Folha Metalúrgica nº 866

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FEM/CUT Começam os preparativos para a campanha salarial

Previdência Ainda dá tempo de pressionar os deputados federais

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No sábado O Negro e o Mercado de Trabalho é tema de debate PAG. 4

Informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região

Nº 866 3ª edição de maio de 2017 Rua Júlio Hanser, 140 Lageado - Sorocaba/SP

CEP 18030-320 Filiado a CUT, CNM e FEM

SAIBA PORQUE

Foguinho

Inflação baixa nem sempre é boa notícia

Centro comercial de Sorocaba na tarde desta terça-feira, dia 16; poucos consumidores entram nas lojas; e menos ainda concretizam a compra

No contexto atual do Brasil sob golpe, até a inflação baixa representa notícia ruim para o trabalhador Ao contrário de períodos em que a economia está aquecida e a maioria da população está empregada, quando a inflação baixa representa estabilidade, os baixos índices de remarcação de preços nos últimos meses significam que o país está mergulhado em uma recessão. O economista Fernando Lima, do Dieese/SMetal, explica que a taxa de inflação tem forte influência da chamada “lei da oferta e da procura”. Como não há crescimento da atividade econômica nem incentivos ao desenvolvimento,

mesmo o baixo nível de produção hoje não encontra consumo suficiente, inibindo a variação de preços. Nesse cenário, a falta de remarcação de preços também não resolve o problema da maioria da população, que sente no dia-a-dia o achatamento salarial reduzir seu poder de compra. Para o SMetal, o metalúrgico deve ficar atento ao debate sobre a inflação porque ela têm relação direta com a campanha salarial da categoria, que tem database em setembro. EDITORIAL e PAG. 3


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Folha Metalúrgica - Maio de 2017 - Ed. 866

Mais um presente de grego do governo Uma das muitas práticas abomináveis do governo federal golpista tem sido tratar os prejuízos impostos aos trabalhadores e à economia brasileira como se fossem boas notícias, como se fossem verdadeiros “presentes” do “novo regime” aos habitantes da Nação. É o que tem acontecido com os baixos índices de inflação, que é assunto de matéria nesta edição da Folha Metalúrgica. A taxa reduzida de inflação tem sido anunciada por governistas como sinônimo de estabilidade econômica. Nada mais mentiroso. Não é bom para a população estar estável no fundo do poço. A inflação baixa atual é consequência da estagnação do setor produtivo, do desemprego, da perda de poder aquisitivo de uma grande parcela dos brasileiros e da insegurança em relação ao futuro do mercado de trabalho. Ela é fruto da recessão econômica. A recessão implica em queda na produção por falta de demanda, por falta de procura por produtos e serviços. A recessão é sinônimo de país que não cresce, não se desenvolve. É sintoma de uma economia e uma sociedade que recuam, que retrocedem em termos de mercado. A recessão atual está relacionada também com a taxa de juros elevada, com a falta de investimentos internos e externos no país e com a ausência de políticas públicas de desenvolvimento.

Não é bom para a população estar estável no fundo do poço Hoje as propostas do governo federal se traduzem em medidas recessivas (que retraem o mercado interno), em retirada de direitos da população (terceirização e reformas trabalhista e previdenciária), em diminuição do papel do Estado (sucateamento de estatais e serviços públicos) e no empobrecimento da maior parcela da sociedade. O projeto dessa direita que tomou o poder no Brasil implica em reduzir tanto o papel do Estado (no sentido de governo da Nação) que ele nem terá mais condições de atuar como incentivador, como indutor do desenvolvimento. O objetivo é entregar o país. É vender o Brasil em fatias, incluindo as decisões econômicas e os bens e serviços públicos, às bilionárias corporações cujos acionistas, espalhados pelo mundo, vivem de renda.

editorial

Muitos empresários, na ânsia imediatista de manter seus lucros, contribuem com o agravamento da crise. Não é incomum demitirem mais do que seria necessário e propor achatamentos salariais para quem fica no emprego. Tudo em nome da manutenção de suas margens de lucro, que eles não admitem reduzir, embora exijam que o trabalhador aceite reduzir seus direitos. A inflação baixa associada à recessão tende a levar os empresários a negarem a reposição salarial nas datas-bases dos trabalhadores este ano. No caso dos metalúrgicos, que têm data-base em setembro, o INPC de setembro de 2016 a abril de 2017 está acumulado em apenas 1,53%. Mas quem vai ao supermercado ou tem contas básicas a pagar, como água, luz, moradia e vestuário, sabe que esse índice não retrata o aperto que o trabalhador está passando. É indispensável para a categoria metalúrgica e para a classe trabalhadora, neste momento, somar forças para resistir ao bombardeio que o governo ilegítimo e seus apoiadores despejam sobre a sociedade. O preço da falta de consciência de classe e da omissão podem ser prejuízos irreparáveis. A geração atual será responsável pelo que a história contará no futuro a respeito do legado que deixaremos para os trabalhadores brasileiros do amanhã.

Toyota

mobilização

A direção da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM) reúne-se nesta quarta-feira, dia 17, na sede da entidade, em São Bernardo do Campo, para começar os preparativos para a campanha salarial da categoria este ano. Os dirigentes do SMetal, Adilson Faustino (foto) e Valdeci Henrique, são membros da diretoria executiva da FEM. Kelly Carmo, também do Smetal, é suplente da direção da Federação. A reunião desta quarta deve servir também para preparar uma plenária dos sindicatos filiados, que será realizada no sábado, no Sindicato dos Metalúrgicos de Matão. Na plenária, os dirigentes devem sugerir os primeiros pontos da pauta de reivindicações para este ano. Antes da pauta ser colocada em votação nas bases de abrangência dos sindicatos filiados, ainda haverá uma segunda plenária da FEM. Nas assembleias regionais, os trabalhadores poderão dar sugestões para a elaboração da pauta definitiva.

Novas contratações e PPR Gabriela Guedes

FEM começa a planejar a campanha salarial 2017

Uma reunião entre representantes da Toyota e do SMetal foi realizada nesta terça-feira, dia 16, para negociar as 350 novas contratações da empresa, além de critérios para o pagamento do Programa de Participação nos Resultados. A empresa se comprometeu a pagar a primeira parcela do PPR até o dia 9 de junho. Novo encontro deve ocorrer na manhã desta sexta-feira, dia 19. Membros do CSE da Toyota e da direção executiva do SMetal participaram da reunião.

Durante as reuniões e plenárias a FEM deve definir também a data de entrega da pauta aos grupos patronais metalúrgicos, que estão organizados na Federação das Indústrias (Fiesp). A data-base dos metalúrgicos da FEM/CUT é 1º de setembro. “A campanha salarial deste ano será marcada pela resistência contra os ataques aos nossos direitos e contra a possível tentativa dos empresários em utilizar os índices da economia para negar reajustes salariais. Mas é preciso haver união dos trabalhadores e confiança no Sindicato para formar essa resistência coletiva”, afirma Adilson Faustino, o Carpinha.

Comunicação SMetal Diretoria Executiva SMetal Presidente: Ademilson Terto da Silva Vice Presidente: Tiago Almeida do Nascimento Secretário Geral: Leandro Cândido Soares Administrativo e de Finanças: Alex Sandro Fogaça Secretário de Organização: João de Moraes Farani Diretor Executivo: Joel Américo de Oliveira

Folha Metalúrgica, Portal SMetal, Revista Ponto de Fusão, redes sociais, comunicação visual e assessoria de imprensa

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Folha Metalúrgica Impressão: Bangraf Publicação: Semanal Tiragem: 30 mil exemplares


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economia

Inflação baixa atual é sinal de recessão As demissões e achatamentos salariais, praticadas pelos empresários mais precipitados, podem agravar a crise para enfrentar a recessão, tendem a agravar ainda mais a crise.

Foguinho

O INPC/IBGE registrou 0,08% de inflação em abril. No acumulado do ano a taxa está em 1,6%. Mas o que seria uma boa notícia em período de economia aquecida, hoje é sinal de recessão e desemprego. O pouco que se produz no país tem pouca procura pelos consumidores. Vem daí a falta de remarcação dos preços nos últimos meses. O economista Fernando Lima, do Dieese/Smetal, explica que a inflação mede a variação de preços. Essa variação sofre interferência direta da relação entre oferta e demanda. Quando a oferta é maior do que a procura, os preços caem. E vice-versa. “É nítida a ociosidade de grande parte do setor produtivo, que não recebe novas encomendas. Não há porque aumentar o volume de produção, quando não há perspectiva de demanda que justifique novos investimentos. Normalmente a saída, pela lógica do capital, é demitir para reduzir custos e aumentar a produtividade para manter os preços. Os objetivos são não perder a pouca procura que existe no mercado e manter os lucros mesmo durante a crise”, explica Fernando. Para a direção do Sindicato dos Metalúrgicos (SMetal), no entanto, a ganância e a precipitação de uma parcela grande dos empresários, que utilizam as demissões e o achatamento salarial como primeiras medidas

Outro cenário

Em um cenário de economia aquecida, é possível haver inflação baixa quando a produção está em alta e o consumo também está elevado. “Nesse caso há um equilíbrio benéfico para o trabalhador, pois ele tem poder de compra e mais segurança no emprego para consumir os bens e serviços oferecidos no mercado”, esclarece o economista. De acordo com Fernando, o período entre 2005 e 2010, é um exemplo de inflação baixa com economia aquecida. “A inflação média era inferior a 0,5%, mas o poder de compra estava em alta e o Brasil tinha níveis de emprego muito bons. Então, o trabalhador tinha recursos e segurança para consumir, contribuindo para aquecer a indústria, o comércio e o setor de serviços”, relembra.

Campanha salarial

O presidente eleito do Smetal, Leandro Soares, pede que os metalúrgicos fiquem atentos aos números da inflação, pois eles serão tema de negociações na campanha salarial da categoria, que tem data-base em setembro. “Como sempre, os empresários vão tentar usar os números da economia contra nós, para negar reajustes salariais e outros avanços.

Como se mede a inflação Existem vários índices de inflação, que apontam a oscilação de preços em diversos setores da economia (INPC, IPC, IPCA, IGP, entre outros). O índice mais utilizado para medir o custo de vida e servir como base para negociações salariais é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O INPC/IBGE coleta dados mensais junto a famílias com rendimento de até cinco salários mínimos nas regiões de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Vitória, Campo Grande e Goiânia. O índice atribui pesos diferentes aos nove grupos de produtos e serviços pesquisados. Confira ao lado quais são os grupos e o peso de cada um no resultado final.

Crise: Desemprego e achatamento salarial resultam em redução do consumo e agravam a recessão

Sempre foi assim. E agora tende a ser ainda pior”, ressalta. “A união dos metalúrgicos será o maior instrumento de resistência contra a recusa dos patrões em conceder aumento digno nos salários. Sabemos que esses índices de inflação não refletem a nossa realidade quando vamos ao supermercado ou quando pagamos nossas contas. Não podemos abrir mão de reajustes em nosso poder de compra. Mas para isso temos que lutar juntos”, recomenda Leandro.

Tipo de gasto • Alimentação e Bebidas • Transportes • Habitação • Saúde e Cuidados Pessoais • Despesas Pessoais • Vestuário • Comunicação • Artigos de Residência • Educação

SAIBA MAIS O que é recessão Quando a economia de um país, além de parar de crescer entra em um período de encolhimento, economistas dizem que ele está em recessão.

Peso 28,27% 17,30% 16,87% 9,67% 6,90% 8,15% 2,78% 5,64% 4,42%


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previdência

Pressão popular faz Câmara adiar votação da reforma

Compra de votos

Escritório Político: Telefone: (15) 3359-6121 3357-1033 Facebook: facebook.com/vitorlippi Email: dep.vitorlippi@camara.leg.br

MISS. JOSÉ OLÍMPIO (DEM) Escritório Político: Telefone: (11) 3207-6048 Facebook: facebook.com/deputadojoseolimpio E-mail:

dep.missionariojoseolimpio@camara.leg.br

deputadojoseolimpio@hotmail.com

no deve liberar R$ 1,9 bilhão até o final de ano. “A ofensiva de Temer está se tornando uma compra de votos descarada. Bilhões de reais em recursos públicos estão sendo gastos para forçar a aprovação de uma reforma que pretende tirar o direito à aposentadoria da população”, denuncia Izídio de Brito, dirigente do Smetal. A direção do Smetal orienta a categoria e seus familiares a procurarem os deputados da região e exigirem deles que votem contra a Reforma da Previdência proposta pelo governo Temer. Confira nesta página os nomes e contatos dos deputados eleitos pela Região Metropolitana de Sorocaba (RMS).

JEFFERSON CAMPOS (PSD)

Escritório Político: Tel.: (15) 3318-8111 Facebook: facebook.com/PrJeffersonCampos E-mail: dep.jeffersoncampos@camara.leg.br

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputado

Somente em recursos para que parlamentares favoráveis à reforma possam agradar suas bases eleitorais anunciando o início de obras, o goverAlex Ferreira / Câmara dos Deputados

Gilmar Felix/Câmara dos Deputados

VITOR LIPPI (PSDB)

Foguinho

“fiéis” à proposta. Outros 225 são publicamente contrários à reforma. O governo vêm tentando angariar os votos de 206 deputados que ainda não assumiram posição a respeito da proposta de reforma. Para conquistar os indecisos, Temer vem fazendo distribuição de recursos públicos na forma de emendas parlamentares e renegociação de dívidas de estados e municípios, além de farta propaganda na mídia.

Câmara dos Deputados

No início deste mês o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou em entrevistas que iria colocar a Reforma da Previdência em votação no plenário no próximo dia 24. Porém, a pressão de eleitores sobre os parlamentares de suas regiões e os atos públicos de abril e maio mudaram a opinião de muitos deputados. Como o governo Temer não tem certeza da aprovação da reforma, instruiu Maia a adiar a votação. Temer precisa de 308 votos entre os 513 deputados para aprovar a reforma em primeiro turno na Câmara. Hoje, segundo analistas do Congresso, os governistas contabilizam apenas 82 votos

GUILHERME MUSSI (PP)

Gabinete: 712 Tel.: (61) 3215-5712 Facebook: facebook.com/deputadoguilhermemussi E-mail: dep.guilhermemussi@camara.leg.br

FORMAÇÃO

SOLIDARIEDADE

SMetal promove debate sobre o negro e o mercado de trabalho

Banco de Alimentos promove feijoada beneficente no dia 28

O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região promove neste sábado, dia 20, das 9h às 12h, debate sobre “O Negro e o mercado de trabalho”, com entrada gratuita. O evento será realizado na sede da entidade, que fica próxima à Rodoviária. De acordo com a dirigente sindical Priscila dos Passos Silva, na atividade serão abordados temas desde a vinda do negro ao Brasil, com o período da escravidão, até os dias atuais, como os prejuízos que as reformas trabalhista e previdenciária podem acarretar. Participam do debate o educador e militante de movimentos sociais, Douglas Belchior (foto), e a Secretária da Mulher da FEM-CUT, Andrea Ferreira de Sousa.

Estão disponíveis os convites para a feijoada beneficente em prol do Banco de Alimentos de Sorocaba (BAS), que será realizada dia 28 de maio, domingo, das 12h às 15h, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba (SMetal). O convite custa R$ 30 e dá direito ao consumo da feijoada à vontade no local ou marmitex. Eles podem ser adquiridos na sede do Banco de Alimentos ou pelos telefones: (15) 3417-4722 (BAS); e (15) 99620-1494 (Marcelinho) e (15) 99123-6046 (Tiago). Bebidas e sobremesa serão cobradas à parte. O evento terá ainda música ao vivo com sertanejo universitário (Alexandre Ferraz) e samba de raiz com o grupo Pais e Filhos, das 12h às 14h.

HERCULANO PASSOS (PSD)

Escritório Político: Tel.: (11) 4023-5699 Facebook: www.facebook.com/HerculanoPassos E-mail: dep.herculanopassos@camara.leg.br

notas GWI quer atuar no aeroporto de Sorocaba Grupo GWI Empreendimentos Imobiliários manifestou interesse na concessão dos serviços públicos do aeroporto Bertran Luiz Leupolz, de Sorocaba, com o objetivo de ampliar, explorar e fazer a manutenção da infraestrutura aeroportuária ali instalada. O aeroporto, que é polo em serviços de manutenção aeronáutica, conta com aproximadamente 200 metalúrgicos. A gestão do aeroporto é feita pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp).

Assembleia Geral dos Metalúrgicos O SMetal convoca os metalúrgicos de Sorocaba e região para participar de uma Assembleia Geral nesta sexta-feira, dia 19, às18h30, na sede do Sindicato em Sorocaba. A assembleia vai eleger os delegados e suplentes que irão representar a categoria na Plenária Estatutária da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM), que acontecerá nos dias 28 e 29 de junho de 2017; na Plenária Estatutária da CUT, dias 21 e 22 de julho; e no Congresso Nacional Extraordinário da CUT, de 28 a 31 de agosto deste ano.


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