Foto: Lula Marques/ AGPT
Mobilização Dia 29 tem Paralisação Nacional dos Metalúrgicos PÁG. 6
Inelegível Câmara cassa mandato de Eduardo Cunha
Encontro Rock dos Metalúrgicos será no dia 25
PÁG. 3
PÁG. 8
Informativo do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região
Nº 845 2ª edição de setembro de 2016 Rua Júlio Hanser, 140 Lageado - Sorocaba/SP
CEP 18030-320 Filiado a CUT, CNM e FEM
#NenhumDireitoaMenos
Metalúrgicos intensificam lutas em defesa do salário e direitos
Os trabalhadores se mantêm na luta contra o retrocesso e a retirada de direitos sociais e trabalhistas, propostas orquestradas pela Fiesp/Ciesp e o governo Temer (PMDB). Na região de Sorocaba, as assembleias da Campanha Salarial 2016 dos metalúrgicos já mobilizaram 23 mil trabalhadores. Movimentos sindicais organizam paralisações para os próximos dias. PÁGs. 4 a 7
Centrais preparam mobilizações para o dia 22
SMetal repudia proposta de aumento da jornada
Centrais Sindicais de todo o país estão organizando um Dia Nacional de Paralisação e Mobilização das Categorias para a próxima quinta-feira, dia 22. Em São Paulo haverá ato na Paulista
Diretoria dos Metalúrgicos de Sorocaba critica proposta de ampliação da jornada para 12h e afirma que a luta do movimento sindical é pela redução de jornada de trabalho sem redução de salários
PÁG. 6
PÁG. 7
Página 2
Folha Metalúrgica - Setembro de 2016 - Ed. 845
editorial
Nenhum direito se conquista sozinho As grandes conquistas derivam de construções coletivas. Não se muda um cenário seja ele político, econômico ou social sozinho. Como nas Diretas Já, que foi um movimento popular pela redemocratização do país, após a ditadura civil-militar (1964-1985). Há outros exemplos históricos que demonstram o quanto o poder popular pode contribuir para avançar nas lutas. Em Sorocaba, na década de 40, haviam fábricas de tecelagem com 12h diárias, com gestantes, crianças trabalhando em péssimas condições. Com o apoio da sociedade organizada e com greves, os direitos começaram a ser conquistados. A greve é um importante instrumento do trabalhador para a conquista de direitos. Quando não se tem abertura para uma negociação, quando simplesmente o setor patronal se nega a conceder um ambiente de trabalho, uma jornada e um salário dignos, a classe trabalhadora deve fazer o contraponto. Há sempre demandas e interesses de grupos que ditam as alternativas e os desafios. É preciso fortalecer a união dos assalariados e se conscientizar do horizonte de entraves para que se possa elaborar um plano de ação e ca-
Não somos marionetes e merecemos respeito. A greve é um direito! minhar para o enfrentamento. Diante as medidas de Temer (PMDB) como as revisões de benefícios do INSS com a finalidade de cortes, prejudicando trabalhadores lesionados e acidentados – e as ameaças de uma reforma trabalhista e uma reforma previdenciária, que visam aumentar os lucros dos empresários e explorar ainda mais a mão de obra do trabalhador, o que resta ao povo fazer? As entidades de classe, como os sindicatos, são representantes dessas lutas emblemáticas
e históricas que surgem em diferentes épocas. Nós, dos Metalúrgicos de Sorocaba, não compactuamos com o avanço do conservadorismo e com a marcha-ré dos direitos. Mais de 60 anos de trajetória e de lutas com mobilizações da categoria para tornar possível um projeto coletivo de vida digna, dentro e fora das fábricas. O mundo do trabalho precisa ser digno, tanto quanto nossas vidas social e familiar. Por isso, participamos de inúmeras manifestações pela democracia. Por isso, somos contra o golpe que colocou Temer (PMDB) e sua equipe aliada à Fiesp e outros grupos elitistas no poder. E pela nossa categoria continuaremos nos mobilizando para impedir que seu salário congele, que sua jornada seja extenuante, que sua aposentadoria se perca e que você não tenha direito ao uso de um sistema básico de saúde. Nossa luta é coletiva e precisamos seguir unidos! A greve é um direito e um ato de consciência de classe! Dia 29, deixaremos claro que a população deve ser respeitada e que não somos marionetes.
bancários Contra pressão dos bancos trabalhadores continuam em greve Na quarta-feira, dia 14, a greve dos bancários completou 10 dias e continua por tempo indeterminado, visto que não houve avanço na negociação. Em Sorocaba, conforme informação da assessoria de imprensa do Sindicato dos Bancários, a paralisação conta com a participação de 70% das agências. Nesta quinta-feira, às 14h, haverá nova rodada de negociação com a Fenaban (Federação dos Bancos).
Os objetivos do movimento sindical dos trabalhadores é o de conseguir o reajuste da inflação mais aumento real. A diretoria do SMetal concede todo apoio ao movimento grevista que denuncia cobranças absurdas por metas, com assédio moral, mesmo durante a greve. A Fenaban recusa-se a colocar no acordo algo que seja eficaz contra essa pressão que adoece milhares de trabalhadores todos os anos.
EDITAL EXERCÍCIO DO DIREITO DE OPOSIÇÃO À CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL DA DATA BASE - 2016 O SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICA E DE MATERIAL ELÉTRICO DE SOROCABA E REGIÃO, cuja base territorial abrange as cidades de SOROCABA, SÃO ROQUE, VOTORANTIM, PIEDADE, IPERÓ, PILAR DO SUL, SALTO DE PIRAPORA, ARAÇOIABA DA SERRA, ITAPETININGA, IBIÚNA, TAPIRAÍ, SARAPUÍ E ARAÇARIGUAMA, faz saber aos seus não associados que o presente virem ou dele tiverem conhecimento, que, para cumprimento do acordo realizado com a Procuradoria Regional do Trabalho, no Inquérito Civil nº 437/2008, o não associado que pretender exercer o seu direito de oposição ao pagamento da Contribuição Assistencial/Taxa Negocial, relativa à data base de 2016, terá que fazê-lo no período de 05 a 19 de setembro de 2016, de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 20h00, na sede da entidade, na Rua Júlio Hanser, nº 140, Bairro Lageado, Sorocaba/SP. Para isso, deverá fazê-lo obrigatoriamente, através de carta escrita em 02 (duas) vias idênticas, uma para ser entregue pessoalmente ao Sindicato e a outra para ser protocolada junto ao seu empregador. Sorocaba, 01 de setembro de 2016. ADEMILSON TERTO DA SILVA Diretor-Presidente
Comunicação SMetal Diretoria Executiva SMetal Presidente: Ademilson Terto da Silva Vice Presidente: Tiago Almeida do Nascimento Secretário Geral: Leandro Cândido Soares Administrativo e de Finanças: Alex Sandro Fogaça Secretário de Organização: João de Moraes Farani Diretor Executivo: Joel Américo de Oliveira
Folha Metalúrgica, Portal SMetal, Revista Ponto de Fusão, redes sociais, comunicação visual e assessoria de imprensa
Jornalista responsável: Paulo Rogério L. de Andrade
Sede Sorocaba: Tel. (15) 3334-5400
Redação e reportagem: Paulo Rogério L. de Andrade Fernanda Ikedo Daniela Gaspari
Sede Iperó: Tel. (15) 3266-1888
Fotografia: José Gonçalves Filho (Foguinho)
Sede Piedade: Tel. (15) 3344-2362
Projeto Gráfico e Editoração: Cássio de Abreu Freire Auxiliar de Redação: Gabrielli Duarte Vagner Santos
Diretor Executivo: Silvio Luiz Ferreira da Silva
Sindicato do Metalúrgicos de Sorocaba e Região Rua Júlio Hanser, 140 - Sorocaba SP - www.smetal.org.br
Sede Araçariguama: Tel. (11) 4136-3840
Folha Metalúrgica Impressão: Bangraf Publicação: Semanal Tiragem: 30 mil exemplares
Folha Metalúrgica - Setembro de 2016 - Ed. 845
Página 3
política
Eduardo Cunha é cassado e fica inelegível até 2027
Janeiro/2015 – O ex-policial federal Jayme Alves admitiu ter realizado entregas de quantias de dinheiro ao deputado a mando do doleiro Alberto Youssef. Foto: Lula Marques/ AGPT
Com 450 votos favoráveis ao relatório aprovado na Comissão de Ética e 10 contra, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ) foi cassado na última segundafeira, dia 12. Com a decisão, o peemedebista ficará inelegível até 2027. O processo, marcado por manobras regimentais e que tramitava há 11 meses, é o mais longo da história da Casa. Em tom de ameaça, Cunha afirmou em sua defesa que a cassação abriria um perigoso precedente. “Amanhã será com vocês”, disse. Ele prometeu ainda lançar um livro relatando todos os diálogos que teve durante o processo de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT). A cassação do mandato de Cunha se deu por ele ter mentido durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras sobre não ter contas secretas na Suíça. Três vezes réu no Supremo Tribunal, Cunha renunciou à presidência da Câmara em julho deste ano. Desde a primeira citação na Operação Lava Jato, diversas provas e depoimentos revelaram movimentações financeiras criminosas. (veja no quadro).
Alguns crimes atribuídos a Cunha
Julho/2015 – O empresário Júlio Camargo delatou que Cunha havia recebido 5 milhões de dólares de propinas para interferir no contrato de um navio-sonda com a Petrobras.
Setembro/2015 – Em depoimentos, o lobista do PMDB João Henriques afirmou ter enviado dinheiro à Suíça para Cunha por contrato da Petrobras para a aquisição de um campo de petróleo no Benin.
Outubro/2015 – O lobista Fernando Baiano confirmou a história de Júlio Camargo e confessou arrecadar recursos para o parlamentar.
Abril/2016 – Em delação, o proprietário da empresa Carioca Engenharia, Ricardo Pernambuco, apontou que repassou propina de R$ 52 milhões em 36 parcelas para Cunha em troca de favores na Caixa Econômica Federal.
Contrários
Entre os 10 deputados contrários à cassação de Cunha estão Paulinho da Força (SD) e Marco Feliciano (PSC), ambos de São Paulo. Nove deputados se abstiveram da votação.
PARTICIPAÇÃO NOS RESULTADOS
Foguinho
Foguinho
Negociações de PPR continuam; Flex e Seco Tools aprovam proposta
Aprovação: Na Flex, a assembleia aconteceu dia 2 de setembro
No início de setembro, os trabalhadores das empresas Flex e Seco Tools, ambas de Sorocaba, garantiram acordo de Programa de Participação nos Resultados (PPR). Somente neste ano, cerca de 67% da categoria já conquistou o benefício. Na Flex, a assembleia de aprovação do PPR aconteceu no último dia 2. A primeira parcela será paga em 10 de outubro; a segunda, no final de abril de 2017.
Assembleia: Na Seco Tools, a proposta de PPR foi aprovada dia 1º
Já na Seco Tools, a primeira parcela, que representa 50% do total, será paga no próximo dia 30. A assembleia com os trabalhadores da empresa aconteceu em 1º de setembro. De acordo o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, Tiago Almeida do Nascimento, o Sindicato continua negociando com as demais empresas sobre o PPR. “Mesmo o pagamento do PPR não sendo obrigatório por lei, nós pedimos mobilização e apoio dos traba-
lhadores junto com Sindicato para conseguirmos negociar e garantir o benefício”, lembra.
Valor fixo
Em assembleia na última sexta-feira, dia 9, os trabalhadores da Metalac aprovaram a fixação de valor de PPR. Segundo o diretor executivo do SMetal, João Farani, os trabalhadores exigem que a metalúrgica inicie as negociações junto ao Sindicato e o CSE da empresa, com um valor fixo.
Página 4
Folha Metalúrgica - Setembro de 2016 - Ed. 845
mobilizações
Assembleias da Campanha Salarial mobilizam 23 mil metalúrgicos Somente no mês de setembro, data-base da categoria, as assembleias foram intensificadas e aconteceram em 21 empresas: JCB, Guzzy (Iperó), Flex, Seco Tools, Comap, Metalac, Prysmian (Boa Vista), Cascadura, Sibrol, Moto Peças, Forte Metal, Grupo ZF, Jonhson Controls, Zobor, Hurth Infer, Syl, Dana, Toyota, Schaeffler, Keiper e CNH Case. Vagner Santos
bricas para alertá-los sobre o ataque aos direitos trabalhistas que vem sendo arquitetado pelo setor patronal junto ao governo de Michel Temer. “Não vamos sair das portas das fábricas até que os patrões entendam que não aceitaremos nenhum direito a menos, seja na Campanha Salarial ou no Congresso Nacional”, afirmou o secretário-geral do SMetal, Leandro Soares.
Vagner Santos
Desde o início das mobilizações da Campanha Salarial, em julho deste ano, cerca de 23 mil metalúrgicos da base do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) participaram de assembleias realizadas pela entidade. Os sindicatos filiados à FEM-CUT/SP tem se reunido com os trabalhadores nas portas das fá-
HURTH INFER
SYL
Vagner Santos
DANA
Vagner Santos
GRUPO ZF
As cláusulas econômicas da Campanha Salarial serão destaque nas próximas rodadas de negociações entre a Federação do Metalúrgicos da CUT no Estado de São Paulo (FEM-CUT/ SP) e os grupos patronais. Na última sexta-feira, dia 9, foi divulgado o índice acumulado da inflação dos últimos 12 meses, que foi de 9,62%, e representa as perdas salariais das categorias com data-base em setembro. Segundo Adilson Faustino (Carpinha), secretário-geral da FEM-CUT/SP e diretor do SMetal, uma das principais reivindicação da FEM na
Campanha deste ano é a reposição integral da inflação, mais aumento real. Até o momento, apenas os Grupo 2 e Fundição apresentaram propostas de reajuste de 4,5% e 4,81%, respectivamente. “Mas foram rejeitadas na mesma hora, pois chegam apenas à metade do índice acumulado no ano. Esse valor é uma afronta aos trabalhadores”, afirma Carpinha. Um próximo encontro com o Grupo 2 está marcado para o dia 15. Na mesma data, haverá ainda rodadas com os Grupos 3 e 8. Já com a Fundição, no dia 21, o grupo deve apresentar nova proposta de reajuste.
Foguinho
Questões econômicas serão destaque nas rodadas de negociações
Secretário-geral da FEM, Adilson Faustino (Carpinha)
Folha Metalúrgica - Setembro de 2016 - Ed. 845
Página 5
Foguinho
Foguinho
mobilizações
CNH CASE
MOTO PEÇAS
JOHNSON CONTROLS
JCB
METALAC
Vagner Santos
Foguinho
Foguinho
Foguinho
TOYOTA
Os trabalhadores da Toyota, em Sorocaba, participaram de assembleia na última segundafeira, dia 12, para debater sobre a Campanha Salarial 2016. Desde 2009, as montadoras de veículos negociam diretamente com os sindicatos das regiões onde estão instaladas. De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), Ademilson Terto da Silva, a empresa já começou a debater as cláusulas sociais e, com a divulgação da inflação acumulada dos últimos 12 meses, que foi de 9,62%, serão iniciadas as discussões sobre as cláusulas econômicas.
Durante a assembleia, a diretoria do SMetal enfatizou ainda o risco que o alinhamento do projeto político entre a indústria e o governo de Michel Termer (PMDB) pode trazer ao trabalhador. “Na pauta da Fiesp/Ciesp e desse governo golpista está em destaque a precarização do trabalho. Por isso, estamos indo às fábricas e afirmando que não aceitamos o retrocesso e vamos continuar lutando por avanços”, assegura Terto. A Toyota fabrica automóveis, tem cerca de dois mil trabalhadores e fica próxima ao Parque Tecnológico, na nova zona industrial.
Foguinho
Trabalhadores da Toyota se mobilizam por reajuste e mais direitos
Presidente do SMetal, Ademilson Terto da Silva
Página 6
Folha Metalúrgica - Setembro de 2016 - Ed. 845
#NenhumDireitoaMenos
Sindicatos filiados à CUT e outras centrais sindicais realizam na quinta-feira, dia 22, um Dia Nacional de Paralisação e Mobilização das Categorias contra a retirada dos direitos e retrocessos impostos pelo governo golpista de Michel Temer (PMDB). Em São Paulo haverá ato na Avenida Paulista, a partir das 16h, com concentração no Masp. As entidades cutistas se organizam rumo à greve geral, conforme explica o presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo. “É momento de paralisar as atividades, nos bancos, nas fábricas, nas repartições públicas. Não vamos aceitar nenhuma retirada de direitos”, garante. Segundo o coordenador da subsede regional da CUT e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), Ademilson Terto da Silva, a manifestação é da classe trabalhadora e deve unificar todas as centrais sindicais. “Vamos nos unir e mostrar para esse governo golpista que nunca deixaremos de lutar pelas conquistas históricas da classe trabalhadora”. “Os ministros de Temer já defenderam jornada de 12 horas diárias, apoiam a terceirização sem limites, além da idade mínima de 65 anos para se aposentar. Apenas os trabalhadores estão sendo lesados com essas propostas e isso não vamos deixar”, assegura.
Arte : Maria Dias
Centrais sindicais organizam Dia Nacional de Mobilização
PAUTA DA CLASSE TRABALHADORA • Contra as privatizações e precarização • Em defesa dos salários, direitos e empregos • Contra a entrega do pré-sal • Não à Reforma da Previdência Social • Contra o ajuste fiscal que consta na PEC 241 e PLP 257 • Contra o PLC 30 das terceirizações sem limite
Manifestações pedem ‘Fora Temer’ e ‘Diretas Já’
No próximo dia 29 de setembro será o Dia Nacional de Paralisação dos Metalúrgicos em defesa dos direitos trabalhistas e contra as reformas do governo de Michel Temer. A data foi definida em reunião entre representantes de entidades sindicais da categoria, realizada no último dia 8, em São Paulo (foto). Os detalhes da paralisação dos metalúrgicos ainda estão sendo definidos. “A união e mobilização de todos os trabalhadores da categoria será imprescindível para barrar essas propostas que prejudicam a vida do trabalhador, cria desemprego, acaba com direitos e gera arrocho dos salários”, explica o secretário de juventude da Con-
As manifestações “Fora Temer” se intensificaram depois que o golpe à democracia foi efetivado e a presidenta eleita Dilma Rousseff foi afastada do cargo. Os protestos, que vem ocorrendo desde o início do mês setembro, pedem ainda novas eleições presidenciais. Em São Paulo, o último ato aconteceu no domingo, dia 11, na Avenida Paulista, e o “Diretas Já” ecoava nas vozes dos 100 mil participantes. As ameaças às conquistas sociais anunciadas pelo go-
verno de Michel Temer também é criticada. Neste domingo, dia 18, as entidades que compõem as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, promovem um novo ato na Avenida Paulista, a partir das 14h, em frente ao Masp. Segundo o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, “o povo permanecerá nas ruas até a democracia voltar a ser respeitada”. Divulgação
Adonis Guerra
Dia 29 tem paralisação dos metalúrgicos em todo o país
federação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) e diretor executivo do SMetal, Silvio Ferreira. Acesse o portal do SMetal www.smetal.org.br e confira a nota oficial de convocação do Dia Nacional de Paralisação.
Folha Metalúrgica - Setembro de 2016 - Ed. 845
Página 7
reforma trabalhista
SMetal critica anúncio de aumento de jornada Diretoria dos Metalúrgicos deixa claro que a luta do movimento sindical é pela redução de jornada de trabalho sem redução de salários estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), com a redução da jornada a indústria geraria mais de dois milhões de empregos.
Foguinho
A diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) critica duramente as medidas do governo golpista de Michel Temer (PMDB) que causam prejuízos diretos ao bolso e à vida do trabalhador. Como o anúncio recente do Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que pretende aumentar a jornada de trabalho para 12 horas. “Esses ataques aos direitos como ampliar a terceirização e aumentar a jornada de trabalho estão na contramão das conquistas do movimento sindical. Nossa luta é por redução de jornada sem redução de salário”, ressalta o secretário-geral do SMetal, Leandro Soares. Para ele, neste momento de crise e de desemprego, em vez de se aumentar a jornada deveriam reduzi-la. Soares lembra que, conforme
Saiba mais
A formalização da jornada de 12 horas é a vontade expressa da equipe de Temer, anunciada em reunião com alguns sindicalistas no dia 8 de setembro. Após diversas críticas dos movimentos sociais e sindicais, no dia 13, em evento de comemoração aos 50 anos do FGTS, o mesmo ministro negou o aumento de jornada e disse que as 44h semanais não serão alteradas. Isso vai na contramão da luta sindical pela redução de jornada, sem redução de salários. No texto da reforma trabalhis-
Na contramão: Para Leandro, em momento de crise, em vez de aumentar a jornada deveriam reduzi-la
ta, que deve ser encaminhada em breve ao Congresso, também está a criação de dois novos modelos de contrato. Além do contrato que vigora de jornada, querem criar
um modelo que inclui horas trabalhadas e produtividade. Isso deve aumentar ainda mais a pressão em cima do trabalhador e a precarização do trabalho.
REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Equipe de Temer quer enviar projeto para o Congresso ainda este mês Rede Brasil Atual
Para especialista, o projeto é “injusto e cheio de distorções”
Eduardo Fagnani, professor do Instituto de Economia da Unicamp
A equipe de Temer pretende acabar com a Previdência Social e o projeto está a caminho do Congresso Nacional, antes ainda das eleições municipais. Os aliados de Temer (PMDB) devem se unir para a aprovação de propostas mais rígidas para aposentadoria e corte de benefícios até o final deste ano. Segundo declarações do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira, a decisão de en-
viar tão logo o projeto é irreversível. Em entrevista à Rede Brasil Atual, o professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho da Unicamp, Eduardo Fagnani, destacou que o projeto de reforma da previdência “é perverso, injusto e cheio de distorções”. “Querem que todo mundo se aposente com mais de 65 anos
de idade, com mais de 35 anos de contribuição, o que não existe em nenhum lugar do mundo. Não dá para ter o mesmo padrão de países feito a Dinamarca, onde as condições de vida são muito melhores para toda a população, que vive em média 8 anos a mais que os brasileiros. No Brasil, a maioria da população começa a trabalhar cedo, sem estudo, para ajudar a família, em empregos de baixa qualidade”, afirmou.
Página 8
Folha Metalúrgica - Setembro de 2016 - Ed. 845
encontro de bandas
Rock dos Metalúrgicos acontece no Parque das Águas A 11ª edição do Encontro de Bandas Rock dos Metalúrgicos está confirmada para dia 25 de setembro, domingo, a partir das 14h, no Parque das Águas, no Jardim Abaeté. O evento é gratuito e aberto ao público em geral. O encontro é realizado anualmente pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) para incentivar e dar visibilidade a bandas locais com integrantes metalúrgicos. No total, serão oito bandas que se apresentarão no palco montado pelo SMetal. Cada uma terá 40 minutos de show. Dessas, somente a Let´s Girls, banda convidada composta apenas por mulheres, que não tem integrante da categoria. Na edição deste ano, o encerramento será feito pela banda Travelin´ Band (Creedence Clearwater Cover), a partir das 20h50. O encerramento está previsto às 22h. A organização do evento é do coletivo Juventude Metalúrgica.
Bandas e horários dos shows 14h - Mochileiros do Tibet 14h50 - Let´s Girls 15h40 - Katáros 16h30 - Bob Hoover 17h20 - Efeito iMoral 18h10 - Downed 19h - Bando dos Loucos Sociais 19h50 – Cotidiano 20h50 - Travelin´Band (Creedence Cover)
Edição anterior
No ano passado, o Rock dos Metalúrgicos teve a sua edição comemorativa de 10 anos e reuniu mais de 10 mil pessoas no Parque das Águas. O fechamento do Rock ficou por conta da banda Detonautas Roque Clube.
Travelin’ Band
ARAÇARIGUAMA
SMetal sorteia mais dez ingressos para jogo do São Bento x CSA
SMetal aciona justiça para garantir rescisão dos trabalhadores da Keiper
(SMetal) está sorteando novamente dez ingressos – um por pessoa – para a partida da semifinal. Para concorrer, o interessado deve curtir e compartilhar (no modo público) a postagem sobre a promoção no Facebook (www. facebook.com/smetalsorocaba) até às 16h desta quinta-feira, dia 15. O resultado será divulgado na mesma data, às 18h.
Foto Alisson Frazão
Após perder para o time alagoano CSA por 2 a 0, o São Bento precisa vencer o jogo de volta por 3 gols de diferença para garantir vaga na final da Série D do Campeonato Brasileiro. A partida decisiva será neste domingo, dia 18, às 16h, no Estádio Walter Ribeiro (CIC), em Sorocaba. Com o intuito de apoiar o time sorocabano, o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região
Divulgação
SEMIFINAL
Decisiva: A próxima partida contra o CSA será neste domingo, dia 18, às 16h, no CIC
A empresa Cavelagni/Keiper, de Araçariguama, que produz bancos para a Volkswagen, demitiu entre quinta-feira, dia 1, e sexta-feira, 2, 180 trabalhadores com contrato por prazo indeterminado e mais 80 trabalhadores com contratos de experiência. O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) ingressou, via departamento jurídico, com ação na justiça para o bloqueio do valor que a Volkswagen deve à Keiper. De acordo com o advogado do SMetal, Márcio Mendes, a intenção é que esse valor seja revertido para
o pagamento das verbas rescisórias dos demitidos pela empresa de Araçariguama. A Keiper está funcionando com aproximadamente 50 funcionários e já requereu sua recuperação judicial perante a Justiça Estadual. Ela alega que não tem dinheiro para fazer o pagamentos dos trabalhadores e informou que a decisão da Volkswagen em romper com o contrato de fornecimento de peças ocasionou, no total, o desemprego de 724 trabalhadores em fábricas de Mauá, Araçariguama, São Paulo e Ribeirão Pires.