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“Desde quando nós decidimos sair do canto, nós não conseguimos sair do canto” Coletivo Blog

Inf ormação Publicado às 8 de abril de 2014 por blogdolabjor em Geral e marcado Grupo Bagaceira de Teatro, Lesados, rafael martins, resenha, yuri yamamoto.

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Esteve em cartaz durante o mês de março, no T eatro Celina Queiroz, a peça Lesados, Lesados do Grupo Bag aceira de T eatro, lançada em 2004. Sob a direção de Yuri Yamamoto e texto de Rafael Martins, a peça não só divertiu, como propôs uma reflexão acerca da nossa sociedade. “Lesados” causa uma certa inquietação em quem assiste. Com uma ling uag em peculiar marcada por reg ionalismos, nos foi apresentado o conflito de quatro indivíduos que, passando por diversas situações, embora permaneçam no mesmo lug ar, estão com uma dúvida aparentemente cruel: “vamos ou não?”. O espetáculo mostra cada personag em em seu “ambiente” – representado por uma estrutura semelhante à de uma escada – produzindo ações do cotidiano de cada um, em movimentos marcados e repetitivos, que representam a acelerada vida urbana contemporânea. Os diálog os apresentam um discurso essencialmente existencialista, com questões sobre o sentido da vida e a existência de Deus.

Os diálog os – elemento substancial da obra – são caracterizados por repetições exag eradas, g ritos e ruídos, evidenciando a ag onia retratada pelos quatro “lesados”. A personalização do elenco – maquiag em e acessórios – é um detalhe relevante, pois tende a desumanizá-lo. Notamos também uma preocupação com a composição dos elementos presentes no palco e dos movimentos bem definidos das personag ens, resultando num arranjo que faz referência à própria crítica da peça: a essência delimitada e banal da nossa sociedade. Os indivíduos, em certo momento do enredo, prendem-se a uma mesma corda pelos pés, simbolizando que os quatro personag ens estão juntos na mesma situação de ang ústia perante seus questionamentos. Nesse momento, a peça adquire um teor claustrofóbico, o que se elucida quando a personag em feminina exclama que “desde “desde quando quando nós nós dec decidimos idimos sair sair do do ccanto, anto, nós nós não não cconseg onseguimos uimos sair sair do do ccanto”. anto”


O título do espetáculo traz uma palavra que detém de vários sig nificados. “Lesado”, no contexto apresentado, pode expressar um sujeito acomodado ou eng anado. As duas interpretações encaixam-se na crítica abordada na obra, trazendo características do teatro do absurdo e das produções dadaístas. De uma forma descontraída, nos sentimos representados pelas personag ens. A aluna de eng enharia mecatrônica do IFCE, Bárbara, afirma que é a partir da identificação que surg e o humor da obra. “Achei a peça interessante, muito introspectiva. Ela nos toca de uma forma muito sing ular, pois é nos detalhes que a g ente se encontra. Você pensa e vê que, em determinado momento da sua vida, você realmente é um pouco lesado, deixa as situações tomarem conta de você e não sabe como sair delas”, conclui. Texto: Milena Santiago e Cidney Sousa Ab o u t th e s e a d s

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