Imputação criminal preliminar e indiciamento: legitimidade e conformação constitucional

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Fotógrafa: Anna Belova CAPA_Imputacao preliminar_110517_Tales.indd 1

Felipe Martins Pinto Professor adjunto de Direito Processual Penal da UFMG. Advogado.

ISBN 9788584255702

ISBN 978-85-8425-570-2

9 788584 255702

editora

Johnny Wilson Batista Guimarães

Johnny Wilson Batista Guimarães Mestre em Processo Penal e bacharel em Direito pela Faculdade de Direito e Ciências do Estado da Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Ciências Penais pela Universidade AnhangueraUniderp, com extensão universitária em formação para o magistério superior. Escrivão de Polícia Federal, classe especial, com ingresso no Departamento de Polícia Federal em 1997, atualmente lotado e em exercício na Superintendência Regional da Polícia Federal em Belo Horizonte/MG. É também habilitado pela Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Estado de Minas Gerais.

IMPUTAÇÃO CRIMINAL PRELIMINAR E INDICIAMENTO

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participação do imputado se transformou em elemento legitimador do exercício do poder estatal, o que demonstra a importância do ato que formaliza a inclusão do indivíduo como polo passivo de uma apuração de natureza criminal, inclusive na fase pré-processual. Daí a pertinência, seja pela atualidade, seja pela importância, da análise da imputação criminal preliminar e do indiciamento, objetos de estudo do autor, o Professor Johnny Wilson Batista Guimarães, que apresenta um trabalho sintonizado com o atual estágio do processo penal. A vasta bibliografia consultada indica uma densa investigação teórica, com revisitação do inquérito policial, fundida, de maneira perspicaz, com aspectos práticos da atividade policial. A obra é uma das poucas pesquisas desenvolvidas no país até o momento sobre o tema e consegue abordar aspectos complexos da imputação preliminar na fase pré-processual, lançando mão de linguagem clara e precisa, o que permite uma leitura extremamente agradável.

IMPUTAÇÃO CRIMINAL PRELIMINAR E INDICIAMENTO Legitimidade e conformação constitucional

Johnny Wilson Batista Guimarães

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e acordo com a lógica fascista da Escola Té c n i c o - J u r í d i c o italiana, cuja ideologia serviu de matriz para a elaboração do Código de Processo Penal brasileiro de 1941, o processo penal deveria se preocupar tão somente com a punição do culpado. Nesse espectro, o indiciamento atuaria propositadamente para anular a presunção de inocência e atenuar o direito de defesa. Havendo indícios da culpa, o interesse público em reprimir a delinquência se sobreporia à garantia individual da inocência, justificando medidas em desfavor do investigado, à revelia de qualquer reação defensiva. A necessidade de demarcar a imputação criminal preliminar como reserva de direitos do investigado norteia todo o trabalho. Valendo-se do Direito comparado, o autor buscou no instituto da indagine preliminare italiana a força necessária para conferir o balizamento constitucional que o tema há muito reclamava.

12/05/17 19:51


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