Mundo pet | por Jéssie Panegassi
Cães que salvam vidas Muito mais do que um simples animal de estimação, esses bichos podem fazer verdadeiros milagres nos casos de emergência
A
interação do homem com a mascote vai além das fronteiras de uma brincadeira. Um cão pode realmente salvar a vida de seu dono. Eles podem ajudar no processo de aprendizado, guiam o amigo cego pelas ruas das cidades, localizam pessoas perdidas e podem até resgatar uma vítima em um desabamento ou afogamento. Trabalham feito homens e mulheres. Às vezes em tempo integral. Em diversas ocasiões a raça do animal vem em segundo plano. O que realmente importa é o treinamento que eles recebem, e o seu temperamento. O trabalho é iniciado, normalmente, com os bichinhos ainda filhotes. E o melhor é que não apenas os profissionais podem fazer esse trabalho. Várias ONGs aceitam voluntários (animais ou pessoas) que, depois de analisados e aprovados podem realizar as atividades. Confira as experiências de pessoas que têm colegas de trabalho com quatro patas.
Aranda e seus cães em ação
Jack e Cardoso fizeram pose pra foto
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Seu trabalho é resgatar
Se souber de alguém que se perdeu em meio à mata, acabou se afogando, ficou preso em um desabamento, avalanche, deslizamento ou outros desastres, não se assuste se ele tiver sido salvo, primeiramente, por um cachorro. Treinados desde filhotes, com dois ou três meses, eles são capazes de realizar esse trabalho e são mais do que recomendados em situações de risco. “Os cães são indicados, principalmente, por dois motivos. O primeiro é por ter uma velocidade maior do que os humanos para encontrar desaparecidos. O segundo é que há um menor perigo – por serem menores e mais leves que os humanos – ao adentrarem em cenas problemáticas, como uma estrutura colapsada, por exemplo”, explica Andrey Cardoso, consultor cinotécnico, bombeiro voluntário e presidente da Associação Voluntária de Busca e Resgate com Cães (AVBREC - SC). “Um cão adestrado para busca é capaz de rastrear um hectare em trinta minutos. Com humanos levaríamos horas”, complementa Reginaldo Aranda, diretor da ONG k9 de Creixell Brasil. O treinamento se inicia com o trabalho de socialização. “Essas brincadeiras acontecerão em todos os ambientes que ele possa enfrentar durante suas buscas no futuro”, conta Aranda. Mas, para que se graduem, devem superar várias provas e atender a várias exigências. Por isso, eles são avaliados desde cedo. Um exemplo disso é que, para serem aprovados, “é importante que sejam bons em jogos de caça, obediência e que tenham a capacidade de ultrapassar e pular obstáculos”, esclarece Cardoso. Depois, eles se especializarão em algum tipo de atividade: “Existem várias raças capazes de fazer esse trabalho e não dá para dizer que existe WWW.REVISTAVIVASAUDE.COM.BR
17/5/2012 14:44:37