Ed. 04 | Ano 1 | Março | 2020
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Edição: 04 | Ano 1 - Março - 2020
Mulheres são destaque no empreendedorismo
COLUNISTAS convidadas
Pesquisas apontam que, entre os empreendedores com menos de 3,5 anos no mercado, 15,4% estão sob a liderança feminina, contra 12,6% dos homens. Foto: web
Helena Rangel A importância da língua inglêsa, nas relações profissionais e culturais. Leia na Pág. 04
maiara barros A mulher se reinventa cada vez mais e faz de suas habilidades um negócio. Leia na Pág. 04
Ingrid tostes Como os exercícios do Pilates impactam na qualidade de vida das pessoas. Leia na Pág. 05
Cândida Gimenes Reflexão sobre a violência contra a mulher, seus direitos e suas conquistas . Leia na Pág. 08
memórias regionais
Um retorno à época de escola, através da memória fotografica dos eventos cívicos, com Dielly Rangel. Pág. 07
case de sucesso local
A história de Eva Ediana, uma corajosa empreendedora, que fez da decoração de festas o seu negócio. Leia na Pág. 07
eventos - carnaval 2020 Mais de 3mil foliões pularam o Carnaval Folia 2020, em Morro do Coco. Festa realizada por moradores. Leia na Pág. 06
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MEMÓRIAS REGIONAIS Resgate da memória fotográfica dos eventos escolares Por: Dielly Rangel | Fotógrafa O assunto em Memórias Regionais desta edição vai lhe remeter aos tempos da escola através dos clicks da fotografia revelada.
Foto: Dielly Rangel Fotografia
EXPEDIENTE
Os desfiles cívicos representam a comemoração histórica do País, mas em Morro do Coco, já houve época em que esses eventos eram muito mais do que isso. Haviam regularmente, pelo menos, dois desfiles por ano: em abril, na festa de Nossa Senhora da Penha, a Padroeira local, e em 7 de setembro. As Escolas Thetônio e Lulo Ferreira de Araújo, com suas equipes de direção sempre muito criativas e motivadas, conseguiam passar muita energia positiva para os alunos, que por sua vez, se empenhavam ao máximo com ideias para a elaboração dos temas vividos naquele período. Haviam também, os alunos que eram integrantes da banda Marcial Local, e em muitas ocasiões até a comunidade participava. Podemos recordar de uma época em que, esses desfiles eram um evento muito aguardado, tanto pelo corpo docente e alunos, como também, pela própria comunidade. As escolas apresentavam em seus desfiles cívicos, temas de assuntos vividos naquele ano, como por exemplo: as guerras, problemas políticos, sociais, defesa da natureza, liberdade da mulher e etc. Parece que é muito para apenas um desfile, que para alguns era só uma obrigação, algo cansativo ou chato, mas para a maioria era uma forma de expressão. Era um evento tão grande e aguardado, que os fotógrafos se mobilizavam para se apresentar no dia e registrar o momento vivido pelos alunos, durante o desfile e depois dele também. Nesta época as fotografias eram reveladas e todos queria tirar a sua para guardar. Quem, hoje, não tem aquela foto posada no meio da rua, enquanto aguardava o tempo de pausa da apresentação das bandas? Ou
Ed. 04 | Ano 1 | Março | 2020 aquela foto despojada, sozinho ou com a galera depois do desfile, na nossa querida escadaria? Pois é, momentos bons, de uma época em que não tínhamos smartphones para fazer selfies a todo instante, nossa rede social era combinar o horário e chegar mais cedo para ajudar nossos professores a organizar os alunos, distribuir faixas, fantasias, formar pelotões, tudo tinha que sair impecável, todos tinham que estar bem apresentáveis, e quem queria estar diferente? Ninguém, não é? Afinal, era um momento tão propício para tirar aquela fotografia que seria guardada para sempre. Não tínhamos toda essa facilidade que temos hoje, na hora de verificar se a foto ficou boa ou não. Eram fotos individuais contratada na hora e que levariam semanas para serem entregues impressas pelos fotógrafos. Outra opção era a compra de um filme de 12 poses que você dividia entre seis amigos e cada um poderia tirar duas fotos e pedia muito a Deus pra não queimar e nem sair tremida. Ainda tinha o agravante de ter que contar com a pessoa que iria fazer a foto, e pedir com antecedência, para ela não dar um bolo no dia do desfile, já que a câmera era sempre emprestada. Oh! isso sim é nostálgico e gostoso de lembrar. Vai me dizer que lendo esse texto, você não viajou em várias memórias? Não se recordou daquela fotografia guardada em um álbum de desfile que você saiu caracterizado de um tema que você se identificou ou até de um que a professora escolheu para você, mas você odiou, (risos). A escadaria naquela época, onde tinha uma árvore e hoje não tem mais. Estas e outras mudanças que ocorrem com o decorrer do tempo e que hoje só nos restaram as boas lembranças através das fotografias. Eram outros tempos. Tempos bons, podemos dizer. A geração 2000 ainda pegou um pouquinho disso, mas logo entraram na era digital. São as memórias, que muitas vezes esquecidas, voltam para matar a nossa saudade como se fosse hoje, através da boa e velha fotografia revelada, seja ela da KODAK ou Fugifilme.
EDITORIAL A edição 4 do Jornal O Negócio está surpreendentemente, feminina. Uma singela homenagem às mulheres que, com sua força, sabedoria e intrepidez, vem quebrando paradigmas da desigualdade, e sendo reconhecida como parte fundamental processo da evolução humana. Há quem diga que não é necessário um dia especial para as mulheres porque todos os dias são delas. Respeitando esta opinião, é importante reforçar que tal data tornou-se um marco após um cruel e literal, derramamento de sangue. E mesmo hoje, com muitas conquistas e avanços, ainda é evidente, o derramadas de muitas lágrimas e suor,
em toda parte do mundo, no Brasil inclusive, mostrando que o sexo frágil é apenas uma expressão e nem sempre muito justa. Por isso, esta edição traz em sua capa a força e a importância do empreendedorismo feminino. Afinal, lugar de mulher é onde ela quiser. E há de se concordar que hoje, elas não são capazes, apenas, de pilotar um fogão, mas a sua própria vida. Até nos negócios a postura e o posicionamento feminina tem ganhado o merecido destaque. Portanto, mulheres leitoras, este jornal de março foi todo pensado para todas vocês. Aproveitem e tenha uma excelente leitura.
Desfile de 1980 em Morro do Coco. Foto: Arquivo pessoal
Desfile de 7 de setembro de 2009. Foto: Dielly Rangel
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Antônia Cláudia Gomes de Barros Adenilto Rodrigues Andrade Adriano Carvalho Gomes Maiara Pereira de Barros Thiago Barreto
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FOTOGRAFIA: Dielly Rangel
COLUNISTAS - SITE:
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COLUNISTAS CONVIDADAS:
Helena Rangel Dielly Rangel Candida Guimarães Ingrid Tostes
ASSISTENTE DE REDAÇÃO:
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DISTRIBUIÇÃO: Gratuita e dirigida TIRAGEM: 5 mil exemplares GRÁFICA: Editora Folha Dirigida Ltda CONTATOS: WhatsApp: 22 99766-8422 E-mails: contato@jornalonegocio.com.br financeiro@jornalonegocio.com.br comercial@jornalonegocio.com.br Para envio de sugestão de pautas: redacaojon@gmail.com
Thayná Ferreira Velasco
ALLIADA COMUNICAÇÃO INTEGRADA CNPJ: 19400525001-42 REDAÇÃO: Rua Nilo Peçanha, 204, Sala 06, Galeria MG MAC Center, Morro do Coco - Campos dos Goytacazes. CEP: 28178-000 - RJ.
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coluna: ESPECIAL
Helena Rangel Colunista convidada
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Empresária
Língua Inglesa : Essencial para as relações profissionais e pessoais Não é novidade que o mundo, cada vez mais globalizado, permite trocas culturais e profissionais entre pessoas e empresas de todos os lugares do planeta. Portanto, a fim de acompanhar esse novo tempo e possibilitar o convívio dos indivíduos, sejam eles de qualquer lugar do globo, o inglês desponta neste cenário como uma língua universal. Dados fornecidos pela British Council, renomada instituição de educação da língua inglesa do Reino Unido, apontam que no ano de 2018, apenas 5% dos brasileiros dominavam o inglês. Isso significa que a língua inglesa é um diferencial determinante para concorrer a uma vaga de emprego, por exemplo. Dados de pesquisas recentes ainda revelam que o inglês tem sido distintivo não somente para empregos de alta qualificação profissional, mas também para aquelas vagas preenchidas pelos currículos de menor aptidão profissional, são exemplos: vagas para garçons em restaurantes de zonas turísticas e almoxarifes em grandes empresas de produtos importados. Desta forma, é de fácil compreensão que estudar inglês hoje é obrigação para aqueles que almejam sucesso profissional seja em qualquer área ocupacional. Ainda quando criança, há 20 anos, eu já sentia a necessidade de aprender outro idioma, e sabia que pela sua importância deveria ser o inglês. A vontade era enorme, a animação também, mas a distância tornava tudo mais difícil. Percorrer os 90 quilômetros para ir e voltar do centro
da cidade não era e ainda não é tarefa fácil, e isso todo morador da nossa região sabe. Com essas dificuldades, só foi possível concretizar este antigo sonho quando ingressei no Instituto Federal Fluminense – IFF para cursar o Ensino Médio. Iniciando os estudos da nova língua senti dificuldades e pude notar a diferença existente entre os alunos que iniciam ainda crianças e aqueles que começavam um pouco mais tarde como eu. O aprendizado de uma língua estrangeira na infância ocorre de maneira mais despretensiosa, com atividades lúdicas e recreativas. Isso ocorre de forma natural com a língua nativa, então com o inglês não é diferente. Outra vantagem do aprendizado de crianças e jovens é a melhora significativa do rendimento escolar, visto que a estimulação dessa área do cérebro aumenta a cognição, a concentração e a autoconfiança. O conhecimento da nova língua trouxe para mim além de qualificação profissional, crescimento individual, acadêmico e cultural. Este conhecimento me fez capaz de empreender na área e realizar o sonho de ser dona do próprio negócio. Tudo isso aliado a vontade de ver o lugar que nasci crescer e oferecer boas oportunidades aos seus habitantes. Dessa forma, hoje a população de Morro do Coco tem uma oportunidade que não tive no meu tempo e me sinto orgulhosa por fazer parte disso. Todos nós merecemos oportunidade e um futuro de sucesso!
coluna: mulher contemporânea Maiara Barros Colunista fixa
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Empresária
Desbravando o empreendedorismo feminino Na coluna anterior falei sobre os desafios da mulher no mercado de trabalho. Contei, com detalhes, minha história de vida, como fiz e ainda faço, para passar por esses momentos turbulentos, saindo ilesa e dando conta de tudo através das habilidades que toda mulher tem. Hoje quero tratar do empreendedorismo feminino e os impactos que gera, não apenas no mercado de trabalho brasileiro, mas na vida das brasileiras. Este com certeza, é um assunto de relevância para as mulheres que são naturalmente multitarefas e ainda não compreende o valor de suas habilidades e talentos. O número de mulher empreendendo seu talento, tem aumentado a cada dia. E não importa o ramo, elas querem ter independência financeira, gerar emprego e aumentar seus rendimentos. Hoje quero focar apenas nas mulheres que fazem salgados e bolos por encomenda, vendem de maneira informal roupas, produtos de beleza, ou até se propõe a ir até a casa da cliente para fazer unha, cabelo e maquiagem. Ainda que de maneira tímida, estas profissionais e tantas outras, estão empreendendo seus talentos e usando suas habilidades para ajudar na renda familiar. Creio que muitas dessas mulheres, ainda não sabem que são empreendedoras, e por não saberem, se sentem despreparadas até para se apresentar à sociedade como uma empreendedora ou dona do seu próprio negócio.
A maioria destas mulheres, desbravam o mercado utilizando apenas o conhecimento técnico daquilo que produzem, a força de vontade para vender mas não conhecem os mecanismos básicos para se manter de pé diante dos seus concorrentes. O resultado não poderia ser outro, acabam por desistir facilmente. A falta de conhecimento, trava os sonho das pessoas. Quando se tem acesso a informação correta, fica mais fácil encontrar o caminho das pedras. Uma prova clara disso, é que, só porque você não tem uma loja física para expor seus produtos ou serviços e atender seus clientes, não significa que você não possa fazer isso utilizando mecanismos e ações com baixo custo, como as plataformas das redes sociais: Facebook e o Instagram. Eles estão a nossa disposição para lhe fazer o negócio chegar ao seu cliente de forma mais rápida e eficiênte. Minha dica para você, aqui hoje, é pesquise, busque a informação, se prepare. Faça o que for preciso, mas não desista. Porque quando a mulher é dona do seu próprio negócio, ela se torna a dona da sua história. Com um tempo, você vai perceber que a sua iniciativa impactar, de maneira direta ou indireta, na sociedade. E sabe quando você vai começar a perceber isso? Quanto o seu negócio começar a gerar empregos. A sensação de você poder fazer isso, é simplesmente incrível. Sucesso e até a próxima!
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coluna: ESPECIAL Ingrid Tostes Colunista convidada
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Fisioterapeuta CREFITO – 2 252593 - F
Pilates, seus benefícios e impactos na vida das pessoas. Praticar uma atividade física de forma regular previne lesões e é capaz de melhorar a qualidade de vida. Logo, eu quero dividir com você, leitor, alguns dos diversos benefícios que o pilates proporciona e de que modo ele impacta no cotidiano das pessoas que o praticam. Desta forma, o método tem sido procurado por muitos indivíduos que buscam melhorar o desempenho das suas atividades diárias, tendo mais disposição, flexibilidade, postura, combater as complicações respiratórias, prevenir e reabilitar lesões. O pilates compõe um conjunto de mais de 500 exercícios de baixo impacto articular, que são realizados no solo ou em equipamentos específicos. Ele é capaz de promover o equilíbrio entre o corpo e a mente, restaurando a saúde do indivíduo. Os exercícios podem ser realizados por todos: crianças, idosos, atletas que buscam melhorar a performance, indivíduos com dores crônicas, musculares, com patologias neurológicas, ortopédicas e gestantes, enfim, todos se beneficiam da técnica. Cada pessoa tem sua individualidade e por isso os exercícios são orientados pelo profissional, de acordo com a necessidade e limitação de cada um. Uma ava-
liação prévia é indispensável para saber o histórico dos pacientes, suas queixas e objetivos. Atualmente, tenho pacientes que estão comigo há pouco mais de dois anos, quando comecei a atuar no ramo, que não abrem mão de uma rotina com pilates, pois sentem no dia a dia, os inúmeros benefícios que ele os proporciona. Todos que me procuram estão em busca de algo em comum, melhorar a qualidade de vida, longevidade e até mesmo a autoestima, que acaba ficando comprometida na maioria dos casos por diversas doenças. O que muitos não sabem é que o pilates, apesar de ser um método relativamente novo, que vem crescendo no Brasil e no mundo, é um excelente aliado no tratamento de doenças como a depressão, que atinge a maioria da população nos dias de hoje. Diante de todos os benefícios citados acima é fácil entender que o pilates tem muito a contribuir na maneira de enxergar e viver no mundo. Se você quer saber mais, me procure para uma avaliação no Espaço Reviva Pilates, localizado na Rua Nilo Peçanha 204, sala 06 em Morro do Coco. Atendimento de segunda à sexta ou se preferir ligue para: 22 99905-2171 e agende sua avaliação. Até lá!
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case de sucesso local O Case de Sucesso Local desta edição, traz um dos ramos de negócios que nunca sai de moda e só conseguem se manter nele, os empreendedores que tem um alto potencial de criatividade e muita disposição, estamos falando do ramo de decorações e ornamentações de festas. Nossa entrevista foi com Eva Ediana, ‘moradora de Morro do Coco, uma profissional que ornamenta festas infantis há mais de 23 anos e é apaixonada pelo que faz. Desejamos que sua história lhe inspire e lhe traga novas motivações. Boa leitura! Por: Cláudia Gomes claudiagomes@jornalonegocio.com.br
Ela aprendeu a desenvolver a arte de se reinventar, superou dificuldades e rompeu as barreiras das impossibilidades. Eva Ediana Rodrigues Velasco, 48 anos é empreendedora, campista, filha de Maria Tilde (in memorian) e Jose Velasco, uma família simples do interior. Nasceu e cresceu em Cruz da Serra, mãe de Paula, 25 anos, Danyel, 22, Carlos Eduardo, 10 e Carlos Arthur, 8, e protagonista de sua própria história. Uma mulher independente e com uma garra impressionante. Em entrevista exclusiva ao JON, Eva reviveu, momentos de sua trajetória como profissional liberal. Herdou de sua mãe a criatividade e de seu pai, a força para não desistir nunca. Eva conta, emocionada, que durante sua infância, devido a falta de condições para comprar brinquedos, sua mãe, transformava os lençóis de cama, em bonecas, para que durante o dia, Eva pudesse brincar. E quando a noite chegava, sua mãe desmanchava a boneca e usava o lençol para cobri-la. De acordo com a empreendedora, este, é um daqueles momentos na vida de qualquer pessoa, que nos motivam a não desistir, se manter de pé todos os dias e agradecer a Deus por tudo que conquistou. JON: Como você se descobriu uma empreendedora? EVA: Como morávamos na roça, nós tínhamos uma horta e para complementar a renda em casa, eu vendia as verduras na rua, para os meus vizinhos e até para minimercados em Morro do Coco. Cheguei a entregar para Zuzu, Oziel e Fernando. JON: Como começou sua paixão pela de-
coração de festas? EVA: Quando eu tinha 15 anos, meu pai me deu uma máquina de costura. Com ela, aprendi a fazer as minhas bonecas de pano e ganhei Eva Ediana monta seu primeiro estúdio de decorações em Morro do Coco. habilidades com os tecidos, linha e agulha. Foto Dielly Rangel. Aí, minha filha Paula, nasceu em 1995, eu fiz toda a decoração da festa de 1 aninho dela. Com isso, tomei gosto pela coisa. Foi então, que percebi a possibilidade de conseguir uma renda extra e em 1997 eu comecei a fazer as primeiras festas para clientes, que eram amigos. E não apenas isso, mas eu também fazia doces para as festas. Desde então, nunca mais parei de trabalhar com isso. Sinceramente, eu me realizo a cada festa que eu faço. As bonecas de pano produzidas por
“Apesar dos altos e baixos, eu nunca pensei em desistir.” JON: Quando foi que você percebeu que o seu negócio estava tomando forma? EVA: Quando o número de pedidos de cliente aumentou. Todas as vezes que eu fazia uma festa, no final eu precisa guardar. Consegui montar minha primeira loja na sala de casa em Cruz da Serra e lá fiquei por 7 anos. Depois fui para São Francisco de Itabapoana e levei a loja para lá. onde fiquei durante 3 anos. Aí, mudei para Morro do Coco e abri uma loja bem no Centro do bairro, ficando ali, por 8 anos. Em 2019, eu já estava com um espaço bem grande na minha casa, então montei aqui meu primeiro estúdio de decoração de festas, o EVA Decorações. JON: Alguma vez você pensou em desistir? EVA: Não. Apesar dos altos e baixos, eu nun-
Eva, são as protagonistas de seu sucesso. Foto: Dielly Rangel
ca pensei em desistir. Parei de fazer os doces, mas não com o ramo de festa. JON: O Brasil vem enfrentando nos últimos, algumas crises políticas e econômica. O que você tem feito para driblar a crises? EVA: Eu me reinvento. o tempo todo. Hoje, eu faço muitas decorações, mas de alugo as cadeiras e mesas para festa também. Consegui muitos amigos nesse ramo. A gente sempre se ajuda. Além disso, tem cliente que não pode pagar uma festa inteira, então eu alugo o material por um valor mais barato. Em breve, vou voltar a fazer os docinhos. JON: Você se mantém com a decoração de festa? EVA: Sim. Consegui colocar minha filha na faculdade. Hoje tenho mais 3 meninos e graças a Deus, o meu negócio sustenta minha filia. Não temos a cultura de gastar o que não tenho preciso. Cada centavo tem um lugar
Foto: Dielly Rangel
para ficar. JON: Qual é o seu sonho? EVA: Meu desejo é realizar uma festa muito grande para comemorar um aniversário coletivo. Eu acredito que ainda vou fazer isso. Porque eu sei que existem muitas crianças que seus pais não podem pagar uma simples decoração de aniversário. Então eu quero muito fazer isso um dia. JON: Você considera o negócio, um case de sucesso? EVA: Sim. Porque quando eu olho para traz, vejo o quanto eu conquistei com o meu trabalho e cresci nesse ramo, então, sim, eu tenho um negócio de sucesso. Para conhecer melhor o negócio de EVA Decorações acompanhe suas redes sociais: Instagram e facebook, acesso: @evadecoracoesfesta, ou se preferir ligue para: 22 99876-4913 | 22 99876-4914 e solicite seu orçamento.
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ESPECIAL | capa Mulheres são destaque no empreendedorismo Pesquisas apont que, entre os novos empreendedores com menos de 3,5 anos no mercado, 15,4% estão sob a liderança feminina, contra 12,6% dos homens. e Desemprego (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). São dados impressionantes que, se comparados a década Elas estão em todos os setores, no comércio, de 1940, onde a maioria delas era sustentada na indústria e nos serviços. Aquela que, um pelo marido e se dedicava a cuidar, exclusivadia já foi vista como sexo frágil e a única ati- mente, da casa e dos filhos. vidade que lhe cabia, era a de administradora do lar, agora se tornou forte, impetuosa e De dona de casa à dona do seu negócio protagonista de sua própria história. Foi-se o Apesar da melhora nos avanços, cabe dizer tempo em que a mulher se quer, podia votar. que ainda há muito a se conquistar em termos Hoje, ela pode ser o que quiser, estar na po- de igualdade. E elas estão dispostas a mudar o sição que desejar. A mulher brasileira vem cenário, naturalmente. Prova disso, são os notomando, cada vez mais, posse do seu espa- vos dados apontados pela GEM Brasil 2019 ço. Ela tem sido, chefe de governo, ocupado (Global Entrepreneurship Monitor), moscadeiras de liderança em cargos públicos e trando que o público feminino é mais expresprivados. No mercado de trabalho brasileiro sivo do que o masculino, quando o assunto as mulheres tem ganhado destaque, principal- é a abertura de novos empreendimentos. Na mente nos últimos anos. Em 2007 a presen- proporção de “Empreendedores Novos” - os ça feminina representava 40,8% do mercado que têm um negócio com menos de 3,5 anos formal. Já em 2016, esse número subiu para - é maior entre elas: 15,4% contra 12,6% de 44% de acordo com os dados do Ministério homens. O estudo constatou ainda, que as redo Trabalho, que são, naturalmente, baseados presentantes do sexo feminino empreendem em pesquisas do Cadastro Geral de Emprego movidas principalmente pela necessidade de Por: Cláudia Gomes e Sérgio Rocha Lima
eventos - Carnaval 2020 Carnaval em Morro do Coco, movimenta mais de 3mil foliões em festa realizada por moradores Por: Cláudia Gomes claudiagomes@jornalonegocio.com.br
Depois do choro vem a abonança. Sim, podemos dizer que depois, de um árduo trabalho realizado pela comissão carnavalesca, composta por moradores de Morro do Coco, 12º distrito de Campos, e a ajuda da comunidade, o Carnaval Folia 2020, foi prazerosamente, curtido por mais de 3 mil foliões, segundo organizadores, que marcaram presença na Rua Nilo Peçanha, durante o feriadão de carnaval, começando no sábado (22) e acabando somente, na terça-feira 25 de fevereiro. Localizada às margens da BR-101, a 50km do Centro de Campos, Morro do Coco já foi palco dos melhores carnavais do município, responsável por atrair multidões vindas de todos os lugares. Para manter a segurança e a tranquilidade, em todos os eventos, a presença da Policia Militar e a Guarda Municipal é efetiva, mas o que realmente faz diferença é o perfil dos morrocoquenses, que é formado de pessoas receptivas, agradáveis, um povo alegre e principalmente, dotados de uma força de vontade, incrível. A festa do carnaval por aqui, sempre foi uma tradição, mas precisou parar por três anos, devido a falta de recursos financeiros. E para manter viva esta tradição, moradores corajosamente, se reúnem em buscam de apoio dos comerciantes e da comunidade. Assim vem
acontecendo com o Carnaval Folia, que completou sua terceira edição este ano. De acordo com Fernanda Ribeiro, comerciante e membro da comissão carnavalesca 2020, o evento tem um custo mínimo de R$ 15mil, e este ano, a arrecadação não chegou à 1/3 do necessário. Tudo o que foi conquistado, veio ações paralelas como o bingo, a venda dos abadás, de doações dos comerciantes, gentilezas de amigos que conseguiram o palco, e toda a mão de obra para a produção de artigos usados durante a festa e para a ornamentação, foi 100% voluntária. Entre as atrações, os foliões puderam contar com o retorno do Bloco Apocalipse, a banda formada pelos populares, o bloco do Boi Pintadinho que teve suas rédeas puxada pelo Ralfinho, as bonecas gigantes que ajudaram a enfeitar o palco, além é claro, dos cantores re-
ter outra fonte de renda, ou de adquirir independência financeira. As Microempreendedoras Individuais (MEI) são maioria nos setores de comércio com 52,95%, na indústria elas representam 65,20% e no setor de serviços estão em 55%. A pesquisa mostra também, que quase metade delas, investem no segmento de serviços (49,9%); 36,42% na indústria; 1,34% na construção civil e apenas 0,15% na agropecuária. A mulher como chefe de família Um relatório divulgado recentemente pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta que em 2019, a proporção de mulheres empreendedoras que são “chefes de domicílio” passou de 38% para 45%. A atividade empreendedora passou a conferir às empresárias posição de protagonismo quanto à renda da casa. O percentual de mulheres na condição de cônjuge (quando a principal renda familiar provém do marido) caiu de 49% para 41% nos últimos anos, segundo o relatório. O Dia Internacional da mulher Muito mais do que dar presentes ou flores à uma mulher no dia 08 de março, faz necessário refletir sobre a importância do seu papel na sociedade. A data celebra a exaltação da mulher frente a conquista de seus direitos. Embora haja divergências históricas sobre a origem da data, sua finalidade continua sendo gionais que sacudiram a multidão. Entre eles, Ygor Saliente, que se apresentou no sábado; Mazinho e Banda, no domingo e Tamirys Chagas, na segunda-feira. A apresentação de no palco, ficou por conta de Leandro Soares, conhecido como Leandro fotográfo. Rosilane Elias, 38, morrocoquense, em depoimento ao JON durante a cobertura da festa, falou sobre a alegria dos foliões naquele momento e elogiou o trabalho da organização. “Sobre o carnaval, estou achando ótimo, bom demais! As pessoas estão muito animadas, todas se divertindo sem confusão. O pessoal da organização está de parabéns. Tudo muito bem organizado e muito lindo. Estou gostando bastante.”, comentou a moradora. Comissão Carnavalesca 2020 Em entrevista exclusiva ao JON, Sara Ribeiro, Assistente Social e membro da Comissão Carnavalesca 2020, disse que, apesar de todos os contratempos, valeu a pena, ter realizado o carnaval deste ano. “Mesmo com todas as dificuldades, valeu a pena contribuir para manter viva a tradição do carnaval, que é a alegria da nossa comunidade.”, declarou Sara. Palco do Carnaval Folia 2020 em Morro do Coco. Foto: Cláudia Gomes
a valorização feminina. Há os que a ligam ao incêndio em Nova York, no dia 25 de março de 1911, na fábrica Triangle Shirtwaist Company. Alí, onde morreram 125 mulheres que trabalhavam em exaustiva jornada em péssimas condições. Outros, remetem ao protesto de aproximadamente 90 mil operárias russas, que ousaram desafiar o Czar Nicolau II e foram às ruas em 8 de março de 1917. Elas protestavam contra a fome, e a saída do país da Primeira Guerra Mundial.Mesmo sem um acordo quanto à data, os dois episódios tinham em comum chamar a atenção para o estado feminino. Pelo simples fato de ser mulher, o salário era menor, a jornada maior e os locais de trabalho perigosos. O dia 8 de março, data das greves das trabalhadoras russas, foi oficialmente instituído no ano de 1977. O ato oficial do Dia Internacional das Mulheres ocorreu na Organização das Nações Unidas. E é considerado um marco das conquistas femininas.
Russas fazem protesto por melhores condições. Foto: Getty Imagens.
Entre os organizadores estão: Antônio Francisco - Chico dos Correios; Fernanda Ribeiro; Sara Ribeiro Tavares; Fábio Pessanha; Isabela Tavares; Anderson Mota; Juliana Ribeiro; Leandro Soares - Fotográfo e Ozano Tavares. Agradecimentos: Chico dos Correios, em nome da Comissão Carnavalesca agradeceu a colaboração de todos que ajudaram a realizar o evento. “Eu, em nome de toda a Comissão Carnavalesca 2020 quero agradecer, imensamente, à todos que, de maneira direta ou indireta, que colaboraram para conseguirmos realizar o Carnaval Folia 2020 de Morro do Coco. Não foi fácil, mas para nós é um orgulho resgatar o Carnaval da nossa região.”, declarou o morrodocoquense. Foto: Cláudia Gomes
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coluna: especial Cândida Gimenes | Colunista convidada
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violência contra a mulher Às vezes parece que faz muito tempo, mas, em termos de história, não faz nem dez minutos. Em 1911, o incêndio na fábrica Triangles Shirwais, em Nova York, matou 146 mulheres trabalhadoras, sendo oitenta e quatro mortas no incêndio e sessenta e duas mortas ao pularem do nono andar do prédio, uma vez que não havia, sequer, saída de emergência no local. Elas laboravam em condições degradantes catorze horas por dia. O decreto n. 21.076 de 24 de fevereiro de 1932, em seu artigo 2º, disciplinava que era eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, alistado na forma do código. Só então, instituiu-se no Brasil o direito ao voto da mulher. Mulheres casadas não podiam, legalmente, adquirir ou possuir propriedade própria até 1962. Não se pode negar que o mundo evoluiu muito nos últimos cem anos e que as situações como estas, atualmente, soam absurdas. Ainda assim, outras situações corriqueiras de desrespeito aos direitos da mulher ainda hoje se apresentam para a sociedade de uma forma assustadoramente normal. Nesse contexto, a violência ganha indesejável papel de destaque. Visando frear a escalada da ocorrência de crimes de violência contra a mulher surge a Lei 11.346/06, ou, como é mais conhecida, ”Lei Maria da Penha”. A norma merece elogios, uma vez que a sua promulgação pode ser considerada um passo importante no combate à violência contra a mulher e demonstra, pelo menos, a preocupação do legislador como tema. Além disso, seu estudo traz a luz outros aspectos da violência praticada contra a mulher, que, comumente, vai além da violência física, englobando também tipos de violência sexual, patrimonial, moral e psicológica. A Lei 13.104 de 09 de março de 2015, tipifica como crime o Feminicídio. Trata-se de mais um passo em direção ao combate à violência contra a mulher. Ocorre, porém, que mesmo essas medidas apresentadas pelo Estado se
mostram pouco efetiva diante do grande número de casos de violência ainda registrados todos os dias. Estima-se que 4 mil mulheres morrem por ano no país vítimas de agressão física. Mais do que uma questão normativa, parece ser uma questão de cultura. Os valores sociais evoluíram e, consequentemente, se modificaram de forma tão rápida que ainda encontram resistência. O modelo de uma sociedade patriarcal, baseada na premissa de um “macho alfa”, controlador e “chefe de família”, parecia ter sido superada pela ideia moderna de igualdade de direitos. Entretanto, com cada vez mais frequência se observa que comportamentos arcaicos, do tempo em que as mulheres não podiam votar nem ter direito a propriedade insistem em se manter vivos, quando não deveriam mais. Em 1911, foi necessário que 146 mulheres dessem suas vidas para que o mundo entendesse que submeter suas mães, filhas, esposas e sobrinhas a condições de trabalho degradantes não era aceitável. Este fato não inspirou apenas na criação do “Dia Internacional da Mulher” mas deu início a uma onda que gerou uma busca por igualdade de gênero e melhoria nas condições de trabalho pelo mundo todo. Em 2020, quantas mulheres mais terão de dar suas vidas para que o Brasil compreenda que a violência contra a mulher não é aceitável? Quatro mil, certamente, não são suficientes. Quantas vidas ainda vamos perder? Eu advogo há sete anos e já vi muitas mulheres que se quer, sabem sobre os seus direitos, tão pouco, como fazer para requerê-lo. Se você está nesta condição e deseja conhecer mais sobre esta questão, que tal bater um papo comigo? Eu terei o maior prazer em atendê-la todas as sextas-feira e sábados na Rua Nilo Peçanha, em frente ao curso MR Speaker, em Morro do Coco. Caso prefira falar comigo, me liga no telefone: 22 98845-1834. Até a próxima.
novidades do jon
EXPANSÃO | A partir do mês de março, o jornal O Negócio expande sua circulação impressa para Travessão, o segundo maior Distrito de Campos dos Goytacazes. Agora, a região conta com o apoio de um veículo local com foco exclusivo em negócios. FOTO: Web
CRIMES CIBERNÉTICOS | Aprovada no Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGDP) nº 13.853 de 2019 que entrará em vigor, em agosto de 2020, fará com que instituições públicas e privadas que coletam, armazenam e fazem tratamento de dados pessoais, se adequem aos novos mecanismos e processos de gestão de tratamento de dados para manter a segurança no mundo cibernético. Essa mudança preveem a fiscalização mais nutrida de campanhas segmentadas, promovendo assim, a transparência, confiabilidade e proximidade entre cliente e marca.
ECONOMIA
Praça de Travessão de Campos. Foto: Antônio Leudo / Prefeitura de Campos
CLUB DO ASSINANTES JON | Chegou o cartão do Assinante JON, que possibilita aos assinantes do jornal O Negócio, usufruírem do club de vantagens do assinante. São diferentes descontos podendo chegar até 10% em todas as empresas parceiras espalhadas na Região Norte Fluminense. Para adquiri a assinatura e conhecer os benefícios, acesse: jornalonegocio.com.br.
PORTAL JON - COLUNISTAS | Novidades fresquinas com os colunistas do site jorLEÃO | A Secretaria da Receita Federal nalonegocio.com.br. Confira: anunciou em fevereiro, que o prazo para a empreendedorismo apresentação da declaração do Imposto de Sérgio Rocha, comenta Renda 2020, ano-base 2019, começa em 2 sobre o crescimento do de março, logo após o carnaval, e se estende empreendedorismo featé o dia 30 de abril. Devem declarar quem minino do Brasil. recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ Direito empresarial 28.559,70 em 2019. A multa para o contriFabrycio Silvestre fala buinte que não fizer a declaração ou entresobre a importancia jugá-la fora do prazo será de, no mínimo, R$ ridica da marca de uma 165,74. O valor máximo será correspondente empresa. a 20% do imposto devido. FOTO: Web