Matéria-Prima #1

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NEGÓCiO

rESpONSaBiLiDaDE SOCiaL

CsN vence crise com crescimento

Garoto Cidadão: cada vez maior

páG. 5

páG. 15

matéria-prima Nº 1 k ano 1 k novembro _ dezembro | 2009 k www.csn.com.br

jornal da csn

Um

rodamoinho de

inovação a CSN lança aço extra fino para produtos da linha branca: mais qualidade e menos custo ® pág. 3

2009 < setembro _ outubro < matéria−prima

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editorial

Matéria-Prima para evoluir Caro Leitor, depois de quase duas décadas, o Jornal da CSN ganha um novo nome, que simboliza parte do nosso universo de indústria de base e faz referência à essência do bom veículo de comunicação: Matéria-Prima. Na siderurgia, matéria-prima de qualidade é um diferencial na produção de aço – é por isso que somos tão competitivos neste mercado global. O mesmo aço que, mais à frente, se torna matéria-prima de produtos fundamentais em nossa vida – nas indústrias automotiva, de linha branca e construção civil. Dentro do universo da comunicação social, a base é a informação, que precisa ser lapidada e formatada, antes de ser enviada ao receptor. Tal esmero é fundamental para que a mensagem seja compreendida e o ato de comunicar se complete, com o feedback necessário entre quem recebe e quem envia. Buscando aperfeiçoar o processo de comunicação, resolvemos “reformatar” o nosso jornal interno, ferramenta tradicional na história da CSN – que remonta à época de fundação. Nasceu como Lingote, consolidou-se como 9 de Abril e, no fim da década de 80, ressurgiu como Jornal da CSN. Há seis anos, conquistou o Prêmio Aberje, da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, nas categorias regional e nacional. Mesmo assim, decidimos evoluir. E, assim, nasce neste número o Matéria-Prima. A partir desta edição, a Gerência de Comunicação Corporativa oferece um produto de comunicação mais moderno, fruto de um trabalho árduo de todos envolvidos na produção deste veículo. Retratar o universo CSN em 16 páginas é um desafio, que motiva a todos nós. E “matéria-prima” não nos vai faltar, para relatar e ilustrar os feitos e efeitos dos quatro pilares de sustentação em siderurgia, mineração, logística e cimentos. Sempre com o “tempero” ímpar que faz a CSN especial: o ser humano. Espero que goste. Boa leitura!

Marcos Barreto Gerente de Comunicação Corporativa

destaques 5

negócio

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empresa

CSN supera a crise com números invejáveis

capa

Diretor-Presidente: Benjamin Steinbruch Diretores-Executivos: Alberto Monteiro, Enéas Garcia Diniz, José Taragano, Juarez Saliba de Avelar e Paulo Penido.

Prada incorpora Inal e cresce

12 Metalic lança produto

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lata para bebidas responsabilidade social

O aço extra fino: uma inovação da CSN

A ampliação do Projeto Garoto Cidadão

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gente a vitrine dos nossos talentos

Contra o preconceito Mulheres mostram dedicação e competência para operar equipamentos pesados em Casa de Pedra

págs. 8 e 9

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Expediente

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matéria−prima > novembro _ dezembro > 2009

matéria-prima jornal da csn

Nº 1 • Ano 1 • Jornal Bimestral • Novembro/ Dezembro • 2009 Direção Editorial: Marcos Barreto Editor: Helton Fraga heltonfraga@csn.com.br Coordenação Editorial Stefan Gan Editor Adjunto: Alexandre Agabiti Fernandez Projeto Gráfico e Direção de Arte: Fabio Silveira Reportagem: Alexandre Campbell, Andrea Balukian, Carlos Lima, Edma Nogueira, Flávia Ferreira da Silva e Luciana Morcatti Coura. Revisão: Ciça Côrrea Conselho Editorial: Cristiano Alves da Silva, Eglantine Cavalcante Pearce, Fanny Busato Baptista, Gerson Scheufler, Jorge Luiz Keenan Salgado, José Luiz Brandão, Luciana Shoji, Luiz Henrique Pimentel, Márcio Lins, Odete Guerreiro, Priscila Boccia, Rafael Gerhardt, Reinaldo Bispo, Ricardo Costa, Rosana Lovato, Thaís Amoedo e Ulysses Sousa. Jornalista Responsável: Stefan Gan ( MTB 35401) Preparação e Impressão: Laborgraf Tiragem desta edição: 20.000 exemplares

Online Você já pode ler o jornal matéria-prima na Intranet. É só clicar na capa do jornal e o texto (em versão PDF) aparecerá na tela do seu computador. No menu, é possível escolher entre o jornal matéria-prima e o suplemento gente. www.csn.com.br


merCAdo

Menos custo e mais qualidade Propor inovação para o segmento não é novidade na CSn. Há alguns anos a empresa acompanha a necessidade de consumo de aços mais finos e os desenvolve para manter a função das peças. novas especificações foram criadas na Usina Presidente vargas e na CSn Paraná, em Araucária (Pr). Assim, a empresa foi pioneira no uso do pré-pintado para a linha branca. “e ainda há muitas oportunidades a serem exploradas”, diz renata lentini, engenheira de vendas da diretoria Comercial, responsável pela comercialização e desenvolvimento do aço extra fino, cuja patente já foi registrada pela CSn.

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Aço extra fino integra dois objetivos da indústria: redução de custo e melhora da qualidade.

Açoinovador Aplicação de aço extra fino na linha branca é a nova proposta da CSN e responde a uma tendência mundial Um inédito projeto desenvolvido na Usina Presidente Vargas (UPV), em Volta Redonda (RJ), já surpreende o mercado mais uma vez. Com participação da Diretoria Executiva de Produção e da Diretoria Comercial, a empresa desenvolve uma nova aplicação para o laminado a frio, o aço CSN Extra Fino® para produtos da linha branca. A novidade foi apresentada ao principal cliente no setor, a Whirpool, detentora das marcas Brastemp e Consul, que consome 15 mil toneladas de aço mensais com o selo CSN. O engenheiro de Desenvolvimento de Produto da Whirpool, Fernando Kopp, conheceu a inovação em Volta Redonda, no fim de outubro. “A CSN nos propõe abrir o campo de visão e enxergar o futuro”, resume. A proposta é ousada: usar aços mais finos na linha branca (com espessura menor ou igual a 0,40 mm) mantendo a qualidade dos componentes finais. O novo projeto, coordenado pela Gerência

Geral de Desenvolvimento de Produto (GGDP/ GPD), permite a redução de espessura em refrigeradores, micro-ondas e fogões, por exemplo, tão desejada pelos clientes de linha branca. Atualmente, a Whirpool consome aço CSN com espessuras de 0,45 a 0,60 mm para gabinetes. A espessura menor é uma tendência mundial da linha branca, pois repercute na redução do custo da peça e reflete a competitividade dos clientes. Os engenheiros da GGDP e da Gerência Geral de Produtos Siderúrgicos (GGPS), as equipes da Gerência Geral de Folhas Metálicas e da Gerência Geral de Galvanizados e Laminados a Frio e os profissionais da área comercial estão provando que o uso do aço CSN Extra Fino® integra dois objetivos da indústria: redução de custo e melhora da qualidade. “O aço tem características especiais, adaptáveis para diversos segmentos”, diz a coordenadora de Projetos Especiais, Nilza Zwirman.

valOr e S C S N

Priorizamos o compromisso com os acionistas © FOtO dE Capa: FElipE varanda 1 pEdrO silvEira 2 rOdrigO gOrOsitO 3 banCO dE imagEns Csn

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Profissionais do projeto aço CSn extra Fino®

Pioneirismo: marca da CSn O aço CSN Extra Fino® foi lançado comercialmente em novembro, em São Paulo, num seminário coordenado pela GGDP, com participação do diretor Comercial, Luis Fernando Martinez, e o envolvimento das Gerências de Vendas, Planejamento de Vendas, Preços e Mercado, além da GGFM, GGPS e Assessoria de Projetos Especiais e Custos Industriais. Foram apresentados os fluxos de produção e o Manual de Produtos Autorizados. Os participantes elencaram ideias para desenvolver aplicações em todos os segmentos. O gerente-geral de Desenvolvimento de Produtos, José Luiz Brandão, diz que o aço CSN Extra Fino® “abre perspectivas de aplicações especialmente nos segmentos de linha branca e móveis de aço”. O gerente-geral de Folhas Metálicas, Rafael Garcia Netto, ressalta que, nesse novo fluxo de produção, a CSN aproveitará as instalações existentes, que poderá atingir a capacidade de produção de até 200 mil toneladas anuais.

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InSTITuCIonAL

De olho na Copa

valor E s C sN

Pautamos nossas ações pela ética e pela transparência

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Flávio de Azevedo, presidente do IAbr, durante o 2º encontro nacional da Siderurgia.

IBS vira IABr e valoriza aço Mudança ressalta importância do aço na vida cotidiana e destaca o papel da indústria produtora em favor da sustentabilidade

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ntidade representativa da indústria do aço no país há mais de 45 anos, o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) tem novo nome e nova logomarca: Instituto Aço Brasil (IABr). Anunciada pelo presidente da entidade, Flávio de Azevedo, durante o 2º Encontro Nacional da Siderurgia, em São Paulo (SP), a mudança ressalta dois aspectos: a importância do aço no cotidiano das pessoas e no desenvolvimento do país; e o papel da indústria produtora em favor da sustentabilidade. Uma pesquisa realizada pelo instituto mostrou que o público em geral não associa a palavra siderurgia à indústria do aço, setor que cada vez mais sente a necessidade de demonstrar claramente seu comprometimento com o desenvolvimento do país e com as demandas da sociedade. “A população não tem a real consciência da presença do aço no seu dia a dia”, diz Azevedo, ciente do desafio que é mexer num símbolo de quase cinco décadas. Baseadas nos pilares econômico, social e am-

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biental, as ações em favor da sustentabilidade também fazem parte dos objetivos do IABr. A logomarca sintetiza a importância do aço a partir de valores como solidez, eficiência, resistência, modernidade e confiabilidade – cristalizados no conceito de high tech e na responsabilidade socioambiental. “A nova marca tem forte simbologia, trazendo o high tech no azul e o meio ambiente no verde”, explica a superintendente de Comunicação Social do IABr, Débora Oliveira.

A Copa do mundo de 2014 faz parte da estratégia do IAbr de disseminação do consumo de aço no país. em conjunto com o Centro brasileiro da Construção em Aço (CbCA), o instituto lançou, no final de novembro, o programa Aço: Construindo a Copa 2014. destinado especialmente a construtoras e escritórios de arquitetura e engenharia, a iniciativa prevê uma série de ações com o objetivo de apresentar as potencialidades e vantagens do aço nas obras previstas para as 12 cidades brasileiras que sediarão o torneio organizado pela Fifa. o programa tem um site oficial (www.cbca-iabr.org.br/copa2014), com as novidades, benefícios, capacidade industrial e obras previstas com o material para receber a competição internacional. A orquestra de Tambores de Aço, da Fundação CSn, apresentou-se no evento, realizado no Centro britânico brasileiro, em São Paulo (SP). Segundo o IAbr e o CbCA, o consumo per capita de produtos siderúrgicos no brasil é de cerca de 100 kg por habitante atualmente, número muito inferior ao registrado nos países desenvolvidos, que é de 300 kg por habitante. A Copa do mundo é uma possibilidade de crescimento do consumo. Cálculos de especialistas do setor apontam que o torneio de futebol deve render à indústria uma demanda extra entre 3 a 5 milhões de toneladas de aço. na defesa do uso do aço nas obras, o vicepresidente executivo do IAbr, marco Polo de mello Lopes, elenca vantagens como durabilidade, reciclabilidade, maior facilidade no desmonte e aproveitamento, redução do impacto ambiental e racionalização de materiais e mão de obra. o diretor executivo do CbCA, eduardo zanotti, destaca que o programa possibilitará maior integração entre empreendedores, construtoras, empresas de engenharia e arquitetura, centros de serviço e os fabricantes de estrutura de aço com vistas às obras para a Copa 2014.

o logotipo do IAbr transmite valores como tecnologia e respeito ao meio ambiente.

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Aço será insumo importante para a Copa 2014.


neGóCIo

Após o PoupaLume, as CICEs

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CSn deixou a crise para trás registrando expressivos índices de crescimento.

Que venha 2010 Siderúrgica com maior valor de mercado das Américas, CSN fecha 2009 com números invejáveis

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om planejamento e determinação, a CSN supera a crise econômica e se aproxima do final do ano com resultados promissores: lucro líquido de R$ 1,15 bilhão no terceiro trimestre do ano, cifra 243% superior à obtida no mesmo período do ano passado (R$ 335 milhões). Com isso, a empresa já acumula lucro líquido de quase R$ 2 bilhões nos nove primeiros meses de 2009. Números como estes explicam a recente escolha como a maior empresa por valor de mercado do setor de siderurgia e metalurgia dos Estados Unidos e da América Latina, feita pela consultoria Economática. Avaliada em US$ 20,5 bilhões, a CSN aparece no topo da lista, divulgada em setembro. Além disso, em novembro foi apontada – também pela Economática – a oitava empresa de capital aberto mais lucrativa da América Latina. “A gente sente orgulho de fazer parte da empresa”, diz Edmílson Cassin, 44 anos, técnico de Desenvolvimento da Gerência de Coqueira, na Usina Presidente Vargas (UPV), em Volta Redonda (RJ). Em mais de duas décadas, Cassin viveu as diferentes fases da história da empresa, que se transformou na maior siderúrgica das Américas. A liderança no ranking do setor de siderurgia e

metalurgia é consequência do trabalho de toda a corporação, que se traduz em números. Nos nove primeiros meses deste ano, o crescimento nominal do valor da CSN alcançou 118%, atingindo US$ 11,1 bilhões. “Os resultados alcançados mostram que temos de enxergar crise como oportunidade de crescimento”, diz o diretor-presidente Benjamin Steinbruch. “Com o nosso talento e a nossa determinação, saímos fortalecidos e estamos caminhando para um 2010 melhor ainda.” os resultados do terceiro trimestre

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39% decrescimentonasvendas 1,18

Fruto de um projeto iniciado em 2008, as Comissões Internas de Conservação de energia (CICes) terão um papel importantíssimo na formulação do Programa de eficiência energética da CSn, lançado oficialmente na Semana do meio Ambiente deste ano. o programa visa o uso consciente dos recursos energéticos (inclusive a água) em todas as plantas da CSn e uma futura certificação ISo 50001 (em Gestão de energia). Até o fim deste ano, as comissões estão comprometidas com o levantamento de potenciais de redução de consumo. o objetivo é priorizar oportunidades nos processos produtivos e projetos de baixo investimento que promovam a economia no uso de recursos energéticos e água. nesse levantamento serão apresentados os potenciais de redução e também uma análise financeira apontando custos e benefícios envolvidos. “Já recebemos várias alternativas de processos que podem ser melhorados”, informa o coordenador de Planejamento e energia da CSn, marcelo José Alves. Até então, as ações para reduzir o consumo de recursos energéticos vinham sendo adotadas de maneira isolada nas empresas e unidades CSn. Apesar de se saber que existem processos bastante semelhantes em algumas unidades, não havia a cultura da utilização consciente dos recursos energéticos. As CICes terão o papel de unificar e alinhar tais ações em um programa único. “dentro da proposta do programa, visitei todas essas unidades e conversei com as pessoas envolvidas nos processos. É importante o conhecimento que eles têm de suas unidades e seus processos produtivos”, destaca. um curso realizado em São Paulo com especialistas no tema complementou o trabalho realizado por Alves. o curso abordou tópicos como motores elétricos, iluminação e processos, entre outros, oferecendo uma visão geral em relação à análise financeira das alternativas para redução de consumo.

milhão de toneladas, cifra 35% superior na produção de aço bruto e 37% na de laminados (1,32 milhão de toneladas)

155%

dos Adrs na bolsa de nova York e 100% de rentabilidade das ações na bovespa

valor E s C sN

Priorizamos o compromisso com os acionistas © 1 divulgação iaBr 2 divulgação 3 rodrigo gorosito 4 ricardo toscani

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o coordenador marcelo José Alves. 2009 < novembro _ dezembro < matéria−prima

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empresa

Caminhões de alta eficiência

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a prada embalagens e a prada distribuição têm, juntas, 1.500 colaboradores espalhados pelo brasil.

Nova identidade Com a incorporação da Inal, Prada passa a ter unidades de distribuição e de produção de embalagens de aço Desde dezembro de 2008, quando a Companhia Metalúrgica Prada incorporou a Inal, a CSN tem uma nova empresa de distribuição e de embalagens de aço. São duas unidades de negócio: Prada Embalagens, com centros em São Paulo (SP), Pelotas (RS) e Uberlândia (MG); e Prada Distribuição, a antiga Inal, com dez unidades entre São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná. Esse processo, consolidado ao longo do ano, virou realidade em agosto, quando foi feita uma operação conjunta no Centro de Distribuição de Bebedouro (SP), e em outubro, em Uberlândia. As duas empresas juntas passaram a ter cerca de 1.500 colaboradores. “São os primeiros reflexos da incorporação”, afirma o diretor da Prada Embalagens, Marcelo Kheirallah. O lançamento da Prada Distribuição aconteceu em 6 de novembro, quando a Inal completou 52 anos. Foram feitas adequações que consolidam a nova fase dessas unidades. Além disso, entraram no ar o novo site da Prada e a nova intranet, que

englobam as duas unidades de negócio. “A nova operação fortalecerá as duas empresas. Trabalharemos na implantação de novos projetos que garantam geração de emprego, desenvolvimento e crescimento”, diz o diretor da Prada Distribuição, Fulvio Tomaselli.

Um bilhão de embalagens

A Prada Distribuição atua no processamento e na distribuição de aços planos. Fornece bobinas, rolos, chapas, tiras, blanks, folhas metálicas, perfis, tubos e telhas, entre outros produtos, para vários segmentos industriais. Os materiais são produzidos a partir de placas, laminados a quente, laminados a frio, zincados por imersão, folhas de flandres, cromadas, não revestidas, aço pré-pintado e galvalume, de origem 100% CSN. Também presta serviços de processamento de aço. A Prada Embalagens produz mais de 1 bilhão de embalagens metálicas de aço por ano. Atende aos segmentos químico e alimentício, fornecendo embalagens e serviços de litografia.

a mineração Casa de pedra, em Congonhas (mG), conta com 13 novos caminhões Terex mT 4400aC, o que significa aumento de produção e produtividade. os equipamentos foram comprados da p&H minepro services brasil. a Csn investiu r$ 83 milhões nos equipamentos, valor que inclui a compra e o gasto com a montagem. outros quatro caminhões chegarão em 2010. Com capacidade de 221 toneladas métricas de carga nominal, motor diesel-elétrico de corrente alternada e caçamba de alta eficiência – o que o torna mais leve e mais durável –, o Terex mT 4400aC permite um menor índice de paradas para manutenção, proporcionando assim maior agilidade no transporte da produção da mineração. a aquisição faz parte do planejamento de aumento gradativo na produtividade da mineração até 2012. para evando Carele de matos Filho, engenheiro de manutenção, a chegada desses caminhões atenderá ao aumento na demanda no transporte do minério. segundo marco marra miranda, engenheiro de manutenção, todo o processo de montagem foi gerenciado pela Csn. ele destaca que em mais de 100 dias de trabalho, não houve nenhum acidente e nenhuma ocorrência ambiental. mais de 50 pessoas envolvidas participaram do processo de montagem. “Tudo foi realizado dentro do prazo estabelecido e os caminhões ficaram prontos para entrar em operação. Inclusive, os operadores foram treinados e qualificados para a função”, completa. Joaquim neto, supervisor de manutenção da p&H minepro services brasil, destaca o apoio recebido pela mineração Casa de pedra e pela Terex durante a montagem dos veículos. “Foi um verdadeiro trabalho em equipe.” para ser montado, cada caminhão exigiu oito carretas carregadas com as peças. os equipamentos embarcaram no porto de Houston, nos estados Unidos, com destino ao porto de Itaguaí, em Itaguaí (rJ). em seguida, foram transportados até Congonhas.

valor e s C s n

buscamos a satisfação e o reconhecimento dos clientes ©2

parte da equipe que montou os caminhões.

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© 1 sérgio Zacchi 2 lorena souZa 3 foto de capa suplemento pedro silveira


valo Re s C sn

InovAção

Priorizamos o compromisso com os acionistas

Moderna e simples

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Nova locomotiva DH10 tem tecnologia de ponta que garante confiabilidade e economia

A Transnordestina Logística e a Amsted Maxion colocaram nos trilhos, ainda em fase de teste, a locomotiva DH10, com potência de cerca de 26.000 kgf, sistema de tração diesel-hidráulico (Voith Turbo) e motor diesel de última geração (produzido pela MTU). A alta tecnologia embarcada confere à locomotiva confiabilidade, durabilidade e simplicidade na manutenção, tornandoa versátil e econômica. “A primeira fase de testes está em linha com o escopo e expectativas criadas e vai até dezembro deste ano”, afirma o presiden-

te da Transnordestina Logística, Tufi Daher Filho. Com o crescimento das operações – especialmente com a aproximação da reabertura ao tráfego da interligação Cabo, em Pernambuco, a Porto Real do Colégio, em Alagoas – a Transnordestina e a Amsted Maxion adotaram uma solução inovadora que atende às características e às necessidades operacionais tais como robustez, simplicidade na operação, baixo consumo específico e baixa emissão de poluentes. A máquina possui tecnologia que reflete o estado da arte com a vantagem

A dH10 pesa 80 toneladas e tem motor diesel.

adicional de software aberto, permitindo o gerenciamento dos microprocessadores que comandam a operação. Isso significa que qualquer pessoa treinada pode operá-lo e gerar telas, relatórios de controle de operações, comandos e diagnósticos de problemas. O conjunto tem tecnologia de ponta em motores diesel com sistema de comutação de uso dos cilindros, sistema tração Voith e freios eletrônicos (Knorr Bremse). A DH10 pesa 80 toneladas e tem autonomia de 900 quilômetros em potência máxima rebocando cargas.

supernavio

Gigante dos mares

o terminal Septiba Tecon recebeu, em setembro, o MSC Laura, o maior navio de contêineres a aportar na América do Sul. de bandeira panamenha, a embarcação tem 85.928 toneladas de capacidade e foi fabricada em 2002, na Coreia do Sul.

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gente a vitrine dos nossos talentos

suplemento do Jornal matéria-Prima Nº 1 | ano 1 k novembro_dezembro | 2009 k www.csn.com.br

especial

Competência

indiscutível

na mineração de Casa de Pedra, em Congonhas (mg), mulheres assumem a operação de máquinas pesadas ® págs. 8 e 9

revelação no recreio ® pág. 10

< novembro _ dezembro matéria−prima 7 os2009 pioneiros ® pág.< 10


gente

a vit rine d os no ssos tal entos

Competência indiscutível Fotos • Pedro Silveira

Formadas pelo Programa Capacitar, criado em 2008, mulheres rompem tabu e assumem funções de operadoras de equipamentos pesados em Casa de Pedra

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A

Mineração de Casa de Pedra, em Congonhas (MG), testemunha a quebra de mais um tabu pelas mulheres: o trabalho como operadoras de equipamentos habitualmente comandados por homens. Formadas pelo Programa Capacitar, elas venceram o preconceito provando, com competência, que capacidade independe do sexo. Operadora de perfuratriz há um ano, Taiana Carolina Pereira, 21 anos, trocou a desconfiança pela realização na função. “Eu me sentia insegura, achava que jamais fosse conseguir me adaptar à nova experiência. Mas aceitei o desafio e, agora, me sinto realizada e feliz”, diz Taiana, que pouco se importa com o machismo daqueles que ainda se incomodam em ver mulheres no comando de equipamentos tidos como masculinos. “O importante é fazer o que se gosta.” Para Graciely Barbosa, operadora de trator de pneu, “dirigir um veículo de grande porte é deslumbrante”. Aos 20 anos, ela trabalha desde 2008 na Mineração. Roda em média 70 quilômetros por turno de seis horas. Define a responsabilidade como “um desafio que, mais que do sexo, depende da parte psicológica e do comprometimento”. Graciely enfatiza que “buscar conhecimentos, estar ativa no mercado e concorrer de igual para igual são fatores que contribuem para o meu crescimento profissional e experiência na área”. Renata Lúcia de Oliveira, 27 anos, também operadora de trator de pneu, admite que teve medo e até pensou em desistir quando deixou as aulas do Capacitar e foi enfrentar o desafio de operar um equipamento. “Por sermos as primeiras mulheres na operação, tivemos de fazer o melhor, principalmente devido à expectativa”, conta ela. “Agora, vejo que a insegurança deu lugar à coragem para

“Ser pioneira me deu coragem para apender mais. Sinto orgulho do meu papel” M i ch e l e C r i s t i n a S a b a r a ,

op era d ora d e m á qu i n a s m óv ei s III

enfrentar cada dia como se fosse o único, fazendo sempre o melhor que posso.” Operadora de máquinas móveis III, Michele Cristina Sabara, 30 anos, considera que as dificuldades iniciais fazem parte do passado. O medo deu lugar ao orgulho de fazer história como parte do grupo das primeiras mulheres a trabalhar com equipamentos pesados em Casa de Pedra. “Ser pioneira me deu coragem para ir em frente e aprender mais”, diz Michele. “Hoje, assim como minhas colegas, sinto orgulho do meu papel, que ajuda a CSN a crescer mais ainda.” O desempenho das operadoras é aprovado pelo gerente de Operação da Mina, Sérgio Lanna, que acredita no potencial feminino e vê com simpatia a contratação de novas operadoras para trabalhar em Casa de Pedra. “São profissionais que têm um grande comprometimento e dedicação ao trabalho, atendimento aos programas de qualidade e, estatisticamente, menor índice de acidentes com os equipamentos”, avalia Lanna. O Capacitar foi criado em 2008 para formar jovens. Depois de dois meses de aulas teóricas e dez de aulas práticas, com comprometimento dos gestores e orientadores das áreas e desempenho dos aprendizes, 236 alunos foram efetivados.

Vitoriosa e capaz Mãe de uma filha, Polyana Germano (acima), 23 anos, opera uma motoniveladora. A divisão das responsabilidades em casa e no trabalho é um desafio, vencido com dificuldade, mas que a enche de orgulho. “Eu me sinto vitoriosa e capaz. De algo que nunca sonhei, esta função hoje é a minha profissão, me contagia e me dá gosto de fazer, principalmente por estar ao lado de pessoas maravilhosas e dispostas a ajudar”, diz. “O mais importante de tudo isso é que conquistamos o respeito de todos que trabalham no meio e mostramos que não somos simplesmente mulheres, somos operadoras de equipamentos móveis.” O trajeto foi longo, as dificuldades foram várias, mas as conquistas compensam. Amanda Castro da Silva, 23 anos, também operadora de motoniveladora, lembra a dificuldade que foi vencer o preconceito dos homens. “Somos as primeiras mulheres a operar máquinas deste porte aqui na CSN, e, graças a Deus, superamos a desconfiança e fazemos o que gostamos”, diz ela.

As mulheres superaram várias barreiras e hoje operam veículos pesados como este. 2009 < novembro _ dezembro < matéria−prima

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gente

a vit rine d os no ssos tal entos

h o m en a g em

Os pioneiros de Sepetiba Tecon

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Michelli Shuchmann foi campeã da Copa Brasil de Voleibol na categoria mirim e sonha alto

Revelação no Recreio Descoberta pelo Projeto Viva Vôlei, da Fundação CSN, Michelli quer tornar-se jogadora profissional Em agosto de 2006, quando começou a participar do Projeto Viva Vôlei, no Recreio, em Volta Redonda (RJ) - uma parceria da Fundação CSN com a Confederação Brasileira de Vôlei -, Michelli Shuchmann era apenas uma menina mais alta que o normal para a idade. Hoje, com 12 anos e 1,81m de altura, ela já pode ser considerada uma promessa do vôlei regional. Tanto que foi a única jogadora do sul fluminense convocada para a Seleção Carioca mirim. Depois da conquista, em outubro, da XVII Copa Brasil de Voleibol Mirim Feminino, na Cidade do Aço, ela faz planos para o futuro. “Comecei a jogar vôlei aqui no Recreio. Gostava do esporte, mas nunca tinha jogado. Agora sonho ser jogadora profissional”, conta a campeã, que disputa o Campeonato Regional Sul Fluminense de Voleibol pela equipe Recreio/CFCSN – Transporte Excelsior. O sucesso foi destacado em uma reportagem do SporTV, canal especializado em esportes da Rede Globo. A coordenadora de Atividades Esportivas do Recreio, Maria Paula Tavares, diz que a participação de Michelli na seleção de vôlei foi muito positiva para o crescimento pessoal

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e esportivo da atleta e acredita que em breve ela estará brilhando em grandes clubes do país. “A estreia dela na seleção foi surpreendente. Michelli foi muito bem-recebida pelas atletas dos clubes do Rio de Janeiro”, diz Maria Paula, ressaltando o potencial da jogadora. “A evolução dela nesse curto período com a seleção foi fantástica. Ela se tornou outra pessoa, relacionando-se muito bem com toda a equipe e ganhando a simpatia e o elogio dos treinadores”, observa a coordenadora.Apesar do interesse de grandes clubes do Rio de Janeiro, Maria Paula considera mais importante, neste momento, Michelli continuar o treinamento na cidade. “Acredito que dentro de dois ou três anos ela estará em um grande clube, com o nosso monitoramento. O importante agora é acompanhá-la de perto mantendo um ritmo forte de treinamento, com ênfase nos aspectos educativos e sociais. Assim, no futuro, ela estará pronta para uma nova etapa em sua vida esportiva”, afirma Maria Paula.

Alegria e emoção marcaram a homenagem aos 20 colaboradores que completaram uma década de Sepetiba Tecon, em Itaguaí (RJ). Eles receberam diploma de reconhecimento e pin de ouro vermelho pela importância na história da empresa, que este ano completou 11 anos. “É gratificante olhar para trás e relembrar tudo o que vivemos”, diz a engenheira Tânia Pereira Rezende, analista de Suprimentos, uma das pioneiras da empresa. “Eu gosto de estar aqui”, resume, com a experiência de quem trabalhou em projetos como o de Carajás. A satisfação faz sentido. O Sepetiba Tecon nasceu no dia 11 de setembro de 1998, do consórcio entre a CSN e a Vale do Rio Doce, após o arrendamento do Terminal de Contêineres (Tecon) em leilão público realizado pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) no início daquele mês. Cinco anos depois, a CSN assumiu o controle total da empresa. Foi o início de uma segunda transformação no Tecon, com a CSN fazendo investimentos fundamentais para a modernização do terminal. Os pioneiros acompanharam a transformação e permaneceram na empresa. O operador de serviços portuários Paulo Sérgio de Souza recorda-se de quando começou no Tecon, em abril de 1999. Com a experiência de quem tinha passado mais de duas décadas na CDRJ, ajudou a montar a primeira equipe de atracação de navios, com ênfase na segurança. “Acidente zero é minha meta, sempre”, ressalta Souza. O diretor de Logística da CSN e diretorsuperintendente do Sepetiba Tecon, Davi Cade, que conduziu a homenagem aos pioneiros, destaca a importância estratégica da empresa para a CSN, bem como para o desenvolvimento do setor portuário nacional. “O Tecon completa dez anos de operação atingindo seu objetivo estratégico para o grupo, além de ter transformado em realidade o sonho dos que enxergaram na Baía de Sepetiba uma alternativa estratégica para ampliar a capacidade portuária do Estado do Rio e do Brasil”, diz Cade. © 1 rodrigo gorosito 2 daniel carneiro 3 rafael paiva 4 LuxMundi


produto vAlo res CsN

buscamos a satisfação e o reconhecimento dos clientes

Nova lata na medida certa

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Novos uniformes Lançados em setembro, os novos uniformes padronizam a marca CSn e implicam redução de custos, pois são adquiridos de um só fornecedor. São distribuídos para a usina presidente vargas (upv), CSn Cimentos, GalvaSud e tecar (rJ); namisa; mineração de Casa de pedra e Arcos (mG); CSn paraná (pr); prada (Sp) e prada distribuição (bA). As principais novidades são a logomarca no lado esquerdo do peito e um mesmo padrão de cores e modelos. A substituição dos atuais modelos acontece gradualmente. o uniforme é parte da identidade visual e da cultura de uma corporação. Além de ajudar na construção da imagem profissional, reflete a postura da corporação diante da comunidade e de seus clientes.

Metalic lança lata de 250 ml para os fabricantes do sistema Coca-Cola em todo o Nordeste. O contrato de exclusividade vai até o fim de 2010

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pós uma análise dos cenários nacional e regional do mercado de latas para bebidas, a Metalic identificou uma oportunidade para o desenvolvimento de latas especiais. Em junho deste ano, a companhia fez a primeira produção da lata de 250 ml, com exclusividade para a Coca-Cola. O contrato de exclusividade vigora até o fim de 2010. Durante esse período, a embalagem será fornecida para todos os fabricantes de refrigerantes do sistema Coca-Cola da região Nordeste, aumentando assim uma posição que a Metalic tinha apenas na lata de 350 ml. “Esse projeto permitirá um aumento significativo no volume de vendas e na participação da lata de aço na região Nordeste”, afirma o gerente-geral de Operações da Metalic, Carlos Alberto Augusto. A produção total em 2009 chegará a 41 milhões.

Em 2010, serão produzidas 72 milhões de latas. Uma equipe formada pela Gerência Geral de Operações junto com as Gerências de Produção de Latas e Manutenção, Qualidade da Metalic, além da Gerência de Desenvolvimento de Produto (GGDP) da Diretoria Executiva de Produção da CSN, – foi responsável pelo desenvolvimento da nova embalagem. Foram adequados parâmetros de processo e do aço utilizado na sua fabricação. Além dos setores operacionais, houve o apoio da área de Suprimentos, que garantiu a contratação dos serviços e dispositivos necessários para conversão da linha dentro dos prazos previstos no cronograma e acertados com o cliente. No Brasil, 8% das latas para bebidas são de aço, sendo que a maior participação está no Nordeste, que detém 46% do mercado, segundo dados da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço).

Exemplo mundial

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em 2010, a produção das novas latas de aço será de 72 milhões de unidades.

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A comemoração do dia da Árvore em Arcos (mG) teve distribuição de 600 mudas de árvores nativas. A medida faz parte do programa de educação Ambiental da mineração da bocaina. As mudas foram produzidas a partir de sementes coletadas na região de influência da mineração da bocaina, no programa de resgate de germoplasmas (coleta de material genético para produção de mudas) desenvolvido pela CSn nos últimos três anos. A mineração da bocaina está em uma área de mata semidecídua – uma zona de transição entre o Cerrado e a mata Atlântica – e tem grande relevância ambiental. para preservar esta vegetação, a CSn coleta e produz mudas para reflorestamento próprio e distribuição à população.

© 1 Eduardo mElo 2 fElipE varaNda 3 aNtôNio caliNo 4 rodrigo gorosito


prevIdênCIA

Ações eficazes A CbS é um dos primeiros fundos de pensão a criar ações para a comunidade. um exemplo são as reuniões com representantes de associações, universidades e prefeituras para apresentar o CbS perto de você. Já foram realizadas palestras em universidades e na escola técnica pandiá Calógeras (etpC), da Fundação CSn, em volta redonda (rJ). o programa foi apresentado em todas as associações com as quais a CbS tem relacionamento em volta redonda, Congonhas (mG) e Criciúma (SC). o portal da CbS oferece para download uma planilha sobre orçamento doméstico que pode ser adaptada à realidade de cada um. ©3

Wlader Lúcio Lima, gerente de relacionamento da CbS, promove a cultura da educação financeira.

pertodevocê CBS cria programa inovador de educação financeira dirigido a associados e à comunidade. O foco é a questão previdenciária Quinto fundo de pensão mais antigo do país, com R$ 3,9 bilhões em recursos garantidores de reserva técnica, a CBS Previdência lançou o programa CBS Perto de Você, voltado para seus patrocinadores, participantes e a comunidade – estudantes, empresas e associações de moradores, entre outros. A CSN é a principal patrocinadora da CBS. A estratégia da CBS é parte de um projeto nacional das entidades e órgãos do Comitê de Regulação e Fiscalização dos Mercados Financeiro, de Capitais, de Seguros, de Previdência e Capitalização. A ENEF (Estratégia Nacional de Educação Financeira) pretende promover a cultura da educação financeira no país. O CBS Perto de Você oferece ferramentas para que seus 27.327 participantes – entre ativos e assistidos – tenham informações detalhadas so-

bre o seu plano de benefícios para programar melhor o futuro. O portal www.cbsprev.com.br (banner Educação Previdenciária e Financeira) traz muita informação. Palestras e encontros são organizados pela CBS nas empresas CSN ou na comunidade. “Em 2010, as visitas acontecerão em todas as localidades da CSN”, anuncia o gerente de Relacionamento da CBS, Wlader Lúcio Lima. A questão previdenciária é o tema destes encontros com os colaboradores da ativa. “Temos um produto fantástico, o PPA”, diz Lima, referindo-se ao Programa de Preparação para a Aposentadoria, em sua segunda edição. O PPA destina-se a colaboradores que estejam a três anos do afastamento do serviço ativo e está dividido em módulos sobre geriatria, psicologia, finanças e previdência.

vAlo r e s CsN

Incentivamos o respeito às pessoas e a confiança mútua

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preparando o futuro No ano passado, em Volta Redonda, a CBS reuniu colaboradores da CSN prestes a se aposentar. Um deles era Paulo Roberto Dantas Santiago (acima), 53 anos, coordenador do Núcleo de Segurança da Informação, da Diretoria de Tecnologia da Informação (DTIN), na empresa há 35 anos. “A insegurança faz parte da vida da gente”, diz ele, garantindo que os encontros o ajudaram a se organizar melhor para quando o momento da aposentadoria chegar. “Foram abordados os aspectos psicológicos e financeiros, além da questão da saúde e do futuro, da vida após a aposentadoria.”

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reCurSoS HumAnoS

Avaliações semestrais

valores CsN

Consideramos a cultura CSn o alicerce da nossa atuação

Força jovem

A gerente de desenvolvimento de rH enfatiza que o programa conta com avaliação por competências a cada seis meses, o que permite maior contato entre estagiário e supervisor. “Assim, o rH pode mapear os gaps em relação ao desenvolvimento, bem como identificar os talentos da organização, que poderão ser aproveitados nas vagas que surgirem”, diz rosana Lovato. A estudante de Administração de empresas Janaína bassi Pereira de Freitas, 22 anos, estagia há três meses na Gerência de Tributos Indiretos, na mineração de Casa de Pedra. As seis horas que passa na empresa parecem ser pouco, tão grande é o entusiasmo dela. “estou aprendendo muito na CSn, o que certamente me ajudará muito no meu futuro profissional.”

Programa de Estágio atrai estudantes universitários com potencial para contribuir com a expansão dos negócios da empresa e de suas coligadas

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erca de 300 jovens foram contratados a partir deste segundo semestre pelo Programa de Estágio desenvolvido pela Gerência de Desenvolvimento de Recursos Humanos (GDRH), da Diretoria de Recursos Humanos (DIRH). Estudantes de diversos cursos superiores se espalham pela CSN e suas empresas em Arcos (MG), Congonhas (MG), São Paulo (SP), Mogi das Cruzes (SP), Araucária (PR), Volta Redonda (RJ), Itaguaí (RJ), Porto Real (RJ) e Recife (PE). “Criamos um Programa de Estágio Corporativo, com um cronograma de recrutamento e seleção único para todas as unidades CSN”, diz a gerente de Desenvolvimento de RH, Rosana Lovato, responsável pela iniciativa. O objetivo do programa é atrair e desenvolver

universitários de todo o país com potencial para serem profissionais de sucesso na organização. “Apostamos nesses jovens, que têm capacidade para contribuir com a expansão dos negócios da empresa e suas coligadas”, define a diretora de Recursos Humanos da CSN, Antídia Juncal. A contratação dos estagiários respeita a Nova Lei de Estágio 11.788, de 25 de setembro de 2008, com carga horária de 30 horas semanais, bolsa de estágio obrigatória, auxílio-transporte e recesso remunerado depois de um ano, entre outros benefícios. Todos os gestores da empresa receberam cartilhas sobre a nova legislação. “A nova lei oferece melhores condições para os estudantes e as empresas, que têm mais segurança jurídica, investem na gestão de talentos e na preparação de futuros profissionais”, diz Antídia.

Todos ganham estagiária da dIrH, Tânia Araújo, 25 anos, destaca que a nova lei permite que os estudantes dediquem-se mais aos estudos. “Assim, podemos pôr em prática o que aprendemos na faculdade”, diz ela, há cinco meses na empresa. Sheila duval, Gerente de recursos Humanos responsável pelo programa na CSn em São Paulo, diz que o processo implementado este ano é uma ferramenta importante para o desenvolvimento de todos, possibilitando, de forma estruturada, um alinhamento entre as expectativas dos estudantes e de seus respectivos orientadores com relação ao processo de aprendizagem, que é o foco do Programa de estágio. “desta forma, todos ganham: estudante, empresa e sociedade”, destaca Sheila.

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Tânia Araújo aprova a nova Lei de estágio, que oferece melhores condições aos estudantes. © 1 ricardo toscani 2 arquivo Fcsn 3 alexande campbell


reSPonSAbILIdAde SoCIAL

Ampliação em Congonhas Com o patrocínio da CSn e da namisa, além do apoio do ministério da Cultura e do Conselho municipal de defesa das Crianças e Adolescentes (CmdCA), foram construídas em Congonhas (mG) duas salas multimeios, dois banheiros, uma sala de coordenação, uma sala para depósito de materiais e uma área de lanche para as crianças. outra novidade é a cobertura da quadra esportiva, totalizando 1.600 m² de área construída. os investimentos permitiram dobrar o número de atendimentos de 100 para 200.

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João Paulo de barros Soares (à dir.) participa do Garoto Cidadão em Araucária desde junho de 2008.

Mais garotos cidadãos Projeto da Fundação CSN é ampliado no Sul e Sudeste: serão 1.110 vagas até o fim do ano

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jovem João Paulo de Barros Soares tem 14 anos e está no Garoto Cidadão desde junho de 2008, quando o projeto da Fundação CSN chegou a Araucária (PR). Os resultados são visíveis: o desempenho escolar melhorou e o convívio familiar também. O garoto, que antes reclamava de falta de opções de lazer, participa de diversas atividades culturais como aulas de teatro, dança, música, coral e recreação -, além de inclusão digital e reforço de português e matemática. “As aulas de pintura e desenho são as coisas que mais gosto”, diz. “Antes eu ficava na rua, não tinha nada para fazer.” Para permitir que mais crianças e adolescentes como João Paulo tenham acesso à cultura, a Fundação CSN está ampliando as vagas do pro-

valo r e s C sN

jeto: serão 1.110 até o fim do ano. Em Congonhas (MG), a ampliação da sede própria permitiu aumentar de 100 para 200 o número de crianças e adolescentes atendidos. Com a inauguração da Unidade II, em Araucária, em novembro, os atendimentos também dobraram (de 200 para 400). Até o fim do ano, o projeto finca bandeira em Mogi das Cruzes (SP), onde atenderá a 200 crianças e adolescentes. Arcos (MG), com 150 garotos cidadãos, e Itaguaí (RJ), com 160, são outras cidades em que a iniciativa está presente. Uma das exigências do Garoto Cidadão é a frequência escolar. Os participantes têm aulas de português e de matemática – além de acompanhamento psicopedagógico e atividades culturais, que também colaboram para a melhoria do convívio social e a formação da cidadania.

defendemos uma atuação social e ambiental responsável

Programa beneficia 200 jovens.

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oqueé oprojeto o Garoto Cidadão atende a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e funciona no contraturno escolar. um dos requisitos básicos para integrar o projeto é a obrigatoriedade de os participantes estarem regularmente matriculados no sistema público de ensino. o projeto compreende alimentação (complemento alimentar para as crianças), cesta básica (para as famílias), transporte e uniformes para todos os participantes, bem como acompanhamento psicológico e de assistentes sociais. É realizado em parceria com as prefeituras de Congonhas e Arcos (mG), Araucária (Pr), mogi das Cruzes (SP) e Itaguaí (rJ). Tem apoio do ministério da Cultura, do CmdCA, em Congonhas, e patrocínio das empresas CSn. 2009 < novembro_dezembro < matéria−prima

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O IBS AGORA É INSTITUTO AÇO BRASIL Uma nova marca para inaugurar um novo tempo

O aço está tão presente em nossa vida que não é percebido. Mas basta olhar à sua volta para entender a importância da indústria do aço no desenvolvimento do Brasil e na segurança e no conforto das pessoas. O aço está no nosso dia-a-dia: nos lares, escolas, escritórios, shoppings, hospitais e na geração de energia. Em todos os meios de locomoção: aviões, navios, carros, bicicletas. Forte para suportar as grandes obras, seguro nos instrumentos de precisão. O aço não polui. Não agride o meio ambiente. O aço é infinitamente reciclável. A nova marca fortalece a identidade da indústria do aço, ressalta seu compromisso com a sustentabilidade, a inovação tecnológica e a responsabilidade econômica, social e ambiental.

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AÇO | Construindo um Futuro Sustentável matéria−prima > setembro _ outubro > 2009

www.acobrasil.org.br


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