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O Ribatejo 8 | Outubro | 2010
especial
Zona Industrial de Santarém Textos e Fotos : Bruno Oliveira e Vânia Clemente
A A nova unidade da JJ Louro é inaugurada em meados de Outubro, enquanto que o projecto da Sonae Carnes deverá estar em curso, segundo dados da Parquiscalabis
JJ Louro e Sonae contrariam falta de investimento em Santarém Zona Industrial de Santarém ∑ Novas unidades industriais quebram ciclo de investimento na área do comércio e serviços O previsto investimento da Sonae no alargamento da sua unidade de carnes e a já concluída nova unidade de estofos do grupo JJ Louro são os dois grandes projectos empresariais que contrariam a falta de novos negócios na zona industrial de Santarém. Uma zona industrial que é cada vez mais comercial, não tem espaço para crescer muito mais e até o esperado projecto da Parquiscalabis vai dando passos curtos para as necessi-
dades de crescimento e de investimento nesta zona. Ainda assim, no Parquiscalabis, um dos projectos parque de negócios mais complicados do distrito, a administração assinou, em Julho, um acordo com a Sonae para venda de um terreno com 6364 metros quadrados para a instalação de uma unidade de transformação e empacotamento de carne do grupo. O investimento do grupo Sonae, que estava previsto para
arrancar em Setembro, segundo informação da entidade gestora dos parques de negócios, deverá rondar os cinco milhões de euros e vai criar cerca de 120 postos de trabalho. Segundo o comunicado da entidade gestora, o lote agora vendido demorou alguns meses a ser negociado entre a Parquiscalabis, a Sonae e a Câmara de Santarém, mas o acordo foi já alcançado. Recorde-se que a Parquiscalabis é um dos cinco parques de negócios dinamizados pela
Nersant e por privados em cinco concelhos do distrito: Santarém, Cartaxo, Rio Maior, Ourém (Fátima) e Torres Novas. Na outra ponta da zona industrial, junto ao concessionário da Roques, o grupo JJ Louro está prestes a abrir a 15 de Outubro, a sua nova fábrica de estofos que irá criar 250 postos de trabalho, dos quais 50 são já integrados na abertura. O investimento desta fábrica ronda os 6 milhões de euros e foi alvo
de uma candidatura ao QREN, ainda não aprovada segundo informou ao nosso jornal fonte da administração. Na fábrica do grupo já aqui existente há vários anos, a Lusocolchão, são fabricados colchões cuja exportação é de 90%. Esta fábrica empresa mais 170 trabalhadores e, segundo a administração, deverão haver alguns investimentos “em melhoramentos e comprar de equipamentos tecnologicamente mais evoluídos”.