Diário da Cuesta
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Há 30 anos, em agosto de 1994, falecia o médico, político e esportista Dr. Antônio Delmanto. Por oportuno, trazemos o registro da homenagem que lhe foi prestada, em abril de 1989, pela AAB – Associação Atlética Botucatuense dando seu nome a toda a sua praça de esportes. Por decisão do Conselho de Administração, do Conselho Fiscal e da Diretoria Executiva – sob a presidência do então Vereador José Varoli – o clube que tinha a denominação de “ESTÁDIO DR. ANTÔNIO DELMANTO” passou a ter a denominação de “CONJUNTO POLIESPORTIVO DR. ANTÔNIO DELMANTO”. Em seu agradecimento, o Dr. Delmanto destacou:
Há 25 anos atrás, um jovem atleta da AAB dizia que o seu maior sonho era um dia ser presidente do Clube. Pois bem, o jovem era o atual presidente José Varoli. Por isso o seu dinamismo e o seu amor ao Clube que podemos sentir pelo ritmo das obras de ampliação de nossa Praça de Esportes”.
Plínio Paganini, Dr. Antônio
Delmanto e presidente José Varoli
É importante que se registre a homenagem prestada pela AAB ao seu ex-presidente e que se destaque a iniciativa do entao presidente da AAB, o professor José Ferrucio Varoli Aria, o Zé Varoli. À época Varoli exercia a vereança em Botucatu, como resultado de sua atuação como esportista e professor de educação física.
Hoje, Varoli continua a manter sua atuação como esportista e atua efetivamente em defesa dos direitos dos professores. Fica na lembrança de todos o jovem goleiro do time da AAB, entusiasta e participante e que chegou a ser presidente do Clube.
Hoje, Zé Varoli continua com seu entusiasmo na defesa dos interesses dos esportistas e professores. Como candidato a vereador poderá dar maior consistência ao seu trabalho comunitário. Parabéns! Obrigado! Avante! (AMD)
Homenagem do presidente José Angelo Savini (gestão 1990/2003) ao ex-presidente Antônio Delmanto:
Dr. Antônio Delmanto, presidente José Ângelo Savini e Pedro Losi Neto (1993)
Gesiel Júnior
Ela – ainda na célebre colina da capital francesa – quase é ofuscada pela grandiosidade e beleza da Basílica do Sacré-Couer, mas na sua simplicidade e antiguidade a igreja de Saint-Pierre de Montmartre nos chama à reflexão do simples e eterno.
Erguida em 1134, o que a torna das mais antigas igrejas paroquiais da Cidade Luz, na verdade ela é a parte restante da abadia real de Montmartre, tendo sido consagrada em 1147 pelo Papa Eugênio III e só há cem anos foi classificada como monumento histórico
Nesse lugar havia uma igreja do século 7 construída sobre as fundações de um templo romano dedicado ao deus Marte. Por volta do ano 250 São Dionísio (Saint-Denis), primeiro bispo de Lutécia (o nome primitivo de Paris) quis mudar o templo para outro lugar.
Acusado de bruxaria pelos gauleses, o bispo foi levado para um monte, onde o decapitaram, chamado de Colina do Mártir (daí vem o nome Montmartre). Mas um fato surpreendeu a todos: o corpo do decapitado pegou sua cabeça e caminhou segurando-a por longa distância, até cair. Isso converteu muitos à fé cristã. Aliás, na igreja de Saint-Pierre há uma imagem de Saint-Denis segurando a própria cabeça.
Em 1133, o arruinado templo foi adquirido pelo rei Luís VI, cuja esposa, a rainha Adélia de Saboia construiu novo edifício para a abadia beneditina por ela fundada. Com três alas e um transepto, a obra seguiu o modelo românico. A nave tem o teto em arco e dos lados há duas alas abertas nos séculos 18 e 19, enquanto os vitrais são do século 20. O coro possui uma das primeiras abóbadas com arcos ogivais de Paris.
O cemitério adjacente à igreja (Cimetière du Calvaire), criado em 1688, raramente fica aberto para visitas. Ao lado há
um jardim (Jardin du Calvaire), onde há a Via-Sacra criada para o Cardeal Richelieu
Os mais impressionantes destaques arquitetônicos dessa igreja, quase despercebida no chamado bairro dos pintores (Monet, Van Gogh, Renoir e Picasso moraram lá), são as quatro colunas de mármore do período romano, que haviam pertencido ao templo do deus Marte, e cinco capitéis coríntios remanescentes da igreja merovíngia, ainda na antiga Gália.
Para concluir: na Capela dos Mártires de Saint-Pierre de Montmartre nasceu uma das maiores ordens religiosas: a Companhia de Jesus, ali fundada em 15 de agosto de 1534, por Santo Inácio de Loyola e um grupo de estudantes da Universidade de Paris.
Cronista e pesquisador, membro da Academia Botucatuense de Letras, é autor de 52 livros sobre a história regional.