Folha Metalúrgica nº 920

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CAMPANHA SALARIAL

FEM/CUT assina Convenções Coletivas com bancadas patronais PÁG. 3

Informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região

Nº 920 3ª edição de Outubro de 2018 Rua Júlio Hanser, 140 Lageado - Sorocaba/SP

CEP 18030-320 Filiado a CUT, CNM e FEM

ELEIÇÕES 2018

Por seus direitos ou pelo

fim da democracia?

“Trabalho e educação são as coisas mais preciosas que um ser humano pode ter” Fernando Haddad A maioria da categoria metalúrgica da base do SMetal conquistou 5% de reajuste e garantiu direitos. Mas, dependendo do resultado das urnas no dia 28, pode ter sido a última Campanha Salarial vitoriosa. O projeto fascista de Bolsonaro é pelo fim do 13º salário, como já deixaram claro, pelo fim da representação sindical,

“O grande erro da ditadura foi torturar e não matar” Jair Bolsonaro por menos direitos aos trabalhadores. Imagine então se teria um Programa de Participação nos Resultados (PPR), que só neste ano são R$ 150 milhões no bolso da nossa categoria, graças às negociações do SMetal. A decisão é sua: o projeto de retrocesso de Bolsonaro ou o projeto de desenvolvimento de Haddad. PÁG. 4


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Folha Metalúrgica - Outubro de 2018 - Ed. 920

editorial

Vai acabar a mamata! É meu irmão, está chegando a hora em que o Brasil vai tomar outro rumo. O segundo turno é neste domingo, dia 28, e ainda parece que falta uma eternidade para chegar o momento de colocarmos nossa digital nessa mudança! É preciso acabar com a corrupção no Brasil e combater a violência. É preciso acabar com a mamata dos privilégios. Agora, chegou a nossa vez! Vamos colocar nossos adversários nos seus devidos lugares. Temos duas propostas para o Brasil. Uma delas, é a do candidato que é capitão reformado, está há 28 anos no poder, que começou como vereador no RJ defendendo aumento para os militares e que é acusado de Caixa 2 por fraudar a eleição com o apoio de vários empresários. E que seu filho, que também é político, aumentou o patrimônio em 432% em 4 anos. Seus eleitores gostam da ideia de poder comprar armas com facilidade, sem tanta burocracia, apesar de todas estatísticas (de órgãos nacionais e internacionais) demonstrarem que armar a população civil aumenta exponencialmente a violência cotidiana. Mas nem todos querem o armamento, mas votam nele por ser um pai de família. Todos seus filhos homens são políticos. Um deles, o Eduardo, declarou que assim que assumirem a presidência vão fechar o Supremo Tribunal Federal (STF) e também declarou que a Folha de São Paulo é que é uma fabricadora de fake news, após divulgar grave denúncia, por isso a imprensa deve ser censurada. Isso é fato! O autoritarismo sempre manda aca-

bar com a justiça e com a imprensa para poder mandar e desmandar. Não funcionou em 21 anos de ditadura civil e militar, porque desse modo, o Brasil aumentou a corrupção e ninguém tinha o poder de fiscalizar nada. Bolsonaro também tem uma filha, que chamou de fraquejada, mas não está na política. Nem aparece nas fotos com ele. Apesar que nem a mulher dele aparece.

Os grandes empresários apoiam a candidatura fascista porque não querem pagar mais direitos para os trabalhadores, como a Participação nos Resultados (PPR) – que neste ano chega a R$ 150 milhões investidos na economia, só na base do SMetal, por exemplo. Mas para ser a pedra no caminho de Bolsonaro, tem o outro candidato, o professor e advogado Haddad, que tem filhos que estudam em universidades públicas e que já foi Ministro da Educação. Tem em seu passado a criação de alguns programas como o FIES e o ProUni que incentivam os jovens a fazerem faculdade. Além de Ministro da Educação, Haddad foi reconhecido com melhor prefeito de SP, em 2016, por ter implantando a alimentação orgânica nas escolas e por ter reduzido o número de acidentes no trânsito, entre outras iniciativas nos quatro anos que passou por lá. A campanha democrática de Haddad também recebeu alguns apoios internacionais: do Papa, Embaixada da Alemanha, Danny Glover, New York Times, The Economist, ONU, entre outros. Em uma democracia é possível discordar e reivindicar. Em outro sistema político, quem discorda é jogado fora. Não estamos numa disputa de torcidas. Seremos responsáveis pela escolha que fizermos dia 28! A mamata que queremos que acabe é a da herança do colonialismo, vamos reverter essa lógica de escravidão. Vamos sim virar essa maré com o melhor projeto para o povo ser feliz de novo!

A mamata que queremos que acabe é a da herança do colonialismo, vamos reverter essa lógica de escravidão Essa campanha que vai de vento em poupa, recebeu até apoio internacional da Klu Klux Khan, movimento dos Estados Unidos, reconhecido por defender ideias extremistas e da supremacia branca. Ele também deixou claro que vai acabar com a mamata das Organizações Não-Governamentais (ONG) e com os movimentos sociais e sindicais. Bolsonaro é uma ameaça ao seu 13º salário. A campanha dele é alvo de investigação porque empresários contribuíram com até 12 milhões para disparos de fake news. Ele tem a proposta de criar uma carteira de trabalho verde e amarela. Pesquise! É uma boa opção para quem não precisa de salário todo mês e que pode fazer jornadas intermitentes e só trabalhar de vez em quando.

fabricação do Yaris Divulgação

Toyota e sistemistas dão início ao terceiro turno em Sorocaba

entrada gratuita SMetal sediará seminário sobre comunicação Com o tema “Comunicação e Mídias”, ocorre de 29 a 31 de outubro o “II Seminário Ciência, Políticas e Metodologias de Pesquisa: diálogos Brasil e Portugal”. A programação do seminário será realizada em três locais: o Núcleo da UFSCar; no bairro Santa Rosália, na Uniso – Cidade Universitária; e no Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal). Entre os convidados estão: Pedro Varonil, do Observatório de Imprensa, o editor-chefe da Rede Brasil Atual (RBA), Paulo Donizete, e Isabel Ferin, da Universidade de Coimbra.

A planta da Toyota de Sorocaba iniciou nesta segunda-feira, dia 22, o terceiro turno na montadora. Os termos do acordo de criação do novo turno foram negociados entre a empresa e SMetal e gerou 740 novos empregos, além da efetivação de 320 funcionários que estavam trabalhando sob regime de contrato por prazo determinado. A previsão do começo do terceiro turno era novembro. Porém, com aprovação dos trabalhadores em assembleia no dia 5 de setembro, foi antecipado o início da produção para, caso haja necessidade de interferência ou ajuste, tenham tempo hábil para corrigir. Segundo o dirigente do Sindicato e membro do CSE da Toyota, Carlos Alberto Rodrigues da Silva, inicialmente não houve falhas. “A

empresa tem realizado pausas programadas durante o dia pra analisar se há algum problema”, explica o dirigente. A planta de Sorocaba atualmente tem 2.849 trabalhadores e produz os veículos modelos Etios e Yaris.

Sistemistas da montadora

As sistemistas Kanjiko, NCSG Sorocaba (antiga Scórpios), TT Steel, Sanoh e Faurecia já vinham fazendo o horário do terceiro turno para suprir a demanda da montadora. Pela análise dos diretores que integram os Comitês Sindicais das Empresas, não houve nenhum problema na produção. Com os novos turnos nas sistemistas foram gerados mais de 230 empregos em Sorocaba.

Comunicação SMetal Diretoria Executiva SMetal Presidente Leandro Candido Soares Vice-presidente Valdeci Henrique da Silva Secretário-Geral Silvio Luiz Ferreira da Silva Secretário de Administração e Finanças: Tiago Almeida do Nascimento

Folha Metalúrgica, Portal SMetal, Revista Ponto de Fusão, redes sociais, comunicação visual e assessoria de imprensa

Jornalista responsável: Fernanda Ikedo

Sede Sorocaba: Tel. (15) 3334-5400

Redação e reportagem: Daniela Gaspari Fernanda Ikedo

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Fotografia: José Gonçalves Filho (Foguinho) Projeto Gráfico e Editoração: Cássio de Abreu Freire

Secretário de Organização: Izídio de Brito Correia Diretor Executivo: Francisco Lucrécio Junior Saldanha Diretor Executivo: Antonio Welber Filho

Sindicato do Metalúrgicos de Sorocaba e Região Rua Júlio Hanser, 140 - Sorocaba SP - www.smetal.org.br

Sede Iperó: Tel. (15) 99667-5418 Sede Piedade: Tel. (15) 3344-2362 Folha Metalúrgica Impressão: Bangraf Publicação: Semanal Tiragem: 30 mil exemplares


Folha Metalúrgica - Outubro de 2018 - Ed. 920

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A Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT/SP) e as bancadas patronais do G2, G3, G8-2, G8-3, Sindratar e Sindicel assinaram as Convenções Coletivas de Trabalho (CCT) na última segunda-feira, dia 22. Todas as Convenções assinadas estarão disponíveis no Portal SMetal (www.smetal.org.br/convencao-coletiva) Aprovadas pelos trabalhadores em assembleia na quarta-feira, dia 17, no Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), as propostas garantiram manutenção e atualização das cláusulas sociais e 5% de reajuste nos salários, que representa a reposição da inflação (de 3.64%) e aumento real de 1,31%. “É muito importante que o trabalhador procure conhecer a sua Convenção Coletiva para cobrar a aplicação dela em sua totalidade, não apenas o reajuste salarial, mas também os direitos sociais garantidos”, afirma o secretário-geral do SMetal, Silvio Ferreira. Ele afirma ainda que, caso haja alguma irregularidade ou a empresa não aplique o reajuste, entre em contato no Sindicato ou com diretor sindical (CSE) da fábrica. De acordo com o presidente da FEM-CUT, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, a Federação segue em negociação com as bancadas que

Foto: Marina Selerges

campanha salarial FEM-CUT assina Convenções Coletivas com G2, G3, G8, Sindratar e Sindicel

Assinatura: Dirigentes sindicais dos Metalúrgicos assinam com a FEM e com a bancada patronal G8.2 a Convenção Coletiva

ainda não chegaram a um entendimento, que são o Grupo 10 (de lâmpadas; equipamentos odontológicos; mecânica; material bélico; entre outros), Fundição e Estamparia. Com as Convenções Coletivas firmadas entre a FEM e os grupos patronais, mais de 33 mil metalúrgicos da base do SMetal Sorocaba estão

comtempladas com reajuste de 5% e cláusulas sociais, que representam 88,6% da categoria.

SAIBA MAIS Conheça as Convenções Coletivas de Trabalho assinadas em www.smetal.org.br/convencao-coletiva

Confira os pisos, tetos salariais e vigências das Convenções assinadas SINDRATAR CONVENÇÃO COLETIVA – vigência das cláusulas sociais por 2 anos REAJUSTE: 5% aplicado em 01.09.2018 TETO DO REAJUSTE: de R$ 8.671,84 (acima do teto incorporou-se o valor fixo de R$ 433,59) PISOS: - Empresas com até 50 trabalhadores: R$ 1.482,98 - De 51 a 500: R$ 1.588,33 - Acima de 500: R$ 1.752,03

GRUPO 2 - SINDIMAQ E SINAEES CONVENÇÃO COLETIVA – vigência das cláusulas sociais por 2 anos REAJUSTE: 5%, aplicado em 01.09.2018 TETO DO REAJUSTE: de R$ 8.696,70 (Acima do teto incorporou-se o valor fixo de R$ 434,80) PISOS: - Empresas com até 50 trabalhadores: R$1.456,41 - De 51 até 500: R$1.544,97 - Acima de 500: R$1.702,39 * Para facilitar as contratações, foi adotado um salário específico para admissão no período de 01 ano, válido durante os primeiros três meses, nos seguintes valores: - Empresas com até 50 trabalhadores: R$1.354,46 - De 51 até 500: R$1.436,82 - Acima de 500: R$1.583,22

GRUPO 3 - SINDIPEÇAS, SINDIFORJA E SINPA

GRUPO 8.2 SICETEL e SIESCOMET

CONVENÇÃO COLETIVA – vigência das cláusulas sociais por 2 anos REAJUSTE: 5%, aplicado em 01.09.2018 TETO DO REAJUSTE: de R$ 8.836,00 (acima do teto incorporou-se o valor fixo de R$ 441,80) PISOS (aplicação de 3,64%): - Empresas com até 75 trabalhadores: R$ 1.594,00 - Acima de 75: R$ 1.943,00 * Para facilitar as contratações foi adotado um salário específico para admissão no período de 01 ano, válido durante os primeiros três meses, nos seguintes valores: - Empresas com até 75 trabalhadores: R$ 1.482,00 - Acima de 75: R$ 1.807,00

CONVENÇÃO COLETIVA – vigência das cláusulas sociais por 1 ano REAJUSTE: 5%, aplicado em 01.09.2018 TETO DO REAJUSTE: de R$ 8.592,00 (acima do teto incorporou-se o valor fixo de R$ 429,60) PISOS: - Empresas com até 50 trabalhadores: R$ 1.434,56 - De 51 a 500: R$ 1.535,33 - Acima de 500: R$ 1.693,84

GRUPO 8.1 - SINDICEL CONVENÇÃO COLETIVA – vigência das cláusulas sociais por 2 anos REAJUSTE: 5%, aplicado em 01.09.2018 TETO DO REAJUSTE: de R$ 8.592,00 (acima do teto incorporou-se o valor fixo de R$ 429,60) PISOS: - Empresas com até 50 trabalhadores: R$ 1.434,56 - De 51 a 500: R$ 1.535,33 - Acima de 500: R$ 1.693,84

GRUPO 8.3 - SINAFER, SIMEFRE e SIAMFESP CONVENÇÃO COLETIVA – vigência das cláusulas sociais por 1 ano REAJUSTE: 5%, aplicado em 01.09.2018 TETO DO REAJUSTE: de R$ 8.671,83 (Acima do teto incorporou-se o valor fixo de R$ 433,59) PISOS: - Empresas com até 50 trabalhadores: R$ 1.442,40 - De 51 a 500: R$ 1.544,86 - Acima de 500: R$ 1.704,07

Dúvidas sobre a Campanha Salarial? Muitos trabalhadores e trabalhadores da categoria não sabem em qual grupo patronal a empresa em que trabalham se enquadra e se está contemplado ou não nos acordos da Campanha Salarial firmados. Caso você também tenha essa dúvida, entre em contato conosco! Pode ser via telefone, pelo (15) 3334-5400; pelo Faceboook (facebook/smetalsorocaba) ou pelo Portal SMetal, no ‘Fale Conosco’ (www.smetal.org.br/faleconosco).


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Folha Metalúrgica - Outubro de 2018 - Ed. 920

eleições 2018

Campanha de fascista ameaça fechar o STF e censurar a imprensa Eduardo Bolsonaro, filho do candidato à presidência, expôs o plano de fechar o Supremo Tribunal Federal e de censurar a imprensa. Entre os itens para se identificar ideias autoritárias ou fascistas estão: uma super valorização do nacionalismo, a ênfase no militarismo, tratar a segurança nacional com “soluções” simplistas e autoritárias, desprezo pelos Direitos Humanos e desprezo por intelectuais e artistas. Bolsonaro não cansa de dar provas de que não aceita a democracia. Recentemente, declarou que quer seus adversários expulsos do país ou mortos. Manifestações por todo o país reuniram apoiadores da Democracia no dia 20 deste mês. Nos próximos dias, haverá outros atos pela Virada Democrática. Não é só uma questão de escolhas de candidatos, mas de civilização ou barbárie. No poder há 28 anos, Jair Bolsonaro

só produziu dois projetos, sem relevância. Um dos filhos, também político,é acusado de enriquecimento de mais de 400% em 4 anos. Agora, o candidato é investigado pelo Tribunal Superior Eleitoral por caixa 2 na campanha por disseminar mentiras (fake news) via Whats App. Foi descoberta uma rede de empresários que financiaram disparo em massa no WhatsApp de mensagens anti-PT e favoráveis à Jair Bolsonaro (PSL) com contratos que chegavam a R$ 12 milhões cada. “É preciso confirmar nas urnas no dia 28 se queremos um país livre para reivindicações ou se queremos a censura, a tortura, o desemprego, e péssimas condições de trabalho. Porque com um político como Bolsonaro/Mourão o simples ato de lutar por um reajuste salarial, por exemplo, não existe. Ele já deixou claro que quer acabar com qualquer tipo de ativismo”, reforça o presidente do SMetal, Leandro Soares.

Jornais do mundo consideram Bolsonaro uma ameaça a América Latina


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