Ed. 06 | Ano 1 | MAIO - 2020
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Edição: 06 | Ano 1 - Maio - 2020
ÚNICA FARMA INAUGURA DROGARIA EM MORRO DO COCO
Com aquisição de antiga farmácia, rede supera expectativa trazendo preços populares e novo conceito. Pág. 05. Foto: Dielly Rangel
colunistas marcos pessanha Veja como usar o WhatApp e o Instagram para vender ainda mais. Pág. 06.
FabricYo Silvestre
Entenda sobre a boa-fé nas relações de consumo durante a pandemia. Leia na pág. 04.
SERGIO ROCHA Planejamento estratégico da nova nomalidade no cenário póspandemia. Leia na pág. 03.
Thiago barreto Conheça a gestão de projetos para tempos de isolamento social. Leia na pág. 06.
DIELLY RANGEL
economia
Como as relações comerciais e pessoais se comportamento no cenário pós-isolamento. Leia na pág.02.
Já sabe o que fazer com o auxílio de R$600 cedido pelo governo? Especialista dá dicas de como administrar a receita durante a pandemia. Leia na Pág 08.
case de sucesso A Fotógrafa Cacau Fernandes revela como está se virando em momenos de isolamento para driblar a crise ecônomica. Leia na pág. 04.
Foto: Severino Silva
CLASSIFICADOS Pensou em alugar, vender ou comprar? No Classificados JON você pode encontrar o que procura e ser encontrado. Pág 07.
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Ed. 06 | Ano 1 | MAIO - 2020
coluna: FOCO DO MUNDO Dielly Rangel
Como o mundo se comportará no pós-pandemia?
endo muitos artigos e ouvindo especialistas de diversas áreas, consigo observar as diversas mudanças de comportamento no cotidiano da população moderna que marcarão a história mundial em decorrência da pandemia do Coronavírus. A paralisação global trouxe mudanças bruscas no comportamento humano, na economia, no meio familiar, na tecnologia, nas relações comerciais. A necessidade de se reinventar vai, com certeza, trazer um mundo pós-pandemia revigorado e nada mais será como antes, como aconteceu, por exemplo, no pós-guerra mundial. Acontecimentos dessa proporção sempre causam grandes impactos na nossa sociedade. As últimas décadas têm sido marcada pela globalização, pela evolução tecnológica, pela automação, tudo isso de forma acelerada. A busca da produção em massa e precisa caminhava cada dia mais para a desvalorização do capital humano, mas, com toda essa paralisação, o que fica muito perceptível é o quanto você e eu somos importantes para nossa família, sociedade e a empresa onde trabalhamos. Sem nós, não existe empresa, não existe produção, não existe cadeia produtiva que liga setores, ci-
dades, estados e países. E é isso que, percebo, essa quarentena mostrará que mesmo com toda tecnologia, ainda precisamos uns dos outros, que o ser humano não perdeu o seu valor para as máquinas, não somos peças de reposição, também temos nossas excelentes funcionalidades, inclusive elas, as máquinas, só funcionam se tiver alguém para operá-las, para ligá-las, não é mesmo? Em contrapartida, essa mesma tecnologia impediu que o choque não fosse maior, com toda a conectividade que temos hoje, muitos puderam estar em home office, podendo fazer a maior parte ou o indispensável em casa, perto de sua família e em segurança, diminuindo a violência no trânsito, o custo de transporte, a poluição, muitos efeitos positivos vieram. Obrigou também aqueles que eram resistentes à tecnologia se curvarem diante ela, para se manterem ativos, em contato com seus clientes e poderem realizar suas atividades, gerando receita. Tanto as pessoas quanto empresas tiveram que responder rapidamente a essa mudança brusca, pois a forma de consumir mudou. Agora, falando de ser humano e comportamento social, vemos que esse isolamento e essa preocupação aumentaram a percepção do quanto é importante a união, a solidariedade, o olhar para o lado
EDITORIAL
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Fotógrafa
OBREVIVÊNCIA. Esta é a palavra mais apropriada para ilustrar o estado em que nós, brasileiros, nos encontramos hoje. Depois da quarentena, já protelada diversas vezes, para que se mantenha o isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus, presenciamos a disseminação de empresas fechando suas portas sem perspectiva de retorno ao mercado. Pelo menos 600 mil micros e pequenas empresas decretaram falência e 9 milhões de funcionários foram demitidos em razão dos efeitos econômicos da pandemia. Os dados são do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às micro e pequenas empresas) em levantamento realizado entre os dias 3 e 7 de abril. A pesquisa apontou ainda que, apesar das medidas anunciadas pelo Governo Federal, a maioria (59,2%) dos donos de pequenos negócios, que já buscou crédito no sistema financeiro desde o início da crise, teve o seu pedido negado e 29,5% desses empreendedores ainda aguardam resposta das instituições financeiras. A questão é: Como não falir, diante deste cenário? Em contrapartida, novos jeitos de se fazer negócios vêm sendo, abruptamente, explorados na tentativa de sobreviver a este caos. Com o isolamento, a internet tem sido o campo de maior atuação para as mais variadas relações comerciais. A inovação vem ganhando corpo e nova forma de efetivar ganhos reais. O mundo dos Apps nunca foi tão cobiçado como agora. Quem ainda não sabe como usar corre contra o tempo para se atualizar, mas quem é familiarizado vem usufruindo, e com êxito, das diversas ferramentas que possibilitam a comunicação direta com o cliente, efetivando, assim, suas vendas com sucesso.
EXPEDIENTE
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e ver a dificuldade do outro bem perto de você, muitas vezes não notado. A iniciativa de querer ajudar estreitou os laços entre a comunidade, conscientizou as pessoas em muitos aspectos, a questão do consumo, do desperdício, durante e depois da pandemia, pois tudo passou a ter muito valor. Também percebo que após essa crise a tendência é que as pessoas passem a repensar e a ponderar melhor suas ações, seu comportamento de consumo, elas passarão a pensar: Eu realmente preciso comprar isso? Vale a pena adquirir um produto dessa marca? É durável? Toda essa valorização que estamos falando partirá do princípio de nos valorizarmos primeiro, valorizar nosso esforço, nosso trabalho e o fruto dele, que o dinheiro, para nosso bem-estar e sustento. O pós-crise, vai sim, balançar toda a estrutura da sociedade, começando dentro de nossas casas, o valor familiar, as relações e os comportamentos humanos, o consumo, essas são apenas ideias preliminares. Muita coisa vai mudar. Aliás, no atual contexto, as coisas poderão ter validade de poucos dias. Será bem provável que no mundo pós-pandemia as mudanças continuem sendo rápidas. Chego a conclusão de que, após esse processo todo de quarentena e paralisação de tudo, mudanças nos hábitos das pessoas, das empresas, irão ocorrer, sim. O mundo inteiro terá que se readaptar, o futuro é incerto e inseguro, o presente é um presente para o futuro. Hoje é difícil planejar o amanhã, então cuidando do agora, seja da saúde, da família, ou do consumo, você contribuirá para o que ainda virá.
FUNDADORES: Antônia Cláudia Gomes de Barros Adenilto Rodrigues Andrade Adriano Carvalho Gomes Maiara Pereira de Barros Thiago Barreto DIRETORIAS: Dir. de Jornalismo: Cláudia Gomes MTB 36686/RJ - Jornalista Responsável Dir. de Arte: Thiago Barreto Dir. Comercial: Adenilto Andrade Dir. Relacionamento com o cliente: Maiara Barros FOTOGRAFIA: Dielly Rangel COLUNISTAS - SITE: Adenilto Andade Cláudia Gomes de Barros Maiara Barros Fabricyo Silvestre Sérgio Rocha Lima Thiago Barreto COLUNA ESPECIAL Marcos Pessanha - Convidado
curtinha
1º CULTO DRIVE THRU REGIONAL
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Foto: Divulgação
Igreja Batista Chave de Davi inova o jeito de adorar a Deus e realiza o 1º Culto Drive Thru em Santa Maria. O projeto é pioneiro na região. No Brasil, poucos foram realizados. O primeiro evento aconteceu no final da tarde de 26 de abril, na propriedade particular de Marquinho Mangaravite, onde foi montado um palco e foram recebidos 26 carros, em torno de 100 pessoas. Devido ao isolamento social por conta da pandemia do Coronavírus, a instituição, que estava há mais de 40 dias sem abrir as portas para seus membros, vinha transmitindo seus cultos via internet. Porém, o Pastor Marcos Rodrigues, líder da igreja e idealizador do projeto, decidiu revolucionar o modo de cultuar a Deus dentro do contexto atual da sociedade. Assim, ele criou o primeiro Culto Drive Thru, respeitando todas as normas de segurança para evitar contágios e possível disseminação do vírus.
“Foi desafiador e trabalhoso imaginar o nosso culto assim, mas a alegria de ver os irmãos valeu todo esforço. Louvamos, oramos e trouxemos a palavra de ânimo e fé em Deus, nesta hora difícil que estamos passando. Queremos e vamos repetir”, Pastor Marcos Rodrigues
REPORTAGENS: Gabriel Gontijo e Cláudia Gomes REVISÃO: Eliana Barbosa COMERCIAL: Adonis Teixeira de Azevedo Livia Lemos Fábio Sabag Santos Marcos Vinicius Pereira de Barros Jhenifer Magualhães Rayone Tavares da Silva DISTRIBUIÇÃO: Gratuita e dirigida TIRAGEM: 5 mil exemplares GRÁFICA: Editora Folha Dirigida Ltda CONTATOS: WhatsApp: 22 9 9766-8422 E-mails: contato@jornalonegocio.com.br financeiro@jornalonegocio.com.br comercial@jornalonegocio.com.br Para sugestão de pautas: redacaojon@gmail.com
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coluna: empreendedorismo Sérgio Rocha Lima
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Empresário. Consultor de negócios
Planejamento Empresarial Pós-Pandemia: NOVA NORMALIDADE , NOVA NORMAL
omo está o seu planejamento empresarial? Em movimento ou em empoderamento? Como um empreendedor que tem o hábito de fazer um bom planejamento estratégico, a resposta deve ser nas duas formas. Em movimento, uma vez que nos negócios nada é estático. O mercado, os clientes, os fornecedores, os parceiros de negócios, tudo que nos cerca está sempre em constante mudança. E também em empoderamento, uma vez que empoderado quer dizer no ápice em importância, estar no valor máximo, no topo. E como estarão as receitas do seu negócio no pós-pandemia? Já sei, vamos pensar positivo que tudo vai voltar ao normal e poderemos começar a ter a lucratividade que não tínhamos antes da COVID-19. Será? Agora será diferente, feliz ou infelizmente, tudo será diferente do que já vivenciamos, mesmo para os mais idosos do mundo inteiro, tudo será novo. Qual o cenário de hoje? De um lado, o consumidor, onde esperam-se medidas que auxiliem a preservação do seu poder de compra e, do outro lado, o empresário, as
contas irão continuar chegando sem piedade, mas que, se negociada todas as despesas, podemos enxergar uma luz no fim do túnel. Ainda assim, para a empresa sobreviver, os clientes têm que continuar a comprar, não como antes, mas que continuem, porque só assim começa a recuperação da economia. Chegou a hora do empresário pensar nos 4R’s: Reduzir, Renegociar, Refinanciar e Reinventar para acharmos a normalidade que será nova, e não mais a normalidade de antes da chegada do COVID-19. O que virá depois é o que eu chamo de NOVA NORMALIDADE, a partir daqui, nada mais será igual. Perguntando novamente: Qual a sua expectativa de receitas pós passagem do confinamento? Fazendo uma análise rápida da vida empresarial antes do vírus e do confinamento, as organizações tinham: a) Custos de manutenção de recursos e infraestrutura; b) Estações de trabalho com servidores robustos; c) Custos de condomínio, água, luz, telefone, internet, etc. Devido a ameaça de disseminação do ví-
rus, o confinamento social e o trabalho em casa foi inevitáveis. Com isso, a redução de custos operacionais para muitos empresários ficou, absolutamente, visível e, por incrível que pareça, em alguns casos, as empresas aumentaram a produtividade com seus colaboradores trabalhando em home office, que também chamamos de teletrabalho. No cenário pós-pandemia é natural que se repensem novas maneiras de aumentar a produtividade com as mesmas reduções de custos considerando a experiência do isolamento social. É importante que se perceba a mutação que está acontecendo agora, para que seu próximo planejamento estratégico seja efetivo, maduro e inteligente. É importante repensar questões como: 1 - Sua empresa precisa mesmo de todo o seu efetivo em atendimento presencial? 2 – Suas reuniões virtuais têm surtido os mesmos efeitos que os presenciais? 3 – Selecione todos os resultados positivos conquistados durante o isolamento e veja se é possível continuar o trabalho, porém, com uma nova roupagem. Com essas respostas em mãos, defina seu novo planejamento e prepare-se para a NOVA NORMALIDADE que lhe espera. É preciso enxergar o fenômeno que está diante de nós. No ramo alimentício e farmacêutico, por exemplo, a presença física do consumidor e a aglutinação de pessoas eram grandes, agora nos deparamos com novos hábitos, potencializando cada vez mais o uso do e-commerce e delivery. Assim, constatamos que foi um boom de vendas e que estas
maneiras de fazer negócios continuam em franco crescimento comercial. Fico me perguntando: será que estes empresários não irão partir para a venda maior, a de comércio virtual, em alguns casos, extinguindo instalações físicas e aumentando sua produção, apostando na operação de entrega em domicílios? Os profissionais liberais foram obrigados a entrarem no mundo digital e conhecerem melhor sobre o uso de tecnologias e aplicativos de reuniões, consultorias online por vídeo com a ajuda de ferramentas como: Skype, Zoom, Teams, Whereby, entre outros. Os resultados foram: aumento de tempo disponível, o não enfrentamento de trânsito, a não exposição da sua segurança pessoal e, ainda, com a diminuição da poluição das cidades com a queda de dióxido de nitrogênio, o ar que respiramos ficou mais puro. Estes profissionais chegaram à conclusão de que estão realizando mais resultados com menos recursos. Diante de todas estas constatações reais, concluímos que nada será como antes e entraremos na NOVA NORMALIDADE ou a NOVA NORMAL. Desta forma incluiremos mais três “R” nos 4R’s: Repensar, se Redescobrir e Recomeçar, por que a NOVA NORMAL vai mudar o mercado, as novas maneiras de se fazer negócios e os comportamentos dos clientes. Se quiser saber mais sobre planejamento da pós-pandemia, fale comigo através do e-mail: sergiorochalima@globo.com. Até a próxima. SUCE$$O!!!
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coluna: DIREITO EMPRESARIAL
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Fabricyo Silvestre
Advogado. OAB nº 174.427, LLM Direito Empresarial
O PRINCÍPIO DA BOA-FÉ OBJETIVA NAS RELAÇÕES CONTRATUAIS
E
m tempos de pandemia, uma das coisas que preocupam o empresário é a estabilidade de suas relações contratuais, tendo em vista o impacto que as medidas restritivas têm no cotidiano de suas atividades. Eis que se torna de suma importância o entendimento que regem os princípios contratuais, especialmente o da boa-fé. Vale dizer que tal princípio não se aplica apenas nas relações empresariais, mas em todo o ordenamento jurídico, sendo um dos mais relevantes de nossos princípios. Na presente coluna, mudaremos um pouco o viés para análise da outra ponta da relação empresarial: o consumidor. Para que se entenda sua aplicação, primeiro é necessário entender suas diferenciações e conceito. Devemos separar a boa-fé subjetiva da boa-fé objetiva. Bruno Miragem, em sua brilhante obra, conceitua a boa-fé objetiva da seguinte maneira: “A boa-fé objetiva, que se constitui em princípio do direito do consumidor e do direito privado em geral, tem sua origem remota no direito alemão, por intermédio do parágrafo 242 do Código Civil de 1900 (BGB). Este determina que os contratantes devem comportar-se de acordo com a boa-fé e os usos do tráfico. O desenvolvimento posterior desta cláusula geral de boa-fé vai defini-la como fonte de deveres jurídicos não expressos, ou seja, deveres que não estão estabelecidos na lei ou no contrato, mas que decorrem da incidência do princípio sobre uma determinada relação jurídica, implicando no reconhecimento de deveres jurídicos de conduta.”. Tais deveres, mostrados pelo autor acima, são os chamados deveres anexos da boa-fé, nesta esteira, leciona o Prof. Flávio Tartuce: Pois bem, como antes destacado, tornou-se comum afirmar que a boa-fé objetiva, conceituada como sendo exigência de conduta leal dos contratantes, está relacionada com os deveres anexos ou laterais de conduta, que são ínsitos a qualquer negócio jurídico, não havendo sequer a necessidade de previsão no instrumento negocial. São considerados deveres anexos, entre outros: dever de cuidado em relação a outra parte negocial; dever de respeito; dever de informar a outra parte sobre o conteúdo do negócio; dever de agir conforme a confiança depositada; dever de lealdade e probidade; dever de colaboração ou cooperação;
dever de agir com honestidade; dever de agir conforme a razoabilidade, a equidade e a boa razão. Conforme podemos extrair, e a boa-fé é de tal relevância que deve ser observada em todas as fases de toda relação contratual, desde as negociações, inclusive. Nos tempos atuais, um dos exemplos de violação da boa-fé objetiva são os aumentos abusivos dos produtos de higienização, bem como de alimentos. Causa ojeriza a atitude de alguns, em tempos em que precisamos ser mais solidários, objetivarem extrair o máximo de vantagem das necessidades alheias. A má-fé está evidente em tais condutas, devendo serem repreendidas tanto pelos consumidores, quanto pelos órgãos fiscalizadores de atividades. Uma das funções da boa-fé é a função limitadora, ou seja, o princípio serve como freio aos abusos de empresários que não respeitam o princípio. Explicando tal função, Bruno Miragem expõe: “Em direito do consumidor, todavia, o efeito típico do princípio da boa-fé em matéria de limitação do exercício de liberdade ou direito subjetivo constitui-se em um preceito de proteção do consumidor, em face da atuação abusiva do fornecedor. A proteção do consumidor em relação ao abuso do direito por parte do fornecedor aparece em diversos momentos como a proibição da publicidade abusiva (artigo 37, §2º), das práticas abusivas (art. 39), assim como da cominação de nulidade absoluta às cláusulas contratuais abusivas. Nestes casos, todavia, além do conteúdo material da conduta propriamente dita, o caráter abusivo é assinalado pela existência de posição dominante do fornecedor em face da vulnerabilidade do consumidor. O caráter abusivo e a contrariedade à boa-fé resultam do fato do fornecedor ter se aproveitado da sua posição de força perante o consumidor para impor-lhe condições desfavoráveis e, neste sentido, violar os deveres de consideração impostos pelo princípio.”. Portanto, vimos que temos uma importante ferramenta nas mãos para o combate aos abusos econômicos cometidos por aproveitadores do sofrimento alheio, sendo assim, recomenda-se aos consumidores, caso se deparem com tais abusos, que não se mantenham silentes. Denunciem ao PROCON qualquer aumento abusivo de preços, ou percepção de condutas abusivas por parte de empresários. Bibliografia em:www.jornalonegocio.com.br.
CASE DE SUCESSO Reportagem: Gabriel Gontijo
gabrielgontijo@jornalonegocio.com.br
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SUPERAÇÃO E RESILIÊNCIA
A história da fotógrafa que se reinventa a cada novo cenário de sua vida.
otógrafa de formação e profissão, Ana Cláudia Fernandes Cavalcante (Cacau Fernandes) é mais uma de inúmeros brasileiros que estão buscando alternativas para se manter, durante a estagnação econômica causada pelo isolamento social em decorrência da Covid-19. Aliás, superação é a marca dessa carioca que já teve suas fotos apresentadas em exposições até fora do Brasil. fotografia caiu e consequentemente, a profissional passou a se preocupar com a falta de dinheiro durante este período. Neste momento, Cacau encontra uma nova solução, fazer bolose vender no condomínio onde mora.
Foto: Severino Silva
Convivendo com dificuldades na infância, em que chegou a passar fome, tendo um irmão preso por ligação com o tráfico e chegando a se envolver com o jogo do bicho, Ana Cláudia Fernandes Cavalcante resolver dar uma guinada ao fazer o curso de fotografia. E, após se formar e começar a trabalhar para o jornal O Dia, mais uma vez a vida apareceu com uma surpresa desagradável. Em 2017, ela foi uma das vítimas de um atropelamento causado por um carro alegórico na Marquês de Sapucaí, no Sambódromo do Rio de Janeiro. Atingida pelo veículo da escola de samba Paraíso do Tuiuti, pensou por instantes que morreria durante o acidente. Mas sobreviveu. Passando por dificuldades financeiras por não conseguir voltar a trabalhar imediatamente, Cacau chegou a se alimentar por meses apenas com miojo, mas novamente voltou por cima. Após fazer um acordo financeiro com a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Cacau deu entrada na tão sonhada casa própria, não apenas para ela como para os filhos. Além disso, foi responsável por fotografar o casamento da atriz Mayana Neiva, do aniversário de Paolla Oliveira, fez registros de Regiane Alves, integrou o projeto "Fotógrafos do Bem" em parceria com outros profissionais do ramo e estava colhendo os frutos do belíssimo trabalho. Até surgir a pandemia do Coronavírus. Com o avanço da doença e o isolamento social imposto pelo governo, o serviço de
“Eu passei a fazer bolo quando a coisa começou a apertar. Depois que uma noiva que eu fotografei para um ensaio morreu com suspeita da Covid-19, todos os ensaios programados para outros casamentos foram cancelados. Com isso as despesas estavam aumentando. Daí pensei no que fazer e percebi que no prédio onde moro muita gente vende de tudo, menos bolo. Fiz um bolo de cenoura com cobertura de chocolate que foi muito elogiado. Daí continuei fazendo e aceitando encomendas”, conta Cacau. O novo projeto começa a dar certo e em um dia ela fez 20 bolos, chegando a vender cada um por R$ 45. Porém, como a fôrma era muito grande, ela passou a usar uma menor e de repente foi surpreenda com um aumento, significativo, de suas vendas. A partir daí, outros bolos surgiram.
“Como a demanda de bolos de pote é grande, passei a vender muito mais. Além disso, passei a comercializar também os bolos em fatias. Vendo por R$ 6 a fatia ou o pote. E isso fez com que as vendas aumentassem muito. Tem até um cliente que brinca comigo dizendo que eu estou fazendo ele engordar”,
conta Cacau, às gargalhadas. Além do bolo “Explosão de Chocolote” (cenoura com cobertura de calda de chocolate), ela inovou com os outros sabores: morango com cobertura de brigadeiro, abacaxi e ainda faz pudim. Passando a fase da pandemia, Cacau pretende voltar às atividades de fotografia, que é sua paixão. Por ora, mais saboroso do que as delícias produzidas por suas mãos é saber que sempre há possibilidades de superar todos os desafios e descobrir novas aptidões mesmo em meio às tempestades.
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CAPA ESPECIAL ÚNICA FARMA INAUGURA DROGARIA EM MORRO DO COCO Com aquisição de antiga farmácia, rede abre 35ª loja e supera expectativa trazendo novo conceito
Reportagem: Cláudia Gomes claudiagomes@jornalonegocio.com.br
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epois de 59 anos em Morro do Coco, 12º distrito de Campos, a Farmácia Santana, mais antiga da região, foi vendida para a rede de Drogarias Única Farma Prime. A inauguração da loja aconteceu na manhã do dia 24 de abril e contou com a presença da Família Santana, do Diretor Executivo da Única Farma, Emerson Gregório, colaboradores, fornecedores, empresários e moradores da região.
Da esq. p/ dir.: Julio Santana, Nilda Lacerda, Marilandy Santana, Evaldo Santana, Hiago Santana, Josélia Santana, Leonardo Davi Santana, Emerson Gregório, Dir. executivo da Única Farma. Foto: Dielly Rangel.
No discurso de abertura, Evaldo Santana, ex-proprietário da Farmácia, falou sobre a importância da nova loja. “Vivemos numa realidade de momentos difíceis, mas tudo passa e a misericórdia de Deus não faltará. Agora a família Santana passa o bastão para uma melhor e em nome dela que eu agradeço ao Senhor! A Única Farma vai fazer de Morro do Coco, mais forte, mais vibrante e mais atuante na comunidade. Esse momento é um marco para nossa região. Uma referência em atendimento”, afirmou, Evaldo, emocionado. Ainda durante a inauguração, o pastor Leonardo Davi, filho de Evaldo Santana, fez uma oração e pediu uma benção para a nova Drogaria. Em depoimento na rede social do jornal O Negócio, ele demonstrou gratidão. “Somos gratos a Deus, aos amigos e clientes por todos esses anos de parceria através do meu avô, meu pai e equipe. E que Deus ilumine essa nova empresa que chega gerando empregos e progresso pra nossa terra”, finaliza o pastor. Ao jornal O Negócio, Emerson Gregório (foto), falou sobre o novo empreendimento.
Foto: Dielly Rangel.
A moradora de Morro do Coco e universitária Taíssa Nogueira, 20 anos, foi uma das primeiras clientes a visitar a loja no dia da inauguração. Para ela, a abertura da drogaria representa muito para a região. “Adorei a nova loja. Acredito que, com ela, chega também, a evolução em termos de comércio. Os preços estão ótimos e a variedade de produtos é grande, principalmente, agora com a questão da pandemia, em que o custo de qualquer medicamente chega a ser um absurdo”, afirma Taíssa.
“Para nós, esta nova aquisição é um privilégio muito grande. Respeito muito a história da Farmácia Santana e esperamos contribuir com o crescimento local, trazendo um novo conceito de Drogaria para a região. A rede Única Farma supervaloriza a qualidade de vida e investe em um padrão que vai da estrutura física de todas as nossas lojas, até o atendimento personalizado. Nosso prazer está em atender bem”, afirmou o diretor.
Taíssa Nogueira aproveita as ofertas de inauguração da Única Farma. Foto: Dielly Rangel.
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REPERCUSSÃO equipe de reportagem do jornal O Negócio conversou com funcionários, fornecedores e representantes comerciais do distrito. Para Galdência (Gal), Supervisora do Sicoob Fluminense, a chegada da empresa vai valorizar ainda mais o Distrito. “Acredito que todo lançamento de novos negócios em Morro do Coco só tem a agregar valor à nossa comunidade. A Única Farma tem uma representatividade muito grande, não apenas em Campos, mas em outras regiões também, principalmente por se destacar com seus preços populares. O Sicoob apoia toda e qualquer iniciativa empresarial que beneficie a nossa população de maneira direta ou indireta. Parabéns pela iniciativa”, afirma Gal. Danyeli dos Santos, 31 anos, trabalha com Recursos Humanos na Única Farma há quase um ano e falou sobre a importância da loja nesta região. “A Única Farma trabalha pensando na qualidade de vida das pessoas. Além disso, a chegada da loja permite a oferta de trabalho para a população local. Atualmente, contamos, aqui em Morro do Coco, com 7 funcionários e o apoio de supervisores das lojas de Campos. A intenção é que o número do quadro de colaboradores aumente nos próximos dias”, afirma Danyeli. De acordo com a recrutadora, devido a Rede das Drogarias Única Farma estar presente em vários locais da Região Norte Fluminense, a probabilidade de novas vagas de emprego é muito grande.
Vander Louzada, fornecedor, marca presença na inauguração em Morro do Coco. Foto: Dielly Rangel.
Vander Lousada é fornecedor de esmaltes e adesivos para unhas, comentou sobre a importância da loja em Morro do Coco. “As pessoas saem do interior para comprar no Centro de Campos por conta dos preços que são mais baixos e a variedade de produtos que é grande. Agora com a Única Farma aqui, não será necessário mais esse deslocamento. Aqui o cliente encontra praticamente tudo que precisa.”, comenta o fornecedor.
Danyeli, recrutadora. Foto: Dielly Rangel.
Por isso, Danyeli disponibiliza o e-mail rh@unicafarma.com.br para envio de currículos. Corra e aproveite para enviar o seu. Boa sorte! SOBRE A ÚNICA FARMA
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rede Única Farma conta com 35 unidades incluindo a de Morro do Coco. Todas as unidades que estão espalhadas em Campos, Itaocara, São Francisco, Macaé, São Joao da Barra, Grussai e em breve São Fidelis, obedecem a uma estrutura padronizada com um ambiente agradável, garantindo o conforto aos seus visitantes. É considerada por seus clientes, a mais completa e a que pratica os melhores preços do mercado. A Drogaria trabalha com medicamentos, produtos de beleza, higiene, cuidados em geral e ainda conta com equipamentos relacionados, tudo com qualidade superior, preço justo e disponibilidade para entrega. Em decorrência da pandemia da Covid-19, a empresa também adotou medidas preventivas para combater e evitar a disseminação do vírus dentro das lojas. Em Morro do Coco, por exemplo, foram instalados protetores que separam o atendente entre o balcão e o cliente. Além disso, os funcionários utilizam as máscaras e o álcool em gel com frequência.
Imagens da loja em Morro do Coco. Fotos: Dielly Rangel.
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coluna: ESPECIAL Marcos Pessanha Colunista convidado
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Tradutor e Intérprete de Conferência, graduado pela PUC-Rio.
Como vender pelo Whatsapp e Instagram
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rofetas sempre existiram, mas ninguém sabe como serão as novas relações de consumo pós-pandemia. Dificilmente serão as mesmas. Vender pela Internet pode ganhar status de padrão ou o mais valioso canal. E você precisa começar agora. As vendas de alguns produtos podem cair, mas saiba que elas podem cair onde você mora apenas. Seus consumidores podem estar a 360 km de distância só esperando você mostrar seus produtos e dar-lhes um canal de comunicação para esvaziar o seu estoque. Deixe claro quem pagará o frete e pronto. O que você não deve fazer é achar que “dá muito trabalho” se profissionalizar, montar uma loja on-line, se capacitar e aprender a vender para estranhos que não lhe conhecem. Se você tiver 1 cliente em cada cidade do Rio de Janeiro, serão 92 clientes potenciais enchendo seu cofrinho de moedas douradas. Mas como se tornar conhecido para estranhos? Não existe milagre. Você precisa arriscar fazer a coisa certa. Saiba, porém, que quando seu cliente ligar ele pode estar entrando em contato pelo pro-
duto ou serviço em si, completamente alheio à fama que você tem ou acha que tem na cidade. Por isso, nunca peça para que ele ligue depois. Ele não quer ser atendido por celebridades. Vai ligar para o segundo da lista. Para vender pela Internet, você deve criar uma página no Mercado Livre ou anunciar no novíssimo Mercado Azul. Pode vender seus serviços no GetNinjas, que é bem legal. Pode criar um catálogo virtual clicável dos seus produtos com o Shoplook e bombar no Instagram. Pode criar uma loja virtual poderosa também. Se for artesã(o), pode se cadastrar no Mercado Azul e na Olist. Também pode abrir uma conta WhatsApp Business. Para começar com pé direito, peça ajuda para criar uma conta digital. Os bancos digitais permitem gerar um link de pagamento para enviar para os clientes pelo celular. O momento pede criatividade. Lance-se no mercado, sem medo, sem cachorro latindo na hora de falar com o cliente e sem fazer a tola pergunta: “Como você me descobriu?”. Seu cliente da Internet não tem complexo de Pedro Álvares Cabral. Ele quer prontidão e profissionalismo.
coluna: dEsign funcional
THIAGO BARRETO | Designer
Gestão de projetos: reinventando-se em momentos de crise
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udo o que empreendedor quer é que seu negócio dê certo e, para isso, nunca mede esforços para poder alcançar seus objetivos, porém, nada disso basta se você não souber organizar a produção de seu projeto. Por isso existe a gestão, que auxilia no controle de tudo que envolve a criação de um serviço ou produto. Em tempos de pandemia, todos têm que se reinventar, criar maneiras eficientes de manter o ritmo de trabalho e também a renda que garantirá a manutenção dos seus gastos, sejam comerciais ou pessoais. A gestão de projeto consiste em documentar, analisar e realizar processos que serão capazes de diminuir os riscos de sua emprei-
tada. Nesse âmbito, serão abordados temas como estruturas, planos, cronograma, condições, participantes, conflitos e muitos outros. Milhões de empreendimentos acabam por não alcançarem seus objetivos porque não investem na gestão, preferem por migrar em outros caminhos mais rápidos e mais baratos. Esse tipo de atitude acaba por jogá-los num quarto escuro onde não se sabe a direção certa a se tomar. Na área de criação, o recurso da gestão de projetos atua quase que inteiramente em qualquer trabalho que for realizado. Não há espaço para improvisações e nem tiros cegos, pois, apesar de ser um universo pautado na criatividade, a implementação das ideias tem que ser planejada. O mundo está
passando por mudanças e todos terão que acompanhar essa trajetória e entender os processos que surgirão dessa metamorfose. O trabalho remoto, o pensamento coletivo e a adaptação social serão o foco da nova geração de empreendedores. A melhor maneira de se engajar nesse novo (nem tanto) modo de trabalho é aperfeiçoar a gestão em seus projetos, pois muitos estão acostumados a serem coordenados por líderes que dão apoio e direcionamento durante o processo de trabalho. Agora será necessário entender a gestão como um todo e não apenas fazer parte dela como uma peça de apoio. Mesmo que se esteja em casa mandando tarefas prontas para empresa, o funcionário deverá ter em mente a organização afiada para com os demais integrantes do mesmo projeto, então assim fará com que o fluxo de trabalho funcione de forma efetiva para todos. A gestão aplicada a esse tipo de situação criará novos empreendedores, mesmos que nem eles mesmo saibam que são. O importante é que, acima de tudo isso, estudar o processo de gestão trará frutos
incomensuráveis para que você possa enfrentar qualquer desafio dependendo apenas do seu conhecimento e força de vontade. Mesmo que você perca seu emprego formal, saber gerir fará com que qualquer coisa possa ser passível de se vender, de se criar um caminho alternativo que traga, além do dinheiro, uma satisfação pessoal. Momentos de crise como este revelam os verdadeiros campeões, aqueles que deixam de olhar o copo meio vazio ou meio cheio e vão atrás de um copo maior. Para ajudar a compreender o que é gestão e como isso é primordial para que você aprimore seu negócio ou crie um novo, o IFRS (Faculdade do Rio Grande do Sul) está disponibilizando cursos gratuitos em sua plataforma digital e um deles aborda exatamente o conteúdo desta coluna. Acesse o site a seguir e faça sua inscrição: moodle.ifrs.edu. br. Aprenda em casa, aprimore seus conhecimentos e ainda receba um certificado aprovado pelo IFF. Bons estudos e muita determinação para vencer essa crise.
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ECONOMIA Reportagem: Gabriel Gontijo
Ed. 06 | Ano 1 | MAIO - 2020
O que fazer com o auxílio de R$ 600?
Apesar do valor ser menor que o salário mínimo, é possível definir o que é prioritário com o dinheiro, afirma especialista.
gabrielgontijo@jornalonegocio.com.br
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Caixa Econômica Federal informou que mais de 45 milhões de brasileiros tiveram o seu pedido para receber o auxílio emergencial aprovado. Destes, mais de 16 milhões já puderam sacar os R$ 600. O valor é bem mais inferior ao do salário mínimo e a dúvida agora é: o que fazer quando o auxílio cair na conta? O jornal O Negócio conversou com Bia Santos, CEO da Barkus Educacional, especialista em educação financeira, para ajudar o leitor a direcionar, de maneira inteligente, o auxílio cedido pelo governo durante o isolamento social. Embora o auxílio seja baixo, ele é necessário para manter o básico, como alimentação e remédios. Para a especialista, a ajuda também pode ser usada para quem é empreendedor. Ao mesmo tempo, ela fala como deve ser a distribuição do auxílio na hora do pagamento das contas. "Essa quantia é um apoio para os empreendedores que estão com dificuldades e precisam investir em um novo produto ou serviço para reinventar o seu negócio e trazer dinheiro para seu caixa. Já em relação às contas prioritárias, temos percebido que as maiores preocupações são os gastos com alimentação, medicação, aluguel e mensalidade da escola. É importante salientar que os serviços essenciais, como de água, luz e gás, ainda serão pagos depois
do período de contingência. É necessário incluir essas contas no planejamento doméstico dos próximos meses. Cuidado para não se enrolar", aconselha Bia. Outro ponto que a especialista alerta é para o planejamento de como devem ser os gastos antes do recebimento da ajuda. A partir daí ela sugere que também não se acumulem outros pagamentos, como cartão de crédito e cheque especial. E um outro item que Bia comenta é sobre o corte de despesas desnecessárias. Por isso, ela sugere outras formas de lazer que sejam sem nenhum tipo de custo.
"Com o isolamento social, a tendência é economizarmos com atividades fora de casa, como bares, cinema e restaurantes. É importante termos momentos de lazer, mas não precisamos, necessariamente, pagar por todos eles. Invista em momentos gratuitos com a família, com brincadeiras no quintal, jogos de tabuleiro, filme na TV aberta, receitas de comidas diferentes, que evitem gastos com delivery. Caso os cortes de orçamento sejam necessários, comece pelos supérfluos", recomenda. Valdir Silva, que é profissional liberal e trabalha como locutor de porta de loja, foi um dos milhões que fizeram o cadastro. Seu pedido foi aprovado e já está com seu pla-
nejamento econômico, em ação. Casado e com uma filha pequena, Valdir conta, em entrevista ao jornal O Negócio, o que está fazendo para driblar a crise e se ajustar com o novo cenário, já que atualmente sua esposa é a única quem mantém as contas de casa. Ela, que trabalha como profissional de saúde e recebe pouco mais de um salário mínimo. "Assim que pedi o auxílio tive que refazer as contas de casa. Cortei a televisão por assinatura e o telefone fixo. Só não tirei a internet porque não tem como ficar em casa no isolamento sem esse serviço, é impossível. Antes eu conseguia tirar em média R$ 1800 por mês com as locuções que fazia em lojas. Mas agora é a minha esposa que está segurando a barra e para três pessoas", lamenta Valdir, que fez o cadastro assim que foi permitido o acesso. Selecionamos 3 dicas de organização financeira para ajudar durante o isolamento. 1 - Controle suas finanças: Neste momento, mais que nunca, é importante manter anotado tudo que se tem para pagar no mês com despesas fixas e principalmente com despesas que não são
Foto: Marcos Santos/USP Imagens.
tão urgentes. São os pequenos gastos de hoje, que não percebemos, que farão diferença mais a frente no orçamento total da família. Fique de olhe e anote tudo. 2 - Monte um fluxo projetado Outro passo para manter o equilíbrio financeiro é montar um fluxo projetado, ou seja, fazer uma projeção das rendas e despesas da família para, pelo menos, os próximos 12 meses. Sabemos que para profissionais autônomos é ainda mais difícil mensurar as receitas, por isso, nossa sugestão é que seja aplicado um percentual de redução maior nesta fase de crise e que, daqui a três meses, retorne ao normal. E isso vale para todos os momentos, não somente os de crise, apesar de agora ser mais fundamental do que nunca. 3 - Reduza os custos Veja todos os custos fixos e avalie quais deles podem ser postergados ou reduzidos. Muitas pessoas estão renegociando com os fornecedores para reduzir os custos fixos, como o aluguel, por exemplo. Considere que ninguém está querendo perder clientela nesse momento de crise.