro pelos economistas mais adianta dos. Por outro lado, Munn foi o au
Demais, piei*
vêrno pela concessão de
privilégi'>s
gue de Adam Smith.
A influência de Munn foi sobre os seus
3» granòf
"
contemporâneos, náo
interna-
da
guerra níveis nunca
atin
gidos antes, se se quer que uma pros-"
no mais completo desagrado, especial
apenas através do cargo de diretor da Companhia da índia Oriental, que ocu pava, e de sua atuação como membro
mente em
da Comissão Permanente para o De
a paz permanente que todos desejam.
senvolvimento do Comércio, no Par
A Grã-Bretanha precisará aumentar
tor de uma idéia que caiu atualmente países onde os trustes e
cartéis se desenvolveram. Êle Conce
pcridadc mundial venha fundamentar
prosperidade econômica nacional, sus
lamento; foi maior ainda com referên cia às gerações imediatamente poste
tentando que no tocante a mercado
riores.
rias de cuja produção o país possuís se monopólio, os preços deveriam ser mantidos tão altos quanto o tráfico suportasse. Condenava, por isso, a política dos preços baixos, que consi
e a cujas teses fizemos alusão várias
à sua economia pela crise c pela guer
vezes, linhas atrás, nunca foi impressa
ra dela resultante.
durante a sua vida, embora a tenha ci'
dos necessitarão de merc'ados que ab
derava anti-económicos, e aconselha
sa incomparável exposição da doutri
ção, pois sua indústria não poderá
va-os apenas como medida de comba
na mercantilista ao c"arinho de seu fi
mais trabalhar ininterruptamente ba
te, para que os concorrentes fossem
lho, que a imprimiu e editou pòstunia-
alijados do mercado, de modo que,
mente, trinta e quatro anos após ici
posteriormente, quando o monopólio
sido ela escrita.
seando-se apenas na capacidade de consumo de seu mercado interno. A
bia os preços como um instrumento da
A grande obra que escreveu
crito em 1630, onze anos antes de sua morte. Devemos o conhecimento des
estivesse ^assegurado, a exigência de preços desusadamente altos pudesse ser feita com êxito.
Tomados em conjunto, os princípios de Munn em favor do desenvolvimen-
grandemente seu comércio externo pa ra poder refazer-se do abalo causado Os Estados Uni
sorvam os excedentes de sua produ
lo autor.
das, em parte com seus próprios re cursos e esforços, os quais dependerão
até certo ponto da normalização de suas relações com o mundo extra-europeu. Nos demais continentes, gran des áreas devem ser desenvolvidas e
numeroias populações que ainda vi
^ f A cãlma é uma poderosa alavanca, em negócio como em tudo mais. Em vex forçar, procure convencer com suavidade.
comércio internacional.
_
Prevendo uma tremenda intensifica
ção das relações econômicas mundiais, e preparando-se para auferir
ess
progresso em perspectiva
vantagens possíveis, numerosos países
já planejaram e estão trabalhando ^ ampliação de suas frotas secundo dados
nal of Commerce ,
, navais
.
maioria tem novas constr ç
em andamento ou encomendadas. Êste país adquiriu
Europa terá de ser reconstruída em parte com o auxílio das Nações Alia
N. da R. — Os direitos referentes a êste trabalho são reservados pe
o desenvolvimento de suas frotas mer
vem num padrão de vida abaixo do normal esperam ansiosamente tornarse fatores ativos do progresso econô
mico. E à navegação caberá
ocupados pelo há
ertenciam a
vários barcos
b^reit^FirMercante Es.ado Üna^Kepublica Ar.en.ina d=. e.u serv.ço de carga e passageiros. A Argentina
L:; elevar sua frota niercante a pelo menos cem navios depois da guerra, tendo últimamente adquirido guerra,
—
mais alguns navios modernos na
68
Digesto Econó>cco
ticos mais severos. Por exemplo, não
to do comércio exterior eram, como
perfilhava a tese do mercantilismo or todoxo de que a riqueza e o dinheirvi
se viu, os de um ganancioso e benr -sucedido homem de negócios — í
(ou tesouro, como se chamava) fossem
êle o era, por excelência — aplica
idênticos.
Além disso, opunha^se a
EGAÇÃO MERCANTE APÓS - GUERRA
dos em escala nacional para o benefí
NO
■♦:** + + * *♦♦♦****♦********
Já SC tem afirmado ,i*e petidas vezes
Quase todos os países já planejaram
que o comér
cantes para o comércio de após
cio
guerra.
que se considerasse como essencial a
cio de todo um país.
obtenção de saldo favorável na balan ça do comércio. Com referência aos
teando a estreita" cooperação do go-
negócios nacionais (aduzia) o que im portava nao era que o total do comér
especiais a determinadas organizaçõef comerciais, as suas teses deram oca
cional deverá
cio exterior fosse favorável ou desfa
sião, um século mais tarde, ao azorrs-
conhecer de-
pel vital não só no restabelecimento,
poi s
como também no maior dcsenvo vi mcnto da economia de cada pais e o
vorável. Mais de um século se pas saria antes que êsse princípio eco nômico fôsse reconhecido como verda deiro pelos economistas mais adianta dos. Por outro lado, Munn foi o au
Demais, piei*
vêrno pela concessão de
privilégi'>s
gue de Adam Smith.
A influência de Munn foi sobre os seus
3» granòf
"
contemporâneos, náo
interna-
da
guerra níveis nunca
atin
gidos antes, se se quer que uma pros-"
no mais completo desagrado, especial
apenas através do cargo de diretor da Companhia da índia Oriental, que ocu pava, e de sua atuação como membro
mente em
da Comissão Permanente para o De
a paz permanente que todos desejam.
senvolvimento do Comércio, no Par
A Grã-Bretanha precisará aumentar
tor de uma idéia que caiu atualmente países onde os trustes e
cartéis se desenvolveram. Êle Conce
pcridadc mundial venha fundamentar
prosperidade econômica nacional, sus
lamento; foi maior ainda com referên cia às gerações imediatamente poste
tentando que no tocante a mercado
riores.
rias de cuja produção o país possuís se monopólio, os preços deveriam ser mantidos tão altos quanto o tráfico suportasse. Condenava, por isso, a política dos preços baixos, que consi
e a cujas teses fizemos alusão várias
à sua economia pela crise c pela guer
vezes, linhas atrás, nunca foi impressa
ra dela resultante.
durante a sua vida, embora a tenha ci'
dos necessitarão de merc'ados que ab
derava anti-económicos, e aconselha
sa incomparável exposição da doutri
ção, pois sua indústria não poderá
va-os apenas como medida de comba
na mercantilista ao c"arinho de seu fi
mais trabalhar ininterruptamente ba
te, para que os concorrentes fossem
lho, que a imprimiu e editou pòstunia-
alijados do mercado, de modo que,
mente, trinta e quatro anos após ici
posteriormente, quando o monopólio
sido ela escrita.
seando-se apenas na capacidade de consumo de seu mercado interno. A
bia os preços como um instrumento da
A grande obra que escreveu
crito em 1630, onze anos antes de sua morte. Devemos o conhecimento des
estivesse ^assegurado, a exigência de preços desusadamente altos pudesse ser feita com êxito.
Tomados em conjunto, os princípios de Munn em favor do desenvolvimen-
grandemente seu comércio externo pa ra poder refazer-se do abalo causado Os Estados Uni
sorvam os excedentes de sua produ
lo autor.
das, em parte com seus próprios re cursos e esforços, os quais dependerão
até certo ponto da normalização de suas relações com o mundo extra-europeu. Nos demais continentes, gran des áreas devem ser desenvolvidas e
numeroias populações que ainda vi
^ f A cãlma é uma poderosa alavanca, em negócio como em tudo mais. Em vex forçar, procure convencer com suavidade.
comércio internacional.
_
Prevendo uma tremenda intensifica
ção das relações econômicas mundiais, e preparando-se para auferir
ess
progresso em perspectiva
vantagens possíveis, numerosos países
já planejaram e estão trabalhando ^ ampliação de suas frotas secundo dados
nal of Commerce ,
, navais
.
maioria tem novas constr ç
em andamento ou encomendadas. Êste país adquiriu
Europa terá de ser reconstruída em parte com o auxílio das Nações Alia
N. da R. — Os direitos referentes a êste trabalho são reservados pe
o desenvolvimento de suas frotas mer
vem num padrão de vida abaixo do normal esperam ansiosamente tornarse fatores ativos do progresso econô
mico. E à navegação caberá
ocupados pelo há
ertenciam a
vários barcos
b^reit^FirMercante Es.ado Üna^Kepublica Ar.en.ina d=. e.u serv.ço de carga e passageiros. A Argentina
L:; elevar sua frota niercante a pelo menos cem navios depois da guerra, tendo últimamente adquirido guerra,
—
mais alguns navios modernos na
Digesto EcoHÓmí«-*o
í! Austrália — Com o objetivo dc asse gurar um maior grau de independên cia marítima, o governo australiano
-
^i
Unidos. Da.s duas maiores
belgas, a Cie. Maritimc Bclge esta presentemente inclinada a renssum""
indicou que aquele país confiará prin cipalmente na tonelagem que éle me."-
seu serviço do Atlântico Norte com
mo está construindo, bem como nos
de oito mil toneladas, esperando-sc
navios que fretar de países estrangei ros depois da guerra. Em 1943 foi iniciado na Austrália um programa dc construções navais de 120 mil tonela
das brutas de navios mercantes, inclu sive treze cargueiros de 9 mil tonela das. Outros barcos menores foram planejados recentemente para servir na navegação costeira.
71
Dicesto Econômico
70
navios dc tipos anteriores à guerra, que Dcppe Co. restabeleça seu serviço
-Antucrpia-Mcditerrâneo-Golfo. Os na vios adquiridos no estrangeiro pelo go verno poderão .ser devolvidos ou ven didos. a empresas particulares. Brasil — Nosso país está" interessa
do na compra de navios relativamente pequenos, especialmente para operar
mento de uma indústria naval que produziu aproximadamente 340 navios cargueiros de dez mil toneladas, 40 cargueiros de 4.700 toneladas brutas, o vinte tanques. Os planos esboçados pelo governo daquele país prevêm o emprego, no após-gucrra, de 200 a 225 cargueiros
de 4.700 toneladas c 10.000 toneladas,
bém interessada no mercado de ex portação, tendo já recebido encomen
cularmente de tipos especiais de em barcações de 4.500 toneladas.
das do Brasil. Ela tem tido ainda enlendimentos com a Holanda e outros
Equador — Segundo divulgou a im prensa daquele país, uma companhia de navegação equatoriana tem dispo
possíveis compradores.
cante.
.
T
China — O chefe do governo chinês
esboçou um ambicioso programa na ÊíIíjL"^
Bélgica, que consistia em cem navios
níveis cinco milhões de dólares para a compra de navios.
França — Os franceses, tendo perdi- ^ do dois terços de sua frota de antes da guerra, cuja tonelagem
uns três milhões, pretendem constrmr
uma frota-mercante com
^
val salientando que a China necessita
cêrca de três milhões e me.o de ton
de três milhões e meio de tonelada.»'
ladas.
brutas de navegação nos dez primeiros tivo final visa 15 milhões de toneladas
ção de barcos.representando um m Ihão de toneladas trangeircs, a compra de out>os com
brutas dentro de
cêrca de 500 mil toneladas, e a cons
anos da paz, indicando que o obje
Bélgica — A marinha mercante da
toneladas brutas no comêço da guerra, foi reduzida do 40 a 50 por cento. Navios representando cêrca dc 840 mil toneladas estiveram a serviço dos aliados, tendo sido perdida a me
tade desse total. Segundo fontes bri tânicas, a Dinamarca necessita parti
adquirir uma moderna marinha mer
iZDiyoi
Dinamarca — A frota mercante di-
namarquêsa, que atingia a 1.174.944
A indústria nav^l canadense está tam
operados por companhias particulares.
Chile —- Dêste país há apenas a no tícia de que o Chile está inclinado a
{fT"
mo e arrendamento vários navios nor
te-americanos do tipo "Liberty".
30 a 50 anos.
Ao
Os planas prevem a
nas nossas linhas fluviais, bem como
que parece o govêrno chinês visa des-
trução de umas mil toneladas em esta
para servir os pequenos portos da cos
locar as linhas inglesas e outras es trangeiras do comércio costeiro da
leiros franceses. Aliás, êstes deve ao ser reconstruídos prime.ro, antes que
com um total de 421.998 toneladas brutas no começo de 1940, tinha sido reduzida a 39 barcos três anos mais tarde. Tem havido uma série de subs
tas pelo governo brasileiro a estalei
tituições : primeiro, uma série de sete cargueiros, um dos quais foi perdido;
Canadá — O Canadá, que antes da guerra operava apenas 40 navios nas
outros quatro do mesmo tipo foram adquiridos da Gra-Bictanha, e vários
linhas transoceânicas, passou a ser mn
navios norte-americanos de todos os
dos grandes poderes navais nos últi
tipos depois da guerra.
barcos do tipo "Liberty" dos Estados
mos anos, em virtude do desenvolvi-
recebeu pelo program"a de emprésti
ta. Várias encomendas já foram fei ros do Canadá.
China, atingir a uma posição domi nante no comércio externo do país, c
possam começar a produmr. Uma boa parte da tonelagem de que a França
tomar a posição antes ocupada pelo Japão" no Pacífico. Informou-se que a China poderá procui^ar adquirir 500
antiquada, de modo que ela devera ad quirir mais de dois milhões e me,o de
A China já
dispõe no momento é ma.s ou meno.
toneladas para que venha a ter no futuro uma tonelagem de três milhões e meio de que necessita. As ultimas
Digesto EcoHÓmí«-*o
í! Austrália — Com o objetivo dc asse gurar um maior grau de independên cia marítima, o governo australiano
-
^i
Unidos. Da.s duas maiores
belgas, a Cie. Maritimc Bclge esta presentemente inclinada a renssum""
indicou que aquele país confiará prin cipalmente na tonelagem que éle me."-
seu serviço do Atlântico Norte com
mo está construindo, bem como nos
de oito mil toneladas, esperando-sc
navios que fretar de países estrangei ros depois da guerra. Em 1943 foi iniciado na Austrália um programa dc construções navais de 120 mil tonela
das brutas de navios mercantes, inclu sive treze cargueiros de 9 mil tonela das. Outros barcos menores foram planejados recentemente para servir na navegação costeira.
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Dicesto Econômico
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navios dc tipos anteriores à guerra, que Dcppe Co. restabeleça seu serviço
-Antucrpia-Mcditerrâneo-Golfo. Os na vios adquiridos no estrangeiro pelo go verno poderão .ser devolvidos ou ven didos. a empresas particulares. Brasil — Nosso país está" interessa
do na compra de navios relativamente pequenos, especialmente para operar
mento de uma indústria naval que produziu aproximadamente 340 navios cargueiros de dez mil toneladas, 40 cargueiros de 4.700 toneladas brutas, o vinte tanques. Os planos esboçados pelo governo daquele país prevêm o emprego, no após-gucrra, de 200 a 225 cargueiros
de 4.700 toneladas c 10.000 toneladas,
bém interessada no mercado de ex portação, tendo já recebido encomen
cularmente de tipos especiais de em barcações de 4.500 toneladas.
das do Brasil. Ela tem tido ainda enlendimentos com a Holanda e outros
Equador — Segundo divulgou a im prensa daquele país, uma companhia de navegação equatoriana tem dispo
possíveis compradores.
cante.
.
T
China — O chefe do governo chinês
esboçou um ambicioso programa na ÊíIíjL"^
Bélgica, que consistia em cem navios
níveis cinco milhões de dólares para a compra de navios.
França — Os franceses, tendo perdi- ^ do dois terços de sua frota de antes da guerra, cuja tonelagem
uns três milhões, pretendem constrmr
uma frota-mercante com
^
val salientando que a China necessita
cêrca de três milhões e me.o de ton
de três milhões e meio de tonelada.»'
ladas.
brutas de navegação nos dez primeiros tivo final visa 15 milhões de toneladas
ção de barcos.representando um m Ihão de toneladas trangeircs, a compra de out>os com
brutas dentro de
cêrca de 500 mil toneladas, e a cons
anos da paz, indicando que o obje
Bélgica — A marinha mercante da
toneladas brutas no comêço da guerra, foi reduzida do 40 a 50 por cento. Navios representando cêrca dc 840 mil toneladas estiveram a serviço dos aliados, tendo sido perdida a me
tade desse total. Segundo fontes bri tânicas, a Dinamarca necessita parti
adquirir uma moderna marinha mer
iZDiyoi
Dinamarca — A frota mercante di-
namarquêsa, que atingia a 1.174.944
A indústria nav^l canadense está tam
operados por companhias particulares.
Chile —- Dêste país há apenas a no tícia de que o Chile está inclinado a
{fT"
mo e arrendamento vários navios nor
te-americanos do tipo "Liberty".
30 a 50 anos.
Ao
Os planas prevem a
nas nossas linhas fluviais, bem como
que parece o govêrno chinês visa des-
trução de umas mil toneladas em esta
para servir os pequenos portos da cos
locar as linhas inglesas e outras es trangeiras do comércio costeiro da
leiros franceses. Aliás, êstes deve ao ser reconstruídos prime.ro, antes que
com um total de 421.998 toneladas brutas no começo de 1940, tinha sido reduzida a 39 barcos três anos mais tarde. Tem havido uma série de subs
tas pelo governo brasileiro a estalei
tituições : primeiro, uma série de sete cargueiros, um dos quais foi perdido;
Canadá — O Canadá, que antes da guerra operava apenas 40 navios nas
outros quatro do mesmo tipo foram adquiridos da Gra-Bictanha, e vários
linhas transoceânicas, passou a ser mn
navios norte-americanos de todos os
dos grandes poderes navais nos últi
tipos depois da guerra.
barcos do tipo "Liberty" dos Estados
mos anos, em virtude do desenvolvi-
recebeu pelo program"a de emprésti
ta. Várias encomendas já foram fei ros do Canadá.
China, atingir a uma posição domi nante no comércio externo do país, c
possam começar a produmr. Uma boa parte da tonelagem de que a França
tomar a posição antes ocupada pelo Japão" no Pacífico. Informou-se que a China poderá procui^ar adquirir 500
antiquada, de modo que ela devera ad quirir mais de dois milhões e me,o de
A China já
dispõe no momento é ma.s ou meno.
toneladas para que venha a ter no futuro uma tonelagem de três milhões e meio de que necessita. As ultimas
DiCESTO ECONÓWC,
72
73
Dicesto Econômico
X
do talvez a quarenta por cento.
m
cargueiros de dez niil toneladas rutas ou menos, nma classe em Quc ^ Inglaterra perdeu 16 ou 17 o seu nível de 1939 deverá ser atingi do pelo fim dêstc ano, desde Que os
9
informações procedentes da França indicam que as quatro maiores empre
I
sas de navegação francesas
deverão
ser nacionalizadas. Pequenas compa nhias que antes da guerra controlavam menos de 5 mil toneladas poderão ope rar mais ou menos livremente. O pro grama de reorganização da marinha mercante francesa, por meio de novas construções ou compras no estrangei ro, é o maior até agora anunciado. Grã-Bretanha — Neste país proje ta-se a construção de navios mercan
tes de alta qualidade, inclusive barcos de carga de mais de 18 nós, navios re frigerados e outros tipos especiais, pa ra produzir os seis milhões de tonela das brutas que se consideram necessá
rios a fim de restaurar a frota no seu nível de 1939, bem como para expor
marinha mercante ca
trução de oito gran
paz de assegurar". 1; uma particii^ação
des
maior
no
costeiro,
cargueiros
cm
Rotterdam.
Nova
comércio
Zelândia
—
Uma pequena porém
abrangendò
a Birmânia c Ceilão;
ativa
esforços de sua indústria, naval se
2) uma parte substan
construção naval sur
têm concentrado principalmente cm
cial do comércio
giu na Nova "Zclândi?
cH
indústria
de
barcos desse tipo. As necessidades da navegação mercante inglesa im após-guerra foram calculadas entre
Persa, a África Orien
milhões de toneladas — o scu tota c
tal, a Malúia. c as ín
antes da guerra n.o 2, e 30 milhões e
dias Orientais Holan
toneladas. Embora se saiba Que a ca
desas; 3") uma parcc
construções dc 2Õ mi lhões de dólares. Os .
justa do comércio do
estaleiros são suficien
pacidade dos estaleiros britânicos atin ge a mais de um milhão de toneladas por ano, nada foi oficialmente revela do quanto aos tipos de navios produ zidos ou planejados. Mas os constru tores ingleses preparam conjuntamen
te um plano para regular a produção de navios no após-guerra.
Grécia — O comitê de proprietários de navios da Grécia, em
programa
ricrcados tais
como
durante a guerra, en
vizinho.s. o
contrando-se já adian tada na execução ae ' u m programa d e
Golfo
tes para embarcações _
Oriente cspcciahnonte Uas linhas das quais a navegação japo'lèsa será deslocada; 4) uma parle jnsia do comércio entre a índia e os Esta
dos Unidos, Europa c
América
do
^órtc. Novos estaleiros na índia, que empregam 50 mil liomens, construiram t^ais de cem navios, c repararam mais
de 26 milhões de toneladas de navios
anunciado, projetou a compra de cin qüenta paquetes de vários tamanho?,
durante os'últimos dois anos.
custando de 75 a 100 milhões de dó lares; 330 barcos de outros tipos eustando uns 350 milhões de dólares: c
Srande envergadura para substituir as
Holanda — F.ste país tem planos de
para o próprio Domínio depois da guerra.
Noruega - Perdeu a metade dos 1 1.21.1 navios de-sua marinha mercan c
tle antes da guerra e está disposta a j
suhstituí-Ios. Navios rcprese.itando 300 mil toneladas foram m«°mei dado a estalei,-cs da Suécia.
eos refrigerados de alta veloe, K cargueiros rápidos, tanques e outro, de vários tipos.
30 pequenos navios-tanque de uns 60
Funcionários da marinha declararam que polonesa ei depois-da guerra
milhões de dólares.
3 milhões de toneladas.
■sen pais t ev
O plano
prevf
serviços de passageiros entre aquêk país e portos da América do Sul e do Norte, o Oriente, o Mediterrâneo e o mar Negro, e transportes de frutas li
Os planos
„ . Polonia
.
elevadas perdas sofridas pela sua na vegação, que antes da guerra era de
^
I^revêm a reconstrução dos estaleiros
uma frota
domésticos, cuja capacidade anual an
das, para substitu
tes (Io conflito era dc 250 mil tonela
das, bem como compras no estrangei-
,^5 mil toncla-
das de antes do conflito. Os poloneses estão interessados em adquirir al- ■ , guns navios da Grã-Bretanha, mas-,
gando a América Central à Europa. fndia — Um memorandum distribuí
■"0.
do aos membros de um comitê de na
''epresentantes holandeses têm trata
novos nos estaleiros italianos, onde os «
carreira de classes mais altas em ge
vegação afirma que o governo da Ia
do também da compra no estrangeiro
ral não têm sido substituídas, atingin
dia está decidido a desenvolver um»
de aço c outros materiais para a cons
custos são menores, e obter da Ale manha, como reparação de suas perdas
tação.
As perdas inglesas de navios
de
Vinte navios costeiros foram en
comendados nos
Estados
Unidos.
E
também gostariam dc construir a guns .«
DiCESTO ECONÓWC,
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73
Dicesto Econômico
X
do talvez a quarenta por cento.
m
cargueiros de dez niil toneladas rutas ou menos, nma classe em Quc ^ Inglaterra perdeu 16 ou 17 o seu nível de 1939 deverá ser atingi do pelo fim dêstc ano, desde Que os
9
informações procedentes da França indicam que as quatro maiores empre
I
sas de navegação francesas
deverão
ser nacionalizadas. Pequenas compa nhias que antes da guerra controlavam menos de 5 mil toneladas poderão ope rar mais ou menos livremente. O pro grama de reorganização da marinha mercante francesa, por meio de novas construções ou compras no estrangei ro, é o maior até agora anunciado. Grã-Bretanha — Neste país proje ta-se a construção de navios mercan
tes de alta qualidade, inclusive barcos de carga de mais de 18 nós, navios re frigerados e outros tipos especiais, pa ra produzir os seis milhões de tonela das brutas que se consideram necessá
rios a fim de restaurar a frota no seu nível de 1939, bem como para expor
marinha mercante ca
trução de oito gran
paz de assegurar". 1; uma particii^ação
des
maior
no
costeiro,
cargueiros
cm
Rotterdam.
Nova
comércio
Zelândia
—
Uma pequena porém
abrangendò
a Birmânia c Ceilão;
ativa
esforços de sua indústria, naval se
2) uma parte substan
construção naval sur
têm concentrado principalmente cm
cial do comércio
giu na Nova "Zclândi?
cH
indústria
de
barcos desse tipo. As necessidades da navegação mercante inglesa im após-guerra foram calculadas entre
Persa, a África Orien
milhões de toneladas — o scu tota c
tal, a Malúia. c as ín
antes da guerra n.o 2, e 30 milhões e
dias Orientais Holan
toneladas. Embora se saiba Que a ca
desas; 3") uma parcc
construções dc 2Õ mi lhões de dólares. Os .
justa do comércio do
estaleiros são suficien
pacidade dos estaleiros britânicos atin ge a mais de um milhão de toneladas por ano, nada foi oficialmente revela do quanto aos tipos de navios produ zidos ou planejados. Mas os constru tores ingleses preparam conjuntamen
te um plano para regular a produção de navios no após-guerra.
Grécia — O comitê de proprietários de navios da Grécia, em
programa
ricrcados tais
como
durante a guerra, en
vizinho.s. o
contrando-se já adian tada na execução ae ' u m programa d e
Golfo
tes para embarcações _
Oriente cspcciahnonte Uas linhas das quais a navegação japo'lèsa será deslocada; 4) uma parle jnsia do comércio entre a índia e os Esta
dos Unidos, Europa c
América
do
^órtc. Novos estaleiros na índia, que empregam 50 mil liomens, construiram t^ais de cem navios, c repararam mais
de 26 milhões de toneladas de navios
anunciado, projetou a compra de cin qüenta paquetes de vários tamanho?,
durante os'últimos dois anos.
custando de 75 a 100 milhões de dó lares; 330 barcos de outros tipos eustando uns 350 milhões de dólares: c
Srande envergadura para substituir as
Holanda — F.ste país tem planos de
para o próprio Domínio depois da guerra.
Noruega - Perdeu a metade dos 1 1.21.1 navios de-sua marinha mercan c
tle antes da guerra e está disposta a j
suhstituí-Ios. Navios rcprese.itando 300 mil toneladas foram m«°mei dado a estalei,-cs da Suécia.
eos refrigerados de alta veloe, K cargueiros rápidos, tanques e outro, de vários tipos.
30 pequenos navios-tanque de uns 60
Funcionários da marinha declararam que polonesa ei depois-da guerra
milhões de dólares.
3 milhões de toneladas.
■sen pais t ev
O plano
prevf
serviços de passageiros entre aquêk país e portos da América do Sul e do Norte, o Oriente, o Mediterrâneo e o mar Negro, e transportes de frutas li
Os planos
„ . Polonia
.
elevadas perdas sofridas pela sua na vegação, que antes da guerra era de
^
I^revêm a reconstrução dos estaleiros
uma frota
domésticos, cuja capacidade anual an
das, para substitu
tes (Io conflito era dc 250 mil tonela
das, bem como compras no estrangei-
,^5 mil toncla-
das de antes do conflito. Os poloneses estão interessados em adquirir al- ■ , guns navios da Grã-Bretanha, mas-,
gando a América Central à Europa. fndia — Um memorandum distribuí
■"0.
do aos membros de um comitê de na
''epresentantes holandeses têm trata
novos nos estaleiros italianos, onde os «
carreira de classes mais altas em ge
vegação afirma que o governo da Ia
do também da compra no estrangeiro
ral não têm sido substituídas, atingin
dia está decidido a desenvolver um»
de aço c outros materiais para a cons
custos são menores, e obter da Ale manha, como reparação de suas perdas
tação.
As perdas inglesas de navios
de
Vinte navios costeiros foram en
comendados nos
Estados
Unidos.
E
também gostariam dc construir a guns .«
74
DiCESTO EcONÓNtfCü
navais, a substituição ('a metade da frota de pré-guerra.
Portugal — Informa-se ' que
uma
Suíça — T-cvada pela necessidade de transportar muito de seu próprio co
companhia portuguesa encomendou a
guerra, a Suíça está inclinada a man
um estaleiro inglês a construção
ter uma frota marítima.
dois paquetes de dez mil
de
toneladas.
Outros planos portugueses não foram revelados.
Espanha — Sob a direção do gover no, a Espanha adotou um programa visando renovar sua velha frota, e atingir por volta de 1953 o nível de dois milhões de toneladas brutas. Cer ca de 235 navios estavam sendo cons truídos nos estaleiros espanhóis no ano passado, entre os quais sete tan ques de dez mil toneladas, trinta car-
gueii os de tamanho moderado,-etc. Suécia — A Suécia triplicou a ca pacidade dos seus estaleiros durante a guerra, substituiu os 251 navios que perdeu durante o conflito, e iniciou a produção de navios para exportação.
CC€ N CAil A
ICA
mercio através de Gênova durante a Uma frota
de 200 mil toneladas seria
para transportar todas as importações daquele país cm 1938. O pessoal ma rítimo está sendo treinado em Ba.sle. União Soviética — A Rússia, cuia marinha mercante antes da guerra não era considerável no que se refere à navegação transoceânica, recebeu, se gundo informações divulgadas no es trangeiro, perto de cem navios com um total de aproximadamente um mi lhão de toneladas brutas,
ECCNCiHI
EXfTAVEL
suficiente
incluindo
tanques, navios "Liberty", outros de tipos especiais, por aplicação do pro
gNQUANTO as eco
interior. Isso deve ter
nomias européias se caracterizam pelo pro cesso lento de produ ção, visando mais a estabilidade do que a
criado a ilusão da ihmitação do consumo, que não p era em si mesmo, mas uma con
seqüência da chegaí.a de novas levas de imigrantes e da explo ração de recursos ate então desap^oveltado^-
expansão, a economia norte-americana
.se
tornou conhecida pelo
seu espírito de dina mismo, com que se
Hoje em dia são ou tras as condições nos
atirava a todas as ini
Estados Unidos. L» território' já esta to
ciativas, convencida cie que destas decor
do aberto e
ria o enriquecimento geral e com
este, o
recursos já se encon
tram todos sob explor-icão Perdura, to rí ave a economia davia, a crença de q persistir ne
dos Estados Unidos. Afirma-se que a Rússia deverá comprar navios no
aumento do poder aquisitivo e a exigên cia de novas necessidades. Por mais que se produzisse, dizia-se, a produ
Sua frota de um milhão e meio de to neladas foi equipada com novos moto
estrangeiro, uma vez que seus próprios
ção ficaria aquém do consumo, cujt
norte-americana at-v _ mesmo ritmo de
capacidade de dístcnsão era ilimitada.
À sua economia
estaleiros não poderiam construir os
Kssa concepção provinha muito na
res, sendo hoje a marinlia mercante
barços que aquêle país pretende pòr
turalmente das condições em que se
mais eficiente e moderna.
em serviço no após-guerra.
grama de empréstimo e arrendamento
desenvolveu o meio
norte-americano.
denses de economia Até a eclosão
ram-se mais
que Turner, conliecido. economista es
ccntagem
teira econômica", no sentido de leste, para oeste, à medida que a população,
^ Unidos voUa-
produtores dos E
A sua vastidão de território, a princí pio inc.-cplorado, possibilitou ac|uilo u tadunidense, viria a cbamqr mais tar de uma constante "dilatação da fron
nrogressao. estaduni- S
gj-cado interno do
°
absorvia por
que para o cxteri ,
guerra provocou
dução que, ao q
comércio, -a j expansão da pro-
gee, o mercado
P j g^ficiente para
~ f:'S Plisso, a perduabsorve-la. Terão P
procedente do Atlântico, penetrava o
"I Poderão os Estados Unidos persistir e"?í sua política de "dilatação da fronteira econômica", desenvolvendo-n no plano inlcnmcwnal, em continuação à sua execução na esfera nacional, ou deverão voltar-se a um sistema ([ue se oriente segundo as necessidades do consumo?
à concuista de mm-
eados externos, onde a sua concorren-
cia se tornará viiulenta.
A qüe conseqüências tais fatos po derão conduzir a economia universal Não é necessário possuir grandes do tes dc profecia — e é o nosso caso opra fazer idéia dos perigos que essa
74
DiCESTO EcONÓNtfCü
navais, a substituição ('a metade da frota de pré-guerra.
Portugal — Informa-se ' que
uma
Suíça — T-cvada pela necessidade de transportar muito de seu próprio co
companhia portuguesa encomendou a
guerra, a Suíça está inclinada a man
um estaleiro inglês a construção
ter uma frota marítima.
dois paquetes de dez mil
de
toneladas.
Outros planos portugueses não foram revelados.
Espanha — Sob a direção do gover no, a Espanha adotou um programa visando renovar sua velha frota, e atingir por volta de 1953 o nível de dois milhões de toneladas brutas. Cer ca de 235 navios estavam sendo cons truídos nos estaleiros espanhóis no ano passado, entre os quais sete tan ques de dez mil toneladas, trinta car-
gueii os de tamanho moderado,-etc. Suécia — A Suécia triplicou a ca pacidade dos seus estaleiros durante a guerra, substituiu os 251 navios que perdeu durante o conflito, e iniciou a produção de navios para exportação.
CC€ N CAil A
ICA
mercio através de Gênova durante a Uma frota
de 200 mil toneladas seria
para transportar todas as importações daquele país cm 1938. O pessoal ma rítimo está sendo treinado em Ba.sle. União Soviética — A Rússia, cuia marinha mercante antes da guerra não era considerável no que se refere à navegação transoceânica, recebeu, se gundo informações divulgadas no es trangeiro, perto de cem navios com um total de aproximadamente um mi lhão de toneladas brutas,
ECCNCiHI
EXfTAVEL
suficiente
incluindo
tanques, navios "Liberty", outros de tipos especiais, por aplicação do pro
gNQUANTO as eco
interior. Isso deve ter
nomias européias se caracterizam pelo pro cesso lento de produ ção, visando mais a estabilidade do que a
criado a ilusão da ihmitação do consumo, que não p era em si mesmo, mas uma con
seqüência da chegaí.a de novas levas de imigrantes e da explo ração de recursos ate então desap^oveltado^-
expansão, a economia norte-americana
.se
tornou conhecida pelo
seu espírito de dina mismo, com que se
Hoje em dia são ou tras as condições nos
atirava a todas as ini
Estados Unidos. L» território' já esta to
ciativas, convencida cie que destas decor
do aberto e
ria o enriquecimento geral e com
este, o
recursos já se encon
tram todos sob explor-icão Perdura, to rí ave a economia davia, a crença de q persistir ne
dos Estados Unidos. Afirma-se que a Rússia deverá comprar navios no
aumento do poder aquisitivo e a exigên cia de novas necessidades. Por mais que se produzisse, dizia-se, a produ
Sua frota de um milhão e meio de to neladas foi equipada com novos moto
estrangeiro, uma vez que seus próprios
ção ficaria aquém do consumo, cujt
norte-americana at-v _ mesmo ritmo de
capacidade de dístcnsão era ilimitada.
À sua economia
estaleiros não poderiam construir os
Kssa concepção provinha muito na
res, sendo hoje a marinlia mercante
barços que aquêle país pretende pòr
turalmente das condições em que se
mais eficiente e moderna.
em serviço no após-guerra.
grama de empréstimo e arrendamento
desenvolveu o meio
norte-americano.
denses de economia Até a eclosão
ram-se mais
que Turner, conliecido. economista es
ccntagem
teira econômica", no sentido de leste, para oeste, à medida que a população,
^ Unidos voUa-
produtores dos E
A sua vastidão de território, a princí pio inc.-cplorado, possibilitou ac|uilo u tadunidense, viria a cbamqr mais tar de uma constante "dilatação da fron
nrogressao. estaduni- S
gj-cado interno do
°
absorvia por
que para o cxteri ,
guerra provocou
dução que, ao q
comércio, -a j expansão da pro-
gee, o mercado
P j g^ficiente para
~ f:'S Plisso, a perduabsorve-la. Terão P
procedente do Atlântico, penetrava o
"I Poderão os Estados Unidos persistir e"?í sua política de "dilatação da fronteira econômica", desenvolvendo-n no plano inlcnmcwnal, em continuação à sua execução na esfera nacional, ou deverão voltar-se a um sistema ([ue se oriente segundo as necessidades do consumo?
à concuista de mm-
eados externos, onde a sua concorren-
cia se tornará viiulenta.
A qüe conseqüências tais fatos po derão conduzir a economia universal Não é necessário possuir grandes do tes dc profecia — e é o nosso caso opra fazer idéia dos perigos que essa
ilillJ.il9lK.Pil ili PPpipppi
Ti»
*■ ' 76
I
Dioe-sto Econ6?i(cc
perspectiva deixa facilmente entrever
Poderá sobreVir, bafejada por unia aura de facilidades de crédito, uma on
da de euforia econômica, que se en
volverá de uma aparência de prospe ridade.
A essa euforia seguir-sc-á .i
depressão, à seniclbanca do ciue ocor
reu em 1029, depois de um período de lirante que teve início pouco mais ou menos ciii 1924 e terminou na voragem do ano em que se encerrou a dé
cada.
Com a diferença, porém, c cla
ro, — dados o desenvolvimento e o intrincado entrelaçamento das econo
mias nacionais, — de que será de pro porções muito maiores e terá reper cussões mais intensas e mais catastró ficas.
IJeveriam os Estados Unidos voltarse a uma economia mais orientada se
gundo as nece.ssidades do consumo do
que conforme os impulsos da produ ção? Parece-nos inegável a exigência dessa volta.
Contudo, não é ela fácil.
Uma redução de produtividade poderá provocar uma baixa no padrão de vida dos norte-americano.s c uma iniciativa
para tal efeito não seria bem recebida
pelo homem médio e muito menos, tal .
sua arrancada para o Oeste, à pro cura de recursos virgens e ante a plc-
miTAff AQlBUTANTA
tora de genlí- que provinha, cm avalanciics,
do
Velho
^
Mundo.
, por:.7:QT.Q;N.|Ep;
Parece que os norte-americanos jul
gam possível a continuidade da poli-
^
tica de "dilatação tia fronteira econô
mica", considerando-a não já cm ter mos nacionais, mas na esfera interna cional.
Estariam
imlinaclos
a
VOU falar de cobras.
para .se
go que
tornarem excelentes clientes
Esta<ios
Unidos.
Releva
á
uma
ofensiva nos paiscs semiculoniais, cujas fontes naturais explorariam, provocaado nêles um enriquecimento que os dotaria de poder ac|iii.sitivo suficienU' «los
^
notar,
que a cascavel pare co
mo qualciiicr mamífero.
Claro é que vou falar a leigos, como lei mais.
sou
e
E.\cctua-sc o crota-
lídeo surucutinga, qnc
naJa
Meu intuito c
erros que correm mun
Canio explicar (pie a cascavel deixe o sapo cm paz tio Butontã c o oífique e devore (piando
do c que não são ape
cm libe.dade? Não será por-
entretanto, (luc êsses países, se estão ainda com o seu desenvolvimento ape nas a meio de r.ealização, já possuem uma economia com caratcrísticas pró
tratar do assunto com
prias, cujo processo a penetração nor
nas do zé-povo,
te-americana viria a desorganizar.
até de pessoas mais ou
bitos se (dteram? Eis o proble
menos cultas.
ma (pie o A. apresenta no exa
desorganização, reverter
cm
se
pode
benefício
no da
A
começo economia
estadunidense, que derrotaria n nacio nal n.a luta de' concorrência, acabarí tendo reflexos desastrosos naquela, pois. com a falência dos produtores dos países scmicoloiiiais, estas nações
relação a crendices c
(pte nu escr«t!Íf/«o os .seus há-
mas
me dos cientistas.
Vou apontar alguns desses erros.
tas e berros de sapos
Mas muita gente pensa que a casca
poder a<iuis:tivo e êlcs não poderàc
{|;jv(;l — de ler um livro como o do
à noite,
Dr. Afrânio Amaral Animais venení-
o
servam o ovô na cloaca, onde se dá "a
. ■ jAAj-
..-..IA
ser da jararacuçu do
povo
brejo, a„
cobra apavorauv..
sc já ouvi ma.s_^dc ^mna^
que
rutura da membrana
envoltória
dos
ovos" (A. Amaral), de maneira que
os filhos já nascem bem formados.
£'
desse fato que nasceu a ^crença de
■
"o, pi-lo <.ue
ra«, mas não vivípara». As ovo-vivíparas são
Os Crotalídcos, e entre êlcs a casca vel (crótalus terríficus), esses con
.
1
va e- accn.=tcclora ma.
dos leitores certamente já viram ovos de cobra em nossos campos c matos.
felicidade do que um mundo de teoria sem aplicação. Conhecimento, para ter ca lor, deve ser utiJmcnte aplicado.
cobra nem mc const
as cobras são ovíparaa e ovo-vivípa-
põem ovos de que, no espaço de al guns dias, saem o.s filhotes. Muitos
jT Um pequeno conhecimento bem aplicado vale muito mais para trazer sucesso o
de;
giivo
Cá em São Paulo nunca^ouv:.^
mais comprar dos Estados Unidos.
aquelas
nossos,
liados c
cm via de compE-ta
e escritos, continua a mesma de quan do os Estados Unidos realizavam a
feros, venenp» e antivenenos, verá que
brilhante
de escritores Amado, como Jorge pinia-nns
do país, com silvos de
terão de empobrecer nccc.ssàriamente. Com esse cnii)obrec!mento cairá o aeii
negócio, cuja
imaginação
Tòda gente sabe ciue a cobra
1.0
em
cobra comer sapo-
põe ovos e nisto não vai êrro algum.
mcntali«ladc, a julgaç pelas suas falas
homens de
criminadamente,
prcssionantcs "O
vel c vivípara, isto é — ciuc cia pare os filhos como a gata pare os gatinhos. .M está um êrro. Quem se der ao iraballio — c c trabalho útil e agra-
vez, p<. los
põe ovos à senielhauça das demais oviparas. 2.0 - Fala-se. indis
porque bra-
tem veneno alguin.
nunca pude
porém
ouvi ■ "m»''. nem mc nnite.
nem
consía que" alquím üvcs.c ouvido
I r»
dia.
Também já vi mna delas bocar unvi
ra
c
ouvi os chiados agudos danao _co,ta_lhe
dinha, a suplicar socorro, quela convepudemos ministrar, nem serie niente que o fizessenms, pois _nao e razoável matar os ofulios que nao tem veneno, os -quais
em regra sao bons
ilillJ.il9lK.Pil ili PPpipppi
Ti»
*■ ' 76
I
Dioe-sto Econ6?i(cc
perspectiva deixa facilmente entrever
Poderá sobreVir, bafejada por unia aura de facilidades de crédito, uma on
da de euforia econômica, que se en
volverá de uma aparência de prospe ridade.
A essa euforia seguir-sc-á .i
depressão, à seniclbanca do ciue ocor
reu em 1029, depois de um período de lirante que teve início pouco mais ou menos ciii 1924 e terminou na voragem do ano em que se encerrou a dé
cada.
Com a diferença, porém, c cla
ro, — dados o desenvolvimento e o intrincado entrelaçamento das econo
mias nacionais, — de que será de pro porções muito maiores e terá reper cussões mais intensas e mais catastró ficas.
IJeveriam os Estados Unidos voltarse a uma economia mais orientada se
gundo as nece.ssidades do consumo do
que conforme os impulsos da produ ção? Parece-nos inegável a exigência dessa volta.
Contudo, não é ela fácil.
Uma redução de produtividade poderá provocar uma baixa no padrão de vida dos norte-americano.s c uma iniciativa
para tal efeito não seria bem recebida
pelo homem médio e muito menos, tal .
sua arrancada para o Oeste, à pro cura de recursos virgens e ante a plc-
miTAff AQlBUTANTA
tora de genlí- que provinha, cm avalanciics,
do
Velho
^
Mundo.
, por:.7:QT.Q;N.|Ep;
Parece que os norte-americanos jul
gam possível a continuidade da poli-
^
tica de "dilatação tia fronteira econô
mica", considerando-a não já cm ter mos nacionais, mas na esfera interna cional.
Estariam
imlinaclos
a
VOU falar de cobras.
para .se
go que
tornarem excelentes clientes
Esta<ios
Unidos.
Releva
á
uma
ofensiva nos paiscs semiculoniais, cujas fontes naturais explorariam, provocaado nêles um enriquecimento que os dotaria de poder ac|iii.sitivo suficienU' «los
^
notar,
que a cascavel pare co
mo qualciiicr mamífero.
Claro é que vou falar a leigos, como lei mais.
sou
e
E.\cctua-sc o crota-
lídeo surucutinga, qnc
naJa
Meu intuito c
erros que correm mun
Canio explicar (pie a cascavel deixe o sapo cm paz tio Butontã c o oífique e devore (piando
do c que não são ape
cm libe.dade? Não será por-
entretanto, (luc êsses países, se estão ainda com o seu desenvolvimento ape nas a meio de r.ealização, já possuem uma economia com caratcrísticas pró
tratar do assunto com
prias, cujo processo a penetração nor
nas do zé-povo,
te-americana viria a desorganizar.
até de pessoas mais ou
bitos se (dteram? Eis o proble
menos cultas.
ma (pie o A. apresenta no exa
desorganização, reverter
cm
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pode
benefício
no da
A
começo economia
estadunidense, que derrotaria n nacio nal n.a luta de' concorrência, acabarí tendo reflexos desastrosos naquela, pois. com a falência dos produtores dos países scmicoloiiiais, estas nações
relação a crendices c
(pte nu escr«t!Íf/«o os .seus há-
mas
me dos cientistas.
Vou apontar alguns desses erros.
tas e berros de sapos
Mas muita gente pensa que a casca
poder a<iuis:tivo e êlcs não poderàc
{|;jv(;l — de ler um livro como o do
à noite,
Dr. Afrânio Amaral Animais venení-
o
servam o ovô na cloaca, onde se dá "a
. ■ jAAj-
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ser da jararacuçu do
povo
brejo, a„
cobra apavorauv..
sc já ouvi ma.s_^dc ^mna^
que
rutura da membrana
envoltória
dos
ovos" (A. Amaral), de maneira que
os filhos já nascem bem formados.
£'
desse fato que nasceu a ^crença de
■
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ra«, mas não vivípara». As ovo-vivíparas são
Os Crotalídcos, e entre êlcs a casca vel (crótalus terríficus), esses con
.
1
va e- accn.=tcclora ma.
dos leitores certamente já viram ovos de cobra em nossos campos c matos.
felicidade do que um mundo de teoria sem aplicação. Conhecimento, para ter ca lor, deve ser utiJmcnte aplicado.
cobra nem mc const
as cobras são ovíparaa e ovo-vivípa-
põem ovos de que, no espaço de al guns dias, saem o.s filhotes. Muitos
jT Um pequeno conhecimento bem aplicado vale muito mais para trazer sucesso o
de;
giivo
Cá em São Paulo nunca^ouv:.^
mais comprar dos Estados Unidos.
aquelas
nossos,
liados c
cm via de compE-ta
e escritos, continua a mesma de quan do os Estados Unidos realizavam a
feros, venenp» e antivenenos, verá que
brilhante
de escritores Amado, como Jorge pinia-nns
do país, com silvos de
terão de empobrecer nccc.ssàriamente. Com esse cnii)obrec!mento cairá o aeii
negócio, cuja
imaginação
Tòda gente sabe ciue a cobra
1.0
em
cobra comer sapo-
põe ovos e nisto não vai êrro algum.
mcntali«ladc, a julgaç pelas suas falas
homens de
criminadamente,
prcssionantcs "O
vel c vivípara, isto é — ciuc cia pare os filhos como a gata pare os gatinhos. .M está um êrro. Quem se der ao iraballio — c c trabalho útil e agra-
vez, p<. los
põe ovos à senielhauça das demais oviparas. 2.0 - Fala-se. indis
porque bra-
tem veneno alguin.
nunca pude
porém
ouvi ■ "m»''. nem mc nnite.
nem
consía que" alquím üvcs.c ouvido
I r»
dia.
Também já vi mna delas bocar unvi
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c
ouvi os chiados agudos danao _co,ta_lhe
dinha, a suplicar socorro, quela convepudemos ministrar, nem serie niente que o fizessenms, pois _nao e razoável matar os ofulios que nao tem veneno, os -quais
em regra sao bons
■m
78
Digesto Econômico
aliados do homem.
Alguns deles de
veriam mesmo ser'criados, se possível, como acontece com a muçurana, a devoradora da jararaca.
mo faço aqui, encará-lo objetivainenle ao tcrra-a-tcrra dos fatos que esta
pés dc comprimento, c pouco corpu
costumes ofídicos, observados com êlcs cm plena liberdade. Deixo o problema cm foco e mc re
lenta, que havia cngulido nada menos
tiro da cena, que já não me pertence.
dc três grandes sapos, um cios quais
c com a . máxima honestidade mental. Mas deixemos a filosofia e voltemos
é mister que deixemos as coisas bem
mos estudando pela rama. . E perguntemos de novo se liá real
claras, pois aí estamos pisando em ter
mente cobras silvantes.
reno falso, de sim e não. Em uma de minhas visitas ao Bu-
na escola regia, havia um livro de lei
Quanto a cobra comer sapo, também
tantã. observei um sapo imóvel, ao la do de uma cascavel também imóvel e
quase encostado à cabeça da serpente, na mais absoluta ausência de receio. Como eu observasse o caso ao cice-
rone, êste sorriu e explicou ;
— Sc a cascavel o engulissc, ela é c|ue morreria; porque o veneno dõ sa
po lhe é fatal.
Por isso, nem ela ten
ta fazê-lo, nem éle se arreceia de que cia o faça. E podem assim viver em doce camaradagem.
No entanto, se èsse mesmo sapo, que
ali vLve tranqüilamente no anfiteatro das cobras venenosas, visse aproximarse dele uma boipeva, inofensiva ao ho mem pela ausência de presas vcnent-
feras, põe-se imediatamente a coaxar
aflito. .
Por quê?
Porque esta o
ataca e devora impunemente, por ser
imune ao veneno do batráqiiio.
E como sabe o sapo que a cobra ve nenosa Se lhe é inofensiva e que a sem veneno lhe é fatal? Mistério impe netrável, ao cético muito mais que ao crente.
Ao que admite a inteli
gência cósmica, anterior ao sapo, a di ficuldade está em harmonizar essa in
teligência com a fatalidade que sacri
fica matemàtic"amcntc uns seres a ou tros; mas ao cético. que não crê na inteligência cósmica, resta-lhe apenas embrulhar o agudo problema da pala vra instinto, panacéia que às vezes diz tudo sem dizer nada ; uma cômoda es capatória.
Digesto Econômico
Recordo-me de que, cm pequeninj, tura, não sei sc de Curvo Scmcdo ou
de Pimcntcl Afaldonado, ou de algum outro autor que ora me foge, no qual
do tamanlio de minha mão; e malei certa vez uma cascavel de uns ciuatro
lhe avultava no ventre, quase o dobro
da grossura do rcstp do corpo.
Es
tava ainda
aos
vivo c,
liberto,
saiu
pulos". Semelhante narrativa mc enche de
confusão.
Em primeiro lugar, trata-
Mas isto me leva a falar dos pontos controversos.
3.°
O povo, cm còro. atesta cjue a
cobra hipnotiza e atrai aves, ratos, coelhos.
Os cientistas, ein regra, ne
gam
afirmação
a
categoricamente.
Mas alguns deixam uma porta aberta para algo que fica dc permeio, algo de
vinham os verbos referentes às vozes
-se de um cientista dc absoluta inte
dos animais.
gridade c éompctência, cujo testemu nho é insuspeito. Como, pois, con
caráter misterioso, não só com as co
ciliar
• A respeito das fuinhas e dos coe lhos, podemos ler -êste curioso teste munho: "Já as, fuinhas se banqueteiam de carne de coelho, apesar des
bra silva.
E lá se dizia que a co
Sc no Brasil não há cobras
silvadoras, isso não quer dizer que não haja em outras terras.
O Dr. Vital Brasil, no livro Memó ria histórica do Instituto Butanta, dú-nos
o
testemunho de
Cantor acerca
de uma cobra ofiófaga da índia, lio gênero Naja: "lançava-sc regularmen te a uma dessas naja, que cu tinlia cm cativeiro, um ofídio qualquer, veneno so ou não. Desde cpie a liamadryas SC apercei)ia da presença do animal, fazia ouvir um forte silvo (grifo nos so), cntumCcia o pescoço, alçava a parte anterior do corpo c ficava, du rante alguns instantes, nesta posição,
êsses
tesljcmunhos
contraditó
rios?
Em segundo lugar vem a pergunta:
Como explicar que a cascavel deixe
o sapo em paz no Butantã — e isto eu vi com os meus próprios olhos
—
e o ataque e devore quando em liber dade?
Não será porque na escravidão
os seus hábitos sc alteram?
Sc assim c, bem podemos ver como
c perigoso, pelas o,bservaçõcs
bras, mas com outros animais.
te ser mais corpulento e y®
narali-
elas. Conseguem domina-los parab^ sando-os pelo susto de ""
r
aincla não se
vol. VI,
te." (A Ciência- da Vida, voi. pág. 261). . A,„aral reforça
feitas
com as cobras presas, procurar des truir afirmações de milhares acerca clc
peva e do sapo.
como SC quisesse visar com segurança a
vítima,
precipitanclo-so depois so
bre cia, envenenando-a.
devorando a
em seguida; depois disto ficava como que sonolenta durante cerca de 11 luras. " (Pág. 122). Não quero prosseguir sem aventar um problema. Êsse testemunlio a res
peito da morte que adviria à cascavel
se cia comesse o sapo, não rhe veio somente do meu clccrone no Butantã,
mas também de obra de re.sponsabilidadc no assunto.
Entretanto, Gcorgc
Garclncr, o naturalista inglês, no livro Viagens no Brasil, conta-nos o seguin te : "Em tòda espécie de serpente ê
prodigiosa a capacidade de deglutição.
Tratei dêste assunto no peciiieno li
Vi mais de uma vez cobra da grossu-
vro Temas espirituais, procurando, co
ra clc meu, indicador cngulir um sapo
o Cagambá ou Jaritataca — (Gonepatus chilensis) no ato de devorar
raraca (B. jararaca), a cujo veneno é imune. (Gentileza do piof. • tto reter do Instituto Butantã.
l^r, t
■m
78
Digesto Econômico
aliados do homem.
Alguns deles de
veriam mesmo ser'criados, se possível, como acontece com a muçurana, a devoradora da jararaca.
mo faço aqui, encará-lo objetivainenle ao tcrra-a-tcrra dos fatos que esta
pés dc comprimento, c pouco corpu
costumes ofídicos, observados com êlcs cm plena liberdade. Deixo o problema cm foco e mc re
lenta, que havia cngulido nada menos
tiro da cena, que já não me pertence.
dc três grandes sapos, um cios quais
c com a . máxima honestidade mental. Mas deixemos a filosofia e voltemos
é mister que deixemos as coisas bem
mos estudando pela rama. . E perguntemos de novo se liá real
claras, pois aí estamos pisando em ter
mente cobras silvantes.
reno falso, de sim e não. Em uma de minhas visitas ao Bu-
na escola regia, havia um livro de lei
Quanto a cobra comer sapo, também
tantã. observei um sapo imóvel, ao la do de uma cascavel também imóvel e
quase encostado à cabeça da serpente, na mais absoluta ausência de receio. Como eu observasse o caso ao cice-
rone, êste sorriu e explicou ;
— Sc a cascavel o engulissc, ela é c|ue morreria; porque o veneno dõ sa
po lhe é fatal.
Por isso, nem ela ten
ta fazê-lo, nem éle se arreceia de que cia o faça. E podem assim viver em doce camaradagem.
No entanto, se èsse mesmo sapo, que
ali vLve tranqüilamente no anfiteatro das cobras venenosas, visse aproximarse dele uma boipeva, inofensiva ao ho mem pela ausência de presas vcnent-
feras, põe-se imediatamente a coaxar
aflito. .
Por quê?
Porque esta o
ataca e devora impunemente, por ser
imune ao veneno do batráqiiio.
E como sabe o sapo que a cobra ve nenosa Se lhe é inofensiva e que a sem veneno lhe é fatal? Mistério impe netrável, ao cético muito mais que ao crente.
Ao que admite a inteli
gência cósmica, anterior ao sapo, a di ficuldade está em harmonizar essa in
teligência com a fatalidade que sacri
fica matemàtic"amcntc uns seres a ou tros; mas ao cético. que não crê na inteligência cósmica, resta-lhe apenas embrulhar o agudo problema da pala vra instinto, panacéia que às vezes diz tudo sem dizer nada ; uma cômoda es capatória.
Digesto Econômico
Recordo-me de que, cm pequeninj, tura, não sei sc de Curvo Scmcdo ou
de Pimcntcl Afaldonado, ou de algum outro autor que ora me foge, no qual
do tamanlio de minha mão; e malei certa vez uma cascavel de uns ciuatro
lhe avultava no ventre, quase o dobro
da grossura do rcstp do corpo.
Es
tava ainda
aos
vivo c,
liberto,
saiu
pulos". Semelhante narrativa mc enche de
confusão.
Em primeiro lugar, trata-
Mas isto me leva a falar dos pontos controversos.
3.°
O povo, cm còro. atesta cjue a
cobra hipnotiza e atrai aves, ratos, coelhos.
Os cientistas, ein regra, ne
gam
afirmação
a
categoricamente.
Mas alguns deixam uma porta aberta para algo que fica dc permeio, algo de
vinham os verbos referentes às vozes
-se de um cientista dc absoluta inte
dos animais.
gridade c éompctência, cujo testemu nho é insuspeito. Como, pois, con
caráter misterioso, não só com as co
ciliar
• A respeito das fuinhas e dos coe lhos, podemos ler -êste curioso teste munho: "Já as, fuinhas se banqueteiam de carne de coelho, apesar des
bra silva.
E lá se dizia que a co
Sc no Brasil não há cobras
silvadoras, isso não quer dizer que não haja em outras terras.
O Dr. Vital Brasil, no livro Memó ria histórica do Instituto Butanta, dú-nos
o
testemunho de
Cantor acerca
de uma cobra ofiófaga da índia, lio gênero Naja: "lançava-sc regularmen te a uma dessas naja, que cu tinlia cm cativeiro, um ofídio qualquer, veneno so ou não. Desde cpie a liamadryas SC apercei)ia da presença do animal, fazia ouvir um forte silvo (grifo nos so), cntumCcia o pescoço, alçava a parte anterior do corpo c ficava, du rante alguns instantes, nesta posição,
êsses
tesljcmunhos
contraditó
rios?
Em segundo lugar vem a pergunta:
Como explicar que a cascavel deixe
o sapo em paz no Butantã — e isto eu vi com os meus próprios olhos
—
e o ataque e devore quando em liber dade?
Não será porque na escravidão
os seus hábitos sc alteram?
Sc assim c, bem podemos ver como
c perigoso, pelas o,bservaçõcs
bras, mas com outros animais.
te ser mais corpulento e y®
narali-
elas. Conseguem domina-los parab^ sando-os pelo susto de ""
r
aincla não se
vol. VI,
te." (A Ciência- da Vida, voi. pág. 261). . A,„aral reforça
feitas
com as cobras presas, procurar des truir afirmações de milhares acerca clc
peva e do sapo.
como SC quisesse visar com segurança a
vítima,
precipitanclo-so depois so
bre cia, envenenando-a.
devorando a
em seguida; depois disto ficava como que sonolenta durante cerca de 11 luras. " (Pág. 122). Não quero prosseguir sem aventar um problema. Êsse testemunlio a res
peito da morte que adviria à cascavel
se cia comesse o sapo, não rhe veio somente do meu clccrone no Butantã,
mas também de obra de re.sponsabilidadc no assunto.
Entretanto, Gcorgc
Garclncr, o naturalista inglês, no livro Viagens no Brasil, conta-nos o seguin te : "Em tòda espécie de serpente ê
prodigiosa a capacidade de deglutição.
Tratei dêste assunto no peciiieno li
Vi mais de uma vez cobra da grossu-
vro Temas espirituais, procurando, co
ra clc meu, indicador cngulir um sapo
o Cagambá ou Jaritataca — (Gonepatus chilensis) no ato de devorar
raraca (B. jararaca), a cujo veneno é imune. (Gentileza do piof. • tto reter do Instituto Butantã.
l^r, t
81
Digesto Econômico
Igual experiência tiveram com a seriema, outra ave considerada como
pois há corais que o não são, e bem assim a gibóia. A reciproca é falsa.
ofiófaga.
Seja-me permitido observar
O cagambá é positivamente um devorador de cobras, como se pode ver
da nossa gravura. Isto deveria impe dir-nos de matá-lo.
a cujo veneno é imune. (Gentileza dü prof. Otto Bicr, diretor do Instituto Butantã.
"Segundo mostramos em outro tra-
do sabidamente indiferentes à presen
ça do homem e da maioria dos ani-
"lais, se mostrem excitados e comct^cm quase sempre a coaxar, logo que
percebem a presença de uma boipeva. G instinto como que lhes dita as ati
tudes de defesa e as expressões d» terror. Embora sejam também pveda" «ores, pois caçam inúmeros insetos ^
niesmo ratos c outros pequenos roe-
dores que lhes constituem o grosso da
dieta, os sapos como que sabem (o gnfo e nosso) da ^especial preferencia e do elevado apreço que lhes dedica a boipeva... na hora dura da fome". Agora vem o mais importante:
"E. assim, estatelados pelo mêdo e inibidos pelo susto, estarrecidos se en-
V , -•-..'O ac t:ntrcgam os sapos as caricias gustatórias de sim implacável inimiga"
I
O nosso povo dá apenas una passo além.— e são milhares a testemunhar que viram — afirmando que as presas
Os fatos acima expostos parece re clamarem uma atitude de expectativa,
íago, que resgatam quaisquer malefí
do no lombo dos bovinos, em
cios de que o acusem. Diz o Dr. Vital Brasil que o carancho, "grande destruidor de carrapa-
inofensivo, mas às vezes rival do ca rancho no ataque aos pintos.
Estas rápidas considerações me fo abandonar velhos erros populares que
mostrou devorador de cobras mortan,
pYocurei desfazer neste despretencios trabalho de simples vulgarização.
mas apavorado diante das vivas.
E' frcqucnte ouvirmos que a dife rença entre a cobra venenosa c a não venenosa está cm que estas têm o ra bo comprido, c aquelas curto. Critério absolutamente falho. A co
bra de rabo mais curto que até hoje
Reivindicação de salários
vi — rabinho de um cinco centíme tros mais ou menos — era uma ino
fensiva boipeva cinzenta, cobra-de-li-
xo, (juc mataram na minba chácara em Sorocaba.
Por outro lado, há venenosas de ra
bo comprido, como se pode observar
.
na surucucu-de-patioba, quc se vê na
^
Certo dia, um dos repórteres, sentindo-se em sérias
j.j'. n' X. r,,^onnãos atrasoaos. __ aproximou-se do diretor e pediu-lhe o pagamento dos ordenod^ do^^suspèndeti o
no Butantã. — e que deve .ser vulgari
José do Patrocínio, nnio, que
estava escrevendo o artigo de jun ,
p
trabalho e indagou do auxiliar:
— Quanto você ganha aqui?
cobras de uma côr só não tem vene
Cento e cinqüenta mil réis por mês.
— Sd?/ — admirou-se o jornalista. E erguendo-se,
etc. Trata-.se <le coliras do Brasil. Todas as venenosas são pintadas oU
malhadas; mas isto não (luer dizer qm" todas as malhadas sejam ve.ncnosaSi
meses.
^Janeiro, cuja folha de pagamento se achaca em atraso, de côr
Amaral, fig. 26. Um critério precioso que me deram
no : a.s cinzentas, as verdes, as preta?,
j'"n Pflts", ífd Rio de
A grande abolicionista negro José do Fatrocinio era dtretor a ^
obra atrás citada do Dr. Aírânio do
científica ainda citam o testemunho
precipitou na boca da serpente.
experiências feitas no Butantã, êle se
ra de novas luzes.
zado para evitar que se matem as co bras não venenosas — é que todas a»
afirmou ter visto uma avczinha atraí da por uma cobra, na índia, e que sc
Mas em seguida nos conta que, nas
ram sugeridas por visitas que Bz ao Butantã, onde tive oportunidade de
sem afirmações dogmáticas, à espe
nao sònieníe se entregam, cm lugar de fugirem, mas até se arrojam à bòca do seu algoz. E livros de divulgação
daquele oficial do exército inglês, que
como
destruidor de carrapatos
benemérita cabe a outro gavião, o_pi-
pentes." Lá c cá, será tudo fantasia e su perstição?
de
nhé dos nossos terreiros, encarapita-
tos é indicado como destruidor de ser
Jjalho, é interessante que os sapos, sen
gran
disse o Dr. Vital Brasil; essa missão
Não há dinheiro
que pague os benefícios de um ofió-
A Muçurana (Pseudoboa cicelia) no ato de engulir uma Jararaca (B. jararaca),
®
carancho ou caracará não é o
i
repórter e lhe disse: — Não se incomode, não se incomodei Veixe comigo i Fode ir. Vou providenciar para que o seu ordenado seja aumentado para trezentos e cinqüenta mil réis...
81
Digesto Econômico
Igual experiência tiveram com a seriema, outra ave considerada como
pois há corais que o não são, e bem assim a gibóia. A reciproca é falsa.
ofiófaga.
Seja-me permitido observar
O cagambá é positivamente um devorador de cobras, como se pode ver
da nossa gravura. Isto deveria impe dir-nos de matá-lo.
a cujo veneno é imune. (Gentileza dü prof. Otto Bicr, diretor do Instituto Butantã.
"Segundo mostramos em outro tra-
do sabidamente indiferentes à presen
ça do homem e da maioria dos ani-
"lais, se mostrem excitados e comct^cm quase sempre a coaxar, logo que
percebem a presença de uma boipeva. G instinto como que lhes dita as ati
tudes de defesa e as expressões d» terror. Embora sejam também pveda" «ores, pois caçam inúmeros insetos ^
niesmo ratos c outros pequenos roe-
dores que lhes constituem o grosso da
dieta, os sapos como que sabem (o gnfo e nosso) da ^especial preferencia e do elevado apreço que lhes dedica a boipeva... na hora dura da fome". Agora vem o mais importante:
"E. assim, estatelados pelo mêdo e inibidos pelo susto, estarrecidos se en-
V , -•-..'O ac t:ntrcgam os sapos as caricias gustatórias de sim implacável inimiga"
I
O nosso povo dá apenas una passo além.— e são milhares a testemunhar que viram — afirmando que as presas
Os fatos acima expostos parece re clamarem uma atitude de expectativa,
íago, que resgatam quaisquer malefí
do no lombo dos bovinos, em
cios de que o acusem. Diz o Dr. Vital Brasil que o carancho, "grande destruidor de carrapa-
inofensivo, mas às vezes rival do ca rancho no ataque aos pintos.
Estas rápidas considerações me fo abandonar velhos erros populares que
mostrou devorador de cobras mortan,
pYocurei desfazer neste despretencios trabalho de simples vulgarização.
mas apavorado diante das vivas.
E' frcqucnte ouvirmos que a dife rença entre a cobra venenosa c a não venenosa está cm que estas têm o ra bo comprido, c aquelas curto. Critério absolutamente falho. A co
bra de rabo mais curto que até hoje
Reivindicação de salários
vi — rabinho de um cinco centíme tros mais ou menos — era uma ino
fensiva boipeva cinzenta, cobra-de-li-
xo, (juc mataram na minba chácara em Sorocaba.
Por outro lado, há venenosas de ra
bo comprido, como se pode observar
.
na surucucu-de-patioba, quc se vê na
^
Certo dia, um dos repórteres, sentindo-se em sérias
j.j'. n' X. r,,^onnãos atrasoaos. __ aproximou-se do diretor e pediu-lhe o pagamento dos ordenod^ do^^suspèndeti o
no Butantã. — e que deve .ser vulgari
José do Patrocínio, nnio, que
estava escrevendo o artigo de jun ,
p
trabalho e indagou do auxiliar:
— Quanto você ganha aqui?
cobras de uma côr só não tem vene
Cento e cinqüenta mil réis por mês.
— Sd?/ — admirou-se o jornalista. E erguendo-se,
etc. Trata-.se <le coliras do Brasil. Todas as venenosas são pintadas oU
malhadas; mas isto não (luer dizer qm" todas as malhadas sejam ve.ncnosaSi
meses.
^Janeiro, cuja folha de pagamento se achaca em atraso, de côr
Amaral, fig. 26. Um critério precioso que me deram
no : a.s cinzentas, as verdes, as preta?,
j'"n Pflts", ífd Rio de
A grande abolicionista negro José do Fatrocinio era dtretor a ^
obra atrás citada do Dr. Aírânio do
científica ainda citam o testemunho
precipitou na boca da serpente.
experiências feitas no Butantã, êle se
ra de novas luzes.
zado para evitar que se matem as co bras não venenosas — é que todas a»
afirmou ter visto uma avczinha atraí da por uma cobra, na índia, e que sc
Mas em seguida nos conta que, nas
ram sugeridas por visitas que Bz ao Butantã, onde tive oportunidade de
sem afirmações dogmáticas, à espe
nao sònieníe se entregam, cm lugar de fugirem, mas até se arrojam à bòca do seu algoz. E livros de divulgação
daquele oficial do exército inglês, que
como
destruidor de carrapatos
benemérita cabe a outro gavião, o_pi-
pentes." Lá c cá, será tudo fantasia e su perstição?
de
nhé dos nossos terreiros, encarapita-
tos é indicado como destruidor de ser
Jjalho, é interessante que os sapos, sen
gran
disse o Dr. Vital Brasil; essa missão
Não há dinheiro
que pague os benefícios de um ofió-
A Muçurana (Pseudoboa cicelia) no ato de engulir uma Jararaca (B. jararaca),
®
carancho ou caracará não é o
i
repórter e lhe disse: — Não se incomode, não se incomodei Veixe comigo i Fode ir. Vou providenciar para que o seu ordenado seja aumentado para trezentos e cinqüenta mil réis...
■n'!®
.3-3
DrcESTo Econômico
aéreas americanas num terreno que po
deria ser ruinoso para tôdas as empre sas dos Estados Unidos, desde que as
suas rotas não fâssem devidamente coor
ÍMICO
PANORiü Novas linhas aéreas para a América do Sul
Segundo telegrama de Washington, publicado pelo "Journal of Commerce" sob a assinatura de seu correspondente
que inteiramente deixados para a PãO
dentro de pouco tempo.
BRASIL
dos últimos meses.
Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco
Sobre essa nova emprôsa, recentemen
te criada pelo governo, o Sr. Apolônio Sales, Ministro da Agricultura, disse em
da Aeronáutica Civil dos Estados Uni
dos se está preparando para um perío
tamento da Aeronáutica Civil), o
fundamental da Hidro-Elétrica do São
do de maior concorrência no comércio
deseja separar o comércio marítimo rfi'
aereo internacional. Assim ó que tem em projeto nada menos do. que cinco novas Unhas destinadas à América La
comércio aéreo.
tina.
autorização permanente para carrcinJ
de?, anos depois que a Light começou
entre os Estados Unidos e a área latino-
lo, o valor da produção industrial deste
Acredita-se mesmo na capital norte-
americana que ôsses planos já iornm
apresentados ao presidente Truman na ra os fins de aprovação. Trata-se de um programa de grandes proporções, que preencherá os seguintes pontos- i)' a Colonial Airlines terá uma rota de Nova Iorque a Havana, via Miami e Nas'^au2) a Eastern Airlines terá permissão de estender o seu atual sistema até a Zona do Canal, de Miami, Tampa e Nova Orleans, percorrendo Havana, Kingston e
Barranquilla, na Venezuela, como esta ções intermediáris; 3) a Western Air ■
Une obterá uma linha entre Los Anse les e Balboa, na lona do Canal, via La
Paz, Cidade do México, Guatemala e Hão José; 4) a Pan American será con templada com uma rota de Nova Ior que a Buenos Aires, via San Juan, Tri-
nidad e Rio de Janeiro; 5) à American
Export Airlines caberá qualquer inmujiler Unha ftHlid ÂjjAfJUii
ao ■■■■ longo da costa este da América do Sul, embora não haja sido ainda deter
minada. Os países do sul, contudo, par ticularmente a Argentina, serão qua.sc
entrevista coletiva, dada à imprensa da
Capital da República — "A finalidade Francisco será vender energia e ter mer
cado para a que vamos gerar.
A Pan American é presentemente o única linha de bandeira americana cot"
americana.
Quanto à American Airlines, obieu' autorização temporária para um scrviç' entre El Paso e Fort Worth, Dallas, (' entre El Paso e o cidade do México-
Para
dar-lheá uma idéia de que essa afirma tiva oferece bases, vou relatar um fato:
■is instalações hidro-elétricas em S. Pau E.stado era de ordem de 220 milhüe« dc
cruzeiros.
O valor da produção indus
trial do Nordeste, em 1941, passava de 'im bilhão e 299 bilhões de cruzeiros,
Ela esjjera que essa licença de provisó
isto é, 6 vêzes mais do que em São Paulo, depois de iniciada as obras da
nhia Mexicana de Aviacion, dependente
quela empresa. O fato citado demons tra o cxito que terá a Cia. Hidro-Elctri-
ria .se torne permanente.
A ConifW
da íjan American, obteve permissão ;hi-
ra operar entre a capital do México ' Los Angeles.
Inter-Americam'-
uma companhia cubana, conseguiu
.licença provisória para operar entre Ih'vana e Miami.
O mesmo acontece n""
a Royal Dutch Air Lines, num .scrviç' entre Curaçao e aquêle mesmo pòrte americano.
Observa-se,
cu, que vai operar no nordesfe, onde são enormes as possibilidades do consumo
cio "produto que lançará".
O Expresso Aéreo
ainda,
que há inuíW
companhias empenhadas em opertiçdf' dc larga escala na América Latina.
virtude do alto grau de concorrênC''' existente entre elas, ' a Pan AtacnV"'' se opôs ao lançamento dc outras
Em abril o pais
exportou 226.000 toneladas, contra. . . 209.000 em março-e 219.000 em te-
vereiro.
Em janeiro, porém, a tonela
gem exportada somou 268.000 tonelu-'
as linhas de vapores interessadas no m* so não obterão rotas, de conformidade com a política do CAB {abrevioturas pelas quais é mais conhecido o Dcpai-
Marshall W. Berger, o Departamento
já foi revisto, espcrando-se em Washitigton que seja apresentado ncL Senado
denadas.
American.
As mesmas fontes acrescentam quf
O 'decreto criando, contudo, um sis
tema pan-amerícano de navegação a^ea
Importação e Exportação Dados estatísticos ultimamente divul
gados revelam que o comércio exte rior do Brasil apresentou uma queda apreciável na tonelagem da importação em janeiro do corrente ano. De 177.000
toneladas no primeiro mês, entretanto, as compras brasileiras no exterior subi ram para 370.000 em fevereiro; 339.000
das.
30.000 toneladas de trilhos para o
ção ferroviária Norte-Sul
O Govêrno autorizou a aquisiç^io, pe
lo Ministério da Viação, de 30.00Ü to neladas de trilhos novos e respectu
acessórios, pnra serem assentados na li gação ferroviária do norte co"\
país, onde já se acham pron
de 450 quilômetros
-
leito. A
pesa correspondente » cruzeitotal aproximado de 56.400. , - j,
ros, será ros, sek levada levada áà conta conta
ser oportunamente
da» dotaç.^_^„ plano \ ^ 1946. ' ' '(Ê
de Obras e Equipamentos par. Aumento da cota de carvao para Brasil
A embaixada ,
un»
âmkTaÃrdof Ekdos Umdos 90 oSS para 115.000 toneladas. Do Exterior argentina
Intercâmbio comercial O valor efeHvo do intercâmbio -co
mercial argentino, excluído o j"etah^,
em março; caindo para 260.000 em
nos quatro primeuos meses de alcançou a 909.138.000 pesos, contra
ve reação efetiva em relação à queda
1.087 ..997 • 000 no " mesmo período cie
abril. Na exportação, ao contrário, hou
«
■n'!®
.3-3
DrcESTo Econômico
aéreas americanas num terreno que po
deria ser ruinoso para tôdas as empre sas dos Estados Unidos, desde que as
suas rotas não fâssem devidamente coor
ÍMICO
PANORiü Novas linhas aéreas para a América do Sul
Segundo telegrama de Washington, publicado pelo "Journal of Commerce" sob a assinatura de seu correspondente
que inteiramente deixados para a PãO
dentro de pouco tempo.
BRASIL
dos últimos meses.
Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco
Sobre essa nova emprôsa, recentemen
te criada pelo governo, o Sr. Apolônio Sales, Ministro da Agricultura, disse em
da Aeronáutica Civil dos Estados Uni
dos se está preparando para um perío
tamento da Aeronáutica Civil), o
fundamental da Hidro-Elétrica do São
do de maior concorrência no comércio
deseja separar o comércio marítimo rfi'
aereo internacional. Assim ó que tem em projeto nada menos do. que cinco novas Unhas destinadas à América La
comércio aéreo.
tina.
autorização permanente para carrcinJ
de?, anos depois que a Light começou
entre os Estados Unidos e a área latino-
lo, o valor da produção industrial deste
Acredita-se mesmo na capital norte-
americana que ôsses planos já iornm
apresentados ao presidente Truman na ra os fins de aprovação. Trata-se de um programa de grandes proporções, que preencherá os seguintes pontos- i)' a Colonial Airlines terá uma rota de Nova Iorque a Havana, via Miami e Nas'^au2) a Eastern Airlines terá permissão de estender o seu atual sistema até a Zona do Canal, de Miami, Tampa e Nova Orleans, percorrendo Havana, Kingston e
Barranquilla, na Venezuela, como esta ções intermediáris; 3) a Western Air ■
Une obterá uma linha entre Los Anse les e Balboa, na lona do Canal, via La
Paz, Cidade do México, Guatemala e Hão José; 4) a Pan American será con templada com uma rota de Nova Ior que a Buenos Aires, via San Juan, Tri-
nidad e Rio de Janeiro; 5) à American
Export Airlines caberá qualquer inmujiler Unha ftHlid ÂjjAfJUii
ao ■■■■ longo da costa este da América do Sul, embora não haja sido ainda deter
minada. Os países do sul, contudo, par ticularmente a Argentina, serão qua.sc
entrevista coletiva, dada à imprensa da
Capital da República — "A finalidade Francisco será vender energia e ter mer
cado para a que vamos gerar.
A Pan American é presentemente o única linha de bandeira americana cot"
americana.
Quanto à American Airlines, obieu' autorização temporária para um scrviç' entre El Paso e Fort Worth, Dallas, (' entre El Paso e o cidade do México-
Para
dar-lheá uma idéia de que essa afirma tiva oferece bases, vou relatar um fato:
■is instalações hidro-elétricas em S. Pau E.stado era de ordem de 220 milhüe« dc
cruzeiros.
O valor da produção indus
trial do Nordeste, em 1941, passava de 'im bilhão e 299 bilhões de cruzeiros,
Ela esjjera que essa licença de provisó
isto é, 6 vêzes mais do que em São Paulo, depois de iniciada as obras da
nhia Mexicana de Aviacion, dependente
quela empresa. O fato citado demons tra o cxito que terá a Cia. Hidro-Elctri-
ria .se torne permanente.
A ConifW
da íjan American, obteve permissão ;hi-
ra operar entre a capital do México ' Los Angeles.
Inter-Americam'-
uma companhia cubana, conseguiu
.licença provisória para operar entre Ih'vana e Miami.
O mesmo acontece n""
a Royal Dutch Air Lines, num .scrviç' entre Curaçao e aquêle mesmo pòrte americano.
Observa-se,
cu, que vai operar no nordesfe, onde são enormes as possibilidades do consumo
cio "produto que lançará".
O Expresso Aéreo
ainda,
que há inuíW
companhias empenhadas em opertiçdf' dc larga escala na América Latina.
virtude do alto grau de concorrênC''' existente entre elas, ' a Pan AtacnV"'' se opôs ao lançamento dc outras
Em abril o pais
exportou 226.000 toneladas, contra. . . 209.000 em março-e 219.000 em te-
vereiro.
Em janeiro, porém, a tonela
gem exportada somou 268.000 tonelu-'
as linhas de vapores interessadas no m* so não obterão rotas, de conformidade com a política do CAB {abrevioturas pelas quais é mais conhecido o Dcpai-
Marshall W. Berger, o Departamento
já foi revisto, espcrando-se em Washitigton que seja apresentado ncL Senado
denadas.
American.
As mesmas fontes acrescentam quf
O 'decreto criando, contudo, um sis
tema pan-amerícano de navegação a^ea
Importação e Exportação Dados estatísticos ultimamente divul
gados revelam que o comércio exte rior do Brasil apresentou uma queda apreciável na tonelagem da importação em janeiro do corrente ano. De 177.000
toneladas no primeiro mês, entretanto, as compras brasileiras no exterior subi ram para 370.000 em fevereiro; 339.000
das.
30.000 toneladas de trilhos para o
ção ferroviária Norte-Sul
O Govêrno autorizou a aquisiç^io, pe
lo Ministério da Viação, de 30.00Ü to neladas de trilhos novos e respectu
acessórios, pnra serem assentados na li gação ferroviária do norte co"\
país, onde já se acham pron
de 450 quilômetros
-
leito. A
pesa correspondente » cruzeitotal aproximado de 56.400. , - j,
ros, será ros, sek levada levada áà conta conta
ser oportunamente
da» dotaç.^_^„ plano \ ^ 1946. ' ' '(Ê
de Obras e Equipamentos par. Aumento da cota de carvao para Brasil
A embaixada ,
un»
âmkTaÃrdof Ekdos Umdos 90 oSS para 115.000 toneladas. Do Exterior argentina
Intercâmbio comercial O valor efeHvo do intercâmbio -co
mercial argentino, excluído o j"etah^,
em março; caindo para 260.000 em
nos quatro primeuos meses de alcançou a 909.138.000 pesos, contra
ve reação efetiva em relação à queda
1.087 ..997 • 000 no " mesmo período cie
abril. Na exportação, ao contrário, hou
«
DIOESTO EcONÓMM
84
1944, o que representa uma queda de
85
Dicecto Econômico
178.859.000 pesos, ou sefa 16,4%. Noí
bos.
primeiros quatro meses de 1943 o in
aos 30.000 quilogramas
tercâmbio comercial subiu a m$n....
ção fora autorizada, nas mes
Será esta uma soma
perimental pelo departamento de comu-
.
licaçóes da referida companhia. O National Research Council está co
dições, por decreto de 19 d® abnl
807.812.000. Comparada cora esta cifra, a de 1945, já mencionada, assi nala lun aumento de m$n. 101.326.000,
corrente ano.
laborando com a TCA nas experiências que estão sendo levadas a efeito.
igual a 12,5%.
ESTADOS UNIDOS
ITÁLIA
BOLÍVIA
A indústria do aço, segundo aí™" tívas de Roy A. Hunt, presidente dj
Anuncia-se que a Bolívia pretende iniciar uma exploração em larga esca la de seus campos petrolíferos. Três são os campos de petróleo que estão ^ndo atualmente explorados. O de
Aluminum Co. of América, ser no ^ ríodo de após-guerra, em que ja in gressamos, uma das maiores consumi
Bermejo com 4 poços, todos funcio
do os cálculos do ^«forídn referido homem d'
nando e produzindo uma média de 350
bams por dia.
No de Sanandita es
tão sendo perfurados dezessete poços, mas o petróleo é extraído apenas de dez. ^om uma capacidade para 700 barris
íaraoo^
«'produzindo a™
meios de transportes. Camiri é o mais
importante campo petrolífero da SSu ciência de transportes reduzem bastante a sua produpo, que é, também, de 300 barris por dia. Suas reservas ekão ta\ culadas em 21.000.000 de barris e o \aa, e a sua situaçao isolada e a defi
doras de alumínio.
A procura
material é possível que chej^e, seguii-
negócios, a dez vêzes o que era em nm
dia antes da guerra. Acredita que den- ■ tro dos próximos cinco anos o meitatl^| norte-americano em seu
O primeiro embaixador comercial da Grã-Bretanha a ser enviado ao eslrangeiro pela Sociedade Britânica de Construtores Aeronáuticos, o Sr. W.
T. Ballantynê, já está a caminho do Rio de Janeiro.' O Sr. Ballantyue e
Reorganização da indústria têxtil
Indústria de
Campos de petróleo
Embaixador comercial
•nanenle, e está circunscrita uso ex
será consHtuida de
Cêrca de 85 por cento da indústria
têxtil italiana, ao que se informa, estão Intactos 6 em condições de produzir ^ssim que disponha da respectiva ma téria prima. 'A imprensa de Roma alude a um plano que foi elaborado pelas autori^des aliadas para a reativação dessa Indústria, tendo-se em
vista atender
^0 consumo interno, assim como o dos países vizinhos,- tais como a França e
n ' ^ Iugoslávia.
capaz de consumir 1.250.000.000 d
Por outro lado, grandes armazena-
libras de alumínio por anoí üu sejaii
nientos de mercadorias existem nas mãos
dez vêzes mais a média de^ „ , ^lo industriais e atacadistas, que os cai guerra. Num discurso pelo radio, Him riam suficientes para abastecer o merdeclarou: "Se isto se verific^, a mdus' ^do italiano até que novos estoques ^jam manufaturados. O principal pro tria do alumínio dará emprêgo a cerc de 100.000 trabalhadores, quando ç blema com que se defronta a indústria tes da guerra os operários ^^que utili é o de obter carvão para operações de
um dos maiores peritos em assuntos de aviação que a Inglaterra possui atua mente.
Sua missão consistirá em ser
vir como canal de inormações entre a
indústria britânica e a América Latina.
A experiência aeronáutica do novo em baixador data de 1913, quando trabaMais
lhou
em
fábricas de aviões,
tarde foi piloto da RAF. Em ^941 p maneceu como oficial de ligação J _ à indústria norte-americana de avioM,
e em 1942 foi adido da aeronaubca junto à embaixada inglesa na
sede das atividades do Sr. será a Capital do nosso pa^, pectiva zona abrangera
^ »
Latina, que constitui um_ inglêsex. os aviões ALEMANHA
^ ,
Confisco das fábricas I. G. Farhen Telegramas de
zava não ia além de 33.000 .
sito nível.
o Comitê de Coordenação ^« o connsco ae
CANADA'
INGLATERRA
fábricas e tôdas
cias Aliadas decretou ^
" „,,riedades
do eartel alemao de ^prodnt<« do cartel aieuwhi
Aplicação do radar
PARAGUAI
Exportação de borracha crua
Cmco iml qmiogramas de borracha
crua obüveram bcença de exportação no Paragia., uma vez que posíam taportar artigos manufaturados de borra cha equivalentes a 60 por cento do
Sífuflfão da borracha
A fim de aplicar o milagre do radi' — informa o'Foreign Commerce Wef
kly", —.para aumento de segurança dJ' viagens aéreas comerciais, uma estaçí'' experimental foi instalada recenteniui' te em Stevenson Field, Winnipeg,
jlião de pés de "Hévea" — a árvore da
Trans-Canadá Air Lines, de acordo coi^'
S. S. Stevens, superintendente de u''
O exterior.
A instalação em aprêço, que só ^ tomou possível mediante um empró>l*' mo de utensílios feito pela Royal O'
pela 'Gaceta Oficial" de 5 de junho de 1945. A metade, pelo menos, das importações de borracha manufaturada
racha no Império Britânico, a emissora ile Nova Delhi informoUj numa trans-
'nissáo para Londres, que as tropas
pêso da matéria prima remetida para Isto tudo foi estabelecido
Num estudo sôbre a situação da bor
municações e eletrônicos da TCA.
iaponôsas destruíram mais de um miborracha, em tôda a zona sul da Ma-
laia, a fim de abrir espaço para as suas plantações, durante a guerra.
nadian Air Force, não é de caráter
L
^
tieoarla
::^rit?-dft:«^ :mSçar;.e'^^^—r come' . Consta Consta que que cs p P mães da
._.i
I.G. Farben"" não serão inde-
"zSrpeíí^s- p™p;i^»^«^ cadas e nem
_
ÍoVwí/»ílC
atuais ou futuros. O valor das fábrieas
f propriedades Farben é calculado em 2.000.000.000 de dólares.
DIOESTO EcONÓMM
84
1944, o que representa uma queda de
85
Dicecto Econômico
178.859.000 pesos, ou sefa 16,4%. Noí
bos.
primeiros quatro meses de 1943 o in
aos 30.000 quilogramas
tercâmbio comercial subiu a m$n....
ção fora autorizada, nas mes
Será esta uma soma
perimental pelo departamento de comu-
.
licaçóes da referida companhia. O National Research Council está co
dições, por decreto de 19 d® abnl
807.812.000. Comparada cora esta cifra, a de 1945, já mencionada, assi nala lun aumento de m$n. 101.326.000,
corrente ano.
laborando com a TCA nas experiências que estão sendo levadas a efeito.
igual a 12,5%.
ESTADOS UNIDOS
ITÁLIA
BOLÍVIA
A indústria do aço, segundo aí™" tívas de Roy A. Hunt, presidente dj
Anuncia-se que a Bolívia pretende iniciar uma exploração em larga esca la de seus campos petrolíferos. Três são os campos de petróleo que estão ^ndo atualmente explorados. O de
Aluminum Co. of América, ser no ^ ríodo de após-guerra, em que ja in gressamos, uma das maiores consumi
Bermejo com 4 poços, todos funcio
do os cálculos do ^«forídn referido homem d'
nando e produzindo uma média de 350
bams por dia.
No de Sanandita es
tão sendo perfurados dezessete poços, mas o petróleo é extraído apenas de dez. ^om uma capacidade para 700 barris
íaraoo^
«'produzindo a™
meios de transportes. Camiri é o mais
importante campo petrolífero da SSu ciência de transportes reduzem bastante a sua produpo, que é, também, de 300 barris por dia. Suas reservas ekão ta\ culadas em 21.000.000 de barris e o \aa, e a sua situaçao isolada e a defi
doras de alumínio.
A procura
material é possível que chej^e, seguii-
negócios, a dez vêzes o que era em nm
dia antes da guerra. Acredita que den- ■ tro dos próximos cinco anos o meitatl^| norte-americano em seu
O primeiro embaixador comercial da Grã-Bretanha a ser enviado ao eslrangeiro pela Sociedade Britânica de Construtores Aeronáuticos, o Sr. W.
T. Ballantynê, já está a caminho do Rio de Janeiro.' O Sr. Ballantyue e
Reorganização da indústria têxtil
Indústria de
Campos de petróleo
Embaixador comercial
•nanenle, e está circunscrita uso ex
será consHtuida de
Cêrca de 85 por cento da indústria
têxtil italiana, ao que se informa, estão Intactos 6 em condições de produzir ^ssim que disponha da respectiva ma téria prima. 'A imprensa de Roma alude a um plano que foi elaborado pelas autori^des aliadas para a reativação dessa Indústria, tendo-se em
vista atender
^0 consumo interno, assim como o dos países vizinhos,- tais como a França e
n ' ^ Iugoslávia.
capaz de consumir 1.250.000.000 d
Por outro lado, grandes armazena-
libras de alumínio por anoí üu sejaii
nientos de mercadorias existem nas mãos
dez vêzes mais a média de^ „ , ^lo industriais e atacadistas, que os cai guerra. Num discurso pelo radio, Him riam suficientes para abastecer o merdeclarou: "Se isto se verific^, a mdus' ^do italiano até que novos estoques ^jam manufaturados. O principal pro tria do alumínio dará emprêgo a cerc de 100.000 trabalhadores, quando ç blema com que se defronta a indústria tes da guerra os operários ^^que utili é o de obter carvão para operações de
um dos maiores peritos em assuntos de aviação que a Inglaterra possui atua mente.
Sua missão consistirá em ser
vir como canal de inormações entre a
indústria britânica e a América Latina.
A experiência aeronáutica do novo em baixador data de 1913, quando trabaMais
lhou
em
fábricas de aviões,
tarde foi piloto da RAF. Em ^941 p maneceu como oficial de ligação J _ à indústria norte-americana de avioM,
e em 1942 foi adido da aeronaubca junto à embaixada inglesa na
sede das atividades do Sr. será a Capital do nosso pa^, pectiva zona abrangera
^ »
Latina, que constitui um_ inglêsex. os aviões ALEMANHA
^ ,
Confisco das fábricas I. G. Farhen Telegramas de
zava não ia além de 33.000 .
sito nível.
o Comitê de Coordenação ^« o connsco ae
CANADA'
INGLATERRA
fábricas e tôdas
cias Aliadas decretou ^
" „,,riedades
do eartel alemao de ^prodnt<« do cartel aieuwhi
Aplicação do radar
PARAGUAI
Exportação de borracha crua
Cmco iml qmiogramas de borracha
crua obüveram bcença de exportação no Paragia., uma vez que posíam taportar artigos manufaturados de borra cha equivalentes a 60 por cento do
Sífuflfão da borracha
A fim de aplicar o milagre do radi' — informa o'Foreign Commerce Wef
kly", —.para aumento de segurança dJ' viagens aéreas comerciais, uma estaçí'' experimental foi instalada recenteniui' te em Stevenson Field, Winnipeg,
jlião de pés de "Hévea" — a árvore da
Trans-Canadá Air Lines, de acordo coi^'
S. S. Stevens, superintendente de u''
O exterior.
A instalação em aprêço, que só ^ tomou possível mediante um empró>l*' mo de utensílios feito pela Royal O'
pela 'Gaceta Oficial" de 5 de junho de 1945. A metade, pelo menos, das importações de borracha manufaturada
racha no Império Britânico, a emissora ile Nova Delhi informoUj numa trans-
'nissáo para Londres, que as tropas
pêso da matéria prima remetida para Isto tudo foi estabelecido
Num estudo sôbre a situação da bor
municações e eletrônicos da TCA.
iaponôsas destruíram mais de um miborracha, em tôda a zona sul da Ma-
laia, a fim de abrir espaço para as suas plantações, durante a guerra.
nadian Air Force, não é de caráter
L
^
tieoarla
::^rit?-dft:«^ :mSçar;.e'^^^—r come' . Consta Consta que que cs p P mães da
._.i
I.G. Farben"" não serão inde-
"zSrpeíí^s- p™p;i^»^«^ cadas e nem
_
ÍoVwí/»ílC
atuais ou futuros. O valor das fábrieas
f propriedades Farben é calculado em 2.000.000.000 de dólares.
87
Dicesto Econômico
Periència definitiva, outra cm Hirosbia título de bombardeio autêntico dc
ENEMIA *
guerra, e outra em Nagasaki, a título
desintegração atômica.
e bombardeio experimental mais adian tado do que o anterior) — c que a ener gia atômica, desprendida pelo átomo
a energia total produzida corresponde
de urânio, eqüivale a 3.000.000 de ve zes mais dç que a energia proporcio
RAUL DE POLILLO
nada por igual peso de carvão. (especial para o "digesto econômico")
O custo das instalações norlc-america-
nas, para a produção da bomba atômi-
'poDos nós sabemos que o segredo do aprepmento da energia atômica,
"'^bzação dessa energia à vonta
de do homem, continua sendo rigoro samente guardado pelos Estados Uni
dos. Como é óbvio, a justificação do
rigor quanto ao sigilo está no fato de
SC recear que governantes ambicio.sos
de mando sôbre o mundo — se chepa rem a conhecer tal segrêdo - dêle f-,
J-'u, subiu a 2.000.000.000 dc dólares,_ aspectos ccomhnicos e sociais de tal
havendo a contribuição, além disso, de •^'OO.OOO esterlinos, fornecidos pela Inglaterra. Nesse custo se incluem tô^ns a.s experiências finais dc laborató
premissa.
rio, a manutenção de um enorme ser
Admite-se que a (ijdicação industrial (u' energia atômica poderá eliminar i/t guerras c enriquecer os povo;. — Algttas
dem universal das coisas.
Lsto quer dizer que, de. uma forma trn de outra, o aproveitamento da energia atômica não tardará a generalizar-se, pe
tanto, para subversões beUcosas da or
No momento cm que se redigia este
artigo, o Corigresso norte-americano eí
tava estudando a conveniência ou a in conveniência da comunicação do séc^rê
do a outros países, e, principalmente nelo menos a Inglaterra, à União Sovié tica e a França. Não podemos prever como o logico, a que conclusão che' garão os parlamentares de Tio Sam De qualquer maneira, todos os cientistas que trabalharam na criação das pri
rneas de ciência do mundo, e inúmeras
rios de certas emprô.sas elétricas, dc or dem internacional, poderão chegar à
rao uso para atos de violência, o Vor'-
Outras de.spesas dessas que sc fazem ape nas quando se inicia algo novoi pela r"aÍ2. Depois de conhecido e generali
zado o segrêdo, que, portanto, del.xax-á ser .segredo, poder-se-ão empregar tccnicos de laboratório, sem dúvida es pecializados, mas que não precisarão
lo menos como conquista do .saber. Está claro que, entre a fase do conhecimen
ter salários tão elevados como os "Prê-
to da maneira pela qual se poderá apmveitar a energia atômica, o a fase em que tal aproveitamento se poderá fazer
poderão ser feitas com
nhecimentos já adquiridos, o que pou-
em
iwrá gastos experimentais ou dispe.rsi-
e.scala
passarão.
industrial,
niios Nobel".
muitos unos se
cinco anos, no máximo, uma ou outra
das atuais grandes potências consegui rá descobrir aquele segrêdo. Se a In glaterra e a União Soviética se dedi
carem, a fundo, à descoberta do segrê do, talvez a consigam, não dentro de cin co, mas até dentro de dois anos.
base nos co
ca poderá ser produzida por meto dc aplicação de recursos muito menores do
rios para isso venham a ser em menor número do que o que ngora se sujwc.
fjuc os exigidos da primeira vez. Calculam os peritos norte-americanos, cm matéria de custo de produção, que
grandes homens de ciência que, mesmo ra a fabricação daquelas bombas, se em penham em pesquisas relativas ao áto mo, estão de acôrdo em que, dentro de
As instalações, também,
vo.s. No futuro, pois, a energia atômi
Ma.s talvez os anos necess.'»-
meiras bombas atômicas, e torlnc^c
sem haver contribuído diretamente pa
Na atualidade, nos Estados Unidos,
37 cavalos de lòrça-hora, "per cápita .
A desintegração atômica pode propor cionar energia milliões de vêzcs supe rior, a custo mil vêzes inferion Ist<>
tluer dizer que, mesmo com o descarte de algum e.xagêro otimístico, todos po derão di.spor, no futuro, de energia bas tante para u cozinha, para o aquecimen to, para a iluminação, e para outros Tins, inclusive os industriais, «
mai.s ou menos equuTilente ao da a.xa dc água na atualidade.
viço de contra-espionagem, o pagamen to generoso de serviços dos maiores bo-
Pop outro lado, os grandes laboratiimesma descoberta, independcnlcmculo de concursos financeiro.s gü\-ernamentais.
produção de igual energia, o caryao cus ta mil vezes mais do que o urânio
a energia atômica, sendo 3.000.000 de vezes maior do que a produzida com
Entra, assim, em campo, embora com
alguma antecipação, o problema dc se
o mesmo pêso de carvão, cústará me
saber se será ou não econòmicanieute
nos do que o carvão necessário para
interessante, do ponto dc vista indus
trial, o aproveitamento da energia atô
produzir energia de igual teor.
mica.
nutras palavras: — se um quilo de urâ nio dá energia igual à de 3.000.000 de quilos de carvão, o quilo de urânio, com o desprendimento de sua energia,
O que os cientistas dizem, com baS'" em seus cálculos matemáticos, e tam
bém nas observaçõe.s dos efeitos das Iròs
^
bombas atômicas até agora usadas (uma nó Novo México, u título de os-
■ i
Em
custa menos do que 3.000.000 de qui los de carvão.
Parece até que, para a
Ao preço referido, gnnidcs ^revolu
ções benéficas se \erificarao, .
.,^j
setor industrial, conio no sç
Se a indústria puder produ-r f
o utilidades domesticas a dizemos mil ^■êzes
'"as
vêzes, mais reduzidos jji tereliminar-se-á a pobreza dc ■ j ra - .sem necessidade sensn e de elc^ vação de salários.
su-
quinaria ^^K^ra existente n
bstitiuçao imediata, p q ^ energia, sa operará apenas na fonte podendo esta Çriergu ^ • ^^gnlo copelos meios usuais, a ^ menos es-
!num. Os motores paço nas
navios, nos aeropmno '
tor de poupanças
nos
e isto será fa-
, -
jg
po^.
cLo,
2rccni:d;Te'^um en.preendhuen.0. ou
''"porouttrLdo, os governos poderão aquecer ddades inteiras, por mero da
Sertía atômica, e pronorc.om.r encrgír .ftômiea. para usos dcmestrcos. rnars barata do que a eletricidade, nos dias
87
Dicesto Econômico
Periència definitiva, outra cm Hirosbia título de bombardeio autêntico dc
ENEMIA *
guerra, e outra em Nagasaki, a título
desintegração atômica.
e bombardeio experimental mais adian tado do que o anterior) — c que a ener gia atômica, desprendida pelo átomo
a energia total produzida corresponde
de urânio, eqüivale a 3.000.000 de ve zes mais dç que a energia proporcio
RAUL DE POLILLO
nada por igual peso de carvão. (especial para o "digesto econômico")
O custo das instalações norlc-america-
nas, para a produção da bomba atômi-
'poDos nós sabemos que o segredo do aprepmento da energia atômica,
"'^bzação dessa energia à vonta
de do homem, continua sendo rigoro samente guardado pelos Estados Uni
dos. Como é óbvio, a justificação do
rigor quanto ao sigilo está no fato de
SC recear que governantes ambicio.sos
de mando sôbre o mundo — se chepa rem a conhecer tal segrêdo - dêle f-,
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havendo a contribuição, além disso, de •^'OO.OOO esterlinos, fornecidos pela Inglaterra. Nesse custo se incluem tô^ns a.s experiências finais dc laborató
premissa.
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Admite-se que a (ijdicação industrial (u' energia atômica poderá eliminar i/t guerras c enriquecer os povo;. — Algttas
dem universal das coisas.
Lsto quer dizer que, de. uma forma trn de outra, o aproveitamento da energia atômica não tardará a generalizar-se, pe
tanto, para subversões beUcosas da or
No momento cm que se redigia este
artigo, o Corigresso norte-americano eí
tava estudando a conveniência ou a in conveniência da comunicação do séc^rê
do a outros países, e, principalmente nelo menos a Inglaterra, à União Sovié tica e a França. Não podemos prever como o logico, a que conclusão che' garão os parlamentares de Tio Sam De qualquer maneira, todos os cientistas que trabalharam na criação das pri
rneas de ciência do mundo, e inúmeras
rios de certas emprô.sas elétricas, dc or dem internacional, poderão chegar à
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lo menos como conquista do .saber. Está claro que, entre a fase do conhecimen
ter salários tão elevados como os "Prê-
to da maneira pela qual se poderá apmveitar a energia atômica, o a fase em que tal aproveitamento se poderá fazer
poderão ser feitas com
nhecimentos já adquiridos, o que pou-
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iwrá gastos experimentais ou dispe.rsi-
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niios Nobel".
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ca poderá ser produzida por meto dc aplicação de recursos muito menores do
rios para isso venham a ser em menor número do que o que ngora se sujwc.
fjuc os exigidos da primeira vez. Calculam os peritos norte-americanos, cm matéria de custo de produção, que
grandes homens de ciência que, mesmo ra a fabricação daquelas bombas, se em penham em pesquisas relativas ao áto mo, estão de acôrdo em que, dentro de
As instalações, também,
vo.s. No futuro, pois, a energia atômi
Ma.s talvez os anos necess.'»-
meiras bombas atômicas, e torlnc^c
sem haver contribuído diretamente pa
Na atualidade, nos Estados Unidos,
37 cavalos de lòrça-hora, "per cápita .
A desintegração atômica pode propor cionar energia milliões de vêzcs supe rior, a custo mil vêzes inferion Ist<>
tluer dizer que, mesmo com o descarte de algum e.xagêro otimístico, todos po derão di.spor, no futuro, de energia bas tante para u cozinha, para o aquecimen to, para a iluminação, e para outros Tins, inclusive os industriais, «
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Pop outro lado, os grandes laboratiimesma descoberta, independcnlcmculo de concursos financeiro.s gü\-ernamentais.
produção de igual energia, o caryao cus ta mil vezes mais do que o urânio
a energia atômica, sendo 3.000.000 de vezes maior do que a produzida com
Entra, assim, em campo, embora com
alguma antecipação, o problema dc se
o mesmo pêso de carvão, cústará me
saber se será ou não econòmicanieute
nos do que o carvão necessário para
interessante, do ponto dc vista indus
trial, o aproveitamento da energia atô
produzir energia de igual teor.
mica.
nutras palavras: — se um quilo de urâ nio dá energia igual à de 3.000.000 de quilos de carvão, o quilo de urânio, com o desprendimento de sua energia,
O que os cientistas dizem, com baS'" em seus cálculos matemáticos, e tam
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Parece até que, para a
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Se a indústria puder produ-r f
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su-
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bstitiuçao imediata, p q ^ energia, sa operará apenas na fonte podendo esta Çriergu ^ • ^^gnlo copelos meios usuais, a ^ menos es-
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navios, nos aeropmno '
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e isto será fa-
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cLo,
2rccni:d;Te'^um en.preendhuen.0. ou
''"porouttrLdo, os governos poderão aquecer ddades inteiras, por mero da
Sertía atômica, e pronorc.om.r encrgír .ftômiea. para usos dcmestrcos. rnars barata do que a eletricidade, nos dias
88
Digesto Econômio)
\cc«ssidade
da
estabilização
de preços
para as niereuilorlas exportadas pobres.
E, na verdade, eliminar-se-á
a própria pobreza, facilitando-se melhor nível de vida, físico, mora! e espiritual, a toda criatura viva.
Assim, as ideologias políticas, que ga nham raiz na miséria, e que se avolu mam, ameaçadoramente, por obra dos exploradores dessa miséria, deixarão de parecer necessárias c de acusar boa ra
zão de ser. Haverá, pois, tranqüilida de política e social — que poderá ser aproveitada em sentido de aperfeiçoa mento do homem, porque o homem,
das razões fundamentais das guerras eliminará. E não é pouco. Por aí se vê que, se a humanidade
quiser ter juízo e sobreviver, na Idade do Atomo, ela poderá empregar a energia atômica, não cm sentido de destniiçáo. 6 sim em sentido de construção. Se a
humanidade aproveitar a ocasião que se lhe apresenta, grande parte do ca minho para a felicidade do gênero hu
mano poderá ser fàcilmente percorrido.
então, terá mais lazeres e mais confôrto. Dlr-se-á que há otimismo generoso,
nas palavras acima. Contudo, se se me Do ponto de vista da política inter7 nacional, a energia atômica poderá, in
ditar sôbre o relativamente pouco que se disse e o muito que se conseguiu,
diretamente, ser a causa da eliminação
na Era do Vapor, na Era do Motor a
das guerras. Em geral, as guerras nas cem do fato de um país não ter com
bustível e querer conquistar jaadas em ouro, que reage a essa conquista. Qua se sempre, as matérias primas de que se fala, como causadoras de guerra, são o carvão e o petróleo. Os combustí
por João Di Pietro
^Vreúdcnle do Sindicato dos Lojistas do Comércio de S. Paulo, diretor da Associação Comercial dc São Paulo e da Federação do Comércio do Estado de São Paulo) A interdependência dos povos na es fera econômica é verdade reconhe
cida pelo.s economistas desde longos ano.-!. Tal interdependência sc acen tuou, [tornando-se consideràvclmentc 'nais intensa, com o (le.scnvolvimento
dos meios (Ic transi)ortc e comunica ções. Assim sendo, no referido campo
Mostrando que a liberdade de preços po rá as mercadorias exportadas provocou
a alta enorme que estamos sofrendo no mercado interno, o A. aconselha métodos que, a seu critério, poderão evitar os wcessiüos aumentos de custo das utili dades.
C5 fenômenos se entrelaçam e atuam
ser detida, se se deseja conseguir o
Cíitrc si, causando ondas de repercus são que SC transmitem de nação a na ção, por vias diretas e indiretas, seja Uflo intercâmbio comercial, seja pela
objetivo almejado, ou seja o estaciona mento dos preços das mercadorias nos
afluência ou saída dc capitais inver
níveis atuais ou mesmo a possibilidade de uma rebai.xa.
• A procedência dessa nossa afirma tiva é facilmente demonstrável, e por
tidos cm aplicações industriais, comer ciais ou agrícolas, ou, ainda, a título de empréstimo. Essas razões seriam bastante para
(lualquer demonstração seja apenas
proporcionará muito mais do que aqui
aconselhar — como medida necessá
cutível.
lo que qualquer otimismo, hoje, possa
ria e imprescindível â estabilização dc
levar a imaginar. Porque a energia atô mica é, de fato, muito mais do que a
I>rcços, que os limites estabelecidos aos preços, da generalidade das mer-
Explosão e na Era da Eletricidade, tal vez seja mais justo concluir que a rea lidade futura, em plena Era do Átomo,
isso o faremos a seguir, se bem qu
reforço à verdade estabelecida e mü.s O exemplo dos caçados
Vejamos, pois, um exemplo que parece típico: o dos ^
veis é que ficam na base de todas as
energia a vapor, do qüe a energia elé
t^adorias sejam também estendidos aos
portaçno déste artigo
desarmonias econômicas e políticas. Se,
trica, do que a energia dos motores a
artigos que se destinarem à exporta
Santos apresenta-se da
fôr proporcionada pelo átomo, e se tal
explosão — tôdas reunidas. E dela se
ção. As razões que expusemos seriam
neira, segundo dados do Dep
tem o direito de esperar a produção de
energia estiver ao alcance de todos, a
uma curva extraordinária na marcha da
'•astantc não só para aconselhar, como tanií)ém para justificar a adoção da 'Hedicla que sugerimos. Não obstante,
1939
1S.2
^amos documentar o nos.so ponto dc
1941
8:069 ,527
ci.sta.
1942
pois, a energia necessária a uma nação custo bem reduzido, pelo menos uma
História.
Concorrência entro o mercado interno e o mercado externo
O estabelecimento de preços-limite liara os artigos exportados elimina a concorrência entre os mercados inter
nos e externos, fator dos mais ativ-os na elevação dos preços, não só das
mercadorias que são exportadas, como
O CUSTO DE VIDA NOS ESTADOS UNIDOS
custo de vida nas principais cidades dos Estados Unidos, segundo informa o "Bo
O letim Americano", aumentou, em junho findo, quase 1% sôbre o mais alto níocí desde a primavera de 1921.
ainda daquelas de que constituem ma téria prima e que o são. A ausência de limites de preço para os artigos ex portados resulta, portanto, numa po-
lerosa força inflacionista, que tem de
i
to Estadual de Estatística:
.
quilos " f
Não temos números exatos refer iS 1044 e 1945. Sabemos, po-
"n%u cmtw a exportação al.nque no ano ^^rrdorreTarnofaacreUtardue • ' ria de 1939, giu ao dobro da de IV ,e
r"""''°af:a"rdTcrc,o—o considerT^l dos seus preços
e, consequentemente, dos de venda ao público. A seguir damos os PreÇOS de
custo de tipos padrões de sapatos du rante o período de 1942 a 1945.
88
Digesto Econômio)
\cc«ssidade
da
estabilização
de preços
para as niereuilorlas exportadas pobres.
E, na verdade, eliminar-se-á
a própria pobreza, facilitando-se melhor nível de vida, físico, mora! e espiritual, a toda criatura viva.
Assim, as ideologias políticas, que ga nham raiz na miséria, e que se avolu mam, ameaçadoramente, por obra dos exploradores dessa miséria, deixarão de parecer necessárias c de acusar boa ra
zão de ser. Haverá, pois, tranqüilida de política e social — que poderá ser aproveitada em sentido de aperfeiçoa mento do homem, porque o homem,
das razões fundamentais das guerras eliminará. E não é pouco. Por aí se vê que, se a humanidade
quiser ter juízo e sobreviver, na Idade do Atomo, ela poderá empregar a energia atômica, não cm sentido de destniiçáo. 6 sim em sentido de construção. Se a
humanidade aproveitar a ocasião que se lhe apresenta, grande parte do ca minho para a felicidade do gênero hu
mano poderá ser fàcilmente percorrido.
então, terá mais lazeres e mais confôrto. Dlr-se-á que há otimismo generoso,
nas palavras acima. Contudo, se se me Do ponto de vista da política inter7 nacional, a energia atômica poderá, in
ditar sôbre o relativamente pouco que se disse e o muito que se conseguiu,
diretamente, ser a causa da eliminação
na Era do Vapor, na Era do Motor a
das guerras. Em geral, as guerras nas cem do fato de um país não ter com
bustível e querer conquistar jaadas em ouro, que reage a essa conquista. Qua se sempre, as matérias primas de que se fala, como causadoras de guerra, são o carvão e o petróleo. Os combustí
por João Di Pietro
^Vreúdcnle do Sindicato dos Lojistas do Comércio de S. Paulo, diretor da Associação Comercial dc São Paulo e da Federação do Comércio do Estado de São Paulo) A interdependência dos povos na es fera econômica é verdade reconhe
cida pelo.s economistas desde longos ano.-!. Tal interdependência sc acen tuou, [tornando-se consideràvclmentc 'nais intensa, com o (le.scnvolvimento
dos meios (Ic transi)ortc e comunica ções. Assim sendo, no referido campo
Mostrando que a liberdade de preços po rá as mercadorias exportadas provocou
a alta enorme que estamos sofrendo no mercado interno, o A. aconselha métodos que, a seu critério, poderão evitar os wcessiüos aumentos de custo das utili dades.
C5 fenômenos se entrelaçam e atuam
ser detida, se se deseja conseguir o
Cíitrc si, causando ondas de repercus são que SC transmitem de nação a na ção, por vias diretas e indiretas, seja Uflo intercâmbio comercial, seja pela
objetivo almejado, ou seja o estaciona mento dos preços das mercadorias nos
afluência ou saída dc capitais inver
níveis atuais ou mesmo a possibilidade de uma rebai.xa.
• A procedência dessa nossa afirma tiva é facilmente demonstrável, e por
tidos cm aplicações industriais, comer ciais ou agrícolas, ou, ainda, a título de empréstimo. Essas razões seriam bastante para
(lualquer demonstração seja apenas
proporcionará muito mais do que aqui
aconselhar — como medida necessá
cutível.
lo que qualquer otimismo, hoje, possa
ria e imprescindível â estabilização dc
levar a imaginar. Porque a energia atô mica é, de fato, muito mais do que a
I>rcços, que os limites estabelecidos aos preços, da generalidade das mer-
Explosão e na Era da Eletricidade, tal vez seja mais justo concluir que a rea lidade futura, em plena Era do Átomo,
isso o faremos a seguir, se bem qu
reforço à verdade estabelecida e mü.s O exemplo dos caçados
Vejamos, pois, um exemplo que parece típico: o dos ^
veis é que ficam na base de todas as
energia a vapor, do qüe a energia elé
t^adorias sejam também estendidos aos
portaçno déste artigo
desarmonias econômicas e políticas. Se,
trica, do que a energia dos motores a
artigos que se destinarem à exporta
Santos apresenta-se da
fôr proporcionada pelo átomo, e se tal
explosão — tôdas reunidas. E dela se
ção. As razões que expusemos seriam
neira, segundo dados do Dep
tem o direito de esperar a produção de
energia estiver ao alcance de todos, a
uma curva extraordinária na marcha da
'•astantc não só para aconselhar, como tanií)ém para justificar a adoção da 'Hedicla que sugerimos. Não obstante,
1939
1S.2
^amos documentar o nos.so ponto dc
1941
8:069 ,527
ci.sta.
1942
pois, a energia necessária a uma nação custo bem reduzido, pelo menos uma
História.
Concorrência entro o mercado interno e o mercado externo
O estabelecimento de preços-limite liara os artigos exportados elimina a concorrência entre os mercados inter
nos e externos, fator dos mais ativ-os na elevação dos preços, não só das
mercadorias que são exportadas, como
O CUSTO DE VIDA NOS ESTADOS UNIDOS
custo de vida nas principais cidades dos Estados Unidos, segundo informa o "Bo
O letim Americano", aumentou, em junho findo, quase 1% sôbre o mais alto níocí desde a primavera de 1921.
ainda daquelas de que constituem ma téria prima e que o são. A ausência de limites de preço para os artigos ex portados resulta, portanto, numa po-
lerosa força inflacionista, que tem de
i
to Estadual de Estatística:
.
quilos " f
Não temos números exatos refer iS 1044 e 1945. Sabemos, po-
"n%u cmtw a exportação al.nque no ano ^^rrdorreTarnofaacreUtardue • ' ria de 1939, giu ao dobro da de IV ,e
r"""''°af:a"rdTcrc,o—o considerT^l dos seus preços
e, consequentemente, dos de venda ao público. A seguir damos os PreÇOS de
custo de tipos padrões de sapatos du rante o período de 1942 a 1945.
Dicesto Econó^ixo
90
91
Digesto Econóntico
A
■
Qualidade
—
9t
f>
tf
9t
9f
ff
1.500 7.527
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ff
1.156
B ,
5.931 7.061
C ti
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it
1
t 1—1 H-i
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"oc íri IO o ícOC o o_ o o o
0 ,67 ^
O o o
2.570
E
senhora
136%
91% . 100% , 90% 121%
—
200% 215%
—
146%
—
80%
—
58%
—
tf
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tf
G
28%
—
H 23/27
criança
" 28/33
ft
)
^ —
106% 96% 1
o o
05 lIO d lC DC
"Ol IO o IO
Evidentemente, as elevações de pre ços foram consideráveis; porém estão abaixo das que se verificaram em cer tas matérias primas básicas para a
\
• i—l Hr
|launaM
Preço em 1939 Cr$
confecção do artigo, como se pode in
ferir dos algarismos abaixo, obtido» de um industrial do ramo:
Preço em 1945
1 1 1
Cr$15,00
I s
f9
açnairC
■
[
/parohnesotapaS !
075.2 160.7 139.5
Cr$ 9,40 CrS 3,00
Cri 8,50 péquad.
Cabras
Cr$ 1,70
Cri 5,60 " "
Couro de porco ..
Cri 4,00 " "
Bezerros kips .. ..
Cr§ 1,00 Cr$ 5,00 Cr$ 6,00
Fios
Cr$20,00 kg.
Cr$33,00 Cr$ll,00 Cr$12,40
Vemiz
,..
nhozes
Cr$ 8,00 milheiro
Taxas
Cr$10,40 kg.
1,
Quais as origens dos aumentos QCOC Q Ü = CJ Ui = s t;< 1. oç d w r3
sucessivos 7
Quais as razões dêsse aumento? O d
2[ =K
aumento da circulação monetária? A elevação dos salários? A inflação de Çrédito? Pensamos não errar quando afirmamos — Não. A origem dos
aumentos sucessivos deve-se, princi
% de aumento
Cri
Vaquetas
Solas .. ;
1
ahcarroB 651.1 launaM 725.7 ahcarroB aniuqáM 005.1 0491 j\ edadilauQ aicnêrefeR
1 oo ^o^o^o^o
00,041 ^ 00,021 ^ '
1491
00,42 05,61 00,42 00,82 -05,61 00,81
1
00,58 'j
00,76
DC
00,551
o o
00,28 00,56 00,07 00,08 ^ 00,56 00,58
■ 0 ,521 '
00,07 051-,831
331-,521 00,321 00,08
D
130%.
Borracha
Manual
-
Porcentagem
Máquina
Manual Borracha
—
Artigo
Vi' -AtViÉfhnbfiiifi-ii i
seguinte base:
Referência
Fíibrtcflntò
\
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oo O ^o o_o^o^o o o ' O o
3491
1 00,74 1 00,24 1 00,03 I 00,33 ! 00,23 1 00.02 11i 00,270 ,021.11'1|l 00 ,,0816 ^1
00,052
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A
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4491
00,011 ' 00,502 00,541 00,551 ' 00,511 '00,012
d H<—• JC lC
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o o o
5491
i 00,012
Por èsscs algarismos nota-se que os preços subiram, no período citado, iia
Cr$12,00 Cri18,00
59% 183% 230% 300% 140% 200%
65%' i 87% 19%: .
palmente, ao fracasso da política^ de
manutenção de preços, fracasso esse que se prende diretamente a ausência de fixação de preços para os artigos destinados à exportação. Permitiu a Coordenação da Mobilização Econô mica e até encorajou, a política dé se
aumentarem desenfreadamente os pre-
Dicesto Econó^ixo
90
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Digesto Econóntico
A
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106% 96% 1
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Evidentemente, as elevações de pre ços foram consideráveis; porém estão abaixo das que se verificaram em cer tas matérias primas básicas para a
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• i—l Hr
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Preço em 1939 Cr$
confecção do artigo, como se pode in
ferir dos algarismos abaixo, obtido» de um industrial do ramo:
Preço em 1945
1 1 1
Cr$15,00
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/parohnesotapaS !
075.2 160.7 139.5
Cr$ 9,40 CrS 3,00
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Couro de porco ..
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Cr§ 1,00 Cr$ 5,00 Cr$ 6,00
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Cr$20,00 kg.
Cr$33,00 Cr$ll,00 Cr$12,40
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Cr$ 8,00 milheiro
Taxas
Cr$10,40 kg.
1,
Quais as origens dos aumentos QCOC Q Ü = CJ Ui = s t;< 1. oç d w r3
sucessivos 7
Quais as razões dêsse aumento? O d
2[ =K
aumento da circulação monetária? A elevação dos salários? A inflação de Çrédito? Pensamos não errar quando afirmamos — Não. A origem dos
aumentos sucessivos deve-se, princi
% de aumento
Cri
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1
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1491
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Borracha
Manual
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Porcentagem
Máquina
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Artigo
Vi' -AtViÉfhnbfiiifi-ii i
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Referência
Fíibrtcflntò
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5491
i 00,012
Por èsscs algarismos nota-se que os preços subiram, no período citado, iia
Cr$12,00 Cri18,00
59% 183% 230% 300% 140% 200%
65%' i 87% 19%: .
palmente, ao fracasso da política^ de
manutenção de preços, fracasso esse que se prende diretamente a ausência de fixação de preços para os artigos destinados à exportação. Permitiu a Coordenação da Mobilização Econô mica e até encorajou, a política dé se
aumentarem desenfreadamente os pre-
92
DICCSTO Ecoswa»
(Ias mercadorias exportadas. No entanto, se a política de congelamento
dade de preços exerceu soJ . • vcis de preços das matérias pr tadas. Como exemploj daremos os
- f preços houvesse sido ampla e atinos artigos destinados à exporta-
garismos relativos a couros.
V'gor em 1939.
peles c couros em bruto: porem, no período examinado transformamo-nos
InFIoencia da exportação sobre os
cm ex|>ortadores de couros curtidoíi
preços das matérias primas
cm escala Ijastante apreciável, como SC verificará dos dados abaixo, pubi-
^Vejamos a influência que a exporta ção praticada sob o regime de liber
cados no "Boletim Mensal" do nos^o
sões, de vez que o íenómcno observa
Vejamos, agora, a majoração de pre
do teve caráter geral.
ços havida quanto aos artigos cm 'luestão, grosso modo, uma vez que
nas categorias
fomos produtores e exportadores
teríamos hoje calçados por jjreÇos ligeiramente superiores aos em
93.
! OiCESTO Econômico
indicadas
sc
acham
Compreendidos produtos diversos, o 'lue porém não altera nossas conclu-
Artigos
Recorreremos^
novamente, ao trabalho citado, que nos dá os seguintes valores de exportação correspondentes àqueles artigos, cm milhares de cruzeiros:
1941
1942
29.030 3.806
74.664 .64.055 2.937
3.896
7.672
1938
1939
1940
828 737 36 55
1.278
21.328
995
4.953 2.765
612
2.145
181
43
1943
Escritório Comerciai em Buenos .-KitesCouros 6 peles preparados 1940 tons.
1941 tons.
1942 tons.
Vacuns curtidos Porco
-Produção de couros e peles
■Exportação de couros e peles em bruto . .
117.172
118.631
50.680
55.688
.122.410 54.488
Outros
121.264 110.584 3.793 6.887
^ da exportação em bruto sôbre o total da produção
43%
Exportação de couros e peles preparados
47% ■
445E
737
3.306
6.175
0,6%
3%
Si
'5 da exportação acima sôbre a produção total
Sc
quisermos
ter
blicação do Conselho Federal do Co
precisa do que representa a exporta ção de couros preparados, teremos que
mércio Exterior, que nos dá dados al
dissociar os dados acima, o que fare-
go diferentes dos acima, porém dis
n^os a seguir, recorrendo a rec"ente pu
ano de todos os couros e peles, curti dos ou não, forçoso é reconhecer a tremenda força inílaclonista que a li berdade de preços para a exportação
criminados :
representou quanto a êstes artigos.
1938
1939
1940
1941
1942
preparados . . • Outros
•
. .
. .
Couros e peles preparados 85 83 1
170
393 •
2.466
124 28
298 94
1
18
1
2.233 110 123
Por êstes dados verifica-se que o
grosso dos produtos exportados sob a •rubrica acima interessa bàsicamente à
indústria de calçados, pois o grupo "outros couros e peles preparadas".
5.942 5.509 68
365
10.501 9.923 56 522
balho, verificados durante o ' período
Vacuns curtidos . . Forco .curtido
.
. .
10,52 8,02
21,85
matéria
183
®
_
i
23%; couro de porco — 300%,
~
ros kips — 200%.
maio-
rações havidas nos preços
«
Vejamos, por outro
tigos, no que se refere a exportação. Preço por | Aumento |
kg. em 1939 kg. em 1943
Artigos
Couros e peles Vacuns curtidos Porco curtido
Preço por'
1943
TONE L A D A S
1
Isto, aliás, é confirmado pelos aumen tos de preços já indicados neste tra
eqüivaleu a cerca de 123,5 vezes a de em relação a esta que reproduzimos 1938; que o total exportado em 1942 representa 5% da produção do mesmo . 59%; vaquetas -
mais
Artigos
uma idéia
Se considerarmos que os dados ali nhados indicam que a exportação de Peles e couros preparados cm 1913
11,55 11,14 67,75
absoluto 1,03 3,12 45,88
% 10%
39% 210%
ofLmSt" para a indústria de •jÃrtfírn verificou-se com
que inclui artigos que interessam »
Ignorando-se os algarismos referen tes ao primeiro grupo, ou seja do to tal do grupo, que nada representam,
mesma, a par de outros que não si*."* empregados na confecção de calçadc^-
os demais dispensam comentários, bas
riormente e que o vem sendo em es
tando dizer que em 4 anos, artigos que
cala digna de referências, especial-
alcança percentageni petiucna cm rela
ção ao total.
sofreram apenas uma primeira fase de
industrialização aumentaram de 39% e de 210 %!
calçados, que nunca exportamos ante mente os seguintes: fios para sapatei-
92
DICCSTO Ecoswa»
(Ias mercadorias exportadas. No entanto, se a política de congelamento
dade de preços exerceu soJ . • vcis de preços das matérias pr tadas. Como exemploj daremos os
- f preços houvesse sido ampla e atinos artigos destinados à exporta-
garismos relativos a couros.
V'gor em 1939.
peles c couros em bruto: porem, no período examinado transformamo-nos
InFIoencia da exportação sobre os
cm ex|>ortadores de couros curtidoíi
preços das matérias primas
cm escala Ijastante apreciável, como SC verificará dos dados abaixo, pubi-
^Vejamos a influência que a exporta ção praticada sob o regime de liber
cados no "Boletim Mensal" do nos^o
sões, de vez que o íenómcno observa
Vejamos, agora, a majoração de pre
do teve caráter geral.
ços havida quanto aos artigos cm 'luestão, grosso modo, uma vez que
nas categorias
fomos produtores e exportadores
teríamos hoje calçados por jjreÇos ligeiramente superiores aos em
93.
! OiCESTO Econômico
indicadas
sc
acham
Compreendidos produtos diversos, o 'lue porém não altera nossas conclu-
Artigos
Recorreremos^
novamente, ao trabalho citado, que nos dá os seguintes valores de exportação correspondentes àqueles artigos, cm milhares de cruzeiros:
1941
1942
29.030 3.806
74.664 .64.055 2.937
3.896
7.672
1938
1939
1940
828 737 36 55
1.278
21.328
995
4.953 2.765
612
2.145
181
43
1943
Escritório Comerciai em Buenos .-KitesCouros 6 peles preparados 1940 tons.
1941 tons.
1942 tons.
Vacuns curtidos Porco
-Produção de couros e peles
■Exportação de couros e peles em bruto . .
117.172
118.631
50.680
55.688
.122.410 54.488
Outros
121.264 110.584 3.793 6.887
^ da exportação em bruto sôbre o total da produção
43%
Exportação de couros e peles preparados
47% ■
445E
737
3.306
6.175
0,6%
3%
Si
'5 da exportação acima sôbre a produção total
Sc
quisermos
ter
blicação do Conselho Federal do Co
precisa do que representa a exporta ção de couros preparados, teremos que
mércio Exterior, que nos dá dados al
dissociar os dados acima, o que fare-
go diferentes dos acima, porém dis
n^os a seguir, recorrendo a rec"ente pu
ano de todos os couros e peles, curti dos ou não, forçoso é reconhecer a tremenda força inílaclonista que a li berdade de preços para a exportação
criminados :
representou quanto a êstes artigos.
1938
1939
1940
1941
1942
preparados . . • Outros
•
. .
. .
Couros e peles preparados 85 83 1
170
393 •
2.466
124 28
298 94
1
18
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2.233 110 123
Por êstes dados verifica-se que o
grosso dos produtos exportados sob a •rubrica acima interessa bàsicamente à
indústria de calçados, pois o grupo "outros couros e peles preparadas".
5.942 5.509 68
365
10.501 9.923 56 522
balho, verificados durante o ' período
Vacuns curtidos . . Forco .curtido
.
. .
10,52 8,02
21,85
matéria
183
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i
23%; couro de porco — 300%,
~
ros kips — 200%.
maio-
rações havidas nos preços
«
Vejamos, por outro
tigos, no que se refere a exportação. Preço por | Aumento |
kg. em 1939 kg. em 1943
Artigos
Couros e peles Vacuns curtidos Porco curtido
Preço por'
1943
TONE L A D A S
1
Isto, aliás, é confirmado pelos aumen tos de preços já indicados neste tra
eqüivaleu a cerca de 123,5 vezes a de em relação a esta que reproduzimos 1938; que o total exportado em 1942 representa 5% da produção do mesmo . 59%; vaquetas -
mais
Artigos
uma idéia
Se considerarmos que os dados ali nhados indicam que a exportação de Peles e couros preparados cm 1913
11,55 11,14 67,75
absoluto 1,03 3,12 45,88
% 10%
39% 210%
ofLmSt" para a indústria de •jÃrtfírn verificou-se com
que inclui artigos que interessam »
Ignorando-se os algarismos referen tes ao primeiro grupo, ou seja do to tal do grupo, que nada representam,
mesma, a par de outros que não si*."* empregados na confecção de calçadc^-
os demais dispensam comentários, bas
riormente e que o vem sendo em es
tando dizer que em 4 anos, artigos que
cala digna de referências, especial-
alcança percentageni petiucna cm rela
ção ao total.
sofreram apenas uma primeira fase de
industrialização aumentaram de 39% e de 210 %!
calçados, que nunca exportamos ante mente os seguintes: fios para sapatei-
Dicesto EcONÓlflCO
94
çados, tintas, saltos de borracha, ilhozes e Cordões.
E* méihor exportar do que vender'no mercado interno...
Considerando que a importação de tais artigos se tornou quase nula no período estudado, é evidente que o s^u produtor possuia no mercado interno
elementos suficientes para forçar o aumento de preços para o artigo ex portado, executando assim uma polí
tica sistemática de elevação dos' mcsmos.y Tornava-os superiores aos do mercado interno e. em conseqüência, creoü por sua própria iniciativa uma
situação em que lhe interessava mais exportar do que vender ao mercado interno.
_ Dessa situação, para a manobra al-
tista, descontrolada e irresponsável, originada na ignorância dos princípios econômicos e, portanto, no desconhe
cimento que semelhante política acar-
93
Dicesto Econômico
simpatia para o nosso país, como ex portador, e desfará a má impressão
res de vender a um preço e entrcg.ir
rias primas: b) .será o único meio de
a outro terá cessado, com o que sc
causada pela política anterior; será
evitará dissabores para oj^intcrvenien-
aumentar os lucros, uma vez que o recurso fácil c. ciigimcs icm franque
um auxiliar poderoso para a cstabhj.
tcs. Trará maior confiança na polí
za, "pouco honesto", de aumentar cs
zação de preços no mercado interno, visto qim o único comércio que pode
tica econômica do país c favorecerá
preços se terá tornado impossível. Po
o intercâmbio comercial, pela intro dução de um fator de estabilidade, servirá, ainda, de incentivo aos indus triais brasileiros para aumentar e ra-
deria, finalmente, servir cie aviso aos
ciônalizar suas indústrias, porque: h)
notar que o presente estado de coisas
rá .ser fiscalizado eficientemente é o
externo, porque poderá contar com organismos especializados para esse fim, como a Carteira de Exportação
e Importação e a Fiscalização Bancá ria: facilitará a manutenção de pre
ços nos países que de nós comprar e, indi'-rtamcnte, repercutirá favoravel mente em nossa economia, porquanto muitos de nossos compradores são, simultâneamente, nossos fornecedores. Não foram outras as razões que leva
nossos industriais para se prepararem para a competição, tanto nos merca dos internos como externns. Convém
introduzirá o fator confiança aos invcrsores, que poderão calcular seus custos prováveis, coisa hoje hu manamente impossível devido às contí nuas majorações de preços de maté-
vem servindo de estímulo à inércia e
a desorganização, uma vez que os lu cros facilmente adquiridos são entra ve ao desenvolvimento do espírito de previdência e de ordem.
ram os Estados Unidos, o Canadá, a
Tn.gbterra e outros países a estabili zarem seus preços de exportação, pois perceberam'claramente que uma poM-
tira ront^^ária resultaria, em última
A PECUÁRIA DO BRASIL E DA RÚSSIA
ESPÉCIES
mas, concorrendo entre 'si, os merca-
de guerra e agravar os problemas dç após-guerra, pela criação de períodos de adaptação e erise para tôdas as
BOVINOS
41.000.080
50.000.000
Qos internos e externos.
atividades econômicas. EQÜINOS
7.000.090
17.500.080
4.000.000
701.000
do. Estabeleceu o produtor nacional um verdadeiro leilão dos seus produ tos, em que eram compradores e víti
Elevados os preços para o exterior,
os produtores, após realizarem um certo volume de vendas para tais mer cados que lhe permitissem trabalhar sem preocupações um- certo período de tempo, majoravam a seguir os pre' ços para o mercado interno, aceitan do em.seguida encomendas para det«r minado período de tempo; com ba.se nas encomendas do mercado interno aumentavam novamente os preços de
análise, no caos cconómico-financcirc*,
Como exemplo rios reflexos henéficos oue semelhante medida poderia tír em nossa economia, podemos citar o
capacidade
aquisitiva de ambos os mercados.
Vantagens da estabilização de preços para os produtos exportados
A adoção da estabilidade de preços para os; produtos exportados trará
Rússia
Brasil •.
seguinte: exportamos para a Argen tina armações para bolsas de senhoras, couros de crocodilo e tecido "rayon"
para forros de bolsas: de lá importa mos as bolsas manufaturadas. E' evi dente que a estabiliznç.ão dos prççf^i
daqueles artigos resultará, possivel
mente. na estabilização exportação^ e, assim, sucessivamente, 'deste último.
até o limite ditado pela
j
CABEÇAS'
além de agravar imensamente o custo
reta, era e foi um pas.so, logo executa
ASININOS MUARES
OVINOS
E
57.300.000.
11.000.000
dos preços
A política sugerida será um fator « ^
CAPRINOS
6.000.000
SUÍNOS
22.000.000
/
9.300.000
1
auxiliar a reter os mercados conqui.s-
tados, pois será elemento de confian ça entre os comerciantes do exterior
30.600.000
€ os nossos. Revelará que a prática usa da e abusada pelos nossõs exportado-
FONTE
BOL. EC-
MINISTÉRIO
EXT-
Dicesto EcONÓlflCO
94
çados, tintas, saltos de borracha, ilhozes e Cordões.
E* méihor exportar do que vender'no mercado interno...
Considerando que a importação de tais artigos se tornou quase nula no período estudado, é evidente que o s^u produtor possuia no mercado interno
elementos suficientes para forçar o aumento de preços para o artigo ex portado, executando assim uma polí
tica sistemática de elevação dos' mcsmos.y Tornava-os superiores aos do mercado interno e. em conseqüência, creoü por sua própria iniciativa uma
situação em que lhe interessava mais exportar do que vender ao mercado interno.
_ Dessa situação, para a manobra al-
tista, descontrolada e irresponsável, originada na ignorância dos princípios econômicos e, portanto, no desconhe
cimento que semelhante política acar-
93
Dicesto Econômico
simpatia para o nosso país, como ex portador, e desfará a má impressão
res de vender a um preço e entrcg.ir
rias primas: b) .será o único meio de
a outro terá cessado, com o que sc
causada pela política anterior; será
evitará dissabores para oj^intcrvenien-
aumentar os lucros, uma vez que o recurso fácil c. ciigimcs icm franque
um auxiliar poderoso para a cstabhj.
tcs. Trará maior confiança na polí
za, "pouco honesto", de aumentar cs
zação de preços no mercado interno, visto qim o único comércio que pode
tica econômica do país c favorecerá
preços se terá tornado impossível. Po
o intercâmbio comercial, pela intro dução de um fator de estabilidade, servirá, ainda, de incentivo aos indus triais brasileiros para aumentar e ra-
deria, finalmente, servir cie aviso aos
ciônalizar suas indústrias, porque: h)
notar que o presente estado de coisas
rá .ser fiscalizado eficientemente é o
externo, porque poderá contar com organismos especializados para esse fim, como a Carteira de Exportação
e Importação e a Fiscalização Bancá ria: facilitará a manutenção de pre
ços nos países que de nós comprar e, indi'-rtamcnte, repercutirá favoravel mente em nossa economia, porquanto muitos de nossos compradores são, simultâneamente, nossos fornecedores. Não foram outras as razões que leva
nossos industriais para se prepararem para a competição, tanto nos merca dos internos como externns. Convém
introduzirá o fator confiança aos invcrsores, que poderão calcular seus custos prováveis, coisa hoje hu manamente impossível devido às contí nuas majorações de preços de maté-
vem servindo de estímulo à inércia e
a desorganização, uma vez que os lu cros facilmente adquiridos são entra ve ao desenvolvimento do espírito de previdência e de ordem.
ram os Estados Unidos, o Canadá, a
Tn.gbterra e outros países a estabili zarem seus preços de exportação, pois perceberam'claramente que uma poM-
tira ront^^ária resultaria, em última
A PECUÁRIA DO BRASIL E DA RÚSSIA
ESPÉCIES
mas, concorrendo entre 'si, os merca-
de guerra e agravar os problemas dç após-guerra, pela criação de períodos de adaptação e erise para tôdas as
BOVINOS
41.000.080
50.000.000
Qos internos e externos.
atividades econômicas. EQÜINOS
7.000.090
17.500.080
4.000.000
701.000
do. Estabeleceu o produtor nacional um verdadeiro leilão dos seus produ tos, em que eram compradores e víti
Elevados os preços para o exterior,
os produtores, após realizarem um certo volume de vendas para tais mer cados que lhe permitissem trabalhar sem preocupações um- certo período de tempo, majoravam a seguir os pre' ços para o mercado interno, aceitan do em.seguida encomendas para det«r minado período de tempo; com ba.se nas encomendas do mercado interno aumentavam novamente os preços de
análise, no caos cconómico-financcirc*,
Como exemplo rios reflexos henéficos oue semelhante medida poderia tír em nossa economia, podemos citar o
capacidade
aquisitiva de ambos os mercados.
Vantagens da estabilização de preços para os produtos exportados
A adoção da estabilidade de preços para os; produtos exportados trará
Rússia
Brasil •.
seguinte: exportamos para a Argen tina armações para bolsas de senhoras, couros de crocodilo e tecido "rayon"
para forros de bolsas: de lá importa mos as bolsas manufaturadas. E' evi dente que a estabiliznç.ão dos prççf^i
daqueles artigos resultará, possivel
mente. na estabilização exportação^ e, assim, sucessivamente, 'deste último.
até o limite ditado pela
j
CABEÇAS'
além de agravar imensamente o custo
reta, era e foi um pas.so, logo executa
ASININOS MUARES
OVINOS
E
57.300.000.
11.000.000
dos preços
A política sugerida será um fator « ^
CAPRINOS
6.000.000
SUÍNOS
22.000.000
/
9.300.000
1
auxiliar a reter os mercados conqui.s-
tados, pois será elemento de confian ça entre os comerciantes do exterior
30.600.000
€ os nossos. Revelará que a prática usa da e abusada pelos nossõs exportado-
FONTE
BOL. EC-
MINISTÉRIO
EXT-
Dií.ESTO EcONÓ^DCO
Ü7
Oe problemas principais
In Embry-Riddle Schpól of Aviation, localizada em Míami.
/rçM FUTURO DA
diatamente: o da instalação da Escola, o do método do ensino e o da duração dos cursos. A solução do primeiro
ricana, o qual, desde 1920. se dedicava
O período anterior à
'guerra, uão
nha
se.
j á ti
teòríca-
mente a mc-
_ nor
dúvida
quanto
a~ o
valor
da
aviação. Du rante
.
.
o
não foi difícil, porque cxi.stia cm dis ponibilidade o edifício em que se abri
AERONÁUTICA BRASILEIRA
do e mais curta a duração dos cursos, a Escolii Técnica de Aviação está habili tada, com o aparelhamento de que dis põe, a fornecer ao Brasil o número dc especialistas de que necessita para ,x pleno desenvolvimento da sua acronátt-
to, quando a aeronáutica, premida pelíio' condiçeõs /-li ^ • t « Ias e neces sidades do mo mento, — que a obrigaram a investir
decididamente contra a rotina, -- con seguiu em curto prazo um progresso só possível em tempo normal, em algumas dezenas de anos, o homem moderno pôde avaliar, de modo exato, e com conhecimento concreto das conquistas obtidas, as imensas possibilidades das comunicações-aéreas' no terreno das realizações práticas ou de ordem utili tária.
País de território vasto e com uma topografia entrecortâda de óbices e acidentes naturais, inúmeros e de di fícil transposição, a criar intrincados problemas á nossa engenharia, o Bra sil via, a estas, juntarem-se outras difi culdades, de caráter econômico e fi-
gente, como dos alunos, aos quais se
evitaria o assoiicriiamcnto de noções abstratas, -de modo a facilitar-llics o contato inicial com
as matérias c ó
rápido aprendizado das especialidades a serem ensinadas. A uniformização seria consc.guida pela entrega da par te pedagógica a uma escola que pos suísse curso padronizado de aviação, caracterizando-se esse padronizamcnto sobretudo por, um caráter objetivo e
tema de transporte.
Foi certamente pensando nisso que
intuitivo do ensino.
o Governo Federal, após ter criado o Ministério da Aeronáutica, fundiu nu
Com o intuito de obter a coopera ção dc um instituto especializado, o
ma divisão independente a Aviação Militar e a Aviação Naval, que assíni 1
formaram a Força Aérea Brasileira, f Fundou-se então em São Paulo a Es- ' 1
AJanceiro, todas a tornar extremamen
cola Técnicá de Aviação, que se e» carregaria da formação do corpo ne
te difícil a solução das suas questões
cessário de especialistas.
i
A instalação e os cursos da Escola A 22 dc novembro dq 1943 a escola Começava a funcionar com quatro alu nos. Foi oficialmente inaugurada no dia 2 dc maio de 1944, com a prescn_ Htares.
cuja necessidade de técnicos era ur
Iodar na aviação a chave do nosso sjj.
de Aviação, a despeito das contingên
matizado, isto é, orientado por um
de transporte, a qual acabava por
nhamos a nosso alcance todo o apa'
Unidos. Graças à colaboração do Ge neral H. H. Arnold, chefe das fòrç-ts
único critério e uniformizado cm seus
procrastinada indefinidamente.
relhamento e todos os especialistas técnicos que estejam habilitados a co«
ao ensino da aviação civil nos Estad.is
ça dc altas autoridades duais e municipais c altas pa e"
dos cursos, deveria ser a mais curta possível, não só no interesse do país,
Estaria na aviação, cujas rotas independem da topografia natural, a dese jada solução? Resposta exata, só o futuro a poderá dar. As gerações pr^. sentes cabe esforçar-se por que te
norte-ame
cias de guerra.
processq.s. Com referência à duração
rc-
aviação
exÇclcnte dormitório c de magníficas
Quanto ao método do ensino, de
cente confli
da
aéreas norte-americanas, foi^ possível o transporte de todo o material neces sário à Instalação da Escola Técnica
veria ser tanto quanto possível siste
tica.
pioneiros
gava a Hospedaria dos Imigrantes, doado ao Estado pelo Visconde de Parnaiba, um dos pioneiros da imigra ção no Brasil. O i^rédio dispunha de hospital, modernamente aparelhado, de Ínstalaçõc.s sanitárias. Demais, pas sara por uma reforma radical o edi fício todo que, cm 1937, voltara a ser vir como Hospedaria de Imigrantes, após ter estado a serviço de outras re partições púídicas.
Obedecendo a um método de ensino di reto, que torn« mais fácil o aprendi:^i.
Entrou, a des
peito, em acordo com o respectivo di retor. Sr. John Pau! Riddle, um dos
Três problemas se colocaram ime
Ministro da Aeronáutica dõ Brasil vol tou as suas vistas para os Estados
Unidos.
Seguiu para esse país, cuio
território percorreu, visitando e estu dando a organização das principais es colas de aviação civil. Decidiu-se oe-
A escola é dirigicia presentemente
pet Sr Edwin P. S.aH
Io Sr. ílarry Gill, téc nica. O '"e ■ Jo.ão M=ngue ao Tte. Cel. A^ - , pô^ça Aérea dcs da Silva, oficia óssistcnte o Brasileira, que tcm^P Cap. Joaquim • da instruExército, que se incumm-
ção militar dos alunos. • —Hnc candidatos.^alizanse faz AA inscnçao dos can cm qualquer cpoca c
dq-se dos" alunos deve esmissao. A idade a ^ ^ ^4 anos, tar compreendida^ ^ exigindo-se do nem constitua fmníha Antes da prova de
c";rcrdade em dite se exigem conlte-
cta^ntos de matcmáttca, f-s-^ e ektricidadc, o futuro tecmco c submeti
do a um exame de saúde bastante ngoroso. Preliminarmente nao sao ranflidatos com altura inferior
Dií.ESTO EcONÓ^DCO
Ü7
Oe problemas principais
In Embry-Riddle Schpól of Aviation, localizada em Míami.
/rçM FUTURO DA
diatamente: o da instalação da Escola, o do método do ensino e o da duração dos cursos. A solução do primeiro
ricana, o qual, desde 1920. se dedicava
O período anterior à
'guerra, uão
nha
se.
j á ti
teòríca-
mente a mc-
_ nor
dúvida
quanto
a~ o
valor
da
aviação. Du rante
.
.
o
não foi difícil, porque cxi.stia cm dis ponibilidade o edifício em que se abri
AERONÁUTICA BRASILEIRA
do e mais curta a duração dos cursos, a Escolii Técnica de Aviação está habili tada, com o aparelhamento de que dis põe, a fornecer ao Brasil o número dc especialistas de que necessita para ,x pleno desenvolvimento da sua acronátt-
to, quando a aeronáutica, premida pelíio' condiçeõs /-li ^ • t « Ias e neces sidades do mo mento, — que a obrigaram a investir
decididamente contra a rotina, -- con seguiu em curto prazo um progresso só possível em tempo normal, em algumas dezenas de anos, o homem moderno pôde avaliar, de modo exato, e com conhecimento concreto das conquistas obtidas, as imensas possibilidades das comunicações-aéreas' no terreno das realizações práticas ou de ordem utili tária.
País de território vasto e com uma topografia entrecortâda de óbices e acidentes naturais, inúmeros e de di fícil transposição, a criar intrincados problemas á nossa engenharia, o Bra sil via, a estas, juntarem-se outras difi culdades, de caráter econômico e fi-
gente, como dos alunos, aos quais se
evitaria o assoiicriiamcnto de noções abstratas, -de modo a facilitar-llics o contato inicial com
as matérias c ó
rápido aprendizado das especialidades a serem ensinadas. A uniformização seria consc.guida pela entrega da par te pedagógica a uma escola que pos suísse curso padronizado de aviação, caracterizando-se esse padronizamcnto sobretudo por, um caráter objetivo e
tema de transporte.
Foi certamente pensando nisso que
intuitivo do ensino.
o Governo Federal, após ter criado o Ministério da Aeronáutica, fundiu nu
Com o intuito de obter a coopera ção dc um instituto especializado, o
ma divisão independente a Aviação Militar e a Aviação Naval, que assíni 1
formaram a Força Aérea Brasileira, f Fundou-se então em São Paulo a Es- ' 1
AJanceiro, todas a tornar extremamen
cola Técnicá de Aviação, que se e» carregaria da formação do corpo ne
te difícil a solução das suas questões
cessário de especialistas.
i
A instalação e os cursos da Escola A 22 dc novembro dq 1943 a escola Começava a funcionar com quatro alu nos. Foi oficialmente inaugurada no dia 2 dc maio de 1944, com a prescn_ Htares.
cuja necessidade de técnicos era ur
Iodar na aviação a chave do nosso sjj.
de Aviação, a despeito das contingên
matizado, isto é, orientado por um
de transporte, a qual acabava por
nhamos a nosso alcance todo o apa'
Unidos. Graças à colaboração do Ge neral H. H. Arnold, chefe das fòrç-ts
único critério e uniformizado cm seus
procrastinada indefinidamente.
relhamento e todos os especialistas técnicos que estejam habilitados a co«
ao ensino da aviação civil nos Estad.is
ça dc altas autoridades duais e municipais c altas pa e"
dos cursos, deveria ser a mais curta possível, não só no interesse do país,
Estaria na aviação, cujas rotas independem da topografia natural, a dese jada solução? Resposta exata, só o futuro a poderá dar. As gerações pr^. sentes cabe esforçar-se por que te
norte-ame
cias de guerra.
processq.s. Com referência à duração
rc-
aviação
exÇclcnte dormitório c de magníficas
Quanto ao método do ensino, de
cente confli
da
aéreas norte-americanas, foi^ possível o transporte de todo o material neces sário à Instalação da Escola Técnica
veria ser tanto quanto possível siste
tica.
pioneiros
gava a Hospedaria dos Imigrantes, doado ao Estado pelo Visconde de Parnaiba, um dos pioneiros da imigra ção no Brasil. O i^rédio dispunha de hospital, modernamente aparelhado, de Ínstalaçõc.s sanitárias. Demais, pas sara por uma reforma radical o edi fício todo que, cm 1937, voltara a ser vir como Hospedaria de Imigrantes, após ter estado a serviço de outras re partições púídicas.
Obedecendo a um método de ensino di reto, que torn« mais fácil o aprendi:^i.
Entrou, a des
peito, em acordo com o respectivo di retor. Sr. John Pau! Riddle, um dos
Três problemas se colocaram ime
Ministro da Aeronáutica dõ Brasil vol tou as suas vistas para os Estados
Unidos.
Seguiu para esse país, cuio
território percorreu, visitando e estu dando a organização das principais es colas de aviação civil. Decidiu-se oe-
A escola é dirigicia presentemente
pet Sr Edwin P. S.aH
Io Sr. ílarry Gill, téc nica. O '"e ■ Jo.ão M=ngue ao Tte. Cel. A^ - , pô^ça Aérea dcs da Silva, oficia óssistcnte o Brasileira, que tcm^P Cap. Joaquim • da instruExército, que se incumm-
ção militar dos alunos. • —Hnc candidatos.^alizanse faz AA inscnçao dos can cm qualquer cpoca c
dq-se dos" alunos deve esmissao. A idade a ^ ^ ^4 anos, tar compreendida^ ^ exigindo-se do nem constitua fmníha Antes da prova de
c";rcrdade em dite se exigem conlte-
cta^ntos de matcmáttca, f-s-^ e ektricidadc, o futuro tecmco c submeti
do a um exame de saúde bastante ngoroso. Preliminarmente nao sao ranflidatos com altura inferior
r
98
js Dicesto Ecokóxcoo
a 1.60 m. Há também, para admissão, uma prova de português, que consta de um ditado.
Os alunos são admitidos em núme
ro de 32 de cada vez. Quinzenalmeníe são conferidos os diplomas àqueles que tenham terminado o curso. Atual mente estão matriculados mais de 1.200
alunos.
Eleva-se a mais de 900 o
número dos que até agora já foram diplomados pela Escola. Êstcs são convocados para a FAB, onde passam a servir como 3°s sargentos.
A vida social dos estudantes mere ce especial atenção. Semanalmente
efetuam-se na Escola e.spetáculos de variedades, sessões cinematográficas, bailes e outras reuniões de caráter reBm"
Econômico o o
creativo ou cultural. Um jornal semi
ciência a cada serviço, e da formação
nal, o "Papel Pega-Mosca", é edita do pelos alunos, instrutores e funcio
do espírito de grupo, que à eficiência de cada serviço aliará o acabamento perfeito do conjunto, criando o am biente desejável de solidariedade pes
nários.
O regime do estabelecimento é ilí internato, vivendo os alunos sob os auspícios do Ministério da Aeronâci'
soal e de confiança mútua. Os alunos
tica. Sc forem reservistas, percebírío
No primeiro semestre de 1945 ins
os vencimentos de 225 cruzeiros men
creveram-se 1.465 candidatos, dos quais foram aprovados 738, ou sejam
sais; se não o forem, receberão ape nas 75 cruzeiros, até que, submetido.' a um curso de Tiro de Guerra, que du ra três meses, obtenham o certificadc de reservistas, passando, então, a per ceber aquêles vencimentos. A Escola Técnica de Aviação conta com cursos de vinte e duas especiali dades, entre as quais se incluem: "Ins trumentos de Aviões", "Eletricida
de", "Motores", "Sistemas Hidráuli cos", "Instrumentos de Bordo","Má quinas e Ferramentas", "Veículos Motorizados ", "Hélices ", "Paraquc-
das "Rádio Comunicação", "Rádio Manutenção", "Fôllias de Metal", "Soldagem", "Operação Link","Me
ê
Dicesto r
teorologia". "Manutenção Link" e "Operação de Tôrrc de Controle"Os Cursos possuem diferentes dura
51^.
unidades militares do país.
O processo de ensino, como já ob servamos, obedece a um critério ob
Quanto
aos alunos são provenientes ~da popu
lação civil. Dos 205 estagiários,^ o» jetivo e direto, colocando o aluno em .são da Aeronáutica; 128 do Exército; contato imediato com a matéria em 2 de R*^t'dades Civis; 3 do Paraguai que vai especializar-se. Por meio dç. e 4 do Uruguai. gráficos ilustrativos .c com a utiliza ção de aparelhos e instrumentos es peciais, as aulas têm um caváter" su
mamente prático, evitando o esforço
Quanto à procedência dos ^^lunos, por unidades federadas do pais.
Paulo ocupa o primeiro lugar, 416. Parece-nos óbvia a razão desaa
mental a que o ensino apenas teórico primazia, a começar pela l®*:, obriga. Dessa maneira, as explicações da Escola, que é de mais logram despertar maior interesse, dis ' aos habitantes deste Estado. Co oc traem mesmo, tornando o aprendizado muito mais fácil e possibilitando aos cursos uma duração muito menor. Ao lado do aspecto
propriamente
ções, sendo o de menor duração o dc "Manutenção de Paraquedas", minis
técnico, há a considerar o ensinamen to moral, que consiste em infundir no
trado em três meses e o de maior"o
espírito do aluno uma severa cons
de "Manutenção Link", feito em 15 meses. O instituto tem capacidade pa ra preparar 1.800 técnicos por ano. A sua atividade, portanto, não atingi»
ciência profissional, como norma de conduta, o amor ao ofício, de cuia
ainda o limite máximo.
tida e muito clara, e mediante os quais
A Escola não tem curso de pilota
Foram também matriculados
205 estagiários, listes procedem das
Contribuição ao progresso da socieda de se procura dar uma idéia muito ní
-se em segundo lugar o Rio . do Sul, com 57; a seguir vêm: Kio 'le Janeiro, 50; Minas Gerais, 45, 37; Distrito Federal, 33;
Pernambuco, 24 cada um; Bahia, dezena.
Segundo a nacionalidade dos pais, os alunos se distribuem assim: Nacionalidade
o matriculado venha a compreender o
Pai e mãe brasileiros
gem, encarregando-se apenas da for mação de técnicos especialistas na conservação, manutenção c reparação
grau de responsabilidade que se en
Pai e mãe estrangeiros
cerra na sua especialidade. Exi.stem, em várias paredes da Escola, peque
Pai
de aparelhos e em auxílio ao piloto, quando se encontre este em viagem, como no caso em que seja obrigado a socorrer-se do vôo cego ou quaiulo
nos quadros em que se mostram
Pai estrangeiro e
conseqüências graves que um minús culo descuido técnico poderá ocasio
necessite utilizar-se das ccmunictiçôcs radiofônicas. Numa palavra, a Esco
em que a vida do piloto correrá todos os perigos. Não menos digna de re
la incumbe-se do preparo e formação
gisto é a compreensão das vantagens
da equipagem de terra.
da especialização, que traz maior efi
as
nar no avião, provocando um desastre
>
c Santa Catarina,- 12. Os demais tados contribuem com menos de u
Alunos 563 77
78 10
brasileiro e
mãe estrangeira mãe brasileira
Total geral
25 73 738
Muito interessante é observar
9
os
motivos que levaram os alunos a in gressarem na Escola de Aviação. Ve jamos:
r
98
js Dicesto Ecokóxcoo
a 1.60 m. Há também, para admissão, uma prova de português, que consta de um ditado.
Os alunos são admitidos em núme
ro de 32 de cada vez. Quinzenalmeníe são conferidos os diplomas àqueles que tenham terminado o curso. Atual mente estão matriculados mais de 1.200
alunos.
Eleva-se a mais de 900 o
número dos que até agora já foram diplomados pela Escola. Êstcs são convocados para a FAB, onde passam a servir como 3°s sargentos.
A vida social dos estudantes mere ce especial atenção. Semanalmente
efetuam-se na Escola e.spetáculos de variedades, sessões cinematográficas, bailes e outras reuniões de caráter reBm"
Econômico o o
creativo ou cultural. Um jornal semi
ciência a cada serviço, e da formação
nal, o "Papel Pega-Mosca", é edita do pelos alunos, instrutores e funcio
do espírito de grupo, que à eficiência de cada serviço aliará o acabamento perfeito do conjunto, criando o am biente desejável de solidariedade pes
nários.
O regime do estabelecimento é ilí internato, vivendo os alunos sob os auspícios do Ministério da Aeronâci'
soal e de confiança mútua. Os alunos
tica. Sc forem reservistas, percebírío
No primeiro semestre de 1945 ins
os vencimentos de 225 cruzeiros men
creveram-se 1.465 candidatos, dos quais foram aprovados 738, ou sejam
sais; se não o forem, receberão ape nas 75 cruzeiros, até que, submetido.' a um curso de Tiro de Guerra, que du ra três meses, obtenham o certificadc de reservistas, passando, então, a per ceber aquêles vencimentos. A Escola Técnica de Aviação conta com cursos de vinte e duas especiali dades, entre as quais se incluem: "Ins trumentos de Aviões", "Eletricida
de", "Motores", "Sistemas Hidráuli cos", "Instrumentos de Bordo","Má quinas e Ferramentas", "Veículos Motorizados ", "Hélices ", "Paraquc-
das "Rádio Comunicação", "Rádio Manutenção", "Fôllias de Metal", "Soldagem", "Operação Link","Me
ê
Dicesto r
teorologia". "Manutenção Link" e "Operação de Tôrrc de Controle"Os Cursos possuem diferentes dura
51^.
unidades militares do país.
O processo de ensino, como já ob servamos, obedece a um critério ob
Quanto
aos alunos são provenientes ~da popu
lação civil. Dos 205 estagiários,^ o» jetivo e direto, colocando o aluno em .são da Aeronáutica; 128 do Exército; contato imediato com a matéria em 2 de R*^t'dades Civis; 3 do Paraguai que vai especializar-se. Por meio dç. e 4 do Uruguai. gráficos ilustrativos .c com a utiliza ção de aparelhos e instrumentos es peciais, as aulas têm um caváter" su
mamente prático, evitando o esforço
Quanto à procedência dos ^^lunos, por unidades federadas do pais.
Paulo ocupa o primeiro lugar, 416. Parece-nos óbvia a razão desaa
mental a que o ensino apenas teórico primazia, a começar pela l®*:, obriga. Dessa maneira, as explicações da Escola, que é de mais logram despertar maior interesse, dis ' aos habitantes deste Estado. Co oc traem mesmo, tornando o aprendizado muito mais fácil e possibilitando aos cursos uma duração muito menor. Ao lado do aspecto
propriamente
ções, sendo o de menor duração o dc "Manutenção de Paraquedas", minis
técnico, há a considerar o ensinamen to moral, que consiste em infundir no
trado em três meses e o de maior"o
espírito do aluno uma severa cons
de "Manutenção Link", feito em 15 meses. O instituto tem capacidade pa ra preparar 1.800 técnicos por ano. A sua atividade, portanto, não atingi»
ciência profissional, como norma de conduta, o amor ao ofício, de cuia
ainda o limite máximo.
tida e muito clara, e mediante os quais
A Escola não tem curso de pilota
Foram também matriculados
205 estagiários, listes procedem das
Contribuição ao progresso da socieda de se procura dar uma idéia muito ní
-se em segundo lugar o Rio . do Sul, com 57; a seguir vêm: Kio 'le Janeiro, 50; Minas Gerais, 45, 37; Distrito Federal, 33;
Pernambuco, 24 cada um; Bahia, dezena.
Segundo a nacionalidade dos pais, os alunos se distribuem assim: Nacionalidade
o matriculado venha a compreender o
Pai e mãe brasileiros
gem, encarregando-se apenas da for mação de técnicos especialistas na conservação, manutenção c reparação
grau de responsabilidade que se en
Pai e mãe estrangeiros
cerra na sua especialidade. Exi.stem, em várias paredes da Escola, peque
Pai
de aparelhos e em auxílio ao piloto, quando se encontre este em viagem, como no caso em que seja obrigado a socorrer-se do vôo cego ou quaiulo
nos quadros em que se mostram
Pai estrangeiro e
conseqüências graves que um minús culo descuido técnico poderá ocasio
necessite utilizar-se das ccmunictiçôcs radiofônicas. Numa palavra, a Esco
em que a vida do piloto correrá todos os perigos. Não menos digna de re
la incumbe-se do preparo e formação
gisto é a compreensão das vantagens
da equipagem de terra.
da especialização, que traz maior efi
as
nar no avião, provocando um desastre
>
c Santa Catarina,- 12. Os demais tados contribuem com menos de u
Alunos 563 77
78 10
brasileiro e
mãe estrangeira mãe brasileira
Total geral
25 73 738
Muito interessante é observar
9
os
motivos que levaram os alunos a in gressarem na Escola de Aviação. Ve jamos:
100
Dicesto Econômtv Kúmero de
Motives
Mollvos
Por gostar de aviação por julgar impróprio o
o/°
631
75
24
3
18
2
79 74
9
9
20
2
846
100
trabalho anterior
Por terminação do trabalho anterior
Para ter um emprego certo
Para ganhar a vida
Sem indicação de motivo
Total geral de motivos Notemos
a
do
principal:
"por gostar
motivo
de aviação". Que revela ria élc? Simples influên
Para quaisquer assunlos liscais, tais como:
explicar os seus motivos. Porque te
riam sido levados à especialização ae ronáutica?
Simples atração de coisas
IMPOSTO SOBRE A RENDA
que lhes chegaram ao conhecimento
distraído?
IMPOSTO DE CO\SUMO
Ou para acompanhar u»
amigo a cujo convite não puderam oiJ
IMPOSTO DO SELO
não souberam resistir?
Quanto às profissões ocupadas an teriormente, os alunos, em número d<
LUCROS EXTRAORDINÁRIOS
VENDAS E CONSIGNAÇÕES E OUTROS
323, eram estudantes; 175 eram em
Procurem
a
nos comerciantes; e 52 <e
ocupavam em diversos ou tros serviços.
cia de uma moda que, em nossos dias, com ás proe
SOCIEDADE DE A^TÊIEEIA EKCAL
Os católicos, dentre os
zas heróico.s da guerra,
alunos, contain-.se em «úmero de 645, elevando-se
-teria pôsto cm foco a .aviação, a qual no recen
AO COHÉRCID E À lADESTRIA
a 87% em relação ao lo
te conflito armado foi a arma militar que mais ss
tai. Protestantes são 40;
salientou? Ou seria sintomático rto fundo sentimental de uma mccitiade que pouco se impressiona com razõ-s praticas ou de finalidade
SN«S. COnEUCIMTES E IMDESTUMIS
co da profissão a que se voltaram Dois por cento dos alunos deixaram Ái
pregados do comércio; 111 eram ope rários: 56" eram emprega dos públicos; 7, das pro fissões liberais: 14, pcqiij-
natureza
idealístíca
te dos matrículandos, de uma com preensão mais exata do alcance práb-
utilífán*;» ?
No primeiro semestre de 1945 foram
diplomados 474 alunos e 134 estagiá rios. A especialidade que apresentou maior número dc diplomados foi a dc "Sistemas Hidráulicos com 70. A de "Motores" teve 62; 54 a de "Siste
;sob a qual podemos enfeíxar os itens ."para ter um emprego Certo" e "na
de "Controlador de Torre", 32; a de "Link Trainer", 30; e 23 a de "Manu tenção e Reparação de Paraquedas". As demais tiveram menor número de diplomados.
ra ganhar a vida", colocam-se em sc ,guida, elevando-se a 153 e contribuin do, em relaçao ao total, com 18% ;razões "por julgar impróprio o traba'-
:lho anterior e "por terminação do .trabalho anterior" revelam que as contingências de vida levaram muitos candidatos á procurar a Escola. São de certo modo, motivos utilitários, po-rém mais decoiTentes de necessidades
imediatas do que reveIadora.s, de par
1»33
e 21 se declararam ateus.
Kão exageremos os comentários em prestando ao caso tonalidades que tal • vez não possua. Contudo, não deixa de ser curioso apontá-lo de passatrein
Os motivos práticos, denominação
FU,\D.IDA EM
20, espíritas; 3, israelitas!
UBIRAJARA RODRIGUES DIRETOR
mas Elétricos"; a de "Aviões", 43; a
Rua Libero Radaró, 595 - 3." andar - Salas 320 a 334 Telefones: 2-0182 - 2-8820 - (RedeInterna]
Dentro de poucos anos, portanto, p Brasil estará em condições de contar
SAO
PAULO
com uma equipe de técnicos especu-
listas em aviaç<ão capazes .de dar à nossa aeronáutica um impulso dc pro
CORRESPO\DEIVTE
porções gigantescas, imprimindo uni
ritmo acelerado às suas realizaçõe*. que se desdobrarão magnificamente ilo UO •terreno militar ao cámpo comercial.
1
A
AlO
RIO DE JAAIEIRO
100
Dicesto Econômtv Kúmero de
Motives
Mollvos
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o/°
631
75
24
3
18
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20
2
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100
trabalho anterior
Por terminação do trabalho anterior
Para ter um emprego certo
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A
AlO
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IBBBI
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O ASSUNTO DO DIA...
rò - o NOVO CIGARRO
BASE SÓLIDA PARÁ BONS NEGOCIOSI Serviços de informações comerciais Confidenciais
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cmzEwM (orrespondentes nas prlndpals cidades do Brasil e Paizes das Américas
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Aço Onico. Resistentes, ele gantes, permanecem inalterá veis, pois são construídos de
UM PRODUTO DA
aço especial, de alta têmpera. Peça, sem compromis
^Áidmi
0«BfI
so algum, a p-esença de um nosso vendedor.
A FAMA
Fábrica de Cofres'HJNICO
Ltda
ãbrieot Ruo i_oronol C_arios Oliva, 7o - T»l»Fono 9-MCiV - Coixo Postal, 3094
-M: : í
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BEM SERVIR!
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FRAQUEZA Ê AO A
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zada, fadiga constante, falta de apetite, in-
SILIMAX
LTDA»
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i.a /loia, .«alas 6 e 8 - Tel 3-'^3' "■
desagradável, concorrem para o progressivo enfra quecimento de seu organis
mo. Fique forte e sadio to
Resistentes e de fino acabamento Modelos poro todos os tomanhos
de pastas e fichas • Gavetas que correm suavemente oo leve toque dos mãos • Os arquivos Fiel servem bem toda uma existêncio.
mando um remédio completo,
que não se limite apenas a combater alguns dos seus sofrimentos, mas que os eli mine a todos. A admirável
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naram-no indicado para PABRICAMOSi
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dar fôrça e vigor aos fra cos e conservar a
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