Overruled (The Legal Briefs #1) - Emma Chase

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SE DISPONIBILIZAÇÃO: JUUH ALVES

TRADUÇÃO E REVISÃO INICIAL: DANI PORTO REVISÃO FINAL: JUUH ALVES LEITURA FINAL: KAROLINE FORMATAÇÃO: DADÁ


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Como todo advogado de defesa DC, Stanton Shaw mantém a cabeça fria, suas perguntas são agudas, e seus argumentos irrefutáveis. Eles não chamam de o Encantador do Júri por nada. Com seu sotaque sulista, sorriso encantador e os cativanetes olhos verdes, ele é um homem para quem é difícil dizer não. Os homens querem ser ele e as mulheres querem ser exaustivamente interrogadas por ele. Stanton é um homem com um plano. E por um tempo, a vida estava indo de acordo com o plano. Até o dia em que ele recebe um convite para o casamento de sua namorada da escola e mãe de sua amada filha de dez anos. Jenny vai se casar... com alguém que não é ele. Isso definitivamente não é parte do plano. Sofia Santos cresceu na cidade, uma litigante sensata que planeja se tornar a advogada de defesa mais reverenciada no país. Ela não tem tempo para relacionamentos ou distrações. Mas quando Stanton, seu "amigo com benefícios surpreendentes", pede ajuda, ela está fora do seu elemento, de sua força, e, obviamente, completamente insana. Porque concorda em ir com ele até o meio do nada (Mississippi) e fazer tudo o que puder para ajudá-lo a reconquistar a mulher que ama. Sua cabeça lhe diz que ele é louco ... mas seu coração diz o contrário. O que acontece quando se mistura um povo de cidade pequena, dois advogados profissionais, a rainha do baile, quatro irmãos mais velhos, algumas salsichas, Jimmy Dean e uma avó pistoleira? O Bourbon é consumido, paixões surgem e até mesmo os melhores planos são substituídos pelos desejos do coração.


ÚLTIMO ANO LETIVO. OUTUBRO. SUNSHINE, MISSISSIPPI. A maioria das histórias começam no início. Mas não esta. Inicia-se no final. Ou pelo menos eu pensei que era o fim; da minha vida, meus sonhos, meu futuro. Pensei que tudo havia acabado por causa de duas palavras: — É positivo. Duas palavras. Duas pequenas listras azuis. Meu estômago caiu e meus joelhos bambearam. A camiseta verde de futebol amador da Sunshine se adere ao meu torso, manchas de suor escuras sob minhas axilas, e não tem nada a ver com o sol de Mississippi. Eu tomei o teste da mão de Jenny e agitei, na esperança de que uma linha azul desaparecesse. Isso não aconteceu. Merda. Mas, mesmo aos dezessete anos, minhas habilidades de debate são nítidas. Eu ofereço um contra-argumento, uma explicação. A dúvida razoável. — Talvez você fez errado? Ou talvez ele está com defeito? Devemos conseguir outro. Jenny funga enquanto as lágrimas acumulam-se em seus olhos azuis. — Eu vomitei todas as manhãs na semana passada, Stanton. Eu não tive meu período em dois meses. É positivo. — Ela enxuga suas bochechas e


ergue o queixo para cima. — Não vou comprar outro teste na loja do Sr Hawkin para nos dizer o que já sabemos. Quando você vive em uma cidade pequena, particularmente uma pequena cidade do sul, todo mundo conhece todo mundo. Eles sabem quem é o seu avô, sua mãe, seu irmão mais velho selvagem e irmã mais nova doce; eles sabem tudo sobre o seu tio que ficou preso na penitenciária federal e o primo que nunca esteve bem depois de um infeliz incidente com um trator. Em pequenas cidades é muito desconfortável obter preservativos, muito difícil conseguir pílulas anticoncepcionais e impossível comprar um teste de gravidez. A menos que você deseje que seus pais saibam tudo sobre isso antes mesmo de sua garota ter tempo para urinar na vara. Jenny colocou os braços ao redor da cintura com as mãos trêmulas. Tão assustada quanto eu estou, e sei que nada se compara ao que está sentindo. E isso é minha culpa. Eu fiz isso; minha ambição, minha excitação. Estúpido. As pessoas podem dizer o que quiserem sobre o feminismo e igualdade, e está tudo bem. Mas fui criado com a ideia de que os homens são os protetores. Que a responsabilidade é nossa. Os que afundam com o navio. Então, o fato de que a minha menina está "em apuros" não é culpa de ninguém, além de mim. — Ei, venha aqui. — Coloquei seu pequeno corpo contra o meu peito, segurando-o com força. — Estará bem. Tudo estará bem. Sacudindo os ombros com soluços disse: — Eu sinto muito, Stanton. Eu conheci Jenny Monroe na primeira série. Eu coloquei um sapo em sua mochila, porque meu irmão me desafiou a fazer. Ela passou dois meses jogando bolas de papel na minha cabeça em vingança. Na terceira série, eu pensei que estava apaixonado por ela; na sexta série eu tinha certeza disso. Ela era linda, engraçada e podia jogar bola melhor do que qualquer garota, e metade dos rapazes. Eu sabia. Nós terminamos na oitava série, quando Tara-Mae Forrester deixou-me tocar seus seios. E eu toquei. Nós voltamos no verão seguinte, quando eu ganhei um urso para ela na feira do condado.


É mais do que o meu primeiro beijo, meu primeiro em tudo. Jenny é minha melhor amiga. E eu sou dela. Eu me viro para olhar em seus olhos. Toco seu rosto e lhe acariciou o cabelo loiro sedoso. — Você não tem nada a lamentar. Não fez isso sozinha. — Ergo as sobrancelhas e sorrio. — Eu também estava lá, lembra? Isso a faz rir. Desliza um dedo debaixo de seus olhos. — Sim, foi uma boa noite. Acaricio sua bochecha. — Claro que sim. Não foi a nossa primeira vez ou a décima, mas foi uma das melhores. O tipo de noite que você nunca esquece, uma lua cheia e um cobertor. Apenas a poucos metros de onde estamos agora, junto ao rio com um pacote de cerveja e música flutuando através das janelas abertas da minha caminhonete. Tudo era beijos suaves, sussurros quentes, corpos suados, e de mãos dadas. Unidos tão profundamente que não podia dizer onde eu terminava e ela começava. Um prazer tão intenso que queria que durasse para sempre, e orei em voz alta para que fosse assim. Nós pensamos sobre isso, eu tentando reanimá-la, por anos a partir de agora, mesmo que não estivéssemos tendo um bebê para comemorar. Um bebê. Foda-me. Assim que a realidade começa a aparecer, meu estômago cai todo o caminho para a China. Como se fosse uma adivinha, Jenny pergunta: — O que faremos? Meu pai sempre me disse que ter medo não era nada do que se envergonhar. O que importava era como você reagia a esse medo. Covardes fogem. Os homens dão um passo à frente. E eu não sou covarde. Engoli em seco, e todas as minhas aspirações, esperanças e planos para deixar esta cidade se foram. Eu olho para o rio, vendo o sol brilhando sobre a água, e tomou a única opção que eu posso. — Nós vamos nos casar. Nós vamos ficar com os meus pais em primeiro lugar. Vou trabalhar na fazenda, eu vou para a escola noturna, e economizaremos. Você vai ter que adiar a escola de enfermagem por um


tempo. Eventualmente, vamos ter o nosso próprio lugar. Eu vou cuidar de você. — Eu coloco minha mão em seu abdômen ainda plano. — De ambos. Sua reação não é o que eu imagino. Jenny se afasta de meus braços, me olha e balança a cabeça. — O quê? Não! Não, você deveria ir para Nova York logo após a formatura. — Eu sei. — Desistiu de sua bolsa de futebol da Universidade de Mississippi para ir para a Columbia. É a Ivy League. Eu balancei minha cabeça. E minto. — Jenn, nada disso importa agora. Não há um homem nesta cidade que não daria qualquer coisa para jogar na Universidade de Mississippi ... mas não eu. Eu sempre quis algo diferente: maior, mais brilhante, mais longe. As sandálias nos pés de Jenny levantam a areia enquanto ela caminha ao longo da margem do rio. Seu vestido de verão branco voa quando se vira uma última vez para mim, apontando o dedo. — Você vai e fará como tem que fazer. Assim como nós planejamos. Nada mudou. Minha voz tem uma ponta de ressentimento que não sei se merece. — Do que você está falando? Tudo mudou! Você não pode me visitar uma vez por mês com um bebê! Nós não podemos trazer um bebê para um quarto do dormitório. Resignado, ela sussurra: — Eu sei. Dou um passo para trás. — Você espera que eu saia daqui? Isso seria bastante difícil antes, mas agora... eu não vou fugir quando você está grávida. Que tipo de homem você acha que eu sou? Segura a minha mão e me dá um discurso que rivaliza com "uma vitória para o Gipper". — Você é o tipo de cara que vai para Universidade de Columbia e vai se formar com honras. Um homem que será capaz de economizar o seu salário quando tiver um. Você não está fugindo, você está fazendo o que é melhor para nós. Para a nossa família, o nosso futuro. — Não vou a lugar nenhum.


— Oh, irá sim. — E sobre o seu futuro? — Eu vou ficar com meus pais, eles vão ajudar com o bebê. De toda maneira, parecerá que estão criando gêmeos. A irmã mais velha de Jenny, Ruby, é a mãe orgulhosa de gêmeos, com o bebê número três no caminho. Atrai perdedores como bosta de vaca atrai moscas. Os desempregados, alcoólico, preguiçoso; parece que não pode obter o suficiente deles. — Entre eles e meus pais ainda poderei ir para a escola de enfermagem. — Jenny colocou os braços finos ao redor do meu pescoço. E, Deus, é linda. — Eu não quero deixá-los. — Murmuro. Mas a mente da minha menina está determinada. — Você irá e voltará para casa quando puder. E quando você puder, vamos levar até a próxima vez. Dou um beijo em seus lábios; são suaves e tem gosto de cereja. — Te amo. Eu nunca vou amar alguém como eu te amo. Ela sorri. — E eu te amo, Stanton Shaw, sempre só você. O amor jovem é forte. Primeiro amor é poderoso. Mas você não sabe disso quando você é jovem, então você não pode saber quanto tempo realmente é a vida. E a única coisa confiável sobre ela, além de morte e os impostos, é mudança. Jenny e eu tivemos uma série de mudanças em nosso caminho. Pega minha mão e vamos até o minha caminhonete. Abro-lhe a porta e pergunta: — Para quem contaremos primeiro? A sua ou a minha? Soltou um suspiro. — Os seus. Nós terminamos primeiro lugar com o lado louco. Não se ofendeu. — Só espero que Nana não ache as balas da arma.


SETE MESES MAIS TARDE... — Ahhhhhhhhhh! Isto não pode ser normal. Dr. Higgens continua dizendo que é, mas não há nenhuma maneira que isso é verdade. — Gaaaaaaaaaaaa! Eu cresci em uma fazenda. Eu vi todos os tipos de nascimentos: vacas, cavalos, ovelhas. Nenhum soou como este. — Uhhhhhhhhhh! Este? Isto é como um filme de terror. Como Jogos Mortais... — Rrrrrrrrrrrrrrrrr! Se as mulheres tem que passar por isso para ter um bebê, por que mesmo elas fazem sexo? — Owwwwwww! Não estou realmente de querer correr o risco de ter relações sexuais novamente. Masturbar-me parece muito melhor agora. Jenny grita tão alto que fere meus ouvidos. Gemo quando aperta ainda mais minha mão já sensível. O ar está denso com o suor e pânico. Mas o Dr. Higgens apenas se senta lá em um banquinho, ajeitando os óculos. Depois de se preparar, coloca as mãos nos joelhos e observa entre as pernas abertas de Jenny, da mesma forma que minha mãe olha lateralmente no forno de Ação de Graças, tentando decidir se o peru está pronto ou não. Fico sem ar, Jenny entra em colapso sobre os travesseiros e geme: — Eu estou morrendo, Stanton! Prometa que vai cuidar do bebê quando eu for embora. Não deixe que se torna um idiota como o seu irmão, ou uma prostituta como a minha irmã. Sua franja loira é escura com suor. Tiro de sua testa. — Oh, eu não sei. Idiotas são divertidos e as prostitutas têm seus pontos positivos. — Não faça gracinhas para mim, caramba! Estou morrendo!


O medo e exaustão colocam uma pressão extra na minha voz. — Ouça, não há nenhuma maneira no inferno que você está me deixando fazer isso sozinho. Você não está morrendo. Então eu volto para Dr. Higgens. — Existe alguma coisa que eu posso fazer? Qualquer medicamento que pode dá-la? E a mim? Normalmente eu não sou um viciado em medicamentos, mas neste momento eu venderia minha alma por uma pílula. Higgens balança a cabeça. — Não. As contrações vêm muito rápido ... tem um dos impacientes aí. Rápido? Rápido? Se cinco horas é rápido, eu não sei o que é lento. Que diabos estamos fazendo? Não é assim que deveria ser a nossa vida. Eu sou o quarterback. Eu sou o melhor aluno do caralho, o inteligente. Jenny é a rainha do baile e líder de torcida. Ou pelo menos era, até que sua barriga se tornou demasiada grande para o uniforme. Nós vamos ao baile no próximo mês. Devíamos estar pensando em festas e fogueiras, graduação, devíamos estar fazendo sexo no banco de trás da minha caminhonete e passar muitos bons momentos com os nossos amigos antes de ir para a faculdade. Em vez disso, vamos ter um bebê. Um real, não o ovo que o fazem transportar em torno de uma semana na escola. Eu quebrei o meu, pelo caminho. — Vou vomitar. — Não! — Jenny grita como uma vaca loca. — Você não tem permissão para vomitar enquanto eu estou sendo rasgada ao meio! Apenas engula-o! E se eu sobreviver e me tocar de novo, eu vou cortar seu pênis e jogar no picador de madeira! Me escuta? Isso é algo que um homem só tem que ouvir uma vez. — De acordo.


Eu aprendi há poucas horas é melhor concordar com tudo o que ela diz. Tudo bem, tudo bem, tudo bem. Lynn, a alegre enfermeira, limpa a testa de Jenny. — Agora, você não cortará nada. Você vai esquecer tudo isso quando o bebê estiver aqui. Todo mundo adora bebês ... são uma bênção do Senhor. Lynn é feliz demais para ser verdade. Aposto que tomou todas os medicamentos, e agora não há nada para nós. Outra contração vem. Os dentes de Jenny se apertam enquanto ela rosna e empurra através dele. — A Coroa do bebê. — Anuncia Higgens, batendo o joelho. — Dê um empurrão bonito e forte. Levanto-me e olho sobre a perna de Jenny. Eu vejo o topo da cabeça, empurrando contra o meu lugar favorito no mundo. É estranho e repugnante, mas ... mas também um pouco inacreditável. Jenny cai para trás, pálida e drenada. Seus soluços fazem minha garganta estreitar. — Não posso. Eu pensei que poderia fazê-lo, mas eu não posso. Por favor, não mais. Eu estou tão cansada. Sua mãe queria estar aqui, e discutiram o assunto. Porque Jenny disse que só queria que fosse só nós dois. Ela e eu ... juntos. Suavemente, eu levanto os ombros e deslizo por trás dela na cama, apoiando as pernas em cada lado. Meus braços ficam em torno de seu estômago, meu peito contra suas costas e sua cabeça descansa contra a minha clavícula. Levo os meus lábios em sua testa e bochecha, murmurando palavras sem sentido, suaves, da mesma maneira que sussurro a um cavalo arisco. — Shhh. Não chore, querida. Você está indo tão bem. Estamos quase terminando. Só mais um empurrão. Eu sei que você está cansada, e eu sinto que dói. Mais um e você pode descansar. Eu estou aqui com você, vamos fazer juntos. Sua cabeça se vira para mim, cansada. — Mais um? Dou-lhe um sorriso. — Você é a menina mais forte que eu conheço. Você sempre foi. — Digo. — Sempre.


Toma algumas respirações profundas, se preparando psicologicamente. — Ok. — Respira. — Está bem. — Ela senta-se reta, levantando os joelhos. Seus dedos seguram minhas mãos quando a próxima contração vem. A sala fica cheia de gemidos guturais longos por alguns segundos e então ... um grito agudo cortou o ar. Um bebê chorando. Nosso bebê. Jenny ofegando e respira profundamente com alívio súbito. Dr. Higgens sustenta nossa bebê se contorcendo e pronuncia-se: — É uma menina. Minha visão embaça e Jenny ri. Com lágrimas escorrendo pelo rosto se vira para mim. — Nós temos uma menina, Stanton. — Santa merda. E nós rimos, choramos e agarramos aos outros, todos de uma vez. Poucos minutos depois, Lynn, a enfermeira feliz, traz um pacote cor de rosa e o coloca nos braços de Jenny. — Oh, meu Deus, é perfeita. — Jenny suspira. Meu silêncio atordoado deve preocupá-la, porque ela pergunta: — Você não está decepcionado por que não é um menino, certo? — Nah ... Os meninos são inúteis ... nada além de problemas. Ela é ... isso é tudo que eu queria. Eu não estava preparado. Eu não sabia qual seria a sensação. Um pequeno nariz, dois lábios perfeitos, cílios longos, uma mecha de cabelo loiro e mãos que eu posso dizer que são versões em miniatura das minhas. Em um instante, meu mundo é virado de cabeça para baixo e eu estou à sua mercê. A partir deste ponto, não há nada que eu não faria para esta linda criatura. Roço meu dedo contra seu rosto suave e, embora presume-se que os homens não falam como tolos, eu faço. — Olá, menina pequena. — Será que vocês têm um nome para ela? — Pergunta Lynn, a enfermeira. Os olhos sorridentes de Jenny encontram os meus antes de retornar a enfermeira Lynn. — Presley. Evelynn Presley Shaw.


Evelynn é avó de Jenny. Pensamos que isso a amoleceria se alguma vez encontrasse esses cartuchos de espingarda. Tem procurado por eles com muito afinco desde que Jenny e eu anunciamos que não íamos nos casar. Rapidamente, a enfermeira Lynn leva o bebê para o receber os cuidados e vestir roupa. Sob a cama, enquanto Dr. Higgens faz o seu trabalho entre as pernas de Jenn, sugere: — Por que você não sai e dá as suas famílias, a boa notícia, meu filho? Eles estão lá fora esperando a noite toda. Olho para Jenny, que acena com a cabeça em aprovação. Pego sua mão e beijo as costas dela. — Te amo. Ela está sorrindo, cansada, mas feliz. — Eu também te amo. Caminho pelo corredor, através dos portões de segurança e da área de espera. Ali encontro uma dúzia das pessoas mais próximas em nossas vidas, usando diferentes máscaras antecipação e impaciência. Antes que eu pudesse dizer uma palavra, meu irmão, Marshall, que não é um idiota, pergunta: — Bem? O que é? Eu curvo-me para estar em seu nível e sorrio. — É ... é uma ela. Dois dias depois, eu amarro o assento do bebê no carro, verificando quatro vezes para me certificar de que estava tudo bem, e eu levo Jenny e Presley para casa. Para a casa de seus pais. E apenas dois meses depois disso, as deixei, viajando dois mil quilômetros para a Universidade de Columbia, Nova York.


UM ANO DEPOIS — Ela está tão linda, Stanton. — Ri Jenny. — Recusou-se a tocar a cereja no topo do bolo, não gostou dos dedos pegajosos, então colocou a cara inteira nele! Ela ficou com tanta raiva quando eu tive que tirá-la para parti-lo. Eu gostaria que você tivesse visto, essa garota tem uma atitude que iria colocar a Nana envergonhada! — Ela se dissolve em um ataque de riso. Poderia ter visto. A culpa me bateu duro. Porque eu deveria ter visto como Presley cortou seu primeiro bolo de aniversário. Como ela riu dos macacos e muito mais, fascinada, pelo embrulho de presentes. Eu deveria ter estado lá para acender velas, para tirar fotografias. Para sair. Mas não foi assim. Não pude. Já que é semana de provas finais, o único lugar que eu posso estar é aqui em Nova York. Eu forço um sorriso, tentando infundir entusiasmo no meu tom de voz. — Que bom, Jenn. Soa como uma festa incrível. Fico feliz que ela tenha gostado. Por mais que eu tente, Jenny percebe. — Querido, pare de se torturar. Vou enviar todas as fotografias e o vídeo. Será como se você estivesse aqui conosco. — Sim. Só que eu não estava. Suspira. — Você diz boa noite para ela? Cante sua música? No curto tempo que passei com a nossa filha após seu nascimento, e as semanas que eu era capaz de passar com ela durante as férias de Natal, descobrimos que Presley tem uma afinidade para o som da minha voz.


Mesmo por telefone, ela se acalma quando nascem seus dentes ou quando está com raiva. Tornou-se o nosso ritual de todas as noites. — Papa! É incrível como duas pequenas sílabas podem ter tanto poder. Meu peito se aquece e dou o primeiro sorriso sincero que tive em meu rosto durante todo o dia. — Feliz aniversário, querida. — Papa! Eu rio. — Papai sente falta de você, Presley. Você está pronta para a sua música? Lentamente, canto: Você é o meu sol, o meu único sol. Você me faz feliz quando o céu está cinza... Em sua voz doce, adoravelmente ilegível, canta as palavras comigo. Depois de dois versos, meus olhos são nebulosos e minha voz se quebra. Porque eu sinto muita falta. De ambas. Eu limpo minha garganta. — É hora de descansar. Doces sonhos. Jenny retorna à linha. — Boa sorte com seu teste amanhã. — Obrigado. — Boa noite, Stanton. — Boa noite, Jenn. Jogo o telefone ao pé da cama e olho para o teto. Em algum lugar abaixo há risos estridentes e gritos para beber, provavelmente por causa da maratona de cerveja-pong que começou há dois dias. Na minha primeira semana em Columbia aprendi que as carreiras não são apenas baseadas no seu conhecimento. Tem também os contatos que você consegue. Então eu entrei em uma fraternidade, para fazer essas conexões para a vida. Kappa Psi Epsilon. É boa, cheio de estudantes de administração, economia, direito. A maioria tem dinheiro, mas também há os caras que trabalham, estudam e jogam duro.


Um membro no último semestre se formou antes do tempo, e em seguida, foi enviado ao exterior por uma grande empresa. Meu irmão mais velho de fraternidade me pressionou muito para que eu conseguisse um quarto na casa. Um irmão mais velho é o cara que você está responsável por você quando você inicia na fraternidade. É o que te dá os momentos mais difíceis. Você é a sua cadela, seu escravo. Mas depois que você se torna um irmão ele é seu melhor amigo. Seu mentor. Enquanto me afundo em auto piedade, meu irmão mais velho passa na frente da minha porta aberta. Com o canto do olho vejo sua cabeça escura passar, parar e voltar. Logo Drew Evans entra no meu quarto. Dreu não se parece com ninguém que eu tenha conhecido. É como se ele estivesse no centro das atenções sempre sem fazer nenhum esforço para isso. A tem por completo. Atua como se o mundo o pertencesse. E quando você está com ele, sente como se te pertencesse também. Profundos olhos azuis que fazem bobas todas as garotas, me olham com desaprovação. — O que acontece? Limpo o nariz. — Nada. Suas sobrancelhas se levantam. — Não parece como nada. Praticamente chora em seu travesseiro, pelo amor de Deus, me envergonha assim. Drew é implacável. Seja mulheres ou respostas que quer, não desiste até que as consegue. É uma qualidade que admiro. Meu telefone apita com uma mensagem, as fotos que Jenny me enviou da festa. Com um suspiro resignado me endireito e acesso as fotos. — Conhece minha filha Presley? Confirma. — Claro. Criança linda, mãe quente. Nome desafortunado. — Hoje foi seu aniversário. — Mostro-lhe uma foto particularmente linda de meu anjo com o rosto sujo de pastel. — Seu primeiro aniversário. Sorri. — Parece que ela se divertiu.


Não sorrio. — Ela o fez. Mas eu perdi. — Esfrego os olhos com as palmas das mãos. — O que diabos eu estou fazendo aqui homem? — É difícil... mais difícil do que achei que seria. Sou bom em tudo. Sempre fui. Futebol, escola, o melhor namorado. Na escola secundária todas as garotas odiavam Jenny. Todas queriam ter sexo comigo e todos os garotos queriam ser eu. E era tudo muito fácil. — Sinto... sinto que falho em tudo. — Confesso. — Talvez devesse jogar a toalha, ir a uma maldita escola comunitária em casa. Pelo menos as veria mais de três vezes ao ano. — Com raiva, digo: — Que tipo de pai perde o primeiro aniversário de sua filha? Não é qualquer garoto que se sente como me sinto. Conheço alguns na casa que engravidaram garotas e se foram complemente felizes e nunca mais olharam para trás. Enviam um cheque somente depois que são levados a corte, as vezes nem assim. Demônios, nenhum dos filhos de Ruby viram seus pais mais de uma vez. Mas eu nunca poderia ser assim. — Jesus, é um desastre. — Exclama Drew, seu rosto horrorizado. — Não vai começar a cantar canções de John Denver, né? Fico em silêncio. Suspira e se senta na borda de minha cama. — Quer a verdade Shaw? — Evans é ótimo com verdades duras, cruas e difíceis. Outra de suas qualidades que respeito. Ainda que não seja tão divertido quando seus olhos se fixam em mim. — Suponho. — Respondo sem convicção. — Meu velho é o melhor pai que conheço, sinceramente. Não me lembro se foi ao meu primeiro ou segundo aniversário... e realmente não ligo de qualquer maneira. Colocou um ótimo teto sobre minha cabeça, fica orgulhoso de mim quando mereço e chuta minha bunda quando necessário. Nos levou a ótimas férias familiares e paga minha matrícula aqui, mais ou menos me dando a vida. O que quero dizer é: qualquer idiota pode fritar um fodido pastel. Você está aqui, trabalhando todos os finais de semana, pegando uma grade


completa de aulas, revirando suas bolas para que um dia sua filha não tenha que fazê-lo. Isso é que é ser um bom pai. Penso em tudo o que me disse. — Sim, sim, suponho que tenha razão. — Claro que sim. Agora seque seus olhos, toma o remédio para cólicas e pare a festa pré-menstrual da compaixão. Isso me faz lhe mostrar o dedo médio. Drew aponta na direção de minha pilha de anotações de Estatística Básica, a primeira prova de amanhã. — Preparado para a final de Windsor? — Acho que sim. Sacode a cabeça. — Não ache, esteja. O professor Windsor é um cretino. E um esnobe. Enlouquecerá se não conseguir que um ignorante como você reprove. Olho para a pilha de papéis. — Estudarei de novo, mas estou bem. — Excelente. — Me golpeia a perna. — Então se prepare para sair em uma hora. Olho o relógio. Dez da noite. — Onde vamos? Evans se põe de pé. — Se conseguir te ensinar alguma coisa antes de me formar que seja isso: antes de fazer qualquer exame importante, saia para tomar uma bebida, só uma, e ter um pouco de sexo. Os cursos de faculdade deveriam ter isso na sua grade curricular. É infalível. Massageio minha nuca. — Não sei. Levanta os braços, questionando: — Qual o problema? Você e a mãe de sua bebê tem uma relação aberta não é? — Sim, mas... — É uma ótima atitude de sua parte, com certeza. Nunca entenderei porque um homem escolhe uma única mulher quando há tantas para experimentar. Não lhe digo que não foi minha ideia. Jenny insistiu nisso depois que conversamos e discutimos quando fui para casa nas festividades do natal. Não lhe digo que a única razão porque aceitei é porque os bastardos da minha cidade sabem que Jenny é minha garota, a mãe da minha filha. Pode


ser que não possa voltar para casa mais do que duas ou três vezes ao ano, mas quando voltar espancarei qualquer um que tenha feito um movimento na direção dela. Também não lhe conto que não aproveitei minha nova política de liberdade nos cinco meses anteriores. Nem uma vez. No lugar, explico: — Nunca tentei procurar uma mulher em um bar antes. Não sei o que diria. Drew ri. — Só diga uns “todas vocês”, outros tantos “querida”, que cuido do resto. — Assinala. — Uma hora. Esteja pronto. E sai de meu quarto. Noventa minutos depois, entramos no Bar Central, o lugar preferido dos estudantes. Tem boa comida, pista de dança com DJ e entrada livre. Mesmo que seja uma semana de provas o lugar está lotado, com pessoas bebendo e rindo. — O que quer? — Me pergunta Evans enquanto nos aproximamos do balcão. — Jim Beam, puro. — Se só é permitida uma bebida que seja boa. Olho meu reflexo no espelho atrás do bar. Uma camiseta azul simples, uma barba que não me incomodei em tirar e uma cabeleira que necessita de um corte. É praticamente imune ao gel, o que significa que estarei tirando ele do meu rosto a noite toda. Drew me passa minha bebida e toma um gole da sua, que parece ser whisky com soda. Sem dizer uma palavra examinamos o lugar por uns minutos. Então me dá um sinal e aponta para umas garotas no canto do bar, perto da mesa de som. São atrativas, do tipo que parecem fáceis mas na realidade você leva horas para convencê-las. Uma é alta, com um longo cabelo ruivo e grandes pernas, veste uma calça rasgada e uma blusa curta que mostra seu piercing no umbigo. Sua amiga é mais baixa, com um cabelo preto, uma blusa rosa e calças pretas tão apertadas que parecem ter sido pintadas nela. Drew caminha com determinação até elas e eu o sigo.


— Eu gosto da sua blusa. — Diz para a ruiva, apontando para a escrita sobre seu peito “As garotas de Barnard fazem bem feito.” Depois que ela olha para ele, seus lábios se abrem num sorriso coquete. — Obrigada. — Tenho uma igual em casa. — Revela Drew. — Exceto que a minha diz “Os garotos de Columbia fazem a noite toda.” Riem. Bebo meu bourbom enquanto a garota morena me olha e parece gostar do que vê. — São da Columbia? — Pergunta. Drew assente. — Sim. Somos Leones. Ainda não sei o que diabos falar, então tento seguir as instruções de Drew, fazendo a pergunta menos original. — Em que se especializam todas vocês? A morena começa a rir. — Todas vocês? Não parece daqui. — Sou de Mississipi. Olha meu bíceps com admiração. — O quanto você gosta de Nova York? Penso por um segundo... então percebo. Com um sorriso meio de lado, respondo: — Nesse momento, gosto muito. Drew assente, quase imperceptivelmente, com aprovação. — Nos especializamos em arte. — Diz a ruiva. — Sério? Arte? — Drew sorri. — Suponho que não tenha interesse em fazer uma contribuição real a sociedade. — Levanta seu copo. — Por graduar-se sem um conjunto de habilidade comerciáveis de qualquer tipo. Sei que soa como um idiota insultante, mas confia em mim, funciona para ele. — Oh meu Deus! — Imbecil! — As garotas riem, como sempre, consumindo sua atitude arrogante e humor sarcástico. Tomo outro gole do bourbom. — Que tipo de arte fazem?


— Pintura. — Responde a ruiva. — Eu adoro pintura corporal, principalmente. — Arrasta a mão para cima e para baixo no peito de Drew. — Seria um modelo incrível. — Eu esculpo. — Diz sua amiga. — Sou muito boa com as mãos. Termina a bebida cor de rosa que está em suas mãos. Ainda não tenho vinte e um anos nem documento que comprove, mas mesmo assim aponto para o bar. — Quer que te traga outra? Antes que pudesse responder, Drew intercede. — Ou poderíamos sair daqui. Ir para a sua casa? — Faz contato visual com a ruiva. — Pode me mostrar sua... arte. Aposto que é muito talentosa. As garotas concordam, tomo o resto do meu bourbom, e assim, nós quatro nos dirigimos para a porta. Resulta que as garotas são companheiras de quarto. Fico tranquilo a medida que caminhamos os três blocos até seu apartamento, distraído com a desconfortável sensação de excitação no meu estômago como manteiga prestes a derreter. É uma mistura de nervosismo e culpa. Imagino a cara de Jenny na minha cabeça, sorrindo e doce. Eu a imagino segurando nossa filha na cadeira de balanço que minha tia Sylvia nos deu quando Presley nasceu. E eu me pergunto se o que eu faço, o que farei, é certo. Seu apartamento é muito melhor do que duas meninas da faculdade poderiam pagar sozinhas. Com porteiro, no terceiro andar, uma grande sala com sofás beges e brilhantes pisos de madeira cobertos com um tapete oriental. Uma cozinha completa com armários de carvalho e bancada em granito é visível a partir da sala de estar separadas por um balcão e três cadeiras brancas. — Sintam-se em casa. — Diz a menina de cabelos escuros, com um sorriso. — Nós só vamos nos refrescar. Depois de desaparecerem pelo corredor, a cabeça de Drew se vira para mim. — Você parece uma virgem na noite do baile. Qual é o problema? Eu limpo minhas mãos suadas em minha calça. — Eu não sei se é uma boa ideia. — Não viu as tetas da morena? Ter um olhar mais atento sobre essas meninas más não poderia ser mais do que uma boa ideia.


Meus lábios se apertam, hesitantes, logo ... digo a verdade. — A coisa é... que eu nunca fiz sexo sem ser com Jenny. Ele esfrega a testa. — Oh, Jesus. — Com um suspiro deixa a mão cair e pergunta: — Mas ela não tem problemas com você sair com outras pessoas? Quero dizer, ela concordou? Levanto os ombros e explico: — Sim, bem, ela foi a única que sugeriu em primeiro lugar. Evans concorda. — Parece o meu tipo de garota. Então, qual o problema? Eu esfrego meu pescoço, tentando aliviar um pouco a tensão que reside lá. — Ainda que tenhamos concordado... eu não tenho certeza ... não sei se sente... eu quero para fazer a coisa certa para ela. A voz de Drew perde o toque de irritação. — Admiro isso, Shaw. Você é um homem com as calças. Leal. Eu gosto disso sobre você. — Me assinala. — Portanto, eu acho que você deve, e a sua menina Jenny, ter horas de sexo suado sujo com esta mulher. Não é a primeira vez, que me pergunto se de Drew Evans é o diabo, ou se têm uma relação estreita. Eu posso imaginá-lo oferecendo a um Cristo faminto um pedaço de pão e comendo todo o pão na frente dele. — Realmente você acredita em toda essa porcaria que sai de sua boca? — Faz um gesto de desprezo com a mão. — Preste atenção, você vai aprender alguma coisa. Qual é o seu sorvete preferido? — O que diabos isso tem a ver ...? — Basta responder a maldita pergunta. Qual é o seu sorvete preferido? — Creme de ovos. — Suspiro. Seus olhos se levantam ironicamente. — Creme de ovos? Eu não acho que qualquer pessoa com menos de setenta goste do creme de ovos. — Ele balança a cabeça. — De qualquer forma, como você sabe que o creme de ovos é o seu favorito? — Porque sim. — Mas, como sabe? — Pressiona.


— Porque gosto mais que… Paro no meio da frase. Entendendo. — Mas do que qualquer outro sabor que provou? — Termina Drew. — Mais do que baunilha, morango ou menta com chocolate? — Sim, admito suavemente. — E como é que você sabe que creme de ovos é o seu sabor preferido, não só pela escolha, se você se sentia muito medo de tentar qualquer outra coisa? — Eu não sei. Aperto a mão dele, como um mágico. — Exatamente. Vê o que eu quero dizer? O diabo. No entanto, é semelhante ao que Jenny disse sobre o assunto. Como que sei que a amo se não conheço outras? Será que somos fortes o suficiente para passar esse tipo de teste? E se não, de qualquer maneira que tipo de futuro que nós temos juntos? Um tapinha no braço me acorda de minha introspecção. — Olha, Shaw, isto é para ser divertido. Se você não passa bem, é melhor deixá-lo, e eu não vou achar menos de você. Bufo. — Claro que você vai. Dá um meio sorriso. — Tem razão. O farei. Mas ... eu não vou dizer os caras que você é uma bicha. Isso vai ficar entre mim e você. Antes que eu possa responder, as meninas de voltam para a sala. Elas se trocaram para pijamas de cetim brilhante. Eu posso sentir o cheiro da hortelã dos dentes da loira quando ela se inclina sobre Drew e diz: — Venha cá, há algo no meu quarto eu quero lhe mostrar. Ele levanta-se sem problemas. — Há algo em seu quarto que quero que me mostre. — Antes de se mover pelo corredor, olha na minha direção. — Você está bem, cara? Estou bem?


A morena de cabelos encaracolados olha para mim com expectativa, esperando para fazer uma jogada. E finalmente compreendo... não há nenhuma razão para dizer não. — Sim. Sim, estou bem. Drew pega a mão da loira e vai para o quarto no fim do corredor. Deixando-me sozinho com a minha companheira de cabelo escuro, a olho por um minuto, na verdade. Ele tem seios maiores do que eu estou acostumado e uma bunda firme equilibrada adequadamente em toda a embalagem. O tipo de bunda que um homem pude agarrar, amassar com os dedos e dirigir para frente e para trás, para cima e para baixo. Suas pernas são macias e bem torneadas, perfeitas, pele bronzeada. Pela primeira vez esta noite, uma verdadeira atração desdobra em meu intestino, balançando meu pobre pênis sem uso nos seus cinco meses de hibernação. Eu não peço o nome dela e ela não me pergunta o meu. Há certa emoção anônima, uma liberdade. Eu nunca voltarei a ver esta menina, o que dizer ou fizer esta noite vai não deixar este apartamento, não vai nunca me pegar, não encontrar as orelhas sentenciosas de uma pequena cidade muito longe. Cem fantasias, cada uma mais perverso do que a última, passam pelo meu cérebro como o fumo proveniente de um incêndio. Coisas que nunca sonhei pedir a Jenny para fazer, coisas que eu provavelmente seria atingido apenas por sugerir. Mas para uma bela estranha sem nome... por que o inferno não? — Você quer ver o meu quarto? — Ela pergunta. Minha voz é profunda, áspera como meus pensamentos. — Ok. Seu quarto é um redemoinho de escuros laranjas, vermelhas e marrons e queimadas, não muito feminino. Sento-me na beira da cama, com os pés no chão, as pernas esticadas para fora. Qualquer traço de indecisão se foi. Ao fechar a porta, pergunta: — Em que você se especializa? Eu queria perguntar antes. — Direito.


Ela se aproxima de mim, de pé a um braço de distância, me recompensando com a cabeça inclinada e os olhos pintados. — Por que você quer ser um advogado? Eu sorrio. — Eu gosto de discutir. Eu gosto... de fazer as pessoas verem que estão erradas. Chega mais perto, e levanta minha mão. Em seguida, a vira e traça a palma da mão com a ponta do seu dedo. É tão excitante que faz meu pulso acelerar. — Você tem mãos fortes. Não há mãos macias em uma fazenda. Ferramentas, cordas, cercas, quadros, levantar e cavar fazer palmas duras e músculos. — Você sabe por que eu gosto de esculpir? — Ela pergunta com um suspiro. — Por quê? Ela deixa cair a minha mão e, em seguida, fixa seus escuros e desafiadores olhos nos meus. — Não penso enquanto eu faço. Eu não planejo, eu só deixo as minhas mãos ... fazem o que querem. O que se sentem bem. Pega a parte inferior de sua blusa e tira sobre a cabeça. Seus seios são pálidas, suave e gloriosamente novos para os meus olhos. Para a alguns centímetros, nua e orgulhosa. — Você quer tentar? Ela coloca a mão sobre a minha, levando-as para o veludo de sua caixa torácica. Quando coloca minhas mãos calejadas em seus seios, os tomo. Olhando o peso, massageando suavemente, correndo os dedos sobre as pontas de seus mamilos. Se endurecem e escurecem para um rosa mais forte e raspo meu lábio com os dentes para conter a urgência de aderir, chupar e morder. Meu último pensamento coerente, são quatro palavras: Poderia me acostumar a isso.


TRÊS SEMANAS DEPOIS — Maldito infiel mentiroso, filho da puta! As mãos de Jenny vêm selvagens e fortes, me batendo no rosto, nos ombros, onde quer que alcance. Golpe. Golpe. Golpe. — Jenny pare! — Agarro seus braços, tentando contê-la. — Maldita seja, se acalme! Quentes lágrimas de raiva passam por suas bochechas e seus olhos estão inchados com traição. — Te odeio! Me enoja! Te odeio! Solta-se das minhas mãos e corre, para a entrada da casa, abrindo a porta atrás dela e desaparecendo dentro de casa. Sou deixado no quintal, sozinho. Sentindo que fui abandonado, meu coração não bate, parece que foi arrancado. E há algo mais, mais que arrependimento, medo. As palmas de minhas mãos começam a suar e minha pele coça. Medo do que fiz, terror de acabar de perder a melhor coisa que já me aconteceu. Passo uma mão pelo cabelo, tentando me manter tranquilo. Passo a mão pelo cabelo, tentando manter a calma. Então eu sento nos degraus da varanda e coloco os cotovelos sobre os joelhos, mantendo um olho em Presley, seis metros à frente, onde brinca com seu primo próximo do balanço. Seus cachos loiros se movem enquanto ri, e eu aprecio que é completamente inconsciente. Do nada a irmã mais velha de Jenny, Ruby, aparece na escada. Arruma sua mini-saia e começa a mexer nas mechas ondulados dos seus cabelos sobre os ombros.


— Com certeza se enterrou na bosta dessa vez Stanton. Normalmente não escutaria nenhum conselho de Ruby, principalmente sobre relacionamentos, mas aqui estou. — Não... não sei o que aconteceu. Ruby bufa. — Disse para a minha irmã que fudeu outra garota, isso é o que aconteceu. Nenhuma mulher quer ouvir. — Então, por que perguntou? — Agita a cabeça como se a resposta fosse óbvia. — Queria te ouvir dizer que não. — Concordamos em ver outras pessoas. — Discuto. — Disse que seríamos honestos. Maduros. — Dizer e sentir são coisas diferentes, amante. — Olha suas unhas. — Olha, você e Jenny só têm dezoito, são bebês... isso vai passar. É só uma questão de tempo. As palavras custam a passar por minha garganta. — Mas... a amo. — E ela te ama. Por isso dói tanto. Não há maneira de que desista, não me renderei, não assim. É o medo que pressiona a fazer algo, dizer qualquer coisa. Subo as escadas até o quarto que Jenn compartilha com nossa filha e a porta fechada me diz que não sou bem-vindo. Está deitada na cama, o corpo tremendo, chorando sobre seu travesseiro. E a faca se enterra ainda mais no meu peito. Me sento na cama e toco seu braço. Jenny tem a pele suave, como pétalas de rosa. Me recuso que essa seja a última vez que a toco. — Eu sinto. Sinto muito. Não chore. Por favor não... me odeie. Se senta e não se preocupa em secar a evidência da dor em seu rosto. — A ama? — Não. —Digo firmemente. — Não, foi algo de uma noite. Não significou nada. Respondo como o advogado que quero ser. — Não tão bonita como você. — Era bonita?


— Dallas Henry me convidou para ir ao cinema. — Jenny me disse tranquilamente. Qualquer sentimento de remorso que eu estava sentindo se foi sendo substituído por pura raiva. Dallas Henry fazia parte do meu time de futebol na escola e sempre foi um imbecil. O tipo de cara que pega as garotas mais bêbadas da festa e coloca algo em suas bebidas para que fiquem ainda mais bêbadas. — Está brincando? — Lhe disse que não. A fúria se acalma um pouco, mas só um pouco. Meu punho ainda terá um lindo encontro com a cara de Dallas Henry antes que eu vá embora. — Por que você não me disse Stanton? — Me acusa com raiva. Sua pergunta me traz culpa de novo dessa vez mais forte. Me coloco de pé, tenso, dando voltas. — Eu disse que não! Muitas vezes. Merda Jenn... pensei... não foi uma traição! Não pode me odiar por isso. Por fazer o que você queria que eu fizesse. Cada músculo do meu corpo se tensa, esperando sua resposta. Logo ela se acalma e assente. — Tem razão. Seus olhos azuis me olham e sua tristeza me corta até os ossos. — Eu só... odeio imaginar o que fez com ela, queria voltar a quando... quando eu não sabia. E poderia imaginar que sempre foi só eu. — Funga. — Não é patético? — Não. — Grunho. — Não é. — Caio de joelhos na sua frente, consciente de que estou implorando, mas não me importa. — Só há você, em todas as formas que importam. O que acontece quando estamos separados, só vai significar algo se deixarmos que signifique. Minhas mãos vão para a sua pele, precisando tocá-la, apagar isso de sua cabeça, querendo muito que comecemos de novo. — Venho para casa no verão. Dois meses e meio é tudo o que quero, em cada segundo, é te amar. Posso querida? Por favor só me deixe te amar. Seus lábios se encontram quentes e inchados de tanto chorar. Os beijo suavemente a princípio, pedindo permissão. Logo mais forte, apoderando de seus lábios com a minha língua, pedindo submissão. Toma um momento


mas logo me corresponde. Suas pequenas mãos agarram minha camisa me puxando contra ela. Me possuindo. Como sempre fez. Jenny cai de costas na cama, levando-me com ela. — Não quero voltar a saber, Stanton. Sem perguntas, sem dizer. Prometa-me. — Prometo. — Falo, disposto a aceitar qualquer coisa agora. — Começo a escola no outono. — Pressiona. Também irei conhecer outras pessoas. Sairei e não pode opinar. Ou ficar com ciúmes. Sacudo a cabeça. — Não ficarei. Não quero opinar. Não... não quero te prender. Essa é a verdade louca. Uma parte de mim quer manter Jenny toda para mim, trancá-la nessa casa e saber que não faz mais nada a não ser esperar que eu volte. Mas mais forte que isso é o medo de que coloquemos tudo a perder, que nos odiaremos, que nos culparemos por tudo o que deixamos de viver. Por todas as coisas que não chegamos a fazer. Mais do que tudo não quero acordar em dez anos a partir de agora e perceber que a razão pela qual minha garota odeia sua vida... sou eu. Assim, se significa que tenho que compartilha-la por um tempo, eu o farei. Meus olhos fixam nos seus. — Mas quando estiver em casa, você é minha. Não do maldito Dallas Henry, nem de ninguém além de mim. Seus dedos acariciam meu queixo. — Sim, sua. Também sou o motivo pelo qual volta para casa. Não ficarão com você, Stanton. Nenhuma outra garota... será eu. A beijo com posse, selando as palavras. Meus lábios se movem pelo seu pescoço a medida que minha mão desce sobre seu estômago. Mas ela pega minha mão. — Meus pais estão lá em baixo. Meus olhos se apertam enquanto inalo profundamente. — Vem para o rio comigo essa noite? Conduziremos até que Presley durma na parte detrás. Jenny sorri. — Uma viagem na caminhonete parece legal. Beijo sua testa. — Perfeito.


Me recosto ao seu lado e a aperto contra mim, brincando com a gola de minha camisa. — Não será assim para sempre. Um dia terminarei a faculdade e as coisas voltarão ao normal. Sim. Um dia...


DEZ ANOS DEPOIS WASHINGTON, DC O Trabalho de advogado criminal não é tão emocionante como se imagina. Nem sequer tão emocionante como os estudantes de direito imaginam. Há um monte de investigação, as referências de jurisprudência para embasar cada argumento nas páginas e páginas dos códigos legais, os quais estão cheios de semântica para dar aos leigos um tempo difícil. Se é parte de um escritório, quando finalmente te passam um caso para representar na frente de um juiz, raramente há revelações dramáticas e surpreendentes, e nem momentos como em Law and Order. Geralmente é só explicar os fatos para o júri, peça por peça. Uma das primeiras regras que aprende na faculdade é: nunca faça uma pergunta que não saiba a resposta. Sinto destruir suas convicções, mas realmente é assim. Nos Estados Unidos da América, os acusados podem escolher quem decidirá seus destinos: um juiz ou um júri. Sempre aconselho meus clientes a escolher o júri. É um milagre fazer doze pessoas concordarem sobre onde almoçaram quem dirá sobre a inocência ou culpa de um acusado. E uma anulação de júri, que é o que acontece quando não podem concordar com um veredito, é uma vitória para a defesa. Alguma vez já escutou essa velha brincadeira sobre os jurados? Realmente quer ser julgado por doze pessoas que não foram suficientemente inteligentes para sair do serviço de jurados? Sim, isso é exatamente as pessoas que você quer te julgando. E também porque os jurados são pessoas não familiarizadas com a lei. E essas pessoas não podem se deixar


influenciar... por um monte de elementos que não tem nada a ver com os fatos. Se um jurado gosta de um acusado, teria mais dificuldades para condená-lo por um caso que poderia manter sua bunda na prisão pelos próximos dez ou vinte anos. É por isso que um ladrão se apresenta na corte bem vestido e não com o macacão laranja. É exatamente por isso que o vestuário e o penteado de Casey Anthony foram cuidadosamente escolhidos para fazer com ele parecesse docemente recatado. Claro, se supõe que o júri seja imparcial, que devem basear seu julgamento nas evidências apresentadas e nada mais. Mas a natureza humana não funciona dessa maneira. A simpatia dos advogados do acusado também tem peso. Se um advogado está descuidado, de mau-humor ou é chato, os jurados se sentirão menos inclinados a acreditar na sua versão do caso. Por outro lado, se o advogado de defesa parece ter o controle da situação, fala bem e tem boa aparência, os estudos mostram que os jurados são mais propensos a acreditar nesse advogado. E acreditar neles, significa acreditar em seus clientes. É importante que pareça que não se esforça muito. Não aparentar ser suspeito ou vago, e a última coisa que quer é dar uma pinta de “vendedor de carros usados”. As pessoas sabem quando mente. Mas aqui está o mais importante: sempre que for possível, passem um bom tempo. Dê-lhes algo para ver. Eles esperam “Objeções” e “Fora do lugar”, o barulho das mesas e golpes do martelo. Esperam uma recreação ao vivo de Tom Cruise e Jack Nicholson em Questão de Honra. O sistema pode ser chato, mas você não tem que sê-lo. Pode ser divertido. Mostrar-lhes que tem uma grande inteligência e que não tem medo de usá-la. Meu pau é o mais genial de todos, o júri não pode tirar os olhos dele. Em sentido figurado... e literalmente. — Pode continuar com as considerações finais, senhor Shaw. — Obrigado meritíssimo. — Me coloco de pé, abrindo o botão de meu terno cinza feito sob medida. Essa cor faz sucesso hoje em dia com as mulheres, e dez dos doze membros do júri são mulheres.


Encontro seus olhares com uma expressão contemplativa, e aumento a pausa, o que aumenta a tensão dramática. Então começo. — A próxima vez que te ver, cortarei suas bolas e empurrarei por sua garganta. Pausa. Contato visual. — Quando te encontrar implorará para que eu te mate. Pausa. Aponto com o dedo. — Só espere idiota. Irei por você. Saio detrás da mesa da defesa e me posiciono de frente ao júri. — Essas são as palavras de um homem que a acusação clama que é a... — pausa — vítima nesse caso. Vocês viram as mensagens de texto. O escutaram admitir que enviou ao meu cliente. — Faço um barulho com a língua. — Não soa como vítima para mim. Todos os olhos me seguem enquanto caminho como um professor dando uma aula. — Soa como ameaças... das mais graves. De onde venho, ameaçar as bolas de um homem... não há mais declaração de guerra do que essa. Uma série de baixas risadas sai dos membros do júri. Coloco os braços na grade da tribuna dos jurados, olhando cada um deles tempo suficiente para que se sintam incluídos, preparando-os para a divulgação de um pequeno segredo sujo. — Ao longo desse julgamento escutaram muitas coisas sobre o meu cliente, Pierce Montgomery, que são pouco favorecedoras. Abomináveis inclusive. Aposto que não lhes agradou muito. Para dizer a verdade, não me agradou muito também. Ele teve uma aventura com uma mulher casada. Publicou fotos dela nas redes sociais sem sua permissão. Estes não são atos de um homem honrado. Sempre é melhor tirar o mal do caminho. Como tirar uma bolsa de gordura velha: olhá-la e logo seguir adiante faz com que, ao redor, fique menos propenso a quebrar. — Se estivesse sendo julgado pela decência humana, posso lhes assegurar que hoje, aqui, eu não o defenderia.


Me endireito, mantendo presa sua atenção. — Mas essa não é sua tarefa. Vocês estão aqui para julgar suas ações na noite de quinze de março. Nós como sociedade não penalizamos as pessoas por defender suas vidas ou seus corpos de danos físicos. E isso é exatamente o que meu cliente fez essa noite. Quando se encontrou cara a cara com o homem que o ameaçou sem descanso, teve todas as razões para acreditar que ele cumpriria suas ameaças. Para temer por sua integridade física... talvez por sua vida. Faço uma pausa, deixando que assimilem isso. E sei que estão comigo, vendo essa noite em suas cabeças através dos olhos do fodido filho da puta que é muito sortudo em me ter como advogado. — Meu antigo treinador de futebol nos dizia que uma ofensiva inteligente é a melhor defesa. É uma lição que levo comigo desde o primeiro dia. Então, ainda que Pierce tenha dado o primeiro golpe, era uma defesa. Já que atuou contra uma ameaça conhecida, um medo razoável. Isso, senhoras e senhores, é sobre o que realmente é esse caso. De pé, em frente a tribuna do júri, dou um passo para trás, dirigindo-me a eles em conjunto. — Enquanto deliberam, estou certo de que concluirão que meu cliente atuou em defesa própria. E darão um veredito de inocente. Antes de tomar meu assento na mesa da defesa, ponho o botão de ouro, em minhas considerações finais. — Obrigada de novo pelo seu tempo e atenção, foram tão... encantadores. Isso faz oito das dez mulheres sorrir, eu gosto dessa probabilidade. Depois de me sentar, minha co-defensora, com o rosto neutro, discretamente escreve em um bloco, me passando. Fez bem! Os advogados se comunicam por notas durante o julgamento porque é falta de educação ficar sussurrando. E um sorriso ou gesto podem ser interpretados pelos jurados de uma maneira que você não quer. Assim minha única reação visível é um rápido gesto de acordo. Minha reação interna é um enorme sorriso. E escrevo de volta. Fazer bem é como sempre faço. Ou se esqueceu?


Sofia é uma tremenda profissional. Não ri nem um pouco. Ela simplesmente escreve. Arrogante. Me permito o menor dos sorrisos. Falando de traseiros, o meu ainda tem marcas de suas unhas nele1. Isso te deixa molhada? É inadequado, totalmente não profissional, mas também é malditamente divertido. O fato de que nosso cliente imbecil ou qualquer pessoa sentada na primeira fila da galeria atrás de nós poderiam ver o que está escrito, acrescenta uma emoção. Como colocar os dedos em uma mulher debaixo da mesa de um restaurante cheio, o potencial de que te descubram faz tudo ainda mais perigoso e quente. Uma emoção atravessa seus olhos enquanto responde: Me deixou molhada com “Senhoras e senhores”. Agora pare. Responde de volta: Paro? Ou guardo para mais tarde? Sou recompensado com um simples e sutil sorriso. Mas é o suficiente. Mais tarde me serve.

Depois da réplica e de uma hora de instruções do juiz, os jurados se retiram para a sala reservada para as deliberações deles e o tribunal entra em recesso. O que me deu a oportunidade para me reunir com meu irmão de fraternidade em um bar local, que serve os melhores sanduíches da cidade. Entre os horários de trabalho exigentes e a família, nós só temos tempo para nos ver uma ou duas vezes por ano; quando vamos a cidade do outro por razões comerciais. 1

Jogo de palavras entre cocky ass (arrogante) y ass (traseiro).


Drew Evans não mudou muito desde os nossos dias em Columbia. O mesmo humor sarcástico, a mesma arrogância que atrai as mulheres para ele como mariposas para uma luz. A única diferença entre antes e agora é que ele não percebe a explosão de atenção feminina que atrai. Ou, se nota, não corresponde. — Você tem certeza que não gostaria de algo mais? Qualquer coisa? — Pergunta com esperança a garçonete de vinte e poucos anos... pela terceira vez em quinze minutos. Ele toma um gole de cerveja, então se despede com: — Nope. Eu ainda estou bem, obrigado. Com os ombros curvados, ela corre. Drew é um banqueiro de investimento na empresa de seu pai em New York City. Ele também é o meu banqueiro de investimento; a razão pela qual dois anos de faculdade de Presley já estão bem colocados em um fundo de 529. Misturar dinheiro e amizade pode não parecer uma jogada inteligente, mas quando seus amigos são tão talentosos em ganhar dinheiro como são os meus é brilhante. Seu telefone toca com uma mensagem de texto. Observa a tela e um sorriso bobo se espalha por seu rosto... o tipo de sorriso que eu vi apenas uma vez antes: no seu casamento, há oito meses. Eu limpo minha boca com um guardanapo, e jogo sobre a mesa, e inclino a cadeira para trás sobre duas pernas. — Então... como está Kate nos dias de hoje? Kate é a esposa de Drew. Sua extremamente bela esposa. A extremamente bela esposa com quem dancei brevemente em sua recepção de casamento. E meu amigo não pareceu gostar nem um pouco. Que tipo de amigo eu seria se não brincasse com ele sobre isso? Ele olha para cima com um sorriso. — Kate está fantástica. Ela é casada comigo ... o que mais poderia ser?


— Lhe entregou meu cartão? — Pressiono. — Por que ela pode contatar-me para serviços jurídicos... ou qualquer outro serviço que ela pode precisar? Eu sorrio quando ele franze a testa. — Não, eu não lhe dei o seu cartão. Imbecil. — Ele se inclina para a frente, de repente risonho. — Além disso, Kate não gosta de você. — É isso que você diz a si mesmo? Ele ri. — É verdade, ela acha que você é ambíguo. Você é um advogado de defesa, Kate é mãe. Ela acredita que você deixa molestadores de criança caminhar pelas ruas. É um erro comum, e completamente impreciso. Os advogados de defesa mantem o sistema legal honesta; saudável. Nós defendemos para o inocente, o indivíduo pequeno, e nós somos tudo o que fica entre ele e o poder irrestrito do Estado. Mas as pessoas se esquecem dessa parte, é tudo sobre pedófilos e ladrões de fundos de aposentadoria em Wall Street. — Eu tenho uma filha. — Discuto. — Não defenderia um molestador de criança. Drew não concorda com meu raciocínio. — Se é para ser o sócio, você defende aqueles que lhe dizem que você defende. Dou de ombros sem me comprometer. — Falando de sua filha, quantos anos tem? Dez? Como sempre, o tema da minha filha faz o meu peito inchar imediatamente orgulho. — Onze anos mês passado. — De repente, eu puxo meu telefone e mostro as imagens que representam a maioria das minhas memórias. — Acaba de competir pela equipe de torcida. E no Sul, anima-se um esporte de verdade, nada dessa merda "ra-ra" pom-pom. Jenny e Presley ainda vivem em Mississippi. Depois de Columbia, ao ir para a faculdade de direito da Universidade George Washington, falamos sobre ela vir morar comigo em DC, mas Jenny não acreditava que a cidade era um lugar para educar uma criança. Ela queria que a nossa filha crescesse como nós, com natação no rio, andar de bicicleta em estradas de


terra, correndo descalço pelos campos e indo para churrascos depois da igreja aos domingos. Eu concordei com ela, eu não gostava, mas eu aceitei. Drew assobiou quando eu mostrei as fotos mais recentes, coberta com as cores da equipe verde e ouro. Seu longo cabelo loiro ondulado em cachos estava preso no topo da cabeça, com os olhos azuis brilhantes como o céu e sorriso branco pérola impressionante. — Ela é uma beleza, Shaw. Felizmente parece com sua mãe. Eu espero que você tenha pronto um taco de beisebol. Estou muito à frente dele. — Não, cara, eu tenho uma espingarda. Acena com a cabeça em aprovação e bate no meu braço. — Olá, estranho, há muito tempo que não vemos. — Meus olhos são atraídos para a magnífica silhueta de Sofia Marinda Santos, minha coorientadora, entre outras coisas, à medida que se aproxima a nossa mesa. A roupa não só faz o homem, faz uma declaração para uma mulher. Parecem particularmente ótimas sobre Sofia. Ela se veste como ela é, impecável, perspicaz, elegante, e tão sexy que dá água na boca. Sua blusa de seda vermelha é abotoada com bom gosto, revelando apenas alguns centímetros de sua pele bronzeada abaixo de sua clavícula, nem mesmo uma sugestão de seus seios. Mas o tecido acentua a abundância dada por Deus de seus seios cheios, firme e, porra, bonitos. Um cinza casaco de tweed curto cobrindo os braços longos e elegantes, e combinando saia lápis, que abraça o grande arredondamento dos quadris, antes de revelar suas longas pernas tonificadas. — Onde você estava escondendo? — Pergunto, então aponto para uma cadeira vazia. — Quer se juntar a nós? Lábios naturalmente vermelhos sorriem para mim em resposta. — Obrigada, mas não, acabo de almoçar com Brent na parte de trás. Faço um gesto enquanto realizo as apresentações. — Drew Evans, ela é Sofia Santos, uma libertadora de molestadores de crianças de acordo com sua esposa. — As sobrancelhas de Sofia arqueiam ligeiramente na descrição, mas continuo. — Soph, esse é Drew Evans, meu velho amigo da


faculdade, meu atual banqueiro de investimento, e apenas um bastardo rude ao redor. Ignorando a minha dica, ele estende a mão. — Prazer em conhecê-la Sofia. — O mesmo digo. Verifica as horas em seu Rolex e diz: — Stanton, você também deveria ir. Você não quer perder o veredicto. Encontro-me balançando a cabeça antes que ela termine de falar. Porque nós temos discutido isso desde do início do julgamento. — Minha querida, eu tenho todo o tempo do mundo. Inferno, eu posso até mesmo pedir a sobremesa, por que o júri não voltará até segunda-feira, pelo menos. — Pode ser que você seja o Encantador de Júris. — Seus dedos bem cuidados giram em um círculo, como se evocando uma bola de vidro. — Mas eu sou a Vidente do Júri. E eu vejo que essas donas de casa querem apagar este julgamento de suas listas para este fim de semana. — Encantador de Júris? — Drew comenta secamente. — Isso é adorável. Puxei o dedo enquanto digo a Sofia: — Desta vez a sua visão está errada. Sua boca se abre. — Você se importaria de fazer uma grande aposta garotão? — Quais são os seus termos da sua doçura? — Eu respondo com um sorriso ousado. Evans observa com alegria indisfarçável nossa disputa. Ela descansa os braços sobre a mesa, inclinando-se para frente. E eu tenho um novo apreço pela gravidade porque é a força que faz com que a blusa caia além do seu corpo, dando-me uma visão deliciosa de seus peitos impressionantes envolto em um sutiã preto delicado. — O Porsche. Pego de surpresa, meus olhos ficam bem abertos. Ela não mediu palavras.


Sabe que meu conversível 911 Carrera 4S Cabriolet prata é o meu bem mais precioso. A primeira coisa que eu comprei para mim quando fui contratado pela prestigiada firma de advocacia Adams & Williamson, há quatro anos. É intocado. Não sai na chuva. Não estaciono onde um pássaro pode defecar nele. Não é dirigido por ninguém além de mim. — Se o júri retornar hoje, você deixa-me tomar o seu Porsche para o passeio de sua vida. Ela olha para mim, esperando. Eu passo meus dedos ao longo da minha mandíbula, debatendo-me. — Tem caixa de câmbios. — Aviso suavemente. — Pft, Moleza. — O que ganho, quando você perder a aposta? Ela se endireita, parecendo satisfeita consigo mesma, mesmo que não tenha ouvido os meus termos. — O que quer? As curvas imagem de Sofia mal cobertas por um pequeno biquíni vermelho, molhado e ensaboado com espuma, se infiltra em meu cérebro. E eu não posso conter o sorriso lascivo que adorna meu rosto. — Você vai ter que lavar a Porsche a mão, uma vez por semana durante um mês. Não hesita. — Feito. Antes de dar as mãos para fechar o negócio, eu olho em seus olhos e deliberadamente cuspo na palma da minha mão. Nossa aderência é escorregadia. Seu nariz se enruga, mas seus olhos, seu olhos de uma forma divertida tem chamas de fogo que só eu posso ler. Ela gosta disso. Depois de soltar meu aperto, limpa a mão com um guardanapo. Brent Mason, em seguida, sai do banheiro para se reunir conosco. Brent é um associado de nossa empresa, que começou no mesmo ano que Sofia e eu, mesmo que ele parece muito mais jovem. Seus redondos olhos azuis, cabelo castanho ondulado e uma personalidade despreocupada invoca sentimentos semelhantes ao de um irmão protetor. O ato de coxear, que acompanha o seu pé aumenta a impressão juvenil, mas, na verdade, é o resultado da prótese na perna esquerda, resultado de um acidente na infância. O evento


pode ter levado a sua integridade física, mas o clima amigável e jovial de Brent permanece completamente intacto. Como todos os parceiros da nossa empresa, Brent compartilha o escritório com Sofia. Eles são próximos, mas de uma forma estritamente platônica, o tipo de zona de amigo. Ele também tem mais dinheiro do que Deus, ou pelo menos a sua família. Dinheiro velho, o tipo de riqueza abundante cujas férias são sempre no sul da França ou que são capazes de retirarem-se para sua casa de campo no Potoma2 quando eles precisam de uma pausa da cidade. O pai de Brent tem aspirações políticas para o seu único filho e acredita que um registro impressionante como promotor estabelece as bases para essas ambições. Que é precisamente a razão pela qual Brent se revelou e se tornou um advogado de defesa criminal. — Olá, Shaw. — Saúda. Gesticulo com a cabeça. — Mason. — Gesticulo de volta para Drew. — Brent Mason, este é Drew Evans, um velho amigo. — Meus olhos caem sobre ele. — Brent é outro advogado em nossa empresa. Dão-se as mãos com firmeza, em seguida, Drew diz. — Jesus, há alguém em DC que não é um advogado? Eu ri. — A maioria per capita no país. Antes que ele possa responder com o que eu apostaria minha vida que teria sido um insulto, Brent solta: — Sofia está pronta para ir? Eu tenho um cliente que vem em vinte minutos. — Estou pronta. Drew foi um prazer conhecê-lo. Stanton, eu vou ver você em breve no tribunal. Finjo confusão. — Quer dizer no escritório? Com um aceno de cabeça, deixa que Brent a conduza em direção à porta. Eu vejo como ela sai. E aproveito cada maldito segundo. O que não passa despercebida. — Você realmente acha que é sábio? Minha atenção é arrastada de volta para ele. — O que é isso? Potomac é uma região localizada no estado americano de Maryland, no Condado de Montgomery. 2


— Sexo com sua colega. — Esclarece Evans. — Você acha que isso é sábio? Eu paro por um momento, me perguntando como ele sabia... e então eu rio de mim mesmo por perguntar ... porque é claro que ele saberia. — Isto vem do homem que se casou com sua colega de trabalho alguns meses atrás? Drew se inclina para trás, descansando um braço na cadeira atrás de mim. — Isso é completamente diferente. Kate e eu somos especiais. Eu bebo minha água. — O que faz você pensar que Soph e eu transamos? — Ah... porque eu tenho olhos. E orelhas. E a tensão sexual que testemunhei não está resolvida. Por certo, você ficou aquém com a aposta. Minhas palavras teriam sido primeira foda no capô do carro, em seguida, eles lavá-lo. — Ele encolhe os ombros. — Mas esse sou eu. Agora, de volta à minha pergunta original... Na verdade, não há razão para negar. — Sofia é, sem dúvida, a mulher mais sábia que eu já estive. Não aprova. — Shaw, você anda por um caminho perigoso. Um campo minado de desconforto feminino e desprezo. Eu compreendo as suas preocupações, mas não são necessárias. Sofia é uma mulher em todos os lugares importantes, mas com a praticidade de um homem. Não há minivans ou cercas brancas no futuro, só escritórios e horas trabalhadas. É franca, direta, mas também divertida. Uma mulher que eu considero uma amiga, alguém com quem desfruto sair tanto quanto desfruto foder. Nosso arranjo começou há seis meses. A primeira vez foi espontânea, imprudente. Eu sabia que a queria, mas eu não tinha percebido o quanto até a noite em que estávamos sozinhos no porão da biblioteca da empresa. Ambos trabalhando até tarde, tensa e duramente pressionados pelo tempo, em um dado momento, nós estávamos discutindo os pontos mais delicados de Miranda contra o Arizona e no outro estávamos arrancando a roupa um do outro, contra as pilhas de grossos volumes encadernados em pele, no cio como animais selvagens.


Também soávamos como eles. Eu fico animado toda vez que penso nos sons que Sofia fez naquela noite, uma sinfonia de suspiros, gemidos e grunhidos que resultou em nós fazendo três vezes. Um triplo. E quando meu orgasmo finalmente tomou conta de mim, merda, eu não consegui sentir minhas pernas por cinco minutos completos. Depois disso, quando estávamos suados e descabelados como soldados depois de uma batalha, falamos. Nós concordamos que isso era algo que ambos desejávamos fazer novamente, e novamente, um apaziguador do stress necessário que se encaixaria perfeitamente em nossos horários. Não é tão frio quanto parece. Mas é... fácil. Eu sorrio. — Não, cara, Sofia é como... um dos caras. — Você foderia com um dos rapazes? Eu franzir a testa. — Não parece quente quando você diz assim. O que quero dizer é que ela vive para o trabalho, como eu. Tentar se tornar um sócio não deixa muito tempo para mais nada. É conveniente e, porra, bonito. Eu sei que você é casado e tudo isso, mas você tem que encontrar um meio morto para não notá-la. E mesmo assim, as mamas dela convenceriam um cadáver a ter uma ereção. — Oh, eu notei, acredite em mim. — Diz. — Ela sabe sobre a sua amiga sexual em Mississippi? — Jenny não é minha amiga sexual. ¬— Reclamo. — Imbecil. — Bem, não é sua namorada ou sua esposa. É a garota que você fode quando passa rapidamente pela cidade. Eu odeio dizer, mas essa é a definição de amiga sexual. Às vezes a propensão de Drew chamar as coisas como vê, coloca suas bolas em grave perigo de serem atingidas. — Sofia sabe tudo sobre Jenn e Presley. — Interessante. — Em seguida, vem o conselho. — Só estou dizendo que, numa situação como esta pode tornar-se complicada para você. O arrependimento é uma mordida na bunda que morde como um bastardo. Eu estive lá, não é divertido.


— Obrigado pelo aviso. Mas eu posso lidar com isso. — Últimas palavras famosas. Basta lembrar que, no momento em que você perceber que não pode lidar com isso, será tarde demais. — Verifica o relógio e levanta. — E por falar nisso, eu tenho que ir, eu tenho que pegar o trem. Levanto-me e atingiu seu braço. — Ei, por que você não fica esta noite em DC? Organizarei um jogo de poker com os caras, será como nos velhos tempos. Levanta suas mãos, pesando as opções. — Vamos ver... tirar dinheiro de Shaw... ou ir para casa com a mulher deslumbrante que me mandou mensagens sexys toda a tarde? Não há competição. Gosto de você, mas nunca será tanto assim. Nós nos abraçamos rapidamente, batendo nas costas um do outro, ambos comprometendo-nos a fazer isso novamente em breve. Foi quando meu telefone tocou. Levantei-me da mesa, e li a mensagem. Enquanto de Drew pega a sua mala debaixo da mesa, eu mostro o meu telefone. — O Júri está de volta. Ele ri de mim. — Para o seu bem, espero que ela seja tão boa com a caixa de marchas como disse. — Ele faz uma pausa, então sorri. — Mas eu acho que você já sabe que ela é. Com um golpe final para o meu braço, ele se dirige para a porta. — Até, cara. — Dê a Kate as minhas saudações. — Grito atrás dele. — E o meu cartão! Não se vira, nem não para de andar, apenas levanta a mão, o dedo médio estendido alta e claramente acima da cabeça.


Sofia Em um tribunal se sente uma energia pouco antes de ler o veredicto, uma crepitação de estática no ar. É uma tensão compartilhada que deixa você sem fôlego, o mesmo que os romanos devem ter sentido no Coliseu enquanto esperavam para ver o caminho que o César apontaria com o polegar. O aumento do pulso, sangue e adrenalina vibram e crescem. É emocionante. Tão viciante como o sexo realmente fantástico. O tipo que te deixa marcada, dolorida e exausta e você não pode esperar para fazê-lo novamente. Eu sempre soube que queria ser uma advogada. Quando criança, via séries como LA Law, onde os advogados tinham inteligência afiada, usavam ternos elegantes, penteados impecáveis e trabalhavam em escritórios arranha-céus de cromo e vidro. A educação foi a mais alta prioridade para os meus pais, porque eles tinham acesso limitado a ela. Minha mãe deixou a pobreza de sua cidade natal, no Pará para chegar à opulência relativa do Rio de Janeiro, quando ela era uma criança. Mas o analfabetismo só escapou depois de conhecer meu pai, que lhe ensinou a ler quando tinha dezesseis anos. Juntos, eles emigraram para os Estados Unidos e tornaram-se a própria definição do sonho americano: eles consolidaram um negócio próspero, elevando-se através das fileiras da classe média à riqueza. Plenamente conscientes das oportunidades que o trabalho oferecia aos seus filhos, nos incutiram, em cada um de nós (meus três irmãos mais velhos e


eu), que a educação era a chave para abrir todas as portas. Era um tesouro que nunca poderia ser roubado, a rede de segurança mais duradoura. Não é por acaso que cada um de nós buscou campos profissionais: o meu irmão mais velho, Victor, tornou-se um médico; o próximo, Lucas, um contador público certificado, e Thomas, apenas um ano mais velho que eu, é um engenheiro. — Senhora Encarregada, vocês chegaram a um veredicto? O nosso cliente Pierce Montgomery não direcionou sua atenção para a mulher que está prestes a anunciar o veredicto de seu julgamento, mas descaradamente voltou-se para os meus seios. Fez-me sentir suja de uma forma desagradável. Eu vou tomar um bom banho quente no futuro, para limpar-me da sordidez. — Sim, Meritíssimo. Ao entrar na defesa criminal sabia que havia uma chance de que eu tivesse que trabalhar com idiotas como Montgomery, mas isso não me impediu de fazê-lo. Eu era a mais jovem da minha família, e a única mulher, então eu estava muito protegida. Mas ao invés de me restringir, o instinto protetor levou meus pais a se certificarem de que era capaz e que estava preparada para o que a vida pode lançar. — Opportunities. — Diria meu pai. — Devemos aproveitar com ambas as mãos, porque você nunca sabe se eles vão voltar. Ele foi quem me ensinou a não ter medo. Uma chance é tudo o que sempre quis para mim. Mais do que um marido ou filhos, ele queria que eu tivesse a oportunidade de ir a qualquer lugar. Fazer qualquer coisa. Ser criada em Chicago me deu uma vantagem. É uma bela cidade, mas como toda a área urbana tem os seus perigos. Eu aprendi a mover-me rapidamente, mas sempre manter-me firme, estar em guarda e, geralmente, desconfiada com estranhos até que provem o contrário. E com certeza, uma olhada desagradável de um filho de senador, como é Pierce Montgomery, não me intimida. Se tentasse me tocar mais do que os olhos, eu poderia colocá-lo de joelhos apenas com o movimento do pulso.


Simples assim. — Qual é? Aqui vamos nós. Momento da verdade. Com o canto do meu olho, eu vejo os ombros largos de Stanton subirem ligeiramente como quando você inala ... e mantém sua respiração. Como eu. A responsável recita o número do processo e encargos, e, em seguida, pronuncia a palavra mágica: Inocente. Inferno sim! Siim foda, yeah! Vamos começar as celebrações mentais! Tal como acontece com os jogadores que executam um touchdown na NFL, celebração excessiva na sala do tribunal é desaprovada, de modo Stanton e eu só damo-nos brilhantes sorrisos de saudação. Mas nós dois sabemos que esta é enorme, uma vitória que é um passo para ter o tipo de notoriedade apreciado por Cochran, Allred, Geragos, Abramson e Dershowitz-a Liga "Toda a gente sabe o seu nome." Montgomery agradece a Stanton com um aperto de mão, mas consegue fazer com que sua gratidão soe arrogante. Ele se vira para mim com os braços abertos, à espera de um abraço, é claro. Porque eu tenho uma vagina. E como muitos outros, acredita que do pênis aperta as mãos e abraça as vaginas. Este não é o caso, amigo. Dirijo um braço inflexível, marcando meu ponto e mantendo-o fora do meu espaço pessoal. Ele está de acordo com o aperto de mão, mas acrescenta uma piscadela lasciva. E o chuveiro quente está se tornando mais atraente. Quando saímos do tribunal, os repórteres estão esperando. Eles são meios de comunicação locais, não nacionais. Ainda não. Como eu disse, é o trampolim. Stanton, o advogado principal, monopoliza as perguntas com uma mistura bem praticado de charme e egoísmo (advogados não são modestos).


Mas dá-me crédito, referindo-se a "nossa" defesa, mencionando como "nós" tínhamos certeza dos resultados desde o início, com destaque para a nossa empresa bem estabelecida, e garantindo que todos os clientes Adams & Williamson também recebem uma representação estelar. Enquanto fala, eu tomo um momento para admirá-lo, porque ele é muito fácil de admirar. Seus olhos cor de jade brilham com o entusiasmo do sol da tarde, emoldurado por cílios grossos, surpreendentemente escuros, do tipo que as mulheres matariam para ter. Rebeldes fios dourados de seu cabelo (o tipo de cabelo que tem Robert Redford em Legal Eagles) caem em seu rosto inteligente. Um nariz romano e maçãs do rosto salientes dão uma aparência nobre, forte, embora Stanton Shaw seja um homem de verdade, não um menino bonito. Eu acho que minha parte favorita é sua mandíbula. É digno de pornografia. Robusta e quadrado, com a quantidade perfeita de barba loura por fazer para evocar imagens de manhã sensuais e camas quentes. Tem um metro e oitenta, é cerca de dez centímetros mais alto que eu e suas longas pernas e peitos largos são o sonho de um alfaiate. É o tipo de corpo que foi feito para usar um terno. Sua voz é profunda, um barítono, melódica, com uma pequena dica de um sotaque sulista que durante o interrogatório pode cortar como um bisturi ou hipnotizar como contador de histórias. Mas o que atrai é o seu sorriso, que desarma. Seus lábios peritos fazem você querer rir quando ele faz isso e dão os pensamentos mais sujos quando eles escorregam em um sorriso torto preguiçoso. Um sorriso que estou bem familiarizada. — ... não é verdade, senhorita Santos? — Ele pergunta, e os olhares dos jornalistas cair para mim, com expectativa. Merda. Eu não tenho ideia o que está falando. Eu estava muito ocupada olhando para a linha de sua mandíbula, caramba, lembrando como a sua barba por fazer arranhou minha coxa, fazendo-me ronronar com satisfação de um gato arranhando apreciando seu poste favorito. Mas eu posso me recuperar sem problemas. — Absolutamente. Eu não poderia concordar mais.


Os jornalistas agradecem-nos, e como nosso cliente entra em seu carro com motorista, Stanton e eu decidimos caminhar algumas quadras de volta para o escritório. — Onde você estava lá? — Diz em um tom de diversão que me diz que ele já adivinhou. — Vou dar detalhes mais tarde. — Eu digo, quando Stanton abre a porta do nosso prédio para mim. Abrams & Williamson é um dos escritórios de advocacia mais antigos de DC. O prédio em tem dez décadas, aderindo à altura dos edifícios da 1910 Act, que proíbe a construção de novas estruturas que eram mais elevados do que a cúpula do Capitólio, com exceção de algumas poucas exceções. Mas o que lhe falta em estatura sobra em grandeza histórica. As superfícies de mogno polido refletem as luzes brilhantes, concebidas para realçar as molduras artesanais que decoram as paredes. Uma lareira de mármore restaurada acolhe os visitantes que andam a enorme mesa noz da recepção com luz permanente. Vivian, a recepcionista tem seus cinquenta anos, mas parece impecável no terno branco e um coque louro, proporcionando uma primeira impressão perfeita de elegância e experiência para todos os que entram. Ela sorri calorosamente. — Parabéns a ambos. Sr. Adams gostaria de vê-los em seu escritório. As notícias correm rápido na DC, fazendo com que a propagação da fofoca secundária seja tão lento como as chamadas pela Internet. Portanto, não é surpreendente que a notícia da nossa vitória já veio para a mesa do nosso chefe. No entanto, vitória impressionante ou não, Jonas Adams, sócio fundador da nossa empresa e descendente direto de nosso segundo presidente, nunca sai de sua posição privilegiada no piso superior para oferecer parabéns. Ele nos chama para que subamos. Durante a viagem de elevador, o mesmo entusiasmo borbulhando dentro de mim vem do meu colega de crime. Nós somos imediatamente escoltados para o escritório de Jonas, que está em sua posição atrás de sua mesa, escorregando rapidamente pastas em uma pasta de couro


desgastada. Sua semelhança com seu ancestral fundador é nada menos que incrível: um abdômen protuberante complementado com um relógio antigo com corrente de ouro do bolso, vidros redondos equilibram-se em um nariz pontudo, e tufos de cabelo branco penteado em uma tentativa de cobrir a sua cabeça calva, que é tão brilhante como o piso de madeira em que estamos. Se ele se aposenta, as empresas de recriação histórica se rasgarão em pedaços para tê-lo. Jonas tem ensinado nas melhores instituições legais e é considerado uma das mentes mais brilhantes em nosso campo. Mas, como muitos intelectuais talentosos, exibe um temperamento agitado, que faz com que você ache que está sempre perdendo as chaves do carro. — Entrem, entrem. — Chama enquanto acaricia seus bolsos, aliviado por encontrar os elementos que estava obviamente esperando que eles ainda estivessem lá. — Estou indo em um momento para uma conferência no Havaí, mas eu queria felicitá-lo para o caso Montgomery. Move-se atrás de sua mesa e fecha as mãos. — Excelente trabalho, não foi uma vitória fácil. Mas o senador Montgomery está grato. — Obrigado, Sr. — Stanton responde. — Quantas para você, Sr. Shaw? Oito vitórias consecutivas? Stanton dá de ombros, sem modéstia. — Nove, na verdade. Jonas balança a cabeça enquanto limpa o óculos com um tecido. — Impressionante. — É tudo pelo júri, Sr. Adams. — Diz Stanton. — Eu nunca encontrei um que não gostasse de mim. — Sim, muito bom, muito bom. E você, Senhorita Santos? Ainda invicta, hein? Com um sorriso, eu levanto meu queixo orgulhosamente. — Sim, senhor, seis de seis. As mulheres profissionais têm percorrido um longo caminho, nossos pés estão agora firmemente na porta dos clubes anteriormente dominados por homens em campos políticos, legais e de negócios. Mas ainda temos um


longo caminho a percorrer. O fato é que na maioria das vezes, quando se trata de promoções e oportunidades de carreira são a última opção, não a primeira consideração. A fim de alcançar a vanguarda em relação aos nossos chefes, não é o suficiente para ser tão bom quanto os nossos colegas do sexo masculino, temos que ser ainda melhor. Devemos nos destacar. É uma verdade injusta, mas uma verdade, no entanto. Quando o motorista de Jonas entra no escritório para levar a sua bagagem, virando um saco de golfe de uma marca de luxo, cujo conteúdo é mais valioso do que o Porsche de Stanton, comento: — Eu não sabia que era um golfista, Sr. Adams. Isso não é verdade, claro que eu sabia. — Sim, eu sou um ávido jogador. É relaxante, você sabe, ajuda com stress. Estou ansioso para jogar algumas rodadas durante a conferência. Você joga? Eu sorrio como o gato de Alice. — Honestamente, eu faço. Eu disparei um setenta e sete em East Potomac. Seus olhos se arregalaram. — Isso é notável. — Ele balança a dedo. — Quando voltar do Havaí, você será minha convidada no meu clube, Trump National, por algumas rodadas. — Isso seria ótimo. Obrigada. A papada de Jonas se agita enquanto ele concorda. — Minha secretária entrará em contato com o seu assistente para adicioná-lo ao seu calendário. — Então, ele volta sua atenção para Stanton. — Você joga, Shaw? Porque eu o conheço, sei que hesita por um nano segundo. Mas então seu rosto se abre em um largo sorriso. — Claro. O golfe é minha vida. Jonas aplaude. — Excelente. Então você se juntará a nós nesse dia. Stanton engole. — Genial. Após Jonas sair, Stanton e eu voltamos para o elevador para ir para os nossos escritórios no quarto andar. — "O golfe é minha vida?" — Cito, enquanto observa os números iluminando indo para baixo.


Seus olhos se tornam engraçados para mim. — O que diabos eu deveria dizer? — Ah, você poderia ter dito o que você me disse há três meses: "O golfe não é um esporte real." — Não é. — Ele insiste. — Se você não suar, não é um esporte. Ao que respondo: — O curso requer uma quantidade enorme de habilidade... — O mesmo acontece com o ping-pong. E isso não é um esporte porra. Ponto de vista masculino teimoso e estúpido. Tendo crescido com irmãos, eu estou familiarizada com eles. No entanto, ainda me diverte, que sejam tão absurdos. — Então o que você vai fazer? Jonas retorna do Hawaii em duas semanas. — É muito tempo para me mostrar como jogar. — Ele responde, gentilmente me cutucando. — Eu? — Gaguejo. — É claro, senhorita setenta e sete em East Potomac. Quem melhor? Eu balanço minha cabeça. Veja como ele funciona Stanton. Como a minha sobrinha, que usa lábio trêmulo contra o meu irmão mais velho, Stanton usa seu charme covarde. É impossível resistir, especialmente quando você realmente não quer. — Duas semanas não é muito tempo. Ele põe a mão no meu ombro, esfregando o polegar contra a pele nua na parte de trás do meu pescoço. A ação gerou um rastro de fogo pelas minhas costas, fazendo de cada músculo abaixo da minha cintura se apertar. — Vamos começar este fim de semana. Tenho plena confiança em você, Soph. Além disso ... — Pisca um olho, — eu aprendo rápido. Quando as portas do elevador se abrem, remove a mão para o lado, e por um momento, eu choro pela perda. — Esse será o momento perfeito para que pague nossa aposta. Seu carro me deve uma viagem.


— Eu não acho que devem responder por apostas feitas sob coação. Meus saltos ressoam no chão de madeira enquanto me viro: — Sob pressão de quem? Stanton para a poucos passos das portas dos nossos escritórios. Abaixa a sua voz e se inclina para sussurrar no meu ouvido: — Subestima o poder de seus milagrosos seios. Eles estavam na minha cara, era impossível pensar com clareza. Cruzo os braços, cética. — Milagrosos? Levanta as mãos, com as palmas abertas. — Eu quero me levantar e gritar amém... ou cair de joelhos e fazer outras coisas. Uma pequena risada me escapa. — Se todos os peitos tão facilmente te distraem, você tem problemas maiores do que eu dirigindo o seu bebê. Stanton olha para mim por um momento, os olhos quentes. Quase ilegais. — Nem todos os seios, Soph. Apenas o seu. Eu ouvi a expressão "meu coração afundou", mas não sabia que poderia realmente acontecer. Até este momento. Ainda assim, eu fingi indiferença. — Boa tentativa. Desculpe-se. Eu não estou dando lições de golfe a conquistadores. — Você não pode culpar um cara por tentar. Brent deixa o nosso escritório, em direção a Stanton. Ele para quando nos vê e levanta o braço em saudação. — Ah, o retorno dos vencedores. As duas pessoas que eu queria ver. Seguimos para o escritório de Stanton, que partilha com Jake Becker, e estava em sua cadeira, folheando um arquivo aberto no colo. Dando um breve olhar em nossa direção, ele diz a Jake: — Eu ouvi que parabéns estão na ordem do dia. Os meus parabéns por provar que a justiça é tão muda quanto cega. Stanton e Jake se conhecem desde a faculdade de direito, quando Stanton estava na extrema necessidade de um companheiro de quarto para dividir o aluguel e Jake na extrema necessidade de dormir em algum lugar diferente do sofá na sala de estar de sua mãe. Jake Becker não se parece


com um advogado. Faz-me lembrar de um boxeador peso-pesado ou um filme de gangster muscular em preto e branco. Cabelo preto, olhos que lembram a cor do aço frio, lábios carnudos, que raramente sorriem e pronuncia as palavras mais amargas. Seu corpo é grande e perigosamente poderoso, suas mãos escondem completamente as minhas quando a segura. Mãos como tijolos que fariam implorar por misericórdia o seu adversário em uma briga boba. Apesar de sua aparência intimidadora, Jake é o perfeito cavalheiro. Tem senso de humor e é fortemente protetor daqueles que considerava amigos. Sinto-me feliz de dizer que eu sou um deles. Eu nunca o vi perder a cabeça ou levantar a voz, mas eu suspeito que o seu é o tipo de raiva que golpeia com vingança mortal, sem qualquer aviso. Stanton coloca sua pasta sobre a mesa e se senta. — Não fique muito confortável. — Adverte Brent. — Não vamos ficar muito tempo. É sexta-feira, e sua vitória nos dá a desculpa perfeita para sair mais cedo. Eu não conheci Brent quando eu era jovem, mas tem todos os ingredientes de palhaço da turma... ou uma criança na necessidade desesperada de ansiolíticos. Sempre otimista, fazendo piadas e uma fonte inesgotável de energia. Raramente fica quieto, mesmo se está lendo, seus pés estão equilibrados ou balançando na borda de sua mesa, um arquivo em uma mão e um reforço dos braços do outro. Ah, e ele nem bebe café. Algumas segundas de manhã eu quero estrangular Brent. — Eu tenho que terminar o registro de Rivello. — Explico, mas o seu movimento da cabeça me interrompeu. — Pode terminar isso amanhã, senhorita. Você é a nova favorita de Adams, não é necessário provar nada para o resto de nós. Além disso, temos motivos para comemorar, e eu tenho uma regra de não deixar passar despercebido. Hora da happy hour. Eu olho para o meu relógio. — São três da tarde.


— O que significa que são cinco horas em algum lugar. — Ele aponta o dedo para a porta. — Vamos rapazes, encontrar o seu parceiro. O primeiro será pago por Jake. Jake já está de pé, arrumando sua pasta com o trabalho para levar para casa. Vira o dedo no ar e afirma categoricamente: — Claro. Água para todos. Com um sorriso, Stanton coloca o braço em volta dos meus ombros. — Vamos, Soph. Há uma Tequila Sunrise com o seu nome nele. Nós ganhamos. Eu tenho uma relação duradoura de amor/ódio com Tequila Sunrise... Eu amo o happy hour e eu odeio-o na manhã seguinte. Com um suspiro, eu me rendo. — Tudo bem, foda-se.


Stanton Até o momento o happy hour começa oficialmente, Sofia e Brent estão além de feliz. No entanto, Jake é o condutor designado. Desfruta de um único copo de whisky de malte tanto quanto qualquer um, mas eu nunca o vi beber para ficar bêbado. Ao contrário de todos os outros ao seu redor neste momento. Às seis horas da tarde de uma sexta-feira à noite em Washington, DC, as ruas são uma cidade fantasma, porque qualquer um que ainda está aqui está dentro dos bares. Os políticos não vivem na cidade. Se o Congresso não está na sessão, eles retornam a seus distritos natais. Aqueles que são casados e com filhos voltam para os subúrbios. Isso deixa o resto de nós; famintos, trabalhadores e atrevidos. E não há nenhuma maneira melhor de desabafar, depois de uma longa e tortuosa semana no escritório que tomar uma boa bebida em uma taverna barulhenta. Sophia chama de "Efeito Greys 's Anatomy ". — Bolhas de ar intravenosas. — Brent sugere com voz diabólica, apoiando os cotovelos sobre a mesa de madeira cheia de copos vazios. — Difícil de rastrear, impossível de provar além de qualquer dúvida razoável, a menos que você tenha câmeras de vídeo no quarto de hospital do paciente, rápido e eficiente... — E totalmente pouco confiáveis. — Brinca Sofia, batendo seu nariz. — A quantidade de ar para provocar um acidente vascular cerebral varia, além


de que a vítima já teria que estar no hospital. Então, haveria um registro de visitantes... O assassinato perfeito. É um debate frequente. Conhecendo os meandros do sistema de justiça criminal, estou realmente surpreso de que mais pessoas no campo jurídico não cometem crimes graves. Ou, como são fodidos, talvez eles façam? — Continuo a dizer que o veneno é a aposta mais segura. — Fala Jake da ponta da mesa. — Algo como ricina ou polônio. Sua sugestão é recebida com piadas e provocações. — Novato. — A análise forense post mortem forense é muito avançada argumenta. — Brent. — Onde diabos iria encontrar polônio? — Sofia acrescenta. — Conhece muitos espiões russos, certo? — Lembre-me de nunca te tomar como cliente. — Eu digo, apontando meu bourbon. — Arruinaria minha série de vitórias. A pista de dança na sala ao lado está completamente cheia de corpos, dolorosamente em falta de ritmo. Não são muitas coisas tão divertidas quanto assistir a pessoas que não podem dançar, mas pensam que podem. Braços eufóricos são levantados quando a música Oh What a Night toca nos alto-falantes. Sofia se levanta animada. — Essa é a minha deixa. Vem, Brent, vamos sacudir o que sua mãe lhe deu. Ele se levanta. — Não posso, querida, meu encontro acabou de entrar. — Você tem um encontro hoje à noite? — Pergunta Sofia. — Agora eu tenho. — Dá uma piscadela. — Ela só não sabe ainda. Enquanto Brent se distancia, Sofia olha para Jake. Ela parece como Harry3 perguntando um punk, se se sente com sorte, quando ele diz: — Você precisa mesmo perguntar? Me guarda para o final, porque sabe muito bem que eu não danço. Personagem de um filme americano de mesmo nome dos anos setenta, interpretado por Clint Eastwood. 3


Ainda assim, ela tenta, passando a mão pelo meu braço. — Você me mostra seus movimentos, Shaw? Mastigo o palito entre meus lábios. — Querida, eu vou lhe mostrar cada movimento que eu tenho, apenas não em uma pista de dança do caralho. Ela ri, em seguida, vai saltando de um lado para outro balançando e agitando o corpo. E eu assisto com o olhar de um homem que sabe que vai provar um pouco, e que vai ser bom. Seus quadris arredondados giram no momento perfeito com ritmo rápido, seguro e praticado. Imagino os quadris montados em mim com o mesmo ritmo rápido. E imediatamente eu fico duro. Palpitante de memória e antecipação. É a maneira que se move antes que aconteça, firme e rápida, alimentando o sentimento, perseguindo o atrito maravilhoso. Chupo fortemente meu lábio quando ela levanta os braços, fazendo círculos com a sua pélvis. Sofia gosta de seus braços acima de sua cabeça — presos acima pelas minhas mãos contra uma cama, parede, mesa de carvalho duro. — Ter relações sexuais com ela é grande em qualquer dia, mas fodê-la quando está ligeiramente bêbada é particularmente demais. É mais selvagem, mais áspero; puxa meu cabelo um pouco mais forte. Pede um pouco mais doce. O Bourbon que tomei relaxa meus músculos e minha mente. Eu não estou intoxicado, mas relaxado o suficiente para esquecer as preocupações. Eu me importo nenhuma merda com nada. Jogo meu laço com o seu show e as preliminares continuam, sem pressa, permitindo que essa antecipação seja construída. Mas então ela se vira. Seu cabelo escuro é puxado para o lado e eu estou preso naqueles olhos cor de avelã malditos, grandes e amendoados que estão praticamente brilhando com fome. Não está só dançando de frente para mim, ela está dançando para mim. Suas mãos lentamente deslizam para baixo ao lado, segurando seus quadris, apertando. Mas são minhas as mãos que está imaginando, meu


aperto que ela sente. Os lábios cheios de Sofia estão abertos, respirando pesadamente, o brilho de umidade ao longo do lábio superior. E eu quero lambê-lo. Mas isso seria apenas o começo — devorar essa boca — antes de lamber para baixo e ao redor, para provar tudo. Até que cada centímetro de sua pele esteja marcado com a sensação de minha língua, dos meus lábios. Meus dentes. Mordendo os lábios me coloco de pé. E caminho em sua direção. Antes de chegar, Sophia vira as costas ainda balançando. Provocando. Por cima do ombro, ela mantém o olhar fixo no meu. Eu não paro até que eu me encontre preso a ela, minha mão em seu estômago, empurrandoa de volta. Assim não pode ter nenhuma dúvida sobre como isso me afetou. Cada efeito centímetro quente e duro é pressionado contra suas costas. — Mudou de ideia? — Pergunta ironicamente. — Você quer dançar, afinal? — Eu quero fodê-la. — Sussurro em seu ouvido, fazendo-a tremer. — No caso de que você não soubesse. Agora. Se arqueia para trás, espremendo meu pau entre nós, deslizando-se para cima e para baixo. — Então acho que vamos.

Na corrida de táxi até o meu apartamento, eu faço um ponto de não tocá-la; nada de toques casuais ou esfregar a mão na coxa para ajudá-la a sair do táxi. Porque eu sei que a espera vai animar ainda mais. E porque uma vez que eu começar, não pretendo parar. Depois de uma viagem de elevador tensa e tortuosa, estamos em pé no corredor do lado de fora do meu apartamento. Enquanto coloco a chave na fechadura, o corpo de Sofia está próximo, sem pressionar, mas perto o


suficiente para que eu possa sentir seu perfume. Um aroma floral limpa e doce; gardênia, talvez. Passamos pela porta e em seguida, eu me viro, usando-a para fechar, batendo-a contra suas costas. Fica presa entre a porta e eu. Levanto suas mãos segurando seus pulsos acima da cabeça, esticando-a, fazendo seu arco. Forçando o contato. Suspira à medida que passo o nariz pela sua bochecha, sua respiração escapando em pequenas baforadas. — Você quer ser fodida? — Eu digo rispidamente. Geme. E se contorce. — Sim. Sofia gosta rude — palavras ásperas, toques firmes — e sou muito feliz em agradar. Passo minha mão pela sua coxa, enrolando sua saia à medida que sobe. — Você quer gozar? Uma vez ela me disse que uma de suas partes favoritas de transar comigo é que eu poderia deixar ir tudo. Sem preocupações, sem estresse, sem decisões a tomar. É a única área em sua vida onde ela está feliz em deixar alguém — eu — faça todo o trabalho. Levanta o queixo, esfregando a pele macia contra a minha barba por fazer. — Por Favor. — Roga. — Quanto? — Provoco, esfregando sua calcinha de seda, onde é suave e quente. Seus quadris se voltam contra a minha mão enquanto eu puxo o pano e deslizo os dedos por entre os lábios macios e escorregadios. Meu sorriso aparece. — Parece que quer muito. — Stanton... — Geme impaciente. E então minha boca está na dela, levando suas palavras, sugando os lábios que eu observei toda a porra do dia. Ela é tão doce; grenadine com uma pitada de tequila, fazendo minha cabeça tonta. Eu tenho a sua língua, molhado e quente. Movo meus lábios nos dela, progredindo de forma constante, permitindo que apenas respire, e capturo o lábio inferior com os dentes.


Seus braços empurram contra meu aperto, querendo se soltar, se aproximar, mas eu mantenho-me firme. Pressiono o comprimento do meu corpo contra o dela, sentindo-se cada curva suave e cheia de encontro a meus ângulos duros. Geme, grata pelo contato enquanto faço estragos na sua boca. Então eu deslizo meus lábios sobre sua mandíbula, deixando uma trilha molhada, seu pescoço, deleitando-se em sua pele doce como um homem faminto. Suspira e levanta o queixo ainda mais, dando-me um melhor acesso para baixo, para os primeiros botões de sua blusa. Coisas de uma noite, sexo sem sentimentos, estranhos fodendo, já fiz isso muitas vezes antes. Às vezes é bom, às vezes é apenas mecânico — satisfazer uma necessidade física básica. Mas, aqui com Sofia, nunca foi nada mecânica. São chamas abrasadoras, lambendo nossos membros, atraindo-nos a partir de um espaço interior profundo, fazendo colidir como imãs, quando separados por uma distância muito grande, por muito tempo. Minha boca suga seus seios por cima da blusa, deixando uma marca escura sobre a umidade de seda. Não há nenhum pensamento, apenas sentimentos e sensações. Libero seus pulsos, agarro o delicado tecido com as duas mãos e dou-lhe um puxão, arrancando, expondo a magnífica pele que me fascina. Irei substituir a blusa, eu não tenho tempo para malditos botões. Abaixo a copa de seu sutiã de renda preta e suas mãos se afundam no meu cabelo, massageando meu crânio enquanto eu devoro seu peito. Tão quente, tão suave. Coloco longos beijos de boca aberta ao longo do monte, sugando a pele até que Sofia grita — deixando minha marca — castigando por distrair-me. Depois, passo a língua ao redor do círculo escura do mamilo, sacudindo e lambendo. Quando eu envolvo minha boca, ela sacode, em seguida, ela suspira de alívio, enquanto chupo. Sua cabeça roda. — Oh, sim... Oh, Deus, sim... À medida que eu passo para o outro seio impressionante e para dar a mesma atenção, mais uma vez eu deslizo meus dedos em sua calcinha, querendo que goze, que grite bem assim. Suas coxas se espalham, abrindo espaço para a minha mão quando os meus dedos fazem círculos em sua entrada. Seus quadris giram em círculos inversos aos meus, suas unhas


correndo ao longo de minhas costas. Com os dentes eu pego um mamilo excitado e sensível, e mergulho dois dedos em sua umidade apertada. — Merda ... — Geme. Enfio meus dedos dentro e fora, bombeando, movendo meu polegar para esfregar seu clitóris. Sua voz sobe, tornando-se desesperada, porque o orgasmo é tão foda perto. Então eu levanto minha cabeça e tenho prazer em olhar seu rosto. Olhos fechados, cílios escuros contra a pele bronzeada, lábios abertos e ofegante dizendo meu nome. Se eu tivesse talento para a pintura, esta seria a obra-prima que iria capturar. Este momento puro e inesperado, quando ela está completamente nua na minha frente, confiando que lhe dê o forte e latejante prazer, mas deixando-a intacta. Eu tenho que beijá-la. Lentamente agora, eu passo meus lábios nos seus, enquanto meus dedos bombeiam mais rapidamente, esfregando o polegar mais duro. E então ela explode. Saboreio o seu belo gemido quando seus braços caem e seus músculos se apertam, e sua buceta dá aos meus dedos contrações pulsantes fantásticos. Quando seus membros relaxam suas mãos seguram meu queixo e me beija lenta, doce e, agradecida, e eu puxo meus dedos dela. Dou um passo para trás e me olha com olhos ardentes enquanto eu provo sua umidade cobrindo meus dedos. Melhor do que grenadine, tequila ou um maldito Bourbon. Os sucos de Sofia são o elixir dos deuses, e eu vou sugar essa deliciosa buceta antes que a noite acabe. Mas, primeiro, é tempo para ela se divertir. Com um sorriso agudo e uma faísca quase perversa em seus olhos, pega minha gravata e me puxa para um beijo. A deixo que me gire e então estou prensado contra a porta. Enquanto nossas bocas dançam, eu coloquei minhas mãos em seu cabelo — puxando e agarrando — do jeito que eu sei que ela gosta. Então eu a empurro para baixo. De joelhos. Ela olha para mim, com aqueles malditos olhos ardentes e famintos, quando suas mãos deslizam por minhas calças, minhas coxas, desabotoando o cinto com um som metálico. Observo minha mão passando


pelo seu cabelo, enquanto abaixa as calças junto com a minha cueca até os meus tornozelos. Afasta os olhos e perde o contato visual quando esfrega minhas pernas, com músculos tonificados e sólidos. — Essas pernas — admira em voz alta. — foram feitas para se estar ajoelhada diante delas. Eu rio misteriosamente. — Obrigado pelo elogio, querida. Mas chega de conversa, eu tenho usos muito mais interessante para essa sua boca. Sorri e lambe os lábios. Meu pau grosso dá um salto, porque ele sabe o que virá a seguir. Ela agarra meu pênis firmemente, lentamente bombeamento e passa os lábios na ponta sugando a unidade que ele já tem. Eu olho em seus olhos, olhos que um homem pode afundar, se não for cuidadoso, e digo: — Abra. Não me importa se uma mulher está ansiosa, e eu tenho sido mais do que feliz em me deitar e deixar que uma menina jogue sua perversidade em mim. Mas aqui — agora — com Sofia, sinto uma urgência para a sua apresentação. A emoção de estar acima dela, no comando. E eu quero tomar meu tempo, deixá-la sentir cada centímetro do que estou dando, ao invés de simplesmente permitir que tome. Como diz o ditado, é melhor dado. Seus lábios estão inchados, vermelhos com meus beijos ásperos. Se estendem quando ela abre amplamente, e guia meu pau neste paraíso quente e úmido. Empurro lentamente, respirando com dificuldade, até chegar ao fundo de sua garganta com um gemido. E eu afundo na sensação apertada de sua boca quente em volta de mim. Tão malditamente bom. Baixo o olhar, vendo como deslizo para fora, seus lábios apertando, como se eles não quisessem sair. Então eu empurro de novo, um pouco mais forte, um pouco mais profundo. Eu seguro dentro, sentindo sua garganta apertar em torno de mim. — Foda. — Gemo. É uma deliciosa tortura, a agonia perfeita, quero que dure toda a noite. Saio só para ter a oportunidade de entrar novamente.


Balançando a cabeça, eu digo: — Assim, baby. Mantenha a boca aberta, leve tudo... Merda... Eu não posso ajudar a mim mesmo. Com os olhos fechados, começo a investir. Eu não quero terminar, ainda não, mas não quero parar. Apenas um pouco mais, um pouco mais. Sofia geme de excitação — amando tanto quanto eu — e vibração vai direto para minhas bolas, preparando-as para o êxtase que é tão porra perto de intenso. Mesmo no limite, eu seguro o cabelo dela e puxou-a para longe. Então eu a levanto e beijo aquela boca perfeita. Agora, fazê-lo onde? No chão, no sofá ou contra a parede? A cama não é uma opção, é longe demais. Pego minhas calças, recuperando no bolso um preservativo, abrindo-o e rolando-o com uma prática nascida do desespero e habilidade. Olho atentamente, Sofia tira sua saia e calcinha, sem se preocupar com a blusa pendurada, um pouco rasgada. No chão então. Puxando-a em meus braços, fodendo sua boca com a minha língua, me ajoelho, levando-a comigo, protegendo sua a cabeça da madeira com a palma da mão. — Depressa Stanton. — Implora. Fodendo é a única vez em que escuto Sofia rogar, e é impressionante-. — Preciso. Oh, Deus… Levanta os quadris, esfregando contra o meu estômago, sua vagina ainda mais molhada agora. Ambos gememos quando eu empurro, esticando sua estreiteza impressionante, enterrando-o ao máximo. Inferno, sim. Sons ásperos e requintados vem de sua garganta quando eu invisto duro, tocando, levando-nos para o topo. Suas unhas cravam em minhas costas, me fazendo louco, e eu busco apoio. Me movo contra ela, circulando meus quadris quando estou mais profundo, nossas pélvis chocando-se. — Você quer isso mais forte? — Pergunto, ofegante em seu ouvido. Suas pernas apertaram em torno de mim, seus saltos cavando nas minhas costas.


— Dê-me sua boca. — Suplica. Baixo meus lábios nos dela, mordendo e lambendo, fundindo-nos. Faíscas dançando ao longo da minha espinha e invisto mais rápido, dandolhe tudo o que tenho, tudo o que eu sempre tenho. Sinto seu estremecimento em torno de mim, pequenos espasmos agarrando meu pau, ganhando intensidade. — Assim baby, acabe comigo... bem assim... Pontos de luz dançam através de meus olhos, e enterro o rosto em seu pescoço. Seus quadris sobem uma última vez e mantem assim, enquanto eu empurro para a frente e magníficas ondas de prazer invadem minhas veias. Além do sangue correndo através de minhas orelhas, eu a ouvi gemer o meu nome quando trememos juntos, ao mesmo tempo... compartilhando esse maldito espaço perfeito, onde tudo que existe sou eu, ela e o êxtase. Sua respiração contra o meu ombro, como as asas de um pássaro batendo, é a única coisa que eu estou ciente. É preciso um pouco de esforço, mas me levanto e olho para os olhos brilhantes de Sofia. Seu sorriso é o suficiente para quebrar meu coração. Tiro o cabelo de seu rosto e dou um beijo suave nos seus lábios. Sem dizer uma palavra, escorrego fora dela e eu me levanto. A pego em meus braços e vamos para o quarto. Já que a noite ainda não acabou... não por muito tempo.

Sofia se deita de costas, rindo sem fôlego. Removo o segundo preservativo bem usado da noite e jogo no lixo ao lado da cama. Ficamos ao lado do outro em um silêncio confortável, até que um rosnado alto de seu estômago quebra o silêncio. Ela tenta se esconder atrás de sua mão, mas eu gosto de ver o rubor de vergonha que se estende desde os seios para suas bochechas. — Pulamos o jantar né? — Eu digo. — A menos que você conte as frutas decorando as Tequilas.


Eu toco sua perna. — Vamos lá. Vamos ver o que temos para comer. Caminho pelo corredor. Nu. Gosto de estar nu. É uma sensação boa, natural. Claro, eu vivo em uma rua movimentada da cidade e não têm cortinas, mas se as pessoas querem olhar para a minha janela, você pode muito bem dar-lhes algo para ver. Sofia me segue, meu cobertor enrolado em volta dos ombros, eu acho que em busca de calor. Deixou a modéstia para trás desde a primeira vez que ela montou no meu rosto. Ela se senta à mesa da cozinha, enquanto eu pego uma tigela na geladeira e coloco no micro-ondas para aquecê-la. Coloquei dois pratos sobre a mesa, em seguida, dois copos de água fria. Sinto toda a atenção de Sofia me seguindo quando eu passo, apreciando a vista. Quando o micro-ondas apita, retiro a tigela, e no processo queimo meus dedos. — Merda! — Sacudo as mãos, então e chupo os dedos feridos. — Cuidado. — Adverte em uma voz divertida. — Não queime qualquer uma das partes boas. Eu uso uma toalha e levo a tigela fumegante à mesa. — Obrigado por sua preocupação. Reparo duas porções de macarrão e queijo caseiro. Sofia geme na primeira mordida, e meu pau e sem medo de uma lesão, se apresenta. — Isto é tão bom, Stanton. Você faz isso? — Não, eu não cozinho. Nem Jake normalmente, mas macarrão com queijo é a única comida que ele sabe. Não ficar uma semana sem. Conservaa no congelador, o que é conveniente. Permanece em silêncio por alguns minutos, com foco no alimento. Então Sofia reflexiona: — Hoje foi um bom dia. Vejo seu cabelo caído na pele bronzeada de sua clavícula, um suave brilho lânguido naqueles olhos cor de avelã. E é bom só estar aqui. Com ela. — Claro que foi.


Depois de nossos pratos estão vazios, eu atrevo: — Posso te fazer uma pergunta? — Claro. Tiro o cobertor seu ombro, revelando a curva impressionante de seu seio direito, pesado em sua plenitude natural. Sua respiração fica congestionada quando eu passo meu dedo de lado, na sua caixa torácica sobre a cicatriz irregular que prejudica vinte centímetros da pele perfeita. — Como isso aconteceu? A primeira vez que notei, não me sentia muito bem em perguntar, não era para mim. Nossos primeiros encontros eram para remover a roupa do outro tão rapidamente quanto possível, ficar duro tanto tempo quanto possível e meter tantas vezes quanto possível; sem correr o risco de desidratação ou perda de consciência. Não nos deixava muito tempo para conversar. Mas agora... ultimamente... eu me encontrei querendo saber mais como Sophia gosta de ser sugada ou fodida. E mais do que as coisas que Brent e Jake sabiam. Quero suas fantasias... alguns de seus segredos. Nenhuma expressão de dor nubla seu rosto, não se mexe com a menção, e por isso eu sou eternamente grato. — Acidente aéreo. — Diz naturalmente. — Você está brincando. — Certamente eu não estou brincando. — Imita com um sorriso. — Quando eu tinha oito anos, estávamos retornando de uma visitar a família no Rio, e o trem de pouso não funcionou. Tivemos que pousar sobre a barriga do avião, com força. — Sua voz se torna leve, lembrando. — Foi barulhento, é o que mais me lembro. O som de metal contra metal, como um acidente de carro... mil vezes mais. O apoio de braço do meu assento cortou minha pele, quebrou duas costelas, mas não danificou nada importante. Tivemos sorte, relativamente, visto como são acidentes de avião. Não houve mortes; todo mundo se recuperou.


— Droga. — Murmuro, não tenho certeza do que eu esperava, mas com certeza não era isso. Ela me dá um pequeno sorriso. — Meu segundo irmão mais velho, Lucas, o filósofo da família, pensa que era um sinal. Um lembrete de que a vida é curta. Preciosa. E que devemos ter grandes coisas para alcançar, porque todos poderiam ter morrido, mas nos salvamos. Por uma razão. Cubro a marca com a mão, pensando na dor que ela deve ter sofrido, querendo absorvê-la de alguma forma. Mas, ao mesmo tempo, é uma parte dela, que fez Sofia a mulher que ela é hoje. E não há nada que eu mudaria, porque ela é foda incrível. Minha mão desliza para cima, admirando a suavidade quente de seu peito, sentindo a vibração de seu coração. O som de sua respiração — profunda e agitada — me estimula. Seu pulso bate mais rápido quando eu me curvo. Sussurra meu nome, e eu acho que isso nunca soou tão doce. Antes que eu possa pressionar os meus lábios no oco de sua garganta, o som das chaves na porta nos exalta. Nos endireitamos, como dois adolescentes na lanterna de um policial, e corremos para o meu quarto. Eu fecho a porta, os dois rindo. Com um bocejo, deitei-me na cama, puxando as cobertas sobre mim. Sofia observa-me por um momento, em seguida, tira o seu próprio cobertor e pega suas roupas. — Eu deveria ir. Assim é que funciona. Nós fodemos, nos vestimos e saímos: tenha uma boa noite, nos vemos no escritório. Olho para o relógio que mostra 03:00 am. — É tarde. — Dou outro bocejo. E o golpe constante contra o painel de janela atrás mostra que está chovendo. — Por que você não fica? Não estabelecemos regras, nada que nós concordamos em voz alta de qualquer maneira. Simplesmente nos movemos com o fluxo, o que funciona, é o que você se sentir bem. Se temos regras implícitas, há uma boa chance de que passar a noite quebre-as. Mas eu não me importo nem um pouco.


Eu esfrego meu rosto contra o travesseiro e abro espaço na minha frente. Sofia está ali — lindamente nua — segurando o sutiã em uma das mãos. Olhando para mim. Debatendo-se. Eu empurro as cobertas, expondo o espaço vazio na minha frente. — Faz frio aí fora, calor aqui. Não pense demais, Soph. Não tem que significar qualquer coisa. E Sofia é macia e delicada, e tê-la para me esfregar durante a noite com certeza trará alguns doces sonhos. Deixa cair o sutiã e corre para o meu lado. Suas costas pressionam contra meu peito, embalando seu traseiro no meu pau, dando-me novas perspectivas sobre os benefícios do abraço. Minha mão repousa sobre o quadril, a outra debaixo do travesseiro. Depois de se arrumar para se sentir confortável, Sofia sussurra: — Você sabia que quando você está cansado, o seu sotaque é mais pronunciado? Seu cabelo faz cócegas no meu nariz, fazendo-me cheirá-lo. — Realmente? — Sim — diz suavemente. — Eu gosto. Justo quando eu estou prestes a cair no sono, um tamborilar abafado enche a sala, como um baterista inoportuno. Bang, bang, bang. É o som da cabeceira de madeira contra a parede. Acompanhado por uma voz feminina estridente. — Sim, sim, sim! Eu ergo minha cabeça e grito para a parede. — Ei! Alguns de nós está tentando dormir aqui. Jake, com uma voz indiferente, grita de volta. — Ei! Alguns de nós está tentando transar aqui. O bater retorna, mas, felizmente, não o gemido de afirmação. Sofia solta risadinhas quando eu jogo as cobertas sobre a cabeça, abafando um pouco o som. — Cristo! — Reclamo. — Seriamente eu tenho que conseguir meu próprio lugar.


Sofia Um pouco antes de amanhecer, fui acordada pela fricção constante de pelve de Stanton contra minhas costas. Sua grande mão desliza para cima do meu estômago, apertando meu peito e, em seguida, traçando meu mamilo endurecido com as pontas dos dedos, de uma forma que me faz arquear as costas me empurrando para seu toque. Seus dentes raspam meu ombro e o sinto selvagem e perigoso. Não espera permissão, mas gemo assim mesmo. Em seguida, os dedos mágicos estão entre as minhas pernas, deslizando e espalhando a umidade que já está lá. Pega minha mão e aperta meus dedos no meu clitóris, esfregando suavemente em círculos. Sua voz é rouca pelo sono quando diz: — Continue fazendo isso. O calor de seu peito sai da minha volta e a cama vibra com o movimento. O som do pacote rasgando soa no ar, e depois retorna, sendo pressionando sua pele quente, os lábios trabalhando o seu caminho até o pescoço, a pele sensível atrás da orelha. Minha respiração torna-se ofegante e rápida e os meus dedos são pressionados mais duro, aumentando o prazer, enrijecendo meu estômago. Stanton faz cócegas no meu ombro quando ele agarra meu joelho e abre minha perna. Sim. Isso. Agora.


Agora, por favor. Eu não sabia que eu falei em voz alta até que eu senti o seu sorriso. — Devemos ter tido o mesmo sonho. E então me enche. Totalmente. Perfeitamente. Abrindo minha buceta com sua dura, grossa e pesada ereção. Minha cabeça está inclinada para trás, a meu queixo para cima com um gemido animado. O ar escapa de seus lábios em um longo sibilante ruído, enquanto empurra lentamente. Eu sinto seu pênis contra meus dedos e estendo a mão, acariciando lhe onde ele bate dentro e fora com um ritmo constante. Jesus, Deus, eu amo como ele se move, como sabe o ângulo certo, a velocidade certa para levar-me diretamente para a beira. Eu tenho que dizer uma palavra, fazer alguma coisa. A menos que queira, a menos que ele me diga. Sua mão aperta a minha perna mais forte e atinge a parte de trás da coxa, a curva firme da bunda, me empurrando mais profundo. Fazendo-o gemer. Stanton suga minha orelha, sua voz é rouca. — Maldita seja Sofia, eu adoro transar assim. Ser capaz de ver cada centímetro seu. Tão malditamente bonito. Ele afunda mais forte sua pélvis batendo duro contra a minha bunda. — Também gosta? — Ele diz ofegante. Solta minha perna, mas a mantem elevada, sentindo-se muito bem para deixá-la cair. Em seguida, os dedos beliscam e puxam meus mamilos, tortuosamente. — Mostre-me, mostre-me como é bom. Como você ama. Com um gemido empurro de volta, imitando seus movimentos. Eu me inclino para frente em direção à cintura, para erguer, indo para trás enquanto empurra para frente. Mais rápido. Construindo. Mais. — Merda, isso mesmo, querida. E nos tornamos uma massa pulsante e torcida de prazer. Gemidos e suspiros são ouvidos. Minhas unhas cavam na pele de sua perna quando eu chego, minha boca aberta contra cobertor na cama, gemendo baixinho.


Stanton me vira três empurrões poderosos sobre seus quadris e está rosnando contra as minhas costas. O sinto inchar dentro de mim — duro e quente — quando goza. As sensações, seus sons, tudo me faz querer começar de novo. Ficamos em silêncio por alguns segundos, com a respiração ofegante e o coração batendo. Mesmo antes de seu peso ser removido das minhas costas, eu afundo, caindo sem esforço na exaustão sem sentido que vem após um esforço alegre. Seu movimento é a última coisa que registro, antes de ser arrastado para um abraço apertado, rodeada pela fragrância picante misturada com o cheiro reconfortante de um homem quente pós-sexo. Suspiro, aconchegando mais perto de seu peito. E tenho um último pensamento flutuando através do meu cérebro antes que o cansaço me pegue: Eu poderia me acostumar com isso.

Luz solar que vem através da janela do quarto de Stanton, o que me acorda, brilhante e quente no meu rosto. O cheiro de café está no ar e há um espaço vazio ao meu lado. Eu não me incorporo imediatamente, desfruto de um par de minutos na suavidade de sua cama, o perfume masculino as folhas e as memórias tentadoras passam através dos meus olhos. Passar a noite foi um novo evento. Uma escolha espontânea... provavelmente não foi a minha jogada mais inteligente. Porque, apesar de tudo, eu gostei. Eu gostei de tudo sobre ele. Seus braços em volta de mim, seu peito sob a minha bochecha, seu pênis durante a noite dentro de mim. Meus músculos internos apertaram com a memória e eu tremo um pouco de dor feliz, o melhor tipo de dor. Pergunto-me se Stanton gostou de ter me aqui também. Ele gosta de "ter-me", isto é óbvio, mas gostaria de saber se... Não.


Objeção. Fora do lugar. Cessar e desistir. Nós todos sabemos o que acontece quando se brinca com fósforos, mas não vou queimar. Eu sou como... a mão que passa através da chama da vela sem queimar. Sou à prova de fogo. Porque eu estou preparada. Vozes que soam de forma suspeita como as de meus irmãos ecoam nos meus ouvidos. Escutar conversas sobre "amigas" que queriam mais benefícios do que eles estavam dispostos a dar. Estratégias para desembaraçar os tentáculos das mulheres que se apegam demais. Adjetivos para descrever mulheres que começaram com "grande", "incrível", "casual", mas mudaram para "incômodas", "pegajosas", "desconfortáveis". Amizades que nunca se recuperaram. Porque os limites foram violados. Eu não. Eu não preciso desse tipo de distração. Eu não quero esse tipo de complicação. Minha carreira está exatamente como deveria estar — na via rápida — e contra todas as probabilidades, ou orgasmos que me fazem esquecer o meu número de segurança social, aí que permanecerá. Agora eu salto da cama, com um propósito, e eu começo a me vestir. Até eu chegar a minha blusa. Eu não vi bem na noite passada, mas está em farrapos. Rasgada, sem botões, com um buraco grande o suficiente para que minha mão — ou meu seio — apareça. Parece uma bandeira vermelha que se atreveu a enfrentar um touro quente e levou o castigo fornecido por seu longo e grosso chifre. Que não é muito longe da realidade, eu acho. Então eu noto a camisa dobrada no final da cama, colocada ao lado de minhas roupas. Cinza com escrita amarela brilhante: Sunshine, Mississippi. Considerado.


Pego e com culpa pressiono contra o meu rosto, inalando profundamente. Cheira suave, mas há uma dica detectável do cheiro de Stanton escondido. Balanço minha cabeça. Olho no prêmio, Sofia. E não importa o que o meu clitóris acredite, o prêmio não é o glorioso pênis de ouro de Stanton Shaw. Prendo meu cabelo em um rabo de cavalo. Meto a minha arruinada blusa e meu casaco na minha bolsa, agradecendo aos deuses da moda que bolsas grandes estão na moda. Então olho novamente no espelho da penteadeira Stanton. Olhos cansados, os cabelos, mesmo em um rabo de cavalo, destacam-se como asas em minha cabeça, uma camisa cinza que atinge meus quadris com uma saia lápis de tweed que parece debaixo dela. É por isso que eles chamam a caminhada da vergonha. Endireito, abro a porta e desço o corredor. Ele está na mesa da cozinha, sem camisa, com um agasalho azul marinho, com o cabelo louro despenteado irritantemente sexy. Tem um Chatvídeo em seu laptop. A julgar pela sua xícara de café quase vazio, parece que está ali por um tempo. Encontra meus olhos com um acolhedor sorriso e aponta para o bule de café no balcão. Uma oferta silenciosa que eu aceito com entusiasmo. Embora a tela não esteja voltada para mim, a voz da jovem que emana dos alto-falantes me diz exatamente quem está falando. —...e então Ethan Fortenbury disse que tinha nas mãos do homem. Stanton olha para a tela, com o cenho franzido, consternado. — Mãos de homem? Bem, isso não foi muito simpático Ethan Fortenbury. Talvez porque eu sei com quem está falando, sua voz parece mais baixa, mais suave, silenciosa e protetora. Eu podia o ouvir falar o dia todo. Eu ouço o som de cereal sendo mastigado e então ela contesta: — Não, não é bom, pai. Gostaria de dizer idiota, mas minha mãe diz que é falta de educação, então ao invés eu digo "ano do cavalo" porque é. Stanton ri.


E Jake entra na cozinha, vestido para o dia, com jeans e uma camisa azul abotoada. Passa atrás da cadeira Stanton, olhando para a tela. — Olá, Jake! — Grita feliz. Ele lhe dá um sorriso raro. — Bom dia, Solzinho. — Stanton diz que Jake chama Presley de Solzinho, porque ela é de lá... e porque é isso que ela é. Jake se junta a mim no balcão, servindo uma xícara de café preto e me olhando para cima e para baixo. — Lindo visual. Mostro a língua. Uma loira de pernas longas sai do quarto de Jake, em um vestido marrom claro e sapatos combinando, parecendo melhor do que uma mulher tem direito depois de uma noite de bebedeira e sexo. Sexo barulhento. Ela só olha para Jake enquanto se dirige para a porta. — Tchau. Jake parece igualmente dedicado. — Nos vemos. Tomo outro gole da minha droga escura matutina. — Parece agradável. Ele ri. — Ela descartou a si mesma. Definitivamente boa no meu livro, eu mesmo poderia vê-la novamente. Com isso, Jake leva o seu copo de café e volta de onde veio. — Então, o que aconteceu com Ethan após Fortenbury? — Ele pergunta a sua filha Stanton. — Oh! Eu disse a ele que se ele continuasse me incomodando, as mãos de homem se apertariam em torno de sua garganta. Não me incomodou desde então. A gargalhada Stanton é baixa, macia e cheia de orgulho. — Essa é minha garota. — Eu tenho que ir pegar meu tênis para ir praticar, pai. Aqui está a mãe. Muah! Te amo! Stanton sopra um beijo para a tela. — Também Te amo, garota. E minha calcinha pode simplesmente desintegrar-se. De jeito nenhum a dor desagradável, pulsando na minha barriga, é um desejo repentino e


apaixonado de procriar com este homem. É puramente instintivo, evolutivo e, felizmente, eu acho que com o meu cérebro, não os meus ovários. Mas eu tenho que admitir ... não é fácil. Tomo um gole de meu café quando a voz nos alto-falantes muda mais madura, mas ainda muito pronunciada. — Bom dia, Stanton. — Bom Dia querida. — Então... há algo... — há uma pausa que soa nervosa e, em seguida, começa novamente. — Algo sobre o que eu queria falar... Com o polegar sobre meu ombro, faço um gesto para Stanton que eu vou tomar um táxi para casa. Segurando um dedo faz uma pausa. — Jenny, você pode esperar um segundo? Fecha o laptop. — Sem tomar um táxi para casa, Soph, eu vou te levar. Minimizo fazendo um gesto com a mão. — Não, você está ocupado, não é um grande negócio. — É uma grande coisa para mim. Espere, termino em dois minutos. Em seguida, ele se volta para Jenny. — Sinto muito. O que você disse? Ela hesita. — Agora é um momento ruim, Stanton? — Não. — A tranquiliza. — Só um amigo que precisa de uma carona para casa. Vá em frente e me conte suas histórias. Espera. E eu juro que ouvi-la tomar um grande fôlego... pouco antes de fugir. — Sabe o quê? Você pode esperar... você tem companhia... eu tenho que levar Presley para a prática. — Tem certeza? — Sim, bem. — Ela insiste. — Eu vou... hum... eu te ligo mais tarde. Não é... nada urgente. Seus olhos estão obscurecidos pela incerteza. Mas ainda responde: — Ok. Então tenha um bom dia. — Igualmente.


Com alguns toques das teclas é desligada. E aquele sorriso devastador em cima de mim. — Bom Dia. Stanton e eu nunca fizemos o "dia desconfortável, simplesmente... novo. Diferente.

seguinte".

Não

parece

Eu levanto a minha xícara de café em saudação. — Bom Dia. — Vou pegar uma camisa, minhas chaves e, em seguida, levá-la para sua casa.

Nós paramos fora da minha casa e Stanton deixa o carro ligado, aparentemente, não pretendendo entrar. O que me parece bem. Tiro uma mecha de cabelo do meu rosto. — Obrigado pela carona. Acena. — Claro. E obrigado, também, pela carona. — Dá uma piscadela. — Na noite passada. Eu ri. — Idiota. Enquanto eu deixo o carro e fecho a porta atrás de mim, ele diz: — Hey não se esqueça. Nosso jogo é as três. Em Michigan, no Turquia Thickett Campo. Quase todas as empresas têm uma equipe no Mixed Softball League de Procuradores DC, e a nossa, este ano, tem uma chance para o campeonato. Eu sou boa em esportes, meus irmãos fizeram com que eu fosse, mas também trabalho lá, porque esportes como golfe, tênis e squash podem abrir as portas de uma carreira que de outra forma poderia ser fechada. É tudo sobre networking. Com um aceno de sua mão, dou um passo para trás. — Lá estarei. Enquanto Stanton se distancia, eu estava na rua, olhando seu carro desaparecer de vista. Uma pontada de... algo que floresce em meu peito. E eu me encontro cheirando a camisa. De novo.


Nada bom. Uma corrida, que é o que eu preciso. Para suar as últimas gotas de álcool e conseguir que endorfinas viciantes saiam correndo para meu cérebro. Envio uma mensagem de texto para Brent, que vive no meu bloco, para ver se ele quer se juntar a mim. Então eu entro na minha casa e saúdo os sessenta e oito quilos de amor preto e doce, meu Rottweiler, Sherman. Como o tanque de guerra. Minha mãe teve medo de cães ao longo da vida, por isso, não tive nenhum durante a infância. Mas quando eu consegui a minha própria casa, eu cumpri meu sonho de infância tendo o cão maior e mais forte que encontrei. Por causa das minhas horas de atraso, emprego um dog Walker que leva Sherman para as suas caminhadas muito necessárias três ou quatro vezes por dia, e eu passar a noite fora não é um problema. Mas é o meu bebê e eu sou sua mãe, por isso mesmo que suas necessidades físicas sejam cumpridas, olhos castanhos dolorosamente adoráveis se iluminam quando me vê. Passo um bom tempo coçando suas orelhas e esfregando sua barriga. Então eu ligo o meu telefone no sistema de alto-falante e carrego a todo volume. Porque eu preciso de algo otimista. Algo forte. "Still Standing" do grande Elton John, na repetição. Ao contrário do medo de minha mãe por cães, o seu gosto pela música me infectou. Ela ouviu pela primeira vez "Tiny Dancer” em seu primeiro dia nos Estados Unidos quando adolescente, e amou a música de Elton John desde então. Era a música de fundo enquanto eu crescia, a trilha sonora da minha infância. Vou vê-lo em concerto em todas as oportunidades que tenho. Até o momento o primeiro refrão termina, eu já me sinto melhor, saltando com a batida da música enquanto eu mudo para um robusto sutiã rosa e calças pretas apertadas. Eu viro para a sala de estar quando Brent entra através da porta aberta, vestido para correr, uma camisa azul Under Armour, que destaca as ondas marcadas de músculos que formam a parte superior de seu corpo, calção preto e o arco de metal da perna ortopética que ele usa para correr.


Embora saiba sobre o acidente de Brent e o que lhe custou, há sempre um momento de surpresa quando vejo o metal duro abaixo de seu joelho esquerdo. É difícil imaginar as batalhas que enfrentou, todos os desafios que teve de superar, e ainda assim ainda o deixou com uma impressionante personalidade dinâmica. Me avalia por um segundo, em seguida, inclina a cabeça, levantando a orelha. — "Still Standing" eh? Esta manhã, alguém precisa de algum estímulo. Brent me conhece bem. — Voltou tarde... ou... você não veio? — Diz ele. Pego as minhas chaves e nos dirigimos para a porta do Memorial Park, o melhor lugar para correr na cidade. Depois da chuva durante a noite, o ar é quente, mas seco, de um dia magnífico verão. — Eu estava com Stanton. — Digo casualmente. Seus olhos redondos arregalam. — De verdade? — Era tarde. — Explico. — Uh-huh. — Estava cansada. — Mmm... Então, exaspero: — Estava chovendo! Acena, com seus jovens olhos azuis, aparentemente sabendo tudo. — Assim foi. Como advogado, é importante saber como reverter as coisas com uma testemunha. Como se manter longe de determinados temas. Então é isso que eu faço. — Como foi o seu "encontro"? Brent sorri maliciosamente. — Um cavalheiro nunca dá a mais beijos e conta. Nos dias lentos no escritório, ele tem uma tendência para preencher o espaço vazio com suas histórias ultrajantes. As atrizes que fazem sexo oral, enquanto há milhares paparazzi fora de seu carro; a herdeira que tinha


uma coisa com perigo e como a peguei enquanto ela estava amarrada em um castelo do século XVI. Nem todas as histórias envolvem sexo, apenas as suas favoritas. — Aqui eu não vejo qualquer cavalheiro. Solta uma gargalhada. — Bom ponto. Vamos apenas dizer que esta manhã ela saiu da minha casa andando torto, e deixar por isso mesmo. Começamos no Monumento Washington, a um ritmo de aquecimento, lado a lado, mas com cuidado para evitar os muitos corredores, ciclistas e patinadores no caminho. DC é uma cidade jovem, ativa, e pelo menos na área onde eu moro, atraente. Você pode praticamente ver a rivalidade no ar como fumaça em Los Angeles. Todo mundo quer estar no topo de seu jogo, pronto para carregar ou levar alguém mais do que um empurrão. Se a cobiça é boa, em Washington DC, o poder é rei, e todos estão disputando posição para obter um pedaço de torta. Nossos passos são estáveis, mas continuando nossas respirações profundas. — O Que você acha de pelos faciais? - Brent pergunta do nada. Eu olho para o rosto jovial, suave e bonito, que ficou em apuros mais de uma vez, e eu dou de ombros. — Depende da cara. Por quê? Esfrega o queixo. — Estou pensando em deixar a barba crescer. Pode me salvar de envolver com as meninas do ensino médio. Eu rio de sua situação. — Eu acho que você ficaria bem com uma barba. Vários minutos passam antes de que o Memorial Jefferson seja visto. Eu acho que quando os monumentos foram planejados, alguém não gostava de Thomas Jefferson, porque o dele é bastante longe. Isolado. Em termos de visitantes, Jefferson era extremamente fodido. — Então... sobre Stanton e você... — Continuou Brent. Vejo sua expressão pelo canto do olho e me faz parar imediatamente. Preocupação. Incômoda e amigável preocupação, como se reunisse a coragem para me dizer algo que realmente não quer dizer.


— Ele disse alguma coisa? Sobre mim? Outra lição aprendida com meus irmãos mais velhos promíscuos? Os rapazes falam. — Não... não, ele não disse nada. Apenas... você percebe que Stanton é ... emocionalmente indisponível? — Essa é uma das coisas que eu gosto nele. Quem tem tempo para estar disponível? Agora andamos lado a lado, recuperando nossa respiração. — Mas entende que é... comprometido? — Brent, é claro que eu entendo, o tempo todo fala de Jenny e Presley. Tem uma foto deles em sua mesa e um monte em seu apartamento. Há fotos de Stanton inclinando-se sobre Jenny, em uma cama de hospital, segurando um bebê recém-nascido em um cobertor rosa. Stanton e uma pequena loira com tranças, ao lado de uma bicicleta rosa brilhante depois de seu primeiro passeio. Stanton, Jenny e Presley sentados juntos em uma roda gigante, sorrindo feliz. Os três são loiros e perfeitos como a versão sul da The Dresden Dolls. Brent gesticula com a mão. — Pessoalmente, acho que Stanton e você seriam bons juntos. E, ei, você não teria sequer que mudar seu monograma. Com uma risada balanço minha cabeça. — Você é o único cara heterossexual que conheço que sabe o que um monograma é, e usa-o em uma frase. — É assim que funciono. Então, ele dá de ombros. — Apenas... eu não quero vê-la sair ferida Sofia. No entanto... pode acontecer involuntariamente. Brent é um mulherengo, mas não é uma merda. Ele teve amantes casuais ou namoradas que estavam dispostos a levar as coisas para o próximo nível, quando ele preferiu permanecer em sua atual atitude de cruzeiro. Quando essas relações terminam, e sentimentos inevitavelmente são feridos, sempre sente mal sobre isso, até mesmo culpado. Pego sua mão carinhosamente. — Eu aprecio isso, mas está tudo bem. Essa é a beleza de amigos com benefícios, ninguém começa a se apegar.


Brent responde ao meu sorriso e voltamos a correr. — Em uma nota puramente egoísta, apostaria, que nossa unidade no escritório consegue ganhar. — Nossa equipe? Me cutuca. — Sim, vamos chutar alguns traseiros e ganhar nome. Somos como Os Vingadores. De qualquer forma somos bons. —Ooh! — Brinco, seguindo o seu jogo. — Posso ser Thor? Eu sempre gostei do martelo. Acariciando minha cabeça. — Não, pobre menina boba, é a Viúva Negra, Jake é Hulk, Capitão América é Stanton. — E quem você é? O metal de sua prótese soa enquanto estala os dedos, sorrindo. — Eu sou o Homem de Ferro. Eu levantar um dedo para sugerir algo. — Apenas uma ideia, poderia ter melhor sorte para não mexer com as meninas do ensino médio se você renunciasse quadrinhos de super-heróis. Ele franze os lábios, considerando. — Sim, isso não vai acontecer. Com outro sorriso, admito: — Então será barba.

No sábado de manhã me levanto cedo e faço um grande lote de pão de queijo — rollos de queijo brasileiro. Tento preparar toda semana, crocante por fora e quentes e pegajosos por dentro, são perfeitos para o café-damanhã. Tiro um tabuleiro com pãezinhos quentes do forno e coloco-o sobre o balcão para esfriar, quando alguém bate na porta. Eu abro para encontrar Stanton, com um novo conjunto de golfe em seu ombro, e Jake, de pé em frente a mim. — Olá. — Saúdo abrindo mais a porta.


— Você está pronta para ensinar, professora quente? — Stanton pergunta enquanto Sherman levanta sobre as patas traseiras, tentando lamber seu rosto. — Pronta, disposta e disponível. Também vai jogar golfe com a gente Jake? — Não, eu estou apenas aqui pelos pães de queijo. Enquanto eu sirvo café a Jake e Stanton, há uma outra batida na porta, desta vez é Brent. — Olá. — Bom Dia. Entra na minha sala de estar, e embora já imagine a resposta, de todas as formas pergunto: — O que você está fazendo aqui tão cedo? — É sábado. — Explica como se dissesse algo óbvio. — Pães de queijo. E é assim que as tradições se tornam tradições. Nos sentamos ao redor da mesa, terminando o café da manhã quando Stanton joga um pão no ar para Sherman pegar. — Soph seu cão está ficando grande. Esfrego as costas e saio em sua defesa. — Não! Não está gordo! São só... ossos grandes. Brent inclina a cabeça analisando. — Eu não sei, eu acho que Stanton tem um ponto. Você pode querer atualizar seu regime de exercícios. Você não quer os outros cães no parque perturbado, chamando-o de Gordito McChub-Chub. Franzo a testa para ambos. — Eu tenho um dog walker que vem três vezes por dia. Jake intervém. — Eu acho que você não está pagando o suficiente. Os homens são francos e duros. Mesmo maus. Em um tribunal, esses três tipos são capazes de ser o epítome do toque e carisma. Mas entre amigos, eles são como martelos pesados. Talvez seja porque eu cresci com irmãos, talvez seu processo de pensamento me contagiou, mas há algo sobre a honestidade que é atraente. Confortavelmente simples.


É essa franqueza cromossômica XY que traz o seguinte comentário de Stanton. — Mais alguém notou que o imbecil do Amsterdam estava olhando a bunda de Sofia no jogo de softball ontem? — Oh sim. — Disse Jake, levantando a mão. — Como se tivesse escrito cura do câncer nela. — Acrescenta Brent. Richard Amsterdam é um advogado contratado do Daily & Essex, outra empresa notável cuja equipe jogou ontem, e nós os vencemos. Está na casa dos trinta, bem sucedido, atraente e tem uma reputação de foder qualquer coisa com um pulso. — Ele deve ter gostado do que viu. — Levanto-me, carregando os pratos sujos para a pia. — Ele me convidou para sair depois do jogo. Um jantar e um show. — Oh. — Brent acena com a cabeça. — Um jantar e um show, as palavras códigos clássicas para "álcool e um orgasmo." — Eu não gosto de Dick. — Jake diz, mastigando o último rolo de queijo. — Troca de secretárias como eu mudo preservativos, você não pode confiar em um cara com uma alta taxa de rotatividade nesta economia. Algo não está certo lá. — O que você disse? — Stanton pergunta, franzindo a testa para mim. — Que estava muito ocupada. O que é assim, apesar das lições de golfe. Seus olhos brilham. — Oh, sim. Eu posso entender a abordagem direta. — Exatamente por que isso está bem? O canto de sua boca sobe em um tímido sorriso torto. Faz-me quente e formigar em todos os lugares certos. — Soph pode fazer melhor.


Stanton Na quarta-feira de manhã eu estou no escritório do Procurador dos Estados Unidos, participando da rudimentar, mas emocionante atividade por trás das cenas que impede a queda do sistema judicial com um grito: negociação do acordo com os promotores. É uma responsabilidade cotidiana e diária, mas a emoção vem por meio de negociação. Eu sei que o meu cliente é culpado e o promotor, também, mas é o meu trabalho convencê-los a sair ganhando, de modo que o tempo e o precioso dinheiro do contribuinte seja economizado, então a carga tem que ser menor e a pena reduzida. Sigo Ângela Cassello, uma pequena explosiva advogada ruiva, pelo corredor movimentado. — Ele é associado com pessoas com os mesmos interesses, as pessoas procuram atributos físicos específicos em um sócio, não têm tempo para investigar um potencial parceiro. — Explico. Diplomacia na sua melhor expressão. Também conhecida como um monte de merda. — Ele é um canalha. — Argumenta Angela. — O fato de que ele é rico não o faz menos cafetão. — É um casamenteiro. — Hah! — Argumenta, sem diminuir o ritmo. — E a próxima coisa que você vai me dizer é que os traficantes de drogas são farmacêuticos. Isso realmente é bom, talvez eu use no futuro.


— Olhe. — Me apoio contra a parede, forçando Angela a sair do meu lado. — Não trabalha com meninas menores de idade, não atravessa fronteiras estaduais, não há alegações de abuso. É um peixinho, Angela, um peixe sem vítimas inofensivas. Você tem tubarões para fritar. Se isso fosse Nevada, ele não seria sequer cobrado. — Se o seu cliente fosse mais esperto, ele teria se estabelecido em Nevada. — Ele vai se declarar culpado de evasão fiscal. Mas você tem que fazer que as sérias acusações sejam retiradas. — Ah sim, porque crimes financeiros cometidos pelos obscenamente ricos, são socialmente aceitáveis. Já os crimes sexuais são malvistos, pelo menos quando eles são capturados. Às vezes, a melhor resposta é nenhuma resposta. — Vou esperar. Ela suspira. — Você tem sorte que você me agrada mais do que o seu cliente, Shaw. Tomaremos a evasão fiscal. Mas eu quero que vá para a cadeia. Ele não vai sair com liberdade condicional ou prisão domiciliar. — Instalação de baixa segurança e temos um acordo. Estende sua mão e a aperto. — Vou enviar os documentos para o escritório esta semana. — Você é a melhor, Ângela. Empurra meu ombro de brincadeira. — Você diz isso a todos as promotoras. — Somente as bonitas. De volta ao meu escritório, eu abro minha maleta e tiro minha correspondência de ontem que peguei essa manhã. Me sento, bebo meu café, e passo por cima dela. Lixo, lixo, conta, lixo... um envelope me chama a atenção. Cinco por sete, branco, dirigido a mim com caligrafia manuscrita ... O endereço do remetente é o pai de Jenny. Eu abro e puxo o cartão marfim. E é como se uma bomba nuclear explodisse na minha cabeça.


Meu cérebro deve ter se tornado cinzas, virando analfabeto, porque eu mal posso distinguir as palavras. Nos honraria com a sua presença... Jenny Monroe... James Dean... Junho... Casamento... casamento... casamento... — Que diabos? Isso chama a atenção de Jake. Ele se vira na cadeira. — O que é isso? Eu tento entender, agarrando-me a uma teoria que faça sentido. — Você já fez isso? É uma piada? Ele aponta para si mesmo. — Você já me viu fazer uma piada? A propósito? É verdade. As piadas não são seu estilo. Brent, por outro lado ... Isto é a cara dele. Saio da minha cadeira e piso no escritório de Brent e Sofia. — Supõe que isso deveria ser muito engraçado? — Acuso, forte e desesperado. Pega o cartão com os dedos. — Eu não sei por que seria. Marfim não é uma cor particularmente divertida. E, em seguida, lê-lo. — Wow. — Ele levanta os olhos para o meu rosto com cuidado, em seguida, volta para o convite. E novamente murmura: — Wow! Sofia se levanta de sua mesa. — O quê? Por que estamos dizendo wow? Brent rapidamente mostra-lhe o convite. Entendimento aparece em seus olhos. — O que ...? Merda.


Suor aparece na minha testa e meu peito aperta como se eu estivesse tendo um ataque de pânico. Eu pego o cartão, e Brent e Sofia logo vêm atrás de mim. Volto para o meu escritório, necessitando gritar com alguém. E sei que alguém. Disco os números conhecidos no telefone. Mas de repente eu paro com a voz que responde. — Presley? — Olá papa. — Por que não está na escola? — É uma hora antes no Mississippi, mas ainda deveria estar na escola. — Temos o dia de folga. Reunião de professores. — Onde está sua mãe? — Ela está se aprontando para o trabalho. — Coloque ela no telefone. Há um sussurro, uma conversa abafada e, em seguida, minha filha retorna à linha. — Mãe diz que está atrasada para o trabalho, que irá retornar a chamada. Não acredito. — Presley — falo — diga sua mãe que eu lhe disse para atender o maldito telefone agora. Há uma pausa de choque. Em seguida, um sussurro. — Você quer que eu diga isso? — Diga exatamente isso. — Insisto. — Você não vai ficar em apuros. Com um pouco de entusiasmo demais, grita: — Mãe! Papai disse atender o maldito telefone agora! Eu quase posso ouvir Jenny pisando forte para o telefone. — Você perdeu sua mente? — Ela grita segundos depois. — Que você disse a minha filha para me dizer palavrões? Vou te machucar! — Você já me machucou! — Solto. — O que diabos eu estou olhando agora, Jenn?


Obviamente não pode ver o que eu estou vendo, não é o meu melhor começo, mas é difícil de ser lógico, quando você foi chutado nas bolas. — Eu não sei, Stanton, o que o inferno que você está olhando? — Bem, parece um convite de casamento de merda! Ela respira, surpresa. — Oh, meu Senhor. — Então, com um grunhido não dirigida a mim, ela diz: — Mãe! — Uma luta começa com tons agudos e irritados inaudíveis. Em seguida, volta para mim. — Stanton? Meu aperto aperta no telefone. — Estou aqui. Jenny engole. — Você se lembra da notícia de que eu estava indo para te dar este fim de semana? Vou me casar, Stanton. É como se ela estivesse falando outra língua, escuto as palavras, mas elas não têm sentido. — Filha da puta! — Eu ia dizer ... — Ela diz. — Quando? Nas bodas de ouro? — Tente se acalmar. Eu sei que você está com raiva ... Mas eu não sou. — Até agora a pouco eu estava com raiva, mas agora estou de dar medo. — Olho de novo para o cartão. — Quem no inferno é James Dean? E que tipo de nome é James Dean, de qualquer maneira? Brent escolhe este momento para comentar em voz baixa. — O mesmo como um de nossos melhores atores americanos. Rebel Without a Cause, Gigant com Elizabeth Taylor... — Elizabeth Taylor. — Jake abre a boca. — Era sexy quando ela era jovem. Eu ignoro as divagações idiotas e me concentro no que diz Jenny. — Nós temos nos visto por alguns meses. Ele perguntou-me há três semanas. Um pensamento perturbador me ocorre e vai direto para a minha boca. — Está grávida?


O tom de Jenny parece ofendido. — Por que você pergunta? Você acha que estar grávida é a única maneira que eu posso conseguir um homem para se casar comigo? — Não, mas entre você e sua irmã ... — Não fale sobre a minha irmã! — Agora ela também está gritando. — Não quando você tem um irmão que vive em uma caravana e da venda de maconha para crianças em idade escolar! Chuto minha mesa. — Eu não quero falar sobre Ruby ou o fodido Carter! Eu quero falar sobre essa ideia ridícula que está passando pela sua cabeça. — Então um pensamento pior se move rapidamente através do meu cérebro. ... — Ele esteve perto de Presley? Respira lentamente, sussurrando culpada. Sabia-o. — Sim. Às vezes ele vem para o parque com a gente. — Ele é um homem morto! Morto. Desaparecido. Acabado. Penso em todos os cenários, o assassinato mais perfeito que já foi feito, e planejo infligir todos a esse James Dean porra. — Pare de gritar comigo! — Ela grita. — Então pare de ser estúpida! — Vocifero. Afasto o telefone do meu ouvido, enquanto o volume de Jenny ameaça romper o tímpano. — Muito bem! Você quer gritar? Vamos gritar bem alto, Stanton, porque isso vai resolver tudo! Sofia corre para a mesa e rabisca furiosamente em um bloco. Pare! Tome um fôlego. Irritá-la não vai chegar a qualquer lugar. Minhas narinas e meu rosto parecem de pedra. Mas eu fecho meus olhos e eu faço diretamente. Eu engulo o arsenal de insultos que foram carregados e bloqueados na minha língua. — Sinto muito por ter gritado. Eu sou apenas ... isso é demais para processar e assimilar. — Mas aumento o tom com cada palavra. — E a ideia de que um filho de uma puta, eu não sei, foi perto da minha filha ...


— Sim, você sabe disso! — Responde Jenn rapidamente, como se isso me fizesse melhor. — Ele foi para a escola com a gente, é um ano mais novo. Mas naquela época ele era conhecido pelo nome de Jimmy. Jimmy Dean era o gandula do time de futebol. Suas palavras afundam, evocando a imagem do pequeno pedaço de merda, magro, de cabelos escuros, óculos fundo de garrafa. E de volta aos gritos. — O gandula? Você acha que você vai se casar com a porra de um gandula? No auge da minha raiva, eu ouço Brent dizer: — Ele está ficando louco. Jake me observa, fascinado. — Colapso total. — Silêncio! — Me aconselha Sofia. Mas eu não posso parar. — Nós o chamávamos de Salcicha unida porque seu pênis era muito pequeno! Era utilizado para recolher as correias dos atletas do chão da sala! Você é a rainha do baile da primavera, pelo amor de Deus! As rainhas da primavera não ficam mais velhas para se casar com gandulas caramba! — Eu não posso falar com você quando você está assim! Você perdeu sua mente! — Jenny fala novamente. — Você me fez assim! Ao manter minhas bolas em sua carteira e conduzir minha sanidade ao longo da orla da cidade louca de merda! Sofia coloca outra nota colada no meu rosto. "Acalme-se!!!" Faça um plano !! Expresse suas opiniões ou vai perdê-la. São as últimas palavras que me batem na cara, mesmo no limite. Eu esfrego a mão sobre o rosto e respiro fundo, sentindo-me como se tivesse corrido uma maratona. A voz de Jenny é frio como gelo. — Tenho que ir trabalhar. Vamos falar sobre isso mais tarde. — Vou para casa, Jenn. Isso a assusta. E eu quase posso vê-la agitando os braços, da maneira como faz quando está chateado. — Não! Não, Stanton, fique em DC e


apenas ... se acalme. Eu trabalho doze por doze nos próximos três dias. Eu não vou ter tempo para vê-lo... — Estarei em casa amanhã. — Insisto. — Isso dá-lhe vinte e quatro horas para contar a James Dean que cometeu um erro terrível. — O quê? — Questiona. — Ou eu o mato. Eu juro por Jesus, ou rompe com ele ou passará a noite de núpcias com a porra de um cadáver. — A Necrofilia é tão 1987. — Comenta Brent. E Jenny desliga. Bato o telefone e caio na cadeira. — Merda. — Corro a mão pelo cabelo. — Puta merda! Minha menina ... minha menina vai se casar. É só então, quando eu digo as palavras lentamente e em voz alta, que me dói. Mas antes de deixar a dor, Sofia faz um som de desgosto na parte traseira de sua garganta. — Em nome de Deus, o que foi isso? — Ela pergunta ironicamente. — Essa foi a fusão do Iceman. — Responde Jake. Ela ignora-o, dando um passo mais perto, com os braços cruzados, os olhos duros. — Você é um advogado de defesa criminal, Stanton. Um advogado profissional. E isso foi o show de defesa mais patéticos que eu já vi. — Este não é um caso, Sofia! É a minha vida maldita. Ela espalha seus braços. — O mundo inteiro é um processo judicial... e nós todos... acusados. Brent aperta os olhos. — Eu não acho que você está usando adequadamente essa citação. — Você realmente pensou que você chamar e gritar iria marcar algum ponto em seu favor? Em qualquer caso, você só mexia. Se me chamasse de estúpida, eu diria a você para ir para o inferno. — Não sabe o que eu estava pensando! Está bem? — E com mais desprezo proponho, lanço: — E Jenny não é como você.


Mas Sofia não vacila. — Obviamente, é um pouco como eu, desde que você largou seu patético traseiro. Mas a pergunta que você tem que se fazer é, o que você vai fazer sobre isso? Tem razão. Eu tenho que sair disso, fazer o meu caso, considerar a demanda, corrigir os problemas. Eu tenho que falar com Jenny (melhor desta vez), e convencê-la a não se casar. E eu não posso fazer isso a partir de Washington. — Eu tenho que ir para casa. Eu tenho que vê-la cara a cara. Descobrir o que diabos vêm acontecendo. Eu tenho que corrigir isso. Sofia põe a mão no meu ombro. — Um passo de cada vez, construa o seu caso. Coloque ao seu lado. Seja charmoso. Seja você mesmo. Eu me levanto. — Vou ao recursos humanos para obter uma folga. — Olho para os três. — Vocês me cobrem? — Claro. — Com certeza. Jake concorda. Antes de sair pela porta, a voz de Sofia me para. — Stanton. Eu viro. Seus olhos são encorajadores, mas o seu sorriso parece... forçado. — Boa sorte. Assinto. E sem outro segundo de hesitação, eu me preparo para ir para casa.


Sofia Eu não levanto a cabeça do meu laptop desde que eu passei pela porta. Meus saltos são descartados na entrada, minha jaqueta bege molhada espalhada na poltrona com design floral, onde eu joguei meu guarda-chuva apoiado no canto, pingando. Sherman está deitado em frente da janela, seus grandes olhos castanhos observando as gotas de água que estão dispersos pelo vidro da janela. Os Greatest Hits 1970-2002 de Elton soam enquanto eu escrevo um pedido de supressão de provas, outro solicitando uma mudança de local, e um terceiro, uma resposta ao o esforço do Ministério Público para condenar o meu cliente de dezessete anos, filho de um lobista popular, como um adulto por posse de drogas com intenção de venda. A parte de trás do meu pescoço dói quando eu movo minha cabeça, tentando aliviar os músculos tensos. Eu coloco o laptop sobre a almofada do sofá ao meu lado e esfrego meus ombros o enquanto Elton canta "Eu quero amor”. E isso é quando eu finalmente me permito pensar em todas as coisas que eu evito no trabalho. Stanton se vai. Ele vai para o Mississippi para lutar por "sua menina". Não havia dúvida, deixar que Jenny Monroe se case com outra pessoa nunca foi uma consideração. Ele foi inflexível, corajoso e mais determinado que eu já vi. E eu não tenho dúvida de que vai viajar até lá e lembrar a todos o que ela obviamente esqueceu.


O imagino indo através de sua porta, com aqueles fortes braços esculpidos — levantando-a como Tarzan reivindicaria Jane — e convencendo-a, com o seu charme irresistível e um sorriso astuto, a lhe dar outra chance. E quando aceitar — e eu tenho certeza de que fará — meu arranjo com Stanton vai terminar. Fecho meus olhos. Porque o meu estômago está apertado e há uma sensação de peso no meu peito, como o sentimento que você tem depois de nadar em uma piscina por um longo tempo. Não é a minha primeira experiência assim. Eu sou uma mulher solteira de 28 anos de idade. Eu tive várias aventuras de uma noite. Na escola de direito é a única coisa que você tem tempo. Elas preenchem uma necessidade, deixando-o com bom humor, e ajudando a se concentrar. Uma mão literalmente lavando a outra. É por isso que eu fiz o que fiz esta tarde, tirando-o fora de seu medo. Eu o coloquei no caminho certo. Porque antes de tudo, Stanton é meu amigo. Eu não disse que eu sou uma mártir, mas sou leal. E isso é o que bons amigos fazem. Eles ajudam uns aos outros. O que temos — o que ele e eu fazemos juntos — é divertido. Físico e conveniente. E acima de tudo, é suposto ser simples. Mas a sensação de mal estar no estômago, o gosto amargo do ciúme na minha língua, não há nada simples sobre isso. Balanço a cabeça para mim mesmo, determinada a me livrar dessa melancolia, juntamente com o movimento. Eu não sou dessas meninas, o tipo governado por emoções. Vou ignorar, como uma bolsa da última temporada. Talvez seja melhor Stanton ir por um tempo. Vou dar o espaço necessário para limpar a minha cabeça. Porque cair no amor com seu "amigo com benefícios" seria um movimento besta, e eu não sou estúpida. Sherman levanta a cabeça por um momento antes que haja uma batida rápida na porta. Ele se levanta, mas permanece em silêncio como o bom cão de guarda que é, enquanto eu atravesso a sala. Abro a porta e ali, com os braços descansando no batente, está um ofegante e molhado Stanton Shaw. Gotas de chuva agarradas aos seus cílios grossos quando ele


olha para mim, inclinado na cintura. Uma camisa branca transparente que se apega ao seu torso, delineando as bordas dos músculos sólidos e caminho de pêlos que conduz para baixo em seus calções molhados, deixando pouco para a imaginação do que está embalado por baixo. Os cachos dourados caindo sobre a testa, escuros e úmidos. Há uma frase em latim — Omne trium perfectum — que significa que tudo o que vem em três é perfeito. Isso está em contraste direto com a crença comum de que as mortes e desastres também vêm em grupos de três. Parece apropriado que Stanton pronuncie três palavras. Me disse essas mesmas palavras antes, em um apelo rouco, como uma ordem severa, as mãos segurando meu corpo escorregadio, o ar entre nós cheio de desejo. E agora, nesse momento, como em todos, é minha perdição. — Venha comigo Sofia. Pingando no meio da minha sala de estar, Stanton pega a toalha que eu lhe ofereço, passando-a na cabeça e nos braços bronzeados. — Repete de novo? — Eu pergunto, porque eu não consigo entender o seu plano. — Eu quero que você venha comigo para o Mississippi. Se eu tiver uma chance com isso, eu não posso me dar ao luxo de estragar tudo. Se eu vou como um foguete em direção a Jenn como esta tarde, ela irá se fechar. Essa menina é tão teimosa como um rebanho inteiro de mulas. Você pode me ajudar a manter a calma e me concentrar, assim como fazemos na quadra. Além disso, você pode me dar conselhos sobre como mostrar que ela está cometendo o maior erro de sua vida. — Nem sequer conheço Jenny. Ele balança a cabeça. — Não importa, você é uma mulher. Você sabe como elas pensam. Ela, obviamente, não está satisfeita com o nosso relacionamento, então eu preciso usar todos os recursos. Grandes gestos românticos. Você pode ser meu recurso... parceira. Sua companheira, ótimo. Como Goose no Top Gun. Parceiro menos atraente. A amiguinha. A substituível.


Sua camisa faz um som espirrando enquanto ele puxa para fora de seu corpo. Sou recompensada com a visão de sua pele deliciosamente úmida e quente cujo gosto salgado é céu na minha língua. Isso não é justo. Eu fecho meus olhos, ele não é o único que precisa trabalhar em sua abordagem. — Stanton — começo com um suspiro. — Você não acha que vai ser estranho me levar para casa com você para você tentar obter o seu ex? Ele realmente toma um momento para considerar a questão. Mas ele não entende. — Por que deveria ser estranho? Somos amigos. E eu sou obrigada a apontar o óbvio. — Amigos Que fazem sexo! Sexo selvagem, suado, inesquecível que me deixa exausta e maravilhosamente dolorida. Poderíamos ter sexo agora... se um envelope não tivesse chegado para jogar tudo para o inferno. Esfregando a toalha sobre sua testa franzida, concorda: — Exatamente. Nós somos amigos, que porra, não se parece em nada com o que temos Jenn e eu. O ar sai meus pulmões, mas ele não nota. E eu quero dar um soco em sua boca de menino estúpido, para que não possa dizer mais qualquer palavra estúpida. Mas sua expressão é o que me impede de fazê-lo. Inocente curiosidade brilhando em seus grandes olhos verdes, fazendo-o parecer mais jovem e inocente. Sherman me deu o mesmo olhar depois de mutilar um par de sapatos seiscentos dólares. Um olhar que diz: Huh? O que eu fiz? Mudança de tática. — Eu não posso deixar o trabalho. Minha agenda está cheia. Não acredita, porque ele sabe a minha agenda, bem como eu a sua. Maldito seja.


Ele se aproxima, pega o meu telefone celular da mesa atrás de mim. — Qual é sua senha? Eu aperto meus lábios deliberadamente. Apenas revira os olhos e pressiona um par de números. Ele acerta na primeira tentativa. Bastardo. — O seu aniversário? — Diz com um bufo zombador. — Você deve levar mais a sério a sua segurança. Acessa meu calendário. — Você não tem data no tribunal. Você tem uma deposição e uma consulta com um cliente. Brent e Jake podem cobrir isso para você. Fique forte, Sophie. — Eu não quero que cubram para mim. Stanton também mudou de tática. — Cresceu em Chicago, você foi para a escola em Boston, e agora vive em Washington DC, você nunca viajou pelo país, você nunca foi para o sul. Você vai adorar, será como férias. Eu bufo. — Mississippi em junho? Serão como férias no inferno. — Antes que ele possa argumentar, acrescento: — Além disso ... eu não viajo de avião. Não esperava isso. — O que quer dizer? Eu aponto para o meu lado direito, onde uma cicatriz adorna a minha caixa torácica. — O acidente de avião quando criança? Ninguém na minha família nunca pôs os pés em um avião desde então. Olha para minha esquerda, apertando os olhos, reavaliando seu plano, e esperando a minha participação nele. Em seguida, sua mandíbula aperta com convicção. — Vamos dirigir. Nós chegaremos lá dois dias mais tarde do que eu queria, mas não é ainda tempo suficiente. E hey, você pode dirigir o Porsche! Serei capaz de cumprir esse compromisso: vou matar dois pássaros com uma pedra. Não há mais desculpas, eu digo baixinho: — Eu acho que ir para casa com você é uma ideia muito, muito ruim.


Stanton segura meu olhar por um momento... então abaixa o queixo, respirando profundamente. E parece... derrotado. Triste. E há a atração, o desejo de colocar meus braços em torno dele e dizerlhe tudo vai ficar bem. De vê-lo dar um belo sorriso novamente. A parte de mim que quer realmente ajudar um amigo. Infelizmente, a parte de mim que quer permanecer sua amante chuta a que quer amizade. — Eu sei que eu estou pedindo um favor enorme — diz em uma voz baixa e rouca. — Mas peço-lhe só porque é malditamente importante para mim. E você é a única que pode me ajudar. Por favor, Sofia. Preciso de você. Três palavras. Outra vez. As únicas que eu precisava realmente dizer. Droga. Desta vez na cabeça com um suspiro de derrota. — Está bem Stanton.


Stanton Algumas ideias batem em você como um relâmpago. Como a história ensinada na escola primária, de como veio a teoria da gravidade de Sir Isaac Newton, com o golpe de uma maçã em sua cabeça. Outras ideias não são tão óbvias ou imediatas. Elas ficam na parte traseira de sua mente, escondidas e, eventualmente, saem para o primeiro plano. E quando a lâmpada acende, você se pergunta por que demorou tanto tempo para vê-lo. Eu fui para uma corrida para queimar a frustração de minha conversa com Jenny, e em algum lugar ao longo da estrada em frente ao Memorial Lincoln ocorreu-me o que significaria voltar para casa. Os clientes teriam de se deslocar para outros advogados na empresa, talvez eles teriam de solicitar extensões, Jake poderia cuidar do apartamento... e Sofia estaria aqui. Em DC. Sem mim. Cercada por toda uma cidade cheia de Amsterdams Richards que estariam pulando em torno dela como ursos em um pote de mel. O pensamento era... chato. Sofia é uma mulher adulta pode cuidar de si mesma, e não tem nenhuma obrigação ou compromisso comigo. Eu entendo isso. Mas posso me preocupar com isso, eu sou seu amigo. A ideia de que ela poderia sair com Amsterdam, que poderia me substituir com alguém tão indigno, por causa de uma necessidade física, não me caiu bem em tudo.


Então me lembrei de minha conversa com Jenn. Ela passou por cima da minha cabeça como um quarterback em seu último jogo. E claramente vi o que deveria fazer, palavras que não deveria ter dito. Todas as coisas que teria dito se Sofia não tivesse lá para me colocar no meu lugar e afastar-me do abismo. Foi então que a ideia me ocorreu, a solução. E quanto mais eu pensava nisso, parecia mais inteligente. O melhor curso de ação para ambos. Quando olhei para cima, eu estava do lado de fora da casa de Sofia. Como se meus pés tivessem me levado para lá por conta própria. Meu pênis fez isso, várias vezes, e nunca antes dirigiu-me errado. Então aqui estou eu. É uma brilhante manhã de quinta-feira, e encontro-me de frente para a mesma casa, carregando as malas de Sofia para colocá-los no Porsche para a nossa operação secreta. As muitas, muitas malas de Sofia. — Acho que acabei de causar uma hérnia. — Se queixa Jake, deixando cair uma bolsa Louis Vuitton, que soa como se estivesse cheia de tijolos. Com cinco malas, também pesadas, que combinam com ela. — Queria ir para uma semana ou um ano? Sofia sai da casa, vestindo um macacão preto sem mangas, solto, mas elegante, com um corte no pescoço em V que toma a frente da minha linha de roupas favoritas. Uma bolsa amarela quadrada pendurada em um braço, chapéu de palha branco em sua cabeça escura e brilhante, e grandes óculos de sol redondos cobrindo metade de seu rosto. À luz do sol da manhã do início de junho, é nada menos que impressionante. Brent caminha ao lado Sherman segurando em sua coleira, ouvindo enquanto ela recita uma litania de instruções. O seu dog walker cuidar do animal gigante durante o dia, mas à noite ele será responsabilidade de Brent. — Realmente aprecio isso, Brent. — Diz ela, inclinando-se para dar ao cão abraços, um monte de beijos e dois "seja um bom menino". Então sente o olhar de Jake e meu. Olha entre nós. — O quê? Aponto toda a bagagem. — Confundiu o Porsche com uma caravana?


Tira os óculos de sol, revelando olhos nublados com confusão genuína. — Está sugerindo que eu tenho bagagem demais? — Eu estou sugerindo que você precisa reduzi-la, Soph. Leve apenas o que você precisa. Sua mão aponta para as malas. — Está reduzido. Apontando para a parte traseira do carro, diz: — Temos um portamalas compacto e um assento traseiro grande o suficiente para caber... Sherman. — Uau. Parece-me como o cão está do meu lado. Sofia, então, insiste: — Eu preciso de tudo. — Quer ver o que levo? — Caminho ao redor e tiro uma mochila velha e gasta atrás do banco do motorista. — Está aqui a minha bagagem. — E eu tenho que mudar meus hábitos de bagagem, porque você decide viver como um vagabundo? Não acredito. — Ela rolou mangas imaginárias e olha para suas malas, em seguida, para o carro. — Definitivamente elas se encaixam. Jake balança a cabeça. — De maneira nenhuma. Sofia sorri. — Claro que sim. — Não cabem. — Insisto. — Olhem e aprendam, rapazes. Quinze minutos mais tarde... cabem. Cada mala estrategicamente colocada, apenas empilhada na ordem correta, como um daqueles misterioso quebra-cabeças que nunca ficam juntos novamente, uma vez que estão separados. Eu estou fodidamente impressionado. Agora, Sofia suspira, com um sorriso radiante. — Chaves, por favor. Estende a mão para as chaves mencionadas. E eu vou começar a explicar, argumentar por que seria melhor para ela não dirigir meu carro. Sou bom nas discussões.


Mas antes que eu possa dizer uma palavra, a mão aberta torna-se um dedo. — Não. Fecho minha boca. Então vou abri-la novamente para convencer... E o dedo ataca novamente. — Nããão. - Quando eu raspo meu lábio com os dentes em vez de falar, Sofia continua: — Você pediu minha ajuda, eu aceitei. Se eu vou para o meio do nada, Mississippi, vou dirigir até lá. Ela também é boa nas discussões. Eu entrego as chaves. E como o Griswold em um carro alemão, ajustamos o cinto de segurança para a viagem. Jake nos lembra, enquanto Sherman late e Brent diz adeus com a mão: — Dirija com cuidado. Cuidado com os idiotas. — Então, em uma voz com sotaque, Brent Cries: — Bye, divirtam-se em atacar o castelo. E partimos. Nos primeiros quarenta quilômetros, a condução de Sofia leva dez anos da porra minha vida. Não que seja de uma má condutora, na verdade, é o oposto. Dirige como um Dale Earnhardt feminino. Eu só queria que não fosse o meu carro que a NASCAR está jogando. — Woof! — Eu grito, apoiando as mãos no painel de instrumentos durante a condução em linha reta na parte de trás de uma van em frente de nós, apenas para mudar de faixa no último minuto, quase batendo no parachoque dianteiro de uma minivan que já está lá. — Você é como uma velha! — Ela reclama, gritando acima do barulho do capô aberto, seus cabelos despenteados como serpentes de Medusa com metanfetaminas. — E você é como um jogador de futebol que está atrasado para o treino! — Grito em resposta. —Desacelere e aproveite a experiência de condução, porque acredita em mim, depois de hoje nunca fará novamente.


Sua boca está bem aberta em um sorriso arrependido. Em seguida, ela toca nos botões no volante, virando a lista de reprodução de seu telefone que está conectado sem fio para os alto-falantes. E soa a música de Elton John, "Eu acho que é porque o chamam the Blues", uma das favoritas de Sofia. Não posso deixar de olhar para ela rindo enquanto cantava a música a plenos pulmões, forte e sem dor, sacudindo a cabeça e os ombros trêmulos. Vi Sofia animada, teimosa, determinada e com raiva. Mas adorável é um novo para mim. E eu gosto. Muito. Sua expressão se torna sexy quando meu olhar a encontra rapidamente enquanto canta: — Rolling like thunder, under the covers… — Eu não tenho que perguntar para saber as imagens que estão passando em sua mente, porque eu sei que são imagens de nós. Quando a música termina, eu coloco meu próprio telefone na tomada, conectando-o aos alto-falantes. — Hey. — Briga. — O motorista escolhe as músicas! — Na verdade, — eu corrijo — o copiloto controla a música, mas estava sendo benevolente. Nós nos revezaremos, quid pro quo. Acena e eu passo através das minhas canções até eu encontrar uma. — Agora, esta é uma canção para viajar para baixo da estrada. E a voz inconfundível de Elvis Presley enche o carro, cantando "Burning Love". Eu balanço minha cabeça com o ritmo e estalo os dedos, tão perto de dançar como alguma vez estarei. Sofia ri. — Você pode tirar o garoto do Sul, mas não pode tomar o Elvis do menino sulista. Eu aponto meu dedo em sua direção. — Isso é certo. Eu sinto seus olhos me observando tão feliz enquanto canto: — “Cause your kisses lift me higher, like a sweet song of a choir…” Tira para trás o cabelo que ameaça estrangulá-la, Sofia e questiona: — Você nomeou sua filha em homenagem a Elvis? Eu sorrio, lembrando-se. — Só gostamos do nome, nós pensamos que era diferente, mas agradável para uma menina.


— Também tinham escolhido um nome para menino? Balançando a cabeça, eu explico: — Henry, por causa do avô de Jenn ou Jackson por causa do meu. Fica em silêncio por um momento, fazendo as mudanças de forma rápida e sem restrições com o acelerador. Em seguida, pergunta. — A família é importante para você, não é, Stanton? — Claro. Quando você chegar ao fim, a família é a única coisa que você pode realmente contar. Não entenda mal, houve dias em que queria enterrar vivo o meu irmão mais velho. Você vai conhecê-lo, e entender o porquê. Mas... sempre será meu irmão. — Faço uma pausa, então expresso a ideia de que está fazendo cócegas no meu cérebro desde que eu abri o envelope. — É por isso que eu fui surpreendido por Jenny. Ela sempre foi forte, sabe? Um verdadeiro norte. Eu não posso acreditar que está sendo tão ... volúvel. A voz de Sofia é suave, mas alto o suficiente para se destacar acima do vento. — Talvez realmente só sinta sua falta. Antes de responder, o velocímetro me chama a atenção. — Melhor você reduzir a velocidade, Soph. Não dá importância. — Não se preocupe, vovó, tudo está sob controle. — A Patrulha da estrada poderia discordar de você, meteoro. Apenas das palavras saírem da minha boca, o som de uma sirene é ouvido atrás de nós, com as luzes piscando no nosso caminho. Suspirando, mas despreocupado, Sofia encosta. — Eu não quero dizer "eu avisei", mas... — Sofia se olha no espelho; arrumando seu cabelo, puxando a parte superior para baixo um pouco e apertando os seios. — Que diabos você está fazendo? — Livrando-nos de uma multa. — Ela aperta suas bochechas e morde o lábio, fazendo-os parecer mais cheio mais rosa. Eu sorrio. — Você acha que é tão fácil? Bate seus longos cílios. — Por favor. Os homens são criaturas simples. Eles são fascinados por seios, porque eles não têm. Transforma seus cérebros em geleia. Não gastarei nem cinco minutos.


Meu sorriso se espalha completamente quando eu pego um vislumbre do oficial da lei antes de Sofia. Sophia se vira para a esquerda, os olhos arregalados e inocentes. — Existe um problema ofi...? Oh. Maldita seja. O policial é uma policial. Fica de lado, seios: este é um trabalho para o encantador de júris. Eu me inclino sobre o assento, sorrindo sedutoramente, minha voz tão suave e persuasivo como o Rei. — Bom dia, Oficial. O que posso fazer por você? Depois de um sincero pedido de desculpas e minha promessa de não permitir que a minha parceira entusiasta não chegue perto do volante, nos livrou da multa e passamos as próximas doze horas aproveitando nosso tempo na estrada. Estava escuro quando chegamos a um motel, empoeirados, sujos, com fome e cansados. Eu tenho todo o direito de ser pretensioso, então pedimos um quarto com uma cama de tamanho king size. Sofia vai direto para o chuveiro enquanto eu me aventuro a comprar uma pizza, uma cerveja para mim, e uma garrafa de vinho para ela. Eu entro no quarto, assim que ela sai do banheiro, passando a escova no cabelo longo, usando uma camisola de seda verde escuro ajustada a suas curvas. Seu rosto está livre de maquiagem, parecendo mais jovem e inocente do que eu estou acostumado a ver. Um calor de proteção se desenrola no meu estômago. Ela fica animada quando vê a pizza. — Deus te abençoe! Três pedaços depois estávamos sentados na pequena mesa redonda. E mordiscando um pedaço de casca, pergunta: — Então, qual é o plano? Quem sou eu? Bebo um gole de cerveja. — O que você quer dizer? — Quero dizer... eu sou sua nova namorada? A sua companhia para o casamento? Você nunca viu O Casamento do Meu Melhor Amigo? Eu zombo. — Não, felizmente eu não vi.


— Eu tenho que deixar Jenny com ciúmes? Um homem nunca é mais sexy do que quando ela tem seu braço em torno de outra mulher. Ou poderia flertar com o noivo. Testar sua fidelidade. Que lhe daria uma boa munição contra ele. Eu não tenho certeza do que me incomoda mais, se ouvir falar de um homem que está sendo referido como o noivo de Jenny, ou pensar em Sofia flertando com ele. — Eu não gosto de jogos mentais. Eles são muito manipulativos. Indignos, sabe? Sofia dá de ombros. — Se você quer ganhar, às vezes tem que jogar sujo. Eu balanço minha cabeça. — Eu prefiro outras sujeiras. — Bebo minha cerveja, então eu explico por que sua ideia me deixa com mau gosto na boca. — Alguns anos atrás, eu saí com uma mulher chamada Rebecca. Nós nos conhecemos em uma conferência. Ela ri. — As Conferências profissionais são terreno fértil tão fértil como festas de swing. Eu ri, concordando com ela. — Não entrei em detalhes com ela sobre Jenny, mas deixei claro que era estritamente casual. — Claro que você fez. — De qualquer forma, ela disse que concordava com isso. Fomos para a cama duas vezes, e então começou a fazer todos os tipos de merda. Soltou dicas sobre outras mulheres que eu olhei, fez planos para mim e, em seguida, quebrou, tentando se fazer de difícil e ao mesmo tempo encontrar desculpas para aparecer de repente no meu apartamento. Ela se tornou pegajosa e seus jogos eram exigentes. A coisa toda parecia... patética. E terminou muito rápido. — Te irritou que quis sair do "estritamente casual" ao se apaixonar por você, ou tentar te manipular para sentir o mesmo? — Pergunta Sofia. — Ambos, eu acho. Sofia acena com simpatia. — A abordagem direta então. Então, eu estou aqui para...


— Você está aqui para se certificar de que eu não fale besteiras ou meta a mão na boca de alguém. Para manter-me na borda. Jenn e eu temos uma longa história juntos, e Presley. Ela disse que só tem sido visto Jimmy Dean por alguns meses, então eu não posso acreditar que quaisquer sentimentos que tem por ele podem ser remotamente tão fortes como o que ela sente por mim. Eu acho que tudo isso é apenas o seu grito de socorro, na verdade. — Você acha que ela está sentindo renegada? — Exatamente. Então eu vou mostrar que chamou a minha atenção. Toma um longo gole de vinho, bebendo metade do copo. — E depois disso? Você acha que... você vai pedir Jeny em casamento? Eu estaria mentindo se eu dissesse que não tinha passado pela minha cabeça. Eu esfrego a parte de trás do meu pescoço. — É complicado. Eu não quero me casar com ninguém, isso é certo. Mas... Presley ainda está na escola; eu não sei se deseja mudar para DC neste momento. Eu sempre imaginei me casar com Jenny... logo. Quando estivéssemos mais velhos. Suas sobrancelhas sobem até o nascimento de seu cabelo. — Você viu um espelho ultimamente? Já está mais velho. — Estou no auge da minha vida. — Isso é basicamente o meu ponto. Me levanto. — O importante é que tudo está em jogo. Se você pedir para casar com Jenny a impede de se casar com Jimmy, então eu vou fazer o que tenho que fazer. —Wow! — Sofia bufa. — Você é tão romântico. Como uma mulher poderia resistir a isso? Seguro seu dedo e sorrio. — O Romance está nas ações, não palavras. Com esse caso encerrado, eu vou para o chuveiro. Quando eu saio do banheiro embaçado, Sofia já está debaixo das cobertas. As notícias da meia-noite passam na televisão que tranquilamente ilumina o quarto com um brilho sombrio. Solto a toalha em volta da minha cintura e deslizo sob os lençóis.


Ela está virando as costas, seu cabelo chocolate espalhado sobre o travesseiro. E então eu me lembro que teve jantar, mas não comi a sobremesa. A sobremesa foi sempre o meu favorito. Eu deslizo pela cama, levando os lençóis comigo, e atingo o seu traseiro por trás. Subo o material até a cintura, expondo a pele macia coberta pela calcinha. Meu coração está acelerado, bombeamento sangue para baixo, e pressiono meus lábios contra suas nádegas, brincando, beliscando com meus dentes. — Stanton. Não é um gemido ansioso, mas uma forte declaração. Não. Eu me afasto. — O que acontece? Volta a baixar a camisola, cobrindo-a, e se vira para mim. Subo novamente, descansando a cabeça no travesseiro, a apenas alguns centímetros de seu rosto bonito. — Eu não acho que devemos ter relações sexuais enquanto eu estou indo para casa com você. A decepção cai sobre mim, como o telhado em uma casa abandonada. — Porque não? A possibilidade de que Sofia se incomode por meus sentimentos por Jenny voa para minha mente, mas o descarto. Ela sempre soube de Jenn, mesmo antes de estarmos juntos naquela primeira vez, e nunca a incomodou antes. Além disso, a forma como eu a vejo, Sofia não tem nada a ver com Jenny, elas são como duas salas completamente diferentes. Edifícios, mesmo. Como um celeiro e uma casa. Ambos importantes, mas sem qualquer ligação, servindo a propósitos completamente diferentes. Na penumbra da sala, com os olhos mais escuros, mais brilhantes, ela abre a boca para dizer alguma coisa, mas depois fecha. Pensar por alguns segundos, em seguida, inicia novamente. — Você deve... manter a paixão, você sabe? Como um zagueiro antes de um grande jogo? Empurro uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. — E você?


O desejo sexual de Sofia é tão saudável e exigente como o meu. Ficamos juntos de três a quatro vezes por semana nos últimos seis meses. Não parece justo ter que ficar com nada durante as próximas duas semanas. Seus lábios perfeitos esticam num sorriso. — Eu posso cuidar de mim mesma. A imagem que a frase traz à minha mente faz o meu pau duro. — Você está me matando. — Rosno com carinho. Sua mão repousa sobre minha clavícula, então desliza na minha mandíbula, acariciando a minha barba curta. Imito a sua ação, não estou pronto para deixar a sobremesa, desde que não sou inteiramente certo do que ela está sugerindo. Eu seguro sua bochecha, em seguida, para onde seu pulso bate na minha palma. — Não vai sentir falta? — Eu pergunto. — Sentir falta? Eu tomo sua mão e raspo minha mandíbula na ponta sensível de seu dedo e então contra meus dentes antes de sugar em minha boca, minha língua em movimento. Eu solto com um pop. — Não vai sentir falta da minha boca sobre você? Da maneira como passo minha língua em você? Da forma como meu pau lentamente avança dentro de você e enterra suas unhas em minhas costas porque você é simplesmente louca para me ter? Sua respiração é pesada e rápida. Gagueja quando diz: — Hum... sim, eu acho que eu vou sentir falta dele. — O que acontece se eu disser que quero apenas um último beijo? — Aproximo-me mais e passo a minha língua em seu lábio inferior. — Um último gole de sua boca? Poderia? Seu olhar se torna vítreo, vendo em sua mente, encantada com as minhas palavras, lembrando cada gemido que nós compartilhamos. Cada toque. — Sim. Você teria um último beijo.


Mordi seu queixo e sussurro: — E se eu digo que preciso de um último gosto? Uma última lambida na sua doce, boceta apertada? Não te deixaria vir se você não quiser fazê-lo ... ou poderia fazer. Você deixaria? — Oh Deus... — geme, mas é tudo prazer. Um desejo ardente. — Sim ... sim ... eu deixaria você. Desço através de seu corpo, aquecendo a seda com meu hálito quente. Beijo a pele esticada de seu estômago, e lambo a carne macia do interior de suas coxas. Então eu olho para ela, me observando. E quando eu falo, há um toque desesperado na minha voz macia. — O que acontece se eu digo que tenho que tê-la de novo? Segurar você, te sentir tão forte em torno de mim até que eu veja o céu. Eu não posso suportar a ideia de não transar com você para ouvir aqueles quentes suspiros ofegantes, até que você grite meu nome. Será que você me deixa fazer isso de novo, mesmo que o último? Antes que eu termine de falar, seus dedos estão acariciando meu cabelo. Suavemente, me puxa para ela. — Sim, Stanton, eu quero isso também. Eu sorrio. — Bom. Porque não estamos sequer perto de casa ainda... então temos muito tempo. O sorriso de Sofia se torna uma risada aliviada. Mova seu dedo para mim, me chamando. — Venha aqui e me beije. Horas mais tarde, minhas mãos estão agarradas aos quadris de Sofia, meus dedos segurando sua bunda, ajudando-a a me montar. Chupo seus seios, porque eles são lindos e estão tão perto de minha boca. — Isso é certo, baby... monte meu pau. —Digo, amando como a faz suspirar. Eu deslizo minha mão para baixo no espaço estreito entre nós, até seu clitóris, inchado e molhado. Eu esfrego lentamente, com pressão suficiente para trazê-la até a borda, para aquecer, umedecer ainda mais em torno de mim. Sua respiração torna-se difícil, e seus quadris empurram contra minha mão. — Mais Duro. — Ordena com uma autoridade que não deixa espaço para discussão, mesmo que quisesse. Eu levanto os meus quadris, encontrando-a na metade. — Foda-me mais duro...


Minha cabeça está pressionada contra o colchão enquanto Sofia faz o que eu digo a ela. Para uma mulher que gosta de ser a chefe no escritório, segue ordens incrível e surpreendentemente bem. Com os dedos no meu cabelo, puxa meus lábios nos dela. Então, olhando nos meus olhos, pergunta: — É assim com ela? — O quê? — Eu pergunto, tonto, enquanto aperta em volta do meu pau. Mas quando ela para, parece mais séria, traçando meu queixo com a ponta do dedo. — É assim com Jenny? Se sente assim? Pressiona a palma da mão contra o meu peito, meu coração vai a loucura. — Você se sente assim quando você está com ela? Há algo no escuro que faz a honestidade mais fácil. E há algo sobre estar cercado por uma mulher, enchendo-a, perdido nela, que torna impossível mentir. — Não. Não é assim. Espera um segundo. Os cantos de sua boca sobem muito sutilmente. — Bem. Então ela começa a mover os quadris de novo, e todo o resto desaparece na escuridão.


Sofia — Na verdade, eu tenho que ir. — Me movo sobre o assento como uma criança que... bem, tem que ir ao banheiro. Stanton grunhe: — Nós vamos estar em casa logo. — Logo é muito tempo... pare no próximo Starbucks. Me olha como se eu tivesse sugerido que fosse para o oceano, ou a lua. — Não temos um Starbucks aqui. Olho da esquerda para a direita, suspeitando que esteja brincando comigo. — Que tipo de lugar desolado é isso? Durante a nossa viagem de dois dias por todo o país, shopping centers e edifícios altos são cada vez mais escassos à medida que nos afastamos, substituídos por campos de milho e casas isoladas assentadas atrás da estrada. A poucos quilômetros daqui, Stanton mostrou-me uma placa escrita Bem-vindo à Shunshine, mas tudo que eu vi desde então foram árvores e campos vazios. De repente me sinto desesperada o suficiente para usar uma das árvores. Nós estacionamos em uma rua tranquila, com poucos carros. — Um restaurante então. — Rogo, tentando pensar em algo mais do que a pressão implacável na minha bexiga. — Quando passarmos pelo centro da cidade. Isso o faz rir, mas não entendo a piada. — Ah, Soph? Estamos no centro da cidade.


Eu olho. Há apenas alguns edifícios de dois andares. O resto é pequenas estruturas de um andar, uma estação de correios, uma farmácia, um cabeleireiro, uma livraria, cada um com toldos pitorescos, sem um nome à vista. — Como sabe? Stanton para na luz vermelha em frente de nós. — O semáforo. — O semáforo. Seu sorriso se espalha. — Sim... o único. Nós passamos pela rua e eu estou surpresa com o quão vazia que parece, especialmente no sábado de manhã. Eu tremo quando penso em Crianças do milho4, um filme dos anos oitenta que me matou de susto quando eu tinha dez anos. Eu não comi milho novamente por meses. Stanton para em um estacionamento e faz um gesto em direção à porta em frente a nós. — É um restaurante. Você pode urinar aqui. Estou fora do carro antes que ele possa abrir a sua porta. — Vou esperar aqui. — Ele diz. — Se eu for com você, vou ser preso em uma dúzia de conversas diferentes e pode levar uma década antes de que vá para minha casa. Lanço-me pela porta, uma campainha sobre a minha cabeça anuncia um bem-vindo. E os olhos de cada cliente fixam em mim. Existem alguns homens de meia-idade com bonés, um par de chapéus de cowboy, duas mulheres idosas em vestidos florais com óculos de lentes grossas, e uma jovem de cabelos castanhos, lutando com duas crianças pequenas que saltam brincando com um carrinho. Levanto minha mão em saudação. — Olá a todos. A maioria me cumprimenta com um aceno de cabeça, e pergunto a morena com cabelo curto atrás do balcão onde é o banheiro. Indica o único banheiro unisex no fundo. Sentindo o doce alívio por ser cinco libras mais leve, eu lavo minhas mãos, pego uma folha de rolo de papel toalha para seca-las e jogo-os fora. Deixo o banheiro e eu topo com uma pessoa esperando para entrar. 4

Filme de terror baseado em uma história de Stephen King.


Um cara com um chapéu, barriga de cerveja, camisa preta de vaqueiro, com cheiro de mofo rapé, e sujeira escura sob suas unhas. Agarra meus braços, para evitar que eu balance como uma bola de pinball depois de bater na massa gelatinosa de seu torso. Uma temporada de vida na cidade me faz automaticamente dar um falso: — Desculpe. Mas quando eu tento passar, seus movimentos, imitam os meus. — Desculpa querida. Qual é a pressa? — Suas palavras se arrastam me examinando dos pés à cabeça diante de seus olhos detendo-se nos meus peitos. — Hey, vaqueiro. — Retruco. — Perdeu alguma coisa? Meus olhos estão localizados aqui em cima. Lambe os lábios lentamente. — Sim, eu sei onde seus olhos estão. Mas não olha. — Bem. Muita hospitalidade do sul. Dá um toque em seu chapéu, finalmente olhando para cima. — Você está de passagem? Precisa de transporte? Meu lugar é muito hospitaleiro. — Não... e eca. Usando meu ombro, eu faço o meu caminho para superar cowboy lascivo e saio para a calçada. Stanton se encontra no carro, conversando com uma pequena mulher velha, com cabelos grisalhos. Bom... escutando pode ser mais exato, parece que apenas balança a cabeça; aparentemente incapaz de dizer uma palavra. Quando chego, ele parece aliviado; mas seu rosto tem um tom de rosa que não estava lá antes e as pontas das orelhas são vermelhas brilhante. — Senhorita Bea — nos apresenta — essa é Sofia Santos. — Olá. — É tão bom conhecer você, Sophia. Você é muito bonita! Eu sorrio. — Obrigada. — E tão alta. Deve ser bom para se destacar da multidão. — Eu nunca senti isso. — Eu não pensava assim, mas, sim, eu acho que é.


Stanton pigarreia. — Bem, temos que ir. — Oh sim. — Concorda senhorita Bea. Mas, em seguida, ainda fala: — Sua mãe vai ficar muito feliz em vê-lo. Eu tenho que seguir meu caminho também, passar pela farmácia para comprar o laxante do Sr. Ellington. Sua constipação é algo feroz. Ele não move suas entranhas em quatro dias, o pobre. É um grande urso mal-humorado. Stanton acena. — Tenho certeza. — Foi bom conhecer você, Sophia. — Também você Senhorita Bea, espero vê-la novamente. Dá cerca de três passos, então ela se vira, gritando: — E Stanton, não se esqueça de dizer a sua mãe que levarei frango assado para o jogo de cartas na quarta-feira. — Sim, senhora, eu vou te dizer. Uma vez que estamos no carro, pergunto: — E sobre o seu rosto? Você está... corando? Eu nunca conheci um cara que usa a sua boca suja como Stanton e ainda era capaz de corar. Acena confessando: — Srta. Bea foi minha professora na nona série. — Ok. —Um dia, alguém acendeu o alarme de incêndio e entrou no banheiro para se certificar de que estava vazio; olhando sob todas as portas para ter certeza. Eu acho que sei onde isso vai. Se não me engano, é hilário. — Eu estava em um desses cubículos... me masturbando. Meu queixo cai. — Não! Rosna. — Desde então, eu não tenho sido capaz de olhar sem corar como rabo de um babuíno. Eu cubro minha boca, rindo. — Isso é hilário! Ele ri, esfregando a testa. — Estou feliz que você se divirta. Minha mãe também pensou que era engraçado quando a Srta Bea chamou naquela tarde para dizer a coisa toda.


E eu ri mais alto. — Você está brincando. — Eu desejo que estivesse. — Oh não! — Eu rio, passando a mão no seu pescoço, esfregando-o em simpatia. — Pobre de ti. Você deve se sentir tão traumatizado. Sorri meu sorriso favorito. — Bem-vindo a Sunshine Soph... o lugar onde a privacidade morre. Stanton e eu tomamos o nosso caminho para a fazenda de seus pais, quando eu vejo o cowboy arrogante pela calçada. — Quem é esse? Os olhos de Stanton endurecem e seu maxilar fica rígido. É muito quente. — Dallas Henry. — Rosna antes de olhar para mim da cabeça aos pés. — Te incomodou? — Me comeu com os olhos... nada que eu não poderia lidar. Com uma maldição, ele me diz: — Se ele se aproximar de você, diz que está comigo. Então ele não vai olhar novamente. — Amigo seu? Dando de ombros, ele me diz: — Eu quebrei o maxilar um par de anos atrás. — Por que você faria isso? Stanton pousa seu olhar no meu. — Ele tentou pegar algo que não era dele. Quando Stanton me disse que ele cresceu em uma fazenda, eu tinha certa imagem na minha cabeça. Uma grande fazenda, um celeiro vermelho, árvores. Mas essa imagem mental empalidece em comparação com o real; pela magnitude e grandeza do rancho da família Shaw. O Porsche levanta sujeira o nós atravessamos o caminho arborizado que é tão longo, que você não pode ver a casa da estrada. A casa, branca, é grande, com um telhado pontiagudo, uma varanda aconchegante, venezianas verdes e enormes janelas. Dez dependências vermelhas estão espalhadas atrás dela, intercaladas com grandes marrons galinheiros de madeira. O declive suave


para a casa, além do que atinge meu ponto de vista, as pastagens são cobertas com uma camada de grama verde esmeralda exuberante. Eu estou ao lado do carro, girando em um círculo lento. — Stanton... é lindo. Sua voz animada contém orgulho quando responde: — Sim, é. — Quantos acres têm os seus pais? — Três mil setecentos e oitenta e seis. —Incrível. — Meus irmãos mal conseguiam cuidar das plantas que minha mãe tinha na varanda. — Como cuidam de tudo? — Desde o amanhecer ao anoitecer. Juntos, andamos pelo caminho de cascalho até a porta. Antes de chegar, um jovem vem pelo lado da casa, interceptando-nos. — Parece que alguém se lembra de onde vivemos, afinal. Durante a nossa viagem, Stanton falou de sua família — ambos fizemos. Este louro cara bonito seria Marshall, um dos gêmeos, de dezoito anos de idade e no último ano do ensino médio. Eu sorrio quando eles se abraçam, riem e batem um no outro nas costas. Quando Stanton apresenta seu irmão mais novo, timidamente, ele olha para mim com desconfiança, cumprimentando-me com simplicidade: — Olá. A semelhança é impressionante; os mesmos olhos verdes brilhantes, a mesma mandíbula forte e o cabelo loiro. Marshall não tem ombros largos, o pescoço é mais fino com a juventude, mas se você quiser ver como ele vai ficar em dez anos, só tem de olhar para o homem ao seu lado. Stanton levanta o queixo, perguntando: — Onde está meu caminhão? Marshall descansa a mão sobre o peito aberto. — Quer dizer o meu caminhão? — Em seguida, ele aponta para perto de um dos celeiros para uma van preta com chamas alaranjadas pintadas na traseira: — Está lá. Stanton faz uma careta. — O que diabos você fez? Nós nos aproximamos.


— A arrumei, irmão. Pintura personalizada, novas colunas, tem que ouvir o ronco do motor. — Nos mostra ligando o carro na mesma hora que um som começa a tocar fazendo o chão abaixo de nós tremer. — Isso é Jay-Z. — Nos diz no caso de que sejamos velhos demais para saber. Nesse momento uma caminhonete velha azul e branco para na frente da casa, com vários rapazes da idade de Marshall, na traseira. A música é desligada. — Devo ir, tenho treino. — Golpeia ligeiramente o braço de seu irmão. — Vamos conversar mais tarde. Stanton acena com a cabeça e eu digo: — Prazer em conhecê-lo. Depois que seu irmão some, Stanton permanece observando o caminhão por um minuto, balançando a cabeça. Nós caminhamos ao redor da casa, e atravessamos a porta da cozinha enorme e brilhante. Bancadas de madeira, móveis brancos e paredes cor de sálvia fazem o cômodo acolhedor, mas simples. Na parede há um relógio antigo e um pedaço de crochet enquadrado que diz: Lar é onde o coração está. A mãe de Stanton é uma bela, magra, alta e mais jovem mulher do que eu havia imaginado. Seu cabelo cor de mel está amarrado, alguns fios balançando enquanto esfrega uma panela preta na pia. Seu nariz é pequeno, e o ponto de seu queixo deixa seu rosto em forma de coração. Quando nos ouvi entrar, vira e eu percebo que Stanton e Marshall devem ter os olhos de seu pai, porque os de sua mãe são de cor marrom quente. O sorriso dela é enorme, e não se incomoda em secar as mãos quando envolve seu filho em um abraço. Stanton levanta e gira com ela. — Oi, mãe. Grita quando ele a abaixa e ela se inclina para trás. — Deixe-me olhar para você. — Acaricia sua testa, queixo e ombro com carinho. Em seguida, dá um passo atrás. — Você parece bem. Cansado, mas bem. — Foi uma longa viagem. Stanton faz gestos em direção a mim. — Mãe, esta é a minha... esta é Sofia.


Antes que eu possa estender a minha mão, a senhora Shaw envolve seus braços surpreendentemente fortes em torno de mim. — É tão bom conhecer você, Sophia. Stanton falou de você, a advogado talentosa que você é e quão bem os dois trabalham juntos. — Obrigada, Sra Shaw, é ótimo te conhecer também. Sinto-me tão feliz por estar aqui. E o que me surpreende é que estou realmente feliz. Ver onde cresceu, o orgulho das pessoas que fizeram dele o homem que é agora me enche de alegria. Uma emoção tão doce que faz meus pés balançarem e traz um sorriso permanente nos lábios. — Chame-me de mãe como todo mundo faz. Se você me chamar de Sra Shaw, nem mesmo vou olhar. — De acordo. Nos empurra até a mesa. — Sentem-se, sentem-se, devem estar com fome. — E assim começa. — Sussurra Stanton. Sua respiração no meu pescoço eriça minha pele. Enquanto sua mãe quebra e bate ovos, Stanton pergunta pelo seu pai. —Ele está no campo ao norte. — Ela explica. Pelo o resto do dia e alguns mais. Emendando a cerca que foi derrubada na última tempestade. Quinze minutos mais tarde, há pratos de ovos, bacon e biscoitos amanteigados quentes. — Isso é delicioso, minha senhora... mãe. — Eu corrijo com uma risada desconfortável. — Obrigado, Sofia. — Agora que você já fez isso — Stanton sorri com a boca cheia de cookies — ela vai te engordar todo o tempo que estiver aqui. Você já ouviu falar dos sete do primeiro ano4 ? Prepare-se para os dez dos Shaw. — Santo céu! — Da escada dos fundos, a irmã de Stanton, Mary, gêmea de Marshall aparece na cozinha. Com cabelos loiros até os ombros, e olhos cor de xerez como os de sua mãe, sem dúvida que é parte do clã Shaw. 4 = Expressão comum nos Estados Unidos e Canadá, que refere-se à quantidade de peso ganho pelos estudantes em seu primeiro ano do ensino médio.


Sendo a mais nova de três irmãos, eu sinto uma afinidade imediata com ela. Mary se inclina e beija a bochecha de Stanton, brincando: — Vou começar a chamá-lo de fantasma cinzento, porque você jogou futebol, e você não aparece aqui mais do que um fantasma, além de que seus bigodes estão se tornando cinza. Stanton aperta seu queixo delicadamente, em seguida, o esfrega. — Meus bigodes não são cinza. — Ainda não. — Concorda Mary. — Basta esperar até que Presley tenha a minha idade, ela vai colocá-lo mais cinza do que o do meu pai. Apresenta-se, e então, imediatamente, professa seu amor por meu esmalte. E meu batom. E meu top prateado e minhas calças pretas. — Mamãe — se queixa — podemos ir às compras? Por favor? A mãe de Stanton começa a limpar a mesa. — Você ainda tem a sua mesada da semana passada? — Não, eu gastei no cinema. Dá Mary um encolher de ombros. — Então, tem a sua resposta. — Estou indo para a casa de Haddie. — Ela anuncia com um beicinho. — Não o fará até que alimente esses bezerros no pasto. Maria abre a boca para reclamar... logo morde o lábio com esperança. — A menos que... o melhor irmão mais velho do mundo faça isso por mim? — Seu irmão acabou de chegar em casa. — A repreende a Sra Shaw. — Acaba de comer, dê ao homem um minuto para descansar. Dobra suas mãos e revira os olhos como Sherman. A boca de Stanton encolhe e move a cabeça em direção à porta. — Vá embora, eu vou alimentar os bezerros por você. Mary se lança sobre ele com um grito. — Obrigada! — E então ela chega na porta, antes que possamos nota-la. — Adeus, Sofia! Uma vez que a mesa está limpa e os pratos estão secando, Stanton, sua mãe, e eu terminamos os nossos cafés.


— Logo que eu instale Sofia em meu quarto — diz Stanton — vou à casa de Jenn. Sua mãe fica ligeiramente tensa. Em seguida, balança a cabeça e toma um gole de café. Stanton morde o lábio inferior. — Seria bom ter tido um aviso sobre essa coisa de casamento. Um telefonema... Sra Shaw olha nos olhos do filho. — Isso é entre você e Jenny, eu não sou ninguém para interferir. A menos que tenha a ver com Presley, suas coisas são suas coisas. Stanton parece estar satisfeito com isso. Poucos minutos depois, nós tiramos as malas do carro e caminhamos para o antigo quarto de Stanton. "Nós saímos", porque o seu quarto está localizado em uma das dependências, no último andar do celeiro. É aquecido, e compartilha um banheiro com um quarto do outro lado. Painéis e pisos de madeira, cartazes e troféus em abundância, o sonho de qualquer adolescente. — Meu irmão Carter e eu construímos estes quartos em um verão. — Diz Stanton, os olhos passando ao redor da sala. — Meu pai nos disse que se ficassem bons, poderíamos viver aqui, e assim se fez. Isso é quando percebo as fotos na mesa de cabeceira: um magro jovem Stanton em um uniforme de futebol, com o braço em torno de uma pequena Jenny em um uniforme de torcida, e um retrato de sua filha na escola, vestindo um suéter vermelho sobre uma blusa branca, seus dois dentes da frente adoravelmente em falta. — Porque Marshall e Mary não se mudaram para aqui quando você e seu irmão se foram? Acena, antecipando a pergunta. — Depois que Jenny ficou grávida, minha mãe não iria deixar. Ela pensa que Presley foi concebida aqui e não queria que qualquer outro neto logo. Com uma risada, pergunta: — Foi concebida aqui? — Não. Meia hora depois termino de desembalar e estou pronta para trabalhar um pouco na enorme cama de Stanton. Desde que cruzamos a fronteira do estado de Mississippi e para a área de "amigos sem benefícios", Stanton se ofereceu para ficar no antigo quarto de seu irmão. Sai do banheiro já


vestido. Usa um par de jeans, botas de couro, uma camisa branca e um chapéu marrom de vaqueiro. A camisa mostra os braços perfeitamente, acentuando os músculos de seu bíceps. E a calça jeans molda sua bunda, seu estômago liso, e o melhor de suas coxas fortes, de uma forma que tem me babando. Eu fecho a minha boca, mas ele pega me observando. — Tire uma foto, durará mais tempo. Eu sorrio. — Eu não preciso, só precisaria cortar um anúncio de revista com o Homem da Marlboro. Você se parece com ele. Ele joga a cabeça para trás e ri. Eu vi seu pomo de Adão, e algo tão sexy e viril sobre isso me faz querer puxar a camisa, as calças para baixo e deixar-me foder com suas botas. — Você vai ficar bem aqui por um par de horas? Amarro meu cabelo em um rabo de cavalo, enquanto ele observa cada movimento meu. — Claro. Eu tenho e-mails para responder. Oh, eu só preciso a senha para o Wi-Fi. Ele parece preocupado. — Não temos Wi-Fi, Sofia. — O que você quer dizer que com não temos Wi-Fi? Como pode você não tem Wi-Fi?! — Temos um radar para rastrear o tempo. — Um radar? — Eu grito. Então eu pego o meu laptop e mantenho-o sobre a minha cabeça, andando pela sala em sinal de pesquisa. — Como é que eu vou fazer minha pesquisa? Para ler meus e-mails? Eu me sinto tão primitiva, de modo offline. Como Sigourney Weaver5 no espaço, ninguém pode me ouvir gritar. — Eu estou no inferno! Você me trouxe para o inferno, uma zona morta! Como você pôde fazer isso? Que tipo de… — Sofia. — Diz suavemente, como uma brisa, mas chama minha atenção e corta meu discurso.

Atriz e produtora de cinema, televisão e teatro. Conhecida por suas intervenções como tenente Ripley em todos os filmes de Alien. 5


Segura um pequeno retângulo preto, e depois lança-o para mim. Eu o peguei com uma mão. Wi-Fi portátil. — Obrigada. Me dá uma piscadela. Em seguida, ele olha para os meus pés, em saltos altos de couro. — Não te ocorreu trazer botas, certo? — É claro que eu trouxe botas. — Abro o armário e tiro um par de botas de couro preto Gucci até o joelho com saltos sete centímetros. Deixa escapar um longo suspiro desapontado. — Tudo bem, isso é o que vamos fazer. Quando voltar, vamos ir para a cidade para obter um bom par de botas. Simplesmente não consigo resistir. — Você realmente disse isso? Ao povoado? Mary e o pequeno podem vir também, Pa? — Eu digo em um ataque de riso. — Vá rindo garota. Vamos ver o se é divertido quando seus sapatos de grife estiverem cobertos com lama e merda. Estremeço, pensando. — Isso não seria divertido. — Seria um pouco estranho. — Com um sorriso, ele se aproxima e traçar minha bochecha com o polegar, e depois o meu lábio inferior. O gesto é tão íntimo e doce que eu quase esqueci por que estou aqui. Mas então eu me lembro. Eu sou Goose. O companheiro. O ajudante pequeno de Santa. Aplaudo. — Então, um conselho de última hora: Fale para ela, não ela, nenhuma mulher gosta que gritem. Pergunte como as coisas deram errado, o que ela acha que pode ter com de James Dean você não pode dar. Então diga como você está indo para fazer as mudanças que você tem que fazer para dar o que ela precisa. Ele balança a cabeça, pensativo. — Lembre-a de sua história, todos esses anos que passaram juntos. — Uma gota de sarcasmo escorre em minha voz. — E o mais importante, mostre o incrível cara que você é.


Stanton sorri. — Essa última parte não é difícil em tudo. Levanto a aba do seu chapéu com mais entusiasmo do que sinto. — Consiga a garota, cowboy. Vai, mas então para no limiar. — Obrigado, Sofia. Por tudo. E, em seguida, desce as escadas. Com um suspiro, eu me sento na cama e começo a trabalhar, o tempo todo imaginando o que teria acontecido se ele tivesse ficado.


Stanton Eu estaciono na entrada, desligo meu caminhão, e eu me inclino contra ele, os braços cruzados, absorvendo tudo. A casa dos pais de Jenny é como uma terra que o tempo esqueceu, nunca muda. A tinta branca está descascando na casa como sempre nos mesmos lugares. No grande carvalho de um lado ainda paira o mesmo balanço usado para empurrá-la, e ainda tem aquele ramo perfeito perto o suficiente da janela de Jenn para subir. Sua família, como a minha, tem trabalhado esses hectares por gerações. Mas onde o gado é mais lucrativo e confiável, agricultores como Monroe têm mais dificuldades. Você pode colher quatro hectares de milho, mas se tudo que você está recebendo são centavos por quilo, terá que ter muito para mostrar. — Jenny! — Nana grita de sua posição sobre o pórtico. — Aquele menino está aqui novamente. Aquele menino. Nana nunca foi exatamente a minha maior fã. Sempre que me olhou com desconfiança e desconforto. Da mesma maneira como ela observa uma mosca zumbindo em torno de seu alimento, sabendo exatamente quais suas intenções, esperando que aterrize. Assim pode esmagá-la com um jornal.


Depois que Jenny ficou grávida, e nós não nos casamos, todas as apostas se foram. Nana se tornou bastante hostil. Mas a arma encontrada em seu colo, enquanto balança na cadeira de vime, não é para mim. Bem... não apenas para mim. O marido de Nana morreu quando Jenn ainda estava em fraldas. Caiu de um cavalo irritado, o velho Henry acabou o desembarque no caminho errado, na hora errada. Nana manteve a espingarda de Henry com ela, até dorme com ela. Se chegar o dia que os ladrões, vândalos, ou Yankees caiam do céu, ela está determinada a eliminar o maior número possível. Não está carregada, e cada membro da família de Jenny faz o impossível para mantêla dessa forma. Alguns dizem que ela sofre de demência, mas não acredito nisso por um segundo; sua mente é tão acentuada como a sua língua afiada. Eu acho que em vez de andar devagar e levar uma bengala grande, se sente melhor batendo forte e carregando uma espingarda. Jenny põe sua cabeça através da porta de tela, seu cabelo puxado para trás em um coque bagunçado, ainda vestindo o vestido rosa de seu turno da noite, do qual tinha acabado de sair. Ela olha para mim por alguns segundos antes da preocupação em seu rosto deslizar em um pequeno sorriso. Amigável, um pouco culpada, mas não surpresa. Agora que nós dois tivemos um par de dias para tranquilizar a nossa conversa por telefone, eu sabia o que estava por vir. Mostro bem alto o pacote cerveja Budweiser, erguendo as sobrancelhas como uma pergunta. Acena, depois balança a cabeça dentro da casa. — Apenas deixe-me ir me trocar. Esta é a nossa tradição. Desde os dezesseis anos, cada vez que eu cheguei em casa, quando queria ficar sozinho ou se houve algo maior do que precisávamos para falar, ele era um pacote de cervejas e uma caminhada até o rio. Um cobertor na praia é nossa terapia sofá. Ele nunca falhou, e eu não tenho nenhuma intenção de deixar falhar agora.


Depois que Jenny desaparece da porta, subo lentamente os degraus até a varanda, da maneira em que você se aproxima de um velho rabugento urso hibernando. Você tem certeza de que é sábio, mas é melhor estar preparado para ir embora. Eu tiro meu chapéu para Nana em saudação. — Senhora. Seus olhos são reduzidos a fendas afiadas. — Não, eu gosto de você, garoto. — Sim senhora. Seu dedo torto apontou na minha direção. — Você é Satanás. Deslizando para enganar e levar Eva do Paraíso. — Sim senhora. — Minha netinha é a melhor coisa que você fez. Um lado da minha boca sobe em um sorriso. — Eu posso dizer que estou de acordo com isso. — Devia ter atirado em você anos atrás. — Resmunga. Sento-me ao lado dela, apoiando as mãos nos joelhos estendidos, como se estivesse dando a devida atenção a sua declaração. — Eu não sei... se atirasse, não haveria ninguém para trazer a sua bebida favorita. Eu ergo minha camisa, mostrando pequena garrafa de Maker Mark Cask Strenght escondido debaixo como um traficante de drogas em um canto. Por causa da sua saúde, a mãe de Jenny cortou os Bourbons anos atrás, ou pelo menos tentou. Mas Nana é um pássaro inteligente e astuto de idade. Como um abutre. Ela olha para a garrafa, lambendo os lábios finos da forma que seria um homem que achou um oásis no meio de quilômetros de deserto. Pode parecer impróprio subornar uma mulher idosa com licor. Maldoso para extrair informações. Mas não se trata de boas maneiras ou respeito, ou fazer a coisa certa. Esta é a porra da vitória.


Além disso... Eu tinha trazido para Nana o reverenciado Cask Strenght de qualquer maneira. Eu trouxe garrafas escondidas de marcas de elite por anos. E ainda assim ela me odeia. — Conte-me sobre Jimmy Dean. Inclina a cabeça em confusão. — A salsicha? Temos algumas na geladeira. Eu rolo meus olhos. — Não, o cara que acredita que vai casar com Jenny, James Dean. E é como se eu tivesse dito as palavras mágicas. Anos desaparecem do rosto de Nana quando sua carranca cai e um olhar sonhador toma o seu lugar. O primeiro que eu vi em décadas. — Quer dizer JD? Ah, é um belo exemplar de um homem. Se eu fosse quarenta anos mais jovem, eu faria um jogo para ele. Bonito, educado... ele é um bom menino. — Em seguida, o cenho familiarizado toma seu lugar novamente. — Não gosto de você, Satanás. Eu apenas ri. — O que é que o bom JD faz para viver? — É professor na escola. Química ou algo assim... É um homem inteligente. E talentoso, está ali desde o ano passado e já é assistente técnico de futebol. Quando o Henry Dallas sair a partir da posição de treinador, eu imagino que JD terá seu lugar. Mmm ... o velho salsicha será o treinador de futebol na mesma escola onde costumava ser o gandula. Há uma ironia aqui. Nana olha minha mão, enquanto esfrego a garrafa de Bourbon, como se um gênio que pudesse sair dela. — Que mais? — Pressiono. Ele suspira, pensando nisso. — Seu pai morreu há alguns meses. JD vendeu sua fazenda e está construindo uma casa grande, completamente nova, no bairro de luxo colônia na 529. É aí que vai viver... com Jenny e Presley. Minha bota bate na varanda com um baque com raiva. — Na porra do meu cadáver.


Nana me lê bem. — Não use esse tom comigo, rapaz. Você não tem ninguém para culpar além de si mesmo. — Ela cruza os braços e dá uma risada arrogante. — Você não é um pai ruim, eu vou te dar isso. Mas... Jenny precisa de um homem... um homem que está aqui. — Eu estou aqui. — Sussurro. — Ah, e pelo que eu ouvi, você não está sozinho. Você trouxe uma menina bonita da cidade com você. Uma latina. A voz da mãe de Jenny grita de dentro da casa, provando mais uma vez que uma pequena cidade é muito parecida com a máfia; ouvidos em toda parte. — Mãe! Comporte-se! Nana é tão bom quanto possível. — Não me diga como me comportar! — Em seguida, oferecer-me uma pérola de sabedoria: — A coisa boa sobre estar morrendo é que você não tem que ser bom com ninguém. Sim, Nana está morrendo. Desde que me lembro. Só se está tomando seu tempo para chegar realmente à parte dos mortos. — Sim — confesso — trouxe alguém, uma amiga, Sofia. Vocês duas se dariam bem, ela não se incomoda com os outros como você. Toco a garrafa com meu dedo. — Agora, me diga uma coisa... estranha sobre JD. Algo que o resto da cidade não tem conhecimento. Ela olha para mim ansiosamente. — Bem... não bebe muito. Não suporta bebidas. Mas eu não acho que é uma má qualidade em um homem, ninguém gosta de um bêbado. É interessante. — Algo mais? — Pressiono. Esforça sua memória por um momento. — Oh, é alérgico a pimenta. Seu rosto explode como um carrapato superalimentado se você tentar apenas lhe dar uma. E isso é ainda mais interessante. Satisfeito, entrego a garrafa de Bourbon a Nana, mantendo a minha mão para baixo, fora da vista da janela atrás de nós, se a mãe de Jenny


estiver assistindo. Ele me toma como uma criança mimada pegando um doce, deslizando sob o cobertor no colo. Jenny sai, vestindo shorts jeans e uma camisa branca lisa, forte e fresca como era aos dezoito anos. Eu posso estar zangado com ela, mas isso não muda o fato de que é sexy como o inferno, e... eu a perdi. — Pronto? — Ela pergunta. Levanto-me e eu tiro meu chapéu para Nana. — É sempre um prazer, senhora. Sua única despedida é um olhar severo. Jenny caminha para sua avó e beija sua bochecha. Então eu a ouvi sussurrar: — Não deixe que a mãe sinta o cheiro do Bourbon em sua respiração. Ela vai mandar você para a cama sem jantar. Nana ri e toca a bochecha de Jenn carinhosamente. Nós caminhamos para o caminhão, mas paramos no pé dos degraus da varanda quando a mãe de Jenny sai. Apesar das linhas de riso profundas e preocupação vincando a cara de June Monroe, ela é uma mulher bonita, atraente, robusta, cabelo louro longo com brilhos de prata. Ela me dá um sorriso forçado. — Stanton. Você parece bem. — Obrigada, June. É bom estar em casa. June não me odeia tanto quanto sua mãe, mas eu não diria que é especialmente satisfeita. Ao contrário de Wayne, pai Jenn, eu sempre fui o filho que ela nunca teve. Mas duvido que qualquer um está feliz em me ter de volta, interrompendo os planos de um casamento grande. Rubi também ainda vive com seus pais, cinco filhos e aumentando, então eu acho que a Monroe ficaria feliz em ter pelo menos uma de suas filhas casadas e fora da casa. Jenny — diz sua mãe, seu tom agudo com advertência — temos a prova do vestido esta tarde. Você não pode chegar atrasada. — Não se preocupe, eu vou estar de volta antes de Presley chegar em casa. Mantenho a porta do caminhão aberta, fechando-a atrás de Jenn. Eu fico no banco do motorista e nos dirigimos para o rio.


Ao longo do caminho, revejo em minha mente o que direi, como eu faço a noite antes de um julgamento. Jenny senta-se no cobertor xadrez, as pernas cruzadas, enquanto eu estou de pé, pensando melhor sobre os meus pés, ambos segurando latas abertas de cerveja. — Você poderia ter aparecido com garrafas. — Jenn diz, olhando para a lata em suas mãos. — Eu estava nostálgico. Levanta seu ombro. — A nostalgia é melhor de uma garrafa. Ela vira o rosto, capturando o sol, e noto suas sardas, distribuídas através da ponta de seu nariz, ao longo de suas bochechas, tão pequenas e pálidas que só pode ser vistas quando a luz está certa. E parece que foi ontem que eu estava contando, aqui, depois de um longo mergulho e um sexo ainda mais longo enquanto dormia, coberta com nada mais do que a minha sombra. Levanta a mão para beber e o pequeno diamante pisca na mão esquerda pisoteando em minha memória como um enorme elefante. Splat. — Você se esqueceu de devolver o anel? De dizer que você cometeu um erro? Seus olhos se contraem. — É assim que você quer fazer isso, Stanton? Eu quase posso ver as notas do bloco amarelo de Sofia, dizendo para tratar isso como um caso, e Jenny como qualquer outra testemunha. Eu preciso conversar, saber como isso aconteceu, para que possa destruí-lo peça por peça. — Não, não é. — Eu amoleço com um suspiro. — Por que você não me contou? Um pequeno sorriso vem aos lábios. Apenas um pouco triste. — Porque eu sabia que você ia tentar me convencer do contrário. Ela estava completamente certa. Leva a cerveja aos lábios, e diz com a voz triste: — Devia ter lhe contado. Você merecia ouvir isso de mim. Minha mãe enviou seu convite porque eu estava evitando-lhe, e ela estava certa. — Seus grandes olhos


azuis se movem sobre meu rosto antes que encontre o meu olhar. — Desculpe, Stanton. Pego uma pedra, jogando-a fora da minha mão. — Desculpas aceitas, desde que não passe por isso. Ela inclina a cabeça, observando enquanto eu jogo com a pedra. — Ouvi dizer que você trouxe alguém com você. Eu posso ver a cadeia de comunicação que foi enviada ao ouvido de Jenny em tempo recorde. A senhorita Bea diz para a senhora Macalister que trabalha na farmácia. Sra Macalister sussurra a velha Abigail Wilson quando ela dá o seu medicamento para o coração, porque Abigail é meio cega e não pode dirigir. Abigail Wilson chama sua prima Pearl, que é exatamente a melhor amiga, de nada mais e nada menos do que June Monroe. Pergunto-me se June deixou Jenny entrar pela porta antes de dizer, ou se ela chamou durante a condução para casa do trabalho. — É uma amiga. Jenny brinca. — Que tipo de amiga? — Do tipo que me acompanha em casa quando a minha menina me diz que ela vai se casar com outra pessoa. Com o movimento do meu braço, outra pedra salta sobre a água. — Eu disse que era minha, me disse que era o seu. Quem diabos é esse cara? Ela joga a areia, pega-a e, em seguida, deixa-a cair entre os dedos. — Depois da escola secundária, JD fui para a faculdade na Califórnia. Ele voltou aqui no ano passado, quando seu pai foi diagnosticado com câncer. Nós nos encontramos um dia no hospital e me lembrei. Ele foi visitar seu pai todos os dias, e quando eu estava lá, nós ficávamos conversando. Depois disso, a conversa tornou-se um café, e depois jantar depois do meu turno. — Ela faz uma pausa, lembrando-se, a voz torna-se macio. — No final ficou ruim. Quando seu pai morreu, foi muito difícil para JD. Eu estava lá para ele. Ele precisava de mim... era bom que alguém precisasse de mim. E quando ele não o fez, ele ainda me queria. ... Me senti ainda melhor. — Você pensou em mim? Enquanto você estava ocupada em ser amada? — Eu atirei.


— E você? Você pensa em mim enquanto você está ocupado na porra da capital? — Ela atira de volta. — Não é assim. — Claro que é. Porque você acha que o tempo para quando você não está aqui. Fico escondida, cuidando de nossa filha, apenas esperando você voltar. — Primeiro lugar você não está cuidando de nossa filha sozinha, então não aja como se o fizesse. Em segundo lugar, é o que combinamos. Nós fazemos o que queremos quando estamos separados, mas isso — eu aponto para nós — isso era nosso. Ninguém mais poderia tocar. Ninguém podia se aproximar. Se não funcionava mais para você, você deveria ter me dito! Se levanta. — Eu estou dizendo a você agora! Eu tenho vinte e oito, Stanton, e eu ainda moro com meus pais. — Isso é o que se trata? Jenny, se você quer uma casa, eu vou comprar uma. Nunca tivemos uma ordem de apoio formal, porque eu envio dinheiro todos os meses, sem falhar. Se ela precisa de algo, além disso, qualquer coisa, tudo que tem a fazer é pedir. — JD quer formar uma casa comigo, uma família, um casamento, todas as coisas que você nunca fez. Eu cerro meus punhos, os músculos em meus braços tencionando. E eu não posso decidir entre beijá-la ou fazê-la reagir. — Você e Presley são minha família. E eu queria casar com você há dez anos. Eu disse a você, aqui, neste lugar maldito! — Querer e fazer são duas coisas diferentes. — Me pediu que fosse! — Gritei, apontando para ela. — Você fez isso! Para nós, para o nosso futuro, a nossa família. Em seguida, as lágrimas caem. Subindo em seus olhos, brilhando em suas pestanas como a luz solar na água. — Se você ama algo liberte-o, se ele voltar, é seu. — Ela balança a cabeça. — Você nunca mais voltou. — Mentira! Voltei a cada tempo...


— Não depois de Columbia. Mudou. Começou a gostar do trabalho, as mulheres, cidade... — Estava me matando, Jenny! Foi a faculdade de direito, pelo amor de Cristo. Aulas, práticas, você não tem ideia do caralho. Uma luz amarela pisca em minha cabeça como um sinal de néon. Lutar não é a resposta. Fale com ela, e não a ela. Eu tomo algumas respirações, me acalmando. Então eu me aproximo Jenny, olhando em seus olhos. E eu vejo minha doce menina, minha melhor amiga. O amor da minha vida. — Minha cabeça estava lá, tinha que ser, mas meu coração sempre esteve aqui com você. Ele nunca deixou. Funga, mas as lágrimas não caem. — Você já se perguntou por que era tão fácil? — Amar alguém deveria ser fácil. — Eu não quero dizer ficar juntos. Quero dizer estar separados. — Virou de frente para a água, olhando para ela — Durante todo esse tempo, todos esses anos... estar separados foi mais fácil do que deveria ter sido. — Ela cruza os braços e um sorriso se infiltra em sua voz. — Quando JD sai do trabalho, ele vai para casa e corre para baixo pela entrada de automóveis, porque não pode esperar um segundo a mais para me ver. Ele iria queimar para mim. Ele não pode suportar a ideia de estar separado de mim, mesmo por um dia. Você já se sentiu dessa forma, Stanton? Há uma voz terrível e mal no fundo da minha mente, sussurrando que eu senti assim uma vez. Mas não por ela. A bloqueio e dou um passo em direção Jenny, para que possa me ver. — Te amo. — Você ama uma menina de dezessete anos que não existe mais. — Isso não é verdade. Está bem na minha frente. Jenny acena com a cabeça e me dá o menor dos sorrisos. — Eu não sou tão divertida quanto costumava ser.


Dou mais um passo para frente e pego seu rosto em minhas mãos, acariciando sua pele. — Te olho e vejo milhares de dias de verão. Os melhores momentos da minha vida. A emoção me sufoca e eu acho difícil falar. Os sentimentos por esta mulher me esmagam e fica difícil respirar. — Eu te amei desde que eu tinha doze anos, e eu vou te amar até o dia que eu morrer. Seu rosto desmorona e as lágrimas caiem. Aperta minha mão em seu rosto, encharcando-a com os soluços, em seguida, beija minha palma. — Também te amo, Stanton. O que sinto por você, quem você é, é muito valioso para mim. Não quero te perder. E eu acho que eu consegui. Eu convenci, ganhei. Jenny pertence a mim e tudo está bem no mundo. Eu tenho que admitir, foi mais fácil do que eu tinha previsto. Eu sabia que era bom, mas não que ele era tão bom. Até que ela abaixa a mão, limpa o rosto, e me olha nos olhos. — Mas eu estou apaixonada por JD. Merda. Eu balancei minha cabeça. — Você só se sente solitária. Eu estive longe por muito tempo. — Não. — Ela insiste. — Estou apaixonada por ele. Aconteceu rápido, mas é forte e real. Você tem que aceitar isso. Minhas próximas palavras saem da minha boca antes que eu tenha tempo para pensar sobre eles. — Eu estou indo para casa. Vou deixar a empresa, Jenn. Vou colocar um escritório na cidade. Vou voltar. Seus lábios abrem, sua voz tremendo de choque ao ouvir as palavras que ela nunca esperou. — Não é necessário muitos advogados de defesa em Sunshine. — Eu posso me dedicar a outra especialidade. Seus olhos estreitos. — Mas odiaria. Eu seguro sua mandíbula. — Eu vou, para você e Presley. Se isso é o que vocês precisam, eu vou. Suas sobrancelhas são espremidas juntas, um pouco desoladas, um pouco de raiva. — Longe de mim. — Diz com a voz embargada. — Eu não


quero ser o sacrifício que você tem que fazer! Eu nunca quis isso! Nós dois merecemos mais do que isso. E então se joga em mim, envolvendo os braços em volta da minha cintura, seu calor suave alinhado com o meu, enterrando seu rosto no meu peito, recusando-se a sair. Eu seguro firme, beijando o topo de sua cabeça, murmurando palavras suaves, e pressionando meu nariz em seu cabelo porque cheira muito doce. Nós ficamos assim por um tempo, até que suas lágrimas secam completamente. E ela só se sente... triste. Parecem os minutos finais de um funeral. — Eu vou me casar com JD sábado, Stanton. Eu preciso que você entenda. Eu agarro seus braços e a inclino para trás, para que ela possa me olhar nos olhos. — É um erro. Eu vim aqui para você. Eu não vou desistir de nós. Ele entende que... — Você não sabe... — começou. Mas, então, eu tenho uma ideia e eu interrompo com um forte sotaque comicamente Alabama. — Eu não sou um homem inteligente, Jen-ney. Mas eu sei o que é amor... Ela cobre as orelhas e grita. — Não faça isso! Não vire Forrest Gump em mim! Você sabe que o filme faz-me chorar, filho da puta. Com isso me dá um soco no braço, os dois quase sorrindo. — Sim, eu sei. — Coloco seu cabelo loiro para trás, deixando que o calor de minha mão passe através de sua camisa, esfregando o polegar ao longo do cume de sua clavícula. — Ele sabe isso? Ele te conhece como eu, Jenn? — Dou um passo mais perto, inclinando-me em direção a ela. — Sabe o quanto você gosta daqueles longos, beijos molhados, lambendo ou como esse ponto atrás de você...? Sua mão cobre minha boca. Ela olha para mim com diversão paciente, incorrigível como um adolescente. — Isso é o suficiente. Ele me conhece, algumas coisas ainda melhor do que você. O que ele não sabe, terá bastante tempo para descobrir.


Saco minha língua, lambendo círculos em sua palma. Ela grita e se afasta. — Eu quero que você saiba Stanton. Ele é um bom homem. Você vai gostar dele. Eu cruzo meus braços. — Se ele está respirando, de nenhuma maneira que eu vou gostar. Move o seu polegar em direção ao meu caminhão. — Vamos, me leve para casa. Presley chegará em breve. — Vamos pegá-la. — Eu sugiro à medida que caminhamos em direção ao caminhão. — Juntos. Ela vai gostar. — De acordo. Estendo a minha mão para segurar a dela, como tenho feito um milhão de vezes antes, mas não pega. Eu franzo a testa. Depois eu volto para pegar, não deixando escapar, de propósito entrelaçando nossos dedos. Ela olha para mim, impassível. — Você terminou? Segurando seu olhar, lentamente trago seus dedos em meus lábios. — Querida, ainda nem sequer comecei. Me enfrenta e olha como se ela não pudesse decidir rir ou chorar, talvez as duas coisas ao mesmo tempo. Suas mãos seguram meu queixo, a cabeça balançando. — Oh, Stanton, eu sei que já virou tudo um show de merda... mas já perdeu.


Stanton Depois de deixar Jenny na casa de seus pais, eu levei a minha Presley. Ela e Sofia parecem se dar bem quando eu as apresento no meu antigo quarto. Em seguida, nós dois saímos para jogar bola. Lanço em espiral através do ar, arqueando a meio caminho, então ela para em suas mãos. Um passe perfeito. É bom saber que ainda posso fazê-lo. Ela coloca os dedos na costura como ensinei quando ela tinha idade suficiente para segurar uma bola e jogá-lo de volta. Certamente tem o braço de seu pai. Não que jogue no time de futebol ou qualquer coisa, mas eu acho que há certas habilidades que uma menina deve aprender, mesmo que apenas para não ficar impressionado quando algum arrogante vem tentando mostrar. Como mudar um pneu, jogar uma bola, andar, dirigir um carro com câmbio manual; como mudar o óleo em um carro é muito importante. Além disso, o jogo nos dar tempo para falar. Para nos reconectar já que estive fora por muitos meses. Eu sempre imaginei ter essas conversas, quando ela era um adolescente, sobre beber, fumar, namorar, seria menos desconfortável com uma bola entre nós. — Então... o que você acha sobre este assunto de casamento?


Ela ri quando pega a bola. — Ficou surpreso? Eu ia lhe contar toda a semana passada, mas minha mãe me disse para esperar, ela disse que você ficaria muito surpreso. Eu forço um sorriso. — Oh, fiquei surpreso, definitivamente. — Vou ser a florista! — Praticamente salta. — Meu vestido é de cetim azul e eu me sinto como uma princesa com ele. E avó me conseguiu sapatos azuis. Mãe disse que eu posso fazer um penteado e usar gloss! Seu entusiasmo solta meus lábios em um sorriso genuíno. — Isso é bom, baby. O próximo passo Presley desvia e corre para agarrá-lo enquanto salta sobre o gramado. — E esse cara JD... você gosta? Minha filha concorda. — Sim, é muito bom. Faz mamãe rir. De que ria? Pergunto-me se vai rir quando remover a cabeça de seus ombros. — Como... uh... como você vai chamá-lo ... se ele e sua mãe se casarem? Ela está segurando a bola, seus pequenos braços franzidos na reflexão. — Bem, eu vou chamá-lo JD, é claro. Esse é o seu nome, seu bobo. Minha respiração sai em uma rápida explosão de alívio, soando como uma risada profunda. Eu peguei o passe de Presley, em seguida, pergunto: — Mas você tem certeza que lhe agrada? Ela olha para mim por um momento. Pensando. — Você não quer que eu gosto, papai? Momentos como este nunca deixam de surpreender. Todas as coisas que não dizemos na frente das crianças para preservar a sua inocência, soletrar as palavras, ações que se escondem para não copiar os nossos maus hábitos. Como a forma como o meu pai costumava fumar atrás do celeiro, fora de vista. Mas nós ainda podíamos sentir o cheiro do charuto. Eles não ouvem o que dizemos, como dizemos, olham, capturando o fundo das emoções como um sexto sentido.


E simplesmente sabem. Eu não quero compartilhar o amor de minha filha com outro homem. Mas eu não quero cortá-la ao meio, fazendo-a escolher entre as duas pessoas que mais ama no mundo. Não é o seu trabalho proteger meus sentimentos ou os da sua mãe. É nosso trabalho proteger os seus. Eu me odeio um pouco pelo fato de que ela sentiu a necessidade de perguntar. Caminho para ela e me ajoelho, então nós olhamos nos olhos. — Quero que sejam felizes, sua mãe e você. E eu quero que você me diga se alguma vez não seja. Mas eu não quero que você sinta que não pode agradar a você, ou alguém, por causa de mim. Isso faz sentido? — Você fica triste se mamãe e JD casarem? Como no inferno é suposto para responder a isso? Bem, querida, estou aqui para se certificar de que isso nunca aconteça. Eu viro o meu chapéu e desviar a conversa. — Você vai ser? Seu sorriso é tímido, como se estivesse prestes a revelar um segredo. — Quando era pequena… — Quando foi isso? — Brinco. — O ano passado? Empurra meu ombro brincando. — Nããão... quando eu era pequena... como cinco ou seis anos. Costumava fazer pedidos para as estrelas antes de ir para a cama. Depois que minha mãe me deitava, eu subia e olhava para fora da janela ... e desejava que viesse para casa. Um nó torce no meu peito, forte e firme, até que eu mal consigo respirar. — Ou que você nos levasse, a mamãe e eu, para DC com você e gostaríamos de ficar lá... para sempre. Jenny e eu somos bons pais, não tenho nenhuma dúvida... mas é difícil ouvir que você decepcionou sua filha. Sabendo que algo que fervorosamente queria, na verdade, estava em seu poder dar... mas você simplesmente não fez. — Eu não sabia que você queria, Presley. — Olho para o lado e puxo o fio de grama. — Você ainda quer?


—Não. — Ela suspira, pensativa. — Você é feliz lá. Você tem o seu escritório e a Casa Branca... e Jake. E mamãe é feliz aqui. E agora ela tem o JD para lhe fazer companhia. Ótimo, mamãe tem um JD e eu um Jake, mal-humorado. O que há de errado com esta imagem? Então, ele me incentiva ainda mais. — Além disso, desta forma eu tenho dois natais. Quem, no seu perfeito juízo iria mudar isso? Rio abertamente. E puxou-a em meus braços. — Te amo bebê. Envolve seus braços em volta dos meus ombros e aperta com toda a sua força. — Também te amo.


Sofia Presley Shaw era tudo o que eu imaginava, a partir do som de sua voz e as fotos que enchem o apartamento de Stanton. Vivaz, doce, com um brilho malicioso em seus olhos que me faz lembrar seu pai. Eu continuei a trabalhar depois Stanton apareceu para dizer que ele a levaria de volta com os pais de Jenny. No entanto, ele elaborou um relatório sobre como a luz do sol desbotava e a bola de fogo laranja no céu deslizava para baixo no horizonte. Larguei o meu computador portátil apenas quando a sra. Shaw veio me buscar para jantar. A mesa estava posta com Marshall, Maria e o sr. Carter Shaw, o pai de Stanton, já em vigor; parece que jantares de família são uma coisa constante, com um tempo determinado com regularidade. Sr. Shaw é um homem alto, corpulento, com um rosto bronzeado bonito e um temperamento estoico. O tipo forte e silencioso. É mais velho do que sua mulher cerca de dez anos, suponho, mas havia ternura na forma como ele olha e a devoção em sua voz que me diz que o casamento deles é feliz. Eu era o centro das atenções, respondendo a perguntas sobre a minha família, sobre crescer em Chicago, e deleitando-os com engraçadas histórias do tribunal de DC. Entre bocados da deliciosa carne e batata assadas, foime dito histórias sobre Stanton: o esplendor do futebol na escola, uma brincadeira adolescente que quase queimou a casa, e como ele quebrou a perna quando tinha cinco anos e saltou para fora do telhado porque ele


tinha certeza que sua roupa de baixo do Superman lhe daria o poder de voar. Um lugar na mesa foi instalado para Stanton, mas sua cadeira permaneceu vazia. Após o jantar, de volta ao seu quarto, eu chamo Brent para saber como está. Aparentemente, Sherman acostumou-se a seu novo padrão de vida, e pode não querer voltar comigo. Nunca. Depois de um banho, vesti uma camisola chocolate, sequei o cabelo e abri a janela antes de ir dormir na cama, sobre os cobertores. É uma noite fria e o ar fresco faz bem a minha pele. Meus olhos se tornam mais pesados enquanto eu olho pela janela. Na esperança de ver os faróis, o retorno de uma van preta. Não, apenas esperando. É muito pior do que isso. Desejando. Ding. — Merda! Bang. — Droga! Tapa. — Filho da puta! Agarro a lâmpada da cabeceira e protejo os olhos quando a luz na sala acende. Stanton está na porta, inclinando-se sobre suas mãos e joelhos. Ele olha para mim, perplexo. — O piso me derrubou. Eu vou até ele, ajudando-o a pôr-se de pé, mas o seu peso nos faz cambalear em direção à cama. Com o meu rosto pressionado contra sua clavícula, eu cheiro a terra e o fogo, sob o cheiro forte e esmagador de álcool. Não desagradável, mas, possivelmente, forte o suficiente para me fazer bêbada sozinha. — É bom que não tenho uma vela, senão estaria em chamas. Stanton ri quando eu começo a sair da beira da cama, com os pés apoiados no chão em busca de estabilidade. O chapéu está adoravelmente


torto, e seus olhos desviados e sem foco olham para mim através daqueles cílios escuros, à deriva por meu rosto. — Ow. É bonita. Oh, Deus. Eu não posso evitar sorrir de seu nada cortês elogio. — Me desculpe por ter te deixado sozinha por tanto tempo, Soph. Dou um passo para trás, sacudindo a cabeça com desdém. — Está bem. É por isso que estamos aqui, certo? Mas há uma ligeira agitação de irritação quando percebo. — Você dirigiu assim? Simplesmente dá de ombros. — Meu caminhão conhece o caminho. — Isso foi estúpido, Stanton. — Engulo em seco. — Esteve... com Jenny todo esse tempo? Seus lábios vibram enquanto solta um suspiro. — Nah, Jenn e sua mãe, Presley, e sua irmã foram buscar o vestido. Wayne, o pai de Jenny, me levou de volta para sua casa de caça, para mostrar o cervo que pegou na última temporada, montado na parede. Nós começamos a beber, falar... principalmente beber. A emoção crua me bate direto para o peito, como uma bola de demolição Miley Cyrus. E eu estou momentaneamente sem palavras quando eu reconheço o que está por vir. Alivio. Um alívio violento, como a sensação de um bálsamo fresco espalhando por uma queimada pulsante. Ele começa no meu peito e estende-se em meus braços, minhas pernas para baixo, fazendo com que as pontas dos meus dedos das mãos e pés formiguem. Santas bolas! Eu não tinha percebido quão tenso meus músculos estavam, o quanto odiava a ideia de que Stanton havia passado aquelas horas com Jenny, até que ele me disse que não o fez. O que há de errado comigo? Quando olho para o rosto de Stanton, minha inapropriada emoção se vai. Porque ele parece destroçado. Seus ombros estão pesados, seus olhos baixos, seus lábios em um sorriso triste. — Acredito de verdade que acabou. — Sussurra. — Fiquei fora muito tempo... e a perdi. — Sua voz se eleva. — Todo mundo está malditamente


bem com isso! Wayne, Jenn, Presley, até minha própria mãe, todos pensam que a ideia de que ela se case é fantástica. E eu era o único que pensava que ela só se casaria comigo? Eu a queria sabe? Por toda a vida. — Sinto muito. — Murmuro, dando um passo para entre as suas pernas e abraçando-o. Sua cabeça descansa contra meu ombro, sua respiração cálida contra meu peito. Essas mãos fortes e suaves apertam minha cintura, logo a rodeiam, ficando em minhas costas. Pego seu chapéu Eu coloquei o chapéu na cama ao lado dele, correndo os dedos pelos cabelos confortando-o. Sua voz é suave, quase inaudível, perdida no tecido da minha camisola, e os meus mamilos se alegram quando escuto: — Eu estou tão feliz que você está aqui, Sofia. Uma das vantagens de estar perto de um monte de caras é saber como pensam, compreender o significado subjacente das palavras que eles dizem. Eu rolo meus olhos. — Claro que você está feliz que estou aqui. Você foi figurativamente chutado nas bolas. Você tem o ego ferido. E depois que um homem é espancado e ferido, nada acalma mais rápido um ego do que uma confortável e acolhedora acolhida. Levanta a cabeça do meu peito e olha para mim, com olhos adoráveis meio adormecidos, mas sinceros. — Não é só isso. Não só estou feliz que alguém está aqui, mas você está aqui. Lentamente, Stanton coloca as mãos para baixo, segurando minha bunda, tirando de meus pulmões um gemido abafado. — Claro, se você quiser beijar meu ego ferido... e melhorá-lo, eu também estou aberto a isso. Pisca e eu sorrio. Seu cabelo grosso é suave contra as palmas das minhas mãos quando eu continuo passando meus dedos por ele, pensando. Pesando em minhas opções. Eu o quero. Eu sempre o quero. Por que não deveria? Pensei que manter as coisas platônicas enquanto ele estava aqui iria ajudar a manter as coisas honestas. Separadas. Mas agora, olhando para esse rosto bonito, os lábios cheios e sorridentes ... por que não deveria apreciá-lo enquanto eu tenho? Não é de outra mulher; Jenny recusou.


Suas mãos esfregam e amassam, procurando com os dedos, conhecendo meu corpo tão bem. Eu gosto do ritmo, o toque secreto que me deixa tensa, ofegante e querendo. Por que não deveria colher os benefícios que ela desperdiçou tão estupidamente? É apenas sexo. Uma liberação física incrível e quente. Eu tento não pensar em uma razão por que eu deveria dizer não. E eu não me ocorre nenhuma. Pego seu chapéu na cama e coloco em minha cabeça. Arre, vaqueira. Ele sorri. E meus joelhos enfraquecem. — Meu chapéu fica bem em você. — Diz cansado. Eu olho para sua boca, com um sorriso travesso. — Sabe o que mais fica bem em mim? — O quê? Eu me inclino perto o suficiente para saboreá-lo. — Você. Ele começa a rir, mas o riso torna-se um gemido quando me beija. Um beijo com a língua e os lábios de sucção que diz que é sério. As mãos de Stanton sobem segurando o meu cabelo, acariciando meu rosto, as pontas dos dedos roçando meu pescoço. Me puxa para mais perto, movendo sua boca da minha. Ele também vai a sério. Uma eletricidade crua passa entre nós, um carinho e desejo juntos. É acolhedor e familiar, selvagem e emocionante ao mesmo tempo, e quero afundar nele. Eu não posso estar perto o suficiente, preciso entrar em contato com sua pele mais do que meus pulmões precisam de ar. Afasto minha boca e levanto sua camisa. Assim que eu a tiro, ele está puxando a alça da minha camisola, roçando meu ombro com os dentes, sugando a carne da minha clavícula, meu pescoço, com força suficiente para machucar. Distribuo beijos em seu peito bronzeado, passando as mãos sobre cada músculo esculpido, amando como seu estômago tensa sob o meu toque a


medida que baixo mais. Minha língua passa sobre o cerne duro de seu mamilo, rolando e batendo, arrancando gemidos de Stanton. Eu estou de joelhos e olho para ele enquanto desabotoo suas calças. Me observa com os olhos pesados e baixos, de repente, tomando o chapéu da minha cabeça e acariciando meu cabelo, sorrindo como se tivesse um segredo. Há uma alegria maliciosa, uma emoção sangrenta e suja de estar de joelhos diante dele, quando puxa meu cabelo e pronuncia as palavras mais indecentes. Porque Stanton sabe exatamente o que ele está fazendo, ele sabe o que eu preciso. Eu dou-lhe o meu corpo, a minha súplica, e ele me dá prazer sem medida. Ele não precisa de minhas instruções. Não tenho que me preocupar em instrui-lo; ele vai me levar gloriosamente e tudo por sua própria conta. Mas eu não sou impotente, mesmo ajoelhada. Dou, ele toma; mas não precisa que eu dê. Ele está desesperado porque eu dou; está ali a súplica de seus olhos, a pressão assertiva de sua mão, e ordem sussurrada que me apresse. Nós somos o equilíbrio perfeito de paixão, uma intoxicante mistura de desejo e satisfação. Removo suas calças e coloco de lado. O pau de Stanton se levanta, espesso e pronto, exigindo minha atenção, esperando para ser manuseado. Seu pênis é um espetáculo para ser visto; um esboço impressionante, veias masculinas, um comprimento poderoso que merece ser imitado, esculpido e reverenciado como um precioso pedaço de arte. O pego em minha mão com um aperto firme, acariciando lentamente da base à ponta. — Merda, carinho. — Lamenta. Por um terrível momento eu quero saber o que está imaginando, se é o punho dela e sua cabeça loira se curvando aos seus pés. Mas então passo minha língua de cima para baixo, enchendo-o de úmido desejo ao longo de seu comprimento ... e é o meu nome que sai em um gemido de seus lábios. — Sófia...


Calor líquido cobre meu corpo ao som da sua voz, a umidade encontra entre as minhas pernas, me estimulando. Enlouquecendo-me ao lhe dar esse prazer, engolindo seus gemidos, engolindo-o. Fazendo esquecer por que viemos, deixando-o apenas obcecado com quem o faz vir. — Eu amo o quão duro você está. — Respiro contra ele, fazendo-o se contorcer na minha mão. —Amo como sobe. — Coloco meus lábios ao redor da cabeça, protuberante e quente. Eu chupo, rodeando-a com a minha língua. Em seguida, desço todo o caminho como que eu sei adora. Relaxo minha garganta, deixando-o entrar, respirar através do impulso de vomitar e bebo, sabendo que reflexivamente músculos encolhem em torno dele. Seus quadris se levantaram, buscando aprofundar mais no úmido calor, abrasador. Então eu recuo lentamente, chupando forte, arrastando meus lábios e língua ao longo do caminho. Subo novamente, acelerando o ritmo, acrescentando o toque delicado de dentes. Seu peito sobe e desce rapidamente, ofegante e gemendo. Seu aperto aumenta no meu cabelo, puxando com força suficiente para causar um pouco de dor. E é gratificante, incentivando-me, porque eu sei que eu estou levando-o para o limite de seu controle. Sim, Stanton! Eu quero que empurre, empurre-me, porra, use-me, tanto quanto desejo que só pense em mim. Seja aquela a quem ele quer. Bombeia minha cabeça mais rápido. Pego suas bolas pesadas nas minhas mãos quentes e as massageio, paro e logo acaricio delicadamente. — Oh, merda... mais profundo... Sophia ... merda... isso é certo, baby. Seu pênis endurece ainda mais, uma escorregadia, varinha de seda enche minha boca gulosa. Envolvo meus dedos em torno dele, perto da base e puxo para cima e para baixo em harmonia com a minha boca. Em seguida, a mão na minha cabeça para, mantendo-me quieta, enquanto seu pau desliza dentro e fora da minha boca, com vontade seus quadris sendo empurrados. — Caralho... Eu venho... vou perfeito em sua boca perfeita... porra...


Eu sinto sua carne se expandindo e um segundo depois quentes jatos salgados surgem na minha língua, enchendo minha boca. Engulo cada pedaço que me dá com apreciação. Porque eu amo fazer isso. Gosto de darlhe isso. Stanton engole o ar quando passa os dedos gentilmente pelo meu cabelo, agora docemente. Quando se torna mole na minha boca, eu libero e me encontro imediatamente sendo puxada para cima, pressionada contra ele. Ele me abraça enquanto deita na cama. Beija minha testa, meus olhos estão fechados. Em seguida, sua mão desliza em minha perna, enquanto seu corpo desliza para baixo, sua respiração fazendo cócegas no meu estômago. Ele está entre as minhas pernas, segurando minha bunda, levantando-me enquanto baixa a boca. O ar escapa dos meus pulmões com a sensação, o primeiro toque de seus lábios. Arqueio as costas e ele agarra meus quadris, mantendo-me quieta para o ataque de sua língua. Sua língua lambe e sonda, esfregando contra o bando tenso e desesperado de nervos entre minhas pernas, trazendo um calor húmido e delicioso que rouba meus pensamentos e me deixa sem palavras. Levanto os olhos para observar, e a vista faz minhas mãos apertarem em punhos, minhas coxas tremem. Seus olhos estão fechados em concentração, o rosto feliz, sua boca cantarola na apreciação em silêncio enquanto mexe sua cabeça. E sinto construir: a pressão, faíscas de prazer erótico picam dentro de mim, construindo, indo para o topo, que se aproxima. — Oh, Deus, Stanton. Oh, Deus… Solta meus quadris e gira minha pélvis contra ele, querendo mais profundo, mais duro, mais quente. Desliza dois dedos na minha carne tensa enquanto a língua faz círculos firmes e implacáveis contra o meu clitóris. Cada músculo do meu corpo enrijece com antecedência e por alguns estou suspensa, pendurada nesse precipício sensual. E então, com um longo lamento agudo, eu quebro. Meus ombros tremem com a força do meu orgasmo, minha buceta pulsa pressionando em torno de Stanton, enquanto um prazer carnal destrói todos os nervos do meu corpo. E continua, espasmos de prazer que forçam meus pulmões ofegantes a dar gemidos.


Após os intensos sentimentos estarem calmos, abro os olhos. Pontos brilhantes de luz nublam minha visão, e no centro está o rosto de Stanton, observando com curiosa satisfação. Eu sinto sua mão segurando a minha mandíbula, e quando ele me beija, lentamente, eu gosto da combinação do azedo do álcool e da minha própria doçura em seus lábios. Exausta e com a sensação de não ter ossos, nos arrastamos no meio das cobertas, apoiamos as cabeças sobre os travesseiros e com as respirações se normalizando, fechamos os olhos para resto do mundo.


Stanton Há uma coleção de estudos científicos sobre o sono; os benefícios, efeitos colaterais, a melhor forma para adormecer, quantas horas, em que posição, que tipo de cama, que tipo de travesseiro, a temperatura ideal do quarto. Os pesquisadores concordam que é melhor despertar naturalmente, quando o seu corpo lhe diz que já teve o suficiente. Se você trabalha para ganhar a vida, que provavelmente isso é impossível. O segundo melhor é ser despertado gradualmente, que é por isso que existem relógios com ondas, música clássica e sinos tibetanos de alarme. Mas qualquer que seja a porra do som, suave é sempre melhor. Esta não é uma teoria em que minha mãe acredita. Ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding... Sophia disparou para for a da cama, com seu cabelo voando e balançando os braços. — O quê? Que aconteceu? Onde...? Estamos sob ataque? Ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding... Apenas reúno energia para gemer: — É um triângulo. — O despertador favorito da minha mãe. — Estamos sob ataque... pode-se dizer. Merda. Eu sinto minha testa, eu corro minha mão pelo meu cabelo, buscando a marreta que obviamente está partindo a porra da minha cabeça, dividindo-a em dois.


Ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding... — Está ficando mais forte... — Sofia choraminga antes de envolver o travesseiro em torno de seu rosto. — Por que está ficando mais forte? Olhando pego meu telefone na mesa de cabeceira e verifico as horas. Porra. — Está ficando mais forte, porque é domingo. — Meu próprio sussurro faz ranger os meus ouvidos. — E porque estamos no Mississippi. Deixa cair à metade do travesseiro, levanta a cabeça e olha para mim através de um olho. — E isso quer dizer alguma coisa? — Sim. Significa que vamos ir à igreja. Deixa cair o rosto de volta para o travesseiro. Eu sei como você se sente. Nem todas as igrejas Batistas do Sul são iguais. Elas são contemporâneas, com os seus edifícios modernos e às vezes "mega" anfiteatros gigantes, rock cristão, sistemas de som avançados, e fiéis agitando os braços dizendo amém, às vezes em milhares. Então, há os tradicionais; como a Primeira Igreja Batista do Sul de Sunshine, Mississippi, construída antes da Guerra Civil, sem ar-condicionado ou calor, bancos de madeira, silenciosos congregados cujas bundas estão nos assentos a cada semana, que a coisa mais próxima de um sistema de som é o órgão, que a senhorita Bea, minha antiga professora da nona série toca. Sentamos no banco na metade de trás da sala, ladeado por meus pais, a minha irmã Mary, escrevendo tão rápido quanto pode antes de minha mãe vê-la, e Marshall, que está caindo no sono. Sofia causou agitação suficiente quando nós entramos primeiro. Não porque não está devidamente vestida para a igreja, mas porque é um rosto novo, uma porra de um rosto bonito, com seu cabelo escuro em um coque alto, com um vestido roxo profundo destacando seus olhos castanhos, e sandálias de tiras que me fazem pensar em amarrá-la a uma confortável e agradável cama. Estará estrelando fantasias de masturbação de cada adolescente neste lugar, e vários de seus pais.


Pouco antes de o serviço começar, vejo a parte de trás das cabeças de Jenny e Presley algumas fileiras na frente ... e do homem de cabelos escuros sentado ao lado delas. Minha. Eu quero gritar, escrever na parede, tatuar testa de Jenny em letras maiúsculas. Ele se inclina, sussurrando, e Jenny cobre a boca, fodidamente rindo. Cerro os dentes e expiro como um dragão de fogo, pronto para cuspir em toda a sala, lançar-me e convertê-lo em fuligem burro do caralho. Provavelmente sentindo meu olhar, Presley vira e me dá um sorriso que envolve mais de metade de seu rosto. Eu lanço um beijo em troca. Trinta segundos depois, ela está chegando, depois de obter a permissão de Jenn. Ela fica entre nós, sussurrando feliz com Sophie, a distração perfeita do homem que eu estou ansioso para bater. Quando o Pastor Thompson inicia o serviço, eu escuto minha filha dizer a Sofia: — Esse é o Pastor Thompson, tem cento e vinte anos. Eu ri. — Tem noventa e dois. — Ele parece bem para noventa e dois. — Sofia diz, balançando a cabeça. O Pastor Thompson tem sido pregador a minha vida inteira, todas as vidas de quase todos nesta igreja. Conhece os nossos nomes, os nossos aniversários, foi lá para confortar aqueles dias terríveis e devastadores e leva-nos a regozijar em dias incríveis. E pela primeira vez em muito tempo, a ideia de ser conhecido tão bem por tantos não me incomoda. Me sinto... bem, sabendo que eu nunca vou ter de explicar. Dizer onde eu estou, onde eu estive, onde estou indo, simplesmente não é necessário. Eu sou um deles. E todos sabem. É por isso que quando o pregador começa seu sermão, olha ao redor da igreja — e o velho bastardo pisca direto para mim — abre a Bíblia e conta a história do Filho Pródigo. Fora da igreja, vi Jenny e o homem de cabelos escuros pelo gramado. Com uma melhor visão, eu posso ver que é poucos centímetros mais baixo


do que eu, mais magro, mas ainda em forma. Tem a aparência normal com um nariz reto, sobrancelhas espessas e lábios inchados como uma menina. E tem aquele queixo cheio com covinhas como John Travolta. Um queixo como uma bunda. A partir deste momento em diante, eu sempre pensarei nele como cara de bunda. — É esse? — Sussurra Sofia, dirigindo o olhar para a mesma direção que eu. — É. — Rosno. Como um cachorro que vê seu osso favorito nas mandíbulas de um outro canino. — Ah. — Exclama suavemente. — É bonito! Poderia ser um modelo para a Calvin Klein ou Armani. Franzo a testa, me virando em direção a ela. — Por que você diz isso? Olha para trás, sorrindo. — Você quer que eu minta? — Sim. Eu quero. Dá a cara de bunda outro olhar. Então, cobre os olhos. — Meu Deus, é horrível! Eu não posso suportar olhá-lo. Dê um passo para o lado, Quasimodo, Jimmy Dean está em casa. Suspiro. — Sofia? — Sim, Stanton? — Ela diz docemente. Eu me curvo, de modo que os meus lábios estão perto de sua orelha. — Minta melhor. Quando o casal feliz está caminhando em nossa direção, viro meu rosto em direção a eles, perguntando para Sofia a partir do canto da minha boca: — Como devo fazer isso? Assustá-lo com ameaças, ou simplesmente chutar sua bunda? Por favor, escolha chutar sua bunda. — Você deve ser educado. Charmoso, mostrar que você é o maior homem. — Maior é melhor e sua fodida salsicha, espere só para ver.


Isso consegue um sorriso dela. — Você deve virar seu amigo, tão rápido quanto puder. Sair para beber ou caçar, matar alguma coisa juntos. Mantenha seus amigos próximos e seus inimigos ainda mais. Não é a primeira vez que me congratulo pela decisão de trazer Sofia comigo. Ter uma linha direta de contato com o cérebro de uma mulher é o melhor tipo de recurso. Sem ela aqui, apenas teria batido no bastardo, e chateado Jenny ao invés de impressioná-la. Poderia tê-la enviado correndo para Las Vegas para se casar com o cara de bunda. Dou uma rápida olhada em Sofia e quero dizer cada palavra quando digo: — Não sei o que eu faria sem você. Me dá um olhar engraçado, juntando as sobrancelhas. Mas então eles chegam até nós. Eu estou de pé do lado oposto da Jenny, olhando para a Salsicha. Ele me dá sua mão. — Tem sido um longo tempo, Stanton. Bom vê-lo. Olho em seus olhos, sua expressão e não tenho certeza se está sendo honesto. Mas tudo que eu vejo é um sorriso amigável e espontâneos olhos marrons. E eu percebo algo: a porra da Jenny não lhe disse nada. Ela não disse sobre a nossa visita ontem ao rio, ou como descobri sua existência em sua vida. Aperto sua mão. Com força. — JD. Ele faz uma careta, e o homem das cavernas dentro de mim sorri com dentes podres. Em seguida, coloca o braço em volta Jenn. — Estamos felizes porque você pôde voltar para casa para o casamento, não teria sido o mesmo sem você. Meus olhos encontram o olhar nervoso de Jenny e sorrio; apenas um pouco entre os dentes. — Pode dizer isso de novo, definitivamente não seria o mesmo. Eu apresento a Sofia, e o sorriso de Jenny é leve. Mentalmente cerca uma a outra, assim como fazem as mulheres e os gatos, perguntando se você vai precisar usar as garras em algum ponto.


— Nós vamos fazer um churrasco na casa Monroe esta tarde. Vocês vêm certo? — JD pede. Jenny abre a boca, mas antes que ele possa dizer qualquer coisa, respondo: — Não iríamos perder. Eu levo o meu molho especial. Sempre amou o meu molho, lembra-se, Jenny? Você não podia ter o suficiente. Me dá um olhar mal. Grunho. — Mãe. — Presley salta, pegando a minha mão. — Posso ir para casa da vovó e vovô Shaw com o papai e Srta. Sophia? Jenny sorri suavemente. — Claro. Mas não suje o vestido. — Com um suspiro, me olha. — Então, nos vemos mais tarde. — Conte com isso. De volta para casa dos meus pais, eu estou na cozinha, tentando tomar a maior parte do meu tempo — misturando o Worcestershire, vinagre e açúcar mascavo — ainda que a branca fosse melhor. O molho barbecue é importante para um homem do sul, é uma coisa de orgulho. O meu tem uma reputação lendária e não quero decepcionar os fãs. Através da janela vejo que Presley levar Sofia perto de onde os cães de pastoreio estão presos, conversando. — Esse é Bo, essa é Rose; oh, e este é Lucky. Ele foi pisoteado por um cavalo quando ele era um filhote de cachorro. Ele quebrou a metade de sua cabeça, você vê? Olho para cima e vejo Sofia acariciando a pele dourada do cão, em seguida, franzindo os lábios rubis e mandando beijos para o cão. Esse é certamente um sortudo. — O vovô achou que deveríamos colocá-lo para dormir, mas meu pai disse para lhe dar uma chance, ele parecia forte. E ele se recuperou. Quinze minutos mais tarde, eu tenho panelas borbulhando no fogão como um experimento de química. Sofia entra enquanto Presley permanece nos balanços. Observa como eu misturo os ingredientes em uma lata retangular. — Eu pensei que você disse que não sabia cozinhar. Aponto para as panelas e potes. — Isto? Não é o cozinhar. É assar. Totalmente diferente.


Ela sorri. E dá um passo mais perto. — Encantador de júri, herói de filhotes feridos e agora, churrasqueiro. Existe alguma coisa que você não pode fazer bem? Eu sorrio, olhando para aqueles olhos. E sou possuído pela súbita vontade de beijá-la. Conscienciosamente. Mas descarto, beijar na cozinha não é o que fazemos Sofia e eu. Em vez disso, eu respondo a sua pergunta sobre os meus talentos ilimitados. — Não. — Porque você nunca faz assados em DC? — Eu não sei, eu acho que não há nenhum tempo. E ele esquece o quão divertido é. — Mexo o pote um par de vezes, em seguida, puxo para fora um pouco na colher. Sofia olha para a minha boca enquanto sopro. — Prove isto. Sua suave língua rosada se aventura em sair, mostrando-se hesitante, seguido por seus lábios que cercam a cabeça da colher. Quando geme, Cristo, vai direto para o meu pênis; o que me faz pensar em outros gemidos e outras cabeças. — Mmm ... felizmente eu lamberia esse molho em qualquer coisa que você coloque. Palavras perigosas. Agarro o cronômetro par evitar que a deite de costas na mesa. Talvez beijar na cozinha é algo que deveríamos começar a fazer. — Isso não seria uma boa ideia. — Eu digo. — Há pimenta picante. Poderia queimar a pele. Sorrindo como uma diabinha, me devolve a colher. — Então eu acho que vou ficar com molho de chocolate. — Ela se vira e vai embora, balançando os quadris. Hmm... um pouco de queimadura poderia valer a pena ver.


Stanton No momento em que chegamos aos Monroe, metade da cidade já está lá. Depois da Igreja todos sempre vão para a casa de alguém, trazendo comida e se preparam para um dia de churrasco, bebida e conversa. Ao longo do pátio, grupos de pessoas conversando e rindo, grupos de crianças correndo e gritando. Presley se junta a um rebanho, logo que chegamos lá. Nana observa a coisa toda do seu lugar na varanda, como uma gárgula vigilante e armada. Um domingo típico. Passo minha vasilha de molho para June, que a leva para seu marido, localizado perto da churrasqueira, cercada por uma fumaça perfumada, tão grossa que poderia ser Alice Cooper em concerto. A irmã de Jenny, Ruby, me traz uma cerveja e me dá um abraço. Como a casa de seus pais, os anos passam, mas Ruby permanece a mesma. O mesmo cabelo vermelho flamejante, o mesmo riso selvagem, e o mesmo pedaço de merda como namorado, apenas com um nome diferente. Este é Duke ou Dick6 realmente não importa, nenhum deles fica muito tempo, e que é realmente o melhor. Eu apresento a Sofia, e posso dizer imediatamente que Ruby não gosta dela, pelo simples fato de que está aqui comigo. Embora a cidade inteira pareça malditamente animada sobre o casamento, Ruby, obviamente, acha que há uma possibilidade que Jenn vai mudar sua mente. Portanto, não será amigável com uma mulher que ela vê como a concorrência potencial de sua irmã. __________________________


6 Pun. Dick significa pênis.

Eu olho ao meu redor em busca de Jenny, mas não a vejo. Enquanto caminhamos para obter uma bebida para Sophia, a apresento cada vez que paramos, que são muitas vezes. Ali se encontra a pele bronzeada da loira senhora Mosely. Eu fui para a escola com suas filhas, mas todos os caras estavam interessados em sua mãe. Eles muitas vezes lutaram para ver quem iria se oferecer primeiro para cortar a grama, apenas para ter a chance de vê-la tomar banho de sol no quintal de biquíni. Logo está Gabe Swanson, o contador de histórias da cidade e proprietário da livraria, um dos homens mais bonitos e mais terrivelmente chatos que conheci. Depois de servir a Sofia uma bebida de menta da mesa com bebidas toalha xadrez, nos giramos e vemos o rosto sorridente do Pastor Thompson se aproximando. — Bom ver você, Stanton. — Igualmente Pastor. — Tomo um gole da minha cerveja. — Bom sermão hoje. — Achei que você gostaria. — Ligeiramente bate no meu braço com a mão trêmula. — Quanto tempo se passou desde que você esteve em casa? Eu arranho meu pescoço, tentando lembrar. Até que uma voz melosa que iria reconhecer em qualquer lugar, lembra-se para mim. — Quatorze meses e doze dias. Dirijo-me à minha direita, e Jenny está lá, agora com um vestido olhal tipo branco decote, cabelo amarrado com uma fita amarela, parecendo um anjo... E um corpo de um demônio por baixo. Meu tipo favorito. Cara de bunda também está lá. Infelizmente. — Isso não pode ser verdade. — Corrijo. — Eu passei o Natal com Presley. O sorriso de Jenny é tranquilo, ressentido, um sorriso de "eu avisei". — Porque você comprou um bilhete de avião e ela voou para passar o Natal com você. Você disse que não poderia voltar para casa. De novo.


Estou espantado quando percebo que é verdade, tem sido um longo tempo. Falar com Jenny quase todos os dias, olhando para o Skype, os dia se misturaram... passaram ... e eu não notei. Sofia põe a mão no meu braço. — Você trabalhava no caso Kripley em dezembro, lembra? — Então, como se me defendendo, explica: — Foi um grande caso, assalto à mão armada, com uma pena mínima de vinte anos. Sr. Kripley foi erroneamente identificado como o autor. Stanton foi capaz de mostrar ao júri como confiável foi a identificação de testemunhas e foi considerado inocente. Algumas semanas mais tarde, o verdadeiro ladrão foi preso tentando vender a mercadoria roubada. Sofia olha para mim com os olhos orgulhosos, mas quando ela se vira para Jenny, seu olhar se torna frio. — Ele salvou a vida de um homem e ainda encontrou tempo para passar o natal com sua filha, o que é bastante impressionante, você não acha? O olhar de Jenny vai para baixo no copo em sua mão. — Claro. Nós todos sabemos o quão importante é o trabalho de Stanton. O Pastor Thompson levanta seu copo. — Vá combater o bom combate, filho. — Obrigado, senhor. O farei. Depois que o pregador se vai, vejo uma oportunidade de ouro. Cara de bunda está condenado. — Jenny, há algumas coisas que precisamos falar. Vamos dar um passeio... Então meu irmão aparece no nosso meio, empurrando uma bola de futebol na minha cara. — Hey, Bubba, você quer jogar? — Boa ideia, Marshall. — JD sorri. — Você se importa se eu me juntar a você? — Claro, treinador Dean. Treinador Dean... Que porra de brincadeira. Mas, pensando bem, vai me dar uma oportunidade de colocar a descoberto. Passo minha cerveja para Sofia.


— Vocês, garotos, vão correr e brincar. — Jenn zomba. — Sofia e eu nos conheceremos melhor. — Algo em sua voz me faz parar e olhar, ver se Sofia concorda com isso. Seu sorriso diz que sim. Tomo a bola de Marshall e lanço para o estômago de JD, a um metro de distância. Pega com um ooomph doloroso. Ah, sim, isso vai ser divertido. Depois de alguns minutos jogando a bola, eu decido aproveitar a oportunidade de questionar JD, talvez conseguir algo que eu possa usar. — Então — eu começo casualmente — de volta a escola preparatória. Como é isso, depois de tantos anos? As relações inadequadas entre alunos e professores estão em moda estes dias, e espero que JD seja um seguidor de tendências. Ele dá de ombros, com autodepreciarão. — Você sabe o que dizem: aqueles que não podem, ensinam. Aqueles que não podem jogar... ensinam. Eu sempre fui bom com estratégia, fazendo jogadas, os assuntos físicos eram mais difíceis para mim. Eu não sou muito coordenado. Como para reforçar o seu ponto, o seu próximo lançamento se ergue um metro e meio acima da minha cabeça, eu tenho que ir para pegar ele. Mas eu faço. — Jenny disse que vivia sozinho na Califórnia? Eu já tinha feito uma verificação de antecedentes, tudo limpo. — Assim era em San Diego. Recebo um passe de Marshall e jogo a bola na cara de JD. Pega melhor do que na escola. Droga. — Deve ter sido difícil mudar-se de novo para cá depois de estar longe tanto tempo. Deixando o seu trabalho, amigos... talvez uma antiga namorada? JD sorri, e seu sorriso é desagradavelmente genuíno. — Meus amigos vêm visitar-me de vez em quando, aproveitar a vida em uma cidade pequena sabe? Sem namorada séria para falar. E com as coisas estavam com meu pai naquele momento... isso não foi difícil. Sunshine ainda se parece com casa.


Eu olho para o meu próprio pai, em frente ao pátio, onde ele está bebendo uma cerveja com Wayne Monroe, seu braço firmemente envolto em torno da cintura da minha mãe. — Sinto muito sobre seu pai, JD. De verdade. Ele se agarra à bola, seus olhos marrons sérios. — Obrigado. Me alegro de ter voltado e ter passado aquele tempo com ele. No final, podia ver as coisas rolarem entre Jenny e eu, e me disse que tudo acontece por, uma razão. Ela é a minha razão. Ela fez toda a tristeza valer alguma coisa. Eu quero sentir raiva. Jenny era a minha razão, antes sequer que eu soubesse seu nome. Mas ele é tão extremamente sincero. Ir atrás dele seria como chutar um pequeno filhote de cachorro marrom abanando o rabo, e só um idiota faria isso. Ele joga a bola para Marshall, então se vira para mim. — Podemos falar um minuto, Stanton? — Eu pensei que era o que nós fizemos. — Quero dizer em privado. Isso deve ser interessante. — Claro. Marshall vai encontrar alguém para jogar, enquanto JD e eu andamos ao lado do outro em torno do estaleiro. No caminho vejo Presley e alguns de seus primos sendo barulhentos, jogando grama e gritando como gansos. Levo meus dedos sobre os lábios e assobio. — Ei, acalmem-se. Imediatamente param, Presley, particularmente, se vê triste pela repreensão Eu acho que é importante que as crianças tenham um medo saudável de ambos os pais. Especialmente o pai. Eu tinha pavor do meu pai e ele quase não encostou a mão em mim. Ele não precisava, só saber que podia era suficiente. Olho para minha filha para suavizar o golpe. — Se querem agir como animais vão para o celeiro. Presley sorri e voltam a brincar, mas mais calmos.


JD e eu paramos perto do carvalho, afastado das pessoas. — Quer me dizer alguma coisa? — Pergunto. Ele se endireita e me olha nos olhos. — Eu sei que a velocidade do casamento te pegou de surpresa. Eu aprendi da maneira difícil que a vida é curta então eu não quero esperar. E eu sei que você e Jenny são próximos, tem uma relação. Confio em Jenny e nunca a faria escolher entre nós dois. Quanto a Presley... Automaticamente fico tenso. Se ele disser qualquer coisa errada, mesmo pequena, vou chutar esse filhote de cachorro até a próxima semana, cassete. — ...ela é uma ótima garota e me preocupo com ela. Mas você é o seu pai. Não quero isso ou te substituir. Não poderia, nem se tentasse. Tudo o que quero é ser seu amigo. — Faz uma pausa e continua. — Sei que depois que Jenny e eu nos casarmos, uma parte sua ainda pensará nelas como suas garotas. Então, tudo o que quero que você saiba é que planejo fazer, o que puder, para que elas sejam felizes. Me estende sua mão. — E acredito que se conseguirmos ser amigos, isso as faria muito felizes. O que acha? Filho da puta. Não posso decidir se Jimmy Dean é um fodido idiota ou um gênio maníaco. Tudo o que sei com certeza é que queria odiá-lo. E ele... fez impossível. Depois de apertar as mãos, JD e eu voltamos para Sophie e Jenny que parecem se dar bem. O cabelo escuro de Sofia brilha com a luz do sol quando ela joga a cabeça para trás e ri, sua boca aberta e desinibida. E sorrio apenas olhando para ela. Apenas chegamos na metade do caminho quando há uma perturbação na outra extremidade do pátio. Uma briga. Elas são bastante comuns. Dê álcool para um monte de gente que viveu praticamente toda a sua vida juntos e obrigatoriamente alguém pode dizer algo que outra pessoa não goste. Desta vez são Ruby e seu namorado. — Basta ir!


Ele agarra seus braços, seus dedos apertando eles. — Com quem acha que está falando, cadela? Não é meu primeiro passeio nesse caminho. Sei exatamente para onde se dirige. Ao que parece, o mesmo acontece com JD. — Oh… — Demônios… Ele intercepta Jenny quando ela se levanta, sempre pronta para ir brigar em defesa de sua irmã. — Jenny, espera! — Suplica. — Você sempre se envolve... — Ela é minha irmã! Não me sentarei aqui enquanto esse pedaço de merda fala com ela assim. Passo por eles, indo exatamente para a briga. As pessoas dizem que há dois tipos de homens. Aqueles que nunca colocariam as mãos em uma mulher e aqueles que lidam com suas próprias frustações culpando as mulheres mais próximas de seus punhos. Mas eu não concordo. Um homem que bate em uma mulher NÃO é um homem, apenas um pedaço de lixo disfarçado como humano. — Ei ZZ Top6! — Isso chama a sua atenção. —. É hora de você ir. Ruby estremece quando sua mão aperta em torno de seu braço. Ele cospe saliva em sua barba quando rosna: — Quem diabos é você? Eu sorrio. — Você não é daqui, certo? — Não é da sua conta... saia. Ele se volta para Ruby, mas eu me aproximo, chegando perto de seu rosto. E minha voz é baixa, legalmente calma. — Olha, é aí que você está errado. Porque a minha filha está aqui e ela olha para nós agora, o que torna bastante da minha conta. Então tire suas fodidas mãos de sua tia agora. Ou jogarei seus dentes em sua garganta tão profundo que cagarás eles.

ZZ Top é uma banda de rock norte-americana de blues e hard rock formada em 1970. Eles são conhecidos no mundo inteiro graças ao seu estilo particular, são sempre retratados usando óculos escuros, roupas ou barbas muitas vezes idênticas e muito longas. 6


Permanecemos em pé por alguns segundos, sem piscar. E eu posso ver as rodas girando em sua cabeça ignorante, debatendo se ele pode me bater. Cheio. De. Merda. Deve ter um pingo de inteligência depois de tudo, porque a libera e cambaleia para fora do quintal. — E não volte! — Grita Ruby atrás dele. Eu balancei minha cabeça. — Pelo o amor de Cristo, Ruby. Ela joga as mãos. — Eu sei, eu sei, se não tivesse má sorte com os homens... seria uma lésbica. Isso faz-me rir. Me cutuca. — Vamos beber. Passo meu braço em volta dos seus ombros, e fazemos exatamente isso. Quando eu encontro Sofia, ela está segurando dois pratos com comida, um para ela e outro para mim, cheios de frango, salada de batata e costelas. — Obrigado. Encontramos um local vazio em uma mesa de piquenique e sentamos para comer. — Bem, isso foi interessante. — Diz ela. — Isso não foi nada, ainda é meio-dia. O que é realmente interessante vem com a escuridão. — Todo mundo se torna vampiros brilhantes? Eu balanço minha cabeça. — Fazendeiros sulistas. — Dou uma mordida na costela que derrete na boca. — Então, você e Jenny se conheceram? — Oh, nós fizemos. Comparar notas de seu desempenho sexual nos deu uma sólida base comum. Lhe demos dois polegares para cima, com certeza. — Só dois? — Sorri. — Eu tenho que melhorar o meu jogo. — Então, como foi sua conversa com JD? Tornaram-se amigos como sugeri? Eu limpo minha boca com um guardanapo. — Eu vou te dizer mais tarde. Esperava me encontrar com Jenn, ter algum tempo a sós com ela.


Sofia empurra o prato aparentemente terminou. — Um... eu acho que ela entrou na casa. Risos e gritos viajam do outro lado do quintal, capturando nossa atenção. — Eu retiro o que eu disse sobre a escuridão. — Digo. — O que é realmente interessante se dirige para nós neste momento. Meu irmão mais velho, Carter, vem caminhando, vestido de calça jeans apertadas e uma camisa branca com a imagem de Bob Marley. Uma corrente de ouro em volta do pescoço com um grande e estranho pendurado medalhão no final. Carter é muito semelhante em aparência a mim, se eu fosse mais alto, mais magro e tivesse um bigode espesso e cuidado, como um investigador privado Magnum loiro. Paro e aceito o abraço que quase me levantou do chão. — Aqui está o meu irmão! Eu cresci com Carter, quatro anos mais velho do que eu, ele era o meu ídolo. Eu não queria nada mais do que seguir seus passos perfeitos. Ele também jogou bola na escola, ainda detém o recorde de mais conclusões. Ele ganhou uma bolsa para Ole Miss, mas desistiu depois de apenas um semestre. Em seguida, ele voltou para casa ... diferente. Renascido. Mas não da maneira cristã. Agora é assim: tem trinta e dois, ainda vai para todas as festas das escolas, quem dá cerveja, e outros prazeres, para adolescentes locais. É a alma da festa, e cada um deles adora o chão que ele pisa. — É bom vê-lo, Carter. — Digo com um sorriso. E eu quero dizer isso. Ele me olha por cima, atingindo meu braço, com orgulho. Em seguida, ele se vira para Sofia. Ela oferece sua mão. — Oi sou… — Você é Sofia. — Conclui com reverência. Em seguida, a abraça, um pouco perto demais e por tempo suficiente para o meu gosto. Finalmente, a solta, segurando suas mãos para cima e para os lados, e passa o seu olhar sobre ela. — Os passarinhos me disseram seu nome. Ela olha para mim, mas eu balancei minha cabeça. — Passarinhos? — Ela pergunta. —Assim é. Eu estou em comunhão com a natureza, todas as manhãs. Você ficaria surpresa com o que ela diz, se você apenas tomar tempo para ouvir.


Mais uma vez, seus olhos estão sobre ela. — E você é tão bonita como me foi dito. Olhe para estes quadris, suas bochechas, seu ... — Sim, sim, ela é linda. — Bato minha mão em seu peito, empurrando-o para trás. — O que faz aqui? Achei que você tinha se separado da Igreja. Ele dá de ombros. — Até os pagãos gozam de bom churrasco. Há duas meninas atrás dele se aproximando. Trançado cabelo loiro, pequenas, hippies vestindo blusas camponesas, coletes com franjas e mocassins. Elas poderiam ser gêmeas, definitivamente irmãs. — Permita-me apresentar-lhe minhas damas. — Carter diz. — Sal e Sadie. A que está à sua esquerda dá um passo adiante. — Sou Sal, ela é Sadie. — Belisca o rosto do meu irmão com familiaridade. — Sempre nos confundem. — Hooooola! — Sadie cumprimenta com uma risada. — Vamos pegar alguns alimentos. — Diz Sal. — Você quer que te prepare um prato, baby? — Pergunta ao meu irmão. Ele a beija na testa. — Você é muito boa para mim. — Quando ela se vira para sair, bate na bunda de Sadie. — Certifique-se de obter algum frango frito da minha mãe também. — Ele grita e bate os cílios para ela. Quando elas saem, pergunto: — Elas são legais? Aperta os olhos. — Depende da sua definição de legal. — Não, verá — levanto o meu dedo para explicar — essa é a beleza de "legal". Você é ou não é, não é subjetiva. — Você se preocupa demais, Stanton. — E você não se preocupa o suficiente. Golpeia meu braço. — Você soa como papai. Eu bufei. — Como sabes? Ou você e papai conversaram de novo? Depois de voltar da faculdade, Carter decidiu que não podia mais viver sob o governo fascista da casa de meu pai. Ele comprou um trailer duplo dilapidado na periferia da cidade, mudou-se e tentou a sorte em ... agricultura.


A colheita única e especializada, que agora é legal em Colorado. Agora, ele também desenvolveu um fertilizante líquido de alta potência eficiente que fornece uma grande quantidade de nutrientes por semanas com apenas algumas gotas. Ele patenteou, vendeu para o governo federal, e tornou-se extremamente rico. Mas nunca sabe, seus gostos são simples. Ele ainda vive no mesmo lugar, embora tenha comprado os hectares da paisagem circundante, à procura de privacidade e desenvolvimento de... plantas. É um tipo de coisa comuna: vida livre, amor livre. Como Woodstock durante todo o dia, todos os dias. O refúgio garotos da cidade com Carter. No ano passado, quando um colega de classe Marshall dirigia embriagado, ele colidiu com outro caminhão e fugiu, estava com Carter. E meu irmão o deixou entrar, falou com ele e convenceu-o a render-se à polícia. Carter até foi com o menino para a delegacia. O estilo de vida alternativo meu irmão é uma pílula amarga que meu pai se recusa a engolir. Não proibiu sua entrada em casa e Carter continua a ir para as festas e reuniões de família por insistência da minha mãe, mas meu pai apenas finge que não está lá. Carter dá de ombros. — Papai só precisa de mais tempo para se acostumar com as coisas. Tomo um gole da minha cerveja e gostaria de saber se há algum Bourbon disponível. — Darei uma festa esta semana —anuncia meu irmão, levantando os braços — e eu queria ter certeza de que você e sua linda Sofia vão participar. Minha casa na terça à noite. — Você vai dar uma festa em uma terça-feira? — Pergunta Sofia. — Eu acho que terça-feira é o dia mais negligenciado da semana. Todo mundo reclama da segunda-feira, quarta-feira é a corcunda dia, quinta-feira é quase sexta-feira e sexta-feira é o favorito. Ninguém se lembra terça-feira, é o arroz preto. — Dá uma piscadela. — Como eu. Tenho muito mais a fazer que perder uma noite na casa do meu irmão, festejando com crianças do ensino médio, me drogando pelo fumo passivo. ____________________ 8 refere-se ao fato de estar no meio da semana, e, portanto, seria o topo da corcunda.


— Eu não sei se podemos ir. Ele sorri com conhecimento de causa. — Jenny e JD vão estar lá. — Ele agarra meu ombro. A mudança é difícil, irmão, especialmente para alguém com objetivos como você. Gostaria de oferecer meus serviços voluntariamente para facilitar a transição. — Usa seus dedos. — Para se unir nossas famílias em uma só, você ouviu o que eu disse? Suspiro por sua merda brega da Nova Era, com a qual ele vê a vida. Mas ... se Jenny vai estar lá, pode me dar uma chance de falar com ela. Ficarmos sozinhos. Para conquistá-la, ter de volta seus sentimentos, suas memórias, todos os bons momentos que compartilhamos. Isto pode ser útil. — Sim, o ouvi, Carter. Acena. — Bem. Eu vou ver a mamãe. — Beija ambas as bochechas de Sofia. — Foi sublime conhecê-la. Espero diverti-la na terça-feira. E então ele saiu. — Ele estava drogado, certo? — Sofia pergunta, sorrindo. — Difícil dizer com Carter... mas eu ficaria surpreso se não estivesse.

Algumas horas passam, cheias de cervejas geladas e boas conversas. Sofia e eu seguimos invictos em um torneio de ferraduras. A multidão diminui, as pessoas começam a voltar para casa para se preparar para a semana por vir. Um punhado de nós sentados em cadeiras dobráveis em torno de um fogo, enquanto o céu fica cor de rosa e cinza por causa do pôr do sol. Jenny fica lá ao lado do cara de bunda. Sofia ao meu lado, e Presley sentada no meu colo. Penteio seu cabelo para baixo, beijo o topo de sua cabeça, e gosto de segurá-la bem. Por que de um segundo para outro será muito grande para se sentar em seu colo, e em vez de ser seu herói, serei sua melhor fonte de vergonha. Mary se senta com as pernas cruzadas na grama e sua guitarra. — Canta alguma coisa, Stanton? Eu balanço minha cabeça. — Não, agora não.


— Oh, vamos. — Pressiona Mary. — Tem sido anos. Nós podemos cantar "Stealing Cinderella", eu amo essa música. As pernas de Sofia estão cruzadas debaixo dela, a cabeça apoiada na mão. — Eu não sabia que você cantava. — Stanton tem uma bela voz. — Diz minha mãe. — Costumava cantar na igreja todos os domingos. Sofia sorri. — Você foi um verdadeiro garoto do coral? Como eu não sabia disso? — Eu tinha sete anos. — Digo secamente. Mas, em seguida, Presley toma todo o meu argumento. — Vamos lá, papai. Eu gosto de ouvi-lo cantar. Simples assim. Aceno para Mary e ela começou a tocar guitarra. É uma quase triste suave melodia. Uma canção sobre pais e filhas, continuando enquanto eles permanecem exatamente os mesmos. — Ella juega a Cenicienta, paseando en su primera bicicleta... Passo as mãos pelo cabelo de Presley novamente, mas enquanto a canção continua torna-se maior seu significado, fica mais significativa. Eu sinto o calor no olhar de Sofia, observando uma parte diferente de mim que nunca viu, e assiste com fascínio. Vejo JD com os olhos fixados em Jenny, quase que desejando que vire a cabeça. Mas ela não o olha. Do outro lado do fogo, através de fumaça e chamas, ela mantém seus olhos azuis diretamente em mim. E eu olho para ela, fixamente, enquanto canto sobre memórias preciosas, antigos e novos amores. — A los ojos de ella soy el Príncipe Azul, pero para él sólo soy un tipo montando y robando a Cenicienta.

Eu sou um recolhedor, um daqueles caras que revisa as sobras pouco antes de todo mundo ir para casa. Na mesa da comida, a luz do fogo, vejo


que JD também é um daqueles caras. Eu coloco a última perna de frango no meu prato, e JD está no último pedaço de carne. Eu mergulho meu frango com molho barbecue caseiro e ele pergunta: — Esse é seu molho? — Sim. — Ouvi dizer que é muito bom. Eu ofereço a colher. — Você ouviu direito. Coloca em seu prato, em seguida, lambe os dedos e leva a carne em sua boca. Me dá um polegar para cima durante a mastigação. — Meu irmão mencionou algo sobre uma festa na terça-feira. Você pode ir, ou você vai estar muito ocupado? Eu realmente espero que tenha algo mais para fazer, então eu vou ter Jenny só para mim. Mentalmente, eu esfrego as mãos, em perspectiva, ansioso. Acena. — Sim, eu estarei lá. Liberei “agenba pada da demada.” Franzo o cenho quando suas palavras tornam-se mais e mais difíceis de entender. Então eu me aproximo para observar ... porque algo simplesmente não parece bom. — Meu cada “esda hidada, Dandon? De diende hidada.” — Santa mãe do caralho! — Eu digo de volta em desgosto. Porque Jimmy Dean já não tem o rosto de um modelo para a Calvin Klein. Agora parece que o personagem principal de uma produção de terror de Elephant Man. — “Diede Dimiendos esdo?” — Ele pergunta. — “Dimiendos?” Pimentas. Oh oh.

—Seu bastardo inacreditável!


— Foi um acidente! — Acidente minha bunda! — Não sabia… — Nana disse que te contou que ele era alérgico a pimentas! — Jenny grita do seu lado da caminhonete, depois que um JD nocauteado pelo Benadryl foi colocado no banco do passageiro. — Coloquei flocos de pimenta nele, Jenn, pensei que era alérgico a pimentas reais! Não para os flocos de pimenta malditos! E a terrível ironia disso? Digo a verdade. Vou ter que recalibrar o meu detector de merda para ouvir as reivindicações indignadas de inocência de meus clientes. Aparentemente, às vezes eles não dizem merda, não importa o quanto soa parecidos. — Te odeio! — Isso é um pouco demais, não acha? — Exagerado! — Ela grita, me fazendo tremer. — Você tentou envenená-lo! Chuto o pneu do caminhão. — Se eu quisesse envenená-lo, porra, ele estaria morto! — Passo-a mão no meu rosto. — Mas talvez você deva considerar adiar o casamento, pelo menos até que JD não pareça como — aponto para a janela do passageiro — assim. Seus olhos se arregalam. E também suas narinas. — É por isso que você fez isso? Você acha que você pode sabotar meu casamento, bastardo podre? — O quê? Não! Agora estou realmente na merda. — Ouça-me e escute bem — ela sussurra — vou me casar no sábado, e eu não me importo se eu tiver que arrastá-lo, meio morto, pelo corredor e apoiá-lo contra o maldito órgão para fazê-lo! Até então fique longe de nós! Eu não quero ver, não quer ouvir, não quero nada! — Quando você ficou tão teimosa? — Eu grito.


Caminha pisando fundo ao redor da parte de trás do caminhão, respondendo: — Quando você se tornou um maldito egoísta! — Jenny! Aguarde ... Mas isso não acontece. Faz o oposto, não espera, sobe na caminhonete e vai. Leva JD para casa para cuidar dele até que melhore. Sofia está ao meu lado na calçada, observando as luzes traseiras desaparecerem. — Bem, isso não funcionou como planejado. — Me queixo. — Realmente foi um acidente? — Ela pergunta com uma sobrancelha levantada. — Sim! Realmente foi. Então eu paro e reformulo: — Um acidente maravilhoso e fortuito. Sorri e solto o meu sorriso. Então grita. — Santas bolas de merda! — O quê? O quê? Estala os dedos e aponta para o céu, com um largo sorriso de descoberta. — Reação alérgica! — Sim? — Eu pergunto. — O Assassinato perfeito. Ativação de uma reação alérgica. — Ela cruza os braços, orgulhosa de si mesma. — Realmente? — Pergunto com uma cara séria. — Minha vida está caindo aos pedaços, e até mesmo desempenhou o crime perfeito? Ela dá de ombros. — Bem... é uma boa. Brent e Jake vão ficar impressionados.


Stanton — Eu nunca vi um tão grande. É muito grande. — Não é tão grande. — É monstruoso! Vai me matar. — Eu prometo você vai adorar amor. Toque-o. Suspira. — Não posso. Pego a mão de Sofia e pressiono contra a pele quente. Obrigando seus dedos a acariciá-lo. — Vê? Você gosta. Agora só tem que montá-lo, então realmente você vai gostar. Na segunda-feira de manhã, finalmente trouxe Sofia para comprar um bom par de botas. Admirou um par de botas de montaria de couro marrom com costura rosa e um chapéu combinando. E eu tive que dá-los, porque a mulher pode usar um chapéu como ninguém. Uma vez que chegamos em casa, achei uma boa ideia para dar a sua equipe um bom uso. E levá-la para montar a cavalo. Apoia sua mão no casaco preto e suspira. — Então é assim que eu vou morrer.


Eu rolo meus olhos. — Desde quando você é tão dramática? Ou covarde, se isso importa? Você tem um cão do tamanho de um pequeno touro. Estamos fora dos estábulos, selando Blackjack, um garanhão manso e tranquilo, o primeiro cavalo que Presley montou sozinha. Sofia olha com cautela. — Meu cachorro não vai me jogar e quebrar meu pescoço. Ou me chutar. Ou pisar em mim. Subo a sela de montar na parte traseira de Blackjack. — Não... simplesmente rasgar sua garganta se o irritar. Captura a acusação na minha observação. —Isso é um estereótipo vil do Rottweiler. Sherman nunca faria isso! É o meu doce bebê. — Eu nunca vi um bebê com dentes como o seu. — Aperto as travas e a última fivela. Em seguida, bato no lado de Blackjack do jeito que gostaria de estar batendo na bunda de Sofia. — Agora, monte. Sofia olha para o enorme animal. Seus olhos redondos, sua expressão completamente intimidada e vulnerável. E parte de mim deve ser um bastardo doente, porque isso está me fodendo por dentro. Dá um passo para frente, levantando as mãos, dobrando o joelho... e acovarda. — Não posso! Eu não posso, não posso, não posso, não posso. Eu só não posso! Eu ri, batendo em seu ombro. — Tudo bem, não sofra um ataque cardíaco, será mais divertido dessa maneira, de todos os modos. Subo nas costas do cavalo, olho para baixo, e estendo minha mão. Suas sobrancelhas franzem. — Eu não sei se os seres humanos estão destinados a montar algo tão grande. Eu sorrio. — Vamos, Soph, confie em mim. Tenho-te. Sofia respira, pega a minha mão e coloca o seu pé esquerdo no estribo. Blackjack permanece completamente imóvel, enquanto balança a perna e a puxo de costas, sentado em frente de mim.


Sua bunda coberta por calças de vaqueiro pressiona contra o meu pau. Suas costas contra o meu peito, os cabelos roçando meu rosto, e eu cheiro gardênias. Esta viagem vai ser o melhor tipo de tortura. Sentindo-a, abraçando-a com força, mas incapaz de fazer qualquer coisa sobre isso, um delicioso e fodido tormento. Envolvo meu braço em volta de sua cintura, puxando-a para trás, segurando as rédeas nas mãos. — Relaxe, Sofia. — Digo suavemente. — Nunca deixaria nada acontecer com você. Encosta-se contra mim, vira a cabeça e sorri. — Ok. Então, começamos a nos mover. — Wow! — Grita, agarrando minhas coxas. —-. Acalme-se! Lembre-se, lenta e constantemente se ganha a corrida. — Mas duro e rápido é muito mais divertido. Trotamos costa acima, e sei exatamente o lugar que eu quero mostrar para ela. É o lugar mais alto da terra de meus pais, onde pode-se ver os hectares de erva como um ponto do oceano esmeralda. — Você sabe que — provoco — a única coisa melhor do que andar de cavalo é estar montado em um. Sofia ri. — Você está falando por experiência? Inclinou seu o chapéu para trás. — Apenas a partir de minhas vividas e, infelizmente, não cumpridas fantasias. Seria preciso um pouco de imaginação, agarrar-se da maneira certa, balançando suas pernas em volta da minha cintura ou meus ombros ... — Você está tentando me distrair para não me assustar? Eu lambo meus lábios, sorrindo. — Talvez... talvez não. Está funcionando? Suas mãos pegam minha coxa e esfregam. — Uma vez que, na verdade, está funcionando, conte-me mais... — Meu Deus... é tão bonito. Eu vi essa visão mil vezes, mas estar aqui com Sophia, ver a alegria no seu rosto, o assombro, é contagioso. Faz-me agradecer novamente onde eu


estou, as bênçãos que tínhamos ao crescer. Ela suspira, e juntos desfrutamos da tranquilidade, observando os prados verdejantes e os vales pontilhados de gado marrom e preto. — Mmm. Olha por cima do ombro para mim. — O quê? Eu aponto para o gado agrupado. — Você vê como eles estão agrupados dessa forma? Sofia acena. Olho para o céu, à procura de um sinal, mas não há nada para ver, exceto azul. — Quando o gado se junta assim, normalmente isso significa que uma tempestade está vindo. Agora ela também está olhando para o céu. — Quer dizer que você pode sentir isso? — Sim. — Isso é incrível. Eu dou de ombros. — É muito legal. — Ofereço as rédeas. — Você quer dirigir? Agita os dedos, sorrindo vertiginosamente. E isso me faz sorrir novamente. — Você acha que estou pronta? — Definitivamente. Acaricia o pescoço de Blackjack e toma as rédeas. — Tudo bem, Blackjack, trabalhe comigo. Os vinte minutos seguintes passaram comigo explicando como montar um cavalo, girá-lo, parar, acelerar. Logo, Sofia está por conta própria, e faz isso muito bem. E nós estamos falando, sobre tudo e qualquer coisa, os detalhes de gado, o negócio de construção de seu pai, e como pensamos que as coisas estão indo na empresa sem nós. Sofia diz-me sobre a primeira vez que seus


pais a deixaram andar de metrô sozinha em Chicago, e conto-lhe sobre a tomar esses caminhos depois da escola com Jenny. Sorrio enquanto me lembro. — Quando éramos jovens, nós tentamos encontrar a árvore de escalada perfeita. Então, quando éramos mais velhos, tentamos encontrar a árvore perfeita para transar contra ela. Sofia ri, em seguida, torna-se sombria. Nos balançamos com os passos suaves de Blackjack e me pergunta: — Realmente quer isso, certo? Sem pensar, eu respondo: — Sim, eu faço. Ela ainda permanece por um momento, olhando para o chão. Então ela pergunta: — Você já pensou sobre o que você vai fazer se você não puder convencê-la a não se casar? Eu balancei minha cabeça. — O fracasso não é uma opção, eu não tenho um plano B. Sophia vira para olhar para mim. E há algo nadando naqueles olhos castanhos que não posso ler. — Stanton... significa muito para mim. E eu... ultimamente... senti... Movo seu cabelo para trás. — Você também significa muito para mim, Soph. — Você sabe... se você fizer Jenny se arrepender se casar com JD, há uma grande probabilidade de que ela queira que você seja exclusivo. E se esse for o caso... eu não gostaria que as coisas sejam difíceis ou tensas entre nós. ... Eu não quero perder sua amizade. Inclino-me para a frente e beijo sua testa. — Eu prometo: você não vai perder, nunca deixaria isso acontecer.

Na parte da tarde, depois de andar para trás, eu tento chamar Jenny. Mas vai direto para a caixa postal. Enviei uma mensagem de texto, uma, duas, três vezes, mas horas depois, nenhuma resposta. Então eu ligo de novo após o jantar. Correio de voz.


Merda. Está escuro quando eu paro a caminhonete na frente da casa de Jenny, bato na porta e chamo por ela. — Ela não vai sair — diz Wayne Stanton, de fora, mastigando uma palha em sua boca. — Ela diz que ainda está com raiva. — Eu não posso ir sem vê-la. Eu vou dormir aqui mesmo nos degraus da varanda do caralho. — Uma entre os olhos fará com que vá. — Nana grita do quarto. — Traga-me as balas, Wayne! Poucos minutos depois de Wayne tentar novamente, Jenny vem pisando duro ao descer as escadas, seu cabelo solto, vestindo em um manto lavanda e cuspindo absurdos. — Eu estive cuidando de JD durante todo o dia e eu trabalho na parte da manhã! Eu não quero entrar nisso com você agora, Stanton. — Então você deve ter respondido o maldito telefone quando te chamei antes. Temos que falar. Com os braços cruzados e um olhar severo, se inclina para frente e declara: — Já falei tudo o que eu vou falar com você. Meu queixo fica tenso e dou um passo para mais perto dela. Recua. — Diga-me uma coisa, Jenn... você realmente está tão zangada comigo? — Meus olhos passam por seu rosto, as mãos apertadas, sua cintura pequena cingidos com o cinto de seu robe. Então, encontro seus olhos e pergunto em voz baixa: — Ou você está com medo de ficar sozinha comigo? Com medo de me ouvir? Porque você sabe que isso é um erro. Porque você ainda me ama. Sua boca fecha e seu queixo se levanta. — Vá para casa e passe algum tempo com sua filha. Ela precisa estar na escola às oito horas. Sua não-resposta é toda a resposta que eu preciso. — Eu sei que hora a escola começa. — Então boa noite, Stanton. — Ela corre para a porta, entrando na casa, como se não pudesse escapar suficientemente rápido. Faço as chaves girar em torno de meu dedo. — Bons sonhos, Jenny.


Vinte minutos mais tarde, estou subindo as escadas para o quarto, tentando pensar em algo novo... inesperado... que virá em torno de Jenn. Quando eu começo a abrir a porta para o antigo quarto de Carter, eu ouço vozes atrás da porta fechada ao meu lado, risos e conversa feminina. Sorrindo, abro a porta e lá, sentado na minha cama de pijama e pantufas, está minha filha, minha irmã, e minha... Sofia. — Olá papai! — Presley me cumprimenta com um sorriso largo. Levanta as mãos, as unhas de um azul brilhante com estrelas. — Srta. Sophia fez-nos manicures e pedicures! Mary mostra-me os dedos das mãos e pés, vermelhos com flores alaranjadas, ao se sentar na cadeira no canto, deixando espaço para mim na cama. — Lindas. Vocês têm as mais belas unhas na cidade. — E nós estamos assistindo a um filme. — Diz Presley, se aproximando mais de Sofia. — O Rei Leão. — O Rei Leão, eh? Eu não acho que eu já vi esse ainda. Eu fico na cama enquanto o filme se abre na tela, dois leões em um encontro na selva. — Como foi? — Sofia pergunta suavemente, entregando-me uma tigela de pipoca. Meus olhos dizem tudo o que eu não posso dizer. — Foi. Presley inclina a cabeça no meu peito e eu me acomodo, beijando o topo de sua cabeça, desfrutando de tê-la por perto. Eu olho para Sofia enquanto coloca uma pipoca em sua língua, lambendo a manteiga da ponta do seu dedo mindinho. E há algo sobre tudo isso — aqui na minha cama, minha irmã, minha filha — que parece quente e bom, e faz com que pareça ainda mais bonita do que eu jamais pensei que era. — Eu quero um Simba para mim um dia. — Minha irmã suspira. — Um homem forte e peludo que vai rolar em torno da selva comigo.


Peludo? Eu franzo a testa em direção a Mary. — Eu nem mesmo sei como diabos eu deveria responder a isso. — Eu não. — Presley diz enojada. — Todos os caras que eu conheço são pequenos. E feio. Eu acaricio sua cabeça. — Assim é. Todos os garotos são pequenos e feios. Como trolls. Sofia ri da minha cara troll. Presley concorda. — No Entanto, eu gosto dessa música. Sofia praticamente grita quando ouve isso. — Oh, meu Deus, Elton John. O melhor cantor. Se seu pai concordar deixarei todas as suas melhores músicas para você. Grandes olhos azuis de minha filha olham para mim procurando aprovação. — O pai diz que está tudo bem. E eu recebo um abraço em troca. Com meu braço no travesseiro atrás de nós, a minha mão repousa ao lado da cabeça de Sofia, perto o suficiente para tocá-la. Então eu faço, massageando o couro cabeludo, correndo os dedos pelo cabelo escuro suave, apreciando a sensação dela deslizando sobre minha palma. Vira sua cabeça para o meu contato com um suspiro de satisfação. E juntos, todos nós assistimos o resto do filme.


Stanton Por volta das dez horas da noite seguinte, estaciono a caminhonete no estacionamento do meu irmão, entre um mar de caminhões. É como férias de primavera no campo: adolescentes em todos os lugares. Mary e Marshall desaparecem na multidão segurando copos vermelhos de plástico, andando, falando de hormônios. Sofia para e olha ao redor, enquanto anda pelo caminho até a porta. Luzes brilhantes piscam nas árvores, a lua pendura no céu, a música de Led Zeppelin em algum lugar na parte de trás. — É agradável. — Diz. — Silencioso. Enquanto revisa o recinto, lhe olho de novo.. Ela parece linda em seus jeans apertados azul escuro, botas pretas de salto alto até o joelho e um top sem mangas, com decote em V branco que se encaixa em todos os lugares certos. Seu cabelo é abundante e vivo, enrolado nas extremidades, e um longo colar de pérolas está em seu pescoço. Minha avó costumava usar pérolas, mas nunca parecia como Sofia Santos. Antes que eu pudesse chegar perto da porta do trailer, que se abre para nós, uma das seguidoras hippies loiras do meu irmão Sal ou Sadie tropeça para fora. Reconhece-nos, seus olhos vidrados felizes. — Holaaa! — Nos abraça com cheiro de maconha. — Bem-vindos à selva! Vamos conectar uma lâmina de água descendo a colina, você vem? Sofia sorri com indulgência. — Talvez mais tarde.


Depois que a garota hippie cambaleia para longe, Sophie diz: — É como estar na faculdade novamente. Eu bufei. — Columbia não era nada como isso, e vivi em uma maldita casa de fraternidade. Justo nesse momento, um cara que parecia mais da minha idade passou correndo por nós, seu traseiro nu. Cubro os olhos de Sofia. — De acordo. É como estar na faculdade novamente. Dirigimo-nos para dentro, separando as cordas de contas turquesa penduradas na porta. Uma vara de incenso queima em uma prateleira, enchendo a sala com um odor pungente. Carter sorri amplamente quando nos vê através da multidão de corpos enchendo a sala completamente. Ele me abraça, seu torso nu, exceto por um colete de couro marrom e um rosário. — Bem-vindo de volta. Estou feliz que você pôde vir. — Em seguida, ele abraça Sofia, por um tempo. — Vamos pegar algo para beber. Carter dá a Sofia uma excursão pelo trailer ornamentado e estou aliviado de ver que adolescentes não são os únicos convidados na festa. Na verdade, é muito parecida com uma reunião da escola secundária. Todos de minha classe do último ano, que não deixaram a cidade, que é praticamente todos, estão aqui. Nós recuperamos o atraso, e orgulhosamente apresento Sofia. Cerca de uma hora mais tarde, ela fala no meu ouvido. — Eu estou indo para fora para obter ar. Lanternas chinesas coloridas estão penduradas em cordas acima de uma linha de rosas brancas, iluminando o pátio de pedra. Uma fogueira queima abaixo, iluminando a maior parte do pátio. Olho através do grupo de pessoas em pé na grama, e finalmente, vejo Jenny. Ela está falando com a pequena morena Jessica Taylor, um ex-membro da equipe de torcida. Mas o mais importante: JD está longe. Tempo para recuperar a paixão. Passo para Sofia meu copo de Jack Daniels. — Pode segurar isso para mim? Ela segue a minha linha de visão. — Claro. Eu quebro a haste de uma rosa branca e do show. — O que você acha? Seu aperto nos copos aumenta. — Eu acho que ela vai adorar.


— Se tudo correr como planejado, eu vou por um tempo. Marshall vai levar para casa se você quiser sair antes, certo? Sofia olha para seus sapatos. — Ok. Lhe pisco um olho. — Você é a melhor, Soph. Deseja-me sorte. Mas enquanto eu vou embora. — Não o faz. Jessica Taylor me cumprimenta com um abraço. Jenn me olha com desconfiança. Estendo a rosa para ela. — Oferta de paz. Seu rosto relaxa um pouco, seus lindos lábios cor de rosa formando um sorriso relutante. — Obrigada. Jessica ri. — Senhor, gostaria de me dar tão bem com o meu ex. Ficaria satisfeita se não ameaçasse me dar veneno de rato. — Ela balança a cabeça. — Mas vocês dois sempre foram a combinação perfeita. Lembra-se do jogo de futebol, no primeiro ano, após Stanton marcar o touchdown da vitória? E ele correu para fora do campo diretamente para você, Jenn. Você levantou-se e o beijou na frente de toda a escola, como algo saído de um filme de Drew Barrymore. Os olhos de Jenny são quentes e eu sei que se lembra, como eu. Eu a tinha pego tarde, nós tínhamos discutido. Uma palavra levou a outra, e quando chegamos ao campo jurou não falar comigo novamente. Meu gesto romântico longe dessa ideia, e aconteceu a noite, após o jogo, no banco de trás da minha caminhonete, dizendo todos os tipos de palavras maravilhosas como sim, mais e outra vez. Jessica foi para encher seu copo, e desde então eu continuei olhando nos olhos de Jenny. — JD está totalmente recuperado? Bufa. — Como se você se importasse, mas sim, ele está. Carter trouxe algumas compressas de ervas para ele o que melhorou o resto do inchaço. Está no trailer neste momento, pegando mais. Meu sorriso torna-se tenso. — Vou me certificar de agradecer a Carter — então me inclino mais perto. — Porque nós não... Não termino a frase.


Atrás de nós, a partir do pátio, há um apito, um grito e vaias altas. Viro-me e olho para onde o barulho está vindo, só para ver que ele está sendo direcionado para Sofia. Quatro idiotas que eu já vi antes, cujo nome eu não sei, mas eu não me importaria de ler um par de lápides. Então um deles a alcança e agarra sua bunda. Eu não sabia que a frase tanta raiva que eu vi vermelho, poderia ser literal, mas isso é apenas o que acontece. Minha visão se torna um túnel forrado com vermelho quente. Não me lembro de andar longe de Jenny, não me lembro de cruzar o pátio. A próxima coisa que eu estou ciente da minha mão em torno da garganta da escória, batendo sua cabeça contra a parede do reboque do meu irmão. — Toque-a de novo e rasgarei a porra do seu braço e o meterei em seu traseiro. Suas mãos me arranham, tentando afastar os meus dedos. Aperto ainda mais. Em seguida, Carter está ao meu lado. — Relaxe, Stanton. Somos pacifistas aqui. Você precisa acalmar-se, irmão! Quando o rosto do cretino se torna um tom de roxo aceitável, eu o deixo ir. Ele segura o pescoço, inquieto e ofegante. Rosno para o meu irmão. — Não me diga para me acalmar. Diga ao seu amigo que ter cuidado onde coloca suas malditas mãos. Com uma das mãos sobre o peito, eu empurro o cretino à parede do reboque uma última vez, apenas no caso. Então coloco o meu braço em torno de Sofia e a olho. Seus olhos brilham suavemente em mim. — Você sabe que eu poderia ter lidado com isso. — Eu sei. Mas você não deveria. E não deixei seu lado pelo resto da noite. À uma da manhã, a festa ainda continua. Sofia é uma bêbada boba e feliz, sentada ao meu lado em uma cadeira de gramado, ensinando a Sadie algumas palavras em Português. Depois de seis ou sete Jacks com Coca Cola, eu também estou bastante bêbado. Carter corre de um lado do trailer,


chamando-me novamente, dizendo-me para me apressar. Eu estendo minha mão para Sofia e a puxo. Meu irmão coloca um dedo sobre os lábios e balança a cabeça em direção a minha caminhonete. Minha caminhonete tem janelas embaçadas como o carro do Titanic. Carter pega de um lado e outro, enquanto bate nas janelas gritando. — Polícia! Abra! — Ele abre a porta violentamente. Então canta: — Eu vejo Londres, vejo a França, vejo Marshall sem cueca! Nós rimos como hienas, enquanto o meu irmão mais novo e veste a calça jeans e põe o chapéu, amaldiçoando o dia em que nascemos. Uma loira com cara cor-de-rosa, para a decepção de Marshall, desaparece em um grupo de seus amigos. — Todos vocês se fodam. — Grita Marshall. Um pouco mais tarde, estamos sentados ao redor da fogueira: Carter, Marshall, Jenny, JD e eu. Carter prepara um baseado, em seguida, ofereceme. Eu balanço minha cabeça. Sofia também recusa. Jenny, no entanto, prontamente aceita e fuma como uma profissional. — Pensei que havia dito que não era tão divertida quanto costumava ser? — Brinco. Soprando uma nuvem de fumaça. — Aos vinte e oito anos, eu fumo por razões completamente diferentes das quais eu fazia aos dezesseis anos. JD também deu algumas baforadas. — Tudo bem, ouçam, crianças tenho algo a dizer. — Anuncia Carter, e todos os olhos estão sobre ele. — Quando Jenny e JD se casarem no sábado, todos nós vamos ser uma família. Não, não realmente. Abro a boca, mas ele continua: — Como abelhas zumbindo de uma colmeia, todos viveremos em harmonia para a colônia para florescer. E estou sentindo uma tensão entre Stanton e JD. Os brilhantes olhos de JD se fecham. — Não há tensão. Stanton e eu nos damos muito bem.


Claro. E, no que me diz respeito, nos daríamos muito melhor, se você mudar para a China ou tentar escalar o Monte Everest... e morrer. Jenny levanta a mão, como se estivéssemos de volta na escola. — Concordo Carter. — Acaricia a perna de JD. — Você é muito doce para ver, baby. — Nós temos que nos livrar da negatividade. — Explica Carter. — Eu tenho uma maneira infalível para restaurar a ordem natural e reforçar a hierarquia funcional com o qual todos nós podemos ser felizes. JD coça a cabeça. — Essas foram um monte de palavras, homem. Você poderia repetir para mim? Ordem natural. Hierarquia. Poderia ser apenas o uísque... mas soa como uma boa ideia. Certamente era o uísque. Esta é uma ideia terrível. A vida é engraçada. Um dia você está vestindo um terno que custa mais do que a maioria do que as pessoas podem levar para casa em um mês, impressionando o chefe com sua habilidade e experiência. E uma semana depois, está no meio de um pasto de gado, às duas da manhã, bêbado demais para ver bem, preparando-se para uma corrida em um trator. Sim, um trator. Essa era a grande ideia de Carter. A competição saudável, o melhor homem ganha, e toda essa merda. Agora os tratores de meu pai estão vomitando fumaça diesel, roncando como um trovão, JD em um, no outro. Carter toca a música "Holding Out for a Hero", vociferando fora dos altofalantes do meu caminhão e Jenny está de pé em frente de nós. — Em suas marcas, prontos, vão! JD lança seu chapéu no ar e saímos disparados. É menos de um quilômetro até a árvore, então nós temos que virar e voltar. Eu empurro o pedal até o fundo, indo a toda a velocidade. Ouço o grito de Jenny: — Chute a bunda dele, JD!


E Carter: — Essa é a forma, rapazes! Sintam o equilíbrio de volta, é tudo uma questão de equilíbrio! Sofia coloca as mãos em volta da boca e grita: — Vamos lá Stanton! Dirija esse trator maldito! E rio alto e duro. Eu olho para JD e ele também está rindo. Porque isto é assim malditamente ridículo... mas da melhor maneira. Quando eu começo a girar em torno da árvore é quando decido que quero ganhar. Seria uma ótima maneira de terminar uma boa noite. Com uma vitória. Mas há uma razão pela qual você deveria não operar uma maquinaria pesada sob a influência de drogas e álcool. Essa razão evidente quando JD e eu não deixamos espaço suficiente, pois ambos tentamos fazer uma viragem apertada e acabamos tocando a máquina contra a do outro. Movo minha perna bem a tempo de não ser pego, mas os tratores ficam presos, emaranhados. —¡Retrocede! — Eu digo, apontando para a roda. — Retrocede você! — Replica. E justo quando eu penso em espancá-lo e fazê-lo retroceder, uma arma de fogo ressoa, ecoando através do campo. Instintivamente me encolho, parando. Com meus ouvidos ainda ecoando com o som, eu olho... e vejo meu pai, vestido com uma túnica azul e botas pretas, segurando a espingarda. A partida definitivamente terminou.

— Que diabos vocês estavam pensando? Todos os seis estamos sentados na mesa da cozinha com as cabeças para baixo, a boca fechada. — Vocês têm uma filha! Você não agia desta forma quando estava na maldita escola! É melhor deixá-lo falar tudo. Quanto mais fala, mais tempo vai gritar.


— Meu filho, o advogado, rasgando minha grama de inverno como um tolo, com o meu outro filho, o traficante de drogas, ajudando! — Ele grita, e suas bochechas ficam rosadas, como um bravo Papai Noel. Carter escolhe esse momento para interromper. — Era um exercício de ligação. Eu sou um curandeiro, pai. — Você é um idiota! E essas são as primeiras palavras que o meu pai diz diretamente para o meu irmão em dois anos. Tem sentido. Carter se põe de pé. — Você tem que relaxar. O stress é um assassino silencioso. Eu tenho algumas ervas que podem ajudá-lo com isso. — Você pode ajudar a si mesmo, permitindo que eu te chute o traseiro bem forte. — Grita. Mas Carter não desanima. Joga seus braços ao redor do pescoço do meu pai. —Te amo papai. Estou tão feliz que estamos falando novamente. Por um momento, meu pai acaricia as costas de Carter e seus olhos se suavizaram. E eu sei que também está feliz por estar falando com meu irmão novamente. Mesmo que seja apenas para gritar com ele. E então o empurra de volta e olha para nós. — Todos vocês vão se levantar ao amanhecer para propagar novamente a porra do meu chão, ou eu vou chutar alguns traseiros! — Sim, senhor. — Responde JD. — Sim, senhor. — Responde Jenny. — Definitivamente, ninguém quer ter seu traseiro chutado. — Concordo. E porque é uma figura, Sofia acrescenta: — O agricultor. Eu cubro minha boca para que meu pai não comece novamente. Marshall ri atrás de mim. Justo quando ele se vira em direção à escada, Mary entrando pela porta dos fundos, usando as mesmas roupas que ela usava mais cedo: shorts jeans, um top vermelho, jaqueta jeans branco, chinelos azuis. É claro que é a mesma roupa, porque ela ainda não tinha ido para casa para mudar para qualquer outra coisa.


Dá uma parada perto da porta, observando o nosso grupo como um cervo quando a luz de um caminhão se aproximava. — O que é isso? Alguém morreu? Não. Mas a noite ainda é uma criança. — Você acabou de chegar em casa? — Pergunta meu pai, seu tom cada vez mais ameaçador com cada sílaba. Seu rosto está em branco. A cara de poker, do jeito que ela está tentando não mostrar nada diz que está mentindo. — Claro que não! — Exclama. — Meu toque de recolher é à meia-noite e já é depois de meia-noite. Se acabasse de chega ... isso seria errado. Minha irmã não é uma boa jogadora de poker, e seria uma terrível testemunha em um tribunal de direito. Mas meu pai, como muitos outros, quando se trata de sua filha mais nova, sua única menina é cego. Ou ele está ficando velho demais para manter o ritmo. — Então onde diabos você estava? — Eu pergunto, inclinando a cadeira para trás. Dá-me um olhar de ódio por uma fração de segundos. Em seguida, com mais suavidade, diz: — Eu não conseguia dormir. Eu... me vesti e saí para uma caminhada. Beijo meu pai suavemente no rosto. — Você deve ir para a cama, pai. Você parece um pouco ruborizado. Ele lhe dá um tapinha no topo de sua cabeça, em seguida, sobe as escadas resmungando que nós, as crianças, seremos sua morte. Eu estou pronto para deixá-lo ir, merda, o toque de recolher saltar dez vezes mais do que isso. Mas, em seguida, minha irmã mais nova pega uma jarra de suco da geladeira e tira a jaqueta, revelando meia dúzia de manchas vermelhas de vasos sanguíneos quebrados no fundo do seu pescoço e peito. Marshall rouba as palavras da minha boca. — Que porra é essa? Mary quase deixa cair o copo de suco. — O quê? O que? Carter, Marshall e eu a cercamos. — O quê?! —Aponto marcas. — Você teve um encontro com a mangueira de um aspirador de pó?


Olha para baixo. — Oh... — E mente mal novamente. — Me machuquei em um arbusto. Carter inspeciona mais de perto de seu pescoço. — Isso são chupões, menina. Frescos. Quem estava sugando o pescoço da minha irmã mais nova? — Eu prefiro não dizer. — Ela responde, pressionando os lábios. — Não dou a mínima para o que você prefere. — Digo. — Você vai dizer e você vai dizer agora. Sofia se põe de pé. — Espera um segundo. Eu levanto minha mão. — Basta sentar, Sofia. Isso é uma coisa de homem, você não entenderia. Assim que as palavras deixam meus lábios, eu sei que elas estão erradas. Seus olhos estão arregalados, em seguida, aperta os olhos. Ela cruza os braços e dá passos deliberados em nossa direção. É a sua posição no tribunal, seu advogado de defesa de modo ativado, e é sexy pra caralho. — Lamento. — Diz não soando nem um pouco arrependida. — Você acabou de dizer “isso é uma coisa de homem”? — Não falei assim. — Bem, isso é como um Neanderthal soa na minha cabeça. Eu estou apenas esperando por um grunhido, você bater em seu peito e esfregar algumas varas. Ou você ainda não descobriu o fogo? — Soph... Agora ela levanta sua mão. — Sem Soph. Não vi ninguém apertar os parafusos para Marshall sobre o nome da menina com quem ele estava passando um tempo em seu caminhão e com as calças abaixadas até os tornozelos! Mary diz. — Quem estava com você, Marshall? Dá um passo atrás. — Eu prefiro não dizer. Mary olha para Jenny, que fornece a informação. — Norma-Jean Forrester.


— Eu sabia! — Grita Mary, então ela cheira o braço de Marshall. — Ela é tão suja! — Ela é suja! Concorda Jenny. — Toda a sua família é suja. Eu levanto os meus braços. — Podemos nos concentrar no presente, por favor? — Olho fixamente para Sofia. — A razão pela qual não interrogamos Marshall é porque Norma-Jean não deixou uma horda de chupões atrás dela. Sofia acena. — Então você tem problemas apenas com os chupões? Não realmente, mas soa melhor que começar a enfurecer-me com o pensamento de minha irmã fazendo as mesmas coisas que pouco me importa se meu irmão faz. — Sim. Infelizmente, existe uma razão por que Sofia é uma advogada de alto nível, ela pode ver através inferno. — Tem certeza? — Sorri. — Sim, Regis, essa é minha resposta final. — Vejo. — Agarra a gola de sua camisa e abaixa. — Então eu acho que também tem um grande problema com todos esses? Quatro, não, cinco chupões desaparecendo, e duas marcas de mordida estragam a pele, de outro modo, perfeita de Sofia. Vê-los faz com que o sangue corra direto para a minha virilha. — Caramba! — Exclama minha irmã. — Você se tornou um vampiro enquanto estava em DC? Jenny acrescenta o seu grito, rindo. — Pelo amor de Cristo, Stanton! Eu deveria me preocupar por Jenny não ficar incomodada pela evidência visual do meu flerte com outra mulher. Mas... isso não acontece. Aponto para os chupões com minha mão. — Isso é totalmente diferente! — Por quê? — Pergunta Sophia, seus belos olhos brilhando de desafio. — Porque você não é minha irmã. — Bem, ela é a irmã de alguém. — Argumenta, Mary. Mantendo os olhos em mim, Sofia levanta três dedos.


— Três! — Mary disse. — Ela é a irmã de três pessoas! — E o meu irmão mais velho poderia chutar o seu traseiro com muito pouco esforço. — Ela cruza os braços, andando como se estivesse dando uma questão prévia de encerramento. — Então, Sr. Shaw, parece que estamos em um impasse. Você pode deixar sua irmã ir para seu quarto sem mais pressão para dar um nome. Ou... as mulheres da família e eu vamos para a outra sala e tirar fotos dos meus seios, e enviá-los para o meu irmão. Para ver se ele concorda com a alegação de que é uma coisa de homem. Por um minuto, esqueço que Sophia e eu não somos os únicos na sala. — Eu adoro quando você se coloca toda advogada de defesa contra mim. — Suspiro. E eu rolo meus olhos. — Vá para a cama, Mary. — Sim! — Sofia diz. — Você conseguiu, garota! Marshall anuncia que ele vai para a cama também e segue Mary nas escadas. Carter boceja. — Estou moído. O sofá está chamando meu nome. —Cruza a cozinha, tirando a roupa a medida que anda. No momento em que sai da sala, a última vista que tenho dele é a sua bunda branca como um lírio. Eu esfrego os olhos, para apagar a imagem, e porque eu estou exausto. — Ouça Stanton? — JD pede. — Uma vez que todos nós temos que levantar — olha para o relógio — daqui a duas horas para replantar o campo, seria bom se Jenny e eu passássemos a noite aqui? Sem pensar, eu dou de ombros. — Claro. E nós quatro nos dirigimos para o celeiro. Depois que Jenny e JD estão instalados no antigo quarto de Carter, e Sophie e eu estamos sob as cobertas da minha cama, ela sussurra. — Isto é estranho? Isso é estranho, certo? Incomoda lhe que eles estão... aqui? — Aponta a porta aberta do banheiro que liga os dois quartos. Mais uma vez, você provavelmente deveria. Devo querer rasgar a cabeça do salsicha. Sufocá-lo com um travesseiro. Jogá-lo pela janela e vê-lo cair dois andares, orando que sua cabeça quebre. Mas só puxo Sofia para mais perto. Estou cansado demais para me preocupar com merda.


Stanton Marshall se livra de semear o campo porque ele tem que ir para a escola. O resto de nós, Sofia, Carter, Jenny, JD e eu não temos tanta sorte. Tomamos o café da manhã juntos e passamos a manhã jogando sementes e fertilizantes na terra para que meu pai não seja tentado a vir e chutar nossas bundas. Mas, mais tarde, depois de um longo chuveiro, a pressão começa a se construir. E com a chegada da noite, ela se sente como um peso fresco me pressionando, o pouco tempo que resta antes de sábado. Então, eu levo o assunto em minhas próprias mãos.

— Ow! — Um ramo me acerta no antebraço, tirando sangue. — Merda! Um monte de ramos de folhas finas acerta no meu rosto. — Fodido inferno todo poderoso. — Dou um golpe na cabeça com a parte inferior de um ramo particularmente forte. Por que isso era mais fácil quando eu tinha dezessete anos? Talvez a idade me fez menos imune à dor. Eventualmente, chego ao topo, minha meta dourada e brilhante. A janela do quarto de Jenny.


Está desbloqueada como eu sabia que estaria. Eu abro e seguro as minhas mãos na borda para impulsionar. — Cristo em uma fodida banheira! — Jenny grita de sua cadeira boudoir onde ela se senta, com apenas uma pequena camisola rosa de tiras finas. — Por que você apenas não me assusta até a merda? — Você beija sua avó com essa boca? — Grunho. — Isso explica muita coisa. — Quando apenas se mantem sentada, de braços cruzados, estranho. — Você nem mesmo vai me dar uma mão? Isso é muito frio, Jenn. Revira os olhos e exala alto, mas depois se levanta e me ajuda a entrar. Eu tropeço para a frente, agarrando-me a seus quadris para evitar deixar-nos cair, e nós dois congelamos quando percebemos que nossos rostos estão há apenas milímetros de distância, compartilhando as mesmas respirações. Então Jenny se arruma e se afasta. — Você não deveria estar aqui, Stanton. A ignoro e eu olho para a cama. — Onde está Presley? — Ela adormeceu no sofá no andar de baixo. Eu vou buscá-la em um tempo. E então, meu olhar cai para trás de Jenny, um vestido branco pendurado na parede. E cada osso do meu corpo torna-se gelatina, unidas por tiras soltas e trituradas de tendão. — É esse? — Sussurro. — Sim. — Jenny diz muito suavemente. — Esse é o meu vestido de noiva. Não é lindo? Vejo-a levá-lo em minha mente. Delicadas rendas, flores bordadas em torno do corpo que eu conheço tão bem. Linda não está sequer perto. — É bonito. Então, eu me lembro que vai usá-lo para outra pessoa, e meu coração é espremido com tanta força que sinto como se ele fosse evaporar no meu peito. — Eu não quero feri-lo, Stanton.


Viro-me para ela, agora desesperado. — Então não faça. Fale comigo, me ouça. — Tenho falado com você! É você quem não tem ouvindo! — Ela exclama com uma expressão decaída. — Você é tão teimoso, você está tão preso em o que você pensa é suposto ser, você está perdendo o que é certo na sua frente. Sento-me na beira da cama, passando a mão pelo meu cabelo frustrado. — Você soa como Carter. Eu noto um monte de caixas perto dos meus pés, abertas. — O que é isso? — As Meninas no meu clube organizaram um chá de lingerie... Observo um pedaço do material que espreita da caixa mais próximo. Preto e... couro? Pego-o e junto vem um par de algemas pretas com fechaduras de prata brilhante. Junto com as algemas, há um chicote preto combinando. Que porra é essa? — Stanton, não... Mas eu estou mexendo. Vendas de Olhos, bolas de mordaça, chicote de couro que definitivamente não são para um cavalo, anéis de pênis, e uma grande variedade de vibradores, roxo, azul, de vidro, e um particularmente grande sugador com bateria. Com um rubor escarlate, tira o vibrador gigante das minhas mãos e suspira. — Eu disse que havia maneiras em que JD me conhecia melhor do que você. — Também gosta desse tipo de coisa? Acena. — Por que você nunca me contou? Não me olha nos olhos. — Eu não sei, você me conta o que você gosta de fazer nos dias de hoje? Jenn e eu sempre tivemos sexo incrível, mas o tipo de incrível que é familiar e praticado. Perguntar-lhe se quer ser fodido duramente, fazê-la


implorar por gozar, incliná-la sobre a mesa e penetrá-la sem me preocupar em tirar a roupa só porque é mais sujo desse jeito, isso nunca, nunca passou pela minha cabeça. — Não, eu não acho. Eu acho que você me daria um tapa se te dissesse. — O que você teria dito se eu te dissesse? Eu tomo o vibrador, pegando-o na minha mão com admiração. — Eu teria dito ... verifique se você tem baterias de reserva. Ela ri, colocando o vibrador de volta na caixa e repousa a cabeça no meu ombro. — Te amo. Isso me faz a sério novamente. — Então não faça isso. Ela só sorri tristemente. — Há todos os tipos de amor, Stanton. O nosso é aquele que cria o melhor tipo de vínculo, que irá durar uma vida. Mas não é o tipo para casar. — Isso não é verdade. — Pego seu rosto em minhas mãos. — Eu estou apaixonado por você, Jenny. Seus olhos estão secos, mas há lágrimas em sua voz. — Não, você não é. É um eco. Quem éramos, as promessas que fizemos, tivemos paixão. Mas um eco não é real, você não pode construir uma vida com isso. É apenas a memória de um som. Acaricio sua bochecha com o polegar, escutando suas palavras, mas não realmente ouvindo. — Eu apenas desejo... eu gostaria de ter sabido que a última vez que eu beijei você seria a última. — Traço seus lábios com a ponta do meu dedo. — Teria sido mais cuidadoso para me lembrar. Deixeme beijar-te agora, Jenn. Dê-nos isso. E então, se você ainda quiser casar com ele, eu juro que vou me afastar. Eu vejo em seus olhos. Desejo. Talvez também se arrependa de não apreciar esse último beijo. Ela olha para a minha boca e as mãos segurando seu queixo. Eu me inclino mais perto, dando-lhe tempo para dizer não. Mas isso não acontece. E então nossos lábios se tocam, esfregam juntos, são moldados em conjunto. Ela afunda no beijo com o mais ínfimo de gemidos e empurrou-a


para mais perto. Eu movo minha boca na dela, e tem gosto, assim como na minha lembrança, de cerejas doce do verão. E eu espero a sensação que sempre vem, que puxa o inegável, que me faz querer tocá-la em todos os lugares, todos de uma vez. Espero que esse sentimento de certeza, a perfeição sem pecado, que estou exatamente onde eu deveria estar, e que a mulher em meus braços é tudo que poderia pedir. O problema é que... esses sentimentos não vêm. Meu coração está batendo no meu peito, minhas mãos não tremem com a necessidade de tocá-la. Há só... nada . Quer dizer, eu estou em um quarto escuro com a boca pressionada contra uma mulher bonita, de modo que há alguma coisa. Mas não é o que é suposto ser, não é poderoso ou alucinante, ou terno ou emocionante. Não é nada como quando eu beijo... Oh, merda. Faz-me lembrar os contos de fadas que lia para Presley quando era pequena. Aqueles em que o beijo sempre quebrou o feitiço. Acabavam com a maldição. Abri os olhos. Gradualmente estamos separados, e Jenny e eu olhamos um para o outro. — Você também sente, certo? — Pergunta. — Que coisa? — Como se você tentasse colocar uma peça de quebra-cabeças no lugar errado... que há algo faltando. Você sente agora, certo? Em um sussurro chocado, eu finalmente admito para mim mesmo e para ela: — Sim. É isso mesmo, exatamente. — Coloco uma mão em seu ombro. — Jenny, eu... De repente, tapa a boca com a mão, seu o rosto tornando-se uma máscara de remorso e culpa. — Oh, meu Deus! O que eu fiz? — Jenn...


Ela se levanta e anda para trás e para frente, falando palavras rápidas e horrorizadas. — Oh, meu Deus! Te beijei! Três dias antes do meu casamento! Três dias antes de estar diante de Deus e minha família, e me comprometer com outro homem! Um homem que não fez nada mais do que me amar, confiar em mim, respeitar-me! Oh, deus do caralho! — Acalme-se! Tudo está bem. Nós não… Se se vira para mim como uma cobra. — Não me diga para me acalmar! JD sempre se sentiu intimidado por você. Ele sempre se preocupou que eu não poderia amá-lo como eu te amei. Ele nunca pensou que ele poderia estar à altura... Eu não posso segurar e um sorriso satisfeito aparece. — Realmente? Aponta o dedo e diz entre dentes: — Limpe esse sorriso fora de sua cara ou vou tirá-lo com um tapa! Meu sorriso foge apavorado. — Como eu direi? Como é que eu vou explicar sem que se sinta...? Levanto-me, bloqueando seu caminho. — Vamos manter entre nós. Você não tem que dizer nada. — Sim, eu tenho que dizer! — Ela grita. — Os segredos são um veneno. Comem a alma de um relacionamento. — Oh, pelo amor de Deus, Jenn, seriamente precisa parar de sair com o meu irmão. Aponta para o meu rosto de novo, fazendo-me retroceder até a janela. — Todo isso é culpa sua! Enganou-me! — Não te enganei! — Minha avó estava certa sobre você, você é Satanás. — Pega a primeira coisa que pode agarrar, a bola da mordaça, e joga em mim. — Fora daqui, Satan! — O chicote é o próximo. Então as algemas. Levanto os braços enquanto projéteis de brinquedos de sexo são lançados em minha direção. Provavelmente vai deixar uma marca. — Se supõe que deveria jogar água benta!


Viro-me e eu corro para fora da janela. Descendo rapidamente, estou no meio do caminho antes do meu pé ficar preso e eu cair a outra metade. — Ouch! Eu caí de costas, possivelmente quebrando meu rim. Enquanto eu respiro através da dor, eu ouço Jenny fechar a janela acima de mim e, olho para o céu. É negro como tintas e as estrelas brancas cintilam sobre mim como um milhão de olhos zombadores. Cubro meu rosto com o braço. Hoje à noite não saiu como planejado. Ultimamente, tem sido assim. Mas eu percebi uma coisa crucial. Algo que muda a vida. Eu sou um homem apaixonado. Apenas não sou um homem apaixonado por Jenny Monroe. Meu primeiro pensamento após este entendimento é: Foda-me. O segundo é: de Drew Evans vai morrer de rir.

Eu levo o meu tempo para ir para a casa de meus pais, tentando processar tudo. Meu irmão disse que eu deveria meditar, e pela primeira vez desde que saí da parte mais profunda, eu acho que pode ser bom. Sentimentos passam através de mim, rápido demais para segurá-los, como um galho em um rio caudaloso. Abro a porta do quarto de Sofia, suavemente, observando sua forma sob o luar que entrava pela janela aberta. Ela está do seu lado, a pele luminosa de suas costas nuas contra mim. Ternura inunda meu peito, e uma sensação doce de alívio. É como voltar para casa. Eu forço minha mente a calar a boca, colocando de lado a louca confusão em que me encontro, despindo-me. Então eu entrar na cama, determinado a focar neste momento. O simples aqui e agora. Só ela. Mas antes que possa tocá-la, gira, me surpreendendo. — Como foi com Jenny? — Ela pergunta.


Tiro os cabelos úmidos de seu rosto. — Foi... esclarecedor. — O que quer dizer? Para dizer a verdade? Não tenho nem ideia. Durante muito tempo, eu pensei que Jenny Monroe foi o meu para sempre. Era uma certeza, como o sol nascendo no leste. Perceber que nada disso é verdade, e eu realmente concordo, me lança em um grande turbilhão da porra. Gostaria de saber se esta é a forma como as pessoas sentiram quando descobriram que a Terra não era plana. É uma mudança de percepção em como eu vejo o mundo e o que é suposto ser o meu lugar nele. Meus pensamentos sobre Sofia são fodidamente complicados. Eu sinto que isso se estende para além de admiração por seus grandes seios e grande inteligência. Mais profundo. Agora eu sei, só que eu não sei o que eu deveria fazer em relação a isso. Acreditaria em mim se eu dissesse a ela? Existe alguma chance de que sinta o mesmo? Então eu não vou fazer nada. Porque o que acontece quando você está dirigindo um carro e tenta mudar as marchas muito rápido? Elas rangem, guinam, possivelmente causando a queda da transmissão para fora do fundo de seu carro. Em caso de dúvida, é melhor esperar. — Eu não quero falar sobre isso. Seu rosto se tensa, como se quisesse pressionar sobre o assunto, mas depois vira de costas e reclama: — Está tão quente que eu estou literalmente derretendo. — Ela enxuga o suor da testa. Eu sorrio. — Minha avó costumava dizer que Mississippi estava mais perto de Deus. O problema é que quando você está mais perto dos céus, você está mais perto do sol, e é por isso sempre tão quente. Sofia ri. Em seguida, arqueia as costas e roda desconfortavelmente. — Eu nunca vou ser capaz de dormir. Isso é quando eu tenho a melhor porra de ideia. — Quero te levar a um lugar.

o

pescoço


—Você está convencido de que é seguro? — Completamente. — Puxo o guidão, testando o peso da corda que nos sustentará. Range como uma casa velha em uma tempestade, mas resiste. — Vê? Estamos em Sunshine Falls, poucos quilômetros para baixo da minha casa e da de Jenny, onde todo mundo vem nadar. A verdade é que não há cascatas, é mais como um cume com quatro metros de rochas em pequenas cachoeiras, frescas e claras. Mas... esse é o nome. A melhor parte é a linha de árvores velhas entrincheirados ao lado, com ramos que paira sobre a água, tornando-o para o perfeito e épico salto. Esta é a catraca de uma velha bicicleta presa no final, o que contribui com a aderência. — A única coisa que você tem que lembrar é deixar ir. Acena com a atenção. — Vamos lá. Entendi. — Não paralise e agarre. Você vai balançar para trás e bater no tronco... o que vai ser foda divertido, e nunca vou deixar você esquecer a vergonha. Mas também dói muito. Não fique nervosa. — Eu não estava nervosa, mas agora você está me fazendo sentir assim. — Sofia se move de um pé para o outro, e seios impressionantes balançando sob os minúsculos triângulos do biquíni vermelho. Eu lambo meus lábios. Seria tão fácil apenas curvar-me e sugar seus mamilos saborosos através do tecido de seu traje. E as coisas que poderiam fazer esta corda e... Fecho meus olhos com um gemido, uma ereção completa agora dói contra o tecido do meu calção. Mas a ignoro porque agora é hora de nadar. Sofia está quente. Muito quente... Nadar, nadar, fodidamente nadar. — Eu vou primeiro. — Agarro as barras, levanto as minhas pernas, e balanço sobre a água em um arco suave. Quando chego ao limite, um segundo antes de a corda começa a balançar para trás, eu deixo ir, os pés


de pouso primeiro na água após um backflip perfeito. Eu saio para a superfície e suspiro de prazer, água fria faz uma sensação incrível contra a minha pele superaquecida. Apertando os olhos na escuridão, eu vejo Sofia na borda. — Vamos lá! É bom. Então, com um grito ensurdecedor, ela balança para mim. Justo quando grito: — Solta! — Ela o faz e entra como uma bala de canhão no rio. Sai rindo, sufocando um pouco. Sua pele é lisa e brilhante, seu cabelo molhado pesado e longo. — Então eu ainda tenho as partes de cima do meu biquíni? — Verifica as cordas amarradas no pescoço. — Infelizmente, sim. Seu rosto está em êxtase, como uma criança a ver a praia pela primeira vez. — Vou fazê-lo novamente! Mais tarde, Sofia encontra-se encostada na rocha, o pé brincando na água. — Esta é a melhor ideia que você teve já teve. — Suspira. Olho as águas rasas, as ondas se movendo em torno de meus quadris. Minha voz é rouca, quase irreconhecível. — Estou pensando em algumas melhores neste momento. Levanta a cabeça e encontra meus olhos. E ali mesmo, sua respiração acelera. Seu peito sobe e desce um pouco mais rápido. O pulsar em seu pescoço um pouco mais rápido. — Vem aqui, Sophia. Seu olhar não deixou meu rosto, enquanto desliza sobre a água, aproximando-se. Quando está a apenas um braço, eu respiro fundo. — Você disse que nada de sexo quando chegarmos à minha casa, mas eu te desejo tanto, posso te provar? Ela olha para a minha boca, lutando. E eu não posso deixar de sorrir. É o sorriso que a faz cair. Um segundo mais tarde, me puxa para ela, murmurando: — Foda-me. — Oh, querida, eu tenho toda a intenção.


No momento em que meus lábios tocam os dela, no segundo minha língua invade o calor úmido de sua boca, eu estou gemendo. Parece que faz muito tempo. Pega meu bíceps, suas unhas cavando-os, sua língua tão ansiosa quanto a minha. Puxo a corda do biquíni, liberando a carne macia e exuberante. Em um movimento, eu envolvo suas pernas em volta da minha cintura, levantandoa mais para cima e abaixando a cabeça. Minha boca está sobre ela, chupando o já referido mamilo, lambendo-o, lambendo a água em sua pele e sentindo o gosto. Cristo, eu poderia fazer isso por horas. E os sentimentos me batem, cegadores e contraditórios. Tudo o que não estava lá quando eu beijei Jenny. O desejo insano, necessidade inexplicável, querendo passar horas e dias com a mulher em meus braços, não querendo nunca que o momento acabe. Precisando vir tanto que meu pau pulsa dolorosamente, ansioso para ficar enterrado dentro dela a noite toda. Estou totalmente ferrado. Mas neste segundo, não há absolutamente nada que eu mudaria. Sofia se contorce e geme em meus braços. Seus quadris esfregam, giram contra os músculos de minha barriga, as mãos segurando minha cabeça, puxando o cabelo. E eu levo o meu tempo adorando seus magníficos seios. Mantendo um braço ao redor dela nas costas, a minha mão livre massageando o peito, beliscando o mamilo. Sofia não parece ter a mesma paciência que eu. — Stanton, por favor. — Pede o queixo esfregando contra meu cabelo. — Oh Deus, eu preciso que me coma. Continuo chupando seus seios, brincando com a minha língua e então sugando. — Ainda não. Desenrosca as pernas e desliza para baixo, na minha frente. Meu pau dói com o atrito e empurro os quadris para frente, à procura de mais. Sofia, em seguida, pega o assunto em suas próprias mãos. Literalmente.


Beijo sua boca, mordendo o lábio quando eu vejo sua mão cavar debaixo de água, em seu traje de banho. Oh, merda. Seu gemido se torna mais profundo, mais selvagem, e sua mão livre desliza em torno de minhas costas, na minha roupa de banho, agarrando minha bunda. Aproximando-me onde eu mais preciso. Peguei-a contra mim e nos arrasto para a costa. Coloco-a no chão e deito sobre ela, esfregando os seios nus. Empurrei para baixo a parte do biquíni e puxo o resto do caminho, então me libero das restrições sufocantes do meu calção. Suas coxas se abrem mais quando eu empurro meus quadris contra elas. Agarrando meu pau, arrasto a cabeça através de suas dobras, sentindo o calor, querendo investir, esfregando e montá-la até que ambos os enlouqueçamos. Jesus, nunca me senti assim. Tão, porra urgente. Tão desesperado. Empurro dentro dela, apenas a ponta, e seus músculos se apertaram em torno de mim ansiosamente. É tão gostoso... escorregadio e apertado. Muito quente. Eu olho em seus olhos. — Não tenho nada, Sofia. Uma caixa maravilhosa cheia de preservativos em casa, no meu quarto. Merda. Ela balança a cabeça, sua voz alta e sem fôlego. — Não me importa. Fico mais duro com o pensamento de transar com ela sem um preservativo. Imagens ilícitas passam através de meus olhos, dizendo a mim mesmo que isso não importa. Instigando-me apenas empurrar, investir, foder. Eu arrasto as unhas para baixo por sua coxa suavemente. — Vou tirar antes. — Prometo. — Quero ver como venho sobre você. — Deslizo a mão em seu estômago sobre de seus seios. — Aqui. Brilhando sobre essa porra de pele perfeita. Acena com um gemido, me puxando para ela. Levanta as pernas, então eu escorrego mais profundo.


Eu empurro com força e paro. Afundando-me na sensação de que se envolveu tão firmemente em torno de mim, enchendo-a completamente sem nada entre nós. Não me lembro a última vez que estive dentro de uma mulher sem nada, mas não é isso que o torna diferente. É bonito. Intenso. Mas só porque é ela. Saio devagar. Ela arqueia as costas, esfregando contra mim. E eu empurro novamente dentro dela, gemendo e agarrando. Me deixo ir, transando com ela sem um grama de moderação, movendo-nos lentamente para a borda, balançando seus seios com cada impulso dos meus quadris. Puxou-a pelos ombros e agarra a minha cabeça, me segurando enquanto sua língua saqueia minha boca. Sua boca inclinou meu queixo, mordendo, e vem com um suspiro contra a minha pele. Eu sinto sua contração, apertando com tanta força que faz fronteira com a dor. O melhor tipo de dor. Quando seus músculos relaxam, eu empurro novamente, sentindo a tensão que se constrói em meu estômago. Faíscas elétricas são desencadeadas nas minhas coxas, e no último momento possível deixo ir e me ajoelho. Eu passo o meu punho pelo meu comprimento, e olha para mim com os olhos extasiados. Abrange minha mão com a dela, ajudando-me para chegar lá. O som de meu sangue correndo aumenta em meus tímpanos e eu venho em rajadas fortes, quentes. Geme comigo e meu orgasmo pinta seus seios com salpicos brilhantes que seguem e seguem. Com um gemido final, caio em cima dela, ambos ofegantes, perseguindo a nossa respiração. Embalado contra seu pescoço e meus braços, puxam-na. Ficamos assim até que o sol aparece no horizonte, a leste. E um novo dia nasce.


Stanton Na quinta-feira à tarde, a irmã de Jenny dá uma grande festa para ela e JD na casa de seus pais. É mais elegante do que o assado de domingo, mas não tão extravagante como um catering para eventos organizado. Os noivos renunciaram a despedida de solteiro, para grande desgosto de Ruby. Parece que ela estava ansiosa para dar a sua irmã mais nova o tipo de despedida que incluía bombeiros strippers e passeios de touro mecânico. Obviamente, Ruby não tem conhecimento das tendências pervertidas de sua irmã, e o fato de que ela já tem a sua própria coleção de algemas, os strippers provavelmente teriam sido uma decepção. Sendo tão próximos deles, toda a minha família é convidada. Entrar em sua casa decorada com flâmulas e balões com tema nupcial faz pouco para resolver a confusão na minha cabeça agora. Eu ainda não estou animado com o casamento de Jenny, mas a ideia não faz minhas entranhas queimarem com ciúmes ou de pânico. Eu entendo agora, depois de ontem à noite, após o beijo sem importância, vejo que Jenny estava certa. Sobre tudo. Isso confessar Esse é o suficiente

é exatamente o porquê não há nenhuma boa razão para ela as coisas para JD. Simplesmente causaria problemas para nada. conselho que eu quero dar a Jenn, se ficasse quieta tempo para conversar.


— Não agora, Stanton. — Sai da cozinha comigo logo atrás dela. Sua boca se aperta, seus olhos são cansados e apagados de remorso. Está estressada, mas o que é pior, ela é culpada. — Jenny, me dê um segundo. — Mas já na sala de estar, movendo-se através de um mar de pessoas, cada um concordando com a cabeça, sorrindo e falando. O céu lá fora é da cor de fumaça cinza, rapidamente tornando-se para o carvão, para o que todos estão aqui dentro. Na sala de estar, olhos de JD acendem quando Jenny entra na sala. Ela bate os olhos para ele com uma expressão que não posso ler. — Não diga nada, Jenn. Ainda não. — Digo contra seu cabelo. Ruby caminha ao redor da casa com um microfone, jogando bingo nupcial. — Tudo bem. Todos vocês, que sabem o mês e dia, que JD e Jenny tiveram e seu primeiro encontro? Marque-o em seu cartão. — Ela inclina-se para a pequena e velha Sra Fletcher, que é surda como um poste, e no microfone grita: — O primeiro encontro, Sra Fletcher! A Sra Fletcher acena e, em seguida, escreve a data de hoje. — Seja honesta — diz Jenny a si mesma — a verdade vos libertará. Não, sei por experiência que a verdade pode pousar sua bunda como uma cela num cavalo. É como a verdade surge que faz toda a diferença. Se move para frente, antes que possa agarrar-lhe o braço. — Aí vem minha menina. — Diz JD de seu assento. A vejo engolir sua saliva enquanto se senta ao lado dele. E parece que pode realmente vomitar quando diz: — Há algo que eu preciso te dizer. Ei, JD. — chamo. — Você quer sair e jogar bola? Ele levanta um dedo para mim e seus olhos escuros estreitam enquanto observa Jenny com uma mistura de preocupação e curiosidade. — O que é isso, bonita? — Muito bem, todo mundo se prepare para o próximo! — Anuncia Ruby no microfone. Está entre as cadeiras de JD e Jenny. — Jenny vai dar a todos! E é como um acidente de trem. Um movimento lento, um choque imparável.


Ruby abaixa o microfone à boca de Jenny assim que ela confessa: — Beijei Stanton noite passada. Choque. Todo mundo para, olha, ninguém se move. Mesmo a velha Sra Fletcher claramente ouviu. — Hah! — Ela sussurra com prazer ao seu companheiro Bingo. — Sabia que o menino não iria deixá-la ir tão facilmente. Mas uma outra voz que me captura, pega alguma coisa dentro de mim, e se contorce. — A beijou na noite passada? As palavras são sussurradas com convicção... e descrença. Mas é o olhar nos olhos de Sofia que quase me faz de joelhos. Aflição. Dor não diluída, puro, que nem sequer tenta esconder. E é como se eu pudesse ler sua mente, ver os seus pensamentos. Ela está pensando em nosso tempo sobre o rio, ligando os pontos. E que está assumindo que a usei. Eu voltei para ela para terminar o que comecei com Jenn. Está tudo bem fodido em seu rosto. — Soph... — Dou um passo em direção a ela para explicar, para afastar aquele olhar, mas me dá as costas, saindo da sala. Com o público ainda em silêncio, Ruby limpa a garganta e fala no microfone. — Pastel... e licor... pastel será servido na varanda, se vocês me seguirem. — Ela faz um gesto com a mão. A sala é rapidamente esvaziada, deixando apenas Jenny, JD, eu, nossos pais, e meu irmão mais velho. Os olhos castanhos de JD olham para ela como se estivesse esperando que continuasse, mas não pode decidir se realmente quer que faça. Não parece zangado. Parece surpreso. Destruído. Como... como um filhote de cachorro que acaba de ser expulso. Respira fundo e diz: — Jenny... eu sei que não sou emocionante. Eu não tenho um trabalho chamativo, eu não sou o quarterback estrela, eu sou um cara simples. Eu gosto de coisas simples. Coisas tranquilas, como segurar a sua mão, e assistir TV com os braços ao seu redor. Eu sou apenas um homem que te ama mais do que jamais vai amar qualquer coisa. — Se


endireita. — Mas não vou lutar por você. Este não é o ensino médio ou um filme, somos adultos. Você deve decidir o que você quer. Quem quer. E isso tem que ser agora. Os dedos de Jenny se enrolam em torno de si suplicantes. — Eu decidi. Quero você, JD, eu te amo. Suas palavras parecem incomodá-lo mais. Empurra seu cabelo escuro, braços apertados, as mãos enroladas em punhos. — Você tem certeza sobre isso? Porque não parece com amor de onde eu estou de pé. Eu acho que é hora de intervir. — Olha JD... — Oh, cale-se. — Rosna. — Desculpe-me? — Eu estou até aqui com você! — Ele aponta para o topo da sua cabeça. — Tudo estava bem até que você voltou. Você era um idiota na escola, e agora você ainda é um idiota! Pressiono minha mão no meu peito. — Jenny disse que você pensava que eu era uma lenda. — Um idiota legendário! Sempre andando ao redor como se fosse melhor do que nós, muito bom para esta cidade. Foda-se! Estou insultado. — Bem, certo como a merda que era melhor do que você, maldito gandula. De repente, JD muda de um filhote de cachorro a um Rottweiler. Um que morde. — Era o auxiliar técnico. — Grita. Logo se joga sobre a mesa, agarrando-me pela cintura, indo os dois para baixo. — June grita. Jenny geme: — Oh, inferno. Minha perna pega a perna da mesa de café, assim a lâmpada acima dela cai no chão. E Carter diz: — Finalmente! Isso é o que eu estava falando. Lavem a negatividade! Retirem tudo, pessoal.


Passo meu braço contra o peito de JD, tentando tirar vantagem. — Eu pensei que você não estava indo lutar. — Brinco. — Eu mudei de ideia! — Rosna. Então ele me dá um soco no olho. Minha cabeça se move bruscamente para o lado, mas volto, dando um gancho de direita em sua mandíbula, fazendo meus dedos pulsarem. Ataques e rosnados, chutes e socos. Mas em apenas alguns minutos, Wayne e meu pai decidiram que o suficiente é o suficiente. Pegam cada um pelo pescoço e arrastando-nos, nos separa. Ofegante, JD sacode o aperto de Wayne, mas não vem para mim novamente. Olha Jenny e diz: — Terminou aqui. E a porta da frente se fecha atrás dele. Após a saída de JD, Ruby anunciou que a festa tinha acabado e mandou todos para casa. Em seguida, jurou a todos que ia nos colocar no programa de Jerry Springer9 em setembro. Vinte minutos depois, estou na mesa da cozinha, segurando um saco de ervilhas congeladas no meu olho inchado. Jenny se senta em uma cadeira ao meu lado, enquanto nossa filha anda entre nós. Presley para em frente de mim. — Usamos nossas palavras para resolver os problemas aqui, não nossos punhos. — Ela anda um pouco mais. Então olha para Jenny severamente. — E você feriu os sentimentos de JD. Você deve pedir desculpas. Acenamos tristes em uníssono. Conseguir que sua bunda seja chutada por uma menina de onze anos de idade não é divertido em nada. Presley balança a cabeça e sacude o dedo. — Estou muito desapontada. Com ambos. Eu quero que sentem aqui e pensem sobre o seu comportamento. E da próxima vez, eu espero que possam tomar melhores decisões. — Com um hum de reprovação final, ele se afasta, deixando-nos inquietos. Silenciosamente Jenny mastiga suas unhas. É o que ela faz quando está nervosa, e não é preciso ser um gênio para adivinhar o que a preocupa.


_____________________________ 9 = Apresentador de um programa conhecido nos Estados Unidos por mostrar histórias de pessoas reais, mas estranhas, histórias como as observadas nas telenovelas: infidelidade, engano e, por vezes, violência.

— Desculpe, Jenn. Eu não queria... — Faço uma pausa, por que o fim do casamento de Jenny e JD era exatamente o que eu queria. Eu pensei que me sentiria vitorioso, outro ponto na coluna da vitória. Mas eu me sinto como merda. Ela apoia a mão na minha perna. — Tudo bem, Stanton. Não é sua culpa. Olho para ela. Esperando. — Tudo bem, sim a culpa é sua. Mas eu também fiz a minha parte. Se eu tivesse dito desde o início, permitindo-lhe se acostumar com a ideia, nós não... A porta da frente se abre com um golpe, soprando folhas, pequenos pedaços de terra e... a cara de bunda de Jimmy Dean. Jenny se levanta quando ele entra na sala, o rosto duro e o cenho franzido. Mas há algo mais em seus olhos. Medo. — Voltou. — Respira. — Eu tive que voltar. Para me certificar de que Presley e você estavam bem. — A puxa para seus braços, e o Rottweiler está de volta em sua gaiola. — Uma tempestade se aproxima. — Me olha. — Disparou a advertência de furacão, ouvi que se aproxima da cidade. O rádio foi cortado na viagem de volta, mas parecia que estava por vir. Merda. Ver tornados é bastante comum nesta parte do Mississippi. Nós os tratamos da maneira que a Costa Leste opera uma tempestade de neve, com cuidado saudável e preparação, mas na realidade ninguém espera o Armageddon mostrando nos filmes. Mas um aviso significa que um tornado realmente tocou baixo. E se você está no seu caminho, isso é um problema do caralho.


Ao mesmo tempo, todos se movem, trazendo móveis do jardim, bloqueando as janelas. Nem todas as fazendas têm uma adega de tempestade, mas esta tem. O pai de Jenny pega o kit de primeiros socorros debaixo da pia, todos se reúnem na cozinha, e saem pela porta de trás. Mas quando eu olho em volta, meu coração fica preso na minha garganta, bloqueando o ar. — Onde está Sofia? Caminho de volta para a sala de estar, olhando. Eu abro a porta para verificar o quintal, e tenho que forçar minhas pernas contra uma onda de vento que parece como se o próprio Deus estivesse tentando me bater na bunda. — Ela estava andando. — Fornece Ruby, com o rosto pálido e tenso. — Quando? — Eu grito. — Um tempo antes da luta. Ela saiu pela porta de trás e simplesmente continuou andando. Puro pânico frio sobe nas minhas pernas, como se afundando em areia movediça. E milhares de cenas horríveis passam pela minha cabeça. Sofia sendo derrubada por estilhaços, sangrando e gritando o meu nome. Preso sob uma árvore caída, seus olhos sem vida. Correndo, quase alcançando a casa... antes de ser arrastada pela massa cinzenta monstruosa. Indo, como se ele nunca tinha estado aqui. Seu nome borbulha no meu peito e cerro os dentes para não gritar. — Eu tenho que encontrá-la. Na cozinha, eu lhes digo: — Todos continuem, irei procurar por Sofia. — Papi! — Presley joga seus braços em volta da minha cintura e eu posso sentir sua agitação. —Papai, por favor, venha com a gente. Não vá! Seu terror, sua necessidade corta-me através do meu peito como um facão, quebrando-me em dois. Ajoelho-me, olhando nos olhos dela, tocando seu rosto. Eu coloquei tudo o que eu tenho em minhas palavras para confortá-la. — Vou voltar. Eu juro, Presley, vou voltar. Seu lábio treme.


Acaricio seus cabelos e tento dar o meu sorriso. — Não podemos deixar a senhorita Sophia lá fora, menina. Vou procurá-la e depois vamos vir diretamente para você. — Eu olho para Jenny, que está segurando a mão de JD. E eu sei o que tenho que fazer. Pego Presley em meus braços, beijando seu rosto. — Você vai estar com sua mãe e JD. Eles vão mantê-la segura. Eu abraço uma última vez, e depois a entrego. A JD. Eu nunca me vi deixando a minha filha sob os cuidados de outro homem. Eu nunca imaginei que um cenário onde isso estaria bem. Mas não há ciúme, nenhum desejo de nocauteá-lo e arrebatá-lo de volta... Eu sou apenas grato que Jenny não está sozinha. Ela murmura algo para nossa filha e acena para mim, gratidão em seus olhos. Como um presságio, há um ruído no exterior, tirando-nos para fora do momento. Minha mãe apressa todos para a porta. Quando JD vai, eu agarro seu ombro, falando mais com os meus olhos, para não assustar o pacote precioso que segura em seus braços. — Assegure-se de fechar a porta atrás de você. Você entende o que estou dizendo? Não espere por mim, é o que estou dizendo. Bloqueia a maldita porta e mantenha fechada, mesmo se eu ainda estou do lado de fora, nada mais vai tocar. Acena, o rosto solene. — Sim, eu entendo, Stanton. Viro-me e vou até a sala de estar. — Ei, espere! — Me chama. Olho para trás e JD me lança um conjunto de chaves. — Seu irmão colocou pneus de merda em sua caminhonete e vão ficar presos na lama. Tome o meu. Eu olho para as chaves na minha mão, então eu olho para ele. Assente. Assinto. E isso é tudo o que há para fazer. Sofia estava certo quando disse que os homens são criaturas simples. Com esta troca fácil, eu concordei em não ficar no seu caminho com Jenny, e ele concorda em não me dar uma razão para matá-lo. Dentro e fora.


Corro para a porta e para a caminhonete. A dura realidade que eu não tenho ideia de onde Sofia está me consome, empurra em meu cérebro, ameaçando quebrá-lo. Eu conheço a propriedade Monroe, assim como a minha. Se saiu pela porta de trás, há uma boa chance de que estava indo em direção ao milharal. A menos que se vire. — Maldita seja! — Eu grito, batendo no volante, tentando dirigir rápido o suficiente para cobrir mais terreno, mas ainda olhando para os campos por um sinal de onde ela poderia estar. A caminhonete vibra com o vento e granizos do tamanho de ervilhas que saltam para o para-brisa. Eu penso nela neste clima, sozinha, desprotegida. Está com frio? Está com medo? Cada músculo do meu corpo congela com o pensamento. —Vamos lá, querida. — Pronuncio com os dentes cerrados. — Onde você está? Eles dizem que quando você morre, a vida passa diante de seus olhos. Eu não sei se isso é verdade. Mas eu sei com certeza que há um ponto onde você tem medo por alguém que você se importa... alguém que você ama torna-se tão intenso, tão paralisante, que todo o resto desaparece. E você está consumido com pensamentos dela: a maneira, o cheiro, o som de sua risada, a voz. Todo momento que eu compartilhei com Sofia passam através da minha mente, como um filme mudo. Sofia ao meu lado em um tribunal, debaixo de mim na cama, os dias brincando e conversando, as noites que gemeu e suspirou. E cada imagem faz-me querer mais. Mais tempo. Mais memórias. Cada momento que nós ainda não compartilhamos, todas as experiências que não tivemos, todas as palavras que eu nunca disse. Eu preciso deles. Necessito. Mais do que eu já precisei de alguém. De ninguém. Eu fecho meus olhos e rezo uma oração silenciosa, pedindo e implorando. Por outra chance de acertar. Para reviver cada segundo com ela, tratá-la com o respeito que sempre mereceu. Para cuidar dela. Por favor, Deus. E quando abro meus olhos, tenho que acreditar que Deus me ouviu. Porque eu a vejo ao longe, seu cabelo chicoteando, tropeçando no vento e


aqueles saltos malditos de dez centímetros. Meu primeiro pensamento é: Obrigada senhor, está segura. Meu segundo pensamento é: eu vou estrangulá-la. Eu conduzo rápido e os freios da caminhonete gritando quando eu os pressiono a poucos metros de onde ela está. O vento empurra e o granizo cai enquanto deixo o caminhão e caminho em direção a ela. Fora do veículo, bombardeiam meu rosto e ombros em fragmentos de gelo. Minha voz ressoa mais alto que o vento. — Que parte do gado está agrupado, porra, me diga que você não ouviu? — O quê? E então a tenho. Em meus braços, no meu peito, quente e viva, que está sendo espremida com tanta força que pode não ser capaz de respirar. Mas eu não posso deixá-la ir. — Não faça isso de novo. — Digo severamente ofegante contra sua orelha. Ela olha para mim com os olhos abertos e tão bonitos que me faz estremecer. — Não fazer o quê? Empurrou o cabelo para trás, segurando seu rosto. E minha voz falha. — Ir. A pressiono contra mim, apertando, abrigando-a com a minha própria carne e sangue. Meu corpo suspira, meus ossos são afrouxados com alívio porque está aqui, inteira e segura. Mas a segurança, como tantas outras coisas que pensamos que podemos controlar é uma ilusão. Porque quando eu me virar para abrir a porta da caminhonete e colocá-la dentro, mantendo Sophia protegidas atrás de mim, uma aguda e penetrante dor aparece contra minha pele... E o mundo se torna escuro e silencioso.


Sofia São engraçadas, as coisas que você se lembra. Os momentos que estão marcados em nossas mentes, os minutos que você deseja que pudesse esquecer. Não me lembro de estar com medo durante o acidente da minha infância, embora tenho certeza que estava. Não me lembro da dor quando meu lado foi aberto. O choque, adrenalina provavelmente me deixou dormente. No entanto, ainda posso ouvir, mesmo depois de todos estes anos... o som. O rugido do impacto. O rugido como nós deslizamos pela pista. Foi trovejante e inescapável. Lembro-me de estender as mãos para tapar os ouvidos quando deveria estar segurando para salvar a minha vida. E este som, agora, é quase igual. O grito estridente do vento. A explosão. Tão alto. Estrondoso. Mas isso não é o que mais se destaca nesta ocasião. A imagem que vai me assombrar a partir deste momento é Stanton imóvel no chão. Olhos fechados, seu corpo flácido e terrivelmente imóvel. — Stanton! Não! É engraçado o quão rápido a clareza que vem quando a vida e a morte estão em jogo. Quando um inferno sacudido, sujeira e frio giram em torno de você, dobrando árvores, lançando pedaços de madeira e metal pelo ar. E


você percebe, de repente, que está tão absolutamente certo de quão profundo são seus sentimentos por alguém, o quanto ele significa para você quando enfrenta a possibilidade de perdê-lo. — Stanton, acorde! Eu estava tão irritada quando saí de casa, há pouco tempo. — Pode me ouvir? Baby, por favor acorda! Não, isso é besteira. Hora de colocar a calcinha de mulher grande. Eu não estava zangada. Eu estava ferida. — Oh, Deus, fique comigo, Stanton. Não se atreva a me deixar! Quando ouvi a admissão de Jenny, senti como se tivesse preso um aço ferro quente no meu estômago. Porque o que tinha acontecido na noite passada, entre nós sobre o rio, a maneira como ele olhou para mim, me tocou, me abraçou, me senti como se significasse mais do que todas as outras vezes que tínhamos compartilhado. E dentro de mim, eu estava esperando que fosse o mesmo para Stanton. Aparentemente eu sou uma tola, afinal. E todas as desculpas mentais que tenho feito nos últimos dias, explicações, justificações e as defesas eram apenas mentiras que disse a mim mesma, sentimentos dos quais me afastei e ignorei. Eu não queria admitir isso. Eu não queria enfrentar a verdade complicada. — Eu te amo. — Sussurro. É terrível. Um desastre. E a coisa mais pura e verdadeira que eu já senti na minha vida. — Te Amo, grande, imbecil! Se estivesse pensando claramente, eu lembraria de todas as razões pelas quais não deve fazê-lo: a sua história sobre Rebecca, o pedestal onde você tem Jenny, e como não são nada mais do que "amigos de foda". Esses sentimentos são a última coisa que você quer ter por um cara como ele. Mas nada disso importa. Porque eu tenho certeza que nós dois estamos prestes a morrer.


Eu vi The Wizard of Oz. Twister. Sharknado 1 e 2. A qualquer momento, uma casa ou uma vaca vai vir voando e cair sobre nós. — Por favor, Stanton, eu amo você! Eu não percebo que eu estou chorando até eu vejo as gotas no seu rosto perfeito. Sua cabeça repousa sobre minhas coxas, minhas costas estão dobradas, inclinando-me sobre ele, protegendo a ambos debaixo do meu cabelo, tremendo descontroladamente. Eu beijo sua testa, nariz, e, finalmente, paro em seus lábios quentes. Então eu sinto os dedos de Stanton na curva da minha cintura, segurando o tecido da minha camisa. E eu me inclino para trás o suficiente para olhar em seus olhos quando ele finalmente os abriu. Suas pupilas estão dilatadas, confusos e escrutinadores. Mas dentro de um segundo há entendimento e percebe onde estamos. Em um movimento fluido que me faz rolar para debaixo dele, o seu peso em cima de mim me empurrando para baixo, protegendo contra o vento cortante e detritos voando em torno de nós. Agarro seus ombros, minha voz ainda obstruída por lágrimas. E medo. — Está bem? Graças a Deus você está bem! Eu pensei... Stanton acaricia meu cabelo com a mão e sussurra palavras suaves e calmantes em meu ouvido. — Shhh ...eu tenho você, Sofia. Eu estou bem aqui. Estamos bem agora. Eu estou bem aqui. Embora eu saiba que ainda estamos em perigo, eu me sinto quente por dentro. Segura. Perfeitamente satisfeita, porque ele está em meus braços e eu nos dele. — Você tem sorte de estar acordado... você estaria no meu inferno eterno se você não tivesse feito. Seu peito vibra enquanto ele ri e fica olhando para mim. Seus olhos acariciam meu rosto, e seu sorriso gentil faz meu peito apertar. — Eu não poderia ter feito isso. Ele suspira, em seguida, encaixa minha cabeça sob o queixo.


— Eu acho que isso fecha o negócio. — Digo, encostando-me mais. — Eu não fui feita para a vida na pradaria. Ele ri novamente. Passo meus dedos para cima e para baixo em suas costas. Nos agarramos um ao outro, mantendo-nos firmemente, em meio à tempestade. Juntos. Enquanto nos dirigimos de volta para os Monroe, olho em volta. O dano não é tão mau como eu tinha imaginado. Algumas árvores caídas, muitas cercas quebradas, mas nenhuma verdadeira destruição na casa ou celeiro. Na parte de trás, os sinais restantes da festa (mesas derrubadas, cadeiras dobradas) estão espalhados pelo quintal. A toalha de mesa vibra em uma árvore, preso nos galhos. Stanton nos leva ao redor da frente da casa, justamente quando o Sr. Monroe, o pai de Jenny, está entrando rapidamente em sua própria caminhonete, sua esposa no banco do passageiro ao lado dele. Em seguida, o som brusco de pneus, dirigindo como um morcego fora do inferno. Capto sua cara quando eles passam: magra, tensa, aterrorizada. Jenny, em seguida, dirigindo sua própria caminhonete, JD do lado dela, Presley e sua irmã ruiva na parte de trás, e eles vão embora. — O que ocorre? — Eu pergunto em voz alta. — Alguém se machucou? Stanton rapidamente estaciona e pulou para fora do veículo. Avanço ao lado dele enquanto ele caminha para a mãe, com o rosto igualmente chocado e preocupada como o resto de sua família. — Estão todos bem, mãe? Ela coloca a mão em seu braço. — É Nana.


Stanton

Quando eu era jovem, o pregador nos dava sermões sobre o inferno. O fazia soar como dentro de um vulcão, com seus lagos de fogo, lava derretida e profundidades dolorosas. Mas eu não acredito que o inferno é fogo e enxofre. Eu acho que o inferno é a sala de espera de um hospital. Cada segundo que passa interminavelmente lento, é como um relógio com pilhas gastas. Frustração, medo, mesmo tédio, é tão poderoso que pulsam na cabeça. — Nana vai morrer, papai? Presley está sentado ao meu lado, apoiando-se contra mim, com meu braço em torno dela. Sofia está do outro lado, segurando minha mão. Jenny foi à procura de informações, mas mesmo trabalhando aqui, a única resposta que pode chegar é "à espera para os exames." JD traz-lhe café e diz-lhe para tentar se sentar. Os pais de Jenny e os meus estão espalhados ao redor da sala de espera, junto com um punhado de vizinhos que têm famílias lesadas pela tempestade. — Eu não sei baby. — Acaricio lhe o cabelo. — Nana é uma mulher forte. Você deve pensar sobre coisas boas, fazer uma oração.


Só então, o Dr. Brown sai e June, Wayne, Jenny, JD e Ruby se reúnem ao redor. — Foi um ataque cardíaco. — Diz ele, olhando para a mãe de Jenny. — Um grande. Mas está estável. Ela estará aqui por alguns dias. Devemos fazer mais alguns exames, mas parece não haver nenhum dano duradouro. Há um suspiro pesado e coletivo de alívio. June pergunta: — Podemos vê-la? — Sim, pode ter visitas, um de cada vez. Mas ela está chamando Stanton. — Respondeu o doutor. E os suspiros tornam-se uma onda de "o que no inferno ". Eu me levanto. — Eu? Está seguro? O olhar em seu rosto diz que Nana foi bastante exigente sobre isso. — Foi muito insistente. Meu olhar encontra Jenny, ambos perplexos. Então eu dou de ombros e sigo Dr. Brown pelo corredor, deixando June Monroe reclamando na sala de espera como uma galinha cujo ovo foi removido. Me deixa fora da porta do quarto de Nana. Eu abro lentamente e caminho cautelosamente, consciente de que estou entrando no quarto de uma megera que ameaçou atirar em mim em mais de uma ocasião, e pode ter guardado uma seringa ou um bisturi, que tem toda a intenção de jogar na cabeça. Ou em algum lugar abaixo. Mas quando eu entro, é apenas Nana em uma cama de hospital com cobertores até o queixo. E pela primeira vez na minha vida... parece frágil. Velha. Fraca. Quando eu engulo, sinto o gosto das lágrimas na parte de trás da minha garganta. Eu não acho que isso me faz menos um homem por admitir. Tem sido um inferno de um dia. E um herói precisa de seu inimigo. É apenas nesta fração de segundo eu percebo o inimigo maravilhosamente formidável que sempre foi para mim


Nana. Como ruim seria... como eu iria sentir falta dela... se ela já não pudesse preencher esse papel mais. Suas palavras seguintes, ofegante e fracas, bastam para trazer essas lágrimas aos meus olhos. — Olá rapaz. Eu sorrio, e digo com a voz ligeiramente embargada: — Senhora. Sua mão frágil bate no espaço ao lado dela e eu sento na cadeira ao lado da cama. Ela olha para mim com os olhos cansados, mas determinados, determinada a dizer o que ela tem a dizer. — Você sabe por que eu nunca gostei de você, rapaz? Limpo o nó na minha garganta e respondo: — Porque eu engravidei sua neta? — Hah! — Ele faz um gesto com a mão de descarte. — Não. Minha June foi cozida dois meses antes que eu tivesse a chance de dizer meus próprios votos. Isso é mais informação do que certamente precisava saber. — Será que é porque eu não me casei com ela? — Tento novamente. Ela balança a cabeça. — Não. — E toma um fôlego. — É porque, mesmo quando você veio pela primeira vez à procura de minha neta, uma menina de doze anos de idade, com nada além de uma bola de futebol... mesmo assim, eu podia ver onde estavam indo. Você tinha um olhar em seus olhos, um desejo de estar em outro lugar, a forma como um cavalo parece com uma porta fechada, apenas à espera de alguém para deixar o fecho aberto. Ansioso para sair. Assinto lentamente, porque não é errado. — E eu sabia... que se você tivesse a chance... iria levá-la com você. — Seus olhos vidrados me olham, olhando através de mim. — Mas já não vai levá-la com você, não é, rapaz? Solto um suspiro e inclino-me para trás na cadeira. Todas as coisas que foram me torturando, que foram acontecendo na minha cabeça nos


últimos dias, de repente estão esclarecidas. Tão claras. Como uma resposta simples. — Não, senhora. Não. O rosto de Nana relaxa um pouco e parece aliviado por ter a confirmação. — Alguns cavalos gostam de ser presos. Pertencer a alguém, ser apascentados em áreas que eles conhecem... eles não têm nenhum desejo de se aventurar. E eu penso em cada conversa noturna no banco do rio que Jenny e eu compartilhamos, cheias de fogos e sonhos. Diferente. E na minha mente vejo o que aquele rapaz de dezessete anos não: o entusiasmo de Jenny foi sempre para mim, mas nunca para nós. Porque seu coração estava aqui, nesta pequena cidade com seu povo quente. Não tinha necessidade de mais... e eu estava fora. — É importante — Nana diz, batendo no meu lado — que a mulher não se sinta como a irmã feia. A segunda escolha. Isso é uma amargura que não adoça. Observo-a piscando. — Como você sabia...? — Só porque estou ficando cega, não significa que não veja. Eu fecho meus olhos e rosto de Sofia ganha vida. Seu sorriso, sua risada, a boca afiada, os braços que podem prender-me com tanta força e ternura, que eu ficaria feliz em ficar num deles por cada momento da minha vida. Cubro o rosto com as mãos. Droga. — Eu estraguei tudo, senhora. Tudo. Muito ruim. — Bem, então corrija. — Ela diz ironicamente. — Isso é o que os homens fazem, consertam as coisas. — Eu não sei por onde devo começar. — Eu olho para a minha mão. — E antes que diga "no início" já começou. Como é que eu vou mostrar que tem sido sempre ela, quando tudo que eu disse, tudo o que fiz, a fez pensar que não era?


Um sorriso aparece nos lábios de Nana. — Meu Henry, que Deus tenha sua alma, não era um homem prático. Uma vez ele me comprou um galpão de jardinagem para armazenar as minhas ferramentas. Ele veio com instruções em dez línguas. Henry construir aquilo foi a coisa mais patética que já vi. Paredes tortas, portas de trás, então... tirou peça por peça e começou novamente. Demorou um pouco de tempo, mas valeu a pena, porque no final, aquele pequeno galpão... ficou perfeito. Você tem que começar de novo, também... desde o início. Penso em quando estaremos de volta a Washington DC. Todas as coisas que eu quero fazer por ela, todas as palavras que eu quero dizer... começar de novo. Mostrar-lhe. Mas terá que ser depois do casamento. Depois que as coisas estiverem organizadas aqui com Jenn. Assim, Sofia vai ver com seus próprios olhos que eu venci. Que o que eu compartilho com Jenny não diminui o que sinto por ela. Então não terá nenhuma dúvida... e acreditará em mim. Nana franze o cenho. — Agora, não vá dizer a ninguém o que discutimos. É privado. Eu tenho uma reputação a defender. Eu ri. Por causa do aviso de Nana e porque agora eu tenho um plano. Ela aponta para a porta. — Vá, então. Traga minha filha aqui antes que derrube a porta. Me inclino, levo minha vida em minhas mãos, e dou a Nana um beijo na bochecha. — Obrigado senhora. — De nada rapaz. De volta à sala de espera, eu digo a June que pode ir. Então eu atendo o olhar interrogativo de Jenny. — Está bem. — Aperto seu ombro. — Não se preocupe, esta mulher é dura demais para morrer. Jenny ri, me abraçando com alívio. Quando eu vou embora, digo que eu estou levando Presley para os meus pais, para passar a noite. Então eu coloco meu braço em torno de Sofia, e nós três passamos pela porta.


Sofia Na sexta-feira de manhã, a luz do sol bate no meu rosto e o formigamento do meu nariz me acorda de um sono profundo e emocionalmente desgastante. Meus olhos são abertos... e a primeira coisa que eu vejo é o rosto de Brent Mason, sorrindo tão amplamente como o palhaço That. — Levante-se e brilhe cupcake! — Ahh! — Eu grito, puxando para trás com força, batendo a cabeça contra a testa de Stanton. Presley voltou com a gente na noite passada, e Stanton colocou-a no quarto na cama de Carter. Em seguida, ambos vieram aqui juntos, e rapidamente caímos rendidos. O que em nome de Deus Brent está fazendo aqui? No quarto de Stanton? No maldito Mississippi? O braço de Stanton me puxa contra ele e sua mão empurra minha cabeça para trás no travesseiro. — É um pesadelo. — Murmura. — Volte a dormir e eles vão sair. Eles? Sento-me. Jake Becker me cumprimenta da cadeira no canto. — O que vocês dois estão fazendo aqui? E mais importante, onde no inferno está o meu cão?


Brent olha de perto os troféus de futebol de Stanton. — Sherman está bem, está com Harrison, são melhores amigos. Harrison é o mordomo de Brent Butler. Um jovem mordomo, de vinte anos, carinhoso e rigidamente correto que vem de uma longa linha de mordomos. O pai de Harrison é mordomo dos pais de Brent como uma família de servos contratados felizes. Parte da missão de vida de Brent é conseguir que Harrison aja como um jovem normal dos vinte anos, apenas uma vez. — Mas por que estão aqui? — Eu pergunto minha voz ainda rouca de sono. Brent dá de ombros. — Estive em Milão, Paris, Roma, mas nunca na Costa do Golfo. Eu pensei que seria interessante ver a cidade natal de Shaw para o fim de semana. Ampliar meus horizontes. Jake veio antes, ele sabia o caminho. E nós nos perdemos, cara. O escritório tem sido muito solitário sem vocês. Vocês pareciam tão relaxados no telefone, que eu sabia que tinha que vir experimentar por mim mesmo. Então Jake diz-nos a verdadeira razão. — Os pais de Brent estão voando para DC para o fim de semana. Correu como se touros estivessem correndo atrás dele. Brent volta-se para Jake com uma careta. — Não me julgue. Minha mãe é uma mulher aterrorizante. — Ela é uma mulher da alta sociedade, um e quarenta de altura, quarenta quilos, que não fala mais alto do que um sussurro. — Zomba Jake. — Aterrorizante. — Dois dos meus primos acabam de anunciar o noivado, e um terceiro enviou notícias de que espera o nascimento de seu primeiro filho. Minha mãe iria aparecer com uma lista de debutantes, recusando-se a sair até que escolha uma. Teria sido brutal. Jake se põe de pé. — Falando de mães, Mamãe Shaw nos enviou aqui para levá-lo para o café da manhã. — Joga um par de calças na cabeça de Stanton. — Você pode querer usar calças. Com esta chamada para acordar, agradeço estar vestindo o meu mais conservador pijama.


— Como está a Operação Destruição de casamento? — Brent pergunta enquanto Stanton e eu saímos da cama. Eu faço o meu tom mais claro do que eu sinto. — Bem, ontem teve um tornado. Isso deve colocar um cadeado sobre as coisas. Stanton cansado passa a mão em seu rosto. —Não, não vai. Eu viro minha cabeça, realmente surpresa. — Realmente? Não acredita? Põe uma camiseta sobre a cabeça. — Se há uma coisa que as pessoas de Sunshine fazem bem, é fazer o melhor com o que eles têm. No caminho para a casa, nós colocamos Jake e Brent a par sobre o tornado. Na cozinha, a mãe de Stanton está colocando os pratos de comida na mesa e Marshall está devorando aveia, gritando até para as escadas para sua irmã se apressar. O Sr. Shaw tinha ido há horas antes para ver uma dependência que foi danificada na tempestade. Fecho meus olhos quando eu tomo um gole de meu café, um café quente muito necessário. Brent comenta sobre a beleza do rancho, e agradece a Sra Shaw por sua hospitalidade. A conversa mudou-se para as semanas de verão, quando Stanton estava na faculdade de direito e vindo visitar, trazendo Jake com ele. Então, para o alívio de seu irmão, Mary vem descendo as escadas, vestida para a escola com uma saia bege e uma blusa rosa sem mangas. Cumprimenta Stanton, Jake e eu, em seguida, seus olhos brilham como uma lâmpada de Halloween, quando olha para Brent. — Por que não fui apresentado a esta delícia? — Ela brinca. Estende a mão. — Eu sou Mary Louise... e você é? Brent engole um pedaço de bolo e aperta sua mão. — Brent Mason, é um prazer. A medida que Mary se senta na cadeira vazia ao lado dele, murmura baixinho: — Aposto que será. Ele me olha com curiosidade, e tudo o que posso fazer é dar de ombros. — Você trabalha com o meu irmão? — Mary pergunta, inclinando-se para a frente. — Assim é. — Diz Brent.


— Isso é tão interessante. — Ela suspira, apoiando o queixo na mão. — Você é um estagiário da faculdade? Brent pigarreia. — Não... eu sou um advogado. Um advogado velho e chato. — Como ela apenas continua olhando com adoração, acrescenta: — Muito velho. — Realmente gostaria que ficassem com a gente, garotos. — Lamenta Sra. Shaw quando ela finalmente se senta para comer seu próprio café da manhã. — Não parece certo ficar no hotel. O hotel, porque é como o semáforo, apenas um. — Brent pode ficar no meu quarto. — Anuncia Mary. Antes que sua mãe pudesse responder com mais do que uma carranca, ela começa a rir. — Só estou brincando. Em seguida, ela se vira para Brent e articula "não, eu não estou" com uma piscadela como uma Lolita. Cubro minha boca para ver a expressão horrorizada de Brent e olho em volta para ver se mais alguém notou. Jake tem a intenção de terminar a sua refeição, e Stanton. Stanton... está olhando para a xícara de café com tristeza. — Obrigado, Sra Shaw, mas sério, o hotel está ótimo. Mary se inclina para trás, com as mãos desaparecendo debaixo da mesa, e dez segundos depois Brent salta como se tivesse sido eletrificado. Woof! Todos os olhos se voltam para ele. Mary pisca inocentemente. — Qual é o seu problema, nervoso e tonto? — Jake pergunta. Brent abre a boca como um peixe em busca de água. — Eu... eu não posso esperar para ver o resto do lugar! Não há tempo como o presente. Vamos lá! Levo meus pratos para a pia e nós quatro nos dirigimos para a porta. — Adeus, Brent. — Diz Mary. Brent diz um adeus desconfortável, então sussurra: — Acabou, com certeza deixarei crescer um pouco de barba.


Passamos o resto da manhã mostrando ao redor da fazenda a Jake e Brent. Stanton está calmo, distraído. Na parte da tarde, leva Brent e Jake para as pradarias para ajudar seu pai com a limpeza. Na sua ausência, a Sra Shaw diz-me que vamos para o pub local à noite e que deveria ir me arrumar. O sol está se pondo quando eu saio do banheiro, usando meu vestido favorito vermelho, para encontrar com Stanton que voltou e está esperando no meu quarto. Sozinho. Ele olha como se fosse a primeira vez que ele me vê, o suficiente para um monte de borboletas dançarem no meu estômago. — Você... está bonita. — Ele sussurra, impressionado, com apenas um toque de sotaque sulista em sua voz. Três palavras. Um simples elogio. Mas porque é dele, parece a coisa mais maravilhosa que se possa sempre dizer. A taberna é um lugar pequeno, com piso de madeira, bar de carvalho desgastado, algumas mesas quadrados espalhadas, e duas mesas de bilhar na sala. Nós cinco nos sentamos na mesa; Jake está tendo um momento estridente com Ruby Monroe, irmã de Jenny, e Brent está mais relaxado, sem ter de se esquivar das mãos escorregadias de Mary Shaw. Peço licença da mesa e eu vou para o banheiro feminino. Quando caminho de volta, eu paro em seco. Porque através da multidão vejo Stanton sair de sua cadeira e caminhar até o aparelho de som. O enche de moedas, e os sons cintilantes de teclas de piano anulam o ruído da conversa no bar lotado. Caminha para onde Jenny e JD estão sentados ao lado do outro, e os seus lábios movem-se, fazendo uma pergunta que eu não consigo decifrar. JD balança a cabeça e, depois de um momento, aperta a mão estendida de Stanton. Então Jenny fica de pé e caminham juntos para a pista de dança. A voz triste de Willie Nelson enche o canto do ar "Always on My Mind".


Observo como toma Jenny em seus braços, braços fortes e bonitos que têm me sustentado, que me fazem sentir apreciada com seu calor. Os braços que me apertam nos momentos de prazer e paixão mais vezes do que me lembro. Para mais perto de seu peito, o peito que, na noite passada, descansei minha bochecha, que me embalou pelo som de sua pulsação constante. E eles estão dançando juntos. Eu não sinto as lágrimas até que estão nublando a minha visão e escorrendo pelo meu rosto. Minha garganta contrai e dor pura aperta meu peito como uma mordaça cruel. Eu não posso fazer isso. Agora sei. Eu não posso ficar de lado e fingir que ajudá-lo a lutar por ela. Porque eu quero que ele lute por mim. Mais que nada. Que ele me queira, não apenas como uma amiga ou amante. Mas, como sua para sempre. Como a ela. Jenny olha-o nos olhos. Suas expressões são ternas a medida que conversam e eu agradeço a Deus por não ser capaz de ouvir as palavras. Então Stanton levanta a mão para tocar seu rosto... e fecho os olhos com força, bloqueando o gesto íntimo. Um momento depois, eu estou indo para a porta. O instinto de preservação me obriga, as cartas de amor e arrependimento de Willie me perseguem, mas não olho para trás. Lá fora, o ar está úmido e espesso. Respiro entre soluços patéticos e procuro o conforto dos meus próprios braços em volta da minha cintura. — Sofia? A voz de Brent se aproxima pela minha esquerda, aproximando-se enquanto diz o meu nome novamente. Tento esconder minha... tristeza? Essa não é uma palavra forte o suficiente. Devastação. Eu me sinto como um edifício que entrou em colapso, eu a base, a estrutura e o apoio que


pensei que poderia se manter de pé, desaparecendo sob os meus pés. E Brent vê tudo. Sua cabeça é inclinada em pensamento agradável, mas o que me impressiona é que não está surpreso. Nem um pouco. Ele se senta no banco e bate em seu colo. — Parece que alguém precisa de uma carona no trem da terapia. Sobe. Diga tudo ao Dr. Brent. Não há vergonha enquanto eu sento em seu colo. — Ele não dança. — Sussurro. Brent acena com a cabeça lentamente. Na esperança de continuar. — Mas está dançando com ela. As palavras soam completamente ridículas, altas, mas eu não me importo. A barragem está quebrada e meu rosto se desfaz. — Achei que tinha uma parede, sabe? Eu não achei que seria o tipo de mulher que quer mais. Eu sou uma idiota, Brent. Uma risada baixa reverbera através de seu peito. — Você não é uma idiota, querida. Esse título pertence ao cego do sul pelo qual você chora. Ergo minha cabeça e olho para os olhos azuis sempre amigáveis de Brent. Ele me lembra meu irmão, Thomas. Eles compartilham a mesma atitude reconfortante que faz você sentir que tudo o que cruza seu caminho, não importa quão devastador é, você pode lidar com isso. — Como você pode não saber? — Pergunto. — Por que não pode ver o quão difícil é para mim? Brent remove meu cabelo comprido dos meus ombros. — Para ser justo com Stanton, você é uma boa atriz. E... às vezes é difícil para a gente ler nas entrelinhas. Descobrir todas as coisas que não são ditas. Alguns de nós precisamos delas por escrito. Brent mantém-me por alguns minutos enquanto eu mergulho na sua calma, fazendo-a minha. Então eu passo os dedos debaixo dos meus olhos, limpando o rímel que, provavelmente, faz-me parecer como um guaxinim. — Soph? — Aquela voz vem das sombras atrás de nós, com profunda preocupação. O sinto se aproximando sem nem mesmo me virar. — O que está mal? O que aconteceu?


Ter toda a atenção de Stanton, sentir a sua preocupação e saber que no meu coração faria chover no inferno em minha defesa, eu admito, me faz bem. Por um momento. Mas é apenas uma migalha emocional. Uma que usei para me satisfazer, mas agora só acaba ampliando o vazio. . Deixandome faminta por todas as coisas que não se sente por mim. Recompondo-me, me levanto do colo de Brent e encarou-o de frente. Stanton tenta me tocar, mas dou passo para trás. — Estou bem. — Obviamente você não está. O que diabos aconteceu? Eu balancei minha cabeça. — Não me sinto bem. — Isso é verdade, pelo menos. — Eu quero ir para casa. — Muito bem, eu... Dou um passo para trás, batendo contra o banco. — Não. Não você. A ideia de estar no espaço fechado de um veículo é horrível. Preciso de mais tempo para me recompor, assim não serei reduzida a uma massa tremula presa em sua perna, pedindo-lhe que me ame. Isso não é atraente? Confusão assume o lugar da preocupação nublando seus olhos. — Mas... — A levarei. Todos nós voltamos para a porta do bar, onde a pequena, loira perfeita Jenny Monroe está com o noivo. Eu não percebi que tinha atraído uma audiência. E mesmo que não seja exatamente a minha pessoa favorita no momento, eu prefiro. — Obrigada. Encosto em Stanton, ao passar, e sigo Jenny enquanto pesga as chaves dentro da bolsa pendurada no ombro, andando rapidamente em direção ao estacionamento. Teimosamente, Stanton nos segue. — Hey! Apenas espere um mald... — Volte para o bar, Stanton. — Jenny grita. — Tome uma cerveja com JD e fale com ele sobre como irão impedir que seu irmão tire a roupa.


Em um tom conspiratório, ela me diz: — Carter tende a superaquecer quando fica bêbado, e tem tendências emergentes nudistas. O idiota estará pelado antes da meia-noite. Com um toque de sua chave abre as portas da caminhonete Ford preta brilhante, e eu corri para o banco do passageiro como um adolescente fugindo de um maníaco com facões. O motor ruge à vida, à tração e faróis iluminam Stanton Shaw, teimosamente apoiando as mãos sobre o capô, bloqueando nosso caminho. Jenny abre a janela. — Rapaz, se você não se mover, te atropelarei. Eu não vou te matar, mas vai mancar tão persuasivo em torno de um tribunal com muletas. Ele desconfiado mantem as mãos na caminhonete, movendo-se em torno da janela aberta de Jenny. Eu fico virada para frente, com os olhos treinados, mas sinto seus olhos em mim. Jenny se inclina para frente, obscurecendo sua visão. — Deixe-a, Stanton. Às vezes uma mulher só precisa de outra mulher. Dê-lhe espaço. Pelo canto do meu olho, ela bate em seu antebraço, e depois de um momento suas mãos estão longe. Ela não lhe dá a oportunidade de mudar de opinião, pneus girando cuspindo cascalho e poeira enquanto nós deixamos o estacionamento. Exceto pelo o meu soluço ocasional, está calmo dentro da cabine durante a condução através das ruas vazias escuras. Eu não sei como deveria me sentir sobre a mulher ao meu lado. Em termos básicos, é minha rival. Estou muito familiarizado com a rivalidade, vivo e respiro na minha carreira, batendo os promotores no julgamento, eclipsando os meus colegas advogados, quando todos os competimos para uma parceria cobiçada. Há momentos em que eu sei que eu sou melhor do que a minha oposição, e momentos em que eu tenho que cavar fundo para superar aqueles que são meus iguais, se não mais talentosos. A diferença aqui é que eu realmente gosto circunstâncias fossem diferentes, eu e ela poderíamos inteligente e engraçada. Eu entendo porque Stanton a mim que é sua amiga, que quer a sua felicidade mais do não quer que ela se case com JD.

de Jenny. Se as ter sido amigas. É ama. E a parte de que minha própria,


Mas depois há o outro lado, que gosta de Stanton, que quer começar a partir de um arranhão os olhos de Jenny. Ele quer fazê-la desaparecer, ou ainda melhor, que nunca existisse em primeiro lugar. — Há quanto tempo você o ama? A questão se coloca gentilmente, como um médico que pergunta ao pai de uma criança doente quanto tempo ele tem sido assim. — Desde o início, eu acho. Não... eu admitia. Eu pensei que era apenas atração física... amizade... conveniência. Mas agora... eu percebo que era sempre mais. Acena. — Há algo sobre um homem de Mississippi. O charme do sul está no DNA, eles nem sequer têm que trabalhar para isso. — Ela faz uma pausa enquanto guia sua caminhonete para uma estrada desolada. — E Stanton... é ainda mais esmagador. Brilhante, trabalhador, bonito e fode como um animal. Ladro uma risada. Jenny ri também. — Minha mãe me tiraria os dentes com uma pancada na cabeça se me ouvir dizer isso, mas Deus me ajude, é verdade. Nossos risos são silenciados e Jenny suspira. — Uma mulher teria que ser dez vezes tola para não se apaixonar por este homem. — Ela olha para mim conspiratória. — E você não parece uma idiota para mim. Depois que se volta, eu continuo olhando para ela. — Como você fez? Como você parou de amá-lo? Os últimos dias têm sido uma tortura. Cada confissão de seu amor por ela me machuca como um chicote. A saudade que tenho visto nesses impressionantes olhos verdes, com ternura, para ela, queimando como um choque elétrico, roubando meu fôlego. Sexo com Stanton é emocionante, trabalhar com ele é um privilégio. Mas amá-lo... só dói. Sua boca se contrai nervosa. — Eu acho que nunca parei. Apenas... tornou-se algo mais. Algo mais silencioso, menos louco. Quando você é jovem, você ama fogos de artifício porque eles são fortes, brilhantes e


emocionantes. Mas, em seguida, cresce. E você vê que as velas não são tão emocionantes, mas que ainda fazem tudo melhor. Você percebe que o brilho de uma lareira pode ser tão emocionante como fogos de artifício, a forma como ela queima lenta, mas ilumina sua casa e a mantém quente durante toda a noite. Stanton foi meus fogos de artifício... JD é a minha lareira. — Mas Stanton está apaixonado por você. Ela aperta os olhos. — Você realmente acha isso? — Não importa o que eu penso. Só o que ele acredita. Ela balança a cabeça. — Você deve falar com ele, diga-lhe como você se sente. É fácil para ela dizer isso, vive em todo o país. Vou ter que ver e trabalhar com ele todos os dias após este fim de semana. Neste momento, tenho sua amizade, admiração. Seu respeito. Eu não tenho certeza se poderia viver com sua piedade. Para o caminhão atrás da casa dos pais de Stanton, à entrada do celeiro. Antes de sair, digo para ela. — Foi muito bom conhecer você, Jenny. Você tem uma bela filha, e espero... eu realmente espero que o dia do casamento seja perfeito. Sua cabeça se inclina. — Você não vai estar aqui para o casamento amanhã. Certo? Confirmo suas suspeitas com um aceno de cabeça. Acena, compreendendo. — Espero que... bem, eu espero que você volte aqui algum dia, Sofia, e quando o fizer, espero que você esteja sorrindo. Em seguida, ela passa os braços em volta de mim e me dá um abraço. É quente e amigável, e acima de tudo, é genuína.

Empacotar minhas coisas leva mais tempo do que eu pensei. Por que, porque trouxe tanto? Três malas prontas duas a seguir. Agarro a última das


minhas camisetas nas gavetas e coloco dentro da mala aberta sobre a cama. Mas eu congelo quando ouço a voz rouca e carregada a partir da porta. — Você vai? Eu realmente pensei que eu seria capaz de embalar e sair da cidade sem vê-lo? Sem ter essa conversa? Estúpida Sofia. Eu não olho. Se eu fizer, vou me desintegrar em uma massa flácida. Preciso de tempo e distância. — Eu tenho que ir para casa. Estou atrasada, um monte de trabalho para pôr em dia... Se move para minha frente. Eu fico olhando para seu peito, enquanto sobe e abaixa na camisa de algodão macio. Tira as roupas das minhas mãos. — Você não vai a lugar nenhum até que você fale comigo. Eu fecho meus olhos, sentindo meu pulso batendo freneticamente no meu pescoço. — O que aconteceu, Sophie? Contra minha vontade, eu olho para cima e encontro seu olhar. Nada de preocupação transborda com confusão... com amor e carinho. Mas não é o suficiente. — O que aconteceu? Me apaixonei por você. — As palavras saem em um sussurro, tudo o que eu sinto por ele, uma faca afiada e rígida apontando na minha garganta. E a dor porque ele não sente o mesmo é um laço apertando mais e mais duro. — Eu amo tudo sobre você. Gosto de vê-lo no tribunal, a maneira como você fala, a forma como você se move. Eu amo como você raspa seu lábio, quando você está tentando pensar no que dizer. Eu amo a sua voz, eu amo suas mãos e a maneira que joga... eu amo o jeito que você olha para sua filha, eu amo como você diz o meu nome. — Minha voz quebra no final, e meus olhos estão fechados, liberando uma inundação. — Não, querida, não chore. — Implora. Suas mãos vão até meu rosto, mas dou um passo para trás, temendo que eu rompa completamente. As palavras continuam saindo. — Eu sei que não é o mesmo para você. E eu tentei ignorá-lo, afastá-lo. Mas dói muito vêlo com ...


Sua cabeça se inclina com a minha dor. — Sofia, desculpe-me... deixeme... Balanço a cabeça e fecho os olhos novamente. — Não se desculpe, não é sua culpa. Eu só tenho que... superar isso. O farei. Eu não posso... eu não posso mais ficar com você desta forma, Stanton. Eu sei que você sofre por Jenny... mas... — Não foi isso que eu quis dizer! Mais devagar, por favor. Escute-me. Mas se eu parar para escutar, eu nunca vou dizer tudo. Nunca me entenderá. E eu quis dizer o que disse, eu não quero perdê-lo. — Vamos ser amigos novamente. Isso não vai ficar entre nós. Podemos voltar... Eu não termino as palavras. Sua boca cobre a minha, cortando-as, engolindo-as inteiras. Pega meu rosto, me puxando em direção a ele, tocando como nunca fez antes. Desesperadamente, como se fosse morrer se ele me deixasse ir. Seu desejo para mim é palpável, latejante entre nós e mergulho nele, pronto para me afogar. Seus dedos estão quentes na minha pele, queimando o suficiente para deixar uma cicatriz. E eu espero que eles façam. Que deixem uma lembrança. A prova de que esteve aqui, de que isso foi o que nós sentimos. Mesmo um momento... fomos verdadeiros. Nós viramos e caímos na cama, sentindo sua força, sua rígida longitude pressionando em mim, um peso bem-vindo. Me contorço debaixo dele e Stanton rasga minhas roupas como se fosse o inimigo. Não é uma coisa inteligente, vai doer amanhã. Mas eu não vou dizer não. Isso... isso é o que nós chegaremos a ter. O som de sua respiração, o toque de seus dentes, o som de seus gemidos, pressionando seus beijos molhados e perfeitos. Estes são os momentos, memórias para segurar e valorizar. Porque serão os últimos.


Stanton Todo mundo sempre fala sobre como calmo e pacífico é o sul do país. Mas isso não é inteiramente correto. A cacofonia começa na escuridão: gafanhotos, mosquitos, grilos e insetos correndo mais forte do que você pensa que seja possível. E ao amanhecer, é o uivo dos animais, o clique da explosão de cigarras, o bater dos cascos, e a sonata ensurdecedora das aves. São as aves que me tiram do sono, sono profundo de um homem que está em paz com a escolha que fez. Mesmo antes de abrir meus olhos, eu sei que ela se foi. Eu sinto isso no espaço vazio ao meu lado, a falta do perfume de seu shampoo, gardênia e Sofia. Me levanto, apertando os olhos e olhando ao redor. Bagagem? Não está. Roupas do ambiente de trabalho? Nada a vista. Vestido roxo no chão? Desapareceu. Foda-se. Como no inferno poderia dormir sem falar com ela primeiro? Sem dizer que... — Filho da puta!


Eu entro em um par de jeans e corro sem camisa e descalço pelas escadas. Eu corro em casa, com esperança. Mas quando eu chego lá, a única pessoa na cozinha é Brent, tomando uma xícara de café e comendo um Muffin Blueberry da minha mãe. — Onde ela está? — Eu resmungo, chateado, mas muito disposto a acertar as contas com ele. Come o bolo, olhando para mim com os olhos distantes, avaliando. — Ela ligou para o hotel a cerca de quatro horas. Pediu um táxi para o aeroporto. Jake não iria deixá-la ir sozinha e mudou seu bilhete para voar de volta com ela. Meu peito está vazio. Eu estraguei tudo. Mas então eu me lembro... — Sofia não voa. O olhar de Brent se aquece um pouco mais, com piedade. — Então eu acho que ela realmente queria sair, porque ela voou hoje. Caio na cadeira, as rodas já girando, encontrando formas de rastreála, amarrá-la se necessário. — Por que você não me acordou? — Ela nos pediu para não fazê-lo. Ela disse que tinha que se acalmar. Ela prometeu que quando voltarmos, tudo será como antes. — Ele faz uma pausa, e então acrescenta: — Desculpe, Stanton. Bato na mesa. — Não quero que as coisas voltem ao maldito normal! Eu amo ela, Brent! Passa a mão na sua barba por fazer. — Eu não sou Dr. Phil ou algo assim, mas provavelmente deveria ter mencionado isso para ela. Chega um momento na vida de cada homem, quando dá uma olhada boa, muito boa dentro de si mesmo, e admite que tem sido um tolo. Um idiota egoísta. Eu não sei se é o mesmo para as mulheres, mas se você tem um pau, é inevitável. Porque mesmo bons homens, homens corajosos, líderes mundiais, renomados cientistas, teólogos e estudiosos de Rhodes, tem um pedaço ganancioso, egoísta dentro deles. Um buraco infantil, necessitado de escuridão que é nunca satisfeito. Olhe para mim, me ouça, diz ele. Ele quer o que não pode ter, e todas as coisas que você pode. Ele quer para comer


todos os fodidos bolos. Ele sabe que o mundo não gira em torno de nós, mas isso não o impede de tentar desafiar as leis da física e que seja assim. Este é o meu tempo imbecil. Abandonado pela mulher que amo. A menina enormemente bonita que eu não posso nem pensar em perder. A pior parte é que eu vejo como tudo deu errado. Cada erro. Cada escolha terrível. Se eu tivesse tido a consciência de voltar atrás e avaliar a situação do lado de fora, nada disto teria acontecido. Mas eu estava profundamente em um buraco negro, com apenas eu, eu mesmo, e eu de companhia. Minha mãe diria que minhas galinhas voltam para o poleiro7. É uma metáfora apropriada. As aves têm uma fonte infinita de merda orgulhosamente deixada para trás. Então, quando elas dormem? Apenas sugam. Brent limpa a boca com um guardanapo e se levanta. — De qualquer forma, é nove e meia, o casamento começa em duas horas. Eu preciso voltar para o hotel para me vestir. JD convidou-me ontem à noite, que inferno de homem. Eu bufei. — Sim, Quão Fodido JD. Ele bate no meu braço. — Não se preocupe você ainda é o sulista mais legal que eu conheço. Isso é quando eu percebo como a casa está. Esta casa nunca é tão silenciosa. — Onde estão todos? Brent vai para a porta de trás, contando os dedos. — Sua mãe está fazendo seu cabelo, o seu pai, tirando uma soneca, aparentemente, raramente consegue fazer. Carter está desmaiado no sofá da sala, nu. E seu irmão mais novo não voltou para casa ainda. — Então aponta para mim. — Ah, e sua irmã, Mary? Assusta-me muito. Se esta noite eu desaparecer, prometa-me que seu gabinete será o primeiro lugar que você vá para olhar. Eu rio. E eu me forço para enterrar meus sentimentos: pânico, ansiando por Sofia. Beber, respirar... porque hoje... minha menina vai se casar. 7

É uma expressão que significa que você tem que enfrentar suas más decisões.


A igreja está cheia até a borda. Srta. Bea interpreta a "Marcha Nupcial", com seu velho órgão. Presley joga pétalas de rosa até o altar. E Jenny... Jenny está linda, como eu sabia que ela estaria. O rosto de JD olha quando ela entra na igreja, cheio de admiração, gratidão e amor. E não me faz querer bater nele, nem um pouco. Não me deixa triste. Se sente... como se devesse ser assim. A recepção é ao lado de fora, atrás da igreja, em tendas brancas com mesas de piquenique e elegantes cadeiras dobráveis estofadas. A grama é tão verde como a grama do meu pai, o céu quase tão azul como os olhos de minha filha. A cidade inteira está aqui, as pessoas que me conhecem, mesmo antes de eu nascer. Brent Thompson fala com o pastor. Marshall inclina-se contra uma árvore, tentando conversar com uma menina. Mary está cercada por um grupo de mulheres risonhas, todos sussurrando e com os olhos arregalados. Carter é o centro da atenção na grama, pregando para uma gangue de crianças com cara de adoração, observando-o como Jesus Cristo na montanha. Meus pais dançam a música da banda. A única coisa que falta ... é ela. Eu tentei ligar um par de vezes, mas me leva direto para o correio de voz. Digo a mim mesmo que só acabou a bateria e esqueceu-se de carregálo, meus poderes de persuasão parecem ser mais fortes com um júri do que com minha própria cabeça, porra. — Guardei uma dança para você. Quer tirar proveito? Jenny está ao meu lado, com as mãos postas, sorrindo. Nós vamos para a pista de dança de madeira improvisada. A medida que balançamos, eu digo-lhe: — Você está incrível. Ela bate os cílios. — Eu sei. Nós rimos e depois cautelosamente me questiona: — Sofia voltou a DC? Concordo em silêncio. — Eu gosto dela, Stanton. Espero que não pretenda deixá-la escapar. — Não tenho nenhuma intenção de deixá-la escapar, ela só não sabe disso ainda.


Olho para os olhos claros de Jenny, segurando-a em meus braços, minha querida e doce amiga. — Estou feliz que você não deixou JD escapar. Você merece estar com alguém que olha da forma como ele olha para você. Empurra o cabelo da minha testa. — Você também merece isso. — Ela observa por cima do ombro por um momento, e então seu olhar se volta para mim. — Lembre-se do outro dia à beira do rio? Quando você disse que Presley e eu somos a sua família? — Sim. Seus olhos brilham de entusiasmo. — Sempre seremos sua família. O calor aumenta no meu estômago, uma espécie de calor reconfortante e terno. A voz de Presley pega nossos ouvidos e, ao mesmo tempo, olhamos para a nossa bela menina, rindo. — Nós fizemos bem, certo, Stanton? Considerando tudo. Minha voz é áspera, sufocada com sentimento. — Ah, Jenn, fizemos muito bem. Basta olhar para ela. E por um tempo, só observamos. Intimamente ligados pelas memórias e amor infinito para a mesma pequena pessoa. — Se eu pudesse voltar e fazer tudo de novo com você, eu iria. — Sussurra Jenny. — Não mudaria nada. Eu olho em seus olhos, e então pressiono os lábios em sua testa suavemente. — Eu também. Nem uma coisa. E é assim que Jenny e eu dizemos adeus.

Mais tarde, eu sento no sofá de balanço de madeira com Presley, olhando o continuar da festa. — E então, quando você terminar a escola, você vem para DC para o verão. — Durante todo o verão, certo? Você promete?


— Todo o verão. — Eu digo, balançando a cabeça. — Dou-lhe a minha palavra. — Será que a Senhorita Sophia vai estar lá? — Sim, estará. Minha filha me olha de lado, os olhos astutos. — Você fez besteira, pai? — Um pouco sim. Mas eu vou fazer as coisas direito. Ela me dá sua aprovação com um aceno rápido. — Bom. Um rapaz loiro com uma camisa de botões, e uma gravata solta, a chama de alguns metros de distância. — Hey, Presley! Estamos indo para o rio, você vem? — Eu estarei lá. — Grita. Minha testa franze. — Isso foi Ethan Fortenbury, certo? — Sim, é ele. — Eu pensei que era o ano de cavalo. — Bem — ela suspira — ele disse que se arrependeu de ter dito que eu tenho mãos de homem. Ele me disse que só fez isso porque seu irmão mais velho o levou a fazê-lo. Isso soa desconfortavelmente familiar. — Esses irmãos certamente podem ser um problema. Em seguida, ela sorri timidamente. — Ele acha que eu sou bonita. E gosta de como jogo futebol. Oh, merda. — Tem boa vista então. — Sim. Ela se levanta, alisando o vestido de cetim azul. Antes de fugir, imploro: — Ei, pequena, pode me prometer uma coisa? — Claro. — Apenas me dê mais alguns anos antes de começar a deixar minha barba grisalha, certo?


Ela ri e me beija na bochecha. — Tudo bem, papai, eu prometo. Em seguida, ela vai saltar. E eu balancei minha cabeça. — Ethan fodido Fortenbury. Filho da puta.


Stanton Brent e eu dirigimos em tempo recorde de volta para DC, eu pressiono meu Porsche ao limite e ele não me decepcionou. Me recusei a parar de madrugada, assim um dos dois dormiu no banco do passageiro, enquanto o outro dirigia. Para dois homens com mais de 1,80 metro o Porsche não é um lugar adequado para ter sonhos agradáveis, mas Brent não se queixou. Ele sabia que me matava estar tão longe e coloquei “Ride of the Valkyries” na repetição para aliviar o clima. Estaciono em frente a cabana e corro em direção a Sofia. Ao me aproximar, vejo caixas em sua varanda e móveis do lado de fora. Meu coração palpita no meu peito. Está se mudando? Bato na porta, a impaciência tensa minhas costas. A porta se abre... e um gigante olha para mim. Literalmente. Um metro e noventa, peitos largos, semelhantes aos de um profissional lutador, uma carranca ameaçadora. — O que quer? E eu me sinto como uma criança de dez anos. — Sofia está? — Quem quer que saber? — Me olha dos pés à cabeça, seus olhos me avaliando. Olhos castanhos. Olhos que sou intimamente familiarizado. Aponto o dedo. — Você é seu irmão; o que ela disse que podia chutar meu rabo. O doutor. — Não confirma, mas não nega. — Eu sou.... sua irmã e eu somos... — Eu me recuso a chamá-la de minha amiga, porque é muito


mais do que isso. Então, pela primeira vez na minha vida, fico balbuciando como um idiota. — Eu sou seu.... estamos... me contou tudo sobre você. Cruza os braços e parece maior. — Não me disse uma palavra sobre você. Antes de poder responder, outra cara vem até a porta, é do tamanho normal, um pouco menor do que eu. Ele tem cabelo castanho, curto e grosso, um sorriso amigável e cintilantes olhos da cor de café, assim como Sofia descreveu. — Victor, venha aqui, a poltrona não vai se mover sozinha. — Diz ao Gigante. Então me vê. — Olá. Eu estendo a mão, ansioso para me apresentar ao irmão mais próximo de Sofia. — Stanton Shaw. É o Thomas? Ele aperta minha mão e seu sorriso se alarga. — Isso. Como está, Stanton? Entre. Sofia me disse sobre você. O Gigantón se põe de lado enquanto eu entro. — Por que ela não me contou sobre isso? Thomas dá a seu irmão um olhar que eu já vi em meus próprios irmãos. — Porque você não pode guardar um segredo, nenhum de nós lhe diz nada. — Em seguida, ele me bate nas costas e pergunta: — Você vem para arrastá-la? Eu ri um pouco nervoso. — Sim. Como sabe? — Conheço minha irmã. — Por que tem que arrastar? — Pergunta o Gigante. — Não importa. — Diz Tomas. — Sempre e quando se encontre aqui. Então caminhamos para a sala, cheia de caixas e móveis. Parece como se um tornado tivesse passado aqui em vez de no Mississippi. — Sófia sentiu que o lugar precisava de uma mudança. — Explica Tomas. — Ela fica assim quando está estressada. Então, eu chamo as tropas, e aqui estamos.


Na cozinha, vejo outro cara, de cabelos escuros, usando óculos estilo John Lennon, Lucas, irmão número dois, eu acho. Perto da cadeira mais alta, mas ainda um homem forte de cabelo sal e pimenta. O pai de Sofia. Caminho para ele e estendo a minha mão. — Olá, Sr. Santos, sou Stanton Shaw. É uma honra conhecê-lo. — Faço uma pausa, tentando pensar nas palavras certas. — Senhor, acho que sua filha é uma mulher incrível. Por um momento, me perfura com um olhar intenso. Em seguida, ele sorri e aperta minha mão. — É bom conhecê-lo, Sr. Shaw. Todas as cabeças se voltam para a mulher que desce as escadas. A mãe de Sofia é menor do que eu imaginava, com o cabelo na altura dos ombros, escuros, e as características bonitas e familiares. Seus olhos estão em mim, cheio de reconhecimento; e animosidade. E eu sei que Thomas não é a única da família com quem Sophia abriu seu coração. Aproximei-me dela, segurando a minha mão. —É um prazer conhecêla, a Sra Santos, eu sou... Olha para a minha mão com desdém e me corta, em português. — Você é um homem estúpido que machucou a minha filha. Se fosse comigo, eles nunca encontrariam o seu corpo8. Parece que eu sou estúpido, e se ela me tivesse nunca encontrariam o meu corpo. Lindo. Eu balancei minha cabeça. — Estou tentando fazer isso direito aqui. Sofia significa ... tudo para mim. — Eu estou aqui para fazer a coisa certa. Para Sofia que significa tudo para mim. Pelo menos, eu espero que tenha dito isso. Seus olhos se arregalam em surpresa. — Sofia me ensinou português. — Digo, encolhendo os ombros. — Aprendo rápido. Em português original ‘Você é um homem estúpido que machucou a minha filha. Se fosse comigo, eles nunca encontrariam o seu corpo.” 8


Um sorriso relutante aparece nos lábios da Sra Santos e sua cabeça se inclina relutantemente. Então ela fica de lado. — Ela está lá em cima no quarto, pintando. — Obrigado senhora. Furtivamente, eu ando através da porta aberta. Ela está de costas para mim, observando a tinta fresca na parede. Aproveito a oportunidade para absorvê-la. Seu cabelo é recolhido, pequenas mechas acariciam sua pele sob sua orelha. Me embebo de seus ombros delicados sob sua camisa vermelha, calças de ioga preta, a elegante curva de suas costas que leva à curva requintado de sua bunda, também doce. — O que você acha, Mamãe? — Ela pergunta sem se voltar, com a cabeça inclinada. — Eu não tenho certeza do amarelo, é mais apagado do que o que parecia na amostra. — Se você quer a verdade, eu acho que se parece com xixi de cão seco. Ela se vira rapidamente, seus olhos se arregalaram como se estivesse vendo um fantasma. — Stanton! — Depois de um momento, piscando, tentando controlar sua surpresa. Age casualmente. — Quando você chegou em casa? Mas casual você pode beijar minha bunda. — Eu não estive em casa. Deixei Brent e vim direto para cá. Para você. — Agora, eu devoro a vista frontal, aqueles lábios, seios deslumbrantes onde eu quero descansar minha cabeça, olhos verdes como pedras preciosas. Eu ergo meu queixo e aponto para as latas de tinta. — O que é isso? Nervosamente olha das latas para mim. — Redecorando. Eu senti que precisava de um novo começo. Eu avanço, eu preciso estar mais perto. E eu seguro tanto quanto eu posso. — Cristo, eu senti sua falta, Soph. Os últimos dois dias pareceram uma eternidade. Olha para o chão. — Sinto muito por ter te deixado da maneira que eu fiz, mas eu precisava...


— Não. — Caminho irado, o resto do trajeto para o outro lado do quarto. — Você teve sua chance de falar. Argumentou seu caso; agora é a minha vez. — Estendo uma cadeira dobrável perto dela, e mantenho uma advertência clara a minha voz. — Então, sente e escute. Seus olhos se abrem por um segundo e eu acho que vai discutir. Mas, em seguida, faz o que eu digo. Eu estou na frente dela. — Você começou o jogo de softball com os olhos de Amsterdam na sua bunda. — Stanton, eu lhe disse .... — Silêncio — solto, pressionando um dedo sobre os lábios agora fechados. — Quando eu quis arrancar seus olhos por ficar te olhando, foi a primeira vez que senti... mais. Não tinha o direito de dizer-lhe para não olhar, mas eu queria. Passo a mão pelo meu cabelo, tentando explicar, para que me entenda. — Essa é a verdadeira razão que eu lhe pedi para ir comigo; mas eu não sabia disso na época. Não queria ficar longe de você, eu não queria correr o risco de te perder para mais alguém. E quando eu te vi lá na minha casa; com pessoas que significam muito para mim... tornou-se mais intenso. Amar você, precisar de você, sentindo-me tão extremamente grato por ter você. Mas tudo estava fodido; misturado com o casamento de Jenny, com a sensação de que precisava fazer alguma coisa para mantê-la. Se inclina para a frente, segurando cada palavra; seus olhos cheios de esperança e medo, quebram meu coração. — Quando eu tinha resolvido na minha cabeça, quando eu finalmente tive a coragem de admitir o quanto você significava para mim... já era tarde demais. Eu não sabia se havia uma possibilidade de que você sentia o mesmo. Eu não sabia como explicar isso sem você pensar que era a segunda opção. Eu nunca quis que você se sentisse assim, nem por um minuto. Jenny sempre será minha amiga, a mãe da menina que sempre será a dona do meu coração, a primeira garota que eu amei. — Então minha voz torna-se áspera, embargada pela emoção. — Mas você, Sophia... Eu juro, se você deixar... você vai ser a última.


As lágrimas que permeiam seus belos olhos rolam pelo seu rosto. Eu agacho na frente dela e deslizo minha mão para baixo do ombro e seguro seu pescoço. — Me encontro muito bravo com você. Eu quero sentar-me na cama, jogá-lo para baixo e bater em seu traseiro até que ele esteja vermelho como a parede abaixo. Se assusta. — Com raiva de mim? Por quê? — Porque deixou-me te machucar. Você nunca disse nada. Quando penso no que deveria ser para você... como mil cortes de papel. Tomo seu rosto, enxugando as lágrimas de suas bochechas com meus polegares, porque eu não posso não tocá-la mais. Pisca para mim, respirando. — Stanton foi um grande argumento final. Eu olho em seus olhos. — É o que eu faço. Então... qual é o veredicto? Acariciando meu cabelo com os dedos, sua expressão terna e suave. — O veredicto é... não. Eu sabia, eu nunca duvidei, nem por um segundo, do meu poder de persuasão. Tinha certeza de que, só tinha de explicar a ela... espere. O quê? Dou um passo para trás. — O que o inferno que você quer dizer? Não? Você não pode dizer não! Minha testa umedece e meu coração protesta em meu peito. Ela dá de ombros. — Eu acabo de fazer. Minhas mãos reflexivamente agarram a sua mandíbula. — Que porra, Soph? Dois dias atrás, você disse que estava apaixonada por mim! Não se esquece alguém em dois malditos dias! — Exatamente. — Diz suavemente. — Não entendo... — Na semana passada, te vi sofrer por outra mulher. Durante meses, eu ouvi falar de Jenny, Jenny isso, Jenny aquilo. E agora que ela não está disponível, de repente, você percebe que eu sou a que você ama?


— Soph, há muito tempo que eu não estou apaixonado por Jenny. Eu só não sabia até agora. — Engulo em seco. — Não... você não acredita em mim? Toca meu rosto, traça meu queixo, olhando para o padrão de seus dedos com grande atenção. — Eu gostaria de acreditar. Quero tanto acreditar em você. — Em seguida, afasta o seu toque. — Mas... Eu não posso ser a sua segunda opção. E não vou ser. Isso me mataria, Stanton. Uma semana atrás, eu estava contente por ter qualquer parte de você, mas não sou mais satisfeita com isso. Quero tudo de você. A sério. E para sempre. Eu me aproximo, olhando em seus olhos. — Amor, você me pegou. Pelo coração, bolas e qualquer outra forma que desejar. Um sorriso sai de seus lábios enquanto me olha com ousadia. — Prove. Meus dentes cingem seu lábio inferior enquanto eu considero as formas gloriosas que eu posso mostrar o que significa para mim, uma e outra vez. Há risos na minha voz quando pergunto: — É um desafio? Cor tinge suas bochechas e o ar entre nós muda. Mais intenso, mais quente, torna-se, não só atração, mas a promessa de algo mais profundo. Um futuro. Juntos. — Sim. Me aproximo mais e acaricio seus lábios contra os meus, um toque leve como uma pluma. E prometo: — Bem. Então, vamos começar de novo. Desde o princípio. Da maneira que nós deveríamos ter começado. Sem amizade com benefícios. Vou fazer direito. Vou levá-la para lugares grandes, ficaremos juntos todo o final de semana. Eu quero que se vista para mim para que eu possa tomar o meu tempo tirando sua roupa. Eu quero memorizar cada polegada de seu corpo e ouvir cada pensamento em sua mente. E então, você não terá nenhuma dúvida de que a única mulher que eu quero, a única que eu amo: é você. Sofia se inclina, sua bochecha e nariz roçam nos meus. Sua voz é um pouco sem fôlego quando ela pergunta: — Então... isso era você me convidando para sair, certo? — Definitivamente.


E, em seguida, seus olhos brilham. — Eu gostaria de deixar claro que sou totalmente aberta ao sexo no primeiro encontro. Eu rio. — Eu estava muito, muito esperançoso de que dissesse isso. Então eu pressiono meus lábios nos dela. Sua boca se abre, me acolhendo, a língua doce me encontra no meio do caminho. Eu sinto suas mãos agarrarem minha camisa, deslizamento sobre meus ombros, o pescoço, acariciando meu queixo. A pressiono contra mim, segurando-a, deixando-a saber com cada toque dos meus dedos, cada palavra sussurrada que eu não quero deixá-la ir. E sinto o mesmo dela; alívio, alegria a cada respiração, cada promessa suave. Sofia e eu já nos beijamos mil vezes, mas nenhuma como desta vez. É diferente. Melhor. É malditamente perfeito. A maioria das histórias termina ao final. Mas essa, não. Ela termina com um novo começo.


Stanton SETEMBRO Nós colocamos em um cobertor na grama no Washington Mall, um pequeno semi-isolado lugar, longe da multidão. O céu é uma cor preta profunda, mas as luzes da cidade são muito brilhantes para deixar-nos ver quaisquer estrelas. Sofia se inclina para trás contra o meu peito e minhas mãos vaguear sobre ela preguiçosamente, passando em seu lado, coberto por uma mini vestido rosa claro, e sob os braços nus. O ar de setembro é quente, com uma brisa agradável. Um suspiro escapa de seus lábios sorridentes, e tomo um gole de uísque do copo de plástico que temos bebido por toda a noite. Eu dou um beijo na sua têmpora quando Elton John toca as notas de sua última música do piano. Eventos como este, um festival de música no Outono, são livres, primeiro a chegar, primeiro a ser servido. Embora Sophia temia porque Elton John estaria tocando, nós não nos matamos para tentar obter assentos na primeira fila. Nós simplesmente sentamos e relaxamos após uma longa semana no escritório. Para apreciar a música... e nós. Mas a medida que a melodia familiar de "Your Song" sai dos altofalantes, eu coloco minha boca no seu ouvido, a respiração provocando arrepios sobre sua pele macia. — Dança comigo. — Sussurro.


Arqueia suas costas para me encarar, seus macios olhos lânguidos, da mesma maneira que olham para mim quando eu tomo o seu corpo depois de levá-la para o céu com a minha boca. — Não me diga que você realmente começou a gostar de dançar. Beija a ponta do nariz. — Não. Nunca serei um fã. — Levanto-me, levando-a comigo, mantendo-a dentro do círculo dos meus braços. — Mas eu sempre dançarei com você. A qualquer hora e em qualquer lugar. Além disso... esta é sua canção14. É uma surpresa que eu planejei um presente para ela. Tenho certeza de que vai explodir sua mente, e espero que mais tarde ela expresse a sua gratidão durante a noite. O anúncio perfeitamente sincronizado sai do microfone de Elton. — Nós temos uma dedicação, senhoras e senhores. Isso vai para Sofia, com amor, Stanton. — E então ele começa a cantar. Seus olhos são tão redondos como uma moeda e fixam em mim com um pequeno choque. — Oh, meu Deus! Eu não posso acreditar que você fez isso... como você fez isso? Eu dou de ombros. — Conheço pessoas que conhecem as pessoas que conhecem algumas pessoas de Elton. Eu pedi favores. Ergue-se na ponta dos pés e me beija duro, fazendo-me pensar que esta era a melhor ideia que eu já tive. Contra meus lábios, ela me diz: — Eu te amo. Enquanto descansa a cabeça no meu peito, eu sussurro: — Eu também te amo. — Eu tenho o melhor namorado do mundo. Meu peito vibra com o riso. —Sim, tem. Quão maravilhosa é a vida enquanto você está no mundo. E então nós dançamos. ______________________ 14 = Jogo de palavras com a letra e o título da canção.


NOVEMBRO — Empurra! — Estou empurrando. Ele é ajustado. — Mais forte. — Se eu fizer mais forte, eu vou quebrar alguma coisa, caramba. — Apenas meta-o. — Estou tentando. — Rosno. — Alguém mais está se excitando com essa conversa? — A voz distante de Jake vindo do outro lado da super pesada mesa que me prende na porta. Com um grito, conseguimos passá-la, e em seguida, a colocamos suavemente contra a janela, tal como disse Sofia. Desta forma, podemos apreciar a luz natural do sol, enquanto o desço sobre ela. — Me sinto muito cansado para ficar excitado. — Eu gemo, limpando o suor da testa. Sofia, em seguida, entra no quarto, e meu olhar cai naturalmente na sua forma magnífica apertada pela blusa de gola alta preta que realça seus seios. — Esqueça, eu não estou tão cansado quanto eu pensava. — Se vê muito bem. — Grita, com um sorriso. — Esta é a última. Sofia me pediu para morar com ela na semana passada. Eu estava praticamente morando aqui desde meados do verão. Mas a ideia de torná-lo oficial, para acordar juntos todas as manhãs e voltar aqui, para casa, juntos, cada noite é incrível. Sua casa é maior do que o meu apartamento, e já mobilado, então a maioria dos meus móveis fica com Jake. Exceto pela mobília do quarto de Presley, que estão agora no terceiro quarto da casa, o único elemento que eu insisti em trazer foi minha mesa. Assim em vez de um quarto de hóspedes, o segundo quarto tornou-se agora um escritório para ambos.


Sofia desfruta dessa mesa grande de carvalho tanto quanto eu. Especialmente para o espaço adicional fornecido enquanto estiver trabalhando nele, e como eu disse ... para foder. Brent entra segurando copos de champanhe e Sofia estala a rolha da garrafa nas mãos. Nós enchemos os copos, passando todos eles, e proponho um brinde. — Minha mãe costumava dizer que o lar é onde o coração está. Mas realmente nunca entendi como verdadeiro que era... até agora. — Eu olho para Sofia. — Você é meu coração, então onde quer que esteja, estou em casa. Coloca um beijo em meus lábios. — Bem, agora eu estou realmente excitado. — Comenta Jake. Então ele diz a Brent: — Você está pronto para ir? Beber em bares? — Eu nasci pronto. — Diz Brent. Então nos pergunta: — Vocês vêm? Com seus braços em volta da minha cintura, Sofia, diz: — Tenho a intenção de fazê-lo em breve... e se a história é qualquer indicação, mais de uma vez. — Então ela me beija novamente. — Ewww. — Diz Brent. — Vocês são nojentos. Os acompanhamos até a porta da frente. — Mas, falando sério — pergunta Brent — vocês não vêm? Dou-lhe um tapinha nas costas. — Eu não posso, eu tenho um monte de trabalho a fazer. Nós dizemos o nosso "obrigado" e "adeus" e fecho a porta atrás deles. Sofia olha para mim. — Você ainda vai trabalhar no caso Penderson? Eu rio. — Não, Soph, não falava sobre esse tipo de trabalho. Ela sorri. — Então, que tipo de trabalho que você estava falando? Pego-a em meus braços. — Batizar cada quarto nesta casa. Vai ser um trabalho muito duro e suado.


FEVEREIRO Foi um dia mau. O problema começou com um cliente excêntrico que me incomodou com uma condenação anterior por agressão fora do Estado, então progrediu em uma petição de recurso que não estava em meu favor. Como se isso não bastasse, uma explosão ártica decidiu descer sobre DC, de modo que era mais frio do que a teta de uma bruxa, o tipo de frio que sente como agulhas picando seu rosto cada vez que o vento soprava. A única boa parte do dia era que ele estava prestes a terminar. E eu fui capaz de encontrar um lugar de estacionamento em frente ao tribunal, junto as escadas, pelas quais estou passando agora. Depois de passar pela segurança, a sensação começa a voltar aos meus dedos enquanto eu entro na sala do tribunal e sento-me na parte traseira. Eu tomo uma respiração profunda, e assisto. Faz as perguntas finais de seu interrogatório, se aproximando da mesa da defesa, seus saltos pretos soando no chão. Todos os olhos estão focados em Sofia, não só porque seu bumbum parece grande na saia preta justa, mas devido à sua presença. Sua postura, tom de voz, domina a sala e a atenção de todas as pessoas está nela. A frustração do dia vai, substituída por uma paz tranquila e muito orgulho, porque essa incrível, fascinante e capaz mulher, é minha. Depois que o Tribunal termina a sessão, eu me aproximo dela por trás, mantendo as pastas na sua maleta. Envolvo um braço em volta da cintura e dou um breve beijo atrás de sua orelha. Ela fica tensa por uma fração de segundo antes de relaxar no meu abraço. Porque, sem se virar, ela sabe que sou eu. — Bom trabalho. Sorri-me sobre seu ombro. — Obrigada. O que faz aqui? Eu pensei que veria você em casa. — Faz frio lá fora... Eu não quero que você caminhe.


Então eu pego o buquê de rosas nas minhas costas. Seus olhos castanhos umedecidos e seus lábios perfeitos formar um sorriso. — Por que isso? — Aproxima as flores de seu nariz e inala. Beijos sua testa. — Porque eu posso. As luzes brilham suavemente através das janelas, iluminando a casa como um farol de calor, conforto e lar. Sherman compete pela nossa atenção assim que entramos pela porta, abanando o rabo e mostrando a língua nos dizendo que tem sido um bom menino e que os sapatos de Sofia sobreviveram sem ser destruídos, pelo menos por hoje. Ela serve um copo de uísque para mim e um copo de vinho para ela, enquanto eu tiro a carne da geladeira marinado no meu molho especial. Falamos sobre os acontecimentos do dia, planos para amanhã, e tudo mais, enquanto eu vou para a varanda para acender o carvão. Porque apesar de ser inverno, mesmo que não seja domingo e não estarmos em Mississippi, Sofia ama o meu assado. Mais tarde, depois que os pratos são lavados e secos, as notícias passam na TV quando eu saio do banheiro de banho tomado, com uma toalha em volta da minha cintura. Sofia descansa na cama, uma perna dobrada, seu laptop apoiado em seu estômago, vestindo apenas um corpete bordado rosa sem alças e calcinha combinando. Seu olhar passa através de mim, devorando todos os meus músculos tonificados, e em seguida, fecha o laptop com um baque surdo. E eu deixo cair a toalha. Subo na cama como um predador, minhas intenções tão nuas como minha bunda. Reclama quando me inclino sobre ela, gotas frias caem do meu cabelo para sua clavícula. — Está molhado. — Ela diz em um sussurro rouco. Passo a língua no meu lábio inferior e minha mão sobre sua pele macia, para baixo entre as pernas, onde já está escorregadia e animada para mim. — Você também. Eu levo o meu tempo e faço amor devagar e silenciosamente, essa sempre presente paixão ardente sob a superfície. Depois é ruidoso e forte;


ela terá hematomas pela manhã em seus quadris e eu arranhões nas minhas costas. Nós adormecemos em cima dos cobertores, a nossa carne quente o suficiente para nos manter aquecidos. O dia podia ter sido horrível... mas a noite foi tão perfeito como você pode imaginar, porra.

MAIO. SUNSHINE, MISSISSIPPI. A caminhonete de Jenny para na entrada da garagem da casa dos meus pais, e assim que os pneus param, Presley pula do lado do passageiro. — Olá papai! Olá Sofia! Abraça-nos longa e docemente. — Parece que você cresceu seis centímetros desde que te vi pela última vez. — Isso foi durante as férias de primavera, quando ela ficou conosco em DC. Com o braço em volta da minha filha, Sofia olha para ela e pergunta: — Quer andar a cavalo? Presley balança a cabeça, e simplesmente sorri, provocando. — Alguém pensa que é uma amazona. Sofia colocou seu dedo médio no índice e adoravelmente insiste. — Blackjack e eu somos assim. Nós temos uma coisa mental completa entre nós, ele me entende. Eu ainda sorrio enquanto eu corro para o caminhão para ajudar Jenny descer. — Olá. — A beijo na bochecha e dou-lhe um abraço. — Ou, a coisa mais próxima de um abraço que posso, considerando o tamanho da sua barriga. — Inferno, Jenny, você está enorme. Franze a testa. — Por que você não vai para o inferno e você morre Stanton? Que tipo de coisa é essa que diz a uma mulher grávida?


— A verdade. Não me lembro que você era tão grande com Presley. Você com certeza têm dois aí dentro? Esfrega sua barriga grávida de oito meses. — Não, apenas um. Um deles é o suficiente, e tomarei a peridural dessa vez. Rio. — Não. Se a enfermeira Lynn está lá, você não vai conseguir. Sofia abraça Jenny saudando. — Poderíamos ter ido a sua casa para buscá-la. Jenny acenando com a mão. — Não, é bom para eu sair. Eu fiquei presa... pisos escorregadios são limpos, JD disse que vai colocar uma fita "Cuidado". Falamos por alguns minutos, em seguida, Jenny vai e nós dirigimos para o celeiro. Presley caminha à nossa frente, e eu seguro a mão de Sophia enquanto ela caminha ao meu lado. — Então... você já pensou sobre isso? — Sobre que? Viro a cabeça na direção de onde Jenny acabou de sair. — Um bebê? Eu digo: — Um bebê. —Você e eu? — Bem... eu prefiro. Iria ficar com raiva se fosse você e outra pessoa. Ela ri. — Stanton, tente ser um casal. — Eu sei. — E você tenta ser um casal. — Certo. — Caminhamos em silêncio. Então eu me inclino mais para ela, perguntando: — Então isso é um sim? Ela sorri. — Sim... Eu vou pensar sobre isso. Lhe dou seu sorriso torto favorito. — Bem. Sofia levantar um dedo. — Mas não agora. — Não.


— Assegure-se que seu esperma tome nota disso. Ele tem a fama de ser travesso. Assinto. — Vou mandar um memorando ao meu esperma, com cópia para seus ovários. Acenos. — Mas em breve. — Breve é bom. Balanço nossas mãos unidas. — Provavelmente deveríamos nos casar primeiro. Sofia para, olhando para mim. — Isso é um pedido? Eu me viro, segurando seu queixo e passos os dedos em seus lindos lábios. — Querida, quando eu pedir, você não vai duvidar se estou fazendo. — Em seguida, a beijo suavemente. — Mas será em breve. Ela sorri ampla e ofuscante. — Breve é bom.

FIM


Jake Becker ama a sua carreira como advogado de defesa, forte e poderoso em Washington DC. Portanto, não há nenhuma maneira que uma menina de vinte anos levantando os seis sobrinhos e sobrinhas iria capturar seu coração... certo? Não perca o próximo episódio da série The Leagle Briefs, da autora bestseller do New York Times, Emma Chase: SUSTAINED. No verão de 2015!

Quarta-feira é um dia lento. Inclino para trás em minha cadeira e olho pela janela para a rua ensolarada lá em baixo. Um frustrado passeador de cães luta com três clientes de quatro patas enquanto eles puxam suas correias, lutando pela liderança. Um carro turístico passa estridente, deixando uma nuvem negra de gases em seu caminho. Um pai empurra um carrinho laranja de criança quase colidindo com um dos cães latindo, girando na grama no último segundo. Talvez seja o bebê no carro, talvez seja o longo casaco como um cobertor de cães, talvez seja o fato de que eu não tenha conseguido nada em duas semanas, mas a imagem tentadora de Chelsea McQuaid desliza em minha mente. Outra vez. É a única imagem que eu conjuro toda vez que eu me masturbo, que tem sido pateticamente frequente.


Aqueles olhos azuis como o vidro, seus lábios rosados e sorriso encantador, pescoço longo e elegante que implora para ser lambido, seus membros ágeis — aposto que eles são muito flexíveis — e mais importante, seus peitos firmes e do tamanho perfeito. Eu mentalmente me chuto por não ter o número dela. Ela é muito velha, e muito quente para ser virgem aos vinte anos, mas havia algo sobre ela que parecia... puro. Intacto. Desconhecido. E isso é um curso particular que eu com maldita certeza gostaria de aprender. Eu esfrego os olhos. Eu preciso transar. Esta merda de "primeiro encontrar a mulher" está se tornando um problema maior do que eu imaginava. É o risco de contrair uma doença sexualmente transmissível um grande negócio? E então, eu me lembro como era esperar por esses resultados. O terror afiado, medo de ser infectado com uma doença, possivelmente por toda a vida. Ou, ainda mais apavorado, com um que poderia fazer minha vida curta. Inferno, sim, é uma grande coisa. Sem transar, não importa o quão espetacular seja, não vale a pena morrer. Esse deve ser o lema de toda campanha de sexo seguro. A minha secretária, a Sra Higgens, uma grande senhora que se parece com uma avó, abre a porta do meu escritório. — Srta. Chelsea McQuaid está aqui para vê-lo, Jake. E tem uma ninhada inteira de crianças com ela. Meu sorriso é largo, lento, e completamente gratificante. Eu não acredito em sinais, mas se o fizesse isso seria um grande autdoor de neon piscando. Arrumei minha gravata. — Deixe-a Sra Higgens. Assente, e alguns segundos depois, Chelsea e seu bando inquieto e barulhento de sobrinhos e sobrinhas vem ao meu escritório. Ela está vestindo uma roupa casual de "mami", mas em seu corpo grita "sexy". Uma camisa verde escura que contrasta com o tom castanho avermelhado do cabelo. Apertadas calças azuis enfiadas em botas marrons de saltos altos que acentuam as longas pernas e mostra sua bunda apertada. É uma agradável surpresa, eu não tinha notado o seu traseiro a primeira vez que nos encontramos, mas é bonito.


Ajuste o porta-bebês e me dá um sorriso tenso. — Olá, Sr. Becker. Eu estou de pé atrás da minha mesa. — Chelsea, é bom vê-la novamente. O que a traz...? Meus olhos vão rapidamente para cada uma das faces que estão em meu escritório, em seguida, para a entrada vazia, quando percebo que alguém está em falta. — Onde está Rory? Chelsea suspira. Antes que ela possa falar, a menina mal-humorada, Riley, de quatorze anos de idade, responde para ela. — O idiota foi preso. Ele roubou um carro. — Um carro? Dentro de uma semana, o merdinha foi de agressão ao roubo de carro. Isso com certeza era subir rapidamente. A pequena de cabelos claros, Rosaline, continua: — E então ele bateu. O menino de dois anos faz os efeitos sonoros. — Brooocshhh. O inteligente, Raymond, acrescenta: — E não qualquer carro, um Ferrari 458 Itália edição limitada. O preço inicial é de cerca de novecentos mil dólares. Eu olho para o Chelsea, que acena com a cabeça. — Sim, isso é praticamente toda a história. Está na detenção juvenil com problemas sérios desta vez. Desta vez, implica que houve outros momentos, fora o meu quase roubo. Jesus Cristo, criança. Chelsea disse, tensa: — Meu irmão tem dezenas de advogados em sua lista de contatos, mas nenhum deles são advogados de defesa. Eu tinha o seu cartão... e parece um bom advogado. A título de curiosidade, pergunto: — O que faz você pensar que eu sou bom? Levanta o queixo para encontrar o meu olhar. — Você se parece como um homem que sabe como ganhar uma luta. Isso é o que preciso, o que Rory precisa.


Tomo um momento para pensar, planejar. Chelsea deve interpretar o meu silêncio como uma rejeição, porque sua voz se torna quase suplicante. — Eu não sei quanto cobra de entrada, mas tenho dinheiro... Levanto meu dedo, parando-a. — Eu não acho que isso seja necessário. Espera aqui. — Em seguida, aponto para Raymond. — Venha comigo. —E a menina mais velha. — Você também, Smiley. E enquanto me seguem pela porta, a adolescente me corrige: — Meu nome é Riley. — Eu sei. Mas eu vou chamar Smiley. — Por quê? — Ela pergunta como se fosse a coisa mais estúpida e vil que já tinha ouvido. Eu sorrio. — Porque você não é. Deixo os olhos começarem a rolar. Eu levo-a para o próximo escritório. A cabeça escura de Sofia Santos está dobrada sobre a mesa, com as mãos com manicure perfeita fazendo anotações rápidas em um documento. Levanta a cabeça quando entramos. — Olá Sofia. — Aponto o polegar em direção a menina ressentida atrás de mim. — Esta é Smiley McQuaid, sua tia é uma nova cliente e nós temos que ir para o centro por algumas horas. Está tudo bem se permanece com você por um tempo? A filha de Stanton, Presley, tem quase doze anos. Eu imagino que se alguém é uma especialista em lidar com adolescentes do sexo feminino, é Sofia. — Claro. Eu vou estar aqui toda a tarde. Riley se move. — Meu nome é Riley. Sofia sorri. — Hey, Riley. — Em seguida, aponta para a cadeira no canto ao lado da tomada. — O carregador de telefone está ali. Riley quase deu um sorriso. Quase. — Bom. Viro-me para o colega de escritório de Sofia, observando as imagens no seu computador. E eu peço a Deus que não seja pornografia. — Brent, este


é Raymond. Raymond, Brent. Você pode mantê-lo fora de problemas por algumas horas? Brent assente. Então, com o entusiasmo de uma criança que é permitida ver o seu primeiro filme de terror sangrento, Raymond pergunta: — Você quer ver imagens de sangue respingado? O menino se aproxima: — É tão grande bom quanto parece? — Muuuuiito geniaaal. — Claro! E o meu trabalho aqui está feito. Coloco a minha cabeça no meu escritório e aponto o dedo para Rosaline. Ela olha para sua tia, que acena, dando permissão, e Rosaline para se juntar a mim na mesa da Sra Higgens. — Senhora Higgens, esta é Rosaline. Você cuidaria dela por um tempo enquanto sua tia e eu vamos para o tribunal? Rosaline olha para baixo timidamente, e Sra. Higgens coloca uma cadeira ao lado dela. — Claro. Eu tenho uma neta na sua idade, Rosaline. Eu tenho livros para colorir aqui quando ela me visita. Você gosta de colorir? Rosaline acena com a cabeça vigorosamente, andando até a cadeira. — E qual é a sua cor favorita? Ela nem sequer pensa. — Arco-íris. Sra Higgens leva livros para colorir e lápis de cor. — Escolha maravilhosa, querida. Eu volto para o meu escritório, onde Chelsea e duas crianças se divertem esperado. — Ambos parecem o verdadeiro problema no grupo, então venha com a gente. — Oba! — Responde o de dois anos de idade, com um sorriso enganosamente doce. Eu balanço minha cabeça. — Oh não. Você não vai me amarrar com isso novamente.


Eu peguei o porta-bebê da mão de Chelsea e a coisa quase caiu. — Oh! — Digo baixando os olhos. — Você é mais pesado do que parece. — O bebê gorjeia em resposta. Viro-me para o Chelsea. — Você pega a coisa. Vamos lá. Sua voz me para. É um sussurro curioso. — Jake? É a primeira vez que diz meu nome. Uma pequena sílaba que faz meu estômago apertar. Isso me faz querer ouvir dizer de novo, um gemido, um suspiro. Um grito de prazer. — Posso perguntar uma coisa antes de sairmos? Trago, boca seca de repente. — Claro. — Se não é pelo dinheiro... por que você nos ajuda? É uma pergunta interessante. A nobreza não é meu estilo. Eu sou mais o tipo de cara de "cada um por si". Então, por que o inferno que eu estou ajudando? Porque eu quero entrar em suas calças, claro. Fazer a Chelsea um favor é o caminho mais direto para chegar lá. Realmente não é tão complicado. Mas eu não posso dizer isso. Então, eu dou de ombros. — Eu tenho uma fraqueza por causas perdidas. E só porque eu não posso ficar afastado por mais tempo, eu estendo a mão e acaricio delicadamente a pele de marfim de sua bochecha. É mais suave do que imaginei. — E por um rosto bonito. Saímos do estacionamento, e enquanto Chelsea prende as crianças em seus assentos, verifico seu carro. Sua gigantesca van azul escuro. Ela percebe e comenta: — É do meu irmão. Levanto uma sobrancelha. — Seu irmão, ativista ambiental, conduz um Yukon XL beberrão de gasolina?


Sobe no banco do motorista. — Tem seis filhos. Uma bicicleta não seria suficiente. Eu dou o endereço do Palácio de Justiça Moultrie, onde fui notificado por telefone que Rory foi recebido depois de sua prisão esta manhã. Eu não tenho muita experiência em tribunal de família, mas estou bastante familiarizado com o processo para compensar. — Rory vai ser atribuído a um oficial de justiça que irá rever as taxas, seus antecedentes e fazer uma recomendação ao OGA. O oficial de justiça irá decidir se será liberado hoje ou se tem que ficar no Centro de Serviços da Juventude até o julgamento. Eles também estão com o que falarei sobre o acordo do Ministério Público. A boa notícia é que eu conheço uma das oficiais de Moultrie intimamente. Costumávamos sair com frequência pouco antes de se comprometer. Nossos termos de separação foram amigáveis. Um V suave se forma na testa de Chelsea. — OGA? — Escritório Geral da Advocacia. É aí que o seu caso será processado, mas não se preocupe, não vai tão longe. Os casos juvenis são diferentes dos adultos. O sistema ainda tem esperança para os infratores; tudo se trata de reabilitação e redenção. Salve-os antes que eles vão longe demais nesse caminho escuro até parte alguma. Nos tribunais criminais, a questão principal é, foi você? No tribunal de família, é sobre por que você fez isso. Um órfão de nove anos que lida com a morte de seus pais roubando um carro obterá uma pena mais branda do que um de dezoito impulsionado por uma corrida divertida. O Courthouse Moultrie é um edifício de concreto e intimidante com um labirinto cavernoso de corredores. Depois de passar pela segurança, somos levados à sala de espera com uma dúzia de mesas e cadeiras espalhadas ao redor, máquinas de venda ao longo de uma parede. Alguns visitantes ocupando o quarto, cabeças amontoados, falando em voz baixa, em sussurros confidenciais. Chelsea e eu nos sentamos em uma mesa vazia. Eu coloquei o porta bebê com sua carga dormindo sobre a mesa, e Reggie, contorce-se em seu colo. Um guarda abre uma porta através da sala e vem com Rory. Ainda leva


o seu uniforme escolar: calças cinza, camisa branca abotoada, azul marinho casaco ervilha. Seus jovens lábios estão em uma carranca dura, seus olhos azuis escuros são tão cheio de sentimento que você quase pode ouvir o pensamento de "Foda-se". Este não é o rosto de uma pequena alma triste e perdida que sabe que começou a ter problemas; é o rosto de um anjo com raiva, desesperado para tentar parecer um cara durão, preferindo falhar espetacularmente em vez de admitir que estava errado. Por um segundo, eu reconsidero ajuda, alguns dias em detenção juvenil pode ser o que o médico ordenará. Mas, em seguida, Chelsea passou o braço em volta de sua cintura e beijou sua testa, sussurrando palavras de amor, alívio e ameaças, tudo ao mesmo tempo. — Graças a Deus está tudo certo. Tudo vai ficar bem, Rory, não entre em pânico. O que o inferno você está pensando? Um carro? Você nunca mais vai sair de seu quarto. Nunca! Eu me inclino para trás na cadeira, apenas esperando. Ele se afasta com forte retração. — Sai. Estou bem. Não é um grande negócio. — Não é o grande negócio? — Ela faz uma cara, e eu vejo um flash de sentimentos feridos. — Você poderia ter matado a si mesmo ou alguém. — Bem, eu não fiz, okay? Então pare de ficar louca. Já vi o suficiente. — Chelsea, vai com Reggie buscar um refrigerante ou suco. — Eu tiro algumas notas da minha carteira e estendo. Ela hesita. Eu me curvo a cabeça para Rory. — Dê-nos alguns minutos. Mesmo olhando incerto, pega a menina de dois anos de idade leva-a embora. Uma vez que estávamos sozinhos, Rory se senta. — O que faz aqui? — Sua tia queria um bom advogado. Sorte para você, eu sou o melhor e aconteceu de eu ter a tarde livre. — O que seja.


Fixo meu olhar. — Você está profundamente na merda, garoto. Tem tanta certeza de saber tudo, que ironicamente diz: — Eu tenho nove. O que é o pior que podem me fazer? — Mantê-lo aqui pelos próximos nove anos. Pelo menos. — Eu digo simplesmente. Pela primeira vez desde que ele entrou na sala, sua confiança está abalada. Suas bochechas ficam rosa de nervoso e sua voz sobe meia oitava sobe quando diz: — Não é tão ruim aqui. É uma pequena rachadura em sua fachada, mas ainda assim uma rachadura. Não perco tempo dizendo que está cheio de merda. Eu me inclino para frente e explico: — Isto é o que vai acontecer. Vou ligar para sua tia voltar, e você vai me desculpar por como você falou. Não esperava isso. Olha de soslaio. — Por quê? — Porque ela não merece. Olha para baixo, quase envergonhado. Talvez ainda há esperança para o pirralho. — Então você vai sentar-se lá — aponto — e deixá-la te abraçar e beijar, tudo o que ela quer. Levanta o queixo, sem estar pronto para desistir da luta. — E se eu não? Eu olho diretamente nos olhos. — Então eu vou deixá-lo apodrecer aqui. E eu vou. Ele não parece feliz; ele não gosta de ser encurralado. Ele quer ir embora, fazer o oposto do que eu estou ordenando, simplesmente porque é uma ordem. Eu sei o que está sentindo. Conheço esta criança por dentro e por fora. Uma vez, eu era esta criança. Precisa de uma saída, uma maneira de deixar a batalha sem a sensação de que perdeu a guerra. Então eu dou uma.


— Não há necessidade de me mostrar quão duro você é Rory, eu posso ver. Eu era como você quando eu tinha sua idade, um pouco idiota, rude e zangado. A diferença é que eu era inteligente o suficiente para não dar merda para as pessoas que se importavam comigo. — Eu ergo as sobrancelhas. — Você é? Me observa. Olha profundamente com aquele sexto sentido que cada criança tem, para ver se eu estou sendo direto com ele ou apenas condescendente. Depois de um momento, ele dá o mais breve dos acenos e diz com uma voz pequena: — Tudo bem. Peço desculpas à tia Chelsea. E eu vou deixar me beijar e abraçar se isso a faz feliz. Eu sorrio. — Bem. Inteligente e resistente. Já me agrada mais, criança. Deixo Chelsea com as crianças e subo as escadas para os escritórios da liberdade condicional. Bati na porta de Lisa DiMaggio, embora esteja aberta. Gira em sua cadeira, seu longo cabelo loiro caindo atrás dela. — Jake Becker. — Diz. Ela se levanta me dando uma visão perfeita de suas pernas tonificadas e bronzeadas sob sua saia preta, e me abraça. Romper amigavelmente tem seus benefícios. — O que você está fazendo no meu território? — Pergunta ela, dando um passo para trás com um sorriso. — Ou esta é uma visita social? — Estou aqui para um cliente. — Desde quando você participa em tribunal de família? — Longa história. — Eu dou de ombros. — E seu nome é Rory McQuaid. — Oh. — Pega um arquivo em sua mesa. — Meu ladrão de carros. Fez sua entrada esta manhã. Ele diz que pegou o carro, porque, e cito, "queria ver se dirigir era tão fácil como Mario Kart". — Ela balança a cabeça. — Crianças! Eu me inclino contra a parede. — Isso não é por que ele levou o carro. Há circunstâncias atenuantes. — Conte-me. Eu não tive a oportunidade de entrevistar os pais ainda.


— Os pais estão mortos. — Eu digo. — Robert e Rachel McQuaid morreram em um acidente terrível, há dois meses, deixando Rory e seus cinco irmãos e irmãs em cuidados de sua tia, seu único parente vivo. Ela se senta na cadeira. — Jesus. — O menino passou por muita coisa e não as levou bem. Mas ele não pertence à cadeia. Fale com o seu assistente social; eu apostaria meu testículo esquerdo, que ele era um santo até que seus pais morreram. — Isso realmente diz algo. Eu sei o quão precioso seus testículos são para você. Concordo. — Infelizmente — ela suspira — Rory escolheu roubar o carro da pessoa errada. — Ela recita o nome de um ex-candidato presidencial moroso e influente. E ele quer o rapaz com sérios problemas. — Foda-se. Eu não sei se é porque estou interessado em sua tia ou porque ele me lembra muito de mim, mas se alguém quiser um pedaço daquela criança, terá que me ver em primeiro lugar. — Além disso, um funcionário público não tem problemas de possuir um carro como aquele. — De acordo. — Concede Lisa. — Então, o que você tem a oferecer? — Terapeuta mandada pelo tribunal uma vez por semana. Com relatórios de progresso mensais. — Duas vezes por semana. — Contradiz. — E eu quero escolher o terapeuta. Não permitamos que impostores se sintam bem. — Feito. O olhar de Liza viaja em cima de mim, indo para a virilha. — Fiquei surpresa, Jake. Não me lembro de ser tão... suave. Movo-me para frente, colocando as mãos nos braços da cadeira, prendendo-a. — Suave não está em meu vocabulário, continuo duro quanto eu venho. — Sorrio. — E depois disso.


Seus olhos vão para minha boca. — É bom ouvir isso. Particularmente desde que Ted e eu rompemos. — Ela levanta a mão esquerda sem anel. Lisa definitivamente está sob a categoria de "conhecida", o que significa sem jantar, primeiro encontro ou conversa desconfortável, ou malditas perguntas que não quero fazer, deixando apenas respostas. Não, será direto para foder. Excelente. — É uma longa história. — Diz ela. — O que significa que eu tenho certeza que você não tem nenhum interesse em ouvir. Sim. Lisa me conhece bem. — Você ainda você gosta de tequila? — Eu pergunto. — Absolutamente. Você ainda tem o meu número? — Assim é. Seu sorriso é lento e cheio de promessas. — Bem. Use-o. Me endireito e caminhou em direção à porta. — O farei. — E eu vou começar com a papelada. Algumas horas mais tarde, após a aprovação do serviço de menores e parada obrigatória perante um juiz indiferente, Rory sai do tribunal com a gente. Nós voltamos ao escritório para pegar seus muitos irmãos. Todo mundo parece feliz em vê-lo; se "estúpido imbecil" é carinhoso e as questões entusiastas da sua estadia na "prisão" são qualquer indicação. O céu está escuro na hora que eu escolto Chelsea e suas cargas de volta para o carro. Espero ao lado da porta do motorista, enquanto ela carrega e dá-lhes o cinto de segurança. Em seguida, ela vem a minha frente com os olhos quentes e macios de gratidão. E, novamente, estou impressionado com a perfeição suave da sua pele sob o brilho da luz de rua. Malditamente bonita. Assim, noto suas sardas adoravelmente espalhadas por toda a ponta do nariz fino e me pergunto se as tem em outro lugar. Gastaria de uma pesquisa lenta e profunda para descobrir. E eu sou o cara para o trabalho.


Coloca o cabelo atrás da orelha. — Obrigada, Jake, muito obrigada. Eu não sei o que eu teria... — Tía Chelsea, estou com fome! — Podemos ir ao McDonald? — Você sabe o que eles colocam em McDonald? Insetos que nem sequer comeria. — Cale a boca, Raymond! Não estrague minha comida rápida. — Cale-se você! — Não, você cale a boca! — Tia Chelsea! — Oooooooola! Não posso deixar de rir. E eu me pergunto se tem tampões de ouvido. Chelsea exala através de seus lábios perfeitos e dá um sorriso. — Eu deveria ir antes de começarem a comer uns aos outros. Isso pode não ser uma má ideia. Há um número suficiente deles para reabastecer. Ela balança a cabeça e sobe no caminhão, em seguida, abaixa a janela. — Mais uma vez obrigada. Devo-lhe, Jake. Eu toco o lado do caminhão a medida que se afasta lentamente. — Sim, você me deve. E essa é uma dívida que eu não posso esperar para receber.


Atualmente, Emma Chase é uma esposa dedicada e mãe de dois filhos que vivem em uma pequena cidade em Nova Jersey. À noite, sobre o teclado, trabalha para trazer seus personagens coloridos e aventuras sem fim à vida. Tem uma relação de amor / ódio com a cafeína. Emma é uma leitora ávida. Antes de seus filhos nasceram consumia livros inteiros em um dia. Escrita também sempre foi uma paixão e em 2013 faz sua estreia com a comédia romântica, Tangled, e o fato de agora ser chamada de uma autora é nada menos do que o seu sonho se tornando realidade.


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