ENTERROU A DIREITA!
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Paulo Salim Maluf nasceu
em 03 de setembro de 1931. Marcou sua passagem polêmica pela política nacional. Em São Paulo teve participação como Prefeito da Capital e como Governador do Estado. Para Botucatu restou a imagem de um governante que não respeita as manifestações da população, reprimindo-as de forma brutal. Todo o histórico da atuação de Maluf nas páginas internas desta edição histórica.
E D I T O R I A L
ENTERROU A DIREITA
Quando Paulo Maluf lançou sua candidatura ao Governo do Estado de São Paulo contra o candidato oficial do Regime Militar, houve muita empolgação por esse desafio... Parecia o surgimento de uma nova liderança civil... Fui um dos Delegados da Arena que deram a eleição para Maluf, por pequena margem de votos, em 1978. Eleito, aos poucos passou a abrigar decisões pouco “republicanas” nas empresas estatais.
Assim foi o que ocorreu na CAIC. O Departamento Jurídico detectou uma falsificação grosseira em um contrato de fornecimento de peças para tratores (a CAIC – hoje, CODASP – prestava serviços pesados de terraplenagem, regularização de estradas rurais, construção de barreiras e tanques para os proprietários rurais e era ligada à Secretaria da Agricultura). O Contrato de 36 milhões de cruzeiros fora aprovado sem autorização da Diretoria e com falsificação, uma falsificação grosseira e rasurada...
Alertada a Diretoria, ao depois a Casa Civil do Governo Estadual, nenhuma providência foi adotada... Apresentei meu pedido de demissão ao Guilherme Afif Domingos, então Secretário da Agricultura.
Houve manifestação na Assembléia Legislativa, notícia de capa do “Estadão”e o assunto morreu diante da maioria governamental na Assembléia Legislativa...
Pena. Ficou a mácula. Foi o início das acusações que tornaram Paulo Maluf o símbolo da corrupção no gestão pública. Hoje, é pacífico esse entendimento... Já foi condenado, perdeu o mandato e cumpriu pena com a devida devolução do dinheiro correspondente a apuração dos atos lesivos ao patrimônio.
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EXPEDIENTE
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A grave consequência foi o descrédito que isso causou na população estupefata! Maluf era tido como político da direita e, por consequência a DIREITA FICOU MARGINALIZADA POR DÉCADAS DA POLÍTICA BRASILEIRA...
ENTERROU A DIREITA
Por Décadas o Brasil viveu nas principais eleições SEM A PRESENÇA DA DIREITA, ou melhor, viveu a FARSA da esquerda (PT) contra a “falsa direita” representada pelo PSDB que sempre foi, na verdade a “esquerda caviar”...
Hoje, em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas ainda abriga expoentes do “malufismo” como Guilherme Afif Domingos e Gilberto Kassab. Claro que com sua formação militar e política ele levará essas representações políticas com redeas curtas e sem perigo para a sua gestão que promete ser moderna e atuante.
Mas fica, para nós, paulistas, o exemplo, o aprendizado de como um direcionamento político fisiológico e sem a devida ética administrativa pode causar de atraso e de descrédito da POLÍTICA CONSERVADORA.
E, para os botucatuenses, o registro histórico da nefasta atuação governamental de Maluf agredindo os universitários da UNESP.
DIRETOR: Armando Moraes Delmanto
EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes
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A DIREÇÃO
O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.
“O Delmanto quer ser o Vestal do Mundo!” - “primeiro caso concreto de corrupção do governo de Paulo Maluf “
“O Delmanto quer ser o Vestal do Mundo!”
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Apoio da imprensa até a posse de Maluf... “primeiro caso concreto de corrupção do governo de Paulo Maluf “
“JAMAIS PODERIA PACTUAR
COM AS IRREGULARIDADES
DENUNCIADAS QUER PELA
MINHA FORMAÇÃO MORAL, QUER PELA MINHA FORMAÇÃO PROFISSIONAL...”
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(Notícia publicada na primeira página do jornal “O ESTADO DE S. PAULO”, de 31/05/1980 - sobre a saída de Delmanto da CAIC))
É impossível não lembrar. É uma volta no tempo. O ano? Era 1980 e eu ocupava o cargo de Vice-Presidente Executivo da CAIC – Companhia Agrícola, Imobiliária e Colonizadora. Tinha dois departamentos: o Jurídico e a Auditoria. No primeiro, coloquei como Chefe do Jurídico, a Dra. Dione Prado Stamato, Procuradora do Estado e que já fora Chefe do Departamento Jurídico da CEAGESP e, no segundo, coloquei o Dr. Antonio Hermínio Delevedove, advogado tributarista.
Pois bem, o Departamento Jurídico (22/05) detectou uma falsificação grosseira em um contrato de fornecimento de peças para tratores (a CAIC – hoje, CODASP – prestava serviços pesados de terraplenagem, regularização de estradas rurais, construção de barreiras e tanques para os proprietários rurais e era ligada à Secretaria da Agricultura). O Contrato de 36 milhões de cruzeiros fora aprovado sem autorização da Diretoria e com falsificação. Tomando ciência da irregularidade, encaminhei relatório conclusivo (23/05) ao presidente da CAIC, David Mlynarz Neto, posteriormente entreguei o relatório pessoalmente(24/05) ao Chefe da Casa Civil, Calim Eid e, não obtendo da empresa e nem do governo o apoio para regularizar a situação, entreguei (28/05) ao Secretário da Agricultura, Guilherme Afif Domingos, a minha carta de demissão.
Pela gravidade da irregularidade cometida, através de amigos comuns, mantive contato (26/05) com o Senador Franco Montoro, então candidato ao Governo Estadual em 1982.Como se tratava do primeiro caso concreto de corrupção do governo de Paulo Maluf, Montoro encaminhou-me no mesmo dia para uma conversa com o Deputado Estadual José Yunes, que fora encarregado por Montoro de fazer a denúncia da tribuna da Assembléia Legislativa. No mesmo sentido, procurei (26/05) o Dr. Nelson Marcondes do Amaral, então presidente do Tribunal de Contas do Estado e com quem havia iniciado a minha vida profissional como seu secretário e tive uma orientação definitiva: “Delmanto, você é jovem e tem um nome a zelar, peça demissão imediatamente!”
O deputado federal José Henrique Turner, me relatou que encontrara Maluf, tempos depois, e este lhe dissera:
“O Delmanto quer ser o Vestal do Mundo!” (Blog do Delmanto, 22/08/2019)
REGIME MILITAR: CARLOS LACERDA o Grande Líder Civil e PAULO MALUF O TRISTE FIM...
Militares: poderiam ser LACERDA mas terminaram MALUF...
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REGISTRO HISTÓRICO:
em 1964, CARLOS LACERDA é o LÍDER INDISCUTÍVEL da Revolução que impediu, a pedido da população brasileira, que o Brasil virasse comunista; em 1966, LACERDA era a esperança do Brasil como presidente (adiaram as eleições e acabaram CASSANDO LACERDA...); SEM desestruturar e limpar o Congresso e o Judiciário dos comunistas e corruptos, foi encerrado o ciclo dos militares com MALUF sendo o candidato (derrotado por Tancredo) oficial do Governo... ERRAR DE NOVO?!? Hoje temos o PR BOLSONAROeleito democraticamente pelo povo brasileiro - e vamos perder, de novo?!?
ARQUIVO:
Quando conheci Paulo Salim Maluf, então candidato ao Governo de São Paulo, ele NÃO tinha nada que o desabonasse... De Chefe do Jurídico da FRUTESP (primeira empresa a ser privatizada, com sucesso, pelo governador Paulo Egydio Martins, para a Cooperativa dos Produtores de Laranja), fui convidado por Maluf para ser Vice-Presidente Executivo da CAIC
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É impossível não lembrar. É uma volta no tempo. O ano? Era 1980 e eu ocupava o cargo de Vice-Presidente Executivo da CAIC – Companhia Agrícola, Imobiliária e Colonizadora. Tinha dois departamentos: o Jurídico e a Auditoria. No primeiro, coloquei como Chefe do Jurídico, a Dra. Dione Prado Stamato, Procuradora do Estado e que já fora Chefe do Departamento Jurídico da CEAGESP e, no segundo, coloquei o Dr. Antonio Hermínio Delevedove, advogado tributarista. Pois bem, o Departamento Jurídico (22/05) detectou uma falsificação grosseira em um contrato de fornecimento de peças para tratores (a CAIC –hoje, CODASP – prestava serviços pesados de terraplenagem, regularização de estradas rurais, construção de barreiras e tanques para os proprietários rurais e era ligada à Secretaria da Agricultura). O Contrato de 36 milhões de cruzeiros fora aprovado sem autorização da Diretoria e com falsificação. Tomando ciência da irregularidade, encaminhei relatório conclusivo (23/05) ao presidente da CAIC, David Mlynarz Neto, posteriormente entreguei o relatório pessoalmente (24/05) ao Chefe da Casa Civil, Calim Eid e, não obtendo da empresa e nem do governo o apoio para regularizar a situação, entreguei (28/05) ao Secretário da Agricultura, Guilherme Afif Domingos, a minha carta de demissão
(Notícia publicada na primeira página do jornal “O ESTADO DE S. PAULO”, de 31/05/1980 - sobre a saída de Delmanto da CAIC))
Pela gravidade da irregularidade cometida, através de amigos comuns, mantive contato (26/05) com o Senador Franco Montoro, então candidato ao Governo Estadual em 1982.Como se tratava do primeiro caso concreto de corrupção do governo de Paulo Maluf, Montoro encaminhou-me no mesmo dia para uma conversa com o Deputado Estadual José Yunes, que fora encarregado por Montoro de fazer a denúncia da tribuna da Assembléia Legislativa. No mesmo sentido, procurei (26/05) o Dr. Nelson Marcondes do Amaral, então presidente do Tribunal de Contas do Estado e com quem havia iniciado a minha vida profissional como seu secretário e tive uma orientação definitiva:“Delmanto, você é jovem e tem um nome a zelar, peça demissão imediatamente!”
O deputado federal José Henrique Turner, me relatou que encontrara Maluf, tempos depois, e este lhe dissera:
“O Delmanto quer ser o Vestal do Mundo!”
(Blog do Delmanto, 20/07/2020)
ANDREAZZA, Presidente do Brasil ?!?
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EDITORIAL
Sim, MÁRIO DAVID ANDREAZZA!
Era o sucessor natural do presidente João Figueiredo. O REGIME MILITAR errou ao deixar que o candidato fosse Paulo Maluf... Houve, claro, uma composição da então ARENA (via Sarney... já naquela época...) com a oposição. Tanto que ele (Sarney) saiu como vice-presidente do Tancredo Neves. E deu no que deu...
Não vamos analisar o período militar porque essa é uma longa história... Não poderiam ter prorrogado o mandato do Castelo Branco, muito pelo contrário, deveriam ter garantido as eleições presidenciais. Mas esta é uma outra história, uma longa história...
RESUMINDO: a DIREITA sempre foi forte e com grande aceitação popular. O ANDREAZZA, como Ministro do Médici e responsável pela construção da PONTE RIO-NITERÓI foi preparado para ser um PRESIDENTE DA REPÚBLICA encerrando o PERÍODO MILITAR. MAS como o Regime Militar, em seus 20 anos (como agora) manteve a DEMOCRACIA MEIA-SOLA BRASILEIRA intacta, os “sarneys” da classe política aprontaram para que o candidato (com certeza de derrota, fosse o MALUF)... Deu no que deu...
Com MALUF a DIREITA BRASILEIRA ficou desmantelada, DESACREDITADA...
Claro que a esquerda subiu, claro que houve o FORO DE SÃO PAULO, claro que o PT cometeu crimes jamais imaginados...MAS, se a DIREITA não tivesse sido desmantelada pela ação vergonhosa da classe política nacional (os “sarneys”) a nossa realidade teria sido outra, completamente outra...
O Presidente da República do Brasil teria sido o CEL. MÁRIO
DAVID ANDREAZZA!!!
E teria sido um excelente comandante da NAÇÃO BRASILEIRA. HOJE, com o ressurgimento da DIREITA FISIOLÓGICA (para sermos elegantes...rsrsrs), no Judiciário, no Legislativo e, principalmente na CLASSE POLÍTICA é preciso a UNIÃO das forças de todos que conseguimos eleger JAIR BOLSONARO!
É preciso determinação!
É preciso espírito cívico, exercício da cidadania!
A hora é AGORA!
AVANTE!!!
(Blog do Delmanto, 18/10/2019)
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STF condena Maluf a mais de 7 anos de prisão e tira mandato de deputado
Parlamentar também terá que pagar multa de R$ 1,3 milhão com correção monetária
Carolina Brígido (Globo)
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O deputado federal Paulo Maluf Foto: Ailton Freitas / Agência O Globo 11/04/2016
BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira o deputado Paulo Maluf (PP-SP) a sete anos nove meses e dez dias de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo crime de lavagem de dinheiro. Ele também terá de pagar multa no valor de R$ 1,3 milhão, com correção monetária desde 2006. O parlamentar também foi condenado a entregar à União todos os valores desviados dos cofres públicos. O STF também declarou a perda do mandato de Maluf. Com a condenação, o parlamentar fica enquadrado na Lei da Ficha Limpa e não poderá concorrer às próximas eleições.
As penas, no entanto, não terão efeito imediato. Primeiro, o STF vai publicar a decisão no diário da justiça eletrônico – o que pode levar até 60 dias. Depois disso, a defesa poderá entrar com embargos de declaração, um recurso que não costuma modificar, mas apenas esclarecer pontos duvidosos da decisão. Somente depois do julgamento do recurso é que a decisão poderá ser cumprida e a Câmara dos Deputados será notificada da perda do mandato.
A decisão foi tomada pela Primeira Turma do STF, com os votos de Barroso, Edson Fachin, Rosa Weber e Luiz Fux. Segundo as investigações, os recursos lavados seriam oriundos principalmente de desvios das verbas para a construção da Avenida Águas Espraiadas, em São Paulo, quando Maluf era prefeito da cidade (1993-1996).
— O rotineiro desvio de dinheiro público seja para o próprio bolso é uma das maldições da República e que tem nos mantidos atrasados. Dinheiro público que é desviado não vai para saúde, educação e não salva vidas. A histórica condescendência que tem tido no Brasil com esse tipo de crime aparentemente está chegando ao fim — declarou o ministro Luís Roberto Barroso.A defesa chegou a pedir a declaração de prescrição dos crimes. Mas, por quatro votos a um, os ministros declararam que o crime de lavagem tem natureza permanente – ou seja, só se interrompe quando as autoridades descobrem o dinheiro escondido, possibilitando o início das investigações. — Não pense vossa excelência que eu “malufei” — disse o ministro Marco Aurélio Mello, por ter sido o único a votar pela prescrição de todos os crimes. Maluf foi denunciado por cinco atos de lavagem de dinheiro, isto é, cinco episódios em que escondeu dinheiro adquirido por ato de corrupção. Quatro prescreveram, porque a lavagem durou até 2001. Apenas um deles não prescreveu, porque o dinheiro estava escondido entre 1997 e 2006.
Segundo a regra prevista em lei, a lavagem de dinheiro pode resultar em pena de até dez anos. A prescrição do crime ocorre em 16 anos. No caso de Maluf, como ele tem mais de 70 anos, a prescrição é de oito anos. Esse tempo é contado desde a data do crime até o recebimento da denúncia. Ou da denúncia até o julgamento. Considerados os dois períodos, não houve prescrição.
A defesa de Maluf informou que vai esperar a publicação do acórdão para entrar com recurso. “O deputado segue confiando na Justiça e aguardando a decisão final do Plenário do Supremo”, diz a nota divulgada pela defesa do parlamentar.
Segundo as investigações, o prejuízo aos cofres públicos teria sido de aproximadamente US$ 1 bilhão. O dinheiro teria sido enviado ao exterior e circulou em contas bancárias supostamente mantidas pela família do deputado na Suíça, Inglaterra e na ilha de Jersey, localizada no Canal da Mancha, a partir de distribuição feita de uma conta nos Estados Unidos.
O desvio teria sido feito principalmente dos recursos para a construção da Avenida Águas Espraiadas. A obra foi executada na década de 1990 por um consórcio formado pelas construtoras Mendes Junior e OAS, ao custo de R$ 796 milhões, em valores da época. Segundo as investigações, a Mendes Junior subcontratou várias empresas para vender serviços fictícios, cobrando propina de 10% do valor dos contratos.
O dinheiro teria sido enviado para o exterior por meio de doleiros contratados pelas próprias construtoras. As contas fora do país teriam sido abertas em nome de parentes de Maluf. Na avaliação do relator, Edson Fachin, ficou comprovado que o deputado tinha consciência das irregularidades cometidas.
Para fixar a pena, Fachin considerou que crimes cometidos por agentes públicos são mais graves, já que houve a confiança que os eleitores depositaram no parlamentar. O ministro também considerou que o crime é ainda mais grave porque o dinheiro lavado veio dos cofres públicos. A multa fixada também foi alta porque Fachin lembrou que o patrimônio declarado de Maluf era de cerca de R$ 30 milhões.
- A punição a esse tipo de delinquência é um marco na refundação do país. Evidentemente que ninguém deve ser punido para servir de exemplo para ninguém. A punição deve ocorrer apenas quando há provas suficientes do cometimento de crime. No caso concreto, me parece
Quando o processo começou a ser julgado, no início do mês, o advogado de Maluf, Antonio Carlos de Almeida Castro, disse em sustentação oral que o Ministério Público não teria produzido prova suficiente para demonstrar que o dinheiro no exterior era de Maluf. Ele contestou o fato de documentos não terem sido submetidos a uma perícia oficial do Instituto Nacional de Criminalística. Entre os documentos, está a movimentação financeira da família do deputado no exterior.
Ainda segundo o defensor, a família de Maluf é riquíssima e mantinha dinheiro em uma das contas no exterior desde a década de 1980. O advogado afirma que os recursos eram dos parentes, e não do parlamentar.
– Essa conta é de 1985. Nessa época, a família já tinha milhões e milhões de dólares lá fora. Não há nada que ligue o doutor Paulo a essas “n” contas – argumentou o advogado em 9 de maio.
Em agosto de 2015, Maluf prestou depoimento ao STF. Negou que tivesse mantido dinheiro em Jersey. Disse inclusive que não sabia da existência da ilha. Em sua defesa, o deputado disse que ganhou dinheiro em um cassino na França e, em seguida, depositou o resultado da jogatina em uma “conta de passagem” em nome da mulher, Sylvia Maluf. O dinheiro foi transferido para o Brasil por meio dessa conta. No depoimento, o deputado disse que estava sendo acusado “por ser um bom marido”, já que deu o dinheiro todo para a mulher.
O caso é uma demonstração do longo caminho de um processo na Justiça. Em dezembro de 2006, o procurador da República Rodrigo de Grandis apresentou denúncia contra Maluf perante a 2ª Vara Criminal da Justiça Federal em São Paulo. Em seguida, Maluf assumiu o cargo de deputado federal. Como adquiriu direito ao foro especial, o inquérito foi transferido para o STF em fevereiro de 2007. O primeiro relator sorteado foi o ministro Ricardo Lewandowski. Em seguida, foi para as mãos de Edson Fachin.
Apenas em setembro de 2011, o STF aceitou a denúncia contra o deputado e transformou as investigações em ação penal. Maluf foi denunciado por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. No entanto, devido à demora na tramitação do caso na Justiça, o primeiro crime prescreveu – ou seja, não há mais possibilidade de punição do réu, mesmo que houvesse condenação. Ele continuou sendo investigado por lavagem de dinheiro.
Originalmente, Maluf era investigado junto com parentes e empresários. No entanto, o STF decidiu enviar os indícios contra pessoas sem direito ao foro especial para a primeira instância do Judiciário, mantendo no STF apenas os trechos das investigações contra Maluf. Quando era relator, Lewandowski autorizou a Procuradoria-Geral da República a iniciar procedimentos para repatriar US$ 53 milhões que teriam passado por contas atribuídas a Maluf no exterior.
Supremo extingue pena do ex-deputado Paulo Maluf
Decisão leva em conta indulto natalino assinado em 2021
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou extin ta a condenação o ex-deputado federal Paulo Maluf a dez anos e seis meses de prisão por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral.
A decisão do ministro levou em conta o indulto natalino assinado no ano passado pelo então presidente Jair Bolsonaro
No entendimento da Fachin, Maluf, que tem 92 anos e está em liberdade, cumpriu mais de um terço da pena e preenche os requisitos legais para ser beneficiado pelo indulto.
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“As razões de conveniência e os princípios de política criminal que motivaram a edição do ato de clemência não significa que não se atribua ao Estado-Juiz a tarefa de, ao interpretar a norma editada pelo presidente da República, perquirir seu sentido e alcance, com o fim de delimitar, com precisão, a extensão do decreto”, escreveu o ministro.
No mês passado, o Ministério Público de São Paulo divulgou a devolução de mais de R$ 150 milhões à prefeitura de São Paulo como parte de um acordo que envolve a família de Paulo Maluf
Segundo o órgão, parte do dinheiro desviado por Maluf nos anos 1990, na época em que era prefeito, foi utilizado para comprar ações da Eucatex, empresa que pertence à família.
(Agência Brasil/Brasília)
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EM BOTUCATU: “PAU” NOS
UNIVERSITÁRIOS DA UNESP
Como diretor do JORNAL DE BOTUCATU, designei o jornalista João Carlos Figueiroa para fazer a cobertura da visita de Maluf a Botucatu. Foi o Caos... A agressão feita pelos seguranças do governador no bairro da Freguesia do Ó, aconteceu em Botucatu. A reportagem do JORNAL DE BOTUCATU saiu na 2ª página do ESTADÃO, com excluvisidade.
Como advogado e vereador representei os universitários da UNESP perante o DOPS, juntamente com o Deputado Estadual João Yunes.
Nas reprtagens da imprensa botucatuense com repercussão nacional, ficou chancelado o bom jornalismo na defesa da comunidade que representa e, com destaque, na defesa dos universitários da UNESP. Lição a se meditar... (AMD)
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LEITURA DINÂMICA
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