Revista InterBuss | Edição 484 | 08.03.2020

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Deu na imprensa

Hoje é dia delas celebrarem e pedirem mais igualdade

IGUALDADE NO DIA DAS MULHERES

• Do Automotive Business <automotivebusiness.com.br>

Com a proximidade do Dia Internacional da Mulher, o setor automotivo tem nas mãos um desafio muito maior do que o de entregar mimos às suas funcionárias: oferecer equidade de oportunidades e um ambiente justo para que estas profissionais desenvolvam suas carreiras. O nível de satisfação tem grande potencial para melhorar. Em pesquisa com leitoras feita entre 3 e 6 de março, Automotive Business constatou que 63,6% das respondentes já se sentiram prejudicadas em sua vida profissional no setor automotivo por causa dos preconceitos e vieses inconscientes presentes nas organizações e lideranças. Não é para menos: apesar do público feminino ser o principal responsável pela decisão de compra de carros, esta indústria ainda é um terreno pouco desbravado pelas mulheres. Entre fornecedores e fabricantes veículos, apenas 19,7% da força de trabalho é

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feminina. Na alta liderança das organizações, este porcentual encolhe para tímidos 6% de participação das mulheres.

Os dados são do estudo Diversidade no Setor Automotivo, realizado por Automotive Business e MHD Consultoria em 2019 a partir de entrevistas com 89 companhias do segmento. Diante de um cenário tão adverso, a única opção para as empresas do segmento é assumir a responsabilidade pelo problema e se empenhar para tornar seus ambientes mais acolhedores às mulheres e à diversidade. Esta é a recomendação dada por Antonio Filosa, presidente da FCA América Latina, durante entrevista para o especial Liderança do Setor Automotivo, que vai ao ar nos próximos dias em Automotive Business “Precisamos espelhar a sociedade que queremos servir. É uma responsabilidade ética, mas também uma questão de mercado: se mais de 50% dos consumidores são mulheres e pessoas

negras, porque não temos esta representação nas lideranças das empresas? É obrigação do setor mudar”, defende. Para o executivo, o pensamento precisa ser pragmático: se a indústria tem um desafio quando se trata de equidade, ela precisa também assumir a responsabilidade por construir a solução. Quem tem um olhar parecido é Pablo Di Si, presidente da Volkswagen América do Sul: “Temos um problema na indústria automotiva quando se trata de diversidade. Isto não acontece porque as pessoas são contra a mulher, o negro ou o homossexual. O que falta são as políticas para incluir estas pessoas, para entregar o que estes grupos precisam no trabalho, as coisas que permitem que todos se sintam à vontade em estar na empresa”, resume. Se lideranças estão engajadas, o caminho é adotar ações afirmativas e políticas capazes de tornar as empresas mais convidativas para o desenvolvimento de carreiras femininas e, assim, capazes de reter estes talentos.


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