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O Dia da Amazônia é celebrado anualmente em 5 de setembro. A data comemorativa foi instituída pela Lei nº 11.621, de 19 de dezembro de 2007, com o intuito de conscientizar as pessoas sobre a importância da maior floresta tropical do mundo e da sua biodiversidade para o planeta. Nesta data, no ano de 1850, o Príncipe D. Pedro II decretou a criação da Província do Amazonas (atual Estado do Amazonas). PÁGINAS 2 E 3
Diário da Cuesta
A Amazônia é Nossa!
Este é um tema que requer especial atenção dos brasileiros interessados na preservação da Amazônia, pois é a região natural mais bem conservada do planeta e, por conseqüência, do Brasil.
A Amazônia é a região natural ou unidade paisagística que abrange um domínio morfoclimático e fitogeográfico bem definido pelos padrões de relevo, clima, drenagem de solos e vegetação
Não bastasse a importância do rio Amazonas (maior rio em extensão do mundo, tendo 100 km a mais que o rio Nilo, no Egito), o Brasil e todo o continente sul-americano dependem da Floresta Amazônica para a regularidade do clima.
Mas é muito importante que saibamos distinguir – nós brasileiros que queremos que a Amazônia não sucumba à cobiça dos estrangeiros! – a diferença fundamental entre a “Amazônia Verdadeira” e a “Amazônia Legal”. Sim, pois o eterno jeitinho dos políticos brasileiros, na busca de incentivos para as suas respectivas regiões foi, a pouco e pouco, aumentando a área de proteção à Floresta Amazônica
Realidade política X Realidade Legal
Resumidamente, vamos listar os dispositivos legais que foram ampliando a área a ser preservada: a Lei 1.806, de 06/01/1953, incorporou, para fins de concessão de incentivos fiscais, o Estado do Maranhão, o Estado de Goiás, na parte que hoje é o Estado do Tocantins e o Estado de Mato Grosso. Com essa norma legal a Amazônia Brasileira passou a ser chamada de Amazônia Legal: uma realidade política e não uma realidade geográfica; a Lei 5.173, de 27/10/1966, que criou a SUDAM, os limites da Amazônia Legal foram ainda mais ampliados. Com a Constituição Federal de 1988, foram criados os Estados do Tocantins, de Roraima e do Amapá.
A área de abrangência da Amazônia Legal passou a compreender, em sua totalidade, os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e, ainda, parte do Maranhão
320 mil quilômetros quadrados) e mais um triângulo encravado no novo estado do Tocantins, com base próxima ao paralelo de 6o, tendo como lados o curso do rio Araguaia, a oeste, e a linha de cumeada da serra do Estrondo, a leste (uns 60 mil quilômetros quadrados).
O Brasil herdou o imenso e riquíssimo território da nossa Amazônia graças à visão penetrante do estadista português Sebastião José de Carvalho e Melo, que viria a se tornar Conde de Oeiras e, depois, Marquês de Pombal
O Marquês de Pombal foi nomeado PrimeiroMinistro do Rei Dom José I por decreto de 5 de agosto de 1750 e nessa situação permaneceu até a morte do Rei, em 23 de fevereiro de 1776.
Durante 26 anos o Primeiro-Ministro foi o gênio que executou a obra governativa do Rei Dom José I, uma das mais profícuas de Portugal.
Segundo o historiador lusitano Joaquim Ferreira “os portugueses têm razões sobejas para venerar em Pombal o maior governante da pátria”.
Nós, brasileiros, também temos razões sobejas para considerar o Marquês de Pombal responsável pela anexação definitiva ao Brasil do território da Amazônia, com superfície superior à soma dos territórios da Índia e do Paquistão.
Desde então, os órgãos federais, do INPE por exemplo, passaram a incluir trechos do cerrado e da zona dos cocais como se fossem da Amazônia Verdadeira, sendo certo que são unidades estranhas ao bioma amazônico!
Amazônia Verdadeira
E para que haja uma compreensão efetiva do tema, vamos buscar a riqueza da realidade amazônica, na precisão descritiva do Almirante Roberto Gama e Silva (Estratégia de Defesa da Amazônia):“A região natural que se pode chamar de “Amazônia Verdadeira” mede 4,2 milhões de quilômetros quadrados, em números redondos, por incluir as áreas ocupadas pelo Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia (exceto o extremo sudeste, situado na Chapada dos Parecís, já no domínio dos cerrados do Brasil Central) e Roraima, além da faixa do Mato Grosso localizada aproximadamente acima do paralelo de 12o S (uns
EXPEDIENTE
DEFESA
A Amazônia é Nossa !!!
Cabe a nós brasileiros a defesa e preservação da Amazônia, pois é a região natural mais bem conservada do planeta e, por conseqüência, do Brasil.
E, assim, é preciso que haja um movimento político organizado, objetivando o resguardo da Amazônia Verdadeira, sem o abandono das outras áreas referentes aos outros estados e com vegetação diversa da que tem a floresta amazônica. Mais uma vez, vamos buscar o ensinamento do Almirante Gama e Silva, na obra citada para maior e melhor compreensão:
“ floresta tropical úmida, a Hiléia, que recobria originalmente 3,5 milhões de quilômetros quadrados da região, ainda hoje ocupa 3,3 milhões de quilômetros quadrados, o que representa apenas 200 mil quilômetros quadrados de desmatamento (5,7% da floresta primitiva).”
Então, a nossa Floresta Amazônica está praticamente resguardada e a sua conservação (e NÃO preservação) é que será objeto de nosso próximo artigo. A Amazônia Verdadeira é objeto da cobiça de ONGs e Missões Estrangeiras. E uma estima de seu potencial econômico, o seu valor atingiria, de forma modesta, UM TRILHÃO DE DOLARES!!! Seria a melhor e maior CADERNETA DE POUPANÇA da Nação Brasileira, a render sempre através de sua conservação e de seu manejo renovável! Essa riqueza é nossa! É minha! É sua! Participe!
Defenda o Brasil! (AMD)
DIRETOR: Armando Moraes Delmanto
EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes
O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.
AMAZÔNIA: PERIGO !!!
“... os brasileiros precisam recordar o ensinamento do Padre Antônio Vieira aos Tamoios, alertando-os contra o apoio que vinham concedendo aos invasores franceses: “Eles não querem o nosso bem, mas os nossos bens!” Almirante Roberto Gama e Silva Primeiramente vamos destacar que a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2011, o Ano Internacional de Florestas. “Florestas para as pessoas” será o tema a ser divulgado durante todo o ano.
A ONU destaca o papel fundamental das pessoas na conservação e exploração sustentável das florestas, que garantem moradia para os seres humanos, hábitat para a diversidade biológica e estabilidade para o clima mundial, além de serem fonte de alimentos, medicamentos e água potável
Existem muitas opiniões sobre a Amazônia. Algumas são fruto de muito trabalho e pesquisa. Outras, com certeza, são cuidadosamente preparadas para enganar e iludir os brasileiros, inclusive, travestidas de opiniões ecológicas e politicamente corretas. Exatamente por isso, há que se buscar as informações em fontes acima de qualquer suspeita.
E é o que fizemos: fomos pesquisar no vasto material produzido por um amazonense conhecido, respeitado e credenciado para essa tarefa, o Almirante Roberto Gama e Silva.É dele a afirmação, que já destacamos em nosso último artigo, sobre a realidade da floresta amazônica”: “ floresta tropical úmida, a Hiléia, que recobria originalmente 3,5 milhões de quilômetros quadrados da região, ainda hoje ocupa 3,3 milhões de quilômetros quadrados, o que representa apenas 200 mil quilômetros quadrados de desmatamento (5,7% da floresta primitiva).”
Amazônico! A Bacia Hidrográfica Amazônica é a maior do mundo!!! Com cerca de 1.100 afluentes e uma área de 6 milhões de Km2.
O programa de reforma agrária do Governo Federal já assentou mais de 1 milhão de famílias na floresta. E pela falta de orientação e acompanhamento pelos órgãos responsáveis, surgiram verdadeiras favelas rurais. É preciso acabar com os assentamentos na Amazônia e procurar viabilizar o que já existe, com técnicas de manejo da floresta, buscando a sustentação econômica das terras que foram desmatadas (20%).
E é importante destacar, exatamente para se mostrar o quanto a Floresta Amazônica precisa ser estudada mais profundamente, que exame das imagens-radar revela a existência de mais de 200 crateras ou chaminés vulcânicas na região da floresta, sendo que apenas 3 (três) foram pesquisadas até o momento, revelando inacreditável riqueza mineral nas mesmas! Deixamos registrada a frase do Almirante Roberto Gama e Silva: “Que surpresas nos estarão reservadas nas outras duas centenas de chaminés!”
GOVERNO FEDERAL: PERIGO EMINENTE! Aqui, mais uma vez, é preciso repetir que a Amazônia não apresenta características continentais, mas a de um gigantesco arquipélago, tantos são os rios que a dividem em ilhas.
E o que o Governo Federal está buscando fazer é, exatamente, levar o perigo de uma devastação sem precedentes, na medida que pretende agredir o bioma amazônico com uma estrada de custo enorme, sem levar em consideração a realidade da floresta: um verdadeiro arquipélago!
Mais uma vez, vamos buscar o estudo e a pesquisa de um amazonense “expert” no assunto: o Almirante Roberto da Gama e Silva:“...o transporte aquaviário é o mais barato dentre os sistemas modais de movimentação de pesos, além de consumir menos energia para movimentação de cargas.
Então, essa imensidão que é a floresta amazônica está praticamente intacta e tem características interessantes. Primeiramente, é importante destacar para maior entendimento a diferença entre o bioma da floresta amazônica e o bioma da mata atlântica. A Mata Atlântica originalmente tinha uma área de 1.315.460 Km2 , que correspondia a 15% do território brasileiro, indo pelo litoral do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte. Hoje, tem área aproximada de 102.012 Km2, ou seja, apenas 7,91% da área original! E uma de suas características mais importante é que a mata atlântica apesar de hoje estar reduzida a poucos fragmentos, na sua maioria descontínuos, sobrevive com a rica biodiversidade de seu ecossistema. Seu clima é tropical e sub-tropical.
A ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL
ORIGEM DAS CHUVAS
Já o bioma da floresta amazônica precisa de sua extensão contínua, ou seja, a floresta amazônica não sobreviveria se fosse desmatada de forma a deixá-la em pequenos pedaços descontínuos. Apesar de sua imponência e grandiosidade, a floresta amazônica tem um ecossistema frágil, ou seja, a floresta vive do seu próprio material orgânico, com chuvas constantes e num ambiente úmido. Qualquer desmatamento pode causar danos fatais ao seu equilíbrio ecológico. São solos arenosos e de pouca profundidade e, se desmatados, provocam a desertificação.
Por outro lado, os ecologistas chamam a Amazônia de arquipélago pelo volume de águas que a cortam e se comunicam, seria – o Grande Arquipélago
A comparação normal de custos obedece à série: 1 para as aquavias, 4 para as ferrovias e 10 para as rodovias.
Tudo o que foi descrito tem como objetivo adiar, “sine die”, uma sangria desnecessária do dinheiro dos contribuintes, em momento de crise, para asfaltar a rodovia BR-319, que promoveria a ligação terrestre entre Porto Velho e Manaus.
A dita rodovia tem um traçado paralelo ao curso do rio Madeira, aquavia francamente navegável entre os seus dois pontos terminais...”
E, conclui, com clareza: “...Já para deixar Porto Velho surge o primeiro obstáculo: a travessia de balsa do próprio Madeira, para alcançar a sua margem esquerda.
Os planejadores governamentais intentam suprimir esse obstáculo lançando uma ponte com 966,33 metros de comprimento e 13,40 metros de largura, com um custo estimado em R$181.800.000,00, segundo dados do DNIT divulgados em 1º de setembro de 2008.
Daí, até a margem direita do rio Amazonas são 885 quilômetros de estrada. Depois da travessia do Madeira faz-se necessário transpor nada menos do que 30 igarapés, capazes de serem ultrapassados por pontilhões. No caminho até margem direita do Rio Amazonas, entretanto, há três rios, o Castanho, o Igapó-Açú e o Tupanã, que exigem travessias por balsas. Os três obstáculos, porém, poderão ser eliminados com o lançamento das três pontes citadas, que custariam R$117.612.500,00, segundo avaliação do Comitê Gestor do PAC (2008)
Depois disso, os veículos precisarão ainda embarcar em balsas, para duas outras pernadas longas: o rio Amazonas, até a ilha do Careiro, e ainda o trecho entre a ilha do Careiro até a margem esquerda do rio Negro, onde se localiza a capital do Amazonas.”
É uma palavra abalizada de quem estudou seriamente o problema. E, sempre é bom repetir: “...a dita rodovia tem um traçado paralelo ao curso do rio Madeira, aquavia francamente navegável entre os seus dois pontos terminais...”
A conclusão, portanto, é que o Governo Federal deva priorizar o sistema modal aquaviário! Por ser o mais econômico e por ser o modo de transporte que irá ser utilizado sem a agressão ao bioma amazônico
Um maciço investimento em “empresas de transporte fluvial dotadas de empurradores e balsa para transporte de granéis, balsas com propulsão própria para transporte de carretas carregadas e, também, balsas com autopropulsão e camarotes para transporte de automóveis de passeio e respectivos passageiros”(obra citada).
Esse problema é importante e é concreto o perigo. Cabe a nós – sociedade civil! – a mobilização para impedir esse projeto do Governo Federal, incluído no PAC.
Atenção! O perigo é eminente!!! (AMD)
“Sinfonia de pardais”
Maria De Lourdes Camilo Souza
Agora há pouco um vento de alegria encheu meu jardim e o meu dia de pura alegria!
Dúzias de passarinhos voando por tudo e chilreando alegremente sob os raios tímidos do sol que contrastava sua cara gorda e feliz, bordado lá no céu muito azul dessa manhã gloriosa.
Não contei o tempo porque há anos, esqueci o relógio no fundo de uma gaveta.
Creio que faz pelo menos duas horas que permanecem pulando de galho em galho, felizes, fazendo revoada por aqui. Privilégio meu ter essa sinfonia acontecendo no palco secreto do jardim.
Uma alegria pura me faz sorrir embevecida. Lembrei de um trecho daquela música cantada com tanto sentimento, pelo Jair Rodrigues, acompanhado de Xitãozinho e Xororó.
“Vou indo agora para um lugar todinho meu Quero uma rede preguiçosa pra deitar Em minha volta sinfonia de pardais Cantando para a majestade o sabiá
A majestade o sabiá! “
Acho que nem os diligentes passarinhos ajudantes da Cinderela são tão lindinhos e felizes quanto os meus pardais Eles vem me visitar diáriamente mas nunca estiveram tão felizes como hoje. Sabe aquela sensação gostosa que faz parar, fechar os olhos e agradecer pelas bênçãos?
Que setembro traga amor, união, muita luz, muita paz para todos nós! Sinto o prenúncio de dias muito felizes. Fecho os olhos que marejam ao ver pousada no meu ombro uma pequenina pena, talvez da asinha de um dos passarinhos. Sinto um breve e fresco ar num raio dourado de sol que acaricia minha face e num instante fugaz o beijo leve de um anjo.
Diário da Cuesta 5
LEITURA DINÂMICA
1
3- A Amazônia esteve nos planos de Hitler como um território a ser conquistado pelo III Reich. Uma enorme cruz de madeira ostenta uma suástica nazista no cemitério de uma ilhota sem nome do Rio Jari, entre os estados do Amapá e Pará. É o que resta da expedição nazista com cerca de 2 mil homens que chegou a Belém ...
– HITLER E A AMAZÔNIA + A ATLÂNTIDA ERA NA AMAZÔNIA + AS PIRÂMIDES DA AMAZÔNIA. O ditador ADOLF HITLER pode ter escapado da invasão soviética a Berlim em 1945 e forjado o próprio suicídio a fim de fugir para a América do Sul, onde teria vivido e morrido com cerca de 95 anos na pequena cidade de Nossa Senhora do Livramento, a 42 km de Cuiabá. Pelo menos é o que defende o livro “Hitler no Brasil – Sua Vida e Sua Morte”, dissertação de mestrado em jornalismo de Simoni Renée Guerreiro Dias, que subverte a versão conhecida dos últimos dias do nazista.
2– DEPOIMENTO DE PEDRO MARANGONI, SOBRE A EXPERIÊNCIA QUE VIVEU NA
AMAZÔNIA: Uma história que achei tão interessante que resolvi, mesclando realidade com ficção, escrever o romance “Quimeras Incas” “No início da década de 90 recebi a missão de deslocar um Bell 212, helicóptero bi turbina para 15 ocupantes ou 1500kg de carga da Base da Petrobras de Porto Urucu, Amazonas, com destino à cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, às margens do Rio Juruá, onde ficaria baseado para deslocamentos de apoio a uma sonda de petróleo na região do Rio Ipixuna. Voo sem passageiros ou carga, apenas eu no comando e a co-piloto Lia, com previsão de abastecimento em Eirunepé. Mantendo o Rio Juruá à nossa direita e com dois grandes tanques suplementares de combustível, não me preocupei com uma navegação acurada e nos desviamos à esquerda da rota,mais que o aceitável. Feita a correção, aproando o grande rio e voando sobre uma área fora dos trajetos normais, tive a atenção despertada por pequenos montes agrupados, atípicos no imenso tapete verde da Amazônia. De minha anterior experiência voando nos garimpos de Rondônia, deduzi que deveriam ser aflorações de cassiterita, que se apresentam em elevações que se destacam na vegetação. Não usávamos GPS e navegando por contato é sempre prudente ir anotando pontos de referência na carta WAC (World Aeronautical Chart) e foi o que fiz, automaticamente desenhando montículos no mapa na posição aproximada e não pensei mais no assunto. Após pousar no aeroporto de Cruzeiro do Sul, enquanto arrumava meus pertences para abandonar a aeronave alguém se aproximara e conversava com minha co-piloto, que me chamou. Já fora do helicóptero dirigi-me ao personagem nitidamente europeu, baixo, ligeiramente calvo, suado, com o rosto avermelhado e vestido como explorador de filmes de Hollywood, os típicos trajes cáqui cheios de bolsos... Se apresentou em francês como um pesquisador sobre Incas, perguntou-me sobre minha rota e disparou: -por acaso não avistou um agrupamento de pirâmides na margem direita do Juruá?
Num ápice meu cérebro, que ignorara as elevações atípicas avistadas durante o voo, reviu o que eu considerara apenas um ponto relevante para a navegação e lembrei-me de um fator importante: aflorações de cassiterita costumam ser isoladas, não em grupo!
- Lia, por favor, a carta WAC! Mostrei ao francês o mapa com os montículos desenhados e ele conseguiu ficar mais vermelho ainda:
- Exato, exato, é no ponto onde o Juruá se alarga que eles entraram floresta adentro!
- Eles quem, monsieur?
- Os Incas, é claro!
E foi minha vez de ficar embasbacado... Sua teoria era que descendo o rio e procurando um refúgio seguro e distante dos espanhóis ou guerras internas haviam evitado prosseguir na parte mais larga do Juruá - que poderia ser habitado - e se embrenharam na selva para construir uma cidade...
Este meu relato pode ser confirmado pela co-piloto, pelos operadores do aeroporto que permitiram que o francês entrasse no pátio das aeronaves e a missão aérea através dos livros de bordo e registros da firma de táxi aéreo. Uma história que achei tão interessante que resolvi, mesclando realidade com ficção, escrever o romance “Quimeras Incas”(Amazon/Kindle) e que está sendo traduzido para o inglês por Rafa Lombardino,CEO da http://wordawareness.com/da Califórnia, USA.”
Em carta endereçada a Hitler, no dia 3 de abril de 1940, o oficial da SS Heinrich Peskoller diz que as reservas de ouro e diamantes locais seriam suficientes para sanar a situação financeira da Alemanha em poucos anos.
Um persistente ar de mistério cerca uma grande cruz com uma suástica gravada em um cemitério próximo da remota cidade brasileira de Laranjal do Jari, no Amapá. Uma inscrição na cruz diz, em alemão: “Joseph Greiner morreu aqui de febre em 2 de janeiro de 1936, a serviço da pesquisa alemã”.
A expedição nazista à floresta amazônica foi conduzida por Gerd Kahle, Gerhard Krause, Joseph Greiner e o líder da expedição, Otto Schulz-Kampfhenkel, entre 1935 a 1937.