Livro Umuaraminha e o Pequeno Príncipe na Capital da Amizade

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Umuaraminha

e o Pequeno Príncipe na Capital da Amizade c

e o Pequeno Príncipe na Capital da Amizade Umuaraminha c

2.ª edição

SÉRIE A ALMA DE UMUARAMA É A LITERATURA VOLUME 4

Umuarama-PR, primavera de 2021.

Índice para catálogo sistemático:

1. Ficção brasileira 028.5

2. Literatura infantojuvenil 028.5

Texto

Revisão

Direção de arte e edição

Ilustração e cores

Fotos editoriais

Código de Barras

Maria Cristina Madeira

Kátia Sirlene Azevedo

Marcos Vaz

Rodrigo Faccio

Luci Lemes

Câmara Brasileira do Livro

Impressão e acabamento Grafinorte

Copyright © 2020/2021 - Maria Cristina Madeira/Marcos Vaz Produções - Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta edição pode ser utilizada ou reproduzida em qualquer meio ou forma, seja mecânico ou eletrônico, fotocópia, gravação etc., nem apropriada ou estocada em sistema de banco de dados, sem a expressa autorização dos autores. Os personagens da Turma do Umuaraminha são criações do cartunista Marcos Vaz, proprietário dos direitos autorais.

Gata Preta Editora/Marcos Vaz Produções

Fone: (44) 3622-7774 - Umuarama-PR email: cartunistamarcosvaz@hotmail.com site: www.marcosvaz.com.br | issuu.com/marcosvaz

“Sobre o Pequeno Príncipe e encontros”

O Pequeno Príncipe é uma obra do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, um clássico da literatura mundial. Na história original o Principezinho viaja para outros planetas em busca de conhecimento. Nesta história o menino também deixa seu planeta em busca de novos amigos. E para sua surpresa chega ao melhor lugar possível para fazer amizades, a Capital da Amizade, encontrando o símbolo oficial da nossa cidade o Umuaraminha e seus amiguinhos.

Amizade é a palavra deste livro. O que seria de nós neste mundo sem amigos, como diz um antigo provérbio “Quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro”. Umuarama significada lugar alto, ensolarado, onde os amigos se encontram. E a Capital da Amizade tem um grande carisma ao receber visitantes, todos que passam por aqui ficam encantados pela cidade e seus carismáticos habitantes.

Foi neste clima amigável que o Pequeno Príncipe chegou para conhecer este lugar encantado, trazendo para nós algumas lições de seu livro e conhecendo um mundo novo, bem diferente do seu planeta. Que possamos viajar juntos nas aventuras destes dois novos amiguinhos o Umuaraminha e o Principezinho.

Maria Cristina Madeira

B 612, esse era o nome do planeta onde morava o Pequeno Príncipe.

Ele tinha uma vida sem muitas preocupações.

Toda manhã, levantava-se e fazia sua toalete, depois cuidava da toalete do seu lar. Em que consiste a toalete?!

Ah, é muito simples! Primeiro ele cuidava de si mesmo, de sua higiene pessoal, depois cuidava da higiene do seu planeta.

Mesmo sendo um príncipe, ele limpava todos os vulcões que ali existiam.

Eram vulcões que não apresentavam perigo, por estarem adormecidos.

Perigosos são os vulcões ativos que podem explodir a qualquer momento.

O que preocupava o Pequeno Príncipe eram os baobás. Baobás são árvores muito, muito grandes, capazes de ocuparem enormes espaços. Como eu disse, o planeta do menino, era bem pequeno, se crescesse apenas um baobá, poderia parti-lo ao meio, por isso, era necessário retirá-los, arrancá-los ainda pequenos.

Um dia, enquanto fazia a toalete, percebeu que crescia um arbusto diferente dos baobás, mesmo sabendo do risco, resolveu deixar a planta crescer e regava-a todos os dias.

Em uma manhã, juntamente com o nascer do sol, a planta desabrochou, era o mais belo botão de rosa que se poderia imaginar.

Os olhos do Pequeno Príncipe ficaram encantados com tamanha beleza e uma paixão por essa rosa se instalou em seu coração.

Ele fazia tudo por ela, colocou-a até em uma redoma de vidro para protegê-la dos insetos.

Porém, a rosa era ardilosa, estava sempre descontente com o tratamento que recebia. E isso, fazia com que o principezinho sofresse.

O menino andava muito triste, tinha o desejo de conhecer outras pessoas, fazer amizades.

“Nem todo mundo tem um amigo.” Quando estamos com o coração apertado, muitas vezes mergulhados na solidão ou em alguma tristeza, ter um amigo para nos ouvir é como bálsamo. Ficamos aliviados, pois sabemos que podemos confiar nossos segredos. A amizade é o bem mais precioso que alguém pode ter.

Sentindo essa necessidade de encontrar novos amigos, um dia o Pequeno Príncipe aproveitou carona com alguns pássaros selvagens que passavam pelo seu planeta e saiu sem destino certo. Parou em outros planetas, mas em nenhum deles se sentiu acolhido.

Em uma tarde de outono, depois de passar por vários lugares, os pássaros selvagens deixaram o menino em um país tropical, um lugar de pastagens perto de uma torre. Não muito longe dali, havia uma cidade e foi para lá que o Príncipe seguiu.

Caminhou um pouco e logo avistou um menino que brincava em um balanço feito em uma enorme mangueira.

O Pequeno Príncipe ficou feliz logo que o viu, pois era um garoto do seu tamanho e deveria ter a sua idade.

Ao se aproximar, o Pequeno Príncipe foi dizendo ao menino: - Oi! Venho de muito longe e estou procurando amigos. Você quer ser meu amigo?

As crianças são muito diretas naquilo que desejam, e também naquilo que veem. O menino ficou admirado com o traje do Pequeno Príncipe. Ele vestia calça e camisa branca, um comprido casaco azul com detalhe em vermelho e botões dourados. Em seu pescoço um cachecol esverdeado que brilhava com o reflexo do sol. Nos seus pés calçava botas pretas e em uma das mãos carregava uma espada. Essa figura impactante, fez com que o garoto do balanço demorasse para responder. Por isso, o Pequeno Príncipe novamente perguntou:

- Você quer ser meu amigo?

Em vez de responder, o garoto quis saber:

- De onde você veio?

O Pequeno Príncipe, respondeu:

- De muito longe. Você quer seu meu amigo? - perguntou novamente o principezinho ao menino.

- Você está procurando por amigos? – indagou o menino.

- Sim. – disse o Pequeno Príncipe, e mais uma vez perguntou. Você quer ser meu amigo?

- Então, você veio ao lugar certo. Aqui é a Capital da Amizade, o lugar onde se faz amigos. A nossa cidade é um lugar lindo, ensolarado onde os amigos se encontram. – falou o garoto.

O principezinho abriu o maior sorriso, e disse:

- Vai me dizer que aqui nesta cidade existem lojas de amigos?!

- Não. - respondeu o menino, rindo. Mas, a nossa cidade é um lugar de se fazer muitos amigos. Quando uma pessoa chega aqui, logo fica cativada.

- Eu desejo muito, cativar e ser cativado – falou o principezinho ao menino.

- Quando desejamos cativar, ou seja, criar laços de amizade, já é o primeiro passo para uma grande amizade. Por exemplo, “você é um menino igual a cem mil outros meninos, e eu sou um menino como qualquer outro menino desse mundo para você, mas quando você me cativar você será único no mundo, e eu serei para ti único no mundo”.

E o menino continuou.

- Você chegou perguntando se eu queria ser seu amigo, mas eu ainda não sei o seu nome e nem você sabe o meu. É preciso um saber da vida do outro para que possamos ser amigos. Se você quer mesmo ser meu amigo precisamos nos conhecer. E se apresentou: – Meu nome é Umuaraminha. E o seu?

- Eu sou o Pequeno Príncipe e estou em busca de amigos. O lugar de onde venho é muito pequeno, e lá não tenho ninguém para brincar comigo, somente uma rosa. - disse o Principezinho.

- Aqui na minha cidade temos muitos lugares onde os amigos se encontram para brincar e se divertir. Eu vou levá-lo em uma praça, lá, todas as tardes, as pessoas se reúnem para caminhar e praticar exercícios na academia. Enquanto os pais e as mães caminham, as crianças ficam brincando no parquinho. - disse o Umuaraminha.

- Que legal! – falou o Principezinho. – Então, tem mais crianças neste lugar! Quero conhecer outros meninos e meninas.

- Vou apresentá-lo aos meus amigos, Ana Laura e Gabriel. Sempre brinco com eles enquanto suas mães caminham.

Os dois novos amigos foram conversando, um contando de sua vida para o outro e uma nova amizade nascia neste momento. O Pequeno Príncipe falou sobre seu planeta e a rosa que tinha deixado para trás. O Umuaraminha relatou sobre sua origem, a tribo Xetá, e que era o símbolo da cidade onde morava. E foi com esse espírito de amizade que os dois chegaram à praça para encontrar os amigos do Umuaraminha. Ana Laura e Gabriel já estavam brincando no parquinho, enquanto suas mães caminhavam. Como é bom ser criança, pular, brincar, sujar-se, e o principal não ter preocupações. “Todas as pessoas grandes foram um dia crianças – mas poucas se lembram disso.”

Quando Ana e Gabriel viram o amigo Umuaraminha chegar foram correndo encontrá-lo.

O Umuaraminha apresentou seu novo colega para Ana Laura e Gabriel. Os dois ficaram surpresos com as roupas que o Pequeno Príncipe usava, bem diferente das crianças de hoje, isso fez com que Gabriel o tratasse de forma diferente ficando um pouco mais longe. Ana Laura, ao contrário, achou o menino muito bonito. O mais bonito que já havia visto até hoje e sem cerimônia quis logo dar-lhe um abraço.

- Oi, Pequeno Príncipe! Eu sou a princesa Ana Laura. Sua roupa é muito bonita e seus cabelos têm o brilho do sol. Se você é amigo do Umuaraminha, também quero ser sua amiga. – disse a menina, com um lindo sorriso no rosto.

O Pequeno Príncipe ficou feliz com a acolhida da garotinha e disse:

- Você é muito linda! Tem a cor de chocolate e eu adoro chocolate. E já estou gostando da sua doçura.

Vendo o amigo Gabriel um pouco longe, Umuaraminha, chamou-o mais perto.

- Venha Gabriel, conhecer meu novo amiguinho. Ele deseja fazer novas amizades e brincar conosco.

- O seu amigo é muito esquisito. Usa roupas diferentes.

Eu não quero ser amigo dele. – disse Gabriel.

E se afastou dali, indo sentar-se do outro lado da praça.

O Pequeno Príncipe, que tinha um lindo sorriso no rosto, logo se entristeceu. Não sabia o que havia de errado com suas roupas, pois sempre se vestia assim.

Enquanto Gabriel se afastava do grupo, as duas mães que estavam caminhando, passaram pelas três crianças e pararam para conversar. Mariana era mãe de Ana Laura e Larissa a mãe de Gabriel. Larissa disse:

- Olá crianças! Cadê o Gabriel? Por que ele não está brincando com vocês?

Ana Laura respondeu:

- Tia! O Umuaraminha trouxe um amigo para conhecermos e o Gabriel não quis ser amigo dele. Disse que ele usa uma roupa diferente e foi brincar sozinho.

Larissa e Mariana cumprimentaram o menino Príncipe. As duas se conheciam há muito tempo, eram amigas desde a infância. Larissa era Psicóloga e Mariana professora de História. Percebendo o que estava se passando, Larissa disse:

- Hum! Acho que vou ter que contar para vocês uma história parecida com essa. Não é Mariana! Ana, chama o Gabriel para mim, por favor!

Ana Laura foi correndo e as duas crianças voltaram rapidamente.

Larissa convidou todos para se sentarem na grama. E logo foi dizendo:

- Eu quero contar para vocês como nasceu a amizade de duas meninas.

Vocês querem ouvir essa história?

Todos balançaram a cabeça, afirmando que sim. E Larissa começou.

Quando eu estudava na educação infantil, na escola Princesa Isabel, as aulas já tinham começado há algum tempo. Um dia, uma menina veio transferida estudar na nossa escola, ela veio de outro estado e tinha um jeito de falar diferente, por isso, ninguém queria ser amiga dela. A professora nos apresentou a nova aluna, seu nome era Mariana. Era o dia do brinquedo e todos estavam brincando. A menina recém-chegada queria fazer novas amizades, porém, chegava perto de uma coleguinha e não recebia atenção, ia perto de outra e não era bem recebida. Procurava conversar com os meninos e eles não a queriam como amiga. Depois de várias tentativas, Mariana sentou-se longe de todos e ficou brincando sozinha com sua boneca.

Não demorou muito para que a professora percebesse que ninguém queria brincar com a nova aluna. Por isso, chamou todos, pediu que deixassem seus brinquedos por um momento, pois precisava conversar com a turma. Perguntou por que ninguém estava brincando com a nova amiguinha.

Uma menina, chamada Larissa, disse:

“Nós não estamos brincando com a nova aluna porque não gostamos do jeito dela”. Então, a professora conversou com a turma.

Meus queridos alunos, vocês estão falando que não gostam da Mariana, mas nem a conhecem ainda. Devemos olhar com o coração, pois “o essencial é invisível aos olhos”, ou seja, vocês precisam dar uma chance para conhecer a nova amiga. No momento, vocês estão vendo apenas aquilo que os olhos veem, como vocês ainda não a conhecem não podem vê-la com o coração. Com isso, estão perdendo a oportunidade de fazer amizade e de conhecer uma pessoa maravilhosa.

Eu quero que todos vocês peçam desculpas para a Mariana pelo jeito que a trataram e comecem a brincar com a nova coleguinha.

Foi a partir daí que comecei a conversar com a Mariana, ela me contou histórias maravilhosas da cidade de onde ela tinha vindo. A cada história que a Mariana contava mais amiguinhos vinham brincar com ela, e descobrimos como olhar com o coração. Cada um tem o seu jeito de ser, a beleza está no seu interior. Mariana quis continuar a história.

- E foi assim que nasceu uma grande amizade entre a Larissa e eu. Nós continuamos estudando juntas todo o ensino fundamental e também o ensino médio. Somente quando fomos fazer faculdade é que escolhemos cursos diferentes. Eu fui estudar para ser professora de História e Larissa escolheu ser Psicóloga, mas a nossa amizade continua até hoje, porque as amizades verdadeiras duram para sempre. E hoje os nossos filhos também são amigos. Desejamos que vocês sejam amigos de todos.

Gabriel levantou a mão para falar:

- Eu entendi a história mamãe e tia Mariana. Por isso, eu quero pedir desculpas para o Pequeno Príncipe, não tinha enxergado com o coração, mas agora sei que o mais importante, muitas vezes, os olhos não veem.

O pequeno Gabriel se levantou e chamou o menino Príncipe para dar um abraço.

- Estou feliz por querer ser meu amigo, Gabriel. Vamos brincar juntos?! Você quer brincar com minha espada? – falou o Príncipe.

As duas amigas ficaram felizes e continuaram caminhando na praça.

As quatro crianças brincavam no parquinho fazendo a maior algazarra. “É bom ter um amigo, mesmo sabendo que um dia a gente vai perder.”

O Pequeno Príncipe ria alto a cada brincadeira nova que aprendia, para ele tudo era novidade. Quando você tem um amigo, você tem vontade de rir junto. Laços de amizades estavam sendo criados neste momento. Muitos têm a sorte de ter vários amigos, outros vão passar por essa existência sem ter tido ao menos um.

Já era final de tarde, o Pequeno Príncipe ficou observando curioso, muitos ônibus que passavam pela praça e perguntou:

- Quantos ônibus passam por aqui, vai haver alguma festa na cidade?

Gabriel tomou a palavra e explicou ao menino:

- A nossa cidade, Pequeno Príncipe, além de ser a Capital da Amizade é também uma cidade universitária, muitos jovens vêm todos os dias de cidades vizinhas para estudar aqui.

- Nossa! Que legal! Então, realmente aqui é o lugar onde os amigos se encontram, para buscar conhecimento e também fazer novos amigos. – disse o Pequeno Príncipe.

- Sim. Aqui é uma cidade de muitas festas. Os universitários gostam de se divertir nos finais de semana, festa aqui é o que não falta. – falou o Umuaraminha.

- É verdade, e foi em uma dessas festas que os meus pais se conheceram. Meu pai cursava farmácia e vinha aqui todos os dias à noite para estudar. Um dia, em uma dessas festas, ele conheceu minha mãe, os dois namoraram e se casaram. – disse Ana Laura.

- Com o meu pai e a minha mãe aconteceu à mesma coisa.

Meu pai é veterinário, ele veio de outra cidade para ser professor na universidade. Conheceu minha mãe quando ela fazia o último ano de Psicologia.

Os dois se encontraram em uma festa também. – falou Gabriel.

- Então, essa cidade não é só a Capital da Amizade, é uma cidade casamenteira. – disse o Pequeno Príncipe, dando risada. – Quem quiser casar tem que vir aqui estudar.

E todas as crianças riram juntas da frase do menino Príncipe.

Estavam todos embaixo de uma pequena árvore, distraídos, quando de repente Ana Laura deu o maior grito, assustando a todos.

- O que aconteceu? – perguntou o Umuaraminha para a amiga.

- Uma lagarta! Matem essa lagartinha agora, eu tenho medo. - falou a menina. Gabriel já ia acabando com a vida do pequeno ser, quando o Pequeno Príncipe pediu:

- Não faça isso! “É preciso que a gente suporte as lagartas se quisermos conhecer as borboletas.”

Neste mesmo momento, uma linda borboleta amarela e preta passou voando perto deles.

- É verdade! – gritaram todos juntos.

- Vamos ver quem consegue alcançar a borboleta primeiro! – falou o Umuaraminha correndo na frente tentando pegá-la, e todos os outros correram atrás.

Naquela tarde de outono, os últimos raios solares insistiam em permanecer no horizonte, mas não demorou muito para o sol se pôr.

Quando surgiu a primeira estrela no céu, o Pequeno Príncipe decidiu partir, sua rosa o esperava. Era preciso se despedir dos seus novos amigos.

“Sabemos que corremos o risco de chorar quando nos deixamos cativar”, mas nem por isso devemos deixar de criar laços de amizade. Pois, quando nos lembrarmos dos amigos ficaremos felizes de um dia tê-los conhecido.

Capital da Amizade, a magia se faz presente nesta cidade. Lugar de cativar e ser cativado. De fazer amigos e onde eles se encontram.

“Lugar onde sempre há outra chance, outra amizade, outro amor, outro recomeço.”

Onde as amizades têm valor “porque sabe que deve exigir de cada um, o que cada um pode dar”. E para aqueles que ainda não sabem...

“Aqui está o meu segredo, que não poderia ser mais simples: ‘só com o coração é possível ver bem; o essencial é invisível aos olhos’”.

Referências Bibliográficas

SAINT-EXUPÉRY, Antonie de. Biografia e vida de Antoine de Saint-Exupéry. Disponível em: https://www.pensador.com/autor/antoine_de_saint_exupery/ biografia/. Acesso em 12/ 02 /2020.

SAINT-EXUPÉRY, Antonie de. O pequeno Príncipe. Tradução de Dom Marcos Barbosa. 40ª edição Rio de Janeiro: Editora Agir, 1993.

Sobre Antoine de Saint-Exupéry

Antoine Jean-Baptiste Marie Roger Foscolombe de Saint-Exupéry nasceu em 1900 e faleceu no ano de 1944. Foi escritor, ilustrador e piloto francês. Sua obra mais famosa “O Pequeno Príncipe”, um clássico da literatura mundial, publicado em 1943.

Exupéry nasceu em Lyon, França, no dia 29 de junho de 1900, filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Fascolombe. Estudou no colégio dos Maristas em Friburgo, na Suíça. Em 1921, iniciou o serviço militar no Regimento de Aviação de Estrasburgo. Em 1922 recebeu o brevê de piloto, com o posto de subtenente da reserva. Em 1926, é admitido na Aéropostale, onde começa sua carreira como piloto de linha, voando entre Toulouse, Casablanca e Dacar.

Antoine de Saint-Exupéry escreveu algumas obras, caracterizadas por elementos de aviação e guerra, entre elas “O Aviador” (1926), “Voo Noturno” (1931) e “Piloto de Guerra” (1942), além de artigos para jornais e revistas, entre eles: a Guerra Civil Espanhola e a ocupação alemã da França. “O Pequeno Príncipe” (1943) foi publicado nos Estados Unidos, na época em que esteve exilado.

Antoine de Saint-Exupéry faleceu em um acidente de avião durante uma missão de reconhecimento, no dia 31 de julho de 1944. Seu corpo nunca foi encontrado. Em 2004, os destroços do avião que pilotava foram achados a poucos quilômetros da costa de Marselha, na França.

Maria Cristina Madeira é professora, escritora e poeta. Natural da cidade de Assis Chateaubriand, nasceu no dia 25 de junho de 1973. No ano de 1976 com a família passa a residir no munícipio de Umuarama. É formada em Língua Portuguesa e pós-graduada em Língua Portuguesa e Literatura brasileira pela Universidade Paranaense.

Atua como professora na rede Municipal de ensino desde 2005, amante de uma boa leitura e consciente do papel do professor na construção dos cidadãos. Sempre trabalha projetos de leitura e produção de textos com seus alunos, pois sabe da importância do incentivo à leitura na formação do leitor e escritor. Em 2017, lançou uma coletânea “Pequenos Escritores” escrita pelos seus alunos de quintos anos, sendo coautora das produções.

Apaixonada pelo clássico O Pequeno Príncipe, após receber o convite do cartunista Marcos Vaz, resolveu fazer uma homenagem à obra de Antoine de Saint-Exupéry, realizando o encontro do Umuaraminha com o Principezinho, sendo esta sua primeira publicação.

Está trabalhando em outros projetos literários, um livro de memórias que será publicado no próximo ano e em um álbum onde apresenta a biografia e composições musicais de seu pai, Sebastião Madeira, que era músico e compositor (In memória).

No momento deixa sua marca na série “A Alma de Umuarama é a Literatura”.

mariacristina.madeira

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Luci Lemes

O cartunista Marcos Vaz nasceu em Tamboara, Paraná, no dia 02 de junho de 1971. Filho dos mineiros José Francisco e Juracy Rita, foi criado em Umuarama, para onde os pais se mudaram pouco depois dele comemorar seu primeiro aniversário.

Em 1986 criou o personagem Umuaraminha, dentro da turma do Brilhante, personagens baseados nos seus amigos de infância, que se tornaria Símbolo Oficial de Umuarama, ao ser incluído na Lei Orgânica de 1990.

No final de 1992 mudou-se para Curitiba, onde sua carreira foi impulsionada com o lançamento dos personagens Curitibinha (1993), Paranazinho e Brasilzinho (1997). Residiu na capital paranaense por 18 anos, até retornar à terra natal em 2010.

Tornou-se cartunista, editor, arte-educador e fundou o Instituto Brasilzinho. Seus gibis, livros e jornais institucionais somam mais de 20 milhões de exemplares distribuídos em todo o Brasil e exterior. Em 2011 a Cartilha do Direito Internacional do Trabalho em quadrinhos, produzida pelo artista, foi lançada na sede da ONU para Europa (Genebra, Suiça), nos idiomas inglês, espanhol, francês e português. Em 2012 lançou um gibi bilíngue (português e japonês) do Brasilzinho, por intermédio do Rotary Internacional, em Tóquio e mais 12 cidades do Japão. Em 2017 voltou a produzir os gibis do Curitibinha e em 2018 recebeu o título de Cidadão Honorário de Umuarama, com o qual foi agraciado em 1995.

cartunistamarcosvaz

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Luci Lemes

SÉRIE A ALMA DE

UMUARAMA É A LITERATURA

A cidade de Umuarama tem como símbolo oficial uma personagem de história em quadrinhos, o Umuaraminha, criado por Marcos Vaz. Segundo o Dicionário, símbolo é a imagem que representa e encerra a significação de ideias e acontecimentos. Esta personagem mora nas revistas e nos livros onde são apresentados os quadrinhos. Umuaraminha é um índio Xetá, representante da etnia que habitava esta região antes da colonização. Hoje, existem pouquíssimos representantes deste grupo entre nós, infelizmente.

A mensagem desta típica personagem é lembrar que Umuarama é um lugar que foi criado para ser bom. Um lugar em que deve ser respeitada sua natureza e aqueles que nela vivem, pois uma cidade é feita para cuidar de quem mora nela. Mas, o Umuaraminha antes de nos dizer algo, é na sua essência uma personagem de literatura. O que quer dizer isto? Que para encontrá-la, há de se compreender desenho (imagem) e escrita (texto) que são partes essenciais de uma história em quadrinhos.

Logo, a vocação desta cidade é tornar a leitura acessível a todos os seus habitantes. Pois só sendo leitor para entender a alma de Umuarama.

Quem lê constrói melhor a sua história e da sua terra.

SÉRIE A ALMA DE UMUARAMA É A LITERATURA

A escritora Maria Cristina Madeira e o cartunista Marcos Vaz apresentam, nas páginas deste livro, o encontro emocionante de dois ícones da Literatura: o Pequeno Príncipe e o Umuaraminha. Um encontro cuja sinergia ensina sobre o amor e a amizade.

GATA PRETA editora

Realização

EDUCAR PARA TRANSFORMAR
Luci Lemes

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