COLUNAS
empreendedorismo
direito corporativo
saúde em foco
Conheça os diferentes tipos de empreendedorismo com o Sérgio Rocha Lima. Pág. 06
O fim do Sócio de Palha: a previsão legal da Sociedade Limitada Unipessoal. Pág. 04
Conheça os riscos do uso indiscriidado de antidepressivos.Por João Carlos Campista.Pág. 07
FAZENDO ALÉM DO SEU PAPEL contato@jornalonegocio.com.br | @jornalonegocio | www.jornalonegocio.com.br | ED. 1 - ANO 1 - DEZ / 2019
MEMÓRIAS valor x preço: O que mais pesa na tomada de CASE DE SUCESSO LOCAL REGIONAIS decisão na hora da compra? Dois conceitos distintos, mas que ainda causam confusão para consumidores e até para muitos profissionais durante o processo da venda. Pág. 04
A história emocionante de Zuzu. Superação e muita determinação definem a garra deste empresário. Pag.8
De Morro do Coco para o Mundo. Nilo Peçanha, um homem a frente de seu tempo. Pág. 2
EVENTOS
Comemoração dos 158 anos de Santo Eduardo arrasta multidão. Veja como foi a festa. Pág. 05
MARKETING Lançamento: Em Novembro surgiu mais uma marca original de Morro do Coco, produtos POÁ. Confira na Pág. 06
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memórias regionais editorial UM VISIONÁRIO à frente de seu tempo Por Cláudia Gomes claudiagomes@jornalonegocio.com
Selecionamos a fantástica história de Nilo Procópio Peçanha para iniciar a editoria MEMÓRIAS REGIONAIS. Embora já contada por diversos autores, registramos, de maneira sintetizada, parte do início de sua história e as homenagens merecidas feitas a ele até os dias de hoje. Nilo nasceu em 02 de outubro de 1867, em Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, cuja capital até 1975, era Niterói. Filho de Sebastião de Sousa Peçanha, padeiro, e de Joaquina Anália de Sá Freire, descendente de uma família importante na política do norte fluminense, viveu com a família no sítio em Morro do Coco até completar e idade escolar. Em 1872, seu pai vende o sítio e compra uma padaria na Rua da Quitanda - Nº 40 (Rua Theotônio Ferreira de Araújo). Nilo ainda teve mais quatro irmãos e duas irmãs. Chegou a cursar o primeiro grau em Campos e o secundário (ou segundo grau) em Niterói, capital fluminense e cursou a Faculdade de Direito em São Paulo, concluindo posteriomente em Recife. Sua vida como advogado durou pouco, pois ingressou na política aos 21 anos. Poucos poderiam imaginar que ele se tornaria um influente político e que até mesmo ocuparia o cargo de Presidente da República, devido aos preconceitos raciais existentes na época, o mesmo era tratado como o “mestiço de Morro do Coco” que de tal forma, era um termo pejorativo e que fazia a alta sociedade exclui-lo do meio político. Só que eles não contavam que Peçanha tinha uma boa oratória, educação e conhecimento, o
que fez com que ele em 1890, se elegesse deputado constituinte, de 1891 a 1903 ocupa o mandato de deputado federal e no mesmo ano renincia ao mandato de deputado para assumir a Presidência (nomenclatura de governador, à época) do Estado do Rio de Janeiro. Eleito vice-presidente da República em 1906, assume a Presidência em 1909 com a morte do então Presidente Afonso Pena, foi quando apoiou a Agricultura, Indústria e Comércio, criou o Serviço de Proteção ao Índio (nomeado para chefia-lo Marechal Rondon) e investiu maciçamente na Educação, que criou através do decreto nº 7566 de 23 de setembro de 1909, as Escolas de Aprendizes e Artífices com o propósito de educar e proporcionar oportunidades de trabalho para os jovens das classes menos favorecidas. Ao longo dos anos, a instituição passou por diversas transições dando continuidade a Escola Técnica, CEFET e hoje, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. Nilo Peçanha governou o Estado do Rio em mais um mandato, entre 1914 e 1917 e foi também Senador da República e Ministro das Relações Exteriores. É considerado um dos construtores do Brasil moderno, tendo recebido homenagens em todo o país, inclusive a cidade que leva seu nome, Nilópolis, no Estado do Rio. Em Campos, seu nome consta em Escolas, Colégios, CIEP, ruas, e avenidas principais da cidade, praça pública, a centenária Biblioteca Municipal e o edifício sede da Câmara de Vereadores
– Palácio Nilo Peçanha que recebeu, em 2014, uma estátua sua em tamanho natural e exposições de fotos e documentários. Em homenagem aos seus 150 anos, em 2017, foi feita a Exposição Iconográfica por Genilson Paes Soares. Em 2018 é lançada a revista Nilo Peçanha em Quadrinhos pela DJS Editores e Distribuidores, com roteiro e arte de Rubens Matos do Couto. Nilo Procópio Peçanha faleceu em 31 de março de 1924, na cidade do Rio de Janeiro, sendo sepultado no Cemitério São João Batista.
Em meio a um cenário em que só se fala de crises (econômica, política, moral, etc.), e ainda temos que lidar com as notícias falsas (Fake News) pelas redes sociais sendo disseminadas na velocidade da luz, eis que surge o Jornal O Negócio (JON) na região norte de Campos dos Goytacazes. Nosso propósito é literalmente remar contra essa maré. Além do próprio papel social da imprensa, o veículo tem compromisso com a transparência, pluralidade de opinião e a imparcialidade. O alto nível de discussão abordado neste veículo, cer-
tamente causará impacto positivo na sociedade. Sim, esse é o objetivo. E mais, o JON pretende desconstruir crenças limitantes, ampliar o conhecimento empresarial através da informação e principalmente, estreitar as relações corporativas locais de maneira significativa através de ações práticas e conjunta com a sociedade. A equipe de produção foi cuidadosamente selecionada e extraída da nossa própria terra para tornar esta mídia, uma referência de comunicação local, capaz de registrar a memórias, incentivar o desenvolvimento econômico e provar que é possível empreender mesmo em momentos de crise, quando se realmente acredita no potencial das pessoas.
Memorial Câmara Documentário
expediente FUNDADORES: Cláudia Gomes de Barros Adenilto Rodrigues Andrade Adriano Carvalho Gomes Maiara Pereira de Barros Thiago Barreto DIRETORIA Dir. de Jornalismo: Cláudia Gomes MTB 36686/RJ Dir. de Arte: Thiago Barreto Dir. Comercial e Marketing: Adenilto Andrade Dir. Relacionamento com o cliente: Maiara Barros FOTOGRAFIA Dielly Rangel COLUNISTAS Adenilto Andrade Cláudia Gomes Fabricyio Silvestre
João Carlos Campista Sérgio Rocha Lima Maiara Barros Thiago Barreto
Redação: Rua Nilo Peçanha 204, Sala 06 - Morro do Coco, Campos dos Goytacazes. CEP: 28178000. RJ.
COMERCIAL Fábio Santos Valdi Junior Adonis Teixeira de Azevedo
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ASS. DE REDAÇÃO Gabriel Do Nascimento JORNAL O JORNAL Tiragem: 5mil Gráfica: A Tribuna Distribuição: Gratuitas. Região de distribuição: Morro do Coco, Conselheiro Josino, Vila Nova, Santo Eduardo, Espirito Santinho, Santa Maria e São Joaquim (Cardoso Moreira). Alliada Comunicação Integrada LTDA ME. CNPJ: 194005250001-42
ASSESSORIA DE IMPRENSA Gabriel Gontijo assessoriadeimprensa@jornalonegocio.com.br
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especial | capa VALOR ou PREÇO: O que pesa mais, na tomada de decisão da compra? Dois conceitos distintos, mas que ainda causam muita confusão
Por Cláudia Gomes claudiagomes@jornalonegocio.com
As festas em comemoração ao Natal e Réveillon estão chegando e com elas, as tradicionais compras de vestuários, os presentinhos que não podem faltar e claro, aquela reforma rápida na casa para mudar o cenário do lugar que vai receber amigos e familiares nas confraternizações mais esperadas do ano. Para muitos brasileiros, esses cos-
tumes já viraram rotina e tudo precisa ser feito como manda a tradição. Afinal, esses momentos são únicos e carregados de valor sentimental. Mas, qual o preço a se pagar por estas ocasiões especiais? Falar de preço e valor ainda causa dúvidas tanto para consumidores quanto para empresários. O JON conversou com empresários, especialistas de marketing e consumidores, para ajudar a com-
preender melhor esse tema. Sob o ponto de vista do marketing, o preço de um produto/serviço baseia-se no levantamento de todos os custos envolvidos desde a produção até chegar às mãos do consumidor. Já o valor agregado é exatamente o que esse produto entrega ao consumidor, por exemplo: a satisfação de ter a última versão do iphone da apple, com melhores recursos ou tomar posse daquele carro do ano cheio
Meu público é exigente, porém moderado. Minhas clientes procuram estilo, qualidade, mas principalmente, a facilidade nos pagamentos. Eu procuro atender todas, segundo suas condições. Este é o diferencial da minha loja. Considero meu preço justo a altura da exigência do meu público – alvo. Foto: Dielly Rangel
Aninha Araujo, empreendedora.
No meu espaço, fazemos tudo com muita paixão e carinho para atender todas as nossas clientes e deixá-las satisfeitas e felizes. Esse é o nosso diferencial. Elciana Mendes, empreendedora.
Foto: Dielly Rangel
coluna: direito corporativo Por Fabrycio Silvestre
Advogado - OAB nº174.427, LLM em direito empresarial
O fim do Sócio de Palha
A previsão legal da Sociedade Limitada Unipessoal Como se sabe, empreender num país como o Brasil não é fácil. Ao se decidir exercer empresa, umas das primeiras dúvidas que surgem é: qual tipo societário devo utilizar? Temos alguns no Brasil, mas, no presente artigo, abordar-se-ão apenas três: o Empresário Individual; a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada e a Sociedade Limitada Unipessoal. O mais comum é se iniciar a empresa de forma autônoma. Ocorre que a alternativa dada pela legislação não era das mais agradáveis, tendo em vista que, para fazê-lo, só era possível por meio do empresário individual. Tal pessoa jurídica tem como principal característica a responsabilidade ilimitada do empresário para com as obrigações da empresa, ou seja, a grosso modo, o empresário respondia com seu patrimônio pessoal a qualquer obrigação assumida pela empresa. Caso não se quisesse a responsa-
bilização ilimitada, a alternativa era se utilizar da figura do sócio de palha - figura controversa em nosso ordenamento jurídico -, ou seja, sócio com uma participação mínima no contrato social. Assim, a responsabilização limitada passava a ser limitada ao valor de suas cotas, desde que integralizado o capital social. Por muito tempo, havia apenas essas duas possibilidades. Tudo começou a mudar com a criação da EIRELI, em 2011. Fi-
de novos detalhes que trazem conforto e elegância. Os setores de marketing estão trabalhando hoje mais do que nunca, para associar suas marcas a valorização das necessidades de seus consumidores. Sandálias Havaianas - Sucesso de marketing Zaqueu Santos, professor de marketing, prospect business, e diretor da empresa Altec Engenharia Climatização e Refrigeração, conversou com nossa equipe de jornalismo sobre o assunto e dividiu conosco seu estudo de caso feito com as sandálias Havaianas, onde mostra bem os conceitos de valor x preço. “Colocar preço em produto/ serviço, significa calcular todos os custos da produção. Portanto o quanto esse produto custa em dinheiro que o cliente irá investir no momento da compra. Avaliando o estudo de caso da Alpargata, que teve seu lançamento em 1962, nas cores azul e branco, a
nalmente, tínhamos um tipo societário que poderia atender aos anseios dos que tinham vontade de empresariar de forma unipessoal. A EIRELI muito se assemelha à Sociedade Limitada, porém não é dos instrumentos mais democráticos, tendo em vista que há limitação econômica para sua constituição, pois somente pode ser constituída se o capital social for acima de 100 salários mínimos. Em meu sentir, tal medida foi
pouco benéfica, pois atendeu aos interesses de pequena parcela de empreendedores no país, tendo em vista que, para quem está começando a empreender, dificilmente se teria 100 salários mínimos para investir e integralizar o capital social. Eis que surge a MP 881/2019, que foi convertida em Lei nº 13.874, apelidada de Estatuto da Liberdade Econômica. Não havia nome melhor a ser dado a tal diploma legal. Das diversas medidas previstas no diploma legal supracitado, se dará enfoque, no presente texto, a apenas um dispositivo trazido por ela: a previsão de constituição de Sociedade Limitada Unipessoal. A referida Lei modificou o art. 1.052 do Código Civil, adicionando o parágrafo 4º, estabelecendo que, a partir de 20 de setembro de 2019, passa a ser possível a constituição de sociedade limita-
ideia que se tinha do produto era: uma sandália confortável, resistente com uma produção de baixo custo e que pudesse ser usado por todos, especialmente por pessoas de poucos recursos financeiros. Isso é precificar. Já a valorizaçãoação da mesma marca ocorreu quando, em uma ação do planejamento de marketing realizou o estudo de impacto deste produto nas camadas econômicas mais ricas e foi constatado na pesquisa de mercado que as pessoas de classe de maior poder econômico, queriam que o produto tivesse inovação e uma gama de variedades de modelos e cores. A pesquisa trouxe para a empresa Alpargata, informações fundamentais para a grande virada as Havaianas nos anos 90. As vendas subiram. Mas foi em 2000 que as sandálias ganharam destaque internacional e uma nova revolução do marketing acontece. Desta vez, Gisele Bündchen, desfila com as sandálias no Fashion Week - São Paulo, causando impacto na mídia nacional e internacional. Assim, Gisele, glamouriza o produto e temos mais um ‘boom de sucesso’ nas vendas. A estratégia de marketing transformou um produto que tinha apenas preço e o valorizou, tornando-o necessária para uso no dia - a - dia.”, explica o professor. Depoimentos de empresários e empreendedores de Morro do Coco, 12º Destrito de Campos destacam o modo como eles vêem o valor de seus produtos/serviços.
da unipessoal, sem qualquer limitação econômica. Após a promulgação da Lei, a figura do sócio de palha passa a respirar por aparelhos, tendo em vista que a lei concedeu efetivamente liberdade ao empreendedor para empresariar sem ter que arriscar todo o seu patrimônio na atividade. Não era aceitável que o entrave para se empresariar fosse a boa vontade de um terceiro para se aliar ao real empreendedor. A disciplina dada à sociedade limitada unipessoal é a mesma utilizada pela sociedade limitada com pluralidade de sócios, podendo-se, inclusive, escolher de forma supletiva a aplicação das Leis das Sociedades Anônimas. Entendo que, a partir de agora, com tais medidas, os empreendedores estarão mais encorajados a empresariar, diante desse grande avanço no legislativo em nosso país.
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EVENTOS Evento em Santo Eduardo reunE mais de 7mil pessoas em comemoração aos seus 158 anos A festa movimentou mais de R$ 100 mil na economia do distrito durante os três dias do evento, de acordo com organizadores. Por Cláudia Gomes claudiagomes@jornalonegocio.com
A Festa de Santo Eduardo, 13º Distrito de Campos dos Goytacazes, já se tornou o evento mais esperado por comerciantes e moradores do Distrito. O ambiente perfeito para promover artistas da região, reunir santo - eduardenses ausentes e movimentar a economia local através de exposição de barracas do comércio local. De acordo com organizadores mais de 7 mil pessoas passaram pelo evento nos dia 11, 12 e 13 de outubro e movimentou mais R$ 100 mil na economia local. O evento foi realizado pela Comissão Organizadora da Festa de Santo Eduardo (Edição 2019)
de 22 barracas de comerciantes locais, incluindo a de chopp, sendo a maior de todas instalada na praça de Santo Eduardo. O evento movimentou mais de R$100mil em todo Distrito durante o período que antecedeu o evento até o último dia. A análise é de Fábio Grey, um dos responsáveis pelo evento. De acordo com ele a arrecadação total do evento foi de aproximadamente de R$ 30mil. “Nossa comissão teve um gasto de R$ 28 mil com despesas só da festa. Como nós arrecadamos aproximadamente R$30mil este ano, o restante do valor, doamos para o fundo de restauração da Praça de Santo Eduardo. A partir destes valores, temos uma base de cálculo para a soma total do faturamento de
Comerciante Walzeli Martins completando seu 6º ano de vendas na Festa de Santo Eduardo e diz que o evento é essencial para o economia local. Foto: Dielly Rangel composta pelos moradores: Cyro Ramos, Fábio Grey, Jorge Nogueira, Leonardo Rodrigues, Mauro Ramos, Michele Ofrantes e Sarah Farah. A Festa contou ainda com o apoio da Prefeitura de Campos dos Goytacazes, Polícia Militar e a cobertura exclusiva do Jornal O Negócio (JON). Durante os três dias, as atrações que animaram a festa foram: a queima de fogos em homenagem à Santo Eduardo, bingo, apresentação de bandas marciais e muita música. Pelo palco da festa passou: Diego Carvalho, Banda 4G, DJ André, Rogério Aço Doce e Banda, DJ Suel de Campos, Luca di Balucio, Wernek voz e violão, Junior Oliveira e Banda, Elite Vibe, Nelson Principe Negro, Banda Reverso, Levanta Saia e Laura Pessanha do The Voice Kids. De acordo com os organizadores, passaram pela festa uma média de sete mil pessoas durante o período da festa. O evento deste ano contou com o cadastro
todos os comerciantes juntos e ao meu ver, foi de mais de R$100mil. Considerando claro que tivemos 22 barracas inscritas este ano” afirma Fábio. Ainda de acordo com responsável, passaram pela festa, uma média de 7 mil pessoas. E os visitantes vêm de toda parte: Itaperuna, Italva, Cardoso Moreira, Centro de Campos, Morro do Coco, Conselheiro Josino, Vila Nova, Rio de Janeiro e até do Espírito Santo. Pessoas que anualmente voltam para prestigiar a festa e
Comissão Organizadora da Festa de Santo Eduardo, edição 2019. Foto: Dielly Rangel reencontrar amigos e familiares, no que eles chamam de ‘O reencontro do santo-eduardense ausente’. Em entrevista ao JON, a fisioterapeuta Ana Carolina da Costa, 36 anos, disse que apesar de morar no Centro de Campos, anualmente faz questão de prestigiar a festa pelo privilégio de rever amigos e familiares que moram no local “Esse evento é muito importante para reencontrar os santo-eduardenses ausentes. As pessoas realmente se esforçam para manter esta tradição viva, principalmente porque ajudar a movimentar o comércio daqui.”, afirma a profissional. Wauzeli Martins, 52 anos, proprietário da Lanchonete Paxte-
eventos de dezembro MORRO DO COCO PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA PENHA Sacramento da Crisma Será presidido pelo Bispo Diocesano Dom Roberto Ferreria Paes e Co-celebrante: Paróco Padre José Maurício Peixoto. Data: 19/12 | Às 19h30 TEMPLO DA PIBMMC CELEBRAÇÃO DE NATAL Cantata e encenação de Natal Data: 25/12 | 19H 30MIN Celebração do fim de ano; Ceia
lão Mini Rango, há 10 anos no ramo de festas e há seis mantém sua barraca no evento com quatro funcionários. De acordo com o empreendedor, a festa é uma oportunidade valiosa para os comerciantes de Santo Eduardo. “Todo ano vem gente de Mimoso, Muqui, Cachoeiro, de todos os lugares. Isso é muito bom para quem vende na festa. Estou com este ponto há seis anos e o meu faturamento está satisfatório.”, afirma o Walzeli. Em entrevista ao JON, a fisioterapeuta Ana Carolina da Costa, 36 anos, disse que apesar de morar no Centro de Campos, anualmente faz questão de prestigiar a festa pelo privilégio de rever amigos e familiares que moram no do Senhor e muita comunhão Data: 31/12 | 21hs SANTO EDUARDO PISCINA SÃO SEBASTIÃO Confraternização de fim de ano Data: 22/12 |18hs SANTA MARIA FÁBIO SANTOS - PRODUÇÃO E EVENTOS FABULOSOS Bandas de Forró (Pamela Goes, Aurélio Carvalho, Rubinho Acordion e Guto e Bruno), DJs (Suel e DJ Moreno) e WI-FI liberado. Data: Dias 07 e 08 de Dezembro IGREJA CHAVE DE DAVI Dia da Bíblia - Uma Bíblia em cada casa. Evangelização em
Ana Carolina e Diego Coke, na festa de Santo Eduardo. Foto: Dielly Rangel.
local “Esse evento é muito importante para reencontrar os santo-eduardenses ausentes. As pessoas realmente se esforçam para manter esta tradição viva, principalmente porque ajuda a movimentar o comércio daqui.”, afirmou a profissional. massa de Igrejas Evangélicas Unidas em Sta Maria durante a tarde e a noite, grande culto na Praça do Sol a partir das 18hs. Direção: Pastor Marcos Rodrigues Data: 7/12/2019 | 13h saída para entregar Bíblia. CONSELHEIRO JOSINO FESTA DA ÁGUA Data: 15/12/2019 | de 7h as 16h O que vai acontecer nos eventos? Momento de Batismos de um grande grupo de irmãos e Dia de Comunhão de Toda igreja, com piscina, futebol e muita alegria Local: Sítio Cantinho do Céu Conselheiro Josino.
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marketing | Lançamento poá
coluna: empreendedorismo Por Sérgio Rocha Lima
Empresário e Consultor do SEBRAE - RJ
Produtos da marca POÁ chegam à mesa do consumidor a partir de novembro
Empreender: sinônimo de novos desafios e motivações Quando aceitei o convite para escrever nesta coluna do “JORNAL O NEGÓCIO”, minhas características empreendedoras vieram à tona. Vislumbrei ter a possibilidade de me colocar escrevendo minhas experiências empreendedoras além de multiplicar e compartilhar meus conhecimentos com os leitores, acerca de um assunto muito rico em uma publicação que já nasce vitoriosa. Portanto, por meio da análise do meu Plano de Negócio para este case, verifiquei que fiz a escolha certa diminuindo meus riscos, em que começamos a falar sobre este tema fantástico que é o EMPREENDEDORISMO. O EMPREENDEDORISMO está no DNA de cada um, podendo ser desenvolvido, aprimorado e aprendido. Todo mundo que está inserido no mercado corporativo nasceu EMPREENDEDOR, pois sempre está preocupado em mudar, mudar para um mundo melhor, para situações melhores, claro que também visando beneficiar-se desse status quo.Os DESAFIOS EMPREENDEDORES já estão claros na própria palavra EMPREENDEDOR, em que não existe a situação de abrir uma empresa sem “DOR”, e, de acordo com o seu planejamento estratégico bem elaborado, claramente após a “DOR”, de acordo com todas as suas iniciativas e acabativas orientadas, o empreendedor vai “RIR”, rir do sucesso que alcançou, rir do seu negócio ter dado certo, rir das vendas que começaram a crescer, rir por estar gerando riquezas para a sociedade e, finalmente, rir pelo lucro que o
seu negócio começa a dar. A trajetória EMPREENDEDORA, de colocar uma ideia nova em ação, na prática, com propósito claro e transformá-la em negócio, tem algumas características comuns nos empreendedores, como: valentia, vontade, iniciativa, competências pessoais, persistência, criatividade, visão estratégica e alta capacidade de inovar. Não há um momento certo para se começar a empreender, a não ser no empreendedorismo pela necessidade, momento ao qual podemos chamar de situação-problema, em que o empreendedor pode usar toda a sua capacidade empreendedora na hora que está temporariamente fora de serviço, no modo avião, por exemplo, ou seja, na hora em que perdeu o seu emprego e necessita ter receitas. Não existe negócio sem riscos. A solução para diminuirmos os riscos e acertarmos perto do alvo, já que o alvo é móvel de acordo com as mudanças de mercado, é realizarmos um planejamento certeiro, no papel. Um planejamento bem elaborado e estruturado para uma empresa que está surgindo é chamado de Plano de Negócios, que é feito olhando-se todas as circunstâncias que cercam uma oportunidade, com o objetivo único de fazer com que o negócio esteja no caminho correto para sua abertura e, claro, para dar certo. Os resultados de uma empresa são medidos periodicamente através de seus objetivos e das metas que convergem para o
Por Cláudia Gomes lucro da organização. Não existe na carreira empreendedora o clichê “em time que está ganhando não se mexe”, uma vez que as mudanças de comportamentos dos Clientes são constantes e ininterruptas. Existem o EMPREENDEDORISMO CONVENCIONAL e o EMPREENDEDORISMO DIGITAL, e dizer que um é melhor que outro não seria muito correto, uma vez que vai depender da oportunidade, do problema que estamos resolvendo, da necessidade que estamos enxergando no mercado e, principalmente, do perfil do empreendedor. Acontecem, hoje, no mercado o EMPREENDEDORISMO RAIZ, o INTRA EMPREENDEDORISMO, e o EMPREENDEDORISMO SOCIAL, em que todos visam lucratividade. Falaremos, no futuro, dos detalhes de cada um. Muito feliz de ter a oportunidade de escrever sobre um tema fascinante, que é uma tendência mundial e não um modismo, que é o EMPREENDEDORISMO. A ideia é torná-los fidelizados na leitura desta coluna, assim como nos negócios, onde estamos abertos a sugestões de temas. A vontade do quero mais será sempre o foco no nosso objetivo de atendê-los e supri-los, com qualidade e excelência. Nosso target principal é também fazê-los nossos CLIENTES leais, em que temos como meta maior entusiasmar, encantar e surpreender vocês, sempre e continuamente.
claudiagomes@jornalonegocio.com
A mais nova sensação do café da manhã traz um gostinho de homenagem. Que tal uma
saborosa rosquinha para acompanhar seu café da manhã? E se for aquela torradinha temperada ou, até mesmo, algumas bolachinhas? Esses e outros produtos fazem parte da nova linha POÁ, lançada neste mês em Morro do Coco, 12º distrito de Campos, pela empreendedora Andréia Rangel com o apoio de seu esposo Aguinaldo Mendes Rangel. Juntos, fundaram um negócio promissor, que tem como objetivo se tornar referência de mercado na região norte de Campos. Ela administra. Ele, junto com uma equipe de cinco pessoas, produz os itens com receitas exclusivas e secretas. De acordo com Andreia, a marca POÁ é uma homenagem às pessoas que marcaram a vida de seu esposo, são eles: o Pedro Rangel (avô), Osvaldo Rangel (pai) e Amaro Rangel (tio). Juntos, os três empreendedores vendiam pão, rosquinhas e outros itens, na carga de um pequeno burrinho jacá, quando Aguinaldo ainda era muito pequeno. “Decidimos colocar o nome POÁ em nossos produtos para homenagear essas três figuras que não saem da minha memória. Em momentos difíceis, eles não só vendiam, como também trocavam o pão por outros produtos que eles necessitavam.”, declara Agnaldo. A linha de produtos contém rosquinhas, torradinhas temperadas,
Andreia Rangel, empreendedora fala sobre os novos produtos POÁ. Foto: arquivo pessoal
bolachas, palitinhos, bisnaguinhas e até rabanadas. Mas, a empreendedora pretende ampliar sua linha de produção para atender clientes com intolerância à lactose e ainda produzir itens sem glúten. Os itens já estão sendo distribuídos para padarias e mercados da região, chegando ao Centro de Campos, São Francisco e até Búzios. A expectativa do casal é que a marca se torne referência no mercado e, assim, mantenha a memória de Pedro, Osvaldo e Amaro, viva.
O nome POÁ é uma homenagem às pessoas que marcaram a vida de meu esposo, são eles: o Pedro Rangel (avô), Osvaldo Rangel (pai) e Amaro Rangel (tio). Juntos, os três vendiam pão, rosquinhas e outros itens, na carga de um pequeno burrinho jacá, quando Aguinaldo ainda era muito pequeno. Andreia Rangel
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coluna: saúde em foco Por João Carlos Campista
Farmacêutico
POR QUE OS ANTIDEPRESSIVOS CAUSAM SUICÍDIO EM CRIANÇAS E JOVENS?
classificados
Não é de agora que este assunto vem sendo discutido. A Revista Acta Medica Portuguesa 2011; 24: 603-61 seria uma das muitas publicações que já teriam abordado este - assunto. Mas, o que seria um “estado depressivo”? O termo “depressão” é usado para definir “estados de desânimo em s série”, de moderado a grave, que s comprometem a saúde física e mental do indivíduo. Mas, afinal, , por que estas coisas acontecem? Por que as pessoas ficam assim: a com depressão? , A resposta está na forma como - se comporta a transmissão dos impulsos nervosos na mesma, sendo tais impulsos responsáveis pela emoção! Nestes, três tipos de neurônios específicos estão em “desequilíbrio”: o que produz serotonina (5-HT); o que produz Norepinefrina (NE) e o que produz Dopamina (DA). Os dois primeiros citados e principalmente estes por serem mais estudados, quando “em menor quantidade (ou concentração)” em “espaços ou regiões” entre cada um destes neurônios produtores, as chamadas “fendas sinápticas”, geram este transtorno de humor chamado “DEPRESSÃO”. O impulso nervoso ao passar por estes espaços interneuronais (fendas sinápticas) terá menor in-
tensidade, devido a esta menor produção de NE e 5-HT, e sua transmissão ao próximo neurônio (neurônio pós-sináptico) terá, por consequência disto, um valor” diminuído”, ou seja, “abaixo” daquele que chegou ao neurônio inicial (chamado neurônio pré-sináptico). Portanto, a deficiência de NE e, particularmente, de 5-HT, no cérebro seria a causa da “DEPRESSÃO ou do TRANSTORNO DEPRESSIVO” (subdividido em: 1- TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR, que pode ser recorrente ou único, e 2 -TRANSTORNO DISTÍMICO), classificada como “Unipolar” (as oscilações do humor não alteram a direção). Quando há alternância entre “Estados Depressivos” e “Episódios de Mania”, fala-se em “DOENÇA BIPOLAR”(subdivididos em DOENÇA BIPOLAR I ou MANIA, e DOENÇA BIPOLAR II, ou HIPOMANIA), em que a Dopamina (DA), produzida pelo terceiro Neurônio citado, além da NE e da 5-HT produzidas pelos dois primeiros neurônios, anteriormente comentados, estão “aumentados” em suas respectivas fendas sinápticas, gerando “estímulos alterados”, o Estado de MANIA. Esta “produção aumentada” de NE, 5-HT e DA deverá ser “reduzi-
da” nestes casos. Esta “TEORIA MONOAMÍNICA CEREBRAL” revela que quando houver déficits destas monoaminas haverá “DEPRESSÃO” e quando houver excessos, haverá “MANIA”. A NE é responsável pela ATENÇÃO (um dos sintomas da depressão é a “falta de atenção”), MOTIVAÇÃO (diminuída em pessoas com depressão), PRAZER (diminuído em pessoas com depressão) E RECOMPENSA (também diminuída em pessoas com depressão); A DA é responsável pelo “ESTADO DE ALERTA”(ou estado de atenção, diminuído na depressão); A 5-HT responde pela ANSIEDADE (a DA também responde pela ansiedade) e ESTADO OBCESSIVO-COMPULSIVO. Apesar destes três neurotransmissores (NE, 5-HT e DA) regularem “Estados Afetivos” (humor, motivação e emoções), por serem mais estudados principalmente a NE e o 5-HT são importantes na regulação do humor, prazer e excitabilidade cerebral, respondendo melhor pelos estados depressivos. Os principais receptores pós-sinápticos excitatórios e inibitórios são: para a NE temos o Alfa 1, o Beta 1 e o Beta2. Nos neurônios pré-sinápticos (normalmente) está o receptor inibitório Alfa 2 (de recaptação ou
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captação da NE e da 5-HT). A alteração (ou aumento) do número de RECEPTORES SEROTONINÉRGICOS (receptores para 5-HT) (o mais estudado neurotransmissor é a serotonina) também pode causar depressão no indivíduo (existem receptores do tipo inibitório 5HT1, subtipos A, B, D, E e F - vamos considerar apenas o 5HT1A – no núcleo da rafe, parecendo ser o receptor envolvido no controle das emoções ou do humor; o 5HT2, subtipos A, B e C – é excitatório e está no núcleo da base (envolvido com a irritação), na área límbica (envolvido com a ansiedade), na medula espinhal (envolvido com as funções sexuais) e no núcleo da rafe (está envolvido com o sono); 5HT3 – (canal iônico no centro do vômito) e receptores serotoninérgicos 5HT4, 5HT6 e 5HT7, também excitatórios. São considerados os mais importantes na neurotransmissão serotoninérgica: receptores 5HT1A, 5HT2 e 5HT3. Com a diminuição destes neurotransmissores nas fendas sinápticas, o organismo passa a “responder” a tal deficiência elevando o número de receptores relacionados a estes neurotransmissores. Parece também estar associado ao aumento do quadro depressivo. Sendo assim, são quatro os GRUPOS DE ANTIDEPRESSIVOS na atualidade: 1) Antidepressivos Tricíclicos – ex: desipramina, amitriptilina, imipramina; 2) Antidepressivos Inibidores seletivos da captação de Serotonina (ISCS), que podem levar ao suicídio, segundo alguns estudos – ex: fluoxetina, citalopram, paroxetina, sertralina, fluvoxamina; 3) Inibidores da Monoamina-
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-oxidase (Timoréticos), que são proibidos a pacientes com tendência suicida – ex: moclobemida; 4) Antidepressivos Atípicos – ex: interferem fracamente ou nem interferem na captação das monoaminas (trazodona, nefazodona, bupropiona, mirtazapina); bloqueiam, preferencialmente, a captação de NE (venlafaxina – tb. Ligada ao suicídio, duloxetina, milnaciprana). E A QUESTÃO DOS ANTIDEPRESSIVOS CAUSAREM SUICÍDIO EM CRIANÇAS E JOVENS? A primeira reação a quem lê este subtítulo, inserido neste contexto com título de igual teor é: “Como assim?” Causa surpresa, certamente! Mas caso fosse eu narrar as diversas informações, dentre as mais recentes, sobre este problema, certamente não caberia neste jornal! Portanto, deixo para que os senhores mesmos acessem a internet e pesquisem sobre o tema: “antidepressivos causam suicídio” em crianças, adolescentes e jovens, e poderão ler, ainda, textos que revelam terem sido dependentes de antidepressivos todos os (ou a maioria dos) jovens que um dia entraram “com armas” em escolas e mataram pessoas comuns e, a seguir, tiraram suas próprias vidas. Portanto, deixo aqui a importância de todos seguirem, rigorosamente, as ordens de um médico (psiquiatra), quando tiverem que usar qualquer tipo de antidepressivo e a importância de se dirigirem a uma farmácia, portando uma receita padronizada para adquiri-los. Logo, NUNCA USEM ANTIDEPRESSIVOS POR CONTA PRÓPRIA. É PERIGOSO A SUA SAÚDE. Esse assunto e outros, você encontrará, na íntegra em minha coluna no site jornalonegocio.com.br. Um abraço e até o próximo tema!
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Ed. 1 - Ano 1 - Dezembro/2019
CASE DE SUCESSO LOCAL MINIMERCADO hortifruti do ZUZU Uma História de superação, persistência e muita determinação. Por Cláudia Gomes claudiagomes@jornalonegocio.com
Quem olha para o Minimercado do Zuzu e não conhece pessoalmente o seu proprietário, se quer tem a ideia de que ele começou o negócio com um par de chinelos que foi usado como moeda de troca para aquisição de quatro caixotes contendo mangas, que posteriormente foram vendidas no Mercado Municipal de Campos. Assim começa a história de Warlen Gomes Rangel, 39 anos, mais conhecido como ZUZU. Esta é a primeira entrevista exclusiva entre tantas outras que traremos em nosso Case de Sucesso Local a cada edição. Você vai se surpreender com a história emocionante de superação, persistência e muita vontade de fazer acontecer, Zuzu. JON: Como foi o início do seu negócio e como você se descobriu um empreendedor? ZUZU: Eu me inspirei no meu pai e meu avô quando eu ainda era uma criança. Aos 10 anos, eu já vendia bolinhos de aipim e picolé no Campo de Bola. Foi nesse momento que me descobrir como empreendedor. Mas, minha vida tomou um rumo diferente mesmo, foi quando a minha amada mãe, há 29 anos atrás, me deu um par de chinelos e eu os troquei por quatro caixas contendo mangas para vendê-las no Mercado Municipal de Campos. Depois, o meu tio Emanuel Batista Mendes, (o Nascimento, como era conhecido), me autorizou usar a calçada debaixo da árvore de nozes em frente à sua venda, local onde hoje está o cartório, para eu montar a minha primeira banquinha. Ali comecei a trabalhar com os meus caixotinhos. E tudo começou assim, com a graça de Deus, do Espírito Santo e muita ajuda da nossa comunidade. JON: Ainda Sobre o seu início, como foi sair de um ponto na calçada e começa em sua pri-
meira loja? ZUZU: Quando eu sai da calçada e fui para um ponto que o senhor Júlio Santana me passou e ali foi só eu e Deus mesmo. O local era a sala de uma casa que tinha uma porta e uma janela para rua, ao lado da farmácia Santana. Ali foi o primeiro lugar coberto que eu pude dar continuidade ao meu negócio. JON: Quais principais dificuldades enfrentadas no início do negócio? ZUZU: A falta de credibilidade e confiança. Essas coisas, a gente conquista, não compra. Com o dinheiro, compramos bens materiais, já a credibilidade e a confiança, nós conquistamos no dia-a-dia. Hoje estou em um ponto maior, se comparado ao que eu tinha antes, mas continuo com o mesmo bom atendimento e carinho que eu tinha com meus clientes na época da calçada. Assim tem sido no Minimercado, Açougue e Hortifrut do Zuzu que, em seu novo espaço, já está entre os seis e sete anos.
Nosso diferencial é servir bem ao cliente. Os recebo com um bom dia, boa tarde, boa noite. Essa é a nossa missão JON: Você já sofreu preconceito? ZUZU: Sempre! Até hoje! Tem muitas pessoas ainda, que por conta da minha humildade e dos meus familiares, e até a minha origem, às vezes tentam nos rebaixar. Mas eu não ligo porque sou um simples e humilde tomador de conta das coisas que tenho, pois Deus é o dono de tudo. JON: Qual a sua formação? ZUZU: Eu só estudei até a quarta série do ensino fundamental. A minha formação está nos valores de família e de cristão. A
minha administração é em feita por Jesus. JON: Já enfrentou alguma crise que lhe colocasse em uma situação de fechar as portas? Se sim, conte sobre isso e como superou. ZUZU: Crise, eu venho passando desde quando abrir o meu negócio há 29 anos atrás. Já enfrentei diversas dificuldades em todo o tempo de trabalho, mas a gente nunca pode se entregar, desanimar. Sempre tive muita força de vontade, persistindo a todo momento e nunca desistir de almejar novos horizontes. JON: Você pensa em ampliar seu negócio para outras regiões? ZUZU: A Deus pertence o amanhã, eu não posso falar nem que sim e nem que não, mas no momento eu penso que não. JON: Quantos funcionários você tem hoje? ZUZU: Direta e indiretamente, tenho aproximadamente 15 pessoas que formam uma equipe que trabalha comigo. JON: Você considera o seu negócio como um sucesso local? ZUZU: Sim. Um sucesso do qual eu sobrevivo e que, graças a Deus eu consigo sustentar minha família e cumprir com os meus compromissos. JON: Qual o diferencial de seu Minimercado? ZUZU: Nosso diferencial é servir bem ao cliente. Recebo eles com um bom dia, boa tarde, boa noite. Porque todos nós gostamos de ser bem recebidos nos lugares que vamos, então nós temos essa missão com o nosso cliente. Não fazemos separação de classe social, cor, religião. Todos são bem-vindos. Se não tiver isso, o cliente não volta. Assim, o Minimercado tem diferentes tipos de clientes, desde aqueles que compram diariamente, semanalmente, mensalmente, se-
Warlen(Zuzu) e Rose Rangel sua esposa, à postos para receber seus clientes no Minimercado Hortifruti e Açougue Zuzu. Fotos: Dielly Rangel. mestral e aqueles anuais, ou seja, os que compram apenas uma vez por ano, que é quando vem passar o carnaval, páscoa, dia das mães, dia dos pais, dia das crianças, natal, ano novo, aniversário ou outra data importante com familiares e amigos. Esses já são os nossos clientes fidelizados, onde já se estabeleceu um vínculo de fidelidade através do bom atendimento, do servir bem para servir sempre. JON: Quais as suas expectativas de compras para as festas deste final de ano? ZUZU: Eu acredito no melhor, mesmo com todas as dificuldades que cada um de nós vem enfrentando, mas com a ajuda do13º salário, faz aumentar em nós comerciantes, a expectativas de boas vendas para este fim de ano. JON: Quanto a Black Friday, você vai aderir? ZUZU: Olha, eu não vou aderir, porque vejo muita propaganda enganosa, muitas fraudes. Além do mais, o Minimercado do Zuzu, tem como estratégia de vendas e marketing, as diversas promoções ao decorrer do ano. Cada dia temos promoções variadas em nosso comércio, oferecendo produto de qualidade e com bom preço. JON: Fale sobre Responsabilidade social ZUZU: Da minha parte, procuro sempre ajudar a minha
comunidade. Existem casos que a gente procura ajudar e que ninguém precisa ficar sabendo. Quando contribuímos e fazemos o bem para os outros, isso faz bem para nossa alma. Esse já é um costume no nosso interior. Então, acho isso muito importante e toda empresa deveria fazer a mesma coisa. E não é só falar, é fazer mesmo. JON: Deixe uma mensagens para seus clientes: ZUZU:Eu agradeço a Deus e a cada um de vocês que sempre apoiaram a gente, que luta e trabalha todos os dias. Valorizamos todos vocês, seja aquele cliente que gasta R$ 1.000,00 ou apenas R$ 0,10 com a gente. Para nós, todos nossos clientes têm o mesmo valor pelo simples fato de existir uma amizade e fidelidade. E eu acredito que o melhor está por vir sobre todos nós. (Esse parágrafo está citado no fim do áudio).
JON: E para finalizarmos, deixe suas considerações sobre a iniciativa de termos um jornal de bairro, que fala a língua do empresário, comerciante e até dos novos empreendedores que estão surgindo em nossa região. ZUZU: Eu gostei muito da ideia. É uma boa iniciativa, porque vai divulgar os serviços que a gente oferece e vai ajudar a melhorar a divulgação de toda a região norte de Campos. E isso vem como uma estratégia para o desenvolvimento regional e crescimento na economia principalmente para Morro do Coco. E eu acredito que com a graça de Deus, já deu certo.